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Numero do processo: 16327.001989/2006-20
Data da sessão: Tue Oct 18 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1801-000.069
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: ANA DE BARROS FERANNDES
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Magda Azario Kanaan Polanczyk, Edijalmo Antonio da Cruz, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Edgar Silva Vidal e Ana de Barros Fernandes. Relatório A empresa recorre do Acórdão nº 1620.649/09 exarado pela Décima Turma de Julgamento da DRJ em São Paulo/SP, fls. 322 e seguintes, que manteve a autuação sofrida, consubstanciada no Auto de Infração lavrado para a exigência fiscal de CSLL, relativa ao ano calendário de 2001 – fls. 04 a 07, perfazendo o total de R$ 1.207.946,07, incluídos os juros e a multa de ofício regular (75%). Aproveito trechos do relatório do aresto vergastado para historiar os fatos: Da Constituição do Credito Tributário via Lançamento em DIPJ Uma das formas existentes para a realização do lançamento por homologação é a entrega pelo sujeito passivo da DIPJ, como ocorreu no presente caso. Após a realização desse ato, já se considera confessada a dívida e constituído o crédito tributário. Assim, tendo em vista que o saldo de CSLL a pagar exigida por meio do auto de infração ora combatido já foi constituído em DIPJ, fato este reconhecido, inclusive, pela Fl. 449DF CARF MF Emitido em 21/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/10/2 011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 16327.001989/200620 Resolução n.º 1801000.069 S1TE01 Fl. 436 2 própria Fiscalização, não há que se falar em nova constituição do crédito para cobrança por meios de auto de infração, verificandose sua total inadequação. Da Ilegalidade e Inconstitucionalidade da taxa Selic Por fim, o impugnante se insurge contra a cobrança de juros moratórios calculados pela taxa SELIC, sob o argumento de que ela possui natureza remuneratória, não podendo ser utilizada como parâmetro para a exigência de juros moratórios. Acrescenta que referido índice não foi criado por lei, mas por Resolução do BACEN, o que ofende ao princípio constitucional da legalidade, bem como ao disposto no art. 161, §1°, do CTN.” A turma julgadora a quo afastou a nulidade do lançamento tributário, explicou que a DIPJ não tem o efeito de confissão de débitos tributários e indeferiu as razões da impugnante no que respeita às compensações contábeis espelhadas nas folhas do Livro Razão apresentadas porque as cópias do Livro Diário não foram apresentadas conjuntamente, em suma. Assim restou ementado o aresto vergastado: “AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Tendo sido o lançamento efetuado com observância dos pressupostos legais, é incabível cogitar a nulidade do auto de infração. NECESSIDADE DE LANÇAMENTO. A Declaração de Informações Econômicos Fiscais, vigente partir do ano calendário de 1999, não é instrumento de confissão de dívidas. ALEGAÇÃO DESPROVIDA DE PROVA. MANUTENÇÃO DA EXIGÊNCIA FISCAL. Não trazendo aos autos documentos e alegações capazes de elidir, no todo ou em parte, a cobrança fiscal, esta fica mantida em sua integralidade. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A utilização da taxa SELIC para o cálculo dos juros de mora decorre de disposição expressa em lei, não cabendo aos órgãos do Poder Executivo afastar sua aplicação. PRODUÇÃO DE PROVAS APÓS A IMPUGNAÇÃO. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que se enquadre nas exceções previstas em lei.” Tempestivamente, a empresa interpôs o Recurso de fls. 338 e ss reprisando os termos da defesa inicial, enfatizando que: I) possui valores a compensar de exercícios anteriores, advindos de bases de cálculo negativas de CSLL de empresas incorporadas, devidamente registrados na contabilidade; II) argumenta que ignorar tais valores constitui ofensa ao princípio da verdade material, corolário do princípio da legalidade; Fl. 450DF CARF MF Emitido em 21/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/10/2 011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 16327.001989/200620 Resolução n.º 1801000.069 S1TE01 Fl. 437 3 III) alega, ainda, que a turma julgadora “tacitamente” aceita os valores a compensar sem contraditálos, mas somente não os considera em virtude da ausência das cópias dos registros contábeis efetuados no livro Diário; IV) passa a discorrer sobre cada valor a ser compensado e cada valor recolhido a título de CSLL pelo que entende ser totalmente improcedente a autuação presente; junta as fls. do livro Diário pertinentes: IV.a) R$ 181.135,97 – crédito decorrente da base de cálculo negativa relativa ao ano calendário de 2000 (DIPJ/01); faz prova dos valores a cópia da DIPJ/2001, fls. do livro Razão e fls. 220 do Diário; IV.b) R$ 969,69 – idem, relativo à empresa CCF Brasil Commodities Ltda – meses janeiro a maio de 2000; IV.c) R$ 90.007,26 – idem, relativo à mesma empresa (CCF) – meses junho a dezembro de 2000; IV.d) R$ 32.427,18 – idem, relativo ao anocalendário de 1997 (DIPJ/98), referente à empresa HSBC Bamerindus S/A CCVM; IV.e) R$ 48.762,72, R$ 4.868,72, R$ 76,23, R$ 10.277,43 – pagamentos/compensações a maior efetuados pela HSBC Bamerindus S/A CCVM, relativo a 31/12/1996; IV.f) R$ 88.408,63 e R$ 11.026,97 – idem ao item “IV.e”, porém respectivamente a 31/03/1997 e 30/04/1997 (HSBC Bamerindus S/A CCVM); V) argumenta ainda vício no ato do lançamento pela forma sumária e superficial conforme fora realizado, sem a análise da contabilidade da contribuinte e todos os fatos que causaram o ajuste no saldo da CSLL apurado no anocalendário de 2001; VI) a despeito dos esclarecimentos expostos no acórdão recorrido insiste em atribuir à DIPJ a natureza de confissão de dívida, pelo que inapropriada a “nova” constituição do crédito via Auto de Infração; VII). reprisa a argumentação sobre a inaplicabilidade da cominação dos juros moratórios calculados à taxa Selic. Fez sustentação oral pela recorrente o dr. Rodolfo Tsunetaka Tamanaha, OAB/DF nº 31.795. É o relatório. Voto Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Conheço do recurso interposto, por tempestivo. Conforme relatado, na DIPJ/02, anocalendário 2001, a empresa apurou R$ 645.530,00 a pagar a título de CSLL (fls. 18 a 22), sendo que R$ 177.569,64, referemse a estimativas informadas em DCTF (fls. 24 – jan/fev/mar/abr/ago/set/01). A diferença entre um valor e outro está sendo exigida por meio deste Auto de Infração (valor não recolhido, nem informado em DCTF). Fl. 451DF CARF MF Emitido em 21/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/10/2 011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 16327.001989/200620 Resolução n.º 1801000.069 S1TE01 Fl. 438 4 A recorrente explica que não deve este valor porque compensou outros valores de CSLL, contabilmente, consoante permitido pela legislação tributária vigente à época. Esclarece, ainda, que utilizouse de saldos de bases de cálculos negativas de empresas incorporadas, a saber: (1) CCF BR Commodities (=HSBC Commodities) e (2) HSBC Bamerindus (=HSBC CCVM), bem como DARF de recolhimentos efetuados a maior e não aproveitados. A empresa recorrente à época dos fatos geradores denominavase CCF BR CTVM, atualmente denominada HSBC CTVM. Discorre sobre cada parcela que pretende seja considerada para abater o saldo exigido nesse Auto de Infração, a título de CSLL. Verifico dos autos que a empresa durante o procedimento de fiscalização, em 14/11/06, respondeu ao Termo de Intimação e Início de Fiscalização de fls. 17 (datado em 27/10/06), explicitando cada valor a ser considerado, mas, por razões alheias a sua vontade, os documentos acostados aos autos de fls. não foram recebidos e/ou analisados pela autoridade fiscal, ensejando a lavratura do Auto de Infração nos valores ora contestados, em 27/12/06. A empresa respaldouse em cópias de Atas de incorporações e cisões sofridas, DIPJ das incorporadas, DARF de recolhimentos a maior que argumenta não foram aproveitados nas incorporadas e fichas dos Livros Razão, nas quais controlava os assentamentos contábeis e atualizações monetárias. Divirjo do entendimento esposado no acórdão vergastado de que os registros contábeis realizados no Razão Auxiliar das empresas não são hábeis para comprovar as bases de cálculo negativas dos valores de CSLL que advieram das incorporações realizadas ou da própria empresa, visto ser o Razão um livro contábil obrigatório para as empresas que optam pela apuração do lucro na modalidade real. A dispensa do seu registro em órgão competente não lhe extrai a importância e credibilidade na contabilidade. No entanto, não tenho tais provas como suficientes para que reste comprovado inequivocamente a utilização de tais valores na composição da base de calculo negativa de CSLL debatida neste litígio. Isto porque, por exemplo, o saldo de R$ 181.135,97 que a empresa requer seja considerado é composto das estimativas recolhidas/declaradas em DCTF já computadas pela fiscalização, com exceção da atualização monetária realizada contabilmente pela empresa – fls. 163); e os DARF de recolhimentos a maior que requer sejam ora computados referemse a anos calendários muito anteriores (1996 e 1997), o que requer um exame mais detalhado para verificarse se não foram efetivamente aproveitados em outros períodos, ou objeto de pedido de restituição. Assim a recorrente decompôs o valor da diferença exigida neste Auto de Infração – R$ 467.960,36, em apertada síntese: Valor – R$ Origem Período 181.135,97 HSBC CTVM BC negativa 2000 969,69 CCF BR COMMODITIES BC negativa jan a mai/00 Fl. 452DF CARF MF Emitido em 21/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/10/2 011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 16327.001989/200620 Resolução n.