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Numero do processo: 13886.000144/92-45
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Recorrida DRF EM L1MELRA - SP. DECORRENCIA • A decisão de mérito proferida pelo Colegi,mio no julgamento do recurso interposto no processo principal inslauado contra a pessoa jurí- dica, es .tende'se ao litígio decorrente relacionado com a contribuição para o PTS/REPUME. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por STACK ENGENHARIA E FUNDAÇOES LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira C'ámara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidae de votos, DAR provimento ao recurso, nos Lermos do rel.ateário e voto que passam a integrar o pre' sente julgado. :;t .L . as SessCes, em 19 de agosto de 1994 ' "lefrAd% MAR - PRESIDENTE ( \TT- //, / 1:;:. A H C: S O DE: É-1S S '3 -rn-tr.;:,0.1,1:00, - RE.ATOR ',JUSTO EM .,/ - PROCURADOR DA FA SESSNO DEN t 1:: E 1 .1,1'.,1DO (,” 1k. E. 1 P4 0 E: I YIOR I DA 1 .-1A t1: 1:011Át. 16 SI: I- 1994 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- rosN jEZER DE OLIVEIRA CANDIDO, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL, KAZUKI SHIOBARA, ROBERTO WILLIAM GONÇALVES e SEBASTIA0 RODRIGUES BRAL.„. .:J. SERVIÇO IRAUW FEDERAL MINTSTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR. 13886-000.144192-45 RECURSO NR.: 79.741 ACORDO NR.: 101-86.016 RECORRENTE : STACK ENOENHARIA E FUNDAVOES LTDA. R, g"._ L T R. 1 STACK EfiGENHARTA E.: FUNDAÇOES LTDA., qualificado nos au- tos, inconformadoLcom a decis'ao de lo grau que manteve a. exigOncia do re,colhimento da c,m1tribuiçao para o PIS/REPIQUE nos exercícios de 1987 e 1988, articula recurso tempestivo, nos termos da petiçao de fls. 68/71. A exigOncia iniciou-se com o Auto de Infra0o de fls. 03/05, como decorr-Oncia do que consta do processo orlginal nr. 13886-000.140/92-94 no qual foi apurada reduçao indevida na base de cálculo do Imposto de Renda, gerando insuficiOncia na determinag'ão da base de cálculo desta contribuiço. Ao apreciar a impugnaçao da empresa, o julgador singu- lar julgou o Lançamento procedente, determinando a majorag%o da multa de ofício, para 150%, nos termos dos ar ta 71, 72 e 73 da Lei nr. 4.502/64, reabrindo prazo para nova jmpugnaçao, eis que no processo principal a multa. foi igualmente majorada para 150%. Ingressou a interessada com pedido de reconsidera0o endereçado ao primeiro Conselho de Contribuintes, sendo o mesmo apre- ciado como nova Smpugnaçao, oportunidade em que a autoridade monocra- -- tica moiIteve a. majoraçad da multa de oficio para 150%. -,---.,,,- . . n,4 (..,-(vvi , '', i , ,,... , , , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL I"' R O CE: SSf. 1 .3886 0(30 „ 4..P.:3/ 92' d1 1 () .1. J( Seg t.t sy:.! c-) pes C:t t 5 d fis,. 69/ 71. „ .1 a reco r" rei) teed 's e o t: mo jtIc.4 iitc1,:3 em con "t.o o n p tonop C) Cf:2550 'Z. :in. t. t.t C's C: 011 r X pX2 5 5 O t c: A • 11::: o ri tório „ , , • ,-* SERVIÇO PUBLICO FEDERAL MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR. 13886-000.144/92-45 ACORDnO NR. 101-87.016 11. Q. I. Q. Conselheiro :FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, Relator: A cobrança da contribui0o para o Fundo de Investimento Social -- PIS/REPIQUE, de acordo com a prova dos autos, se reflete por mera decorr@ncia do que a fiscaliza0o externa do imposto de renda apurou, ao proceder • auditoria. contábil -fiscal da decorrente. Consta, quanto ao pleito matriz desta decorrncia„ que a. postulante, de acordo com os elementos que comp3em o processo origi- nal, praticou as irregularidades retro-transcritas. No caso de empres .a prestadora de serviços, a contri- buiço ao Programa de Iniegraço Social da modalidade de P1S/REPIQUE, é calculada sobre o valor do imposto de renda devido oucomo se devido fosse, como determina a Lei Complementar nr. 07, de 7 de setembro de 1970, para ser recolhido com recursos próprios da empresa. Caso o Con- tribuinte reduza. indevidamente o resultado do exercicio, o câlculo da citada contribuiçãb se recompffe, em parcela proporcional. ao imposto de renda devido sobre o valor com o qual se refez o lucro real tributá- vel. Releva notar que esta Câmara, ad julgar o Recurso nr. 105.994, intv.mmosto no processo principal, acolheu. a preliminar . de de - cadOncia do direito de lançar o exercido de 1987, e, no meríto, deu provimento ao recurso, nos lermos do AcórdWo nr ” 101,-86.895, de 16.08.94. Também no presente feito a decadOncia operou-se em re- lac.Wo ao exercido de 1987. /' (_.:/ • N , A,\ • 'ft . • . i,. ,,, ,, .. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL P RO S5.5 O KIR 8:::3 d') O O /92 4 5 N::: 6 rdã'..0 101. ASS M f ei t a :1,31 t fn r L 2:i o et im7.. c: C.? f' E? t.0 C: • 5 :i ci 1:3 ci tf!!! o 1 a a p c:, c: c? sys o ma I ... r z c: o n ss t :1„ t. p t g ;:';ci o a p 1:1 c:: v 1. p • o c: (-2iss o <:1 c:c) r .; „ a c: o .1. t"lo pr e? 1. fn n r cie cl ecad On ci o d .0 c:lei!1 •i.11 !;:a 1' O e X ?:•:,2 1' C::1 C: :j „ „ '1 o frK 3' :1 „ pe.! p ille?1"1 tc c:t.i. (. ) !I e (1.1 f'3"' d a g c41''' "( c) ci tJ( - 'L` k„ A ? FRANCISCO 1)E, ASSIS 11„ - IDA RELAJOR 1.4k . • Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 11080.006368/2004-97
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PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. A concomitância de processos nas esferas administrativa e judicial é aferida pelo objeto e não pela causa de pedir. As questões decididas incidentalmente no processo não fazem coisa julgada, a teor do art. 469, III, do CPC. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS RECONHECIDOS EM AÇÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. As unidades da Receita Federal devem cumprir as decisões judiciais, provisórias ou definitivas, que autorizem o contribuinte a efetuar MINISTÉRIO DA FAZENDA compensação antes do trânsito em julgado da ação, nos termos da Segando Cante% ae Conaibuintet Solução de Consulta Interna n2 10, de 11/03/2005. CONFERE COM O ORIGINAL &adia-DF. Z / 12006 COMPENSAÇÃO. LIMITES. DECISÃO JUDICIAL. Aplica-se a legislação superveniente se esta for mais favorável ao lérat•ofuji contribuinte do que aquela em vigor à data em que foi proferida a S.crfln.daSsutdsCêman decisão judicial que determinou a compensação. Interpretação expressa na Solução de Consulta Interna n 2 10, de 11/03/2005, e na Nota Cosit n2 141, de 23/05/2003. COMPENSAÇÃO. PIS. PAES. Até a publicação da Medida Provisória n2 219, de 30/09/2004, não havia impedimento legal à compensação de créditos do PIS com parcelas do PAES. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por VARIG S/A — VIAÇÃO AÉREA RIOGRANDENSE. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Fizeram entações orais o Dr. André Simão Santos, advogado da recorrente, e o Dr. Sandr. Lrandi Adão, 'rocurador-Representante da Fazenda Nacional. Sala das Sessões, em 6 de dezembro de 2005. — eáate difnio Carlos Atulim Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, Antonio Zomer, Evandro Francisco Silva Araújo (Suplente), Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. Ausente o Conselheiro Raimar da Silva Aguiar. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA ,S egundo Conse lho de Contribuintes CC-MFMinistério da Fazenda CONFERE COM O ORIGINAL/ Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Brasilia•DF. em Z. lj____11.79 Processo n2 : 11080.006368/2004-97 uz Thafuji Recurso n2 : 129.612 Secreto'. da Segunda Câmara Acórdão n2 : 202-16.751 Recorrente : VARIG S/A — VIAÇÃO AÉREA RIOGRANDENSE RELATÓRIO Trata o presente processo da não-homologação das declarações de compensação que foram apresentadas ao amparo das tutelas antecipadas concedidas nos Processos n2s 94.0013010-4 e 2002.51.01.001474-9, os quais tramitam atualmente pelo TRF da 2 Região. Em 16/08/2000, na Ação Ordinária n 2 94.0013010-4, a Varig obteve tutela antecipada para efetuar a compensação do valor equivalente a 94.305.857,08 Ufirs, relativo ao PIS que recolhera com base nos DL n 2s 2.445 e 2.449, ambos de 1988, com parcelas vincendas da mesma contribuição, conforme deflui dos documentos de fls. 108/109, 118/119 e 124.. Em 24/03/2004, na Ação Ordinária n2 2002.51.01.001474-9, a empresa obteve tutela antecipada para corrigir os recolhimentos indevidos, a título de PIS, referente ao período de julho de 1988 a dezembro de 1995, com base na taxa Selic, conforme se pode conferir nas fls. 128/134. Nas declarações de compensação, em formulários de papel (fls. 04/05), a empresa compensou créditos relativos ao PIS reconhecidos nos processos judiciais acima, com dívidas do parcelamento de que trata a Lei n2 10.684, de 30/05/2003 (PAES), enquanto que nas declarações de compensação apresentadas via internei, compensou os créditos de PIS com débitos relativos ao próprio PIS e com a Cofins. Em 31/08/2004, antevendo que as declarações de compensação com dívidas do PAES não seriam homologadas, a Varig impetrou dois mandados de segurança, objetivando a expedição de certidão positiva de débito com efeito de negativa, elencando como uma das causas de pedir a compensação de débitos das prestações do PAES com os créditos reconhecidos nas ações judiciais acima. . . A DRF em Porto Alegre — RS fundamentou a não-homologação das compensações com os seguintes argumentos: 1) as decisões judiciais que determinaram a compensação violaram o art. 170-A do crN e o art. 74 da Lei n2 9.430/96, que vedam a compensação de créditos tributários pleiteados em ação judicial antes do trânsito em julgado; 2) não existe previsão legal para a compensação de créditos de PIS com dívidas do PAES. A DRJ em Porto Alegre -RS, por meio do Acórdão n2 5.226, de 17/02/2005, indeferiu a manifestação de inconformidade da Varig, nos seguintes termos: 1) rejeitou o pedido de anulação do despacho deéisório da DRF de origem, por ser a nulidade inaplicável ao caso concreto; 2) não conheceu do pedido referente aos créditos de PIS do período de julho de 1988 a dezembro de 1995, bem como sua atualização, e da compensação destes com dívidas do PAES (Lei n2 10.684, de 30/05/2003), por se encontrarem sob apreciação judicial; 3) não conheceu do pedido referente aos créditos de PIS do período de julho de 1988 a dezembro de 1995, bem como sua atualização, que transitam no Poder Judiciário, com futuras compensações do contribuinte na esfera administrativa, pois deverão ser apreciadas em futuros processos administrativos de compensação; 2 • ..zeihn; Segundo Conselho de Co Ui CC-MF ea Ministério da Fazenda CONFERE COM O ORIGINAI,/ MINISTÉR I O DA FAnZtrElb .054, Fl. çslSj àr' Segundo Conselho de Contribuintes NR eAs Brasllia-DF. em 4-7 2." Processo n2 : 11080.006368/2004-97 Auza4Wafuji Silente°, da Segunda Camara Recurso n2 : 129.612 Acórdão n 202-16.751 4) julgou improcedente o pedido de compensação dos supostos créditos de PIS do período de julho de 1988 a dezembro de 1995, que transitam no Poder Judiciário, com débitos de PIS no período de fevereiro 2003 a junho de 2004, exceto março e • abril de 2004, e de Cofins de fevereiro a junho de 2003, por afronta ao art. 170-A do CTN e ao art. 74 da Lei n2 9.430/96, com a redação dada pelas Leis n2 10.637/2002, e 11.051/2004, assim como ao dispositivo da decisão judicial que somente permitia a compensação de PIS com PIS. Regularmente notificada daquele acórdão em 23/03/2005, a Varig interpôs o Recurso Voluntário de fls. 343 a 362, em 20/04/2005, instruído com os documentos de fls. 363 a 448. O arrolamento de bens constou à fl. 363. Alegou em síntese que: 1) ao contrário do que afirma a decisão recorrida, as compensações com as dívidas do PAES não estão sendo discutidas nos Mandados de Segurança n2s 2004.71.00.034779-4 e 2004.71.00.034780-0. Os objetos destes dois mandados de segurança tiveram por escopo a expedição de certidões de regularidade fiscal. As compensações foram ventiladas nos julgamentos dos recursos interpostos nestes mandados de segurança porque configuravam óbice à expedição das certidões; 2) o juiz, ao sentenciar a Ação Ordinária n2 94.0013010-4, na qual se pleiteou o indébito e o direito de compensar o PIS, deixou claro que a compensação seria efetuada por conta e risco da contribuinte; 3) não há impedimento legal à compensação do crédito de PIS com parcelas do PAES posto que a própria Receita Federal reconheceu este fato por meio da Intimação DRF/Seort/Rest n2 486/2004. Na época em que as compensações foram efetuadas, a norma só restringia a compensação com débitos incluídos no Refis e no parcelamento a ele relativo, nada dispondo em relação ao PAES. Como o STJ já decidiu que a lei que rege a compensação é aquela vigente no momento em que se realiza o encontro de contas e não aquela vigente no momento em que se efetiva o pagamento indevido, é nítida a impossibilidade de aplicar ao caso concreto a nova limitação instituída pela MP n2 219/2004 (Lei n2 11.051/2004); 4)relativamente ao art. 170-A do CTN, disse que ele é posterior à decisão judicial que autorizou a compensação. Esta decisão não impôs nenhuma restrição, pois permitiu que a compensação fosse executada desde logo. Ainda que se considere que o art. 170-A tem natureza processual, ele nãa poderia ser aplicado para fins de revogação tácita de decisões judiciais válidas,'.Vigentes e eficazes, isto porque existem meios e recursos próprios para alteração das decisões proferidas; 5) o Processo n2 94.0013010-4 já teria transitado em julgado quanto a parte relativa à declaração do direito ao indébito; 6) quanto à limitação da compensação do PIS com débitos do próprio PIS, alegou que o direito superveniente à decisão judicial admitiu a compensação com quaisquer tributos e contribuições administrados pela SRF e que, portanto, tal limitação estaria superada. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA 7-stn-t-:-- Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 22 CC-MF CONFERE COMO ORIGINAL , ELth Segundo Conselho de Contribuintes Brasilia-DF. em Z. u___izaa46 Processo 112 : 11080.006368/2004-97 uza iklafuji Recurso n9 : 129.612 Secretarta da Segunda Cámwa Acórdão n2 : 202-16.751 Requereu a reforma da decisão recorrida e a anulação do despacho decisório da DRF em Porto Alegre - RS, a fim de que seu direito de crédito fosse reconhecido e homologadas as compensações realizadas e a realizar. É o relatório. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA 29 CC-NIF • ""fikfi(45.' Ministério da Fazenda Fl. •Xtrr-'4:r` Segundo Conselho de Contribuintes Sceog uNn iGx oEn sce COM coe ContribuintescRI l A k Brasliia .0F. em.i_LL--tga° Processo n2 : 11080.006368/2004-97 euza áafu.ii Recurso n2 : 129.612 Seuetárta da Segunda Chmare Acórdão n2 : 202-16.751 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO CARLOS ATULIM O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. Controverte-se exclusivamente sobre matéria de direito. De início, devo ressaltar que a Receita Federal não tem como homologar as compensações que a Varig realizará com os créditos obtidos nas ações judiciais porque a Administração Pública não pode homologar por antecipação um ato jurídico que ainda não existe. Portanto, rejeito de plano o pleito da empresa neste sentido. No tocante ao cumprimento de decisões judiciais frente ao novel art. 170-A do CTN e à possibilidade de superar a coisa julgada para aplicar a legislação superveniente mais favorável ao contribuinte, a Coordenação Geral do Sistema de Tributação, por meio da Solução de Consulta Interna n2 10, de 11/03/2005, assim se posicionou: 2. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL 4. A primeira questão formulada pela Disit da SRRFO6 diz respeito ao procedimento a ser adotado pelas unidades da SRF quando o contribuinte efetua compensação de crédito reconhecido por decisão judicial não transitada em julgado em razão de referida decisão, além de reconhecer seu direito creditório para com a União, também reconhece o direito à utilização do referido crédito, antes do tránsito em julgado da referida decisão, na compensação de débitos relativos aos tributos e contribuições administrados pela SRF, em desacordo com o disposto no art. 170-A da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional (CTN), introduzido pela Lei Complementar n° 104, de 10 de janeiro de 2001, in verbis: Art. 170-A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. 5. Tratando-se de provimento judicial para a compensação de crédito relativo a tributo ou contribuição administrados pela SRF mediante a entrega da declaração de compensação, a decisão contraria também o dispOto no cama do art. 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, alterado pelo " art. 49 da Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, pelo art. 17 da Lei n° 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e pelo art. 4° da Lei n° 11.051, de 29 de dezembro de 2004, que dispõe o seguinte: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão. 6. Conforme bem assevera a Disit da SRRF06, não cabe à SRF e a seus servidores descumprir uma decisão judicial proferida por autoridade ou órgão competente da • 5 MINISTÉRIO OA FAZENDA Zakt.. 2 0 CC-F • rifikTr"' Ministério da Fazenda Contribuinte NI - Segundo gConselhoEco o; Coo nRt Brasília-DF. arn_l_a_leigio Fl.Segundo Conselho de Contribuintes • Cidickáa fzkii Processo n2 : 11080.006368/2004-97 Secrelátts ba Segunda Câmara Recurso n2 : 129.612 Acórdão n2 : 202-16.751 Justiça Federal, ainda que sob alegação de que referida decisão contraria disposição literal de lei. 7. A recusa do Poder Executivo ao cumprimento de decisões em vigor proferidas pelo Poder Judiciário, ainda que provisórias, constitui ofensa ao princípio da harmonia e independéncia entre os Poderes da União previsto no art. 20 da Constituição Federal de 1988. 8. Num Estado Democrático de Direito tal qual a República Federativa do Brasil, eventual 'correção de erros' praticados pelas autoridades e órgãos do Poder Judiciário no exercício de sua função jurisdicional deve ser buscada pelo Poder Executivo pelos meios previstos em lei, jamais mediante a recusa no cumprimento da decisão judicial. 9. Há que se salientar, ademais, que o Brasil, a par do controle concentrado, adotou o critério difuso (ou jurisdição constitucional difusa) de controle da constitucionalidade das leis, segundo o qual todos os juízes podem negar a aplicação da lei ao caso concreto por considerá-la incompatível com a Constituição Federal, daí a possibilidade de a autoridade ou órgão competente da Justiça Federal negar a aplicação do disposto no art. 170-A do CTIV à compensação pleiteada pelo sujeito passivo. 10. Por tudo isso e em consonância com o entendimento esposado pela Disit da SRRF06, as unidades da SRF devem admitir a compensação de crédito reconhecido por decisão judicial vigente, ainda que não transitada em julgado, quando referida decisão, além de ter reconhecido o crédito do sujeito passivo para com a União relativo • a tributo ou contribuição administrados pela SR F, também reconheceu o direito à utilização do referido crédito, antes do trânsito em julgado da referida decisão, na compensação de débitos relativos aos tributos e contribuições administrados pelo órgão. A compensação, no entanto, é realizada sob condição resolutiva e deve ser revista se a decisão final da Justiça for diferente da decisão provisória. 1/. Já no que se refere ao questionamento apresentado pela Disit da SRRFO6 relativamente ao procedimento a ser adotado pela SRF quando a decisão judicial transitada em julgado impõe ao contribuinte regras de compensação mais restritivas do que aquelas previstas pela legislação vigente à data em que a decisão foi proferida, cumpre divergir da referida unidade da SRF quando ela afirma que, em todos os casos de decisão judicial transitada em julgado que disponha sobre a compensação de créditos tributários administrados pela SR]; 'a compensação deve ser realizada nos termos definidos pela legislação em vigor, nos quesitos em que ela for mais favorável ao contribuinte que a decisão judicial 12. Relembre-se que, na Nota Cosit n°141, de 23 di maio de 2003, esta Coordenação- Geral reconheceu, no que se refere à compensação de créditos para com a Fazenda Nacional relativamente aos tributos e contribuições administrados pela SRF, a possibilidade de se aplicar ao contribuinte a legislação superveniente e mais favorável ao contribuinte do que aquela que estava em vigor à data em que foi proferida a decisão judicial transitada em julgado, haja vista que a adoção de referido procedimento 'não implica, de modo algum, descumprimento da decisão judicial transitada em julgado, mas sim a implementação da decisão mediante sua necessária integração à legislação superveniente e mais favorável ao sujeito passivo, na hipótese de a implementação vir a ocorrer em data na qual a norma que fundamentou a decisão e que orienta sua execução não mais se mostrar aplicável'. 6 MINISTÉR I O DA FAZENDA 22 CC-MF Ministério da Fazenda n;', ":e•gr Segundo Conselho de Contribuintes scseroagsuNinEFia-doEDCREoe.nescineciz_homdoeiCi_ 000RtrilGbiuzeeiNinAter_g Fl. • Processo n2 : 11080.006368/2004-97 euza T kafuji Recurso n2 : 129.612 Secretária da Sd9undi Cálinato Acórdão n2 : 202-16.751 13. Já no caso mencionado pela Disit da SRRF06, há que ser respeitada a interpretação dada à lei pelo julgador, uma vez que presume-se que este tinha conhecimento da legislação vigente .à data em que proferiu sua decisão, todavia efetuou interpretação menos favorável ao sujeito passivo do que a interpretação dada pela própria Secretaria da Receita Federal. 14. Não se trata, nesse caso, de integração da decisão judicial transitada em julgado com legislação superveniente e mais favorável ao contribuinte (a legislação vigente à data em que foi proferida a decisão judicial e que regulava a matéria não foi alterada por legislação superveniente), mas sim de aplicação da legislação pela SRF segundo a interpretação dada pelo Poder Judiciário. 15. Conforme já esposado no item 6 da presente Nota, não cabe à SRF e a seus servidores descumprir uma decisão judicial proferida por autoridade ou órgão competente da- Justiça Federal, ainda que sob alegação de que referida decisão contraria disposição literal de lei ou de que o contribuinte estaria sendo "prejudicado" por ter recorrido ao Poder Judiciário. 16. Destaque-se que o tema em foco não se limita às decisões judiciais transitadas em julgado e ao respeito à coisa julgada, mas sim ao respeito às decisões judiciais em geral que disponham sobre os tributos e contribuições administrados pela SRF, haja vista que o entendimento acima esposado é extensível às decisões judiciais não transitadas em julgado e que, de igual forma, estabelecem interpretação de texto legal menos favorável ao sujeito passivo do que aquela dada pela própria Administração Tributária. 3. CONCLUSA-0 17. Diante de todo o exposto, conclui-se que: a) as unidades da SRF devem admitir a compensação de crédito reconhecido por decisão judicial vigente, ainda não transitada em julgado, quando referida decisão, além de ter reconhecido o crédito do sujeito passivo para com a União relativo a tributo ou contribuição administrados pela SRF, também reconheceu o direito à utilização do referido crédito, antes do trânsito em julgado da referida decisão, na compensação de débitos relativos aos tributos e contribuições administrados pelo órgão. A compensação, no entanto, é realizada sob condição resolutiva e deve ser revista se a decisão final da Justiça for diferente da decisão provisória; e b) as unidades da SRF devem dar cumprimento às decisões judiciais em vigor que disponham sobre a compensação de débitos do sujeito passivo para com a Fazenda Nacional, relativamente aos tributos e contribuições administrados pelo órgão, em seus exatos termos, quando a norma vigente à data em qiie foi proferida a decisão judicial e que regia a matéria não foi alterada por legislação superveniente, ainda que a interpretação da norma dada pelo Poder Judiciário tenha sido menos favorável ao sujeito passivo do que a interpretação da SRF. Dê-se ciência, mediante correio eletrónico, à Disit/SRRFO6 e demais Disit das SRRF, às Superintendências Regionais da Receita Federal (SRRF), às Delegacias da Receita Federal de Julgamento (DRJ), à Cofis e à Corat e providencie-se a divulgação na Iniranet da Cosit. REGINA MARIA FERNANDES BARROSO Coordenadora-Geral da Cosit". (grifei) 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA. irni?....k\ • 22 CC-MF Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes A_ Fl.