Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
4621354 #
Numero do processo: 10730.006199/2007-73
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2004 IRPF. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. A Lei n°. 8.852, de 1994, não veicula isenção do imposto sobre a renda das pessoas físicas, portanto as verbas recebidas a titulo de adicional por tempo de serviço constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, a mingua de enunciado incentivo na legislação. Recurso Negado.
Numero da decisão: 2801-000.736
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)

dt_index_tdt : Sat Jul 30 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201007

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2004 IRPF. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. A Lei n°. 8.852, de 1994, não veicula isenção do imposto sobre a renda das pessoas físicas, portanto as verbas recebidas a titulo de adicional por tempo de serviço constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, a mingua de enunciado incentivo na legislação. Recurso Negado.

turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010

numero_processo_s : 10730.006199/2007-73

anomes_publicacao_s : 201007

conteudo_id_s : 5276827

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 29 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2801-000.736

nome_arquivo_s : 280100736_166901_10730006199200773_006.PDF

ano_publicacao_s : 2010

nome_relator_s : TANIA MARA PASCHOALIN

nome_arquivo_pdf_s : 10730006199200773_5276827.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.

dt_sessao_tdt : Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010

id : 4621354

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sun Jul 31 05:56:18 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1739846584566284288

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-18T18:58:45Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-18T18:58:43Z; Last-Modified: 2010-11-18T18:58:45Z; dcterms:modified: 2010-11-18T18:58:45Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c961effa-0a5f-48a1-8576-b488a908721e; Last-Save-Date: 2010-11-18T18:58:45Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-18T18:58:45Z; meta:save-date: 2010-11-18T18:58:45Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-18T18:58:45Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-18T18:58:43Z; created: 2010-11-18T18:58:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-11-18T18:58:43Z; pdf:charsPerPage: 1263; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-18T18:58:43Z | Conteúdo => S2-TE01 H. 86 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10730.006199/2007-73 Recurso n" 166.901 Voluntário Acórdão n0 2801-00.736 — i a Turma Especial Sessão de 27 de julho de 2010 Matéria IRPF Recorrente EGIDIO ROCHA PASSOS SOBRINHO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2004 IRPF. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. A Lei n°. 8.852, de 1994, não veicula isenção do imposto sobre a renda das pessoas fisicas, portanto as verbas recebidas a titulo de adicional por tempo de serviço constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, à mingua de enunciado isentivo na legislação. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE - Presidente J111 ckkG\ q08-arCe,,J\ TÂNIA MARA PASCHOALIN — Relatora EDITADO EM: 2 4 sEi Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Hemiques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Julio Cezar da Fonseca Furtado. 2 Relatório Trata o presente processo de notificação de infração de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF, às fis. 06/08, relativo à declaração de ajuste anual do exercício 2004, ano-calendário 2003, que exige o imposto suplementar de R$ 762,65, acrescido dos correspondentes valores devidos de multa de oficio e juros de mora, em face da constatação de omissão de rendimentos (R$ 16.408,08). Em sua impugnação, o contribuinte alegou que os recurso pagos a título de adicional por tempo de serviço, sob a rubrica triênio, têm natureza indenizatória e, portanto, estão isentos do imposto de renda. Argumenta, ainda, que tais verbas foram, equivocadamente, tributadas como sendo de natureza remuneratória pela fonte pagadora, uma vez que a Lei n° 8,852/1994 incluiu o adicional por tempo de serviço no rol das verbas classificadas como de natureza indenizatória, conferindo-lhe a isenção da incidência de imposto de renda. A 1' Turma da DRJ/RJOII/RJ, conforme Acórdão de fls. 49/53, julgou procedente o lançamento sob os fundamentos consubstanciados na seguinte ementa: OMISSÃO DE RENDIMENTOS As exchisóes do conceito de remuneração, estabelecidos na Lei a' 8 852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Princípio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica, Regularmente cientificado daquele Acórdão em 28/01/2008 (fl. 56), o sujeito passivo interpôs recurso voluntário de fis. 60/63, em 15/02/2008, repetindo as argumentações da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A controvérsia cinge-se à tributação dos rendimentos auferidos pelo contribuinte a título de adicional por tempo de serviço, pagos pela Policia Militar do Estado do Rio De Janeiro, sobre os quais, defende, o sujeito passivo, não deve incidir o imposto sobre a renda de pessoa física (IRPF). Entretanto, tais rendimentos não se encontram abrangidos pela norma que regulamenta as isenções sobre os rendimentos percebidos por pessoas físicas, qual seja, o art. 60 da Lei n° 7.713, de 22/12/1988, e, conforme determina o artigo 176 do Código Tributário Nacional, a isenção é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração, Processo n° 10730.006199/2007-73 S2-TE01 Acórdão ° 2801-00.736 Fl. 87 Com efeito, o adicional por tempo de serviço deve ser incluído no rol dos rendimentos tributáveis, entre aqueles elencados no artigo 3', § 1°, da mesma Lei n° 7.713, de 1988. Quanto à interpretação da Lei n° 8,852, de 04/02/94, saliente-se que essa questão foi enfrentada por esta turma recentemente, e me filio ao posicionamento defendido pelo eminente Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães no sentido de que a Lei IV., 8,852/1994 não veicula isenção do imposto de renda das pessoas fisicas. Para melhor entendimento transcrevo o voto proferido nos autos do processo IV 11516,001650/2007-63, o qual adoto como razão de decidir: (-) Quanto ao mérito posto à discussão, a partir da análise dos autos, constata-se que o litígio mira discussão acerca da interpretação da Lei n°8.852, de 04/02/94.. Referida norma versa sobre a aplicação dos arts 37, incisos ,K1 e I, e 39, §1", da Constituição Federal, e dá outras providências, verbis: Art. 1°. Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e findacional de qualquer dos Poderes da União compreende: 1 - como vencimento básico a) a retribuição a que se refere o art. 40 da Lei 8,112, de 11 de dezembro de 1990, devida pelo efetivo exercício do cargo, para os servidores civis por ela regidos; b) o soldo definido nos termos do art. 6° da Lei 8,237, de 30 de setembro de 1991, para os servidores militares,' c) o salário básico estipulado em planos ou tabelas de retribuição ou nos contratos de trabalho, convenções, acordos ou dissídios coletivos, para os empregados de empresas públicas, de sociedades de economia mista, de suas subsidiárias, controladas ou coligadas, ou de quaisquer empresas ou entidades de cujo capital ou patrimônio o poder público tenha o controle direto ouindireto, inclusive em virtude de incorporação ao patrimônio público; II - como vencimentos, a soma do vencimento básico com as vantagens permanentes relativas ao cargo, emprego, posto ou graduação; III - como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei 8,112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fimdamento, sendo excluídas.: a) diárias; b) ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte,' c) auxílio-fardamento; d) gratificação de compensação orgânica, a que se refere o art 18 da Lei 8,237, de 1991; e) saMrio7família; D gratificação ou adicional natalino, ou décimo-terceiro salário, g) abono pecuniário resultante da conversão de até 1/3 (um terço) das férias; h) adicional ou auxilio-natalidade; i) adicional ou auxílio-funeral; .1) adicional ou férias, até o limite de 1/3 (um terço) sobre a retribuição habitual; 1) adicional pela prestação de serviço extraordinário, para atender situações excepcionais e temporárias, obedecidos os limites de duração previstos em lei, contratos, regimentos, convenções, acordos ou dissídios coletivos e desde que o valor pago não exceda em mais de 50% (cinqüenta por cento) o estipulado para a hora de trabalho na jornada normal; m) adicional noturno, enquanto o serviço permanecer sendo prestado em horário que fundamente sua concessão; n) adicional por tempo de serviço; o) conversão de licença-premio em pecúnia ,facultada para os empregados de empresa pública ou sociedade de economia mista por ato normativo, estatutário ou regulamentar anterior a 1" de fevereiro de 1994; p) adicional de insalubridade, de pericidosidade ou pelo exercício de atividades penosas percebido durante o período em que o beneficiário estiver sujeito às condições ou riscos que deram causa à sua concessão; q) hora de repouso e alimentação e adicional de sobreaviso a que se referem, respectivamente, o inciso 11 do art. 3,° e o inciso lido art. 6,' da Lei 5,811, de 11 de outubro de 1972; r) outras parcelas cujo caráter inánizatório esteja definido em lei, ou seja, reconhecido, no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, por ato do Poder Executivo, (vetado pelo Presidente da República e mantido pelo Congresso Nacional - D.O.U. 05-04-94) Parágrafo I', O disposto no inciso III abrange adiantamentos desprovidos de natureza indenizatória Como se pode observar-, em seu art, 1", a Lei n°8852/94 define a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fimdacional de qualquer dos Poderes da União, dividindo-a em vencimento básico (inciso 1), vencimentos (inciso 11), e remuneração (inciso III), para aplicação dos seus dispositivos, Processo n" 10730.006199/2007-73 S2-TE01 Acórdão n 2801-00.736 El 88 O inciso III explica o que compreende a remuneração, configurando-se "a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei n" 8,112/90, ou outra paga sob o mesmo .fundamento [„,] ". Ao .final, exclui da remuneração algumas verbas. Para melhor esclarecer a matéria é necessário compreender qual foi a intenção do legislador ao fazer esta divisão, que se tornou importante para limitar o recebimento dos servidores públicos. No parágrafo 2' do mesmo artigo está determinado que: Parágrafo 2", As parcelas de retribuição excluídas do alcance do inciso III não poderão ser calculadas sobre base superior ao limite estabelecido no art. 3°. Neste prumo, assim estabelece o art. Art. .3°, O limite máximo de remuneração, para os efeitos do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, corresponde aos valores percebidos, em espécie, a qualquer título, por membros do Congresso Nacional, Ministros de Estado e Ministros do Supremo Tribunal Federal, Portanto, o diploma legal em referéncia .fol editado para regular os artigos 37, Xf e XII da Constituição Federal, veiculando classificação dos diversos recebimentos para .fins de determinação dos tetos de remuneração dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos, sem qualquer vincula ção quanto à matéria do imposto de renda,. Importante, neste ponto, destacar o disposto no art. 3", §1", da Lei n° 7 713/88, ao estabelecer que o imposto de renda incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, sobre todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidos em dinheiro, e ainda os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados, ressalvadas as disposições dos artigos 9" a 14 desta mesma Lei.. E neste sentido, o § 4' do art.. 3" define que a tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição Jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o beneficio do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título. Por outro lado, normas legais determinam a exclusão do rendimento bruto, para fins de incidência do imposto de renda da pessoa física, por serem isentos ou não tributáveis. Estas exclusões estão elencadas no artigo 39 do Decreto n° 3,000/99 (Regulamento do Imposto de Renda), não contemplando os rendimentos ora questionados (adicional por tempo de serviço), Ainda sobre o tema, acrescente-se que, de fato, a remuneração a titulo de adicional por tempo de serviço ou similar não é exclusiva do setor público. Tal verba pode até ter a finalidade de fidelizar os servidores para que permaneçam mais tempo no seu cargo, ou seja, no serviço pública No entanto, igual atitude é adotada por diversas empresas do setor privado que também patificam seus trabalhadores depois de certo tempo de permanência, como forma de compensar os anos de dedicação, porém sem cunho indenizatória Parte-se do pressuposto de que todas as indenizações requerem como elemento integrante da responsabilidade civil (objetiva ou subjetiva) um dano. Sem dano não há o dever de indenizar, Ou sejav não há de se falar em indenização - material ou moral - sem dano (REsp 279,422/CE). Como se vê, a verba paga a título de adicional por tempo de serviço, configura claramente rendimento do trabalho, subsamindo-se ao conceito de renda definido no art. 43 do Código Tributário Nacional e à hipótese de incidência veiculada pelo art. 43 do R1R/99. No mais, para a concessão de isenção, é necessário lei específica, nos termos do ,sÇ 60 do artigo 150 da Constituição Federal, de 1988, E as legislações que embasam o pedido do presente recurso, não tratam especificamente da matéria tributária de isenção ou não incidência. Deste modo, diante da análise da referida legislação, é cristalino que as alíneas "a" até "r" do inciso III, do art, 1°, da Lei n° 8.852/94 são exclusões do conceito de remuneração, mas não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, ou seja, não determinam sua exclusão do rendimento bruto para fins de não incidência do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, mas sim, repise-se, de sua exclusão do conceito de remuneração para os objetivos da Lei n° 8 852/94.. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. CnIvÀCy., anta Mata Paschoalin 6

score : 1.0
9430981 #
Numero do processo: 10435.000929/2004-14
Data da sessão: Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 DESPESAS Mffi1CAS DEDUÇÃO NECESSIDADE COMPROVAÇÃO Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação Ou justificação, mormente quando há duvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a eletividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos Recurso Negado
Numero da decisão: 2801-000.553
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Julio Cezar da kmseca hirtado e Eivanice Canário da Silva
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHÃES

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)

dt_index_tdt : Sat Jul 23 09:00:01 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201006

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 DESPESAS Mffi1CAS DEDUÇÃO NECESSIDADE COMPROVAÇÃO Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação Ou justificação, mormente quando há duvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a eletividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos Recurso Negado

numero_processo_s : 10435.000929/2004-14

conteudo_id_s : 6623314

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 21 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2801-000.553

nome_arquivo_s : Decisao_10435000929200414.pdf

nome_relator_s : ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHÃES

nome_arquivo_pdf_s : 10435000929200414_6623314.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Julio Cezar da kmseca hirtado e Eivanice Canário da Silva

dt_sessao_tdt : Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010

id : 9430981

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sun Jul 31 05:56:38 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1739846584569430016

