Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,521)
- Primeira Turma Ordinária (16,450)
- Primeira Turma Ordinária (16,356)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,557)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,954)
- Terceira Câmara (68,506)
- Segunda Câmara (57,351)
- Primeira Câmara (21,646)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,890)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,647)
- Segunda Seção de Julgamen (116,088)
- Primeira Seção de Julgame (77,944)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,141)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,432)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,201)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,769)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,673)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,301)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,525)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10830.002967/2006-19
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO
O Instituto da denúncia espontânea não alberga as infrações meramente formais, sem qualquer vínculo direito com a existência do fato gerador de tributos. Os artigos 88 da Lei n° 8.981/95 e 138 do Código Tributário Nacional tratam de realidades jurídicas diferentes.
Numero da decisão: 2802-000.676
Decisão: Acordam os membros da Segunda Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, Por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso interposto. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Carlos Nogueira Nicácio e Sidney Ferro Barros.
Matéria: IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
dt_index_tdt : Sat Nov 05 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO O Instituto da denúncia espontânea não alberga as infrações meramente formais, sem qualquer vínculo direito com a existência do fato gerador de tributos. Os artigos 88 da Lei n° 8.981/95 e 138 do Código Tributário Nacional tratam de realidades jurídicas diferentes.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10830.002967/2006-19
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4920212
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 03 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.676
nome_arquivo_s : 280200676_170396_10830002967200619_006.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : DAYSE FERNANDES LEITE
nome_arquivo_pdf_s : 10830002967200619_4920212.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros da Segunda Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, Por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso interposto. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Carlos Nogueira Nicácio e Sidney Ferro Barros.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
id : 4739016
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:39 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648811872387072
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1523; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 55 1 54 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.002967/200619 Recurso nº 170.396 Voluntário Acórdão nº 280200.676 – 2ª Turma Especial Sessão de 10 de fevereiro de 2011 Matéria IRPF Recorrente JOSÉ ROBERTO BAGAROLLI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO O Instituto da denúncia espontânea não alberga as infrações meramente formais, sem qualquer vínculo direito com a existência do fato gerador de tributos. Os artigos 88 da Lei n° 8.981/95 e 138 do Código Tributário Nacional tratam de realidades jurídicas diferentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Segunda Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, Por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso interposto. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Carlos Nogueira Nicácio e Sidney Ferro Barros. (assinado digitalmente) Valéria Pestana Marques Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Valéria Pestana Marques (Presidente da turma), Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Erichsen, Fl. 1DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUE S 2 Dayse Fernandes Leite. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Carlos Nogueira Nicácio e Sidney Ferro Barros. Relatório Tratase de Notificação de Lançamento de fl. 16, lavrada para a exigência da Multa por Atraso na Entrega na Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física – DIRPF relativa ao anocalendário de 2002, no valor de R$ 8.570,22. Discordando da exigência fiscal, o interessado apresenta a impugnação argumentando estar protegido pela espontaneidade prevista no artigo 138 do Código Tributário Nacional. Requer, por fim, que seja acolhida a impugnação e determinado o cancelamento da multa em questão. A decisão de primeira instância concluiu, então, por declarar procedente o lançamento, não aceitando a tese de denúncia espontânea. A ciência de tal julgado se deu por via postal em 13/05/2008, consoante o AR – Aviso de Recebimento – de fl. 34. À vista disso foi protocolizado, em 11/06/2008, recurso voluntário dirigido ao então Primeiro Conselho de Contribuintes, fl. 35 a 41, no qual o pólo passivo, por meio do representante do contribuinte, consoante documento de fl. 34, questiona a exação procedida. Em sua peça recursal, o recorrente reafirma as razões de defesa trazidas em sede de impugnação, asseverando ainda, em síntese, que: O disposto no art. 138 do CTN se aplica, ao caso dos autos, uma vez que o contribuinte entregou a declaração do IR fora do prazo, mas antes de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, o que caracteriza, de forma inequívoca, que denunciou espontaneamente a infração; por conta disso, não está sujeito a qualquer penalidade. A previsão do artigo 138 do CTN incentiva à confissão de dívida e à regularização da situação fiscal dos contribuintes. É ato que beneficia o Estado e facilita o trabalho de fiscalização e de arrecadação. Pondera que a jurisprudência já consolidou entendimento de que a entrega da declaração do imposto de renda fora do prazo assinalado, mas antes de iniciado qualquer procedimento administrativo no sentido de exigila, afasta a obrigação do pagamento da multa, pela ocorrência da denúncia espontânea. Finaliza invocando o princípio da hierarquia das normas, vez que a multa que se impõe está fundamentada no art. 88 da Lei Nº. 8981 de 1995 (Lei Ordinária); e o instituto da denúncia espontânea, que prevê a exclusão da responsabilidade pela denúncia espontânea da infração, antes do início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, está previsto no artigo 138 do CTN, Lei Complementar, hierarquicamente superior a lei ordinária. Ademais o artigo 146, inciso III, da CF, dispõe que cabe a lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUE S Processo nº 10830.002967/200619 Acórdão n.º 280200.676 S2TE02 Fl. 56 3 O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 54, que também trata do envio dos autos ao então Primeiro Conselho de Contribuintes. É o relatório. Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora. O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. A base legal da autuação em foco encontrase no art. 88, inciso I, da Lei n° 8.891/95, combinado com o art. 30 da Lei n° 9.249/95, que aplica pena de multa pela falta de apresentação da declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado pela Secretaria da Receita Federal. De acordo com o art. 1°, inciso I, da Instrução Normativa SRF nº 290, de 30 de Janeiro de 2003, a pessoa física com rendimentos tributáveis acima de R$ 12.696,00, estava obrigado a apresentar a declaração de ajuste anual do exercício 2003. No caso vertente, a Declaração de Ajuste Anual da Pessoa Física do exercício 2003, do contribuinte foi apresentada intempestivamente (em 25/04/2006). A matéria é bastante conhecida, sendo certo que não se discute no caso em pauta, o fato de ter sido a declaração entregue após o prazo, mas, apenas, o fato de a entrega extemporânea ficar sujeita à multa regulamentar. Em assim sendo, passo a analisar o cabimento da multa vergastada. Fundamentalmente, no recurso voluntário, o representante do contribuinte buscou se amparar no instituto da denúncia espontânea para rechaçar a multa lançada. Essa questão já foi pacificada no âmbito da 48º Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF, quando se prolatou o Acórdão n° CSRF/0400.003, de 15 de março de 2005, tendo como relatora do voto vencedor a conselheira Leila Maria Scherrer Leitão. Considerando que o julgado da CSRF acima se amolda com perfeição ao caso em debate, utilizoo como fundamento para esta decisão, verbis: “Exsurge do relatório que a lide restringese à aplicabilidade do instituto da denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN ao sujeito passivo que cumpre a obrigação de apresentar a DIRPF, espontaneamente, antes de qualquer procedimento fiscal, mas a destempo. Permitame a ilustre ConselheiraRelatora Maria Goretti de Bulhões Carvalho, a quem aprendi a admirar pelos brilhantes posicionamentos jurídicos e enfático senso de justiça fiscal, discordar de seu posicionado, quanto ao entendimento de se Fl. 3DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUE S 4 aplicar o instituto da denúncia espontânea (CTN, art. 138), para dispensar a multa lançada no caso de apresentação espontânea de declaração de rendimentos após o prazo fixado em lei para sua entrega. A matéria já foi objeto de contradições e controvérsias junto aos Conselhos de Contribuintes e na Primeira Turma da CSRF firmandose, num primeiro momento, à maioria, o entendimento de se aplicar o disposto no art. 138 do CTN, inclusive aos casos de cumprimento a destempo de obrigações acessórias (formais). No julgado em lide, acompanhei o voto vencedor em face dos julgados proferidos pela Primeira Turma do STF e Segunda Turma do STJ. Não obstante, em sessões subseqüentes, esta Conselheira tomou conhecimento de novo posicionamento do STJ, quando, então, retornei ao posicionamento anterior no sentido de que o art. 138 do CTN não alberga obrigações formais. Feitas tais considerações, adoto os seguintes argumentos condutores do voto vencedor constante em Acórdão da lavra da i. Conselheira Maria Teresa Martinez López, a seguir transcritos: "Ressalvado o meu ponto de vista pessoal (1), cumpre noticiar que o Superior Tribunal de Justiça, cuja missão precípua é uniformizar a interpretação das leis federais, vem se pronunciando de maneira uniforme — por intermédio de suas 1ª e 2ª Turmas, formadoras de 1ª Seção e regimentalmente competentes para o deslinde de matérias relativas a "tributos de modo geral, impostos, taxas, contribuições e empréstimos compulsórios" (Regimento Interno do STJ, art. 9º, § 1°, IX) , no sentido de que não há de se aplicar o beneficio da denúncia espontânea nos termos do artigo 138, do CTN, quando se referir a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a declaração de contribuições e tributos federais — DCTFs. Decidiu a Egrégia /a Turma do Superior Tribunal de Justiça, através do Recurso Especial n° 195161/G0 (98/008490050), em que foi relator o Ministro José Delgado (DJ de 26.04.99), por unanimidade de votos, que: TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ENTREGA COM ATRASO DA DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. MULTA.INCIDÊNCIA. ART. 88 DA LEI 8.981/95. 1 A entidade "denúncia espontânea" não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a declaração do imposto de renda. 2 As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vinculo direito com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138, do CTN. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUE S Processo nº 10830.002967/200619 Acórdão n.º 280200.676 S2TE02 Fl. 57 5 3 Há de se acolher a incidência do art. 88, da Lei n° 8.981/95, por não entrar em conflito com o art. 138, do CTN. Os referidos dispositivos tratam de entidades jurídicas diferentes." O STJ pacificou a questão mediante o ERESP 208097/PR, publicado no DJ de 15 de outubro de 2001, in verbis: "TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. ENTREGA EXTEMPORÂNEA DA DECLARAÇÃO. CARACTERIZAÇÃ INFRAÇÃO FORMAL. NÃO CONFIGURAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. I. A entrega da declaração do Imposto de Renda fora do prazo previsto na lei constitui infração formal, não podendo ser tida como pura infração de natureza tributária, apta a atrair o instituto da denúncia espontânea previsto no art. 138 do Código Tributário Nacional. II. Il. Ademais, "a par de existir expressa previsão legal para punir o contribuinte desidioso (art. 88 da Lei n° 8.981/95), é de fácil inferência que a Fazenda não pode ficar à disposição do contribuinte, não fazendo sentido que a declaração possa ser entregue a qualquer tempo, segundo o arbítrio de cada um". (Resp n° 243.241RS, Rel. Min. Franciulli Netto, DJ de 21.08.2000). III. Embargos de divergência rejeitados." Pacificada, pois, a jurisprudência no Superior Tribunal de Justiça no sentido de não se estender às obrigações formais (acessórias) o instituto da denúncia espontânea. Assim, a intempestividade na entrega de declaração, seja a declaração de imposto de renda, ora em lide, declaração sobre operações imobiliárias ou mesmo a declaração de imposto retido na fonte, acarreta a aplicação de multa específica ao caso, nos termos da lei vigente. Em face do exposto, NEGO provimento ao recurso especial interposto pela interessada, mantendo a decisão recorrida.” Como já dito, o voto antes transcrito se amolda com perfeição ao caso em debate no presente recurso voluntário. Assim, adotoo como fundamento de minha decisão, e voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 10 de fevereiro de 2011. (assinado digitalmente) Fl. 5DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUE S 6 Dayse Fernandes Leite Relatora Fl. 6DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 10/03/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUE S
score : 1.0
Numero do processo: 10880.029777/88-75
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2000
Ementa: ENQUADRAMENTO TARIFÁRIO. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS.
