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Numero do processo: 13629.001173/2007-94
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2001 a 31/03/2007
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ENTENDIMENTO DO STJ. ART. 150, PARÁGRAFO 4º DO CTN.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991.
Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei nº 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN.
As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4º do CTN quando se referirem a débitos devidamente declarados em GFIP.
CONTRIBUIÇÕES A SEGURIDADE SOCIAL DECLARADAS EM GFIP.
As informações apuradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP são suficientes ao lançamento tributário. A não comprovação de erro no que declarado, confirma o acerto dos valores apurados.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-000.579
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a) para reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 04/2002, inclusive.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: OSEAS COIMBRA
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2001 a 31/03/2007 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ENTENDIMENTO DO STJ. ART. 150, PARÁGRAFO 4º DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei nº 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4º do CTN quando se referirem a débitos devidamente declarados em GFIP. CONTRIBUIÇÕES A SEGURIDADE SOCIAL DECLARADAS EM GFIP. As informações apuradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP são suficientes ao lançamento tributário. A não comprovação de erro no que declarado, confirma o acerto dos valores apurados. Recurso Voluntário Provido em Parte
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2001 a 31/03/2007 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ENTENDIMENTO DO STJ. ART. 150, PARÁGRAFO 4O DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4o do CTN quando se referirem a débitos devidamente declarados em GFIP. CONTRIBUIÇÕES A SEGURIDADE SOCIAL DECLARADAS EM GFIP. As informações apuradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP são suficientes ao lançamento tributário. A não comprovação de erro no que declarado, confirma o acerto dos valores apurados. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 110DF CARF MF Emitido em 14/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13629.001173/200794 Acórdão n.º 280300.579 S2TE03 Fl. 106 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a) para reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 04/2002, inclusive. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 111DF CARF MF Emitido em 14/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13629.001173/200794 Acórdão n.º 280300.579 S2TE03 Fl. 107 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve a notificação fiscal entregue ao contribuinte em 14.05.2007, referente a contribuições devidas em razão de remunerações declaradas em GFIP no período 03/2001 a 03/2007. A DecisãoNotificação – fls 62 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte : • A fiscalização, de posse de informações magnéticas denominadas (GFIP's), lavrouse a NFLD 37.091.9149, exigindose contribuições previdenciárias. Alega ainda que não existiram os fatos geradores das contribuições constantes da NFLD, motivo pelo que não há se falar em crédito tributário • No caso presente a NFLD teve como base em arquivos magnéticos, que por si só não tem o condão de dar validade ao lançamento fiscal. Não houve qualquer fiscalização efetiva nos documentos e livros do contribuinte. Pelo contrário, o lançamento pautouse unicamente nos arquivos magnéticos, o que não é de se admitir. • Requer a insubsistência da presente Notificação. É o relatório. Fl. 112DF CARF MF Emitido em 14/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13629.001173/200794 Acórdão n.º 280300.579 S2TE03 Fl. 108 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, nº 08 traz: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 4º ou 173, ambos do Código Tributário Nacional – CTN. A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade do art. 173 seria na hipótese de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) O 150, § 4º, informa: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, Fl. 113DF CARF MF Emitido em 14/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13629.001173/200794 Acórdão n.º 280300.579 S2TE03 Fl. 109 5 tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) A regra do 150 §4º é aplicada quando temos antecipação parcial de pagamento, inocorrência de fraude ou dolo ou débitos declarados em GFIP, caso dos autos. Nessa última hipótese, também já se manifestou o STJ, no rito do art. 543C do Código Processual, consoante RESP 1.143.094/SP e 1.120.295/SP. Aplicandose a regra do prefalado artigo, há que se reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 04/2002, inclusive, uma vez que a ciência do débito foi em 14.05.2007. DOS FATOS GERADORES DECLARADOS EM GFIP O presente débito fundamentouse nos dados declarados na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social – GFIP, documento elaborado pelo próprio recorrente, onde informa todos os fatos geradores de contribuições sociais, sendo instrumento bastante para a lavratura da respectiva notificação uma vez que contém todos os elementos necessários ao lançamento. Caso alguma inconsistência porventura existisse, caberia ao recorrente objetivamente apontálas,o que não foi feito. A lei determina que a empresa entregue a GFIP com os fatos geradores pertinentes, de forma correta, e assim deve ser a presunção da Fazenda, tanto que, para desconstituir o que declarado em GFIP, somente através de provas coletadas em procedimento fiscal específico ou através de outros documentos comprobatórios trazidos pelo contribuinte onde fique evidenciado que errou ao preencher o documento. O decreto n° 3.048/99, em seu art. 225 §1°, determina ainda que a GFIP se constitui em termo de confissão de dívida caso os valores declarados no referido documento não tiverem sido recolhidos, transcrevemos: Art. 225. (...) §1°. As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto nacional do Seguro Social, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos beneficios previdenciários, bem como constituir Fl. 114DF CARF MF Emitido em 14/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13629.001173/200794 Acórdão n.º 280300.579 S2TE03 Fl. 110 6 seão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não recolhimento. Fica assim demonstrado que o contribuinte não trouxe nenhum elemento que desconstituísse o que declarado em GFIP e devidamente lançado. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 04/2002, inclusive. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 115DF CARF MF Emitido em 14/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10580.009744/2007-44
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Dec 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 09/10/2007
PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART, 173, I
DO CTN.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991.
Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN.
Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN.
Uma vez que o Auto se fundamentou exclusivamente em documentos
referentes a período decadente, se faz necessário reconhecer a improcedência do mesmo.
Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2803-000.418
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 09/10/2007 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART, 173, I DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN. Uma vez que o Auto se fundamentou exclusivamente em documentos referentes a período decadente, se faz necessário reconhecer a improcedência do mesmo. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-08-27T20:05:08Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-08-27T20:05:08Z; Last-Modified: 2011-08-27T20:05:08Z; dcterms:modified: 2011-08-27T20:05:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:3fd556f2-2124-4b24-9018-4ea6c40aaaf9; Last-Save-Date: 2011-08-27T20:05:08Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-08-27T20:05:08Z; meta:save-date: 2011-08-27T20:05:08Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-08-27T20:05:08Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-08-27T20:05:08Z; created: 2011-08-27T20:05:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2011-08-27T20:05:08Z; pdf:charsPerPage: 1468; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-08-27T20:05:08Z | Conteúdo => E LIMA - Presidente. S2-TE03 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10580.009744/2007-44 Recurso n° 272.647 Voluntário Acórdão n° 2803-00.418 — 3' Turma Especial Sessão de 2 de dezembro de 2010 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente MENDONCA COM DE ESTIVAS E CEREAIS Recorrida SRP-SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 09/10/2007 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART, 173, I DO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n ° 8.212, lid que serem observadas as regras previstas no CTN. Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN.. Uma vez que o Auto se fundamentou exclusivamente em documentos referentes a período decadente, se faz necessário reconhecer a improcedência do mesmo. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). OSEAS COIMBRA UNIOR - Relator Participaram da ses do de julgamento os conselheiros: Eduardo de Olivvira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdencidria conforme disposto no relatório da decisão impugnada, que trancrevo. O contribuinte deixou de apresentar à fiscalização, apesar de notificado através do Termo de Intimação para apresentação de Documentos-T1AD, datado de 28/08/2007, os documentos de caixa relacionados no documento referido anteriormente (exceto os documentos da conta 4.1.1.11.002 - recibos de aluguel entregues pala autuada), infringindo o disposto no parágrafo 2 do artigo 33 da Lei 8.212/91, combinado com o artigo 232 do Regulamento da Previdência Social-RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99. O TIAD de 28.08.2007 intima o contribuinte a apresentar documentos referentes aos anos de 1997 e 1998, fls 14 a 16. A Decisão-Notificação conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte : • Decadência do direito de lançar da Fazenda. • Em razão do lapso temporal de mais de nove anos da ocorrência dos fatos geradores, a empresa não dispõe dos referidos documentos. Os livros contábeis da Empresa, que registraram todas as operações realizadas, deve ser encarado como prova licita e suficiente para a apuração da veracidade das informações. • A empresa teve suas atividades suspensas consoante alteração contratual n.° 08, anexa. o relatório. Voto Conselheiro OSEAS COIMBRA JUNIOR, Relator DA DECADÊNCIA O auto de infração foi lavrado em 09/10/2007 em razão da não apresentação de documentos referentes aos anos de 1997 e 1998. r 2 Processo n° 10580.009744/2007-44 S2-TE03 • s- Acórdão n.° 2803-00.418 Fl. 2 0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante no 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n ° 8.212, há de se observar as regras previstas no CTN. Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN, que transcrevemos. Art. 173. 0 direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 1 - do primeiro dia do exercício seguinte àquele enz que o lançamento poderia ter sido efetuado; Consoante a regra retrocitada, forçoso se faz reconhecer a decadência referente ao período de 1997 e 1998. Uma vez que o Auto se fundamentou exclusivamente em documentos referentes a período decadente, se faz necessário reconhecer a improcedência do mesmo. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, DOU-LHE provimento. Sala das Sessões, em 2 de dezembro de 2010 OSEAS UNIOR 3
score : 1.0
Numero do processo: 10120.006295/2007-08
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
Ementa:
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. IMPOSSIBILIDADE DE DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS DE QUE FOI BENEFICIÁRIO OUTRO CONTRIBUINTE, QUE APRESENTOU DECLARAÇÃO EM SEPARADO. VERIFICAÇÃO DA IDONEIDADE DE COMPROVANTES DE DESPESAS,
APRESENTADOS APÓS A AUTUAÇÃO. MATÉRIA DE PROVA.
Não há fundamento legal para dedução de despesas médicas de que foi beneficiário outro contribuinte, que apresentou declaração em separado. Verificação da idoneidade de comprovantes de despesas apresentados após a autuação, nos termos da legislação de regência. Matéria de prova.
Recurso a que se dá parcial provimento.
Numero da decisão: 2802-001.456
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer a dedução das despesas médicas glosadas no valor de R$6.295,00 (seis mil. duzentos e noventa e cinco reais), nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Sidney Ferro Barros que dava provimento em maior extensão.
Nome do relator: CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 Ementa: IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. IMPOSSIBILIDADE DE DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS DE QUE FOI BENEFICIÁRIO OUTRO CONTRIBUINTE, QUE APRESENTOU DECLARAÇÃO EM SEPARADO. VERIFICAÇÃO DA IDONEIDADE DE COMPROVANTES DE DESPESAS, APRESENTADOS APÓS A AUTUAÇÃO. MATÉRIA DE PROVA. Não há fundamento legal para dedução de despesas médicas de que foi beneficiário outro contribuinte, que apresentou declaração em separado. Verificação da idoneidade de comprovantes de despesas apresentados após a autuação, nos termos da legislação de regência. Matéria de prova. Recurso a que se dá parcial provimento.
