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Numero do processo: 10925.001840/2003-72
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2002
Ementa PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRAZOS.
INTEMPESTIVIDADE.
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 3803-000.051
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, não se tomou conhecimento do recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: REGIS XAVIER HOLANDA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 Ementa PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRAZOS. INTEMPESTIVIDADE. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. Recurso Voluntário Não Conhecido
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO•.:'&44:-...... Processo n° 10925.001840/2003-72 Recurso n° 141.163 Voluntário Acórdão n° 3803-00.051 — V Turma Especial Sessão de 17 de março de 2009 Matéria SIMPLES - EXCLUSÃO Recorrente CASA HIDRALUZ LTDA. Recorrida DRJ-BRASILIA/DF ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROENIPFtESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 Ementa PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRAZOS. INTEMPESTIVIDADE. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, não se tomou conhecimento do recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. L ARC 4-% GUERRA DE CASTRO Presidente" REG :1 _4. • OLANDA Rel. or Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros André Luiz Bonat Cordeiro e Jorge Higashino. 1 i Processo e 10925.001804012003-72 S3-TE03 Acórdão n." 3803-00.051 Fl. 388 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por Casa Hidraluz Ltda. contra Acórdão n° 03-22.499, de 24 de setembro de 2007 (fls. 336 e 337), proferido pela 4 a Turma da DRJ/Brasilia-DF, que indeferiu solicitação da empresa que impugnava sua exclusão do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "A exclusão da interessada da sistemática de pagamento dos tributos e contribuições de que trata o ari. 3° da Lei 9.31 7/96, denominada Simples, foi efetuada por se enquadrar na condição impeditiva prevista no inciso V-ftlo art. 9° da referida lei. A manifestante contesta, em síntese, sua exclusão do Simples sob os seguintes argumentos: Há ofensa a princípios constitucionais. Os efeitos da exclusão devem ser a partir de 01/01/2005. Assim, requer que seja reconsiderada a decisão que determinou sua exclusão e que se determine sua permanência no Simples." A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte e manteve a sua exclusão do Simples em acórdão com a seguinte ementa: Opção pelo Simples - Condição Vedada - Impossibilidade. Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica que incorre em uma ou mais das vedações à opção estabelecidas em lei. Cientificada do referido acórdão em 05 de dezembro de 2007 (fl. 346), o interessado apresentou em 07 de janeiro de 2008, recurso voluntário (fls. 347 a 351) pleiteando a reforma do decisum. p;c7 É o relatórioã 2 o • Processo n° 10925.001840/2003-72 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.051 Fl. 389 Voto Conselheiro REGIS XAVIER HOLANDA, Relator O Recurso, ora em exame, é intempestivo e, portanto, dele não conheço. O art. 33 do Decreto 70.235, de 06 de março de 1972, dispõe que o prazo para interposição do Recurso Voluntário para o Conselho de Contribuintes é de 30 (trinta) dias, corridos e ininterruptos, contados da data de ciência da r. decisão recorrida. Frise-se que, ainda conforme o art. 5° da aludida norma, na contagem do prazo recursal exclui-se o dia do início e inclui-se o do final. No caso em análise, o interessado foi cientificado do referido acórdão em 05 de dezembro de 2007 — quarta-feira - (fl. 346) e a peça recursal foi recepcionada pela Receita Federal em 07 de janeiro de 2008 (fl. 347). Dessa forma, há que se tê-la por intempestiva uma vez que o prazo para sua interposição findara-se em 04 de janeiro de 2008 (sexta-feira). Ante o exposto, voto por NÃO CONHECER o presente recurso voluntário, sendo portanto definitiva a decisão de primeira instância que indeferiu a solicitação do contribuinte. Sala das Ses .es, em 7 de março de 2009. 1REGI' • E ' il ANDA - Relator Orr 3 _ Page 1 _0026000.PDF Page 1 _0026100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10711.001631/84-74
Data da sessão: Mon Dec 09 00:00:00 UTC 1985
Numero da decisão: 303-00.044
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: HELIO LOYOLLA DE ALENCASTRO
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ACORDÃO N.o . Recurso n.O Recorrente Recorrid 107.781 - Processo nº 10711/001631/84-74 XEROX DO BRASIL S/A DRF - RIO DE JANEIRO-RJ R E S O L U ç Ã ONº 303/044 • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por XEROX DO BRASIL S/A. RESOLVEM os Membros da Terceira câmara do Tercei- ro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Sala d~~~~ezembro de 1985. HÉLIO/LO~~~ ALENCASTRO - Presidente e Relator VISTO EM SESSÃO DE: • guintes ~~ DE LUNA FREIRE - Procurador da Fa- zenda Nacional inda do presente julgamento os se- AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO JOÃO EVANGELISTA CARNEIRO DA CUNHA NETO JOSÉ JOÃO DE MELLO JOSÉ PATROcíNIO DA SILVEIRA PAULO MORENO DE ALMEIDA SIDNEY DE CAMPOS PESSOA LUIZ CARLOS NOGUEIRA MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO Nº 107.781 - PRoC. Nº 10711-001631/84-74. RECORRENTE: XEROX DO BRASIL S/A. RECORRIDA DRF-RIo DE JANEIRo-RJ. R E L A T Ó R I O •e Xerox do Brasil S.A., submeteu a desembaraço alfande gário, perante a IRF/Viracopos-SP, partes e peças de reposição p~ ra máquinas de copiar, pedindo o processamento do despacho sob o regime especial do DAS, para o qual"está habilitada. Efetivada a liberação das mercadorias pela D.I . 501.108/84, em 23/03/84, a empresa peticionóu~ dia 29/o3/84,ao D~ legado da Receita federal no Rio de Janeiro, em cuja jurisdiçãojá se encontrava o material, pois fora removido para um de seus esta belecimentos, sito à Av. Rodrigues Alves nºs 26iL/275, alegando que houvera um lapso na elaboração da declaração de importação, uma vez que as mercadorias deveriam ter sido submetidas a aduaneiro comum. despacho • Em seu petitário, diz que as G.ls. nºs 001-84/003274-7 e 001-84/003275-5, que acobertavam a importação, " ••• não davam am paro para que o despacho aduaneiro das mercadorias fosse processacb no Regime Especial de Despacho Aduaneiro Simplificado." Em seguida, foram anexados aos autos (fls. 28 e 29) ~ ditivos às precitadas guias de importação, emitidos pela Cacex,em 3o.de abril de 1984, alterando o CAMPO 13 DE 30-2 REVENDA - PARA 19-1 USO PRÓPRIO, E O ':CAMPo 26 DE REVENDA/PARTES, PEÇAS E OUTROS BENS/MATERIAL DE CONSUMO -PARA USO PRÓPRIO/BENS DO ATIVO FIXO/PEÇAS DE REPOSIÇÃO E BENS DE DES GASTE RÁPIDO. Às fls. 30 e 31, estão anexados DARFs. pertinentes ao recolhimento do 1.1, I.P.I. 8 multas no MAM 04/84, referente ao periodo 03/84. " ~Subsequentemente, adveio o Auto de Infraçao de f ls •.. Jit--_. • • •• • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL fls. 39, para efeito de aplicação da multa capitulada no art.169, inc. IlI, letra "d", do DL. 37/66, com a nova redação do arte 2º da Lei 6562/78, tendo em vista a ineficácia dos Aditivos,emitidos que foram em data posterior ao registro da D.I. Impugnação tempestiva de fls. 46/48, na qual a empr~ sa autuada ar~~i a nulidade do auto, invocando, em abono de sua pretensão, o amparo do instituto da den~ncia espontânea. o autor do feito, prestou a informação fiscal de fls. 61/62, arrozoando nos seguintes termos ("verbis"): "A em p re sa X ~ ROX DO 8 RA S IL S/A, a travé s de c o r respondencia anexa as fls. 46/48, vem apresentar im pugnação ao Auto de Infração de nº l047/84,lavrado em 9/8/84, em virtude da mesma ter importado algumas mer cadorias através do regime especial de Despacho Aduã neiro Simplificado, qwando não havia autorização nã GI para tal. A XEROX alega no item 9 da defesa que a autua ção é nula porquanto foi formulada após den~ncia es pontânea da importadora, segundo artigo 138 do CTN.No entanto, o referido artigo cita ainda que a den~ncia deve ser acompanhada do pagamento do tributo devido, o que não foi feito pela empresa que, além de oniitir es te fato, só veio a pagar o tributo 16 (dezesseis)dias após a den~ncia e na data do pagamento dos tributos relativos ao DAS (MAM correspondente). No item 11, a autuada procura corresponsabili- zar a IRF de Viracopos pelo erro que cometeu, tentan do assim atenuar sua culpa. Trata-se de argumentação- completamente inaceitável pois a empresa, não tendo a presentado a GI no desembaraço, sabe que não havia ne nhum outro documento que indicasse o tipo de despacho (DAS ou normal) não tendo a referida Inspetoria condi ções de verificar se a importadora estava agindo cer to ou errado. Este tipo de infração é detectado nor malmente na revisão. A XEROX observa também que a IRF - Viracopos r~ conheceu a possibilidade de saneamento do "lapso". No entanto, o despacho do Inspetor Substituto écla~o quando afirma que este saneamento seria feito atraves de DCI, significando, desta forma, o recolhimento de multa, e não uma simples correção, como quer fazer p~ recer a autuada. A empresa informa também que os aditivos de mo dificação do regime de importação foram solicitadosffi tes do prazo de vencimento de apresentação do MAM, 8 expedidos após este vencimento. No entanto, mesmo que os aditivos fossem expedidos antes do vencimento, em nada modificaria o mérito do Aut~ pois eles só seriam váli.dos se emitidos antes do regis~ro da DI. Finalmente, a autuada procura caracterizar o fato como uma falha puramente burocrático- administra oper~ ,uma Desp~ • • • •• • + I\LL.,UI\JU.LU( .IUL ,',.J _' SERViÇO PÚBLICO FEDERAL administrativa, quando, na verdade, trata-se de uma obrigaç~o acess6ria prevista no artigo 113, par~grafo 2º do CTN, e que no par~grafo 3º do mesmo artigo, ci ta que pelo simples fato de sua inobservância, conver te-se em obrigaç~o principal relativamente à penalida de pecuni~ria. - Desta forma, n~o tendo a empresa apresentado nada de novo gue possa modificar nossa opinião, somos pela manutençao do presente Auto de Infração." A destempo, a empresa aditou sua impugnação, tendo o AFTN questionado seu acolhimento. Sobreveio a decisão de lª instância, julgando proc£ dente a ação fiscal e, em conseq~ência, aplicando a penalidade propósta. Inconformada e com guarda do prazo legal, a empresa interpôs recurso a este Colegiado, em que, ap6s a matéria de faro, argúi, lfde meritislf, o seguinte: lfIniéialmente, o que cabe definir e se a ção em tela se enquadra sob o regime de Importação Normal ou se sob o regime de cho Aduaneiro Simplificado • Acresce salientar,a;irl'da"quê"a empresa tant6-h,uma quanto na outra modalidade, procedeu a denun cia espontânea, imediatamente, querendo regu lariz~-la, antes mesmo da instauração de