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Numero do processo: 13921.000182/2004-19
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon May 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2003
Simples. Exclusão. Participação superior a 10% de sócio desta no capital de outra sociedade empresária. Limite ultrapassado quando considerado o somatório da receita bruta. É legítima a exclusão de pessoa jurídica do Simples quando motivada na inobservância do limite da receita bruta decorrente de participação superior a 10% de sócio desta no capital de outra sociedade empresária enquanto não cessado o impedimento.
Efeitos da exclusão. Retroatividade.
A exclusão surtirá efeito a partir do mês subseqüente ao que incorrida a situação excludente.
Impedimento cessado. Reinclusão.
Cessada a causa impeditiva pelo arquivamento da alteração no contrato social e considerando que os atos da empresa sempre deixaram clara sua intenção de opção, nada obsta que se considere a sua reentrada no sistema.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 3803-000.069
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reincluir a recorrente no Simples a partir de 01/01/2005, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: REGIS XAVIER HOLANDA
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 4-11 , TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO„ Processo n" 13921.000182/2004-19 Recurso n° 141.874 Voluntário Acórdão n" 3803-00.069 — 3 a Turma Especial Sessão de 18 de maio de 2009 Matéria SIMPLES - EXCLUSÃO Recorrente PREMAT INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA. Recorrida DRJ-CURITIBA/PR ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROENIPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2003 Simples. Exclusão. Participação superior a 10% de sócio desta no capital de outra sociedade empresária. Limite ultrapassado quando considerado o somatório da receita bruta. É legítima a exclusão de pessoa jurídica do Simples quando motivada na inobservância do limite da receita bruta decorrente de participação superior a 10% de sócio desta no capital de outra sociedade empresária enquanto não cessado o impedimento. Efeitos da exclusão. Retroatividade. A exclusão surtirá efeito a partir do mês subseqüente ao que incorrida a situação excludente. Impedimento cessado. Reinclusão. Cessada a causa impeditiva pelo arquivamento da alteração no contrato social e considerando que os atos da empresa sempre deixaram clara sua intenção de opção, nada obsta que se considere a sua reentrada no sistema. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3 a Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reincluir a recorrente no Simples a partir de 01/01/2005, nos termos do voto do Relator. Processo n° 13921.000182/2004-19 S3 -T E03 Acórdão n.° 3803-00.069 Fl. 59 L -31)L0 GUERRA DE CASTRO Presidente I r- li . REGI' f, ANDA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros André Luiz Bonat Cordeiro e Jorge Higashino. 2 Processo n° 13921.000182/2004-19 S3-T E03 Acórdão n.° 3803-00.069 Fl. 60 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por Premat Indústria e Comércio de Materiais de Construção Ltda. contra Acórdão n° 06-16.595, de 24 de janeiro de 2008 (fls. 39 a 43), proferido pela 2" Turma da DRJ/Curitiba-PR, que indeferiu solicitação da empresa que impugnava sua exclusão do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "A contribuinte acima qualificada, mediante Ato Declarató rio Executivo n'. 527.118, de 02 de agosto de 2004, de emissão do Delegado da Receita Federal em Cascavel, foi excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), com efeitos a partir de 01/01/2003, informando como causa do evento a atividade econômica vedada à opção, no caso, "sócio ou titular participa de outra empresa com mais de 10% e a receita bruta global no ano-calendário de 2002 ultrapassou o limite legal", previsto no artigo 9", inciso IX da Lei n° 9.317, de 1996. A empresa manifestou-se contrariamente ao procedimento, apresentando a Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples — SRS n" 09103/527118 com pedido de revisão do ato em rito sumário (f1.01), apresentando suas razões de defesa. A decisão administrativa n" 319/2004 considerou improcedente a SRS, fls. 17/19, tendo em vista que o sócio Walmiro Ghedin, CPF 146.235.959-00 participa com 20% do capital da empresa CNPJ 04.594.324/0001-56, bem como com 50% do capital da ora reclamante e que no ano-calendário de 2002, a receita bnua foi superior ao limite estabelecido na legislação do Simples. Em 25/01/2005, foi protocolado o pedido de enquadramento ao Simples, fi. 20, para o qual foi expedida a Comunicação de fl.23. Inconformada, a empresa apresentou a manifestação de inconformidade de fl. 25/35, onde afirma que os valores previstos no art.2° da Lei n" 9.317 de 1996, com a redação dada pela Lei n" 9.841 de 1999, foram modificados por força do Decreto n" 5.028, estabelecendo uma situação mais favorável para si. Sustenta que a Lei n" 9.841, de 1999 e o Decreto n" 5.028, de 2004 estão em conflito, razão pela qual entende que deve ser aplicado o art.106 do Código Tributário Nacional; que a Receita Federal não pode ignorar o Estatuto da Microempresa affr6e1/ e da Empresa de Pequeno Porte, considerando apenas os 3 Processo 00 13921.000182/2004- I 9 S3-TE03 Acórdào 0.0 3803-00.069 Fl. 61 conceitos da lei do Simples; que não concorda com o efeito retroativo da exclusão, mesmo em havendo previsão legal para tal e pede que os efeitos se operem a partir da ciência da ocorrência de situação excludente; que não pode arcar com a inércia da Receita Federal. Ao final pede: a) que seja permitido seu retorno ao Simples ou; b) que sejam aplicados os limites previstos no estatuto das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte ou, finamente; c) que os efeitos se operem a partir de setembro de 2004, quando tomou ciência da situação excludente." A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte e manteve a sua exclusão do Simples em acórdão com a seguinte ementa: EXCLUSÃO AO SIMPLES. LIMITES A SEREM APLICADOS. LEGISLAÇÃO ESPECIFICA O tratamento tributário simplificado e favorecido das microempresas e das empresas de pequeno porte é o estabelecido pela Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e alterações posteriores, não se aplicando, para esse efeito, as normas constantes da Lei n° 9.841, de 05/10/1999. OPÇÃO. REVISÃO. EXCLUSÃO COM EFEITOS RETROATIVOS. POSSIBILIDADE. A opção pela sistemática do Simples é ato do contribuinte sujeito a condições e passível de fiscalização posterior. A exclusão com efeitos retroativos, quando verificado que o contribuinte incluiu- se indevidamente no sistema, é admitida pela legislação. EXCLUSÃO DE OFICIO. EFEITOS. TERMO INICIAL DE VIGÊNCIA. A data em que o ato de exclusão gera seus efeitos é determinada pela legislação que rege a matéria. Cientificado do referido acórdão em 11 de fevereiro de 2008 (fl. 45), o interessado apresentou em 11 de março de 2008, recurso voluntário (fls. 46 a 55) pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. Anota ainda que o sócio que teria dado causa à exclusão, embora ainda constasse no contrato social como membro do quadro societário da ora recorrente, teria se retirado dessa sociedade em 13 de julho de 2001 conforme contrato de compra e venda de cotas societárias da empresa recorrente. É o relatório. 4-er 4 Processo n° 13921.000182/2004-19 S3-T E03 Acórdão n." 3803-00.069 Fl. 62 Voto Conselheiro REGIS XAVIER HOLANDA, Relator Por conter matéria desta E. Turma da 3 a Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. A exclusão da recorrente do Simples ocorreu nos termos do art. 9 0, IX da Lei n°9.317/96: "Art. 90 Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: IX - cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por1 cento) do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso lido art. 2°; Assim dispunha o art. 20 da supracitada Lei com a redação aplicável à época: "Art. 2° Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se: Ii - empresa de pequeno porte, a pessoa jurídica que tenha auferido, no ano-calendário, receita bruta superior a R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) e igual ou inferior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais). (Redação dada pela Lei n° 9.732, de 11.12.1998)" No caso em tela, restou evidenciado que o sócio Walmiro Ghedin (CPF n" 146.235.959-00), além de na empresa Recorrente, também participava da pessoa jurídica Engebel Construção Civil Ltda. (CNPJ n° 04.594.324/0001-56) com 20% (vinte por cento) do capital social, sendo que o faturamento de ambas, no ano-calendário de 2002, extrapolou o limite previsto no artigo 2° da Lei 9.317/96 (fls. 15 e 16). Quanto ao lamento de que deveriam ser aplicados os novos limites previstos no Estatuto das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, a decisão recorrida bem anotou que a Lei n° 9.841, de 05/10/1999, não tem efeitos tributários sobre as empresas optantes do Simples, conforme dispõe o art. 10 da Lei 9.964, de 2000, ia verbis: Art. 10. O tratamento tributário simplificado e favorecido das microempresas e das empresas de pequeno porte é o estabelecido pela Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e alterações posteriores, não se aplicando, para esse efeito, as normas constantes da Lei n° 9.841, de 5 de outubro de 1999. Já no que se refere à forma de exclusão do Simples, a Lei if 9.317/96 disciplina que esta será feita mediante comunicação pela pessoa jurídica ou de oficio: 6à/. Processo n" 13921.000182/2004-19 S3-T E03 Acórdão n.