Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,224)
- Segunda Câmara (27,799)
- Primeira Câmara (25,084)
- Segunda Turma Ordinária d (17,395)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,074)
- Primeira Turma Ordinária (15,860)
- Primeira Turma Ordinária (15,855)
- Primeira Turma Ordinária (15,831)
- Segunda Turma Ordinária d (15,688)
- Segunda Turma Ordinária d (14,225)
- Primeira Turma Ordinária (12,958)
- Primeira Turma Ordinária (12,272)
- Segunda Turma Ordinária d (12,235)
- Quarta Câmara (11,513)
- Primeira Turma Ordinária (11,304)
- Quarta Câmara (83,955)
- Terceira Câmara (66,335)
- Segunda Câmara (54,592)
- Primeira Câmara (19,126)
- 3ª SEÇÃO (16,074)
- 2ª SEÇÃO (11,242)
- 1ª SEÇÃO (6,788)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (122,260)
- Segunda Seção de Julgamen (113,023)
- Primeira Seção de Julgame (75,502)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,910)
- Câmara Superior de Recurs (37,700)
- Terceiro Conselho de Cont (25,965)
- IPI- processos NT - ressa (5,006)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,860)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,242)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,641)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,197)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,619)
- HELCIO LAFETA REIS (3,510)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,210)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,899)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,605)
- WILDERSON BOTTO (2,588)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,828)
- 2019 (30,958)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,914)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,465)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,176)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,077)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 15374.002804/2001-61
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1997
Ementa: NULIDADE. AUSÊNCIA DA DISPOSIÇÃO LEGAL INFRINGIDA. DESCABIMENTO.
Descabe falar em nulidade da autuação quando o enquadramento legal está corretamente indicado no auto de infração. Os dispositivos do Regulamento do Imposto de Renda (RIR) mencionados no Termo de Verificação foram utilizados apenas para firmar convicção da autoridade fiscalizadora e devem ser objeto de crítica apenas nas questões de mérito.
Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1997
Ementa: TDA. TERCEIRO ADQUIRENTE. IMUNIDADE. INEXISTÊNCIA.
Conforme jurisprudência do STF, a imunidade nos rendimentos dos Títulos da Dívida Agrária só alcança o expropriado em razão da reforma agrária, e não o terceiro adquirente, cujo negócio tem natureza mercantil.
Numero da decisão: 103-23.298
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos,. REJEITAR a preliminar
suscitada e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: Leonardo de Andrade Couto
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200712
ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1997 Ementa: NULIDADE. AUSÊNCIA DA DISPOSIÇÃO LEGAL INFRINGIDA. DESCABIMENTO. Descabe falar em nulidade da autuação quando o enquadramento legal está corretamente indicado no auto de infração. Os dispositivos do Regulamento do Imposto de Renda (RIR) mencionados no Termo de Verificação foram utilizados apenas para firmar convicção da autoridade fiscalizadora e devem ser objeto de crítica apenas nas questões de mérito. Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1997 Ementa: TDA. TERCEIRO ADQUIRENTE. IMUNIDADE. INEXISTÊNCIA. Conforme jurisprudência do STF, a imunidade nos rendimentos dos Títulos da Dívida Agrária só alcança o expropriado em razão da reforma agrária, e não o terceiro adquirente, cujo negócio tem natureza mercantil.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 15374.002804/2001-61
anomes_publicacao_s : 200712
conteudo_id_s : 4229817
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 15 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 103-23.298
nome_arquivo_s : 10323298_158515_15374002804200161_006.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Leonardo de Andrade Couto
nome_arquivo_pdf_s : 15374002804200161_4229817.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos,. REJEITAR a preliminar suscitada e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
id : 4728426
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:35:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043654781698048
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-10T17:11:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-10T17:11:24Z; Last-Modified: 2009-09-10T17:11:25Z; dcterms:modified: 2009-09-10T17:11:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-10T17:11:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-10T17:11:25Z; meta:save-date: 2009-09-10T17:11:25Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-10T17:11:25Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-10T17:11:24Z; created: 2009-09-10T17:11:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-09-10T17:11:24Z; pdf:charsPerPage: 1233; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-10T17:11:24Z | Conteúdo => CCO 1/CO) Fls. I MINISTÉRIO DA FAZENDA :Wst A;;;;;' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° 15374.002804/2001-61 Recurso n° 158.515 Voluntário Matéria IRPJ - Ex(s): 1998 Acórdão n° 103-23.298 Sessão de 05 de dezembro de 2007 Recorrente GULFINVEST PARTICIPAÇÕES LTDA. Recorrida V Turrna/DRJ - Rio de Janeiro/RJO I Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1997 Ementa: NULIDADE. AUSÊNCIA DA DISPOSIÇÃO LEGAL INFRINGIDA. DESCABIMENTO. Descabe falar em nulidade da autuação quando o enquadramento legal está corretamente indicado no auto de infração. Os dispositivos do Regulamento do Imposto de Renda (RIR) mencionados no Termo de Verificação foram utilizados apenas para firmar convicção da autoridade fiscalizadora e devem ser objeto de crítica apenas nas questões de mérito. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1997 Ementa: TDA. TERCEIRO ADQUIRENTE. IMUNIDADE. INEXISTÊNCIA. Conforme jurisprudência do STF, a imunidade nos rendimentos dos Títulos da Dívida Agrária só alcança o expropriado em razão da reforma agrária, e não o terceiro adquirente, cujo negócio tem natureza mercantil. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por GULFINVEST PARTICIPAÇÕES LTDA., / , ' . • ' Processo n.° 15374.002804/2001-61 CC01/CO3 Acórdão n.° 103-23.298 Fls. 2 ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos,. REJEITAR a preliminar suscitada e, no mérito, NEG provi s - nto ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente ' I Ia s &. i v ..,, LUCIANO DE OLIVEIRA VALENÇA Presidente esYmits 14 LUA, 11. LEONARDO DE ANDRADE COUTO Relator Formalizado em: 25 JAN 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Aloysio José Percinio da Silva, Márcio Machado Caldeira, Alexandre Barbosa Jaguaribe, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes e Paulo Jacinto do Nascimento. Ausente, justificadarnente, o Conselheiro i Antonio Carlos Guidoni Filho. • • • • Processo n.° 15374.002804/2001-61 CCOI/CO3 Acórdão n.° 103-23 298 Fls. 3 Relatório Por bem resumir a controvérsia, adoto o Relatório da decisão recorrida que transcrevo a seguir: Versa o presente processo sobre o Auto de Infração de fls. 29/32, lavrado pela DRF/RJO, com ciência do interessado em 18/07/2001 (fl. 29), sendo exigido o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (1RPJ) no valor de R$1.389.620,52, com multa de 75% e juros de mora. O crédito total lançado monta a R$3.397.205,28. O lançamento foi efetuado em virtude de, em ação fiscal, ter sido apurada a infração abaixo: EXCLUSÕES INDEVIDAS. Valor apurado conforme Termo de Verificação defls. 26/27. Neste termo, aponta que o interessado excluiu da tributação o ganho com TDA, por considerá-los não tributáveis. "Com relação aos ganhos com TDAs excluídos, o art. 777 do Decreto 3000/99, no seu inciso 8°, declina explicitamente que a ISENÇÃO alcança os RENDIMENTOS decorrentes de TDAs quando emitidos para os fins previstos no art. 184 da Constituição e AUFERIDOS PELO EXPROPRIADO". Acrescenta que "a Consultoria Geral da República, em Parecer CS/27, de 22/02/91, expõe os argumentos lógicos e jurídicos para a não cobrança do imposto de renda ao apropriado, e, nesta explanação deixa claro também as razões porque a isenção não alcança os demais beneficiários, que não o apropriado". Enquadramento legal: artigos 193, 196, I, e 197, único, do RIR11994. Enquadramento legal da multa e dos juros de mora:fl. 32. O interessado apresentou, em 16/08/2001, a impugnação de fls. 36/45. Na referida peça de defesa alega, em síntese, que: - da nulidade do Auto de Infração: os dispositivos legais citados no Auto de Infração não demonstram o suposto descabimento da exclusão; a fundamentação do Termo de Verificação também não se aplica, uma vez que tal norma não existia à época da ocorrência do fato gerador; - da improcedência do Auto de Infração: por corresponderem os TDA ao valor da prévia e justa indenização paga ao apropriado, a Consultoria Geral da Presidência da República sempre entendeu estarem eles abrangidos pela imunidade tributária prevista no art. 184 da CF; a imunidade é objetiva, atingindo o título em si, sendo irrelevante a condição de seu proprietário, conforme jurisprudência que reproduz; qualquer incidência de IR sobre tais rendimentos teria de ser exigida exclusivamente na fonte; o art. 720, VZ do RIR!! 994. não continha a qualificação do beneficiário dos rendimentos para fins de não tributação dos mesmos pelo IR, que só veio a ser considerado no art. 777, VIII, do RIR/1999; ainda que fosse possível lançamento, seria descabida a aplicação de multa de ofício e de juros de mora, nos termos do art. 100 do CTN, já que houve observância do art. 720, do RIR!! 994. ", . • • Processo nY 15374.002804/2001-61 CCOI/CO3 Acórdão 103-23.298 Fls. 4 Encerra solicitando a nulidade do Auto de Infração, ou sua improcedência, ou o cancelamento das exigências relativas à multa de oficio e aos juros de mora. A Delegacia de Julgamento prolatou o Acórdão DRJ/RJOI n° 7.729/2005 (fls. 61/68) considerando o lançamento integralmente procedente em decisão consubstanciada na seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1997 Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. NULIDADE. Não está inquinado de nulidade o Auto de Infração lavrado por autoridade competente e em consonância com o que preceituam os artigos 142. do CTN, e 10 e 59, do PAF, especialmente se o sujeito passivo, em sua defesa, demonstra pleno conhecimento dos fatos que ensejaram a lavratura do Auto de Infração. EXCLUSÕES INDEVIDAS. A imunidade dos rendimentos produzidos por Títulos da Dívida Agrária, quando auferidos pelo desapropriado, não alcança terceiro adquirente destes títulos. Devidamente cientificado (fl. 73) o sujeito passivo recorre a este Colegiado (fls. 74/87, com documentos de fls. 88/102) ratificando aa razões da peça impugnatória. É o Relatório. Ri a/ . • •. Processo n.° 15374.002804/20014 1 CCO I /CO3 Acórdão n.° 103-23.298 Fls. 5 Voto Conselheiro LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Relator Na argüição de nulidade, a recorrente defende que o auto de infração não faz referência a qualquer dispositivo legal, mas apenas a dispositivos do Regulamento do Imposto de Renda editados após a ocorrência do fato gerador. Assim estaria descumprido o requisito previsto no inciso IV, do art. 10, do Decreto n°70.235/72. Não é bem assim. O enquadramento legal está perfeitamente identificado na autuação (fl. 30) com a menção a dispositivos que envolvem a necessidade de apuração do lucro real de acordo com as leis comerciais e fiscais inclusive no que se refere às exclusões, objeto do procedimento em causa. São eles os artigos 193, 196, inciso I e 197, parágrafo único do RIR/94. Todos esses dispositivos têm matriz em leis que tratam do imposto de renda. No bojo do Termo de Verificação a autoridade lançadora faz menção ao inciso VIII do art. 777 do RIR/99 que trata da não incidência do imposto de renda na fonte sobre os rendimentos produzidos por TDA's para os fins previstos no art. 184 da CF, quando auferidos pelo expropriado. A intenção do fisco foi demonstrar que o legislador visou proteger exclusivamente o beneficiário da indenização. Trata-se de um exemplo ilustrativo, mas não de enquadramento legal. E nem poderia sê-lo, pois a autuação não envolve a cobrança do imposto de renda na fonte. Se a imunidade dos rendimentos produzidos por TDA's alcança terceiros e não apenas o expropriado é questão de mérito, descabendo falar-se em nulidade da autuação. Por esse motivo, voto por rejeitar a preliminar. No mérito, o fato do inciso VI do art. 720 do RIR194 não mencionar a expressão "quando auferidos pelo expropriado" não pode dar azo ao entendimento de que até o RIR199 a imunidade dos TDA's abrangeria o terceiro possuidor. Não é o caso aqui de determinar qual lei se aplica a qual fato gerador. Trata-se de avaliar o alcance do art. 184 da CF, matéria constitucional a ser definida no âmbito do Poder Judiciário. Sob esse prisma o STF, instância máxima na apreciação de questões envolvendo a Carta Magna, definiu o tema no sentido de que a imunidade dos rendimentos decorrentes de TDA's só beneficia o expropriado. Nesses termos, em decisão proferida no RE 169.628/DF, Relator Ministro Mauricio Corrêa, julgamento em 28/09/1999, publicado no DJ em 19/04/2002; tem-se (grifo acrescido): EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. TITULO DA DIVIDA AGRÁRIA. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. EXTENSÃO AO TERCEIRO POSSUIDOR. IMPOSSIBILIDADE. I. A isenção de tributos de que trata o f 50 do artigo 184 da Constituição Federal, deferida às operações relativas às transferências de imóveis desapropriados, há de ser entendida como imunidade e tem por fim não onerar o procedimento expropriatório ou dificultar a realização da reforma agrária, de competência exclusiva da União Federal 2. Os títulos da CO32 o/ . - • • Processo n.° 15374.002804/2001-61 CCOI/CO3 Acórdão n.° 103-23.298 Fls. 6 dívida agrária constituem moeda de pagamento da justa indenização devida pela desapropriação de imóveis por interesse social e, dado o seu caráter indenizatório, não podem ser tributados. 3 Terceiro adquirente de títulos da dívida agrária. Imunidade. Extensão, Impossibilidade. O beneficio alcança tão-somente o expropriado. O realiza ato ne ócio estranho à reforma agrária, não é destinatário da norma constitucional. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões — DF, em 005 de dezembro de 2007 Cavai. ik 11"-ivott LEONARDO DE ANDRADE COUTO Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1 _0002200.PDF Page 1 _0002300.PDF Page 1 _0002400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13888.001474/2001-71
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
Ementa: IRPF - REAJUSTAMENTO DA BASE DE CÁLCULO - Quando a fonte pagadora assume o ônus do pagamento do imposto de renda retido na fonte, o rendimento tributável deve corresponder ao valor líquido recebido, acrescido do imposto de renda na fonte comprovadamente recolhido.
MULTA DE OFÍCIO - INCONSTITUCIONALIDADE - O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula 1º CC nº. 2).
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 104-22.869
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para reduzir a exigência ao valor de R$ 1.100,02, acrescido de multa de oficio e juros de mora, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: Gustavo Lian Haddad
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200712
ementa_s : IRPF - REAJUSTAMENTO DA BASE DE CÁLCULO - Quando a fonte pagadora assume o ônus do pagamento do imposto de renda retido na fonte, o rendimento tributável deve corresponder ao valor líquido recebido, acrescido do imposto de renda na fonte comprovadamente recolhido. MULTA DE OFÍCIO - INCONSTITUCIONALIDADE - O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula 1º CC nº. 2). Recurso parcialmente provido.
turma_s : Quarta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 13888.001474/2001-71
anomes_publicacao_s : 200712
conteudo_id_s : 4172290
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 05 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 104-22.869
nome_arquivo_s : 10422869_149754_13888001474200171_010.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Gustavo Lian Haddad
nome_arquivo_pdf_s : 13888001474200171_4172290.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para reduzir a exigência ao valor de R$ 1.100,02, acrescido de multa de oficio e juros de mora, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
id : 4723678
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:34:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043654789038080
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-10T19:16:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-10T19:16:38Z; Last-Modified: 2009-07-10T19:16:38Z; dcterms:modified: 2009-07-10T19:16:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-10T19:16:38Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-10T19:16:38Z; meta:save-date: 2009-07-10T19:16:38Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-10T19:16:38Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-10T19:16:38Z; created: 2009-07-10T19:16:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2009-07-10T19:16:38Z; pdf:charsPerPage: 1264; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-10T19:16:38Z | Conteúdo => ' ',e: MINISTÉRIO DA FAZENDA se, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ';44 > QUARTA CÂMARA • Processo n°. : 13888.001474/2001-71 Recurso n°. : 149.754 Matéria : IRPF - Ex(s). 2000 Recorrente : AKAAM KADRI Recorrida C TURMA/DRJ-BRASiLIA/DF Sessão de : 05 de dezembro de 2007 Acórdão n°. : 104-22.869 IRPF - REAJUSTAMENTO DA BASE DE CÁLCULO - Quando a fonte pagadora assume o ônus do pagamento do imposto de renda retido na fonte, o rendimento tributável deve corresponder ao valor liquido recebido, acrescido do imposto de renda na fonte comprovadamente recolhido. MULTA DE OFÍCIO - INCONSTITUCIONALIDADE - O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula 1° CC n°. 2). Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AKAAM KADRI. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para reduzir a exigência ao valor de R$ 1.100,02, acrescido de multa de oficio e juros de mora, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 9-e-n-LA-t-Xt-ça Ait-emn-•vt_ /MARIA HELENA COTTA CARDOZO PRESIDENTE suuk GU , AVO LIAN HADDAD RELATOR FORMALIZADO EM: 2.2 JAN /Mv MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13888.001474/2001-71 Acórdão n°. : 104-22.869 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON MALLMANN, HELOISA GUARITA SOUZA, PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, ANTONIO LOPO MARTINEZ, RENATO COELHO BORELLI (Suplente convocado) e REMIS ALMEIDA ESTOL. 99k SUir , 2 . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13888.001474/2001-71 Acórdão n°. : 104-22.869 Recurso n°. : 149.754 Recorrente : AKAAM KADRI RELATÓRIO Contra o contribuinte acima qualificado foi lavrado, em 130/08/2001, o auto de Infração de fls. 04/05, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2000, ano- calendário 1999, por intermédio do qual lhe é exigido crédito tributário no montante de R$ 11.234,30, dos quais R$ 5.665,31 correspondem a imposto, R$ 4.248,98 a multa de ofício, e R$ 1.320,01, a juros de mora calculados até outubro de 2001. Conforme Demonstrativo de Infrações (fls. 05), a autoridade fiscal apurou as seguintes infrações: "OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA OU FÍSICA, DECORRENTES DE TRABALHO COM VINCULO EMPREGATICIO. IND. TRABALHISTA RECEBIDA DE LIX DA CUNHA S/A - VALOR APURADO CF. IN 15/2001, ATRAVÉS DOS DOCUMENTOS APRESENTADOS ESPONTÂNEAMENTE PELO CONTRIBUINTE: REND. TRIB. = R$ 38.810,48 (VERBAS SAL.) + R$ 31.202,53 (JUROS DE MORA)/ 0,725 = R$ 96.073,11 MENOS R$ 15.000,00 (HON. ADV.) = REND. TRIBUTADO R$ 81.073,11. DEDUÇÃO INDEVIDA A TITULO DE CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA OFICIAL. CF . GUIA RECOLHIMENTO APRESENTADA. DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. CF . DARF APRESENTADO." Cientificado do Auto de Infração em 31/10/2001 (fls. 51), o contribuinte apresentou, em 29/11/2001, a impugnação de fls. 04/08, cujas alegações foram assim sintetizadas pela autoridade julgadora de primeira instância: 3 Sca‘ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13888.001474/2001-71 Acórdão n°. : 104-22.869 "- que o valor pago foi líquido e que a fonte pagadora supracitada é totalmente responsável pela retenção e recolhimento do imposto; - que o agente fiscal cai em contradição, quando despreza o acordo homologado no que se refere à retenção do imposto de renda na fonte (por considerá-lo acordo particular), mas o toma como base para o lançamento; - que declarou espontaneamente o valor recebido de acordo com o Termo de Homologação, o qual é objeto de base legal para sua declaração de imposto de renda, pois a fonte pagadora infringiu a IN SRF n°. 120/2000, que a obriga a reter e recolher o IRF, negando ao interessado o Informe de Rendimentos; - que a fonte pagadora é que deve ser condenada a pagar o imposto retido e não recolhido corretamente; - que a multa de oficio no patamar de 75% tem caráter confiscatório, ainda mais considerando que em momento algum agiu de má-fé; - que não existindo fraude, nem sonegação, nem má-fé, a multa de ofício não pode prevalecer no patamar imposto; - que os juros são excessivos, haja vista que o permissivo legal é tão apenas 6% ano, conserte artigo 1.062 do Código Civil Brasileiro; Ante todo o exposto, entendendo demonstrado com clareza que falece o presente auto de infração, requer seja exonerado dos valores nele constantes." A 4' Turma da DRJ em Brasília decidiu, por unanimidade de votos, considerar procedente em parte o lançamento, pelas razões a seguir aduzidas: "O contribuinte não se insurge quanto à glosa parcial da contribuição previdenciária oficial e quanto as alterações nos rendimentos tributáveis e despesas médicas, razão pela qual considera-se como matéria não impugnada e mantém-se o lançamento. Conforme o disposto no artigo 8° da Lei n°. 9.250/1995, a base de cálculo do imposto devido no ano-calendário será a diferença entre as somas de todos os rendimentos percebidos durante o ano-calendário, exceto os isentos, os não-tributáveis e os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à 4 Sal; MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13888.001474/2001-71 Acórdão n°. : 104-22.869 tributação definitiva, e as dedução previstas na legislação, sendo admitida a dedução do imposto de renda retido na fonte. O contribuinte somente comprova a retenção na fonte do montante de R$ 9.459,05, conforme se verifica da DARF de fls. 32, motivo pelo qual somente pode ser aceita tal dedução. Ainda que fonte pagadora estivesse obrigada ao cumprimento de obrigação acessória, qual seja fornecer o comprovante de rendimentos, o contribuinte deve apresentar sua declaração de ajuste anual com as informações corretas, pagando o imposto devido. As convenções particulares sobre o recolhimento de tributos não são oponíveis a Fazenda Pública, nos termos do artigo 123 do CTN. Sobre a responsabilidade tributário no caso de não recolhimento de valores sujeitos a retenção na fonte, nos termos do Parecer Normativo n°. 1 de 2002, verifica-se que após a data prevista para encerramento do período de apuração do tributo somente podem ser exigidas da referida fonte a multa de ofício e os juros isolados, calculados entre a data em que o recolhimento era devido e a data de apresentação da declaração de ajuste anual. A multa de ofício aplicada possui sua base legal no artigo 44 da Lei n°. 9.430/1996, não sendo possível à autoridade administrativa afastá-la sob a alegação de confisco. A mesma argumentação é válida no tocante a aplicação da SELIC, que decorre do artigo 61, § 3° da Lei n°. 9.430/1996." Cientificado da decisão de primeira instância em 30/08/2005, conforme AR de fls. 63, e com ela não se conformando, o recorrente interpôs, em 28/09/2005, o recurso voluntário de fls. 65/80, por meio do qual reitera suas razões apresentadas na impugnação, com exceção do questionamento quanto aos juros. É o Relatório. 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13888.001474/2001-71 Acórdão n°. : 104-22.869 VOTO Conselheiro GUSTAVO LIAN HADDAD, Relator O recurso preenche as condições de admissibilidade. Dele conheço. Não há argüição de preliminar. Responsabilidade tributária Por se tratar de questão prejudicial, entendo necessário definir, primeiramente, a quem compete a responsabilidade final pelo pagamento de Imposto de renda quando se trata de rendimento sujeito a retenção na fonte por antecipação. Embora sensibilizado pela tese evocada pelo Recorrente no sentido de que, em se tratando de rendimento sujeito a retenção na fonte, ainda que por antecipação, a fonte é que deveria responder pelo eventual imposto não recolhido, curvo-me ao entendimento prevalecente nesta Câmara e na Câmara Superior de Recursos Fiscais (Acórdão n°. 04-00.221, relator a Conselheira Leila Maria Scherrer Leitão), e concluo que no caso de retenção na fonte por antecipação é incabível a responsabilidade tributária concentrada exclusivamente na fonte pagadora. Isto porque os beneficiários de rendimentos tributáveis estão obrigados a submeter o montante recebido ao lançamento espontâneo do imposto ao término do período-base, mediante a entrega da Declaração de Ajuste Anual. Nela deve estar contemplada a universalidade dos valores recebidos, quando, após o cálculo do imposto devido, será deduzido do valor deste o montante já eventualmente retido pela fonte 6 SM\ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13888.001474/2001-71 Acórdão n°. : 104-22.869 pagadora. Tal obrigação - inconfundível com a atribuída ao responsável pela retenção - determina que o titular dos rendimentos faça o recolhimento do total do imposto devido no ano-base, se não há dedução qualquer a ser feita. Essa sistemática deflue da circunstância de que o imposto retido na fonte, nesse caso, é legalmente tratado como antecipação do devido pelo beneficiário, sistemática compatível com o que estabelece o art. 12 da Lei n°. 