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Numero do processo: 13808.000049/99-12
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 1997
PEREMPÇÃO
O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de
Contribuintes e de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância; recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tomou definitiva, mormente quando o recorrente não ataca a intempestividade.
Numero da decisão: 1202-000.226
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por perempto, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Valeria Cabaral Géo Verçoza
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 1997 PEREMPÇÃO O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes e de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância; recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tomou definitiva, mormente quando o recorrente não ataca a intempestividade.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-10-19T17:17:48Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-10-19T17:17:48Z; Last-Modified: 2010-10-19T17:17:48Z; dcterms:modified: 2010-10-19T17:17:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:1ef26720-4398-4f47-b1a6-11ad8323fedd; Last-Save-Date: 2010-10-19T17:17:48Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-10-19T17:17:48Z; meta:save-date: 2010-10-19T17:17:48Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-10-19T17:17:48Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-10-19T17:17:48Z; created: 2010-10-19T17:17:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-10-19T17:17:48Z; pdf:charsPerPage: 1102; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-10-19T17:17:48Z | Conteúdo => S1-C2T2 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA •‘- fr,, V ;- " CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ',,,,."' ,izi,, • .„-y PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13808.000049/99-12 Recurso n° 164.221 Voluntário . Acórdão n° 1202-00.226 – 2' Câmara / 2' Turma Ordinária Sessão de 26 de janeiro de 2010 Matéria IRPJ e outro Recorrente R. Belfiore Administração e Participações S/C Ltda. Recorrida ia Turma/ DRJ - São Paulo/SP I ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 1997 PEREMPÇÃO O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes e de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância; recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tomou definitiva, mormente quando o recorrente não ataca a intempestividade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por perempto, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. NELS0'..—N L SO rk O - Presidente. i V VA ÉRIA CABRALCá0 VEROZA - Relatora. 779 , EDITADO EM: ?i'à a ji ?mi)! ‘i u Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nelson Lósso Filho (Presidente da Turma), Cândido Rodrigues Neuber, José Sergio Gomes (Suplente Convocado), Silvana Rescigno Guerra Barretto (Suplente Convocada), Valeria Cabral Géo Verçoza, Orlando Jose Gonçalves Bueno (Vice Presidente da Turma). 2 Processo n° 13808.000049/99-12 S1-C2T2 Acórdão n.° 1202-00.226 Fl. 2 Relatório Adoto o relatório da decisão de 1 a• Instância o qual passo a transcrever: Em ação fiscal realizada na empresa em epígrafe, foram apuradas conforme relatado no "Termo de Verificação e Constatação" (fls. 106 a 109), as seguintes irregularidades: 2. Omissão de Receita Financeira "Perdão de Dívida" 1997 - O Banco Francês e Brasileiro S/A, contratou junto ao Credit Lyonnais (Uruguay), operação de empréstimo externo, mediante lançamento de "Commercial Paper" no exterior, para repasse no país para o contribuinte, na forma da Resolução n° 63, no valor de US$ 600.000,00 em 31/07/1995. 3. Em 25/06/1997 foi assinado um adendo ao contrato onde o Crédit Lyonnais Uruguay, na qualidade de agente de colocação, emissão e pagamento dos títulos, renunciou ao direito de recebimento dos valores representados nos "Commercial Papers", representando o perdão da dívida. A empresa contabilizou a baixa do - passivo, porém não ofereceu à tributação. 4. Variação Monetárias Passivas. Repasse de Empréstimo Bancário à Controlada 1995 — A empresa captou empréstimos no mercado repassando para sua controlada "Metafil", através de contratos de Mútuos assinados em 30/07/92 e 31/07/95. No ano-calendário de 1995 foi deduzida como variações monetárias passivas a importância de R$ 85.800,00, referente aos empréstimos repassados, valor glosado pela fiscalização por não se referir a custo da Impugnante. 5. Em consequência do apurado, os valores acima foram oferecidos à tributação e emitidos os seguintes Autos de Infração, em 13/01/1999 (fls. 110 a 119): Imposto de Renda Pessoa Jurídica no valor de R$ 347.126,75 e CSLL no valor de R$ 98.649,45 (os valores incluem multa de oficio e juros de mora calculados até 30/12/1998), cornos enquadramentos legais descritos nos autos. 6. A Empresa apresentou impugnação tempestivamente em 12/02/1999 (fls. 121/122), contestando a lavratura do Auto de Infração, alegando basicamente, o seguinte. 7. Com relação ao perdão da dívida a Impugnante declara: 7.1 em 31/07/95 a Autuada firmou contrato de mútuo com o Banco Francês e Brasileiro S/A para captação de recursos financeiros no exterior; 7.2 em 05/03/96 a Defendente firmou contrato com o mesmo Banco instrumento de assunção de dívida, comparecendo como Anuente o credor internacional Bates Investments Inc.; 7.3 na mesma data a Defendente assumiu juros vencidos e vincendos junto ao credor internacional através de instrumentos próprios firmados pelas três partes envolvidas; 7.4 formalizados os instrumentos retrocitados, em 26/06/97, finalmente, a Autuada e o Banco Francês e Brasileiro desmancharam a sua relaçãa através de "V 3 teimo aditivo ao contrato de mútuo que haviam firmado, desobrigando-se mutuamente das obrigações anteriormente assumidas. 8. Completando, afirma que foi mencionado no tema) aditivo, de forma imprópria, "perdão de divida por parte do mutuante", sendo que não há a menor dúvida da continuidade do mútuo, agora entre a Impugnante e a Bates Investments Inc. Destaca que "A Autuada não tem compromisso de pagamento com o Banco Francês e Brasileiro, mas, por força dos contratos firmados, mantém idêntico compromisso com a financiadora internacional, restando a certeza de que não houve perdão da dívida. Não havendo perdão, não há receita, não havendo receita não pode haver tibutação". 9. Com relação à variação passiva, no valor de R$ 85.800,00 sobre empréstimo repassado a controladora, argumenta que no ano-calendário de 1995 foi apurada variação monetária ativa no valor de R$ 126.912,25, acarretando um resultado positivo liquido de R$ 41.112, 25, que foi tributado. Menciona "Em outras palavras, o mesmo capital que gerou a variação negativa gerou a positiva, restando saldo positivo regularmente oferecido à tributação. Não procede, pois, a alegação de que a Defendente deduziu encargos financeiros sobre empréstimo, sem se beneficiar dele, por tê-lo repassado a empresa controladora. O repasse houve, mas a Autuada colheu frutos adequados, calculados por índices oficiais, fazendo refletir em sua contabilidade a receita oferecida a tributação no devido tempo". Em 02 de dezembro de 2004, a P Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo, por unanimidade, considerou procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário tal como demonstrado às fls. 207. O contribuinte foi devidamente intimado da decisão de 1'• Instância conforme faz prova o AR juntado às fls. 213, cuja data de recebimento é 29 de janeiro de 2007. Em 16/03/2007 foi lavrado o termo de perempção (fls. 216). Após a lavratura do referido teimo foi expedida Carta de Cobrança (fl. 217), recebida pela contribuinte em 22/03/2007, confoune AR juntado à fl. 224. Em 22/03/2007 a Autuada junta petição contendo cópia de decisão liminar concedendo a dispensa do depósito de 30% para apresentação do recurso voluntário (fls. 219/222). • Em 31/05/2007 a contribuinte autuada apresenta nova petição, relativa à Carta de Cobrança emitida, afirmando que não concorda com a cobrança do débito pois sua exigibilidade estaria suspensa em razão de recurso voluntário interposto em 14/03/2007, de acordo com a cópia do AR juntado (fl. 226). A cópia do referido recurso voluntário foi juntada às fls. 227 a 231. Objetivando comprovar as alegações da contribuinte, a Agência da Receita Federal do Brasil em Taboão da Serra solicitou à DERAT (Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária) a remessa da via original do recurso voluntário supostamente interposto pelo contribuinte, conforme suas alegações. Contudo, não houve confirmação do recebimento do referido recurso. Em 21/08/2008 os autos foram encaminhados para julgamento no Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda. É o relatório. O 4 Processo n° 13808.000049/99-12 S1-C2T2 Acórdão n.° 1202-00.226 Fl. 3 Voto Conselheira Valéria Cabral Géo Verçoza Inicialmente, cabe analisar os requisitos de admissibilidade do recurso. Constata-se, pela análise dos autos que a ciência da contribuinte da decisão de 1' Instância se deu em 29 de janeiro de 2007 (segunda-feira). Nos termos da legislação aplicável ao caso, o prazo para a interposição do recurso é de 30 dias e seu termo final seria em 28 de fevereiro do mesmo ano (quarta-feira). A contribuinte alegou que interpôs recurso em 14/03/2007, conforme cópia de AR por ela juntado, endereçado à DERAT, cujo carimbo de recebimento pelo órgão administrativo é datado de 16/03/2007. Entretanto, não houve confirmação, pelo referido órgão, do recebimento do recurso voluntário. Contudo, mesmo que tal confirmação fosse feita, a interposição do recurso já teria ocorrido fora do prazo regulamentar, que se encerrou em 28/02/2007. Inquestionável, portanto, a perempção. Assim sendo, deixo de conhecer do recurso voluntário apresentado pela Contribuinte em razão de sua intempestividade. É como voto. 1/9- ,;(,cx • /(C) Va y ria Cabral GéO Verçoza
score : 1.0
Numero do processo: 13856.000069/89-29
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 1998
Ementa: DESPESAS OPERACIONAIS - RETIRADA PRÓ-LABORE - Comprovado
que os beneficiários dos rendimentos prestaram serviços à sociedade, os
pagamentos efetuados a título de retiradas "pró-labore" são dedutiveis,
como despesas operacionais, para efeito de determinação do lucro real.
DESPESAS OPERACIONAIS - PRÊMIOS - As despesas comprovadas
com a aquisição de Brindes pela produtividade, pontualidade eiou
assiduidade, previsto em normas da empresa, comprovadamente
entregues, são dedutiveis como despesas como despesa operacional.
DESPESAS DE CONFRATERNIZAÇÃO - É de se admitir as despesas
natalinas de confraternização, em importância razoável.
Recurso provido.
Numero da decisão: CSRF/01-02.365
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Afonso Celso Mattos Lourenço
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ementa_s : DESPESAS OPERACIONAIS - RETIRADA PRÓ-LABORE - Comprovado que os beneficiários dos rendimentos prestaram serviços à sociedade, os pagamentos efetuados a título de retiradas "pró-labore" são dedutiveis, como despesas operacionais, para efeito de determinação do lucro real. DESPESAS OPERACIONAIS - PRÊMIOS - As despesas comprovadas com a aquisição de Brindes pela produtividade, pontualidade eiou assiduidade, previsto em normas da empresa, comprovadamente entregues, são dedutiveis como despesas como despesa operacional. DESPESAS DE CONFRATERNIZAÇÃO - É de se admitir as despesas natalinas de confraternização, em importância razoável. Recurso provido.
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DESPESAS OPERACIONAIS - PRÊMIOS - As despesas comprovadas com a aquisição de Brindes pela produtividade, pontualidade eiou assiduidade, previsto em normas da empresa, comprovadamente entregues, são dedutiveis como despesas como despesa operacional. DESPESAS DE CONFRATERNIZAÇÃO - É de se admitir as despesas natalinas de confraternização, em importância razoável. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MÁQUINAS OF'ERATRIZES ZOCCA LTDA ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. , - ~-... /Or.,,/~ •" O N 1,– --iT---- 40 f''' U E S % ,4* PRESIDI' 7-iii 11 ori AFON;. 0 I : LSO M À TOS : o RENÇO RELÊ 181 I FORMALIZA' • ' : O 4 ,'; j, J N 1 9 ::, 8 i Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: CELSO ALVES FEITOSA, ANTÔNIO DE FREITAS DUTRA, FRANCISCO DE PAULA CORREA CARNEIRO GIFFONI, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, REMIS ALMEIDA ESTOL, VERINALDO HENRIQUE DA SILVA, DIMAS RODRIGUES DE OLIVEIRA, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, MARIA ILCA DE CASTRO LEMOS DINIZ, CARLOS ALBERTO Gig NÇALVES NUNES, MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS e LUIZ ALBERTO CAVA MA gr IRA. 1 4 2 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 Recurso n°. : RD/103-0.738 Interessado : FAZENDA NACIONAL Recorrente : MÁQUINAS OPERATRIZES ZOCCA LTDA RELATÓRIO Por bem elaborado, e por fornecer uma precisa idéia da matéria em análise por esta Câmara Superior de Recursos Fiscais e considerando, ainda, que o feito contempla apenas matérias de fato (prova), adoto como relato e transcrevo o Despacho PRESI 103-0.161/96, verbis: "Inconformada com o decidido no Acórdão n° 103-15.715, de 06 de dezembro de 1994, fls. 261 a 266, a contribuinte MÁQUINAS OPERATRIZES ZOCCA LTDA., apela para a Câmara Superior, fls. 284 a 291. Teve ciência do acórdão em 26/04/95, segundo termo passado no verso de fls. 272, e deu entrada de seu recurso em 11/05/95, ou seja, dentro do prazo legal de 15 (quinze) dias. Assevera que a Terceira Câmara decidiu divergentemente de outras Câmaras em relação à seguintes matérias: 1 - Postergação de receita do ano-base 1983 para o de 1984, referente a correção monetária de Obrigações da Eletrobras, com exigência, não apenas de correção e juros, mas também de multa punitiva de 50%, além do imposto; 2 - Glosa de excesso de pagamentos feitos ao administrador de empresa Sr. Silvio Buck Tucci, sob o fundamento de terem excedido ao limite permitido por lei aos administradores da empresa; 3 - Glosa de "pró-labore" pago aos sócios-gerentes Sidney Zocca e Waldemar José Sereno Zocca, sob a alegação de terem sido substituídos pelo Sr. Silvio Buck Tucci e, portanto, não terem prestado serviços à sociedade. Indicou como paradigma o acórdão n° 101-82.240 da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes; 4 - Glosa de despesa relativa à aquisição de 2 televisores de 14" e um freezer de 280 litr, 1, para premiação e sorteio entre os funcionários da empresa; r 3 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 5 - Glosa de despesas com aquisição de 400 quilos de carne, chopes, cervejas e refrigerantes, destinados à festa de confraternização de fim de ano, entre os dirigentes, funcionários e seus familiares, bem como de fornecedores. Indicou como paradigma o acórdão n° 101-83.623 e 101- 84.159 da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes. Aponta ainda, como paradigma os acórdãos n° 101-82.240, 101-83.623, 101-84.159, 103-09.610, 103-11.875, 105-01.743, 105-03.324, 105- 03.818, 105-05.330, CSRF/01-01.440, 101-71.763 e 101-73.305, anexando cópias de fls. do Diário Oficial da União onde foram publicadas as ementas, exceto os dois últimos, às fls. 274 a 283. Inicialmente, registro que o acórdão n° 103-11.875, não pode ser tomado como paradigma divergencial, eis que oriundos desta Terceira Câmara, quanto a divergência há de ser suscitada do confronto com decisões de outra Câmara de Conselho de Contribuintes ou da própria Câmara Superior de Recursos Fiscais, a teor do disposto no artigo 4°, inciso II do Regimento Interno da CSRF, aprovado pela Portaria Ministerial n° 540, de 17/07192. Passo a apreciar a admissibilidade do recurso especial. "POSTERGAÇÃO DE RECEITA" As alegações aqui trazidas não se caracteriza, a princípio, de recurso especial, mas, sim, de pedido de esclarecimento quanto a matéria fática. Desta forma, caberia à contribuinte observar o disposto no artigo 25 do Regimento Interno do Primeiro Conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria Ministerial n° 537, de 17 de julho de 1992, o que fez a destempo, visto que o prazo para esse tipo de reclamação é de 5(cinco) dias. Ainda, inadmissível como recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais, por não se tratar de matéria pré-questionada, a teor do disposto no § 2° do art. 30 do citado Regimento Interno, além do que, a contribuinte não demonstra, fundamentadamente, a divergência arguida indicando a decisão divergente e comprovando-a mediante a apresentação de cópia autêntica de seu inteiro teor ou de cópia de publicação em que tenha sido divulgada, ou mediante cópia de publicação de até 2 (duas) ementas, nos termos expressado no artigo 5°, § 1° do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 540, de 17/07/92. Glosa de Excesso de Pagame ri feitos ao Administrador de Empresa Sr. SILVIO BUCK TUC /P 4 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 O Recurso Voluntário, quanto a esta parte, foi negado provimento, mantendo-se a tributação sobre o excesso de retirada apurado. Aqui, também, a recorrente, não atendeu o disposto no artigo 5°, § 1° do Regimento Interno da CSRF, aprovado pela Portaria Ministerial n° 540, de 17/07/92. Glosa de "pró-labore" dos sócios SIDNEY ZOCCA e WALDEMAR JOSÉ SERENO ZOCCA. O recurso voluntário, quanto a esta parte, foi negado provimento, mantendo-se a tributação sobre o fundamento de não configurar a necessidade, para as atividades da empresa, dos desembolsos efetuados aos dois sócios a título de "pró-labore". O acórdão paradigma, nesta parte, tem a seguinte ementa: Acórdão n° 101-82.240. IRPJ - DESPESAS - PAGAMENTO DE PRÓ-LABORE À SÓCIOS GERENTES - GLOSA DOS PAGAMENTOS SOB O ARGUMENTO DE FALTA DE COMPROVAÇÃO DE EFETIVA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS - IMPROCEDÊNCIA - A simples circunstância do contrato social designar o sócio como gerente justifica, em princípio, o pagamento do pró-labore, tendo em vista a responsabilidade insita a tal tipo de função. (Acórdão n° 101-82.240, da 1 a C. do 1°CC). Acórdão n° CSRF/01-1.440 DESPESAS OPERACIONAIS - RETIRADA PRÓ-LABORE - Comprovado que os beneficiários dos rendimentos prestaram serviços à sociedade, os pagamentos efetuados a título de retiradas "pró-labore" são dedutiveis, como despesas operacionais, para efeito de determinação do lucro real. (Acórdão n° CSRF/01-1.440, da CSRF). Do exame dos referidos acórdãos constata-se que esta Câmara deu interpretação divergente daquela dada pela Pri , f-ira Câmara Superior de Recursos Fiscais, em relação a este tópico . 