° 3803-00.069 Fl. 63 "Art. 12. A exclusão do SIMPLES será feita mediante comunicação pela pessoa jurídica ou de oficio. Art. 13. A exclusão mediante comunicação da pessoa jurídica dar-se-á: II - obrigatoriamente, quando: a) incorrer em qualquer das situações excluclentes constantes do art. 90; Art. 14. A exclusão dar-se-á de oficio quando a pessoa jurídica incorrer em quaisquer das seguintes hipóteses: I - exclusão obrigatória, nas formas do inciso II e § 2° do artigo anterior, quando não realizada por comunicação da pessoa jurídica;" Dessa forma, resta claro que cabia inicialmente ao contribuinte, nos termos do art. 13 da Lei n° 9.317/96, a comunicação obrigatória de que incorrera em qualquer das situações excludentes constantes do art. 90 • Assim, não merece acolhida a alegação do recorrente de que a Receita Federal foi inerte ao não notificá-lo em tempo hábil de que a receita da outra empresa a qual o sócio possuía participação tinha sido superior ao limite do Simples. A inscrição no Simples confere ao contribuinte a presunção relativa de adequação legal a este regime, mas, uma vez constatado algum impedimento, sua exclusão deve ser feita pela Administração Tributária por dever de ofício. Quanto aos efeitos da exclusão da sistemática do Simples, o art. 73 da Medida Provisória n°2158-34, de 27/07/2001, convalidada pela MP 2.158/35, de 24/08/2001 - com vigência determinada pela Emenda Constitucional n O 32 -, alterou a redação do art. 15 da Lei n° 9.317, de 1996, passando a haver autorização legislativa para que a exclusão se desse com efeitos retroativos à data da situação excludente, conforme se constata de seus termos: "Art. 73 - O inciso lido art. 15 da Lei n°9.317, de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: II — a partir do mês subseqüente ao que incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que tratam os incisos III a XIX do art. 9"; Entretanto, a despeito de legítima a exclusão do Simples declarada, seus efeitos não podem extrapolar o período alcançado pelos fatos motivadores dessa vedação. Nesse sentido, faço uso da inteligência do §2° do artigo 8" da Lei 9.317, de 1996, para reconhecer o direito à reinclusão a partir do primeiro dia do ano imediatamente subseqüente àquele em que deixou de existir a vedação imposta pelo inciso IX do artigo 9° dessa Lei: Processo n° 13921.000182/2004-19 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.069 Fl. 64 "Art. 8° § 2° A opção exercida de conformidade com este artigo submeterá a pessoa jurídica à sistemática do SIMPLES a partir do primeiro dia do ano-calendário subseqüente, sendo definitiva para todo o período." Cessada a causa impeditiva em 16 de setembro de 2004, pelo arquivamento da alteração no contrato social (fls. 03 a 07), e considerando que os atos da empresa sempre deixaram clara sua intenção de opção (fl. 20), nada obsta que se considere a sua reentrada no sistema a partir de 01/01/2005. Neste ponto, não merece acolhida o desejo da recorrente de ver considerada a data de 13 de julho de 2001 como data de retirada da empresa do sócio que teria dado causa à exclusão, uma vez que baseada em contrato particular de compra e venda de cotas societárias da empresa recorrente (fls. 08 e 09) sem o necessário registro de alteração contratual na Junta Comercial, o que só se deu em 16 de setembro de 2004. Segue jurisprudência do antigo Conselho de Contribuintes: "SIMPLES. EXCLUSÃO. TITULAR OU SÓCIO COM MAIS DE 10% DE PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL DE OUTRA EMPRESA E RECEITA BRUTA GLOBAL SUPERIOR AO LIMITE LEGAL. Havendo comprovação da retirada da empresa do sócio que participa com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa e não restando outro impedimento, o contribuinte adquire o direito de sua readmissão no Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições — SIMPLES, no ano subseqüente ao da regularização." (3° CC-3 a Câmara; Recurso n° 135566; Acórdão unânime n° 303-34436 de 14 de junho de 2007; Rel. Cons. Nilton Luiz Bartoli) [negritei] "SIMPLES. OPÇÃO. SÓCIO COM PARTICIPAÇÃO SUPERIOR A 10% EM OUTRA EMPRESA. LIMITE FATURAMENTO. RECEITA BRUTA GLOBAL. Para justificai- a exclusão do Sistema Simplificado é necessário que se faça presente, obrigatória e conjuntamente, dois requisitos: 1) o somatório do faturamento das empresas ultrapasse o limite previsto na legislação no SIMPLES;2) haver participação com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa. No caso em comento os dois requisitos estão presentes até 30/10/2003, admitindo-se a sua reinclusão a parti,- de 01/01/2004."(3° CC-3 a Câmara; Recurso n° 136084; Acórdão unânime n° 303-34753, de 13 de setembro de 2007; Rel. Cons. Marciel Eder Costa) [negritei] "SIMPLES. EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO SUPERIOR A 10% DE SÓCIO DESTA NO CAPITAL DE OUTRA SOCIEDADE EMPRESÁRIA. LIMITE ULTRAPASSADO QUANDO CONSIDERADO O SOMATÓRIO DA RECEITA BRUTA. IMPEDIMENTO CESSADO. REINCLUSÃO. É legítima a exclusão de pessoa jurídica do Simples quando motivada na inobservância do limite da receita bruta decorrente de participação superior a 10% de sócio desta no capital de outra sociedade empresária enquanto não cessado o impedimento." #AP1.9 7 Processo n° 13921.000182/2004-19 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.069 Fl. 65 (3° CC-3a Turma Especial; Recurso n° 139613; Acórdão unânime n° 393-00006, de 29 de setembro de 2008; Rel. Cons. Regis Xavier Holanda) Ante o exposto, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao presente recurso voluntário para reincluir a empresa no Simples a partir de 01/01/2005. Sala das Sessões, em : de i aio de 2009. 1 REGIS XAV E / IOAdl\it - Relator $7‘. 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 4-'W> TERCEIRA SEÇÃO Processo n°: 13820.000497/2005-77 Recurso n.°: 142.085 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3 0 do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n°. 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Terceira Turma Especial do CARF, a tomar ciência do Acórdão n.° 3803-00.086. Brasília, 15 de setembro de e s9. ft, LUIZ H de" FERNANDES Chefe ia 2' r 'ara • Terceira Seção Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ 1 Com Recurso Especial [1 Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 12689.000437/00-69
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.913
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
1.0 = *:*
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RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora. • OTACiLIO DA AS ARTAXO Presidente <j,umÁkyl_cvvv_, IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Joao Luiz Fregonazzi, Rodrigo Cardozo Miranda, Susy Gomes Hoffmann e Patricia Wanderkoke Gonçalves (Suplente). Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Brochini. Processo 12689.000437i00-69 Resoluçiio n.° 301-1.913 CC03/C01 Fls. 1.696 RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: Trata-se de Autos de Infração, fls. 02/12, visando a cobrança cio Imposto de Importação, com base nos arts. 1"; 77, inciso I; 80, inciso I, alínea "a"; 83; 86; 87, inciso I, alínea "a"; 89, inciso II; 90; 99; 100; 103; I I I; 112; 220; 314, inciso I; 315; 317; 318; 319, com redação dada pelo Decreto 17. " 636, de 1992; 328; 499; 500, incisos I e IV; 501, inciso III; 508 e 542 do Regulamento Aduaneiro (RA), aprovado pelo Decreto 17 • " 91.030, de 05 de março de 1985, e do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, com base nos arts. 29, inciso I; 55, inciso I, alinea "r"; 63, inciso I, alínea "a"; 112, inciso I do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (RIPI), aprovado pelo Decreto n." 87.981, de 1982, ambos acrescidos da multa de oficio e dos juros de 11101Y1. A autuação baseou-se no fato de a contribuinte ter perdido o direito ao incentivo do Drawback Suspensão pelo não cumprimento das obrigações assumidas nos Atos Concessórios n." 6-95/004-2, 6-94/015- 2, 6-94/044-1, 6-94/050-6 e 6-94/138-3, conforme informa cão de .fls. 03 e 10 e xerocópicts de documentos, is. 11/416. Consta na infbrmação de.fls. 02/04 e no Relatório de Fiscalização, fls. 14/39, e anexos, .11s. 40/45, que, ao proceder a auditoria .fiscal do Regime de Drawback suspensão dos retrocitados atos concessórios, constatou-se que: I. Os RE's IC 95/0408180-001, 95/0464166-001, relativos ao Ato Concessório 17." 6-95/004-2, e n." 96/0020596-001, relativo ao Ato Concessório n." 6-95/015-2, não foram efetivados no sistema SISCOMEX ou não pertencem ao importador; 2. Diversos RE's, constantes do Anexo 1, IL 40, não .foram enquadrados como sendo parte de tuna operação de drawback, mas Sim C01170 uma operação normal; 3. Os RE's constantes do Anexo 2, fl. 41, não foram vinculados aos respectivos Atos Concessorios que tentam comprovar, em desrespeito ao disposto no art. 325 do Regulamento Aduaneiro, que determina que a utilização do beneficio de drawback deve ser averbada 110 documento comprobatório de exportação; 4. Os RE's constante do Anexo 3, .fls. 42/43, .fOrC1171 utilizados na comprovação de dois was concessórios distintos; A contribuinte tomou ciência dos Autos de Infração em 28/04/2000 (Ils.02 e 09) e, inconformada C0171 a exigência, apresentou, em 29/05/2000, impugnação, fls. 388/395, descrevendo os fatos que originaram a lavratura da peça fiscal, alegando, em síntese: 1. Efetivamente cumpriu o compromisso assumido nos atos concessorios, objeto do litígio, ao exportar os produtos previstos nestes atos, na quantidade, valor e prazos definidos; 2 Processo n.° 12689.000437/00-69 Resoluçao n.