qual quer litígio fiscal, fato que acobertava de q ua 1que r proc edime nto f isc a1 (A rt. 138 do CTN), viabilizando a possibilidade de uma regular i zação oficial do erro verificado. - Todavia, isso lhe foi negado, conforme se constata dos Autos. Se admitida a hip6tese do enquadramento da citada importação como de Regime Normal, as GI's pertinentes estariam corretas e portanto ( ~,llcita a importaçao apos o pagamento dos tri butos incidentes, antes, como o foi, da ins tauração de qualquer procedimento fiscal • No entanto, repete-se, tal procedimento não lhe foi permitido pela Inspetoria de Viraco pos que, indicou-lhe a correção junto a Repar tição Aduaneira de jurisdição, no Rio de Ja neiro, indicando-se-lhe, na oportunidade que a regularização deveria proceder-se por oca sião da apresentação do"MAM" a exemplo de ca sos an~logos. Se guizermos enquadrar, por outro lado, a op£ raçao como inserida no regime de DAS, segundo as Guias emitidas pela CACEX, cabe aduzir a empresa proceder a sua regularização êonfàrme lhe fora indicado, procedendo, à época d~vid~ • •• • • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL I\CGU o devido recolhimento dos tributos, cujo DARF foi anexado ao "MAM". Após,a Repartição Aduaneira, no Rio de ~Janei ro, lhe solicitou os devidos Aditivos de cor reção(1-84/6276-0 e 1-84/6277-8) às Guias de Importação originais, em data de 11.05.84, o que a empresa prontamente atentou. A mesma autoridade recusa os Aditivos de cor reção sob a alegação de emitidos após o desei baraço procedido. Obviamente, não poderia ser de outra forma visto que somente poderiam ter sido solicita dos, depois da constatação do erro apontado, cuja detectação se deu logo após essa mesma liberação. Se a autoridade, sabedora do fato, não preten dia acatá-los, sequer deveria tê-los solicita do,.: , ~Talvez o tenha feito supondo que a CACEX nao fosse emiti-los, mas esta reconhecendo nao ter havido qQalquer profunda alteração quer no preço, peso, valor externo dos bens, clas sificação tarifária, descrição das mercadorT as, origem, procedência, etc., não teve dúvI das em emiti-los • Quer a autoridade co-autora, enquadrar a em presa,como incursa na penalidade prevista no Artigo 169 do DL nº 37/66, com a nova redação do Artigo 2º Inciso 111 - Alinea "d" da Lei 6.562/78, por descumprimento a requisitos exi gidos para o controle das importações. - A mera inobservância de requisitos administra tivos não deve e não pode invalidar a lisurã com que se houve a requerente que buscou, por todos os meios ao seu alcance, regularizar a operação, fruto de sua própria denúncia e an tes de qualquer procedimento fiscal. Ademáis, o Exmo. Sr. Julgador em sua Decisão de fls. sequer entrnu no merfto lançamento e revisão do que arguia a requerente em sua de fesa no que tange a nulidade do Aut~ de Infrã ~ ., ~ -r -çao em apreço com efelto, dlspoe o ltem 69 da IN SRF 19/78 que, no sistema de DAS, apenas os fiscais do Grupo de Fiscalização FOBIM podem fazer o lançamento dos tributos. Enquanto o Grupo de Fiscalização está jurisdi cionado à Superintendência a revisão é de aI çada da Delegacia. Logo, o Auto de Infração 00 tela teve sua origem em ato de revisão e é nu lo porque antecede o próprio lançamento, como. 'aqul se provara. Cabe esclarecer que a revisão somente deverá ter validade se ficasse definido que o despa cho é sob Regime Normal e não DAS, porque, no • • • • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL ---- ~-nc.L,Un.::JU.TUT.TDL caso, o lançamento já estaria consumado na zo . '.' .. r -na prlmarla, area onde flcarla passlvel de re visão. Nesta hipótese, ou seja a do despachõ comum, as GI's então seriam per~eitamente vá lidas, para esse tipo de despacho, posto que; corretamente emitidas e dentro de sua plena validade. No entanto, se enquadra a modalidade como den tro do Regime de DAS, as GI's que acobertaram a importação seriam inadequadas ainda mais por que seus Aditivos de transformação de regime comum para "DAS" teriam sido emitidos poste riormente ao registro da DI. Improcedente,tam bém, nesta hipótese, o Auto de Infração,postõ que lavrado em ato de revisão quando o lança mento sequer havia sido efetivado. - A requerente não recebeu ainda a visita dos fiscais do FOBIM, únicos elementos qualifica dos, para, na zona secundária, atendendo aõ comando do item 38 da IN SRF 19/78, promove rem o lançamento, por homologação, ou, não cm cor dando com os dados do despacho, promoverem o lançamento de oficio. Assim, deduz-se que a ilegalidade da revisão procedida e do Auto de Infração que dai decor reu é manifesta, posto que antecedeu o ato ju ridico-administrativo do lançamento contrarI ando frontalmente expressa determinação do Cõ digo Tributário Nacional que, em seu Artigõ 142, deixa, insolfismavelmente clara, os dois e distintos instit~tos juridicos, o do lança 'mento e o da revisao (grifos nossos). No caso presente não houve o lançamento e por tanto nulo é o Auto de Infração que o antece deu, quanto esta (revisão) estava expressamen te definido deve ser posterior áquele procedI mento (lançamento). - Sobre o assunto não se pronunciou o Exmo. Sr. Delegado que proferiu a Decisão de nº 3129, como seria de desejar, preferindo não entrar no mérito arguido e silenciar a respeito. Face ao exposto, e a tudo mais que do proces so consta, requer desse Egrégio Conselho que julque improcedente o Auto de Infração em apre ço, dando disso ciência às partes para as de vidas providências de praxe." É o re 1a tório • • • RECURSO:I07.781 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O Conforme se verifica do relato, a mercadoria importada - 1791 cilindros de selênio especial para máquina xerox, modelos 3600 e 660 - era destinada ~ REVENDA, de acordo com as respectivas G.ls., que, desse modo,eram imprestáveis para instruir despacho a , ser processado em reg~me especial de DAS, fato reconhecido pela ~ pria empresa em sua petição de fis. 02. Depois disso, tendo por consumada a liberação dos bens no regime especial em causa, a ora recorrente obteve aditivos na Cacex, alterando a aplicação da mercadoria, de REVENDA para USO PRÓPRIO, e recolheu os tributos, na oportunidade de apresentação m MAM nº 04/84, referente ao per{odo de apuração 03 do mencionadoam. Com isso não concordou o Fisco, advindo o A.I. de fls. 39, lavrado no curso do programa FOPIM, ação fiscal essa julgada procedente pela autoridade de lª instância. Assim sendo, é de crucial importância, para composição da presente lide, saber-se qual a destinação dada aos cilindros p~ la empresa, em razão do que voto no sentido da conversão do julg~ mento em diligência, à origem, a fim de que seja apurado no estabe lecimento importador, ~ vista de seus controles de estoque, se os referidos bens deram sarda para revenda, nominando-s~, nesta hip~ tese, os adquirentes dos produtos, ou para a linha de produção da recorrente. • • HÉLIO de 1985. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
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Numero do processo: 13605.000411/2003-99
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.835
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
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RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. VALMAR Fl DE MENEZES Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, George Lippert Neto, Adriana Giuntini Viana, Irene Souza da Trindade Torres e Susy Gomes Hoffmann. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. CCS ,. Processo n° : 13605.000411/2003-99 Resolução n° : 301-1.835 RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, à fl. 37, cujo teor transcrevo, com a devida licença dos meus pares. "Por meio do Ato Declaratório Executivo (ADE) DRF / CFN n.° 429.115, de 07/08/2003, a empresa retro identificada foi excluída do Simples a contar de 01/01/2002, sob a seguinte justificativa: "atividade econômica vedada: 4541-1/00 Instalação e manutenção elétrica em edificações, inclusive elevadores, escadas, esteiras rolantes e antenas". Contestando o precitado ADE, a contribuinte apresentou Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples (SRS), a qual foi indeferida pela DRF de origem sob a alegação de que a apreciação do mérito foge à competência adstrita Aquela Unidade. A interessada, então, aduziu manifestação de inconformidade argumentando, em resumo, o seguinte: - sua atividade não necessita de profissional legalmente habilitado, tendo sido considerada permitida em solução de SRS anterior; - conforme estabelecido em lei, a exclusão de oficio surte efeito a partir da comunicação; - a Lei no 9.317/96 diz que a exclusão de oficio surte efeito a partir do ano-calendário subseqüente ao que incorrida a situação excludente." • A Delegacia de Julgamento proferiu decisão, indeferindo a solicitação, assim ementada: "Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: ATIVIDADE VEDADA. INSTALAÇÃO ELÉTRICA PREDIAL E INDUSTRIAL. É vedada a opção ou permanência no Simples às pessoas jurídicas que prestem serviços de engenharia, assemelhados ou de profissões que dependam de habilitação profissional legalmente exigida. • Solicitação Indeferida" V Processo n° Resolução n° petição de fl. 45. : 13605.000411/2003-99 : 301-1.835 Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme É o relatório. • • 1\41\1EZES - Relator VALMAR FON • Processo n° : 13605.000411/2003-99 Resolução n° : 301-1.835 VOTO Conselheiro Valmar FonsEca de Menezes, Relator 0 recurso preenche as condições de admissibilidade e, portanto, deve ser conhecido. Preliminarmente, verifica-se que um dos motivos do indeferimento da solicitação pela Delegacia de Julgamento foi o fato de que a atividade da recorrente, prevista em seu Contrato Social, A época, a impediria de ingressar na sistemática do SIMPLES. Não obstante constar de determinado Contrato Social o rol de atividades para as quais uma empresa é constituída nada impede que esta empresa apenas exerça parte das mesmas, por sua conveniência. Entendo que é de fundamental importância, por força do Principio da Verdade Material, que seja verificada a verdadeira atividade da recorrente. Desta forma, entendo que deva o presente julgamento convertido em diligência para que a Delegacia de origem proceda â verificação da real atividade da contribuinte, A vista dos seus documentos, ou com utilização de outros recursos, a critério da autoridade fiscal. Sala das Sessões, em 26 e abril de 2007
score : 1.0
Numero do processo: 12448.736590/2012-84
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 09 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Sep 05 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2010
SIMPLES. EXCLUSÃO MEDIANTE COMUNICAÇÃO OBRIGATÓRIA. PEDIDO DE CANCELAMENTO DA EXCLUSÃO. EQUIPARAÇÃO A PEDIDO DE REINCLUSÃO NO SIMPLES. APRECIAÇÃO DE COMPETÊNCIA DAS DRJ.
