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Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
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' ACORDÃON0.,CSEEM7.9-420 Recurso n° RP/303-0.292 - Recorrente FAZENDA NACIONAL , . . Recorrido TERCEIRA CAMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: DELTA LINE INC. , ACRÉSCIMO DE VOLUMES A0 MANIFESTO: lega lidade da aplicação da multa fixa previ -ã- ta no art. 107, inciso VI, do Decreto- -lei n9 37/66 (na nova redação do art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), em seu valor atualizado anualmente pela autoridade competente, pôr força de previsão legal. . ', , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL:. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, dar' provimento ao Recurso Especial. . Vencidos os Cons. Randolfo Henrique deLS,ouza Neto, Enila Leite Frei- tas Chagas e Wilfrido Augusto Marques"; de/ouza , Sala das Sess5esi(DF), , de julho de 1981 (12/ .._..,,, , ' dlij(/, '' ) AMADOR OU'''' • F RNANDEZ - PRESIDENTE _ .-DwAL4',1r ...T1-,/, - RELATOR /1f WIWO 1 . -( L. ADHEMI '.0 BASp. D" CARVALHO - PROCURADOR DA FA - ZENDA NACIONAL. , , v.v. Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, PAULO DE ALMEIDA e SEBASTIÃO RODRI- . GUES CABRAL. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0845/058.915/80 RECURSO N.° : RP/303-0.292 . ACÓRDÃO N.° : CSRF/03-0.420 4RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: DELTA LINE INC RELATÕRI-0 O recurso da Fazenda Nacional visa .à. reforma do acórdão n9 20.295, de 27.03.1981, da 3a. Câmara do Egrégio 39 Con _ selho de Contribuintes, que, por maioria de votos, deu provimento ao apelo do sujeito passivo, para o fim de mandar reduzir a multa - fixa prevista no art. 107, inciso VI, do Decreto-lei n9 37/66 (na redação dada pelo art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), por volume acrescido ao manifesto, ao valor vigorante à época da importação. Os fundamentos do acórdão recorrido vêm assim re _ sumidos na respectiva ementa, "verbis": "Conferencia final de manifesto. O fato gerador re monta à 6r:oca da entrada do naviá em território:ri—a_ cional. Recurso provido". Arrima-se o douto procurador recorrente, em seu arrazoado de fls. 36/38, que leio na íntegra em plenário, espe cialmente nas disposições dos arts. 105, do Código Tributário Na_ cional e 110 do Decreto-lei n9 37, de 18.11.66, segundo os quais todos os valores expressos em cruzeiros na legislação tributária i são atualizados anualmente de acordo com os índices prOpri de correção monetária estabelecidos pelo órgão competente. 2)A; , ) /'</ D M F - RJ/tu C - C - Socgraf - 16043/7!) - Não houve apresentação de contra-razOes pelo su- jeito passivo. É o relatOrio. M// , , - .d, . - , : i 2. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0845/058.915/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.420 VOTO_ Conselheiro EDWALDO REIS DA SILVA, Relator: Cinge-se o litígio, exclusivamente, â cominação da multa prevista no art. 107, inciso VI, do Decreto-lei n9 37, de 18.11.66 (na redação dada pelo art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), no caso de acréscimo de volumes ab manifesto do navio. Em numerosas e reiteradas decisões, esta Câmara Superior já firmou o entendimento de que aludida penalidade ê de ser aplicada em seu valor atualizado monetariamente, nos preci sos termos do disposto no art. 99 da Lei n9 4.357/64, combinado com o art. 110 do Decreto-lei n9 37/66. No presente caso, entendo bem e legalmente apli cada dita penalidade, através do lançamento efetuado pelo auto de infração e notificação fiscal de fl. 1-v i eis que, na oca- sião, seu valor já se achava atualizado monetariamente por ato administrativo que, de acordo com autorização legal, estabeleceu os novos valores desse tipo de multa (fixada em cruzeiros), des tinados a vigorar durante o exercício de 12980. Isto posto, dou provimento ao recurso especia / Brasília - DF., em 24 de julho de 1981. _- Or -9WALDO REIS DA .ILVA RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 16045.000089/2009-74
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 01/12/2004
EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO. INFRAÇÃO CARACTERIZADA.
LANÇAMENTO MANTIDO. Deixar o contribuinte de prestar informações à Fiscalização, quando lhe foi exigido, caracteriza embaraço à fiscalização, dando azo à aplicação da multa correspondente.
PRECLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE AFASTAMENTO DA MULTA.
A apresentação de documentos ou esclarecimentos pelo contribuinte em sede de impugnação não afasta a multa já lançada
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.832
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Carlos Alberto Mees Stringari- Presidente
Carolina Wanderley Landim - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: CAROLINA WANDERLEY LANDIM
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 01/12/2004 EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO. INFRAÇÃO CARACTERIZADA. LANÇAMENTO MANTIDO. Deixar o contribuinte de prestar informações à Fiscalização, quando lhe foi exigido, caracteriza embaraço à fiscalização, dando azo à aplicação da multa correspondente. PRECLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE AFASTAMENTO DA MULTA. A apresentação de documentos ou esclarecimentos pelo contribuinte em sede de impugnação não afasta a multa já lançada Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Carlos Alberto Mees Stringari- Presidente Carolina Wanderley Landim - Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1807; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 131 1 130 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16045.000089/200974 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403001.832 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 23 de janeiro de 2013 Matéria Embaraço à Fiscalização Recorrente ETECON ADMINISTRAÇÃO DE SERVIÇOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 01/12/2004 EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO. INFRAÇÃO CARACTERIZADA. LANÇAMENTO MANTIDO. Deixar o contribuinte de prestar informações à Fiscalização, quando lhe foi exigido, caracteriza embaraço à fiscalização, dando azo à aplicação da multa correspondente. PRECLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE AFASTAMENTO DA MULTA. A apresentação de documentos ou esclarecimentos pelo contribuinte em sede de impugnação não afasta a multa já lançada Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Carolina Wanderley Landim Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 04 5. 00 00 89 /2 00 9- 74 Fl. 131DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado às fls. 102 a 114 contra decisão da 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas – DRJ/CPS (fls. 96a 98) que julgou procedente o Auto de Infração DEBCAD 37.166.2060, para manter o crédito exigido na sua integralidade. O Auto de Infração foi lavrado por ter o contribuinte deixado de apresentar à Fiscalização informações fiscais e contábeis no formato exigido, relativas ao período de 01/2004 a 12/2004, e por se abster em prestar esclarecimentos solicitados mediante Termo de Intimação Fiscal. Em razão do cometimento de tais infrações, foi aplicada a multa prevista nos artigos 92 e 102 da Lei n° 8.212, de 24/07/1991, artigo 283, inc. II, alínea "b" e artigo 373 do Regulamento da Previdência Social (Decreto n.o 3.048/99), com valor definido pela Portaria Interministerial n. 48, de 12/02/2009. Cientificada do Auto de Infração em 16/04/2009, a ora Recorrente apresentou Impugnação (fls. 76 a 82), alegando, em breve síntese: que o Mandado de Procedimento Fiscal foi prorrogado por duas vezes injustificadamente; que no curso do procedimento fiscal fora excluída do SIMPLES, sem que lhe tenha sido oportunizado o contraditório; que não lhe pode ser exigida a retificação de documentos em razão da sua exclusão do SIMPLES, posto que tal exclusão ainda pode ser revertida; que não obstruiu a fiscalização e que não era obrigada a fornecer informações por escrito, durante a fiscalização, que pudessem produzir prova para o Processo Administrativo referente à sua exclusão do SIMPLES; que o auto de infração está eivado de vícios formais – em parte do auto é informado que a multa lançado é de R$ 13.291,66 (treze mil, duzentos e noventa e um reais e sessenta e seis centavos), ao passo que no relatório é apontada multa de R$ 12.548,77 (doze mil, quinhentos e quarenta e oito reais e setenta e sete centavos); no auto há planilhas relativas a períodos não abrangidos pelo MPF; Além disto, em sua impugnação, a ora Recorrente presta os esclarecimentos solicitados no curso da Fiscalização. A8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas – DRJ/CPS proferiu decisão (Acórdão nº 0526.505), aduzindo o seguinte: não houve qualquer irregularidade na prorrogação do MPF, estando as razões da sua prorrogação disponíveis para consulta no site da Receita Federal do Brasil; as alterações ao MPF constam expressamente no Termo de Início da Ação Fiscal às fls. 13/14, do qual a ora Recorrente teve ciência; Fl. 132DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16045.000089/200974 Acórdão n.º 2403001.832 S2C4T3 Fl. 132 3 a defesa não contesta a acusação de que não teria apresentado os arquivos solicitados pela Fiscalização; não procede a alegação de que o lançamento fora motivado em razão de não ter a Recorrente retificado documentos após a sua exclusão do SIMPLES (o que não fez em virtude da possibilidade de tal decisão ser revertida), notadamente porque o TIAF datado de 24.11.2008, através do qual são exigidos os arquivos digitais que não foram entregues, foi emitido antes do Ato Declaratório Executivo que a excluiu do citado regime; ao defender que se reservou ao direito de apresentar os esclarecimentos em sede de contencioso, a ora Recorrente acaba por confirmar o cometimento da infração que deu ensejo à multa; tanto o relatório fiscal quanto o relatório de aplicação da multa apontam o valor de R$ 13.291,66 (treze mil, duzentos e noventa e um reais e sessenta e seis centavos), não havendo divergência. A Recorrente apresentou Recurso Voluntário às fls. 102 a 114, no qual aduz; não fora apresentada justificativa ou fundamento legal para prorrogação do mandado de procedimento fiscal; os prazos para apresentação de documentos e informações foram exíguos, ocasionando insegurança jurídica; há contradição entre o valor da multa mencionada na primeira página do relatório fiscal e em outras partes do auto de infração; a autuação decorre da exclusão da Recorrente do SIMPLES, o que pode ainda vir a ser revertido; não se pode exigir a retificação de arquivos com base no ato de exclusão do SIMPLES, ainda pendente de revisão; ao afastar o argumento de que os esclarecimentos prestados na impugnação elidiriam a autuação porque a infração já estaria caracterizada, posto tratarse de infração instantânea, a DRJ não esclarece o que se entende por “infração instantânea”; não pode a Recorrente ser penalizada por ter se recusado a produzir prova contra si; Alega, ademais, ofensa a vários princípios constitucionais. É o relatório. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Voto Conselheira Carolina Wanderley Landim Relatora O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. PRELIMINARES Nulidade da prorrogação do MPF A prorrogação do Mandado de Procedimento fiscal, à época, estava disciplinada na Portaria RFB n. 11.371/2007 e independe de motivação. O MPF foi prorrogado por duas vezes, enquanto ainda vigente (como se verifica em consulta no site da RFB), estando tais prorrogações de acordo com o art. 12 da Portaria RFB nº 11.371/2007. A Fiscalização foi concluída em 16/04/2009, quando o MPF ainda estava válido. Não há qualquer vício na prorrogação do MPF que possa ensejar a nulidade da autuação. Nulidade da autuação face à possibilidade de reversão do ato de exclusão da Recorrente do SIMPLES A impugnação apresentada pela Recorrente contra o ato de exclusão do SIMPLES em nada afeta o deslinde do presente processo, que tem por objeto a exigência de multa em razão da não apresentação de documentos/informações à Fiscalização. Registrese que os Termos de Intimação Fiscal cujo não atendimento ensejou a multa lançada não tem por objeto a exigência de retificação de documentos em razão da exclusão da Recorrente do SIMPLES (como é o caso do TIA n. 02). Assim, eventual reversão do ato de exclusão da Recorrente do SIMPLES em nada afetará o presente processo. Rejeitada a preliminar de nulidade. Nulidade da autuação em razão dos exíguos prazos para atendimento à Fiscalização A alegação de que os prazos exíguos, previstos no TIAF, para apresentação de informações geram insegurança jurídica, também não socorre a Recorrente. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16045.000089/200974 Acórdão n.º 2403001.832 S2C4T3 Fl. 133 5 Pontuese que a Recorrente poderia ter peticionado, no curso do procedimento fiscalizatório, pugnando pela prorrogação dos prazos concedidos para atendimento aos Termos de Intimações Fiscais. Aliás, insta observar que a Recorrente peticionou solicitando prorrogação para atendimento do TAF n. 03, tendo o pedido sido atendido. Ainda assim, as informações ali citadas não foram prestadas. Afastada a preliminar. Nulidade em razão do erro material quanto ao valor da multa A Recorrente alega que, na primeira página do relatório fiscal, consta que a multa é de R$ 12.548,77, ao passo que em outras fls. do auto de infração conta o valor de R$ 13.291,66. No Auto de Infração, fl. 01, no relatório fiscal da infração, fl. 06, e ainda no relatório fiscal de aplicação de multa, fl. 10, consta o valor de R$ 13.291,66 (treze mil, duzentos e noventa e um reais e sessenta e seis centavos). Não há divergências entre os valores apontados. MÉRITO Verificase que a Recorrente foi autuada por ter infringido o disposto no art. 32, inciso III da Lei 8.212/1991, já que não apresentou documentos/informações solicitados em Termos de Intimação Fiscal dos quais fora devidamente cientificada. A Recorrente não faz prova da apresentação dos documentos, e confessa que não prestou as informações requeridas para não fazer prova contra si, tendo se reservado ao direito de prestálas apenas em sede de contencioso administrativo. Verificase estar caracterizada a infração que deu ensejo ao lançamento da multa. Ressaltese que as informações prestadas após o encerramento da fiscalização, em sede de impugnação ao lançamento, não tem o condão de afastar a materialidade da infração, já caracterizada. Por fim, a Recorrente aduz que a Fiscalização afrontou Princípios norteadores da Administração Pública, bem como às suas garantias fundamentais, dispostos na Constituição Federal. O lançamento da multa encontra previsão legal, em razão do dever do contribuinte de apresentar os documentos e informações solicitados na Fiscalização. Não se vislumbra violação aos princípios constitucionais ou às garantias do contribuinte. Conclusão Fl. 135DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Por todo o exposto, voto no sentido de CONHECER e NEGAR PROVIMENTO ao RECURSO VOLUNTÁRIO, mantendose, portanto, a decisão de 1ª instância em sua íntegra. É como voto. Carolina Wanderley Landim Fl. 136DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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DO BRASIL LTDA. BICO INJETOR, CORPO DE PORTA INJETOR, IN JETOR DE BOMBA INJETORA PARA MOTOR DIE- SEL. Classificam-se na subposição 84.10.90.00 da TAB. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: °ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso especial.Ven cido o Conselheiro Paulo de Almeida (Relator). Design o Relator pa ra o acOràão o Conselheiro Sebast'2o Rodrigues Cabra . Sala das S -40 5011.8e tm 28 de novee:de 1979 1P AMADOR OU - ",4 1 F áEZ PRESID TE SEBASTI ABRAL RELATOR DESIGNADO ¥Le___--1111441-11 ° LEON FRE WA SZOWSKY PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: ENILA LEITE DE FREITAS CHAGAS, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, RANDOL FO HENRIQUE DE SOUZA NETO, EDWALDO REIS DA SILVA e HINDEMBURGO DO- BAL TEIXEIRA. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0 8 4 5 /63.377/78 RECURSO N.° : — RP/301-0.015 ACÓRDÃO N.° : CSRF/03-0.052 RECORRENTE: — FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: CAV DO BRASIL LTDA. RELATÓRIO Trata-se de classificação de bicos injetores pa- ra motores de combustão interna (diesel), que a importadora posi cionou no c6digo tarifãrio 84.10.90.00, como partes das respecti vas bombas injetoras, enquanto que a fiscalização, apoiada no Parecer Normativo CST n9 1.481/77, considera incluidos no c6digo 84.06.91.99, como parte do motor, exigindo, em consequ2ncia, di- ferenças de impostos de importação e sobre produtos industriali- zados, mediante auto de infração de fls. 1, julgado procedente pela autoridade de primeira instancia (fls. 46148). Inconformada, a importadora recorreu ao Terceiro Conselho de Contribuintes, cuja Primeira C2mara, pelo Ac6rdão n9 20.570 (fls. 66/70) deu-lhe razão, por maioria de votos, com ba- se no seguinte voto vencedor elido na Integra em sessão). Votos vencidos a fls. 70/71 (lidos por inteiro em sessão). O recurso especial interposto pelo ilustre Pro- curador da Fazenda Nacional junto a Camara prolatora do seguin te teor (lido em sessão). -A importadora apresentou contra-raz 'Oes a fls. 80/92, cujos tOpicos mais significativos, que reproduzem em gran D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 2. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0845/63.377/78 AcOrdão n9 -CSRF/03-0. 052 de parte as alegaçJes apresentadas na impugnação e no recurso a C2mara ora recorrida,são os seguintes (lidos em sessão). A fls. 93 desenho do bico injetor, seguido de re- produção do P.N. CST n9 1.481/77 e do AcOrdão n9 20.124, invocado nas contra-razOes (fls. 96/98), e, afinal, de parecer tecnico tam bem chamadoà- colação pela contra-arrazoante (fl. 99). O ilustre Procurador do Contencioso Administrati- vo opinou a fls. 101/102, no mesmo sentido do recurso especial, _ encampando votos vencidos do acordao recorrido (flsi -É o relat6rio SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/63.377/78 3. Ac6rdão n9 - CSRF/ 03-0.052 VOTO • - Conselheiro SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, Relator Designado: A interessada importa "componentes para fabrica-. çao e montagem de bombas injetoras para motores Diesel", compre- endendo, dentre outros, bico e corpo do porta injetor,classifi - cando-os na posição tarifaria 84.10.90.00. Para deslocar a classificaçao dada pela interes sada às partes e peças importadas separadamente, para a posição . 84.06.91.99, a fiscalização tomou por base o Parecer CST (NBM) n9 1.481177, o qual cuidou apenas dos "Bicos injetores para motores Diesel", declarando ao final que: "De acordo com as Notas Explicativas da Nomen clatura Aduaneira de Bruxelas (NENAB), tambem se compreendem na posiçao 84.06 as partes e peças separadas dos motores nela incluidos, tais cortroi, embulos, bielas, cili -ndros e blocos de cilindros, culatras e camisas de cilindros, válvulas, tubos ° de admissão e de escape, segmentos de embulos, carburadores e injetores. Assim, concluimos que os bicos injetores an- tes especificados classificam-se "no cOdigo.. 84,06.91.99 da TIPI." A classificação tarifária de qualquer mercadoria na Tarifa Aduaneira do Brasil, nos termos do artigo 39 do Decre- to-lei n9 1.154171, deve obedecer ãs Regras Gerais Complementares da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias e, subsidiariamente se_ gundo as Notas Explicativas da NENAB. • Verifica-se, pois, que a resposta dada ã consul- ta acima referida no levou na devida conta pelo menos "e o que deixa transparecer, as diretrizes traçadas pela legislaçao brasi leira para a classificação das mercadorias em sua Tarifa. Cabe aqui de inicio, reproduzir as REGRAS RAIS, II J /29 . • - r • ; - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/63.377/78 4. Ac6rdãon9 -CSRF/03-0.052 PARA INTERPRETAÇÃO DA NOMENCLATURA BRASILEIRA DE MERCADORIAS (NBM): . • REGRA la. O texto dos titulas de cada Seção, Capitulo ou Subcapitulo tem, apenas, valor indicativo. As- sim, a classificação de uma mercadoria e determi- nada legalmente pelo texto das posiç g es e das No- tas de cada uma das Seç ges ou Capitulas e pelas regras seguintes, sempre que não contrariem os termos das referidas posiçoes e Notas. REGRA 2a. a) Qualquer referencia a um artigo numa deter minada posição da Nomenclatura abrange este arti- go incompleto ou por acabar, desde que, no estado em que se encontra, apresente as caracteristicases senciais do artigo completo ou acabado, ou consir derado como tal em virtude das disposiç g es prece dentes, quando se apresente desmontado ou por mon tar. b) Qualquer menção de uma materia numa deter- minada posição da Nomenclatura se refere a essa materia, quer em estado puro, quer misturada ou associada a outras matarias. Do mesmo modo, qual- quer menção de obras de uma determinada materiase refere 'às obras constituídas total ou parcialmen- te por essa materia. A classificaçao destes arti- gos misturados ou compostos deve efetuar-se segun do os princípios enunciados na Regra 3a. REGRA 3a. - Quando, pela aplicação da Regra 2a. "b", bem como em qualquer outro caso, uma mercadoria possa ser incluída em duas ou mais posiç3es, sua classi ficação se efetuara da maneira seguinte: a) a posição mais especifica tera prioridade sobre a mais generica; b) os produtos misturados e as obras compos- tas de materias diferentes ou constituídas pela reunião de artigos diferentes cuja classificação nao se possa efetuar aplicando a Regra 3a. nal!, deverão classificar-se consoante a materia ou ar- tigo que lhes confira o carater essencial, sempre que seja possível realizar esta determinaçao; c) nos casos em que a classificação não se possa ,efetuar aplicando o disposto nas Regras 3a. "a" e 3a. "b", o artigo devera classificar-se na posiçao q e permita a aplicaçao da aliquata mais elevada.k REGRA 4a. /7/ SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0845/63.377/78 5. Ac6rdãon9 '-CSRF/03-0.052 As mercadorias que no caibam em qualquer das posiçoes da Nomenclatura devem ser classificadas na posição que compreenda os artigos de maior se- melhança. REGRAS GERAIS COMPLEMENTARES (RGC) (RGC-1) As Regras Gerais para Interpretaçãoda Nomenclatura Brasileira de Mercadorias sao igual- mente validas, "mutatis mutandis", para determi- nar, dentro de cad-a posição, a subposição aplica- vel e, dentro desta última, o item correspondente. (RGC-2) O conjunto ou estojo de objetos sorti dos e acondicionados em um mesmo envoltario ou e.n-IT balagem ser g classificado na posição do objet-o- sujeito ã alíquota mais elevada. Na' aplicação