° 301-1.913 CC03/C01 Fls. 1.697 2. Todos os RE's . foram devidamente averbados no SISCOMEX, os códigos de identificação das operações, como sendo parte de um drawback, já foram corrigidos para 81.101, comprovando vinculação das exportações com os respectivos atos concessórios a que se referem, conforme comprovam os documentos anexados, fls. 01/711, dos. Anexos 1 a 3; 3. 0 Ato Concessório 11." 6-95/050-6 está pardo/mente comprovado pelas exportações vinculadas e documentadas, restando cerca de I29.97ton.on do produto ct nacionalizar, cujo Imposto de Importação está sendo recolhido; 4. A solicitação aposta no .final é que o Auto seja julgado parcialmente improcedente, C0111 a homologação da parcela já recolhida. Em 15/06/2000, a autuada apresenta xerocópias dos DARF's pagos, nos valores c/c R$ 5.092,88 e R$ 43.124,34 (fls. 401/402), para homologação posterior. A DRJ/BA julgou procedente o lançamento fiscal efetuado (fls.409/414), nos termos da ementa transcrita adiante: Assunto: Imposto sobre a Importação - II Data cio fato gerador: 25/01/1995, 06/04/1995, 19/05/1995, 22/06/1995, 28/07/1995, 04/08/1995, 23/11/1995 Ementa: COMPROVAÇA -0 DE EXPORTAÇÃO. Somente serão aceitos para comprovação do regime drawback registros de exportação devidamente vinculados a apenas um ato concessório, e que contenham a informação de que se referem a uma operação de drawback . REGISTROS DE EXPORTAÇÃO EM DUPLICIDADE. Não serão considerados para efeito de comprovação de drawback os registros c/c exportação utilizados na comprovação de dois atos concessórios distintos. REGISTRO DE EXPORTAÇÃO NA-0 EFETIVADO NO SISCOAIEX Somente será considerada exportada, pam .fins fiscais e de controle cambial, a mercadoria cujo despacho de exportação estiver efetivado 170 SISCOMEX, e, para registros de exportações não efetivados, não há como se proceder o devacho de exportação, não se considerando a mercadoria C01110 exportada. EXPORTADOR CONSTANTE DO REGISTRO DE EXPORTAÇÃO. As mercadorias exportackts por pessoa jurídica diftrente daquela constante do ato concessório como beneficiária do regime de drawback suspensão não serão consideradas para efeito de comprovação do Yllth a ck Assunto: Imposto sobre Produtos Inclustrialifados - IPI 3 Processo n.° 12689.000437/00-69 Resoluçüo n.° 301-1.913 CC03/C01 Fls. 1.698 Data do jato gerador: 02/08/1995 Ementa: COA1PROVAÇÃO DE EXPORTAÇÃO. SOMellte serão aceitos para comprovação do regime drawback registros de exportação devidamente vinculados a apenas um ato concessório, e que contenham a informa cão de que se referent a uma operação de drawback . REGISTROS DE EXPORTAÇÃO EM DUPLICIDADE. Não serão considerados para *Ito de comprovação de drawback os registros de exportação utilizados na comprovação de dois atos concessó rios distintos. REGISTRO DE EXPORTAÇÃO NÃO EFETIVADO NO SISCOMEX Somente será considerada exportada, para fins fiscais e de controle cambial, a mercadoria cujo despacho de exportação estiver efetivado no S1SCOMEX, e, para registros de exportações não efetivados, não hã como se proceder o de.spacho de exportação, não se considerando a mercadoria como exportada. EXPORTADOR CONSTANTE DO REGISTRO DE EXPORTAÇÃO. As mercadorias exportadas por pessoa jurídica ferente daquela constante do ato concessório como beneficiária do regime de drawback suspensão não serão consideradas para efeito de comprova cão do clralvback. LANÇAMENTO PROCEDENTE Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário a este Colegiado (tis. 421/429), aduzindo, em suma: - que o compromisso assumido pela empresa Em sessão de 05 de novembro de 2003, este Conselho de Contribuintes converteu o julgamento em diligência (fls.474/478), para que, A vista das informações prestadas As fls. 431/434, fosse verificado o efetivo cumprimento dos Atos concessários em questão. A autoridade fiscal, no cumprimento da diligência requerida, reiterou os termos da autuação, salientando que as alterações foram realizadas em data posterior ao término do prazo legal (fis.482/484). Em 03 de agosto de 2005, a recorrente apresentou novo Recurso (fis.491/514), no intuito de, no seu dizer, trazer aos autos fatos ainda não noticiados, bem como esclarecer os já admitidos, mas sem a devida profundidade. Retornam, pois, os autos, para julgamento. o relatório. 4 Processo n.° 12689.000437/00-69 Resolução n.° 301-1.913 CC03,C01 Fls. 1.699 VOTO Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora 0 recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. O presente recurso versa sobre auto de infração objetivando a cobrança do Imposto de Importação decorrente do descumprimento do regime de drawback, conforme listado pela fiscalização: RE's n". 95/0408180-001, 95/0464166-001, relativo ao Ato ConcessOrio IV. 6-95/004-2, e 96/0020596-001, relativo ao Ato Concessório 6-95/015-2, não foram efetivados no sistema SISCOMEX ou não pertencem ao importador; RE's, constantes no Anexo 1, fl. 40, não foram enquadrados como sendo parte de uma operação de drawback, mas sim como uma operação normal; RE's constantes do Anexo 2, fl. 41, não foram vinculados aos respectivos Atos Concessorios que tentam comprovar, em desrespeito ao disposto no art. 325 do Regulamento Aduaneiro, que determina que a utilização do beneficio de drawback deve ser averbada no documento comprobatório de exportação; RE's constantes do Anexo 3, fls. 42/43, foram utilizados na comprovação de dois atos concessórios distintos. Os Registros de Exportação, constantes do Anexo 4 do Relatório de Fiscalização, fls. 44/45, glosados pelo Fisco, como inaceitáveis na comprovação de compromissos assumidos nos Atos Concessórios n". 6-95/004-2, 6-94/015-2, 6-94/044- 1, 6-94/183-3, por não terem sido vinculados aos respectivos atos concessórios que tentam comprovar, nem terem feito o devido enquadramento das operações como sendo parte de urna operação de drawback, e sim no código de operação 8000, relativo a exportação normal, bem corno, alguns deles terem sido utilizados na comprovação de dois atos concessórios distintos. A empresa defende-se com argumentos de que foram efetuadas correções nos referidos RE's enquadrando a operação de exportação no código correto, como sendo um drawback, bem como foi efetuada a correta vinculação de cada exportação a um determinado ato concessório. Outrossim, em peça posterior ao Recurso Voluntário, alega que todos os RE's relacionados na infração estão expressamente vinculados aos seus respectivos Atos Concess6rios através da informação consignada no campo 24 do RE, bem como apresenta documentos, a partir da fl. 515, alegando a correção dos respectivos códigos de drawback. Assim, diante das alegações da contribuinte (fls. 499/514) e norteada pelo principio da verdade real, voto no sentido de CONVERTER 0 JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que os autos retornem a autoridade preparadora a fim de que esta: - mamfeste-se acerca da veracidade das informações de que o contribuinte cumpriu corretamente o compromisso pactuado Cl71 ato concessório; 5 S Processo n.° 12689.000437/00-69 Resoluy5o n." 301-1.913 CC0.3 /C0 1 Fls. 1.700 - informe se há procedência nas alegações do contribuinte de que houve a efetiva vinca/ação de todos os RE's aos seus respectivos Atos Concessórios; - verifique se houve a correção dos respectivos códigos de drawback, como consta nos documentos juntados a partir da 11.515. Sala das Sessões, em 04 de dezembro de 2007 14A,4401/4/tAa IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES - Relatora • 6
score : 1.0
Numero do processo: 10410.004525/2004-88
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF
EXERCÍCIO: 2002
DEDUÇÃO INDEVIDA DO IMPOSTO, DE DEPENDENTES E DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS.
Deve ser mantida a dedução indevida do imposto, de dependentes, de despesas com instrução e de despesas médicas não expressamente
impugnadas pelo contribuinte.
CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL
A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda Nacional antes ou posteriormente ao lançamento, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas ou desistência de eventual recurso interposto, tomando definitivo o lançamento, razão pela qual não se aprecia o seu mérito, não conhecendo da impugnação apresentada.
DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS.
Somente são dedutíveis, para fins de apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, as despesas médicas realizadas com o contribuinte ou com os dependentes relacionados na declaração de ajuste anual, que forem comprovadas mediante documentação hábil e idônea.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.788
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF EXERCÍCIO: 2002 DEDUÇÃO INDEVIDA DO IMPOSTO, DE DEPENDENTES E DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS. Deve ser mantida a dedução indevida do imposto, de dependentes, de despesas com instrução e de despesas médicas não expressamente impugnadas pelo contribuinte. CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda Nacional antes ou posteriormente ao lançamento, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas ou desistência de eventual recurso interposto, tomando definitivo o lançamento, razão pela qual não se aprecia o seu mérito, não conhecendo da impugnação apresentada. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. Somente são dedutíveis, para fins de apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, as despesas médicas realizadas com o contribuinte ou com os dependentes relacionados na declaração de ajuste anual, que forem comprovadas mediante documentação hábil e idônea. Recurso Voluntário Negado.