º 1801000.069 S1TE01 Fl. 439 5 90.007,26 CCF BR COMMODITIES BC negativa jun a dez/00 32.427,18 HSBC BAMERINDUS BC negativa 1997 48.762,72 HSBC BAMERINDUS DARF – 31/11/96 1º grupo 4.868,25 HSBC BAMERINDUS DARF – 31/12/96 76,23 HSBC BAMERINDUS DARF – 31/12/96 10.277,43 HSBC BAMERINDUS DARF – 31/12/96 2º grupo 88.408,63 HSBC BAMERINDUS DARF – 31/03/97 11.026,97 HSBC BAMERINDUS DARF – 30/04/97 Destarte, mister para o perfeito deslinde deste litígio é a realização de diligências para que a fiscalização verifique: a) se a base de cálculo negativa de CSLL informada na DIPJ/01, anocalendário 2000, no valor de R$ 322.093,00 da então CCF BR CTVM (atual HSBC CTVM), não sofreu alteração por eventual fiscalização, ou se é compatível com os registros do SAPLI, ou se não foi aproveitado e se os registros na ficha do Razão apresentada pela empresa às fls. 164 procedem; verificar ainda qual o valor que faz jus a interessada a compor nos cálculos da CSLL ora exigida; b) verificar se os valores registrados no Razão a título de CSLL pela empresa CCF BR Commodities já não haviam sido incluídos no saldo da base de cálculo negativa da CSLL, por ocasião da cisão e incorporação realizadas (jan a maio e jun a dez/00), esclarecendo porque os registros foram efetuados em duas etapas – fls. 206, 207 e 239; verificar se as atualizações estão corretas; verificar qual o efetivo valor que foi para a recorrente; se os valores estão registrados no SAPLI; c) intimar a empresa a esclarecer como apurou o valor de R$ 32.427,18, o qual esclarece que tem origem na empresa HSBC Bamerindus no anocalendário de 1997, quando apurou base de cálculo negativa de R$ 869.867,80; verificar o SAPLI desta empresa e ver se os valores registrados na contabilidade da empresa são coerentes; d) fazer as verificações necessárias quanto aos DARF recolhidos pela “HSBC Bamerindus” de “primeiro grupo”, como denomina a recorrente, acostados em cópias aos autos – R$ 48.762,72; R$ 76,23; R$ 4.868,25; R$10.277,43, intimando a Fl. 453DF CARF MF Emitido em 21/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/10/2 011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 16327.001989/200620 Resolução n.º 1801000.069 S1TE01 Fl. 440 6 empresa a esclarecer quanto à ação judicial nº 96.00039168, e cotejando as explicações com os registros internos da RFB e contabilidade daquela empresa para verificar se já não foram reaproveitados ou objeto de pedido de restituição; verificar as atualizações; e) idem em relação aos DARF de “segundo grupo” – nos valores de R$ 88.408,63 e R$ 11.026,97 – verificandose também quanto à atualização monetária devida. A autoridade designada deverá ao final dos trabalhos elaborar um relatório fiscal expondo os valores não computados no Auto de Infração lavrado contra a recorrente, aos quais a mesma faz jus, em vista da compensação contábil realizada. A recorrente deverá ser cientificada do resultado das diligências, sendolhe facultada a manifestação, se desejar, em prazo regulamentar. È como voto. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Relatora Fl. 454DF CARF MF Emitido em 21/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/10/2 011 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 13874.000101/2004-85
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.146
Decisão: Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório. Recorre a contribuinte a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, de acórdão da 6a. Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação (fls. 01/10) apresentada contra indeferimento de Solicitação de Revisão de Exclusão do Simples Federal. Consta dos autos que a interessada foi excluída do Simples Federal pelo Ato Declaratório Executivo DRF/Sorocaba n° 464.977, de 07 de agosto de 2003 (fl.12), em face do exercício de atividade econômica impeditiva para ingresso no sistema. A empresa apresentou Fl. 158DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13874.000101/200485 Resolução n.º 1801000.146 S1TE01 Fl. 133 2 "Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples" (fl.11), que foi indeferida, em 16/10/2003, pela DRF em Sorocaba. Inconformada, ingressou em 18/03/2004 com a manifestação de inconformidade de fls. 01/10, também indeferida, por unanimidade, pela 6a Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP. Notificada da decisão, em 08/09/2010 (AR fl. 115, verso), e, irresignada, apresentou a interessada, em 07/10/2010, o recurso voluntário de fls. 121 e ss. Em sua defesa alega que o ato de exclusão baseouse em mera suposição de que a empresa praticasse atividade vedada sem haver provas, nos autos, da pratica efetiva da atividade proibida. Defende, assim, que o acórdão da DRJ em Ribeirão Preto/SP seria nulo pois não teria se pronunciado especificamente sobre tal ponto. No mérito ponderou que a RFB por reiteradas vezes admitiu que sociedades que desempenhem a atividade de produção, comercialização e distribuição de filmes e vídeo podem aderir ao SIMPLES. Reproduz ementa de Solução de Consulta n º152, de 20/05/2004. Colaciona ementas de julgados do CARF para afirmar que o órgão somente admite a exclusão do simples quando restar comprovada a prática efetiva de atividade vedada provada, se necessário, pela realização de diligências. Quanto aos efeitos retroativos da exclusão afirma que, nos termos da Lei. n º 9.317/96 e da IN 250/2002, o marco dos efeitos da decisão se reporta a um "fato" denominado de "situação excludente", que deve ser constituído pela autoridade fiscal, como qualquer outro por ela alegado, mediante a colheita de provas e sua submissão ao contraditório e ampla defesa. Defende que não seria admissível que a empresa apresentasse prova negativa, no sentido de não ter praticado atos vedados e que a não inclusão no rol de atividades vedadas da Lei Complementar n º 126, de 2006, permitiria concluir pela interpretação retroativa benigna. Ao final pugna pela reforma do decisum. É o relatório. Voto. Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Como se depreende dos autos a empresa recorrente foi excluída do Simples Federal pela pratica de atividades vedadas constantes de seus estatutos sociais, quais sejam: "produção, comercialização e distribuição de filmes, vídeo e áudio, montagem de cenários, edição, direção de cena, serviços de cenografia, produção gráfica, criação de personagem, serviços de fotografia e outros serviços desta natureza". Em sua defesa alega, a recorrente, que não pratica atividades relacionadas a profissão regulamentada, limitandose a produzir, comercializar e distribuir filmes e vídeos e que a própria RFB já teria admitido, em soluções de consulta, que tais atividades não se enquadrariam no rol de atividades vedadas para ingresso e/ou permanência na sistemática do Simples Federal. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13874.000101/200485 Resolução n.º 1801000.146 S1TE01 Fl. 134 3 Nessas condições proponho que o presente processo seja encaminhado ao órgão de origem de jurisdição da empresa para que, em diligência fiscal, seja intimada a interessada a: apresentar contratos firmados e respectivas notas fiscais de prestação de serviços, a fim de que sejam demonstradas as atividades efetivamente praticadas no período em questão, ou seja, a partir de 01/01/2001 até a data da ciência do ato declaratório de exclusão; seja feita circularização junto aos clientes da empresa a fim de que estes também apresentem documentos comprobatórios dos serviços contratados. Ao final dos trabalhos deverá o agente encarregado elaborar relatório circunstanciado e conclusivo, que deverá ser cientificado à empresa recorrente para no prazo de 30 dias apresentar suas ponderações retornandose, posteriormente, os autos a esta Conselheira Relatora para prosseguimento da análise do litígio. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 160DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 13839.002790/2007-31
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/10/1999 a 30/01/2002
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da
Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
Recurso Voluntário provido.
Numero da decisão: 2403-000.555
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em acatar a
preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos no Art. 150, § 4º, CTN. O Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari votou pelas conclusões. Vencido o conselheiro. Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro que votou pela aplicação do art. 173, I do CTN.