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DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. IMPOSSIBILIDADE DE DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS DE QUE FOI BENEFICIÁRIO OUTRO CONTRIBUINTE, QUE APRESENTOU DECLARAÇÃO EM SEPARADO. VERIFICAÇÃO DA IDONEIDADE DE COMPROVANTES DE DESPESAS, APRESENTADOS APÓS A AUTUAÇÃO. MATÉRIA DE PROVA. Não há fundamento legal para dedução de despesas médicas de que foi beneficiário outro contribuinte, que apresentou declaração em separado. Verificação da idoneidade de comprovantes de despesas apresentados após a autuação, nos termos da legislação de regência. Matéria de prova. Recurso a que se dá parcial provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer a dedução das despesas médicas glosadas no valor de R$6.295,00 (seis mil. duzentos e noventa e cinco reais), nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Sidney Ferro Barros que dava provimento em maior extensão. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 10/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 28/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte (fl. 03), o qual apurou supostas irregularidades (fl. 05) em virtude da revisão da declaração de rendimentos – DIRPF, do exercício 2004, anocalendário 2003, em virtude de deduções indevidas de despesas médicas e de instrução. Resta consignado no auto de infração, a título de fundamentação que não houve comprovação das despesas em tela, diante do não atendimento pelo contribuinte à respectiva intimação O Contribuinte foi cientificado (fl.77). Inconformado, apresentou tempestivamente a impugnação de fl. 01, juntando cópia de recibos dentre outros documentos, alegando, em breve síntese, que não houve desatendimento à intimação da receita federal, tendo no devido tempo apresentado a documentação exigida; que comprova todas as despesas com educação, objeto de dedução, que sequer haviam sido objeto da intimação antes expedida, havendo, portanto, neste particular, cerceamento de defesa; que igualmente comprova as despesas médicas objeto de dedução. Em julgamento, a 3ª Turma da DRJ/BSA, em sessão realizada no dia 20/02/2008, por unanimidade, julgou procedente em parte o lançamento, por meio do Acórdão n.º 0324.193, restabelecendo as deduções a título de despesas educacionais, mantendose a glosa quanto às despesas médicas, uma vez que (i) não procede a alegação de cerceamento do direito de defesa, de vez que o contraditório e ampla defesa se exercem, no processo fiscal, por ocasião da impugnação e da interposição de eventual recurso voluntário; (ii) é ônus do contribuinte comprovar os pagamentos objeto de dedução, quando solicitado, (iii) o contribuinte não possui dependentes informados em sua declaração, somente sendo dedutíveis, portanto, despesas médicas referentes a tratamento do próprio; (iv) a Receita intimou os profissionais Raulino Naves Borges, Paulo Cesar Tavares e Mychellinne Camelo Brito de Carvalho a confirmarem a emissão dos respectivos recibos, nome do paciente, tipo de tratamento e regularidade de inscrição no órgão profissional; (v) o primeiro e o segundo declararam que emitiram os recibos em razão do tratamento de Maria de Lurdes Camelo de Britto; (vi) a terceira confirmou o tratamento fonoaudiológico, não sabendo precisar os valores, tendo fornecido recibos; (vii) também não se podem admitir recibos que não indiquem o paciente ou que indiquem paciente que, nesse caso, não seja o contribuinte, ou ainda de que faltem outros elementos exigidos na legislação de regência, apontandose a fls.94 os recibos que se rejeitam e as razões em cada caso. Intimado da supramencionada decisão, conforme fl. 100, o Recorrente, tempestivamente, interpôs Recurso Voluntário a fl. 103, atacando a decisão exarada pela DRJ, Fl. 112DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 10/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10120.006295/200708 Acórdão n.º 2802001.456 S2TE02 Fl. 109 3 reiterando o pedido de retificação da glosa de despesas médicas, ao fundamento de que (i) apresentou comprovantes idôneos de despesas médicas que foram desconsiderados pelo fisco, discriminando os comprovantes que considera legítimos; (ii) que sua esposa, embora não conste formalmente como sua dependente na DIRPF, a mesma é de fato sua dependente, tendo feito declaração em separado, por erro dos contribuintes. Ao fim, requer o restabelecimento das deduções com despesas médicas de que foi beneficiária sua esposa, no valor de R$ 15.721,00 e de que foi beneficiário o próprio contribuinte, no valor de R$ 7.075,00. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. Em sede preliminar, o recurso deve ser conhecido, no particular em que impugna a exigência concernente, exclusivamente, à glosa da dedução de despesas médicas, eis que este é o objeto da irresignação do Contribuinte/Recorrente. De plano, há de se excluir qualquer possibilidade de restabelecimento de deduções com despesas médicas de que foi beneficiária a esposa do contribuinte, já que o mesmo admite em seu recurso que, além de não figurar na DIRPF como dependente, fez declaração em separado. Não há fundamento legal para dedução de despesas médicas de que foi beneficiário contribuinte que apresentou declaração em separado. Neste particular, o recurso não merece provimento. Poderia, sim, a esposa, caso tivesse feito os pagamentos dos serviços de que foi beneficiária, havêlos deduzido em sua própria DIRPF, não permitindo a lei outros arranjos quanto ao tema. Resta verificar se as despesas que alega terem sido feitas com o tratamento do próprio contribuinte, cujo restabelecimento requer em seu recurso (recibos de fls.27, 31, 32 ,34, 38 a 41, 44, 45 e 65), foram devidamente comprovadas. Para tanto é preciso cotejar os recibos em questão com os argumentos utilizados pela DRJ, a fl.94, para rejeitálos. Quanto ao recibo de fl.27, é acompanhado da declaração de fl.28, afirmando a DRJ que a declaração não contém endereço e o recibo não contém identificação do profissional, CPF ou registro profissional. A DRJ afirma não estar identificado o beneficiário dos serviços nos recibos de fls.31, 32, 34, 38 (neste também faltando a especificação do serviço), 39, 40, 41 (nestes três últimos faltando também o endereço profissional), 44, 45 (nestes dois faltando endereço e tipo de serviço prestado). A DRJ aduz, por fim, que falta o endereço no documento de fls.65, bem como está ilegível o ano em que foi expedido. Quanto ao recibo de fls.27 e a declaração que o acompanha, embora, diferentemente do que afirma a DRJ o registro profissional do fonoaudiólogo que expediu o recibo esteja bem legível no carimbo que apôs ao recibo, de fato, não consta nem no recibo, nem na declaração que o acompanha o endereço profissional do fonoaudiólogo, requisito indispensável nos termos do RIR/1999. Entretanto, a Receita Federal intimou esta profissional e a mesma respondeu à intimação, confirmando a prestação dos serviços ao contribuinte, sendo Fl. 113DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 10/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 certo que seu endereço é, portanto, o que constou da intimação de fls.26, considerandose assim suprida a falta do endereço profissional e admitindose o recibo de fls.27. Observese que, intimada, a profissional afirmou que o serviço foi pago ao valor de aproximadamente R$ 500,00 por mês, sendo tal declaração consistente com o recibo no valor de R$ 6.000,00 Quanto ao recibo de fls.38 não falta, como afirma a DRJ a especificação dos serviços prestados, pois o mesmo atesta que recebeu o valor por “serviços profissionais prestados” e o recebedor está identificado como médico, sendo evidente que se tratou de atendimento médico, não havendo porém a indicação do paciente, que, se por um lado, não é obrigatória como elemento a constar do recibo, por outro, em não constando, deveria ter sido tal aspecto comprovado mediante o recurso a outros meios de prova, o que não ocorreu. Ressalvada esta observação, está correta a DRJ quanto ao que afirma, para inadmitilos, sobre os recibos de fls.3941, sendo certo que no último deles o pagador é a esposa do contribuinte e não o próprio. Também assiste razão à DRJ quanto ao que afirma quanto a estar ilegível o ano em que deuse o pagamento referente ao recibo de fls.65. Nos recibos de fls.44 e 45 também falta o requisito essencial da indicação do endereço profissional Nas notas fiscais de fls.31, 32, 34 o nome do contribuinte aparece no campo “usuário dos serviços”, atendendo também aos demais requisitos da legislação de regência, razão pela qual deve ser admitido como prova idônea da despesa. Desta forma, voto por dar provimento parcial ao recurso, no sentido de restabelecer a dedução das despesas médicas glosadas pelo auto de infração de fls.03 e ss. e abaixo indicadas, mantendose quanto ao mais o lançamento: despesa com a fonoaudióloga Mychellinne Camelo Brito de Carvalho, no montante de R$ 6.000,00, nos termos dos comprovantes de fls.2628; despesa com Radiodonto Goiânia Ltda. no montante total de R$ 255,00, comprovantes a fls.3132, e despesa com Radioral – Serviço Radiodiagnóstico Oral Ltda. no valor de R$ 40,00, comprovante a fl.34. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 10/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10120.006295/200708 Acórdão n.º 2802001.456 S2TE02 Fl. 110 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão referente ao processo em epígrafe. Brasília/DF, 28 de setembro de 2012. (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 115DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 10/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 6 Fl. 116DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 10/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
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Numero do processo: 44023.000012/2006-45
Data da sessão: Tue Jun 08 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Jun 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 20/09/2006
ARTIGO 32, II DA LEI N.º 8.212/1991 C/C ARTIGO 283 II, "a" DO RPS,
APROVADO PELO DECRETO N.º .3.048/99. CONTABILIZAÇÃO EM TÍTULOS PRÓPRIOS.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.100
Decisão: Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar
provimento ao recurso, nos termos dos voto do(a) relator(a). Vencido (a)s o (a)s Conselheiro (a)s Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu (Suplente) e Gustavo Vettorato.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA LIMA
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 20/09/2006 ARTIGO 32, II DA LEI N.º 8.212/1991 C/C ARTIGO 283 II, "a" DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º .3.048/99. CONTABILIZAÇÃO EM TÍTULOS PRÓPRIOS. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁR1A EM SÃO PAULO/OESTE. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 20/09/2006 ARTIGO 32, II DA LEI N.' 8.212/1991 C/C ARTIGO 283 II, "a" DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.' .3.048/99. CONTABILIZAÇÃO EM TÍTULOS PRÓPRIOS. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos dos voto do(a) relator(a). Vencido (a)s o (a)s Conselheiro (a)s Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu (Suplente) e Gustavo Vettorato, Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu, Relatório Trata Auto de Infração lavrado em virtude do descumprimento do art. 32, inciso II, da Lei ri ° 8..212/1991, com multa aplicada nos termos do art. 283, inciso II, alínea "a" do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999, por ter a recorrente deixado de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade o valor pago a seus empregados a título de "Participação nos Lucros ou Resultados", de forma discriminada, conforme relatórios fiscais da infração às folhas 04 e 05. O contribuinte tomou ciência da autuação em 20/09/2006. Inconformado, apresentou impugnação, fls. 46 a 66, acompanhada de anexos. A Secretaria da Receita Previdenciária SRP - SÃO PAULO/OESTE emitiu Decisão-Notificação (DN), lis, 103 a 107, mantendo a autuação. A recorrente interpôs recurso, fls. 125 a 138. Em síntese alega: Preliminarmente Deixou de efetuar o depósito prévio de 30%, previsto no § 1° do artigo 126 da Lei 8,213/91, considerando que já foram arrolados bens para garantia da execução fiscal, nos termos cio art. 37, § 2°, da Lei 8.212.91, e do caput do artigo 64 da Lei n.° 9.532/97, inclusive §§ 2°c 3° do Decreto 70..235/72, Argumenta que a aplicabilidade da eficácia da infração que se pretende aplicar com base no art. 32, II, da Lei 8.212/91 e art. 225, II, do Decreto n 3.048/99, é passível de discussão. A fiscalização se distanciou do princípio da motivação, não atendendo o art. 50 da Lei n " 9.784/99, art. 10' do Decreto n 70.235/72, devendo a autuação ser anulada. No Mérito Os valores pagos a título de participação nos lucros não constituem fato gerador de contribuições previdenciárias, não havendo que se falar em lançamento discriminado em títulos de sua contabilidade., Não resta caracterizada, portanto, a hipótese de infração ao art. 32, II, da Lei 8.212/91, já que todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias foram lançados com retidão, de forma discriminada. A participação nos lucros foi paga de acordo com instrumento normativo da categoria, não tendo, assim, natureza salarial, nos termos dos incisos XI e XXVI, do artigo 70, da Constituição Federal, bem como, art. 3 (), § 3 ", da Lei n 0 10,101/00, e art. 621 da CLT. Por fim, requer a relevação da multa por ser primária. A recorrente apresentou Mandado de Segurança n° 2007.61,00.019566-9, da 17 " Vara da Justiça Federal do Estado de São Paulo, determinando o processamento do recurso administrativo independentemente de depósito prévio (fls. 153), A .DRP — SÃO PAULO OESTE apresentou contra razões (fls.. 157/158) requerendo a manutenção da autuação. 2 Processo tf 44023 0000 I 2/2006-45 S2-TE03 Acórdão n ° 2803-00.100 Fl 2 A recorrente apresentou aditivo ao recurso administrativo (fls. 162/167) requerendo a aplicação da retroatividade benigna em razão do advento do art, 32-A, inciso II, da Lei n 0 8.212/91, nos termos dos arts. 105 e 106 do CTN, bem como, a desconsideração da autuação em face do período decadente, nos termo da Súmula n " 8 do STF. Informa, ainda, que seus patronos recebem intimações na rua Oscar Freire n.° 379, 18,° andar, Cerqueira César, telefone (011) 3082.8444, É o relatório. Voto Conselheiro HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Relator O recurso é tempestivo, conforme fl.. 123; pressuposto de admissibilidade superado, passo para o exame das questões preliminares ao mérito. Da Preliminar A decisão liminar em Mandado de Segurança sob n". n° 2007.61.00.019566- 9, da 17 " Vara da Justiça Federal do Estado de São Paulo, que determina o recebimento do recurso administrativo independentemente do depósito recursal (garantia de 30% da exigência fiscal), foi acatada nos termos da determinação judicial e na declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal - STF por intermédio da Súmula Vinculante do STF n 0 21, DOU de 10/11/2009. A fiscalização não se distanciou do principio da motivação, nem afastou o art, 50 da Lei n () 9,784/99 e art. 100 do Decreto n 70.235/72, pois a autuação está devidamente formalizada e fundamentada. A legislação determina requisitos a serem exigidos para a lavratura da autuação. Assim, o Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto n 3,048/99, estabelece os critérios a serem adotados quando da elaboração do auto de infração, nos termos do art. 33 da Lei n `) 8.212/91 e do art. 293 do RPS, ia verbis: Decreto 3.048/1999: Art. 293, Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, a fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social lavrará, de imediato, auto-de-inflação com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que .foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação, indicando local, dia, hora de .sua lavratura, observadas as normas lixadas pelos órgãos competentes. As formalidades legal e normativa da autuação fiscal é exigida para que se cumpra a determinação da Constituição Federal no sentido de observar os princípios da ampla defesa e do contraditório, esculpidos no art. 50, inciso LV. Destarte, depreende-se que o lançamento encontra-se revestido das formalidades, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, consoante o art. 3.3 da Lei n° 4tr 3 8,212/91, e demais dispositivos mencionados pela fiscalização (fls. 1/9), inclusive Relatório Fiscal, fls. 4/5, não havendo que se falar cru improcedência ou extinção do lançamento. No Relatório Fiscal da Infração (fls. 04) a autoridade fiscal descreveu precisamente a infração: DESCRIÇÃO DA INFRAÇÃO: A empresa deixou de lançar em lindos próprios de sua contabilidade o valor pago a seus empregados a titulo de PLR - Participação nos Lucros ou Resultados, de fOrma discriminada, cf abaixo informado, COMPETÊNCIA - CONTA - ONDE FOI LANÇADO. 