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T14:04:11Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T14:04:11Z; Last-Modified: 2010-09-02T14:04:11Z; dcterms:modified: 2010-09-02T14:04:11Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:96aed5c8-bfe5-4b94-8cbe-bf84199a938d; Last-Save-Date: 2010-09-02T14:04:11Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T14:04:11Z; meta:save-date: 2010-09-02T14:04:11Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T14:04:11Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T14:04:11Z; created: 2010-09-02T14:04:11Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-09-02T14:04:11Z; pdf:charsPerPage: 1201; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T14:04:11Z | Conteúdo => S2- I E01 s9 MIN ISTERI() DA FAZENDA ' • CONSE1,1-10 ADMINISTRA TIVO "RECURSOS FISCAIS SUGUNDA SEÇA0 DE MI ,GAMUNTO Processo n" 10435 000929/2004-14 Recurso u" 162.365 Voluntário Acórdão o" 2801-00.553 — 1" Turma Especial Sessão de 17 de junho de 2010 Matéria 1RPP Recorrente 13ARTOLOMEIT13UPNO MOTA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSIIN 10: MPOS 1-0 SOBRE A RENDA DE PESSOA FíSICA - IRPF 1 ,'.xercício: 2001 DESPESAS Mffi1CAS DEDUÇÃO NECKSSFDADE COMPROVAÇÃO Todas as deduções dedatadas estão sujeitas à comprovação Ou justificação, mormente quando há dávidas quanto à prestação dos serviços. Fm tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a eletividade dos serviços e dos correspondentes pagametrtos Recurso Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Votaram pelas conelUSÕeS OS Conselheiros Julio Cezar da kmseca hirtado e Eivanice Canário da Silva Amaryl les Reinaldi e Henriques Resende - Presidente (t-. ADIÓni0 dC, 1 ád Athaydé agalhães - Relator EDI'T ADO LM: 29/07/2010 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Amai ylles Reinaldi e Ilenriques Resende, Mal ceio Magalhães Peixoto, Antonio de Padua Athayde Magalhães, tanja Mama Paschoalin, Julio Cevar da Fonseca Fui lado e Eivanice Canário da Silva. Relatório 1 rata o presente processo de lançamento eletuado em desfavor de .Bartolorneu Bueno Mota ((TI n" 126.767 644-20), conforme auto de inflação às Ils 05/10, em que se está a exigir o recolhimento do crédito tribulaho no valor total de R.$ 8.150,12, sendo R$ 3 485,64 a título de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, R$ 2.614:23 de multa de oficio, e R$ 2 050,25 de juros de mora calculados até 30/07/2004 A exigência fiscal decorreu da ievisão efetuada na declaração de ajuste anual apresentada pela contribuinte ieldrente ao exercício de 2001, ano-calendái io 2000, por meio da qual SC constatou: (i) omissão de iendimentos de nabalho sem vinculo empregaticio recebidos de pessoas jurídicas ., e (ii) dedução indevida de despesas médicas Cientificado do lançamento em 24/08/2004, conforme AR — Aviso de Recebimento à 11, 46, o contribuinte apresentou sua impugnação em 01/09/2004, anexando ao processo a documentação às lis. 48/59 Em sua peça de defesa, solicitou o contribuinte que fossem recebidos e considerados pelo órgão j ulgador os documentos naquela oportunidade apresentados, quais sejam: comprovantes de rendimentos emitidos pelo Instituto de Previdência do Servidoi Cantam e pela f undação Celpe de Seguridade Social CLLPOS, e, relativamente às deduções de despesas médicas, os recibos de pagamentos ao Sr. George I Indbeig Souza de Azevedo e à Sra Vânia Luely Gonzaga .-Fabosa Na seqüência, argumentou, ainda, que: recebeu intimação pata apiesentação dos documentos, entretanto, dos documentos exigidos Italtava o da Celpe, que de alguma tonna extraviado, lendo sido necessário solicitar Declai ação de Rendimentos à Celpe, ocorrendo atraso; - quando entrou em contato com a fiscalização para a entrega da documentação tNi informado quanto ao "fechamento do protocolo", sendo orientado a ingressar com irripugliação - efetua o pagamento de todos os seus klblItOS em dia, porém não paga aquilo que não deve, para isso luta com o :mesmo empenho e afinco que usa para cumprir com suas obrigações Ao aprecin a impugnação, a 1'1 1 'urina de I ulgamento da DRI/Recife(PE) decidiu, poi unanimidade de votos, pela procedência parcial do lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/REC 11-19 81.6, de 03/08/2007, às Ils 61/66, cujas ementas enconnarn-se a seguir transcritas: (LSNCINPO IMPOSTO SOBRE .1 RENDA DL PLSWA.1,1SIXA„IRPT Ano-ealenddi' io 2000 DEDUÇÃO DL DESPESAS 'MÉDICAS Somente v7o ocdiodds CIS deSpCSWn málied:.> do cordi'ilmilite e dependenle„ guando comptovudd n por d(kionentação (pie (1011CqUISIIOS Nr 2 eces;so n" 1043.5 S10092W200 .1 - 1 . 1 S2- 1 E01 AcórcEo n " 2801-00.553 . 00 . . OAWNS7i .0 DP; REND/MENTOSI ÉR /A W () CONTE . ,S"T A DA Consolida-5c, no- '/'i . G admini n IP •WilV, O Ca7!11:0 tribtliáTiO COrreV)011dellIC maléria que nào houver Nido cssamehle comesfirda peío Com a ciência da derÁsão de primeira instância ocorrendo em 11/09/2007, nos termos do A.R Aviso de Recebimento à 11. 69, o contribuinrc, por intermédio de procurador devidamente qualificado nos autos, interpôs, em 10/10/2007, o Recurso Voluntário às fls. 70/82, alegando que: - em sua impugnação reconheceu os valores recebidos do Instituto de Previdência. do Servidor de Caruaru (INP) e da Fundação Celpe de Seguridade Social (CFLPOS), mas apresentou recibos para coni provar as despesas medicas que foram glosadas pela fiscalização, efetuadas com o Sr.. George .11,indberg Souza dc Azevedo - CPF n° 166,294.344-04, e com a Sra. Vania Lucly Gonzaga Tabosa CP1' n" 138.130 604-6:3; - a DRJ/Rccife(PE) ncatou o recibo emitido pela Sra. Vânia Luely Gonzaga Tabosa, no valor de R$ 3.500,00, e desconsiderou o recibo emitido pelo Sr. George Lindberg, Souza de Azevedo, no valor de R$ 9:750,00; - a legislação do imposto de renda estabelece que as deduções restringem-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, e nesse sentido, os registros de nascimento colacionados ao processo comprovam que Terezinha Lívia de Souza Mota e Larissa Cibele de Souza Mota são filhas legítimas do contribuinte, podendo estas figurarem cru sua declaração de ajuste anual. corno dependentes; - a DR.1/Recife(PE) não aceitou o recibo à -11. 57 sob a simplória argumentação de que o mesmo se apresenta como elemento de prova frágil e insuficiente para o convencimento do Julgador; todavia, tal documento comprova as despesas efetuadas com tratamento de fisioterapia, uma vez que ali esião relacionados os pagamentos efetuados durante todo o ano de 2000 relativos a tratamento realizado em suas filhas, relacioiradas como dependentes na declaração de ajuste anual do IRPf, exercício 2000; - o julgador equivocou-se compleramente ao afirmar que o recibo a. il.. 57 não possui o endereço do emitente, pois a exigência. do contida no art. 80, § J.', .111, do RIR/99, é que o recibo conste endereço e numero de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPI de quem os recebeu e não de quem os emitiu; - além do mais o relendo -recibo identifica o emitente, com o nome e o CM, bem como traz o número de inscrição do profissional no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CR1+ITO), estando, portanto, cristalinamente provado que o referido recibo atende os requisitos do art, 80, § 111, do RIR/1999, o que por si só .já é instrumento suficiente para comprovar a despesa médica; - quanto ao argumento do . julgador de que o interessado possuía plano de saúde no ano-calendário 2000, havendo a possibilidade de que o referido plano desse cobertura ao tratamento, necessário serem feitas as seguintes ponderações, uma. vez que no Direito Tributário não há espaço para divagações ou suposições: a) o fato de ter ocorrido pagamento à 1.1N1M.ED não significa dizer que os dependentes sejam beneficiários; b) o fato de urna pessoa possuir plano de saúde não exclui a hipótese do indivíduo pagar uma consulta. ou tratamento particular a um médico de sua preferencia; e c) o tato de uma pessoa possuir plano de saúde não pressupõe que o mes.mc.) dê cobertura a todo tipo de tratamento; - quanto à inexistência no citado recibo de especificação das lazões do tratamento durante, todo o ano e D.CM em que consistiam, tendo em vista a descrição genérica de serviços de fisioterapia, a lei não estabeleceu que no recibo de despesas médicas deveria constar o tipo de tratamento a que o pacienle fbi submetido; - também não há como descaracterizar o referido recibo .pelo lato de ter sido emitido somente ao final do ano, pois é .praxe dos colégios e faculdades, quanto às nJensalidades pagas no decorrer do ano, dos planos de saúde, quanto aos pagamentos efetuados, bem como dos profissionais dentistas, com referência ao tratamento prolongado, fornecer um -único recibo ou declaração com os valores pagos -.ales a rnês durante todo o ano- base - junta ao processo declaração fornecida pelo Sr George Lindberg Souza (te Azevedo, t..1)F -166.294.344 -04, que atesta a veracidade do recibo questionado; - quanto à não comprovação da transferência de recursos, o _julgador singulai extrapola ao fazer exigências que não constam no texto da lei, inclusive, diante de vasta .jurisprudência, ora apresentada, em que a não comprovação de despesas médicas refere-se a recibos inidôneos; - a despesa foi co llllll l provada mediante a apresentação de recibo habil e idôneo, assim não há que se falai em recibo inidôneo, visto que o fisco não logrou comprovar mediante .prova cabal e inequívoca a inidoneidade do recibo à tf 57; - a declaração do Sr.. George Lindberg Souza de Azevedo, anexada aos autos, atesta o tratamento realizado, e que os pagamentos forarir efetuados em espécie; - considerando que o recibo apresentado pelo recorrente atende os requisitos estabelecidos no art. 80, *1', III, do RIR/99, não se pode desconsideá-Io com meras alegações e ilações que não condizem com a realidade dos latos, pois .para que ocorresse a glosa seria necessária a comprovação de que o recibo é frilso ou inidôneo; - o auto de infração lavrado é arbitrário, confiscatório e ilegal. É arbitrário e ilegal na medida em que deixou de considerar um recibo que atende todos os requisitos exigidos -pela legislação tributaria e confiscatorio, porque busca retirar do contribuinte prestação pecuniária que segurarnente é indevida.. Ao final de sua defesa, requer o confribuinte o provimento do recluso interposto o relatório. Voto (..onsellieiro Antonio de Pactua Athayde -Magalhães, Relator O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele torno conhecimento. %: 4 Proce.:*:0 10 1 U435 000920 ./2004- 11 52-1 LO1 Acót dào n 2801-00..553 Nesta instância de ,julgamento, a controvérsia restringe-se à despesa médica no valor de R$ 9.750,00 que foi registrada pelo contribuinte em sua .Declaração de Ajuste Anual do exercício .2001, referente a pretenso tratamento de fisioterapia a que teriam sido submetidas suas filias, dependentes relacionadas na respectiva declaração. A I. Turma de Julgamento da ORJ/Recifê(PL) manteve a glosa em debate, ressaltando, dentre outras razões, a ausência de comprovação da efetiva transferência de recursos, o que segundo a autoridade .julgadora, seria de suma importância, na medida em que a cópia de recibo apresentado à O. 57, por si só, diante das diversas considerações feitas naquela decisão, se mostrava como elemento de prova frágil ou insuficiente para comprovar a referida. d es pesa.. Quando da apresentação do recurso, visando provar a realiza.ção de tal dispêndio, o contribuinte junta aos autos a declaração à fl. 86, que, segundo este, atesta o tratamento realizado, bem como confirma sua informação de que os pagamentos referentes a esta despesa foram efetuados em espécie. Portanto, nesse momento, a questão é exclusivamente de prova, relinivamente à declaração colacionada pelo contribuinte à H. 86, como elemento comprobatório da despesa médica pleiteada. De inicio, sobre a. -matéria, cabe destacar o disposto no artigo 8', inciso Hl, da Lei n' 9.250, de 1995, vc.This": ./tri. 8'. À base de er.'lleulo do imposto devido no (mo-calendário será a diferç'nça entre as somas. - de todos Os rendimentos percebidos durante 0 ano-calendário, exceto Os isentos, Os não-tributávers, os tributáveis exclusivamente na &tia ri os stfritos à tributação definitiva, - das deduções Hdativas a) aos pagamentos efetuados, no ano-ealcndat io, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fOnoaudiólogos, kn.apenros ocupacionars e ho.spitais, bem C0100 as dc.spcsírs. COM C.VaMeS laboratoriais, sei viços tadiológicos, aparelhos ortopédicos c próteses ortopédicas e dcwtarias: 2' O disposto mi alínea "a" do inciso II. I - aplica-se, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cõbetnira de despesas com hospitalLacão, médiças e odontológiV(K b(111 como a ao/idades que asseguiern drt eito dc atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza, li - restringe-se aos . pa.„,2,atnentõs (filtrados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes,. 111 - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do 17.0111e, CHCICI-eço e numero de inscrição no Cadasno (le. Pessoas Físicas ou no Cadastro Ge.-ral. de Contribuintes L41 5 - CGC110 quem os recebeu, podendo, 107 fana á documentação, sel • !Cila 1.11d1C(10-10 do cheque nominativo pelo qual for clettrado pagamento, - não 50 apliC17 dCSI10N71, 1 ns. (nridas por entidade de qualquer c'spécie ou cobertas por contrato de seguro, - 110 0051) dc despew5 com aparelhos ormpédico e prótes'e ortopédicas C (ICHIáriW.i, eXC-'5• 0 a C01111)00010 •1i0 COM 1•0CeallélIJO .71701.11CO O /101:0 fiscal em nome do berreficiár 3" As despesas médicas e de Mui-ação dos' alimentandos, quando realizadas pelo alimentante énr virtude de comprimento th:.' decisão judicial ou de acordo hornologado judicialmeffic, poderão wr deduz:idas pelo alimentante na determinação da base de cálculo do ImpoWo sobre a. Renda na dedal ar,ão, obsur podo, no 0050 de despesas de educação, O limite previsto na afinca 1..-) do Orei w II deste artigo Como se pode observar, todas as deduções estão sujeitas comprovação ou ,justificação, a juízo da autoridade liscall. No caso em analise, observa-se que o contribuinte pleiteou em sua declaração de rendimentos do exercício de 2001 (doc. às lis 12/14 dos autos) deduções elevadas com despesas médicas que alcançam o percentual de 23,22%, em relação aos rendimentos declarados no período L. diga-se mais, especificamente quanto à dedução ora em discussão, no valor de R$ 9 750,00, que, segundo o contribuinte, refere-se a tratamento fisioterapêutico realizado em dependentes, tal proporção, tomando-se como base o total dos rendimentos inlOrinados em sua declaração de ajuste anual, alcança, isoladamente, o elevado per. cena' al de 10, De lato, a legislação não veda o pagamento com dinheiro, como bem ressalvou o recorrente. Ocorre que também nao são suficientes simples recibos e declarações particulares pala comprovai . despesas médicas elevadas,:que necessitam, para seu diagnóstico e tratamento, de realização de exames, radiografias, consultas, etc. Sobre o assunto, destaque-se o disposto no artigo 368 do Código de Processo Civil, in ver- bis: 3O1? A.,,; declarações constantes do documento particular, as'sinado, ou vuncrite alStilUdO, pre5111110171-,S0 VerdWiCif 0111 dação ao signatário. ParájralO único Ouando, todavia, contiver declaração de ciência, l'elati pa a determinado falo, o documento particular prova a declaração, IllaN 10-1- 0 O fi.110 declarado, comperindo ao trnerv,s,sado em sua veracidade o OfIlf`n de provar O fluo No presente caso, o contribuinte limitou-se a apresentar o recibo à 11. 57 e a• declaração à 11. 86, desacomixmhados de quaisquer documentos hábeis a comprovar a efetividade dos serviços, bem como •dos correspondentes pagamentos. Não roi comprovado sequer como se deu o pagamento dos valores pleiteados constantes da declaração anexada por ocasião do presente recurso (11 86). o Diante desse contexto, caberia á autuada a apresentação de prova robusta e incontestável de que os pagamentos foram realizados efetivamente nos valores declarados. No entender deste relator extratos bancários que exibissem as ocorrências de saques efetuados em moeda corrente, de ordens de pagamento, ou de transferências bancárias, coincidentes em data e valor compatíveis com recibo e/on declaração apresentados, poderiam trazer as ?,/,/ 6 1) 10 c:osso n" 1013:--, 000929/2004-14 S2-1E01 Act -mdtio it n 2801-011.553 Pl. 92 evidências exigidas para validação da dedução pleiteada. Todavia, no presente caso, tais elementos ptobatátios não foram apresentados pelo recorrente. Ressalte-se que, na análise de prova, à autoridade julgadora é assegurada a liberdade de convicção, a teor do art. 29 do -Decreto n'' 70..235, de 1972: Ari. 29. Na opr(...'.(.'irr.(r.'io (Ia prova, a antorldwie julgadora formará livremenle .ma ‘.:onvic:(..iio, podendo determinar Os diligênLias que eniendcr ncccssái ia.s Assim, torno por consistente a manutenção da glosa a título de despesa médica. no valor de R.$ 9.750,00 efetuada no auto de infração, -Kim-latido, deste modo, convencimento de que tal parcela da exigência. fiscal. deve mesmo pievaleeer, como des(acado 00 ...t.córdão recorrido. Face ao exposto, VOTO em NEGAR provimento ao Recurso Voluntário interposto nos autos. .)-(.5..5. )4 )? f' P a I I pio- An 1a'de-imo d dna A- "{ b. cre'Magalhães 7

score : 1.0
9429730 #
Numero do processo: 10680.000647/2007-68
Data da sessão: Wed May 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: MPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2006 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. Estando o contribuinte obrigado a apresentar a declaração de ajuste anual de IRPF, a sua entrega fora do prazo enseja a aplicação da multa por descumprimento de obrigação acessória. Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-000.499
Decisão: Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator
Matéria: IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF

dt_index_tdt : Sat Jul 23 09:00:01 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201005

ementa_s : MPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2006 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. Estando o contribuinte obrigado a apresentar a declaração de ajuste anual de IRPF, a sua entrega fora do prazo enseja a aplicação da multa por descumprimento de obrigação acessória. Recurso negado.

numero_processo_s : 10680.000647/2007-68

conteudo_id_s : 6622164

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 19 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2801-000.499

nome_arquivo_s : Decisao_10680000647200768.pdf

nome_relator_s : WALTER REINALDO FALCÃO LIMA

nome_arquivo_pdf_s : 10680000647200768_6622164.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator

dt_sessao_tdt : Wed May 12 00:00:00 UTC 2010

id : 9429730

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sun Jul 31 05:56:36 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1739846584572575744

