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ELETRONICS DO BRASIL PRODUTOS ELETRÔNICOS LTDA. I.I- - PREÇO DE REFERÊNCIA: inaplicabilidade de preço que começou a viger após a importa- ção e o recolhimento do imposto. Nega-se pro vimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL, ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, negar provimento ao Recurso Especial. Vencidos os Cons. Edwaldo Reis da Silva (Relator), Paulo de Almeida e Amador Outerelo Fernãndez. pOignado relator para o AcOrdão o Cons. Hindemburgo Dobal Teixeira.Ci ;27 ' Sala das SessO- ,s --im 22 de maio de 1981., --, frÍ 1 i AMADOR OUT1' ã •P, DEZ - PRESIDENTE d fr/ À -46' / II"k( fl HINDEMBURGO sell, IXE '. - RELATOR DESIGNADO f P / , _afã 'r ill Ii 4411 ti , ADHEMILSON B TeS DE 'VALHO - PROCURADOR DA FAZEN p ...., ; ' 1 DA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgame, to, os seguintes Conselhei- - ros: Enila Leite de Freitas Chagas, Wil'rido Augusto Marques, Randol- fo Henrique de Souza Neto e Sebastião Rodrigues Cabral. 2. - 0 ...i..:.-r,.. • ..;„. =,..,..' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0680/010.480/79 RECURSO N.°: - RP/303-0.055 ACÓRDÃO N.°: - CSRF/03-0.288 RECORRENTE: - FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: N.S. ELETRONICS DO BRASIL PRODUTOS ELETRÔNICOS MEIA. RELATÓRIO O Sr. Procurador da Fazenda Nacional visa à reforma de AcOrdão da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribu_ intes onde ficou decidido não se aplicar novo preço de referên- cia cuja vigência foi posterior ao pagamento do imposto sobre ca mercadoria. Sustenta o Sr. Procurador, em resumo, que a Resolu- ção n9 2.547, de 03/09/1975, do CPA, que estabeleceu novos pre- ços de referência, entrou em vigor na data de sua publicação isto e, em 11/09/1975, data do D.O. em que foi publicada. As DIs deram entrada em 12/09/75, já na vigência do novo preço de referência. Desta maneira justificam-seauto de infração e a decisão que exigiu o crédito tributãrio.P É o relatOrio. )' D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0680/010.480/79 AcOrdão CSRF/03-0.288 VOTO Conselheiro HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, RELATOR: É fato noteirio que na época não coincidiam as datas de publicação e circulação do Diário Oficial. A circulação ocor_ ria geralmente no dia seguinte à publicação. É evidente que não se pode pretender que a vigência de qualquer ato oficial se mi_ cie antes da data em que esse ato, pelo menos teoricamente, che_ gue ao conhecimento público. A jurisprudência dos tribunais fi- xou este entendimento tranquilamente e, mesmo que não houvesse essa jurisprudência, o mais elementar bom senso não permitiria outra solução. Está provado inequivocamente no processo, e nem a prOpria Fiscalização discute este fato, que a interessada apre- sentou as DIs em 10/09/75 à repartição, onde foram objeto de e- xame e registro em determinado setor (CECTA). No mesmo dia a re_ partição visou os DARFs, tendo o imposto sido recolhido no dia seguinte, i.e., em 11/09/75. Desta maneira, a vigência do ato que estabeleceu novo preço de referência alcançou uma situação jurídica definitivamente constituída, um crédito tributário já extinto pelo pagamento. Não tem, portanto, fundamentação legal, a revisão que se pretende efetuar por meio da representação de fls. Em face do exposto, nego provimento ao recurs/7 4j / - • , HINDEMBURGO DOBAL TE XEIRA - RELATOR _ 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0680/010.480/79 Acórdão n9-CSRF/03-0.288 VOTO VENCIDO DO CONSELHEIRO EDWALDO REIS DA SILVA A ação fiscal originou-se de revisão aduaneira das De- clarações de Importação ns. 3.409/75 e 3.410/75, em que ficou a- purado que a firma autuada importara dos E.U.A. 2.500 "calculado ras eletrônicas digitais, escolar, de bolso, CKD", marca Natio- nal, sem levar em conta, no cálculo e pagamento dos tributos de- vidos, o "preço de referência" estabelecido pela Resolução núme- ro 2.547, de 03/09/75, do então C.P.A., publicada no Diário Ofi- cial da União de 11 do mesmo mês. Ocorreu que, não obstante haver dado entrada das mes- mas Declarações de Importação no 'órgão aduaneiro da jurisdição para o exame preliminar e documental, em data de 10/09/75, e efe tuado o recolhimento dos tributos respectivos em data de 11/09/ 75, a importadora somente promoveu o "registro" dessas declara- ções no dia 12 subsequente. Daí haver entendido a autoridade julgadora de primeira instância que o "preço de referência" estabelecido pelo C.P.A. alcançava as mercadorias submetidas a despacho. De acordo com as normas reguladoras do despacho adua- neiro de mercadoria estrangeira, baixadas pela Instrução Normati va do S.R.F. n9 40/74, em consonância com as regras emanadas do Decreto-lei n9 37/66, a Declaração de Importação, após_os exames preliminares pelo órgão aduaneiro, é restituída ao importador juntamente com toda a documentação que instrui o despacho, para efeito de recolhimento dos tributos e do competente "registro" no mesmo órgão. Ora, como e sabido, o momento de incidência do Imposto de Importação relativo a mercadoria despachada para consumo ocor- re na data do registro da D.I. (art. 23, caput, do Decreto-lei n9 37/66). Cabe assinalar que é pacífico o entendimento de ser esse dispositivo plenamente compatível com a regra do art. 19 do C.T.N., reproduzida no próprio art. 19 do citado Decreto-lei n9 37/66. Nessas condições, ao receber do órgão fiscal, em resti — 5. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0680/010.480/79 Acórdão n9-CSRF/03-0.288 tuição, a Declaração de Importação e demais documentos anexos em data de 10/09/75, a importadora recolheu os respectivos tributos no dia 11/09/75 (data da publicação oficial da Resolução número 2.547), mas somente no dia imediato, 12/09/75, promoveu o "regis- tro" da Declaração de Importação, ou seja, quandn já se achava em pleno vigor o "preço de referência" legalmente ifigtituldo. No caso, portanto, o recolhimento dos tributos não tem o condão de extinguir o credito tributário, pela simples razão de ainda não haver ocorrido o momento considerado por lei como "fato gerador" do Imposto de Importação - a data do registro, na repar- tição aduaneira, da declaração a que se refere o art. 44 do Decre_ to-lei n9 37/66. Isto posto, tenho por legitima a exigência da diferen- ça tributária de que cogita oesente processo, pelo que dou pra vimento ao recurso especial.v iPr /////)- , , DWALDO REIS' DA S IVA - RELATOR '-- Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 00907.000502/83-73
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II, do Decreto- -lei n9 37/66, na redação da Leira 6.562/78), em razão de "falta", na respectiva descar- ga, de mercadoria (granel) constada como importada. Caso em que não se configura a responsabilidade imputada ã importadora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos - mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado ,/, J./ Sala das S--sik- _ 0 8F), em 03 de agosto de 1984. Aa OR OU - • e 'RNA. NDEZ - PRESIDENTE DWALDO REI:; D-, VA - RELATOR ),( LUIZ FERNAN P A0 48 O ' VEI •À DE MORAES - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, HAMILTON DE SÃ DANTAS, JOSÉ FAÇANHA MAMEDE, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL e os Suplentes Convocados Cons. PAULO SÉRGIO VIEIRA LIMA e PAULO CÉSAR DE ÁVILA E SILVA. 40)NN"~05" SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0907/000.502/83-73 RECURSO N.°: RP/303-0.831 ACÓRDÃO N.°: CSRF/03-1.217 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: CIA. RIOGRANDENSE DE ADUBOS - CRA RELATÓRIO O Dr. Procurador da Fazenda Nacional junto ã 3Q . Câ- mara do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes recorre a esta Instância Especial, nos termos do art. 39, inc. I, do Decreto n9 83.304/79, da decisão consubstanciada no Acórdão n9 303-23.701, de 26 de abril de 1984, que, apreciando caso de "falta" de merca- dori. transportadas agranel - "cloreto de potássio","superfosfato . triplo", "uréia" e "sulfato de amônio", - deu provimento ao recur_ , so voluntário da importadora, ora recorrida, conforme os fundamen_ tos resumidos na ementa respectiva, a saber: "INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DAS IMPOR TAÇÕES - Superfaturamento. Despacho antecipada . sobre água. Declarações de importação conforme com as quantidades licenciadas, faturadas e em - barcadas. Faltas ocorridas na descarga não i- dentificam superfaturamento. Recurso provido. A espécie vem obtetivamente descrita no relatório ã decisão do primeiro grau, nos seguintes termos: . 4W ' ,, , , D M F - J/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0907/000.502/83-73 2. Acórdão n9 CSRF/03-1.217 "O Auto de Infração de fls. 55/56, dá-nos conta de Infração Administrativa ao Controle das Importa- ções, caracterizada pelo superfaturamento das merca- dorias despachadas através das Declarações de Impor- tação n9s 01.388, 01.454, 01.756 e 02.268, todas re- gistradas nesta repartição, respectivamente, em 01.08.80, 15.08.80, 15.09.80 e 20.11.80, em virtude de terem sido desembaraçadas em quantidades inferio- res ã manifestadas, cujos valores, em consequência, não guardam correspondência com os remetidos ao ex- terior a titulo de pagamento de suas importações, con soante contratos de câmbio de fls. 13, 19, 27 e 427 daí, pois, ter sido exigida a multa de igual valor, ã diferença apurada, no montante de Cr$ 5.158.033,40, acrescida de correção monetária, de Cr$ 48.034.511,60, cominada no art. 169, inciso II do Decreto-lei n9 37 de 18.11.66, com a nova redação dada pela Lei n9 6.562 de 18.09.78. Não se insurgindo contra as faltas apontadas, a autuada apresentou a impugnação de fls. 58/64,tempes tivamente, alegando, em síntese, o seguinte: a) que as quebras, além de decorrerem do falho sistema de operar a descarga de granéis no porto de descarga, no caso justificam-se, porque se tratam de produtos sujeitos ã unidade; b)que o fato não configura superfaturamento do valor da mercadoria, porquanto este pressupõe fraude, o que não ocorreu no caso dos autos, haja visto que o conhecimento de embarque comprova o recebimento pe lo armador das quantidades licenciadas pelas Guias de Importação; c) que a espécie devia ser capitulada no art. 108 do citado Decreto-lei n9 37/66, por se tratar de matéria fiscal, sem envolvimento de problemas de or- dem cambial, por inexistentes, conforme comprovam as - faturas e os conhecimentos de embarque acostados aos autos. A postulante junta ao processo cópias de diver- sas petições iniciais ajuizadas contra representan- tes de armadores, pleiteando ressarcimento por que- bras na importação de granéis. As fls. 86 v., a informação fiscal, que opina pela manutenção do lançamento." No recurso especial (fls. 112/114), que leio na 'lite gra em sessão (lê), para conhecimento da meter por parte dos Srs. Conselheiros, alega o ilustre Procurado: , 4 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0907/000.502/83-73 3. Acórdão n9 CSRF/03-1.217 "3. A douta Câmara recorrida avalizou o posiciona- mento segundo o qual a falta de mercadoria, aferida por ocasião da descarga no porto, e na conferenciado manifesto, não pode gerar responsabilidade para o im portador. 4. Merecem, todavia, "data venia", maior cabida os sólidos argumentos alinhados no voto do ilustre Con- selheiro Paulo Moreno de Almeida. 5. Trata-se, aqui, de remessa de divisas que_se faz e para a qual não houve a correspondente entrega da mercadoria e a necessária e consequente regulariza- ção cambial, diante da falta apurada no desembaraço aduaneiro. 6. A autuada procura eximir-se da sua responsabili dade pela falta em si, atribuindo-a ao transportador, mas, como vimos, neste processo não é este o objeto da ação fiscal, mas uma consequênCia de natureza pu- ramente cambial. 7. Esta exigência pode ser feita com base na fal- ta apurada na conferência final de manifesto, como não deixa dúvidas o art. 99, 19 do Decreto 70.235: "§ 19 Quando mais de uma infração legislação de um tributo decorrer do mes- mo fato e a comprovação dos ilícitos depen der dos mesmos elementos de convicção, a exigência será formalizada em um só instr mento, no local da verificação de falta, e alcançará todas infrações e infratores." (eu sublinhei). 8. Duas infrações, de caráter distinto podem, pois, decorrer do mesmo fato, e não há procedimento exclu- sivo para determinada multa. 9. Por conseguinte e levando-se em conta, também, que a autuada nenhuma prova trouxe de que tivesse re gularizado o descompasso entre a remessa cambial e 5 recebimento da mercadoria, é de ser confirmada a mui ta por superfaturamento." Cientificado, deixou o suje o passivo, todavia, de oferecer contra-razões ao recurso./ É o relatório.,1„, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0907/000.502/83-73 4. Acórdão n9 CSRF/03-1.217 VOTO Conselheiro EDWALDO REIS DA SILVA, Relator: Como visto no relatório supra, atribui-se responsabi_ lidade ao importador por infração ao disposto no art. 169, inc.II, do Decreto-lei n937/66, na redação da Lei n96.562/78, em razão de haverem sido verificadas "faltas" de mercadoria a granel, nas res- pectivas descargas, em quantidade superior ao limite legal de 5% , de tolerância. 1 Em todos os casos arrolados no processo, em númerode 4 (quatro), verifica-se tratar-se de mercadorias comprovadamentema_ nifestadas nos respectivos navios tranportadores, isto e, entre- gues no porto de origem mediante contrato de transporte, materiali_ zado nos competentes Conhecimentos de Carga (B/L). , Por outro lado, como se ve dos documentos de importa ._ ção anexados aos autos, as quantidades submetidas a despacho, no porto de destino, coincidem com as licenciadas, faturadas e embar- cadas na origem. Ora, pomo é sabido, o embarque da mercadoria no exte_ ror, para o Brasil, constitui-se no começo do processo de importa ._ , ção, que se completa, de acordo com nossa legislação tributária, com a entrada da mercadoria no território nacional e o consequente registro da Declaração de Importação. Essa passagem da mercadoria das mãos do exportador estrangeiro para as do transportador repre- senta, no direito comercial marítimo, o momento da tradição da mer cadoria, aperfeiçando-se, aí, o contrato de compra e venda interna L_ cional. O transportador e, portanto, um fiel depositário da merca- doria importada, com a obrigação legal de entregá-la no destino, nas mesmas condições. ,, Assim, e como bem concluiu o r. Acórdão recorrido, as 1 "faltas" apuradas na descarga não caracterizam a infração penaliza da com a multa aludida.( 4 _ . Pg,\1 ,,, , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0907/000.502/83-73 5. Acórdão n9 CSRF/03-1.217 Nesse sentido, aliás, já decidiu esta CãmaraSuperior, no julgamento de casos análogos, como se vê dos Acórdãos unânimes n9s CSRF/03-1.070 e 1.071, prolatados em sessão de 29.07.83, sen- do relator o Conselheiro José Façanha Mamede, e assim ementados: "INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DAS IMPOR TAÇÕES. Multa do art 169, II, do Decreto-lei 37/66. Superfaturamento em virtude de falta na des- carga de mercadoria importada a granel. Responsabi- lidade pela infração não imputável ao importador, que lhe não deu causa. Recurso provido". Entendo, pois, não merecer reparos o r. Acórdão re- corrido, pelos seus fundamentos legais, e, assim, nada tenho a acrescentar ao judicioso voto da Conselheira Judite de Carvalho guerra, ilustre relatora designada, cujos fundamentos e conclusão adoto e leio na íntegra em sessão (lê). Isto posto, nego provimento ao recurso especial,res saltando, todavia, a conveniência de ser remetida ã CACEX cópia das principais peças do processo, com vistas ao que consta do re- curso especial e, bem assim, do voto vencido de fls. 109/111, re- lativamente ã "regularização cambial a o7 ação, diante de falta apurada no desembaraço aduaneiro". Brasília - DF, em 03 de agosto de 1984. ) ' • ALDO REIS DA LVA - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Sessão de .24 de julh.O. de19 , ? ,,, . ACORDÃO N° .csw/Q.37.9. 461 Recurso n°- RP/303-0.258 - Recorrente FAZENDA NACIONAL " Recorrido TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: TRANSATLANTIC CARRIERS (AGÊNCIAMENTOS) LTDA. ,, . , FALTA OU EXTRAVIO DE MERCADORIA IMPORTADA: pa, rágrafo único do art. 19 do Decreto-lei n9 37/66. Na hipôtese de ser conhecida e apurada 1 a falta em ato de "conferência final de inani- Lesto" (Decreto n9 63.431, de 16.10.68, art. 25) toma-se como referência para cálculo dos tributos devidos (conversão da moeda estran- geira e aplicação das alíquotas tarifárias) a data da aludida conferência. Atualização do valor pecuniário das penalidades fiscais (ar- - tigos 105 do C.T.N., 110 do Decreto-lei n9 37/66 e 99 da Lei n9 4.357/64) não constitui agravamento penal, devendo-se aplicar o valor vigente â, época do lançamento. Recurso Espe- cial provido. _ Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de ! recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ., . ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis - ! cais, por maioria de votos, dar provimento ao Recurso Especial. Venci !- ! /T dos os Cons. Wilfrido Augusto Mar es, Enila Leite de Freitas Chagas e Randolfo Henrique de Souza Netoe 7 - q/uP . Te , . Sala das Ses'Saps (,.1)-1(), em 24 de julho de 1981. / : p- / 1 •-\, Álir AMADOR OU' mOW.:(-- 1-",=-,e-EZ' - PRESIDENTE,-. ,., . . .',A' OI:), IDA - -RELATOR . , • , v.v., \•,',1 . • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 0845/062.887/80 RECURSO N.° : RP/303-0.258 ACÓRDÃO N.°: CSRF/03-0.461 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: TRANSATLANTIC CARRIERS (AGENCIAMENTOS) LTDA. RELATÓRIO O aresto recorrido-Acórdão n920.223 (f1s.IL/25), proferido no.. julgamento do Recurso 98.058, pela Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, baseou-se no seguinte voto vencedor: "Levanta a recorrente preliminar de nulída de da decisão da instância "a quo", entendendo ter havido cerceamento de defesa. Esta teria se mate rializado quando a repartição aduaneira não proMU veu a juntada das declaraçoes de importação rela tivas ã mercadoria em questão, solicitada na petr ção impugna-tal:ia. O pedido da interessada prende-se ã tese de que, se comprovado o recolhimento total dos tribu tos pelo importador, estaria eximida de qualquer responsabilidade perante o Fisco. Esse entendimento não tem merecido acolhida neste Colegiado, o que está expresso em vários. acórdãos da 2a. e 3a. Câmaras do 39 Conselho de Contribuintes. Se o importador recolheu impostos sobre mercadoria em falta, terá direito a solici tar restituição do mesmo, na forma prevista em lei. Assim, a juntada das declaraçOes de importa ção não teria o condão de excluir a exigé-ncia cal. Carece a medida de objetivo, já que os dados-- constantes dos documentos são perfeito conhecimen to do transportador, que defendeu-se amplamente. A D M F - RJ/1." C 7 C Secgraf 1600/7),> 2. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0845/062.887/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.461 Face o exposto, rejeito a preliminar de nu- lidade da decisão de primeira instância e passo a apreciar o mérito do litígio. Discute-se no presente processo a data de referencia a ser tomada para o cálculo de imposto de importação e penalidade decorrentes de falta de volumes, apurada em conferencia final de mani festo. 2 matéria controversa no âmbito administra tivo, o que se reflete nas várias correntes qw.s-e-- formaram e que passaram a influir nas decisões desse Colegiado, conforme as composições das Cáma ras julgadoras dos litígios fiscais versando o te ma. A discordância prende-se, fundamentalmente, fixação do momento em que ocorre o fato gerador do tributo. Em numerosos casos idênticos ao ora em jul gamento tenho expressado voto no sentido de que o fato gerador se materializa no momento da entrada da: mercadoria estrangeira no país, conforme pres creve o' art. 19 do Código Tributário Nacional.QuaE to à mercadoria em falta, ocorre o fato gerador ficto previsto no parágrafo único do art. 19 do Decreto-lei n9 37/66, também naquele momento. Por outro lado, os artigos 143 e 144 do primeiro di ploma legal citado reportam o lançamento à data de ocorrência do fato gerador, ficando assim de terminado que o dólar fiscal e aliquotas taria rias a serem utilizados no cálculo do credito tri butario são os vigentes na mesma ocasião. • O art. 23 do parágrafo do Decreto-lei n9 37/66 não discrepa do entendimento acima exposto, já que na chegada no navio também se verifica o conhecimento da falta: as autoridades aduaneiras recebem o manifesto com relação das mercadorias em barcadas e os boletins de descarga da concession3". ria do porto, acusando os volumes que foram deJ carregados e as faltas e acréscimos. Nesse to estão aptas a realizar a apuração das irregulJ ridades, não se podendo res ponsabilizar terceiros se esta só se efetiva anos depois, embora com ba se nos =los documentos citados e em poder do Fisco.-- A este enfoque, acresce, no caso "sub judi ce", outro aspecto: trata-se de navio aportado em Santos após a data de 23.06.75, quando foi publi cado o Ato DeclaratOrio n9 0800/125, da SuperiFi tendência Regional da Receita Federal, 8a. região,- que introduziu a sistemática de controle de mani Lestos de carga através de processamento eletrOn" co de dados. Os itens 6 e 6.1 do Ato determinam ao importador a a presentação da DI e de uma DI pro-forma, cujo simples confronto evidencia a mer í cadoria em falta. n declaração prestada diretameri \, 3. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0845/062.887/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.461 te aó Fisco. Não há como pretender desconhecimen to das irregularidades. Reportando-se o lançamento à época da des- carga, cumpre-se o disposto no art. 60 do Decre to-lei n9 37/66, que limita a responsabilidade d5 transportador à indenização do montante que o im portador deixou de recolher em consequência de d -a- no ou extravio. O mesmo princípio aplica-se à multa fixar acréscimo. A época da descarga seu valor era de Cr$ 50,00 (1976), só sendo atualizada em 1979 (Cr$ 400,00) e, novamente, através da I.N.SRF n9 80/79 para Cr$ 550,00. Essa atualização, em vigor no momento da autuação, não pode retroagir para atingir fato gerador anterior de mais de três anos. Seria o desrespeito às normas dó C.N.T. so bre a vigência temporal da lei tributária, notada mente artigos 143 e 144. Face o exposto, dou provimento ao recurso pãra que seja ,tomada como data de referência do crédito tributário a da importação. O acórdão está assim ementado: "Conferência final de manifesto. O fato gerador remonta à época do estabelecimento de controles pela administração aduaneira, pelos quais toma co nhecimento dos fatos imputáveis. Recurso provi= do". O minucioso recurso do ilustre Procurador da Fa zenda Nacional junto àquela Câmara (f is 27/45) que leio na ínte gra, pode, entretanto, ser resumido nas seguintes linhas mestras: 1) quanto à data de referência para exigência de tributos e res j pectiVa base de cálculo, no caso de falta de mercadorias verifica da em conferência final de manifesto, é a da representa4ão a que se refere o art. 25, 19 do Decreto n9 63.431/68, que deve preva lecer, conforme já copiosa jurisprudência desta Câmara Superior, embora o ilustre recorrente manifeste sua preferência pessoal pe lo declarado na Orientação Normativa Interna n9 15, da Coordena ção do Sistema de Tributação, fixando o marco temporal para aque les efeitos na data em que o res ponsável for intimado a recolher í o que for devido; 2) a Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Coo - / tribuintes, ao julgar recursos abrangendo a matéria de conferên - 4. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0845/062.887/80 AcOrdão n9-CSRF/03-0. 461 cia final de manifesto, de sua competência originária, consagrou o entendimento de que a alegação baseada em dispositivo do Ato Declaratório n9 800/125/75 (item 6.2.) da Superintendência da 8a. Região Fiscal não pode ser acolhida, por achar-se o mesmo derroga do pelo item IV do Parecer Normativo n9 56/77 da Coordenação do Sistema de Tributação, o qual se sobrepOe ao referido ato declara tOrio, de caráter administrativo limitado à DRF em Santos, enquan to o último tem força interpretativa da legislação tributária,cons tituindo-se em norma complementar dela (art. 100 do COdigo Tribu tário Nacional); 3) a antiga Instância Especial decidiu reiterada — mente que no caso de mercadorias estrangeiras faltantes na descar ga respectiva, os tributos incidentes sejam calculados segundo os índices vigorantes na data da conferência final do manifesto; 4') ademais, no caso em espécie, não consta que a importadora te nha tomado as providências firmadas no Ato Declaratório 0850/125/ 75, nem de outra forma comunicado o fato à repartição, o que pode ria ter feito, na oportunidade, a transportadora, com base em seus registros de'descarga; a falta foi somente cOnhecida, como nos demais casos, no curso rotineiro da conferência final do manifes to, quando então procedeu-se a sua apuração. - O ilustre Procurador faz, ainda, consideração so bre o valor da penalidade do inciso VI do .art. 59 do Decreto-lei n9 /- 751/69 a ser exigido entendendo deva ser o atualizado pela Porta ria MF n9 39/79.-- É o re atório. ,/ 7 , , 5. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL processo n9 0845/062.887/30 AcCrdão n9-CSRF/03-0.461 VOTO Conselheiro PAULO DE ALMEIDA, Relator: O assunto do recurso especial já é tranqüilo nes_ ta Câmara Superior, a partir do AcOrdão n9 CSRF/03-0.003, no sen_ tido de que a data de referência para a conversão da moeda estran geira e cálculo dos tributos devidos, no caso de falta de mercado_ rias manifestadas, é a da conferência final do manifesto - proce_ dimento administrativo previsto na legislação aduaneira especifi_ camente para a apuração de faltas ou acréscimos de volumes cons- tantes dos conhecimentos arrolados naquele documento, executado deliberada e sistematicamente pelas repartições interessadas, me diante rotinas adequadas. Inadmissível, portanto, a pretensão de que a auto ridade aduaneira toma conhecimento daquelas ocorrências pelo sim_ pies fato de que são anotadas na descarga do navio. Tais anota- ções serão naturalmente levados em consideração, mas no momento oportuno, dentro das rotinas de serviços da repartição, quando os papéis dos navios são propositalmente examinados para os diversos controles fiscais necessários. , A não ser, 5 claro, que, por qualquer outra for_ ma, inclusive comunicação expressa do res ponsãvel, seja efetiva_ 4 mente levada ao conhecimento da autoridade com petente a irregula b ridade constatada-o que, porem, não ocorreu no caso do processo, como salientado pelo ilustre Procurador recorrente, ao discutir a significação do Ato Declaratório n9 0800/125/75 da DRP em San_ tos. Quanto ã penalidade do inciso VI do art. 59 do De_ creto-lei n9 751/69, entendo que o valor a ser exigido é o atuali_ zado pelo referido ato ministerial, Dor não se tratar de agrava . I , ção mas de simples correção monetária de seu valor originário, o - qual não implicamajoração efetiva mas em nova tradução monetá ria do mesmo. dl ( Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 13805.000113/85-81
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LEASING, ARRENDAMENTO MERCAN TIL-NORCHEM IRPJ - CORREÇÃO MONETÃRIA DE RE-. SERVAS PROVENIENTES DE INCENTIVOS FISCAIS. COMPATIBILIZAÇÃO DO ART. 15 DO DECRETO-LEI N9 1.967/82 e • IN-SRF n9 37/83 dórá o § 39 do ART. 11 DO DECRETO-LEI N9 1.376/74. A exegese do art. 15 do Decreto-lei n9 1.967/82 não há de ser perqueri da com abandono do § 39 do artigo 11 do Decreto-lei 119 1.376/74, em preferência simplista pelo confron to direto com a IN-SRF n9 37/83. imposto, ainda que devido em valor equivalente a ORTN's, é pago em moeda nacional. Os valores utiliza dos para fins de incentivos fis- cais; calculados em percentagensdo imposto devido e/ou pago, não po dem exceder, em moeda nácional,os percentuais da lei sobre o impos- to devido ou pago também em moeda nacional. Desatendido esse manda-- mento legal maior, a reserva forma da com o excesso do incentivo ense" ja despesa de correção monetária inaceitável face ã interpretação sistemática e teleológica do orde- namento jurídico de regência. Vistos, relatados_e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos v.v /1/) do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, ven cidos os Conselheiros Luiz Alberto Cava Maceira e Geraldo Vieira. Sala das SessOes (DF), em 14 de abril de 1989 / URGEL_P REI ' à LOPE. - PRESIDENTE E RELATOR • /,,440 VISTO EM OleW AURAGIMBERG - PROCURADOR DA FAZENDA SESSÃO DE: NACIONAL Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, JACINTO DE MEDEIROS CALMON, WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, ANTONIO DA SILVA CABRAL, LOURIERDESFIU ZA DOS SANTOS, CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, MARIAM SEIF, BENEDIC TO ONOFRE EVANGELISTA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. , 2 .,n4evft ••"A„44. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N? 13'805-000.113/85-81 RECURSOW RP/105-0.093 AcORoÃoW CSRF/01-0.872 RECORRENTE N9: FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO _ A Fazenda Nacional, por seu Procurador junto a Quin ta Câmara, recorre para a Câmara Superior de Recursos Fiscais, piei teando a reforma do Acórdão n9 105-2.509, de 19/01/88, prolatado nà julgamento do recurso voluntário n9 91.560, interposto por NóroeSt4' Chemical S/A. Leasing, arrendamento mercantil,- NORCHEM. O Acórdão recorrido está assim ementado: "CORREÇÃO MONETÁRIA DO BALANÇO - Correção Mo- netáriã -do TatriM8nió Líquido Reserva de Ca- pitai oriunda . do Incentivos Fiscais incaEi vel a tributaç 'ão da correção monetãria de par- celas de Patrimônio Líquido, identificada como "Reserva. de Capital" constituída em excesso, em função de incentivos fiscais calculados com inobservância da IN-SRF n9 37/83, quando veri- ficado que os favores fiscais foram determina- dos em conformidade com o artigo 15 do Decre-- to-lei n9 1.967/82." O recurso especial é fundado no artigo 39, I, do De creto n9 83.304/79 e foi admitido pelo Presidente da Câmara recorri da conforme despacho de fls. 153. • O ilustre Procurador Dr. Marcelo Henriques Ribeiro' de Oliveira, argumenta aue "a tese debatida na Câmara a quo diz res- peito à aplicação do artigo 15 do Decreto-lei n9 1.967/82 em combi- nação com a IN-SRF 37/83. De acordo com o voto-vencedor, a IN-SRF , 37/83 teria, ao determinar que o valor do incentivo deveria ser cal (2-) , ' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13805-000.113/85-81 3 Acórdão n9 CSRF/01-0.872 culado segundo o valor em cruzeiros apurado na data do pagamento do imposto, contrariadO. o art. 15 do Decreto-lei n9 1.967/82, que determinou o cálculo segundo o valor da ORTN do mês fixado para a apresentação da declaração de rendimentos". Afirma que a questão não tem relevância para o pre sente caso e, prossegue, dizendo: a) a tributação refere-se ao ano-base de 1983, ano da edição do Decreto-lei n9 2.065, que é sufi-- ciente para, no caso, manter-se a tributação; b) a lei publicada em outubro (D.L. 2.065/83) se aplica a todo o ano-base, incluindo os meses an tenores à sua publicação. O fato gerador do Im_ posto de Renda s,ó, ocorreu no dia 19 de janeiro' de 1984, posteriormente ã entrada em vigor da norma; c) só se discute a suposta retroatividade do Decre_ to-lei n9 2.065/83. Não ocorre retroatividade alguma, visto que o Decreto-lei foi publicado em outubro; d) não é da competência dos Conselhos de Contri- buintes a declaração de lnconstitucionalidade — de Decretos-lei ou quaisquer outros atos legis- lativos. A decisão se fundamenta na irretroati- vidade das leis, princípio que tem sede consti- tucional. Negar vigência ao D.L. 2.065/83 no ano-base de 1983 equivale a dizer que tal apli- cação do Decreto-lei é inconstitucional; Finaliza requerendo o provimento do recurso e, em conseqüência, mantida a tributação. A contribuinte, em 28/03/88, tomou ciência do Re- curso especial (A.R. de fls. 155) e, em 12/04/88, apresentou suas 15 Contra-Razões (Fls. 157/166), nas gua, resumidamente, alega que: ,—, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13805-000.113/85-81 4 Acórdão n9 ~1-0.872 a) a IN-SRF n9 37/83 é ilegal, tanto que o texto legal já posteriormente alterado pelo Decreto— lei n9 2.065/83, além de .C.Ontrariar as instru- ções do MAJUR daquele ano; h) o Decreto-lei n9 1.967, de 13/11/82, (art. 15), alterou a base de cálculo dos incentivos fis- cais, que não levava em consideração o valor do imposto de renda recolhido em cruzeiros, sendo apurada pela simples multiplicação de parte do imposto de renda devido na declaração, expresso em número de ORTN, pelo valor da ORTN no mês Li xado para apresentação da Declaração de Rendi-- mentos; c) se a norma administrativa prevalecesse sobre o texto legal, não poderia resultar a incidência' de encargos legais gravosos, em face ao que dis pEie o artigo 100, único, do CTN; d) tenta a Procuradoria sustentar a autuação ale- gando que se trata de glosa de exercício de 1984 e que já seria aplicável o D.L. 2.065, editado' em 26/10/83. Ocorre que embora a glosa refira— se ã correçãó monetária do período-base de 1983, não houve a impugnação dos critérios da Corre- ção