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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IND PRECISÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/10/1999 a 30/01/2002 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Recurso Voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em acatar a preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos no Art. 150, § 4º, CTN. O Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari votou pelas conclusões. Vencido o conselheiro. Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro que votou pela aplicação do art. 173, I do CTN. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 769DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 16/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 770DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 16/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 13839.002790/200731 Acórdão n.º 2403000.555 S2C3T4 Fl. 787 3 Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado sob n° 37.092.5505 que, conforme "Relatório Fiscal Da Infração" (fls.13) por ter apresentado a empresa Acip Aparelhos De Controle E Indústria De Precisão Ltda. na rede bancária, nos períodos de janeiro a junho e setembro e outubro de 1999; fevereiro, julho, agosto, outubro e novembro de 2000; janeiro e julho de 2001 e janeiro de 2002, suas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP com omissão de dados relacionados a fatos geradores de contribuições previdenciárias, caracterizou a infração descrita no § 5° do art. 32 da Lei n° 8.212/91. Pelas incorreções noticiadas, foi aplicada ao sujeito passivo a pena de multa cominada no citado dispositivo da lei de custeio da previdência social, no valor de R$ 18.831,22 (dezoito mil, oitocentos e trinta e um reais e vinte e dois centavos), conforme demonstrado no item III do mencionado relatório e nos anexos intitulados "RELAÇÃO DE FATOS GERADORES NÃO DECLARADOS EM GFIP" (fls. 15 e 16) e "RELAÇÃO DA REMUNERAÇÃO PAGA A CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS NÃO DECLARADOS EM GFIP" (fls. 17 e 18). Pessoal e regularmente notificado do procedimento fiscal em 2372007, o sujeito passivo impugnouo por meio do expediente protocolado sob n° 010065 (fls. 22 a 25), em 22/08/2007, no qual alega, tãosomente, que: 1°) o crédito constituído por meio do presente Auto encontrase abrangido pela decadência prevista no Código Tributário Nacional, devendo ser afastada, por inconstitucionalidade, a aplicação do art. 46 da Lei n° 8.212/91; e 20) as GFIP retificadoras anexadas à defesa demonstram que o erro foi sanado, razão pela qual a multa aplicada pela fiscalização deve ser relevada. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, a 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Campinas (SP) DRJ/CPS, 10 de junho de 2008 emitiu o Acórdão n ° 0522.145, fls.34, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.763, onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. É o Relatório. Fl. 771DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 16/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 4 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.785, o recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA DECADÊNCIA Tomandose como certo o entendimento de que ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado, em preliminar, quedome a observar hipótese decadencial face a edição da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal – STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ”: SÚMULA VINCULANTE DO STF N° 8 “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. A súmula n° 8 passou a produzir efeitos a partir de 20 de junho de 2008, conforme ata da vigésima segunda sessão plenária do STF, do dia 12.06.2008, cuja íntegra do debate foi publicado no Diário de Justiça do dia 11.09.2008. O material está no site do tribunal. Consolidando o sumulado, se observa a Lei complementar n° 128, de 19 de dezembro de 2008, artigo 13, I, “a ” : “ Lei Complementar n°128, de 19 de dezembro de 2008 (...) Art. 13. Ficam revogados: I – a partir da data de publicação desta Lei Complementar: a) os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991” DA DECADÊNCIA DE OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Como relatado, tratase de autuação por descumprimento de obrigação acessória, em razão de no período 01/99 a 06199; 09/00 e 10/99; 02/00, 07/00 , 08/00, 10/00 , 11/00; 01/01, 07/01; e 01/02, a empresa ter apresentado ) recorrente ter apresentado na rede bancária, suas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP com omissão de dados relacionados a fatos geradores de contribuições previdenciárias, o que caracterizou a infração descrita no § 5° do art. 32 da Lei n° 8.212/91. Fl. 772DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 16/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 13839.002790/200731 Acórdão n.º 2403000.555 S2C3T4 Fl. 788 5 Exortandose os artigos 3º e 5º do Código Tributário Nacional – CTN, se observa que : “Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. (...) Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria.” Debruçado ainda sobre o mesmo códex, no que se refere ao artigo 113, § 2º, temos que : “Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória (...) . § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. Visto isto, concluise que as obrigações acessórias, não são tributos e não têm natureza jurídica de tributos são classificadas ou meramente denominadas tributárias apenas por decorrem da legislação tributária. Tal análise é fundamental para o reconhecimento da decadência das obrigações tributárias acessórias na medida em que a legislação, neste sentido, só fez previsão de decadência para os TRIBUTOS na forma dos artigos 150, §4° e 173 do mesmo diploma tributário supra. “ Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.” (...) “ Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: ” Aduz que artigo 150 do CTN invoca o lançamento e sua homologação ao passo que o artigo 173 do mesmo CTN não faz alusão a homologação, sendo lícito, portanto, inferir que para o reconhecimento da decadência a aplicação do artigo 173 é regra geral e no que se refere aos tributos submetidos aos lançamentos por homologação se tem como especifica a aplicação do artigo 150 § 4º, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Fl. 773DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 16/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 6 Corroborando tal entendimento, consta decisão do STJ nos embargos de Divergência n° 413.265SC( 2004/01609837), onde a Primeira Seção firmou entendimento preciso e atual sobre a interpretação das normas jurídicas que regem a decadência do direito do fisco no Código Tributário Nacional – CTN. Ficou assente naquele julgado, por unanimidade, à luz da relatoria da Min. Denise Arruda, que a decadência do direito do fisco no CTN é tratada mediante uma REGRA GERAL e uma REGRA ESPECÍFICA. A regra geral está prevista no artigo 173, I do CTN, aplicase a todos os tributos; já a específica consta do 150, § 4° do CTN, e aplicase aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação. Tudo isso exposto, sendo cediço que as obrigações principais do tributo em comento são regidas pelos pressupostos do denominado lançamento por homologação, entendo que a decadência, quando o foco são as obrigações acessórias decorrentes daquelas, por coerência, já que a lei não previu a decadência das obrigações acessórias e essas também decaem, e, em razão da obrigação de fazer e não de pagar, não se vislumbra outro enquadramento que não seja resultado da aplicação da aludida REGRA ESPECÍFICA prevista no Código Tributário Nacional para tributos sujeitos ao lançamento por homologação ou seja o artigo 150, § 4° do CTN, independente do que ficar decidido sobre a decadência das obrigações principais eventualmente descumpridas. A regra de pagamento antecipado a que o conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF é submetido na forma do artigo 62A do RICARF, por se referir a pagamentos antecipados, não alcança por óbvio, as obrigações acessórias que não exigem pagamentos mas cumprimentos de prestações positivas ou negativas. Quando das autuações por descumprimento de obrigações acessórias, sendo infrações autônomas, tenho convencimento de que , no reconhecimento do instituto da decadência de obrigação acessória, é despiciendo observar até mesmo se houve autuação sobre obrigações outras uma vez que o que se homologa, tácita ou expressamente é a atividade em questão, específica e referente e à infração ocorrida, ao fato gerador daquela obrigação não observado e não os fatos conexos que deverão ser motivo de análise em processos próprios e, por óbvio, autônomos: “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.” Concordando o verbo com o sujeito, se observa que o legislador, no caput, literalmente afirma que o lançamento OPERASE pelo ato em que a autoridade tomando conhecimento da ATIVIDADE .......expressamente A HOMOLOGA. Sendo literal, portanto, não é caso, portanto de hermenêutica. As obrigações acessórias são homologadas, também, tácita ou expressamente, posto que ao termo do prazo qüinqüenal, o direito potestativo da Autoridade Administrativa se observará efetivamente decaído qualquer que seja a circunstância, estejam ou não adimplidas as obrigações cabendo apenas o reconhecimento da decadência sem modulação tendo em vista não existir previsão legal para tal. Assim, nas hipóteses decadenciais, é inevitável concluir que se deva aplicar aos descumprimentos de obrigações acessórias o preceituado no artigo 150, §4° do CTN, Fl. 774DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 16/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 13839.002790/200731 Acórdão n.º 2403000.555 S2C3T4 Fl. 789 7 independente do que tenha ocorrido com as obrigações principais se adimplidas ou não, salvo, é claro, para os casos de dolo, fraude ou simulação efetivamente comprovados. Conforme Relatório Fiscal de fls.13, o período da ocorrência da infração foi definido pelas competências 01/99 a 06199; 09/00 e 10/99; 02/00, 07/00 , 08/00, 10/00 , 11/00; 01/01, 07/01; e 01/02, e a empresa fora notificada em 23/07/2007( fls.01).Assim, considerando tudo que foi exposto, na forma do artigo 150, §4° do CTN, o crédito lançado pela fiscalização através do Auto de Infração n° 37.092.5505 resta alcançado pela decadência. CONCLUSÃO Desse modo, por reconhecer fulminados pelo instituto da decadência, determino que sejam considerados decadentes, na forma do artigo 150, §4° do Código Tributário Nacional – CTN, os créditos lançados no Auto de Infração n° 37.092.5505 contra empresa Acip Aparelhos Contr. Ind Precisão Ltda no período 01/99 a 06199; 09/00 e 10/99; 02/00, 07/00 , 08/00, 10/00 , 11/00; 01/01, 07/01; e 01/02. É como voto Ivacir Júlio de Souza Fl. 775DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 16/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI
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Numero do processo: 10880.721364/2006-16
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.128
