Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
4740677 #
Numero do processo: 10921.000899/2004-64
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 13/10/2004 DEPÓSITO JUDICIAL. MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. Cabe lançamento de multa de ofício no auto de infração quando o depósito realizado pelo contribuinte não é feito pelo montante integral. AUTO DE INFRAÇÃO. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MULTA DE OFÍCIO. EXCLUSÃO. Não caberá lançamento de multa de ofício exclusivamente nos casos de suspensão de exigibilidade na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, nos quais estão compreendidas apenas a hipótese de depósito do montante integral, mas apenas a concessão de medida liminar em mandado de segurança e a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3102-00.990
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Os Conselheiros Nanci Gama e Wilson Sampaio Sahade Filho votaram pelas conclusões.
Nome do relator: Ricardo Paulo Rosa

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201105

camara_s : Primeira Câmara

ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 13/10/2004 DEPÓSITO JUDICIAL. MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. Cabe lançamento de multa de ofício no auto de infração quando o depósito realizado pelo contribuinte não é feito pelo montante integral. AUTO DE INFRAÇÃO. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MULTA DE OFÍCIO. EXCLUSÃO. Não caberá lançamento de multa de ofício exclusivamente nos casos de suspensão de exigibilidade na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, nos quais estão compreendidas apenas a hipótese de depósito do montante integral, mas apenas a concessão de medida liminar em mandado de segurança e a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial. Recurso Voluntário Negado

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Wed May 04 00:00:00 UTC 2011

numero_processo_s : 10921.000899/2004-64

anomes_publicacao_s : 201105

conteudo_id_s : 4938944

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 27 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 3102-00.990

nome_arquivo_s : 310200990_10921000899200464_201105.pdf

ano_publicacao_s : 2011

nome_relator_s : Ricardo Paulo Rosa

nome_arquivo_pdf_s : 10921000899200464_4938944.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Os Conselheiros Nanci Gama e Wilson Sampaio Sahade Filho votaram pelas conclusões.

dt_sessao_tdt : Wed May 04 00:00:00 UTC 2011

id : 4740677

ano_sessao_s : 2011

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:53 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713044043248697344

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1778; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C1T2  Fl. 1          1             S3­C1T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10921.000899/2004­64  Recurso nº  500.883   Voluntário  Acórdão nº  3102­00.990  –  1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  04 de maio de 2011  Matéria  Auto de Infração ­ Cofins  Recorrente  FEDEREÇÃO DAS COOPERATIVAS AGROPECUÁRIAS DO ESTADO  DE SANTA CATARINA LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Data do fato gerador: 13/10/2004  DEPÓSITO JUDICIAL. MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO.  Cabe  lançamento de multa de ofício no auto de infração quando o depósito  realizado pelo contribuinte não é feito pelo montante integral.  AUTO DE  INFRAÇÃO. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.  MULTA DE OFÍCIO. EXCLUSÃO.  Não  caberá  lançamento  de  multa  de  ofício  exclusivamente  nos  casos  de  suspensão de exigibilidade na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº  5.172,  nos  quais  estão  compreendidas  apenas  a  hipótese  de  depósito  do  montante  integral, mas  apenas  a concessão de medida  liminar  em mandado  de  segurança  e  a  concessão  de medida  liminar  ou  de  tutela  antecipada,  em  outras espécies de ação judicial  Recurso Voluntário Negado      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Os Conselheiros  Nanci Gama e Wilson  Sampaio Sahade Filho votaram pelas conclusões.  Luis Marcelo Guerra de Castro ­ Presidente.   Ricardo Paulo Rosa ­ Relator.  EDITADO EM: 03/06/2011     Fl. 1DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 03/06/2011 por RICARDO PAULO ROSA     2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra  de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Paulo Sérgio Celani,  Wilson Sampaio Sahade Filho e Nanci Gama.    Relatório  Por  bem  descrever  os  fatos,  adoto  o  relatório  que  embasou  a  decisão  de  primeira instância, que passo a transcrever.  Trata  o  presente  processo  de  auto  de  infração  lavrado  para  exigência  de  crédito tributário no valor de R$ 1.768.775,72, referente a COFINS incidente sobre  as  importações, bem como de multa de oficio calculada sobre a mesma e  juros de  mora.  Depreende­se  da  descrição  dos  fatos  do  auto  de  infração  que  a  interessada  promoveu importações, por meio da Declaração de Importação (Dl) n° 04/0487459­ 7, registrada em 22/04/2004 e DI n° 04/0516423­2, registrada em 31/05/2004, sem o  pagamento de PIS/PASEP e COFINS incidentes sobre as importações.  A  interessada  formulou  consulta  sobre  a  legislação  de  regência,  sendo  a  mesma declarada ineficaz por despacho da Superintendência da 9ª Região Fiscal.  Impetrou o Mandado de Segurança n° 2004.72.01.004592­2 em 31/08/2004,  pleiteando o afastamento da incidência das contribuições, sendo­lhe negada liminar.  Realizou depósitos administrativos em 30/08/2004, porém em valor inferior o  montante integral exigido por meio do auto de infração do presente processo.  Assim,  a  fiscalização  lavrou  auto  de  infração  para  exigência  da  COFINS  incidente sobre as importações em tela.   Regularmente cientificada por via pessoal  (ciência à folha 01), a  interessada  apresentou  impugnação  tempestiva  às  folhas  74  a  76,  anexando  documentos  às  folhas 77 a 123.  A impugnante insurge­se contra o auto de infração, defendendo que depositou  valor superior ao exigido a titulo de COFINS.  Informa que deixou de recolher o valor da multa (de oficio) por entender que  ainda não havia lançamento para sua exigência e por defender ser correta e legal a  consulta formulada. Alega que a multa é indevida.  Em relação ao PIS/PASEP informa que também realizou depósito maior que o  montante  exigido.  Alega  que  o  valor  da  multa  foi  devidamente  recolhido,  assim  como os juros de mora.  Defende a improcedência da notificação.  Assim a Delegacia da Receita Federal  de  Julgamento  sintetizou, na ementa  correspondente, a decisão proferida.  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Data do fato gerador: 13/10/2004  AÇÃO JUDICIAL. EFEITOS.  Fl. 2DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 03/06/2011 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10921.000899/2004­64  Acórdão n.º 3102­00.990  S3­C1T2  Fl. 2          3 A propositura de qualquer ação judicial anterior, concomitante ou posterior a  procedimento fiscal, com o mesmo objeto do  lançamento,  importa em renúncia ou  desistência à apreciação da mesma matéria na esfera administrativa. Assim, o apelo  interposto, pelo sujeito passivo, não deve ser conhecido no âmbito administrativo.  MULTA DE OFÍCIO. APLICAÇÃO.  Em face de determinação legal, o lançamento de oficio, do imposto, deve ser  seguido  da  aplicação  da  multa  correspondente  a  esse  lançamento,  a  exceção  dos  casos, em que a exigibilidade do débito tenha sido suspensa antes do inicio.  Insatisfeita  com  a  decisão  de  primeira  instância,  a  recorrente  apresenta  recurso  voluntário  a  este  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais,  por  meio  do  qual  requer que o valor depositado seja considerado correto e que seja lançada somente a diferença  entre o valor devido e o recolhido.  Considera ter ocorrido o depósito judicial no valor integral, já que este valor  teria  sido  “determinado  pela  própria  Receita  Federal,  através  dos  seus  lançamentos,  que  permitiram a expedição dos correspondentes DARFs sobre as” declarações de importação.  Em sede de recurso a recorrente não adentra ao mérito do litígio.  É o relatório.  Voto             Conselheiro Ricardo Paulo Rosa.  Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do recurso  voluntário.  A autoridade autuante presta importantes esclarecimentos sobre a sucessão de  acontecimentos que deu origem ao auto de infração discutido e à aplicação da multa de ofício,  se não vejamos.  A  consulta  foi  formulada  através  do  processo  11516.001180/2004­ 95/DRF/Florianópolis e foi declarada sua ineficácia através do Despacho decisório  n° 48, de 8 de  julho de 2004; com ciência do  interessado em 30 de julho de 2004  (folhas 27 a 30).  O  autuado  entregou  em  03/09/2004,  nesta  Alfândega,  cópia  da  Petição  dos  autos n° 2004.72.01.004592­2, protocolizada na Justiça Federal (folhas 37 a 67).  No  dia  30/08/2004  o  autuado  efetuou  depósito  referente  a  COFINS  importação devidas nas DI 04/0487459­7 e 04/0516423­2.  Até  a  presente  data  esta  Alfândega  não  foi  notificada  de  qualquer  decisão  judicial acerca das DI objeto deste Auto.  Declarada a ineficácia da consulta o crédito tributário é devido desde o fato  gerador,  inclusive  quanto  aos  acréscimos  legais.  O  depósito  foi  efetuado  após  a  ocorrência do fato gerador e após a ciência do Despacho decisório da consulta, mas  Fl. 3DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 03/06/2011 por RICARDO PAULO ROSA     4 sem os acréscimos da multa devida. Portanto, o valor depositado não corresponde ao  montante integral nos termos do inciso II, art. 151 do CTN.  O artigo 63 da Lei 9.430/96 determina que não caberá lançamento da multa  de ofício na  constituição de  crédito  tributário destinada  a prevenir  a decadência desde que  a  suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento  de ofício a ele relativo.   Art. 63.  Na  constituição  de  crédito  tributário  destinada  a  prevenir  a  decadência,  relativo  a  tributo  de  competência  da União,  cuja  exigibilidade  houver  sido  suspensa  na  forma dos  incisos  IV  e V do  art.  151  da Lei  nº  5.172,  de 25  de  outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício.    §  1º O disposto  neste  artigo  aplica­se,  exclusivamente,  aos  casos  em que  a  suspensão  da  exigibilidade  do  débito  tenha  ocorrido  antes  do  início  de  qualquer  procedimento de ofício a ele relativo.   §  2º  A  interposição  da  ação  judicial  favorecida  com  a  medida  liminar  interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até  30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo  ou contribuição.  Da leitura das disposições legais acima transcritas, constata­se que a exclusão  da multa de ofício aplica­se exclusivamente aos casos de suspensão de exigibilidade na forma  dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, nos quais não está compreendida a hipótese de  depósito  do  montante  integral,  mas  apenas  a  concessão  de  medida  liminar  em mandado  de  segurança e a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação  judicial.  A melhor  inteligência da norma remete à  lógica de que, de fato, o depósito  como  forma de  suspensão  da  exigibilidade  do  crédito  tributário  deve  ser  feito  com  todos  os  acréscimos devidos ao tempo de sua efetivação.  No  caso  sub  judice,  uma  vez  que  já  ocorrera  o  fato  gerador  da  obrigação  correspondente,  não  tendo  sido  pago  o  valor  devido,  caberia  a  inclusão  no DARF  do  valor  correspondente  à  multa  de  mora,  já  que  a  contribuinte  agiu  espontaneamente,  sob  pena  de  restar configurada a situação prevista no artigo 44 da Lei 9.430/96, como falta de pagamento,  sujeito à multa de 75% do valor do imposto devido.  A  conseqüência  disso  é  que  nem  o  depósito  efetuado  suspendeu  a  exigibilidade do crédito, nem o valor da multa deve ser excluído do auto de  infração,  já que  não existe previsão legal para tanto.  Pelo  exposto,  VOTO  POR  NEGAR  provimento  ao  recurso  voluntário  apresentado pela recorrente.  Sala de Sessões, 04 de maio de 2011.   Ricardo Paulo Rosa – Relator.                Fl. 4DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 03/06/2011 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10921.000899/2004­64  Acórdão n.º 3102­00.990  S3­C1T2  Fl. 3          5                 Fl. 5DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 03/06/2011 por RICARDO PAULO ROSA

score : 1.0
4740555 #
Numero do processo: 11075.000522/2008-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/2002 a 30/11/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS O aposentado que continua a exercer atividade abrangida pelo RGPS está sujeito às contribuições previdenciárias. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2301-001.992
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Damião Cordeiro de Moraes e Leonardo Henrique Pires Lopes, que votaram pelo provimento do recurso.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201104

camara_s : Terceira Câmara

ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/2002 a 30/11/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS O aposentado que continua a exercer atividade abrangida pelo RGPS está sujeito às contribuições previdenciárias. Recurso Voluntário Negado

turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011

numero_processo_s : 11075.000522/2008-10

anomes_publicacao_s : 201104

conteudo_id_s : 4854384

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020

numero_decisao_s : 2301-001.992

nome_arquivo_s : 230101992_11075000522200810_201104.pdf

ano_publicacao_s : 2011

nome_relator_s : BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS

nome_arquivo_pdf_s : 11075000522200810_4854384.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Damião Cordeiro de Moraes e Leonardo Henrique Pires Lopes, que votaram pelo provimento do recurso.

dt_sessao_tdt : Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011

id : 4740555

ano_sessao_s : 2011

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:49 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713044043252891648

