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Numero do processo: 13603.000042/2002-73
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.281
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Ciimara cio Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência ao Egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes em razão da matéria, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
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S/ SILVIO MWOS-BARCELO - IOZA DAUDT RIETO Relator MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° : Recurso n" : Sesstio de : Recorreu te : Recorrida : 13603.000042/2002-73 134.165 25 de janeiro de 2007 GRÁFICA EDITORA DEL REY INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA. DRJ/BELO HORIZONTE/MG RESOLUÇÃO N2 303-01.281 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Ciimara cio Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência ao Egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes em razão da matéria, nos termos do voto do relator. Formalizado em: 0 9 MAR 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcie] Eder Costa, Nanci Gama, Zenaldo Loibman, Tardsio Campelo Borges, Luis Carlos Maia Cerqueira (Suplente) e Nilton Luiz Bartoli. Ausente o Conselheiro Sergio de Castro Neves. S Processo n° : 13603.000042/2002-73 Resolução n° : 303-01.281 RELATÓRIO Trata-se de Auto de Infração emitido pela DRF — Delegacia da Receita Federal em Contagem/MG contra o contribuinte ora recorrente, decorrente da constatação de irregularidades no crédito vinculado a IRRF informado na DCTF apresentada no Primeiro Trimestre de 1997, no importe de R$ 2.546,97. Notificada do lançamento em 03/12/2001 (fl. 86), a empresa autuada apresentou impugnação aos 04/01/2002, que segundo as DRF de Julgamento em Belo Horizonte - MG, através de mera Decisão constante As fls. 88/89, declarou que quando protocolado a impugnação, já teria transcorrido o prazo regularmente previsto no art. 15 do Decreto 70.235, de 06 de março de 1972. Acerca deste fato, transcreveu o ATO DECLARATORIO NORMATIVO N° 15, de 12/07/1996: "Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados que, expirado o prazo para impugnação da exigência, deve ser declarada a revelia e iniciada cobrança amigável, sendo que eventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a teinpestividade, como preliminar." Concluindo que, "desta forma, a impugnação apresentada não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem é objeto de decisão." Diante do acima descrito, ordenou o retorno do processo A DRF de origem, para providências a seu cargo. Maria Helena Cotta de Oliveira Guimarães — Relatora. Inconformada, a recorrente apresentou com a guarda do prazo legal, as razões de sua impugnação, acompanhado da garantia recursal, conforme documentos As fls. 93 a 98, que por despacho da SACAT / DRF / COM / MG de fls. 99, o processo deveria ser encaminhado ao egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes. Entretanto, o presente processo foi então encaminhado, por engano, a este Terceiro Conselho de Contribuintes, em razão dessa matéria ter sido confundida como sendo recurso de DCTF, que não " l o caso. o relatório. • Processo n° : 13603.000042/2002-73 Resolução n° : 303-01.281 VOTO Conselheiro Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Relator VOTO então, no sentido de não tomar conhecimento do presente Recurso Voluntário, pelas razões já apresentadas e anteriormente relatadas, como sendo, em vista do que reza o Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, a matéria referente a Imposto de Renda Retido na Fonte — IRRF / 1997 (falta ou insuficiência de recolhimento), não é de competência deste Terceiro Conselho, então é dever Declinar da competência ao Primeiro Conselho de Contribuintes. É como Voto. Sala das Sessões, em 25 de janeiro de 2007. t\ SIL 0 MARCOS-BARCELOS FIOZA - Relator • •
score : 1.0
Numero do processo: 10840.002845/2002-71
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.274
Decisão: RESOLVEM os membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência aos Egrégios Primeiro e Segundo Conselho de Contribuintes em razão das matérias, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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LTDA. Recorrida DRJ Ribeirão Preto (SP) 1110 RE SOLU ÇÃO no 303-01.274 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência aos Egrégios Primeiro e Segundo Conselho de Contribuintes em razão das matérias, nos termos do voto do relator. • Tarasto Campe o Borges Relator Formalizado em: 09 MAR 2007 Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros: Luis Carlos Maia Cerqueira (suplente), Marciel Eder Costa, Nanci Gama, Nilton Luiz Bartoli, Silvio Marcos Barcelos Fiuza e Zenaldo Loibman. Ausente o Conselheiro Sergio de Castro Neves. Processo n° 10840.002845/2002-71 Resolucâo n°303-01.274 CC3-C3 Folha 94 Relatório Cuida-se de recurso voluntário contra acórdão unãnime da Quinta Turma da DRJ Ribeirao Preto (SP) que rejeitou manifestação de inconformidade' da interessada contra indeferimento de pedido de reconhecimento de direito creditório do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (1RPJ), da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL), da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) 2 atrelado a pedido de compensação com débitos do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples). Aduz a peticionaria que tais créditos são decorrentes de recolhimentos tributários indevidos em detrimento do uso do sistema integrado no código 6106, especifico do Simples. Indeferido o pedido pela Delegacia da Receita Federal competente 3 , a interessada tempestivamente manifestou sua inconformidade com as razões de folhas 41 a 49, cuja síntese tomo de empréstimo do relatório do acórdão recorrido: 4. [...] alega que o prazo decadencial para pleitear restituição/compensação de tributos esgota-se cinco anos a partir da homologação tácita, que se dá cinco anos após a ocorrência cio fato gerador; dez anos, portanto, do fato gerador. Escorou-se em jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido estão consubstanciados na ementa que transcrevo: COMPENSAÇÃO. DECADÊNCIA. O direito de pleitear a restituição de pagamentos indevidos para compensação com créditos vincendos decai no prazo de cinco anos contados da data de extinção do crédito tributário. • Solicitação Indeferida Ciente do inteiro teor do acórdão originário da DIU Ribeirão Preto (SP), recurso voluntário foi interposto às folhas 79 a 87. Nessa petição, afora reiterar as razões iniciais acrescenta: Manifestação de inconformidade acostada as folhas 41 a 49. 2 Pedido protocolizado no dia 24 de julho de 2002 (folhas 1 a 4). 3 Indeferimento do pedido à folha 37, assim ementado: "Cofins/PIS/CSLL/IRPJ. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. Prescreve em cinco anos o direito de o contribuinte requerer restituição de imposto que por ventura tenha pago a maior. Lei n. 5.172/66 —CTN." Processo n°10840.002845/2002-71 Resolução n° 303-01.274 CC3-C3 Folha 95 Finalmente, resta a conclusão pela inaplicabilidade das disposições constantes da Lei Complementar n. 118/2005, tendo em vista que a mesma não pode atingir situações anteriores a. sua edição, em obediência ao principio da rretroatividade das normas, estampado no art. 5°, inciso XXXVI da Constituição Federal de 1988, bem como na Lei de Introdução ao Código Civil, mais precisamente no seu artigo sexto. A autoridade competente deu por encerrado o preparo do processo e encaminhou para a segunda instância administrativa 4 os autos posteriormente distribuídos este conselheiro e submetidos a julgamento em único volume, processado com 92 folhas. Na última delas consta o registro da distribuição mediante sorteio. É o relatório. 4 Despacho acostado 5. folha 91 determina o encaminhamento dos autos para este Terceiro Conselho de Contribuintes. CC3-C3 Folha 96 Processo n° 10840.002845/2002-71 Resolução n° 303-01.274 Voto Conselheiro Tardsio Campelo Borges (relator) Conforme relatado, versa a lide sobre o pretendido reconhecimento de direito creditório relativo a alegado recolhimento indevido do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRP,1), da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), atrelado a pedido de compensação com débitos do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples). A despeito da mencionada opção ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples), a solução do litígio esta subordinada à aplicação da legislação de tributos estranhos competência deste colegiado. Resolvidas as restituições, o eventual enfrentamento do pedido de compensação independe do conhecimento da legislação de um tributo especifico, porquanto esse tema é norma geral de direito tributário, no gênero, e extinção do crédito tributário, na espécie. Por conseguinte, voto no sentido de declinar da competência para a apreciação das matérias em favor do Primeiro Conselho de Contribuintes e do Segundo Conselho de Contribuintes 6 . Sala das Sessões, em 24 de janeiro de 2007. Tara'sio CampeloBorges Relator 5 Matéria da competência do Primeiro Conselho de Contribuintes: IRPJ e CSLL. 6 Matéria da competência do Segundo Conselho de Contribuintes: Cofins e contribuição para o MS, nenhuma lastreada em fatos determinantes da pratica de infração à legislação do imposto sobre a renda.
score : 1.0
Numero do processo: 19679.018840/2003-35
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 1984
Ementa:
IRPF. PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA (PDV). PRAZO PARA PEDIDO DE RESTITUIÇÃO.
No julgamento do Recurso Extraordinário n.º 566.621, sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil, o Pleno do Supremo Tribunal Federal decidiu que a contagem do prazo de cinco anos para repetição ou compensação de indébito tributário a partir do pagamento antecipado de tributo sujeito ao lançamento por homologação, tal como previsto na Lei Complementar n.º
118, de 2005, aplica-se a partir de 9 de junho de 2005, data do início de vigência da referida lei. Assim, para as ações e/ou pedidos protocolados antes desse termo inicial, o prazo aplicável é de dez anos, contado do pagamento indevido.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-001.905
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 1984 Ementa: IRPF. PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA (PDV). PRAZO PARA PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. No julgamento do Recurso Extraordinário n.º 566.621, sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil, o Pleno do Supremo Tribunal Federal decidiu que a contagem do prazo de cinco anos para repetição ou compensação de indébito tributário a partir do pagamento antecipado de tributo sujeito ao lançamento por homologação, tal como previsto na Lei Complementar n.º 118, de 2005, aplica-se a partir de 9 de junho de 2005, data do início de vigência da referida lei. Assim, para as ações e/ou pedidos protocolados antes desse termo inicial, o prazo aplicável é de dez anos, contado do pagamento indevido. Recurso Voluntário Negado.
