Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,680)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,910)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 16020.000090/2007-15
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/1997 a 31/03/2004
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91.
SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. AJUDA DE CUSTO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. ABONO PECUNIÁRIO DE FÉRIAS. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. LEGALIDADE. MULTA DE MORA.
O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º, havendo antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
Não ficam excluídas do salário de contribuição as verbas incluídas indevidamente na conta Ajuda de Custo, cuja natureza seja a de restituir quilometragem, caso exista uma conta específica.
A ausência de Convenção ou Acordo Coletivo não justifica o pagamento parcial da Participação nos Lucros.
Legalidade da Taxa SELIC nos termos da Súmula n. 3 do CARF.
MULTA DE MORA Recálculo da multa para que seja aplicada a mais
benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Numero da decisão: 2403-000.742
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, em Preliminar de decadência, por
unanimidade de votos, em reconhecer a decadência até a competência de 11/1999, com base no art. 150, §4º do CTN. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte.
Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1997 a 31/03/2004 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. AJUDA DE CUSTO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. ABONO PECUNIÁRIO DE FÉRIAS. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. LEGALIDADE. MULTA DE MORA. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º, havendo antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. Não ficam excluídas do salário de contribuição as verbas incluídas indevidamente na conta Ajuda de Custo, cuja natureza seja a de restituir quilometragem, caso exista uma conta específica. A ausência de Convenção ou Acordo Coletivo não justifica o pagamento parcial da Participação nos Lucros. Legalidade da Taxa SELIC nos termos da Súmula n. 3 do CARF. MULTA DE MORA Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 16020.000090/2007-15
conteudo_id_s : 6586185
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.742
nome_arquivo_s : Decisao_16020000090200715.pdf
nome_relator_s : MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 16020000090200715_6586185.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, em Preliminar de decadência, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência até a competência de 11/1999, com base no art. 150, §4º do CTN. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
id : 9261250
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:56:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011379941376
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2278; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 3.715 1 3.714 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16020.000090/200715 Recurso nº 255.497 Voluntário Acórdão nº 240300.742 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 25 de agosto de 2011 Matéria Contribuição Previdenciária Recorrente PRIMO SCHINCARIOL INDÚSTRIA DE CERVEJAS E REFRIGERANTES S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1997 a 31/03/2004 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. AJUDA DE CUSTO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. ABONO PECUNIÁRIO DE FÉRIAS. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. LEGALIDADE. MULTA DE MORA. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º, havendo antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. Não ficam excluídas do saláriodecontribuição as verbas incluídas indevidamente na conta Ajuda de Custo, cuja natureza seja a de restituir quilometragem, caso exista uma conta específica. A ausência de Convenção ou Acordo Coletivo não justifica o pagamento parcial da Participação nos Lucros. Legalidade da Taxa SELIC nos termos da Súmula n. 3 do CARF. MULTA DE MORA Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, em Preliminar de decadência, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência até a competência de 11/1999, com base no art. 150, §4º do CTN. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Marthius Savio Cavalcante Lobato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16020.000090/200715 Acórdão n.º 240300.742 S2C4T3 Fl. 3.716 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD n° 35.754.0557, emitida contra a empresa em epígrafe, no valor de RS 2.509.010,49 (dois milhões, quinhentos e nove mil e dez reais e quarenta e nove centavos), consolidada em 17/12/2004, lavrada durante ação fiscal determinada pelos Mandados de Procedimento Fiscal — MPF 09157718, de 31 de maio de 2004 e complementares. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 284/287, o débito constante nesta NFLD tem por objeto as contribuições da previdência social concernentes à parte da empresa, ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho — GILRAT e às destinadas a terceiros, para todos os estabelecimentos da empresa. Sendo que os fatos geradores das contribuições lançadas são as remunerações pagas aos empregados verificadas em folhas de pagamento a título de ajuda de custo, participação nos lucros e abono pecuniário de férias. Esclarece que, no período de 03/1997 a 03/2004, verificouse o pagamento na rubrica ajuda de custo em desacordo com a legislação especifica, uma vez que diversos empregados receberam essa remuneração de forma contínua. Verificouse também que, em diversas competências o pagamento dessa rubrica era feito a todos os empregados de uma filial ou setor específico. Frisa que nesse período existiram também pagamentos a título de reembolso quilometragem e diárias. Quanto ao pagamento relativo à participação nos lucros, destaca que não foram abrangidos todos os empregados da empresa, conforme planilha às fls. 285. Informa que o abono pecuniário de férias integrou o saláriodecontribuição no período de 08/1997 a 05/1998, porém a empresa somente efetuou sua inclusão nas competências 04 e 05/1998, motivo pelo qual foram lançados os valores pagos a este título para o período de 08/1997 a 03/1998. DA IMPUGNAÇÃO A defendente, ora recorrente apresentou impugnação tempestiva em 12/01/2005 (fls.335/346), alegando, em apertada síntese: Decadência de parcela do crédito tributário, estando decaído o direito de o fisco lançar os valores relativos a fatos havidos antes de 29 de dezembro de 1999, por aplicação do artigo 150 do Código Tributário Nacional — CTN; Quanto à ajuda de custo, alega que não se está defronte da hipótese do artigo 28, §9o, alínea "g", da Lei no 8.212/91. Todavia, aduz que essa rubrica guarda relação, no estabelecimento industrial (matriz), com a ajuda de custo propriamente dita (art.28, §9o, alínea "g", da Lei n° 8.212/91), com o ressarcimento dc despesas pelo uso de veículo do empregado (art.28, §9o, alínea "s", da Lei n 8.212/91), e com os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para Fl. 3DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 trabalhar em localidade distante de sua residência ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada (art. 28, §9°, alínea "m", da Lei n. 8.212/91). Alega que, no período de 03/1997 a 03/2003, os pagamentos efetuados sob essa rubrica, no estabelecimento matriz, destinaram a indenizar algum empregado por mudança, ou destinaramse a ressarcir os empregados das áreas de vendas em relação a transporte, utilização de automóvel e alimentação. No período de 03/2003 a 03/2004, os pagamentos efetuados também nessa rubrica, pelo estabelecimento matriz, tiveram por finalidade ressarcir os integrantes do programa de traines dos gastos com transporte, alimentação e habitação, em função do trabalho em localidade diversa da residência. Já nos estabelecimentos filiais, essa rubrica diz respeito ao ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado (art. 28, §9o, alínea "s", da Lei n. 8.212/91), e aplicase exclusivamente aos empregados alocados no setor de vendas. Acrescenta que o ressarcimento se dá para o trabalho e não pelo trabalho. E que a prova de que essa rubrica diz respeito ao ressarcimento por quilometragem se faz pela juntada de inúmeras planilhas de controle, recibos e comprovantes anexos. Afirma que o fato de essa ajuda de custo ser paga a todos os funcionários ocorre porque algumas filiais têm como objeto funcionar como escritório de vendas, e em tais estabelecimentos todos os funcionários exercem a função de vendedores. E que o fato da coexistência das rubricas ajuda de custo se justifica na opção de nomenclatura adotada pela requerente: o ressarcimento realizado a vendedores é denominado ajuda de custo, enquanto o ressarcimento realizado a supervisores é denominado reembolso de quilometragem. Tais rubricas têm o mesmo conteúdo, mas denominação diversa, em função de quem a recebe. No que concerne à participação nos resultados alega que o art. 2o da Lei n. 10.101/2000 delega à convenção ou acordo coletivo a regulamentação da participação dos empregados nos resultados. E que a convenção feita pela empresa matriz não abrangeu os empregados alocados nas filiais localizadas fora de sua base territorial. Afirma também que referida verba poderá estar condicionada ao atingimento de metas, o que não garante que todos os funcionários façam jus a mesma. Reitera a decadência para o lançamento das verbas referentes ao abono pecuniário de férias, bem como a falta de fundamentação legal da acusação, sendo que o mesmo não possui cunho salarial. Alega ainda a improcedência da contribuição ao INCRA e o descabimento taxa SELIC. DA DILIGÊNCIA FISCAL Foi solicitado pelo serviço do Contencioso Fiscal a realização de diligência para que o fiscal autuante se manifestasse sobre as alegações do impugnante, ressaltando que não houve o levantamento alusivo às contribuições providenciarias cotaparte dos segurados. Às fls. 3561. Cumprindo essa determinação, a fiscalização produziu o relatório de fls. 3635/3641, no qual relata que não merecem prosperar as alegações da recorrente; os Fl. 4DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16020.000090/200715 Acórdão n.º 240300.742 S2C4T3 Fl. 3.717 5 documentos apresentados pela própria empresa (fls. 865/1998 e 2002/3554), atestam que não correspondem à indenização, já que são pagos valores fixos, bem como aos elementos apresentados não foram juntados comprovantes das despesas pagas. Não merecendo respaldo também a alegação de que a nomenclatura ajuda de custo tem a mesma natureza jurídica que o reembolso quilometragem, sendo que nos documentos trazidos percebese que os valores são fixos não demonstrando que se referem à indenização. Conforme notase no volume V dos autos, foram pagos R$ 66,00 e R$ 72,00 a todos os funcionários da filial de Pinhais, sem que houvesse variação ou que fossem anexados comprovantes das despesas a serem ressarcidas. Informa que solicitado, através de TIAD, a apresentação dos comprovantes de despesas ressarcidas, foram apresentados tãosomente 4 relatórios referentes a viagens que não fazem parte do levantamento, sendo que os valores apresentados não coincidem com os valores levantados. Não merecendo guarida também as alegações referentes à participação nos lucros e ao abono de férias. Concluindo que deverá ser emitida NFLD complementar com relação ao levantamento dos valores devidos concernentes à parte dos segurados empregados. Foi solicitada nova diligência fiscal para que fossem encaminhadas ao sujeito passivo cópias do relatório de fls. 3635/3641, bem como, observandose os princípios do contraditório e ampla defesa, fosse concedido prazo, para que a defendente, ora recorrente, em desejando, complementasse a impugnação, às fls. 3649. Desse modo, a impugnante apresentou nova impugnação, às fls. 3661/3665, na qual reitera os termos da impugnação anterior. Colaciona, em relação ao relatório de fis. 3635/3641, que o pagamento fixo é exceção, o que se verifica da farta documentação apresentada, alega que, em regra, aqueles pagamentos são variáveis. Confirma que alguns colaboradores, de fato, não gozaram da participação dos lucros, porém, aduz que isto não afasta a aplicação do art. 28, § 9o, alínea "j", da Lei n. 8.212/91. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar aos argumentos da impugnante, a 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Brasília – DF DRJ/BSA, emitiu o Acórdão n° 03 24.144, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Inconformada, a recorrente apresentou Recurso Voluntário de fls. 3.691/3.708, com os mesmos fundamentos, além dos argumentos de que as provas apresentadas pela fiscalização são insuficientes e especificando que as verbas estão respaldadas pelo § 9o do art. 28, da Lei n. 8.212/91. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 3.685 e 3.691, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8 nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; (...) De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais Fl. 6DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16020.000090/200715 Acórdão n.º 240300.742 S2C4T3 Fl. 3.718 7 órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Tratase de NFLD lavrada em razão das contribuições previdenciárias concernentes à parte da empresa, ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho — GILRAT e às destinadas a terceiros, para todos os estabelecimentos da empresa. Da análise dos autos, verificase que houve pagamento parcial de contribuições previdenciárias, razão pela qual, deve ser aplicada a decadência prevista no art. 150, § 4º do CTN. O período de apuração compreendeu a competência 03/1997 a 03/2004. O lançamento ocorreu em 27/12/2004. Logo, o prazo decadencial ocorreu no período de 03/1997 a 11/1999 (nos termos do art. 150, § 4º, do CTN), conforme explicado. DA AJUDA DE CUSTO A recorrente reconhece que contabilizava como “Ajuda de Custo”, várias verbas de denominações distintas, porém, com a mesma natureza indenizatória. Sob o argumento de que tais verbas também não integrariam o saláriodecontribuição, por serem destinadas ao transporte e ao ressarcimento pelo uso do veículo dos funcionários, nos termos das alíneas “m” e “s”, do § 9o, do art. 28 da Lei n. 8.212/91, sustenta que devem ser excluídas da base de cálculo da contribuição previdenciária. Conforme demonstrado pelo fiscal na fl. 284 do Relatório Fiscal: “Vale frisar que neste período existem também pagamentos a título de reembolso quilometragem e diárias”. A recorrente na fl. 340, assim justificou, verbis: “O ressarcimento realizado a vendedores, é denominado ‘Ajuda de Custo’. Já o ressarcimento realizado a supervisores é denominado ‘Reembolso de Quilometragem’”. Não há como prosperar o argumento da recorrente. Pois, sendo fato incontroverso a existência de uma conta específica para as despesas de quilometragem, não justifica a contabilização de uma despesa dessa natureza na conta de Ajuda de Custo. Ademais, da vasta documentação juntada aos autos, verificase que muitos desses pagamentos foram fixos, contínuos, sem a devida comprovação física e feitos de forma antecipada. Portanto, no que tange aos valores pagos a título de “Ajuda de Custo”, deve ser mantido o acórdão da DRJ, em relação ao período não abrangido pela decadência. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Para que não integre o saláriodecontribuição, mister se faz que a participação nos lucros seja feita em conformidade com a lei específica, nos termos da alínea “j”, § 9o, art. 28 da Lei n. 8.212/91, verbis: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; (grifo nosso) Merece destaque o art. 2o da Lei n. 10.101/00, que regulamentou o programa de participação nos lucros e resultados, verbis: Art. 2o A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo: I comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; II convenção ou acordo coletivo. (grifo nosso) Como se pode depreender, o art. 2o da supracitada lei, estabeleceu duas formas para regulamentar a participação nos lucros, quais sejam: (i) uma comissão escolhida pelas partes; ou (ii) convenção ou acordo coletivo. A CCT é uma das formas que pode regulamentar os critérios da participação nos lucros na referida empresa, porém não é a única. Logo, a ausência de convenção coletiva de trabalho não justifica a concessão parcial da participação nos lucros e, consequentemente, a não incidência da contribuição previdenciária, nos termos alínea “j”, § 9o, do art. 28 da Lei n. 8.212/91, vez que a lei específica não foi obedecida. Por essas razões, no que tange à participação nos lucros, deve ser mantido o acórdão da DRJ, em relação ao período não abrangido pela decadência. ABONO PECUNIÁRIO DE FÉRIAS Conforme Relatório Fiscal na fl. 285, no que tange ao Abono Pecuniário de Férias, assim se manifestou o fiscal, verbis: “O abono pecuniário de férias integrou o saláriode contribuição no período de 08/1997 a 05/1998 em função da legislação citada, porém a empresa somente efetuou sua inclusão no mesmo nas competências 04 e 05/1998, motivo pelo qual foram lançados os valores pagos a este título para o período de 08/1997 a 03/1998.” Fl. 8DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16020.000090/200715 Acórdão n.º 240300.742 S2C4T3 Fl. 3.719 9 Logo, o período compreendido entre 08/1997 a 03/1998, está amparado pelo instituto da decadência, pelas razões expostas, o acórdão da DRJ deve ser reformado para excluir do saláriodecontribuição as verbas pagas a título de Abono Pecuniário de Férias. DA CONTRIBUIÇÃO AO INCRA Para fundamentar a ilegalidade da contribuição devida ao INCRA, a recorrente tomou por base o antigo entendimento do C. STJ. Ocorre que tal entendimento está superado e, conforme a atual jurisprudência, é devida a contribuição ao INCRA, verbis: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. AÇÃO RESCISÓRIA. CONTRIBUIÇÃO AO INCRA. LEI N. 8.212/91. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 343/STF. 1. A ação rescisória foi manejada para desconstituir acórdão que entendeu indevida a contribuição para o INCRA, porquanto teria sido revogada pela Lei n. 8.212/91, entendimento este perfilhado pelo STJ à época de sua prolação. 2. A modificação do referido entendimento aconteceu somente a partir de 2006, quando se conclui que a contribuição destinada ao INCRA não foi extinta, nem pela a Lei n. 7.787/89, nem pela Lei n. 8.212/91, ainda estando em vigor. Tal entendimento foi exarado com o julgamento proferido pela Primeira Seção, nos EREsp 770.451/SC, Rel. Min. Castro Meira, Sessão de 27.9.2006. 3. Com efeito, a mudança de entendimento adotado no Superior Tribunal de Justiça não pode justificar, somente por este motivo, a impugnação por via da ação rescisória. Isso porque, após o trânsito em julgado, a lei beneficia a segurança jurídica em lugar da justiça. O fato de a matéria ter entendimento pacificado, à época, afasta a possibilidade de violação de "literal disposição de lei", ainda que a jurisprudência posteriormente tenhase firmada consoante a pretensão da parte. 4. Cumpre reiterar que tanto o STF quanto o STJ firmaram o entendimento de que a questão referente à exigibilidade da contribuição destinada ao INCRA após a edição das Leis 7.787/89 e 8.212/91 é de cunho infraconstitucional. Precedentes: RE 540.304 AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 25/3/2010; AI 612.433 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22/10/2009; REsp 902.349/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 3/8/2009; AgRg no REsp 597.069/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 25/11/2008. 5. Incide, portanto, a Súmula 343 do STF. A título de reforço, precedentes idênticos: AgRg na AR 4.439/PR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 22.9.2010, DJe 1.10.2010; Fl. 9DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 AgRg na AR 3.509/PR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 9.8.2006, DJ 25.9.2006, p. 202). Agravo regimental improvido. (AgRg no REsp 1244089/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 26/04/2011, DJe 03/05/2011) (grifo nosso) Portanto, reconhecida a legalidade da contribuição devida ao INCRA, não deve ser reformado o acórdão da DRJ no qua tange a esse pedido. TAXA SELIC A recorrente entende como ilegal a incidência da Taxa SELIC em matéria Tributária. Ocorre que, essa matéria já se encontra prevista na Súmula n. 3 do CARF, assim como, nos termos do art. 62A do Regimento Interno do Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, os julgamentos dos conselheiros estão vinculados aos acórdãos do STF e STJ, quando prolatados nos termos dos arts. 543B e 543C do CPC, verbis: Súmula n. 3 do CARF: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Art. 62A do Regimento Interno do CARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Nos termos do art. 543C do CPC, já se manifestou o C. STJ, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL SUBMETIDO À SISTEMÁTICA PREVISTA NO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS DE MORA PELA TAXA SELIC. ART. 39, § 4º, DA LEI 9.250/95. PRECEDENTES DESTA CORTE. 1. Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional, o acórdão que adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia. 2. Aplicase a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores Fl. 10DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16020.000090/200715 Acórdão n.º 240300.742 S2C4T3 Fl. 3.720 11 à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. Esse entendimento prevaleceu na Primeira Seção desta Corte por ocasião do julgamento dos EREsps 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SC. 4. Recurso especial parcialmente provido. Acórdão sujeito à sistemática prevista no art. 543C do CPC, c/c a Resolução 8/2008 Presidência/STJ. (REsp 1111175/SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 10/06/2009, DJe 01/07/2009) (grifo nosso) Portanto, não há que se falar em ilegalidade na aplicação da Taxa SELIC em matéria tributária. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Fl. 11DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 Ante o exposto, voto pelo provimento parcial do presente Recurso Voluntário, para reconhecer a decadência parcial do lançamento no período de 03/1997 a 11/1999, bem como determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 12DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10845.004683/93-03