5 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 Glosa de Despesas relativas a aquisição de 2 televisores de 14" e de um freezer de 280 litros, para Premiação e Sorteio entre os funcionários da empresa. Negou-se provimento ao recurso voluntário quanto a esta parte. Os acórdãos paradigmas, nesta parte, têm as seguintes ementas: Acórdão n° 105-1.743 DESPESAS OPERACIONAIS - GRATIFICAÇÕES A EMPREGADOS - BRINDES E PRESENTES - Admite-se seja dedutível como despesa operacional, com o caráter de gratificações a empregados, o valor dos brindes e presentes com que eles sejam agraciados, a título de incentivo à produtividade, desde que observadas as condições estabelecidas em lei para a concessão do benefício. (Acórdão n°105-1.743, da 5' C. do 1° CC). Acórdão n° 105-3.324 DESPESAS OPERACIONAIS - Prêmios - Incentivos à Produtividade e Assiduidade - Dedutibilidade - As despesas comprovadas com a aquisição de Brindes pela pontualidade e assiduidade, previsto em Regulamento da Empresa, comprovadamente entregues, em valor ínfimo (0,17855% do Lucro Bruto), são dedutíveis como despesa operacional. (Acórdão n° 105-3.324, da 5a C. do 1° CC). Do exame dos referidos acórdãos constata-se que esta Câmara deu interpretação divergente daquela dada pela Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes em relação a este tópico. Glosa de Despesa com festa de confraternização de fim de ano, entre dirigentes, funcionários e familiares, bem como de fornecedores. Negado provimento ao recurso voluntário quanto a esta parte, Os acórdãos paradigmas, nesta parte, têm as seguintes ementas: Acórdão n° 101-83.623 DESPESAS NATALINAS DE CONFRATERNIZAÇÃO - A modicidade do valor dispendido; a identificação da emitente das notas simplificadas; a data da realização dos gastos e a sua natureza, levam a aceitação da despesa o operacional. (Acórdão n° 101-83.623, da i a C. do 1° AC). 6 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 Acórdão n° 101-84.159 DOAÇÕES - Legítima a glosa de doações a entidades que não satisfaçam os requisitos do artigo 242, III, c/c art. 126 do RIR/80. Admitidas, no caso em exame, despesas de confraternização de empregados em importância razoável, classificadas contabilmente como "doação". (acórdão n° 101-84.159, da 1° C. do 1° CC) Do exame dos referidos acórdãos constata-se que esta Câmara deu interpretação divergente daquela dada pela Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes em relação a este tópico. Desse modo, DOU SEGUIMENTO ao recurso especial de divergência relativamente aos itens: - Glosa de "pró-labore" dos sócios Sidney Zocca e Waldemar José Sereno Zocca; - Glosa de despesa relativa a aquisição de 2 Televisores de 14" e um freezer de 280 litros, para premiação e sorteio entre funcionários da empresa; - e Glosa de despesa com aquisição de 400 quilos de carne, chopes, cervejas e refrigerantes, destinados à festa de confraternização de fim de ano, entre os dirigentes, funcionários e familiares, bem como de fornecedores, por satisfeitos os pressupostos legais de admissibilidade do recurso especial, nesta parte, e NEGO SEGUIMENTO quanto às demais matérias recorridas em virtude da empresa não ter logrado comprovar dissídio jurisprudencial em relação a elas, tudo com fulcro nas disposições do artigo 31, § 3° do Regimento Interno do Primeiro Conselho de Contribuintes aprovado pela Portaria Ministerial n° 537/92." Inconformado com a negativa de seguimento a parte de seu Recurso de Divergência, a Contribuinte apresentou o pedido de reexame de fls. 301, o qual foi considerado intempestivo (fls. 308/310). Contra-razões da Procuradoria da Fazenda Nacional às fls. 306/307. É o relatóri/oll rd 7 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 VOTO Conselheiro Relator AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO O recurso preenche os requisitos de admissibilidade e dele conheço. Conforme exposto no relatório, as matérias em exame são as seguintes: a) glosa de pró-labore de sócios; b) glosa de despesa de aquisição de 2 (dois) televisores e um freezer; c) glosa de despesas de aquisição de produtos para festa de confraternização. A) Pró-Labore A fiscalização efetua a glosa do pró-labore dos únicos 2 sócios da empresa autuada e, neste sentido, entendo como descabido o procedimento fiscal, já que, indiscutivelmente, a sociedade deve ser gerida e administrada por estas pessoas, em que pese o eventual apoio de terceiros. Ademais, pela simples responsabilidade de ser sócio gerente já estaria amparada a possibilidade do recebimento do pró-labore. Não bastasse esta circunstância, a recorrente, nos autos, apresenta algumas provas (documentos) que, a meu ver, atestam a efetiva prestação de serviços na sociedade, pelos sócios. B) Televisores e FreezeriI/, /, 8 , Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 A documentação acostada aos autos firma o meu convencimento no tocante à regularidade e validade do concurso interno procedido pela Contribuinte, o qual é de indiscutível interesse para o desenvolvimento de seus negócios. Nestes, termos, concordando e adotando os suprimentos do Acórdão 105-3.324, adotado como paradigma, tenho como improcedente o lançamento neste item. C) Festa de Confraternização A glosa efetuada pela fiscalização, sem maiores elementos que pudessem descaracterizar os disperdícios, parece a este relator uma posição exagerada, que afinita a jurisprudência dominante no Conselho de Contribuintes e nesta Câmara Superior de Recursos Fiscais. Neste termo, circundando inteiramente com os fundamentos dos Acórdãos paradigmas, ou seja, 101-83.623 e 101-84.159, tendo como descabida a exigência. Pelo exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso. É o meu voto. Sala das Sess. :»J , z i 1. . - - ço de 1998 ji / 'AFONSOr E I S li '. A e LO. - içoi i ) // 9 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13888.001481/99-33
Data da sessão: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2005
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO — Rerratifica-se o Acórdão 303- 31.131, mantendo-se o teor de seu decisum, retificando-se sua
ementa e trecho do voto condutor.
FINSOCIAL — PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO SOBRE RECOLHIMENTOS DA CONTRIBUIÇÃO.
O direito de pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que se tenha por inconstitucional, somente nasce com a declaração de
inconstitucionalidade pelo STF, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada inconstitucional, na via indireta. Inexistindo resolução do Senado Federal, há que se contar da data da Medida Provisória n° 1.110, de 31/08/95. Processo remetido à origem para exame de seu mérito, em homenagem ao duplo grau de jurisdição.
Numero da decisão: 303-31.131
Decisão: DECIDEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos declaratórios e rerratificar o Acórdão n° 303- 31.131, de 03/12/2003, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Nilton Luiz Bartoli
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ementa_s : EMBARGOS DE DECLARAÇÃO — Rerratifica-se o Acórdão 303- 31.131, mantendo-se o teor de seu decisum, retificando-se sua ementa e trecho do voto condutor. FINSOCIAL — PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO SOBRE RECOLHIMENTOS DA CONTRIBUIÇÃO. O direito de pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que se tenha por inconstitucional, somente nasce com a declaração de inconstitucionalidade pelo STF, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada inconstitucional, na via indireta. Inexistindo resolução do Senado Federal, há que se contar da data da Medida Provisória n° 1.110, de 31/08/95. Processo remetido à origem para exame de seu mérito, em homenagem ao duplo grau de jurisdição.
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Numero do processo: 11080.725308/2010-15
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS
Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2006
DISTRIBUIÇÃO. REGIMENTO INTERNO. PROCESSOS DISTINTOS CUJOS LANÇAMENTOS ESTÃO LASTREADOS NOS MESMOS ELEMENTOS DE PROVA.
Nos termos do §7º do art. 49 do RICARF, os processos conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio.
Numero da decisão: 1302-001.166
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em declinar da
competência para a 1ª turma da 4ª câmara da 1ª Sejul.
Nome do relator: Eduardo de Andrade
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2006 DISTRIBUIÇÃO. REGIMENTO INTERNO. PROCESSOS DISTINTOS CUJOS LANÇAMENTOS ESTÃO LASTREADOS NOS MESMOS ELEMENTOS DE PROVA. Nos termos do §7º do art. 49 do RICARF, os processos conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2006 DISTRIBUIÇÃO. REGIMENTO INTERNO. PROCESSOS DISTINTOS CUJOS LANÇAMENTOS ESTÃO LASTREADOS NOS MESMOS ELEMENTOS DE PROVA. Nos termos do §7º do art. 49 do RICARF, os processos conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em declinar da competência para a 1ª turma da 4ª câmara da 1ª Sejul. (assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (presidente da turma), Márcio Rodrigo Frizzo, Waldir Veiga Rocha, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade e Cristiane Silva Costa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 53 08 /2 01 0- 15 Fl. 4425DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 2ª Turma da DRJ/POA, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, julgar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido, conforme ementa que abaixo reproduzo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2006 SIMULAÇÃO. Comprovada a simulação através de vasto acervo indiciário convergente, cabível a identificação da verdade dos fatos e a exigência dos tributos devidos. MULTA DE OFÍCIO. PERCENTUAL. LEGALIDADE. O percentual de multa de lançamento de ofício é previsto legalmente, sendo que a autoridade administrativa não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária que verse sobre penalidade. DECADÊNCIA. EXISTÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, em casos de dolo, fraude ou simulação, o termo de início para contagem do prazo decadencial é aquele previsto no art. 173, I do CTN. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: Trata o presente processo de auto de infração de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins (fls. 3.892/3.895), no valor de R$ 1.304.507,85 (incluindo juros moratórios e multa de ofício qualificada, no percentual de 150%), abarcando os fatos geradores de junho de 2005 a dezembro de 2006, cuja ciência foi dada à interessada em 22 de novembro de 2.010. No auto de infração foi informada como infração a falta/insuficiência de recolhimentos da Cofins pela indevida redução decorrente de deslocamento de receitas da atividade para pessoa jurídica constituída em face de negócios simulados, conforme será descrito a seguir. Foi formalizada Representação Fiscal para Fins Penais, consubstanciada no processo 11080.725308/201015, haja vista constatação de condutas que, em tese, configuram crime contra a ordem tributária nos termos do art. 1o da Lei 8.137/1990. Cabe também informar que a mesma ação fiscal também gerou exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro CSLL e respectivos acréscimos legais, consubstanciadas no processo 11080.725307/2010 71. Fl. 4426DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.378 3 O presente processo trata de questão litigiosa semelhante a outra já julgada por esta DRJ Porto Alegre em 26 de março de 2010, momento no qual foi apreciado o processo n° 11080.014467/200795 e proferido o acórdão n° 1024.427. Aquele que figura como interessado nos dois processos é a mesma pessoa, sendo os fatos, essencialmente, os mesmos, ressalvadas as diferenças na tributação dos fatos geradores de Cofins, IRPJ e CSLL. Iniciarei reprisando parte do relatório apresentado quando do julgamento realizado em 2010 por este órgão julgador. Após, indicarei as nuanças do presente caso. O relatório adotado no julgamento do processo 11080.014467/200795 contém o seguinte resumo: “Em julho de 2007, a Administração Tributária deu início aos trabalhos tendentes a verificar o adequado recolhimento, por parte do interessado, dos tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. No curso desses trabalhos, que se estenderam por cinco meses, foram efetuadas duas intimações ao fiscalizado e outras oito intimações a pessoas a ele ligadas por laços societários ou comerciais. Foi lavrado, também, um Termo de Verificação Fiscal. A conclusão fiscal, diante do vasto acervo probatório coligido aos autos ao longo dos trabalhos, foi no sentido de que o interessado, juntamente com outros partícipes, havia levado a efeito negócio jurídico simulado com a finalidade de reduzir o recolhimento de tributos federais. Dessa forma, houve a lavratura, em dezembro de 2007, de dois autos de infração, colimando a cobrança do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro relativamente aos anoscalendário de 2005 e 2006. O valor da dívida objeto de lançamento é de R$ 39.161.683,53. O caso sob análise versa, consoante antes referido, sobre a prática da simulação. A experiência adquirida no julgamento de casos análogos aponta seja fundamental o exame da prova. Diante da farta prova constante dos autos, bem como do minudente relatório preparado pelo fiscal que lavrou os autos de infração, opto por efetuar resumo da ação fiscal seguido da transcrição do núcleo do relatório antes citado. Resumo da ação fiscal A sociedade fiscalizada exerce a atividade de seguradora, estando obrigada à tributação da renda com base no lucro real (art. 14 da Lei n° 9.718, de 27 de novembro de 1998). Dentre as atividades desenvolvidas pela fiscalizada encontrase, também, a de "intermediação de operações de crédito a servidores públicos ". A instituição financeira que concede o crédito nas operações em foco na fiscalização é o Banco Matone S/A. A sociedade controladora da Sabemi Seguradora S/A chamase Mark Service Participações Ltda., que detém 71,91% do capital votante da controlada. A Mark Service Participações Ltda. e a Sabemi Seguradora S/A providenciaram a constituição formal da sociedade Tecnocom Tecnologia em Operações Comerciais e no Desenvolvimento de Softwares e Sistemas Gerenciais