do disposto na presente Regra não ser g considerado o objeto de mínima importãnciaem relação aos demais compreendidos no conjunto ou estojo. (RGC-3) O recipiente, envoltorio ou embalagem que, pelo seu alto valor, esteja em desproporçao com a mercadoria que acondiciona, determinara a classificação do todo, sempre que isso importe na aplicação de alíquota mais elevada." Ao par da"Regras Gerais" transcritas, encontramos aquelas constantes da Seção XVI, relativas aos Capítulos 84 e 85 da TAB, devendo-se destacar as seguintes: "(XVI-2) Salvo o disposto na Nota (XVI-1) da presente Seçã.o e nas Notas (84-1) e (85-1), as partes e peças separadas de maquinas (com exceçao das partes e peças separadas dos artigos classifi cados nas posiçoes 84.64, 85.23, 85.24, 85.25 e 85,27) elasSificam-se de acordo com as seguintes regras: a) As partes e peças separadas que consistam em artigos compreendidos em qualquer das posiçães dos Capítulos 84 ou 85 (com exceção das posiçOes 84,65 e 85.2&) classificam-se na mencionada posi- çao, qualquer que seja a maquina a que se destinem; b) quando se possa identificar como exclusiva ou principalmente destinadas a uma maquina deter- minada ou avarias maquinas compreendidas numa mes- ma posiçao, (mesmo nas posiçães 84.59 e 85.22) as partes e peças separadas, que não sejam as con - sideradas na letra "a" anterior, classificam-sena . posrçao , correspondente a esta ou estas maquinas; , / SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/63.377/78 6. AcOrdão n9-CSRF/03-0.052 todavia, as partes e peças separadas principalmen te tanto aos artigos da posição 85.13 como aos da posiçao 85.15 classificam-se na posição 85.13; c) As demais partes e peças separadas classi- ficam-se nas posições 84.65 ou 85.28." Adotando-se o mandamento determinado pela legisla çao de regencia, em primeiro lugar deve-se observar as regras re- tro transcritas, as quais, de maneira inequivoca, determinam a classificação da mercadoria sob exame. A resposta ã questão: a parte ou peça importada se destina, ou pode ser identificada como destinada primcipal ou exclusivamente a uma maquina especifica? ira indicar a posição ta rifaria na qual estar a automaticamente classificada a mercadoria em questão. Se afirmativa a resposta, isto a, se entender-se - que a peça ou parte separada de que trata o presente processo e °destinada â fabricação ou montagem de bombas injetoras para moto- res*Diesel, e, •inda, se esta ultima tem classificação especifica na Tarifa Aduaneira do Brasil, então, em obedi2ncia ãs "Regras Ge rais Para Interpretação da Nomenclatura Brasileira de Mercado- rias (NBM) e ãs Notas da Seção XVI da TAB, a classificação tarifa ria a ser atribuida â mercadoria objeto da autuaçEo deve se/ na mesma posiçao onde se encontra classificada a maquina a que se destinam tais partes ou peças separadas. De que a bomba injetora para motores a Diesel tem classificação especifica na Tarifa não paira qualquer duvida. Na posição 84,10, por seus desdobramentos em itens e subitens, encon tram-se: 84.10.01.07 - Bombas injetoras para moto/ de com- bustão interna; que e justamente o meio pelo qual fincionam os motores a Diesel. A adoço, pela Autoridade Administrativa Fazenda , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n90845/63.377/78 7. Ac6rdão n9-7CSRF/03-0.052 ria, de criterio calcado apenas nas Notas Explicativas da Nomen- clatura Aduaneira de Bruxelas (NENAB), as quais tem carater ape- nas supletivo para a interpretação e determinação dos criterios de classificação das mercadorias na TAB, em flagrante desobedien: cia aos preceitos legais vigentes e aplicaveis ao caso concreto, não encontram amparo nem justificativas plausíveis em nosso ordenamento jurídico. Não merece acolhida, "data venia", a tese defendi da pelos Conselheiros vencidos, no sentido de que, face a função desempenhada pelos injetores nos motores de combustão interna ser equivalente aquela desenvolvida pelos carburadores nos motores de explosao e, por outro lado, como os carburadores, embora estejam ligados bomba de gasolina, não são partes desta, tambem os inje tares, ainda que ligados ã bomba de injeçEo, no pertencem a esta. Ocorre que os carburadores éstão classificados, . segundo a TAB, na posiçao tarifaria 84.06.91.03. Qualquer peça ou parte separada cuja utilização se possa identificar como sendo especifica para os carburadores, são classificados justamente com estes. - 'Lambem no caso concreto, tendo a mercadoria impor tada utilização na fabricação ou montagem da bomba injetora, ha- vendo na Tarifa Aduaneira do Brasil uma posição específica para a referida bomba injetora, em obediencia aos crit g rios de classifi- cação adotados como normas legais, deve-se dar Ss partes e peças separadas a mesma classificação atribuída â maquina a que se des- tinam. E para refutar os argumentos de que as partes e peças cuja classificação se discute devem seguir a posição dada . aos motores de combustao Interna, uma vez que funcionam em liga- çao direta com ele, o que, em síntese, quer dizer que fazem parte do motor, eis o que declarou o Engenheiro certificante as fls.: Quanto a solicitaçao do Sr. A.F.T.F. da Declaração de importação anexa, no que diz respei to a ditos objetos. como parte ou não dos motores Diesel, quero crer, realmente, nao serem os mes,,,,'- / L"É% SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0845/63.377/78 8. AcOrdão n9 - CSRF/03-0.052 mos partes integrantes de motores de combustão in terna, mas do mecanismo de injeção do fluido com bustivel, sendo este lançado na câmara de combus- tão do motor na forma pulverizada. 3. Assim mostrado, não e, portanto, o motor Diesel que tem a ação injetora, mas a bomba de combustível e/ou bomba injetora, que se completa com todos os elementos que integram a ação acima." Para corroborar sua assertiva, transcreveu ainda o Pecnico certificante, a opinião do Centro Tecnico Aeroespacial do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministerio da Aeronautica, nestes termos: "Assim, a bomba injetora "Lucas" devera ali- mentar tambem os injetores "Lucas", os quais, por tanto, no fazem parte do motor, qualquer que se- ja o modelo ou marca desse motor." Conforme assinalado pelo Ilustre Procurador que subscreve o recurso e, tambem, pelo não menos Ilustre Representan — te da Fazenda Nacional junto a esta Câmara, "trata-se de materia eminentemente tecnica", e declaração prestada por Engenheiro qua- lificado, como tambem, por um "cirgão cuja capacidade e idoneidade no se coloca dilvidas, deve ser acatada-ate que se prove o contra rio. No ha de ser um pronunciamento do "Grupo Especial de classificaçao (NBM)", dado, sem qualquer base mais sOlida e em flagrante desacordo com as disposiçJes legais vigentes, que ira sobrepujar a certificação trazida a colação e oriunda de fontes ha bilitadas a prestar tal tipo de esclarecimentos. Assim, estou convencido de que as mercadorias impor tadas de que tratam os presentes autos devem ser cl rássificadas na posição 84.10.90.00 da TAB, o que implica no entendimento de que a decisão recorrida merece ser confirmada. Voto, pois, pelo improvimento do presente tecurso. Brasília, DF, Elia 28 de novembro de 1979. SEBASTIÃO Itt DRIGUE g-C_CABRAL RELATOR D IGNADO 9. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0845/63.377/78 Ac6rdão n9-CSRF/03-0.052 VOTOVENCIDO— — — — — — — Conselheiro PAULO DE ALMEIDA, Relator: Não me parecem relevantes os aspectos que tam si- do debatido neste processo quanto falta de adequação formal do Parecer Normativo n9 1.481/77 ao material importado, pois do tema central -- classificação dos injetores na Tarifa Aduaneira — de- corre necessariamente a dos respectivos componentes, que terão de posicionar-se no mesmo c6digo, na ausancia de previsão especifica para eles. E quanto a esse tema, guardo coerancia, nesta o- portunidade, com os votos vencidos proferidos no julgamento de nu melosos recursos sobre o mesmo assunto e de interesse da mesma importado/a, do seguinte teor: Os injetores tam nos motores de combustão in terna função equivalente aos carburadores nos mo- tores de explosão, isto e, ambos fornecem ao mo- tor, em ligação direta com ele, o combustivel sob a forma adequada a seu aproveitamento, sendo cer- tamente por isso que as Notas Explicativas da No- menclatura de Bruxelas consideram-nos como partes do motor. Seu funcionamento em ligação com a bom- ba injetora não lhes dá. o carãter de parte dela, da mesma maneira que o carburador não e parte da bomba de gasolina, embora esteja com ela ligado. É de ponderar-se, ainda, que, como e sabido, ha motores de combustão interna que dispensam a bomba injetora, caso em que ninguem poderia con- testar que o injetor pertence ao motor. Ora, e inaceitãvel que o mesmo produto tenha mais de uma classificação, o que fatalmente ocor- reria se se classificasse o injetor como parte do motor, no caso de inexistancia da bomba, mas como parte desta, quando presente. Voto, portanto, pelo provimento do recurso especial) -d-e----rrcrv-em-b,r o de 1979. r7X/ MUL - RELAT0f7—'—' Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1
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Recut4c, a que 4e da ptouímento. Pito= po4ta de dí4pen4a de mu/ta pot eqUídade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re- curso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos: a) em dar provimento ao recurso especial; b) propor a dispensa da penar(idadç por eqüidade, face aos argumen - tos apresentados pelo Relagiét I! ( /.. Sala das es4;----d ' * eWr 06 de junho de 1982 —/ - /1 /it,/ r i 7 ' AMADOR Gd 4 70 F,' ÂNDEZ - PRESIDENTE . / / JOSÉ GERAL I CE/ SOU , . IOR RELATOR LUIZ ERNANDO 01,50; °- DE ORAES - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: PAULO DE ALMEIDA, EDWALDO REIS DA SILVA, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE e PAULO CÉSAR DE ÃVILA E SILVA. VA, 4ww MINISTÉRIO DA FAZENDA SECUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 1080/012.804/80 Recurso n.°: RP/201 -0.022 Acordão n.°: CSRF/02-0.019 Recorrente: FAZENDA NACIONAL Sujeito Passivo: ESPORTE CLUBE CRUZEIRO RELATÓRIO Trata-se de Recurso contra decisão do 29 Conselho de Con— tribuintes, em mataria de sorteio de bens prevista na Lei n9 5.768 de 20 de dezembro de 1971, em que a maioria do Colegiado, nos termos de voto da eminente Relatora, concluiu pela insuficiência da prova de autoria, dando, pois, provimento ao recurso do sujeito passivo. É o seguinte o voto majoritário: "Entendo que não oí comptovada a autotía. A mexa ímp/teA- 4ão do nome do caba na caute/a não E ptova Áícíente da au- totízação pata ciAo do nome. Pot coneguínte, a caute/a não E evídencía ba4tante da pattícípação do clube na ptomoção. Evídentemente E po4 -ível que do evento o c/ube não tí - ve4a tempotaneamente cíencía. É Ç ato conhecído que ct totcí da, o4 4ocío4 e o npatLzan-tas de agxemíaç6e4 e4pottíva)s 7 e4pecía/mente c/ubeA de , utebo/, tomam pteqUentemente ínícía- tív(xA popa, víAando pte4tat conttibuíção a e44a4 entída - das. Tambem E po4íve/ que o c/ube tenha eetívamente patxocí— nado, pattícípado ou ptomovído o evento. A ptova do cometímento deA4e ílícíto pelo clube não pot jm, ptoduzída ne4te4 autos. E, 4e °cot/teu, cettamente a ptova do Çato não oetecía maíoteA dí“culdade4, baAtando pa- ta ío, pot exemplo, a evídencía de que a ímpte44ão da4 cau- ta/a4 , c,ÁI encomendada alou paga pelo c-ube. Inexí3tíndo a ptova da autotía, dou ptovímento ao tecut4c». A Douta Procuradoria recorrente parte do pressuposto de que: / "a a44ettíva de que a ptova, no ca4o a cauta/a, não 4e en/ contut no4 auto)s do ptoce44o, não J. evídencía 4u“cíente pat7,t ..., que 4e con3ídete vetldíca a etjtía contada pela agtemía o. // anda ma, a pt jptía agtemíação con“tma que taíA c te d; / = S E E .. = 2 = SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL _ Ac, n9 CSRFIO2-0,019 caute/a4 exí4tem. 03 elementos de 4upotte da ptetensão do gisco são: ai expte44a menção das caute/a4 no Auto de Ingna ção de gs. 01; 51 con 1Çítmação da exí4tencía dessas me4ma caute/a4 pelo tecottido, 1Ç4. 