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Numero do processo: 10831.000476/91-03
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 15 00:00:00 UTC 1992
Numero da decisão: 301-00.858
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao DIC - Departamento da Indústria e Comércio (BEFIEX), através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE THEODORO MARCARENHAS MENCK
1.0 = *:*
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INÓÚSTRIA E COMtRCIO. • Re cor-rid a IRF - VIRACOPOS - SP. R E S O L U C Ã O N9 301-858 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Tereciro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o jul gamento em dili~ência ao DIC - Departamento da Indústria e Comércio' (BEFIEX), atraves da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, m 15 de outubro de 1992 . • ITAMAR V VISTO EM SESSÃO DE: 1 6 FEV 1993 - Relator. da Faz. Nacional. Participaram,ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LUIZ ANTONIO JACQUES, RONALDO LINDI MAR JOSt MARTON, SANDRA MfRIAM DE AZEVEDO MELLO, JORGE CLfMACO VIEI~ RA (Suplente). Ausentes os Cons. JOÃO BAPTISTA MOREIRA, MADALENA PIREZ RODRIGUES e OTACfLIO DAN1AS CARTAXO. :, ~ .~ ..,. DAMEFP/DF. SECOS "' 041/'2 • ~. H. ;,."J,) ~I-------- MEFP lERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES~ I".T:CUW';O 1"10 :1.:1.')" '/Oi) I":E::SCJ!..UÇ;AO r':i::COF;:I',E::I'-rn:: SA])It, CC)I-.iCOI:WIA ~:vt,Ii'IDt1~:;TI";I(~ E li':I E (I ;)lr'(I')'I:I"Dê, " Ir:(1")';.,'1/" 'r'I'~IIII;')'A[:J(Cl'IC~(I~)'UI~;;I'0'.:',(' ;11::1::1'.11"1" c'••• o,, ••• l"i .. "I. ,d .• 0.0 ••• \. • •• ••• • '''1. ..• ,'! i "... I j,.) IYIEI'ICi<" I'(EI...ATCll:(IQ. j\ PRIMEIRA CAMARA" 1'10 :":~()l....n~jn / COI'IEI'(CIO" -2- A eil'pl~e~~;0 in)~)()I,..tC)l.lillev'c:a(j(JI~j.a c:lentr'o (:10 lJI'"(Jglrafllcl BI:~:'- • F;II~:X:! cles~c:r'everl(j()'-'a c:(](nc] J.inlj,ta(j()f' de tor'q,~e al.lt(:)máti(:(:)~r nlode:Lc:) 6()6!1 cc),n tOlrqll8 nláx:i(ne) (:10 lj,,,250 :L!:) x f)(J:L:1 (:(;)n1f)].etc) C:;()'ll()~; (::cJmç)C)flOI'lte (je c:on t r'o:1. (.::! p,,';'( ,,"\;' (]. P";\i n (~\:I. C(.;.)I")t ,r <':\ ],~; c.:' d (.:.~c:], ,,':1.f"DU CDITIO 'f ,,':'t b I":i. can te.:.:' 04-(:) ll":.a j'" l..l~:;r;~~ • ~:~E~'l:.f'at(":1.I" ,nA x:L mo cl (0:.:, Co""p" U~:~{~~~ E:nl ato (je (:(JfI1;ei"êl'lcia 'F:Lsic:a da (llef'(::a(j(JI":ia:1 (:(:)rl~~~tat(Jl.l'-' de :1.in1j.tadc)I" (je tIJV'(ll.le 0l.lton1Atj,(::C)!1 nlo(je:lo 6()6!! (::C)nl J.inl:i.te 22,,5()() J.b x ~)C):!. e (:C)nlO 'f:at)l"j.(:arlte a 11Amel":i(:arl A(.l.tC)gIAalr(i Em r'd:<:~';\:) d:i.~~;~i;C)'fo:i. li:"l.vl"(':\c!o Ef.U-l:.D cl(-":~ :i.n'FI"i:}.~i:A;()!1 nD qu<:\l s(-) clec::lalrava a IJel"da d(J IJel'le.r:ic:ic) 1::L!s(:a:lp (:C)nl a c:c)rlS~e(l~iel'l.te (::c)IJlral')~~ados; :i.(HpC)~~;to~:;dia imp()l".t~':\~i:é~()(.:.)d(o:.~ pl'''odutD~:; :i.ndu~:;tv':i.~':\l:i.zadD~:;:1(.:.~~:;(.:.~i;\p(.:.~n.;':\va (':\ ern~)v'esa (:0(1) as nll.l:l.tas~)v'evista~5 11C)S alPtigo15 524 e 526, IJ: d(J !:~eql.l:La"" n1811t(:) Acll.lar1s:LI"(J (F~A)" t1 (-:.~mp I'''<-:'~~:;i:\ ';::.01 :i. c:i. tou a :I.:i.b(o:.)V'(':\ ~;:(:\é) da (H(.:.:V' C:i:'~do I' :i. a!1 (';'\0 mf'.\~::.ITID tenlp(J 0111 CII.le ajJI"eS81'ltOl.l Sl.l0 j.nlp'Agl'la~:~J lla (l;lal aJ.ega CI'je~ (';'\ :i.if! PC) r' tEt ~;:/{D am p(':\ r' EI.cI(':'1. PC) V. 11 e IPI" r:-:. • • ~ ~a nll.l:l.tadc) av ..t" 524 aIJ:li(:a s;e enl v'aza(J (je (j0(:::lara~ac) :~..I:l (:! 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(.:-:,.t=abl":i.c,';'.ntc.: ~::.~';\() d (.:,v :i. d D ':::. ~:\ c.:.)n c.:;a ri D C o m C) t :i. d o P c.) :I.o (.) x PC)''" t. {':\d o I'" ( A], 1.,:.,';'1.I") !I (~lle 'f:(JI"I'le(:eLla fatl.ll"a ~)r'(~-.i:c)v'ma CC)nl (:)S (la(j(J~s (::(J!l!s.tarl .... te.:.)'::; n(':'. GI!i ~1:)V'()v:i.(:!el'l(:j.C)ll a c:C)I'I"e~:ao cle~:;~~e~~(1a(jcJs; al'ltes; clc) de~~ern'" IJal"a~~() (ia n1el'c:aclc)I':l~; ;) • • -3- l:;~f:~c" 111.,/." ()Ol~" F~(~.~~:;":':")0:1.".0 ~.:.'~:~ Por' PI"OPD~:~'l:.i:td~:t ~:)ErçTF:I -fo:i. C:Dn~::.ul t(":\do (J ÔV"q(;{'() (.:.!m:i.~:;~:;D!" (:12 (3:1: 2(:eV"(:2 (j(J va],()r" da (Iler'(:a(jol~j.a, ,já Cll.te 2 (:2~)ac:j.(la(le cio fIV"(JcILl't<:) i(111:)ClV"tad() é () clolJI"(:) (:12 c:açJac:ida(:!e (:10 de(:J,av"aclc)" 1~:(ll 1"e~51:)(J~;ta 'fc)j, di'tc] qUf::' n(';\() houve-:,! E~l t(':'!"(':\~i:(';\b clf~ P!"'(.::!~;:o,, (:) (:\u tDl'" do 'fEli t(:> m<';\n:i.. fü!tDU ....~:~(.:.:p(.:.:1 a m<':i.nu tl,::-:n~;:(':\b dD (;l.Ut.e; ~l I'}C)(~L\e 1:()j. segl,liejc) flela 2LltC)I"i(:la(je ele pv'ifne:i.lra :i.1'1~;t~11Cj.2" :[11(:C)I'l'f:CII"n12daa efl)IJI"e~~aI"ec:o~r'e a e~~~te cc):I.egiado 8(11 pe~a q U(.:,;' 'f ,':).:.c: Et ~:~ ~:;.(.:,:,c,:.lu :i. n t(.:,:,~:; pDn eI (-:.! r'~':\~;:()(,:,;.~:~:: ,':i. ~:~ :i. ~;~(,:.~n ~;:Of::' ~;; c Drl CE' d i das p~":\V.,':\ :i. (I) Po 1""'t ,':\~;:c)f..~~;~~":\o ,':\ b v. i (,:,Io d (.:, PV'(Jgl"a(lla~~; BJ~F~]:E~X8nc:oI1'tl"am'-~;e (:c)r)di(::iol'lad(J~; à cle~~.tj," n~':\~;:,':"1. Cl d D (':';'q u :i, p ,':\in (.:.~n to (.:. (':\ ,i:\ ~:; S Un ~;:,.fb cl(':'! 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C) CJ D :i, ri (':t p:l. :i, c:~f\Vi~;! :I. l:'l, (j(J al,.t" 526, II e 110rl) a~s (ji1:el~erl~:a~; aç)(:)l.)'ta(ja~s 'f:ie:am (li.zev' 'tl"ataJ"'-'se ele (Jlj'tl~a mel"c:a(j(Jr'ia~ muI ti,\ ju;:,t:i." r'l{':\() .rD:i. comun :i. cEl.dC) dEI. con c]. u ~;;,':\() cID l":~.udo Nexi.sterlte 11() ver~;(:) cla~; 'f::l~5,.32:1 J,C)gC) I'la(] p(J(:le COI'l~i:i(:le~a(:lc)~ p():i~s i.~;~~(:)ac:al"I"e.tal~:i.a (:er'c:eanlel'l't() (je ~:~{.:.:,I'" d(,:,~'''' • ... !", I" J '"\ '1 ')'1 'I "'.'"11{;tO )OU\I.';. (,ltl~:....CIU~~'.1 IJal~te da e,npl~e~sa., P°l'"' • • • -4- j=;:(.:,,\ c" :I.:l.{~" (~;')04" Pf~E" ~':>O:l.....B ~:.iB y. 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Numero do processo: 10845.005414/90-86
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 21 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 301-00.886
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos,em converter o julgamento em diligência ao Labana-Santos e ao I.N.T., através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: RONALDO LINDIMAR JOSÉ MARTON
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decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos,em converter o julgamento em diligência ao Labana-Santos e ao I.N.T., através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
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DRF - SANTOS - SP Recurso n~ .. Re corrid Re corrente: VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos,em converter o jul- gamento em diligência ao Labana-Santos e ao I.N.T., através da Repar tição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar' o presente julgado. Brasília-DF, e 21 e agosto de 1993. •J Presidente JOS~ MARTON - Relator ,LJ\/\) • ,• RUY RODR GUES DE SOUZA - Procurador da Faz. Nacional VISTO EM SESSÃO DE: 2: OUT 1. 93 Participaram, ainda, do presente julgamento os seçuintes Conselheiros: JOÃO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, JOS~ THEODO- RO MASCARENHAS MENCK, MIGUEL CALMON VILLAS BOAS e MARIA DE FÁTIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO. Ausente o Coso LUIZ ANTÔNIO JACQUES . OAMEFP/OF- SEC08 Hq 041/92 - .l.H. .\ J ''-: ---------------------------------------- • MINIST~RIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES IRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 114.741 -- RESOLUGAO N. 301-886 RECORRENTE: UNION CARBIDE DO BRASIL LTDA. RECORRIDA DRF - SANTOS - SP RELATOR RONALDO LINDIMAR JOSE MARTON 2 R E L A T O R I O E v O T O • • • • Em ato de revisão aduaneira, e em decorrência de LAUDO téo- nioo do LABANA, foi lavrado o Auto de Infraoão de fI. 1, exigindo-se diferença do Imposto de Importação e do IPI, além da multa prevista no art. 364-11 do RIPI, acompanhada de multa e juros de mora relativos ao Imposto de Importação e juros de mora relativos ao IPI. De aoordo com o menoionado Auto de InfraGão, a importadora submeteu a despacho pro- duto descrito como sendo "Complexo de transesterifica,~ão de silicato de etila e diversos sais de estanho e polisilioatos (Catalisador ADA-3) ", classificando-o no código 38.19.15.99. Porém, de acordo com o Laudo laboratorial, o produto foi identifioado como sendo "Preparação para vulcanização (endurecedora para elastômero) a base de composto organo-estanhoso e alquil silicato (agentes promotores de ligações cruzadas), com classificação no código 38.19.14.00. Na impugnação, a autuada alega, em síntese, que o produto importado é comercialmente designado "CATALISADOR ADA-3", tratando-se de oatalisador sem similar naoional, utilizado espeoificamente para polimerizaGão de elastômeros de silicones; que o produto importado não é "preparação endureoedora"; que o agente de endurecimento contido nas "preparaçõês endureoedoras" é comumente utilizado para materiais que aceleram ou precipitam a cura de resinas sintéticas em geral, as quais encontram aplicações comuns na produção de tintas, vernizes, colas pa- ra madeiras, oarpetes, tecidos, papéis, etc; que essas resinas sinté- ticas são curadas por aqueoimento pois o agente de endurecimento já está inoorporado na sua composição (o que significa que são monooompo- nentes); que as preparaoões elaboradas à base de resinas sintéticas tem estruturas tridimensionais; que o produto "CATALISADOR ADA-3" é utilizado na produção de determinado produto para fins odontológico; que o produto "CATALISADOR ADA-3" é uma composição complexa de produto de transesterificação de silioato de etila e diversos sais de estanho e polisilioatos e, diversamente das "preparações endurecedor-as", tem por base os elastômeros de silicones do tipo RTV; que as preparaoões catalisadoras tem estrutura linear, e somente ouram quando adioionado às mesmas um segundo componente (ou seja, um catalisador e agentes de promoção cruzadas); que a impugnante apresenta quesitos a serem subme- tidos à apreciação do LABANA; que, caso o Auto de Infração não venha a ser julgado totalmente improcedente, protesta pela não oabimento da multa prevista no art. 364-11 do RIPI. A autoridade preparadora solicitou novo pronunciamento do LABANA, tendo sido emitido a INFORMAÇAO TECNICA n. 159/90, a qual leio em Sessão (fls. 61/63). Destaco a seguinte deolaração, oontida na re- fer-ida INFORt1AGAO TECNICA: " O produto em epígrafe, segundo as análi- ses efetuadas, comporta-se como uma preparação endurecedora (para oura ou vuloanização) para silicone, à base de Composto Organo Estanhoso /' GJ~ •..• • 3 Rec. 114.741 Res. 301-886(;> de liga~ões cruzadas). é consumida durante a MINISTéRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES (acelerador) e Alquil Silicato (agente promotor Não se trata de preparação catalisadora porque reação de reticulação e não é recuperada". A autoridade de primeira instância julgou a ação fiscal pro- cedente, fazendo constar da ementa o trecho da informação técnica aci- ma destacado. No recurso de fls. 81/84, a autuada alega, em síntese, que a INFORMAÇAO TECNICA n. 159/90 não é conclusiva e suficiente para manu- tenção das exigências decorrente do desenquadramento do produto deno- minado comercialmente "CATALISADOR ADA-3"; que o LABANA incorre em uma série de equívocos; que o produto em questão é utilizado especifica- mente para polimerização de elastômeros de silicones; que o produto é elaborado e especificamente recomendado para fins paramédicos e odon- tológicos, não se prestando a qualquer outra finalidade; que catalisa- dores podem sem recuperáveis ou não; que o que é decisivo é o fato de o produto participar ou não da r'eação; que o ..ADA-3" impulsiona ou promove a reação, mas não participa da estrutura química do produto; que um catalísador pode ser recuperável ou não, mas uma "preparação endurecedora" jamaís poderá ser recuperável; que diversamente das preparações endurecedoras" (que são produzidas à base de resina sin- tética) as preparacões catalisadoras (como é o caso do CATALISADOR ADA-3) tem por base os elastômeros de silicones do tipo RTV, e tem es- trutura linear (ao contrário das "preparações endurecedoras"), que a recorrente protesta por diligência ao LABANA e ao I.N.T., para que se- jam respondidos os quesitos que apresenta. Diante do exposto, voto no sentido de ser atendidaa preten- são da recorrente, convertendo-se o julgamento em diligência ao LABA- NA-Santos e ao I.N.T., notificando-se previamente a Fiscalização pa- ra, se quiser, aditar quesitos. ., Sala das Sessões, em 26 de agosto de 1993 . • 19l MARTON - Relator 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 10845.009978/92-03
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 302-00.930
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da repartição de origem, na forma do relatório e voto que passa a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
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MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N9 10845-009978/92-03 mfc Sessão de Recurso n~ " 07 de julho de 1.99_3 115.507 •ACORDA0 N! _ VIDRARIA ANCHIETA LTDA • Recorrente: Reconid DRF - Santos - SP R E S O L U ç ~ O N. 301-930 • •I I I • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da reparti~~o de origem, na forma do relatório e voto qu passa a integrar o presente julgado. Brasilia-DF., em 07 e julho de 1993 . - Presidente VISTO EM 'gnl2 5"F EV .',' '{Lo.SESS~O DE: "'" Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: Fausto de Freitas e Castro Neto, Ronaldo Lindimar José Marton, José Theodoro Mascarenhas Menck, Miguel Calmon Villas Boas e Maria de Fátima Pessoa Mello Cartaxo. Ausente o Conselheiro Luiz AntOnio Jacques. DAMEFP/oF - SECOS N2 041/92 _ J. H. • • • • 2 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 115.507 - RESOLUÇ~O N. 301-930 RECORRENTE VIDRARIA ANCHIETA LTDA RECORRIDA DRF - Santos - SP RELATOR JO~O BAPTISTA MOREIRA R E L A T O R I O Adoto o Relat6rio integrante da de~is~o re- corrida, de fls. 31 "et seqsll, "ut infr-all: 1 - O FATO : Confer~n~ia Aduaneira. Consta que, a firma VIDRARIA ANCHIETA impor- tou, amparada na G.I. n. 018-92/047.487-2, submetida a des- pa~ho através da De~lara~~o de Importa~~o n. 040455, de 18/09/92, "blo~os ~ru~iformes eletrofundidos, fabri~ados SOb • encomenda para uso em c~maras regeneradoras de fornos de fu- s~o de vidrosll, classificando a referida mercadoria no códi- go TAB G815.99.0100, ~om direito ao "EX" estabele~ido pela Portaria MEFP 514, de 13/07/92. Que de a~ordo ~om o Laudo de Assist~n~ia Té~- ni~a SETCDE 1368/92 (fls. 10), a mer~adoria ~onsiste de pe- ~as refratárias eletrofundidas, onde os ~omponentes da mis- tura s~o fornos elétri~os a ar~o, fundidos e vasados em mol- des de grafita, tendo a forma de pe~as em ~ruz, Es~lare~e, mais, o assistente designado, que de acordo com a forma f1- si~a de apresenta~~o, os produtos refratários podem ser di- vididos em dois grupos: formados e n~o formados. Os forma- dos, como o próprio nome indica, apresentam formas definidas como paralelos, cunhas, arcos, circulares, radiais, pe~as com formatos especiais, etcll, terminando por emitir o se- guinte Parecer Conclusivo: "Verificamos pe;:as com formatos especiais cruciformes eletrofundidas para uso em fornos de fus~o de vidrosl •• Por tais raz~es, a mercadoria objeto da D.I. n. 040455/92 está ex~luida do "EX" men~ionado, ~lassi- • fi~ando-se ~orretamente no ~6digo NBM/SH 6815.99.0100, ~om as seguintes aliquotas: 1.1. - 151. e I.P.I. - 101. • Que ante o exposto, com fundamento nos arti- gos 80, 86, 87, 89 e 99 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo De~reto n. 91.030/85, De~reto n. 97.409/88 e Portaria MEFP 58/91, fi~a ~onstituido o ~rédito tributário ~onstante do Auto de Infra~~o (fI. 01), que deverá ser a~res~ido dos en~argos legais quando do seu efetivo re~olhimento. Demonstrativo dos ~ál~ulos de 1.1. e I.P.I.: • Base de ~ál~ulo Cr$ 141.332.466,16 Cr$ 162.532.336,08 Aliquotas 151. (I. I . ) 101. (I. P . I . ) Valor do Imposto Cr$ 21.199.869,92 Cr$ 16.253.233,60- Cr$ 14.133.246,62 Cr$ 2.119.986,98 • • • 3 Rec.: 115.507 Res.: 301.930 2 - A DEFESA: fls. 17/18 Tempestivamente, a autuada impugna as exig~n- cias constantes do Auto de Infra~~o (fI. 01), conforme: a) que importou da firma SOCIETE EUROPEENNE DES PRODUTS RE- FRACTAIRES 372 blocos cruciformes eletrofundidos, confor- me o descrito na Declara~~o de Importa~~o n. 040455, de 18 de outubro de 1992; b) que o Engenheiro Telmo Amaro Costa de Lapa confirma em seu laudo técnico (fls. 10) serem as pe~as examinadas de fato blocos cruciformes eletrofundidos. Prossegue com ou- tras considera~~es sobre as afirma~~es do técnico certi- ficante; c) ser evidente que o "EX" estabelecido pela Portaria MEFP. 514, de 13/07/92, visa complementar apenas os blocos e placas de material refratário eletrofundido, exigindo o pagamento de impostos às pe~as de formato comum, tijolos, ladrilhos, etc. que s~o fabricadas no Brasil; d) que é muito frágil a base do presente Auto de Infra~~o, que se lastreou na troca da palavra Bloco pela palavra Peç~, talvez influenciada pelo laudo técnico, que insiste em definir as mercadorias importadas como I'peids com for- matos especiais cruciformesll, quando, repetimos, o fabri- cante vende o seu produto como 1181ocos" cruciformes ele- trofundidos; • e) que diante das raz~es de fato é de direito acima tas, requer a peticionária a imediata anula~~o do Infra~~o, com revoga~~o de todos os seus efeitos, teira JUSTIÇA . 