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Numero do processo: 10580.720447/2009-15
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 22 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue May 19 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2005
PARCELAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO LANÇADO. RECURSO VOLUNTÁRIO POSTERIOR. PRECLUSÃO LÓGICA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO.
Não cabe o conhecimento, face à preclusão lógica, de recurso interposto contra a decisão de primeira instância quando após esta o contribuinte pede o parcelamento do débito, pagando, inclusive, a sua primeira parcela.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2802-002.677
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente.
(Assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente da Turma), Jaci de Assis Júnior, Dayse Fernandes Leite, Jimir Doniak Júnior, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello.
Nome do relator: JULIANNA BANDEIRA TOSCANO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2005 PARCELAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO LANÇADO. RECURSO VOLUNTÁRIO POSTERIOR. PRECLUSÃO LÓGICA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. Não cabe o conhecimento, face à preclusão lógica, de recurso interposto contra a decisão de primeira instância quando após esta o contribuinte pede o parcelamento do débito, pagando, inclusive, a sua primeira parcela. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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RECURSO VOLUNTÁRIO POSTERIOR. PRECLUSÃO LÓGICA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. Não cabe o conhecimento, face à preclusão lógica, de recurso interposto contra a decisão de primeira instância quando após esta o contribuinte pede o parcelamento do débito, pagando, inclusive, a sua primeira parcela. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente da Turma), Jaci de Assis Júnior, Dayse Fernandes Leite, Jimir Doniak Júnior, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 04 47 /2 00 9- 15 Fl. 189DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 19/05/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 19/05/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador (BA) DRJ/SDR, que julgou parcialmente procedente Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) exigindo crédito tributário no valor total de R$ 23.577,67 relativo ao anocalendário 2005. O lançamento decorreu da constatação de omissão de rendimentos, compensação indevida de imposto de renda retido na fonte, e de deduções indevidas a título de despesas médicas e com dependentes. A contribuinte impugnou o lançamento, havendo reconhecido, entretanto, as omissões de rendimentos. De sua parte, a instância de primeiro grau acatou a compensação de imposto de renda retido na fonte e as deduções com dependentes, bem como parte das despesas médicas declaradas. Em 2/3/2012 a notificada interpôs recurso voluntário contestando a glosa mantida de parte das despesas médicas, afirmando, não obstante, que efetuou "uma negociação de parcelamento da dívida imputada, em 60 meses, conforme recibo nº 00003841961, e paguei a primeira parcela, através de DARF, no valor de R$112,56, conforme comprovantes anexos". É o relatório. Voto Conselheiro Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc Cabe esclarecer, inicialmente, que a formalização do acórdão não foi concluída pela relatora, Julianna Bandeira Toscano, diante de superveniente impossibilidade desta, razão pela qual o voto condutor é apresentado pelo redator ad hoc. O recurso é tempestivo, porém não deve ser admitido. Consoante documentos de fls. 172/184, a contribuinte, após a decisão de primeira instância realizou o parcelamento crédito tributário veiculado no bojo do presente processo administrativo, pagando, inclusive, sua primeira parcela (fl. 172). Assentiu, consequentemente, com os termos de constituição do débito, pois conforme disposto no art. 12 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, o pedido de parcelamento deferido constitui confissão de dívida. Fl. 190DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 19/05/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 19/05/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10580.720447/200915 Acórdão n.º 2802002.677 S2TE02 Fl. 190 3 Nesse passo, perdeu a contribuinte o poder processual de contestar o teor do lançamento e/ou da decisão recorrida. Operouse, em outras palavras, a preclusão lógica, não prosperando a pretensão formulada no recurso voluntário, face à sua contrariedade ante o pedido de parcelamento do débito previamente formulado. Em suma, entendeu o Colegiado que não cabe o conhecimento do recurso. Ante o exposto, devese NEGAR CONHECIMENTO ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Fl. 191DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 19/05/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 19/05/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 15165.720786/2011-31
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Aug 03 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3802-000.312
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
RESOLVEM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em Diligência, para que os autos retornem à Alfândega da Receita Federal do Brasil do Porto de Itajaí/SC - ALF/ITJ (domicílio tributário da Recorrente), para: (i) informar qual o regime de tributação adotado pelo sujeito passivo à época (lucro real ou lucro presumido); (ii) considerando exclusivamente as DIs, objeto dos autos, segregar as importações realizadas por conta e ordem, própria ou por encomenda, bem como as importações acobertadas por suspensão; e (iii) calcular o montante do PIS e da COFINS sobre o valor aduaneiro relativo às importações próprias ou por encomenda.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki Presidente 2ª Câmara/3ª Seção
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015).
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira (Relator).
Relatório
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em Diligência, para que os autos retornem à Alfândega da Receita Federal do Brasil do Porto de Itajaí/SC - ALF/ITJ (domicílio tributário da Recorrente), para: (i) informar qual o regime de tributação adotado pelo sujeito passivo à época (lucro real ou lucro presumido); (ii) considerando exclusivamente as DIs, objeto dos autos, segregar as importações realizadas por conta e ordem, própria ou por encomenda, bem como as importações acobertadas por suspensão; e (iii) calcular o montante do PIS e da COFINS sobre o valor aduaneiro relativo às importações próprias ou por encomenda. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki Presidente 2ª Câmara/3ª Seção (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015). Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira (Relator). Relatório
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(assinado digitalmente) Joel Miyazaki – Presidente 2ª Câmara/3ª Seção (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra – Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015). Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira (Relator). Relatório RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 51 65 .7 20 78 6/ 20 11 -3 1 Fl. 524DF CARF MF Impresso em 03/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 03/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 31/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 525 ___________ Preliminarmente, ressalto que nos termos do artigo 17, inciso III, do anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Portaria MF nº 343, de 2015), fui designado como redator ad hoc (fl. 523), para formalização da respectiva Resolução, considerando que o relator original não mais compõe o colegiado deste CARF. Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 1ª Turma da DRJ em Florianópolis (SC) a qual, por unanimidade de votos, julgou pela IMPROCEDÊNCIA da manifestação de inconformidade apresentada pelo recorrente. Pela decisão recorrida, extraíse que o indeferimento se deu por conta da impossibilidade da Administração Pública em reconhecer ou não a inconstitucionalidade de lei, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2011 Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE. ARGÜIÇÃO. A instância administrativa não possui competência para se manifestar sobre a constitucionalidade das leis. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos que, em síntese, se referem (i) à existência de ilegalidade na cobrança fazendária em razão da inconstitucionalidade da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no artigo 7º, da Lei 10.865/2004, no exato momento em que alarga a base de cálculo do PIS e da COFINS, (ii) ao não cabimento de qualquer legislação infraconstitucional, independentemente da natureza da lei ou entendimento fazendário, alargar a base de cálculo das contribuições aqui questionadas, pois a base de cálculo do PIS/COFINS da importação será tão somente o valor aduaneiro, conforme definido na Constituição Federal e (iii) à juntada de leis, tratados e julgamentos do Poder Judiciário em favor a tese apresentada. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra, relator ad hoc designado para formalizar a decisão (fl. 523), uma vez que o conselheiro relator Cláudio Augusto Gonçalves Pereira (item 87 da pauta), não mais compõe este colegiado, retratando hipótese de que trata o artigo 17, inciso III, do Anexo II, do Regimento Interno deste CARF, aprovado pela Portaria MF no 343, de 09 de junho de 2015. Admissibilidade do recurso O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. Fl. 525DF CARF MF Impresso em 03/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 03/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 31/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 15165.720786/201131 Resolução nº 3802000.312 S3TE02 Fl. 526 3 Mérito da Resolução A primeira questão que deve ser posta em análise é a possibilidade de afastamento da aplicação de lei pelos Órgãos de Julgamento Administrativos nas hipóteses em que o Supremo Tribunal Federal declarar de forma inequívoca e definitiva a inconstitucionalidade de lei (artigo 77 da Lei nº 9.430/1996, artigo 1º do Decreto nº 2.346/1997 artigo 59 do Decreto 7.574/2011). E, nesse sentido, o Plenário da Corte Suprema declarou inconstitucional a inclusão de ICMS, bem como do PIS/Pasep e da Cofins na base de cálculo dessas mesmas contribuições sociais incidentes sobre a importação de bens e serviços. A regra ora em comento está contida na segunda parte do inciso I do artigo 7º da Lei nº 10.865/2004. Conforme se extrai do REsp nº 559.937, os Ministros do Supremo Tribunal Federal destacaram que a norma extrapolou os limites previstos no artigo 149, § 2º, inciso III, letra “a” da Constituição Federal, nos termos definidos pela Emenda Constitucional nº 33/2001, que prevê o valor aduaneiro como a base de cálculo para as contribuições sociais. Portanto, sobre essa questão, não há mais o que se discutir, apenas reconhecer a inconstitucionalidade do dispositivo acima indicado, já que a simples leitura das normas contidas no artigo 7º da Lei nº 10.865/04, já permite constatar que a base de cálculo das contribuições sociais sobre a importação de bens e serviços extrapolou o aspecto quantitativo da incidência delimitado na Constituição Federal, ao acrescer ao valor aduaneiro o valor dos tributos incidentes, inclusive o das próprias contribuições. No que concerne ao pedido de restituição, bem como o da homologação tributária, algumas informações ainda se fazem necessária para conclusão do julgamento. E, nesse sentido, converto em diligência o julgamento para a Unidade de origem: (i) informar qual o regime de tributação adotado pelo sujeito passivo à época (lucro real ou lucro presumido); (ii) considerando exclusivamente as DIs, objeto dos autos, segregar as importações realizadas por conta e ordem, própria ou por encomenda, bem como as importações acobertadas por suspensão; e (iii) calcular o montante do PIS e da COFINS sobre o valor aduaneiro relativo às importações próprias ou por encomenda. Após a conclusão da diligência, devem ser intimados a Recorrente para, querendo, dentro do prazo fixado, manifestarse sobre as conclusões exaradas no citado parecer. Em seguida, retornemse os autos a esta 3ª Seção/CARF, para prosseguimento do julgamento. Fl. 526DF CARF MF Impresso em 03/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 03/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 31/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 15165.720786/201131 Resolução nº 3802000.312 S3TE02 Fl. 527 4 Formalizado o voto em razão do disposto no artigo 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015, subscrevo o presente. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra – Redator ad hoc Fl. 527DF CARF MF Impresso em 03/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 03/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 31/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA
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Numero do processo: 10768.004957/2004-49
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3302-000.176
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral, pela recorrente, a Dra. Georgeana Leal de Macedo Rezende – OAB/RJ 111642.