monetária mas a glosa da própria Reserva de Capital constituída com os incentivos fiscais I do exercício de 1983, em abril de 1983, bem an- tes do D.L. n9 2.065/83; e) é equivocada a afirmação do Procurador da Fazen da Nacional de que a decisão lastreou-se na im- possibilidade de aplicação retroativa do Decre- to-lei n9 2.065/83, vedada constitubionalmente, pois o que foi dito é que o D.L. n9 2.065/83 ao dar arrimo legal ao entendimento da IN-SRF n9 37/83 (não a própria IN), confirmou o corretis- mo do procedimento da empresa e a ilegalidade ' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13805-000.113/85-81 5 Acórdão n9 CSRF/01-0.872 do entendimento da fiscalização; f) ao procurar apoio no D.L. n9 2.065/83, a Procu- radoria inovou na fundamentação legal. O Auto de Infração fundamentou-se no art. 15 do Decre- to-lei n9 1.067/82 e na IN-SRF n9 37/83,não-men _ • cionando o D.L. n9 2.065/83. Deve o recurso ser desprovido sob pena de configurar lançamento por autoridade incompetente; Por fim, cita decisões judiciais a seu favor e pe- • de caie seja negado provimento ao recurso. É o relatório. •• , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13805-000.113/85-81 6. Acórdão n9 CSRF/01-0.872 VOTO Conselheiro URGEL PEREIRA LOPES, Relator: O recurso preenche os requisitos legais de adminis-- sibilidade merecendo ser conhecido. Com a devida vênia, transcrevo o voto do Acórdão n9 101-76.509, de 12.03.86: "Segundo dispõe a legislação dos incenti- vos fiscais (Decreto-lei n9 1.376, de 12/12/74: a) A pessoa jurídica poderá optar pela a plicação, com base no que dispõe o art. 19, parágrafo único, do Decreto-lei n9 1.376, de 12 de dezembro de 1974, de di versas parcelas do imposto de renda devi do (art. 11, caput, do Decreto-lei n9 1.376/74); b) Ressalvada a aplicação na EMBRAER, es sas aplicações deverão conter-se no limi te de 50% (cinqüenta por cento) do impos- to devido Dela pessoa jurídica art. 11, 39, do Decreto-lei n9 1.376/74. Desses 50% a metade passou a destinar-se ao PIN e ao PROTERRA, ficando a subscrição das a - ções com os restantes 25% (vinte e cin- co por cento); c) A partir de 1975, a parcela correspon- dente aos incentivos não mais passou a ser transferida para os respectivos Fun- dos, após a entrega da declaração. Ao contrário, todos os recolhimentos efetua- dos (fonte, antecipações e duodécimos)pas saram a ser recolhidos de forma integral, em documento único de arrecadação, e o Banco do Brasil promove "o crédito à con ta do Tesouro Nacional, como Receita d-a- União, de 46% (....) do montante arrecada do, na forma do artigo anterior, e -(5 credito, em conta especial, para incenti- vos fiscais e para o PIN e o PROTERRA , //)"2, SERV!.90 PÚBLICO fEDERAL Processo n9 13.805/000.112/85-8/ Acordar) n9 CSRF/01-0.832 dos 54% (....) remanescentes, transferin • do quinzenalmente esses recursos, median. te aplicação dos percentuais fixados pe- lo Ministro da Fazenda, aos Fundos o de Investimentos, junto aos bancos operado- . res, e aEMBRAER, ao GERES, ao MOBRAL, ao PIN e ao PROTERRA." (arts. 13 e 14 do De , ereto-lei n9 1.376/74); d) Antes do incício do exercício finan - ceiro, o Ministro da Fazenda fixa, em ca ráter provisório, os percentuais refereFI • tos à aplicação dos incentivos, "que se- rão ajustados à medida em que forem dis- poníveis os dados referentes as opçoes para incentivos fiscais e ao efetivo re- colhimento das parcelas corresp~tes." (art. 14, § 19 do Decreto-lein9 1.376/74); e) Em virtude da nova sistemática de cor reção monetária introduzida pelo Decreto- lei n9 1.967/82, o imposto era transfor- mado em ORTNs do mês seguinte ao do _en- cerramento do balanço, cuja conversão em cruzeiros se faz na data de cada recolhi mento e pelo valor da ORTN da data da co-n- versão. Portanto, as parcelas de incentivos reco at5 a entrega da declaração r137; são passíveis de correção ,..dado que teu- do sido transferidos aos respectivos FUN DOS contemporânea e simultaneamente com os recolhimentos das parcelas do imposto de renda, de que são parte integrante se fossem corrigidos, a atualização se- ria dupla: no Fundo que já as recebeu a- tualizadas até" a data do recolhimento e nova e erroneamente corrigidas após a en trega da declaração, como se recolhidas ainda não houvessem sido. Em verdade, embora o equívoco da . recor- rente possa advir da defeituosa redação; dada ao art. 15 do Decreto-lei n9 1.967, de 23/11/22, não se poderá concluir que • este estabelecimento que os _incentivos fóssem calculados com base no imposto de• renda devido, em ORTNs, convertido em cru zeiros, com base na ORTN vigente na data • • da apresentação da declaração de rendi- mentos e,, sim, que os incentivos, no mas• fixado para a apresentaçao em telau.se,- 5t convertidos de cruzeiros Para ORTNs, ou seja, calculados SEGUNDO O VALOR DA ORTN no mês fixado para a apresentaçãoc:a. declaração de rendimentos e ASSIM REPAS- SADAS AOS LENEFICIÂRIOS PELO VALOR ASSIM DETERMINADO, o que ó coisa Completamente SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 1 380 5/00. a L3/8 5- 1• - B. Acõrdão n9 CSRF/01-0.272 diferente, sob pena de derrogar toda a sistemática de incentivos e, mais do que isso, tornar incompatíveis as diversas normas que os disciplinam. A verdadeira exegese (que coincide coma do FISCO) dão- no-la os autores da proposição legíslati va, quando no item 24 da Exposição de Mo tivos que justifica o texto e a ediçãodo referido diploma . e que foi aprovada pe- • los Ministros da Fazenda e Planejamento escreveram: * "O art. 15 dispõe que os valores rela • tivos às deduções do imposto devido, decorrentes de incentivos fiscais, se rão rpassados aos beneficiários se- gundo o valor das ORTN do---Mrri—fixado para a apresentação da declaração de rendimentos." (grifos da transcrição) Ora, em razão de as parceles devidas por antecipação já terem sido recolhidas aos Fundos Fiscais antes da apresentação da declaração, não teria sentido cogitar-se de sua correção. Caso contrário, ocorre-. riam as distorções apontadas pela Fisca- lização, ou seja, redução contábil inde- vida, nelas empresas, do imposto a reco lher como receita da União, em vista da majoração indevida (acima dos limites es - • • tabelecidos na legislação t)rõpria - De -7 creta-lei n9 1.376/74) dos inomítivos fís cais, ocasionando uma distorção entre os investimentos contabilizados pelas empre sas e os recursos efetivamente repassa - dos aos Fundos pelo Banco do Brasil, Além dessa distorção, com a sistemática conta bil levada a efeito, as empresas beneficf: am-se dupla e indevidamente, pois por uma orientação erronea da Administração tri- butária: no primeiro ano, só corrigem o passivo (duando deveriam corrigir o ati- vo—t-T:AmE;ém) e quando aumentam aquele sem autorização legal, a Fazenda Nacional ó mais prejudicada. Ressalte-se que o fa- to existe porque a Administraçao Fiscal, data venia, erroneamente, não tem orien- tado no sentido de que se corrijam o ati vo e passivo. Oportuno, porém, se faz salientar 'que, • embora a redação do art. 15 do Decreto- :Lei n9 1.967/82, desse margema dúvidas de interpretação e o procedimento da autua da nao se justifica, visto que: 19) Não nega ela que, adotada qualquer outra interpretação diferente da preconi zada pelo Fisco, não seria respeitado o SERVIÇONOLICOFEOERAL Processo n9 13805/00/85-81 Acórdão n9 CSRF/010.87.2 limite máximo do percentual de incenti- vos, previsto no art. 11 do Decreto--lei n9 1.376/74; 29) Era pacifico que a matéria á época carecia de regulamentação, alguns comen- tadores do Decreto-lei n9 1-967/82, não sé apontavam as distorções de uma inter pretação literal e isolada do art. 15 do Decreto-lei n9 1.967/82, como consigna- vam que, em face da impropriedade de or- . dera legal, possivelmente as autoridades fazendárias disciplinariam a matéria em tempo (ADHERBAL C. BERNARDES e WILSON CHAMHIE PEREIRA, in Manual 10B,1983,pg.• 39); 39) A. Receita Federal, efetivamente, atra vás da Instrução Normativa n9 37, de 2-1S de abril de 1983, disciplinou normativa- . mente a matéria, consignando em seu item" 3: • "3 - Respeitados os limites máximos de aplicação para cada incentivo fis cal, o total das deduções do imposto devido não poderá ser superior a cin-, qUenta por cento, antes da destina- ção para o PIN e o PROTERRA, da soma dos seguintes valores, observado o - - • disposto no item 6: a) imposto de renda retido pela fon • te pagadora, compensável na .de -- claração de rendimentos, atuali- zado- monetariamente até o térmi- no do período -base de inaidencia; • b) valor em cruzeiros das parcela recolhidas pela pessoa jurídica a titulo de antecipaç5es, duodé- cimos ou qualquer forma de paga mento antecipado do tributo; c) saldo do imposto devido, em cru- , zeiros, determinado pela multi - • plicação de seu valor, • expresso- • em número de obrigações ReajuStã veís do Tesouro Nacional.- OPTR • (item. 5), segundo a declaração de rendimentos, pelo valor da ORTN no más fixado para a apre- sentação da .declaração." 49) O Ato Declaratório Normativo - CST - n9 15, de 19 de maio de 1983, ainda auto rizou a retificação das declarações de _rendimentos já entregues, cujos incenti vos houvessem sido ca l culados incorreta-. SERVIÇO NUM) FEDERAL Processo n9 13805/000.118/85-81 10• Acérdão n9 CSRF/01-0.81.72 mente, dando o prazo de 30 dias (trinta) dias, para sua correção lendo-se na refe rida norma complementar, ipsis litteris: • "I - a base de cálculo das opções para aplicação nos incentivos fiscais rele ridos no item 1 da Instrução Normati l -va SRF n9 37, de 25 de abril de 1983, deverá ser determinada, a partir do exercício financeiro de 1983, de con- formidade com ó disposto no menciona,e dOmato normativo; . II - as pessoas jurídicas que já tive rem apresentado- a declaração de ren- dimentos correspondente ao exercrcio financeiro de 1983 e cuja lu-ase de cál culo das opç6es para aplicação em in- centivos fiscais tenha resultado dife rente da apurada segundo o que disp3 a referida Instrução Normativa, deve- rão solicitar a retificação da decla-r ração a fim de indicar, no item 02 do quadro 18 do formulário I, o valoro= reto, em cruzeiros, da mencionada ba- se de cálculo; III - a retificação deverá ser solici- tada no prazo de trinta dias contados da data da publicação deste Ato Decla - - • rat6rio Normativo." Portanto, are'm de não se ter como desco:- • nhecer as distorçSes apontadas com o pro cedimento adotado pelo contribuinte„prin cipalmente no que se refere ao fato de :05 Fundos de Investimento receberem um mon- tante (repassado. pelo Banco do Brasil) e; a contabilidade dele ter outro diferente (maior e que prejudica a 'Fazenda, atra- vés da correção monetária), bem como não negar o contribuinte a existência de nor mas complementares regulamentadoras - que, em nada ultrapassaram o seu campo de com• petência, dado ter apenas estabelecido re • gras práticas de procedimento para a ccrl- reta interpretação e harmonização do (lis • posto no art. 15 do Decreto-lei número 1.967/82 com a legislação de incentivos p a nova sistemática do imposto de ORTNs e, embora os decretos e as normas comple- - mentares nao tenham o poder de alterar a lei, não se lhes pode negar o condão regulamen campa tibi li z ando as suas normas com as demais do sistema em que .se inserem, em fim, tornando-a exequl,sem . afronta ã lei . maior - também não 'nega o contribuinte que ultrapassou o limite má ximo de 26 5,5 (vinte e seis por cento) de • Enviço rúr,t . CO # VjLNI. P rr, C O' a? 13805./00 O . 1n /8'5 -1 1 Ac6rçn0 C8FJ/01-0.872 dedução para incentivos previsto na le- gislaçao. A suplicante, ao adotar como base, de e51, culo do incentivo o imposto em ORTIjs aPu rado na data do balanço e transforma-16 em cruzeiros na data da entrega da dada raçac, sem levar em conta as parcelas ja antecipada CT por n Lo cascaram so r a tualiZad C1.3 nelos 1, crR.ios,a. yaUL 1. (.k.) recaLimanto diretamenLe do Lince de sil S/A) calculou uin montante do incentl: vos superior ao previsto es: lel (26':,). Como o registro conLbil dos _incentivos foi c.-d6.bito-da conta do Ati.ve Circulan- te não corriTrvel) e a cr:Jidi J,:o de Ra - serva de capital (corri_sjivel), a corro - ção do patrimnio liquido ensejou jxr6s- elmondevido do dadto na ccnta do cor- . reçEo nonetría. Finalmenl c, , para ratificar o aCirmado,am 26/10/83, o Poder E;-:Ccu v c(11 Leu o De creto-leL n',-;) 2.065/83, acluande, c:,)o no va reclacão, a inteli,,,Rnel_a de, ar t. 15 do Decreto--lei n9 1.967/82', som alterar os percentuais dos inceneivos 1:iseais e com sagrando a fGrmula pr jitica oPc:u1c, cona tanto d.o, aludida InstIução Normativa /1(." . 37/83. Portanto, o referid,D 119 2.065/83, nesta parte, se reveste de carãter meramente interpretativo, cisque nao trouxa qualquer inovaçao: quer quan- • to ZI O moa La rita , que r qual] e. O E. data ,3o colhimento dos incentivos.' No caso destes autos, foi no exercício de 1983, ano-ba- se de 1982, que a contribuinte utiliiou, a título de incentivo fis- cal, importãncia superior a 50% do valor em cruzeiros efetivamente' "pago como imposto. Total dos incentivos Pleiteados Cr$98.791.000,00 Limite permitido (IN-SRF n9 37/83) Cr$73.517.973,00 Diferença apurada Cr$25.273.027,00 Em conseqüência, a contribuinte, havendo recolhido den tro dos seus vencimentos as parcelas incentivadas e embutidas no va- lor do imposto de renda, contabilizou, durante o ano de 1983, a debi to de conta do Ativo Circulante e a crédito de "Reserva de Capital", d.? Processo n9 13805-000.1131/5-81 12. Acórdão n9 CSRF/01-0.872 do Patrimônio Líquido,, no total que destinara ã aplicação em incen- tivos fiscais. Efetuada a correção monetária na forma do art. 347 e seguintes do RIR/80, a purou uma despsa a maior de correção monetã ria, reduzindo o resultado final do balanço de 31.12.83. Consoante demonstrado na ação fiscal: Cálculo do valor tributável, no exercício de 1984: Cr$ 25.273.027= Cr$6.461,03 x Cr$3.101,38= Cr$20.038.107 3.911,61 (Cr$ 3.101,3.8,corresponde a diferença entre a ORTN' de maio e dezembro de 1983). Trata-se, pot:banto, do situaç5o absolutamente idô:n tica aquelas examinadas nos dois ac6r1os paradígas. Os li.. ti desta natureza tar, ouse:) ado acesas con troviJrsías a partir do confronto direLo que myitos insistem em fa ser entre o art. 15 do Decroto-loi n? 1.957/82 e a Ins'.,ruao Nor- nativa do Sr:1' ng 37, de 25.04.8. . . No art. 15 afirmou-se, essencialmente, que as dedu çoes do imposto devido, de acordo com a declaracao, reatj,vas ? incentivos fiscais e as destinadas a aplicaceSes específicas, se- riam calcula das scuundo o valor da ORTN no m5s para a avre sentaçao da Ceelaraç:o do rendircenos e repasada3. aos beneficiã- 1 rios pelo valor as .L :IcLorminadc. Por sua voz, a IN-SRF 1. 19 37/83 csc.Laroccu. que o valor das deduc6os de Iwnosto de renda devido, c:1c ,, acordo com - claraçEto do rendimc,ntos da pessoa jurídica, relaos a incenti-, vos fiscais e as des',..inndas a Jullicacc3os (!spocífl= 1.110 poderia exceder, isolada :ou conjunLament, em eada exercício financeiro, a (.4nquenla por cen !',..o do Valor c.I1 cruzeiros efetiva=to pago pG- lo eentri_bu nto - Ora, se a si::,temj1Lica do (.?..leulo e pagamenCo do m m posto dc.: renda devida, e Jo s.5.1culo do3 inrentivosITH. 'cais do que se trz:Ite, esti7=e cir=scritn. . ,. „. . . . , SERVIÇO PúcLICO FEDERAL Processo n9 1380 5/00 Q-.113/85-81 13. Ac6rdão n9 CSRF/01-0.872 . • textos legais, não haveria dúvida de que, realmente, a IN-SRF n9 37/83 extrapolara, indevidamente, por ser hierarquicamente infe- rior, o art. 15 do Decreto-lei n9 1.967/82. 1 Ocorre que para se examinar esta questão e necessá- . rio levar em consideração alguns fatores que transcendem o con- fronto simplista a que aludi acima. il Em primeiro lugar, o Decreto-lei n9 1.967/82 e aP IN-SRF n9 37/83 estão inseridos numa legislação ampla e diversifd cada pertinente ao imposto sobre a renda incidente sobre as pes-- soas jurídicas, aí incluídas numa série de normas legais sobre os incentivos fiscais correlatas. Daí que não podem ser pinçados .e 1' interpretados em dív6rcio do ordenamento jurídico -especializado, considerado no seu todo. [ . . Em segundo lugar, a conversão da base de cálculo do imposto, do pr6prio imposto etc, em. ORTN, não teve a virtude l, de introduzir uma nova moeda de curso forçado no País. Dados os: problemas de ordem inflacionária por que tem passado a Economia II Nacional, a perda de valor aquisitivo da moeda e a' indexação da ! economia, incluiu- , taMbem, medidas de proteção ao crédito . tri- butário. A meu modo de ver (e não s6 meu...), - e com o devido res-. , peito aos entendimentos em contrário, ao tem po das ORTN, como das . OTN, era-se credor ou devedor de uma .determinada importância em cruzeiros, depois em cruzados, equivalente a um certo número de ORTN ou de OTN. • •. . Maneiras elrpticas de expressão, ou de outro modo: simplificadas, é que levaram ao vezo de se falar em pagar tantas; . , ORTN, cobrar tantas ORTN, e assim por diante. • . Todavia, a regra, em tema de cobrar ou pagar dívi- das ou créditos pecuniirios, manteve-se legalmente no sentido de que, no territõria nacional, s6 a moeda nacional tinha curso for-e çado e poder liberat(Srio. . ; • , . . As ORTN . e o OTN foram e são meros indicadores paro, ajuste da expressa° monetária dos dbitos de valor. 