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Numero do processo: 11516.004236/2007-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
Ementa:
ADICIONAL TEMPO SERVIÇO – LEI Nº 8.852, de 1994 A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68)
Numero da decisão: 2202-002.025
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto do relator.
Nome do relator: PEDRO ANAN JUNIOR
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 Ementa: ADICIONAL TEMPO SERVIÇO – LEI Nº 8.852, de 1994 A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68)
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1578; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 1 1 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.004236/200714 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 220202.025 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 19 de setembro de 2012 Matéria Omissão de Rendimentos Recorrente CELITO BORGHEZAN Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2003 Ementa: ADICIONAL TEMPO SERVIÇO – LEI Nº 8.852, de 1994 A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto do relator. (Assinado Digitalmente) Nelson Mallmann Presidente. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Antonio Lopo Martinez , Odmir Fernandes, Guilherme Barranco de Souza, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann (Presidente). Ausente, justificadamente, os Conselheiros Rafael Pandolfo e Helenilson Cunha Pontes. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/09/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 2 Relatório Contra o Recorrente foi constituído o Auto de Infração de folhas 6 a 11, resultante da revisão de oficio de sua Declaração de Ajuste Anual do exercício de 2003, ano calendário 2002, da qual resultou o Imposto de Renda Pessoa Física — Suplementar de R$ 3.118,50, acrescido da multa de oficio e dos juros de mora. Segundo a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (folha 7), constatouse omissão de rendimentos no valor de R$ 11.340,00, recebidos da fonte pagadora Comando do Exército Centro de Pagamento do Exército. Na impugnação de folhas 1 a 5, inicialmente, o contribuinte coloca conceitos sobre rendimentos do trabalho assalariado e vantagens. Após, remete à Lei 8.852 de 04 de fevereiro de 1994, em seu art. 1°., III, alínea "n", para alegar que o adicional por tempo de serviço está excluído da remuneração. Na seqüência, argumenta que o Decreto n°. 3.000 de 26 de março de 1999 RIR199, em seu art. 43, em momento algum se reporta à tributação do adicional por tempo de serviço; que este estabelece a tributação sobre a remuneração do trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, mas que a Lei n'. 8.852/94 enfatiza a exclusão do adicional por tempo de serviço da remuneração. Alega, em síntese, que a Lei n°. 8.852/94 sobrepõe a Lei n°. 7.713/88 quando exclui da base de remuneração o Adicional por Tempo de Serviço, dentre outras verbas. Cita, ainda, alguns dispositivos da Lei n°. 8.134/90, a Lei n°. 9.532/97, a Lei no. 9.887/99 e a Lei n°. 9.532/97, para arrematar que os fundamentos esposados pelo Ministério da Fazenda são inconsistentes por não tratarem do fundamento da discussão, ou seja, a nãotributação sobre os adicionais. A seguir, desenvolve a tese de que o adicional por tempo de serviço, no caso dos funcionários públicos, não se constitui em acréscimo patrimonial, conforme o art. 43 do Código Tributário Nacional (CTN), mas sim em indenização paga pelo Estado em virtude das vedações impostas ao servidor pela Lei n°. 11.094/2005 e Lei n°. 8.112/90, as quais dispõem sobre o Regime Jurídico de Servidor Público. Por fim, aduz que o Imposto Suplementar inexiste uma vez que recolheu DARF no valor de R$ 210,94, em 2003, e a Receita Federal, ao processar a retificação da declaração constatou a obrigação de restituir, tendo creditado o valor de R$ 2.907,56, e reitera sobre a nãotributação dos rendimentos em questão A autoridade recorrida, ao examinar o pleito, decidiu, por unanimidade pela procedência do lançamento através do acórdão DRJ/FNS n° 0717.005, de 24 de julho de 2009. Devidamente cientificado dessa decisão, o Recorrente apresenta tempestivamente Recurso Voluntário, onde reitera os argumentos da impugnação. É o relatório. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/09/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR Processo nº 11516.004236/200714 Acórdão n.º 220202.025 S2C2T2 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Pedro Anan Junior Relator O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade portanto deve ser conhecido. O recorrente defende que o adicional por tempo de serviçp não se encontra no âmbito de incidência do imposto de renda da pessoa fisica, com base no art. 1°, III, "n", da Lei 8.852/94 (que dispõe sobre a aplicação dos arts, .37, incisos XI e XII, e 39, § 1°, da Constituição Federal), verbis: Art. 1" Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e .fundacional de qualquer dos Poderes da União compreende: 1 como vencimento básico: 11 como vencimentos, a soma do vencimento básico com as vantagens permanentes relativas ao cargo, emprego, posto ou graduação; III como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual e demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou ao local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei n" 8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas a) diárias; b) ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte; c) auxíliofardamento; d) gratificação de compensação orgânica, a que se refere o art. 18 da Lei n° 8.237 de 1991; e) saláriofamília; I) gratificação ou adicional natalino, ou décimoterceiro salário; g) abono pecuniário resultante da conversão de até 1/3 (um terço) das férias; h) adicional ou auxílio natalidade; i) adicional ou auxílio funeral, j) adicional de férias, até o limite de 1/3 (um terço) sobre a retribuição habitual,. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/09/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 4 1) adicional pela prestação de serviço extraordinário, para atender situações excepcionais e temporárias, obedecidos os limites de duração previstos em lei, contratos, regulamentos, convenções, acordos ou dissídios coletivos e desde que o valor pago não exceda em mais de 50% (cinqüenta por cento) o estipulado para a hora de trabalho na jornada normal; m) adicional noturno, enquanto o serviço permanecer sendo prestado em horário que fundamente sua concessão; n) adicional por tempo de serviço; o) conversão de licençaprêmio em pecúnia facultada para os empregados de empresa pública ou sociedade de economia mista por ato normativo, estatutário ou regulamentar anterior a 1" de fevereiro de 1994; p) adicional de insalubridade, de periculosidade ou pelo exercício de atividades penosas percebido durante o período em que o beneficiário estiver sujeito às condições ou aos riscos que deram causa à sua concessão; q) hora repouso e alimentação e adicional de sobreaviso, a que se referem, respectivamente, o inciso II do art. 3' e o inciso lido art, 6" da Lei n° 5811, de 11 de outubro de 1972; r) outras parcelas cujo caráter indenizatório esteja definido em lei, ou seja reconhecido, no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, por ato do Poder Executiva § 1" O disposto no inciso III abrange adiantamentos desprovidos de natureza indenizatória. A Lei acima regula a estrutura remuneratória do Poder Público Federal, definindo as verbas que devem ser consideradas como vencimento, vencimentos e remuneração, excluindo desse último conceito um conjunto de verbas, algumas isentas, pois de caráter indenizatório, corno as diárias ou a ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte, e outras tributáveis, como a gratificação natalina, o terço de férias ou o pagamento das horas extraordinárias. Aqui se deve observar que é a lei tributária do imposto de renda da pessoa fisica que define quais as verbas que transcendem o conceito de remuneração são isentas do IRPF, notadamente constando tais isenções no art. 60 da Lei IV 7.713/88. Assim, por exemplo, no art, 6', II e XX, da Lei n'7.713/88 constam as isenções relativas às diárias e à ajuda de custo em decorrência da mudança de sede. As isenções tributárias não são definidas pela Lei n° 8.852/94, como equivocadamente defende o contribuinte Se assim fosse, por exemplo, o pagamento do décimoterceiro salário seria isento (art. 1', III, "f", da Lei n° 8.852/94), o que demonstra o equívoco do raciocínio do recorrente, pois não se conhece quem já tenha defendido a ausência de tributação sobre o décimoterceiro salário (esta verba consta como tributável especificamente no art 25 da Lei n° 7.713/88). Fl. 90DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/09/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR Processo nº 11516.004236/200714 Acórdão n.º 220202.025 S2C2T2 Fl. 3 5 Ainda, o legislador, no art. 1°, § 1°, da Lei 8.852/94, tomou o cuidado de alertar que as verbas que transcendem à remuneração, previstas no art. 1 0, III, da Lei aqui citada, abrangem adiantamentos desprovidos de natureza indenizatória, ou seja, alertou que há rendimentos em tal inciso que não tem caráter indenizatório, sendo, assim, tributáveis pelo imposto de renda. Em relação ao adicional por tempo de serviço dos agentes públicos federais e a gratificação de compensação orgânica não há qualquer legislação que o isente do imposto de renda da pessoa fisica, São verbas tributáveis. Do entendimento acima, especificamente no tocante ao adicional por tempo de serviço, não discrepa a jurisprudência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, como se pode ver no Acórdão n" 10421174, sessão de 24/04/2008, relatara a Conselheira Rayana Alves de Oliveira França, unânime, que restou assim ementado, verbis: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício, 2003 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS SERVIDORES PÚBLICOS ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. A Lei n". 8.8.52, de 1994, não veicula isenção do imposto de renda das pessoas físicas, portanto as verbas recebidas a título de adicional por tempo de serviço constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, à míngua de enunciado isentivo na legislação. Recurso negado. Além do mais, devemos aplicar ao caso em concreto a sumula CARF 68: Súmula CARF nº 68: A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física Ante o exposto; voto no sentido conheço do recurso e no mérito de dou provimento parcial ao para reestabelecer a dedução relativa a dependente Palmira Barbosa Godoy Alvira. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Fl. 91DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/09/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 6 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/09/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 19515.002902/2003-60
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2005
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA.