3 - CONTESTAÇ~O: fls. 28 expos- Auto de por in- • • 3.1 - Na aprecia~~o das raz~es apresentadas pela autuada, em sua tempestiva impugna~~o, o autor do feito informa que: 3.2 - que trata o presente processo de Auto de Infra~~o lavrado contra a empresa VIDRARIA ANCHIETA LTDA, raz~o de desclassifica~~o tarifária da mercadoria submetida a despacho através da Declara~~o de Importa~~o n. 040455, de 18/09/92. Constituida a mercadoria de "blocos cruciformes eletrofundidos, fabricados sob encomenda para uso exclusivo em camara regeneradora de fornos de fus~o de vidros" foi, originariamente, classificada no código TAB 6815.99.0100, com aliquota de Imposto de Importa~~o OI. ("EX" - Portaria MEFP n. 514/92) . • 4 Rec.: 115.507 Res.: 301-930 3.3 - que solicitado o concu~so de assistên- cia técnica, ficou constatado que a mercadoria n~o se carac- terizava como 'tblocosll ou Ilplacas", que S~D especificamente 05 materiais em referência no escopo do .'EX.'(literamente). O laudo elabo~ado (fls. 10) afi~ma cla~amente que t~ata-se de "pel;dS de formatos especiaisll, que na realidade s~o obras de formatos especais diferentes dos l'blocos'l e l.peiasll. Em- bo~a estejam ampa~ados na mesma classificaç~o o~iginà~ia 6815.99.0100, n~o se engloba "ipsis lite~is" na desc~iç~o incisiva e determinante do aludido llEX'1 que diz "Blocos e Placas de mate~ial ~ef~atà~io elet~ofundido". a) que o engenhei~o te~ia afi~mado em seu laudo "•..que as peças examinadas s~o de fato • blocos cruciformes eletrofundidos.' e que, no entende~ do "expe~t", a melho~ designaç~o pa- ra o produto seria llpe~as com formatos espe- ciais •.." cont~a~iando a designaç~o do p~ó- p~io fab~icante que ap~esenta seu p~oduto co- mo blocos cruciformes; • c~édito alegando 3.4 t~ibutà~io, em resumo: que a autuada, notificada a ~ecolhe~ o ap~esentou impugnaç~o às fls. 17/18, b) que o "EX" estabelecido pela Po~ta~ia MEFP visa contemplar apenas "blocosll e IIplacasll, exigindo impostos apenas das peças de fo~mato comum como tijolos, ladrilhos, etc.; c) que conside~a f~àgil a base da autuaç~o, visto que se p~ende, t~o somente, na t~oca da palav~a bloco pela palav~a ~ como conse- quência das conclusôes do laudo técnico; 3.5 que as alegaçees contidas na defesa ap~esentada pela autuada, todavia, n~o me~ecem acolhida. N~o consta do laudo técnico, na verdade, afi~maç~o de que a me~cado~ia seja, de fato, blocos c~uci- formes; pelo contrário, sustenta o vistor que 11 ••• tratam-se de peças ~ef~atà~ias elet~ofundidas ...". Com efeito, o p~óp~io inte~essado ~econhece, em sua defesa que o "Ex" estabelecido pela Po~ta~ia MEFP vi- sa contemplar, apenas, 'Iblocosll e lIplacas", o que, aliás, deco~~e da simples leitu~a da TAS. Que de aco~do com a no~ma ASTN 8826/85, item 2.73, denomina-se ~ef~atà~ia a po~ç~o de mate~ial ~e- fratário conformado, limitado por faces planas e/ou curvas, podendo conte~ angulos sólidos, ~eent~antes e fu~os, defini- ç~o que vem de encont~o à conclus~o do pe~ito . •I • • d) finalmente, ~eque~ a anulaç~o do AutoInf~aç~o; de • • • • 5 Rec.: 115.507 Res.: 301-930 Que n~o se t~ata, como quer a interessada, de uma simples troca da palavra bloco pela palavra pe~a; s~o designa~ôes para diferentes objetos. 3.6 - que quanto ao pedido de anula~~o do Au- to, com revoga~~o de todos os seus efeitos, com o qual a au- tuada finaliza sua defesa, por si só, seria suficiente para que da defesa n~o conhecesse o Julgador, posto que O Auto de se trata revestiu-se de todos os requisitos e formalidades legais (art 1. do Decreto n. 70.235/72). E, entendendo que quis o autuado propugnar pela improcedéncia da a~~o fiscal, por todo o exposto, n~o deve seu pedido merecer procedéncia. A Autoridade "a quo", às fls. 38, assim deci- diu: CONFERENCIA ADUANEIRA: Fundamentos le- • gais da exigéncia fiscal. A mercadoria importada n~o se ampara no "EX" - Portaria MEFP n. 514/92 . Do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto 91.030/85: art. 80, inciso I, alinea "a" (DL 37/66, art. 31); art. 86, parágrafo único (DL 37/66, art. 1.); art. 87, inciso I (DL 37/66, art. 3. e parágrafo único); art. 89 e art. 99. Com tempestividade, foi interposto o recurso de fls. 44 "et seqs", que leio para meus pares. E o relatório . • 6 Rec.: 115.507 Res.: 301-930 v O T O •de julho de 1993 . Estando eu, também, com sérias dúvidas a res- peito da designação correta do material importado em exame, preliminarmente, voto no sentido de que o julgamento seja transformado em diligência, através da Repartição de origem, junto ao INT, para este último órgão informe se trata de "blocos" ou "peças" refratárias eletrofundidas, intimad~ - ambqs as partes a apresentarem os quesitos que julgarem ne- cessários ao deslinde da matéria. Sala d.as ses~s, ~.J/) BAPTIST MOREIRA - ReI tor • •, • • • 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
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Numero do processo: 11080.011336/89-21
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 301-00.901
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSÉ THEODORO MASCARENHAS MENCK
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C ã O N. 301-901 RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à repartição de origem, na forma do relató- rio e voto que passam a int grar o presente julgado. Sala das Ses ões, em 27 de abril de 1993. ITAMAR VIEI DA OSTA - Presidente ••• JosÉ. HE~~~NCKI. Relato, LAJ LI RUY DE SOUZA - Proc. da Faz. Nacional ,- -.. . ..•.- ""i'- •• .", .. VISTO EM SESSAO DE: 2 fi ABO 1993 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: João Baptista Moreira, Fausto de Freitas e Castro Neto, Ronaldo Lindimar José Marton, Miguel Calmon Vil las Boas e Maria de Fátima Pessoa de Mello Cartaxo. Ausente o Conselheiro Luiz Antônio Jacques. '" • • ; 2 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 115.177 - RESOLUÇAO N. 301-901 RECORRENTE SPRINGER CARRIER DO NORDESTE S/A RECORRIDA DRF - Porto Alegre - RS RELATOR JOSE THEODORO MASCARENHAS MENCK R E L A T O R I O Após exame de documentação apresentado pela empresa supra identificado, em atendimento ao Termo de Re- quislçao de fls. 68 e à intimação de fls. 74, constatou-se que obteve ela quebras no processo produtivo acima do permi- tido pelo art. 326 do Regulamento Aduaneiro - R.A., e, além disso, não foram observados os termos da Portaria MF n. 150/82 e da resolução CPA n. 2.782/76 . Foi, então, lavrado o auto de infração de fls. 2 exigindo-se imposto de importação no valor originário de NCz$ 6.330,65, mais os tributos vinculados - I.P.I. e TMP - com os devidos acréscimos legais/tendo como suporte fático os artigos 83, 86, 87 - I - "a", 220 e 319 do regulamento aduaneiro aprovado pelo decreto n. 91.030/85, e os artigos 10, 29-1 e 63-1 do regulamento do I.P.I. aprovado pelo de- creto n. 87.981/82, e o art. 30. da Lei n. 3.421/58, com a redação dada pelo Decreto-lei n. 1.507/76, bem como a Ins- trução Normativa n. 51/83. Integram referido auto os "demonstrativos de quebra por D.I." (fls. 3/42), "demonstrativos de apuração do tributo" (fls. 43/54) e os "demonstrativos dos acréscimos legais" (fls. 55/66). Esclarece um dos autuantes, a fls. 67, que o auto de infração teve como origem os mapas de aplicação de "drawback", "os quais possuem o mesmo n~ da correspondente quia de exportação, portanto, nos demonstrativos quebras por D.I., onde consta n~ G.E., deve ser considerado o correspon- dente mapa da aplicação de "drawback". Após dilação do prazo, a interessada, tempes- tivamente, apresentou sua impugnação de fls. 1.311/1.323, acompanhada dos documentos de fls. 1.324/1.421, no qual ale- ga diversas preliminar (itens 2, 3, 4, complementados pelos itens 19, 20 e 22) que se resumem ao cerceamento do direito de defesa e, no mérito, que a ,reJeição - exceção feita a três casos - estava dentro dos limites legais. A decisão de primeiro grau julgou no sentido de não ter havido qualquer cerceamento do direito de defesa e, quanto ao mérito, reafirmou a validade do feito fiscal. Inconformada a empresa recorre a esse cole- giado em peça lavrado nos seguintes termos: "A recorrente pede vênia para reconhecer ago- ra, nesta peça, que de fato foram respeitados os ditames do processo administrativo fiscal, não havendo porque anular o presente processo. A matéria há que se examinada exclusiva- mente quanto ao mérito. Partindo deste contexto, o mérito resulta simples: re- de • • • I 3 Rec.: 115. 177 Res.: 301-901 a) saber se os insmos que signifiquem "subproduto ou resi- dou" a constantes do Relatório de Quebra estão ou não dentro do limite legal permitido; b) saber se os insumos que signifiquem partes ou peças jeitados pelo processo produtivo deixaram de compor, forma legal, a mercadoria exportada. OS SUBPRODUTOS E RESIDUOS Espontaneamente a recorrente apresentou a fiscalização documentos que descrevem a quebra, desperdicio ou rejeição resultante do processo produtivo. Nelas estão misturados subprodutos e residuos com partes e peças rejei- tadas pelo controle de qualidade. E preciso separá-las, para aplicação da legislação que regula cada espécie . A recorrente confessou, na impugnação, que em três casos o limite legal foi ultrapassado e, assim, está disposta a recolher os tributos e demais cominações resul- tantes deste fato. Entretanto, não fez distinção entre "sub- produtos e residuos" e "peças ou partes completas" rejeita- das pelo controle de qualidade. E o que faz agora, reafir- mando que os subprodutos e residuos até 5% do valor exporta- do devem ser considerados. PARTES OU PEÇAS REJEITADAS PELO CONTROLE DE QUALIDADE O País tem que ser competitivo, em matéria de comércio exterior, em preço e em qualidade. Qualquer empre- sa, por menor que seja, tem seu controle de qualidade. Ainda que importada com incentivo do drawback, a peça que não pas- sar pelo controle de qualidade tem que ser rejeitada e não pode compor o aparelho a ser exportado. Também não tem sentido reexportar peça que não tenha passado pelo controle de qualidade. A autoridade responsável pela administração desse incentivo, à época, a C.P.A., teve sensibilidade para este fato e editou a Resolu- ção n. 2.782, através da qual delega competência a CACEX pa- ra a solução de casos desta natureza, mediante a observação de algumas regras. Dentre essas regras destaca-se a do item "a" do art. 1.0, que determina que o beneficiário deverá compro- var junto a esse órgão que as mercadorias a serem destruídas ou devolvidas deixarão de ser utilizadas no processo indus- trial vinculado à operação de "drawback" em curso por motivo de obsoletismo tecnológico, por constatação de defeito de fabricação ou em decorrência de alterações de engenharia". Como condição, a beneficiária deverá repa- triar as divisas enviadas em razão da importação das peças não aproveitadas ou a fazer ingressar outras, idênticas, em seu lugar. A recorrente, cada vez que deixou de utilizar uma peça no processo produtivo de aparelho destinado a ex- portação, comunicou o fato à CACEX, como provam as anexas cópias (DOC. NS. 02 a 13), que passamos a analisar: • • I . 4 Rec.: 115.177 Res.: 301-901 - Ofício de 12/03/86 (DOC. n. 02), comunicando a rejei- ção de pequeno percentual de peças de motocompressores, de chaves, motores e termostatos, que conclui da se- guinte forma: Aguardamos pronunciamento por parte desta Carteira como devemos proceder a baixa destes produtos vin- culados aos atos concessórios acima epigrafados e também as futuras rejeições que possam ocorrer". O silêncio da Cacex - órgão competente para administrar o drawback suspensão - significa sua concordância com o sucateamento das peças em questão. Não, há, pois, como agora querer exigir tributos relativamente a esses re- jeitos . Ofício de 09/12/87 (DOC. n. 03), comunicando que fo- ram rejeitados 5 motocompressores na linha de montagem. - Ofício de 10/04/87 (DOC. n. 04), comunicando a rejei- ção de 23 motocompressores e os motivos. - Ofício de 29/04/87 (DOC. n. 05), comunicando a rejei- ção de 879 unidades de motocompressores, dentre as 59.436 importadas e esclarecendo os motivos. ofício 27/07/87 (DOC. n. 06), comunicando a reje~çao de 138 motocompressores, dentre 6.700 importados e as razões da rejeição. • - Ofício de 08/09/87 (DOC. n. 08), comunicando a reJe~- ção de 106 motocompressores, dentre os 5.574 importados e as razões da rejeição.• Ofício de 27/07/87 (DOC. ção de 318 motocompressores, dos e as razões da rejeição . 07), comunicando a rejei- dentre os 18.800 importa- Ofício de 06/01/88 (DOC. n. 09), comunicando a rejei- ção de 80 motocompressores, dentre os 2.716 importados e as razões da rejeição. Ofício de 13/07/88 (DOC. n. 10), comunicando a rejei- ção de 3.680 motocompressores e 572 motores, dentre mais de 120.000 importados, acompanhado de relatório das unidades rejeitadas e as razões dessa rejeição. - Ofício de 29/06/88 (DOC. n. 11), comunicando, no item 3, a rejeição de motocompressores e motores, conforme relatório anexo, alegando que referido relatório docu- menta as rejeições havidas no nosso processo produtivo. A CACEX aceitou como boa essa forma de comprovação. 5 Rec.: 115.177 Res.: 301-901 - Ofício de 30/05/89 (DOC. n. 12), comunicando ção de 582 motocompressores e 62 motores e os dessa rejeiçao. a rejei- motivos • • Ofício de 25/07/89 (DOC. n. 13), pelo qual se vê que houve rejeição de 10.317 motocompressores (representan- do 3,4% do total) e 12.215 motores elétricos (represen- tando 2,76% do total), com as explicações de que foram sucateados conforme relatório em anexo, firmado por dois funcionários da empresa. Como se vê, a beneficiária do regime comuni- cou sempre ao órgão competente para administrar esta modali- dade de drawback a quantidade e identificação dos insumos rejeitados. A CACEX sempre aceitou como boa essa forma de comprovação, tanto que, ao final, deu a baixa completa no Ato Concessório, considerando-o integralmente cumprido. A questão da repatriação das divisas corres- pondentes não foi objeto de exame da ação fiscal e não pode ser aqui discutida, por falta de elementos probatórios. Terá que ser analisada em ação em apartado. Entretanto, a recor- rente não descurou deste particular, eis que providenciou o desfaziamento do câmbio quanto as peças inservíveis e des- truídas, conforme fazem prova as anexas cópias de Contrato de Câmbio (transferências financeiras do exterior), juntadas como Doc. ns. 14, 15 e 16. E de notar-se que, rejeitando um insumo pelo controle de qualidade, o beneficiário dispõe de duas formas legais de resolver o problema, porém só uma específica do drawback: a) utilização da Portaria MF 150, de 26/07/82, que o A.I. diz não ter a recorrente observado. Ressalte-se que esta Portaria é mais específica para mercadorias importadas. para permanência no País e que, dentro de 6 meses, revelem defeito. Assim, não havia porque utilizá-la; b) Resolução CPA 2.782, de 27/05/76, que foi utilizada pela recorrente, pois sempre comunicou à CACEX quais os insumos rajeitados e essa forma de comunicação foi aceita como boa pelo órgão competente para exame da questão. Se há falhas formais na utilização dessa faculdade de comunicar os rejeitos do processo pro- dutivo, estas não foram apontadas pela CACEX. Ao contrário, sempre recebeu as comunicações como boas, deu-lhes validade e aprovou a baixa do drawback res- pectivo. Como vêem V.Sas., Srs. Conselheiros, os insu- mos que se mostraram inservíveis durante o processo produti- vo, porque rejeitados pelo controle de qualidade, foram co- municados à CACEX, que tem competência legal para adminis- trar, a modalidade drawback suspensão e, pela Resolução 2.282, competência para decidir sobre se os rejeitos ou que- 6 Rec.: 115.177 Res.: 301-901~/ I bras do processo produtivo podem ou não ser considerados porocasião da baixa do com.promisso assumido. Se esse órgão,analisando as circu~ânr49a do caso e a documentação ofere-&' cida pela recorrente, julgou procedente a argumentação e as provas, e procedeu a baixa do compromisso, não pode agora a Fiscalização Aduaneira entender de forma diversa e exigir tributos relacionados a compromisso já baixado por quem de direito. Se dúvida ainda persistir quanto a regulari- dade da baixa dos diversos compromissos de drawback de que trata o presente feito fiscal, requer se digne V.Sas. con- verterem o presente processo em diligência à Coordenação Técnica de Tarifas, que hoje substitui a extinta-CACEX nesta matéria, para que informe se as rejeições objeto do presente auto foram por ela havidas como válidas para o efeito de baixa do compromisso de drawback.