4- ,N. j SERVIÇO PÚBLICO FEDERA. , PrOCO!;; GO n9 138() 5/000.113-' /8.5-81 14.• Acórdão n9 CSRF/01-0.872 - De sorte que as pessoas jurídicas, nos exercícics de 1983 e seguintes continuaram pagando seu imposto em moeda na- cional, não importa que, uma vez achada a base de cálculo (lucro real, lucro presumido ou lucro arbitrado) se tenha introduzido o referencial das ORTN. Se o imposto seguiu sendo pago em moeda nacional, e os incentivos fiscais a ele vinculados eram determinados em função de percentuais do imposto devido ou pago, parece-me lógi- co que, por exemplo, 50% de 100 cruzeiros devidos não podem pro- porcionar mais ou menos que 50 crazeiros a título de imposto ou .de incentivos. • Foi isso que a IN-SRF n9 37/83 procurou esclare- cer. Não tanto para modificar o art. 15 do Decreto-lei número 1.967/82, como se pretende fazer crer. Mas, sim, para que não se esquecessem os interessados de que estava vigente e incólume o § 39 do art. 11 do Decreto-lei n9 1.376, de 12.12.74, "in verbis": "§39 - As aplicaç5es previstas nos in- cisos I a V deste artigo, cumulativamer,. . te com a do § 39 do arti4D 19 da Lei n9 5.105, de 2 de setembro de 1966, pa ra cujo câlculo serão desprezadas as fraçaes de Cr$ 1,00 (um cruzeiro), não poderão exceder, isolada ou conjunta - Irente, em cada exercício, a 50% (clinquen ta por cento) do valor total do impos- to de renda devido pela pessoa jurídi- ca interessada." Assira, ameu juízo, a IN-SRF n9 37/83 teve muito mais a ver com o Decreto-lei n9 1.736/74 do que com o Decreto--lei n9 1.967/82. Esse é ,um aspecto da maior relevancia , que alguns .in- tepretes tôm negligenciado. Nem sempre, por6m. Veja-se a propósito, a decisão do T.P.R. na apela ção em Mandado de Segurança n9 104.120-SP (5542782) da sua Quarta Turma, prolatada dois dias antes da presente sessão desta Câmara Superior, a cujo texto, por ínteirq tive acesso ao p roceder ã roda çao final deste voto:, /1, * • SERVIÇO MOUCO FEDERAL Processo n9 13805/000, .1. 11/85 81. 15. Acôrdão n9 csRF/01-0.872 E - / EMENTA: Tributario, Imposto de renda. E Instrução Normativa n9 37, de 25.4..83 do Secretário da Receita Federal, e Ato E DeclaratOrio CST n9 15,: de 19.5.83. Com patibilidade com o art. 15 do Decreto- lei i:19 1.967, de 23.11.82. I - O art. 15 do Decreto-lei n9 1.967, de 1982, não estendeu às deduçaes do im H posto de renda a permanente correção m3 • netãria fixada piara este, segundo bem o interpretou a autoridade fiscal. II - Apelação não conhecida. Sentença re- formada. Segurança cassada. E VOTO O SENHOR MINISTRO ANTÔNIO DE PÃDUA RI- BEIRO (RELATOR): - O recurso, na verda- de, é intempestivo. A contagem do prazo de 30 dias, a que faz jus a União para apelar, iniciou-se, no caso,dia 27-2.84, j numa segunda-feira, e encerrou-seno dia 27.3.84, uma terça-feira. Tendo sido: protocolizado em 28.3.87, o apelo é se- rodio. ] Todavia, cumpre reexaminar a sentença , j por estar sujeita ao duplo grau obriga- trio. Ao contrário do que sus tanta a douta Sub proouradoria Geral da República, a que-s tão posta nestes autos apenas de reito. Com efeito, diz a impetrante que a IfistruçãO Normativa n9 037, de 25 de 1: abril de 1983, do Secretário da Receital Federal, e o Ato Declarat6rio CST n9 015, de 19.5.83, de car:Si te r normativo ferem o art. 15 do Ecoreto-lei n9 1.967, E de 23.11.82, ao alterar a base de cálcu lo dos incentivos fiscais a quem tem dr I reito. A ilustrada autoridade impetrada, de. sua vez, insiste na legalidade da ci - tada Instrução e do referido Ato Declar ratério. Cabível, pois, a segurança. No mérito, ao conceder o writ., argumen- tou a sentença (fls. 31.32T: "Não padece de menor dúvida a afirma- ção do 'Impetrado, de que os atos admi nistrativos, em mat6ria fiscal, int. grama legislação tributária, noque determina o art. 100 do CTNe O mesmo CTN, porém, no artigo antece dente, o artigo, 99, estabelece que' o conteúdo e alcance dos decretos de • o • SERVIÇO PO1311C0 rEDER.U. Processo n9 13805/000.,113/85-$1 10. Acórdão n9 CS1F/01-0.872 vem ficar . restritos ROS das leis em função dos quais sejam expedidos. Se . é 'assim quanto a decretos, óbvio que o mesmo há de se ap licar a atos administrativos subalternos,00ma Ins truç6es Normativas ou Atos Declar6 rios. No caso concreto, a Impetrante agiu absolutamente de acordo com o que es • tabeleceu o artigo 15 do Decreto-ler 1.967, de. 1982. Não pode, a toda evi diSncia, ser molestada Por qualquer . • ato posterior, de hierarquia menor, que, além de ferir o elementar prin- cípio de que o ato jurídico perfeito não se modifica por lei pasterior, a presenta-se claramente como Dispõe o ai t. 15 do Decreto-lei nCimero 1.967, de 23.11.82: "Art. 15 - As deduções do imposto de- vido, de acordo com a declaração, te lativas a incentivos fiscaiseas tinadas a aplicaçaes especnicas, se :cão calculadas segundoc)valer da.OR1T no mós fixado para a apresentação da declaração de rendimentos e repassa- . das ao beneficiário pelo valor assim determinado." O transcrito dispositivo 115 de ser in- terpretado em harmonia com os outros preceitos constantes do citado decreto-. • lei. , Assim se procedendo, verifica-se que o seu objetivo não foi estender as medidas corretivas para o recolhimento do imposto aos incentivos fiscais dele deduzidos, alterando a regra segundo a • qual os incentivos fiscais não são cor- rigidos. A prop6sito, elucidam as informações(fls 22,29): " A interpretação do art. 15, do Decre to-lei n? 1.967/82, deve levar em con, sideração os princípios que sempre nor tearam as deduções do imposto de ren- da efeito de incentivos fiscais, quer regionais ou setoriais, bemçcm a novao- • • .rientação fixada para o cálculo e recolhi, mento do tributo, de efeito puramente corretivo do valor de moeda -nacional' em constante desvalorização nos mos tempos. . • _ _ Assim, essa norma legal teve por cbje- . tívo não estender as medidas correti-- . vas fixadas para o rPcolhimento dr..) ,. , :: .. 1 SERyIÇO PÚBLICO FEDEM Processo n9 13805/000.113785-8.1 17, Acordao n9 CSEF/01-0.872 f . imposto, ingresso que objetiva ateu- der necessidades públicas para os incentivos fiscais decorrentes , de 1 suas deduções, de natureza essencial mente privada e em benefício partio:ji - ! lar de cada empresa. : O interesse público, no caso, a indi 1 - : reto e mediato, na medida em que a • região ou o setor se desenvolva. ,, . Por isso o art. 15, do Decreto-lei n9 1 1.967/82, não estendeu às deduçõ'es do . imposto a permanente correção fixada para este, determinando que elas se- riam calculadas em cruzeiros, corres j pondentes ao valor da ORTN no mas clã- - - _ entrega das declarações e assim re-7_ . 1 . passadas aos 5rgãos beneficiários. Ora, se o princí p io fixado pelo le - 1 . gislador 6 o da não correção dos in- centivos fiscais, riElo se pode pret2n der, como faz a Suplicante, que os valores antecipados sofram _correção at6 o mês da entrega da declaração . como está requerendo neste pleito, mor 1 mente se atentarmos para o fato d'e- que o, valor dessa correção, ' se acei- ta a tese da Suplicante, ter,Sque.ser desembolsada pelos cofres públicos, . para atendimento de interesses piiva-,dos._. ... . . , •. Essa posição se choca flagrantemente com a nova orientação que se extrai , do DeCreto-leí n9 1.967/82, e com to !:. da a filosofia da prevalancia do in- teresse público sobre o privado. . Por isso, o Sr. Secretário da Recei- :11 ta Federal determinou, ao discipli - ! nar as deduções para incentivos fiá- cais, servisse como base de cálculo o valor em cruzeiros efetivamente re- colhido aos cofres públicos, em con- sonãncia com os princípios norteado . res acima expostos, e Perfeitamente.al . • justados ã sistemática legal vigente.• A norma administrativa expedida não! • violou e no iviola direito subjetivo algum da Suplicante, e,, antes, integra e comple menta a lesgislação vigente, nos ter,, mos do. art. 100, inciso 1, do C .T.N ,T, .. ... razao pela qual merece ser julgada im_ • procedente a ação proposta. 0 , art. 15 deixou :pois claro que não 1 • obstante o imposto passasse a ser i . calculado em ORTN, os incentivos 1.,=.1 ma.n=ram em cruzeiro2; e iriaM cens- • ter ria declaração (esta sim:=01-=)1 • d: ") . ' • 9. SERVIÇO MOUCO FEDERAL PROCESSO N9 13805-000.11S/E5-81 Acórdão n9 CSRF/01-0.872 • pelo seu próprio valor em cruzeiros, registrados em ORTN da data da en- trega da declaração." Em tal contexto, por não divisar que a interpretação dada pelo Fisco ao preeei to questionado possa implicar ameaça (1.-ã ofensa a direito subjetivo da impetran- , te, reformo a sentenção e, em decorr,:in- eia, casso a segurança. Em conclusão, pois, não conheço da ape- lação, mas, em atenção ac , duplo grau obrigatório, reformo a sentença e cass.‹.) a segurança. Isto posto, voto pelo provimento ao recurso. URGELdir• IRA OPES - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1
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Recorrida SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL FALTA DE MERCADORIA IMPORTADA. Confe- rencia final de manifesto. Responsabi lidade fiscal do transportador. Para efeito de cálculo do tributo devido (I.I.), considera-se ocorrido o fato gerador na data do lançamento respec- tivo (arts. 87, II, c, e 107, parágra fo único, do R.A. Decreto n9 91.0307 /85). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por BRASMARINE -AGENCIAMENTOS MARÍTIMOS E REPRE- SENTAÇÕES LTDA. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, venci- do o Cons. Paulo César de livila e Silva (Relator). Designado Rela- l' tor para o Acórdão o Cons. Edwaldo Reis da Silva. Sala das Sessaes(DF), em 22 de agosto de 1988. ( /URGE', PEREI LOPE - PRESIDENTE -híj-Vkifi', /WALDO REIS DA''.ILVA 2 - RELATOR DESIGNADO ' 4 MAUr0 G- ERG - PROCURADOR DA FAZENDA NA CIONAL v.v Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR, HÉLIO LOYOLLA DE ALEM- CASTRO, HAMILTON DE SÃ DANTAS, JOSÉ FAÇANHA MAMEDE e SEBASTIÃO RO- DRIGUES CABRAL. SERVIÇO POBLICO FEDERAL PROCESSO N? 11050/000.654/86-35 RECURSO N9: RD/302-0.077 ACÓRDÃO N9: cSRF/03-01.553 RECORRENTE: BRASMARINE -AGENCIAMENTOS MARTTIMOSE REPRESENTAÇÕES LTDA. RECORRIDA: SEGUNDA CAMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A 2a. Câmara do E. Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo Acórdão n9 302-31.025/87 (fls. 59/63), apreciando, em grau de re- curso voluntário, litigio fiscal originado de falta de mercadoria apu- rada em conferência final de manifesto, decidiu negar-lhe provimento, por voto de qualidade, para considerar aplicável, na determinação do valor do Imposto de Importação correspondente, a taxa de conversão cam bial vigorante na data da respectiva apuração, nos termos da regra con tida no art. 87, II, c, do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n9 91.030/85. Inconformada com essa decisão, por entendê-la divergen- te da prolatada no Acórdão n9 303-24.399/85, da 3a. Câmara do mesmo Conselho, e invocando o amparo dos Decretos n9s 83.304/79 e 89.892/84, e do Regimento Interno deste Colegiado, ingressa o sujeito passivo (a transportadora), em tempo hábil, com recurso especial a esta Instância Superior (fls. 76/83), lido na integra em sessão (lê), em que pede sua reforma, sustentando, em argumentação fundada em exegese do CTN e do Decreto-lei n9 37/66, que deverá ser utilizada, para tal fim, a taxa -cambial em vigor na data da entrada do veiculo transportado, não se a plicando à espécie a norma do Regulamento Aduaneiro, citado. a) DíVlF DF/19 C C - Secgraf -1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11050/000.654/86-35 2. Acórdão n9-CSRF/03-01.553 Em despacho motivado de fls. 86 (lê), a presidência da c. Cãmara recorrida deu por demonstrado o dissidio jurispruden- cial sobre a matéria em questão e admitiu o recurso especial, com fulcro no art. 49, inc. TI, do Regimento Interno desta Cãmara Supe nor. Por seu Procurador junto à douta Camara a quo, ofere ceu a Fazenda Nacional contra-razOes tempestivas às fls. 87 (1ê),es clarecendo que a matéria jã foi decidida por esta Instância Espe- cial, que confirmou o entendimento da Câmara recorrida; pede, assim, o não acolhimento do apelo da interessada. 71')Ë o relatório. '75/ SERVICO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11050/000.654/86-35 3. AcOrdão n9-CSRF/03-01.553 VOTO VENCEDOR DO CONSELHEIRO EDWALDO REIS DA SILVA Discute-se, nos presentes autos, apenas quanto à da- ta de ocorrência do fato gerador do tributo em causa (Imposto de Im portação), ou seja, quanto à data de referência a ser adotada para o respectivo cálculo (taxa de conversão cambial aplicável). Em reiterados julgados de casos da mesma espécie, es te Colegiado já firmou o entendimento de que, relativamente ás fal- tas ocorridas já na vigência do Decreto n9 91.030/85, que aprovou o Regulamento Aduaneiro, deverá ser utilizada, no cálculo do I.I. de- vido, a taxa de câmbio vigorante à data da apuração, considerada co mo tal a do lançamento respectivo, de acordo com o disposto nos arts. 87, II, c, e 107, parágrafo único, do citado Regulamento. Eis o teor dos dispositivos citados: "Art. 87 - Para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato gerador (decreto-lei n9 37/66, art. 23 e parágrafo único): I - "Omissis"; II - no dia do lançamento respectivo, quando se tratar de: a) "Omissis"; b) "Omissis"; c) mercadoria constante de manifesto ou do- cumento equivalente, cuja falta ou avaria for apura- da pela autoridade aduaneira". "Art. 107 - Quando se tratar de avaria oufalta, a mercadoria ficará sujeita aos tributos vigorantes na data em que a autoridade aduaneira apurar o fato (Decreto-lei n9 37/66, art. 23, parágrafo único). "Parágrafo único - Considera-se apurado o fato - (9'7 SERVICO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11050/000.654186-35 4. AcOrdão n9-CSRF/03-01.553 na data do lançamento do crédito tributário corres- pondente". Assim, e de acordo com o entendimento já firmado por esta Instãncia Especial, tenho por aplicáveis à espécie as normas dos supra transcritos arts. 87 e 107. Ante o exposto, nego provimento ao recurso especial. Brasília-DF, em 22 de agosto de 1988. S' L „.5)ÁLDO REIS DA S VA - RELATOR DESIGNADO SERVICO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11050/000.654/86-35 5. Acórdão n9-CSRF/03-01.553 VOTO VENCIDO DO CONSELHEIRO PAULO CÉSAR DE AVILA E SILVA Mantendo coerência com a posição que venho adotando, no julgamento de casos análogos, entendo assistir razão à recorren- te. Assim, de acordo com o disposto nos arts. 19, 143 e 144, do COdigo Tributário Nacional, e arts. 19 e 24, combinados com o art. 60, do Decreto-lei n9 37/66, tenho por ocorrido o fato gera- dor do Imposto de Importação, no caso dos autos, na data da entrada da mercadoria no territOrio nacional, vale dizer, na data de entra- da do veiculo transportador. Ante as normas legais citadas, não po- dem prevalecer disposições adjetivas, como são as de carâter regula mentar (Decreto n9 91.030/85). Nessas condições, dou provimento ao recurso especial. Brasillar-D.gr 22 de agosto de 1988. r 407 , PAULO CÉSAR DE AV E SILVA - RELATOR VENCIDO Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10980.016427/2008-52
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 1993
PRELIMINAR DE DECADÊNCIA DO LANÇAMENTO. MATÉRIA SUB JUDICE.
Não comporta julgamento administrativo a matéria submetida à apreciação do Poder Judiciário.
PRELIMINAR. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO LANÇAMENTO. RECURSO JUDICIAL NO EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO. DESCABIMENTO.
Uma vez que o recurso judicial interposto foi recebido apenas no efeito devolutivo, descabe a alegada preliminar de impossibilidade jurídica do lançamento.
Numero da decisão: 1401-000.862
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, nos termos do relatório e voto que integram o presente acórdão:
não conhecer do recurso em parte, em face da opção pela via judicial;
na parte conhecida, sem prejuízo do cumprimento da decisão judicial final, rejeitar a preliminar de impossibilidade jurídica do lançamento, negando provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva (Presidente).