Cabe à defesa a prova dos fatos modificativos ou extintivos da pretensão fazendária.
PIS. BASE DE CÁLCULO.
Valores pagos a terceiros como remuneração por serviços prestados constituem despesa operacional da empresa e não podem ser excluídos da base de cálculo do PIS.
MULTAS.
Existindo orientação administrativa a respeito da aplicação do art. 18 da Lei nº 10.833, de 29/12/2003, os valores declarados à repartição devem ser exigidos com os consectários do procedimento espontâneo.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 201-78739
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: VAGO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-04T22:17:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-04T22:17:05Z; Last-Modified: 2009-08-04T22:17:05Z; dcterms:modified: 2009-08-04T22:17:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-04T22:17:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-04T22:17:05Z; meta:save-date: 2009-08-04T22:17:05Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-04T22:17:05Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-04T22:17:05Z; created: 2009-08-04T22:17:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-08-04T22:17:05Z; pdf:charsPerPage: 1743; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-04T22:17:05Z | Conteúdo => 2, , rtMLI I5M10 NO O G Ui CC-MF Ministério da Fazenda L.Cim, 0 02.90.1. '91...".A. Segundo Conselho de Contribuintes C r'n Dna," >ib intrownumaresti".~1:- %JOU Processo nI : 19515.00290212003-60 Recurso it : 126.280 Acórdão ni : 201-78.739 Recorrente : ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A Recorrida : DRJ em São Paulo - SP PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. Cabe à defesa a prova dos fatos modificativos ou extintivos da pretensão fazendária. PIS. BASE DE CÁLCULO. Valores pagos a terceiros como remuneração por serviços prestados constituem despesa operacional da empresa e não podem ser excluídos da base de cálculo do PIS. MULTAS. - Existindo orientação administrati4 a respeito da aplicação do art. 18 da Lei n2 10.833, de 29/1212003, os valores declarados à repartição devem ser exigidos com os consectários do procedimento espontâneo. Recurso provido em parte. , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de• Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir os consectários do procedimento de oficio e substitui-los pelos procedimentos espontâneos, nos termos da SCI Cosit e 312004, nos termos do voto da Relatora. Fez sustentação oral, pela recorrente, a Dra. Cristiane Romano. Sala das Sessões, em 20 de outubro de 2005. Alit4. DA FeA2c."NDA - 2° CC Josefa Maria oelho Marques Presidente e Relatora CONFERE C .:U O ORIGIN.A1 Brasília, ogt 104 st-• v Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, Antonio Mario de Abreu Pinto, Maurício Taveira e Silva, Cláudia de Souza Arzua (Suplente), José Antonio Francisco, Gustavo Vieira de Melo Monteiro e Rogério Gustavo Dreyer. 1 2° CC-MF .-t•-• -yr Ministério da Fazenda Fl. ":'r, az Segundo Conselho de Contribuintes MCNCINDFAE RF;é1P CIC9i403 ()Ar, i -G 'tf: C Processo n2 : 19515.002902/2003-60 Recurso n/ : 126.280 Acórdão : 201-78.739 Recorrente : ELEVADORES ATLAS SCHINDLER S/A RELATÓRIO Trata-se de auto de infração lavrado em 26/08/2003 para exigir o crédito tributário de R$ 3.394.588,41 relativo ao PIS, multa de oficio e juros de mora, em razão da falta de recolhimento da contribuição nos períodos de apuração compreendidos entre agosto e dezembro de 2001, conforme Termo de Constatação de fls. 96/97. A 92 Turma da DRJ em São Paulo - SP manteve o auto de infração por meio do Acórdão ne 4335, de 18/11/2003, no qual foi rejeitada a preliminar de nulidade e, no mérito, mantida a autuação, sob o fimdamento de inexistência de previsão legal para excluir da base de cálculo da contribuição valores transferidos a terceiros. Quanto aos consectários, foi julgada legal a incidência da taxa Selic. Regularmente notificado do Acórdão em 15/01/2004, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário de fls. 1.199/1.229 em 16/02/2004, instruído com os documentos de fls. 1.230/1.334. A procuração conferindo poderes para recorrer à D? Raquel Novais encontra-se à fl. 1.342. As cópias do processo de arrolamento de bens constam às fis. 1.350/1.371 e a cópia da ata da reunião ordinária da diretoria que aprovou o arrolamento consta à fl. 1.367. Alegou, em síntese, que as diferenças lançadas resultaram de uma compensação que foi efetuada entre agosto e dezembro de 2001, em conseqüência de pagamento a maior do PIS sobre valores que não podem ser enquadrados como receita da empresa, por dizerem respeito a serviços prestados por terceiros. Disse que opera no ramo da construção civil por meio de contratos de empreitada e que apenas administra as obras, inclusive quanto ao recebimento de valores, para posterior repasse a terceiros. Traçou a distinção entre ingressos e receitas, concluindo que o próprio art. 3 2 da Lei n2 9.718/98 veda a incidência do PIS e da Cotins sobre receitas auferidas em conta alheia. Invocou a aplicação do art. 100, I, do CTN, pois teria agido em consonância com o disposto na Il g SRF n2 126/88. Requereu o cancelamento do auto de infração. É o relatório. 201- 2 r 2° CC-MF '?„. Ministério da Fazenda 1°17n *- Segundo Conselho de Contribuintes MN. DA FAZENDA - 2° CL, Fl. COUEE CC: O ORIGINAL Processo : 19515.00290212003-60 BraGllia / °ti / Recurso e* : 126.280 Acórdão n. : 201-78.739 14/ Vi5TOaraammanennews. VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JOSEFA MARIA COELHO MARQUES O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. Conforme se depreende do item 8 do termo de intimação n2 1, lavrado em 14/0212003 (fls. 68/69), a Fiscalização solicitou esclarecimentos sobre os valores consignados sob as rubricas "compensação com DARF" e "compensação sem DARF", indicados no demonstrativo de fls. 70/71, os quais foram declarados em DCTF como créditos vinculados._ Na resposta de fl. 74 a empresa solicitou prazo adicional de 10 dias para comprovar este item da intimação. .; Em sua resposta, à fl. 82, a procuradora da empresa, em- relação às compensações efetuadas entre agosto e dezembro de 2001, disse apenas que "... não identificamos processos de compensação neste período." Tendo em vista que a empresa nada esclareceu sobre: I a origem e a legitimidade dos valores que foram informados nas DCTF como compensados, foi lavrado o auto de infração em obediência ao comando do art. 90 da MP n 2 2.158-35/2001. Portanto, o motivo da autuação foi a não comprovação da materialidade dos valores utilizados na compensação e não a inexistência de processo de compensação formalizado. A justificativa para as compensações glosadas somente apareceu na impugnação ao auto de infração. Alegou a defesa que os valores compensados se referiam ao indébito decorrente da incidência da contribuição sobre receitas geradas por serviços prestados por terceiros. Como prova das alegações, juntou vários contratos de prestação de serviços que celebrou com terceiros onde constam diversas notas fiscais emitidas pelos prestadores de serviços. A análise desta documentação comprova apenas a existência de prestação de serviços por parte de terceiros à recorrente no período compreendido entre 1996 e 2000 (fls. 153/1175). Não é possível correlacionar os valores consignados nas notas fiscais apresentadas com os que foram declarados em DCTF e glosados pela Fiscalização. O art. 16, III, do Decreto n2 70.235/72, exige que a impugnação seja especifica. Como a Fiscalização glosou especificamente os créditos vinculados declarados em DCTF por falta de comprovação. A defesa deveria ter impugnado o auto de infração demonstrando precisamente a origem e a legitimidade dos valores glosados, em vez de apenas alegar genericamente que se tratava de compensação de indébito decorrente da incidência do PIS sobre receitas relativas a operações em conta alheia. O argumento de direito veio desacompanhado da prova do fato que seria impeditivo da autuação. Lqi 3 4 “.