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-08-17T14:35:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-08-17T14:35:01Z; Last-Modified: 2010-08-17T14:35:02Z; dcterms:modified: 2010-08-17T14:35:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:bc77fb12-3d71-4a74-9e84-ca07e9b6be41; Last-Save-Date: 2010-08-17T14:35:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-08-17T14:35:02Z; meta:save-date: 2010-08-17T14:35:02Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-08-17T14:35:02Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-08-17T14:35:01Z; created: 2010-08-17T14:35:01Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-08-17T14:35:01Z; pdf:charsPerPage: 1140; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-08-17T14:35:01Z | Conteúdo => S2-TE01 F1. 28 40# N?"4C,,, 3"•-"' MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10680.000647/2007-68 Recurso n° 513.721 Voluntário Acórdão n° 2801-00.499 — ia Turma Especial Sessão de 12 de maio de 2010 Matéria IRPF Recorrente JERCI LUMINATO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2006 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. Estando o contribuinte obrigado a apresentar a declaração de ajuste anual de IRPF, a sua entrega fora do prazo enseja a aplicação da multa por descumprimento de obrigação acessória. • Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. AMARYLLES REINAtDI E HENRIQUES RESENDE - Presidente tvglf WALTER R' - f`. • ALCÃO LIMA- Relator EDITADO EM: 13/05/2010 • Participaram do presente julgamento os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, José Evande Carvalho Araujo, Júlio Cezar da Fonseca Furtado, Walter Reinaldo Falcão Lima e Sandro Machado dos Reis. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 06, referente a multa por atraso na entrega da na entrega da declaração de Imposto de Renda Pessoa Física do exercício de 2006, ano-calendário de 2005 no valor de R$ 165,74. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (01 a 09), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (18 a20), que : A fonte pagadora dos rendimentos não informou os valores tributáveis a tempo e o contribuinte não pode providenciar a entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física no prazo legal. No momento, não tem condição de pagar a multa por estar desempregado ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DR.1-Belo Horizonte julgou procedente o lançamento, nos termos do voto do relator, cujos trechos principais reproduzimos abaixo: No exercício de 2006, a Declaração de Ajuste Anual deveria ser entregue até o dia 28 de abril de 2006, conforme Instrução Normativa n° 616, de 31 de janeiro de 2006, que dispõe sobre a / apresentação pela pessoa física, residente no Brasil, da referida Declaração. De acordo, ainda, com o art. 10 da Instrução Normativa n° 616, de 2006, estava obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual, a pessoa física, residente ou domiciliada no Brasil, que, no ano-calendário de 2005: I- recebeu rendimentos tributáveis na declaração, cuja soma foi superior a R$ 13.968,00 (treze mil, novecentos e sessenta e oito reais); 2- recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributáveis exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00(quarenta mil reais); 3- participou do quadro societário de empresa como titular, sócio ou acionista, ou de cooperativa; (-) 2 - Processo n° 10680.000647/2007-68 S2-TE01 Acórdão n.° 2801-00.499 Fl. 29 Dessa forma, conforme DIRPF de fls. 13, o interessado se enquadrava condição de obrigatoriedade n° 1, da IN acima citada. Ainda que a fonte pagadora não tenha entregado ao contribuinte o Comprovante de Rendimentos Pagos, é devida a multa, uma vez que a legislação determina ser do beneficiário a obrigatoriedade de declarar à SRF os rendimentos efetivamente recebidos. O fato de a fonte pagadora ser legalmente obrigada a entregar ao contribuinte o informe de rendimentos não exime o contribuinte da obrigatoriedade de, com base nos valores efetivamente recebidos mensalmente, elaborar a sua declaração de ajuste anual e apresentá-la tempestivamente à SRF. Com efeito, a entrega da declaração do exercício de 2006 se deu no dia 12/12/2006, consoante documento de fls. 07, portanto em atraso, não merecendo reparos a autuação ora impugnada. Cumpre esclarecer que a autoridade fiscal (lançadora e julgadora) não se pode furtar ao cumprimento das determinações da legislação tributária, pois sua atividade é plenamente vinculada, sob pena de responsabilidade funcional (art. 3 0 e parágrafo único do art. 142 do CTIV). Por sua vez o artigo 141 do mesmo CTN determina: • "O crédito tributário regularmente constituído somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos previstos nesta lei, fora dos quais não podem ser dispensadas, sob pena de responsabilidade funcional na forma da lei, " • ,` RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE REC iRSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 22/04/09, fls. 23, o contribuinte apresentou, em 21/05/09, o Recurso de fls. 24 e 25, reiterando os argumentos expostos na impugnação, além de alegar não ter agido de má-fé e que em nenhum momento • demonstrou interesse no descumprimento de obrigação acessória Sustenta, ainda, que depende de terceiros para montar e transmitir a declaração de ajuste anual e entende, com isso, que não houve culpa integral no cometimento da infração e que, assim, não é justo ser penalizado, mesmo porque alega não ter recebido o comprovante de rendimentos da fonte pagadora É o Relatório. 3 • Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima, Relator O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O recorrente não trouxe aos autos qualquer elemento novo que pudesse alterar a decisão recorrida. Em que pese seu inconformismo com a autuação lavrada, ela não merece qualquer reparo, assim como o acórdão recorrido. A imposição da multa por atraso na entrega da declaração de ajuste anual decorre de disposição legal e deve ser aplicada sempre que o contribuinte estiver obrigado a apresentar a declaração e não o fizer dentro do prazo limite A aplicação da penalidade independe da vontade da autoridade lançadora, haja vista o exercício da atividade vinculada, previsto no parágrafo único do art. 142 do CTN. No presente caso o contribuinte estava obrigado a apresentar a respectiva declaração, por ter recebido rendimentos tributáveis cuja soma foi superior ao limite de isenção previsto na respectiva legislação (Instrução Normativa SRF n° 616, de 31 de janeiro de 2006), e não o fez dentro do prazo legal, estando sujeito, portanto, à aplicação da multa questionada. Vale dizer que o próprio recorrente não contesta o recebimento de tais rendimentos, tampouco que apresentou a declaração fora do prazo. Cumpre ressaltar que a falta de entrega ao contribuinte do comprovante de rendimentos pela fonte pagadora não o exime da responsabilidade pela apresentação da declaração de ajuste anual, tampouco constitui fator que possa excluir a aplicação da penalidade em discussão. Da mesma forma, alegações de ausência de culpa e de não ter agido com má fé não têm o condão de modificar o lançamento nesse caso. Vale lembrar que, de acordo com o disposto no art. 136 do CTN, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente. Dinate do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Walt o Falcão Lima 4

score : 1.0
9433222 #
Numero do processo: 10980.000417/2006-33
Data da sessão: Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2005 MULTA DECLARAÇÃO DE AJUSTE:. ANUAL PESSOA FÍSICA ATRASO NA APRESENTAÇÃO A apresentação extemporânea da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física enseja a aplicação da penalidade prevista no art. 88 da Lei nº 8.981, de 1995. Recais° Negado.
Numero da decisão: 2801-000.573
Decisão: Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado,
Matéria: IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHÃES

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF

dt_index_tdt : Sat Jul 23 09:00:01 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201006

ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2005 MULTA DECLARAÇÃO DE AJUSTE:. ANUAL PESSOA FÍSICA ATRASO NA APRESENTAÇÃO A apresentação extemporânea da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física enseja a aplicação da penalidade prevista no art. 88 da Lei nº 8.981, de 1995. Recais° Negado.

numero_processo_s : 10980.000417/2006-33

conteudo_id_s : 6624264

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 22 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2801-000.573

nome_arquivo_s : Decisao_10980000417200633.pdf

nome_relator_s : ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHÃES

nome_arquivo_pdf_s : 10980000417200633_6624264.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado,

dt_sessao_tdt : Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010

id : 9433222

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sun Jul 31 05:56:38 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1739846584586207232

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T14:04:09Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T14:04:09Z; Last-Modified: 2010-09-02T14:04:09Z; dcterms:modified: 2010-09-02T14:04:09Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:e475b29e-928a-4a34-abcd-daaef3ec3cd8; Last-Save-Date: 2010-09-02T14:04:09Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T14:04:09Z; meta:save-date: 2010-09-02T14:04:09Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T14:04:09Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T14:04:09Z; created: 2010-09-02T14:04:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-09-02T14:04:09Z; pdf:charsPerPage: 1188; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T14:04:09Z | Conteúdo => S2- l'E01 H 26 • MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINIS rFRATIVO I)E -RE:CURSOS FISCAIS SEGUNDA SE.(,:ÃO DE .JULGAMENTO Processo 11" 10980 000417/2006-33 Recurso n" 162 042 Voluntário Acórdão n" 2801-00.57.3 — 1" Turma Especial Sessão de 17 de junho de 2010 "Matéria IRP[ Recorrente REGINAI DO KER Recorrida FAZUNDA NACIONAI, ASSEN I O: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2005 MULTA DECLARAÇÃO DE AJUSTE:. ANUAL PESSOA FÍSICA ATRASO NA APRESENTAÇÃO A apresentitção extemporânea da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Fisica enseja a aplicação da penalidade prevista no art. 88 da Lei n" 8.981, de 1995. Recais° Negado. Vistos, relatados e discutidos os pi escutes autos Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do 'chá-Orá) e voto que passam a integrar o presente julgado, Amarylles Reinaldi e Llenriques Resende - Presidente J.? António de Pádua Athayi_ e "Magalhães Relator EDITADO "KM: 29/07/2010 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ainarylles Reinaldi e Henri(' nes Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Antonio de Pádna Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Julio Cevar da Fonseca titilado e livanice Canário da Silva. Reiatório Trata-se de Recurso Voluntário à 11 23, interposto por Reginaldo Kertch, inscrito no CPU sob o n'745A03.559-04, emitia decisão da 4 Turma de Julgamento da DR..RTuriliba(114 as lis. . 18/19, que jubour procedente a Notificação de Lançamento objeto do presente litígio, à fl. 03, emitida em 12/12/2005, Cientificado da exigência fiscal, o contribuinte apresentou em 16/01/2006 a impugnação à fl. OL insurgindo-se contra o lançamento referente à multa por atraso na entrega da Declaração do Imposto de .Renda da 'Pessoa Física, ano-calendário 2004, exercício 2005, no valor de R$ 165,74. 1 nu sua peça impugnativa, o contribuinte alega que anualmente razia a declinação de isento, mas em 2005 teve sua tentativa frustrada, por ter rendimento acima do limite permitido; e que, fazendo a declaração, não apurou imposto a pagar, razão pela qual entende não ter ocorrido prejuízo ao erário. Neste sentido, requer o cancelamento da multa objeto dos autos.. Ao apreciar o litígio, a 4' Influa de Julgamento da DRI/Curitiba(PR.) decidiu pela procedência do lançamento, nos lermos da &cisar.) às fls, 18/19, resumindo seu entendimento na seguinte ementa: ./1S.,.S'UN10 /AIPOS] '0 SOBRE A. .RENDA DE PESSOA 1 , 15IC4 — IR/'I' .,,stne-calumhif io • 2004 MUJA POR ATRASO NA ENTREGA DA DIRPP Es-tando o conitiburnto enquadrado derme as (..-otídieõ(:. Obt igatot iodado de apresentar a Doolataoão do iijit.N'to Anual, 001 fixo dos. tendimcntos. tributáveis aufet idoN, é devida a multa por at11s.0 na sua otaiça Devidamente notificado da decisão a ([130 em 24/08/2007, conforme AR à fl. 22, o contribuinte interpôs, em 20/09/2007, o Recurso Voluntário à 11. 23.. lan suas razões, o recorrente ratifica os termos da impugnação outrora apresentada, acrescentando ainda que: - embora enquadrado nas condições de obrigatoriedade não causou prejuízo ao erário, mormente quando o valor de imposto a pagar apurado foi "zero"; - a exigência fiscal representa valor elevado, urina. vez que corresponde a 50% do que paga a título de pensão alimentícia às suas -rilhas menores do primeiro matrimonio, em prejuízo, ainda, do sustento dos filhos contraídos no segundo matrimônio, também menores, assim corno das suas despesas normais do dia-a-dia; - embora com atraso, apresentou a declaração no ano de referência ; e que só não o fez antes, porque sempre se enquadrou na. situação de isento, posto que os períodos para apresentação da declaração de isentos e não isentos são diferentes, e que, se assim não fosse, poderia ter se evitado tal situação; - a apresentação da declaração, mesmo que tora do prazo, demonstra que não .furtou às suas Obrigações.. I‘ 2 Proasso 11" 1091i0 000417/2006-11, 52-1 E01 Ac(.'n{lào n." 2801-00573 Fl 27 Ao final de SCI.1 recurso, o contribuinte faz uma comparação do valor da multa por atraso na entrega da declaração d.e ajuste, com o valor pago a titulo de ausência às eleições, que, segundo o mesmo, também tem caráter obrigatório e impeditivo de certos atos pelos cidadãos, irias sua regularização é simples e a multa é de valor ínfimo, de cunho apenas educativo. É O relatório. Voto Conselheiro Antonio de l'adua Athayde Magalhães, Relator De início, declara-se a tempcstividade da peça recursal apresentada nos autos, visto que o contt ibuinte foi intimado da decisão recorrida em .24/08/2007 (fl. 22) e interpôs o Recurso Voluntário em 20/09/2007 (fl. 23), portanto, dentro do trintídio legal. Verifico ainda. que foram atendidos os demais requisitos legais, razão pela qual tomo conhecimento da referida defesa.. Não há no documento recursal qualquer alegação preliminar_ Passa.-se, portanto, ao mérito da questão. Um. dos argumentos apresentados pelo recorrente para afastamento da multa em discussão ampara-se na afirmação de que teria corrigido a situação irregular tão logo tomou conhecimento desta. Essa constatação é possível de ser extraída de parte da peça recursal que contei)] a seguinte menção: "/ obrigatoriedade de apresentação da declaração de ajusie era, pois, siimção nora ao recorrente, e [j a apresentação da declaração, mesmo que 'Ora do prazo, demonstra que não _se tintou às suas obrigaçães". A situação que se constrói pode ser traduzida como o contribuinte que tinha. por correta a situação de "declarante isento" diante da Administração Tributária Federal, no entanto, gelando procurou cumprir essa obrigação recebeu informação de que não poderia faze- i° porque estava obrigado a apresentar a Declaração de Ajuste Anual. Em seguida, embora a destempo, cumprira. a di ta obrigação.. Ocorre que, o fido de ter o recorrente cumprido a Obrigação de entregar a. Declaração de Ajuste Arruai de forma extemporânea não elide a infração caracterizada pela falta de observância do prazo fixado. Na espécie em exame, verifica-se que o contribuinte encontrava-se obrigado a apresentar declaração de rendimentos para o exercício 2005 por ter auferido rendimentos tributáveis no ano-calendário de .2004 no montante de R$ 1.4,41.0,10. Tal valor é superior ao estipulado pela Instrução Normativa SRF n" 507, de 2005, não devendo ser confundido com a base de cálculo do imposto. .Lsaabelece o art., l u do citado ato normativo: .41 t. J )Está obrigada a apresentar a Declaração de 4/os/e Anual do hnposto de Renda referente ao e yerelcio de 2005 a pessoa flska residente no Brasil., que no ano-calendállo de 200-7 • - Ir( 01)011 rendinicino,s 11 /)1/t( 0i na declaração, unja sorna foi supefjoi (. 1 R$ 12. 696,00 (doze ,S0lSe0r1/0.5 o noventa o .seLs [ (g] ito flosso) Quanto à. multa pelo atraso na entrega da declaração de rendimentos, encontra-se expressamente disciplinada no artigo 88 da Lei o' 8.981/95, que assim declara: AH 88 A falta de api eseniação da dedal (Ni:1.0 (10 rendimentos ou a sua apre.Ncluaçào fora do prazo /h-mio, sgicitai á a pus soa IR loa 01 .11/11 Idica I - à multa dc mota de wn por ( (MIO ao 111( ::: 01 .1 1 .1"{IK:d0 NOIWC imposto de rcnda duvido, ainda que inlegialinenle pago, II - ninfia do illizcina 11FIR a oito mil (/PIR, no caso do de( laray-10 cio (Iii0 mio i esnlie 1.1'112000 dcvido r O valor mínimo aNer aplicado será: a) de duzentas U1 ,11? para ti, pCSNOUN fiNiC(S, b) (10 quinhentas UlIR, para as pessoas jurldic:(s 1 .1 (desloque nosso) Como se observa do dispositivo legal i efiotranscrito, a -falta de apresentação de declaração de rendimentos ou a sua apiesentação fora do prazo fixado pela legislação regência sujeita o contribuinte à aplicação da penalidade ali ptevista, ou seja: i) multa de mota de 1% ao mês, limitado 00 valor máximo de 20% do imposto a pagar e limitado no valor mínimo de R$ 165,74, quando for apurado imposto de renda a pagar; e ii) multa fixada em valores de R$ 165,74 a R$ 6.629,60, quando não for apulado imposto a pagar katando-se de obrigação de fazer, em prazo certo, estabelecido pelo ordenamento j. LIII dico tributário vigente à época, seu descumprimento, demonstrado nos autos e admilido explicitamente pelo recorrente, resulta em inadim.plemento à aludida notnia jurídica obr igacional sujeitando o responsável ás sanções previstas na legislação ti ibutária, notadamente à multa estabelecida no inciso ft, do artigo 88, da Lei n 8.981/95, obseivado o valor mínimo previsto no § 1 0 , alínea "a", do citado diploma legal. Assim, está demonstrado no processo que o recorrente cumpriu a destempo a obrigação acessória de apresentação de sua declaração de rendimentos. É cristalino que a („)brigação tributária acessória diz respeito a -lazer ou deixar de fizer no interesse da atrecadação ou fiscalização do tributo, sendo óbvio, portanto, que o suplicante pode ser penalizado pelo seu irão cumprimento, mesmo não havendo tributo a sei exigido do aleS1.11.0 Convém. ainda iessaltar que as circunstâncias pessoais do sujeito passivo não 'rodeia() elidir a imposição de penalidade peei:miar ia, conforme prevê o artigo 1'36, do C I N, que instituiu, no Direito Tributário, o principio da responsabilidade objetiva, segundo a qual, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. o Pt oGesso n" 109M) 0001 € 7/2000-A3 S2-1 E01 Acir dfio n " 2801-00.573 Por derradeiro, saliente-se que a penalidade exigida nos autos é decorrente de expiessa determinação legal, sendo itrelevante qualquei comparativo entre o valor definido pela not ma tributária para a muha em exame (R$ 16:5,74) e valor atinente à sanção pecuniária estabelecido pela legislação eleitotal Diante do exposto, VOTO em NEGAR provimento ao Recurso Voluntário interposio pelo contribuinte 1(;),IL 11 An )1/1 PI yli) onio de Pádira At1!r yde . agalhães 5