Insuficientes as provas aptas a justificar a autuação efetuada. Artigo 112 do CTN impõe a interpretação mais benigna ao contribuinte em caso de dúvida. Mantido o enquadramento tarifário indicado pelo autuado.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-29.390
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos,em dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200008
ementa_s : ENQUADRAMENTO TARIFÁRIO. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. Insuficientes as provas aptas a justificar a autuação efetuada. Artigo 112 do CTN impõe a interpretação mais benigna ao contribuinte em caso de dúvida. Mantido o enquadramento tarifário indicado pelo autuado. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2000
numero_processo_s : 10880.029777/88-75
anomes_publicacao_s : 200008
conteudo_id_s : 5798628
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-29.390
nome_arquivo_s : 30329390_108800297778875_200008.pdf
ano_publicacao_s : 2000
nome_relator_s : MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 108800297778875_5798628.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos,em dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2000
id : 4618302
ano_sessao_s : 2000
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:31 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-06-24T19:58:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-06-24T19:58:35Z; created: 2013-06-24T19:58:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2013-06-24T19:58:35Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-06-24T19:58:35Z | Conteúdo =>
_version_ : 1748648811901747200
score : 1.0
Numero do processo: 10845.008747/92-47
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jul 30 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 303-00.564
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à repartição de origem, nos termos do voto do Conselheiro relator.
Nome do relator: ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 15 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199307
turma_s : Terceira Câmara
numero_processo_s : 10845.008747/92-47
conteudo_id_s : 6681892
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.564
nome_arquivo_s : Decisao_108450087479247.pdf
nome_relator_s : ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 108450087479247_6681892.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à repartição de origem, nos termos do voto do Conselheiro relator.
dt_sessao_tdt : Fri Jul 30 00:00:00 UTC 1993
id : 9540336
ano_sessao_s : 1993
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:51 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648811912232960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30300564_108450087479247_199307; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-01T16:55:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30300564_108450087479247_199307; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30300564_108450087479247_199307; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-01T16:55:54Z; created: 2017-06-01T16:55:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-06-01T16:55:54Z; pdf:charsPerPage: 872; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-01T16:55:54Z | Conteúdo => ."\" •MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSE LHO DE CONTR Ieu IN T E S TERCEIRA CAMARA 10845-008747/92-47 mfc Sessão de Recurso nl:? : Recorrente: PROCESSO N9 ---------------- -30 de julhodel.99-2 ACORDA0 N~ _ 115.457 LACHMANNN AGENCIAS MARITIMAS S/A Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, _I I Recor-rid DRF - Santos - SP R E S O L U ç ~ O N. 303-564 Membros da Terceira C~mara do Terceiro por unanimidade de votos, em converter o reparti~~o de origem, nos termos do voto • RESOLVEM os Conselho de Contribuintes, julgamento ~m diligência à do Conselheiro relator. 8rasllia-DF., 30 de julho de 1993. Presidente - Relatora a Faz. Nacional VISTO EM SESS~O DE: Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: Dione Maria Andrade da Fonseca, Sandra Maria Faroni, Milton de Souza Coelho, Carlos 8arcanias Chiesa (suplente). Ausentes os Conse- lheiros Leopoldo César Fontenelle, Malvina Corujo de Azevedo Lopes e Humberto Esmeraldo Barreto Filho. DAMEFP/DF - SECOS N!_047/92 - ~. H. • 2 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CAMARA RECURSO N. 115.457 - RESOLUÇ~O N. 303-564 RECORRENTE LACHMANN AG~NCIAS MARITIMAS S/A RECORRIDA DRF - Santos - SP RELATORA ROSA MARTA MAGALH~ES DE OLIVEIRA R E L A T O R I O Contra Lachmann Agências Maritimas S.A. foi lavrado Auto de Infra~~o de fls. Oi/verso, sob a alega~~o de que o navio de nacionalidade panamenha "Ganta" saiu do porto de Santos no periodo de 11 a 18 de setembro de 1992 sem o devido "Passe de Saida". Notificada, tempestivamente, a autuada impug- na a a~~o fiscal, alegando que: - o navio "ganta" saiu do respectivo porto no dia 12/09/92, sem obter da reparti~~o adua- neira o respectivo "passe de saida", em de- corrência de for~a maior"; naquele periodo, a reparti~~o aduaneira, esteve paralisada em virtude de greve defla- grada pelos auditores fiscais no Tesouro Na- cional; o movimento paredista, n~o tinha data para terminar, sendo este o motivo da saida da em- barca~~o sem o respectivo "passe de saida", documento, este, que formaliza a autoriza~~o fiscal, como muitas outras embarca~ôes; • J • caso permanecessem aportadas, provocariam congestionamento pondo em risco a seguran~a da navega~~o; - diante de tal situa~~o o Senhor Capit~o dos Portos .do Estado de S~o Paulo autorizou a saida dos navios, sendo esta a única forma de solucionar a quest~o, pois n~o existia um es- quema de emergência objetivando evitar os transtornos advindos para o Porto de Santos, repercutindo os danos em detrimento da ini- ciativa privada e dos interesses nacionais; a requerente n~o cometeu a infra~~o a si atribuida no auto de infra~~o, porquanto se o controle fiscal ficou prejudicado, isso ocor- reu, n~o. por ato de sua responsabilidade, mas sim em decorrência da greve dos senhores au- ditores fiscais, entre eles o próprio autor da a~~o fiscal; • 3 Rec.: 115.457 Res.:303-564 imp~e-se a insubsist@ncia do procedimento fiscal. A autoridade de primeiro grau com base nos Considerandas, "in verbis": considerando que a autuada in- fringiu o disposto no art. 28 parágrafo único do R.A. (Dec. 91.030/89), que prevê o controle fiscal de veiculos desde o seu ingresso no território aduaneiro até a sua efetiva sai- da. - o procedimento da autuada constitui ilicito punivel com a multa do art. 107, V, do D.L. 37/66 reda~~o do art. 5. do D.L. 751/69, con- solidado pelo artigo 522, 11 do R.A.; a greve de funcionários públicos constitui direito constitucionalmente previsto desde 1988, sendo que a sua ocorrência é obviamente eventual, n~o podendo configurar-se como "fa- to necessário" julga procedente ar;:~ofiscal, assim ementada: "Fundamentos Legais de Exigência fiscal. Partida de navio sem autoriza~~o fiscal constitui ilicito punivel com a multa do art. 107, V, do D.L. 37/66, reda~~o do art. 5. do D.L. 751/69, consolidado no artigo 522 inciso 11 do R.A.". Irresignada, a interessada interp~e recurso ~ voluntário a este colegiado reafirma80 as alega~~es da fase impugnatória, citando Acórd~o do Tribunal Regional Federal da 2. Regi~o, da Apela~~o em Mandado de Seguran~a em situa- r;:~o análoga: (a greve dos funcionários do Ministério da Agricultura). fls. 19. Invoca, ainda, aforismo romano: "Ubi eadem ratio, ibi idem jus staduendum", onde houver a mesma raz~o, ai se deve estatuir o mesmo direito". Espera seja dado provimento ao presente re- curso, declarando-se a improcedência de a~~o fiscal. E o relatório. "ganta" de greve ciona 1 • principio, comunicar a de saida". • • • 4 Rec.: 115.457 Res.: 303-564 o v O T O A ora recorrente alega que a saida do navio de nacionalidade panamenha ocorreu em decorr@ncias deflagrada pelos auditores fiscais do Tesouro Na- Entretando, entendo que ~ referida greve, em ;I n~o impossibilita o cumprimento da obriga~~o de data de saida da embarca~~o e o pedido do "passe Essa comunica~~o, com a consequente expedi~~o do referido "passe de saida", n~o é necessariamente feita ao auditor fiscal, podendo ser formalizada no protocolo da re- parti~~o aduaneira, onde atuam servidores que desempenham atividades-meio, n~o participando de greve dos auditores fiscais. Diante do exposto, entendo deva o julgamento ser convertido em dilig@ncia à Reparti~~o de Origem para: a) informar se houve por parte da empresa em lide, a solicital;~o do "passe de saida", ou tomou qualquer provid@ncia a fim de regulari- zar a saida de embarca~~o; b) intimar a ora recorrente, solicitando da mesma a comprova~~o de ter solicitado o "pas- se de saida". Sala das Sess~es, em 30 de julho de 1993 . ROSA~ES DE OLIVEIRA - Relatora 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10845.007835/92-77
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 10 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Tue Nov 10 00:00:00 UTC 1998
Numero da decisão: 303-00.722
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em
diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA - Relator ad hoc
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 05 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199811
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 10 00:00:00 UTC 1998
numero_processo_s : 10845.007835/92-77
anomes_publicacao_s : 199811
conteudo_id_s : 6692249
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 31 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.722
nome_arquivo_s : 30300722_108450078359277_199811.PDF
ano_publicacao_s : 1998
nome_relator_s : JOÃO HOLANDA COSTA - Relator ad hoc
nome_arquivo_pdf_s : 108450078359277_6692249.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 10 00:00:00 UTC 1998
id : 4625315
ano_sessao_s : 1998
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:33 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648811954176000
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-30T11:39:56Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 5; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-30T11:39:56Z; Last-Modified: 2013-10-30T11:39:56Z; dcterms:modified: 2013-10-30T11:39:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:714df7ea-de1f-440d-870a-2f14161497a2; Last-Save-Date: 2013-10-30T11:39:56Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-30T11:39:56Z; meta:save-date: 2013-10-30T11:39:56Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-30T11:39:56Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-30T11:39:56Z; created: 2013-10-30T11:39:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2013-10-30T11:39:56Z; pdf:charsPerPage: 942; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-30T11:39:56Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N' : 10845.007835/92-77 SESSÃO DE : 10 de novembro de 1998 RECURSO N' : 119.367 RECORRENTE : GETOFLEX METZELER INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA RECORRIDA : DRJ/SÃO PAULO/SP RESOLUÇÃO N°303-722 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 10 de novembro de 1998 OLANDA COSTA residente e Relator "ad hoc" itb DEL 1999 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: SÉRGIO SILVEIRA MELO, NILTON LUIZ BARTOLI, MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, TEREZA CRISTINA GUIMARÃES FERREIRA (Suplente) e ISALBERTO ZAVA0 LIMA. Ausente a Conselheira ANELISE DAUDT PRIETO tmc MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO 119.367 RESOLUÇÃO N° : 303-722 RECORRENTE GETOFLEX METZELER INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA RECORRIDA : DRESÃO PAULO/SP RELATOR "ad hoc" : JOÃO HOLANDA COSTA RELATÓRIO A Empresa procedeu A importação, pela DI n° 032.861, registrada em 31/07/92, na D.R.F. de Santos, de um torno horizontal de comando numérico, tipicamente automático, monofuso, marca MAZAK - CNC - modelo SQT - 10-M -, completo, com os equipamentos e acessórios normais, classificado na posição 84.58.11.01.01, submetido a tributação de aliquota reduzida para 20/%. Por ocasião da conferência fisica, a fiscalização aduaneira, louvada em laudo técnico constante de fls. 21, que fez detalhada distinção entre "torno automático" e "torno tipicamente automático", concluiu que a máquina em exame não poderia ser considerada como "torno tipicamente automático", condição fundamental