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Numero do processo: 10166.000992/2003-97
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano calendário:2001
IRPJ. RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO. ALEGAÇÃO DE ERRO NO PREENCHIMENTO DE DIPJ. COMPROVAÇÃO MEDIANTE RETIFICADORA. APRECIAÇÃO. CABIMENTO. Cumpre a autoridade julgadora apreciar alegações de defesa, no sentido de que incorreu em erros de preenchimento da declaração de IRPJ original, tendo o
contribuinte apresentado DIPJ retificadora, desde que sua finalidade seja comprovar o erro cometido.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 1402-000.559
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar que seja proferida nova decisão de 1ª. Instância, apreciando se o mérito do pedido, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Antonio José Praga de Souza
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DE BENS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2001 IRPJ. RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO. ALEGAÇÃO DE ERRO NO PREENCHIMENTO DE DIPJ. COMPROVAÇÃO MEDIANTE RETIFICADORA. APRECIAÇÃO. CABIMENTO. Cumpre a autoridade julgadora apreciar alegações de defesa, no sentido de que incorreu em erros de preenchimento da declaração de IRPJ original, tendo o contribuinte apresentado DIPJ retificadora, desde que sua finalidade seja comprovar o erro cometido. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar que seja proferida nova decisão de 1a. instância, apreciandose o mérito do pedido, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Jaci de Assis Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10166.000992/200397 Acórdão n.º 140200.559 S1C4T2 Fl. 2 2 Relatório SRG PARTICIPACOES E ADM. DE BENS LTDA recorre a este Conselho contra a decisão proferida pela da 4ª Turma de Julgamento da DRJ/BrasíliaDF em primeira instância, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida: Trata o processo de declaração de compensação (Dcomp), na qual a contribuinte acima identificada, compensa pretenso crédito de saldo negativo, referente ao 4º trimestre de 2001, no valor de R$ 39.147,38, com débitos de CSLL e IRRF, apurados em 31/12/2002 e 04/01/2003, nos valores de 6.205,10 e R$ 42.000,00, conforme fl. 1. A autoridade administrativa a quo no despacho decisório (fls. 21/24), datado de 26/10/2007, após examinar a questão, decidiu não homologar a declaração de compensação (Dcomp), por considerar não apurado saldo negativo de IRPJ no 4º trimestre de 2001. Intimada da decisão, em 21/12/2007, a contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade (fls. 35/47), na qual transcreve os fatos, dispositivos da legislação tributária sobre a compensação, opiniões de doutrinadores, ementa de solução de consulta, números de contas contábeis registradas nos livros diários e razão e, em resumo, apresenta os seguintes argumentos de defesa: à luz das normas que tratam a compensação, parece inequívoco, ressalvadas situações que envolvam prescrição o que não é o caso , ela não perde o direito ao crédito, em virtude de meros questionamentos quanto a maior ou menor clareza das informações prestadas à autoridade fiscal, porque o deve prevalecer é a verdade material; em 31/12/1999, possuía imposto de renda a compensar suficiente para compensar com o crédito declarado no Pedido de Compensação, conforme restará provado com a documentação comprobatória anexa, que oferece elementos suficientes para se constatar a verdade material, como forma de PROVAR e COMPROVAR de forma inequívoca; a autoridade fiscal, no item 10 do despacho (fl. 27) fez constar: "10...Pela análise da DIPJ/2000, com relação ao 4º trimestre de 1999 (fl.20), verifica se que a contribuinte optou somente por utilizar, ao fim do PA, a dedução do IRRF no montante exato do IRPJ devido. Sendo assim, a contribuinte não apurou saldo negativo em 31/12/1999 e não apresenta SN a ser compensado".; Fl. 2DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10166.000992/200397 Acórdão n.º 140200.559 S1C4T2 Fl. 3 3 a autoridade fiscal analisou somente a DIPJ/2000 para decidir que ela não possuía saldo suficiente para a compensação. Para que não cometa a injustiça de COBRAR em EXCESSO, a autoridade fiscal poderia ter utilizado as informações que possui em seus arquivos magnéticos fornecidas pelos contribuintes que retiveram impostos em seu benefício (DIRF), recolhimentos efetuados pela própria (DARF) e débitos de impostos e contribuições apurados e declarados (DIPJ DCTF DIRF etc), e constataria que ela possuía créditos suficientes para a compensação requerida; se pagou a MAIOR, sob qualquer forma, em hipótese alguma poderá ter cerceado seu direito creditório à compensação, à restituição ou ao ressarcimento. Se no cumprimento de uma obrigação acessória (DIPJ, DCTF, PERCOMP etc), cometeu erro de fato no preenchimento de uma declaração, é razoável que se proceda à correção, inclusive de ofício, para que não se faça a cobrança em excesso; procurando identificar as categorias de erro, SACHA CALMON NAVARRO COELHO leciona que: “O erro de fato ou erro sobre o fato dar seia no plano dos acontecimentos: dar por ocorrido o que não ocorreu. Valorar fato diverso daquele implicado na controvérsia ou no tema sob inspeção. (Curso de Direito Tributário, Editora Forense, pág. 663)”; já MISABEL DERZI, ao atualizar a obra “Direito Tributária Brasileiro”, de Aliomar Baleeiro (Editora Forense, pág. 810), segue na mesma linha, explicando que: "Segundo essa corrente dominante, erro de fato resulta da inexatidão ou incorreção dos dados fáticos, situações, atos ou negócios que dão origem à obrigação"; esclarecedoras, também, as considerações de GILBERTO DE ULHÔA CANTO, citadas, respectivamente, nas obras dos professores Misabel Derzi (pág. 810) e Sacha Calmon (pág. 664), já mencionadas; é pacífico o entendimento, inclusive no âmbito da Receita Federal do Brasil, que provado o erro de fato, a boa fé e a intenção da Manifestante, proceder alteração ou retificação ex offício, com efeito, retroativo, senão vejamos: o Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 16, de 2 de outubro de 2002, DOU de 4.10.2002, dispõe sobre a retificação de ofício, por parte da autoridade fiscal, da Opção pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), nos caso de erros de fato. No mesmo sentido transcrevo a Solução de Consulta n° 22 de 13.11.2003 da 3a. Região Fiscal; não obstante as normas citadas, o próprio CTN dispõe em seus arts. 106 e 112, a possibilidade de aplicação a ato ou fato pretérito, como também, a interpretação mais favorável à Manifestante, quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou situação fática; realizou conferência em sua DIPJ/2000, e constatou que no preenchimento da mesma, não fez constar o saldo registrado contabilmente nas contas 1.1.3.6.000001, 1.1.3.6.000002 e 1.1.3.6.000003 (anexos 26, 31,32 e 33). Como ocorreu erro no preenchimento da DIPJ/2000 (erro de fato), fezse sua Fl. 3DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10166.000992/200397 Acórdão n.º 140200.559 S1C4T2 Fl. 4 4 retificação, apresentada em 20.12.2007 (recibo n° de controle 04.74.98.26.84)(anexos n°s. 81 a 126) onde fez constar o saldo NEGATIVO em 31.12.1999 (4º trimestre de 2001) no valor de R$87.008,20 (Ficha 13A anexo 103) já deduzido o IR calculado no 4o trim/01 de R$12.389,56, compensado contabilmente em 2000, conforme razão da conta 1138.000004 (anexo 41); para que seja constatada a REALIDADE dos fatos, além dos documentos e elementos citados, a apresenta nesta oportunidade cópias dos Livros Diário e Razão com os registros contábeis nas páginas anexadas do Livro diário n° 007 devidamente registrado na Junta Comercial do DF., sob n° 00/0100331 em 11.10.2000, todos os registros dos lançamentos das retenções que sofreu durante o ano de 1999; as planilhas analíticas anexas, que reproduz os lançamentos do livro razão e saldo do IRRF retido no ano de 1999, juntamente com as fotocópias dos comprovantes de retenção fornecidos pelas fontes pagadoras, demonstram os valores RETIDOS durante o ano de 1999, registrados nas contas contábeis; a documentação comprobatória acima referida prova que durante o ano de 1999, sofreu de retenção de IRRF o total de R$180.699,33 e pagou indevidamente R$ 61,15. Nas contas do livro razão em 31.12.1999, constam saldo total de R$ 99.458,90 (1136.000001 R$ 34.141,99, 1136.0000002 R$ 65.255,76 e 1136.000003 R$61,15), ou seja, após apuração do IR devido nos Iº, 2º e 3º e 4º trimestre de 1999 e compensações legais, passou para o ano de 2000 o saldo acima registrado. O Balanço Patrimonial levantado em 31.12.1999 (anexos 26 a 29), demonstra os saldos acima citados; após o encerramento do Iº. 2º. e 3º. trimestres, não atualizou monetariamente os saldos credores excedentes durante o exercício de 1999, justamente por ter optado em considerálos somente em 31.12.1999 (4º trimestre); as planilhas de controle contábil (anexas n°s 71 a 80) também demonstra o início do registro da atualização dos saldos em 31.12.1999, atualizados somente a partir de 2000, e os períodos e valores utilizados em compensações futuras (a partir de 2000), até a realização/compensação completa dos saldos das contas; o registro contábil corroborado por documentos idôneos, hábeis e irrefutáveis, provam a seu a favor a boafé, e exige prova em contrário para combatêlo. Já se pronunciou neste sentido o Iº. Conselho de Contribuintes/ 8a. Câmara, in verbis; a MP n° 135, publicada no DOU em 30.10.2003, que incluiu o § 6º no art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, determinou que a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. Entretanto, a presente declaração de compensação analisada é anterior a MP n° 135/2003 e, portanto, não constitui instrumento hábil e suficiente para a exigência do débito; Fl. 4DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10166.000992/200397 Acórdão n.º 140200.559 S1C4T2 Fl. 5 5 como a previsão instituída pelo § 6º do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, só veio com a MP n° 135 (convertida na Lei 10.833/2003), publicada no DOU de 31.10.2003, a declaração de compensação só "constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados", a partir de 01/11/2003, sob pena de ferir o princípio da irretroatividade da lei, imposto pela Constituição Federal; no caso, a declaração de compensação ocorreu em 31/01/2003, portanto, inaplicável o §6º da Lei 9.430/1996. No pedido, requer seja acolhida a presente Manifestação de Inconformidade, para reformar o Despacho Decisório recorrido e determinado o conseqüente arquivamento deste processo. A decisão recorrida está assim ementada: IRRF/COMPENSAÇÃO O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos pagos por pessoa física ou jurídica só poderá ser compensado com o imposto devido apurado na declaração de informações econômica fiscais da pessoa jurídica DIPJ. Solicitação Indeferida. Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual contesta as conclusões do acórdão recorrido, e, ao final, requer o provimento. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10166.000992/200397 Acórdão n.º 140200.559 S1C4T2 Fl. 6 6 Voto Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. Consoante relatado, tratase de pedido de reconhecimento de direito creditório relativo a saldo negativo de recolhimentos do IRPJ do anocalendário de 2001. O pleito do contribuinte foi indeferido pela DRF de origem sob o fundamento de que a DIPJ/2002 (anocalendario de 2001) não apresentava saldo negativo de recolhimento passível de restituição. O contribuinte apresentou então manifestação de inconformidade, alegando erro no preenchimento da DIPJ/2002, tendo apresentado declaração retificadora, bem com os documentos comprobatórios, para justificar seu pleito. Vejamos os fundamentos da decisão de 1a. instância, da lavra do ilustre julgador Raimundo Pereira Dias: No despacho decisório questionado, a autoridade fiscal decidiu não homologar a declaração de compensação (Dcomp), por verificar que a reclamante não apurou saldo negativo na sua DIPJ/2002, relativo ao 4º trimestre de 2001. Na sua manifestação de inconformidade, a reclamante tece comentários sobre o seu direito de compensar crédito pago a maior, antecipado ou retido sobre receitas computadas na determinação do lucro real. Não resta dúvida que a empresa tem direito a utilizar esses valores; contudo, os valores das retenções na fonte, por serem consideradas antecipações, somente poderão ser deduzidos do imposto devido apurado na DIPJ. Neste ponto, a legislação tributária de regência determina que a pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado que sofrer retenção de imposto de renda ou de CSLL sobre rendimentos que integram a base de cálculo do imposto ou da contribuição, somente poderá utilizar o imposto retido ou pago por estimativa mensal na dedução do IRPJ ou da CSLL devida ao final do período de apuração em que houve a retenção para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL do período (Lei nº 8.891/1995, art. 37, §3º; Lei nº 9.430/1996, art. 2º, e IN SRF nº 600/2005, art. 10). Na realidade as retenções na fonte são consideradas antecipação do imposto devido apurado no encerramento do período (trimestral ou anual), uma vez que os rendimentos que deram origem às retenções ou pagamento do imposto estimado devem integrar o lucro real, base de cálculo do imposto devido apurado no encerramento do período trimestral ou anual, devidamente declarado na DIPJ. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10166.000992/200397 Acórdão n.