• A MULTA DE MORA • E torrencial a jurisprudência desse colendo Conselho no sentido de que só é cabível a multa de mora na hipótese de ter sido ultrapassado algum prazo, desde que in- timado regularmente o sujeito passivo. No presente caso vislumbra-se igual impro- priedade na aplicação da multa de mora sobre o imposto de importação. Aliás, se mora houvesse deveria incidir sobre todos os tributos cabíveis. Porém, não cabe mora porque não há nos autos prova de que, intimada, a recorrente tenha dei- xado passar prazo de pagamento. De fato, sempre que intimada a recorrente apresentou impugnaçào tempestiva, que suspende a lide e, portanto, qualquer prazo de pagamento. O prazo de pagamento foi suspenso e não ultrapassado. Descabe, pois, a cobrança dessa exação . Com supedâneo no que acima foi exposto, V.Sas. estão em condições de decretar a improcedência da respeitável decisão recorrida. Assim agindo, estarão prati- cando ato de lidima .\\ E o relatório. • 7 Rec.: 115. 177 Res.: 301-901 v O T O Voto no sentido de converter o processo em diligência à autoridade preparadora para que a mesma análise os novos fatos trazidos à baila pela empresa, em sua peça recursal tudo com o objetivo de resguardar o princípio do contraditório. • • partamento tos juntos selho . Que na mesma oportunidade seja ouvida o De- de Comércio Exterior - DECEX acerca dos documen- aos autos pela empresa em seu recurso a este Con- Sala das Sessões, em 29 de abril de 1993. J~A/~/;/ j JOSÉ~ODORO MA~i~~ MENCK - Relator 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
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Numero do processo: 10711.000024/87-49
Data da sessão: Thu Feb 25 00:00:00 UTC 1988
Numero da decisão: 301-00.283
Decisão: RESOLVEM os.Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, vencidos os Conselheiros José Maria de Melo e João Holanda Costa, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: HAMILTON DE SA DANTAS
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Sessão de ..4.:1 ..fevereirQ ..de 19 ...8B.. ACORDÃO N.' _ . IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ. Processo n~ 10711-000024/87-49. MARíTIMA LAURITS LACHMANN.•• • Recurso n.O Recorrente Recorrid a 109.504 AGÊNCIA R E S O L U ç Ã O N~ 301-283 • Visto, relatado e discutido o presente processo, 25 de fevereiro de 1988. RESOLVEM os.Membros da Primeira câmara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, por malorla de votos, vencidos os Conselhéiros José Maria de Melo e João Holanda Costa, em converter o julgamento em diligê~cia à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado . j::;- - Relator. ~.f£ HAMILTON DE sA D • OBI AMASCENO FERREIRA - Proc. da Fazenda Nacional. ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA, MARIA LÚCIA S. CASTELO BRANCO, FAUSTO FREITAS CASTRO NETO e ABEILARD BARRETO. do presente julgamento os seguintes 2 6 FEV 1988VISTO EM:SESSÃO DE: Participaram, ainda, Conselheiros:• .' -2-SERViÇO PÚBLICO FEDERALMF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . RECURSO N2 109.504 - RESOLUÇÃO N2 301-283. RECORRENTE: AGÊNCIA MARíTIMA LAURITS LACHMANN. RECORRIDA: IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ. RELATOR HAMILTON DE SÁ DANTAS. R E L A T Ó R I O o presente processo trata de autuação instaurada contra PEAS US-l", acondicionadas em sacos de ximadamente. com casca, tipo "ALASKA GREEN juta de 100 libras cada, aprQ a firma ~ecorrente verdes secas, inteiras, trata- mercadorias tela ao argumento de que houve falta das total de 15 volumes. A mercadoria emnumtransportadas, se de ervilhas• • Para uma compreensao mais detalhada do litígio fiscal adoto, em todo o seu teor, o que diz a autoridade fazendária na sua recorrida decisão de fls. 46/49, verbis: • • "Contra a empresa em epígrafe foi lavrado o Auto ,de In- fração nQ 18/87 (fls. 28), acompanhado do Termo de Con- ferência Final de Manifesto rnQ 14/87 (fls. 29/30) e do Demonstrativo de Classificação e Avaliação de Mercado-, rias em Ealta (fls. 31), responsabilizando-a pela falta de 15 volumes, ocorrida na descarga das mercadorias ma- nifestadas sob os Conhecimentos de Carga PD/Rio - 201 e TA/Rio - 201, de Tacoma, do navio "Lloyd Los Arngeles" , entrado neste porto em 19/08/86, manifesto n2 1385/86. Devidamente intimada, a Autuada, tempestivamente, apre- sentou a impugnação de fls. 36/40, instruída com os dQ cumentos de fls. 41/42, alegando em resumo: a) ilegitimidade do sujeito passivo da obrigação tribu- tária, tendo em vista que é mero representante do tran~ portador marítimo; b) que o embarque em questão foi realizado em containe- res com cláusulas "house to house" e "house to pier", o que significa que as mercadorias envolvidas foram estu- fadas pelos próprios Embarcadores/Exportadores, sem qua~ quer interferência do transportador, o qual limitou-se a receber o cofre de carga já devidamente lacrado, des- conhecendo o seu conteúdo; c) aplicação incorreta da taxa de câmbio utilizada " na apuração do crédito tributário, por entender cabível a vigente na data da entrada do veículo transportador fle~ te porto. Na réplica (fls. 44) a Auditoria Fiscal designada mao acolheu as razões da defesa, pronunciando-se pela manu- tenção do feito, argumentando: a) que o agente marítimo responde, como representante da companhia transportadora, pelas infrações decorren- tes da ação ou omissão dos tripulantes nos atos deco£ • • • • -3- Rec. 109,504 Res. 301-283 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL rentes das atividades próprias do veículo, na forma do art. 95, inciso 11, do DL 37/66; b) que o container, para todos os efeitos legais, nao constitui embalagem da mercadoria, e sim, acessórios do veículo transportador, devendo a mercadoria ser entr~ gue sem faltas (art. 52 do Decreto n2 80.145/77); c) que os cálculos foram apurados em conformidade com o disposto no art. 107 do Regulamento Aduaneiro. Isto posto, e CONSIDERANDO que os arts. 77 e 500, 11 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n2 91.030/85, ao dispo~ rem que são responsáveis, conjunta ou isoladamente, pe- las faltas ou avarias, o proprietário e o consignatário do veículo, evidenciam a sujeição passiva da Autuada. CONSIDERANDO que, do manifesto de carga, da document£ ção fiscal e dos conhecimentos de embarque para as mod£ lidades previstas mos incisos I a IV do art. 14 do De- creto m2 80.145/77, deverão constar obrigatoriamente a marcação e o peso de .cada container, a descrição das mercadorias contidas e as modalidades de transporte, de modo a permitir o controle e a fiscalização a serem exercidos pelas autoridades fiscalizadoras competentes (~ 12, do art. 24, do Decreto n2 80.145/77); CONSIDERANDO que a empresa transportadora poderá recu sar o transporte ou lançar reservas no conhecimento de transporte intermodal quando julgar inexata a descrição da mercadoria feita pelo exportador ou expedidor (~ 22, do art. 24 do Decreto n2 80.145/77); CONSIDERANDO que assim reza o ~ 32, do art. 24 do Decr~ to n2 80.145/77: "~ 32 - O expedidor ou exportador indenizará a empresa transportadora por todas as perdas e danos re- sultantes demveracidade ou inadequação dos elg mentos que lhe compete informar para o preenchi mento do conhecimento de transporte intermodal. O direito da empresa transportadora a tal inde- nização não a eximirá das responsabilidades e obrigações previstas neste Deçreto e no conheci mento de transporte intermodal" (grifo mosso) . CONSIDERANDO que as convenções particulares relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a defini- ção legal do sujeito passivo das obrigações tributárias çorrespondentes (art. 123 do CTN); CONSIDERANDO que a falta ou acréscimo de volumes serão apurados pela repartição aduaneira mediante o confronto dos registros de descarga com o manifesto ou documen- to de efeito equivalente (art. 476 do R.A.); CONSIDERANDO que, de acordo com o Manifesto de Carga n2 1.385/86, no que se refere aos Conhecimentos de Carga 02S. PD/Rio 201 e TA/Rio 201 de Tacoma, foram manifest£ dos respectivamente 3.120 e 390 sacos de ervilhas secas (doc. às fls. 13 e 22); -4- Rec. 109;504 Res. 301-283 SERVICO PÚBLICO FEDERAL • • • • CONSIDERANDO que, de acordo com o registro de descargª .., emitido pela CDRJ (fls. 2(4), foram descarregadas, res- pectivamente, 3.106 e 389 sacos; CONSIDERANDO, assim, ter ficado comprovada a falta de 15 volumes; CONSIDERANDO que a responsabilidade pelos tributos apu- rados em relação a avaria ou extravio de mercadoria s~ rá de quem lhes deu causa (art. 478 do R;A.); CONSIDERANDO que, para efeitos fiscais, é responsável o transportador quando houver falta na descarga, de volu- mes manifestados (art. 478, ~ 12, inciso VI do R.A.); CONSIDERANDO que o fato gerador da obrigação tributá- ria, para efeito de cálculo dos tributos, ocorre na dª ta do lançamento, ocasião em que se dá por'apurado o fª to (art. 87, inciso 11, alínea "c" e art. 107, parágra- fo único, do R.A.); CONSIDERANDO que a mercadoria em falta fdcará sujeita aos tributos vigorantes na data da ocorrência do fato gerador (data do lançamento) e é com base na taxa vigen te na mesma data que deverão ser convertidos em moeda nacional os valores expressos em moeda estrangeira (art . 103 e 107 do R.A.); CONSIDERANDO que na apuração do crédito tributário foi aplicada, para conversão do valor da mercadoria expres- so em moeda estrangeira, a taxa de câmbio vigorante em 06(02(87, data do lançamento (fls. 28); CONSIDERANDO tudo o mais que do processo consta JULGO PROCEDENTE a ação fiscal, para declarar devido o Imposto de Importação no valor de Cz$ 1.617,51 (hum mil, seiscentos e dezessete cruzados e cinquenta e um centa- vos), e impor à Autuada a multa do art.521, inciso 11, alínea "dl', do R.A.II•4t Intimada, inconformada e dentro do prazo legal veio o recurso de fls. 53(56 onde a interessada reitera as suas razões im- • • pugnatórias, pedindo, ao final, a improcedência da ação fiscal. É O RELATÓRIO . V O T O • O primeiro argumento recursal da recorrente quanto a encontrar-se desempenhando atividades próprias como agência marítima cai por terra, pois a súmula 192 do Egrégio Tribunal Federal de Re- curs~s, tem interpretação restritiva e inovadora no que diz respeito à 8..:tuaçãodo agente marítimo quando firma compromisso junto à RepaJ;: tição de origem responsabilizando-se, em nome do transportador,pelos ônus tributários. Improcede, assim, a argumentação de que, no presen te caso, a recorrente não tem legitimidade processual "ad causam" pª • • • • ,~-5- Rec. 109.504 Res. 301-283 SERVICO PÚBLICO FEDERAL. ra responder aos termos do presente feito. Também sem sustentação convincente, a afirmação de que a taxa de câmbio deveria ser a do dólar vigente quando da entrada do navio em território nacional. A jurisprudência, tanto desta Câmara, quanto da egrégia câmara Superior de Recursos Fiscais, orienta-se no sentido de que as autuações feitas na vigência do Decreto 91.030/85 têm como taxa do dólar vigente na data em que se verifica o lançameg to, ou seja, na data do auto de infração. Na presente hipótese, o a~ to de infração é de 06 de fevereiro de 1987, portanto posterior ao advento daquele comando legal, colhendo, assim, a nova ordem legal, as importações feitas na sua vigência. Quanto, no entanto, à discussão relativa a situação dos "containers", selos e respectivos lacres, vejo que a afirmação da r~ corrente de que os entregara intactos, merece uma apuraçao para que se tenha uma avaliação de sua procedência ou não. A Segunda Câmara, deste Conselho, tem a esse respeito , interativa e sÓlida jurisprudência, orientando-se no sentido de que se deva dar o direito de o transportador poder, através de diligên- cia à Repartição de origem, comprovar que o desembaraço se deu com os selos e lacres intactos. Há necessidade de que se tenha maiores informações quag to a "desova" dos acondicionadores em tela, trazendo-se, dessa forma, esclarecimentos quanto à integridade dos dispositivos de segurança originais (selo, lacre e cadeados). A própria recorrente, em suas razoes recursais, declara mesmo que "Os referidos Containers descarregaram neste Porto em per- feito estado, com seus lacres de origem intactos, não tendo sido ob- jeto de qualquer ressalva por parte da Depositária na ocasião ..' "Não pode, neste caso, ser a Impugnante responsabilizada pelo extravio apurado quando da desconsolidação dos cofres de carga, haja vista que o Transportador Marítimo cumpriu, fielmente, os Contratos de Transporte respectivos, entregando no porto de descarga a mercadoria que recebeupara embarque,OU s,:,ja,.nove(9)Containers cobertos pelos dois Conhecimentos indicados, devidamente lacrados, desconhecendo, por completo, como foi feita a sua estufagem pelos Exportadores/Embarca- dores.1I De modo que, por todo o exposto, voto no sentido de que o.processo baixe em diligência à Repartição de origem para que essa informe se foi lavrado, por ocasião da descarga, Termo de Avaria,ac~ -I • • -6- Rec. 109.504 Res. 301-283 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL sando o desembarque dos containers com violação aos selos, lacres ou cadeados originais; Ou, se ao contrário, referidos containers foram descarregados intactos. Sala das Sessões, 25 de fevereiro de 1988. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
score : 1.0
Numero do processo: 16004.000876/2007-31
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 09 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Feb 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/1997 a 30/11/2006
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da
Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
Tese majoritária do Superior Tribunal de Justiça STJ aduz que em
ocorrendo pagamentos antecipados pelo contribuinte, antes da ação fiscal, homologar-se-á a decadência nos termos do § 4°do artigo 150 do Código Tributário Nacional CTN.
CARACTERIZAÇÃO DO VÍNCULO EMPREGATÍCIO.
Se a pessoa física presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, nos termos do inciso I do artigo 12 da Lei 8.212/91, é segurado obrigatório da Previdência Social, deve ter reconhecido o vínculo empregatício com a contratante. Em ação fiscal, identificado tal vínculo, cumpre ao Auditor condutor
efetuar o lançamento para constituir o crédito tributário das
incidências quando dos pagamentos efetuados.
MULTA DE MORA
As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigos 35, I, II, III da Lei 8.212/91.
Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das
contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art.
61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
Incluídos pela mesma Lei no 11.941, de 2009, nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 da Lei 8.212/91, verifica-se o comando do Art. 35-A e aplica-se o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
MULTA MAIS BENÉFICA.
Também incluídos pela Lei no 11.941, de 2009, nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 da Lei 8.212/91, verifica-se o comando do Art. 35A
e aplica-se o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, a lei não retroage para prejudicar. Autuada na forma da legislação vigente conforme o comando do artigo 149 do Código Tributário Nacional CT, a multa de ofício, sem previsão anterior, se verificará para lançamentos de fatos geradores ocorridos
e notificados a partir da lei 11.941, de 2009.
Cabe aplicar o artigo 35-A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação.