% Min DA F.V.ENDA - 20 CCI CC-MF tr.it: V. Ministério da Fazenda CONFER?: Cs::,4 O aRIG'INAL 1 Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Eirasitia,l g 041 Processo n* : 19515.002902/2003-60 AL, Recurso n' : 126.280 Acórdão : 201-78.739 Esta comprovação deveria ter sido feita por meio de um demonstrativo correlacionando os valores compensados em cada mês com as notas fiscais apresentadas e de uma planilha contendo a base de cálculo, alíquota e valor do indébito compensado, a qual deveria ter vindo acompanhada com os Darf para comprovar os pagamentos indevidos. Como nada disso foi apresentado, a defesa não se desincumbiu do ônus de provar o fato modificativo ou extintivo da pretensão fazendária, tal como exigem o art. 16, III, Decreto n2 70.235/72; art. 36 da Lei n2 9.784/99; e o art. 333, II, do CPC, razão pela qual não se pode homologar seu procedimento. Mas, ainda que a defesa lograsse comprovar a materialidade dos valores utilizados na compensação, a tese jurídica que invocou para fundamentá-la é inválida por ter se assentado em premissa falsa. _ Com efeito, a premissa sobre a qual se fundaram a impugnação e o recurso é a de que parte dos valores recebidos pela execução dos contratos de empreitada não constituíram receitas próprias da recorrente porque foram repassados aos terceiros que efetivamente teriam prestado os serviços. Na verdade, o que a documentação juntada com a impugnação comprovou foi que a recorrente, em vez de ter executado diretamente os serviços empreitados, preferiu contratar mão-de-obra terceirizada por meio de contratos de prestação de serviçds. Em todos os contratos juntados existe não só o título "contrato de prestação de serviços", mas também uma cláusula onde é ajustado o preço do serviço. Em outras palavras, não se trata de subempreitada e tampouco de repasse ou agenciamento de serviço, como alegou a defesa. Trata-se de típico contrato civil de prestação de serviços e os valores pagos pela recorrente a sob esta rubrica configuram despesa operacional da empresa e não receitas transferidas a terceiros. O art. 47 da Lei n2 4.506/64 define despesa operacional nos seguintes termos: São operacionais as despesas não computadas nos custos, necessárias à atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora. Ora, os valores pagos aos terceiros pelos serviços prestados à recorrente (as notas fiscais de serviços foram emitidas em nome da recorrente) enquadram-se perfeitamente na definição de despesa operacional, uma vez que, se não tivesse optado pela terceirização, a recorrente teria executado os contratos de empreitada mediante a utilização de mão-de-obra assalariada. Por não se tratar de mera transferência de receitas a terceiros, claro está que no caso concreto não existe subsunção nem ao art. 32 , § 22, III, da Lei n2 9.718/98, e muito menos à IN SRF n2 126/88 ou ao Ato Declaratório n2 25/2003, razão pela qual os valores dos serviços pagos a terceiros não poderiam ser excluídos da base de cálculo do PIS. Portanto, resta plenamente demonstrado que não existe fundamento jurídico para o indébito alegado pela defesa. Por outro lado, relativamente aos consectários do lançamento de oficio, verifica-se que o auto de infração foi lastreado no art. 90 da MP n2 2.158-35, de 2001. klitk 4 . • .1 CC-MF 'e Ministério da Fazenda MIN. DA FAZENDA - 2° Ce Fl. Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE O ORIGINAL 4.2Q. o" OPProcesso n* : 19515.00290212003-60 Brasília, •Recurso : 126180 Acórdão a* : 201-78.739 ; Analisando questão semelhante à destes autos, assim se manifestou a Cosit na SCI n2 3/2004, verbis: (.) 17.Assim. não obstante o débito informado em documento encaminhado pelo sujeito passivo à SRF já estivesse por ele confessado - o art. 90 da MI' n 2 2.158-35, de 2001, não revogou o art. 52 do Decreto-lei no 2.124, de 1984 -, fazia-se necessário, para dar cumprimento ao disposto no art. 90 da MI' ti' 2.158-35, de 2001, o lançamento de oficio do crédito tributário confessado pelo sujeito passivo em sua declaração encaminhada à SRF. 18.Esclareça-se que o fato de um débito ter sido confessado não significa dizer que o mesmo não possa ser lançado de oficio; contudo, havendo referido lançamento, inclusive com a exigência da multa de lançamento de oficio, ficava sempre assegurado o direito de o sujeito passivo discuti-lo nas instemcias julgadoras administrativas previstas no 1 Decreto n2 70.235, de 6 de março de 1972. 19. Tal sistemática perdurou até a edição da MP n2 135, de 30 de outubro de 2003, cujo art. 18 derrogou o art. 90 da Ml' rt 2 2.158-35, de 2001, istabelecendo que o lançamento de oficio de que trata esse artigo, limitar-se-á à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida e aplicar-se-á unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. ZTa 73 da Lei n 2 4.502, de 30 de novembro de 1964. 20.Assim, com a edição da MP n2 135, de 2003, restabeleceu-se a sistemática de exigência dos débitos confessados exclusivamente com fundamento no documento que formaliza o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário (DCTF, DIRPF, etc.), sistemática essa que vinha sendo adotada com espeque no art. 52 do Decreto-lei n2 2.124, de 1984, até a edição da Ml' 112 2.158-35, de 2001. 21.Muito embora a MI' n2 135, de 2003, dispense referido lançamento inclusive em relação aos documentos apresentados nesse período, os lançamentos que foram efetuados, assim como eventuais impugnações ou recursos tempestivos apresentados pelo sujeito passivo no curso do processo administrativo fiscal, constituem-se atos perfeitos segundo a norma vigente à data em que foram elaborados, motivo pelo qual devem ser apreciados pelas instâncias julgadoras administrativas previstas para o processo administrativo fiscaL 22. Nesse julgamento, em face do princípio da retroatividade benigna, consagrado no art. 106, inciso II, alínea 'c' da Lei n2 .5172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, é cabível a exoneração da multa de lançamento de ofício sempre que não tenha sido verificada nenhuma das hipóteses previstas no art. 18 da Lei n2 10.833, de 2003, ou seja que as diferenças apuradas tenham decorrido de compensação indevida em virtude de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que tenha ficado caracterizada a prática de sonegação, fraude ou conluio. (..). Ora, considerando que o presente lançamento foi formalizado entre o advento do art. 90 da MP n2 2.158-35, de 2001, e a publicação da MP n2 135/2003, a interpretação consubstanciada na SCI n2 3/2004 deve ser aplicada ao caso concreto porque, além de não se tratar de lançamento com base nas circunstâncias previstas na parte final do art. 18 da Lei n2 10.833, de 2003, os valores foram informados em DCTF como créditos vinculados. 4Afk, 5 . • ,; n. Ministério da Fazenda 22 CC-MF.1 "nr4957.-CT " e:rt NI} . DA rAe..tal - Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL A BraslIia, jçe / 0'4 Of° Processo ui : 19515.002902/2003-6() Recurso : 126.280 Acórdão ni : 201-78.739 ViSTO Desse modo, deve a multa de oficio ser excluída dos valores lançados, passando a incidir sobre eles os acréscimos do procedimento espontâneo, conforme o art. 61 da Lei n2 9.430/96. Em face da falta de comprovação da materialidade dos créditos vinculados declarados em DCTF/e da inexistência de fundamento jurídico para o indébito, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, apenas para excluir os consectários do procedimento de oficio e substituí-los pelos do procedimento espontâneo, nos termos da SCI n23/2004. Sala das Sessões, em 20 de outubro de 2005. JOSEFA MARIA COWEIIZARQUES 6 Page 1 _0021100.PDF Page 1 _0021200.PDF Page 1 _0021300.PDF Page 1 _0021400.PDF Page 1 _0021500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10840.001617/2005-27
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/03/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO/CONTRADIÇÃO. CONSTATAÇÃO. Servindo os embargos de declaração a sanar omissão, contradição e obscuridade na decisão proferida, uma vez confirmado o vício apontado, impõe-se o seu acolhimento e a correção necessária, passando, ambas as decisões, a integrar o julgado. Embargos acolhidos.