8.383, de 30 de dezembro de 1991. "Art. 12. - As pessoas físicas deverão apresentar anualmente declaração de ajuste, na qual se determinará o saldo do imposto a pagar ou valor a ser restituído." Tem-se então que, independentemente da fonte pagadora ter ou não efetuado a retenção do imposto, cabe ao contribuinte proceder à inclusão dos valores recebidos na Declaração de Ajuste Anual, razão pela qual afasto a alegação de que os valores objeto da presente autuação devem ser exigidos da fonte pagadora. Rendimentos omitidos No mérito, verifica-se que a autoridade fiscal efetuou o lançamento adotando os seguintes elementos na quantificação da base de calculo: (i) rendimentos tributáveis no importe de R$ 81.073,11, correspondente aos valores recebidos de R$ 38.810,48 (verbas salariais) e R$ 31.202,53 (juros de mora), devidamente reajustados nos termos do parágrafo único do art. 20 da Instrução Normativa n°. 15/2001 e deduzidos do montante pago a título de honorários advocaticios no valor R$ 15.000,00 (inferior ao montante dos rendimentos declarados pelo Recorrente de R$ 85.703,84); Si»7 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13888.001474/2001-71 Acórdão n°. : 104-22.869 (ii) deduções de R$ 11.473,10, incluindo contribuição à Previdência Oficial no valor de R$ 3.104,84 (inferior ao valor de R$ 4.630,72 declarado pelo contribuinte); e (iii) compensação de imposto de renda retido na fonte no valor de R$ 9.459,05 (inferior ao declarado pelo contribuinte no montante de 26.060,11). O Recorrente, por sua vez, apresentou à fiscalização os cálculos de fls. 24/26, sustentando que os valores por ele utilizados, especialmente quanto ao imposto de renda na fonte (principal origem da diferença), decorrem do reajustamento da base de calculo em conseqüência da assunção pela fonte pagadora do ônus relativo ao imposto de renda. A autoridade fiscal efetuou o lançamento tomando como valor dos rendimentos tributáveis o montante recebido pelo Recorrente devidamente reajustado nos termos do artigo 20, § ° da IN 15/01 (conforme Demonstrativo de fls. 5). Assim, o valor liquido de R$ 70.013,01, efetivamente recebido pelo Recorrente, transformou-se em valor bruto de R$ 96.073,11 (valor liquido dividido por 0,725), que deduzido do montante de honorários de R$ 15.000,00 resultou nos rendimentos submetidos a tributação de R$ 81.073,11. Note-se que a diferença entre os valores liquido e bruto apurados pela fiscalização equivale a R$ 26.060,11, exatamente o montante do IRRF cuja compensação foi pleiteada pelo contribuinte e parcialmente glosada pela fiscalização, que aceitou como IRRF compensável somente o valor cujo recolhimento foi devidamente comprovado (R$ 9.459,09 conforme guia de recolhimento de fls. 32). E patente a falta de lógica e sistemática o procedimento adotado pela fiscalização, já que ela considerou como rendimento tributável valor superior ao montante do 8 9#4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13888.00147412001-71 Acórdão n°. : 104-22.869 rendimento liquido acrescido do IRRF cujo pagamento foi efetivamente demonstrado. Em outras palavras, a fiscalização aceitou o critério adotado pelo contribuinte quanto ao rendimento tributável mas não quanto ao imposto compensável, em clara violação a sistemática do reajustamento da base de calculo. Por outro lado, também não se pode aceitar a postura do contribuinte de compensar IRRF cujo recolhimento não foi demonstrado. Para que o lançamento reflita a verdade material e melhor atenda a técnica do reajustamento da base de calculo entendo que devam ser considerados para fins de apuração de eventual imposto devido somente os valores objeto de comprovação nos autos, quais sejam (i) como rendimentos tributáveis, o valor liquido recebido de R$ 70.013,01 (fis. 27/28) acrescido do imposto de renda retido na fonte como recolhimento efetivamente comprovado no valor de R$ 9.459,05 (fls. 32), deduzido os honorários advocaficios no valor de R$ 15.000,00 (fls. 35) (ii) como deduções o valor de R$ 10.366,33, considerando como despesa com a previdência oficial o valor de R$ 3.104,84; e (iii) como IRRF compensável o valor de R$ 9.459,05, devidamente comprovado nos autos: Rendimento liquido R$ 70.013,01 I RRF R$ 9.495,05 Rendimento bruto R$ 79.472,06 Honorários Advocatícios (R$ 15.000,00) Rendimento líquido omitido R$ 64.472,06 Deduções (conf. Auto de Infração. de fls 6) (R$ 10.366,33) Base de cálculo do Imposto de Renda R$ 54.105,73 Imposto devido R$ 10.559,07 IRRF Pago (conf. DARF fls. 32) (R$9.459,05) Imposto devido R$ 1.100,02 gji49 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13888.001474/2001-71 Acórdão n°. : 104-22.869 Multa de ofício Por outro lado, não vislumbro como acolher a pretensão do Recorrente de ver afastada a aplicação da multa de multa de ofício de 75%, por caracterizar confisco e afrontar ao direito de propriedade. A aplicação da multa referida está prevista no inciso I, do artigo 44, da Lei n° 9.430, de 1996, para o caso de lançamento de oficio decorrente de falta de recolhimento do imposto. Tenho para mim que desde que aplicada nos termos da lei e que guarde relação com a gravidade da infração praticada a multa é legítima, cabendo ser afastada apenas quando ofensiva aos critérios de proporcionalidade (adequação, necessidade e proibição do excesso), na esteira dos precedentes do Supremo Tribunal Federal. Ainda que se entendesse ser este o caso dos autos, é fato que seria necessário afastar por inconstitucionalidade a aplicação do dispositivo legal acima referido (art. 44, I da Lei n. 9.430, de 1996), competência que falece a este tribunal administrativo nos termos do art. 49 de seu Regimento Interno e na Súmula 1° CC n. 2. Em face do exposto, encaminho meu voto no sentido de conhecer do recurso para, no mérito, DAR-lhe provimento PARCIAL para reduzir o principal do IRPF objeto do lançamento ao valor de R$ 1.100,02, acrescido da multa de oficio e dos juros de mora. Sala das Sessões - DF, em 05 de dezembro de 2007 GUsTrODDAD o LIAN Page 1 _0042700.PDF Page 1 _0042800.PDF Page 1 _0042900.PDF Page 1 _0043000.PDF Page 1 _0043100.PDF Page 1 _0043200.PDF Page 1 _0043300.PDF Page 1 _0043400.PDF Page 1 _0043500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000663/2005-75
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
Ementa: RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS – UNESCO – ISENÇÃO – ALCANCE – A isenção de imposto sobre rendimentos pagos pela UNESCO, Agência Especializada da ONU, é restrita aos salários e emolumentos recebidos pelos funcionários internacionais, assim considerados aqueles que possuem vínculo estatutário com a Organização e foram incluídos nas categorias determinadas pelo seu Secretário-Geral, aprovadas pela Assembléia Geral. Não estão albergados pela isenção os rendimentos recebidos pelos técnicos a serviço da Organização, residentes no Brasil, sejam eles contratados por hora, por tarefa ou mesmo com vínculo contratual permanente.
MULTA ISOLADA DO CARNÊ-LEÃO E MULTA DE OFÍCIO – Incabível a aplicação da multa isolada (art. 44, § 1º, inciso III, da Lei nº 9.430, de 1996), quando em concomitância com a multa de ofício (inciso II do mesmo dispositivo legal), ambas incidindo sobre a mesma base de cálculo.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 104-22.197
Decisão: ACORDAM os Membros da QUARTA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,por unanimidade de votos,DAR provimento PARCIAL
ao recurso para excluir da exigência a multa isolada do carnê-leão,aplicada concomitantemente com a multa de oficio,nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: Heloísa Guarita Souza
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200701
ementa_s : RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS – UNESCO – ISENÇÃO – ALCANCE – A isenção de imposto sobre rendimentos pagos pela UNESCO, Agência Especializada da ONU, é restrita aos salários e emolumentos recebidos pelos funcionários internacionais, assim considerados aqueles que possuem vínculo estatutário com a Organização e foram incluídos nas categorias determinadas pelo seu Secretário-Geral, aprovadas pela Assembléia Geral. Não estão albergados pela isenção os rendimentos recebidos pelos técnicos a serviço da Organização, residentes no Brasil, sejam eles contratados por hora, por tarefa ou mesmo com vínculo contratual permanente. MULTA ISOLADA DO CARNÊ-LEÃO E MULTA DE OFÍCIO – Incabível a aplicação da multa isolada (art. 44, § 1º, inciso III, da Lei nº 9.430, de 1996), quando em concomitância com a multa de ofício (inciso II do mesmo dispositivo legal), ambas incidindo sobre a mesma base de cálculo. Recurso voluntário provido em parte.
turma_s : Quarta Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 14041.000663/2005-75
anomes_publicacao_s : 200701
conteudo_id_s : 4167655
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 26 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 104-22.197
nome_arquivo_s : 10422197_150923_14041000663200575_017.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Heloísa Guarita Souza
nome_arquivo_pdf_s : 14041000663200575_4167655.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da QUARTA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,por unanimidade de votos,DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da exigência a multa isolada do carnê-leão,aplicada concomitantemente com a multa de oficio,nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
id : 4727435
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:35:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043654812106752
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-14T18:26:40Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-14T18:26:40Z; Last-Modified: 2009-07-14T18:26:40Z; dcterms:modified: 2009-07-14T18:26:40Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-14T18:26:40Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-14T18:26:40Z; meta:save-date: 2009-07-14T18:26:40Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-14T18:26:40Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-14T18:26:40Z; created: 2009-07-14T18:26:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; Creation-Date: 2009-07-14T18:26:40Z; pdf:charsPerPage: 1307; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-14T18:26:40Z | Conteúdo => Fls. I MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES r QUARTA CÂMARA Processo n° 14041.000663/2005-75 Recurso no 150.923 Voluntário • Matéria IRPF - Ex(s): 2003 Acórdão n° 104-22.197 Sessão de 25 de janeiro de 2007 Recorrente ANTÔNIO FAGUNDES Recorrida 3' TURMA/DRJ-BRASILIA/DF RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS — UNESCO — ISENÇÃO — ALCANCE — A isenção de imposto sobre rendimentos pagos pela UNESCO, Agência Especializada da ONU, é restrita aos salários e emolumentos recebidos pelos funcionários internacionais, assim considerados aqueles que possuem vínculo estatutário com a Organização e foram incluídos nas categorias determinadas pelo seu Secretário-Geral, aprovadas pela Assembléia Geral. Não estão albergados pela isenção os rendimentos recebidos pelos técnicos a serviço da Organização, residentes no Brasil, sejam eles contratados por hora, por tarefa ou mesmo com vínculo contratual permanente. MULTA ISOLADA DO CARNE-LEÃO E MULTA DE OFÍCIO — Incabível a aplicação da multa isolada (art. 44, § 1°, inciso III, da Lei n° 9.430, de 1996), quando em concomitância com a multa de oficio (inciso II do mesmo dispositivo legal), ambas incidindo sobre a mesma base de cálculo. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANTÔNIO FAGUNDES. ir • Processo n.° 14041.000663/2005-75 Acórdão n.° 104-22.197 Fls. 2 ACORDAM os Membros da QUARTA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da exigência a multa isolada do camê-leão, aplicada concomitantemente com a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. &tu. .S-Li HELENA COTTA CACeRDit Presidente MILL/SIOISA" GJU.e C.) Relator 11‘ FORMALIZADO EM: 02 AOR 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nelson Mallmann, Oscar Luiz Mendonça de Aguiar, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Maria Beatriz Andrade de Carvalho, Gustavo Lian Haddad e Remis Almeida Estol. " Processo n.0 14041.00066312005-75 AcOrclao n.° 104-22.197• Fls. 3 Relatório Trata-se de auto de infração (fls. 50/59) lavrado contra ANTÓNIO FAGUNDES, CPF/NIF n° 023.714.481-68, para exigir crédito tributário de IRPF no valor total de R$ 30.960,04, em 28.07.2005, decorrente de: (a) omissão de rendimentos recebidos de fontes no exterior e (b) multa isolada por falta de recolhimento do IRPF a título de camè leão, no ano-calendário de 2002, exercício de 2.003. De acordo com o Termo de Verificação Fiscal (fls. 60/64), o Contribuinte declarou indevidamente como isentos ou não tributáveis, rendimentos recebidos de organismo internacional — UNESCO -, uma vez que só fariam jus à isenção do artigo 22, do RIR199 os funcionários da ONU pertencentes às categorias para as quais se aplicam as disposições do artigo V da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, o que não seria o caso do Contribuinte autuado. Intimado por AR em 06 de setembro de 2.005 (fls. 65), o Contribuinte apresentou sua impugnação em 12 de setembro (fls. 66/78), acompanhada dos documentos de fls. 79/138, cujos principais argumentos estão fielmente sintetizados pelo relatório do acórdão de primeira instância, o qual adoto (fls. 144/146): "Preliminarmente, por meio de transcrição dos arts. 43 e 45 do Código Tributário Nacional — CTN, sustenta que a responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Renda é da fonte pagadora (UNESCO/ONU), independente de constar no contrato de trabalho que a obrigação pela retenção do Imposto seria do contratado. Por conseguinte, os valores recebidos são líquidos. Ainda, de forma preliminar, solicita a exclusão dos juros de mora e das multas em observância ao parágrafo :Mico do art. 100 do CTN, pois acredita que se aplicam a eles os Pareceres Normativos es. 17, de 06/04/1979 e 03, de 28/08/1996. Tais Pareceres, feitos em atendimento à consultas do PNUD, esclarecem que não têm direito à isenção os funcionários recrutados no local e que sejam remunerados à taxa horária, condições cumulativas. Situação diversa tem o Contribuinte, posto que trabalhava de forma permanente para o Organismo. Relata que foi contratado pela UNESCO/ONU, a fim de trabalhar com horário pré-estabelecido, sob subordinação hierárquica, em labor não eventual e mediante o recebimento de salários fixos mensais. De acordo com o previsto em convenções e acordos internacionais promulgados pelo Brasil, deveria gozar de isenção de Imposto de Renda em virtude de trabalhar para Organismo Internacional, mas, apesar de haver informado na declaração de rendimentos que gozava de isenção, foi surpreendido com o auto de infração. A Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto n° 27.784, de 1950, dispõe nas Seções 17 e 18 do artigo V que as categorias de funcionários determinadas pelo Secretário-Geral da ONU, segundo lista submetida Processo n.°14041.000663/2005-75 • Acórdão a.° 104-22.197 FIs. 4 à Assembléia Geral e comunicado aos Governos dos membros, estarão isentos de qualquer imposto sobre salários e emolumentos recebidos das Nações Unidas. Idêntica linha de raciocínio é adotada pela Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto n° 52.288, de 1963, ao declarar que os funcionários gozarão de isenções de impostos, quanto aos salários e vencimentos a eles pagos pelas agências especializadas e em condições idênticas as de que gozam os funcionários das Nações Unidas. Defende, então, a supremacia dos tratados internacionais em relação à legislação interna, por força do disposto no art. 5°, § 2° da Constituição Federal e nos ara 96 e 98 do CTN e a aplicação das Convenções indistintamente aos funcionários estrangeiros ou nacionais dos Organismos Internacionais. A seguir, adota as razões contidas na decisão prolatada pelo Juiz Substituto da 19° Vara Federal de Brasília/DF, o Dr. Juliano Taveira Bernardes, no processo n° 99.9405-8, em 05/02/2001, transcritas na impugnação e resumidas adiante. A fruição da isenção depende do Contribuinte incluir-se dentre as categorias indicadas pelo Secretário Geral da ONU (Seção 17 do art. V do Decreto n° 27.784, de 1950); enquadrar-se na conceituação de 'funcionário da ONU"; e de determinar se é necessária a veiculação de seu nome na lista periódica prevista no dispositivo. O primeiro requisito foi cumprido com a Resolução n° 76 da ONU, de 07/12/1946, que outorgou os privilégios e imunidades mencionados nos artigos V e VII da Convenção em tela a todos os membros do pessoal das Nações Unidas, à exceção daqueles recrutados no local e que sejam remunerados à taxa horária, condições estas cumulativas . Foi cumprido, também, o segundo requisito ao se afastar a limitação dos privilégios e imunidades previstos na Convenção daqueles que atendam ao art. 4.1 do Estatuto de Pessoal da ONU, e considerar o conceito nacional de 'funcionário". No direito pátrio, o termo 'funcionário" é de utilização exclusiva na definição de servidores públicos civis e, portanto, a alusão a funcionários da ONU deve ser entendida como empregados da ONU. O Contribuinte atendeu a todos os requisitos necessários para a configuração de uma relação de emprego, conforme estabelece o art. 3° da Consolidação das Leis Trabalhistas — CLT. Quanto à identcação das categorias dos funcionários a serem beneficiados com a isenção, o Conselho de Contribuintes têm considerado ser inexigível do Contribuinte a produção desta prova. Ademais, a Resolução n° 76, de 1946 já determinou as categorias favorecidas com a isenção, logo a comunicação periódica é mera faculdade deferida ao Secretário Geral da ONU e não requisito de gozo da isenção. • Processo n.° 14041.000663/2005-75 Acórdão n.° 104-22.197• Fls. 5 Assim, conclui que preenche todos os requisitos para a fruição da isenção. Seu entendimento é corroborado por orientações emanadas pela Receita Federal, contidas no Parecer CST n° 7171 de 06/04/1979 e nas perguntas 172 e 176 do Manual Perguntas e Respostas de 1995, transcritos. Transcreve, também, jurisprudência do Tribunal Regional Federal da 1 4 Região, da Sexta Câmara do Primeiro Conselho e da Camara Superior de Recursos Fiscais do Cónselho de Contribuintes, favoráveis a sua tese. Por fim, solicita a declaração de insubsistência do auto de infração e a conseqüente inexigibilidade do crédito tributário lançado." Examinando tais razões, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Brasília, por intermédio de sua 3 a Turma, à unanimidade de votos, manteve integralmente a exigência inicial. Trata-se do acórdão n° 16.063, de 20.12.2005 (fls. 143/153), cujos fundamentos de decidir são, na essência, os seguintes: 1) a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura — UNESCO/ONU corresponde a uma Agência Especializada da ONU, segundo esclarece o Artigo 1° do Decreto n° 52.288, de 1963; 2) o Contribuinte não se enquadra na categoria de funcionários da UNESCO que gozam da isenção de Imposto de Renda sobre os vencimentos recebidos do Organismo, pela simples razão de não ser funcionário e sim um técnico contratado, de acordo com as normas legais vigentes e as provas dos autos; 3) a isenção prevista no art. 5° da Lei n° 4.506, de 1964, aplica-se exclusivamente aos servidores de Organismos Internacionais domiciliados no exterior, caso contrário o parágrafo único do artigo estabeleceria a tributação de outros rendimentos auferidos por pessoas domiciliadas no Brasil como residente no exterior, o que seria um contra-senso; 4) nenhum dos requisitos foi atendido pelo Contribuinte, vez que não é servidor das Agências Especializadas da ONU e tampouco reside no exterior; 5) a legislação brasileira reconhece que a fonte da obrigação de conceder a isenção é o tratado ou convênio internacional de que o Brasil seja signatário; 6) assim, mesmo o Contribuinte não sendo beneficiado pela isenção prevista no art. 50 da Lei n° 4.506, de 1964, impõe-se a análise dos tratados e convenções internacionais vigentes a fim de saber se a contemplam, de outro modo, com a isenção de Imposto de Renda; 7) no caso em questão, os rendimentos foram recebidos da UNESCO, disciplinada pelo Acordo Básico de Assistência Técnica com a Organização das Nações Unidas, suas Agências Especializadas e a Agência Internacional de Energia Atômica, promulgado pelo Decreto n°59.308, de 1966; 8) conforme dito acordo, a UNESCO corrêsponde a uma Agência Especializada da ONU e, com relação aos seus funcionários, aplica-se a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas das Nações Unidas, adotada em 21/11/1946, por I \ Processo n.° 14041.000663/2005-75 • Acórdão n.° 104-22.197 Fls. 6 ocasião da Assembléia Geral das Nações Unidas, e recepcionada pelo direito pátrio por meio do Decreto n°52.288, de 24/07/1963, que a promulgou; 9) a Convenção que rege o tema nada estabelece sobre qual deva ser o domicilio da pessoa beneficiária da isenção, mas exige que seja ela funcionária das Agências Especializadas e que conste na lista elaborada pela Agência, sujeita à comunicação ao Secretário Geral da ONU e, periodicamente, aos Governos dos Estados Membros; 10)diferentemente do entendimento do Contribuinte, a necessidade de indicação dos nomes e das categorias dos funcionários que têm direito à isenção representa uma exigência da própria Convenção, e não do Governo Brasileiro ou da Receita Federal; 11)o nome contido na lista e a sua comunicação ao Governo são requisitos para o gozo da isenção, já que nem todos os funcionários das Agências Especializadas fazem jus ao privilégio, mas tão somente os funcionários internacionais mais graduados, que necessitam de privilégios semelhantes aos agentes diplomáticos, para o bom desempenho de suas funções; 12)a determinação da categoria de funcionários beneficiados com os privilégios cabe às Agências Especializadas, que gozam de autonomia, inclusive para renunciar a qualquer imunidade concedida aos seus funcionários (22' Seção do Artigo 6° da Convenção); 13)já para os técnicos que prestam serviços às Agências Especializadas, sem vinculo empregaticio, nada foi disposto na Convenção a respeito de isenção de impostos; 14)a IN SRF n° 73, de 1998, reiterada pelas seguintes, confirma a interpretação feita da Convenção, isto é, os rendimentos auferidos de Organismos Internacionais pelos residentes no Brasil estão sujeitos à tributação, sob a forma de recolhimento mensal obrigatório, exceto os recebidos por pessoas físicas aqui residentes relacionadas nas listas enviadas à Receita Federal pelos Organismos; 15)por fim, cite-se a publicação denominada "Imposto de Renda Pessoa Física — Perguntas e Respostas — 2005", editada pela Receita Federal, que esclarece acerca do tratamento tributário dos rendimentos auferidos pelos servidores do PNUD e das Agências Especializadas da ONU (perguntas ifs. 137 e 138); 16) conclui-se assim que a isenção de impostos sobre salários e emolumentos recebidos de Organismos Internacionais é privilégio concedido exclusivamente aos funcionários, desde que atendidas certas condições, quais sejam: devem ser funcionários do Organismo Internacional, in casu, enquadrar-se como funcionário da UNESCO; e seus nomes devem ser relacionados e informados à Receita Federal por tais Organismos, como integrantes das categorias por eles especificadas; 17) o Contribuinte firmou o Contrato de Serviço com a UNESCO n° CH09145/2002, às fls. 50/55, que não deixa dúvida no sentido de que ele não pertencia ao quadro efetivo da UNESCO, ou seja, não era funcionário do Organismo, tal como exigido pela legislação que concede a isenção; 18) destarte, sua relação era apenas contratual e, portanto, sem privilégios de natureza tributária, por falta de previsão em Tratado ou Convênio Internacional, cabendo agora perquirir de quem é a responsabilidade pelo pagamento do tributo; • Processo n.° 14041.000663/2005-75 Acórdão n.• 104-22.197 • Fls. 7 19)as Agências Especializadas, segundo o disposto no Artigo 2° do Decreto n° 52.288, de 1963, têm personalidade jurídica própria e, no que se refere a tributos, são exoneradas de todo imposto direto (93 Seção do Artigo 3° do citado diploma legal); 20) conjugando os dispositivos mencionados, vê-se que a personalidade jurídica das Agências Especializadas é diversa da de seus agentes, funcionários e prestadores de serviço e que a exoneração de tributos a elas concedida não se estende às pessoas físicas que delas participam; 21) por conseguinte, as Agências Especializadas não são responsáveis pelo recolhimento de tributos incidentes sobre os salários e emolumentos pagos, dado que lhes é reconhecida, por convenção internacional, a imunidade (Decreto n°52.288, de 1963); 22) em sendo devidos os tributos sobre os salários e emolumentos pagos, exonera-se a obrigação pela retenção e recolhimento pela fonte pagadora e transfere-se tal responsabilidade para o Contribuinte, sujeito passivo direto da obrigação tributária, a ser feito sob a forma de recolhimento mensal obrigatório; 23) no que concerne à jurisprudência invocada, há que ser esclarecido que as decisões judiciais e administrativas não constituem normas complementares do Direito Tributário, portanto não podem ser estendidas genericamente a outros casos, somente aplicam- se sobre a questão em análise e vinculam as partes envolvidas naqueles litígios; 24) de qualquer forma, recentemente o Conselho de Contribuintes adotou entendimento diverso sobre o tema, conforme julgado da Câmara Superior de Recursos Fiscais (Ac. n° CSRF/04.00.004 — Recurso n° 106-131.853); 25) assim, os rendimentos recebidos pelo Contribuinte da UNESCO/ONU, decorrentes da prestação de serviços contratuais, não gozam de isenção do Imposto de Renda, por falta de previsão legal, estando sujeitos à tributação sob a forma de recolhimento mensal obrigatório (camê-leão) no mês do recolhimento, sem prejuízo do ajuste anual; 26) quanto à solicitação de exclusão dos juros de mora e das multas aplicadas, em virtude do disposto no art. 100, parágrafo único, do C1N, c/c os Pareceres Normativos n's. 17, de 1979, e 03, de 1996, verifica-se que o Contribuinte se encontra em situação diversa da exposta nos citados atos, já que não se enquadra na condição de funcionário do Organismo, não sendo possível beneficiar-se com a exclusão de penalidades, prevista no art. 100 do CTN; 27) no que tange à multa exigida isoladamente pela falta de recolhimento do camê-leão, esta foi impugnada pelo Contribuinte de forma indireta, ao discordar da tributação dos rendimentos auferidos da UNESCO, portanto, ao ser mantido o imposto lançado, fica mantida a aplicação da multa. Intimado de tal conclusão, por AR, em 13 de fevereiro de 2006 (fls. 156), o Contribuinte interpôs recurso voluntário, em 24 de fevereiro (fls. 157/171), em que reitera os mesmos fundamentos já apresentados na peça impugnatória. Às fls. 172, consta informação fiscal dando conta de que o arrolamento de bens foi formalizado, sendo objeto do processo administrativo-fiscal n° 11853.000400/2006-02. É o Relatório. 