para a classificação pretendida, deslocando-o para a posição 84.58.11.99.00, tributado sob a aliquota de 45% e em consequência lavrou o auto de infração de fls. 01, imputando à interessada a exigência do imposto de importação, multa prevista no art. 40 - I da Lei 8218/91, no montante de Cr$ 267.764.184,34. Intimada, a Autuada ofertou tempestiva impugnação, aduzindo em sintese que: O torno importado tem qualificação de "tipicamente automático", porque realiza uma sucessão ordenada de operações, sem necessidade de intervenção humana para executar suas manobras, sendo para a programação do painel. O que distingue o torno automático do semi-automático, é a presença neste do operário durante o desbaste do material. Conclui postulando a insubsistência da imputação. Em face da impugnação, foi solicitada nova audição do técnico certificante, que manifestando-se As fl. 56, confirmou suas conclusões iniciais. A autoridade de primeira instancia concluiu pela procedência da imputação inaugural, sob os seguintes fundamentos: A diferença entre os tipos de tornos, reside no seu grau de automação. O grau máximo define-se como "tipicamente automático", ou seja, todas as suas operações são efetuadas automaticamente, em especial, alimentação de material, troca de ferramentas e saída de peças acabadas, sem auxilio de operário 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.367 RESOLUÇÃO N° : 303-722 especializado. A ausência de qualquer desses requisitos retira-lhe a qualificação, podendo considerar-se automático ou semi-automático. A máquina objeto de exame, conforme laudo técnico, foi qualificada como "torno semi-automático", e portanto deverá ser classificada na posição 84.58.11.99.00, como pretendido pela fiscalização. Intimada, a Recorrente ofertou tempestivo apelo, por via das razões de fls. 72/76, arguindo em sintese que: O fabricante da máquina afirma em declaração que o torno modelo SQT - 10-M é "tipicamente automático", independente de ter sistema de carga ou descarga de peças automático, dispositivo que nele pode ser acoplado para otimizá- lo. O próprio Ministério da Fazenda referendou em consulta formulada pelo fabricante, que os tornos automáticos da série QT e SQT são classificados na posição 84.58.11.01.01, homologando orientação NBM/DIVITRI-8a RF n° 463/92, de 11/11/1992. A Procuradoria da Fazenda Nacional manifestou-se as fl. 91/92, pela manutenção da exigência inaugural. o relatório. • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° 119.367 RESOLUÇÃO N° 303-722 VOTO 0 objeto do litígio sob desate neste feito está limitado em se decidir se a máquina importada pela DI n° 032861 (fl. 3/7), - torno horizontal de comando numérico monofuso- modelo SQT- 10M -, é tipicamente automático, como descrito, especificidade que ensejaria a sua classificação na posição 84.58.11.01.01, com aliquota reduzida para 20%, ou se trata de equipamento automático ou semi- automático, deslocando-se para a posição 84.58.11.99.00. 0 laudo pericial de fl. 21, instruido por informe de texto tecnológico especializado e manuais do fabricante, é detalhado na demonstração das qualificações dessas máquinas, esclarecendo que consideram-se "tipicamente automáticos", os tornos em que, sem exceção, as suas operações de trabalho são efetuadas automaticamente, através de dispositivos apropriados, principalmente a alimentação de materiais, troca de ferramentas, saída de produtos acabados, podendo trabalhar sem torneiro mecânico e exigindo apenas, para um grupo de cinco ou mais máquinas, uma pessoa sem qualquer qualificação especial, para colocar as barras de material a serem trabalhadas, nos alimentadores automáticos. A falta de um s6 desses requisitos já fará necessária a presença permanente de um torneiro mecânico, o que lhe retira a condição de "tipicamente automático", podendo, em face do automatismo remanescente, ser considerado como automático ou semi-automático. E conclui, ao afirmar que o torno examinado não atende A qualificação de tipicamente automático, por não dispor de dispositivo de alimentação automática de peças a serem usinadas, equipamento não disponível no modelo SQT- 10M- importado, conforme fls. 12/15, do catálogo do fabricante.(fls. 36/39) Na peça recursal, a Recorrente anexa, As fl. 78, declaração do fabricante, que considera a máquina "tipicamente automática", confirmando no entanto, que o modelo importado não dispõe de sistema automático de carga e descarga de peças, que nele pode ser acoplado, otimizando a sua automação. A informação anexada As fl. 86, nada adiciona ao desate do detalhe técnico objeto do feito. A consulta formulada pelo fabricante em 1992, se refere a "torno horizontal monofuso de comando numérico automático, séries QUICK TURN E SUPER QUICK TURN "fazendo ligeira, genérica e única descrição das operações, para os seus inúmeros e diversificados modelos, referindo-se a carga e descarga manual ou por meio de alimentador automático, inexistindo qualquer referencia ou abordagem sobre a máquina com qualificação de "tipicamente automática" e sua 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO RESOLUÇÃO N° : 119.367 : 303-722 especifica distinção das demais, detalhe fundamental e indispensável, para ensejar a exata classificação. Em face do exposto, e inobstante a clareza do laudo de fl. e o que se infere do catálogo do fabricante, impõe-se caracterizar com suficiência, a distinção entre torno tipicamente automático - torno automático e semi-automático, razão por que, voto pela conversão do julgamento em diligência ao TNT, a fim de que aquele Instituto se digne responder aos seguintes quesitos: 1- Qual a diferença tecnológica e operacional entre os tornos - tipicamente automático, automático e semi-automático ? 2- 0 torno objeto do feito, modelo SQT - 10M - é dotado de alimentador automático de carga e descarga de peças ? A falta desse recurso, dá-lhe ou retira-lhe o caráter "Tipicamente Automático ? Oferece o perito detalhes das suas operações ? 3- Em face do exame das suas operações, em qual das hipóteses constantes do quesito 10 se enquadra o torno objeto do feito, modelo SQT-10M ? Porquê? Ofereçam a Repartição de Origem e a Recorrente, quesitos suplementares, querendo. Sobre o laudo, manifestem-se a Repartição de Origem e a Recorrente, antes do retorno do feito a este E. Conselho. Sala das Sessões, em 10 de novembro de 1998 Joà HO ANDA COSTA — Relator "ad hoc"
score : 1.0
Numero do processo: 11128.004058/96-09
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 12 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Tue Sep 12 00:00:00 UTC 2000
Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL - "EX " TARIFÁRIO.
A preparação medicamentosa, contendo a bacitracina de zinco, na
condição de substância ativa, polissacarídeo, substâncias inorgânicos, a base de carbonato e sulfato, e de partes de plantas pulverizadas, em pó, acondicionada para venda a retalho, utilizada na Medicina Veterinária com fins terapêuticos e, principalmente, com fins profiláticos, é classificada no
código NBM/SH 3004.20.0100. Portanto, o produto em referência não é beneficiário da redução tarifária prevista no "EX" 001 do código NBM/SH 2941.90.0102, concedido por intermédio da Portaria MF n°402/93.
RECURSO 1MPROVIDO
Numero da decisão: 303-29.403
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Sérgio Silveira Melo, relator, Nilton Luiz Bartoli, Manoel D'Assunção
Ferreira Gomes e Irineu Bianchi. Designado para redigir o acórdão, o Conselheiro José Fernandes do Nascimento.
Nome do relator: SÉRGIO SILVEIRA MELO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 05 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200009
ementa_s : CLASSIFICAÇÃO FISCAL - "EX " TARIFÁRIO. A preparação medicamentosa, contendo a bacitracina de zinco, na condição de substância ativa, polissacarídeo, substâncias inorgânicos, a base de carbonato e sulfato, e de partes de plantas pulverizadas, em pó, acondicionada para venda a retalho, utilizada na Medicina Veterinária com fins terapêuticos e, principalmente, com fins profiláticos, é classificada no código NBM/SH 3004.20.0100. Portanto, o produto em referência não é beneficiário da redução tarifária prevista no "EX" 001 do código NBM/SH 2941.90.0102, concedido por intermédio da Portaria MF n°402/93. RECURSO 1MPROVIDO
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 12 00:00:00 UTC 2000
numero_processo_s : 11128.004058/96-09
anomes_publicacao_s : 200009
conteudo_id_s : 4400413
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 01 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-29.403
nome_arquivo_s : 30329403_119373_111280040589609_007.PDF
ano_publicacao_s : 2000
nome_relator_s : SÉRGIO SILVEIRA MELO
nome_arquivo_pdf_s : 111280040589609_4400413.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Sérgio Silveira Melo, relator, Nilton Luiz Bartoli, Manoel D'Assunção Ferreira Gomes e Irineu Bianchi. Designado para redigir o acórdão, o Conselheiro José Fernandes do Nascimento.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 12 00:00:00 UTC 2000
id : 4699559
ano_sessao_s : 2000
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:36 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648811963613184
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T14:15:11Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T14:15:11Z; Last-Modified: 2009-08-07T14:15:11Z; dcterms:modified: 2009-08-07T14:15:11Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T14:15:11Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T14:15:11Z; meta:save-date: 2009-08-07T14:15:11Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T14:15:11Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T14:15:11Z; created: 2009-08-07T14:15:11Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-07T14:15:11Z; pdf:charsPerPage: 1582; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T14:15:11Z | Conteúdo => 41 silhá :rz:fee " MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO 14° : 11128.004058/9409 SESSÃO DE : 12 de setembro de 2000 ACÓRDÃO N° : 303-29.403 RECURSO N° : 119.373 RECORRENTE : M. CASSAB COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA RECORRIDA : DRJ/SÃO PAULO/SP CLASSIFICAÇÃO FISCAL - "EX " TARIFÁRIO. A preparação medicamentosa, contendo a bacitracina de zinco, na condição de substância ativa, polissacarideo, substâncias inorgânicos, a base de carbonato e sulfato, e de partes de plantas pulverizadas, em pó, acondicionada para venda a retalho, utilizada na Medicina Veterinária com fins terapêuticos e, principalmente, com fins profiláticos, é classificada no código NBM/SH 3004.20.0100. Portanto, o produto em referência não é beneficiário da redução tarifária prevista no "EX" 001 do código NBM/SH 2941.90.0102, concedido por intermédio da Portaria MF n°402/93. RECURSO 1MPROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Sérgio Silveira Melo, relator, Nilton Luiz Bartoli, Manoel D'Assunção Ferreira Gomes e Irineu Bianchi. Designado para redigir o acórdão, o Conselheiro • José Fernandes do Nascimento. Brasília-DF, em 12 de setembro de 2000 JOÃI lb A COSTA Pres; - SEI, al 'em& ES DO NASCIMENTO Reator Designado 1 30E2 2000 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO e ZENALDO LOIBMAN. tine MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.373 • ACÓRDÃO N° : 303-29.403 RECORRENTE : M. CASSAB COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA RECORRIDA : DRJ/SÃO PAULO/SP RELATOR(A) : SÉRGIO SILVEIRA MELO RELATOR DESIG. : JOSÉ FERNANDES DO NASCIMENTO. RELATÓRIO E VOTO VENCIDO Trata-se de retorno de diligência, nos termos da Resolução n° 303.731, da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, para que o • processo fosse encaminhado ao LABANA, através da repartição de origem, visando a reexaminar a mercadoria e responder alguns quesitos, sanando, assim, as dúvidas existentes nos autos. Com efeito, às fls. 98/101, encontramos o resultado da análise laboratorial, pelo que, à vista de tal prova técnica, já existe possibilidade de enfrentarmos a lide e, por conseqüência, dar-lhe uma justa, técnica e precisa solução. A contribuinte pleiteia a classificação fiscal da mercadoria importada, vale dizer, Bacitracina de Zinco, na posição 2941.90.0102, da TAB- NBM/SH, correspondente às preparações antibióticas destinadas a entrar na fabricação de alimentos completos e complementares, mais conhecidos como