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 1993 PRELIMINAR DE DECADÊNCIA DO LANÇAMENTO. MATÉRIA SUB JUDICE. Não comporta julgamento administrativo a matéria submetida à apreciação do Poder Judiciário. PRELIMINAR. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO LANÇAMENTO. RECURSO JUDICIAL NO EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO. DESCABIMENTO. Uma vez que o recurso judicial interposto foi recebido apenas no efeito devolutivo, descabe a alegada preliminar de impossibilidade jurídica do lançamento.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, nos termos do relatório e voto que integram o presente acórdão: não conhecer do recurso em parte, em face da opção pela via judicial; na parte conhecida, sem prejuízo do cumprimento da decisão judicial final, rejeitar a preliminar de impossibilidade jurídica do lançamento, negando provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva - Presidente. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva (Presidente).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1859; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 411 1 410 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.016427/200852 Recurso nº 176.628 Voluntário Acórdão nº 1401000.862 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de setembro de 2012 Matéria Processo Administrativo Fiscal Recorrente Kraft Foods Brasil S/A. (sucessora de Produtos Alimentícios Fleischmann Royal Ltda.) Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 1993 PRELIMINAR DE DECADÊNCIA DO LANÇAMENTO. MATÉRIA SUB JUDICE. Não comporta julgamento administrativo a matéria submetida à apreciação do Poder Judiciário. PRELIMINAR. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO LANÇAMENTO. RECURSO JUDICIAL NO EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO. DESCABIMENTO. Uma vez que o recurso judicial interposto foi recebido apenas no efeito devolutivo, descabe a alegada preliminar de impossibilidade jurídica do lançamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, nos termos do relatório e voto que integram o presente acórdão: a) não conhecer do recurso em parte, em face da opção pela via judicial; b) na parte conhecida, sem prejuízo do cumprimento da decisão judicial final, rejeitar a preliminar de impossibilidade jurídica do lançamento, negando provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 64 27 /2 00 8- 52 Fl. 423DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 2/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS 2 (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva (Presidente). Fl. 424DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 2/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS Processo nº 10980.016427/200852 Acórdão n.º 1401000.862 S1C4T1 Fl. 412 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que integra o Acórdão recorrido (fls. 373): Lavraramse contra a epigrafada autos de infração da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), relativos ao exercício de 1993, conforme se vê de fls. 187 a 192 e 193 a 199, respectivamente. Decorreram esses procedimentos da constatação de ter havido, naquele período, "inobservância do regime de escrituração — correção monetária complementar IPC/90 — saldo devedor computado antecipadamente". Informa a fiscalização a existência de agravo de instrumento no Mandado de Segurança n° 93.00118927, da 14' Vara Federal do Rio de JaneiroRJ, no qual se defende a tese de que teria ocorrido a decadência do direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário objeto destes autos. Os enquadramentos legais encontramse discriminados nos respectivos autos de infração, correspondendo os créditos constituídos a R$ 3.789.094,92 de IRPJ e a R$ 384.800,84 de CSLL, multa de oficio de 75 % (setenta e cinco por cento) e juros de mora. Instruem o feito os documentos de fls. 1 a 186 e 200 a 209. Cientificada da pretensão fazendária em 17/11/2008 (fls. 188 e 194), a tempo, em 15/12/2008, apresenta a autuada impugnações de fls. 213 a 225 e 226 a 239, nelas argumentando, em síntese: a) que, preliminarmente, ocorreu a impossibilidade jurídica do lançamento, em face da existência do recurso de agravo de instrumento no Mandado de Segurança n° 93.00118927, recebido no efeito devolutivo; b) que, ainda preliminarmente, teria ocorrido a decadência do direito de proceder ao lançamento; e c) que são improcedentes os ajustes efetuados em virtude dos valores recolhidos de forma postergada. Foram anexados à impugnação os documentos de fls. 240 a 361. A 1ª Turma da DRJ/CTA, por unanimidade de votos, acordou: a) sem prejuízo do cumprimento da decisão judicial final, rejeitar a preliminar arguida de impossibilidade jurídica do lançamento, por incabível; Fl. 425DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 2/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS 4 b) não conhecer da preliminar arguida de decadência do lançamento, por se tratar de matéria sub judice; c) considerar definitivas as exigências de IRPJ, de R$ 3.789.094,92, e de CSLL, de R$ 384.800,84. Em relação à possibilidade de interposição de recurso voluntário, assim se manifestou oc olegiado julgador a quo (fls. 363): Deste acórdão não cabe recurso ao Primeiro Conselho de Contribuintes, em BrasíliaDF, por se referir a matéria que se encontra sub judice, exceto no que se refere à preliminar arguida de impossibilidade jurídica do lançamento, e à argumentação relativa aos ajustes efetuados em virtude dos valores recolhidos de forma postergada. Cientificada do referido Acórdão em 01/04/2009 (fls. 375), a contribuinte apresentou em 16/04/2009 o recurso voluntário de fls. 377388, com base nas seguintes alegações: a) preliminar de impossibilidade jurídica do lançamento, face à existência de recurso judicial (agravo de instrumento) em curso no TRF – 2ª Região, ainda não julgado definitivamente; b) preliminar de decadência do direito de constituir o presente lançamento, por se referir a fatos geradores ocorridos em 1992 e 1993, ou seja, há mais de 15 anos. É o relatório. Fl. 426DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 2/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS Processo nº 10980.016427/200852 Acórdão n.º 1401000.862 S1C4T1 Fl. 413 5 Voto O recurso atende aos requisitos legais, razão pela qual deve ser conhecido. Delimitação da lide Confome relatado, no presente caso somente era possível a interposição de recurso voluntário, perante este Conselho Administrativo de Recurso Fiscais, em relação a dois temas: a) preliminar de impossibilidade jurídica do lançamento; b) argumentação relativa aos ajustes efetuados em virtude dos valores recolhidos de forma postergada. Em sua peça recursal, fls. 377388, a recorrente abstevese de questionar os ajustes efetuados em virtude dos valores recolhidos de forma postergada, limitandose a apresentar duas questões preliminares: a) arguição de impossibilidade jurídica do lançamento, face à existência de recurso judicial (agravo de instrumento) em curso no TRF – 2ª Região, ainda pendente de decisão; b) arguição de decadência do direito de constituir o presente lançamento, por se referir a fatos geradores ocorridos em 1992 e 1993, ou seja, há mais de 15 anos. A questão referente à decadência não pode ser conhecida por este colegiado, uma vez que tal matéria foi submetida à apreciação do Poder Judiciário. Sobre o tema, pronunciouse com grande propriedade a decisão de piso, fls. 374375: Argui a impugnante, ainda preliminarmente, que teria ocorrido a decadência do direito de proceder ao lançamento. Em agravo de instrumento no Mandado de Segurança n° 93.00118927, cuja inicial se encontra por cópia de fls. 320 a 332, defendeu a autuada, basicamente, a tese de que teria ocorrido a decadência do direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário objeto destes autos. Em suas impugnações de fls. 213 a 225 e 226 a 239, argumenta a interessada nesse mesmo sentido. Por conseguinte, aplicase à hipótese o disposto no Ato Declaratório (Normativo) Cosit nº 3, de 14 de fevereiro de 1996 (DOU de 15/02/1996), de seguinte dicção: a) a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial — por qualquer modalidade processual —, antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto; Fl. 427DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 2/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS 6 [...] Desde que o contribuinte recorreu ao Poder Judiciário, bem que a ação proposta tenha antecedido ao lançamento, pelo princípio da unidade de jurisdição do qual decorre a regra da prevalência das decisões judiciais sobre aquelas prolatadas pelas autoridades administrativotributárias, surge o efeito da preclusão interna do processo. Não teria sentido que este Colegiado se manifestasse sobre matéria em debate no Poder Judiciário, visto que qualquer que fosse a sua decisão, prevaleceria sempre o que seria decidido por aquele Poder. Impera, aqui, o princípio da economia processual conjugado com a ideia da absoluta ineficácia da decisão. Dessa forma, a solução da pendência foi transferida da esfera administrativa para a judicial, instancia superior e autônoma, que decidirá o litígio com grau de definitividade. Assim, a Administração deixa de ser o órgão ativo do Estado, e passa a ser parte na contenda judicial; não mais será ela quem aplicará o direito, senão o Judiciário, ao compor a lide. Pelas razões acima expostas, não tomo conhecimento do recurso voluntário, no tocante à arguição de decadência do direito de proceder o presente lançamento. Para maior clareza sobre a questão da decadência, transcrevo um trecho da decisão judicial proferida na ação judicial proposta pela contribuinte (v. fls. 365366, grifado): Analisando a decadência, temse que o termo a quo para contagem do seu prazo qüinqüenal é o primeiro dia do exercício seguinte ao do exercício da declaração de ajuste. Em qualquer tributo, o lançamento só pode ser feito após a ocorrência do fato gerador. No caso, se o fato gerador é periódico e anual e ocorreu em 1992, o lançamento só poderia ter sido feito em 1993. O dies a quo do prazo decadencial, portanto, no caso, teria sido o primeiro dia do exercício seguinte (0110111994) àquele (exercício) em que o lançamento poderia ter sido efetuado (1993). Ocorre que a decisão liminar impediu a incidência da parte final do inciso I do Art. 173 do CTN, porque, por força da proibição judicial, o lançamento não poderia mais ser efetuado. Qualquer que seja o método para aferição da data a partir da qual tornouse eficaz a proibição de lançar (31/05/1993, a data da liminar; 18/06/1993, data da aceitação da caução real e da expedição oficio com o cumprimento da condição aposta ao deferimento da liminar, fls. 39; ou 15/09/1993, data da recepção do oficio de comunicação da liminar pela Autoridade Coatora, fls. 39), o fato é que a liminar impediu a IMPDA, penso, de proceder à constituição do crédito tributário mediante lançamento, não chegando nem a ter se iniciado o prazo decadencial durante a vigência do provimento de urgência. Fl. 428DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 2/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS Processo nº 10980.016427/200852 Acórdão n.º 1401000.862 S1C4T1 Fl. 414 7 Passandose à questão da duração do provimento provisório, também não considero, sem embargo das respeitáveis posições em contrário, que o mesmo só tenha vigido até a prolação da sentença de 1 ° grau. Entendo que a sentença de 1ª instância, tendo sido no mesmo sentido da liminar, confirmoua explicita e, senão, pelo menos implicitamente. Logo, tenho que somente o advento do r. Acórdão do E. TRF da 2ª Região, reformando a sentença de 1ª instância, mesmo que não tenha se referido à liminar, em se substituindo à sentença, revogou o provimento de plano anteriormente deferido. Somente tendo sido o r. Acórdão publicado em 22/06/2004 (fls. 230) é que se tornou juridicamente possível o lançamento dos tributos discutidos pela Fazenda, no exercício portanto de 2004, e, conseqüentemente, fixandose o início do prazo decadencial de 05 anos para lançar em 01/01/2005, nos termos do Art. 173, 1, do CTN. Diante de todo o exposto, deve este colegiado apreciar, tão somente, a arguição de impossibilidade jurídica do lançamento, face à existência de recurso judicial (agravo de instrumento) pendente de decisão junto ao TRF – 2ª Região. Arguição de impossibilidade jurídica do lançamento Sobre este tema, assim se pronunciou a recorrente, fls. 383: O lançamento de constituição do crédito tributário, 15 (quinze) anos após os fatos, quando já consumdado o prazo decadencial, decorre de decisão judicial que fixou o dia 01.01.2005 como termo inicial do prazo de 05 (cinco) anos referido no artigo 173, I, do CTN. Entendeu a Decisão Interlocutória de 1° Grau que a liminar concedida impedia a Fazenda Nacional de constituir o referido.crédito ttributário. Em que, peso a decisão supra, é certo que a mesma não transitou em julgado, pois foi atacada mediante recurso de Agravo de Instrumento para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, apelo este que ganhou o número 2007:02.01.001873 8 e foi distribuído à E. 4ª Turma Especializada, tendo sido recebido no efeito devolutivo. Estamos, assim, diante de um auto de infração lavrado com base numa decisão Interlocutória de 1º Grau, não transitada em jullgado, passível de reforma, não h avendo de se falar em Coisa Julgada. Como então conceber e imaginar os desdobramentos do presente lançamento. A pergunta que se faz urgente, é: Poderá este Auto de Infração ser executado na pendência do.trânsito do Agravo de Instrumento interposto coritra a decisão judicial. supra, que lastreou a constituição do credito tributário? A resposta é evidentemente negativa. Fl. 429DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 2/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS 8 Como se percebe, a autuada arguiu, preliminarmente, a impossibilidade jurídica do lançamento, em face da existência do recurso de agravo de instrumento no Mandado de Segurança n° 93.00118927, o qual foi recebido apenas no efeito devolutivo. Ora, tendo o referido recurso judicial sido recebido apenas no efeito devolutivo (e não no efeito suspensivo), conforme revela o despacho de fls. 65, não existe qualquer óbice para a constituição do presente lançamento, bem como para a sua execução (administrativa ou judicial), após o término da discussão na esfera administrativa. Apenas a título informativo, esclareço que em consulta realizada em 15/08/2012, junto ao sítio na internet da Justiça Federal – Seção Judiciária do Rio de Janeiro, constatei que o aludido recurso continua pendente de apreciação, conforme extrato abaixo reproduzido: 001189278.1993.4.02.5101 Número antigo: 93.00118927 2001 MANDADO DE SEGURANÇA INDIVIDUAL/OUTROS Autuado em 31/05/1993 Consulta Realizada em 15/08/2012 às 15:50 AUTOR : PRODUTOS ALIMENTICIOS FLEISCHMANN E ROYAL LTDA ADVOGADO: ALFEU FRANCISCO MACIEL BRAGA REU : DELEGADO DA RECEITA FEDERAL NO RIO DE JANEIRO ADVOGADO: SEM ADVOGADO 14ª Vara Federal do Rio de Janeiro CLAUDIA MARIA PEREIRA BASTOS NEIVA DistribuiçãoSorteio Automático em 31/05/1993 para 14ª Vara Federal do Rio de Janeiro Objetos: IMPOSTO SOBRE O LUCRO LIQUIDO Concluso ao Juiz(a) CLAUDIA MARIA PEREIRA BASTOS NEIVA em 24/07/2012 para Despacho SEM LIMINAR por JRJEFC Assim sendo, julgo que descabe a alegação de impossibilidade jurídica do lançamento, devendo ser rejeitada a preliminar arguida pela recorrente. Fl. 430DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 2/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS Processo nº 10980.016427/200852 Acórdão n.º 1401000.862 S1C4T1 Fl. 415 9 Conclusão Diante de todo o exposto, voto no sentido de: a) não conhecer da preliminar do recurso em parte, por se tratar de matéria submetida à preciação do Poder Judiciário; b) na parte conhecida, sem prejuízo do cumprimento da decisão judicial final, rejeitar a preliminar de impossibilidade jurídica do lançamento, negando provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Fl. 431DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 2/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/12/2012 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS
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Numero do processo: 10845.007180/90-48
Data da publicação: Tue Mar 23 00:00:00 UTC 1993
Ementa: FINSOCIAL/FATURAMENTO - OMISSÃO DE RECEITAS - A diferença entre a receita declarada pelo contribuinte e a apurada nos registros que controlam suas contas bancárias, através de procedimentos de auditoria que levam em consideração todos os aspectos da movimentação dessas contas, admitida prova em contrário, caracteriza omissão de receitas. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-05637
Nome do relator: Não Informado
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MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO De, 2Á / ilk ie ig I-?•-nfra. C (JÁ% SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES I Processo no 1.0 . BI 5-007.160/90--48 9 SF.,FiãO d E°. :: 22 de mar c;:o Cl t:e :1993 ACORDflO I ‘. lo 202-05 „ 63:2 Recurso no.: 82.262 Recorrente :7 SPilD BERNARDO MOVEIS E DECORAÇOES LTDA Recorrida :: DRF E.C1 SANTOS -- SP FINSOCIAL/FATURAMENTO -- AM ISSf-NO DE RECEITAS -. A c.I iteren g:a ent re. a . recei ta d e c: la rad a pelo Covil: 1- :I bk.lin te e a a pirada nos; regi. s 1: tos que controlam suas cen tas ban c:á r ias .. a t raVe5,1 dc„ p ro :1 men •Lâs de a1.“:11. ter ia 91112 1. e v ain em considera g:'éko todos os ali:. pe c tos da mov irn•n t a ;:.A.:3 dessas cem t as ,, admitida prova ein cor) t rár :i. o caracteriza omissã'e de 22.:1C:12 :1 tas .. Recurso negado. V Á. ii tos „ relatados e cliS CM t ides os p reser] tos ala tM; de re.+ curso in ter posto por SPIO BERNARDO NOVEES E DECCIRACCIES LTDA. ACORDAM ou Membros da 24e guncla Câm.-A ra do Segundo Con sel. ho dc Con tri buir: tes ., por ma leria de votos . em negar p rov i men to ao recurso .. Ven c ido e Con se 1 he i. rOS ZICSE CADRAL GARI:FANO .. .. Sala das Sessilfeu „ em 2: •.. f/ ma 1 :-!...„ de :1.993.. • i t IHELVIO ES • )0 I.ARC.1:11.02 •••• 1:: residente _.......--ci .....: .6. , . ANT0,1/1• —;, -..- 1, • "1 , -Reta to r JrciSit . I. i:IS . 1:: ir.iiri p 121 I E.MOS ••-• Proc.:: t rad n . n .--.. Re pr e . --Ir :seri tante da Fa.-. 212r1c1 a Na c ton a 1 . Annej VISTA E:1• 1 5.3ESIEiM DE z8mAt 1770 par t :i. el DOU !, .rD :1 In da L. do presente .:i ul g amen-to „ o Consel hei r... El...I o ROTHE „ TERE:SA c;R:usTINIA GCNIÇAI...VES PANITCEVA „ CrOSE AllT011 I 0 AROC•A DA C1111..in e TARAS:N:1 rA111 ::! E!..0 POI:ME2., ettf :1 1,,' cf 4) b ,/8.5 ,vit.:„nv:~-t,„ 40 MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO II7It.7,r4L="M•. ‘9,"rS SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10.045-007.180/90-40 Recurso no:: R7.262 Acórdão riço 202-05.637 Recorrente: SA0 BERNARDO MOVEIS E: DECORAÇOES LIDA RELATORI O Através do 1?)ute de Infração de fls. 01/01. a Recorrente é acusada de infringir o art. le„ parágrafo ig do Dec:reto-Lei no 1.9 q0/82 e item 1 da Portaria MF no 119/02,, ao fundamento de gue, conforme apurado em ação fiscal relativa me IRPJ, consoante cópia do Auto de Infração desse imposto anexado As fls. 05/09 teria omitido receitas operacionais de meus . registros fiscais, ocasionando, com isso, insufici~,ia no recolhimento da contribuição por ela devida ao [INSOCIAL sobre o seu laturamento. A OfiliM'SãO estaria caracterizada por ter sido apurada diferença não comprovada entre o montante das disponibilidades P U., depósitos bancários efetuados no perlodo, conforme discriminado às fls. 09. Lançada de coado da contribuição em tela, a Autuada apresentou a Impugnação de fls. 13/15, onde alega em slrit.~.,„ gue2 - na 1 mpugna0o relativa ao processo do IRP3, a qual anexa e pede seja considerada neste feito, contestou o crédito tributário ali exigido COM base no OTN, doutrina e Jurisprudencia judicial e administrativa, comprovando a sua ilegalidade e improcedencía - ns recursos tidos COMO OMi.5,40 de receitas seriam oriundos de empréstimos dos SÓCios W dam entradas e saldas de numerário decorrente de aplicaOes financeiras - a exigencia fiscal está embasada em para F resunção relativa C,?., â luz de art. 670, parágrafos 20 e 32, do RIR/00, o Onus da prova cabe ac fisco. Em decorrencia do despacho às fls. 20 - ''A DIVFIS/SECPME para as providência solicitadas no processo matriz" - foi lavrado o Auto de Intraçáo de fls. ?2/25 em 26.12.90 gue difere do original só no que tange ao valor dos juros de mora. Am fls. 28/31, nova impugnação com as seguintes consideraas aditivas, em resumen - o entgo Tribunal Federal de Recursos editou a Súmula de np 102, assim redigida m "t: ilegitimo o lançamento em base as a rfltratns ou depesitos bancariom." 