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jul 26 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: 301-01.064
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, apróvar a preliminar de diligência ao CTIC, através da Repartição de Origem, vencido o relator, Luiz Felipe Galvão Calheiros. Designado para redigir o acórdão o Conselheiro Sérgio de Castro Neves, na forma do
relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199607
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 10845.004683/93-03
conteudo_id_s : 6585737
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-01.064
nome_arquivo_s : Decisao_108450046839303.pdf
nome_relator_s : LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS
nome_arquivo_pdf_s : 108450046839303_6585737.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, apróvar a preliminar de diligência ao CTIC, através da Repartição de Origem, vencido o relator, Luiz Felipe Galvão Calheiros. Designado para redigir o acórdão o Conselheiro Sérgio de Castro Neves, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Fri Jul 26 00:00:00 UTC 1996
id : 9261223
ano_sessao_s : 1996
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:56:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011390427136
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 301001064_108450046839303_199607; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-07T14:09:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 301001064_108450046839303_199607; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 301001064_108450046839303_199607; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-07T14:09:17Z; created: 2017-06-07T14:09:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2017-06-07T14:09:17Z; pdf:charsPerPage: 855; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-07T14:09:17Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA cÂMARA • PROCESSO N°SESSÃO DE RESOLUÇÃO N° RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA 10845-004683/93.03 26 de julho de 1996 301-1064 117.159 RITZ IMPORTAÇÃO E E;XPORTAÇÃO DE VEÍCULOS LTDA DRF - SANTOS/SP •• RESOLUÇÃO W 301-1064 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos . RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, apróvar a preliminar de diligência ao CTIC, através da Repartição de Origem, vencido o relator, Luiz Felipe Galvão Calheiros. Designado para redigir o acórdão o Conselheiro Sérgio de Castro Neves, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 26 de julho de 1996 , ••, • , , • J 1 O QUT 1996 DEIROS Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÊ, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, LEDA RUIZ DAMASCENO. Ausentes os Conselheiros JOÃO BAPTISTA MOREIRA e FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO. RC 117,159 RECURSOW RESOLUÇÃO N° RECORRENTE • • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA 117.159 301-1064 RITZ IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE VEÍCULOS LTDA RECORRIDA DRF - SANTOS/SP RELATOR LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS RELATOR DESIGNADO : SERGIO DE CASTRO NEVES RELATÓRIO A empresa foi autuada por ter subfaturado o preço de um veículo importado como se usado fosse, me4iante a apresentação de guia de importação obtida através de medida liminar em mandado de segurança. Intimadaa recolher a diferença- de tributos e a multa por infração ao controle administrativo das importações de que trata o artigo 526, inciso III do RA, apresentou longa impugnação tempestiva, onde alega, basicamente, a falta de provas de que o veículo seja novo, afirmando ser subjetiva a conclusão da fiscalização a partir da conferência física. A autoridade julgadora de primeira instância, em decisão de fls. 55 a 60, tendo em vista, entre outros aspectos, a total inconsistência argumentativa da defesa e, especialmente o fato de que em nenhum momento a autuada menciona o " certificado de origem do veículo, prova cabal da sua condição de novo, considerou procedente a ação fiscal. • • Inconformada, a autuada recorre a este Conselho, reafirmando que o automóvel é usado e menciona, pela primeira vez, os certificados de origem, alegando que estes documentos não se prestam "a atestar se o carro é novo ou usado por ocasião do desembaraço alfandegário". Afirma que documentos estrangeiros não têm valor legal e que a recorrente "não deu, nem dá' qualquer importância a esses certificados de origem, pois trouxe carros usados adquiridos de exportadora em Miami ... " (sic). É o relatório . 2 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSOW RESOLUÇÃO N° 117.159 301-1064 VOTO VENCEDOR • I. •I,r. I , I Proponho a conversão do presente julgamento em diligência à SECEX do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, para que se digne informar o seguinte: _ Valor médio das transações de automóveis idênticos ao referido no presente processo, importados dos Estados Unidos da América, no período compreendido entre os 04 (quatro) meses imediatamente anteriores e posteriores ao registro da Declaração de Importação a que se refere o processo. Encarece-se, outrossim, anexar à resposta cópias .de Guias de Importação relativas às operações de importação que tenham servido para o cálculo do dito valor médio. \ EVES - RELATOR DESIGNADO . 3 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA cÂMARA • RECURSO N°RESOLUÇÃO N° 117.159301-1064 VOTO VENCIDO • • De início, citarei alguns aspectos do processo: a) a guia de importação foi obtida através de medida liminar em mandado de segurança e dela consta a advertência de que ficará sem valia o documento caso seja revogada a media liminar e/ou denegado o mandado de segurança (fls. 10); b) a autuada solicitou prorrogação do prazo para apresentação de sua impugnação o que lhe foi concedido (fls. 25); c) a recorrente, segundo informações de fls. 45, nunca importou quaisquer veículos pelo porto de Santos e no endereço indicado no CGC, ou seja, rua Napoleão Laureano 800, funciona uma clínica de fraturas; d) o Departamento Técnico de Intercâmbio Comercial do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, informa às fls. 50 que o valor médio de referência para os veículos BMW 3251/4 portas e o FORO ESCORT LX VAGON é, de respectivamente, US$ 29.760 e US$ 10.580; e) não consta do processo qualquer outro documento, como por exemplo o contrato de câmbio, que possa comprovar o preço efetivamente pago pela mercadoria. Somente a fatura questionada, emitida pela US Ambraz, Inc. apresenta o preço de US$ 8.500,00. Isto posto, devo afirmar que estou, pelo detalhado exame do processo, absolutamente convencido da má fé e da intenção prévia , planejada e inequívoca, da recorrente em burlar o fisco, como se as autoridades aduaneiras brasileiras fossem uma coorte -de débeis mentais que não soubessem a diferença entre um automóvel novo e outro usado. Não só a palavra do AFTN que tem fé de oficio, como os inúmeros indícios que do processo constam, levam à mesma conclusão. Contudo, ressalto que a questão poderia ter sido evitada, se a autoridade ,administrativa tivesse solicitado laudo técnico por engenheiro credenciado. Essa omissão tomou-se ponto fundamental da defesa da autuada, que clama pela "prova provada". Na realidade, todavia, o "certificado de origem", tão aviltado e sem valor para a recorrente, é no meu entender, a prova defmitiva da fraude. Dele, existem várias cópias neste processo, mas o original e sua tradução juramentada encontram-se às fls. 40, 43 e 44 do processo 10845.005032/93-22, apenso. Como se pode verificar, o certificado de origem é um documento oficial, onde o representante do fabricante do veículo declara solenemente em 21 de abril de 1993, que, através da fatura 70601 transferiu o veículo ali identificado para o distribuidor ATHENS BMW, SENDO A PRIMEIRA TRANSFERÊNCIA DESTE VEÍCULO AUTOMOTOR NOVO EM 4 " . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSOW RESOLUÇÃO N° 117.159 301-1064 • • • NEGÓCIO REGULAR. No verso do certificado, onde consta que cada um dos vendedores abaixo assinados certifica, sujeito às sanções da lei, que o veículo É NOVO ~ não foi registrado neste ou em qualquer outro Estado por ocasião da entreea, aparece a segunda transferência, em 6 de maio de 1993 da ATHENS BMW, de Atlanta, para a NORTH AMERICAN MOTORS, de Miami; e, finalmente, em 8 de maio, da NORTH AMERICAM MOTORS para a USA AMBRAZ. Esta última empresa, também de Miami, foi a que emitiu a fatura 0975 para o importador brasileiro, onde descreve o automóvel como usado, com o preço aviltado de US$ 8.500,00. É de se notar que a USA AMBRAZ, estabelecida, segundo a fatura, na sala 750 do prédio n° 2600 SW, da Terceira Avenida, em Miami, é signatária do certificado de origem norte-americano, onde afirmou que o veículo era novo! Aliás, o nome do signatário é Rafael Santana. De resto, é ainda de se registrar a benevolência da autoridade de primeira instância, por não ter aplicado a multa por declaração indevida, prevista no inciso I do artigo 4° da Lei 8.128/91. Nessas condições, sem mais comentários, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO, PARA MANTER, INTEGRALMENTE, A DECISÃO RECORRIDA. Sala das Sessões, em 26 de 'ulho de 1996. LUIZ FELIPE G 5 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 10850.900533/2006-30
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1802-000.024
Decisão: Por unanimidade de votos, converteram o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 10850.900533/2006-30
conteudo_id_s : 6582852
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 28 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1802-000.024
nome_arquivo_s : Decisao_10850900533200630.pdf
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10850900533200630_6582852.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, converteram o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
id : 9250420
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:58 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011417690112
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2485; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10850.900533/200630 Recurso nº 611.545 Resolução nº 1802000.024 – Turma Especial / 2ª Turma Especial Data 23/02/2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente LATICINIOS MATINAL LTDA Recorrida 5ª Turma da DRJ/RIBEIRÃO PRETO/SP O presente processo traz como peça inicial a Manifestação de Inconformidade (fls.01/05) interposta em face do Despacho Decisório (fl.06 e 39), em que foi apreciada Declaração de Compensação (PER/DCOMP), 09243.22019.300603.1.3.046049,fls.41/45, por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de IRPJ (código 2362: R$ 997,99) e CSLL (código 2484: R$ 1.079,28) por estimativa apurados em maio/2003, no total de R$ 2.077,27, com alegado crédito decorrente de estimativa de CSLL (código 2484) apurado em 28/02/2003 no valor de R$ 49.280,83 (Data de Arrecadação: 30/04/2003). Por meio do mencionado despacho decisório, fl.39, foi indeferido o pedido, e declarada não homologada a compensação, ante a constatação de que o valor do crédito original de R$ 49.280,83, a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, em outro PER/DCOMPde nº 32635.87699.300603.1.7.04 3970, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP, no valor de R$ 2.077,27. O PER\DCOMP de nº 32635.87699.300603.1.7.043970 foi juntado aos autos (fls.46/50) com o referido crédito decorrente de estimativa de CSLL (código 2484) apurado em 28/02/2003 no valor de R$ 49.280,83 (Data de Arrecadação: 30/04/2003) para compensar débitos de IRPJ (código 2362: R$ 19.814,92) e CSLL (código 2484: R$ 8.155,45) por estimativa, apurados em abril/2003. A 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Ribeirão Preto/SP) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida mediante o venerando Acórdão nº 26.184 de 25 de setembro de 2009 (fls.58/65), cientificado ao interessado em 06/11/2009 (AR fl.66). A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.58): Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Ano calendário: 2003 Fl. 118DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10850.900533/200630 Resolução n.º 1802000.024 S1TE02 Fl. 2 2 RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. ANTECIPAÇÃO. Os recolhimentos de CSLL por estimativa são meras antecipações, não sendo passíveis de restituição, a não ser após a apuração de saldo negativo ao final do anocalendário. DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR.ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Manifestação de Inconformidade Improcedente A empresa interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 07/12/2009, fls.70/78, trazendo os seguintes argumentos para contraditar a decisão recorrida: que, o presente caso, não trata de recolhimento de CSLL por estimativa, com eventual apuração de saldo negativo ao final do período, como decidido pelas anteriores autoridades julgadora mas sim referese a espécie a “Recolhimento Indevido de CSLL”, isto porque, conforme revela a DIPJ/2004 entregue pela recorrente, no período de apuração correspondente ao mês de FEVEREIRO DE 2003, a recorrente teve PREJUÍZO, circunstância da qual restou indevido qualquer recolhimento tributário relativo a CSLL, não obstante isso, recolheuse, por um lapso, a título de CSLL do mês de FEVEREIRO DE 2003, a INDEVIDA importância de R$ 49.280,83, ainda que ela contribuinte, tenha adotado o sistema de pagamento por estimativa. que, os dados necessários para aferir a base de cálculo negativa da CSLL em fevereiro de 2003 encontramse inequívocos na DIPJ/2004, que se encontra na base de dados da RECEITA FEDERAL; que, as declarações contidas na DIPJ/2004, revestemse da credibilidade necessária para o fim de serem aceitas e acatadas e, que não foram rejeitadas pela autoridade fiscal; que, a fiscalização validou, ainda que de forma implícita, o conteúdo das informações contidas na da DIPJ/2004, razão pela qual não pode, sob pena de subversão aos princípios que norteiam o direito tributário, apresentar, apenas em sede de julgamento, questionamentos com vistas a subtrair da recorrente seu direito ao crédito; que, estando o julgador na dúvida quanto aos valores da DIPJ/2004 deveria ter convertido o julgamento em diligência, restando, por conseguinte, IDÔNEA E INQUESTIONÁVEL a DIJP/2004 apresentada pela recorrente, até que se tenha algum dado objetivo que possa dizer ao contrário; que, não se conforma com o acórdão ora guerreado, no que tange à alegação segundo a qual a contribuinte deveria trazer provas, lastreadas em lançamentos contábeis e documentos fiscais, com vistas à ratificar sua DIPJ/2004, tanto mais porque em momento alguma a Fl. 119DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10850.900533/200630 Resolução n.º 1802000.024 S1TE02 Fl. 3 3 idoneidade desta DIPJ fora questionada por quem quer que fosse, assim como também não houve qualquer solicitação de apresentação de documentos complementares. Para fortalecer suas alegações a recorrente transcreve julgados administrativos à fl.75 sobre a verdade material no processo administrativo. Finalmente a recorrente requer seja provido o recurso voluntário, para o fim de decretar a procedência da manifestação de inconformidade veiculada pela recorrente, ou ainda, anular o acórdão recorrido, convertendo o julgamento em diligencia, para o exame dos documentos julgados porventura necessários à ratificação da DIJP/2004. Da análise do processo, constatouse que o fundamento para o indeferimento do pedido no despacho decisório pela autoridade administrativa é que constatou que o valor do crédito original de R$ 49.280,83, (Data de Arrecadação: 30/04/2003), a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP nº 09243.22019.300603.1.3.046049 foi localizado o pagamento, mas integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, constantes do outro PER/DCOMP de nº 32635.87699.300603.1.7.043970, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no mencionado PER/DCOMP 09243.22019.300603.1.3.046049. Consta dos autos cópia do PER/DCOMP de nº 32635.87699.300603.1.7.043970 (fls.46/50) com o referido crédito decorrente de estimativa de CSLL (código 2484) apurado em 28/02/2003 no valor de R$ 49.280,83 (Data de Arrecadação: 30/04/2003) para compensar débitos de IRPJ (código 2362: R$ 19.814,92) e CSLL (código 2484: R$ 8.155,45) por estimativa, apurados em abril/2003, totalizando, pois, em R$ 27.970,37. Assim, compensado o débito de CSLL apurada em abril/2003, no PER/DCOMP de nº 32635.87699.300603.1.7.043970, em tese, restaria o saldo original de R$ 21.310,46, suficiente para liquidar o débito de R$ 2.077,27. Diante do exposto, voto no sentido de que sejam encaminhados os autos à DRF/São José do Rio Preto para que se pronuncie acerca do pagamento efetuado em 30/04/2003 e informar sobre a quitação dos débitos em que se utilizou o valor total de R$ 49.280,83. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Fl. 120DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 14751.000113/2006-21
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 09 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.096
Decisão: resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201208
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 14751.000113/2006-21
conteudo_id_s : 6583917
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1802-000.096