pré- misturas, sobre os quais não incide II nem IPI. Ao passo que o fisco adota o código 3004.20.0100, que diz respeito a uma preparação medicamentosa contendo Bacitracina de Zinco, com incidência do II, com alíquota de 10%. À luz do resultado emitido pelo LABANA, dessume-se que a 410 Bacitracina de Zinco, na forma como foi apresentada, destinava-se, especificamente, a ser incorporada às rações animais, sendo obtida por fermentação, diluída com excipientes. Em atendimento à diligência, o LABANA apresentou Informação Técnica n° 0127/99 (fls. 98/101). Às fls. 98, o LABANA explica que: "Preparações contendo a Bacitracina de Zinco como substância ativa, são utilizadas na Medicina Veterinária com fins terapêuticos e, principalmente, com fins profiláticos, agindo, neste último caso indiretamente como fator de crescimento. A ação do principio ativo Bacitracina de Zinco sobre o crescimento dos animais decorre, principalmente, de sua ação sobre as bactérias intestinais. A sua 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.373 ACÓRDÃO N° : 303-29.403 ação profilática não permite que bactérias intestinais, sensíveis à Bacitracina de Zinco, produzam toxinas que perturbem as funções intestinais dos animais, prevenindo, por exemplo, das enterites infecciosas em aves e suínos. A arevencão diminui a mortalidade, estimula o apetite, melhorando o estado geral dos animais, e. consequentemente, favorecendo o crescimento dos mesmos." (GRIFAMOS) Claro está, então, que a Bacitracina de Zinco, além de funcionar como medicamento, pode, também, ser, indiretamente, utilizada como complemento alimentar aos animais, uma vez que, sua ação química, entre outras funções, tem a vantagem de estimular o apetite do animal, o que, à desdúvida, melhora o estado, bem • como favorece o crescimento do mesmo, culminando todos esses fatores na diminuição do índice de mortalidade. Perceba-se que a contribuinte, ao classificar a mercadoria, externou que a finalidade da mesma era justamente utilizá-la como complemento alimentar para animais, inobstante ser, ou não, considerada medicamento. Analisando as notas explicativas do capitulo 30, adotado pelo fisco, extrai-se a seguinte regra: 1. O presente capítulo não compreende: a) os alimentos dietéticos, alimentos enriquecidos, alimentos para diabéticos, complementos alimentares bebidas tônicas e águas minerais. (GRIFAMOS) Considerando que o próprio órgão laboratorial concluiu sobre a • possibilidade de a substância funcionar, apesar de indiretamente, como estimulante de apetite do animal, o que, por conseqüência, favorece seu crescimento, bem como melhora seu estado nutricional, não resta dúvida de que assiste razão à contribuinte, pois o código por ela utilizado retrata bem a finalidade da mercadoria importada, vale dizer, complemento alimentar, motivo pelo qual, não podendo a mercadoria enquadrar-se no capítulo 30, sua posição correta está no código 2941.90.0102. DO EXPOSTO, conheço do Recurso Voluntário, por tempestivo, para, no mérito, DAR-LHE INTEGRAL PROVIMENTO, eximindo a contribuinte da presente ação fiscal. ala das essões, \‘ 12 de s mbro de 2000. ÉRGI I SILaggia LO - Conselheiro 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES " TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.373 ACÓRDÃO N° : 303-29.403 VOTO VENCEDOR Preliminarmente, cabe-me registrar o brilhante voto proferido pelo eminente Conselheiro Sérgio Silveira Melo, entretanto, discordo do entendimento e da conclusão apresentada pelo ilustre Relator originário. O presente litígio trata de lançamento de crédito tributário, formalizado através de auto de infração de fls. 01/05, resultado do trabalho de revisão aduaneira realizado sobre a Declaração de Importação — DI n° 019397/94 (fls. 08/12). Na referida DI, a empresa autuada classificou o produto importado no código TAB 2941.90.0102 — "Antibiótico — Outros Bacitracina de Zincica", cuja alíquota do 1.I • incidente era de 0%, conforme "Ex" 001, instituído pela Portaria MF n° 402/93. A autoridade fiscal revisora, tendo em vista o Laudo Técnico do LABANA n° 3236//95 (fl. 20), rejeitou a classificação fiscal adotada na referida DI e, em decorrência, procedeu à reclassificação fiscal do produto importado para o código TAB 3004.20.0100, cuja aliquota do II incidente era 20%. Intimada a recolher o crédito tributário resultante da mudança de alíquota de 0% para 20% (fl. 23), a contribuinte não cumpriu a exigência formulada, o que originou a presente ação fiscal. Segundo o Laudo Técnico retrocitado, o produto importado em questão "trata-se de uma preparação medicamentosa contendo bacitracina de zinco, polissacarideo, substâncias inorgânicas a base de carbonato e sulfato, e de partes de plantas pulverizadas, em pó, acondicionada para venda a retalho". Portanto, em se tratanto de uma preparação, segundo o disposto na Nota 1, alínea "a" do Capítulo 29, a seguir transcrita, tal produto não pertence a este Capitulo. "Nota 1. Ressalvadas as disposições em contrário, as posições do presente Capítulo apenas compreendem: a) os compostos orgânicos de constituição química definida apresentados isoladamente, mesmo contendo impurezas. omissis ..." (grifei). Segundo a NESH (Considerações Gerais do Capítulo 29, alínea "A"), "um composto de constituição química definida, apresentado isoladamente, é um composto químico distinto, de estrutura conhecida, que não contém outra substância deliberadamente adicionada durante ou após a fabricação (incluída a purificação). Conseqüentemente, um produto constituído, por exemplo, por sacarina 4 \\V MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.373 ACÓRDÃO NP : 303-29.403 misturada com lactose, no intuito de torná-lo particularmente apto para utilização como edulcorante, exclui-se do presente Capítulo." Em face do conteúdo da Nota do Capítulo e da definição da NESH retro transcrito, o Capitulo 29 compreende apenas os produtos puros, com constituição química definida. O produto importado de que trata a presente lide é uma preparação formada pela mistura de vários componentes, sendo a bacitracina de zinco um deles, no caso, a substância ativa. Assim sendo, o produto em apreço não se classifica no código tarifário pretendido pela Recorrente — NBM/SH 2941.90.0102, nem tampouco, em qualquer outro código do Capítulo 29 da referida Nomenclatura. Uma vez demonstrado que o produto em tela não pertence ao 110 Capítulo 29, resta saber agora, em qual Capítulo, e dentro deste, em qual código tarifário o mesmo se classifica. Atendendo solicitação deste Colegiado (Resolução n° 303.731 — fls. 88/93), o LANANA elaborou a Informacão Técnica tf 127/99 (fls. 98/101), respondendo de forma clara e objetiva todas as indagações formuladas pelo relator originário, inclusive acompanhada de cópias das referências bibliográficas citadas (fls. 102/104). Acerca das propriedades e características do produto em tela, concluiu o referido Órgão Técnico o seguinte, verbis: "De acordo com Referência Bibliográfica, a Bacitracina de Zinco na forma que se apresenta, destinada especificamente a ser incorporada às rações animais, é obtida por fermentação, diluída com excipientes, e não é submetida à etapa de purificação como ocorre com a Bacitracina de Zinco, para uso humano. Preparações contendo a Bacitracina de Zinco como substância • ativa, são utilizadas na Medicina Veterinária com fins terapêuticos e principalmente com fins puyiltiticos, agindo neste ultimo caso indiretamente como fator de crescimento. A ação do principio ativo Bacitracina de Zinco sobre o crescimento dos animais decorre, principalmente, da sua ação sobre as bactérias intestinais. A sua ação profilática não permite que bactérias intestinais, sensíveis à Bacitracina de Zinco, produzam toxinas que perturbem as funções intestinais dos animais, prevenindo por exemplo das enterites infecciosas em aves e suínos. A prevenção diminui a mortalidade, estimula o apetite, melhorando o estado geral dos animais, e 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.373 ACÓRDÃO N° : 303-29.403 consequentemente favorecendo o crescimento dos mesmos. O antibiótico no caso, não desempenha, diretamente nenhuma função nutrichmal "(grifei) Em face das informações apresentadas pelo citado Órgão Técnico, seja através do Laudo ou da Informação retrocitados, podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que o produto em questão trata-se de: a) uma preparação medicamentosa; b) utilizada na Medicina Veterinária com fins terapêuticos e principalmente profiláticos; e c) acondicionada para venda retalho, em forma de pó. • Instada a se pronunciar sobre os novos esclarecimentos do LABANA, a recorrente não apresentou qualquer manifestação, conforme documentos de fls. 107e 109. Assim sendo, em face das informações técnicas trazidas à colação dos autos, não contestadas com informações de igual teor, não resta a menor dúvida de que o presente produto trata-se de um medicamento, cuja classificação fiscal se encontra dentro do Capítulo 30 da NBM/SH. O texto da Posição 3004, combinado com o disposto na alínea "a" da Nota Explicativa desta Posição, a seguir transcrito, confirma de forma irrefutável a presente conclusão. "A presente posição compreende os medicamentos constituídos por produtos misturados ou não misturados, com a condição de serem apresentados: a) Sob a forma de doses, isto é, repartidos uniformemente em 4110 quantidades usadas para fins terapéuticos ou profiláticos.Apresentam-se geralmente em ampolas (por exemplo: água bidestilada em ampolas de 1,25 a 10 cm' destinadas a ser utilizadas, quer diretamente no tratamento de certas doenças principalmente o alcoolismo ou o coma diabético, quer como solvente para a preparação de soluções medicamentosas injetáveis), cápsulas, comprimidos, pastilhas ou tabletes, ou mesmo em pó quando apresentados doseados em saquinhos ou papéis. O modo de embalagem destas doses é irrelevante (a granel, embalagens de venda a retalho, etc) para a sua classifkação na presente posição. omissis ..." (grifei). , 6 \ d MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.373 ACÓRDÃO N' : 303-29.403 Isto posto e tendo em vista o disposto na Regra Geral de Interpretação do Sistema Harmonizado - RGIJSH n° 1, a seguir transcrita, é forçoso concluir que o produto em apreço se enquadra perfeitamente na Posição 3004. "Os títulos das seções, capítulos e subcapitulos têm apenas valor indicativo. Para os efeitos legais, a classificação é determinada pelos textos das posições e das notas de seção e de capítulo e, desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e nota.s. pelas Regras seguintes." Analisando os códigos tarifários pertencentes à referida Posição, não há dúvida de que o produto em questão se classifica no código NBM/SH • 3004.20.0100, como acertadamente entendeu a fiscalização, logo, na data registro da DI citada, o mesmo estava sujeito à incidência da alíquota de 20% do II. Desta forma, o produto em apreço não pode ser beneficiado com a redução tarifária prevista no "EX" 001 — Bacitracina Zincica - do Código TAB 2941.90.0102, instituído pela Portaria MF n° 402/93 ou 462/94, como pretende a recorrente, pois não é o produto especificado no referido ato normativo instituidor do beneficio em tela. Ressalto, por oportuno, que no presente caso não se aplica o disposto na RGI/SH n° 3, como pretende a recorrente, tendo em vista que a aplicação desta Regra somente deve ser feita quando pareça que a mercadoria possa se classificar em duas ou mais posições por aplicação da Regra 2-"b", o que não se verifica nos presentes autos. Diante de todo o exposto, conheço do Recurso por tempestivo para, no mérito, negar-lhe provimento. • É o meu voto. Sala das Se. st - -` ik 2 de setembro de 2000 hW JOSE FERN • . 1ES DO ASCIMENTO — Relator Designado 7 Page 1 _0002400.PDF Page 1 _0002500.PDF Page 1 _0002600.PDF Page 1 _0002700.PDF Page 1 _0002800.PDF Page 1 _0002900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001021/2005-84
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
DIF-PAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA
DECLARAÇÃO.
A não-apresentação, ou a apresentação da DIF-Papel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à imposição da multa
NORMA PENAL MAIS BENIGNA. RETROAÇÃO.
Reduz-se a penalidade aplicada em face da edição posterior de norma penal mais benigna - artigo 106 do CTN
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.