º 140200.559 S1C4T2 Fl. 7 7 Assim, no momento em que ocorre às retenções ou o pagamento do imposto de renda apurado por estimativa, não se cabe cogitar de imposto pago a maior ou indevido. Ao contrário, à luz das prescrições deste imposto (retenções na fonte ou estimativa mensal), o tributo é regularmente devido; portanto, neste instante, insuscetível de compensação ou restituição. Com efeito, o que a legislação tributária permite atualmente é a utilização, para compensação ou restituição, do valor relativo ao saldo negativo apurado no encerramento do período de apuração (trimestral ou anual), de ocorrência do fato gerador do imposto devido, o qual pode ser influenciado pela incidência do imposto recolhido por estimativa ou o IRFonte, mas, substancialmente, não é recolhimento indevido ou a maior, como pretende a manifestante. Para provar a existência do crédito pleiteado, a manifestante junta ao presente processo cópias de folhas do livro diário, onde constam registros de IRRF a recuperar; dos comprovantes de rendimentos pagos e de retenção na fonte fornecidos pelas fontes pagadoras; planilhas demonstrativas dos valores retidos, e da declaração retificadora (fls. 50 a 154). Contudo, esses documentos não servem de provas para comprovar a existência do saldo negativo de imposto reclamado: primeiro, porque a declaração retificadora foi apresentada, após a ciência do despacho decisório, e segundo, porque nos registros contábeis e nos demonstrativos constam apenas IRRF a recuperar, não fazendo qualquer referência a saldo negativo de imposto compensado. Ademais, para tomada de decisão, a autoridade fiscal levou em consideração os dados informados pela empresa na sua DIPJ e declaração de compensação. Nesse caso, caberia a ela ter verificado, no tempo hábil, as supostas irregularidades e providenciado a retificação da DIPJ ou da declaração não homologada, antes de qualquer procedimento de ofício. Na realidade, a manifestante pretende é retificar o valor do crédito compensado na Dcomp com débitos de CSLL e de IRRF, uma vez que não apurou ou declarou na sua DIPJ/2002 primitiva, o saldo negativo compensado. Ademais, a competência original para examinar declaração retificadora é do Delegado da Receita Federal do Brasil de jurisdição do sujeito passivo. Quanto aos demais argumentos são inapropriados para o deslinde da questão em análise, principalmente de que a autoridade fiscal não tem competência para lançar o imposto cobrado, pois, na espécie, não trata de lançamento do ofício; mas sim de cobrança de tributos confessados pela própria manifestante em DCTF, compensado na Dcomp não homologada. Registrese, por fim, que não cabe aqui neste processo discutir a constituição do crédito tributário objeto da Dcomp não homologada, pois foi à própria contribuinte que apurou os débitos de CSLL e de IRRF em 31/12/2002 e 04/01/2003, objetos de cobranças, e confessou na DCTF do 4º trimestre do anocalendário 2002, antes de compensar na declaração não homologada. Feitas essas considerações, em que pesem os respeitáveis argumentos jurídicos levantados na manifestação de inconformidade, depreendese correta a análise feita pela autoridade fiscal, não merecendo, assim, qualquer reforma o despacho decisório questionado, porquanto corretamente analisada a questão, tendo sido abordados pontos que mereceriam verificações, considerandose a plausibilidade ou não da restituição/compensações pleiteadas. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10166.000992/200397 Acórdão n.º 140200.559 S1C4T2 Fl. 8 8 Diante do exposto, considerando que nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional a compensação de crédito tributário somente poderá ser autorizada com crédito liquido e certo do sujeito passivo contra a Fazenda Nacional, voto no sentido de indeferir a manifestação de inconformidade apresentada e manter a decisão proferida no despacho decisório questionado. Peço vênia para discordar do entendimento do nobre Relator do acórdão recorrido. Os fundamentos da decisão estariam corretíssimos, caso o contribuinte houvesse apresentado novo pleito. Porém, a meu ver, isso não ocorreu: o pedido do contribuinte permaneceu o mesmo, qual seja, reconhecimento de direito creditório do IRPJ anocalendário 2001. Na peça recursal o contribuinte alega ter incorrido em erro no preenchimento da DIPJ/2002, ano de 2001, tendo apresentado documentos que entende fazer prova desse erro e conseqüentemente a DIPJ retificadora. Veja que no pleito original o contribuinte já informava o valor total do saldo negativo que entendia fazer jus.. Registrese que não há que se falar em retificação do lançamento original, isso porque a retificação não alterou o valor do IRPJ devido e sim do saldo negativo de recolhimento, em razão de não ter informado corretamente o valor do IRFonte. Portanto, cabível a apreciação do pleito (mérito) pela DRJ. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso para determinar seja proferida nova decisão de 1a. instância, apreciandose o mérito do pedido. (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza Fl. 8DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
score : 1.0
Numero do processo: 13853.000146/95-91
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 04 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Thu Jun 04 00:00:00 UTC 1998
Ementa: IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA - ISENÇÃO - Não existindo decisão definitiva proferida pela Suprema Corte do País, com efeito erga omines, que considere os dispositivos que autorizam a tributação das parcelas recebidas a título de férias e de licença-prêmio não gozadas inconstitucionais, ditas parcelas devem ser consideradas como rendimentos tributáveis.
Recurso negado.
Numero da decisão: 102-43.090
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho
de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Valmir Sandri
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Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por APARECIDO ANTONIO SOARES. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ANTONIO DE4REITAS DUTRA PRESIDENTE D R I RELATOR FORMALIZADO EM: 2 1 PGO 1998 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros URSULA HANSEN, JOSÉ CLÓVIS ALVES, CLÁUDIA BRITO LEAL IVO, MARIA GORETTI AZEVEDO ALVES DOS SANTOS e FRANCISCO DE PAULA CORRÊA CARNEIRO GIFFONI. Ausente, justificadamente, a Conselheira SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO. NCA MINISTÉRIO DA FAZENDA /g PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. :13853.000146/95-91 Acórdão n°. :102-43.090 Recurso n°. : 13.097 Recorrente : APARECIDO ANTONIO SOARES RELATÓRIO APARECIDO ANTONIO SOARES, já qualificado nos autos, recorre para este Conselho contra decisão do Sr. Delegado da Receita Federal em Ribeirão Preto - SP, que julgou procedente o Lançamento de fls. 04, efetuado em decorrência de revisão da declaração de rendas referente ao ano base de 1994, que considerou tributáveis os valores recebidos pelo Recorrente, a título de férias e licença prêmio indenizadas, determinando o recolhimento de uma diferença de 1.162,53 UFIRs. No prazo regulamentar o contribuinte impugnou a pretensão do FISCO FEDERAL, sustentando, em breves palavras que: a) que sendo funcionário público estadual, prestando seus serviços ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nas funções de Oficial de Justiça, recebe sua remuneração diretamente da FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO que, ao listar os rendimentos recebidos, através de ATESTADO DE RENDIMENTOS PAGOS NO ANO BASE DE 1994, considerou-se como RENDIMENTOS ISENTOS E NÃO TRIBUTÁVEIS, por terem a natureza jurídica indenizatória e não de remuneração (vide doc. anexado, à fl. 05). b) que tal declaração, decorre de entendimento oficial da autoridade administrativa, que decidiu considerar tais verbas como rendas e proventos de qualquer natureza, tal como definidas pelo art. 153, III, da Constituição Federal; 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA • K, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. :13853.000146/95-91 Acórdão n°. : 102-43.090 c) que tal orientação foi iniciada pela própria Associação do Ministério Público do Estado de São Paulo, que encaminhou consulta ao saudoso jurista paulista GERALDO ATALIBA, cuja resposta leciona que tais verbas representam um ressarcimento de dano e não acréscimo patrimonial; d) que face as manifestações do judiciário e do próprio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo é que a FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO, decidiu não mais reter o tributo sobre férias e licenças prêmio indenizadas; e) que face a esta circunstância, requer o cancelamento da exigência tributária. A autoridade julgadora de primeira instância indeferiu a impugnação, sob o fundamento de que, apesar de reconhecer que o Egrégio Superior Tribunal de Justiça havia proferido acórdão sobre a questão, jurisprudência citada pelo RECORRENTE tem como pressuposto "um requerimento indeferido a pretexto de imperiosa necessidade de serviço, que, nestes autos restou de todo incomprovada" e, ainda, a legislação que regula a matéria "não contempla isenção específica para as verbas recebidas em dinheiro pelo contribuinte a título de licença prêmio ou de férias não gozadas", mantendo a exigência do tributo. Ressalte-se que a autoridade administrativa julgadora de primeira instância, antes de proferir a decisão, teve o cuidado de solicitar ao contribuinte se o mesmo havia ingressado em juizo para discutir se as importâncias recebidas são isentas do imposto de renda (fls. 31), tendo o contribuinte, conforme consta à fls. 33, informado que não havia ingressado com ação judicial contra a Fazenda. 3 , „ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. :13853.000146/95-91 Acórdão n°. : 102-43.090 Inconformado o Contribuinte recorre para este Conselho, aduzindo, como razões de recurso, as mesmas razões de sua impugnação, com amplas citações de Jurisprudência, anexando, inclusive, xerocópia de petições dirigidas ao Secretário Geral do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, requerendo indenização das férias a que tinha direito, nos exercícios de 1978 e 1987, não gozadas por entendimento de que havia imperiosa necessidade de serviço. É o Relatório. e 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA • • • 0';n PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA , Processo n°. :13853.000146/95-91 Acórdão n°. : 102-43.090 VOTO Conselheiro VALM1R SANDRI, Relator O recurso é tempestivo e assente em lei. Dele, portanto, tomo conhecimento. O litígio está centrado em duas hipóteses, sendo a primeira de natureza constitucional, base da impugnação e recurso do contribuinte. Está fulcrado nas disposições constitucionais que estabelecem a configuração da tributação da renda, no caso as disposições do art. 153, III e infra-constitucionais, Código Tributário Nacional, art. 43. A segunda hipótese, base da decisão de primeira instância, está fulcrada nas disposições legais, consubstanciadas no Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n° 1.041, de 11.01.1994, que estabelecem que "os rendimentos, abstraindo-se sua denominação, sua natureza ou qualquer outra circunstância, consubstancia fato gerador para a exação em apreciação, salvo os expressamente excepcionados pela lei". Delimitando, assim, o litígio, desde já, apesar do brilhantismo das razões do contribuinte, entendo que a razão está com o Fisco. Tendo como moldura, as razões do voto do eminente Conselheiro José Resende Minatel, proferido no Acórdão 108-04.777, da Oitava Câmara deste Primeiro Conselho, ou seja, que mesmo não desconhecendo que a atual jurisprudência se inclina para direção oposta, mobilizada por entendimento manifestado pelos Tribunais Superiores, não se deve generalizar pronunciamentos que não têm efeito erga omines, porque restritos aos casos julgados, não se constituí a interpretação soberana e definitiva do nosso ordenamento jurídico. 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTESs • : SEGUNDA CÂMARA„,; Processo n°.n°. : 13853.000146195-91 Acórdão n°. :102-43.090 Aduz, ainda, o ilustre julgado que "A interpretação eficaz será aquela encampada pela Suprema Corte, porque o ordenamento jurídico lhe reserva o papel de dizídico~~~1 de dizer o Direito, com grau de definitividade." Na hipótese, como acentuou o julgador de primeira instância, existe legislação específica, que considera as férias e licença prêmio indenizadas como rendimento tributável. De fato, é o seguinte o texto dos dispositivos legais que regem a matéria: "Art. 45 - São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens percebidos, tais como: II - Férias, inclusive as pagas em dobro, transformadas em pecúnia ou indenizadas, acrescidas dos respectivos abonos; III - Licença especial ou licença prêmio, inclusive quando convertida em pecúnia;" (Decreto n° 1.041, de 11.01.1994, que aprovou o Regulamento do Imposto de Renda) Assim, entendo que existem disposições legais ainda em vigor, sendo defeso ao julgador, principalmente deste Egrégio Conselho não aplicá-las. O julgador só poderia não aplicar as referidas disposições, se existisse, além de decisão específica em demanda proposta pelo RECORRENTE, liminar ou decisão definitiva proferida pela Egrégia Suprema Corte, considerando tais dispositivos inconstitucionais. 6 „ MINISTÉRIO DA FAZENDA K. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES• . SEGUNDA CÂMARA - Processo n°. : 13853.000146195-91 Acórdão n°. : 102-43.090 É cediço que sendo o Conselho de Contribuintes um órgão que tem como atribuição o controle dos atos da administração fazendária, a não aplicação de legislação tributária, por inconstitucionalidade, ainda não reconhecida pela Suprema Corte do País, está vedada. Além disso, deve ser ressaltado que em 08.04.1997, o DOU publicou o Decreto n. 2.194, de 07.04.1997, do Exmo. Sr. Presidente da República, que determinou às autoridades administrativas que se abstivessem de cobrar créditos tributários baseados em lei, tratado ou ato normativo federal, declarado inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. Não existindo tal decisão, só resta ao julgador , cuja competência entendo estar circunscrita ao julgamento e controle dos atos da administração fazendária, conheço do recurso e NEGO-LHE PROVIMENTO. Sala das Sessões - DF, em 04 de junho de 1998. 4,00 _ Á DRI 7 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10530.001784/00-87
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2003
Numero da decisão: 105-01.170
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: José Carlos Passuello
