Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,763)
- Primeira Turma Ordinária (16,221)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,176)
- Primeira Turma Ordinária (16,104)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,797)
- Segunda Turma Ordinária d (14,451)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,381)
- Segunda Turma Ordinária d (12,367)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,422)
- Quarta Câmara (84,834)
- Terceira Câmara (67,389)
- Segunda Câmara (55,826)
- Primeira Câmara (20,245)
- 3ª SEÇÃO (16,176)
- 2ª SEÇÃO (11,281)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (125,132)
- Segunda Seção de Julgamen (114,469)
- Primeira Seção de Julgame (76,587)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,889)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,487)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,925)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,840)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,921)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,515)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,849)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13027.000120/2003-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2003
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. LIMITES DA COISA JULGADA
É vedado à Administração Pública, no exame de pedido de compensação amparado em título executivo judicial, decidir além do que dispôs o Poder Judiciário da decisão transitada em julgado.
Recurso voluntário desprovido.
Direito creditório não reconhecido.
Numero da decisão: 3102-00.890
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade, em não conhecer do recurso voluntário.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: Beatriz Veríssimo de Sena
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201102
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2003 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. LIMITES DA COISA JULGADA É vedado à Administração Pública, no exame de pedido de compensação amparado em título executivo judicial, decidir além do que dispôs o Poder Judiciário da decisão transitada em julgado. Recurso voluntário desprovido. Direito creditório não reconhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 13027.000120/2003-10
conteudo_id_s : 5509337
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 24 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3102-00.890
nome_arquivo_s : Decisao_13027000120200310.pdf
nome_relator_s : Beatriz Veríssimo de Sena
nome_arquivo_pdf_s : 13027000120200310_5509337.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 1ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade, em não conhecer do recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
id : 6097904
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888499572736
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1469; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3‐C1T2 Fl. 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13027.000120/200310 Recurso nº 270.249 Voluntário Acórdão nº 3102000.890 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 3 de fevereiro de 2011. Matéria PIS/PASEP Recorrente BIGOLIN MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2003 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. LIMITES DA COISA JULGADA É vedado à Administração Pública, no exame de pedido de compensação amparado em título executivo judicial, decidir além do que dispôs o Poder Judiciário da decisão transitada em julgado. Recurso voluntário desprovido. Direito creditório não reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade, em não conhecer do recurso voluntário. LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Presidente BEATRIZ VERÍSSIMO DE SENA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Fernandes do Nascimento, Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes Maya Gomes e Nanci Gama. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por BEATRIZ VERISSIMO DE SENA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 04/05/2011 por BEATRIZ VERISS IMO DE SENA Processo nº 13027.000120/200310 Acórdão n.º 3102000.890 S3‐C1T2 Fl. 2 2 Relatório O presente processo trata de pedido de compensação de tributos diversos, decorrentes de decisão judicial. Por bem relatar os fatos e o direito concernente à lide, adoto parte do relatório proferido pela DRJ de origem (fls. 731745): Compõem este processo administrativo, ainda, o demonstrativo Créditos Decorrentes de Decisão Judicial, cópia de CNPJ, extrato de movimentação processual, cópias de partes de medidas judiciais, extratos do Sistema S1NCOR, demonstrativos de pagamentos, cópias de documentos de arrecadação, cópias de DlPJ. Papeletas de Comprovação de Recolhimentos. demonstrativos de cálculos e valores, extratos do Sistema DCTF cópias de DCTFs e extratos do Sistema COMPROT. Às fls. 308/314 está anexado o Despacho Decisório DRF/PFO de 28/0712006, onde o Sr. Delegado da Receita Federal do Brasil em Passo Fundo (RS) decidiu: a) reconhecer à empresa um crédito de RS 217.086,90 relativo ao direito declarado no Mandado de Segurança n° 99.12003578 2, atualizado até a data de 01/01/1996, acrescido, a partir daquela data, de juros à taxa SELIC; b) homologar as compensações declaradas até o limite do crédito reconhecido, desde que objeto de DComps apresentadas após 17109/2003 e somente com débitos de PIS; c) nãohomologar as compensações efetuadas pela empresa onde foi utilizado crédito oriundo do Mandado de Segurança n° 99.120035782, objeto de DComps apresentadas no período compreendido entre 01/10/2002 e 17/09/2003, bem como as que envolvam tributos de espécie diferente do PIS. Depreendese dos autos que a compensação foi indeferida em primeira análise porque os períodos entre 01/10/2002 e 23/04/2003 teriam sido requeridos antes do trânsito em julgado da ação. Quanto aos demais pedidos de compensação, a autoridade fiscal afirmou que o seu acolhimento não estaria amparado pela coisa julgada formada no Mandado de Segurança n° 99.120035782, que permitiu apenas a compensação com débitos do mesmo tributo, qual seja, o PIS. A DRJ indeferiu o pedido de compensação, por meio de decisão assim ementada: Fl. 2DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por BEATRIZ VERISSIMO DE SENA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 04/05/2011 por BEATRIZ VERISS IMO DE SENA Processo nº 13027.000120/200310 Acórdão n.º 3102000.890 S3‐C1T2 Fl. 3 3 Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2003 ILEGALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. NORMAS E ATOS. OFENSA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. A apreciação de aspectos relacionados com a constitucionalidade ou ilegalidade de normas ou atos praticados pela administração fiscal, bem como a afronta a princípios constitucionais, é privativa do Poder Judiciário. DCOMP. ANÁLISE. ELEMENTOS. Na realização da análise de declarações constantes de DComps, a autoridade administrativa deve se ater aos elementos contidos no processo, não sendo sua obrigação carrear aos autos recursos benéficos à interessada. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões administrativas e as judiciais, excetuandose as proferidas pelo STF sobre a inconstitucionalidade das normas legais, não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2003 DCOMP. CRÉDITO OBJETO DE AÇÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. Necessário que haja o trânsito em julgado da decisão que disponha sobre compensação de tributo para que essa seja implementada (art. 170A do CTN). PIS. DCOMPS. AÇÃO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO COM TRIBUTOS DIVERSOS. A compensação de créditos de PIS deve ser operacionalizada de acordo com o determinado em decisão judicial transitada em julgado. PROVIMENTO JURISDICIONAL. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA NA RELAÇÃO JURIDICA. Em homenagem ao princípio da segurança jurídica, todos devem se submeter à lei e à jurisdição. Disso decorre que a contribuinte não pode, ao executar o provimento jurisdicional alcançado, transbordar seus limites, observandose que a sentença pesa sobre ela como norma jurídica individual e concreta, de observância obrigatória. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por BEATRIZ VERISSIMO DE SENA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 04/05/2011 por BEATRIZ VERISS IMO DE SENA Processo nº 13027.000120/200310 Acórdão n.º 3102000.890 S3‐C1T2 Fl. 4 4 SOLICITAÇÃO INDEFERIDA. Contra a referida decisão, a empresa apresentou recurso voluntário (fls.751 a 788), onde reitera os argumentos já expostos na impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Beatriz Veríssimo de Sena, Relatora O recurso voluntário merece conhecimento, na medida em que interposto no prazo legal por procurador regularmente habilitado. Contudo, no mérito, o pedido do contribuinte não deve prosperar. Como bem colocou a DRJ, a compensação foi indeferida em primeira análise porque os períodos entre 01/10/2002 e 23/04/2003 teriam sido requeridos antes do trânsito em julgado do Mandado de Segurança n° 99.120035782 Por outro lado, não prospera o argumento do Contribuinte de que o direito ao crédito teria sido reconhecido pela Ação Ordinária nº 93.00.124447, da Justiça Federal da 4ª Região. Ocorre que o Contribuinte não amparou o seu pedido de restituição ou compensação com créditos Oriundos dessa ação ordinária. Na verdade, o Contribuinte apontou a existência dessa ação pela primeira vez no momento do recurso voluntário. Em sede de apreciação de pedido de compensação lastreado em título executivo judicial, à Autoridade Administrativa cabe analisar o direito ao crédito tributário nos limites em que julgado e provido pelo Poder Judiciário. Não pode inovar no exame da lide, sob pena de ofender a coisa julgada constituída. Assim, no que se refere à possibilidade de compensação dos créditos com débitos de outros tributos, cumpre verificar que o Mandado de Segurança n° 99.120035782 permitiu a compensação somente com débitos de COFINS. O Fisco não pode prover pedido de compensação contrário ao que foi determinado pelo Poder Judiciário. Pelo exposto, conheço e nego provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 3 de fevereiro de 2011. Beatriz Veríssimo de Sena Relatora Fl. 4DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por BEATRIZ VERISSIMO DE SENA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 04/05/2011 por BEATRIZ VERISS IMO DE SENA Processo nº 13027.000120/200310 Acórdão n.º 3102000.890 S3‐C1T2 Fl. 5 5 Fl. 5DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por BEATRIZ VERISSIMO DE SENA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 04/05/2011 por BEATRIZ VERISS IMO DE SENA
score : 1.0
Numero do processo: 10715.005900/2010-21
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2008
SUCESSÃO. OBRIGAÇÃO ANTERIOR E LANÇAMENTO POSTERIOR.
RESPONSABILIDADE DA SOCIEDADE SUCESSORA
A responsabilidade tributária de que trata o art. 132 do CTN não está limitada aos tributos devidos pelos sucedidos, mas abrange as multas que, por representarem penalidade pecuniária de caráter objetivo, acompanham o passivo do patrimônio adquirido pelo sucessor.
MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. CABIMENTO.
O registro extemporâneo dos dados de embarque no Siscomex, realizado em momento em que não esteja em curso o despacho aduaneiro e antes da formalização de procedimento fiscal tendente a apurar a infração, configura denúncia espontânea e exclui a aplicação da multa pecuniária pela não observância do prazo para o registro.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-005.248
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário reconhecendo-se o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recurso voluntário. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Paulo Sérgio Celani. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Luciano Martins Ogawa, OAB/SP 195.564.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
(assinado digitalmente)
Paulo Sérgio Celani - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2008 SUCESSÃO. OBRIGAÇÃO ANTERIOR E LANÇAMENTO POSTERIOR. RESPONSABILIDADE DA SOCIEDADE SUCESSORA A responsabilidade tributária de que trata o art. 132 do CTN não está limitada aos tributos devidos pelos sucedidos, mas abrange as multas que, por representarem penalidade pecuniária de caráter objetivo, acompanham o passivo do patrimônio adquirido pelo sucessor. MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. CABIMENTO. O registro extemporâneo dos dados de embarque no Siscomex, realizado em momento em que não esteja em curso o despacho aduaneiro e antes da formalização de procedimento fiscal tendente a apurar a infração, configura denúncia espontânea e exclui a aplicação da multa pecuniária pela não observância do prazo para o registro. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10715.005900/2010-21
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5474113
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3801-005.248
nome_arquivo_s : Decisao_10715005900201021.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MARCOS ANTONIO BORGES
nome_arquivo_pdf_s : 10715005900201021_5474113.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário reconhecendo-se o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recurso voluntário. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Paulo Sérgio Celani. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Luciano Martins Ogawa, OAB/SP 195.564. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
id : 5960147
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888502718464
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2188; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10715.005900/201021 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801005.248 – 1ª Turma Especial Sessão de 18 de março de 2015 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO ADUANEIRO Recorrente VRG LINHAS AEREAS S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2008 SUCESSÃO. OBRIGAÇÃO ANTERIOR E LANÇAMENTO POSTERIOR. RESPONSABILIDADE DA SOCIEDADE SUCESSORA A responsabilidade tributária de que trata o art. 132 do CTN não está limitada aos tributos devidos pelos sucedidos, mas abrange as multas que, por representarem penalidade pecuniária de caráter objetivo, acompanham o passivo do patrimônio adquirido pelo sucessor. MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. CABIMENTO. O registro extemporâneo dos dados de embarque no Siscomex, realizado em momento em que não esteja em curso o despacho aduaneiro e antes da formalização de procedimento fiscal tendente a apurar a infração, configura denúncia espontânea e exclui a aplicação da multa pecuniária pela não observância do prazo para o registro. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário reconhecendose o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recurso voluntário. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Paulo Sérgio Celani. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Luciano Martins Ogawa, OAB/SP 195.564. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 5. 00 59 00 /2 01 0- 21 Fl. 193DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente). Fl. 194DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: A presente autuação referese à exigência da multa capitulada no art. 107, IV, alínea "e", do DecretoLei n.° 37/66, com a redação da Lei n.° 10.833/2003, no valor de R$10.000,00, aplicada por veículo/viagem, identificado pelo respectivo vôo, por não prestar as informações sobre a carga transportada no prazo estabelecido na IN SRF n.° 28/1994, alterada peia IN SRF n.° 510/2005. Consta no Auto de Infração, às fls. 10, uma relação com as informações acerca dos embarques e datas dos registros dos respectivos dados, bem como das DDE's e número dos vôos. Intimada da autuação, a interessada apresentou a impugnação de fls. 16/37, alegando, em síntese, o que segue: 1)Preliminarmente alega erro na identificação do sujeito passivo, já que a empresa autuada incorporou a empresa Gol Transportes Aéreos S/A em data posterior às infrações praticadas por aquela empresa. As operações ocorreram em fevereiro de 2008, período em que as duas companhias em questão, a empresa GOL Transportes Aéreos S/A. e a VRG LINHAS AÉREAS S/A, atuavam separadamente no mercado de transporte aéreo brasileiro. Somente em setembro de 2008 fora aquela empresa incorporada pela empresa VRG LINHAS AÉREAS S/A, ora Impugnante, conforme, inclusive, consta do próprio cartão do CNPJ da empresa incorporada. Em outras palavras, pretende a fiscalização penalizar, neste momento, a ora Impugnante por uma eventual infração cometida pela empresa incorporada quando a mesma teve mais de 08 meses antes da incorporação para autuar a própria GOL Transportes Aéreos S/A. No presente caso a pessoa jurídica que cometeu a infração foi a empresa GOL TRANSPORTES AÉREOS S/A, extinta por incorporação em setembro de 2008. Portanto, a Impugnante, na qualidade de incorporadora, não poderia ser responsabilizada pela infração, pois é principio pátrio que somente o próprio agente pode ser responsabilizado pela infração, ou seja, não há no direito brasileiro sucessão de penalidade. De acordo com o artigo 132 do CTN, a legislação pátria impõe ao sucessor por incorporação a responsabilidade apenas e tão somente por eventuais tributos devidos, excluindose, as multas decorrentes, sejam elas de caráter moratório ou punitivo. Assim, a multa aplicada após a incorporação não pode ser exigida do Fl. 195DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 5 4 sucessor. Cita também o art. 137, do CTN sobre a responsabilidade do agente, colacionando alguns Acórdãos do CARF e STF. Portanto o presente auto foi lavrado em face de sujeito passivo ilegítimo, o que contamina de nulidade a presente autuação. 2)Protesta pela observância ao princípio da legalidade e da tipicidade. As informações acerca da forma e do prazo são essenciais para a definição da infração tributária imputada à impugnante, compondo, portanto, o tipo penal tributário, razão pela qual as mesmas somente poderiam estar veiculadas em lei, em sentido estrito, e nunca através de mera Instrução Normativa expedida pela Secretaria da Receita Federal. 3)Alega que ocorreu a denúncia espontânea da infração, nos termos do art. 102, do DecretoLei n.° 37/66 e 138 do Código Tributário Nacional, tendo procedido aos registros de embarque antes da aplicação da autuação. 4)Argumenta que a caso tal obrigação não seja observada, isto é, caso o sujeito passivo deixe de prestar as informações competentes acerca das operações de transporte de cargas internacionais por ele executadas, estaria o infrator sujeito a aplicação de uma única penalidade no estrito e expresso montante de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).. 5) Ainda que assim não fosse, melhor sorte não teria a exação em comento. Isso porque, os fatos, tais como relatados no presente auto de infração dariam ensejo a plicação de outra penalidade, especificamente a descrita no inciso IV, do artigo 107, do DecretoLei n° 37/1966, mais especificamente na alínea "c" do referido instrumento normativo por se consubstanciar em um efetivo caso de embaraço à fiscalização. 6)Solicita, ao final, caso não seja acolhida a impugnação, o encaminhamento do presente processo ao Secretário da Receita Federal do Brasil para apreciação do presente pedido de relevação da pena, o qual encontra amparo no artigo 736, do Regulamento Aduaneiro/2009, já que no caso em comento não houve qualquer dano ao Erário, bem como por restar patente a ausência de dolo por parte do contribuinte. 7)Posteriormente a interessada aditou a impugnação para requerer o cancelamento do Auto de Infração, tendo em vista que a conduta autuada deixou de ser definida como infração, nos termos da IN RFB n.° 1.096/2010, que ampliou o prazo para prestação de informações de 02 para 07 dias, por aplicação do art. 106, II, "a", do CTN. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC) julgou parcialmente procedente a Impugnação, sendo o acórdão recorrido dispensado de ementa nos termos da Portaria SRF n.° 1.364/2004: Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho repisando as alegações ofertadas quando da impugnação, pleiteando ainda a aplicação do instituto da denúncia Fl. 196DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 6 5 espontânea após a publicação da Lei nº 12.350/2010, a qual alterou o art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, devendose aplicar ao caso o instituto da retroatividade benigna. disposto no art. 106. II. do Código Tributário Nacional. É o Relatório. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 7 6 Voto Vencido Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. Preliminarmente, quanto alegação de ilegitimidade passiva da recorrente, vejamos. A recorrente requer a nulidade do auto de infração tendo em vista o erro na identificação do sujeito passivo, já que a infração foi praticada pela empresa Gol Transportes Aéreos em data anterior à incorporação daquela pela autuada. Desta forma o lançamento teria sido efetuado contra pessoa jurídica que não praticou a infração. Pelo que consta nos autos, a empresa Gol Transportes Aéreos S.A. foi baixada em 30/09/2008 tendo em vista a sua incorporação pela autuada VRG Linhas Aéreas S.A, sendo lavrado o presente auto de infração, cuja ciência ocorreu em 22/09/2010. O art. 132 do CTN assim dispõe: Art. 132. A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até a data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas. Apesar da referência a tributos no referido artigo, o que, a princípio, impede a aplicação às multas, a jurisprudência entende que a responsabilidade alcançaria inclusive as multas, seja ela de caráter moratório ou punitivo, conforme ementas abaixo: “RESPONSABILIDADE DO SUCESSOR... I – ‘Os arts. 132 e 133, do CTN, impõem ao sucessor a responsabilidade integral, tanto pelos eventuais tributos devidos quanto pela multa decorrente, seja ela de caráter moratório ou punitivo. A multa aplicada antes da sucessão se incorpora ao patrimônio do contribuinte, podendo ser exigida do sucessor, sendo que, em qualquer hipótese, o sucedido permanece como responsável. É devida, pois, a multa, sem se fazer distinção se é de caráter moratório ou punitivo; é ela imposição decorrente do não pagamento do tributo na época do vencimento’ (REsp nº 592.007/RS, Min. JOSÉ DELGADO, DJ de 22/03/2004).” (STJ, 1ª T., REsp 554.377/SC, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, out/05) No caso sob exame, a obrigação tributária, caracterizada pelo dever de prestar a informação à administração aduaneira na forma e no prazo estabelecidos, já existia anteriormente ao evento sucessório e foi transmitida à sucessora no momento da incorporação, Fl. 198DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 8 7 não importando a data do lançamento, conforme decidiu o STJ no REsp 959.3897, assim ementado: TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. [...] MULTA TRIBUTÁRIA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. SUCESSÃO EMPRESARIAL. OBRIGAÇÃO. ANTERIOR E LANÇAMENTO POSTERIOR. RESPONSABILIDADE DA SOCIEDADE SUCESSORA. [...] 2. A responsabilidade tributária não está limitada aos tributos devidos pelos sucedidos, mas abrange as multas, moratórias ou de outra espécie, que, por representarem penalidade pecuniária, acompanham o passivo do patrimônio adquirido pelo sucessor. 3. Segundo dispõe o artigo 113, § 3º, do CTN, o descumprimento de obrigação acessória faz surgir, imediatamente, nova obrigação consistente no pagamento da multa tributária. A responsabilidade do sucessor abrange, nos termos do artigo 129 do CTN, os créditos definitivamente constituídos, em curso de constituição ou "constituídos posteriormente aos mesmos atos, desde que relativos a obrigações tributárias surgidas até a referida data", que é o caso dos autos.( STJ, 2ª Turma, REsp 959.389/RS, Rel. Min. Castro Meira, 07/05/2009. DJ 21/05/2009)(grifado) Assim, entendo ser o sucessor plenamente responsável pelas multas da sucedida, devendo ser afastada a preliminar argüida de ilegitimidade passiva. No presente caso foi lavrado Auto de Infração para cobrança da multa prevista na alínea "e" do inciso IV do art. 107 do DecretoLei n° 37/1966, com redação dada pela Lei n° 10.833/2003, abaixo transcrita, haja vista o descumprimento da obrigação acessória disposta no art. 37 da IN SRF no. 28/1994, o qual foi posteriormente alterado pela IN SRF n° 510/2005: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): e) por deixar de prestar informação sobre veiculo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada ir empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga. (Grifado) A IN SRF n° 28, de 27/04/1994, em seu art. 37, na redação dada pela IN SRF n° 510/2005, determinava que referido registro deveria ser efetuado no prazo de até dois dias da data do embarque: Art. 37. 0 transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de dois dias, contado da data da realização do embarque. (Grifado) Fl. 199DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 9 8 Da aplicação do novo prazo previsto na IN RFB no 1.096, de 13/12/2010. Entretanto, no tocante à penalidade, cumpre ainda verificar que a IN SRF n° 28/1994, teve sua redação alterada pela IN RFB n° 1.096, de 13/12/2010, com vigência a partir de 14/12/2010, estabelecendo o novo prazo de sete dias para a prestação das informações sobre embarque de mercadoria, conforme abaixo: Art. 37. 0 transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de 7 (sete) dias,, contados da data da realização do embarque. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB n°1.096, de 13 de dezembro de 2010) (grifei) Portanto, vêse, de fato, que a nova redação deixou de considerar como infração a prestação da informação em tela no prazo de até 7 dias da data do embarque, o que possibilita, em tais casos – desde que a lide não tenha sido definitivamente julgada – a aplicação da retroatividade benigna capitulada no artigo 106, inciso II, “b”, do CTN, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo: c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Quanto a contagem do prazo previsto para se prestar a informação sobre veiculo ou carga transportada, no Siscomex, este deve ser contado de forma contínua, a partir da data da realização do embarque, conforme estipulado no caput do artigo 37 da IN/SRF 28/04, excluindose na sua contagem o dia de início e incluindose o de vencimento, em obediência a forma prevista no caput do artigo 210 do CTN, independente do expediente da repartição aduaneira, uma vez que o acesso ao referido sistema informatizado pelo responsável por prestar a informação ocorre de forma ininterrupta, sem a necessidade da intervenção da repartição aduaneira. Da análise da tabela acostada aos autos temse que o lançamento só poderia vigorar em relação às Declarações de Despacho de Exportação – DDE nas quais ao menos uma das informações sobre o embarque foi prestada em prazo superior aos 7 dias previsto na nova redação do artigo 37 da IN SRF nº 28/94 dada pela IN RFB no 1.096, de 13/12/2010, conforme reconhecido pela decisão recorrida. Da aplicação do instituto da denúncia espontânea No entendimento do STJ, conforme comprovam diversos julgados, a entrega extemporânea de qualquer tipo de obrigação acessória (DCTF, por exemplo) configura infração formal, não podendo ser considerada como infração de natureza tributária apta a atrair o instituto da denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN. Fl. 200DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 10 9 A prestação de informações no Siscomex, como é o caso, é uma obrigação acessória e, aplicandose essa linha de raciocínio, deveria se observar a aplicação da Súmula CARF n° 49, que adota a mesma interpretação: Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do CTN) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. No entanto, essa discussão foi reaberta em face da nova redação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, decorrente do art. 40 da Lei nº 12.350/2010: Art.102 A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. (Redação dada pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 2o A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (Redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010) Apesar de alguns julgados recentes do CARF estarem admitindo a caracterização da denúncia espontânea com fundamento da nova redação do dispositivo, entendo que na aplicação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, devese analisar o conteúdo da “obrigação acessória” violada. Isso porque nem todas as infrações pelo descumprimento de deveres instrumentais são compatíveis com a denúncia espontânea, como é o caso das infrações caracterizadas pelo fazer ou não fazer extemporâneo do sujeito passivo. Esse entendimento, do qual eu compartilho, foi evidenciado em voto do eminente Conselheiro José Fernandes do Nascimento, no Acórdão 310200.988. 3a S/1a C/2a TO. S. de 22/08/2013: O objetivo da norma em destaque, evidentemente, é estimular que o infrator informe espontaneamente à Administração aduaneira a prática das infrações de natureza tributária e administrativa instituídas na legislação aduaneira. Nesta última, incluída todas as obrigações acessórias ou deveres instrumentais (segundo alguns) que tenham por objeto as prestações positivas (fazer ou tolerar) ou negativas (não fazer) instituídas no interesse fiscalização das operações de comércio exterior, incluindo os aspectos de natureza tributária, administrativo, comercial, cambial etc. Fl. 201DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 11 10 Não se pode olvidar que, para aplicação do instituto da denúncia espontânea, é condição necessária que a infração de natureza tributária ou administrativa seja passível de denunciação à fiscalização pelo infrator. Em outras palavras, é requisito essencial da excludente de responsabilidade em apreço que a infração seja denunciável. No âmbito da legislação aduaneira, em consonância com o disposto no retrotranscrito preceito legal, as impossibilidades de aplicação dos efeitos da denúncia espontânea podem decorrer de circunstância de ordem lógica (ou racional) ou legal (ou jurídica). No caso de impedimento legal, é o próprio ordenamento jurídico que veda a incidência da norma em apreço, ao excluir determinado tipo de infração do alcance do efeito excludente da responsabilidade por denunciação espontânea da infração cometida. A título de exemplo, podem ser citadas as infrações por dano erário, sancionadas com a pena de perdimento, conforme expressamente determinado no § 2°, in fine, do citado art. 102. A impossibilidade de natureza lógica ou racional ocorre quando fatores de ordem material tornam impossível a denunciação espontânea da infração. São dessa modalidade as infrações que têm por objeto as condutas extemporâneas do sujeito passivo, caracterizadas pelo cumprimento da obrigação após o prazo estabelecido na legislação. Para tais tipos de infração, a denúncia espontânea não tem o condão de desfazer ou paralisar o fluxo inevitável do tempo. Compõem essa última modalidade toda infração que tem o atraso no cumprimento da obrigação acessória (administrativa) como elementar do tipo da conduta infratora. Em outras palavras, toda infração que tem o fluxo ou transcurso do tempo como elemento essencial da tipificação da infração. São dessa última modalidade todas as infrações que têm no núcleo do tipo da infração o atraso no cumprimento da obrigação legalmente estabelecida. A título de exemplo, pode ser citada a conduta do transportador de registrar extemporaneamente no Siscomex os dados das cargas embarcadas, infração objeto da presente autuação. Veja que, na hipótese da infração em apreço, o núcleo do tipo é deixar de prestar informação sobre a carga no prazo estabelecido, que é diferente da conduta de, simplesmente, deixar de prestar a informação sobre a carga. Na primeira hipótese, a prestação intempestiva da informação é fato infringente que materializa a infração, ao passo que na segunda hipótese, a mera prestação de informação, independentemente de ser ou não a destempo, resulta no cumprimento da correspondente obrigação acessória. Nesta última hipótese, se a informação for prestada antes do início do procedimento fiscal, a denúncia espontânea da infração configurase e a respectiva penalidade é excluída. Fl. 202DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 12 11 De fato, se registro extemporâneo da informação da carga materializasse a conduta típica da infração em apreço, seria de todo ilógico, por contradição insuperável, que o mesmo fato configurasse a denúncia espontânea da correspondente infração. De modo geral, se admitida a denúncia espontânea para infração por atraso na prestação de informação, o que se admite apenas para argumentar, o cometimento da infração, em hipótese alguma, resultaria na cobrança da multa sancionadora, uma vez que a própria conduta tipificada como infração seria, ao mesmo tempo, a conduta configuradora da denúncia espontânea da respectiva infração. Em consequência, ainda que comprovada a infração, a multa aplicada seria sempre inexigível, em face da exclusão da responsabilidade do infrator pela denúncia espontânea da infração. Esse sentido e alcance atribuído a norma, com devida vênia, constitui um contrassenso jurídico, uma espécie de revogação da penalidade pelo intérprete e aplicador da norma, pois, na prática, a sanção estabelecida para a penalidade não poderá ser aplicada em hipótese alguma, excluindo do ordenamento jurídico qualquer possibilidade punitiva para a prática de infração desse jaez. Assim, a aplicação da denúncia espontânea às infrações caracterizadas pelo fazer ou nãofazer extemporâneo do sujeito passivo, no caso a prestação de informação no Siscomex na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, implicaria no esvaziamento do dever instrumental, comprometendo o controle aduaneiro efetuado pela autoridade administrativa no exercício do seu Poder de Polícia. Entendese, portanto, que a denúncia espontânea (art. 138 do CTN e art. 102 do DecretoLei n° 37/1966) não alcança as penalidades exigidas pelo descumprimento de obrigações acessórias caracterizadas pelo atraso na prestação de informação à administração aduaneira. Quanto ao pedido de relevação de penalidade, que na verdade é dirigido ao Sr. Secretário da Receita Federal do Brasil, é defeso a este Colegiado para apreciálo por absoluta falta de previsão legal para tanto, cuja competência é tão somente para dizer da subsistência, ou não, do lançamento, tendo como conseqüência a devolução dos autos à Receita Federal do Brasil, órgão diverso deste Tribunal e também integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, então competente para apreciar qualquer pedido de relevação de pena, por meio de seus próprios canais de apreciação, e não por provocação deste Conselho Desta forma, em virtude de todos os motivos apresentados e dos fatos presentes no caso concreto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 203DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 13 12 Voto Vencedor Conselheiro Paulo Sérgio Celani, Redator Designado. Em que pese o entendimento do relator, ouso dele discordar. Transcrevo novamente, com grifos meus, o art. 102, do DecretoLei nº 37, de 18/11/1966, alterado pelo art. 40 da Lei nº 12.350, de 20/12//2010: “Art.102 A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. (Redação dada pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 2o A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento.”(Redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010.) A norma é clara ao excluir as penalidades tributárias ou administrativas nos casos em que ocorrer a denúncia espontânea. É clara também ao não considerar espontânea a denúncia apresentada no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria, ou após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. Se a norma diz quais denúncias devem ser consideradas espontâneas e quais sanções devem ser excluídas pela denúncia espontânea, não cabe ao intérprete aumentar ou restringir estes alcances, o do conceito de “denúncia espontânea” e o das sanções a serem excluídas. Ressalvese que os membro do CARF devem observar o seu Regimento Interno, que determina a observância das Súmulas editadas pelo pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, sendo a Súmula CARF nº 49, aprovada em sessão de 29/11/2010, uma delas. Porém, esta súmula deve ser afastada nos casos em que se aplica a Lei nº 12.350, de 20/12/2010, pois, esta, além de tratar especificamente de infrações aduaneiras, é posterior à apreciação da súmula. Fl. 204DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 14 13 Para melhor elucidar o conteúdo da norma em apreço, vejamse trechos da Exposição de Motivos da Medida Provisória nº 497, de 27/7/2010 (EMI nº 111 /MF/MP/ME/MCT/MDIC/MT, de 23/7/2010), que se converteu na Lei nº 12.350, de 2010: “40. A proposta de alteração do § 2º do art. 102 do DecretoLei nº 37, de 1966, visa a afastar dúvidas e divergência interpretativas quanto à aplicabilidade do instituto da denúncia espontânea e a consequente exclusão da imposição de determinadas penalidades, para as quais não se tem posicionamento doutrinário claro sobre sua natureza. 41. No que diz respeito ao mérito da inclusão da alteração na proposta de incentivo à exportação, cabe destacar que a indefinição jurídica relacionada à matéria tem sido, conforme relatado por diversas entidades representativas de importadores e exportadores brasileiros, o principal óbice à participação de grandes empresas ao programa de Despacho Aduaneiro Expresso Linha Azul e, como consequência, ao regime aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado RECOF, em função da exigência de ingresso naquele programa como requisito de habilitação a esse regime aduaneiro. 42. Destaquese que o RECOF já é um dos principais regimes de industrialização voltada à exportação do País. No ano de 2008, antes da crise econômica global, as empresas beneficiárias do RECOF exportaram o valor de aproximadamente 13 bilhões de dólares dos Estados Unidos da América. Em 2009, mesmo com a crise mundial, as exportações do RECOF representaram aproximadamente 8 bilhões de dólares. 43. Fundamentalmente, o Linha Azul é um procedimento simplificado que propicia às empresas habilitadas um menor percentual de seleção para os canais de verificação amarelo e vermelho e conferência aduaneira das declarações selecionadas realizada prioritariamente, inclusive com compromisso de tempo máximo para essa conferência estipulado. Esse procedimento segue a orientação internacional de Operadores Econômicos Autorizados OEA, ou seja, de credenciamento de operadores legítimos e confiáveis para operar no comércio exterior com menores entraves burocráticos. 44. A avaliação sistêmica da empresa candidata ao Linha Azul inclui a realização, previamente à adesão, de uma auditoria de controles internos para autoavaliação de seus controles e procedimentos aduaneiros, referente, no mínimo, aos quatro últimos semestres civis. O objetivo dessa autoavaliação é induzir a empresa a verificar o cumprimento da legislação aduaneira (controles administrativos e fiscais), com reflexo na garantia da regularidade dos registros aduaneiros e do recolhimento dos tributos devidos. Exigese, sempre que a auditoria de controles internos aponte irregularidades, que sejam apresentados documentos que comprovem o seu saneamento ou a adoção das providências cabíveis para a sua solução. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 15 14 45. No caso específico, o que se tem verificado é que, durante o processo de auditoria, as empresas têm constatado reiterados erros em declarações de importação registradas e desembaraçadas no canal verde de conferência e, como forma de sanear a irregularidade para cumprimento do programa, apresentado a relação desses erros na unidade de jurisdição e adotado as respectivas providências para a retificação das declarações aduaneiras. 46. Todavia, ao adotar essa providência, mesmo que a empresa não tenha que recolher quaisquer tributos, ela pode estar sujeita à imposição da referida multa de um por cento sobre o valor aduaneiro da mercadoria (multa isolada), disciplinada no art. 711 do Regulamento Aduaneiro, ainda que espontaneamente tenha apurado tais erros e adotado as providências para a sua regularização, o que onera por demais o processo de adesão à Linha Azul. 47. A proposta de alteração objetiva deixar claro que o instituto da denúncia espontânea alcança todas as penalidades pecuniárias, aí incluídas as chamadas multas isoladas, pois nos parece incoerente haver a possibilidade de se aplicar o instituto da denúncia espontânea para penalidades vinculadas ao não pagamento de tributo, que é a obrigação principal, e não haver essa possibilidade para multas isoladas, vinculadas ao descumprimento de obrigação acessória. Com a alteração no art. 102, do DecretoLei nº 37, de 1966, visouse ao esclarecimento de que a denúncia espontânea alcançaria todas as penalidades pecuniárias, inclusive as vinculadas ao descumprimento de obrigações acessórias. Tal alcance estava de acordo com o interesse da Administração Tributário Aduaneira no desenvolvimento da chamada “Linha Azul” e do Recof, que esbarrava em dificuldades pela aplicação do art. 711 do Regulamento Aduaneiro então vigente. A ampliação do campo de aplicação da denúncia espontânea não poderia restringirse apenas às empresas que pleiteavam o enquadramento nos procedimentos de Linha Azul e no regime de Recof, sob pena de afronta, em especial, ao princípio da isonomia. Assim, impõese a conclusão de que, uma vez caracterizada a denúncia espontânea, esta se aplica em todas as infrações regidas pelo DecretoLei nº 37, de 1966, em que a sanção aplicada é pecuniária. Excetuamse, portanto, os casos em que a sanção é o perdimento e aqueles em que o próprio DecretoLei considera como não caracterizadores da espontaneidade, tais como as denúncias apresentadas no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria, ou após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. No presente caso, entendo caracterizada a denúncia espontânea, devendo ser excluída a penalidade aplicada, pois: a contribuinte procedeu ao registro das informações em momento em que não estava em curso o despacho aduaneiro e antes da formalização de qualquer procedimento fiscal tendente a apurar a infração; a sanção imputada é pecuniária; a Fl. 206DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.005900/201021 Acórdão n.º 3801005.248 S3TE01 Fl. 16 15 infração não se enquadra em nenhuma outra norma excludente da caracterização da denúncia espontânea de observância obrigatória pelos membros do CARF, observandose que a Lei nº 12.350, de 2010, é posterior à edição da Súmula CARF nº 49, logo, prevalece sobre esta. Por estas razões, voto pelo provimento do Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani Fl. 207DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado dig italmente em 25/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10680.007125/2007-97
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 15 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
IRPF. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS.