Súmula Nº 2 do CARF - O CARF não é competente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 3803-001.218
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: RANGEL PERRUCCI FIORIN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 DIF-PAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. A não-apresentação, ou a apresentação da DIF-Papel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à imposição da multa NORMA PENAL MAIS BENIGNA. RETROAÇÃO. Reduz-se a penalidade aplicada em face da edição posterior de norma penal mais benigna - artigo 106 do CTN ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. Súmula Nº 2 do CARF - O CARF não é competente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 18471.001021/2005-84
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4874124
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.218
nome_arquivo_s : 380301218_18471001021200584_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : RANGEL PERRUCCI FIORIN
nome_arquivo_pdf_s : 18471001021200584_4874124.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
id : 4738248
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:38 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648811981438976
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1600; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 55 1 54 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.001021/200584 Recurso nº 174.164 Voluntário Acórdão nº 380301.218 – 3ª Turma Especial Sessão de 03 de fevereiro de 2011 Matéria OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente GRÁFICA E EDITORA PRENSA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 DIFPAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. A nãoapresentação, ou a apresentação da DIFPapel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à imposição da multa NORMA PENAL MAIS BENIGNA. RETROAÇÃO. Reduzse a penalidade aplicada em face da edição posterior de norma penal mais benigna artigo 106 do CTN ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. Súmula Nº 2 do CARF O CARF não é competente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Rangel Perrucci Fiorin Relator. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 27/03/20 11 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN 2 EDITADO EM: 27/03/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern; Belchior Melo de Souza; Carlos Henrique Martins de Lima; Hélcio Lafetá Reis; Daniel Maurício Fedato. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão que, por unanimidade de votos, considerou procedente o Auto de Infração e impôs à Recorrente o recolhimento da multa no valor de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais), referente ao situação fiscal no tocante à entrega da DIFPapel Imune relativa 1° trimestre de 2004 O Acórdão recorrido fundase no entendimento de que o Auto de Infração foi devidamente lavrado em decorrência da constatação do atraso ou não entrega da Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle do Papel Imune (DIFPapel Imune). A Recorrente em seu Recurso Voluntário alega, em suma, que: a) A base legal para a autuação utilizada pela fiscalização e ratificada pela Autoridade Julgadora de 1º grau foi o inciso I do Art. 57 da MP n°. 2.15834 de 2001; b) Quando da apuração do valor da multa deveria ser observado o parágrafo único deste mesmo artigo 57 da MP n°. 2.15834 de 2001; c) é pessoa jurídica optante pelo SIMPLES; d) o valor correto da multa a ser cobrado seria R$ 5.000,00, reduzido de 70%, isto é, R$ 1.500,00, multiplicado pelo número de meses de atraso; e) o valor correto a ser cobrado deveria ter sido R$ 1.500,00 x 9 ,(número de meses de atraso) na entrega da DIF — Papel Imune, ou seja, R$ 13.500,00 e jamais R$45.000,00; f) a Recorrente providenciou o recolhimento da parcela efetivamente devida do presente auto de infração R$ 13.290,48. Este é o relatório Voto Conselheiro Rangel Perrucci Fiorin O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço e passo a votar. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 27/03/20 11 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 18471.001021/200584 Acórdão n.º 380301.218 S3TE03 Fl. 56 3 Litigase a autuação e a imposição de multa pela falta de entrega de DECLARAÇÕES DA DIF PAPEL IMUNE, referente ao período entre Abril de 2004 a Dezembro de 2004. Assim, o cerne do questionamento levado ao julgamento administrativo é saber se poderia a autoridade fazendária aplicar a multa no montante de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais), no termos da legislação tributária e se o lançamento foi realizado com observação aos princípios norteadores do processo administrativo tributário. Inicialmente, cabe ressaltar que este conselheiro entende não ter ocorrido cerceamento de defesa, uma vez que a recorrente teve oportunidade de apresentar todas argumentações fáticas e exposições jurídicas. Com relação violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, do caráter confiscatório da penalidade aplicada, este conselheiro, em seu julgamento não se pronunciará sobre a inconstitucionalidade da matéria, uma vez que o próprio artigo 2ª da Lei 9.784/29, que regula o processo administrativo no Âmbito da Administração Pública Federal, determina: “Art.2º A administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: I – atuação conforme a Lei e o Direito” (grifamos) No mesmo sentido, impõe a Súmula Nº 2 do CARF que expressamente determina não ser competente o Conselheiro para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária. A par disso, observase que o Código Tributário Nacional em seu artigo 113, § º 3, determina que a falta de observação e cumprimento da obrigação acessório ou dever instrumental possibilita a cobrança de multa: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. [...] § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Examinando as razões constantes do V. Acórdão, há que se concluir, por forçoso que é, a necessidade de aplicação de multa por inobservância da DECLARAÇÕES DA DIF PAPEL IMUNE. No entanto, ainda em observação ao preceito contido no mesmo Código Tributário, no Capítulo III, deve ser aplicada a legislação tributária que comine penalidade menos severa ao contribuinte: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: Fl. 63DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 27/03/20 11 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN 4 I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Outrossim, o Código Tributário Nacional, no capítulo IV, da Interpretação e Integração da Legislação Tributária, reforça o entendimento de que a lei tributária que comine penalidade deve ser interpretada de maneira favorável ao sujeito passivo. Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpretase da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: I à capitulação legal do fato; II à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; III à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; IV à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação. Assim, no caso de multa a legislação será interpretada de maneira mais benéfica. Nesse passo, conveniente se faz trazer à colação o entendimento de Lucino Amaro in Direito Tributário Brasileiro. 16ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2010. p. 248: “No direito penal, vigora o princípio in dubio pro reo; no campo das infrações e sanções tributárias, preceito análogo é utilizado, ao prescrever o Código Tributário Nacional a interpretação benigna (isto é, favorável ao acusado), quando houver dúvida sobre a capitação do fato, sua natureza ou circunstancia materiais, imputabilidade ou punibilidade, e ainda sobre a natureza ou graduação da penalidade aplicada (art. 112). Devese atentar para o fato de que a interpretação benigna (art. 112), a exemplo da retroatividade benigna (art. 106, II), é aplicável em matéria de infrações e penalidades. Já no campo de tributo (em que não cabe falar em retroatividade benigna), deve se caminhar, em regra, para uma interpretação mais estrita.” De conseguinte, no caso em tela verificase que a autoridade fazendária pretende aplica a multa prevista no Por sua vez, a multa aplicada está prevista no artigo 57 da MP 2.15835 (matriz legal do art. 505 do RIPI/2002): Art. 57.0 descumprimento das obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 16 da Lei no 9.779, de 1999, acarretará a aplicação das Fl. 64DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 27/03/20 11 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 18471.001021/200584 Acórdão n.º 380301.218 S3TE03 Fl. 57 5 seguintes penalidades: 1R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mêscalendário, relativamente às pessoas jurídicas que deixarem de fornecer, nos prazos estabelecidos, as informações ou esclarecimentos solicitados; (grifos acrescidos) Por outro lado, a Recorrente alega que deve ser aplicada a prescrição contida no parágrafo único do mesmo artigo: II—(..) Parágrafo único.Na hipótese de pessoa jurídica optante pelo SIMPLES, os valores e o percentual referidos neste artigo serão reduzidos em setenta por cento. Em análise ao documentos acostados aos autos, verificase que o Recorrente recolheu o valor R$ 13.290,48, calculados de acordo com a regra do parágrafo supra. Porém, nos termos do voto proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Juiz de Fora (MG) – fls. 30/34, a recorrente foi intimada via postal (fls. 04/05) a regularizar sua situação fiscal no tocante à entrega da DIFPapel Imune relativa apenas ao 1° trimestre de 2004 ou a apresentar o respectivo comprovante de entrega dessa declaração. Logo, a autoridade fazendária pretendeu fiscalizar apenas o período compreendido entre 01/2004 a 03/2004. Destarte, consoante a dicção dos artigos que tratam interpretação benigna verificase que o II do § 4º do art. 1º da Lei 11.945/2009, impõe a multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para cada período: Art. 1o Deve manter o Registro Especial na Secretaria da Receita Federal do Brasil a pessoa jurídica que: I exercer as atividades de comercialização e importação de papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, a que se refere a alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal; e II adquirir o papel a que se refere a alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal para a utilização na impressão de livros, jornais e periódicos. [...] § 4o O não cumprimento da obrigação prevista no inciso II do § 3o deste artigo sujeitará a pessoa jurídica às seguintes penalidades: Fl. 65DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 27/03/20 11 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN 6 I 5% (cinco por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais) e não superior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), do valor das operações com papel imune omitidas ou apresentadas de forma inexata ou incompleta; e II de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) para micro e pequenas empresas e de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para as demais, independentemente da sanção prevista no inciso I deste artigo, se as informações não forem apresentadas no prazo estabelecido. (grifamos) Destarte, concluise que a multa pela falta de entrega de declarações da DIF papel imune, originalmente aplicada, deverá ser reduzida para R$ 2.500;00 (dois e quinhentos mil reais), nos termos da Lei 11.945/2009, cabendo o Recorrente requerer a restituição do valor pago a maior. Diante exposto, dou PROVIMENTO Parcial ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Rangel Perrucci Fiorin Relator . Fl. 66DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 27/03/20 11 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, Assinado digitalmente em 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 19647.014377/2007-53
Data da sessão: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/04/2004 a 31/12/2004
LANÇAMENTO DE OFÍCIO
A autoridade fazendária tem o dever de proceder o ato administrativo de lançamento, a fim de identificar o fato gerador da obrigação tributária, quem deve, quanto é devido e ser for o caso aplicar a penalidade cabível.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA
A entrega da DIPJ e DCTF posteriormente o início da fiscalização tributária e intimação descaracteriza o benefício da denúncia espontânea.
ACRÉSCIMOS LEGAIS
-Súmula CARF n° 4
“A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios
incidentes sobre débitos tributários administrados pela
Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no
período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema
Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos
federais.”
Numero da decisão: 3803-001.221
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso nos termos do voto do Relator
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: RANGEL PERRUCCI FIORIN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/04/2004 a 31/12/2004 LANÇAMENTO DE OFÍCIO A autoridade fazendária tem o dever de proceder o ato administrativo de lançamento, a fim de identificar o fato gerador da obrigação tributária, quem deve, quanto é devido e ser for o caso aplicar a penalidade cabível. DENÚNCIA ESPONTÂNEA A entrega da DIPJ e DCTF posteriormente o início da fiscalização tributária e intimação descaracteriza o benefício da denúncia espontânea. ACRÉSCIMOS LEGAIS -Súmula CARF n° 4 “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.”