„.LSegundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGIN BrasIlia-DF. em 7 I,/ lea'b • Processo n2 : 11080.006368/2004-97 leu za afuji Recurso n2 : 129.612 Secretina de Segunde Cernem Acórdão n2 : 202-16.751 Como se pode verificar da transcrição acima, a Varig tem direito de efetuar a compensação nos moldes determinados pelo Judiciário e de compensar o PIS com qualquer outro tributo federal, em razão de a legislação superveniente ser mais favorável que aquela que determinou o ajuizamento da ação. Passo a analisar a questão da compensação do PIS com o parcelamento do PAES . Nas fls. 47/61 consta a inicial do Mandado de Segurança n2 2004.71.00.034780-0, onde se pode verificar que o pedido se restringiu à emissão de certidão positiva com efeitos de negativa. Em momento algum foi pedido ao Judiciário que proferisse decisão acerca do cabimento ou não da compensação do PIS com o parcelamento do PAES. A aferição da concomitância de processos deve ser feita pelo pedido (que é o objeto da ação) e não pela causa de pedir, pois é o pedido que delimita os limites objetivos da coisa julgada (art. 468 c/c 474 do CPC). No caso do mandado de segurança acima, o que vai transitar em julgado é a decisão que dirá se a contribuinte tem ou não direito à expedição de certidão positiva com efeitos de negativa e não se existe direito de fazer a compensação com débitos do PAES. A decisão recorrida sustentou a existência da concomitância valendo-se da decisão proferida nos autos do Agravo de Instrumento n 2 2004.04.01044526-7/RS, que se originou do mandado de segurança citado acima. Esta decisão se encontra anexada às fls. , 304/312, na qual se pode observar que o tribunal realmente tratou das questões relativas ao art. 170-A e da possibilidade de fazer a compensação com débitos do PAES. Contudo, tal fato não autoriza a conclusão de que existe concomitância, porque aquelas matérias foram decididas em caráter incidental em razão do recurso de agravo de instrumento e não farão coisa julgada material, a teor do disposto nos arts. 469, III, e 470 do CPC. Quanto ao Mandado de Segurança n2 2004.71.00.034779-4, conquanto não conste a petição inicial nos autos, na fi. 24 existe o resultado da pesquisa efetuada na página do TRF da 43 Região demonstrando que seu objeto também foi a concessão de certidão positiva de débito com efeitos de negativa. Portanto, não existe obstáculo ao julgamento da questão na esfera administrativa. Nesse passo, o art. 74, § 3 2, IV, da Lei n2 9.430/96, com a redação que lhe foi dada pela Lei n2 10.833/2003, apenas vedava a compensação de créditos com débitos incluídos no Refis e no parcelamento a ele alternativo. As compensações efetuadas com parcelas do PAES foram declaradas à Receita Federal no dia 31/08/2004 (fl. 02). A vedação a este procedimento só foi introduzida no ordenamento jurídico por meio da MP n2 219, de 30/09/2004, que culminou na Lei n2 11.051, de 29/12/2004. Ora, se o art. 105 do CTN estatui como regra a eficácia prospectiva da legislação tributária, a conclusão só pode ser no sentido de que a MP n 2 219, de 30/09/2004, não pode colher fatos ocorridos antes de sua vigência. Desse modo, não se pode negar o direito da contribuinte sob o argumento de que "não existe previsão legal" para a compensação com o PAES, pois o art. 74 da Lei n 2 9.430/96 autoriza a compensação de créditos do contribuinte com "quaisquer tributos ou contribuições" 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA CC-N1 F • 7,tal:7k- Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes . CONFERE COM O ORIGINAL,.Segundo Conselho de Contribuintes Fl. Bras/lia-DF. em .7 / / /24196 Processo n2 : 11080.006368/2004-97 e za Tatiajuji Recurso 112 : 129.612 Secretâna da Segunda Câmara Acórdão n2 : 202-16.751 administrados pela Receita Federal. Se o PAES está sob a administração da Receita Federal e se ele é um parcelamento que se originou da consolidação de débitos relativos a tributos e contribuições que estavam sob administração da Receita Federal, então não há justificativa para não homologar as compensações declaradas pela contribuinte até 29/09/2004. Escreveram no art. 52, II, da Constituição, que "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei." Considerando que a declaração de compensação do PIS com as parcelas do PAES foi apresentada em 31/08/2004, há de ser homologada sob condição resolutiva, conforme a interpretação veiculada pela SCI n2 10, de 11/03/2005. Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso para declarar o direito de a Varig utilizar os créditos do PIS, nos termos determinados pelas tutelas antecipadas concedidas nas das Ações Ordinárias n2s 94.0013010-4 e 2002.51.01.001474-9, para compensação, sob condição resolutiva, de qualquer débito relativo a tributo ou contribuição administrado pela Receita Federal, inclusive os débitos do PAES compensados em 31/08/2004, nos termos do art. 74 da Lei n 2 9.430/96; da SCI n 2 10, de 11/03/2005, e da Nota Cosit n 2 141, de 23/05/2003. Este voto se limitou a declarar o direito de compensar os créditos relativos ao PIS referidos nas tutelas antecipadas, sem homologar os valores que foram declarados à repartição. A DRF em Porto Alegre - RS deverá conferir os cálculos efetuados pela Varig para verificar se estão de acordo com os provimentos judiciais. Estando tudo de acordo com o que foi determinado pelo Judiciário, a compensação deverá ser homologada sob condição resolutiva, nos termos da SCI n 2 10, de 11/03/2005, e a cobrança deverá permanecer suspensa até o desfecho dos processos judiciais, Sala das sões, em 6 d- dezembro de 2005.. . / AN •NIO CARLOS ATULIM 9 Page 1 _0024600.PDF Page 1 _0024700.PDF Page 1 _0024800.PDF Page 1 _0024900.PDF Page 1 _0025000.PDF Page 1 _0025100.PDF Page 1 _0025200.PDF Page 1 _0025300.PDF Page 1
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ACORDÃO N° .1D1:7.7.2.,,821 Recurso n o 84.148 - IRPJ - EX: DE 1980 Recorrente NATU DISCOS LTDA. Recorrido DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM VITÓRIA (ES) PRAZOS DE RECURSO. Segundo o art. 33 do De- creto n9 70.235/75 é de 30 dias. Quando o mês em que o sujeito passivo for cientifica- do da decisão tiver 31 dias e o dia da ciên- cia permitir que a contagem do prazo inicie no dia seguinte ao da ciência, o vencimento do prazo ocorrera no mês seguinte um dia an- tes do correspondente ao dia da ciência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por NATU DISCOS LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con: . selho de Contribuintes, por unanimida ‘j de votos, não conhecer do re- curso em face de sua intempestividad dr."1.„ 4 -, ), Sala das 1 SOss?Ses0/( ' em 12 de novembro de 1981 /7./ ili i 11- 7 - / 7 AMADQ ("-; H 1_44R:1"ÂNDEZ PRESIDENTE T RELATOR 114: 1 , .',/ .-1 I fêtik VISTO EM ' ADHE - •4';4 13 ,# %/ (P S PE CARVALHO PROCURADOR DA FAZENDA SESSÃO DE: 13 ey igri i ; /Ji i NACIONAL i // Participaram, ainda, do present- . julgamento, os seguintes Conselhei- ros: SYLVIO RODRIGUES, FRANCISCI DE ASSIS MIRANDA, CARLOS ALBERTO GON ÇALVES NUNES, AGOSTINHO SERRANO FILHO, RAUL PIMENTEL, LUIZ ANDRÉ NETO- (suplente) e OLAVO JOÃO GALVÃO/Csuplente). :. 3,NW SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0783/001.560/81-23 RECURSO N.° : 84.148 ACÓRDÃO N.°: 101-72.821 RECORRENTE: NATU DISCOS LTDA. RELATÓRIO Verifica-se dos autos que, em razão de intimação para a apresentação da declaração de rendimentos referente ao exer cicio de 1980 (fls. 03), esta foi apresentada com base no lucro real e, na reviso levada a efeito nessa declaração, foi recalcu- lado o lucro tributável, tendo sido acrescido ao lucro real decla- rado de Cr$ 48.897,00 as parcelas de Cr$ 169.978,00, referente a dedução de custo a maior das mercadorias vendidas, conforme demons trativo de fls. 02-v e; Cr$ 119,00, correspondente a correção mone tária do ativo permanente efetuada a menor, passando, assim, a ba- se de cálculo a ser de Cr$ 218.994,00 e o imposto mais PIS de Cr$ 16.257,00 para Cr$ 76.648,00. 2. Esse montante foi atualizado e, sobre o valor a- tualizado, aplicada a multa de 50%, exigindo-se um montante de Cr$ 142.793,00, conforme notificação recebida em 24/02/81. 3. Aos autos foram acostados dois DARFs, um referen- te ao imposto (fls. 11) e outro correspondente ao PIS (fls. 12) , tendo sido recolhidos com o primeiro o montante de Cr$ 28.790,00e, com o segundo,o total de Cr$ 1.440,00. 4. Ao impug ,r a exigência, tempestivamente apresen- tada, disse o notificado ór 7//'' D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 3. Processo n9 0783/001.560/81-23 sERvico PUBLICO FEDERAL Acórdão n9 101-72.821 "la. - Que ao receber o Ex Officio, a de- claração de renda da firma acima citada foi entregue dentro do prazo ou seja trinta dias; 2a. - Que de acordo com o documento ou processo acima citado, verifica-se que houve à desclassificação da escrita fiscal, lançando-a pe lo Lucro Arbitrado; 3a. - Que inconformada a parte interessa da, vem junto a V.Exa., pedir que seja considera-2 do a escrita." 5. Encerrado o preparo e submetidos os autos à apre- ciação da autoridade julgadora singular, esta prolatop a decisão de fls. 17/18, quando consignou: "Considerando que a alteração havida, de- correu deequIvocos cometidos em_sua declaração dê - rendimentos, propiciando à revisão, novos cál- culos, como se observa às fls. 02; Considerando que do imposto devido, a em- presa recolheu o valor de Cr$ 17.113,00 (dezesse- te mil, cento e treze cruzeiros) conforme o DARF de fls. 11, bem como Cr$ 856,00 (oitocentos e cmn qUenta e seis cruzeiros) do PIS, consoante o DARP" de fls. 12; Considerando tudo o mais que o processo consta, JULGO, PROCEDENTE,o lançamento de oficio, constante da Notificação de fls. 01, devendo a em . presa recolher a diferença, na quantia de Cr$ ..: 52.727,00 (cinqüenta e dois mil, setecentos e vin te e sete cruzeiros) referente ao imposto, e PIS,- no valor de Cr$ 2.976,00 (dois mil, novecentos e setenta e seis cruzeiros), acrescidos dos encar- gos legais." 6. Cientificada dessa decisão, em 27/07/81, conforme A.R. de fls. 20, e com ela não se conformando, em 27/08/81 (fls. 21) apresentou o sujeito passivo a petição recursal de fls. 21/23, lida na integra, onde se extrai que a diferença decorria de diver- sos equívocos na gndemonstraçOes, juntando como prova os documentos r, de fls. 24 a 30(it _ -7- relatório. - ç- , 4. Processo n9 0783/001,560/81-23 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Acórdão n9 101-72.821 VOTO — — — — Conselheiro AMADOR OUTERELO FERNÁNDEZ, Relator: Preliminarmente, verifica-se que a recorrente a- presentou o seu apelo intempestivamente, pois tendo tomado ciência da decisão recorrida em 27/07/81 (segunda-feira) o prazo legal má- ximo para a protocolização do seu recurso seria o dia 26/08/81 (quarta-feira), pois, tendo o mês de julho trinta e um dias (31) o prazo legal de trinta (30) dias, estabelecido no art. 33 do Proces so Administrativo Fiscal, aprovado pelo Decreto n9 70.235/72, fin- dava no mês seguinte um dia antes do correspondente ao dia da ciên cia. Se do mérito pudesse conhecer melhor sorte não me receria a recorrente, dado que os documentos por ela acostados aos autos, provam em seu desfavor o equivoco na apuração do Custo das Mercadorias Vendidas. Com efeito, tanto pelas cópias xerox das folhas 307 a 309 do seu livro Diário (fls. 24 a 26 dos autos), como pela cópia do Balanço Geral apresentado às fls. 29, se verifica que o estoque final de mercadorias em 31/12/79 e de Cr$ 1.686.387,27 (so ma das contas de mercadorias em estoque na matriz, na filial um e filial dois), sendo este também o valor constante do anexo A. Pare ce, no caso, haver o contador, ao apurar o Custo das Mercadorias Vendidas, esquecido os valores dos estoques das filiais. rDo exposto não aárte • ido recurso em face de sua in tempestividad i1, í'/ 7,AMADOR O LO FERN Á kwEZ - PRESIDENTE E RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 17460.000565/2007-57
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/2001 a 31/01/2007
PREVIDENCIÁRIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - PERÍODO
PARCIALMENTE ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL - SÚMULA VINCULANTE STF Nº 8.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula
Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São
inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei
1569/77 e os
artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de
crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A
da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes
aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na
imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do
Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas
federal, estadual e municipal
Na hipótese dos autos, aplica-se
o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC
nos termos do art. 62-A,
Anexo II, Regimento Interno do CARF - RICARF,
com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve
recolhimentos antecipados a homologar pelo contribuinte.