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PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA (PDV). PRAZO PARA PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. No julgamento do Recurso Extraordinário n.º 566.621, sob o rito do art. 543 C do Código de Processo Civil, o Pleno do Supremo Tribunal Federal decidiu que a contagem do prazo de cinco anos para repetição ou compensação de indébito tributário a partir do pagamento antecipado de tributo sujeito ao lançamento por homologação, tal como previsto na Lei Complementar n.º 118, de 2005, aplicase a partir de 9 de junho de 2005, data do início de vigência da referida lei. Assim, para as ações e/ou pedidos protocolados antes desse termo inicial, o prazo aplicável é de dez anos, contado do pagamento indevido. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Relator. EDITADO EM: 16/10/2012 Fl. 51DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Relatório Peço vênia para iniciar o presente com a transcrição do quanto relatado no acórdão recorrido, in verbis: “A contribuinte acima identificada solicitou, em 23/12/2003, à DERAT/SP, restituição de R$ 63.622,57 (fl. 1), referente a imposto de renda pago a maior na declaração de ajuste anual do IRPF/1984 (anocalendário 1983), em virtude da inclusão de indenização, (PDV) na base de cálculo do imposto. Apreciando o pedido, a Autoridade Administrativa da DERAT/SP Delegacia competente em virtude do domicílio da contribuinte proferiu Despacho Decisório n° 919/04 em 27/09/2004 (fls. 12 e 13), indeferindo o pleito, sob o argumento de que estava extinto o direto da contribuinte de pleitear a restituição, vez que já transcorrera o prazo de 5 (cinco) anos previsto no art. 168 da Lei n° 5.172/1.966 (Código Tributário Nacional). Além disso, não estaria comprovado que o Plano de Aposentadoria IBM se enquadraria na Instrução Normativa SRF n° 165/98. Cientificada da decisão em 21/10/2004 (fl. 14verso), a contribuinte interessada apresentou, em 10/11/2004, a manifestação de inconformidade de fls. 15 a 22, alegando, em síntese, que: a) o Poder Judiciário, em reiteradas decisões, afastou a tributação do Imposto de Renda sobre os valores recebidos a título de incentivo à adesão a Programas de Desligamento Voluntário (PDV), por reconhecer que tais valores têm natureza de verba indenizatória, entendimento acolhido pelo Parecer PGFN/CRJ n° 1.278/98, o que acarretou a publicação da Instrução Normativa n° 15, de 31/12/1.998, dispensando a constituição de créditos tributários vinculados ao Imposto de Renda incidente sobre as verbas indenizatórias pagas em decorrência de incentivo á demissão voluntária; b) em consonância com esse entendimento, o Secretário da Receita Federal, por intermédio do Instrução Normativa SRF n° 165, de 31/12/1998, dispensou a constituição de crédito tributário oriundo da cobrança de imposto de renda retido na fonte sobre verbas indenizatórias referentes a 'Programas de Demissão Voluntária"; c) o Primeiro Conselho de Contribuintes restaura a justiça, concedendo, em diversas decisões, o direito à restituição do indébito, independentemente da data de pagamento da indenização; d) em face do exposto, requer a improcedência do despacho que indeferiu o pedido de restituição, para que seja declarada a existência do direito à repetição do Imposto de renda, cobrado sobre a verba indenizatória que lhe foi paga a título de incentivo à sua adesão ao Programa de Demissão Voluntária instituída pela antiga empregadora, calculandose, ainda, o montante a ser pago, inclusive dos expurgos inflacionários, conforme Acórdão n° 10706.113 do Conselho de Contribuintes.” A decisão de primeira instância, contudo, indeferiu a solicitação, concluindo que “o direito de pleitear restituição de imposto retido na fonte sobre verbas recebidas como Fl. 52DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 19679.018840/200335 Acórdão n.º 2802001.905 S2TE02 Fl. 2 3 incentivo à adesão a Plano de Demissão Voluntária PDV extinguese no prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário”. Às fls. 37 se vê o recurso voluntário, por meio do qual a interessada ataca a decisão de primeira instância, requer que a restituição do IR lhe seja concedida e assim conclui: “(...) protesta por todos os meios de prova permitidos em Direito, incluindose neste pedido que se determine em caso de dúvida de natureza documental que seja efetuada diligência junto ao antigo empregador para que se ateste a veracidade dos documentos acostados ao processo, ou, com relação a existência do referido Programa de Demissão Incentivada”. É o relatório. Voto Conselheiro Sidney Ferro Barros, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Como dito no relatório, a ora Recorrente solicitou, em 23/12/2003, à DERAT/SP, restituição de R$ 63.622,57 (fl. 1), referente a imposto de renda pago a maior na declaração de ajuste anual do IRPF/1984 (anocalendário 1983), em virtude da inclusão de indenização (PDV) na base de cálculo do imposto. É consabido que, no julgamento do Recurso Extraordinário n.º 566.621, sob o rito do art. 543C do Código de Processo Civil, o Pleno do Supremo Tribunal Federal decidiu que a contagem do prazo de cinco anos para repetição ou compensação de indébito tributário a partir do pagamento antecipado de tributo sujeito ao lançamento por homologação, tal como previsto na Lei Complementar n.º 118, de 2005, aplicase a partir de 9 de junho de 2005, data do início de vigência da referida lei. Assim, para as ações e/ou pedidos protocolados antes desse termo inicial, o prazo aplicável é de dez anos, contado do pagamento indevido. Contudo, no caso sob foco, cuidase de pedido formulado no ano de 2003 relativamente ao anocalendário de 1983 (declaração 1984); portanto, a destempo. Por isso, nego provimento ao recurso. É o meu voto. É o meu voto. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 18 de setembro de 2012. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Fl. 53DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 54DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 13767.000267/99-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 19 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu May 19 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.036
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso em diligência, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
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' 13767.000267/99-8.1 128.785 19 de maio de 2005 MOTO SCARTON LTDA, DRJ/RlO DE JANEIROIRJ . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES , TERCEIRA CÂMARA Prbcesso n° Recurso n° Sessão de Recorrente(s) Recorrida I j 1 1 j RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Consélho de Contri~uintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do . recurso em diligência, na forma do relatório e voto que passam a inte~rar o presente julgado. ' 1 I I .•~ I I \ R E S O' L u çà O NQ 303-0L036 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Presidente Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Zenaldü Loibman, Nanei Gama, Sérgio de Gastro Neves, Marciel Eder Costa, Nilton Luiz Bartoli e Luis Carlos M~ia Çerqueira (Suplente). Ausente o Conselheiro Tarásio Campelo Borges. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecília Bárbosa. / Rno/3 I --.J f' \ . . ,/ • .J I' ,,- I , \ 3) Transcreve, ainda, ,julgados da esfera administrativa para corr~borar s~u entendimento. , . , Em que pesem as alegações da contribuinte, entendemos que não cabem reparos aoJdespacho decisÓriól que indeferiu o pedido de restituição. ' ,,",,'•. , \ - r " \... , I RELATÓRIO 13767.000267/99-81 303-01.036 , - ,'1)asupliCante pleiteia, é. apenas o cumprimento literal da 'decisão judicial que .lhe foi' favorável; - , -, " ,, \ - ' , .' I Processo nO Resolução n° o interessadó, contestabdespacho decisório que indeferiu s,eu:pleito - .argumento, em síntese, que: - . . ' 4)Por fim, pleiteia arevogação da decisãO ora guerreada e espera deférimento do direito de crédito e'restituição. . - ,. /- , A DRF de Julgarriento no rio 'de janeiro - RJ, através do Acórdãon° , 1.563 de 06/12/2Ó02, indeferiu a solicitação da recorrente, nos seguintes termos, que a seguir se transcreve,omitindo-,se algUmas trànscriçÕes)egais:' . _ . _ ' A .empresa, ora recorrente, 'apresentou ~anifestação de inconformidade ,(fls. 29/42) contra o Despacho Decisót10 d~ DRFNITÓRIAlES (fl. 23/25), que' indeferiu' seu -pedido de' re~tit.!lição das parcelas da contribuição para o Fundo <;teInvestiment() Social - FINSOcIAL,re~olhidas a alíquotas superiptes a 0,5% (meio por cento), dos penodos de setem~ro/1990 a abril/1991 (fls. 13/20). , Referido Despacho Decisório' 'da DRFNITÓRIAlES indeferiu a soliCitação da contribuinte, ,em síntese, com/base no decurso do prazo decadencial previsto no artigo 168 do Código tributário Nacjo~al(Lei n° 5.172, de 25/10/1966) e' " no Ato Dec1aratórioSRF n° 96, de 26/11/1999. ' ' ' - , ,2) O presente peqido de restituição foi protoco.lado em 01/08/200.1 e o trânsito em julgado da: decisão judicial ocorreu em 02/05/97, ou-seja,'d~ntro do) p_razod~ 5 anos contadps da data em que se tomou definitiva á decisão judicial que validou a restituição; _ '. '.' /- \ \'" - ,; . "A tpanifestação' de inconformidade é tempestiva e'reú]1e os:demais /, requisitos de admissibilidade, portanto, dela conheço. - ' - '" ' \ o Finsócial é contri~uição sujeitã a là1?-çamentopor homologação, . /pois ~abe ao sujeito passivo o dev~r de antecipar o pagamento sem pré,:,io exame da .autoridade administrativa. Assim,. cumpre esclarecer em que' data deve~se considerar' extinto o crédito,tributário,n'o caso dó lançamento por homologação. A.solução'está ' ,contida de forina suficientemente clara no~ lOdo artigo 150/~o CTN, transcreveu. ! . Finalmente, requereu o conhecimento e provimento do recurso, Para melhor compreender o significado deste dispositivo, citemos a lúcida lição de ALBERTO XAVIER, transcreveu referida citação. IPOr todos os fundam~tos expostos, VOTO no sentido de indeferir a solicitação da contribuinte de pleitear a restituição das parcelas da contribuição para o FINSOCIAL.Presidente e Relator - Marcos Soares da Mota e Silva. " "3 13767.000267/99-81 303-01.036 É o relatório. * Em seu arrazoado, a recorrente inicialmente afirma por duas vezes, ser seu pleito tempestivo, conforme consta às fls. 58 e novamente às fls. 60, já que teria sido intimada em data de "05/02/2003" (SIC), ocasião em que reiterou explicitamente to"dosos argumentos apresentados à autoridade a quo, para demonstrar sua insatisfação quanto ao indeferimento de sua pretensão, colando na ocasião, para justificar sua pretensão, diversas decisões do,Conselho de Contribuintes. A recorrente teria sido intimada a tomar conhecimento da Decisão prolatada, e que conforme AR que repousa as fls. )52, seria sua oficialização verificada em 15/01/2003; tendo apres~ntado Recurso Voluntário à esse Egrégio Conselho de Contribuintes, conforme carimbo da repartição Íeceptora em 28/02/2003, portanto, seria o recurso intempestivo (ver doc. das fls. 53 a 74). "Observe-se" que esse aton~rmativo tem caráter vinculante, pára a administração tributária, a partir de sua publicação, conforme os arts. 100,"inc. I, e 103, inc. I, do CTN, sob pena de responsabilidade funcional. Ressalte-se, ainda, que a Administração Pública está pautada pelo princípio da legálidade, que significa que o ádministrador público está, em toda a sua " ativida~e funcional, sujeito aos mandamentos da lei e às exigências do bem comum, e , deles não pode se afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se,a responsabilidade disciplinar e ciyil, conforme o caso. Ademais; faz-se mister ressaltar ,q1;1eas decisões administrativas devem respeitar o disposto no AD SRF n° 96/1999, cOFlo norma integrante da legislação tributária, transcreveu. O pagamento antecipado, portanto, extingue o crédito tÍ'ibutário e é ' a partir da sua data que se conta o prazo em que se extingue o. direito -de pleitear a restituição. " , Processo n° Resolução n° r _____ -__ -- .• _. ~••• _""~._"-"-~»I~ ...•.•.• .....c::I' U""" _ . Conselheiro Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Relator . O Recurso está revestido' das formalidades legaIs para sua admissibilidade, por ser matéria de apreciação no âmbito deste Ter.ceiro .Conselho, portanto, é de se tomar conhecimento. . O que se verifica, a l.uz da documentação acostada ao Prócesso, é que a mesma não nos concede segurança para que se pQssa emitir um justo parecer de julgamento, no que se refere às alegações apresentadas pela recorrente que seu pleito seria tempestivo" yista que, por outro lado, não se possa, igualmente, concluir pela sua intempestividade. . 'I VOTO 13767.000267/99-81 303-01.036. . . ~ Em seguida, ao secompulsar todo o processo, inclusiye no Acórdão referenciado, e ainda, o constante no Extrato do Sistema SINCOR -::-PROFISC, por emissão já ef~tivado em 19/0512003, documento às fls.55, o endereço da recol1ente seria na "PRAÇA MUNICIPAL, 352 (CENTRO) CEP 29700-220 COLATINA - ES", entretanto, o AR que repousa às fls. 52, que possui data de recebimento em 15/01/2003, tem como endereço da recorrente na "AV. ANGELO GIUBERTI, 453 ( ESPLANADA) CEP 29702-960 COLATINA - ES". Que seja também esclarecido qual o endereço oficial da recorrente na época da intimação (JANEIR0l2q03) que constava no Sistema' da Secretaria da Recita Federal, e por qual razã0J(nder~ço aposto no AR às fls. 52, é o qa Av. Desta maneira, com a finalidade de que.se faça justiça, e a verdade material possa transparecer, VOTO no sentido de transformar esse julgaÍnento rem DILIGÊNCIA, com' a finalidade do presente processo retome a Delegacia da Receita Federal de origem pàra .serem adotadas as seguintes providências: Que seja.acostada:ao processo a cópia oficial da 'correspondência / intimação que teria sido encaminhada ao recorrente, objeto do AR que repousa às fls'. 52; / De início, por afirmar e reiterar. a recorrente que o seu Recurso . intentado, protocolaçlo na ~epartição competente em 28/02/2003 seria TEMPESTIVO, já que fora Intimado do Acórdão da DRF de Julgamento do Rio de~.JaneirolRJ, somente em data. de 05/02/2003, conforme textualmente consta. às fls. 58, e novamente reitera às fls. 60, e não de ~cordo com o AR que repousa às fls. 52, que rios deixa verificar que a data da ciência forá em 15/0112093,. sem, entretanto .• constar' do processo a devida correspondência (intimação) --que teria sido entregue ao recorrente, como, é legalmente instituído pela legislação que rege o Processo Administrativo' Fiscal. Processo nO Resolução n° J \ " "( \ .. ,. ( , 'I ' :~ " ( .. , ' " , \ . , / , I ,'. ..J -l-..o .. 1 .. '\ o 5 \ 13767.000267/99-'81 303-01.036 i ", I Sala d~s Sess-es, em19 de maio de 2005 . I Após o que, retom~ o Processo para apreciação e julgameilto por esse Egrégio Conselho de Contribuintes, " l .. ',' I I ,'Que seja ;expedido ofício ..à, recorrente para tomar. conhecimento dessa Decisão, e no sentido de qu,e a'mesma encaminhe comprovação' do que afirma, em seu Recurso protocolado na DRF ..de Vitória - ES .em data de 28/02/2003, que somente téria sido intimada à'tomar cónhecimento do Acórdão 1.563 da DRJdoRio de Janeiro ~RJ, erh data de 05/02/2003. . ' ," , ÂngeloG~uberti, 453 (Esplanada)CEP 29702-Ó60 e~' Colàtina- ES, e não na. Praça ( , .. . ",' , Munici~al; 352 (Centro) CEP 29700-220 em ~olatina'-ES ? , ,/ Processo nq ,,' Resoluçao nO , I ~ I 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
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Numero do processo: 10920.006312/2007-83
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 30/11/2005
AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE DEVERES
INSTRUMENTAIS.
GRUPO ECONÔMICO DE FATO. CARACTERIZAÇÃO. EXERCÍCIO DE
ATIVIDADE PELO SÓCIO. COMPROVAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO DE
LUCROS. INCIDÊNCIA. VALOR DA MULTA FIXAÇÃO DENTRO DO
LIMITE LEGAL.
Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2803-000.381
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do (a) Relator(a).