numero_processo_s : 19647.014377/2007-53
conteudo_id_s : 6689616
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.221
nome_arquivo_s : Decisao_19647014377200753.pdf
nome_relator_s : RANGEL PERRUCCI FIORIN
nome_arquivo_pdf_s : 19647014377200753_6689616.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso nos termos do voto do Relator
dt_sessao_tdt : Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
id : 9553988
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:44:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648811986681856
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1696; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 256 1 255 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19647.014377/200753 Recurso nº 505.947 Voluntário Acórdão nº 380301.221 – 3ª Turma Especial Sessão de 03 de fevereiro de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Recorrente WOG DO BRASIL EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2004 a 31/12/2004 LANÇAMENTO DE OFÍCIO A autoridade fazendária tem o dever de proceder o ato administrativo de lançamento, a fim de identificar o fato gerador da obrigação tributária, quem deve, quanto é devido e ser for o caso aplicar a penalidade cabível. DENÚNCIA ESPONTÂNEA A entrega da DIPJ e DCTF posteriormente o início da fiscalização tributária e intimação descaracteriza o benefício da denúncia espontânea. ACRÉSCIMOS LEGAIS Súmula CARF n° 4 “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso nos termos do voto do Relator (assinado digitalmente) Fl. 265DF CARF MF Emitido em 16/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Rangel Perrucci Fiorin Relator. EDITADO EM: 27/03/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (presidente); Belchior Melo de Souza; Carlos Henrique; Hélcio Lafetá Reis; Daniel Mauricio Fedato. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão que por unanimidade de votos considerou procedente o Auto de Infração e impôs à Recorrente o recolhimento de R$ 160.532,34 (cento e sessenta mil, quinhentos e trinta e dois reais e trinta e quatro centavos), inerentes a COFINS. O Acórdão guerreado fundase nos seguintes entendimentos: a) o Auto de Infração foi devidamente lavrado e procedido de acordo com as formalidades legais, com ênfase no cumprimento diploma legal norteador do Processo Administrativo Fiscal. b) A autoridade fiscal adotou as providências necessárias para a imediata constituição do crédito tributário, através do lançamento, nos termos do art. 142 do Código Tributário Nacional CTN. c) No presente caso não se enquadra nas hipóteses de nulidade determinadas pelo artigo 59 do Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972. d) Não ocorreu cerceamento ao direito de defesa, uma vez que foi verificado nos autos a descrição dos fatos e todas as provas que fundamentaram a autuação. e) a contribuição para o PIS e a COFINS, devida pelas pessoas jurídicas de direito privado, é calculada com base no seu faturamento, sendo entendido como a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, conforme dispõem os artigos 2° e 3° da Lei n° 9.71811998. f) a apuração da receita bruta da contribuinte teve por base a escrituração constante do Livro de Registro de Apuração do ICMS da Contribuinte, cujos valores estão confirmados nas cópias de folhas do mencionado livro juntadas ao processo . Encontradas as bases de cálculo, conforme quadros às fls. 11/12, foi calculada a Contribuição para a Cofins à alíquota de 3%, cujo resultado foi comparado com as DCTF anexas às fls. 88/106, efetuando o lançamento da diferença entre o encontrado pela fiscalização e o declarado nas DCTF. g) em face do contido no art. 7, § 1°, do Decreto n° 70.235/1972, as retificadoras não foram apresentadas espontaneamente. Fl. 266DF CARF MF Emitido em 16/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 19647.014377/200753 Acórdão n.º 380301.221 S3TE03 Fl. 257 3 h). a partir do anocalendário de 1999, a DIPJ deixou de trazer a confissão do tributos a pagar. Tal informação passou a estar contida apenas na DCTF — Declaração Débitos e Créditos Tributários Federais. i) O recibo de entrega da DIPJ foi modificado a partir do ano calendário 1999, não mais informando o saldo dos tributos a pagar no período, como ocorria nos períodos anteriores. j) O art. 1° da Instrução Normativa SRF n° 77/98, que contemplava a possibilidade de inscrição em Dívida Ativa da União dos saldos a pagar, foi alterado pela Instrução Normativa SRF n° 14 de 14 de fevereiro de 2.000, para deixar de relacionála como veículo de confissão de débitos. k) A partir do anocalendário de 1999 devem ser considerados como declarados e, por conseguinte, constituídos, apenas os débitos informados em DCTF. l). A Secretaria da Receita Federal, como órgão da Administração Direta da União, não é competente para apreciar alegação de inconstitucionalidade de norma legal. m) a exigência da taxa Selic e juros de mora estão de acordo com o que estabelece a legislação tributária. n) O contribuinte, em sua defesa, não juntou qualquer documento que demonstrasse erro na base de cálculo da contribuição. A Recorrente, em seu Recurso Voluntário, defende que: a) Apresentou todos documentos exigidos pela intimação realizada em 05/07/2007; b) a fiscalização desconsiderou totalmente a documentação apresentada e realizou lançamento suplementar, com base em informações já devidamente declaradas; c) o Auto de Infração apresenta defeito grave, por não haver descrição da forma de cálculo empregada para apurar os tributos, bem como a descrição da ocorrência das infrações é feita de forma totalmente inconsistente; d) há cerceamento à defesa, devendo o ato administrativo de lançamento deve ser declarado nulo; e) a autoridade fazendária realizou lançamento suplementar da COFINS, sob o argumento de que a recorrente realizou declaração abaixo do valor efetivamente recolhido; f) Da análise da DCTF e da DIPJ referente ao exercício de 2004, quando da apresentação da impugnação, é possível observar que os valores utilizados para o lançamento suplementar nada mais são que os já declarados pela recorrente; g) com a apresentação da DCTF antes de iniciado qualquer procedimento de fiscalização, está garantido ao contribuinte o instituto da denúncia espontânea, prevista no art. 138 do nosso Código Tributário Nacional; Fl. 267DF CARF MF Emitido em 16/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN 4 h) a autoridade fazendária reutilizou indevidamente as informações declaradas em DCTF para realizar lançamento suplementar inexigível; i) não pode o Fisco reclamar pagamento de juros de mora sobre tributos vencidos, calculados por taxas de juros de natureza remuneratória – Taxa SELIC. Voto O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço e passo a votar. Litigase a autuação e a imposição de multa pela falta de recolhimento CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS , calculada com base no faturamento da Recorrente. Assim, o cerne do questionamento levado ao julgamento administrativo, é saber se poderia a autoridade fazendária exigir o montante de R$ 160.532,34 (cento e sessenta mil, quinhentos e trinta e dois reais e trinta e quatro centavos), relativos a COFINS, apurados com base na escrituração constante do Livro de Registro do ICMS, sem levar em consideração as DIPJ e DCTF retificadoras entregues em 05 de julho de 2007. Inicialmente, antes de analisar o mérito, cabe ressaltar, que este conselheiro entende não ter ocorrido erro insanável ou cerceamento de defesa que possa prejudicar o lançamento tributário, uma vez que a recorrente teve oportunidade de apresentar todas argumentações fáticas, exposições jurídicas e documentação pertinente ao caso. Destarte, o lançamento não está eivado vício ou erro que possa acarretar a nulidade, sendo o mesmo realizado de acordo com o artigo 10 do Decreto n° 70.235/1972. Quanto a argüição de que a autoridade fazendária realizou lançamento suplementar da COFINS, verificase que a origem do crédito tem como base as apurações contábeis, devidamente refletidas em demonstrativos fiscais entregues ao Fisco. Neste contexto, a partir da entrega da documentação fiscal solicitada, cabe a autoridade fazendária o ônus de prova a existência do crédito, bem como as supostas irregularidades, consubstanciadas a busca da verdade material, como pressuposto à aplicação da lei fiscal. Ou seja, sendo a COFINS um tributo lançado por homologação não se pode ignorar nem desprezar os lançamentos contábeis (DIPJ e DCTF) entregues espontaneamente pelos contribuintes, que servem de fundamento a apuração do crédito tributário. Não obstante, ao ser constatado que a contribuinte não efetuou os pagamentos tributários, a autoridade fazendária, tem o dever de proceder o ato administrativo de lançamento, a fim seja identificado o fato gerador da obrigação tributária, quem deve, o quanto é devido e ser for o caso aplicar a penalidade cabível. No caso em tela, a recorrente efetuou a entrega das DIPJ e DCTF retificadoras somente no dia 05 de julho de 2007, posteriormente o início da fiscalização tributária e intimação, o que descaracteriza o benefício da denúncia espontânea. Fl. 268DF CARF MF Emitido em 16/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 19647.014377/200753 Acórdão n.º 380301.221 S3TE03 Fl. 258 5 Assim, por ausência de comprovação do efetivo pagamento da dívida tributária do Recorrente, a autoridade Fazendária, para apuração da base de cálculo da Contribuição, utilizou corretamente as apurações constantes do Livro de Registro do ICMS. Por fim, quanto aos acréscimos legais refutados pelo Recorrente, constatase que o Código Tributário Nacional em seu artigo 161 determina: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. Destarte, o artigo 13 da Lei n° 9.065/1995 fixa os juros a serem aplicados no caso de pagamento extemporâneo de qualquer tributo da competência da União: “Art. 13. A partir de 1º de abril de 1995, os juros de que tratam a alínea c do parágrafo único do art. 14 da Lei nº 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com a redação dada pelo art. 6º da Lei nº 8.850, de 28 de janeiro de 1994, e pelo art. 90 da Lei nº 8.981, de 1995, o art. 84, inciso I, e o art. 91, parágrafo único, alínea a.2, da Lei nº 8.981, de 1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente.” O artigo 61 da lei n° 9.430/1996 ainda prescreve: “Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (...) § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.” Por derradeiro, cabe ainda mencionar que esta matéria encontrase sumulada no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF: Súmula CARF n° 4 Fl. 269DF CARF MF Emitido em 16/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN 6 “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, mantendo o lançamento acrescido da multa e dos juros exigidos. (assinado digitalmente) Rangel Perrucci Fiorin Relator Fl. 270DF CARF MF Emitido em 16/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13891.000002/2005-76
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 18 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Aug 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1999
NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU - DUPLO GRAU DE
JURISDIÇÃO - DIREITO AO CONTRADITÓRIO E A AMPLA DEFESA.
Corno algumas questões impugnadas não foram enfrentadas na decisão a quo, deve o processo retornar à Delegacia de Julgamento de Primeira instância, em obediência ao duplo grau de jurisdição a que está submetido o Processo Administrativo Fiscal, evitando - se a supressão de instância e prestigiando o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Recurso Voluntário Provido em PARTE.
Numero da decisão: 2802-000.436
Decisão: Acordam os membros do colegiado Por unanimidade de votos CONHECER
do recurso interposto e, no mérito, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao mesmo, para tão somente ver os autos retomarem à 3ª Turma da DRJ/SPO II, para analise de todas as questões suscitadas na impugnação.
Matéria: IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
Nome do relator: LUCIA REIKO SAKAE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999 NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU - DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO - DIREITO AO CONTRADITÓRIO E A AMPLA DEFESA. Corno algumas questões impugnadas não foram enfrentadas na decisão a quo, deve o processo retornar à Delegacia de Julgamento de Primeira instância, em obediência ao duplo grau de jurisdição a que está submetido o Processo Administrativo Fiscal, evitando - se a supressão de instância e prestigiando o direito ao contraditório e à ampla defesa. Recurso Voluntário Provido em PARTE.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 18 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 13891.000002/2005-76
anomes_publicacao_s : 201008
conteudo_id_s : 5044114
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.436
nome_arquivo_s : 280200436_13891000002200576_201008.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : LUCIA REIKO SAKAE
nome_arquivo_pdf_s : 13891000002200576_5044114.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado Por unanimidade de votos CONHECER do recurso interposto e, no mérito, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao mesmo, para tão somente ver os autos retomarem à 3ª Turma da DRJ/SPO II, para analise de todas as questões suscitadas na impugnação.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 18 00:00:00 UTC 2010
id : 4735747
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:36 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648811995070464