Para fazer prova das despesas médicas pleiteadas como dedução na declaração de ajuste anual, os documentos apresentados devem atender aos requisitos exigidos pela Lei nº 9.250/95.
A exigência de comprovação do efetivo pagamento das despesas é medida excepcional, que só se justifica quando há indícios de inidoneidade dos recibos apresentados, o que não ocorreu no caso.
Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos e declarações firmados pelos profissionais que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2802-002.739
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite que dava provimento parcial.
(Assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente da turma), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello e Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: JULIANNA BANDEIRA TOSCANO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 IRPF. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. Para fazer prova das despesas médicas pleiteadas como dedução na declaração de ajuste anual, os documentos apresentados devem atender aos requisitos exigidos pela Lei nº 9.250/95. A exigência de comprovação do efetivo pagamento das despesas é medida excepcional, que só se justifica quando há indícios de inidoneidade dos recibos apresentados, o que não ocorreu no caso. Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos e declarações firmados pelos profissionais que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 15 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10680.007125/2007-97
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5473635
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2802-002.739
nome_arquivo_s : Decisao_10680007125200797.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : JULIANNA BANDEIRA TOSCANO
nome_arquivo_pdf_s : 10680007125200797_5473635.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite que dava provimento parcial. (Assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente da turma), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello e Julianna Bandeira Toscano.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 18 00:00:00 UTC 2014
id : 5959669
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:40:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888510058496
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1923; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 92 1 91 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.007125/200797 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802002.739 – 2ª Turma Especial Sessão de 18 de março de 2014 Matéria IRPF Recorrente CARLOS ALBERTO AGUIAR MENDES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 IRPF. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. Para fazer prova das despesas médicas pleiteadas como dedução na declaração de ajuste anual, os documentos apresentados devem atender aos requisitos exigidos pela Lei nº 9.250/95. A exigência de comprovação do efetivo pagamento das despesas é medida excepcional, que só se justifica quando há indícios de inidoneidade dos recibos apresentados, o que não ocorreu no caso. Restabelecese a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos e declarações firmados pelos profissionais que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite que dava provimento parcial. (Assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 00 71 25 /2 00 7- 97 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente da turma), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello e Julianna Bandeira Toscano. Relatório Na sessão de julgamento, a Conselheira Relatora, Julianna Bandeira Toscano, apresentou o seguinte relatório: "Tratase de lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física IRPF do exercício de 2003, decorrente da glosa da dedução com despesas médicas, resultando em cobrança suplementar de IRPF, no valor de R$12.457,75, acrescido de multa de ofício e de juros de mora. Conforme se depreende da descrição dos fatos e do enquadramento legal do auto de infração (fls. 08), o lançamento foi justificado pela falta de comprovação do efetivo pagamento pelos serviços prestados. O contribuinte apresentou impugnação contestando a glosa com despesas médicas, sustentando ter apresentado à fiscalização documentação hábil a comprovar a realização dos serviços. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento – DRJ em Belo Horizonte manteve integralmente a glosa da dedução das despesas médicas, sob o fundamento de que o contribuinte não logrou comprovar o efetivo pagamento das mesmas, em acórdão cuja ementa é a seguinte: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÕES. Para gozar de deduções a titulo de despesas médicas, o contribuinte deve comprovar de forma inequívoca a efetividade do serviço e respectivo pagamento, não bastando a simples exibição de recibos. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” O contribuinte apresenta recurso voluntário sustentando em preliminar a nulidade da decisão da DRJ, tendo em vista que a mesma não teria se pronunciado expressamente sobre o argumento da impugnação em alega que a redação do caput do artigo 11 do DecretoLei nº 5.844 restringe a aplicação dos seus parágrafos a determinado tipo de despesas, as quais não são as deduzidas em sua DIPF. No mérito, o contribuinte alega que efetuou as deduções com despesas médicas sob o amparo e de acordo com os limites impostos pela Lei nº 9.250/95 e que o artigo 80 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR, aprovado pelo Decreto nº 3.000/99 apenas impõe a necessidade de comprovação do efetivo pagamento das despesas caso não haja documentação relativa à despesa deduzida. É o relatório". Fl. 93DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON Processo nº 10680.007125/200797 Acórdão n.º 2802002.739 S2TE02 Fl. 93 3 Voto Conselheiro Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc Reproduzo abaixo o voto apresentado pela Conselheira Relatora na sessão de julgamento: "O recurso é tempestivo, atende aos demais requisitos de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Como se observa, o litígio gira em torno da necessidade da comprovação do efetivo pagamento de despesas médicas, em que a autoridade fiscal considerou insuficientes os recibos apresentados pelo contribuinte, sem vinculação com o pagamento. A DRJ Belo Horizonte manteve o lançamento por entender ser válida a exigência da comprovação do pagamento quando os valores deduzidos a título de despesas médicas forem considerados relevantes. Destacase do acórdão de fls. 64/68, o seguinte: “A defesa alega que “é de conhecimento de todos que a maneira mais usada de se comprovar a efetividade de um pagamento é com um recibo emitido e assinado pelo beneficiário de tal pagamento...”. Sim, é verdade, porém, esta maneira mais usada somente se aplica a situações também usuais, comuns. A situação das despesas médicas glosadas neste Auto de Infração é atípica: a realização de despesas com dentistas, psicólogos e fisioterapeutas do vulto das aqui analisadas, num mesmo exercício, não é comum. Em conseqüência, para sua comprovação não bastam simples recibos. São necessárias provas adicionais da efetividade dos serviços, como por exemplo: ficha clinicas dentárias, odontogramas, laudos médicos, exames laboratoriais, raio X, etc; bem como provas adicionais do efetivo pagamento, tais como: cópias de cheques fornecidas pela instituição bancária, comprovantes de depósitos na conta do prestador dos serviços, comprovantes de transferências eletrônicas de fundos, transferências interbancárias, comprovantes de transmissão de ordens de pagamentos, e, no caso de pagamentos efetuados em dinheiro, extratos bancários que demonstrem a realização de saques em datas e valores coincidentes ou aproximados em relação aos pagamentos em questão. Além, das provas exemplificadas anteriormente poderia o autuada trazer outras provas em direito admitidas, desde que capazes de produzir os efeitos pretendidos. Vêse, pois, que a situação fática trazida à julgamento deste Colegiado possui características que exigem provas mais contundentes, que possam complementar as declarações particulares constantes dos recibos exibidos durante a ação fiscal e na fase de defesa.. Sem a complementação da instrução probatória pelo autuado é impossível se dar por comprovada a efetividade dos serviços e pagamentos que o defendente alega terem existido. Assim, e considerando que o art. 29 do Decreto n° 70.235/72, estabelece que na apreciação da prova, autoridade julgadora formará livremente sua convicção, considero que os documentos dos autos não são suficientes para comprovar a efetiva prestação dos serviços e seus respectivos pagamentos, ou seja, para comprovar as despesas cujas deduções são pleiteadas pelo contribuinte. Logo devem ser mantidas as glosas de despesas médicas em questão.” Fl. 94DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON 4 Nesse aspecto, tenho o entendimento de que, a princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados e que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas. Apenas na hipótese de ausência dos recibos na forma determinada pela Lei nº 9.250/95, ou em havendo fortes indícios de que a documentação apresentada seria inidônea, estaria a autoridade lançadora autorizada a exigir a prova do efetivo pagamento. Assim, a decisão sobre a dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador. Este Colegiado tem reiteradamente decidido que os recibos e declarações emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam as formalidades legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas, independentemente da comprovação do efetivo pagamento. Com efeito, pela documentação acostada aos autos, entendo estarem presentes os requisitos exigidos pela Lei nº 9.250/95 para a dedução das seguintes despesas declaradas pelo contribuinte: PROFISSIONAL VALOR COMPROVANTE EDSON FERREIRA MARTINS 15.600,00 Fls. 35/41 e 44 DALVINO CANDIDO LOBO FILHO 1.500,00 Fls. 15/19 e 47 ADRIANA BOUZAS LOUREIRO 11.000,00 Fls. 13/14 e 42 RONY DE ARAÚJO SOARES 4.600,00 Fls. 24/28 e 43 CLAUDIA MARA DE OLIVEIRA 5.600,00 Fls. 20/23 PATRÍCIA ANDRADE MAIA 7.000,00 Fls. 29/34 Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e a ele dar provimento para restabelecer a dedução de despesas médicas no valor de R$45.300,00, relativas ao exercício de 2003. Julianna Bandeira Toscano Relatora" (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, na qualidade de redator ad hoc Fl. 95DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON
score : 1.0
Numero do processo: 11080.003540/2008-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS - IOF
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/05/2003
DECADÊNCIA. CONTAGEM DE PRAZO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO. AUSÊNCIA. REGRA GERAL.
No caso de tributos cujo lançamento opera-se pela homologação do pagamento antecipado pelo obrigado, a extinção do crédito depende da efetiva antecipação do pagamento, sem a qual o lançamento não concretiza, restando a decadência do direito do Fisco constituir o crédito regulada pelas disposições contidas no artigo 173 do Código Tributário Nacional.
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PRAZO DECADENCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. DECISÃO PROFERIDA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSO REPETITIVO.
As decisões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em Recurso Repetitivo, sistemática prevista no artigo 543-C do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62-A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Na falta do pagamento efetuado pelo contribuinte, nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o prazo decadencial do direito do Fisco efetuar o lançamento do crédito tributário inicia-se no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o mesmo já poderia ter sido realizado.
JUROS DE MORA. EXIGIBILIDADE.
Sobre os créditos tributários constituídos em auto de infração serão exigidos juros de mora com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC.
Súmula CARF nº 4
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.
MULTA DE OFÍCIO. EXIGÊNCIA.
Sobre os créditos tributários constituídos em auto de infração por falta de pagamento ou declaração inexata será exigida a multa no percentual de setenta e cinco por cento, por expressa previsão legal.
ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. APRECIAÇÃO. INCOMPETÊNCIA.
É vedado aos membros das turmas de julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Súmula CARF nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3102-01.565
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Helder Kanamaru votou pelas conclusões.
Nome do relator: Ricardo Paulo Rosa
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201207
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS - IOF Período de apuração: 01/01/2003 a 31/05/2003 DECADÊNCIA. CONTAGEM DE PRAZO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO. AUSÊNCIA. REGRA GERAL. No caso de tributos cujo lançamento opera-se pela homologação do pagamento antecipado pelo obrigado, a extinção do crédito depende da efetiva antecipação do pagamento, sem a qual o lançamento não concretiza, restando a decadência do direito do Fisco constituir o crédito regulada pelas disposições contidas no artigo 173 do Código Tributário Nacional. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PRAZO DECADENCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. DECISÃO PROFERIDA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSO REPETITIVO. As decisões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em Recurso Repetitivo, sistemática prevista no artigo 543-C do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62-A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Na falta do pagamento efetuado pelo contribuinte, nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o prazo decadencial do direito do Fisco efetuar o lançamento do crédito tributário inicia-se no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o mesmo já poderia ter sido realizado. JUROS DE MORA. EXIGIBILIDADE. Sobre os créditos tributários constituídos em auto de infração serão exigidos juros de mora com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC. Súmula CARF nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. MULTA DE OFÍCIO. EXIGÊNCIA. Sobre os créditos tributários constituídos em auto de infração por falta de pagamento ou declaração inexata será exigida a multa no percentual de setenta e cinco por cento, por expressa previsão legal. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. APRECIAÇÃO. INCOMPETÊNCIA. É vedado aos membros das turmas de julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Súmula CARF nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 11080.003540/2008-84
conteudo_id_s : 5517620
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 02 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3102-01.565
nome_arquivo_s : Decisao_11080003540200884.pdf
nome_relator_s : Ricardo Paulo Rosa
nome_arquivo_pdf_s : 11080003540200884_5517620.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Helder Kanamaru votou pelas conclusões.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
id : 6116414
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888570875904
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2349; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 2 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.003540/200884 Recurso nº 911.354 Voluntário Acórdão nº 310201.565 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 18 de julho de 2012 Matéria Auto de Infração IOF Recorrente TERRA NETWORKS BRASIL S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Período de apuração: 01/01/2003 a 31/05/2003 DECADÊNCIA. CONTAGEM DE PRAZO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO. AUSÊNCIA. REGRA GERAL. No caso de tributos cujo lançamento operase pela homologação do pagamento antecipado pelo obrigado, a extinção do crédito depende da efetiva antecipação do pagamento, sem a qual o lançamento não concretiza, restando a decadência do direito do Fisco constituir o crédito regulada pelas disposições contidas no artigo 173 do Código Tributário Nacional. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PRAZO DECADENCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. DECISÃO PROFERIDA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSO REPETITIVO. As decisões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em Recurso Repetitivo, sistemática prevista no artigo 543C do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Na falta do pagamento efetuado pelo contribuinte, nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o prazo decadencial do direito do Fisco efetuar o lançamento do crédito tributário iniciase no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o mesmo já poderia ter sido realizado. JUROS DE MORA. EXIGIBILIDADE. Sobre os créditos tributários constituídos em auto de infração serão exigidos juros de mora com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC. Súmula CARF nº 4 Fl. 498DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA 2 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. MULTA DE OFÍCIO. EXIGÊNCIA. Sobre os créditos tributários constituídos em auto de infração por falta de pagamento ou declaração inexata será exigida a multa no percentual de setenta e cinco por cento, por expressa previsão legal. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. APRECIAÇÃO. INCOMPETÊNCIA. É vedado aos membros das turmas de julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Súmula CARF nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Helder Kanamaru votou pelas conclusões. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa Relator. (assinado digitalmente) EDITADO EM: 23/07/2012 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes de Maya Gomes, Winderley Morais Pereira, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Helder Kanamaru. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Tratase de auto de infração para exigência do IOF no período acima referido, com arrimo no art. 13 da Lei 9.779/99 e Decreto 4.494/2002, ante a falta de declaração e recolhimento do mesmo. O Relatório de Ação Fiscal (fls. 08/14) informa que as operações de mútuo realizadas através da conta caução coligadas/controladas não são suportadas por contrato, “sendo realizadas na forma de contacorrente entre as empresas”. Informa, ainda, que “o contribuinte apurou o Fl. 499DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 11080.003540/200884 Acórdão n.º 310201.565 S3C1T2 Fl. 3 3 IOF em relação a essas operações de mútuo utilizando o saldo das contas envolvidas no final de cada mês, multiplicando pelo número de dias do mês e aplicando a alíquota de 0,0041 %”, conforme valores reproduzidos à fl. 13. O contribuinte pagou os valores do imposto lançado referente aos meses de março a maio de 2003, consoante DARF e comprovantes de pagamento que anexa (fls. 434/439). Contudo, em relação aos meses de janeiro e fevereiro, irresignase contra sua cobrança, alegando “se operaram sobre eles os efeitos da decadência”, uma vez decorridos cinco anos da data da ocorrência dos fatos geradores do imposto e a data da ciência do lançamento, em 31/03/2008, em desacordo com o art. 150, § 4º do CTN, acerca do qual discorre em sua peça impugnatória. Demais disso, insurgese contra a multa de ofício no percentual de 75%, por entendêla confiscatória, em afronta ao art. 150, IV, da CF. E, por fim, alega que não pode a taxa SELIC ser aplicada aos créditos tributários, uma vez não ter sido criada para esse fim. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários IOF Período de apuração: 01/01/2003 a 31/05/2003 DECADÊNCIA LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO Nos tributos sujeitos ao regime do lançamento por homologação, a decadência do direito de constituir o crédito tributário é regido pelo artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional. Porém, a incidência dessa regra supõe hipótese típica de lançamento por homologação, aquela em que a lei prevê o pagamento antecipado do tributo por conta do contribuinte. Se o pagamento do tributo não for antecipado, já não será o caso de lançamento por homologação, quando a constituição do crédito tributário deverá observar o disposto no artigo 173, I, do Código Tributário Nacional. MULTA DE OFÍCIO JUÍZO DE INCONSTITUCIONALIDADE. A multa aplicada pelo Fisco decorre de lei vigente e eficaz, descabendo ao agente fiscal perquerir se o percentual escolhido pelo legislador é exacerbado ou não. Para que se afira a alegada natureza confiscatória do percentual da multa aplicada é necessário que se adentre no mérito da constitucionalidade da mesma, competência esta que falece aos órgãos administrativos julgadores. TAXA SELIC JUROS MORATÓRIOS A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta Recurso Voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do qual repisa argumentos contidos na Impugnação ao Lançamento. É o relatório. Fl. 500DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA 4 Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do Recurso. Discutese no processo a decadência do direito da Fazenda constituir o crédito tributário para os fatos geradores ocorridos nos meses de janeiro e fevereiro de 2003, em face do comando contido no artigo 150 do Código Tributário Nacional; a multa exigida, no percentual de 75% do valor devido, e os juros de mora à Taxa Selic. Conforme preceitua o Código Tributário Nacional, o direito de constituir o crédito tributário expira no prazo de cinco anos contados, em regra geral, do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que tal providência já poderia ter sido tomada. Nos casos de tributos cujo lançamento operase por homologação, o dia de início da contagem do prazo é antecipado, nos termos do artigo 150 do Código. Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Embora o disposto no Código dê ensejo a diferentes interpretações, tendo por base a possível finalidade pretendida pelo legislador, qual fosse a de antecipar a contagem do prazo sempre que notório o conhecimento da autoridade fiscal da ocorrência do fato gerador do imposto, não há como escapar à condição especificada no § 1º, indicando o pagamento antecipado pelo obrigado como ação necessária à extinção do crédito sob condição resolutória, sem o qual o próprio lançamento por homologação não operase, restando o mesmo regulado pelas disposições contidas no artigo 173, conforme a seguir transcrito. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 501DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 11080.003540/200884 Acórdão n.º 310201.565 S3C1T2 Fl. 4 5 II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Se não há pagamento, não há o que homologar, até porque, quando assim acontece, como é o caso do vertente litígio, o lançamento é feito de ofício. Neste mesmo diapasão decisão proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, em Recurso Repetitivo, RESP 973733. RECURSO ESPECIAL Nº 973.733 SC (2007/01769940) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS REPR. POR : PROCURADORIAGERAL FEDERAL PROCURADOR : MARINA CÂMARA ALBUQUERQUE E OUTRO(S) RECORRIDO : ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADOR : CARLOS ALBERTO PRESTES E OUTRO(S) EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: Resp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, Fl. 502DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA 6 iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições revidenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543 C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Superada essa questão, temse que o Código Tributário Nacional, em seu artigo 161, caput e § 1º, dispõe que o crédito tributário não pago no vencimento será acrescido de juros de mora, calculados à taxa de 1%, se a lei não dispuser de modo diverso. A Lei n.º 9.065/95 prevê, em seu artigo 13, a utilização da taxa SELIC para cálculo dos juros de mora, não havendo, portanto, razão para protesto. Art. 13. A partir de 1º de abril de 1995, os juros de que tratam a alínea c do parágrafo único do art. 14 da Lei nº 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com a redação dada pelo art. 6º da Lei nº 8.850, de 28 de janeiro de 1994, e pelo art. 90 da Lei nº 8.981, de 1995, o art. 84, inciso I, e o art. 91, parágrafo único, alínea a.2, da Lei nº 8.981, de 1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente. Lei 8.981, de 20 de janeiro de 1995. CAPÍTULO VIII Das Penalidades e dos Acréscimos Moratórios Art. 84. Os tributos e contribuições sociais arrecadados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores vierem a ocorrer a partir de 1º de janeiro de 1995, não pagos nos prazos previstos na legislação tributária serão acrescidos de: I juros de mora, equivalentes à taxa média mensal de captação do Tesouro Nacional relativa à Dívida Mobiliária Federal Interna; (Vide Lei nº 9.065, de 1995 II multa de mora aplicada da seguinte forma: a) dez por cento, se o pagamento se verificar no próprio mês do vencimento; b) vinte por cento, quando o pagamento ocorrer no mês seguinte ao do vencimento; c) trinta por cento, quando o pagamento for efetuado a partir do segundo mês subseqüente ao do vencimento. Fl. 503DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 11080.003540/200884 Acórdão n.º 310201.565 S3C1T2 Fl. 5 7 § 1º Os juros de mora incidirão a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao do vencimento, e a multa de mora, a partir do primeiro dia após o vencimento do débito. § 2º O percentual dos juros de mora relativo ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado será de 1%. § 3º Em nenhuma hipótese os juros de mora previstos no inciso I, deste artigo, poderão ser inferiores à taxa de juros estabelecida no art. 161, § 1º, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, no art. 59 da Lei nº 8.383, de 1991, e no art. 3º da Lei nº 8.620, de 5 de janeiro de 1993. § 4º Os juros de mora de que trata o inciso I, deste artigo, serão aplicados também às contribuições sociais arrecadadas pelo INSS e aos débitos para com o patrimônio imobiliário, quando não recolhidos nos prazos previstos na legislação específica. § 5º Em relação aos débitos referidos no art. 5º desta lei incidirão, a partir de 1º de janeiro de 1995, juros de mora de um por cento ao mêscalendário ou fração. § 6º O disposto no § 2º aplicase, inclusive, às hipóteses de pagamento parcelado de tributos e contribuições sociais, previstos nesta lei. § 7º A Secretaria do Tesouro Nacional divulgará mensalmente a taxa a que se refere o inciso I deste artigo. § 8o O disposto neste artigo aplicase aos demais créditos da Fazenda Nacional, cuja inscrição e cobrança como Dívida Ativa da União seja de competência da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional.(Incluído pela Lei nº 10.522, de 2002). Ainda mais, tratase de matéria sumulada neste Conselho Administrativa de Recursos Fiscais, de observação obrigatória por todos seus integrantes. Súmula CARFnº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Finalmente, deve ser mantida a multa de ofício exigida, por expressa previsão legal – artigo 44, inciso I, da Lei 9.430/96 e alterações posteriores. Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata. No que se refere às argüições de desrespeito a princípios constitucionais, tal como efeito confiscatório da multa aplicada, o fato é que falece competência a este tribunal administrativo para deixar de aplicar uma lei por alegação de inconstitucionalidade, conforme art. 62 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Fl. 504DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA 8 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. É defeso a esta corte administrativa, salvo as hipóteses expressamente previstas no parágrafo único do artigo 62 supracitado, deixar de aplicar dispositivo legal formalmente válido sob pretexto de suposta violação constitucional ou princípios nela resguardados, assim é que consta da Súmula nº 2 deste Conselho Administrativo. Súmula CARF nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Por essas razões, VOTO POR NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. Sala de Sessões, 18 de julho de 2012. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa – Relator. Fl. 505DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA
score : 1.0
Numero do processo: 10882.902907/2008-46
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/06/2001 a 30/06/2001
ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO.