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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Recorrida DELEGACIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA EM BLUMENAU - SC. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 30/11/2005 AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE DEVERES INSTRUMENTAIS. GRUPO ECONÔMICO DE FATO. CARACTERIZAÇÃO. EXERCÍCIO DE ATIVIDADE PELO SÓCIO. COMPROVAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. INCIDÊNCIA. VALOR DA MULTA FIXAÇÃO DENTRO DO LIMITE LEGAL. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recursO, nos termos do voto do (a) Relator(a). EÍTI., Presidente. < _DLIARDO -DE—ÕL1 E-15A - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório Trata-se no presente processo de Auto de Infração — AI - CFL.68, decorrente da não declaração de todos os . fatos geradores em Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações 4 Previdência Social — GFIP —, com período de infração e aplicação da multa de outubro/2002; janeiro/2003; outubro/2003 e janeiro/2004, conforme Relatório Fiscal da Infração — REFISC, de fls. 09 a 16. O credito fiscal foi constituído, em 06/12/2005, data em que o contribuinte tomou conhecimento do lançamento, conforme consta h. Folha de Rosto do Auto de Infração FR, recebimento pessoal, fls. 01. No presente caso foi caracterizado grupo econômico de fato e assim as demais empresas do grupo foram cientificadas do crédito, AR's. de fls. 162 a 165, em 05/07/2006 sem data de recepção no AR da Meta Organização Contábil S/C Ltda. Os sujeitos passivos impugnaram o credito, conforme consta, discriminado abaixo: • Prumo Consultoria empresarial Ltda, em 21/12/2005, fls. 108 a 121. • Meta Recursos Humanos Ltda, em 20/07/2006, fls. 168 a 173. • Meta Organização Contábil Ltda, em 20/07/2006, fls. 189 a 194. • Meta Trabalho Temporário Ltda, em 20/07/2006, fls 207 a 212. • Meta Organização Contábil S/C Ltda, em 25/07/2006, fls. 225 a 230. A Delegacia da Receita Previdencidria em Blumenau - SC, em 27/09/2006, prolatou a Decisão Notificação — DN N° 20.421.4/047 1 /2006, fls. 242 a 427, julgando procedente o Auto de Infração — Al, mantendo a multa aplicada. As impugnantes foram cientificadas da DN conforme, AR's, de fls. 253 a 257, em 25/10/2006 novamente, sem data de recepção o AR da Meta Organização Contábil S/C Ltda. As empresas apresentaram Recursos Voluntários, conforme abaixo discriminado, sendo as razões recursais assim resumidas. • Prumo Consultoria Empresarial Ltda, fls. 259 a 288, em 24/11/2006. • Meta Trabalho Temporário Ltda, fls. 297 a 299 e 302 a 305, em 24/11/2006. • Meta Organização Contábil S/C Ltda, fls. 306 a 312, em 24/11/2006. Novamente Meta Organização Contábil S/C Ltda, fls. 313 a 319, em 24/11/2006. Processo n° 10920.006312/2007-83 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.381 Fl. 336 • Meta Recurso Humanos Ltda, fis. 320 a 326. Resumo da razões recursais: da Prumo Consultoria Empresarial Ltda • Preliminarmente — que a autuação foi baseada em planilhas elaboradas tendo como fonte documentos não oficiais da empresa; • Que a presente autuação é urna afronta ao principio da integridade jurídica, pois os documentos em que se basearam jamais serão aceitos nos tribunais pátrios e em caráter administrativos, como documentos com força executiva, pois gerados em . documentos textos sem formatação, não podendo as planilhas serem aceitas corno documentos válidos; • Que tais documentos sem formatação podem ser alterados a qualquer momento e por qualquer urn, não havendo confiabilidade em suas informações, além do que são documentos que não apresentam informações definitivas, corretas e que guardem relay -do corn os dados a serem contabilizados ou que foram contabilizados; • Que tais documentos não oficiais, sem segurança e sem vinculação com a escrituração, só podem ser considerados nulos de pleno direito; • No mérito - que . a empresa não pode concordar com o Auto de Infração, pois sempre procedeu de acordo corn a legislação, mantendo sua escrituração contábil em ordem, com os lançamentos de todos o valores faturados, pagos, recolhidos, em títulos próprios; • Que o fiscal se confundiu ao tratar no relatório da notificação da Prumo, de fatos ocorridos na Meta Organização Contábil e na Meta Trabalho Temporário, pois no item 11, folha cinco do relatório o fiscal diz que o Senhor Udeleio informara que três competência estavam em aberto, sem recolhimento sobre a folha, porém o próprio fiscal diz que a empresa fiscalizada não possui empregados, para que teria ela folha de salários; • Que o fiscal não tornou conhecimentos dos fatos- reais, mas de detalhes insignificantes, baseando suas conclusões em "achismo" ao usar expressões do tipo "estranho, curioso, mais estranho, me parece", baseando suas conclusões em simples suspeitas ou curiosidade e que estas não são aptas a gerarem infrações; • Que o fiscal elaborou relatório genérico, utilizando-se de seu conteúdo para outras notificações, mas sem que esse conteúdo guardasse relação com os fatos das . outras pessoas de direito notificadas como ocorre aqui com a Prumo, que nada tem a ver com competências em atraso; • Que a autoridade fiscal exigiu os documentos contábeis, sem apresentar nenhuma intimação para isso, sendo que a em sa Meta 3 Trabalho Temporário sem a obrigação de entregar, pois não fora intimada resolveu de boa -fé fraquear os documentos, que se observe que não foi a Prumo, mas sim a Meta que apresentou os documentos; Que o fiscal está equivocado ao dizer que ao chegar ao terceiro andar da empresa no setor contábil os funcionários estavam separando os documentos, pois a empresa citada e fiscalizada Meta Trabalho Temporário não tem setor con -Obit e essas incongruências permeiam todo o relatório e demonstram que o fiscal não conhece a estrutura e nem as obrigações da empresa; Que a empresa nunca deixou de apresentar os documentos solicitados razão pela qual a busca e apreensão era injustificada; Que no tocante a folha de pagamento o fiscal continua ,a equivocar-se, pois a empresa Prumo jamais teve folha de pagamento e declarou sua GFIP com código 906 sem movimento; Que não prospera a alegação de duas folhas de pagamento, pois não há seguer uma, havia sim controles de valores pagos a titulo de comissões e gratificações recebidas por funcionários de outras empresas em certos períodos, porém estes rid() podem ser considerados folha de pagamento fria ou da Prumo; Que além das suspeitas não comprovadas da existência de duas folhas de pagamento o fiscal ainda questiona a transferência de valores entre as empresas do grupo econômico, que tal fato é perfeitamente natural e licito desde que contabilizados..tais valores, apenas na cabeça do fiscal tal fato seria indicio de sonegação, infração e suspeita de fraude; Que embora exista urna estratégia mercadológica de divulgação do grupo empresarial, o fato de que estejam elas no mesmo endereço e que alguns sócios representam mais de urna, isto não caracteriza a contabilidade como sendo única, pois as administrações são diferentes; a contabilidade; o controle financeiro e acionário, havendo, ainda, autonomia administrativa; Que esta autonomia demonstra que ainda que se chame de grupo, não prospera a noção de que sejam todas dirigidas pelas mesmas pessoas e direcionada para o mesmo rumo; Que apesar de ser chamada de filial de Curitiba pelo fiscal a empresa Meta Organização Contábil é um empresa distinta com CNPJ próprio, representação societária diversa, sendo que a Sra. Adriana Brodbeck detém cerca de 75% do capital; • Que o fiscal deve ter percebido isso pois digitou o CNPJ da empresa e após chamo-a de filial, que buscava apenas adquirir um posição de mercado, razão pela qual acabou esta fazendo parte do grupo Meta, sendo isso mera estratégia mercadológica; Processo n° 10920.006312/2007-83 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.381 Fl. 337 • Que a multa é de 100% do valor devido, que não há folha de pagamento e nem pró-labore, mas mera distribuição de lucros; • Que os documentos usados corno comprovantes não são oficiais e não estão previstos na legislação, sendo imprestáveis para a comprovação que se pretende, bem como pela prefeita apresentação da GFIP código 906, ainda, que tenha o sócio prestado serviço em 2002; 2003 e 2005, pois a empresa não possui empregados; • Que como a empresa não deixou de preparar folha de pagamento e como o pagamento ao sócio tem natureza de distribuição de lucros o auto não deve prosperar; • Que os lucros da empresa pode ser distribuídos de forma não proporcional ao capital de cada sócio; • Que o direito das sociedades é regido pelo principio da liberdade negocial, que não existe vedação a distribuição de lucros de forma desproporcional, que nas relações privadas tudo que não é proibido é permitido; • Que o fiscal extrapolou a lei é não está autorizado a lançar os tributos aqui exigidos; • Que qual é a natureza da retribuição do sócio pelos seus serviços, sócio não mantém contrato de trabalho assim não recebe salário; • Que não há subordinação, onerosidade e não eventualidade, assim, não há submissão CLT; • Que a prestação do serviços pelos sócios regula-se exclusivamente pelas normas civis e podem ser livremente estabelecidas pelas partes, podendo inclusive ser inferior ao salário mínimo, pois o artigo 7° da CF/88 não se aplica ao sócio, que dessa forma os sócios não são retribuídos por remuneração, mas sim pela distribuição de resultados lucros; • Que o artigo 9, XII, da IN/SRP N° 03/2005 diz que deve contribuir obrigatoriamente na qualidade de contribuinte individual, quem recebe remuneração e que esta só ocorre com o exercício de atividade meio pelo sócio; • Requer ao fim: a) intimação do julgamento para realização de sustentação oral; b) recebimento do recurso; c) que lhe seja dado procedência; d) cancelamento e baixa do Al; Resumo da razões recursais: Meta Trabalho Temporário; Meta Organização Contábil S/C; Meta Recurso Humanos Ltda - estes recursos são reiterativos, motivo pelo qual realizamos um único resumo. 5 • Que foi equivocadamente intimada a apresentar defesa a'notificações e autos de outra empresa por supostamente fazer parte de grupo econômico; • Que para fins , previdenciarios, empresas com administrações independentes não formam grupo econômico; • Que a ora recorrente não tem conhecimento dos fatos ou atos praticados pelas demais empresas fiscalizadas, cabendo so a elas responderem pela sua gestão; Que o artigo transcrito deixa claro que para haver grupo econômico necessário que a administração, direção ou controle seja único, podendo ser exercido por uma delas; Que no caso em tela tal grupo não existe sendo este meramente mercadológico, urna vez que não existe a administração unificada; • Que a análise da contabilidade das empresas demonstra a inexistência do grupo, pois para fins previdenciarios é fundamental a existência de controladora e controladas; • Que para fins contábeis o grupo depende de lançamentos na contabilidade da controladora e de balanços das controladas; • Que o grupo meta é formado por empresas com total autonomia de gestão, não podendo assim se falar em solidariedade entre elas; • Que uma simples análise dos documentos juntados é suficiente para a adequada aplicação do artigo 748 da IN 03/2005; • Que embora exista urna estratégia mercadológica de divulgação do grupo empresarial, este é formado por empresas distintas com administrações; contabilidade; controle financeiro e acionário, separados, havendo, ainda, autonomia administrativa, sendo esta indispensável para não configurar a noção de que sao todas administradas pelas mesmas pessoas, controladas e direcionadas para o mesmo rumo; Requer ao fim: a) intimação do julgamento para realização de sustentação oral; b) recebimento do recurso; c) que lhe seja dado procedência; d) reconhecimento da inexistência da solidariedade entre a recorrente e a Prumo Consultoria Empresarial Ltda; e) cancelamento e baixa do AI. A empresa obteve provimento em recurso de apelação no MS 2006.72.05.005556-0 para ter os recursos administrativos processados sem o deposito recursal, quinto parágrafo, de fls 313, e fls. 318 a 320. Qs autos subiram ao Segundo Conselho de Contribuintes, sem o deposito prévio, em razão da ordem judicial, fls. 323. Processo n° 10920.006312/2007-83 S2-TE03 Acórdão n° 2803-00.381 Fl. 338 A empresa Prumo Consultoria Empresarial Ltda apresentou em 19/11/2009 aditivo, fls. 325 a 334, ao Recurso Voluntário onde requer em síntese a aplicação da penalidade mais benéfica nos termos das alterações introduzidas pela Lei 11.941/2009. o relatório. Voto Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA, Relator Os recursos foram interpostos tempestivamente, haja vista que os contribuintes foram comunicados da decisão de primeiro grau, em 25/10/2005, AR's, de fis. 253 a 256, e, AR, fls. 257, sem data recepção, tendo sido apresentados todos os Recursos Voluntários, em 24/11/2006. A empresa encontra-se amparada por provimento judicial na apelação do MS 2006.72.05.005556-0 para ter os recursos administrativos processados sem o depósito recursal, quinto parágrafo, de fls 313, e fls. 318 a 320 No que tange a alegação de nulidade do lançamento, pois baseados em documentos não oficiais, planilhas textos sem formatação e que admitem alteração, não sendo confiáveis, ferindo, assim, o principio da integridade jurídica. Não merece guarida. A uma, porque como demonstra o Relatório Fiscal do Auto de Infração — REFISC, fls. 09 a 16, os documentos utilizados foram: contrato social e alterações; livros diários e razão; notas fiscais de prestação de serviços 2002/2003 e 2005, tudo referente a determinação da matéria tributável, haja vista que em relação ao grupo econômico os documentos estão listados no tópico II do citado relatório. A duas, porque os Termos de Intimação para Apresentação de . Documentos — TIAD, em razão da Prumo, de fls. 93 a 95, discriminam os documentos solicitados e o Termo de Encerramento da Ação Fiscal — TEAF, de fls. 96, informa que foram analisados o livro diário e outros elementos. Desta forma, fica evidente que as informações foram obtidas nos documentos exigidos pela legislação para a prova que se pretende fazer. Assim sendo, rejeito está preliminar. „. A autuação ora em debate não tem a ver com falhas na escrituração contábil e com a realização de todos os lançamentos e a utilização de títulos próprios. A autuação em questão decorre da não declaração de todos os fatos geradores em GFIP, pois para a competência 08/2000, fls. 22, o contribuinte apresentou GFIP — código 906. Porém, em outubro/2002; janeiro/2003; outubro/2003 e janeiro/2004, embora tenha ocorrido o exercício de atividade com a prestação de serviços tal fato não foi declarado em GFIP. Na quinta página, fls. 13, do Relatório Fiscal do Auto de Infração — REFISC, de fls 09 a 16, dos autos não há a alegação constante da citação do contribuinte. Ou seja, não existe nesta folha item 11, só há item 2 — 2.1; 2.2; 2.3 e 3, bem corno não há a transcrição da suposta alegação do Senhor Udélcio, se houve alguma confusão foi da parte do próprio contribuinte. A linguagem utilizada pelo agente fiscal não está em debate nos presentes autos este pode se utilizar do vernáculo da forma que melhor lhe aprouver, desde qu ndo utilize expressões injuriosos. 