score : 1.0
9427579 #
Numero do processo: 11522.000026/2003-36
Data da sessão: Wed Mar 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1997, 1998, 1999 OMISSÃO DE RENDIMENTOS - REPASSES DE QUOTAS DE PASSAGENS, Constatado que os valores correspondentes não foram utilizados aos fins a que se destinavam e não devolvidos à Assembleia Legislativa, sendo utilizados para outras finalidades não autorizadas, tais valores transformam-se em rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda. JUROS MORATÓRIOS - TAXA SELIC APLICAÇÃO - A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula n° 4, do Primeiro Conselho de Contribuintes). Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-000.387
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiada por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator,
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior

dt_index_tdt : Sat Jul 16 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201003

ementa_s : IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1997, 1998, 1999 OMISSÃO DE RENDIMENTOS - REPASSES DE QUOTAS DE PASSAGENS, Constatado que os valores correspondentes não foram utilizados aos fins a que se destinavam e não devolvidos à Assembleia Legislativa, sendo utilizados para outras finalidades não autorizadas, tais valores transformam-se em rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda. JUROS MORATÓRIOS - TAXA SELIC APLICAÇÃO - A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula n° 4, do Primeiro Conselho de Contribuintes). Recurso negado.

numero_processo_s : 11522.000026/2003-36

conteudo_id_s : 6620512

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 14 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2801-000.387

nome_arquivo_s : Decisao_11522000026200336.pdf

nome_relator_s : JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO

nome_arquivo_pdf_s : 11522000026200336_6620512.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiada por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator,

dt_sessao_tdt : Wed Mar 10 00:00:00 UTC 2010

id : 9427579

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sun Jul 31 05:56:35 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1739846584588304384

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-18T18:58:01Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-18T18:58:00Z; Last-Modified: 2010-11-18T18:58:01Z; dcterms:modified: 2010-11-18T18:58:01Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:2fdfa373-f7b9-4bdf-8df0-60fba4a27ee8; Last-Save-Date: 2010-11-18T18:58:01Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-18T18:58:01Z; meta:save-date: 2010-11-18T18:58:01Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-18T18:58:01Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-18T18:58:00Z; created: 2010-11-18T18:58:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2010-11-18T18:58:00Z; pdf:charsPerPage: 1364; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-18T18:58:00Z | Conteúdo => S2-TE01 Fi 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo no 11522,000026/2003-36 Recurso n° 15L483 Voluntário Acórdão n° 2801-00.387 — 1' Turma Especial Sessão de 10 de março de 2010 Matéria IRPF Recorrente ARMANDO SALVATIERRA BARROSO Recorrida 2" TURIVIA/DRJ-BELÉM/PA ASSINTO: IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1997, 1998, 1999 OMISSÃO DE RENDIMENTOS - REPASSES DE QUOTAS DE PASSAGENS, Constatado que os valores correspondentes não foram utilizados aos fins a que se destinavam e não devolvidos à Assembléia Legislativa, sendo utilizados para outras finalidades não autorizadas, tais valores transformam-se em rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda. JUROS MORATORIOS - TAXA SELic ApLicAÇÁO - A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula n° 4, do Primeiro Conselho de Contribuintes), Recurso negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiada por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE — Presidente JULIO CEZAR DA/FONSECA FURTADO - Relator EDITADO EM: 2 o A 0 2010 Participaram do julgamento os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Sandro Machado dos Reis, Julio Cezar da Fonseca Furtado, Tânia Mara Paschoalin e José Evande Carvalho Araújo (Suplente convocado). Relatório Por medida de economia processual, adoto, in totum, o relatório da Resolução n° 102-02.386, de 29/0812007, sendo Relator o Conselheiro ANTONIO JOSÉ PRAGA DE SOUZA, quando em exercício na Segunda Câmara do então Primeiro Conselho de Contribuintes, verbis: "ARMANDO SALVATIERRA BARROSO recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância proferida pela 28 TURMA/URI/BELÉM/PA, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto ri° 70235 de 1972 (PAF), Em razão de sua pertinência, peço vênia para adotar e transcrever o relatório da decisão recorrida (verbis): "O presente processo que ostenta corno última página a de n° 549 trata de auto de infração de fls.. 510/530, para cobrança de crédito tributário relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física Exercícios 1997, 1998 e 1999, anos-calendário 1996, 1997 e 1998, no valor de R$ 39,565,01 (trinta e nove mil, quinhentos e sessenta e cinco reais e um centavo), a ser acrescido de multa de oficio de 150% e juros de mora, calculados de acordo com a legislação pertinente. 2. A autuação decorreu de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pelo sujeito passivo, tendo sido constatada a infração de omissão de rendimentos recebidos a título de quotas de serviço. A fiscalização informa que a ação fiscal decorreu de requisição do Ministério Público Federal para realização de diligência, no sentido de averiguar a possível existência de crime de sonegação fiscal, por parte de parlamentares da Assembléia Legislativa do Estado do Acre, CNPJ 04.039.657/000113. 3. Ao analisar a documentação disponível em face da quebra do sigilo bancário determinado judicialmente, o Fisco constatou que os valores recebidos pelo sujeito passivo a título de repasse de cota de passagem não foram informados nas Declarações de Ajuste Anual, Às fls. 514/523, consta o Termo de Constatação Fiscal, onde os fatos são relatados circunstanciadamente, inclusive com relato das provas obtidas que fizeram a fiscalização concluir que "houve a simulação da prestação de serviços por meio da emissão de faturas pelo valor integral da quota de passagem, sem estarem completamente lastreadas pela emissão de bilhetes. Isto foi feito para que a diferença entre o valor da quota e o efetivamente consumido fosse repassado diretamente ao parlamentar'. Como a transação deveria envolver somente a Assembléia Legislativa e a agência de viagens, o parlamentar permaneceria ocultado e, em decorrência disso, se beneficiaria com a não tributação dos valores a ele repassados. Assim, o valor referente ao repasse das quotas de passagem foi tributado com multa agravada. 11 2 Processo n° 1522000026/2003-36 52-TE01 Acórdão n.° 2801-00.387 Fl 2 4. Cientificado da exigência tributária em 21/01/200.3, conforme Aviso de Recebimento - AR de fl. 5.36, o sujeito passivo apresenta, em 19/02/200:3, sua impugnação de fls. 540/542, onde traz os seguintes argumentos em sua defesa: a) o crédito tributário relativo ao ano-calendário de 1996 está prescrito de acordo com o art. 173,1 do Código Tributário Nacional (CTN); b) paralela à atividade de parlamentar, também exercia a atividade de médico, tendo informado nas suas Declarações de Ajuste Anual Exercícios 1997 a 1999 os rendimentos auferidos de pessoas fisicas; c) dos valores constantes das planilhas de fls. 167/172, esses valores não foram abatidos do levantamento feito; d) pede a quebra do sigilo fiscal e bancário dos funcionários da ALEAC, Srs. José Guedes Cabral Filho e Pedro Ferreira da Cruz, para que sejam verifica das as suas variações patrimoniais; e) somente desta forma, pode-se saber onde foram parar os recursos que alegam terem distribuídos aos deputados; f) a cota de telefone era usada em proveito próprio dos funcionários da ALEC, como demonstrado no processo 11522,000036/200.3-71, à fl. 528, do contribuinte José Raimundo Barroso Bestene; g) é falsa a acusação do Sr, Pedro Ferreira da Cruz, quanto ao repasse de recursos a deputados h) volta a se referir ao processo do Sr. José Raimundo Barroso Bestene, para aduzir que nos autos 'existe um lixo contábil que a fiscalização insiste em chamar de 'Controle Interno de Movimento de caixa relativo ao período de 1994 a 1998'; i) a fiscalização utilizou a comparação de documentos de outros casos para fazer a presente autuação, entre eles o de fls, 173/188, 198, 420 e 425/432; j) cita ainda: "Mas na verdade o fato que mais nos chama a atenção e nos deixa intrigado j é que não existe depoimentos da Sra. MARIA ROZIMAR NOGUEIRA NASCIMENTO em nenhum dos processos que tivemos acesso. Segundo o testemunho desta senhora que é gerente da ARILTUR ela foi intimada várias vezes para prestar esclarecimentos sobre estes mesmos assuntos e por não dizer o que os fiscais queriam ouvir nunca foi tomado a termo seu depoimento. Ainda de acordo com a referida senhora, em muitos meses, os deputados eram chamados para efetuar o pagamento da diferença entre a cota individual e o excesso utilizado, e que era muito comum esse fato. Então como pode em nenhum dos processos aparece o caso em que um deputado pagou excesso de cota ou sua cota do mês seguinte serviu para pagar o excesso do mês anterior. E pior, em determinados casos a fiscalização informa que a cota era repassada totalmente para o deputado durante todos os meses 3 A DRJ proferiu em 23/0112006 o Acórdão n° 5,450 (fls. 550-557), do qual se extrai as seguintes (verbis): "DECADÊNCIA. CASOS DE DOLO, FRAUDE E SIMULAÇÃO, Aplica-se a regra do art. 173, I do CTN para casos da espécie, OMISSÃO DE RENDIMENTOS DECORRENTES DE REPASSES DE QUOTAS DE PASSAGENS, A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda, e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o beneficio do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título" Aludida decisão foi cientificada em 14/03/2005 (AR de fl, 564), sendo que o recurso voluntário, interposto 13/04/2006 (fis. 565-571), apresenta as seguintes alegações (verbis): "Trata-se de autos em que o Fisco objetiva a cobrança do crédito tributário relativo ao Imposto de Renda, cujo fato gerador ocorreu nos anos de 1996, 1997 e 1998, sendo que deveriam ser recolhidos antecipadamente aos cofres públicos nos anos de 1997. 19998 e 1999. Cumpre observar que o Imposto de Renda é tributo sujeito à homologação, pois antecipadamente deve o contribuinte calcular e recolher aos cofies públicos o pagamento para, posteriormente, no prazo de 05 (cinco) anos, o Fisco lançar e extinguir o crédito .tributário,o Conforme já exposto nos autos, o Recorrente exercia atividade de Deputado Estadual perante a Assembléia Legislativa do Estado do Acre durante os períodos reclamados. Contudo, mesmo após o recolhimento das rendas pertinentes aos períodos, o Recorrente foi autuado, sob a justificativa de que havia omitido rendimentos recebidos a titulo de quotas de serviço. Alega a Recorrida que o contribuinte não declarou os valores recebidos pelo sujeito passivo a título de repasse de cota de passagem, completando que houve simulação da prestação de serviços por meio da emissão de faturas pelo valor integral da cota de passagem, sem estarem lastreadas pela emissão de bilhetes. A verba que o Fisco diz que foi utilizada pelo Contribuinte como renda, obviamente que não foi! O valor que foi repassado para quotas de passagem, efetivamente para isso foram utilizadas, não tendo sido comprovado o contrário em momento algum! Além disso, a decisão de f Is., da qual se recorre, diz que o contribuinte nada comprovou e que o Fisco tem farta documentação para comprovar que houve efetivamente a sonegação Ora, a documentação do Fisco nada comprova, além de urna grande quantidade de insinuações e nada mais! Tudo é presumido e nada foi comprovado! Não pode o contribuinte ser acusado de algo com tamanha discricionariedade, o que, com todo acato, já beira o campo da arbitrariedade! 4 Processo Tf 11522000026/2003-36 Acórdão n ° 2801-00.387 S2-TE01 F1 3 O contribuinte, um dos deputados mais ativos daquele Estado, nada praticou, senão o que podia por lei e dentro do campo ético que sempre respeitou! As insinuações lançadas aos autos em momento algum comprovaram algo! Inclusive, ratifica-se a defesa anteriormente feita, como parte integrante da presente, não necessitando que sejam repetidos tais argumentos! Assim, sequer os créditos tributários dos exercícios de 1998 e 1999 podem ser acatados como corretos, conforme a nobre decisão, pois estão desprovidos de provas, mas sim, recheados de presunções, o que não é, certamente, suficiente para condenar o contribuinte a arcar com tamanho ônus! Quanto à alegação do Fisco de que o Recorrente não provou fato que elida a imputação da infração advinda da relação jurídico-tributária, não há como o Recorrente provar se todos os meios que busca de fazê-lo são cerceados pelo Fisco. Ora, quando buscou a quebra do sigilo fiscal e bancário dos funcionários da Assembléia Legislativa do Estado do Acre, José Guedes Cabral Filho e Pedro Ferreira da Cruz, para que fossem verificadas as suas variações patrimoniais, seu requerimento foi desprovido. Ou então, quando o Recorrente desejou a produção de prova oral por meio do depoimento da gerente de agência de viagens que cuidava das passagens dos parlamentares e a Recorrida, por sua vez, negou tal procedimento, sob a argumentação de que ficara comprovado nos autos as irregularidades apontadas pelas autoridades fiscais. Pois bem, conforme se vislumbra dos autos, diante de todos os fundamentos que supostamente achou necessários para a sua fundamentação, a Recorrida decidiu por cercear os meios de provas que o recorrente desejava produzir, pois vislumbrou a hipótese de o mesmo provar suas alegações. Alega a Recorrida que eram sonegados impostos e informações, sendo que estas últimas eram utilizadas para aumentar suas despesas. Além disso, sobre o valor que a Recorrida entende devido, incidiu taxa Selic, que é composta de taxa de juros e correção monetária Entretanto, a Selic não pode ser cumulada, a partir de sua incidência, com qualquer outro índice de atualização, ao menos à época dos fatos, já que a nova legislação alterou tal possibilidade. Ora, tanto a criação, como a fixação do valor da taxa Selic não têm previsão em lei, o que viola o principio da estrita legalidade em matéria tributária, vez que a legislação apenas determina a aplicação da taxa Selic; não havendo, por outro lado, qualquer lei que estabeleça a sua instituição, muito menos a fórmula para o seu cálculo. Em função disso, a taxa Selic não pode ser aplicada pela Receita Federal, tendo em vista o princípio da legalidade, que exige a previsão em lei de todos os elementos que constituem o crédito tributário. (,••)" A unidade da Receita Federal responsável pelo preparo do processo, efetuou o encaminhamento dos autos a este Conselho em 05/05/2006 (fi. 575). É o Relatório. Voto O processo, inicialmente, foi distribuído ao Conselheiro ANTONIO JOSÉ PRAGA DE SOUZA, tendo, em sessão de 05 de julho de 2007, proferido o seguinte voto: "Conselheiro ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Relator O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Câmara. Conforme relatado o crédito tributário exigido, refere-se a parcela dos valores que o contribuinte teria recebido para ressarcimento de despesas com passagens.da Assembléia legislativa do Estado do Acre, pelo valor total da cota, que após recebido pela agencia de viagem era repassado ao parlamentar (viagens não realizadas) Pois bem, Nos debates do julgamento deste recurso, os membros do colegiado chegaram à conclusão de que se faz necessária, a realização de diligência fiscal para os seguintes fins: - verificar se foi instaurado procedimento administrativo contra o contribuinte, ou judicial, civil ou penal, em face das irregularidades autuadas no presente processo; - solicitar às autoridades responsáveis pelos procedimentos, eventualmente instaurados, que forneçam cópias dos elementos de prova que possam corroborar com a solução do presente litígio administrativo-fiscal; - verificar se o contribuinte foi compelido a devolver e, se devolveu, as verbas recebidas. - intimar o recorrente para que colabore nas apurações a serem realizadas, fornecendo as informações e cópia de documentos que porventura possuir; A fiscalização deverá envidar esforços, bem assim empreender outros procedimentos que entender cabíveis, na busca da verdade material. Ao final dos trabalhos lavrar termo fiscal consubstanciado das verificações efetuadas, cientificando o recorrente, que poderá manifestar-se nos autos, no prazo de 30 dias. Conclusão Voto no sentido de CONVERTER o julgamento em diligência." Como o contribuinte tem domicílio fiscal em Curitiba, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Curitiba, encaminhou o processo à DRF/RIOBRANCO-AC, local onde ocorreram os fatos, a qual, a seu turno, consoante Oficio n° 58/2008/SAFIS/DRF/RBO/AC, de 6 Processo tf 11522.000026/2003-36 S2-TEOI Acórdão n.' 2801-00.387 F1 4 11 de março de 2008 (fls. 587), solicitou ao Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Acre, as seguintes informações: "a) se foi instaurado algum procedimento administrativo, no âmbito dessa Assembléia, com vistas a se apurar as irregularidades denunciadas, em fevereiro de 1999, pelo ex-Tesoureiro desse Órgão, o Sr, José Carlos Freira Gouveia (Zezé Gouveia), quanto ao desvio da aplicação das quotas de serviços dos parlamentares, em especial em relação ao ex- parlamentar Armando Salvatierra Barrros. Em caso positivo, solicitamos que nos enviem cópia dos elementos de prova que existirem; b) se o ex-parlamentar foi compelido a devolver e, se devolveu, as verbas irregularmente recebidas, Ao Procurador da República no Estado do Acre — Procuradoria da República no Estado do Acre, o Oficio n° 59/2008/SAFIS/DRF/RBO/AC, de lide março de 2008 (fls. 588), do seguinte teor: "a) "a) se foi instaurado algum procedimento administrativo, no âmbito dessa Assembléia, com vistas a se apurar as irregularidades denunciadas, em fevereiro de 1999, pelo ex-Tesoureiro desse Órgão, o Sr. José Carlos Freira Gouveia (Zezé Gouveia), quanto ao desvio da aplicação das quotas de serviços dos parlamentares, em especial em relação ao ex- parlamentar Armando Salvatierra Barrroso, Em caso positivo, solicitamos que nos enviem cópia dos elementos de prova que existirem, na hipótese de serem elementos diferentes dos enviados pela Receita Federal a essa Procuradoria quanto do encerramento do procedimento de fiscalização; b) se o ex-parlamentar foi compelido a devolver e, se devolveu, as verbas irregularmente recebidas. Em resposta, pelo Oficio if 97/2008-PR/AC/FP, de 13 de março de 2008 (Fls. 590), o PROCURADOR DA REPÚBLICA, informou que foi proposta a Ação Penal n° 2003;30.00,001936-4, com Base nos elementos fornecidos pela Receita Federal, e que (sic) "até o momento não foi recebido por este Órgão, nenhum documento que comprove o pagamento das verbas recebidas irregularmente pelo denunciado" Ao Oficio foram anexados os documentos de fls. 591, 592/595, sendo que no de número 595 (Seção Judiciária do Acre — Consulta Processual, consta lançado, em 24/11/2004, o seguinte andamento: ".., REJEITO A DENÚNCIA OFERTADA NESTE FEITO PELO MPF EM FACE DE ARMANDO SAL VATIERRA BARROSO, RECONHEÇO A INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DESTE JUÍZO FEDERAL PARA OS DELITOS REMANESCENTES DENUNCIADOS.. DETERMINO A REMESSA DOS PRESENTES AUTOS À JUST. ESTADUAL, COMARCA DE RIO BRANCO/AC„ '9, e, às fls. 596/600, cópia da DENÚNCIA feita a diversos, entre os quais ARMANDO SALVATIERRA BARROSO, Pelo Oficio n. 287, de 24 de junho de 2008 (fls. 602), em resposta ao Oficio n. 58/2008/SAFIS/DRF/RBO/AC, o Presidente da Assembléia Legislativa do Acre, anexando o Oficio n. 275, de 19 de junho de 2008, (fls. 603), igualmente por ele assinado, donde se extrai 7 (sic) "que não foi encontrado no arquivo da Assembléia Legislativa processo administrativo relativo aos .fatos narrados no oficio retromencionado, tampouco documentos referentes à devolução de verbas recebidas irregularmente," e, mais, "informamos, também, que a atual Mesa Diretora, eleita para o biênio 2007 e 2008, tem pautado suas ações em estrita obediência aos princípios que regem a Administração Pública, insertos no art. 37, capta, da Constituição Federal, todavia, não possui dados concretos acerca dos fatos descritos no citado oficio, o que impossibilita qualquer manifestação alicerçada em sólidos fundamentos." Concluídas as apurações, o processo foi devolvido à DRF/CURITIBA (despacho lançado às fls. 605), para que fosse cientificado o contribuinte, conforme proposto à fl. 585, bemn como para que solicitem do mesmo que "colabore nas apurações a serem realizadas, fornecendo as informações e cópia de documentos que porventura possuir", nos termos do despacho de fl. 581, Pelo Oficio n° 729/08/DRF/CT/SEFIS, de 20 de outubro de 2008 (fls. 608), foi intimado o contribuinte para manifestar-se, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, tendo o mesmo respondido através da petição protocolada em 10/12/2008, perante a DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL - RIO BRANCO/AC, onde, em síntese, alega: - que a sua defesa preenche com maestria os argumentos necessários para a comprovação da improcedência do auto de infração; - que teve cerceado o seu direito de defesa, pois não somente documentos que necessitavam ser juntados, como testemunhos e demais provas requeridas nos autos foram sumariamente indeferidas; - que ação penal perante a Justiça Federal foi extinta, mediante declaração de incompetência do foro, inclusive pelo Poder Judiciário Estadual; - que sequer houve instauração de inquérito administrativo, sendo óbvios os motivos, pois não cometeu nenhuma irregularidade; - que sempre pautou sua atuação como DEPUTADO dentro da LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PUBLICIDADE, EFICIÊNCIA; - tudo que existe é suposição; - e mais, HÁ SIM QUE IMPERAR A DECADÊNCIA E A PRESCRIÇÃO NO CASO CONCRETO, pois, não existe nenhuma comprovação de dolo, fraude ou qualquer outro ato que desabone a conduta do ora Recorrente; - que não tendo sido comprovada absolutamente nada, e não tendo sido condenado em absolutamente nenhum processo, administrativo e/ou judicial, sobre os atos invocados, que impere a DECADÊNCIA e a PRESCRIÇÃO, julgando-se procedentes os recursos, anulando qualquer Auto de Infração que tenha por objeto tais atos pelos motivos já expostos. Tudo esclarecido e informado, extrai-se das diligências efetuadas que não houve devolução das verbas recebidas irregularmente pelo Parlamentar autuado, o qual, instado a manifestar-se, em síntese, afirma que a defesa já apresentada contem os argumentos necessários à comprovação da improcedência do auto de infração, que houve cerceamento de defesa com o indeferimento de juntada de documentos, testemunhas e demais provas requeridas. Realça que ação penal perante as Justiça Federal foi extinta, inclusive no âmbito do Poder Judiciário Estadual que não aceitou a denúncia apresentada. Que nada ficou 8 Processo n° 11522000026/2003-36 82-TE01 Acórdão n ° 2801-00.387 El 5 comprovado, sequer foi condenado em nenhum processo administrativo e ou/judicial e, que impere no presente caso a DECADÊNCIA. Como se depreende do auto de infração de fls. 510/536, o lançamento é decorrente de omissão de rendimentos decorrentes de repasses de cotas de passagem, referente aos anos-calendários de 1996 a 1998, nos valores de R$ 49.144,66, R$ 48.204,00 e R$ 55.374,00, resultando crédito tributário, respectivamente, de R$ 12,286,16, R$ 12.051,00 e R$ 15.227,85, com aplicação de multa de 150%. O contribuinte foi cientificado da exigência em 21/01/200.3, conforme AR de fls. 536, tendo apresentado, tempestivamente, a impugnação de fls. 540/542 A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento — Belém/PA, julgou procedente em parte o lançamento, conforme Acórdão if 5.450, de 2.3/01/2006 (Fls. 550/557), cujas conclusões se encontram sintetizadas na seguinte Ementa: "Assunto Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF Exercício: 1997, 1998, 1999 Ementa: DECADÊNCIA, CASOS DE DOLO. FRAUDE E SIMULAÇÃO. Aplica-se a regra do art. 173, I do CTN para casos da espécie. OMISSÃO DE RENDIMENTOS DECORRENTES DE REPASSES DE QUOTAS DE PASSAGENS. A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direito, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda, e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o beneficio do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título. Lançamento Procedente em Parte." Dessa forma, tendo o Acórdão recorrido declarado a DECADÊNCIA da exigência relativa ao ano-calendário de 1996, a matéria ficou restrita aos fatos geradores dos anos-calendários de 1997 e 1998, e à incidência da TAXA SELIC., Quanto a matéria de direito não há nada a complementar, por tratar-se de tema exaustivamente já examinado por este Colegiado, conforme Acórdão n° 102-49.026, de 24 de abril de 2008, cujas conclusões adoto, in tonan, como razões de decidir, e que se acham resumidas na seguinte Ementa: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF Exercício: 1996, 1998, 1999 DECADÊNCIA - FINALIDADE DOS RECURSOS — INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA 9 VERBA DE GABINETE PAGA AOS DEPUTADOS — DESVIO DE — A denominada verba de gabinete se constitui em meio necessário para que o parlamentar possa exercer seu mandado. Entretanto, constatado que os valores correspondentes aos repasses da cota de passagens e de correspondência não foram utilizados aos fins a que se destinavam, sendo utilizados pelo deputado para outras finalidades não autorizadas, tais valores transformam -se em rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda. (destaquei) Assim, quanto ao mérito, em relação à exigência relativa aos anos- calendários de 1997 e 1998, não há como modificar o acórdão recorrido. Quanto à taxa SELIC, igualmente, não assiste ao Recorrente, pois a cobrança da Taxa SELIC, pois há previsão legal para a sua aplicação, e enquanto não for declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, não pode deixar de ser aplicada sobre o valor do crédito tributário exigido via lançamento de oficio. Como em âmbito federal há diploma legal próprio tratando da matéria (Lei n° 9.065/95), deve a lei específica prevalecer, descabendo à via administrativa avaliar a legalidade do índice em comento, o que impossibilita a análise quanto ao suposto valor exacerbado dos juros moratórios, mesmo porque existem Súmulas deste Colegiado a esse respeito, como se vê dos seguintes enunciados, verbis. Do então Primeiro conselho de Contribuintes: "IV -Enunciado rif3 4 -A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia -SELIC para títulos federais;" Súmula CARF N°4 "A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais." Assim, com as presentes considerações e do mais que dos autos consta, oriento meu voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 10 de março de 2010 Júlio Cezar onseca Furtado 10