nome_arquivo_s : Decisao_14751000113200621.pdf
nome_relator_s : MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
nome_arquivo_pdf_s : 14751000113200621_6583917.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 09 00:00:00 UTC 2012
id : 9252373
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:56:00 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011430273024
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1310; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 83 1 82 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14751.000113/20021 Recurso nº 173.393 Voluntário Resolução nº 1802000.096 – 2ª Turma Especial Data 09/08/2012 Assunto Solicitação de diligência IRRF Recorrente FRIOINOX INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE REFRIGERAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa – Presidente (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Gilberto Baptista, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 19 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 14751.000113/20021 Resolução n.º 1802000.096 S1TE02 Fl. 84 2 Relatório Tratase de recurso interposto contra o Acórdão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Recife (PE), que decidiu, por unanimidade de votos, julgar procedentes os lançamentos impugnados, conforme decisão de fls. 50 a 52. Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do Acórdão citado, verbis: “Contra a contribuinte acima qualificada foi lavrado o auto de infração de fls. 02/07. Através do qual é exigido o credito tributário relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ no valor de R$ 17.363,49 incluídos juros de mora e multa de oficio de 75%. 2. De acordo com o auto de infração, o lançamento foi decorrente da falta de recolhimento do imposto declarado em DIPJ no terceiro e quarto trimestre do anocalendário de 2002. 3. O enquadramento legal da infração, bem assim os demonstrativos de apuração, encontramse estampados no auto de infração e em seus anexos 4. A contribuinte apresentou impugnação (fls. 33/34) alegando, em síntese,que o imposto foi compensado com retenções efetuadas pelo Hospital da Universidade Federal da Paraíba, aduzindo que tal compensação foi demonstrada na Declaração de Informações – DIPJ. Requereu, assim, a improcedência do lançamento.” A 3ª. Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Recife (PE), indeferiu a solicitação da ora Recorrente através do Acórdão n° 1122.24903 – 29.030 de 23 de janeiro de 2009, conforme ementa transcrita abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 FALTA DE RECOLHIMENTO. LANÇAMENTO DE OFICIO. A falta de recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 19 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 14751.000113/20021 Resolução n.º 1802000.096 S1TE02 Fl. 85 3 ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002 IMPUGNAÇÃO. ALEGAÇÃO. PROVAS. A impugnação deve estar instruída com todos os documentos e provas que possam fundamentar as contestações de defesa. Não têm valor as alegações desacompanhadas de documentos comprobatórios, quando for este o meio pelo qual devam ser provados os fatos alegados. Lançamento Procedente Inconformado com a decisão, a Recorrente apresentou recurso voluntário no qual praticamente repete os mesmos argumentos apresentados na impugnação para que seja anulado o auto de infração em questão, considerandose que a Recorrente, agora, com o recurso voluntário, apresentou documento que entende provar ter crédito de IRPJ decorrente de retenção na fonte realizado por tomador de serviço e, que por esta razão não haveria imposto de renda devido referente ao terceiro e quarto trimestre do anocalendário de 2002. É o relatório, passo a decidir. Voto Conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho. O presente recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A Recorrente argumenta que os montantes de imposto de renda apurados no terceiro e quarto trimestre de 2002, informados na DIPJ do respectivo ano calendário, não foram recolhidos devido a compensação com o imposto de renda retido na fonte, quando do recebimento de valores do Hospital Universitário Lauro Wanderley. Essas retenções na fonte não foram informadas na respectiva DIPJ de 2002 e, nem tão pouco foi apresentada a respectiva DIRF, contendo as mencionadas retenções. Entretanto, quando da apresentação do seu recurso voluntário, a Recorrente anexa, às fls. 57, documento denominado “Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte”, anocalendário de 2002, originário do Ministério da Fazenda, Secretaria do Tesouro Nacional, SIAFI Sistema Integrado de Administração Financeira. Assim, em homenagem ao princípio da verdade material, tão prestigiado nesta Corte, conforme podemos observar no acórdão abaixo transcrito, não obstante o atraso na juntada do mencionado comprovante aos presentes autos, aceito sua a juntada e, a seguir, passo analisar os possíveis efeitos das informações constantes nele. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 19 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 14751.000113/20021 Resolução n.º 1802000.096 S1TE02 Fl. 86 4 “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. Ano calendário: 2003 VERDADE MATERIAL COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO Ainda que não sejam provadas nos autos as hipóteses previstas no § 4º do art. 16 do Decreto 70.235/72 que justificariam a juntada tardia de documentos, é possível admitir referida juntada tardia em vista da necessidade de busca da verdade material. Por outro lado, é crucial que seja demonstrada e comprovada a certeza e liquidez do crédito pleiteado para que o mesmo seja reconhecido pela autoridade julgadora.” (Acórdão n˚. 180300.765 Sessão. 26.01.2011, Turma Especial, Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF). Em regra, os documentos hábeis para provar a existência de retenção do imposto de renda na fonte são, a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e os respectivos documentos de recolhimento DARF. O documento emitido a partir do SIAFI, se presta para provar a regularidade da fonte pagadora, órgãos da administração federal direta, autarquias e fundações federais, empresas públicas e sociedades de economia em relação às suas obrigações de retenção dos tributos na fonte dos seus fornecedores de bens e serviços. Assim, admitindo que o contribuinte não tenha recebido o comprovante anual das retenções, ou mesmo que tenha havido extravio da DIRF, diante da existência e juntada do documento emitido pelo SIAFI, apresentado pela Contribuinte, admito que o mesmo atende às premissas de comprovação das retenções informadas. Entretanto, observo que os montantes retidos na fonte pelo órgão emitente do documento de fls. 57, nos períodos questionados pela Receita Federal do Brasil, não se mostram, a princípio, suficientes para afastar a integralidade da autuação. Isto porque, os valores lançados no auto de infração em questão, em relação ao terceiro e quarto trimestre do anocalendário de 2002, são respectivamente, R$ 1.633,84 e R$ 5.849,26, sendo esses, inclusive, os valores constantes na própria DIPJ do Recorrente (fls. 29). Por outro lado, verificase que os valores dos tributos retidos, informados em cada um dos meses no terceiro e quarto trimestre, são idênticos em R$ 396,96, sob o código de recolhimento de 6190, que engloba o imposto de renda na fonte, a contribuição social sobre o lucro, o PIS e a COFINS. De acordo com o disposto no art. 2˚, da Instrução Normativa SRF/STN/SFC nº 23, de 2 de março de 2001, a forma de apuração do valor a ser recolhido é a seguinte: “Art. 2º A retenção será efetuada aplicandose, sobre o valor que estiver sendo pago, o percentual constante da coluna 06 da Tabela de Retenção (Anexo I), que corresponde à soma das alíquotas das contribuições devidas e da alíquota do imposto de renda, determinada mediante a aplicação de quinze por cento sobre a base de cálculo estabelecida no art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, conforme a natureza do bem fornecido ou do serviço prestado.” Fl. 86DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 19 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 14751.000113/20021 Resolução n.º 1802000.096 S1TE02 Fl. 87 5 Assim, diante dessa fórmula de apuração do valor a ser recolhido, observo que apenas uma pequena parcela do montante total retido referese ao imposto de renda retido na fonte que poderá ser considerado como crédito a ser abatido quando da apuração dos valores nos encerramentos dos terceiro e quarto trimestre de 2002. Todavia, ante as provas contantes nos autos, não é possível assegurar qual é o valor do crédito e se o mesmo é suficiente para suportar a compensação com os débitos, ou mesmo, se tais créditos já foram usados para fazer frente a outras compensações. Diante de todo o exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a Secretaria da Receita Federal apresente de forma conclusiva: (i) qual o valor exato do crédito do IRRF, em relação ao valor total do crédito alegado pela Contribuinte às fls. 57; (ii) se as receitas relativas a essas retenções foram oferecidas à tributação, ou seja, se compuseram a base de cálculo do tributo devido (iii) se o Contribuinte não utilizou tais créditos em outras compensações. Após, dêse ciência do resultado da diligência ao Contribuinte para, querendo, possa se manifestar, retornandose os autos a esse Conselheiro para julgamento. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho – Relator Fl. 87DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 19 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
score : 1.0
Numero do processo: 11011.000628/2008-68
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: REGIMES ADUANEIROS
Data do fato gerador: 30/04/2008
RELEVAÇÃO DE PENALIDADE. COMPETÊNCIA. DESCONHECIMENTO.
O pedido de relevação de penalidade não pode ser conhecido, pois não há, na atualidade, qualquer previsão legal que dê competência ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para apreciá-lo.
AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. INEXISTÊNCIA.
Cumpre afastar a preliminar de nulidade do auto de infração, porquanto não houve erro no enquadramento legal em que se escorou a imputação fiscal - inciso I do artigo 72 da Lei n° 10.833/2003.
Após a edição da LC n° 95/98, art. 9°, realmente foi abolida a chamada revogação genérica, traduzida pela expressão Revogam-se as disposições em contrário, todavia, não desapareceu do sistema jurídico a revogação tácita.
MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE PRAZO FIXADO NO REGIME ADUANEIRO DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA.
Descumprido prazo fixado no regime aduaneiro de admissão temporária para exportação do bem, aplica-se multa prevista na legislação aduaneira.
O instituto de denúncia espontânea não se aplica ao caso, sobretudo porque desde a concessão até a extinção do regime a mercadoria se encontra sob controle aduaneiro. Dessa forma, o descumprimento de qualquer condição antes estabelecida, por si só, caracteriza infração ao regime. Demais disso, a autorização para exportação foi protocolizada intempestivamente, e perante"
autoridade que não a aduaneira.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3101-000.256
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso quanto ao pedido de relevação de penalidade. Na parte conhecida, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200910
ementa_s : REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 30/04/2008 RELEVAÇÃO DE PENALIDADE. COMPETÊNCIA. DESCONHECIMENTO. O pedido de relevação de penalidade não pode ser conhecido, pois não há, na atualidade, qualquer previsão legal que dê competência ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para apreciá-lo. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. Cumpre afastar a preliminar de nulidade do auto de infração, porquanto não houve erro no enquadramento legal em que se escorou a imputação fiscal - inciso I do artigo 72 da Lei n° 10.833/2003. Após a edição da LC n° 95/98, art. 9°, realmente foi abolida a chamada revogação genérica, traduzida pela expressão Revogam-se as disposições em contrário, todavia, não desapareceu do sistema jurídico a revogação tácita. MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE PRAZO FIXADO NO REGIME ADUANEIRO DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA. Descumprido prazo fixado no regime aduaneiro de admissão temporária para exportação do bem, aplica-se multa prevista na legislação aduaneira. O instituto de denúncia espontânea não se aplica ao caso, sobretudo porque desde a concessão até a extinção do regime a mercadoria se encontra sob controle aduaneiro. Dessa forma, o descumprimento de qualquer condição antes estabelecida, por si só, caracteriza infração ao regime. Demais disso, a autorização para exportação foi protocolizada intempestivamente, e perante" autoridade que não a aduaneira. Recurso Voluntário Negado.
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 11011.000628/2008-68
anomes_publicacao_s : 200910
conteudo_id_s : 4464005
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3101-000.256
nome_arquivo_s : 310100256_144049_11011000628200868_006.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
nome_arquivo_pdf_s : 11011000628200868_4464005.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso quanto ao pedido de relevação de penalidade. Na parte conhecida, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
id : 4639242
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:49 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011456487424
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-12-14T18:28:40Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-12-14T18:28:40Z; Last-Modified: 2009-12-14T18:28:40Z; dcterms:modified: 2009-12-14T18:28:40Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-12-14T18:28:40Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-12-14T18:28:40Z; meta:save-date: 2009-12-14T18:28:40Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-12-14T18:28:40Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-12-14T18:28:40Z; created: 2009-12-14T18:28:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-12-14T18:28:40Z; pdf:charsPerPage: 1812; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-12-14T18:28:40Z | Conteúdo => S3-12111 FL178 -'lçbl..1.:';'‘ MINISTÉRIO DA FAZENDA ':\>'.J.1.--.2)•°:.'''' CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS,:k.....›..4, ,,,,I.....,,,.. TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11011.000628/2008-68 Recurso n° 344.049 Voluntário Acórdão n° 3101-00.256 — P Câmara / P Turma Ordinária Sessão de 19 de outubro de 2009 Matéria ADMISSÃO TEMPORÁRIA Recorrente VRG LINHAS AÉREAS S/A Recorrida DRJ-FLORIANÓPOLIS/SC ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 30/04/2008 RELEVAÇÃO DE PENALIDADE. COMPETÊNCIA. DESCONHECIMENTO. O pedido de relevação de penalidade não pode ser conhecido, pois não há, na atualidade, qualquer previsão legal que dê competência ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para apreciá-lo. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. Cumpre afastar a preliminar de nulidade do auto de infração, porquanto não houve erro no enquadramento legal em que se escorou a imputação fiscal - inciso I do artigo 72 da Lei n° 10.833/2003. Após a edição da LC n° 95/98, art. 9°, realmente foi abolida a chamada revogação genérica, traduzida pela expressão Revogam-se as disposições em contrário, todavia, não desapareceu do sistema jurídico a revogação tácita. MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE PRAZO FIXADO NO REGIME ADUANEIRO DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA. Descumprido prazo fixado no regime aduaneiro de admissão temporária para exportação do bem, aplica-se multa prevista na legislação aduaneira. O instituto de denúncia espontânea não se aplica ao caso, sobretudo porque desde a concessão até a extinção do regime a mercadoria se encontra sob controle aduaneiro. Dessa forma, o descumprimento de qualquer condição antes estabelecida, por si só, caracteriza infração ao regime. Demais disso, a autorização para exportação foi protocolizada intempestivamente, e perante" autoridade que não a aduaneira. Recurso Voluntário Negado. i i - - - Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso quanto ao pedido de relevação de penalidade. Na parte conhecida, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. .••• r ' enrique Pi orres - Presidente Corintho Oli e' ' achado - Relator EDITADO EM: 05/11/2009 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tarásio Carnpelo Borges, orintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo e Valdete Aparecida Marinheiro. Ausente a Conselheira Vanessa Albuquerque Valente. Relatório Adoto o relato do órgão julgador de primeiro grau até aquela fase: Trata o presente processo de auto de infração lavrado para exigência de crédito tributário no valor de R$ 10.462.200,00, referente a multa pelo não retorno, no prazo fixado, de bem ingressado no Pais sob o regime aduaneiro especial de Admissão Temporária. Depreende-se da descrição dos fatos e enquadramento legal do auto de infração, que a interessada sucedeu a Varig S.A. que, em 12/08/2003, submeteu ao regime aduaneiro especial de admissão temporária a aeronave Boeing 767-300, prefixo PP- VTE, número de série 26.208. O regime aduaneiro, inicialmente concedido até 31/12/2003, foi sucessivamente prorrogado até 30/04/2008. Em 06106/2008 a interessada foi intimada a comprovar o cumprimento dos termos e condições assumidos na concessão do regime. Em 23/06/2008, a VGR — Linhas Aéreas S.A. informou que estava solicitando intempestivamente a devolução do bem para o exterior. Assim, vencido o prazo de permanência dos bens no regime de admissão temporária sem que o beneficiário tenha adotado uma das providências previstas no artigo 319 do Regulamento Aduaneiro para extinção do regime, foi lavrado auto de infração para exigência de multa pelo descumprimento do prazo, conforme inciso 1 do artigo 72 da Lei n°10.833/2003. Regularmente cientificada pela via pessoal (ciência às fls. 03) a interessada apresentou a impugnação tempestiva de folhas 93 a 101, com os documentos de folhas 102 a 142 anexados. A impugnante relata que realmente teve prorrogado o prazo de permanência do bem no regime de admissão temporária até 30/04/2008, todavia foi omitido pela fiscalização o fato de que, 3 2 Processo n° 11011.000628/2008-68 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00156 Fl. 179 em 12/05/2008, ingressou com pedido de exportação definitiva, registrando a operação no Siscomex em 21/05/2008. Considerando que somente em 26/06/2008 foi lavrado o auto de infração, defende que não pode ser punido em razão da denúncia espontânea da infração, nos termos do artigo 138 do Código Tributário Nacional. Alega que o auto de infração também deve ser cancelado porque houve "erro no enquadramento legal da autuação, pois se aplica ao caso a multa prevista no art. 106, II, b, do Decreto-lei n° 37/1966 e no art. 628, III, b, do Regulamento Aduaneiro, e não aquela apontada na autuação fiscal". Embasa sua tese na descrição dos fatos do auto de infração, frente à tipificação da infração. Defende que a infração prevista no Regulamento Aduaneiro é mais específica do que aquela prevista na Lei n° 10.833/2003 e, portanto, aquele deve ser a aplicada ao caso em tela. Com base nesses argumentos, defende ainda que não houve revogação tácita do dispositivo anterior pela Lei n°10.833/2003. Requer seja cancelado o auto de infração. Em razão de se ter condicionado a liberação do bem para exportação ao pagamento da multa, a interessada impetrou Mandado de Segurança, no qual lhe foi concedida liminar para realizar a exportação, independentemente do pagamento de referida multa. O bem foi reexportado em 30/06/2008. A DRJ em FLORIANÓPOLIS/SC julgou procedente o lançamento, lançando a seguinte ementa no acórdão: Assunto: Regimes Aduaneiros Data do fato gerador: 30/04/2008 ADMISSÃO TEMPORÁRIA. NÃO EXTINÇÃO. MULTA. A não adoção de medida de extinção do regime especial de admissão temporária, dentro do prazo legal, enseja a aplicação da multa legalmente prevista. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário • Data do fato gerador: 30/04/2008 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. Inaplicável o instituto da denúncia espontânea no âmbito de regimes aduaneiros especiais, pelo fato de a mercadoria, nesses casos, estar sob controle aduaneiro desde a concessão até a extinção da aplicação dos mesmos. Lançamento Procedente. Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, fls. 158 e seguintes, onde basicamente repete os argumentos apresentados,/ /1' 3 - - - - - - - --- na impugnação e requer provimento do apelo; ao final, aduz pedido de relevação de pena, em caso de subsistência do auto de infração, nos termos do art. 654 do RAl2002, a ser examinado pelo titular da Secretaria da Receita Federal do Brasil. A Repartição de origem encaminhou os presentes autos para apreciação de Colegiado do Terceiro Conselho de Contribuintes, conforme despacho de fl. 176. Relatados, passo ao voto. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Há uma preliminar ao mérito - nulidade do auto de infração (por erro no enquadramento legal da autuação) - um argumento contrário à multa aplicada, que traduz-se em defesa indireta, pois é invocada a denúncia espontânea por parte da recorrente, e por fim, o pedido de relevação de penalidade, que é dirigido, em verdade, ao Sr. Secretário da Receita Federal do Brasil. Quanto ao pedido de relevação de penalidade, penso que não há, na atualidade' qualquer previsão legal que dê competência a este Colegiado para apreciá-lo, sendo, portanto, o caso de não conhecê-lo. DO AUTO DE INFRAÇÃO Em primeiro plano, cumpre afastar a preliminar de nulidade do auto de infração, porquanto não houve erro no enquadramento legal em que se escorou a imputação fiscal, pois, de fato, ao meu sentir, houve revogação tácita da alínea "b" do inciso II do artigo 106 do Decreto-lei n° 37/1966, pelo inciso I do artigo 72 da Lei n° 10.833/2003, consoante explicitado inclusive em ato administrativo da Secretaria da Receita Federal do Brasil: Ato Declarató rio Normativo SRF n°4/2004 Dispõe sobre a aplicação de penalidade por descumprimento do regime aduaneiro especial de admissão temporária. O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 209 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela Portaria MF n° 259, de 24 de agosto de 2001, tendo em vista o disposto no inciso I do art. 72 da Lei n° 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e considerando que: 1- o art. 106, inciso II, alínea "b", do Decreto-lei n°37, de 18 de novembro de 1966, prevê penalidade, apenas, pelo descumprimento do prazo estabelecido para o retorno, ao exterior, de bens ingressados no País sob o regime aduaneiro especial de adinissão temporária; o antigo Regimento dos Conselhos de Contribuintes - Portaria MF n° 55/98 - trazia dispositivo que possibilitava às Câmaras propor ao Ministro de Estado a aplicação de eqüidade, na forma da legislação vigente, quando não houvesse reincidência, sonegação, fraude, simulação ou conluio. 4 Processo n° 11011.000628/2008-68 S3-C 1 T1 Acórdão n.° 3101-00.256 Fl. 1 80 II - o art. 72, inciso I, da Lei n° 10.833, de 2003, prevê penalidade pelo descumprimento de condições, requisitos ou prazos estabelecidos para aplicação do regime aduaneiro especial de admissão temporária; e III- nos termos do § 1° do art. 2° do Decreto-lei n° 4.657, de 4 de setembro de 1942 (Lei de Introdução ao Código Civil), lei posterior revoga a anterior quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior; declara: Art. 1° A multa prevista no inciso I do art. 72 da Lei n° 10.833, de 2003, aplica-se pelo descumprimento de quaisquer condições, requisitos e prazos estabelecidos para aplicação do regime aduaneiro especial de admissão temporária, inclusive para a reexportação dos bens admitidos no regime, ressalvadas as hipóteses sujeitas à aplicação da pena de perdimento. Art. 20 A alínea "h" do inciso II do art. 106 do Decreto-lei n° 37, de 1966, ficou tacitamente revogada a partir de 31 de outubro de 2003, data da vigência da Medida Provisória n° 135, de 30 de outubro de 2003, convertida na Lei n°10.833, de 2003. Vale a pena observar que após a edição da LC n° 95/98, art. 90 - A cláusula de revogação deverá enumerar, expressamente, as leis ou disposições legais revogadas - realmente foi abolida a chamada revogação genérica, traduzida pela expressão Revogam-se as disposições em contrário, todavia, s.m.j. não desapareceu do sistema jurídico a revogação tácita, porquanto é impossível ao legislador ter presente, o tempo todo (desde a origem da lei, com sua iniciativa, até o seu final, com a promulgação, depois de passar por todo o processo legislativo, de emendas, etc.,) a perfeita compreensão dos efeitos que as normas jurídicas contidas no texto legal terão sobre as demais normas já constantes do sistema jurídico. Quanto ao mérito, releva dizer, a esse passo, que o argumento de denúncia espontânea também não encontra eco neste julgador, e para explicitar meu pensamento faço uso das bens lançadas razões da decisão recorrida: Em sede de impugnação a interessada defende que houve denúncia espontânea, nos termos do artigo 138 do Código Tributário Nacional, pois solicitou autorização para realizar a exportação em 12/05/2008, sendo que somente em 26/06/2008 foi lavrado o auto de infração. Inicialmente, de se observar que a autorização para exportação, a que a impugnante se refere, foi protocolada perante outra autoridade que não a aduaneira (v. fls.135). Portanto, de pronto se verifica que referida solicitação não supriria a exigência em apreço. Ademais, a mesma foi protocolada em 15/05/2008, portanto intempestivamente, haja vista a aplicação do regime aduaneiro ter expirado em 30/04/2008. Com relação ao argumento de que houve denúncia espontânea, não cabe razão à interessada, pois o caso trata de descumprimento de regime aduaneiro especial, que possuixi condições pré-estabelecidas. 5 O instituto de denúncia espontânea não se aplica ao caso, sobretudo porque desde a concessão até a extinção do regime a mercadoria se encontra sob controle aduaneiro. Dessa forma, o descumprimento de qualquer condição antes estabelecida, por si só, caracteriza infração ao mesmo. Ademais, cumpre observar, em respeito à verdade formal, que não houve "denúncia" da interessada, pois a mesma foi intimada a se pronunciar sobre o adimplemento do regime aduaneiro concedido. Posto isso, o ,o por REJEITAR a preliminar, e DESPROVER o recurso voluntário. I , ! Corintho O1ivjr j achado 6 - -
score : 1.0
Numero do processo: 10140.001120/2003-34
Data da sessão: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1803-000.037
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o processo em diligência, vencido o Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes (Relator), nos termos do relatório e voto do redator designado. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Walter Adolfo Maresch.
Nome do relator: SERGIO MENDES RODRIGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201007
numero_processo_s : 10140.001120/2003-34
conteudo_id_s : 5628304
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun Mar 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1803-000.037
nome_arquivo_s : Decisao_10140001120200334.pdf
nome_relator_s : SERGIO MENDES RODRIGUES
nome_arquivo_pdf_s : 10140001120200334_5628304.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o processo em diligência, vencido o Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes (Relator), nos termos do relatório e voto do redator designado. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Walter Adolfo Maresch.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
id : 6481600
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:55 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011464876032
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-10-07T14:11:44Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-10-07T14:11:44Z; Last-Modified: 2010-10-07T14:11:44Z; dcterms:modified: 2010-10-07T14:11:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:0efe03c1-e18f-49dd-8d96-e9166f3d3b9c; Last-Save-Date: 2010-10-07T14:11:44Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-10-07T14:11:44Z; meta:save-date: 2010-10-07T14:11:44Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-10-07T14:11:44Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-10-07T14:11:44Z; created: 2010-10-07T14:11:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2010-10-07T14:11:44Z; pdf:charsPerPage: 1068; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-10-07T14:11:44Z | Conteúdo => S1-TE03 Fi .399 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10140.001120/2003-34 Recurso n° 177,899 Resolução n" 1803-00.037 — 3" Turma Especial Data 8 de julho de 2010 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente STEINER JARDIM Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o processo em diligência, vencido o Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes (Relator), nos termos do relatório e voto do redator designado. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Walter Adolfo Maresch, .,- . .i .. --- I',, (--- e ,gri , -Cl eira de Moraes - Presidente....._._, ... ..,.,, . --- CriC)~, Sérgio odrigues I-Vãdes Relator Walter Adolfo Maresc - Redator Designado , r}2 a YC 5"-j-7 EDITADO EM: 08/07/2010 Participaram presente de julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Walter Adolfo Maresch, L,uciano Inocêncio dos Santos, Roberto Annond Ferreira da Silva, Sérgio Rodrigues Mendes e Benedicto Celso Benício Júnior, a YC Processo n° 10140.001120/2003-34 S1-1. E03 Resolução n ° 1803-00,037 PI -100 Relatório, Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 370 a 372): Stehle,- Jardim apresentou manifestação de inconformidade (fls 316/322), acompanhada de documentos (fls. 323/354), contra o Despacho Decisório de 05/05/2008, da DRF em Campo Grande/MS ( 269), que, adotando razões do Parecer SAORT/DRF/CGE 079, de 05/05/2008 (17s, 253/268), homologou parcialmente as compensações pleiteadas, em razão da insuficiência do crédito para compensar todos os débitos informados pela contribuinte. O presente processo iniciou-se com a protocolização, em 09/05/2003, de Declaração de Compensação de saldo negativo de IRPJ, apurado no ano-calendário 2002, e de saldo negativo de CSLL, apurados nos anos-calendário 2000 a 2002, com débitos de IRPJ e CSLL dos períodos de apuração janeiro a março de 2003 (fls. 01/02), Apresentou, .junto com o seu pedido inicial (fls. 01/02), os documentos de ,fis., 03/06, tendo sido, posteriormente, juntados os documentos de fls-, 08/252. Dentre os documentos juntados, constam diversas declarações de compensação eletrônicas (lls.. 93/113, 207/228 e 233/252), análise das compensações declaradas foi efetuada pela DRF Campo Grande no Parecer SAORT/DRF/CGE n° 079, de 05/05/2008 (lls. 253/268), e aprovada pelo Despacho Decisório exarado aos 05/05/2008, anexado à fl, 269, donde se decidiu: a) acatar o PER retificador n° 05501,88884,190407 1,6.02-0216 e a DCOMP ret(licadora n° 37713.59887.190407. 1.7.03-8070, b) considerar cancelados os PER/DCOMP n° 38281,13072.291206.1,2.02-9470 e 14745.73791,281204.1,3,03-2500, c) homologar parcialmente a DCOMP dos débitos relativos ao IRPJ constantes da Tabela 1, devendo os débitos remanescentes constantes da Tabela 11 ser imediatamente enviados para cobrança,. d) não homologar a DCOMP n° 01912,64136.1010061.7.02-5063, devendo o débito nela constante ser imediatamente enviado para cobrança; e) homologar totalmente as demais DCOMP constantes da tabela 12; j) deferir parcialmente o PER n° 33461.20118 271206.1 2.02-67,39, com reconhecimento do direito creditório no valor original de R$ 150,00; g) indeferir o PER n°05501.88884.190407.1.602-0216; h) não homologar a DCOMP dos débitos relativos ao CSLL constantes da Tabela I, devendo os respectivos débitos ser imediatamente enviados para cobrança, (--\\ Plocesso n° 10140001120/2003-34 S1-1E03 Resolução :V' 1803-00,037 Fl. 401 O não homologar as DCOMP relacionadas na Tabela 23, devendo os respectivos débitos ser imediatamente enviados para cobrança; 1) indeferir os PER n° 31 790 61304,281.206.1..2 03-6497 e 34473 43286.291206.12.03-9408. Tendo tomado ciência do referido Despacho Decisório em 08/05/2008, conforme A. R. (fls. 275 e 276), a contribuinte apresentou a manife stação de inconfbrmidade em apreço em 0.5/06/2008 (fl, 316/3.22), acompanhada de documentos (fls. 323/354), alegando, em síntese, que: a) não se conforma com parte do despacho decisório já citado, na parte [em] que desconsiderou as compensações realizadas através do processo administrativo n° 10140,000722/99-18, sob o equivocado argumento de que não encontram respaldo na legislação tributária; b) o julgador partiu das premissas equivocadas de que, mesmo havendo, na época, previsão legal para compensação com créditos de terceiros, o crédito informado pelo recorrente ainda estava pendente de decisão judicial, bem como ,ficou assentado na Decisão n° 824, de 04 de .julho de 2001, exararia no processo administrativo acima mencionado, que os pagamentos realizados até .23/03/1994, que compunham o crédito utilizado nas compensações, foram atingidos pela decadência; c) em primeiro lugar, não há que se falar em pendência judicial, já que o crédito utilizado nas compensações objeto da decisão recorrida .foi apurado exclusivamente no processo administrativo n° 10140 000722/99-18, tanto é que assim ,foi informado nas respectivas DCTF; d) apesar do manejo do pedido judicial, as compensações aqui discutidas devem ater-se somente ao processo n° 10140.00072.2/99-18, pois o pleito judicial possui causa de pedir e pedido diverso daquele, não estando atrelados; e) conforme documento anexo, impetrou mandado de segurança perante a Justiça Federal do Distrito Federal, onde buscou exatamente essa "desvinculação" de processos (judicial e administrativo), tendo sido proferida sentença a seu favor; determinando que o pleito administrativo seja apreciado pela esfera administrativa; f) para comprovar o alegado, solicitou perante a Justiça Federal do Distrito Federal uma certidão de objeto e pé do processo .judicial em comento, sendo que, tão logo fornecida, será juntada aos autos,- g) sendo assim, não há que se falar em compensações indevidas atreladas ao processo 10140:000722/99-18, já que se encontra no Segundo Conselho de Contribuintes, na pauta de .julgamento do [dia] 0.5/06/2008; h) não há que se falar em decadência dos pagamentos efetuados até 23/03/1994, que deram origem ao crédito apurado no processo n° Ç.'.‘ 10140,000722/99-18, primeiro, porque tal análise se ' .feita naquele Processo n° 10140.001120/2003-34 S1.-TE03 Resoluçrlo n° 1803-00037 PI 402 processo, segundo, porque o processo ainda pende de decisão definitiva; i) conclui-se, portanto, que todas as premissas utilizadas pelo julgador singular para desconsiderar as compensações informadas através do processo n° 10140.000722/99-18 não se sustentam, pelo que a reforma da decisão combatida é de rigor. Finalizou requerendo,: a) reforma da decisão recorrida, para que as compensações realizadas através do processo n° 10140.000722/99-18 sejam consideradas como estimativas pagas, refazendo-se o cálculo objeto do Parecer n° 079/2008; b) caso assim não entenda, sejam suspensos os efeitos da decisão recorrida, a .fim de aguardar o término do processo administrativo supracitado para, só então, referendar o cálculo das estimativas pagas, suspendendo-se também, em quaisquer hipóteses, o envio dos débitos para cobrança, nos termos do artigo 151, 111, do CTN; c) para provar o alegado, seja oficiado o presidente do Segundo Conselho de Contribuintes, a fim de ser informado sobre o trâmite do processo n° 10140.000722/99-18, bem como seja deferido prazo para apresentação da certidão de objeto e pé do processo judicial em comento. Em 23/06/2008, a contribuinte trouxe aos autos a certidão de objeto e pé e decisão judicial, conforme requerera na impugnação Uls. 355/361), A decisão da instância a quo foi assim ementado (fls. 368): ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário.. 2000, 2001, 2002 COMPENSAÇÃO, LIQUIDEZ E CERTEZA QUANTO AO CRÉDITO,. A compensação efetuada pelo contribuinte apenas é válida se o respectivo crédito for reconhecido pela Administração Fazendária ou por decisão judicial com trânsito em julgado. A restituição do saldo negativo do IRRI condiciona-se à demonstração da existência e da liquidez do direito, o que inclui a comprovação dos itens que compõem a respectiva apuração, DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE, O regime da compensação, instituído pela Medida Provisória n ó 66/02 e pela Medida Provisória 135/03, que é realizada por meio de declaração (DCOMP) prestada à SRF, não alcança, sob hipótese alguma, os casos de pedidos de compensação com créditos de terceira A pessoa, que é o presente caso, Solicitação Indeferida 4 Processo n" 10140001120)2003-34 S1-TE03 Resolução n." 1803-0(L037 Fl 403 Cientificada da referida decisão em 17/02/2009 (A.R, de fls. 384), a tempo, em 11/03/2009, apresenta a interessada recurso de fls. 385 a 391, instruído com os documentos de fls. 392 a 397, nele argumentando, em síntese: a) que o pedido administrativo de compensação n° 10140.000722/99-18, que embasou as compensações, deve ser regido pelas normas da IN/SRF if 21/97, já que era a legislação aplicável à época do pedido; b) que é legalmente possível, no caso concreto, a compensação de débitos próprios com créditos de terceiros, por impossibilidade da retroatividade da lei tributária; c) que descabidos são os argumentos utilizados pela primeira instância, pois inaplicáveis ao caso concreto, como, por exemplo, o art. 170-A do CTN; d) que, da mesma forma, não subsiste o entendimento de que os débitos, objeto de compensação, não podem ser suspensos; e e) que, assim, não podem os débitos compensados, objetos do pedido de compensação n° 10140..000722/99-18 ser enviados para cobrança, como quis fazer crer o julgador "a quo"„ Finaliza, requerendo seja o recurso voluntário recebido e provido, para o fim de reformar a decisão de primeira instância, julgando-se procedente a manifestação de inconformidade interposta e, por conseqüência, homologando as compensações realizadas ou, então, seja suspensa a cobrança até o desfecho do processo administrativo n° 10140.000722/99- 18. Em mesa para julgamento. Voto Vencido, Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do recurso. Preliminar de decadência Conforme se observa do Parecer Saort/CGE/MS n° 079/2008 (fis, 253 a 268), para a análise dos créditos informados pela recorrente, de saldos negativos apurados nos anos- calendário de 2002, para o IRPJ, e nos anos-calendário de 2000 a 2002, para a CSLL, remontou a DRF aos anos-calendário de 1998 e 1996, respectivamente,. Nessa análise, verificou aquela Delegacia a existência, no ano-calendário de 1999, de estimativas consideradas pagas decorrentes de compensação com créditos de terceiros, objeto do processo n° 10140.000722/99-18, em nome de J. S. Jardim & Cia. Ltda., CNPJ 0.3.820.768/0001-08. Por entender que tais compensações não encontravam respaldo na legislação tributária, procedeu a DRF à glosa das referidas estimativas, o que acabou por r ercutir nos anos-calendário subsequentes. Processo n° 10140,001120/2003-34 S1-TE03 Resolução n ° 1803-00„037 Fl 404 Assim, antes de se adentrar ao mérito propriamente dito do presente processo, mister se faz verificar o acerto, ou não, do procedimento do órgão local. Há que se analisar, pois, preliminarmente, a decadência do direito de a Fazenda Nacional efetuar a revisão da apuração dos saldos