Numero da decisão: 3403-001.640
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para sanar o defeito verificado no Acórdão nº 3403-01.274, alterando-se o resultado do julgamento para: “por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para afastar a glosa do ‘transporte de funcionários’, combustíveis e lubrificantes. Vencido o Conselheiro Marcos Aurélio Pereira Valadão, que negava provimento ao recurso quanto ao ‘transporte de funcionários’”.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
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OMISSÃO/CONTRADIÇÃO. CONSTATAÇÃO. Servindo os embargos de declaração a sanar omissão, contradição e obscuridade na decisão proferida, uma vez confirmado o vício apontado, impõese o seu acolhimento e a correção necessária, passando, ambas as decisões, a integrar o julgado. Embargos acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para sanar o defeito verificado no Acórdão nº 340301.274, alterandose o resultado do julgamento para: “por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para afastar a glosa do ‘transporte de funcionários’, combustíveis e lubrificantes. Vencido o Conselheiro Marcos Aurélio Pereira Valadão, que negava provimento ao recurso quanto ao ‘transporte de funcionários’”. Antonio Carlos Atulim – Presidente Robson José Bayerl – Reator Designado Fl. 127DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2012 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 04/07/2012 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 05/07/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Raquel Motta Brandão Minatel e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Cuidase, na espécie, de embargo de declaração manejado pela Fazenda Nacional em face do acórdão 340301.274, julgado na sessão realizada em outubro/2011, cuja ementa reproduzo: “PIS/COFINS NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA. Não existe nenhum prazo decadencial ou prescricional em curso a partir do momento da apropriação dos créditos no regime não cumulativo de PIS/Cofins. O prazo previsto no art. 150, § 4º do CTN aplicase exclusivamente aos procedimentos de lançamento por homologação, sendo despropositado referirlhe aos casos de ressarcimento e compensação. Nos pedidos de compensação apenas corre o prazo de homologação tácita previsto no art. 70 da Lei 9.430/96, que começa a contar da data da apresentação da declaração de compensação. PIS/COFINS NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO. ART. 3º, II DA LEI 10.833/2003. CONCEITO DE INSUMO. PERTINÊNCIA COM AS CARACTERÍSTICAS DA ATIVIDADE PRODUTIVA. USINA DE AÇÚCAR E ÁLCOOL. COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES PARA O MAQUINÁRIO DE CORTE E TRANSPORTE. SERVIÇO DE TRANSPORTE DE PESSOAS ENTRE A SEDE DA EMPRESA E O LOCAL DO CORTE DA CANA DE AÇÚCAR. POSSIBILIDADE. A análise do direito ao crédito deve atentar para as características específicas da atividade produtiva do contribuinte. Na atividade de usinagem de cana de açúcar, o transporte dos funcionários até o local do corte da cana de açúcar é uma atividade integrante, porquanto necessária, do processo produtivo. Situação em que o transporte do funcionário não configura pagamento de um benefício ao empregado, mas a contratação de um serviço que viabiliza a produção, integrando o processo produtivo. PIS/COFINS NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO PRESUMIDO DA AGROINDÚSTRIA. ART. 8º DA LEI 10.925/2004. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO COM OUTROS TRIBUTOS. Em razão do art. 8º, § 2º da Lei 10.925/2004, que se refere expressamente ao art. 3º, § 4º da Lei 10.637/2002, o tratamento que deve ser dado ao crédito presumido da agroindústria é o do regime aplicável ao crédito ordinário relativo ao mercado interno – que apenas pode ser aproveitado para redução da própria contribuição nos meses subseqüentes – e não o regime do crédito correspondente à exportação – que pode ser objeto de restituição e compensação. Legalidade da vedação contida no art. 8º, § 3º, II da IN 660/2006. Recurso provido em parte.” Fl. 128DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2012 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 04/07/2012 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 05/07/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10840.001617/200527 Acórdão n.º 340301.640 S3C4T3 Fl. 2 3 Sustenta a embargante omissão no julgado, relativamente à decisão lançada no aresto em destaque, que reconheceu direito de crédito no estoque de abertura concernente a insumos (adesivos, corretivos, cupinicidas, fertilizantes, herbicidas e inseticidas) que não foram objeto de exame e fundamentação no voto prolatado. A decisão encontrase redigida da seguinte forma: “acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para afastar a glosa do ‘transporte de funcionários’ e, em relação ao estoque, para que sejam computados os bens correspondentes aos Adesivos, Corretivos, Cupinicidas, Fertilizantes, Herbicidas e Inseticidas Produtos, não devendo computar no estoque o valor de serviço de transporte de pessoas. Vencido o Conselheiro Marcos Aurélio Pereira Valadão quanto aos estoques de insumos aplicados na produção agrícola e quanto ao transporte de mãodeobra”. É o relatório. Voto Conselheiro Robson José Bayerl, Relator O recurso atende aos requisitos para sua admissibilidade, de modo que deve ser conhecido. Revendo os termos do acórdão 340301.274, em confronto com a situação tratada nos autos, concluí que o caso não é de omissão, como assevera a recorrente, mas sim de contradição entre a decisão e o voto proferido. Dessarte, o voto não analisa a natureza dos adesivos, corretivos, cupinicidas, fertilizantes, herbicidas e inseticidas e sua qualificação como insumo simplesmente porque esta matéria é estranha aos autos. O Relatório de Ação Fiscal (fls. 37/46) deixa estreme de dúvidas que estes itens, bem assim, a sua inclusão no estoque de abertura para geração de créditos da não cumulatividade, não foram objeto de glosa nestes autos, que se circunscreveu à exclusão dos valores referentes ao transporte de funcionários e aos combustíveis e lubrificantes utilizados nos veículos de transporte e maquinário do contribuinte. Ou seja, a decisão, e apenas ela, encontrase defeituosa (extra petita). A ementa, o relatório e o voto proferido estão hígidos, razão porque não devem ser reformados. Pelo exposto, proponho o acolhimento dos embargos para retificar exclusivamente o texto da decisão do acórdão 340301.274, mantidas a ementa, o relatório e o voto proferido naquela assentada. Robson José Bayerl Fl. 129DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2012 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 04/07/2012 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 05/07/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2012 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 04/07/2012 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 05/07/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM
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Numero do processo: 10925.000021/2009-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 2301-000.166
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Marcelo Oliveira Presidente Adriano Gonzales Silvério Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 24/04 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 2 Tratase de Auto de Infração nº 37.129.2344, no qual a autoridade fiscal entendeu que o sujeito passivo e terceiras empresas configuram grupo econômico, o que ensejou a representação para exclusão do Simples, bem como o lançamento, nestes autos, de contribuições previdências devidas a Terceiros sobre diferenças apuradas em pagamento efetuados a segurados empregados no período de janeiro de 2003 a junho de 2007. Devidamente intimado o sujeito passivo apresentou impugnação, a qual, em apertada síntese, sustentou a inexistência de grupo econômico, bem como a ausência de simulação entre as empresas, além de defender a sua permanência no regime simplificado de pagamento de tributos, sustentando, ainda, o fato de que apresentou defesa administrativa contra os atos de exclusão do citado regime. A DRJ de Ribeirão Preto manteve parcialmente a autuação em acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 30/06/2007 CONTRIBUIÇÕES DA EMPRESA INCIDENTES SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS EMPREGADOS. ENTIDADES TERCEIRAS A empresa é obrigada a recolher as contribuições destinadas às Entidades Terceiras, de acordo com ordenamento jurídico, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer titulo, aos segurados empregados. EXCLUSÃO DO REGIME SIMPLES. DECADÊNCIA. Empresa excluída do SIMPLES fica sujeita às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Devese lavrar o competente AutodeInfração para prevenir a decadência, tendo sua exigibilidade suspensa, enquanto não definitivamente julgado o ato excludente. AUTUAÇÃO. LEGALIDADE. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. O AutodeInfração devidamente motivado, com a descrição das razões de fato e de direito, contendo as informações suficientes ao exercício do contraditório e da ampla defesa, é ato administrativo que goza de presunção de legalidade e veracidade, sendo descabida a argüição de nulidade do feito. PRAZO DECADENCIAL. OCORRÊNCIA EM PARTE. Nos tributos sujeitos ao regime de lançamento por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador. Quando não há pagamento antecipado, ou na hipótese de fraude, dolo ou simulação, aplicase a regra geral disposta no art. 173, I, do CTN. PROVAS. PRAZO PARA APRESENTAÇÃO. PRECLUSÃO. PROVA TESTEMUNHAL. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. A prova documental no contencioso administrativo deve ser apresentada juntamente com a impugnação, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, salvo se fundada nas hipóteses expressamente previstas. No rito do processo administrativo fiscal Fl. 246DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 24/04 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10925.000021/200901 Resolução n.º 2301000.166 S2C4T2 Fl. 244 3 inexiste previsão legal para audiência de instrução, na qual seriam ouvidas testemunhas; e os depoimentos deveriam ter sido apresentados sob forma de declaração escrita, juntamente com a impugnação. INTIMAÇÃO. DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. ENDEREÇO CADASTRAL. PEDIDO REJEITADO. Dada a existência de determinação legal expressa, as intimações são endereçadas ao domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo, assim considerado o endereço postal, eletrônico ou de fax, por ele fornecido, para fins cadastrais. Impugnação Improcedente e Parte” Diante da decisão supra a empresa apresentou recurso voluntário repisando os argumentos suscitados na impugnação. É o Relatório. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 24/04 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 4 Conselheiro Adriano Gonzales Silvério, Relator Como se depura dos autos a premissa fiscal foi a de que haveria a existência de grupo econômico entre o sujeito passivo e as empresas Idugel Industrial Ltda. E KF Montagens Industriais Ltda ME. Conseqüência desse entendimento resultou na representação para a exclusão da autuada do Simples, bem como no lançamento das contribuições previdenciárias. O sujeito passivo sustenta que se defendeu dos atos de exclusão do Simples, o que fica evidente na leitura da decisão recorrida a qual se ampara em acórdão proferido nos processos administrativos originados com a impugnação da empresa (processos 10935.002073/200823 e 10925.002252/200861). Entendo que as decisões a serem tomadas naqueles autos, podem, sobremaneira, influenciar na decisão aqui a ser proferida por essa Egrégia 1º Turma, haja vista que se for decidido que o sujeito passivo deve permanecer no Simples, o presente lançamento sofrerá conseqüências, quiçá seu cancelamento se for esse o caso. Assim, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, a fim de que o presente processo aguarde o trânsito em julgado dos processos administrativos 10935.002073/200823 e 10925.002252/200861. Caso tenha havido o trânsito, sejam anexadas as decisões nele proferidas, seja de primeira, como de segunda instâncias administrativas. Adriano Gonzales Silvério Conselheiro Fl. 248DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 24/04 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
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Numero do processo: 10920.912324/2009-19
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/12/2006 a 31/12/2006
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.
O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação.