Compete às delegacias de julgamento da Receita Federal do Brasil, sob o rito do Decreto nº 70.235, de 1972 (PAF), a apreciação de recurso em face de decisão da autoridade fiscal local da RFB que indefira pleito de reinclusão no Simples Nacional decorrente de exclusão por comunicação obrigatória ( art. 74 da Resolução CGSN nº 94, de 2011).
Numero da decisão: 1002-002.314
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em declarar a nulidade do acórdão recorrido, determinando o retorno dos autos ao colegiado a quo para apreciação da petição apresentada na instância de primeiro grau como Impugnação.
(documento assinado digitalmente)
Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa.
Nome do relator: Ailton Neves da Silva
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ementa_s : ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2010 SIMPLES. EXCLUSÃO MEDIANTE COMUNICAÇÃO OBRIGATÓRIA. PEDIDO DE CANCELAMENTO DA EXCLUSÃO. EQUIPARAÇÃO A PEDIDO DE REINCLUSÃO NO SIMPLES. APRECIAÇÃO DE COMPETÊNCIA DAS DRJ. Compete às delegacias de julgamento da Receita Federal do Brasil, sob o rito do Decreto nº 70.235, de 1972 (PAF), a apreciação de recurso em face de decisão da autoridade fiscal local da RFB que indefira pleito de reinclusão no Simples Nacional decorrente de exclusão por comunicação obrigatória ( art. 74 da Resolução CGSN nº 94, de 2011).
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DE ARTIGOS VETERINÁRIOS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2010 SIMPLES. EXCLUSÃO MEDIANTE COMUNICAÇÃO OBRIGATÓRIA. PEDIDO DE CANCELAMENTO DA EXCLUSÃO. EQUIPARAÇÃO A PEDIDO DE REINCLUSÃO NO SIMPLES. APRECIAÇÃO DE COMPETÊNCIA DAS DRJ. Compete às delegacias de julgamento da Receita Federal do Brasil, sob o rito do Decreto nº 70.235, de 1972 (PAF), a apreciação de recurso em face de decisão da autoridade fiscal local da RFB que indefira pleito de reinclusão no Simples Nacional decorrente de exclusão por comunicação obrigatória ( art. 74 da Resolução CGSN nº 94, de 2011). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em declarar a nulidade do acórdão recorrido, determinando o retorno dos autos ao colegiado a quo para apreciação da petição apresentada na instância de primeiro grau como “Impugnação”. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa. Relatório Por bem sintetizar os fatos até o momento processual anterior ao do julgamento da Manifestação de Inconformidade, transcrevo e adoto o relatório produzido pela DRJ/CGE. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 73 65 90 /2 01 2- 84 Fl. 99DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1002-002.314 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 12448.736590/2012-84 A contribuinte acima qualificada apresentou manifestação de inconformidade em 13/12/2012 (fls. 02-03), após ter recebido em 03/09/2012 a comunicação do seu desenquadramento do Simples Nacional, que retroagia a 31/05/2010. Alegou, em síntese, que paga regularmente a guia do Simples Nacional e embora em seu Contrato Social conste atividades veterinárias, nunca exerceu tal atividade ou qualquer similar que colocasse em risco seu enquadramento no Simples. Apresentou CD onde estão gravadas todas as notas fiscais de serviços de 09/2010 a 10/2012, referentes a serviços de banho e tosa. As receitas de serviços de 07/2007 a 08/2010 estão incluídas nas notas fiscais de vendas, pois o regime permitia que os serviços fossem emitidos juntos. Afirmou que não houve alteração de atividade exercida pela empresa embora tenha havido informação equivocada, que já foi corrigida. Por fim, solicitou a revisão do desenquadramento. Juntou documentos de fls. 04-12 e 16. A DRF/RJ1/DIORT, em despacho de fls. 25, constatou que não houve erro de fato e informou à contribuinte que deverá comandar a exclusão por comunicação obrigatória, e encaminhar impugnação no prazo de 30 dias. Cientificada (fls. 27), apresentou manifestação de inconformidade em 02/07/2014 (fls. 29-35), alegando, em síntese, que é uma empresa dedicada exclusivamente à comercialização varejista de animais vivos e de artigos para animais de estimação, CNAE 4789-0-040, como consta no seu CNPJ. Esclareceu que no Contrato Social outras atividades estão previstas, dentre elas a clínica veterinária, concessão de franquias e a participação como acionista em outras sociedades, o que levou a Diort/DRF/RJ a determinar a sua exclusão. Argumentou que, embora as atividades constem do Contrato Social, sequer são encontradas no alvará de funcionamento e nunca foram desempenhadas pela empresa, que jamais as declarou no CNPJ. Asseverou que a decisão administrativa não levou em consideração o CNAE constante do CNPJ, nem as notas fiscais emitidas no período. Tampouco a decisão apresentou qualquer indício de exercício de atividade impeditiva. Questionou o critério de pesquisa adequada para identificar as atividades desempenhadas pela empresa. Seria mera previsão da atividade vedada no objeto social da empresa ou no efetivo exercício desta atividade? Citou e transcreveu legislação e jurisprudência. Por fim, pleiteou o provimento integral da impugnação para que seja mantida no Simples Nacional. Juntou cópia de documento de fls. 36. Conforme despacho de fls. 40, a Contribuinte foi intimada a apresentar o ato de exclusão e contrato social. Cientificada (fls. 45-46), apresentou documentos de fls. 47 e seguintes. Conforme despacho de fls. 64, a exclusão ocorreu por comunicação obrigatória do contribuinte (fls. 19).. A Manifestação de Inconformidade foi julgada improcedente pela DRJ/CGE, conforme acórdão n. 04-39.227, de 14 de abril de 2015 (e-fl. 68), que recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2010 Fl. 100DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1002-002.314 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 12448.736590/2012-84 EXCLUSÃO AUTOMÁTICA DO SIMPLES NACIONAL. ALTERAÇÃO OU INCLUSÃO DE ATIVIDADE VEDADA. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. FALTA DE OBJETO. Não se conhece de manifestação interposta pelo contribuinte, por falta de objeto, em razão da exclusão automática da sistemática do Simples Nacional, nos expressos termos legais, decorrente de inclusão ou alteração de atividade econômica cujo CNAE conste dentre aqueles relacionados como impeditivo de opção ao Simples Nacional no Anexo VI da Resolução CGSN nº 94/2011. Irresignado, o ora Recorrente apresenta Recurso Voluntário (e-fls. 79), no qual oferece argumentos e fundamentos resumidamente descritos a seguir. Diz que “a DRJ deduziu que a manifestação da Recorrente não teria objeto, visto que a exclusão automática teria decorrido de ato próprio da contribuinte e não de ato administrativo do qual pudesse contestar.“ Ressalta que “o acórdão recorrido destoa do despacho proferido pela DRF/RJl/Diort, que, conforme se verifica à fl. 25, facultou à contribuinte o encaminhamento de impugnação no prazo de 30 dias. " Relata que “As decisões administrativas proferidas nos autos, em sua totalidade, basearam-se apenas nas atividades descritas no contrato social da empresa para sustentar o comando da exclusão automática da Recorrente do Simples Nacional, sem considerar, no entanto, a vasta documentação comprobatória das atividades realizadas de fato pela contribuinte.” Sustenta que houve violação à “previsão do artigo 8 o da Resolução n° 94/2011 do Comitê Gestor do Simples Nacional, que prevê a utilização dos códigos de atividades econômicas previstos na CNAE declarado pelo contribuinte no registro no CNPJ, a fim de verificar o atendimento aos requisitos para adesão ao Simples Nacional.” Argumenta que “o acórdão recorrido defende, por sua vez, que a contribuinte fora excluída automaticamente do Simples Nacional por exercer atividades veterinárias (CNAE 7500- 1/00)”, que ”Entretanto, o acórdão não pormenorizou a situação cadastral da Recorrente, deixando de especificar que as atividades veterinárias mencionadas encontram-se apenas listadas no contrato social da empresa, ocultando o fato de que tais atividades jamais foram desempenhadas e, portanto, não levariam à exclusão automática do Simples Nacional” e que exerce “exclusivamente comércio varejista de animais vivos e de artigos e alimentos para animais de estimação (CNAE 47.89-0-040), atende aos requisitos necessários à adesão ao Simples Nacional.” Assevera que “A inclusão de tais atividades como objeto social da empresa -quais sejam: clínica veterinária, concessão de franquias e participação como acionista em outras sociedades - deu-se a título de fazer constar um rol de atividades mais amplo do que as efetivamente desempenhadas, visando à possibilidade futura de atuação em determinado setor.” Conclui afirmando que, “no caso vertente, não apenas inexiste a alteração nos dados constantes do CNPJ, pois as atividades impeditivas de adesão ao Simples Nacional jamais figuraram no cadastro da empresa, mas igualmente não há exercício de atividades impeditivas.” Ao final, o Recorrente requer o provimento do recurso, a reforma da decisão recorrida e sua manutenção no Simples Nacional. Fl. 101DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1002-002.314 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 12448.736590/2012-84 É o Relatório do necessário. Voto Conselheiro Aílton Neves da Silva, Relator. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23-B da Portaria MF nº 343/2015 (Regimento Interno do CARF), com redação dada pela Portaria MF n.º 329/2017. Demais disso, observo que o recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Mérito Trata-se de contestação da exclusão do Simples, em razão de inclusão de atividade econômica vedada no CNPJ, realizada por comunicação obrigatória prevista nos artigos 30 e 31 da Lei Complementar nº 123/2006, regulamentada pelos arts. 73 e 74 da Resolução CGSN nº 94/2011, reproduzidos a seguir: Art. 73. A exclusão do Simples Nacional, mediante comunicação da ME ou da EPP, dar-se-á: I – (...) a) (...) II - obrigatoriamente, quando: a) (...) c) incorrer nas hipóteses de vedação previstas nos incisos II a XIV e XVI a XXV do art. 15, hipótese em que a exclusão: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 30, inciso II) 1. (...) (...) Art. 74. A alteração de dados no CNPJ, informada pela ME ou EPP à RFB, equivalerá à comunicação obrigatória de exclusão do Simples Nacional nas seguintes hipóteses: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 30, § 3º) I – (...) II - inclusão de atividade econômica vedada à opção pelo Simples Nacional; (...) O acórdão recorrido não conheceu da Manifestação de Inconformidade apresentada pelo contribuinte, fundamentando sua decisão nos seguintes termos: (...) A Lei Complementar nº 123/2006, no art. 39, dispõe que o “contencioso administrativo relativo ao Simples Nacional será de competência do órgão julgador Fl. 102DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 1002-002.314 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 12448.736590/2012-84 integrante da estrutura administrativa que efetuar o lançamento ou a exclusão de ofício...”