score : 1.0
4714320 #
Numero do processo: 13805.007015/95-92
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1994 Ementa: ITR - FALTA DE IDENTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE FISCAL NA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. NULIDADE. Notificação de Lançamento que não preenche os requisitos legais contidos no artigo 11, do Decreto n° 70.235/72, deve ser nulificada. A falta de indicação, na notificação de lançamento, do cargo ou função e o número de matricula do AFTN, acarreta a nulidade do lançamento, por vício formal. PROCESSO ANULADO AB INITIO
Numero da decisão: 301-33.223
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular o processo ab initio por vício formal, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jul 30 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 200609

ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1994 Ementa: ITR - FALTA DE IDENTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE FISCAL NA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. NULIDADE. Notificação de Lançamento que não preenche os requisitos legais contidos no artigo 11, do Decreto n° 70.235/72, deve ser nulificada. A falta de indicação, na notificação de lançamento, do cargo ou função e o número de matricula do AFTN, acarreta a nulidade do lançamento, por vício formal. PROCESSO ANULADO AB INITIO

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006

numero_processo_s : 13805.007015/95-92

anomes_publicacao_s : 200609

conteudo_id_s : 4260634

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 25 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 301-33.223

nome_arquivo_s : 30133223_121464_138050070159592_004.PDF

ano_publicacao_s : 2006

nome_relator_s : CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO

nome_arquivo_pdf_s : 138050070159592_4260634.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular o processo ab initio por vício formal, nos termos do voto do relator.

dt_sessao_tdt : Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006

id : 4714320

ano_sessao_s : 2006

atualizado_anexos_dt : Sun Jul 31 05:56:25 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1739846584591450112

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T12:07:44Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T12:07:44Z; Last-Modified: 2009-08-10T12:07:44Z; dcterms:modified: 2009-08-10T12:07:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T12:07:44Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T12:07:44Z; meta:save-date: 2009-08-10T12:07:44Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T12:07:44Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T12:07:44Z; created: 2009-08-10T12:07:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-10T12:07:44Z; pdf:charsPerPage: 1066; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T12:07:44Z | Conteúdo => , .. t A CCO3/C01 Fls. 57 4W44 MINISTÉRIO DA FAZENDA ,.....4-.1":# TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 13805.007015/95-92 Recurso n° 121.464 Voluntário Matéria . IMPOSTO TERRITORIAL RURAL Acórdão n° 301-33.223 Sessão de 20 de setembro de 2006 Recorrente JACOMO BRINCALEPPE . Recorrida DRJ/SÃO PAULO/SP • Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1994 Ementa: ITR - FALTA DE IDENTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE FISCAL NA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. NULIDADE. Notificação de Lançamento que não preenche os requisitos legais contidos no artigo 11, do Decreto n° 70.235/72, deve ser nulificada. A falta de indicação, • na notificação de lançamento, do cargo ou função e o número de matricula do AFTN, acarreta a nulidade do lançamento, por vício formal. PROCESSO ANULADO /LB INI TIO • , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular o processo ah initio por vício formal, nos termos do voto do relator. te OTACILIO DANTA ARTAXO — Presidente , Processo n.° 13805.007015/95-92 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-33.223 Fls. 58 pas__ CARL31. 'I - IC • - ILHO - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Valmar Fonsêca de Menezes, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffmann e Irene Souza da Trindade Torres. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. 011 1111 • , Processo n.° 13805.007015/95-92 CCO 3/C0 1 Acórdão n.° 301-33.223 Fls. 59 Relatório Com o objetivo de evitar taltologia, reporto-me ao relatório de fls. 27 que aqui se pede considerar como se transcrito estivesse, ao qual leio em sessão. Na decisão de primeira instância, a autoridade julgadora julgou procedente o lançamento contestado, eis que não houve comprovação dos fatos alegados em impugnação. Devidamente intimado da r. decisão supra, o contribuinte interpõe Recurso Voluntário, às fls. 30/46, reiterando os argumentos expendidos na impugnação. Assim sendo, os autos foram encaminhados a este Conselho para julgamento. É o relatório. • • • , . . Processo C 13805.007015/95-92 CCO3/C01 Acórdão n.°301-33.223 Fls. 60 Voto , Conselheiro Carlos Henrique Klaser Filho, Relator O Recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Como já decidido em diversos casos por essa E. Conselho, o processo deverá ser declarado nulo -alo initio" tendo em vista que não consta na Notificação de Lançamento de fls. 06, emitida por sistema eletrônico, a indicação do cargo ou função, nome ou número de matrícula do agente fiscal do tesouro nacional autuante. Desta forma, (i) considerando que o artigo 6, incisos I e II, da Instrução Normativa SRF n.° 094, de 24/12/1997, determina seja declarada a nulidade do lançamento que houver sido • constituído em desacordo com o disposto no artigo 5° da mesma Instrução Normativa; (ii) considerando que o parágrafo único do artigo 11, do Decreto n.° 70.235/72, somente dispensa a assinatura do AFTN autuante quando o lançamento se der por processo eletrônico, exigindo, assim, a indicação do cargo ou função e o número da sua matrícula; (iii) considerando, ainda, que o Primeiro Conselho de Contribuintes, através de decisões publicadas, já houve por bem decretar a nulidade do lançamento que não observe as regras do Decreto n. 70.235/72, conforme ementa transcrita: "NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - NULIDADE DE LANÇAMENTO. É nulo o lançamento cuja notificação não contém todos os pressupostos legais contidos no artigo 11, do Decreto n. 70.235/72 (Aplicação do disposto no artigo 6 da IN SRF 54/1997)". (Acórdão n. 108- 06.420, de 21/02/2001); (iv)considerando, mais recentemente, a decisão proferida pelo Conselho Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, no recurso 00.002, que • tratou da nulidade de lançamento em notificação que não preenche os requisitos legais, cuja ementa segue transcrita: "IRF - Notificação de Lançamento - Ausência de requisitos - Nulidade Vício Formal - A ausência de formalidade intrínseca determina a nulidade do ato. Lançamento anulado por vicio formaL" Diante do exposto, voto no sentido de anular o processo ab initio por vício formal, uma vez que o ato administrativo deixou de cumprir o inciso IV do art. 11 do Decreto n.° 70.235/72, por ausente a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e, principalmente, a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. . É COMO voto. Sal. • - Ses- ões, em 20 de setembro de 2006 Illb II.,,......... C• • HENRIQ KLA • FILHO - Relator Page 1 _0008100.PDF Page 1 _0008200.PDF Page 1 _0008300.PDF Page 1

score : 1.0
4705817 #
Numero do processo: 13502.000463/00-08
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 06 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Tue Dec 06 00:00:00 UTC 2005
Ementa: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. DRAWBACK. CUMPRIMENTO DE EXPORTAÇÃO. A concessão do regime condiciona-se ao cumprimento dos termos e condições estabelecidos no seu regulamento (art. 78 do Decreto-lei no 37/66). O descumprimento das obrigações estabelecidas no art. 325 do RA, que determina a utilização do benefício no documento comprobatório de exportação, e no art. 7o da Portaria DECEX no 24/92, que estabelece que os documentos de exportação não poderão ser utilizados em mais de uma operação de drawback, implica a descaracterização do regime e a exigência dos tributos suspensos relativamente aos bens importados. DESPACHO ADUANEIRO. SUSPENSÃO DO IMPOSTO. Constatado que o ato concessório foi emitido posteriormente ao registro da DI, mas que essa foi complementada por DCI recepcionada pela unidade da SRF antes do desembaraço aduaneiro da mercadoria, é lícito o uso dos bens no regime. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
Numero da decisão: 301-32.290
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE LUIZ NOVO ROSSARI