A partir da edição da Medida Provisória nº 1.858-6, de 29 de Junho de 1999, não são isentas das contribuições PIS e Cofins as receitas decorrentes de vendas de mercadorias às empresas situadas na Zona Franca de Manaus.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-004.995
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade por negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora), Cassio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que convertiam o processo em diligência para a apuração de direito creditório. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201502
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/06/2001 a 30/06/2001 ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. A partir da edição da Medida Provisória nº 1.858-6, de 29 de Junho de 1999, não são isentas das contribuições PIS e Cofins as receitas decorrentes de vendas de mercadorias às empresas situadas na Zona Franca de Manaus. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10882.902907/2008-46
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5473911
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3801-004.995
nome_arquivo_s : Decisao_10882902907200846.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
nome_arquivo_pdf_s : 10882902907200846_5473911.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade por negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora), Cassio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que convertiam o processo em diligência para a apuração de direito creditório. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
id : 5959945
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888577167360
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1922; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.902907/200846 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801004.995 – 1ª Turma Especial Sessão de 24 de fevereiro de 2015 Matéria Compensação PIS/Cofins Recorrente SHERWINWILLIAMS DO BRASIL INDUSTRIA E COMERCIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2001 a 30/06/2001 ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. A partir da edição da Medida Provisória nº 1.8586, de 29 de Junho de 1999, não são isentas das contribuições PIS e Cofins as receitas decorrentes de vendas de mercadorias às empresas situadas na Zona Franca de Manaus. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade por negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora), Cassio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que convertiam o processo em diligência para a apuração de direito creditório. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Redator designado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 90 29 07 /2 00 8- 46 Fl. 81DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da douta Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas (SP): Tratase de Declaração de Compensação (DCOMP) mediante a qual a contribuinte pretendeu extinguir débito com pretenso crédito com origem em pagamento indevido de contribuição social. A Delegacia da Receita Federal de origem emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação, assim motivado: [...]A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizadas para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. Cientificada do despacho, a contribuinte manifestou sua irresignação argüindo em síntese que o crédito utilizado na compensação teria origem em pagamento da contribuição na parcela calculada sobre vendas realizadas à Zona Franca de Manaus. Argumenta que as vendas à Zona Franca de Manaus (ZFM) no período em tela estavam imunes à incidência do PIS e da Cofins e, portanto, o pagamento teria sido feito a maior. Iniciando essa linha de argumentação, assevera que o art. 4° do DecretoLei (DL) n° 288, de 1967, equiparou, para todos os efeitos fiscais, as vendas realizadas à Zona Franca de Manaus a uma operação de exportação. Tal disposição, a seu ver, possui envergadura de norma de caráter complementar, e nesse nível de hierarquia teria sido incorporado ao ordenamento jurídico pela recepção que lhe deu a Constituição Federal de 1988, pelo artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Defende que o mesmo tratamento dado às exportações, aplicável às venda realizadas à Zona Franca de Manaus, seria também extensível às vendas efetuadas para destinatários sediados nos municípios integrantes das Areas de Livre Comércio. O Supremo Tribunal Federal (STF), na ADIn no. 2.3489, suspendeu a eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus”, contida no inciso I, § 2° do art. 14 da Medida Provisória (MP) n° 2.03724, de 2000, que discriminava as exclusões das isenções da Cofins e da contribuição ao PIS. Desta forma, nas reedições da MP no. 2.037, de 2000, foi excluída Fl. 83DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 5 4 a expressão "na Zona Franca de Manaus” do texto legal, de modo o tratamento das vendas à Zona Franca de Manaus acompanhou o entendimento do Supremo Tribunal Federal. Ao fim, requer o recebimento da presente manifestação de inconformidade com o seu regular efeito suspensivo da exigibilidade do crédito. Pleiteia ainda o reconhecimento do direito creditório referente aos recolhimentos' indevidos ou a maior a título de PIS e Cofins incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias à Zona Franca de Manaus e a consequente a homologação da compensação. Em análise à manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, aquela douta Delegacia de Julgamento entendeu por bem julgar como improcedentes os argumentos apresentados e manter a não homologação da compensação: Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade e ilegalidade, restringindose a instância administrativa ao exame da validade jurídica dos atos praticados pelos agentes do Fisco. RECEITAS DE VENDAS A ZONA FRANCA DE MANAUS. TRIBUTAÇÃO. A isenção do PIS e da Cofins prevista no art. 14 da Medida Provisória n° 2.03725, de 2000, atual Medida Provisória no. 2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. Referida isenção, contudo, não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1° de fevereiro de 1999 e 21 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos a vedação contida no inciso I do § 2º. do art. 14 da Medida Provisória no. 1.8586, de 1999, e reedições (atual Medida Provisória nº 2.15835, de 2001). Não existindo norma de desoneração, não se reconhece direito de crédito nela baseado e não se homologa a compensação que dele se aproveita. Repisando os argumentos apresentados em sua Manifestação de Inconformidade, o Recorrente apresenta o ora analisado Recurso Voluntário, acrescentando que não foi intimado pela fiscalização, em nenhum momento, a apresentar comprovantes da origem dos seus créditos e que, no despacho eletrônico proferido, também não foi apresentado nenhum argumento para que os créditos pleiteados fossem indeferidos. Argumenta ainda que trouxe aos autos planilha comprovando que os créditos indicados no pedido de compensação são originados de pagamento indevido ao a maior, uma vez que efetuou vendas destinadas à Zona Franca de Manaus. É o relatório Fl. 84DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Vencido Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Conforme mencionado alhures, a manifestação de inconformidade do Recorrente não foi provida pela Delegacia da Receita Federal de Campinas, sob dois principais argumentos: (i) de que a Recorrente não faria jus à imunidade e/ou isenção nas remessas de produtos destinados à Zona Franca de Manaus; e (ii) que não foi demonstrado pelo Recorrente a origem de seus créditos. O primeiro ponto que deve ser abordado nesta decisão é se as receitas oriundas das vendas destinadas à Zona Franca de Manaus estão sujeitas à incidência da contribuição ao PIS e da COFINS. De pronto, é importante destacar que, desde o advento do DecretoLei 288/67, as remessas destinadas à Zona Franca de Manaus são equiparadas às exportações para todos os efeitos fiscais. Confirase a redação do artigo 4º do mencionado decreto: Art 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro. Ratificando o benefício concedido para desenvolver a região Norte do país, o artigo 40 das ADCT’s – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias teve a seguinte redação: Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Como se percebe, o constituinte de 1988 prorrogou (garantiu) o benefício concedido pelo legislador de 1967 até o ano de 2013. Pois bem. Partindo da premissa de que todas as remessas destinadas à Zona Franca de Manaus são equiparadas, para fins fiscais, à exportação, desde a edição do Decreto Lei 288/67, cumpre analisar se, à época dos fatos geradores dos créditos indicados pelo contribuinte como pagos indevidamente, existia isenção da COFINS nas receitas decorrentes de exportação. Tal ilação não é difícil. O artigo 7º da Lei Complementar 70/91, vigente à época da ocorrência dos fatos geradores, determinava expressamente que as receitas decorrentes de exportação seriam isentas da COFINS. Confirase: Fl. 85DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 7 6 Art. 7º São também isentas da contribuição as receitas decorrentes: I de vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, realizadas diretamente pelo exportador; II de exportações realizadas por intermédio de cooperativas, consórcios ou entidades semelhantes; III de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras, nos termos do Decretolei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IV de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo; V de fornecimentos de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações ou aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; VI das demais vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo. Como se não bastasse, no julgamento da ADIN 23489, o Supremo Tribunal Federal suspendeu a expressão "na Zona Franca de Manaus" do inciso I do § 2° do art. 14 da Medida Provisória nº 2.03724 (atual Medida Provisória n.° 2.15835, de 2001). Tal julgamento ratificou o entendimento de que as vendas realizadas para Zona Franca de Manaus são equiparadas, para fins fiscais, às exportações: ZONA FRANCA DE MANAUS PRESERVAÇÃO CONSTITUCIONAL. Configuramse a relevância e o risco de manterse com plena eficácia o diploma atacado se este, por via direta ou indireta, implica a mitigação da norma inserta no artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Carta de 1988: Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Parágrafo único. Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus. Suspensão de dispositivos da Medida Provisória nº 2.03724, de novembro de 2000. (ADI 2348 MC, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 07/12/2000, DJ 07112003 PP00081 EMENT VOL0213102 PP 00266) O que não se pode admitir, data venia, é a interpretação dada pela douta Delegacia de Julgamento de Campinas, no sentido de que a “isenção do PIS e da Cofins prevista no art. 14 da Medida Provisória n° 2.03725, de 2000, atual Medida Provisória no. 2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. Referida isenção, contudo, não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1° de fevereiro de 1999 e 21 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos a vedação contida no inciso I do § 2º. do art. 14 da Medida Provisória no. 1.8586, de 1999, e reedições (atual Medida Provisória nº 2.15835, de 2001)”. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 8 7 Ora, como demonstrado, desde o DecretoLei 288/67, as remessas para Zona Franca de Manaus são consideradas como sendo exportações, o que foi ratificado pela Constituição Federal de 1988. Por outro lado, a Lei Complementar 70/91 isentou as receitas de exportação da COFINS. A Medida Provisória nº 2.03724 (atual Medida Provisória n.° 2.15835, de 2001) tentou afastar tal isenção, o que não foi recepcionado pelo ordenamento jurídico pátrio, nos termos da decisão exarada pelo Supremo Tribunal Federal. Portanto, não há que se falar em isenção somente para as hipóteses descritas por aquela douta Delegacia. O Superior Tribunal de Justiça, em reiteradas decisões, já se manifestou no sentido de que são isentas do pagamento da COFINS e do PIS as receitas decorrentes de exportação. A título de exemplo, segue transcrito julgado neste sentido: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ISENÇÃO. PIS E COFINS. PRODUTOS DESTINADOS À ZONA FRANCA DE MANAUS. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. FATO GERADOR. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º, DA LC 118/2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE DIFUSO. CORTE ESPECIAL. RESERVA DE PLENÁRIO. MATÉRIA DECIDIDA PELA 1ª SEÇÃO, NO RESP 1002932/SP, JULGADO EM 25/11/2009 SOB O REGIME DO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO AO ART. 535, CPC. INOCORRÊNCIA. 1. O art. 4º do DL 288/67 e o art. 40 do ADCT "preserva a Zona Franca de Manaus como área de livre comércio, estendendo às exportações destinadas a estabelecimentos situados naquela região os benefícios fiscais presentes nas exportações ao estrangeiro". Consectariamente, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Sob esse enfoque, é assente nas Turmas de Direito Público que: "O conteúdo do art. 4º do Dec.lei 288/67, foi o de atribuir às operações da Zona Franca de Manaus, quanto a todos os tributos que direta ou indiretamente atingem exportações de mercadorias nacionais para essa região, regime igual ao que se aplica nos casos de exportações brasileiras para o exterior." 2. O art. 5º da Lei 7.714/88, com a redação dada pela Lei 9.004/95, bem como o art. 7º da Lei Complementar 70/91 autorizam a exclusão, da base de cálculo do PIS e da COFINS respectivamente, dos valores referentes às receitas oriundas de exportação de produtos nacionais para o estrangeiro. 3. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, inferese que a isenção relativa à COFINS e ao PIS é extensiva à mercadoria destinada à Zona Franca. Precedentes: REsp 681.395/SC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/08/2010, DJe 03/09/2010; REsp 802.474/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 05/11/2009, DJe 13/11/2009; RESP 223.405MT, DJ de 01.09.2003, Relator Min. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 9 8 Humberto Gomes de Barros; RESP 144.785PR, DJ de 16.12,2002, Relator Min. Paulo Medina). 4. O Supremo Tribunal Federal, em sede de medida cautelar na ADI nº 23489, suspendeu a eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus", contida no inciso I do § 2º do art. 14 da MP nº 2.03724, de 23.11.2000, que revogou a isenção relativa à COFINS e ao PIS sobre receitas de vendas efetuadas na Zona Franca de Manaus. 5. Assim, considerando o caráter vinculante da decisão liminar proferida pelo E. STF, restam afastados, no caso concreto, os dispositivos da MP 2.03724 que tiveram sua eficácia normativa suspensa. (...) 11. Agravo regimental desprovido. (AgRg no Ag 1292410/AM, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 15/02/2011, DJe 07/04/2011) E, ainda, com a promulgação da Emenda Constitucional nº 42, de 19 de dezembro de 2003, foi concedida imunidade às receitas decorrentes de exportação, o que fez dissipar qualquer dúvida porventura remanescente quanto à incidência da contribuição ao PIS e da COFINS sobre as receitas de vendas destinadas à ZFM, posto que, se a isenção deve ser interpretada literalmente, a imunidade, por ser norma constitucional, exige eficácia máxima. Dessa forma, concluise pela isenção e, agora, imunidade, das receitas decorrentes de vendas efetuadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, em relação à contribuição ao PIS e à COFINS, devendo ser reformada a decisão recorrida neste ponto. Ocorre, contudo, que, pelos elementos trazidos aos autos, não pode, este egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais aferir se os créditos indicados no pedido de compensação (i) são, de fato, decorrentes das vendas destinadas à Zona Franca de Manaus e (ii) se são suficientes para liquidar os débitos. Devese, ressaltar, que, ao contrário do que foi alegado no acórdão recorrido, a Delegacia de Julgamento de Campinas (SP) poderia, de ofício, independentemente de requerimento expresso, ter realizado diligências para aferir autenticidade dos créditos declarados pelo Recorrente. Esta é a orientação do artigo 18 do Decreto 70.235/72. Confirase: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) A ilação do citado dispositivo do Decreto que rege o processo administrativo é de que deve a Administração Pública se valer de todos os elementos possíveis para aferir a autenticidade das declarações dos contribuintes, o que, data venia, não foi feito no presente caso. Devese ressaltar, sobre o processo administrativo fiscal, que ele é delineado por diversos princípios, dentre os quais se destaca o da Verdade Material, cujo fundamento Fl. 88DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 10 9 constitucional reside nos artigos 2º e 37 da Constituição Federal, no qual o julgador deve pautar suas decisões. Ou seja, o julgador deve perseguir a realidade dos fatos, para que não incorra em decisões injustas ou sem fundamento. Nesse sentido, são os ensinamentos do ilustre Professor James Marins: A exigência da verdade material corresponde à busca pela aproximação entre a realidade factual e sua representação formal; aproximação entre os eventos ocorridos na dinâmica econômica e o registro formal de sua existência; entre a materialidade do evento econômico (fato imponível) e sua formalidade através do lançamento tributário. A busca pela verdade material é princípio de observância indeclinável da Administração tributária no âmbito de suas atividades procedimentais e processuais. (grifouse). (MARINS, James. Direito Tributário brasileiro: (administrativo e judicial). 4. ed. São Paulo: Dialética, 2005. pág. 178 e 179.) Sobre o princípio da verdade material, também ensinam os ilustres professores Celso Antônio Bandeira de Mello e José dos Santos Carvalho Filho, respectivamente: Princípio da verdade material. Consiste em que a Administração, ao invés de ficar restrita ao que as partes demonstrem no procedimento, deve buscar aquilo que é realmente a verdade, com prescindência do que os interessados hajam alegado e provado (...). (...) O princípio da verdade material estribase na própria natureza da atividade administrativa. Assim, seu fundamento constitucional implícito radicase na própria qualificação dos Poderes tripartidos, consagrada formalmente no art. 2º da Constituição, com suas inerências. Deveras, se a Administração tem por finalidade alcançar verdadeiramente o interesse público fixado na lei, é óbvio que só poderá fazêlo buscando a verdade material, ao invés de satisfazerse com a verdade formal, já que esta, por definição, prescinde do ajuste substancial com aquilo que efetivamente é, razão porque seria insuficiente para proporcionar o encontro com o interesse público substantivo. Demais disto, a previsão do art. 37, caput, que submete a Administração ao princípio da legalidade, também concorre para a fundamentação do princípio da verdade material no procedimento (...). (BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de direito administrativo. 24. ed. rev. atual. São Paulo: Malheiros Editores, 2007. p. 489, 493 e 494) ................................................................................................................... É o princípio da verdade material que autoriza o administrador a perseguir a verdade real, ou seja, aquela que resulta efetivamente dos fatos que a constituíram. (...) Pelo princípio da verdade material, o próprio administrador pode buscar as provas para chegar à sua conclusão e para que o processo Fl. 89DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 11 10 administrativo sirva realmente para alcançar a verdade incontestável, e não apenas a que ressai de um procedimento meramente formal. Devemos lembrarnos de que nos processos administrativos, diversamente do que ocorre nos processos judiciais, não há propriamente partes, mas sim interessados, e entre estes se coloca a própria Administração. Por conseguinte, o interesse da Administração em alcançar o objeto do processo e, assim, satisfazer o interesse público pela conclusão calcada na verdade real, tem prevalência sobre o interesse do particular. (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 21. ed. rev. ampl. atual. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Juris, 2009. p. 933 e 934) No processo administrativo tributário, o julgador deve sempre buscar a verdade e, portanto, não pode basear sua decisão em apenas uma prova carreada nos autos. É permitido ao julgador administrativo, inclusive, ao contrário do que ocorre nos processos judiciais, não ficar restrito ao que foi alegado, trazido e provado pelas partes, devendo sempre buscar todos os elementos capazes de influir em seu convencimento. Isto porque, no processo administrativo não há a formação de uma lide propriamente dita, não há, em tese, um conflito de interesses. O objetivo é esclarecer a ocorrência dos fatos geradores de obrigação tributária, de modo a legitimar os atos da autoridade administrativa. Este Conselho, em reiteradas decisões, há muito se posiciona no sentido de que o processo administrativo, em especial o julgador, deve ter como norte a verdade material para solução da lide. Confirase: IPI. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Nos termos do § 4º do artigo 16 do Decreto 70.235/72, é facultado ao sujeito passivo a apresentação de elementos probatórios na fase impugnatória. A não apreciação de documentos juntados aos autos ainda na fase de impugnação, antes, portanto, da decisão, fere o princípio da verdade material com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação. Deve ser anulada decisão de primeira instância que deixa de reconhecer tal preceito. Processo anulado. (13896.000730/0099, Recurso Voluntário n°. 132.865, ACÓRDÃO 20312338, Relator Dalton Cesar Cordeiro de Miranda) PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO PROVA MATERIAL APRESENTADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA DE JULGAMENTO PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE PROCESSUAL E A BUSCA DA VERDADE MATERIAL A não apreciação de provas trazidas aos autos depois da impugnação e já na fase recursal, antes da decisão final administrativa, fere o princípio da instrumentalidade processual prevista no CPC e a busca da verdade material, que norteia o contencioso administrativo tributário. "No processo administrativo predomina o princípio da verdade material no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação. O Fl. 90DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 12 11 importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento". (Ac. 10318789 3ª. Câmara 1º. C.C.). Precedente: Acórdão CSRF/0304.371 RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. (10950.002540/200565, Recurso Voluntário n°. 136.880, Acórdão 30239947, Relatora Judith do Amaral Marcondes) IRPJ PREJUÍZO FISCAL IRRF RESTITUIÇÃO DE SALDO NEGATIVO ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DIPJ PREVALÊNCIA DA VERDADE MATERIAL Não procede o não reconhecimento de direito creditório relativo a IRRF que compõe saldo negativo de IRPJ, quando comprovado que a receita correspondente foi oferecida à tributação, ainda que em campo inadequado da declaração. Recurso provido. (Número do Recurso: 150652 Câmara: Quinta Câmara Número do Processo: 13877.000442/200269 – Recurso Voluntário: 28/02/2007) COMPENSAÇAO ERRO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO E/OU PEDIDO – Uma vez demonstrado o erro no preenchimento da declaração e/ou pedido, deve a verdade material prevalecer sobre a formal. Recurso Voluntário Provido. (Número do Recurso: 157222 Primeira Câmara Número do Processo:10768.100409/200368 – Recurso Voluntário: 27/06/2008 Acórdão 10196829). Assim, in casu, a fiscalização, considerando a isenção/imunidade da contribuição ao PIS e da COFINS nas vendas destinadas à Zona Franca de Manaus, como demonstrado acima, deverá comprovar a autenticidade dos créditos indicados pelo Recorrente e se estes créditos são suficientes para liquidar os débitos consignados no pedido de compensação. Tendo em vista o acima exposto, e o fato de que não constar nos autos documentação contábil ou fiscal capaz de comprovar os exatos valores dos créditos tributários do Recorrente, voto por converter o julgamento em diligência à DRF/OsascoSP para: (i) Apurar se os créditos indicados nos pedidos de compensação como sendo de pagamento indevido são oriundos das vendas realizadas para a Zona Franca de Manaus; (ii) Juntar aos autos cópia da documentação que demonstre a origem dos créditos declarados; (iii) Apurar se os créditos são suficientes para liquidar os débitos consignados no pedido de compensação; (iv) Intimar a empresa a se manifestar acerca da diligência realizada, se assim desejar, no prazo de trinta dias de sua ciência; (v) Retornar os presentes autos ao CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora) Fl. 91DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 13 12 Voto Vencedor Conselheiro Marcos Antônio Borges, Em que pese o entendimento da I. relatora, ouso dela discordar. O direito creditório pleiteado teria como fundamento a isenção das contribuições PIS e Cofins incidentes sobre as receitas de vendas as empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus. A interessada sustenta que a isenção das contribuições teria como fundamento legal o art. 4º do DecretoLei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, abaixo transcrito: “Art. 4° A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro.” (Grifouse) Conforme entendimento de parte dessa Turma julgadora, esta tese não pode prevalecer, visto que o próprio dispositivo legal estabeleceu um limite temporal, qual seja, nos termos da legislação em vigor, isto é, a legislação tributária vigente em 1967. Assim sendo, este diploma legal e o DecretoLei nº 356/1968, que estendeu às áreas pioneiras, zonas de fronteira e outras localidades da Amazônia Ocidental os favores fiscais concedidos pelo DecretoLei nº 288/67, não têm o condão de produzir efeitos em relação à legislação superveniente. É certo que se interpreta literalmente a lei que dispõe sobre outorga de isenção, segundo dispõe o Código Tributário Nacional no art. 111, inciso II. Deste modo, em relação ao período de apuração objeto do presente processo, o art. 14 da Medida Provisória nº 1.8586, de 29 de Junho de 1999 que passou a disciplinar os casos de isenção da contribuição cumulativa, in verbis: Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: I dos recursos recebidos a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pelas empresas públicas de sociedades de economia mista; II da exportação de mercadorias para o exterior; III dos serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; IV do fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronave em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; Fl. 92DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 14 13 V do transporte internacional de cargas ou passageiros; VI auferidas pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação, modernização, conversão e reparo de embarcações préregistradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro REB, instituído pela Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997; VII de frete de mercadorias transportadas entre o País e o exterior pelas embarcações registradas no REB, de que trata o art. 11 da Lei nº 9.432, de 1997; VIII de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras nos termos do DecretoLei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IX de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; X relativas às atividades próprias das entidades a que se refere o art. 13. § 1º São isentas da contribuição para o PIS/PASEP as receitas referidas nos incisos I a IX do caput. § 2º As isenções previstas no caput e no parágrafo anterior não alcançam as receitas e vendas efetuadas: I a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus, na Amazônia Ocidental ou em área de livre comércio; II a empresa estabelecida em zona de processamento de exportação; III a estabelecimento industrial, para industrialização de produtos destinados a exportação, ao amparo do art. 3º da Lei nº 8.402, de 8 de janeiro de 1992. (grifouse) Este diploma legal foi ajustado na Medida Provisória nº 2.03725, de 21 de dezembro de 2000, em razão de medida cautelar deferida pelo Excelso Supremo Tribunal Federal STF, na ADI n° 2.3489, impetrada pelo Governador do Estado do Amazonas, quanto ao disposto no inciso I do § 2º do artigo 14 da Medida Provisória n° 2.03724, de 2000, suspendendo ex nunc a eficácia da expressão “na Zona Franca de Manaus”. Não se pode perder de vista que o Supremo tribunal federal em 02 de fevereiro de 2005 declarou a perda de objeto da referida ADI, decisão transitada em julgado. Destarte, da inteligência do artigo citado, concluise que até a edição da Medida Provisória nº 2.03725, de 21 de dezembro de 2000, em relação às vendas para empresas situadas na Zona Franca de Manaus, não havia isenção da contribuição e posteriormente a esta data a isenção alcança somente as receitas de vendas enquadradas nos incisos IV, VI, VIII e IX do citado diploma legal. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 15 14 Além do mais, em face de entendimentos divergentes, a então Secretaria da Receita Federal por meio da Solução de Divergência Cosit nº 22, de 19 de agosto de 2002, DOU de 22/08/2002, pacificou no âmbito da administração a tese de que não há isenção específica para as vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus. SOLUÇÕES DE DIVERGÊNCIA DE 19 DE AGOSTO DE 2002 Nº 22 ASSUNTO: Contribuição para o PIS/Pasep EMENTA: A isenção do PIS/Pasep prevista no art. 14 da Medida Provisória nº2.03725, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase somente para os fatos geradores ocorridos a partir do dia 18 de dezembro de 2000, e, exclusivamente, sobre às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº7.714, de 1988; Lei nº9.004, de 1995; Medida Provisória nº1.212, de 1995, e reedições, atual Lei nº9.715, de 1995; Art. 14 da Medida Provisória nº1.8586, de 1999, e reedições, e da Medida Provisória nº2.03725, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001; Medida liminar deferida pelo STF, na ADI nº2.3489; e Parecer/PGFN/CAT/Nº1.769, de 2002. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: A isenção da Cofins prevista no art. 14 da Medida Provisória nº2.03725, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase, exclusivamente, às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. A isenção da Cofins não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1o de fevereiro de 1999 e 17 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos a vedação contida no inciso I do § 2º do art. 14 da Medida Provisória nº1.8586, de 1999, e reedições, (atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001). DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei Complementar nº70, de 1991; Lei Complementar nº85, de 1996; Art. 14 da Medida Provisória nº 1.8586, de 1999, e reedições, e da Medida Provisória nº 2.037 25, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001; Medida liminar deferida pelo STF, na ADI nº 2.3489; e Parecer/PGFN/CAT/n º1.769, de 2002. Registrese, por oportuno que as jurisprudências administrativas e judiciais colacionadas no recurso voluntário não se constituem em normas gerais de direito tributário, e produzem efeitos apenas em relação às partes que integram os processos e com estrita observância do conteúdo dos julgados. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.902907/200846 Acórdão n.º 3801004.995 S3TE01 Fl. 16 15 Vale lembrar, que esse status somente foi modificado pela Lei 10.996/2004, com vigência em 16/12/2004, que estabeleceu a alíquota zero da Cofins incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus: “Art. 2o Ficam reduzidas a 0 (zero) as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM. § 1o Para os efeitos deste artigo, entendemse como vendas de mercadorias de consumo na Zona Franca de Manaus ZFM as que tenham como destinatárias pessoas jurídicas que as venham utilizar diretamente ou para comercialização por atacado ou a varejo. § 2o Aplicamse às operações de que trata o caput deste artigo as disposições do inciso II do § 2o do art. 3o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e do inciso II do § 2o do art. 3o da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003.” Como visto, o legislador de forma acertada reconheceu que não havia isenção das contribuições para o PIS e da Cofins sobre a receita de vendas de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus, pois não tinha lógica reduzir a alíquota zero uma receita que, em tese, estava isenta, como defendeu a interessada. Em suma, a receita de vendas de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus no período de apuração em discussão não era isenta ou imune da mencionada nos termos da legislação de regência. Por fim, resta evidente que as alegações sobre o direto creditório ficaram prejudicadas. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 95DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10735.901045/2008-28
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 08 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2008
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA.