Nome do relator: WALBER JOSÉ DA SILVA
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral, pela recorrente, a Dra. Georgeana Leal de Macedo Rezende – OAB/RJ 111642. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 14/11/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Trata o presente processo de pedidos de ressarcimento de créditos de PIS não cumulativo, previsto no § 1o do art. 5o da Lei no 10.637/2002, relativo aos meses de março de 2003 a março de 2004, utilizados para compensação de débitos da própria empresa recorrente. A autoridade administrativa competente indeferiu o pedido de ressarcimento com base no Relatório de Diligência (fls. 66/70), no Parecer Conclusivo nº 292/2009 (fls. 72/76) e demais elementos constantes do processos (p. ex. DACON), nos termos do Despacho Decisório de fl. 77. Fl. 282DF CARF MF Emitido em 21/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10768.004957/200449 Despacho n.º 330200.176 S3C3T2 Fl. 247 2 Inconformada com esta decisão, a empresa ingressou com a manifestação de inconformidade, cujo resumo das alegações constam do relatório da decisão recorrida, que leio em sessão. A autoridade julgadora de primeira instância indeferiu a solicitação da interessada, nos termos do Acórdão nº 1329.661, de 09/06/2010, cuja ementa abaixo transcrevo: DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA. DECISÃO EM PEDIDO DE RESSARCIMENTO/DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. A competência para decidir sobre o pedido de ressarcimento de créditos da Contribuição para o PIS/Pasep é atribuída ao titular da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária (Derat), podendo ser delegada a seu subordinado hierárquico. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PRAZO DE CINCO ANOS PARA APRECIAR. Ê de cinco anos o prazo legalmente estabelecido para que a Administração examine as declarações de compensação, ou os pedidos convertidos em DCOMP, para o fim de homologar ou rejeitar expressamente as compensações efetuadas, sob pena de vêlas tacitamente homologadas. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Ê do sujeito passivo o ônus de reunir e apresentar conjunto probatório capaz de demonstrar a liquidez e certeza do crédito pretendido, sem o que não pode ser homologada a compensação efetuada. Ciente desta decisão em 11/08/2010, a interessada ingressou, no dia 10/09/2010, com o recurso voluntário de fls. 188/210, no qual renova os argumentos a respeito da competência da autoridade que proferiu o despacho decisório; do erro material cometido; da homologação dos débitos e créditos constantes das DCTF e DACON e da decadência e inova nas alegações sobre nulidade (ausência de cumprimento de diligência, inobservância de regras quanto ao MPF e omissão quanto a erro material dos débitos compensados) e sobre a natureza de sua atividade e dos créditos a que julga ter direito, inclusive demonstrando o valor pleiteado. Na forma regimental, o processo foi a mim distribuído. É o Relatório. Voto Conselheiro Walber José da Silva, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais. Dele conheço. Fl. 283DF CARF MF Emitido em 21/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10768.004957/200449 Despacho n.º 330200.176 S3C3T2 Fl. 248 3 Como relatado, tratase de pedido de ressarcimento de PIS nãocumulativo na exportação, combinado com declaração de compensação. O pleito da recorrente foi indeferido porque a Derat/RJ não apurou a liquidez e certeza do crédito pleiteado pelas razões contidas no Relatório de Diligência de fls. 66/70 e no Parecer Conclusivo nº 292 (fls. 72/76). Inconformada com a decisão, a empresa recorrente apresentou manifestação de inconformidade argumentando a respeito da competência da autoridade que proferiu o despacho decisório; do erro material cometido; da homologação dos débitos e créditos constantes das DCTF e DACON e da decadência. No recurso voluntário a recorrente traz novos argumentos, não apreciados na decisão recorrida, sobre nulidade do despacho decisório (ausência de cumprimento de diligência, inobservância de regras quanto ao MPF e omissão quanto a erro material dos débitos compensados) e sobre a natureza de sua atividade e dos créditos a que julga ter direito, inclusive demonstrando o valor pleiteado. Analisando as razões do indeferimento do pedido de ressarcimento, constatase que a autoridade da RFB adotou o Resultado da Diligência (fls. 66/70) para decidir. E a diligência foi proposta para apurar a existência do crédito pleiteado. Solicitado a documentação, a recorrente colocoua a disposição do AuditorFiscal, com exceção dos Livros de Registro de Entrada e Saída, que estavam no estabelecimento de Santarém/PA e tinham sido requisitados para atender à intimação do Fisco (fl. 60). Em seguida, o AuditorFiscal lavra o Relatório de Diligência para dizer, em suma, que não era possível apurar a legitimidade dos créditos e dos débitos da recorrente, por razões de natureza meramente procedimental e administrativa e não por óbice criado pela recorrente. Entendo, SMJ, que são infundadas as razões para não realizar a diligência proposta e apurar a conformidade do créditos pleiteados pela recorrente. Mais ainda, tais razões não podem servir de justificativa para indeferir o pedido da recorrente por absoluta falta de amparo legal. Portanto, para que este conselheiro firme sua convicção a respeito da existência ou não do crédito pleiteado, há que se apurar a conformidade do mesmo com as operações realizadas pela recorrente, devidamente escrituradas em seus livros contábeis e fiscais e lastreadas com documentação hábil e idônea. Mais ainda. É dever da Autoridade da RFB apurar a liquidez e certeza do crédito pleiteado. Sem óbice do contribuinte, a autoridade administrativa não poder deixar de realizar esta atividade. Isto posto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência à repartição de origem para as seguintes providências: 1 apurar o valor mensal do crédito do PIS nãocumulativo que o contribuinte tem direito de escriturar no período objeto do pedido; 2 apurar o valor do PIS mensal devido (cumulativo e nãocumulativo) no período objeto do pedido de ressarcimento; 3 apurar o valor do crédito do PIS a ressarcir à recorrente, nos termos do § 1o do art. 5o da Lei no 10.637/2002. Fl. 284DF CARF MF Emitido em 21/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10768.004957/200449 Despacho n.º 330200.176 S3C3T2 Fl. 249 4 4 apurado a existência de crédito de PIS a ressarcir, decidir sobre a homologação das compensações declaradas até o limite do crédito apurado. 5 prestar as informações que julgar conveniente para o deslinde da questão; 6 dar ciência à recorrente do resultado da diligência abrindolhe prazo para manifestação. 7 concluso, devolver o processo para este CARF. Walber José da Silva Fl. 285DF CARF MF Emitido em 21/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 14/11/2011 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 11065.002655/2005-05
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3302-000.204
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Fabiola Cassiano Keramidas.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
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Ausente, momentaneamente, a Conselheira Fabiola Cassiano Keramidas. (Assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Relator Participaram da presente resolução os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Helio Eduardo de Paiva Araújo e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 397DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/04/20 12 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 11065.002655/200505 Resolução n.º 330200.204 S3C3T2 Fl. 398 2 RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário (fls. 384 a 392(eProcesso)) apresentado em 10 de fevereiro de 2011 contra o Acórdão no 1028.502, de 19 de novembro de 2010, da 2ª Turma da DRJ/POA (fls. 370 a 372), cientificado em 13 de janeiro de 2011, que, relativamente a auto de infração de Cofins dos períodos de fevereiro a outubro de 2004, considerou improcedente a impugnação da Interessada, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/02/2004 a 31/12/2004 BASE DE CÁLCULO. TRANSFERÊNCIAS DE CRÉDITOS DE ICMS. A cessão de direitos de ICMS compõe a receita do contribuinte, sendo base de cálculo para o PIS/PASEP e a COFINS até a vigência dos arts. 7o, 8o e 9º da Medida Provisória 451, de 15 de dezembro de 2008. DESPESAS FINANCEIRAS. Como as despesas financeiras apontadas não decorrem de empréstimos e financiamentos, o respectivo creditamento deve ser desconsiderado pela fiscalização. SOLICITAÇÃO DE PERÍCIA. Considerase não formulada a solicitação de perícia efetuada sem a observância dos requisitos legais e que, na essência, é desnecessária ao deslinde da questão. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O auto de infração foi lavrado em 26 de julho de 2005, de acordo com o termo de fls. 75 a 92. As infrações referiramse a não inclusão na base de cálculo da contribuição as “receitas com créditos de ICMS transferidas a terceiros” (cessão de créditos), de parte das receitas de vendas de produtos e serviços, das receitas operacionais. Além disso, teria havido exclusão indevida (como créditos) de despesas financeiras (decorrentes de empréstimos e financiamentos), irregularidades na apuração dos bens utilizados como insumos e nos encargos de depreciação e outros valores utilizados como créditos. Finalmente, apurouse incorreção no saldo de créditos do mês anterior, crédito presumido do estoque de abertura e valores excluídos da base de cálculo a título de devoluções de vendas no mercado interno. A Primeira Instância assim resumiu o litígio: Cientificada, a interessada apresentou, tempestivamente, a impugnação de fls. 103 a 368, na qual alegou, em síntese: Fl. 398DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/04/20 12 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 11065.002655/200505 Resolução n.