0, lel MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10.845-007.190/90-48 . Acórdao no 202-05.637 - o Poder Executivo baixou o Decretoitel no 24:1/26„ determinando „ verbisu u nrt. - Fi,cam. cancelados, arquivando-se, conforme CiOSO!, os respectivos processes administrativos, os débitos para com a Eazenda Nacional, inscritos olá não como Dívida Ativa da UniWo, aiujzados ou não, que tenham tido oriqem na cabrança: VII do composto de renda arbitrado com base exclusivamente.n CM) VM.00CO «- X t ra to CMI de comprovantes bancários," As fls. 35, através da Decisão no 173/91, a Autoridade Singular julgou procedente o Auto de Infração de fl. 01, com base no Parecer de fls. 33/34, cujos fundamentos reproduzo', "A movimentação bancária operada pela impugnante revela capacidade financeira altamente expressiva em comparação COM a receita informada para a tributacWo. do imposto de renda, com base no lucro presumido. Esse faie fundamental para a validade das exidencias formuladas não foi apurado nem PM extrato bancârios e nem em recibos de depósitos como quer fazer crer a impugna ao apresentada. A disponibilidade financeira foi apurada em auditoria de livros de Contasitorrentes e papeis comprovantes do operaOes da empresa tendo sido efetivamente manifestada em farta movimente bancário. W20 procede a alegacWo da autuada quanto Ck0 Unus da prova, posto que a Auditoria Fiscal comprovou a utilizapb de recursos, na movimentaao bancária, em valores expressivamente superiores à receita informada, auditando suas contas-correntes cujo resultado faz prova concreta do fato imponlvel. A impugnanta sim cabe prevar que o movimento bancário escriturado em suas cumitims.."corrimt.çm3 feito com a utiliza0ro de recursos externos . hiE ',I t40 \, 4wurx MINISTÉRIO DA ECONOMIA. FAZENDA E PLANEJAMENTO ~g,. ...~,::),• SEGUNDOCONSELHODECONTRWUNM Processo no 10.845-007.180/90-48 Acórdab no 202-05.637 empresa oLt. se imten-los„ oriundos de operaOes isentas, ou não tributadas. n autuada muito alegou e pouco demonstrou e isto reforça a dedução de que os recursos utilizados na vasta movimentação . financeira da impugnante induzem A conclusão da ocorrancia de omissab de receita. Tendo em vista que a infracao esta plenamente caracterizada em grau e extensão a exigencia da contribuição ao PIS-PATURAMENTO foi feita cem acerto e nes estreitos parametros da lei." Cientificada dessa decisão, tompestj.vamente, a flutuada dirigiu o Recurso de fls. 39/49, onde reaflrma as sua razóes de impugnação w reproduz a opinião de renomados juristas sobre o tema "PresunOes no Direito Tributário" e, em especial, relativamente à indagaçãou "Os depósitos bancarios de ~Das físicas, em montante superior a n2nda declarada, autorizou o lançamento do IR?". O presente recurso esteve sob exame desta Cãmara, na Sessão de 20-02-92, consoante relatório e voto de fls. 189, que releio em Sessão, para tornar presentes os fatos. Nessa ocasiao, o Celegiado. como se ve do citado voto " decidiu converter o julgamento do recurso em diligencia, a fim de que fosse anexado aos autos o acórdão, por cópia, prixTeriço pelo Ea. Primeiro Conselho de Contribuintes no administrativo relativo ao IRPj. . Um virtude dessa dili ni ngeca, e aexada aos autos a cópia reptogràfica do Acordar.) ne 1.01 .fl, de 18-Q5-92, da ia Camara do Primeiro Conselho de Contribuintes. Para conhecimento dos demais membros deste Cologiado, leio em Sessão referi acórdão anexo As fls. 191/1999. E o relatório. a Á el. . t MINISTÉRIODAECCMOMWN~EPUMEJAP~O AC',k,W74,. 1 SEGUNDO coNsaw DE CONTRIBUINTES '-=....^ . Processo no n 10.845-007.190/90-48 . Acórdão no: 1202-0a.637 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO CARLOS BUENO RIBEIRO . Este caso ilustra bem o entendimento 'firmado por este Colegiado de que as de:~ tomadas no denominado "processo MAill'iZ n nRo vinculam as dos ditos "processos reflexos", pis que dotados de fatos geradores distintos, com norma% legais próprias para apreciação das questOes de fato e de direito, e, alem do mais, submetidos a instAncias administrativa% reviim:p distinta Assim, conforme relatado :, a despeito da ia Cãmara do Primeira Censelho dr Contribuintes, por unanimidade de votos, ter declarado nulos os atos praticados a partir da primeira impugnaçRe, exclusive do administrativo referente ao IRPJ, baseado nos mesmos fatos que deram origem an processa em a sou pela apreciação do presente recurso. Isto porque o Auto de lnfragRo de fls.. 21/2A, lavrado em razRo do equivecado entendimento de que Mn procedimento adotado no processo matriz deve ser necessariamente ropraduzide nos ditos processos reflexos. substancialmente em nada difere do original de fls. 01/04 9 vez que fundados no mesmo valor inglAirladO CDMO 0011.9áMS0 de receiLmR, distinguindo-se apenas no tocante ao valor das juros de mora, em razRo do lapso de tempo exis~te entre as respectivas lavraturas. Na verdade, o dnira efeito da edicRo deste novo Aute de InfraçRo foi o de ensejar uma nova oportunidade de defesa á Contribuinte. Quanto a lide PM Siii creio nRo merecer reparos a DecisRo Recorrida, À Auditoria procedida na Empresa e, em especial, nos registros através das quais ela controlava a movimentação de suas contas bancRrias foi cuidadosa, tendo os créditos bar~ios sida objeto de conferancia quanto as transferancias entre as contas correntes mantidas pela Empresa, aas cheques devolvidos, as reapresentacOes de cheques e outros procedimentos da M25Ma II atureza, conforme se depreende da analise dos Documentos da fls. 59/144. Ademais, e fato de a Pecarrente, ao ser intimada a justificar a divergancia existente entro o valor das disponibilidades e dos depósitos devidamente expurgadas. ter.... simplesmente alegado a ecerarncia de empréstimos de 9.6C1OS e o petorne de aplicaçaes financeiras, som, contudo. apresentar Q10Mento5 de prova, vam corroborar a. apuraçWo da omissão d €+C€ :i. na form, . procedida pelo FISCO, 5 • - MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no:: 10.845-007-100/90-4G At ó 1- dtio no 202-05.637 Assim se nel 5 riAo se aplica 4:‘ C) Sn V tS. r. PÇ] be OSA presen.lada pc.n 1 a Reco r r ente quan to à. í d Ci d C) lançaine,n 'Ui com base apenas em e x tratos ou çiepósi tos ban 1:á l' :E sio per...to nego provimen to ao roCill'50., Saila chis . :i.elisríos., em 25 de mar ço de :1993.. ANTON - LOS BUENO RIBEIRO •
score : 1.0
Numero do processo: 10680.010108/2005-75
Data da sessão: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: MULTA ISOLADA – FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA –
A multa isolada reportase ao descumprimento de fato jurídico de
antecipação, o qual está relacionada ao descumprimento de obrigação
principal. O tributo devido pelo contribuinte surge quando o lucro real é apurado em 31 de dezembro de cada ano. Improcede a aplicação de penalidade isolada, quando se verifica existência de base de cálculo negativa da CSLL ao final do período.
Numero da decisão: 9101-001.154
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª TURMA DA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS
FISCAIS, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Viviane Vidal Wagner e Alberto Pinto Souza Júnior que davam provimento.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: KAREM JUREIDINI DIAS
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MULTA ISOLADA – FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA – A multa isolada reportase ao descumprimento de fato jurídico de antecipação, o qual está relacionada ao descumprimento de obrigação principal. O tributo devido pelo contribuinte surge quando o lucro real é apurado em 31 de dezembro de cada ano. Improcede a aplicação de penalidade isolada, quando se verifica existência de base de cálculo negativa da CSLL ao final do período. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 11ªª TTUURRMMAA DDAA CCÂÂMMAARRAA SSUUPPEERRIIOORR DDEE RREECCUURRSSOOSS FFIISSCCAAIISS, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Viviane Vidal Wagner e Alberto Pinto Souza Júnior que davam provimento. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Karem Jureidini Dias Relatora Participaram do presente julgamento os Participaram do presente julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Valmar Fonseca de Menezes, Claudemir Rodrigues Malaquias, Valmir Sandri, Alberto Pinto Souza Júnior, Viviane Vidal Wagner, Karem Jureidini Dias, João Carlos de Lima Júnior e Antonio Carlos Guidoni Filho. Ausente, momentaneamente a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. Fl. 0DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010108/200575 Acórdão n.º 9101001.154 CSRFT1 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Recurso Especial apresentado pela Fazenda Nacional (fls.285/292), com fundamento no artigo 7º, inciso I, do antigo Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, em face do Acórdão nº 10709.520, da então Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes. O Auto de Infração exige multa isolada em razão do recolhimento a menor de CSLLestimativa, referente ao período de agosto de 2000. A ciência do Auto de Infração se deu em 27/07/2005 (fls. 05). Impugnado o lançamento, sobreveio o acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, que julgou o lançamento procedente. Sobrevieram, então, Recurso Voluntário e o acórdão da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, o qual, por maioria de votos, deu provimento ao recurso, nos termos da seguinte ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Anocalendário: 2000 CSLL — MULTA ISOLADA — FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA O artigo 44 da Lei n° 9.430/96 precisa que a multa de oficio deve ser calculada sobre a totalidade ou diferença de tributo, materialidade que não se confunde com o valor calculado sob base estimada ao longo do ano. O tributo devido pelo contribuinte surge quando é a base de cálculo apurada em 31 de dezembro de cada ano. Improcede a aplicação de penalidade isolada quando a apurada base de cálculo negativa da contribuição ao final do exercício A Fazenda Nacional apresentou Recurso Especial, no qual alega que o acórdão recorrido contrariou o artigo 44, § 1º, IV, da Lei nº 9.430/96, tendo em vista que exonerou a multa isolada, por entender que os recolhimentos mensais por estimava superaram a CSLL devida em 31/12/2000. Segundo a Recorrente, a inexistência de tributo devido ao final do período não elide a incidência da multa isolada. A Recorrente esclarece, ainda, que, a despeito da superveniência do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria 256, de 22/06/2009, o acórdão recorrido é anterior à sua vigência, razão pela qual no caso seria cabível a interposição de Recurso Especial privativo da Fazenda Nacional, contra “decisão não unânime contrária à lei”, previsto no Regimento anterior. O Despacho de fls. 294, considerando que o acórdão recorrido se deu antes de 03/06/2009 (data da entrada em vigor do novo Regimento Interno), deu seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional. O contribuinte apresentou suas contrarrazões às fls. 300/336. É o relatório. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010108/200575 Acórdão n.º 9101001.154 CSRFT1 Fl. 3 3 Voto Conselheira Karem Jureidini Dias, Relatora. A Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial questionando acórdão que, por maioria de votos, cancelou multa isolada, em razão da existência de base de cálculo negativa ao final do anocalendário. Inicialmente, importante esclarecer que o julgamento do acórdão recorrido (sessão de 15/10/2008) é anterior à vigência do atual Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria 256, de 22/06/2009, razão pela qual seria cabível a interposição de Recurso Especial privativo da pela Fazenda Nacional, contra “decisão não unânime contrária à lei”, hipótese prevista no regimento anterior. Desta forma, tendo sido determinado seu seguimento em juízo de admissibilidade, conheço do Recurso Especial da Fazenda Nacional. No que tange à impossibilidade de cobrança de multa isolada sobre o valor das estimativas, quando estas correspondem a montante superior ao tributo devido no encerramento do respectivo anocalendário ou, então, no caso específico da existência de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa, já me manifestei por diversas vezes nesta Câmara Superior de Recursos Fiscais Neste passo, para que se firme o adequado entendimento da questão que ora se coloca, fazse necessário ponderar a natureza das penalidades e os critérios para a aplicação da multa. ESTRUTURA E NATUREZA DA SANÇÃO A sanção é instrumento jurídico utilizado pelo Estado para desestimular diretamente um ato ou fato que a ordem jurídica proíbe. Significa dizer que a desobediência de um dever estabelecido por uma norma jurídica corresponde a um ilícito – negativa da observância da relação jurídica prevista no conseqüente da norma primária dispositiva que, por sua vez, é a razão da imposição de sanção (conseqüência jurídica). Segundo Sacha Calmon Navarro Coelho “os ilícitos correspondem às hipóteses de incidência das sanções” (in Teoria Geral do Tributo e da Exoneração Tributária). A norma jurídica que estabelece a sanção contém no antecedente um fato jurídico correspondente ao evento ilícito que se pretende desestimular. No conseqüente da norma primária sancionadora está a própria sanção, com as indicações precisas dos sujeitos vinculados em razão do ilícito, e da forma de cálculo da penalidade a ser imputada ou, na hipótese de aplicação de sanção não pecuniária, a determinação do dever a que estará obrigado aquele que cometeu o ilícito. A natureza jurídica da sanção está diretamente relacionada com a natureza jurídica da norma de comportamento desobedecida, já que a sanção é conseqüência jurídica da desobediência da relação jurídica prevista na norma primária dispositiva. SANÇÕES EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA Fl. 2DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010108/200575 Acórdão n.º 9101001.154 CSRFT1 Fl. 4 4 A sanção de natureza tributária decorre do descumprimento de obrigação tributária – qual seja, obrigação de pagar tributo. A sanção de natureza tributária pode sofrer agravamento ou qualificação, esta última em razão de o ilícito também possuir natureza penal, como nos casos de existência de dolo, fraude ou simulação. O mesmo auto de infração pode veicular, também, norma impositiva de multa em razão de descumprimento de uma obrigação acessória obrigação de fazer – pois, ainda que a obrigação acessória sempre se relacione a uma obrigação tributária principal, revestese de natureza administrativa. Sobre as obrigações acessórias e principais em matéria tributária, vale destacar o que dispõe o artigo 113 do Código Tributário Nacional: “Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.” Fica evidente da leitura do dispositivo em comento que a obrigação principal, em direito tributário, é pagar tributo, e a obrigação acessória é aquela que possui características administrativas, na medida em que as respectivas normas comportamentais servem ao interesse da administração tributária, em especial, quando do exercício da atividade fiscalizatória. O dispositivo transcrito determina, ainda, que em relação à obrigação acessória, ocorrendo seu descumprimento pelo contribuinte e imposta multa, o valor devido convertese em obrigação principal. Vale destacar que, mesmo ocorrendo tal conversão, a natureza da sanção aplicada permanece sendo administrativa, já que não há cobrança de tributo envolvida, mas sim a aplicação de uma penalidade em razão da inobservância de uma norma que visava proteger os interesses fiscalizatórios da administração tributária. Assim, as sanções em matéria tributária podem ter natureza (i) tributária principal quando se referem a descumprimento da obrigação principal, ou seja, falta de recolhimento de tributo; (ii) administrativa – quando se referem à mero descumprimento de obrigação acessória que, em verdade, tem por objetivo auxiliar os agentes públicos que se encarregam da fiscalização; ou, ainda (iii) penal – quando qualquer dos ilícitos antes mencionados representar, também, ilícito penal. Significa dizer que, para definir a natureza da sanção aplicada, necessário se faz verificar o antecedente da norma sancionatória, identificando a relação jurídica desobedecida. Aplicamse às sanções o princípio da proporcionalidade, que deve ser observado quando da aplicação do critério quantitativo. Neste ponto destacamos a lição de Helenilson Cunha Pontes a respeito do princípio da proporcionalidade em matéria de sanções tributárias, verbis: Fl. 3DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010108/200575 Acórdão n.º 9101001.154 CSRFT1 Fl. 5 5 “As sanções tributárias são instrumentos de que se vale o legislador para buscar o atingimento de uma finalidade desejada pelo ordenamento jurídico. A análise da constitucionalidade de uma sanção deve sempre ser realizada considerando o objetivo visado com sua criação legislativa. De forma geral, como lembra Régis Fernandes de Oliveira, “a sanção deve guardar proporção com o objetivo de sua imposição”. O princípio da proporcionalidade constitui um instrumento normativo constitucional através do qual podese concretizar o controle dos excessos do legislador e das autoridades estatais em geral na definição abstrata e concreta das sanções”. O primeiro passo para o controle da constitucionalidade de uma sanção, através do princípio da proporcionalidade, consiste na perquirição dos objetivos imediatos visados com a previsão abstrata e/ou com a imposição concreta da sanção. Vale dizer, na perquirição do interesse público que valida a previsão e a imposição de sanção”. (in “O Princípio da Proporcionalidade e o Direito Tributário”, ed. Dialética, São Paulo, 2000, pg.135) Assim, em respeito a referido princípio, é possível afirmar que: se a multa é de natureza tributária, terá por base apropriada, via de regra, o montante do tributo não recolhido. Se a multa é de natureza administrativa, a base de cálculo terá por grandeza montante proporcional ao ilícito que se pretende proibir. Em ambos os casos as sanções podem ser agravadas ou qualificadas. Agravada, se além do descumprimento de obrigação acessória ou principal, houver embaraço à fiscalização, e, qualificada se ao ilícito somarse outro de cunho penal – existência de dolo, fraude ou simulação. A MULTA ISOLADA POR NÃO RECOLHIMENTO DAS ANTECIPAÇÕES A multa isolada, aplicada por ausência de recolhimento de antecipações, é regulada pelo artigo 44, inciso II, alínea “b”, da Lei nº 9.430/96, verbis1: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (...) 1 Redação Original: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: § 1º As multas de que trata este artigo serão exigidas: IV isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, na forma do art. 2º, que deixar de fazêlo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010108/200575 Acórdão n.º 9101001.154 CSRFT1 Fl. 6 6 II de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: (...) b) na forma do art. 2º desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano calendário correspondente, no caso de pessoa jurídica.” A norma prevê, portanto, a imposição da referida penalidade quando o contribuinte do IRPJ e da CSLL, sujeito ao Lucro Real Anual, deixar de promover as antecipações devidas em razão da disposição contida no artigo 2º da Lei nº 9.430/96, verbis: “Art.2º A pessoa jurídica sujeita a tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto, em cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada, mediante a aplicação, sobre a receita bruta auferida mensalmente, dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, observado o disposto nos §§1º e 2º do art. 29 e nos arts. 30 a 32, 34 e 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995. §1º O imposto a ser pago mensalmente na forma deste artigo será determinado mediante a aplicação, sobre a base de cálculo, da alíquota de quinze por cento. §2º A parcela da base de cálculo, apurada mensalmente, que exceder a R$ 20.000,00 (vinte mil reais)ficará sujeita à incidência de adicional de imposto de renda à alíquota de dez por cento. §3º A pessoa jurídica que optar pelo pagamento do imposto na forma deste artigo deverá apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano, exceto nas hipóteses de que tratam os §§1º e 2º do artigo anterior. §4º Para efeito de determinação do saldo de imposto a pagar ou a ser compensado, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor: I dos incentivos fiscais de dedução do imposto, observados os limites e prazos fixados na legislação vigente, bem como o disposto no § 4º do art. 3º da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995; II dos incentivos fiscais de redução e isenção do imposto, calculados com base no lucro da exploração; III do imposto de renda pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real; IV do imposto de renda pago na forma deste artigo.” Fl. 5DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010108/200575 Acórdão n.º 9101001.154 CSRFT1 Fl. 7 7 A natureza das antecipações, por sua vez, já foi objeto de análise do Superior Tribunal de Justiça, que manifestou entendimento no sentido de considerar que as antecipações se referem ao pagamento de tributo, conforme se depreende dos seguintes julgados: “TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO DE RENDA. CSSL. RECOLHIMENTO ANTECIPADO. ESTIMATIVA. TAXA SELIC. INAPLICABILIDADE. 1. "É firme o entendimento deste Tribunal no sentido de que o regime de antecipação mensal é opção do contribuinte, que pode apurar o lucro real, base de cálculo do IRPJ e da CSSL, por estimativa, e antecipar o pagamento dos tributos, segundo a faculdade prevista no art. 2° da Lei n. 9430/96" (AgRg no REsp 694278RJ, relator Ministro Humberto Martins, DJ de 3/8/2006). 2. A antecipação do pagamento dos tributos não configura pagamento indevido à Fazenda Pública que justifique a incidência da taxa Selic. 