2 e 3. Ota, E de c/ateza me- tídiana que a patte que alega deve ptovat o4 sua.4 a“tma - çj es ou, como no caso, vet tais c“itmaçõe4 conítmadas pe/a catita patte." Na e4pecíe do4 auto, a agtemíação - prossegue o re- curso - agíu da 4eguínte otma: a) teconheceu a exí4tencía das coute/a3, com o 4eu no- me, inclusive (e com is4o eximíu o Pico, pata logo, de pto duzít, como ptova documenta/, a vetdade do alegado); b) alegou c.ctos pteten4amente exc/udenteA (um gtupo de amigos, ã 4uo tevelía, etc., tealízou a ptomoçãol; c) não ptovou, pot qua/quet meio, que a iníciatíva ,e_íta pot um gtupo de amigo4 ou 4 ocos, 2 4ua teve/ia", Pot e44e caminho, í4to E, pe/a de“niçÃo do Einu4 ptoba tõtio, entende o douto tecottente que, aínda que vdlida ã considetação adotada pelo ac jtdão tecottido no 4entído da autotía de tetceíto4, não estatía de p/ano de4catactetízada a inÁtação, pois, "a Cínica coi4a que 4etía capaz de desca tactetízat a tesponsabilídade do Recottído 4etía a ptomoção da tesponsabilidade daqueles que indevídamente utí/ízatam o 4eu nome ou, ainda, a tentatíva de tegu/atizat o 4otteio não autotízado". o relatOrio. VOTOdo Relator, Conselheiro JOSE GERALDO DE SOUSA JUNIOR Como se vi, o fundamento do ac5rdão recorrido repousa no entendimento da não comprovação da autoria em face da falta de demonstração da responsabilidade pela promoção do evento, atribui- da a terceiros, benemêritos. O esforço do ilustre Procurador, estã concentrado, pois na demonstração de que o anus probat6rio, no caso, recai sobre o sujeito passivo, aquele cujo nome aparece na cautela vendida como instrumento da promoção, cabendo a este, beneficiãrio final doeven to, promover a responsabilidade de terceiros como condição de ex - clusão da sua prOpria responsabilidade, ressalvada com a tentativa de regularização do evento. O prOprio voto ma j oritãrio que acompanhei, não rejeita a possibilidade de efetivo patrocinio, participação ou promoção do evento. 4enas, coloca o obstãculo da prova da autoria, nao eall - C C. I I - = 3 = SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL - Ac. n9 CSRF/02-0.019 realizada. O recurso, todavia, reverte o transito probatório, como aparece na parte final de suas razões e coloca o plano de descarac- terização da responsabilidade do recorrido pelas duas vias possi- veis: a promoção da responsabilidade daqueles que indevidamente uti_ lizaram o seu nome, ou, ainda, a tentativa de regularizar o sorteio não autorizado. Parece-me, não obstante as razões do acórdão recorrido, ser proscedente a presunção levantada pelo recurso. Assim, dou provimento ao recurso. Entretanto, verificando as circunstancias do caso, a partir não s6 da própria dúvida sobre a autoria, como do sentido da pratica questionada, usual estas agremiações esportivas, hoje, com ampla divulgação nacional pela televisão, sobre bingos etc., enten- do que é caso possTvel de relevação da multa por eqüidade. No caso, acresce, não ha tributo a exigir. Assim sendo, voto no sentido de dar provimento ao re- curso, propondo entretanto, di 2ensa da multa por eqüidade, a jui /7 ,zo da instãncia competente. . 4 , Sala das Ses f sõess, em 06 de junho de 1982 / JOSE GERALpO DE SOUSA JÚNIOR , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Sessão de 30 de novembro de 19 8 9 ACÓRDÃO N2 CSRF/ 02 -0 . 3 3 2 Recurso n 2 RP/201-0.262 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida PRIMEIRA CÂMARA DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: PURINA ALIMENTOS LTDA IPI - A Supressão da Nota Complementar 23-1 pelo Decreto n9 89.241/83 não pro duziu o efeito de revogar a norma per- tinente constante do D.L. n9 400/68. Tampouco a introdução da NBM pelo D.L. n9 1.154/71, ou a adaptação da TIPI ã . NBM. Recurso especial a que se nega pro vimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autosde • recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos • Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos ter mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões (DF), 30 de novembro de 1989. / c URGEL ,0,//LOPE5 - PRESIDENTE f 401 /H-L S •VEDO ://"CELLO!. RELATOR . n 0.4.4 4.t• J -;10ÁLCESAR GO 51 ES CORREA - PROCURADOR DA FAZEN- DA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: ROBERTO BARBOSA DE CASTRO, HAMILTON DE SÃ DANTAS, ITAMAR VIEIRA DA COS TA, SEBASTIÃO BORGES TAQUARY e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Ausente ju -s- tificadamente o Cons. SÉRGIO GOMES VELLOSO. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N? 11080/010.570/88-71 RECURSOW RP/201-0.262 AcóRoA0W CSRF/02-0.332 RECORRENTE FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: PRIMEIRA CÂMARA DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: PURINA ALIMENTOS LTDA RELATÓRIO Com fundamento no que estabelece o art. 30, inc. I, do Decreto n9 83.304/79, a Fazenda Nacional, pelo seu iluStrePro curador-Representante junto a Primeira Câmara do Segundo Conselhode Contribuintes, recorre de decisão daquele Colegiado (f is. 130/133), consubstanciada no Acórdão n9 201.64.978, assim ementado: "IPI - A supressão da Nota Complementar 23-1 pe- lo Decreto n9 89.241/83, não produziu o efeito de revogar a norma pertinente constante do D.L. n9 400/68. Tampouco a introdução da N.B.M. pelo D.L. n9 1.154/71, ou a adaptação da TIPI à NBM. Recurso provido." Conforme se verifica da peça básica de fls. 04, a empresa foi autuado por ter dado saída do seu estabelecimento in- dustrial, "de produtos classificados no código 23.07.05.00 da TIPI, aprovado pelo Decreto n9 89.241/83, acondicionados em unidades de peso superior a 10 kg, tributados â. aliquota de 30%, sem o corres- pondente lançamento do imposto nas respectivas Notas-Fiscais". 2 ___ smaço PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11080/010.570/88-71 2. Acórdão n9-CSRF/02-0.332 Em impugnação tempestiva (f is. 16/20), onde, pre liminarmente, a autuada informa ter recorrido ao judiciário, no Estado de São Paulo, dizendo: "Sabendo a Supte. que poderia vir a ser vi- sitada pelo fisco e acionada a 'pagar o imposto ora exigido neste Estado, mas convicta de ser o mesmo indevido, porque "inconstitucional", in- petrou em São Paulo, em 03.07.84, "ad cautelam", MANDADO DE SEGURANÇA, que corre pela 9Q . VARA FE- DERAL sob o n9 6505643, cuja setença de 25.04.85 lhe foi totalmente favorável e vai anexa Dara o conhecimento de V..." Quanto ao mérito, expõe que o Decreto n9 89.241/ /83 ilegalmente eliminou a Nota Complementar n9 23-1, do Capitu lo 23 da TIPI que tributava apenas os produtos acondiáionados em unidades de até 10kg, visto que a restrição de acondicionamento em unidades de até 10 kg para os produtos do código 23.07, serem tributados já constava do D.L. n9 400/68. A autoridade singular, argumentando que o Manda- do de Segurança foi impetrado em São Paulo e que o estabelecimen_ to de Canaas, RS, não comprovou ser autora ou litisconsortenare_ ferida ação, julgou procedente a ação fiscal. Essa decisão está lastreada nos fundamentos cons_ tantes das fls. 39/41, que passo a ler, para maior esclarecimento do assunto (lê). Por sua vez, a Câmara ora recorrida, por maioria de votos, deu provimento ao Recurso Voluntário, com base no voto da ilustre Relatora, DrQ. Selma Santos Salomão Walszczak (fls. 133), que também leio em sessão. Discordando dessa decisão, declara o douto Procu_ rador-Representante da Fazenda Nacional, em sua petição recursal de fls. 136/137: (/7. _ SERVIÇONBLICOFEDERAL PROCESSO N9 11080/010.570/88-71 3. Acórdão n9-CSRF/02-0.332 "O art. 153, § 29, da Constituição Federal, de 1.969, retira o imposto sobre produtos indus- trializados do rol daqueles tributos para os quais as modificações introduzidas na sua sistemática depende de lei e da observância da anterioridade Porque isso? Simplesmente porque, pelas necessi- dades emergentes da conjuntura econômica, o Po- der Executivo deve ter ao seu dispor um instru- mento rápido e eficaz para operar. Sendo assim, a modificação trazida pelo Decreto n9 89.241/83 tem, na realidade, fulcro constitucional e aCons tituição, como sabido, na hierarquia das leis, ocupa UM lugar de supremacia_ Ao se modificaram lei, com o respaldo do disposto na Constituição Federal, não há qualquer inconStitucionalidade, pelo contrário, legalidade." Devidamente notificada a empresa deu entrada no expediente de fls. 143/150, onde, além de levantar preliminares de ilegalidade e intempestividade do Recurso Especial,expõesuas contra-razões quanto ao mérito da questão. É o relatório. /17 SERVIÇO PÚBLICO PROCESSO N9 11080/010.570/88-71 4. Acórdão n9-CSRF/02-0.332 VOTO Conselheiro HÉLVIO ESCOVEDO BARCELLOS, relator. "Entendo", não procederem as alegações do douto re presentante da Fazenda Nacional. Como se vê, o ilustre Procurador fundamenta o seu recurso no fato de que, pelo menos no seu entendimento, a relato ra do Acórdão recorrido teria se posicionado contrariamente aoes tabelecido em atos legais da adminstração, ou seja, não acatou a revogação, operada pelo Decreto n9 89.241/83, da norma introduzi da pelo Decreto-lei n9 400/68, que limitava a incidência do IPI sobre os produtos referidos no presente processo, somente quando acondicionados em unidades de até 10 kg. Melhor dizendo, acusa a autora do voto que com- põe o já mencionado acórdão recorrido, mesmo que indiretamente, :de haver sugerido a inconstitudionalidade do citado Decreto número 89.241/83. "Data venha", essas alegações não correpondem à realidade dos fatos. O que a ilustre relatora, Dr Selma Santos Salo- mão Wolszczak disse em seu bem lançado voto, no que, desde já ,co locou-me inteiramente de acordo, foi: "A meu ver, a supressão da Nota Complementar 23-1, pelo Decreto n9 89.241/83, não ternobjetivo, porque não pode produzir o efeito, de revogar a norma introduzida pelo D.L. n9 400/68, texto hie- rarquicamente superior. A nota, que, introduzida pelo Decreto n9 70.162/72, somente visava reite- rar o tratamento vigente, diante da adaptação da TIPI à NBM, foi suprimida talvez por desneCessà- ria, sem que da supressão tenham resultado quais- quer efeitos legais. NãO há ilegalidade nessa su- pressão." SERVIÇONBLICOFEDERAL PROCESSO N9 11080/010.570/88-71 5. Acórdão n9-CSRF/02-0.332 De se registrar, ainda, que o Tribunal Federal de Recursos, através do Acórdão n9 108.568 (cópia às fls. 57/69),jã havia dado ganho de causa à empresa Purina Alimentos Ltda, desde 04. maio de 1987. O entendimento firmado por esse acórdão do TFR, en contra-se consubstanciado na seguinte ementa: "TRIBUTÁRIO. IPI. ALIMENTOS PREPARADOS PARA ANI- MAIS. ACONDICIONADOS EM UNIDADES DE ATÉ 10kg. PRO DUTOS DA POSIÇÃO 23.07. DECRETO-LEI n9 1.199/71, ART. 49 E DECRETO N9 89.241/83. Para as unidades acima de 10kg, ocorre o fenômeno da não incidência cuja duração estã subordinada ao priEW:pio da legalidade (Constituição, arts. 