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jul 30 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 200512

ementa_s : IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. DRAWBACK. CUMPRIMENTO DE EXPORTAÇÃO. A concessão do regime condiciona-se ao cumprimento dos termos e condições estabelecidos no seu regulamento (art. 78 do Decreto-lei no 37/66). O descumprimento das obrigações estabelecidas no art. 325 do RA, que determina a utilização do benefício no documento comprobatório de exportação, e no art. 7o da Portaria DECEX no 24/92, que estabelece que os documentos de exportação não poderão ser utilizados em mais de uma operação de drawback, implica a descaracterização do regime e a exigência dos tributos suspensos relativamente aos bens importados. DESPACHO ADUANEIRO. SUSPENSÃO DO IMPOSTO. Constatado que o ato concessório foi emitido posteriormente ao registro da DI, mas que essa foi complementada por DCI recepcionada pela unidade da SRF antes do desembaraço aduaneiro da mercadoria, é lícito o uso dos bens no regime. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Dec 06 00:00:00 UTC 2005

numero_processo_s : 13502.000463/00-08

anomes_publicacao_s : 200512

conteudo_id_s : 4261406

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 26 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 301-32.290

nome_arquivo_s : 30132290_123972_135020004630008_008.PDF

ano_publicacao_s : 2005

nome_relator_s : JOSE LUIZ NOVO ROSSARI

nome_arquivo_pdf_s : 135020004630008_4261406.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Tue Dec 06 00:00:00 UTC 2005

id : 4705817

ano_sessao_s : 2005

atualizado_anexos_dt : Sun Jul 31 05:56:25 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1739846584607178752

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-06T23:19:56Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-06T23:19:56Z; Last-Modified: 2009-08-06T23:19:56Z; dcterms:modified: 2009-08-06T23:19:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-06T23:19:56Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-06T23:19:56Z; meta:save-date: 2009-08-06T23:19:56Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-06T23:19:56Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-06T23:19:56Z; created: 2009-08-06T23:19:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-08-06T23:19:56Z; pdf:charsPerPage: 1882; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-06T23:19:56Z | Conteúdo => ' - MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n2 : 13502.000463/00-08 Recurso n2 • : 123.972 Acórdão n2 : 301-32.290 Sessão de : 06 de dezembro de 2005 Recorrente : COPENE - PETROQUÍMICA DO NORDESTE S/A. Recorrida : DRJ - SALVADOR/BA IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. DRAWBACK. CUMPRIMENTO DE EXPORTAÇÃO. A concessão do regime condiciona-se ao cumprimento dos termos e condições estabelecidos no seu regulamento (art. 78 do Decreto-lei n2 • 37/66). O descumprimento das obrigações estabelecidas no art. 325 do RA, que determina a utilização do beneficio no documento comprobatório de exportação, e no art. 72 da Portaria DECEX n2 24/92, que estabelece que os documentos de exportação não poderão ser utilizados em mais de uma operação de drawback, implica a descaracterização do regime e a exigência dos tributos suspensos relativamente aos bens importados. DESPACHO ADUANEIRO. SUSPENSÃO DO IMPOSTO. Constatado que o ato concessório foi emitido posteriormente ao registro da DI, mas que essa foi complementada por DCI recepcionada pela unidade da SRF antes do desembaraço aduaneiro da mercadoria, é licito o uso dos bens no regime. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho • de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, na forma do relatóride - voto que passam a integrar o presente julgado. OTACÍLIO DA S ARTAXO Presidente le NO O ROSSARI .r Formalizado em: 24 JAN 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Atalina Rodrigues Alves, Luiz Roberto Domingo, Valmar Fonsêca de Menezes, Irene Souza da Trindade Torres, Carlos Henrique Klaser Filho e Susy Gomes Hoffmann. Fez sustentação oral o advogado Dr. João Gilberto de Sousa Neves OAB n° 17.001. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional Dr. Rubens Carlos Vieira. mas/1 Processo n2 : 13502.000463/00-08 Acórdão n2 : 301-32.290 RELATÓRIO Em decorrência de Mandado de Procedimento Fiscal, foi realizada auditoria nas operações de drawback da empresa recorrente, tendo a fiscalização concluído pela lavratura do Auto de Infração de fls. 3/10, do qual faz parte o Relatório de Fiscalização de fls. 11/22, em que foi exigido o Imposto de Importação de R$ 328.364,94, acrescido da multa de oficio de 75% prevista no art. 44, I, da Lei n2 9.430/96 e de juros moratórios, montando um crédito tributário no valor de R$ 954.144,75. • A exigência do crédito tributário decorreu da verificação, constante do Relatório de Fiscalização, de ter a empresa inadimplido os compromissos de exportar previstos nos regimes de drawback objeto dos Atos Concessórios (ACs) n2s. 6-94/0027-9, de 29/6/94, 6-95/007-7, de 11/1/95 e 6-95/012-8, de 18/1/95, e de ter havido falta de recolhimento do imposto devido. As razões da inadimplência apontadas no citado Relatório são: a) O Registro de Exportação (RE) já está vinculado a outro AC, o que contraria o disposto no art. 72 da Portaria Decex n2 24/92; b) o RE está vinculado a dois Atos Concessórios simultaneamente, infração assemelhada à anterior; e c) a Declaração de Importação (DI) n2 2.161 foi registrada em 27/12/94, anteriormente, portanto, à concessão do AC n2 6-95/007-7. A empresa impugnou tempestivamente a ação fiscal às fls. 133/143, onde expôs os fatos e discorreu sobre o regime aduaneiro especial de drawback, alegando, em síntese: a) que o art. 72 da Portaria Decex n2 24/92 realmente era vigente 0110 no período em que estavam sendo utilizados os ACs em análise, entretanto tal Portaria, como o Decreto n2 91.030/85, não faz qualquer referência à necessidade de RE, pois tal Portaria é anterior ao Decreto que instituiu a RE; b) seria impossível à defendente incluir-se na exceção à regra do art. 7 2 citado prevista na CND/97 ("Consolidação das Normas do Regime de Drawback" — anexa ao Comunicado Decex n2 21/97), por ter sido essa editada em data posterior às operações objeto dos ACs; e c) em relação à DI n2 2.161/94, foi emitida Declaração Complementar de Importação (DCI) esclarecendo a vinculação da importação ao AC, além de ter sido emitido um aditivo à Guia de Importação também esclarecendo que a importação estava amparada pelo beneficio de drawback, modalidade de suspensão. A ação fiscal foi julgada procedente pelo Julgador monocrático, de conformidade com a Decisão DRJ/SDR n2 1.229, de 22/6/2001, às fls. 210/214, cuja ementa dispõe, verbis: "COMPROVAÇÃO DE EXPORTAÇÃO Somente serão aceitos, para comprovação do regime Drawback, Registros de Exportação devidamente vinculados a apenas um Ato 2 . - Processo n2 : 13502.000463/00-08 Acórdão n2 : 301-32.290 Concessário. Da mesma forma, não serão considerados, para efeito de comprovação de Drawback, os Registros de Exportação utilizados na comprovação de dois Atos Concessários distintos. LANÇAMENTO PROCEDENTE" A autuada interpôs recurso voluntário tempestivo a este Conselho às fls. 218/238, reiterando os argumentos já expendidos na impugnação e acrescentando que se o Fisco Federal pretende cobrar o Imposto de Importação, em decorrência de perda do direito ao incentivo, devido ao alegado descumprimento das condições e termos comprometidos para as exportações vinculadas aos seus ACs, poderá a Recorrente, então, realizar novas importações sob o regime, na modalidade de isenção, para reposição de seu estoque, na mesma quantidade e qualidade dos insumos utilizados no produto final exportado. 1111 O julgamento foi convertido em diligência nos termos da Resolução n2 301-1.208, de 20/11/2001, desta Câmara, a fim de que a unidade da SRF de origem solicitasse o pronunciamento conclusivo da Secretaria de Comércio Exterior sobre se as exportações processadas pelos REs de que trata este processo e objeto de utilizações parciais em mais de um AC, foram efetivamente consideradas e aceitas para efeitos de comprovação das exportações da beneficiária do regime, considerando que o regramento contido no art. 7 12 da Portaria Secex n2 24/92, em vigor à época das operações da beneficiária do regime, determinava que o mesmo documento de exportação (no caso, o RE) não poderia ser utilizado pela mesma empresa, em mais de uma operação de drawback. Pelo Oficio n2 047, de 22/1/2004, o Decex respondeu à diligência solicitada, informando que "os Atos Concessários citados foram considerados adimplidos com base no disposto na Portaria Secex n 2 7, de 27.04.93, da Secretaria de Comércio Exterior, então vigente, que facultava a apresentação de declaração especifica quando não fosse possível obter, no Sistema Integrado de Comércio • Exterior (Siscomex), o respectivo documento de exportação, sem prejuízo das demais normas vigentes". Ao final informou, também, que "Portanto, caberia à empresa observar o contido na Portaria 712 24, de 26.08.92, do Departamento de Comércio Exterior, inclusive quanto ao seu art. 72 " . É o relatório. 3 . • Processo n2 : 13502.000463/00-08 Acórdão 112 : 301-32.290 VOTO Conselheiro José Luiz Novo Rossari, Relator O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. O beneficio de drawback, modalidade de suspensão, está previsto no art. 78 do Decreto-lei n2 37/1966, verbis: "Art. 78. Poderá ser concedida nos termos e condições estabelecidos no regulamento: • (.) — Suspensão do pagamento dos tributos incidentes sobre a importação de mercadoria a ser exportada após beneficiamento, ou destinada à fabricação, complementaçã o ou acondicionamento de outra a ser exportada; (.)" (destaquei) Os arts. 314 a 334 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n2 91.030/1985 (RA/85), vigente à época dos fatos, estabeleceram os termos e condições a que a Lei se refere. Tratam-se, assim, de dispositivos complementares à Lei e que permitem que o beneficio seja objeto de aplicação, observados os requisitos e as condições expressos no Regulamento. Dentre os citados dispositivos destaca-se o contido no art. 325 do RA, que determina que "a utilização do beneficio previsto neste Capítulo será anotada no documento comprobatário da exportação". Trata-se de norma de observância compulsória e inserida como requisito necessário na comprovação do • regime por sapiência do legislador, pois é a partir da informação do beneficiário do regime, de que o despacho de exportação refere-se ao drawback, que o Fisco pode usar dos controles apropriados para verificar o efetivo retorno ao exterior dos bens importados e desembaraçados com suspensão sob os auspícios desse regime aduaneiro especial. Há que se observar que os dispositivos previstos no RA/85 têm caráter imperativo, devendo ser fiel e totalmente observados, não comportando questionamentos quanto à sua existência e eficácia. Significa dizer: não é crível que a Lei determine constar em diploma regulamentar norma que deva ser obedecida, mas cujo cumprimento seja prescindível. De outra parte, o descumprimento desse dispositivo implica prejuízo à salutar concorrência, com reflexos negativos na economia, na medida em que concede maiores vantagens aos que o descumprem, em relação àqueles beneficiários que fielmente satisfazem a referida obrigação. Com vistas a complementar os controles administrativos do regime, também o órgão concedente estabeleceu regras específicas, mormente no que concerne à comprovação das exportações. 4 Processo n2 : 13502.000463/00-08 Acórdão n2 : 301-32.290 Assim é que, ao tempo das operações de drawback da recorrente, vigorava a Portaria Decex n2 24, de 26/8/92, que dispunha, verbis: "Art. 72 Como regra geral, a mesma guia de importação (GI), guia de exportação (GE), declaração de exportação (DE), documento especial de exportação (DEE) ou outros documentos equivalentes não poderá ser utilizada pela mesma empresa, em mais de uma operação de "drawback". (.) Art. 34. São documentos hábeis para a comprovação de exportação vinculada à operação de "drawback": 1— via V da guia de exportação, averbada; II — via V da declaração de exportação, averbada; III — via lido documento especial de exportação; 0110 A partir da vigência do Decreto n2 660, de 25/9/92, que instituiu o Sistema Integrado de Comércio Exterior — Siscomex, de forma a integrar as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior, mediante fluxo único e computadorizado de informações, todas as informações que até então eram indicadas nos documentos acima citados, passaram a ser processadas exclusivamente no Siscomex, devendo ser destacado o disposto no § 1 2 do art. 62, que estabeleceu, verbis: "ás 12 Para todos os fins e efeitos legais, os registros informatizados das operações de exportação ou de importação no SISCOMEX, equivalem à Guia de Exportação, à Declaração de Exportação, ao Documento Especial de Exportação, à Guia de Importação e à Declaração de Importação." (destaquei) Na mesma data foi editado o Decreto n2 661/92, que em seu art. 12 deu nova redação ao art. 440 do RA/85, que passou a dispor, verbis: "Art. 440. O registro da exportação, no SISCOMEX, é requisito essencial para o despacho aduaneiro de exportação de mercadorias nacionais ou nacionalizadas e de reexportação de mercadorias importadas a título não definitivo." E ainda na mesma data adveio a Portaria Decex n2 28/92, cujo art. 62 estabeleceu que, verbis:' "Art. 62 Excetuados os casos previstos no Anexo "A" desta Portaria, todas as operações de exportação deverão ser objeto de registro no SISCOMEX previamente à declaração para despacho aduaneiro e ao embarque da mercadoria." (destaquei) A trazida, neste voto, da legislação citada, tem por objetivo demonstrar que desde setembro de 1992 tornou-se público e notório que todas as A norma retrotranscrita foi ratificada integralmente no art. 12 da Portaria SCE n 2 2, de 22/12/92. 5 . • Processo n2 : 13502.000463/00-08 Acórdão n2 : 301-32.290 operações de comércio exterior ficaram circunscritas ao Siscomex e nesse sistema foram exclusivamente processadas. Assim, resta claro que os registros que antes eram feitos nos documentos de exportação anteriormente existentes, passaram a ser exigidos eletronicamente no Siscomex. E, da mesma forma, para o processamento de comprovação das exportações realizadas sob o regime de drawback, os registros que eram feitos com base em Guia de Exportação, em Declaração de Exportação ou em Documento Especial de Exportação, passaram a ser exigidos com base em Registro de Exportação (RE) efetuado no Siscomex. As operações da recorrente, pertinentes aos 3 Atos Concessórios (ACs) objeto de autuação, foram desenvolvidas entre junho/1994 a agosto/1995. • Portanto, os benefícios recebidos ficaram sujeitos ao pleno cumprimento das normas vigentes à época, entre as quais o registro de exportação no Siscomex. Destarte, não vejo como aceitar a alegação da recorrente, no sentido de que foi criado no RE um campo apropriado para a inserção do número do ato concessório, mas que não havia obrigação de ser consignada tal informação. Ademais, em se tratando de suspensão de crédito tributário, há que se interpretar literalmente as normas que lhe dizem respeito (art. 111, I, CTN). A interpretação literal não permite a integração extensiva ou restritiva, e sim, determina a aplicação do significado gramatical que lhe respeita, podendo em certos casos o contribuinte ser beneficiado, em outros não, dependendo da norma. De observar-se que a norma expressa no CTN tem aplicação abrangente aos casos a que se refere e que para a mesma não foi prevista qualquer exceção, bastando que o pagamento do tributo seja afastado pelo instituto da suspensão, independentemente de ser esta decorrente de simples beneficio ou de 010 beneficio considerado incentivo fiscal, como é o caso de drawback. As normas de drawback estabelecidas do RA são de cumprimento obrigatório, porque se relacionam a casos de dispensa de pagamento de tributo em • função do beneficio fiscal referido, considerado incentivo à exportação. Diante da impossibilidade de utilização, à época, dos documentos que antes eram utilizados, a obrigatoriedade de vinculação do regime de drawback passou a ser feita exclusivamente nos REs, em face da nova legislação. Esses registros é que, desde então, compõem e satisfazem a obrigação de vinculação, para os efeitos do controle previsto, à época, no art. 325 do RA/85. Na realidade, ao mesmo tempo em que alegou a não obrigatoriedade de fazer a vinculação nos REs, a recorrente demonstrou o pleno conhecimento da legislação, tanto que os autos do processo mostram que foram efetuados REs e que se fez vinculação de exportações com o beneficio pretendido. 6 Processo n2 : 13502.000463/00-08 Acórdão n2 : 301-32.290 Acontece, no entanto, que em algumas exportações a recorrente indicou nos REs a vinculação a ACs diversos daqueles a que deveria se referir originalmente, bem como vinculou tais exportações a mais de um AC. Essa prática não tem respaldo na legislação em vigor, em especial no art. 72 da Portaria Decex n2 24/92, que veda expressamente a utilização de um documento de exportação em mais de um beneficio de drawback. A propósito, a respeito da matéria foi solicitado o pronunciamento da Secex que, em resposta à diligência, declarou que o adimplemento foi considerado com base na Portaria Secex n 2 7/93 (pertinente à declaração específica do beneficiário quando não fosse possível obter no Siscomex o documento de exportação), mas que caberia à beneficiária do regime observar o contido no art. 7 2 da Portaria Decex n2 • 24/92. Ademais, na data em que as operações foram feitas, era perfeitamente possível obter o documento de exportação, tanto que as exportações foram objeto de REs. A resposta do Decex, contida no Oficio n2 047/DECEX, de 22/1/2004, foi clara no sentido de que a recorrente devia obrigatoriamente cumprir o requisito expresso no art. 7 2 da Portaria Decex n2 24/92, consistente em não utilizar o documento de exportação em mais de uma operação de drawback. O entendimento da Decex é idêntico ao da SRF. Com efeito, a utilização de um comprovante de exportação em mais de um AC é contrário às regras estabelecidas para o regime, porque não permite o seu adequado controle. Os atos concessórios devem ser cumpridos de forma distinta, com utilização de REs vinculados e exclusivos, e a utilização de um RE em mais de um AC caracteriza a falta da correspondente individualidade, significando que a cadeia de comprovações individuais em algum momento foi rompida, devido a alguma irregularidade na utilização dos bens importados. Em vista dos fatos, entendo que o regime não foi cumprido, por não • terem sido atendidos os requisitos e obrigações a que estava sujeita a beneficiária, razão pela qual concordo com o lançamento parcial em relação aos REs vinculados a outros ACs ou a mais de um AC, como no caso em exame, referente aos ACs 6- 94/027-9 e 6-95/012-8. O mesmo entendimento (lançamento parcial) caberia em relação ao beneficio objeto do AC n2 6-95/007-7. No entanto, o referido beneficio foi objeto de glosa integral pelo autuante, em razão de a DI n2 2.161 ter sido registrada em 27/12/94 e o AC ter sido emitido em 11/1/95. Discordo da autuação integral quanto a esse AC. E isso porque a referida DI (fls. 65/67) foi complementada pelas DCIs n2 152, de 2/2/95 (fls. 68/70) e n2 203, de 17/2/95 (fls. 71/73), que foram apresentadas pela recorrente e devidamente recepcionadas pela Alfàndega do Porto de Salvador, sendo que o desembaraço aduaneiro da mercadoria importada ocorreu somente após a recepção dessas declarações complementares e sob o regime de suspensão ali requerido, o que implica a aceitação do referido regime. 7 Processo 112 : 13502.000463/00-08 Acórdão n2 : 301-32.290 De outra parte, a Guia de Importação referente à mercadoria importada também foi objeto de Aditivo emitido em 18/1/95 justamente para o regime de drawback relativo ao AC citado, conforme se verifica à fl. 178, e chancelado com a observação de que tal alteração só teria validade no caso de a mercadoria ainda não ter sido desembaraçada. Como visto, o desembaraço aduaneiro veio a ocorrer apenas em 17/2/95, o que não contrariou a observação do Aditivo. Assim, entendo que foi aceito pela unidade da SRF o regime pleiteado na DI. Em decorrência, concluo no sentido de que deve ser dado ao AC 6- 95/007-7 o mesmo tratamento dispensado aos demais ACs, vale dizer, de glosa parcial dos REs apresentados, o que, aliás, já foi procedimento adotado na peça básica e • apenas ofuscado pela desconsideração integral do regime em função de não ter sido aceita a importação objeto da DI acima citada. Destarte, no caso em exame, há que se considerar satisfeito parcialmente o regime, aceitando-se o RE n 2 95/0309992, constante do relatório de fl. 63. Diante do exposto, e em vista da legislação em vigor, inclino-me por que se dê provimento parcial ao recurso, apenas para que seja considerada devidamente comprovada a exportação objeto do RE n2 95/0309992. É como voto. Sala das Sessões, em 06 de dezembro de 2005 '''"Ig"Mi"r)V0 ROSSARI — Relator • 8 Page 1 _0015200.PDF Page 1 _0015300.PDF Page 1 _0015400.PDF Page 1 _0015500.PDF Page 1 _0015600.PDF Page 1 _0015700.PDF Page 1 _0015800.PDF Page 1