Inexiste norma legal que preveja a homologação tácita do pedido de restituição no prazo de 5 anos. O Art. 150, § 4º do CTN, cuida de regulamentar a o prazo decadencial para a homologação do lançamento, não se podendo confundir o lançamento com o pedido de restituição.
RECURSO
Numero da decisão: 3801-005.310
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos por negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cássio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2008 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA. Inexiste norma legal que preveja a homologação tácita do pedido de restituição no prazo de 5 anos. O Art. 150, § 4º do CTN, cuida de regulamentar a o prazo decadencial para a homologação do lançamento, não se podendo confundir o lançamento com o pedido de restituição. RECURSO
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 08 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10735.901045/2008-28
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5473137
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3801-005.310
nome_arquivo_s : Decisao_10735901045200828.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
nome_arquivo_pdf_s : 10735901045200828_5473137.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel- Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cássio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
id : 5959171
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:40:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888658956288
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1507; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 11 1 10 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10735.901045/200828 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801005.310 – 1ª Turma Especial Sessão de 19 de março de 2015 Matéria Crédito Presumido de IPI Recorrente RIOBRÁS TRANSPORTES LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2008 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA. Inexiste norma legal que preveja a homologação tácita do pedido de restituição no prazo de 5 anos. O Art. 150, § 4º do CTN, cuida de regulamentar a o prazo decadencial para a homologação do lançamento, não se podendo confundir o lançamento com o pedido de restituição. RECURSO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 5. 90 10 45 /2 00 8- 28 Fl. 168DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 06/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cássio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes. Relatório Por bem descrever os fatos, transcrevo o relatório da douta Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro (I):g Trata o processo de declaração de compensação Dcomp nº 40598.05420.170906.1.7.046501 (fls.7/11), por meio da qual o interessado compensa o crédito relativo ao pagamento indevido ou a maior de programa de integração social PIS (Darf no valor de R$ 35.000,00, código 6912, recolhido em 10/01/2004) com diversos débitos. 2. A DRF Nova Iguaçu/RJ por meio do despacho decisório eletrônico de fl. 14, emitido em 20/05/2008, não homologou a compensação declarada, uma vez que o Darf discriminado na Dcomp não foi localizado nos sistemas da Receita Federal do BrasilRFB. 3. Cientificado da decisão em 29/05/2008 (fl.17), o interessado apresentou em 30/06/2008 a manifestação de inconformidade de fls. 18/35, acompanhada dos documentos de fls. 36/42, alegando, em síntese, que: os créditos utilizados na compensação estão relacionados no pedido de restituição nº 13748.000436/200368, de 24/09/2003; incorreu em erro material, gerada pela inexperiência no uso do programa PERDCOMP, que apenas aceitava um único Darf, quebrando todo o processo de levantamento e utilização de formulários de compensação em papel que permitia transcrever quaisquer quantidades de Darf e créditos; como detém os créditos que seriam objeto da compensação, solicita que a declaração de compensação seja refeita, agregandose os juros e multa legais, utilizandose dos créditos relacionados no processo de restituição; Analisando o caso, a DRJ no Rio de Janeiro (I) entendeu por bem manter o indeferimento do pleito, nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2008 PAGAMENTO INDEVIDO DE PIS. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. É defeso ao contribuinte retificar a DCOMP após a ciência da decisão administrativa. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 06/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL Processo nº 10735.901045/200828 Acórdão n.º 3801005.310 S3TE01 Fl. 12 3 Inconformado, o contribuinte apresentou o seu Recurso Voluntário, no qual traz argumentação diferente da que restou apresentada na Manifestação de Inconformidade. Neste Recurso, alega, em síntese, que houve homologação tácita do pedido de restituição dos créditos, uma vez que não houve análise pela Receita Federal do Brasil dentro do prazo de 05 anos, contados da data de protocolo. É o relatório. Voto Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel O Recurso Voluntário foi apresentado no prazo legal e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade. Portanto, dele conheço. Primeiramente, cumpre consignar que o Recurso Voluntário ora analisado é bastante confuso, sem nenhuma correlação lógica entre os fatos e os argumentos apresentados, o que dificulta sobremaneira o trabalho do julgador administrativo. Ademais, em um primeiro momento, quando da apresentação da Manifestação de Inconformidade, o Recorrente alegou que o não reconhecimento do seu crédito se deu por erro no preenchimento do pedido de compensação. Não tendo sido acolhida a argumentação lançada pelo acórdão recorrido, em Recurso confuso, o Recorrente traz extensa argumentação acerca da necessidade de reconhecimento da homologação tácita do pedido de restituição apresentado, uma vez que decorrido prazo de 05 anos, sem que fosse proferida qualquer decisão administrativa. Pois bem. Em julgados anteriores, esta Turma de Julgamento já se posicionou pela possibilidade de haver retificação das declarações posteriormente à decisão administrativa. Contudo, a retificação deve vir com a comprovação documental da origem dos créditos, até mesmo para que haja elementos nos autos capazes de aferir o direito creditório do contribuinte. Contudo, no presente caso, não há nos autos qualquer comprovação do direito creditório, nem mesmo as declarações retificadoras do Recorrente. Inclusive, como restou consignado no acórdão recorrido, antes de ser proferido o despacho decisório, foi dada a oportunidade ao Recorrente de justificar a origem do seu crédito e, se fosse o caso, retificar as suas declarações, o que, entretanto, não foi feito. Como se não bastasse, a princípio desprezando a linha de defesa exposta em sua Manifestação de Inconformidade, o Recorrente alega no Recurso Voluntário que houve a homologação tácita do pedido de restituição dos créditos, uma vez que transcorrido prazo de 05 anos, contados da data do protocolo do pedido. Contudo, não há como acatar tal linha de defesa, uma vez que o Código Tributário Nacional regulamenta o prazo decadencial de 5 anos para o agente fiscal homologar o lançamento por homologação, que ocorre quando o contribuinte, por determinação legal, em substituição ao agente arrecadador, possui a obrigação de apurar o tributo devido, em face da Fl. 170DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 06/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL 4 ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, efetuar o seu recolhimento e realizar a respectiva declaração. Quando o contribuinte realiza um pedido de compensação, nada mais está fazendo do que um lançamento por homologação: apura o tributo devido, realiza a declaração, e substitui o pagamento em espécie, por um pagamento com crédito tributário que possui junto ao ente tributante. E é por essa razão que, quando não há a apreciação expressa do pedido de compensação, passados 5 anos após a sua apresentação, ocorre a respectiva homologação. Em última análise, o que há é a homologação do lançamento realizado pelo contribuinte, sendo que o pagamento da obrigação tributária se dá com a utilização do seu direito creditório. Contudo, essa linha de raciocínio não pode ser utilizada nos casos de pedido de restituição, como pretendeu o Recorrente. O pedido de restituição não pode ser confundido com o pedido de compensação, muito embora em ambos os casos esteja a se tratar de direito a um crédito tributário. A compensação está sempre atrelada a um lançamento. Por isso a ela se aplica o prazo decadencial de 5 anos previsto no CTN. O pedido de restituição não. Ele é independente de qualquer lançamento (quando não atrelado a um pedido de compensação), e requer necessariamente um pronunciamento do Fisco. É sabido que os contribuintes vêm sofrendo prejuízos financeiros e danos morais decorrentes da morosidade da Administração Tributária Federal em proferir decisões sobre os requerimentos apresentados perante as repartições fiscais de sua circunscrição. Contudo, o Princípio Constitucional da razoável duração do procedimento administrativo, nos termos do artigo 5o, inciso LXXVIII da Carta Magna de 1.988, não pode ser aplicado como se regra fosse. Deve, sim, nortear o agente administrativo e todos os seus atos, mas não há, ainda, na legislação vigente, nenhuma norma que o obrigue a efetuar a análise de um pedido de restituição no prazo de 2, 3 ou 5 anos, por exemplo, sob pena de seu acatamento sem maiores delongas. Por conseguinte, embora o Fisco deva nortear seus atos observando a eficiência e a celeridade, pois sua ação deve preservar os interesses públicos (os interesses de todos nós, cidadãos), nada o impede de, depois de transcorridos mais de 05 anos após o pedido de restituição formulado pela Recorrente, indeferilo, por não vislumbrar o direito pleiteado. Não há a homologação tácita desse pedido, porquanto não ocorre qualquer lançamento que enseje a aplicação do artigo 150, § 4o., do CTN, como defende o Recorrente. Não há previsão legal para essa homologação. Considerando que o Recorrente se limitou a arguir a homologação tácita do pedido de restituição, com base no artigo 150, § 4o., do CTN, sem trazer qualquer documentação ou argumentação que comprovasse a existência de seu crédito, não há mesmo como acatar o seu pedido. Por essas razões, nego provimento ao Recurso Voluntário. Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Fl. 171DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 06/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL Processo nº 10735.901045/200828 Acórdão n.º 3801005.310 S3TE01 Fl. 13 5 Fl. 172DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 06/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
score : 1.0
Numero do processo: 15165.001378/2003-76
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jun 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 24/09/2001
EX TARIFÁRIO. INTERPRETAÇÃO LITERAL.
Tratando-se de hipótese de redução do Imposto de Importação, somente pode ser beneficiada com ex tarifário a mercadoria que corresponder exatamente àquela descrita no ato que concede o benefício. Aplicação do art. 111, II, do CTN. Jurisprudência do extinto Terceiro Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais.
CLASSIFICAÇÃO FISCAL. EX TARIFÁRIO. CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO.
Para que a tributação de uma mercadoria seja destacada de um determinado código fiscal para um Ex tarifário, é necessário que suas características essenciais adequem-se perfeitamente às especificações estabelecidas no referido Ex. Qualquer discrepância entre as características da mercadoria que se pretende destacar com aquelas descritas no Ex pretendido impossibilita o enquadramento no destaque tarifário.
PRENSAS HIDRÁULICA PARA CONFORMAÇÃO DE PEÇAS PLÁSTICAS.
Classifica-se no código 8477.59.11 a prensa hidráulica cuja função principal seja a conformação de peças plásticas, reforçadas com fibra e pré-formas metálicas, com capacidade igual ou inferior a 30.000kN.
Recurso Voluntário negado.
Numero da decisão: 3202-001.086
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Irene Souza da Trindade Torres Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 24/09/2001 EX TARIFÁRIO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. Tratando-se de hipótese de redução do Imposto de Importação, somente pode ser beneficiada com ex tarifário a mercadoria que corresponder exatamente àquela descrita no ato que concede o benefício. Aplicação do art. 111, II, do CTN. Jurisprudência do extinto Terceiro Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. EX TARIFÁRIO. CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO. Para que a tributação de uma mercadoria seja destacada de um determinado código fiscal para um Ex tarifário, é necessário que suas características essenciais adequem-se perfeitamente às especificações estabelecidas no referido Ex. Qualquer discrepância entre as características da mercadoria que se pretende destacar com aquelas descritas no Ex pretendido impossibilita o enquadramento no destaque tarifário. PRENSAS HIDRÁULICA PARA CONFORMAÇÃO DE PEÇAS PLÁSTICAS. Classifica-se no código 8477.59.11 a prensa hidráulica cuja função principal seja a conformação de peças plásticas, reforçadas com fibra e pré-formas metálicas, com capacidade igual ou inferior a 30.000kN. Recurso Voluntário negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Jun 05 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 15165.001378/2003-76
anomes_publicacao_s : 201506
conteudo_id_s : 5474432
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3202-001.086
nome_arquivo_s : Decisao_15165001378200376.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 15165001378200376_5474432.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Irene Souza da Trindade Torres Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2014
id : 5960466
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888682024960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2126; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 639 1 638 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15165.001378/200376 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202001.086 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de fevereiro de 2014 Matéria Classificação Fiscal de Mercadorias Recorrente AKSYS DO BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 24/09/2001 EX TARIFÁRIO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. Tratandose de hipótese de redução do Imposto de Importação, somente pode ser beneficiada com “ex” tarifário a mercadoria que corresponder exatamente àquela descrita no ato que concede o benefício. Aplicação do art. 111, II, do CTN. Jurisprudência do extinto Terceiro Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. “EX” TARIFÁRIO. CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO. Para que a tributação de uma mercadoria seja destacada de um determinado código fiscal para um “Ex” tarifário, é necessário que suas características essenciais adequemse perfeitamente às especificações estabelecidas no referido “Ex”. Qualquer discrepância entre as características da mercadoria que se pretende destacar com aquelas descritas no “Ex” pretendido impossibilita o enquadramento no destaque tarifário. PRENSAS HIDRÁULICA PARA CONFORMAÇÃO DE PEÇAS PLÁSTICAS. Classificase no código 8477.59.11 a prensa hidráulica cuja função principal seja a conformação de peças plásticas, reforçadas com fibra e préformas metálicas, com capacidade igual ou inferior a 30.000kN. Recurso Voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 16 5. 00 13 78 /2 00 3- 76 Fl. 639DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 2 Irene Souza da Trindade Torres – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: “Contra a interessada acima epigrafada foram lavrados os Autos de Infração de fls. 01 a 14, os quais constituíram, de ofício, as exigências de Imposto de Importação e de Imposto sobre Produtos Industrializados, acrescidos de multa de ofício e de juros de mora, além da exigência da multa por erro de classificação tarifária. Conforme a descrição dos fatos de fls. 03 a 05 a interessada submeteu a despacho de importação, através da Declaração de Importação no 01/09421501, registrada em 24/09/2001, uma prensa hidráulica de comando numérico computadorizado (CNC), marca Dieffenbacher, modelo DYU 2500/300, para conformação de chapas metálicas por estiramento, com dois cabeçotes para fixação da chapa, molde acionado hidraulicamente e capacidade máxima de 30.000 kN, completa com seus acessórios, parcialmente desmontada para efeito de transporte, classificandoa no código NCM/TEC 8462.91.19. O importador solicitou o “EX” tarifário no 05, referente ao código NCM/TEC 8462.91.19, para a mercadoria, previsto na Resolução Camex no 32, de 29/08/2001. No entanto, a autoridade lançadora entendeu que a mercadoria efetivamente importada não se enquadra no referido “EX”, haja a vista a conclusão contida na Solução de Consulta SRRF/9ª RF/DIANA no 111, de 12 de agosto de 2002 (fls. 19 a 24), ratificada pela Decisão contida às fls. 25 a 36, decorrente do Pedido de Revisão da referida consulta, expedida em 15/08/2003. A conclusão da consulta formulada pela interessada indica que a mercadoria é adequadamente classificada no código NCM/TEC 8477.59.11. A autoridade autuante esclarece que a nova classificação se justifica pelo fato de que a prensa importada se destina exclusivamente para a conformação de matéria plástica reforçada com fibra de vidro, e não apresenta Comando Numérico Computadorizado (CNC), e sim Controlador Lógico Programado (CLP), e ainda, não foi importada com molde, como havia sido descrito na DI, sujeitando também a autuada à multa ora exigida. Cientificada do lançamento, a interessada apresentou a impugnação de fls. 57 a 84, alegando, em síntese, que: apresentou um pedido de despacho antecipado nos termos do art. 453, do RA/85 e art. 43, da IN/SRF no 69/96, para a importação de diversos bens, que embora fossem constituídos de elementos distintos (ligados e separados por condutos, dispositivos, peças próprias, e outros), possuíam função única, e por isso teriam classificam fiscal única; Fl. 640DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15165.001378/200376 Acórdão n.º 3202001.086 S3C2T2 Fl. 640 3 a autoridade aduaneira, ao apreciar o pedido de despacho antecipado, discordou da classificação fiscal utilizada, por entender que as mercadorias teriam classificações distintas, e opinou no sentido de que a impugnante deveria formular processo de consulta, a fim de sanar dúvidas quanto à classificação fiscal do bem; formulada a consulta sobre a classificação da prensa hidráulica, e tento a SRF se manifestado no sentido de que cada parte possui classificação distinta, optou por classificála no código NCM 8462.91.19 – “EX” 005, constante na Resolução Camex no 32/01, no qual a máquina está perfeitamente descrita; em 08/11/2001 juntou laudo técnico elaborado por engenheiro certificante da Receita Federal, o qual concluiu que a máquina examinada apresenta as características técnicas conforme mencionado na declaração de importação; foi realizada diligência fiscal no seu estabelecimento para que fosse esclarecido se o equipamento importado servia para trabalhar chapas metálicas, termoplásticas ou ambas, mas que na ocasião da verificação o equipamento não estava em funcionamento, tendo a autoridade diligenciadora optado por colher informações do Diretor Industrial da empresa, o qual não entendeu o alcance da pergunta que lhe foi formulada, e declarou que a aplicação da máquina está restrita a materiais plásticos; a solução de consulta determinou classificação diversa daquela pretendida, com fundamento na declaração do Diretor Industrial; inconformada, apresentou pedido de revisão da solução proferida, pois o Diretor deixou de mencionar que o equipamento tem capacidade também para trabalhar metais, porque isso não lhe foi indagado; por solicitação da DIANA, foi emitido segundo laudo técnico, elaborado por engenheiro credenciado pela SRF, o qual descreveu as diversas possibilidades de utilização da máquina; em 27/08/2003 foi intimada a recolher a diferença dos tributos incidentes na DI no 01/09421501, tendo em vista que a solução de consulta foi mantida; não se conformando ainda com a decisão, protocolizou recurso na Superintendência da Receita Federal e na COANA, com base no art. 16 da IN/SRF no 230/02; apesar da pendência quanto ao julgamento do Recurso, foi lavrado o presente Auto de Infração, exigindolhe os impostos e multas, ferindo os princípios do contraditório e do duplo grau de jurisdição; a decisão da autoridade que solucionou a consulta não merece prosperar, pois são equivocados os motivos que a levaram ao entendimento sobre a classificação fiscal no código NCM/TEC 8477.59.11; o equipamento importado é constituído de prensa hidráulica de comando numérico computadorizado (via PC), que possui capacidade de conformar chapas metálicas e termoplásticas, com dois cabeçotes para fixação da chapa, com molde acionado hidraulicamente com pressão de 30.000 kN, tendo perfeita identidade com o “EX” requerido; o Departamento de Comércio Exterior concedeu a licença no 01/09744877, nos moldes ora descritos, após ter analisado a leitura técnica referente à máquina; Fl. 641DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 4 de acordo com o disposto no Ato Declaratório Normativo CST no 14/92, os atos pelos quais são alteradas alíquotas “ad valorem” do Imposto de Importação referemse de maneira objetiva aos produtos que mencionam, não estando a aplicação de tais atos condicionada à qualidade do Importador ou à destinação dos bens; a autoridade fiscal considerou informações extraídas da internet, as quais são destinadas ao público, e podem receber variadas interpretações, em detrimento dos laudos periciais, que são informações objetivas, nos quais é afirmado que a máquina se enquadra no “EX”; o engenheiro mecânico credenciado e indicado pela DIANA, Sr. Guilherme Pianovski Junior certificou que a máquina importada é uma prensa que pode trabalhar plásticos ou metais, dependendo do tipo de molde utilizado, porém a utilização principal de uma máquina desta capacidade é na conformação de chapas metálicas; a autoridade que solucionou a consulta utiliza argumentos que dizem respeito a conceitos próprios de “capacidade” e “potência” da máquina no intuito de rebater o entendimento do engenheiro credenciado, no entanto, não podem prosperar tais entendimentos, para desconsiderar o que tanto o engenheiro credenciado quanto o engenheiro indicado pela impugnante afirmaram; a resposta do fabricante Dieffenbacher não deveria prevalecer sobre a resposta dos engenheiros que atuaram diretamente no caso, somente porque se mostrou favorável ao entendimento do Fisco; ainda que se entendesse que ocorreu erro na classificação fiscal, é inaplicável a multa prevista por erro de classificação tarifária, posto que todos os elementos necessários à identificação da mercadoria encontramse presentes; comprovada a total ausência de máfé ou dolo no comportamento do importador resta afastada a exigibilidade da multa por desclassificação fiscal, já que foram observadas as Regras de Classificação Fiscal pertinentes e, sobretudo, o Ato Declaratório (Normativo) no 14/92; a exigência de juros de mora calculados pela taxa Selic não merece prosperar, dada a inconstitucionalidade do § 4o, do artigo 39, da Lei no 9.250, de 1995, uma vez que a referida taxa não foi criada por lei para fins tributários. Diante do exposto, a impugnante requer seja declarada a insubsistência dos Autos de Infração, porque lavrados segundo decisão proferida em procedimentos eivados de vícios. Por meio do expediente de fls. 107, o processo foi remetido a esta DRJ para prosseguimento e apreciação. No curso regular do processo, esta autoridade julgadora determinou a realização de diligência, para que fosse juntado a este o processo no 15165.000866/200102, no qual se encontram os laudos técnicos, os quais contêm informações esclarecedoras sobre a prensa hidráulica importada (fls. 108). Em atendimento ao determinado, a autoridade diligenciadora fez juntar aos autos os documentos de fls. 110 a 428. Por meio do despacho de fls. 430, o processo foi novamente remetido a esta DRJ para prosseguimento do feito. Fl. 642DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15165.001378/200376 Acórdão n.º 3202001.086 S3C2T2 Fl. 641 5 Outrossim, foi providenciada a juntada parcial dos textos de que tratam da Resolução Camex no 32, de 2001 (fls. 432 a 434), conforme Termo de Juntada de fls. 431.” A DRJFlorianópolis/SC julgou procedente o lançamento (efls. 467/474), nos termos da ementa transcrita adiante: “Assunto: Imposto sobre a Importação II Data do fato gerador: 24/09/2001 Ementa: PRENSA HIDRÁULICA. DESTAQUE EX. Tornase inaplicável a redução tarifária pleiteada pelo importador quando o laudo técnico atesta que o produto não se identifica com o produto descrito na Resolução Camex no 32, de 29/08/2001. Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 24/09/2001 Ementa: DESCLASSIFICAÇÃO FISCAL. DECISÃO EM PROCESSO DE CONSULTA. Uma vez formulada a consulta, o sujeito passivo obrigase a adoção da classificação fiscal indicada na correspondente solução, e ao recolhimento do tributo no prazo de 30 dias da ciência, a partir do qual fica o consulente sujeito a penalidades, inclusive multa por erro na classificação fiscal. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 24/09/2001 Ementa: JUROS DE MORA. TAXA SELIC. ILEGALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. Não compete aos órgãos julgadores administrativos apreciar argüição de ilegalidade e inconstitucionalidade da legislação tributária. Lançamento Procedente Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário a este Colegiado (efls.481/490), alegando, em síntese: a nulidade da solução de consulta, por cerceamento do direito de defesa, vez que trata de mercadoria distinta daquela da qual foi objeto da autuação; que a mercadoria importada foi classificada pelo fisco em razão do emprego eventual a ela dado em ao por aquilo que realmente ela é; que o enquadramento no “ex” da mercadoria importada independe da classificação adotada; que a decisão recorrida preferiu a opinião do engenheiro Pianowski e ignorou à do engenheiro Athos Silva, que afirma categoricamente que a prensa em questão que a máquina é dotada de comando numérico computadorizado. Fl. 643DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 6 Pede a nulidade da solução de consulta, por cerceamento do direito de defesa e requer o enquadramento da mercadoria na classificação fiscal adotada na DI, inclusive o “ex”. É o Relatório. Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Relatora Tratase de Autos de Infração, lavrados em 19/09/2003, contra a contribuinte já qualificada nos autos, para exigência do II, IPI , multa de ofício, juros de mora e mura de 1% sobre o valor aduaneiro por classificação incorreta na NCM, no valor total de R$ 852.262,23. A contribuinte submeteu a despacho de importação, através da Declaração de Importação no 01/09421501, registrada em 24/09/2001, a mercadoria assim descrita: “Prensas hidráulicas de comando numérico computadorizado (CNC), para conformação de chapas metÁlicas por estiramento, com 2 cabeÇotes para fixação da chapa, molde acionado hidraulicamente e capacidade máxima igual ou superior a 5.000 kN mas não superior a 35.000 kN, SENDO: PRENSA HIDRÁULICA DE COMANDO NUMÉRICO COMPUTADORIZADO (CNC) MARCA DIEFIENBACHER, MODELO DYU 2500/300, PARA CONFORMAÇÃO DE CHAPAS METÁLICAS POR ESTIRAMENTO, COM 2 CABEÇOTES PARA FIXAÇÃO DA CHAPA, MOLDE ACIONADO HIDRAULICAMENTE E CAPACIDADE MÁXIMA DE 30.000 INCOMPLETA, COM SEUS ACESSÓRIOS. PARCIALMENTE DESMONTADA PARA EFEITO DE TRANSPORTE.” Para tal mercadoria, procedeu a classificação fiscal no código 8462.91.19, fazendo uso da redução do II para 4%, em razão da exceção tarifária 005 (“Ex” 005) estabelecida pela Resolução CAMEX nº. 32, de 29/08/2001, cujo texto é o seguinte (efls: 463): 8462.91.19 "Ex" 005 Prensas hidráulicas de comando numérico computadorizado (CNC), para conformação de chapas metálicas por estiramento, com 2 cabeçotes para fixação da chapa, molde acionado hidraulicamente e capacidade máxima igual ou superior a 5.000 kN mas não superior a 35.000 kN A Fiscalização, entretanto, fundamentada na Solução de Consulta SRRF/9ªRF/DIANA nº 111, de 12 de agosto de 2002 (efls. 22/27), em consulta formulada pela mesma contribuinte (cuja razão social antiga era “Rütgers Automotive do Brasil Ltda”), nos autos do processo administrativo n° 15165.000866/200102 (cópias às efls. 115/457), houve por bem proceder à reclassificação fiscal da mercadoria para o código 8477.59.11 prensa hidráulica de comando numérico computadorizado (CNC), com capacidade máxima de 30.000kN, própria para conformação por estiramento de chapas de plástico (polipropileno), reforçadas com fibra de vidro, dotada de sistema hidráulico para retirada da peça acabada, utilizada na fabricação de peças de veículos, tais como suporte de radiador, protetor de assoalho e cápsula defletora, apresentada em conjunto com sistemas de sinalização e segurança,escadas, passarelas e corrimãos. Para as mercadorias classificadas neste código, a alíquota do II à época era de 14%. Fl. 644DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15165.001378/200376 Acórdão n.