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I O - P ESIDENTE/ ~~?7 LOJ:ASSUELLO - RELATOR o 6 NOV 2003 RESOLUÇÃO N° 105-1.170 10530.001784/00-87 134.649 IRPJ e OUTROS - EXS.: 1997 a 2000 ENERGIA VEíCULOS LTDA. DRJ em SALVADOR/BA 15 DE OUTUBRO DE 2003 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o. Recurson.O• Matéria Recorrente Recorrida Sessão de Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ENERGIAVEíCULOS LTDA. RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termosdo voto do relator. FORMALIZADOEM: Participaram,ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUIS GONZAGA MEDEIROS NÓBREGA,DANIEL SAHAGOFF, ÁLVARO BARROS BARBOSA LIMA, JOSÉ AFFONSO MONTEIRO DE BARROS MENUSIER, FERNANDA PINELLA ARBEX e VERINALDO HENRIQUEDA SILVA. Ano-calendário: 1996, 1997, 199B, 1999 Ementa: OMISSÃO DE RECEITAS. PASSIVO NÃO COMPROVADO. 2 2 RELATÓRIO : 134.649 : ENERGIA VEíCULOS l TDA Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Contribuição para o PIS/Pasep Contribuição para o Financiamento d LANÇAMENTOS DECORRENTES. "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ A decisão recorrida foi assim ementada (fls. 852): O seguimento ao recurso voluntário foi confirmado pela autoridade administrativa local mediante o despacho de fls. 1664, apoiado em arrolamento de bens devidamente processado. A falta de comprovação, mediante documento hábeis e idôneos, dos saldos das contas componentes do passivo do balanço patrimonial, autoriza a presunção legal da existência de receitas mantidas à margem da escrita, ressalvando-se, à Contribuinte, a prova da improcedência dessa presunção. Recurso n.o. Recorrente ENERGIA VEíCULOS l TDA, empresa qualificada nos autos, recorreu (fls. 887 a 894 - mais anexos), em 12.08.2001 (fls. 887), da decisão da DRJ em Salvador, BA, de n° 1.189/2001, que manteve parcialmente exigência relativa ao Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, Contribuição Social Sobre o lucro, Pis, Cofins e multa por falta e atraso na entrega de DCTF, que lhe foi cientificada em 16.07.2001 AR colado no verso de fls. 886), portanto, tempestivamente. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o. : 10530.001784/00-87 Resolução n° : 105-1.170 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processon.o. : 10530.001784/00-87 Resolução n° : 105-1 .170 Tratando-se de lançamentos decorrentes, afastados ou parcialmente reduzidos os valores tributáveis que lhes deram causa, deve-se dar a estes o mesmo destino. Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 31/12/1999, 31/03/2000, 30/06/2000 Ementa: MULTA POR FAL TA E ATRASO NA ENTREGA DA DCTF. A pessoa jurídica que estiver obrigada à apresentação da DCTF e deixar de faze-lo ou então entrega-Ia com atraso, sujeita-se ao pagamento da multa correspondente a R$ 57,34 (cinqüenta e sete reais e trinta e quatro centavos), por mês calendário ou fração de atraso, tendo como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração." O recurso voluntário é aberto com a afirmativa de que (fls. 888 e 889): "Apresentou impugnação demonstrando que o auto de infração cometera o exagero de glosar todo o passivo da empresa, o que seria, no mundo, o primeiro caso de empresa não dever um único centavo, caso ímpar, possível de acontecer apenas na teoria. Com isso comprovava o pouco zelo do servidor encarregado da fiscalização, quando numa verificação mais criteriosa, teria conferido o absurdo da glosa total. Há de se mencionar que a "fiscalização" deu-se à distância de centenas de quilômetros: da sede da DRF em Feira de Santana para a sede da empresa em Paulo Afonso. A prova material desse desenlace geográfico entre os atos a apurar a cabeça - com todo respeito - do apurador é que, mecanicamente, o procedimento fiscal que se presume normalmente in loco e a vista dos papéis, se deu por via epistolar, mediante AR. , ) , , .,' 'l ,[' , ;" I t. I', I: ,'1' :, ' , I, ,I' ii ,t. , I, I',I I ' 1: J A Recorrente juntou seus comprovantes que, todavia, pouca ou quase nenhuma valia tiveram perante a Autoridade julgadora. Pelo contrário, a autoridade teceu comentários e fez transcrição do texto regulamentar de forma inadequada. Por não concordar com os critérios daquela autoridade, vem a Recorrente a esse Egrégio Conselho de Contribuintes. O recurso limitou-se a atacar a exigência e a requerer diligência, cujos itens limitam o alcance do r tada sobre o passivo fictício 3 - ti _ .. i , I : I ' : ' , ' I 1 I, I" I 'I : I,I, 'li I~II I izA;;' 4 Para melhor esclarecimento leio a decisão impugnada em plenário (fls. 855 I i: I' f"~ ! • I 't , I ' I 4 ~/ I a 866). A recorrente, ainda, reitera o pedido contido na impugnação de que devam ser aceitos os documentos apresentados na fase impugnatória, que não teriam sido apreciados, já que, no seu dizer "Tudo, como ficou demonstrado, resultou da fiscalização do tipo "epistolar", realizada a centenas de quilômetros de distância, o senhor auditor na comodidade de seu gabinete refrigerado, a mandar, via correio, papeluchos e exigências."(fls. 893). Foi formalizada preliminar de nulidade da decisão recorrida por errônea aplicação da norma legal e por falsear na transcrição de texto legal, além da não apreciaçãode documentos juntados na impugnação. Também pedido de diligência para a fiscalização, em relatório circunstanciado, formar con da inexistência do passivo fictícioimputado. No requerimento, pede o reexame da O exame da peça decisória recorrida indica que foi feito a redução da exigênciapela aceitação de que parte do passivo foi comprovado na fase impugnatória. Quanto ao passivo fictício, a recorrente entende que o efeito tributário do saldo existente em 31.12.1996 deve ser regido pelo Decreto-lei n° 1.598/77, que podia caracterizar no máximo presunção não legal, e que a capitulação legal feita no art. 40 da Lein° 9.430196 somente se aplicaria nos períodos seguintes, na forma do seu artigo 87. demais itens matéria não litigiosa, alem de apresenta preliminar de nulidade da decisão recorrida (item 13 - fls. 893) por alegada não apreciação pela autoridade recorrida de documentos oferecidos na impugnação. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o. : 10530.001784/00-87 Resolução n° : 105-1.170 As multas por descumprimento de obrigações formais não foram I.'.....MINISTÉRIO DA FAZENDAPRIMEIROCONSELHO DE CONTRIBUINTESProcesson.o. : 10530.001784/00-87~ Resolução n° : 105-1.170 1.t impugnadas e não integram o recurso voluntário. 5 " É o relatório. N ~/... 5 . I I ! ' "" I. I'. 6 6 VOTO O recurso é tempestivo e, devidamente preparado, deve ser conhecido. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o. : 10530.001784/00-87 Resolução n° : 105-1.170 Conselheiro JOSÉ CARLOS PASSUELLO, Relator A afirmativa de que a fiscalização se processou à distância deve ser inicialmente verificada. O Termo de início (fls. 03), datado de 24.10.2000, e a intimação de fls. 476, datada de 10.11.2000, foram firmados por representante da empresa (Auxiliar de Contabilidade e Assistente Contábil). Examinando o processo, constato que provavelmente a fiscalização compareceuna sede da empresa, intimou-a a apresentar a documentação e procedeu às verificaçõesna Repartição fiscal. Se assim ocorreu, tenho que não é ilega ,a sar de dificultar a consulta e .impossibilitaresclarecimentos pontuais, nada que não a ser suprido pela empresa na H/ Os autos de infração, como o termo de encerramento (fls. 499), porém, foramencaminhadas, da DRF em Feira de Santana para a ARF de Paulo Afonso (fls. 500), . seguindo-seAR colado a fls. 501, com data de 26.12.2000. O Termo de Início teve redação genérica e o termo de intimação reiterou a apresentação dos livros fiscais, declaração sobre a forma de tributação e a apresentação "de relação discriminada, por conta, dos títulos representativos do passivo circulante e •.exigível a longo prazo, constantes dos balanços encerrados em 31/12196, 31/12197, 31/12/98 e 31/12199, acompanhada dos respectivos títulos, assinada pelo contribuinte ou pessoa responsável, conforme modelo anexo;". Resta apreciar o pedido de diligência. ! r i r I: l: I i~ J 7 7 Assim, voto por não acolher a preliminar de nulidade da decisão recorrida. A leitura procedida do inteiro teor da decisão recorrida bem mostra seu detalhamento ao examinar grande quantidade de documentos, discorrendo a fls 856 a 865. sua impugnação e recurso. Se bem, tal procedimento aumenta o risco da aplicação de exigência sem total segurança quanto à sua sustentabilidade. A impugnação, formalizada em 02.01.2001 (fls. 502 a 505) trouxe farta documentação (fls. 507 a 857). MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o. : 10530.001784/00-87 Resolução n° : 105-1.170 A preliminar colocada pela recorrente pleiteia o exame dos documentos, referir-se a quais dos documentos apresentados não foram apreciados, e é inadequado, nessa fase recursal se proceda a levantamento, pelo Relator, de quais documentos tenham porventura não merecido a devida apreciação, ainda mais representando eles um volumoso conjunto de papéis. Em ambos casos, porém, a requerente deve' demonstrar claramente que oprocedimento diligenciai poderia dirimir as dúvidas const tadas no processo.M ~ ~. A diligência poderia se justificar por duas razões, uma pela indicação precisade dúvida quanto à consideração de determinados documentos pela autoridade "lançadoraou julgadora, outra pela demonstração clara de que alguns registros contábeis .podemapresentar discrepância dos elementos contidos nos documentos (valores, datas, No que respeita à alegada má aplicação da legislação e a eventual transcrição de texto legal com falha de redação, ou, como dito, transcrição fraudada, são , aspectosque serão superados quando do exame do mérito. I' I ! . r , /.: f 8 8 $ 468.174,75, de negócios com o Banco GM - h J " /" MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIROCONSELHO DE CONTRIBUINTES Processon.o. : 10530.001784/00-87 Resolução n° : 105-1.170 Seguem-se (fls. 898 a 1442) relações de títulos, cópias de documentos fiscais, cópias de livros fiscais e outros documentos, sem que a peça recursal descreva seusconteúdos ou as correlações que busca estabelecer. Determinar à fiscalização para refazer os levantamentos e reexaminar os documentos poderia significar a criação de nova instância administrativa não prevista na legislação processual própria e ainda frustrar a tão necessária celeridade processual, que no presente caso já apresenta sinais pouco dignos, pois se aprecia fatos ocorridos em 1996, decorridos quase sete anos. A recorrente, traz, no item 17 da peça recursal, afirmativa de que "faz juntada de planilhas, cópias de notas fiscais e razões, relativas aos anos de 1996, 1997, 1998 e 1999, provando mais uma vez que os pagamentos efetuados nos anos seguintes, foramresultantes de notas fiscais emitidas no ano anterior e que fizeram parte do passivo constantedos balanços." A relação de fls. 1228 e 1229, referente à General Motors, R$ 6.980,25, tambéconfere com o valor apontado pela fiscalização a fls. 06, acerca de 1997. A relação de fls. 1094 a 1097, referente a negócios com a empresaGeneral Motorsdo Brasil Ltda, que soma R$ 18.137,11, igualmente confere com o valor apontado pelafiscalização (fls. 06), referente a 1998. Porém, num exame cuidadoso dos documentos juntados, observo que a relaçãode fls. 898, referente a 31.12.1999, apresenta o mesmo valor total do item apontado pelafiscalização (fls. 06) como não comprovado referente a negócios com a empresa GM , Factoring,em valor de R$ 556.234,72. A relação de fls. 1279, de , Veículos,referente a 31.12.1996. Os valores acima (exemplificativos) são, sem dúvida, a maior parte daqueles considerados não comprovados pela fiscalização, o que dá ao processo alguns matizesdiferenciados. I I, I .. ; ", i "I I I I i I 9 9 exigência redundará em prejuízo aos A simples manutenção da exigência, como está posta, seguramente representará cobrança muito acima do valor do verdadeiro débito que será atribuível à recorrente,ao final do processo, quando trilhar a via judicial, e sobre a diferença incidirão ônuspara a Fazenda Pública, como custas processu . e sucumbência. Sob este aspecto, !cofrespúblicos. A despeito da juntada de provas após a fase impugnatória, o lançamento foi formalizado sem que se tivesse desenvolvido um procedimento formal de fiscalização no estabelecimento da recorrente. Se bem isso não serve para caracterizar sua nulidade, sem dúvida coloca o contribuinte em considerável desvantagem perante o fisco, que teve o tempoque decidiu dispor na realização da fiscalização e confecção do lançamento, mas, ao contribuinte foi atribuído apenas 30 dias para impugnação. Se bem, poderia a empresa ter mandado proceder a uma auditoria com levantamentos e correlações precisas sobre suas provas e valores contábeis, e não o fez, agora surgem provas que provavelmente, se formalizadas anteriormente, reduziriam drasticamentea exigência. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o. : 10530.001784/00-87 Resolução n° : 105-1 .170 Tudo isso, inclusive as ponderações anteriores acerca do pouco esforço da recorrente em fazer correlação de valores e fatos, apesar de que isso ficou difícil pelo '. volumedos fatos e documentos envolvidos, me deparo com um dos princípios que regem o ~'processoadministrativo fiscal, o princípio da busca da verdade material, o que me induz à .,'reflexão. A decisão recorrida, por outro lado, tirada à luz dos documentos existentes noprocesso, não poderá ser maculada, já que atendeu aos requisitos legais . MINISTÉRIODA FAZENDA PRIMEIROCONSELHO DE CONTRIBUINTES Processon.o. : 10530.001784/00-87 . Resoluçãon° : 105-1.170 10 " . ! O julgamento ao recurso voluntário representará, seguramente, ônus ,: parcialmente indevido à recorrente, se bem, em parte provocado por sua própria incúria, " prejuízoque, quando corrigido na via judiciária, acarretará dano financeiro ao erário. Assim, vejo como saída conciliatória, combinando de um lado, a favor do contribuinte,a tumultuada constituição do crédito tributário, a existência das provas trazidas aosautos e a eliminação da possibilidade de provocar, com uma decisão apressada, sérios e irreparáveis danos ao Erário Público, mesmo tendo constatado a possibilidade de imperfeiçãotécnica no pedido de diligência, a lisura da decisão recorrida e a protelação no deslindedo feito, mas prestigiando acima de tudo a necessária segurança no julgar e a garantia da ampla defesa, além da busca da verdade material, me inclino a, excepcionalmente, acolher as provas juntadas na fase recursal e converter o presente julgamento em diligência, para que o processo retorne à repartição de origem visando efetuaros procedimentos adiante definidos. Deverá, em diligência, a fiscalização ou quem a autoridade local competentedesignar, efetuar verificação acerca da idoneidade dos documentos juntados aos autos, principalmente na fase recursal, verificando se os valores constantes nos relatórios coincidem com aqueles que compõem os saldos ou valores do passivo, verificandotambém a regularidade dos registros contábeis correspondentes e, por último, I emitiremparecer detalhado e minucioso acerca das verificações, principalmente, indicando i: deforma conclusiva se tais documentos servem de forma cabal a efetuar a comprovação da regularidadedo passivo, destacando, ainda, os valores passivos que não correspondem às comprovaçõespossíveis com a documentação admitida como regular. -- .--_ ..~ .. Para que não se incorra em cerceamento aos direitos da Fazenda, poderá a autoridade local aduzir suas considerações, tudo devendo vado à ciência do " contribuintepara, querendo, manifestar-se no prazo de trinta9i ~ I /I' L ' 10 Por oportuno, convém limitar objetivamente a verificação às operações cujosdocumentos foram juntados ao processo, na fase recursal. 11 11 - DF, em 15 de outubro de 2003. ~.~~~ ARlos PASSUELLO }_ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o. : 10530.001784/00-87 Resolução n° : 105-1.170 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010 00000011
score : 1.0
Numero do processo: 35465.000090/2005-79
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/09/1994 a 31/12/1997
DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI N° 8.212/1991 - INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE.