RECURSO Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.086
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de voto, em dar provimento ao recurso determinando a decadência das competência até 09/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º, do CTN. No mérito, por maioria de voto determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei
8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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DECADÊNCIA. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Tese majoritária do Superior Tribunal de Justiça STJ aduz que em ocorrendo pagamentos antecipados pelo contribuinte, antes da ação fiscal, homologarseá a decadência nos termos do § 4°do artigo 150 do Código Tributário Nacional CTN. CARACTERIZAÇÃO DO VÍNCULO EMPREGATÍCIO. Se a pessoa física presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, nos termos do inciso I do artigo 12 da Lei 8.212/91, é segurado obrigatório da Previdência Social, deve ter reconhecido o vínculo empregatício com a contratante. Em ação fiscal, identificado tal vínculo, cumpre ao Auditor condutor efetuar o lançamento para constituir o crédito tributário das incidências quando dos pagamentos efetuados. MULTA DE MORA As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigos 35, I, II, III da Lei 8.212/91. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a Fl. 415DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Incluídos pela mesma Lei no 11.941, de 2009, nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 da Lei 8.212/91, verifica se o comando do Art. 35A e aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Também incluídos pela Lei no 11.941, de 2009, nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 da Lei 8.212/91, verifica se o comando do Art. 35A e aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, a lei não retroage para prejudicar. Autuada na forma da legislação vigente conforme o comando do artigo 149 do Código Tributário Nacional CT, a multa de ofício, sem previsão anterior, se verificará para lançamentos de fatos geradores ocorridos e notificados a partir da lei 11.941, de 2009. Cabe aplicar o artigo 35A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação. RECURSO Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de voto, em dar provimento ao recurso determinando a decadência das competência até 09/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º, do CTN. No mérito, por maioria de voto determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, e Cid Marconi Gurgel de Souza. Ausente, o conselheiro Marthius Sávio Cavalcante lobato. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.000876/200731 Acórdão n.º 240301.086 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de crédito lançado pela fiscalização, no montante de R$2.243.194,31, notificado em 18/10/2007, incluindo a contribuição devida pelos segurados e pela empresa destinada à Seguridade Social e aos Terceiros, incidente sobre a remuneração paga aos segurados considerados pela empresa como freteiros autônomos e enquadrados pela fiscalização na qualidade de segurados empregados. DA IMPUGNAÇÃO Em impugnação a empresa questionou a decadência do direito de constituir o crédito referente ao período de 03/1997 a 10/2002, entendendo ser aplicável o disposto no § 4° do artigo 150 do Código Tributário Nacional. Alegou que a fiscalização caracterizou os transportadores autônomos como empregados, contudo, os mesmos não possuíam qualquer relação de subordinação com a impugnante; que não restou comprovada a pessoalidade na prestação dos serviços. Por tais motivos, entende ser nula a presente notificação. Em relação ao período de 04/1997 a 08/1997, na qual foi cobrada a contribuição sobre a folha de pagamento, no FPAS 787, argumenta que, considerando a declaração de inconstitucionalidade pelo STF do §2° do artigo 25 da lei n° 8.870/94, não poderia ser cobrada a contribuição com respaldo na norma antecedente. Além disso, afirma que as competências em questão são anteriores à edição da Orientação Normativa n° 03, editada em 08/09/1997. Requereu fosse declarada a nulidade da presente NFLD. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls. 390, a 8ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Ribeirão preto – (SP) DRJ/RPO, em 26/08/2008, emitiu o Acórdão n° 1420.220, concedendo provimento parcial em razão daquela Delegacia de Julgamento ter reconhecido decadentes as competências referentes ao período de 03/1997 a 11/2001 pela aplicação do artigo 173, I do Código Tributário Nacional – CTN. Estarem contidas no período decaído, a DRJ não enfrentou o mérito da questão sobre as folhas de pagamentos relacionadas nas competências 04/97 a 08/97. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário onde reiterou tão somente as alegações que fizera sobre a descaracterização dos contratos com os freteiros autônomos. É o Relatório. Fl. 417DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. ......, o recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA Muito embora não argüida em sede recursal, por se referir à matéria de ordem pública, verifico de ofício para , em benefício da Recorrente , alterar a decisão a quo. Da decisão a quo A instância a quo entendeu que se tratava de lançamento de ofício e assim se manifestou para aplicar a homologação nos termos do artigo 173, I ( grifos de minha autoria) : “Tratase de contribuição social sujeita ao lançamento por homologação. Assim, nos termos do artigo 149, V do Código Tributário Nacional, ocorrendo omissão ou inexatidão por parte do sujeito passivo no exercício dessa atividade, o lançamento deverá ser efetuado de oficio pela autoridade administrativa. Conseqüentemente, o prazo para a constituição do crédito previdenciário passou a ser regido pelo disposto no artigo 173, I do Código Tributário Nacional, o qual estabelece o prazo de cinco anos contatados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. A presente notificação foi lavrada em 17/10/2007, abrangendo o descumprimento de obrigação principal referente ao período de 03/1997 a 11/2006. Considerado o prazo de cinco anos para a constituição do crédito previdenciário, vislumbrase a decadência das contribuições lançadas referentes ao período de 03/1997 a 11/2001. Considerando que o prazo para recolhimento da contribuição referente competência 12/2001 só vence em janeiro do ano seguinte, a contagem do prazo decadencial, observando o disposto no artigo 173, I do Código Tributário Nacional, só se inicia em 01/01/2003, não se vislumbrando, por esse motivo, a sua decadência.” Cumpre ressaltar que nos itens 4.11 e 8 o Auditor Fiscal revela em seu relatório que ocorreram recolhimentos antecipados à ação fiscal que foram devidamente apropriados n os lançamentos: Fl. 418DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.000876/200731 Acórdão n.º 240301.086 S2C4T3 Fl. 3 5 “4.11 Foram creditados para a empresa os valores a titulo de Parte Patronal, recolhidos no FPAS 620, conforme RL Relatório de Lançamento, em anexo. 8 Foram creditadas para a empresa as GRPS / GPS recolhidas pela empresa a titulo de Frete, apenas parte patronal e os valores da retenção de 11% a partir de 04/2003 (Lei n. 10666/2003), conforme DME DEDUÇÃO VALOR PAGO FPAS 620 constantes no Relatório de Lançamentos RL em anexo, não sendo creditado valores de outras entidades, pois não tem relação com a vinculação dos mesmos com o FPAS 604.” Assim, esposando a tese do Superior Tribunal de Justiça STJ bem como regido pelo artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, entendo que em havendo “pagamentos antecipados” a homologação ocorrerá na forma do artigo 150 § 4° do Código Tributário Nacional – CTN , in verbis: “ Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Desse modo, dado que a notificação ocorreu em 18/10/2007, e as competências lançadas compreendem o período 03/97 a 11/2006, sob o comando do artigo 150, 150 § 4° do Código Tributário Nacional – CTN, restaram alcançadas pelo instituto da decadência a competência 09/2002 e anteriores. DO MÉRITO DA CARACTERIZAÇÃO DO VÍNCULO EMPREGATÍCIO Sem combater visàvis as imputações fáticas que lhe fizera o Auditor Fiscal, a recorrente pretendendo demonstrar que o mesmo não comprovou o que relatara, reiterou com ênfase a alegação que fizera em sede de impugnação: “Por outro lado, não restou comprovado pela fiscalização a existência de "pessoalidade" na prestação dos serviços. O que se constatou foi a realização das tarefas, geralmente, pelo proprietário do veiculo transportador, nada mais natural, diga se de passagem.” Tarefa, segundo Pedro Nunes em seu Dicionário de Tecnologia Jurídica, é modalidade do contrato de trabalho, ajustado entre empregado e empregador, em que o salário Fl. 419DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 é fixado na base da qualidade, ou porção de trabalho realizado dentro de certo espaço de tempo( CLT ART. 142, § 2°). Portanto, muito embora tentando demonstrar irrelevante, as tarefas outras realizadas e não negadas se revelam como obrigação de empregado sendo sintomático a Recorrente confirmar que os proprietários dos veículos as realizavam. Cumpre observar que se o proprietário do veículo fora contratado para prestar serviço de motorista, a questão da pessoalidade se revela e não lhe caberia executar nenhuma outra obrigação a não ser dirigir o veículo. A pessoalidade, neste caso, é inerente à prestação do serviço contratado. Às fls 59 os itens 4.6 e 4.7 do Relatório Fiscal demonstram com elementos fáticos que os motoristas são empregados da recorrente. Aduz que a empresa não combate efetivamente tais imputações: “4.6 Além de exercer a função de motorista dirigindo o ônibus que leva e trás os rurícolas até as frente de trabalho, dentro do horário e percurso estabelecido pela empresa, esses motoristas trabalham o restante do período como ajudante de fiscal, executando ainda as seguintes tarefas: a obrigação de pegar o café da manhã para os rurícolas em horário e local determinado pela empresa (vide fls 338 — jornal da empresa n. 08 Julho/06); montagem da barraca para descanso na intrajornada dos rurícolas agregada ao veículo; inclusive barraca sanitária; ajudam quando do pagamento desses trabalhadores; controle eletrônico de ponto dos rurícolas na frente de trabalho; ajudar na medição da cana cortada; distribuir equipamento de trabalho e de proteção individual EPI; recolher o lixo produzido na frente de trabalho. 4.7 Diante da situação fática constatada esses trabalhadores foram considerados SEGURADOS EMPREGADOS da auditada, estando presente os requisitos inerentes à relação de emprego, ou seja, subordinação, habitualidade, onerosidade, pessoalidade, constituindose esse trabalho em necessidade permanente da empresa, para atingir a atividade fim de produção de cana de açúcar.” No item 4.9, o Auditor Fiscal destacou ainda que : “Portanto foram considerados como segurados empregados na função de MOTORISTAS / AJUDANTE DE FISCAL, pela constatação dos requisitos legais a seguir: pessoalidade : os trabalhos foram executados pelos próprio contratados; não eventualidade : os serviços executados são de natureza permanente, fazem parte da estrutura organizacional e empresarial, são necessários para atender as atividades fins normais da empresa, que é o cultivo de cana de açúcar; Fl. 420DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.000876/200731 Acórdão n.º 240301.086 S2C4T3 Fl. 4 7 subordinação ou dependência: cumprem horários e percurso, obedecem ordens dos fiscais de turma da empresa; onerosidaderemuneração: receberam pelos serviços prestados quinzenalmente, conforme recibos individuais de pagamento e demonstrativo de contabilização de pagamento de frete (fls 94 a 321 — volumes I e II).” No item 6, aduz ainda o Relatório Fiscal que : “6 Corroborando toda a situação fática relatada no item 4, anexamos ao presente cópia do Processo Trabalhista n. 0097/ 2006 Vara do Trabalho de Taquaritinga SP, tendo como reclamante Luiz Antonio de Oliveira, com reconhecimento de vinculo na função de motorista e ajudante de fiscal no período de 03/02/1997 a 1011212004, processo em andamento, conforme fls 68 a 93 volume I.” Referindose a isto, a instância a quo, na condução de seu voto, fez pesquisa na sitio do TRT e verificou que o mérito já havia sido pacificado tendo sido reconhecido o vínculo empregatício do trabalhador contratado para o transporte de rurícolas onde se ressaltava que este exercia as demais atividades ora observadas negadas pelo Recorrente porem sem comprovação eficaz : “Ressaltese que a Justiça do Trabalho já reconheceu, em Reclamação Trabalhista movida em relação à empresa ora impugnante, o vínculo empregatício entre a impugnante e trabalhador contratado para o transporte de rurícolas, ressaltando o exercício das demais atividades acima mencionadas. A impugnante afirma que a Reclamação mencionada não se encontrava com seu trâmite concluído; contudo, em consulta ao sitio do TRT na Internet verificouse que o mérito da questão já estava pacificado mediante decisão definitiva encontrandose, os autos, em fase de execução” Resumindo, o artigo 12 da Lei 8.212/91 define como empregado e segurado obrigatório da Previdência Social as pessoas físicas que prestam serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração : “Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado; ” Diante de tudo que foi exposto, resta provado que o Auditor Fiscal agiu com exação e não há como dar provimento às alegações da Recorrente. MULTA DE MORA Fl. 421DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Verificase às fls 48, no Relatório de Fundamentos Legais, item 601 ACRESCIMOS LEGAIS MULTA , que a empresa foi autuada na forma do art. 35, I, II, III da Lei n° 8.212/91. Isto posto, a legislação vigente determinava que os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos, seriam acrescidos de multa de mora . Artigo 35 da Lei n 8.212 : “Art. 35. Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de abril de 1997, sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos:” Artigo 35 da Lei 8.212/91 alterado pela redação da Lei n 11.941 de 2009 : “ Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). I – (revogado): (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). II – (revogado): (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). III – (revogado): (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009).” Revogado o artigo supra, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, aduz que os débitos serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Também incluídos pela Lei no 11.941, de 2009, nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 da Lei 8.212/91, verificase o comando do Art. 35A e aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, a lei não retroage para prejudicar. Autuada e notificada em 18/10/2007 por infração referente à fatos geradores compreendidos no período 03/97 a 11/2006, na forma da legislação vigente conforme o comando do artigo 149 do Código Tributário Nacional – CT, a multa de ofício, sem previsão anterior, se verificará para lançamentos de fatos geradores ocorridos e notificados a partir da lei 11.941, de 2009. Fl. 422DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.000876/200731 Acórdão n.º 240301.086 S2C4T3 Fl. 5 9 Cabe, portanto, aplicar o artigo 35A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação. CONCLUSÃO Desse modo, por tudo que foi exposto, voto por conhecer do recurso e em PRELIMINAR, com fulcro no artigo 150, § 4° do Código Tributário Nacional – CTN, reconhecer decadência das competência 09/2002(inclusive) e anteriores, e , no MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 423DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10711.000024/87-49
Data da sessão: Tue Jul 26 00:00:00 UTC 1988
Ementa: FALTA DE MERCADORIA estrangeira acondicionada em cofre de carga descarregado intacto, sem ressalva em Termo de Avaria e sob sob as cláusulas "house to house" e "house to pier". Caso em que não ficou caracterizada a responsabilidade do transportador pelo extravio da mercadoria nele contida.
Recurso provido.
Numero da decisão: 301-25.805
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, vencidos os conselheiros João Holanda Costa, Paulo César Bastos Chauvet e José Maria de Melo, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: HAMILTON DE SA DANTAS
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MINIST1ÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES IPRIMEIRA CÂMARA. Recorrente I I Sessão de ...26de .....j.u.l.h.o..... de 19 ..8.8. ACORDÃO N .•.......3DJ.::.2.5 .....8J) 5 . 109.504 1- Processo nQ 10711-000024/87-49. AG~NCIA MARi~IMA LAURITS LACHMANN S/A. IRF - PORTO:: RJ. Recurso n,O i .FALTA DE MERCADORIA estrangeIra acondicionada em cofre de c~rga descarnegado intacto, sem ressalva em Termo de Av~ rIa e sob as Icl~usulas "house to house" e "house to pier~. Caso em que não ficou caracterizada a responsabilidade do transportadof pelo extravio da mercad6rta nele contida. Recurso provido. . I..VIsto, relatado e dIscutIdo o presente processo, I ..• .,ACORDAM os Membros da PrImeIra Camara do TerceIro Cense lho de Contribuintes, por maioria de votos, vencidos os conselheiros- João Holanda Costa, Paulb César BastosChauvet e José Maria de Melo, em dar provimento aoreCUGSO, na forma do relat6rio e voto que passam a integrar o presente julgado. I Br~s,ília-DF,126 de julho de 1988. -1::;;, -- JOSÉ A HA MAMEDE - ~ &UJ. TON DE IsA I I~ ----:;;: DE LU~DES MARTINS - Procurador da Faz. Nacional. 'Recorrid a • VISTO EM SESSÃO DE: 2 ~ AGO 1988 participara~, ainda do presente julgamento os seguintes , Conselheii'os: ROSA MARTA MAGALHÃES DE 'OLIVEIRA, MARIA LUCIA CASTELO BRANCO e FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL .t.." I IMF - TERCEIRO C@NSElHO DE CONTRIBUINTES RECURSO Nº 109.504 - I ACÓRDÃO Nº 301-25.805 RECORRENTE: AG~NCIA MA~fTIMA ~AURITS LACHMANN S/A. RECORRIDA IRF - PORTO - RJ. RELATOR HAMI~TON DEISÁ DANTAS. -2- • I, R E IL A T'Ó R I O I Conforme iluJtra a Resoluçio nº 302-283, de 25 de feverel ro do corrente ano (198,8), o presente processo fa esteve em aprecIª- çio neste Colegiado. Ndquela oportunidade, a Câmara, por ,maioria de , . I , ." "o " _ •votos, converteu o Jul~amento em dlllgencla a Repartlçao de origem para que informas se" .... se fo L 1avr ado, Por o ca s iio da de sc arg a , , Termo de Avaria, acusa1do o embarque dos containers com violaçio aos selos, lacres ou cadeados originais. Ou, se ao contrário, referidos 1containers foram descarregados intactos." , ILeio, de quatquer forma, para uma melhor fixaçio do assun to, o relatório e voto Ide fls. 62/66 (lê). • rência ao De acordo com a informaçio de fls. 67 verso nio há ref~ Termo de Ava1ia, consoante texto a seguir transcrito: "Verificando as folhas de avaria referentes ao manifesto 1385/86, constatei que não consta r~ lAçio de containers com avaria, constmndo apeI -nas 164 sacos de marca BALTA, avariados e" mQ l~ados, cobertos pelo conhecimento PD 201, do porto de Tacoma." f- • • I ''c o relatorlo .• SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O -3- Rec.109.504 AC.301-25.805 • • A matjrta em IjUlgamentu nesta Cimara, embora aqui seja r~ cente a sua incidência, em termos de apreciação, não o e, entretan to, na egrjgia Segunda iCimara deste mesmo Conselho e na colendaCi mara Superior de Recursos Fiscais, que, em hipóteses como a presen I _ , te nestes autos, entendem que nas importaçoes em que constem clausQ las "Said to conta in'.', i"House to House", Shipper .Load ando 'Sowed Count", " House to PIe"", quando o transporte se processou ao amp~ ro de tais garantias, Jsto j, mercadorias estufadas pelo exportador e/ou expedidor, sem a 8articipação do transportador, não há que se falar em responsabilid~de deste~lfimo (transportador) pela faltaou . I . . davarIa, ao fundamento ou pressuposto de que a mercadorIa tI a como faltante nao fora efetivamente embarcada na origem. Em in~meros julgados, aliás, a Segunda Cimara vem .'~êit~ rando o entendimento dJ que a falta de mercadoria estrangeira tran~ portada em contêiner, com tais cláusulas. descarregado intacto, sem que tenha havido Termo Ide ~varia, ~nviabiliza a responsabi~id:de do transportador. CIto, cama Ilustraçao, dentre outros, os acordaos de nQs 302-31.172,302-31,167,302-31.146, 302-31.044, 302-31.029, .... 302-31.047, 302-30.944ie 302-30.925. Os arestos em tela tratam de contêiners descarregados com ! . -lacres, cadeados e equIpamentos de segurança sem qualquer vlolaçao e, por conseqUência, rbsponsabilidade do tran;portador, isso tudo Iapos diligência feita às diversas repartições de origem para que in formassem se houvera t~rmos de avaria. Inexistentes, o Colegiado em questão excluiu toda elqUalqUer responsabilidade tributária do tran~ portador. . .. I . - ,.AquI, Igualmente, a sltuaçao fatlca se repete, uma vez I . . -que nao consta termo de avaria demonstrando qualquer vlolaçao no l~ I cre, selo ou cadeado de segurança dos contêiners, o que, emoessên Cla, revela a integrid~de dos di~positivos de segurança daqueles cQ fres de carga. I Isto posto, com fundamento nos arts. 30, inciso I e 51, do Decreto nQ 80.145/7:7, cumulados com os arts. 478 e 480, ~ 2Q, do I • -4-Rec.109.504 AC.301-25.805 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL I Decreto nº 91.030/85, el, considerando ainda, que nesse sentido é o entendimento jurisprudJncial da egr~gia Segunda Câmara e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, o que se coaduna com o meu modo de en tender, dou, assim, in~egral provimento ao recurso voluntirio da r~ corrente. I , - Sala 1988. 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 14367.000305/2008-32
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 09 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Feb 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
ALIMENTAÇÃO IN NATURA
Sobre o pagamento in natura do auxílio-alimentação não há incidência de contribuição previdenciária.
ASSISTÊNCIA MÉDICA.
Para a não tributação dos valores relativos ao benefício da assistência médica, odontológica e afins, é necessário que a cobertura oferecida abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa.
SEGURO.
Atendidas as exigências da legislação tributária, não incide a contribuição social previdenciária sobre o seguro de vida em grupo fornecido pela empresa aos seus empregados.