4 . 1.1 Processo n.° 14041.000663/2005-75 Acórdão n.° 104-22.197 Fls. 8 Voto Conselheira HELOISA GUARITA SOUZA, Relatora O recurso (fls. 157/171) é tempestivo e preenche o seu pressuposto de admissibilidade, pois está acompanhado de arrolamento de bens. Dele, então, tomo conhecimento. Não há preliminares argüidas. No mérito, a discussão está centrada na correta identificação da natureza jurídica dos rendimentos recebidos pelo Contribuinte da UNESCO, uma Agência Especializada, durante o ano-calendário de 2002 e, conseqüentemente, na definição dos efeitos tributários daí decorrentes, para fins de incidência ou não do IRPF. Sustenta o Recorrente que seus rendimentos seriam isentos, já que existiria um vinculo empregatício entre ele e a UNESCO, procurando demonstrar, pois, que o seu tratamento tributário deve ser o de funcionário de organismo internacional, o qual goza de isenção tributária. Fundamenta-se, especialmente, em convenção internacional — em especial, no Decreto n° 52.288, de 24.07.1963 — e em jurisprudência deste Conselho e do Poder Judiciário. A matéria aqui tratada não é nova nesse Conselho. Já foi muito discutida e vem passando por interpretações diferentes ao longo do tempo em que os estudos vão se aprofimdando. Por isso, realmente, assiste razão ao Contribuinte quando destaca precedentes desse Conselho, inclusive da Câmara Superior de Recursos Fiscais, favoráveis à sua tese. Porém, não é mais esse o entendimento hoje predominante. Aliás, lembre-se que o direito é dinâmico, está em constante evolução e sua interpretação é um ato subjetivo, influenciado pelos valores e convicções pessoais de cada julgador/intérprete, o qual, todavia, deve sempre se ater aos princípios e regras de interpretação do sistema normativo. Dentro desses limites, sua convicção é livre e mutável. Exemplo mais evidente dessa assertiva são as corriqueiras mudanças de posição jurisprudencial promovidas pelas nossas mais altas Cortes de Justiça Nacional — STF e STJ. A esse respeito, mais não precisa ser dito. Desde logo, pois, é de se fixar as conclusões hoje adotadas por esse Conselho de Contribuintes a respeito do tema, às quais me filio: "IRPF - PNUD - ISENÇÃO - A isenção de imposto sobre rendimentos pagos pelo PNUD ONU é restrita aos salários e emolumentos recebidos pelos funcionários internacionais, assbn considerados aqueles que possuem vínculo estatutário com a Organização e foram incluídos nas categorias determinadas pelo seu Secretário-Geral, aprovadas pela Assembléia Geral. Não estão albergados pela isenção os rendimentos recebidos pelos técnicos a serviço da Organização, residentes no Brasil, sejam eles contratados por hora, por tarefa ou mesmo com vínculo contratual permanente." (Acórdão CSRF104- 00.194, de 14.03.2006, Rel. Conselheiro Romeu Bueno de Camargo — grifos nossos) 4* I G Processo n.° 14041.000663121305-75 Acórdlto n.° 104-22.197 Fls. 9 "PRESTAÇÃO DE SERVIÇO POR NACIONAIS JUNTO AO PNUD - TRIBUTAÇÃO — São tributáveis os rendimentos decorrentes da prestação de serviço junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD, quando recebidos por nacionais contratados no País, por faltar-lhes a condição de funcionário de organismos internacionais, este detentor de privilégios e imunidades em matéria civil, penal e tributária." (Acórdão CSRF/04-00.080, de 22.09.2005, Rel. Conselheira Leila Maria Scherrer Leitão - grifos nossos) "IRPF - PNUD - ISENÇÃO - EXERCíCIO DE 2003 - A isenção de imposto sobre rendimentos pagos pelo PNUD da ONU é restrita aos salários e emolumentos recebidos pelos funcionários internacionais, assim considerados aqueles que possuem vínculo estatutário com a Organizaçáo e foram incluídos nas categorias determinadas pelo seu Secretário-Geral, aprovadas pela Assembléia Geral. Não estão albergados pela isenção os rendimentos recebidos pelos técnicos a serviço da Organização, residentes no Brasil, sejam eles contratados por hora, por tarefa ou mesmo com vínculo contratual permanente." (Acórdão e 104-21.834, de 17.08.2006, Rel. Conselheiro Oscar Luiz Mendonça de Aguiar — grifos nossos) "IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. REMUNERAÇÃO AUFERIDA POR NACIONAIS JUNTO AO PNUD. TRIBUTAÇÃO - São detentores de privilégios e imunidades em matéria civil, penal e tributária os funcionários de organismos internacionais com os quais o Brasil mantém acordo, em especial, da Organização das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos, situações não extensivas aos prestadores de serviço junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD, contratados em território nacional. Neste caso, por faltar-lhes a condição de funcionário, a remuneração advinda em face de tais contratos não está abrangida pelo instituto da isenção fiscal (CSRF/04-0.209)." (Acórdão e 106- 15.935, de 20.10.2006, Rel. Conselheira Sueli Efigênia Mendes de Brito — grifos nossos) "IRPF - PNUD - PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO NO BRASIL - TÉCNICO, PERITO OU CONTRATADO PARA PRESTAR SERVIÇOS, COM OU SEM VINCULO EMPREGATíCIO - ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA - INEXISTÊNCIA - A isenção do imposto de renda sobre salário e emolumentos de que tratam a Seção 18 do Artigo V da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas e a 19" Seção do Artigo 6° da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas da ONU, diz respeito apenas à funcionários efetivos do quadro permanente de pessoal das Nações Unidas (funcionários internacionais), regidos por Estatuto próprio e admitidos mediante concurso, que se submetem à estágio probatório e regime disciplinar específico, com direito a férias, promoção na carreira, aposentadoria e pensão para seus dependentes. Os técnicos, peritos e demais contratados para prestação de serviços, com ou sem vínculo empregaticio, não se equiparam a funcionários ou servidores efetivos do quadro permanente da ONU para fins de isenção da isenção do imposto de renda sobre seus salários, por expressa disposição da o4 I • — * Processo n.° 14041.000663/2005-75 Acérclao n.° 104-22.197 Fls. 10 Seção 22 do Artigo VI da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, que, ao contrário do que estabeleceu na Seção 18, alínea "b", relativamente aos funcionários internacionais, não incluiu no rol dos privilégios dos técnicos, peritos e contratados a isenção do imposto de renda, não lhes sendo, portanto, aplicável a isenção de que trata o art. 23, inc. II, do RIR/94, e seu correlato art. 22, inc. II, do RIR/99." (Acórdão e 102-46.487, de 16.09.2004, Relator Designado Conselheiro José Oleskovicz — grifos nossos) Veja-se, portanto, que o ponto central para a definição da tributação pelo IRPF desses valores recebidos de organismos internacionais está na caracterização ou não, caso a caso, de cada beneficiário desses rendimentos como "funcionário" da agência especializada. Essa linha de raciocínio tem a sua construção a partir da interpretação do artigo 50, inciso II, e parágrafo único, da Lei n° 4.506/64, matriz legal do artigo 22, do RIR/99, aprovado pelo Decreto n° 3000, de 1999, e de cláusulas da "Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas", promulgada pelo Decreto n° 52.288, de 24/07/1963, a saber: "Art. 50 - Estão isentos do imposto os rendimentos do trabalho auferidos por 1- Servidores diplomáticos de governos estrangeiros; II - Servidores de organismos internacionais de que o Brasil faça parte e aos quais se tenha obrigado, por tratado ou convênio, a conceder isenção; III - Servidor não brasileiro de embaixada, consulado e repartições oficiais de outros países no Brasil, desde que no pais de sua nacionalidade seja assegurado igual tratamento a brasileiros que ali exerçam idênticas funções. Parágrafo único - As pessoas referidas nos itens H e RE deste artigo serão Contribuintes como residentes no estrangeiro em relação a outros rendimentos produzidos no país." (destaques nossos) - DISPOSITIVOS DA CONVENÇÃO: "ARTIGO 6° FUNCIONÁRIOS 18° Seção Cada agência especializada especificanf as categorias dos funcionários nos quais se aplicarão os dispositivos deste artigo e do artigo E Comunicá-las aos Governos de todos os países partes nesta Convenção, quanto a essa agência, e ao Secretário Geral das Nações Unidas. Dos nomes dos funcionários incluídos nessas categorias periodicamente se dará conhecimento aos Governos acima mencionados. Processo n.° 14041.000663/2005-75 Acórdão n.° 104-22.197• Fls. 11 19° Seção Os funcionários das agências especializadas: b) gozarão de isenções de impostos, quanto aos salários e vencimentos, a eles pagos pelas agências especializadas e em condições idênticas às de que gozam os funcionários das Nações Unidas; 22° Seç ão Os privilégios e imunidades são concedidos aos funcionários apenas no liderasse das agências especializadas, e não para beneficio pessoal dos próprios indivíduos. Cada agência especializada terá o direito e o dever de renunciar à imunidade de qualquer funcionário em qualquer caso em que, em sua opinião, a imunidade impeça o andamento da justiça e possa ser dispensada sem prejuízo para os interêsses da agência especializada." (destaques nossos) Essa matéria já foi detalhadamente examinada e didaticamente explicada em profundo estudo desenvolvido pela Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo, o qual pode ser conferido no âmbito do seu voto proferido no acórdão n° 104-22.100, de 06.12.2006, cujos fundamentos a seguir transcritos adoto como parte integrante desse voto: "No que tange ao inciso II, este menciona genericamente os 'servidores de organismos internacionais', nada esclarecendo sobre o seu domicílio, o que conduz a uma conclusão precipitada de que dito dispositivo incluiria os domiciliados no Brasil. Entretanto, o parágrafo único do artigo em foco faz cair por terra tal interpretação, quando determina que, relativamente aos demais rendimentos produzidos no Brasil, os servidores citados no inciso II são Contribuintes como residentes no estrangeiro. Ora, não haveria qualquer sentido em determinar-se que um cidadão brasileiro, domiciliado no País, tributasse rendimentos como sendo residente no exterior, donde se conclui que o inciso II, ao contrário do que à primeira vista pareceria, também não abrange os domiciliados no Brasil. Fica assim demonstrado que o art. 5° da Lei n°4.506, de 1964, acima transcrito, não contempla a situação da Contribuinte — brasileira residente no Brasil —, conforme endereço por ela mesma fornecido no recurso «is. 102). Ainda que o dispositivo legal ora analisado pudesse ser aplicado a um nacional residente no País — o que se admite apenas para argumentar — ele é claro ao remeter a isenção concedida a servidores de organismos internacionais ao respectivo tratado ou convênio. E nem poderia ser diferente, já que, conforme o art. 98 do Código Tributário Nacional, "os tratados e as convenções 0 I Processo n.°14041.000663/2005-75 Acórdâo n.° 104-22.197 Fls. 12 internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha", portanto as Convenções que regulam a matéria poderiam efetivamente dispor de modo diverso da legislação pá fria. De plano, verifica-se que a isenção de impostos sobre salários e emolumentos é dirigida a funcionários das Agências Especializadas da ONU e encontra-se no bojo de diversas outras vantagens, a saber: facilidades imigratórias e de registro de estrangeiros, inclusive para sua família; privilégios cambiais equivalentes aos funcionários de categoria comparável de missões diplomáticas; facilidades de repatriação idênticas às dos funcionários de categoria comparável das missões diplomáticos, em tempo de crise internacional; e liberdade de importação de mobiliário e bens de uso pessoal, quando da primeira instalação no país interessado. Embora a Convenção em tela utilize a expressão genérica funcionários, a simples leitura do conjunto de privilégios nela elencados permite concluir que o termo não abrange o funcionário brasileiro, residente no Brasil e aqui recrutado. Isso porque não haveria qualquer sentido em conceder-se a um brasileiro residente no País, beneficios tais como facilidades imigratórias e de registro de estrangeiros, privilégios cambiais, facilidades de repatriação e liberdade de importação de mobiliário e bens de uso pessoal quando da primeira instalação no Pais. Assim, fica claro que as vantagens e isenções — inclusive do imposto sobre salários e emolumentos — relacionadas no artigo 6° da Convenção sobre Privilégios e. Imunidades das Agências Especializadas da ONU não são dirigidas aos brasileiros residentes no Brasil, restando perquirir-se sobre que categorias de funcionários seriam beneficiárias de tais facilidades. A resposta se encontra no próprio artigo 6°, 18° Seção, que a seguir se recorda: 'ARTIGO 6° FUNCIONÁMOS 18° Seção Cada agência especializada especificará as categorias dos funcionários nos quais se aplicarão os dispositivos deste artigo e do artigo 8°. Comunicá-las aos Governos de todos os países partes nesta Convenção, quanto a essa agência, e ao Secretário Geral das Nações Unidas. Dos nomes dos funcionários incluídos nessas categorias periodicamente se dará conhecimento aos Governos acima mencionados.' A exigência de tal formalidade, aliada ao conjunto de benefícios de que se cuida, não deixa dúvidas de que o funcionário a que se refere o artigo 6° da Convenção das Agências Especializadas da ONU — e que no inciso II, do art. 5°, da Lei n° 4.506, de 1964, é Processo n, 14041.00066312005-75 Acórdão 104-22.197 Fls. 13 chamado de servidor — é o funcionário internacional, integrante dos quadros da Agência Especializada da ONU com vínculo estatutário, e não apenas contratual. Portanto, não fazem jus ás facilidades, privilégios e imunidades relacionados no artigo 6' da Convenção das Agências Especializadas da ONU os técnicos contratados, seja por hora, por tarefa ou mesmo com vínculo contratual permanente. Assim, conclui-se que o artigo 6° da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas da ONU, bem como o artigo V da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, embora não abordem expressamente a questão da residência, harmonizam-se perfeitamente com o inciso II, do art. 5°, da Lei n°4.506, de 1964 (transcrito no início deste voto), já que ambas as Convenções inserem a isenção do imposto de renda em um conjunto de vantagens que somente se compatibiliza com beneficiários não residentes no Brasil. Com efeito, conjugando-se esses três comandos legais (o dispositivo da Lei n° 4.506, de 1964, e os artigos das duas Convenções), conclui-se que os servidores/funcionários neles mencionados são aqueles funcionários internacionais, em relação aos quais é perfeitamente cabível a tributação de outros rendimentos produzidos no País como de residentes no estrangeiro, bem como a concessão de facilidades imigratórias, de registro de estrangeiros, cambiais, de repatriação e de importação de mobiliário/bens de uso pessoal quando da primeira instalação no BrasiL Afinal, esses funcionários integram categorias de staff dentro do Organismo Internacional, que tem a sua sede no exterior, daí a justificativa para esse tratamento diferenciado. Quanto aos técnicos brasileiros, residentes no Brasil e aqui recrutados, não há qualquer fundamento legal, filosófico ou mesmo lógico para que usufruam das mesmas vantagens relacionadas no artigo 6° da Convenção das Agências Especializadas da ONU (ou no artigo V da Convenção da ONU), muito menos para que seja pinçado, dentre os diversos benefícios, o da isenção de imposto sobre salários e emolumentos, com o escopo de aplicar-se este — e somente este — a ditos técnicos. Tal procedimento estaria referendando a criação — à margem da legislação — de uma categoria de funcionários das Agências Especializadas da ONU não enquadrável em nenhuma das existentes, a saber, os 'técnicos residentes no Brasil isentos de imposto de renda', o que de forma alguma pode ser admitido. Como se pode constatar, a doutrina mais abalizada, acima colacionada, não só reconhece a existência, dentro da ONU, de dois grupos distintos —funcionários internacionais e técnicos a serviço do Organismo — como identifica o conjunto de beneficios com que cada um dos grupos é contemplado, deixando patente que a isenção de impostos sobre salários e emolumentos não figura dentre os privilégios 4r9- Processo n.° 14041.000663/2005-75 Acórdão n.° 104-22.197 Fls. 14 e imunidades concedidos aos técnicos a serviço da ONU que não sejam funcionários internacionais." Logo, resta evidente que, a partir de tais conclusões de ordem jurídica, a questão se resolve faticamente, com a identificação, concretamente, caso a caso, da situação funcional do Contribuinte perante o organismo internacional/agência especializada (no caso, UNESCO). No caso concreto, tal resposta vem, primeiro, da constatação da existência de um contrato de trabalho celebrado entre o Recorrente e a Agência Especializada, denominado CONTRATO DE SERVIÇO, MEMORANDUM DE ACORDO ESTABELECIDO de n° ED13027/2002, anexo aos autos às fls. 34/39. Depois, da análise do seu conteúdo, em especial, das suas cláusulas II, V e VI, que são as seguintes (fls. 34/35): "H. VIGÊNCIA DO CONTRATO O presente Contrato entra em vigor na data de 01/07/2002 e terminará na data de 30/06/2003, sujeitando-se às condições do Artigo VII abaixo. Em hipótese nenhuma, este Contrato poderá ser considerado como automaticamente renovável. V. ESTATUTO DO(A) CONTRATADO(A) Este estatuto é contratual. 0(A) Contratado(a) não está submetido(a) ao Estatuto e Regulamento do Pessoal aplicado ao Pessoal Internacional da UNESCO nem à Convencão que rege os Privilégios e a Imunidade. P7. DIREITOS E OBRIGACÔES DO(A) CONTRATADO(A) Os direitos e obrigações do(a) Contratado(a) estão estritamente limitados aos dispositivos e àS condições do presente Contrato. Assim, o(a) Contratado(a) não poderá se prevalecer de nenhum beneficio, pagamento, subsídio, indenização ou pensão por parte da UNESCO, exceção feita aos pagamentos expressamente previstos neste Contrato. 0(A) Contratado(a) não poderei se prevalecer do presente Contrato para fins de isenta° de impostos que poderão incidir sobre pagamentos recebidos a titulo do mesmo." (destaques nossos e do original, quanto aos títulos) Ora, dúvidas não restam de que o Contribuinte não faz parte do quadro funcional próprio e estatutário da UNESCO. A cláusula V supra transcrita é clara e expressa nesse sentido. Logo, não é funcionário desse organismo internacional, não estando albergado pela isenção e outros benefícios disciplinados pela Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas, promulgada pelo Decreto n° 52.288/1963. Desse modo, não tem direito à isenção pleiteada, estando os rendimentos recebidos pelo Contribuinte daquele Processo n.° 14041.000663/2005-75 Acórdào n.• 104-22.197 Fls. 15• Organismo Internacional efetivamente sujeitos à tributação pelo Imposto de Renda, via carnê leão e, depois, mediante inclusão na sua Declaração de Ajuste Anual. Cabe, ainda, considerar que, mesmo que se alegue que os contratos e convenções entre particulares não podem alterar os efeitos tributários da relação jurídica, nos termos do artigo 123, do Código Tributário Nacional, essa tese não aproveita ao Contribuinte, relativamente às cláusulas do seu contrato de serviço, uma vez que, pela convenção internacional acima citada e transcrita diversas vezes (e que tem força de lei ordinária, pelo artigo 98, do mesmo CTN, já que introduzida no sistema nacional via Decreto), mesmo que o vínculo trabalhista, para fins da legislação brasileira venha a ser reconhecido, para que ele pudesse usufruir da isenção do IRPF teriam que ser cumpridos outros requisitos, não presentes no caso concreto, como por exemplo, constar o nome do Contribuinte da comunicação feita pela UNESCO ao Governo da lista de seus funcionários e suas categorias respectivas (artigo 6°, 18' Seção). Da mesma forma, as orientações emanadas da Secretaria da Receita Federal, trazidas à baila pelo Recorrente, em nada contribuem para sua tese, pois são de conteúdo ultrapassado. Além disso, são inaplicáveis ao caso concreto, pois, comprovadamente, de funcionário estatutário de organismo internacional não se trata, lembrando, vez mais, do vinculo que o próprio artigo 5°, da Lei n° 4.506/54, faz para o usufruto da isenção: ser servidor de organismo internacional ao qual se tenha, por tratado ou convênio, obrigado a conceder a isenção. Razão de ser da análise feita em conjunto da legislação pátria com o conteúdo da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas, promulgada pelo Decreto n°52.288/1963. Conforme bem destacado pelo acórdão de primeira instância, à época dos fatos geradores, a orientação em vigor era das Instruções Normativas SRF n° 73, de 23.07.1998, e n°208, de 27.09.2002, que ratificou, em essência o conteúdo da anterior, sendo de se destacar, dessa última os seguintes dispositivos orientadores: "Art. 22. Os rendimentos percebidos de organismos internacionais situados no Brasil ou no exterior, por residentes no Brasil, estão sujeitos à tributação na forma do recolhimento mensal obrigatório (carnê-leão) e na Declaração de Ajuste Anual. § 1°- Fstdo bentos os rendimentos do trabalho oriundos do exercício de fiações específicas no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil - P1VUD, nas Agências Especializadas da Organização das Nações Unidas - ONU, na Organização dos Estados Americanos - OEA e na Associação Latino-Americana de Integração - ALADI, situadas no Brasil, por funcionários aqui residentes, desde que seus nomes sejam relacionados e informados à Secretaria da Receita Federal por tais organismos, como integrantes das categorias por elas especificadas. § 2° - A informação de que trata o § P será prestada conforme o modelo constante do Anexo IV e deverá conter o nome do organismo internacional, a relação dos _funcionários abrangidos pela isenção e respectivos CPF. § 3° - A informação de que trata este artigo deverá ser enviada até o último dia útil do mês de fevereiro do ano-calendário subseqüente ao Processo n.° 14041.000663/2005-75 Acórdão C 104-22.197 Fls. 16 do pagamento dos rendimentos à Divisão de Declarantes Domiciliados no Exterior - DIDEX; da Superintendência Regional da Receita Federal da 1' Região Fiscal." Ora, considerando que o Recorrente não era funcionário abrangido pela isenção prevista na Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas, promulgada pelo Decreto n° 52.288/1963, seu nome não foi relacionado e informado à Secretaria da Receita Federal, confirmando-se, vez mais, não ter ele o direito à isenção pleiteada. Portanto, tenho como correta a autuação nessa parte. Por fim, apesar de não impugnado, nem recorrido autónoma e expressamente, mente, resta, ainda, a questão da exigência da multa de oficio isolada, de 75%, por falta de recolhimento do fRPF, devido a titulo de camê leão, com base no art. 44, § 1°, inciso III, da Lei n° 9.430/96. A base de cálculo dessa multa é exatamente o montante dos rendimentos considerados omitidos, descritos no item 1, do auto de infração (fls. 51), os quais já estão penalizados com a multa de oficio, também de 75%. Ou seja, sobre a mesma base de cálculo, o auto de infração imputa contra o Contribuinte a multa de oficio de 75% duas vezes. Não há como cumular a aplicação de militas quando o imposto também está sendo exigido no mesmo lançamento e também está sujeito à multa de oficio. Esse tema é, também, há muito tempo, objeto de estudos por este Colendo Conselho de Contribuintes, cabendo destacar as conclusões constantes do acórdão n° 104- 20.773, de 16.06.2005, da lavra do Conselheiro Nelson Mallmann que bem esclarecem a questão: "Da análise dos dispositivos legais retro transcritos é possível se concluir que para aquele Contribuinte, submetido à ação fiscal, após o encerramento do ano-calendário, que deixou de recolher o scarnê-leão' que estava obrigado, existe a aplicabilidade da multa de lançamento de oficio exigida de forma isolada. É cristalino o texto legal quando se refere às normas de constituição de crédito tributário, através de auto de infração sem a exigência de tributo. Do texto legal conclui-se que não existe a possibilidade de cobrança concomitante de multa de lançamento de ofício Juntamente com o tributo (normal) e multa de lançamento de oficio isolada sem tributo, ou seja, se o lançamento do tributo é de oficio deve ser cobrada a multa de lançamento de oficio juntamente com o tributo (multa de oficio normal), Ido havendo neste caso espaço legal para se incluir a cobrança da multa de lançamento de oficio isolada. Por outro lado, quando o lançamento de exigência tributária for aplicação de multa isolada, só há espaço legal para aquelas infrações que não foram levantadas de oficio, a exemplo da apresentação espontánea da declaração de ajuste anual com previsão de pagamento de imposto mensal (carnê-leão) sem o devido recolhimento, caso típico da aplicação de multa de lançamento de oficio isolada sem a cobrança de tributo, cabendo neste além da multa isolada a cobrança de juros de mora de forma isolada, entre o '1 Processo ri.° 14041.000663/2005-75 • Acórdão n.° 104-22.197 Fls. 17 vencimento do imposto até a data prevista para a entrega da declaração de ajuste anual, já que após esta data o imposto não recolhido está condensado na declaração de ajuste anual" Assim, tratando-se da mesma base de cálculo, improcede a imposição da multa de oficio, exigida isoladamente, devendo ser provido o recurso nesse item. • Ante ao todo exposto, voto no sentido de conhecer do recurso, dando-lhe provimento parcial, para excluir da exigência a multa isolada por falta de recolhimento do camê-leão. Sala das Sessões, em 25 de janeiro de 2007 l„ /Lr / ft • 04 . 1: o dgr so "" - • • Page 1 _0027200.PDF Page 1 _0027300.PDF Page 1 _0027400.PDF Page 1 _0027500.PDF Page 1 _0027600.PDF Page 1 _0027700.PDF Page 1 _0027800.PDF Page 1 _0027900.PDF Page 1 _0028000.PDF Page 1 _0028100.PDF Page 1 _0028200.PDF Page 1 _0028300.PDF Page 1 _0028400.PDF Page 1 _0028500.PDF Page 1 _0028600.PDF Page 1 _0028700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13921.000180/2001-79
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Nov 11 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Fri Nov 11 00:00:00 UTC 2005
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA.