Recurso Voluntário Provido
Aguardando Nova Decisão
Numero da decisão: 3403-002.136
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, determinado-se o retorno dos autos à DRJ/FNS-4ª Turma, para novo julgamento, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Antônio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/12/2006 a 31/12/2006 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. Recurso Voluntário Provido Aguardando Nova Decisão Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, determinadose o retorno dos autos à DRJ/FNS4ª Turma, para novo julgamento, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 91 23 24 /2 00 9- 19 Fl. 328DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN 2 LOJAS SALFER S.A. formulou o Pedido de Restituição e Declaração de Compensação no 35262. 70307. 170408. 1. 3. 04 0293, por meio do qual pretendeu restituirse de indébito de Cofins (cód. 5856 Cofins Não Cumulativo Lei 10.637/02), por pagamento efetuado em 19/01/2007, e compensar o direito creditório com débitos da mesma contribuição. O Despacho Decisório Eletrônico no de rastreamento: 8488657376, fl. 8, indeferiu o pleito e não homologou a compensação porque o pagamento indigitado foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Sobreveio reclamação, fls. 10 e 11, abaixa transcrita na íntegra: LOJAS SALFER S.A com sede à. rua Rui Barbosa 1.300, Distrito Industrial, Joinville, SC, CEP n° 89219521, com inscrição no CNPJ sob n° 84.683.432/0001 34, por seu bastante procurador infraassinado (contrato social e instrumento de representação incluso), não se conformando com o Despacho Decisório que indeferiu seu pleito PER/DCOMP 35262. 70307. 170408. 1. 3. 04 0293, objeto do processo de crédito referenciado, do qual tomou ciência em 20/10/2009, vem, no prazo legal, apresentar MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir. DOS FATOS 0 crédito de COFINS apropriado pela requerente, e objeto do• Pedido de Compensação ora glosado, é decorrente de recolhimento indevido de forma antecipada a esse titulo, no valor de R$ 438.918,24, efetuado em 19/01/2007, e calculado sobre o montante de R$ 5.700.000,00, valor este referente a contrato de "parceria negocial" efetuado pela requerente a titulo de aporte financeiro , e com vigência para recebimento escalonado durante 5 anos (60 parcelas mensais de R$ 95.000,00). DO DIREITO Visto que a empresa ora requerente está tributando a parcela mensal recebida de aporte financeiro do referido contrato, que é de R$ 95.000,00, como efetivamente devido, gerouse o crédito do montante recolhido indevidamente em 19/01/2007. Assim, o crédito reclamado e apropriado é procedente porquanto (i) houve o pagamento antecipado, de forma indevida, e (ii) está sendo recolhida mensalmente a parcela da COFINS, no caso, efetivamente devida, ocorrendo inclusive sob esse aspecto a duplicidade de recolhimento em relação As parcelas já recolhidas, razão pela qual procedente o procedimento quanto a obrigação principal, restando tão somente como necessárias a retificação das obrigações acessórias relativas a DCTF e DACON. Em razão do exposto, procedente e de Direito a PER/DCOMP 35262 .70307.170408.1.3 .040293 apresentada. DOCUMENTOS ANEXADOS: Estão anexados a esta Manifestação de Inconformidade os seguintes documentos: • Cópia do Despacho Decisório; • Cópia do Contrato Social e do Instrumento de Procuração; • DARF comprobat6rio do recolhimento indevido reclamado; Fl. 329DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10920.912324/200919 Acórdão n.º 3403002.136 S3C4T3 Fl. 329 3 • Cópia do contrato de aporte financeiro, que originou o recolhimento indevido. DO PEDIDO À vista do exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência do indeferimento de seu pleito, requer a requerente seja acolhida a presente Manifestação de Inconformidade. Joinville, SC, 09 de novembro de 2009. A DRJ/FNS4ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão no 0726.18, de 30 de setembro de 2011, fls. 60 a 63, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é indevido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso interposto contra a decisão da DRJ/FNS4ª Turma. O arrazoado de fls. 66 a 75, após síntese dos fatos relacionados com a lide, explica que a falta de prévia retificação da DCTF deveuse a lamentável equívoco interno, o que, no entanto, na afasta seu direito ao indébito, tratandose, tãosomente, de descumprimento de obrigação acessória. Cita e transcreve doutrina para invocar o princípio da verdade material e reclamar seu direito ao contraditório e à ampla defesa. Transcreve jurisprudência. Na continuação explica a gênese do indébito e insiste no seu direito à restituição. Aduz que se houvesse dúvida quanto à existência do mesmo, a Fiscalização deveria ter diligenciado a verificação do mesmo in loco, não se podendo admitir a rejeição sumária do pleito, alicerçado em mero descumprimento de obrigação acessória, haja vista que os valores indicados na DCTF não são intocáveis e só assumem a natureza de confissão de dívida quando efetivamente devidos, o que não ocorreu no caso em tela. Conclui, requerendo o provimento do recurso, para o fim de ser reconhecida a procedência do pleito de ressarcimento e compensação efetuado e, alternativamente: a) seja anulado o julgamento de 1ª instância, por violação do princípio da verdade material e do direito ao contraditório e à ampla defesa, como também do Fl. 330DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN 4 princípio da razoabilidade, determinadose assim novo julgamento, ou; b) seja determinada a realização de diligência para confirmar a legitimidade do crédito e da compensação efetuada. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 66 a 75 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJFNS4ª Turma nº 0726.188, de 30 de setembro de 2011. Assentandose sobre a premissa de que a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação reclama a prévia retificação do valor do débito pretensamente confessado em erro em DCTF, o colegiado de piso julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade sumariamente, sem qualquer exame do direito e das provas juntadas aos autos. Já é entendimento assentado nesta 3ª TE o de que tal óbice deve ser afastado, em face do contido no art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (PAF), reproduzido no art. 57 do Regulamento do Processo Administrativo Fiscal, aprovado pelo Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011, norma com aplicação autorizada aos processos da espécie pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. Na verdade, a prévia retificação da DCTF apenas viabiliza o processamento automático dos PER/Dcomp, mas jamais poderia ser tida como requisito para a verificação da liquidez e certeza de direito creditório. Se é certo que a espontaneidade da confissão do débito implica a sua irretratabilidade, também o é que o art. 214 do Código Civil – CC Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, admite sua revogação quando produzida em erro de fato. E, conforme visto, mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, o requerente, enquanto manifestante, pode (e deve) produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, entre elas, a do erro no preenchimento de declaração. Pelo exposto, voto por reformar a decisão de primeira instância, para que uma nova seja proferida, afastando o óbice erigido relativamente à necessidade de prévia apresentação da DCTF retificadora e enfrentando a alegação de erro no preenchimento da declaração à luz das provas já contidas nos autos. Sala das Sessões, em 24 de abril de 2013 Alexandre Kern Fl. 331DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10920.912324/200919 Acórdão n.º 3403002.136 S3C4T3 Fl. 330 5 Fl. 332DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 26512.400023/87-41
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 04 00:00:00 UTC 1989
Data da publicação: Tue Jul 04 00:00:00 UTC 1989
Ementa: CONTRIBUIÇÃO E ADICIONAL AO I.A.A. - Exigibilidade do débito, levantado face à escrita do contribuinte e não contestados os valores apurados. Devidos ainda os juros de mora, multa e correção monetária, de acordo com a legislação que rege a cobrança da contribuição. Não comprovada a reincidência, cabe a redução da penalidade. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 202-02610
Nome do relator: JOSÉ LOPES FERNANDES