Numero da decisão: 2403-001.081
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de voto, em dar
provimento parcial ao recurso, determinando a exclusão do levantamento ALI - DESPESA DE ALIMENTAÇÃO E CESTA BÁSICA e Determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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INDUSTRIAL DE EMBALAGENS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. ALIMENTAÇÃO IN NATURA Sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária. ASSISTÊNCIA MÉDICA. Para a não tributação dos valores relativos ao benefício da assistência médica, odontológica e afins, é necessário que a cobertura oferecida abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. SEGURO. Atendidas as exigências da legislação tributária, não incide a contribuição social previdenciária sobre o seguro de vida em grupo fornecido pela empresa aos seus empregados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de voto, em dar provimento parcial ao recurso, determinando a exclusão do levantamento ALI DESPESA DE ALIMENTAÇÃO E CESTA BÁSICA e Determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. Fl. 648DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel De Souza, Ivacir Julio De Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Marthius Sávio Cavalcante Lobato Fl. 649DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14367.000305/200832 Acórdão n.º 240300.081 S2C4T3 Fl. 649 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém, acórdão 0115.514 4ª Turma, que julgou improcedente a impugnação. O lançamento foi assim apresentado no relatório do acórdão recorrido: Tratase de crédito previdenciário lançado pela fiscalização através do Auto de Infração de Obrigação Principal AIOP n° 37.152.7961, contra a empresa acima identificada, que de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 32/38, referese às contribuições destinadas a outras entidades ou fundos, tendo como fato gerador total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, que não foram declaradas nas Guias de Recolhimentos do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, no período de janeiro/2004 a dezembro/2004, no valor com juros e multa à época do lançamento de R$39.565,34 (trinta e nove mil, quinhentos e sessenta e cinco reais e trinta e quatro centavos), consolidado em 10/10/2008. É constituído dos seguintes levantamentos: • REM – REMUNERAÇÃO PAGA POR FORA (01/2004 a 05/2004, 07/2004 a 10/2004): constam todos os lançamentos que registram pagamentos ou créditos aos segurados empregados extraídos do Livro Razão n° 05 e 06: CONTA DE PASSIVO 21120 (Obrigações com Pessoal): conta 21123 (Inss a Recolher), conta 21130 (Féria Provisão), conta 21133 (13 0 Salário Provisão); CONTAS DE DESPESAS: 31110 (DESPESAS COM PESSOAL): 31111 (Salário), 31112 (Horas Extras), 31203 (Aviso Prévio), Atestado Médico (31217), 31221 (DSR s/H.Extras); 41130 (CUSTOS COM PESSOAL): 41131 (Salários), 41132 (Horas Extras), 41133 (Periculosidade), 41134 (Adicional Noturno), 41135 (Descanso Semanal Remunerado), 41151 (DSR s/H.Extras), 41152 (Atestado Médico) e 41153 (Faltas), conforme folhas 103, 117, 118, 121 e 122 do Livro Razão. A Fiscalização constatou que a contabilidade registrou remuneração dos segurados empregados a maior que o informado em GFIP e nas folhas de pagamento. Ressalta que referida diferença foi apurada como saláriodecontribuição de forma englobada, pois a notificada não forneceu a relação discriminando os segurados beneficiados. Esclarece que a mencionada contabilização da remuneração dos segurados empregados, integrou as bases de dados da DIPJ, nas fichas relativas a custo dos bens e serviços vendidos (ficha 04 A) e nas despesas operacionais (ficha 05 A), relativa ao rendimento do trabalho assalariado. Destaca, que as contas apuradas, registram também os lançamentos contábeis das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados que perceberam através das folhas de pagamento, porém, nesses casos, a Fl. 650DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 empresa faz a tributação das contribuições previdenciárias, assim como, as informa em GFIP, não fazendo parte deste levantamento; • AME – ASSISTÊNCIA MÉDICA (01/2004 a 12/2004): objetivando a verificação das regras estipuladas na concessão deste beneficio, a empresa foi intimada por meio de TIAD — Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, a fornecer os esclarecimentos necessários à identificação dos destinatários do beneficio, bem como a apresentação do acordo ou convenção coletiva de trabalho ou a cartilha. Foi apresentada, então, a "convenção coletiva de trabalho", a qual não prevê a concessão benefício aqui tratado. Da análise da folha de pagamento, a Fiscalização detectou não haver cobertura a todos os segurados empregados da empresa, encontrandose em desacordo com a legislação pertinente. Desta forma, apurou como saláriodecontribuição os valores da rubrica assistência médica, os quais não foram incluídos nas folhas de pagamento e nas GFIP, conforme folhas 104 e 121 do Livro Razão n° 05. Este levantamento é composto das diferenças dos valores lançados a débito em relação aos créditos registrados no Livro Razão n° 05 e 06, na "conta 31110 subconta 31213 e conta 41130 subconta 41149 — Assistência Médica". Nesta conta o sujeito passivo lança a débito os valores pagos aos planos de saúde e no crédito os valores descontados em folha de pagamentos dos segurados empregados que lhe prestaram serviços, a título de reembolso, conforme folhas do Livro Razão 175. • SEG SEGURO DE VIDA (01/2004 a 11/2004): a Fiscalização solicitou por meio de TIAD os documentos referentes às regras definidas para concessão do benefício, bem como a identificação dos destinatários quanto ao "Seguro de Vida". Foi apresentada a convenção coletiva de trabalho, a qual não prevê a concessão do beneficio, como também não foi apresentado contrato de seguro de vida e nem a relação dos funcionários beneficiados, encontrando se em desacordo com a legislação pertinente. A Fiscalização apurou como saláriodecontribuição os valores lançados na conta "Seguro de Vida", os quais não contam nas folhas de pagamento e GFIP. Este levantamento é composto das diferenças dos valores lançados a débito em relação aos créditos registrados no Livro Razão n° 05 e 06, na "conta 31110 subconta 31216 e conta 41130 subconta 41149 (Seguro de Vicia)". Nesta conta o sujeito passivo lança a débito os valores pagos a seguradora e no crédito os valores descontados em folha de pagamentos dos segurados empregados que lhe prestam serviços, a título de reembolso, conforme folhas 104 e 105 do Livro Razão n°05; • ALI DESPESA DE ALIMENTAÇÃO E CESTA BÁSICA (01/2004 a 12/2004): a notificada não apresentou o Programa de Alimentação ao Trabalhador PAT, solicitado por meio de TIAD, motivo pelo qual a Fiscalização integrou a parcela "in Fl. 651DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14367.000305/200832 Acórdão n.º 240300.081 S2C4T3 Fl. 650 5 notara" decorrente do fornecimento de alimentação como o saláriodecontribuição dos segurados empregados. A base de calculo foi extraída dos registros do Livro Razão n° 05 e 06, na conta 31110subconta 31117 e conta 41130 subconta 41142 (Alimentação) e 41144 (cesta básica). Nestas contas o sujeito passivo lança a débito os valores pagos despendidos com alimentação e a crédito dos valores descontados em folha de pagamentos dos segurados empregados que lhe prestam serviços, a título de reembolso, conforme folhas 102 e 119 do Livro Razão n° 5. Tais valores foram apurados na rubrica contábil "Alimentação", não constando das folhas de pagamentos e GFIP. Registra o Relatório Fiscal que sobre as bases de cálculo , uma vez que a empresa não apresentou relação dos segurados empregados beneficiados, foi aplicada a alíquota mínima vigente à época. Entendeu a fiscalização que a omissão das remunerações dos segurados empregados que prestaram serviço ao sujeito passivo, no período de 01/2004 a 12/2004, nas GFIP's, configura, em tese, crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no artigo 337A, inciso I, do Código Penal, com redação dada pela Lei 9.983, de 14/07/2000 e por essa razão elaborou REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • não é licito à Autoridade fiscal que apure débito com base no Livro Razão, devendo valerse de outras evidencias que caracterizem o ilícito apontado. • De fato, o livro Razão utilizado para apurarse o Auto de Infração impugnado encontrase equivocado e tal foi provado pela juntada aos autos de todas as folhas de pagamento onde constam. Não há como demonstrarse o erro do Livro razão senão pelo cotejo da folha de pagamento e GFIP. • DESPESAS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA o Para a assistência médica, a analise das folhas de pagamento demonstra que de um total de cerca de 63 funcionários, mais de 47 utilizavamse do referido beneficio. o Analise demonstra que os usuários se encontravam em todas os níveis salariais e de organograma da empresa, o que permite concluir que referido beneficio foi concedido a totalidade dos funcionários da empresa, inclusive dirigentes. Fl. 652DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 o O benefício será ou não aceito por cada um dos empregados, individualmente e avaliando suas reais necessidades. Não se pode impor referido beneficio a todos. o Um número de funcionários restante optou por não gozar deste beneficio, quer porque o cônjuge recebia em outra empresa, quer porque já possuía plano de saúde próprio. • DESPESA COM SEGURO DE VIDA o é possível vislumbrar que o beneficio em questão abrangia a totalidade dos funcionários, mas que nem todos optavam por dele fazer uso, quaisquer que fossem suas razões. • DESPESAS DE ALIMENTAÇÃO E CESTA BÁSICA o a adesão ao PAT é voluntária e que a mesma não possui prazo para opção e desde 1999, deixou de ser necessário o cadastramento anual da empresa no PAT, uma vez efetivada a adesão ao PAT esta será por prazo indeterminado o O documento em anexo dá conta que a Impugnante aderiu ao PAT em ano anterior ao da fiscalização, encontrandose assim albergada pelo texto da lei, e afastando a caracterização da alimentação fornecida aos trabalhadores como salário in natura. • BENEFÍCIOS SEM CARACTERÍSTICA DE SALÁRIO o Corroborando tudo quanto se disse até aqui, é de se notar que os benefícios ora em discussão atendem em uma visão macro às necessidades do cidadão brasileiro, e que seu atendimento pela empresa não tem o condão de agregar valor ao salário, mas responder ao beneficio concedido às empresas que se instalam na Zona Franca de Manaus. • AUSÊNCIA DE ILÍCITO PENAL o Entendeu a Autoridade Fiscal que havia indícios para a caracterização de ilícito penal, por sonegação de contribuição previdenciária. Pelo que ora se expôs, nada mais equivocado, pelo que impõese a improcedência do presente Auto também neste ponto, pois verificouse à saciedade que os benefícios pagos aos empregados, tomados pela Autoridade fiscal como salário de contribuição, na verdade encontramse na zona de exclusão do texto de lei. • Outras alegações foram trazidas ao recurso, sem conexão com o lançamento como: glosa de salário família e salário maternidade e diferenças de acréscimos legais. É o Relatório. Fl. 653DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14367.000305/200832 Acórdão n.º 240300.081 S2C4T3 Fl. 651 7 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. ILÍCITO PENAL Argumenta a recorrente que sua exposição dos fatos demonstra que não houve ilícito penal. Com o registro da súmula CARF nº 28, onde fica claro que o CARF não possui competência para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais, encerro esta análise. Súmula CARF nº 28: O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. CONTABILIDADE Alega a recorrente que não é licito à Autoridade fiscal apurar débito com base no Livro Razão, devendo valerse de outras evidencias que caracterizem o ilícito apontado e reconhece que o livro Razão utilizado para apurarse o Auto de Infração impugnado encontra se equivocado. Como prova, apresenta as folhas de pagamento. Transcrevo abaixo como a questão foi apresentada no Relatório Fiscal: 2. BASE DE CÁLCULO/SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO ... 2.2 Ressaltamos que a empresa foi intimada através do TIAD Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, a prestar esclarecimentos necessários e a identificação dos valores de remuneração dos empregados contabilizadas em Custo com Pessoal, Despesas com Pessoal e Administração e Vendas, como também os registrados nas despesas Assistência Medica, Seguro de Vida, Alimentação. Fl. 654DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 2.3 Em razão da falta de comprovação dos beneficiários das rubricas mencionadas acima e da inscrição junto ao PAT — Programa de Alimentação ao Trabalhador, a base de calculo do lançamento foi apurada de forma globalizada, segundo os valores contabilizados no livro Razão n o 05 e 06, abaixo descritas: 2.3.1 "REM REMUNERAÇÃO PAGA FORA DA FOLHA" Neste levantamento constam todos os lançamentos que foram pesquisados livro contábil, em que registram pagamentos ou créditos aos segurados empregados, do livro Razão n o 05 e 06: CONTA DE PASSIVO 21120 (Obrigações com Pessoal): conta 21123 (Inss a Recolher), conta 21130 (Férias Provisão), conta 21133 (!3° Salário Provisão); CONTAS DE DESPESAS: 31110 (DESPESAS COM PESSOAL): 31111 (Salário), 31112 (Horas Extras), 31203 (Aviso Prévio), Atestado Medico (31217), 31221 (DSR s/H.Extras); 41130 (CUSTOS COM PESSOAL): 41131 (Salários), 41132 (Horas Ex tras), 41133 (Periculosidade), 41134 (Adicional Noturno), 41135 (Descanso Semanal Remunerado), 41151 (DSR s/H.Extras), 41152 (Atestado Médico) e 41153 (Faltas), conforme cópias das folhas 103,117,118,121 e 122. Quando da apuração da base de calculo, da remuneração dos segurados empregados, constatamos que a contabilidade registrou remuneração dos segurados empregados a maior que o informado nas Guias de Recolhimentos do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP's e nas folhas de pagamento, no período de 01/2004 a 12/2004. Tal diferença foi apurada como salário de contribuição de forma englobada, vez que a empresa deixou de apresentar relação discriminadas dos segurados beneficiados. A contabilização da remuneração dos segurados empregados, mencionados no item anterior, compôs as bases de dados da DIPJ, informada pelo sujeito passivo, nas fichas relativas a custo dos bens e serviços vendidos (ficha 04 A) e nas despesas operacionais (ficha 05 A), referente ao rendimento do trabalho assalariado. (grifei) É importante anotar que as contas apuradas, registram também os lançamentos contábeis das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados que perceberam através das folhas de pagamento, porém, nesses casos as oferece à incidência das contribuições para a seguridade social e também as declara nas GFIP's. Portanto, essas situações não constam deste levantamento. Abaixo transcrevo texto acerca do Livro Razão que, resumidamente, apresenta esse livro como o principal agrupamento de registros contábeis de uma empresa que usa o método das partidas dobradas e que a planilha de balanço (baseado no Balanço Patrimonial) e a demonstração de resultados ou de lucros e perdas são derivados do razão. O texto foi extraído do site Wikipédia, em 30/07/2011. Razão (contabilidade) Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Fl. 655DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14367.000305/200832 Acórdão n.º 240300.081 S2C4T3 Fl. 652 9 O Razão, Razão Geral, Ficha Razão, Extrato da Conta ou ainda Livro Razão, é o principal agrupamento de registros contábeis de uma empresa que usa o método das partidas dobradas. Ele é composto pelo conjunto de contas contábeis e é um "índice" para todas as transações que ocorrem em uma companhia. É chamado de ferramenta de ordem sistemática, enquanto o livro diário, seria a ferramenta contábil de ordem cronológica.(grifei) A planilha de balanço (baseado no Balanço Patrimonial) e a demonstração de resultados ou de lucros e perdas são derivados do razão. Devido a sua organização em contas, o razão permite que se observe o impacto de todas as transações que as movimentam a cada momento. O razão deve incluir a data, a descrição do lançamento (conta e contraconta ou contra partida, acompanhada de histórico e documentos de referência) e o saldos entradas para cada conta contábil. Ele geralmente é dividido em outras categorias sendo o Razão de ContasCorrentes, o mais comum. No Razão são indicadas todas e cada uma das operações da entidade, na medida e ordem em que ocorrem, assim como as alterações qualitativas e quantitativas por elas produzidas nos recursos aplicados e nas origens destes recursos. Constatamos, pelo Relatório Fiscal e pela ausência de manifestação da recorrente que as informações da contabilidade, utilizadas pela fiscalização para o lançamento das contribuições são as mesmas utilizadas pela empresa na composição da apuração do Imposto de Renda, visto que foram , informadas pelo sujeito passivo, nas fichas relativas a custo dos bens e serviços vendidos (ficha 04 A) e nas despesas operacionais (ficha 05 A), referente ao rendimento do trabalho assalariado. A fiscalização, a partir dos registros contábeis identificou pagamentos fora da folha e a recorrente trouxe como prova contrária, justamente as folhas de pagamento. Essas provas só evidenciam que existe a diferença. Entendo que a recorrente não trouxe ao processo quaisquer provas contrárias ao lançamento. Concluo pela procedência do lançamento. ASSISTÊNCIA MÉDICA Alega a recorrente que a assistência médica é oferecida a todos, que o benefício é ou não aceito por cada um dos empregados, individualmente e avaliando suas reais Fl. 656DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 necessidades; que um número de funcionários optou por não gozar deste beneficio e trouxe números: analise das folhas de pagamento demonstra que de um total de cerca de 63 funcionários, mais de 47 utilizavamse do referido beneficio. Inicialmente registro que a recorrente não apresentou os esclarecimentos solicitados pela fiscalização durante a ação fiscal. Levantamento efetuado por este relator junto a documentos presentes no processo indicam para os empregados, no mês de novembro, apresenta uma relação de que 40 com assistência médica para 31 sem assistência médica . Registro que não encontrei no processo documento onde o segurado faria a opção pela adesão à assistência médica. Não merece prosperar a alegação de que não há incidência sobre os valores pagos a título de assistência médica. A Lei n° 8.212/91 assim dispõe sobre o assunto: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) ... III para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médicohospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) A regra estabelecida pela Lei é tributar a remuneração, entendida como a totalidade dos rendimentos. Fl. 657DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14367.000305/200832 Acórdão n.º 240300.081 S2C4T3 Fl. 653 11 Segundo o CTN, as isenções devem decorrer de lei. Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. Parágrafo único. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. Dessa forma dispõe o § 9º do artigo 28 da Lei 8.212/91, quando estabelece lista fechada das rubricas que não integram o saláriodecontribuição, sendo que nela está contida, na alínea “q”, que não é tributado o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. Está comprovado, inclusive pelas alegações da recorrente que a cobertura não abrange a totalidade dos empregados e dirigentes. SEGURO DE VIDA A tese apresentada pela empresa é a mesma, isto é, o beneficio estava a disposição da totalidade dos funcionários, mas que nem todos optavam por dele fazer uso, quaisquer que fossem suas razões. Analisando alguns documentos deste processo, verifiquei que nenhum dos 71 empregados presentes na folha de pagamento de novembro teve qualquer desconto relativo ao seguro de vida. Não merece prosperar a alegação de que não há incidência. A regra estabelecida pela Lei é tributar a remuneração, entendida como a totalidade dos rendimentos. O Decreto n°3.048/99, Art. 214, parágrafo 9° , inciso XXV retira o seguro de vida em grupo do saláriodecontribuição, desde que, entre outras condições, seja previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho e esteja disponível à totalidade dos empregados. Art. 214. Entendese por saláriodecontribuição: §9° Não integram o saláriodecontribuição, exclusivamente: XXVo valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a prêmio de seguro de vida em grupo, desde que previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho e disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9° e 468 da Consolidação das Leis do Trabalho. Fl. 658DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 Registra o Relatório Fiscal que a empresa apresentou a convenção coletiva de trabalho, sem previsão do beneficio em questão, que não foi apresentado contrato de seguro de vida e nem a relação dos funcionários beneficiados, estando, por conseguinte em desconformidade com a legislação. ALIMENTAÇÃO E CESTA BÁSICA A fiscalização, com base no artigo 28 da Lei nº 8.212/1991 considerou que a inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador é requisito essencial para que o benefício não integre a base de cálculo das contribuições previdenciárias. Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; Ocorre que no final do ano 2011 a PGFN editou o Ato Declaratório Nº 03/2011 que estabeleceu que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária. ATO DECLARATÓRIO Nº 03 /2011 A PROCURADORAGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117 /2011, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU Fl. 659DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14367.000305/200832 Acórdão n.º 240300.081 S2C4T3 Fl. 654 13 de 24.11.2011, DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária”. JURISPRUDÊNCIA: Resp nº 1.119.787SP (DJe 13/05/2010), Resp nº 922.781/RS (DJe 18/11/2008), EREsp nº 476.194/PR (DJ 01.08.2005), Resp nº 719.714/PR (DJ 24/04/2006), Resp nº 333.001/RS (DJ 17/11/2008), Resp nº 977.238/RS (DJ 29/11/2007). Brasília, 20 de dezembro de 2011. Entendo que se deva excluir do lançamento o levantamento ALI – DESPESA DE ALIMENTAÇÃO E CESTA BÁSICA. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 61 da Lei 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido Fl. 660DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, determinando a exclusão do levantamento ALI – DESPESA DE ALIMENTAÇÃO E CESTA BÁSICA. e o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 661DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 15586.000638/2009-21
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DOS SÓCIOS NO AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE DO AI. PREPARAR AS FOLHAS DE PAGAMENTO SEM A TOTALIDADE DOS SEGURADOS E REMUNERAÇÃO PAGA. MULTA COM BASE NOS ARTS. 92 E 102 DA LEI N. 8.212/91.