Decisão: Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Cristiane Silva Costa, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni e Ana de Barros Fernandes. Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto contra o acórdão n º 1524.623, de 19/08/2010, da 1a. Turma da DRJ em Salvador/BA (fls. 203/209) que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra o Despacho Decisório n º 602, de 19/11/2008, da DRF em Salvador/BA, que homologou parcialmente as compensações declaradas em PERDCOMP. Histórico Fl. 278DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10880.721364/200616 Resolução n.º 1801000.128 S1TE01 Fl. 279 2 Trata o presente processo de PERDCOMPs transmitidos em 31/08/2004 e 29/09/2004 (fls. 01/10) que informam direito creditório relativo a saldo negativo de IRPJ oriundo de empresa sucedida por incorporação – CNPJ 60.651.726/000116, do PA 01/01 a 30/06/2004, no valor de R$ 11.649.251,04, composto por retenções de aplicações financeiras, juros sobre o capital próprio e operações de Swap e estimativas, para compensar débitos da empresa sucessora. Pelo Despacho Decisório n º 602, de 19/11/2008, da DRF em Salvador/BA (fls. 138/146) houve reconhecimento parcial do direito creditório pleiteado e homologação, em parte, das compensações declaradas. Na análise dos dados teriam sido detectadas divergências entre os valores de imposto de renda retido na fonte – IRRF informados pela requerente e aqueles informados pelas fontes pagadoras e constantes dos sistemas internos da RFB. Foram feitos ajustes nos valores do IRRF e de antecipações a título de estimativas e, assim, o saldo negativo de IRPJ do período de janeiro a junho de 2004 da empresa sucedida restou determinado em R$ 11.137.915,37, valor reconhecido como direito creditório a favor da empresa sucessora postulante. O direito creditório reconhecido não foi suficiente para homologar a integralidade dos débitos indicados para compensação, tendo restado um saldo devedor, no valor de R$ 529.641,50, do débito de estimativa de IRPJ do mês de agosto/2004. Foi apresentada manifestação de inconformidade considerada intempestiva, na qual alega, a interessada, que a antiga Cia. Suzano de Papel e Celulose – CNPJ 60.651.726/000116 teria sido incorporada pela Bahia Sul Celulose S/A CNPJ 16.404.287/000155 e, em virtude dessa incorporação, o saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 11.649.251,04, teria passado à titularidade da sucessora. Observa que na composição daquele saldo negativo constaria a parcela de R$ 3.507.181,25, a título de IRRF e que, desse montante, teriam sido desconsiderados pelo Despacho Decisório as retenções do Banco do Brasil e Banco Safra, num total de R$ 1.220.731,32. Desse valor, os extratos apresentados do Banco do Brasil não deixariam dúvidas da efetividade das retenções no valor de R$ 1.059.206,63 no CNPJ 60.651.726/000116 e que a falta de apresentação da DIRF pela referida instituição financeira não poderia ser imputada à sucessora. Afirma que o Banco Safra, mesmo diante da incorporação, acabou por emitir os informes de rendimentos sem separar os valores de IRRF que foram retidos da empresa incorporadora e da empresa incorporada, razão pela qual a própria requerente teria efetuado tal segregação para demonstrar os valores do IRRF que cabiam à empresa incorporada seriam R$ 5.858,41, R$ 19.798,98 e R$ 35.867,30, totalizando R$ 161.524,69, como demonstrado na planilha apresentada. Da mesma forma as DIPJ da empresa incorporada e da incorporadora demonstrariam que a incorporada sofreu retenções do Banco Safra da ordem de R$ 161.524,69. Pediu por diligência fiscal, caso não houvesse convencimento do julgador das provas produzidas. A Turma Julgadora de 1a. instância afastou o pedido de diligência ao argumento de que a interessada tentaria transferir o ônus de demonstrar a certeza e liquidez do direito creditório invocado à Fazenda Nacional. Nesse sentido o decurso do tempo de 4 anos entre a transmissão dos PERDCOMP e a protocolização da defesa seriam suficientes para que a Fl. 279DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10880.721364/200616 Resolução n.º 1801000.128 S1TE01 Fl. 280 3 interessada obtivesse os corretos comprovantes de rendimentos junto às instituições financeiras visando dirimir todos os problemas do processo de incorporação. No mérito, depois de descrever a análise dos dados e valores envolvidos no pleito pela autoridade administrativa da DRF em Salvador/BA, afirma que nos tribunais administrativos “o entendimento predominante é de que a não informação em DIRF pela fonte pagadora dos valores retido a título de antecipação de tributos federais, por si só, não tem o condão de retirar a validade do comprovante de retenção apresentado pelo contribuinte, até porque, a prova das retenções efetuadas se processa, segundo estabelece a legislação aplicável à matéria (art. 943RIR/99), mediante a apresentação, pelo beneficiário dos rendimentos, do competente comprovante de retenção emitido pela fonte pagadora, documento hábil e idôneo para tal fim”. Assim, a glosa dos valores retidos pelo Banco do Brasil não se justificariam unicamente na DIRF zerada, mas também no fato de que o comprovante de rendimentos apresentado pela defesa teria sido emitido antes da incorporação e a DIRF teria sido transmitida depois da incorporação, o que fez com que a instituição financeira agregasse todas as receitas financeiras e respectivas retenções na DIRF da empresa incorporadora. Consignou que desde a data do protocolo do pedido de restituição a interessada não teria diligência junto ao Banco Safra a fim de regularizar os comprovantes de rendimentos, admitindo que no informe apresentado a instituição financeira não separou os valores de IRRF retidos da sucedida e da sucessora. Mantidas as glosas de IRRF, a manifestação de inconformidade foi indeferida (fls. 203/209). Notificada da decisão, em 30/09/2010, como demonstra a cópia do AR à fl. 210, apresentou, a interessada, em 28/10/2010 recurso voluntário. Nas razões de defesa invoca, em preliminares, a violação, pela Turma Julgadora de 1a. instância, do principio da verdade material, ao indeferir o pedido de perícia dos elementos apresentados na defesa. No mérito reproduz parcialmente as razões de defesa deduzidas na impugnação e observa que a decisão recorrida acertadamente reconheceu que a não informação em DIRF pelo Banco do Brasil não poderia prejudicar o direito de compensação dos valores de fonte retidos da recorrente e o posicionamento do Fisco de que os valores foram desconsiderados por não terem sido apresentados na DIRF do Banco do Brasil teria sido superado pela DRJ. Seria, assim, infundada a alegação de que a situação da recorrente teria sido alterada após a apresentação da DIRF retificadora pelo Banco do Brasil, em 31/08/2008, porque os documentos hábeis e idôneos a fazer prova das retenções exigidos pela legislação são os informes de rendimentos. Teria, assim, registrado em sua escrituração contábil e fiscal e se apropriado dos valores de IRRF como informados nos informes de rendimentos apresentados pela referida instituição financeira e, dessa maneira, não poderia ser prejudicada por erros ou equívocos cometidos na DIRF pela fonte pagadora. Reafirma que o Banco Safra acabou por emitir o informe de rendimentos sem segregar os valores de IRRF da empresa sucedida e da empresa sucessora e, dessa forma, com base em registros internos, teria demonstrado às autoridades fiscais que o valor total de R$ Fl. 280DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10880.721364/200616 Resolução n.º 1801000.128 S1TE01 Fl. 281 4 161.524,69 caberia à empresa incorporada, o que também estaria explicitado nas DIPJ de cada uma das empresas. Afirma não ter o poder de obrigar as fontes pagadoras a alterar os documentos emitidos e apresentados com erro, razão pela qual pleiteia, desde logo, a diligência anteriormente requerida. Ao final pugna pelo acolhimento do recurso. É o relatório. Voto. Conselheiro Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. É bom que se esclareça, inicialmente, que os PERDCOMP foram apresentados pela empresa sucessora, com a indicação de direito creditório oriundo de saldo negativo de IRPJ apurado por empresa sucedida por incorporação, relativo ao período de janeiro a junho de 2004, no total de R$ 11.649.251,04. Assim a empresa sucessora é a recorrente. Tal esclarecimento é necessário vez que o julgador de 1a. instância se refere à impugnante como empresa “incorporada”, o que não é verdade. A impugnante, ora recorrente, é a empresa sucessora. O presente processo, contudo, não está em condições de ser julgado. No Despacho Decisório a autoridade administrativa relata que, diante das divergências apuradas entre os valores de IRRF consignados na DIPJ da empresa sucedida e aqueles constantes dos sistemas internos da RFB alimentados pelos dados informados pelas fontes pagadoras dos rendimentos em DIRF, intimou a sucessora a apresentar os informes de rendimentos do Banco do Brasil e do Banco Safra. Com base nos informes de rendimentos apresentados em resposta à solicitação aquela autoridade elaborou o demonstrativo, à fl. 140, demonstrando quais valores constantes dos informes de rendimentos não haviam sido confirmados nos extratos das DIRF, mas em nenhum momento as fontes pagadoras foram intimadas a esclarecer as divergências. Oportuno salientar que, tanto os informes de rendimentos fornecidos aos beneficiários, quanto as DIRF apresentadas à RFB são elaborados pelas mesmas fontes pagadoras dos rendimentos com base nas mesmas informações. Assim, se há alguma inconsistência nos dados apresentados pela mesma instituição, sobre os mesmos fatos, a duas entidades ou órgãos distintos, é natural que essa fonte pagadora seja instada a justificar as divergências. É verdade que é dever do interessado demonstrar a certeza e liquidez do crédito pretendido junto à Fazenda Pública. Mas também é certo que, no presente caso, a interessada apresentou todos os elementos solicitados pela auditoria fiscal, mormente aqueles determinados pela legislação de regência – os informes de rendimentos. Fl. 281DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10880.721364/200616 Resolução n.º 1801000.128 S1TE01 Fl. 282 5 Mas pretender que o interessado tenha o poder de coagir as fontes pagadoras a fornecer os corretos dados e informações a respeito de retenções, cuja responsabilidade, reprisese, é unicamente da fonte pagadora, é transferir indevidamente uma atribuição que não lhe é devida. Também não é razoável desonerar a fonte pagadora de tal dever apenas por considerála instituição cuja “tradição é prestar informações que retratam a realidade” ou que “prima pela regularidade nas suas informações”. Todos estão sujeitos a cometer erros ou equívocos que não comprometem, por si só, o comportamento ilibado de quem os pratica. Entendo, dessa forma, que o presente processo deva ser encaminhado ao órgão de origem para que, em diligência fiscal: 1) seja intimada a fonte pagadora Banco do Brasil a informar, detalhadamente, por operação, código de retenção, e data: 1.1) os valores dos rendimentos pagos e das retenções na fonte efetuadas no período de 01/01/2004 a 30/06/2004, à empresa sucedida – CNPJ 60.651.726/000116. 2) seja intimada a fonte pagadora Banco Safra a informar, detalhadamente, por operação, código de retenção, e data: 2.1) os valores dos rendimentos pagos e das retenções na fonte efetuadas no período de 01/01/2004 a 30/06/2004, à empresa sucedida – CNPJ 60.651.726/000116. 3) de posse das informações a serem apresentadas pelas referidas instituições financeiras deverá, a auditoria fiscal, verificar; 3.1) a escrituração e correto cômputo das receitas, intimando a recorrente com essa finalidade; 3.2) comparar as informações obtidas das instituições financeiras e da recorrente com os valores declarados na DIPJ da sucedida – na composição do saldo negativo de IRPJ do referido período, da mesma forma com que foram analisados e confrontados no Despacho Decisório. Ao final dos trabalhos deverá ser elaborado relatório circunstanciado e conclusivo dos trabalhos a fim de que seja confirmada, ou não, as retenções nos seguintes valores: Banco do Brasil 1.059.206,63 Banco Safra 160.411,45 Banco Safra 1.113,24 Total 1.220.731,32 Do referido relatório deverá ser cientificada a empresa recorrente para suas manifestações, se assim desejar, no prazo de 30 dias a contar da ciência. Após, deverão os autos retornar a esta Conselheira para prosseguimento da análise do litígio. Fl. 282DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10880.721364/200616 Resolução n.º 1801000.128 S1TE01 Fl. 283 6 (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 283DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 11070.001015/2005-09
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1801-000.029