negativos do IRPJ e da CSLL, referentes aos anos-calendário de 2002 e de 2000 a 2002, respectivamente, no ano de 2008. Entendo que não há que se falar, no presente caso, em decadência. Com efeito, não se está tratando, aqui, de lavratura de auto de infração, mas de homologação parcial de compensação pleiteada. Em outras palavras, não se está diante de ação (pretensão) por parte do fisco; mas, sim, de exceção (oposição) deste a um suposto direito compensatório apontado pela interessada. Dessa forma, o prazo extintivo da ação que poderia ser intentada pelo fisco não se confunde com o prazo extintivo da exceção por este interposta contra o alegado direito da contribuinte. A compensação pleiteada em Per/DComp, original ou retifieadora, apresentada dentro do prazo legal, deve ser objeto de exame pela autoridade administrativa, mesmo após o transcurso do prazo decadencial, com o intuito de verificar a ocorrência ou não de recolhimento a maior de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a legitimidade das deduções pleiteadas à luz da legislação tributária, considerando-se ser imprescindível essa apreciação para fins de reconhecimento do direito compensatório contra a Fazenda Nacional, sendo vedada, entretanto, em razão da decadência, a constituição de crédito tributário porventura apurado durante a análise procedida. Não se pode confundir a decadência do direito de lançar tributo devido com a análise da certeza e liquidez de saldos negativos apurados na DIPJ, utilizados para compensação. A autoridade administrativa, ao analisar a apuração do saldo negativo de IRPJ do ano-calendário de 2002 e da CSLL dos anos-calendário de 2000 a 2002 (fls. 2), cuja compensação com débitos próprios foi declarada pela contribuinte, simplesmente averigua a existência de créditos líquidos e certos, passíveis de compensação, em estrito cumprimento ao disposto na legislação que cuida da matéria (art. 170 do CTN) (grifou-se): Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública, A análise de pedidos de compensação implica, necessariamente, entre outros procedimentos, verificar a real existência dos saldos negativos de IRPJ e de CSLL apontados nas correspondentes declarações de rendimentos. Assim, para se avaliar se os saldos negativos de IRPJ e CSLL utilizados pela contribuinte nas compensações são suficientes para quitar os débitos informados, é iv,r1 6 Processo n" 10140.001120/2003-34 SI-TM Resolução o " 1803-00M37 Fl 405 indispensável apurar-lhes a origem, ainda que esta remonte a períodos anteriores, já alcançados pela decadência ou prescrição. Esclareça-se: o desiderato, com esse exame, é constatar a efetiva existência do crédito informado pela contribuinte, e não efetuar qualquer tipo de lançamento de oficio. Mérito No mérito, acolho, por seus jurídicos fundamentos, as razões da decisão recorrida, a qual merece confirmação, na forma da ementa a seguir: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2000, 2001, 2002 COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA QUANTO AO CRÉDITO. A compensação efetuada pelo contribuinte apenas é válida se o respectivo crédito for reconhecido pela Administração Fazendária ou por decisão judicial com trânsito em julgado. A restituição do saldo negativo do IRPJ condiciona-se à demonstração da existência e da liquidez do direito, o que inclui a comprovação dos itens que compõem a respectiva apuração, DECLARAÇÃO DE COMPENSA Olá SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. O regime da compensação, instituído pela Medida Provisória n 66/02 e pela Medida Provisória 135/03, que é realizada por meio de declaração (DC011/IP) prestada à SRF, não alcança, sob hipótese alguma, os casos de pedidos de compensação com créditos de terceira pessoa, que é o presente caso. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É corno voto. Sérgio Rodrigues Processo n" 10140.001120/2003-34 S1-TE03 Resolução n 1803-00M37 Fl 406 Voto Vencedor Conselheiro Walter Adolfo Maresch - Redator Designado Em que pesem os judiciosos fundamentos do ilustre conselheiro relator, entendeu a Egrégia Terceira Turma Especial em não acompanhar o seu bem lançado voto. É que para o deslinde do presente processo é curial saber-se a decisão final em relação ao processo n° 10140,000722/99-18 do qual este depende. Considerando que até abril de 2000, era possível a compensação com créditos de terceiros e que as normas de compensação editadas pela Secretaria da Receita Federal, permitiam a compensação de créditos antes da apreciação da legitimidade do crédito alegado em outro processo, não há meios de se aferir a correção do procedimento adotado em relação as compensações realizadas em 1999 e que foram utilizadas como motivação pata o indeferimento do direito creditório pela unidade de origem, Considerando outrossim, que o processo n° 10140.000722/99-18, encontra-se em análise na primeira instância administrativa (DRJ Campo Grande-MS), impende sobrestar- se a apreciação do presente até o deslinde final do processo que poderá resolver o litígio independentemente dos demais argumentos alinhavados pela recorrente. Ante o exposto, voto por sobrestar o presente processo, encaminhando-o até a unidade de origem, para que aguarde o desfecho do processo n° 10140.000722/99-18, restituindo-o a este colegiado administrativo, acompanhado das cópias da decisão administrativa definitiva e outros esclarecimentos que a autoridade preparadora entender convenientes. jojte,a r< Walter Adolfo Ma esch O TERMO DE JUNTADA 1 a Seção Declaro que juntei aos autos a Resolução n° 1803-00 037, (fls ), e certifico que a cópia arquivada neste Conselho confere com o mesmo. Encaminhem-se os presentes autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil Em / / ASSINATURA MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CARF i a SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° : 10140,001120/2003-34 Interessado(a) : STEINER JARDIM
score : 1.0
Numero do processo: 11065.001644/2008-42
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2007 a 31/12/2007
PRELIMINAR.NULIDADE.INCOMPETÊNCIA.AUDITOR FISCAL. NÃO
RECONHECIMENTO.
O auditor fiscal designado para o cumprimento da ação fiscal não infringiu os limites determinados para a auditoria, motivo pelo qual não há o que se falar em causa de nulidade.
PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. PAGAMENTO A SEGURADOS. PRÊMIOS. HABITUALIDADE. VERBA SALARIAL. INCIDÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. VALOR ACRESCIDO DE MULTA E JUROS
COM BASE NA TAXA SELIC. ART.35 DA LEI N 8.212/91.
OBSERVÂNCIA AO ART.106, INCISO II, ALÍNEA C DO CÓDIGO
TRIBUTÁRIO NACIONAL.
Na presente autuação, foi verificado que ocorreu o pagamento habitual, aos segurados da empresa, como contrapartida à assiduidade destes ao trabalho, revestindo-se tais verbas de caráter salarial, razão pela qual a contribuição social previdenciária incidirá com o recálculo da multa de mora e dos juros com base na taxa SELIC na forma do art.35 da Lei n 8.212/91, que foi alterado pela Lei n 11.941/2009, devendo, portanto ser observado o art.106, II, c do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.764
Decisão: Acordam os membros do colegiado, na preliminar, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201109
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2007 a 31/12/2007 PRELIMINAR.NULIDADE.INCOMPETÊNCIA.AUDITOR FISCAL. NÃO RECONHECIMENTO. O auditor fiscal designado para o cumprimento da ação fiscal não infringiu os limites determinados para a auditoria, motivo pelo qual não há o que se falar em causa de nulidade. PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. PAGAMENTO A SEGURADOS. PRÊMIOS. HABITUALIDADE. VERBA SALARIAL. INCIDÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. VALOR ACRESCIDO DE MULTA E JUROS COM BASE NA TAXA SELIC. ART.35 DA LEI N 8.212/91. OBSERVÂNCIA AO ART.106, INCISO II, ALÍNEA C DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Na presente autuação, foi verificado que ocorreu o pagamento habitual, aos segurados da empresa, como contrapartida à assiduidade destes ao trabalho, revestindo-se tais verbas de caráter salarial, razão pela qual a contribuição social previdenciária incidirá com o recálculo da multa de mora e dos juros com base na taxa SELIC na forma do art.35 da Lei n 8.212/91, que foi alterado pela Lei n 11.941/2009, devendo, portanto ser observado o art.106, II, c do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11065.001644/2008-42
anomes_publicacao_s : 201109
conteudo_id_s : 4895994
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Apr 01 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.764
nome_arquivo_s : 2403000764_11065001644200842_201109.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 11065001644200842_4895994.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, na preliminar, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
id : 4745497
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:53 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011471167488
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2124; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 83 1 82 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.001644/200842 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.764 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 29 de setembro de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRA Recorrente CALÇADOS MARTE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2007 a 31/12/2007 PRELIMINAR.NULIDADE.INCOMPETÊNCIA.AUDITOR FISCAL.NÃO RECONHECIMENTO. O auditor fiscal designado para o cumprimento da ação fiscal não infringiu os limites determinados para a auditoria, motivo pelo qual não há o que se falar em causa de nulidade. PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. PAGAMENTO A SEGURADOS. PRÊMIOS. HABITUALIDADE. VERBA SALARIAL. INCIDÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. VALOR ACRESCIDO DE MULTA E JUROS COM BASE NA TAXA SELIC. ART.35 DA LEI N 8.212/91. OBSERVÂNCIA AO ART.106, INCISO II, ALÍNEA C DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Na presente autuação, foi verificado que ocorreu o pagamento habitual, aos segurados da empresa, como contrapartida à assiduidade destes ao trabalho, revestindose tais verbas de caráter salarial, razão pela qual a contribuição social previdenciária incidirá com o recálculo da multa de mora e dos juros com base na taxa SELIC na forma do art.35 da Lei n 8.212/91, que foi alterado pela Lei n 11.941/2009, devendo, portanto ser observado o art.106, II, c do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, na preliminar, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, Fl. 81DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 82DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 11065.001644/200842 Acórdão n.º 2403000.764 S2C4T3 Fl. 84 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls. 65 a 76 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Porto Alegre/RS (fls.58 a 61) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante do Auto de Infração de Obrigação Principal n° 37.088.8901 no valor consolidado em 09/05/2008 de R$ 9.910,61 (nove mil, novecentos e dez reais e sessenta e um centavos). Segundo o relatório fiscal às fls.25 a 28, a cobrança referese às contribuições da empresa sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados destinadas a outros fundos e entidades (FNDE 2,5%; INCRA 0,2%; SEBRAE 0,6%), totalizando o percentual de terceiros em 3,3%. Ademais, o relatório atesta que os valores que não sofreram incidência da contribuição previdenciária referemse a pagamentos efetuados com frequência aos seus segurados a título de prêmios, fornecidos através de ranchos de alimentação. Durante a ação fiscal, foi verificado que a empresa vinha remunerando seus segurados através de um prêmio denominado: PRÊMIO ASSIDUIDADE, o qual era pago aos funcionários que estivessem melhor assiduidade, não havendo nenhuma relação com o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), tendo sido ainda ressaltado que tal prática é vedada pela Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego n 03 de 01/03/2002. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 14/05/2008 e apresentou impugnação às fls. 33 a 43 alegando em síntese: Preliminarmente: Que a autuação deve ser declarada nula, tendo em vista que o auditor fiscal responsável pela auditoria não tem competência para apreciar a execução do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT); No Mérito: O valor exorbitante da multa, que chega a possuir caráter confiscatório; A ilegalidade da taxa SELIC; Que os valores cobrados configuramse como cesta básica, revestindose de caráter social, motivo pelo qual não deverão sofrer incidência de tributo. Por fim, requereu o recebimento da peça de impugnação para que fosse, em preliminar, declarada nula a cobrança. Caso a preliminar fosse ultrapassada, requereu a improcedência da autuação. Fl. 83DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 7° Turma da DRJ/Porto Alegre/RS proferiu acórdão (n°1017.292) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2007 a 31/12/2007 Auto de Infração Obrigação Principal DEBCAD n°37.088.8901 1. CONSTITUCIONALIDADE. A constitucionalidade das leis é vinculada para a Administração Pública. 2. JUROS. MULTA. A inclusão de contribuições em lançamento por descumprimento de obrigação principal dá ensejo à incidência de juros e multa de mora, ambos de caráter irrelevável. 3. PARCELAS REMUNERATÓRIAS.Constitui fato gerador da obrigação principal a totalidade da remuneração do segurado empregado, excluídas apenas, as parcelas expressamente definidas em lei. Lançamento Procedente. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls.65 a 76, no qual ratificou todos os argumentos expendidos na impugnação. É o relatório. Fl. 84DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 11065.001644/200842 Acórdão n.º 2403000.764 S2C4T3 Fl. 85 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO: O recurso voluntário foi interposto tempestivamente (fls.65 a 76). Acontece que à época da discussão do crédito, exigiase do sujeito passivo que quisesse recorrer ao Contencioso Administrativo Federal o depósito de 30% (trinta por cento) equivalente ao crédito exigido. Desse modo, a recorrente pleiteou inicialmente o afastamento dessa exigência sob o argumento de que a mesma seria inconstitucional. Cabe destacar que não mais se exige a comprovação do depósito recursal como requisito de admissibilidade para a discussão de matéria no âmbito administrativo, tendo sido este o entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal ao editar a Súmula Vinculante nº. 21, que passa a vincular a administração pública, nos termos do art.103A da Constituição Federal: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Impendese ainda colacionar o teor do verbete sumular: Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Portanto, conheço a admissibilidade do presente recurso e passo a analisar as questões relevantes para a resolução da lide tributária. PRELIMINAR I – DA AUSÊNCIA DE MOTIVOS PARA A DECRETAÇÃO DA NULIDADE DA AUTUAÇÃO: Fl. 85DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 A recorrente alega que o nobre auditor fiscal responsável pelo cumprimento da auditoria extrapolou os limites de sua atuação quando supostamente analisou a execução do Programa de Alimentação ao Trabalhador – PAT. Ocorre que, cabe destacar que não houve nenhum tipo de abuso de poder por parte do fiscal, o qual limitouse a verificar o cumprimento das obrigações sociais previdenciárias nos moldes do Mandado de Procedimento Fiscal n 09434911 F00 e nos termos do MPF da fls.14 e 19 no período de 01/1998 a 12/2007. Durante a auditoria, não houve análise da execução do PAT, como entende ter ocorrido a recorrente, o que houve foi simplesmente a verificação da ocorrência ou não de fatos geradores das contribuições sociais previdenciárias. Constatouse, portanto, ao final da fiscalização e após a análise minuciosa da documentação apresentada pelo contribuinte e solicitada via TIAD, que a empresa estava pagando determinados valores aos empregados denominados de PRÊMIO ASSIDUIDADE, parcela que jamais poderia estar relacionada às regras do PAT, por vedação da Portaria MTE 03/2002. O simples fato de pagar valor a título de prêmio e este ser fornecido por rancho alimentação não significa dizer que se trata de análise de execução do programa, pois o objetivo principal de se averiguar o cumprimento das regras do PAT é excluir tal parcela da incidência de contribuição social previdenciária, nos moldes do art.28, § 9º, “c” da Lei n 8.212/91. Assim, realmente não cabe ao auditor do presente caso analisar a execução do programa e o cumprimento de suas regras, mas cabelhe verificar o cumprimento das obrigações tributárias, o que foi feito em auditoria e constatado que a empresa vinha remunerando seus segurados habitualmente com um prêmio fornecido/vinculado à alimentação, não havendo razões para decretar a nulidade da autuação, tendo em vista que o procedimento fiscal deuse nos moldes legais sem a extrapolação de poderes por parte da nobre autoridade lançadora. DO MÉRITO: I – DO PAGAMENTO DE PRÊMIO ASSIDUIDADE: A recorrente alega que o pagamento realizado aos seus segurados não poderá ser tributado, tendo em vista que se trata de remuneração de parcela in natura da alimentação, o que não estaria no campo de incidência da contribuição previdenciária. Cabe destacar que a conduta praticada pela recorrente é vedada pela Portaria do MTE 03 de 01/03/2002, pois o objetivo desse prêmio é pagar, através de ranchos alimentação, aqueles funcionários que tenham melhor assiduidade no trabalho. Assim, resta caracterizada a prática de pagamento habitual de premiação, que sofrerá incidência nos termos do art.22, I, da Lei n 8.212/91, in verbis: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: I vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos Fl. 86DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 11065.001644/200842 Acórdão n.º 2403000.764 S2C4T3 Fl. 86 7 segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999).Destacouse. Desse modo, o trabalho dos segurados empregados será remunerado por verbas de qualquer título. No caso em tela, além do salário base, há certos valores que são pagos aos segurados como forma de parabenizálo pela sua assiduidade. Assim, o pagamento desses prêmios é feito a quem tiver melhor assiduidade no trabalho, devendose analisar a frequência com a qual esses beneficiados são pagos, tendo em vista que esse pagamento só fará parte da base de cálculo da contribuição previdenciária em comento se estiver caracterizada a habitualidade. Diante da documentação analisada em auditoria, ficou caracterizada a habitualidade do pagamento desses prêmios. A habitualidade do pagamento de prêmios, através de ranchos alimentação, também se confirma na atitude do empregador pagar ao seu quadro de pessoal com frequência e gerar no ambiente profissional uma expectativa de sempre receber referido bônus pela assiduidade. Sobre esse requisito ser essencial para caracterizar a natureza dos valores recebidos pelos empregados, o Supremo Tribunal Federal manifestou seu entendimento, através da Súmula nº 209: Súmula 209 – SalárioPrêmio, salário –produção. O salário produção, como outras modalidades de salário prêmio, é devido, desde que verificada a condição a que estiver subordinado, e não pode ser suprimido, unilateralmente, pelo empregador, quando pago com habitualidade. Portanto, considerando que a Lei n° 8.212/91 determinou que sobre todos os créditos e rendimentos recebidos pelos empregados, inclusive prêmios, pagos com habitualidade, com a finalidade de remunerar o trabalho prestado, deva incidir contribuição social previdenciária, entendo que no caso em tela a incidência deve ser mantida de modo integral, não podendo prevalecer as alegações da nobre recorrente. II – DA APLICAÇÃO DE MULTA MORATÓRIA E JUROS COM BASE NA TAXA SELIC: A recorrente alega ainda que a multa moratória é exorbitante e que a taxa SELIC é ilegal. Todavia, conforme entendimento consolidado deste Conselho, e, considerando a cobrança em tela com relação às demais competências que não foram acobertadas pela decadência, há que se destacar que esses débitos serão recolhidos com a incidência de multa e juros na forma da legislação, Lei n 8.212/91: Fl. 87DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Lei N 8.212/91 Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Sobre a aplicação deste dispositivo, o qual prevê multa de 0,33% ao dia e limitada a 20%, vale destacar que a redação acima foi dada por Lei diversa daquela vigente à época do fato gerador, motivo pelo qual será aplicada em conformidade com o art.106, II, do Código Tributário Nacional. Ademais, com relação à incidência da taxa SELIC sobre os débitos federais, inclusive contribuições sociais, registrese que a legislação de regência à época do fato gerador, a Lei nº 8.212/91, afastava literalmente os argumentos erguidos pela recorrente, in verbis:: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) Entretanto, a Lei n 11.941/2009 revogou o dispositivo acima e deu nova redação ao art.35 da Lei n 8.212/91, determinando que os débitos tributários a nível federal, teriam suas cobranças acrescidas de multa e juros na forma do art.61 da Lei n 9.430/96. Então vejamos: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). LEI N 9.430/96 Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. Fl. 88DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 11065.001644/200842 Acórdão n.