º 330200.204 S3C3T2 Fl. 399 3 Que as transferências de créditos de ICMS para terceiros não podem compor a base de cálculo do PIS a da Cofins pois se tratariam de operações onde não há ingresso de receita tributável. Argumenta que tais operações estariam abrangidas pelo benefício tributário da isenção de impostos e contribuições, em razão de sua vinculação às exportações realizadas pela impugnanta. Acrescenta que nas cessões de créditos realizadas o que ocorreu foi a quitação de dívidas com fornecedores. Entende como indevidas parte das divergências constatadas nas receitas de venda no mercado interno, reclama que a fiscalização não teria realizado uma análise aprofundada das operações realizadas pela empresa e apenas teria se baseado nas informações apresentadas pela impugnante. Aponta que somente nos meses de agosto e setembro de 2004 existiriam diferenças entre a receita contábil e o valor declarado na DACON. Esclarece que parte das diferenças apuradas pela fiscalização é oriunda da tributação de vendas para entrega futura, que entende como indevida, pois nestes casos a entrega do bem não ocorre no momento da emissão da nota fiscal. No caso, informa que o reconhecimento da receita de venda ocorre apenas após a conclusão do processo de fabricação, com a efetiva entrega do bem ao cliente. Da mesma forma, também considera equivocado o entendimento da fiscalização que apontou divergências nas receitas operacionais tributadas, afirma que planilhas anexas comprovariam a sua correta apuração da base de cálculo das contribuições. Sobre a utilização indevida de créditos oriundos de despesas financeiras, defende a legalidade do creditamento sobre as despesas financeiras decorrentes dos parcelamentos fiscais em face da inexistência de vedação legal expressa. Acrescenta que existiria ação judicial pendente no STF acerca da constituição da Selic como taxa de juros. Contesta as divergências apuradas nos valores creditados a título de bens utilizados como insumos. Argumenta que a fiscalização teria se restringido a apurar as aquisições de insumos registrados nos CFOPs 1.101, 2.101, 5.201 e 6.201 e reclama que também deveriam ser considerados os valores registrados em outros CFOPs, que constariam na DACON e requer a realização de perícia técnica Contesta, também, as divergências apuradas nos encargos de depreciação e de outros valores com direito a crédito, afirma que não teria havido o uso indevido de encargos de depreciação ou de outros valores creditados por parte da impugnante e novamente requer a realização de perícia para demonstrar os corretos lançamentos efetuados pelo impugnante. Discorda dos valores autuados pela fiscalização, referentes aos saldos de créditos do mês anterior apurados indevidamente pela fiscalizada, conforme item 2.2.6 do relatório fiscal, fl. 85. Para justificar sua inconformidade, procede a reconstituição dos saldos credores mensais desde dezembro de 2002 e procura demonstrar, através de planilhas, que o efeito das divergências constatadas não seria suficiente para reverter os créditos tributários informados nas DACONTs. Fl. 399DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/04/20 12 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 11065.002655/200505 Resolução n.º 330200.204 S3C3T2 Fl. 400 4 Discorda de alguns dos lançamentos relativos à exclusão indevida da base de cálculo de valores relativos à devoluções de vendas no mercado interno. Para demonstrar sua divergência, procede à reconstituição do montante das devoluções de venda no mercado interno, através de planilha, para contestar os valores apontados pela fiscalização e ao final requer, a aferição por perícia a ser deferida. Ao final, reitera seus argumentos no sentido de que a fiscalização teria considerado apenas as planilhas juntadas quando de sua diligência, em detrimento aos valores consignados na contabilidade da impugnante. Considera que estes últimos teriam o valor necessário para a fundamentação do presente Auto de Infração e requer a realização de diligência fiscal com o acompanhamento de perito da empresa, que indica e nomeia. Conclui com o pedido de declaração da insubsistência do Auto de Infração em epígrafe c requer a produção de todos os meios de prova em Direito admitidos. No recurso, inicialmente a Interessada alegou contestar a totalidade do lançamento. Contestou a inclusão das transferências de créditos de ICMS na base de cálculo da contribuição. Quanto às mercadorias não entregues, apresentou tabela e alegou haver diferenças menores do que as apuradas pela Fiscalização. Alegou que partes das diferenças referirseiam a vendas para entrega futura, em que “as notas fiscais de venda são emitidas antecipadamente para que o cliente, por exigência do ente financeiro (Finame), encaminhe o processo de financiamento”. Segundo a Interessada, as notas fiscais seriam emitidas com um CFOP específico e a legislação permitiria o faturamento antecipado, “sendo que a efetiva entrega do bem ocorre no futuro”. Quanto às demais matérias, alegou que teria prestado informações incorretas à Fiscalização. Nesse contexto, afirmou não haver divergência nas informações prestadas e relação aos bens utilizados como insumos, aos encargos de depreciação (em relação ao que requereu a realização de perícia) e aos créditos do mês anterior. É o relatório. Fl. 400DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/04/20 12 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 11065.002655/200505 Resolução n.º 330200.204 S3C3T2 Fl. 401 5 VOTO Conselheiro José Antonio Francisco, Relator Em sessão de 19 de setembro de 2009, esta Turma resolveu converter em diligência o julgamento de dois recursos da Interessada de relatoria do Conselheiro Walber José da Silva. Dessa forma, adoto os fundamentos da Resolução n. 330200.010, cujo teor foi o seguinte: O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais. Dele conheço. A recorrente está pleiteando ressarcimento de crédito de Cofins não cumulativa referente aos primeiro, segundo e terceiro trimestres de 2004, indeferido pela autoridade da RFB porque a recorrente deixou de incluir receitas e fez exclusões indevidas na base de cálculo da exação, conforme Relatório Fiscal 138/157). Apresentado manifestação de inconformidade, a DRJ recorrida manteve o indeferimento do pleito da recorrente por absoluta falta de prova das alegações da interessada e porque as razões do indeferimento estão amparadas em lei. No recurso voluntário a empresa reitera os termos da manifestação de ínconformidade, inclusive quanto à realização de perícia. Preliminarmente, entendo que não merece reforma a decisão recorrida quanto ao indeferimento do pedido de perícia. Quanto ao mérito, analisei a documentação acostadas aos autos e pude constatar que a recorrente não junta nenhuma prova de suas alegações sobre divergências entre valores por ela apurado, os declarados na DACON e os considerados pela Fiscalização. Por outro lado, os valores considerados pela Fiscalização foram informados pela recorrente e, em alguns casos, não há nos autos prova de que a Fiscalização tenha efetuado a devida auditoria para confirmar a veracidade das informações prestadas pela recorrente, bem como não foi juntado aos autos cópia dos livros e/ou contábeis que provam o valor das receitas e das despesas objeto da glosa. Está provado que a recorrente apurou valores diferentes na DACON, nas informações prestadas à Fiscalização e no recurso voluntário, a exemplo da receita de venda no mercado interno. Em face do exposto, e em homenagem ao principio da verdade material, há que se converter o julgamento em diligência à repartição de origem para esta detalhar e colher provas das glosas efetuadas, apontando as divergências com o entendimento da recorrente, e intimar a recorrente a provar suas alegações, nos temos constante da parte dispositiva deste voto. Fl. 401DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/04/20 12 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 11065.002655/200505 Resolução n.º 330200.204 S3C3T2 Fl. 402 6 Em face do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência à repartição de origem para as seguintes providências: 1 Com relação às vendas no mercado interno, há divergência entre os valores informados na planilha de 125 e os valores do Relatório Fiscal e do Recurso Voluntário, a exemplo dos PA de 01/04, 06/04 e 10/04. Qual é o valor correto das vendas realizadas no mercado interno? Juntar cópia do livro de apuração (do IPI e do ICMS). Manter as vendas para entrega futura na forma apurada pela Fiscalização. 2 Identificar as receitas operacionais não incluídas pela recorrente na base de cálculo do PIS e da Cofins, relacionadas no item 2.1.3 do Relatório Fiscal. 3 Identificar a origem das diferenças apuradas e relativas aos bens utilizados como insumos (subitem 2.2.2. do Relatório Fiscal) e manifestarse acerca dos argumentos apresentados pela interessada no recurso voluntário. 4 Intimar a recorrente a demonstrar e juntar prova do alegado sobre os encargos de depreciação, ou seja, que os créditos relativos a encargos de depreciação são exclusivamente em relação aos bens utilizados na produção. Manifestarse sobre a resposta da recorrente. 5 Intimar a recorrente a detalhar, e juntar prova do alegado, os créditos relativos a “outros valores com direito a crédito” informados na Dacon. Manifestarse sobre a resposta da recorrente. 6 Havendo alteração nos valores apurados pela Fiscalização no Relatório Fiscal, refazer os demonstrativos “2.2.5 Créditos do Mês Anterior” e o elaborado na Conclusão do Relatório. 7 Dar ciência prévia desta resolução à recorrente e, após concluída a diligência, dar ciência do seu resultado, abrindolhe prazo para, querendo, manifestarse. À vista do exposto, voto por converter o julgamento do recurso em diligência, observandose as disposições do Decreto n. 7.574, de 2011. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Fl. 402DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/04/20 12 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO
score : 1.0
Numero do processo: 10640.900964/2008-33
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2002
Ementa:
SIMPLES. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTOS A MAIOR. INEXISTÊNCIA.
Não há que se falar em recolhimentos a maior feitos sob o regime do SIMPLES, quando a pessoa jurídica havia sido foi excluída do sistema no período em que ocorreram os pagamentos.