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MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS. Deve ser mantida a dedução indevida do imposto, de dependentes, de despesas com instrução e de despesas médicas não expressamente impugnadas pelo contribuinte. CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda Nacional antes ou posteriormente ao lançamento, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas ou desistência de eventual recurso interposto, tomando definitivo o lançamento, razão pela qual não se aprecia o seu mérito, não conhecendo da impugnação apresentada. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. Somente são dedutíveis, para fins de apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, as despesas médicas realizadas com o contribuinte ou com os dependentes relacionados na declaração de ajuste anual, que forem comprovadas mediante documentação hábil e idônea. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 6/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10410.004525/200488 Acórdão n.º 2801001.788 S2TE01 Fl. 62 2 Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre e Eivanice Canário da Silva. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Recife, na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 20 a 27, no qual é calculado o Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativamente ao ano calendário 2001, no valor de R$ 7.039,88 (sete mil e trinta e nove reais e oitenta e oito centavos), acrescido da multa de oficio, dos juros de mora, atualizados até 09/2004, totalizando o crédito tributário no valor de R$ 15.427,19 (quinze mil quatrocentos e vinte e sete reais e dezenove centavos). 2. O lançamento em questão foi decorrente de revisão procedida na Declaração de Ajuste Anual, referente ao exercício 20002 tendo em vista terem sido constatadas as seguintes irregularidades: dedução indevida de dependentes; dedução indevida de despesas com instrução; dedução indevida a titulo de despesas médicas; dedução indevida do imposto; dedução indevida de imposto de renda retido na fonte. 3. Foram alteradas as seguintes linhas da declaração: dedução / dependentes para R$ 1.080,00; dedução / despesas com instrução para R$ 0,00; dedução / despesas médicas para R$ 5.199,42; dedução de incentivo para R$ 0,00; imposto de renda retido na fonte para R$ 0,00. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 6/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10410.004525/200488 Acórdão n.º 2801001.788 S2TE01 Fl. 63 3 4. Não concordando com a exigência, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01 e 02, alegando, em síntese, que: 4.1. seu representante legal compareceu à Receita Federal com dois recibos médicos sem carimbo com o CRP, tendo sido orientado para solucionar a pendência e retornar, quando solucionou o problema e voltou à Receita, já havia o Auto de Infração; 4.2. a dedução indevida com dependentes, despesas com instrução e doações a entidades filantrópicas realmente estão fora das instruções; 4.3. a Receita Federal em Maceió se recusou a receber,em tempo hábil, os documentos apresentados relativos às despesas médicas e imposto de renda retido na fonte. 5. Conclui, solicitando o recebimento dos documentos anexados, impugnando os lançamentos. 6. Anexa documentos pertinentes à questão nas fls. 03 a 07.” Passo adiante, em 11 de maio de 2007, através do Acórdão 1118.906 a 1a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Recife (PE) entendeu por bem julgar o lançamento procedente em parte em decisão que restou assim ementada: Acórdão ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2001 DEDUÇÃO INDEVIDA DO IMPOSTO, DE DEPENDENTES E DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS. Deve ser mantida a dedução indevida do imposto, de dependentes, de despesas com instrução e de despesas médicas não expressamente impugnadas pelo contribuinte. CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda Nacional antes ou posteriormente ao lançamento, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas ou desistência de eventual recurso interposto, tomando definitivo o lançamento, razão pela qual não se aprecia o seu mérito, não conhecendo da impugnação apresentada. EXIGIBILIDADE SUSPENSA. MULTA DE OFÍCIO Na constituição de crédito tributário destinado a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja Fl. 63DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 6/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10410.004525/200488 Acórdão n.º 2801001.788 S2TE01 Fl. 64 4 exigibilidade houver sido suspensa pelo depósito do montante integral, não cabe o lançamento de multa de oficio. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. Somente são dedutíveis, para fins de apuração da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, as despesas médicas realizadas com o contribuinte ou com os dependentes relacionados na declaração de ajuste anual, que forem comprovadas mediante documentação hábil e idônea. Lançamento Procedente em Parte” Cientificado em 10/07/2007 (fls. 46), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 06/08/2007 (fls. 47 a 48), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Trata o caso em análise de glosa das seguintes deduções, conforme se denota do demonstrativo constante do auto de infração as folhas 22 e 23 que assim pontificam, verbis: “ DEMONSTRATIVO DAS INFRAÇÕES DEDUÇÃO INDEVIDA COM OS DEPENDENTES GUSTAVO GUIMARÃES GAIA E ANA PAULA GUIMARÃES GAIA EM VIRTUDE DO CONTRIBUINTE TER SIDO INTIMADO A APRESENTAR DOCUMENTAÇÃO QUE COMPROVASSE A DEPENDÊNCIA E O MESMO NÃO COMPARECEU A SRF PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS ENQUADRAMENTO LEGAL: ART. 8, INCISO II, ALÍNEA C E ART. 35 DA LEI 9.250/95; ART. 38 DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 15/2001. DEDUÇÃO INDEVIDA A TÍTULO DE DESPESA COM INSTRUÇÃO COM DEPENDENTES INDEVIDOS. ENQUADRAMENTO LEGAL: ART. 8, INCISO II, ALÍNEA B E PARÁGRAFO 3 DA LEI 9.250/95; ARTS. 39 A 42 DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 15/2001. DEDUÇÃO INDEVIDA A TÍTULO DE DESPESAS MÉDICAS EM VIRTUDE DO CONTRIBUINTE TER SIDO INTIMADO A APRESENTAR DOCUMENTAÇÃO QUE COMPROVASSE A Fl. 64DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 6/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10410.004525/200488 Acórdão n.º 2801001.788 S2TE01 Fl. 65 5 DEDUÇÃO E 0 MESMO NÃO COMPARECEU A SRF PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS. OBS.: DESPESA MÉDICA MANTIDA: CASSI. ENQUADRAMENTO LEGAL: ART. 8, INCISO II, ALÍNEA A E PARÁGRAFOS 2 E 3 DA LEI 9.250/95; ARTS. 43 A 48 DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 15/2001. DEDUÇÃO INDEVIDA DO IMPOSTO EM VIRTUDE DO CONTRIBUINTE TER EFETUADO DOACAO A ENTIDADE FILANTRÓPICA, FATO NÃO PERMITIDO PELA LEGISLAÇÃO. ENQUADRAMENTO LEGAL: ART. 12, INCISOS I A III E PARÁGRAFO 1 DA LEI 9.250/95; ART. 22 DA LEI 9.532/97. DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE EM VIRTUDE DO CONTRIBUINTE TER SIDO INTIMADO A APRESENTAR DOCUMENTAÇÃO QUE COMPROVASSE A RETENÇÃO E O MESMO NÃO COMPARECEU A SRF PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS ENQUADRAMENTO LEGAL: ART. 12, INCISO V DA LEI 9.250/95.” Quanto ao mérito, passamos a analisar de per si cada qual das infrações apontadas pela autoridade fiscal. a) DEDUÇÃO INDEVIDA DO IMPOSTO (DEPENDENTES E DESPESAS COM INSTRUÇÃO DE DEPENDENTES INDEVIDOS) MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS. DEDUÇÃO INDEVIDA DO IMPOSTO RETIDO NA FONTE. CONCOMITÂNCIA AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA PARCIAL A INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. De forma sintética se observa da leitura da impugnação do contribuinte ora recorrente, de fls. 01 e 02, que em nenhum momento de sua impugnação cuidou o contribuinte de rebater com argumentos ou provas, as glosas referentes a dedução indevida com dependentes ou das deduções com instrução. Em sede de recurso, as folhas 47/48, o contribuinte IGUALMENTE SILENCIA QUANTO AS DEDUÇÕES INDEVIDAS COM DEPENDENTES E COM INSTRUÇÃO, trazendo a destempo, e de forma tímida, considerações acerca da dedução indevida do imposto retido na fonte, informando de forma objetiva que o valor referente ao tributo já havia sido retido na fonte pela PREVI. Sequer foi trazida aos Autos Certidão de Nascimento dos dependentes ou qualquer documento que comprovasse as despesas com instrução. Por esta razão, por serem matérias incontroversas (matérias não contestadas), devese aplicar a dicção disposta nos arts. 16, inciso III, e 17 do Decreto n°70.235/1972, devendo ser mantida a autuação no tocante as glosas referentes a deduções havidas com os dependentes e despesas com instrução destes dependentes indevidos. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 6/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10410.004525/200488 Acórdão n.º 2801001.788 S2TE01 Fl. 66 6 Quando as deduções indevidas referentes a incidência do imposto de renda sobre os valores recebidos pela PREVI a título de complementação de aposentadoria, por se tratar de matéria já apreciada por ocasião da interposição de ação judicial com este desiderato pelo contribuinte, sob número 200034000112297, de 27/04/2000. Ora, resta claro que a matéria em litígio no presente processo administrativo foi, igualmente, objeto de apreciação junto ao Poder Judiciário, conforme ação judicial retro mencionada. Nesta esteira, a fim de se evitar decisões conflitantes entre as esferas administrativa e judicial, considerando que as decisões judiciais na sistemática processual brasileira, gozam de preferência sobre as decisões administrativas, conforme dispõe o artigo 1°, parágrafo 2°, do Decreto lei n° 1.737, de 20 de dezembro de 1979 e o artigo 38, parágrafo único da Lei n° 6.830, de 22 de setembro de 1980, reforçado pelo Ato Declaratório Normativo da Coordenação Geral do Sistema de Tributação (ADNCOSIT) da Secretaria da Receita Federal n° 3, de 14 de fevereiro de 1996, a propositura pelo contribuinte de “ mandado de segurança, ação anulatória ou declaratória de nulidade de Crédito da Fazenda Nacional”, importa em renúncia a apreciação administrativa de seu pleito com desistência do recurso apresentado, independentemente do trânsito em julgado da referia demanda judicial, conforme alínea “ e” do Ato Normativo COSIT mencionado. Desta forma, não conheço do recurso voluntário apresentado pelo contribuinte neste tocante (dedução indevida pelo recorrente do imposto de renda retido na fonte pela PREVI, a título de complementação de aposentadoria). b) DEDUÇÃO INDEVIDA A TÍTULO DE DESPESAS MÉDICAS A DRJ, quando da análise dos documentos apresentados pelo contribuinte, glosou as deduções com despesas médicas referentes a profissional Rosângela de Castro Lins, de fls. 06 e 07, no valor de R$ 3.500,00 e R$ 2.500,00, sob o argumento de que referidos comprovantes não poderiam ser aceitos por “não haver a indicação da quantidade de sessões realizadas e o valor de cada sessão” No processo administrativo fiscal, em especial quanto as comprovações de deduções de despesas médicas é o contribuinte quem deve comprovar perante a Autoridade Fiscal, por documentação idônea e inequívoca, a realização de tais despesas. Ademais as exigências fiscais têm em todos os casos embasamento legal constante do art. 8° da Lei n 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que assim determina, in verbis: “Art. 8° A base de cálculo do imposto devido no ano calendário será a diferença entre as somas: I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos a tributação definitiva; II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas,psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais,bem como as despesas com exames Fl. 66DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 6/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10410.004525/200488 Acórdão n.