O ADN-COSIT nº 30, de 24/12/97, permite a opção pelo SIMPLES, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 1997, mediante a apresentação da Declaração Anual Simplificada, requisito comprovado pela recorrente.
RECURSO PROVIDO.
Numero da decisão: 302-37165
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso, nos termos do voto do Conselheiro relator.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: Corintho Oliveira Machado
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200511
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. O ADN-COSIT nº 30, de 24/12/97, permite a opção pelo SIMPLES, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 1997, mediante a apresentação da Declaração Anual Simplificada, requisito comprovado pela recorrente. RECURSO PROVIDO.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 11 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 13921.000180/2001-79
anomes_publicacao_s : 200511
conteudo_id_s : 4266445
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 302-37165
nome_arquivo_s : 30237165_124520_13921000180200179_005.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : Corintho Oliveira Machado
nome_arquivo_pdf_s : 13921000180200179_4266445.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso, nos termos do voto do Conselheiro relator.
dt_sessao_tdt : Fri Nov 11 00:00:00 UTC 2005
id : 4725090
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:34:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043654822592512
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T12:50:56Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T12:50:56Z; Last-Modified: 2009-08-10T12:50:56Z; dcterms:modified: 2009-08-10T12:50:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T12:50:56Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T12:50:56Z; meta:save-date: 2009-08-10T12:50:56Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T12:50:56Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T12:50:56Z; created: 2009-08-10T12:50:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-10T12:50:56Z; pdf:charsPerPage: 1443; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T12:50:56Z | Conteúdo => L.......—...... e vs .WIZ.,•, MINISTÉRIO DA FAZENDA tsm..)4.1 ,7-szaki. TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° : 13921.000180/2001-79 Recurso n° : 124.520 Acórdão n° : 302-37.165 Sessão de : 11 de novembro de 2005 Recorrente : SUNRISE COM. ROUPAS E CALÇADOS LTDA. - ME. Recorrida : DRJ/CURITIBA/PR SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. O ADN-COSIT n°30, de 24/12/97, permite a opção pelo SIMPLES, com efeitos a partir de I° de janeiro de 1997, mediante a apresentação da Declaração Anual 41 Simplificada, requisito comprovado pela recorrente. RECURSO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. • C e 4_ ovt.. 7trk JUDIT AMARAL MARCONDES AII3ANDO Presiden O /)í , 1 CORINTHO 0115EI ji MACHADO Relator Formalizado em: 12 DE/ 2005 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Elizabeth Emílio de Moraes Chieregatto, Daniele Strohmeyer Gomes, Paulo Roberto Cucco Antunes, Mércia Helena Trajano D'Arnorim e Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (Suplente). Ausentes os Conselheiros Luis Antonio Flora e Paulo Affonseca de Barros Faria Júnior. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Ana Lúcia Gatto de Oliveira. MIC Processo n° : 13921.000180/2001-79 Acórdão n° : 302-37.165 RELATÓRIO Adoto como parte de meu relato, o quanto relatado pela autoridade julgadora a quo: "Em 14/08/2001, por meio da petição de fls. 01-02, o contribuinte acima qualificado requereu o acolhimento de sua opção pelo Simples, retroativa a janeiro de 1997. Os fundamentos de seu pedido, em síntese, são os seguintes: - devido a lapso do seu contador, deixou de apresentar o Termo de • Opção necessário ao ingresso no Simples; - a empresa enfrenta dificuldades financeiras. Vem conseguindo recolher os débitos na forma do Simples, mas não conseguirá suportar eventual modificação nessa forma de recolhimento; - sempre apresentou declarações anuais simplificadas e considerava estar em situação regular perante a Secretaria da Receita Federal; Em 27/08/2001, o pedido foi indeferido pela DRF/Cascavel por meio do Despacho Simples n° S366.01, fls, 44/45, ao argumento de inexistir permissivo legal para a opção retroativa, posto que a empresa deveria ter manifestado sua adesão ao Simples por meio de alteração cadastral e, não tendo adotado essa providência, não cabe falar em erro de fato. • Outras circunstâncias impeditivas apontadas no despacho denegatório é a ausência de informações alusivas ao porte da empresa, conforme se vê às fls. 41, e o exercício da atividade de "representações comerciais e industriais", constante de seu contrato social, e que é vedada no Simples. Cientificada em 10/09/2001, o contribuinte apresentou em 08/10/2001 sua manifestação de inconformidade de fls. 48-50, tecendo as alegações a seguir sintetizadas: - foi excluída do Simples em 20/07/2001 e protocolou defesa em 14/08/2001, requerendo o reenquadramento no Simples retroativo a 01/01/1997, informando que vem recolhendo por essa modalidade seus débitos tributários desde janeiro de 1997 e que o Termo de não foi entregue por esquecimento do contador; 2 . . Processo n° : 13921.000180/2001-79 '• Acórdão n° : 302-37.165 - preenche todos os requisitos para sua inclusão retroativa: a) encontra-se registrada na Junta Comercial como microempresa; b) desde janeiro/97 recolhe suas obrigações por meio do DARF Simples; c) desde então apresenta declarações simplificadas; d) sua receita jamais ultrapassou R$ 50.000,00; e) jamais exerceu a atividade de representações comerciais, conforme se vê pelas declarações de rendimentos, sendo que expurgou essa atividade de seu contrato social, como se vê pela oitava alteração, (fls. 51-52)" A DRJ em CURITIBA/PR indeferiu o pedido da interessada, ementando o acórdão nos termos que seguem: "Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 1997 111 Ementa: OPÇÃO RETROATIVA A 1'1/01/1997. INVIABILIDADE. Não existe a possibilidade de acatar pedidos de adesão ao simples com efeitos retroativos a 1°/01/1997. O permissivo veiculado pelo Parecer COSIT n° 60/1999 contempla apenas aqueles contribuintes cadastrados no CGC/CNPJ após essa data e que preencheram a FCPJ mas que, por erro de fato, omitiram as informações que tomariam sua adesão inequívoca. Solicitação Indeferida" Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, fls. 64 e seguintes, onde reprisa os argumentos expendidos na primeira manifestação e invoca o ADN COSIT n° 30/97, que lhe confere o direito pleiteado. Ato seguido, a Repartição de origem encaminhou os presentes autos ao Segundo Conselho, que reendereçou para a apreciação deste Colegiado, conforme despacho de fl. 71. • É o relatório," 3 - _ — Processo n° : 13921.000180/2001-79 • Acórdão n° : 302-37.165 VOTO ConselheiroCorintho Oliveira Machado, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Em síntese, o pedido de inclusão retroativa no SIMPLES foi indeferido porque inexistia permissivo legal para a opção retroativa, uma vez que a empresa deveria ter manifestado sua adesão ao Simples por meio de alteração C( cadastral e, não tendo adotado essa providência, não cabe falar em erro de fato. Outras circunstâncias impeditivas apontadas no despacho denegatório é a ausência de informações alusivas ao porte da empresa, conforme se vê às fls. 41, e o exercício da atividade de "representações comerciais e industriais", constante de seu contrato social, e que é vedada no Simples. • A recorrente aponta o ADN COSIT n° 30/97 e diz, mais uma vez, que preenche todos os requisitos para ser do SIMPLES. De fato, examinando as declarações simplificadas, fls. 16/22, os DARF-SIMPLES, fls. 23 a 40, ratificados pelos extratos dos sistemas CNPJ e SINAL, fls. 41/42, dão conta de que a empresa preenche os requisitos para ser optante pelo SIMPLES, e inclusive acreditava piamente nisso, apenas não formalizou a sua opção da maneira adequada. Foi nesses termos que se fundamentou a decisão do órgão julgador de primeira instância para denegar a pleiteada inclusão: C"Voltando os olhos para este caso concreto, o próprio contribuinte admite que iniciou suas atividades em 1991 (fls. 02). Logo, estava obrigado a formular sua adesão ao Simples por meio do Termo de Opção, providência que não adotou, como ele mesmo reconhece. Ora, dispondo a lei que a opção se operaria por meio da alteração cadastral, resta claro que, em não tendo havido essa alteração, não se consumou a adesão. Logo, o contribuinte equivoca-se quando afirma que em 20/07/2001 foi "excluído" do Simples e que requereu o reenquadramento. Em verdade, o contribuinte jamais ingressou no Simples e, por essa razão, não há como se admitir que dele tenha sido excluído. Neste caso concreto, em vista da ausência de permissivo legal para validar sua pretensa adesão, torna-se irrelevante — ainda que sincera - sua convicção de estar incluído no Simples. Em realidade jamais esteve. O objeto desta apreciação, portanto, é o hipotético enquadramento, e não o reenquadramento. 4 - _ . . , Processo n° : 13921.000180/2001-79 , • Acórdão n° : 302-37.165 Em face do exposto, não tendo o contribuinte adotado a providência consistente na apresentação do Termo de Opção, não vislumbro possibilidade de atender seu pedido por absoluta falta de previsão legal, inobstante as circunstâncias peculiares do caso concreto. Como foi dito alhures, o Administrador Tributário pratica ato vinculado e não lhe é dado ater-se a critérios de conveniência e oportunidade." (Grifou-se). Sem embargo, a leitura do ADN COSIT n° 30/97 é bastante elucidativa para o fim de dar supedâneo ao pleito da recorrente: "Ato Declaratório (Normativo) n°30, de 24 de dezembro de 1997 Opção pelo SIMPLES, com efeitos a partir de 10 de janeiro de 1997. O COORDENADOR-GERAL DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 147, inciso III, do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela 111 Portaria do Ministro da Fazenda n° 606, de 3 de setembro de 1992, etendo em vista o disposto no art. 8°, parágrafos 2° e 4° da Lei n° 9.317, de 05 de dezembro de 1996, Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados, que: i - a pessoa jurídica optante pelo SIMPLES terá aceita sua opção, com efeitos a partir de 1° de janeiro de 1997, mediante apresentação da Declaração Anual Simplificada; II - a não apresentação da referida declaração implica a desistência da opção pelo SIMPLES, com efeito retroativo a 1° de janeiro de 1997, sendo válida, contudo, para o ano-calendário de 1998 e posteriores. SANDRO MARTINS SILVA" (Grifou-se). No vinco do quanto exposto, oriento o meu voto no sentido de • prover o recurso interposto, para incluir a recorrente no sistema de tributação do SIMPLES, retroativamente, desde o seu inicio, em 1° de janeiro de 1997, desde que atendidas as demais condições para o regime, a serem verificadas pela unidade de origem. liSala das Sessões, em 1 dei ovembro de 2005 CORINTHO OUVE CHADO- Relator li 5 Page 1 _0014200.PDF Page 1 _0014300.PDF Page 1 _0014400.PDF Page 1 _0014500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13921.000183/00-23
Turma: Primeira Turma Superior
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2003
Ementa: IRPF – OMISSÃO DE RENDIMENTOS – DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS – ERRO DE FATO – PROVA – A comprovação documental de que a suposta omissão de rendimentos detectada pelo fisco decorreu de erro de fato cometido no preenchimento da Declaração de Ajuste Anual, torna insubsistente a exigência fiscal.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/01-04.728
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Remis Almeida Estol
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200310
ementa_s : IRPF – OMISSÃO DE RENDIMENTOS – DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS – ERRO DE FATO – PROVA – A comprovação documental de que a suposta omissão de rendimentos detectada pelo fisco decorreu de erro de fato cometido no preenchimento da Declaração de Ajuste Anual, torna insubsistente a exigência fiscal. Recurso especial negado.
turma_s : Primeira Turma Superior
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 13921.000183/00-23
anomes_publicacao_s : 200310
conteudo_id_s : 4418108
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 10 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : CSRF/01-04.728
nome_arquivo_s : 40104728_127766_139210001830023_007.PDF
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : Remis Almeida Estol
nome_arquivo_pdf_s : 139210001830023_4418108.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2003
id : 4725093
ano_sessao_s : 2003
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:34:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043654826786816
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T08:58:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T08:58:11Z; Last-Modified: 2009-07-08T08:58:12Z; dcterms:modified: 2009-07-08T08:58:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T08:58:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T08:58:12Z; meta:save-date: 2009-07-08T08:58:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T08:58:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T08:58:11Z; created: 2009-07-08T08:58:11Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-07-08T08:58:11Z; pdf:charsPerPage: 1076; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T08:58:11Z | Conteúdo => ),44, '---4--%; --', MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA TURMA Processo n°. : 13921.000183/00-23 Recurso n°. : 102-127.766 Matéria : IRPF Recorrente : FAZENDA NACIONAL Recorrida : SEGUNDA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo : LUCIRENE DA SILVA CRUZ MELLO Sessão de : 14 de outubro de 2003 Acórdão n°. : CSRF/01-04.728 IRPF — OMISSÃO DE RENDIMENTOS — DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS — ERRO DE FATO — PROVA — A comprovação documental de que a suposta omissão de rendimentos detectada pelo fisco decorreu de erro de fato cometido no preenchimento da Declaração de Ajuste Anual, torna insubsistente a exigência fiscal. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso especial interposto por FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. r .,,,"'. SÓN PE N -1P"ODRIGUES RESIDENTE REMIS ALMEIDA ESTOL RELATOR FORMALIZADO EM: 1 5 JUL. 2004 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÃMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS ''̀ --4•Od' PRIMEIRA TURMA Processo n°. : 13921.000183/00-23 Acórdão n°. : CSRF/01-04.728 Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros CELSO ALVES FEITOSA, ANTÔNIO DE FREITAS DUTRA, MARIA GORETTI DE BULHÕES CARVALHO, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, DORIVAL PADOVAN, JOSÉ CARLOS PASSUELLO, JOSÉ RIBAMAR BARROS PENHA, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, JOSÉ CLÓVIS ALVES, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR.,,,7, 2 jrl MINISTÉRIO DA FAZENDA CAMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA TURMA Processo n°. : 13921.000183100-23 Acórdão n°. : CSRF/01-04.728 Recurso n°. : 102-127.766 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Sujeito Passivo : LUCIRENE DA SILVA CRUZ MELLO RELATÓRIO Inconformado com o decidido através do Acórdão n.° 102-45.436, da Egrégia Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, a douta Procuradoria da Fazenda Nacional através de seu representante apresenta o Recurso Especial de fls. 271/274, devidamente admitido pelo ilustre Presidente daquela Câmara, pretendendo a reforma da decisão com base nas seguintes alegações: "Conforme determinação regimental, a Fazenda procurará demonstrar que o acórdão recorrido ofendeu os §§ 1. 0 e 2.° do art. 147 do Código Tributário Nacional. Para demonstrar, partamos do pressuposto de que o acórdão guerreado considerou a questão como sendo de retificação da declaração anterior, ou seja, que muito embora a contribuinte não tenha assim procedido, o caso destes autos é mesmo de retificação da declaração errada. Como se pode perfeitamente notar, por uma simples leitura do dispositivo, chega-se à inelutável conclusão de que só há duas espécies de retificação: voluntária (feita pelo contribuinte) e de ofício (feita pela autoridade tributária). A retificação voluntária depende de alguns pressupostos: objetivar a exclusão ou redução de tributo pago. Isso mostra que não se admite retificação voluntária apenas por prazer, apenas para ocupar o Fisco, vez que, se não resultar a redução e/ou exclusão do tributo, o contribuinte não poderá fazê-la; ser feita antes da notificação do lançamento. A razão é óbvia, uma vez que o contribuinte, depois de notificado, tem a sua disposição o PAF; finalmente, demonstrar o erro em que a declaração original se fundou, posto que, sem erro, não há justa causa para modificação do lançamento que o próprio contribuinte elaborou." 3 jrl :-i'-', -. MINISTÉRIO DA FAZENDA W- ," '10% !?h, I K CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS ,4sk~ PRIMEIRA TURMA Processo n°. : 13921.000183/00-23 Acórdão n°. : CSRF/01-04.728 O referido acórdão recorrido que enfrentou a matéria ora submetida a este Colegiado, apresenta a seguinte ementa: "IRPF — RENDIMENTO DO TRABALHO COM E SEM VÍNCULO EMPREGATíCIO — DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL — PREENCHIMENTO — ERRO DE FATO — Comprovado o erro de fato no preenchimento da Declaração de Ajuste Anual onde todos os rendimentos auferidos pelo contribuinte foram arrolados e declarados e, tendo sido acostado aos autos documentos que possibilitam ao julgador formar pleno e justo juízo da lide, é de se acolher o pleito contido na exordial recursal tornando insubsistente a autuação fiscal com a conseqÜente desconstituição do crédito tributário exigido. , Recurso provido." Convenientemente intimado, traz o contribuinte suas contra razões sustentando o acerto do julgado e apresentando as seguintes considerações: "Cabe-nos mais uma vez, esclarecer que houve ERRO DE FATO no preenchimento da declaração anual de ajuste, concordando com o voto vencedor do Conselheiro AMAURY MACIEL que diz: "estou convicto Ter havido erro de fato no preenchimento da Declaração de Ajuste Anual da mesma em função de evidências que se me apresentam cristalinas e incontestáveis.". Seria impossível a contribuinte Ter valores tão semelhantes recebidos de pessoa física e jurídica para deixar de declarar um deles, e ainda, considerando o valor do imposto de renda retido na fonte de R$.3.105,00 que foi declarado como pagamento de carne-leão. Outro fato é que no exercício de 1998 ano base 1997 a contribuinte incorreu no mesmo erro de fato e por conseqüência declarou errado novamente no ano seguinte, resultando no PROCESSO N.° 13921.000075/00-51. Processo este em que a DRJ/FOZ considerou como erro de fato e tornou improcedente o lançamento através da decisão n.° 379 de 26 de abril de 2000. Trata-se, portanto, do mesmo erro." É o Relatório. z-0 - ,k /7 /---7 4 jrl MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA TURMA Processo n°. : 13921.000183/00-23 Acórdão n°. : CSRF/01-04.728 VOTO Conselheiro REMIS ALMEIDA ESTOL, Relator O recurso especial formulado pela Fazenda preenche os pressupostos regimentais de admissibilidade e, portanto, deve ser conhecido. A questão submetida ao Colegiado consiste em determinar se a contribuinte cometeu "erro de fato" no preenchimento de sua declaração de rendimentos, diante dos elementos de prova trazidos aos autos. A recorrente desenvolveu longas razões no sentido de que a contribuinte estaria retificando sua declaração, após o lançamento de ofício, o que seria vedado pela legislação que indica em seu apelo. A rigor, embora possa ser assim interpretado, os autos cuidam de lançamento com base em receitas declaradas mais aquelas consideradas como omitidas, consistindo as razões de defesa em que fora cometido erro no preenchimento da declaração e que não teria ocorrido omissão alguma. Ao examinar a questão, a Câmara recorrida, seguindo orientação do voto condutor do julgado, examinou com absoluta propriedade a prova dos autos, cujas razões adoto integralmente, me permitindo a transcrição de parte delas: /4~,- 5 jr1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS 44...414' PRIMEIRA TURMA Processo n°. : 13921.000183/00-23 Acórdão n°. : CSRF/01-04.728 "A documentação acostada aos autos permite-me concluir que efetivamente o valor de R$ 27.000,00 está incluído no montante de R$ 31.103,00 declarados como recebidos, erroneamente, de pessoa físicas conforme passo a destacar. Primeiro, seria extremamente fantástico, espetacular e incrível que a Recorrente durante o ano-calendário de 1998 tivesse informado como imposto de renda pago a título de carnê-leão (quadro 2 - Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Físicas e do Exterior) o mesmo valor de R$ 3.105,00 contido no Recibo de Pagamento a Autônomo - RPA, fornecido pela ARSS - Associação Regional de Saúde do Sudoeste (fls. 10), e por decorrência recebidos de pessoas físicas, a título de rendimentos do trabalho assalariado sem vínculo empregatício, valores idênticos aos pagos pela citada Associação, na ordem de R$ 2.250,00 (Dois mil, duzentos e cinqüenta reais) mensais. Segundo, os rendimentos pagos, mensalmente, pela ARSS - Associação Regional de Saúde do Sudoeste (fls. 10), somados aos valores contidos nos Relatórios de Receitas e Despesas de fls. 39, 51, 62, 74, 90, 106, 121, 147, 159, 177 e 195, correspondem exatamente aos valores informados na Declaração de Ajuste Anual no montante de R$ 31.103,00 (Trinta e um mil, cento e três reais). Terceiro, as despesas lançadas como "Deduções no Livro Caixa" estão dentro dos limites fixados pelo art. 6°, § 3° da Lei n°. 8.134/1990 (Art. 76 do Decreto n°. 3.000 de 29 de março de 1999 - Regulamento do Imposto de Renda), vez que, as receitas auferidas a título de rendimentos do trabalho assalariado sem vínculo empregatício dão plena cobertura às despesas realizadas e, estas, em nenhum momento foram questionadas pela fiscalização. Quanto, dados registrados nos relatórios de Receitas e Despesas apresentados pela Recorrente, sustentados por farta documentação comprobatória da origem das receitas e despesa, e, considerando os valores informados pela ARSS - Associação Regional de Saúde do Sudoeste, corroboram e confirmam os valores informados no Quadro 2 - Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Físicas e do Exterior da Declaração de Ajuste Anual do Exercício de 1999 - Ano-Calendário de 1998 (fls. 06). Ante as evidências acima estou convencido que, apesar de estar descrito em letras "GARRAFAIS", como afirmado pela Autoridade Recorrida, 6 j r 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA mwt&-",4,0) CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS ‘M+E-i# PRIMEIRA TURMA Processo n°. : 13921.000183/00-23 Acórdão n°. : CSRF/01-04.728 o que deve ser registrado no quadro 2 da Declaração de Ajuste Anual, a Recorrente efetivamente incorreu em imperfeições no preenchimento de sua Declaração que, em nada, alterou o imposto devido no valor de R$ 4.007,32." Assim, a exemplo do acórdão questionado, considero que as provas trazidas aos autos demonstram, a saciedade, o erro cometido no preenchimento da declaração e, portanto, irreparável a decisão da Câmara recorrida, razão porque oriento meu voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso especial formulado pela douta procuradoria da Fazenda Nacional. Sala das Sessões - DF, em 14 de outubro de 2003 Ágil° A ESTO/REMIS ALMEIDA jrl Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000440/2005-16
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2002
Ementa: IRPF - PRESTAÇÃO DE SERVIÇO POR NACIONAIS JUNTO AO PNUD - TRIBUTAÇÃO – São tributáveis os rendimentos decorrentes da prestação de serviço junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, quando recebidos por nacionais contratados no País, por faltar-lhes a condição de funcionário de organismos internacionais, este detentor de privilégios e imunidades em matéria civil, penal e tributária. (Acórdão CSRF 04-00.024 de 21/04/2005).
MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO - CONCOMITÂNCIA - MESMA BASE DE CÁLCULO - A aplicação concomitante da multa isolada e da multa de oficio não é legítima quando incide sobre uma mesma base de cálculo (Acórdão CSRF nº 01-04.987 de 15/06/2004).
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 102-48.606
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir a multa isolada em concomitância com a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200706
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2002 Ementa: IRPF - PRESTAÇÃO DE SERVIÇO POR NACIONAIS JUNTO AO PNUD - TRIBUTAÇÃO – São tributáveis os rendimentos decorrentes da prestação de serviço junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, quando recebidos por nacionais contratados no País, por faltar-lhes a condição de funcionário de organismos internacionais, este detentor de privilégios e imunidades em matéria civil, penal e tributária. (Acórdão CSRF 04-00.024 de 21/04/2005). MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO - CONCOMITÂNCIA - MESMA BASE DE CÁLCULO - A aplicação concomitante da multa isolada e da multa de oficio não é legítima quando incide sobre uma mesma base de cálculo (Acórdão CSRF nº 01-04.987 de 15/06/2004). Recurso parcialmente provido.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 14041.000440/2005-16
anomes_publicacao_s : 200706
conteudo_id_s : 4205184
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 20 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 102-48.606
nome_arquivo_s : 10248606_150665_14041000440200516_017.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira
nome_arquivo_pdf_s : 14041000440200516_4205184.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir a multa isolada em concomitância com a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
id : 4727369
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:35:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043654846709760
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-10T18:33:48Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-10T18:33:47Z; Last-Modified: 2009-09-10T18:33:48Z; dcterms:modified: 2009-09-10T18:33:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-10T18:33:48Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-10T18:33:48Z; meta:save-date: 2009-09-10T18:33:48Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-10T18:33:48Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-10T18:33:47Z; created: 2009-09-10T18:33:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; Creation-Date: 2009-09-10T18:33:47Z; pdf:charsPerPage: 1458; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-10T18:33:47Z | Conteúdo => • - • e" - •• CCOI/CO2 Fls. 1 ,. 4151..44 MINISTÉRIO DA FAZENDA... .-... ,, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '''t-,---r:in SEGUNDA CÂMARA Processo n° 14041.000440/2005-16 Recurso n° 150.665 Voluntário Matéria IRPF - Ex.: 2003 Acórdão n° 102-48.606 Sessão de 13 de junho de 2007 Recorrente PEDRO JOSÉ SERRA RIBEIRO SOARES Recorrida 3a TURMA/DRJ-BRASILIA/DF Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2002 Ementa: IRPF - PRESTAÇÃO DE SERVIÇO POR NACIONAIS JUNTO AO PNUD - TRIBUTAÇÃO — São tributáveis os rendimentos decorrentes da prestação de serviço junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD, quando recebidos por nacionais contratados no Pais, por faltar-lhes a condição de funcionário de organismos internacionais, este detentor de privilégios e imunidades em matéria civil, penal e tributária. (Acórdão CSRF 04-00.024 de 21/04/2005). MULTA ISOLADA E MULTA DE OFICIO - CONCOMITÂNCIA - MESMA BASE DE CÁLCULO - A aplicação concomitante da multa isolada e da multa de oficio não é legitima quando incide sobre uma mesma base de cálculo (Acórdão CSRF n°01-04.987 de 15/06/2004). Recurso parcialmente provido. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir a multa isolada em concomitância com a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que b passam a integrar o presente julgado. ,-12,1ack-7a LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE ; Processo nt 14041.000440/2005-16 CC01/CO2 Acórdão n.• 102-48.606 Fls. 2 Ltcc LEONARDO HENRIQUE M. DE OLIVEIRA RELATOR FORMALIZADO EM: 1 3 NOV 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NAURY FRAGOSO TANAICA, JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, SILVANA MANCINI ICARAM, ANTÔNIO JOSÉ PRAGA DE SOUZA, MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. . . .• Processo n.° 14041.000440/2005-16 CCOI/CO2 Acórdão n.° 10248.606 Fls. 3 Relatório PEDRO JOSÉ SERRA RIBEIRO SOARES recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância proferida pela 3' TURMA/DRJ-BRASÍLIAJDF, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto n°70.235 de 1972 (PAF). Na oportunidade, por bem narrar os fatos do processo, transcrevo o relatório da decisão recorrida, verbis: Contra o contribuinte em epígrafe foi emitido o auto de infração do Imposto de Renda da Pessoa Física - IRPF, referente ao exercício 2003, ano-calendário 2002, lavrado por AFRF da DRF/Brasilia/DF. A ciência do lançamento ocorreu em 07/06/2005, conforme Aviso de Recebimento de fl. 44. O valor do crédito tributário apurado está assim constituído: (em Reais) Imposto 9.026,53 Juros de Mora (cálculo até 29/04/2005) 3.104,22 Multa Proporcional (passível de redução) 6.769,89 Multa Exigida Isoladamente 8.567,28 Total do Crédito Tributário 27.467,92 O referido lançamento teve origem na constatação das seguintes infrações: Omissão de Rendimentos de Fontes no Exterior: omissão de rendimentos do trabalho recebidos de Organismos Internacionais (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD/ONU), no valor de R$ 60.000,00, informado indevidamente como rendimento isento e não tributável na DIRPF/2003. Enquadramento legal: arts. 1° a 3° e 8° da Lei o° 7.713, de 1988; arts. 1° a 4° da Lei n° 8.134, de 1990; art. 6° da Lei n° 9.250, de 1995; art. 1° da Lei n° 10.541, de 2002; arts. 55, VII e 995 do RIR11999; arts. 22 e 23 da IN SRF n° 073, de 1998 e arts. 21 e 22 da IN SRF n°208, de 2002. Multa Exigida Isoladamente pela Falta de Recolhimento do IRPF Devido a Titulo de Carnê-Leão: falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê-leão, tendo em vista a omissão de rendimentos do trabalho recebidos de Organismos Internacionais, caracterizada pela constatação de que os rendimentos foram declarados como isentos e não tributáveis na DIRPF/2003. Enquadramento legal: art. 8° da Lei n° 7.713, de 1988 c/c arts. 43 e 44, §1°, III da Lei n° 9.430, de 1996; art. 957, parágrafo único, 111 do RIR/1999; art. 22 da IN SRF n° 073, de 1998 e art. 21 da IN SRF n° 208, de 2002. Em 17/06/2005 o lançamento foi impugnado, em petição de fls. 45/66, acompanhada dos documentos de fls. 67/73, na qual se alega, resumidamente, o quanto segue: Que a vigência dos tratados ou convenções internacionais dos quais o Brasil é signatário está assegurada pelo preceito contido no § 2°, do artigo 5° da Constituição Federal, o qual determina que as leis brasileiras não podem contrariar as normas neles contidas; Que o Direito Internacional convencional é colocado, na ordem jurídica, num grau superior ao da lei e que em caso de conflito o tratado se sobrepõe à lei interna; Que o Código tributário Nacional dispõe, em seu artigo 98, que os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária, e serão observados pela que lhes sobrevenha. Lembrando que no artigo 96 do CTN está Processo n.° 14041.000440/2005-16 CCO I/CO2 Acórdão n.° 102-48.606 Fls. 4 disposto que a expressão legislação tributária compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre títulos e relações jurídicas a eles pertinentes. Que assim fica evidenciada a prevalência dos tratados ou convenções internacionais sobre a legislação brasileira, ficando vedado ao legislador ordinário qualquer desobediência às suas disposições; Que do exame da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto n° 27.784/50, indica no artigo V, Seção 18, que os funcionários da ONU 'serão isentos de qualquer imposto sobre salários e emolumentos recebidos das Nações Unidas': Que quanto ao PNUD, aplicam-se as disposições da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto n° 52.288/63, e seus dispositivos seguem a mesma linha da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, inclusive quanto à isenção de tributos; Que o artigo 6° - Funcionários, 19° Seção, dispõe que 'gozarão de isenção de impostos, quanto aos salários e vencimentos a eles pagos pelas agências especializadas e em condições idênticas as de que gozam os funcionários das Nações Unidas'. Que as relações entre o Brasil e o organismo internacional no campo da cooperação técnica são reguladas pelas disposições contidas no o Acordo Básico de Assistência com a Organização das Nações Unidas, suas Agências Especializas e a Agência Internacional de Energia Atômica, promulgado pelo Decreto n° 59.308/1996 e incorporado ao direito positivo interno; Que o próprio dispositivo legal que ampara o lançamento faz a ressalva quanto ao disposto no art. 22, II, do RIR/99, tendo como base legal as Leis n° 4.506/64, art. 5° e 7.713/88, art. 30, que determina a isenção de IR para os rendimentos do trabalho percebidos por servidores de organismos internacionais de que o Brasil faça parte e aos quais se tenha obrigado, por tratado ou convênio, a conceder isenção; Que não há duvidas de que no caso se aplicam as disposições do art. 22 inserida em seção especifica do RIR — 'Servidores de Representações Estrangeiras e de Organismos Internacionais', pois, como reconhece a autoridade lançadora, a impugnante recebe rendimentos pagos por organismo internacional e os contracheques trazidos aos autos comprovam ser ela servidora do PNUD; Que as orientações emanadas da SRF seja por meio de Pareceres CST seja pelas 'Perguntas e Respostas' disponíveis no site desta Secretaria, são no sentido de que somente os rendimentos decorrentes de prestação de serviço por hora são tributados pelo IR; Que a impugnante possui vínculo laborai como PNUD; Que para caracterizar a relação de emprego, encontra-se demonstrada, de forma clara e inequívoca, a existência de subordinação hierárquica, dependência econômica e a habitualidade da prestação dos serviços; Que, seja porque a isenção tributária abrange a todos os prestadores de serviços a organismos internacionais da ONU, com exceção do trabalho por hora; seja porque a relação jurídica entre a impugnante e o organismo internacional se configura como vinculo empregatício, tem-se que a impugnante faz jus a isenção tributa' ria prevista na Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas das Nações Unidas promulgada pelo Decreto n°52.288/63; :.p Processo n.° 14041.000440/2005-16 CCO 1/CO2 Acórdão n.° 102-48.606 Fls. 5 Reclama do lançamento concomitante da multa de oficio sobre os rendimentos não oferecidos a tributação e a multa isolada por falta de recolhimento do carnê-leão, vez que têm como base de cálculo os mesmos rendimentos; Por fim, entende que a multa isolada deve ser afastada por ser a mesma ilegaL (.)" A DRJ proferiu em 25/01/06 o Acórdão n° 16.227 (fls. 76-87), do qual se extrai as seguintes conclusões do voto condutor (verbis): "(..)Temos, então, que os rendimentos recebidos pela contribuinte do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD, decorrente da prestação de serviços contratuais, não gozam de isenção do Imposto de Renda por falta de previsão legal, e estão sujeitos à tributação mensal sob a forma de recolhimento mensal obrigatório (carnê-leão) no mês do recolhimento, sem prejuízo do ajuste anual. A contribuinte reclama, ainda, da aplicação concomitante da multa de oficio e da multa isolada, assim, vejamos o que dispõe a legislação sobre a tributação dos rendimentos recebidos de pessoas fisicas sujeitos ao recolhimento mensal obrigatório (carnê-leão) e sobre a aplicação da multa isolada por falta de recolhimento deste. A Lei n° 7.713, de 22/12/1988, em seu art. 8°, estabelece que os rendimentos que não tenham sido tributados na fonte, no País, recebidos por pessoa física de outra pessoa física, ou de fontes situadas no exterior, sujeitam-se ao pagamento mensal do imposto (carnbleão). Já a Lei n° 8.134, de 27/12/1990, em seu art. 4°, inciso!, determinou que o imposto de que trata a Lei n° 7.713/88, art. 8°, seria calculado sobre os rendimentos efetivamente recebidos no mês. Ocorre que, além de estarem sujeitos ao recolhimento mensal, os rendimentos de que trata a Lei n° 7.713/88, art. 8°, compõem, também, a base de cálculo do imposto de renda na declaração de ajuste anual. Sobre as multas aplicadas nos casos de lançamento de oficio, o art. 44 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, base do art. 957, do Regulamento do imposto de Renda, aprovado pelo Decreto 3.000/99, dispõe da seguinte forma: (.) Diante dos dispositivos acima citados, depreende-se que duas são as multas de oficio, e que não são excludentes, uma a ser lançada sobre o imposto mensal devido e não recolhido (multa isolada), e outra que incide sobre o imposto suplementar apurado na declaração de ajuste, se for o caso. Isso porque duas são as infrações cometidas - declaração inexata e falta de pagamento do carnbleão, que têm bases de cálculos distintas. Logo, como a contribuinte deixou de incluir no campo referente a rendimentos tributáveis de sua declaração de rendimentos, os valores recebidos de fonte situada no exterior, bem como, deixou de recolher tempestivamente o imposto devido a título de carné-leão sobre os valores por ela recebidos, é cabível a aplicação das duas multas de 75%, a isolada, que deve incidir, sobre o valor do imposto que deixou de ser pago em cada mês do ano-calendário e a incidente sobre o imposto apurado no ajuste anual. Assim, mantém-se a cobrança da multa isolada sobre o valor do IRPF devido a título de carnê-leão. 64 Em resumo, VOTO pela PROCEDÊNCIA do lançamento.(.)" :. Processo n.° 14041.0004402005-16 CCO11CO2 Acórdão n.° 102-48.606 Fls. 6 Cientifica, a aludida decisão foi objeto de recurso voluntário que, em síntese, reitera e aprofunda as alegações da peça impugnatória. A unidade da Receita Federal responsável pelo preparo do processo, efetuou o encaminhamento dos autos a este Conselho, tendo sido verificado atendimento à Instrução Normativa SRF n° 264/2002. É o Relatório. • Processo n.° 14041.000440/2005-16 CCOI/CO2 Acórdão n.° 10248.606 Fls. 7 Voto Conselheiro LEONARDO HENRIQUE M. DE OLIVEIRA, Relator O recurso é tempestivo e assente em lei, devendo ser conhecido. O litígio versa sobre exigência de IRPF sobre valores recebidos por serviços prestados em território brasileiro a organismo internacional (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD/ONU), declarados como rendimentos isentos. Exige-se também a multa de oficio isolada pela falta de recolhimento mensal obrigatório do IRPF sobre tais rendimentos. De inicio cumpre registrar que nos procedimento de auditoria, bem assim na lavratura do auto de infração, foram observadas as pertinentes normas do Decreto 70.235 de 1972 (PAF) e da Lei 5.172 de 1966 (Código Tributário Nacional — CTN), especialmente os art. 10 do PAF e art. 142 do CTN. Logo, não se observam vícios ou falhas tendentes a macular a exigência tributária. A matéria de fundo, rendimentos pagos por "Organismos Internacionais, em face de prestação de serviços por nacionais, contratados no Pais, mas sem vinculo empregaticio", já é por demais conhecida no Primeiro Conselho de Contribuinte, sendo que a jurisprudência predominante está refletida nos recentes acórdãos da 4a. Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, senão vejamos: Tipo do Recurso: RECURSO DE DIVERGÊNCIA Data da Sessão: 21/06/2005 Acórdão: CSRF/04-00.024 Ementa: PRESTAÇÃO DE SERVIÇO POR NACIONAIS JUNTO AO PIVUD - TRIBUTAÇÃO — São tributáveis os rendimentos decorrentes da prestação de serviço junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD, quando recebidos por nacionais contratados no Pais, por faltar-lhes a condição de funcionário de organismos internacionais, este detentor de privilégios e imunidades em matéria civil, penal e tributária. Recurso especial provido Peço vênia para aqui adotar, como razões de decidir, os fundamentos da Ilustre Conselheira MARIA HELENA COTrA CARDOZO, presidente da 4a. Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, manifestados em declaração de voto no Acórdão n° 104-20.451 de 23/02/2005 (verbis): "(...)A solução da lide requer a análise sistemática de toda a legislação que rege a matéria, e não apenas a invocação de alguns dispositivos legais que, citados de forma isolada, podem induzir o Julgador a uma conclusão precipitada, divorciada da 'ultima ratio' que norteia a concessão da isenção em tela. O artigo 5" da Lei n" 4.506/64, reproduzido no artigo 23 do RIR/94 e no artigo 22 do RIR/99, assim estabelece: ...... Processo n.° 14041.000440/2005-16 CC0I/CO2 Acórdão n.° 102-48.606 Fls. 8 'Art. 5° Estão isentos do imposto os rendimentos do trabalho auferidos por: 1- Servidores diplomáticos de governos estrangeiros; II - Servidores de organismos internacionais de que o Brasil faça parte e aos quais se tenha obrigado, por tratado ou convênio, a conceder isenção; III - Servidor não brasileiro de embaixada, consulado e repartições oficiais de outros países no Brasil, desde que no pais de sua nacionalidade seja assegurado igual tratamento a brasileiros que ali exerçam idênticas funções. Parágrafo único. As pessoas referidas nos itens II e III deste artigo serão contribuintes como residentes no estrangeiro em relação a outros rendimentos produzidos no pais.' (grifei) Quanto aos incisos I e III, não há dúvida de que são dirigidos a estrangeiros, sejam eles servidores diplomáticos, de embaixadas, de consulados ou de repartições de outros países. No que tange ao inciso II, este menciona genericamente os 'servidores de organismos internacionais', nada esclarecendo sobre o seu domicilio, o que conduz a uma conclusão precipitada de que dito dispositivo incluiria os domiciliados no Brasil. Entretanto, o parágrafo único do artigo em tela faz cair por terra tal interpretação, quando determina que, relativamente aos demais rendimentos produzidos no Brasil, os servidores citados no inciso II são contribuintes como residentes no estrangeiro. Ora, não haveria qualquer sentido em determinar-se que um cidadão brasileiro, domiciliado no Pais, tributasse rendimentos como sendo residente no exterior, donde se conclui que o inciso II, ao contrário do que à primeira vista pareceria, também não abrange os domiciliados no Brasil. Assim, fica demonstrado que o art. 5° da Lei n° 4.506/64, acima transcrito, não contempla a situação do Recorrente — brasileiro residente no Brasil. Ainda que pudesse ser aplicado a um nacional residente no Pais — o que se admite apenas para argumentar —, o dispositivo legal em foco é claro ao determinar que a isenção concedida aos servidores de organismos internacionais de que o Brasil faça parte tem de estar prevista em tratado ou convênio. Nesse passo, tratando-se de rendimentos pagos pelo PNUD — Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, verifica-se a existência do 'Acordo Básico de Assistência Técnica com a Organização das Nações Unidas, suas Agências Especializadas e a Agência Internacional de Energia Atámica', promulgado pelo Decreto n°59.308, de 23/09/1966, que assim prevê: 'ARTIGO V Facilidades, Privilégios e Imunidades I. O Governo, caso ainda não esteja obrigado a fazê-lo, aplicará aos Organismos, a seus bens, fundo e haveres, bem como a seus funcionários, inclusive peritos de assistência técnica: a) com respeito à Organização das Nações Unidas, a 'Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas'; b) com respeito às Agências Especializadas, a 'Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas'; c) com respeito à Agência Internacional de Energia Atômica o 'Acordo sobre Privilégios e Imunidades da Agência Internacional de Energia Atômica' ou, • Processo n.° 14041.000440/2005-16 CCOI/CO2 Acórdão n.° 102-48.606 Fls. 9 enquanto tal Acordo não for aprovado pelo Brasil, a 'Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas (grife;) Ressalte-se que o PNUD é um programa das Nações Unidas, e não uma das suas Agências Especializadas que, conforme a própria 'Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas', são: Organização Internacional do Trabalho, Organização das Nações Unidas para a Educação. Ciência e Cultura, Organização Mundial de Saúde, Associação Internacional de Desenvolvimento, Corporação Financeira Internacional, Fundo Monetário Internacional, Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, Organização de Aviação Civil Internacional, União Internacional de Telecomunicações, União Postal Universal, Organização Meteorológica Mundial e Organização Marítima Consultiva IntergovernamentaL Sendo o PNUD um programa específico da Organização das Nações Unidas, as respectivas facilidades, privilégios e imunidades devem seguir os ditames, conforme comando do artigo V.La, acima, da 'Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas'. Esta, por sua vez, foi firmada em Londres, em 13/02/1946, e promulgada pelo Decreto n°27.784, de 16/02/1950. Dita Convenção assim prevê: 'ARTIGO V Funcionários Seção 17. O Secretário Geral determinará as categorias dos funcionários aos quais se aplicam as disposições do presente artigo assim como as do artigo VIL Submeterá a lista dessas categorias à Assembléia Geral e, em seguida, dará conhecimento aos Governos de todos os Membros. O nome dos funcionários compreendidos nas referidas categorias serão comunicados periodicamente aos Governos dos Membros. Seção 18. Os funcionários da Organização das Nações Unidas: a) gozarão de imunidades de jurisdição para os atos praticados no exercício de suas funções oficiais (inclusive seus pronunciamentos verbais e escritos); b) serão isentos de qualquer imposto sobre os salários e emolumentos recebidos das Nações Unidas; c) serão isentos de todas as obrigações referentes ao serviço nacional; d) não serão submetidos, assim como suas esposas e demais pessoas da família que deles dependam, às restrições imigratórios e às formalidades de registro de estrangeiros; e) usufruirão, no que diz respeito à facilidades cambiais, dos mesmos privilégios que os funcionários, de equivalente categoria, pertencentes às • Missões Diplomáticas acreditadas junto ao Governo interessado; j) gozarão, assim como suas esposas e demais pessoas da família que deles dependam, das mesmas facilidades de repatriamento que os funcionários diplomáticos em tempo de crise internacional; g) gozarão do direito de importar, livre de direitos, o mobiliário e seus bens de uso pessoal quando da primeira instalação no país interessado. Seção 19. Além dos privilégios e imunidades previstos na Seção 13, o Secretário Geral e todos os sub-secretários gerais, tanto no que lhes diz respeito pessoalmente, como no que se refere a seus cônjuges e filhos Processo n." 14041.000440/2005-16 CCOI/CO2 Acórdão n.