Numero da decisão: 1102-000.600
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Leonardo de Andrade Couto
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ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: SIMPLES. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTOS A MAIOR. INEXISTÊNCIA. Não há que se falar em recolhimentos a maior feitos sob o regime do SIMPLES, quando a pessoa jurídica havia sido foi excluída do sistema no período em que ocorreram os pagamentos.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2002 Ementa: SIMPLES. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTOS A MAIOR. INEXISTÊNCIA. Não há que se falar em recolhimentos a maior feitos sob o regime do SIMPLES, quando a pessoa jurídica havia sido foi excluída do sistema no período em que ocorreram os pagamentos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. JOÃO OTÁVIO OPPERMANN THOMÉ – Presidente em exercício LEONARDO DE ANDRADE COUTO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Leonardo de Andrade Couto, Silvana Rescigno Guerra Barreto, Gleydson Kleber Lopes de Oliveira, Eduardo de Andrade e João Carlos de Lima Junior. Relatório Fl. 93DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por JOAO OTAVIO OPPERMANN T HOME 2 Trata o presente de pedido de compensação formalizado através da Dcomp 35720.95767.090904.1.3.043155 pela qual a interessada requer a quitação dos débitos nela indicados com o crédito decorrente de pagamento a maior no SIMPLES efetuado em 12/08/2002. A DRFJuiz de Fora/MG emitiu Despacho Decisório eletrônico, no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi utilizado na quitação de débito do contribuinte, não restando saldo disponível para compensação. Em manifestação de inconformidade, a interessada alega que à época dos fatos não entregou a Declaração Anual Simplificada retificadora correspondente ao ano calendário de 2002, que demonstraria os pagamentos a maior. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento prolatou o Acórdão 0929970 negando provimento à solicitação, por entender que não foram demonstrados os motivos que levaram à retificação da Declaração. De acordo com a decisão, tendo em vista que a Declaração Anual Simplificada constituise em confissão de divida, os débitos nelas declarados e não pagos são exigíveis, sendo passíveis de inscrição em Divida Ativa da União para futura execução fiscal. Assim o pagamento efetuado foi corretamente alocado ao débito declarado pela empresa, não existindo de fato saldo disponível a ser usado em compensação, na data da transmissão da Dcomp em análise. Conclui o acórdão recorrido que, nos termos da legislação de regência, considerase ocorrida a compensação na data de transmissão da Dcomp e naquele momento não havia qualquer indicação da existência do crédito declarado. Em recurso dirigido a este Colegiado, o sujeito passivo afirma ter constatado o recolhimento a maior de valores devidos ao SIMPLES entre os anos de 1999 a 2003 e, portanto, em 2004 apresentou Declaração Anual Simplificada retificadora para todos esses períodos e também Dcomps para compensação desses valores. Sustenta que as Declarações Anuais retificadoras foram aceitas com exceção daquela referente ao anocalendário de 2002, nesse último caso em função da existência de processo de exclusão do SIMPLES através de Ato Declaratório emitido pela Receita Federal de Juiz de Fora – MG. Daí porque só conseguiu entregar a Declaração retificadora em 2008, após o processamento da Dcomp. Alega a inexistência de motivos para a recusa no recebimento da Declaração retificadora do anocalendário de 2002, ocorrida em 2004, tendo em vista que as demais Declarações foram recepcionadas normalmente. Por fim, argui a prescrição do despacho decisório. É o Relatório. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por JOAO OTAVIO OPPERMANN T HOME Processo nº 10640.900964/200833 Acórdão n.º 110200.600 S1C1T2 Fl. 2 3 Voto Conselheiro LEONARDO DE ANDRADE COUTO O pedido de compensação tem origem em supostos recolhimentos a maior efetuados sob a modalidade do SIMPLES no anocalendário de 2002. De acordo com a decisão recorrida, os pagamentos a maior não teriam sido demonstrados. No momento de entrega da Dcomp, instante esse em que é considerada realizada a compensação, não havia qualquer indicativo de pagamentos indevidos, pois os recolhimentos efetuados estavam devidamente alocados aos valores do tributo informados na Declaração Anual Simplificada referente ao ano calendario de 2002 constante dos arquivos da Receita Federal do Brasil. Segundo a recorrente, em 2004 houve uma tentativa de entregar uma Declaração Anual Simplificada retificadora correspondente ao período em questão, com demonstração dos pagamentos efetuados a maior. A declaração não foi processada pois, naquele momento, a pessoa jurídica havia sido excluída do SIMPLES através de Ato Declaratório emitido pela autoridade competente. Por causa disso, apenas em 2008 conseguiu formalizar a entrega da retificadora. Não há comprovação dessas alegações. Na peça recursal, a interessada argui a ocorrência de prescrição na análise do pleito. Tal argüição demanda avaliação cronológica dos fatos que, na verdade, conduz a uma conclusão diametralmente oposta, como se verá a seguir. Esclareçase, de imediato, que a argüição do sujeito passivo dirigese na verdade à decadência, e não à prescrição, pois envolve um direito potestativo exercido pelo estado. Considerando que a Dcomp extingue o débito nela informado sujeito a ulterior homologação, o período que a norma concede ao estado para confirmar ou não o procedimento representa justamente o prazo decadencial. Em pedidos de compensação, o prazo homologatório é definido pelo § 5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/96: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (.......) § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (.......) Vêse que o termo inicial da contagem do prazo quinquenal é representado pela entrega da declaração de compensação. No presente caso, o documento foi formalizado Fl. 95DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por JOAO OTAVIO OPPERMANN T HOME 4 em 09/09/2004, e a Administração teria até 09/09/2009 para fazer as verificações pertinentes. Tendo em vista que o Despacho Decisório foi cientificado ao sujeito passivo em 20/05/2008, conforme consulta de postagem que integra os autos, não ocorreu a decadência. Cabe aqui uma observação. Alguns respeitáveis integrantes dessa Corte entendem que o prazo definido nos termos do dispositivo legal supra mencionado não poderia se sobrepor ao prazo qüinqüenal de homologação com termo inicial a partir do fato gerador. Aplicando tal entendimento ao presente caso, se o crédito em discussão envolve o ano calendário de 2002, o Fisco teria até 31/12/2007 para retificar qualquer informação prestada pelo sujeito passivo em relação ao crédito informado. Entretanto, como a Declaração retificadora só foi entregue em 28/05/2008, a Declaração homologada em 31/12/2007 foi a original, com pagamentos totalmente vinculados aos débitos informados. Assim, não havia qualquer crédito a ser reconhecido e, mesmo sob esse entendimento, estaria correto o procedimento da autoridade administrativa. Nesse caso, a prescrição teria agido contra o administrado, inviabilizando a aceitação da declaração retificadora. O entendimento em questão, no presente caso, implicaria na não homologação da compensação sem que fizesse qualquer análise de mérito do pleito. Por outro lado, superada a questão da decadência do despacho decisório e prevalecendo o entendimento de que o contraditório foi instaurado com a manifestação de inconformidade, a interessada poderia demonstrar a existência do crédito pleiteado, independentemente da tempestividade da Declaração retificadora. Sob essa ótica, verificase que não foi apresentada qualquer explicação que indicasse a origem do crédito. Pelo exame da tabela apresentada na peça de defesa, pareceme que houve um equívoco na aplicação dos percentuais de apuração do tributo sobre a receita bruta acumulada nos meses de janeiro a setembro de 2002, tendo sido utilizado ao longo desse período uma percentual maior do que o correto. Destarte, a princípio assistiria razão ao recorrente. No entanto, uma informação crucial merece melhor análise: A interessada foi excluída do SIMPLES. De fato, através do Ato Declaratório Executivo (ADE) 429561, de 07/08/2003, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Juiz de Fora – MG, excluiu a recorrente do SIMPLES pelo exercício de atividade vedada ao programa, com efeitos a partir de 01/01/2002. Portanto, no anocalendário em que teriam ocorridos pagamentos a maior na modalidade do SIMPLES, a interessada já estava excluída do sistema. Com a exclusão, caberia nova apuração dos tributos devidos pela interessada sob as regras aplicáveis às demais pessoas jurídicas o que – ressalvado o prazo decadencial – em vez de crédito poderia gerar a necessidade de pagamentos adicionais. A recorrente tinha plena ciência da exclusão e até mencionou tal fato na peça de defesa. Ainda assim, manteve seu pleito nos moldes originariamente formulados, sem demonstrar como remanesceriam pagamentos indevidos na impossibilidade de usufruir dos benefícios do SIMPLES. Registrese que o processo de exclusão do SIMPLES foi formalizado sob o nº 10640.002237/200302 e foi julgado em caráter definitivo pela antiga 3ª Câmara do 3º Conselho de Contribuintes, sessão de 06/12/2007, Acórdão 30335039; sendo mantida a exclusão nos termos do ADE. O processo já foi arquivado. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por JOAO OTAVIO OPPERMANN T HOME Processo nº 10640.900964/200833 Acórdão n.º 110200.600 S1C1T2 Fl. 3 5 Pelo exposto, em função de não ter sido demonstrada a existência do crédito pleiteado, voto por negar provimento ao recurso. LEONARDO DE ANDRADE COUTO Relator Fl. 97DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por JOAO OTAVIO OPPERMANN T HOME
score : 1.0
Numero do processo: 11080.904866/2013-98
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon May 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 25/01/2013
PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESPACHO DECISÓRIO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO ACATADA.
Não é nulo o Despacho Decisório que contém os elementos essenciais do ato administrativo.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito.
MULTA E JUROS DE MORA.
Débitos indevidamente compensados por meio de Declaração de Compensação não homologada sofrem incidência de multa e juros de mora.
INCONSTITUCIONALIDADE. DE NORMA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2.
Não compete aos julgadores administrativos pronunciar-se sobre a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-005.060
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Participou do julgamento o Conselheiro Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo em substituição ao Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que se declarou impedido
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Sérgio Celani - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo.