score : 1.0
9430974 #
Numero do processo: 13807.011743/2002-41
Data da sessão: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 RESTITUIÇÃO INDEVIDA. DEVOLUÇÃO.. Comprovado nos autos que o resultado da declaração é de saldo inexistente de imposto a pagar Ou a restituir, correto o lançamento que busca a devolução da restituição indevidamente obtida pelo contribuinte. Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-000.546
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de, votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)

dt_index_tdt : Sat Jul 23 09:00:01 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201006

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 RESTITUIÇÃO INDEVIDA. DEVOLUÇÃO.. Comprovado nos autos que o resultado da declaração é de saldo inexistente de imposto a pagar Ou a restituir, correto o lançamento que busca a devolução da restituição indevidamente obtida pelo contribuinte. Recurso negado.

numero_processo_s : 13807.011743/2002-41

conteudo_id_s : 6623368

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 21 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2801-000.546

nome_arquivo_s : Decisao_13807011743200241.pdf

nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN

nome_arquivo_pdf_s : 13807011743200241_6623368.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de, votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado

dt_sessao_tdt : Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2010

id : 9430974

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sun Jul 31 05:56:37 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1739846584610324480

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T14:04:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T14:04:10Z; Last-Modified: 2010-09-02T14:04:10Z; dcterms:modified: 2010-09-02T14:04:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:4af5aa33-28ed-464c-a2eb-d638555aa259; Last-Save-Date: 2010-09-02T14:04:10Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T14:04:10Z; meta:save-date: 2010-09-02T14:04:10Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T14:04:10Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T14:04:10Z; created: 2010-09-02T14:04:10Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-09-02T14:04:10Z; pdf:charsPerPage: 1351; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T14:04:10Z | Conteúdo => S2-1 - E01 Fl . 41 .• • • ..", .....: • ,..-,-;:,.:, •.:,..,:. . -•....?...:'''.-...g.:::....: MINISTÉRIO DA FAZENDA " 1?..... CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS PISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13807.011743/2002-41 Recurso it" 161..361 Voluntário Acórdão ia" 2801-00.546 — 1" Turma Especial Sessão de 16 de junho de 2010 Matéria IRPF Recorrente CELSO FERREIRA DOS SANTOS FILHO Recorrida FAZENDA .NACION.AL ASSUNTO: "IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA .H.SICA - IRPF Exercício: 2001 RESTITUIÇÃO INDEVIDA. DEVOLUÇÃO.. Comprovado nos autos que o resultado da declaração é de saldo inexistente de imposto a pagar Ou a restituir, correto o lançamento que busca a devolução da restituição indevidamente obtida pelo contribuinte. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de, votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente .julgado. 1":"----------' Amarylles .Reinaldi e Henriques Resende - Presidente. A n ukívek, ..o.)i_cA -=:)-9,0wo,t\,,/,1/r â i a Mara Paseboal in - Relatora EDITADO EM: 28/07/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Fivanice Canário da Silva (Suplente), Tânia Miara Pasc.h.oalin e Edgar Silva Vidal (Suplente). i Relatório Trata o presente processo de auto de infração de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física • • MIT, às tis, 02/04, relativo à declaração de ajuste anual do exercício 2001, ano-calendário 2000, que exige a restituição indevida a devolver conigida no valor de R$ 1,483,19, em face da constatação da dedução indevida de contribuição à previdência privada (R$ 942,26). Em sua impugnação, o contribuinte alegou ser improcedente a exigência, sob a justificativa de que a dedução relativa à Contribuição à Previdência Privada e FAP1 é limitada a 12% do valor total dos rendimentos tributáveis. A 1" Turma da DR1 em Fortaleza/CE, coal:Orme Acórdão de lis, 25/29, manteve o lançamento, pois, após verificar o erro de preenchimento na declaração em tela quanto ao registro do -valor de pensão alimentícia no campo de recolhimento de carnê-leão ou mensalão, e, ainda, a inexistência dos referidos recolhimentos no sistema de controle de pagamentos da Secretaria da Receita Federal, concluiu que o resultado da declaração de ajuste anual sob exame é de saldo inexistente de imposto a pagar ou a restituir. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 15/01/2007 (fl. 29), o sujeito passivo interpôs recurso voluntário de fl. 35, em 13/02/2007, no qual argumenta que os elementos constantes da declaração apresentada atendem aos requisitos legais vigentes, razão pela qual pretende seja retificado o lançamento É o Relatório, Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo c atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser . conhecido. De plano registre-se que o valor da restituição indevida a devolver corrigida apurado n.o auto de infração é decorrente da glosa procedida da dedução declarada a título de Contribuição à Previdência Privada e MP1 no valor de R$ 942,26, o que resultou em saldo inexistente de imposto a. pagar ou a restituir no calculo da DIRPF/2001 do contribuinte. O interessado não apresentou qualquer comprovante das despesas com previdência privada na fase impugnatória e nem em sede de recuso. Neste sentido, considera-se acertada a referida glosa, devendo-se, por conseguinte, manter o lançamento no que se refere a esse aspecto. Esclareça-se, ainda, que os erros de preenchimento verifica.dos pela decisão recorrida não alteraram o resultado apurado pela fiscalização de saldo inexistente de imposto a pagar ou a restituir. Assim, restando claro que o recorrente não tem direito à restituição que lhe foi paga, nada mais legitimo do que exigir a sua devolução. 2 Processo n" 13807 011743/2002-41 S2-TE01 Acórdão n '' 2801-00,546 11 42 Diante do exposto, voto poi negar provimento ao recurso.. -,, YkAike ),),' -xcokr„, )ala,. - Li ânia Mara Pasch -rá .ii k — "- 3

score : 1.0
9435959 #
Numero do processo: 15471.001222/2008-36
Data da sessão: Fri Jun 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2007 LEI Nº 8,852. REMUNERAÇÃO. CONCEITO. SERVIDORES . PÚBLICOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas pela Lei nº 8.852, de 4 de fevereiro de 1994, têm por finalidade estabelecer a relação de valores entre a menor e a maior remuneração dos servidores públicos, que não pode ultrapassar o limite do subsidio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal., Tais exclusões não se caracterizam hipóteses de isenção ou não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica, Recurso Negado..
Numero da decisão: 2801-000.631
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de decadência e prescrição e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)

dt_index_tdt : Sat Jul 30 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201006

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2007 LEI Nº 8,852. REMUNERAÇÃO. CONCEITO. SERVIDORES . PÚBLICOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas pela Lei nº 8.852, de 4 de fevereiro de 1994, têm por finalidade estabelecer a relação de valores entre a menor e a maior remuneração dos servidores públicos, que não pode ultrapassar o limite do subsidio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal., Tais exclusões não se caracterizam hipóteses de isenção ou não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica, Recurso Negado..

numero_processo_s : 15471.001222/2008-36

conteudo_id_s : 6625916

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 25 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2801-000.631

nome_arquivo_s : Decisao_15471001222200836.pdf

nome_relator_s : AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE

nome_arquivo_pdf_s : 15471001222200836_6625916.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de decadência e prescrição e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos.

dt_sessao_tdt : Fri Jun 18 00:00:00 UTC 2010

id : 9435959

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sun Jul 31 05:56:39 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1739846584611373056

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T14:04:40Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T14:04:40Z; Last-Modified: 2010-09-02T14:04:40Z; dcterms:modified: 2010-09-02T14:04:40Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:e3d8c54c-b6ef-48ec-83c9-1d2769db60a9; Last-Save-Date: 2010-09-02T14:04:40Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T14:04:40Z; meta:save-date: 2010-09-02T14:04:40Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T14:04:40Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T14:04:40Z; created: 2010-09-02T14:04:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-09-02T14:04:40Z; pdf:charsPerPage: 1667; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T14:04:40Z | Conteúdo => S2-1E01 H. 68 rL Nums'IÉRTO DA FAZENDA • :F1 .!, ',40! CONSELHO ADMINISTR.ATIVO DE RECURSOS FISCAIS • .4:e.:44.7:0Vp- SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO •,',::'i;",;¡'307 Processo n" 15471.001222/2008-36 Recurso n" 509,176 Voluntário Acórdão n" 2801-00.631 — 1" Turma Especial Sessão de 18 de junho de 2010 Matéria IRPF Recorrente CARLOS HENRIQUE DA SILVA Recorrida DM RIO DE JANEIRO/RJ ff ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2007 LEI N" 8,852. REMI JNER AÇÃO. CONCEITO. SERVIDORES . PÚ.I3I As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas pela Lei n" 8.852, de 4 de fevereiro de 1994, têm por finalidade estabelecer a relação de valores entre a menor e a maior remuneração dos servidores públicos, que não pode ultrapassar o limite do subsidio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal., Tais exclusões não se caracterizam hipóteses de isenção ou não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRP -F, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica, Recurso Negado.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.. Acordam os membros do Colegial°, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de decadência e prescrição e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos. Amarylles Reinaldi e Henriques Resende — Presidente e Relatora N,DITADO EM: .30/07/2010 Participaram do julgamento os conselheiros: Arnarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Antonio de Pádua Athayde Magalhães, -Eivanice Canário da Silva, Tânia 'Mara .Paschoalin. e Julio Cezar da Fonseca Furtado. Relatório Trata-se de lançamento de oficio, cuja ciência se deu antes de transcorrido o prazo de cinco anos contados da data do lato gerador do imposto em discussão, cuja matéria em litígio restringe-se à omissão de rendimentos referidos no artigo 1, inciso III, da Lei n" 8,852, de 1994. Adotar-se-á no jul gamento do presente recurso o procedimento previsto na Portaria CAIU n' 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que.trata dos recursos repetitivos.. Dessa forma, a solução que vier a ser adotada no julgamento do recurso-padrão, abaixo discriminado, será aplicada a este recurso e a todos os demais repetitivos, contOrme divulgado através da pauta de julgamento: "O item 03 é acórdão paradigma do julgamento dos- recursos correspondentes aos ítens 116 a 192. Os interessados em fazer .sustentação oral nos citados recurso.s deverão fice-lu no dia e• hora previstos para o julgamento do item 03, na fórina do Art..i . 47, paiAgrafirs 1" e 2 do Regimento Interno do CARF 03 - Processo. 11.516 000125/2007-21 - Recorrente ALFREDO RODR1GULS BRAGA 144ALME,S1ROM - Recorrida.- 4" TURMA/ .DR,T-.FLORIANOPOLLSYSC - Matéria 1RPF - Et • 200.3." É o relatório. • Voto Conselheira Arnarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora, O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido, ConfOrme relatado, a ciência do lançamento se deu antes de transcorrido o - prazo de cinco anos contados da data do tato gerador do tributo em discussão (artigo 150, §4", do (7l'N), sendo incabível invocar a decadência. Quanto ao prazo prescricional, este só tem início com a constituição definitiva do crédito tributário (Código Tributário Nacional, art.. .1 74), o que não ocorreu até a presente data. Relativamente ao mérito, destaque-se que as razões de decidir são aquelas expostas no Acórdão 2801-00540, anexo, proferido por este Colegiada em 16/06/2010, no julgamento do Processo n" I 1516,000125/2007-21, cujo recorrente é ALFREDO RODRIGUES BRAGA "MA LM ESTROM, o qual passa a ser parte integrante deste julgado, 2 Processo I 5471. 001222/20(M-36 82-1E01 Acórdão n 2801-00.631 P1 69 Diante do exposto, voto por rejeitar as preliminares de decadência e prescrição e, no mérito, por negar provimento ao recurso Amarylles Reinaldi e Henriques Resende 3

score : 1.0
8935596 #
Numero do processo: 11610.004046/2003-97
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3202-000.042
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario

dt_index_tdt : Sat Jul 23 09:00:01 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201107

camara_s : Segunda Câmara

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção

numero_processo_s : 11610.004046/2003-97

conteudo_id_s : 6455593

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 22 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 3202-000.042

nome_arquivo_s : Decisao_11610004046200397.pdf

nome_relator_s : IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES

nome_arquivo_pdf_s : 11610004046200397_6455593.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência.