01/2001 a 12/2003 - 312.12.101 - (Salários e Ordenados), 412 21.201, 411.21.101 - (Salários e Ordenados-Custos). 01/2004 a 12/200.5 - 312.10 101 - (Salários e Ordenados). O que está em análise é a infração por não ter lançado corretamente em títulos próprios da contabilidade.. Não se discute a incidência ou não da contribuição previdenciária sobre a rubrica "PLR - Participação nos Lucros ou Resultados" dos empregados, mas sim, sua escrituração que não está lançada de forma discriminada na contabilidade, com isto, dificultando a averiguação fiscal correta das contribuições previdenciárias. Apenas para ponderar, se é contribuição previdenciária sua escrituração deve ser discriminada com preceitua a lei e não globalizada. Na eventualidade de não ser contribuição, o que não se demonstra por intermédio da contabilização da empresa, estaria lançada indevidamente na contabilidade. Assim, em qualquer hipótese mencionada a infração se perdura. Pelo exposto, indefiro os argumentos das preliminares suscitadas e passo ao exame do mérito. Do Mérito O lançamento em comento refere-se à auto de infração por descumprimento de obrigação acessória (deixar de fazer obrigação legal) e não a descumprimento de obrigação principal (pagamento do tributo no prazo legal). Deste modo, não está em discussão a incidência ou não de contribuições previdenciárias dos valores pagos a segurados a título de participação nos lucros, mas sim, a não inscrição em títulos próprios desta rubrica, que certamente dificultou a conferência fiscal adequada aos recolhimentos das contribuições previdenciárias„ Deste modo, resta caracterizada a infração ao art. 32, inciso II, da Lei 8.212/91. A multa aplicada nos termos dos art 92 e 102 da Lei n " 8.212/91 e art. 283, inciso II, alínea "a" e art. 373 do Decreto n " 3.048/99 será relevada desde que, o infrator seja primário, corrija a falta e não tenha incorrido em nenhuma circunstância agravante, cumulativamente, os termos do §r, do art.. 291 do Decreto n 0 3.048/99. Deste modo, não pode ser relevada pois o contribuinte não corrigiu a falta. A retroatividade benigna em razão do advento do art. 32-A, inciso II, da Lei n " 8.212/91, incluído pela Lei n " 11,941/2009, não pode ser aplicada, pois a autuação se deu com base no art. 32, inciso II, da Lei 8.212/91(deixar de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições sociais). A infração do art, 32-A, inciso II, da Lei n 8.212/91 é deixar de apresentar CiFIP. Destarte, não se pode aplicar a regra cio art. 32-A, tampouco a retroatividade benigna. 4 Processo n 0 44023.000012/2006-45 Acórdão n 0 2803-00,100 S2-TE03 . 3 Quanto à fluência do prazo decadencial para a infração em comento, período de 01/2001 a 12/2003, 01/2004 a 12/2005, conforme Relatório Fiscal da Infração (fls. 04) a mesma não deve ser reconhecida. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n " 8.212 de 1991. A decadência está arrolada como forma de extinção do crédito tributário no inciso V do art. 156 do CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art 150, § 4 0 , do CTN. Contudo, na hipótese de não haver recolhimento de tributo sujeito a lançamento por homologação, cabe ao fisco proceder ao lançamento de oficio (art. 149, inciso VI do CTN) no prazo decadencial de 5 (cinco) anos, na forma estabelecida no art 173, inciso I, do Código Tributário Nacional - CTN, No presente caso, a cientificação da autuação se deu em 20/09/2006 (fl. 01). A obrigação não restou adimplida, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período de 01/2001 a 12/2003, 01/2004 a 12/2005. Deste modo, a regra decadencial aplicável ao caso em concreto é a prevista no artigo 173, inciso I, do CTN. A competência mais recente (janeiro de 2001) decairia em dezembro de 2006, pois o vencimento da obrigação da mesma sendo em fevereiro de 2001, a contar de 1 0 de janeiro de 2002 fluiria o prazo de cinco anos para cobrança do crédito em 31/12/2006. A cientificação da autuação se deu em 20/09/2006. Assim, não há que se falar em decadência do crédito tribútário relativa a esta autuação fiscal. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso, para no mérito NEGAR- LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 08 de junho de 2010. HELTON_Cid4PLIMA Relator 5
score : 1.0
Numero do processo: 10166.907932/2009-92
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2005
Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO.
RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À
REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Conhecido
Numero da decisão: 3803-002.996
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2005 Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Conhecido
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FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. EDITADO EM: 12/07/2012 Fl. 34DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de declaração de compensação transmitida em 28/04/2006, onde busca a contribuinte compensar crédito, código de receita 8109, do período de apuração de agosto de 2005, decorrente de pagamento a maior ou indevido. A DRF em Brasília não homologou a compensação tendo em vista que o DARF discriminado no Per/Dcomp foi integralmente utilizado para quitar débitos da contribuinte não restando saldo credor para compensar a dívida declarada. Cientificada em 18/06/2009, apresentou manifestação de inconformidade em 20/07/2009, na qual alega que: De janeiro de 2004 a fevereiro de 2006 pagou a Cofins e o Pis sobre a totalidade da venda de mercadorias, sem a exclusão da base de cálculo dos produtos monofásicos. Sendo a atividade da empresa Bar e Restaurante, com grande volume de venda de Chopp, cervejas e refrigerantes, foram pagos um valor maior, tendo em vista a não observância do tratamento tributário adequado. Tomando conhecimento do erro na apuração dos impostos, fez DIRPJ retificadora do período, corrrigindo as informações referentes ao PIS e Cofins, passando a compensar os valores pagos a maior na quitação do PIS e Cofins dos meses seguintes a partir de março/2006, através do PER/Dcomp. Ao tomar conhecimento dos Despachos Decisórios, procurou o Plantão Fiscal, apresentando todos os documentos a respeito do assunto. O Fiscal de Plantão informou a necessidade de apresentar as DCTF retificadoras, alterando o valor devido e informando o valor pago a maior, para que a Receita possa apurar o valor do crédito que posteriormente seria compensado através de Dcomp. Assim, retificou a DCTF para que a receita possa, processando as informações contidas nas DCTF retificadoras, baixar os débitos referentes aos Despachos Decisórios. A DRJ em Brasília manteve o despacho decisório por entender que o contribuinte não trouxe aos autos os documentos contábeis e fiscais que comprovassem a liquidez e certeza do crédito, ou seja, do pagamento supostamente realizado a maior. Consignou, ainda que a competência para apreciar declarações retificadoras (DCTF, DIPJ, Dcomp, etc) é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo, não cabendo a esta Turma de Julgamento se manifestar a respeito, por falta de previsão legal. Eis a ementa do julgado: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário:2005 Compensação – Impossibilidade Necessidade da Liquidez e Certeza do Crédito do Sujeito Passivo. A lei somente autoriza a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos do sujeito passivo. No caso, o crédito do contribuinte resultaria de suposto pagamento a maior, Fl. 35DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.907932/200992 Acórdão n.º 3803002.996 S3TE03 Fl. 2 3 o qual foi totalmente utilizado para quitar contribuição devida e declarada, portanto, inexistente. Retificação de Declaração – Admissibilidade e Competência para Apreciar. A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. A competência para apreciar declarações retificadoras é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, após ciência do acórdão retro (28/10/2011), apresentou Pedido de Revisão de Ofício em 25/11/2011, o qual pelo princípio do formalismo moderado e pela instrumentalidade das formas será aceito como se recurso voluntário fosse, na qual repisa os argumentos da manifestação de inconformidade e requer a homologação da compensação apresentada. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. A defesa da ARMAZÉM DO FERREIRA BAR E RESTAURANTE LTDA fundamentase na ocorrência de erro de fato no preenchimento da DCTF tendo em vista que calculou o recolhimento da Cofins e do PIS sobre a totalidade da venda de mercadorias, sem a exclusão da base de cálculo dos produtos monofásicos, o que representaria boa parte de suas receitas. Diante disso, apresentou DCOMP, acreditando na existência de crédito tributário a seu favor em decorrência deste erro. No caso em tela, observase que o contribuinte somente retificou a DCTF em 14/07/2009, após a ciência do despacho decisório –passados quase três anos após a transmissão da Dcomp. Eis a controvérsia que ora se analisa. Salientamos que não existe norma na legislação de regência condicionando a apresentação do Per/Dcomp à prévia retificação da DCTF, apesar de este ser um procedimento lógico. O comando empregado pela decisão a quo para rejeitar o pedido consubstanciado na manifestação de inconformidade, qual seja, o inciso III do § 2º do art. 11 da IN RFB nº 786/2007, abaixo reproduzido, se refere ao início do procedimento fiscal strictu sensu, ou seja, Fl. 36DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 aquele que visa constituir o crédito tributário, o que não é o caso, uma vez que o tributo já foi pago pelo contribuinte: Art . 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. §1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração origináriamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. §2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. (grifei) Desta feita, não há impedimento legal algum para a retificação da DCTF em qualquer fase do pedido de compensação, porém, o mesmo somente será deferido após a retificação da DCTF de ofício ou por iniciativa do contribuinte. Este também é o entendimento partilhado pela 3ª SJ/3ª C/ 3ª TO deste Conselho.1 Através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, o contribuinte presta as informações relativas a valores de débitos de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal bem como o respectivos valores dos créditos, tais como pagamentos, parcelamentos ou compensações. Tendo em vista o caráter de confissão de dívida característico do documento, não há o que repreender no despacho que não homologou a compensação se quando do encontro de constas a autoridade fiscal constatou que o DARF indicado na declaração de compensação já havia sido integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo credor para compensar. Isto porque a Receita Federal não tinha conhecimento do equívoco cometido pela Recorrente na apuração da contribuição objeto do pedido de compensação à época. O mesmo não se pode falar da DRJ que, ao tomar conhecimento do equívoco cometido pela Interessada, a qual transmitiu a DCTF retificadora, sob a justificativa de haver recolhido o PIS/Pasep e Cofins sobre a totalidade das vendas, sem a exclusão dos produtos monofásicos, tinha o dever de verificar o alegado, mormente ante o princípio da verdade 1 Acórdão nº 330200811 do Processo 10530901535200821; Acórdão nº 330200810 do Processo 10530901534200886; Acórdão nº 330200812 do Processo 10530901536200875; Acórdão nº 330200809 do Processo 10530901533200831. Fl. 37DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.907932/200992 Acórdão n.º 3803002.996 S3TE03 Fl. 3 5 material, mas não o fez sob o pretexto de que não detinha a competência para a análise de DCTFs retificadoras. Salutar destacar que os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela Administração, desde que não lesem o interesse público nem causem prejuízo a terceiros2. Em contradição ao princípio da verdade formal, aclamado e inerente ao processo judicial, temos que no processo administrativo fiscal deve o julgador se pautar pela verdade material, princípio segundo o qual a autoridade administrativa competente não limita seu exame ao que foi alegado pelas partes, podendo e devendo buscar todos os elementos que possam influir no seu convencimento. Nos dizeres de Odete Medauar: 3 O princípio da verdade material ou real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar as decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos. Para tanto, tem o direito e o dever de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Assim, no tocante a provas, desde que obtidas por meios lícitos (como impõe o inciso LVI do art. 5º da CF), a Administração detém liberdade plena de produzilas. Aliado ao princípio retro mencionado, apontamos o formalismo moderado dos atos a serem praticados pelo administrado, princípio este cristalizado no final do artigo 2º, inciso IX, da Lei 9.784/99: “...adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado graus de certeza e respeito aos direitos dos administrados”. O quase informalismo evidenciado no PAF, tem o fito de facilitar o acesso do contribuinte ao processo sem, contudo, lançar mão dos ritos e formas inerentes a todos os procedimentos para garantir o mínimo de segurança jurídica às partes. O processo administrativo deve ser simples, despido de exigências formais excessivas, tanto mais que a defesa pode ficar a cargo do próprio contribuinte, nem sempre familiarizado com os meandros processuais. Quanto ao montante do crédito a que tem direito a ora Recorrente, fica ressalvado o direito de a RFB determinar a base de cálculo do período de apuração de agosto de 2005, apurar o tributo devido, e verificar se o valor pleiteado está correto. Apesar de ter se omitido na apresentação dos documentos e lançamentos contábeis que permitissem à autoridade competente identificar a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, observamos que tal direito não lhe foi oportunizado haja vista que o que determinou o indeferimento do seu pleito foi entrega da DCTF retificadora posteriormente ao despacho decisório, realidade esta que não podemos aceitar. Superado o óbice, há que se determinar o retorno dos autos para que seja oportunizado ao mesmo a entrega da escrituração fiscal e contábil aptas a demonstrar o valor eventualmente recolhido a maior. 2 art. 55 da Lei nº 9.784/99. 3 A Processualidade do Direito Administrativo, São Paulo, RT, 2ª edição, 2008, Pág. 131. Fl. 38DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Ante o exposto, voto por reformar o acórdão proferido pela DRJ em Brasília, que não adentrou o mérito, e determinar o retorno dos autos àquela Autoridade Julgadora, para proferição de nova decisão, arredandose o óbice erigido (a necessidade de prévia retificação da DCTF como condição para análise de declaração de compensação de indébitos), em face das alegações recursais de erro na declaração. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 39DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 11330.000228/2007-69
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Dec 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 30/03/2007
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 173, I DO CTN.