Nome do relator: PAULO SERGIO CELANI
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 25/01/2013 PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESPACHO DECISÓRIO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO ACATADA. Não é nulo o Despacho Decisório que contém os elementos essenciais do ato administrativo. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito. MULTA E JUROS DE MORA. Débitos indevidamente compensados por meio de Declaração de Compensação não homologada sofrem incidência de multa e juros de mora. INCONSTITUCIONALIDADE. DE NORMA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2. Não compete aos julgadores administrativos pronunciar-se sobre a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Participou do julgamento o Conselheiro Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo em substituição ao Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que se declarou impedido (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2148; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.904866/201398 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801005.060 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de fevereiro de 2015 Matéria DCOMP ELETRONICO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Recorrente CALIENDO METALURGIA E GRAVACOES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 25/01/2013 PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESPACHO DECISÓRIO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO ACATADA. Não é nulo o Despacho Decisório que contém os elementos essenciais do ato administrativo. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito. MULTA E JUROS DE MORA. Débitos indevidamente compensados por meio de Declaração de Compensação não homologada sofrem incidência de multa e juros de mora. INCONSTITUCIONALIDADE. DE NORMA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 90 48 66 /2 01 3- 98 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904866/201398 Acórdão n.º 3801005.060 S3TE01 Fl. 3 2 Não compete aos julgadores administrativos pronunciarse sobre a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Participou do julgamento o Conselheiro Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo em substituição ao Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que se declarou impedido (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo. Relatório Inicialmente, esclarecese que estão em julgamento nesta 1ª Turma Especial da 3ª Seção de Julgamento do CARF cento e quarenta e oito processos da mesma contribuinte, em que o cerne da discussão é o mesmo: a certeza e liquidez de crédito pleiteado, decorrente de pagamento indevido ou a maior de Cofins, ou contribuição para o PIS/Pasep ou IPI, e o ônus da prova deste direito. Feitas estas observações, passase ao relato propriamente dito. Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em CuritibaDRJ/CTA que julgou improcedente manifestação de inconformidade apresentada contra despacho decisório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem. O processo se iniciou com PER/DCOMP, por meio do qual a contribuinte pleiteou o reconhecimento de direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo e a compensação de débitos tributários com o crédito pleiteado. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904866/201398 Acórdão n.º 3801005.060 S3TE01 Fl. 4 3 De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF informado no PER/DCOMP, foram localizados um ou mais pagamentos, utilizados para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível suficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência/insuficiência de crédito, a compensação declarada não foi homologada ou foi homologada apenas parcialmente. Como enquadramento legal foram citados os arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional CTN), e o art. 74 da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, conforme quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório “ Extraio do relatório da decisão recorrida resumo das alegações apresentadas pela contribuinte contra o despacho decisório: “Na manifestação apresentada, a contribuinte argúi em preliminar a nulidade do Despacho Decisório, alegando o não atendimento ao requisito constitucional da fundamentação do ato administrativo, além de ferir os princípios de ampla defesa, contraditório e do devido processo legal, estando, outrossim, revestido de desvio de finalidade. Expõe que o ato administrativo resumiuse a informar a não homologação da compensação declarada com o parco fundamento da inexistência de crédito disponível; entende que o procedimento correto da fiscalização seria o de intimar a contribuinte para que prestasse informações sobre a origem do crédito, bem como do fundamento de validade; e ressalta a necessidade de fundamentação ou motivação dos atos administrativos para o exame de sua legalidade, finalidade e moralidade administrativa. Alega que o Despacho Decisório não se presta a dar início ao contraditório administrativo, eis que carente de fundamentação, restando prejudicado o seu direito de defesa, e que também extrapolou sua função precípua, tornandose meio oblíquo pelo qual a fiscalização buscou interromper o prazo de homologação da compensação declarada. Diz que a autoridade preparadora deixou de cumprir seu dever de ofício de bem instruir o procedimento fiscal, como a solicitação de informações, apreensão de documentos, diligências, dentre outros expedientes. Sob o tema “Do Mérito”, discorre especificamente sobre o princípio da verdade material, citando diversos doutrinadores. Mas nada aduz sobre o origem do suposto crédito, apenas alegando a posterior juntada de documentos que comprovariam as ‘alegações trazidas na presente manifestação’, eis que o direito creditório, diz, pode ser comprovado a qualquer tempo. Por fim, argumenta sobre a inaplicabilidade da multa de mora em face do princípio constitucional de não confisco e dos princípios administrativos da razoabilidade e da proporcionalidade.. A ementa do acórdão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em CuritibaDRJ/CTA que julgou improcedente a manifestação de inconformidade contém o seguinte teor: “ASSUNTO: ... Data do Fato Gerador: ... CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INTIMAÇÃO PARA ESCLARECIMENTOS. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904866/201398 Acórdão n.º 3801005.060 S3TE01 Fl. 5 4 A ausência de pedido de esclarecimentos ou realização de diligência na fase preparatória do procedimento fiscal não caracteriza cerceamento do direito de defesa, que é assegurado na fase do contraditório, inaugurada com a manifestação de inconformidade. 1PIS/PASEP. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTO VINCULADO A DÉBITO CONFESSADO. Correto o Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito está integral e validamente alocado para a quitação de débito confessado. PAGAMENTO A MAIOR QUE O DEVIDO. COMPROVAÇÃO. A mera alegação do direito creditório, desacompanhada de provas baseadas na escrituração contábil/fiscal do período, não é suficiente para demonstrar a existência de direito creditório pleiteado. MULTA E JUROS DE MORA. DÉBITOS NÃO HOMOLOGADOS. Os débitos indevidamente compensados sofrem a incidência de multa e juros de mora, nos percentuais determinados pela legislação, calculados a partir do primeiro dia subsequente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento da contribuição até o dia em que se efetivar o seu pagamento, uma vez que a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos não homologados.” No recurso voluntário a recorrente repete as alegações da manifestação de inconformidade. É o relatório. 1 Nos processos em que o crédito alegado se refere à Cofins, consta COFINS. Nos processos em que o crédito seria originado de Contribuição para o PIS/Pasep, consta PIS/PASEP. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904866/201398 Acórdão n.º 3801005.060 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Paulo Sergio Celani, Relator. Admissibilidade do recurso voluntário. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos para julgamento nesta turma especial. Preliminar de nulidade do despacho decisório. O processo se iniciou com PER/DCOMP da contribuinte, no qual informou ter realizado pagamento indevido ou a maior do tributo em discussão. A Secretaria da Receita Federal do BrasilRFB, baseandose em dados constantes de seus sistemas informatizados, alimentados por informações prestadas pelo próprio contribuinte, por meio de declarações fiscais próprias, constatou que o pagamento informado foi integralmente utilizado para quitar tributo informado em DCTF, logo, tributo considerado devido, não restando crédito disponível para a compensação declarada. Isto está claro no quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório, no qual constam os artigos 165 e 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/66 (CTN), e o artigo 74 da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, como fundamentos para a não homologação da compensação. No mesmo quadro 3, consta que diante da inexistência do crédito não se homologava a compensação declarada, bem como o valor devedor consolidado, correspondente aos débitos indevidamente compensados, e a data para pagamento. Há, ainda, a informação de que para verificação de valores devedores e emissão de DARF, deveria ser consultado o endereço da internet “www.receita.fazenda.gov.br”, na opção “Onde Encontro” ou através de certificação digital na opção “eCAC”, assunto “PER/DCOMP Despacho Decisório”. Logo, não procede a alegação de que o despacho decisório não contém fundamentação e de que houve desvio de finalidade. Por outro lado, a manifestação de inconformidade, a qual, por força do art. 74, §§ 9º a 11 da Lei nº 9.430, de 1996, aplicamse as regras previstas no Decreto nº 70.235, de 1972, demonstra que a contribuinte exerceu plenamente seu direito ao contraditório, sem nenhuma dificuldade, provando que não houve cerceamento do direito de defesa. Por estas razões, votase por negar provimento às alegações preliminares. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904866/201398 Acórdão n.º 3801005.060 S3TE01 Fl. 7 6 Certeza e liquidez do crédito pleiteado. Conforme visto acima: i) O processo se iniciou com PER/DCOMP da contribuinte, no qual informou ter realizado pagamento indevido ou a maior de tributo; ii) Foi constatado pela RFB que o pagamento informado como indevido ou a maior fora integralmente utilizado para quitar tributo informado em DCTF, logo, tributo considerado devido; iii) Isto está claro no quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório; iv) Esta constatação baseouse em dados constantes do sistemas informatizados da RFB, alimentados por informações prestadas pelo próprio contribuinte, por meio de declarações fiscais próprias. Uma vez que o pagamento informado como indevido ou a maior estava totalmente vinculado a tributo declarado em DCTF como devido, o DARF a ele relativo não prova a existência de crédito algum A DRJ/CTA, tendo em vista que a contribuinte não apresentou documentação fiscal e contábil hábil e suficiente para comprovação da certeza e liquidez do crédito pleiteado, manteve o despacho decisório. As decisões da DRF e da DRJ estão amparadas no fato de a legislação tributária dispor que a DCTF é instrumento de confissão de dívida e constituição definitiva do crédito tributário (art. 5º do DecretoLei nº 2.124, de 1984) e que a compensação de débitos tributários somente pode ser efetuada mediante existência de créditos líquidos e certos do interessado perante a Fazenda Pública (art. 170 do Código Tributário NacionalCTN), e de a lei que trata do processo administrativo tributário federal estabelecer que a prova documental deve ser apresentada na impugnação (art. 16, §4º, do Decreto nº 70.235, de 1972). Apesar de a decisão de primeira instância ter sido fundamentada de modo a dar a conhecer à contribuinte as razões de fato e de direito que levaram ao indeferimento de sua manifestação de inconformidade, nenhum documento ou livro fiscal ou contábil foi apresentado com o recurso voluntário. A recorrente limitouse a discorrer sobre o princípio da verdade material. Tratandose de despacho eletrônico, admitese a apresentação destes documentos e livros após a decisão da DRJ, pois alguns Conselheiros entendem que o princípio da verdade material assim autoriza, outros entendem que se está diante de caso em que a prova se destina a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos, hipótese prevista no art. 16, §4º, letra “c” do Decreto nº 70.235, de 1972. O importante é que a contribuinte, até o presente, não apresentou nenhum documento ou livro, fiscal ou contábil, que pudesse comprovar seu direito. Logo, não comprovou a certeza e liquidez do crédito pleiteado. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904866/201398 Acórdão n.º 3801005.060 S3TE01 Fl. 8 7 Não é só isso. A recorrente sequer argumentou sobre os fatos ou direito que ensejariam o crédito. Por estas razões, com fundamento no art. 170 do CTN e no art. 333 do CPC, aplicável subsidiariamente ao caso, que determina que o ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito, não cabe o reconhecimento do crédito pleiteado. Sobre multa e juros de mora Os artigos 61 e 74 da Lei nº 9.430, de 1996, deixam claro que são devidos juros de mora e multa no presente caso. Cito: “Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Medida Provisória nº 1.725, de 1998) (Vide Lei nº 9.716, de 1998)” “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) §1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) §2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) (...) §6º A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos Fl. 132DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904866/201398 Acórdão n.º 3801005.060 S3TE01 Fl. 9 8 indevidamente compensados. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §7º Não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimálo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §8º Não efetuado o pagamento no prazo previsto no §7º, o débito será encaminhado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, ressalvado o disposto no §9º. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §9º É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7º, apresentar manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9º e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) (...)” Vejase que os §§ 6º a 8º acima dispõem que a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados e que, não homologada a compensação e não efetuado o pagamento no prazo previsto no §7º, o débito será encaminhado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, sendo devidos juros de mora e multa. A exigência do pagamento destes débitos não se submete a julgamento administrativo. Além disso, os membros do CARF não podem afastar aplicação ou deixar de observar lei sob fundamento de inconstitucionalidade, salvo em casos excepcionais não presentes, a teor do disposto no art. 62 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/6/2009, e do disposto no art. 26A da Decreto nº 70.235, de 1972, com redação dada pela Lei nº 11.941, de 27/5/2009. O mesmo se conclui do enunciado da Súmula CARF nº 2, verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904866/201398 Acórdão n.º 3801005.060 S3TE01 Fl. 10 9 Conclusão Pelo exposto, em especial, pela não comprovação da existência de direito de crédito líquido e certo, voto por negar provimento ao recurso voluntário, mantendose a decisão recorrida. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10950.001618/95-37
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2001
Ementa: DCTF — DENÚNCIA ESPONTÂNEA - ENTREGA COM ATRASO DE DECLARAÇÃO. A entidade denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a DCTF. Cabível a aplicação da penalidade decorrente de descumprimento dessa obrigação acessória, prevista nos Decreto-lei n° 2.124/84. Recurso provido.