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1496; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C3T1  Fl. 22          1 21  S2­C3T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  11075.000522/2008­10  Recurso nº  260.376   Voluntário  Acórdão nº  2301­01.992  –  3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária   Sessão de  15 de abril de 2011  Matéria  RESTITUIÇÃO: SEGURADOS  Recorrente  DAGOBERTO CIPRIANO  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias  Período de apuração: 01/10/2002 a 30/11/2002  Ementa:  PEDIDO  DE  RESTITUIÇÃO  DE  CONTRIBUIÇÕES  PREVIDENCIÁRIAS   O  aposentado  que  continua  a  exercer  atividade  abrangida  pelo  RGPS  está  sujeito às contribuições previdenciárias.  Recurso Voluntário Negado      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  maioria  de  votos,  em  negar  provimento  ao  recurso,  nos  termos  do  voto  da  relatora.  Vencidos  os  Conselheiros  Damião  Cordeiro  de  Moraes  e  Leonardo  Henrique  Pires  Lopes,  que  votaram  pelo  provimento  do  recurso    Marcelo Oliveira ­ Presidente.     Bernadete de Oliveira Barros­ Relatora.    Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Marcelo  Oliveira  (Presidente), Bernadete De Oliveira Barros, Damião Cordeiro De Moraes, Mauro Jose Silva,  Leonardo Henrique Pires Lopes, Wilson Antonio De Souza Correa.     Fl. 25DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/05/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Assinado digitalmente em 31/05/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, 27/05/2011 por MARCELO OLIVEIR A   2   Relatório  Trata­se de pedido de restituição de contribuição previdenciária vertida pelo  segurado contribuinte individual acima identificado.   O requerente solicita restituição dos valores recolhidos posteriormente à data  de início de sua aposentadoria.  A  Receita  Federal  do  Brasil,  por  meio  do  Despacho  Decisório  de  fl.  09,  indeferiu o pedido com base no art. 197, da IN 03/2005, argumentando que o recolhimento foi  efetuado corretamente no NIT n° 1.122.637.917­0, no qual o requerente possui inscrição ativa  como  contribuinte  individual,  e  o  fato  de  o  requerente  atingir  o  número  mínimo  de  contribuições  previdenciárias  necessárias  para  ter  direito  ao  benefício  da  aposentadoria  por  tempo de contribuição não torna indevida as demais contribuições previdenciárias recolhidas.  Inconformado com a decisão, o recorrente apresentou recurso tempestivo (fls.  12), alegando que resta inequívoco que o recolhimento da contribuição efetuado em março de  2003 não é condição necessária e suficiente para o gozo da aposentadoria, cujo termo final se  estratificou em 29.02.1988, 15 anos antes de março de 2003.  Entende  que  o  argumento  da  autoridade  que  indeferiu  o  pleito  seria  válido  caso a  recorrente  tivesse continuado a exercer suas atividades, ou como empregado ou como  autônomo, o que não ocorreu, como prova a Carteira de Trabalho, que registra a data da última  atividade laboral como sendo 31 de março de 1987.  É o relatório  Fl. 26DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/05/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Assinado digitalmente em 31/05/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, 27/05/2011 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 11075.000522/2008­10  Acórdão n.º 2301­01.992  S2­C3T1  Fl. 23          3   Voto             Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, Relatora  Da análise do pedido de restituição, registro o que se segue.  O requerente solicita a restituição de valores recolhidos à Previdência Social.   Justifica  seu  pleito  alegando  que  o  próprio  INSS  reconheceu  que  o  contribuinte completou, em 29.02.1988, ou seja, 15 anos antes dos recolhimentos indevidos, o  prazo exigido pela lei para fazer jus ao benefício de aposentadoria por tempo de serviço.  Contudo, conforme art. 89 da Lei 8.212/91,  somente poderá  ser  restituída a  contribuição  recolhida  indevidamente  e,  conforme  consta  dos  sistemas  informatizados  da  Previdência  Social,  o  recorrente  estava,  à  época  em  que  os  recolhimentos  foram  efetuados,  inscrito no NIT de contribuinte individual.  Assim, em que pese a Carteira de Trabalho comprovar a ausência de vínculo  empregatício em 2002, o requerente pode ter continuado a exercer atividade como contribuinte  individual no período citado.  O item 1.2.4.3, § 3o, do Cap. IV, do MANAR, dispõe que “considera­se que o  segurado, tendo feito a inscrição como segurado contribuinte individual e, conseqüentemente, efetuado  o  recolhimento,  exerceu  a  atividade  e  teve  remuneração,  não  cabendo  declarar  que  não  exerceu  a  atividade para ter restituído o total recolhido”.   E o § 2º do art. 12 da Lei nº 8.212/91, determina que “todo aquele que exercer,  concomitantemente, mais de uma atividade remunerada, sujeita ao Regime Geral de Previdência Social  é obrigatoriamente filiado em relação a cada uma delas”.   Portanto,  não  houve  recolhimento  indevido  já  que,  como  segurado  obrigatório  da  Previdência  Social  como  contribuinte  individual,  o  recorrente  está  sujeito  às  contribuições de que trata o referido diploma legal.  Assim,  ao  indeferir  o  pedido  formulado  pelo  recorrente,  a  autoridade  da  Administração  agiu  em  conformidade  com  os  ditames  legais  e  observância  ao  princípio  da  legalidade.   Nesse sentido e  Considerando tudo o mais que dos autos consta;  Voto no sentido de CONHECER DO RECURSO, para, no mérito, NEGAR­ LHE PROVIMENTO.  É como voto  Bernadete de Oliveira Barros ­ Relatora  Fl. 27DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/05/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Assinado digitalmente em 31/05/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, 27/05/2011 por MARCELO OLIVEIR A   4                                 Fl. 28DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/05/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Assinado digitalmente em 31/05/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, 27/05/2011 por MARCELO OLIVEIR A

score : 1.0
4742027 #
Numero do processo: 14098.000104/2007-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2001 a 28/02/2004 Ementa: É OBRIGATÓRIO O RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO RETIDA DA REMUNERAÇÃO DO SEGURADO.APROPRIAÇÃO INDÉBITA. As empresas são obrigadas a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados empregados descontando-as da respectiva remuneração. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-001.113
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o julgado.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Liege Lacroix Thomasi

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201106

camara_s : Terceira Câmara

ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2001 a 28/02/2004 Ementa: É OBRIGATÓRIO O RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO RETIDA DA REMUNERAÇÃO DO SEGURADO.APROPRIAÇÃO INDÉBITA. As empresas são obrigadas a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados empregados descontando-as da respectiva remuneração. Recurso Voluntário Negado

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011

numero_processo_s : 14098.000104/2007-71

anomes_publicacao_s : 201106

conteudo_id_s : 4761732

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2020

numero_decisao_s : 2302-001.113

nome_arquivo_s : 230201113_14098000104200771_201106.pdf

ano_publicacao_s : 2011

nome_relator_s : Liege Lacroix Thomasi

nome_arquivo_pdf_s : 14098000104200771_4761732.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o julgado.

dt_sessao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011

id : 4742027

ano_sessao_s : 2011

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:40:40 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713044043269668864

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1503; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C3T2  Fl. 1          1             S2­C3T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  14098.000104/2007­71  Recurso nº  257.467   Voluntário  Acórdão nº  2302­01.113  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  8 de junho de 2011  Matéria  Remuneração de Segurados: Parcelas Descontadas dos Segurados  Recorrente  SOMEL ENGENHARIA LTDA.  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/12/2001 a 28/02/2004  Ementa:  É OBRIGATÓRIO O RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO RETIDA  DA REMUNERAÇÃO DO SEGURADO.APROPRIAÇAO INDÉBITA.  As  empresas  são  obrigadas  a  arrecadar  e  recolher  as  contribuições  dos  segurados empregados descontando­as da respectiva remuneração.  Recurso Voluntário Negado      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento  ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o julgado.    Marco Andre Ramos Vieira ­ Presidente.     Liege Lacroix Thomasi ­ Relator.    EDITADO EM: 14/06/2011  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:Marco Andre Ramos  Vieira (Presidente), Liege Lacroix Thomasi, Arlindo da Costa e Silva,Manoel Coelho Arruda  Junior, Adriana Sato.     Fl. 1DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/06/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA     2    Fl. 2DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/06/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 14098.000104/2007­71  Acórdão n.º 2302­01.113  S2­C3T2  Fl. 2          3   Relatório  Trata  a  notificação  de  contribuições  previdenciárias  relativas  à  parte  dos  segurados,  que  foi  descontada  pela  empresa  das  remunerações  dos  mesmos,  constantes  das  folhas de pagamento e declaradas em GFIP, nas competências de 12/2001, 11/2002, 12/2002,  08/2003 a 02/2004 e 12/2004.  Os  recolhimentos  efetuados  pela  notificada  foram  devidamente  deduzidos  dos valores lançados.  A notificação foi cientificada ao sujeito passivo em 29/06/2006.  Após a apresentação da defesa, Decisão­Notificação de fls.298/303, julgou o  lançamento procedente.  Inconformado,  o  contribuinte  apresentou  recurso  tempestivo  onde  alega  em  síntese:  a)  que  requer  a  compreensão  para  análise  imediata  do  Processo  de  Restituição  RRR,  protocolado  em  12/06/2006, com pedido de concomitância, no intuito de  quitar  débito  contraído  com  o  cancelamento  de  matrículas CEI, por entender que se tratava de prestação  de serviço e não de obra;  b)  que  requer  a  reforma  da  decisão  que  foi  proferida  tão  somente  pela  analista  de  processo  e  não  através  de  um  julgamento;  c)  que  deveriam  ser  comandadas  diligências  para  elucidar  irregularidades apontadas;  d)  que  a  analista  não  adentrou  nos  itens  das  notificações  lançadas;  e)  que  parte  das  divergências  apuradas  encontram­se  parceladas através do PAES (parcelamento especial);  f)  que  erroneamente  não  informou  retenções  em  GFIP’s,  mas após a correção inexistem os débitos;  g)  que  junta  GPS  das  competências  11/2002  e  12/2002,  onde  por  incompetência  do  órgão  recebedor,  constou  competência 10/2002.  Requer  o  provimento  do  recurso  já  que  demonstrado  embasamento  fático  suficiente para modificar a decisão. Junta documentos .  Fl. 3DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/06/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA     4 Em  vista  do  recurso  e  documentos  anexados,  os  autos  foram  baixados  em  diligência, fls. 353 para manifestação fiscal.  Às fls. 2076/2079, foi emitida informação fiscal.  Em  expediente  protocolado  em  23/07/2008,  o  contribuinte  requer  que  seja  declarada  a  decadência  e  prescrição  em  virtude  da Súmula  n.º  8,  devendo  os  tributos  serem  declarados nulos.  Os  autos  foram  à  julgamento  e Resolução  desta  3ª Câmara  da  2ª  Seção  do  CARF, às fls. 2097/2099, converteu o julgamento em diligência para que o contribuinte tivesse  ciência  do  resultado  da  diligência  de  fls.  2076/2079  e  lhe  fosse  concedido  prazo  para  manifestação.  Cumprido o procedimento, o contribuinte não se manifestou.  É o relatório.  Fl. 4DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/06/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 14098.000104/2007­71  Acórdão n.º 2302­01.113  S2­C3T2  Fl. 3          5   Voto             Conselheira Liege Lacroix Thomasi  Cumprido o requisito de admissibilidade, frente à tempestividade do recurso,  conheço do mesmo e passo ao seu exame.  Da Preliminar  Não assiste razão à recorrente quando diz que a decisão de primeira instância  deve ser reformada por ter sido emitida por uma analista e não submetida a um julgamento, eis  que  à  época  da  emissão  da  Decisão­Notificação,  o  julgamento  administrativo  de  primeira  instância,  no  âmbito  da  Secretaria  da  Receita  Previdenciária,  era  emitido monocraticamente  pelo Serviço do Contencioso Administrativo, por auditor fiscal analista.   A  decisão  recorrida  atendeu  às  prescrições  que  regem  o  processo  administrativo fiscal: enfrentou as alegações pertinentes do recorrente, com indicação precisa  dos  fundamentos  e  se  revestiu  de  todas  as  formalidades  necessárias.  Não  contém,  portanto,  qualquer vício que suscite  sua nulidade, passando,  inclusive,  pelo  crivo do Egrégio Superior  Tribunal de Justiça:  Art.  31.  A  decisão  conterá  relatório  resumido  do  processo,  fundamentos  legais,  conclusão  e  ordem  de  intimação,  devendo  referir­se,  expressamente,  a  todos  os  autos  de  infração  e  notificações  de  lançamento  objeto  do  processo,  bem  como  às  razões  de  defesa  suscitadas  pelo  impugnante  contra  todas  as  exigências. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 9.12.1993).    “PROCESSUAL  CIVIL  E  TRIBUTÁRIO.  NULIDADE  DO  ACÓRDÃO.  INEXISTÊNCIA.  CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA.  SERVIDOR  PÚBLICO  INATIVO.  JUROS  DE MORA. TERMO INICIAL. SÚMULA 188/STJ.  1.  Não  há  nulidade  do  acórdão  quando  o  Tribunal  de  origem  resolve  a  controvérsia  de  maneira  sólida  e  fundamentada,  apenas não adotando a tese do recorrente.  2. O  julgador  não  precisa  responder  a  todas  as  alegações  das  partes se já tiver encontrado motivo suficiente para fundamentar  a decisão, nem está obrigado a ater­se aos fundamentos por elas  indicados “. (RESP 946.447­RS – Min. Castro Meira – 2ª Turma  – DJ 10/09/2007 p.216)  Do Mérito  A  notificação  teve  por  base  as  informações  prestadas  pela  recorrente  em  GFIP e nas suas folhas de pagamento, que foram por ela preparadas, que reconheceu, através  da  inclusão  das  rubricas  salariais  no  campo  destinado  à  remuneração  dos  segurados,  a  Fl. 5DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/06/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA     6 incidência  sobre  as  mesmas  das  contribuições  sociais  lançadas  pela  fiscalização.  Não  pertencem  ao  lançamento  impugnado  parcelas  contestadas  pela  recorrente  quanto  à  sua  natureza  salarial  ou  não.  Melhor  dizendo,  a  base  de  cálculo  considerada  pela  fiscalização  coincide com o montante de salários informado pela recorrente.  Acrescenta­se, ainda, que a partir de 01/01/99, com a implantação da Guia de  Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social – GFIP, os valores nela declarados  são  tratados  como  confissão  de  dívida  fiscal,  nos  termos  do  artigo  225,  §1°  do  Decreto  n°  3.048, de 06/05/99:  Art.225. (...)     § 1º As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de  Garantia  do  Tempo  de  Serviço  e  Informações  à  Previdência  Social  servirão  como  base  de  cálculo  das  contribuições  arrecadadas  pelo  Instituto Nacional do Seguro Social,  comporão a base de dados para  fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários, bem como  constituir­se­ão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não­ recolhimento.  Assim  sendo,  caso  houvesse  algum  erro  cometido  pela  recorrente  na  elaboração,  tanto  das  folhas  de  pagamento  como  da  GFIP,  caber­lhe­ia  demonstrá­lo  e  providenciar  sua  retificação;  no  entanto,  embora  oferecida  essa  oportunidade  durante  todo  o  processo, não o fez.  De  acordo  com  os  princípios  basilares  do  direito  processual,  cabe  ao  autor  provar  fato  constitutivo  de  seu  direito,  por  sua  vez,  cabe  à  parte  adversa  a  prova  de  fato  impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. A fiscalização previdenciária provou  a existência do fato gerador, com base nos termos de confissão, GFIP, elaborados pela própria  recorrente.  O  relatório  fiscal  traz  explicitamente  que  a  notificação  se  refere  às  contribuições  previdenciárias  que  foram  descontadas  dos  segurados  empregados  cujos  recolhimentos totais não foram comprovados, referente às folhas de pagamento elaboradas pela  recorrente e o resumo das informações constantes do arquivo SEFIP, sendo assim, tais valores  incontroversos e, conseqüentemente, inafastável é sua cobrança, repisando que as informações  foram repassadas ao Fisco pelo próprio contribuinte através de GFIP.  Por  todo  o  exposto  não merece  reparo  o  lançamento  do  débito,  já  que  por  expressa determinação legal, a empresa é obrigada a arrecadar as contribuições dos segurados  empregados  a  seu  serviço,  descontando­as  da  respectiva  remuneração  e  recolher  o  produto  arrecadado no dia 2 do mês seguinte ao da competência (art. 30, inciso I, letras “a” e “b” da Lei  n.º 8.212/91), sendo que o crédito também tem suporte no artigo 20 da Lei n.º 8.212/91, que  trata da contribuição dos segurados empregados.  Após o exame das razões da recorrente, os autos baixaram em diligência e o  fisco  se  pronunciou  pela  manutenção  do  lançamento,  rebatendo  as  questões  expostas  pela  notificada, em especial dizendo que:  ­  as GPS  foram  retificadas  para  outras  competências,  ainda  durante  a  ação  fiscal,   Fl. 6DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/06/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 14098.000104/2007­71  Acórdão n.º 2302­01.113  S2­C3T2  Fl. 4          7 ­  que  os  recolhimentos  havidos  nas  matrículas  CEI  inexistentes  já  foram  alterados também no decurso da ação fiscal,   ­ que os valores parcelados  já  foram abatidos do crédito  lançado,  conforme  faz  prova  os  discriminativos  RDA  e  RADA,  Relatório  de  Documentos  Apresentados  e  Relatório  de  Apropriação  de  Documentos,  respectivamente.  Também  demonstra  o  fato  as  pesquisas efetuadas no sistema informatizado da previdência às fls. 2024/2032,   ­ que as retenções foram lançadas conforme as notas fiscais emitidas,   ­ que as compensações espontâneas não cabem nesta fase do contencioso, e  que  durante  a  ação  fiscal  não  foram  entendidas  como  espontâneas  as  compensações,  porque  não  foram  informadas  em GFIP  e  os  documentos  acostados  aos  autos  não  trazem  sequer  a  memória  de  cálculo  das  ditas  compensações  espontâneas  e  que  as  notas  emitidas  nas  competências de 03/2000 a 05/2000 não sofreram retenção  A  recorrente  não  se  manifestou  acerca  do  resultado  da  diligência,  não  contrapôs  fatos  novos  ou  outras  razões,  não  havendo  reparos  a  fazer  no  lançamento  e  na  decisão recorrida.   Pelo exposto,  Voto por negar provimento ao recurso.    Liege Lacroix Thomasi ­ Relatora                               Fl. 7DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/06/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 16/06/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA

score : 1.0
4743438 #
Numero do processo: 13617.000882/2007-91
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1998 a 30/01/2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRAZOS. Impugnação de lançamento apresentada após o transcurso do prazo legal de 30 dias é intempestiva e não instaura a fase litigiosa do procedimento fiscal. Recurso não conhecido, por intempestiva a impugnação. Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2301-002.227
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Mauro Jose Silva

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201107

camara_s : Terceira Câmara

ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1998 a 30/01/2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRAZOS. Impugnação de lançamento apresentada após o transcurso do prazo legal de 30 dias é intempestiva e não instaura a fase litigiosa do procedimento fiscal. Recurso não conhecido, por intempestiva a impugnação. Recurso Voluntário Não Conhecido.

turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011

numero_processo_s : 13617.000882/2007-91

anomes_publicacao_s : 201107

conteudo_id_s : 4966692

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 04 00:00:00 UTC 2020

numero_decisao_s : 2301-002.227

nome_arquivo_s : 230102227_13617000882200791_201107.pdf

ano_publicacao_s : 2011

nome_relator_s : Mauro Jose Silva

nome_arquivo_pdf_s : 13617000882200791_4966692.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011

id : 4743438

ano_sessao_s : 2011

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:41:29 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713044043277008896

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1552; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C3T1  Fl. 562          1 561  S2­C3T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13617.000882/2007­91  Recurso nº  999.999   Voluntário  Acórdão nº  2301­02.227  –  3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária   Sessão de  28 de julho de 2011  Matéria  CONT. PREV ­ NFLD  Recorrente  MUNICÍPIO DE COUTO MAGALHÃES DE MINAS PREF  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/07/1998 a 30/01/2007  PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRAZOS.  Impugnação de lançamento apresentada após o transcurso do prazo legal de  30 dias é intempestiva e não instaura a fase litigiosa do procedimento fiscal.  Recurso não conhecido, por intempestiva a impugnação.  Recurso Voluntário Não Conhecido.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  não  conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.  (assinado digitalmente)  Marcelo Oliveira ­ Presidente.  (assinado digitalmente)  Mauro José Silva ­ Relator.    Participaram  do  presente  julgamento  a  Conselheira  Bernadete  de  Oliveira  Barros,  bem  como  os  Conselheiros  Leonardo  Henrique  Pires  Lopes,  Damião  Cordeiro  de  Moraes, Adriano González Silvério, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.     Fl. 568DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 16/08/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/08/2011 por MAURO JOSE SILVA     2   Relatório  Trata­se  da  Notificação  Fiscal  de  Lançamento  de  Débito  (NFLD)  nº  37.050.841­6,  lavrada  em  23/10/2007,  que  constituiu  crédito  tributário  relativo  a  contribuições  previdenciárias,  parte  empregado,  parte  empresa  e  parte  referente  aos  contribuintes  individuais,  bem  como o adicional para o  financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de  incidência de  incapacidade  laborativa  decorrentes  dos  riscos  ambientais  do  trabalho(GILRAT),  incidentes  sobre  pagamentos  a  contribuintes  individuais  e  empregados,  no  período  de  07/1998  a  01/2007,  tendo  resultado na constituição do crédito tributário de R$ 755.221,95, fls. 01.  Após tomar ciência pessoal da autuação em 29/10/2007, fls. 01, a recorrente  apresentou impugnação em 21/01/2008, fls. 516/524, na qual apresentou argumentos similares  aos constantes do recurso voluntário.   A  7ª  Turma  da DRJ/Belo Horizonte,  no Acórdão  de  fls.  528/532,  julgou  o  lançamento  procedente,  uma  vez  que  a  impugnação  foi  considerada  intempestiva,  tendo  a  recorrente sido cientificada do decisório em 18/06/2008, fls. 534.  O  recurso  voluntário,  apresentado  em  18/07/2008,  fls.  538/555,  apresentou  argumentos conforme a seguir resumimos.  Sustenta  que  não  houve  a  lavratura  de  termo  de  revelia,  o  que  afastaria  a  intempestividade da impugnação.  Pleiteia  a  exclusão  do  lançamento  de  fatos  geradores  atingidos  pela  decadência, tendo esta prazo de cinco anos e dies a quo aquele do art. 150, §4º do CTN e/ou no  art. 173, inciso I.  No mérito, entende que não é exigível a contribuição previdenciária incidente  sobre os salários percebidos na condição de agente político exercente de mandato eletivo.  Os valores pagos a fretes e carretos devem ser submetidos ao percentual de  11,71% sobre 20% do valor bruto no período de julho de 2001 a janeiro de 2007.  É o relatório.  Fl. 569DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 16/08/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/08/2011 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 13617.000882/2007­91  Acórdão n.º 2301­02.227  S2­C3T1  Fl. 563          3 Voto             Conselheiro Mauro José Silva, Relator    A  recorrente  foi  cientificada  do  lançamento  em  29/10/2007,  fls.  01,  e  apresentou  sua  impugnação  em  21/01/2008,  fls.  516. Conforme  os  arts.  14  e  15  do Decreto  70.235/72, a  impugnação  instaura a  fase  litigiosa do procedimento e deve ser apresentada no  prazo de trinta dias.  No caso dos  autos não houve a  instauração do  litígio administrativo, pois a  impugnação foi apresentada intempestivamente, ou seja, fora do prazo legal de trinta dias. Ao  contrário do que alega a recorrente, a intempestividade independe do termo de revelia, sendo  que  este  apenas  tem  caráter  declaratório  daquilo  que  já  ficou  configurado  faticamente.  A  inexistência do termo de revelia não desnatura intempestividade.  Assim tem decidido esse colegiado:  Acórdão nº 20302033 do Processo 108400020859170   PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ­ PRAZOS ­ REVELIA  Impugnação  de  lançamento  apresentada  após  o  transcurso  do  prazo  legal  de  30  dias  é  intempestiva  e  não  instaura  a  fase  litigiosa  do  procedimento  fiscal.  Recurso  não  conhecido,  por  intempestiva a impugnação.    Sem  que  tenha  sido  instaurada  a  fase  litigiosa  do  procedimento,  esse  colegiado  não  pode  conhecer  do  recurso,  pois  sua  competência  restringe­se  ao  julgamento  recursos  de  ofício  e  voluntários  de  decisão  de  primeira  instância,  bem  como  recursos  de  natureza especial (art. 25, inciso II do Decreto 70.235/72).   Eventuais  correções  do  lançamento,  notadamente  quanto  à  decadência,  poderão ser feitas por revisão de ofício pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.  Por  todo  o  exposto,  voto  no  sentido  de NÃO CONHECER o RECURSO  VOLUNTÁRIO.  (assinado digitalmente)  Mauro José Silva ­ Relator                Fl. 570DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 16/08/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/08/2011 por MAURO JOSE SILVA     4                 Fl. 571DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 16/08/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/08/2011 por MAURO JOSE SILVA

score : 1.0
4577390 #
Numero do processo: 19515.004010/2007-27
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2004 OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
Numero da decisão: 1301-000.936
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201206

camara_s : Terceira Câmara

ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2004 OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.

turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção

numero_processo_s : 19515.004010/2007-27

conteudo_id_s : 5224386

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 13 00:00:00 UTC 2018

numero_decisao_s : 1301-000.936

nome_arquivo_s : Decisao_19515004010200727.pdf

nome_relator_s : EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR

nome_arquivo_pdf_s : 19515004010200727_5224386.pdf

secao_s : Primeira Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.

dt_sessao_tdt : Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012

id : 4577390

ano_sessao_s : 2012

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:00:25 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713041572036083712