A Recorrente teve ciência da NFLD no dia 15.03.2007, o período do débito é
de 08/2001 a 01/2007. Dessa forma, constata-se
que já se operara a
decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a
competência 02/2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO - ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em
âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais
questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder
Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A,
caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do
CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao
CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - NÃO
OCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que
suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e
do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e
materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência,
especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do
lançamento.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - TAXA SELIC - APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS.
É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União
decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da
Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial
de Liquidação e Custódia - SELIC
para títulos federais.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN
Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram
distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35
da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991
(que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava
sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A,
para disciplinar a multa de ofício.
Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei
quando, tratando-se
de ato não definitivamente julgado, lhe comine
penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua
prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se
o cálculo da multa com
base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la
com a multa aplicada com
base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito
lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora
mais benéfica.
Ressalva-se
a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se
deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora
(com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art.
5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A,
Lei
8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos
legais mais benéficos ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-01.239
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas Preliminares por unanimidade de
voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências até
02/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. Por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a
redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei
no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte.
Nome do relator: Não Informado
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2001 a 31/01/2007 PREVIDENCIÁRIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - PERÍODO PARCIALMENTE ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL - SÚMULA VINCULANTE STF Nº 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Na hipótese dos autos, aplica-se o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62-A, Anexo II, Regimento Interno do CARF - RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar pelo contribuinte. A Recorrente teve ciência da NFLD no dia 15.03.2007, o período do débito é de 08/2001 a 01/2007. Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 02/2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO - ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - TAXA SELIC - APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Na hipótese dos autos, aplicase o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar pelo contribuinte. A Recorrente teve ciência da NFLD no dia 15.03.2007, o período do débito é de 08/2001 a 01/2007. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 02/2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO TAXA SELIC APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalvase a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Fl. 154DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000565/200757 Acórdão n.º 240301.239 S2C4T3 Fl. 150 3 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, nas Preliminares por unanimidade de voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências até 02/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. Por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado contra Acórdão nº 0217.122 – 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte MG que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, NFLD – Notificação Fiscal de Lançamento de Débito nº. 37.075.2511, com ciência da Recorrente em 05.03.2007, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 106.152,03. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social correspondente a parte da empresa, do empregado, financiamento dos benefícios concedidos em decorrência do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho e aos terceiros (SALÁRIO EDUCAÇÃO, INCRA, SESC, SENAC E SEBRAE). O Relatório Fiscal, às fls. 51 a 52, informa que constituem fatos geradores das contribuições lançadas, os valores arbitrados de remuneração ao Sr. Marcelo Nunes Garcia, no período acima citado, quando o mesmo já não mais era sócio da empresa (retirouse da sociedade 01/08/2001, conforme Alteração de Contrato Social), porém continuava exercendo normalmente funções de administração junto a mesma. Em anexo, juntamos cópias de rescisões de contrato de trabalho onde consta a assinatura do mesmo, bem como cópia do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos — TIAD, recepcionado, também pelo Sr. Marcelo: 3.1 — Percebeuse, ainda, ao longo de todo o trabalho fiscal, que o contato do Escritório de Contabilidade Rui Rocha Assessoria, relativamente às decisões sobre a fiscalização era .feito exclusivamente com o Sr. Marcelo. 3.2 — Ainda, quando foram prestados esclarecimentos sobre o que restou apurado ao final da ação fiscal, em reunião realizada na empresa, os mesmos foram prestados ao Sr. Marcelo, que se fazia acompanhar na ocasião pelo sócio Paulino Medina, e pelo Sr. Rui Rocha, proprietário do escritório de contabilidade que atendeu a fiscalização. 3.3 — Desta forma, o segurado em questão foi entendido pela fiscalização como segurado empregado, incidindo sobre a remuneração arbitrada, as alíquotas respectivas. Conforme ainda o Relatório Fiscal, às fls. 51 a 52, a empresa foi optante do SIMPLES no período fiscalizado, tendo ocorrido o seu desenquadramento a partir de 01/01/2002. Também o Relatório Fiscal, às fls. 51 a 52, aponta que: 5 Os valores arbitrados encontramse discriminados nos relatórios Discriminativo Analítico do Débito — DAD e Fl. 156DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000565/200757 Acórdão n.º 240301.239 S2C4T3 Fl. 151 5 Relatório de Lançamentos — RL (Levantamentos MA1 e MA2), em anexo. 6. As alíquotas aplicadas encontramse discriminadas no relatório "Discriminativo Analítico do Débito — DAD", anexo integrante desta NFLD. 7. O Crédito lançado encontrase fundamentado na legislação constante no anexo "Relatório de Fundamentos Legais do Débito — FLD", integrante desta NFLD. 8. Integram a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, além deste relatório e seus anexos, os seguintes documentos: IPC — Instruções para o Contribuinte; DAD — Discriminativo Analítico do Débito; DSD — Discriminativo Sintético do Débito; RL — Relatório de Lançamentos; RDA — Relatório de Documentos Apresentados; FLD — Fundamentos Legais do Débito; REPLEG — Relatório de Representantes Legais; VÍNCULOS — Relação de Vínculos; O Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09368517C01 foi cientificado pelo sujeito passivo, fls. 56. O período objeto da NFLD, conforme o Relatório Discriminativo Sintético de Débito DSD, às fls. 22, é de 08/2001 a 01/2007. A Recorrente teve ciência do Auto de Infração no dia 15.03.2007, conforme fls. 01. Contra a autuação, a Recorrente apresentou impugnação tempestiva, de fls. 66 a 88. Após análise, a primeira instância emitiu o Acórdão nº 0217.122 – 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte MG, fls. 104 a 108, julgando procedente a autuação, conforme a Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2001 a 31/01/2007 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PARTE SEGURADO NÃO DESCONTADA. PARTE PATRONAL E AS CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS AOS TERCEIROS. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 DECADÊNCIA. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI NA ESFERA ADMINISTRATIVA. INEFICÁCIA. LANÇAMENTO PROCEDENTE. A empresa é obrigada descontar e arrecadar as contribuições a cargo do segurado empregado e a contribuição a seu cargo e recolher o produto arrecadado dentro do prazo estipulado pela legislação previdenciária, juntamente com as contribuições destinadas aos terceiros. Foge à alçada do Contencioso Administrativo Previdenciário afastar a aplicação de lei em decorrência de alegação de inconstitucionalidade. O direito da seguridade apurar e constituir seus créditos é de dez anos. Lançamento Procedente Vistos, relatados e discutidos os presentes autos acordam os membros da 7' Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD DEBCAD n.°37.075.2511 Intimese para pagamento do crédito no prazo de 30 dias, ressalvado o direito de interpor recurso voluntário ao Segundo Conselho de Contribuintes, em igual prazo, conforme facultado pelo parágrafo 10 do artigo 305, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3048 de 06 de maio de 1999. Encaminhese à Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem para cientificar o contribuinte do inteiro teor deste Acórdão e demais providências. Sala de Sessões, em 13 de fevereiro de 2008. Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 120 a 142, na qual alega em síntese que: (i) ofensa ao princípio da legalidade. A obrigação tributária somente nasce com a ocorrência do fato gerador, na forma configurada pela lei (arts. 113 e 114 do CTN) e qualquer tentativa de aplicação de presunção ou ficção jurídica para exigência de .tributo é inadmissível em matéria tributária. (...) No caso em comento o Sr. Agente Fiscal, supôs que há contribuições. devidas, uma vez que. não verificou e nem tampouco solicitou os acordos trabalhistas para, enfim, constatar que todos foram ajustados com verbas de caráter indenizatórios. (...) Ora, no caso da Defendente, repito, a simples afirmação de que o Sr. Marcelo Nunes Garcia seria seu funcionário, já seria suficiente para tornar nulo o presente auto. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000565/200757 Acórdão n.º 240301.239 S2C4T3 Fl. 152 7 (ii) Da prescrição e da decadência. (iii) Utilização da UFIR como correção monetária. Daí porque, vale reprisar os fundamentos da defesa, tendo em vista que ali se demonstra que a UFIR é inconstitucional para o fim de corrigir tributos. (...) O § 5° do art. 2° da Lei 8383/91 dispõe: "o Departamento da Receita Federal divulgará, com antecedência, a expressão monetária da UF1R diária, com base na projeção da taxa de inflação medida pelo índice que trata o § 2° deste artigo". (...) Ressaltese que, justamente por causa desta distorção, a UFIR apresentou, deste sua criação, variações muito maiores do que os outros índices de atualização monetária. Apenas a título de ilustração, no ano de 1995, a UFIR teve uma variação de 32,6%, contra 22,4% da inflação declarada pelo governo Federal. (iv) Aplicação da taxa SELIC como acréscimo de juros. (v) Do percentual aplicado à multa e seu caráter confiscatório. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 148. É o Relatório. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 148. Anotase ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF ao editar a Súmula Vinculante nº. 21 afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº. 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares. DAS PRELIMINARES (a) violação a preceitos constitucionais. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000565/200757 Acórdão n.º 240301.239 S2C4T3 Fl. 153 9 Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Fl. 161DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 (b) Da regularidade do lançamento Analisemos. Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a parte patronal e a Terceiros. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrada Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº 37.075.2511que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura da NFLD nº 37.075.2511) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, com a clara discriminação de cada débito apurado e dos acréscimos legais incidentes, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; Fl. 162DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000565/200757 Acórdão n.º 240301.239 S2C4T3 Fl. 154 11 • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); e. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); f. CORESP Relatório de Coresponsáveis do Débito; g. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); h. MPF – Mandado de Procedimento Fiscal; i. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. j. TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal;. k. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: Fl. 163DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose a NFLD nº 37.075.2511, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. (ii) Da prescrição e da decadência. Analisemos. Devese verificar a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal STF, conforme o Informativo STF nº 510 de 19 de junho de 2008, por entender que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nºs 556664/RS, 559882/RS, 559.943 e 560626/RS, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8.212/91, atribuindose, à decisão, eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 Fl. 164DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000565/200757 Acórdão n.º 240301.239 S2C4T3 Fl. 155 13 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de Fl. 165DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, ressalva que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. (g.n.)” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. (g.n.)” Fl. 166DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000565/200757 Acórdão n.º 240301.239 S2C4T3 Fl. 156 15 Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: “Art.150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (g.n.)” Essas interpretações estão em sintonia com decisões do Poder Judiciário. “Ementa: ....1. O entendimento jurisprudencial consagrado no Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo decadencial de que dispõe o Fisco para constituir o crédito tributário é de cinco anos, contados a partir do fato gerador.Todavia, se não houver pagamento antecipado, incide a regra do art. 173, I, do Código Tributário Nacional.” (STJ.1ª Turma, AgRg no Ag 972.949/RS, Rel.: Min.Denise Arruda.,ago/08.) (g.n.) “Ementa: ....4. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). Somente quand onão há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Em normais circunstâncias, não se conjugam os dispositivos legais. Precedentes das Turmas de Direito Público e da Primeira Seção. 5.Hipótyese dos autos em que não houve pagamento antecipado, aplicandose a regra do art. 173, I, do CTN.” (STJ. 2ª Turma, AgRg no Ag 939.714/RS, Rel.: Min. Eliana Calmon., fev/08.) . (g.n.) Fl. 167DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. (...) Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN..” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) . (g.n.) Uma corrente doutrinária também aponta que no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento, se aplica uma regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN em detrimento da aplicação da regra geral do art. 173, I, CTN. No entanto, nos casos de dolo, fraude ou simulação, de modo a que se configure a comprovada máfé do sujeito passivo, não corre o prazo do art. 150, § 4º, CTN mas sim a decadência tributária se rege pela disposição genérica do art. 173, I, CTN. Nesta corrente doutrinária podese citar, dentre outros, Ricardo Lobo Torres1, Eduardo Sabbag2, Mauro Luís Rocha Lopes3 e Leandro Paulsen4. Há vozes discordantes na doutrina que defendem que a decadência opera com base na regra geral de decadência exposta no art. 173 do CTN, haja ou não pagamento antecipado no caso de lançamento por homologação, de forma a não se aplicar o art. 150, § 4º, CTN. O meu posicionamento se identifica com o direcionamento do Superior Tribunal de Justiça – STJ e com a primeira corrente doutrinária exposta no sentido de no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento e não se configure os casos de dolo, fraude ou simulação, se aplica a regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN, conforme se depreende do REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF. Na hipótese presente, verificase que há a presença de recolhimentos antecipados a homologar pela AuditoriaFiscal pois o Relatório de Documentos Apresentados – RDA, às fls. 42 a 43, apresenta recolhimentos nas competências: 05/1999 a 08/2001; 01/2002; e 02/2002. Então, aplicandose o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF, exsurge a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar pelo contribuinte. Verificase, da análise dos autos, que a cientificação da NFLD pela Recorrente, às fls. 01, se deu em 15.03.2007 e o débito se refere a contribuições devidas à Seguridade Social no seguinte período: 08/2001 a 01/2007. 1 TORRES, Ricardo Lobo. Curso de direito financeiro e tributário. 16. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2009. p. 283. 2 SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 723. 3 LOPES, Mauro Luís Rocha. Direito tributário brasileiro. Rio de Janeiro: Impetus, 2009. p. 248. 4 PAULSEN, Leandro. Direito tributário: constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 11. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora; ESMAFE, 2009. p. 1036. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000565/200757 Acórdão n.º 240301.239 S2C4T3 Fl. 157 17 Dessa forma, nos termos do artigo 150, § 4o, CTN, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos lançados até a competência 02/2002, inclusive. DO MÉRITO. (i) ofensa ao princípio da legalidade. A obrigação tributária somente nasce com a ocorrência do fato gerador, na forma configurada pela lei (arts. 113 e 114 do CTN) e qualquer tentativa de aplicação de presunção ou ficção jurídica para exigência de .tributo é inadmissível em matéria tributária. (...) No caso em comento o Sr. Agente Fiscal, supôs que há contribuições. devidas, uma vez que. não verificou e nem tampouco solicitou os acordos trabalhistas para, enfim, constatar que todos foram ajustados com verbas de caráter indenizatórios. (...) Ora, no caso da Defendente, repito, a simples afirmação de que o Sr. Marcelo Nunes Garcia seria seu funcionário, já seria suficiente para tornar nulo o presente auto. Analisemos. Alguns pontos desta argumentação já foram analisados no tópico (A). Em relação aos acordos trabalhistas, a argumentação da Recorrente não prospera porque não estão incluídos nesta NFLD os valores relativos a verbas decorrentes de Reclamatórias Trabalhistas. Outrossim, o Relatório Fiscal, às fls. 51 a 52, informa que constituem fatos geradores das contribuições lançadas, os valores arbitrados de remuneração ao Sr. Marcelo Nunes Garcia, no período acima citado, quando o mesmo já não mais era sócio da empresa (retirouse da sociedade 01/08/2001, conforme Alteração de Contrato Social), porém continuava exercendo normalmente funções de administração junto a mesma. Em anexo, juntamos cópias de rescisões de contrato de trabalho onde consta a assinatura do mesmo, bem como cópia do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos — TIAD, recepcionado, também pelo Sr. Marcelo: 3.1 — Percebeuse, ainda, ao longo de todo o trabalho fiscal, que o contato do Escritório de Contabilidade Rui Rocha Assessoria, relativamente às decisões sobre a fiscalização era .feito exclusivamente com o Sr. Marcelo. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 3.2 — Ainda, quando foram prestados esclarecimentos sobre o que restou apurado ao final da ação fiscal, em reunião realizada na empresa, os mesmos foram prestados ao Sr. Marcelo, que se fazia acompanhar na ocasião pelo sócio Paulino Medina, e pelo Sr. Rui Rocha, proprietário do escritório de contabilidade que atendeu a fiscalização. 3.3 — Desta forma, o segurado em questão foi entendido pela fiscalização como segurado empregado, incidindo sobre a remuneração arbitrada, as alíquotas respectivas. Desta forma, o Relatório Fiscal evidencia que em relação ao enquadramento realizado pela AuditoriaFiscal do Sr. Marcelo Nunes Garcia, não prospera a argumentação da Recorrente porque a Fiscalização utilizouse dos documentos fornecidos pela Recorrente e também na realidade fática, na forma de documentos assinados pelo Sr. Marcelo, colacionado aos autos, corroborando a continuidade dos seus serviços. Neste sentido, observouse que mesmo após ser desligado da empresa, o Sr. Marcelo assinou várias rescisões de trabalho, acompanhou toda fiscalização, assinou o TIAD, é ele quem faz os contados com o contador da empresa, participa de reuniões, participou do encerramento da fiscalização junto com o gerente Sr. Paulo. Conforme ainda o Relatório Fiscal, às fls. 51 a 52, a empresa foi optante do SIMPLES no período fiscalizado, tendo ocorrido o seu desenquadramento a partir de 01/01/2002. Por fim, para afastar a argumentação da Recorrente de que houve tentativa de aplicação de presunção ou ficção jurídica para exigência de .tributo, em sentido contrário, o Relatório Fiscal, às fls. 51 a 52, informa que: 5 Os valores arbitrados encontramse discriminados nos relatórios Discriminativo Analítico do Débito — DAD e Relatório de Lançamentos — RL (Levantamentos MA1 e MA2), em anexo. 6. As alíquotas aplicadas encontramse discriminadas no relatório "Discriminativo Analítico do Débito — DAD", anexo integrante desta NFLD. 7. O Crédito lançado encontrase fundamentado na legislação constante no anexo "Relatório de Fundamentos Legais do Débito — FLD", integrante desta NFLD. 8. Integram a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, além deste relatório e seus anexos, os seguintes documentos: IPC — Instruções para o Contribuinte; DAD — Discriminativo Analítico do Débito; DSD — Discriminativo Sintético do Débito; RL — Relatório de Lançamentos; RDA — Relatório de Documentos Apresentados; FLD — Fundamentos Legais do Débito; Fl. 170DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000565/200757 Acórdão n.º 240301.239 S2C4T3 Fl. 158 19 REPLEG — Relatório de Representantes Legais; VÍNCULOS — Relação de Vínculos; Diante do exposto, não prospera a alegação da Recorrente. (ii) Utilização da UFIR como correção monetária. Daí porque, vale reprisar os fundamentos da defesa, tendo em vista que ali se demonstra que a UFIR é inconstitucional para o fim de corrigir tributos. (...) O § 5° do art. 2° da Lei 8383/91 dispõe: "o Departamento da Receita Federal divulgará, com antecedência, a expressão monetária da UF1R diária, com base na projeção da taxa de inflação medida pelo índice que trata o § 2° deste artigo". (...) Ressaltese que, justamente por causa desta distorção, a UFIR apresentou, deste sua criação, variações muito maiores do que os outros índices de atualização monetária. Apenas a título de ilustração, no ano de 1995, a UFIR teve uma variação de 32,6%, contra 22,4% da inflação declarada pelo governo Federal. (iii) Aplicação da taxa SELIC como acréscimo de juros. Analisemos os tópicos (ii) e (iii) conjuntamente. De plano, observase do relatório FLD – Fundamentos Legais do Débito, às fls. 47, que não foi utilizada a UFIR nos acréscimos legais da NFLD: ACRÉSCIMOS LEGAIS MULTA Competências : 08/2001 a 01/2007 Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 35, I, II, III (com a redação dada pela Lei n. 9.876, de 26.11.99); Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 239, III, "á', "If e "c", parágrafos 2. ao 6. e e 11, e art. 242, parágrafos 1. e 2. (com a redação dada pelo Decreto n. 3.265, de 29.11.99). CALCULO DA MULTA: PARA PAGAMENTO DE OBRIGAÇÃO VENCIDA, NÃO INCLUÍDA EM NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO: 8% dentro do mês do mês de vencimento da obrigação; 14%, no mes seguinte; 20%, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; PARA PAGAMENTO DE CRÉDITOS INCLUÍDOS EM Fl. 171DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 20 NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DEBITO (NFLD): 24% em ate 15 dias do recebimento da notificação; 30% apos o 15. dia do recebimento da notificação; 40% apos a apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, ate quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; 50% apos o 15. dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Divida Ativa; PARA PAGAMENTO DO CREDITO INSCRITO EM DIVIDA ATIVA: 60%, quando nao tenha sido objeto de parcelamento; 70%, se houve parcelamento; 80%, apos o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o credito não foi objeto de parcelamento; 100% apos o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o credito foi objeto de parcela mento. OBS.: NA HIPÓTESE DAS CONTRIBUIÇÕES OBJETO DA NOTIFICAÇÃO DO DEBITO TEREM SIDO DECLARADAS EM GFIP, EXCETUADOS OS CASOS DE DISPENSA DA APRESENTAÇÃO DESSE DOCUMENTO, SERÁ A REFERIDA MULTA REDUZIDA EM 50% (CINQÜENTA POR CENTO). ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS • Competências : 08/2001 a 01/2007 Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 34 (restabelecido com a redação dada pela MP n. 1.571, de 01.04.97, art. 1., e reedições posteriores ate a MP n. 1.5238, de 28.05.97, e reedições, republicada na MP n. 1.59614, de 10.11.97, convertidas na Lei n. 9.528, de 10.12.97); Regulamento da Organização do Custeio da Seguridade Social ROCSS, aprovado pelo Decreto n. 2.173, de 05.03.97, art. 58, I, "a", "b , "c", parágrafos 1., 4. e 5. e art. 61, parágrafo único; Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.1999, art. 239, II, "a", "h" e c", parágrafos 1., 4. e 7. e art. 242, parágrafo 2.; CALCULO DOS JUROS: JUROS CALCULADOS SOBRE O VALOR ORIGINÁRIO, MEDIANTE A APLICAÇÃO DOS SEGUINTES PERCENTUAIS: A) 1% (UM POR CENTO) NO MÊS SUBSEQÜENTE AO DA COMPETÊNCIA; B) TAXA MEDIA MENSAL DE CAPTAÇÃO DO TESOURO NACIONAL RELATIVA A DIVIDA MOBILIARIA FEDERAL / TAXA REFERENCIAL DO SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E DE CUSTODIA SELIC, NOS RESPECTIVOS PERÍODOS; C) 1% (UM POR CENTO) NO MÊS DO PAGAMENTO. Em relação à Taxa SELIC. Insurgese a recorrente contra a aplicação da taxa SELIC ao argumento de que seria ilegal. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000565/200757 Acórdão n.º 240301.239 S2C4T3 Fl. 159 21 Registrese, porque importante, que a legislação de regência, sobretudo a Lei nº 8.212/91, afasta literalmente os argumentos erguidos pelo recorrente. De fato, as contribuições sociais arrecadadas estão sujeitas à incidência da taxa referencial SELIC Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, nos termos do artigo 34 da Lei nº 8.212/91: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) Neste sentido, há a Súmula nº 4 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente estabelece a aplicação da taxa SELIC. Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Nesse contexto, correta a aplicação da taxa SELIC como juros de mora, com fulcro no artigo 34 da Lei nº 8.212/91, na redação anterior à dada pela Lei 11.941/2009. (iv) Do percentual aplicado à multa e seu caráter confiscatório. Analisemos. Esta Colenda Turma de Julgamento vem se posicionando reiteradamente, por maioria, em relação ao recálculo dos acréscimos legais, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte: Fl. 173DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 22 A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ressalvase a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17460.000565/200757 Acórdão n.º 240301.239 S2C4T3 Fl. 160 23 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NAS PRELIMINARES, acolher a decadência até a competência 02/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º, CTN, no MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 175DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Recurso parcialmente procedente. Vistos, relatados e discutidos os presentes au tos de recurso interposto por MILTON CALVO COURA: ACORDAM os -Membros da Primeira Camara do Pri- meiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar ° provimento parcial ao recurso, para ajustar a exig2ncia ao .decidi do no processo matriz, nos termos do relat g rio e voto que passam' a integrar o presente julgado. ..la +as Se s'Oes (DP), em 18 de julho de 1991. PRESIDENTE _ D iRODRI ES , NE : • RELATOR I ir AFONSO o FERREIRA • CAMPOS PROCURADOR VISTO EN DA FAZENDA N.A.CIONAT SESSÃO DE P-; V . v . Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Con selheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIME.NTEL e JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. tr,1 ? -..\ ‹Ok ".. ,>.0,-,:,.•:.!:,,,,:,,,N,,,„ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N° 10835-000.688/90-25 RECURSO N9 : 62.426 ACORDÃO N2: 101-81.806 RECORRENTE:MILTON CALVO COURA RELATÓRI O _ _ MILTON CALVO COURA, CPF n9 058.866,.458-88, recor- re da decisão do Senhor Delegado da Receita Federal em Presidente Prudente - SP, que indeferiu parcialmente a impugnação ao auto de infração de fls. 01. A exigência é de imposto de renda pessoa física no valor equivalente a 983,71 BTNF, que mais os acréscimos legais -• elevou-se a 1.767,00 BTNF, até 31.05.90, em virtude da classifica ção na cédula "F" da declaração de rendimentos de lucros conside- rados automaticamente distribuídos, proporcionalmente ã participa ção de cada sócio no capital social, em decorrência de constata çãó de omissão de receitas na empresa COURA COMÉRCIO DE MADEIRAS' LTDA.., C.G.0 n9 52.979.465/0001-30, optante pela tributação com base no lucro presumido, com enquadramento legal nos arts. 29, '§. 79; 389; 396; e 397, II, do RIR/80. , Ciência no próprio auto de infração em 21.05.90. Impugnação, tempestiva, fls. 19, discordando par- cialmente da exigência pelas mesmas razões da impugnação apresen - tada no processo matriz, juntada por cópia, fls. 14/16. Informação fiscal, fls. 18/20, opinando pela manu tenção parcial do lançamento. kiork 41À \. nfr I SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10835-000.688/90-25 3 Acórdão n9 101-81.806 Às fls. 22/25, cópia da decisão de primeira ins=. tãncia prolatada no processo matriz, julgando parcialmente proce- dente o lançamento relativo ao IRPJ. Decisão de primeiro grau, fls. 26/27, julgando parcialmente procedente o presente lançamento, sob a seguinte ementa: "Aplica-se no processo da pessoa física, o decidi do no da pessoa jurídica do qual é decorrência.— Lançamento parcialmente mantido." Ciência da decisão em 11.08.90, fls. 30. Inconformado, o contribuinte, em 11.09 , .90, inter- pôs o apelo de fls. 32, discordando da decisão singular pelas mes mas razões do recurso interposto no processo matriz, juntado por cópia, fls.33/34. É o relatório. (A\A4‘ „ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10835-000.688/90-25 4 Acórdão n9 101-81.806 VOTO Conselheiro Cândido Rodrigues Néuber, relator: O recurso é tempestivo. A exigência objeto deste processo é decorrente daquela constituída no processo n9 10835-000.096/90-86, cujo re-- curso, protocolizado neste Conselho sob n9 98.553, foi apreciado' por esta Câmara, que lhe deu provimento parcial para excluir da base de cálculo do IRPJ a parcela de Cz$ 17.963,56, no exercício' de 1988, conforme Acórdão n9 101-81.757, de 16.07.91. , A recorrente nada de novo aduziu ao processo, li- mitando-se a repetir as razões do recurso voluntário interposto no processo matriz, as quais nele foram apreciadas. Confirmado, parcialmente, no processo matriz a ocorrência de omissão de receitas, em pessoa jurídica tributada I com base no lucro presumido, é procedente a tributação reflexa na pessoa física dos só- Cios a teor do disposto nos arts. 29, § 79 : ; 34, IV; 389; 396; e 397 do RIR/90. u Em se tratando de lançamento decorrente,a soluçãO dada atilrEiãio principal estende-se ao litígio decorrente em razão' da íntima vinculação entre causa e efeito. , Voto no sentido de dar provimento parcial ao re- curso para ajustar a exigência do IRPF ao decidido no processo matriz. h -Int-IDO -RODRIGU . xEUBER - RELATOR. 11fl.,) 14 ., Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10783.002243/89-35
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Negado provimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SERVITRAN LTDA. - VIGILÂNCIA E TRANSPORTE DE VALORES. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con i selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relat6rio e voto que passam a integrar o presen te julgado. Sala das SessOes(DF), em 12 de julho 1990 URGEt—PERE "A 4IPES - PRESIDENTE t j CRISTNÃO ANCHIETA DE PAIVA - RELATOR VISTO EM AFONCO CELSO FERREIR,. DE CAMPOS - PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: 4 2 4eNp_n ZENDA NACIONAL I AL 1Nu Participaram, ainda do presente julgamento,os seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL , CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER E JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. Ausente por motivo justificado o Conselheiro FRANCISCO DE ASSIS MIRANDÁ. 2 ! SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N c? 10783-002.243/89-35 RECURSOW 58.104 ACORDÃON9: 101-80.384 RECORRENTE; SERVITRAN LTDA. - VIGILÂNCIA E TRANSPORTE DE VALORES RELATÓRIO_ Pelo processo n9 10783-002.244/89-06 7 que transitou por este Conselho e Câmara sob o recurso n9 96.407, a Administração' Tributária promoveu contra SERVITRAN LTDA. - VIGILÂNCIA E TRANSPORTE DE VALORES cobrança de ofício do imposto de renda do exercício de 1985 e 1986. - Como decorrência daquele procedimento, lavrou-se o auto de fls. 1, pelo qual se exige a contribuição para o Fundo de Participação do Programa de Integração Social (pIS-Repique) e mais os acréscimos de correção monetária, juros de mora e multa de ofí- cio. O auto reflexo foi cientificado a parte em 26.04.89' (fls. 4) e impugnado em 24.05.89(fls. 05), pela peça de fls. 6/7, onde sustenta a desnecessidade deste reflexo, já Que a exigência do PIS-Repique é decorrência do julgamento que seja dado ao matriz. O autor do feito pronuncia-se as fls. 9, opinando pe- la manutenção da ação. A autoridade singular julga o feito reflexo (fis.17), em sintonia com o decidido no matriz (fls. 11). Cientificada da decisão em 04.01.90(fls. 19), a inte, ressada recorre em 1.2.90(fls. 20), pedindo a improcedência deste 're 4) , „ OMF - DF/19 c-C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10781-002.243/89-35 3 Acórdão n9 101-80.384 flexo em face do recurso interposto no processo principal. É o relatório. VOTO Conselheiro Cristóvão Anchieta de Paiva, Relator: O recurso é tempestivo. Conheço dele. • Cobra-se aqui, com relação aos exercícios de, a con- tribuição devida ao Fundo de Participação do Programa de Integração' Social pela empresa recorrente (PIS-repique) emconsequência do im- posto de renda dela cobrado de ofício através do processo número 10783-002.244/89-06, cujo recurso neste Conselho.tomou o n9 9 ,6.407 e foi julgado pelo acórdão n9 101-80.231, desta Câmara. O presente apelo nada opõe de específico contra a exigência da contribuição e acréscimos mantidos pela decisão recorri da. Com sua apresentação, a recorrente deixa ver que pretende unica mente o ajustamento da cobrança reflexa ao imposto que viesse a ser mantido por esta instância no processo principal. Como este Conselho negou provimento ao recurso n9 96.407 ,, nada justifica a revisão pleiteada, em face da torrencial jurisprudência administrativa, segundo a qual a sorte do processo I principal comunica-se, em tese, à do feito reflexo. Inexistindo aqui circunstâncias que invalidem esse princípio, nego provimento ao recurso. É o meu voto.(17 I CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA - RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 19515.000536/2002-23
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2007
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Nome do relator: Nadja Rodrigues Romero
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Segundo Conselho de Contribuintes Mat. Sia e 94442 e .,•.,./fic>: . 'it.fic3t' Processo n2 : 19515.000536/2002-23 Recurso n2 : 133.844 Acórdão n2 : 202-18.327 Recorrente : DRJ EM CAMPINAS - SP Interessada : Lumina Saúde S/A (nova denominação de Cooperativa de Usuários de Assistência Médica de São Paulo) COFINS. SOCIEDADES COOPERATIVAS. Consoante o AD/SRF 088/99, as Contribuições para o PIS/Pasep e para Financiamento da Seguridade Social - Cofins devidas pelas sociedades cooperativas serão apuradas de conformidade com o disposto na Medida Provisória n2 1.858-7, de 29 de julho de 1999, relativamente aos fatos geradores ocorridos a partir do mês de novembro de 1999. . Recurso de oficio negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela DRJ EM CAMPINAS - SP. ACORDAM os • Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por Ínimidade dvotos, em negar provimento ao recurso de ofício. \ Sal das Sessões, em 1 de setembro de 2007. c______ 621671114-44- , Antonio Carlos Atuli :4t m Presidente V\ ,(. ,,i Nadja Rodrigues Romero Relatora . Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, Antonio Zomer, Ivan Allegretti (Suplente), Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martinez Lopez. 1 e-mTESMF - SEGOCD CONSELHO DE CO?. RiB CONFERE COM O ORIGiNAL Ministério da Fazenda 22 CC-MF Bras' lia, ‘714 Segundo Conselho de Contribuintes Cena Maria de Atbuquer • ue Fl. Mat. Sia e 94442 ler - Processo n2 : 19515.000536/2002-23 Recurso n2 : 133.844 Acórdão n2 : 202-18.327 Recorrente : DRJ EM CAMPINAS - SP RELATÓRIO Contra a contribuinte retromencionada foi lavrado auto de infração com exigência fiscal de Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - Cofins, nos anos-calendários de 1999 a 2002, incluindo o principal, multa de oficio e os juros de mora, estes calculados até julho de 2002. A fiscalização informa no Termo de Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 26/28, a seguinte infração e seu fundamento legal: "001 — COFINS. DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO — COF1NS (VERIFICAÇõES OBRIGATÓRIAS). Durante o Procedimento de verificações obrigatórias foi constatado o não recolhimento da COF1NS sobre ATOS COOPERADOS, a partir de julho de 99, conforme o descrito pormenorizadamente no TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL, anexo a este AUTO DE INFRAÇÃO. (.) Enquadramento Legal: Art. 77, inciso III, do Decreto-Lei n°5.844/43; art. 149 da Lei n° 5.172/66; art. 1° da Lei Complementar n° 70/91; Arts. 2°, 3° e 8°, da Lei n° 9.718/98, com as alterações da Medida Provisória n° 1.807/99 e suas reedições, com as alterações da Medida Provisória n°1.858/99 e suas reedições." Inconformada com o feito fiscal, a autuada, no devido prazo legal, apresentou a Impugnação de fls. 33/50, acompanhada dos documentos de fls. 51/281, na qual traz os seus argumentos de defesa, assim resumidos pela DRJ: - as atividades desenvolvidas pela impugnante "são de assistência à saúde de seus associados e dependentes, sem qualquer finalidade de lucro," portanto, não se trata de uma "cooperativa de médicos, conforme exemplos citados e documentação anexada aos autos"; - cita o art. 79, da Lei n2 5.764, de 16 de dezembro de 1971, e assevera que "No caso das cooperativas de serviços médicos 09. ex. Unimed), os atos cooperados são os do exercício de suas atividades em beneficio de seus associados que prestam serviços médicos a terceiros. Além destes, há os atos não cooperados, que são os serviços de administração a terceiros que adquirem seus planos de saúde. Nesse tipo de cooperativa (de médicos) os primeiros atos (os cooperados) são isentos de tributação e os segundos (os não cooperados) são sujeitos ao pagamento de tributos, pois praticam atividades empresariais de prestação de serviços remunerados no relacionamento com terceiros. 