Numero da decisão: PLENO/00-00.005
Decisão: ACORDAM os Membros do Pleno da Câmara Superior de Recursos
Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Luiz Alberto Cava Maceira, Victor Luiz de Saltes Freire, VVilfrido Augusto Marques, Remis
Almeida Estol, Nilton Luiz Baroli, José Carlos Passuello, Maria Goretti de Bulhões Carvalho, Paulo Roberto Cuco Antunes, Francisco Maurício Rabelo de Alburquerque Silva e Carlos Alberto Gonçalves Nunes.
Nome do relator: Marcos Vinicius Neder de Lima
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Numero do processo: 13888.902816/2013-14
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 26 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue May 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 2007
Ementa:
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO OBJETO DE DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO.
A homologação da compensação enseja o reconhecimento do crédito do contribuinte, objeto do Pedido de Restituição. Desta forma, não há que se falar no acatamento do Pedido de Restituição, sob pena de o contribuinte beneficiar-se duas vezes com o mesmo crédito.
Numero da decisão: 3801-005.200
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos por negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 2007 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO OBJETO DE DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. A homologação da compensação enseja o reconhecimento do crédito do contribuinte, objeto do Pedido de Restituição. Desta forma, não há que se falar no acatamento do Pedido de Restituição, sob pena de o contribuinte beneficiar-se duas vezes com o mesmo crédito.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1535; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 11 1 10 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13888.902816/201314 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801005.200 – 1ª Turma Especial Sessão de 26 de fevereiro de 2015 Matéria Pedido de Restituição Recorrente GERALDO J. COAN & CIA. LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2007 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO OBJETO DE DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. A homologação da compensação enseja o reconhecimento do crédito do contribuinte, objeto do Pedido de Restituição. Desta forma, não há que se falar no acatamento do Pedido de Restituição, sob pena de o contribuinte beneficiarse duas vezes com o mesmo crédito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 90 28 16 /2 01 3- 14 Fl. 139DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 08/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes. Relatório O presente processo trata de PerDcomp transmitido com o objetivo de pedir a restituição de crédito de PIS/PASEP, decorrente de recolhimento indevido a maior. De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF descrito no PerDcomp, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para restituição. Assim, diante da inexistência de crédito, a restituição foi indeferida. O contribuinte apresentou sua manifestação de inconformidade, ocasião em que demonstrou no PER/DCOMP que realizou o recolhimento a maior da contribuição em tela, tendo inclusive apresentado o Comprovante de Arrecadação. Acostou aos autos a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF e o Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais – DACON que atestam o valor correto da contribuição, de forma a comprovar o recolhimento indevido e a maior e, por conseguinte, a existência do crédito e a legitimidade do seu pedido de restituição formulado através do PER/DCOMP, nos termos da legislação de regência. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG) não acolheu a Manifestação de Inconformidade apresentada pela Recorrente, ao argumento de que: As razões de defesa ficam prejudicadas, porque o despacho contestado já reconhece o valor alegado para o pagamento indevido ou a maior efetuado por meio do DARF identificado no PER/DCOMP em questão. A razão da não homologação contestada é outra: consta do despacho em litígio que a restituição foi indeferida, porque o crédito já foi todo utilizado em compensações. Inconformado, o contribuinte apresentou o seu Recurso Voluntário, reforçando as razões já apresentadas em sede de sua Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Voto Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel O Recurso foi apresentado tempestivamente e preenche os demais requisitos para sua admissão. Portanto, dele conheço. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 08/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL Processo nº 13888.902816/201314 Acórdão n.º 3801005.200 S3TE01 Fl. 12 3 Verificase que o Pedido de Restituição foi negado pelo fato de a Recorrente ter utilizado o crédito em compensação. Ocorre que, consoante demonstrado pela Recorrente, o crédito oriundo do recolhimento indevido e a maior informado no PER e nas respectivas DCTF e DACON, entregues à Secretaria da Receita Federal do Brasil, foi, realmente, utilizado na compensação com débito da Recorrente informado em PER/DCOMP. Vejase, pois, que tratamse de dois pedidos: o primeiro deles relativo ao crédito oriundo do pagamento indevido ou a maior (Pedido de Restituição, apenas) e o segundo, atrelado ao primeiro, atinente à compensação do referido crédito com débito da Recorrente (Declaração de Compensação). E o que se está a se analisar aqui é o Pedido de Restituição. A princípio, caso se indeferisse o presente Pedido de Restituição, onde a Recorrente informou o crédito oriundo do recolhimento indevido ou a maior, conseqüentemente a declaração de compensação a ele atrelada seria não homologada. E, se assim procedêssemos, estaríamos também negando o direito do contribuinte à compensação. E o contribuinte, por sua vez, muito embora pudesse fazer jus ao direito creditório, teria esse direito tolhido sem sequer vêlo apreciado. É claro, contudo, que essa lógica só se mantém para o caso de a compensação não ter sido ainda homologada. De se salientar, porém, que a decisão da DRJ destaca expressamente que a compensação listada foi totalmente homologada. A homologação da compensação ensejou, via de consequência, o reconhecimento do crédito do contribuinte, objeto do Pedido de Restituição ora analisado. Tendo a autoridade fiscal homologado a compensação declarada na DCOMP, de fato, não há mais que se falar no acatamento do Pedido de Restituição, sob pena de o contribuinte beneficiarse duas vezes com o mesmo crédito. Isto posto, nego provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator Fl. 141DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 08/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
score : 1.0
Numero do processo: 10907.002976/2005-80
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II
Data do fato gerador: 06/07/2001
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, DECLARAÇÃO DE
NULIDADE DE LANÇAMENTO ANTERIOR E NOVO LANÇAMENTO.
PRELIMINAR DE NULIDADE.
Descabida a preliminar de nulidade de novo lançamento, tendo em vista que a nova formalização de Auto de Infração decorreu de autorização contida em decisão anterior, proferida por autoridade julgadora de 1° instância.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3202-000.188
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade de novo lançamento.
Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: José Luiz Novo Rossari
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II Data do fato gerador: 06/07/2001 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, DECLARAÇÃO DE NULIDADE DE LANÇAMENTO ANTERIOR E NOVO LANÇAMENTO. PRELIMINAR DE NULIDADE. Descabida a preliminar de nulidade de novo lançamento, tendo em vista que a nova formalização de Auto de Infração decorreu de autorização contida em decisão anterior, proferida por autoridade julgadora de 1° instância. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
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Recorrente IMPORTADORA DE FRUTAS LA VIOLETERA LTDA. . i Recorrida DRJ FLORIANÓPOLIS/SC ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II Data do fato gerador: 06/07/2001 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, DECLARAÇÃO DE NULIDADE DE LANÇAMENTO ANTERIOR E NOVO LANÇAMENTO. PRELIMINAR DE NULIDADE. Descabida a preliminar de nulidade de novo lançamento, tendo em vista que a nova formalização de Auto de Infra* decorreu de autorização contida em decisão anterior, proferida por autoridade julgadora de 1' instância. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. I ! Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiada, por unanimidade de votos, rejeitar a „preliminar de nulidade de novo lançamento. Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado 62e JOSE—LUIZ NOVO ROS SARI - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Tones, Heroldes Bahr Neto, João Luiz Fregonazzi e Gilberto de Castro Moreira Junior. Ausente justificadamente o conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda. 1 Presente o conselheiro Elias Fernandes Eufrásio. I H Formalizado em: 13 de outubro de 2010. elateirio Cuida-se de lide sabre exigência de Imposto de Importação acrescidos de ros moratórias, em decorrência de a fiscalização ter concluído que a empresa utilizou quota do imposto menor do que a devida no despacho aduaneiro de importação. 1 .. A descrição dos fatos encontra-se no relatório componente do Acórdão .. Oferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis/SC, que anscrevo e adoto, verbis: "O lançamento ora litigado decorreu da nulidade de lançamento anterior, declarada nos autos do processo n 10907.002761/2001-35, nos termos do Acórdão DRJ/FNS n' 2.769, de 04 de julho de 2003, que transcrevo: Assunto.: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 06/07/2001 Ementa. • DESCRIÇÃO DOS FATOS INDEVIDA, NULIDADE A indicação da existência de ação judicial com o mesmo objeto da autuação, não comprovada no caso concreto, compromete a validade do lançamento. RELATÓRIO Por meio do auto de infração de ji, 2, exige-se da contribuinte acima qualificada o Imposto de Importavao, na quantia de R$ 77.630,80, acrescida de juros de mora. Conforme "Descrição dos Fatos e Enquathamento Legal" de]? 3, a interessada submeteu a despacho de importação, poi meio da DI n°01/0672184-9, de 06/07/2001, a mercadoria 'pêssego em calda light", classificada no código NCM 2008.70 10, recolhendo o Imposto de Importação na aliquota de 14 % 12). Relata a fiscalização, no entanto, que a aliquota do II vigente na data de ocorrência do fato gerador do II seria correspondente a 55 %, segundo determina o art. 2" da Resolução Camex 17" 16/01 c/c art. 2", inciso .XIII do Decreto n°3 756, de 21/02/2001.. Destarte, o autuante passou à lavratura do auto de infração, pant exigência da diferença de imposto apurada, ressalvando, todavia, estar suspensa a exigibilidade do crédito tributário lançado, em virtude da interposição de Ação Declatatária corn Antecipação de Tutela (cópia anexada cis fis 14 a 18), na formado art, 151, inciso V do C7N, Ciente da autuação, a interessada apresentou a impugnação de fls. 22 a 29, defendendo que a aliquota do Imposto de Importação aplicável ao produto corresponde a 14 %, mencionando, entre outros, os textos da MP n°2.123/2000 e do Decreto n" 3. 