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1676; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­C3T1  Fl. 1          1             S1­C3T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  19515.004010/2007­27  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  1301­000.936  –  3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária   Sessão de  13 de junho de 2012  Matéria  SIMPLES.  Recorrente  MTT ASELCO AUTOMAÇÃO LTDA.  Recorrida  FAZENDA NACIONAL.    ASSUNTO:  SISTEMA  INTEGRADO  DE  PAGAMENTO  DE  IMPOSTOS  E  CONTRIBUIÇÕES  DAS  MICROEMPRESAS  E  DAS  EMPRESAS  DE  PEQUENO  PORTE ­ SIMPLES  Ano­calendário: 2004  OMISSÃO  DE  RECEITAS.  DEPÓSITOS  BANCÁRIOS  DE  ORIGEM  NÃO COMPROVADA.  Caracterizam­se  também  omissão  de  receita  ou  de  rendimento  os  valores  creditados  em  conta  de  depósito  ou  de  investimento  mantida  junto  a  instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica,  regularmente  intimado,  não  comprove,  mediante  documentação  hábil  e  idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  da  3ª  Câmara  /  1ª  Turma  Ordinária  da  Primeira  Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do  relatório e voto proferidos pelo Relator    (assinado digitalmente)  Alberto Pinto Souza Junior  Presidente  (assinado digitalmente)  Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr.     Fl. 849DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 26/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR   2 Relator  Participaram  do  julgamento  os  Conselheiros:  Alberto  Pinto  Souza  Junior,  Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de  Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.     Relatório  Trata­se  de  Recurso  Voluntário  interposto  pela  contribuinte  acima  identificada contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ em São Paulo/SP.  Verifica­se  do  presente  processo  administrativo  que  em  desfavor  da  recorrente  foram  lavrados  os  autos  de  infração  relativamente  ao  Imposto  sobre  a  Renda  de  Pessoa Jurídica (Simples), à Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS­Simples),  Contribuição  Social  sobre  o  Lucro  Liquido  (CSLL­Simples),  Contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade  Social  (COFINS­Simples)  e  à  Contribuição  para  Seguridade  Social  (INSS­Simples)  encartados  às  folhas  443  a  474  e  referentes  aos  fatos  geradores  ocorridos no ano de 2004.  Depreende­se  ainda,  que  as  infrações  apuradas  correspondem a  constatação  de  omissão  de  receitas,  decorrente  de  depósitos  bancários  de  origem  não  comprovada  e  à  insuficiência de recolhimento.  A  apuração  detalhada  dos  fatos  e  da  base  de  cálculo  consta  do  Termo  de  Verificação Fiscal de folhas 380 a 429 e a recorrente foi cientificada da autuação, apresentando  Impugnação (fls. 481 – 499), alegando em síntese, que fora autuada com base no artigo 42 da  Lei 9.430/96 e  intimada a comprovar a origem dos  recursos  referente aos depósitos em suas  contas,  sendo  certo  que  em  resposta,  apresentou  o  Boletim  de  Ocorrência  n°  3299/2005,  emitido pelo 40° DP, esclarecendo a impossibilidade de atender intimação, pois nos dias 03 e  04  de  setembro  de  2005  fora  vítima  de  roubo  qualificado,  assentando  que  tal  ação  não  dependeu  de  sua  vontade,  com  a  perda  de  toda  parte  contábil,  fiscal  e  financeira,  ficando  impossibilitada  de  atender  ao  Termo  de  Intimação  para  comprovar  a  origem  dos  recursos  constantes dos depósitos bancários.  Seguiu arrazoando que a obrigação de fazer ficou inviabilizada em virtude de  ocorrência de um caso  fortuito e de  força maior,  tal  como previsto no artigo 393 do Código  Civil,  assentando  que  o  sujeito  passivo  não  tem  como  evitar  ou  impedir  os  efeitos  do  fato  necessário (fato inescapável), sendo descabido, fora das hipóteses legais, que por ele responda.  No  mais,  argumentou  que  a  tributação  dos  depósitos  bancários  é  controvertida  desde  a  sua  origem  e  que  lançamento  envolve,  por  exigência  do  princípio  da  legalidade imposto pela Constituição Federal, confirmada pelo artigo 142 do CTN, um dever  de prova a ser cumprido pela autoridade administrativa e que a atuação administrativa, seja no  âmbito tributário ou não, é incompatível com a figura jurídica do "ônus da prova".  Afirmou  que  a  verdade  material  é  o  vetor  da  atuação  administrativa  de  lançamento e esta deve ser robusta e motivada na tarefa de demonstração da efetiva ocorrência  dos  fatos  que  permitem  o  nascimento  da  obrigação  tributária  e  que  a  existência  da  receita  tributável carece de juízos probatórios diretos, pois o fato conhecido e utilizado como indício  de uma provável receita desconhecida, será o mesmo que acabará indiciando o lucro tributável,  Fl. 850DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 26/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.004010/2007­27  Acórdão n.º 1301­000.936  S1­C3T1  Fl. 2          3 o que agride a lei, salientando caber à fiscalização, em virtude dos fatos, comprovar a receita  omitida.  Destacou que no presente caso, seria inevitável a aplicação do artigo 112 do  CTN, aduzindo que o lançamento estaria contaminado pela não obtenção da verdade real, que é  dever da administração e fere a certeza e liquidez do crédito constituído, afirmando que a regra  do artigo 42 da Lei 9.430/96 deve ser interpretada com as ponderações jurídicas impostas pelos  princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, por força do art. 2° da Lei 9.784/99 e que  os  créditos  nas  contas  bancárias  podem  ter  várias  origens,  tais  como:  empréstimos,  recebimentos  de  duplicatas  que  já  foram  tributadas  no  ano  anterior  ou  meses  (regime  de  competência), adiantamento de clientes, devolução de compras, etc.  Tendo  em  vista  o  procedimento  fiscal,  a  autoridade  autuante  protocolou  a  Representação  Fiscal  para  Exclusão  de  Ofício  do  Simples  resultando  no  processo  n°  19515.004011/2007­71 que foi anexado aos presentes autos.  Verifica­se  ainda,  que  às  folhas  543  a  674,  em  decorrência  lógica,  foi  expedido  o  Ato  Declaratório  Executivo  de  folhas  605,  sendo  a  recorrente  notificada  da  exclusão  do  Simples  (fl.  605  verso),  e  inconformada  a  presentou  Manifestação  de  Inconformidade  (fls.  606 – 630),  alegando em síntese as mesmas  razões  pelas quais  entende  sejam improcedentes as autuações, acrescentando que não pode o contribuinte, por força maior,  produzir as provas necessárias, de sorte que caberia ao agente fiscal as diligências necessárias.  Salientou que o simples  fato do valor da CPMF pago ser superior a receita,  não  leva  a  conclusão  que  todos  os  créditos  são  tributáveis,  porquanto  os  créditos  bancários  considerados  como  receita  pela  fiscalização  poderiam  ser  os  mesmos  já  tributados  em  sua  DIPJ.  A 1ª Turma da DRJ em São Paulo/SP, nos termos do acórdão e voto de folhas  676 a 686,  julgou improcedente e a  Impugnação e indeferiu a solicitação da Manifestação de  Inconformidade, assentando para tanto que a pessoa jurídica está obrigada a manter os livros e  documentos que serviram de base para a escrituração à disposição das autoridades fiscais e que  na ocorrência de extravio (roubo) fará publicar, em jornal de grande circulação do local de seu  estabelecimento,  aviso  concernente  ao  fato  e  deste  dará  minuciosa  informação,  dentro  de  quarenta  e  oito  horas,  ao  órgão  competente  do  Registro  do  Comércio,  remetendo  cópia  da  comunicação  ao  órgão  da  Receita  Federal  do  Brasil  de  sua  jurisdição  e  que  o  Boletim  de  Ocorrência tem a finalidade de registrar criminalmente o fato, mas não é suficiente para isentar  o sujeito passivo pela conservação ou reconstituição dos documentos.  Dito  isso,  tendo em conta os demais argumentos ventilados pela  recorrente,  assentou  a  decisão  recorrida  que  a  Lei  n°  9.430/1996,  em  seu  artigo  42,  estabeleceu  uma  presunção  legal  de  omissão  de  rendimentos  que  autoriza  o  lançamento  do  imposto  correspondente sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprove,  mediante  documentação  hábil  e  idônea,  a  origem  dos  recursos  creditados  em  sua  conta  de  depósito ou de investimento, situação que considerou aplicável à espécie.  No  que  toca  à  exclusão  do  SIMPLES,  destacou  a  decisão  recorrida  que  o  contribuinte  que no  ano­calendário  ultrapassar  o  limite de  receita  bruta  permitida deverá  ser  excluído do Simples, de ofício, com efeitos a partir do ano­calendário subsequente,  tal como  efetivado pela Fiscalização em desfavor da ora recorrente.  Fl. 851DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 26/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR   4 Destacou  por  fim,  que  por  tratar­se  na  glosa da  base de  cálculo  aquilo  que  decidido quanto à infração que além de implicar o lançamento de IRPJ, implica os lançamentos  da  contribuição  para  o  Programa  de  Integração  Social  (PIS),  da Contribuição  Social  para  o  Financiamento da Seguridade Social (COFINS), da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido  (CSLL)  e da Contribuição para  a Seguridade Social  (INSS)  também se  aplica a  estes outros  lançamentos naquilo em que for cabível.  Devidamente  cientificado  (fls.  698  –  699),  o  contribuinte  interpôs Recurso  Voluntário,  alegando  em  síntese  que  o  acórdão  recorrido  não  observou  os  princípios  da  legalidade objetiva, da verdade material e do dever de investigar, delineando cuidadosamente  cada um dos institutos.  No mais, reiterou os argumentos já relatados afirmando não ser possível fazer  prova da origem dos depósitos em virtude do roubo de que fora vítima, insistindo ainda, que a  autuação se baseou em meros depósitos bancários pugnando pelo provimento de seu Recurso  para  os  fins  de  reformar  a  decisão  impugnada  e  julgar­se  insubsistente  o  auto  de  infração  mantendo­a no SIMPLES.  É o relatório.                                  Voto             Fl. 852DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 26/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.004010/2007­27  Acórdão n.º 1301­000.936  S1­C3T1  Fl. 3          5 Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr., Relator.  O  Recurso  é  tempestivo  e  dotado  dos  pressupostos  genéricos  de  recorribilidade. Admito­o para julgamento.  Tal  como  descrito  no  Termo  de Verificação  Fiscal  de  folhas  380  a  383,  a  Fiscalização,  por  meio  das  declarações  da  CPMF,  constatou  movimentações  financeiras  incompatíveis com as receitas declaradas pela recorrente no ano­calendário 2004, intimando­a  a  comprovar,  por  documentação  hábil  e  idônea,  a  origem  dos  depósitos  superiores  a  receita  brita declarada.   Substancialmente, a recorrente argumenta desde o início da fiscalização que  não foi possível comprovar a origem dos aludidos depósitos bancários porquanto fora vítima de  roubo,  apresentando  cópias  do  Boletim  de Ocorrência  n°  3299/2005  de  05/09/2005  emitido  pelo 40° D.P. VILA MARIA (fls. 532 – 534).  Seguramente,  tal  como  entendeu  a  decisão  recorrida,  aplica­se  ao  caso  concreto  o  disposto  no  artigo  42  da  Lei  nº  9.430/96,  consagrador  de  que  caracterizam­se  também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de  investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física  ou  jurídica,  regularmente  intimado, não comprove, mediante documentação hábil  e  idônea, a  origem dos recursos utilizados nessas operações.  Malgrado tenha a recorrente sofrido o roubo descrito no precitado Boletim de  Ocorrência, mesmo que não se pretenda valorá­lo como meio de prova, a exemplo do que fez a  decisão recorrida, é fato que a contribuinte não comprovou por documentação hábil e idônea a  origem dos depósitos descritos pela Fiscalização.  Sendo assim, mesmo que  se  atribua  total  eficácia probatória  ao Boletim  de  Ocorrência, ao meu sentir não seria, o fato do extravio dos documentos, situação que impedisse  por  completo que  a  recorrente  subsidiasse  a Fiscalização com  informações  acerca da origem  dos depósitos, ainda que não dispusesse de todos os elementos escriturais, sequer justificou ou  aventou  um  motivo  para  a  discrepância  entre  a  movimentação  bancária  e  a  receita  bruta  declarada, limitando­se a aduzir que em razão do roubo de que fora vítima ficava impedida de  comprovar a origem dos depósitos bancários.  Ao meu sentir, portanto, não há elementos nos autos que permitam afastar a  incidência do artigo 42 da Lei nº 9.430/96, razão pela qual, não vislumbro qualquer ofensa aos  princípios  da  verdade  material,  da  legalidade  ou  qualquer  das  pechas  imputadas  pela  contribuinte.  Com  tais  considerações,  encaminho  meu  voto  no  sentido  de  Negar  provimento ao Recurso Voluntário.    Sala das Sessões, em 13 de junho de 2012  (assinado digitalmente)  Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr.  Fl. 853DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 26/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR   6                             Fl. 854DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 25/06/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 26/06/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR

score : 1.0
4576733 #
Numero do processo: 11030.904997/2009-84
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Apr 19 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.454
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Flávio De Castro Pontes, Presidente,.José Luiz Bordignon, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl, Relator
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201303

turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Fri Apr 19 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 11030.904997/2009-84

anomes_publicacao_s : 201304

conteudo_id_s : 5223352

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 22 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 3801-000.454

nome_arquivo_s : Decisao_11030904997200984.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : SIDNEY EDUARDO STAHL

nome_arquivo_pdf_s : 11030904997200984_5223352.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Flávio De Castro Pontes, Presidente,.José Luiz Bordignon, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl, Relator

dt_sessao_tdt : Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013

id : 4576733

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:00:16 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713041572226924544

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 2; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1366; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­TE01  Fl. 40          1 39  S3­TE01  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  11030.904997/2009­84  Recurso nº  ­Voluntário  Resolução nº  3801­000.454  –  1ª Turma Especial  Data  20 de março de 2013  Assunto  COMPENSAÇÃO  Recorrente  COOPERATIVA TRITICOLA DE ESPUMOSO LTDA.   Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o  julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente  julgado.   (assinado digitalmente)  Flávio de Castro Pontes ­ Presidente.   (assinado digitalmente)  Sidney Eduardo Stahl ­ Relator.  Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Flávio De Castro Pontes,  Presidente,.José Luiz Bordignon, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da  Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl, Relator     RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 30 .9 04 99 7/ 20 09 -8 4 Fl. 40DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11030.904997/2009­84  Resolução nº  3801­000.454  S3­TE01  Fl. 41          2   Relatório   Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ de Salvador/BA, abaixo transcrito:  Trata­se  de  Manifestação  de  Inconformidade,  fls.  10  a  12,  contra  despacho decisório eletrônico da DRF/Passo Fundo, nº. 842600855, fl.  06,  que  não  homologou  a  compensação  declarada  no  Per/Dcomp  nº  36011.96268.150206.1.3.044101,  em  virtude  do  crédito  apontado  ter  sido utilizado  integralmente para quitação de débitos da contribuinte,  não  restando  crédito  disponível  para  compensação  dos  débitos  informados no Per/Dcomp.  Cientificada  do  despacho  decisório,  em  29/06/2009,  a  interessada  apresentou, em 28/07/2009, manifestação de inconformidade, fls. 10 a  12, alegando, em síntese, que:  ­ efetuou a opção pelo  regime não cumulativo  e  refez a apuração da  Cofins faturamento, referente ao mês de mai/2004, em função da lei nº  10.892/2004, que, no seu art. 4º, facultava às cooperativas de produção  agropecuária  adotarem  antecipadamente  o  regime  de  incidência  não  cumulativo  da COFINS,  em  relação  aos  fatos  geradores  ocorridos  a  partir de 1º de maio de 2004, e no parágrafo único do art. 4º, que deu o  prazo  de  até  o  décimo  dia  do mês  subseqüente  ao  da  publicação  da  referida lei;   após  a  retificação  da  apuração  do  referido mês,  o  débito  que  havia  sido apurado deixou de existir. A DCTF do período foi retificada;   requer  o  recebimento  da  manifestação  de  inconformidade  e  homologação Per/Dcomp n° 36011.96268.150206.1.3.044101..  A  DRJ  em  Salvador  (BA)  julgou  improcedente  a  manifestação  de  inconformidade com base na seguinte ementa:  ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE SOCIAL COFINS   Data do fato gerador: 31/05/2004   COMPENSAÇÃO. DISPONIBILIDADE DO CRÉDITO.  O crédito usado em compensação tem que estar disponível na data da  transmissão do PER/DCOMP.  RESTITUIÇÃO.  RECOLHIMENTOS  INDEVIDOS.  COMPROVAÇÃO.  A  insuficiência  da  apresentação  de  prova  inequívoca  mediante  documentação  hábil  e  idônea  acarreta  a  negação  de  reconhecimento  do  direito  creditório,  em  face  da  impossibilidade  da  autoridade  administrativa aferir a liquidez e certeza do pretenso crédito.  Manifestação de Inconformidade Improcedente   Fl. 41DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11030.904997/2009­84  Resolução nº  3801­000.454  S3­TE01  Fl. 42          3 Direito Creditório Não Reconhecido   Não  concordando  com  a  decisão  da  DRJ  a  contribuinte  apresenta  o  presente  Recurso  Voluntário  utilizandose  dos  mesmos  argumentos  apresentados  na  manifestação  de  inconformidade.  É o relatório.  , Fl. 42DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11030.904997/2009­84  Resolução nº  3801­000.454  S3­TE01  Fl. 43          4 Voto   Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, Relator   O  recurso  é  tempestivo  e  reúne  os  demais  pressupostos  de  admissibilidade,  razão pela qual dele se conhece.  A recorrente sustenta que o seu direito creditório decorre da apuração da Cofins  faturamento, referente ao mês de maio/2004, em função da lei nº 10.892/2004, que, no seu art.  4º, facultava às cooperativas de produção agropecuária adotarem antecipadamente o regime de  incidência não cumulativo da COFINS, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º  de maio de 2004, e no parágrafo único do art. 4º, que deu o prazo de até o décimo dia do mês  subseqüente  ao  da  publicação  da  referida  lei  para  que  fosse  feita  a  opção  pelo  regime  não  cumulativo.  Do exame do despacho decisório que indeferiu a compensação, verifica­se que  essa matéria  não  foi  apreciada. A  autoridade  fiscal,  em  síntese,  apenas  considerou  os  dados  apresentados na DCTF original.  Tal  fundamentação,  por  certo,  decorre  de  análise  superficial,  realizada  nos  limites  de  sistema  informatizado  de  informações  (batimento  entre  o  pagamento  informado  como  indevido  e  sua  situação  no  conta  corrente  –  disponível  ou  não),  no  qual  não  se  está  analisando  efetivamente  o  mérito  da  questão,  cuja  análise  somente  será  viável  a  partir  da  manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, espera­se, seja descrita a  origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal.  Registre­se,  por  oportuno,  que  a  DCTF  retificadora  foi  apresentada  antes  da  ciência do despacho decisório. Assim, a interessada não foi  intimada a  justificar a origem de  seu crédito, o que de fato lhe trouxe prejuízo.  Convém  ressaltar  que  o  simples  erro  de  preenchimento  da  DCTF  não  pode  resultar  em  enriquecimento  ilícito  da Fazenda Nacional. Ademais,  não  há  óbice  legal  para  a  apresentação  de DCTF  retificadora  antes  da  emissão  do  despacho  decisório. De  sorte  que  o  mero erro de fato no preenchimento da DCTF não é elemento suficiente para afastar o direito à  restituição de tributo pago a maior indevidamente.  No mérito, analisemos os arts. 4º e 5º da lei nº 10.892/2004:  Art.  4oAs  sociedades  cooperativas  de  produção agropecuária  e  as  de  consumo poderão adotar antecipadamente o regime de incidência não­ cumulativo da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS.   Parágrafo único. A opção será exercida até o 10o(décimo) dia do mês  subseqüente  ao  da  data  de  publicação  desta  Lei,  de  acordo  com  as  normas e condições estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal,  produzindo efeitos  em relação aos  fatos geradores ocorridos a partir  de 1ode maio de 2004.  Art.  5oEsta  Lei  entra  em  vigor  em  1ode  outubro  de  2004,  exceto  em  relação ao seu art. 4o, que entra em vigor na data da sua publicação.  A recorrente, por se tratar de sociedade cooperativa de produção agropecuária,  tendo efetuado a opção de antecipação do regime de não­cumulatividade de que trata o art. 4º  Fl. 43DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11030.904997/2009­84  Resolução nº  3801­000.454  S3­TE01  Fl. 44          5 da Lei nº 10.892, de 2004, deveria apurar as contribuições nesse regime a partir de 1º de maio  de 2004.  Como a publicação da Lei nº 10.892 ocorreu em 14.7.2004, essa opção deu­se  de forma retroativa em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de maio de 2004, o que  poderia ocasionar divergências em relação às contribuições apuradas pelo regime de incidência  cumulativo Neste sentido, os dados da DCTF retificadora apontados no acórdão recorrido e os  documentos  colacionados  são  indícios  de  prova  dos  créditos  e,  em  tese,  ratificam  os  argumentos apresentados.  Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios,  constata se que, no caso vertente, os documentos apresentados são insuficientes para se apurar  o valor correto da contribuição para a COFINS referente ao período de apuração em discussão.  Ante  ao  exposto,  voto  no  sentido  de  converter  o  presente  julgamento  em  diligência para que a Delegacia de origem:  a)  Intime  a  contribuinte  para  no  prazo  de  30  dias  apresentar  a  cópia  do  documento comprobatório da adesão antecipada  a que aduz o § único do artigo 4º da Lei nº  10.892/2004, ou confirme a DRF a realização da opção por parte da contribuinte;  b) anexe cópia da DCTF retificadora ativa referente ao 2º trimestre de 2004;  c)  apure  o  valor  devido  a  título  de  Contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade  Social  (Cofins)  incidente  sobre  o  faturamento  com  base  na  escrituração  fiscal  e  contábil, período de apuração de maio/2004, segundo o regime de incidência não cumulativo,  nos  termos  do  art.  4º  da Lei  nº  10.892/2004;  d)  cientifique  a  interessada  quanto  ao  teor  dos  cálculos para, desejando, manifestar­se no prazo de dez dias.  Após  a  conclusão  da  diligência,  retornar  o  processo  a  este  CARF  para  julgamento.  É assim que voto.  (assinado digitalmente)  Sidney Eduardo Stahl ­ Relator    Fl. 44DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES

score : 1.0
4578536 #
Numero do processo: 10120.002860/2005-98
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Aug 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. MULTA ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA NÃO COMPROVA DIVERGÊNCIA PARA MULTA ISOLADA PELO NÃO PAGAMENTO DO CARNÊ-LEÃO. É entendimento pacífico da 2ª Turma da CSRF que acórdão que permitiu a cumulação de multa isolada por falta de recolhimento de estimativas do IRPJ ou da CSLL com a multa de ofício não comprova a divergência jurisprudencial para a discussão sobre a possibilidade de se cumular a multa isolada pelo não pagamento do carnê-leão, pois se embasou em dispositivo legal distinto. Recurso especial não conhecido.
Numero da decisão: 9202-002.296
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201208

camara_s : 2ª SEÇÃO

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. MULTA ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA NÃO COMPROVA DIVERGÊNCIA PARA MULTA ISOLADA PELO NÃO PAGAMENTO DO CARNÊ-LEÃO. É entendimento pacífico da 2ª Turma da CSRF que acórdão que permitiu a cumulação de multa isolada por falta de recolhimento de estimativas do IRPJ ou da CSLL com a multa de ofício não comprova a divergência jurisprudencial para a discussão sobre a possibilidade de se cumular a multa isolada pelo não pagamento do carnê-leão, pois se embasou em dispositivo legal distinto. Recurso especial não conhecido.

turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS

numero_processo_s : 10120.002860/2005-98

conteudo_id_s : 5228298

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2020

numero_decisao_s : 9202-002.296

nome_arquivo_s : Decisao_10120002860200598.pdf

nome_relator_s : LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS

nome_arquivo_pdf_s : 10120002860200598_5228298.pdf

secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.

dt_sessao_tdt : Thu Aug 09 00:00:00 UTC 2012

id : 4578536

ano_sessao_s : 2012

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:00:50 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713041572516331520

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1494; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRF­T2  Fl. 1          1 0  CSRF­T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS    Processo nº  10120.002860/2005­98  Recurso nº  155.445   Especial do Procurador  Acórdão nº  9202­02.296  –  2ª Turma   Sessão de  09 de agosto de 2012  Matéria  IRPF  Recorrente  FAZENDA NACIONAL  Interessado  EDNA CATARINA ZAGO    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­ IRPF  Exercício: 2001  RECURSO  ESPECIAL  DE  DIVERGÊNCIA.  MULTA  ISOLADA  POR  FALTA  DE  RECOLHIMENTO  DE  ESTIMATIVA  NÃO  COMPROVA  DIVERGÊNCIA  PARA  MULTA  ISOLADA  PELO  NÃO  PAGAMENTO  DO CARNÊ­LEÃO.  É entendimento pacífico da 2a Turma da CSRF que acórdão que permitiu a  cumulação de multa isolada por falta de recolhimento de estimativas do IRPJ  ou  da  CSLL  com  a  multa  de  ofício  não  comprova  a  divergência  jurisprudencial para a discussão sobre a possibilidade de se cumular a multa  isolada pelo não pagamento do  carnê­leão, pois  se  embasou  em dispositivo  legal distinto.  Recurso especial não conhecido.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  não  conhecer do recurso.      Fl. 175DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/08/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10120.002860/2005­98  Acórdão n.º 9202­02.296  CSRF­T2  Fl. 2          2   (Assinado digitalmente)  Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício)    (Assinado digitalmente)  Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Relator  EDITADO EM: 14/08/2012  Participaram,  do  presente  julgamento,  os  Conselheiros  Henrique  Pinheiro  Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (Vice­Presidente), Luiz Eduardo de  Oliveira  Santos,  Gonçalo  Bonet  Allage,  Marcelo  Oliveira,  Manoel  Coelho  Arruda  Junior,  Alexandre  Naoki  Nishioka,  Maria  Helena  Cotta  Cardozo,  Rycardo  Henrique  Magalhães  de  Oliveira e Elias Sampaio Freire.  Relatório  O Acórdão  nº  106­17.086,  da  6a  Câmara  do  1o  Conselho  de  Contribuintes  (fls. 76 a 83), julgado na sessão plenária de 12 de setembro de 2008, por unanimidade de votos,  deu  provimento  parcial  ao  recurso  voluntário  para  excluir  da  exigência  a  multa  isolada  do  carnê­leão. Transcreve­se a ementa do julgado:  ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­  IRPF   EXERCÍCIO: 2001   AJUSTE  ANUAL.  GLOSA  DE  DEDUÇÕES.  APURAÇÃO  DO  IMPOSTO DEVIDO PELA INFRAÇÃO. Verificada a ocorrência  de  despesas  não  permitidas  pela  legislação,  que  efetivamente  tenham  sido  utilizadas  para  reduzir  indevidamente  a  base  de  cálculo,  estas  devem  ser  estornadas  de  ofício,  retificando­se  a  base de cálculo mediante soma do que havia sido indevidamente  debitado das receitas.  CARNÊ­LEÃO.  MULTA  ISOLADA.  FALTA  DE  DESCRIÇÃO  DOS FATOS. Tratando­se de requisito essencial do lançamento,  a  falta  de  descrição  dos  fatos  é  causa  de  improcedência  da  infração.  Recurso voluntário parcialmente provido.  Em  face  dessa  decisão,  a  Fazenda  Nacional  apresentou  embargos  de  declaração (fls. 88 a 90), onde apontava omissão, pois o Acórdão embargado cancelou a multa  isolada do carnê­leão sob o argumento de que faltou descrição fática dessa infração, requisito  essencial do lançamento, mas essa infração se encontrava detidamente descrita nestes autos.  Fl. 176DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/08/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10120.002860/2005­98  Acórdão n.º 9202­02.296  CSRF­T2  Fl. 3          3 O Acórdão nº 3401­00.045, da 1a Turma Ordinária da 4a Câmara da 3a Seção  de  Julgamento  do Conselho Administrativo  de Recursos  Fiscais  (fls.  91  a  98),  prolatado  na  sessão  plenária  de  06  de maio  de  2009,  por  unanimidade  de votos,  acolheu  os  embargos  de  declaração  para  rerratificar  o  Acórdão  n°  106­17.086,  sem  alteração  do  resultado  do  julgamento. Transcreve­se sua ementa:  ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­  IRPF   Ano­calendário: 2001   MULTA ISOLADA DE OFÍCIO ­ CARNÊ­LEÃO ­ INCIDÊNCIA  CONCOMITANTE COM A MULTA DE OFÍCIO VINCULADA  AO  IMPOSTO  LANÇADO  NO  AJUSTE  ANUAL  EM  DECORRÊNCIA DA COLAÇÃO DO RENDIMENTO QUE NÃO  FOI OBJETO DO RECOLHIMENTO MENSAL OBRIGATÓRIO  ­ IMPOSSIBILIDADE.  Mansamente assentada na jurisprudência do Primeiro Conselho  de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais que  a  multa  isolada  do  carnê­leão  não  pode  ser  cobrada  concomitantemente  com  a  multa  de  ofício  que  incidiu  sobre  o  imposto lançado, em decorrência da colação no ajuste anual do  rendimento  que  deveria  ter  sido  submetido  ao  recolhimento  mensal  obrigatório,  pois  ambas  têm  a mesma  base  de  cálculo,  apenando duplamente o contribuinte,  em uma espécie de bis  in  idem.  Embargos acolhidos.  Cientificado dessa decisão, a Fazenda Nacional manejou recurso especial de  divergência  (fls.  104  a  135),  para  defender  ser  possível  a  aplicação  concomitante  da  multa  isolada com a multa de ofício.  Para  comprovar  a  divergência  jurisprudencial,  foi  apresentado  o  seguinte  paradigma:  Acórdão no 193­00.018:  (...)  CONCOMITÂNCIA  DE  MULTA  ISOLADA  COM  MULTA  ACOMPANHADA DO  TRIBUTO  ­  A  multa  de  ofício  aplicada  isoladamente sobre o valor do  imposto apurado por estimativa,  que  deixou  de  ser  recolhido,  no  curso  do  Ano­calendário,  é  aplicável  concomitantemente  com  a  multa  de  ofício  calculada  sobre o imposto devido com base no lucro real anual igualmente  não recolhido, em face de se tratar de infrações distintas.  (...)  O despacho de fls. 136 a 137 deu seguimento ao recurso especial da Fazenda  Nacional.  Fl. 177DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/08/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10120.002860/2005­98  Acórdão n.º 9202­02.296  CSRF­T2  Fl. 4          4 Cientificado  do  acórdão  e  do  recurso  especial  (fl.  144),  o  contribuinte  apresentou recurso especial da parte que lhe foi desfavorável (fls. 145 a 153) e contrarrazões ao  especial da Fazenda (fls. 154 a 158).  Os despachos de fls. 163 a 167 negaram seguimento ao recurso especial do  contribuinte,  por  falta  de  indicação  de  paradigmas  que  comprovassem  a  divergência  jurisprudencial  Em  sede  de  contrarrazões,  o  sujeito  passivo  pugna  pela  manutenção  da  decisão.  É o relatório.  Voto             Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator  Trata­se  de  recurso  especial  da  Fazenda  Nacional  para  discutir  a  possibilidade  de  se  cumular  a multa  isolada  por  falta  do  recolhimento  do  carnê­leão  com  a  multa de ofício incidente sobre o imposto lançado no ajuste anual sobre o mesmo rendimento.  Entretanto,  sou  obrigado  a  divergir  do  despacho  que  admitiu  o  recurso  especial.  Isso  porque  é  entendimento  pacífico  desta  2a  Turma  da  CSRF  de  não  ser  possível  se  comprovar  a  divergência  jurisprudencial  para  essa  matéria  com  acórdãos  que  admitiram a concomitância de multa isolada sobre estimativa mensal e multa de ofício sobre o  IRPJ  ou  a  CSLL,  por  se  embasarem  em  dispositivos  legais  distintos,  como  demonstram  as  ementas abaixo transcritas:  (...)  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  FISCAL.  RECURSO  ESPECIAL.DIVERGÊNCIA.  MULTA  ISOLADA  E MULTA  DE  OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA.  Não  se  pode  conhecer  do  recurso  especial  de  divergência  quando  a  decisão  recorrida  e  o  acórdão  apontado  como  paradigma analisaram questões  fáticas  distintas  (multa  isolada  exigida pelo não recolhimento do IRPF devido a título de carnê­ leão e multa  isolada  incidente  sobre a CSLL devida a  título de  estimativa mensal), cujas penalidades decorrentes das infrações  apuradas  têm  fundamentos  legais  diversos  (artigo  44,  §  único,  inciso III, da Lei n° 9.430/96, para o primeiro caso e artigo 44, §  único,  inciso  IV,  da  Lei  n°  9.430/96,  para  o  segundo,  com  a  redação vigente à época dos fatos em apreço).  (...)  (Acórdão nº 9102­01881, sessão de 29/11/2011, Relator Gustavo  Lian Haddad)  Fl. 178DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/08/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10120.002860/2005­98  Acórdão n.º 9202­02.296  CSRF­T2  Fl. 5          5 (...)  REQUISITOS  DE  ADMISSIBILIDADE  DE  RECURSO  ESPECIAL ­ INEXISTÊNCIA ­ RECURSO NÃO CONHECIDO.  Ressalvada a  posição do  relator,  é entendimento  da CSRF que  acórdão cujo objeto é o julgamento de matéria afeta à CSLL não  serve  de  paradigma  para  caracterizar  divergência  em  face  a  acórdão relacionado ao PNUD, ainda que em ambos os casos se  discuta a multa isolada de que trata o art. 44, II, da Lei n° 9.430,  de 1996.  (...)  (Acórdão n° 9202­00.673, sessão de 13/10/2010, Relator Manoel  Coelho Arruda Júnior)  Assim,  o  paradigma  apresentado,  por  tratar  de  multa  isolada  por  falta  de  recolhimento de estimativas do IRPJ, não serve para comprovar a divergência de interpretação  da lei tributária com o acórdão recorrido.  Diante do exposto, não tendo sido comprovada a divergência jurisprudencial,  voto no sentido de não conhecer do recurso.    (Assinado digitalmente)  Luiz Eduardo de Oliveira Santos                                Fl. 179DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/08/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS

score : 1.0
4578701 #
Numero do processo: 18050.009794/2008-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003 PREVIDENCIÁRIO - OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DESCUMPRIMENTO Constitui descumprimento de obrigação tributária acessória prevista na legislação, a empresa deixar de prestar ao órgão todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 - INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE - OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS - ART 173, I, CTN 1. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. 2. O prazo de decadência para constituir as obrigações tributárias acessórias relativas às contribuições previdenciárias é de cindo anos e deve ser contado nos termos do art. 173, I, do CTN. 3. Para as infrações cuja multa independe do período em que se verificou o descumprimento da obrigação acessória, a existência de infração em uma única competência fora do prazo decadencial leva à procedência da autuação Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.480
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso Júlio César Vieira Gomes – Presidente Ana Maria Bandeira- Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201303

camara_s : Quarta Câmara

ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003 PREVIDENCIÁRIO - OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DESCUMPRIMENTO Constitui descumprimento de obrigação tributária acessória prevista na legislação, a empresa deixar de prestar ao órgão todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 - INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE - OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS - ART 173, I, CTN 1. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. 2. O prazo de decadência para constituir as obrigações tributárias acessórias relativas às contribuições previdenciárias é de cindo anos e deve ser contado nos termos do art. 173, I, do CTN. 3. Para as infrações cuja multa independe do período em que se verificou o descumprimento da obrigação acessória, a existência de infração em uma única competência fora do prazo decadencial leva à procedência da autuação Recurso Voluntário Negado.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 18050.009794/2008-11

anomes_publicacao_s : 201304

conteudo_id_s : 5229464

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 2402-003.480

nome_arquivo_s : Decisao_18050009794200811.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : ANA MARIA BANDEIRA

nome_arquivo_pdf_s : 18050009794200811_5229464.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso Júlio César Vieira Gomes – Presidente Ana Maria Bandeira- Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.

dt_sessao_tdt : Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013

id : 4578701

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:00:56 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713041572541497344

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2091; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T2  Fl. 426          1 425  S2­C4T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  18050.009794/2008­11  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2402­003.480  –  4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  13 de março de 2013  Matéria  AUTO DE INFRAÇÃO DEIXAR DE PRESTAR INFORMAÇÕES  Recorrente  NORDESTE SEGURANÇA E TRANSPORTE DE VALORES/BA LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS  Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003  PREVIDENCIÁRIO ­ OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA ­ DESCUMPRIMENTO  Constitui  descumprimento  de  obrigação  tributária  acessória  prevista  na  legislação,  a  empresa  deixar  de  prestar  ao  órgão  todas  as  informações  cadastrais,  financeiras  e contábeis de  interesse do mesmo, na  forma por ele  estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização  DECADÊNCIA  ­  ARTS  45  E  46  LEI  Nº  8.212/1991  ­  INCONSTITUCIONALIDADE  ­  STF  ­  SÚMULA  VINCULANTE  ­  OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS ­ ART 173, I, CTN  1. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da  Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à  decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.  2. O prazo de decadência para constituir as obrigações tributárias acessórias  relativas às contribuições previdenciárias é de cindo anos e deve ser contado  nos termos do art. 173, I, do CTN.  3. Para as  infrações cuja multa  independe do período em que se verificou o  descumprimento  da  obrigação  acessória,  a  existência  de  infração  em  uma  única competência fora do prazo decadencial leva à procedência da autuação  Recurso Voluntário Negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 05 0. 00 97 94 /2 00 8- 11 Fl. 426DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES     2    Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso     Júlio César Vieira Gomes – Presidente    Ana Maria Bandeira­ Relatora    Participaram  do  presente  julgamento  os  Conselheiros:  Júlio  César  Vieira  Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago  Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.  Fl. 427DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 18050.009794/2008­11  Acórdão n.º 2402­003.480  S2­C4T2  Fl. 427          3   Relatório  Trata­se de Auto de Infração lavrado em razão de a empresa ter deixado de  prestar  ao  órgão  todas  as  informações  cadastrais,  financeiras  e  contábeis  de  interesse  do  mesmo,  na  forma  por  ele  estabelecida,  bem  como  os  esclarecimentos  necessários  à  fiscalização, conforme previsto no inciso III do art. 32 da Lei nº 8.212/91, combinado com o  art.  225,  inciso  III  e  §  22  (acrescentado  pelo  Decreto  nº  4.729/2003)  do  Regulamento  da  Previdência Social.  De acordo com o Relatório Fiscal da Infração (fls 08/10), a autuada deixou de  apresentar as seguintes informações:  ·  Os  nomes  dos  beneficiários  e  os  respectivos  valores  pagos  aos  trabalhadores,  por  competência,  contemplados  com  o  pagamento  do  vale­transporte e do vale­refeição referentes às competências de 05 a  12/2003.  ·  Os  nomes  dos  beneficiários  e  os  respectivos  valores  pagos  aos  trabalhadores,  por  competência,  contemplados  com  o  benefício  de  assistência médica referentes às competências de 05 a 12/2003.  ·  Relação  contendo  todos  os  bens  e  direitos  constantes  do  ativo  permanente, indicando, de forma individualizada, o valor atual, o tipo,  a marca,  o modelo,  número  de  série,  registro  e número  da  conta no  plano contábil. A autuada deveria informar se os bens estariam livres  e desembaraçados e apresentar fonte documentação para bens sujeito  a registro. Tal relação se prestaria a subsidiar a eventual necessidade  de arrolamento de bens.  ·  As  informações  contábeis/fiscais  e  folhas  de  pagamento  em  meio  digital,  referentes  ao  período  de  janeiro  a  abril/2003,  conforme  formato definido nas normativas do órgão.  ·  Demonstrativo mensal  por  contratante  e  por  contrato,  assinado  pelo  seu  representante  legal contendo a denominação  social e o CNPJ da  contratante ou a matrícula CEI de obra de construção civil, o número  e  a data  de  emissão  da  nota  fiscal,  fatura  ou  recibo  de  prestação  de  serviços,  o  valor  bruto,  o  valor  retido  e  o  valor  líquido  recebido  relativo  à  nota  fiscal,  fatura  ou  recibo  de  prestação  de  serviços  e  a  totalização  dos  valores  e  sua  consolidação  por  obra  de  construção  civil ou por estabelecimento da contratante.  Foi  caracterizado  grupo  econômico  de  fato  entre  a  autuada  e  as  empresas  abaixo, as quais foram consideradas solidárias pelo crédito lançado.  ·  Nordeste Segurança de Valores Ltda  Fl. 428DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES     4  ·  Nordeste Transporte de Valores Ltda  ·  Nordeste Segurança e Transporte de Valores Piauí Ltda  ·  Nordeste Segurança e Transporte de Valores Sergipe Ltda  ·  Nordeste Segurança de Valores Ceará Ltda  ·  Nordeste Segurança de Valores Rio Grande do Norte Ltda.  A  multa  aplicada  foi  elevada  em  três  vezes,  sob  o  argumento  de  que  o  contribuinte  teria  agido  com  dolo,  ao  ocultar,  propositadamente,  da  fiscalização,  os  bens  e  direitos  integrantes  de  seu  patrimônio,  de  modo  a  dificultar  o  arrolamento  destes,  o  que  constitui  circunstância  agravante  da  infração,  nos  termos  do  inciso  II,  do  art.  290  da  Lei  nº  8.212/1991.  As  autuadas  tiveram  ciência  do  lançamento  em  04/12/2008  e  apresentaram  defesa única, em nome de todas, argumentando, em síntese, o que se segue.  Alegam a inexistência de grupo econômico de fato e, conseqüentemente, de  responsabilidade solidária entre as empresas, inexistindo substrato jurídico para a lavratura do  Termo de Responsabilidade Solidária entre a autuada e os sujeitos passivos solidários.  Relativamente  aos  motivos  que  levaram  à  lavratura  do  presente  auto  de  infração, a autuada alega que nas impugnações administrativas apresentadas contra os Autos de  Infração  nº  32.205.137.5,  35.205.138­3,  32.205.139­1,  32.205.142­1,  32.205.143­0,  32.205.144­8,  32.205.145­6,  32.205.146­4  e  32.205.147­2,  demonstrou  o  decurso  do  prazo  decadencial quinquenal para constituição dos supostos créditos tributários, nos termos do art.  150, § 4º, do CTN e da Súmula Vinculante STF nº 8.  Entende  que  ainda  que  tais  valores  fossem  devidos,  a  extinção  do  crédito  tributário principal pela decadência, retiraria o substrato fático para a aplicação de penalidade  pelo descumprimento da obrigação acessória correspondente.  Não obstante a improcedência das obrigações principais, a pretensão do fisco  para  constituir  o  crédito  tributário  decorrente  do  descumprimento  de  obrigação  acessória  já  estaria atingido pela prescrição, conforme dispõe o art. 1º da Lei nº 9.873/1999.  Por fim, requer que seja afastada a circunstância agravante vislumbrada pela  autoridade fiscal, por ser equivocada a informação de que o contribuinte teria agido com dolo  ao ocultar, propositadamente, da fiscalização, os bens e direitos integrantes de seu patrimônio,  de modo a dificultar o arrolamento deles.  Pelo  Acórdão  nº  15­21.713  (fls.  190/196),  a  7ª  Turma  da  DRJ/Salvador  considerou  a  autuação  procedente,  porém,  retirou  do  pólo  passivo  todas  as  empresas  consideradas solidárias pela auditoria fiscal, sob o argumento de que o responsável solidário é  parte  ilegítima  para  figurar  no  pólo  passivo  de  crédito  lavrado  por  descumprimento  de  obrigação previdenciária acessória consoante entendimento do art. 179 da Instrução Normativa  SRP nº 03/2005.  Contra  tal  decisão,  a  autuada  apresentou  recurso  tempestivo  (fls.  222/228),  onde manifesta seu inconformismo em razão da decisão de primeira instância ter considerado a  decadência pela aplicação do art. 173,  inciso I, do CTN, quando no julgamento da obrigação  principal considerou a aplicação do art. 150, § 4º do CTN.  Fl. 429DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 18050.009794/2008­11  Acórdão n.º 2402­003.480  S2­C4T2  Fl. 428          5 Argumenta  que  por  força  do  caráter  acessório,  a  extinção  da  obrigação  principal implica o desaparecimento da acessória, a ineficácia ou nulidade da principal reflete­ se na acessória; a prescrição ou a decadência da principal afeta a acessória.  Assim,  a  autuada  requer  a  reforma  do  acórdão  ora  recorrido,  de modo  que  seja  reconhecida  a  improcedência  do  Auto  de  Infração  acessório,  dado  o  julgamento  de  improcedência  das  autuações  lhe  são  principais,  seja  pela  decadência  do  direito  de  o  Fisco  Federal constituir créditos tributários com fatos geradores entre janeiro de novembro de 2003,  seja,  ainda,  pela  irrazoabilidade  do  arbitramento  realizado  pela  Fiscalização,  na  forma  dos  acórdãos anexados ao presente recurso.  É o relatório.  Fl. 430DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES     6    Voto             Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora  O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento.  Em  sua  peça  recursal  a  recorrente  questiona  a  decadência  que  não  foi  acolhida pela primeira instância.  A recorrente entende que deveria ser aplicado o § 4º do art. 150 do CTN ao  invés do art. 173, inciso I, do mesmo código.  Salienta que no julgamento das obrigações principais, foi aplicado o art. 150,  § 4º do CTN e extinto o crédito tributário, razão pela qual não poderia prevalecer o acessório se  o principal já se encontraria decadente.  Assevere­se que o cômputo da decadência já foi efetuado considerando­se a  Súmula Vinculante nº 8, editada pelo Supremo Tribunal Federal, que dispôs o seguinte:  Súmula  Vinculante  8 “São  inconstitucionais  os  parágrafo  único  do artigo 5º do Decreto­lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei  8.212/91,  que  tratam  de  prescrição  e  decadência  de  crédito  tributário”  Da análise do caso concreto, verifica­se que embora se trate de aplicação de  multa  pelo  descumprimento  de  obrigação  acessória,  há  que  se  verificar  a  ocorrência  de  eventual  decadência  à  luz  das  disposições  do Código Tributário Nacional  que  disciplinam  a  questão  ante  a  manifestação  do  STF  quanto  à  inconstitucionalidade  do  art  45  da  Lei  nº  8.212/1991.  O  Código  Tributário  Nacional  trata  da  decadência  no  artigo  173,  abaixo  transcrito:  “Art.173  ­ O  direito  de  a Fazenda Pública  constituir  o  crédito  tributário extingue­se após 5 (cinco) anos, contados:  I  ­  do  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  àquele  em  que  o  lançamento poderia ter sido efetuado;  II  ­  da  data  em  que  se  tornar  definitiva  à  decisão  que  houver  anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.  Parágrafo Único ­ O direito a que se refere este artigo extingue­ se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado  da  data  em  que  tenha  sido  iniciada  a  constituição  do  crédito  tributário  pela  notificação,  ao  sujeito  passivo,  de  qualquer  medida preparatória indispensável ao lançamento.”  Quanto ao lançamento por homologação, o Códex Tributário definiu no art.  150, § 4º o seguinte:  “Art.150  ­ O  lançamento por  homologação,  que  ocorre quanto  aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de  Fl. 431DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 18050.009794/2008­11  Acórdão n.º 2402­003.480  S2­C4T2  Fl. 429          7 antecipar  o  pagamento  sem  prévio  exame  da  autoridade  administrativa, opera­se pelo ato em que a referida autoridade,  tomando  conhecimento  da  atividade  assim  exercida  pelo  obrigado, expressamente a homologa.  .....................................  § 4º ­ Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco  anos  a  contar  da  ocorrência  do  fato  gerador;  expirado  esse  prazo  sem  que  a  Fazenda  Pública  se  tenha  pronunciado,  considera­se homologado o lançamento e definitivamente extinto  o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou  simulação.”  Tem  sido  entendimento  constante  em  julgados  do  Superior  Tribunal  de  Justiça, que nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa parte do pagamento da  contribuição, aplica­se o prazo previsto no § 4º do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco  anos  passa  a  contar  da  ocorrência  do  fato  gerador,  uma  vez  que  resta  caracterizado  o  lançamento por homologação.  No  caso,  como  se  trata  de  aplicação  de  multa  pelo  descumprimento  de  obrigação  acessória  não  há  que  se  falar  em  antecipação  de  pagamento  por  parte  do  sujeito  passivo,  assim,  para  a  apuração  de  decadência,  aplica­se  a  regra  geral  contida  no  art.  173,  inciso I do CTN.  Assevere­se  que  a  questão  foi  objeto  de  manifestação  por  parte  da  Procuradoria da Fazenda Nacional por meio da Nota PGFN/CAT No 856/ 2008 aprovada pelo  Procurador­Geral da Fazenda Nacional em 01/09/2008, nos seguintes termos:  “Aprovo. Frise­se a conclusão da presente Nota de que o prazo  de  decadência  para  constituir  as  obrigações  tributárias  acessórias relativas às contribuições previdenciárias é de cindo  anos e deve ser contado nos termos do art. 173, I, do CTN.”   Nesse sentido, entendo que a decisão recorrida não merece reparo, uma vez  que  o  período  da  autuação  compreende  as  competências  de  01  a  12/2003  e  o  lançamento  ocorreu em 04/12/2008, não tendo ocorrido a decadência.  Cumpre  observar  que,  de  acordo  com  as  cópias  de  acórdãos  juntados  pela  recorrente, a primeira instância, de fato, efetuou a aplicação do § 4º, do art. 150, do CTN, no  entanto,  só  o  fez  e  relação  àquelas  competências  em  que  se  verificou  a  existência  de  antecipação de pagamento.  Além disso, em nenhum dos julgamentos o crédito foi totalmente extinto pela  decadência, uma vez que como a ciência do contribuinte ocorreu em 04/12/2008, a decadência  nos  termos  do  art.  150  §  4º  do  CTN  ocorreria  até  a  competência  11/2003.  Assim,  nos  lançamentos das obrigações principais, restou procedente a competência 12/2003 e outras em  que não se verificou antecipação de pagamento.  Não ocorrendo a desconstituição total do lançamento da obrigação principal,  não se pode acolher o argumento da recorrente de que o acessória não poderia prevalecer em  face da extinção do principal pela decadência.  Fl. 432DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES     8  Além disso, ainda que não houvesse o lançamento de obrigações principais, a  autuação deveria prevalecer, em face de algumas  informações solicitadas não  terem qualquer  relação com as obrigações principais, como, por exemplo, a relação de bens e direitos do ativo  permanente  e  pelo  fato  da  recorrente  não  ter  apresentado  as  informações  contábeis/fiscais  e  folhas de pagamento em meio digital, referentes ao período de janeiro a abril/2003.  Cumpre salientar que a autuação em tela prevaleceria de qualquer forma, uma  vez que a multa para o tipo de infração em tela é única e independente do tempo da infração.  Desse  modo,  ocorrendo  a  caracterização  do  descumprimento  da  obrigação  acessória  numa  única competência não abrangida pela decadência a autuação já seria devida.  Assim, não há que se falar em decadência no presente caso.  Quanto à alegada irrazoabilidade do arbitramento realizado pela Fiscalização,  tal  argumento  não  é  pertinente  à  presente  autuação  que  trata  da  aplicação  de  multa  pelo  descumprimento de obrigação acessória.  Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta.  Voto  no  sentido  de  CONHECER  do  recurso  e  NEGAR­LHE  PROVIMENTO.  É como voto.    Ana Maria Bandeira                              Fl. 433DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES

score : 1.0
4599386 #
Numero do processo: 16327.001611/2006-26
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ESPONTANEIDADE - ART. 138 CTN - TRIBUTO NÃO DECLARADO EM DCTF OU DIPJ - Consoante jurisprudência pacífica no STJ, aplica-se a denúncia espontânea prevista no artigo 138 do CTN, quando o contribuinte não houver declarado o tributo e antes de qualquer medida da administração tributária recolhe o débito com juros de mora. Indevida, portanto, a compensação de oficio de multa de mora que no entender do fisco deveria ter sido recolhida.
Numero da decisão: 9101-001.269
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso. O Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho declarou-se impedido.
Matéria: IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: VALMIR SANDRI

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201111

camara_s : 1ª SEÇÃO

ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ESPONTANEIDADE - ART. 138 CTN - TRIBUTO NÃO DECLARADO EM DCTF OU DIPJ - Consoante jurisprudência pacífica no STJ, aplica-se a denúncia espontânea prevista no artigo 138 do CTN, quando o contribuinte não houver declarado o tributo e antes de qualquer medida da administração tributária recolhe o débito com juros de mora. Indevida, portanto, a compensação de oficio de multa de mora que no entender do fisco deveria ter sido recolhida.

turma_s : 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS

numero_processo_s : 16327.001611/2006-26

conteudo_id_s : 5238350

dt_registro_atualizacao_tdt : Sat Feb 20 00:00:00 UTC 2021

numero_decisao_s : 9101-001.269

nome_arquivo_s : Decisao_16327001611200626.pdf

nome_relator_s : VALMIR SANDRI

nome_arquivo_pdf_s : 16327001611200626_5238350.pdf

secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso. O Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho declarou-se impedido.

dt_sessao_tdt : Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011

id : 4599386

ano_sessao_s : 2011

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:02:06 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713041572589731840

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1823; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRF­T1  Fl. 1          1             CSRF­T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS    Processo nº  16327.001611/2006­26  Recurso nº  168.462   Especial do Contribuinte  Acórdão nº  9101­001.269  –  1ª Turma   Sessão de  23 de novembro de 2011  Matéria  Multa de mora  Recorrente  Banco ABN AMRO Real S.A.  Interessado  Fazenda Nacional    ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  ESPONTANEIDADE  ­  ART.  138 CTN  ­  TRIBUTO NÃO DECLARADO  EM DCTF OU DIPJ ­ Consoante jurisprudência pacífica no STJ, aplica­se a  denúncia  espontânea prevista no artigo 138 do CTN, quando o contribuinte  não houver declarado o tributo e antes de qualquer medida da administração  tributária  recolhe  o  débito  com  juros  de  mora.  Indevida,  portanto,  a  compensação de oficio de multa de mora que no entender do fisco deveria ter  sido recolhida.    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  da  1ª  Turma  da  Câmara  Superior  de  Recursos  Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso. O Conselheiro Antonio Carlos  Guidoni Filho declarou­se impedido.  (documento assinado digitalmente)  Otacílio Dantas Cartaxo  Presidente  (documento assinado digitalmente)  Valmir Sandri  Relator  Participaram  do  julgamento  os  Conselheiros:  Otacílio  Dantas  Cartaxo,  Valmar Fonseca  de Menezes,  João Carlos  de Lima  Junior, Claudemir Rodrigues Malaquias,  Karem Jureidini Dias, Alberto Pinto Souza Junior, Jorge Celso Freire da Silva, Valmir Sandri e  Suzy Gomes Hoffmann.       Fl. 0DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OT ACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI Processo nº 16327.001611/2006­26  Acórdão n.º 9101­001.269  CSRF­T1  Fl. 2          2   Relatório  Cuida­se  de  Recurso  Especial  de  divergência  interposto  pelo  contribuinte  Banco ABN AMRO Real S.A., contra decisão da Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara  da Primeira Seção de Julgamento do CARF que, por maioria de votos, negou provimento ao  seu recurso voluntário, mediante o Acórdão nº 1402­00.187, de 19/05/2010, assim ementado:  Assunto: Processo Administrativo Fiscal  Ano­calendário: 2008  Ementa: MULTA DE MORA. ­ É cabível a exigência da multa  de  mora  quando  ocorre  o  recolhimento  extemporâneo  de  tributo, mesmo que os débitos não tenham sido antes declarados  a Receita Federal. 0 artigo 61, caput e §1º ., da Lei 9.430/1996  não  comporta  outra  interpretação. A denúncia  espontânea  de que trata o art. 138 do CTN não alcança os pagamentos em  atraso.  Recurso Voluntário Negado.  Alega  o  recorrente  haver  interpretação  divergente  conferida  pela  Primeira  Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais na seguinte decisão:  DENÚNCIA  ESPONTÂNEA  ­  NÃ0  INCIDÊNCIA  DA  MULTA  DE MORA ­ A  teor da regra do art. 138 do Código Tributário  Nacional, não incide a multa de mora ao pagamento espontâneo  antes da ação fiscal mediante denúncia da infração. (CSRF/01­ 05.341, de 05/12/05)  A Presidente  da Quarta Câmara  deu  seguimento  ao  recurso,  por  considerar  cumpridos os requisitos que o autorizam.  A Procuradoria da Fazenda Nacional  apresentou contrarrazões  às  fls.  524 a  527, postulando pela confirmação do acórdão recorrido.  É o relatório.              Fl. 1DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OT ACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI Processo nº 16327.001611/2006­26  Acórdão n.º 9101­001.269  CSRF­T1  Fl. 3          3 Voto             Conselheiro Valmir Sandri, Relator  O recurso é tempestivo e a divergência de entendimentos restou demonstrada.  Dele conheço.  A  questão  a  ser  decidida  diz  respeito  ao  alcance  do  instituto  da  denúncia  espontânea, de que trata o art. 138 do Código Tributário Nacional. Mais precisamente, sobre  sua aptidão para excluir a multa de mora.  A matéria tem sido muito controvertida no âmbito do CARF.   De fato, enquanto caudalosa corrente deste Conselho entende que a obrigação  pecuniária relativamente à multa de mora surge para o contribuinte pelo simples fato de não ter  sido observado o prazo legal para o pagamento do tributo, sendo inaplicável seu afastamento  ao  abrigo  do  instituto  da  denúncia  espontânea,  não menos  significativa  é  a  corrente  dos  que  entendem que a multa de mora configurada pelo não pagamento no prazo legal é afastada pelo  pagamento espontâneo do principal.  Contudo, desde há algum tempo o STJ tem se posicionado no sentido de que  a  denúncia  espontânea  exclui  a  multa  de  mora,  e  que  nos  casos  de  tributos  sujeitos  a  lançamento por homologação, o pagamento a destempo não configura a denúncia espontânea  se os débitos estiverem declarados.  No REsp nº. 572.606 a 1ª Turma do STJ ratificou o entendimento que vinha  pacificamente sendo adotado, a exemplo dos julgados nos REsp 180.918­SP e 402.706­SP, de  relatoria do Ministro Humberto Gomes de Barros:   "TRIBUTÁRIO.  AUTO­LANÇAMENTO.  TRIBUTO  TARDIAMENTE  RECOLHIDO.  MULTA.  DISPENSA  DE  MULTA (CTN , ART. 138).   Contribuinte em mora com tributo por ele mesmo declarado não  pode invocar o art. 138 do CTN para se livrar da multa relativa  ao atraso  Nesse sentido, em 2008 foi editada a Súmula nº 360, do STJ, com o seguinte  enunciado:   SÚMULA Nº 360 ­ STJ O benefício da denúncia espontânea não  se  aplica  aos  tributos  sujeitos  a  lançamento  por  homologação  regularmente  declarados,  mas  pagos  a  destempo.  Rel.  Min.  Eliana Calmon, em 27/8/2008.  Levando em conta esse posicionamento da Corte Superior,  a  jurisprudência  do CARF  tem  se  orientado  no  seguinte  sentido  de que  o  recolhimento  em  atraso  de  tributo,  acompanhado dos juros de mora, mesmo antes do início de procedimento de fiscalização, não  configura denúncia espontânea quando o tributo pago em atraso estiver previamente declarado  em DCTF.   Fl. 2DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OT ACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI Processo nº 16327.001611/2006­26  Acórdão n.º 9101­001.269  CSRF­T1  Fl. 4          4 Contudo,  se  o  pagamento  (antes  de  qualquer  procedimento  fiscal)  corresponder  a  tributo  não  declarado  em DCTF,  aí  sim,  aplicar­se­ia  a  denúncia  espontânea  para afastar a multa de mora.  Neste sentido, a Câmara Superior de Recursos Fiscais manifestou­se sobre o  tema em sessão de 11 de novembro de 2008,  tendo negado provimento a recurso especial da  Fazenda Nacional, mediante o Acórdão 01­06.098, assim ementado:  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Exercício. 1999  ESPONTANEIDADE  ­  ART.  138  CTN  ­  TRIBUTO  NÃO  DECLARADO EM DCTF OU DIPJ ­ Consoante jurisprudência  pacífica  no  STJ,  aplica­se  a  denúncia  espontânea  prevista  no  artigo 138 do CTN, quando o contribuinte não houver declarado  o tributo e antes de qualquer medida da administração tributária  recolhe  o  débito  com  juros  de  mora.  Indevida,  portanto,  a  compensação  de  oficio  de  multa  de  mora  que  no  entender  do  fisco deveria ter sido recolhida.  Recurso especial negado  Constam  do  voto  condutor  as  seguintes  considerações,  que  transcrevo,  porque úteis para compreender o alcance da decisão:  A questão é tormentosa pois há duas correntes conflitantes, a do  acórdão  recorrido  que  considera  abrigada  pela  denúncia  espontânea  o  pagamento  em  atraso  de  tributos,  com  os  respectivos juros de mora desde que integral e antes de qualquer  procedimento de oficio, e outra que entende não ser aplicável o  artigo  138  do  CTN  que  estaria  restrito  ao  campo  penal  de  restrição de liberdade.  Consultando a  tendência da  jurisprudência majoritária no STJ,  verifico  que  é  pacífica  quanto  à  não  aplicação  da  denúncia  espontânea em relação a tributo declarado, quer em DCTF quer  em DIPJ ou GIA , conforme julgados recentes abaixo, porém se  o  tributo  não  foi  objeto  de  declaração  não  há  como  afastar  a  denúncia espontânea.  REsp 1029364 / SP RECURSO ESPECIAL 2008/0018511­0  Relator(a) Ministro CASTRO MEIRA (1125)  Órgão Julgador T2 ­ SEGUNDA TURMA  Data do Julgamento 03/04/2008  Data da Publicação/Fonte DJE 22/04/2008  Ementa  RECURSO  ESPECIAL.  TRIBUTÁRIO.  DENÚNCIA  ESPONTÂNEA.  TRIBUTO  SUJEITO  A  LANÇAMENTO  POR  HOMOLOGAÇÃO.  CABIMENTO.  MULTA  DE  MORA.  EXCLUSÃO. APELO NÃO PROVIDO.  1.  Em  regra,  a  denúncia  espontânea  é  aplicada  para  qualquer  tributo,  independentemente  da  sua  forma  de  lançamento.  Entretanto, quando houver declaração do contribuinte e, só após,  em  atraso,  for  efetuado  o  pagamento  da  dívida,  não  há  que  se  Fl. 3DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OT ACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI Processo nº 16327.001611/2006­26  Acórdão n.º 9101­001.269  CSRF­T1  Fl. 5          5 falar na sua caracterização, uma vez que já constituído o crédito  tributário.  2.  A  tese  do  recorrente,  de  que  a  denúncia  espontânea  não  poderia  ser  aplicada  aos  tributos  sujeitos  a  lançamento  por  homologação,  não  pode  aqui  ser  aplicada,  uma  vez  que  não  restou  evidenciada  a  circunstância  de  ter  o  contribuinte  previamente  declarado  o  tributo  e,  em  seguida,  efetuado  o  pagamento  em  atraso.  Sem  essa  premissa  fática,  impossível  aplicar a jurisprudência pleiteada pelo INSS.  3.  A  expressão  "multa  punitiva"  é  até  pleonástica,  já  que  toda  multa  tem  por  objetivo  punir,  seja  em  razão  da  mora,  seja  por  outra  circunstância,  desde  que  prevista  em  lei.  Daí,  a  jurisprudência deste Superior Tribunal ter­se alinhado no sentido  de  que  a  denúncia  espontânea  exclui  a  incidência  de  qualquer  espécie de multa, e não só a "punitiva", como quer o recorrente.  4. Recurso especial não provido.  Este  é  também meu entendimento:  se o  crédito  que está  sendo extinto  (por  pagamento ou,  como no presente  caso, por  compensação),  já houver  sido declarado em data  pretérita, quer em DCTF, quer em DIPJ, não há que se falar em denúncia espontânea, pois o  débito já era conhecido do fisco.   Por outro lado, se o crédito que está sendo extinto (por pagamento ou, como  no  presente  caso,  por  compensação),  não  houver  sido  declarado  em  data  pretérita,  o  pagamento/compensação, acompanhado dos juros de mora, estará caracterizada aí a denúncia  espontânea, a excluir a multa de mora, tendo em vista que nesse caso, a falta não era conhecida  do Fisco,  Transcreve­se,  por  pertinente,  excerto  de  ementa  relativa  ao  julgamento  do  AgRg no Ag 751791 / RS, 1ª Turma do STJ:  “3.  Ressalva  do  relator  no  sentido  de  que  a  denúncia  espontânea,  na  sua  essência,  configura  arrependimento  fiscal,  deveras  proveitoso  para  o  fisco,  porquanto  o  agente  infrator,  desistindo  do  proveito  econômico  que  a  infração  poderia  carrear­lhe, adverte a mesma à entidade fazendária, sem que ela  tenha  iniciado  qualquer  procedimento  para  a  apuração  desses  fundos  líquidos.  4.  Trata­se  de  técnica  moderna  indutora  ao  cumprimento  das  leis,  que  vem  sendo  utilizada,  inclusive  nas  ações  processuais,  admitindo  o  legislador  que  a  parte  que  se  curva ao decisium fique imune às despesas processuais, como sói  ocorrer  na  ação  monitória,  na  ação  de  despejo  e  no  novel  segmento dos juizados especiais. 5. Obedecida essa ratio essendi  do  instituto,  exigir  qualquer  penalidade,  após  a  espontânea  denúncia,  é  conspirar  contra  a  norma  inserida  no  art  138  do  CTN, malferindo o fim inspirador do instituto, voltado a animar  e  premiar  o  contribuinte  que  não  se  mantém  obstinado  ao  inadimplemento.  6. Desta  sorte,  tem­se  como  inequívoco  que  a  denúncia  espontânea  exoneradora  que  extingue  a  responsabilidade fiscal é aquela procedida antes da instauração  de qualquer procedimento administrativo. Assim,  engendrada a  denúncia  espontânea  nesses  moldes,  os  consectários  da  responsabilidade fiscal desaparecem, por isso que reveste­se de  Fl. 4DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OT ACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI Processo nº 16327.001611/2006­26  Acórdão n.º 9101­001.269  CSRF­T1  Fl. 6          6 contraditio  in  terminis  impor  ao  denunciante  espontâneo  a  obrigação  de  pagar  "multa",  cuja  natureza  sancionatória  é  inquestionável.  Diverso  é  o  tratamento  quanto  aos  juros  de  mora,  incidentes  pelo  fato  objetivo  do  pagamento  a  destempo,  bem como a correção monetária, mera atualização do principal.  7.  À  luz  da  lei,  da  doutrina  e  da  jurisprudência,  é  cediço  na  Corte que:  I)  "Não resta  caracterizada a denúncia  espontânea,  com  a  conseqüente  exclusão  da multa moratória,  nos  casos  de  tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo  contribuinte  e  recolhidos  fora do prazo de  vencimento."  (RESP  624.772/DF);  II)  “A  configuração  da  'denúncia  espontânea',  como  consagrada  no  art.  138  do  CTN  não  tem  a  elasticidade  pretendida,  deixando  sem  punição  as  infrações  administrativas  pelo  atraso  no  cumprimento  das  obrigações  fiscais.  A  extemporaneidade no pagamento do tributo é considerada como  sendo  o  descumprimento,  no  prazo  fixado  pela  norma,  de  uma  atividade  fiscal  exigida  do  contribuinte.  É  regra  de  conduta  formal  que  não  se  confunde  com  o  não­pagamento  do  tributo,  nem  com  as  multas  decorrentes  por  tal  procedimento.  (EDAG  568.515/MG)”.   Pelas  razões  acima  expostas,  DOU  provimento  ao  recurso  especial  do  contribuinte.   É como voto.  Sala das Sessões, em 23 de novembro de 2011.  (documento assinado digitalmente)  Valmir Sandri                                Fl. 5DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OT ACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por VALMIR SANDRI