2 MF - SEGU NDO CO.NSELHO DE CONTRifRENTES CONFERE COMO GUINAI_ Brasília (0 ( 2Q CC-MF V Ministério da Fazenda Ceima Maria de Albuquerque A. '414:Kt Segundo Conselho de Contribuintes Mat. Sia e 94442 ir Processo n2 : 19515.000536/2002-23 Recurso n2 : 133.844 Acórdão n2 : 202-18.327 - "por isso, a impugnante não deve ser confundida ou equiparada, para efeitos fiscais, a uma cooperativa de serviço médico, muito menos a uma sociedade mercantil, pois, enquanto essas atuam em nome próprio, a cooperativa de usuários sempre age em nome de seus cooperados;" - no seu caso, "cabe ressaltar a dupla relação que se estabelece com seus cooperados, que são, ao mesmo tempo, os titulares da vontade social da impugnante e beneficiários dos serviços por ela prestados, razão pela qual, todos os atos da cooperativa de usuários são enquadrados como atos cooperativos;" - "com relação aos atos não cooperativos praticados pela impugnante, diz que os tributos foram devidamente recolhidos, conforme cópias de Darf que anexa à petição;" - o Auto de Infração questionado foi realizado "com base em pretensa revogação da isenção das cooperativas, revogação essa que não pode prevalecer, por ter sido feita por medida provisória, de hierarquia inferior à lei complementar, que concedeu a isenção da Cofins; " - "Reproduz doutrina de Roque Antonio Carrazza, discorrendo sobre o princípio da hierarquia das normas jurídicas, a supremacia da Constituição Federal e os princípios constitucionais tributários; " - "Transcreve extensa jurisprudência, para dar suporte a sua argumentação, dizendo que as decisões firmaram-se em três campos distintos: 19 afastamento da exação para as cooperativas propriamente ditas; 29 não incidência da Cofins para as cooperativas; e 32) campo das sociedades civis de profissão regulamentada, em posição paradigmática com relação às cooperativas, pois a revogação da isenção da Cofins para aquelas sociedades foi igualmente realizada por medida de hierarquia legal inferior à lei complementar que a concedeu;" "Requer, ao final, o cancelamento do Auto de Infração, afastando a tributação lançada, bem como as multas exigidas." A Delegacia da Receita Federal em Campinas -- SP apreciou as razões de defesa postas na peça impugnatária e o que mais consta do autos, decidindo pela procedência parcial do lançamento, por meio do Acórdão n2 7.166, de 12 de agosto de 2004, assim ementado: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002 Ementa: CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS. A autoridade administrativa não tem competência para decidir sobre a constitucionalidade de leis e o contencioso administrativo não é o foro próprio para discussões dessa natureza, haja vista que a apreciação e a decisão de questões que versarem sobre inconstitucionalidade dos atos legais é de competência do Supremo Tribunal Federal CONFORMIDADE DE LEI ORDINÁRIA À LEI COMPLEMENTAR. 3 Ur---SEGUta CO345E1 HO DE CONTRiafiNTES I CONFERE COMO OR:GNAL • ?I! taraSiiia. O LI ( 2Q CC-MFMinistério da Fazenda rP:P.I:N,X- Segundo Conselho de Contribuintes Cehna Maria . de Albuquerque Mat. Sia e 9t442 Processo n2 : 19515.000536/2002-23 Recurso n2 : 133.844 Acórdão n2 202-18.327 Da mesma forma, falece competência à autoridade administrativa para o exame da legalidade de lei, assim entendido o exame da conformidade de lei ordinária à lei complementar. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002 Ementa: SOCIEDADES COOPERATIVAS. A partir da edição da Medida Provisória n° 1.858-6, de 1999, a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — COFINS, é exigida sobre o faturamento das Sociedades Cooperativas, correspondendo este à receita bruta, a totalidade das receitas auferidas pela sociedade cooperativa, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. Excluem-se os períodos de apuração anteriores a novembro/1999, nos termos do Ato Declaratório SRF n° 88, de 17/11/1999. Lançamento Procedente em Parte". Em cumprimento ao disposto no art. 34 do Decreto n2 70.235, de 06 de março de 1972, com as alterações introduzidas pela Lei n2 9.532, de 10 de dezembro de 1997, combinado com a Portaria MF n2 375, de 07 de dezembro de 2001, a DRJ em Campinas - SP recorre de oficio a este Conselho de Contribuintes, em relação à parcela do crédito tributário exonerado. É o relatório. ,a„,tc..-- 4 - SEGUNDO CONSE I HO CE CONTRIBUINTES • CONFERE CCM O °UMA:. • - Ministério da Fazenda ezr-siiia, O ti CC-ME .0'. Segundo Conselho de Contribuintes Celma Maria de Albuquer que Fl. Mat. Sia e 94442 Processo n2 : 19515.000536/2002-23 Recurso n2 : 133.844 Acórdão n2 : 202-18.327 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA NADJA RODRIGUES ROMERO O recurso interposto apresenta as condições de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relato, a matéria objeto do presente recurso de oficio restringe-se à aplicação à Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - Cofins da Medida Provisória n2 1.858-7, de 29 de julho de 1999, no período de julho a outubro de 1999. As contribuições para a seguridade social, previstas no art. 195 da Constituição Federal de 1988, submetem-se à exigência do transcurso do prazo de 90 (noventa) dias contados da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, para que alcance os fatos geradores A Administração Tributária Federal em atendimento ao princípio constitucional da anterioridade nonagesimal, em relação à suspensão da isenção anteriormente concedida às cooperativas da Cofins, expediu o Ato Declaratório SRF n2 88, de 17 de novembro de 1999, que dispôs taxativamente: "O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso de suas atribuições e, tendo em vista o disposto na Medida Provisória n° 1.858, de 1999, declara que as contribuições para o PIS/PASEP e para financiamento da seguridade social — COF1NS, devidas pelas sociedades cooperativas, serão apuradas de conformidade com o disposto na Medida Provisória n° 1.858-7, de 29 de julho de 1999, relativamente aos fatos geradores ocorridos a partir do mês de novembro de 1999." Como se vê no presente caso, o ato citado tratou especificamente da questão posta no recurso de oficio, concluindo que a vigência da MP n 2 1.858-7/1999 teve seus efeitos para os fatos geradores a partir de novembro de 1999. Portanto, não merecendo qualquer reparo a decisão recorrida que cancelou os lançamentos relativos aos períodos de apuração de julho/1999 a outubro/1999. Acrescente-se ainda que as reiteradas decisões deste Conselho de Contribuintes têm sido no sentido de que a Contribuição para Financiamento da Se guridade Social — Cofins devida pelas sociedades cooperativas será apurada de conformidade com o disposto na Medida Provisória n2 1.858-7, de 29 de julho de 1999, relativamente aos fatos geradores ocorridos a partir do mês de novembro de 1999. Assim, oriento meu voto no sentido de negar provimento ao recurso de oficio interposto pela DRJ em Campinas - SP. - Sala das Sessões, em 19 de setembro de 2007. Ljc' NADJA RODRIGUES ROMERO 5
score : 1.0
Numero do processo: 13807.003537/2002-68
Data da sessão: Thu May 20 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu May 20 00:00:00 UTC 2010
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 2002
PEREMPÇÃO. O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais é de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância, ex vi do disposto no art 33 do Decreto n° 70,235, de 1972. Recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que, nos termos do art 42 do mesmo diploma, a
decisão de primeira instância já se tornou definitiva.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 1302-00.282
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por ser intempestivo, nos termos do relatório e voto que integram o presente
julgado.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARAES
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'' ::.:. ".. MINISTÉRIO DA FAZENDA .,Nn --. .,,.,,- ..4.-' CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS o ;3- Nrkm4: . ::, _,..f.k PRIMEIRA SEÇÃO DE. JULGAMENTO Processo n" 13807,00.3537/2002-68 Recurso n° 168.276 Voluntário Acórdão n" 13024)0.282 — 3" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 20 de maio de 2010 Matéria IRPJ - EX.: 2002 Recorrente COTIA PENSKE LOGISTICS LTDA. (ATUAL PENSKE LOC3ISTICS DO BRASIL LTDA.) Recorrida 44' TURMA/DRJ-SÃO PAULO/SP I ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2002 PEREMPÇÃO. O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais é de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância, ex vi do disposto no art 33 do Decreto n° 70,235, de 1972. Recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que, nos termos do art 42 do mesmo diploma, a decisão de primeira instância já se tornou definitiva, Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por ser intempestivo, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. %.,...„........„._,.Q.___, MARCOS RODRIGUES DE MELLO - Presidente . ( WILS N FERNA fILI40.'" IMA' : S - Relator EDITADO EM: 2 ..,-~' 1 2 1 010 Participaram is • ente julgamento, os Conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Guilherme Pallastri Gomes da Silva, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Eduardo de Andrade, Irineu Bianchi e Marcos Rodrigues de Mello. 1 Relatório COTIA PENSKE .LOGISTICS LTDA. (ATUAL .PENSKE LOGISTICS DO BRASIL LTDA.), já devidamente qualificada nestes autos, recorre a este Conselho contra a decisão prolatada pela 4" Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, São Paulo, que não conheceu a manifestação de inconformidade apresentada contra o despacho decisório exarado pela Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em São Paulo, Trata o processo de pedido de restituição de Imposto de Renda, relativo ao ano-calendário de 2001, cumulado com pedidos de compensação. A decisão prolatada pela 7" Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo foi assim ementada: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO. MANIFESTA çÃo DE INCONFORMIDADE INTEMPESTIVA A Manifestação de Inconformidade deve ser apresentada ao órgão preparador no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da ciência da intimação, nos temos cio artigo 23 do Decreto irú 70 235/72. Não obedecido referido prazo, não se instaura a fase litigiosa do procedimento (ex vi artigos 14 e 15 cio 111eS1110 diploma legal), razão pela qual dela não se conhece. Inconformada, a contribuinte impetrou o recurso voluntário de fls. 557/563, por meio do qual sustenta que, tendo em vista que os documentos que deram suporte aos pedidos de restituição e de compensação foram apresentados nos autos, deve a Administração Pública, em função do seu dever de oficio, regularizar a situação fiscal do contribuinte, conforme determina o principio da verdade material. É o Relatório. 2 Processo n" 13807.003537/2002-68 S1-C3T2 Acórdão n.° 1302-IA282 Fl. 2 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães PRELIMINAR PEREMPÇÃO A contribuinte foi cientificada da decisão de primeira instância no dia 13 de agosto de 2008, conforme documento de fls, 529, iniciando-se a contagem do prazo para ingresso do recurso voluntário no dia 14 de agosto. Entretanto, de acordo com o documento de fls. 557, a contribuinte só impetrou recurso voluntário 10 de outubro de 2008. Consoante as disposições constantes do Decreto n" 70.2.35, que dispõe sobre o Processo Administrativo Fiscal, temos que: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão Art 42, São definitivas as decisões: 1 - de primeira instância esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; . . O prazo para interposição do recurso venceu no dia 12 de setembro de 2008, sendo, portanto, o recurso apresentado em 10 de outubro do mesmo ano, intempestivo, decorrendo daí que a decisão prolatada em primeira instância passou a ser definitiva. Assim, considerando que a empresa não cumpriu o prazo previsto no art. .33 do Decreto n° 70.235, de 1972, para interposição do recurso voluntário contra a decisão exarada em primeira instância e que não se encontra na peça de defesa apresentada contestação acerca da aludida intempestividade, deixo de conhecer o recurso, por perempto. WILSO FERNA 14N`5,-wTA S Relator 3
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Recorrido - DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM MANAUS - (AM). IRPJ - RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - Uma vez não comprova do (s) erro (s) cometido (s) com base em documentação robusta, hãbil e idõ- nea, observadas as limitações e restri- ções da legislação, não e de ser acei ta. Negado provimento por unanimida- de. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RUBEN MELO - INDUSTRIA E COMERCIO, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con selho de , ontribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso .J. ;/"./) Sala das S-sr-s )0F), em 20 de outubro de 1983. / ,ii , 1 1 / 1)1111ANADOR OU' '' t./ RNANDEZ - PRESIDENTE FERNANDO ,-"CERO VEL OSO - RELATOR :'_::---:-_-,--1-1;---e <,-,(' it,,v_------' VISTO EM AGOSTINHO FLORES - PROCURADOR DA SESSÃO DE: 9 fl Inf 3 FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: SYLVIO RODRIGUES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, AGOSTINHO SERRANO FILHO, BRAZ JANUARIO PINTO E RAUL PIMENTEL. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0 283/019 377/81-05 RECURSO N9: 84.934 ACÓRDÃO N9: 101-74.774 RECORRENTENQ: RUBEN MELO - INDÚSTRIA E COMÉRCIO, IMPORTAÇÃO EXPORTA ÇÃO LTDA. RELATÓRIO_ RUBEN MELO - INDÚSTRIA E COMÉRCIO, IMPORTAÇÃO E EX PORTAÇÃO LTDA, com domicilio fiscal em Manaus,AM„, recorre da deci- são singular que manteve a exigência de imposto de renda, multa e acréscimos do Ex. 80. O procedimento fiscal iniciou-se com o Lançamento Suplementar de fls, por onde foram detectadas as seguintes irregu- laridades: Cal redução indevida do Lucro da Exportação - valor de clarado = Cr$ 28.458.600,00; valor corrigido - Cr$ 24.470.601,00 e Cb1 Redução/Isenção do imposto eSudan) pleiteado a maior - valor de . clarado = Cr$ 12.772.116,00; valor corrigido Cr$ 717.305,00. En decorrência f0 j: emitida notificação para paga-- mento do crédito tributãrio devido - imposto originerio de Cr$ 1,827.349,G0 mais PIS de Cr$ 96.176,00 totalizando Cr$1.923,515,00 CrR de 35% si Lucro Real de Cr$ 7.545.231,00. - com os acréscimos de correção monetêria, multa e juros. Tempestivamente, solicitou retificação do Lançamen to em teia atras do instrumento prOprio - SRLS - por onde ale- ga que: Cai Teria indicado erroneamente a receita liquida pois in cluiu a importância de Cr$ 7.513.298,00 como receita de exportação quando na realidade correspondia a receita a venda de mercadorias no mercado interno; (1)1 Ainda por lapso, teria considerado a quan- tia relativa aos recebimentos de incentivos fiscais, como rece Mr) DMF - DF/19 C-C - Secgraf - i, /75 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0283/019.377/81-05 3. AcOrdão n9 101-74.774 tas de atividades não incentivadas, quando na verdade corresponderia a receita de exportação innentivada; e, finalmente (c) Houve erro na transposição do Lucro Liquido do Exercício do quadro prOprio pa ra o quadro referente ao Demonstrativo do Lucro da Exploração, bem como para o demonstrativo do cálculo da redução/isenção. Junta os anexos - fls. 07/10 - com novos demons- trativosdo Lucro da Exploração, Lucro Real, Receitas Liquidas por Atividade, Receita Líquida e cálculo do imposto. Conclui ser devi- do o imposto originário e Pis da ordem de Cr$ 467.440,00. Vale re_ gistrar que em seus anexos indica, entre outros valores, os seguin_ tes: a. LUCRO DA EXPLORAÇÃO ........ .30.680.292 (fls.09) Ativ. isenta 2 052.511 ExportaçOes 28.627.780 b. LUCRO LÍQUIDO 30.680.292 (fls.10) Adiçaes 1 335.540 Excl. (Export)...28.627.780 Lucro Real 3.388.052 c . IMPOSTO DEVIDO .. . . . . . . . . . . . 467.440 (fls.07) 35% do lucro rea1.1.185.818 Red./Isenção 718.378 d. IMPOSTO A RECOLHER . ........ _444.068 (fls.07) PIS teeceeweeweseeeee,,e. 23.372 TOTAL WWW4elow ecoo casca os 467.440 A autoridade incumbida de apreciar a SRLS apresen_ tadainclefete a solicitação sob o fundamento de que para retificar os valores informados, vários itens da declaração seriam modificados, implicando em retificação da declaração de rendimentos apresenta-- da, o que seria defeso pela legislação. Inconformada apresenta impugnação de fls. 1/3,com anexos, reiterando fosssem feitas as alteraçOes solicitadas, sen- do que o seu indeferimento justifica a apresentação do recurso em relato. - Em seu recurso voluntário, alega que o mero erro no preenchimento da declaração não constitui fato gerador do impo /1fr / ;55'> SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0283/019.377/81-05 4. AcOrdão n9 101-74.774 to, aproveitando para fazer um outro demonstrativo reconhecendo, co_ mo já o fizera por quando da apresentação da SRLS que, efetivamente, a importância relativa a redução/isenção (Sudene) não correspondia aos Cr$ 12.772.116,00 decluidos em sua declaração original. Apesar de não admitir que seriam somente os Cr$ 717.305,00, expressamente consigna que seriam Cr$ 718.378,00. Vale registrar, entre outros, alguns dos valores constantes do demnnstrativo apresentado pelo recorrente. Segundo a- lega, os números abaixo seriam os corretos: a. LUCRO DA EXPLORAÇÃO _30.680.282 (fls.52) Ativ. isenta .....2.052.512 Exporta26es .....28.624.712 Ativ. Nao incent 3 068 b. LUCRO LIQUIDO ... .... .......30.680.292 (fls.52) Adiçaes ..... ..... 1.335.540 Excl. (export) _28.624.712 Lucro Real 3.391.120 c. IMPOSTO DEVIDO ............. 468.513 (fls.52) 35% do L.Real 1.186.892 Red.11senção 718.379 d. IMPOSTO A RECOLHER ......... 445.088 (fls.53) PIS 0,e4******••• eweee••• 23.425 TOTAL *0..0090.9**We* . e . e . 468.513 Por solicitação do relator, em 15.04.82 o Presi- dente da Câmara autorizou diligência afim de que a repartição de o- rigem verificasse junto aos livros de contabilidade do contribuin_ te se a retificação solicitada encontrava amparo nos lançamentos contábeis levados a efeito. A resposta está ás fls. 84 por onde constatamos que o fiscal informante consigna que a recorrente não possui livros e/ou documentos que comprovem o seu lucro da explora- ção, conforme informação obtida junto ao representante da recorren- te, Sr. Roosevelt Cordeiro Pereira de Melo (Termo de Verificação de fls. 85, devidamente assinado no verso). ._ Antes do novo julgamento, a recorrente atravessou petição informando que houve um lapso de informação, já que os li vros que foramj'' estruldos no incêndio referem-se a períodos anterio res ao Ex. 80 I .,,, SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0283/019.377/81-05 J. Acórdão n9 101-74.774 Considerando o exposto, a la. Cãmara deste 19 Con- selho de Contribuintes resólve por nova diligência para exame dos livros na data de 15.09.82, como se depreende da Resolução n9 101- -0.730 às fls. 93/94. A informação fiscal de fls. 96 pode ser assim resu mida: (a) Não pode chegar ao lucro da exploraçãó na medida em que teria que partir do lucro líquido do exercício e, verificando o Diá rio do recorrente, conclui que e impossível chegar a um resultado satisfatório; (b) Registra que outro fiscal, encarregado de uma fis calização muito mais abrangente, envolvendo vários exercícios, inda gado a respeito do lucro da exploração, informou não ter encóntra- do nenhuma irregularidade quanto a esse tópico. 2 o relatório. VOTO Conselheiro FERNANDO CÍCERO VELLOSO, Relator: A infinidade de lapsos acontecidos no curso dessa ação chega a ser assustadora. Primeiramente, do próprio contribuin- te ao preencher sua declaração, segundo alega. Depois, do próprio recurso ou mesmo da impugnação, não é possível ter certeza, ao indi carem números absolutamente discrepantes para um mesmo fim, como se verifica do relatório - basta comparar os valores destacados no rela- tório como informados na SRLS com aqueles informados no recurso e também constantes do relatório. E finalmente da empresa ao afirmar, no dia 13.07.82, que não dispunha dos livros já que haviam sido des- truidos por um incêndio, para, posteriormente, menos de um mês após, vir a esse Conselho afirmar que os livros existiam e estavam a dis- posição da fiscalização que lã chegando, constatou o que a empresa já sabia, ou seja, existiam sim, mas eram imprestáveis para proce- der a diligencia desejada. O lançamento suplementar foi feito com base nos próprios números fornecidos pela recorrente ao preencher a sua de claração, e, vale ressaltar que o erro no transporte do Lucro da E,Ai / SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0283/019.377/81-05 6. Ac6rdão n9 101-74.774 ploração, bem como do Lucro Líquido do Exercício foi corrigido. Ainda assim, considerando que o prOprio recorrente admite não ser de Cr$ 12.772.116,00 a importãncia relativa a redu- ção/isenção (Sudene), devendo prevalecer a encontrada pela fiscali- zação - Cr$ 717.305,00 - e não a simplesmente alegada pelo recorren te, retificando a originalmente declarada - Cr$ 718.378,00 (fls.04) - o imposto e devido. Segundo a SRLS seria um imposto é PIS de Cr$ 467.440,00. De acordo com o recurso, um imposto e PIS de Cr$ 468.513,00. Caso admitamos como certo a SRLS apresentada pelo prOprío contribuinte, chegaríamos a conclusão que no Lucro da Explo ração a participação de receitas de atividades não incentivadas e igual a zero (fls. 09). Caso resolvamos optar pelo recurso do mes- mo contribuinte, entretanto, a participação dessas receitas de ati- vidades não incentivadas seria igual a Cr$ 3.068,00. Ora, o contribuinte alega que o lançamento está er rado porque fez a sua declaração de forma incorreta mas não compro va porque fez ou como fez, apesar de insistentemente solicitado a tanto. Os livros são imprestáveis, conforme ficou clara-- mente constatado. O fato de outro fiscal não ter verificado qual quer irregularidade no cálculo do lucro da exploração em nada ajuda o recorrente. Com efeito, não era essa a irregularidade que fiscali zava. Não se sabe se comparou o lucro verificado com aquele incluí- do em sua declaração, o retificado pela SRLS ou mesmo o contido no recurso. Enfim, nada restou provado. E era ao prOprio contribuinte quem deveria ter o maior interesse em comprovar as suas alegações, já que as fez, ini- - cialmente,aind que de forma confusa, sem ninguém solicitar. Na medida em que as alegações não ficaram comprov=i # r- // SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0283/019.377/81-05 7. Ac5rdão n9 101-74.774 das e que o simples erro de transporte foi levado em conta no lança mento suplementar, entendo que rião deve prosperar o recurso em jul- gamento. Com efeito, a matéria tributável, foi assim deter_ minada: Lucro Liquido exercicio 30.680,282 (fls.27) Desp. Op. Não dedutiveis 1.335.540 (fls.10/17) Red. Exportação 24.470.601 (fls.06/27) Lucro Real QeeeleC.I.Q... ***** 7.545.231 IR ... e .• . ... , • 2 640.820 Bedução/Isenção (Sudene) ( 717.305) (f1s.06) TOTAL APAGAR ........ * .. ..... . .... 1.923.315 Imposto **09.,$ 1.827•349 PIS ........ ... 96.176 As únicas divergências, que dizem respeito a Redu_ ção em decorrência exportação que o recorrente alega ser de Cr$ .. 28.627.780,00 ao invés de Cr$ 24.470.601,00 e a Isenção/Redução (Su dene) que o recorrente alega ser de Cr$ 718.378,00 ao invés de Cr$ 717.305,00, não obstante reconhecer que não são os Cr$ 12.772.116k00 pleiteados inicialmente em sua declaração, não ficaram comprovadas. Isto posto e considerando tudo mai ue dos autos consta, voto pela n gativa de provimento ao recurso Eli / FIDO fffko VEL -0,50 - RFLATOR , // I I Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10380.003061/2003-14
Data da sessão: Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 1999
COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS ACIMA DO LIMITE de 30%. Impugnação não conhecida porque houve a opção pela via judicial.
RECURSO PARA AFASTAR A MULTA DE 75% EM RAZÃO DA DECISÃO JUDICIAL FAVORÁVEL A CONTRIBUINTE.
Decisão favorável não vigente na época da autuação.
Lançamento da multa procedente.
Numero da decisão: 1801-000.186
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Cheryl Berno
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ementa_s : Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 1999 COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS ACIMA DO LIMITE de 30%. Impugnação não conhecida porque houve a opção pela via judicial. RECURSO PARA AFASTAR A MULTA DE 75% EM RAZÃO DA DECISÃO JUDICIAL FAVORÁVEL A CONTRIBUINTE. Decisão favorável não vigente na época da autuação. Lançamento da multa procedente.
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA TURMA ESPECIAL Processo n' 10380.003061/2003-14 Recurso n° 153.944 Voluntário Matéria IRPJ - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS ACIMA DE 30% Acórdão n° 1801-00.186 Sessão de 11 de mat-go de 2010 Recorrente HOT ADMINISTRAÇÃO PARTICIPAÇÃO LTDA. Recorrida DRJ-FORTALEZA/CE Assunto: Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 1999 COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS ACIMA DO LIMITE de 30%. Impugnação não conhecida porque houve a opção pela via judicial. RECURSO PARA AFASTAR A MULTA DE 75% EM RAZÃO DA DECISÃO JUDICIAL FAVORÁVEL A CONTRIBUINTE. Decisão favorável não vigente na época da autuação. Lançamento da multa procedente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. ANA E BARROS FERNANDES - Presidente. JHERYL OZyd O - Relatora. EDITADO EM: ,11j ou1/O JU Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, André Ricardo Lemes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Cheryl Bemo, Marcos Vinícius Barros Ottoni e Ana de Barros Fernandes. Relatório Foi lavrado auto de infração, ciência pelo contribuinte em 04.04.2003, de Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ, conforme consta na fl. 4, "glosa de prejuízos compensados indevidamente — inobservância do limite de 30%". A autuada apresentou impugnação, fl. 53 e seguintes, alegando direito adquirido à dedução dos prejuízos fiscais e que o art. 42 da Lei n° 8.981/95 fere o art. 43, I e II do Código Tributário Nacional, além do que aplicá-lo resulta na alteração do conceito de lucro. Documentação de fls. 41 a 48 dos autos demonstra que a Recorrente discute a questão perante o Poder Judiciário, autos n° 1999.81.00.020458-7. Fl. 140/1 despacho concedendo a medida liminar, fl. 46 a 48 decisão do TRF da 5' Região revogando a medida liminar, datada de 12.12.2000. Fls. 66 a 71 a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Fortaleza — CE não conhece da impugnação porque entende que ao ajuizar ação judicial sobre o assunto a impugnante abriu mão da discussão na via administrativa. Fl. 81 e seguintes consta Recurso Voluntário no qual a Recorrente alega ser indevida a multa de 75% porque tinha decisão favorável e que mesmo que ao final seja considerado devido o IRPJ, ainda assim, a multa deveria ser a de mora e não a de 75%. Promove a juntada no recurso, do despacho que concedeu a medida liminar em 4.11.1999 e a sentença concedendo a segurança datada de 19.05.2004. Não traz a certidão de objeto e pé para que se possa verificar a posição atualizada do processo judicial e se a sentença, na data do recurso, 28.6.2006 ainda se mantinha. E o relatório. 2 O - Relatora Processo no 10380.003061/2003-14 Acórdão n.° 1801-00.186 CCOlfr93 l'Is. 2 Voto Conselheira Cheryl Berno Inicialmente é mister destacar que na impugnação não foi discutida a questão da multa e no Recurso Voluntário só se argumentou quanto à questão da multa a ser aplicada no presente caso. A Recorrente alega ser indevida a multa de 75% porque tinha decisão favorável, que afastava as normas que deram ensejo à autuação, e que mesmo que ao final seja considerado devido o IRPJ, ainda assim, a multa deve ser a de mora e não a de 75%. A medida liminar foi concedida em 1999, mas revogada em 2000, sendo que so em maio de 2004 foi proferida a sentença concedendo a segurança, ou seja, após a lavratura do auto de infração, e mesmo assim a Recorrente não junta nenhuma prova de que a sentença continua válida, que não foi reformada pelos Tribunais Superiores. Na página do Tribunal Regional Federal da 5 ' Regido o que se vê 6. que em 10 de maio de 2005 foi proferido acórdão reformando a sentença e dando por legais e constitucionais as normas em questão. Assim, na data da lavratura do auto de infração não havia decisão judicial favorável à Recorrente, razão pela qual a multa foi lançada em conformidade com a lei e com as decisões judiciais vigentes na época do lançamento. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso. 3
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