Decisão: Resolvem as membros do colegiada, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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Resolvem as membros do colegiada, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. ; ANA DE BARROS FERNANDES - Presidente e Relatora EDITADO EM: 12 NOV 2010 Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, André Almeida Blanco, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Femandes, 1 Processo n° 11070,00 I015/2005-09 S1-.1 E01 Resolução n,° 1801-00.029 Fl. 2 Relatório e Voto O presente litígio tem como objeto a autuação da recorrente para exigência de IRPI, CSLL, PIS e Cofins decorrente de sua exclusão do Simples, com efeitos retroativos aos exercícios financeiros de 2001, 2002, 2003 e 2004, consoante Termo de Constatação Fiscal e Autos de Infração de fls. 307 a 354. A exclusão do Simples foi oficializada pela emissão do Ato Declaratório Executivo n° 15, de 10/05/2005, pela Delegacia de Santo Ângelo, e ensejou a formalização do processo n° 11070.000994/2005-70 — informação às fls, 311, no referido Termo de Constatação Fiscal, Impugnados os lançamentos fiscais, fls. 361 a 383, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria/RS entendeu que a empresa estava também contestando a exclusão do Simples, razão pela qual determinou que cópia da impugnação fosse juntada ao processo relativo à exclusão do Simples e que, após a devida juntada, os dois processos fossem remetidos em conjunto para o julgamento — fls. 396. Às fls, 398 a 413 foi juntado ao processo cópia do Acórdão n" 18-7.110/07 exarado no processo n° 11070.000994/2005-70, mantendo a exclusão da empresa do Simples. Em seguida, fls. 414 a 427, consta dos autos o Acórdão n° 18-7,573/07 exarado neste processo, mantendo os lançamentos tributários Tempestivamente, a empresa interpôs o Recurso Voluntário de fls, praticamente nos mesmos moldes da defesa inicial, salientando que contesta o que denomina dois "litígios principais ": o primeiro relativo aos lançamentos tributários para a exigência dos tributos IRPJ, CSLL, PIS e Cofins; o segundo concernente à exclusão do Simples. Considerando que os processos, exclusão do Simples e exigência de tributos em decorrência da exclusão, cuja condão é manifesta', não foram anexados um ao outro; Considerando que não há nos autos informação sobre a interposição de recurso voluntário autônomo no processo ri t' 11070,000994/2005-70; Considerando que não há informação sobre o deslinde deste outro processo; Considerando que o órgão de primeira instância entendeu que a empresa interpôs a mesma defesa para os dois processos, restando inequívoco que tanto o teor da impugnação quanto do recurso voluntário versam sobre as duas matérias — exclusão do Simples e lançamentos tributários decorrentes; Voto no sentido de converter o julgamento do presente processo em diligência, evitando futura alegação de cerceamento de defesa, para que: a unidade de jurisdição da recorrente informe o paradeiro do processo n° 11070,000994/2005-70 e qual a situação atual; b) informe ainda se foi interposto recurso voluntário contra a exclusão do Simples; 2 Processo n° 11070.001015/2005-09 S1-TE01 Resolução n ° 1801-00.029 FE 3 b.1) no caso de não constar interposição de recurso voluntário, tirar cópia do recurso de fls. 431 a 434 e juntar àquele processo, determinando a subida dos autos para julgamento conjunto a este, devendo ser alertado que deve ser distribuído a esta conselheira, por prevenção; 112) no caso de haver sido interposto o recurso voluntário no processo n° 11070.000994/2005-70, informar se já foi julgado em segunda instância e, em caso positivo, juntar cópia do acórdão pertinente, devolvendo-se somente o presente, devidamente instruído, para a continuidade do julgamento por esta Primeira Turma Especial, por esta conselheira-relatora. ANA DE B4--ROS FERNANDES - Relatora 3
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Numero do processo: 10830.001773/2003-45
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon May 17 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1801-000.022
Decisão: Resolvem os membros do colegiada, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora,
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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A DRF em Campinas/SP acolheu parcialmente o pleito da interessada, permitindo sua inclusão na sistemática a partir de 01/01/1999 com efeitos apenas até 01/11/2002, com a edição do ADE de exclusão n° 03/2005, pois teria sido constatada a existência de débitos inscritos em dívida ativa da Fazenda Nacional, de responsabilidade da empresa, em data de 18/02/2002. A interessada foi intimada do acolhimento parcial de seu pedido e do ADE n° 03/2005, da DRF em Campinas/SP, apresentandd, tempestivamente, manifestação de inconformidade junto à DRJ em Campinas/SP, como relatado pela autoridade julgadora "a quo", alegando que "os processos que constam como débito junto a Procuradoria de n" 10830.20750/2002-43 e 10830.207509/2002-32 já foram objeto de recursos conforme protocolado em 05/10/2002, pois os mesmos já estavam quitados sendo inclusive objeto de REDARF-r, Na decisão prolatada a autoridade "a quo" delimitou o litígio à exclusão da sistemática a partir de 01/11/2002 e, analisando as inscrições em Dívida Ativa da União, a partir da documentação acostada às fls. 23/30, constatou a existência de quatro inscrições, duas das quais já haviam sido "extintas por anulação", restando, todavia, a existência de duas inscrições, com os seguintes dados: -) Inscrição ri" 80.6.02.062046-28, processo n° 10830.207507/2002-43, inscrita em 18/10/2002, parcelamento pedido, deferido e cancelado em 2002 (valor remanescente classificado como "não ajuizável" — fl. 26; -) Inscrição n" 80.6.02.062047-09, processo n° 10830,207509/2002-32, inscrita em 18/10/2002, parcelamento pedido, deferido e cancelado em 2002 (valor remanescente classificado em "segunda cobrança" — fl. 28. Após efetuar consultas aos sistemas informatizados da PGFN (fis. 55/58), concluiu a autoridade julgadora que desde a data da inscrição das dívidas acima mencionadas — 18/10/2002 - até a data do julgamento de i r', instância não havia notícia de que esses débitos haviam sido extintos ou que tivessem tido sua exigibilidade suspensa, o que levou ao indeferimento da solicitação da requerente. Cientificada da decisão da DRJ em Campinas/SP, em 06/02/2007, conforme AR à fl. 64, a interessada interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário junto a este Colegiada, no qual reafirma que as dívidas inscritas, mencionadas na decisão da autoridade "a quo", se encontram quitadas e nada restaria em aberto que pudesse possibilitar a manutenção de sua exclusão do Simples, juntando nova documentação às fis, 75 a 91. Pela Resolução n" 302-1,572, a Segunda Câmara do então Terceiro Conselho de Contribuintes converteu o julgamento em diligência à repartição de origem para que fosse analisado "se as dividas sob o n" 80.6.02.062046-28, processo n" 10830.207507/2002-43 e de n" 80.6.02..062047-09, processo n" 10830.207509/2002-32, já foram quitadas, conforme argumento da empresa, que, ressalta, ainda, que as mesmas, estão sendo objeto de REDARF- S"(fl. 103). (2 Processo n° 10830 001773/2003-45 SI -TE01 Resolução n.° 1801 -00,022 Fl. 2 Após a diligência solicitada o contribuinte deveria ser intimado para pronunciamento, se assim o desejasse, em respeito ao princípio do contraditório, com posterior retorno dos autos para julgamento (fl. 103) pelo Conselho de Contribuintes. Como resultado da "diligência" vieram aos autos os documentos de fls. 108 a 117. É o relatório. {-Ni) 3 VOTO Conselheira MARIA DE LOURDES RAMIREZ Corno resultado da diligência solicitada a repartição de origem limitou-se a anexar, às fls. 108 a 117 dos autos, as mesmas pesquisas anteriormente realizadas pela autoridade julgadora da DRJ em Campinas/SP junto aos sistemas informatizados da PGFN (fls. 55 a 58), pesquisas essas que não haviam possibilitado o esclarecimento da dúvida, neste Colegiada, quanto à persistência de débitos inscritos em Dívida Ativa da União de responsabilidade da empresa. Também não foi observada a determinação para intimação da interessada do resultado da "diligência". Tendo em vista que a diligência solicitada por este Órgão de Julgamento Colegiada não foi atendida pela repartição de origem, voto no sentido de que os autos retomem à DRF em Campinas/SP para: 1) que seja esclarecido se as dívidas sob o n° 80.6.02.062046-28, processo n° 10830.207507/2002-43 e de n° 80,6.02,062047-09, processo n° 10830.207509/2002-32, já foram quitadas, conforme argumento da empresa. 2) do resultado da análise deverá ser elaborado relatório circunstanciado, conclusivo e subscrito por autoridade competente, o qual deverá esclarecer a respeito da existência, ou não, das inscrições acima mencionadas. 3) do mencionado relatório que subsidiará as conclusões da diligência deverá ser cientificada a interessada, com prova de recebimento da ciência nos autos para, no prazo de trinta dias, a contar da ciência, manifestar-se sobre as conclusões da diligência, se assim o desejar., retornando-se, posteriormente, os presentes autos a este Colegiada para prosseguimento. //2 '1 LtL MARIA DE LOU D 5 RAMIIWZ - Relatara 4
score : 1.0
Numero do processo: 13896.003869/2002-91
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1402-000.128
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. Fl. 1092DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.003869/200291 Despacho n.º 140200.128 S1C4T2 Fl. 2 2 Relatório ODONTOPREV S. A. recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância administrativa, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Transcrevo e adoto o relatório da decisão recorrida: Trata o presente processo de Pedido de Restituição de fl. 01, no valor original, em 26 de agosto de 2002, de R$ 141.471,99, relativo a saldos negativos do IRPJ dos anoscalendário de 1999 a 2001, cumulado com Pedido de Compensação referente à estimativa de CSLL do mês de dezembro de 2001. 2. A autoridade fiscal indeferiu o pleito da contribuinte, nos termos do Despacho Decisório de fls. 635/642, que se transcreve: “Relatório Trata o processo de pedido de restituição (fl. 01) no valor original, em 26/08/02, de R$ 141.471,99 (...), cumulado com pedidos de compensação (fl. 02), provenientes de saldos negativos de IRPJ, relativos aos exercícios 2000, 2001 e 2002. (...) À fl. 153 encontrase a Intimação SEORT/GAB (...).À fl. 162 o contribuinte vem requerer dilação de prazo para responder à intimação. Às fls. 169 a 857 encontrase resposta do contribuinte à intimação. De se notar, de chofre, que o contribuinte não apresentou, em sua totalidade, comprovantes de IRRF relativos aos anoscalendário objetos de análise. Os comprovantes de IRRF trazidos a lume pelo contribuinte estão entremeados por extratos do sistema RFB DIRF/SIEF, relativamente àquelas DIRF’s que foram objeto de análise neste parecer. Tais extratos serão apontados em momento oportuno. (...) Primeiramente, afirmese que em planilhas apresentadas pelo contribuinte em resposta à intimação supramencionada, o requerente referese a compensações efetuadas com supostos saldos negativos de IRPJ referentes aos anoscalendário 2000, 2001 e 2002 (fls. 177 a 181). Assim, estes períodos foram analisados neste parecer, uma vez que o saldo negativo ora pleiteado pelo contribuinte é residual, relativamente aos três períodos de apuração retrocitados, segundo o próprio requentes. DIPJ 2000/AC 1999: Procedendose à análise da DIPJ 2000, no que diz respeito às Fichas 12 (fls. 594 a 599), quando houve apuração de Imposto de Renda a Pagar por estimativa, apontados na linha 11, Ficha 13A (fl. 600), que aponta em sua linha 18 o Imposto de Renda a Pagar no ajuste Anual, e DCTF apresentada pelo contribuinte (fls. 601 e 602): JAN FEV MAR TOTAL DA DIFERENÇA Estimativa a Pagar em DIPJ 77.447,44 10.557,08 124.283,55 IR Estimativa em DCTF 77.447,44 8.962,91 83.832,34 Diferença 0,00 1.594,17 40.451,21 42.045,38 Fl. 1093DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.003869/200291 Despacho n.