º 2403000.764 S2C4T3 Fl. 87 9 §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seupagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Art. 5º(...) (...) § 3º As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. A propósito, convém ainda mencionar que o CARF aprovou Súmula nº 04, nos seguintes termos: Súmula CARF Nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Portanto, a aplicação da taxa SELIC sobre os débitos tributários federais é devida e tem amparo legal com fulcro no artigo 35, caput, da Lei nº 8.212/91. III – DA APLICAÇÃO DA LEI MAIS BENÉFICA AO ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO: Tratandose de ato pendente de julgamento, há que se observar alguns preceitos legais do Código Tributário Nacional no que se refere à possibilidade de uma lei retroagir e alcançar fatos pretéritos, os quais ocorreram sob a égide de outra legislação. No caso em tela, verificase que tanto a aplicação de multa como a incidência de taxa SELIC sobre os débitos tributários federais encontra amparo atualmente no art.35, caput, da Lei n 8.212/91, dispositivo este alterado pela Lei n 11.941/2009. Fl. 89DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 Deste modo, caso seja mais benéfico ao sujeito passivo, a Lei n 11.941/2009 deverá retroagir em respeito ao art.106 do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para, nas preliminares, NEGARLHE PROVIMENTO, afastando o pedido de nulidade por vício formal pelos motivos já expostos. No mérito, DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, de modo que a cobrança seja mantida com o recálculo da multa de mora previsto no art.35, caput, da Lei n 8.212/91 com base na redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a legislação mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 90DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 15758.000345/2010-68
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO MULTA MORATÓRIA MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA NATUREZA JURÍDICA DISTINTA
A multa moratória possui natureza jurídica distinta da multa por
descumprimento de obrigação acessória, pois enquanto esta se refere ao não cumprimento das obrigações de fazer, não fazer ou tolerar, já aquela se refere às contribuições sociais previdenciárias relacionadas à obrigação principal em atraso.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua
lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO DEIXAR DE ENTREGAR A GFIP INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA OCORRÊNCIA.
Deixar o contribuinte de declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma, prazo e condições estabelecidos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS a que se refere a Lei nº 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inciso IV e § 9º, acrescentados pela Lei nº 9.528, de
10/12/1997, com redação dada pela MP nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DOS ADMINISTRADORES.
A relação dos diretores no relatório de Vínculos não atribui responsabilidade tributária aos representantes legais da empresa, apenas lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração fazendária em razão do seu vinculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando tipo de
vinculo existente e o período correspondente.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-000.731
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO MULTA MORATÓRIA MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA NATUREZA JURÍDICA DISTINTA A multa moratória possui natureza jurídica distinta da multa por descumprimento de obrigação acessória, pois enquanto esta se refere ao não cumprimento das obrigações de fazer, não fazer ou tolerar, já aquela se refere às contribuições sociais previdenciárias relacionadas à obrigação principal em atraso. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO DEIXAR DE ENTREGAR A GFIP INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA OCORRÊNCIA. Deixar o contribuinte de declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma, prazo e condições estabelecidos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS a que se refere a Lei nº 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inciso IV e § 9º, acrescentados pela Lei nº 9.528, de 10/12/1997, com redação dada pela MP nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DOS ADMINISTRADORES. A relação dos diretores no relatório de Vínculos não atribui responsabilidade tributária aos representantes legais da empresa, apenas lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração fazendária em razão do seu vinculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando tipo de vinculo existente e o período correspondente. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 15758.000345/2010-68
anomes_publicacao_s : 201108
conteudo_id_s : 4898652
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.731
nome_arquivo_s : 2403000731_15758000345201068_201108.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 15758000345201068_4898652.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
id : 4744689
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:52 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011480604672
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 16; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2233; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 251 1 250 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15758.000345/201068 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 240300.731 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 25 de agosto de 2011 Matéria OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Recorrente FUNDACAO DE ASSISTENCIA AINFANCIA DE SANTO ANDRE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO MULTA MORATÓRIA MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA NATUREZA JURÍDICA DISTINTA A multa moratória possui natureza jurídica distinta da multa por descumprimento de obrigação acessória, pois enquanto esta se refere ao não cumprimento das obrigações de fazer, não fazer ou tolerar, já aquela se refere às contribuições sociais previdenciárias relacionadas à obrigação principal em atraso. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. Fl. 268DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 2 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO DEIXAR DE ENTREGAR A GFIP INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA OCORRÊNCIA. Deixar o contribuinte de declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma, prazo e condições estabelecidos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS a que se refere a Lei nº 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inciso IV e § 9º, acrescentados pela Lei nº 9.528, de 10/12/1997, com redação dada pela MP nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DOS ADMINISTRADORES. A relação dos diretores no relatório de Vínculos não atribui responsabilidade tributária aos representantes legais da empresa, apenas lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração fazendária em razão do seu vinculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando tipo de vinculo existente e o período correspondente. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Jhonatas Ribeiro da Silva (substituto). Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 269DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 15758.000345/201068 Acórdão n.º 240300.731 S2C4T3 Fl. 252 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 153 a 163, com Anexos às fls. 164 a 248, interposto pela Recorrente – FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA À INFÂNCIA DE SANTO ANDRÉ, contra Acórdão nº 0531.522 – 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas SP, fls. 141 a 145, que julgou procedente em parte a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração nº. 37.241.7264, às fls. 01, com o valor da multa aplicada de R$ 1.000,00 (um mil reais) sendo reduzida para R$ 500,00 (quinhentos reais). Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 6 a 11, com Anexos às fls. 12 a 15, o Auto de Infração nº. 37.241.7264, Código de Fundamentação Legal – CFL 77, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma, prazo e condições estabelecidos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS a que se refere a Lei nº 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inciso IV e § 9º, acrescentados pela Lei nº 9.528, de 10/12/1997, com redação dada pela MP nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009. Ou seja, o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 6 a 11, mostra que durante a auditoria fiscal efetuada junto ao contribuinte constatouse que a Recorrente deixou de enviar, em época própria, a GFIP das competências 13°/2006 e 13°/2008. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inciso IV e § 9°, com a redação dada pela MP nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei nº 8.212, de 24/07/1991, art. 32A, "caput", inciso II e parágrafos 1º, 2º e 3º, com redação dada pela MP nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009, respeitado o disposto no art. 106, inciso II, alínea "c", da Lei nº 5.172, de 25/10/1966 CTN. Segundo o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 6 a 11, com Anexos às fls. 12 a 15, não ficou caracterizada nem circunstância agravante e nem circunstâncias atenuantes. A ciência do Auto de Infração ocorreu em 10.08.2010, às fls. 01. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 6 a 11, com Anexos às fls. 12 a 15, é de 13/2006 e 13/2008. A Recorrente apresentou impugnação, às fls. 23 a 29, com Anexos às fls. 30 a 137. Fl. 270DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 4 A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, anulando a autuação relativa à competência 13/2006 de modo a restar apenas a multa em relação à competência 13/2008, nos termos do Acórdão nº 0531.522 – 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas SP, fls. 141 a 145, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/12/2006 a 31/12/2006, 01/12/2008 a 31/12/2008 NÃO ENTREGA DE GFIP. Deixar a empresa de informar mensalmente ao INSS, por intermédio de GFIP, os dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras informações de interesse do mesmo constitui infração A legislação previdenciária, nos termos do artigo 32, inciso IV, da Lei n°8.212, de 24 de julho de 1.991. RELAÇÃO DE VÍNCULOS. A Fiscalização, ao elaborar o Relatório de Vínculos, não imputou ao presidente e aos s diretores a condição de responsáveis solidários pelo pagamento do crédito exigido. ARGÜIÇÃO SOBRE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. Não é de competência do julgador administrativo decidir sobre constitucionalidade de lei. NORMAS COMPLEMENTARES. Obrigações acessórias podem ser estabelecidas por normas administrativas normativas, que complementar a lei tributária. CERCEAMENTO DE DEFESA. No caso concreto, não cerceia o direito de defesa da impugnante a ausência de informação de que descumpriu o Manual da GFIP. SUSTENTAÇÃO ORAL. INDEFERIMENTO. Não existe, no âmbito do processo administrativo fiscal, previsão para realização de sustentação oral, pela defesa, durante a sessão de julgamento administrativo de primeira instância. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte 95ª Sessão da 7ª Turma da DRJ Campinas Acordam os membros da 7ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar procedente em parte a impugnação contra o Auto de Infração (AI) n° 37.241.7264, mantendo a exigência de R$ 500,00, consolidada em 26/07/2010. À DRF de origem para ciência do Acórdão e demais providências de sua alçada. Atentese ao fato de que a multa foi exigida em valor inferior ao estabelecido pela legislação. Fl. 271DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 15758.000345/201068 Acórdão n.º 240300.731 S2C4T3 Fl. 253 5 Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 153 a 163, com Anexos às fls. 164 a 248, onde alega em apertada síntese: Em sede Preliminar. (i) Da ilegalidade no arrolamento do presidente e Diretores no auto de Infração Com todo acatamento, a FAISA renova seus fundamentos pela nulidade do Auto de Infração. Isso porque ainda que o presidente e diretores não sejam (e, por óbvio, não poderiam) responsáveis pelo eventual não pagamento do crédito tributário devido pela FAISA, só a sua inclusão no Auto de Infração, por si só, já é uma violação ao art. 135, do CTN. Também nesse sentido, a jurisprudência do C. Superior Tribunal de Justiça. Do Mérito. (ii) Da tipicidade e da verdade real Diante da não entrega no prazo estipulado, lavrou o auto de infração com base no art. 32 da Lei 8213/91, que não estabelece expressamente a obrigatoriedade de entrega de GFIP separada para o 13° Salário, violando assim, o principio da tipicidade. No caso dos autos, a descrição da infração é a seguinte: "não entrega de GFIP separada para o 13° Salário dos anos de 2006, 2007 e 2008" e que só é completado pelo dito Manual da GFIP/SEFIP, como bem ressaltou a r. decisão administrativa recorrida às fls. 8 da decisão. Ocorre que tal fato não consta da tipificação do art. 32, IV e § 9°, que estabelece somente a obrigação de informar mensalmente os dados relacionados com os fatos geradores da contribuição previdenciárias. Mas, não se bastasse o exposto, vejase que a declaração da FAISA, mesmo que no mês de 12/2008 quando o certo seria fazêlo na GFIP 13/2008, atingiu o seu objetivo, ou seja, declarou os fatos geradores à RFB. (iii) da duplicidade da cobrança da multa No Al 37.241.722, a Administração federal exige o pagamento da obrigação principal e de multa e, neste Auto, exige mais uma multa, pelo suposto não cumprimento de obrigação acessória. Há , então, nítida cobrança em cascata, duas penalidades em relação ao mesmo fato, ocasionando verdadeiro confisco, o que Fl. 272DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 6 é evidentemente inconstitucional. Fere o art. 150, IV, da Constituição. Federal (iv) Da inconstitucionalidade pela afronta ao art. 150, IV, CF/1988. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 250. É o Relatório. Fl. 273DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 15758.000345/201068 Acórdão n.º 240300.731 S2C4T3 Fl. 254 7 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 250. Anotase ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF ao editar a Súmula Vinculante nº. 21 afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº. 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. Fl. 274DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 8 DAS QUESTÕES PRELIMINARES Do Preceito fundamental à lavratura do Auto de Infração De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. REPLEG – Relatório de representantes Legais; d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. Mandado de Procedimento Fiscal MPF; f. Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD; g. Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal TEAF; h. Relatório Fiscal da Infração. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da Fl. 275DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 15758.000345/201068 Acórdão n.º 240300.731 S2C4T3 Fl. 255 9 infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. (i) Da ilegalidade no arrolamento do presidente e Diretores no auto de Infração A Recorrente alega: Com todo acatamento, a FAISA renova seus fundamentos pela nulidade do Auto de Infração. Isso porque ainda que o presidente e diretores não sejam (e, por óbvio, não poderiam) responsáveis pelo eventual não pagamento do crédito tributário Fl. 276DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 10 devido pela FAISA, só a sua inclusão no Auto de Infração, por si só, já é uma violação ao art. 135, do CTN. Também nesse sentido, a jurisprudência do C. Superior Tribunal de Justiça. Analisemos. A Recorrente sustenta a impossibilidade da inclusão dos diretores no pólo passivo da autuação em face de ausência de disposição legal, uma vez que os diretores não são sujeitos passivos de qualquer obrigação tributária, inclusive para pagamento de eventual multa por descumprimento da legislação previdenciária. Outrossim, no aspecto do requerimento de exclusão dos diretores, esclarece se que os responsáveis elencados no Relatório de Vínculos, às fls. 04, são para fins de cadastro e possível responsabilidade pessoal nos casos em que a lei determina e não para fins de atribuição de responsabilidade solidária. Ou seja, a relação de vínculos é apenas indicativa dos que possuem ou possuíam poder de mando/direção à época da ocorrência dos fatos geradores, de forma que este Relatório de Vínculos lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração previdenciária em razão de seu vinculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando o tipo de vinculo existente e o período correspondente. Observase que não se trata aqui da responsabilidade tributária de terceiros prevista no art.135, III, CTN, resultante de atos praticados pelos diretores e representantes legais da pessoa jurídica de direito privado, com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos, pois nestes casos há a necessidade de prova dos atos ilegais praticados por eles, que poderá ocorrer em sede de execução fiscal. Como no presente caso não se esta atribuindo responsabilidade solidária aos sócios, os mesmos não foram intimados pessoalmente do presente Auto de Infração de Obrigação Acessória. Vale ressaltar que o Relatório de Vínculos tem como objetivo listar as pessoas físicas e jurídicas, representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação. Logo, não atribui diretamente a responsabilidade tributária aos representantes legais, apenas os enumera de acordo com os respectivos períodos de atuação. Tratase, tão somente, de nomear os representantes da pessoa jurídica, pois esta, relacionase com terceiros através de seus representantes legais, não havendo, portanto, nenhuma ilegalidade na sua prévia identificação. Concluise então que a responsabilidade dos sócios, na qualidade de representantes legais da empresa, será requerida apenas no caso de execução fiscal do lançamento, nos termos definidos em Lei. Diante do exposto, não prospera a alegação da Recorrente no sentido de efetivar a exclusão dos diretores do Relatório de Vínculos. (iv) Inconstitucionalidades. A Recorrente alega: Fl. 277DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 15758.000345/201068 Acórdão n.