7 O crédito lançado tern base na escrituração fiscal da empresa objeto do procedimento, tendo .sido demonstrada A. ...ocôrrência do fato gerador de forma clara e'objetiva,- ....... não estando baseado em achismo, opiniões pessoais, suspeitas ou curiosidades, mas sim em fatos contábeis comprovados. Como esclarecido acima o agente autuante provou de forma clara e cristalina os elementos em que se baseou, utilizando-se dos livros contábeis da empresa e de outros documentos do sujeito passivo, que foram regularmente solicitados via TIAD. Ad argumentandurn tantum, embora possa ter o agente fiscal se utilizado de um relatóri o . já formatado para a elaboração do juntado a este crédito, este fato não traz qualquer conseqüência, pois o citado relatório cuida especificamente das matérias e fatos tributários - tratados nestes autos. 0 Poder Judiciário :federal já pronunciou-se a respeito de fórmulas repetidas, nestes termos. Processo n" 2008.85.01.000303-7 - Classe 126 - 3" Vara Federal TRF5. .Mandado de Segurança Em princípio, pronuncio-me sobre a preliminar suscitada pela autoridade apontada como .coatora, qual seja: a de ausência dos , pressupostos processuais, pelo fato do impetrante pleitear direito alheio. Em verdade, o município não esta a pleitear direito alheio. Diante do, elevado número de aches que os escritórios de advocacia têm' que propor diuturnam ente, acaba utilizando petições já concebidas, fazendo-se, tão somente, pequenas adaptações, com o fito de viabilizar a prestação de seu serviço com eficiência. No caso posto, todos os • documentos demonstram que o impetrante é o município de Monte Alegre e que o direito pleiteado é próprio, tendo havido, apenas, equivoco quando da digitação do pedido, que não deixa de ser certo e determinado, não havendo que se falar em prejuízo para o sujeito passivo do • mandamus.' As informações foram prestadas com base no municipio impetrante e não no de outro. Assim, penso que o caso não é de ausência de pressupostos processuais. Atendendo ao princípio da economia processual e da celeridade, penso que o pedido visa ao favorecimento do Município de Monte Alegre. Ficou demonstrado linha atrás que todo a documentação foi solicitada a empresa Prumo Consultoria Empresarial Ltda, por intermédio dos TIAD's, de fls. 93 'a 95, estando completamente dissociada da realidade a alegação de que não houve intimação para apresentação dos documentos e que estes foram entregues de forma graciosa pela empresa Meta Trabalho Temporário, pois houve intimação especifica a Prumo. A fiscalização, também, utilizou-se dos documentos apreendidos pela Policia Federal, por ordem judicial, sendo que consta do Mandado de Busca e Apreensão, de fls. 137, a possibilidade desta utilização desde que devidamente autorizada tal utilização pela D. Juiza atuante no feito. 0 agente em momento algum cita em seu relatório fiscal a existência de folha de pagamento na Prumo, pelo contrário este deixa claro que não há empregados e os serviços Processo n° 10920.006312/2007-83 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.381 Fl. 339 são prestados pelo sócio-administrador e que apesar da empresa ter apresentado GFIP 906, para a competência 08/2000, as notas fiscais de prestação de serviços, de fls. 23 a 25, comprovam que a empresa teve movimento após a citada competência e que na contabilidade há lançamento de distribuição de lucros para o sócio-administrador. Como ficou esclarecido o fiscal não citou folha de pagamento da Prumo neste credito, assim não pode ter citado duas folhas, bem como não se fala aqui sobre transferência de valores de uma empresa para outra, apenas juntou-se uma correspondência, fls. 58, ao Banco Bradesco S/A do Diretor Administrativo e Financeiro do Grupo Meta, no qual foi autorizado a transferência de R$ 25.000,00 da empresa Meta Trabalho Temporário para a empresa Meta Organização Contábil S/C Ltda, sendo mais uma elemento de prova da existência grupo econômico de fato, pois urna empresa não transfere dinheiro para outra sem que exista motivos. Ou seja, relação jurídica negocial que deve ser comprovada com documentos inerentes ao negócio ou interesse ou relação organizacional. Embora a recorrente negue a existência de grupo econômico de fato, sob o argumento de que as contabilidades são separadas, que há administração, contabilidade, controle financeiro e acionário diferentes e especialmente autonomia administrativa. A autoridade lançadora em seu relatório fiscal parte II, item 1 a 4, corroborados pelos documentos, de fls. 54 a 86, deixou explicita tal conduta empresarial, pois as empresas atuam no mercado, oferecendo serviços, captando clientes, realizando publicidade, e assistência financeira entre outras, de forma conjunta. A proposta de reestruturação organizacional do grupo traz evidentes indícios da existência do grupo, fls. 62 a 65. Dúvidas não restam de que o agente fiscal autuante sabe que a Meta Organização Contábil S/C Ltda não é uma filial na acepção denotativa da palavra, pois listou-a separadamente no cabeçalho do relatório fiscal e na parte III de seu relatório, esclarecendo as razões que o convenceram de que esta empresa e parte do grupo econômico. 0 fato da expressão filial ter sido usada no titulo desta parte do relatório, estando ela entre aspas indica que a palavra foi usada em sentido coloquial, figurado e não no técnico-jurídico que se pretende empregar. 0 que em nada afeta o credito. A multa foi aplicada dentro do que determinado na lei, pois o artigo 32, § 50 , da Lei 8.212/91 detenninava a época dos fatos e da fiscalização que o valor da multa era de 100% do valor omitido na GFIP. No entanto, no parágrafo 4 0, deste artigo ficava estipulado um teto máximo de multa a ser aplicado. Assim, da planilha aplicação da multa, de fls. 15, ter-se-ia somando-se a contribuição não declarada nas competência 10/2002; 01/2003; 10/2003 e 01/2004 o valor de R$ 5.188,13 (valor não declarado), porém a multa aplicada obedecendo o limitador foi de R$ 2.203,50, ou seja, a multa foi reduzida para 43% do valor das contribuições não declaradas, o que efetivamente demonstra seu caráter educativo, pois houve redução de 57% do valor real não declarado. E, ainda, que tivesse sido a multa fixada em patamar de cem por cento tal situação é considerado possível e constitucional pelos tribunais pátrios, veja-se a decisão: 7. Não se realiza a hipótese de confisco quando aplicado o índice de 75%. Precedente do STF no sentido de que multas aplicadas até o limite de 100% não configuram confisco (ADI n" 551 - voto - do Ministro Marco Aurélio). (AC 00039920320044047009, LUCIANE AMARAL CORRÊA MONCH, TRF4 - SEGUNDA TURMA, 12/05/2010) (grifo nosso) 9 Todos os documentos usados pelo agente fiscal foram disponibilizados após a empresa ter sido regularmente intimada a fornecê-los ou após autorização da justiça federal em relação aos documentos apreendidos pela Policia Federal. 0 crédito não foi baseado em folha : de pagamento, mas sim nas notas fiscais de prestação de serviços que comprovam o exercício de atividade e da contabilidade que registrou a distribuição de lucros ao sócio-administrador. Na presente autuação nada esta sendo exigido em relação aos empregados, mas tão somente da parte patronal em razão da retribuição do contribuinte individual sócio-administrador. O agente fiscal não disse de que modo ou forma a empresa deve distribuir seus lucros, muito menos que esse deve ser proporcional a isso ou aquilo, :bem como não buscou restringir a. negocial da empresa. Este apenas disse que como a distribuição de lucros não identificava o que era decorrente do capital e o que era decorrente do trabalho, todo o valor desta distribuição seria considerada como decorrente do trabalho e portanto base de cálculo da contribuição, pela falta de discriminação* e que esta contribuição está prevista no artigo 201, § 5°, do Regulamento da Previdência Social — RPS, apenso ao Decreto 3.048/99, conforme determina o artigo 142 do CTN cabe a ela promover o lançamento, sendo este perfeitamente exigível, não havendo extrapolação das funções por parte do agente A natureza -da verba recebida pelo sócio não interfere na exação, pois o artigo • 195 da CF/88 é claro ao dizer: Artigo 195 - , 0111iSSIS... • - I - ) a folha de salários e demais'rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer tituk h pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo entpregaticio; (grifo meu). Assim veri fica-se que basta que haja rendimentos a qualquer titulo, à pessoa fisica, pela prestação de serviços, ainda, que sem vinculo empregaticio, percebe-se que esta descrição se encaixa corno uma luva em relação a este lançamento. Toda discussão em função de direitos trabalhistas ê despicienda, pois não se trata de empregado, mas da parte patronal em razão da retribuição a contribuinte individual. No presente crédito está sendo exigido a parte patronal e a parte a ser descontada deste nos tennos do artigo 4°, da Lei 10.666/2003 e não a contribuição pessoal do contribuinte individual razão pela qual não se aplica o artigo 9°, XII, da IN N° 03/2005. Art. 71. As' bases de cálculo das contribuições sociais previdenciárias da empresa e do equiparado são as seguintes: § 5" No caso de Sociedade Simples de prestação de serviços relativos ao exercício de profissões legalmente regulamentadas, g contribUição da empresa em relação aos sócios contribuintes individuais terá como base de cálculo: Recurso das demais empresas do grupo econômico de fato - Meta Trabalho Temporário; Meta Organização Contábil S/C (duas vezes); Meta Recurso Humanos Ltda. A intimação da demais empresas não esta equivocada, pois um vez caracterizado o grupo econômico e havendo solidariedade entre elas todas tem o direito de exercitar a ampla defesa e o contraditório. '10 -S-eTsZes, em 01-Wdezembro de 2010 E-0 - VEIRA Processo n° 10920.006312/2007-83 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.381 Fl. 340 0 agente fiscal autuante em seu relatório fiscal deixou evidente que as empresas possuem comando unificado em razão da posição de direção de determinadas pessoas. No recurso "principal" a questão do grupo econômico de fato já foi abordado e demonstrado, conforme relato do agente autuante e documentos juntados ao autos. Os pedidos de todas as empresas recorrentes são no mesmo sentido razão pela qual foram todos considerado em conjunto. Inicialmente, rejeito o pedido de todas as empresas para serem intimadas para a apresentação de defesa oral, pois, hoje, vige a Portaria MF/GM 256/2009 - Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, que em seu artigo 55, parágrafo único estabelece que a pauta será publicada no Diário Oficial da Unido com dez dias de antecedência e divulgado no sitio do CARF, cabendo ao sujeito passivo diligenciar sobre seu processo. Aditivo da Prumo Consultoria Empresarial Ltda cabe a autoridade preparadora verificar a possibilidade de aplicação da multa benéfica como estabelecida na MP449/2008 e demais normas que regulamentam a matéria. CONCLUSÃO Destarte, com esses argumentos expostos acima voto por CONHECER DO RECURSO para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO, devendo a autoridade local perquirir quanto a aplicação da multa benéfica. 11
score : 1.0
Numero do processo: 19991.000058/2007-41
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/2003 a 30/09/2006
LANÇAMENTO EM DUPLICIDADE. INEXISTÊNCIA.
Não há irregularidade em lançamentos diferenciados das contribuições devidas pela empresa para o mesmo período em razão do desconto ou não da parte dos segurados.
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 303/2006. DÉBITOS ABRANGIDOS.