19,1 e 153, § 29). Ilegitimidade do Decreto n9 89.241/83, na parte em que ampliou a hipótese acima referida, ilegiti- midade que perduraria ainda que o Decreto-lei n9 1.199/71, contivesse autorização para tanto, por- quanto implicaria delegação de poder legistalivo, vedada pelo art. 69, § único, da Carta Magna. Sentença confirmada." Diante de todo o exposto, voto no sentido de que se mantenha a decisão recorrida, que bem apreciou a matéria e aplicou a Lei, negando-se em conseqüência, provimento ao recurso especial. g), Brasília em 30 de Ovembro de 1989. - . ErÉLVIO BARCEL OS - R 'ATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-06T18:26:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-06T18:26:43Z; Last-Modified: 2009-07-06T18:26:43Z; dcterms:modified: 2009-07-06T18:26:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-06T18:26:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-06T18:26:43Z; meta:save-date: 2009-07-06T18:26:43Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-06T18:26:43Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-06T18:26:43Z; created: 2009-07-06T18:26:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-07-06T18:26:43Z; pdf:charsPerPage: 1493; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-06T18:26:43Z | Conteúdo => A ' MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PROCESSO N9 10467/000.171/88-39 ELL -- Sessão de 15 de abril de 19 93 AcOnitoNeCSRF/01 01.497 Recurso n2: RP/104-0.205 Recorrente: FAZENDA NACIONAL Recorrida : QUARTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEM) PASSIVO : DAGUIMAR FRANCISCO DE OLIVEIRA CÉDULA "G" - Comprovação da origem do rendimento - Por estar sujeito a tribu- tação mais favorecida, o rendimento classificado na cédula "G" fica sujei- to, por lei, à comprovação de sua ori- gem,sob - penadé_oFisco deslocar esse rendimento para a cédula "H". Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os- Menbros da Camara Superior de Recursos Fis cais, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos ter mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 4 a ..s Ses-oes-DF, em 15 de abril de 1993. Anui 'R Af= — PRESIDENTE )1/ -- LEILA MAR á SCEE:;.; LEITÃO - RELATORA DIVA IA •STA RUZ E REIS - PROCURADORA DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: IRINEU SIMIANER, WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, CÂNDIDO 'RODRI- GUES NEUBER, AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO, MARIA DA GLÓRIA DE OLI- VEIRA COELHO LEAL, JUAREZ DE MORAIS, RAFAEL G. CALDERON BARRANCO, JACKSON GUEDES FERREIRA, LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA e SEBASTIÃO RO- DRIGUES CABRAL. Ausentesjustificadamente os Cons. CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS (Substituldo por ANTONIO LISBOA CARDOSO), PAULO AFFO 14 V.v DAMEFP/DF- SECO 9 N g 064/90 SECA DE BARROS FARIA JUNIOR e DICLE DE ASSUNÇÃO. ‘1111i) . . • • • :• = , '44.'.;'40- 4~,Á, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N? 10467/000.171/88-39 RECURSO P49: RP/104-0.205 AC0RDA00 : CSRF/01-01.497 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL SUJEI10 PASSIVO:DAGUIMAR FRANCISCO DE OLIVEIRA RECORRIDA :QUARTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RELATÓRIO A Fazenda Nacional, por seu Procurador junto à Quar ta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, recorre para a Cã mara Superior de Recursos Fiscais, pleiteando a reforma do Acórdão n9 104-6.913, de 14.08.89, prolatado no julgamento do recurso vo_ luntãrio de fls. 56/59, interposto por DAGUIMAR FRANCISCO DE OLI_ VEIRA. O recurso circunscreve-se à ligitimidade da inclu- são de rendimentos na cédula "G", com tributação mais favorecida. A exigência fiscal fundamentou-se no entendimento de que a inclusão de rendimentos na cédula "G", por estar sujeita a tributação favorecida, subordina-se a efetiva comprovação de sua origem, conforme declarado na ementa de decisão de primeiro grau a fls. 48/52: "IMPOSTO DE RENDA - PESSOA FÍSICA Cédula "G" - Gozando os rendimentos classificadosna Cédula "G" de reduções do montante sujeito à inci-- dência do tributo, à autoridade lançadora não facul-4, ta a lei a dispensa da comprovação das receitas,dãl, despesas de custeio e de investimento por meio d- I f It, nAuFwo/W- SECOS N9 065/90 (43̂;j4. SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n9 10467/000.171/88-39 03 Acórdão n9-CSRF/01-01.497 documentação própria, seja qual for a forma de apu ração ,d0 resultado a que estiver obrigado o contri buinte. Não comprovada a natureza dos ingressos de- clarados pelo contribuinte o rendimento a eles cor respondentesl.ntegra os de classificação na .Cédula "H" (Ac. 19 CC n9 102-20.831/84)". A Câmara recorrida, por maioria de votos, deu pro- vimento parcial ao recurso voluntário interposto contra o ato da autoridade ?a quo" por entender que embora o recorrente não tenha comprovado a origem de receita da cédula "G ? , tal fato não é moti vo suficiente para que tal receita seja classificada na .cédula "H", conforme consignado no r. Acórdão recorrido, em cuja ementa se lê: "Cédula "G" - RECEITA NÃO COMPROVADA - A falta de comprovação hábil da receita declarada na cédula "C" não autoriza por si só a reclassificação do respectivo valor como rendimento da cédula "H". A douta Procuradoria insurge-se contra esse enten- dimento, tendo como fundamento básico: "A Legislação do imposto sobre a renda em vigor prevê a tributação favorecida para os rendimentos classificados na cédula "G", cóndieionados i para esse efeito, ã comprovação de que originaram-se da exploração de atividade agropecuária .exercida pelo contribuinte." Em seu favor, faz referência aos Acórdãos n9s.... 01.938 e 01.939, desta Câmara, que, reconheceu a legitimidade da reclassiflcação, para a cédula "H" da renda e dos proventos de qualquer natureza não compreendidos nas cédulas anteriores. O recurso foi admitido pelo ilustre Presidente da Câmara recorrida, através do despacho de fls. 77. Intimado, o contribuinte, tempestivamente, ofere- ceu contra-razões, nos seguintes termos: ...improcede as alegações recursais da recorren- 1 ir/ SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n9 10467/000.171/88-39 04 Acórdão n9-CSRF/01-01.497 te, uma vez que o recorrido/contribuinte já escla receu tudo a respeito do seu patrimônio, eis que já explicou a lapso havido na confecção do seu imposto de renda de 1986 - exercício 1985, cuja ' cédula "G" foi preenchida erroneamente, pelo seu contador. Vale dizer, desse modo, que o recorrido nunca possuiu imóvel rural, mas, Para tirar quaisquer dúvidas faz a juntada de 02 (duas) certidões for- necidas pelo Cartório de Registro de Imóveis, des ta cidade de Pombal - PB .... ,..que se dignem a negar provimento ao recurso interposto pela douta Fazenda Nacional..." AL É o relatório. ,,, 1. 1, , , 1 Processo n9 10467/000.171/88-39 05 SERVICO PUBLICO FEDERAL Acórdão n9-CSRIP/01-01.497 i 1 VOTO _ _ , Conselheira LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO - Relatora ,,,, ,,, Como visto do Relatório, a controvérsia gira em , torno de reclassificação para a cédula "H" de rendimentos origi- nalmenteclassificados na cédula "G". 'Os arts. 38, 39 e o .§ 29 do art. 54 do RIR/80 dis _ põem, in verbis: . Os arts. 38 e 39 do RIR/80 dis põem, in verbis: ,, "Art. 38 - Na cédula G serão classificados os ren- dimentos líquidos obtidos (Decreto-lei n9 902/69 art. 19): I - da exploração agrícola ou pastoril; II - da exploração das indústrias extrativas vege- tal e animal; III - da transformação dos produtos agrícolas e pe cuários, quando feita pelo próprio agricultor ou criador, com matéria-prima da propriedade explora- da; IV - da exploração da agricultura, avicultura,seri cicultura, piscicultura e outras, de pequenos anil- mais. Art. 39 - Na cédula H serão classificados a renda e os proventos de qualquer natureza não compreendi _ dos nas cédulas anteriores':: Art. 54 - .§ 29 - A inclusão, na cédula "G", de rendimentos auferidos em outras atividades, diferentes das men cionadas no art. 38, com o objetivo de desfrutar indevidamente de tributação mais favorecida, confi gura, para efeito de a plicação de penalidade, evi dente intuito de fraude (Decreto-lei n9 1.382/74 , art. 59).".. É entendimento assente deste Egrégio Primeiro Con- selho de Contribuintes de que os rendimentos classificados na cé- dula . p. ficam sujeitos, por lei, à comprovação de sua origem,sob pena de se deslocar essas receitas para a cédula "H" \:4 I' Processo n9 10467/000.171/88-39 06 SERVICO PUBLICO FEDERAL Acórdão n9-CSRF/0101.497 Na lide, pode-se constatar: 1 -- o contribuinte declarou determinado valor como sendo originário de rendimentos da atividade rural; 2 - &ramado a comprovar a origem alegada, não aten deu ã intimação; 3 - a receita de origem não comprovada foi reclas- sificada para a cédula "H"; 4 - no contra-arrozoado, de fls, o contribuinte a- ' lega o lapso ocorrido na confecção de sua declaração e junta do- cumentos a fls. 88/89 buscando comprovar não possuir qualquer ima vel rural. Quero salientar que os argumentos constantes nas contra-razões, conforme acima mencionado, colidem com aqueles mi cialmente apresentados pelo impugnante a fls. 29, no sentido de que nenhum pequeno agricultor da região dispõe de documentos fis- cais para comprovar venda de sua produção, principalmente quando sua renda bruta o isenta de qualquer escrituração e guarda de com provantes. Considerando que a percepção do rendimentos é in questionável, pois declarada pelo próprio contribuinte,e se a classificação da cédula "G" não corresponde ã realidade, cabe sem-qualquer dúvida a reclassificação daqueles rendimentos pa- ra a cédula "H", visto tratar-se de rendimentos de origem não comprovada e não classificáveis nas demais cédulas.- Em-face de todo o exposto, voto pela reforma da de cisão recorrida, mantendo-se incólume a decisão de primeira ins- tância e, em conseqüência/ dou provimento ao recurso especial. Brasília. (DF),. 15 de abril de 1993. 44//4)Lk LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO - RELATORA Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 13830.720051/2008-96
Data da sessão: Tue May 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jul 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005, 2006, 2007
MOLÉSTIA GRAVE. COMPROVAÇÃO. LAUDO PERICIAL.
A isenção sobre os rendimentos de aposentadoria somente se aplica a partir da data em que a moléstia grave ficou comprovada pelo laudo médico pericial.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-002.292
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do redator designado. Vencidos os Conselheiros German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite (relatora) e Julianna Bandeira Toscano que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Jaci de Assis Júnior.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente.
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
(assinado digitalmente)
Jaci de Assis Junior Redator designado;
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do redator designado. Vencidos os Conselheiros German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite (relatora) e Julianna Bandeira Toscano que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Jaci de Assis Júnior. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Redator designado; Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano.