De acordo com a Súmula Vinculante n° 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei 8212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência o que dispõe o § 4º do art. 150 ou art. 173 e incisos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não.Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2402-000.983
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, devido a decadência, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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Nos termos do art, 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • \ ACORDAM os membros da 4° Câmara / 2 Turma Ordinária da Seg d 1 Seção de Julgamento, por unanimidade—de vo os, em dar provimento ao recurso, devid à,'.„. decadência, nos termos do voto-ddyrela a, ,- „., , L - ARCEr0 OLIVEIRA - Presidente (r 1 r i ARTA BANDEI — Relatora Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Ewan Teles Aguiar (Convocado). 2 Processo n° 35465 000090/2005-79 S2-C4T2 Acórdão n ° 2402-00.983 Fl 190 Relatório Trata-se de lançamento de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos segurados, da empresa, à destinada ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, as destinadas a terceiros (Salário-Educação, SESC, SENAC, SEBRAE e INCRA), O Relatório Fiscal (fls. 66/68) informa que o lançamento foi efetuado por aferição indireta com base nos valores declarados na RAIS — Relação Anual de Informações Sociais, em razão da notificada não haver apresentado a documentação solicitada. Foram aproveitados no lançamento os recolhimentos procedidos pela auditada através de guias de recolhimento e os créditos já constituídos através da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito 32„377.0.39-8 de 31,07,98. Após apresentação de defesa, o lançamento foi julgado procedente pela Decisão Notificação ri° 21.401.4/040/2005 (fis, 97/114). Contra tal decisão, a notificada apresentou recurso tempestivo, onde alega prescrição da exigibilidade do crédito, ilegitimidade da cobrança destinada ao INCRA, SESC, SENAC e SEBRAE. Considera a contribuição do Salário Educação inconstitucional, assim como a multa aplicada que seria confiscatória. Entende não ser legal a utilização da taxa de juros SELIC para fins tributários, A SRP apresentou contrarrazões (fi. 188) pela manutenção da decis9, recorrida. É o relatório. 3 Voto Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. A recorrente apresenta preliminar de decadência que deve ser acolhida. O lançamento em questão foi efetuado com amparo no art, 45 da Lei n" 8,212/1991, que trata da decadência das contribuições previdenciáias da seguinte forma: "Art. 45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados: 1- do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar os Recursos Extraordinários n" 556664, 559882, 559943 e 560626, negou provimento aos mesmos por unanimidade, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei n, 8212/91. Em decisão unânime, o entendimento dos ministros foi no sentido de que o artigo 146, IH, `b' da Constituição Federal, afirma que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária. Na oportunidade, os ministros ainda editaram a Súmula Vinculante n° 08 a respeito do tema, a qual transcrevo abaixo: Súmula Vinculante 8 "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8 212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário" É necessário observar os efeitos da súmula vinculante, conforme se depreende do art. 103-A, caput, da Constituição Federal que foram inseridos pela Emenda Constitucional n° 45/2004, in verbis: "Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovai.. súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como procedà sua revisão ou cancelamento, na . forma estabelecida em c (g.n.) 4 Processo n" 35465..000090/2005-79 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.983 Fl. 191 Da leitura do dispositivo constitucional, pode-se concluir que, a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. No caso concreto, verifica-se que o lançamento em tela refere-se a período compreendido entre 09/1994 a 12/1997 e foi efetuado em 18/01/2005, data da intimação do sujeito passivo. O Código Tributário Nacional trata da decadência no artigo 173, abaixo transcrito: "Art./ 73 - O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva à decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo Único - O direito a que se refere este artigo extingue- se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Por outro lado, ao tratar do lançamento por homologação, o Códex Tributário definiu no art. 150, § 40 o seguinte: "Art.150 - O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressanzente a homologa. ,sç 4" - Se a lei não ,fixar prazo a homologação, será ele de cinco i anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação." • Entretanto, tem sido entendimento constante em julgados do Sup, rior Tribunal de Justiça, que nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa put- do pagamento da contribuição, aplica-se o prazo previsto no § 4 do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos passa a contar da ocorrência do fato gerador, uma vez que resta caracterizado o lançamento por homologação. Se, no entanto, o sujeito passivo não efetuar pagamento algum, nada há a N -(.: - -,-,,homologado e, por conseqüência, aplica-se o disposto no art, 173 do CTN, em que o prazo d---,,„ 5 cinco anos passa a ser contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Para corroborar o entendimento acima, colaciono alguns julgados no mesmo sentido: "TRIBUTÁRIO EXECUÇÃO FISCAL. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO, PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. TERMO INICIAL INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 173, 1, E 150, § 4 0 , DO CTN 1. O prazo decadencial para efetuar o lançamento do tributo é, em regra, o do ar! 173, I, do CTIV, segundo o qual 'o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados. • 1 - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado' 2. Todavia, para os tributos sujeitos a lançamento por. homologação —que, segundo o art. 150 do CTN, 'ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa' e 'opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa' —,há regra específica. Relativamente a eles, ocorrendo o pagamento antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar do fato gerador, conforme estabelece o § 4" do ar!, 150 do CTN. Precedentes.jurispradenciais. 3, No caso concreto, o débito é referente à contribuição previdenciária, tributo sujeito a lançamento por homologação, e não houve qualquer antecipação de pagamento, É aplicável, portanto, conforme a orientação acima indicada, a regra do art, 173, I, do CTN 4. Agravo regimental a que se dá parcial provimento," (AgRg nos EREsp 216 758/SP, 1" Seção, Rei Mill, Teori Albino Zavascki, DJ de 10.4,2006) "TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA.. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. PRAZO QÜINQÜENAL MANDADO DE SEGURANÇA, MEDIDA LIMINAR. SUSPENSÃO DO PRAZO. IMPOSSIBILIDADE, I 1, Nas exaçães cujo lançamento se . faz por homologação, havendo pagamento antecipado, conta-se o prazo decadencial a partir da ocorrência do .fato gerador (art. 150, § 4", do CTN), ( que é de cinco anos. 2. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há p ., , de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto noN 173, I, do CTN ,. 6 Processo na 35465.000090/2005-79 S2-C4T2 Acórdão n° 2402-00.983 Fl 192 OlniSSiS 4 Embargos de divergência providos." (EREs-p 572.603/PR, 1" Seção, Rei Mm. Meira, DJ de 5.9,2005) No caso em tela, embora haja antecipações, o lançamento encontra-se totalmente decadente por qualquer das teses acima tratadas. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso e DAR-LHE PROVIMENTO face à decadência verificada. É como voto. Sala das Sessões, em 6 de julho de 2010 A. ARIA BAND IRA - Relatora 7
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Numero do processo: 11065.001071/2004-23
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/1999
Ementa: CONSTITUCIONALIDADE.
Não compete à autoridade administrativa deixar de aplicar lei sob a alegação do caráter confiscatório da penalidade nela prevista.
LEGALIDADE.
É cabível a aplicação de multa pela falta ou atraso na entrega da DCTF, conforme legislação de regência.
DCTF- OBRIGATORIEDADE DE ENTREGA
A entrega da DCTF fora do prazo fixado na legislação enseja a aplicação da multa correspondente.
DCTF- DENÚNCIA ESPONTÂNEA
A entrega da DCTF fora do prazo fixado na legislação enseja a aplicação da multa correspondente. A responsabilidade acessória autônoma não é alcançada pelo art. 138 do CTN.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 302-39.011
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Vencido o Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Não compete A autoridade administrativa deixar de aplicar lei sob a alegação do caráter confiscatório da penalidade nela prevista. LEGALIDADE. É cabível a aplicação de multa pela falta ou atraso na entrega da DCTF, conforme legislação de regência. DCTF- OBRIGATORIEDADE DE ENTREGA A entrega da DCTF fora do prazo fixado na legislação enseja a aplicação da multa correspondente. DCTF- DENÚNCIA ESPONTÂNEA A entrega da DCTF fora do prazo fixado na legislação enseja a aplicação da multa correspondente. A responsabilidade acessória autônoma não é alcançada pelo art. 138 do CTN. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Processo n.° 11065.001071/2004-23 Acórdão n.° 302-39.011 CC03/CO2 Fls. 71 ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Vencido o Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira. JUDITH O M RAL MARCONDES ARMANDO - Presidente r1 4 /1 112t-> ÉRCIA HELEN TRAJANO D'AMORIM - Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Elizabeth Emilio de Moraes Chieregatto, Paulo Affonseca de Barros Faria Júnior, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Paula Cintra de Azevedo Aragdo. • Processo n.° 11065.001071/2004-23 Acórdão n.° 302-39.011 CC03/CO2 Fls. 72 Relatório A empresa acima identificada recorre a este Conselho de Contribuintes, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, à fl. 36 que transcrevo, a seguir: "Trata o presente processo de auto, de infração relativo a multa por atraso na entrega de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais-DCTF-lavrado contra o contribuinte acima identificado, tendo em vista a entrega a destempo da(s) declaração(ões) em comento. 2. A autuada impugna o lançamento alegando que verificou sua situação cadastral junto a Receita Federal e que existiam pendências. De forma espontânea, a empresa entregou as declarações antes de qualquer procedimento fiscal." 0 pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do Acórdão DRJ/POA n ° 9.108, de 18/07/2006 (fls. 36/38), proferida pelos membros da 2 a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS, cuja ementa dispõe, verbis: "Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuraçã o:01/01/ 1999 a 31/12/1999 Ementa: Incabível a argüição de denúncia espontânea com o intuito de eximir-se de penalidade em caso de atraso na entrega de obrigação acessória. Lançamento Procedente." Cientificada do acórdão de primeira instância conforme AR, à fl. 42, datado de 15/08/2006; a interessada apresentou, em 04/09/2006, o recurso de fls. 43/62 e documentos as fls. 63/66, em que repisa praticamente as razões contidas na impugnação, 0 processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até a fl. 69 (última), que trata do trâmite dos autos no âmbito deste Conselho. o Relatório. Processo n.° 11065.001071/2004-23 Acórdão n.° 302-39.011 CC03/CO2 Fls. 73 Voto Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim, Relatora 0 recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente processo, da aplicação da multa pelo atraso na entrega da DCTF do ano de 1999. Para o caso especifico, a entrega da DCTF fora do prazo previamente determinado na legislação indicada na descrição dos fatos/fundamentação, acarretou a aplicação da multa por atraso, no valor de R$ 4.730,55. No tocante a violação ao principio constitucional da legalidade, entendo que está correta a exigência, e para tanto adoto o voto da Ilustre Conselheira Anelise Daudt Prieto, que transcrevo a seguir: "Em primeiro lugar, cabe avaliar o disposto no artigo 25 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição da República promulgada em 5 de outubro de 1988, verbis: "Art. 25. Ficam revogados, a partir de cento e oitenta dias da promulgação da Constituição, sujeito este prazo a prorrogação todos os dispositivos legais que atribuam ou deleguem a órgão do Poder Executivo competência assinalada pela Constituição ao Congresso Nacional, especialmente no que tange a: I - ação normativa; II - alocação ou tranferência de recursos de qualquer espécie." A questão que se coloca é: poderia o Secretário da Receita Federal, por meio da Instrução Normativa SRF le 129, de 19.11.86, instituir a obrigação acessória da entrega da DCTF, tendo em vista o disposto naquele artigo 25 do ADCT? Vale lembrar que o art. 52 do Decreto-Lei ng 2.214/84 conferiu competência Ministro da Fazenda para "eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal". A Portaria MF n 118, de 28.06.84, delegou tal competência ao Secretário da Receita Federal. Tais dispositivos teriam sido revogados, segundo o previsto no ADCT 25, a partir de 180 dias da promulgação da Constituição de 1988, isto 6, em 06/04/1989? Antes de mais nada, importa deixar bem claro que o dispositivo constitucional transitório veda a delegação de "competência assinalada pela Constituição ao Congresso Nacional" no que tange a ação normativa. Então, a indagação pertinente é se a Carta Magna de Processo n.