Podem ser parcelados com os benefícios instituídos pela Medida Provisória nº 303/2006 os débitos tributários com vencimento até 28 de fevereiro de 2003.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.595
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2003 a 30/09/2006 LANÇAMENTO EM DUPLICIDADE. INEXISTÊNCIA. Não há irregularidade em lançamentos diferenciados das contribuições devidas pela empresa para o mesmo período em razão do desconto ou não da parte dos segurados. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 303/2006. DÉBITOS ABRANGIDOS. Podem ser parcelados com os benefícios instituídos pela Medida Provisória nº 303/2006 os débitos tributários com vencimento até 28 de fevereiro de 2003. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE Relatora. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN Assinado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN, 13/05/2011 por HELTON CARL OS PRAIA DE LIMA Processo nº 19991.000058/200741 Acórdão n.º 280300.595 S2TE03 Fl. 317 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente da turma), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Oseas Coimbra, Amilcar Barca Teixeira Junior, Eduardo de Oliveira e Carolina Siqueira Monteiro de Andrade. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN Assinado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN, 13/05/2011 por HELTON CARL OS PRAIA DE LIMA Processo nº 19991.000058/200741 Acórdão n.º 280300.595 S2TE03 Fl. 318 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, lavrada em desfavor de PAES E DOCES FIORELA LTDA., em virtude do não recolhimento das contribuições devidas e não recolhidas à Seguridade Social da parte de segurados empregados e contribuintes individuais e da parte da empresa (contribuições para o Fundo de Previdência e Assistência Social – FPAS, para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho – RAT, e aquelas destinadas a Terceiros), incidentes sobre a remuneração paga a segurados empregados e contribuintes individuais, no período de 01/04/2003 a 30/09/2006. De acordo com o Relatório Fiscal, foram apuradas “Diferenças de Acréscimos Legais” (competências 09/2005 e 09/2006) sobre valores das guias de recolhimento pagas com atraso. Ademais, os valores lançados como saláriodecontribuição constam dos levantamentos discriminados sob a forma: I. HGF — HOMOLOGA BC/CONTRIB. FL/GFIP; II. HGI — HOMOLOGA BC/CONTRIB. DL/GFIP; III. HPF — HOMOLOGA BC/CONTRIB. PG/FOLHA; IV. HPG — HOMOLOGA BC/CONTRIB. PG/CAIXA; V. RGF — RETIFICA BC/CONTRIB. FL/GFIP; VI. RGG — RETIFICA BC/CONTRIB. DD/GLOSA; VII. SGF — SUPLEMENTA BC/CONTRIB. AF/FOLHA; VIII. DAL — Diferença de Ac. Legais. O contribuinte foi notificado do lançamento em 08/11/2006 e apresentou defesa tempestiva protocolizada em 23/11/2006 (fls. 222/223). Analisando a documentação apresentada, verificou que o contribuinte foi enquadrado nos códigos FPAS 5070 e CNAE 15.81.4, fato esse que implicou em alteração das alíquotas referentes à contribuição destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho – GILRAT, bem como nas terceiras entidades e contribuições vinculadas ao código FPAS, descritas no relatório de fundamentos legais do débito, quais sejam, INCRA, SESI, SENAI, SEBRAE e Salário Educação. Ademais, o Relatório Fiscal informa que a atividade da empresa é panificação, confeitaria, lanchonete e mercearia, e que a alíquota aplicável de GILRAT é de ‘1%, sendo essa alíquota divergente daquela aplicada para fins de apuração do débito. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN Assinado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN, 13/05/2011 por HELTON CARL OS PRAIA DE LIMA Processo nº 19991.000058/200741 Acórdão n.º 280300.595 S2TE03 Fl. 319 4 Diante desse contexto, foi solicitada ao Auditor Fiscal a elaboração de um relatório complementar, a fim de que justificasse o enquadramento nos códigos FPAS 5070 e CNAE 15.81.4, com base nas disposições pertinentes da Instrução Normativa SRP n° 03, de 14 de julho de 2005, especialmente os artigos 86, § 1° e 137, § 2 0, informandose a correta alíquota de GILRAT a ser aplicada. Em resposta, (fl. 280v) o Auditor Fiscal ratificou os códigos FPAS e CNAE empregados no lançamento, e informou que emitiu Relatório Fiscal Complementar (fls. 282/289), em que consta o correto percentual de RAT de 3%, que por um equívoco foi informado anteriormente o percentual de 1%, embora corretamente aplicado o percentual de 3% no cálculo do lançamento. Diante da juntada do Relatório Complementar, o contribuinte foi novamente intimado no dia 07/06/2007, não apresentando nenhuma manifestação para contestar as informações apresentadas pelo Auditor Fiscal. A Delegacia da Receita de Julgamento do Rio de Janeiro manteve o lançamento (fls. 298/304), em acórdão ementado nos seguintes termos: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2003 a 30/09/2006 CONTRIBUIÇÃO PARA A SEGURIDADE SOCIAL E PARA OUTRAS ENTIDADES. PARTE DA EMPRESA E DE SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. São devidas a contribuições à Seguridade Social (arts. 20, 21 e 22, I, II e III da Lei 8.212/1991) e a contribuição para Terceiros (art. 94 da Lei 8.212/1991), ambas incidentes sobre a remuneração paga aos segurados empregados e contribuintes individuais. Lançamento Procedente” Intimado da decisão em 19/02/2008, e inconformado com o resultado do julgamento de primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo no dia 17/03/2008, juntado às fls. 312/313, onde alega, em síntese, o seguinte: (a) a nulidade do presente lançamento, haja vista que existem duas NFLD´s referentes às partes dos segurados, sendo que ambas têm por objeto a contribuição da parte da empresa e ainda o mesmo período de fiscalização, qual seja, abril de 2003 a setembro de 2006; (b) que todos os débitos existentes para com o INSS, até 15/09/2006 foram objeto de parcelamento requerido nos termos da Medida Provisória n° 303, de 29/06/2006, estando os valores de que trata o Auto de Infração incluídos no dito parcelamento, inclusive com as guias pagas em 29/092006 e 29/10/2006, no valor total de R$ 4.416,00 (quatro mil e quatrocentos e dezesseis reais). O contribuinte apresentou Recurso sem a comprovação do depósito recursal. Todavia, considerando o disposto na Medida Provisória nº 413/2008, cujo artigo 19 revogou os §§ 1º e 2º do art. 126 da Lei nº 8.213/92, foi efetuada a desistência do evento de Fl. 4DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN Assinado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN, 13/05/2011 por HELTON CARL OS PRAIA DE LIMA Processo nº 19991.000058/200741 Acórdão n.º 280300.595 S2TE03 Fl. 320 5 encaminhamento do processo à PGFN, dando seguimento ao recurso voluntário apresentado de maneira tempestiva. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN Assinado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN, 13/05/2011 por HELTON CARL OS PRAIA DE LIMA Processo nº 19991.000058/200741 Acórdão n.º 280300.595 S2TE03 Fl. 321 6 Voto Conselheira Carolina Siqueira Monteiro de Andrade O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual passo a analisálo. A presente NFLD foi lavrada em razão do não recolhimento das contribuições previdenciárias devidas pela empresa em razão das remunerações pagas a seus empregados no período de 01/04/2003 a 30/09/2006. Consoante se infere dos autos, a Recorrente não apresentou nenhum elemento capaz de ilidir a cobrança promovida pelo Fisco Previdenciário, tendo se limitado a alegar: • a cobrança do crédito tributário em duplicidade, por haver outra NFLD relativa à parte devida pela empresa, para o mesmo período; e • o parcelamento dos valores exigidos nos presentes autos, nos moldes da Medida Provisória nº 303/2006. Tais argumentos, contudo, foram considerados em sua integralidade pela DRJ do Rio de Janeiro, restando claro, pelas razões contidas no acórdão, que as questões postas não foram rebatidas pelo contribuinte. Com relação ao primeiro argumento, esclarece a autoridade julgadora que a presente NFLD se refere às contribuições devidas pela empresa no período de 04/2003 a 09/2006, não descontadas dos segurados. Já a NFLD 37.034.5266 se refere aos valores descontados dos empregados e não recolhidos aos cofres públicos. É o que se vê do trecho retirado da decisão recorrida: “O fato de haver lançamentos diversos para o mesmo período, diferentemente do entendido pela impugnante, não os vicia com o bis in idem, já que: não se confunde a lavratura de Auto de Infração AI, por descumprimento de obrigações acessórias (as quais podem ser várias, cada qual gerando um AI, como ocorreu no caso), com a emissão de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, pelo descumprimento da obrigação principal de pagar contribuições. As duas NFLD emitidas na ação fiscal apresentam período coincidente, porém tratam de parcelas diferentes das contribuições previdenciárias, já que a presente NFLD referese a contribuições da parte da empresa e da parte de segurados que não foram descontadas destes, enquanto a NFLD 37.034.5266 Processo 19991.000059/200795 referese a apenas contribuições da parte de segurados que foram descontadas destes, mas não repassadas aos cofres previdenciários.” Fl. 6DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN Assinado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN, 13/05/2011 por HELTON CARL OS PRAIA DE LIMA Processo nº 19991.000058/200741 Acórdão n.º 280300.595 S2TE03 Fl. 322 7 Já no que diz respeito à alegação de parcelamento dos débitos exigidos nos presentes autos, demonstra a DRJ que tais valores não poderiam ter sido incluídos na Medida Provisória nº 303/2006, por se tratarem de fatos geradores com vencimento posterior a 28 de fevereiro de 2003: ““As guias de recolhimento de código 2100 Empresas em Geral — CNPJ, que a impugnante apresentou como referentes a parcelamento de contribuições incidentes sobre fatos geradores ocorridos no período de 12/2005 a 07/2006, já haviam sido apropriadas ao lançamento, conforme se verifica no RDA Relatório de Documentos Apresentados, fls. 94/95, e no RADA Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados, fls. 96/98. Portanto, a apresentação de tais guias em nada afeta o lançamento. As guias de código 4103 — Pagamento de Débito — CNP.); embora de preenchimento exclusivo pelo órgão emissor, também não alteram o lançamento, uma vez que, por se referirem a Pedidos de Parcelamento PP nos moldes da Medida Provisória 303/2006, a qual perdeu eficácia a partir de 27/10/2006, não se referem ao presente lançamento, haja vista que a referida medida provisória só acobertava "os débitos de pessoas jurídicas junto à Secretaria da Receita Federal SRF, à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional PGFN e ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS, com vencimento até 28 de fevereiro de 2003", ou seja, período anterior ao contemplado nesta NFLD (04003 a 09/2006), senão, vejamos: MEDIDA PROVISÓRIA N°303, DE 29 DE JUNHO DE 2006 – DOU DE 30/06/2006 SEM EFICÁCIA Art. 1º Os débitos de pessoas jurídicas junto à Secretaria da Receita Federal SRF, à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional PGFN e ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS, com vencimento até 28 de fevereiro de 2003, poderão ser, excepcionalmente, parcelados em até cento e trinta prestações mensais e sucessivas, na forma e condições previstas nesta Medida Provisória. (GRIFADO) ATO DO PRESIDENTE DA MESA DO CONGRESSO NACIONAL N° 57, DE 2006 O PRESIDENTE DA MESA DO CONGRESSO NACIONAL, nos termos do § único do art. 14 da Resolução n° I, de 2002CN, faz saber que a Medida Provisória n° 303, de 29 de junho de 2006, que "Dispõe sobre parcelamento de débitos junto à Secretaria da Receita Federal, à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional e ao Instituto Nacional do Seguro Social nas condições que especifica e altera a legislação tributária federal.", teve seu prazo de vigência encerrado no dia 27 de outubro do corrente ano. Congresso Nacional, 31 de outubro de 2006” Fl. 7DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN Assinado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN, 13/05/2011 por HELTON CARL OS PRAIA DE LIMA Processo nº 19991.000058/200741 Acórdão n.º 280300.595 S2TE03 Fl. 323 8 Por fim, informa a DRJ que, em razão de a Recorrente não questionar a natureza de qualquer parcela que integra o salário de contribuição ora considerado, o lançamento deve ser mantido em sua integralidade. Esse entendimento, diante das razões acima transcritas, deve prevalecer. CONCLUSÃO: Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, para manter a decisão de primeira instância em sua integralidade. (Assinado digitalmente) Carolina Siqueira Monteiro de Andrade Relatora Fl. 8DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN Assinado digitalmente em 26/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE AN, 13/05/2011 por HELTON CARL OS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 11128.000479/98-79
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.351
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência ao INT, nos termos do voto do relator.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: NANCI GAMA
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Numero do processo: 11516.001151/2009-38
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006
NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO.
Para fins de creditamento da Contribuição Social não cumulativa, insumos são todos aqueles bens e serviços que possam ser direta ou indiretamente empregados no processo produtivo, ou que o viabilizem, e na prestação de serviços, sem os quais não se realizem ou se incorra na perda substancial de qualidade dos produtos ou dos serviços prestados.
NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. ADMISSIBILIDADES.