. (n/g). Por sua vez, dispõe a Resolução CGSN nº 94, de 2011, no art. 109, a respeito do Contencioso Administrativo, dispondo: Art. 109. O contencioso administrativo relativo ao Simples Nacional será de competência do órgão julgador integrante da estrutura administrativa do ente federado que efetuar o lançamento do crédito tributário, o indeferimento da opção ou a exclusão de ofício, observados os dispositivos legais atinentes aos processos administrativos fiscais desse ente. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 39, caput) § 1º A impugnação relativa ao indeferimento da opção ou à exclusão poderá ser decidida em órgão diverso do previsto no caput, na forma estabelecida pela respectiva administração tributária. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 39, § 5º) (...) Desta forma, consoante se observa, a legislação do Simples Nacional é clara ao estabelecer o contencioso, instaurado pelo contribuinte com a sua manifestação de inconformidade contra o ato de indeferimento da opção (Termo de Indeferimento) ou contra o ato de exclusão de ofício (Ato Declaratório Executivo) emitidos pela Administração Tributária. Na espécie, trata-se de exclusão automática da sistemática do Simples Nacional decorrente de ato volitivo praticado pela contribuinte, nos expressos termos legais acima reproduzidos, sendo instantânea a incidência da norma. Logo, a manifestação da contribuinte não tem objeto, vez que a exclusão automática, nos termos legais, decorreu de ato seu e não de ato administrativo que pudesse contestar. Com efeito, a própria contribuinte pediu a sua exclusão do Simples Nacional, ao proceder à alteração contratual para atividade vedada. Ainda que se trate de manifestação de inconformidade contra a decisão da autoridade preparadora, na verdade desde o primeiro requerimento (fls. 02-03) o que pretende é manifestar “sua inconformidade” contra um ato que praticou, vez que não foi excluída de ofício pelo Fisco e sim motu próprio. (...) Em face do exposto e considerando tudo mais que dos autos consta, não conheço da manifestação de inconformidade, por falta de objeto. Como se lê do trecho supra do acórdão recorrido, a controvérsia originou-se da falta de conhecimento da petição do contribuinte por alegada falta de objeto, em razão de o ato de exclusão do Simples por comunicação obrigatória ter sido qualificado naquela decisão como “autoexclusão”. De fato, a legislação tributária, como visto, prevê que a inclusão de atividade econômica vedada à opção no Simples por meio de alteração de dados no CNPJ, informada à RFB, equivalerá à comunicação obrigatória de exclusão do sistema de tributação simplificada, o que, em princípio, conferiria legitimidade ao procedimento, não fosse a insurgência do contribuinte fundada na alegação de erro no preenchimento daquele documento de alteração cadastral. Cabe examinar, portanto, a consistência do fundamento jurídico que deu azo ao não conhecimento da Manifestação de Inconformidade, isto é, saber se o mero preenchimento do formulário de alteração cadastral do CNPJ com a inclusão da atividade impeditiva, por si só, é Fl. 103DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 1002-002.314 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 12448.736590/2012-84 condição necessária e suficiente a configurar uma autoexclusão irretratável do Simples e derribar a faculdade de apresentação de recurso. Penso tratar-se de condição necessária - eis que decorre de expressa previsão na Lei -, porém, não suficiente à legitimação da exclusão. A condição suficiente recairia no dever de a administração validar a autoexclusão, seja por iniciativa de ofício seja em razão do exame de eventual impugnação contra o ato, de modo a oferecer meio apropriado a sua revisão quando praticado com erro ou em desacordo com vontade real do contribuinte. Isto porque é sabido que a comunicação de alteração de dados no CNPJ é ato sujeito a uma série de contingências e falhas, técnicas e humanas, cuja ocorrência pode gerar vicio do ato administrativo por falta de correspondência entre a vontade “jurídica” de autoexclusão –exteriorizada com erro - e a vontade “real” do contribuinte, de permanência no sistema de tributação simplificada. Não vejo razoabilidade em qualificar a inserção de um código de atividade impeditiva num formulário de alteração cadastral como autoexclusão irretratável, a menos que seja produto de uma decisão consciente, inequívoca, capaz de espelhar verdadeiramente a vontade do contribuinte e os fatos ali informados, sob pena de infligir lhe graves prejuízos decorrentes de uma exclusão injustificada ou fundada exclusivamente numa interpretação literal ou gramatical da norma jurídica. A propósito, o próprio CARF já sedimentou em súmula o entendimento de que a atividade impeditiva que enseja a exclusão do Simples é a efetivamente exercida pelo contribuinte: Súmula CARF nº 134 A simples existência, no contrato social, de atividade vedada ao Simples Federal não resulta na exclusão do contribuinte, sendo necessário que a fiscalização comprove a efetiva execução de tal atividade. Outro ponto a considerar é que a negativa de oferecimento de meios formais de validação ou revisão do ato administrativo ao contribuinte poderia configurar violação do direito de contraditório e ampla defesa, eis que, à luz da legislação vigente, todos os atos administrativos que neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses ou imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções necessitam de motivação 1 . Por fim, constato que este tema foi enfrentado no âmbito da RFB pela Solução de Consulta Interna nº 6 – Cosit, de 3 de abril de 2017, que ostentou a seguinte ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ementa: SIMPLES NACIONAL. EXCLUSÃO MEDIANTE COMUNICAÇÃO OBRIGATÓRIA. PETIÇÃO PELO CANCELAMENTO DA EXCLUSÃO. PEDIDO DE REINCLUSÃO. EQUIVALÊCIA. INDEFERIMENTO. RECURSO. COMPETÊNCIA. RITO. 1 Lei n.º 9.784/99 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; III – (...); Fl. 104DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 1002-002.314 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 12448.736590/2012-84 Compete às delegacias de julgamento da Receita Federal do Brasil, sob o rito do Decreto nº 70.235, de 1972 (PAF), a apreciação de recurso em face de decisão da autoridade fiscal local da RFB que indefira pleito de reinclusão do Simples Nacional decorrente de exclusão por comunicação obrigatória ( art. 74 da Resolução CGSN nº 94, de 2011). Dispositivos Legais: Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 39. Vê-se que a ementa supra não deixa dúvida de que a própria RFB reconhece competência à DRJ para apreciação do recurso apresentado em face de decisão da autoridade fiscal que indefira pleito de reinclusão do Simples decorrente de exclusão por comunicação obrigatória, de modo a atrair o rito previsto no Decreto nº 70.235/1972. Por todo o exposto, é de se declarar a nulidade do Acórdão recorrido, determinando o retorno dos autos ao colegiado a quo para apreciação da petição apresentada na instância de primeiro grau como “Impugnação”. É como voto. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Fl. 105DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10675.000834/2001-25
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.964
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro, Susy Gomes Hoffmann e José Fernandes do Nascimento (Suplente). Ausente a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. 1 Processo n.° 10675.000834/2001-25 Resolução n.° 301-1.964 CC03/C01 Fls. 117 RELATÓRIO Cuida-se de Recurso Voluntário interposto contra decisão da DRJ-Brasilia/DF que considerou procedente em parte o lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural do exercício de 1997, incidente sobre imóvel rural denominado Fazenda Gameleira-Brasil e Neves, cadastrado na Receita Federal sob o n°. 4.701.699-0, com Area de 1.588,6 ha, localizado no Município de Lagoa Garnde-MG, cujo lançamento glosou as Areas de reserva legal, de preservação permanente e de pastagens. Cientificado do lançamento em 27/04/2001, o Contribuinte apresentou impugnação em 22/05/2001 (fls. 16/17), que, sob apreciação do órgão de primeira instância, foi-lhe dado parcial provimento, conforme os fundamentos consubstanciados na ementa abaixo transcrita: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR Exercício: 1997 Ementa: ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. Por ter sido comprovada a protocolização tempestiva do requerimento do competente ADA, junto ao IBAMA-MG, cabe restabelecer a área assim declarada, para efeito de exclusão de tais áreas de tributação. DA ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA — RESERVA LEGAL. A área de reserva legal, para .fins de exclusão da tributação do ITR, deve estar averbada à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente, a época do respectivo fato gerado, nos termos da legislação de regência. DAS ÁREAS SERVIDAS DE PASTAGENS. Cabe restabelecer a área servida de pastagem declarada, com base na média de animais bovinos da propriedade, comprovada com base em documento hábil. Lançamento Procedente em Parte. Não satisfeito com a decisão do órgão julgador de primeira instância, da qual tomou conhecimento em 26/04/2006 (fls. 75), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, em 23/05/2006 (fls.76/79), alegando ser descabida a exigência de averbação da Area de reserva legal A margem da matricula do imóvel na data do fato gerador para comprovação da existência das mencionadas Areas. Aduz, ainda, que deve ser considerada a Area total de preservação permanente declarada no ADA (348 ha) e que a Area de reserva legal, equivalente a 428,00 ha, encontra-se comprovada nos autos por meio do Boletim de Ocorrência n° 512/06, emitido pela Unidade 4°/28° da Policia Militar Ambiental do Município de Jab Pinheiro (fls. 88/89). Por fim, requer o cancelamento do débito fiscal ora em cobrança. o relatório. 2 RODRIGO 0 MIRANDA - Relator Processo n.° 10675.000834/2001-25 Resolução n.° 301-1.964 CCONC01 Fls. 118 VOTO Conselheira Rodrigo Cardozo Miranda, Relator Conheço do Recurso Voluntário por atender aos requisitos de admissibilidade. Conforme informa o Boletim de Ocorrência acostado As fls. 88 e 89, a área de Reserva Legal de 428,0 ha (quatrocentos e vinte e oito hectares) encontra-se averbada no Cartório de Registro de Imóveis da cidade Presidente Olegario — MG, no livro 2-AAB, fls. 106 sob o número de ordem 04 da matricula 1.084. Assim, por ser documento essencial ao deslinde da controvérsia, voto no sentido de que o presente julgamento seja convertido em diligência para que seja juntada cópia da matricula do imóvel e a referida averbação, consoante informado no Boletim de Ocorrência supracitado. Sala das Sessões, em 20 de maio de 2008 3 • e
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Numero do processo: 10640.002420/00-95
Data da sessão: Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 31/08/1988 a 31/08/1995
DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.209
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª turma especial do terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 31/08/1988 a 31/08/1995 DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado.