Ltda., repassando à primeira receitas Fl. 4427DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 que, em realidade, seriam fruto do trabalho prestado pela Sabemi Seguradora S/A à instituição financeira Banco Matone S/A. A Mark Service Participações Ltda. é a controladora da sociedade Tecnocom Ltda., da qual detém 90% do capital votante. A Tecnocom Ltda. não está obrigada à tributação da renda com base no lucro real, tendo optado pela tributação com base no lucro presumido. A atividade desenvolvida pela Tecnocom Ltda. é o " processamento de dados para o desconto em folha dos servidores públicos das parcelas de pagamento de empréstimos intermediados pela Sabemi Seguradora S/A e por outras duas pessoas jurídicas ". A Tecnocom Ltda., que jamais teria tido existência material, registrou receita bruta nos montantes de R$ 22.053.908,85, no anocalendário 2005, e R$ 31.048.074,91, no anocalendário 2006. Para que se possa aquilatar os elementos levantados pela fiscalização para sustentar a inexistência material da Tecnocom Ltda. e, por via de conseqüência, da prestação de serviços por obra dela ao Banco Matone S/A, cito, a título de exemplo, alguns deles: a) jamais houve a integralização do capital social da Tecnocom Ltda [a primeira integralização de capital somente ocorreu em setembro de 2008]; b) empregada da Sabemi Seguradora S/A efetua a escrituração contábil e prepara as declarações fiscais da Tecnocom Ltda.; c) essa mesma pessoa prestou esclarecimentos fiscais e apresentou documentos após intimação fiscal direcionada à Tecnocom Ltda.; d) despesas com pessoal somente são registradas pela Tecnocom Ltda. a partir de junho de 2006, quando ocorre a contratação dos dois primeiros empregados; e) o rol de móveis e utensílios da Tecnocom Ltda. contempla um único bem, que é um computador de pequeno porte comprado em 31 de dezembro de 2006 ao preço de R$ 3.548,20; f) a Tecnocom Ltda. firmou contrato de comodato, não registrado e sem reconhecimento de firmas, com a Sabemi Seguradora S/A em 25 de outubro de 2005, através do qual a comodatária Tecnocom Ltda. recebeu o empréstimo, por prazo indeterminado, de bens móveis e imóveis. Esse contrato é vago quanto à especificação dos objetos emprestados, que contempla, por exemplo, parte do conjunto n° 1002 do edifício localizado na Rua dos Andradas n° 1001 em Porto Alegre, parte da rede de computadores, parte do serviço de acesso à internet; g) o descompasso absoluto entre as receitas auferidas e os custos de funcionamento da Tecnocom Ltda.. No anocalendário 2005, os custos importaram em ínfimos 0,32% das receitas, enquanto no ano calendário 2006 subiram para irrisórios 0,70%; h) os contratos firmados pela Tecnocom Ltda. com seus clientes, em que pese ensejarem vultosas receitas, não foram objeto de registro ou tiveram reconhecidas as firmas; i) o programa de computador, que consistiria no principal elemento para a consecução do objeto social da Tecnocom Ltda., teria sido por ela desenvolvido, entretanto os registros perante o Instituto Nacional da Propriedade Industrial INPI atestam que seu autor foi Marcelo Fl. 4428DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.379 5 Schuch Pereira, empregado da Seguradora Sabemi S/A. O pedido de registro do programa foi encaminhado ao INPI em fevereiro de 2006, oportunidade na qual a Tecnocom Ltda. não contavacom nenhum empregado. A contabilidade da Tecnocom Ltda. não contém qualquer custo alocado à produção do antes citado programa de computador; j) os agentes do Fisco ainda compareceram ao local das instalações da Tecnocom Ltda., onde verificaram a inexistência de qualquer indicação relativa à sociedade, bem como o desconhecimento por parte das pessoas que lá se encontravam a respeito da empresa. Os fiscais constataram a "existência de dezenas de outros empregados da Sabemi Seguradora S/A. Ao fundo da sala, a Sra. Eliana [sócia da Tecnocom Ltda.] apontou a existência de um único empregado, o qual pertenceria aos quadros da Tecnocom Ltda., mas não fez qualquer comprovação documental da relação de emprego e nem permitiu o contato direto com aquela pessoa ". Quanto ao flagrante intuito de desviar receitas da Sabemi Seguradora S/A para a Tecnocom Ltda., impende salientar que a primeira, responsável pela intermediação das operações de crédito, percebia remuneração equivalente a 0,5% sobre a taxa de financiamento, como reposição dos custos administrativos, enquanto a segunda, responsável pelo processamento de dados das referidas operações, percebia remuneração equivalente a 8,4% sobre o montante emprestado em cada mês. Nos meses de abril e maio de 2005, a seguradora exerceu as atividades de intermediação das operações de crédito e de processamento de dados, tendo percebido o valor de R$ 1.547.913,40. Após a constituição formal da Tecnocom Ltda., houve drástica redução de receitas da Seguradora Sabemi S/A para, por exemplo, R$ 24.753,19 em agosto de 2005 e R$ 37.337,18 em setembro de 2005. Como fechamento da abóbada da construção simulatória, houve a massiva distribuição de lucros pela Tecnocom Ltda. aos seus sócios, em especial à Mark Service Participações Ltda., que, em seguida, repassava as verbas à Sabemi Seguradora S/A sob a forma de adiantamentos para futuro aumento de capital. Assim, as verbas retornavam àquele que, em realidade, havia realizado os serviços. A conseqüência fiscal do repasse das receitas foi a tributação a menor das referidas verbas, tendo em vista a distinção de critérios entre a tributação da renda com base no lucro real e aquela com base no lucro presumido. A atuação da fiscalização foi no sentido de tomar por ineficaz, diante do Fisco, os negócios simulados perpetrados. Dessa forma, as receitas formalmente colhidas pela Tecnocom Ltda. com a prestação de serviços para o Banco Matone S/A foram atribuídas à Sabemi Seguradora S/A e assim tributadas com base no lucro real. Esse, em síntese, o resumo da ação fiscal. " Relativamente aos fatos ocorridos no ano de 2007, observei as seguintes alterações que contrastam com os fatos ocorridos nos anos de 2005 e 2006 acima narrados: a) a sociedade Mark Service Participações Ltda. teve sua denominação social e tipo societário alterados para Sabemi Participações S/A. em 22 de maio de 2007 (documento das folhas 1.004 a 1.043, 15 a 26/40 do documento eletrônico); Fl. 4429DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 b) não houve alterações quanto às participações societárias detidas pelos sócios da Mark Service Participações Ltda. renomeada para Sabemi Participações S/A (documento da folha 3.928); c) a sociedade Tecnocom Ltda. teve sua denominação social modificada para Sabemi Tec Tecnologia em Operações Comercias e no Desenvolvimento de Softwares e Sistemas Gerenciais Ltda. em 10 de setembro de 2007 (documento das folhas 416 a 468, 20 a 28/53 do documento eletrônico); d) não houve alterações quanto às participações societárias detidas pelos sócios da Tecnocom Ltda. renomeada para Sabemi Tec Ltda. (documento da folha 3.930 em cotejo com o documento das folhas 416 a 468, 22/53 do documento eletrônico); e) a Seguradora Sabemi S/A celebrou convênio com o HSBC Bank Brasil S/A "para Desenvolvimento das Funções de Correspondente Bancário" em 9 de abril de 2007 (documento das folhas 96 a 129, 9 a 18/34 do documento eletrônico); f) a sociedade Tecnocom Ltda. foi contratada pelo HSBC Bank Brasil S/A para prestar serviços de processamento de dados relativos aos desconto em folha de pagamento de operações de empréstimo intermediadas pela Seguradora Sabemi S/A também em 9 de abril de 2007, percebendo por tal serviço remuneração equivalente a, no mínimo, 11,5% calculado sobre a soma dos empréstimos novos mais os valores dos saldos devedores quitados nas operações de refinanciamento (documento das folhas 826 a 877, 1 a 12/52 do documento eletrônico); g) a sociedade Tecnocom Ltda. passou a perceber receitas oriundas dos serviços prestados ao HSBC Bank Brasil S/A a partir de 31 de agosto de 2007 (documento das folhas 734 a 785, 2/52 do documento eletrônico); h) a Sabemi Tec Ltda. apresentou recibo de compra de bens do imobilizado da Seguradora Sabemi S/A pelo valor global de R$ 40.587,77 datado de 1° de dezembro de 2007 (documento das folhas 826 a 877, 45 e 46/52 do documento eletrônico). Esse o resumo dos elementos fáticos que deram ensejo à ação fiscal. Importante salientar que o trabalho fiscal ("Termo de Verificação Fiscal" das folhas 3.898 a 3.946) contempla acervo de elementos probatórios bem mais profundo e detalhado, os quais deixo de relatar em nome da objetividade. Diante desse cenário factual, antes resumido, o auditorfiscal responsável pelo trabalho entendeu ter restado caracterizada a prática da simulação. Repriso as razões daquela autoridade (fls. 3.940 e 3.942): "3.1 Caracterização Inequívoca da Simulação: A simulação se caracteriza, fundamentalmente, pela discrepância entre a realidade e a subjetividade dos agentes interessados em simular. Conforme Francisco Ferrara (A Simulação nos Negócios Jurídicos, Campinas: Red Livros, 1999), a comprovação da simulação nos negócios jurídicos, no mais das vezes, decorre da observação dos seguintes elementos: a existência de motivo sério, a falta de execução material da vontade exteriorizada, a discrepância entre esses atos e a conduta das partes, e a divergência entre a natureza e a quantidade dos bens e direitos e o preço pelo qual são negociados. Quanto à existência de motivo sério, não há dúvida de que o fundamento para as simulações praticadas foi a expressiva redução no recolhimento dos tributos federais pela SABEMI SEGURADORA S/A. Fl. 4430DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.380 7 Com o deslocamento das receitas da seguradora para o empreendimento simulado na SABEMI TEC LTDA, no período de maio de 2005 a dezembro de 2006, a SABEMI SEGURADORA S/A deixou de recolher R$ 12.830.641.35 relativos ao imposto de renda, contribuição social sobre o lucro e contribuição para o financiamento da seguridade social (valor original, não computados multa de oficio e juros de mora). No período de janeiro a dezembro/2007, a redução no recolhimento desses mesmos tributos pela seguradora, também considerando apenas o valor original, chegou a R$5.013.869,93. Além disso, desde muito tempo, o principal objeto e fonte de resultados da SABEMI SEGURADORA S/A não está mais relacionado ao ramo de seguros. É de se notar que, com a simulação, a SABEMI SEGURADORA transferiu para a SABEMI TEC LTDA resultados muito superiores aos que registrou em sua própria escrituração contábil. Isso pode ser facilmente observado nos quadros demonstrativos de fls. 3068/3072 e 3883/3885), de onde foram extraídos os dados que seguem: No que diz respeito à falta de execução material do objeto dos contratos, que constitui elemento decisivo para caracterizar um negócio simulado, ficou absolutamente comprovada, tanto a inexistência material da SABEMI TEC LTDA, como também o fato de que todas as atividades e negócios atribuídos àquela pessoa jurídica foram, na verdade, exercidos pela SABEMI SEGURADORA S/A. A discrepância entre os atos praticados e a conduta das partes, no caso em apreço, é evidente e irrefutável. Para o público externo, os agentes da simulação constituíram a SABEMI TEC LTDA, celebraram contratos de prestação de serviços, apresentaram declarações à Secretaria da Receita Federal do Brasil e, até mesmo, pagaram tributos em nome do empreendimento simulado. Internamente, contudo, todas as atividades atribuídas à SABEMI TEC LTDA eram efetivadas pela própria SABEMI SEGURADORA S/A, o que demonstra um brutal descompasso entre a vontade real e a vontade manifestada externamente. Finalmente, no que tange à divergência entre a natureza e a quantidade dos bens e direitos e o respectivo preço, ficou demonstrada a desproporção entre as remunerações atribuídas à SABEMI SEGURADORA S/A e a SABEMI TEC LTDA na prestação de serviços às instituições financeiras. Como seria possível explicar o fato de que a seguradora, que utilizava sua estrutura para intermediar operações de crédito junto a servidores públicos de todo o país pudesse perceber, como contrapartida, somente a reposição dos custos. E a SABEMI TEC LTDA, que simplesmente efetuava cálculos e gerava relatórios relacionados às operações de crédito, ser remunerada na medida de um percentual expressivo calculado sobre o capital emprestado em cada mês. " Período de Apuração Base de Cálculo do IRPJ na Sabemi Seguradora S/A (Lucro Líquido Ajustado) Resultados Desviados para A Sabemi Tec Ltda. (Receitas menos Despesas) AC 2005 9.933.189,81 21.983.650,00 AC 2006 6.929.203,13 30.830.296,37 AC 2007 16.020.090,08 31.263.846,41 Totalização 32.882.483,02 84.077.792,78 Fl. 4431DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 8 Especificamente no que se refere à apuração da Cofins devida e que constitui objeto de lançamento no presente processo administrativofiscal, a Fiscalização observou o disposto no art. 18 da Lei 10.684/2003 que elevou de 3% para 4% a alíquota da contribuição para empresas de seguros privados, caso da Sabemi Seguradora S.A. ,observando que a Sabemi Tec Ltda. aplicava alíquota de 3% sobre as receitas. Cabe ainda ressaltar que os valores tributáveis foram obtidos mediante a soma das receitas apuradas na escrituração contábil da Sabemi Tec Ltda. com as bases de cálculo da Sabemi Seguradora S. A. informadas em Dacon (fls. 3.738/3.882), o que resultou nos demonstrativos a fls. 3.883/3.885. Da impugnação Em 21 de dezembro de 2010, o interessado tempestivamente apresentou impugnação ao lançamento, abrindo sua contestação indicando equívoco fiscal quanto a dois pilares do trabalho: a) não haveria simulação na estrutura empresarial por ele adotada, posto que as sociedades envolvidas exercem atividades reguladas em lei com evidente propósito negocial; b) não existiria qualquer evasão, uma vez que os tributos devidos ao Fisco Federal seriam menores na hipótese da inexistência da Sabemi Tec Ltda. Mais adiante, faz relato da evolução histórica das sociedades integrantes do "Grupo Sabemi". Informa que a Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. representou uma "ousadia empresarial", uma vez que "desenvolve atividade econômica estranha àquela tradicional de seguros e previdência". A criação da ousada sociedade teria decorrido da necessidade de "operacionalizar o negócio de empréstimos consignados". O "Grupo Sabemi", diante da "inviabilidade de conseguir operacionalizar os contratos de empréstimos consignados, tomou a dificuldade como oportunidade e partiu para o desenvolvimento daquela que seria provavelmente a mais lucrativa ferramenta de trabalho que já dispôs: o software responsável pelo processamento de dados junto às instituições financeiras nas operações de créditos pessoais com desconto em folha". Junta notícia que teria sido publicada em sítios da rede mundial de computadores em 3 de novembro de 2010, dando conta das atividades da Sabemi na área da tecnologia da informação. Junta, também, cópia de laudo de avaliação emitido por Rhino Consulting, contendo diagnóstico quanto à governança da tecnologia da informação da Sabemi Tec Ltda.. Esse laudo teria tomado como premissas elementos colhidos junto à Sabemi Tec Ltda. de agosto a novembro de 2010. Objetiva, com isso, demonstrar a existência de lastro das sociedades envolvidas na autuação, notadamente a Sabemi Tec Ltda.. Após resumir a acusação, o impugnante defende a existência de "canais de desconto" em folha pagamento por parte dele próprio, da Sabemi Previdência Privada e do Pecúlio União Previdência Privada. Cada uma dessas sociedades teria acesso "a um universo distinto de servidores públicos", viabilizando a existência dos empréstimos consignados. Cada uma dessas três entidades atuaria como correspondente bancário de instituições financeiras "desejosas de oferecer os empréstimos consignados aos clientes daquelas". O Banco Matone S/A e o HSBC Bank Brasil S/A teriam contratado as sociedades detentoras dos "canais de desconto", na condição de correspondentes bancários, para o oferecimento de empréstimos pessoais. Aos correspondentes bancários faltaria a ferramenta fundamental para esse mister: o software. Além da ferramenta tecnológica, segundo o impugnante, faltaria mais um elemento para por em prática o negócio. Confirase: Fl. 4432DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.381 9 "Ficou patente que, tendo em vista as áreas de atuação díspares da Sabemi