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R nbrIcis, 49',.ta.„1,) MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 26.512-400.023/87-41 ITM Sessão de 04 de julho de 19 89 ACORDÃO N.° 202,02.610 Recurso n.° 81.377 1 Recorrente USINA COSTA PINTO S.A, AÇOCAR E ALCOOL, I Recorrida SUPERINTENDENC IA REGIONAL DO IAA EM S10 PAULO r SP I CONTRIBUIÇAO E ADICIONAL AO I,A,A, n' Exigibilidade do débito, le vantado face -a escrita do contribuinte e não contestados os valo res apurados. Devidos ainda os juros de mora, multa e correção nuT) net5ria, de acordo com a legislação que rege a cobrança da contri - buiçio, Não comprovada a reincid5ncia, cabe a reduç -ão da penal ida — de, -Recurso provido em parte, Vistos ? relatados e discutidos os presentes autos de re curso interposto por USINA COSTA PINTO S.A. AÇUCAR E ALCOOL. ACORDAM os Membros da Segunda Cãmara do Segundo Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso. para reduzir a multa de 100 para 50%. Fez sus tentação oral, pela recorrente, o Dr, PAULO HENRIQUE DO A. S. MONTE NEGRO e, pela Fazenda, o Procurador , Repre -ntante da Fazenda Nacij nal ? Dr, JOSÊ CARLOS DE ALMEIDA LEMOS, / Sala das Se s6- - , em 04 ,.:, julho de 1989 ' / (/1110"- HELVIO ES 4 E50 BARCELOS - P'ESIDENTE JeSÉ LOP E'NANBES ' LATOR •n Nqr 41,04111 JOS ARLOyDE AL 'IDA LEMOS - PROCURADOR-REPRESENTANTE lir DA FAZENDA NACIONAL VISTA EM SESSA0 DE AGO 1989 Participaram p ainda ? do presente julgamento, os Conselheiros OSVALDO TANCREDO DE OLIVEIRA, ALDE DA COSTA SANTOS JUNIOR, ELIO ROTHE, OSCAR LUIS DE MORAIS, HELENA MARIA POJO DO REGO e SEBASTIA0 BORGES TAQUARY. kl .50 02- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 26 . 512.4 O O , 023/87 -41 Recurso n.o: 81,377 Acordão n.o: 202-02,610 Recorrente: USINA COSTA [D ISTO S.A. A .I;ÓCAR E ALCOOL, RELATÓRIO Apurou,se na notificação inicial que a empresa epigra fada deixou de recolher a contribuição para o Instituto do Açucar e Alcool e o adicional respectivo, ambos no montante total de Cz$ 1,449.181,01, dados como infringidos os arts. 39 e 69, §§ 29 e 4?, do Decreto-.-ler n? 308/67 ? art. 19, §§ 19 e 29, do Decreto-lei n? 1952, combinados com o art. 4° e seus §§ do Decreto n? 62388168 e art. 59 da Resoluçà'o n9 2.a05168, debito relativo ao més de agosto de 1987. Alega-se na impugnação: 11 a legislação que fundamenta a cobrança da contribuição e seu adicional se destinou a estabele— cer uma politica de estratégias e programas, criando uma estrutura capaz de prover o desenvolvimento e aperfeiçoamento do setor sucro alcooleiro do pais, com supedãnio no art. 163, §. Unica, da Consti tuição Federal, justificando.se a intervenção no domínio econOmico, com a contrapartida de realizar o IAA as suas funç6es legais; 2) a exigência e ilegitima pois a Autarquia não cumpre as final ida -es para as quais foi instituida, pondo o setor industrial, ao in — vós, ã beira de um colapso sem precedentes, tanto que se compOs,Na traves do Decreto n? 93.605/85, uma Comissão Interministerial, vi sando ã recuperação financeira desta atividade agro-industrial; 3) impugna a fixação de preços do açúcar segundo parâmetros que di,s tinguem as vérias regiSes produtoras, discriminação que ofende o principio constitucional da igualdade de todos perante allei; 4) ressalta que a inci'dência do adicional, ao invés de incidir sobre o preço oficial do produtor, recai sobre a composição do faturame,n segue - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL - Processo n? 26,512=400,G23187=41 03 Acórdão n? 202-02,610 to, incluindo os encargos fiscais do PtS, FINSOCIAL, ICM, elasté rio que a lei não autorizou; 51 impugna, afinal, a cobrança da correção monet5ria, com base no Decreto-lei n? 2,323187, que se referiu ao PIS-PASEP e aos empréstimos compulsórios. A decisão de primeira instância, depois de breve re latório dos fatos, ressalta que a falta denunciada está plena mente comprovada e que a multa, os juros de mora e a correção monet5ria, são acréscimos conseqUentes ao não-recolhimento da contribuição e do adicional, por força da legislação especTfica a das normas do CTN, Por isso, julgou procedente a exigência, acrescida da multa de 100%, N ex=vi do 4? do art, G? do Decreto-lei n? 308167, mais juros de mora e correção monetária, de acordo com o Decreto-lei n? 2.323187, J5 sob a jurisdição da Secretaria da Receita Federal, por força do disposto no Decreto=lei n? 2,471188 (art. 39, §, 2?), a Delegacia da Receita Federal de Limeira, SP, tendo em vista j5 ter decorrido o prazo de que trata o art, 5? da Resolução IAA n? 2,005/68, entendeu de intimar a empresa a comprovar o re colhimento do debito e seus acréscimos legais, o que se cumpriu em 28,11.88. Esta notifcação motivou a petição da interessada, protocolada em 14,12.88, alegando j5 ter manifestado o seu apelo em 20 . 0-5 .88 (fls. 34), k- Nesta peça agora apensa, inicialmente reclama da fal ta de fundamentação da decisão recorrida, ratificando, no nérito, as alegaçóes da fase impugnatória, protestando afinal contra a multa de 100% aplicada, incabivel no caso, eis que inocorreu a hipótese da reincidência. E o relatório, segue = 5? SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL - Processo n9 26,512-400,0231874,1 04 AcOrdão n9 20202,610 VOTO DO CONSELHEIROn,RELATOR JOSE. LOPES FERNANDES Tanto na notificação de lançamento, como na decisão recorrida, vêm explicitados os fundamentos legais da exigêntia, que assim podem ser resumidos; a contribuição foi •instituída pelo Decreto- lei n? 308, de 28,02,67 (art. 391, enquanto que o adicional so breveto com o Decreto-lei n9 1.952182, com relação aos fatos ge redores ocorridos a partir de sua vigência (15.07.32); a cobrança dos juros de mora sobre os credi — tos não liquidados no vencimento esta genericamente autorizada pelo CTN (lei n? 5.172166, art e 161) e posteriormente, de forma especifica, para os débitos fiscais pela Lei n9 5,421168 (art. 29) e Decretos-leis n9s 3.323/87 (art. 16) e 2331/87; - a multa de 20% apontada na notificação obede ce a este percentual quando o debito for liquidado em 20 dias conforme dispOe o art, 49 do Decreto nV 62388/68, com matriz no Decreto-lei n9 308167. Ultrapassado este prazo, a penalidade sobe para 50%, no julgamento do processo em primeira instância, como está' previsto no art. G?, § 29, do citado decreto,elei n? 308167, que no §. 49 do mesmo dispositivo a duplica para 1002, nos casos de reincidência que ficou definida pela Resolução n9 2.005/68 (art. 12, único). As razaes de recurso, invocando inconstitucionáli2da— de ou ilegalidade da regulamentação da contribuição e seu adicto na], ou o não-cumprimento pelo IAA das funçEes que a lei lhe Na tribuiu, vindo a ilegitimar a exigência, são questaes cuja apre ciação escapam 5 competência desta instância administrativa. No entanto, quanto ã' penalidade aplicada, procede a alegação da Recorrente; não esta comprovada no processo a exi,s tência de inscrição de divida anterior, pelo que, cabe a redução da multa a 50%, pelo que dou provimento parcial ao recurso, segue:verso,: Processo n? 26,512400423/87,41 Acõrdà-o n? 202 ,r02,610. - Sala das Sessões ern 04 de julho de 1989 OSÊ LOI4TFERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 11075.001377/96-53
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri May 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/06/1991 a 31/03/1992
Preliminar. Nulidade
FINSOCIAL - LANÇAMENTO - COMPENSAÇÃO NA CONTABILIDADE ANTES DA IN 21/97. DEVIDAMENTE VERIFICADA PELO FISCO.
Os valores constantes do lançamento estão corretos. A fiscalização deveria ter considerado a compensação dos valores lançados realizada na contabilidade.
Procedente o lançamento no que tange aos valores constituídos, mas extinta a relação obrigacional tributária PARCIALMENTE pela compensação, nos limites do relatório de fiscalização de fls. 703 a 709.
Embargos de Declaração Parcialmente Providos.
Numero da decisão: 3101-001.243
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, em Dar Parcial Provimento aos Embargos Declaratórios na forma do voto da relatora.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Ricardo Mineiro Fernandes e Vanessa Albuquerque Valente.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/06/1991 a 31/03/1992 Preliminar. Nulidade FINSOCIAL - LANÇAMENTO - COMPENSAÇÃO NA CONTABILIDADE ANTES DA IN 21/97. DEVIDAMENTE VERIFICADA PELO FISCO. Os valores constantes do lançamento estão corretos. A fiscalização deveria ter considerado a compensação dos valores lançados realizada na contabilidade. Procedente o lançamento no que tange aos valores constituídos, mas extinta a relação obrigacional tributária PARCIALMENTE pela compensação, nos limites do relatório de fiscalização de fls. 703 a 709. Embargos de Declaração Parcialmente Providos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, em Dar Parcial Provimento aos Embargos Declaratórios na forma do voto da relatora. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Ricardo Mineiro Fernandes e Vanessa Albuquerque Valente.