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Numero do processo: 10580.725517/2009-21
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Jul 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005, 2006, 2007
DESPESAS MÉDICAS. SÚMULA DE DOCUMENTAÇÃO TRIBUTARIAMENTE INEFICAZ.
Faz-se necessária a comprovação da efetividade dos serviços prestados, bem como a comprovação de forma inequívoca do pagamento dos serviços, quando existir súmula de documentação ineficaz para o emitente dos documentos.
ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO. EFEITOS.
O ato declaratório gera efeitos desde a ocorrência da situação que gerou a exclusão dos documentos do mundo jurídico, assim, possui efeitos a partir da emissão dos recibos de prestação de serviços considerados inaptos.
MULTA QUALIFICADA.
Restando comprovado que o sujeito passivo da obrigação tributária utilizou-se de documentação inidônea, com o fim de reduzir a base de cálculo do imposto, aplicável a multa qualificada, vez que caracterizado o intuito de obter, ilicitamente, benefícios em matéria tributária.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.745
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007 DESPESAS MÉDICAS. SÚMULA DE DOCUMENTAÇÃO TRIBUTARIAMENTE INEFICAZ. Faz-se necessária a comprovação da efetividade dos serviços prestados, bem como a comprovação de forma inequívoca do pagamento dos serviços, quando existir súmula de documentação ineficaz para o emitente dos documentos. ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO. EFEITOS. O ato declaratório gera efeitos desde a ocorrência da situação que gerou a exclusão dos documentos do mundo jurídico, assim, possui efeitos a partir da emissão dos recibos de prestação de serviços considerados inaptos. MULTA QUALIFICADA. Restando comprovado que o sujeito passivo da obrigação tributária utilizou-se de documentação inidônea, com o fim de reduzir a base de cálculo do imposto, aplicável a multa qualificada, vez que caracterizado o intuito de obter, ilicitamente, benefícios em matéria tributária. Recurso voluntário negado.
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SÚMULA DE DOCUMENTAÇÃO TRIBUTARIAMENTE INEFICAZ. Fazse necessária a comprovação da efetividade dos serviços prestados, bem como a comprovação de forma inequívoca do pagamento dos serviços, quando existir súmula de documentação ineficaz para o emitente dos documentos. ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO. EFEITOS. O ato declaratório gera efeitos desde a ocorrência da situação que gerou a exclusão dos documentos do mundo jurídico, assim, possui efeitos a partir da emissão dos recibos de prestação de serviços considerados inaptos. MULTA QUALIFICADA. Restando comprovado que o sujeito passivo da obrigação tributária utilizou se de documentação inidônea, com o fim de reduzir a base de cálculo do imposto, aplicável a multa qualificada, vez que caracterizado o intuito de obter, ilicitamente, benefícios em matéria tributária. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Fl. 315DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10580.725517/200921 Acórdão n.º 280101.745 S2TE01 Fl. 316 2 Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Eivanice Canário da Silva, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 24.626,18, referente aos exercícios de 2005, 2006 e 2007, a título de imposto (R$ 8.508,50), acrescido da multa de ofício equivalente a 150% do valor do tributo apurado (R$ 12.762,75), além dos juros de mora (R$ 3.354,93). O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte reconheceu expressamente não ter comprovado a despesa médica declarada como paga à JSR Ortodontia Ltda. Porém, contestou o lançamento quanto à glosa das despesas médicas da profissional Silvia Reis, argumentando em síntese, que os correspondente pagamentos foram efetuados em espécie, bem como referemse às sessões de fonoaudiologia que contratara para o seu filho. Alegou ter justificado e comprovado o tratamento com os documentos apresentados, ressaltando a dificuldade em vincular os pagamentos aos saques efetuados em suas contas bancárias, em razão do tempo decorrido. Anexou, contudo, extratos bancários para demonstrar saques em dinheiro e em volumes compatíveis com todos os comprovantes emitidos pela fonoaudióloga . A 3ª Turma da DRJ/SDR/BA, conforme Acórdão de fls. 225/227, julgou improcedente a impugnação sob os fundamentos consubstanciados na seguinte ementa: DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. DESPESAS MÉDICAS. DEPENDENTES. DEDUÇÃO. Mantêmse como indevidas as deduções efetuadas na declaração de ajuste anual, quando não apresentada documentação comprobatória hábil, idônea e suficiente para caracterizar a efetiva realização das despesas. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 11/11/2010 (fl. 234), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 235/243, em 03/12/2010, no qual rebate as conclusões da decisão recorrida, sustentando os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Fl. 316DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10580.725517/200921 Acórdão n.º 280101.745 S2TE01 Fl. 317 3 Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O recorrente pretende sejam restabelecidas as deduções de despesas médicas relativas à profissional Silvia Reis, que somam R$ 8.640,00 no anocalendário de 2004, R$ 9.600,00 no anocalendário de 2005 e R$ 6.080,00 no anocalendário de 2006, pois entende que os documentos apresentados, tais como, recibos, relatórios médicos, extratos bancários, são suficientes para comproválas. Ao contrário do entende o peticionário, tais documentos, por si sós, não se prestam a comprovar a efetividade da prestação dos serviços em questão, pois essencial que, na espécie, ficasse demonstrada a materialidade das despesas, ou seja, a prova irrefutável do efetivo pagamento, visto que os recibos emitidos pela fonoaudióloga SILVIA SANTOS DOS REIS, CPF n° 048.845.58553, no período de 01/01/2004 a 31/12/2006, foram declarados inidôneos, e, portanto, imprestáveis e ineficazes para dedução, como despesa médica, da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, para quaisquer usuários dos mesmos, tendo em vista o contido na Súmula Administrativa de Documentação Tributariamente Ineficaz Processo Administrativo n° 10580.724412/200955, haja vista o Ato Declaratório Executivo DRF/SDR nº 27, de 15/9/2009, publicado no Diário Oficial da União de 17/9/2009, cuja cópia foi juntada às fls. 92/93). Ressaltese que o referido ato administrativo tem o objetivo de declarar uma situação preexistente, ou seja, que os documentos emitidos pela profissional Silvia dos Santos Reis, no período destacado, não evidenciariam a efetiva prestação dos serviços indicados nos recibos por ela emitidos, ou seja, o ato declaratório gera efeitos desde a ocorrência da situação que gerou a exclusão dos documentos do mundo jurídico (a partir da emissão dos recibos de prestação de serviços considerados inaptos). Destarte, os documentos carreados aos autos não apresentam valor probatório em favor do recorrente, eis que são documentos falsos e não produzem os efeitos a que se propõem. Tais circunstâncias, somadas à falta de comprovação de forma inequívoca do pagamento dos serviços, levamnos a confirmar a glosa realizada referente aos recibos que teriam sido emitidos pela referida profissional. Por conseguinte, considerase acertada a imposição da multa de ofício qualificada, no percentual de 150%, que teve esteio no artigo 44, II, da Lei no 9.430, de 27/12/1996, que assim dispõe: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: ... II – cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. Fl. 317DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10580.725517/200921 Acórdão n.º 280101.745 S2TE01 Fl. 318 4 Como se percebe, para a aplicação da multa de ofício de 150% é indispensável tratarse de casos de evidente intuito de fraude como definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30/11/1964, litteris: Art. 71. Sonegação é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária: I da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais; II das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente. Art. 72. Fraude é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido a evitar ou diferir o seu pagamento. Art. 73. Conluio é o ajuste doloso entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas, visando qualquer dos efeitos referidos nos arts. 71 e 72. Da leitura dos dispositivos da Lei nº 4.502, de 1964, supra referidos, inferese que as condutas descritas pela norma exigem do sujeito passivo a ação com dolo, ou seja, a deliberada intenção de obter o resultado que seria o impedimento ou retardamento da ocorrência do fato gerador, ou a exclusão ou modificação das suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido, ou a evitar ou diferir o seu pagamento. Nesse sentido, o cerne do comportamento delituoso consiste na modificação das características da situação de fato ou situação jurídica que, ocorrendo, determina a incidência da norma tributária, com o escopo da redução do valor do tributo devido. Com efeito, a fraude se caracteriza em razão de uma ação ou omissão, de uma simulação ou ocultação, e pressupõe sempre a intenção de causar dano à Fazenda Pública, num propósito deliberado de subtrair, no todo ou em parte, a obrigação tributária. No caso dos autos, o recorrente pretendeu, de forma dolosa, beneficiarse de recibos de despesas médicas que efetivamente não foram realizadas, pois que amparadas em documentos inidôneos. Este fato, por si só, evidencia o intuito de fraude, razão pela qual deve permanecer a penalidade com a qualificação. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 318DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10580.725517/200921 Acórdão n.º 280101.745 S2TE01 Fl. 319 5 Fl. 319DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 05/08/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 13839.003707/2009-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. DISPONIBILIDADE PARA PRODUÇÃO DE PROVAS NO DECORRER DO PROCESSO ADMINISTRATIVO.
Não há cerceamento de direito de defesa do contribuinte recorrente quando ao contribuinte não é vedado a apresentação das provas que este entender necessárias.
DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. PEDIDOS DE PROVAS ROBUSTAS PELO FISCO. POSSIBILIDADE.
O direito às deduções de despesas médicas está condicionado à prova da realização dos serviços prestados, e dos seus pagamentos. Provas estas que devem ser analisadas em conjunto, e dentro do contexto apresentado. Quando as provas apresentadas não forem suficientes, pode o fisco solicitar mais elementos probantes.
GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS SEM IDENTIFICAÇÃO DO ENDEREÇO DO EMITENTE E SEM IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE.
Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente por falta de identificação do endereço do emitente dos recibos, e por falta da indicação do paciente nos mesmos, cabe ao contribuinte apresentar documentação sanando as falhas apontadas; não o fazendo, são mantidas as glosas.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-002.365
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. DISPONIBILIDADE PARA PRODUÇÃO DE PROVAS NO DECORRER DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. Não há cerceamento de direito de defesa do contribuinte recorrente quando ao contribuinte não é vedado a apresentação das provas que este entender necessárias. DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. PEDIDOS DE PROVAS ROBUSTAS PELO FISCO. POSSIBILIDADE. O direito às deduções de despesas médicas está condicionado à prova da realização dos serviços prestados, e dos seus pagamentos. Provas estas que devem ser analisadas em conjunto, e dentro do contexto apresentado. Quando as provas apresentadas não forem suficientes, pode o fisco solicitar mais elementos probantes. GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS SEM IDENTIFICAÇÃO DO ENDEREÇO DO EMITENTE E SEM IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE. Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente por falta de identificação do endereço do emitente dos recibos, e por falta da indicação do paciente nos mesmos, cabe ao contribuinte apresentar documentação sanando as falhas apontadas; não o fazendo, são mantidas as glosas. Recurso Voluntário Negado
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INEXISTÊNCIA. DISPONIBILIDADE PARA PRODUÇÃO DE PROVAS NO DECORRER DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. Não há cerceamento de direito de defesa do contribuinte recorrente quando ao contribuinte não é vedado a apresentação das provas que este entender necessárias. DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. PEDIDOS DE PROVAS ROBUSTAS PELO FISCO. POSSIBILIDADE. O direito às deduções de despesas médicas está condicionado à prova da realização dos serviços prestados, e dos seus pagamentos. Provas estas que devem ser analisadas em conjunto, e dentro do contexto apresentado. Quando as provas apresentadas não forem suficientes, pode o fisco solicitar mais elementos probantes. GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS SEM IDENTIFICAÇÃO DO ENDEREÇO DO EMITENTE E SEM IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE. Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente por falta de identificação do endereço do emitente dos recibos, e por falta da indicação do paciente nos mesmos, cabe ao contribuinte apresentar documentação sanando as falhas apontadas; não o fazendo, são mantidas as glosas. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 13839.003707/200911 Acórdão n.º 280102.365 S2TE01 Fl. 103 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado Digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado Digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 11ª Turma da DRJ/SP2 (Fls. 69), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Em procedimento de revisão da Declaração de Ajuste Anual 2005 do contribuinte acima identificado, procedeuse ao lançamento de ofício, originário da apuração das infrações abaixo descritas, através da Notificação de Lançamento do Imposto de Renda Pessoa Física, de Fls. 61/62. DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DO IMPOSTO DEVIDO Descrição Valores em Reais 1)Total dos Rendimentos Tributáveis Declarados e Ajustados(*) 145.945,15 2)Omissão de Rendimentos Apurada 0,00 3)Total de Deduções Declaradas 67.820,32 4)Glosa de Deduções Indevidas 36.501,23 5)Prev.Oficial sobre Rendimento Omitido 0,00 6)Base de Cálculo Apurada (1+23+45) 114.626,06 7)Imposto Apurado após Alterações (Calculado pela Tabela Progressiva Anual) 26.445,26 8)Dedução de Incentivo Declarada 0,00 9)Glosa de Dedução de Incentivo 0,00 Fl. 108DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 13839.003707/200911 Acórdão n.º 280102.365 S2TE01 Fl. 104 3 10)Total de Imposto Pago Declarado 19.662,60 11)Glosa de Imposto Pago 632,55 12)IRRF sobre infração e/ou CarnêLeão Pago 0,00 13)Saldo do Imposto a Pagar Apurado após Alterações (78+9 10+1112) 7.415,21 14) Saldo do Imposto a Pagar Declarado/calculado 929,93 15)Imposto Já restituído 0,00 16) Imposto Suplementar 6.485,28 Na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal informa a fiscalização a glosa de R$ 1.826,23 correspondente à Dedução Indevida de Previdência Privada e Fapi, a glosa de R$ 34.675,00 correspondente à Dedução Indevida de Despesas Médicas e a Compensação Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte, no valor de R$ 623,55. Dedução Indevida de Previdência Privada e Fapi O valor da dedução de previdência privada foi ajustada para 12% do valor dos total dos rendimentos tributáveis que foi diminuído, tendo em vista que o contribuinte lançou em duplicidade o imposto de renda e rendimentos da fonte pagadora IRMANDADE DA SANTA CASA DE VINHEDO, CNPJ 72.909.179/000105, conforme DIRF apresentada pela mesma. Dedução Indevida de Despesas Médicas A glosa referese aos seguintes beneficiários de despesas médicas: Amauri Bernardes Pinto Filho (R$275,00), Marisa Córdoba Amarantes (R$ 13.860,00) Maria Guiomar Matheus Mazon (R$ 15.000,00), Tatiana C.S. Araújo (R$ 210,00), Maria A. Lepri Lebeis (R$ 1.330,00) e Ana Elisa F. Vendramin (R$ 4.000,00), tendo em vista que os recibos dos mesmos apresentados pelo contribuinte, não atendem ao disposto no Art. 80 do RIR/99 (Decreto 3.000/99). Salientamos que, mediante Termo de Intimação Fiscal nº 0035/2008 foi solicitado ao contribuinte a comprovação da efetiva prestação de serviços e do efetivo pagamento referentes a alguns dos profissionais acima mencionados e, relativamente a comprovação do efetivo pagamento foram estabelecidas quatro forma de fazelo, quais sejam: extrato bancário, transferência bancária, copia do cheque nominativo ou cópia de depósito bancário. Em resposta ao referido termo, o contribuinte não apresentou nenhum dos documentos relativamente a comprovação do efetivo pagamento. Compensação Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte O valor do imposto foi glosado, tendo em vista que o contribuinte lançou em duplicata o imposto de renda e rendimentos da fonte pagadora IRMANDADE DA SANTA CASA Fl. 109DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 13839.003707/200911 Acórdão n.º 280102.365 S2TE01 Fl. 105 4 DE VINHEDO, CNPJ 72.909.179/000105, conforme DIRF apresentada pela mesma. DA IMPUGNAÇÃO Devidamente intimado das alterações processadas em sua declaração, o contribuinte apresentou impugnação por meio de instrumento, de fls.01/09, alegando em síntese que: Reconhece que por equívoco declarou em duplicidade os rendimentos recebidos da fonte pagadora Irmandade da Santa Casa de Vinhedo, sendo justa a glosa, pelo que providenciará o recolhimento do imposto devido; Apresentou declarações específicas e com firma reconhecida ratificadoras da efetiva prestação de serviços bem como do efetivo recebimento dos honorários profissionais referentes a Marisa Franchi e Maria Guiomar Matheus Mazon; Restou claro que não constando na Intimação Fiscal nº 0035/08 de 26.02.2008, os profissionais Amauri Bernardes Pinto Filho, Marisia A Lepri Lebeis, Tatiana C. S. Araíjo e Ana Elisa F Vendramim, os recibos destes profissionais foram aceitos, portanto não restava ao contribuinte fazer nova comprovação afora a que fizera no atendimento do Termo de Intimação Fiscal de 07.01.2008; A legislação admite a comprovação das despesas realizadas com a apresentação de recibos; Comprovou cabalmente com recibos identificadores dos prestadores de serviços, todos devidamente habilitados com seus respectivos nomes e CPFs como determina a IN SRF nº 15/2001; Juntou com a presente impugnação as três declarações das profissionais que mereceram maior análise da fiscalização, para comprovar que ambas declaram valores compatíveis com os recebimentos (docs 14/16) Sua declaração de IRPF demonstra que possuía disponibilidade em dinheiro (saldo em contas correntes e aplicações financeiras, no anocalendário de 2004 de R$ 211.841,67; Requer diante do exposto seja julgada insubsistente a Notificação de Lançamento em epígrafe, declarando a sua improcedência. Passo adiante, a 4ª Turma da DRJ/SP2 entendeu por bem julgar a impugnação improcedente, em decisão que restou assim ementada: MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. A matéria não impugnada torna se incontroversa e o crédito dela resultante definitivo e exigível. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não se configura cerceamento do direito de defesa se ao contribuinte é concedido direito e Fl. 110DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 13839.003707/200911 Acórdão n.º 280102.365 S2TE01 Fl. 106 5 oportunidade de apresentar defesa e documentos e provas relacionados ao pleito nela contido. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS. REQUISITOS LEGAIS. Para fazer prova das despesas médicas pleiteadas como dedução na declaração de ajuste anual, os recibos emitidos devem atender aos requisitos exigidos pela legislação do imposto de renda pessoa física. Em 18/02/2011 o Advogado do Recorrente, assinou Termo de Vista do Processo (Fls. 78), e, embora o AR indique que o recorrente só foi cientificado em 15/04/2011 (Fls. 79), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 25/02/2011 (fls. 80), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação, e alegando ainda: (...) Restou claro que não constando os profissionais Amauri Bernardes Pinto Filho (CPF 102.329.88803), Marisa A. Lepri Lebeis (CPF 112.160.44805), Tatiana C. S. Araújo e Ana Elisa F. Vendramim (CPF 102.660,53858), os recibos destes profissionais foram considerados aceitos, portanto não restava ao contribuinte recorrente fazer novas comprovações afora a que já fizera no atendimento do Termo de Intimação Fiscal de 07.01.08 acima especificado. Todavia, como referidos Termos de Intimação Fiscal não fazem parte deste processo, o recorrente junta nesta oportunidade, ratificando a comprovação, os Recibos destes profissionais, em Xérox Autenticadas, como docs. Em anexo ns. (1/18) (...) DA ILEGALIDADE DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO A Notificação De Lançamento se embasa no Termo de Intimação Fiscal n. 0035/08 de 26.02.08 que restringiu de forma abusiva e ilegal, a comprovação da efetiva prestação de serviços e do efetivo pagamento às aludidas profissionais a quatro formas: extrato bancário, transferência bancária, cheque nominativo e depósito bancário. Ora, tal restrição fere o preceito constitucional da AMPLA DEFESA, consagrado no artigo 5º LV da Constituição Federal que dispõe categoricamente: “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes...”. (grifos nossos) (...) Destarte, comprovado foi e está a prestação de serviços efetiva bem como o efetivo pagamento, atendendo o Termo de Intimação Fiscal. (...) Fl. 111DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 13839.003707/200911 Acórdão n.