Seguradora e Sabemi Previdência Privada e Pecúlio União, vinculadas a sistemas regulatórios próprios (SUSEP, SPC, CGPC etc.), o que ensejava recomendações para manterem separadas suas operações, uma nova, quarta empresa, poderia, então ser criada, com a finalidade exclusiva de intermediar, por meio da prestação de serviços de tecnologia de processamento de dados, os contratos firmados entre as instituições financeiras e as três empresas. " Essa seria a origem da Tecnocom Ltda., mais adiante renomeada para Sabemi Tec Ltda. Segundo defende o impugnante, essa forma negocial seria perfeitamente lícita. Para a estruturação da nova sociedade, o impugnante reconhece que a utilização de recursos antes disponíveis no âmbito do "Grupo Sabemi". Confirase: "Por se tratar da criação de uma nova empresa destinada a atuar em um novo ramo empresarial, evidentemente que o surgimento da Sabemi Tec ocorreu a partir dos recursos materiais e humanos disponíveis no grupo, o que se justifica plenamente pela perspectiva do crescimento orgânico do negócio. Daí porque a Fiscalização ribombou erroneamente como prova de simulação a suposta existência artificial da Sabemi Tec: data vênia, a precariedade estrutural da empresa em sua fase germinal encontrase absolutamente superada, como já disposto e provado no segundo tópico dessa peça." No entender do impugnante, incabível discussão em torno das razões para a organização negocial por ele adotada, porquanto o relevante seria a existência de alguma repercussão fiscal. Nesse sentido, o contribuinte protesta contra a imputação de toda a receita auferida pela Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. à Sabemi Seguradora S/A. Segundo aponta, parcela significativa daquela receita diz respeito a negócios que não envolveram o impugnante, mas sim duas entidades de previdência privada (Sabemi Previdência Privada e o Pecúlio União Previdência Privada). Da ausência de simulação em detrimento do Fisco Nesse tópico, o impugnante alega que no anocalendário de 2007 "não mais do que 60% das receitas da Sabemi Tec Ltda. estão relacionadas com a impugnante". Não bastasse isso, os 40% restantes teriam sido submetidos à tributação desnecessária, porquanto diriam respeito a sociedades isentas, caso auferidas diretamente pela Sabemi Previdência Privada e pelo Pecúlio União Previdência Privada. Apontou, a seguir, o objeto dos contratos firmados pela Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. com o Banco Matone S/A, tendo por meta o processamento dos dados atinentes ao desconto em folha de pagamento das operações de crédito. Nesses contratos, a impugnante, a Sabemi Previdência Privada e o Pecúlio União Previdência Privada figuraram como anuentes. Referiu, também, o objeto dos contratos firmados pelo impugnante, pela Sabemi Previdência Privada e pelo Pecúlio União Previdência Privada com o Banco Matone S/A, tendo por meta o recebimento e o encaminhamento de solicitações de empréstimos pessoais. Salientou, nesse ponto, ser vedado aos correspondentes bancários (o impugnante, a Sabemi Previdência Privada e o Pecúlio União Previdência Privada) atuarem nessa condição em relação a pessoas que não sejam seus clientes. Dessa forma, o trabalho fiscal teria incorrido em grave erro ao "alocar na Impugnante receitas da Sabemi Tec que não possuem qualquer relação com a atividade de correspondente exercida pela Fl. 4433DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 10 seguradora, posto que vinculadas com a atuação dos correspondentes bancários Sabemi Previdência Privada e Pecúlio União Previdência Privada". Se o negócio jurídico levado a efeito pela Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. fosse simulado, o Fisco deveria ter imputado as receitas aos "respectivos intermediadores das operações de crédito e detentores dos canais de consignação, e não exclusivamente na Impugnante." Após desdobrar as receitas da Sabemi Tec Ltda. por correspondente bancário, indica provas da impossibilidade da impugnante prestar seus serviços aos servidores da Aeronáutica e da Marinha. Salienta, ainda, que a Superintendência de Seguros Privados Susep externou entendimento no sentido de que "os valores que ingressaram na Sabemi Tec deveriam ser distribuídos aos respectivos correspondentes bancários", não podendo ser totalmente atribuídos à impugnante. Ao apresentar esse argumento não deseja o afastamento parcial da exigência fiscal, mas o total em razão da inexistência de simulação, porquanto a tributação concentrada na Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. foi superior à devida pelos correspondentes bancários, tendo em vista a isenção da Sabemi Previdência Privada e do Pecúlio União Previdência Privada. Da simulação O impugnante defende a nulidade dos negócios jurídicos simulados, louvandose nos arts. 102 a 105 do Código Civil de 1916 e no art. 167 do Código Civil de 2002. Na área tributária, entende que o lançamento deve ser feito quando identificada a simulação, forte no art. 149, VII, do Código Tributário Nacional CTN. Salienta, lastreado em doutrina, que a autoridade administrativa deverá examinar os negócios realizados, buscando identificar as alternativas negociais oferecidas pelo ordenamento jurídico. Nesse sentido, três passos seriam fundamentais: 1) investigar o que existia e o que foi alterado com a realização do ato ou negócio jurídico, tendo por foco sua real motivação; 2) identificar se o meio escolhido adequavase ao fim colimado, ou seja, perquirir quanto a abusividade ou artificialidade do meio escolhido; 3) diante desse filme, com começo, meio e fim, concluir quanto a existência ou não de simulação. Referiu, então, jurisprudência administrativa (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Carf) no sentido de que seria cabível a desconsideração de atos ou negócios jurídicos quando estes "não se justifique dentro dos limites jurídicos impostos na regulamentação de sua finalidade econômica ou social". Diante dessas premissas, o impugnante entende que a existência da Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. "é perfeitamente justificável diante de fatores empresariais (imposições regulatórias e a natureza da atividade do correspondente bancário). Defende que o business purpose daquela sociedade não deve se misturar com o da impugnante, da Sabemi Previdência Privada ou do Pecúlio União Previdência Privada. Sustenta, ainda, a inexistência "de norma que impeça a adoção de negócios ou constituição de empresas do mesmo grupo com o fito de economizar tributo". Citou exemplos. Ressaltou, mais uma vez, que "jamais buscou a redução de tributos", pelo contrário, que teria havido recolhimento a maior. Protestou, nesse sentido, pela inconsistência do trabalho fiscal em função da sua falta de nexo causal: cobrase tributo quando o tributo pago já foi maior do que o devido. Louvase, novamente, em jurisprudência do Carf. Fl. 4434DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.382 11 Da decadência parcial do crédito tributário Defende a impugnante que, no caso dos tributos sujeitos à sistemática da homologação de pagamentos, como é o caso da Cofins, tendo ocorrido o pagamento, ainda que parcial na visão do Fisco, o prazo fatal para o direito da Administração Tributária lançar o crédito seria de cinco anos contados a partir da ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 150, § 4o do Código Tributário Nacional. Aduz jurisprudência neste sentido e junta comprovação dos pagamentos efetivados no período. Entende assim, pela aplicação da regra acima mencionada, que os períodos autuados de junho a dezembro de 2005, bem como todo o exercício de 2006, estariam atingidos pela decadência, haja vista que a impugnante somente foi regularmente intimada do auto de infração em 22/11/2010. Do não cabimento da multa de 150% O contribuinte ataca a exigência da multa qualificada por entender que não houve qualquer conduta dolosa que pudesse configurar a sonegação. Defende que não existiu a simulação. Ademais, a multa seria confiscatória, porquanto excessiva em relação ao comportamento almejado. O confisco, vedado constitucionalmente na esfera tributária, consistiria "no consumo da propriedade privada pelo Poder Público, sem a correspondente indenização". Juntou doutrina repudiando a exigência de tributos e multas excessivas, que estariam em descompasso com a Constituição Federal (art. 150, IV). Apresentou, também, jurisprudência emanada do Supremo Tribunal Federal STF. Após requerer o afastamento da multa de 150%, que seria confiscatória, pede, alternativamente, caso se entenda que houve a simulação, que a multa seja reduzida para 75%. O pedido alternativo se louva no fato de que a Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. não teria omitido qualquer receita, não tendo havido a prática da sonegação ou de evidente intuito de fraude que ensejaria a aplicação da multa qualificada. Apresentou jurisprudência do Carf. Da prova pericial O impugnante solicita a realização de perícia, indicando os seguintes quesitos: "(a) Seja apontado pelo ilustre perito, tomando como base a receita da Sabemi Tec Ltda. no período em discussão, o montante dessa receita decorrente de serviços vinculados aos empréstimos intermediados com os participantes/segurados dos correspondentes: (a) Sabemi Previdência Privada; (b) Pecúlio União Previdência Privada; (c) Sabemi Seguradora S/A; (b) Seja calculado pelo ilustre perito o valor global dos tributos devidos no caso em que as receitas da Sabemi Tec sejam alocadas nos seus respectivos correspondentes, considerando, sobretudo, o fato de que as entidades de previdência privada Sabemi Previdência Privada e Pecúlio União Previdência Privada serem isentas do imposto de renda e não conformam a hipótese de incidência da CSLL." Para a realização desse trabalho indicou, para a função de assistente técnica, a Sra. Beatriz Varela Fernandez, contadora inscrita perante o Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul sob. o n° 513650/RS, sendo a portadora da Fl. 4435DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 12 carteira de identidade n° 1050602117, emitida pela Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Do pedido O contribuinte pede o acolhimento da impugnação de sorte a seja reconhecida a improcedência do auto de infração e, por conseqüência, seja extinto o crédito tributário lançado. Caso isso não ocorra, requer, sucessivamente, o corte, por decadência dos períodos decaídos (2005), e a readequação da multa de ofício de 150% para 75%. Reitera, por fim, a realização da perícia antes referida. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, a recorrente repisou as alegações expendidas na impugnação. É o relatório. Fl. 4436DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.383 13 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. Embora se trate de lançamento relativo à Cofins, os fatos apurados foram os mesmos que lastrearam o lançamento do IRPJ e CSLL (PA 11080.725.307/201071). Deste modo, nos termos do inciso IV do art. 2º do RICARF, é da competência da 1ª Seção o conhecimento da matéria aqui discutida. Ressalto, todavia, que o PA 11080.725.307/201071, que cuida da tributação relativa ao IRPJ e CSSL, ainda está pendente de julgamento na 1ª turma ordinária da 4ª Câmara desta Seção de Julgamento, vez que o colegiado competente para sobre ele deliberar decidiu à unanimidade converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do ilustre Relator, Conselheiro Alexandre Antônio Alkmin Teixeira. Assim, o caso ainda será retomado a julgamento por aquele colegiado. O art. 6º do RICARF prevê a possibilidade de distribuição de processo pendente de julgamento para a Câmara que houver distribuído o primeiro processo, no caso de lançamentos que tenham sido efetuados com base nos mesmos fatos, como é o caso vertente. Além disso, o §7º do art. 49 do referido regimento interno, também aduz que no caso de processos conexos, decorrentes ou reflexos, haverá distribuição ao mesmo relator, independentemente de sorteio, verbis: Art. 49. Os processos recebidos pelas Câmaras serão sorteados aos conselheiros. ... § 7° Os processos que retornarem de diligência, os com embargos de declaração opostos e os conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio, ressalvados os embargos de declaração opostos, em que o relator não mais pertença ao colegiado, que serão apreciados pela turma de origem, com designação de relator ad hoc. No caso dos autos, a matéria fática que lastreia tanto os autos de infração relativos ao IRPJ e à CSLL é a mesma que lastreia o auto de infração relativo à Cofins, objeto dos autos. Por fim, a coerência dos julgados, bem como da jurisprudência de uma Corte, seja ela administrativa ou judicial, é pedra fundamental da segurança jurídica que devem proporcionar aos jurisdicionados. Fl. 4437DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 14 Desta forma, nos termos do §7º do art. 49 do RICARF, voto para declinar da competência, em favor da 1ª turma ordinária da 4ª Câmara, devendo os autos serem distribuídos, independentemente de sorteio, ao ilustre Conselheiro Alexandre Antônio Alkmin Teixeira. Sala das Sessões, 10 de setembro de 2013. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 4438DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por EDUARDO DE ANDRADE em 05/10/2013 23:42:33. Documento autenticado digitalmente por EDUARDO DE ANDRADE em 05/10/2013. Documento assinado digitalmente por: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR em 07/10/2013 e EDUARDO DE ANDRADE em 05/10/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 10/10/2018. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP10.1018.13374.II7I Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 6B97124E3B9E0DB67447B9406379D639A24E904A Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 11080.725308/2010-15. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 19563.000116/2007-86
Data da sessão: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 02/03/2004
RESPONSABILIDADE PESSOAL DO DIRIGENTE. REVOGAÇÃO DO ART. 41 DA LEI N° 8.212, de 24/07/91. EFEITOS - RETROATIVIDADE BENIGNA. RECONHECIMENTO
A responsabilidade pessoal do dirigente tinha fundamento legal expresso no art. 41 da Lei n ° 8.212/91; entretanto, tal dispositivo foi revogado por meio do art. 65 da Medida Provisória n ° 449/2008, convertida na Lei n.° 11.941/2009, do que deixou de definir o ato como infração.
A aplicação de uma penalidade terá como componentes a conduta, omissiva ou comissiva, o responsável pela conduta e a penalidade a ser aplicada (sanção). A exclusão por lei de algum desses elementos implica retroatividade benigna do artigo 106 do CIN.
Recurso Voluntário Provido,
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2301-000.969
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24/09/2099 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos.
Nome do relator: Julio Cesar Vieira Gomes
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ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 02/03/2004 RESPONSABILIDADE PESSOAL DO DIRIGENTE. REVOGAÇÃO DO ART. 41 DA LEI N° 8.212, de 24/07/91. EFEITOS - RETROATIVIDADE BENIGNA. RECONHECIMENTO A responsabilidade pessoal do dirigente tinha fundamento legal expresso no art. 41 da Lei n ° 8.212/91; entretanto, tal dispositivo foi revogado por meio do art. 65 da Medida Provisória n ° 449/2008, convertida na Lei n.° 11.941/2009, do que deixou de definir o ato como infração. A aplicação de uma penalidade terá como componentes a conduta, omissiva ou comissiva, o responsável pela conduta e a penalidade a ser aplicada (sanção). A exclusão por lei de algum desses elementos implica retroatividade benigna do artigo 106 do CIN. Recurso Voluntário Provido, Crédito Tributário Exonerado
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Numero do processo: 10380.010657/2004-43
Data da sessão: Wed Aug 04 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE
PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Multa por Atraso na Entrega da Declaração de Rendimentos, do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Exercício 2001, Ano-calendário 2000, Vicio Formal. Nulidade
O ato administrativo de constituição do crédito tributário efetuado através do lançamento macula pelo vicio da nulidade, quando os aspectos formais eau procedimentais para sua feitura não tiverem sido plenamente observados à luz da legislação em vigor.