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Nulidade FINSOCIAL LANÇAMENTO COMPENSAÇÃO NA CONTABILIDADE ANTES DA IN 21/97. DEVIDAMENTE VERIFICADA PELO FISCO. Os valores constantes do lançamento estão corretos. A fiscalização deveria ter considerado a compensação dos valores lançados realizada na contabilidade. Procedente o lançamento no que tange aos valores constituídos, mas extinta a relação obrigacional tributária PARCIALMENTE pela compensação, nos limites do relatório de fiscalização de fls. 703 a 709. Embargos de Declaração Parcialmente Providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, em Dar Parcial Provimento aos Embargos Declaratórios na forma do voto da relatora. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 07 5. 00 13 77 /9 6- 53 Fl. 794DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 30 /01/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11075.001377/9653 Acórdão n.º 3101001.243 S3C1T1 Fl. 4 2 VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Ricardo Mineiro Fernandes e Vanessa Albuquerque Valente. Relatório Tratase de Embargos Declaratórios, interposto pela Procuradora da Fazenda Nacional em Brasília/DF, em face de omissões e contradição que ela diz ter verificado no v.acórdão, de fls. 723/726 proferido pela Primeira Turma da Primeira Câmara da Terceira Seção do CARF. O referido acórdão traz a seguinte ementa do voto condutor, que por unanimidade de votos, deu provimento parcial ao Recurso Voluntário: “Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/06/1991 a 31/03/1992 Preliminar. Nulidade FINSOCIAL – LANÇAMENTO – COMPENSAÇÃO NA CONTABILIDADE ANTES DA IN 21/97. DEVIDAMENTE VERIFICADA PELO FISCO. Os valores constantes do lançamento estão corretos. A fiscalização deveria ter considerado a compensação dos valores lançados realizada na contabilidade. Procedente o lançamento no que tange aos valores constituídos, mas extinta a relação obrigacional tributária pela compensação, nada sendo devido pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte.” Ocorre que a Recorrente registrou nos presentes Embargos Declaratórios que houve omissões sobre importante ponto para o deslinde da questão, ou seja, o acórdão se fundamentou na ausência de previsão sobre procedimento específico para a compensação, quando já havia sido editada a IN 67/92, que disciplina o assunto, bem como, entendeu ter incorrido em omissão quando não se manifestou sobre o art. 170 do CTN. Ainda, verificou ter havido contradição entre a ementa do julgado e suas razões de decidir, pois, de um lado, temse consignado que nada é devido pelo contribuinte, conforme consta na ementa e de outro lado, o voto condutor conclui que a autuação foi extinta parcialmente pela compensação. Fl. 795DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 30 /01/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11075.001377/9653 Acórdão n.º 3101001.243 S3C1T1 Fl. 5 3 Assim, a Recorrente, aguarda o provimento do presente recurso de Embargos de Declaração, para sanar os vícios acima apontados. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Valdete Aparecida Marinheiro, Relator Observase que os presentes embargos de declaração aponta, no entender da Recorrente, duas omissões, ou seja, a) omissão quanto a IN 67/92 e b) quanto a não manifestação sobre o art. 170 do CTN. Analisando a suposta primeira omissão, alegada pela Recorrente, dela vou discordar, pois, a IN 67/92 considerada por muitos na época de sua edição por “Ditadura Democrática” ou Ditadura Ditatorial” afrontou o direito postestativo à compensação dos contribuintes, tentando inviabilizar o condão legal insculpido na Lei nº. 8.383/91, artigo 66. Mas com o crescente número de julgados afastando as exigências da IN 67/92, veio à sanção da Lei 9.250/95 que emendou o § 1º, do artigo 66, da Lei 8.383/91. Na seqüência a Lei nº. 9.430/96, o instituto da compensação sofreu algumas evoluções e aspecto relevante em tudo isto foi o fato de ter a IN 21/97 revogado expressamente a conturbada IN 67/92 afastando em definitivo as ilegalidades que continha. Assim, o voto condutor do acórdão embargado, não se omitiu quanto a IN 67/92, pois, está estava revogada na data do julgamento, não mais se aplicando e a IN 21/97 convalidou as compensações efetivadas pelo contribuinte. Quanto à segunda omissão, falta de manifestação sobre o artigo 170 do CTN, também, não reside razão a Recorrente, pois, essa análise não é matéria pertinente ao caso, a compensação foi feita pelo contribuinte em sua contabilidade, de tributo considerado inconstitucional, houve diligência para instrução do processo, para a verificação da materialidade da compensação e ficou provado que todos esses fatos ocorreram, os valores foram apurados, o contribuinte concordou com os valores apurados, a decisão reconheceu a compensação e o lançamento veiculado em auto de infração foi extinto. Com relação a contradição entre a ementa do julgado e suas razões de decidir do voto condutor e suas razões de decidir do voto condutor é importante considerar que a compensação se fará nos limites do relatório de fiscalização de fls.703 a 709. Isto posto, DOU PARCIAL PROVIMENTO aos embargos de declaração para rerratificar o Acórdão recorrido, sem efeitos infringentes, para julgar “procedente o lançamento no que tange aos valores constituídos, mas extinta a relação obrigacional tributária parcialmente pela compensação, no limite do relatório de fiscalização de fls. 703 a 709”. Relator Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 796DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 30 /01/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11075.001377/9653 Acórdão n.º 3101001.243 S3C1T1 Fl. 6 4 Fl. 797DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 30 /01/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 11020.001963/2007-93
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 11/11/2004 DECISÃO ADMINISTRATIVA DEFINITIVA. O presente processo não trata de pedido de restituição e sim, exclusivamente, de declaração de compensação. O pedido de restituição foi apreciado e julgado administrativamente em outro processo e não cabe, aqui, discutir novamente direito creditório para o qual já houve decisão definitiva no âmbito administrativo. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-001.669
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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O presente processo não trata de pedido de restituição e sim, exclusivamente, de declaração de compensação. O pedido de restituição foi apreciado e julgado administrativamente em outro processo e não cabe, aqui, discutir novamente direito creditório para o qual já houve decisão definitiva no âmbito administrativo. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 29/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Relatório Trata o presente de Declaração de Compensação, transmitida no dia 11/11/2004, não homologada pela DRF de Caxias do Sul RS (fls. 51/53) porque o crédito utilizado pela recorrente foi indeferido em PER/DCOMP, controlado no Processo nº 13016.000927/200292, cuja ciência do indeferimento do crédito ocorreu no dia 07/12/2004. O processo do crédito foi definitivamente julgado no âmbito administrativo em desfavor da recorrente. Ciente da decisão, a empresa interessada ingressou com a manifestação de inconformidade de flse. 66/78, cujas razões estão sintetizadas no relatório do acórdão recorrido, que leio em sessão. A 2a Turma de Julgamento da DRJ em Juiz de Fora MG indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 0933.278, de 25/01/2011, cuja ementa abaixo transcrevo: DECISÃO DEFINITIVA Não cabe discutir direito creditório para o qual já houve decisão definitiva no âmbito administrativo, indeferindo igual pleito da contribuinte. A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 21/02/2011, conforme AR de fle. 87, e, discordando da mesma, ingressou, no dia 11/03/2011, com o recurso voluntário de flse. 89/102, no qual discorre sobre a origem do crédito utilizado na compensação declarada, o prazo para pleitear restituição e o direito à compensação a que se refere a Lei nº 8.393/91, para concluir pedindo o reconhecimento do crédito utilizado na compensação. Na forma regimental, o recurso voluntário foi a mim distribuído. É o Relatório. Voto Conselheiro Walber José da Silva, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais preceitos legais. Dele se conhece. Como relatado, a empresa apresentou declaração de compensação utilizando crédito solicitado em outro processo e que restou sendo indeferimento o pedido de restituição. No seu recurso voluntário a empresa pretende discutir, novamente, o crédito utilizado na compensação declarada, matéria já decidida no Processo nº 13016.000927/2002 92, pleiteando o seu reconhecimento. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11020.001963/200793 Acórdão n.º 330201.669 S3C3T2 Fl. 2 3 Como disse a decisão recorrida, o crédito a que se refere a recorrente foi indeferido no âmbito administrativo, com decisão definitiva (arts. 42 e 43 do Decreto nº 70.235/72), não cabendo mais a sua rediscussão, ainda mais neste processo que trata exclusivamente de declaração de compensação e não de pedido de restituição. No mais, com fulcro no art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991, adoto e ratifico os fundamentos do acórdão de primeira instância. Por tais razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walber José da Silva 1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: [. . .] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 15467.002559/2009-19
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
ISENÇÃO. PROVENTOS DE APOSENTADORIA. PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE.
Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2201-002.103
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente.
Assinado digitalmente
Walter Reinaldo Falcão Lima - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Rodrigo Santos Masset Lacombe, Odmir Fernandes (Suplente Convocado), Walter Reinaldo Falcão Lima, Guilherme Barranco de Souza (Suplente Convocado) e Pedro Paulo Pereira Barbosa. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCAO LIMA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 ISENÇÃO. PROVENTOS DE APOSENTADORIA. PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Rodrigo Santos Masset Lacombe, Odmir Fernandes (Suplente Convocado), Walter Reinaldo Falcão Lima, Guilherme Barranco de Souza (Suplente Convocado) e Pedro Paulo Pereira Barbosa. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad.