º 280102.365 S2TE01 Fl. 107 6 À vista do exposto e da prova cabal, lastreada pela fundamentação legal concisa e amparada em jurisprudência fiscal Administrativa, resulta inconteste: a) Que o contribuinte recorrente promoveu as deduções com despesas médicas em sua declaração do IRPJ exercício 2005 ano calendário 2004 de forma escorreita, tendo comprovado nas respostas aos Termos de Intimação Fiscal, na impugnação e justo e este recurso a este recurso, a efetiva prestação dos serviços como seu efetivo pagamento em espécie, pela folgada disponibilidade que dispunha fazendo jus a dedução declarada. Que o Termo de Intimação Fiscal 0035/08 de 26.02.08 (cf. Fls. 12/13) que ensejou a Notificação do Lançamento Tributário, só solicitou comprovação quanto as profissionais, Maria Franchi e Maria Guiomar Matheus Mazon. Como a comprovação referente aos profissionais, Amauri Bernardes Pinto Filho – Marisa Aparecida Lepri Lebeis – Tatiana Cristiana Santos Araújo e Ana Elisa Madeira da Fonseca Felipozzi já havia sido feita no atendimento do Termo de Intimação Fiscal 2005/608148355611101 de 07.01.08 (cf Fls. 10) portanto já haviam sido consideradas aceitas pela fiscalização. c) Que o V. Acórdão ficou restrito a um conceito hermático e restritivo de uma única norma, afastando o princípio Constitucional de ampla defesa referendado por legislação do Imposto de Renda em decisão do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUÍNTES (cf. Fls. 43/51). Anexa em conjunto: Recibos da LOTUS CLÍNICA DE PSICOLOGIA E FONOAUDIOLOGIA dados pela Dra. Ana Elisa F. Vendramim (todos autenticados); Recibos da Dra. Marisa Aparecida Lepri Lebeis (todos autenticados);; Um recibo do Consultório Odontológico Amauri Bernardes Pinto Filho, (autenticado); É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Em sede preliminar, o recorrente alega o cerceamento ao seu direito de defesa, ante ao fato de que o termo de intimação fiscal restringiu de forma abusiva e ilegal os meios de comprovação do efetivo pagamento das despesas médicas. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 13839.003707/200911 Acórdão n.º 280102.365 S2TE01 Fl. 108 7 Contudo, inobstante o termo de intimação tenha exemplificado os meios de comprovação de efetivo pagamento das despesas médicas aceitas pela fiscalização, o fato é que em nenhum momento processual foi vedado ao contribuinte apresentar as provas que julgasse necessárias. Deste modo, entendo que não houve cerceamento ao direito de defesa do contribuinte recorrente. Quanto ao mérito, segundo tudo que constam nos autos, as despesas médicas relativas às profissionais Marisa Córdoba Amarantes (R$ 13.860,00), Maria Guiomar Matheus Mazon (R$ 15.000,00), e Ana Elisa F. Vendramin (R$ 4.000,00), foram glosadas em razão da falta de comprovação da prestação dos serviços e do efetivo pagamento. Já as despesas médicas dos profissionais Amauri Bernardes Pinto Filho (R$275,00), Tatiana C.S. Araújo (R$ 210,00), e Maria A. Lepri Lebeis (R$ 1.330,00), foram glosadas em razão de os recibos apresentados não atenderem ao disposto no Art. 80 do RIR/99 (Decreto 3.000/99). No tocante as despesas médicas que foram glosadas em razão da falta de comprovação da prestação dos serviços e do efetivo pagamento, a recorrente pede o restabelecimento destas com base na apresentação de recibos, e com a disponibilidade financeira para realizar os pagamentos em espécie. No presente caso, entendo, assim como a fiscalização, e a DRJ, que os recibos apresentados não possuem valor probante absoluto, e devem ser analisados dentro do contexto geral; razão pela qual havia a necessidade de apresentação de provas complementares da efetividade dos serviços, e de seus pagamentos. Este colegiado tem entendido que havendo questionamento por parte da autoridade lançadora, no que se refere a efetividade das despesas médicas declaradas e aos seus respectivos pagamentos, cabe ao sujeito passivo apresentar elementos seguros de prova da improcedência do lançamento. Assim, como a recorrente não logrou êxito em provar cabalmente a efetividade das prestações dos serviços, tão pouco a efetiva realização dos pagamentos, não há reparos ao acórdão recorrido. No que se refere as despesas médicas que foram glosadas em razão de os recibos apresentados não atenderem ao disposto no Art. 80 do RIR/99 (Decreto 3.000/99), o recorrente, apesar de todo o esclarecimento da DRJ, não sanou as falhas apontadas, e reapresentou os mesmos recibos já entregues para a fiscalização. Em tais recibos não é possível identificar o endereço dos emitentes, e/ou os pacientes, e/ou o tratamento realizado. Razão pela qual tais glosas devem ser mantidas. Ante tudo acima exposto, e o que mais constam nos autos, voto por rejeitar a preliminar alegada, e no mérito negar provimento ao recurso. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 13839.003707/200911 Acórdão n.º 280102.365 S2TE01 Fl. 109 8 Assinado Digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 114DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 10725.002163/2008-71
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Devem ser mantidas as glosas das despesas médicas para as quais o
contribuinte não apresenta documentos que supram as falhas apontadas pela fiscalização.
DESPESAS DE INSTRUÇÃO. COMPROVAÇÃO.
Mantém-se a glosa das despesas de instrução quando não restar devidamente comprovada sua finalidade de acordo com o permitido pela legislação.
PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO.
A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refira-se a fato ou a direito superveniente ou destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos.
Preliminar Rejeitada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.736
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Devem ser mantidas as glosas das despesas médicas para as quais o contribuinte não apresenta documentos que supram as falhas apontadas pela fiscalização. DESPESAS DE INSTRUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Mantém-se a glosa das despesas de instrução quando não restar devidamente comprovada sua finalidade de acordo com o permitido pela legislação. PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refira-se a fato ou a direito superveniente ou destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado.
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DESPESAS MÉDICAS. Devem ser mantidas as glosas das despesas médicas para as quais o contribuinte não apresenta documentos que supram as falhas apontadas pela fiscalização. DESPESAS DE INSTRUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Mantémse a glosa das despesas de instrução quando não restar devidamente comprovada sua finalidade de acordo com o permitido pela legislação. PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou destine se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Fl. 58DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10725.002163/200871 Acórdão n.º 2801001.736 S2TE01 Fl. 51 2 Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Eivanice Canário da Silva. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Em nome do contribuinte acima identificado foi emitida Notificação de Lançamento relativa ao anocalendário 2003, que apurou crédito tributário total de R$ 1.870,34— IRPF de 6.796,14, com ciência do sujeito passivo em 30/06/2008. Motivou o lançamento de oficio a constatação de dedução indevida a titulo d despesas médicas no valor de R$ 22.715,22, tendo em vista irregularidades nos recibos apresentados — ausência de identificação de endereços de emitentes e de beneficiários dos serviços prestados, além de pagamentos relativos ao anocalendário 2004 (Ana Lourdes Si vano da Mota) e inadequação dos documentos (PróClinicas e Unimed de Campos), conforme discriminado na Descrição dos Fatos que acompanha a notificação. I Também motivou o lançamento a glosa do valor de R$ 1.998,00, indevidamente deduzido a titulo de despesas com instrução, por falta de apresentação de documentação comprobatória após regular intimação. Inconformado, o interessado apresentou impugnação em 29/07/2008, alegando que nos recibos apresentados constam os CPF dos emitentes, o que seria suficiente para que a RFB obtivesse os endereços dos profissionais. II Acrescenta que, com relação a recibos emitidos pela profissional Ana Lourdes Silvano da Mota datados com o ano 2004, ocorreu apenas um erro material, pois são referentes a 2003, o que se prova com a data de entrega da declaração, 29/04/2004, não sendo poss vel que utilizasse recibos com datas futuras. Aduz que apresentou para comprovação o único documento fornecido pela Pró linicas — Clinica de Diagnóstico e Tratamento S.A, que não se trata de Nota Fiscal, motivo da glosa, mas onde constam os dados necessários para sua aceitação como dedução. Argumenta que também não procedem as glosas por ausência do nome do paciente que foi submetido ao tratamento, que foi ele próprio, razão pela qual os recibos foram emitidos em seu nome. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10725.002163/200871 Acórdão n.º 2801001.736 S2TE01 Fl. 52 3 Quanto ao documento fornecido pela Unimed de Campos, alega que a corre1p ondência enviada pelo plano de saúde é um extrato que tem por finalidade informar os pagamentos efetuados para fins de imposto de renda, constando em seu verso os d apontados pela fiscalização como ausentes, CNPJ, nome completo e endereço da instituição. Por fim, argumenta que as despesas com instrução referemse a pagamentos à Faculdade de Odontologia de Campos para sua filha e dependente Anike Castilhos Melo, afirmando ter entregue a documentação comprobatória no atendimento intimação da fiscalização. Requer, por fim, a produção de todos os meios de provas, inclusive a juntada de documentos. É o relatório. Passo adiante, em 23 de setembro de 2010, através do Acórdão 0931.448 a 6a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Juiz de Fora (MG) entendeu por bem julgar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário, em decisão que restou assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Devem ser mantidas as glosas das despesas médicas para as quais o contribuinte não apresenta documentos que supram as falhas apontadas pela fiscalização. DESPESA DE INSTRUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Mantémse a glosa das despesas de instrução quando não restar devidamente comprovada pelo contribuinte sua finalidade de acordo com o permitido pela legislação. PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 60DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10725.002163/200871 Acórdão n.º 2801001.736 S2TE01 Fl. 53 4 Cientificado em 26/10/2010 (fls. 34), o Recorrente através de seu espólio, interpôs Recurso Voluntário em 25/11/2010 (fls. 40 a 45), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. Há informação nos autos de falecimento do contribuinte (fls. 37) , bem como solicitação de cópias do processo por sua filha e inventariante, Renata Ferreira da Silva Mello. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. De se destacar a preliminar argüida, no sentido de que o julgado seria nulo haja vista não haver sido respeitado “os basilares princípios constitucionais, quais sejam, o contraditório e ampla defesa no que se refere ao processo administrativo, uma vez que não houve oportunidade para que o espólio produzisse suas provas e sua defesa ao processo administrativo”, requerendo ao fim a “nulidade de todos os atos administrativos a partir da decisão da impugnação, e conseqüentemente a devolução do prazo”, passamos, de forma sintética, a tecer as seguintes considerações. A impugnação foi apresentada em 14/08/2008 conforme se denota da capa do processo, havendo sido subscrita pelo contribuinte Cláudio Mello Neto às fls. 1 a 9 do mesmo. Em 22/05/2010 o contribuinte veio a óbito, conforme atesta certidão de óbito acostada aos autos. Em 26/10/2010, ou seja, mais de 05 (cinco) meses posteriores ao falecimento do contribuinte, existe comprovante de recebimento da comunicação da Receita Federal do BrasilRFB, assinado como recebedora a pessoa de “Michele F. da Costa”. A comunicação do óbito do contribuinte, contudo, somente veio a ser materializada de forma oficial junto a Receita Federal do BrasilRFB, através do documento (Termo de Inventariante) juntado pela inventariante e filha do de cujus (Renata Ferreira da Silva Mello, CPF/MF 07431592760), quando da solicitação de cópias integrais do presente processo. Em data de 25/11/2010, foi apresentado pelo espólio do contribuinte, recurso administrativo, que ora se processa em julgamento, no qual, a exemplo do ocorrido quando da impugnação apresentada, existe amplitude de defesa com fixação dos pontos controversos pelo contribuinte. A alegação de que houve cerceamento do direito de defesa, na medida em que não foi dispensada a oportunidade do contribuinte ou mesmo seu espólio se manifestar, quanto a quais divergências nos recibos haveriam sido constatadas, não merece ser acolhida, uma vez que, desde o momento posterior a impugnação, quando do lançamento pela autoridade Fl. 61DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10725.002163/200871 Acórdão n.