° 11065.001071/2004-23 Acórdão n.° 302-39.011 1988 assinalou ao Congresso Nacional a competência para instituir obrigações acessórias, como no caso da Declaração de Contribuições e Tributos Federais. A essa questão só cabe uma resposta: não. O principio da legalidade previsto no artigo 150, inciso I, da Constituição Federal refere-se à instituição ou majoração de tributos. O artigo 146, que traz as competências que seriam exclusivas da lei complementar, também não alude ás obrigações acessórias. Ademais, não existe qualquer outro dispositivo prevendo que a instituição de obrigação acessória seria de competência do Congresso Nacional. Portanto, não há que se falar em vedação à instituição da DCTF por Instrução Normativa do Secretário da Receita Federal, em face do disposto no artigo 25 do ADCT. Vale também enfatizar que a penalidade pelo descumprimento da obrigação acessória de entregar a DCTF, está prevista em lei, como pi assinalado, calcada no disposto no parágrafo § .32 do art. 52 do Decreto-Lei n2 2.214/84, verbis: "Art. 52 0 Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. (.) § 3°. Sem prejuízo das penalidades aplicáveis pela inobservância da obrigação principal, o não cumprimento da obrigação acessória na forma da legislação sujeitará o infrator a multa de que tratam os parágrafos 22, 32 e 42, do art. 11, do Decreto-lei n2 1.968, de 23 de novembro de 1982, com a redação que lhe foi dada pelo Decreto-lei 112 2.065, de 26 de outubro de 1983." (grifèi) O caput e os §§ 22, 32 e 42 do art. 11 do Decreto-lei n2 1.968/82, com redação dada pelo Decreto-lei n2 2.065/83, estão assim redigidos: "Art. 11 — A pessoa fisica ou jurídica é obrigada a informar Secretaria da Receita Federal os rendimentos que, por si ou como representante de terceiros, pagar ou creditar no ano anterior, bem como o Imposto sobre a Renda que tenha retido. § 2' Será aplicada multa de valor equivalente ao de uma OR TN para cada grupo de 5 (cinco) informações inexatas, incompletas ou omitidas, apuradas nos formulários entregues em cada período determinado. § 3° Se o formulário padronizado (§ la) for apresentado após o período determinado, será aplicada multa de 10 (dez) ORTN ao mês- CC03/CO2 Fls. 74 Processo n.° 11065.001071/2004-23 Acórdão n.° 302-39.011 CC03/CO2 Fls. 75 calendário ou fração, independentemente da sanção prevista no parágrafo anterior. § 42 Apresentado o formulário, ou a informação, fora do prazo, mas antes de qualquer procedimento "ex officio", ou se, após a intimação, houver a apresentação dentro do prazo nesta fixado, as multas serão reduzidas a metade." (grifei) Aliás, no que concerne a legalidade da imposição, a jurisprudência, tanto do Segundo Conselho de Contribuintes, que detinha a competência para este julgamento no âmbito administrativo, quanto do Superior Tribunal de Justiça, a qual me filio, é no sentido de que não foi ferido o principio da reserva legal. Nesse sentido, os votos do Eminente Ministro Garcia Vieira, nos julgamentos da Primeira Turma do STJ do RESP 374.533, de 27/08/2002, do RESP 357.00I-RS, de 07/02/2002 e do RESP 308.234-RS, de 03/05/2001, dos quais se extrai, da ementa, o seguinte: "t cabível a aplicação de multa pelo atraso na entrega da Declaração de Contribuições e Tributos Federais, a teor do disposto na legislação de regência. Precedentes jurisprudenciais." Em vista da adoção do voto acima transcrito, com o qual concordo plenamente, entendo descabida a alegação de ilegalidade da exigência da penalidade pecuniária objeto de lide, alegada pela recorrente. Logo, não procede também a argumentação que se trata de multa confiscatória, pois a mesma tem fundamento e suficiência legal no art. 11 do Decreto-Lei n' 1.968/82, com a redação que lhe foi dada pelo art. 10 do Decreto-Lei n' 2.065/83, e no art. 5°, § 3°, do Decreto- Lei n' 2.124/84. Assim sendo, a autoridade administrativa, por força de sua vinculação ao texto da norma legal, deve limitar a aplicá-la, sem emitir qualquer juizo de valor acerca da sua constitucionalidade ou outros aspectos de sua validade. Já se constitui em jurisprudência pacifica deste Colegiado que não se insere em sua competência o julgamento da validade ou não de dispositivo legais vigentes, bem como de a constitucionalidade ou não dos mesmos. A exigência questionada foi aplicada em virtude dos dispositivos legais discriminados no próprio auto de infração, razão por que não cabe a este Colegiado questioná-los, mas apenas garantir-lhes plena eficácia. In casu, em que não exista qualquer manifestação do Supremo Tribunal Federal, do Secretário da Receita Federal ou do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, entendo que também não compete a este Conselho manifestar-se sobre o caráter confiscatório da penalidade. A declaração de inconstitucionalidade de norma, em caráter originário e com grau de definitividade, é tarefa da competência reservada, com exclusividade, ao Supremo Tribunal Federal, a teor dos artigos 97 e 102, III '13', da Carta Magna. Neste mesmo sentido, dispõe o Parecer COSIT/DITIR n° 650, de 28/05/93, expedido pela Coordenação-Geral do Sistema de Tributação, em decisão de processo de consulta: "5.1 - De fato, se todos os Poderes tem a missão de guardiões da Constituição e não apenas o Judiciário e a todos é de rigor cumpri-la, 1 mencione-se que o Poder Legislativo, em cumprimento a sua j Processo n.° 11065.001071/2004-23 Acórdão n.° 302-39.011 CC03/CO2 Fls. 76 responsabilidade, anteriormente a aprivagdo de tuna lei, a submete a Comissão de Constituição e Justiça (C.F., art. 58), para salvaguarda de seus aspectos de constitucionalidade dou adequação a legislação complementar. Igualmente, o Poder Executivo, antes de sancioná-la, através de seu órgão técnico - Consultoria Geral da República, aprecia os mesmos aspectos de constitucionalidade e conformação a legisla cão complementar. Nessa linha sequencial, o Poder Legislativo, ao aprovar determinada lei, o Poder Executivo, ao sancioná-la, ultrapassam em seus âmbitos, nos respectivos atos, a barreira da sua constitucionalidade ou de sua harmonização a legislação complementar. Somente a outro Poder, independente daqueles, caberia tal argüição. 5.2 - Em reforço ao exposto, veja-se a diferença entre o controle judiciário e a verificação de inconstitucionalidade de outros Poderes: como ensina o Professor José Frederico Marques, citado pela requerente, se o primeiro é definitivo hic et nunc, a segunda está sujeita ao exame posterior pelas Cortes de Justiça. Assim, mesmo ultrapassada a barreira da constitucionalidade da Lei na órbita dos Poderes Legislativo e Executivo, como mencionado, chega-se, de novo, em etapa posterior, ao controle judicial de sua constitucionalidade. 5.3 - (.) Pois, se ao Poder Executivo compete também o encargo de guardião da Constituição, o exame da constitucionalidade das leis, em sua órbita, é privativo do Presidente da República ou do Procurador- Geral da República (C.F., artigos 66, par. 10 e 103, le VI)." Verifica-se que o procedimento fiscal obedeceu aos requisitos previstos na legislação vigente. Com efeito, a ação fiscal trata da exigência da multa pela não apresentação de DCTF 0 atraso na entrega da declaração e obrigação acessória decorrente de legislação tributária, ou seja, daquele elenco de espécies normativas descritas no art. 96 do CTN. Consiste na prestação positiva (de fazer, ou seja, de entrega de declaração em tempo hábil) de interesse da fiscalização e o seu descumprimento gera penalidade para o sujeito passivo, desde que esteja previsto em lei e a penalidade imputada converte-se em obrigação principal. Portanto, a obrigação acessória deve atender aos requisitos de entrega, bem como a entrega no prazo legal, sem necessidade de intimação prévia. 0 art. 113, §§ 2° e 3°, do CTN e Portaria MF n.° 118/84, que delegou competência para tanto, ao Secretario da Receita Federal, através da Instrução Normativa n.° 126/1998, instituiu a Declaração de Contribuições e Tributos Federais — DCTF, como obrigação acessória dos contribuintes prestarem mensalmente informações relativas A obrigação principal de tributos e/ou contribuições federais, por meio de formulário padrão, e no caso de inobservância, aplicação da multa. A multa em questão tem fundamento e suficiência legal no art. 11, §§ 2°, 3° e 4° do Decreto-Lei n0 1.968/82, com a redação que lhe foi dada pelo art. 10 do Decreto-Lei n° 2.065/83, e no art. 50, § 3°, do Decreto-Lei n° 2.124/84, como já comentado acima. Outros atos foram editados, nos termos do art. 100, inciso I do CTN, e com base nos mesmos decretos-lei, onde estabelecem orientações técnicas e procedimentais, sem inovar ou criar qualquer outra obrigação para a pessoa jurídica. Destarte, a matriz legal para a autuação, além do art. 70 da Lei n.° 10.426/02 (derivação da Medida Provisória n.° 16, de 2001), está contida no art. 5° do Decreto-Lei ijo 2.124, de 1984. Processo n.° 11065.001071/2004-23 Acórdão n.° 302-39.011 CC03/CO2 Fls. 77 0 art. 5°. Caput e § 3°, do Decreto-Lei n°2.124, de 13 de junho de 1984, dispõe: "Art.5° - O ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obriga coes acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal §3° - Sem prejuízo das penalidades aplicáveis pela inobsemincia da obrigação principal, o não cumprimento da obrigação acessória na forma da legislação sujeitará o infrator a multa de que tratam os §§ 2°, 3" e 4° do artigo 11 do Decreto-lei n° 1.968, de 23 de novembro de 1982, com a redação que The foi dada pelo Decreto-lei n°2.065, de 26 de outubro de 1983." Destarte, para os anos-calendário de 1999, 2000 e 2001 a entrega das DCTF's era disciplinada pela IN SRF no 126/98. Já a IN SRF n° 255/2002, estabeleceu, com base no art. 7° da Lei n° 10.426/2002, novas formas de cálculo da multa por atraso na entrega da DCTF, inclusive, observando-se a retroatividade benigna, de acordo com o art. 106 da Lei n° 5.172 do CTN. Destarte a penalidade aplicada foi de acordo com o determinado na legislação tributária pertinente. A recorrente, ainda, não objeta o atraso na entrega da declaração, porém alega que a multa é inaplicável em face do disposto no art. 138 do CTN. 0 atraso na entrega da declaração foi confirmado pela própria recorrente e é obrigação acessória decorrente de legislação tributária, ou seja, daquele elenco de espécies normativas descritas no art. 96 do CTN. Consiste na prestação positiva (de fazer, ou seja, de entrega de declaração em tempo hábil) de interesse da fiscalização e o seu descumprimento gera penalidade para o sujeito passivo, desde que esteja previsto em lei e a penalidade imputada converte-se em obrigação principal. Destarte a penalidade aplicada foi de acordo com o determinado na legislação tributária pertinente. Quanto à figura de denúncia espontânea, contemplada no art. 138 do CTN somente é possível sua ocorrência de fato desconhecido pela autoridade, o que não é o caso de atraso na entrega da declaração, que se torna ostensivo com decurso do prazo fixado para a entrega tempestiva da mesma. 0 disposto no art. 138 do CTN não alcança as penalidades exigidas pelo descumprimento de obrigações acessórias autônomas, não obstante o argumento da recorrente de que entregou espontaneamente a sua DCTF. A Egrégia l a Turma do Superior Tribunal de Justiça, no Recurso Especial n° 195161/G0 (98/0084905-0), em que foi relator o Ministro José Delgado (DJ de 26 de abril de 1999), por unanimidade de votos, que embora tenha tratado de declaração do Imposto de renda 6, também, aplicável à entrega de DCTF: Processo n.° 11065.001071/2004-23 Acórdão n.° 302-39.011 CC03/CO2 Fls. 78 "TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ENTREGA COM ATRASO DA DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. MULTA. INCIDÊNCIA. ART. 88 DA LEI 8.981/95. I - A entidade "denúncia espontânea" não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a declaração do imposto de renda. 2 - As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vinculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138 do CTN. 3 - Há de se acolher a incidência do art. 88 da Lei n." 8.981/95, por não entrar em conflito com o art. 138 do CTN. Os referidos dispositivos tratam de entidades jurídicas diferentes. 4 - Recurso provido." o caso também dos acórdãos proferidos nos Recursos Especiais n° 208.097- PR, de 08/06/1999 (DJ de 01/07/1999)e 190.388-GO, de 03/12/1998, (DJ de 22/03/1999), cuja ementa transcreve-se: "TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ENTREGA COM ATRASO DE DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. A entidade denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a declaração do imposto de renda. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vinculo direto conz a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138 do CTN. ( .) Recurso provido." Também há decisões do Conselho de Contribuintes no mesmo sentido, a exemplo do Acórdão n° 02-0.829, da Câmara Superior de Recursos Fiscais: "DCTF — DENÚNCIA ESPONTÂNEA — Ê devida a multa pela omissão na entrega da Declaração de Contribuições Federais. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vinculo direto corn o fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138 do CTN. Precedentes do STJ. Recurso a que se dá provimento. - O Acórdão CSRF/02-01.096 de 22/01/2002. DOU em 04.07.2003, dispõe: "DCTF — DENÚNCIA ESPONTÂNEA — Havendo o contribuinte apresentado DCTF fora de prazo, mesmo antes de iniciado qualquer procedimento fiscal, há de incidir multa pelo atraso. Recurso de divergência provido — CSRF — Segunda Turma". Processo n.° 11065.001071/2004-23 Acórdão n.° 302-39.011 CC03/CO2 Fls. 79 0 acórdão n° 102-43711, de 14/04/1999, também dispõe: "IRPF — MULTA — FALTA DE ENTREGA DA DIRF: Tratando-se de obrigação de fazer até determinada data e não sendo cumprida por parte da contribuinte, no momento do inicio da inadimplencia ocorre o fato gerador da obrigação acessória, que pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente a penalidade pecuniária. ESPONTANEIDADE — INAPLICABILIDADE DO ART. 138 DO CTN — A entrega da declaração é uma obrigação acessória a ser cumprida anualmente por todos aqueles que se encontrem dentro das condições de obrigatoriedade e, independe da iniciativa do sujeito ativo para seu implemento. A vincula ção da exigência da multa a necessidade de procedimento prévio da autoridade administrativa fere o artigo 150 inciso II da Constituição Federal na medida em que, para quem cumpre o prazo e entrega a declaração acessória não se exige intimação, enquanto para quem não a cumpre seria exigida. Se esta fosse a interpretação estaríamos dando tratamento desigual a contribuintes em situação equivalente. Recurso negado." Diante do exposto, voto por que se negue provimento ao recurso e procedência do lançamento para considerar devida a multa legalmente prevista para a entrega a destempo da DCTF, pois trata-se de responsabilidade acessória autônoma não alcançada pelo art. 138 do CTN. Sala das Sessões, em 13 de setembro de 2007 • ER . iLE A JANO D'AMORIM - Relatora . ,