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PROVENTOS DE APOSENTADORIA. PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Rodrigo Santos Masset Lacombe, Odmir Fernandes (Suplente Convocado), Walter Reinaldo Falcão Lima, Guilherme Barranco de Souza (Suplente Convocado) e Pedro Paulo Pereira Barbosa. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 46 7. 00 25 59 /2 00 9- 19 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 30/ 04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 2 Relatório Por descrever bem os fatos, adoto o relatório do acórdão de primeira instância (fls. 56), que reproduzo a seguir: “Em procedimento de revisão interna de declaração de rendimentos foi lavrada a notificação de lançamento, de fls. 02/04 e verso, relativa ao exercício 2005/anocalendário 2004, em que o valor do crédito tributário apurado foi de R$ 14.566,13 (fl. 02 verso). De acordo com a Descrição dos Fatos, de fl. 04 verso, foi apurada Omissão de Rendimentos Sujeitos à Tabela Progressiva, no valor de R$ 22.700,81. As fls. 03 e 04 verso constam os dispositivos legais considerados adequados pela autoridade fiscal para dar amparo ao lançamento. Inconformada, a contribuinte apresentou a impugnação de fl. 01, juntamente com os documentos de fls. 05/37, requerendo a aplicação da Lei n° 10.741, de 01/10/03, arts; 2°, 3° e seguintes (Estatuto do Idoso) e alegando, em síntese, que foi constatado no plantão fiscal que o lançamento foi devido ter ela informado na declaração que seria dependente de seu esposo José de Oliveira, CPF n° 030.635.50787. Ocorre que ele apresentou declaração em separado com todos os valores por ele recebidos e ela, em sua declaração, argui não ter abatido qualquer valor sobre isto, em que cada um apresentou os seus rendimentos sem abatimentos sobre dependência. Acrescenta que, conforme foi determinado pelo fiscal, está sendo providenciada uma nova declaração via internet, corrigindo a anterior, pois foi verificado que apresentaram declarações em separado.” À vista dos argumentos e documentos trazidos aos autos, a 2a Turma da DRJ/Rio de Janeiro II apreciou a questão relativa à isenção do IRPF dos rendimentos percebidos por pessoas portadoras de moléstia grave, não a reconhecendo neste caso em virtude de o laudo pericial (fls. 25) não conter “literalmente a expressão ‘neoplasia maligna’, moléstia incluída no rol de doenças isentivas para o imposto de renda. Consta naquele documento o seguinte diagnóstico: Comedocarcinoma mama direita. A ementa do acórdão recorrido (fls. 55 a 58) foi assim redigida: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. Para serem isentos do imposto de renda pessoa física, os rendimentos deverão necessariamente ser provenientes de pensão, aposentadoria ou reforma, assim como deve estar comprovado por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Fl. 106DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 30/ 04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 15467.002559/200919 Acórdão n.º 2201002.103 S2C2T1 Fl. 106 3 Municípios, que a interessada é portadora de uma das moléstias apontadas na legislação de regência. Impugnação Improcedente” Cientificada do acórdão de primeira instância em 22/10/2012, conforme Aviso de Recebimento de fls. 61, a Interessada interpôs, em 16/11/2012, o Recurso de fls. 64 a 68, juntamente com os documentos de fls. 69 a 100, alegando, em suma, que; a) o termo “carcinoma” é utilizado para designar tumor maligno, ou seja, o mesmo que “neoplasia maligna”, e que, a enfermidade que lhe acometeu está prevista expressamente no rol taxativo da Lei n o 7.713, de 1988, art. 6o, inciso XIV; b) sua aposentadoria foi concedida por ter sido reconhecida sua invalidez, decorrente da aludida enfermidade, nos termos da Lei Municipal do Rio de Janeiro no 94 (fls. 77 a 100), de 14/03/1979, como faz prova o documento de fls. 24; c) nossos julgadores firmaram o entendimento no sentido de que, reconhecida a doença, não há necessidade de comprovar os sintomas que estão acometendo p contribuinte, nem mesmo que o laudo seja atual e que a enfermidade tenha retornado, pois o alcance que a Lei pretende é diminuir os encargos financeiros que a doença impõe aos contribuintes. Diante do exposto acima requer o deferimento de seu recurso. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima, Relator O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Nos termos do disposto no art. 6°, incisos XIV e XXI, da Lei n° 7.713, de 1988, com a redação que lhe foi dada pela Lei n° 11.052, de 2004, c/c o art. 30 da Lei n° 9.250, de 1995, abaixo reproduzidos, a isenção dos rendimentos de aposentadoria recebidos por portador de moléstia grave, a partir de 01/01/1996, depende da comprovação dos seguintes requisitos, cumulativamente; comprovação da doença por intermédio de laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, e que os rendimentos estejam relacionados à aposentadoria, reforma ou pensão, sendo que o benefício em questão retroage à data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial oficial. Lei n° 7.713, de 1988 “Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: Fl. 107DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 30/ 04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 4 [...] XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; (Redação dada pela Lei nº 11.052, de 2004) [...] XXI os valores recebidos a título de pensão quando o beneficiário desse rendimento for portador das doenças relacionadas no inciso XIV deste artigo, exceto as decorrentes de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão. (Incluído pela Lei nº 8.541, de 1992) (Vide Lei 9.250, de 1995)” Lei nº 9.250, de 1995 “Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1º O serviço médico oficial fixará o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle. [...]” No caso em apreço o órgão julgador de primeira instância, embora tenha reconhecido que os rendimentos recebidos, no montante de R$ 22.700,81, referemse à aposentadoria, não acatou a isenção alegada, em virtude de o laudo pericial apresentado não conter “literalmente a expressão ‘neoplasia maligna’, moléstia incluída no rol de doenças isentivas para o imposto de renda”, mas sim a identificação da enfermidade como sendo “Comedocarcinoma mama direita”. Conforme Portaria “P” nº 78, de 10 de janeiro de 1985 (fls. 27), e Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro (cópia ás fls. 34), a Recorrente foi aposentada naquela data nos termos do inciso I do art. 71, c/c arts. 72 e 92 da Lei nº 94, de 14/03/1979, cuja cópia foi juntada às fls. 77 a 100, sendo oportuno reproduzir os artigos acima citados: Art. 71. O funcionário será aposentado: I – por invalidez; [...] Fl. 108DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 30/ 04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 15467.002559/200919 Acórdão n.º 2201002.103 S2C2T1 Fl. 107 5 Art. 72. O funcionário aposentado por invalidez, decorrente de acidente de serviço, moléstia profissional ou doença prevista no art. 92, terá provento equivalente ao vencimento do cargo efetivo acrescido das vantagens percebidas em caráter permanente. Parágrafo único. Nos demais casos de aposentadoria por invalidez o provento será proporcional ao tempo de serviço. [...] Art. 92. Será aposentado o funcionário acometido de tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira posterior ao ingresso no serviço público municipal, lepra, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloatrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de Paget (ostite deformante). § 1º. Será também aposentado o funcionário que, com base nas conclusões da medicina especializada, for considerado doente irrecuperável para o serviço público. § 2º. Na hipótese de que trata este artigo e seu § 1º a inspeção será feita por uma junta de, pelo menos, três médicos. Assim, como a Contribuinte foi aposentada por ter sido diagnosticada como portadora de uma das doenças especificadas no caput do art. 72, acima transcrito, e como todas as enfermidades ali descritas estão também discriminadas como moléstia grave, para fins de isenção do imposto de renda, no art. 6º, XIV, da Lei nº 7.713, de 1988, resta claro o direito à isenção pleiteada. Dessa forma podese concluir que a moléstia que acometeu a Recorrente, “Comedocarcinoma mama direita”, está enquadrada como “neoplasia maligna”, entre as doenças ali citadas. Cumpre assinalar que, quando da emissão do laudo em questão (fls. 25), 25/09/1984, ainda não havia sido editada a Lei nº 7.713, de 1988, que instituiu a isenção do imposto de renda aos portadores das moléstias graves discriminadas naquela norma. Assim descabida a exigência de que o citado laudo contivesse a discriminação da enfermidade como sendo “neoplasia maligna”, para fins de reconhecimento da isenção. Por tais razões voto por DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Fl. 109DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 30/ 04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 6 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 30/ 04/2013 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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Numero do processo: 10950.005097/2009-16
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2401-000.222
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
Nome do relator: MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA
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Elias Sampaio Freire Presidente Marcelo Freitas de Souza Costa Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares., Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 03/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10950.005097/200916 Resolução n.º 2401000.222 S2C4T1 Fl. 51 2 RELATÓRIO Tratase de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte acima identificado, com fundamento na inobservância da obrigação tributária acessória prevista na Lei nº 8.212/1991, no art. 32, inciso I, que consiste em a empresa deixar a empresa de preparar folha(s) de pagamento(s) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 08/10 foi constatado que a empresa apresentou as folhas de pagamento do período de janeiro de 2004 a dezembro de 2008, em arquivos digitais, onde não constam às remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados da Previdência Social que lhe prestaram serviços Constatou a fiscalização a ausência de segurados tanto nos arquivos digitais de janeiro a 2004 a dezembro de 2008, quanto nas folhas de pagamento impressas apresentadas, relativas ao período de junho de 2006 a dezembro de 2008. Inconformada com a decisão de fls. 35 a 37, que julgou procedente a autuação, a autuada apresenta recurso voluntário a este conselho alegando em apertada síntese: (...) que os valores pagos aos prestadores dos serviços autônomos foram todos registrados e indicados à previdência social, conforme solicitada à legislação vigente. Tanto é verdade que os RPAs foram todos emitidos, inclusive fazendo o devido registro contábil destes pagamentos. Alega o fiscal que não consta da folha de pagamento impressa tais informações. No entanto, há que se registrar que tais informações foram apresentadas em arquivos digitais (SVA). Portanto, não há que se falar em descumprimento de obrigação acessória, muito menos de omissão de informações quanto aos prestadores de serviços autônomos .... Discorre sobre a necessidade de haver correlação entre o fato que motivou a autuação e a capitulação legal; Entende ter ocorrido ofensa aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, bem como pelo fato de não haver ocorrido descumprimento de obrigação acessória; Por fim, requer o acolhimento das alegações para declarar nulo o auto de infração, ou, que no mérito seja dado provimento ao recurso. É o relatório. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 03/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10950.005097/200916 Resolução n.º 2401000.222 S2C4T1 Fl. 52 3 Voto Conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa, Relator O recurso é tempestivo e estão presentes os pressupostos de admissibilidade. Embora o presente processo esteja com recurso devidamente formalizado, rebatendo vários aspectos da decisão de primeira instância, há nos autos uma questão de caráter preliminar que poderá influenciar na procedência ou não do lançamento. Tratase da informação trazida pela recorrente e confirmada por este relator, acerca da existência de recurso administrativo nos autos do processo 10950.004252/200979, que já se encontra no CARF, mas ainda não fora distribuído à turma competente. Referido processo versa sobre a exclusão da recorrente do SIMPLES e do SIMPLES NACIONAL, fato que ensejou a lavratura da presente autuação. A decisão final daquele processo trará reflexo à presente autuação, razão pela qual o presente julgamento deverá ficar sobrestado. Desta forma, devem os autos voltar à origem para ficar sobrestado até a decisão final, COM TRÂNSITO EM JULGADO do processo 10950.004252/200979, ocasião em que deverá retornar com cópia do Acórdão para o julgamento por esta turma. Ante ao exposto, VOTO no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para cumprimento das determinações supra mencionadas. Após o cumprimento da diligência, deverá ser aberto prazo para manifestação do recorrente, caso queira. Marcelo Freitas de Souza Costa Fl. 63DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 03/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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