° 102-48.606 Fls. 10 menores gozarão dos privilégios, imunidades, isenções e facilidades concedidas, de acordo com o direito internacional, aos agentes diplomáticos.' (grifei) De plano, verifica-se que a isenção de impostos sobre salários e emolumentos é dirigida a funcionários da ONU e encontra-se no bojo de diversas outras vantagens, a saber: imunidade de jurisdição; isenção de serviço militar; facilidades imigratórios e de registro de estrangeiros, inclusive para sua familia; privilégios cambiais equivalentes aos funcionários de missões diplomáticas; facilidades de repatriamento idênticas às dos funcionários diplomáticos, em tempo de crise internacional; liberdade de importação de mobiliário e bens de uso pessoal, quando da primeira instalação no país interessado. Embora a Convenção ora enfocada utilize a expressão genérica funcionários, a simples leitura do conjunto de privilégios nela elencados permite concluir que o termo não abrange o funcionário brasileiro, residente no Brasil e aqui recrutado. Isso porque não haveria qualquer sentido em conceder-se a um brasileiro residente no País, benefícios tais como facilidades imigratórios e de registro de estrangeiros, privilégios cambiais, facilidades de repatriamento e liberdade de importação de mobiliário e bens de uso pessoal quando da primeira instalação no Pais. Assim, fica claro que as vantagens e isenções — inclusive do imposto sobre salários e emolumentos — relacionadas no artigo V da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas não são dirigidas aos brasileiros residentes no Brasil, restando perquirir-se sobre que categorias de funcionários seriam beneficiárias de tais facilidades. A resposta se encontra no próprio artigo V da Convenção da ONU, na Seção 17, que a seguir se recorda: 'ARTIGO V Funcionários Seção 17. O Secretário Geral determinará as categorias dos funcionários aos quais se aplicam as disposições do presente artigo assim como as do artigo VIL Submeterá a lista dessas categorias à Assembléia Geral e, em seguida, dará conhecimento aos Governos de todos os Membros. O nome dos funcionários compreendidos nas referidas categorias serão comunicados periodicamente aos Governos dos Membros.' A exigência de tal formalidade, aliada ao conjunto de benefícios de que se cuida, não deixa dúvidas de que o funcionário a que se refere o artigo V da Convenção da ONU — e que no inciso lido art. 5° da Lei n°4.506/64 é chamado de servidor — é o funcionário internacional, integrante dos quadros da ONU com vínculo estatutário, e não apenas contratual Portanto, não fazem jus às facilidades, privilégios e imunidades relacionados no artigo V da Convenção da ONU os técnicos contratados, seja por hora, por tarefa ou mesmo com vinculo contratual permanente. Destarte, verifica-se que o artigo V da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas harmoniza-se perfeitamente com o Inciso II, do art. 5°, da Lei n° 4.506/64 (transcrito no início deste voto), já que ambos prevêem isenção do imposto de renda apenas para os não residentes no Brasil Com efeito, conjugando-se esses dois comandos legais, conclui-se que os servidores/funcionários neles mencionados são aqueles funcionários internacionais, em relação aos quais é perfeitamente cabível a tributação de outros rendimentos produzidos no País como de residentes no estrangeiro, bem como a concessão de facilidades imigratórios, de registro de estrangeiros, cambiais, de repatriamento e de importação de mobiliário/bens de uso . . n - Processo n.° 14041.000440/2005-16 CCOI/CO2 Acórdão n.° 102-48.606 Fls. 11 pessoal quando da primeira instalação no BrasiL Afinal, esses funcionários não são residentes no País, daí a justificativa para esse tratamento diferenciado. Quanto aos técnicos brasileiros, residentes no Brasil e aqui recrutados, não há qualquer fundamento legal ou mesmo lógico para que usufruam das mesmas vantagens relacionadas no artigo V da Convenção da ONU, muito menos para que seja pinçado, dentre os diversos benefkios, o da isenção de imposto sobre salários e emolumentos, com o escopo de aplicar-se este — e somente este — a ditos técnicos. Tal procedimento estaria referendando a criação — à margem da legislação — de uma categoria de funcionários da ONU não enquadrável em nenhuma das existentes, a saber os 'técnicos residentes no Brasil isentos de imposto de renda', o que de forma alguma pode ser admitido. Corroborando esse entendimento, o artigo VI da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas assim dispõe: 'ARTIGO VI Técnicos a serviço das Nações Unidas Seção 22. Os técnicos (independentes dos funcionários compreendidos no artigo r9, quando a serviço das Nações Unidas, gozam enquanto em exercício de suas funções, incluindo-se o tempo de viagem, dos privilégios ou imunidades necessárias para o desempenho de suas missões. Gozam, em particular, dos privilégios e imunidades seguintes: a) imunidade de prisão pessoal ou de detenção e apreensão de suas bagagens pessoais; b)imunidade de toda ação legal no que concerne aos atos por eles praticados no desempenho de suas missões (compreendendo-se os pronunciamentos verbais e escritos). Esta imunidade continuará a lhes ser concedida mesmo depois que os indivíduos em questão tenham terminado suas funções junto à Organização das Nações Unidas. c)inviolabilidade de todos os papéis e documentos; d) direito de usar códigos e de receber documentos e correspondências em malas invioláveis para suas comunicações com a Organização das Nações Unidas; e) as mesmas facilidades, no que toca a regulamentação monetária ou cambial, concedidas aos representantes dos governos estrangeiros em missão oficial temporária. f) no que diz respeito a suas bagagens pessoais as mesmas imunidades e facilidades concedidas aos agentes diplomáticos. Seção 23. Os privilégios e imunidades são concedidos aos técnicos no interesse da Organização das Nações Unidas e não para que aufiram vantagens pessoais. O Secretário Geral poderá e deverá suspender a imunidade concedida a um técnico sempre que, a seu juízo impeçam a justiça de seguir seus trâmites e quando possa ser suspensa sem trazer prejuízo aos interesses da Organização.' %Como se vê, a isenção de impostos sobre salários e emolumentos não consta — e nem poderia constar — da relação de beneficios concedidos aos técnicos a serviço das Nações Unidas. Processo n.° 14041.00044012005-16 CCO I/CO2 Acórdão n.° 102-48.606 Fls. 12 Constata-se, assim, a existência de um quadro de funcionários 'nterrracionais estatutários da ONU, que goza de um conjunto de benefícios, dentre os quais o de isenção de imposto sobre salários e emolumentos, em contraposição a uma categoria de técnicos que, ainda que possuindo vínculo contratual permanente, não é albergada por esses benefícios. Tal constatação é corroborada pela melhor doutrina, aqui representada por Celso D. de Albuquerque Mello, no seu 'Curso de Direito Internacional Público' (11° edição, Rio de Janeiro: Renovar, 1997, pp. 723 a 729): 'Os funcionários internacionais são um produto da administração internacional, que só se desenvolveu com as organizações internacionais. Estas, como já vimos, possuem um estatuto interno que rege os seus órgãos e as relações entre elas e os seus funcionários. Tal fenômeno fez com que os seus funcionários aparecessem como uma categoria especial, porque eles dependiam da organização internacional, bem como o seu estatuto jurídico era próprio. Surgia assim uma categoria de funcionários que não dependia de qualquer Estado individualmente. (.) Os funcionários internacionais constituem uma categoria dos agentes e são aqueles que se dedicam exclusivamente a uma organização internacional de modo permanente. Podemos defini-los como sendo os indivíduos que exercem funções de interesse internacional, subordinados a um organismo internacional e dotados de um estatuto próprio. O verdadeiro elemento que caracteriza o funcionário internacional é o aspecto internacional da função que ele desempenha, isto é, ela visa a atender às necessidades internacionais e foi estabelecida internacionalmente. (.) A admissão dos funcionários internacionais é feita pela própria organização internacional sem interferência dos Estados Membros. (.) O funcionário é admitido na ONU para um estágio probatório de dois anos, prorrogável por mais um ano. Depois disto, há a nomeação a título permanente, que é revista após 5 anos. (..) A situação jurídica dos funcionários internacionais é estatutária e não contratual (..) Já na ONU o estatuto do pessoal (entrou em vigor em 1952) fala em nomeação, reconhecendo, portanto, a situação estatutária dos seus funcionários. Este regime estatutário foi reconhecido pelo Tribunal Administrativo das Nações Unidas, mas que o amenizou, considerando que os funcionários tinham certos direitos adquiridos (ex.: a vencimentos). (.) Os funcionários internacionais, como todo e qualquer funcionário público, possuem direitos e deveres. (.) Os funcionários internacionais, para bem desempenharem as suas funções, com independência, gozam de privilégios e imunidades semelhantes às dos agentes diplomáticos. Todavia, tais imunidades diplomáticas só são concedidas para os mais altos funcionários internacionais (secretário-geral, secretários-adjuntos, diretores-gerais etc). É o Secretário-Geral da ONU quem declara quais são os funcionários que gozam destes privilégios e imunidades. Cabe ao Secretário-Geral determinar quais as categorias de funcionários da lifONU que gozarão de privilégios e imunidade& A lista destas categorias será submetida à Assembléia Geral e 'os nomes dos funcionários compreendidos .• ... Processo n.° 14041.000440/2005-16 CCOI/CO2 Acórdão n.° 102-48.606 Fls. 13 nas referidas categorias serão comunicados periodicamente aos governos membros'. Os privilégios e imunidades são os seguintes: a) 'imunidade de jurisdição para os atos praticados no exercício de suas funções oficiais': b) isenção de impostos sobre salários; c) a esposa e dependentes não estão sujeitos a restrições imigratórios e registro de estrangeiros; d) isenção de prestação de serviços; e) facilidades de câmbio como as das missões diplomáticas; I) facilidades de repatriamento, como as missões diplomáticas, em caso de crise internacional, estendidas à esposa e dependentes; g) direito de importar, livre de direitos, 'o mobiliário e seus bens de uso pessoal quando da primeira instalação no país interessado'. Além dos privilégios e imunidades acima, o Secretário-geral e os sub- secretários-gerais, bem como suas esposas e filhos menores, 'gozarão dos privilégios, imunidades, isenções e facilidades concedidas, de acordo com o direito internacional, aos agentes diplomáticos'. Os técnicos a serviço da ONU, mas que não sejam funcionários internacionais, gozam dos seguintes privilégios e imunidades: a) 'imunidade de prisão pessoal ou de detenção e apreensão de suas bagagens pessoais'; b) 'imunidade de toda ação legal no que concerne aos atos por eles praticados no desempenho de suas funções': c) 'inviolabilidade de todos os papéis e documentos; d) 'direito de usar códigos e de receber documentos e correspondência em malas invioláveis' para se comunicar com a ONU; e) facilidades de câmbio; fi quanto às 'bagagens pessoais, as mesmas imunidades e facilidades concedidas aos agentes diplomáticos'. (grifei) Como se pode constatar, a doutrina mais abalizada, acima colacionada, não só reconhece a existência, dentro da ONU, de dois grupos distintos — funcionários internacionais e técnicos a serviço do Organismo — como identifica o conjunto de beneficios com que cada um dos grupos é contemplado, deixando patente que a isenção de impostos sobre salários e emolumentos não figura dentre os privilégios e imunidades concedidos aos técnicos a serviço da ONU que não sejam funcionários internacionais. Diante do exposto, constatando-se que o interessado não é funcionário internacional pertencente ao quadro estatutário da ONU, incluído em lista fornecida pelo seu Secretário-Geral, mas sim técnico residente no Brasil, a serviço do PNUD, não há como conceder-lhe a isenção pleiteada (.)." Os brilhantes fundamentos acima transcritos, aplicam integralmente ao presente litígio. Reitere-se, outrossim, que as pessoas que prestam serviço em projetos realizados por Organismos Internacionais no Brasil, contratados no território Nacional, não são funcionários da Organização das Nações Unidas. Ou são prestadores de serviços autônomos ou são empregados celetistas em função das características trabalhistas com que desempenham suas atividades. Neste caso, conforme asseverou o insigne Conselheiro Jose Ribamar Penha Barros no Acórdão n° CSRF/04-0.209: "...não é pelo fato de não receberem o devido amparo da legislação do trabalho que a relação laboral vai se tornar estatutária ... a legislação tributária a respeito da isenção não acolhe interpretação extensiva ... À vista do exposto, a conclusão inevitável é que os prestadores de serviço junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD, contratados em território brasileiro por tempo ou projetos Azcertos não são funcionários internacionais da ONU. Não sendo funcionários não há como estender a estes trabalhadores a isenção do imposto de renda sobre as remunerações advindas Processo n.° 14041.000440/200546 CCOI/CO2 Acórdão n.(310248.606 Fls. 14 de tais contratos, aos exatos termos que a eles não se aplica a isenção do IPI e ICMS na aquisição de veículos." No presente caso, não há que atribuir a responsabilidade tributária à fonte pagadora, que deixou de efetuar a retenção do imposto. Isto porque a legislação, em especial a Lei n°9.250, de 26/12/1995, nos artigos 7° e 8°, ao disciplinar a elaboração da declaração anual de rendimentos, expressamente determina a inclusão na base de cálculo do imposto de todos os rendimentos percebidos no ano-base, independentemente de ter ou não havido retenção do imposto na fonte. Caso o Fisco constate, antes do prazo fixado para a entrega da declaração de ajuste anual, que a fonte pagadora não procedeu à retenção e o recolhimento do imposto de renda na fonte, devido por antecipação, o imposto deve ser dela exigido, porquanto não aparecerá, ainda, para o contribuinte (beneficiário do rendimento) o dever de oferecer eventuais rendimentos à tributação. Entretanto, passado o tempo legal para entrega tempestiva da declaração de ajuste anual, caso seja constatado a não retenção do imposto, caberá também ao contribuinte (beneficiário do pagamento) a responsabilidade pela exigência, eis que a legislação de regência determina que submeta todos os rendimentos à tributação, independentemente de ter ou não havido retenção na fonte, sendo-lhe então exigido o imposto suplementar, os juros de mora e a multa de oficio; situação verificada no presente processo. Repita-se: A Regra geral é que a tributação recaia sobre o contribuinte e não sobre a fonte pagadora, pois a falta de retenção do Imposto de Renda na Fonte sobre esse rendimento não exclui a sua natureza tributável, nem exonera o beneficiário do rendimento da obrigação de incluí-lo, para tributação, na Declaração de Ajuste Anual, porquanto o contribuinte do imposto de renda é o adquirente da disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza, conforme prescreve o art. 45 do Código Tributário Nacional — CTN. Quando a legislação tributária impõe à fonte pagadora a obrigação de reter o imposto, não modifica o sujeito passivo da obrigação tributária apurada na Declaração de Ajuste, que continua sendo a pessoa que adquiriu a disponibilidade jurídica ou econômica da renda ou dos proventos tributáveis (CTN, arts. 45 e 121, parágrafo único, I). A partir da edição da Lei n° 8.134, de 27 de dezembro de 1990, além da responsabilidade atribuída à fonte pagadora para a retenção e recolhimento do imposto de renda na fonte, à medida em que os rendimentos forem percebidos, a legislação determina que a apuração definitiva do Imposto de Renda da Pessoa Física seja efetuada na Declaração Anual de Ajuste. Estamos diante de um fato gerador complexivo, com duas modalidades de incidência no ano calendário de apuração, em momentos distintos e responsabilidades bem definidas. Em um primeiro momento a retenção do imposto na fonte, constituindo mera antecipação do imposto efetivamente devido, calculado mensalmente, à medida em que os rendimentos forem percebidos e de exclusiva responsabilidade da fonte pagadora; e, em um segundo momento, o acerto definitivo, para cálculo do montante do imposto devido apurado anualmente na declaração de ajuste, sob inteira responsabilidade do contribuinte beneficiário do rendimento. Processo n.° 14041.000440/2005-16 CCOI/CO2 Acórdão n.° 102-48.606 Fls. 15 Do exposto, conclui-se que, ao auferir rendimentos sem a devida retenção do imposto na fonte, a pessoa fisica deverá, por ocasião da apresentação da Declaração de Ajuste Anual, inclui-los como rendimentos tributáveis, de acordo com a natureza desses rendimentos. O descumprimento dessa regra sujeitará a pessoa fisica ao lançamento de oficio do imposto, acrescido dos encargos legais e penalidades aplicáveis. É farta a jurisprudência administrativa emanada do Primeiro Conselho de Contribuintes, da qual destaca-se a ementa do seguinte acórdão da Câmara Superior de Recursos Fiscais — CSRF: "RENDIMENTOS SUJEITOS AO AJUSTE ANUAL — ANTECIPAÇÃO - RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA — Em se tratando de imposto em que a incidência na fonte se dá por antecipação daquele a ser apurado na declaração, inexiste responsabilidade tributária concentrada, exclusivamente, na pessoa da fonte pagadora, devendo o beneficiário, em qualquer hipótese, oferecer os rendimentos à tributação no ajuste anual." (Acórdão CSRF/04-00.198 - Data da Sessão: 14/03/2007) Em relação à exigência cumulativa da multa isolada, por falta de recolhimento do Camê-Leão, com a multa de oficio, vejamos o que prevê a Lei 9.430/96, no seu art. 44, in verbis: "Art. 44 - Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: 1- de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II - cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito defraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. § I° As multas de que trata este artigo serão exigidas: I -juntamente com o tributo ou a contribuição, quando não houverem sido anteriormente pagos; II - isoladamente, quando o tributo ou a contribuição houver sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora; III - isoladamente, no caso de pessoa _física sujeita ao pagamento mensal do imposto (carnê-leão) na forma do art. 8° da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de fazê-lo, ainda que não tenha apurado imposto a pagar na declaração de ajuste; IV - isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro liquido, na forma do art. 2°, que deixar de fazê-lo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano-calendário correspondente" (grifo nosso). Da leitura da lei, conclui-se facilmente que existem duas modalidades de multa imponiveis ao contribuinte: a multa de 75% por falta de pagamento, pagamento após o vencimento, falta de declaração ou por declaração inexata e a multa qualificada de 150% em casos de evidente intuito de fraude. Processo n.° 14041,000440/200546 CCOI/CO2 Acórdão n.° 10248.606 Fls. 16 O § 1 0 vem apenas explicitar a forma de cobrança das multas definidas no caput, posto que podem ser cobradas juntamente com o imposto devido ou isoladamente. Verificado que o contribuinte deixou de efetuar o recolhimento mensal obrigatório (Camê-Leão), sobre rendimentos que também foram objeto de lançamento do lançamento de oficio, ou seja, havendo a dupla incidência da penalidade sobre a mesma base de cálculo, a multa isolada não deve prevalecer. Nesse é a interpretação dada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais: "MULTA ISOLADA E MULTA DE OFICIO — CONCOMITÂNCIA — MESMA BASE DE CÁLCULO — A aplicação concomitante da multa isolada (inciso 114 do § I", do art. 44, da Lei n° 9.430, de 1996) e da multa de oficio (incisos I e II, do art. 44, da Lei n 9.430, de 1996) não é legítima quando incide sobre uma mesma base de cálculo." (Câmara Superior do Conselho de Contribuintes / Primeira turma, Processo 10510.00067912002-19, Acórdão n° 01-04.987, julgado em 15/06/2004). Portanto, a multa isolada deve ser excluída no lançamento, mantendo-se a exigência da multa de oficio de 75%, incidente sobre o imposto devido no ajuste anual. Registre-se que apuração de infrações em auditoria fiscal é condição suficiente para ensejar a exigência dos tributos mediante lavratura do auto de infração e, por conseguinte, aplicar a multa de oficio proporcional de 75% nos termos do artigo 44, inciso I, da Lei n° 9.430/1996. Essa multa é devida quando houver lançamento de oficio, como é o caso. De qualquer forma, convém esclarecer, que o princípio do não confisco insculpido na Constituição Federal (art. 150, IV), dirige-se ao legislador infraconstitucional e não à Administração Tributária, que não pode furtar-se à aplicação da norma, baseada em juizo subjetivo sobre a natureza confiscatória da exigência prevista em lei. Ademais, tal principio não se aplica às multas, conforme entendimento já consagrado na jurisprudência administrativa, como exemplificam as ementas de decisões que ora reproduzo: "CONFISCO — A multa constitui penalidade aplicada como sanção de ato ilícito, não se revestindo das características de tributo, sendo inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso IV do artigo 150 da Constituição Federal" (Ac. 102-42741, sessão de 20/02/1998). Por sua vez, a aplicação da taxa Selic no cálculo dos juros de mora também está prevista em normas legais em pleno vigor, regularmente citada no auto de infração (artigo 61, § 3° da Lei 9.430 de 1996), portanto, deve ser mantida. Nesse sentido dispõe a Súmula n° 4 do Primeiro Conselho de Contribuintes: "A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais." No que tange à exclusão dos juros de mora e das multas aplicadas, em virtude do disposto no art. 100, parágrafo único do CTN c/c os Pareceres Normativos n°. 17/1979 e n° 3/1996, ambos da Secretaria da Receita Federal, reitero que a recorrente encontra-se em situação diversa da tratada nos aludidos Pareceres. Isso porque não se enquadra na condição de funcionário do Organismo, logo, não há que falar na exclusão de penalidade, prevista no art. 100 do CTN, por observância das orientações contidas nos Pareceres. 1. • Processo n.° 14041.000440/2005-16 CCOI/CO2 Acórdão n.° 102-48.606 Fls. 17 Conclusão Voto no sentido de DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir a multa de oficio isolada por falta do recolhimento mensal obrigatório (Camê-Leão). Sala das Sessões - DF, em 13 de junho de 2007. LEONARDO HENRIQUE M. DE OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 13982.000345/93-35
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 1998
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS - NULIDADE - Incabível o lançamento com base nos Decretos-Leis nrs. 2.445/88 e 2.449/88, que tiveram sua execução suspensa pela Resolução do Senado Federal nr. 49/95. Aplicação da IN/SRF nr. 31/97. Processo que se anula ab initio.
Numero da decisão: 202-10420
Decisão: Por unanimidade de votos, anulou-se o processo, "ab'initio".