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-09-23T14:13:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-09-23T14:13:52Z; Last-Modified: 2011-09-23T14:13:52Z; dcterms:modified: 2011-09-23T14:13:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:b5a5f9a6-dfbd-42be-9464-863e2d29fa83; Last-Save-Date: 2011-09-23T14:13:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-09-23T14:13:52Z; meta:save-date: 2011-09-23T14:13:52Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-09-23T14:13:52Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-09-23T14:13:52Z; created: 2011-09-23T14:13:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2011-09-23T14:13:52Z; pdf:charsPerPage: 1278; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-09-23T14:13:52Z | Conteúdo => tc,,e Lucia Re o Sakae- Relator. e M r S2-TE02 H 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13891.000002/2005-76 Recurso n" 162,093 Voluntário Acórdão n° 2802-00.436 — 2" Turma Especial Sessão de 18 de agosto de 2010 Matéria IRPF Recorrente OLAVO GONCALVES DA CRUZ Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA PIMA - IRPF Exercício: 1999 NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU - DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO - DIREITO AO CONTRADITÓRIO E A AMPLA DEFESA. Corno algumas questões impugnadas não foram enfrentadas na decisão a quo, deve o processo retornar à Delegacia de Julgamento de Primeira instancia, em obediência ao duplo grau de ju risdição a que está submetido o Processo Administrativo Fiscal, evitando - se a supressão de instancia e prestigiando o direito ao contraditório e à ampla defesa. Recurso Voluntário Provido em PARTE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.. Acordam os membros do colegiado Por unanimidade de votos CONHECER do recurso interposto e, no mérito, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao mesmo, para tão somente ver os autos retomarem à 3" Turma da DRI/SPO II, pail' analise de todas as questões suscitadas na impugnação, Valeria Pestana Marques- Presidente. EDITADO EM: 21/10/2010 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros; Valéria Pestana Marques (Presidente), Carlos Nogueira Nicácio, Jorge Claudio Duarte Cardoso, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Lúcia Reiko Sakae e Sidney Ferro Barros, Ausente justificadamente a Conselheira Ana Paula Locoselli Erichsen.. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido na 1" instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, de fls. 23/24, que considerou procedente o lançamento relativo à cobrança de multa por atraso na entrega da Declaração de Rendimentos do Exercício 1999, no valor de R$ 419,90. Na peça impugnatória, de fls. 01/05, apresentada em 05/01/2005, o contribuinte argüiu em síntese: (1) a nulidade do auto pot ausência de requisito formal, entendendo que os documentos recebidos não supriam as exigências dos artigos 10 e 11 do Decreto no 70.235/72 — Decreto n° 70.235/72 - PAP e (2) a ocorrência da decadência, interpretando que o prazo decadencial se escoou em 30/04/2004, uma vez que em seu entendimento deveriam ser contados cinco anos do fato gerador da omissão; esses são, em resume, os fatos em que o impugnante fUndamentou o pedido de improcedência do lançamento. Na decisão de 1" instância foi mantido o lançamento nos seguintes termos: "4 Compulsando os autos verilica-se que estava o litigante obrigado a apresentação da sob,edlia D1RPF; por lingo do que dispõe a Instrução Normativa SRF no 148, de 1998, en 11°, por ter aifferido rendimentos tributáveis superior es ao limite estabelecido na refer ida norma 5 Desse modo, diante da ausência de cumprimento da obrigação tribal& ia em tempo hábil, á ele se manter a exigência tributária aqui em exame 6 Ante ao exposto, oriento a veto no sentido c/c »rigor o lançamento procedente " A ciência de tal julgado se deu por via postal em 30/08/2007, consoante o AR — Aviso de Recebimento — de ti. 26. A vista da decisão, foi protocolizado, em 05/09/2007, recurso voluntário de fls. 27/32, no qual o pólo passivo questiona a decisão proferida. No relato dos fatos, informa que o próprio auto de infração não fora precedido de qualquer intimação. Na peça recursal, o contribuinte assevera a omissão diante dos pontos argüidos na impugnação, quais sejam a lavratura por servidor incompetente e a decadência, razão pelo que requer a nulidade da decisdo por cerceamento do seu direito de defesa, com a devolução da questão para nova apreciação junto à primeira instância. No tocante â nulidade do auto por ausência de requisito formal, cita os artigos 10 e 11 do Decreto n° 70.235/72 — PA.F, afirmando que os documentos recebidos não 2 Of Process° n" 1.3891.000002/2005-76 AcOrdiio n " 2802-90.436 S2-TE02 Fl 3 apresentam os requisitos exigidos, quer sejam, se a Sra. Vania de Fatima Giacomello, matricula 0002758-0, era servidora autorizada a expedir o Auto de Infração, que não sendo lotada na ARF/Porto Ferreira, indaga a possibilidade de se emitir auto em nome dessa agência, assim como contesta serem irreais os dados de local e data da lavratura constantes no corpo do auto. Quanto h ocorrência da decadência, contesta a autuação considerando que a obrigação acessória estava decaída, uma vez que se tratava do ano-base de 1998, cuja declaração deveria ser entregue até 30/04/1999; nesse caso, com base no artigo 150, § 4 0 do CTN., entende que o direito de lançar decaiu ern 30/04/2004.. Resumindo o pedido, requer a improcedência do lançamento, ou alternativamente, a anulação da decisão de 1" instancia, dada a omissão na análise dos pontos guerreados na impugnação, assim como o cancelamento integral da autuação por falta dos requisitos formais exigidos no auto de infração, bem como pela decadência É o relatório. Voto Conselheira Lucia Reiko Sakae, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e presentes, ainda, os demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. Versam os autos sobre multa por atraso na entrega da declaração de ajuste anual referente ao ano-base de 1.998, cuja entrega deveria ser efetivada até 30/04/1,999. Observando-se a decisão recorrida, verifica-se que o voto da primeira instancia tratou da questão central do auto de infração, qual seja da aplicação da multa por atraso na entrega da declaração de ajuste anual, referente ao ano-calendário de 1.998, cuja entrega deveria ser efetivada até 30/04/1.999, mas que so foi apresentada pelo contribuinte em 19/04/2.004. (conforme recibo h fi. 12). Assiste razão, então, ao contribuinte ao afirmar na peça rectusal que a autoridade de primeira instancia não se manifestou sobre a matéria argüida na impugnação relativamente A decadência do lançamento da multa por atraso na entrega da declaração, assim como sobre a nulidade do auto de infração, por ele requerida, entendendo faltar requisitos legalmente exigidos. Considerando que o Decreto n° 70.235/72 - PAF, que rege o processo administrativo fiscal, estabelece o duplo grau de jurisdição, na apreciação das provas e dos argumentos apresentados, evitando-se, destarte, que apenas uma instância aprecie determinada alegação e, ainda, para se evitar o cerceamento do dheito de defesa alem da supressão de instancia, deve o processo retornar à Delegacia de Julgamento de Primeira instância para análise das demais questões suscitadas na impugnação, tudo em obediência ao devido processo legal. 3 ConcluSão.. Ante o exposto, voto no sentido de CONHECER do teems° interposto e, no mérito DAR PROVIMENTO PARCIAL ao mesmo, para tão somente ver os autos ietomar para a 3' Turma da DRI/SPO II , para análise de todas as questaes suscitadas na impugnação. or" eiko Sakae 4 Brasilia/DF, 03/12/2010. MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SECA() DE JULGAMENTO Processo n°: 13891.000002/2005-76 Recurso n° : 162.093 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3° do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto A Segunda Câmara da Segunda Seção, a tornar ciência do Acórdão n° 2802-00.436. EVELINE COELHO DE M LO HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ) Apenas com ciência ) Com Recurso Especial ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10140.721250/2012-88
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 06 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Nov 01 00:00:00 UTC 2022
Numero da decisão: 2201-000.265
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Carlos Henrique de Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 05 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201706
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 01 00:00:00 UTC 2022
numero_processo_s : 10140.721250/2012-88
anomes_publicacao_s : 202211
conteudo_id_s : 6693660
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 01 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2201-000.265
nome_arquivo_s : Decisao_10140721250201288.PDF
ano_publicacao_s : 2022
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 10140721250201288_6693660.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 06 00:00:00 UTC 2017
id : 9565848
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:44:13 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648812001361920
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1619; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 522 1 521 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10140.721250/201288 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2201000.265 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 06 de junho de 2017 Assunto CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente CONTAFACILMS COBRANÇAS ATENDIMENTOS E SERVIÇOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. Relatório O presente processo trata de Auto de Infração referente às contribuições previdenciárias devidas à Seguridade Social, lavrados em virtude da exclusão do contribuinte do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar 123/2007. A exclusão em questão se deu em virtude da emissão do ato Declaratório Executivo da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Campo Grande/MS nº 12, de RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 40 .7 21 25 0/ 20 12 -8 8 Fl. 522DF CARF MF Original Processo nº 10140.721250/201288 Resolução nº 2201000.265 S2C2T1 Fl. 523 2 21/05/2012, publicado no DOU em 23 de maio de 2012, fl. 406, e que foi objeto do contencioso administrativo instaurado nos autos do processo 10140.721140/201216. Conforme Termo de Encerramento de Procedimento Fiscal de fl 23, do procedimento fiscal, resultaram os seguintes DEBCADs: 51.008.9488 – relativo à contribuição patronal, inclusive aquela destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT), apurada no período de 01/2010 a 12/2010, no montante consolidado de R$ 669.170,68, controlado no processo 10140.721249/201253. Debcad nº 51.008.9496 – relativo à contribuição destinada outras entidades ou fundos Terceiros, apurada no período de 01/2010 a 12/2010, no montante de R$ 175.510,18, controlado no presente processo; Inconformado com os lançamentos, o contribuinte formalizou impugnação administrativa em ambos os processos, as quais foram julgadas improcedentes pela Autoridade Julgadora de 1ª Instância. Ciente dos Acórdãos da DRJ, ainda inconformado, o contribuinte formalizou Recursos Voluntários, também em ambos os processos em que, dentre outras questões, requer a suspensão do presente julgamento até que se torne definitiva a discussão objeto do processo em que se discute a procedência sua exclusão do Simples Nacional, 10140.721140/201216. É o relatório necessário. Voto Conselheiro Carlos Alberto do Amaral Azeredo Relator. Por ser tempestivo e por preencher as demais condições de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário. Como bem evidente no relatório acima, a autuação ora em discussão decorre da exclusão do contribuinte do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar 123/2007. Não mais abrigado pelas benesses legais para as micro e pequenas empresas, o contribuinte estaria sujeito, a partir do período em que se processarem os efeitos de sua exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas, tudo nos termos do art. 32 da Lei Complementar nº 123/2007. Ocorre que os motivos que levaram à exclusão do requerente de tal regime diferenciado de tributação estão em discussão nos autos do processo 10140.721140/201216, o qual aguarda julgamento em 2ª Instância no âmbito deste Conselho, sendo matéria de competência da 1ª Seção de Julgamento. Caso o pleito do contribuinte relativo à exclusão regime simplificado seja julgado procedente, sua opção pelo Simples Nacional será restabelecida para o período de Fl. 523DF CARF MF Original Processo nº 10140.721250/201288 Resolução nº 2201000.265 S2C2T1 Fl. 524 3 apuração em discussão, não havendo que se falar em cobrança de tributos apurados sob sistemática de tributação diversa. Por outro lado, o Termo de Encerramento de Procedimento Fiscal contido em fl. 23 evidencia que, além do DEBCAD controlado no presente processo, outro resultou do mesmo procedimento fiscal, os quais estão sob o controle do processo nº 10140.721249/2012 53, que está também distribuído para relatoria deste Conselheiro. Dispõe o art. 6º do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015: Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observandose a seguinte disciplina: §1º Os processos podem ser vinculados por: I conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fato idêntico, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; II decorrência, constatada a partir de processos formalizados em razão de procedimento fiscal anterior ou de atos do sujeito passivo acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem outras matérias autônomas; e (...) § 3º A distribuição poderá ser requerida pelas partes ou pelo conselheiro que 26 entender estar prevento, e a decisão será proferida por despacho do Presidente da Câmara ou da Seção de Julgamento, conforme a localização do processo. (...) § 5º Se o processo principal e os decorrentes e os reflexos estiverem localizados em Seções diversas do CARF, o colegiado deverá converter o julgamento em diligência para determinar a vinculação dos autos e o sobrestamento do julgamento do processo na Câmara, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal. Desta forma, no caso em questão, há duas espécies de vinculo processual, um por conexão e outro por decorrência. Portanto, considerando oportuno o julgamento do presente apenas quando as conclusões sobre a procedência ou não do procedimento de exclusão se tornarem definitivas, voto: pela juntada do presente, na condição de principal, por conexão, ao processo nº 10140.721249/201253, já que os créditos controlados por ambos decorrem do mesmo procedimento fiscal. Com a ressalva de que tal procedimento será operacionalizado por este Conselheiro, já que ambos os processos estão sob minha responsabilidade nos sistemas eletrônicos; a conversão do Julgamento em Diligência para que se promova vinculação nos sistemas do presente processo ao de número 10140.721140/201216 e o sobrestamento do julgamento no âmbito da própria Câmara, até que haja decisão definitiva em 2ª instância relativa à exclusão do Simples Nacional. Carlos Alberto do Amaral Azeredo Relator. Fl. 524DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10680.018184/2005-29
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 19 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Oct 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2001
Ementa:
DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA.