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COMPROVAÇÃO. LAUDO PERICIAL. A isenção sobre os rendimentos de aposentadoria somente se aplica a partir da data em que a moléstia grave ficou comprovada pelo laudo médico pericial. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do redator designado. Vencidos os Conselheiros German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite (relatora) e Julianna Bandeira Toscano que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Jaci de Assis Júnior. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior – Redator designado; AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 0. 72 00 51 /2 00 8- 96 Fl. 231DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Ass inado digitalmente em 21/06/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano. Relatório Tratase de Recurso Voluntário, interposto contra acórdão proferido na Primeira instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo (SP) que indeferiu indeferindo o pedido de restitdção dos pagamentos efetuados em DARF na importâncias de R$595,10 ; R$ 601,05, R$ 609,98, R$ 619,45, R$ 628,43 e R$ 596,20, recolhidos em 29/04/2005, 31/05/2005, 30/06/2005, 29/07/2005, 31/08/2005 e 30/09/2005, conforme Despacho Decisório n° 2009/375 (fls. 103/106). A 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo II(SP), ao examinar o pleito, proferiu o acórdão n° 1734.900, de .10 de setembro de 2009, que se encontra às fls. 143/153, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004. ISENÇÃO PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE Para o contribuinte portador de moléstia grave ter direito à isenção são necessárias duas condições cbncomitantes, uma é que os rendimentos sejam oriundos de aposentadoria, reforma ou pensão, inclusive sua complementação, e a outra é que seja portador de uma das – doenças previstas no texto legal: RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO. O sujeito passivo tem direito à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, quando restar comprovado erro ou recolhimento indevido do crédito tributário. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. Cientificado da decisão em 07/10/2009, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário em, argumentado o seguinte: “Instruiu pedido de restituição das parcelas do Imposto de Renda pagas indevidamente relativas ao ano calendário 2004, tendo obtido o seu deferimento e posterior recebimento, conforme está ratificado ao longo do acórdão. Inusitadamente, a SAORT (Despacho decisório n°2009/375, de 08/06/2009), efetuou revisão do processo e decidiu pela anulação do que foi decidido, tendo o Requerente interposto recurso pertinente, ao qual não foi dado provimento, desaguando no apelo ora desafiado. A pá de cal da questão está na data do laudo médico oficial assinado pelo Dr. Antônio Agostinho Brandão de Paula Gomes. Destacase que às fls.150, o decisum relata que o medico atestou que a doença foi contraída em 03/09/2004, mas que anexo do documento informa que o contribuinte apresentava "sintomatologia de hipertrofia de Próstata Fl. 232DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Ass inado digitalmente em 21/06/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE Processo nº 13830.720051/200896 Acórdão n.º 2802002.292 S2TE02 Fl. 60 3 aproximadamente 02 anos, com piora do quadro gradativamente. Em 20/01/2006 realizou exame + biópsia com diagnóstico de Neoplasia Prostática (CICC 61), foi submetido a tratamento cirúrgico em 23/03/2006, realizado biópsia e confirmando Adenocarcinoma". Continua o acórdão: para esclarecer a divergência relativa à data em que a moléstia grave foi contraída, após intimação, o médico afirma que em 03/09/2004 houve suspeita de cancer sem comprovação e que em 23/01/2006 a neoplasia foi confirmada, conforme fls. 66/76. Concluiu o acórdão pela manutenção das decisões antecedentes ao argumento de que não foram atendidas as condições para o reconhecimento da isenção por moléstia grave referente aos rendimentos recebidos pelo contribuinte para o anocalendário de 2004. Também assenta que estão preenchidos os requisitos para a anulação do ato decisório que deferiu a principio os recolhimentos indevidos Não está correto o entendimento, Senão vejamos: O laudo médico juntado ao processo e assinado pelo médico, Dr. Antonio Agostinho Brandão de Paula Gomes é incisivo e taxativo ao informar a data de 03/09/2004, como à da contração da doença, enquanto que a data a que se refere a União, e de confirmação da doença já existente. Sao duas coisas distintas; uma é a data em que o paciente contraiu a doença (03.09.2004), emergindo dai a fruição do direito à isenção tributária, conforme prevê a lei, enquanto que a outra é de confirmação da moléstia em 23/01/2006, mas, já existente desde 03.09.2004, através de vários exames (biópsias) nos sítios da próstata, como se observa pela leitura dos documentos fornecidos pelo médico. Anotese que os documentos referidos pela Requerida foram apensados ao laudo principal, onde consta a data em que a doença foi contraida(03/09/2004item 4). As análises da União, com a devida vênia, estão equivocadas ao tentar infirmar que a doença foi confirmada em 23/01/2006. A interpretação do texto é de que a doença restou confirmada, mas não alterou a data em que o Requerente contraiu a moléstia grave, ou seja: 03/09/2004. Nesse contexto, não está correto o entendimento esposado pelas autoridades acima citadas, de que há divergência de datas, pois in casu deve prevalecer o assentamento no laudo da época constatado pelo medico da existência da doença infirmada pelo toque retal e do aumento patológico do exame de P.S. A, conforme exposto abaixo. Nas informações fornecidas pelo médico, no laudo expedido, o profissional foi taxativo em confirmar a data da doença em 03.09.2004, através do toque retal e do aumento patológico do exame de P.S.A (TOTAL). "De acordo com as informações do médico, há necessidade de, em casos dessa natureza, efetuar diversos exames para atingir o 'Sitio Neoplásico", através de biópsia. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Ass inado digitalmente em 21/06/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE 4 Assim, na biópsia de 2006, ratificouse a doença constatada em 03.09.2004. Vejam senhores julgadores, a doença existente apenas foi ratificada, atingindose nessa biópsia o tumor dentre inúmeros sítios neoplásticos da próstata. Dáse como exemplo, a Hepatite "C", existente e incubada no organismo de determinada pessoa há 20 anos, que vem a ser confirmada posteriormente, o mesmo ocorrendo com a AIDs, podendo estar incubada no doente há 90(noventa) dias e confirmada posteriormente. No caso, o Laudo juntado ao do pedido de restituiçãoé claro, taxativo e sem ressalvas: O item 4 do laudo pergunta: Data em que a doença foi contraída: A resposta exarada pelo digno médico Dr. Antônio Agostinho Brandão de Paula Gomes é de que a doença foi contraída em 03/09/2004, não se podendo duvidar dessa afirmativa. Não se confunda essa data com a da emissão do laudo em maio/2006. É cediço que quando o médico identifica a data da contração da doença, como no presente caso, a isenção do imposto de renda de que trata a lei n°. 7.713/88, iniciase do citado mês, ou seja: setembro de 2004. É bem de ver que no caso vertente, o médico indicou a data em que o recorrente contraiu a doença, ou seja, 03/09/2004. Caso não tivesse identificado essa data, razão assistiria à requerida em considerar a data referida na confirmação feita mediante biópsia. Transcreve ementas de acordão proferidos por DRJs para fundamentar suas alegações. Finalisa, seu pedido afirmando que o ato que concedeu a restituição do imposto de renda descontado indevidamente pela sua fonte pagadora não está eivado de vícios ou de ilegalidades, pois é aposentado, recebe proventos de aposentadoria complementar, juntou ao processo todos os documentos exigidos, comprovou à saciedade que contraiu moléstia grave ensejadora da isenção em 03/09/2004, mediante laudo pericial médico oficial.Destarte, não há qualquer ato ilegal a ser anulado ou revogado. O ato decisório que a autoridade quer anular contém todos os requisitos exigíveis, quais sejam: competência,finalidade,forma,motivo e objeto. É o relatório. Voto Vencido Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. A matéria ora em litígio é a isenção dos proventos recebidos pelos portadores de moléstia grave tipificada na Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988 Fl. 234DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Ass inado digitalmente em 21/06/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE Processo nº 13830.720051/200896 Acórdão n.º 2802002.292 S2TE02 Fl. 61 5 Passo, pois, à análise das razões de defesa trazidas aos autos pelo recorrente nesta 2ª instância de julgamento e em especial os documentos apresentados, fls. 48/49. O caso concreto é de resolução simples, na medida em que consta no Laudo Médico pericial, fls. 48, elaborado por médico e expedido por serviço médico oficial do Município de Ourinhos que o recorrente é portador de moléstia prevista ( neoplasia malígna) no inciso XIV, do artigo 6º da Lei nº 7.713, de 22/12/88, alterado pelo artigo 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, com a redação dada pelo artigo 1º da Lei nº 11.052, de 29/12/2004. A doença foi contraida em 03/09/2004. O documento de fls. 49 é um relatório, emitido pelo mesmo médico, acima mencionado constatando que o recorrente realizou exame de biopsia e que foi submetido a um tratamento cirurgico, o que segundo entendo não invalida o Laudo Pericial emitido em 11/05/2006. Diante do exposto, meu voto é por dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes LeiteRelatora Voto Vencedor Conselheiro Jaci de Assis Junior, Redator designado Em que pese o bem elaborado e fundamentado voto da ilustre Relatora, durante as discussões ocorridas por ocasião do julgamento do presente litígio surgiu divergência que levou a conclusão diversa. A discussão se limita à definição da data em que a moléstia grave foi contraída pelo contribuinte, se 03/09/2004, data mencionada no laudo pericial, fls. 03, ou 23/01/2006, data informada no anexo ao mesmo laudo. Nos termos do § 2º do art. 5º da Instrução Normativa SRF n° 15, de 02/02/2001, a isenção concedida aos rendimentos de aposentadoria auferidos pelos contribuintes portadores de moléstia grave se aplica aos recebimentos ocorridos a partir: “I do mês da concessão da aposentadoria, reforma ou pensão, quando a doença for preexistente; II – do mês da emissão do laudo pericial, emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que reconhecer a moléstia, se esta for contraída após a concessão da aposentadoria, reforma ou pensão; III da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial.” Fl. 235DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Ass inado digitalmente em 21/06/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE 6 No caso especifico, constatando a autoridade administrativa que o médico do Ambulatório de Especialidades da Prefeitura Municipal de Ourinhos(SP) identificou no laudo pericial, de fls. 03 e 04, duas datas como correspondentes à época em que a doença foi contraída, intimou o referido profissional com a finalidade de se esclarecer qual delas deveria prevalecer como data em que a doença foi contraída, fls. 64. Em sua resposta, fls. 66, citado profissional concluiu: “TECNICAMENTE CONCORDAMOS COM AUDITOR FISCAL EM QUE "SÓ SE COMPROVOU A DOENÇA A PARTIR DE 2006", COM A SEGUNDA BIOPSIA. Portanto, a isenção sobre os rendimentos de aposentadoria somente se aplica a partir da data em que a moléstia grave ficou comprovada pelo laudo médico pericial. Diante do exposto, a decisão do colegiado é por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Fl. 236DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Ass inado digitalmente em 21/06/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE
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Numero do processo: 13026.000085/91-72
Data da sessão: Wed Jan 05 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Wed Jan 05 00:00:00 UTC 1994
Ementa: D.C.T.F. - Entrega a destempo. Denúncia espontânea exclui a responsabilidade pela infringência (art. nº 138 do C.T.N.). Recurso provido.
Numero da decisão: 201-69185
Nome do relator: Não Informado
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MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 2, 1.; t SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° 13026-000085/91-72 Sessão de : 05 de janeiro de 1994 Acórdão n2 201-69.185 Recurso n°: 88.173 Recorrente: PASQUETTI E PASQUETTI E CIA.LTDA. Recorrida : DRF-PASSO FUNDO - RS T. E - Entrega a destempo. Denúncia espontânea exclui a responsabilidade pela infringência (art. 138 do C T.N.). Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por PASQUETTI E PASQUETTI E CIA. LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 05 de janeiro de 1994. EDISON GOMES DE ti V " - Presidente kC",L-L.C2Ç \-(.) (..m. cfc SEL A SANT*, NALONI 05 C f tç - Relatora Á CARLOS AU RTO MEDEIROS Cl O - Procurador-Represen tante da Fazenda Na ci onal VISTA EM SESSÃO DE L 3 FEV 1994 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, SÉRGIO GOMES VELLOSO, SARAH LAFAYETTE NOBRE FORMIGA (suplente) e HENRIQUE NEVES DA SILVA. • CF/iris/ CF-GB 1 • Illf à MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ‘AS.A SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 13026.000085/91-72 Recurso no: 88.173 Acc5r~ no: 201-69.185 Recorrente: PASQUETTI E PASOUETTI E CIA. LTDA. RELATORIO O Contribuinte acime identificado foi devidamente intimado a recolher a hulta no valor de 221,14 UTNE, por não ter apresentado a DOTE (Declaração de Contribui0es e Tributos Fe(erais) referente aos períodos de apuração janeiro a março/87, maio a setembro/87, novembro/87, fevereiro, março/88 e maio/88. A base legal da intimação é a seguinte parágrafos. 2g, 3p, e 42 do artigo 11 do Decreto-Lei n2 1.968/82, com a redação dada pelo artigo 10 do Decreto-Lei no 2.065/83, observadas as alteraOes do artigo 27 da Lei n2 7.730/89 e do artigo 66 da Lei n2 7.799/89. Tempestivamente foi apresentada impugnação (fls. 01/04) 9 onde, em síntese, aduz queN a) o valor da multa é superior ao valor vertido de imposto, que é vedado por 1ei5 b) segundo a IN/SRE n2 108, de 24/00/90, estão dispensadas da apresentação das DOTE quando as informaçUes mensais referentes a obriga0es tributárias sejam inferiores a 200 DTNs e, antecedendo este regramento, a IN/SRF 'ng 120, de, 24.11.89, dispensava sua apresentação quando as informaçffes atingissem um valor inferior a100 DTNs; c) as infraçffes ocorreram antes do advento da Lei no 7.730/89, sendo aplicável, então, as disposiçffes do art. 106 do OTN, devendo a multa ser alterada para 10 OTNs, a qual, com a redução de 50%, "estaria isenta de pagamento, conforme disposto no inciso II do artigo 29 do Decreto-Lei n2 2.30$786g d) as instruçffes Normativas BRE nos 120 e 137 dispensaram a apresentação das DOTF's não entregues relativas aos periodos de apuração anteriores a 02/89, cujos valores não alcançassem o equivalente a 16,21 O! 'Issituação na qual defende se enquadrar" e 2 Tit Á& -:Ár:_ttr MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ....t,:.44t ,.. ,, ..14-414;, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 13026.000085/91-72 Acórd(o no 201-69.185 e) pleiteia, cumulativamente, a aplicaçNo do princípio da retroatividade benigna e da •gClidade, pelo fato de n:.:(o ter agido com dolo, inA . --te ou oíniss'ão„ de ter pago os t ri bu toi:s devidos, de ter agido espontaneamente, de não ter acarretado prejuízo ao Tesouro Nacional, de ter sido notificado somente 4 anos após o cometimento da falta e, ainda, em face da dificuldade de, na época, encontrar os formulários próprios. A autoridade julgadora de primeira instãncia decidiu, às fls. 13717„ , :julgar improcedente a impugnação, para determinar o prosseguimento na cobrança da exigüncia da multa formalizada pela notificação de fls. 05. Inconformada, a empresa interpôs recurso tempestivo às fls. 21/25, reafirmando todas as alega0es contida% na impugnação. E o relatório. 3 MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° 13026.000085/91-72 Acórdão n° 201-69.185 VOTO DA RELATORA, CONSE1,1-~ SELMA ~MÃO MOLS7CZAK Trata-se de recurso oposto a decisão de primeiro grau que confirmou a aplicação de pena pela apresentação espontânea, mas com atraso, de D.C.T.F.. Os fatos são incontroversos, e as partes dissentem apenas quanto à aplicabilidade da pena. A esse propósito tem-se pronunciado repetidas vezes este Colegiado, sempre pelo provimento do apelo. Com efeito, dispõe o Código Tributário Nacional, em seu artigo 138, que a responsabilidade por infrações é excluída pela denúncia espontânea de seu cometimento, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Esse dispositivo legal estabelece, em seu parágrafo único, que não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo, ou medida de fiscalização, relacionada com a infração. No caso aqui em exame a infração cometida não envolvia falta de pagamento de tributo, e a denúncia veio antes do início de qualquer procedimento fiscal relacionado com a falta. A infringencia consistia na falta de apresentação da D.C.T.F. no prazo próprio, e a denúncia formalizou-se com a entrega dessa D.C.T.F., embora a destempo, mas, como se assinalou, antes do inicio de qualquer procedimento fiscal. Nessas circunstâncias, não vejo como afastar a aplicação do dispositivo de lei complementar supra nomeado, que exclui expressamente a responsabilidade pela infração espontaneamente denunciada. Com essas considerações, e na esteira da vasta e uniforme jurisprudência deste Colegiado, voto pelo provimento do recurso. Sala de Sessões, em 05 de janeiro de 1994. MA SANTOS SALOMÃO WOLSZábi 4
score : 1.0
Numero do processo: 17546.001116/2007-86
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/05/2005
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. OBRIGATORIEDADE DE RETENÇÃO.