0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991.
Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN.
Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN.
Fundamentando-se o presente auto exclusivamente em documentos referentes a período decadente, se faz necessário reconhecer a improcedência do mesmo.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.403
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 30/03/2007 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 173, I DO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN. Fundamentando-se o presente auto exclusivamente em documentos referentes a período decadente, se faz necessário reconhecer a improcedência do mesmo. Recurso Voluntário Provido.
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S2-TE03 1. Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11330.000228/2007-69 Recurso n° 261.176 Voluntário Acórdão n° 2803-00.403 — 3' Turma Especial Sessão de 02 de dezembro de 2010 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente DAS ENGENHARIA LTDA. Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO DO RIO DE JANEIRO PRJ ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 30/03/2007 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 173, I DO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n ° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN. Fundamentando-se o presente auto exclusivamente em documentos referentes a período decadente, se faz necessário reconhecer a improcedência do mesmo. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). HE 0N C VLÓ 1TA - Presidente. "-I i OSEAS COIM IOR - Relator 11. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório A empresa foi autuada em 30.03.2007 por descumprimento da legislação previdencidria, por ter não ter escriturado em títulos próprios de sua contabilidade, livros diário anos 1998 e 1999, os fatos geradores de contribuições previdencidrias. A Decisão-Notificação — fls 79 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte : • Bis in idem uma vez que, na mesma ação fiscal foral lavrados outros autos de infração referentes ao mesmo fato, sendo assim necessário o o julgamento conjunto de todos os autos lavrados. • Necessidade de produção de prova pericial sob pena de cerceamento de defesa. • Está prescrita a pretensão do INSS A. cobrança do crédito apurado no referido Auto. E o relatório. Voto Conselheiro OSEAS COIMBRA JUNIOR, Relator DA DECADÊNCIA O auto de infração foi entregue ao contribuinte em 30/03/2007 em razão de irregularidades referentes aos anos de 1998 e 1999. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n ° 8.212, há de se observar as regras previstas no CTN. Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação A. decadência, a rega trazida pelo artigo 173, I do CTN, que transcrevemos. Art. 173. 0 direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 2 -a ' Processo n° 11330,00022812007-69 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.403 FL 2 I - do primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Consoante a regra retrocitada, forçoso se faz reconhecer a decadência referente ao período anterior a 2001, inclusive. Uma vez que o Auto se fundamentou exclusivamente em documentos referentes a período decadente, se faz necessário reconhecer a improcedência do mesmo. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, dou-lhe provimento. OSEAS COIMB JUNIOR - Relator 3
score : 1.0
Numero do processo: 10530.002093/2007-57
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/10/1997 a 28/02/2002
RETROATIVIDADE BENIGNA. RESPONSABILIDADE PESSOAL DE DIRIGENTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
Os dirigentes de órgãos e entidades da Administração Pública deixaram de ser pessoalmente responsável por multas aplicadas por infração à Lei n. 8.2121991 e seu regulamento, sendo cabível tal desoneração retroativa por ser mais benéfica ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2803-000.731
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1997 a 28/02/2002 RETROATIVIDADE BENIGNA. RESPONSABILIDADE PESSOAL DE DIRIGENTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Os dirigentes de órgãos e entidades da Administração Pública deixaram de ser pessoalmente responsável por multas aplicadas por infração à Lei n. 8.2121991 e seu regulamento, sendo cabível tal desoneração retroativa por ser mais benéfica ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado
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RESPONSABILIDADE PESSOAL DE DIRIGENTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Os dirigentes de órgãos e entidades da Administração Pública deixaram de ser pessoalmente responsável por multas aplicadas por infração à Lei n. 8.2121991 e seu regulamento, sendo cabível tal desoneração retroativa por ser mais benéfica ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 24/08/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário que busca reforma da decisão a quo que mantenedora Auto de Infração de penalidade aplicada por desobediência ao dever de descontar das remunerações as contribuições dos segurados empregados, conforme o art. 30, I, da Lei n. 8.2121991, e no art. 4ª, da Lei n. 10.6662003, combinado com o art. 216, I, a, do Decreto 30481999 (Regulamento da Previdência Social – RPS), enquanto o Recorrente estava na função de gestor da Fundação de Saúde e Assistência Social de Riachão de Jacuípe – FUSAS (fundação pública municipal), e não reconheceu o direito de relevância da multa por não ter sido a falta corrigida no prazo da defesa (art. 291, §1º, do RPS). Em recurso, o interessado argüiu a não identificação do sujeito passivo e relevação da multa.. Em razão das alterações de competência, o presente processo venho à presente Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, sendo sorteado para relatório ao presente conselheiro. Este é o Relatório. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 24/08/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10530.002093/200757 Acórdão n.º 280300.731 S2TE03 Fl. 142 3 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato O recurso é tempestivo, conforme supra relatado, dispensado do depósito prévio (Súmula Vinculante 21 do STF), assim deve o mesmo ser conhecido. Preliminarmente, devese atentar o art. 65, I, da MP n. 4492008, convertida na Lei n. 11.9512009, revogou o art. 41, da Lei n. 8.2121991, que estabelecia a responsabilidade pessoal dos dirigentes de órgãos e entidades da Administração Pública pelas multas aplicadas por infrações de dispositivos da mesma lei ou seu regulamento. Assim, em razão, do que dispõe o art. 106, II, a,b,e c, do Código Tributário Nacional, a revogação contida no art. 61, I, da MP n. 4492008, convertida na Lei n. 11.951 2009, deve ser aplicada retroativamente, pois a lei deixou exonerou o agente público da responsabilidade de pagamento de penalidade antes a ele imposta. Por esses motivos, deve o presente auto de infração ser julgado improcedente, restando prejudicadas as demais questões. Isso posto, voto por conhecer o Recurso Voluntário para, no mérito, DAR LHE PROVIMENTO, no sentido de julgar o auto de infração improcedente. Sala de Sessões, 12 de maio de 2011. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 150DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 24/08/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 14474.000258/2007-29
Data da sessão: Fri Jul 09 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 19/09/2007
DEIXAR DE INCLUIR REMUNERAÇÃO DE SEGURADO EM FOLHA DE PAGAMENTO
Toda empresa está obrigada a preparar folha de pagamento das remunerações pagas ou creditada a todos os segurados a seu serviço.
JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS.VEDAÇÃO LEGAL..
Todo o conjunto probatório deve ser apresentado quando da impugnação.. Exceção das situações constantes no art. 16 § 4º do decreto 70.235/72. No se enquadrando em nenhuma das hipóteses, vedada a juntada posterior de documentos.
DATA DO JULGAMENTO. CITAÇÃO PESSOAL DOS
PROCURADORES. IMPOSSIBILIDADE..
A comunicação da data do julgamento é feita através de publicação no Diário Oficial da União, de acordo com o parágrafo único do art. 55 do regimento interno do CARF, aprovado pela portaria GMF no. 256, de 22 de junho de 2009.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.167
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de II
julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
1.0 = *:*
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 19/09/2007 DEIXAR DE INCLUIR REMUNERAÇÃO DE SEGURADO EM FOLHA DE PAGAMENTO Toda empresa está obrigada a preparar folha de pagamento das remunerações pagas ou creditada a todos os segurados a seu serviço. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS.VEDAÇÃO LEGAL.. Todo o conjunto probatório deve ser apresentado quando da impugnação.. Exceção das situações constantes no art. 16 § 4º do decreto 70.235/72. No se enquadrando em nenhuma das hipóteses, vedada a juntada posterior de documentos. DATA DO JULGAMENTO. CITAÇÃO PESSOAL DOS PROCURADORES. IMPOSSIBILIDADE.. A comunicação da data do julgamento é feita através de publicação no Diário Oficial da União, de acordo com o parágrafo único do art. 55 do regimento interno do CARF, aprovado pela portaria GMF no. 256, de 22 de junho de 2009. Recurso Voluntário Negado.