º 2801001.788 S2TE01 Fl. 67 7 laboratoriais, serviços radiológicos,aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2° O disposto na alínea a do inciso II: I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no Pais, destinados a cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem Como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV omissis; V omissis” Ora, o normativo legal acima é por demais claro e aplicável a todos os contribuintes, devendo ser seguido in litteris por todos aqueles que, a exemplo do recorrente, pretenderem efetuar deduções de despesas médicas da base de cálculo do imposto de renda a ser recolhido a Receita Federal do Brasil, prevendo inclusive o inciso III, de forma alternativa, que na ausência da documentação exigida, a possibilidade de ser apresentada indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. Este procedimento não foi observado pelo contribuinte, que não informou a Autoridade Fiscal os dados mencionados no item III do referido normativo legal, uma vez que destes consta falta da indicação e quantitativo das sessões realizadas, havendo inclusive concomitância de períodos nos dois (02) recibos apresentados pela profissional; no recibo de folhas 49 consta o valor de R$ 2.500,00 (Dois mil e quinhentos reais) de dedução, referente aos “ meses de janeiro, março, setembro e outubro de 2001”. Já no documento de folhas 50, há majoração do valor para R$ 3.500,00 (Três mil e quinhentos reais), mencionando os “ meses de março, julho, setembro e dezembro de 2001”. Por esta razão, a fim de explicitar perante a Autoridade Fiscal, que já havia apontado a falha desde os primórdios do processo, caberia ao contribuinte comprovar de forma esmiuçada e através de documentos hábeis e inequívocos, o efetivo desembolso. Desta forma, a míngua do cumprimento pelo recorrente dos requisitos legais constantes do art. 8° da Lei nº. 9.250, de 26 de dezembro de 1995, entende este Relator, por devidas e corretas as glosas referentes as deduções de despesas médicas, eis que efetivamente não comprovados seu efetivo pagamento pelo contribuinte, devendo portanto ser mantidas em relação a profissional Rosângela de Castro Lins. Conclusão Fl. 67DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 6/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10410.004525/200488 Acórdão n.º 2801001.788 S2TE01 Fl. 68 8 Por todo o exposto, ANTE A INEXISTÊNCIA de atendimento dos requisitos formais previstos no artigo 8º da Lei n° 9.250/95, bem como do art. 80 do RIR1999, firme nos argumentos expendidos acima, não há como acatar as razões do recorrente, ante o não cumprimento da legislação de regência, razão pela qual voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Fl. 68DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 6/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 24/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO
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Numero do processo: 13007.000013/2005-83
Data da sessão: Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001
CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. INSUMOS CUJAS
AQUISIÇÕES ENSEJAM DIREITO AO CRÉDITO
Incluem-se, na base de cálculo do beneficio, somente as aquisições de insumos que se subsumem ao conceito de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem esposado pela legislação do imposto.
Carvão mineral, óleo combustível e energia elétrica, empregados na geração de energia térmica para o craqueamento da nafta, não se enquadram nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário, pois não se integram ao produto em fabricação, nem se desgastam em contato direto com ele. (Súmula. 2º CC nº12).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.146
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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BASE DE CÁLCULO. INSUMOS CUJAS AQUISIÇÕES ENSEJAM DIREITO AO CRÉDITO Incluem-se, na base de cálculo do beneficio, somente as aquisições de insumos que se subsumern ao conceito de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem esposado pela legislação do imposto. Carvão mineral, óleo combustível e energia elétrica, empregados na geração de energia térmica para o craqueamento da nafta, não se enquadram nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário, pois não se integram ao produto em fabricação, nem se desgastam em contato direto com ele. (Súmula, 2 CC n912). Recurso Voluntário Negado.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Ivan Allegretti, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato e Carlos Henrique Martins de Lima Relatório O estabelecimento industrial de Copesul — Companhia Petroquímica do Sul requereu o ressarcimento do crédito presumido do IPI, autorizado pela Lei n 9.363, de 13 de dezembro de 1996, para ressarcir o valor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cotins), incidentes na aquisição de matérias- primas (MP), produtos intermediários (PI) e material de embalagem (ME), empregados na industrialização de produtos exportados, referente ao 2" trimestre de 2001, no valor de R$ 37.667,62, confOrme Pedido de Ressarcimento, da ti.. 1, apresentado em 24 de janeiro de 2005.. Pelo expediente da fi, 12, o interessado esclareceu que o pedido se refere a valor apurado em face da não-inclusão, em época própria, dos montantes relativos à aquisição de insumos no mercado interno (carvão mineral, óleo diesel, óleo combustível, gás natural e energia elétrica), utilizados no processo produtivo do estabelecimento requerente, e que deveriam compor o valor do beneficio a que o mesmo faz jus. Em face do indeferimento do pleito, o requerente manifestou sua inconformidade, arguindo a nulidade do Despacho Decisório, que não motivou o indeferimento do pleito, o que caracteriza preterição do direito de defesa. No mérito, sustentou o cabimento da inclusão, no cálculo do crédito presumido do IPI, dos gastos com óleo combustível, carvão e energia elétrica, principalmente, porque não há previsão legal para excluir esses itens tia apuração do beneficio, referindo legislação que entende amparar a sua tese, jurisprudência e doutrina. Argumenta que a exclusão desses insumos da base de cálculo do crédito presumido do IPI importa em substancial alteração do incentivo, com o que se estaria alterando o sentido e o alcance da própria norma instituidora do estimulo fiscal, ferindo o princípio da moralidade administrativa, dentre outros. Sobreveio o julgamento administrativo de primeira instância, no qual a 3" Turma da DRI/P0A julgou improcedente a reclamação, mantendo o despacho administrativo de indeferimento, sob o fundamento de que os insumos de que se trata são considerados material de consumo, em face do entendimento externado no Parecer Normativo CST W2 65, de 1.979 (EY°, U. de 06-11-1979), motivo pelo qual não podem ser aceitos como matérias-primas, nem produtos intermediários, insumos que, ao lado do material de embalagem, são os únicos admitidos no cálculo do crédito presumido do [PI, pelo regime normal da Lei n' 9.363, de 1996, em julgado que teve ementa assim redigida: ASSUNTO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Pei iodo de apuração- 01/04/2001 a 30/06/2001 CRÉDITO PRESUMIDO DO lei INSUMOS NÃO ADMITIDOS NO CÁLCULO Carvão mineral, óleo diesel, óleo combustível, gás natural e energia elétrica, ainda que sejam consumidos pelo estabelecimento industrial, não revestem a condição de matéria- prima, produto intermediário ou material de embalagem, únicos insumos admitidos na legislação que rege o crédito presumido do IPL pelo regime normal, não podendo ser computados, no cálculo desse beneficio, os gastos com os itens mencionados (carvào mineral, óleo diesel, óleo combustível, gás natural e energia elétrica) 2 3 Processo n" 13007 000013/2005-83 S3 -T E03 Acórdão n " 3803-00146 Fl 112 Solicitacãobidefer ida Vem agora o requerente, em sede de recurso voluntário (fls. 71 a 90) após o resumir dos fatos relacionados com a demanda e descrever seu processo produtivo, pedir a reforma da decisão da 3" Turma da DRJ/P0A, articulando as razões de direito a seguir sintetizadas: a) Inexistência de vedação legal à inclusão dos insumos no cálculo do beneficio; a) A inclusão dos insumos tem supedâneo no art. 2" da Lei n 2 9,363, de 1996, e no § 1" do art 3" da Portaria MF n 2 38, de 27 de fevereiro de 1997; b) Decretos, portarias e instruções normativas não têm hierarquia para se sobreporem às leis, de forma que o PN-CST n 2 65, de 1979, não pode ser interposto pela administração para vedar a fruição integral do beneficio, e; c) O art. 2" da Lei n2 9363, de 1996, ao dispor que o cálculo do CP se dê sobre o valor total das aquisições de MP, PI e ME, afasta qualquer possibilidade de exclusão. A corroborar seus argumentos, transcreve doutrina de Hugo de Brito Machado, Aroldo Gomes de Matos, Aires F. Barreto, Geraldo Ataliba e J. A. Lima Gonçalves, bem assim uma extensa coleção de ementas de julgados administrativos. É o Relatório, Voto Conselheiro ALEXANDRE KERN, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fis, 71 a 90 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ/P0A n 2 10-16,435, de 20 de junho de 2008, fls. 51 a 55.. Circunscreva-se o litígio à possibilidade de inclusão, na base de cálculo do crédito presumido do IP1, do valor dos gastos com o carvão mineral, óleo combustível e energia elétrica. Liminarmente, invoco a Súmula 2° CC n 2 12, aprovada na Sessão Plenária de 18 de setembro de 2007, para rechaçar a pretensão, relativamente à energia elétrica, ao óleo combustível e ao carvão mineral, quando empregado como combustível: Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei n2 9 363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o prothdo, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário. O recorrente tergiversa ao descrever seu processo produtivo e alegar que os referidos insumos são empregados no craqueamento térmico da nafta.. Mesmo os mais desavisados sabem que eles são empregados (queimados, nos casos do óleo combustível e do carvão) na geração de energia térmica (vapor) e, portanto, não se incorporam ao produto em fabricação, nem de se desgastam em ação reciproca. Conclusões Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. T,,,. ALEX NDRE KERN 4
score : 1.0
Numero do processo: 16707.006334/2007-54
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2002
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. INCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO DO IRPF. APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF 68.