Numero da decisão: 1301-000.364
Decisão: ACORDAM os membros da 3º câmara / 1º turma ordinária da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria de votos, acolher a preliminar de nulidade do auto de infração, por vicio formal, vencido o Conselheiro Leonardo de Andrade Couto quo negava provimento ao recurso
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: Ricardo Luiz Leal de Melo
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n' 10380M10657/2004-43 Recurso no 154,788 Voluntário Acórdão n° 1301-00.364 — 3° Câmara / 1' Turma Ordinária Sessão de 04 de agosto de 2010, Matéria IRPI - MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO Recorrente VALOR ASSESSORIA FINANCEIRA S/C LTDA Recorrida 4' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Multa por Atraso na Entrega da Declaração de Rendimentos, do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Exercício 2001, Ano-calendário 2000, Vicio Formal. Nulidade O ato administrativo de constituição do crédito tributário efetuado através do lançamento macula pelo vicio da nulidade, quando os aspectos formais eau procedimentais para sua feitura não tiverem sido plenamente observados à luz da legislação em vigor Lançamento Improcedente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' câmara / 1' turma ordinária da primeira SEC ./if) DE JULGAMENTO, por maioria de votos, acolher a preliminar de nulidade do auto de infração, por vicio formal, vencido o Conselheiro Leonardo de Andrade Couto quo negava provimento ao recurso. EXY.JL Jaa, COI? LEONARDO DE ANDRADE COUTO EDITADO EM: 2 8 „i A N 2 0 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto, Valmir Sandri, Waldir Veiga Rocha, Ricardo Luiz Leal de Melo, Paulo Jackson da Silva Lucas e Fabio Soares de Melo. Relatório VALOR ASSESSORIA FINANCEIRA S/C LTDA, já qualificada nestes autos, inconfbrrnada com o Acórdão n° 6.820, de 23 de setembro de 2005, da 4a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE, recorre voluntariamente a este Colegiado, objetivando a reforma do referido julgado . Trata o presente processo de Auto de Infração referente A Multa por Atraso na Entrega da Declaração de Rendimentos, do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Exercício 2001, Ano-calendário 2000, nos valor de R$ 466. 038,73, conforme demonstrativo próprio constante da referida peça impositiva (fls. 26). Enquadramento legal: art 106, III, letra "c" do Código Tributário Nacional — CTN (Lei n°5.172/66); art. 88, da lei n° 8.981/95; art, 27, da lei n° 9,532/97, c/c o att. 7°, da Lei n° 10.426/2002, c/c a [N-SRF n" 166/99 (fls. 26). Inconformado com a exigência, da qual tomou ciência em 26/10/2004 (AR, fls. 27, c/c a Consulta Postagem de fls. 28) o contribuinte apresentou impugnação em 23/11/2004 (capa do processo), alegando, em síntese, que: a) preliminarmente, a nulidade do Auto de Infração, urna vez que não teria sido observado por parte da Administração Tributária os requisitos formais para expedição do ato administrativo em questão, sobretudo quanto ao número de protocolo e do processo que teriam dado origem ao feito, o que se configuraria inobservância do princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa, aliado à publicidade dos atos praticados em relação As partes interessadas, conforme aduz o art. 37 da Constituição Federal; b) preliminarmente, a falta do Mandado de Procedimento Fiscal macula o feito de nulidade, porquanto é norma de segurança decorrente do princípio constitucional da eficiência administrativa inserto no mesmo dispositivo constitucional acima referido, destinado, portanto, a ungir de oficialidade a relação Fisco-contribuinte; c) preliminarmente, ainda como causa de nulidade do feito fiscal, aduz o fato de o Auto de Infração ter sido subscrito/"assinado" pela Dra. Delegada da Receita Federal, Ester Marques Lins de Sousa, que é titular do órgão preparador/lançador, porém, é também, auditora (AFRF), de sorte que não se pode confundir os papéis de chefia e subordinação, já que a autoridade responsável pela equipe de auditores não poderia se responsabilizar a si mesma na tarefa que lhe 6 subalterna, pois seria o mesmo que aceitar possa o chefe chefiar e fiscalizar seus próprios atos, o que vai de encontro a teoria do Direito Administrativo, porquanto a chefia não pode, em função da hierarquia existente, usurpar as funções do subordinado, implicando, portanto, na nulid de do instrumento de autuação, por inobservância ao art. 227 do Regimento Interno d S e os arts. 10 e 59, I e II do Decreto n'70.235/72; 2 Processo n° 10380.010657/2004-43 S1-C3T1 Acórcno n ° 1301-00364 Fl 2 d) preliminarmente, a falta de assinatura no Auto de Infração macula-o de nulidade, uma vez que há violação do principio da responsabilidade funcional sobre o ato administrativo, já que o lançamento tributário, h luz do art. 142 do CTN, é ato administrativo pessoal, indelegivel, estritamente vinculado e privativo da autoridade fiscal; e) preliminarmente, tal situação já se repetira em 1999, quando o senhor Secretário da Receita Federal, ao arrepio de toda a legislação tributária e atos administrativos dispensou a assinatura da autoridade lançadora, nos termos do art. 5° da IN-SRF n° 54, de 13/06/1997, levando A nulidade milhares de autos de infração, tanto pela Receita Federal como pelo Conselho de Contribuintes, sendo a SRF obrigada a corrigir tal erro, emitindo em sentido contrário a INSRF n°94/97; f) no mérito, defende que, no Brasil, vigora o principio de obrigação coercitiva, desde que sob lei prévia, conforme aduz o art. 5°, inciso 11, da CF/88, segundo o qual: "-ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;". Nesse sentido, apresentar quaisquer declarações A Secretaria da Receita Federal, há muitos anos deixou de ser obrigação ex lege, que desobedecida possa acarretar qualquer penalidade, porquanto todas as declarações, no âmbito da SRF, são modelos instituídos pelo Sr. Secretário da Receita Federal, a partir da delegação de competência do Senhor Ministro da Fazenda, que a teria recebido (competência) do Poder Executivo, em função legislativa através de Decreto-lei; g) no mérito, corn a promulgação da Constituição Federal de 1988, porém, em face das novas disposições legais sobre a matéria, especialmente A luz do art. 25 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (AD CT), os decretos-lei de competência normativa perderam sua eficácia. Assim, o Decreto-lei n° 2.124/84 encontra-se revogado, não podendo, pois, criar vinculo de obrigatoriedade no mundo jurídico, dado que aplicar penalidade, ainda que relativa à obrigação acessória, somente por meio de lei, conforme aduzem expressamente o art. 97, inciso V e o art, 113, §§ 1°,2° e 3° do CTN; h) no mérito, apesar da Lei n° 9.779, de 19/01/1999, através de seu art. 16, ter estatuído que Secretário da Receita Federal tem competência para dispor sobre obrigações acessórias e estabelecer inclusive sobre a forma, prazo e condições para o seu cumprimento, em função de a delegação primitiva de instituí-las sob o comando do Decreto-lei n° 2.124/84 ter-se esgotado, o poder de instituir tais obrigações pertenceriam somente ao Ministro da Fazenda; i) no mérito, com efeito, assevera, subsistiria apenas o dever de adimplir o tributo decorrente da obrigação tributária principal, pois pode até ser que seja inconveniente pagá-lo sem declarar, entretanto, este fato não sera suficiente para dar sustentação jurídica aplicação da penalidade, porquanto já não há, reitera, modelos de declaração de tributos fundados na lei. Logo, aduz, enquanto o problema não for resolvido, no âmbito da reserva legal, o imposto hi de ser cobrado, com as multas devidas, porem, sem multa pelo fato de não ter sido declarado; j) no mérito, admitindo-se, apenas para argumentar, que o ADCT seja letra morta e que a obrigação de declarar (que não se confunde com a de pagar) decorra da previsão estabelecida no art. 7°, da Lei n° 10.426/2002, mesmo assim o contribuinte não teria preenchido o tipo procedimental previsto no dispositivo em tela, porquanto se dexou de observar o requisito quanto ao fato de o contribuinte ter que, em primeiro lugayÇ s r i ltimado 3 para apresentar a declaração exigida, o que não foi cumprido, neste particular, pela Administração Tributária; k) no mérito, ademais, assevera, o art. 7 0 da Lei IV 10A26/2002 revogou toda a legislação precedente sobre multas atinentes As obrigações acessórias, exceto na parte benigna da multa, que foi majorada de 1% para 2% ao mês, garantindo, porem, tratamento menos severo ao contribuinte ao estabelecer que este fosse previamente intimado, para só depois haver a aplicação da multa, porquanto na qualidade de norma processual a prévia intimação 6 regra processual, o que implica n a vigência imediata da Lei n" 10 ,426/2002, sendo possível sua aplicação a todos os processos abertos após sua vigência, o que 6 compatível com o disposto no art. 144, § 1° do CTN; e 1) no mérito, há, também, desproporção na aplicação das multas por obrigações acessórias não cumpridas relativas As declarações a titulo de: DCTF, DACOM, DIRF, DIPJ, entre outras, porquanto padecem de plena inconstitueionalidade, quando, para faltas de grandezas inteiramente diferentes, aplicam valores absolutamente iguais, não se justificando, portanto, que empresas de grande porte, por exemplo, ao não entregar a DCTF, pela falta ou atraso do referido documento, lhe seja imposta uma penalidade na mesma proporção de uma pequena empresa, procedimento esse que vai de encontro ao principio da proporcionalidade, conforme demonstra o Acórdão unânime do SD", anexo aos autos (fls. 22/25). Finalizando, requer a improcedência do Auto de Infração, No tocante aos demais Autos de Infração, a Recorrente, após repetir, literalmente, todas as alegações utilizadas na contestação do Auto do IRPJ, finaliza requerendo a improcedência do referido auto de infração . A 4a Tunna da DIU em Fortaleza/CE analisou a impugnação apresentada pela contribuinte e, pox via do Acórdão n° 6,820, de 23 de setembro de 2005, considerou procedente o lançamento com a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2001 Ementa: Multaor atraso na entrega da DIPJ Se o contribuinte estava obrigado a apresentar a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIP, na forma da legislação de regência, e o fez a destempo, é cabível a imposição de multa por atraso na entrega do referido documento. Administra in Tributária: Dele a fio de Com • et6ncia A delegação de competência é peculiar as atividades da Administração Tributária como parte integrante da Administração Pública Federal, Se a disposição legal do Sistema Tributário anterior sobre o assunto não colide com as regras do Sistema Tributário vigente, em face do principio da recepção devem prevalecer também no atual sistema. Vicio Formal. Nulidade 4 Processo n 0 i0380010657/200443 S1 -C3T1 Acórdão n.° 1301 -00.364 Fl 3 O ato administrativo de constituição do crédito tributário efetuado através do lançamento não está sujeito à nulidade, quando os aspectos formais e/ou procedimentais para sua feitura tiverem sido plenamente observados à luz do Decreto n 70,235/72, Obrigação Tributária Acessória: Objeto, Legalidade Embora o objeto da obrigação tributária acessória decorra da legislação tributária e caracterize-se, no caso dos autos, pela prestação positiva a destempo, ou seja, pela entrega da DIPJ fora do prazo regulamentar, a multa pela falta da prestação em tempo hábil deve ser estabelecida por meio de lei especifica, Lançamento Procedente Ciente da decisão de primeira instancia em 07/07/2006, a contribuinte apresentou recurso voluntário em 31/07/2006 conforme carimbo de recepção à folha 58. No recurso interposto (fls. 58/72), a recorrente reitera seus argumentos de defesa. o Relatório. Voto Conselheiro RICARDO LUIZ LEAL DE MELO, Relator O recurso é tempestivo e dele conheço, No presente caso a assinatura aposta nos autos de infração não são assinaturas de próprio punho, mas um carimbo eletrônico, de computadm lid, portanto, violação do principio da responsabilidade funcional sobre o ato administrativo. Como bem se sabe, o lançamento tributário, da obrigação principal ou da obrigação acessória, é ato administrativo pessoal, indelegavel, estritamente vinculado e privativo da autoridade fiscal. Dai, a exigência da personalização do servidor que o pratica . Vejamos abaixo a transcrição do art. 142 do Código Tributário Nacional, Art, 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. 5 DE MELO - Relator RICARDO L Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Tanto é assim que a Instrução Normativa n° 94/97, prevê expressamente a necessidade de assinatura do AFTN autuante: Art. 5' Em conformidade com o disposto no art. 142 da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN) o auto de infração lavrado de acordo cjggc) artigo anterior conterá, obrigatoriamente: I - a identificação do sujeito passivo; II - a matéria tributável, assim entendida a descrição dos fatos e a base de cálculo; III - a norma legal infringida; IV - o montante do tributo ou contribuição; V - a penalidade aplicável; VI - o nome, o cargo, o número de matricula e a assinatura do AFTN autuante. (grifos não originais) Resta, portanto, claro que o auto de infração ora combatido esta eivado de vicio formal, o que por si so o torna nulo. Deixo de apreciar as demais preliminares, assim como os argumentos relativos ao mérito, pois tal vicio formal já é suficiente para fulminar a presente autuação. Em conclusão, por todo o exposto, acolho a preliminar de nulidade do auto de infração por vicio formal, dou provimento ao recurso voluntário e cancelo o presente lançamento. Sala das Sessões, em 04 de agosto de 2010.04 de agosto de 2010. 6
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Numero do processo: 18471.001739/2005-71
Data da sessão: Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2002 VERDADE MATERIAL. VIOLAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Verificado que a autoridade fiscal, ao contrário do que alega a recorrente, não desclassificou a escrita, nem arbitrou o lucro, não se sustenta o argumento baseado na violação à verdade material. REVERSÃO DE PROVISÕES. LUCRO PRESUMIDO. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA A reversão de provisões deve ser adicionada ao lucro presumido, caso não provado pelo sujeito passivo que não deduziu os valores ora revertidos em período anterior, ou que constituiu a provisão já no regime do lucro presumido ou arbitrado, nos termos do art. 521, §3º do RIR/99. RECEITA OMITIDA. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. Constatada receita bruta omitida em procedimento fiscal relativo ao IRPJ, é correta sua adição à base de cálculo do PIS e da Cofins.
Numero da decisão: 1302-000.640
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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VIOLAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Verificado que a autoridade fiscal, ao contrário do que alega a recorrente, não desclassificou a escrita, nem arbitrou o lucro, não se sustenta o argumento baseado na violação à verdade material. REVERSÃO DE PROVISÕES. LUCRO PRESUMIDO. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA A reversão de provisões deve ser adicionada ao lucro presumido, caso não provado pelo sujeito passivo que não deduziu os valores ora revertidos em período anterior, ou que constituiu a provisão já no regime do lucro presumido ou arbitrado, nos termos do art. 521, §3º do RIR/99. RECEITA OMITIDA. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. Constatada receita bruta omitida em procedimento fiscal relativo ao IRPJ, é correta sua adição à base de cálculo do PIS e da Cofins. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 18471.001739/200571 Acórdão n.º 130200.640 S1C3T2 Fl. 242 2 (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (presidente da turma), Irineu Bianchi (vicepresidente), Wilson Fernandes Guimarães, Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Eduardo de Andrade e Daniel Salgueiro da Silva. Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 1ª Turma da DRJ/RPO, no qual o colegiado decidiu, por maioria de votos (vencida a AFRFB Maria de Lourdes Marques Dias, no item relativo à revisão de ofício do Pis e da Cofins): a) manter o lançamento do IRPJ, no valor de R$ 351.653,25; b) manter o lançamento da CSLL, no valor de R$ 134.455,27; c) manter os lançamentos do PIS, no valor de R$ 13.881,33 e da Cofins, no valor de R$ 64.067,77, retificandoselhes, porém, o período de apuração. d) acrescer juros de mora (calculados até a data do pagamento) e multa de ofício aos valores acima Abaixo reproduzo a ementa do decisum atacado: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2002 NULIDADE. AUTO DE INFRAÇÃO. Não provada a violação das disposições do artigo 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, não há que se falar em nulidade do lançamento. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2004 OMISSÃO DE RECEITAS. BASE DE CÁLCULO. REVERSÃO DE PROVISÕES. LUCRO PRESUMIDO. Os resultados positivos, decorrentes de reversão de provisão, compõem a base de cálculo do lucro presumido. OMISSÃO DE RECEITAS OPERACIONAIS. PAGAMENTOS NÃO CONTABILIZADOS. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 18471.001739/200571 Acórdão n.º 130200.640 S1C3T2 Fl. 243 3 A falta de contabilização de pagamentos efetuados configura omissão de receitas. COFINS. PIS. PERÍODO DE APURAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE OFÍCIO. Retificase de ofício o erro no período de apuração da Cofins e do Pis. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: Tratase dos Autos de Infração abaixo e do correspondente Termo de Verificação Fiscal (fls.73/76), lavrados em 24.02.2006 pela então Delegacia da Receita Federal de Fiscalização no Rio de JaneiroDefic, no valor total de 1.323.549,34, aí incluídos juros de mora e multa de ofício de 75%, a saber: a) Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ: R$ 825.352,48 (fls.77/83); b) Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS – R$ 32.521,89 (fls.84/89); c) Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – Cofins – R$ 150.101,31 (fls.90/95); e d) Contribuição Social s/Lucro Líquido – CSLL – R$ 315.573,66 (fls.96/103). As infrações constam descritas (e enquadradas) assim no Auto de Infração de IRPJ: I Receita não Operacional Emitida – Receita não computada na apuração do lucro (arts.521 e 528 do RIR/1999); II Omissão de Receitas da Atividade sem emissão das Notas Fiscais (art. 528 do RIR/1999). A base legal da exigência de juros e multa consta às fls.95 (Cofins), 89 (Pis), 83 (IRPJ) e 102 (CSLL). Segundo o Termo de Verificação (fls.73/76), após intimação a 15 (quinze) fornecedores do interessado, solicitandolhes que enviassem cópias de notas fiscais, faturas e documentos equivalentes de vendas, a autoridade fiscal constatou que “muitas notas fiscais” nem estavam registradas no Livro de Registro de Entradas, nem no Diário, bem como, que os respectivos pagamentos não estavam escriturados no Livro Diário. Intimado a justificar as sobreditas ocorrências, bem como, a origem dos recursos utilizados nos pagamentos das notas fiscais acima, o interessado informou que: a) as notas fiscais relacionadas não haviam sido escrituradas; b) as notas de compras referidas também não foram contabilizadas; e c) não tinha condições de apresentar a origem dos recursos utilizados para pagamento das referidas notas. Consta, ainda, no referido Termo que, intimado a esclarecer a razão por que os valores de R$ 650.215,85 e R$ 756.234,86 (lançados em 02.01.2002 (fls.140) e em 30.12.2002 (fls.141), respectivamente, a débito da conta Fornecedores e a crédito da conta “Reversão de Provisões e Receitas Não Operacionais”, e posteriormente transferidos para Resultado do Exercício como “Receita Nãooperacional”) não foram incluídos nas bases de cálculo do IRPJ e da CSLL, o interessado explicou que Fl. 3DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 18471.001739/200571 Acórdão n.º 130200.640 S1C3T2 Fl. 244 4 os valores foram lançados indevidamente na Declaração (razão por que estava apresentando declaração retificadora), solicitando, ainda, maior prazo para “poder fazer levantamento dos valores lançados indevidamente na conta Fornecedores”. Finalmente, segundo o citado Termo de Verificação, “nenhum outro documento ou Livro fiscal, notadamente as Notas Fiscais que teriam sido lançadas indevidamente foram apresentados para justificarem os referidos lançamentos no ano de 2002”. Iniciada em 13.06.2005 (fls.46/47), a Ação Fiscal foi encerrada em 24.02.2006 (fls.134 e 198/196), compreendendo 5 (cinco) anexos, formalizados pelo autuante, em que, entre outros, têmse: a) Anexo I: intimações e notas fiscais de vendas emitidas por Duratex (fls.01/200); b) Anexo II: intimações e notas fiscais de vendas emitidas por Duratex (fls.2/19), Fabrimar (fls.20/32), Bonatto (fls.33/62), VS (fls.63/91); Purimax (fls.92/102); Tampos (fls.103/109); Docol (fls.110/130); Lartigiano (fls.131/146); Astra (fls.147/154); Tondo (fls.155/181); Mekal Kadow (fls.182/192); c) Anexo III: intimações e notas fiscais de vendas emitidas por Cuno (fls.1/10); Roca (fls.11/58); Emerson (fls.59/73); Esteves (fls.54/104); Mandados de Procedimento Fiscal Extensivo e Termos de Intimação (fls.105/135); d) Anexo IV: folhas de Diários mensais e Diários gerais do interessado (fls.2/193); e) Anexo V: folhas de Diários, Registros de Entradas, Diário Geral Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado (fls.1/147). Irresignado, o interessado, em impugnação às fls.137/150, pede a anulação do feito, dizendo que a autuação não teria existido se a autoridade fiscal tivesse realizado de forma correta o procedimento de fiscalização, já que não analisou, como deveria, todos os seus documentos e livros fiscais. Diz que, em face das supostas irregularidades apontadas, o autuante “desclassificou a escrita fiscal da Impugnante e arbitrou o lucro do período relativo ao anobase de 1999” (...), envolvendo o PIS e o COFINS, “no mesmo período da presente autuação de IRPJ e de CSLL – anobase 2002”, nos quais, no entanto, afirma não ter sido constatada qualquer irregularidade, “daí porque não haver qualquer autuação ligada a essas duas contribuições”. Aduz que “no mínimo houve utilização de dois pesos e duas medidas por parte da Fiscalização” conquanto a mesma escrita fiscal da Impugnante, considerada imprestável para fins de determinação do lucro, foi considerada correta para fins de determinação do faturamento”. Alega que o arbitramento do lucro “é medida totalmente arbitrada e exagerada da Fiscalização” e que, “por meio da análise da presente defesa e dos documentos à mesma anexados, podese comprovar, de forma exaustiva, que não cometeu qualquer infração à legislação tributária e que “o arbitramento do lucro imposto pela fiscalização não tem qualquer amparo legal, razão por que a presente exigência deve ser cancelada”. Diz que, no mérito, cometeu alguns equívocos relacionados à escrita fiscal do anocalendário de 2002, e que tais ajustes contábeis seriam necessários para acertos Fl. 4DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 18471.001739/200571 Acórdão n.º 130200.640 S1C3T2 Fl. 245 5 nos livros auxiliares, porém, não obrigatórios, mas que, “apesar de todo o esforço da Impugnante e do conhecimento da realidade dos fatos pelo Fiscal, o último acabou apontando essa discrepância de dados como infração (...), principalmente no que tange à Reversão de Provisão, cujo lançamento é irrelevante para apuração do lucro presumido”. Sustenta que o fiscal ignorou o princípio da verdade material e que “demonstrou que a documentação apresentada à Fiscalização, além de todos os outros documentos e esclarecimentos apresentados são mais do que suficientes para elidir por completo a presente autuação, não cabendo o arbitramento do lucro”. Ressalta que a documentação está e sempre esteve à disposição da Fiscalização, e, ainda, que “refutou uma a uma as infrações injustamente imputadas pelo Fiscal”. Pede o cancelamento do Auto de Infração. Com a peça de impugnação, vieram os seguintes documentos: a) cópia de cédulas de identidade (fls.151); b) alteração contratual (fls.152/156); c) Termo de Verificação e Constatação Fiscal (fls.157/160); d) Cópias do auto de infração (fls.161/188). A autoridade lançadora juntou o Termo de Rerratificação às fls.197, e Termo de Verificação e Constatação Fiscal (fls.199/202), com ciência em 30.05.2006. Nesta Turma, foram acostadas as consultas de fls.204/205. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, alegou, em síntese, que: (a) a fiscalização desclassificou a escrita fiscal da recorrente e arbitrou o lucro do período relativo ao anobase de 1999, com base nos valores das notas fiscais não escrituradas. Ao fazêlo, violou o princípio da verdade material. Alega que há farta documentação capaz de elidir as infrações imputadas. A fiscalização, entretanto, as ignorou; (b) possui todos os livros previstos na legislação tributária. Contudo, cometeu alguns equívocos na escrita, relativos ao anocalendário de 2002. É o caso da reversão de provisões, irrelevante para este lançamento, pois não precisa apurar o lucro real. (c) não há irregularidade com relação ao PIS e à Cofins, pois sua base de cálculo reside no faturamento e não sobre o lucro. Além disso, a escrita, que foi desclassificada para fins de determinação do lucro foi considerada para determinação do faturamento; É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 18471.001739/200571 Acórdão n.º 130200.640 S1C3T2 Fl. 246 6 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. Passo a apreciar os argumentos lançados na peça recursal. (a) Violação à verdade material Alega a recorrente que a fiscalização desclassificou a escrita fiscal da recorrente e arbitrou o lucro do período, com base nos valores das notas fiscais não escrituradas. Ao fazêlo, violou o princípio da verdade material. Aduz que há farta documentação capaz de elidir as infrações imputadas. A fiscalização, entretanto, as ignorou. O acórdão recorrido, ao apreciar o tema, asseverou que não houve arbitramento do lucro, tampouco desconsideração da escrita fiscal, não havendo no termo de verificação ou no auto de infração qualquer alusão à desqualificação de tal escrita. A decisão não merece reparos. De fato, a leitura dos autos é bastante para demonstrar que a fiscalização adotou o critério eleito pela recorrente (lucro presumido), mas ao resultado apurado por esta, adicionou as receitas omitidas, aumentando a base de cálculo do lucro presumido. E assim o fez, porque tais receitas não estavam escrituradas, e não porque desconsiderou a escrita. Com efeito, no mais, também não cabe acolhida o argumento relativo à violação da verdade material. A fiscalização buscou junto aos fornecedores da recorrente a informação que julgava omitida em sua escrita e a encontrou. Em resposta à intimação fiscal para prestar informações quanto às divergências apuradas a recorrente alegou erro na escrita, e confessou as omissões apuradas. São dela as palavras abaixo (fls. 63/64): CONFORME SOLICITAÇÃO DO AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL CONSTANTE DO REFERIDO TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL, SEGUEM ABAIXO AS DEVIDAS EXPLICAÇÕES. 1 EFETIVAMENTE NÃO FORAM ESCRITURADAS AS NOTAS FISCAIS RELACIONADAS NO REFERIDO TERMO. 2 DE ACORDO COM O ITEM 1 ACIMA, AS REFERIDAS NOTAS DE COMPRAS, TAMBÉM NÃO FORAM CONTABILIZADAS. 3 NÃO TEMOS CONDIÇÕES EM FUNÇÃO DO TEMPO DECORRIDO, DE APRESENTAR A ORIGEM DOS RECURSOS UTILIZADOS PARA PAGAMENTO DAS REFERIDAS NOTAS FISCAIS, PORÉM, COM CERTEZA AS MESMAS FORAM Fl. 6DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 18471.001739/200571 Acórdão n.º 130200.640 S1C3T2 Fl. 247 7 PAGAS COM RECURSOS ORIUNDOS DE VENDAS DE PRODUTOS EFETUADOS. No que tange à autuação relativa às receitas não operacionais omitidas, decorrentes da reversão de provisões, que causaram débito à conta de fornecedores sem o correspondente pagamento, a recorrente informou à autoridade fiscal que, “analisando os livros diários e os livros de apuração de ICMS dos períodos de 1997 a 2002, constatamos que nos livros diários foram feitos lançamentos indevidos, com isso, no ano de 2002, vimos que o saldo de fornecedores estava alto demais, por isso houve a transferência de R$ 1.406.450,71 para outras receitas” (fl.67). Entretanto, conquanto tenha relacionado na resposta as notas fiscais no seu entender responsáveis pelos lançamentos indevidos, não as apresentou à fiscalização, a qual, por sua vez, verificou que a argumentação não procedia de forma alguma em relação aos anos de 1997 e 1998. Assim, não vejo violação à verdade material na ação fiscal realizada, mas, ao contrário, a busca dela, tendo a autoridade diligenciado junto a fornecedores do contribuinte, produzido provas e as submetido à recorrente para que produzisse as suas, em sentido contrário, que elidissem as acusações. (b) Reversão de provisões na sistemática do lucro presumido O recorrente alega possuir todos os livros previstos na legislação tributária. Contudo, segundo assevera, cometeu alguns equívocos na escrita, relativos ao anocalendário de 2002. É o caso da reversão de provisões, irrelevante para este lançamento, pois, consoante alega, não precisa apurar o lucro real. A DRJ manteve o lançamento, sob alegação de que as receitas descobertas pela fiscalização à margem da contabilidade, por se constituírem em receita bruta, também devem compor a base de cálculo das contribuições ao PIS e à Cofins. Não assiste razão à recorrente. Nem por isso, estou de acordo com a fundamentação do acórdão recorrido, embora acabemos por chegar ambos à mesma conclusão. As reversões de provisões aludidas (fls. 111/112), embora erroneamente denominadas de receitas não operacionais pela fiscalização (já que, contabilmente, são computadas no lucro operacional, nos termos do art. 392, II, do RIR/99), foram corretamente adicionadas pelo valor integral à base de cálculo, com o enquadramento no art. 521 do RIR/99. Isto porque, preceitua referido dispositivo que Art. 521. Os ganhos de capital, os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras, as demais receitas e os resultados positivos decorrentes de receitas não abrangidas pelo art. 519, serão acrescidos à base de cálculo de que trata este Subtítulo, para efeito de incidência do imposto e do adicional, observado o disposto nos arts. 239 e 240 e no § 3º do art. 243, quando for o caso (Lei nº 9.430, de 1996, art. 25, inciso II). Fl. 7DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 18471.001739/200571 Acórdão n.º 130200.640 S1C3T2 Fl. 248 8 § 3º Os valores recuperados, correspondentes a custos e despesas, inclusive com perdas no recebimento de créditos, deverão ser adicionados ao lucro presumido para determinação do imposto, salvo se o contribuinte comprovar não os ter deduzido em período anterior no qual tenha se submetido ao regime de tributação com base no lucro real ou que se refiram a período no qual tenha se submetido ao regime de tributação com base no lucro presumido ou arbitrado (Lei nº 9.430, de 1996, art. 53).(grifos meus) Acresçase que por meio do Termo de Intimação Fiscal de 14/11/2005 (fls. 65/66), a autoridade fiscal requisitou informações sobre a conta de Reversões de Provisões e Receitas Não Operacionais, a qual restou não atendida, exceto pelo requerimento de fls. 66, que solicitava dilação de prazo para confecção dos levantamentos nos valores indevidamente lançados na conta fornecedores, prova esta que não restou produzida. Assim, vez que a norma inverte o ônus da prova, afigurase correto o lançamento, posto que a recorrente não logrou provar que não deduziu os valores ora revertidos em período anterior, sujeito ao lucro real (o que seria de se supor, afinal se a reversão da provisão resultou, como contrapartida, no lançamento a débito da conta fornecedores, é de se prever que em sua constituição realizou o processo inverso, com lançamento a crédito de fornecedores e a débito de provisões), ou que são eles relativos a período no qual se sujeitou ao regime de tributação com base no lucro presumido ou arbitrado. Relativamente a esta última possibilidade, cumpre lembrar que a tela de consulta do sistema IRPJ acostada registra que nos anoscalendário de 1999 a 2005 a recorrente apresentou declarações sob o regime do lucro presumido (fl. 204). Porém, restam ainda sem explicação os anoscalendário de 1997 e 1998, que são especialmente aqueles em que a autoridade fiscal constatou que as respostas oferecidas não possuíam qualquer procedência. Para remate, concluo pela correção do lançamento, porque: a) a reversão efetuada se caracteriza como uma recuperação, pois sua contrapartida é feita a débito da conta fornecedores, representando, portanto, a desoneração de um passivo; b) o §3º do art. 521 do RIR/99 inverte o ônus da prova, impondo ao sujeito passivo que prove que não deduziu os valores revertidos em período anterior, ou que constituiu a provisão quando no regime do lucro presumido ou arbitrado; c) tal prova não foi realizada pela recorrente. (c) Violação à base de cálculo do PIS e da Cofins Sustenta a recorrente em sua peça recursal que não há irregularidade com relação ao PIS e à Cofins, pois sua base de cálculo reside no faturamento e não sobre o lucro. Além disso, a escrita, que foi desclassificada para fins de determinação do lucro foi considerada para determinação do faturamento. A DRJ manifestouse no sentido de que a base de cálculo de ambas as contribuições é a receita bruta, que inclui a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica (operacional e não operacional). Nesse caso, omitidas para fins de IRPJ e CSLL, o foram também para fins das Fl. 8DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 18471.001739/200571 Acórdão n.º 130200.640 S1C3T2 Fl. 249 9 sobreditas contribuições. Observese, ainda, que não procede a alegação de que a escrita fiscal teria sido válida para as ditas contribuições e inválidas para outros tributos, conquanto não houve desqualificação de escrita fiscal. Afigurase correto o decidido no aresto atacado, no que tange às omissões de receita operacionais apuradas (nos termos do auto de infração e termo de verificação fiscal) porquanto sendo a base de cálculo das contribuições ao PIS e à Cofins a receita bruta, apurado que o contribuinte omitiu receitas, devem elas também ser adicionadas à base de cálculo de tais contribuições. Com relação à desclassificação da escrita, não se sustenta a alegação, conforme apreciado no item acima. Da mesma forma, o lançamento procede relativamente às ditas receitas não operacionais (nos termos do auto de infração e termo de verificação fiscal), quais sejam, as reversões de provisões que foram adicionadas ao lucro presumido. Isto porque, o art. 3º, §2º, II, da Lei nº 9.718/98 inclui na base de cálculo das contribuições ao PIS e à Cofins as reversões de provisões que representem ingresso de novas receitas, verbis: Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (Vide Medida Provisória nº 215835, de 2001) § 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: II as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita; (Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) A autoridade fiscal constituiu o crédito relativo a tais receitas, preferindo a base de cálculo de IRPJ e CSLL mais elevada proporcionada pela adição direta das reversões ao lucro presumido (em outras palavras, pela eleição do lado representado pelo crédito, ao invés do lado representado pelo débito). Assim, as considerou como novas receitas. Desta forma, mantido o lançamento no que tange a tais receitas, deve ser também mantido aquele relativo à inclusão de tais valores nas bases de cálculo do PIS e da Cofins. Assim, voto para negar provimento ao Recurso Voluntário. Sala das Sessões, 30 de junho de 2011. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 9DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 18471.001739/200571 Acórdão n.º 130200.640 S1C3T2 Fl. 250 10 Fl. 10DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001752/2005-20
Data da sessão: Fri Dec 06 00:00:00 UTC 2019
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP
Período de apuração: janeiro a dezembro de 2002
BASE DE CALCULO. ICMS. EXCLUSÃO
Não há previsão legal para a exclusão do ICMS da base de calculo da Cofins. Admite-se a exclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS somente quando o contribuinte revestir-se da condição de substituto tributário, o que nãp é o caso dos autos em que a recorrente figura como substituída.
BASE DE CALCULO, IPI. EXCLUSÃO
Pode ser feita a exclusão do 'UPI na base de calculo da contribuição para o PIS somente quando a empresa revestir-se da condição de contribuinte deste imposto.
INCONSTITUCIONALIDADE. LEGISLAÇÃO TRIBUTARIA.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributaria. Súmula CARF No, 02.
Recurso Voluntdrio Negado.
Numero da decisão: 3201-000.571
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntario.