º 140200.128 S1C4T2 Fl. 3 3 O valor total da diferença será glosado do suposto saldo negativo, pois a DCTF é o meio válido perante a RFB para vinculação/extinção de débitos. DIPJ 2001/AC 2000: Procedendose a análise da DIPJ/2001, no que diz respeito às Fichas 11 (fls. 607 a 610), quando houve apuração de Imposto de Renda a Pagar por estimativa, apontados na linha 11, Ficha 12A (fl. 611), que aponta em sua linha 18 o Imposto de Renda a Pagar no Ajuste Anual, e DCTF apresentada pelo contribuinte (fls. 612 e 613): FEV MAR TOTAL DA DIFERENÇA Estimativa a Pagar em DIPJ 55.986,74 35.944,47 IR Estimativa em DCTF 0,00 0,00 Diferença 55.986,74 35.944,47 91.931,21 O valor total da diferença será glosado do suposto saldo negativo, pois a DCTF é o meio válido perante a RFB para vinculação/extinção de débitos. Relativamente a DIPJ 2002/AC 2001, no que diz respeito às Fichas 11 (fls. 618 a 621) e DCTF apresentada pelo contribuinte (fls. 623 e 630), não houve divergências. Pesquisouse, ainda, no sistema RFB SINAL08/GRANDE PORTE, se o contribuinte havia recolhido tais antecipações por estimativa e, por lapso, deixado de vincular a extinção de tais débitos em DCTF’s. Não foram encontrados tais pagamentos (fls. 631 a 634). Em seguida, passouse à análise dos comprovantes de IRRF do requerente, onde este constasse como beneficiário, a fim de se verificar a veracidade e montante desses valores dedutíveis. Como o volume de informações mostrouse por demais extenso, consideraramse apenas os comprovantes de valores mais expressivos, que foram os seguintes: Demonstrativo onde constam a fl. CNPJ da fonte pagadora, código de receita, valor do fonte retido, situação e se foi considerado ou não, importando num total de retenções não consideradas de R$ 205.349,49] Depreendese, da tabela supra, que o somatório das retenções não consideradas, por não haver comprovação por parte do contribuinte e/ou por este não constar como beneficiário de IRRF no sistema RFB DIRF/SIEF, é superior ao saldo negativo ora pleiteado neste processo. Assim, em resumo, o valor glosado do saldo negativo de IRPJ, de acordo com as diferenças acima apuradas é o seguinte: ANOCALENDÁRIO VALORES R$ 1999 42.045,38 2000 91.931,21 2001 205.349,49 SOMATÓRIO 339.326,08 Fl. 1094DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.003869/200291 Despacho n.º 140200.128 S1C4T2 Fl. 4 4 De se notar que o valor é maior que aquele pleiteado pelo contribuinte, pelo que o suposto direito creditório do contribuinte não será aqui reconhecido. (...) Conclusão Considerando o exposto, proponho o INDEFERIMENTO do pleito, determinando que seja: (...)” 3. A contribuinte apresentou sua manifestação de inconformidade em 28 de agosto de 2007, fls. 644/654, com as alegações que se seguem. 3.1. Entende que, nos termos do artigo 7º, da Lei n.º 10.426, de 2002, deveria a autoridade fiscal diligenciar perante a requerente a fim de identificar as divergências entre as declarações apresentadas e, após intimála, caso permanecessem tais divergências, aplicar as multas previstas legalmente. Acrescenta que a existência de meros erros materiais nas DCTF ensejaria a retificação de ofício mais jamais a glosa da diferença apurada a título de estimativas do IRPJ. 3.2. Enfim, o fato de as estimativas declaradas em DCTF serem diferentes das declaradas na DIPJ não é razão suficiente para glosálas, pois isso não significa que não foram pagas. 3.3. Aduz que a DCTF não representa qualquer das hipóteses de extinção do crédito tributário, previstas no artigo 156 do Código Tributário Nacional. O que origina o crédito passível de restituição é o pagamento da estimativa e não a apresentação da DCTF, conforme jurisprudência que transcreve, fl. 648. Em suas palavras: “Por isso, o Sr. Agente Fiscal não poderia ter glosado as antecipações com base pura e simplesmente nos valores declarados, sob a alegação de que “a declaração é meio de extinção”. Ao invés disso, o Sr. Agente Fiscal tinha o dever de realizar diligências no sentido de comprovar se as antecipações foram pagas e, somente na hipótese de comprovada ausência desses pagamentos, o que, frisese, não ocorreu, poderia têlas glosado. Percebese que o Senhor Agente Fiscal utilizou argumentos desprovidos de fundamento e comprovação, bem como dados aleatórios para justificar a não homologação dos pedidos de restituição/compensação apresentados pela requerente, provavelmente apenas para evitar o decurso de prazo para homologação tácita. Ante o exposto, demonstrado que o argumento utilizado para glosa das estimativas relativas aos anosbase de 1999 a 2000 não se justifica, deverá essa I. Turma de Julgamento determinar a reforma do despacho proferido pela “SEORT”, com relação a esse ponto.” 3.4. No que se refere ao anocalendário de 2001, entende que os informes de rendimentos são documentos cuja guarda não é obrigatória, pois correspondem a fatos geradores ocorridos há mais de cinco anos, em relação aos quais o direito da Fazenda de rever ou constituir o respectivo crédito tributário já decaiu. Menciona jurisprudência, fl. 649. Fl. 1095DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.003869/200291 Despacho n.º 140200.128 S1C4T2 Fl. 5 5 3.5. Acrescenta que envidará todos os esforços para encontrálos, protestando pela juntada dos informes que forem localizados. Requer ainda a realização de diligências perante as fontes pagadoras mencionadas, a fim de identificar as retenções efetuadas, bem como na sua contabilidade, onde os valores retidos estão lançados como ativos. 3.6. Aduz que a contabilidade faz prova em favor da contribuinte, nos termos do artigo 276, do RIR/99, devendo prevalecer o princípio da verdade material, conforme doutrina que transcreve, fls. 651/653. Em suas palavras: “In casu, está mais do que demonstrado que o Sr. Agente Fiscal não provou a inveracidade dos fatos contabilizados e declarados pela Recorrente, tendo glosado os valores de IRRF porque a recorrente não apresentou alguns informes de rendimentos, os quais não conseguiu localizar.” 3.7. Menciona jurisprudência, fls. 653. 3.8. Finaliza sua petição: “Sendo assim, em obediência ao princípio da verdade material e considerandose que a contabilidade faz prova em favor do contribuinte, requerse seja reconhecida a existência de direito creditório decorrente de saldo negativo de IRPJ apurado no ano base de 2001 e, por conseqüência, sejam homologados os pedidos de restituição e compensação objeto do presente processo. A decisão recorrida está assim ementada: RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DO IRPJ. LIQUIDAÇÃO DE ESTIMATIVAS. ENCERRAMENTO DO PERÍODO DE APURAÇÃO. O reconhecimento de direito creditório relativo a saldo negativo do IRPJ condicionase à demonstração da existência e da liquidez do direito, o que inclui a comprovação do Imposto de Renda Retido na Fonte levado à dedução, por meio dos informes de rendimentos emitidos pelas fontes pagadoras; a identificação, existência e a disponibilidade dos saldos negativos de períodos anteriores, aproveitados para liquidação das estimativas mensais ou no encerramento do anocalendário, bem como a certeza e a liquidez das demais compensações efetuadas, visando a extinção das estimativas ou aproveitadas no encerramento do período. Apurado que os saldos negativos de IRPJ ou não existem ou se mostram inferiores aos apurados pela contribuinte nas declarações de rendimentos, além do que foram exauridos pelas compensações efetuadas sem processo, não há direito creditório a ser reconhecido, inviabilizando a compensação pretendida. Os saldos negativos de períodos anteriores, tanto do IRPJ como da CSLL, somente podem ser aproveitados para a liquidação de débitos apurados a partir de janeiro do anocalendário subseqüente, não se admitindo a compensação de débitos relativo ao mesmo ano calendário do saldo negativo. Fl. 1096DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.003869/200291 Despacho n.º 140200.128 S1C4T2 Fl. 6 6 Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual contesta as conclusões do acórdão recorrido, repisa as alegações da peça impugnatória e, ao final, requer o provimento nos seguintes termos: É o relatório. Fl. 1097DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.003869/200291 Despacho n.º 140200.128 S1C4T2 Fl. 7 7 Voto Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. Em litígio o pleito da contribuinte para reconhecimento de direito creditório relativo ao Saldo Negativo de Recolhimentos do IRPJ dos anoscalendário de 1999 a 2001, protocolado em 26/agosto/2002. O contribuinte alega em preliminar que, em 30/07/2007, quando foi cientificada do despacho decisório que negou o reconhecimento do crédito, já havia transcorrido o prazo decadencial para revisão do IRPJ dos anoscalendário de 1999 a 2001, isso nos termos do art. 149 c/c 150 do Código Tributário Nacional. De fato, na data do despacho decisório já havia transcorrido o prazo decadencial para revisão do lançamento dos anos de 1999 a 2001, seja qual for a forma de contagem. Ocorre que o despacho decisório da DRF não alterou o lucro real muito menos o valor do IRPJ devido apurado pelo contribuinte e sim o saldo negativo declarado, em face da glosa de Estimativas (que não foram pagas ou declaradas) bem como do IRFonte compensado, cuja retenção não foi comprovada. Este colegiado tem decidido que o prazo para verificação do efetivo recolhimento/retenção desses valores não se confunde com o prazo decadencial de lançamento do tributo. Nesse sentido citese o acórdão 140201.014, assim ementado: “DECADÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO DO LANÇAMENTO. Havendo antecipação do tributo, a homologação do lançamento ocorrerá no prazo de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, na forma do art. 150, § 4°, do CTN. Essa prazo decadencial também é aplicável nas revisões do Lucro Real apurado e declarado pelo contribuinte, para fins de apuração do direito creditório concernente ao Saldo Negativo de Recolhimentos do IRPJ/CSLL. RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO. REVISÃO DO SALDO NEGATIVO DE RECOLHIMENTOS DO IRPJ/CSLL. A Fazenda Pública pode fiscalizar a formação dos saldos negativos de recolhimentos de IRPJ e CSLL no prazo de 5 anos contados do aproveitamento pelo contribuinte. Essa revisão deve partir do lucro real declarado/apurado pelo contribuinte e pode contemplar a verificação da efetividade dos recolhimentos, das retenções do IRFonte, transposição de saldos de um período para outro, compensações, enfim a própria formação do saldo. Todavia, após o prazo decadencial de 5 anos, contados do lançamento original , ou retificado pelo contribuinte, não é possível alterar o lucro real regularmente apurado e declarado.” Rejeito, pois, essa preliminar. A seguir, o recorrente alega que a revisão do Saldo Negativo de Recolhimentos do IRPJ deve ser realizada mediante auto de infração e não por despacho decisório. Fl. 1098DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.003869/200291 Despacho n.º 140200.128 S1C4T2 Fl. 8 8 Assim não entendo, pois, o procedimento de revisão da DIPJ apresentado pelo contribuinte no presente caso foi realizado por AuditorFiscal, com amparo nos art. 142 e 149, IV do CTN. (vide acórdão 101Letero). Rejeito também essa preliminar. No tópico 3.1 do Recurso voluntário a contribuinte alega que o processo perdeu o objeto em face da “impossibilidade de se exigir a estimativa da CSLL apurada em 31/12/2001, em razão do encerramento do período de apuração”. Estimativa essa que foi compensada com o direito creditório em litígio. Descabe razão à contribuinte, essa estimativa deve ser exigida justamente por ter sido compensada no ajuste anual da CSLL do anocalendário de 2001, tratandose de débito tributário confessado, logo, não há que se falar em lançamento e sim em cobrança desse valor. No mérito, o recurso voluntário aduz que deve ser aplicado o principio da verdade material, prevalecendo a contabilidade da empresa haja vista que a fiscalização não diligenciou, tampouco realizou quaisquer procedimentos para infirmar seus registros. Em princípio, o ônus da prova da retenção do IRFonte é da contribuinte, todavia, especificamente na situação versada nos autos, na qual o recorrente afirma desde a contestação ao despacho decisório que contabilizou e ofereceu a tributação todas as receitas objeto de retenção de IR pelas fontes pagadoras, e que a falta de declaração à RFB teria sido dessas empresas, entendo que é cabível a verificação da contabilidade da empresa. Isso porque os valores podem ser comprovados inclusive com os depósitos bancários na falta dos informes de rendimentos. É possível que tenha ocorrido erros ou falta de declaração à Receita Federal pelas fontes pagadoras. Isso foge à governabilidade do contribuinte, logo, não pode implicar lhe em prejuízo, devendo ser buscado ou aceitos outros meios de prova. Conclusão Diante do exposto, voto no sentido converter o julgamento em diligência para que o contribuinte seja intimado a apresentar demonstrativos pormenorizados dos valores das receitas objeto de retenção de IRPJ pelas fontes pagadoras, e os correspondente valores do IR Fonte, apontando os respectivos registros contábeis e os documentos que embasaram a contabilização (a exemplo de extratos bancários). A Fiscalização poderá efetuar verificações in locu na contabilidade da empresa, para conferência dos valores, bem como nas respectivas DIPJs. Ao final, lavrar termo consubstanciado das verificações realizadas, intimando o contribuinte para se manifestar no prazo de 30 dias, caso desejar. (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza Fl. 1099DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Numero do processo: 18184.002683/2007-79