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OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Recorrente ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE EDUCACIONAL E CULTURAL DA CONGREGAÇÃO DAS IRMA S DE SAO JOÃO BATISTA E SANTA CATARINA DE SENA - MEDEIAS Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO DE CURITIBA/PR I ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 19/09/2007 DEIXAR DE INCLUIR REMUNERAÇÃO DE SEGURADO EM FOLHA DE PAGAMENTO Toda empresa está obrigada a preparar folha de pagamento das remunerações pagas ou creditada a todos os segurados a seu serviço. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS.VEDAÇÃO LEGAL.. Todo o conjunto probatório deve ser apresentado quando da impugnação.. Exceção das situações constantes no art. 16 § 4" do decreto 70.235/72. No se enquadrando em nenhuma das hipóteses, vedada a juntada posterior de documentos. DATA DO JULGAMENTO. CITAÇÃO PESSOAL DOS PROCURADORES. IIMPOSSIBILIDADE.. A comunicação da data do julgamento é feita através de publicação no Diário Oficial da União, de acordo corn o parágrafo único do art. 55 do regimento interno do CARF, aprovado pela portaria GMF no. 256, de 22 de junho de 2009. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistas, relatados e discutidos os presentes autos. U-\ ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de II julgamentoi, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do r6 'RelatOi (a). HELTON C IMA — Presidente OSEAS JUNIOR - Relator ( Participaram do presente julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira, Ose6s Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu. (suplente), Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório' 1, A empiesa foi autuada por descumprimento da legislação previdencidria conforme disposto no relatório fiscal — fls 13, que trancrevo em parte. I " A Associação não incluiu em folha de pagamento as renumeragões pagas ou creditadas aos segurados contribuintes individuais e empregados relacionados em anexo. As irrformaqics .forant extraídas das contas contábeis Honorários Contábeis, Obras e RefOrmas. Serviços de Laboratório, Serviços de Terceiros e Honorários Médicos. • As pessoas relacionadas pela Sta., Auditora Fiscal são trabalhadores autônomos que prestam ou já prestaram serviços à Recorrente. Não são empregados, portanto não pode o Fisco Federal fazer com que a Recorrente inclua em folha de pagamento pessoas que não pertencem ao seu quadro de funcionários, • A Auditora Fiscal da Receita Federal do Brasil descreveria pessoas estranhas aos conhecimentos da impugnante; • Todos os colaboradores indicados nos relatórios da Sra. Auditora Fiscal são autônomos e exercem seu trabalho na condição de autônomos, inexistindo relação de emprego e, portanto, obrigação de recolhimento do INSS quota patronal, bem como de contribuição de segurados empregados. • A auditoria fiscal previdenciária seria incompetente para reconhecer o vinculo empregaticio. Tal competênci a . pertenceria a Justiça do Trabalho, A Decisão-Notificação fls 229 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta i6Ctirsp vokintario tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte : I I 1 I I 82-TE03 Proccsso n' 14474.000258/2007-29 ACOrdiio ri 2803-00.167 Fl 2 ' I • Requer produção de todas as provas em direito admitidos, em especial a contábil;. • Pugna pela anulação do presente auto de infração, o Relatório. '!Voto Conselheiro OSEAS COIMBRA JUNIOR, Relator DO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS O decreto 70.235/72, que regula o processo administrativo fiscal, ern seu art. 16 menciona os requisitos da impugnação. O inciso III determina que a peça já deve trazer os .•')7 ¡MVOS de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas flue possuir. Transcrevemos. Art. 16. A impugnaçãoinencionarci: III - os motivos de fato e de direito em que se fimdamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que posuir, (Redação dada pela Lei n° 8.748, de 1993) IV - as diligências, ou perícias que o iinpugnante pretenda sejant efetuadas, erpostas os motivos que as justifiquem, corn a .fonnztlação dos quesitos referentes aos exames desejados, - assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito.. fReda cão dada pela Lei n° 8.748, de 1993) 4" A prova documental será apresentada na impugnação, preclitindo o direito de o impugnante Jazê-lo eta outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei n°9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresemação oportuna, por motivo de forgo molar; fIncluldo pela Lei n° 9.532. de 1997) I)) refira-se a fato ou a direito superveniente;(lncluido pela Lei no 9.532, de 1997) c) destine-se a C01711"apOr fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos, (Incluído pela Lei n° 9.532, de 1997) A fase de juntada de documentos está preclusa conforme art. 16,111 do decreto 70.2.35/72, uma vez que é na impugnação o momento oportuno a apresentação das Hi 3 , • pras cablVeis. Exceção das situações constantes no art. 16 § 4 0. Não se enquadrando em nenlurina das hipóteses, é vedada ajuntada posterior de documentos, Em razão do exposto, indefiro o pedido de produção de provas. DO PEDIDO DE CITAÇÃO PESSOAL DOS PROCURADORES DA ( DATA' DE JULGAMENTO O pedido formulado não encontra amparo na legislação vigente. A publicação da Pauta de julgamento é normatizada pelo parágrafo único do art. 55 do regimento interno do C1,RF;' aprovado pela portaria GMF no. 256, de 22 de junho de 2009, que transcrevo. Poi ágrafo ánico. A pauta será publicada no Dicirio Oficial da União com 10 (dez) dias de antecedência e divulgada no sitio do CARE na Internet NORMA S A legislação previdencidria, em especial o artigo 32, inciso I da Lei n°8212/91, c/c o artigo 225, inciso I, e parágrafo 9° do Regulamento da Previdência Social - RPI S, aprovado pelo Decreto n° 3048/99, determina a obrigatoriedade de se preparar folhas-de- pagarnento elas remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço de acordo coir l OS Padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. O „ relatório fiscal informa que a irregularidade consistiu na omissão dos contribuintes individuais e empregados das folhas apresentadas. Anexa relação nominal dos segUraclõs qUe não constam em folha. I Dos trabalhadores da relação, o recurso diz não reconhecer os seguintes Segurados: s , 1 Quanto aos demais, implicitamente reconhece o vinculo, inclusive afirmando Art. 55 DAS FOLHAS DE PAGAMENTO EM DESAZORDO COM AS LEGAIS Dr. MOTUSOLA , Dr VALMIR PIRES; FATIMA; DR. JUSSALEN; DR. JUSASALEN; DR, ROBEVALDO D DE MORAIS; THALITA D. AVILA LOPES DR. ARI; DR. JOSE; EDSON ; DR.OTAVIO P. SILVA; DR. MESSIAS RODRIGUES; DR. TIAGO; DR. DAVID; DRA SEVERIA VILELA; DR. DELCIO DA SILVA; DR. DARDINE NAKALOSKI; DIEGOMENDES ARANTES; PHILIP JESUS SERAFIM DOS SANTOS; BENEDITO; VICENTE MOREIRA; ALMIR DIAS; VANDERCI P. DA SILVA; HELLO SIMON; DRA. KELLY; ANTONIO DAS DORES MOEDESTO. fl 239 tine: I Todos os colaboradores indicados nos relatórios tia Sm Auditora Fiscal são autônomos e exercem seu trabalho na condição de autônomos, inexistindo relação de emprego e, pot tanto, obrigação de recolhimento do INSS quota patronal, bent como de contribuição de segurados empregados. re ação,,,.aos A despeito da afinnação do não conhecimento de alguns segurados, em demais, a empresa reconhece que "Todos os colaboradores indicados nosp 4 111 S2-TE03 F13 Processo n° 14474 000258/2007-29 AcOrdilo n 2803-00.167 1„ relatórios da Sm. Auditora Fiscal são autônomos e exereem seu trabalho na condição de autônomos" Para que ocorra a infração, basta que um segurado não tenha sick) devidamente informado em folha de pagamento e, mesmo excluindo-se os segurados que a empresa diz desconhecer, ainda há vários outros que não constam das folhas de pagamento apresentadas, tis 1 16 e ss. "11JI! Está caracterizada a regular intimação para apresentação das folhas de pagamento através de TIAD acostado As fls 07 e, uma vez que a empresa apresentou tais decumentos fora dos padrões e normas estabelecidos, com ausência de segurados, temos a ' procedência da autuação. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, nego-lhe provimento. OSEAS COIMBRA JUNIOR - Relator 11 I 1 1" 1.1 ,1 5
score : 1.0
Numero do processo: 10665.900507/2006-07
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002
EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO.
OBSCURIDADE. JULGAMENTO EXTRA PETITA. INEXISTÊNCIA.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. Rejeitam-se os embargos quando inexistirem esses pressupostos.
Numero da decisão: 3803-002.974
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração da PGFN, nos termos do voto do relator.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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materia_s : Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. JULGAMENTO EXTRA PETITA. INEXISTÊNCIA. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tão somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. Rejeitam-se os embargos quando inexistirem esses pressupostos.
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OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. JULGAMENTO EXTRA PETITA. INEXISTÊNCIA. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tão somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. Rejeitamse os embargos quando inexistirem esses pressupostos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração da PGFN, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e a Conselheira Adriana Oliveira e Ribeiro. Relatório Fl. 43DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Trata o presente recurso de embargos de declaração interpostos pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, com fulcro nos artigos 64, inciso I e 65 e seguintes, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, verificando omissão/contradição/obscuridade no acórdão proferido pela Terceira Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do CARF, no processo em epígrafe, consoante as razões a seguir aduzidas. Os embargos inquinam o referido acórdão de ter sido omisso sobre questão essencial ao deslinde da controvérsia, incidindo também no vicio da contradição. Assim, inicia impingindo mácula ao acórdão no ponto em que os seus fundamentos não arrimam as conclusões a que chegou a Turma. Esclarece quanto a isso, que: “não foram acostadas ao feito quaisquer provas que ratifiquem os fundamentos sob os quais foi proferida a decisão. Não indica o voto embargado as provas devidamente colacionadas ao caderno processual, em obediência ao devido processo legal, ao principio do contraditório, da publicidade, da paridade das armas, em quais precisos elementos probatórios do feito subjazem essas informações. Exemplificativamente, vejase que não consta dos autos a DCTF original nem a retificadora a que faz menção o julgado. Logo, patente o vicio da omissão.” Do vício acima, entendeu defluirem outros, segundo especifica: Afirmou o órgão julgador: "sirvome do principio da moralidade administrativa que sustem o impedimento de se cobrar tributo já pago". Ocorre que o Colegiado não se manifestou sobre as seguintes particularidades: a) tratase o presente feito de declaração de compensação formulada pelo próprio sujeito passivo e não de processo iniciado como "cobrança" de tributo supostamente já pago; b) a referida matéria não foi alegada pelo sujeito passivo; c) de quem seria o Onus de comprovar o erro que redundaria na "cobrança de tributo já pago', devendose ter em mira sempre que o presente feito teve inicio por impulso do próprio contribuinte interessado por meio de envio de DCOMP. Noutros termos, permissa venia, o acórdão embargado partiu de pressuposto não comprovado nos autos (cobrança de tributo já pago), tendo em vista todos os pressupostos acima que apontavam para o Ônus exclusivo a cargo do interessado (preclusão, ônus da prova, iniciativa do processamento do feito por meio de DCOMP), para dai iniciar por impulso oficial uma investigação desse fato, sem indicar qualquer razão previa de ordem pública para justificar esse procedimento, mas sim posterior (o suposto resultado dessa investigação — a duplicidade de cobrança). Fica caracterizado, portanto, o vicio da omissão. Assinala ser o acórdão contraditório quando afirmou que se trata de causa madura, e o contrapôs evocando os termos do § 3º do art. 515, do CPC1. 1 § 3º. Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. 267), o tribunal pode julgar desde logo a lide, se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. (Incluído pela Lei nº 10.352, de 2001) Fl. 44DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10665.900507/200607 Acórdão n.