A relação dos co-responsáveis no Relatório de Co-Responsáveis - CORESP não atribui responsabilidade tributária aos representantes legais da empresa, apenas lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração fazendária em razão do seu vinculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando tipo de vinculo existente e o período correspondente.
O Auto de Infração - AI, contém todas as informações necessárias para o exercício da ampla defesa.
Constitui infração prevista no art. 32, I, c/c o art. 225, I, parágrafo 9º do Decreto n. 3.048/99, preparar as Folhas de Pagamentos sem a totalidade dos segurados a seu serviço e da remuneração paga.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.078
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar
provimento ao recurso. Vencido o relator Marcelo Magalhães Peixoto na questão dos Corresponsáveis. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Ivacir Julio de Souza.
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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INCLUSÃO DOS SÓCIOS NO AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE DO AI. PREPARAR AS FOLHAS DE PAGAMENTO SEM A TOTALIDADE DOS SEGURADOS E REMUNERAÇÃO PAGA. MULTA COM BASE NOS ARTS. 92 E 102 DA LEI N. 8.212/91. A relação dos coresponsáveis no Relatório de CoResponsáveis CORESP não atribui responsabilidade tributária aos representantes legais da empresa, apenas lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração fazendária em razão do seu vinculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando tipo de vinculo existente e o período correspondente. O Auto de Infração AI, contém todas as informações necessárias para o exercício da ampla defesa. Constitui infração prevista no art. 32, I, c/c o art. 225, I, parágrafo 9o do Decreto n. 3.048/99, preparar as Folhas de Pagamentos sem a totalidade dos segurados a seu serviço e da remuneração paga. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o relator Marcelo Magalhães Peixoto na questão dos Corresponsáveis. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Ivacir Julio de Souza. Carlos Alberto Mess Stringari – Presidente Fl. 115DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Marcelo Magalhães Peixoto – Relator Ivacir Júlio de Souza – Redator Designado Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000638/200921 Acórdão n.º 2403001.078 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Auto de Infração AI, DEBCAD 37.220.1288, emitido em 08/07/2009, cuja notificação se deu em 09/07/2009, em face do HOSPITAL MERIDIONAL S/A que, de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 45/49, preparou as Folhas de Pagamentos sem a totalidade dos segurados a seu serviço e da remuneração paga, conforme determina o 32, I, c/c o art. 225, I, parágrafo 9o do Decreto n. 3.048/99. Em decorrência, da supracitada infração, com base nos arts. 92 e 102 da Lei n. 8.212/91, foi aplicada a multa prevista nos arts. 283, I, “a” e 373 do Decreto n. 3.048/99, atualizado pelo art. 8o, V da Portaria Interministerial MPS/MF n. 48 de 12/02/2009, no valor de R$ 1.329,18 (mil trezentos e vinte e nove reais e dezoito centavos). O Auto de Infração em tela se refere às competências compreendidas entre 01/2005 e 12/2005. O Relatório Fiscal destaca que a documentação a qual faz referência, encontrase anexada ao Processo Principal de n. 15586.000634/200942. Segundo o Relatório Fiscal: 1. No ano de 2005 a Recorrente não estava regularmente inscrita no PAT e forneceu alimentação aos seus empregados, conforme comprovam os descontos na rubrica “125REFEIÇÃO” constantes nas folhas de pagamentos. Pela existência da conta “ALIMENTAÇÃO E REFEIÇÃO”, referente ao reembolso da alimentação fornecida pelas pessoas jurídicas que funcionam dentro do hospital, a fiscalização concluiu que a alimentação não era fornecida apenas aos empregados da Recorrente. Para chegar ao valor devido, a fiscalização arbitrou o percentual de 20% da remuneração paga ao trabalhador, excluindo o décimo terceiro salário, com base no inciso II, parágrafo 1o, do artigo 758 da IN MPS/SRP n. 03 de 14/07/2005; 2. Em 16/09/2005 o sóciogerente /diretor Antonio Alves Benjamim Neto recebeu adiantamento no valor de R$ 10.000,00. Ocorre que a Recorrente não comprovou que esse adiantamento foi pago/descontado posteriormente, caracterizando como prólabore recebido. 3. No decorrer do ano de 2005 a Recorrente efetuou pagamentos, conforme constam nos lançamentos contábeis constantes na PLANILHA 123AGB, cópias de cheques, depósitos bancários e recibos de pagamentos ao sócio/acionista Julio César Moulin Ribeiro e ao sócio administrador/diretor Antonio Alves Benjamim Neto. A Recorrente justificou como sendo pagamentos referente a compensação/aluguel, por terem imóveis objeto de alienação Fl. 117DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 fiduciária em empréstimo contratado junto ao Banco de Desenvilvimento do Espírito Santo – BANDES. Ocorre que, pela cláusula 8.2 do contrato: “Enquanto adimplente a emitente e os fiduciantes, estes terão livre utilização, por sua conta e risco dos imóveis objeto da alienação fiduciária acima.” Por essa razão, os valores se configuram como pagamentos efetuados a sócio/acionista e a sócio/diretor, sendo, portanto, fatos geradores da Contribuição Previdenciária. Através de consulta realizada pela Fiscalização no CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais da DATAPREV, foi verificado que Julio Cesar não recolheu sobre o teto em 11/2005, razão pela qual cabe Contribuição Previdenciária sobre a remuneração recebida, limitada ao teto. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento que se consolidou em 09/07/2009, a Recorrente apresentou, tempestivamente, Impugnação de fls. 52/60. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar aos argumentos da Recorrente, a 11ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro – RJ – DRJ/RJ1, emitiu o Acórdão n° 12 27.946, de fls. 83/95, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 AUTO DE INFRAÇÃO – MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA A empresa que deixa de preparar folha(s) de pagamento(s) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidas pela legislação previdenciária, sujeitase a multa por descumprimento de obrigação acessória prevista na mesma. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” DO RECURSO Inconformada, a Recorrente interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 100/109, com os seguintes argumentos: I Da Tempestividade: Tendo em vista que protocolizou dentro dos 30 (trinta) dias previstos no art. 15 do Decreto n. 70.235/72. II – Da Exclusão dos “CoResponsáveis”: Fl. 118DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000638/200921 Acórdão n.º 2403001.078 S2C4T3 Fl. 3 5 A Recorrente entende que não constam os elementos previstos no art. 135, III do CTN, razão pela qual a lista dos “coresponsáveis” deve ser excluída. III – Dos Fatos e do Direito: A Recorrente foi autuada pela falta de recolhimento da contribuição patronal devida sobre a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais. Não devendo prosperar pelas razões abaixo: Vícios Formais da Ação Fiscal O Auto de Infração deve ser nulo, tendo em vista que não há como exercer o seu direito constitucional de defesa, uma vez que: “a agente fiscal apontou diversos dispositivos referentes aos segurados empregados e trabalhadores avulsos dispostos na Lei 8.212/91 c/c o disposto no Decreto 3048/99 e Lei 10.666/2003, contudo, olvidouse de individualizar as infrações cometidas, tendo inclusive se equivocado ao relacionar o inciso I do artigo 30 da lei 8212/91, dispositivo legal relacionado aos sócios diretores, considerados contribuintes individuais e não empregados como aparentemente relacionado no auto de infração, o que torna, por si só, nulo todo o procedimento fiscal, haja vista não poder ter no corpo do Auto de Infração fundamentação legal equivocada, sem relação com o fato autuado.” O lançamento é um ato administrativo vinculado, por isso deve estar revestido dos cinco requisitos, quais sejam: competência, finalidade, forma, motivo e objeto. Nesse diapasão, a fiscalização e o Processo Administrativo Tributário, visando a busca pela verdade material, devem demonstrar os motivos ensejadores do ato administrativo. Transcreve doutrina nesse sentido. Não se pode falar em presunção de veracidade uma vez que o ato administrativo não atendeu aos citados requisitos. Transcreve doutrina no sentido de ser indevido o alargamento do conceito de presunção de validade do ato administrativo, tendo em vista que o fato gerador não pode ocorrer tão somente em decorrência da alegação do Fisco, impossibilitando a produção de prova negativa em sentido contrário por parte do contribuinte. Sendo absurda a cobrança de um tributo somente pela presunção de validade, simplsmente porque o contribuinte não tem condições de produzir prova em sentido contrário. Não poderia a Fiscalização ter se baseado na Instrução Normativa INSS/DC 003/2005, vez que a IN é ato do Poder Executivo que não tem o condão de criar ou modificar direito, não sendo instrumento hábil para capitular infrações, que é matéria de Lei em sentido estrito. A Fiscalização utilizou meios interpretativos extensivos para desconsiderar o contrato de prestação de serviços firmado com a empresa FOCUS. Requer a nulidade ou a baixa em diligência do referido lançamento para que a Fiscalização preste os devidos esclarecimentos, assim como seja reaberto o prazo para a defesa. PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador Fl. 119DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 A Recorrente alega que a própria agente fiscal reconheceu no Relatório Fiscal a sua adesão no PAT em 30/06/2001. No entanto, aparentemente sem motivos, desconsiderou a. Traz a legislação do PAT e, em seguida, uma Jurisprudência do STJ no sentido de que a inscrição no PAT é irrelevante. Contrato de Prestação de Serviços sujeitos à retenção de 11% A Recorrente sustenta que a Fiscalização desconsiderou o contrato firmado e considerou como sendo cessão de mãodeobra de forma equivocada. Conceituou Cessão de mãodeobra como sendo “a colocação à disposição da empresa contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de trabalhadores que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com sua atividade fim, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei no 6019, de 1974.” Discorre acerca da definição de “serviços contínuos” e “colocação à disposição”. Sustenta que não ficou caracterizado que os trabalhadores ficaram à disposição da Recorrente, pois o simples fato dos serviços terem sido prestados no estabelecimento da Recorrente não enquadra o serviço prestado como sendo de cessão de mãodeobra. Afirma que a Fiscalização desconsiderou as possibilidades de dispensas de retenção por parte da contratante, para tanto, transcreve a legislação. A Fiscalização agiu de forma errada ao imputar toda a legislação previdenciária de forma aleatória, sem individualizála para cada infração. Sustenta que o próprio STJ entende que, quando comprovado o recolhimento da Contribuição Previdenciária por parte da empresa prestadora de serviços, a tomadora fica afastada da responsabilidade solidária, razão pela qual, é imprescindível que a Fiscalização individualize as contribuições ora cobradas, permitindo que a Recorrente prove a inexistência da infração. Traz jurisprudências. Logo, não há como prosperar a alegação no sentido de que os serviços foram prestados para a Recorrente sob a forma de cessão de mãodeobra, especialmente àqueles prestados pelo laboratório Tommasi e pela Focus Consultores. Do Pedido Ao final requer: anulação do DEBCAD 37.220.1288, para que seja feito um novo lançamento motivado e transparente ou, alternativamente, que os autos sejam baixados em diligência para que a Fiscalização esclareça (i) quais as contribuições que realmente não foram pagas, considerando que a Recorrente é opotante do PAT; (ii) quais valores devem ser considerados para fins de impugnação, diante da existência do contrato de prestação de serviços firmados com a Focus Consultores Independentes LTDA. Cancelamento da autuação porque a empresa cumpriu todos os ditames constitucionais e legais, conforme exposto. Requer a conexão com todos os DEBCAD’s 37.220.1210, 37.220.1237, 37.220.1229, 37.220.1270, 37.220.1288, 37.220.1296, por terem os mesmos fundamentos, período e partes envolvidas. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000638/200921 Acórdão n.º 2403001.078 S2C4T3 Fl. 4 7 É o relatório. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 111, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DA RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS A Recorrente entende que não deve constar no Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD a lista dos Sócios CoResponsáveis. O Colendo Supremo Tribunal Federal, em sede de Repercussão Geral, nos termos do art. 543B do CPC, declarou inconstitucional o art. 13 da Lei n. 8.620/93, verbis: DIREITO TRIBUTÁRIO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. ART 146, III, DA CF. ART. 135, III, DO CTN. SÓCIOS DE SOCIEDADE LIMITADA. ART. 13 DA LEI 8.620/93. INCONSTITUCIONALIDADES FORMAL E MATERIAL. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DA DECISÃO PELOS DEMAIS TRIBUNAIS. 1. Todas as espécies tributárias, entre as quais as contribuições de seguridade social, estão sujeitas às normas gerais de direito tributário. 2. O Código Tributário Nacional estabelece algumas regras matrizes de responsabilidade tributária, como a do art. 135, III, bem como diretrizes para que o legislador de cada ente político estabeleça outras regras específicas de responsabilidade tributária relativamente aos tributos da sua competência, conforme seu art. 128. 3. O preceito do art. 124, II, no sentido de que são solidariamente obrigadas “as pessoas expressamente designadas por lei”, não autoriza o legislador a criar novos casos de responsabilidade tributária sem a observância dos requisitos exigidos pelo art. 128 do CTN, tampouco a desconsiderar as regras matrizes de responsabilidade de terceiros estabelecidas em caráter geral pelos arts. 134 e 135 do mesmo diploma. A previsão legal de solidariedade entre devedores – de modo que o pagamento efetuado por um aproveite aos demais, que a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, também lhes tenha efeitos comuns e que a isenção ou remissão de crédito exonere a todos os obrigados quando não seja pessoal (art. 125 do CTN) – pressupõe que a própria condição de devedor tenha sido estabelecida validamente. 4. A responsabilidade tributária pressupõe duas normas autônomas: a regra matriz de incidência tributária e a regra matriz de responsabilidade tributária, cada uma com seu pressuposto de fato e seus sujeitos próprios. A referência ao responsável enquanto terceiro (dritter Persone, terzo ou tercero) evidencia que não participa da relação Fl. 122DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000638/200921 Acórdão n.º 2403001.078 S2C4T3 Fl. 5 9 contributiva, mas de uma relação específica de responsabilidade tributária, inconfundível com aquela. O “terceiro” só pode ser chamado responsabilizado na hipótese de descumprimento de deveres próprios de colaboração para com a Administração Tributária, estabelecidos, ainda que a contrario sensu, na regra matriz de responsabilidade tributária, e desde que tenha contribuído para a situação de inadimplemento pelo contribuinte. 5. O art. 135, III, do CTN responsabiliza apenas aqueles que estejam na direção, gerência ou representação da pessoa jurídica e tãosomente quando pratiquem atos com excesso de poder ou infração à lei, contrato social ou estatutos. Desse modo, apenas o sócio com poderes de gestão ou representação da sociedade é que pode ser responsabilizado, o que resguarda a pessoalidade entre o ilícito (mal gestão ou representação) e a conseqüência de ter de responder pelo tributo devido pela sociedade. 6. O art. 13 da Lei 8.620/93 não se limitou a repetir ou detalhar a regra de responsabilidade constante do art. 135 do CTN, tampouco cuidou de uma nova hipótese específica e distinta. Ao vincular à simples condição de sócio a obrigação de responder solidariamente pelos débitos da sociedade limitada perante a Seguridade Social, tratou a mesma situação genérica regulada pelo art. 135, III, do CTN, mas de modo diverso, incorrendo em inconstitucionalidade por violação ao art. 146, III, da CF. 7. O art. 13 da Lei 8.620/93 também se reveste de inconstitucionalidade material, porquanto não é dado ao legislador estabelecer confusão entre os patrimônios das pessoas física e jurídica, o que, além de impor desconsideração ex lege e objetiva da personalidade jurídica, descaracterizando as sociedades limitadas, implica irrazoabilidade e inibe a iniciativa privada, afrontando os arts. 5º, XIII, e 170, parágrafo único, da Constituição. 8. Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 13 da Lei 8.620/93 na parte em que determinou que os sócios das empresas por cotas de responsabilidade limitada responderiam solidariamente, com seus bens pessoais, pelos débitos junto à Seguridade Social. 9. Recurso extraordinário da União desprovido. 10. Aos recursos sobrestados, que aguardavam a análise da matéria por este STF, aplicase o art. 543B, § 3º, do CPC. (RE 562276, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 03/11/2010, REPERCUSSÃO GERAL MÉRITO DJe027 DIVULG 09022011 PUBLIC 10022011 EMENT VOL0246102 PP00419 RDDT n. 187, 2011, p. 186 193) (grifo nosso) Assim dispunha o art. 13 da Lei n. 8.620/93, verbis: Art. 13. O titular da firma individual e os sócios das empresas por cotas de responsabilidade limitada respondem solidariamente, com seus bens pessoais, pelos débitos junto à Seguridade Social. Parágrafo único. Os acionistas controladores, os administradores, os gerentes e os diretores respondem solidariamente e subsidiariamente, com seus bens pessoais, Fl. 123DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 quanto ao inadimplemento das obrigações para com a Seguridade Social, por dolo ou culpa. Do julgamento em sede de Repercussão Geral, extraemse as seguintes lições: (i) As Contribuições Previdenciárias estão sujeitas às normas gerais do Direito Tributário; (ii) Para que haja a desconsideração da Personalidade Jurídica da empresa, mister se faz que haja a ocorrência de uma das circunstâncias do art. 135, quais sejam: atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei. No caso em tela, a fiscalização não demonstrou que a Recorrente tenha agido com excesso de poder ou de forma contrária à lei. Logo, demonstrado o apontamento irregular dos CoResponsáveis, a relação constante nas fls. 04/06, deve ser desconsiderada e desentranhada dos autos. DA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO Alega a Recorrente que a fiscalização apontou diversos dispositivos como infringidos, sem, contudo, individualizálos, contrariando o art. 3o do CTN e cerceando o direito constitucional de defesa, razão pela qual, deveria ser considerada nula. Não há que se falar nulidade, vez que, é possível a perfeita compreensão da autuação, através da análise de todo o Auto de Infração, formado pelas: Instrução para o Contribuinte – IPC; Discriminativo Analítico de Débito – DAD; Discriminativo Sintético de Débito – DSD; Relatório de Lançamentos – RL; Fundamentos Legais do Débito FLD e Relação de Vínculos – VÍNCULOS. DO MÉRITO O Auto de Infração lançado contra a Recorrente teve como base a elaboração das Folhas de Pagamento sem a inclusão de todos os segurados, e, consequentemente, sem a inclusão de toda a remuneração paga. Com essa atitude, a Recorrente infringiu o disposto no art. 32, I, c/c o art. 225, I e parágrafo 9o do Decreto n. 3.048/99, verbis: Lei n. 8.212/91: Art. 32. A empresa é também obrigada a: I preparar folhasdepagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; Decreto n. 3.048/99: Art. 225. A empresa é também obrigada a: I preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo Fl. 124DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000638/200921 Acórdão n.º 2403001.078 S2C4T3 Fl. 6 11 manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos; (...) § 9o A folha de pagamento de que trata o inciso I do caput, elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, deverá: I discriminar o nome dos segurados, indicando cargo, função ou serviço prestado; II agrupar os segurados por categoria, assim entendido: segurado empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual; (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999) III destacar o nome das seguradas em gozo de salário maternidade; IV destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais; e V indicar o número de quotas de saláriofamília atribuídas a cada segurado empregado ou trabalhador avulso. Pela infração supracitada, com base nos arts. 92 e 102 da Lei n. 8.212/91, foi aplicada a multa prevista nos artigos 283, inciso I, “a” e 373 do RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048/99, atualizada pelo art. 8o, V da Portaria Interministerial MPS/MF n. 48/09, no valor de R$ 1.329,18, verbis: Lei n. 8.212/91: Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. (...) Art. 102. Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Decreto n. 3.048/99: Art.283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, Fl. 125DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (...) I a partir de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) nas seguintes infrações: (...) a) deixar a empresa de preparar folha de pagamento das remunerações pagas, devidas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com este Regulamento e com os demais padrões e normas estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social; (...) Art. 373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Portaria Interministerial MPS/MF n. 48/09: Art. 8º A partir de 1º de fevereiro de 2009: (...) V o valor da multa pela infração a qualquer dispositivo do Regulamento da Previdência Social, para a qual não haja penalidade expressamente cominada (art. 283), varia, conforme a gravidade da infração, de R$ 1.329,18 (um mil trezentos e vinte e nove reais e dezoito centavos) a R$ 132.916,84 (cento e trinta e dois mil novecentos e dezesseis reais e oitenta e quatro centavos); Em seu recurso a Recorrente repetiu as alegações do Processo Principal, cujo número é 15586.000635/200997. Nesse diapasão, este relatou achou por bem julgar parcialmente procedente o supracitado processo, fato esse que per si já dá ensejo à aplicação da multa objeto da lide. Por esse motivo, deve o lançamento ser mantido, vez que restou comprovado o descumprimento da Obrigação Acessória. CONCLUSÃO Ante o exposto, preliminarmente, voto pelo desentranhamento dos autos da Relação dos Sócios constante nas fls. 04/06. No mérito nego provimento ao Recurso. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 126DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15586.000638/200921 Acórdão n.º 2403001.078 S2C4T3 Fl. 7 13 Voto Vencedor Conselheiro Ivacir Júlio de Souza Designado para redigir o voto vencedor, na forma abaixo, exponho as razões de divergir: DA RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS A Recorrente entende que não deve constar no Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD a lista dos Sócios CoResponsáveis, e I. Relator entende que ao Relatório dos CoResponsáveis, nas fls. 15/16, deve ser desconsiderado e desentranhado os autos. Quanto à solicitada exclusão dos coresponsáveis cabe esclarecer que a relação de coresponsáveis, anexada aos autos pela Fiscalização, não tem como escopo incluir os sócios da empresa no pólo passivo da obrigação tributária, mas sim listar todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo que, eventualmente, poderão ser responsabilizadas na esfera judicial, na hipótese de futura inscrição do débito em dívida ativa, pois o chamamento dos responsáveis só ocorre em fase de execução fiscal, em consonância com o §3o do artigo 4o da Lei no 6.830/80, e após se verificarem infrutíferas as tentativas de localização de bens da própria empresa. A responsabilização dos sócios somente ocorrerá por ordem judicial nas hipóteses previstas na lei e após o devido processo legal. O débito foi lançado somente contra a pessoa jurídica e, neste momento, os sócios não sofreram restrições em seus direitos. Assim, esta discussão é inócua na esfera administrativa, sendo mais apropriada na via da execução judicial, na hipótese dos responsáveis serem convocados, por decisão judicial, para satisfação do crédito. Ademais, os Relatórios de Coresponsáveis e de Vínculos fazem parte de todos processos como instrumento de informação, a fim de se esclarecer a composição societária da empresa no período do lançamento ou autuação, relacionando todas as pessoas físicas e jurídicas, representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação. Cumpre observar que não se trata aqui da responsabilidade tributária de terceiros prevista no art.135, III, CTN, resultante de atos praticados pelos coresponsáveis e representantes legais da pessoa jurídica de direito privado, com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos, pois nestes casos há a necessidade de prova dos atos ilegais praticados por eles, que poderá ocorrer em sede de execução fiscal. Como no presente caso não se esta atribuindo responsabilidade solidária aos sócios, os mesmos não foram intimados pessoalmente do presente Auto de Infração de Obrigação Acessória. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 Por fim, entendo que a indicação dos coresponsáveis não representa nenhum vício na NFLD do presente caso, motivo pelo qual entendo que não seja caso de nulidade nem de exclusão do documento de autuação. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 128DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 35415.000584/2006-20
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 09 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2006
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO NÃO OCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL APLICAÇÃO
DO ART. 150, § 4º, CTN.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Na hipótese dos autos, aplica-se o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62-A, Anexo II, Regimento Interno do CARF RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte.