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/12/1998 a 31/12/2001
PRELIMINARMENTE. DECADÊNCIA TOTAL. QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE N 8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO. ART.150, § 4º. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL.
O STF, em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
Tratando-se de contribuição social previdenciária, tributo sujeito ao lançamento por homologação, aplica-se a decadência do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional.
REGIMENTO INTERNO DO CARF. ART.62-A. VINCULAÇÃO À DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP N 973.733/SC. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE RECOLHIMENTO.
INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART.173, I , CTN.
Considerando a exigência prevista no Regimento Interno do CARF no art.62-A, esse Conselho deve reproduzir as decisões do Superior Tribunal de Justiça proferidas em conformidade com o art.543C
do Código de Processo Civil.
No caso de decadência de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o RESP n 973.733/SC decidiu que o art.150,§ 4º do Código Tributário Nacional só seria aplicado quando fosse constada a ocorrência de recolhimento, caso contrário, seria aplicado o art.173, I, do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.552
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a decadência total com base no art. 150 § 4º do CTN
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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DECADÊNCIA TOTAL. QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE N 8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO. ART.150, § 4º. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. O STF, em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Tratandose de contribuição social previdenciária, tributo sujeito ao lançamento por homologação, aplicase a decadência do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional. REGIMENTO INTERNO DO CARF. ART.62A. VINCULAÇÃO À DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP N 973.733/SC. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE RECOLHIMENTO. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART.173, I , CTN. Considerando a exigência prevista no Regimento Interno do CARF no art.62 A, esse Conselho deve reproduzir as decisões do Superior Tribunal de Justiça proferidas em conformidade com o art.543C do Código de Processo Civil. Fl. 22DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 No caso de decadência de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o RESP n 973.733/SC decidiu que o art.150,§ 4º do Código Tributário Nacional só seria aplicado quando fosse constada a ocorrência de recolhimento, caso contrário, seria aplicado o art.173, I, do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a decadência total com base no art. 150 § 4º do CTN. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 23DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 18184.002683/200779 Acórdão n.º 2403000.552 S2C4T3 Fl. 23 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls. 203 a 213 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de São Paulo I/SP (fls.186 a 194) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD n° 37.096.9618, no valor consolidado em 10/12/2007 de R$ 1.493.196,06 (hum milhão e quatrocentos e noventa e três mil, cento e noventa e seis reais e seis centavos). Segundo o relatório fiscal às fls.51 a 53, a cobrança referese às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte da empresa, ao financiamento da complementação das prestações por acidente de trabalho (até a competência 06/97), ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (até competência 07/97) e àquelas destinadas a terceiros – SENAI, SESI, SEBRAR, INCRA,ou seja, todas as rubricas (empresa, segurados, SAT/RAT e terceiros). O período objeto do lançamento corresponde às competências de 12/1998 a 12/2001, nas quais foram apontadas divergências entre as informações das GFIP’s e GPS’s. Ademais, o relatório informa que alguns valores foram considerados e deduzidos do crédito lançado (GPS, Retenções e Deduções de SalárioFamília e Maternidade). Desta autuação, a recorrente foi notificada em 13/12/2007 e apresentou impugnação às fls. 60 a 76, alegando: 1) Em sede de preliminar, que os valores lançados foram fulminados pela decadência quinquenal do Código Tributário Nacional com base no art.150, parágrafo 4, o qual, se desrespeitado, viola garantias constitucionais. 2) Que houve cerceamento de defesa à impugnante ante a precariedade e obscuridade da motivação do lançamento. 3) No mérito, ter havido a desconsideração de valores já pagos através de depósito judicial convertido em renda a favor do fisco. No pedido, requereu o acolhimento da preliminar de decadência e da tese de cerceamento de defesa, de modo que possa ser decretada a nulidade da NFLD n 37.096.9618. Requereu ainda na parte meritória, o conhecimento da impugnação e seu provimento para que o lançamento fosse julgado improcedente pelos motivos já expostos na defesa. Instada a se manifestar acerca da impugnação apresentada pela empresa recorrente, a 13 turma da DRJSão Paulo I/SP proferiu acórdão (n 1616.798) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Fl. 24DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 Período de apuração: 01/10/1998 a 31/12/2001 Ementa GFIP. DIFERENÇA POSITIVA ENTRE A CONTRIBUIÇÃO DECLARADA E O VALOR RECOLHIDO. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. A diferença positiva entre as contribuições declaradas na GFIP e os recolhimentos efetuados pelo sujeito passivo constitui o crédito tributário. CONTRIBUIÇÃO AO SAT/RAT.AÇÃO JUDICIAL. ALÍQUOTAS ACIMA DE UM POR CENTO. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO POR MEIO DE NFLD DISTINTAS. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DE DEFESA. A propositura de ação judicial com o fim de discutir a contribuição ao SAT/RAT a alíquotas acima de 1% (um por cento) justifica plenamente que o lançamento seja efetuado por meio de NFLD distintas, uma contemplando os valores que são reconhecidos como devidos pela empresa (declarados em GFIP) e outra com os valores submetidos ao Poder Judiciário, procedimento que não configura cerceamento de defesa. APROVEITAMENTO DE VALORES DEPOSITADOS OU RECOLHIDOS COM O INTUITO DE CORRIGIR INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITOS. QUESTÃO A SER APRECIADA NO PROCESSO DA NFLD QUE TRATA DA MATÉRIA SUBMETIDA AO JUDICIÁRIO. O aproveitamento de valores depositados a título da contribuição ao SAT/RAT ou recolhidos com o intuito de corrigir insuficiência de depósitos deve ser discutido no âmbito do processo da NFLD que trata da matéria submetida ao Poder Judiciário. DECADÊNCIA. PRAZO. O prazo decadencial do direito de a Seguridade Social apurar e constituir seus créditos é de 10 (dez) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; art. 45, da Lei 8.212/91. Lançamento Procedente Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 203 a 213, ratificando os mesmos pontos trazidos pela impugnação. É o relatório. Fl. 25DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 18184.002683/200779 Acórdão n.º 2403000.552 S2C4T3 Fl. 24 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame de seus argumentos. DA PRELIMINAR DA DECADÊNCIA TOTAL: A recorrente alega tanto em sua impugnação como em seu recurso voluntário ter havido decadência do art. 150, §4 do CTN com relação às competências cobradas na NFLD 37.096.9618. Assim, passo a analisar o pedido: Vale destacar que as controvérsias que existiam no âmbito dos contenciosos administrativos e no judiciário com relação ao prazo decadencial da Secretaria da Receita Federal para apurar os valores devidos a título de contribuições previdenciárias tiveram seu fim com o advento da Súmula Vinculante n° 8, a qual reconheceu como inconstitucional os arts.45 e 46 da Lei n° 8.212/91. Ambos os dispositivos previam que os prazos para a Seguridade Social apurar e cobrar os seus créditos extinguiamse com 10 (dez) anos. A grande celeuma era a não aplicação do prazo previsto no Código Tributário Nacional de que os créditos tributários só poderão ser apurados ou cobrados até 5 (cinco) anos, estabelecendo ainda esta legislação o marco inicial para a contagem desses prazos. Assim, após várias decisões invocando a inconstitucionalidade dos arts.45 e 46 da Lei n° 8.212/91, o Egrégio Supremo Tribunal Federal sumulou a matéria com a edição da Súmula Vinculante de n º 8, in verbis: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Sabese ainda que essas súmulas têm efeito vinculante sobre a Administração Pública, conforme previsão do art.103A da Constituição Federal, motivo pelo qual este Colegiado deve aplicar o entendimento acima. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Fl. 26DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 6 Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional, o qual disciplina a decadência no art. 173 e no art. 150, § 4. Em ambos, o direito de a Fazenda constituir o crédito extinguese em cinco anos, sendo que pela regra do art. 150, § 4º, a contagem é a partir da ocorrência do fato gerador e a do 173, I, é a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado ou da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Código Tributário Nacional Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homolo¬gação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos an¬teriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por tercei¬ro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. * * * Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Pelo exposto, percebese que o marco inicial da decadência diverge no Código Tributário Nacional. A regra exposta no art.173, inciso I é aplicável às espécies Fl. 27DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 18184.002683/200779 Acórdão n.º 2403000.552 S2C4T3 Fl. 25 7 tributárias que não estão sujeitas ao lançamento por homologação, pois as que se sujeitam a este tipo de lançamento têm o prazo decadencial regulado pelo art.150, §4° do CTN. Não obstante a consideração de que o art.150, §4° do Código Tributário Nacional aplicase aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, vale destacar que esse Conselho só tem aplicado essa regra aos casos em que ocorre o recolhimento da exação, em virtude do entendimento do Superior Tribunal de Justiça na decisão do Recurso Especial n 973.733/SC (Informativo n 402/STJ), na qual teve como ponto pacífico a aplicação do dispositivo retro somente quando for constatado pagamento das contribuições. Desse modo, deve esse Conselho sujeitarse à regra definida pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça em razão do previsto no Regimento Interno do CARF, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, levando em consideração o acima exposto, e, tendo o presente recurso voluntário como matéria objeto de discussão a decadência, fazse necessária a vinculação deste voto ao preceito do Regimento Interno do CARF enquanto tal regra permanecer vigente, tendo em vista que o julgamento do RESP n 973.733/SC ocorreu nos moldes do art.543C do Código de Processo Civil. No presente caso, foi verificada a ocorrência de recolhimento, tendo em vista que o relatório fiscal informou às fls.51 a 53 que alguns valores foram considerados e deduzidos do crédito lançado (GPS, Retenções e Deduções de SalárioFamília e Maternidade). Desta feita, sabendo que a ciência da NFLD deuse em 13/12/2007, e, as datas das competências que estão sendo objeto de discussão abrangerem os períodos de 12/1998 a 12/2001, têmse que os valores cobrados na notificação fiscal estão acobertados pela decadência com base art.150, §4° do Código Tributário Nacional. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para, nas preliminares, DARLHE PROVIMENTO, reconhecendo a preliminar de decadência dos valores relativos às competências de 12/1998 a 12/2001, com base no art.150, §4° do Código Tributário Nacional e em razão da Súmula Vinculante n 8. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 28DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 8 Fl. 29DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