º 3803002.974 S3TE03 Fl. 44 3 Taxao de omisso, ao afastar a "preclusão consumativa", sem se ter pronunciado quanto à preclusão temporal e lógica. Entendeu não ser lícito o acórdão embargado ter evocado o princípio da moralidade administrativa, tendo em vista que não há prova de que está sendo cobrado tributo já pago interessado, posto: a) não se tratar de lançamento; e b) que o contribuinte, em sua defesa, não se insurge especificamente contra uma suposta cobrança em duplicidade de tributo já pago, tampouco formula pedido expresso nesse sentido. Reputou de contraditório eventual comportamento do contribuinte, vedado pelo ordenamento jurídico, de postular compensação e logo em seguida alegar duplicidade de cobrança de tributo já pago alvo da mesma compensação, implicando tal conduta do contribuinte em desprestigio da atuação estatal, para a demora na tramitação dos processos, entre outros malefícios. Observou que, “operouse, no caso, a preclusão administrativa, na forma dos arts. 14, 16 e 17 do Decreto nº 70.235/72, fato este sobre o qual foi omissa a decisão deste Colegiado, pois a matéria relativa uma suposta cobrança em duplicidade de tributo já pago, não foi objeto de insurgência especifica na manifestação de inconformidade, nem no recurso voluntário do interessado”, pelo que “perdeu o sujeito passivo em epígrafe o momento processual oportuno de recorrer e/ou postular sobre matérias que não foram objeto de sua impugnação.”. Reforçouo com a doutrina de Fredie Didier Jr. De tudo, a suma é que, não obstante todas as considerações feitas, o acórdão embargado deu provimento ao recurso voluntário no ponto, sem atentarse para a questão da preclusão (temporal e lógica) e do julgamento conforme os limites da demanda delimitados pelo pedido da parte (julgamento extra petita). Retomese o fato, transcrito do relatório do acórdão embargado. A interessada transmitiu em 04 de agosto de 2003, Per/DComp de fls. 01 a 03, de número 30189.57755.040803.1.3.047857, compensando o débito de COFINS no valor de R$ 31.844,63, referente ao período de apuração dezembro de 2002, com crédito oriundo de pagamento a maior da mesma contribuição, efetuado em 15 de janeiro de 2003. A Delegacia da Receita Federal em Divinópolis/MG emitiu despacho decisório (DD), eletrônico, de fl. 04, no qual homologa parcialmente a compensação pleiteada, em face de o pagamento indicado no Per/DComp ter sido parcialmente utilizado na quitação de outro débito, não indicado no DD, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido. Em sua manifestação de inconformidade, fls. 08/09, argumentou a interessada que o Fisco cometeu algum equívoco, um erro material, representado pelo fato de que o Per/DComp acima, objeto do despacho decisório, não foi transmitido por ela, e, sim, Fl. 45DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN 4 o Per/DComp nº 02316.45652.170603.1.3.049583, fls. 10/15, em que utilizou o crédito de R$ 1.352,23. Em julgamento da lide, a DRJ/Belo Horizonte rejeitou a preliminar de nulidade, requerida genericamente, por não se enquadrar o presente caso em nenhum dos itens do artigo 59, do Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972 Apontou para a DCTF retificadora, ativa, de fl. 23, transmitida pela empresa em 17 de dezembro de 2004, referente ao quarto trimestre/2002, para contrapor a alegação da interessada de que o Per/DComp sob análise, n° 30189.57755.040803.1.3.047857, não foi por ela transmitida. Em face do recurso voluntário apresentado, sobreveio a decisão desta Turma, nos termos a seguir transcritos: O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Há equívoco na decisão recorrida, não pela razão alegada pela Recorrente, mas por não capturar o evento que está encoberto pela “cortina de fumaça” que se erige do despacho decisório, o que será abordado e esclarecido mais adiante, e, em decorrência, limitouse a prover, a meu sentir, uma decisão meramente burocrática de mantêlo. Todavia, duplo deslize comete a Recorrente. Primeiro, ao sequer saber defenderse. Constrói um completamente desarrazoado argumento, manejado desde a manifestação de inconformidade, segundo o qual não transmitira o Per/DComp objeto do despacho decisório. Acusa a autoridade administrativa de produzir um erro material, de cometer um equívoco, o de decidir sobre Per/DComp que não transmitira. Isso não é verdade. É inconcebível o Causídico que subscreve a defesa não ser corretamente municiado pelo (in)competente setor da empresa, quanto aos procedimentos internos da contabilidade fiscal de apuração e quitação de tributo. O segundo erro, gritante, da Recorrente é desconhecer que efetuara o pagamento da COFINS, objeto da presente compensação, em 15 de janeiro de 2003, no valor de R$ 31.887,51. Em fevereiro/2003, transmitiu DCTF (original), informando débito de dezembro/2002 no importe de R$ 31.836,60, a ele vinculando compensação, sem indicar Per/DComp ou processo. Em 17 de junho de 2003, transmite Per/DComp de nº 02316.45652.170603.1.3.049583, em que utilizou a importância de R$ 1.352,23, do dito pagamento de R$ 31.877,51, compensando o débito de maio/2002. Posteriormente, retificou a DCTF alterando o valor do débito em discussão para R$ 31.844,64, ao qual vinculou o Per/DComp n° Fl. 46DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10665.900507/200607 Acórdão n.º 3803002.974 S3TE03 Fl. 45 5 30189.57755.040803.1.3.047857, aquele que alegou não ter transmitido e no qual foi reconhecido o direito creditório de R$ 30.535,28, valor que corresponde ao que remanesceu do Per/DComp de nº 02316.45652.170603.1.3.049583, antes transmitido. Como se vê, a contribuinte Compensou débito da COFINS de dezembro de 2002, que já estava extinto por pagamento, utilizando como crédito o próprio pagamento. Este é o evento que não foi percebido pela decisão de primeira instância. Pior, ignorado pela Própria Defendente e encoberto pelo despacho decisório, que, na sua forma eletrônica, não está apto a inteligir situações bizarras ou procedimentos anômalos, como o tal. Quanto à diferença entre os valores de R$ 1.352,23 e R$ R$ 5.922,28, cuja cobrança contesta, ocorreu que, transmitida sete meses após o vencimento do débito, o principal, R$ 31.844,64, recebeu o acréscimo de multa de mora de 20%, e dos juros, alcançando o valor total de R$ 42.159,25. O crédito reconhecido, R$ 30.535,28, foi atualizado chegando à importância de R$ 34.318,60, fl. 05, que representa 81,4023 % (oitenta e um vírgula quarenta centésimos e vinte e três milésimos) do débito. A partir dessa valoração foi procedida a imputação proporcional do crédito insuficiente ao débito, compensandose R$ 25.922,36 (81,4023%), do total de R$ 31.844,64, resultando disso o remanescente principal de R$ 5.922,28 (R$ 31.844,64 R$ 25.922,36), que foi acrescido de multa de mora de 20%, mais juros, conforme consta do despacho decisório de fl. 04. Extrato dos valores compensados à fl. 05. Notese que a soma de ambas as importâncias utilizadas nas duas DComps resulta em R$ 31.887,51, exatamente o valor pago em 15 de janeiro de 2003. E foram utilizadas as importâncias porque esse pagamento não estava alocado. E não estava alocado em virtude de o contribuinte ter transmitido DCTF original em fevereiro de 2003, repitase, vinculando compensação ao débito apurado. Quanto ao Direito, o que se pode exprimir é que a contribuição apurada pelo contribuinte estava paga em seu vencimento. Ainda que tenha remanescido débito residual no valor de R$ 1.319,26 (R$ 30.535,28 R$ 31.844,64) pela utilização de R$ 1.352,23 na DComp de nº 02316.45652.170603.1.3.04958, conforme demonstração abaixo, podese assegurar que o pagamento de R$ 31.887,51 tem referência com a COFINS apurada em dezembro/2002, dados a identidade do código de receita e da data de vencimento e a pertinência do valor, com diferença apenas residual. Por outro lado, não se pode, razoavelmente, argüir que se tratou de pagamento aleatório, que não tendeu a quitar contribuição de período de apuração específico, e que deva ser apropriado apenas por meio de compensação. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN 6 1.Pagamento R$ 31.877,51 2.Utilizado na DComp R$ 1.352,23 3.Saldo credor reconhecido no Per/DComp 30189.57755.040803.1.3.047857 R$ 30.535,28 4.Débito dezembro/2002 R$ 31.844,64 5.Saldo devedor dezembro/2002(34) R$ 1.319,26 A compensação, neste caso, foi esdrúxula. Disso decorre ser impróprio considerar extinta a parcela de R$ 30.535,28 na data da DComp. O discernimento dos eventos que envolveram a COFINS de dezembro/2002, mesmo no âmbito do procedimento interno de auditoria de DCTF, acarretaria a alocação desse valor ao débito, remanescendo para cobrança apenas o valor de R$ 1.319,26. Afasto a preclusão consumativa consubstanciada no fato de a Defendente ignorar sua própria realidade na manifestação de inconformidade, e não prover para si uma defesa eficaz, sirvo me do princípio da moralidade administrativa que sustém o impedimento de se cobrar tributo já pago, e considero madura a causa para decidir o mérito não enfrentado pela decisão de primeira instância. por vêla completamente desnudada. Pelo exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso para anular o processo desde a origem, para que se dê consequência ao que ora é desnudado alocandose ao débito de COFINS relativo a dezembro de 2002 o valor de R$ 30.535,28 e dele seja exigida a importância principal de R$ 1.319,26, com multa e juros de mora. É o relatório Voto Fl. 48DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10665.900507/200607 Acórdão n.º 3803002.974 S3TE03 Fl. 46 7 Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator Os embargos são tempestivos e aponta para omissão e contradição interna na decisão embargada e seus fundamentos, portanto deles conheço. contradição A conclusão do acórdão embargado inquinada como desprovida de fundamento diz respeito à invalidação da compensação, operada em 05 de agosto de 2003, do debito de COFINS que já se encontrava pago no momento da compensação, sustentando a Embargante que “nada há no feito a arrimar as referidas conclusões”. Sem razão o ataque. Primeiro, é plenamente dispensável estar presente nos autos cópia do DARF representativo do dito pagamento, assim como imagem do sistema SINAL, da RFB, atestando a ocorrência do pagamento, para se ter a certeza de que é verídico o recolhimento da importância de R$ 31.877,51 a título de COFINS, ocorrido em 14 de janeiro de 2003. A bem suprir essa prova do pagamento temos nos autos o próprio despacho decisório, fl. 04, em que consta em seu campo “UTILIZAÇÃO DOS PAGAMENTOS ENCONTRADOS PARA O DARF DISCRIMINADO NO PERD/COMP” “VALOR ORIGINAL TOTAL do DARF”, o seu valor, R$ 31.877,51. O despacho decisório ainda informa nesse mesmo quadro a utilização da importância de R$ 1.352,23, desse pagamento, no PeR/Dcomp nº 02316.45652.170603.1.3. 049583, transmitido em 17 de junho de 2003, cópia às fls. 10/15. A leitura do despacho decisório permite ver, ainda no mesmo quadro, na coluna à extrema direita, a diferença no valor de R$ 30.535,28, resultante da utilização acima destacada, com indicação no cabeçalho da coluna VALOR ORIGINAL DISPONÍVEL, para utilização no PeR/Dcomp nº 30189.57755.040803.1.3.047857, este constituinte dos presentes autos. Assim, é inconteste ter havido o pagamento da importância de R$ 31.877,51, pois foi o próprio Sistema de Controle de Compensação, em seu batimento para efetuar eletronicamente a compensação declarada pela Contribuinte, que certificou a sua existência e a sua forma de utilização, conquanto indevida. É importante frisar que esse pagamento não é o de um outro tributo qualquer, ou um pagamento feito de forma aleatória, portanto indevido, numa data que não guarde pertinência com o desenvolvimento dos fatos relativos a este processo. Ao contrário, o despacho decisório, novamente, fornece os elementos do pagamento, quais sejam, relativo a contribuição para a COFINS, código de receita 2172, a data da arrecadação, ocorrida no seu vencimento, 15 de janeiro de 2003, e do período de apuração encerrado em 31 de dezembro de 2002. De lembrar que a realização desse pagamento se deu no cumprimento da atividade de lançamento por homologação, no cumprimento do art. 150, caput, do Código Tributário Nacional. O contribuinte, assim, materialmente, desincumbiuse do seu encargo tributário/fiscal de apurar o quantum debeatur e antecipadamente (nos termos do § 1º do art. 150 do CTN) efetuou o recolhimento da importância apurada. Fl. 49DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN 8 Como se vê, tudo isso se extrai dos autos. Não é fruto de nenhuma convicção subjetiva, interior, nem até aqui constatação resultante de produção de prova para instrução do processo. A demonstração final da ocorrência do fato jurídico da apuração feita pelo contribuinte, que resultou numa contribuição para a COFINS no valor de R$ 31.877,51, para o mês de dezembro/2002, é a presença, nos autos, da DCTF retificadora, fls. 23 e 24, assinalada pela Embargante como ausente. Nessa retificadora, consta, à fl. 24, o valor apurado do débito para o mês de dezembro/2002, R$ 31.844,63, que tem correspondência direta com o valor pago no vencimento, 15 de janeiro de 2003, embora com uma diferença residual, ínfima, em favor da Contribuinte. Logo, a dívida tributária estava materialmente quitada perante a Fazenda Nacional. A Defendente não precisava, necessariamente, dizêlo, para que se pudesse visualizálo a partir dos elementos dos autos e considerálo. Autorizame a assim apreciar a lição de BARBOSA MOREIRA, citado por Fredie Didier Jr. 2, ao tratar da distinção entre ônus subjetivo ou formal e ônus objetivo ou material da prova: “Essa distinção é importante:” ‘Para efeitos práticos, o que interessa não é saber se a parte onerada conseguiu ou não carrear para os autos os elementos necessários à demonstração do fato a ele favorável; o que interessa é, sim, verificar se tais elementos foram carreados para os autos, por obra da parte onerada ou de outrem, pouco importa.’ A dívida tributária estava quitada. Mas ocorreram equívocos após o pagamento. Para que o pagamento surtisse o efeito final que lhe seria próprio, importava que o débito fosse formalmente constituído pela confissão de dívida, por meio da DCTF. Tal obrigação acessória foi cumprida, porém deixando de reproduzir o fato extintivo do crédito tributário, pelo pagamento. Isso é um erro de fato que careceu de reparo. Conquanto não se configure em erro de direito, entendo ser questão de direito o quadro que emoldura e a sua consequência, nos termos do que preconiza o art. 515, § 3º do CPC, retrocitado3. § 3º Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. 267), o tribunal pode julgar desde logo a lide, se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. Analisando a introdução desse dispositivo pela Lei nº 10.352/2001, assim leciona Antonio de Pádua Nogueira: O dispositivo legal objetivou prestigiar os princípios processuais da instrumentalidade e da celeridade, evitando que a causa retorne ao grau de jurisdição inferior, para novo sentenciamento (de mérito), quando ela pode ser, ali mesmo, no tribunal, prontamente resolvida. 2 Didier Jr., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: Teoria geral do processo e processo de conhecimento. 6 ed. Salvador: JUS PODIUM, 2006, p. 513. 3 NOGUEIRA, Antonio de Pádua Soubhie. Aplicações do novo 3º do art.515 do CPC. Revista do Instituto dos Advogados de São Paulo, São Paulo, v. 7, n. 13, p. 4566, jan./jun. 2004. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10665.900507/200607 Acórdão n.º 3803002.974 S3TE03 Fl. 47 9 E depreendendo da norma um entendimento um pouco mais amplo o Desembargador Federal Paulo Afonso Brum Vaz4 registra que: Sobre o alcance da expressão questão exclusivamente de direito, devese dizer que se equipara a processo maduro para julgamento de mérito. Mesmo que a causa não verse questão exclusivamente de direito, o Tribunal pode julgar o recurso se o processo encontrarse "maduro", isto é, se a instrução probatória já tiver sido amplamente produzida em primeiro grau. (VAZ, 2006, p. 92). Presente nos autos a DCTF retificadora, foi plenamente irrelevante a menção feita à DCTF original, e que não se erigiu como causa de decidir, documento este que vinculou compensação inexistente à contribuição apurada relativa ao mês de dezembro/2002, em vez de pagamento. Irrelevante, porque: a) o erro de fato poderia ter sido qualquer outro, com vinculação, v.g., de depósito judicial ou suspenso por medida judicial, sem distinção ou implicação nos efeitos ora discutidos; b) segundo reza a legislação a declaração retificadora faz as vezes da original5.. Na declaração retificadora o débito informado, R$ 31.844,63, tem valor residualmente inferior ao pagamento efetuado, R$ 31.877,51; c) se o pagamento não fora alocado e estava disponível de forma a poder ser utilizado na compensação declarada posteriormente, é inafastável admitir que foi em razão da incorreta vinculação efetuada na DCTF original. Quando a vinculação é correta, e uma vez convergentes os demais dados do DARF com os dados da DCTF (CNPJ/data do vencimento/código de receita), o pagamento é capturado pelo sistema de fiscalização eletrônica (auditoria interna de DCTF), para alocação automática. Neste caso, exsurgiria a sobra residual de R$ 32,88 como disponível à Contribuinte. Vinculação errada implica na incomunicabilidade entre os sistemas a impedir a alocação automática do pagamento ao débito. Portanto, concluir pelo erro de vinculação na DCTF original é de elementar dedução, não sendo, pois o foco da razão de decidir a sua menção; Desses próprios elementos constantes dos autos, que implicam na constatação de inexistência de qualquer resquício de vício de vontade do contribuinte no ato de extinguir o débito apurado pelo pagamento, decorreu que a conclusão não foi moldada sobre fundamento (prova) inexistente nos autos, vale dizer, o pagamento é confirmado pelo despacho decisório, por meio do Sistema de Controle de Compensação, da RFB, fls. 4/5, e supre o exato valor do débito apurado pelo contribuinte e declarado na DCTF. 4 VAZ, Paulo Afonso Brum. Breves considerações acerca do novo 3º do art. 515 do CPC. Revista de Processo, São Paulo, v.31, n. 134, p. 88109, abr. 2006. 5 IN SRF nº 255, de 11/12/2002 Art. 9º. ... § 1º A DCTF mencionada no caput deste artigo terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados em declarações anteriores. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN 10 Se a adequada apreciação já da primeira compensação declarada, (do débito de COFINS de maio/2003, fl. 15, esta no valor de R$ 1.352,23), que se serviu de pagamento que deveria estar anteriormente alocado a débito apurado e confessado em DCTF, tivesse sido feita de forma presencial, como ocorre em situações em que o próprio sistema seleciona a Dcomp para tratamento manual, decerto resultaria em orientação pela Seção de Orientação e Análise Tributária da Delegacia em Divinópolis/MG no sentido da retificação da DCTF para vinculação de pagamento e cancelamento da declaração de compensação. Com isso, a Contribuinte teria sido posicionada quanto ao seu equívoco de utilizar pagamento com o qual extinguira o débito de dezembro/2002, e não teria feito em 04 de agosto de 2003 compensação de débito já extinto pelo pagamento. Para a conclusão a que se encaminhou o voto, considerando as circunstâncias do fato nele explorado, quais sejam: i) a materialidade da extinção do débito apurado pelo contribuinte, pelo pagamento em 15/01/2003; ii) o erro formal de vincular compensação inexistente na data da transmissão da DCTF; iii) a utilização do mesmo pagamento meses depois para extinguir o mesmo débito (isso se vê da DCTF retificadora, nos autos); iv) a busca de caminho mais oneroso para extinguir o débito apurado, confessado, e já pago, em consequência da incidência da multa e dos juros de mora incidentes na data da transmissão da DComp, que é a data da valoração do encontro de contas entre débito e crédito, é de pouca importância se a questão de direito envolvendo os fatos estampados nos autos foi expressamente trazido pela Defendente. Daí, a consideração de causa madura para decidir. Omissão O assaque de omissão vinculada à desconsideração, pelo acórdão embargado, do ônus cabível à recorrente de produzir a prova, que dele não se teria desincumbido de forma direta e clara, não resiste à moderna teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova, que se alevanta no ensino de Fredie Didier Jr. 6: “É por isso que se diz que essa distribuição rígida do ônus de prova atrofia nosso sistema, e sua aplicação inflexível pode conduzir a julgamentos injustos. ‘Não se nega a validade da teoria clássica com regra geral, mas não se pode é admitir tal regra como inflexível e em condições de solucionar todos os casos práticos que a vida apresenta’.” Omissão decorrente de fundamento não comprovado nos autos (cobrança de tributo já pago), também não ocorreu, eis que o campo “4” do despacho decisório constitui a intimação para que o contribuinte efetue o pagamento do valor indevidamente compensado dentro do prazo do 30 (trinta) dias, a contar da ciência. É esse valor cobrado que está ampliado em decorrência da multa e juros de mora que incidiram sobre o débito (pago em 15 de janeiro de 2003), e novamente extinto pela presente compensação. Esta realidade é apreendida dos próprios autos, não se fundamentando a decisão em investigação produzida de moto próprio, configurandose a verificação procedida na DCTF original em mero e dispensável ateste do que já restava consignado na DCTF retificadora, presente nos autos, que falam por si. Obscuridade De relativa obscuridade, de fato, se pode inquinar o procedimento da Contribuinte ao proceder a duas formas de extinção do mesmo crédito tributário. O acórdão embargado não absorve a pecha de obscuro, pois, contrariamente, não outra coisa fez senão 6 Didier Jr. Fredie. Curso de Direito Processual Civil: Teoria geral do processo e processo de conhecimento. 6 ed. V.1. Salvador: JUS PODIUM, 2006, p.519. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10665.900507/200607 Acórdão n.º 3803002.974 S3TE03 Fl. 48 11 demonstrar a ordem, o encadeamento e a natureza dos fatos perpetrados pela Contribuinte, bem como a mecânica numérica subjacente à compensação, culminando na conclusão de ser indevida a presente compensação (débito de dezembro/2002, ocorrida em 04 de agosto de 2003), sobretudo pela incidência da multa e dos juros de mora sobre ele, procedimento desnecessariamente gravoso para extinguir débito já pago com a mesma importância que veio a ser utilizada na compensação. Julgamento extra petita Não há julgamento extra petita. Em seu recurso voluntário, a Recorrente argumenta com o valor do débito que apurou, R$ 31.844,63, o direito creditório reconhecido pelo despacho decisório, R$ 30.535,28, e não entende por que lhe é cobrada a importância principal de R$ 4.840,87, no despacho decisório, quando a diferença que imagina dever é o valor que havia utilizado na compensação do PIS de abril/2003, R$ 1.352,23. A recorrente pede a anulação do despacho decisório para saneamento do que supõe ser divergência. O ato administrativo do despacho decisório, e demonstrativo que o integra, podese ver, não oferece memória de cálculo, nem esclarece a mecânica adotada no procedimento da compensação, sem o que, neste particular caso, o seu meandro numérico tornouse de difícil apreensão por um contabilista ou um advogado, mesmo sendo profissionais, presumese, de inteligência minimamente mediana. A decisão convergiu com o pedido da Recorrente, pelas conclusões, tendo, no entanto, adotado outros fundamentos. Conclusão Em face do exposto, assento que não há no acórdão embargado contradição entre o que foi decidido e os fundamentos em que se ancorou. Não há omissão no fato de não considerar a expressa exposição da Recorrente, nem fundada em produção de prova por impulso pessoal, nem obscuridade e, de outro lado, decisão extra petita. Pelo que, voto por rejeitar os embargos. Sala das sessões, 23 de maio de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 53DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN 12 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE INTIMAÇÃO Processo nº: 10665.900507/200607 Interessada: SORBON LTDA Intimese um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho,do teor do Acórdão no 3803002.974, de 23 de maio de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009. Brasília DF, em 23 de maio de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciência Data: ____/___________/________ _____________________________ Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ ] apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração. [ ] _________________________ Voto Vencedor Fl. 54DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10665.900507/200607 Acórdão n.º 3803002.974 S3TE03 Fl. 49 13 Fl. 55DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10920.724121/2013-45
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 14 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Mon Nov 09 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF)
Ano-calendário: 2012
DILIGÊNCIA E PERÍCIA.
Não pode ser deferido o pedido de perícia, quando presentes nos autos elementos capazes de formar a convicção do julgador, mesmo que pedido tenha sido feito dentro dos contornos da legislação.
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. ERRO NA DECLARAÇÃO PRESTADA PELO CONTRIBUINTE. ÔNUS DA PROVA
Quando a fiscalização parte, no lançamento de ofício, de declarações prestadas pelo próprio contribuinte, cabe a este comprovar, com documentação hábil e idônea, o erro cometido e quais as inconsistência do lançamento fiscal.
MULTA DE OFÍCIO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÕES.
Nos termos do artigo 44, parágrafo 2º, inciso I da Lei 9.430/96, o agravamento da multa de ofício, pela falta de esclarecimentos por parte do contribuinte, só é admitido quando a ausência de resposta das intimações dificulte o trabalho da fiscalização, ao ponto de prejudicar, parcial ou totalmente, o lançamento do crédito tributário.
Numero da decisão: 1302-004.896
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em rejeitar a preliminar de nulidade do acórdão recorrido e, no mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Paulo Henrique Silva Figueiredo, que votou por negar provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Flávio Machado Vilhena Dias - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimaraes da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flavio Machado Vilhena Dias, Andreia Lucia Machado Mourao, Cleucio Santos Nunes, Fabiana Okchstein Kelbert, Luiz Tadeu Matosinho Machado.