O Adicional por Tempo de Serviço percebido pelo contribuinte enquadra-se como renda e proventos de qualquer natureza, devendo, nos termos do RIR/99, ser incluído na base de cálculo do Imposto sobre a Renda por ele devido.
Súmula CARF nº 68: A Lei n° 8.852/94, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.072
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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INCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO DO IRPF. APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF 68. O Adicional por Tempo de Serviço percebido pelo contribuinte enquadrase como renda e proventos de qualquer natureza, devendo, nos termos do RIR/99, ser incluído na base de cálculo do Imposto sobre a Renda por ele devido. Súmula CARF nº 68: A Lei n° 8.852/94, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Fl. 42DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 16707.006334/200754 Acórdão n.º 280102.072 S2TE01 Fl. 41 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Em desfavor do contribuinte acima identificado foi lavrado o auto de infração de fls. 0811, no qual é efetuada a revisão da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda (DIRPF), relativamente ao exercício 2003, anocalendário de 2002, para alterar o saldo do imposto a restituir de R$ 3.956,11 para R$ 2.172,15. 2. A autoridade tributária expôs na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fl. 11) o motivo que deu ensejo ao lançamento acima: "RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS TITULAR Omissão de rendimentos recebidos de Pessoa Jurídica ou Física, decorrentes de trabalho com vínculo empregatício, conforme DIRFDeclaração do Imposto de Renda Retido na Fonte do Comando da Aeronáutica." 3. Conforme se verifica no Demonstrativo das Alterações na Declaração de Ajuste Anual (fl. 09) foram efetuadas as seguintes modificações na DIRPF do contribuinte em exame: Valores declarados DIRPF Valores alterados Rend. Trib. Rec. Pessoa Jurídica 36.292,50 46.012,50 Saldo de Imposto a Restituir 3.956,11 2.172,15 4. Devidamente cientificado da autuação em 10/10/2007, fl. 14, o contribuinte apresentou em 06/11/2007 a impugnação de fls. 01 05, para alegar que: 4.1. discorre sobre os conceitos de rendimentos e vantagens, aduzindo que a Lei n 2 8.852, de 1994, no seu art. 1 2, inc. III, alínea "n", é explícita em excluir o adicional por tempo de serviço da remuneração paga; 4.2. aduz que o Decreto n2 3.000, de 1999, em seu art. 43, que trata da tributação sobre rendimentos provenientes do trabalho assalariado, não menciona em seus incisos a incidência do imposto de renda sobre adicional por tempo de serviço; 4.3. afirma que a Lei n 2 8.852, de 1994, sobrepõe a Lei n2 7.713, de 1988, quando exclui da base de remuneração o adicional por tempo de serviço, dentre outras verbas; Fl. 43DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 16707.006334/200754 Acórdão n.º 280102.072 S2TE01 Fl. 42 3 4.4. citando diversas leis (n2 8.134, de 199; n2 9.250, de 1995; n 9.532, de 1997; n 9.887, de 1999), menciona que os argumentos esposados pelo Ministério da Fazenda são totalmente inconsistentes, uma vez que em momento algum tratam do fundamento em discussão, ou seja, a não tributação sobre os adicionais; 4.5. colaciona, sem trazer qualquer referência (número de acórdão/julgado, órgão prolator, data do julgamento/sessão etc.) uma decisão na qual restou assentada que o adicional por tempo de serviço não se trata de acréscimo patrimonial, mas uma indenização que é paga ao servidor público pelo Estado; 4.6. citando a doutrina de Rubens Gomes de Soun, assevera que não é qualquer entrada de dinheiro que pode ser alcançada pelo imposto de renda, mas tãosomente os acréscimos patrimoniais, isto é, entrada de riqueza nova; 4.7. finaliza sua peça de defesa da seguinte forma: "impugnase o lançamento ora julgado procedente, bem como pugnase pelo acatamento do recurso voluntário, ora interposto, ciente de que se estará fazendo medida de inteira justiça".” Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, razão pela qual conheço do mesmo. Tratase de Auto de Infração resultante da revisão de oficio de sua declaração de ajuste anual, em razão da apuração de omissão de rendimentos tributáveis, na medida em que se constatou divergência entre o valor declarado em DIRF pela fonte pagadora e o declarado pelo contribuinte em DIRPF. A referida divergência decorre do fato do Recorrente entender que, da base de cálculo de seu IRPF, deveria ser excluída a parcela percebida a título de Adicional por Tempo de Serviço, seja porque a Lei nº 8.852/94, em seu art. 1º, inciso III, alínea “n”, a isentaria, seja porque tal verba teria natureza indenizatória. Nem o primeiro nem o segundo argumento devem prosperar. Como se sabe, o fato gerador do Imposto sobre a Renda encontra previsão no art. 153, inciso III, da Constituição Federal c/c art. 43 do Código Tributário Nacional: Fl. 44DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 16707.006334/200754 Acórdão n.º 280102.072 S2TE01 Fl. 43 4 “Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: (...) III renda e proventos de qualquer natureza; *** Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. § 1o A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. § 2o Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos do exterior, a lei estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto referido neste artigo.” Conforme se apura pela legislação de regência, comporão a base de cálculo do IR tanto a renda percebida pelo contribuinte quanto os proventos de qualquer natureza, podendo estes ser entendidos como qualquer acréscimo patrimonial. Portanto, o signo distintivo do imposto de renda é justamente o acréscimo patrimonial vislumbrado pelo contribuinte. Em se tratando, pois, de montante percebido pelo contribuinte que configure efetivamente uma nova renda, refletindo acréscimo ao seu patrimônio, deverá haver sua inclusão na base de cálculo do imposto de renda. No corrente caso, o Recorrente sustenta que o montante de seus rendimentos percebidos a título de Adicional por Tempo de Serviço não poderia ser incluído na base de cálculo do tributo. Tal entendimento não se sustenta, na medida em que aquela parcela afigura se como inequívoco acréscimo ao patrimônio do contribuinte, não se tratando de mera recomposição patrimonial, como quer fazer crer. Não há como se cogitar, pois, de que a parcela tenha qualquer caráter indenizatório, já que a prestação de serviços por determinando profissional ao longo dos anos não se figura qualquer dano passível de recomposição. Pelo contrário, o adicional configurase como verdadeiro abono concedido ao contribuinte, devendo ser o mesmo tributado pelo IR. Afastase, pois, de antemão, o caráter indenizatório de tal verba. Fl. 45DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 16707.006334/200754 Acórdão n.º 280102.072 S2TE01 Fl. 44 5 Nem se diga, ainda, que o legislador infraconstitucional conferira isenção a tal parcela mediante a edição do art.1º, inciso III, alínea “n”, da Lei nº 8.852/94: “Art. 1º Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União compreende: I como vencimento básico: (...) n) adicional por tempo de serviço;” A norma transcrita, dirigida diretamente aos servidores públicos, tem por objetivo exclusivo delimitar o vencimento básico dos aludidos servidores, sendo certo que sobre esse vencimento que se calculam alguns dos benefícios conferidos ao funcionalismo público, bem assim a sua aposentadoria. Essa norma, em momento algum, isenta aquelas parcelas que não compõem o vencimento básico do imposto de renda, de modo que, por se tratarem de proventos de qualquer natureza, definitivamente, devem compor a base de cálculo do tributo. Não bastasse, há de ser suscitada a aplicação da Súmula CARF nº 68, segundo a qual a Lei n° 8.852/94 não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Diante do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 46DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 16707.006334/200754 Acórdão n.º 280102.072 S2TE01 Fl. 45 6 Fl. 47DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10425.001587/2002-15
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 1998
ITR. GRAU DE UTILIZAÇÃO DO IMÓVEL. ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA RECONHECIMENTO. Havendo prova do Estado de Calamidade Pública, reconhecido pela Prefeitura do Município de localização do imóvel, na data do fato gerador, há que se considerar o grau de utilização do imóvel declarado em 100% pelo contribuinte.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 301-34.695
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1998 ITR. GRAU DE UTILIZAÇÃO DO IMÓVEL. ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA RECONHECIMENTO. Havendo prova do Estado de Calamidade Pública, reconhecido pela Prefeitura do Município de localização do imóvel, na data do fato gerador, há que se considerar o grau de utilização do imóvel declarado em 100% pelo contribuinte. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
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Numero do processo: 10925.001615/2003-36
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE -
SIMPLES
Ano-calendário: 2000
Simples. Exclusão. Ausência de indicação dos débitos. Nulidade. Cerceamento do direito de defesa.
É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Divida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa (Súmula n° 2 do então 3° CC).
Processo que se declara nulo desde o seu inicio.
PROCESSO ANULADO.
Numero da decisão: 3803-000.101
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, declarou-se a nulidade do processo a partir do Ato Declaratório, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: REGIS XAVIER HOLANDA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2000 Simples. Exclusão. Ausência de indicação dos débitos. Nulidade. Cerceamento do direito de defesa. É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Divida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa (Súmula n° 2 do então 3° CC). Processo que se declara nulo desde o seu inicio. PROCESSO ANULADO.