Nome do relator: Maria Teresa Martínez López
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199808
ementa_s : NORMAS PROCESSUAIS - NULIDADE - Incabível o lançamento com base nos Decretos-Leis nrs. 2.445/88 e 2.449/88, que tiveram sua execução suspensa pela Resolução do Senado Federal nr. 49/95. Aplicação da IN/SRF nr. 31/97. Processo que se anula ab initio.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 18 00:00:00 UTC 1998
numero_processo_s : 13982.000345/93-35
anomes_publicacao_s : 199808
conteudo_id_s : 4441917
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-10420
nome_arquivo_s : 20210420_101903_139820003459335_004.PDF
ano_publicacao_s : 1998
nome_relator_s : Maria Teresa Martínez López
nome_arquivo_pdf_s : 139820003459335_4441917.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, anulou-se o processo, "ab'initio".
dt_sessao_tdt : Tue Aug 18 00:00:00 UTC 1998
id : 4726826
ano_sessao_s : 1998
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:34:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043654853001216
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-28T11:37:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-28T11:37:53Z; Last-Modified: 2010-01-28T11:37:54Z; dcterms:modified: 2010-01-28T11:37:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-28T11:37:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-28T11:37:54Z; meta:save-date: 2010-01-28T11:37:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-28T11:37:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-28T11:37:53Z; created: 2010-01-28T11:37:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-01-28T11:37:53Z; pdf:charsPerPage: 1199; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-28T11:37:53Z | Conteúdo => 142.2 PUBLI 'ADO NO D. O. U." . c...4,1../..n../ 59c . Rubrica MINISTÉRIO DA FAZENDA zN;‘TY'‘'''' s," n,..=;-':';'.1‘ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '.. 1.-5•211.1/4.-5, . . Processo : 13982.000345/93-35 Acórdão : 202-10.420 Sessão : em 18 de agosto de 1998 Recurso : 101.903 Recorrente : CASA CASTOR MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA. Recorrida : DRF em JOAÇABA - SC NORMAS PROCESSUAIS — NULIDADE — Incabível o lançamento com base nos Decretos-Leis nos 2.445188 e 2.449/88, que tiveram sua execução suspensa pela Resolução do Senado Federal n° 49/95. Aplicação da IN/SRF n° 31/97. Processo que se anula ab initio. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: CASA CASTOR MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em anular ab initio o processo. Sala das Sessões, e de agosto de 1998 / ' Marce //cius Neder de Lima Pr. :.:1 . • n e _—LÁ.. Maria Tere a Martinez López Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Helvio Escovedo Barcellos, Tarásio Campeio Borges, Oswaldo Tancredo de Oliveira, José de Almeida Coelho e Ricardo Leite Rodrigues. OPR/ FCLB—MAS 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA •';444Y4'sk, — • + -------- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13982.000345/93-35 Acórdão : 202-10.420 Recurso : 101.903 Recorrente : CASA CASTOR MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA. RELATÓRIO Contra a contribuinte foi Lavrado Auto de Infração de fls. 01, face ao entendimento de ter ocorrido insuficiência do recolhimento da Contribuição ao PIS, incidente sobre receitas financeiras —juros e correção monetária, creditado nas contas de depósito judicial, com fundamento no artigo 3°, alínea "b", da Lei Complementar n° 07/70, c/c o artigo 1°, parágrafo único da Lei Complementar n° 17/73 e artigo 1° do Decreto Lei n° 2.445/88 c/c o artigo 1° do Decreto-Lei n° 2.449/88. Inconformada, a contribuinte apresentou impugnação, alegando em síntese que os depósitos judiciais tomam as importâncias questionadas indisponíveis. Assim, inexistindo disponibilidade econômica, não há que se falar em receita financeira. A autoridade singular, através da Decisão de n° 182/94 (fls. 46/49), manifestou- se pela procedência do lançamento de cujo teor de ementa a seguir reproduzo: Contribuição PIS — Receita Operacional. Exercícios Financeiros de 1992 e 1993. 7.01.30.05 — BASE DE CÁLCULO. A partir da edição do DL 2445/88, a base de cálculo da contribuição, para as empresas em geral, bem assim as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda, é a receita bruta operacional, ou seja, o somatório das receitas que dão origem ao lucro operacional, incluindo-se nela as variações monetárias decorrentes de atualização de créditos. Em suas alegações recursais, reproduz a recorrente os mesmos argumentos despendidos na impugnação. É o relatório. 2 Loa , MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - Processo : 13982.000345/93-35 Acórdão : 202-10.420 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ Conforme relatado, verifica-se que o lançamento em foco (PIS- FATURAMENTO) incorpora as alterações introduzidas pelos Decretos-leis IN 2.445 e 2.449, ambos de 1.988, objeto da Resolução n° 49, de 09.10.95, do Presidente do Senado Federal ( DOU de 10.10.95), suspendendo a execução das disposições neles contidas. Como conseqüência da decisão de inconstitucionalidade e suspensão da vigência e eficácia dos citados Decretos-leis, foram produzidos efeitos" ex-tunc", ou seja, tudo se passou como se a norma inconstitucional nunca houvera existido, retornando-se, assim, a aplicabilidade da sistemática anterior, isto é, aplica-se novamente a Lei Complementar n° 07/70. Como conseqüência jurídica da suspensão da execução, os Decretos-Leis declarados como inconstitucionais não podem ser mais aplicados. A jurisprudência do Primeiro e do Segundo Conselhos de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais tem sido no sentido de que o lançamento, feito conforme as prescrições contidas nos citados Decretos-Leis, não pode prosseguir. O próprio Poder Executivo já reconheceu tal fato, eis que editou a Medida Provisória n° 1.621-35, objeto de várias republicações, que em seu artigo 18, dispõe, in verbis, que: "Ficam dispensados a constituição de créditos da Fazenda Nacional, a inscrição como Dívida Ativa da União, o ajuizamento da respectiva execução fiscal, bem assim cancelados o lançamento e a inscrição, relativamente: (..) VIII - à parcela da contribuição ao Programa de Integração Social exigida na forma do Decreto-lei n° 2.445, de 29 de junho de 1988, e do Decreto-lei n° 2.449, de 21 de julho, na parte que exceda o valor devido com fulcro na Lei Complementar n° 7, de 7 de setembro de 1970, e alterações posteriores;" Seguindo o mesmo procedimento, a Secretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa n° 31, de 8 de abril de 1997, dispensando a constituição de créditos da Fazenda Nacional relativamente à parcela da Contribuição ao PIS exigida na forma dos Decretos- 3 1.2.3 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES _ . _. Processo : 13982.000345/93-35 Acórdão : 202-10.420 , , Leis nos 2.445/88 e 2.449/88, na parte que exceda o valor devido com fulcro na Lei Complementar n° 7/70. O artigo 2° desta Instrução Normativa autoriza os Delegados de Julgamento da Receita Federal a subtrair a aplicação das aludidas normas nos créditos pendentes de julgamento. Há de se observar, no entanto, que a exclusão apenas da parcela excedente do devido pela Lei Complementar n°7/70, se for o caso, tal como disposto em tais atos, levaria a alterações substanciais no lançamento em questão, porquanto o Decreto-Lei n° 2.445/88, em seu artigo 1°, inciso V, modificou vários aspectos da matriz legal da contribuição, a saber: a) o fato gerador de faturamento para receita operacional; b) a base de cálculo de faturamento de seis meses atrás para receita operacional bruta do mês anterior, e; c) alíquota de 0,75 para 0,65%. Assim, a revisão do lançamento implicaria na determinação de nova base de cálculo, alíquota aplicável, capitulação legal e definição de prazo de recolhimento. Resulta claro, portanto, que tais alterações modificam os critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento e, a meu ver, somente podem ser viabilizadas se cancelada a exigência anterior, procedendo-se a novo lançamento de competência privativa da autoridade administrativa. Nestes termos, ante o acima exposto, não vislumbro condições de ver prosperar o lançamento da forma como foi efetuado e, em conseqüência, voto por anular o processo ab milho. Sala das Sessões, em 18 de agosto de 1998 .... MARIA TEREA MARTÍNEZ LOPEZf 1 1 , 4 '
score : 1.0
Numero do processo: 13899.001117/2004-27
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Ementa: RECURSO EX OFFICIO
IRPJ – COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL – GLOSA – Demonstrado de forma induvidosa, por meio de diligência fiscal, a existência de prejuízo fiscal compensável suficiente para suprir a compensação glosada, é de se negar provimento ao recurso de ofício interposto contra a decisão que dispensou o crédito tributário irregularmente constituído.
Numero da decisão: 101-96.201
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - glosa de compensação de prejuízos fiscais
Nome do relator: Paulo Roberto Cortez
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - glosa de compensação de prejuízos fiscais
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200706
ementa_s : RECURSO EX OFFICIO IRPJ – COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL – GLOSA – Demonstrado de forma induvidosa, por meio de diligência fiscal, a existência de prejuízo fiscal compensável suficiente para suprir a compensação glosada, é de se negar provimento ao recurso de ofício interposto contra a decisão que dispensou o crédito tributário irregularmente constituído.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 13899.001117/2004-27
anomes_publicacao_s : 200706
conteudo_id_s : 4157397
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 101-96.201
nome_arquivo_s : 10196201_153277_13899001117200427_006.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Paulo Roberto Cortez
nome_arquivo_pdf_s : 13899001117200427_4157397.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
id : 4724494
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:34:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043654855098368
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-10T19:07:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-10T19:07:32Z; Last-Modified: 2009-09-10T19:07:32Z; dcterms:modified: 2009-09-10T19:07:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-10T19:07:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-10T19:07:32Z; meta:save-date: 2009-09-10T19:07:32Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-10T19:07:32Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-10T19:07:32Z; created: 2009-09-10T19:07:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-09-10T19:07:32Z; pdf:charsPerPage: 1319; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-10T19:07:32Z | Conteúdo => • 0. • . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '-far:9 PRIMEIRA CÂMARA Processo n°. : 13899.001117/2004-27 Recurso n°. :153.277 — EX OFFICIO Matéria : IRPJ — Ex: 2000 Recorrente : 1° TURMA DRJ — CAMPINAS — SP. Interessada : FRANGOSUL S/A AGRO AVÍCULA INDUSTRIAL • Sessão de :13 de junho de 2007 Acórdão n° :101-96.201 RECURSO EX OFFICIO IRPJ — COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL — GLOSA — Demonstrado de forma induvidosa, por meio de diligência fiscal, a existência de prejuízo fiscal compensável suficiente para suprir a compensação glosada, é de se négar provimento ao recurso de ofício interposto contra a decisão que dispensou o crédito tributário irregularmente constituído. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso "ex officio" interposto pela 1° TURMA - DRJ em CAMPINAS - SP. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de •ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS PRESIDENTE 4411e1 PAUL • ?: /ICORTEZ RELATO FORMALIZADO EM: 1 2 EL jjO7 Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros JOSÉ RICARDO DA SILVA, CAIO MARCOS CÂNDIDO, VALMIR SANDRI, SANDRA MARIA FARONI, JOÃO CARLOS DE LIMA JÚNIOR e MARCOS VINICIUS BARROS OTOTONI (Suplente Convocado). • • * PROCESSO N°. :13899.001117/2004-27 ACÓRDÃO N°. : 101-96.201 Recurso n°. :153.277 — EX OFFICIO Recorrente : 1° TURMA DRJ — CAMPINAS — SP. RELATÓRIO Recorre de ofício a este Colegiado a Egrégia 1 6 Turma de Julgamento da DRJ em Campinas - SP, contra a decisão proferida no Acórdão n° 12.889, de 18/04/2006 (fls. 258/266), que julgou improcedente o crédito tributário consubstanciado no auto de Infração de IRPJ, fls. 117. O lançamento foi efetuado em decorrência da constatação de compensação indevida de prejuízo fiscal, cuja irregularidade fiscal possui a seguinte descrição (fls. 118): 01 — GLOSA DE PREJUÍZOS COMPENSADOS INDEVIDAMENTE SALDOS DE PREJUÍZOS INSUFICIENTES Compensação indevida de prejuízo fiscal apurado, tendo em vista a reversão do prejuízo após o lançamento da infração constatada no período-base de 1999, conforme Termo de Verificação desta mesma data, o qual passa a fazer parte integrante deste. O TVF acima mencionado (fls. 98), informa que: (...) No ano-calendário de 1999 o contribuinte efetuou a compensação de prejuízos em valor divergente do permitido, ou seja, efetuou a compensação de prejuízos no valor total de R$ 17.316.886,10, quando, na realidade, somente poderia compensar o valor de R$ 1.350.181,01, ou seja, utilizou um valor excedente de R$ 15.966.705,79, tudo conforme discriminado no formulário Demonstrativo de Compensação de Prejuízos Fiscais (SAPLI), anexo ao presente e fazendo parte integrante deste. Isto posto, o diferencial entre o efetivamente compensado e aquele que poderia ser utilizado no valor de R$ 15.966.705,79, será adicionado ao lucro real e exigido o IRPJ, juntamente com os acréscimos legais. 2 • • PROCESSO N°. : 13899.001117/2004-27 ACÓRDÃO N°. :101-96.201 Inconformada com a autuação, a contribuinte apresentou tempestivamente a impugnação de fls. 121/127, acompanhada dos documentos de fls. 128/146, onde apresentou os seguintes argumentos: • que o valor glosado coincide com o prejuízo fiscal do ano- calendário de 1998, informado pela autuada nas declarações retificadoras entregues em 19/05/2001, conforme cópias em anexo; • que foram apresentadas declarações retificadoras correspondentes ao ano de 1999, acusando lucro real que precisava ser compensado com prejuízos de anos anteriores, e ao ano de 1998, acusando o respectivo prejuízo fiscal, o qual foi ignorado pela fiscalização e pelo SAPLI, sendo acolhida a declaração retificadora que era favorável ao Fisco e relegado ao esquecimento a outra que acusava direito ao contribuinte à compensação. Tendo em vista a existência de outras autuações fiscais em andamento e das respectivas impugnações, que poderiam influenciar no saldo de prejuízo fiscal compensável no período correspondente ao presente processo, retomaram os autos à fiscalização para os necessários esclarecimentos. Após o retomo com as Informações constantes no voto condutor do aresto recorrido, a interessada apresentou razões complementares à impugnação, onde suscita a ocorrência de decadência. Argumenta também que o próprio Fiscal diligenciante conclui pela existência de saldo de prejuízo a compensar, no final do ano-calendário de 1998, no montante de R$ 34.172.740,80, bem superior àquele sustentado pela impugnante e que poderia ter sido utilizado para acobertar o lucro real apurado em 1999 e afastar a autuação em comento. Esclarece ter desconsiderado os possíveis reflexos do processo n° 13899.001446/2004-78 no resultado do ano-calendário de 1999, visto> 3 • - • PROCESSO N°. :13899.001117/2004-27 ACÓRDÃO N°. : 101-96.201 que o crédito nele apurado está com a exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151, III do CTN, pendendo de julgamento no Conselho de Contribuintes. Insiste que na realização da diligência, o auditor desconsiderou o fato de que, com exceção do processo n° 11065.001117/00-91, todos os demais pendem de julgamento e tramitam na esfera administrativa da Fazenda Nacional, não podendo influenciar os saldos históricos de prejuízo da impugnante. Questiona ainda, a reconstituição do saldo de prejuízos fiscais com a apresentação de demonstrativo, alegando que, no ano-calendário de 1992, o prejuízo final da atividade rural é de Cr$ 71.304.698.006,20, redundando, ao final do ano-base de 1995 nos valores de prejuízo de R$ 1.707.631,75 e R$ 3.003.418,67, respectivamente, para a atividade geral e para a atividade rural, ao invés dos valores apontados na diligência (respectivamente de R$ 3.289.627,73 e R$ 873.479,67). Nos períodos seguintes, a diferença entre os saldos de prejuízo apontados pela fiscalização e pela empresa decorrem apenas dos processos em discussão. A colenda Turma de Julgamento de primeira instância decidiu pelo cancelamento da exigência, conforme aresto acima mencionado, cuja ementa tem a seguinte redação: IRPJ Ano-calendário: 1999 COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO. GLOSA. Verificada, em função do resultado de diligência fiscal, a existência de prejuízo compensável suficiente para suprir a compensação glosada, afasta-se a correspondente exigência. Lançamento Improcedente Nos termos da legislação em vigor, a turma de julgamento a quo recorreu de ofício a este Conselho. É o relatório. 4 . PROCESSO N°. :13899.001117/2004-27 ACÓRDÃO N°. :101-96.201 VOTO Conselheiro PAULO ROBERTO CORTEZ, Relator Recurso assente em lei (Decreto n° 70.235/72, art. 34, dc a Lei n°8.748, de 09/12/93, arts. 1° e 3°, inciso 1), dele tomo conhecimento. Como se depreende do relatório, tratam os presentes autos, de recurso de oficio interposto pela colenda l a Turma de Julgamento da DRJ em Campinas - SP, contra a decisão proferida no Acórdão n° 12.889, de 18/04/2006, que cancelou a exigência tributária constituída contra a interessada. Por ocasião da apreciação da peça impugnatória, a turma julgadora baixou o processo em diligência, para que a fiscalização prestasse esclarecimentos a respeito do saldo de prejuízo fiscal compensável no presente processo. Consta do Relatório de Diligência (fls. 232), e também do voto recorrido que, para alimentação do sistema SAPLI com lucro real da atividade geral e da atividade rural do ano-calendário de 1992, os valores foram extraídos do LALUR do contribuinte, sendo os valores utilizados de Cr$ 13.064.494.486,00 e Cr$ 4.780.357.465,00, conforme cópia às fls. 189/190. Em relação ao processo n° 13899.001446/2004-78, não existe a questão relativa a compensação de prejuízo, mesmo porque a formalização do mesmo ocorreu após a constituição do presente processo, que glosou a totalidade dos prejuízos fiscais, assim à época, inexistia saldo de prejuízo fiscal a compensar. Conclui-se assim, que os argumentos apresentados pela contribuinte procedem. 5 - • . -'' PROCESSO N°. :13899.001117/2004-27 ACÓRDÃO N°. :101-96.201 Como visto acima, a decisão recorrida está devidamente motivada e aos seus fundamentos de fato e de direito não merecendo reparos. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso ex officio. Brasília (DF), - 3 de junho de 2007 PAUL leT ORTEZ ati 6
score : 1.0
Numero do processo: 13955.000019/2002-99
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 10 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Nov 10 00:00:00 UTC 2004
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO.DECADÊNCIA. O prazo para pleitear a restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindo-se o início de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática não litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem início a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia,se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter início com a decisão definitiva da controvérsia, como acontece nas soluções jurídicas ordenadas com eficácia erga omnes, pela edição de resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributária anteriormente exigida. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-15941
Decisão: Por maioria de votos, negou-se provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski.