dt_sessao_tdt : Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011

id : 8935596

ano_sessao_s : 2011

atualizado_anexos_dt : Sun Jul 31 05:56:30 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1739846584623955968

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2067; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C2T2  Fl. 190          1 189  S3­C2T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  11610.004046/2003­97  Recurso nº  365.355  Resolução nº  3202­000.041  –  2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária  Data  7 de julho de 2011  Assunto  Solicitação de Diligência  Recorrente  DOW AGROSCIENCES INDUSTRIAL LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Resolvem  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  converter  o  julgamento do recurso voluntário em diligência  José Luiz Novo Rossari ­ Presidente  Irene Souza da Trindade Torres ­ Relatora  Participaram do presente  julgamento os Conselheiros  José Luiz Novo Rossari,  Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, Mara Cristina Sifuentes e Wilson  Sampaio  Sahade  Filho.  O  Conselheiro  Gilberto  de  Castro  Moreira  Junior  declarou­se  impedido.    Relatório  Cuidam os autos de Declaração de Compensação, protocolizada em 21/03/2003,  na  qual  a  contribuinte  pretende  utilizar  alegados  créditos  relativos  à  Contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade  Social  ­  COFINS  (código  2172),  no  valor  total  de  R$  394.009,89,  decorrentes  de  recolhimentos  que  teriam  sido  efetuados  a maior,  efetuados  nos  períodos  entre  janeiro/2001  a  maio/2001  e  julho/2001,  para  pagamento,  por  meio  de  compensação,  de  débitos  da  mesma  contribuição,  referentes  a  junho  e  agosto  de  2001,  conforme documento de fls.01/02.   Em 03/04/2003, conforme requerimento juntado às fls. 26/27, a interessada teria  oferecido denúncia espontânea dos débitos, recolhendo a diferença desses débitos em relação  aos créditos alegados, ao argumento de que o pagamento teria sido efetuado acrescido de juros  de  mora  calculados  à  taxa  SELIC  e  ocorrido  antes  do  início  de  qualquer  procedimento  de     Fl. 198DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP15.1220.10453.86LX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11610.004046/2003­97  Resolução n.º 3202­000.041  S3­C2T2  Fl. 191          2 fiscalização, requerendo, assim, a total quitação dos débitos acima apontados, sem o acréscimo  de multa de mora.   Mediante  o Despacho Decisório  de  fls.  61/65,  de  28/02/2008,  a Delegacia  da  Receita  Federal  do Brasil  de Administração Tributária  em São Paulo  deferiu  parcialmente o  pleito da interessada, homologando a compensação até o valor de R$ 46.324,04, ao argumento  de  que  não  havia  crédito  suficiente  para  quitar  a  totalidade  dos  débitos  informados  na  DECOMP.  Naquela oportunidade, informou a autoridade administrativa:   “Para analisar a procedência do direito creditório alegado, consultamos o sistema  RFB/SIEF/Fiscalização Eletrônica, que faz o cotejo dos valores pagos via DARF com  aqueles declarados como devidos na Declaração de Contribuições e Tributos Federais  (DCTF) do contribuinte (fls. 45/49). Ressalte­se que as DCTF foram enviadas em data  posterior ao protocolo desse processo, sendo a informação mais recente, e, por  isso, a  que deve ser considerada.  Verifica­se, assim, que a maior parte dos pagamentos foi alocada integralmente, e  que os referidos pagamentos correspondem aos valores declarados posteriormente pelo  próprio  contribuinte  em DCTF  (fls.  50  a  56),  tendo  ocorrido,  portanto,  o  alegado  pagamento  a  maior,  mas  em montante  consideravelmente  inferior  ao  solicitado  pelo contribuinte, de acordo com o “Extrato Completo do Contribuinte – Pessoa  Jurídica” emitido pelo SIEF às folhas 57 e 58 (...)”  Do  quadro  demonstrativo  elaborado  por  aquele  órgão  (fl.63),  destacam­se  as  seguintes informações  Data de  Arrecadação  Data de  Vencimento  Período de  Apuração  Valor Pago  (RS$)  Valor Utilizado  (RS$)  Valor  Disponível  15/02/2001  15/02/2001  01/2001  1.403.776,65  1.396.993,58  6.783,07  15/03/2001  15/03/2001  02/2001  1.439.351,63  1.399.810,66  39.540,97  12/04/2001  12/04/2001  03/2001  1.999.534,18  1.999.534,18  0,00  15/05/2001  15/05/2001  04/2001  1.638.902,77  1.538.902,77  0,00  15/06/2001  15/06/2001  05/2001  2.056.372,46  2.056.372,46  0,00  13/07/2001  13/07/2001  06/2001  1.439.714,37  1.439.714,37  0,00  15/08/2001  15/08/2001  07/2001  2.539.900,98  2.539.900,96  0,00          TOTAL  46.324,04  Diante  dessa  decisão,  a  contribuinte  ingressou  com  manifestação  de  inconformidade (fls. 69/74), alegando que, de acordo com o declarado na DIPJ apresentada em  30/12/2002, os valores corretos seriam os seguintes:  Data de  Arrecadação  Data de  Vencimento  Período de  Apuração  Valor Pago  (RS$)  Valor Utilizado  (RS$)  Valor  Disponível  15/02/2001  15/02/2001  01/2001  1.403.776,65  1.394.544,38  9.232,27  15/03/2001  15/03/2001  02/2001  1.439.351,63  1.387.355,86  51.995,77  12/04/2001  12/04/2001  03/2001  1.999.534,18  1.947.204,76  52.329,42  15/05/2001  15/05/2001  04/2001  1.638.902,77  1.474.991,42  63.911,35  15/06/2001  15/06/2001  05/2001  2.056.372,46  1.962.149,26  94.223,20  13/07/2001  13/07/2001  06/2001  1.439.714,37  1.439.714,37  0,00  15/08/2001  15/08/2001  07/2001  2.539.900,98  2.464.503,56  75.397,42          TOTAL  347.089,43  Afirmou,  ainda,  que,  ao  cotejar  os  dados  constantes  na  DIPJ  apresentada  em  30/12/2002 em relação à DIPJ retificadora apresentada em 07/05/2004, verificou recolhimento  Fl. 199DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP15.1220.10453.86LX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11610.004046/2003­97  Resolução n.º 3202­000.041  S3­C2T2  Fl. 192          3 a  menor  da  COFINS  nos  meses  apontados  como  tendo  valor  disponível,  de  acordo  com  o  seguinte quadro demonstrativo:  Período de  Apuração  Valor  Utilizado  e  Declarado DIPJ  30/12/2002 (R$)  Valor  Declarado  DIPJ  07/05/2004 (R$)  Diferença  recolhida  (R$)  01/2001  1.394.544,38  1.406.790,38  12.246,00  02/2001  1.387.355,86  1.449.629,86  62.274,00  03/2001  1.947.204,76  2.233.134,76  285.930,00  04/2001  1.474.991,42  1.537.361,42  62.370,00  05/2001  1.962.149,26  2.435.459,26  473.310,00  07/2001  1.439.714,37  2.805.783,56  341.280,00  Informou  que  “as  diferenças  apuradas  acima,  foram  recolhidas,  conforme  recolhimentos em anexo (doc. 6), e notificada ao processo 13811.000667/2004­41, devendo a  compensação  total  pleiteada  pela  requerente  ser  homologada,  uma  vez  que  os  valores  anteriormente  pleiteados  não  foram  utilizados  para  pagamento  dos  débitos  de  janeiro,  fevereiro,  março,  abril,  maio  e  julho  de  2001,  conforme  se  comprova  pela  DIPJ/DCTFs  retificadoras”  Por último, requereu, em sua manifestação de inconformidade, fosse excluída a  multa de mora em relação a seus débitos objeto da compensação requerida (julho e setembro de  2001), em razão de denúncia espontânea, nos termos do art. 138 do CTN.  Em  11/11/2008,  a  DRJ­  São  Paulo  I/  SP  julgou  procedente  em  parte  a  solicitação da interessada (fls. 157/161), em decisão cuja ementa abaixo transcreve­se:  “ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE  SOCIAL ­ COFINS  Período de apuração: 01/01/2001 a 31/05/2001, 01/07/2001 a 31/07/2001  DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO­DCOMP.  Para  apuração  do  valor  do  crédito  a  compensar,  consideram­se  os  pagamentos  comprovados pelo contribuinte e não considerados no despacho decisório.   MULTA DE MORA ­ DENÚNCIA ESPONTÂNEA.  A  Multa  de  mora  não  tem  natureza  jurídica  de  sanção  ou  penalidade,  mas  sim  de  indenização por atraso no pagamento, de modo que não cabe sua exclusão em casos de  denúncia espontânea.   Solicitação Deferida em Parte”  Tendo em vista o Extrato da Contribuinte de fls. 154/155, no qual já constavam  processados  os  dados  da DCTF  retificadora  apresentada  em  05/09/2008  (fls.  149/152),  bem  como  os  pagamentos  constantes  dos  DARF  de  fls.  145/146,  ,  foi  apurado  o  seguinte  valor  disponível  Data de  Arrecadação  Data de  Vencimento  Período de  Apuração  Valor Pago  (RS$)  Valor Utilizado  (RS$)  Valor  Disponível (R$)  15/02/2001  15/02/2001  01/2001  1.403.776,65  1.396.993,58  6.783,07  15/03/2001  15/03/2001  02/2001  1.439.351,63  1.399.810,66  39.540,97  12/04/2001  12/04/2001  03/2001  1.999.534,18  1.999.534,18  0,00  15/05/2001  15/05/2001  04/2001  1.538.902,77  1.487.465,47  51.437,30  15/06/2001  15/06/2001  05/2001  2.056.372,46  2.056.372,46  0,00  Fl. 200DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP15.1220.10453.86LX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11610.004046/2003­97  Resolução n.º 3202­000.041  S3­C2T2  Fl. 193          4 13/07/2001  13/07/2001  06/2001  1.439.714,37  1.439.714,37  0,00  15/08/2001  15/08/2001  07/2001  2.539.900,98  2.539.900,98  0,00          TOTAL  97.761,34  Assim, além da compensação parcialmente homologada pela DRF, no valor de  R$  46.324,04,  a  interessada  teve  reconhecido  pela  DRJ  o  direito  creditório  no  valor  de  R$51.437,30, culminando no montante final de R$ 97.761,34, dos R$ 394.009,89 pretendidos.  Irresignada,  a  contribuinte  apresentou  recurso  voluntário  a  este  Colegiado  (fls.170/175), reproduzindo idênticos argumentos expendidos na inicial.  Ao final, requereu a homologação total da compensação pleiteada.  É o Relatório.    Voto  Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora  O  recurso  voluntário  é  tempestivo  e  preenche  as  demais  condições  de  admissibilidade, razões pelas quais dele conheço.  Ao  teor  do  relatado,  cuidam  os  autos  de  Declaração  de  Compensação,  protocolizada  em  21/03/2003,  na  qual  a  contribuinte  pretende  utilizar  alegados  créditos,  no  valor  total  de  R$394.009,89,  relativos  à  contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade  Social–  COFINS  (código  2172),  decorrentes  de  recolhimentos  efetuados  a maior,  referentes  aos  períodos  entre  janeiro  a  maio/2001  e  julho/2001,  para  pagamento,  por  meio  de  compensação, de débitos da mesma contribuição, conforme documento de fls.01/02.   Após decisão da DRF­São Paulo/SP e da DRJ­São Paulo I/SP, a recorrente teve  seu direito creditório  reconhecido, no montante  total de R$ 97.761,34. Pretende, porém,  seja  alargado seu direito creditório para o valor total inicialmente pleiteado.  Conforme o Extrato da Contribuinte de  fls.  154/155 e  infromação da DRJ  (fl.  159), existe diferença entre os valores pagos e os utilizados pela interessada, mas tão somente  nos montantes já reconhecidos, quais sejam:  Período de  Apuração  Imp. Apurado  Cred.  Vinc.Decl.  Diferença  recolhida  Valor Pago  (RS$)  Valor Utilizado  (RS$)  Valor  Disponível(R$)  01/2001  1.406.790,38  12.246,00  12.246,00  1.403.776,65  1.396.993,58  6.783,07  02/2001  1.449.629,86  62.274,00  62.274,00  1.439.351,63  1.399.810,66  39.540,97  03/2001  2.233.134,76  285.930,00  285.930,00  1.999.534,18  1.999.534,18  0,00  04/2001  1.537.361,42  62.369,93  62.370,00  1.538.902,77  1.487.465,47  51.437,30  05/2001  2.435.459,26  473.310,00  473.310,00  2.056.372,46  2.056.372,469  0,00  06/2001  1.707.956,55  115.710,54  115.710,54  1.439.714,37  1.439.714,37  0,00  07/2001  2.805.783,56  265.882,58  341.280,00  2.539.900,98  2.539.900,98  0,00  Note­se que os valores do  imposto apurado acima reproduzidos, constantes da  primeira linha da quarta coluna de cada um dos períodos de apuração nas  informações de fl.  154, já estão atualizados, em consonância com os valores retificados pela contribuinte na DIPJ­ retificadora de 07/05/2004.   Fl. 201DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP15.1220.10453.86LX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11610.004046/2003­97  Resolução n.º 3202­000.041  S3­C2T2  Fl. 194          5 Constam, ainda, na primeira linha da quinta coluna de cada período de apuração,  com a denominação de “Crédito Vinculado Declarado”, o que parecem  ser os recolhimentos  efetuados pela contribuinte a título de diferença entre os valores declarados na DIPJ de 2002 e  na DIPJ retificadora de 2004, diferindo em valor significativo em relação ao PA de 07/2001.   Cabe  esclarecer  se  realmente  se  tratam de  tais  recolhimentos  e  se  tais  valores  foram incluídos no total indicado como “valor utilizado”, cruzando­se as informações da tabela  de fl. 154 com as de fl. 155, o que não me parece estar claro.  Assim, entendo de bom alvitre sejam os autos baixados em diligência para que  sejam  esclarecidas  as  dúvidas  acima  apontadas,  elaborando­se  simples  tabela  com  os  dados  acima indicados, quais sejam:  Período de  Apuração  Imp. Apurado  Cred.  Vinc.Decl.  Diferença  recolhida  Valor Pago  (RS$)  Valor Utilizado  (RS$)  Isto  posto,  voto  no  sentido  de  que  seja CONVERTIDO O  JULGAMENTO  EM  DILIGÊNCIA,  para  que  a  autoridade  preparadora  preste  os  esclarecimentos  acima  requeridos  e  pronuncie­se,  se  entender  necessário.  Após,  seja  dada  ciência  do  resultado  da  diligência à contribuinte para, querendo, manifestar­se quanto a este. Em seguida, retornem os  autos para julgamento.   É como voto.  Irene Souza da Trindade Torres     Fl. 202DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP15.1220.10453.86LX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA em 12/09/2011 12:59:45. Documento autenticado digitalmente por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA em 12/09/2011. Documento assinado digitalmente por: JOSE LUIZ NOVO ROSSARI em 13/09/2011 e IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA em 12/09/2011. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 15/12/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP15.1220.10453.86LX Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 4CBE7B315AA9731DBBB35D313C48C4EB7CE5CC10 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 11610.004046/2003-97. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.

score : 1.0