Ensejam direito a crédito, enquanto insumos da atividade produtiva: i) os custos da recuperação ambiental inerentes ao compromisso assumido em Termo de Ajustamento de Conduta firmado perante o Ministério Público, condicionante do exercício da atividade produtiva; ii) os custos dos serviços de retificação de motores de vida útil inferior a 1 (um) ano, diretamente vinculados ao processo produtivo; e iii) as despesas de depreciação incidentes sobre bens usados adquiridos e destinados ao ativo imobilizado.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Direito Creditório Reconhecido m Parte
Numero da decisão: 3803-003.373
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, por
unanimidade de votos, para reverter as glosas dos créditos decorrentes dos custos da recuperação ambiental inerentes aos compromissos assumidos no TAC, e dos custos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferir a 1 (um) ano, efetivamente comprovados nos autos; e, por maioria de votos, para admitir o creditamento das despesas de depreciação de bens adquiridos usados. Vencido o Relator. Designado para a redação do voto vencedor, quanto a esta matéria, o Conselheiro Belchior Melo de Sousa.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO. Para fins de creditamento da Contribuição Social não cumulativa, insumos são todos aqueles bens e serviços que possam ser direta ou indiretamente empregados no processo produtivo, ou que o viabilizem, e na prestação de serviços, sem os quais não se realizem ou se incorra na perda substancial de qualidade dos produtos ou dos serviços prestados. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. ADMISSIBILIDADES. Ensejam direito a crédito, enquanto insumos da atividade produtiva: i) os custos da recuperação ambiental inerentes ao compromisso assumido em Termo de Ajustamento de Conduta firmado perante o Ministério Público, condicionante do exercício da atividade produtiva; ii) os custos dos serviços de retificação de motores de vida útil inferior a 1 (um) ano, diretamente vinculados ao processo produtivo; e iii) as despesas de depreciação incidentes sobre bens usados adquiridos e destinados ao ativo imobilizado. Recurso Voluntário Provido em Parte Direito Creditório Reconhecido m Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, por unanimidade de votos, para reverter as glosas dos créditos decorrentes dos custos da recuperação ambiental inerentes aos compromissos assumidos no TAC, e dos custos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferir a 1 (um) ano, efetivamente comprovados nos autos; e, por maioria de votos, para admitir o creditamento das despesas de Fl. 294DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 2 depreciação de bens adquiridos usados. Vencido o Relator. Designado para a redação do voto vencedor, quanto a esta matéria, o Conselheiro Belchior Melo de Sousa. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa – Redator designado Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório CARBONÍFERA METROPOLITANA S/A formulou Pedido de Ressarcimento de crédito de PIS nãocumulativa, no valor de R$ 111.655,97, decorrente de operações no mercado interno não tributadas, referentes ao período de apuração de 01/04/2006 a 30/04/2006. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em FlorianópolisSC deferiu o pleito parcialmente, autorizando o ressarcimento de R$ 82.475,09. Foram efetuados os seguintes ajustes no saldo credor passível de ressarcimento: a) glosa da base de cálculo do crédito a titulo de insumos de: i. custos de aquisições dos produtos e serviços que não se enquadram no conceito de insumos, arrolados nas planilhas juntadas às fls. 146 a 165 (terraplenagem, turfas ambientais, análise da água, conserto de máquina de escrever, comissões de vendas, assessoria fiscal e contábil, diversos cursos, despesas com alimentação dos trabalhadores, transporte dos empregados, despesas com vigilância e limpeza etc.); ii. parte dos valores pagos a GR Terraplanagem Ltda., arrolados na planilha juntada as fls. 166 e 167; iii. custos de aquisição de bens usados, como motores retificados; iv. custos de aquisições de instalações, e máquinas ou motores novos, que somente geram créditos decorrentes de suas amortizações e depreciações b. glosa dos créditos sobre encargos de depreciação na hipótese de aquisição de bens usados, expressamente vedados no inc. II do §3º do art. 1º da Instrução Normativa SRF nº 457, de 18 de outubro de 20041; 1 Art. 1º As pessoas jurídicas sujeitas à incidência nãocumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), em relação aos serviços e bens adquiridos no País ou no exterior a partir de 1º de maio de 2004, observado, no que couber, o disposto no art. 69 da Lei nº 3.470, de 1958, e no art. 57 da Lei nº 4.506, de 1964, podem descontar créditos calculados sobre os encargos de depreciação de: Fl. 295DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001151/200938 Acórdão n.º 3803003.373 S3TE03 Fl. 295 3 c. exclusão da base de cálculo da contribuição das receitas financeiras indevidamente incluídas. Sobreveio reclamação, por meio da qual o requerente rechaça a aplicação das normas da Instrução Normativa SRF nº 247 de 21 de novembro de 2002, e da Instrução Normativa SRF nº 404 de 12 de março de 2004, defendendo que, para fins de determinação e apuração dos créditos, bastam as normas e as disposições contidas na Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Tacha de ilegal qualquer restrição ou ressalva ao conceito de insumo introduzidas pelas referidas instruções normativas. Partindo deste pressuposto, defende que geram crédito todas as aquisições de bens e serviços aplicados na "produção de carvão mineral", "indispensáveis e obrigatórios" para "manter a mina em pleno funcionamento e operação". Explica que, na atividade de mineração, há vários itens a serem "observados e realizados tanto no interior como no exterior das respectivas minas", de "presença obrigatória para se produzir carvão mineral de forma regular e em estrita e perfeita observância às normas impositivas que se aplicam a este tipo de exploração econômica", os quais, ante as exigências de conservação e recuperação ambiental, devem "ser obrigatoriamente custeados e efetivamente realizados pela empresa mineradora, junto e concomitantemente a mineração do carvão propriamente dita, inclusive para que os órgãos estatais permitam que as minas permaneçam "abertas" e em funcionamento/operação". Cita os serviços de turfas ambientais, terraplanagem, análise da água dos córregos e rios e outros impostos por meio do Termo de Ajuste de Conduta celebrado ante o Ministério Público Federal e o Estadual, a FATMA e o DNPM. Contesta a glosa dos valores referentes a aquisições de bens usados, que diz "intrinsecamente utilizados nas minas e assim na exploração e produção do carvão mineral", com base no argumento de que a lei não prevê vedação ao aproveitamento de créditos decorrentes destas aquisições. Em relação aos bens do ativo imobilizado, alega que há os que "têm duração efêmera nesta atividade de altíssima intensidade de utilização inerente à mineração de carvão", pelo que sustenta ser “regular o creditamento integral quando da sua aquisição ou construção". Quanto aos "que tivessem que ter regularmente os respectivos créditos apurados sobre os montantes de inerente depreciação ou amortização", reclama que a Autoridade Fiscal não podia simplesmente glosar a integralidade dos créditos correspondentes, e sim os ter apurado, considerandoos no cálculo do crédito reconhecido; assevera ser I máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado para utilização na produção de bens destinados a venda ou na prestação de serviços; e II edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa. § 1º Os encargos de depreciação de que trata o caput e seus incisos devem ser determinados mediante a aplicação da taxa de depreciação fixada pela Secretaria da Receita Federal (SRF) em função do prazo de vida útil do bem, nos termos das Instruções Normativas SRF nº 162, de 31 de dezembro de 1998, e nº 130, de 10 de novembro de 1999. § 2º Opcionalmente ao disposto no § 1º, para fins de apuração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, o contribuinte pode calcular créditos sobre o valor de aquisição de bens referidos no caput deste artigo no prazo de: I 4 (quatro) anos, no caso de máquinas e equipamentos destinados ao ativo imobilizado; ou II 2 (dois) anos, no caso de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, relacionados nos Decretos nº 4.955, de 15 de janeiro de 2004, e nº 5.173, de 6 de agosto de 2004, conforme disposição constante do Decreto nº 5.222, de 30 de setembro de 2004, adquiridos a partir de 1o de outubro de 2004, destinados ao ativo imobilizado e empregados em processo industrial do adquirente. § 3º Fica vedada a utilização de créditos: I sobre encargos de depreciação acelerada incentivada, apurados na forma do art. 313 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda (RIR de 1999); e II na hipótese de aquisição de bens usados. Fl. 296DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 4 "obrigação inarredável dos agentes fiscais a recomposição dos créditos dai decorrentes da maneira e no valor que então consideraram corretos, face à expressa disposição do artigo 142 do CTN, que os obriga a apurar e a determinar, na sua integralidade, a matéria tributável". Em relação aos gastos com mãodeobra, aduz que o que se encontra vedado em lei é exclusivamente a remuneração paga a pessoa física em contrapartida ao serviço prestado, não, havendo, portanto, vedação em relação a todo e qualquer outro custo pago a pessoas jurídicas, contribuintes da Contribuição, que esteja obrigada a fazer para manter esta mãodeobra trabalhando regularmente e assim produzindo. Nesse sentido, defende o crédito em relação aos gastos com pessoal, de natureza não remunerat6ria, aos quais esteja obrigada por força de Convenção Coletiva de Trabalho, indispensáveis para manutenção da força de trabalho, tais como: transporte gratuito, controle e prevenção de pneumoconiose, equipamento de proteção individual, mudas de roupa, água potável e leite, exames médicos e laboratoriais, fornecimento de lanche, assistência ao trabalhador acidentado, vale alimentação e transporte dos empregados com ônibus e trajetos definidos em contratos específicos, além dos vales transporte. Defende ainda o direito de creditarse de gastos com serviços tomados de pessoas jurídicas, igualmente contribuinte da Contribuição Social, que sejam indispensáveis à manutenção de sua atividade produtiva, tais como: gastos com portaria, vigilância, motoristas para transportes e manutenção e conservação dos estabelecimentos das minas. Ainda em relação às glosas de gastos com serviços, a contribuinte defende que os prestados pela empresa GR Terraplanagem Ltda. consistem em insumos indispensáveis produção (que diz tratarse de "uma espécie de mineração de superfície") dos rejeitos carbonosos finos depositados nas bacias de decantação (depósitos de carvão mineral já na superfície depositados, portanto, já anteriormente minerados e ali deixados), as quais adquiriu da Companhia Siderúrgica Nacional CSN, para adequada entrega e fornecimento à sua cliente Tractebel. Na sequência, alega ainda que geram créditos os demais custos relacionados e indissociáveis à prestação deste serviço, no caso: os custos dos "serviços e os insumos de e para obrigatória recuperação ambiental assumida"; "custos de pessoal, materiais, vigilância, etc. desta GR Terraplenagem Ltda. como integrantes do preço de venda dos serviços cobrados por essa mesma empresa contratada". A DRJ/FNS4ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 07026.653, de 11 de novembro de 2011, 222 a 228, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. APURAÇÃO DO CRÉDITO. DACON A apuração dos créditos das Contribuições para o PIS e da Cofins, nãocumulativas, é realizada pelo contribuinte por meio do Dacon, não cabendo a autoridade tributária, em sede do contencioso administrativo, assentir com a inclusão, na base de cálculo desses crédito, de custos e despesas não informados ou incorretamente informados neste demonstrativo. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE Fl. 297DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001151/200938 Acórdão n.º 3803003.373 S3TE03 Fl. 296 5 No âmbito especifico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório pleiteado. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Anocalendário: 2004 NÃOCUMULATIVIDADE. HIPÓTESES DE CREDITAMENTO. No âmbito do regime nãocumulativo de apuração da contribuição, somente, geram créditos passíveis de utilização pelo contribuinte aqueles custos, despesas e encargos expressamente previstos na legislação, não estando suas apropriações vinculadas à sua obrigatoriedade ou à caracterização de sua essencialidade na atividade da empresa. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. No regime da nãocumulatividade da contribuição, para fins de creditamento de valores, somente são considerados como insumos: as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem, e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de sua aplicação direta no processo produtivo do bem destinado à venda; e os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no Pais, aplicados diretamente na produção ou fabricação do produto destinado à venda. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 4ª Turma da DRJ/FNS. O arrazoado de fls. 249 a 275, após síntese dos fatos relacionados com a lide, rechaça a assertiva de que os créditos controversos em questão não teriam sido materialmente comprovados e afirma que a suposta inexistência do direito creditório advém, única e exclusivamente, da assertiva de que os mesmos não seriam admitidos como créditos regularmente consideráveis e aproveitáveis para fins da apuração não cumulativa das contribuições sociais não cumulativas. Nesse passo, pugna por que se adote o conceito de insumo plasmado no Acórdão nº 320200.226, de 8 de dezembro de 2010, cuja ementa transcreve. Segundo o julgado citado, insumo para fim de creditamento de PIS e Cofins deve ser entendido como toda e qualquer despesa necessária á atividade da empresa, nos termos da legislação do IRPJ. Nesse contexto, ensejam direito à apuração e ao aproveitamento de créditos de Contribuição no regime da nãocumulatividade todas as aquisições de bens e serviços de outras pessoas jurídicas igualmente contribuintes da Contribuição, que sejam assim indispensáveis e obrigatórios à exploração, ao beneficiamento e à final produção do carvão mineral em que se constitui o objeto social da empresa aqui recorrente. Na continuação, reproduz literalmente todos os argumentos expedidos em sua Manifestação de Inconformidade no tocante a: Fl. 298DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 6 a) gastos obrigatórios e impositivos com conservação e recuperação ambiental; b) aproveitamento de créditos pela aquisição de bens usados, utilizados nas minas e assim na exploração e produção do carvão mineral, por se tratar de restrição carente de previsão legal; c) gastos com aquisição de bens destinados ao ativo imobilizado e à falta de creditamento pela depreciação desses bens; d) gastos com transportes, alimentação, lanche, leite, exames e tratamentos médicos e laboratoriais, uniformes etc., aos respectivos empregados; e) gastos com portaria, vigilância e motoristas para transportes; f) os custos de produção de carvão pagos a GR Terraplenagem Ltda. Discorre ainda sobre o conceito de insumo para fim de creditamento de PIS e Cofins e pugna por que se releve os erros cometidos no preenchimento do DACON, em homenagem ao princípio da verdade material, para autorizar integralmente o ressarcimento pleiteado. Pede provimento. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 249 a 275 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJFLS4ª Turma nº 07026.653, de 11 de novembro de 2011. Conceito de insumo para fim de creditamento das contribuições sociais não cumulativas Já está pacificado nesta 3ª Turma Especial o entendimento de que o conceito de insumo para o fim de creditamento das contribuições sociais não cumulativas é aquele deduzido na jurisprudência do STJ, plasmado no REsp 1.246.317MG, Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 16.06.2011, segundo o qual (sublinhado no original): Insumos, para efeitos do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002, e art. 3º, II, da Lei n. 10.833/2003 são todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade da empresa, ou implica Fl. 299DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001151/200938 Acórdão n.º 3803003.373 S3TE03 Fl. 297 7 em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. O Min. Campbell Marques extraiu o que há de nuclear na definição de insumo para tal fim: 1º O bem ou serviço tenha sido adquirido para ser utilizado na prestação do serviço ou na produção, ou para viabilizálos (pertinência ao processo produtivo); 2º A produção ou prestação do serviço dependa daquela aquisição (essencialidade ao processo produtivo); e 3º Não se faz necessário o consumo do bem ou a prestação do serviço em contato direto com o produto (possibilidade de emprego indireto no processo produtivo). Saiba o recorrente que, embora não se possa reconhecer como insumo, no caso das contribuições em questão, apenas as matériasprimas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem utilizados no produto industrializado (tal como no IPI), o fato é que também não se pode ampliar tal noção de forma a permitir o abatimento de toda e qualquer despesa necessária à manutenção da atividade empresarial (despesas operacionais, no conceito do art. 290 e 299 do RIR). como pretende. A autorização para a dedução de despesas operacionais equipararia o PIS e a Cofins ao imposto de renda, o que não seria adequado, já que, além do referido imposto incidir sobre o lucro, e não sobre a receita, o IR onera o produtor, sem levar em consideração a especificidade de suas atividades, o que não pode ser aplicado para o caso das contribuições em questões que, repitase, oneram a receita obtida através de operações de venda de bens, prestação de serviços e outras previstas na lei2. Com esse conceito em vista, passemos à análise do caso concreto. Carbonífera Metropolitana S/A, estabelecida na cidade de CriciúmaSC, tem como objeto social a extração, beneficiamento e comércio de carvão, a produção e comercialização de coque, a produção e comercialização de concentrado piritoso e a comercialização de imóveis. Boa parte de sua produção, juntamente com um consórcio de empresas do mesmo ramo, é vendida a empresa Tractebel Energia S/A, conforme cópia de parte do contrato juntado aos autos. Gastos com recuperação/conservação ambiental É notório, a lavra de carvão mineral é atividade extremamente poluidora e degradante do ambiente natural. Não foi por outra razão, o ora recorrente viuse constrangido a celebrar Termo de Ajustamento de Conduta o Ministério Público Federal, Ministério Público e 2 Por essa razão é que se afasta, de plano, qualquer possível alegação no sentido de que o § 7º do artigo 3º das Leis 10637/02 e 10833/03, ao se referir a “custos, despesas e encargos”, teria ampliado a noção de insumos prevista no inciso II do caput daquele mesmo artigo. Mas ainda que assim não fosse, não se deve esquecer que, tecnicamente, um parágrafo pode significar uma exceção ou uma explicação ao que foi dito no caput. Em outras palavras, um parágrafo pode estabelecer uma regra contraditória à do caput, aplicável apenas a situações específicas, pois regra especial derroga regra geral, o que não é o caso do § 7º, que apenas explica melhor a forma de creditamento no caso de empresas sujeitas, ao mesmo tempo, ao regime cumulativo e não cumulativo, que devem se creditar, APENAS, dos custos, despesas e encargos na aquisição de bens e serviços ou, ainda, nas demais hipóteses autorizativas de dedução das contribuições devidas, PREVISTOS NO CAPUT DAQUELE ARTIGO, e não amplamente, como podem vir a defender alguns contribuintes. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 8 Departamento Nacional de Produção Mineral, como forma de internalizar os custos sociais de da recuperação ambiental das áreas impactadas pela atividade. Como salientou o recorrente, as atividades de recuperação ambiental incluem análise da qualidade das águas, recursos hídricos, transporte, manuseio e destinação de rejeitos e respectivos depósitos, recomposição topográfica, bacias de decantação, recomposição da vegetação nativa imprescindível a correspondente terraplenagem e turfas ambientais, etc., e outras tantas e impositivas obrigações consignadas neste TAC. Em função do TAC, essas atividades tornaramse obrigatórias sob pena de interdição da atividade de lavra do carvão lato sensu. Em face da obrigatoriedade dos gastos com a recuperação ambiental e sua estrita vinculação com a viabilização legal do processo produtivo do recorrente, julgo que os custos das atividades inerentes aos compromissos assumidos no TAC subscrito pelo ora recorrente devem ser admitidos na base de cálculo dos créditos da Contribuição, pois atendem os critérios de pertinência e essencialidade. Revertamse as glosas procedidas a esse título. Custos de aquisição de bens usados O recorrente alega que tais gastos referemse, na verdade, a serviços de conserto e manutenção de motores, conforme atestariam as cópias das notas fiscais, que a decisão recorrida afirma terem sido aportadas aos autos até a Manifestação de Inconformidade, emitidas por retificadores de motores. Constatase, portanto, que a própria Administração tributária concebe que as ferramentas e os serviços de manutenção de máquinas utilizadas no processo produtivo dão direito à apuração de créditos das contribuições na sistemática da não cumulatividade. Tais serviços, em tese, subsumirseíam no conceito de insumo esposado nesta decisão, a depender da destinação dos motores retificados. Esse entendimento consta de algumas soluções de consulta, como a Solução de Consulta Disit08 nº 30/2010 e a de nº 420, de 5 de dezembro de 2010, publicada na Seção 1 do Diário Oficial da União de 2 de fevereiro de 2011, em que se registrou que “[os] valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda, podem compor a base de cálculo dos créditos a serem descontados da Cofins não cumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos normativos e legais atinentes à espécie.” Nesse sentido, admitamse, na base de cálculo dos créditos da Contribuição, o valor dos custos efetivamente comprovados nos autos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferir a 1 (um) ano – condição para a sua não imobilização. Por outro lado, os custos dos serviços de retificação de motores não relacionados com o processo produtivo, que não estejam devidamente comprovados nos autos, não serão admitidos, ou que tenham vida superior a 1 (um) ano, não são admitidos. Custos de aquisição de bens destinados ao Ativo Permanente O recorrente, em relação aos bens do ativo imobilizado, objeta que há entre eles os que "têm duração efêmera nesta atividade de altíssima intensidade de utilização Fl. 301DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001151/200938 Acórdão n.º 3803003.373 S3TE03 Fl. 298 9 inerente à mineração de carvão", pelo que sustenta o "regular creditamento integral quando de sua aquisição ou construção". Quanto a isso, presumese que, tendo sido objeto de ativação, são bens com vida útil superior a 1 (um) ano. Nesse caso, na há falar em creditamento com base no conceito de insumo como pretende a contribuinte. Nos termos dos incisos VI, VII e §1° do art. 3° da Lei nº 10.637, de 2002, e da Lei nº 10.833, de 2003, as máquinas e equipamentos (novos) e edificações e benfeitorias geram crédito somente em relação aos encargos de depreciação e amortização, conforme o caso, e segundo a regulamentação posta pela IN SRF nº 457, de 2004. A depreciação de bens do ativo imobilizado corresponde à diminuição do valor dos elementos ali classificáveis, resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza ou obsolescência normal. Referida perda de valor dos ativos, que têm por objeto bens físicos do ativo imobilizado das empresas, deve ser registrada periodicamente nas contas de custo ou despesa (encargos de depreciação do período de apuração) que terão como contrapartida contas de registro da depreciação acumulada, classificadas como contas retificadoras do ativo permanente, nos termos do art. 305 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de Março de 1999 – RIR/99). Regra geral, a taxa de depreciação é fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem, pelo contribuinte, na produção dos seus rendimentos. Até 31/12/1998, a SRF não havia fixado, para efeitos fiscais, o prazo de vida útil para cada espécie de bem. Admitiamse até então as taxas anuais de depreciação, resultantes da jurisprudência administrativa. Todavia, desde 31 de dezembro de 1998, os prazos de vida útil admissíveis para fins de depreciação dos seguintes veículos automotores, adquiridos novos, foram fixados pela IN SRF no162, de 1998: No que diz respeito ao creditamento em razão das despesas de depreciação/amortização de bens adquiridos usados, que o recorrente diz "intrinsecamente utilizados nas minas e assim na exploração e produção do carvão mineral", o art. 311 do RIR/99 estabelece que o prazo de vida útil admissível para fins de depreciação de bem adquirido usado é o maior dentre os seguintes: a) metade do prazo de vida útil admissível para o bem adquirido novo, e; b) restante da vida útil do bem, considerada esta em relação à primeira instalação ou utilização desse bem. Nada obstante, a INSRF nº 457, de 2004, em seu art. 1º, § 3º, inc. II, veda expressamente o creditamento na hipótese de aquisição de bens usados. Mantenhamse as glosas a esse título. O recorrente repete a inconformidade já manifestada na reclamação no sentido de que a Autoridade Fiscal não podia simplesmente glosar a integralidade dos créditos correspondentes aos bens do Ativo Imobilizado, e que deveria ter apurado os encargos com depreciação/amortização, considerandoos no cálculo do crédito reconhecido. Entende ser, em seus próprios termos, "obrigação inarredável dos agentes fiscais a recomposição dos créditos dai decorrentes da maneira e no valor que então consideraram corretos, face à expressa disposição do artigo 142 do CTN, que os obriga a apurar e a determinar, na sua integralidade, a matéria tributável". Fl. 302DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 10 A referência ao art. 142 é imprópria, posto que não se cogita aqui de constituição de crédito tributário. Tratandose de ressarcimento de créditos, causa de exclusão do crédito tributário, o pleito é instruído por requerimento expresso, com o qual o interessado deve fazer prova das condições e dos cumprimentos das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei para a sua concessão. A atuação di Fisco, nesses casos, fica restrita à vontade original do interessado, vedados os provimentos extra petita, pois não cabe À Administração suplementar a vontade do administrado. Nada a reparar no procedimento fiscal quanto a esse aspecto. Gastos com o fornecimento de transporte, alimentação, lanches, leite, exames clínicos e laboratoriais e uniformes a empregados. Gastos com serviços de portaria, vigilância e motoristas Em relação aos gastos com pessoal, de natureza não remunerat6ria, aos quais o recorrente está obrigado por força de Convenção Coletiva de Trabalho, tais como: cartão de natal, bicicleta, camisas oficiais do Criciúma, boné para brinde, transporte gratuito, controle e prevenção de pneumoconiose, equipamento de proteção individual, mudas de roupa, água potável e leite, exames médicos e laboratoriais, fornecimento de lanche, assistência ao trabalhador acidentado, vale alimentação e transporte dos empregados com ônibus e trajetos definidos em contratos específicos, além dos vales transporte, bem assim aos gastos com serviços tomados de pessoas jurídicas, tais como: gastos com portaria, vigilância, motoristas para transportes, queda evidente, por sua própria natureza, que, muito embora importantes, os mesmos não guardam a necessária relação de pertinência e de essencialidade com o processo produtivo, nos termos do conceito de insumo adotado nesta decisão. Mantenhamse as glosas procedidas a esse título. Custos de produção de carvão pagos a GR Terraplenagem Ltda. O recorrente explica que, em 07/11/2000, adquiriu, em área contígua à hoje Tractebel, em Capivari de Baixo/SC, grande quantidade/tonelagem de depósitos de carvão mineral depositdos em superfície depositados (portanto; já anteriormente minerados e ali deixados) rejeitos carbonosos finos depositados em bacias de decantação no local existentes também de propriedade da CSN. Integrando o preço desta compra e venda de carvão mineral assim depositado já na superfície, o recorrente assumiu também o ônus e encargos relativos à obrigação de recuperação/reparação ambiental dessa mesma área. O carvão recuperado/retirado desta área é misturado ao carvão oriundo e produzido em suas minas no entorno de Criciúma/SC. Tratase, pois, de carvão coletado e produzido a partir destas respectivas bacias de decantação, com somatório destes custos de produção inerentes a esta sua recuperação e processamento/beneficiamento já na superfície e não advindo do subsolo. Nesse contexto, contratou os serviços de GR Terraplenagem Ltda. para recuperação/exploração, manuseio e transporte na produção e comercialização deste carvão de rejeitos carbonosos finos. Destacamse os serviços de escavações, carga, transporte, empilhamento, blendagem dos rejeitos carbonosos lá existentes, com ainda final transporte e entrega à Tractebel, pelo que todos estes evidentes custos inerentes à produção e à recuperação dessas mesmas quantidades de carvão lá existentes (uma espécie de mineração de superfície). Entende que tal serviço é insumo indispensável à produção e fornecimento à cliente Tractebel, perfeitamente ensejadores dos créditos correspondentes. Eventuais custos de pessoal, materiais, vigilância, etc. suportados por GR Terraplenagem Ltda., sujeitos à Fl. 303DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001151/200938 Acórdão n.º 3803003.373 S3TE03 Fl. 299 11 incidência e ao recolhimento da Contribuição, também ensejariam o direito ao creditamento na Carbonífera Metropolitana S.A., posto que integrantes do preço do serviço contratado. A propósito, as glosas procedidas pela Fiscalização restringemse aos itens "DESPESAS COM MÃODEOBRA + FAXINA", "DESPESAS DE MATERIAIS" e "VIGILÂNCIA 1/2 RD METRO" da Planilha DEMONSTRATIVO DE SERVIÇO MENSAL SERVIÇO GR/RD METRO, fls. 166 e 167, gastos que, segundo o conceito de insumo adotado, não geram créditos. Todos os demais itens da Planilha foram admitidos na base de cálculo dos créditos. Portanto, os custos dos serviços de produção de carvão (aí incluídas as atividades de lavra de superfície, transporte e entrega do produto) foram admitidos no creditamento das contribuições. Também nessa matéria, o procedimento fiscal e a decisão recorrida não merecem reparos. Conclusão Com essas considerações, voto por que se dê provimento parcial ao recurso, para reverter as glosas dos créditos relacionados apurados a partir de: a) dos custos da recuperação ambiental inerentes aos compromissos assumidos no TAC, e; b) dos custos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferir a 1 (um) ano, efetivamente comprovados nos autos; Sala das Sessões, em 21 de agosto de 2012 (assinado digitalmente) Alexandre Kern Voto Vencedor Conselheiro Belchior Melo de Sousa – Redator designado A divergência aberta no presente julgamento está adstrita a apenas a um ponto: o creditamento da depreciação incidente sobre bens usados adquiridos para o imobilizado. O Relator inicia o seu voto fixando as balizas dentro das quais expôs o seu entendimento na apreciação dos créditos admissíveis da contribuição em apreço incidentes sobre os insumos, consubstanciando o seu labor no meio termo entre a regência da legislação do IPI, relativamente ao ressarcimento do saldo credor deste imposto resultante da aplicação da técnica da não cumulatividade, e a regência da legislação do IRPJ, no tocante à dedução de despesas necessárias ao desenvolvimento da atividade empresarial, verbis: Saiba o recorrente que, embora não se possa reconhecer como insumo, no caso das contribuições em questão, apenas as Fl. 304DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 12 matériasprimas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem utilizados no produto industrializado (tal como no IPI), o fato é que também não se pode ampliar tal noção de forma a permitir o abatimento de toda e qualquer despesa necessária à manutenção da atividade empresarial (despesas operacionais, no conceito do art. 290 e 299 do RIR). como pretende. A autorização para a dedução de despesas operacionais equipararia o PIS e a Cofins ao imposto de renda, o que não seria adequado, já que, além do referido imposto incidir sobre o lucro, e não sobre a receita, o IR onera o produtor, sem levar em consideração a especificidade de suas atividades, o que não pode ser aplicado para o caso das contribuições em questões que, repitase, oneram a receita obtida através de operações de venda de bens, prestação de serviços e outras previstas na lei. Para negar a pretensão da Recorrente de ver reconhecido este direito ao creditamento pelo Colegiado ad quem, ora dissentido, ancorouse na disciplina expressa do art. 1º, § 3º, inc. II, da IN SRF nº 457, de 20043. Registrese, primeiramente, que estão fincados corretamente os paradigmas delimitantes do conceito de insumos de ambas as legislações acima citadas, no entremeio dos quais pode a Administração Tributária admitir os creditamentos efetuados por contribuinte. À míngua desse conceito esposado que, aditese, é possível apreenderlo da própria dicção do texto legal, numa leitura mesmo pouco detida entenderam os demais conselheiros, na discussão antecedente à tomada dos votos, que a disciplina veiculada pela citada instrução normativa, de excluir expressamente os créditos ora em foco, não é consentânea com o disposto legal, seja na Lei nº 10.637/2002 ou na Lei nº 10.833/2003. Em torno disso, podese afirmar que existe nessa regência restrição não fixada no texto legal, e que erige um entendimento a que não se chega por meio de leitura integrativa do preceito legal com outros. Vejase o texto da Lei nº 10.637/2002, de conteúdo idêntico ao da Lei nº 10.833/2003, reguladoras, respectivamente, do PIS e da Cofins, verbis: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: Produção de efeito (Vide Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeitos) (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010) I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o; I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) a) nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) a) no inciso III do § 3o do art. 1o; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 413, de 2008) Produção de efeitos 3 §3º. Fica vedada a utilização de créditos: [...] II na hipótese de aquisição de bens usados. Fl. 305DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001151/200938 Acórdão n.º 3803003.373 S3TE03 Fl. 300 13 a) no inciso III do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008). (Produção de efeitos) b) no § 1o do art. 2o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) b) nos §§ 1o e 1oA do art. 2o desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.787, de 2008) (Vide Lei nº 9.718, de 1998) II bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda ou à prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes; II – bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda ou na prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes; (Redação dada pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) III (VETADO) IV – aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; V despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples); V – despesas financeiras decorrentes de empréstimos, financiamentos e contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoas jurídicas, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) V valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) VI máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados à venda, bem como a outros bens incorporados ao ativo imobilizado; VI máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a Fl. 306DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 14 terceiros ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) VII edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros, quando o custo, inclusive de mãodeobra, tenha sido suportado pela locatária; VIII bens recebidos em devolução, cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei. IX energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) IX energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) X valetransporte, valerefeição ou valealimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção. (Incluído pela Lei nº 11.898, de 2009) Dessarte, inclinouse esta maioria a excluir das glosas de créditos os valores escriturados sob esta rubrica. Pelo exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso para incluir no cálculo do saldo credor do ressarcimento da contribuição os créditos de depreciação sobre os bens usados adquiridos para o ativo imobilizado, mantendose os demais provimentos já consignados no voto vencido. Sala das sessões, 21 de agosto de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 307DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001151/200938 Acórdão n.º 3803003.373 S3TE03 Fl. 301 15 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE INTIMAÇÃO Processo nº: 11516.001151/200938 Interessada: CARBONÍFERA METROPOLITANA S/A Intimese um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no Acórdão no 3803003.373, de 21 de agosto de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009. Brasília DF, em 21 de agosto de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciência Data: ____/___________/________ _____________________________ Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ ] apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração. [ ] _________________________ Fl. 308DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 16 Fl. 309DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 35226.001303/2007-64
Data da sessão: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Apr 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 01/01/1999
PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE MULTA. PERÍODO EM QUE O PROCEDIMENTO FISCAL TORNOU-SE INVIÁVEL. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE 08 DO STF. DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art, 45 da Lei n° 8.212 de 1991.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização, segundo a formula do artigo 150, § 4°, ou pela do artigo 173, I, todos da Lei 5.172/66 CTN, tendo em vista o período de apuração e a data do lançamento e a ciência do contribuinte.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.046
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso para no mérito dar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 01/01/1999 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE MULTA. PERÍODO EM QUE O PROCEDIMENTO FISCAL TORNOU-SE INVIÁVEL. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE 08 DO STF. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art, 45 da Lei n° 8.212 de 1991. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização, segundo a formula do artigo 150, § 4°, ou pela do artigo 173, I, todos da Lei 5.172/66 CTN, tendo em vista o período de apuração e a data do lançamento e a ciência do contribuinte. Recurso Voluntário Provido.