score : 1.0
Numero do processo: 10280.013304/99-87
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Oct 21 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Fri Oct 21 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 102-02.242
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: José Raimundo Tosta Santos
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Processo nO Recurso nO Matéria Recorrente Recorrida Sessão de ' Vistos, relatados e discutidos os prese[1tes autos de recurso interposto por HO~BANER COELHO E SILVA. RESOLVEM os Membros da -Segunda Câmara do Primeiro Cons~lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julg@mento em diligência, nos termos'do, voto do Relator . .f}~~' LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE ' JOS~ RA~ TOSTA SANTOS .. RELATOR FORMALIZADO EM: fI 4' NOV, ~OQS 'Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NAURY FRAGOSO TANAKA, LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE' OLIVEIRA, JOSÉ 'OLESKOVICZ, LUIZA HELENA GALANTE DE MORAES (SUPLENTE , - CONVOCADA), SILVANA MANCINI KARAM e ROMEU BUENO DE CAMARGO, ' Ausente, justificadamente, o Conselheiro ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. ' É o Relatório. / R ELA T.Ó R J O 10280.013304/99-87 102-02.242 141.895 , HOLBANER COELHO E SILVA MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo nO Resóluç~o nO Recurso nO , Recorrente 2 Em sua peça recursal; à' fI. 36, Q recorrente, por, sua esposa qu~ também é sua procuradora, solicita que a restituição ,seja' deferida a partir de setembro de 1995, pois a-doença teve início em meados de '1980, conforme Laudo ' , Médico Psiquiátrico de fls. 26/28. . - . , Trata-se dé Recurso Voluntário interposto para reforma do Acórdão • I • • • • DRJ/BEL nO 2.395, de 26/04/2004 (fls. -31/34), que, por unanimidade de votos,- . . . \ ' 'deferiu parcialmente o pedido de restituição do imposto de renda retido na fonte e do imposto pago por'ocasião das declarações de ajuste anual, a paiifr de novembro . . de 1999, data de emissão do laudo médico de fI. 02,. que reconhece que o reque.rente é portador de alienação mental definitiva que o incapacita para qualquer atividade laboral. O pedido do contribuinte abrange o período a partir -de setembro de 1995. ,~, I,' , ( -, ,.', •. ' , ,, , , \..' ~ ' ,~:.), ~''', ~~,._-_._---'------' . ., " , \ '- 3' " VOTO " .. / 10'280,013304/99-87 102:..02.242 MINISTÉRIO DA FAZENDA , , ,PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA \" Processo nO, Resolução nO Conselheir~JOSÉ RAIMUNDO'TOSTA SANTOS, Relator"~ ", , O pressuposto básico para o \ processamento 'do ,pedid? de' \ . .' .. : "', restituição é a prova de que houve pagamento indevido. I" 1. .' , Em face ao exposto, entendo I ser necessário' a realização' de diligência, a, fim de que a repartiçã9 de origem junte aos áutos as Declar~ções:d~ , . . . Ajuste Anual, apresentadas po'r Holbane(,Coelho e Silva~ CPF nO002'.221'.352-04, do an~ cále'ndário d'e 1995 a '2009, informações 'constántes em D1RP"s ~. DA'R'P"s recolhid6~' no '~esmo' periodo. Se c?nfirn;ada a inexi~tência de im~osto retido na fqnte ou de imposto 'apurado e pago em D,IRPF, deve a Sra. Ana Maria Vascõn~elos O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade; razão pela .! .. " .. ,.1 ti', ' . qual dele se,conhece.. ' I ' No presente caso, o requ~rente ,alega' ter havido rete-nções do , • , • • ' ". J ',' "',' • " , ' , ' imposto d~ renda pela fonte pagadora e pagamentos,' por ocasi~o daapre'sentação '. ." , ~ ,da declaraçao de ajuste anual do tributo. . . . . " Entretanto, ,não consta dos autos qualquer prova neste sentido, Ao . . ~ . . . ~ ' contrário, ,o .val,or d~ au~ilio\do~nça/apósenta~oria por invalidez. indicado ,~na anotação da Carteira d~Trabalho 'e Previdênci~. So'dal às fls. 08/09 (R$623,83 ~m, , , ,,'.\ " ," , . maio deI' 1995), denota'que o\"'m6nt~nte auferido pelo contÍ"ibuinte' não estava 'sujeito .••. ; .....•. :," 'I' ". '. à incidência mensal dO'imposto de renda,' assiin éomo não o obrigaria ,a apresentar "a decl~ração de ~ji.Jste~riual. ' , ' . , . Santos,:Silva, CPF n~ 093.624.102-06., viúva do contribuinte, ser intimada para co~prov~rasretenções'na fonte e os pagamentos decorrentes d.o aj~ste anual. / ...... -. ..'" -' " ) ..~ ,)'. " 1.,' " \ " /, .\.. f' " ,... -.\, ..... \.' . , ,.. 4 (. \ .\ '.. ..'. ... r . " . .' t- - ~. . . ' l " '. : '10280.013304/99'~87 :'102-02.242 ' Saladas Sessões ''".DF, em 21 de outUbro de 2005 ... 'JOSb RAI~~STA SANTOS .. MINISTÉRIO DA FAZENDA: .'. , ~~R,IMEIROCONSt=LHO DE CONTRIBUINTES . . ' , SEGUNDA CÂMARA . / . " , . , I , .. , '. , ~. , ) , . Processo nO, Resóluçãono .•. I " , \ /.' ...~ 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 13808.000301/99-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto de Renda Pessoa JurídicaAno-calendário: 1990 e 1991
DECADÊNCIA – LANÇAMENTO ANULADO POR VÍCIO FORMAL – O direito de a Fazenda constituir o crédito tributário extingue-se em cinco anos, contados da data em que se tornou definitiva a decisão que anulou, por vício formal, o lançamento anterior.IRPJ — SOFTWARE — CONCEITO — PAGAMENTOS CONSIDERADOS ROYALTIES — IMPOSSIBILIDADE — CUSTOPARA REVENDA — A revenda de software sem a transferência de tecnologia com a entrega do código fonte, deve ser considerada como operação mercantil como outra qualquer. Os pagamentos para o fornecedor, cujo contrato é de licença de uso ou de comercialização/distribuição, correspondem ao custo da mercadoria e não são considerados royalties para o efeito de aplicação dos limites previstos na Lei 4506/64.Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 1402-000.404
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de decadência, e no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: CARLOS PELA
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ementa_s : Imposto de Renda Pessoa JurídicaAno-calendário: 1990 e 1991 DECADÊNCIA – LANÇAMENTO ANULADO POR VÍCIO FORMAL – O direito de a Fazenda constituir o crédito tributário extingue-se em cinco anos, contados da data em que se tornou definitiva a decisão que anulou, por vício formal, o lançamento anterior.IRPJ — SOFTWARE — CONCEITO — PAGAMENTOS CONSIDERADOS ROYALTIES — IMPOSSIBILIDADE — CUSTOPARA REVENDA — A revenda de software sem a transferência de tecnologia com a entrega do código fonte, deve ser considerada como operação mercantil como outra qualquer. Os pagamentos para o fornecedor, cujo contrato é de licença de uso ou de comercialização/distribuição, correspondem ao custo da mercadoria e não são considerados royalties para o efeito de aplicação dos limites previstos na Lei 4506/64.Recurso voluntário provido.
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Recorrida 2a TURMA/DRJ EM SÃO PAULO/SP Assunto: Imposto de Renda Pessoa Jurídica Anocalendário: 1990 e 1991 DECADÊNCIA – LANÇAMENTO ANULADO POR VÍCIO FORMAL – O direito da Fazenda constituir o crédito tributário extinguese em cinco anos, contados da data em que se tornou definitiva a decisão que anulou, por vício formal, o lançamento anterior. IRPJ — SOFTWARE — CONCEITO — PAGAMENTOS CONSIDERADOS ROYALTIES — IMPOSSIBILIDADE — CUSTO PARA REVENDA — A revenda de software sem a transferência de tecnologia com a entrega do códigofonte, deve ser considerada como operação mercantil como outra qualquer. Os pagamentos para o fornecedor, cujo contrato é de licença de uso ou de comercialização/distribuição, correspondem ao custo da mercadoria e não são considerados royalties para o efeito de aplicação dos limites previstos na Lei 4506/64. Recurso voluntário provido Fl. 1DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA Processo nº 13808.000301/9911 Acórdão n.º 140200.404 S1C4T2 Fl. 2 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de decadência, e no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva dos Santos Lima Presidente (assinada digitalmente) Carlos Pelá Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA Processo nº 13808.000301/9911 Acórdão n.º 140200.404 S1C4T2 Fl. 3 3 Relatório Adoto o relatório proferido pela 2ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo/SP (fls. 893/907): “ A empresa em referência foi autuada, em decorrência de ação fiscal realizada em seu estabelecimento, tendo sido constituído o crédito tributário no valor de R$ 121.278,11, referente ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e à contribuição para o Programa de Integração Social (PIS REPIQUE). 2 No TERMO DE VERIFICAÇÃO, de fls. 204 e 205, consta que o trabalho fiscal originouse da diligência para verificar se seria cabível um novo lançamento em face de terem sido anulados os anteriores, constantes dos processos nºs 13805.00040119265 e 13805.007667/9482 (apensados ao presente). Em conseqüência, foi apurada a falta de adição ao lucro líquido da parcela excedente a 5% da receita líquida (item 12 do Quadro 10, da DIRPJ/1990 e item 13 do Quadro 10, da DIRPJ/1991), referente ao valor das remessas para o exterior, a título de "ROYALTIES E ASSISTÊNCIA TÉCNICA EXTERIOR" (item 45 do Quadro 12 da DIRPJ/1990 e item 55 do Quadro 12 da DIRPJ/1991). 3 No primeiro processo, em que era exigido o crédito tributário referente ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) do anobase de 1989, exercício financeiro de 1990, foi proferida a Decisão DRJ/SPO/SP nº 014726/97 11.3108, da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, datada de 24/10/1997, declarando nulo o lançamento, em virtude de omissão de formalidade essencial, qual seja, ausência da assinatura do chefe do órgão expedidor da notificação de lançamento ou de outro servidor autorizado bem como da indicação de seu cargo ou função e número de matrícula (art. 11 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972). 4 No segundo, o lançamento referente ao IRPJ do anobase de 1990, exercício financeiro de 1991, também foi declarado nulo pela Decisão DRJ/SPO/SP n° 16978/98 11.3823, datada de 26/01/1998, pela mesma razão. 5 O autor da ação fiscal elaborou informações fiscais nos processos apensados, em razão da diligência efetuada, cujas cópias estão anexadas às fls. 96 a 99 e 200 a 203, relatando que: 5.1 compareceu no domicílio fiscal da empresa, dando ciência das decisões da DRJ e, para melhor embasamento das verificações, solicitou os livros Razão e Diário dos períodosbase em estudo; 5.2 a contribuinte declarou valores a título de ROYALTIES E ASSISTÊNCIA TÉCNICA EXTERIOR, sem adicionar ao lucro Fl. 3DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA Processo nº 13808.000301/9911 Acórdão n.º 140200.404 S1C4T2 Fl. 4 4 líquido a parcela excedente a 5% da receita líquida (art. 233, combinado com o art. 387, inciso I, do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto nº 85.450, de 4 de dezembro de 1980); 5.3 segundo o Parecer Normativo CST nº 143, de 1975, entende se por "ROYALTY a remuneração por uso ou exploração de direitos de propriedade industrial pertencentes a terceiros, tais como patentes de invenção, processos e fórmulas de fabricação, marcas de indústria ou comércio e outros direitos de igual natureza"; 5.4 a Lei n° 9.609, de 19 de fevereiro de 1998, que revogou a Lei n° 7.646, de 18 de dezembro de 1987, ao dispor sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador, sua comercialização no País, fixou a regulamentação destes pela legislação de direitos autorais, não pelas normas da propriedade industrial; 5.5 embora intimada, a contribuinte não comprovou, por meio de documentos apresentados e juntados àqueles processos, que o valor declarado referese a pagamentos a título de direitos autorais por aquisição de programas de computador, corno alegado. 