No presente caso, o fato gerador ocorreu entre as competências 01/1999 a 03/2006, a ciência da NFLD ocorreu em 01.08.2006, dessa forma, já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 07/2001, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN
Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava
sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício.
Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica.
Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos
legais mais benéficos ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.094
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade
de votos reconhecendo a decadência dos valores relativos às competências até 07/2001, inclusive, com base no art.150, §4° do CTN. No mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que se recalcule o valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Na hipótese dos autos, aplicase o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte. Fl. 241DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 No presente caso, o fato gerador ocorreu entre as competências 01/1999 a 03/2006, a ciência da NFLD ocorreu em 01.08.2006, dessa forma, já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 07/2001, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalvase a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de votos reconhecendo a decadência dos valores relativos às competências até 07/2001, inclusive, com base no art.150, §4° do CTN. No mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que se recalcule o valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Fl. 242DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 229 3 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, às fls. 211 a 217, com Anexo às fls. 218 a 224, apresentado contra Acórdão nº 0523.700 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas SP, fls. 194 a 197, que julgou procedente em parte a autuação por descumprimento de obrigação principal, NFLD – Notificação Fiscal de Lançamento de Débito nº. 37.013.9186, com ciência da Recorrente em 01.08.2006, às fls. 01, com valor consolidado inicial de R$ 545.983,59 (quinhentos e quarenta e cinco mil, novecentos e oitenta e três reais e cinqüenta e nove centavos), sendo retificado para R$ 480.146,18 (quatrocentos e oitenta mil, cento e quarenta e seis reais e dezoito centavos). O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social incidentes sobre a remuneração de segurados empregados não inscritos como tais, com as rubricas quota da empresa, segurados, SAT/RAT e Terceiros, no período de 01/1999 a 03/2006. Conforme o Relatório Fiscal, às fls. 75 a 79, o débito previdenciário tem por base a constatação pela Auditoria Fiscal Previdenciária de que os segurados Antonio Sespedes Parron, Wanda dos Santos e Maria das Neves C. Mergulhão, trabalhavam na empresa sem o devido registro como empregados. O Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0928838500, foi emitido, às fls. 72. O período objeto da NFLD, conforme o Relatório Discriminativo Sintético de Débito DSD, às fls. 28, é de 01/1999 a 03/2006. A Recorrente teve ciência do Auto de Infração no dia 01.08.2006, conforme fls. 01. Contra a autuação, a Recorrente apresentou impugnação tempestiva, de fls. 128 a 133, com Anexo às fls. 134 a 168. A unidade julgadora de primeira instância fez Solicitação de Diligência Fiscal, às fls. 171 a 172, nos seguintes termos: 1. Tendo em vista a apresentação de defesa pela empresa acima especificada e análise dos autos, solicitamos que o presente processo seja baixado em diligência para manifestação do AFPS notificante a respeito dos seguintes pontos: a. O contribuinte afirma que existe pedido de compensação abrangendo parcelamentos, dívida ativa inscrita, processos de execução fiscal e débitos não inscritos até setembro de 2005, ou seja, incluindo o período da presente notificação com créditos do IPI, na vigência de Medida Provisória que o autorizava. b. O contribuinte afirma que aderiu ao Refis autorizado e pela Lei 9.964/2000 e passou a depositar as parcelas do mesmo judicialmente por força da Ação de Consignação e Pagamento 2004.61.00.095753, perante a 15 ª Vara da Justiça Federal da Capital. Afirma, ainda, que obteve ganho de causa contra a Fl. 244DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 230 5 alegação de inadimplência do referido Refis na ação ordinária 2003.61.00.0191555. Perguntase: o presente lançamento está incluindo no Refis citado e se estiver, os depósitos cobrem o valor da notificação e os demais débitos relacionados no Refis? c. De acordo com o Relatório Fiscal o débito tem por base a constatação pela Auditoria Fiscal da Previdência da existência de três segurados que trabalhavam na empresa sem o devido registro fiscal. Perguntase: os segurados eram empregados registrados como tais apenas nos documentos da empresa ou eram considerados como autônomos pela empresa e a Auditoria Fiscal caracterizouos como empregados? Se existiu a caracterização, devese apontar os indícios que configuram a relação empregatícia. d. O presente débito foi lançado por aferição indireta. Pergunta se: o que levou a Auditoria a lançar por aferição e qual a base para lançamento dos valores? e. De acordo com o Relatório Fiscal o débito referese a diferenças de contribuições, então se indaga: a empresa já recolheu algum valor referente às contribuições? Houve recolhimento de contribuição dos mesmos como autônomos? Se sim, abater do valor do débito e elaborar Forced. f. Analisar os documentos trazidos aos autos pelo contribuinte em sua impugnação. A Procuradoria Geral Federal em Osasco/SP se manifestou pelo indeferimento do pedido administrativo de compensação, às fls. 175: 1) Tratase de consulta formulada pela SRP/Osasco/SP solicitando informações sobre pedido de compensação de débitos solicitado pela empresa referenciada perante a Procuradoria, face a procedência em parte na ação ordinária de n° 200161000263582, ( PT 35.415.000800/200556), bem como sobre a ação de n° 200361000191555 e 2004610000095753, onde a empresa alega que obteve decisão de mérito a seu favor autorizando sua permanência no REFIS —Lei 9964/2000, com a garantia dos depósitos em juízo. 2) Preliminarmente quanto a compensação, cabe ressaltar que o pedido administrativo foi indeferido nesta Procuradoria, tendo em vista que a decisão de mérito prolatada na ação de n° 200161000263582, deferiu apenas a compensação com parcelas vencidas do IPI, não havendo que falar em encontro de débitos de contribuições Previdenciárias. 3) Com relação a permanência no REFIS, cumpre esclarecer que os processos que são mencionados pela interessada, são acompanhados pela 21.2014 — PGF/AO/São Paulo/SP, e na defesa do processo administrativo não constam certidões objeto e pé da Justiça Federal, não sendo possível desta forma Fl. 245DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 vislumbrar um juízo definitivo de mérito por parte desta Procuradoria. 4) Dessa forma à 21.4282, para solicitar informar, diretamente a 21.2014—PGF/AO/São Paulo/SP, sobre as ações judiciais em trâmite ou ainda, requerer certidões objeto em pé perante a Justiça Federal, para futura análise por parte desta Procuradoria, quanto ao juízo de mérito. A AuditoriaFiscal, em resposta à Solicitação de Diligência Fiscal, assim se manifestou, às fls. 176: 1) Atendendo solicitação da Chefe da Seção de Fiscalização as folhas 173, a PGF/AO/São Paulo/SP se manifestou às folhas 175 quanto ao pedido de compensação informando que o pedido administrativo foi indeferido na Procuradoria tendo em vista 'a decisão de mérito prolatada na ação 2001.61.00.0263582 da Justiça Federal em São Paulo. 2) O contribuinte aderiu ao REFIS em 28/04/2000 e foi excluído por Portaria de número 0006 de 12 de setembro de 2001, com efeitos a partir de 01 de outubro de 2001. 3) As contribuições do presente levantamento débito referem à constatação pela fiscalização de empregados sem registro trabalhando na empresa, eles não constavam de folhas de pagamento e não eram considerados autônomos. A base para aferição foi o saláriodecontribuição do período em que os segurados Antonio Sespedes Parron e Wanda dos Santos eram empregados registrados e constavam da folha de pagamento, ou seja, os segurados em período anterior ao do levantamento do débito constavam das folhas de pagamento da empresa. Quanto à segurada Maria das Neves C. Mergulhão a aferição foi feita com base nos últimos salários de contribuição. A empresa não efetuou recolhimentos de contribuições previdenciária dos mesmos, quer como empregados quer como autônomos, relativo aos meses que foram objeto de levantamento de débito. 4) Esclarecemos que atualmente a Lei 11.457/07, no art. 26, veda compensação de compensação de contribuições sociais com outros tributos da EXSRF. 5) Os documentos trazidos aos Autos pelo contribuinte em sua impugnação, não trouxeram fatos novos ao processo da NFLD. O Contribuinte, após regularmente intimado da resposta à Solicitação de Diligência Fiscal, se Manifesta às fls. 181 a 182, com Anexo às fls. 183 a 190, ratificando os pontos argüidos em sede de Impugnação. Após análise dos autos, houve a emissão do Acórdão nº 0523.700 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas SP, fls. 194 a 197, julgando procedente em parte a autuação, de forma a declarar a decadência: (a) 01/1999 a 11/2000 e 13/2000 – com base no art. 150, 4º, CTN ou art. 173, I, CTN; Fl. 246DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 231 7 (b) 02/2001 a 03/2001 – com base no art. 150, º 4º, CTN; Segue a Ementa do Acórdão nº 0523.700 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas – SP: ASSUNTO: Ì CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS o Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2006 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE N° 8 DO STF. CUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO PELA PROCURADORIA. LANÇAMENTO REFERENTE A EMPREGADOS SEM REGISTRO. REFIS. COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS COM TRIBUTOS DE ESPÉCIE DIFERENTES. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. Diante do reconhecimento da inconstitucionalidade do artigo 45 da Irei n° 8.212/91 expresso na Súmula n° 8 do STF, aplicase o prazo decadencial qüinqüenal do Código Tributário Nacional. A decisão final ~ da ação judicial proposta pela empresa não autorizou a compensação do IPI com outros tributos, 'devendo ser cumprida nos seus estritos termos. A Procuradoria Geral Federal indeferiu o pedido de compensação efetuado. O lançamento se refere a contribuições de empregados trabalhando na empresa sem registro, e não a Pro Labore de sócios. O crédito lançado que poderia estar incluído no Refis foi abrangido pela decadência, conforme nova sistemática resultante da aplicação da Súmula Vinculante n° 8 do STF. Não há previsão legal para compensação das contribuições sociais lançadas na Notificação Fiscal com tributos de outra espécie. Lançamento Procedente em Parte 57' Sessão da 8' Turma de Julgamento da DRJ Campinas , em 08/1012008. Acordam os membros da 8a Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar procedente em parte a NFLD n° 37.013.9186, retificando o valor originário do lançamento de R$545.983,59 (Quinhentos e quarenta e cinco mil, novecentos e oitenta e três reais, e cinqüenta e nove centavos), consolidado em 24/07/2006, para R$480.146,18 (Quatrocentos e oitenta mil, cento e quarenta e seis reais, e dezoito centavos), conforme Fl. 247DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Discriminativo Analítico do Débito Retificado — DADR, anexo ao presente Acórdão, e razões no voto do relator. Dispensa de recurso de ofício, face ao valor exonerado encontrarse abaixo do limite de alçada, conforme disposto no art. 366, I, § 3 0, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, na redação dada pelo Decreto n° 6.224, de 04/10/` 007, c/c o art. 10 da Portaria MF n° 03, de 03/01/2008, DOU de 07/01/2008. Intimese para pagamento do crédito mantido no prazo de 30 dias da ciência, salvo interposição de recurso voluntário ao 2° Conselho de Contribuintes, no mesmo prazo, conforme facultado pelo art. 126 da Lei & 8.213, de 24 de julho de 1991. Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 211 a 217, com Anexo às fls. 218 a 224, ratificando os pontos da defesa apresentados em sede de Impugnação, em síntese: (i) Da decadência. Entende a recorrente que, ao contrário do que consta no Acórdão recorrido, a Fazenda decaiu de todo o período anterior a agosto de 2001. Isso porque o débito foi consolidado em julho de 2006 conforme consta não só do auto de infração, como também como do discriminativo analítico do débito retificado. A mencionada Sumula Vinculante é clara em estabelecer o prazo decadência de cinco anos, anteriores a consolidação do débito verificado. Do Mérito. (ii) Da solicitação de compensação. Muito antes da ação fiscal, ou seja, em 16 de novembro de 2005, conforme comprovado nos autos, a recorrente já se apresentava junto a Procuradoria Regional do INSS em Osasco, onde formalizou pedido de compensação de débitos de natureza previdenciária, com crédito que detêm ela contra a União Federal. Por outro lado, criada a Delegacia da Receita Federal do Brasil, órgão único de arrecadação de todos os créditos, sejam eles tributários ou previdenciários, não pode mais prevalecer o entendimento de ser impossível a compensação de débitos e Fl. 248DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 232 9 créditos fiscais de naturezas diversas, como entendeu o Acórdão recorrido. (iii) Em relação a empregados sem registro. Não há base fiscal para a infração no que se refere especialmente a empregados sem registro. A recorrente demonstrou aos agentes fiscais que não mantêm funcionários em situação irregular junto a Previdência Social. (iv) Da adesão ao REFIS. A Recorrente aderiu ao REFIS, passando a depositar todas as parcelas do parcelamento em ação de consignação em pagamento, proposta por ela perante a 15ª Vara da Justiça Federal da Capital, conforme guias de depósitos judiciais juntadas às fls. 153/198. Não se alegue a anterior exclusão do programa Refis, pois a impugnante voltou a ser incluída neste programa, por decisão proferida nos autos da ação ordinária 2003.61.00.0191665. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 227. É o Relatório. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 227. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS PRELIMINARES Da regularidade do lançamento Analisemos. Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a parte patronal e a Terceiros. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrada Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº 37.013.9186 que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura da NFLD nº 37.013.9186) Lei n° 8.212/91 Fl. 250DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 233 11 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, com a clara discriminação de cada débito apurado e dos acréscimos legais incidentes, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); Fl. 251DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); e. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); f. CORESP Relatório de Coresponsáveis do Débito; g. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); h. MPF – Mandado de Procedimento Fiscal; i. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. j. TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal;. k. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose a NFLD nº 37.013.9186, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Fl. 252DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 234 13 Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. (i) Da decadência. Entende a recorrente que, ao contrário do que consta no Acórdão recorrido, a Fazenda decaiu de todo o período anterior a agosto de 2001. Isso porque o débito foi consolidado em julho de 2006 conforme consta não só do auto de infração, como também como do discriminativo analítico do débito retificado. A mencionada Sumula Vinculante é clara em estabelecer o prazo decadência de cinco anos, anteriores a consolidação do débito verificado. Analisemos. Devese verificar a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal STF, conforme o Informativo STF nº 510 de 19 de junho de 2008, por entender que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nºs 556664/RS, 559882/RS, 559.943 e 560626/RS, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8.212/91, atribuindose, à decisão, eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: Fl. 253DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, ressalva que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 235 15 Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. (g.n.)” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. (g.n.)” Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: “Art.150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade Fl. 255DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (g.n.)” Essas interpretações estão em sintonia com decisões do Poder Judiciário. “Ementa: ....1. O entendimento jurisprudencial consagrado no Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo decadencial de que dispõe o Fisco para constituir o crédito tributário é de cinco anos, contados a partir do fato gerador.Todavia, se não houver pagamento antecipado, incide a regra do art. 173, I, do Código Tributário Nacional.” (STJ.1ª Turma, AgRg no Ag 972.949/RS, Rel.: Min.Denise Arruda.,ago/08.) (g.n.) “Ementa: ....4. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). Somente quand onão há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Em normais circunstâncias, não se conjugam os dispositivos legais. Precedentes das Turmas de Direito Público e da Primeira Seção. 5.Hipótyese dos autos em que não houve pagamento antecipado, aplicandose a regra do art. 173, I, do CTN.” (STJ. 2ª Turma, AgRg no Ag 939.714/RS, Rel.: Min. Eliana Calmon., fev/08.) . (g.n.) “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. (...) Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN..” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) . (g.n.) Fl. 256DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 236 17 Uma corrente doutrinária também aponta que no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento, se aplica uma regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN em detrimento da aplicação da regra geral do art. 173, I, CTN. No entanto, nos casos de dolo, fraude ou simulação, de modo a que se configure a comprovada máfé do sujeito passivo, não corre o prazo do art. 150, § 4º, CTN mas sim a decadência tributária se rege pela disposição genérica do art. 173, I, CTN. Nesta corrente doutrinária podese citar, dentre outros, Ricardo Lobo Torres1, Eduardo Sabbag2, Mauro Luís Rocha Lopes3 e Leandro Paulsen4. Há vozes discordantes na doutrina que defendem que a decadência opera com base na regra geral de decadência exposta no art. 173 do CTN, haja ou não pagamento antecipado no caso de lançamento por homologação, de forma a não se aplicar o art. 150, § 4º, CTN. O meu posicionamento se identifica com o direcionamento do Superior Tribunal de Justiça – STJ e com a primeira corrente doutrinária exposta no sentido de no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento e não se configure os casos de dolo, fraude ou simulação, se aplica a regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN, conforme se depreende do REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF. Na hipótese presente, verificase que a decisão de primeira instância constata, dentre as competências objeto da presente NFLD, pagamentos realizados pela Recorrente a homologar pela AuditoriaFiscal.nas competências 02/2001 e 03/2001, conforme se constata às fls. 196: “(...) Por outro lado, uma vez que houve o pagamento de contribuição nas competências 02 e 03/2001, estas, pela contagem de prazo conforme o § 4º do art. 150 do CTN, decaíram.” Então, aplicandose o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF, exsurge a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN para todas as competências, posto que houve recolhimentos antecipados a homologar pelo contribuinte em pelo menos uma competência objeto da NFLD, além de não se materializar as hipóteses de dolo, fraude ou simulação. Verificase, da análise dos autos, que a cientificação da NFLD pela Recorrente, às fls. 01, se deu em 01.08.2006 e o débito se refere a contribuições devidas à Seguridade Social no seguinte período: 01/1999 a 03/2006. Dessa forma, nos termos do artigo 150, § 4o, CTN, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos lançados até a competência 07/2001, inclusive. 