3. Recurso especial improvido.” (Recurso Especial 529570 / SC Relator Ministro João Otávio de Noronha Segunda Turma Data do Julgamento 19/09/2006 DJ 26.10.2006 p. 277) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL TRIBUTÁRIO IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA IRPJ E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO CSSL APURAÇÃO POR ESTIMATIVA PAGAMENTO ANTECIPADO OPÇÃO DO CONTRIBUINTE LEI N. 9430/96. É firme o entendimento deste Tribunal no sentido de que o regime de antecipação mensal é opção do contribuinte, que pode apurar o lucro real, base de cálculo do IRPJ e da CSSL, por estimativa, e antecipar o pagamento dos tributos, segundo a faculdade prevista no art. 2° da Lei n. 9430/96. Precedentes: REsp 492.865/RS, Rel. Min. Franciulli Netto, DJ25.4.2005 e REsp 574347/SC, Rel. Min. José Delgado, DJ 27.9.2004.Agravo regimental improvido.” (Agravo Regimental No Recurso Especial 2004/01397180 Relator Ministro Humberto Martins Segunda Turma DJ 17.08.2006 p. 341) Do exposto, inferese que a multa em questão tem natureza tributária, pois aplicada em razão do descumprimento de obrigação principal, qual seja, falta de pagamento de tributo, ainda que por antecipação prevista em lei. Debates instalaramse no âmbito desse Conselho Administrativo sobre a natureza da multa isolada. Inicialmente me filiei à corrente que entendia que a multa isolada não poderia prosperar porque penalizava conduta que não se configurava obrigação principal, tampouco obrigação acessória. Ou seja, mantinha o entendimento de que a multa em questão não se referia a qualquer obrigação prevista no artigo 113 do Código Tributário Nacional, na Fl. 6DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010108/200575 Acórdão n.º 9101001.154 CSRFT1 Fl. 8 8 medida em que penalizava conduta que, a meu ver à época, não podia ser considerada obrigação principal, já que o tributo não estava definitivamente apurado, tampouco poderia ser considerada obrigação acessória, pois evidentemente não configura uma obrigação de caráter meramente administrativo, uma vez que a relação jurídica prevista na norma primária dispositiva é o “pagamento” de antecipação. Nada obstante, modifiquei meu entendimento, mormente por concluir que tratase, em verdade, de multa pelo não pagamento do tributo que deve ser antecipado. Ainda que tenha o contribuinte declarado e recolhido o montante devido de IRPJ e CSLL ao final do exercício, fato é que caberá multa isolada quando o contribuinte não efetua a antecipação deste tributo. Tanto assim que, até a alteração promovida pela Lei nº 11.488/07, o caput do artigo 44 da Lei nº 9.430/96, previa que o cálculo das multas ali estabelecidas seria realizado “sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição”. Destaco trecho do voto proferido pelo Ilustre Conselheiro Marcos Vinícius Neder de Lima, no julgamento do Recurso nº 105139.794, Processo n° 10680.005834/2003 12, Acórdão CSRF/0105.552, verbis: “Assim, o tributo correspondente e a estimativa a ser paga no curso do ano devem guardar estreita correlação, de modo que a provisão para o pagamento do tributo há de coincidir com valor pago de estimativa ao final do exercício. Eventuais diferenças, a maior ou menor, na confrontação de valores geram pagamento ou devolução do tributo, respectivamente. Assim, por força da própria base de cálculo eleita pelo legislador – totalidade ou diferença de tributo – só há falar em multa isolada quando evidenciada a existência de tributo devido”. É bem verdade que melhor seria se a penalidade em comento fosse tratada como uma pena aplicada pela postergação do pagamento de imposto ou contribuição, mas existe regra específica para o caso de ausência de pagamento ou pagamento a menor de antecipação devida de IRPJ e CSLL, sobrepondose, portanto, à regra da postergação. Adotada a premissa de que a imputação da multa isolada tem por fundamento norma primária sancionadora, em cuja hipótese está o descumprimento de obrigação principal, então a multa isolada é prevista para as hipóteses de não recolhimento ou recolhimento a menor do tributo na forma antecipada. Entendo que não há como se admitir que o valor da antecipação seja, após o encerramento do anocalendário, um tributo isolado. A antecipação não é inconstitucional, nem ilegal. Isto porque, como o próprio nome enseja, é mera antecipação de tributo – IRPJ e CSLL – apurado de forma definitiva após o encerramento do anocalendário, no caso de apuração na forma de lucro real anual. O disposto no artigo 44, inciso II, alínea “b” da Lei nº 9.430/96 veicula norma que estabelece a imputação de penalidade isolada pelo não recolhimento de IRPJ e CSLL, de forma antecipada. Dado o fato do não recolhimento do tributo no prazo estipulado para sua antecipação, deve ser imputada a multa isolada. No conseqüente desta norma resta claro que, como critério pessoal, temse de um lado o contribuinte sujeito ao pagamento da antecipação, de outro a União como sujeito ativo. Como critério quantitativo temse o percentual atual de 50% do tributo devido e não pago. Utilizase o termo tributo porque a sanção é aplicada sobre o descumprimento de obrigação principal. Fl. 7DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010108/200575 Acórdão n.º 9101001.154 CSRFT1 Fl. 9 9 Neste passo, até o encerramento do anocalendário o que se tem por tributo devido é o IRPJ e a CSLL, apurados conforme cálculo previsto para antecipação. Já após o encerramento do anocalendário e apuração do IRPJ e CSLL pelo lucro real, não há como negar que o montante do tributo devido é aquele definitivamente apurado, após as adições, exclusões e compensações previstas em lei. Considerando que o IRPJ e a CSLL são auferidos ao final do anocalendário, sendo provisório o montante calculado nas antecipações, concluise que: i) Quando a multa isolada é aplicada durante o anocalendário, a base é o tributo até então apurado, conforme cálculo das antecipações, já que outro não existe a substituílo por definitividade naquele momento. ii) Quando a multa isolada é imputada após o encerramento do ano calendário e apuração definitiva do tributo devido, sem dúvida a hipótese de aplicação é a mesma, falta de recolhimento das antecipações, não obstante, sua base de incidência terá por limite o valor do tributo definitivamente apurado. Nem há que se imaginar que se nega vigência à norma em questão. O que ocorre é a eliminação, pela interpretação, de eventual contrariedade. Ressaltese que não se trata sequer de contradição, mas de mera e aparente contrariedade. Isto porque, tanto a multa isolada, quanto a multa de ofício têm seu lugar, bem como a multa isolada pode ser aplicada inclusive após o encerramento do anocalendário, mas, em se tratando de multa de natureza tributária, a base é o tributo que deixou de ser recolhido. Este tributo – IRPJ e CSLL – é aquele apurado conforme cálculo de antecipação até o encerramento do período e é aquele apurado pelo lucro real após o encerramento do período. Neste ponto, peço vênia para novamente transcrever trecho do voto do brilhante Conselheiro Marcos Vinícius Neder de Lima, proferido no julgamento do recurso nº l05l39.794, já mencionado anteriormente, verbis: “(...) Vale dizer, após o encerramento do período, o balanço final (de dezembro) é que balizará a pertinência do exigido sob a forma de estimativa, pois esse acumula todos os meses do próprio anocalendário. Nesse momento, ocorre juridicamente o fato gerador do tributo e podese conhecer o valor devido pelo contribuinte. Se não há tributo devido, tampouco há base de cálculo para se apurar o valor da penalidade.(...).” Se o lançamento é efetuado antes do fim do exercício – portanto antes dos ajustes / apuração do lucro, base de cálculo do IRPJ e da CSLL devidos – a base para imposição da sanção é aquela devida por antecipação e calculada até aquele momento. Naquele momento, inclusive, não há autorização para constituição de obrigação principal definitiva – tributo – especialmente porque o mesmo ainda não se quantificou definitivamente porque não concluído o fato gerador. Nestes termos dispõe o caput do artigo 15 da Instrução Normativa nº 93/97, verbis: “Art. 15. O lançamento de ofício, caso a pessoa jurídica tenha optado pelo pagamento do imposto por estimativa, restringirse á à multa de ofício sobre os valores não recolhidos.” Fl. 8DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010108/200575 Acórdão n.º 9101001.154 CSRFT1 Fl. 10 10 De outra feita, em momento posterior ao encerramento do anocalendário, já existe quantificação do tributo devido definitivamente pelos ajustes determinados em legislação de regência, então esta é a limitação ao critério quantitativo da imposição de multa isolada. Vale destacar a lição de Marco Aurélio Greco a respeito do tema, verbis: “(...) mensalmente o que se dá é apenas o pagamento por imposto determinado sobre base de cálculo estimada (art. 2º, caput), mas a materialidade tributada é o lucro real apurado em 31 de dezembro de cada ano (art. 3º do art. 2º). Portanto, imposto e contribuição verdadeiramente devidos, são apenas aqueles apurados ao final do ano. O recolhimento mensal não resulta de outro fato gerador distinto do relativo período de apuração anual; ao contrário, corresponde a mera antecipação provisório de um recolhimento, em contemplação de um fato gerador e uma base de cálculo positiva que se estima venha ou possa vir a ocorrer no final do período. Tanto é provisória e em contemplação de evento futuro que se reputa em formação – e que dele não pode se distanciar – que, mesmo durante o período de apuração, o contribuinte pode suspender o recolhimento se o valor acumulado pago exceder o valor calculado com base no lucro real do período em curso (art. 35 da Lei n° 8.891/95)”. (In: “Multa Agravada em Duplicidade” São Paulo, Revista Dialética de Direito Tributário n° 76, p. 159). Tampouco é de se questionar esta interpretação com base no fato de que a multa em questão é aplicável até mesmo em casos de apuração de base negativa da CSLL e de prejuízo fiscal no anocalendário correspondente, conforme dispõe a alínea “b”, do inciso II, do artigo 44, da Lei nº 9.430/96, anteriormente capitulado no § 1º do citado artigo. O direito, in casu, deve ser analisado à luz da relação de coordenação existente entre a norma veiculada pelo artigo 44, inciso II, alínea “b” da Lei nº 9.430/96 e aquela veiculada pelo artigo 39, parágrafo segundo, da Lei nº 8.383/91, verbis: “Art. 39. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão optar pelo pagamento, até o último dia útil do mês subseqüente, do imposto devido mensalmente, calculado por estimativa, observado o seguinte: (...) § 2° A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto mensal estimado, enquanto balanços ou balancetes mensais demonstrarem que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto calculado com base no lucro real do período em curso.(...)” Referido dispositivo, conforme é possível constatar, autoriza que o contribuinte interrompa ou reduza os pagamentos devidos por antecipação desde que demonstre, por meio de balancete mensal, que o valor da estimativa anteriormente paga e, portanto, acumulada no período, excede o valor do tributo apurado com base no lucro ajustado no período em curso. Fl. 9DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010108/200575 Acórdão n.º 9101001.154 CSRFT1 Fl. 11 11 Portanto, se a legislação possibilita o não recolhimento de antecipação, desde que apresentado o balancete mensal que comprove que as antecipações recolhidas superam o valor do tributo até aquele momento apurado, então é evidente que a multa instituída pelo artigo 44, inciso II, alínea “b” da Lei nº 9.430/96 não é devida em casos de prejuízo fiscal ou base negativa, sendo aplicável, somente, se não houver a apresentação do referido balancete. Significa dizer que a multa isolada deve ser aplicada em casos de apuração negativa e prejuízo fiscal desde que, no próprio anocalendário, o contribuinte não faça prova de que, mensalmente, inexiste tributo devido, o que se realiza através da apresentação dos balancetes mensais e desde que, ainda, inexistente o balanço final do período. Se a multa é de natureza tributária e, portanto, tem por base o tributo devido, o balanço final do exercício é prova suficiente para afastar a multa isolada por falta de recolhimento da estimativa, no caso de apuração de prejuízo fiscal e base negativa da CSLL, bem como, para determinar o limite da multa – cuja base não pode ultrapassar o valor do tributo, quando devido sob pena de descaracterizar sua natureza de multa imputada em razão de descumprimento de obrigação principal. Neste passo, verifico que a existência de prejuízo fiscal e de base negativa de CSLL foi constata pelo próprio Termo de Verificação Fiscal, não sendo questionado pelo acórdão recorrido ou pelo Recurso da Fazenda Nacional. Por esta razão, não merece reparos o entendimento do acórdão recorrido no tocante ao cancelamento da multa isolada por falta de recolhimento da estimativa, no caso de apuração de base negativa da CSLL Pelo exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Especial da Fazenda Nacional. (assinado digitalmente) Karem Jureidini Dias – Relatora. Fl. 10DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS
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Sessão de 26 de..:nOVertt:Ode 19 90 ACORDÃO~/01-01.042 Recurso n° RP/106-0.086 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido SEXTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: WALDIR DE SOUZA MOTTA NORMAS PROCESSUAIS CORREÇÃO DE INSTÂN- CIA - Inadequado o instrumento pelo qual se formalizou a exige.ncia fiscal, admite-se que a decisão de Primeira instância pos- sa aperfeiçóar o lançamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Su perior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessõer (DF), em 26 de novembro: de 1990. URG IR, LOPE - PRESIDENTE JO/ AT ST GRU INSKI - RELATOR " 0 ed'hax. (2~ia CÉSAR -1`.‘VES CORREA PROCURADOR DA FAZEN- DA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, MÂR CIO MACHADO CALDEIRA, BENEDICTO ONOFRE EVANGELISTA, AQUILES RODRI- GUES DE OLIVEIRA, LOURIERDES FIUZA DOS SANTOS, CARLOS WALBERTO CHA- VES ROSAS, MARIAM SEIF e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRINL. Ausente justifi cadamente o Cons. LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. ' ,<':--• 5- itÁ fi SERVIÇO POBLICO FEDERAL, PROCESSO N9 10768/034.402/88-69 RECURSO N9: RP/106-0.086 ACÓRDÃO N9: CSRF / 01-01. 042 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEXTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: MALDYR DE SOUZA MOTTA RELATÓRIO O Sr. Procurador da Fazenda Nacional junto à Sexta Câma- ra do Primeiro Conselho de Contribuintes interpae recurso especial a esta Câmara Superior, do AcOrdão n9 106-2.050/89, que, por maioria de votos, determinou a correção de instância, mediante a restituição dos autos à Repartição Fiscal de origem, para que esta aprecie, como impugnação, o apelo dirigido à Sexta Câmara. Entendeu o ilustre relator do voto integrante do AcCir- dão n9 106-2.050/89, Dr. Benedicto Onofre Evangelista, que faltou ao documento, pelo qual se informou o lançamento ao interessado, sufici_ 2nte descrição dos fatos motivadores da exigência fiscal, falha que veio a ser suprida com a decisão singular, Em consequência, o rela- tor, admitindo que a referida decisão singular de subsume no papel de notificação de lançamento, votou Dela correção de instância, em liomenagem ao princi pio do duplo grau de jurisdição. No recurso especial, o ilustre signatário, Dr.Helvecio de Carvalho Couto alega que a notificação de lançamento simplesmente não existe no caso dos autos. O suposto documento formalizador da e- xigência fiscal nada mais á do que um mero estrato, emitido para fins de simples conferência. A hipOtese e, pois, de patente nulidade do procedimento administrativo e não de aperfeiçoamento do processo de OIP 00.II, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10768/034.402/88-.9 2. Acórdão n9-CSRF/01-0.042 lançamento, figura esta inexistente luz das normas do Processo Administrativo Fiscal, bem como à luz do Direito material relati- vo à construção do credito tributário. Ao final, o nobre Procurador requer que esta Cãmara Superior reforme o acórdão recorrido, decidindo pela nulidade do procedimento administrativo ou, se assim não entender, determinan do que a Sexta Câmara julgue a questão no merito. Nas contra-raz8es, o contribuintes limita-se a avo- car as raz6es contidas na Informação n9 003/SRF/GAB/89, contida no processo n9 13710/001.373/88-38. É o relatório. (1)1/[hívvi 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10_ 7681034.402/88-69 Acórdão n9-CSRF/0.1-01.0,42 VOTO Conselheiro JOÃO BATISTA GRUGINSKI, Relator O recurso está revestido das formalidade legais. O documento de fl. 02 foi considerado, pela Egrégia Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, insuficien- te para ser considerado como notificação de lançamento, por lhe faltar a descrição dos fundamentos de fato e de direito, que mo tivaram a exigência fiscal. Entendeu a Sexta Câmara que esses fundamentos só foram enunciados na decisão "a quo" e, assim, con cluiu que o lançamento foi aperfeiçoado com os termos dessa de- cisão, decidindo, em consequência, nela correção de instância, para que o apelo dirigido ao Conselho de Contribuintes fosse jul gado como impugnação, com reabertura do prazo, inclusive, parao aditamento de novas razões de impugnar. Penso que a Sexta Câmara procedeu corretamente. Além de o documento de fls. 02 constituir-se de um simples "Extrato de Declaração", nele não se mencionam os fatos pelos quais foram feitas as alterações na declaração orestadaue lo contribuinte. Menciona-se, apenas, que foram feitas altera- ções, mas sem se dizer porque foram feitas. Nem, tampouco, se consegue deduzir, das informações cifradas contidas no verso do documento, relativas ao enquadramento legal, quais teriam sido os fatos motivadores do lançamento. Obviamente que se admite a utilização, nas notifi- cações de lançamento, da linguagem cifrada, adequada a sistemas de processamento eletrônico de dados. Essa faculdade, todavia, não pode chegar ao limite de com prometer a clareza do documento emitido, nem sacrificar a indispensável comunicação ao sujeito passivo dos fatos determinantes do procedimento fiscal. /g/ .001r ; ~C~C~RAL Processo n9 10763/034.402/88-69, 4. Acórdão n9-CSRF/01-01.042 No caso dos autos, o documento de fls. 02 parece- -me, de fato, inepto para formalizar exigência fiscal. Entretan- to, em prol da economia processual, entendo que a decisão singu- lar de fls. 17/18 pode se subsumir no próprio documento formali- zador da exigência fiscal. Dois são os instrumentos previstos para a formali- zação de exigência fiscal: a notificação de lançamento e o auto de infração. A notificação de lançamento e o instrumento mais apropriado para formalizar a exigência que decorre de procedimen tos internos da repartição fiscal. O auto de infração e utiliza- do quando se formaliza exigência decorrente de fiscalização ex- terna. Veja-se que, enquanto o art. 10 do Decreto n9 70. 235/72 especifica que "o auto de infração será lavrado por servi dor competente, no local de verificação da falta", o art. 11 do mesmo Decreto estabelece que "a notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo...". Salienta-se no art. 10, alem da orientação de que o auto seja lavrado no local da verificação da falta, a orienta- ção de que seja lavrado por servidor competente. Já, no art. 11, salienta-se apenas que a notificação seja expedida pelo órgão que que administra o tributo. Assim, na hipótese do art. 11, perde evidência a pessoa do servidor competente, que eventualmente te- nha identificado os fatos motivadores da exigência; e o Orgãoque expede a notificação; impessoaliza-se o agente do Poder Público. rs por essa razão que se compreende porque a notificação, quando emitida por processo eletrónico, pode ate prescindir de assinatu ra. Ainda assim, nos casos em que a notificação de lan çamento e assinada, e, em regra geral, assinada pelo chefe do Or gão, ou por outro servidor autorizado, como se depreende do art. 11 do Decreto 70.235/72, independentemente de o signatário ser a própria autoridade julgadora de primeira instância. Parece-me que a interpretação teleológica do referido Decreto não lpva, 7)1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10768/034.402/88-69 5. Acórdão n9-CSRF/01-01.042 necessariamente, o exegeta a outra conclusão. Nessas condiçOes, e possível, alem de plausível, ad mitir que a chamada decisão de fls. 17/18 se converta "(lesmo na própria notificação de lançamento. Ademais, no Direito Processual Brasileiro, adota-se o principio do aproveitamento dos atos processuais, desde que não haja prejuízo à defesa, conforme se ve, por exemplo, nos arts.249 e 250 do Código de Processo Civil. O princípio se aplica, como . luva, ao caso presente; eis que, se provido o recurso do ilustre Procurador da Fazenda Nacional, no sentido de se anular o procedi mento administrativo, anular-se-ia o ato de fls. 02, para que ou- tro de igual teor viesse a ser expedido, quiçã com a assinatura do mesmo servidor. Pelo exposto, nego provimento ao recurso da Procura dona da Fazenda nacional. Brasília (DF), em 26 de novembro de 1990 ,- A J04 I.--. A GRUGINSKI - RELATOR , :, , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.910405/2009-46
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Ano-calendário: 2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. VALORES DEPOSITADOS JUDICIALMENTE, MAS RECOLHIDOS VIA DARF. INDÉBITO TRIBUTÁRIO. NÃO CARACITERIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial.