6 Em razão das irregularidades verificadas, foram lavrados os seguinte autos de infração: 6.1 IRPJ (fls. 211e 212), no valor de R$ 115.776,28, incluídos neste o imposto (R$ 26.695,41), a multa de ofício (R$ 13.347,71) e os juros moratórios calculados até 26/02/1999 (R$ 75.733,16), tendo corno embasamento legal o art. 233, combinado com o art. 387, inciso I, do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto nº 85.450, de 1980 (RIR/1980); 6.2 PISREPIQUE (fls. 217 e 218), no valor de R$ 5.501,83, incluídos neste a contribuição (R$ 1.268,50), a multa de ofício (R$ 634,25) e os juros moratórias calculados até 26/02/1999 (R$ 3.599,08), com fundamento no art. 3°, § 2°, da Lei Complementar n° 7, de 7 de setembro de 1970 e título 5, capítulo 1, seção 6, itens I e lI, do Regulamento do PIS/PASEP aprovado pela Portaria MF n° 142, de 1982. 7 Cientificada dos autos de infração em 30103/1999, a contribuinte apresentou impugnação em 29/04/1999 (fls. 227 a 256), aduzindo em sua defesa, em síntese: Preliminarmente Da nulidade de lançamento por desobediência ao comando da decisão anterior 7.1 O Decreto n° 70.235, de 1972, dispõe no art. 59, § 2°: "§ 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo." Fl. 4DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA Processo nº 13808.000301/9911 Acórdão n.º 140200.404 S1C4T2 Fl. 5 5 7.2 O julgador, nos processos nºs 13805.007667/9482 e 138 05.000401/9265, fez constar em suas decisões que nova autuação poderia ser feita se não tivesse ocorrido o termo decadencial. 7.3 Somente em 29 de janeiro de 1999 foram emitidos os novos lançamentos, reclamando o recolhimento de Imposto de Renda Pessoa Jurídica relativo aos exercícios de 1990 e 1991, ou seja, a nova autuação se operou quando já estava extinto o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, na forma do disposto no art. 173, I, do Código Tributário Nacional. No mérito Da decadência 7.4 A leitura do art. 59, § 1°, do Decreto n° 70.235, de 1972, torna inquestionável que a nulidade de um ato prejudica todos aqueles que dele dependam. Conforme expressamente relatado no Termo de Verificação, a nova autuação está alicerçada e teve sua origem nos processos 13805.000401/9265 e 13805.007667/9782, dependendo, para sua subsistência e eficácia, da validade, vigência e existência daqueles procedimentos administrativos. Se as duas autuações que deram origem à notificação ora impugnada tiveram seu termo final na declaração de nulidade do procedimento administrativo que lhes deu origem e se a lei impõe que a nulidade de um ato prejudica todos aqueles que dele dependam, é inegável que a nova autuação está irremediavelmente prejudicada. 7.5 Os prazos para a constituição do pretenso crédito tributário reclamado extinguiramse em 01/01/1996 e 01/01/1997, conforme art. 173, I, do CTN. 7.6 Como o ato nulo era o marco inicial do novo ato, nada tendo existido com a declaração de sua nulidade, a decadência já se operou. 7.7 A nulidade absoluta de um ato jurídico ocorre quando este ofende gravemente os princípios de ordem pública, sendo hipóteses legais aquelas previstas no art. 145 do Código Civil Brasileiro. Salientese que a nulidade absoluta não pode ser suprida pelo juiz, sendo insuscetível de ratificação ou de confirmação pelos interessados, tendo em vista a norma jurídica contida no art. 146 do Código Civil Brasileiro. Da distinção entre "royalties" e direitos autorais contabilizados pela empresa 7.8 Diante do entendimento manifestado pelo representante da Fazenda Pública, de que não foi comprovado que o valor declarado na DIRPJ referese a pagamentos a título de direitos autorais por aquisição de programas de computador, resta demonstrar o contrário. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA Processo nº 13808.000301/9911 Acórdão n.º 140200.404 S1C4T2 Fl. 6 6 7.9 A defendente está diante de um verdadeiro desafio, qual seja, em abril de 1999 estar sendo compelida a comprovar regularidade de operações que se efetivaram entre 1989 e 1990, com uma década de defasagem, quando por força do art. 173, I, do CTN, o eventual crédito tributário está prescrito e a empresa já se desfez da quase totalidade dos documentos da época. 7.10 Conforme comprovam as cópias de notas fiscais de serviços (docs. 02 a 15, para o ano de 1989, e docs. 16 a 66, para 1990), sua receita provém exclusivamente da comercialização de programas de computador (de titularidade de empresas internacionais com as quais mantém contratos de distribuição), da manutenção de tais programas, e da prestação de serviços de treinamento aos usuários. 7.11 Está anexando também cópias simplificadas de todas as notas fiscais emitidas nos períodos de 1989 (doc. 67) e 1990 (doc. 68). 7.l2 Firmou contratos de distribuição de software com diversas empresas internacionais, sendo que ainda conserva cópia de alguns desses contratos e das correspondentes traduções juramentadas, conforme demonstra. 7.13 Apresenta guias de importação e comprovantes de desembaraço aduaneiro, relativamente ao internamento, no País, das fitas magnéticas MESTRE, que permitiriam a duplicação e comercialização dos programas. 7.14 Reconstituiu diversos processos de remessas em pagamento dos direitos autorais relativos aos programas comercializados. 7.15 Relativamente ao exercício de 1990, à fl. 75 do Diário nº 03, registrado sob n° 0169570, consta provisão para pagamento de CR$ 5.933.542,29, cujos comprovantes de remessa e recolhimento de IRFonte estão contabilizados em 1991, conforme DARFs inclusos. 7.16 A farta documentação apresentada demonstrará que os lançamentos registrados na sua escrita contábil referemse a direitos autorais, cabendo registrar que a sua contabilização sob o título royalties e o lançamento como tal na declaração de renda devemse, em parte, à indução a erro que a Receita Federal acaba por fazer, já que no Quadro 12 da declaração não oferece outra alternativa a não ser a opção de adicionar o valor na linha 53 (Outras Despesas Operacionais). Igual crítica merece a tabela de códigos a indicar no DARF, que não oferece outra opção que não seja a utilização do código 0422 Royalties e pagamentos de Assistência Técnica, por ocasião do preenchimento relativo ao Imposto sobre a Renda Retido na Fonte nas remessas ao exterior em pagamento de direitos autorais. Do bem objeto da lide: o programa de computador Fl. 6DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA Processo nº 13808.000301/9911 Acórdão n.º 140200.404 S1C4T2 Fl. 7 7 7.17 O legislador pátrio estabeleceu regras distintas para a comercialização de programa de computador no País, protegendoo e qualificandoo como propriedade intelectual, pela legislação de direito autoral, que o distingue de patentes de invenção, processos, fórmulas de fabricação, marcas de indústria ou comércio, ou de qualquer outra propriedade industrial; 7.18 O programa de computador é bem intelectual, cujas negociações acontecem na forma de cessão ou licença, de direito de uso, reguladas até 18/02/1998 pela Lei nº 7.646, de 1987 (Lei de Software) e seu decreto regulamentador (Decreto nº 96.036, de 1988) e desde 19/02/1998, pela Lei nº 9.609. 7.19 A Lei n° 9.609, de 1998, considera o programa de computador como bem imaterial/intelectual, definindoo como conjunto de instruções, contido em suporte físico de qualquer natureza, que faz uma máquina trabalhar para um fim determinado. 7.20 No Brasil o software é protegido pelo Direito do Autor, contido na Lei nº 9.609, de 1998, art. 2°. 7.21 O TRlPS (anexo que regula a proteção da propriedade industrial e intelectual no Acordo Geral Sobre Tarifas e Comércio GATT), do qual o Brasil é signatário, trata os programas de computador como obras literárias, à luz da Convenção de Berna (art. 10), sendo que a remuneração do autor obedecia, até 19/02/1998, às regras do "caput" do art. 29, que exigia a estipulação de remuneração a preço certo por cópia. 7.22 A regulamentação original das remessas financeiras em pagamemto de software foi feita mediante a Circular 1534, de 15/09/1989, do Banco Central do Brasil, cuja última alteração se fez via CartaCircular nº 2682, de 12/09/1996, expedi da pela Diretoria Colegiada do BCB, pelo Regulamento do Mercado de Câmbio de Taxas Flutuantes. 7.23 Todas essas normas têm sido observadas pela impugnante. Da inconstitucionalidade do uso da TR/TRD para cálculo de acréscimos legais . sobre tributos federais 7.24 A Taxa Referencial TR e a Taxa Referencial Diária TRD foram criadas pela MP n° 294, de 3110111991, que se transformou na Lei n" 8.177, de 01103/1991. Esta lei determinou a incidência da TRD sem esclarecer a natureza do instituto, se índice de atualização ou taxa remuneratória. 7.25 A utilização da TR/TRD para correção monetária de tributos estaria eivada de inconstitucionalidade por não dimensionar corretamente a desvalorização da moeda. Sua aplicação como juros moratórios estaria duplamente contaminada porquanto superior aos juros de 1 % ao mês ou fração fixados pelo RlR, e inconstitucional por destoar do Fl. 7DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA Processo nº 13808.000301/9911 Acórdão n.º 140200.404 S1C4T2 Fl. 8 8 dispositivo constitucional contido no § 3° do art. 192 da Carta Magna. 7.26 Inúmeros doutrinadores têmse manifestado pela inconstitucionalidade da TR/TRD corno fator de indexação, sendo esta também a postura do Judiciário sobre o tema. 7.27 A Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4930DF já foi apreciada pelo Tribunal Pleno (DJ de 04/09/1992), tendo sido proferida decisão declarando a inconstitucionalidade da Lei nº 8.177, de 1991, nos artigos questionados (18, caput, §§ 1° e 4°, 20,21 e parágrafo único, 23 e §§, 24 e §§), o que reafirma o entendimento da recorrente sobre a inconstitucionalidade, também, do art. 9°, que fere, adicionalmente, o princípio da anterioridade. 7.28 Os demonstrativos que acompanharam os autos de infração apresentam elevadíssimos montantes sob os títulos "juros de mora", fazendo crer que os cálculos da Receita Federal contêm gravíssima imperfeição. Outra possível explicação para esses valores astronômicos teria sido a utilização da TRD no período entre 04/02/1991 e 02/0111992 (aproximadamente 335,52%), em vez de adotar as regras contidas no art. 59 da Lei n° 8.383, de 1991, de juros de mora de 1% ao mês, em consonância com o disposto no art. 192, § 3°, da Constituição Federal. Porém, conforme demonstrado, há patente inconstitucionalidade no uso da TR/TRD como fator de atualização de débitos. Da multa em excesso 7.29 Foi aplicada a multa de 50% nos autos de infração, mas a Lei nº 8.383, de 1991, determina, em seu art. 59, que os tributos e contribuições administrados pela Receita Federal, que não forem pagos até a data do vencimento, sujeitamse à multa de mora de vinte por cento, sendo que aos 30/06/1993 a requerente apresentou espontaneamente Solicitação de Retificação de Lançamento Suplementar, relativa ao exercício de 1991, ano base 1990. 7.30 Somente em 1994 foi instaurado o processo n° 13805.007667/9482, por via do qual a Receita Federal aplicou o auto de infração exigindo o recolhimento do tributo. Tendo a contribuinte se antecipado à autuação e notificado o erro no preenchimento da declaração, pleiteando que em vez de R$ 23.793.336,00 fosse indicado O (zero), no item 46, do Quadro 12, ainda que não fosse acolhida sua pretensão, a multa exigida via auto de infração deveria restringirse a 20%, ao menos em relação à parcela correspondente ao exercício de 1991, ano base 1990.” Ao analisar a Impugnação da Recorrente, a 2ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo – SP (fls. 893/907), decidiu julgar procedente o lançamento realizado, adotando a seguinte ementa: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Fl. 8DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA Processo nº 13808.000301/9911 Acórdão n.º 140200.404 S1C4T2 Fl. 9 9 Exercício: 1991, 1992 Ementa: DECADÊNCIA. LANÇAMENTO ANULADO POR VÍCIO FORMAL O direito de a Fazenda constituir o crédito tributário extinguese em cinco anos, contados da data em que se tomou definitiva a decisão que anulou, por vício formal, o lançamento anterior. DESPESAS DE ROYALTlES E ASSISTÊNCIA TÉCNICA Não se comprova nos autos que os valores deduzidos na declaração de IRPJ referemse a remessa ao exterior de pagamentos pelo direito de distribuição/comercialização de programas de computador. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI A alegação de inconstitucionalidade de legislação tributária não pode ser apreciada na esfera administrativa, por ser exclusiva do Poder Judiciário a competência para pronunciarse a respeito dessa matéria. JUROS MORA TÓRIOS CALCULADOS COM BASE NA TRD A utilização da taxa TRD para o cálculo dos juros moratórios, no período de 30/07/1991 a 31/12/1991, decorre de lei, que deve ser observada no lançamento efetuado pela autoridade fiscal. MULTA DE OFÍCIO É cabível a multa de ofício em lançamento efetuado pela autoridade fiscal, após verificações efetuadas junto à contribuinte. A apresentação de Solicitação de Retificação de Lançamento Suplementar, em face da notificação de lançamento efetuada originariamente, e anulada por vício formal, não enseja a recuperação da espontaneidade. LANÇAMENTO REFLEXO – PIS/REPIQUE Fica mantida a exigência fiscal, em conformidade com o decidido relativamente ao lançamento principal. Lançamento Procedente” A contribuinte, devidamente intimada da decisão, interpôs, tempestivamente, o Recurso Voluntário de fls. 913/937. Inconformado, reitera seus argumentos defensórios inaugurais. É o Relatório. Voto Conselheiro CARLOS PELÁ, Relator O Recurso Voluntário preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A matéria posta à apreciação deste colegiado referese à nãoadição ao lucro líquido da parcela dos royalties que excedeu a 5% da receita líquida (art. 233, combinado com Fl. 9DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA Processo nº 13808.000301/9911 Acórdão n.