626/2000. VOTO Preenchidos Os requisitos legais de admissibilidade, conhece-se da impugnação. S3-C212 Fl 142 111 acesso n°10907.002976/2005-80 p4r 1rido n "3202-00.188 1 1 J1 2 No caso dos autos, verifica-se a existência de questão preliminar que compromete a validade do lançamento, na ,forma como efetuado. Consta da Descrição dos Fatos do auto de infração que "o crédito tributário deste auto está coin sua exigibilidade suspensa nos terms do inciso V do art. 151 do Código Tributário Nacional, com a nova redação dada pela Lei Complementar n" 104 de 10/01/2001 (ação declaratória com antecipação de tutela constante dos autos n°2001 61.00.00010513-7 da 5" Vara Federal de São Paulo)". Ocorre, porém, que a mencionada Ação Declaratória n" 2001.61.00.00010513-7, anexada por cópia à.sfls 14 a 18, trata da concessão de tutela antecipada para suspender a exigibilidade do Imposto de Importação relativo c't Licença de Importação 00/1296617-4, enquanto o auto de infração refere-se et Declaração de Importação n01/0672184-9, de 06/07/01, que está vinculada a outra Licença de Importação, de ne 01/0651916-3 (fl 12). Sendo a Descrição dos Fatos elemento essencial para conferir validade ao auto de infração, nos termos do disposto no art. 10, inciso III do Decreto le 70.23.5/72, a indicação da existência de ação judicial com o mesmo objeto da autuação, não comprovada no caso concreto, compromete a eficácia do lançamento, tendo motivado, inclusive, a dispensa indevida da multa de oficio, sem amparo legal. Isto posto, voto no sentido de julgar nulo o lançamento de fi. 2, sent prejuízo da ,formalização de outro, em boa e devida na ,forma." Em face dessa decisão, foi efetuado o lançamento que ora se examina, desta feita não mais para prevenir a decadência do crédito tributário constituído ern razão de a aliquota do Imposto de Importação vigente A época do registro da Declaração de Importação reportada na autuação ser maior do que a aliquota utilizada pelo importador no cálculo do tributo recolhido no ato do referido registro. Desse novo lançamento consta a exigência da multa de oficio, que no lançamento anterior não fora exigida por força da tutela antecipada concedida em sede da Ação Declaratória ri° 2001.61..00.00010513-7. Em impugnação tempestiva, a autuada demonstra, mediante os extratos de licenças de importação juntados As fls. 84 a 89, que a importação em causa encontra sim proteção na tutela antecipada concedida nos autos da Ação Declaratória ri ° 2001.61.00.00010513-7, e que, portanto, a decisão estampada no Acórdão DRI/FNS nc 2.769, de 04 de julho de 2003, fora lastreada em equivocados fundamentos, para declarar nulo um lançamento que se encontrava perfeito. Com base no disposto nos arts. 145 e 149 do CTN, a impugnante defende a preclusão da matéria, haja vista que o lançamento ora litigado representa modificação do lançamento anterior que, indevidamente declarado nulo, não poderia sofrer modificações cuja introdução não tem amparo legal. Frisa que o caso em apreço, alem de não resultar de impugnação ou de recurso de oficio, também não se enquadra nas hipóteses em que se permite a revisão de oficio do lançamento. No mérito, como consta da própria impugnação, a matéria foi levada apreciação do poder judiciário. Processo n° 10907 002976/2005-80 , iNeárdilo n " 3202-00.188 S3-C2T2 Fl 143 3 S3-C212 i-ocesso n° 10907.002976/2005-80 córdão n 0320200.188 Fl 144 relatório." 0 julgamento de primeira instancia foi feito pela 1" Turma da DRJ em lorianópolis/SC, que concluiu pela procedência parcial do lançamento, por unanimidade de otos, nos termos do Acórdão DRI/FINS n° 07-12.884, de 13/6/2008 (fls. 100/104), cuja ementa ispCie, verbis: "ASSUNTO: Imposto sobre a Importação - II Data cio fato gerador: 06/07/2001 AL/QUOTA, NULIDADE. VIA JUDICIAL, MULTA. Da declaração de nulidade de um lançamento decorre sua exclusão do mundo juridic° e não pi eclusdo da matéria. Rejeitada a :ptelinzinar de nulidade argüida A matéria levada à apreciação do poder judiciário tem inibida sua apreciação na esfera administrativa, devendo ser declarada, nessa esfera, a ciefinitividade da exigência do credito nibutário correspondente. Incabível o lançamento de nuilta de oficio na constituição de crédito tributário cuja exigibilidade esteja suspensa judicialmente. Lançamento Procedente em Parte" O órgão julgador concluiu, a vista do voto do relator, que a decisão proferida os, autos do processo nr° 10907.002761/2001-35, nos termos do Acórdão DRJ/ENS 2.769, ,2003, assentou-se em base equivocada, tendo em vista que a tutela antecipada concedida a artir da Ação Declaratória alcançava a matéria de que se constituía o lançamento anulado por 1. , quela decisão, bem como a de que se constitui o novo lançamento. A respeito, acrescentou ue da declaração de nulidade de um lançamento decorre sua exclusão do mundo jurídico e não preclusão da matéria, concluindo que o novo lançamento está juridicamente perfeito, não ,)endo que se falar em sua nulidade. Em vista do disposto no art. 63 da Lei n° 9.430/96, Ulgou improcedente a exigência da multa de oficio. A interessada recorre apresentando as alegaçaes de fls. 115/131, em que atifica os argumentos já trazidos em sua impugnação, pertinentes à preliminar de nulidade do uio de Infração, por ausência de fundamento legal que autorize o novo lançamento, Cr6centando que a questão de mérito, pertinente a. alíquota de importação, é matéria que esta .11 endo discutida na esfera judicial. Em acréscimo, insurge-se contra a exigência da multa de Ora de 20%, que constou no aviso de cobrança expedido pela Inspetoria da Receita Federal d brasil em Curitiba/PR, alegando não ter o menor cabimento no caso ens apreço. Pelo exposto, requer a reforma do Acórdão recorrido, com o acolhimento da reliminar de nulidade do Auto de Infração; caso se decida apreciar o mérito, requer seja r, ulgado improcedente o lançamento; alternativamente, pugna pelo afastamento da multa Oratória. É o relatório. i ! Processo n° 10907.002976/2005-80 Acórdão n '3202-00.188 S3-C2T2 Fl. 145 Voto 5 Conselheiro JOSÉ LUIZ NOVO ROSSARI, Relator O recurso voluntário é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razões por que dele tomo conhecimento. Cuida-se neste recurso apenas da preliminar de nulidade do Auto de Infração e da exigência da multa de mora, visto que o mérito da matéria — aliquota incidente na importação - é objeto de ação judicial, o que é admitido inclusive pela recorrente. Preliminar de nulidade do Auto de Infração A recorrente suscita a nulidade da peça básica, argumentando a ausência de fundamento legal que autorize o novo lançamento, visto que este não se enquadra em nenhuma das hipóteses previstas no art. 145 do CTN, que trata da alteração do lançamento, como também não se enquadra em nenhuma das hipóteses do art. 149, que trata da revisão de oficio 'do lançamento. Verifica-se que o caso sob exame teve origem em um primeiro lançamento (processo n° 10907.002761/2001-35), declarado nulo pela DRJ por considerar não comprovada existência de ação judicial, visto que essa ação estaria ligada a licença de importação diversa da que amparou a operação de importação objeto de ação fiscal. No entanto, a decisão anulatória ressalvou, ao final, a possibilidade de formalização de novo Auto de Infração, em biia e devida forma, restando extinto esse processo. 11%1 Com base nessa decisão, novo Auto de Infração foi lavrado, tendo feito parte do mesmo a cópia integral do processo administrativo fiscal que embasou o Auto de Infração anterior, apenas que acrescido da multa de oficio de que trata o art. 44, I, da Lei n 9. 9.430/96. Pelo exposto, resta claro que não se trata, aqui, de arguição do art. 145 do Cri l-N aventado pela recoil ente, visto que esse artigo refere-se a situações em que é possivel a Iteração do lançamento, enquanto que no caso presente não se está tratando de alteração de ldnçamento, e sim, de instauração de novo procedimento, porque o processo anterior foi extinto ei!n. curso de processo administrativo fiscal, deixando de existir e de ter qualquer efeito jurídico. 0 que se verifica é que o julgamento referente Aquele processo fundou-se em base equivocada, ao concluir que a LI que pertinente ao despacho de importação era diversa da LI que serviu de base para a ação judicial (o que se verificou por ocasião do segundo • julgamento que aquilo não correspondia h realidade dos fatos). No entanto, naquela mesma decisão o órgão julgador observou a possibilidade de ser efetuado novo lançamento. Destarte, mesmo que tenha se equivocado quanta à indicação da correta LI e decidido pela nulidade do Auto de Infração, o órgão julgador assinalou, ao final, que tal nulidade do lançamento estava sendo declarada "sem prejuízo da formalização de outro, em l boa e devida forma". 1 cesso o. 10907 002976/2005-80 S3-C212 c6rdilo n ° 3202-00.188 Fl 146 E em vista dessa decisão foi formalizado um novo Auto de Infração, no A bito de novo processo, como consta na descrição dos fatos, do que decorre a existência de ocesso fiscal distinto, em vista da extinção do anterior. Destarte, também nãO se trata de estionamento sobre a aplicação do art. 149 do CTN, que trata da revisão de oficio do çamento pela autoridade administrativa, visto que no caso presente o novo lançamento foi torizado pela autoridade julgadora. O novo lançamento submete-se, isso sim, h. regra do art. 142, parágrafo único, I II CTN, que estabelece que a atividade administrativa de lançamento é vinculada e o n atória sob Dena de responsabilidade funcional. No caso, verifica-se terem sido satisfeitos dos os requisitos formals e previstos no Decreto nQ 70.235/72 para. efeitos de formalização da , . ça básica, razão pela qual entendo deva ser rejeitada a preliminar suscitada. Diante do exposto, voto por que se rejeite a preliminar de nulidade e se negue Eivimento ao recurso voluntário. Multa moratória Quanto h. multa moratoria exigida da recorrente, trata-se de matéria que não parte da lide, visto que não foi objeto de lançamento. No entanto, deve ser observado pela unidade da RFB que no Auto de fração foi exigida tão somente a multa de oficio prevista no art. 44, I, da Lei IV 9.430, de 96, por insuficiência de recolhimento do Imposto de Importação por ocasião do despacho uaneiro de importação, tendo sido tal penalidade excluída pela decisão de primeira instância vista do disposto no capzit do art. 63 dessa Lei. Outrossim, considerando que a lide sobre a exigência do imposto está sendo scutida na esfera judicial, a matéria está regulada pelo § 2' desse art. 63, que estabelece, ibis: "§ 2° A interposição da ação judicial favorecida com a medida interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dies após a data da publicacão da decisão judicial que considezar devido o tributo ou contribuição," (destaquei) Assim, como não se trata de multa moratória objeto de lançamento no Auto Infração e, ainda, por se verificar a existência da suspensão da exigibilidade do crédito butário mediante concessão de tutela, caso em que tem plena aplicação a norma acima .nscrita, a multa de mora somente deverá set exigida se descumprido o prazo de 30 dias ali tabelecido, no caso de decisão judicial desfavorável à impetrante. Por isso, assiste razão h. corrente no que pertine ao descabimento da multa de mora de 20% no curso deste processo. Sala das Sessões, em 30 de setembro de 2010. JOSE LUIZ NOVO ROSSARI ii
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Numero do processo: 10980.729498/2012-03
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008
CONCOMITÂNCIA. PROPOSITURA DE AÇÃO JUDICIAL COM MESMO OBJETO. NÃO CONHECIMENTO.