score : 1.0
4579694 #
Numero do processo: 13558.000778/2006-68
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Ano calendário:2004 OBRIGAÇÕES DA ELETROBRÁS. COMPENSAÇÃO COM DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. Não compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil promover a restituição de obrigações da Eletrobrás nem sua compensação com débitos tributários. (Enunciado 24 da Súmula do CARF). Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1402-001.113
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passa a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201207

camara_s : Quarta Câmara

ementa_s : Ano calendário:2004 OBRIGAÇÕES DA ELETROBRÁS. COMPENSAÇÃO COM DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. Não compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil promover a restituição de obrigações da Eletrobrás nem sua compensação com débitos tributários. (Enunciado 24 da Súmula do CARF). Recurso Voluntário Negado.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção

numero_processo_s : 13558.000778/2006-68

conteudo_id_s : 5231688

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2018

numero_decisao_s : 1402-001.113

nome_arquivo_s : Decisao_13558000778200668.pdf

nome_relator_s : LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA

nome_arquivo_pdf_s : 13558000778200668_5231688.pdf

secao_s : Primeira Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passa a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012

id : 4579694

ano_sessao_s : 2012

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:01:19 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713041572773232640

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1646; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­C4T2  Fl. 1          1 0  S1­C4T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13558.000778/2006­68  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  1402­01.113  –  4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  4 de julho de 2012  Matéria  DCOMP IRPJ E OUTROS  Recorrente  SANTA CRUZ ACUCAR E ALCOOL LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Ano­calendário: 2004  OBRIGAÇÕES  DA  ELETROBRÁS.  COMPENSAÇÃO  COM  DÉBITOS  TRIBUTÁRIOS.    Não  compete  à  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil  promover  a  restituição  de  obrigações  da  Eletrobrás  nem  sua  compensação  com débitos tributários. (Enunciado 24 da Súmula do CARF).  Recurso Voluntário Negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento  ao  recurso  voluntário,  nos  termos  do  relatório  e  voto  que  passa  a  integrar  o  presente julgado.    (assinado digitalmente)  Leonardo de Andrade Couto ­ Presidente    (assinado digitalmente)  Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira ­ Relator    Participaram da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros: Antônio  José Praga  de Souza, Carlos  Pelá,  Frederico  Augusto  Gomes  de  Alencar,  Moises  Giacomelli  Nunes  da  Silva,  Leonardo  Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto.     Fl. 458DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, Assinado digitalmente e m 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 18/07/2012 por LEONARDO HENRIQU E MAGALHAES DE O Processo nº 13558.000778/2006­68  Acórdão n.º 1402­01.113  S1­C4T2  Fl. 0          2   Relatório  Em  litigio  a  não  homologação  de  pedido  de  compensação  interposto  pela  Contribuinte, visando extinguir debitos tributários com alegados créditos relativos a obrigações  da Eletrobrás.   Irresignada,  a  contribuinte  apresentou  impuganção  à  DRJ  alegando,  em  síntese a possibilidade da compensação.  Aludida  manifestação  de  inconformidade  foi  indeferida  em  acórdão  assim  ementado:  OBRIGAÇÕES  DA  ELETROBRAS.  COMPETÊNCIA.  RESTITUIÇÃO.  COMPENSAÇÃO  COM  TRIBUTOS  OU  CONTRIBUIÇÕES  ADMINISTRADOS  PELA  SECRETARIA  DA  RECEITA  FEDERAL  DO  BRASIL.  HOMOLOGAÇÃO.  IMPOSSIBILIDADE.  A Secretaria da Receita Federal do Brasil não é o órgão competente para decidir  sobre pedido de restituição de valores relativos a títulos da Eletrobrás,  instituídos  pela Lei n°4.156, de 1962, e suas alterações.  Por falta de previsão legal, não pode ser homologada a declaração de compensação  de  tributo  ou  contribuição  administrado  pela  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil com crédito  relativo a obrigações ao portador emitidas pela Eletrobras em  face de empréstimo compulsório.  Manifestação de Inconformidade Improcedente    Cientificada  da  aludida  decisão,  a  contribuinte  apresentou  “embargos  declaratórios” que foram tomados  como recurso voluntário, no qual aduz:  .(...)  No  entanto,  tal  decisão  não  pode  prevalecer  eis  que  a mesma  apresenta  omissão  quanto ao fato de que os créditos apontados pela empresa contribuinte são passíveis  de  compensação  porque  se  trata  de  titulo  liquido,  certo  e  exigível  equiparado  a  sentença  transitada em julgada, onde a União Federal  responde em igualdade de  condições como avalista cambial.  (...)  Importante seja sanada a omissão da decisão prolatada, quanto ao  fato da Unido  Federal  responder  em  igualdade  de  condições  como  avalista  cambial,  bem  como  pelo fato de sua responsabilidade solidária.  Dessa  forma,  implica  dizer  que  a  União  poderá  responder  judicial  •  e  administrativamente para adimplir créditos formalizados nos indigitalizados títulos,  não merecendo prosperar a decisão de Fls., que afirma ser  impossível a demanda  administrativamente.  Fl. 459DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, Assinado digitalmente e m 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 18/07/2012 por LEONARDO HENRIQU E MAGALHAES DE O Processo nº 13558.000778/2006­68  Acórdão n.º 1402­01.113  S1­C4T2  Fl. 0          3 Cumpre ainda ressaltar que a União Federal, conforme consta anotado no Cartório  de Registro de Imóveis do Distrito Federal, e consoante lançado no próprio titulo,  na condição de uma das milhares de sócias da Eletrobrás, por livre iniciativa, fez­se  aval  da  obrigação  expressa  nas  cártulas,  razão  pela  qual,  na  hipótese  pouco  provável  de  insolvência  ou  falência  do  devedor  emitente,  o  avalista  poderá  responder pelo cumprimento da obrigação.  Constituiu­se, assim, a União, mera garantidora da Eletrobrás, até o limite de R$  19.000.000.000,00  (dezenove  bilhões  de  reais),  quanto  ao  pagamento  das  obrigações decorrentes da debêntures.  (...)  Por  fim, cumpre reiterar que a Unido deverá responder administrativamente para  adimplir créditos formalizados nos indigitalizados títulos, não merecendo prosperar  a decisão de Fls., que afirma ser impossível a demanda administrativamente.  TIDO O ASSEVERADO, requer a Vossa Excelência sejam recebidos os presentes  Embargos Declaratórios, a fim de que seja apreciado e sanada a omissão apontada.  Porque pertinente, importante frisar que o efeito infringente é decorrência natural  da  própria  técnica  dos  embargos  declaratórios,  se  a  clareza  e  higidez  por  eles  operada importar necessariamente na modificação do resultado da lide.  Nestes Termos, É o que se Requer.  É o relatório.  Fl. 460DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, Assinado digitalmente e m 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 18/07/2012 por LEONARDO HENRIQU E MAGALHAES DE O Processo nº 13558.000778/2006­68  Acórdão n.º 1402­01.113  S1­C4T2  Fl. 0          4   Voto             Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Relator.  O  recurso  é  tempestivo,  uma  vez  que  foi  interposto  no  prazo  de  30  dias  estabelecido no art. 33 do Decreto 70.235/1972 (PAF).  Tendo em vista que o PAF não estabelece a possibilidade de interposição de  embargos à decisão da DRJ, correto tratá­lo como recurso voluntário em face do principio da  formalidade moderada que rege o Processo Administrativo Fiscal e  também da  fungibilidade  dos recursos.  Mais a mais,  a pretensão da contribuinte é mesmo a reforma da decisão da  DRJ.  Em litígio, a possibilidade de compensação de tributos federais, efetivamente  devidos pelo contribuinte, com alegados créditos relativos a títulos emitidos pela Eletrobrás (as  chamadas obrigações da Eletrobrás).  Aduz  a  recorrente,  em  síntese  que  “os  créditos  apontados  pela  empresa  contribuinte  são passíveis de compensação porque se  trata de  titulo  liquido, certo e exigível  equiparado a sentença  transitada em julgada, onde a União Federal  responde em igualdade  de condições como avalista cambial.”  A matéria não é nova neste Conselho tendo sido objeto do enunciado 24 da  Sumula do CARF, que dispõe:  “Não  compete  à  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil  promover  a  restituição de obrigações da Eletrobrás nem sua compensação com débitos  tributários.”    Conclusão  Diante do exposto, cumpre  a este Colegiado aplicar a súmula, pelo que voto  no sentido de negar  provimento ao recurso.    (assinado digitalmente)  Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira                              Fl. 461DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, Assinado digitalmente e m 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 18/07/2012 por LEONARDO HENRIQU E MAGALHAES DE O

score : 1.0