º 3202001.086 S3C2T2 Fl. 642 7 A reclassificação deveuse ao entendimento da autoridade autuante de que a prensa importada não estava de acordo com a descrição formulada pelo importador na DI: i. destinavase exclusivamente à conformação de matéria plástica reforçada com fibra de vidro, e não de chapas metálicas, ii. não apresentava Comando Numérico Computadorizado (CNC) e sim Controlador Lógico Programado (CLP); e iii. não havia sido importada com molde, como havia sido descrito pelo importador na DI. Postos os termos da controvérsia, passo, pois, à solução do litígio. Da Nulidade da Solução de Consulta Alega a recorrente nulidade da Solução de Consulta SRRF/9ª RF/DIANA nº. 111, de 12/08/2002. Aduz que referida Solução de Consulta trata de mercadoria distinta daquela importada e, em razão disso, requer a sua nulidade. Os argumentos utilizados pela recorrente são os seguintes: “(...) Ora, em diligência no estabelecimento da Recorrente, a autoridade solucionadora da consulta obteve a informação de que ali, in casu, a máquina seria utilizada para conformar material plástico. De posse de tal informação, exarou a solução que, na verdade, se refere a máquina distinta da que foi objeto da consulta, ou seja, urna máquina “própria para conformação por estiramento de chapas de plástico (polipropileno) reforçadas com fibra de vidro". Não se discute, realmente, se a classificação indicada pela SRRF/9ª. RF é ou não a correta para a mercadoria descrita em sua ementa, e nem é isto materialmente relevante para o caso em lide, simplesmente porque a mercadoria constante da ementa da solução da consulta NÃO É a importada pela recorrente. Em outras palavras, data maxima venha, a Recorrente importou uma prensa cuja função principal é conformar chapas metálicas, apresentou consulta sobre sua classificação fiscal, e recebeu em resposta solução que indica a classificação de uma outra máquina.” Vejase que a recorrente alega que as máquinas são distintas somente pelo fato de ter descrito a mercadoria, na consulta formulada, como sendo uma prensa cuja função principal era conformar chapas metálicas e a Solução de Consulta, ao analisar a mercadoria, haver concluído que não se tratava de prensa cuja função principal era conformar chapas metálicas. Ora, esse é exatamente um dos pontos do litígio: a recorrente afirma que se trata de prensa para conformar chapas metálicas e a SRFB afirma que a prensa se presta para conformar plástico. Não há indicação, pela contribuinte, de que os modelos das máquinas sejam diferentes, mas apenas um inconformismo com as conclusões a que se chegou na Solução de Consulta, que concluiu que a mercadoria descrita pela contribuinte não se prestava para a função indicada. Por óbvio, não reside nisso qualquer causa de nulidade. Não houve qualquer cerceamento ao direito de defesa da contribuinte no processo de consulta. Esta foi realizada sob rito próprio, sendo oportunizado à contribuinte o exercício da ampla defesa, tanto que a contribuinte apresentou pedido de revisão da Solução de Fl. 645DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 8 Consulta, e, após não obter sucesso na revisão, ainda ofereceu recurso perante a COANA, que também negoulhe o pleito. Demais disso, não cabe neste processo administrativo fiscal rediscutir os termos do processo de consulta, que seguiu seu próprio rito, onde foram oferecidos os recursos que eram cabíveis, não servindo este processo como instrumento de recurso em face daquele outro processo. Assim, mostrase incabível a preliminar argüida. Do Enquadramento no ExTarifário No mérito, para a solução do litígio, necessário se faz entender qual a função de um “Ex” tarifário na classificação de mercadoria. Como é de todos sabido, para se chegar à alíquota de um produto, primeiramente, devese verificar qual sua classificação fiscal, pois, regra geral, as alíquotas são estabelecidas não por produto individualmente, mas, sim, por código fiscal da Tabela de Incidência, de tal sorte que todos os produtos classificados em um determinado código estão sujeitos à mesma alíquota. Todavia, se a Fazenda Nacional quiser diferenciar a tributação de um determinado produto dentre os classificáveis em um mesmo código fiscal, criase um destaque para esse código ao qual se denominou “Exceção tarifária” ou, simplesmente, “Ex” – detalhandose quais as características especiais da mercadoria cuja tributação se quer diferenciar, e fixase, então, a pretendida alíquota diferenciada. Assim, o “Ex” tem por finalidade destacar uma mercadoria específica dentre as várias classificadas em um determinado código, para que se possa diferenciarlhe a tributação das demais. Para que a tributação de uma mercadoria seja destacada de um determinado código fiscal para um “Ex” tarifário, é necessário que suas características essenciais adequem se perfeitamente às especificações estabelecidas no referido “Ex”. Qualquer discrepância entre as características da mercadoria que se pretende destacar com aquelas descritas no “Ex” pretendido impossibilita o enquadramento no destaque tarifário. Isso porque a interpretação do “ex” tarifário é sempre "literal". Cabe aqui relembrar o norte hermenêutico do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto nº 91.030, de 1985, que, regulamentando o art. 111, II do CTN, dispôs: Art. 129. Interpretarseá literalmente a legislação aduaneira que dispuser sobre a outorga de isenção ou redução do imposto de importação (Lei nº 5.172/66, art. 111, II). Tal posicionamento encontra respaldo na legislação em vigor, bem como na reiterada jurisprudência desta Corte. Confirase: Acórdão CSRF nº 0306.081, de 08/09/2008 O Extarifário é uma redução de Imposto de Importação de caráter geral. A descrição prevista em um "EX" especifico deve corresponder exatamente com a mercadoria que é importada. Aplicase ao Ex tarifário a disposição contida no art. 111, inciso II, do CTN. Acórdão CSRF 0304.441 de 08/08/2005 – CLASSIFICAÇÃO “EX" TARIFÁRIO. A interpretação da legislação que outorga beneficio fiscal deve ser feita de forma literal. Fl. 646DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15165.001378/200376 Acórdão n.º 3202001.086 S3C2T2 Fl. 643 9 Acórdão no. 30329555 de 04/12/2000 IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO "EX" TARIFÁRIO. Para ter direito à tributação pela alíquota reduzida do Imposto sobre a Importação prevista para um determinado "ex" tarifário,instituído por meio de Portaria do Ministério da Fazenda, o produto importado deverá ter uma perfeita identidade com o descrito na norma concessiva do beneficio. Acórdão 30130309 de 20/08/2002. BENEFÍCIOS FISCAIS. EX "TARIFÁRIO. Não restando devidamente comprovado que o equipamento importado exerce as funções previstas no "ex" tarifário, não está o mesmo amparado pela alíquota reduzida, devendo sujeitarse o contribuinte ao recolhimento dos impostos calculados sob a alíquota estabelecida para a respectiva classificação fiscal, vigente na data do fato gerador, bem como ao recolhimento das multas e acréscimos legais. No caso em questão, o “Ex” 005 do Código TEC 8462.91.19, destacou, dentre as diversas máquinas classificadas nesse código, as que tivessem as seguintes características: 8462.91.19 "Ex" 005 Prensas hidráulicas de comando numérico computadorizado (CNC), para conformação de chapas metálicas por estiramento, com 2 cabeçotes para fixação da chapa, molde acionado hidraulicamente e capacidade máxima igual ou superior a 5.000 kN mas não superior a 35.000 kN Dentre todas as máquinas classificadas no Código 8462.91.19, somente as que tiverem as especificações elencadas acima é que se enquadrarão no “"Ex" 005” e, por conseguinte, terão a tributação nele prevista. As que não atenderem a qualquer das especificações arroladas no referido texto do “Ex” não terão a tributação diferenciada ali prevista e serão tributadas normalmente pela alíquota fixada no código 8422.40.90. Vejamos, portanto, se a máquina atende aos requisitos estabelecidos no texto do “Ex”. Em atendimento à diligência requerida pela então Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, foi elaborado laudo, em 10/08/2000, pelo LACTEC – Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento, do Centro Politécnico da UFPR, em Curitiba/PR, o qual põe por terra todas as dúvidas porventura existentes, deixando claro que a máquina importada é de uso universal, não se podendo dizer que tenha como função principal a conformação de chapas metálicas, mas sim de plásticos e fibra de vidro, vez que a utilização para conformação de chapas metálicas depende da utilização de ferramentas Vejase: 1. A máquina importada pela recorrente, modelo DYU 25001300, fabricante Dieffenbacher, trabalha com chapas de metal e de plástico? R: Entendendo se tratar do modelo DYU 3000/2500, (conforme item 1, página 4 deste laudo), no recorrente a máquina trabalha operando na conformação de materiais compósitos de polímeros (plásticos) e fibra de vidro. Um dos componentes fabricados é composto de manta de material compósito e partes de material metálico préconformado. A operação da prensa consiste em conformar esta manta através de Fl. 647DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 10 moldes aquecidos, promovendo assim a união do material compósito (fibra de vidro e polímero) com as partes metálicas. Durante as etapas de prensagem pode ocorrer também pequena deformação nas chapas de aço. A Figura 4 apresenta a sequência de fabricação do componente em questão e a Figura 5 o produto acabado. (...) Conforme encarte do fabricante, adicionado ao processo, folhas 226 a 229, especificamente na folha 229, o equipamento tipo DYU (mesma séria do modelo em questão) é apresentado como uso em "aplicação universal". Portanto, empregandose ferramenta (moldes) adequado, o mesmo poderia trabalhar com chapas metálicas. Vejase que a identidade com a mercadoria descrita do texto do “Ex” deve ser perfeita para que se possa ali enquadrar o produto. No caso, o “ex” 005 não prevê o enquadramento de prensas hidráulicas de comando numérico computadorizado (CNC), para conformação de chapas metálicas e/ou chapas de plástico e fibra de vidro, por estiramento. O texto do “Ex”é claro: o benefício é dirigido para as prensas destinadas à conformação de chapas metálicas por estiramento. Ponto. Não há previsão para conformação de outros tipos de chapas. Demais disso, para enquadrarse no “Ex” 005 do código 8462.91.19, é preciso que a máquina seja operada por meio de um comando numérico computadorizado (CNC), conforme descrito no texto da Exceção Tarifária. Quanto a isso, ferindo de morte a pretensão da recorrente, também o referido Laudo é cristalino: a máquina opera por meio de controlador lógico programável (CLP), e não por meio de CNC: 5. A máquina importada é operada por meio de um comando numérico computadorizado (CNC) ou por um controlador lógico programável (CLP)? R: A máquina opera através de controlador lógico programável (CLP).(...) Não há, portanto, correspondência entre a mercadoria importada e o “Ex” pretendido. Ressaltese, por fim, que o Parecer Técnico do Professor Engenheiro Sr. Cesar Olivier Dalston, juntado pela recorrente (efls. 603/635), não pode ser admitido como elemento de prova nestes autos. Primeiro, porque representa laudo particular, elaborado a pedido da interessada, não sendo laudo oficial, elaborado por perito credenciado junto à Receita Federal. Demais disso, a diligência destinase a firmar a convicção do julgador, que determina as diligências que entender cabíveis conforme estatui o art. 29 do Decreto nº. 70.235/72: Art. 29 – Na apreciação da prova, autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender cabíveis. A fase recursal não é momento adequado para a contribuinte produzir as provas que ela própria entender cabíveis, que devem ser juntadas quando da apresentação da impugnação, conforme estabelece o §4º do art. 16 do Decreto nº. 70.235/72: §4º. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; Fl. 648DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15165.001378/200376 Acórdão n.º 3202001.086 S3C2T2 Fl. 644 11 b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas nos autos. Por outro lado, o Parecer extrapola o campo de competência do parecerista, que desborda os aspectos técnicos aos quais deveria aterse e adentra na realização da classificação fiscal da mercadoria, da apreciação da decisão da DRJ e da Solução de Consulta, enfim, soluciona o litígio como se autoridade julgadora fosse, o que, de forma alguma, lhe caberia. Da Classificação Fiscal Pretendida pela Fiscalização Definido que a mercadoria não se enquadra, sob forma alguma, na exceção tarifária pretendida pela recorrente, cabe analisar a classificação fiscal adotada pela Fiscalização. A princípio, poderia parecer ser possível classificar a mercadoria na posição 8462, visto que, de acordo com Laudo anteriormente referido, a máquina em questão, com a utilização de ferramentas adequadas, também pode trabalhar com chapas metálicas. Entretanto, o mesmo Laudo deixa claro: a função principal da máquina é a conformação de peças plásticas reforçadas com fibra e préformas metálicas. E mais, esclarece o Laudo que, mesmo sendo possível a conformação de matériaprima exclusivamente metálica, ainda assim a máquina possui diversos recursos destinados à conformação de materiais plásticos, representando um custo mais elevado, o que a tornaria economicamente desinteressante para exercer primordialmente a conformação de chapas metálicas, conforme alega a recorrente.Vejase: 2. Se trabalha com ambas, qual a sua função principal? A máquina foi essencialmente concebida para conformação de plásticos ou de metais? R: A aplicação principal é a conformação de pecas plásticas reforçadas com fibra e préformas metálicas. (...) A máquina foi concebida para o processamento de produtos cuja matéria prima envolva material plástico (não exclusivamente), já que no caso do produto final ser um material plástico reforçado ou não com fibras, é necessário aquecimento do molde e um controle específico do carregamento, que deve ser mantido durante um determinado período de tempo para promover a cura desta matéria prima. A máquina em questão está equipada com os recursos necessários para a produção de materiais plásticos. É possível a conformação de matériaprima exclusivamente metálica. Esta aplicação não exigiria a utilização de vários dos recursos existentes no equipamento para a conformação de materiais plásticos, tornando a operação economicamente pouco atrativa. Assim, por aplicação da RGI 1 e 3b, em razão de sua função principal da máquina, qual seja, a conformação de peças plásticas, entendo correta a classificação da mercadoria pretendida pela Fiscalização, na posição 8477, cujo texto é máquinas e aparelhos para trabalhar borracha ou plásticos ou para fabricação de produtos dessas matérias, não especificados nem compreendidos em outras posições deste capítulo.Nesta posição, temse a perfeita identificação da mercadoria no código 8477.59.11, que corresponde às prensas com capacidade igual ou inferior a 30.000kN Fl. 649DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 12 Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Fl. 650DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 31/03/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10283.902875/2009-19
Data da sessão: Wed Aug 31 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3302-000.166
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do redator designado. Vencido o Conselheiro Gileno Gurjão Barreto, relator. Designado o Conselheiro Alexandre Gomes para redigir o voto
vencedor.
Nome do relator: GILENO GURJAO BARRETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201108
numero_processo_s : 10283.902875/2009-19
conteudo_id_s : 6469062
dt_registro_atualizacao_tdt : Sat Sep 11 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3302-000.166
nome_arquivo_s : 330200166_10283902875200919_201108.pdf
nome_relator_s : GILENO GURJAO BARRETO
nome_arquivo_pdf_s : 10283902875200919_6469062.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do redator designado. Vencido o Conselheiro Gileno Gurjão Barreto, relator. Designado o Conselheiro Alexandre Gomes para redigir o voto vencedor.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 31 00:00:00 UTC 2011
id : 5954991
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:40:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888687267840
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1642; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 187 1 186 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.902875/200919 Recurso nº Resolução nº 330200.166 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 31 de agosto de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente SONOPRESS RIMO DA AMAZÔNIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO FONOGRÁFICA LTDA Recorrida DRJBELÉM/PA Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do redator designado. Vencido o Conselheiro Gileno Gurjão Barreto, relator. Designado o Conselheiro Alexandre Gomes para redigir o voto vencedor. WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente (assinado digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO – Relator (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES – Redator Designado (assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Fabiola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. RELATÓRIO Tratase de declaração de compensação transmitida em 31/03/2006 pela contribuinte acima identificada, na qual indicou o crédito de R$ 70.870,77, resultante de Fl. 187DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digita lmente em 14/06/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10283.902875/200919 Resolução n.º 330200.166 S3C3T2 Fl. 188 2 pagamento indevido ou a maior originário de DARF relativo à receita de código 5856, do período de apuração de 03/2005, no valor originário de R$ 213.318,27. A Delegacia de origem, em análise datada de 25.03.2009 (fl. 05), constatou que "a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP (...) foram localizados um ou mais pagamentos (...), mas integralmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Assim, não homologou a compensação declarada. Cientificada em 02/04/2009, a interessada apresentou, em 04.05.2009, manifestação de inconformidade na qual alega (fls. 09/16): "A ora peticionária apurou (...) equivocadamente, um débito de COFINS (...) conforme DCTF transmitida à Receita Federal do Brasil (...). Com base no referido equívoco, a peticionária promoveu o recolhimento do montante supostamente devido, conforme se verifica do DARF ora apresentado (...). (...) Desta forma, verificase que a peticionária agiu devidamente, conforme determina a legislação, uma vez que, após ter reconhecido o pagamento indevido, retificou a DCTF e promoveu a devida compensação de um crédito seu, com um débito próprio. Entretanto, a peticionária recebeu, com surpresa, o despacho decisório o qual não reconheceu a compensação dos valores devidos (...). (...) Nesse sentido, é forçoso que a Receita Federal do Brasil reconheça o direito creditório da peticionária e homologue a compensação efetuada, tendo em vista que a apuração do débito de COFINS originouse de um equívoco, o qual não pode perpetuar em nome da verdade material que deve prevalecer no processo administrativo. É o que se vê, aliás, da jurisprudência pacifica do antigo Conselho de Contribuintes (...). (...) Negarlhe o direito a compensação ou impedir a restituição de pagamento indevido efetuado constituiria apropriação indébita por parte do Fisco Federal. Diante do exposto, requer a ora peticionária (...) seja conhecida e provida a presente manifestação de inconformidade (...)." Vistos, relatados e discutidos os autos, acordaram os membros da Terceira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em BelémPA, por unanimidade de votos, julgaram improcedente a manifestação de inconformidade, em acórdão que assim ficou ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Fl. 188DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digita lmente em 14/06/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10283.902875/200919 Resolução n.º 330200.166 S3C3T2 Fl. 189 3 Anocalendário: 2006 CREDITO TRIBUTÁRIO. CONSTITUIÇÃO. 0 crédito tributário também resulta constituído nas hipóteses de confissão de divida previstas pela legislação tributária, como 6 o caso da DCTF. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ONUS DA PROVA. Considerase não homologada a declaração de compensação apresentada pelo sujeito passivo quando não reste comprovada a existência do crédito apontado como compensável. Nas declarações de compensação referentes a pagamentos indevidos ou a maior o contribuinte possui o ônus de prova do seu direito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Intimada em 04/08/2010, inconformada a Recorrente interpôs recurso voluntário tempestivamente. É o relatório. VOTO Conselheiro ALEXANDRE GOMES, Redator Designado. O presente recurso preenche os requisitos de admissibilidade, por isso dele conheço. Tratase de indeferimento de pedido de compensação de crédito de COFINS com débito de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica em razão do suposto pagamento indevido do primeiro tributo. A Receita Federal indeferiu a compensação por entender que os alegados créditos encontravam totalmente alocados a débitos declarados pelo próprio recorrente. O acórdão exarado pela DRJ assim consignou: “a desconstituição do credito tributário formalizado pelo pagamento e anteriormente confessado em DCTF não depende apenas de DCTF Retificadora, mas igualmente da comprovação inequívoca, por meio de documentos hábeis e idôneos, de eu houve o pagamento indevido ou a maior”. Ou seja, alegou que a Recorrente não fez prova suficiente do seu direito uma vez que não trouxe aos autos a sua contabilidade. A Recorrente, por sua vez, afirma que é possuidora de pagamento a maior decorrente de cálculo equivocado do quantum devido a titulo de COFINS tento inclusive promovido à retificação de sua DCTF. Fl. 189DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digita lmente em 14/06/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10283.902875/200919 Resolução n.º 330200.166 S3C3T2 Fl. 190 4 Muito embora a DCTF retificadora tenha sido apresentada após a emissão do despacho decisório por parte da Receita Federal, isto não pode afastar o direito do contribuinte ao credito que este pode fazer jus, caso reste devidamente comprovado que de fato houve um pagamento indevido. Em se tratando de alegação de pagamento a maior, entendo que devem ser exauridas por parte das autoridades administrativas, todas as possibilidades a seu alcance para determinar a efetiva existência deste pagamento indevido. Nunca se deve esquecer que é assente na jurisprudência administrativa e judicial que o processo administrativo possui, entre seus princípios norteadores, o principio da verdade material, que impõe à autoridade administrativa a busca incansável dos fatos que envolvam o recolhimento dos tributos, garantidose que não haja o enriquecimento ilícito do Estado. Por este motivo, tendo por norte o principio da verdade material, entendo por bem converter o presente julgamento em diligencia, para que a autoridade fiscal verifique a veracidade das informações prestadas e dos créditos alegados pelo Recorrente em suas DCTF e DACON retificadoras, verificando: a) a existência dos créditos alegados, informando se o “quantum” apurado é suficiente para fazer frente às compensações efetuadas; b) se existem outras informações que julgue serem importantes para o deslinde do presente processo. Por fim, a Recorrente deverá ser instada a se manifestar sobre o resultado da diligência. ALEXANDRE GOMES – Redator Designado. (assinado digitalmente) Fl. 190DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digita lmente em 14/06/2012 por ALEXANDRE GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10283.004455/2004-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2003. 2004
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. VÍCIOS. INCORREÇÕES. FALTA DE EMISSÃO. NULIDADE. INOCORRENCIA.
O Mandado de Procedimento Fiscal é instrumento administrativo de
planejamento e controle das atividades de fiscalização da Secretaria da Receita Federal do Brasil. A ocorrência de vicios, incorreções ou omissões não acarretam nulidade do auto de infração lavrado por autoridade que nos termos da Lei, possui competência para tanto. Tampouco a instauração do procedimento sem previa emissão do Mandado trará esse tipo de consequencia
Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2003. 2004
BASE DE CALCULO. ALARGAMENTO. LEI 9.718/98, ART. 3º § 1º
INCONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO STF. REPERCUSSÃO GERAL.
As decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, em Regime de Repercussão Geral, sistematica prevista no artigo 543B do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
Inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98, a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins incide apenas sobre o faturamento mensal, assim considerado a receita bruta decorrente das atividades operacionais típicas da pessoa juridica.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-001.765
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntario, nos termos do Relatório e Votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Relator, e Nanci Gama, que acolhiam a preliminar de vicio formal em vista das irregularidades observadas no Mandado de Procedimynto Fiscal MPF e, no mérito, davam parcial provimento ao Recurso, para admitir exclusivanente a tributaçno de receitas de aluguéis a partir do inicio da vigência da Lei n° 10.833 de 2003. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Ricardo Paulo Rosa.
Nome do relator: Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201302
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2003. 2004 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. VÍCIOS. INCORREÇÕES. FALTA DE EMISSÃO. NULIDADE. INOCORRENCIA. O Mandado de Procedimento Fiscal é instrumento administrativo de planejamento e controle das atividades de fiscalização da Secretaria da Receita Federal do Brasil. A ocorrência de vicios, incorreções ou omissões não acarretam nulidade do auto de infração lavrado por autoridade que nos termos da Lei, possui competência para tanto. Tampouco a instauração do procedimento sem previa emissão do Mandado trará esse tipo de consequencia Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2003. 2004 BASE DE CALCULO. ALARGAMENTO. LEI 9.718/98, ART. 3º § 1º INCONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO STF. REPERCUSSÃO GERAL. As decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, em Regime de Repercussão Geral, sistematica prevista no artigo 543B do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98, a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins incide apenas sobre o faturamento mensal, assim considerado a receita bruta decorrente das atividades operacionais típicas da pessoa juridica. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10283.004455/2004-61
conteudo_id_s : 5474922
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jun 11 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3102-001.765
nome_arquivo_s : Decisao_10283004455200461.pdf
nome_relator_s : Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho
nome_arquivo_pdf_s : 10283004455200461_5474922.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntario, nos termos do Relatório e Votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Relator, e Nanci Gama, que acolhiam a preliminar de vicio formal em vista das irregularidades observadas no Mandado de Procedimynto Fiscal MPF e, no mérito, davam parcial provimento ao Recurso, para admitir exclusivanente a tributaçno de receitas de aluguéis a partir do inicio da vigência da Lei n° 10.833 de 2003. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Ricardo Paulo Rosa.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
id : 5963767
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888690413568