Matéria: Pasep- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Antônio Carlos Bueno Ribeiro
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Pasep- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200411
ementa_s : NORMAS PROCESSUAIS. RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO.DECADÊNCIA. O prazo para pleitear a restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindo-se o início de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática não litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem início a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia,se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter início com a decisão definitiva da controvérsia, como acontece nas soluções jurídicas ordenadas com eficácia erga omnes, pela edição de resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributária anteriormente exigida. Recurso negado.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Nov 10 00:00:00 UTC 2004
numero_processo_s : 13955.000019/2002-99
anomes_publicacao_s : 200411
conteudo_id_s : 4117899
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-15941
nome_arquivo_s : 20215941_125176_13955000019200299_006.PDF
ano_publicacao_s : 2004
nome_relator_s : Antônio Carlos Bueno Ribeiro
nome_arquivo_pdf_s : 13955000019200299_4117899.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por maioria de votos, negou-se provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 10 00:00:00 UTC 2004
id : 4725736
ano_sessao_s : 2004
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:34:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043654858244096
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-23T18:50:01Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-23T18:50:01Z; Last-Modified: 2009-10-23T18:50:01Z; dcterms:modified: 2009-10-23T18:50:01Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-23T18:50:01Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-23T18:50:01Z; meta:save-date: 2009-10-23T18:50:01Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-23T18:50:01Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-23T18:50:01Z; created: 2009-10-23T18:50:01Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-10-23T18:50:01Z; pdf:charsPerPage: 2050; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-23T18:50:01Z | Conteúdo => • 4 . -44- MINISTEMO DA FAZENDA CC-MF - w-n-ttsr,i. Ministério da Fazenda Segundo Conkrinumtes Fl. )::::71.-r“ Segundo Conselho de Contribuintes Publicado RO Di á rtc> Oficia l Ca dm ãn De / / OS Processo n° : 13955.000019/2002-99 Recurso n° : 125.176 VISTO %rad Acórdão n° : 202-15.941 Recorrente : ILCATÉX - COMÉRCIO DE TECIDOS LTDA. Recorrida : DRJ em Curitiba - PR NORMAS PROCESSUAIS. RESTITUIÇÃO E COMPEN- SAÇÃO DE INDÉBITO. DECADÊNCIA. O prazo para pleitear a restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindo- Ce se o início de sua contagem em razão da forma em que se FA7L exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa COLUC._ CC", n 1 unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática não emps;LI/LA. Sjc: litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio a partir da data do pagamento que se considera ----VISTO indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para deseonstituir a indevida incidência só pode ter início com a decisão definitiva da controvérsia, como acontece nas soluções jurídicas ordenadas com eficácia erga omnes, pela edição de resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributária anteriormente exigida. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: ILGATÉX - COMÉRCIO DE TECIDOS LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski. Sala das Sessões, em 10 de novembro de 2004 /*tiririe ue Pinheiroto -s Presidente An a • s : ueno Ribeiro ator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Rairnar da Silva Aguiar, Gustavo Kelly Alencar, Jorge Freire, Nayra Bastos Manatta e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. cl/opr 1 e :NI DA FAZ:: "? - 2 •Çï 24' CC-MF 1/41j ' y Ministério da Fazenda CONËER:. O ORIGINAL ELSegundo Conselho de Contribuintes eRAILIA dAti „ . .t2a." 33*:- Processo n° : 13955.000019/2002-99 ViSTO Recurso n° : 125.176 Acórdão n° : 202-15.941 Recorrente : ILGATÉX - COMÉRCIO DE TECIDOS LTDA. RELATÓRIO Em pleito encaminhado à Agência da Receita Federal em Paranavaí - PR, protocolado em 18.01.2002, a ora Recorrente pede a restituição/compensação de alegados indébitos da Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, oriundos de recolhimentos efetuados nos moldes dos Decretos-Leis n os 2.445/88 e 2.449/88, declarados inconstitucionais pelo STF, no período compreendido entre janeiro/92 e outubro/95, conforme demonstrado na planilha de fls. 27/29 e documentos que apresenta. O titular da Delegacia da Receita Federal em Maringá - PR, mediante a Decisão de fls. 168/172, indeferiu o pleito, tendo em vista, em síntese, que por ocasião do pedido inicial de restituição (18.01.2002) já tinha decorrido o prazo para o contribuinte pleitear a repetição de indébito de 05 (cinco) anos, contado da extinção do crédito tributário, inclusive quando tratar de pagamento efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo STF, consoante o Parecer PGFN/CAT/n° 1.538199 e Ato Declaratório SRF n° 096/99. Intimada dessa decisão, a Contribuinte ingressou, tempestivamente, com a Petição de fls. 176/196, manifestando sua inconformidade com o indeferimento de seu pleito, alegando, em síntese, que: - não teria ocorrido a prescrição do direito à compensação ou restituição de indébitos recolhidos há mais de cinco anos da data em que o pedido foi protocolizado, haja vista ser esse prazo de dez anos, consoante jurisprudência judicial no sentido de que, no pagamento de tributos sujeitos à homologação, esse prazo é de "cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais cinco anos, contados da data em que ocorreu a homologação tácita", fazendo referência a decisórios judiciais e manifestações doutrinárias nesse sentido, mediante transcrição; e - os princípios constitucionais da cidadania, justiça, isonomia, propriedade e moralidade amparam o direito à compensação do indébito postulado. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba - PR manteve o indeferimento do pedido de restituição/compensação em tela, mediante o Acórdão DRJ/CTA no 4.713/2003 (fls. 216/225), assim ementado: 'Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/12/1991 a 30/09/1995 Ementa: PIS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. A decadência do direito de pleitear a restituição ocorre em 5 (cinco) anos contados da extinção do crédito pelo pagamento. 2 P41:1 °A - 2 CC CC-MF Ministério da Fazenda C0f(FERE ; O CRtülNill FlSegundo Conselho de Contribuintes BRAS n ' Cig - Processo n° : 13955.000019/2002-99 ,,TO Recurso n° : 125.176 Acórdão n° : 202-15.941 LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. No caso de contribuição sujeita ao lançamento por homologação, a data de pagamento da contribuição é o termo inicial para a contagem do prazo em que se extingue o direito de requerer a restituição. Solicitação Indeferida". Inconformada, a contribuinte apresenta, tempestivamente, o Recurso de fls. 229/259, no qual, em suma, reedita os argumentos da impugnação. É o relatório. lqf 3 4 3"A M;N. DA F fr 7 El • CC 22 CC-MF - Ministério da Fazenda CONwnr- • o C rl Fl. tP-7-::Cce Segundo Conselho de Contribuintes IÃO • " BRASLIA .a'),C.utr?”‘ Processo n° : 13955.000019/2002-99 VISTO Recurso n° : 125.176 Acórdão n° : 202-15.941 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTÔNIO CARLOS BUENO RIBEIRO Conforme relatado, o pleito de restituição/compensação em tela diz respeito a créditos da Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, oriundos de recolhimentos efetuados de janeiro/92 a outubro/95, nos moldes dos Decretos-Leis n"s 2.445/88 e 2.449/88, declarados inconstitucionais pelo STF, e cuja conseqüente retirada do ordenamento jurídico se deu através da Resolução n° 49, do Senado Federal, publicada em 10/10/95. Em primeiro lugar, cabe o exame da prejudicial, argüida pelo Fisco, de extinção do direito de pleitear a restituição em tela, para os recolhimentos efetuados no período anterior a 18.01.1997, ao fundamento de que, por ocasião do protocolo do pedido (18.01.2002), já teria decorrido o prazo para o contribuinte pleitear a repetição de indébito de 05 anos, contado da extinção do crédito tributário, inclusive quando se tratasse de pagamento efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo STF, consoante o Parecer PGFN/CAT/n° 1.538/99 e Ato Declaratõrio SRF n°096/99. Enfim, o presente caso, em face do direito de pleitear a restituição/compensação, se enquadra dentre aqueles em que o indébito resta exteriorizado por situação jurídica conflituosa, segundo a terminologia adotada no Acórdão n° 108-05.791, da lavra do ilustre Conselheiro José Antonio Minatel, cujas razões de decidir, neste particular, aqui adoto e abaixo reproduzo: Voltando, agora, para o tema acerca do prazo de decadência para pleitear a restituição ou compensação de valores indevidamente pagos, à falta de disciplina em normas tributárias federais de escalão inferior, tenho como norte o comando inserto no art. 168 do Código Tributário Nacional, que prevê expressamente: 'Art. 168 — O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: 1— nas hipóteses dos incisos I e II do art. 165, da data da extinção do crédito tributário. II — na hipótese do inciso III do art. 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória.' Veja-se que o prazo é sempre de 5 (cinco) anos, sendo certo que a distinção sobre o inicio da sua contagem está assentada nas diferentes situações que possam exteriorizar o indébito tributário, situações estas 4 _ _. MIN. DA F ' • % • cc,./1 4.• a . 22 CC-MF --c:-.45-:: I& Ministério da Fazenda tt-11,••,--..:e- CDUT-:.R: .., G :::GINIAL Fl. "ts)-As,C•- Segundo Conselho de Contribuintes BRASÉJA diOÍ C2.5, %;;`," --"" __Processo n° : 13955.000019/2002-99 _VIS TO Recurso n° : 125.176 Acórdão n° : 202-15.941 elencadas, com caráter exemplificativo e didático, pelos incisos do referido art. 165 do C77V, nos seguintes termos: 'Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no parágrafo il a do art. 162, nos seguintes casos: 1— cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do _fato gerador efetivamente ocorrido; II — erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da aliquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III — reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória.' O direito de repetir independe dessa enumeração das diferentes situações que exteriorizam o indébito tributário, uma vez que é irrelevante que o pagamento a maior tenha ocorrido por erro de interpretação da legislação ou por erro na elaboração do documento, posto que qualquer valor pago além do efetivamente devido será sempre indevido, na linha do principio consagrado em direito que determina que 'todo aquele que recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restituir', conforme previsão expressa contida no art. 964 do Código Civil Longe de tipificar rzumerus clausus, resta a função meramente didática para as hipóteses ali enumeradas, sendo certo que os incisos I e II do mencionado artigo 165 do C77V voltam-se mais para as constatações de erros consumados em situação fática não litigiosa, tanto que aferidos unilateralmente pela iniciativa do sujeito passivo, enquanto que o inciso III trata de indébito que vem à tona por deliberação de autoridade incumbida de dirimir situação jurídica conflituosa, daí referir-se a 'reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória -9. Na primeira hipótese (incisos I e 11) estão contemplados os pagamentos havidos por erro, quer seja ele de fato ou de direito, em que o juizo do indébito opera-se unilateralmente no estreito circulo do próprio sujeito passivo, sem a participação de qualquer terceiro, seja a administração tributária ou o Poder Judiciário, daí a pertinência da regra que fixa o prazo para desconstituir a indevida incidência já a partir da data do efetivo pagamento, ou da 'data da extinção do crédito tributário', para usar a linguagem do art. 168. I, do próprio CTN. Assim, quando o indébito é exteriorizado em situação fálica não 4.7„litigiosa, parece adequado que o prazo para exercício do direito à restituição ./t . t. - MIN. 04 , " 2 1 CC 2' CC-MF -''!;/';n 4 1 Ministério da Fazenda '^c."-:-:`.; ' O C R:GINAL Fl.-,,,Segundo Conselho de Contribuintes COMbli BRAMIA 110 08 j<25--- Processo n° : 13955.000019/2002-99 3.to,_____ Recurso n° : 125.176 VI o Acórdão n° : 202-15.941 ou compensação possa fluir imediatamente, pela inexistência de qualquer óbice ou condição obstativa da postulação pelo sujeito passivo. O mesmo não se pode dizer quando o indébito é exteriorizado no contexto da solução jurídica conflituosa, uma vez que o direito de repetir o valor indevidamente pago só nasce para o sujeito passivo com a decisão definitiva daquele conflito, sendo certo que ninguém poderá estar perdendo direito que não possa exercitá-lo. Aqui, está coerente a regra que fixa o prazo de decadência para pleitear a restituição ou compensação só a partir 'da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa, ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória' (art. 168, II, do CT15). Pela estreita similitude, o mesmo tratamento deve ser dispensado aos casos de soluções jurídicas ordenadas com eficácia erga omnes, como acontece na hipótese de edição de Resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência da exação tribut ária anteriormente exigida. Esse parece ser, a meu juízo, o único critério lógico que permite harmonizar as diferentes regras de contagem de prazo previstas no Estatuto Complementar (CTN). Nessa mesma linha também já se pronunciou a Suprema Corte, no julgamento do RE n° 141.331-0 em que foi relator o Ministro Francisco Resek, em julgado assim ementado: 'Declarada a inconstitucionalidade das normas instituidoras do depósito compulsório incidente na aquisição de automóveis (RE 121.136), surge para o contribuinte o direito à repetição do indébito, independentemente do exercício financeiro em que se deu o pagamento indevido' (Apud OSWALDO OTHON DE PONTES SARAIVA FILHO — In Repetição do Indébito e Compensação no Direito Tributário' — pág. 290 — Editora Dialética — 1.999)." Nesse diapasão, a extinção do direito de pleitear a restituição, in casu, dar-se-ia em 10/10/2000 (cinco anos contados da edição da Resolução n° 49, do Senado Federal, de 10/10/95) e, como o pedido foi protocolizado em 18.01.2002, é de se manter a prejudicial de decadência invocada pela decisão recorrida. Isto posto, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, e e ierr ovembro de 2004 _____,....< ---/- ------ AN Yã----:•• ,: • • Ir :- --->e • : 'O ? 6
score : 1.0
Numero do processo: 13890.000266/2001-14
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001
INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA. DIREITO A CRÉDITO. LEI Nº 9.363/96.
O benefício deve ser calculado incluindo-se os valores referentes à operação de beneficiamento da argila in natura - industrialização por encomenda.
CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. AQUISIÇÃO DE GÁS GLP CONSUMIDO NA PRODUÇÃO. GLOSA DE INSUMOS.
Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, podem ser computados na apuração da base de cálculo do incentivo fiscal.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 202-18155
Decisão: Por unanimidade de votos, converteu-se o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200706
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA. DIREITO A CRÉDITO. LEI Nº 9.363/96. O benefício deve ser calculado incluindo-se os valores referentes à operação de beneficiamento da argila in natura - industrialização por encomenda. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. AQUISIÇÃO DE GÁS GLP CONSUMIDO NA PRODUÇÃO. GLOSA DE INSUMOS. Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, podem ser computados na apuração da base de cálculo do incentivo fiscal. Recurso provido em parte.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 13890.000266/2001-14
anomes_publicacao_s : 200706
conteudo_id_s : 4118755
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-18155
nome_arquivo_s : 20218155_135973_13890000266200114_007.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 13890000266200114_4118755.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, converteu-se o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2007
id : 4723847
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:34:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043654861389824
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T15:37:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T15:37:14Z; Last-Modified: 2009-08-05T15:37:14Z; dcterms:modified: 2009-08-05T15:37:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T15:37:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T15:37:14Z; meta:save-date: 2009-08-05T15:37:14Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T15:37:14Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T15:37:14Z; created: 2009-08-05T15:37:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-05T15:37:14Z; pdf:charsPerPage: 1332; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T15:37:14Z | Conteúdo => • 1 CCO2/CO2.• Fls. MINISTÉRIO DA FAZENDA' '-47;•':.:t • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA • • Processo n° —13890.000266/2001-14 Recurso n° 135.973 Voluntáridi Matéria RESSARCIMENTO DE IPI rnmbolntes Acórdão n° 202-18.155 „aram ),AF-,Sigundtji;-flo °toa; lolgt___— Sessão de 20 de junho de 2007 às Rubc10° Recorrente BUSCHINELLI & CIA. LTDA. Recorrida DRJ em Ribeirão Preto - SP Assunto: Imposto sobre PI-Untos Industrializados - IPI • Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 ' -Ementa: INDUSTRIALIZAÇAO POR ENCOMENDA. DIREITO A CRÉDITO. LEI N° 9.363/96. O beneficio deve ser calculado incluindo-se os valores referentes à operação de beneficiamento da argila in natura — industrialização por encomenda. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. AQUISIÇÃO DE GÁS GLP CONSUMIDO NA PRODUÇÃO. GLOSA DE INSUMOS. Somente as matérias-primas, produtos intennediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, podem ser computados na apuração da base de cálculo do incentivo fiscal. Recurso provido em parte.. • MF • SEGUNDO CONSELHO DE COlkiTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Brasília 03 /0 Andrezza Nasalligdh-nicikal Mat. Nispe 13773IN Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da • SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao • • • Processo n.° 13890.000266/2001-14 CCOVCO2. Acórdão n.°202-18.155 Fls. 2 recurso para reconhecer o direito de incluir o custo do serviço de industrialização por encomenda na base de cálculo do crédito presumido. 4,01. ME - :SEGUNDO CONSELHO DE CONTR I L BUINTES) CONFERE CONI O ORIGINA ANTO 10 CARLOS AT LIM Uni"Brasiiia,, aL.,2_12____J Presidente -Aalezza Nese ento c tincikal Mal. Mane 1377389 • GU AVO KE LkENCAR 1, Relato • • • Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Mônica Monteiro Garcia de Los Rios (Suplente), Claudia Alves Lopes Bemardino, José Adão Vitorino de Moraes (Suplente), Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martínez López. , , . . , e • . ' . •. . Processo n.° 13890.000266/2001-14CCO21CO2 Acórdão n.° 202-18.155 MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fls. 3. CONFERE COMO (MOINAI. 5. . . .: Brasília 03 / .10 / Z420-1— i Relatório Andrezza N intento Schnicikal h 1 Mat. Niape 1377389 ! . Retornam os autos a este Colegiado após , a realização de diligência determinada em dezembro de 2006, destinada a apurar os pormenores da operação de industrialização por encomenda, integrante do pedido efetuado nos presentes autos. t - Informação fiscal de fl. 238 esclarece que a diligência já foi efetuada em relação á outros pedidos, e que seu resultado foi: ' . "No 1°c 20 trimestres de 2000 os produtos remetidos a terceiros foram basicamente argila in natura, a qual foi submetida a beneficiamento, voltando na forma de pó cerâmico com descrições do tipo "argila molda" ou "argila beneficiada", que é o inSUMO básico utilizado pela empresa em seu processo de produção de pisos e r ' vestimentos cerâmicos. Tais insumos foram remetidos e retornaram cot suspensão do IN." • I i . Devidamente intimada a se manifestar, a interessada informa que a operação autoriza o ressarcimento/compensação de IPI, conforme requeridoi Ainda, requer o mesmo . tratamento ao GLP utilizado na produção. i A fiscalização concorda com o informado pela interesada e remete os autos a este Colegiado. i, É o Relatório. !! i , ' ' • , . .. ' ( . . .. .. ' . . , 1 . ' ' ' • , ' . ' , - • . . . . "' Processo n.• 13890.00026612001-14 CCO2/CO2 Acórdão n.• 202-18.155 MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIGU:NTES Fls. 4 , CONFERE COM O ORIGINAL BrasIlia 03 I 40 1 e00-7- Voto . . Andrezza Nas • ento Scluncikal . . Mal. Siape 1377389 . . Conselheiro GUSTAVO KELLY ALENCAR, Relator, , .,. ' Trata-se de pedido de , ressarcimento de IPI indeferido pela autoridade competente que engloba três parcelas: ressarcimento de gastos com combustíveis — Gás GLP e custos de operações de industrializações por encomenda. DA INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA . ' ii A exclusão deu-se sob o fundamento de que tais operações, por se tratarem de serviços de beneficiamento prestados por terceiros, não se enquadrariam como matérias- primas, produtos intermediários e material de embalagem, que são objetos do favor fiscal. Concessa venha dos que defendem o respeitável entendimento, deles ouso divergir, o que faço invocando a fonna em que se dá a operação de beneficiamento da matéria- 1 prima para utilização no processo produtivo desenvolvido pela recorrente. 1 A empresa adquire a' argila in natura e a remete para beneficiamento por terceiros, o que a toma compatível com o processo de produção dos piso e revestimentos que fabrica. . , ,. , Controvérsias não há que se a empresa adquirisse a argila já na forma beneficiada, todo o valor por ele pago deveria fazer parte da base de cálculo do crédito presumido, como custo para aquisição de matéria-prima. ' Nesse ponto, tomo de empréstimo os argumentos expendidos pelo então Conselheiro Marcos Vinícius Neder de Lima, no Acórdão n 2 202-12.301, quando, tratado de matéria idêntica à que aqui se discute, afirma que, se a empresa adquirisse o produto beneficiado, o valor que constaria na nota fiscal do fornecedor representaria o custo do insumo utilizado mais o custo dos serviços de beneficiamento, não haveria dúvida de que o valor total da aquisição comporia a base de cálculo do incentivo, posto que o insumo beneficiado foi transformado nos produtos finais que foram exportados. . Pois bem, in casu, se a empresa fornecedora emitisse duas notas fiscais, uma referente à argila semi-acabada e outra pelo beneficiamento, não haveria qualquer diferença ao tratamento a ser dado ao custo da matéria-prima adquirida, que haveria de ser composto pelo somatório dos valores constantes das duas notas fiscais, sendo tal fato irrelevante para o cálculo do beneficio. . Na espécie, a empresa fabricante dos pisos eI revestimentos adquire a argila in maura de um fornecedor enquanto o realizador do 1 beneficiamento é um terceiro estabelecimento. Isto significa que as duas notas antes cogitadas são emitidas por estabelecimentos diferentes, embora para o adquirente não se modifique o fato de que o custo da matéria-prima será composto pelas duas parcelas: o preço pago pela argila in natura e aquele equivalente ao seu beneficiamento, vez que tal etapa é essencial para que o produto tenha condições de ser transformado em pisos e revestimentos a serem exportados. Ressalte-se que o objeto do beneficio não é o aperfeiçoamento da argila, pois não se exporta a argila, mas ) 1 — • ' MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTROWNTES CONFERE COM O ORIGINAL • Pronesso n.° 13890.000266/2001 -14 Brasiba 43 10 CCO2/CO2 /s1c6rdão /1.°•202-18.155 Fls. 5 Andá:Lia NasVigrS-ehmcikal Mat. Main: 1371389' sim produtos fabricados com a"flIDStfrr ItSSITTC,-11 &gila, mesmo (IQ ns de beneficiada, é matéria-prima para o processo de fabricação dos pisos" e revestimentod. , Destarte, por ser o beneficiamento operação pecessária à utilização da argila na fabriCação dos pisos e revestimentos, deve o seu custo ser considerado como custo da matéria- prima, e não vislumbro . como se fazer oposição à sua inclusão na base de cálculo do beneficio fiscal pleiteado. - Tal pensamento se reforça' se considerarmos que o valor recebido pelo terceiro que realiza o beneficiamento da argila deverá fazer parteda base de Cálculo das contribuições que o favor fiscal visa ressarcir. 'A questão não é nova para este Colegiada que anteriormente já decidiu que "Tratando-se de custo a que se submete , a matéria-prima, 4, industrialização por encomenda dos produtos aportados, por terceira empresa, realizada mediante o fornecimento, pelo exportador, de insumos adquiridos no mercado internó, autoriza o ressarcimento da Contribuição ao PIS e da COFINS incidentes sobre: tais aquisições." (Acórdão n2 202-14.504, Conselheiro relator Eduardo da Rocha Schmidt, Recurso Voluntário n 2 119.141). Neste sentido também os Acórdãos n 2s 20244.500 e 202-14.503, ambos de relatoria do Conselheiro Antônio Carlos Bueno Ribeiro. E no Colegiado Superior, a Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais já decidiu matéria idêntica à ora analisada, entendendo, por maioria, pelo reconhecimento ao direito pleiteado Sela recorrente (Acórdãos CSRF/02-01:755 e 02-01.756, Conselheiro relator Rogério Guátavo Dreyer, Recursos EspeCiais n2s 203-112.272 e 203-112.273). L, Assim, voto pelo provimento do recurso neste aspecto, reconhecendo o direito da contribuinte de ver incluído na base de cálculo do beneficie, o valor decorrente da • industrialização por encomenda. DA INCLUSÃO DOS CUSTOS COM A AQUISIÇÃO DE GÁS GLP Neste aspecto, entendo não assistir razão à contribuinte. Entendo que o gás GLP, por não se enquadrar nos conceitos de matérias-primas, produtos intenriediários e material de embalagem, não ensejam direito de crédito do IPI, nos termos do inciso I do art. 66 do RIPI, Decreto n 2 83.263/79, e do Parecer Nonnativo CST n2 65/79. De fato, o inciso 1 do art. 66 do RIPI/79 (Decretd n 2 83.263/79, atual art. 164 do RIPI/2002, Decreto n2 4.544/2002) então vigente, expressamente dispunha que: "Art. 66. Os estabelecimentos industriais e os que, lhe são equiparados poderão creditar-se (Lei n° 4.502/64, art. 25).1 - do intpos o relativo a Inatérias-primas, produtos intermediários e material de 'embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se, entre as matérias-primas e os produtos intcrtnediários, aqueles que embora não se integrando no novo pro luto, forem consumidos no processo de industrialização., salvo se co, zpreendidos entre os bens do ativo permanente." (negritei) Por seu turno, o Parecer Normativo CST n2 65/79 expressamente reconhece que a expressão "consumidos" "há de ser entendida án sentido amplo abrangendo exemplificativamente o desgaste, o desbaste, o dano e a perda de propriedades físicas ou •• . Processo n.° 13890.000266/2001-14 • 1 CCO2/CO2 Acórdão n.° 20248.155 Fls. 6• , • químicas, desde que decorrentes .de ação direta do insumo sobre o produto em fabricação, ou por este diretamente sofrida", donde' fazem jus ao crédito "as ferramentas manuais e as intermutáveis, bem como quaisqyer outraLbens que, não sendo partes nem peças de máquinas independentemente de suas qualificações tecnológicas", enquadrem-se no conceito de "produtos coniivilidos". - • • Na interpretação aplicação desses, preceitos este Egrégio Conselho também já assentou que "para que eja caracterizado como matéria-prima. ou produto intermediário, faz- se necessário o consumo, o desgaste ou a alteração do là timo, eal função , de ação direta exercida sobre o produto em fabricação, ou vice-versa, oriunda de ação diretamente pelo produto em industrialização", o queinocorre com energia elétrica, lenha, carvão mineral, óleo diesel, querosene e gás, que, por desatenderem estas circunstâncias, não se incluem nos conceitos de matérias-primas ou produtos intermediários que' autorizariam o creditamento (cf. decisão da 22 Câmara deste 22 CC no Acórdão n2 '202-10.702; de 11/11/98, in DOU de 23/06/99). Nesse sentido é indiscrepante a jurisprudência • da Colenda CSRF e que tive oportunidade de aplicar diversas vezes, como se pode ver das seguintes ementas: "(..) IPI - Crédito Presumido -: ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS - Para que possam ser incluidos t no rol dás matérias- , • primas ou de produtos intermediários a que alude a legislação do IPI, ru) é condição sine qua non que o insumo seja consumido, deSgastado ou ,t2 alterado, em função de ação direta exercida sobre , o Produto em E fabricação, ou vice-versa, ainda que não venha a integrar o novo E si- produto. A energia elétrica e os combustíveis, por não preencherem cél essas condições, não podem ser considerados conto matéria-prima ou O produto intermediário para fins de cálculo desse :beneficia fiscal. (...) 16 2 O S..) rz. Recurso especial parcialmente provido." (cf. :Acórdãd CSRF/02- 2 5 01.707, da 22 Turma da CSRF, no Recurso n2 110.075, Processo n2 91 8 10935.000803/97-28, rel. Cons. Francisco Mauricio R. de Albuquerque z 2o • Silva, sessão de 11/05/2004). La ap 2 h'•-•., e "(-)CREDITAMENTO BÁSICO. Há direito ao crédito em relação aos S 8 inSumos *que participem do processo produtivo,: desde que em ação ttc2 direta com o produto final e com seu desgaste, perdendo suas • g. • • características fisicas e/ou químicas. Produtos para tratamento de 2 e e água e combustíveis para a caldeira e o gerador hão se incluem neste contato. Recurso provido em parte." (cf. Acórdão n2 202-16.306, da 2! Câmara deste r CC, Recurso n2 122.465, Processo n2 • 13982.000113/99-45, rel. Cons. Gustavo Kelly Alencar, áessão de 17/05/2005, em nome de Cooperativa Central Oeste Catarinense Ltda.) (negritei). .•, . . . . , • 1 Releva notar ainda que o Egrégio STJ recentemente assentou que "a energia eléfrica não se enquadra no conceito de insumo e, portanto, não gera direito a crédito a ser compensado com o montante devido a título , de . .1PI na : operação de saída do produto industrializado" como citando precedentes de ambas as Turmas de. Direito Público". (cf. 20 Turma do STJ no REsP n2 782.699-RS, Reg. n2 2005/01 .55734W rel. Min, Castro Meira, sessão de 16/05/2006, publ. in D1 U de 25/05/2006, p. 216). . . . • -..• • / . , ...... . • Processo n.• 13890.000266/2001-14 CCO2/CO2 Acórdão n.. 202-18.155 , Fls. 7 , 1, Pelo exposto voá:, no sentido de dar parcial provimento ao recurso, reconhecendo o direito à inclusão dos custos com a industrialização por encomenda no valor do crédito presumido, e mantendo a glosa do valor relativo à aqUisição de gás GLP. , É COMO voto. 1 Sala das Sessões, em 20 de junho de 2007. .1 , ks I GUS KEL Y ALENCARke MF .: SEU G (134114 OECI &N roL:14 00 DoCriCi GO iti T. Ir VENTES Brasilia,_012 da i Wall-- , I Andrezza seintento SChnicikal Mel. Siepe 1377389 , 1 — 1 1 I , , 1 i 1 1 ' i 1 ' ' . , . - •, i - 1 i .._ , - 1 • , , .. , 1 i ' , • 1 ? • . 1 _ Page 1 _0036600.PDF Page 1 _0036700.PDF Page 1 _0036800.PDF Page 1 _0036900.PDF Page 1 _0037000.PDF Page 1 _0037100.PDF Page 1
score : 1.0