Vencido o conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Luís Eduardo Garrossino Barbieri
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Recorrida FAZENDA NACIONAL, ASSUN FO: CONTRIRWAO PARA 0 PLS/PASEP Período de apuração: janeiro a dezembro de 2002 BASE DE CALCULO. ICMS. EXCLUSÃO Não ha previsao legal para a exclusão do ICMS da base de calculo da Cotins. Admite-sc a exclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS somente quando o contribuinte revestir-se da condição de substituto .tributario, O que rido é o caso dos autos ern que a recorrente figura como substituida... BASE DE CALCULO , IPI..F.XCLUSÀO. Pode ser Feita a exclusão do 'UPI na base de calculo da contribuição para o PIS somente quando a empresa revestir-se da condição de contribuinte deste imposto.. INCONSTITUCIONALIDA.D.E. LEGISLAÇÃO TRIBUTARIA., 0 Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se 'pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributaria. Súmula CARF No, 02. Recurso -Voluntdrio Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntario.Vencido o conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira. Judith 21arA'al c( ndes Armando - Presidente. 1' rocvsso 8471 001752/2005-20 II 3201-00„571 S3-C:2 II. 147 lark .hduard Ç. • irros o Barbieri - Relator.. Editado tqn: 28 de janeiro de 201 Patti ciparam da scssiio de julgamento os conselheiros: Judith Amaral Marcondes .Armando, Luciano Lopes de Almeida Monies, Mércia Helena Trojan° D'Amorim, Marcelo Ribeiro l\log,treira, I ui Eduardo (iarrossino B',1)i.erii e .1)ardel..M.ariz Gudifio, Relatório Trata o presente processo de auto de inliaçao lavrado por •insu lici(,'ncia do recolhimento do PIS, em deconencia de diferença na apuracao da base de calculo para o período de ¡alien° a dezembro de 2002. A liscalizaeiio constatou as citadas diferenças entre os valores escriturados no Livro de Registro de Saídas e os valores declarados na 1111'J/2003 — descriçao do Faturamento/R.eceita Bruta, Por bent retratar os fatos ocorridos, transcrevo o Relatório da decisao de primeira nrstanci a administrativa, in verbis.: "REL,1101/10 Train 0 presente processo de auto de infraeTio de 73 a 80, lavrodo, contra o contribuinte ern epigrafe, em decoriëncia de fritter de iecolhimento da Contiibuiç.M) paio o no valor total de 118563 244,6.1, reler elite aos fatos ,5_4-era(/oi es ocorridos nos meses (11/2002 a 12/2002, incluídospi incipal, multa de oficio e un os de mora ealerdados at)". 30/11/2005 2 0 procedimento fiscal que oi iginou o lançamento ora questionado teve inicio em 21/06/2005, pela eiCucia do Termo de Inicio de biscalizaelio de 11 10 3 Na cleseriçyro doi !alas de fl 74, que fm parte do auto de infiaçao, consta que I) 1)o cotejamento enfie o Livro de Registro de Saídas coin a DIP1/2003 N1.) 0.561792 -- deserieiro do I.Oturamento/Recejla Bruta (fls . 13 a 50), foram constatadas diPieneas entre os valores es-criturados no referido Livro 1 isc,o1 e os valores efetivamente declarados conto Faturoutento, motivo do Termo de Consta/ação e Intiniaçao fiscal lavrado cm 08108/200.5, onde, cm .seu ckmonstrativo anexo "Ouadro Apium. - Cro de DiJereil“IS: Valor Ecriturado c Valor Dechu ado na DIP.1 2003"; .s(Tio destacadas essas diferenças /7...52 e 76 rt.spectivamente .,- 2) As sim sendo, como resposta a citada 14 6 7 a 72, 0 liscalizado reconheceu es so reduedo de base de cá/cri/o, motivo do presente lançamento de often) quanto à cobrança das diferenças aplUados e reconhecidas pelo contribrame, Process() II" 1 8471 001752/2005-20 Acórd5o 3201-00,5 71 3) CortiOrme preceito legal, a multa de oficio Tbi agravada para 150% (cent° e cinqiienta por cento), pelo caso ser considerado &Ina fiscal. 4 Lmbasando o kit° fiscal, o autuante citou no auto de lo/ração O enquadramento legal á 11 75 No que Ye rclere à mullet de oficio e aos 'tiros de moia , 05 dispositivos legais aplicados foram relacionados á fl 80 5 Cientificada em 06/12/2005, á ti 73, a inicressada ingressou, cm 04/01/2006, com a petição de fis 97/106, através da qua! vem impugnar os lançamentos efetuados, alegando em s[niece (file 1) 0 awhtor-fiseal não produziu, 170 5 autos, a prova minuciosa e comprovada (.ont documentação hábil e irldnea, da indiscutível existéneia de dol.° e, nem ao menos, a descrição do evidente intuito de . fi dude, 2) A desei ição dos /ato tios do auto dc infração dernonstra que toda justificativa apt esentada pelo auditor Tfiseal para a aplicação (la multa de 150% re.sumitt-se mi seguinte frase "Coo//o rne preceito !evil, a mitha de oficio fin agravada para 1.50% (cento einqiienta por cento), pelo caso ser consider ado delito fiscal 3) 0 fato de o contactor ter réconhecido a exisiCnoia (1(75 eXCIIIV3CS . Hat) jitqUicet, por si so, a aplicação da muha de 150%, visto que o profissional acreditava estar agindo de acordo corn a legislação Ciii vigor. Tanto é assim, que cipresenton, por escrito, ear respo.sta a l'ermo lavrado pelo auditor-fiscal, os fundamentos lega lS que se baseava para efetuar as te/áridas exclusões Não houve, portanto, má fé poi - parte do contador, pins ele acreditava e ainda aoredita ter procedido eorretamente, 4) 0 assunto é tão complexo que dá margern a interpretações indevidas até iileSino por parte dos representantes da Receita Icec/erat . Pu; esempic 0 auditor]iscal„ ao preparar o mapa que serviu de base para a autuação, incluiu nas exclusões por ele consideradas indevidas o valor do IC:MS lançado na.s notas fiscais de venda s do contribuinte referente ao diferencial de pr.-:-vo, o quell, portanto, não tem nada a ver coin o ICMS Substituto e dove .ser excluído; 5) Os sócios da empresa, na época, nem ao menos linham conhecimento interpretação dada pelo contador ao assunto em questão Não podem„ portanto, serem os reunidos sócios acu.sados de ter em, oonscientemente, praticado fraude OH de terem tido "evidente intuito deliaude", - 6) 0 mapa utilizado pelo auditorliWal para apurar a ornissão dc receitas ainda que se aceitasse a sua tese como verdadeira, que não é o caso, teria que sei me/ /ato para que :se efetuasse e.xclusão do /CAiLS incidente sobre as vendas do autuado (10.1S lança cio 77(18 notas fiscais de vendas, preenchendo, assim, a exigência contido SAT 51/78),. Process() [8471 001752/2005-20 513-C21 .1 AO:W(150 ii " 3201-00.571 H. I 49 7) No prosente caso, antando a cmpresa tom° de comércio atacadista de bebidas situa--.se comercialmente entro o fabriconte (firrneccdoi) e o varcjisla (compradoi), sendo, portanto, um dish ibuidoi O pi incipal finnecedor da interessada, a Companhia BiAlu'leira de Bebidas (CBB), destaco, ein .suas notas fiscais, além do preço do prodUto, o IPI, o IC AIS crédito do (/1 SI) ibuidor (chamado 1(1145 destacado) e o /CMS 57 ' (Subs-if/1/4-Th) Tfibutát ia), Oli SC/ia, a parte dcvida pelo 111.511 i/)1uc/ol O a park. devido pelo varejista (a quem dish ibuidor vai vender), 8) Assim, entendo a interessada que Os imposlos citados, por .serem co/.rodos do vareji.sta, OU seja, por estarem embutidos 01.1 destocados no preço de venda lançado na now fiscal, deveriam .ser eveluidos da receita bruta, tanto I/O cálculo do IRR1 0 da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido, como também da base dc cálculo da e da Contribuição para o PIS, 9) Considerando que o Cófins possui todas as caracteristicas de tributo e de acordo coin o disposto no art 1.50, copra e 40., do Código Tributário .Nacional, os fato ,f!:en1(10/Vs ocorridos no per iodo do janeiro a novembro de 2000 (sic) leriam sido objeto do decadência nos meses de )(mein) a novembro de 2005 (s k), 10) 0 acórdão do STI relativo ao Recurso Espécial n() 2/555/- P1? (199/00-4,534.5-0) estabolece a incon.stitucionalidade da aplicação da taxa Selic no aikido de Piro.) no que se refi.'re cobrança ou recolhimento espontâneo (10 tI ibutos federais, deivaifilo claro que a lava deve .ser fixa e não .superior a 1 .l./)Pace (10 exposlo, .solicita o (ark:chimera° do lançamento efetuado e, caso o lançamento soja mantido, iequer a alteração da multa de lançamento de ()lido de 150% pa; a 75%, assimn como o cancelamento do.s juros de mora calculados com base na lava' &lie E o relatório A Quarta turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro - RJ, julgou parcialmente procedente o lancameuto efetuado, proferindo o Acóakio n" 12.141, de 20 de abril de 2006 (t1s. 119/ss), o qual recebeu a seguinte ementa: Assunto Connibução para o PIS/Pasep Período ele apuração. 01/01/2002 a 31/12/2002 Ementa.. BASE DE (.141.,C(.1LO. 1CMS. EXCLUS/0. De acordo coin a norma legal, admite-se a exclusão do "CMS na base de cálculo da contribukOo par-a 0 PIS .soniente quando o contribuinte revestir-.sc.' da condição de sub.stinito tributário BASE DE CALCULO Admito-se a exclusão do 11-'1 na baso cio calculo da contribuição para o /IS .somente 4 occsso íi 1 8/171 .00175212005-20 S3-C2 Aciwd5o n." 3201-00.571 11 (pond() a emptesa Frl'eS liT'Se. (1(1 condlçao de contribuinte (lede impoyto AZUL 114 OUJILIF/C41)4. DESCABIA4ENTO. Deve ser reduzida a limbo de reino e cinqiienta por rent() para .scleina e cinco pot cento quando não se comprova, nos autos., o evidente intuit° de fraude por poi te do mjeito pi:m . 1yr) JUROS DE MOR/1. T4A7.4 ,S'ELK.! Procede a cobrança de encaigo de . juros coin base na lava SET porquc c:licontra amparada em lei, cilia constitucionaliderde nau pork ser afet ida na esfera administt Lan çamento Proc(..-dente em Palle A Recorrente tomou ciência do Acórdão ern 10/07/2006 (fl. 132/133), inconformada corn a decisão da autoridade julgadora de primeira instancia adm in i strativa, interpôs Recurso Voluntário, em 07/08/2006 (fls.. 134/ss).. A interessada reitera argumentos já. trazidos na finpugnação, alegando em apertada síntese que: cabível a exclusão, na apuração da base de calculo do PIS, dos valores relativos ao [CMS cobrado do varejist a, seja na condição de con tribuinte, seja na hipótese de substituição tributaria, visto que em ambos os casos se está diante de arna hipótese d.e incidência de tributo sobre tributo, - a empresa é uma distribuidora de bebidas.. 0 seu fornecedor, a Companhia .Brasileira de Bebidas (CBB), destaca, em suas notas fiscais, além do preço do produto, olPI, o ICMS credito do distribuidor (chamado 1CMS DESTACADO) e o ICMS ST (Substituição Tributária), no qual (este iiltimo) engloba as duas espécies d.e IC.MS ST (substituição tributária), ou seja, a parte devida pelo distribuidor e a parte devida , pelo varejista (a quern o distribuidor vai. vender).. Entende que os impostos citados, por estarem sendo cobrados do varejista, ou seja, por estarem embutidos ou. destacados no preço de venda lançado na nota fiscal, deveriam ser excluídos da receita. bruta, tanto no calculo do IRPJ e da contribuição social sobre o lucro liquid°, como também da base de cálculo do P1S/COHNS, - a exclusão encontrava amparo nos artigos 279 e 280 do Decreto n' 3.000, de .29/03/1999 (Regulamento do imposto de Renda), os quais tratam dos conceitos de receita .bruta . e receita liquida; - quanto à cobrança de juros com. base na taxa reitera os argumentos apresentados na Impugnação, a fan de garantir seu direito caso as decis6es dos Tribunais Superiores venham a confirmar a hipótese de incoustitucionalidade da utilização da ".1.'axa. SELIC na cobrança dos .juros. Requer, por fim, que seja dado provimento ao-- recurso parn cancelar o lançamento efetuado. 0 processo digitalizado foi distribuído a este Conselheiro Relator . em 02/06/2010, na forma regimental, oceso n I 847 1 00 1.752/2005-20 S3-C2 . 1- 1 Ac6i crio i " 3201-00.571 171 151 o relatório. (.) Processo 1 51 71 001752/2005-20 Accn-diio " 320.1-00.571 Voto Conselheiro Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Relator 0 recurso etempestivo, atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razdo pela qual dele se eon hew. A primeira questdo a ser enfrentada ref -ere-se exclusdo, na apuração da base de calculo do PIS, dos valores relativos ao ICMS.. .A alegação da Recorrente é. de que deve ser feita a exclusão do [CMS incidente sobre suas veadas (1CMS lançado nas notas .fiscais de vendas). F ainda, que o IN e o 1CMS crédito do distribuidor (chamado ICMS destacado) e o "CMS ST (Substituição Tributária) destacados nas notas fiscais dos seus fornecedores / fabricantes de bebidas (a parte devida pelo distribuidor e a parte devida pelo varejista, a quem o distribuidor vai vender), por estarem embutidos ou destacados no preço de venda lançado na nota fiscal, deveriam ser excluídos da receita bruta, tanto no cálculo do IR.Pj e da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido, como tanibém da base de cAlculo da CORNS e do PIS, . Neste ponto, não há o que discordar da decisão proferida pela MO — Rio dc Janeiro Quanto á pretensão de excluir o "CMS da base de cálculo da Contribuição para o PIS não cabe razão à recorrente, uma vez que os limites que determinam a base de cálculo da exação foram, inicialmente, fixados pela I ,ei Complementar a' 70/91 como sendo o Faturamento mensal, assim considerado a. receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza.. Posteriormente, a base de cálculo foi alterada. pela lei n" 9 :718/98., 0 artigo 2" da Lei Complementar n" 70, de 1991, dispunha. sobre a base dc calculo, ressalva que ado integra a receita bruta de que trata o rcferido artigo, para efeito de determinação da base de cálculo da contribuição, o valor do Imposto sobre Produtos Industrializados, quando destacado em separado no documento fiscal, tampouco as vendas canceladas, as devolvidas e os descontos a qualquer titulo concedidos incondicionahnente Não há previsdo para exclusão do 1CMS incluído nos preços de vendas. Após a edição da Lei n" 9..718, de 1998, a base de cálculo da contribuição passou a ser o faturamen to corresponde A. receita bruta da pessoa .jurídica, esta entendida como sendo a totalidade das receitas auferidas pela pessoa . iuridica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas . A forma de apuração da base de cálculo da Contribuição para o PIS e a C,OFINS está definida nos artigos. 2' e 3" da Lei n°, 9.718, de 1998, verbis: Art. 2`)1s contribuiçõe.s para o PISVPASEP e a COFIMS", devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, sendo calculador cow base 110 eIÍ fillaPennento, 0bier-m(1as leg1s.lay7o vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. 7 PRWlf,SSO i" 1 3 =171 001752/2005-20 S3-C211 Aciraliio u " 3201-00,571 1I 153 Art .3° 0 fatutarnenio a Tie t el ere o ar tigo 0tc.'1 lor corresponde I teceita bHita da pessoa juridica. )ç Entende-se por rvçvita bruta a totalidade das I eceltas auferidas pela pessoa juH'dica, sendo inelevantes o tipo de atividade por ela exe.,.rcida e a classificaedo conrabil adotada para as- receitas 2' Para fins de rieteiminaeao da base de cakulo das contribuições a que .se rdere o art. 2 0, excluem-..se da receita brula• - as- vendas canceladas, os descontas incondicionais concedidos, o Imposto .sobre Pr oduto.s Industrializado.s - e o Impost() sobre Operações relativas à Cheulaçao de illercadoi ias e sobie Presta(jes de Serviços de hanspoi te Inierestachml e lotei municipal e de Comunica(ao - ICMS, armful() cobrado pelo vendedor dos bens ou ptestador dos servivos na condicáo de substituto tributário; (griki) O ICMS incluso no preço das mercadorias vendidas e dos set viços prestados .integra a receita bruta da empresa. Não fid dispositivo legal que permita a exclusão desse impost() da base de cálculo dessa contribuição. Ressalte-se, ainda, que o taturamento inclui todas as receitas de vendas, e o 1.C.M.S fitz parte dele, por integrar o preço de vendas das niercadoriis Portanto, Ho locante ao _ICM.S, a norma prescreve que o imposto incidente sobre as vendas sê pode set excluído da receita bruta, para hn. de determinação da base de calculo da C01i1NS e do PIS, quando o contribuinte for substituto tributário, o que não é o caso da autuada, que figura como substituído,. Ressalte-se, ainda, que a IN SRI' No 51/78 estabelece que o 1C:.MS incidente sobie as vendas da autuada pode ser deduzido para etei to de detenninação da base de cálculo do imposto sobre o. luero. das pessoas juridicas (IRPI e CSL), e não sobre as receitas (PIS e COTINS). Ern sintonia corn as Snmul as n" 68 e n" 94, do SIT, o antigo Segundo Conselho de Contribuintes, reiteradamente, decidiu to sentido de que o valor do ICMS incluido io preço das mercadorias integra a base de calculo da Colins, a exemplo dos Acórdãos 11" 203-07810, 201-78662 e 201-77602, Quanto ao [PT, a Recorrente não é contribuinte do imposto, mas sim os labricautes das bebidas -- seus fornecedores, logo, não há que se falar em dedução deste imposto de sua base de cálculo. Portanto mostra-se absolutamente acertado o entendimento vergastado pela douta DR I Rio de Janeiro, quando alirma a impossibilidade de exclusão da -base de Cale - I.-do da Contribuição pata o PIS da parcela do preço referente ao IC:MS e ao IP1, em face da ausência de previsão legal neste sentido.. Proccsso « I 8471 001752/2005-20 Acór(Eo ii " 3201-00.571 S3-C2T1 H 15 Passando para a segunda questâo a ser enfrentada: a a egada inconstitucionalidade da utilizaçao da Taxa SELlill na cobrança dos juros.. Neste ponto, entendo que as alegações da interessada, quanto inconstitucional idade da utilizaçao da Taxa SEL1C vôo de encontro i Súmula No.. 02 aprovada pelo CAR F -• • Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, abaixo reproduzida: Sia'intla No 02 - 0 (ARE mio c(1 (rifle para se pronunciar sobTea 111COW,htucionalidade de lei Iributárjo Portanto, quanto a esta questao especifica cabe esclarecer que falece competência legal â autoridade julgadora de instância administrativa para se manifestar acerc a. da constitucionalidade ou legalidade das normas legais regularmente editadas segundo o processo legislativo estabelecido, tarefa essa reservada constitucionalmente ao Poder ludieidrio (art 102 da CE). Este Colegiado pode reconhecer apenas inconstitucional idades jt declaradas, delinitivam.ente, pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal, ou nas demais situações expressamente previstas nos termos do art. 26-A do Decreto IV 70.2351197.2, com a redacar dada pelo art.. 25 da Lei n" 11 941/2009, condições que nao se apresentam no presente caso. No mais, com fulcro no art. 50, § - I n, da Lei 9.784/1999, adoto os fundamentos do acórdâo de primeira instância, corn o qua] concordo no tocante a incompetência das autoridades julgadoras administrativas, para decidir sobre inconstitucionalidad.es de lei.... Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIM1 NTO ao recurso voluntario apresentado. 9
score : 1.0
Numero do processo: 13839.002594/2003-33
Data da sessão: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998
PIS. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N° 08. RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO COM BASE EM CONTRARIEDADE A LEGISLAÇÃO TRIBUTARIA. NÃO-CONHECIMENTO.