Consoante art. 31 da lei 8.212/91, a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I.
Encontram-se atingidos pela decadência os fatos geradores referentes às competências anteriores a 12/2000, inclusive.
Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-001.531
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, , Informações Adicionais: por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) vencedor redator designado Conselheiro Gustavo Vettorato relator(a), para reconhecer a decadência das competências anteriores a 12/2000, inclusive. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos Praia de Lima e Oseas Coimbra, quanto a decadência da competência 12/2001.
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Gustavo Vettorato Redator Designado
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Junior, e Osmar Perreira Costa.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/1999 a 31/05/2005 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. OBRIGATORIEDADE DE RETENÇÃO. Consoante art. 31 da lei 8.212/91, a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I. Encontram-se atingidos pela decadência os fatos geradores referentes às competências anteriores a 12/2000, inclusive. Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
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OBRIGATORIEDADE DE RETENÇÃO. Consoante art. 31 da lei 8.212/91, a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. Encontramse atingidos pela decadência os fatos geradores referentes às competências anteriores a 12/2000, inclusive. Recurso Voluntário Provido Em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, , Informações Adicionais: por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) vencedor redator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 54 6. 00 11 16 /2 00 7- 86 Fl. 494DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 495 2 designado Conselheiro Gustavo Vettorato relator(a), para reconhecer a decadência das competências anteriores a 12/2000, inclusive. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos Praia de Lima e Oseas Coimbra, quanto a decadência da competência 12/2001. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Gustavo Vettorato – Redator Designado assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Junior, e Osmar Perreira Costa. Fl. 495DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 496 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve a notificação fiscal lavrada em 29/11/2006, referente a retenção de 11% (onze por cento) devida sobre o valor dos serviços contidos nas notas fiscais/faturas de serviços, emitidas pelas empresas prestadoras de serviços relacionadas a construção civil. A DecisãoNotificação – fls 311 e ss, conclui pela procedência parcial da impugnação apresentada, retificando a Notificação lavrada, com a exclusão dos valores constantes do levantamento OP1 — OPERAÇÃO RETENÇÃO, em 12/2000. Após a interposição do recurso, o contribuinte apresenta às fls 387 pedido de desistência parcial, referente às competências de 04/2002, 06/2002, 04/2005 e 05/2005, em decorrência da inclusão do débito no REFIS IV, nos termos da Lei n° 11.941/2009 e das Portarias Conjuntas PGFN/RFB n°s 6/2009 e 13/20092. Tal requerimento já foi efetivado, conforme relatório TETRA TERMO DE TRANSFERÊNCIA, de fls 426, sendo tal matéria não mais posta a deliberação deste Colegiado. Em relação às demais competências, em seu recurso, a recorrente alega, em síntese, o seguinte : · A r. decisão recorrida feriu gravemente o direito de defesa do contribuinte. O acórdão recorrido não analisou os argumentos expostos pela Recorrente em sua manifestação administrativa de 26/09/2007. · Não demonstração no lançamento da existência de crédito tributário na prestadora de serviços, requisito indispensável para que pudesse ser legitimada a cobrança do crédito tributário; · Violação, pelo lançamento, à jurisprudência do C. Conselho de Recursos da Previdência Social, quando ainda competente para examinar matéria fiscal. · Exclusão do nome dos administradores do pólo passivo da presente autuação fiscal. · Inexistência de motivação na r. decisão · Não há na r. decisão recorrida a indicação das razões expostas pela Recorrente em sua impugnação administrativa e os argumentos que entenderia passíveis para refutálas · Considerando que a base de cálculo é a remuneração paga ao trabalhador, por que, então, afirma a r. decisão recorrida que a Fl. 496DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 497 4 materialidade dos fatos geradores está contida nas notas fiscais das prestadoras de serviço? · Considerando a regra matriz das contribuições previdenciárias, por que a d. Fiscalização não tem competência para fiscalizar o real sujeito passivo da exação tributária, qual seja, a sociedade prestadora de serviço? · Precariedade da ação fiscal inversão do ônus da prova e não demonstração da materialidade da infração. · Inexistência de crédito tributário em razão da decadência, inexistência de cessão de mão de obra e ausência de crédito da prestadora. · Todos os fundamentos produzidos nestes autos já foram trazidos à baila pela Recorrente em época própria, na sua impugnação e na sua defesa administrativa de 26/09/2007. · A Recorrente asseverou em sua defesa administrativa a existência de pagamento do crédito tributário e juntou, por conseguinte, cópias das guias de pagamento do crédito tributário referentes às seguintes sociedades prestadoras de serviço: o * Operação Engenharia e Construção Ltda. (doravante denominada apenas de "OPERAÇÃO"); o * CPI Engenharia Ltda. (adiante designada como "CPI"); o * Afonso França Engenharia e Comércio Ltda. (doravante designada de "AFONSO"); o * Projecta Assessoria Técnica Ind. S/C Ltda. (adiante denominada de "PROJECTA"; o * Acetec Assessoria Técnica Industrial S/C Ltda. (doravante denominada de "ACETEC"). · Os serviços prestados pelas prestadoras não estavam sujeitos à regra de retenção prevista no artigo 31 da Lei n° 8.212/91. · Quanto às sociedades Laver Isolante Térmico e Acústico Com. e Prest. Serviços Ltda. (doravante designada apenas como "LAVER"), Engel Instalações Elétricas S/C Ltda. (designada adiante como "ENGEL") e Stoncor Corrosion Specialists Group Ltda. ("STONCOR"), não estavam presentes os requisitos exigidos para a cessão de mãode obra, elemento indispensável para estabelecimento da necessidade legal de retenção de 11%. · A obrigatoriedade da retenção de 11% sobre a fatura a titulo de contribuição previdenciária, conforme expressa previsão na Lei 9.711/98, somente se materializa na contratação de cessão de mãode Fl. 497DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 498 5 obra, não podendo de maneira alguma ser estendida a simples prestação de serviços ou, ainda, a empreitada global. · Quanto as sociedades LAFER serviços de instalação de sistema térmico e ENGEL Instalação de rede elétrica de tensão não havia o dever da Recorrente de retenção, haja vista que se caracterizavam apenas como sociedades contratadas para serviço isolado, ou seja, estavam excluídas do quadro interpretativo do art. 31, da Lei 8.212/91. · Quanto à sociedade STONCOR, demonstrará a Recorrente que os serviços prestados foram de construção civil, e sob a modalidade de empreitada global, ou seja, não se sujeitavam a modalidade de retenção de 11%. · Requer a Recorrente seja julgado provido o seu recurso voluntário e que seja reformada a r. decisão de primeira instancia administrativa, e, por conseguinte, seja cancelado o lançamento tributário perpetrado. Sucessivamente, requer seja anulada a r. decisão recorrida, que ocasionou o cerceamento do direito de defesa da Recorrente, para que outra seja prolatada em seu lugar. · A Recorrente protesta pela realização de sustentação oral, nos termos do Regimento Interno desse E. Tribunal, requerendo seja previamente intimada nas pessoas dos seus representantes legais a seguir: Cristiane Romano (OAB/SP 123.771SP) e Daniella Zagari Gonçalves (OAB/SP 116.343), advogadas, sócias do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, com endereço, respectivamente, em Brasilia, DF, SCN, Quadra 2, Bloco A, Sala 904A e, também, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, n.° 3.144, Itaim Bibi. É o relatório. Fl. 498DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 499 6 Voto Vencido Conselheiro Oséas Coimbra DO PEDIDO DE INTIMAÇÃO PESSOAL DOS PROCURADORES O pedido formulado não encontra amparo na legislação vigente. As intimações são feitas ao sujeito passivo conforme procedimentos previstos no art. 23 do decreto 70.235/72, sem ordem de preferência. Ante o exposto, indefiro o pedido formulado DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, nº 08 traz: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 4 e 173, ambos do Código Tributário Nacional – CTN. Transcrevemos o artigo 173 : Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade deste artigo seria nas hipóteses de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo, conforme transcrevemos. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se Fl. 499DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 500 7 aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) Por fim, tal matéria foi submetida ao crivo da 1ª. Seção do Superior Tribunal de Justiça, através de Recurso Especial representativo de controvérsia – RESP 973.733, conforme art. 543C do normativo processual e, segundo a nova redação do art. 62A do Regimento interno do CARF, de reprodução obrigatória pelos Conselheiros. Reproduzimos excerto da ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. (...) 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de. desarrazoado prazo decadencial decenal(...) grifamos Fl. 500DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 501 8 Do relatório DAD – Discriminativo Analítico do Débito, constatase a não ocorrência de pagamentos referentes as rubricas sub examine, justificando a aplicabilidade do art. 173. Como a presente notificação se refere às competências 02/1999 a 05/2005, tendo sido dado ciência ao contribuinte em 29/11/2006, aplicandose o art. 173 do CTN temos que considerar decadentes as competências anteriores a 11/2000, inclusive. Nessa linha já se manifestou o STJ, no rito do art. 543C do Código Processual, consoante RESP 973.733/SC e nos EDcl nos EDcl no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 674.497 PR (2004/01099782), DJe 26/02/2010, que transcrevo. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. RECOLHIMENTOS NÃO EFETUADOS E NÃO DECLARADOS. ART. 173, I, DO CTN. DECADÊNCIA. ERRO MATERIAL. OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. EFEITOS MODIFICATIVOS. EXCEPCIONALIDADE. 1. Tratase de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional objetivando afastar a decadência de créditos tributários referentes a fatos geradores ocorridos em dezembro de 1993. 2. Na espécie, os fatos geradores do tributo em questão são relativos ao período de 1º a 31.12.1993, ou seja, a exação só poderia ser exigida e lançada a partir de janeiro de 1994. Sendo assim, na forma do art. 173, I, do CTN, o prazo decadencial teve início somente em 1º.1.1995, expirandose em 1º.1.2000. Considerando que o auto de infração foi lavrado em 29.11.1999, temse por não consumada a decadência, in casu. 3. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos modificativos, para dar parcial provimento ao recurso especial. Ante o exposto, acato a preliminar de decadência, nos termos do voto proferido. Com a decadência reconhecida, as retenções referentes às empresas PROJECTA GRANDES ESTRUTURAS, CPI ENGENHARIA LTDA, MAKTEL SERVS INSTAL, ACETEC ASSESSORIA e OPERAÇÃO ENGENHARIA foram excluídas da presente notificação. DAS RAZÕES DE DEFESA Sobre a desconsideração do que posto na peça de fls. 288 a 306, tenho que não assiste razão a recorrente. No acórdão exarado existe expressa menção a impugnação em comento, transcrevo excerto da decisão impugnada: Fl. 501DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 502 9 Dentro do prazo regulamentar, a empresa impugnou o lançamento por meio dos instrumentos de fls. 120 a 145 e 288 a 306. Alega, em síntese, que: 4.1 os créditos lançados estariam decaídos; 4.2 os sócios da empresa não podem constar como co responsáveis no pólo passivo do presente lançamento; 4.3 a fiscalização não provaria a materialidade da infração cometida pela impugnante, provocando ilegalmente a inversão do emus da prova; a fiscalização não analisou se houve o inadimplemento das prestadoras de serviço para eventualmente declarar a necessidade de retenção de 11% nas notas fiscais de serviço; 4.4 parte do débito estaria pago, conforme documentação juntada e pelas razões que expõe; 4.5 a fiscalização teria confundido casos de prestação de serviço (pura e simples) e, ainda, casos de empreitada global, com cessão de mão de obra; pelas razões que expõe; 4.6 a fiscalização deveria ter se manifestado sobre o mérito da primeira impugnação; e 4.7 seria inadequada a utilização da Taxa SELIC. A nova manifestação de fls 288 a 306 foi possibilitada à recorrente por determinação da DRJ em razão de pronunciamento da Auditora Fiscal notificante acerca das alegações da defesa. As razões apresentadas foram consideras no acórdão exarado, que traz os motivos suficientes a embasar o que decidido. DA RETENÇÃO OBRIGATÓRIA Inicialmente cumpre esclarecer que a presente notificação tem como fato gerador a ausência de retenção obrigatória e não, como alega a recorrente, remunerações pagas aos trabalhadores. Dessa feita, uma vez prestado serviço sujeito a retenção obrigatória, é de responsabilidade da empresa tomadora efetivar a retenção legal e repassar à seguridade social. Não há que se falar em outra fiscalização, na prestadora do serviço, para avaliar sua situação fiscal. A obrigação de reter e repassar é da tomadora, sendo irrelevante a existência de crédito/débito na prestadora, inclusive, se a prestadora apresentar recolhimentos a maior, terá direito à restituição, sendo tal situação imprestável para o fim de exonerar a tomadora que não reteve e recolheu os valores devidos. Não realizado a devida retenção e repasse, correta a autuação em seu nome. Fl. 502DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 503 10 Em razão do pedido de desistência formulado, os levantamentos referentes às empresas AFONSO FRANÇA e LAVER ISOLANTE TÉRMICO E ACÚSTICO doravante não se encontram sob a deliberação deste Conselho. Restaram no presente lançamento as empresas, ELMAC ENGENHARIA, ENGEL INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E CONSTR e STONCOR CORROSION. DAS EMPRESAS ELMAC ENGENHARIA LTDA. e ENGEL INSTALAÇÕES ELÉTRICAS S/C LTDA Não há menção a empresa ELMAC no recurso apresentado, mas como a recorrente afirma que os fundamentos trazidos na peça recursal reproduzia o que apresentado na impugnação, passo a me manifestar também em relação a este prestador. Nessa parte assim se manifesta a empresa às fls 136: Entretanto, I. Julgador, a Impugnante não tinha nenhuma obrigação de reter na fonte as contribuições previdenciárias em relação ás empresas: Laver Isolante Térmico e Acústico Com. E Prest. Serviços Ltda.; Elmac Engenharia Ltda.; Engel Instalações Elétricas S/C Ltda.,uma vez que os serviços prestados por essas empresas contratadas em nada se caracterizam como cessão de mão de obra, tratando, na verdade, de simples prestação de serviços. 59. Conforme relatado em sede de preliminar, a autuação fiscal sequer identificou a natureza do serviço prestado por cada empresa contratada, o que inadvertidamente transferiu A Impugnante o ônus de provar se o serviços prestados estavam ou não sujeitos A retenção de 11% (onze por cento). 60. Assim, atentando As empresas em comento, verificase que os serviços prestados pelas empresas Laver Isolante Térmico e Acústico Com. E Prest. Serviços Ltda.; Elmac Engenharia Ltda.; Engel Instalações Elétricas S/C Ltda., aos quais se atribuiu a pecha de "cessões de mãodeobra", inseremse claramente no conceito de prestação de serviço. 61. Vejamos a descrição dos serviços prestados nas notas fiscais ora acostadas (doc. 05): .. (ii) Elmac Engenharia Ltda.: Fornecimento de mãodeobra especializada conforme vossa ordem de compra; (iii) Engel Instalações Elétricas S/C Ltda.:Instalação de rede elétrica de tensão. Quanto a empresa ELMAC, existe um único lançamento em referência a mesma, na competência 05/2001. Na nota fiscal de serviços acostada às fls 249, há descrição do serviço prestado – FORNECIMENTO DE MÃODEOBRA ESPECIALIZADA, caracterizando a necessidade da retenção obrigatória conforme art. 31 da lei 8212/91. Fl. 503DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 504 11 Quanto a empresa ENGEL, responsável por instalações elétricas, tenho por aplicável o art 169 da instrução normativa IN SRP 003/05 c/c item 45411/00 do seu anexo XIII. Art. 169. Na construção civil, sujeitase à retenção de que trata o art. 140, observado o disposto no art. 172: I a prestação de serviços mediante contrato de empreitada parcial, conforme definição contida na alínea “b” do inciso XXVIII, do art. 413; II a prestação de serviços mediante contrato de subempreitada, conforme definição contida no inciso XXIX, do art. 413; III a prestação de serviços tais como os discriminados no Anexo XIII; No prefalado anexo XIII, temos: 45411/00 Instalação e manutenção elétrica em edificações, inclusive elevadores, escadas, esteiras rolantes e antenas Esta subclasse compreende: a instalação de sistemas de eletricidade (cabos de qualquer tensão, fiação, materiais elétricos); a colocação de cabos para instalações telefônicas, informáticas, comunicações; instalação de equipamentos telefônicos; a instalação de sistemas de alarme contra roubo; a instalação de sistemas de controle eletrônico; a instalação de antenas coletivas e parabólicas; a instalação de pararaios; a montagem, instalação, reparação e manutenção por terceiros de elevadores, escadas e esteiras rolantes. DA EMPRESA STONCOR CORROSION O relatório assim se manifesta em relação a Stoncor – fls 40: 4.2. Embora pela descrição na nota fiscal, algumas delas possam se apresentar como caso de dispensa (temos como exemplo as notas fiscais da STONCOR CORROSION SPECIALISTS GROUP LTDA., onde os serviços são descritos como jateamento), na verdade, da leitura dos relatórios de medição, assim como o contrato de prestação de serviços, se conclui facilmente, que os serviços realizados foram de colocação de pisos especiais. Fl. 504DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 505 12 Nessa linha também é o que consta do contrato anexado às fls 16, onde o objetivo do mesmo é o seguinte: OBJETIVO: Fornecimento de Material e Mão de Obra especializada para Revestimento de Pisos no Canteiro Aché Guarulhos. 1. Objeto 1.1. Fornecimento de equipamentos, mão de obra, material, engenharia, logística e assistência técnica para execução de serviços de aplicação de sistema de pisos monolíticos acabados dentro da melhor técnica e em integral obediência As normas técnicas e legislação pertinentes. 2. Obra 2.1. Os serviços desenvolverseão na construção da Unidade VI, área de ampliação do Aché Laboratórios Farmacêuticos S/A, A Rodovia Presidente Dutra Km 222,2 Bairro Porto da Igreja, Guarulhos — São Paulo — Cep. 07034904, cuja execução está a cargo da Método Engenharia S/A. A desdúvida que se trata de serviços de revestimento de pisos em obra de responsabilidade de outra construtora – Método Engenharia. O referido contrato ainda detalha o serviço através de planilha constante no item 03. Dessa feita não há que se falar em empreitada global, pois se trata de contratação de prestadora de serviços para execução de parte da obra, com fornecimento de material, estando os serviços prestados sujeitos à retenção obrigatória. DA EXCLUSÃO DOS SÓCIOS DOS RELATÓRIOS CORESP E VÍNCULOS Os relatórios CORESP RELAÇÃO DE CORESPONSÁVEIS e VÍNCULOS RELAÇÃO DE VÍNCULOS trazem os responsáveis pela administração da empresa, com sua respectiva qualificação e período de atuação. Os referidos relatórios foram lavrados em consonância com a legislação vigente, não tendo que se falar em retificação dos mesmos. Acrescentese que a presença nos referidos relatórios não implica em automática sanção, pois apenas sintetizam informações que constam dos registros públicos de constituição da própria empresa, disponíveis a qualquer cidadão. A responsabilidade pelos débitos apurados, até o presente momento, é somente da empresa autuada. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, DOULHE parcial provimento para reconhecer como decadentes as competências anteriores a 11/2000, inclusive. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 505DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 506 13 Fl. 506DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 507 14 Voto Vencedor Conselheiro Gustavo Vettorato – Redator Designado Em que pese a corretude da maioria do voto do Relator, entendo que a data de corte decadencial inclui o período 12/2001. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado e obrigatório à administração pública, emitiu a Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, que pacificou o entendimento da inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Observese a NFLD é referente às fatos geradores são dos períodos de 01/02/1999 a 31/05/2005. Como exposto pelo Relator, ao caso se aplica o art. 173, I, do CTN, em que direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contadosdo primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Ainda, em razão do segundo caso de decadência (art. 173, I, do CTN), tal matéria foi submetida ao crivo da 1ª. Seção do Superior Tribunal de Justiça, através de Recurso Especial representativo de controvérsia – RESP 973.733, conforme art. 543C do normativo processual (recurso repetitivo) e, segundo a nova redação do art. 62A do Regimento interno do CARF, de reprodução obrigatória pelos Conselheiros. Reproduzimos excerto da ementa: 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à Fl. 507DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17546.001116/200786 Acórdão n.º 2803001.531 S2TE03 Fl. 508 15 ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de. desarrazoado prazo decadencial decenal(...) grifamos Contudo, em razão a regra retro citada, fazse reconhecer a decadência referente a todos os fatos geradores ocorridos anteriormente ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ou seja no creditamento/pagamento da remuneração quando prestado o serviço (art. 43, §2º, da Lei n. 8.212/1991). Dessa forma, considerando que a data de consolidação do lançamento deuse em 29/11/2006, resta por decretar a extinção dos créditos tributários (art. 156, do CTN) por ocorrência do lapso decadencial que tiveram por base fatos geradores anteriores a 01.01.2001, conforme a regra do art. 173,I, CTN, ou seja, os períodos anteriores à 12/2000, inclusive este. Isso posto, voto por conhecer o Recurso Voluntário, para, no mérito darlhe provimento, para declarar a extinção do crédito tributário, por decadência, com base nos fatos geradores ocorridos a 01.01.2001, conforme a regra do art. 173,I, CTN, ou seja, os períodos anteriores à 12/2000, inclusive este. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato – Redator Designado Fl. 508DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalm ente em 19/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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