Numero da decisão: 1301-000.933
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. VALORES DEPOSITADOS JUDICIALMENTE, MAS RECOLHIDOS VIA DARF. INDÉBITO TRIBUTÁRIO. NÃO CARACITERIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr. Relator Fl. 276DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 2 Participaram do julgamento os Conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela contribuinte acima identificada contra decisão proferida pela 3ª Turma da DRJ em Belo Horizonte/MG. Verificase pela análise do presente processo administrativo que a recorrente apresentou declaração de compensação por meio de DCOMP, indicando a utilização de pretenso crédito advindo de "pagamento indevido/a maior" de CSLL ocorrido em 31/03/2006, no valor de R$ 4.759.807,39 (fls. 51 – 56). Depreendese ainda, que a autoridade administrativa proferiu Despacho Decisório (fl. 15), por meio do qual não reconheceu o direito de crédito utilizado na DCOMP, considerando que o DARF indicado pelo contribuinte foi integralmente utilizado na extinção de seus débitos, não homologando as compensações declaradas. Devidamente notificada (fl. 68), a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 01 – 04), alegando em síntese que está em discussão nos autos do Mandado de Segurança processo n° 2005.38.00.0236011, a não incidência/dedução da CSLL relativamente aos valores dos tributos com exigibilidade suspensa e das doações e patrocínios a projetos culturais. Informou ainda, que sua DIPJ a partir de 2005 não iria contemplar os valores relativos aos tributos com exigibilidade suspensa (e juros e multas) e as doações destinadas ao incentivo cultural por absoluta falta de previsão legal, acrescentando que viria efetuando os depósitos judiciais dos valores da CSLL, inclusive relativos ao ano base 2005, em março de 2006, mencionando que a Segurança fora negada, mas apresentou Apelação e o processo aguarda julgamento perante o Egrégio Tribunal Regional da Primeira Região. Esclareceu ter informado corretamente o valor devido a título de CSLL apagar no valor de R$ 8.256.543,68, mas, equivocadamente, recolheu R$ 13.016.351,07, sendo certo que o mesmo valor foi recolhido duas vezes, uma via DARF e outra, via depósito judicial, requerendo por fim, a retificação da DCTF e a procedência da Manifestação de Inconformidade com o reconhecimento do direito de crédito utilizado e o deferimento do seu pedido de compensação. 3ª Turma da DRJ em Belo Horizonte/MG, nos termos do acórdão e voto de folhas 70 a 77, indeferiu a solicitação assentando para tanto que a recorrente utilizou na DCOMP em análise, pretenso indébito originado no DARF recolhido em 31/03/2006, destinado ao pagamento da CSLL apurada no anocalendário 2005, e que a recorrente esclareceu que a divergência entre o valor apurado na DIPJ e o declarado na DCTF decorreu de demanda aventada no Poder Judiciário acerca da exclusão das parcelas relativas aos tributos com exigibilidade suspensa e as doações e patrocínios a projetos culturais, frisandose que a recorrente argumenta que não contemplou os valores relativos aos tributos com exigibilidade suspensa e as doações destinadas ao incentivo cultural por absoluta falta de previsão legal. Fl. 277DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10680.910405/200946 Acórdão n.º 130100.933 S1C3T1 Fl. 2 3 Destacouse que a apuração da CSLL foi consolidada na IN SRF n° 390, de 30 de janeiro de 2004, tendo em vista o disposto na legislação vigente e que esta legislação veda a dedução dos tributos com exigibilidade suspensa, bem como as despesas com doações e patrocínios a projetos culturais e que a recorrente se insurgiu quanto a esta vedação perante o Poder Judiciário nos termos do processo n° 2005.38.00.0236013. Diante disso, salientou a decisão recorrida que considerando os documentos anexados ao processo, se poderia extrair que: i) o contribuinte se insurge quanto as regras contidas na IN SRF n° 390, de 30 de janeiro 2004, especificamente quanto à dedutibilidade dos tributos com exigibilidade suspensa e das despesas com doações e patrocínios a projetos culturais; ii) o pedido de liminar foi indeferido; iii) a sentença do Mandado de Segurança foi denegatória; iiii) o litígio ainda se encontra em tramitação, de modo que, inexiste trânsito em julgado para a demanda. Com tais constatações, a decisão recorrida afirmou que em momento algum o contribuinte obteve a guarida do Poder Judiciário quanto as suas pretensões, de modo que, a ele caberia cumprir as determinações contidas nos dispositivos legais contestados, de sorte que, considerando as informações prestadas na Manifestação de Inconformidade, constatouse que, mesmo com o indeferimento da liminar e a sentença denegatória de seu pleito perante o Poder Judiciário, ainda que não definitivamente julgado, o contribuinte efetuou a apuração da CSLL referente ao período em comento em desacordo com a legislação vigente. Frisou a decisão recorrida que considerando a supremacia das decisões judiciais, não lhe caberia tecer quaisquer considerações acerca do assunto demandado judicialmente, restando apenas assegurar que os ditames da legislação vigente sejam cumpridos, ressalvada a hipótese de liminar emitida pelo juízo invocado determinando procedimento diverso, situação que não se configuraria no caso concreto, concluindose que a CSLL apurada na DIPJ está em desacordo com as determinações da legislação vigente, de modo que, o valor apurado não pode ser computado como válido. Considerouse ainda, que não foram trazidas aos autos quaisquer informações ou comprovação documental acerca das deduções/exclusões pleiteadas no Poder Judiciário e indevidamente consignadas na DIPJ, devendose considerar como válida a informação prestada pelo contribuinte em sua DCTF. Quanto a possíveis depósitos judiciais efetuados pelo contribuinte, esclareceu a decisão recorrida que estes (depósitos judiciais) suspendem a exigibilidade do crédito tributário independente do tipo de ação em que efetuado, no valor correspondente ao tributo apurado de acordo com a norma jurídica questionada, o que, de regra, corresponde ao valor exigido pela administração, mencionando, entretanto, que deveria ser em dinheiro e no montante integral, nos termos da Súmula n° 112, editada pela lª Seção do Superior Tribunal de Justiça e que este montante integral inclui na data do depósito os acréscimos legais cabíveis, sendo importante assinalar que compete à administração tributária dizer se o montante depositado corresponde ao valor integral do débito, porquanto a verificação da integralidade do depósito em relação ao crédito tributário diz respeito à relação jurídica entre a Fazenda Nacional e o contribuinte, de sorte que ao impetrante cabe disponibilizar, no prazo, o numerário capaz de suspender a exigibilidade do crédito, ou seja, o montante integral, imputandose a ele contribuinte a responsabilidade pelas diferenças pecuniárias decorrentes dos trâmites bancários que levaram ao atraso na efetivação do depósito. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 4 Mencionouse, nessa ordem de ideias, que para que o procedimento acima seja executado é imprescindível a ação do sujeito passivo, indicando inequivocamente em sua DCTF os depósitos efetuados e o crédito tributário suspenso e que esta informação não foi prestada pelo contribuinte, de modo que inexistiu qualquer "suspensão de exigibilidade" a aferir, esclarecendo que todo o montante depositado em demanda judicial encontrase à disposição do Poder Judiciário e não compete ao fisco aventar qualquer hipótese de "depósito a maior ou indevido" e a sua restituição e consequentemente a sua utilização em compensação de débitos (DCOMP). Diante de tais ponderações, concluiu a decisão recorrida que a homologação da compensação declarada pelo contribuinte na DCOMP está condicionada, inicialmente, à validade do crédito utilizado. Ou seja, é imprescindível que o crédito seja passível de restituição/ressarcimento, relativo a tributos ou contribuições administrados pela RFB, e em valor suficiente para extinguir os débitos próprios compensados, respeitadas as demais regras afetas ao procedimento. No presente caso, constatouse que o crédito utilizado pelo contribuinte nas DCOMP's cadastradas neste processo é inexistente, de modo que não há como homologar a compensação em litígio neste processo. Regularmente notifica (fl. 92), a contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 93 – 102), afirmando que em 2005 impetrou Mandado de Segurança perante a Seção Judiciária de Minas Gerais, distribuído à 12ª Vara Federal (nº 2005.38.00.0236013 nova numeração: 2339966.2005.4.01.3800), no qual requereu a concessão da ordem para que fosse autorizada a recolher a CSLL sem a inclusão, em sua base de cálculo, dos tributos e contribuições com exigibilidade suspensa (bem como dos respectivos juros e multas), pretendendo afastar, por conseguinte, as disposições da Instrução Normativa SRF n° 390/04 (art. 50, parágrafo único) e das doações e patrocínios a projetos culturais, de forma a se afastar, igualmente, os comandos da IN SRF n° 390/04 (art. 38, inciso XIII), porquanto os verificava, falo dos dispositivos, como atentatórios à Lei n° 7.689/88. Argumentou a recorrente, que na petição inicial (fls. 16 27), informou ao Poder Judiciário que iria transmitir suas declarações (DIPJ) sem contemplar, na base de incidência da CSLL, os tributos com exigibilidade suspensa e as doações e patrocínios a projetos culturais, salienta que foi indeferida a medida liminar, e que optou por realizar o depósito judicial da quantia controversa, mencionando que o aludido depósito judicial representa direito do contribuinte, podendo ser realizado a qualquer momento, com vistas à suspensão da exigibilidade de determinada obrigação tributária e, portanto, assim foi feito em 30.06.2006, tendo juntado ao processo judicial, guia de depósito do montante controverso de CSLL, relativo aos reflexos da dedução dos tributos e contribuições com exigibilidade suspensa e das doações e patrocínios a projetos culturais (fl. 50). Seguiu a recorrente, afirmando que ao adotar tal expediente (depósito judicial) consignou em juízo, relativamente ao anobase 2005, o montante equivalente à CSLL discutida no Mandado de Segurança, "incidente sobre": (i) os tributos com exigibilidade suspensa (mais juros e multa) e (ii) as doações e patrocínios a projetos culturais, ocorrendo que em março de 2006, já havia recolhido, em guia DARF, a quantia total de CSLL devida no ano base de 2005, sem levar em consideração, neste cálculo, os reflexos discutidos judicialmente, concluindo que ficaria fácil perceber que para o anobase de 2005, teria quitado a CSLL em "duplicidade", porquanto realizou o pagamento em guia DARF, na qual apurou a totalidade da CSLL devida naquele exercício, sem contemplar as deduções dos tributos com exigibilidade suspensa e das doações/patrocínios a projetos culturais e a despeito disso promoveu o depósito judicial, na qual apurou a CSLL contemplando referidas deduções e, concomitantemente, consignou em juízo a quantia litigiosa. Fl. 279DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10680.910405/200946 Acórdão n.º 130100.933 S1C3T1 Fl. 3 5 Por fim, teceu substanciosas considerações no tocante ao montante a ser compensado e pugnou pelo provimento do seu recurso. É o relatório. Fl. 280DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 6 Voto Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr., Relator. O Recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos genéricos de recorribilidade. Admitoo para julgamento. Tal como observado no relatório acima elaborado, a recorrente formulou declaração de compensação indicando como crédito pagamento a maior a título de CSLL realizado no anocalendário 2005. Sustenta a recorrente que seu direito creditório é oriundo do fato de estar questionando judicialmente a inclusão na base cálculo da referida contribuição, os valores respeitantes às doações e patrocínios culturais afirmando neste sentido que impetrou Mandado de Segurança (processo nº 2339966.2005.4.01.3800), no qual além de requerer a concessão da ordem para que fosse autorizada a recolher a CSLL sem a inclusão, em sua base de cálculo, dos tributos e contribuições com exigibilidade suspensa e as doações e patrocínios a projetos culturais, depositou, após serlhe negada a medida liminar, a integralidade dos valores controvertidos. O indébito alegado pela recorrente, lastreador do crédito invocado, seria decorrente do fato de haver depositado em juízo o montante equivalente à CSLL discutida no Mandado de Segurança e a um só tempo, recolhido em guia DARF, a quantia total de CSLL devida no anobase de 2005, sem levar em consideração, neste cálculo, os reflexos discutidos judicialmente, de sorte que tendo depositado e recolhido, entende seja passível de restituição um dos valores. Com efeito, a decisão recorrida que indeferiu a Manifestação de Inconformidade não está a merecer qualquer reforma, muito embora a recorrente tenha depositado judicialmente os valores que pretendeu excluir da base de cálculo da CSLL e a despeito disso tenha efetivado o recolhimento do tributo, é fato que não há nos autos notícia de provimento jurisdicional favorável à contribuinte, e ainda que houvesse, tal situação lhe permitiria o levantamento do depósito judicial já que extinta por pagamento a obrigação tributária. O expediente adotado pela recorrente em hipótese alguma autoriza a declaração de compensação. Ao efetivar o recolhimento da CSLL com a inclusão dos valores que pretendeu questionar judicialmente, ausente como dito autorização judicial em sentido contrário, a recorrente nada fez além de cumprir a obrigação tributária legalmente imposta. Ademais, mesmo que se considerasse o depósito judicial dos valores questionados como capazes de tornar o pagamento como um “indébito” tributário, pendente a manifestação judicial sobre a controvérsia, a homologação da compensação da recorrente esbarraria na disposição contida no artigo 170A do Código tributário Nacional, consagradora de que é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial, confirase o citado dispositivo, in verbis: Artigo 170A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. (acrescentado pela LC000.1042001) Fl. 281DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10680.910405/200946 Acórdão n.º 130100.933 S1C3T1 Fl. 4 7 Sob tais circunstâncias, não observo nos autos que o pretenso crédito goza de certeza e liquidez e estando pendente a manifestação do Poder Judiciário não verifico permissivo à compensação e, por outro turno, estando o valor questionado depositado à ordem do juízo, em caso de provimento jurisdicional favorável à contribuinte, será necessário apenas levantar o depósito efetivado. Sendo assim, encaminho meu voto no sentido de NEGAR provimento ao Recurso Voluntário e manter intacta a decisão impugnada. Sala das Sessões, em 13 de junho de 2012 (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr. Fl. 282DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR
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