Recurso especial que não deve ser conhecido, tendo em vista que, com a edição da sumula vinculante n° 08, a contrariedade à legislação tributária suscitada pelo recorrente inexiste.
Recurso Especial do Procurador Não Conhecido.
Numero da decisão: 9303-000.914
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso especial, por se tratar de matéria sumulada.
Matéria: DCTF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada(TODOS)
Nome do relator: Susy Gomes Hofmann
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998 PIS. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N° 08. RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO COM BASE EM CONTRARIEDADE A LEGISLAÇÃO TRIBUTARIA. NÃO-CONHECIMENTO. Recurso especial que não deve ser conhecido, tendo em vista que, com a edição da sumula vinculante n° 08, a contrariedade à legislação tributária suscitada pelo recorrente inexiste. Recurso Especial do Procurador Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez LOpez, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Trata-se de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, com base na contrariedade A. lei da decisão não-unânime da antiga Segunda Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes. A fiscalização constituiu, por intermédio do auto de infração, crédito tributário relativo A contribuição para o PIS, não recolhido, referente ao mês de janeiro de 1998. 0 contribuinte apresentou impugnação As fls. 1/19 dos autos. Sustentou a decadência do direito do fisco de constituir o crédito tributário. Defendeu, por outro lado, a possibilidade de compensação de créditos referentes ao PIS com valores de PIS e Cofins, indevidamente pagos com base nos Decretos- lei n° 2.445 e 2.449, declarados inconstitucionais. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento (fls. 43/50) refutou as alegações do contribuinte, entendendo pela regência do art. 45 da lei n° 8.212/91 sobre o prazo decadencial incidente na hipótese. Outrossim, posicionou-se no sentido da não comprovação dos créditos alegados pelo contribuinte. Em recurso voluntário (fls. 53/79), o contribuinte, em termos gerais, reiterou os seus argumentos já expendidos nos autos. A antiga Terceira Camara dos Segundo Conselho de Contribuintes, As fls. 104/117, acolheu a tese da decadência. A Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs o presente recurso especial, pugnando pela aplicação do art. 45 da lei 8.212/91, tendo em vista tratar-se, a contribuição ao PIS, de contribuição de custeio da seguridade social, devendo ser regida pela lei especial. 0 contribuinte apresentou contra-razões rechaçando as alegações da recorrente (fls. 128/136). o relatório. Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora 0 presente recurso é tempestivo. Contudo, não preenche os demais requisitos de admissibilidade, de modo que não deve ser conhecido. Com efeito, o recorrente fundamentou o seu recurso especial em violação da decisão recorrida ao artigo 45 da lei n° 8212/91. 2 Processo n° 13839.002594/2003-33 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303 -00.914 Fl. 148 Sucede que, em 12 de junho de 2008, a Corte Máxima do Pais julgou inconstitucional o referido dispositivo, editando a Súmula Vinculante n2 8, publicada no Diário Oficial da Unido do dia 20/06/2008 com o seguinte enunciado: "Em sessão de 12 de junho de 2008, o Tribunal Pleno editou os seguintes enunciados de súmula vinculante que se publicam no Diário da Justiça e no Diário Oficial da Unido, nos termos do § 4° do art. 2° da Lei n° 11.417/2006: Súmula vinculante n°8 - São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5' do Decreto-Lei n°1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Precedentes: RE 560.626, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 556.664, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.882, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.943, rel. Min.Cármen Lúcia, j. 12/6/2008; RE 106.217, rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 12/9/1986; RE 138.284, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/8/1992. Legislação: Decreto-Lei n° 1.569/1997, art. 5°, parágrafo único Lei n° 8.212/1991, artigos 45 e 46 CF, art. 146, III Brasilia, 18 de junho de 2008. Ministro Gilmar Mendes Presidente" (DOU n° 117, de 20/06/2008, Seção I, pág. Diante disso, verifica-se que não há violação à legislação tributária, já que a norma reputada como atingida não pode, sob qualquer aspecto, ser aplicada. Ora, norma que é declarada inconstitucional em súmula vinculante é norma que foi retirada do ordenamento jurídico brasileiro. Destarte, não conheço do presente recurso especial, tendo em vista que não restou demonstrada a violação à legislação tributária. 3
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Numero do processo: 10935.002722/97-07
Data da sessão: Mon Jan 21 00:00:00 UTC 2002
Ementa: PIS — SEMESTRALIDADE - BASE DE CÁLCULO — A base de cálculo do PIS, até a edição da MP n2 1.212/95, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador (Primeira Seção STJ - REsp 144.708- RS - e CSRF), sem correção monetária. Aplica-se este entendimento, com base na LC nº 07/70, até os fatos geradores ocorridos até 29 de fevereiro de 1996, consoante dispõe o parágrafo único do art. 1º, da IN SRF nº 06, de 19/01/2000.
Recurso a que se dá provimento.
Numero da decisão: CSRF/02-01.076
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos
termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Jorge Freire
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MINISTÉRIO DA FAZENDA j'' CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS.. , ,I. :N -",z, ')-:-.1. # SEGUNDA TURMA----.-d, Processo n° : 10935.002722/97-07 Recurso n° : RD1202-0.430 Matéria : PIS Recorrente : ANGELO CAMILOTTI & CIA. LTDA. Recorrida : SEGUNDA CÂMARA DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Interessada : FAZENDA NACIONAL Sessão de : 21 DE JANEIRO DE 2002 Acórdao n° : CSRF/02-01.076 PIS — SEMESTRALIDADE - BASE DE CÁLCULO — A base de cálculo do PIS, até a edição da MP n2 1.212/95, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador (Primeira Seção STJ - REsp 144.708- RS - e CSRF), sem correção monetária. Aplica-se este entendimento, com base na LC n2 07/70, até os fatos geradores ocorridos até 29 de fevereiro de 1996, consoante dispõe o parágrafo único do art. 1 2 , da IN SRF n2 06, de 19/01/2000. Recurso a que se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANGELO CAMILOTTI & CIA. LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ..--•-•-p- --- xII ,,, - SON PERE -i. '12 1. IGUES 7 PRE k ". 1 ---- JORG FREIRE RELATOR FORMALIZADO EM: O 6 MAR 2002 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, SÉRGIO GOMES VELLOSO, MARCOS VINíCIUS NEDER DE LIMA, DALTON CÉSAR CORDEIRO DE MIRANDA, OTACíLIO DANTAS CARTAXO e FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA. Processo n° : 10935.002722/97-07 Acórdao n° : CSRF/02-01.076 Recurso n° : RD1202-0.430 Recorrente : ANGELO CAMILOTTI & CIA. LTDA. Interessada : FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO Conforme consta dos autos, trata-se de pedido de restituição/compensação da contribuição ao PIS com débitos do próprio PIS ou COFINS relativo ao período compreendido entre janeiro de 1989 a maio de 1994, tendo por fundamento a Lei Complementar n2 07, de 07 de setembro de 1970, onde o centro de divergência agora reside, na interpretação do parágrafo único do artigo e da referida Lei. Aduz a recorrente que, uma vez restaurada a sistemática da Lei Complementar n2 07/70, pela declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n° 2.445/88 e 2.449/88, pelo STF e Resolução do Senado Federal n 2 49 (DOU de 10/10/95), no cálculo da Contribuição ao PIS das empresas mercantis, a base de cálculo é a do sexto mês anterior, sem a atualização monetária, gerando-lhe, desta forma, um crédito a lhe ser restituído. A autoridade julgadora de primeira instância, através da Decisão de fls. 125 a 130, julgou improcedente o pedido de restituição, por considerar que a Contribuição para o PIS é calculada sobre o faturamento do próprio mês de competência. Inconformada com a decisão monocrática, a interessada interpôs recurso voluntário, no qual reitera seus argumentos defendidos quando do pedido inicial. Em sessão plenária de 12 de setembro de 2000, a Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes julgou o recurso voluntário n 2 110.874, oportunidade em que o Colegiado decidiu, pelo voto de qualidade, em neg r 2 Processo n° :10935.002722/97-07 Acórdao n° : CSRF/02-01.076 provimento ao apelo. A decisão está consubstanciada no Acórdão n2 202-12.481, que recebeu a seguinte ementa: "PIS - BASE DE CÁLCULO E PRAZO DE RECOLHIMENTO — O fato gerador da Contribuição para o PIS é o exercício da atividade empresarial, ou seja, o conjunto de negócios ou operações que dá ensejo ao faturamento. O art. 62 da Lei Complementar n2 07/70 não se refere à base de cálculo, eis que o faturamento de um mês não é grandeza hábil para medir a atividade empresarial de seis meses depois. A melhor exegese deste dispositivo é no sentido de a lei regular prazo de recolhimento de tributo. Recurso negado" li-resignada, a contribuinte apresenta Recurso Especial de divergência, por defender que a decisão do Colegiado deu à norma de direito tributário federal interpretação divergente de outras Câmaras. Traz, em seu arrazoado, precedentes divergentes do Primeiro Conselho de Contribuintes, no sentido de que o parágrafo único do artigo 62 da LC 7/70, tratou de "base de cálculo" e não prazo de recolhimento. O Presidente da Segunda Câmara do 22 CC, valendo-se da informação acostada aos autos às fls. 196/197, considerou haver divergência do aresto recorrido com o Acórdão n2 107-05.089 e deu seguimento ao recurso do contribuinte. Às fls. 200/201, contra-razões ao Recurso Especial de divergência apresentada pela Fazenda Nacional na forma do disposto no § 1 2 do art. 34 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, Anexo II da Portaria MF n2 55/98, requerendo a este Egrégio Colegiado da Câmara Superior de Recursos Fiscais, a manutenção da decisão da Instância "a quo" ora atacada, por estar, segundo seu entender, em conformidade com a legislação de regência da matéria e sua interpretação oficial. Ressalta a posição firmada pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, por meio do Parecer PGFN-CAT n 2 437/98, entendendo que o fato gerador não é dissociado da base de cálculo. É o relatório. 3 Processo n° :10935.002722/97-07 Acárdao n° : CSRF/02-01.076 VOTO Conselheiro JORGE FREIRE, Relator: O Recurso Especial atendeu aos pressupostos genéricos de tempestividade e regularidade formal e, desta forma, merece ser conhecido. Em variadas oportunidades manifestei-me no sentido da forma do cálculo que sustenta a decisão recorrida l , entendendo, em ultima ratio, ser impossível dissociar-se base de cálculo e fato gerador. Entretanto, sempre averbei a precária redação dada a norma legal ora sob discussão. E, em verdade, sopesava duas situações: uma de técnica impositiva, e outra no sentido da estrita legalidade que deve nortear a interpretação da lei impositiva. E, neste último sentido, veio tornar-se consentânea a jurisprudência da CSRF2 e também do STJ. Assim, calcado nas decisões destas Cortes, dobrei-me à argumentação de que deve prevalecer a estrita legalidade, no sentido de resguardar a segurança jurídica do contribuinte, mesmo que para isso tenha-se como afrontada a melhor técnica tributária, a qual entende despropositada a disjunção de fato gerador e base de cálculo. É a aplicação do princípio da proporcionalidade, prevalecendo o direito que mais resguarde o ordenamento jurídico como um todo. 1 Acórdãos n"-s 210-72.229, votado por maioria em 11/11/1998, e 201-72.362, votado à unanimidade em 10/12/98. 2 Q Acórdão n' CSRF102-0.871 2 também adotou o mesmo entendimento firmado pelo STJ. Também nos RD/203-0.293 e 203-0.334, j. em 09/02/2001, em sua maioria, a CSRF esposou o entendimento de que a base de cálculo do PIS refere-se ao faturamento do sexto mês anterior à ocorrência do fato gerador (Acórdãos ainda não formalizados). E o RD 203-0.3000 (processo 11080.001223/96-38), votado em Sessões de junho do corrente ano, teve votação unânime nesse sentido. 4 Processo n° : 10935.002722/97-07 Acárdao n° : CSRF/02-01.076 E agora o Superior Tribunal de Justiça, através de sua Primeira Seção, 3 veio tornar pacífico o entendimento postulado pela recorrente, consoante depreende-se da ementa a seguir transcrita: "TRIBUTÁRIO — PIS — SEMESTRALIDADE — BASE DE CÁLCULO — CORREÇÃO MONETÁRIA. 1. O PIS semestral, estabelecido na LC 07/70, diferentemente do PIS REPIQUE — art. 32, letra "a" da mesma lei — tem como fato gerador o faturamento mensal. 2. Em benefício do contribuinte, estabeleceu o legislador como base de cálculo, entendendo-se como tal a base numérica sobre a qual incide a alíquota do tributo, o faturamento, de seis meses anteriores à ocorrência do fato gerador — art. 62, parágrafo único da LC 07/70. 3. A incidência da correção monetária, segundo posição jurisprudencial, só pode ser calculada a partir do fato gerador. 4. Corrigir-se a base de cálculo do PIS é prática que não se alinha à previsão da lei e à posição da jurisprudência. Recurso Especial improvido." Portanto, até a edição da MP n 2 1.212/95, convertida na Lei n2 9.715/98, é de ser dado provimento ao recurso para que os cálculos sejam feitos considerando como base de cálculo o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, tendo como prazos de recolhimento aquele da lei (Leis ni). 7.691/88, 8.019/90, 8.218/91, 8.383/91, 8.850/94, 9.069/95 e MP n 2 812/94) do momento da ocorrência do fato gerador. E a IN SRF n2 006, de 19 de janeiro de 2000, no parágrafo único do art. 1 2, com base no decidido julgamento do Recurso Extraordinário 232.896-3-PA, aduz que "aos fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 1 2 de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996 aplica-se o disposto na Lei Complementar n2 7, de 7 de setembro de 1970, e n2 8, de 3 de dezembro de 1970". Forte em todo o exposto, 3 Resp 144.708, rel. Ministra Eliane Calmon, j. em 29/05/2001, acórdão não formalizado. 5 Processo n° :10935.002722/97-07 Acórdao n° : CSRF/02-01.076 DOU PROVIMENTO AO RECURSO PARA O FIM DE DECLARAR QUE A BASE DE CÁLCULO DO PIS, ATÉ 29/02/96, INCLUSIVE, DEVE SER CALCULADA COM BASE NO FATURAMENTO DO SEXTO MÊS ANTERIOR AO DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR, SEM CORREÇÃO MONETÁRIA. CONTUDO, A AVERIGUAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DOS CRÉDITOS E DÉBITOS COMPENSÁVEIS É DA COMPETÊNCIA DA SRF, QUE FISCALIZARÁ O ENCONTRO DE CONTAS EFETUADO PELO CONTRIBUINTE, ATENDENDO, NA FEITURA DO CÁLCULOS, A FORMA DECLARADA. Saia das Sessões-DF, em 21 de janeiro de 2002. JORGE FREIRE RELATOR 6 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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