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-05-19T14:54:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2015-05-19T14:54:39Z; Last-Modified: 2015-05-19T14:54:39Z; dcterms:modified: 2015-05-19T14:54:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:60ef0f6a-147e-4cf8-9567-518f79096a77; Last-Save-Date: 2015-05-19T14:54:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2015-05-19T14:54:39Z; meta:save-date: 2015-05-19T14:54:39Z; pdf:encrypted: true; modified: 2015-05-19T14:54:39Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2015-05-19T14:54:39Z; created: 2015-05-19T14:54:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 27; Creation-Date: 2015-05-19T14:54:39Z; pdf:charsPerPage: 2042; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2015-05-19T14:54:39Z | Conteúdo => S3-C1'1'2 miNisTÉRio DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10283.004455/2004-61 Recurs() n" Voluntário Acórdão o" 3102 -001.765 — 1" Camara / 2" Turma Ordinaria Sessão de 26 de fevereiro de 2013 Matéria Auto de In fração - Cofins Recorrente CONDOMÍNIO AMAZONAS Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2003. 2004 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. VÍCIOS. INCORREÇÕES. FALTA DE EMISSÃO. NULIDADE. INOCORRENCIA. O Mandado de Procedimento Fiscal é instrumento administratk o de planejamento e controle das atividades de fiscalização da Secretaria da Receita Federal do Brasil. A ocorrência de vicios, incorreções ou omissões não acarretam nulidade do auto de infração lavrado por autoridade clue. nos termos da Lei, possui competência para tanto. Tampouco a instauração do procedimento sem previa emissão do Mandado trará esse tipo de conseq iiênci a. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Colins A no-ca lendário: 2003. 2004 BASE DE CALCULO. ALARGAMENTO. LEI 9.718/98, ART. 3 0 § 1 0 . INCONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO STF. REPERCUSSÃO GERAL. As decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, em Regime dc Repercussão Geral, sistematica prevista no artigo 543B do C6diuo de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Inconstitucional o § 1 0 do artigo 3 0 da Lei 9.718/98, a Contribuição para o Financiamento da SeLntridade Social Cofins incide apenas sobre o faturamento mensal, assim considerado a receita bruta decorrente das atividades operacionais típicas da pessoa juridica. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 698DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA .osa — Presidente em exercício e Redator Desi12,nado o Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntario, nos termos do Relatório e Votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Relator, e Nanci Gama, que acolhiam a preliminar de vicio formal em vista das irregularidades observadas no Mandado de Procedimynto Fiscal MPF e, no mérito, davam parcial provimento ao Recurso, para admitir exclusivanente a tributaçno de receitas de aluguéis a partir do inicio da vigncia da Lei n° 10.833 de 200,Desiitnado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho Relator. EDITADO EM: 27/03/2015 Participaram da sessno de julimmento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro (Presidente). Nanci Gama. Ricardo Paulo Rosa. Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho. Winderley Morais Pereira. Ausente. justilicadamente. o Conselheiro Jacques Mauricio Veloso. Relatório Trata-se de recurso voluntario visando a reforma do acórdno n° 019080 da Turma da DRJ/BEL, que julgou procedente o lançamento. De acordo com o relatório da decisno recorrida se pode observar que: Trata o process() de lancomento de Collies. no 'nonionic de RS 1.744.749.39, 'testes incluhlos ci multa oficio de 75N e os juros mora calculodos oh"! 30/07/2004. 2. F1111C1C1111e711011-.S0 constatctção de . falta recolhimento Ju (.'ontribuktio. de receitas decorrelneS aluguéis cic imóveis comerciais, escrituraclos, mas mio declarados, conforme clemonstrado no Termo de rerilicuoio Fiscal 367/180. ('onstatou-se, ciii PCS111110: a) A auntada (Condominio Amazonas CAT.' 63.692.057/000119) escrnura em nome próprio receitas aluguéis, luvas e outros vctlores previstos nos con/ice/os de locaç.c7o (como ex -emplo o que foi firmado pela autuada coin o Lullys Atelier e Armarinhos, clóu.sula 5.0), juntamente coin as respectircis despesas eletticidas iiO cmlerimento des.se.s aluguL;is. SZIO lanibém escrituradas cio ¡tome do Conclonihno Amazwlas as recvinis e (lespesas relativas ao Fund() de Promoo7o e Propaganda. prel'iSIUS 1105 COIIIIVIOS de loca“-io (co/no exemplo, o (pm, fdi firmaclo com a Lullv's Atelier e Arnictrinhos, cicinsula 8.0, 10 Apc.sar de se ter constituído ilideVidrillICIlle Cuillo "COlicloillhli0 c/c CcIlliCtlyie.,s"". 0 Colldoillinio .1111(1011(1.S CArP.1 63.692.057/0001-19 é snieno passivo decorrente do prótico de 2 Fl. 699DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Process() n" 10283.001155/2004-61 S3-C1T2 Acórdão n." 3102-001.765 Fl. 2 citividocle econômic«, posmindo comic:0(1de tributaria passiva, nos termos do art. 126, III, do CTN, para figurar como contribuinte dos respectivo.s. tributos devidos em consequc3 ncict de Silo citividade econômica, qual seja, explora“-io de aluguúis cle comerciais existentes no Amazonas Shopping Center. 3. A interessocla opresentou impugna0o (11s. 505/527), em que alega (J'ue: a) 0 Agente Fiscal equivocou-se finidanie1lto0o legal, cometendo grave erro, eivando o ato achninistrcitivo vício insanavel. 111UL-o1/ capitulaccrio iiiXi5lH'liI de 11.10.718/87, ido encontra(la orclencimentoptriclico. 1?) Houve descumprimemo prazo para a execuccio do .11PF 0220100.2001.00126.11. A prorrogaccio clo .11PF somente cientificada ao repre.yentaine do Condoininio Amozonas em data, 16/12/2003, ben; posterior Cl expircTCio pra:o para cumprimenio do procedimentoli.sccil. 0 ii 1/'.F' cilado determina fiscalizcvio dos períodos .janeiro de 1998 a clezembru de 1998, enquanto que fiscal alumni Os periodos de janeiro de 200$ a junho de 2004. A portaria n, 1.265, (lc 22 de novembro de 1999, determina quo o :11P1- se exthwue pelo decurso prazo previsto, H em coso cle evtinoio, CI amoridade dove delerminar a emis5c70 de novo A1PF, que por si/cl vez deve ser execmado poi. Auditor ri,scal chlerente cio que exeemou o ..11PE anteriormente extinto. Ouestiona a constinicionalidacle du Lei 9,71898. a (purl aileron a concvillicic(70 chi base ric cc .i/c/i/0 Cojins c.slubefeciac1 pela Lei Complemental. 11" 70 91. .-lancla IHI ordinaria nao Se aplicarici enliclade ncio .Sei• C011.11ael't pes.soajuridica pelct aplicavel. (1) Teria havido quebra do princípio cla ,Vcio seria possível a trilmlacao de conclominio (onic) pessoa juridica, por jaha previsao legal. Desta finma feria entendido o Conselho Contrilmimcs. e) 0 conclonnnio nao .yeria sociedade empre.saria, podendo ser tribillazlo COMO eSla .10414.'4.1(0C. ,Ve-10 Seria 11111a peSSOa 1111d ¡Ca, 111a5 ape IlaS . 10% CI' %all() a I convençao par(' Cl cla proprieclude dos poles signatarias sobre a fray-lc) ideal de terreno, areas e instaloOes commis, pertinentes lojas imegrantes do /LIJAZONA,S. SHOPPING CEA'TER. .1) Os proprickirios do Amazonas ,S'hopping Center sc -io os emprecncledores. As receitas H de.spe.sas siio de litulariclade !Mica e exclusiva dos empreencledores condóminas. , segundo previsrio clausula (Juarto, item -1.3, do Conven“-10 Colidolltillio (11s. 2-1 /25). g) 0 auto de inlrao'io te/li potencial Protesto por todos os meios de provas. Após analisar a impui_umOo da Contribuintc, decidiu a l)1Z,I, por jult),m- improcedente a manirestag,tio dc inconformidade nos termos da ementa abaixo: Fl. 700DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Assim/o. Process() Adminisimiivo Fiscal ilno-calendório: 2003, 200-1 NUL1DADE OC 0 RR EN C L4 N DA DO DE PROCEDLIIENTO FISCAL — O ,111)F constilui-se em elemento de comrole administra0o tributeirict, disciplinado por ato achninisfralivo. A eventual inob.yervcincia do norma inkalegal 100 pode gerar nulidades I/O cimbilo do processo fiscal CO1VD Oil iRuo Exercendo a própria atividade comercial, (life seria dos coproprielórios, a impugnante, mesmo nomeando-se condominio edificio.s, pop ter adquirido disponihilidade económica renda e ankrido lucro liquid() e receita configurou-se como pessoa juridica contribuinte do Imposto de Renck', do CSLL, du Contribuic(o papa o PIS e dci ('oln's. Lal7yalle1710 PrOCeelente Em sett recurs° voluntário a contribuinte alen cmsuma, que: 1) É nulo o lançamento por ser baseado em MPF com prazo expirado, ja que o prazo para sua execução era até 13/01/2002. enquanto o representante do condomínio apenas tomou ciência cio procedimento em 16/12/2003: 2) Nulo também o lançamento já que o MPF estabelece como período fiscalizado o ano de 1998. enquanto o lançamento compreende o período de dezembro de 2002 e junho de 2004. 3) A fiscalização considerou como - receita os valores recebidos a titulo de: 1) locação das lojas do shopping: 2) encargos condominiais destinados a custear as despesas das areas comuns: 3) Fundo de Promoção de Propaganda e divulgação do Shoppinu, Center: 4) Apenas as receitas decorrentes da locação de lojas são destinadas aos proprietários e empreendedores do shopping. as demais são integralmente para custear despesas de areas comuns e de publicidade do shopping center, as quais stio apenas repasses para pagamento de agua. energia. sei_mrança, limpeza. manutenção. etc. 5) 0 Condomínio é um ente despersonalizado. portanto não é sujeito passivo de tributos; 6) 0 Condomínio não é proprietário de nenhum imóvel localizando no amazonas shoppint2, center. os proprietários são os empreencleclores; 7) É inconstitucional a Lei IV 9.718/98 e incompatível com o CTN; E o relatório. Voto Vencido 4 Fl. 701DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Proces:,o n" 10283.004455/2001-61 53-C112 Acórao n.' 3102-001.765 H. 3 Conselheiro Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho Conheço do presente recurso por ser tempestivo e por tratar de matL:ria de compet&cia da terceira sessao. Preliminar — Nulidade do Lançamento Argui a recorrente a nulidade do lançamento sob argumento de que houve descumprimento do prazo descrito no Mandado de Procedimento Fiscal, conm tambem pelo período do lançamento divergir do período do MPF. Ern 1999 roi disciplinada a utilizagilo dos mandados de procedimento fiscais, para fiscalizaçao dos tributos administrados pela SRF, com o objetivo de estabelecer o controle da programaçao dos trabalhos fiscais pela contribuinte. cientificando-o dos atos da Quando do presente lançammto O MPF era disciplinado pelo decreto n" 3.724/2001, corn sua reda0o original, a qual em seu art. 2' § 2° disciplinava que a "a li.sva/izaç:(70 so)/ieme ler(i inicio per . força de ordem cspecilica denominada eVlanclado de Procedimenlo Fiscal (_111'F) - ..,j(i o § 5° apresentava os requisitos nos 1\ 1PF: 5" Para fins deste artigo, o A /PE devera oh.svrrar o que se segite: I - a (111101'idade C'0111pCICIIIC »UM eXpCall' 0 MIT se/ti ocupante do cargo de Coorelenador-Geral. ,S'uperintenclente, Delegado ou 111SpClol', 1111C,t1*(1111C (1O i.'Slrolltra (1C CUrgOS C . fitnções da SecreIctria da Receita Fettered; 11 - C0711(21.( .1. no 1111'1111110, (iS ¡I/P. )1'171(10CA'; a) a denominação do tribato ou da conlribui0o ()Net() do procedimento de fisc..ttlização a ser exectaado, hem assim o period() de apuração correspontlente; b) prazo para a realização tio procedimento de fiscalização, prorrogórel ajuizo du autoridade que expediu o W.F.; nome e nuuricula dos .-Inditores-Fiscai.s. ,h, Roceil(, rederdt responsóvei%. pela execu“-io do .11PP: (0 Howe, 1111111CM (10 IC1C1OlIC C endereço jUncional do cheje imediato clos Auditores-Fiscuis Receint Federal, a que se refer(' a cilium anterior: e) twine, matriculct e assinatura da autoridade que expediu o .1) c(itfig0 tie acCSNO C.1 Internet (pie permitirei ao sujeito passive), °bide) do procedimento de . fiscaliz.ação. identificar o .11PF. 6" Não se (Oleo o exame de que tram o copra (10 procedimento de fiscetlização relerido fio inciso do § -I" deste artigo. Observando a norma acima , percebe- se que a Receita ao emitir o MPF deve atender aos procedimentos descritos, pois qualquer vicio podera invalidar o lançamento. Sobre o tema 6. oportuno citar as lições de 1\ larcos Vinicios Neder e Maria Teresa Nlartinez: Fl. 702DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA "0 :11PF, conluclo. Moroi' ao dap conhecimento conteímh) dessas diretrizes interims contribuinte. Trato-se de um instrument() que visa permitir oo fiscctlizado avsegurar-se cmtenticidade contra se. instouroda, pois dti-lhe conhecimento do tribut() que será objeto de investivtçõo, dos períodos a serem investizados, do prazo parer a realizaçao do procedimento fiscal e do agente que procederá . fiscolização. Nasce, a por/ir da cic3nciu, o &Pell° .subjetivo de que esse procedimento scja ektivameme obedecido no CID'S() (10S 11111411110S. 0 fato de esse :Ilandado ter Aid() in.slituido por ato administrotivo nCto exime a Admini.vnwrio dv cuinpri-lo, a Fazenda pode se autolimitar de mo(1() garomir maior transparc 3ncia no v.vercicio da funoio pUblica. Sella. no 1111'1111110, i11101*(11 ci ..-1(11111111.S11'(10%0 C1111111' 11111 (110 C111 Se C0111p1'0111(!k? (1 l'et111:01 delel'111111((10 (q..;ir em beneficio do adminisliado e depois 1111iloteralmemc elescumprir o que ibra prom elido." Corroborando es.ve posicionamento, Roque Antonio C'arrozza ,Suslenht que o Ale uulado Ic Procedimento Fiscal jOrmalidade imprescindivel para validade autuocc-to fiscal. -12 Acluz. que "... A lunched() Proceelimento (,I1Ph) Icni el neaurezet juridic(' de Lao aelministrativo, implicanclo 'ordeal especifica' parer a instouracõe, Auclitores-Fiscais cIi Receita Federal, dos procedimentos fiscais reta//vos aos Iributos e contribuiOes administrados pela SRFl pooh. criaçiio . figura MI', em suos vários modalidades., o agir jitzendOrio, ester(' ji ,derul, soften expressivo que este documento 101.110u-se juridicamente imprescindivel ti validade dos procedimentos liscais relativos aos tributos e contribuições administrados pela SR F, (/ lie sejam instaurados descoberto do competente sõo inválidos e, nesta medida, tisnam de irremeditivel nulidade providencias fiscais' eventualmente adoludas contra Os contribuintes. " No caso dos ztutos. resta analisar Sc ()missões do NIPF, coin() a auséncia de intima0o da prorrognçno NIPF c a cliverLt'éncia entre o período &suit() do procedimento e aquele objeto do lançamento. podem actin -etar a nulidade do lançamento. Vejamos. Através do MIT n" 0220100.2001.001261(ns. 01). roi dado inicio a sendo cientilicado o contribuinte em 03/04/2001. a linalidade do MIT era analisar o IRP.1 referente ao período de 001/1998. o prazo inicial seria até 27/07/2001 decorrido tempo o MIT foi reiteradas vezes prorrogado. tendo como natureza da alteraçilo apenas a mudança de prazo, sendo prorrogado pela sétimo vez até 27/02'2002. desse Ultimo o contribuinte foi noticiado em 16/12/2003. A partir do mandado complementar n". 8. teve inicio a exclusAo e incluso auditores para procederem a fiscaliza0o, no MPFC n°. 10, manteve-se como tributo fiscalizado o IR RI modificando apenas o período para 01/1999 a 12/2002, ja no MPF — C IV. 11, Ibi incluída CSLL como tributo a ser liscalizado , referente ao período de 04/1999 a 06/1999 e 01/2000 a 03/2000. I. NWI.IR . Marcos Viicius. Processo administratko cornoutado / Marcus Vinicius Neder. Nlaria . I'cresa Nlartinez I,opcz - 3 cd. - S)o Di:Lilco. 2010. Analisando o termo de vc‘rificaço fiscal (11s.361/480). pode-se aferir as informações acima delineados quanto a objeto do NIIT. como a afirmaçao de que através do MIT n° 02201002001001261oi realizada a1iscaliza(i7o de 'RH, rejerente cros 'alas geracfores ocorridos período de janeiro/1999 o dezembro/2002" den monstra ainda clue "incluin Fl. 703DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Process() n" 10283.004 155/200.1-61 53-C112 Acórao 3102-001.765 Jiscaliza“70 CSLI. relaliva ao 2. Iriniestre ano-calendario de 1999 0 0 I" trime.wre ano-calendario de 2000 - . Apesar do contribuinte no ser intimado da prorrogação do MIT, a fiscalização continuou ate a conclusão de seus trabalhos culminando no presente lançamento. Ressalte-se que a intimação referente à prorrogação do N'11) 17 apenas ocorreu em 16/12/2003. Observa-se. portanto. que houve a intimaçao do MIT, quanto a intimação do MIT C(prorrogação) 6 necessário analisar o que disciplina a portaria 11 0 1.265/99: Art. 12. Os illPF terc-io os segnintes prazos intiximos de validade: 1- conic) e rime dias, nos cosos ci .111TI ," o elo Al.PFE; II trinta &as. 110 Caso .111'FD. Art. 13. prorrogetç.ito (10 pro=o de (pie water 0 wage) (interior poelerci ser efi , lituda polo ottlorielude 011lor,4 2 1111c, hinters vezes (mantas necesscirias. observado, a cadet alo, o prazo inci.vinto (le trinlet (flay. (1?eclace7o (ludo polo 1)011(1110 ,S7/F ti" -107, do 17/04/2001) Petr("1 ,..nytfo pror7'0goc(70 (10 prazo c/c' volidade do 1111).F .ser(Vbrinalizada mediante a enti.rslio (lo A IPEC. /Ill. 14. Os prazos a line co l'elerelll OS arts. 12 e 1$ sere-to continuos, o.vcIttindo-se tie" .wki coinage'', o diet do inicio e incluinclo-se o c/c) vencimento, nos termos do (11 .1. 5" do Decreto 11'70.235, de 1972. Pur(igrafo nnico. comugem (lo praf,o do AlPFE for-,se-cí pooh. da claht do inicio procodimento Art. 15. 0 .111T extingne: - »do conchisao do procedimento fiscal, registrado em term() próprio: 11 itel() elecitr.,o dos precos et (pie se rcj,.'reiii oS ort.s. 12 o 13; Art. 16. hip(5tesc (pc irate' 0 hiciso 11 (10 ortigo anterior niio milielaLle dos (nos praticados, podendo a ctutoridelde pi,h, ,\!„17 ,10,10 exl imo ( 1 Ierm itior oi entissiio (le novo 111.1)F 'taro 11 C'011C1115a0 (lo procodimento fiscal. 1or(igra10 tune°.c\'a emi.ssito cio intro :1,11)F de (pte into e,ste ortigo, 100 poderei Act' inclicado o me.vitio responstivel polo exec:lice-7o do :11andado o.rtinto. Observando o texto da portaria. identi lieu-se que o art. 16 não disciplina sobre os casos emissão do M1)17 C. e sim sobre a extinção do MIT em razão do decurso do prazo, determinando assim a expedição de novo N11)1 7 com outro auditor fiscal como responsável. Ora, quando não decorrido o prazo regulamentar. cabe a expedição de MINT, permanecendo o mesmo auditor, não havendo nenhuma exig,ncia na norma quanto notilicação cio contribuinte sobre a expedição do MITC dentro do prazo regulamentar. Sobre o tema este conselho já se posicionou no seguinte sentido: 7 Fl. 704DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA PROCESSO /I allIAISTRA171i0 FISCAL NULIDA DE DO LANÇAMENTO VICIOS NO MAND. WO DE PROCEDIAIENTO ELSVAL - Portaria 1.265/99 estalui a possibilidade de prorrovicao do 1111'F inediante a formalizactio de 11.11'1.- C denim do prazo re:zulamentar, nao exit;indo que notificacao (10 contribuinte do 111PF C tamb(an SC faca neste prazo. PRO(.'ESS() ,11).111.VISTRATIVO FISCAL .V1t7,1 DA DE CERCEIAIENTO AO DIREITO DE DEFESA - Ntio Iicí (pie se «legar cerceomento Ic (fetes(' pot. erro couptudrconento /',Lc 1/ 1/0 Auto de Inlractio. tplantlo nit , menriono,lo c/c jOrmo stoisfutória e complent. 1RPF CANI10 DII CAPI IAL Apitrodo pelt( FiscolLuvio gonho mio horenclo nos woos cptalquer element() calm:: de deseuracieriai-lo, é ser montido exncia. IRPF GA:V/10 DE CAPITAL ISENC-TO PARA O ÚNICO IAIOVEL A regra isentivo oil/go 23, du Lei n" 9.250/95 somente .se oplico quctmlo reslor comprovttdo (ph , o alleluia() era o tittl('() (ph! U contrilminte possnitt, O que lid() re.slon demonstrudo no coso concrelo. IRPF (1.-1N110 DE C'AIVIAL DEDUO-0 DE CUSTOS COSI REPORA LIS. Nos lermos dos ortigos 16, 18 ti 22, du Lei n" 7 7 13/N 5 , son/elite dedmireis, ctintr4tç . ito günho (lc copitol, Os disp2ndio5 ejetirconeme comprovadu.s. I//PP 0:15/1-10 DE CAPE1A1. PERCENTUAL DE REDliC. ,TO O percent /101 de recht(cio »tyro a opuractio gonho de c.cipittil, de (pie trunt o artigo IN, do lei /I " 7 713/55' , pode ser toili:odo en, imórel adtptirido opós 1".01.19N9, ircio harcnao propels cle (pie o caso concreto se emptculro no hipótese legul. PA 1" A IULTA DE OFJCIO 1 andm cL lanouncnto (?ficio de -55' tern previscio lq.,,c11 expresso e vigor (orti,(..?» 11, inciso I. tlu Lei n" 9.-130/96, corn 0 reduç'cio dodo pelo Aledidu Provisoriu it" 30$ , de 2.006), min poclendo ser olitsvocla (.001 base em mero jui=o vubjetivo c/c' carciter económico. JUROS 7AXA SEL/C A portir de I" de (11)111 de 1995, os jitros morcoórios incidentes sobe tILV)itos trilnotirios administrodos pelo ,Secreturia Recciut Federal Rio derides, no period() inodimplc 3ncio, ci tract rekrencial do .Vistemo Especittl Lignicluçtio e C'astódio Sal(' pant fíl ///os/ec/e/'uis. (SOnittlo P' CC n" -I) Preliminctre.s rejeihttlos. Recurs() roltuntirio neguclo. 2 (t4rifi) nosso) Superada a questão da aus,.^mcia da notifica0o. quando ocorrida a prorrogação do MN'. resta saber se a divergência entre o período descrito no N/11)1: e aquele objeto do lançamento acarreta nulidade. como ttunbC2m se a diverunciti entre O tributo descrito no MN' e o descrito no lanytimento. já que o N11)17 previa apenas 11:P.1 e (.'SL1,. enquanto o lançamento exige a COFINS. O art. 2" § 5" da portaria n° 1.265/99. prescrevia em seu Ii alinea a que o N/11)1' deverá observar a "a) a clenontimvio do tribal() ou contrilnikao °Net() do procedimento jiscaliza(c7o a ser execiamlo, hem O pell0d0 (4' opuroçao correAponclente:". 2 - Prinleiro C'onselllo C'oritrihuinics. •1" "I unna Ac6aLlo 11" 10 , 122213 Llo Process() 101660111502003.10 Apesar do posicionamento majoritário do CARL ao entender que a não menção no MK' do tributo descrito no lançamento e de seu period() não constituem causa de nulidade, sob argument() de que o MN' e utilizado para discipliitar a execução dos procedimentos 1iscais. e assim qualquer ralha cm till:1 (21111SSIO 11(lo Lililli2,C a competCmcia dos auditores, ouso discordar e acompanha a posição hoje minoritária. 8 Fl. 705DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Process() n" 10283.00.1.155/200-1-61 Actirao n." 3102-001.765 H. 5 Ora, ao serem estabelecidas normas administrativas que definem requisitos para formalização de uni procedimento fiscal a ser implementado. tais regras devem ser obedecidas. permitindo ao contribuinte ter prévio conhecimento do tributo e período que sera analisado , como também o prazo que perdurara a investigação e quem irá realizar, caracterizando uma investigação com lisura e transparência. Atender no MPF. obedecer ás diretrizes do ato administrativo definidas em portaria expedida pelt' SRI. portanto ao contrariar portaria. estar-se-á dermindo que as mesmas de forma irrestritas podem ser violadas. sobre o tema são oportunas as Nikivrts da professora Mary Flbe Queiroz: Ou bent as portarias valet,' e ohrigam ou nenhuma porlaria role obriga. Nao Sc' pode deixar ao Hype critt ;rio suNetiro cada um e,svolher ci portaria (pre t; obrigatórict, aplicarel e deve ser cumprida ott 1 17 . nenhunkt porictrict 0hri,;;,1, o Regiment() 'memo clos Conselhos Contribuinte, cla Ccimara Superior (le Recursos Fiscais, cht Secreturia da Receila lc lera! ncio obrigam valet), e podem set . de.scumpridas pot . todos. " Analisando o assunto este conselho, apesar de não ser o posicionamento hoje predominante. já afastou os lançamentos por vícios no NI PC: A c( 5rd,-.10 10/94116 _ Norma, processuais _ Nulidade _ Ajora hipótesex cle e.vpressa cli.Npensa (10 o lculytmenlo (le crt;dito fributítrio jOrmalizaclo pot . agente (10 Fisco relativo i tributo mio intlicado no MPH'', bent citja.s irregularidatle.s apurthlas tu-to repousam nos memno.s . elementos de proret clue .\errirain (lc base a lanç.amentos de tributo expressamente inclicttdo no mcmda(lo. Pelas razões acima, ao observar que o lançamento tem com objeto a exigência da COF1NS referente ao exercício de 2003 e 2004. enquanto o MIT restringiu a 1999/2002. especificamente quanto a IRP.I e CS LL. acolho a preliminar arguida para decretar nulidade do lançamento. MÉRITO Ultrapassada a preliminar , cabe discutir se OS valores recebidos pela recorrente. na qualidade de condomínio clue administra uni Shopping Center, decorrente da locação de lojas. encargos condominiais destinados a Mantel - as areas comuns e o Fundo de promoção de propaganda e divulgação. são ou não " receitas". C. portanto. devem ser base de cálculo da COF1NS. 3 - ()111.;11:07.. Nl.dr ■ [11)e. Artigo intitukhlo " 0 Nlnuchiclo de Procedimento Fjii como prestiposto de Intotiruç;lo e Rellularidade do Procedimento Fiscztl" di\tilgado lo silk) .CC;11.11RISil.00111. COI l/) de mzirço de 2008. CONDOMÍNIO SUJEIÇÃO PASSIVA Derenda a recorrente que na qualidade de condomínio 6. um ente despersonalizado. não sendo sujeito passivo de tributos. Fl. 706DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA O condomínio, nas palavras dc Silvio Salvio Venosa. possui personalidade jurídica anômala , e, portanto lhe ê conferida a existência formal: 0 condeminio de edificios poss.ui o (pie denominamos pers0nifica00 Oualificum0-10 (wino emi(lade com personifica“-io anómala. 0 CPC, no art. 12. estahelece como representadas ((tiro 0 pa ■ siramente 1V pes.soas juridic:as. () ¡lids() do lei ailictint atrihni ao shidico 1.0presennic (70 procesrual do comlominio. Destarte. 100 nega sure personificaçO), j0m -n1/eno (pie super() e. extrapoht. evidentememe, a simples eskrct processmll. 0 condondnio calla 110 1'IA1 C01110 qualquer pessuci jurídica. denim de sell iimbito de anukiio. .4 pet di, huh, admite mara .sol11ec7o. 0 condomínio tem. poricmh). existi;ncia . 1i)rmal (ST.1 - 4" T. RE 9. 5N-I.V), Rel. .11in. EIg lielreao, .11/co l(317/0 Negi•Cio , (76,1/go proce,s.so civil e lcislacao processual ern nota 23 (to art. 12). Sim personificaecio mitigaart C imrlashivel. Su() personalidchle piridica C reconhecido e.xpressamente, por e.vemplo, na jr c lncesa. cuja domrina o (onic) ulna cria“-lo original clo Percebe-se que nao ha como afastar o condomínio da sujeiçao ao pálo passivo da obrigacao tributaria, ressalte-se que com a ediçao da lei n 0 10.833/2003, o condomínio passou a atuar conic) responsabilidade. sendo sujeito passivo da obrigaçao tributaria. IASI DE CALCULO A Lei n". 10.833/2003 estabeleceu que a COE! NS. com incidência nao cumulativa. tem como fato gerador o raturamento mensal, sendo este o total de receitas auferidas, independentemente de sua denominaçao ou classiticaçao eontabil, compreendendo assim a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. O inicio da vigência da referida lei roi a partir de abril de 2004. respeitado o prazo nonauesimal. Antes da lei 10.833/2003. pode-se idirmar que o Decreto IV 4.524/2002. que regulamentou a contribuiçao para o 1>1S/PASLP e Cotins. em seu art. 10. deline com base de calculo o valor do faturamento. o qual segundo a referida norma corresponde Cl" receita bruta. entenaiact lotoliaode do.s receilas aulericlos, inaepenaententemc (la aliviaoae po/. clasexerciads e au oclotocla pora U escrituro0o aas receitas - tal delinicao decorre do § 1" do art. 3' da lei IV 9.718/1998. Acontece que o Supremo Tribunal Federal. ao juluar recurso Extraordinario n" 346.0846 5 . entendeu que a referida norma fere o art. 195 da Constituiçao Federal e o art. 110 do Códiuo . fributario Nacional. ao ampliar o conceito de laturamento. Ressalte-se que no RF. 585235. o SIF reconheceu a repercussao geral da matéria. devendo tal posicionamento ser seguido por este coleuiado em atençao ao art. 62A do Regimento Interno do Carr. .1 - VIA\1011, Silvio Sal \ lo I)ircito Civil. 3 c(I. 2003. p. Nesse contexto. é possível identi Pear a base de calculo da contribuicao observando o art. 2' da I ci complementar IC 70/1991_ in rerhis: Art 2- .4 contribukcio (pie tram 0 a111g,0 anterior .vera de dois por 001110 e sohre 0 . fitturamento mensal, as.s.im 10 Fl. 707DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Process() n 10283.004155/2004-61 S3 -Cl 12 Acórao n." 3102-001.765 I. considerado a receita brula das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza. Portanto. pode-se atirmar que a base de calculo da Cofins e Pis, ate 31/03/2004. é o faturamento. considerado esse. como a receita bruta das vendas de mercadorias e da prestaçao de serviço. a partir dai passou a base de cálculo a ser o !aturamento entendido este como o total de receitas auferidas. independentemente de sua denominação ou classificação contãbil, compreendendo assim a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. Como o period() do lançamento compreende dezembro de 2002 a junho de 2004 e de acordo com o termo de verilicayao fiscal( Hs. 468) o lançamento decorre de "receitas de alugueis, luvas e outros valores decorrentes da locação de salas comerciais localizadas no edificio Amazonas Shopping, sern que tais receitas fossem oferecidas regulamente ã tributação", sendo esses -outros valores" provenientes de encargos condominiais destinados a manter as áreas cornuns e o fundo de promoçao de propaganda e divulgaçao. desde jú alista-se o lançamento referente no período de dezembro de 2002 até março de 2004. cm atençao ao posicionamento firmado pelo S . 1 . 1: acima delineado. Após o relendo periodo, cabe analisar se Os valores decorrentes de dos alugueis das salas comerciais: das receitas do FPP - Fundo de Promoçao e Propaganda e outro valores decorrentes da locaçao de salas. so receitas e sujeitas a incidência da Cofins. Em razão da ausência de uma definição legal de shoppine center. é oportuno observar o conceito apresentado pela Associação 13rasileira de Shopping Center -- A131:ASC1: Ce11110 1)1(111(lailO Soh 11111‘1 cl(fiiliIiislrclç'/?11 li/lice. CO1111)0.110 (le e_17)101"(tç,00 ceniercuil i. ( .1 pr(?SltIÇO0 (le .s.erviços, .slijeilas Cl nornw.s. contratuttis padronizadas, 11(1)0 111(1111C1' O (Ye. rta e (la funcionalichide, cr.ss. egurando a c()nrivc.