º 240300.731 S2C4T3 Fl. 256 11 (iv) Da inconstitucionalidade pela afronta ao art. 150, IV, CF/1988. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Fl. 278DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 12 Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Do Mérito. (iii) da duplicidade da cobrança da multa No Al 37.241.722, a Administração federal exige o pagamento da obrigação principal e de multa e, neste Auto, exige mais uma multa, pelo suposto não cumprimento de obrigação acessória. Há , então, nítida cobrança em cascata, duas penalidades em relação ao mesmo fato, ocasionando verdadeiro confisco, o que é evidentemente inconstitucional. Fere o art. 150, IV, da Constituição. Federal Analisemos. Não prospera tal argumentação da Recorrente pois o presente processo se refere ao AI nº 37.241.7264 e não ao AIOP nº 37.241.722, o qual é discutido em outros autos que não se comunicam com o presente. Ademais, devese anotar que a obrigação tributária principal se diferencia da obrigação tributária acessória. Nos dizeres do professor Ricardo Lobo Torres1, a obrigação tributária principal é o vínculo jurídico que une os sujeitos ativo e passivo em torno do pagamento de um tributo, enquanto que .a obrigação acessória se revestira de deveres meramente instrumentais, tais como prestar declarações ao fisco e manter livros fiscais. Na lição de Leandro Paulsen2, observase que a obrigação acessória é a obrigação de fazer em sentido amplo, ou seja, fazer, não fazer, tolerar, enfim, no interesse da arrecadação ou da fiscalização de tributos. Neste sentido, colacionando o art. 113, CTN, pelo descumprimento da obrigação principal submetese o sujeito passivo à emissão pela autoridade fiscal do lançamento de débito denominado Auto de Infração de Obrigação Principal, no presente caso AIOP nº 37.241.722. Enquanto que pelo descumprimento da obrigação acessória, há a conversão em obrigação principal pela multa aplicável, submetendose o sujeito passivo à 1 TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., p. 236. 2 PAULSEN, Leandro. Op. cit., p. 900. Fl. 279DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 15758.000345/201068 Acórdão n.º 240300.731 S2C4T3 Fl. 257 13 lavratura do Auto de Infração de Obrigação Acessória, no presente caso o AI Auto de Infração 37.241.7264. Desta forma, não prospera a alegação da recorrente no sentido de uma possível confusão entre a obrigação acessória e a obrigação principal, pois os descumprimentos de obrigação principal e de obrigação acessória implicam em multas de diferentes naturezas jurídicas. (ii) Da tipicidade e da verdade real Diante da não entrega no prazo estipulado, lavrou o auto de infração com base no art. 32 da Lei 8213/91, que não estabelece expressamente a obrigatoriedade de entrega de GFIP separada para o 13° Salário, violando assim, o principio da tipicidade. No caso dos autos, a descrição da infração é a seguinte: "não entrega de GFIP separada para o 13° Salário dos anos de 2006, 2007 e 2008" e que só é completado pelo dito Manual da GFIP/SEFIP, como bem ressaltou a r. decisão administrativa recorrida às fls. 8 da decisão. Ocorre que tal fato não consta da tipificação do art. 32, IV e § 9°, que estabelece somente a obrigação de informar mensalmente os dados relacionados com os fatos geradores da contribuição previdenciárias. Mas, não se bastasse o exposto, vejase que a declaração da FAISA, mesmo que no mês de 12/2008 quando o certo seria fazêlo na GFIP 13/2008, atingiu o seu objetivo, ou seja, declarou os fatos geradores à RFB. Analisemos. A questão central é se determinar se a competência 13/2008 deveria ser informada em GFIP no campo 12/2008 ou no campo 13/2008. De plano, temse que a legislação de regência da matéria assim dispõe: Art. 32, IV, Lei n°8.212, de 1991: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Fl. 280DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 14 Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). CTN: Art. 96. A expressão "legislação tributária" compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em t parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. (...) Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; (...) Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. (...) § 2° A obrigação acessória decorre da legislação tributarias tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. A determinação para que sejam declarados os valores da gratificação natalina, competência 13, está no Manual da GFIP/SEFIP para usuários do SEFIP 8.4, aprovado pela Instrução Normativa RFB no 880, de 16/10/2008, que foi o manual do sistema utilizado na entrega da GFIP em questão: 4.8— BASE DE CÁLCULO 13° SALÁRIO PREVIDÊNCIA SOCIAL (...) Atenção: 0 campo Base de Cálculo 13° Salário Previdência Social — Referente Competência do Movimento não deve ser preenchido na competência 12 quando do pagamento normal do 13° salário, sem a ocorrência de movimentação definitiva (exemplo acima) ou de ajuste de remuneração variável (exemplo constante do subitem 4.8.2). Neste caso, informar no campo Remuneração 13 0 Salário da GF1P/SEFIP da competência 12 apenas o valor da parcela do 13° salário paga, creditada ou devida em dezembro. 0 valor total do 13° salário do ano, base de cálculo das contribuições previdenciárias, deve ser informado na GFIP/SEFIP da competência 13, no campo Base de Ccilculo 13° Salário Previdência Social — Referente it Competência do Movimento. (...) Fl. 281DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 15758.000345/201068 Acórdão n.º 240300.731 S2C4T3 Fl. 258 15 9— COMPETÊNCIA 13 A partir do ano de 2005, é obrigatória a entrega de GFIP/SEFIP para a competência 13. A partir da versão 8.0, o SEFIP está habilitado para o cumprimento desta obrigação. Para os anos de 1999 a 2004, é facultativa a entrega de GFIP/SEFIP para a competência 13. Na GFIP/SEFIP da competência 13, o empregador/contribuinte deve informal.: a base de cálculo das contribuições previdenciárias da competência 13, referentes ao 13° salário; o valor da dedução do 13° saláriomaternidade, devidas para a competência 13; o valor da compensação, a ser abatido das competência 13; a ser abatido das contribuições devidas para a o valor referente a competências anteriores, inferiores ao limite mínimo para recolhimento, a ser incluído no documento de arrecadação — GPS da competência 13; o valor da retenção sobre nota fiscal/fatura (Lei ii° 9.711/98) sofrida em dezembro e que foi abatido no documento de arrecadação — GPS da competência 13. Depreendese que a legislação tributária expressamente determina a declaração dos fatos geradores concernentes à competência 13 em GFIP em separado, o que é também reconhecido pela Recorrente, posto que, cumpre observar, a própria Recorrente reconhece no Recurso Voluntário que a declaração deveria ter sido feita na competência 13: “(...) Mas, não se bastasse o exposto, vejase que a declaração da FAISA, mesmo que no mês de 12/2008 quando o certo seria fazêlo na GFIP 13/2008, atingiu o seu objetivo, ou seja, declarou os fatos geradores à RFB.” Desta forma, diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Fl. 282DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 16 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso e, NO MÉRITO, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 283DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 11128.006043/00-52
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO— II
Data do fato gerador: 03/05/2000
CLASSIFICAÇÃO FISCAL RETIFICADA NA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. DIREITO À RESTITUIÇÃO.
O pedido restituitório é conseqüência da retificação da classificação fiscal da mercadoria importada procedida pelo próprio Fisco, conforme documentado nos autos. Os atos administrativos produzem efeitos para além das formalidades, e a retificação da classificação fiscal procedida produziu também a retificação da aliquota do imposto de importação devido, de 19%
para 5%, evidenciando recolhimento a maior tanto de imposto de importação como de imposto sobre produtos industrializados vinculado à importação em favor da recorrente.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3101-000.258
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso.
Matéria: II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200910
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO— II Data do fato gerador: 03/05/2000 CLASSIFICAÇÃO FISCAL RETIFICADA NA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. DIREITO À RESTITUIÇÃO. O pedido restituitório é conseqüência da retificação da classificação fiscal da mercadoria importada procedida pelo próprio Fisco, conforme documentado nos autos. Os atos administrativos produzem efeitos para além das formalidades, e a retificação da classificação fiscal procedida produziu também a retificação da aliquota do imposto de importação devido, de 19% para 5%, evidenciando recolhimento a maior tanto de imposto de importação como de imposto sobre produtos industrializados vinculado à importação em favor da recorrente. Recurso Voluntário Provido.
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 11128.006043/00-52
anomes_publicacao_s : 200910
conteudo_id_s : 4441630
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 30 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3101-000.258
nome_arquivo_s : 310100258_141209_111280060430052_005.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
nome_arquivo_pdf_s : 111280060430052_4441630.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
id : 4733581
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:49 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011486896128
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-12-14T18:28:28Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-12-14T18:28:28Z; Last-Modified: 2009-12-14T18:28:28Z; dcterms:modified: 2009-12-14T18:28:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-12-14T18:28:28Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-12-14T18:28:28Z; meta:save-date: 2009-12-14T18:28:28Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-12-14T18:28:28Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-12-14T18:28:28Z; created: 2009-12-14T18:28:28Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-12-14T18:28:28Z; pdf:charsPerPage: 1315; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-12-14T18:28:28Z | Conteúdo => S3-C1T1 Fl. 110 o MINISTÉRIO DA FAZENDA • -/:%'''4` CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ' 7 TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11128.006043/00-52 Recurso n° 341.209 Voluntário Acórdão n° 3101-00.258 — ia Câmara / 1* Turma Ordinária Sessão de 19 de outubro de 2009 Matéria REST II Recorrente SAMA MINERAÇÃO DE AMIANTO LTDA. Recorrida DRJ-FORTALEZA/CE ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO— li Data do fato gerador: 03/05/2000 CLASSIFICAÇÃO FISCAL RETIFICADA NA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. DIREITO À RESTITUIÇÃO. O pedido restituitório é conseqüência da retificação da classificação fiscal da mercadoria importada procedida pelo próprio Fisco, conforme documentado nos autos. Os atos administrativos produzem efeitos para além das formalidades, e a retificação da classificação fiscal procedida produziu também a retificação da aliquota do imposto de importação devido, de 19% para 5%, evidenciando recolhimento a maior tanto de imposto de importação como de imposto sobre produtos industrializados vinculado à importação em favor da recorrente. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. 14. 4-, • c'Ll;., 77,4_ Hennque PinheirOTorr s - PreSidente ; J(1, II Corintho Oliveáa Ma(ç ado — Relator EDITADO EM: 05/11/2009 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tarásio Campelo Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo e Valdete Aparecida Marinheiro. Ausente a Conselheira Vanessa Albuquerque Valente. Relatório Adoto o relato do órgão julgador de primeiro grau até aquela fase: O Contribuinte supra qualificado foi cientificado em 04/05/2001, fls. 64, do Despacho Decisório da Divisão de Tributação da Alfândega do Porto de Santos/São Paulo (DISIT/ALF/PORTO DE SANTOS/SP), fls. 63, 64, através do qual a Inspetora da citada ALF, após apreciar os documentos intitulados Pedido de Cancelamento de Declaração de Importação e Reconhecimento de Direito de Crédito e Pedido de Restituição, fls. 01, 02, no valor total de R$ 21.981,81 (R$ 18.318,17111, R$ 3.663,63/IPA concluiu pelo indeferimento do Pedido de Restituição. 2. Tal indeferimento se deveu às razões a seguir descritas: O pleito apreciado, relacionado à Declaração de Importação (DI) de fls. 06, funda-se em Pedido de Restituição de tributos que teriam sido pagos a maior devido à mudança de classificação tarifária solicitada pelo Interessado após o desembaraço da mercadoria. Sucede, todavia, que tal DI foi desembaraçada no canal verde, fls. 12, sem que a Fiscalização procedesse à conferência fisica e demais providências que tendessem a averiguar a real natureza do bem. Desse modo, como fica inviabilizada a adequada identificação da mercadoria, somente cabe indeferir o Pedido de Restituição formulado. Caso haja retificação feita após o desembaraço e baseada apenas em documentação, retorne-se ao GREDAD para desfazê- la, em função da impossibilidade de verificaçã o fisica do bem. Inconformado com o Despacho Decisório do DISIT/ALF/PORTO DE SANTOS/SP de fls. 63, 64, do qual fora cientificado em 04/05/2001, sexta-feira, fls. 64, o Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 04/06/2001, fls. 65/70, solicitando a restituição de R$ 21.981,81 do II e IPI, alegando em síntese: Após a formalização do desembaraço aduaneiro, com a chegada dos bens ao seu estabelecimento industrial, o Interessado constatou que haviam sido classificados erroneamente na TEC- NCM. De acordo com as especificações técnicas dos "Pneumáticos" importados pelo Postulante, a correta classificação tarifária a ser adotada seria a do Código IEC-NCM 4011.99.21 (PNEUS NOVOS PARA MÁQUINAS DE TERRAPLANAGEM), fls. 77, 78. 2 • Processo n° 11128.006043/00-52 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.258 FI.111 Diante de tal situação, o Defendente protocolizou junto à Alfândega do Porto de Santos em 29.06.2000 Pedido de Retificação de Declaração de Importação, no sentido de alterar a classificação tarifária erroneamente adotada, fls. 79. Referido pleito, após analisado por setor próprio da ALF/PORTO DE SANTOS, foi deferido, promovendo a referida repartição as retificações na tela SISCOMEXIls. 81, 82. O direito a obtenção da restituição dos tributos pagos em excesso decorre de expressa previsão legal contida no artigo 165 do Código Tributário Nacional, combinado com as disposições contidas nos artigos 119/128 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 91.030/85, pacifica a jurisprudência que predomina em tribunais em tal sentido. Por outro lado, o fato de os bens importados e submetidos a despacho aduaneiro através da Dl haverem sido desembaraçados em "Canal Verde" da SISCOMEX nào afasta o direito à Restituiçào dos tributos pagos em excesso pelos motivos a seguir descritos: a) Não cabe ao Contribuinte optar por qual canal de paratnetriãação de conferencia aduaneira deve ser selecionada sua DI, cabendo tal seleção ao SISCOMEI b) A própria ALF/SANTOS reconheceu d 'poca do despacho aduaneiro que houve o errôneo enquadramento tarifário dos bens importados, tanto que promoveu as retificações da DI junto ao S1SCOMEX c) Com a retificação da citada classificação tarifária, a ALF/PORTO DE SANTOS promoveu a retificação do Lançamento, reconhecendo o direito do Interessado obter a restituição solicitada. d)Se à época da retificação da DI, a ÁLF/PORTO DE SANTOS tivesse alguma dúvida acerca da identificação dos bens importados, para alterar a classificação tarifária adotada pela Empresa, deveria utilizar-se dos mecanismos próprios previstos na legislação, tais como solicitação de Laudo Técnico Oficial, Conferência Física, Apresentação de Catálogos Técnicos, etc. e) Nos casos da espécie, a retificação da DI no SISCOMEX somente é possível com a anuência da Fiscalização Fazendária, vedado ao Importador adotar tal providência, sem prévia autorização do Fisco, pelo que se o Fisco anuiu e retificou a DI, concordou tacitamente com o direito de o Solicitante auferir a restituição de tributos pagos a maior. Ademais, todos os documentos colacionados aos autos pela Defesa, ou seja, BL/Carta do Distribuidor dos Pneumáticos no Brasil — MICHELIN, demonstram que houve o errôneo enquadramento tarifário dos bens importados e submetidos a) desembaraço aduaneiro através da citada DL 3 Á Postulante permanece a inteira disposição da Delegacia de Julgamento para apresentar quaisquer documentos e/ou informações que subsidiem o julgamento do seu Pleito. A DRJ em FORTALEZA/CE indeferiu a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo Contribuinte, alicerçando seu entendimento de acordo com a ementa: Assunto: Imposto sobre a Importação -II Ano-calendário: 2000 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. IDENTIFICAÇÃO DO BEM. Não tendo a mercadoria sido plena e devidamente identificada, descabe a restituição do 1111131. Solicitação Indeferida, Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, fls. 96 e seguintes onde reproduz os argumentos alinhavados em primeiro grau; ao final, requer a reforma do decisão a quo e deferimento de sua solicitação. A Repartição de origem, considerando a presença do recurso voluntário, encaminhou os presentes autos para apreciação do Conselho, fl. 108. É o Relatório. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Em virtude de não haver preliminares, suscitadas ou a suscitar, passa-se de imediato ao mérito da lide. O pedido foi negado pela Alfândega de Santos, fl. 63, porque a Declaração de Importação retificada foi desembaraçada pelo canal verde sem que a fiscalização procedesse à conferência fisica e demais providências tendentes a averiguar a real natureza da mercadoria. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em FORTALEZA/CE diz que o verdadeiro motivo para o indeferimento do pleito é a não ocorrência da precisa identificação e quantificação física do bem no caso apreciado, mesmo que tenham sido anexos aos autos a cópia da DL do BL, da Fatura, de Carta do Distribuidor dos Pneumáticos no Brasil — MICHELIN. Com a devida licença dos entendimentos exposados supra, penso que à recorrente assiste razão em seu apelo, uma vez que o pedido restituitório é conseqüência da retificação da classificação fiscal da mercadoria importada procedida pelo próprio Fisco, conforme noticia a promoção de fl. 61, que aponta também para o despacho de fl. 42 verso e demonstrativo de fl. 60. Ora, os atos administrativos produzem efeitos para além das formalidades, e a retificação da classificação fiscal procedida produziu também a retificação da aliquota do imposto de importação devido, de 19% para 5%, evidenciando% .1 4 • Processo n° 11128.006043/00-52 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.258 Fl. 112 recolhimento a maior tanto de imposto de importação como de imposto sobre produtos industralizados vinculado à importação em favor da recorrente. Não há o que relutar. Trata-se de direito líquido e certo documentado nestes autos. Posto isso, v to por PROVER o recurso voluntário, para acolher o pedido restituitório. Corintho Ole(isti. achado 5
score : 1.0
Numero do processo: 19515.003262/2008-10
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/05/2005
PREVIDENCIÁRIO. AJUDA DE CUSTO. ABONO EMERGENCIAL. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC, SUMULA 3 do CARF. LEGALIDADE. MULTA DE MORA
Não se pode excluir do salário de contribuição as verbas pagas a título de Ajuda de Custo, em forma contrária à previsão legal.