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' elà,/,,, ,,-.... 5 , MINISTÉRIO DA FAZENDA '8, : • .' ' • 4'7 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO ".., ! o, Processo n° 10925.001615/2003-36 Recurso n° 141.265 Voluntário Acórdão n° 3803-00.101 — 3" Turma Especial Sessão de 17 de junho de 2009 Matéria SIMPLES - INCLUSÃO Recorrente MINI MERCADO DURIGON LTDA ME. Recorrida DRJ-BRASÍLIA/DF ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2000 Simples. Exclusão. Ausência de indicação dos débitos. Nulidade. Cerceamento do direito de defesa. É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Divida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa (Súmula n° 2 do então 3° CC). Processo que se declara nulo desde o seu inicio. PROCESSO ANULADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3a Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, declarou-se a nulidade do processo a partir do Ato Declaratório, nos termos do voto do relator. '• • '1 CEL e UERRA DE CASTRO - Presidente --- REGIS XA4H f. , 1_1A -- Relator i )~ Participar. es . •., W presente julgamento, os Conselheiros André Luiz Bonat Cordeiro e Jorge Higashino. 1 Processo n° 10925.001615/2003-36 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.101 Fl. 49 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por Mini Mercado Durigon Ltda ME contra Acórdão n° 03-22.550, de 24 de setembro de 2007 (fls. 26 a 28), proferido pela 4' Turma da DRJ-Brasilia/DF, que indeferiu solicitação da empresa que impugnava sua exclusão do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "Trata o presente processo de pedido de inclusão retroativa no Simples, em razão da exclusão, por meio de Ato Declaratório da Autoridade administrativa a quo, devido à existência de débito(s) da empresa interessada ou de sócio inscrito(s) na Dívida Ativa da União administrado(s) pela PGFIV. A exclusão da empresa da sistemática de pagamento dos tributos e contribuições de que trata o art. 3 0 da Lei 9.317/96, denominada Simples, foi efetuada por se enquadrar a interessada na condição impeditiva prevista no inciso XV do art. 9" da Lei n°9.317/1996. A empresa ao tomar ciência do ato declaratório excludente apresentou SRS. Ao ser cientificada do indeferimento do seu pedido de inclusão retroativa (fl. 8) a contribuinte apresentou (fls. I) a manifestação de inconformidade na qual alega que não se enquadram em nenhuma das vedações, sujeitas a exclusão da empresa, previstas nos artigos 12 a 15 da Lei 9.317, de 1996, consoante cópias das declarações e relatório anexados onde não apresentam nenhum débito em cobrança. Por fim, requer seja mantida no Simples, caso contrário seja desenquadrada desta decisão, por não ter condição financeira para tanto. O julgamento do presente processo por esta DRJ/Brasília se dá em face da transferência de competência instituída pela Portaria SRF n°10.624, de 06/07/2007." A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte e manteve a sua exclusão do Simples em acórdão com a seguinte ementa: Opção pelo Simples - Condição Vedada. Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica que incorre em uma ou mais das vedações à opção estabelecidas em lei. 40V 2 Processo n° 10925.001615/2003-36 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.101 Fl. 50 Cientificado do referido acórdão em 27 de novembro de 2007 (fl. 35), o interessado apresentou, em 21 de dezembro de 2007, recurso voluntário (fl. 36) pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatório,/ 1 n P' 3 Processo n° 10925.001615/2003-36 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.101 Fl. 51 Voto Conselheiro REGIS XAVIER HOLANDA, Relator Por conter matéria desta E. Turma da 3 a Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. A exclusão da recorrente do Simples ocorreu devido à pendências da empresa e/ou sócios junto a PGFN nos termos do art. 9 0, XV e XVI da Lei n° 9.317/96: "Art. 90 Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: XV — que tenha débito inscrito em Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa; XVI - cujo titular, ou sócio que participe de seu capital com mais de 10% (dez por cento), esteja inscrito em Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa;" Entretanto, compulsando-se os autos, verifica-se que o respectivo Ato Declaratório Executivo (fl. 11) não faz qualquer indicação dos débitos inscritos em dívida ativa cuja exigibilidade não esteja suspensa. Dessa forma, cabível no presente caso, a aplicação da Súmula n° 2 do então Terceiro Conselho de Contribuintes, verbis: "É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Dívida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa." A propósito dos atos administrativos, o artigo 50 da Lei 9.784, de 29 de janeiro de 1999, determina que eles devem ser "motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: (I) - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; [...]". Conseqüentemente, o motivo é pressuposto de fato e de direito para a validade do ato administrativo e a ausência, no ato declaratório de exclusão do Simples, da indicação dos débitos inscritos em Dívida Ativa da União cujas exigibilidades não estavam suspensas é causa de nulidade por preterição do direito de defesa consoante o art. 59, II do Decreto n°. 70.235/72. (10/ 411111, 4 Processo n° 10925.001615/2003-36 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.101 Fl. 52 Ante o exposto, voto por DECLARAR NULO o presente processo administrativo desde o seu nascedouro (inclusive o ato declaratório de exclusão). Sala das Sessões,, - - - • e junho de 2009. REGIS ' f/R Iii • • % A - Relator
score : 1.0
Numero do processo: 13047.000154/2003-68
Data da sessão: Mon Aug 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Aug 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. OMISSÃO DE
INTIMAÇÃO DO RESULTADO DE DILIGÊNCIA E DOCUMENTOS
JUNTADOS PELO FISCO.
A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico-procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa.
Numero da decisão: 3803-000.042
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO
DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto doRelatorr.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. OMISSÃO DE INTIMAÇÃO DO RESULTADO DE DILIGÊNCIA E DOCUMENTOS JUNTADOS PELO FISCO. A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico-procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa.
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OMISSÃO DE INTIMAÇÃO DO RESULTADO DE DILIGÊNCIA E DOCUMENTOS JUNTADOS PELO FISCO. A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico- procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto doRelatorr. , • ALE NDRE KE N ' idente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Ivan Allegretti, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato e Carlos Henrique Martins de Lima. Processo n° 13047.000154/2003-68 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.042 Fl. 161 Relatório Versa o presente processo sobre Auto de Infração, decorrente de procedimento de auditoria eletrônica da DCTF do 30 trimestre(s) de 1998, em que o declarante, ora recorrente, informou que seus débitos de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins dos meses de julho, agosto e setembro daquele ano, nos valores de R$ 8.825,49, R$ 8.896,83 e R$ 6.330,27, haviam sido compensados com créditos reconhecidos pela sentença que transitou em julgado nos autos do processo judicial n2 971102361. Sob o fundamento "Proc. jud não comprovad" (Anexo I — DEMONSTRATIVO DOS CRÉDITOS VINCULADOS NAO CONFIRMADOS, fl(s). 09), o Fisco não acolheu a exceção de Comp s/DARF -Outros -PJU e lançou de oficio os referidos débitos, com os consectários de praxe, formalizando a exigência constante do Auto de Infração n 2 0000588, fls. 7 e 8 e anexos. A exação totalizou R$ 64.095,29. Após impugnação (fls. 1 a 4), a autoridade julgadora de 1' instância baixou o processo à DRF de jurisidição, em diligência, para que se tomassem as providências constantes do termo de fls. 67 a 69. A DRF/STM expediu relatório da diligência empreendida, fls. 124 e 125. Sobreveio então o julgamento em primeira instância, em que a DRJ/STM -2' Turma houve por bem em julgar o lançamento procedente, tudo na forma do Acórdão n° 18-7.115, de 6 de junho de 2007, fls. 126 a 129, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998 PEDIDO DE PERÍCIA TÉCNICA. Considera-se não formulado o pedido de perícia técnica que não preencha os requisitos da legislação de regência. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998 COFINS. FINSOCIAL. COMPENSAÇÃO. DCTF. INFORMAÇÃO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Os valores informados em DCTF tidos como extintos em face de compensação, essa realizada com base em medida judicial que não ampara aquele procedimento, são passíveis de lançamento de oficio. Lançamento Procedente Vem agora o autuado, na forma do arrazoado ds fls. 133 a 148, resumir os fatos relacionados com a ação judicial em tela e com a exação, insurgir-se contra a decisão de piso com os seguintes argumentos: a) De ocorrência de homologação tácita da compensação declarada na DCTF, nos termos do art. 49 da Lei n 9.784, de 29 de janeiro de 1999; b) De erro no preenchimento da DCTF, que já teria sido sanado por ocasião da apresentação da impugnação; 2 Processo n° 13047.000154/2003-68 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.042 Fl. 162 c) De que o direito à compensação é uma das àlternativas de que dispõe o contribuinte para reaver indébitos tributários; d) De que lançamento e compensação são matérias diversas; e) De que as normas infralegais que amparam o procedimento fiscal não se sobrepõem às decisões do STF; f) Que a alegada insuficiência dos créditos se deu porque o Fisco não admitiu a correção monetária integral dos mesmo, deixando-os sem atualização desde a edição da SELIC (janeiro de 1996); g) Que o contribuinte tem direito à correção do seu crédito com acréscimo dos expurgos inflacionários, conforme cálculos que apresenta. Conclui, requerendo acolhimento de suas razões recursais, para o efeito de cancelamnto integral do AI. Alternativa e sucessivamente, que se reduza a multa aplicada para 20%. É o Relatório. Voto Conselheiro ALEXANDRE KERN, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 133 a 149 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-STM n 18-7.115, de 6 de junho de 2007. Em face da pertinência com o caso dos autos, peço licença a autora para transcrever excerto do voto proferido pela Conselheira Maria Teresa Martínez López por ocasião do julgamento do recurso voluntário n2 125.981 (Acórdão 201-17.371): VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA MARIA TERESA MARTINEZ LÓPEZ Preliminarmente à análise propriamente das questões trazidas no recurso apresentado, obrigo-me a tecer algumas considerações que justificam a averiguação do perfeito saneamento do processo administrativo pelos órgãos julgadores de segunda instância. O recurso voluntário remete à instância superior o conhecimento integral das questões suscitadas e discutidas no processo, como também a observância à forma dos atos processuais, que devem obedecer às normas que ditam como devem proceder os agentes públicos, de modo a se obter uma melhor prestação jurisdicional ao administrado, ora recorrente. A irresignação da contribuinte contra o lançamento, por via de impugnação, instaura a fase litigiosa do processo administrativo, ou seja, invoca o poder de Estado para dirimir a controvérsia surgida com a exigência fiscal, através da primeira instância de julgamento, as Delegacias da Receita Federal de Julgamento, (.