Na apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, relativas ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, quando comprovadas com documentação hábil e idônea, podendo na falta de
recibos e notas fiscais ser feita a indicação dos cheques nominativos, o que no caso dos autos, foi atendido com a apresentação do extrato bancário e a vinculação entre os cheques e as respectivas despesas declaradas na Declaração de Ajuste Anual. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-000.522
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201010
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2001 Ementa: DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. Na apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, relativas ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, quando comprovadas com documentação hábil e idônea, podendo na falta de recibos e notas fiscais ser feita a indicação dos cheques nominativos, o que no caso dos autos, foi atendido com a apresentação do extrato bancário e a vinculação entre os cheques e as respectivas despesas declaradas na Declaração de Ajuste Anual. Recurso provido em parte.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 19 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 10680.018184/2005-29
anomes_publicacao_s : 201010
conteudo_id_s : 4679116
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.522
nome_arquivo_s : 280200522_10680018184200529_004.pdf
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 10680018184200529_4679116.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 19 00:00:00 UTC 2010
id : 4736270
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:37 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648812020236288
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-17T11:18:44Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 2009733_0.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2010-11-17T11:18:44Z; Last-Modified: 2010-11-17T11:18:44Z; dcterms:modified: 2010-11-17T11:18:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 2009733_0.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:f267393b-ab6d-4fc5-8c7e-2256fa49c76e; Last-Save-Date: 2010-11-17T11:18:44Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2010-11-17T11:18:44Z; meta:save-date: 2010-11-17T11:18:44Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 2009733_0.doc; modified: 2010-11-17T11:18:44Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2010-11-17T11:18:44Z; created: 2010-11-17T11:18:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-11-17T11:18:44Z; pdf:charsPerPage: 1652; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2010-11-17T11:18:44Z | Conteúdo => S2-TE02 Fl. 60 1 59 S2-TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.018184/2005-29 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802-00.522 – 2ª Turma Especial Sessão de 19 de outubro de 2010 Matéria IRPF Recorrente MICHEL ABURACHID Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2001 Ementa: DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. Na apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, relativas ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, quando comprovadas com documentação hábil e idônea, podendo na falta de recibos e notas fiscais ser feita a indicação dos cheques nominativos, o que no caso dos autos, foi atendido com a apresentação do extrato bancário e a vinculação entre os cheques e as respectivas despesas declaradas na Declaração de Ajuste Anual. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Valéria Pestana Marques - Presidente. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Relator. EDITADO EM: 17/11/2010 Fl. 1DF CARF MF Emitido em 14/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valéria Pestana Marques (presidente da turma), Carlos Nogueira Nicácio (vice-presidente), Jorge Claudio Duarte Cardoso (relator), Ana Paula Locoselli Erichsen, Lúcia Reiko Sakae e Sidney Ferro Barros. Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração às fls.04 e 06 (telas às fls. 36 e 36-verso), relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, exercício 2001, ano-calendário 2000, formalizando a exigência de imposto suplementar de R$3.847,40, acrescido de multa de oficio e de juros de mora calculados até dezembro de 2005, decorrente de alteração de ofício do valor da dedução das despesas médicas de R$23.990,54 para R$10.000,00, cuja descrição dos fatos (fls. 06) foi a seguinte: Intimado a comprovar as despesas médicas, apresentou NF da Biodente no valor de R$10.000,00, deixando de fazê-lo em relação às demais. Daí a glosa de R$13.990,54. Na primeira instância de julgamento o lançamento foi mantido parcialmente, pois foram acatadas despesas médicas de R$80,00 com a profissional Adriana Keller e de R$300,00 com José Maria Peixoto, com base no fato de essas despesas terem sido declaradas tempestivamente (fls. 29) e ter sido comprovada a compensação de cheques nos respectivos valores. As demais glosas foram mantidas sob os seguintes fundamentos: 1) não bastam simples recibos para fazer jus á dedução, sendo necessário comprovar a efetiva prestação dos serviços médicos e a vinculação do pagamento ao serviço prestado; e 2) os documentos de fls. 07 a 11 referem-se a despesas no valor total de R$3.666,00 supostamente efetuadas em 2001 (fls. 37), portanto em ano estranho ao litígio Ciente da decisão de primeira instância em 22/04/2009 (fls. 42), o requerente apresentou recurso voluntário em 22/05/2009 (fls. 43), no qual apresenta os seguintes argumentos: 1) Como preliminar, a nulidade do termo de intimação Malha IRPF2001 (fls. 05) na parte em que constou a exigência “apresentação as cópias dos cheques ou suas microfilmagens, vinculados às notas fiscais emitidas por BIODENT CENTRO DE TERAPIA E CIRURGIA ODONTOLÓGICA INTEGRAL – CNPJ 03.758.212/001-20”, que levou o recorrente a erro por estar descrito que “todos os comprovantes solicitados referiam-se aos exercícios 2001/2002, anos base 2000 e 2001, respectivamente”, além do que com base no citado termo o recorrente apresentou os documentos relativos à referida pessoa jurídica, não apenas de 2000, mas também de 2001; em decorrência dessa nulidade, que se declare a nulidade do lançamento; Fl. 2DF CARF MF Emitido em 14/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10680.018184/2005-29 Acórdão n.º 2802-00.522 S2-TE02 Fl. 61 3 2) Decadência e prescrição do crédito tributário e aplicação analógica da Súmula Vinculante nº 8 do Supremo Tribunal Federal. 3) Todas as despesas foram decorrentes de serviços médicos, e em decorrência do transcurso de cerca de 10 anos é quase impossível comprovar as despesas por recibos, microfilmagens de cheques e quaisquer outros documentos; 4) Após muito esforço conseguiu localizar os extratos que demonstram suficientemente a compensação de cheques e a respectiva dedução no valor em sua conta corrente, conforme tabela de fls. 45 (item 17); e 5) No dia 24/11/2000 houve a compensação de um cheque de R$250,00, referente ao pagamento dos serviços médicos de Múcio Pereira Diniz (CPF 522.569.106-44) ou Gilberto Belisário Campos (CPF 001.453.946-20) e a precisa identificação do real beneficiário pretende fazer por meio da microfilmagens dos cheques. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 14/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele deve-se tomar conhecimento. PRELIMINAR O fato de a intimação fiscal englobar dois exercícios (2001 e 2002, anos calendários 2000 e 2001) e a autuação referir-se apenas ao exercício 2001, ano-calendário 2000 é procedimento regular que não justifica a alegação de induzir o contribuinte a erro, não há qualquer prejuízo ao direito de defesa. Ademais constou naquele termo como documento a apresentar quatro itens, sendo o terceiro “comprovantes de despesas médicas” e o quarto “cópias dos cheques ou suas microfilmagens, vinculados às notas fiscais emitidas pelo estabelecimento a seguir especificado – Biodente Centro de Terapia e Cirurgia Odontologia Integral C/C Ltda”, e ao final afirmava que todos os documentos (não só no item da Biodente, é óbvio) solicitados no termo de intimação referiam-se aos exercícios 2001 e 2002. Logo não há dúvida de que houve intimação para apresentação de comprovante de despesas médicas em um item e em outro item, mais específico, exigiu-se outros elementos em relação às notas fiscais da Biodente, não há qualquer irregularidade que justifique a declaração de nulidade. Ademais na descrição dos fatos constante do auto de infração (fls. 06) a autoridade fiscal foi clara em registrar que a glosa foi devida à comprovação unicamente da despesa de R$10.000,00 com a Biodente, deixando se ser comprovadas as demais despesas. O que permitiria suprir a falta com a impugnação apresentada em 2005, oportunidade em que se instaurou o contencioso, no qual ao contribuinte é possibilitado o contraditório e ampla defesa. Rejeito a preliminar invocada. MÉRITO Antes de passar ao mérito propriamente dito deve-se abordar as alegação de decadência e prescrição, bem como de aplicação da Súmula Vinculante nº 8 do STF. A requerida aplicação analógica da Súmula Vinculante nº 8 é descabida, a uma por não se tratar contribuição previdenciária, a duas porque o prazo de decadência e prescrição do imposto de renda é contado em cinco anos, independente da referida Súmula. Quanto à alegação de decadência deve-se observar que o lançamento foi regularmente notificado ao contribuinte em 28/11/2005, como se trata do ano-calendário 2000, o prazo decadencial expirou somente em 31/12/2005, logo não merece acolhida a afirmação de que houve decadência. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 14/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10680.018184/2005-29 Acórdão n.º 2802-00.522 S2-TE02 Fl. 62 5 Outrossim, não há que se aceitar a tese de prescrição, uma vez que entre a notificação e a impugnação tempestiva não se iniciou a contagem do prazo de prescrição, e no curso do contencioso administrativo esse prazo não corre. Passa-se a apreciar a glosa das despesas médicas que é o tema central do litígio. O recorrente suscita a quase impossibilidade de apresentar os documentos comprobatórios em virtude do transcurso de quase uma década, porém a obrigação acessória de guardar esse documento não surgiu agora, ela existe desde o momento em que as despesas foram feitas, obrigação ratificada com a entrega da Declaração de Ajuste Anual. Logo, se o contribuinte não guarda os documentos comprobatórios durante o período decadencial ou enquanto durar eventuais processos em que pleiteia direitos fundamentados nos mesmos documentos, não pode alegar o transcurso do prazo do contencioso para eximir-se de comprovar tais despesas. O litígio dever ser solucionado a partir da subsunção dos fatos objeto desses autos à norma extraída do art. 8º, inc. II, alínea "a" e § 2° da Lei n° 9.250, de 26 de dezembro de 1995, a qual prescreve que essas despesas para serem dedutíveis precisam ser especificadas e comprovadas, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes - CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. A regra é a comprovação com notas fiscais e recibos. Uma alternativa é a comprovação por meio dos cheques nominativos. Ocorre que na falta dos recibos dos profissionais e da cópia do cheque nominativo, o recorrente apresenta extratos bancários e busca fazer, por meio deles, a indicação dos cheques nominativos referentes às despesas informadas em sua Declaração de Ajuste Anual. Voltemos ao auto de infração. A imputação foi a seguinte: “Intimado a comprovar as despesas médicas, apresentou NF da BIODENT no valor de R$10.000,00, deixando de fazê-lo em relação à demais. Daí a glosa de R$13.990,54.” Dentre os documento apresentados com a impugnação e não aceitos estão os de fls. 07 a 11 (notas fiscais emitidas pela Biodente) que foram tidos como de outro ano calendário (2001), o que justifica não serem hábeis a afastar a glosa. De fato esses documentos referente a serviços prestados em 2001. Quanto à nota fiscal nº 00456, embora sem aposição da data, sua numeração permite concluir que é relativa ao ano de 2001 ou posterior. É preciso frisar que a maior parte da glosa não se refere a despesas com a Biodente e sim com os diversos profissionais cujos pagamentos foram informados na Declaração de Ajuste Anual (fls. 29). Fl. 5DF CARF MF Emitido em 14/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Ademais, o contribuinte a partir da impugnação defende-se do auto de infração, e nele está claro que a autuação refere-se ao ano-calendário 2000, mais uma razão para ter os documentos de 2001 como inábeis para afastar a glosa nesses autos. Na fiscalização não houve apresentação de comprovantes das despesas glosadas, na impugnação foram apresentados extratos bancários, e não os recibos emitidos pelos profissionais. É razoável admitir a comprovação por meio dos extratos bancários? Seriam essas informações suficientes a suprir o recibo? Atendem ao requisito “indicação do cheque nominativo”? Na decisão de primeira instância, concluiu-se que no caso dos autos sim, ao menos em relação a duas das despesas indicadas na DIRPF, assim foram aceitos os pagamentos de R$80,00 – Adriana Keller – e R$300,00 – José Maria Peixoto. Convenceram-se aqueles julgadores da realização da despesa. Penso ser possível essa posição, porém com toda cautela e conforme análise casos a caso. O fundamento consiste em que a Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, como alternativa ao recibo do profissional de saúde, não exigiu a microfilmagem do cheque, mas apenas a indicação do cheque nominativo. É necessário apreciar os extratos, guiados pelas indicações feitas pelo recorrente na sua peça recursal (fls. 45, item 17 e item 18) para chegar a uma solução para o presente caso. Nome CPF Valor Data no extrato/fls. Paulo César C. Lamounier 275.266.906-20 R$1.100,00 10/07/2000 (fls. 47) Karla Giacomin 727.869.226-15 R$440,00 28/08/2000 (fls. 48) Flávia Basques 004.770.646-55 R$300,00 22/09/2000 (fls. 49) Marcilio José 565.051.836-04 R$150,00 20/10/2000 ou 18/12/2000 (fls. 50) Múcio Pereira Diniz ou Gilberto Belisário Campos (CPF 522.569.106-44) ou (CPF 001.453.946-20) R$250,00 24/11/2000 Total R$2.240,00 Entretanto, em tese, o extrato bancário não permite identificar os cheques como nominativos, o que na maioria dos casos permitirá uma dúvidas sobre a que beneficiário se vincula. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 14/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10680.018184/2005-29 Acórdão n.º 2802-00.522 S2-TE02 Fl. 63 7 Friso que na autuação fiscal não foi apontado qualquer indício em desfavor das informações da DIRF. Pelo contrário, não houve autuação para o exercício 2002, e as notas fiscais apresentadas (Biodente) foram aceitas até o valor em que foram apresentadas. No casos dos autos, é relevante o seguinte contexto: 1) não há indícios a desabonar a informação prestada na Declaração de Ajuste Anual, logo a comprovação poderia ser feita no contencioso com a indicação do cheque pelo qual foi efetuado o pagamento; 2) a existência de diversos cheques compensados em valores coincidentes com as diversas despesas médicas declaradas na DIRPF são indícios veementes de que são verdadeiramente os cheques empregados para pagar referidas despesas; 3) a fundamentação adotada no acórdão recorrido ao aceitar a comprovação pelo extrato bancário de algumas das despesas sugere ao recorrente que no recurso voluntário essa é a forma pela qual deve comprovar as despesas; e 4) embora não escusável, é possível crer que o contribuinte tenha se confundido com os termos da intimação fiscal e com isso limitado-se, na fase inquisitória, a apresentar a documentação referente à Biodente. Finalmente, deve ser consignado que não se admite a juntada de provas futuras, estando precluso o direito de juntar novos documentos. Diante do exposto, voto por rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer como dedução de despesas médicas o valor de R$2.240,00 (dois mil, duzentos e quarenta reais). (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 7DF CARF MF Emitido em 14/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