Deve-se incluir na base de cálculo da contribuição previdenciária o Abono Emergencial se for pago em várias parcelas e sem critérios definidos na Convenção Coletiva de Trabalho.
Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.710
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Votou pelas conclusões o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari.
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/05/2005 PREVIDENCIÁRIO. AJUDA DE CUSTO. ABONO EMERGENCIAL. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC, SUMULA 3 do CARF. LEGALIDADE. MULTA DE MORA Não se pode excluir do salário de contribuição as verbas pagas a título de Ajuda de Custo, em forma contrária à previsão legal. Deve-se incluir na base de cálculo da contribuição previdenciária o Abono Emergencial se for pago em várias parcelas e sem critérios definidos na Convenção Coletiva de Trabalho. Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 19515.003262/2008-10
conteudo_id_s : 6584980
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 30 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.710
nome_arquivo_s : Decisao_19515003262200810.pdf
nome_relator_s : MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 19515003262200810_6584980.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Votou pelas conclusões o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
id : 9258546
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:56:02 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011535130624
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1848; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 256 1 255 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.003262/200810 Recurso nº 200.000 Voluntário Acórdão nº 240300.710 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 24 de agosto de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente VIP TRANSPORTES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/05/2005 PREVIDENCIÁRIO. AJUDA DE CUSTO. ABONO EMERGENCIAL. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC, SUMULA 3 do CARF. LEGALIDADE. MULTA DE MORA Não se pode excluir do saláriodecontribuição as verbas pagas a título de Ajuda de Custo, em forma contrária à previsão legal. Devese incluir na base de cálculo da contribuição previdenciária o Abono Emergencial se for pago em várias parcelas e sem critérios definidos na Convenção Coletiva de Trabalho. Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Votou pelas conclusões o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Fl. 256DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Marthius Savio Cavalcante Lobato. Fl. 257DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 19515.003262/200810 Acórdão n.º 240300.710 S2C4T3 Fl. 257 3 Relatório 1. Tratase de crédito lançado pela Fiscalização contra a empresa acima identificada (DEBCAD n° 37.166.5078) que, de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 36/48, referese às contribuições devidas à Seguridade Social correspondentes à contribuição da empresa sobre a remuneração dos segurados empregados (FPAS) e à contribuição da empresa para financiamento dos benefícios em razão da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho(GILRAT), período de 01/2004 a 05/2005, relativo aos estabelecimentos matriz e filiais (estas com CNPJ finais: 000272; 000353; 000415; 000515 e 000604), com valor consolidado de R$ 526.439,73 (quinhentos e vinte e seis mil, quatrocentos e trinta e nove reais e setenta e três centavos) em 22/07/2008. 1.1. Consta do relatório fiscal de fls. 36/48, que foram apurados débitos: a) relativos a diferenças sobre a remuneração que constitui salário de contribuição dos empregados constantes das folhas de pagamento (constatadas divergências entre valores de salário de contribuição das folhas de pagamento e os informados nas GFIP's, período 01/2004 a 12/2004, inclusive 13° salário); b) sobre a remuneração paga aos empregados da filial com CNPJ final 000272 a título de "abono emergencial"; c) sobre a remuneração paga aos empregados da filial com CNPJ final 000515 sob a rubrica "ajuda de custo" em desacordo com a legislação previdenciária e definição trabalhista. 1.2. Os valores considerados como salário de contribuição e, portanto, base de cálculo das contribuições previdenciárias, estão demonstrados na planilha de fls. 49/51 (diferenças: batimento FP x GFIP); planilha de fls. 39 (abono emergencial) e fls. 41 (ajuda de custo). 1.3. O lançamento inclui, ainda, diferença de acréscimos legais, vide anexos DAD — Discriminativo Analítico do Débito e DAL — Diferença de Acréscimos Legais. DA IMPUGNAÇÃO 2. O Contribuinte apresentou defesa tempestiva, razões às fls 182/190, acompanhada dos documentos de fls. 191/199 e 202/212, alegando, em síntese, os seguintes aspectos: 2.1. que inexistem débitos oriundos de ausência de informação em GFIP. Esclarece que, de fato, em algumas oportunidades, ao constatar incorreções declarou novamente uma GFIP da mesma competência em complementação à primeira que havia sido enviada, mas que jamais foi informado que a primeira era deletada, razão pela qual não pode sofrer penalidade, requerendo a desconstituição da autuação; 2.2. quanto ao abono emergencial e à ajuda de custos, defende que estes não integram a base de cálculo da contribuição previdenciária; discorre sobre o Decreto 4.840/2003, entende que em consequência houve reconhecimento de quê no inciso X do § 1° do art. 2° da CLT o vale transporte não configura remuneração; argumenta que o vale transporte pago em dinheiro não configura remuneração e que o legislador deixou de considerálo como salário ou remuneração, assim como as verbas correspondentes a diárias, ajuda de custo, abono, etc; Fl. 258DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 2.3. que os juros e a multa exigidos são abusivos; ressalta que a cobrança cumulativa destes ofende o § 3° do art. 192 da Constituição Federal; que tal bis in idem é inconstitucional; acrescenta jurisprudência sobre o tema e também argumenta que o percentual da multa, "na maioria das vezes, na alíquota de 30%" caracterizase como confiscatório; 2.4. ainda quanto aos juros, argumenta com fundamento no art. 192, § 3° da Constituição Federal que o percentual não pode ser superior a 1% e que a taxa SELIC é inaplicável para fins tributários, discorrendo sobre sua natureza jurídica, origem, destinação (remuneratória de investimento de capitais), composição (taxa de juros reais e taxa de inflação no período considerado); acrescenta que em consonância com o art. 161, § 1° do CTN lei ordinária não pode fixar juros superiores a 1%, colaciona jurisprudência sobre o tema, concluindo que a taxa SELIC viola os princípios constitucionais que enumera. 3. Pelo exposto, a Impugnante requer seja recebida sua impugnação e o auto de infração seja desconstituído e julgado improcedente. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar aos argumentos da impugnante, a 14ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de São Paulo I – SP DRJ/SPOI, emitiu o Acórdão n° 1621.428, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Inconformada, a recorrente apresentou Recurso Voluntário de fls. 182/190, com os mesmos fundamentos. É o relatório. Fl. 259DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 19515.003262/200810 Acórdão n.º 240300.710 S2C4T3 Fl. 258 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 227 e 230, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO O auto de infração lançado contra a empresa referese às contribuições devidas à Seguridade Social correspondentes à contribuição da empresa sobre a remuneração dos segurados empregados (FPAS) e à contribuição da empresa para financiamento dos benefícios em razão da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho(GILRAT), período de 01/2004 a 05/2005, relativo aos estabelecimentos matriz e filiais (estas com CNPJ finais: 000272; 000353; 000415; 000515 e 000604). Em sua defesa a recorrente sustenta que, verbis: “O recorrente sempre declarou a GFIP e em algumas oportunidades declarava novamente uma GFIP da mesma competência como complementacão da primeira que fora enviada. Porém, o que a Impuqnante desconhecia era que a primeira GFIP era completamente deletada do sistema da Impugnante quando isto ocorria, permanecendo apenas a última GFIP enviada. Este fato NÃO foi jamais comunicado à recorrente e sequer havia qualquer comunicado a respeito disto no site ou através de correspondência, não podendo a Impus:plante sofrer penalidade por omissão da Impuqnada.” Bem como frisaram, o fiscal autuante nas fls. 37/38, e a DRJ na fl. 220 do r. acórdão, tais normas passaram a vigorar a partir de 01/12/2005, com o advento da Instrução Normativa MPS/SRP 09/2005 (Manual da GFIP) e da Circular Caixa 370/2005. Conforme Anexo I de fls. 49/51 dos autos, as GFIPs retificadoras, em sua maioria, foram apresentadas no final de 2007 e início de 2008, ou seja, mais de 2 anos após a vigência da supracitada legislação. Logo, no que tange ao desconhecimento alegado pela recorrente, o seu argumento não merece ser acolhido, pelas razões expostas. DO ABONO EMERGENCIAL Sustenta a recorrente que não incluiu o abono emergencial na base de cálculo da contribuição previdenciária por expressa determinação legal. Fl. 260DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Por outro lado, assim dispõe o art. 28, § 9o, “e”, 7 da Lei n. 8.212/91, verbis: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) e) as importâncias: (...) 7. recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário; (grifo nosso) O Colendo Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que para ser excluído da base de cálculo da contribuição previdenciária o abono deve ser concedido da seguinte forma: (i) Em parcela única (sem a habitualidade); (ii) Haja previsão da Convenção Coletiva de Trabalho – CCT. Nesse sentido, segue a atual jurisprudência, verbis: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ABONO ÚNICO. PREVISÃO NA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. EVENTUALIDADE DA VERBA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NÃO INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS QUE COMPÕEM A PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ. PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. INEXISTÊNCIA. EXAME DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL PARA FINS DE PREQUESTIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Jurisprudência do STJ, firmada no âmbito das duas Turmas que compõem a Primeira Seção, no sentido de que o abono recebido em parcela única (sem habitualidade), previsto em convenção coletiva de trabalho, não integra a base de cálculo do salário contribuição. 2. Precedentes: REsp 434.471/MG, DJ de 14/2/2005, REsp 819.552/BA, DJ de 4/2/2009, REsp 1.125.381/SP, DJ de 29/4/2010, REsp 1.062.787/RJ, DJ de 31/8/2010, REsp 1.155.095/RS, DJ de 21/6/2010. 3. Frisese que a decisão agravada apenas interpretou a legislação infraconstitucional que rege a matéria controvertida dos autos (arts. 28, § 9º, da Lei 8.212/91 e 457, § 1º, da CLT), adotandose, de forma conclusiva, a orientação jurisprudencial deste Superior Tribunal. 4. Evidenciado que o entendimento assumido não implicou na declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos referenciados, pelo que é despicienda a observância da cláusula de reversa de plenário. No particular, pronunciamento do Fl. 261DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 19515.003262/200810 Acórdão n.º 240300.710 S2C4T3 Fl. 259 7 eminente Min. Teori Albino Zavascki, nos EDcls no REsp 819.552/BA, DJ de 26/8/2009: "(b) não há falar em instauração de incidente de inconstitucionalidade previsto no art. 97 da Constituição Federal, já que não se negou a constitucionalidade do art. 457, § 1º, da CLT, tampouco se afastou sua aplicação, em circunstâncias que demandariam juízo de inconstitucionalidade (súmula vinculante 10/STF). Em verdade, o que ocorreu foi a aplicação da legislação específica de regência (art. 28, § 9º, 'e', item 7, da Lei 8.212/91 e 15 da Lei 8.036/90). 5. É vedado a esta Corte, na via eleita, o exame de matéria constitucional, ainda que para fins de prequestionamento. Precedentes. 6. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1235356/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 22/03/2011, DJe 25/03/2011) (grifo nosso) Da análise dos autos, verificase que a recorrente, ao pagar as verbas intituladas “Abono Emergencial”, não atendeu aos critérios estabelecidos pelo STJ. Logo, deve ser mantido o auto de infração no que tange a obrigação de incluílo na base de cálculo da contribuição previdenciária. DA AJUDA DE CUSTO Sustenta a recorrente que não incluiu as verbas pagas a título de “Ajuda de Custo”, por expressa previsão legal. Ocorre que, para o valor pago a título de Ajuda de Custo ser excluído da base de cálculo da contribuição previdenciária, deve serguir expressamente a determinação contida no art. 28, § 9o, “g” da Lei n. 8.212/91, que assim disciplina, verbis: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; (grifo nosso) Logo, da análise dos autos, verificase que os pagamentos ocorreram de forma constante, dissoando da previsão legal. Em outras palavras, a simples adoção da nomenclatura “Ajuda de Custo”, não dá ensejo a sua exclusão da base de cálculo da contribuição previdenciária. Por tais razões, no que tange à Ajuda de Custo, deve o lançmento ser julgado procedente. Fl. 262DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. DOS JUROS DE MORA Os juros de mora estão perfeitamente detalhados na fl. 7 dos autos, verbis: 602 ACRESCIMOS LEGAIS JUROS 602.07 Competências : 01/2004 a 01/2005 Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 34 (restabelecido com a redacao dada pela MP n. 1.571, de 01.04.97, art. 1., e reedições posteriores ate a MP n. 1.5238, de 28.05.97, e reedicoes, republicada na MP n. 1.59614, de 10.11.97, convertidas na Lei n. 9.528, de 10.12.97); Regulamento da Organizacao do Custeio da Seguridade Social ROCSS, aprovado pelo Decreto n. 2.173, de 05.03.97, art. 58, I, “a”, “b”, “c”, paragrafos 1., 4. e 5. e art. 61, paragrafo unico; Regulamento da Previdencia Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.1999, art. 239, II, “a”, “b” e "c”, paragrafos 1., 4. e 7. e art. 242, paragrafo 2.; CALCULO DOS JUROS: JUROS CALCULADOS SOBRE O VALOR ORIGINARIO, MEDIANTE A APLICACAO DOS SEGUINTES PERCENTUAIS: A) 1% (UM POR CENTO) NO MES SUBSEQUENTE AO DA COMPETENCIA; B) TAXA MEDIA MENSAL DE CAPTACAO DO TESOURO NACIONAL Fl. 263DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 19515.003262/200810 Acórdão n.º 240300.710 S2C4T3 Fl. 260 9 RELATIVA A DIVIDA MOBILIARIA FEDERAL / TAXA REFERENCIAL DO SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDACAO E DE CUSTODIA SELIC, NOS RESPECTIVOS PERIODOS; C) 1% (UM POR CENTO) NO MES DO PAGAMENTO. Portanto, por expressa previsão legal, não há como prosperar a alegação da recorrente. DA APLICAÇÃO DA TAXA SELIC A recorrente entende como ilegal a incidência de algum índice de atualização monetária que não seja 1% ao mês. Ocorre que, essa matéria já se encontra prevista na Súmula n. 3 do CARF, assim como, nos termos do art. 62A do Regimento Interno do Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, os julgamentos dos conselheiros estão vinculados aos acórdãos do STF e STJ, quando prolatados nos termos dos arts. 543B e 543C do CPC, verbis: Súmula n. 3 do CARF: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Art. 62A do Regimento Interno do CARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Nos termos do art. 543C do CPC, já se manifestou o C. STJ, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL SUBMETIDO À SISTEMÁTICA PREVISTA NO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS DE MORA PELA TAXA SELIC. ART. 39, § 4º, DA LEI 9.250/95. PRECEDENTES DESTA CORTE. 1. Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional, o acórdão que adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia. 2. Aplicase a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores Fl. 264DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. Esse entendimento prevaleceu na Primeira Seção desta Corte por ocasião do julgamento dos EREsps 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SC. 4. Recurso especial parcialmente provido. Acórdão sujeito à sistemática prevista no art. 543C do CPC, c/c a Resolução 8/2008 Presidência/STJ. (REsp 1111175/SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 10/06/2009, DJe 01/07/2009) (grifo nosso) Não obstante, essa matéria consta na Súmula n. 3 do CARF, verbis: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Portanto, não há que se falar em ilegalidade na aplicação da Taxa SELIC em matéria tributária. CONCLUSÃO Diante do exposto, voto pelo provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa de mora, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, com prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 265DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/10/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