%ncia rc1101' (le coniOrmidade com o . latyramcnto. 5 - RE ii 3-16 0846 coNsrm -cloA.loalol. Akm,y) L011.:.\ 0.1 CHAS-1111Y \''' 2(1. 1)1.: 15 1)1.: 1)1 ../E.11111 ■ 0 da con.stitucionalidade superveniente. IR1811.1. 1 ■10 1).1 1.L.1 A" 9. 7 I'■ nr. 2 - 1)1: .901701BRO 1)1.: 199s 199,.. sisicura juridic() brasileiro nao e(micmpla ci ligura 'JOE EXPRI...S.>OLS 1. 1 .0( ..-1 . lit LOS SEA 171.)0. .1 "norma pedagógica lo (wag() 110 do Código 1 ribincirio Nacional ressalla a imposibiliclacle c/c' a lei tributiiricr alterar a clelini0o, contelido e o aleance de C017.1i1QPCIcIOS Nil Os, conceitos e .fOrmas direito privodo utilizados e.rpressa ou implicitamente. Sobrepik-se 110 aspect() formal o principio chi realidade, considerado. ■ os elememos tribuhirios. CONTRIBUIC.-TO SOCIAL PLS. RECE17.-1 131 ■ (..11 NOCJO 1N( 'OVS1117X10.V.11.11).111R 1'1)0 .181'1(1'0 3" D.1 LEI 9.718 9S. ,4 jurisprudC,ncio do Supremo. awe reclayio artigo 195 cla Carta Federal onh:rior F.Menda Constnucional ir 20 91/. c(Msoliclou-se tio senildo 11)01(11 cvi e.V1)1V.■ .vric'N' Peeei 1)17 , 1(1 1' Rif .'01110 M.17011i 11111g111(10-a5 4 .1 Wilda de illerUldOriaS, SCITIVOS (In de liter( ad011‘IS !WHIN! 11(7,)111,*1 di •■ • I" 41(1 arngo 3" cla Lei 11" 9. - IS 9,5, ito JUC wirp/itnt (') ColICei r) rere ti pard elll'ONCI• cl 10101 !Wade da.V ((Li pOr peSSOUS IllidiCUS, 1/cl ativhhhle por elas desenvolviela e da classificaoio contabil (idolcula Percebe-se que a relação entre lojistas e shopping é de natureza contratual, quanto a natureza desses contratos há urna grande divergência doutrinária. A primeira sustenta. com base no art. 54 6 da lei n" 8.245/91. que o legislador atribui ao contrato celebrando entre lojas e shopping center a natureza juridica de contrato de locação convencional. Fifiretanto. parece acertada a parte da doutrina que defende que esse tip() de locação nao correspondei urna locação - pura- . pois possui diversas relações juridicas estabelecidas entre as partes. 4 ......-- 11 Fl. 708DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Analisando quaisquer desses contratos. constatar-se-á que o preço pago pelo lojista não decorre única e exclusivamente do uso do imóvel , esses contratos estabelecem inclusive variações de acordo com o lucro do lojista. No caso em liça , analisando o contrato transcrito no termo de verilicaçao fiscal. verifica-se um aluguel minino estipulado , o qual. no ms de dezembro sera o dobro , esse minimo é utilizado quando o - faturamento ou venda bruta mensal - do lojista não atingi-lo. Tarnb,:ln é pago um percentual de 20%( vinte por cento) sobre o aluguel mini 1110 para custear o Fundo de Promoção c Propaganda do Amazonas Shopping, e, de acordo corn item 13.1 do contrato. os lojistas pagam as despesas comuns. as quais serão divididas por todos observando a respectiva area. Percebe-se que os valores pagos pelos lojistas para custearem as areas comuns do condomínio. bem como o fundo promoção de propaganda de divulgação , não integram a base de calculo da Corms. pois não são receitas dos mesmo e sim utilizados para custearem despesas e publicidade comum. DA INCONSTITUCIONAL1DAE. DA 1.E1 n° 9.718/98. Quanto ao argumento da recorrente de que a lei n' 9.718/98 seria incompatível coin o C l N. e. portanto inconstitucional. basta ratificar o posicionamento deste colegiado quanto a impossibilidade de discutir a inconstitucional idade das normas, nos termos da súmula n°. 2 do CARE'. cabendo apenas observar aplicabilidade da norma ao 'aso em concreto. Por todo exposto dou parcial provimento ao recurso voluntario , para a listar a incidência da Co (ins sobre os valores pagos pelos lojista para custearem as areas comuns do condoininio. hem como 0 fund() promoção de propaganda de divulgayao. Sala de sessões 26 de Cevereiro de 2013. Alvaro Arthur Lopes de Almeida Fill io - Relator 6 - Lei It' 8.245 1991- Art .5 -/ reli (iies eutre loastas e en ij ieeiicIe, 6 n e. te shoppnlg center, prevaleceriio as c01t46es livremenIc pactuadas 110V C01111VIGS loca(iio respectivos e as disposic»;es procedimentais previ.slas fiesta lei. 7 - .Çfimula CIRF n" 2: 0 CIRF nao L competent(' paro At'prontinciar .sohre cl incoastinteamulidztdc de lei tributtirin. Voto Vencedor Conselheiro Ricardo Paulo Rosa 12 Fl. 709DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Process() 11" 102S3.00.1155/200.1-61 53-C 11 . 2 Acórdilo Ii. 3102-001.765 H. 7 Em que pese o elogivel desenvolvimento lógico exposto pelo i. Relator do Processo, apresento a seguir minims divergências. No que concerne i preliminar de nulidade por alegada exacerbayiio dos poderes confiados pelo Mandado de Procedimento Fiscal — MN' e problemas com a data da conclusao do procedimento. penso que algumas considerações gerais devam preceder as questões mais especilicas. O artigo 59 do Decreto 70.235/72 estabelece que sio nulos os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e Os despachos e decisões proreridos por autoridade incompetente ou praticados coin pretericlio do dircito de deresa. Art. 59. Sao nulos: - os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; Ii - os despachos e decisões prol eridos por autoridade incompetente ou com preteriçao do direito de deresa. (•••) 1-16 patente delimita0o contida na norma em relayao ao universo dos acontecimentos atingidos pela nulidade. De litto , logo a seguir essa reserva ê conlirmada pela recomendayao de que as demais irregularidades incorreções e omissões sejam sanadas. Decreto 70.235/72 Art. 60. As irregularidades. incorreções e omissões dirorentes das rereridas no artigo anterior into importarao em nulidade e serao sanadas quando resultarem em prejLlizo para o saicito passivo, sa l‘. o SC este lhes houver dado causa, on quando nao iii tliiireiii ia solth,:ao do lit ieiu Firmado nesta premissa. foco a anúlise na garantia de (IC lesa e na competência da autoridade que praticou o ato. No CR1C se rerere au inexpugnilvel direito que o sujeito passivo tent de defender-se da exigência que lhe ê imposta_ elementar destacar. desde logo, que a rase litigiosa do procedimento. como ninguém desconhece. inicia-se com a impugnayilo no auto de infraçiio. Art. Ii. A impuguayao da exigência instaura a rase litigiosa do procedimento. Haverilo de ser menos provaveis as rallms acontecidas ainda na rase de formalizayilo da exigência que tragam prejuizo ao direito de detest' do contribuinte, uma vez que. impugnado o auto de infritOo_ tem inicio a etapa ao longo da qual serilo contestadas as acusações contidas no processo. garantindo. jusulmente. que a parte defenda-se das acusações que lhe sac) imputadas. Neste contexto. de ser observar. de inicio , que. em carater suplementar i'ts ponderações sobredi tits. o Mandado de Procedimento Fiscal riio ê mais do que um instrumento de controle da atividade fiscal. tal conto disposto na legisla0o que lhe originou , a distante Portaria 1.265. de 22 de novembro de 1999. Fl. 710DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Como se depreende do seu texto normativo. o Mandado estava inserido em um conjunto de outras regras que tinham o propósito de consolidar critérios de planejamento e normas para execu0o do procedimento Fiscal no ilmbito da Secretaria da Receita Federal. 0 enunciado: Dispõe sobre o planejamento das idades fiscais e estabelece normas para execuçao de procedimentos riscais relativos aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. Neste desiderato. a Portaria estabeleceu, em seu artigo segundo. que os procedimentos fiscais seriam instaurados mediante ordem especilica. Ant. 2" Os procedimentos relativos aos tributos e contribuições administrados pela SRI' sera() exectuados. ciii tome desta. pelos Auditores Fiscais da Receita Federal - R.1 7 e instaurados mediante ordem especilica denominada Mandado de Procedimento Fiscal MM'. (grirei) Trata-se de tinia medida inserida dentro de programa de implementaçilo de uma nova metodologia para o planejamento e controle da atividade fiscal. De sublinhar clue, a todo rigor, o Mandado de Procedimento Fiscal jamais 1 .01 pensado como instrumento garantidor do direito de defesa do administrado. Flavern de se reconhecer que ele atribui moralidade no exercício da atividade Fiscal e maior segurança nas relações liseo-contribuinte. tuas daí até allrmar-se que aspectos relacionados aos poderes nele outorgados e z.is condições nele especilicadas possam acarretar preteri0o do direito de tlefesa hú tuna dim:mein abissal. Noutro giro. conforme determinaçao expressa na Lei 5.172/66. o Código Tributúrio Nacional. que. como se sabe. tem status de Lei Complemental - . a competência para constitui0o do crédito tributúrio é da autoridade ítdministrativa. Art. 142. Compete privativamente a autoridade administrativa constituir o crédito tribtmirio pelo lanyamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrénein do ram gerador da obrigaçao correspondente, determinar a matéria tril outtivel, calcular o montante do tributo devido, identilicar o sujeito passi\ o e, sendo caso, propor a tiplienyao da penalidade cabível. Parauaro (mico. A atividade administrativa de lançamento inculada e obri$2,atóritt, sob pena de responsabilidade runeional. For sua vez. a Lei n" 10.5)3/2002, com alterações posteriores. disciplina a investidura no cargo e especillca as competCmeins dentro da Carreira de Auditoria du Receita Federal do 13rasil. Art. 3" 0 ingresso nos cargos das Carreiras disciplinadas nesta 1.ei rir-se-a no primeiro padrao da classe inicial da respectiva tabela de vencimentos, mediante concurso público de proN as Oh l (lc provas e títulos. exigindo-se curs() superior em uivei de .graduacao concluído ou habilitayao legal cquiN alente. Carreira de Auditoria da Receita Federal do Brasil Art. 5" Fica criada a Carreira de Auditoria da Receita Federal do Brasil. composta pelos cargos de uivei superior de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil e de Analista 'rributario da Receita Federal do Brasil. Fl. 711DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Process° a' 10283.001155,2001-61 S3-CIT2 H. S AcÓRIAo a.' 3102-001.765 Art. 6" SAo atribuições dos ocupantes do cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil: 1 - no exereicio da competCmcia da Secretaria da Receita Federal do Brasil e eta carater privati\ o: a) constituir. mediante lançamento. o credit() tributtirio e de contribuições; (grilos met's) h) elaborar e proferir decisões Ou delas participar em process() administratk o- fiscal. bem como em processos de consulta, restituiçao on eompensaçao de tributos e contribuições e de reconhecimento de benericios liscais: executar procedimenios de liscalizaçao. praticando os atos dermidos na legislaçao especílica. inelusk e OS relacionados coin o controle aduaneiro. apreensao de mercadorias. IR ros, documentos. materiais. equipamentos e assemelhados: (I ) examinar a contabilidade de sociedades empresariais. empresarios, órgaos, entidiales. fundos e demais contribuintes. uno se lies aplicando as restrições previstas nos arts. 1.190 a 1.192 do Código Co il e observado o disposto no art. 1.193 do mesmo diploma legal: e) proceder A orientaçao do sujeito passo o no tocante ti interpretaçao da legislaçao tributaria: I) super\ isionar as demais atividades dc oriunLiyao ao L:ontribuinle; A conclusAo insofismtivel n que nenhuma oillisstlo. impreeistio ou qualquer outra de falha cometida ita em iss:to do Nlandado de Procedimento Fiscal trar,"1 conto conseqWencia a nulidade do ato praticado. Nem mesmo o lato de a liscalizaç:to ter sido instaurada sem ordem expressa da autoridade competente haven't de ter esse eleito. Tratam-se de questões de cunho eminentememe administrativo. Desses incidentes n:to decorre preterVio ao direito de delesa. nem subtrac:lo da competnein do agente responsavel pela condtty:lo do procedimento. Passo ao merito. A 1,ei 9.718/9S. ninguem desconhece. promoveu o que restou conhecido como o alargamento na base de calculi() das Contribuições para o PIS/Pasep e ('ohms. incluindo na base imponivel toda e qualquer receita. independentemente da classilicaçtio contabil adotada. A ri. 2" As contribuições para o 1)1S/PASEI) e a COHNS, de\ idas pelas pessoas juridicas de direito pro ado. serio calcultidas coin base no set' faturamento, observadas a legislaytio vigente e as alterações introdu/idas por esta Lei. Art. 3° C) raturamento a que se refere o artigo anterior corresponde ii receita bruta da pessoa juridica. § 1" 1.niendo-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa juridica. sendo irrele\ antes o tipo de ati \ idade por ela exercida e a classilicayao contabil para as receitas. A inconformidade dos contribuintes alcançados pelo alargamento: contudo. levou o assunto ao Poder Judiciúrio. A materia terminou por ser decididV elo Supremo Tribunal Federal. ern Regime de Repercussilo Geral. nos seguintes termos. Fl. 712DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA 1)ecis50: 0 Tribunal. por unanimidade. resolveu CILICSO de ordem no sentido de reconhecer a repercussao geral da questao constitucional, rea f irmar a jurisprudencia do Tribunal acerca da inconstitueionalidade do § 1" do artie,o 3" da Lei 9.718/98 e !legal . pros imento ao recurso da Fazenda Nacional , tudo nos termos do voto do Relator. Vencido, parcialmente. o Senhor Ministro Marco Aur6Ho, que entendia ser necessaria a inclusiio do processo em pauta. Fui seguida, o 'Tribunal, por maioria, aprovou proposta do Relator para ediçilo de siimula vinculante sobre o tema. e cujo teor sera cleliberado nas próximas sessões, vencido o Senhor Ministro Nlarco Aurelio. que reconhecia a necessidade de encaminhamento da proposta Comissao de Jurisprudência. Votou o Presidente. Ministro Gilmar Mendes. Ausentes. justilleadamente. o Senhor Ministro Celso de NMI°, a Senhora Ministra 17.1len Gracie C. neste julgamento. o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenario, 10.09.2008. RE 585.235 - Q(), Cear Peluso 0 artigo 62-A do Regiment() Interim deste Conselho, CollIbrme alterayo introduzida pela Portaria 586/10 e 545/13. dispõe que as matérias de repercussão geral doverão ser reproduzidas no julgamento do recurs() apresentado pelo contribuinte. "Art. 62-A. As decisões delinitivas de merito, protéridas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de .Justiça em matéria infraconstitucional. na sistematiea prevista pelos artigos 54313 e 543C da Lei n" 5.869, de I I de janeiro de 1973, Cõdigo de Processo Civil, dever5o ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no imuchio do CARL" A eonclusiio é de que a deci ;no prolerida no Recurso Extraordinário n" 585.235 6. de observação obrigatória nos I itiwos que versem sobre o assunto. O (111e Se discute 110S Milos, e o assunto nCto é novo_ diz respeito ao preciso efeito da declaração de inconstinicionulidode do parágrafo I do artigo 3° du Lei 9.718/98, uma vez clue, em nenhum momento. as decisões tornados 110 ambit° do Supremo Tribunal Federal estenderam esse juizo à ilteração introduzida pelo caput do artioo 3'. assim como por todos os demais critérios dc apuração especiticaLlos nos p:iragrolbs e artigos subsequentes e na legislação superveniente. Cum eleito. de sabença que a Supremo Corte do Pais. na pessoa do Lxino. Sr. Ministro Cezur Peluso, fez expressa mcnção à constitucional idade do coput do artigo 3° da Lei 9.718/98. a teor do pronunciamento encontrado, pelo menos. nos Recursos Extraordinários n". 346.084. 357.950. 358.273 e 390,840. A Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - Colitis tinha base de calculo definida na I.ei Complementar n° 70/91 como sendo o raturamento decorrente das vendas de mercadorias. de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza , iá as Contribuições para o PIS e para o l'ASL1' contavam coin follies do financiamento advindos de diversas origens. conforme I.eis Complementares 07 e 08 de 1970 1 . dentre elas o faturamento A constituiço da República redertak it do lirasil de 1988. no Ato this Disposições ConstitucionAis 1 . ransitOriat, art. 72. inciso V. destinou tuna parcela da Contribuiçao para o NS des ida pelas instituições linanceiras ao 1:111 o Social de Ernen4ência. lixando aliquotas e delinindo a base de calculo como sendo a receita bruta operacional. Lei 9.701/98 autorizou determinadas exclusões 011 deduções dessa base. Fl. 713DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Process() n" 10283.0u-1155/2004-61 S3-C'F1'2 Acórd50 la" 3102-001.765 fl O das empresas e demais entidades especilicadas Has Leis. onde estavam textualmente incluídas as instituições financeiras 2 . Ao instituir a nova base tributavel por meio da Lei 9.718/98. o legislador ordinfirio. embora tenha mantido o raturamento como deriniç5o elementar do Fenômeno econômico-conthbil gravado pela tributaçao. especificou-o. contórme dito antes, como sendo toda a receita bruta auferida pela pessoa juridica. irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida c a classilica0o contabil adotada. conceito que conflitou com o disposto no inciso do artigo 195 da Constituiçflo Federal que. antes da Emenda Constitucional n° 20. de 20 de dezembro de I 998. previa o finank.‘iftmento da seguridade social corn base no valor arrecadado pelas contribuições sociais incidentes sobre ii ui lia de salfArios. o raturamento e o lucro 3 . sem nenhuma men0o i receita. F. precisamente neste ponto que se encontra a origem de toda a discussio em torno da inconstitucionalidade do conceito insculpido no parzigraro artigo 3 0 da Lei 9.718/98. transbordando as delimitações contidas no texto constitucional na data da entrada em viLtor da legisla0o novel. Ainda que. para efeitos tributhrios. ja houvesse urna tenancia ao reconhecimento de certa equivalCsncin entre o conceito de faturamento e receita (observe-se que. muito antes de se fain! . na EM 20 , 98. a própria LC 70/91 .jti especificava a base de chlculo como sendo a receita) , a expansIlo promovida pelo paragralb primeiro foi para muito ft1C.tin daquilo que estava e ainda esth sedimentado na doutrina e na jurisprudncia coin() sendo o possível conceito de faturamento empresarial para Ems de incidência tributhrift. De rundamental importfincia. neste cenhrio. observar e compreender com precisiio o verdadeiro problema identiticado pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal no acolhimento da nova deliniçflio de faturamento introduzida pela Lei 9.718/98. Nos preeitados Recursos Extraordinzirios. tornaram-se de amplo conhecimento as considerações Feitas sobre o assunto pelo Nlinistro Cesar Peluso. estabelecendo os limites da deliniçíio possível para o conceito veiculado no (constitucional) caput do artigo 3 0 da Lei 9.718/98. confórme segue (todos os grilos acrescentados). § 2." - As instituições tinaneeirus. sociedade; seguradoras e °tarns empresas que nõo realicam operaçCies de vencias de mercadorias parlicipitr'Ao do 1'1 . 01:Tama de Integruc:f)o Social coin uma comribuiço ao Fund() de Participaç5o de. recursos próprios de valor icIntico do que Ibr apurado nu rorma do puragrató anterior. 0 texto untes e depois dii 11:V1 209S. Art. 195. A seguridade social sera Finiinciada por tocla a sociedade, de Forma direta e indireta, nos termos da lei. mediante recursos provenientes dos orçamentos da dos Estudos. do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições socials: 1 - dos empregadores. incidente sobre a tolha de salzirios. o raturamento e o lucro: 11 - dos trabalhadores; Art. 195. A seguriclade social scrõ Financiacia por toda a sociedade. de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da Uniilo, dos Estados, o Distrito Federal e dos Municípios, e das seyuintes contribuições sociais: 1 - do empregador, da empresa e cal entidade ii ela equiparada ia Corinu da lei, incidentes at a rolha de salUrios e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados. a qualquer titulo. õ pessoa [he preste serviço. mesmo sem \ inculo empreg,titicio: 0) a receita ou o litturamento: C) o lucro: Fl. 714DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Por todo o exposto, .julgo inconstitucional o pat -Agri -11'o I" do art. 3 0 da Lei 9.718/98. por ampliar o conceit() de receita bruta para "toda e qualquer receita". cujo sentido afronta it ioçio de faturitmento pressuposta no art. 195. I, da Constittii0o da República, c. ainda , o art. 195. par:igrafo -I". se considerado pm esse eleito de nova limits de custeio da seguridade social. Quanto ao caput do art. 3 0 , julgo-o constitucional. para life dar interpretagao conforme ii Constituieo, nos termos do .julgamento proferido no RE n" I 50755/PE, que tomou a locuçi .io receita bruta conto sin(iniino de faturamento, on seja. no significado de "receita bruta de venda de mercadoria e de prestalo de serviços", adotado ida Icgisla0o anterior, e clue. a men juizo. se traduz na soma das receitas oriundas do exercício das ati \ idades empresariais. Sr. Presidente. gostaria de enliniiiir incu panto de sai. pura clue niTlo tique nenhuma dúvida ao propósito. Quando me referi ao conceit() construido sobretudo no RI: 150.755. sob a express;io "receita bruta de vencia de mercadorias e prestnlio de scrviçoi, quis . signilicar que tal_conceito estai igado A ideii) de produto do exercício de atividades empresariais tipicas , on seja, que nessa express5o Sc inclui todo incremento patrimonial resultante do exercício atividades c.c." a,.v.c.a(..es empresariais típicas. Se determinadas instituiçOes pres . tain tipo de ser\ iço cuja reinunerity5o entra na classe das receitas cl miadas linanceiras. isso MI° desnatura a renumeraçiio de• ati\ idade própria do campo empresarial. de modo que tal produto entra no conceito de "receita bruta Likud ít faturamento." 6. (...) Faturamento nesse sentido. isto 6, entendido como resultado cconOmico dos operaçOcs cinpresariais típicas. constitui a base de calculo da contribuiço, enquanto representayAo quantitati \ a do titio econC)mico tributado. Noutras palitvras, o fato germlor constitucional da COHNS sú() its operityOes econ6micas clue se exteriorizam tio Ilituramento (suit base dc cAlculo). porque MI° poderia nunca corresponder ao ato de emitir Lituras , coisa que, como ilternativa setniintica possivel. seria de todo absurda, pois bastaria empresa tOlo emitir faturas para se timrtart tributityao. - grifamos. Uma vez clue o Ministro ('czar Peluso tenha sido parcialmente vencido na deeisao da causa. se tent criticado o uso dc suas manifestações (e as dc outros Nlinistros caw também foram total ou parcialmente vencidos) tia fundamentaçfio de decisões envolvendo os efeitos da &elm -nil° de inconstitueionalidade do parúgrafo primciro do artip,o 3" da Lei 9.718/98. Quanto a isso. de utinde relevo que se situe COM elMVZZI a intitria que estava enttio sub judice na Suprema Corte, as considerações que lhes emprestaram n5o apenas o Nlinistro Cesar Peluso mas todos os demais imeL , rantes do Tribunal e em que assunto e aspectos. especificamente. tins e outros se viram vencedores out cncidos. Analisa-se um dos precedentes apontados no Recurso Fxtraordim)rio n" 585.235 que concedeu Regime de Repercusso Geral ú questo: RE 346.084-6/PR. da Relatoria do Ministro Ilmar Galvtio. Relator para acórd:lo Ministro Marco Aurélio. 0 Relatório do Ministro 11 mar Galva() delimita com rapidez e preci<Tio os liames da lide. RELA . ! ()RIO Fl. 715DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Processo n" 10283.00.1.155/200-1-6I S3 - C1T2 Accia n." 3102 -001.765 l'1. 10 O SENII0IZ MINISTRO II,MAR G.1I,VA0 - (Relator) : Recurso que. pela tetra a do permissivo constitticional. lol interposto contra acordi'io que concluin pela legitimidade da amplia0o da base de cnIeulo da COFINS até enFio restrita ns "venclas cIO mercadorias, mercadorias e servios e cle servio de (»whiner nantreza" conlorme delinido pela I,ei Complementar n.° 70/91 (art. 2. 0), para nela lazer coin preemie! . "cl to/u/idodd, aos receitos wt. /c. v . /Was pc/o pessoujuridico. .s.endo irre/crunicv o lily) cuividucle por exercida clossificuccio adoiada pupa Ccc Pecehos", eletuada por meio de lei ordlinziria (Lei n.' 9.718/98, art. 3.°, § alteraçi'to que te\ e por \ igente a partir de I." dc levereiro de 1999. como estabeleci lo no art. 17. I. do relendo diploma noon:Inv°. Sustenta recorrente que. no assim decidir. o ficórdilo olendeu o inciso I e o § do ao. 195 e. por consecifiéncia. di inciso 1 do art. 15-I, ambos da CF. Sustenta. ainda. liner a clecis5o recorrida contrariado , por igual, o § 6.° do mencionado art. 195. por haver considerado que a alteraçCio passou a produzir cleito a part ir da eclie:a° da primeira medida pro\ isoria e nlio da EC' 20, de IS de dezembro de 1998 . clue, a sell vet -. nao poderia constitucionalizar nonna editada com olensa Constituicio. Regularmente processado, roi o recurso admitido na origem, havendo a douta Procuradoria-Geral da Repnlilica_ cm parecer do Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, opinado pelo nao-conhecimento. É o relatório. Se hem posso traduzir em poucas palavras o relatório aeima transerito. diria tratar-se de um litígio que se trovou Cm torno da constitucionalidade do alargamento da base de cnIculo, It luz do conceito de 111turamento vigente época da Formulayi-to da exit2,Cmcia ilseal e (ii) da possibilidade dc que se reconhecesse ti constitucionalidade superveniente da Lei 9.718/98 em race da modilicnno introduzida pela Emenda Constitucional n 0 20. A cinema do clecisum coillirma 0 circunseriOo da lide nos termos em que estn acima CONS . I illiCIONALIDA SUPERVFNINNI - 1:, AR1100 3 2 . § l. DA Lid N'' 9.718. DE 27 DE NOVENIBRO DE. 1998 - EMENDA CONSTITUCIONAL N' 20. DE 15 DE DEZLIVIBRO DE 1998. O sistema _juridic° brasileiro n5° contempla Figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO - INS'l ITUTOS - EXPRESSÕES E VOCÁBULOS - SENTIDO. A norma peclaii . ogica do anigo 110 do Código Tributnrio Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributnria alterar a delIIIWO, o contendo e o alcance de cunsagrado iSlilutos. conceitos e lormas de direito privado milizados expressa on implicitamente. Sobrepõe-se ao aspect° lormal o principio da realidade. considerados os elementos tributarios. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PIS - RECLI FA BRUTA - NOÇÁO - INCONSTITUCIUNAI ADAM'. DO § I" DO ARTIGO a DA LEI N'' 9.718/98. A jurispruancift do Supremo. ante a rednçAo do artigo 195 da Carta Federal anterior It Emenda Constitticional n" 20 98. consolidou-se 110 sentido de tomar as expressões receita bruin e laturamcnto como sinoniinas. jungindo-fis Ii venda de mercadorias, de sen\ iyos ou de merefidorias e serviços. E inconstitucional o § I' do artigo 3 da n' 9.718/98. no clue ampliou O conceito de receita bruto para envoi\ er 11 totalido Fl. 716DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA das receitas auferidas por pessoas juridicas. independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classilicaçao contabil adotada. Ulna VC/. CSneCi FICad0 0 quo havia por decidir iio linbito do Recurso Extraordimirio IV 346.084-6. relevante que se observe o conteúdo das decisões parciais proferidas após o Voto de cada um dos Ministros quo participaram do processo de formaca) do Ato Decisório , até o ultimo F.xtrato de Ata emitido pela Secretaria. cm 00 de novembro de 2005. PLENÁRIO EXTRATO DE AIA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 346.084-6 PRUCLD.: PARANÁ RELATOR ORIGINÁRIO: NIIN. ILMAR GALVA° REI .A roi: PARA O ACÚRDAO: MIN. MARCO AURELIO REC . ! N.: DIVESA DISTRI11111DORA Cl1RITIIIANA DE VEÍCULOS S/A ADVDOS.: MARCELO MARQUES MUNI IOZ E OUTROS ADV.(A/S): RODRIGO LEPORACE FARRET N OUTROS RECUA.: UNIÃO ADV.: PEN - RICARDO PY GOMES DA SILVEIRA Deeisao: Após o voto do Senhor Ministro Ilmar Galva°, Relator, conhecendo e provendo parcialmente o extraordinario. para lixar, como termo inicial dos 90 (no\ emit) dias. I" de fe\ ereiro de 1999. pediu \ ista o Senhor Ministro Gillum- Nlendes. Falaram , pela recorrente.. o Dr. 1 lelenilson Cunha Ponies, e. pela recorrida. o Dr. Francisco Targino da Rocha Nick). Procurador da Fazenda Nacional. Presidénein do Senhor Ministro Marco Aurélio. Plen(rio. 12.12.201)2. Decisao: Após O \ oto do Senhor Nlinistro limar Galva°. Relator. conhecendo e provendo 1 -1treialmente o oNtraordinario. para lixar , como termo inicial dos 90 (novt...ntii) I de reveiviro (le 1999. e dos \ atos dos Senlaires Ministros Gilinar Mendes Presidente. Ministro Maurício Corréa„ que conheciam (lo recurso. i nas provimento. pediu \ kin dos autos o Senhor Ministro Cc/in . Peluso. participou da \ otaçi.io o Senhor ,\l 115110 Carlos Britt() por suceder ao Senhor Ministro limar Galva() que proferira voto anteriormente. Plenario, 01.04.2004. ),ecisi'i o: Renovado o pedido de \ ista do Senhor NI inistro (*czar Peluso, justificadamente. nos termos do §I do itrtigo I da Resoluyao n" 278, de 15 de deienikro de 2003. Presidencia. cm exereieio, do Senhor Nlinistro Nelson Jobim, Viee-Presidente. Plenario, 13.05.200-1. Decisilo: Altos os votos dos Senhores Nlinistros Ce/ar Peluso. N laico Aurélio, Carlos Velloso, Celso de Mello e Septil\ edit Pertence, conhecendo e provendo o recurso. nos termos dos seus respectivos I otos, pediu I ista dos autos o Senhor Nlinistro Eros Grau. Ausente._justificialameine. neste .itill.,,itmento. o Senhor Ministro Nelson Jobint (Presidente). Presidéncia da Senhora Nlinistra Ellen Gracie (Vice- Presidente). Plenario. 