º 2801001.736 S2TE01 Fl. 54 5 fiscal dos valores referentes a glosa das deduções médicas indevidas, bem como do enquadramento legal da situação analisada, restou de forma inequivocamente hialina. Quanto ao mérito, de se destacar que o litígio objeto do presente recurso administrativo ora analisado, cingese a dedução indevida de despesas médicas e despesas com instrução. Quanto às glosas com despesas médicas, o contribuinte apesar de devidamente notificado desde o início do presente procedimento fiscal, acerca de quais e em que medida se desenhavam as irregularidades apontadas, não trouxe a baila qualquer documento apto a sanar as divergências apontadas pela Autoridade Fiscal, nos recibos apresentados emitidos pelos referidos profissionais, se limitando a informar que os endereços e dados poderiam ser obtidos pela própria RFB. Ora, no processo administrativo fiscal, em especial quanto a comprovações de deduções de despesas médicas é o contribuinte quem deve comprovar perante a Autoridade Fiscal, por documentação idônea e inequívoca, a realização de tais despesas. Não o fazendo, perde a oportunidade e prerrogativa de fazêlo, sendo justificada a glosa fiscal neste tocante, mormente o fato de pretender atribuir a Autoridade Fiscal a faculdade de fazêlo em seu nome (do contribuinte), o que de plano, mostrase de uma total irrazoabilidade, haja vista caber ao contribuinte a comprovação do direito que pretende fruir. (deduções de despesas médicas). Ademais as exigências fiscais têm em todos os casos embasamento legal constante do art. 8° da Lei n 2 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que assim determina, in verbis: “Art. 8° A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamenté na fonte e os sujeitos el tributação definitiva; II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2° O disposto na alínea a do inciso II: I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no Pais, destinados a cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem Como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; Fl. 62DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10725.002163/200871 Acórdão n.º 2801001.736 S2TE01 Fl. 55 6 II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV omissis; V omissis” Ora, o normativo legal acima é por demais claro e aplicável a todos os contribuintes, devendo ser seguido in litteris por todos aqueles que, a exemplo do recorrente, pretenderem efetuar deduções de despesas médicas da base de cálculo do imposto de renda a ser recolhido a Receita Federal do Brasil, prevendo inclusive o inciso III, de forma alternativa a ausência da documentação exigida, ser apresentada indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. Este procedimento não foi observado pelo contribuinte, que se limitou a informar de forma retórica que a Autoridade Fiscal poderia buscar referidos dados pelo CPF dos beneficiários, quando na realidade esta incumbência caberia ao contribuinte. Não preencher os requisitos, automaticamente autoriza a glosa fiscal legalmente embasada como no presente caso, sendo completamente inútil ao contribuinte empreender esforços no sentido contrário, uma vez que não se desincumbiu da comprovação dos requisitos legalmente exigidos em nossa legislação tributária. Por fim, quanto à despesa com instrução, como asseverou a decisão recorrida, o contribuinte faz prova nos autos do valor declarado, o que autoriza o procedimento fiscal, devendo ser mantida a glosa de R$ 1.998,00. Por todo o exposto, voto por REJEITAR A PRELIMINAR SUSCITADA E, NO MÉRITO, por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Fl. 63DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10725.002163/200871 Acórdão n.º 2801001.736 S2TE01 Fl. 56 7 Fl. 64DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO
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Numero do processo: 19404.001521/2007-44
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ALUGUEL. DESPESAS DE COBRANÇA. GLOSA.
Somente serão admitidas despesas, dedutíveis dos rendimentos de aluguel, quando devidamente comprovadas.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-002.073
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, negar
provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis (Relator), Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho, que davam provimento ao recurso. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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DESPESAS DE COBRANÇA. GLOSA. Somente serão admitidas despesas, dedutíveis dos rendimentos de aluguel, quando devidamente comprovadas. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis (Relator), Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho, que davam provimento ao recurso. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Redatora Designada Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Fl. 48DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/03/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS Processo nº 19404.001521/200744 Acórdão n.º 280102.073 S2TE01 Fl. 49 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Tratase de lançamento Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2005, anocalendário 2004 (fls.3/5), no qual o contribuinte acima identificado foi notificado das alterações em sua declaração, e intimado a pagar ou impugnar o crédito tributário total no valor de R$ 8.624,61, calculado até 28/09/2007. Segundo a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de fls. 4 e 4v, confrontando o valor dos Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica declarados com o valor dos rendimentos informados pelas fontes pagadoras em Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) para o titular ou dependente, foi constatada omissão de rendimentos sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 14.398,32, recebido da fonte pagadora MACAÉ PREFEITURA CNPJ 29.115.474/000160. Foi apurado ainda compensação indevida de Imposto de Renda na Fonte, no valor de R$ 200,00 correspondente à diferença entre o valor declarado e o total informado pela fonte pagadora FRANK'S INTERNATIONAL BRASIL LTDA — CNPJ N° 03.945.240/000157/000157. Mediante a impugnação de fls. 1, em 07/11/2007, e anexos de fls. 6/9, o contribuinte solicita o cancelamento do lançamento, alegando que a empresa Frank's somente lhe enviou uma cópia do comprovante de rendimentos com impressão de dificil leitura, onde entendeu que o valor retido foi de R$ 2.800,00 (xerox em anexo), mas se o valor for realmente de R$ 2.600,000, procederá ao pagamento. Com relação ao recebimento da Prefeitura Municipal de Macaé, esclarece que o valor bruto recebido foi realmente de R$ 128.139,68, conforme comprovante em anexo, porém, não foi abatido o valor pago aos corretores que administram o imóvel que é justamente o valor de R$ 14.398,32, conforme informações em sua declaração de Imposto de Renda, e as cópias dos recibos em anexo (comprovação de que efetuou o pagamento desta prestação de serviço). A DRF de origem anexou às fls. 10 e 11, a consulta da postagem do Ar, e a cópia do AR, informando a ciência do contribuinte no dia 16/10/2007, encaminhando o processo para julgamento, às fls.18. Outrossim, ressaltese que a competência para julgamento deste processo foi transferida para esta Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília — DRJ/BSB, pela Portaria RFB n° 1.023, de 30 de março de 2009 (DOU de 02/04/2009).” Fl. 49DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/03/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS Processo nº 19404.001521/200744 Acórdão n.º 280102.073 S2TE01 Fl. 50 3 Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, razão pela qual conheço do mesmo. Tratase, na origem, de Auto de Infração lavrado em razão de o Recorrente ter deduzido da base de cálculo de seu imposto de renda valores supostamente repassados a título de taxa de administração, a profissionais responsáveis pela administração de seus imóveis. Em análise ao caso, a instância de origem negou provimento à Impugnação apresentada pelo Recorrente sob o fundamento de que não teria restado comprovado o efetivo repasse desse montante (R$ 14.398,32) as Sras. Jaqueline Duarte da Silva e Kelly Augusta Ravaglia Bastos, por ocasião dos serviços de administração imobiliária prestados no período de julho a dezembro de 2004. Ocorre que, em análise detalhada ao processo, mais precisamente dos documentos de fls. 08/09 e 38/39, foi juntado recibo assinado pelas referidas profissionais indicando o recebimento das quantias declaradas pelo Recorrente. Por outro lado, a fiscalização, em momento algum, questionou a veracidade de tais recibos. Em assim sendo, diante das provas produzidas pelo Recorrente no sentido de comprovar as despesas com a administração de seus imóveis, deve ser afastada a glosa realizada pela fiscalização. Diante do exposto, dou provimento ao recurso voluntário para afastar a suposta omissão de rendimentos no valor de R$ 14.398,32, correspondente ao valor pago pelo Recorrente às profissionais responsáveis pela administração de seus imóveis no período de julho a dezembro de 2004. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 50DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/03/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS Processo nº 19404.001521/200744 Acórdão n.º 280102.073 S2TE01 Fl. 51 4 Voto Vencedor Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Redatora designada. Com a devida vênia do nobre relator, Conselheiro Sandro Machado dos Reis, permitome divergir de seu voto, no que se refere à comprovação das despesas com a administração dos imóveis do contribuinte, cujos rendimentos de aluguéis foram considerados omitidos pela fiscalização. O recorrente sustenta que os valores tido como omitidos são valores de despesas pagas para cobrança às seguintes profissionais responsáveis pela administração de seus imóveis: Sras. Jaqueline Duarte da Silva e Kelly Augusta Ravaglia Bastos. Como elementos de prova, apresenta, às fls. 08/09 e 38/39, recibo assinado pelas referidas profissionais indicando o recebimento das quantias por ele declaradas. Não constam dos autos, entretanto, os contratos de prestação de serviços, a comprovação de recebimento dos aluguéis pelos referidos administradores e nem os correspondentes repasses ao contribuinte (locador). Em vista da fragilidade da documentação apresentada para corroborar os argumentos do recorrente, não há como acolher as indicadas despesas redutoras dos rendimentos auferido. Isto é, sendo insuficiente a documentação apresentada para afastar a omissão de rendimentos demonstrada pelo fisco, é de se manter o lançamento. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 51DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/03/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS
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