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Recorrente EMPRESA O DIA LTDA Recorrida DELEGACIA DA RECEITA PRE.VIDENCIÁRIA EM TERESINA PI ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador': 01/01/1999 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE MULTA. PERÍODO EM QUE O PROCEDIMENTO FISCAL TORNOU-SE INVIÁVEL. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE 08 DO STF. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n " 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art, 45 da Lei n° 8.212 de 1991. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização, segundo a formula do artigo 150, § 4°, ou pela do artigo 173, I, todos da Lei 5.172/66 CTN, tendo em vista o período de apuração e a data do lançamento e a ciência do contribuinte, Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso para no mérito dar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado, Ajwir H L • CA r. e w. A DEITIIVIA — Presidente 'ARDO D . IVEIRA - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vero Kempers de Moraes Abreu (Suplente), Gustavo Vettorato, Helton Carlos Praia de Lima (Presidente). Relatório O presente Auto de Infração - AI tem por objeto a exigência de multa punitiva, decorrente de procedimento fiscal empreendido no sujeito passivo a partir de 02/02/2006, fls. 09, até • 26/04/2006, lis, 14, sendo que neste procedimento o período de apuração foi de 0111999 a 09/2006, conforme MPF's, de fls. 09 e 10.. O sujeito passivo, as fls.. 18 a 22, apresentou sua defesa/impugnação.. A defesa foi considerada tempestiva, fls.. 39, urna vez que o contribuinte foi cientificado cio Al, em 10105/2006, AR, lis, 16, e em 25/05/2006, protocolizou a impugnação, A Delegacia da Receita .Previdenciária em Teresina — PI emitiu a Decisão- Notificação — DN 44.016..020,05/0024/2007, fls. 42 a 46, em 22/02/2007. Na qual a autuação foi considerada procedente.. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 12/03/2007, AR, fls. 47. hresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, lis, 50, com razões recursais, as fls. 51 a 62, onde alega em síntese.. o O crédito é decadente, aplicação do CTN as contribuições previdenciárias. É o Relatório.. Voto Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA, Relator, O recurso foi interposto tempestivamente, em 11/04/2007, conforme, fls. 47 e 63. No que tange ao depósito recurso' a empresa foi dispensada deste em razão do Provimento do Agravo de Instrumento n° 2007 01,00.011036-0 Pino MS 200740000013990, fls. 68, bem como pela Sentença, de fls. 73 e 74, que concedeu a segurança no MS. Pressupostos superados, passo ao exame das questões preliminares ao mérito especificamente quanto à decadência. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n " 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalida.de do art. 45 da Lei ti " 8..212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n" 8 "São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário" Conforme previsto no art.. 103-A da Constituição Federal a Súmula de n " 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiada aplicá-la, 2 Processo n°35226 001303/2007-64 S2-1 E03 Acórcl5o n." 2803-00.046 FL 2 Art. 103-A O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, depois de reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá eftito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas .federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Verifica-se da leitura do Relatório Fiscal da infração, de lis, 04, que a autuação se deu em razão de a empresa deixar de preparar folha de pagamento dentro dos padrões exigidos pela legislação na competência 01/1999, O Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, fis. 05, permite idêntico entendimento ao dizer: "anexos: cópia contra-cheque janeiro/1999; cópia folha de pagamento janeiro/1999. A DN, de lis. 42 a 46, não se divorcia deste entendimento, conforme itens 2; 12; 17". Desta forma, como não seria mais possível incluir as competências anteriores ao ano de 2000 no procedimento fiscal, pois anteriores ao período em que a fiscalização estaria legalmente autorizada a examinar, não cabe a presente autuação, ainda, que se diga, que penalidade não é tributo, necessário se faz lembrar que a penalidade nasceu devido a um procedimento fiscal em período que este não era cabível. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por CONHECER DO RECURSO para no mérito DAR- LHE PROVIMENTO, reconhecendo que o crédito foi atingido pela decadência e extinguindo este. É corno voto. Sa e as Se i: -, - - . d _ . • j,.... ,._ 4.....„(_,- .# 'e a rit-d• 7010 '• ' UARDO D Ri . _EIRA - Relator 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO Processo n": 35226.001303/2007-64 Recurso n": 254.331 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3' do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, a tomar ciência do Acórdão n.." 2803-00,046 Brasília 15 de agosto de 2010 Patricia de /Almeida Proença e Silva Chefe da Secretaria da Terceira Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Sem Recurso [ ] Com Recurso Especial [ }Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional 4
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Numero do processo: 13710.002903/2001-50
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.131
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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I Processo n° Recurso nO Sessão de Recorrente Recorrida 13710.002903-200 I-50 132.887 . 23 de março de 2006 CAFÉ E BAR PRIMA VERA DE MOSSAMEDES LTDA. DRJIRIO DE JANEIRO/RJ . RE'SOLUÇÃO N° 303-01.131 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. " RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. ANELISE DAUDT PRIETO Presidente e Relatora Formalizado em: o 4 ABR 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Zenaldo Loibman, Nanci Gama, Sérgio de Castro Neves, Silvio Marcos Barcelos Fiuza, Marciel E;der Costa, Nilton ,Luiz' Bartoli e Tarásio Campelo Borges. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional Leandro Felipe Bueno Tierno. ' , mmm É o relatório." - ~.. ~- -~--.......•"-._------------ . Adoto à relatório da decisão recorrida, que passo a transcrever: I RELATÓRIO 13710.002903/2001-50 303-01.131 I Processo nO " Resólução nO. Juntei, aos autos, fi. 85, extrato do Sistema CIDA da PGFN que registra a situação da insçrição da interessada. O presente processo somente agora está sendo analisado, em face do volume e das condições dos serviços. À fi. 81, impugnação da interessada em 07/0512003, pedindo o reexame da exclusão, apresentando as Cerfidões negativas junto à PGFN e ao INSS, fis.82/83 A Delegacia de Julgamento no Rio de Janeiro indeferiu a solicitação da contribuinte em decisão assim ementad:: fW À fi. 30, consta despacho em 22/01/2002 para a DIORT/DERAT apreciar a impugnação da SRS. . . "O processo tem origem no Ato Declaratório nO 294.648, de 02/10/2000 (fi. 14), expedido pelo Delegado da Receita Federal do Rio de Janeirp - RJ, determinando a exclusão da interessada do regime do SIMPLES, em razão de "Pendências da empresa e/ou sócios junto a PGFN", cujo demonstrativo de débitos consta à fi. 10. . À fi. 79/79-v, análise de "Solicitação de inclusão retroativa no SIMPLES", com a decisão de Improcedência do pedido de revisão /exclusão do SIMPLES, por constar débito com a Fazenda Nacional. À fi. 80, 'despacho para ciência da interessada, informando que cabe impugnação à DRJ/RJ, com a ciência em 14/0412003 à fi. 80-verso. A interessada ingressou com Solicitação de Revisão da,Exclusão da: Opção pelo Simples " SRS (fi. 04) junto àquela Delegacia, mas teve seu pleito indeferido, devido à "não apre~entação da Certidão Negativa da PGFN". Irresignada com o despacho denegatório, de que foi cientificada em 22/10/2001 (fi. 04), a interessada apresentou, em 26/11/2001, a impugnação de fi. 1, onde alega, em síntese, que formalizou processo desde 08/1/99, junto a PGFN . pedindo retificação de débitos. Process,On° Resaluçãa nO ---- --~--------------- 13710.002903/2001-50 303-01.131 "Assunta: Sistema Integrada, de Pagamenta de Impastas e Cantribuições das Microempresas e das Empresas de Pequena Parte - Simples Ana-calendária: 2000 Ementa: SIMPLES. EXCLUSÃO. PGFN. Há que ser cansiderada procedeI1le a exclusãa de 'oficia da Simples, farmalizada par meia de ata declaratória, tenda em vista que, à épaca, restau camprovada a existência de débita inscrita na Divida Ativa da Uniãa. ' Salicitaçãa Indeferida" I' C." '. Incanf,Ormada, a c,Ontribuinte, par seu pr,Ocuradar, apresenta recursa a este Calegiada aleganda, preliminarmente, que ,Oata declaratória que determina a. - exclusãa da apçã,O pela SIMPLES, p'or se tratar de um ata vinculada, está sujeita à ,Observãncia estrita da legalidade, imp,Onda a estabelecimenta de nexa entre ,Omativa , da ata e a narma jurídica que a embasau, canf,Orme entedimenta exarada em diversas julgad,Os das C,Onselhas de Cantribuintes. Na mérita, aduz que emb,Ora a autaridade julgadara a quo alegue que havia débita inscrit,O em dívida ativa, ela não cansiderou que em 16/06/1999 fai entregue na Agência da Receita Federal Méier uma declaraçã,O retificadara, bem antes da inscriçãa da Débita na Dívida Ativa, e que as pagamentas da Cafins referentes aas meses 03/95 e 04/95 foram efetuadas dentr,Oda 'vencimenta catn vaiares iguais a'os infarmad,Os na Declaraçãa Retificadara.' Insiste em que hauve atrasa na processamenta da declaraçãa, par parte da Receita Federal, a que deve ter mativada a exclusãa, e que para agilizar a regularizaçãa da empresa em relaçãa aa Simples, efetuau a pagamenta da débita junta à 'Pr,Ocuradaria da Fazenda Nacianal em 29/04/2003, senda a inscriçãa extinta em 07/05/2003. Anexa dacumentas a'os autas para c,Omprovar as suas alegações. Aa final, pede ,Oprovimenta da recursa. É a relatória. r 3 4 É o meu voto. -- ----~-------_.__ .__ .._-~-------- .VOTO 13710.002903/200 I-50 303-01.131 Porém, entendo ser relevante á análise da alegação da empresa e que não existem elementos suficientes nos autos para tanto . • Sala das Sessões, em 23 de..março r2006.~. . Ld-~ í\NELISE DAUDT PRIETO - Relatora Em face do exposto, voto pela realização de diligência para que a repartição de origem confirme a solicitação da retificação da declaração e se esta foi acatada. Além disso, deverá ser verificado se o débito que estava inscrito em dívida ativa tinha essa origem. o voto condutor do acórdão recorrido limita-se a afimar que havia o débito inscrito em Dívida Ativa da União que não estava com a exigibilidade suspensa na data da edição do ato declaratório. A empresa afirma que o débito que deu origem ao ato declaratório de exclusão decorre, única e exclusivamente, da demora em .regularizar a retificação daDIRPJ. Conselheira Anelise Daudt Prieto, Relatora Conheço do recurso, qu~ é tempestivo e trata de matéria de competência deste Colegiado. Processo n° Resolução nO 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