º 140200.404 S1C4T2 Fl. 10 10 o art. 387, inciso I, do RIR/80) , bem como do PIS Repique calculado sob alíquota de 5% do IRPJ devido. Preliminarmente, a contribuinte alega que a nulidade do lançamento por desobediência ao próprio comando da decisão anterior que declarou nulo o auto de infração. Tal argumento não deve subsistir pois não foram configurados as hipóteses de nulidade descritas no artigo 59 do Decreto nº 70.235/72. Ressaltese que ainda em sede de preliminar, a Recorrente argumentou que operouse a decadência por ter se consumido o prazo previsto no art. 173, I, do Código Tributário Nacional sem que a Fazenda Pública tivesse constituído o seu crédito. No presente caso, as decisões que anularam os lançamentos originais por vício formal foram proferidas em 24/10/1997 e 26/01/1998, sem interposição de recurso de ofício por serem os valores dos créditos tributários inferiores ao limite de alçada. Portanto, nestas datas iniciouse a contagem do prazo de decadência. O novo lançamento foi efetuado em 30/03/1999, antes do transcurso do prazo de cinco anos, contados daquelas datas. Não cabe, portanto, a argüição de decadência apresentada pela impugnante. No mérito argumenta a Recorrente que no presente caso não há que se falar em royalties, mas sim direito autoral, sendo que para esse último não há limitação sobre a dedutibilidade para efeitos do imposto de renda. Fazse necessária uma breve incursão sobre a natureza da relação jurídica cujo objeto são programas de computador para verificar se é aplicável a norma especifica de dedutibilidade dos pagamentos efetuados pela empresa. Ninguém questiona que o software, resultado da elaboração de um programa, exija do criador um esforço intelectual, original em sua composição, que é transformado em linguagem compreensível pela. Por isso, não é tratado como algo corpóreo, mas corno produto da atividade criativa de quem o executa; o software é uma obra original, intelectual. A própria legislação (Lei 7646/87, art. 2°; Lei 9610/98, art. 70, XII, e Lei 9609/982) prevê que os programas de computador são protegidos por direitos autorais, e que sua exploração econômica dáse por meio de contratos de licença de uso, de comercialização ou de cessão (Lei 9609/98, art. 9°). Assim, verificase que o fato de a comercialização do software ser autorizada mediante licença não identifica, por si só, a natureza jurídica dos pagamentos efetuados pela recorrente como royalties. A necessidade da concessão de licença decorre, em primeiro lugar, da lei que dispõe sobre a proteção ao software e impõe esse tipo de contratação entre as partes. Em segundo lugar, o licenciamento obrigatório indica a proteção feita ao software como direito autoral, para que o programa não seja reproduzido e comercializado indistintamente, prejudicando o seu criador. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA Processo nº 13808.000301/9911 Acórdão n.º 140200.404 S1C4T2 Fl. 11 11 Ou seja, inobstante esse fato de que a exploração do software ocorre por cessão do direito de uso ou de comercialização, o importante é a classificação (a) do tipo do software objeto dessa cessão (standard, customized, etc.), para se saber se está sendo concedido o direito sobre um programa que se caracteriza como mercadoria (o programa) ou como fruto de uma prestação de serviço (fazer o programa); e (b) do que está sendo cedido, se é o código fonte do programa para que o cessionário promova exploração do know how do cedente e altere o programa em si (transferência de tecnologia) ou se é apenas o executável do programa (autorização de uso). Portanto, é o objeto do contrato especificamente o tipo de software que a recorrente adquire de seus fornecedores e revende a seus clientes que revelará a natureza de sua atividade. Os softwares comercializados em larga escala são mercadorias como outras quaisquer; já os desenvolvidos especialmente para determinadas situações são feitos sob encomenda, e o resultado entregue é mais próximo do conceito de prestação de serviço. A 1° Turma do Supremo Tribunal Federal (RE n° 176.6263/SP) já se manifestou a respeito, e dessa decisão depreendese que: a) os programas de computador classificamse em três categorias: (i) programas standard, que são fabricados em massa e vendidos em prateleiras; (ii) programas por encomenda, desenvolvidos especificamente para uma pessoa; e (iii) programas adaptados (customized), que constituem uma forma híbrida, ou seja, programas standard que são modificados para adaptação às necessidades de um cliente particular, b) em todos os casos, há cessão do direito de uso, inclusive nos programas standard em que o contrato geralmente é de adesão, ao qual o usuário se vincula tacitamente ao utilizar o programa em seu computador; c) o contrato de licença pode ser celebrado diretamente entre o titular do direito e o interessado ou também por intermédio do distribuidor. A Superintendência Regional da Receita Federal SRRF/8° Região elaborou resposta em processo de consulta no sentido de que o software de prateleira (standard) é considerado mercadoria: "IRPJ Lucro Presumido — Software por encomenda é prestação de serviço e sujeitase à aliquota de 32%, na apuração da base de cálculo do imposto; já o software padrão, ou de prateleira, elaborado pela própria empresa e colocado à disposição de clientes, indistintamente, é vendido como se mercadoria fosse, sujeitandose à aliquota de 8% sobre a receita bruta? (Processo n° 329/97, grifei).” Portanto, tanto o Poder Judiciário quanto a Administração Fazendária concordam em classificar o comércio de software de prateleira como atividade mercantil. Este Colegiado também já apreciou a natureza de software de prateleira, entendendo tratarse de mercadoria: “IRPJ — LUCRO PRESUMIDO — VENDA DE SOFTWARE — PERCENTUAL DO LUCRO PRESUMIDO — A classificação da Fl. 11DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA Processo nº 13808.000301/9911 Acórdão n.º 140200.404 S1C4T2 Fl. 12 12 atividade da empresa fornecedora de software, submetida ao lucro presumido, é correspondente ao tipo de software. Se o fornecimento for de software pronto (de prateleira ou standard), a classificação é de venda de mercadoria; se for de software por encomenda, é de prestação de serviço. Para o software adaptado (costumized), deve ser verificada se tal adaptação corresponde apenas a uma atividademeio para a consecução da atividade fim, qual seja a entrega do software anteriormente produzido; nesse caso, o fornecimento é de mercadoria.(Acórdão 108 06.717)” Assim, a primeira conclusão é de que o software cujo comércio está compreendido na licença dada a um distribuidor para revenda é mercadoria. Com relação ao que está sendo cedido, a Recorrente é mero distribuidor dos softwares e sendo que o licenciado são os clientes da Recorrente. Da leitura dos contratos anexados aos autos, firmados entre a Recorrente e seus fornecedores, ficou provado que os contratos tratam apenas da distribuição ou representação comercial de programas a terceiros, sendo que, por ilação óbvia, os conhecimentos tecnológicos expressos no códigofonte estão preservados aos fornecedores da Recorrente. Essa é a conclusão: não houve transferência de tecnologia. Pois bem, a empresa autuada fez vender — por distribuição ou por intermediação — uma mercadoria denominada software. Diante do exposto, não há que se falar em limite de dedutibilidade, para fins de imposto de renda, dos pagamentos efetuados pela Recorrente a seus fornecedores. Isto posto, VOTO no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade e decadência pleiteada pela Recorrente, mas no mérito DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. Sala das Sessões DF, 27 de janeiro de 2011 (assinada digitalmente) Carlos Pelá Fl. 12DF CARF MF Emitido em 21/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 21/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/03/2011 por CARLOS PELA
score : 1.0
Numero do processo: 13746.000875/99-71
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2001
Ementa: IRPF - RECURSO INTEMPESTIVO - Não se toma conhecimento de petição protocolada após transcurso do prazo de trinta dias, definido no artigo no artigo 33, do Decreto n. 70.235/72.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 102-45.205
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho
de Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Valmir Sandri
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Processo n° 13746.000875/99-71 Recurso n° 127.025 Matéria IRPF - EXS 1995 a 1999 Recorrente EDVALDO ALVES DA SILVA Recorrida DRJ no RIO DE JANEIRO - RJ Sessão de 19 DE OUTUBRO DE 2001 Acórdão n° 102-45 205 IRPF — RECURSO INTEMPESTIVO — Não se toma conhecimento de petição protocolada após transcurso do prazo de trinta dias, definido no artigo no artigo 33, do Decreto n 70 235/72 Recurso não conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por EDVALDO ALVES DA SILVA ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado ANTONIO Q./FREITAS DUTRA PRESIDENTE - SANDRI RELATOR FORMALIZADO EM. Q 9 NOV2001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros AMAURY MACIEL, NAURY FRAGOSO TANAKA, LEONARDO MUSSI DA SILVA, MARIA BEATRIZ ANDRADE DE CARVALHO e LUIZ FERNANDO OLIVEIRA DE MORAES Ausente, justificadamente, a Conselheira MARIA GORETTI DE BULHÕES CARVALHO ? MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA I Processo n° 13746.000875/99-71 Acórdão n° 102-45.205 Recurso n° 127.025 Recorrente EDVALDO ALVES DA SILVA RELATÓRIO Trata o presente recurso do inconformismo do contribuinte EDVALDO ALVES DA SILVA — CPF 342 311 707- 97 contra a decisão da Autoridade Julgadora de primeira instância que julgou improcedente o pedido de restituição de imposto de renda retido na fonte nos anos de 1995 a 1999 de forma equivocada, bem como a suspensão da retenção do imposto na fonte, o que estaria gerando uma bitributação. O contribuinte ingressou com o pedido de restituição em 21 de dezembro de 2001 (fl. 1) requerendo a restituição do Imposto de Renda retido na fonte cobrado de forma indevida Intimado da decisão administrativa que indeferiu o seu pleito (f1s21/22) o contribuinte recorreu, tempestivamente, as fls 23/27 Diante de sua impugnação, a autoridade julgadora de primeira instância indeferiu o seu pleito, por entender que são tributáveis as complementações de aposentadoria recebidas de entidades de previdência privada, quando os rendimentos e ganhos de capital produzido pelo patrimônio da entidade não tenham sido tributados na fonte (Lei 7.713/98, art 31) Alega também que, a partir de 1° de janeiro de 1996 o artigo 33 da lei n° 9250/95 revogou tacitamente esta hipótese de não-incidência ao dispor genericamente que os benefícios auferidos de entidades de previdência privada sujeitam-se ã incidência do imposto, tanto na fonte quanto na declaração de ajuste 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA L Processo n° 13746.000875/99-71 Acórdão n° 102-45.205 anual , deixando assim de excepcionar a circunstância da tributação do patrimônio da entidade e que não existe a bitributação da suplementação de aposentadoria paga por entidade de previdência privada tendo em vista que o beneficio recebido tem a natureza jurídica de renda e não de devolução das contribuições mensais pagas enquanto em atividade Inconformado com a decisão da autoridade julgadora de primeira instância, o contribuinte recorreu, para esse E Conselho de Contribuintes, intempestivamente, uma vez que fora intimado da decisão em 04 de outubro de 2000 Assim, seu prazo obteve o termo final em 04 de novembro do mesmo ano, porérh o Contribuinte só o protocolou em 24 de abril de 2001, mais de 5 meses após o termino do prazo previsto no artigo 33 do Decreto n 70.235/72. É o Relatório 111.1r."--- 3 5., MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA \‘.&÷""tv? , Processo n° 13746.000875/99-71 Acórdão n° 102-45.205 VOTO Conselheiro VALMIR SANDRI, Relator O recurso é intempestivo Dele portanto, não tomo conhecimento Conforme se verifica do processo, o contribuinte tomou ciência da decisão da autoridade julgadora de primeira instância em 29 09 2000, sendo reintimado, via "AR", em 04 10 2000, só vindo protocolar sua petição em 24 04 2001 (fls.. 37/39), portanto, intempestiva. Isto posto, não tomo conhecimento da petição de fls.. 37/39. Sala das Sessões - DF, em 19 de outubro de 2001 — --- À SANDRI 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10768.008181/98-36
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed May 23 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 105-01.325
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Luís Alberto Bacelar Vidal (Relator) que dava provimento PARCIAL ao recurso voluntário e José Carlos Passuello que dava provimento integral. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcos Rodrigues de Mello.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Luís Alberto Bacelar Vidal
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Numero do processo: 10909.002256/2001-71
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 302-01.387
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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