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Numero do processo: 10675.902588/2009-03
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 10 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.104
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que negam provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que negam provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora e Presidente em Exercício Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edgar Silva Vidal, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Carmen Ferreira Saraiva. RELATÓRIO A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) em 28.03.2006, fls. 0103, utilizandose do crédito relativo ao pagamento a maior no valor total de R$3.228,07 de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) determinada sobre a base de cálculo estimada, código nº 2484, efetuado em 28.09.2005. Processo nº 10675.902588/200903 Resolução n.º 180100.104 S1C1T1 Fl. 66 2 Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 04, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que o pagamento foi integralmente utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para compensação. Cientificada em 02.04.2009, fl. 05, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 04.05.2009, fls. 0614, argumentando em síntese que discorda da conclusão da análise do pedido. Suscita que a apresentação da peça de defesa tem o efeito de suspender a exigibilidade dos débitos confessados (inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional). Defende que o somatório dos recolhimentos efetuados a título de CSLL determinada a partir da base de cálculo estimada no anocalendário ultrapassa o valor devido de CSLL no seu encerramento. Argui que houve erro de fato no preenchimento da Per/DComp uma vez que informou que se tratava de pagamento indevido ao invés de saldo negativo de CSLL. Indica valores de saldos negativos de CSLL e de IRPJ dos anoscalendário de 2005 e 2006. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Diante do exposto, requer acolhida a presente manifestação de inconformidade com efeito suspensivo, determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. Nos moldes da Lei nº 9.532, artigo 67, protesta a juntada de novas provas a serem obtidas no curso deste processo administrativo. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/JFA/MG nº 09 36.322, de 11.08.2011, fls. 5053:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Restou ementado ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 ESTIMATIVA MENSAL. PAGAMENTO A MAIOR. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de IRPJ ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago na dedução do IRPJ ou CSLL ao final do período de Processo nº 10675.902588/200903 Resolução n.º 180100.104 S1C1T1 Fl. 67 3 apuração em que houve o pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período. Notificada em 21.09.2011, fl. 55, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 21.10.2011, fls. 5662, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na impugnação. Conclui Diante do exposto, requer acolhida o presente Recurso Voluntário com efeito suspensivo determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. É o Relatório. VOTO Carmen Ferreira Saraiva – Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. O pedido inicial da Recorrente referese ao reconhecimento do direito creditório pleiteado do valor da CSLL determinada sobre a base de cálculo estimada, que deve compor o saldo negativo de CSLL no encerramento do anocalendário. E isto porque, em verdade, há possibilidade de aproveitamento de valores decorrentes de recolhimentos estimados na formação do saldo negativo anual da CSLL. Necessária se faz a apreciação pela autoridade administrativa da efetiva existência do crédito decorrente do saldo negativo anual da CSLL para fins de homologação da compensação1. Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento na realização de diligência para a Unidade da Secretaria Receita Federal do Brasil (RFB) que jurisdiciona a Recorrente analisar a origem e a procedência saldo negativo anual de CSLL, em conformidade com a escrituração mantida com observância das disposições legais, desde que comprovada por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais, bem como com os registros 1 Fundamentação legal: art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e Instrução Normativa RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008 e Instrução Normativa RFB 973, de 27 de novembro de 2009. Processo nº 10675.902588/200903 Resolução n.º 180100.104 S1C1T1 Fl. 68 4 internos da RFB. Também devem ser examinados conjuntamente os Per/DComp que tenham por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas, se for o caso2. A autoridade fiscal designada ao cumprimento da diligência solicitada deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes3 . (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 2 Fundamentação legal: art. 9º do Decretolei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977 e Portaria RFB nº 666, de 24 de abril de 2008. 3 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição da República.
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Numero do processo: 10675.902585/2009-61
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 10 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.101
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que negam provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que negam provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora e Presidente em Exercício Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edgar Silva Vidal, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Carmen Ferreira Saraiva. RELATÓRIO A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) em 28.03.2006, fls. 0103, utilizandose do crédito relativo ao pagamento a maior no valor total de R$4.850,76 de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) determinado sobre a base de cálculo estimada, código nº 2362, efetuado em 29.11.2005. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 04, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo Processo nº 10675.902585/200961 Resolução n.º 180100.101 S1C1T1 Fl. 66 2 indeferimento do pedido. Restou esclarecido que o pagamento foi integralmente utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para compensação. Cientificada em 02.04.2009, fl. 05, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 04.05.2009, fls. 0614, argumentando em síntese que discorda da conclusão da análise do pedido. Suscita que a apresentação da peça de defesa tem o efeito de suspender a exigibilidade dos débitos confessados (inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional). Defende que o somatório dos recolhimentos efetuados a título de IRPJ determinado a partir da base de cálculo estimada no anocalendário ultrapassa o valor devido de IRPJ no seu encerramento. Argui que houve erro de fato no preenchimento da Per/DComp uma vez que informou que se tratava de pagamento indevido ao invés de saldo negativo de IRPJ. Indica valores de saldos negativos de CSLL e de IRPJ dos anoscalendário de 2005 e 2006. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Diante do exposto, requer acolhida a presente manifestação de inconformidade com efeito suspensivo, determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. Nos moldes da Lei nº 9.532, artigo 67, protesta a juntada de novas provas a serem obtidas no curso deste processo administrativo. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/JFA/MG nº 09 36.319, de 11.08.2011, fls. 5053:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Restou ementado ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 ESTIMATIVA MENSAL. PAGAMENTO A MAIOR. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de IRPJ ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago na dedução do IRPJ ou CSLL ao final do período de apuração em que houve o pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período. Processo nº 10675.902585/200961 Resolução n.º 180100.101 S1C1T1 Fl. 67 3 Notificada em 21.09.2011, fl. 55, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 21.10.2011, fls. 5662, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na impugnação. Conclui Diante do exposto, requer acolhida o presente Recurso Voluntário com efeito suspensivo determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. É o Relatório. VOTO Carmen Ferreira Saraiva – Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. O pedido inicial da Recorrente referese ao reconhecimento do direito creditório pleiteado do valor da IRPJ determinado sobre a base de cálculo estimada, que deve compor o saldo negativo de IRPJ no encerramento do anocalendário. E isto porque, em verdade, há possibilidade de aproveitamento de valores decorrentes de recolhimentos estimados na formação do saldo negativo anual da IRPJ. Necessária se faz a apreciação pela autoridade administrativa da efetiva existência do crédito decorrente do saldo negativo anual da IRPJ para fins de homologação da compensação1. Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento na realização de diligência para a Unidade da Secretaria Receita Federal do Brasil (RFB) que jurisdiciona a Recorrente analisar a origem e a procedência saldo negativo anual de IRPJ, em conformidade com a escrituração mantida com observância das disposições legais, desde que comprovada por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais, bem como com os registros internos da RFB. Também devem ser examinados conjuntamente os Per/DComp que tenham por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas, se for o caso2. 1 Fundamentação legal: art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e Instrução Normativa RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008 e Instrução Normativa RFB 973, de 27 de novembro de 2009. 2 Fundamentação legal: art. 9º do Decretolei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977 e Portaria RFB nº 666, de 24 de abril de 2008. Processo nº 10675.902585/200961 Resolução n.º 180100.101 S1C1T1 Fl. 68 4 A autoridade fiscal designada ao cumprimento da diligência solicitada deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes3 . (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 3 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição da República.
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