1 TORRES, Ricardo Lobo. Curso de direito financeiro e tributário. 16. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2009. p. 283. 2 SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 723. 3 LOPES, Mauro Luís Rocha. Direito tributário brasileiro. Rio de Janeiro: Impetus, 2009. p. 248. 4 PAULSEN, Leandro. Direito tributário: constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 11. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora; ESMAFE, 2009. p. 1036. Fl. 257DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 Do Mérito. (ii) Da solicitação de compensação. Muito antes da ação fiscal, ou seja, em 16 de novembro de 2005, conforme comprovado nos autos, a recorrente já se apresentava junto a Procuradoria Regional do INSS em Osasco, onde formalizou pedido de compensação de débitos de natureza previdenciária, com crédito que detêm ela contra a União Federal. Por outro lado, criada a Delegacia da Receita Federal do Brasil, órgão único de arrecadação de todos os créditos, sejam eles tributários ou previdenciários, não pode mais prevalecer o entendimento de ser impossível a compensação de débitos e créditos fiscais de naturezas diversas, como entendeu o Acórdão recorrido. Analisemos. Em relação ao pedido de compensação, a manifestação da Procuradoria Federal especializada foi no sentido do indeferimento da compensação entre os créditos de IPI e as contribuições sociais previdenciárias, posto serem tributos de natureza jurídica distinta, às fls. 206: 1) Tratase de consulta formulada pela SRP/Osasco/SP solicitando informações sobre pedido de compensação de débitos solicitado pela empresa referenciada perante a Procuradoria, face a procedência em parte na ação ordinária de n° 200161000263582, ( PT 35.415.000800/200556), bem como sobre a ação de n° 200361000191555 e 2004610000095753, onde a empresa alega que obteve decisão de mérito a seu favor autorizando sua permanência no REFIS —Lei 9964/2000, com a garantia dos depósitos em juízo. 2) Preliminarmente quanto a compensação, cabe ressaltar que o pedido administrativo foi indeferido nesta Procuradoria, tendo em vista que a decisão de mérito prolatada na ação de n° 200161000263582, deferiu apenas a compensação com parcelas vencidas do IPI, não havendo que falar em encontro de débitos de contribuições Previdenciárias. 3) Com relação a permanência no REFIS, cumpre esclarecer que os processos que são mencionados pela interessada, são acompanhados pela 21.2014 — PGF/AO/São Paulo/SP, e na defesa do processo administrativo não constam certidões objeto e pé da Justiça Federal, não sendo possível desta forma vislumbrar um juízo definitivo de mérito por parte desta Procuradoria. Fl. 258DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 237 19 4) Dessa forma à 21.4282, para solicitar informar, diretamente a 21.2014—PGF/AO/São Paulo/SP, sobre as ações judiciais em trâmite ou ainda, requerer certidões objeto em pé perante a Justiça Federal, para futura análise por parte desta Procuradoria, quanto ao juízo de mérito. Ademais, a legislação não permite a compensação requerida pela Recorrente, ou seja, entre tributos de natureza jurídica distinta (IPI e contribuição social previdenciária), conforme o disposto no: art. 2º, Lei 11.457/2007 c/c art. 26, parágrafo único, Lei 11.457/2007 c/c art. 74 da Lei 9.430/1996 Lei 11.457/2007 Art. 2o Além das competências atribuídas pela legislação vigente à Secretaria da Receita Federal, cabe à Secretaria da Receita Federal do Brasil planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas a tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança e recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, e das contribuições instituídas a título de substituição. (Vide Decreto nº 6.103, de 2007). § 1o O produto da arrecadação das contribuições especificadas no caput deste artigo e acréscimos legais incidentes serão destinados, em caráter exclusivo, ao pagamento de benefícios do Regime Geral de Previdência Social e creditados diretamente ao Fundo do Regime Geral de Previdência Social, de que trata o art. 68 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000. § 2o Nos termos do art. 58 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, a Secretaria da Receita Federal do Brasil prestará contas anualmente ao Conselho Nacional de Previdência Social dos resultados da arrecadação das contribuições sociais destinadas ao financiamento do Regime Geral de Previdência Social e das compensações a elas referentes. § 3o As obrigações previstas na Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, relativas às contribuições sociais de que trata o caput deste artigo serão cumpridas perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil. § 4o Fica extinta a Secretaria da Receita Previdenciária do Ministério da Previdência Social. (...) Fl. 259DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 20 Art. 26. O valor correspondente à compensação de débitos relativos às contribuições de que trata o art. 2o desta Lei será repassado ao Fundo do Regime Geral de Previdência Social no máximo 2 (dois) dias úteis após a data em que ela for promovida de ofício ou em que for deferido o respectivo requerimento. Parágrafo único. O disposto no art. 74 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, não se aplica às contribuições sociais a que se refere o art. 2o desta Lei. Lei 9.430/1996: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) § 1o A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2o A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 3o Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação:(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 3o Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1o: (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) I o saldo a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física;(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) II os débitos relativos a tributos e contribuições devidos no registro da Declaração de Importação. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) III os débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que já tenham sido encaminhados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União; (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) IV os créditos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal com o débito consolidado no âmbito do Programa de Recuperação Fiscal Refis, ou do parcelamento a ele alternativo; e (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) Fl. 260DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 238 21 IV o débito consolidado em qualquer modalidade de parcelamento concedido pela Secretaria da Receita Federal SRF; (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) V os débitos que já tenham sido objeto de compensação não homologada pela Secretaria da Receita Federal. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) V o débito que já tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa; e (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) VI o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento já indeferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal SRF, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) VIIos débitos relativos a tributos e contribuições de valores originais inferiores a R$ 500,00 (quinhentos reais);(Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) VIIIos débitos relativos ao recolhimento mensal obrigatório da pessoa física apurados na forma do art. 8o da Lei no 7.713, de 1988; e(Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) IXos débitos relativos ao pagamento mensal por estimativa do Imposto sobre a Renda da Pessoa JurídicaIRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro LíquidoCSLL apurados na forma do art. 2o. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 4o Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 5o A Secretaria da Receita Federal disciplinará o disposto neste artigo.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) § 6o A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 7o Não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimálo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) Fl. 261DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 22 § 8o Não efetuado o pagamento no prazo previsto no § 7o, o débito será encaminhado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, ressalvado o disposto no § 9o. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 9o É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7o, apresentar manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9o e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 12. A Secretaria da Receita Federal disciplinará o disposto neste artigo, podendo, para fins de apreciação das declarações de compensação e dos pedidos de restituição e de ressarcimento, fixar critérios de prioridade em função do valor compensado ou a ser restituído ou ressarcido e dos prazos de prescrição. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 12. Será considerada não declarada a compensação nas hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) I previstas no § 3o deste artigo; (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) II em que o crédito: (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) a) seja de terceiros; (Incluída pela Lei nº 11.051, de 2004) b) refirase a "créditoprêmio" instituído pelo art. 1o do DecretoLei no 491, de 5 de março de 1969; (Incluída pela Lei nº 11.051, de 2004) c) refirase a título público; (Incluída pela Lei nº 11.051, de 2004) d) seja decorrente de decisão judicial não transitada em julgado; ou (Incluída pela Lei nº 11.051, de 2004) e) não se refira a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal SRF. (Incluída pela Lei nº 11.051, de 2004) f)tiver como fundamento a alegação de inconstitucionalidade de lei que não tenha sido declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação direta de inconstitucionalidade ou em ação declaratória de constitucionalidade, nem tenha tido sua execução suspensa pelo Senado Federal. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Fl. 262DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 239 23 § 13. O disposto nos §§ 2o e 5o a 11 deste artigo não se aplica às hipóteses previstas no § 12 deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) § 14. A Secretaria da Receita Federal SRF disciplinará o disposto neste artigo, inclusive quanto à fixação de critérios de prioridade para apreciação de processos de restituição, de ressarcimento e de compensação. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) §15.Aplicase o disposto no §6o nos casos em que a compensação seja considerada não declarada.(Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) §16.Nos casos previstos no §12, o pedido será analisado em caráter definitivo pela autoridade administrativa.(Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) §17.O valor de que trata o inciso VII do §3o poderá ser reduzido ou restabelecido por ato do Ministro de Estado da Fazenda. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008 Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (ii) Em relação a empregados sem registro. Não há base fiscal para a infração no que se refere especialmente a empregados sem registro. A recorrente demonstrou aos agentes fiscais que não mantêm funcionários em situação irregular junto a Previdência Social. Analisemos. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social incidentes sobre a remuneração de segurados empregados não inscritos como tais, com as rubricas quota da empresa, segurados, SAT/RAT e Terceiros, no período de 01/1999 a 03/2006. Conforme o Relatório Fiscal, às fls. 75 a 79, o débito previdenciário tem por base a constatação pela Auditoria Fiscal Previdenciária de que os segurados Antonio Sespedes Parron, Wanda dos Santos e Maria das Neves C. Mergulhão, trabalhavam na empresa sem o devido registro como empregados. A AuditoriaFiscal, em resposta à Solicitação de Diligência Fiscal, assim se manifestou, às fls. 176: Fl. 263DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 24 1) Atendendo solicitação da Chefe da Seção de Fiscalização as folhas 173, a PGF/AO/São Paulo/SP se manifestou às folhas 175 quanto ao pedido de compensação informando que o pedido administrativo foi indeferido na Procuradoria tendo em vista 'a decisão de mérito prolatada na ação 2001.61.00.0263582 da Justiça Federal em São Paulo. 2) O contribuinte aderiu ao REFIS em 28/04/2000 e foi excluído por Portaria de número 0006 de 12 de setembro de 2001, com efeitos a partir de 01 de outubro de 2001. 3) As contribuições do presente levantamento débito referem à constatação pela fiscalização de empregados sem registro trabalhando na empresa, eles não constavam de folhas de pagamento e não eram considerados autônomos. A base para aferição foi o saláriodecontribuição do período em que os segurados Antonio Sespedes Parron e Wanda dos Santos eram empregados registrados e constavam da folha de pagamento, ou seja, os segurados em período anterior ao do levantamento do débito constavam das folhas de pagamento da empresa. Quanto à segurada Maria das Neves C. Mergulhão a aferição foi feita com base nos últimos salários de contribuição. A empresa não efetuou recolhimentos de contribuições previdenciária dos mesmos, quer como empregados quer como autônomos, relativo aos meses que foram objeto de levantamento de débito. 4) Esclarecemos que atualmente a Lei 11.457/07, no art. 26, veda compensação de compensação de contribuições sociais com outros tributos da EXSRF. 5) Os documentos trazidos aos Autos pelo contribuinte em sua impugnação, não trouxeram fatos novos ao processo da NFLD. Neste mesmo sentido, ou seja, o de procedência do levantamento efetuado em relação aos empregados sem registro, a decisão de primeira instância assim se manifestou, às fls. 196: Com relação à alegação de não haver base fiscal para infração no que se refere a empregados sem registro, como a fiscalização explicitou em seu despacho após o cumprimento da diligência, os empregados em questão foram constatados trabalhando na empresa, sendo que já ha iam sido registrados anteriormente como empregados, e constaram das folhas de pagamento em outros períodos. Portanto, correto o procedimento fiscal, o qual inclusive autuou a impugnante em face da observação desta infração, como se verifica do Auto de Infração n° • 37.015.707 9. E quanto a Pro Labore não declarado em GFIP, este não foi o foco da presente Notificação Fiscal, que tratou apenas de empregados sem registro, o que torna inócua qualquer argumentação a esse respeito. Anotese que a Recorrente em sede de Recurso Voluntário não trouxe novos elementos de fato ou de direito que pudessem elidir o levantamento realizado pela Auditoria Fl. 264DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 240 25 Fiscal neste ponto dos empregados sem registro, posto que utilizou a mesma argumentação feita em sede de Impugnação, senão vejamos: “Não há base fiscal para a infração no que se refere especialmente a empregados sem registro. A recorrente demonstrou aos agentes fiscais que não mantêm funcionários em situação irregular junto a Previdência Social.” Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (iii) Da adesão ao REFIS. A Recorrente aderiu ao REFIS, passando a depositar todas as parcelas do parcelamento em ação de consignação em pagamento, proposta por ela perante a 15ª Vara da Justiça Federal da Capital, conforme guias de depósitos judiciais juntadas às fls. 153/198. Não se alegue a anterior exclusão do programa Refis, pois a impugnante voltou a ser incluída neste programa, por decisão proferida nos autos da ação ordinária 2003.61.00.0191665. Analisemos. Em relação à argumentação de adesão ao REFIS, a AuditoriaFiscal, em resposta à Solicitação de Diligência Fiscal, às fls. 207, mostrou que a Lei 9.964/2000 permitia a inclusão de contribuições devidas até a competência 01/2000. As contribuições do presente levantamento débito referese a competências a partir de abril/2003, portanto não podem ter sido incluídas no REFIS como alega a Recorrente : 1) Atendendo solicitação da Chefe da Seção de Fiscalização as folhas 204, a PGF/AO/São Paulo/SP se manifestou as folhas 206 quanto ao pedido de compensação informando que o pedido administrativo foi indeferido na Procuradoria tendo em vista a decisão de mérito prolatada na ação 2001.61.00.0263582 da Justiça Federal em São Paulo. Cópia da decisão judicial foi juntada pelo contribuinte em sua impugnação as folhas 144 a 147. Na referida decisão não há previsão de compensação de créditos de IPI com Contribuições Previdenciárias ao contrário do alegado na impugnação. 2) O contribuinte aderiu ao REFIS em 28/04/2000 e foi excluído por Portaria de número 0006 de 12 de setembro de 2001, com efeitos a partir de 01 de outubro de 2001. A Lei 9964/2000 permitia a inclusão de contribuições devidas até a competência 01/2000. As contribuições do presente levantamento débito referese a competências a partir de abril/2003, portanto não podem ter sido incluídas no REFIS como alega o contribuinte. Fl. 265DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 26 De fato, a tela do Sistema de Cobrança "consulta aos processos de parcelamento especial" revela que o referido parcelamento referese a competências anteriores ao do presente levantamento de débito. Ademais tratase de valores descontados e retidos de trabalhadores autônomos que prestavam serviço para a empresa e valores retidos não podem ser parcelados. 3) Esclarecemos que atualmente a Lei 11.457/07, no art. 26, veda compensação de compensação de contribuições sociais com outros tributos da EXSRF. 4) Os documentos trazidos aos Autos pelo contribuinte em sua impugnação, não trouxeram fatos novos ao processo da NFLD. No mesmo sentido, a decisão de primeira instância, às fls. 228, afastou tal argumentação da Recorrente: Quanto à informação da impugnante sobre sua adesão ao Programa de Recuperação Fiscal — Refis, a fiscalização procurou apurar a realidade' sobre este fato, e esclareceu em seu despacho de fls. 207 que a impugnante aderiu ao Refis em 28/04/2000. Ora, a Lei n° 9.964, de 10/04/2000, só permitiu a inclusão no Refis de débitos com vencimento até 29/02/2000. Os débitos constantes do lançamento em apreço referemse às competências a partir de 04/2001, logo, não podem fazer parte do mencionado parcelamento. Para corroborar sua afirmação, a fiscalização verificou também no Sistema Informatizado de Cobrança do INSS, e constatou que o parcelamento de fato relacionase a competências anteriores ao levantamento em estudo. Concluise, portanto, que o parcelamento a que a impugnante se refere em nada influi na presente NFLD. Desta forma, em razão de que o período objeto da presente NFLD ser de 04/2003 a 12/2005, não podem ter sido incluídas no REFIS como alega a Recorrente porque a Lei 9.964/2000 permitia a inclusão de contribuições devidas até a competência 01/2000. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. MULTA DE MORA Esta Colenda Turma de Julgamento vem se posicionando reiteradamente, por maioria, em relação ao recálculo dos acréscimos legais, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte: A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia Fl. 266DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000584/200620 Acórdão n.º 240301.094 S2C4T3 Fl. 241 27 conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ressalvase a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Fl. 267DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 28 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NAS PRELIMINARES, se declarar a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 07/2001, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN, e, NO MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO para que se recalcule o valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 268DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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