\¡ 3 , . Processo n° 13047.000154/2003-68 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.042 Fl. 163 tendo-lhe assegurado, em caso de decisão que lhe seja desfavorável, o recurso voluntário aos Conselhos de Contribuintes. Acrescente-se que o princípio do devido processo legal é inerente à etapa processual tributária, como assinala James Marins, autor de amplo estudo principiológico acerca do Procedimento e Processo Administrativo Tributário': "É a partir da impugnação tempestivamente formalizada que se tem transformado o procedimento em processo passando a incidir, no iter administrativo, os princípios do Processo Administrativo Tributário, que são os seguintes: i) Principio do devido processo legal; ii) Princípio do contraditório; iii) Princípio da ampla defesa; iv) Princípio da ampla instrução probatória; v) Principio do duplo grau de cognição; vi) Principio do Julgador Competente; vii) Princípio da ampla competência decisória." Nesse contexto faz-se por demais importante para a autuada que a decisão proferida seja exarada da forma mais clara, analisando todos os argumentos de defesa, com total publicidade de todos os atos proferidos no processo. Compulsando os autos verifico inicialmente que inexiste nos mesmos ciência pela contribuinte, no momento oportuno, das conclusões da Diligência fiscal solicitada pela DRJ, fls. 377 a 392, a qual modificou a autuação fiscal. Ainda que tenha ocorrido uma redução substancial da exigência fiscal, ainda assim, pelo principio da publicidade, garantia processual dada pela Constituição Federal, e transportado para o inciso IV do art. 2° e especificamente para o art. 26 (da Lei n° 9.784/99, é medida de transparência e visibilidade da atuação administrativa, reivindicação geral de nossa democracia administrativa Marins, James, Ob. Cit., p. 187.) O citado art. 26 da Lei n° 9.784/99 assim determina: "Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências." Em 09 de dezembro de 2003 consta dos autos que a interessada obteve vista do processo, mas somente após ter sido prolatada a decisão de primeira instância (fls. 419/420). Destarte, somente em grau recursal pode a contribuinte fazer questionamentos quanto ao resultado da diligência. (---) Como conseqüência, e por via obliqua, a omissão esbarra indiretamente na ausência de motivação, preconizada no art. 93, incisos IX e X, da Constituiçãoi ek Federal, o qual estabelece que as decisões devem ser motivadas, sob pena de 4 Processo n° 13047.000154/2003-68 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.042 Fl. 164 nulidade. Celso Antonio Bandeira de Mello considera o principio da motivação como essencial ao processo administrativo, definindo-o como "o da obrigatoriedade de que sejam explicitados tanto o fundamento normativo quanto o fundamento fático da decisão, enunciando-se, sempre que necessário, as razões técnicas, técnicas e jurídicas que servem de calço ao ato conclusivo, de molde a poder-se avaliar a procedência jurídica e racional perante o caso concreto". Dessa forma, penso que há de se providenciar o devido saneamento do processo. CONCLUSÃO Destarte, diante do acima exposto, voto no sentido de anular o processo a partir da decisão de primeira instância, inclusive, para que outra em boa forma seja proferida. É como voto. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2006. MARIA TERESA MARTINEZ LÓPEZ Constato, da mesma forma, que no caso dos presentes autos, o contribuinte não foi intimado das conclusões da diligência requerida pela DRJ/STM-2 a Turma, nem dos documentos acostados aos autos pela autoridade preparadora. Assim, tomando emprestada a elevada cultura jurídica da ínclita Conselheira Maria Teresa, penso que se deva anular o processo, a partir da decisão de primeira instância, inclusive, para que se profira outra, não sem antes abrir-se prazo para que o autuado se manifeste sobre tudo quanto foi acrescentado ao processo após a sua impugnação, inclusive dos critérios de correção monetária dos créditos judicias empregados no sistema SAPO. Conclusões Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso, para anular o processo a partir da decisão de primeira instância, inclusive. Sala das Sessões, em 10 de agosto de 2009 • ALE NDRE KERN 5
score : 1.0
Numero do processo: 10380.013106/2006-01
Data da sessão: Mon Sep 14 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Sep 14 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Data do fato gerador: 31/12/2000
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - DECADÊNCIA - -
O lançamento de ofício da multa de mora não recolhida com o principal, em procedimento de revisão do lançamento por homologação só pode ser iniciado se não extinto o direito da Fazenda de homologar o pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte, que ocorre com o decurso de 5 (cinco) anos a contar do fato gerador, nos termos do artigo 150, § 4o, do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.118
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO de RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para cancelar integralmente o lançamento.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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Numero do processo: 10930.005158/2008-94
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ALUGUÉIS. BENS COMUNS. TRIBUTAÇÃO PROPORCIONAL. POSSIBILIDADE.
Na constância da sociedade conjugal, os rendimentos de aluguéis produzidos por bens comuns, por opção dos cônjuges, podem ser tributados na proporção de 50% em nome de cada um dos consortes.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-001.757
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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ALUGUÉIS. BENS COMUNS. TRIBUTAÇÃO PROPORCIONAL. POSSIBILIDADE. Na constância da sociedade conjugal, os rendimentos de aluguéis produzidos por bens comuns, por opção dos cônjuges, podem ser tributados na proporção de 50% em nome de cada um dos consortes. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Eivanice Canário da Silva. Fl. 69DF CARF MF Emitido em 09/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10930.005158/200894 Acórdão n.º 2801001.757 S2TE01 Fl. 0 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi expedida a Notificação de Lançamento de fls. 23 a 26, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2006, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$3.235,70, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação foi assim relatada no acórdão de primeira instância (fls. 29 verso): 2. Segundo informado no relatório denominado Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fl. 24, ao ser confrontado, pela fiscalização, o valor dos rendimentos recebidos de pessoa física, declarados pelo contribuinte, com o total de rendimentos declarados por meio de Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob), constatouse a omissão de rendimentos de aluguéis sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 15.869,06. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 29verso): (...) que a "diferença apurada nesta notificação foi declarada em nome do cônjuge Srª Verginia Ap. Perez Lopez, CPF: 328.546.17991", conforme documentos trazidos aos autos. 4. Diante dessas considerações, requer o Impugnante o cancelamento do débito fiscal reclamado. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 6ª Turma DRJ/Curitiba/PR, conforme Acórdão de fls. 29 e 30, julgou improcedente a impugnação, por ausência de prova apta a amparar a validade da tributação de metade dos rendimentos em questão em nome do cônjuge. Destacou: 10. Compulsando os autos, constatamos que o Impugnante não instruiu sua defesa com a certidão de casamento e nem com a certidão do Registro de Imóveis (matricula) do imóvel locado. 11. A certidão de casamento permitiria a esta autoridade julgadora confirmar o regime de bens (comunhão universal, comunhão parcial, separação universal, ou regime com participação final no aquestos) definido no casamento entre o Impugnante e a Sra. Verginia Ap. Perez Lopez, sendo que a matricula do imóvel, por sua vez, permitiria confirmar quando o imóvel foi adquirido e a forma como se deu essa aquisição (doação, aquisição onerosa, herança, existência ou não de Fl. 70DF CARF MF Emitido em 09/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10930.005158/200894 Acórdão n.º 2801001.757 S2TE01 Fl. 0 3 cláusula de comunicabilidade, etc), informações essas fundamentais para o julgamento da impugnação. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 15/10/2010 (fls. 33), o contribuinte apresentou, em 08/11/2010, o Recurso de fls. 34 e 35, argumentando, em síntese, que junta todos os documentos necessários a permitir a solução da lide. Assevera que é casado desde 1981, sob o regime de comunhão parcial de bens, sendo que os cinco imóveis locados foram adquiridos na constância do casamento. Instruindo o recurso foram apresentados os documentos de fls. 36 a 59, a saber, cópias da certidão de casamento e escrituras referentes os imóveis locados. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 61, que também trata do envio dos autos a este Conselho, contendo ainda fls. 62, sem numeração, referente ao Despacho de Encaminhamento dos autos do SECOJ/CARF para a Primeira Câmara/Segunda Seção. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o interessado foi autuado por omissão de rendimentos de aluguéis percebidos de pessoas físicas. Asseverou que declarou apenas 50% desses rendimentos e que os outros 50% teriam sido declarados pela esposa, Vergínia Aparecida Perez Lopez, CPF: 328.546.17991. Tal argumento não foi aceito pelas autoridades julgadoras de primeira instância por ausência de prova de que os imóveis locados seriam bens comuns do casal. Em sede de recurso, foram apresentados documentos hábeis a comprovarem o regime de casamento (comunhão parcial de bens) e a aquisição de cinco imóveis após o casamento, restando comprovado que se tratam de bens comuns do casal. Assim sendo, considerando que: a) não obstante tenha havido SRL para o contribuinte e exercício em apreço, os documentos que teriam sido apresentados naquela ocasião não constam dos autos; b) igualmente não constam dos autos os documentos que compõem o dossiê do contribuinte ou mesmo informações prestadas em Dimob para o interessado, bem como para seu cônjuge; c) os rendimentos tributáveis percebidos de pessoas físicas declarados pela esposa do autuado (R$22.984,32, fls. 04 a 07) são superiores à quantia objeto do lançamento; d) as autoridades lançadoras limitaramse a rejeitar o argumento do contribuinte por falta de prova em relação à propriedade comum dos bens; e) no recurso voluntário esses elementos de prova foram juntados e f) há previsão legal para que os Fl. 71DF CARF MF Emitido em 09/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10930.005158/200894 Acórdão n.º 2801001.757 S2TE01 Fl. 0 4 rendimentos produzidos por bens comuns sejam declarados na proporção de 50% por cada um dos cônjuges (RIR/1999, art. 6º, inc. II), entendo que é cabível aceitar o argumento do interessado. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 72DF CARF MF Emitido em 09/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
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