Alega a contribuinte existir necessidade de suspensão do processo administrativo em razão da existência de discussão prévia da mesma matéria na esfera judicial - ação ordinária nº 2009.70.00.024319-4. Dito isso, importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial, conforme disposto no enunciado da Súmula CARF n. 1:
Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Numero da decisão: 2301-004.279
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
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PROPOSITURA DE AÇÃO JUDICIAL COM MESMO OBJETO. NÃO CONHECIMENTO. Alega a contribuinte existir necessidade de suspensão do processo administrativo em razão da existência de discussão prévia da mesma matéria na esfera judicial - ação ordinária nº 2009.70.00.024319-4. Dito isso, importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial, conforme disposto no enunciado da Súmula CARF n. 1: Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. MARCELO OLIVEIRA - Presidente. Fl. 226DF CARF MF Impresso em 13/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/ 04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR 2 MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR - Relator. EDITADO EM: 13/04/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), DANIEL MELO MENDES BEZERRA, CLEBERSON ALEX FRIESS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, ADRIANO GONZALES SILVERIO. Relatório Integram o processo sob exame os Autos de Infração (AI’s) abaixo citados, lavrados durante auditoria fiscal procedida junto à contribuinte, ora recorrente: AI DEBCAD n.º 37.389.1296,consolidado em 17/12/2012, referente à exigência de R$ 13.757.578,12 em Contribuições Previdenciárias a cargo da empresa,incidentes sobre remunerações pagas a segurados empregados e a contribuintes individuais prestadores de serviço à empresa, não declaradas em GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) e não recolhidas à Previdência, nas competências de01/2007 a 13/2008. AI DEBCAD n.º 37.389.1300,consolidado em 17/12/2012, referente à exigência de R$ 3.356.145,69 em Contribuições Destinadas a Outras Entidade ou Fundos(Terceiros), incidentes sobre remunerações pagas a segurados empregados da empresa, não declaradas em GFIP e não recolhidas à Previdência, nas competências de 01/2007 a 13/2008. O Relatório Fiscal refere-se aos dois Autos de Infração acima citados. O lançamento sob exame, foi realizado a fim de prevenir a ocorrência de decadência do direito de constituir debito previdenciário relativo a contribuição patronal e a Contribuições Destinadas a Outras Entidades ou Fundos (Terceiros), em virtude de ação judicial (Ação Ordinária 2009.70.00.024319-4) que discute o cancelamento do direito da recorrente a isenção de contribuição previdenciária patronal e de contribuições destinadas a terceiros. As bases de cálculo apuradas pela auditoria foram os salários – de – contribuição declarados pela recorrente em GFIP’s. Na impugnação a recorrente traz as alegações que seguem: As contribuições previdenciárias patronais e de terceiros exigidas no processo sob exame, estão com exigibilidade suspensão, em razão de ação judicial. A contribuinte preenche todos os requisitos para desfrutar da imunidade tributária relativa as contribuições de custeio da Fl. 227DF CARF MF Impresso em 13/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/ 04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 10980.729498/2012-03 Acórdão n.º 2301-004.279 S2-C3T1 Fl. 227 3 seguridade social de que trata o Art. 195, § 7º, da Constituição Federal de 1988. Quando a contribuição destinada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a legislação sob regência, (Decreto nº 87.043/82, Medida Provisória nº 1.518/96, convertida na Lei nº 9.766/98), afasta expressamente essa cobrança de entidade de assistência social. Referente à cobrança de contribuições ao SESC, SENAC, SEBRAE e INCRA, não há referibilidade nessas exigências em relação as atividades desenvolvidas pela ora recorrente. Alega que inexiste lei que autorize a exigência de contribuições destinadas ao SESC, SENAC e SEBRAE de entidades de assistência social, sem fins lucrativos, como a recorrente, assim a exigência viola o princípio da legalidade tributária previsto no Artigo 97 do CTN. No que tange a exigência de contribuição ao INCRA, esta não pode subsistir, pois as leis 7787/89 e 8212/91, embora tenham fixado as contribuições que deveriam ser pagas pela pessoa jurídica, incidentes sobre a folha de pagamento, não mencionaram a contribuição ao INCRA. Diante dos autos de infração, bem como da impugnação da ora recorrente, os membros da 5ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (PR) acordaram em julgar improcedente a impugnação e manter o credito tributário exigido, conforme ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 AÇÃO JUDICIAL CONCOMITANTE. RENÚNCIA CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. MATÉRIA DIFERENCIADA.ACOMPANHAMENTO JUDICIAL. SUSPENSÃO EXIGIBILIDADE.RECURSO ADMINISTRATIVO. POSSIBILIDADE. A propositura de ação judicial implica renúncia a contencioso administrativo no tocante à matéria em que os pedidos administrativo e judicial sejam idênticos, devendo o julgamento ater-se-à matéria diferenciada. CONTRIBUIÇÃO AO FNDE São isentas de recolhimento de contribuição destinada ao FNDE as organizações hospitalares e de assistência social, desde que atendam aos requisitos estabelecidos nos incisos I a V do art. 55 da Lei no 8.212, de1991. CONTRIBUIÇÕES AO INCRA/SEBRAE Tendo as contribuições destinadas ao INCRA e ao SEBRAE natureza jurídica de intervenção no domínio econômico, não é necessário que os seus contribuintes sejam diretamente beneficiados pelas atividades decorrentes da aplicação de seus recursos. CONTRIBUIÇÕES AO SESC/SENAC As empresas prestadoras de serviços médicos e hospitalares devem recolher as Fl. 228DF CARF MF Impresso em 13/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/ 04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR 4 contribuições destinadas ao SESC e ao SENAC, porquanto enquadradas no plano sindical da Confederação Nacional do Comércio,consoante a classificação do artigo 577 da CLT e anexo, recepcionados pela Constituição Federal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Intimada da decisão no dia 29/07/2013 a recorrente protocolou Recurso Voluntário em 28/08/2013. Em sede de preliminar, alega a contribuinte existir necessidade de suspensão do processo administrativo em razão da existência de discussão prévia da mesma matéria na esfera judicial, ação ordinária nº 2009.70.00.024319-4. A ação judicial, após vários recursos, encontra-se em fase de Recurso Especial e Extraordinário, os quais continuam pendentes de julgamento. Assim alega a recorrente que como a decisão de primeira instancia foi favorável em julgar procedente o pedido da parte para reconhecer a imunidade tributária relativamente às contribuições previstas nos artigos 22 e 23, da Lei nº 8212/91 e o recurso interposto pela União não possui efeito suspensivo, a tutela confirmada por sentença prolatada em primeira instância não perdeu sua eficácia. E assim, como a exigibilidade está suspensa, entende a recorrente que o processo administrativo não pode prosseguir até o deslinde da controvérsia da esfera judicial. Nos juros de mora, alega a recorrente que não há que se cogitar na aplicação de juros de mora, na medida em que não existiu qualquer atraso do pagamento ou inadimplência, tendo em vista que a exigibilidade do credito se encontra suspensa por força de ação judicial. Quanto as demais matérias objeto dos autos de infração e objeto do acórdão recorrido, a recorrente, em sede de Recurso Voluntário reitera as alegações presentes na impugnação. Por fim, requer a suspensão do processo administrativo até o termino do julgamento do processo judicial nº 2009.70.00.024319-4, subsidiariamente, requer o acolhimento do Recurso Voluntário para julgar totalmente improcedente o lançamento que deu origem aos autos de infração impugnados, cancelando a exigência relativa aos meses de 01/2007 a 13/2008. É o relatório. Voto Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior - Relator CONCOMITÂNCIA DISPOSITIVO Portanto, NÃO CONHEÇO DO RECURSO VOLUNTÁRIO interposto. É como voto. Fl. 229DF CARF MF Impresso em 13/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/ 04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 10980.729498/2012-03 Acórdão n.º 2301-004.279 S2-C3T1 Fl. 228 5 Manoel Coelho Arruda Júnior - Relator Fl. 230DF CARF MF Impresso em 13/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/ 04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Relatório Voto
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