Nome do relator: FLAVIO MACHADO VILHENA DIAS
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Não pode ser deferido o pedido de perícia, quando presentes nos autos elementos capazes de formar a convicção do julgador, mesmo que pedido tenha sido feito dentro dos contornos da legislação. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. ERRO NA DECLARAÇÃO PRESTADA PELO CONTRIBUINTE. ÔNUS DA PROVA Quando a fiscalização parte, no lançamento de ofício, de declarações prestadas pelo próprio contribuinte, cabe a este comprovar, com documentação hábil e idônea, o erro cometido e quais as inconsistência do lançamento fiscal. MULTA DE OFÍCIO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÕES. Nos termos do artigo 44, parágrafo 2º, inciso I da Lei 9.430/96, o agravamento da multa de ofício, pela falta de esclarecimentos por parte do contribuinte, só é admitido quando a ausência de resposta das intimações dificulte o trabalho da fiscalização, ao ponto de prejudicar, parcial ou totalmente, o lançamento do crédito tributário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em rejeitar a preliminar de nulidade do acórdão recorrido e, no mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Paulo Henrique Silva Figueiredo, que votou por negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente (documento assinado digitalmente) Flávio Machado Vilhena Dias - Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 72 41 21 /2 01 3- 45 Fl. 114DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1302-004.896 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10920.724121/2013-45 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimaraes da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flavio Machado Vilhena Dias, Andreia Lucia Machado Mourao, Cleucio Santos Nunes, Fabiana Okchstein Kelbert, Luiz Tadeu Matosinho Machado. Relatório Trata-se o presente processo de Auto de Infração lavrado em face de Ceramarte Ltda., ora Recorrente, através do qual foram constituídos créditos tributários de IRRF relativos ao período compreendido entre 01/2012 e 12/2012, tendo em vista a constatação de divergência entre os valores declarados em Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte - DIRF e os respectivos recolhimentos através dos Darf’s. Como se observa da Termo de Verificação Fiscal que fundamenta a autuação, em procedimento de fiscalização, constatou-se que havia divergência entre a DIRF e a DCTF, sendo que, no período fiscalizado, nenhum recolhimento foi efetuado pelo contribuinte no código 0561. Como se não bastasse, com o entendimento, em síntese, de que o “contribuinte, mesmo após ser reintimado, não prestou os esclarecimentos solicitados, especialmente quanto às divergências relativas ao IRRF sobre os Rendimentos do Trabalho Assalariado, código 0561”, a fiscalização agravou o percentual da multa de ofício, nos termos do artigo 44, § 2°, I da Lei 9430/96. Devidamente intimado da autuação, o Recorrente apresentou Impugnação Administrativa, na qual, em primeiro lugar, requereu a suspensão da exigibilidade do crédito tributário em discussão. No mérito, o Recorrente apontou equívoco na apuração da base de cálculo do IRRF, alegando que houve erro na sua DCTF relativa ao período de 01/2002 e que a fiscalização, com base nesse erro, teria apurado um valor maior daquele tributo. Em resumo, o Recorrente alegou que declarou em DCTF o valor devido de R$8.023,18, enquanto o correto seria R$7.656,75, ou seja, haveria uma diferença a maior de R$366,43. Neste sentido, também requereu a redução proporcional do valor da penalidade. Ainda com relação à penalidade, pugnou pela redução do percentual aplicado pela fiscalização (112,5%), alegando que o fato de não ter respondido as intimações não alterou em nada o lançamento realizado de ofício pela fiscalização. Contudo, em análise ao apelo da Recorrente, a DRJ em Belém (PA) entendeu por bem julgar a Impugnação Administrativa como improcedente, mantendo, na totalidade, o Auto de Infração combatido. O acórdão proferido recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Ano-calendário: 2012 PROVAS. OBRIGAÇÃO. No processo administrativo fiscal e no que concerne às provas, temos que no caso de auto de infração ou notificação de lançamento, o ônus da prova é do fiscal “autuante”; por outro lado, quando o contribuinte apresenta impugnação, o ônus da prova é deste quanto à existência do direito alegado. MULTA DE OFÍCIO. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas multa de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de Fl. 115DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1302-004.896 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10920.724121/2013-45 pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata e o percentual de multa será aumentado de metade, no casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para prestação de esclarecimentos. DILIGÊNCIA. NECESSIDADE. A diligência não significa suplemento da fiscalização, mas complemento da atividade probatória, para efeitos de esclarecimentos eventualmente necessários, e para isto, é necessário que a impugnante traga novas provas aos autos, ou as provas que a fiscalização apresenta não sejam esclarecedoras da certeza e liquidez dos créditos tributários exigidos. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Não concordando com o que restou decido pela DRJ, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, no qual repisou os argumentos lançados em sede de Impugnação Administrativa. Alegou, ainda, nulidade do acórdão proferido, na medida em que o colegiado a quo entendeu pela desnecessidade de realização de perícia no presente caso. Ato contínuo, os autos foram remetidos ao CARF e distribuídos a este relator para julgamento. Este é o relatório. Voto Conselheiro Flávio Machado Vilhena Dias, Relator. DA TEMPESTIVIDADE Como se denota dos autos, o Recorrente foi intimado do teor do acórdão recorrido, via AR, em 30/09/2014 (fls. 92), apresentando o Recurso Voluntário ora analisado no dia 30/10/2014 (fl. 94), ou seja, dentro do prazo de 30 dias, nos termos do que determina o artigo 33 do Decreto nº 70.235/72. Assim, sem maiores delongas, uma vez que cumpre os demais requisitos de admissibilidade, o Recurso Voluntário deve ser analisado por este colegiado. DA AUSÊNCIA DE NULIDADE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. DA DESNECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. Como se observa do Recurso Voluntário apresentado, grande parte das argumentações do Recorrente está fincada em suposta nulidade do acórdão recorrido, na medida em que, pelo o que alega o Recorrente, os julgadores da DRJ de Belém teriam indeferido a realização de perícia no presente caso e, por isso, cerceado o seu direito de defesa. Aos olhos do Recorrente, o fato de ter formulado pedido de realização de perícia, nos termos definidos pela legislação, já seria suficiente para que o julgador administrativo estivesse vinculado ao seu deferimento. Assim, neste sentido, o Recorrente desenvolve longo arrazoado, afirmando, ao fim e ao cabo, que o indeferimento de realização de perícia teria cerceado o seu direito de ampla defesa. Não assiste razão ao Recorrente. Explica-se Fl. 116DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1302-004.896 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10920.724121/2013-45 Em primeiro lugar, não se pode deixar de mencionar que o Recorrente, quando da apresentação da Impugnação Administrativa, em que pese ter alegado nesta que cometeu erro no preenchimento da sua DCTF, não trouxe nenhum documento para comprovar as suas alegações. Por outro lado, quando se analisa os quesitos apresentados naquele apelo inaugural para serem esclarecidos em perícia, o que se percebe é que, em síntese, o contribuinte pretendia demonstrar que não tinha recursos financeiros para quitar os tributos que ele próprio declarou ao fisco e que foram constituídos via Auto de Infração. Nenhum dos quesitos diz respeito ao suposto erro na declaração (DCTF) utilizada como base do lançamento ora em análise. Neste sentido, não tem qualquer fundamento o Recurso Voluntário do Recorrente, quando afirma que o fato de ter cumprido o disposto no artigo 16, inciso IV do Decreto nº 70.235/72, já seria suficiente para que a realização de perícia fosse deferida. Ao contrário do que alega, a realização da perícia será necessária quando houver dúvidas no julgador quanto às provas apresentadas nos autos, tanto pela fiscalização, quanto pelo contribuinte, se mostrando imprescindível a opinião de um expert para validar ou não a acusação fiscal. O fato de ter feito o pedido nos contornos estabelecidos pelo legislador – indicação dos quesitos e do nome e qualificação perito, dentre outros – não é suficiente para que o pedido de perícia seja deferido. Além do cumprimento dos requisito legais, é preciso que haja uma real dúvida, um esclarecimento de um fato, que sejam imprescindíveis para que o julgador possa tomar sua decisão. Neste sentido, não há reparos a se fazer no acórdão recorrido, quando afirma que a “diligência não significa suplemento da fiscalização, mas seu complemento da atividade probatória, para efeitos de esclarecimentos eventualmente necessários, e para isto, neste caso, era necessário que a impugnante trouxesse novas provas aos autos, ou as provas que a fiscalização apresentou não fossem esclarecedoras da certeza e liquidez dos créditos tributários exigidos”. Ademais, não se pode olvidar que, no Recurso Voluntário, o Recorrente insiste na produção de prova pericial, mas não traz, mais uma vez, qualquer documento para comprovar suas alegações, argumentando apenas pela necessidade de verificação dos fatos que ele alega, mas não prova. Portanto, não há que se falar em nulidade do acórdão proferido pela DRJ em Belém (PA), uma vez não há reparos a se fazer neste ponto, já que o indeferimento da realização da perícia foi correto, tendo em vista sua dispensabilidade no presente caso. Desta feita, REJEITA-SE a PRELIMINAR de nulidade do acórdão recorrido. DO MÉRITO No Recurso Voluntário, o único argumento de mérito propriamente dito que o Recorrente desenvolve é de que houve erro da fiscalização quando da identificação da base de cálculo do IRRF relativo à competência de 01/2002. A argumentação do Recorrente é, em síntese, que o suposto equívoco da fiscalização se deu porque havia um erro na DCTF apresentada pelo próprio Recorrente. Neste sentido, afirma que de um “total de apenas R$7.656,75 de IRRF devido, a recorrente acabou declarando em DCTF R$8.023,18, ou seja, R$336,43 a mais”. Fl. 117DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1302-004.896 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10920.724121/2013-45 Contudo, o Recorrente não trouxe aos autos qualquer comprovação para demonstrar a motivação do erro cometido e qual seria a realidade dos valores que foram equivocadamente declarados, em especial sua demonstrações contábeis. Neste sentido, como houve apenas argumentação, sem a apresentação de qualquer tipo de prova por parte do Recorrente, não há como dar provimento ao apelo do Recorrente neste ponto. Por todo exposto, no mérito, vota-se por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário DA MULTA AGRAVADA Por último, cumpre analisar a insurgência do Recorrente no que tange ao agravamento da multa de ofício aplicada pela fiscalização. Como demonstrado acima, ao realizar a análise das declarações e pagamentos realizados pelo contribuinte, notadamente a DCTF, DIRF e DARF’s, o agente fiscal verificou que houve uma declaração a menor e, por consequência, um pagamento a menor do IRRF, o que motivou a constituição de ofício do tributo. Contudo, nos termos do artigo 44, § 2°, I da Lei 9.430/96, entendeu que a multa de ofício deveria ser agravada, sob o argumento de que o “contribuinte, mesmo após ser reintimado, não prestou os esclarecimentos solicitados, especialmente quanto às divergências relativas ao IRRF sobre os Rendimentos do Trabalho Assalariado, código 0561”. O Recorrente, em seu apelo, alega que a falta de resposta às intimações em nada prejudicou o lançamento de ofício do crédito tributário. Afirma, neste sentido, que “o simples fato da recorrente não ter respondido às intimações em nada alterou o lançamento dos valores exigidos. Não faltou qualquer informação para o Fisco cobrar este montante”. De fato, assiste razão ao Recorrente. O artigo 44, § 2º, I da Lei 9.430/96 é claro no sentido de que a multa de ofício poderá ser aumentada na metade em caso de o contribuinte deixar de prestar esclarecimentos, quando devidamente intimado para tanto. Confira-se a redação do dispositivo: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (...) § 2o Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do caput e o § 1o deste artigo serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pela sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: (...) I - prestar esclarecimentos; Todavia, a interpretação do dispositivo em comento tem que ser no sentido de que a falta de esclarecimentos por parte do contribuinte dificulte o trabalho da fiscalização, ao ponto de prejudicar o lançamento do crédito tributário. Em outras palavras: o agravamento da penalidade deve ocorrer apenas quando a falta de cumprimento das intimações pelo sujeito passivo impossibilite, total ou parcialmente, o trabalho fiscal. No presente caso, contudo, a falta de resposta das intimações em nada afetou o trabalho da fiscalização, até mesmo porque esta partiu das próprias declarações apresentadas pelo Recorrente, que se mostravam divergentes. E foi justamente sobre a divergência que o agente fiscal motivou a constituição do crédito tributário de ofício, não tendo qualquer Fl. 118DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 1302-004.896 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10920.724121/2013-45 dificuldade para quantificação dos valores, até mesmo porque, reitere-se, a fiscalização partiu dos valores declarados pelo próprio contribuinte. Este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em casos um pouco diferentes do ora analisado, é bom deixar claro, já consolidou o entendimento de que a falta de atendimento das intimações por se só não pode dar ensejo ao agravamento da multa de ofício. Neste sentido, inclusive, é o teor da súmula CARF nº 133, que tem a seguinte redação: Súmula CARF nº 133 - A falta de atendimento a intimação para prestar esclarecimentos não justifica, por si só, o agravamento da multa de ofício, quando essa conduta motivou presunção de omissão de receitas ou de rendimentos. Mutatis mutandis, o caso tratado no presente processo administrativo se amolda ao entendimento sumulado pelo CARF, na medida em que o fato de o contribuinte não ter atendido às intimações da fiscalização em nada alterou o trabalho desta, que pode fazer o lançamento do crédito tributário sem qualquer prejuízo. Desta feita, VOTA-SE por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, para afastar o agravamento da multa de ofício, reduzindo-a ao patamar de 75% (setenta e cinco por cento). (documento assinado digitalmente) Flávio Machado Vilhena Dias Fl. 119DF CARF MF Documento nato-digital
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