18.05:2005. Decisilo: Reno ado o pedido de I ista do Senhor Nlinistro Eros Grau, justifieitdamente. nos termos do § I artigo 1" da Resoluy3() n' 278. de 15 de dezembro de 2003. Presidencia do Senhor Nlinistro Nelson Jobim. Plenario, 15.06.2005. rribuimi. por unimimiditde. conheceu do recurso extraordinario por mitioria, deu-lhe pro\ imento. em parte, para declarar a inconstitucionalidade do § 1 . do artigo 3 da Lei ii 0.718. de 27 de no\ embro de 1998, \ eneidos. pareialmente. os Senhores linistros lutar Galvao (12elinor), Peluso e Cejso 20 Fl. 717DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Process() 10283.001.155 211(1-1-61 S3-C 11'2 AcórdAn n." 31112-001.765 I. 11 de Mello e. integralmente, os Senhores Nlinistros Gilmar Mendes, Mauricio Corra, Joaquim Barbosa_ e o Presidente (Nlinistro Nelson Jobim). Reformulou parcialmente o voto o Senhor Ministro Sepúlveda Pertence. Vto participaram da otaçao Os Senhores Ministros Carlos Britt() e Eros Grail por serem sucessores dos Senhores NI bistros limar Galv5o e Nlauricio CorrCm que prol'eriram voto. Ausente, justilicadamente. a Senhora Ministra Ellen Gracie. Plenario. 09.11.2005:. PresiEncia do Senhor Ministro Nelson Jobint. Presentes sessio os Senhores Ministros Sep/ik eda Pertence. Celso de Mello. Carlos Velloso. Marco Aurélio. Giltuir Mendes. Ce -tar Peluso, Carlos Bruno. Joaquim Barbosa c Eros Procurador-Geral da. Repnblica. Dr. Antânio Fernando Barros e Silva de Souza. Lu ii Tonuiiiaisii Secretario Perecbe-se acima que. o ntkIco da diseuss'ao at que o Ministro Cezar Peluso pedisse vista dos ttutos. t.tirova cm torno da constitucionalidade superveniente da Lei 9.718N5 em face da modilica0o introduzida pela Emendo Constitucional n" 20. Essa circunstancia esta estampada no excerto a seguir reproduzido. extraído do próprio Vow do Nlinistro Cezar Peluso. Admitido o recurso, o relator. Min. II,NIAR GykINÃO, deu-lhe parcial provimento , para jtilgar inconstitucional a majornefto da base de calculo da COI:INS, na lbrma do art. 3 9 da Lei n' 9.718/98, até a ediçao da EC n' 20/98, que "reio emprestar-lhe o embasamento constimcional de que carecicf, ao (lar nova reclaoio ao art. 195 C'arfa para divor ('01 ,7,\S pi i( trio inch/h. sobrc 1)) (/ recena oft (1 laturamentow. () (;11,INIA1Z MENDES, C111 S010-\ kin. ciliclicicu constitucional a majortiçi-to. pelos seguintes ruud;tinentos: Este entendimento foi ticompanhado pelo NI in. MAURÍCIO CORREA, que, antecipando voto. julgou constitucional ti majortu»io. Nessa l'ase do juIgamento. kn. justamente o Ministro Cezar Peluso que. como se lê nos transcrições acima. abriu a diVe11.1011CiLl na decistio CILIC vinha sendo proposta a lide , para externar seu entendimento e decidir pela inconstitucionalidode do "parergivfo / 0 (10 art. 3° cla Lei 9. - por (implicit . o conceit() (le receila ()Hutt para flocht e qualquer cuje .yenticlo alronfu 0 noçOo . 1(. tturamenfo pressupo.sta all. I 95, I, (la Consiltukcio (10 RepUblica, e, aincla, o art. 19.5. parcigralb 4", se consiilerchlo para esse ekito C/C nova jimie cle cusieio (10 seguridacle social". Ante tais evidi.'neitts cullidits dos registros iieiiosao long() do julgamento. pareee-me impróprio minorar o yelevancio dos Fundomentos do Ministro C'estir Peluso na soluyao da lide. Foi _justamente o Nlinitro clue primeiro destoou do entendimento. ate ent':to prevalente. de que o alargamento promovido pela I.ei 9.718/98 havia sido constitueionalizado pela Emendo C'onstitueional n" 20. determinondo novo rumo ao julgamento e decisao que ao final haveria de ser proposta. Ainda mais. conto adiante se pretendera demonstrar, foi o Ministro Cezar Peluso quem mais fund() foi no estudo du questClo posta. tondo sido chock) por quase todos os demais Ministros em :,;,; respectivos votos. 2 1 Fl. 718DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA A redoçAo Cilml do AcúrdAo nao perto te sober exutamente em que assunto o Ministro Cezar Peluso licou vencido. mos. sem mamem de dúvida , ele nAo se refere Hem decisão de considerar inconstitucionol apenas o pm-Ow -oft) primeiro do artigo 3° da Lei 9.718/98. tampouco A dedicada incursAo que fez ao signilicado do vernactilo faturamento 4 . Com efeito, de grande importAncia sublinhar que. ao longo de todo o julgomento, nAo se logra ixito em encontrar no corpo do c/ecistim qualquer dissonAncia entre os integrantes da Corte Supremo acerca disponibilidade concedida pelo Curto Politico ao legislador ordinArio para Cixaciio do que devo ser considerado Ihturomento para fins tributOrios. Outrossim. identifica-se. ao longo de todo o process() decisório uma única menc5o. de lavra do Ministro Celso de Mello, propondo a ineonstitucionalidude do artigo 3° como um todo. 0 \linistro, contudo. assim como 0 :Ministro Cezor Pk:luso. Pai. ao liiiol declarado parcialmente vencido. de grande interesse conhecer. da leitura dos excertos clue seguem. como os Ministros se maniCestoram a respeito do conceito de Coturamento para fins tributArios. assunto respeito do quo]. repita-se. nAo ha registro de di \ crgCmcio, i■ li nistro lIntar 0 recorrente considera que tais precedentes uno seriam apliea\ eis ao caso, haja ism 1.CH:A C:It:IbCICCLIO SI11011hIlla ClItre I .: IllIrallIC1110 C receita bruta quando Lois expressões designa\ am receitas oriundas de endas de bens e.rou serN iços. Tal leitura nil° correta. A Corte. ao admitir tal equiparayao. em erdade assentou i a legitimidade constitucional (la atuaç'Zio do legislador ordinario para densilicar uma norma constitucional aberta. nIio estabelecendo a vinculayiio pretendida pelo recorrente cm relaçfio operações de venda. Ao contrario do que pretende o rceu -wrente. a Corte rejeitou qualquer tentativa de constitucionalizar eventuais pr6-concepyt5es doutrinarias ntio incorporadas e\pres ,;amenIc nO te\to constitucional. S .junais disse que havia um especilico conceito constitucional de raturamento. Ao contrario. reconheceu que legislador caberia lima- tal conceito. tambem nusio disse que eventuais conceitos vinculados a operações de venda seriam os imicos possk eis. Nao Cose assim. teriamos que admitir que a composiyao legislativa de 1991 pOtitillia um poder extraordinario. Por meio cIa I.ei Complemental . n' 71. teriam aqueles legisladores fixado ulna interpretaçrio dotada da mesma hierarquiti da norma constitucional. interpretaytlo esm clue estaria inlensa a qualquer aheraçCio. sob pena de inconstitucionalidade. rhu turefa de concretizar normas constitucionais abertas, a vinculay:R) de determinados conteúdos ao texto constitucional eleoítiuomm. "rodtk ia, pretender eternizar iuumu CSNCHICO conteúdo em detriment() de todos os outros sentidos compatíveis com unia nornitt aberta constitui. isto sum unia violayao ú l'orya normatk a da Constinii..;;I L haia \ ism as neces s idades de unualitaytio e idaptuty;i0 da Carta Política u realidade. 'hi perspectk a 6 sobretudo antidemocratica, uma vez que impõe ls gerações ruturas tuna deeisao majoritaria adotada em ulna cireunst5ncia Interessante obserNar. inelusive. que o Ministro Carlos Velloso. apontado (..uono Nenecdor no Acónklo, k ç acompanhou o mi„,siro ce,...,)„,.. cm usa dceisUo. 22 " Concluo o moeu voto. Con' it v6iliti do cininente Rylator. que..ja 'tau esta aqui. :Iconlyvanho O voto do i\ I inistro C6sar Peluzo. Nos denmis recursos extmordi6rios. coin o Lluiliente Nlinistro-Relator. Nlinistro M arco Fl. 719DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA O recorrente considera que ta is precedentes nib ° seriam aplicaveis ao caso, haja N H;1 que o Sit : teria estabelecido sinonimia entre raturamento e receita bruta (Hand° his pivsIsCR..› designavtint receitas oritindas de \ endas de bens e/ou ser\ icos. Tal leitura correta. A Corte, ao admitir tal equiparayao, cm venda assentou a legitimidade constitucional da atuayCio do legislador orclinario pa 23 Processo n'' 10283 OM 155,201)1-01 S3-(' l'1'2 Acórclito n. 3102-001.765 11 12 especifica, que pode ni10 representar a melhor via de coneretizacfio do texto constitucional. (...) iVlinistro Alendcs Nessa breve historia lecislativa da COFINS percebe-se, desde logo. clue ji:t sob o regime da Lei Complemental - de 1991 a ticepço dc Ilituramento adotada pelo legislador n3o correspondia Oquela usualmente adotada nas relações comerciais. Ou sejo, It sob o imprio da Lei Complementar n° 70 se veriticara o abandon() do conceito tradicional de faturamento, especialmente naquela acepção comercittlista que se reFere. gosso modo. a operações de vendo de mercadorias jt) concluidas e registradas cm ratura. Esse conceito técnico- comercial ó invocado expressamente pelos recorrentes. Precedentes do STF A cliscusszio (intuit° It legitimidade dessa perspecti \ a adotada pelo legislador, de abandon) de C\ entuais pre-concepc6cs \la express'ao "raturamento", n5o estranha para este Tribunal. No RE 150.755. da relutoria do 'l ilustro Carlos Venus° (redator do aeOrdo o Sept)1\ cda Pertenca em que se discutia a constitucionalidade da contribuiciio do FINSOC1AL. tal como \nda no art. 28 da Lei II' 7.738. de 1989, admitiu-se como legitima a assimilac5o do conceito de receita bruta ao de faturamento. Nesse precedente. registra a parte Final da ementa: 8. conirihni“-io SOCial SC ciiIrc os prcrishi.Y all. 195, I, CI: e sua porhinio cliveilso a lei complcinemar: no oil. 28 do 80. o "reccila brula", como hasc (lc calculo (II) fribillo, par(' conlOrnior-Ac" do oil. 195. 1„lo Conslitukao. ha ser clacmlicla segunclo Cl (lo 1)1. 2.30 - 8 7. (pic ccpilpor(it'cl 110.;4 -10 cOrrCIIIC de 1011iraMC1110" ads cmj)iysos ;lc serviço." Lspecificamente sobre a alcgac:ao de que o tributo previsto art. 28 da Lei n° 7.738 illo ue enquadraria derinic;io constitticional dc litturamento. assentou o Ministro S.:pill\ cia Pertence: " (. ) 13. C())/1 , , ,nci-mc. olc (ph' U siihsloncial prelCiicliatt mire reccilo brido - cif/Cl procco'Ciic'io Ic(jrico 100 (IIicstiouo elICOHIrci rc'Spoltio (pra(lro i/o pox/tiro i)ertinente Cl CSpkiC, (to mcnos, cm lcrnios iwtplivocoA quc 110u:ism', scm alternative!, incoil.wituciomiliaa(le do lei. -II. 11(11A -oar' pant ttlaplar a Icgiqu k.Cio clo impasio sol)re tI reircht ii 1.ci Jos. 'ociecht,les por (li.spri.rcra o 1)1. 1.598, 26.12.77: Fl. 720DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA densilkar uma norma constitucional aberta. iiiio estabelecendo a vinculaçCio pretendida pelo recorrente em relaçilo ís operações de Vell(111. Ministro Eros Gran -06. No caso. titturamento lera sido tornado como termo de ulna das Valias noções que existent as noções de raturamento na e com urna de suas signilicações usuais atualmente. Sabemos de antemno que .ja niio se a toma como ittinente ao lino de - emitir linuras]. Ns a toniamos. hoje. em regra, como o resultado econômico das operações empresarias do agente econ6mico. como •receita bruta das vendas de mercadorias e mercadorias e ser\ iços de qualquer natureza' [art.22 do decreto-lei n. 2.397/87]. Esse entendimento boi consagrado no RE 150.76-1. Relator o Ministro 11_,N1AR GALVAO. e na Al)(' n. I. Relator o Ministro MOREIRA ALVES. 07. Doi porque tudo parece bem dart): cm 11111 primeiro moment() diremos Lil1C ÍZI(.111'allIC1110 e 0 11110 110111e WIdt.) 11:1/4:Cil:t Nitta &IS clickts e serviços do agent,: econ6mico. Nssa ulna das signi licações usuais do voeabulo [LC., a noçi-to da qual o vocabulo 6 termo 6 precisamente esta linuramento 6 receita bruta das vendas e ser \ iyos do agente econômico]. A analise dos precedentes aponta. no entanto - isso 6 prolicientemente indicado cmii parecer dc I JUN 'BERT° AVILA no sentido de inversilo dos termos: a lei tributaria chamou de receita bruta, para eleitos do FINS0( 1 AI.. o que ô liiturainento: o conceito de receita bruta receita da \ enda de inercadorias e da prestaçno (le ser\ içoH. ia lei, C (Inc coincide coin a noçzio de linuramento. mia Constituiço. 08 .Ora, o artigo 3'' (la Lei n. 9.71898 n:io di,. mais tlo que isso. Seu § I" 6 clue vai alCm. para alirmar tiue ali e ali 11 -to se cogita dc linuramento. mas de receita bruta se trata da totalidade das receitas auleridas pela pessoa juridiea, sendo irrelevantes o tipo de ad\ idade por eia exereitla e a classitiençUo contabil adotada para tais receitas. (...) 10. (...) bis o que ai se tem, nesse § 1" do artigo 3'' e da Lei 11 0 9.71898. ulna detini0o jurídica de receita bruin: a totalidade das receitas auleridas pela pessoa juridieit. sendo irrelevantes o tipo de atividade por via e\ercida e a classiliea0o contithil tidotatla para tai, receitas. .Cumpre entzio indagarmos se a lei poderia ter afirmado essa delini0o de receita bruta. A Constituiçrio anteriormente NC 2098. clueii seg.tiridade social seria Einanciada. entre outros. mediante recurso, pro\ enientes de eontribuiç;lo social "dos empregadores. in,:identc sobre a folha de salarios. o Inuit -aim:in() e os lucros" art. 195. IL A NC 20/98 alterou o preceito. para afirmar que essa mesma contribuiçiio incidira sobre a rolha de salarios e outros rendimentos do trabalho, sobre "a receita on 0 liutiramento" C sobre o lucro. A lei C anterior m NC 20.98. no tempo cm que o artigo 195 . I da Constituiçno alirmaya que a contribuiçno incithrin "sobre a folha de salarios, o faturamento e os lucros''. 12. A alteraçno 110 text() da Constituiçïio aparentemente. mas nUo necessariamente. indien altcraço campo de inciancia da contribui0o. A emenda ao rererir receita ou (.1 raturamento". poderia estar tomar receita como sin6nimo de tíliuuiiiiiei)il e Ilituraincnto Lodi° sinônimo de receita. Fl. 721DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Process() a" 10283.uo.1155 200-1-61 S3-C1T2 Acin-L1110 n."3102-001.765 11. 13 Auterionnente r.0 20/9S ela itCiLlia sobre a receita da venda de mercadorias C da prestaçao de serviços H receita bruta]. (pie coincidia. qual afirmou esta Corte, coin a noçilo de fat uramento. Após a F.0 20/98 ela incide sobre "a receita ou o laturamento". Ora, se receita bruta receita da cada de mercadorias e da prestayfio de ser\ iços1 coincide. (pal alinnou esta Corte, coin a noyao de ffituramento, a inserçao do termo de um outro conceito "receita" no texto constitucional ha de estar referindo outro conceito. que n;lo o que coincide coin a nocao de faturamento. Para exemplificar, sem qualquer comprometimento Coln a conelusao: receita cofio das receitas aufericitts pela pessoa juridica , sendo irrelevante para a determinaçao dessa totalidade o tipo de atividade por ela exercida e a classilica0o contabil i(lotada para tais receitas. enio u receita bruta. tenno de 11111 conceito. C l'Cs2Cila bruta, termo de outro conceit°. No primeiro caso. receita bruta (me enquadrada na no0o de faturamento, receita bruta das vendas e ser \ iços do agente econOmico. isto t,. pro\ enicnte das operações do set' objeto social. No segundo. receita bruta que en\ ol e, ak .ent da receita bruta da; endas e serviços do aueute econiimico isto ml . das operações do seu objeto soe in! aquela decorrente de operações estranhas a esse objeto. (grifos meus). Impõe-se ent51 distinguinnos: de LIIII Lido teremos receita bruta/faturamento; de outro , a receita bruta que excede a noyao de Caturamento, introduzida pela LC 20:98, para a determinayo de cuja totalidade Sao irrele\ antes O tipo de atividade que di lugar a sua pereepOo c a classilicaytio eonta)il adotada. 13. Dir-se-a CHIC a Con ao nisto dcliuir raturinnento. incorporou noçtlo que dele se tinha iiepoca. Na verdade incorporou nula das noções que dele it Cpoca se tinha. A Constititiçao po6lcrin [sick mais do que incorporar. poderia ter contemplado Willi (101 -1111C0 • uriclici_ de faturamcnto. Nib ° o tendo feito, prevaleceu LIIII dos entendimentos possi\ cis. aquele HOS ICI*1110s do (111111 reCCILI brnti coincide coin a nova() de faturamento Cuclitanto receita da \ enda de mercadorias C da prestaçao de serviços. Poderia ter prevalecido outro. 1.1 cumpre aqui dedicar especial atençao it futPlamentayiio do voto do Ministro Relator Marco Aurelio, Line. ainda clue (Ilya inenyto ao concei to de fat uramento como sendo a receita vinculada ii \ endu de mercadorias. serviços ou ambos. eonrorme explicitado na Açilo Deelaratória de Constitucionalidade ii 1-1/1)1: (leitura empregada em data muito anterior it Lei 9.718/98), deixa claro clue o problema esta no conceito veieulado pelo paragralb primeiro: 0 pciSSO 1110s11'011-SC CIC111040(1(11110171C luio. (...) por 117Cillir 170 0011001710 IOCIO quolgoco apOile c'011/01511L7C1(10 pCla L'111p1VSt1, p011C0 i111p011011;10 ci Origi'111, C111 Vi. c' Cl ClOSSiliCcV70 (pie ih/va .yer levodo conto .Yoh o (ingulo contrrhil. Quer vlizer , a nonna transgrecll o ordenamento jurídico ao transbordar a noçao tecnico-juridica possível dc Caturamcnto e inio ao delliti-lo Como sendo resullado outras operações empresariais típicas. Ministro reo Aurmlhio (Relator) IENainino, eiliao. a probleint'ilica rererentc ii Lei Aqui Ita de se perceber o emprstimo dc sentido 10(10 prOprio 110 conceito de faturamento. [is o teor da lei en\ ok ida I ia CSIN:IC;C: Art. 2 2 As contribuições para o PISTASEP e a COFINS. de\ idas pela, pessons juridic:I; de direito privado. serrio calculadas coin base no seu faturamento. obser\ idas a legislacao \igente C as zilterações introduzidas por esta lei. Fl. 722DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Tivesse o legislador parado nessa disciplina. aludindo rzituramento seio dar- lhe. no campo da Freya() juridica. conotaytio discrepante da consagrada por doutrina e jurisprudimcia. ter-se-in soluyao identica i concernente a Lei n' 9.715/98. Tomar-se- ia o laturamento tal como \ cio a ser explicitado ia Açao Declaratoria de Constitucionalidade ii - F'Dr, ou seja. a envolver o conceito de receita bruta das vendas de mercadorias. de mercadorias e serviços e de serviços. Respeitado estaria o Diploma Maior ao estabelecer , no inciso I do artigo 195, o calcific) da contribuiçao para o linanciamemo dt ■ seguridade social de\ ida pelo empregador. considerado raturamento. km tiltima analise , ter-se-ia a observancia da ordem natural das coisas, do conceito do instituto que o latitramento. caminhando-se para o atendimento da jurisprudencia desta Corte. No Fosse o § 1 que se seguiu. ter-se-ia a observancia da .jurisprudencia desta Corte, no que na Aytio Declaratória de Constitucionalidade n I- 1/DF. a sinonimia dos \ oeabulos "laturamento" e "receita bruta". Toda \ ia, o § veio a derinir esta Última de rorma toda propria: § I - Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas aureridas pela pessoa juridica , sendo irrelevantes o tipo de atividade por eta exercida e a classilicacao contahil tulotada para as receitas. 0 passo mostrou-se Jemasiadamente largo. oh idando-se. por completo, ntio só a lei Fundamental como tamhem a interpretaçao desta .jú proclamada pelo Supremo rribunal Federal. Fez-se incluir no conceito de receita bruta todo e qualquer aporte contabilizado pela empresa. pouco importando a origem, eia si, e it clasiilienyao que deva ser le\ ada cio conta sob o fingulo contabil. A al tertlyao promovidtt pela 1-imenda Constitucional n" 20.08 teve por escopo justamente permitir que it receita. /tile ';i. Ii. fosse alcançada petits contribuiyóes para o linanciamento da seguridade social. Como tbi obser\ ado pelo Exmo. fillistro Carlos liritto, a autorizaçao introduzida pela Lmenda autoriza. justamente. ti incid3ncia sobre as receitas que estariam especilicadas no paragralb primeiro do artigo 3" da Lei 0.718/08. A concluso a que se ellega é que depois da Lei 0.718/98 e da declara0o da inconstitucionalidade do paragralb r de seu artigo 3"• arenas a receita tipica da pessoa juridica nib o a totalidade das receitas auleridits por ela poderiam integrar it base de ctilculo das Contribuições. Nilo se desconhecem os diversos Acbrdaos do Supremo Tribunal Federal que, depois da decisi7to pela inconstitucionalidade do parilgrafo primeiro. fazem remissLio ao conceito de faturamento que pareeia antes cia entradtt em vigor da Lei 9.718/98, o da I,ei Complementar 70 '91. Sobre o assunto. imperioso pout liar que emerge inconrundivel das manifestações colhidas dos volos dos Ministros quo Firtic.'ipitram dos !coding cos(' do Recurso F.Ntraordiniirio 585.235. que é nítido o entendimento de que jtunais pretendeu-se ' - o comilincionatizaçOo cIo preconecpc.ries donfrinc"trios n(?o incorpormlas exprcssomentc no fe.v/o convitucionar. nem o reconhceimetito de -um c.\pcci/ico conccho constnuciono/ de . filniromenlo' .. . A decluçl) remissiva ao status anterior da base imponivel encontrada em muitos aeórdaos decorre da destina0o das decisões onde eles se encontram. em processos nos quais discutia-se o direito do contribuinte de afiistar o inconsti .mcionnl alargamento da base de - — A S ouas remissões :Antes reprociii7idw Ministro 26 Fl. 723DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Processo n" 102S.3.01).1155 2()(J1 - 61 S3-( '1'1'2 Acórch n." 3102-001.765 H. 1.1 ctilculo e nao a amplitude do conceito dc raturamento que. me arrisco dizer. nao foi objeto daquelas lides. For todas essas raZiles. VOr0 por negar provimento ao Recurso Volunttirio. Brasilia. 26 dc dc 2013. Ricardo Paulo 27 Fl. 724DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10972.000122/2009-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Jul 01 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2005
DESCLASSIFICAÇÃO DE ESCRITURAÇÃO. ARBITRAMENTO DE LUCRO.
A desclassificação da escrita contábil, com o conseqüente arbitramento do lucro tributável, é medida aplicável quando forem apuradas falhas insanáveis, que não permitam apurar o lucro real.
LANÇAMENTO REFLEXO. CSLL.
A solução dada ao litígio principal, relativa ao IRPJ, aplica-se, no que couber, aos lançamentos decorrentes, quando não houver fatos ou argumentos a ensejar decisão diversa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1402-001.920
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a arguição de nulidade, e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
(assinado digitalmente)
LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente
(assinado digitalmente)
FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo de Andrade Couto e Paulo Roberto Cortez.
Nome do relator: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2005 DESCLASSIFICAÇÃO DE ESCRITURAÇÃO. ARBITRAMENTO DE LUCRO. A desclassificação da escrita contábil, com o conseqüente arbitramento do lucro tributável, é medida aplicável quando forem apuradas falhas insanáveis, que não permitam apurar o lucro real. LANÇAMENTO REFLEXO. CSLL. A solução dada ao litígio principal, relativa ao IRPJ, aplica-se, no que couber, aos lançamentos decorrentes, quando não houver fatos ou argumentos a ensejar decisão diversa. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 01 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10972.000122/2009-17
anomes_publicacao_s : 201507
conteudo_id_s : 5479187
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 01 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1402-001.920
nome_arquivo_s : Decisao_10972000122200917.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 10972000122200917_5479187.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a arguição de nulidade, e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente (assinado digitalmente) FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo de Andrade Couto e Paulo Roberto Cortez.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2015
id : 6005370
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888699850752
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1998; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 530 1 529 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10972.000122/200917 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1402001.920 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 03 de março de 2015 Matéria ARBITRAMENTO Recorrente UBP DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS DE PETRÓLEO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005 DESCLASSIFICAÇÃO DE ESCRITURAÇÃO. ARBITRAMENTO DE LUCRO. A desclassificação da escrita contábil, com o conseqüente arbitramento do lucro tributável, é medida aplicável quando forem apuradas falhas insanáveis, que não permitam apurar o lucro real. LANÇAMENTO REFLEXO. CSLL. A solução dada ao litígio principal, relativa ao IRPJ, aplicase, no que couber, aos lançamentos decorrentes, quando não houver fatos ou argumentos a ensejar decisão diversa. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a arguição de nulidade, e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente (assinado digitalmente) FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo de Andrade Couto e Paulo Roberto Cortez. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 97 2. 00 01 22 /2 00 9- 17 Fl. 531DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 531 2 Fl. 532DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 532 3 Relatório UBP DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS DE PETRÓLEO LTDA recorre a este Conselho, com fulcro no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, objetivando a reforma do acórdão nº 0931.419 da 1ª Turma da Delegacia de Julgamento Juiz de Fora/MG, que julgou improcedente a impugnação apresentada. Por bem refletir o litígio até aquela fase, adoto excertos do relatório da decisão recorrida, complementandoo ao final: Para a empresa UBP DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS DE PETROLEO LTDA foram lavrados, em 02/09/2009, os Autos de Infração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ, no valor de R$8.296.510,61 (fls. 02 a 08), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, no valor de R$3.735.066,80 (fls. 09 a 15), estando incluídos nos montantes juros de mora e multa proporcional (passível de redução) Decorreram os citados lançamentos da ação fiscal levada a efeito junto ao contribuinte quando foram apuradas as seguintes infrações: IRPJ 001 – RECEITAS OPERACIONAIS (ATIVIDADE NÃO IMOBILIÁRIA) REVENDA DE MERCADORIAS. 002 GANHOS DE CAPITAL CSLL 001 CSLL SOBRE O LUCRO ARBITRADO 002 – CSLL SOBRE RECEITA NÃO OPERACIONAL. Às fls. 16 a 19, encontrase o Relatório Fiscal (parte integrante dos Autos de Infração), com os seguintes tópicos: I – D Ação Fiscal II – Dos Fatos Para consolidar todos os esclarecimentos e documentos apresentados pelo contribuinte em resposta ao TIF de 26/03/2009, bem como para evidenciar o que não foi atendido, lavrouse o Termo de Constatação e de Intimação Fiscal de 22/06/2009 (fls. 53/58). Fl. 533DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 533 4 De acordo com o Termo de Constatação, o contribuinte havia apresentado inicialmente apenas o Livro de Inventário do estabelecimento em Senador Canedo/GO, de 2004. Para suprir a falta dos demais Livros de Inventário, apresentou cópias dos Relatórios da Movimentação de Combustíveis e Derivados de Petróleo, decorrente de norma estabelecida pela Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais, dos estabelecimentos em Uberaba e Uberlândia, do período 12/2004. Tais Relatórios informam estoques iniciais e finais de gasolina e óleo diesel iguais a zero (fls. 59/66). Consta também do referido termo que ‘solicitado novamente a apresentar os Livros de Registro de Inventário de 2004 dos estabelecimentos em Uberaba e Uberlândia, bem como os Livros de Inventário de 2003 de todos os estabelecimentos, o contribuinte apresentou o Livro de Registro de Inventário de Uberlândia de 2003 e o Livro de Registro de Inventário de 2003 de Senador Canedo e informou verbalmente que está procurando os demais livros de Inventário’. O contribuinte foi ainda intimado a apresentar os Livros de Inventário de 2003 de Uberaba e o de 2003 de Uberlândia (fls. 57). III – Da análise dos Documentos Apresentados IIII – Livros Registro de Inventário ... ...constatase que os valores dos estoques constantes da Apuração de Resultados do contribuinte, não guardam relação com os livros Registros de Inventário. Além do mais, mesmo com a falta de apresentação do livro de inventário de um dos estabelecimentos, constata se uma divergência entre os valores dos estoques iniciais registrados nos Livros de Inventários e os consignados na DIPJ do anocalendário correspondente. Constatase também que não há coerência entre as informações prestadas pelo contribuinte, registradas nos Livros fiscais/contábeis e as Declaradas. No documento de 18/05/2009 afirmou deixar de apresentar controle de estoque e registro de inventário, pelo fato de não manter estoque. O combustível adquirido é de pronto revendido ...; no documento de 16/06/2009 declarou que não possuía estoque de gasolina e óleo diesel no ano de 2004 (fls. 47); no Relatório Fl. 534DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 534 5 de Movimentação de Combustível de Derivado de Petróleo informa estoques de gasolina e óleo diesel em 2004, de Uberaba e Uberlândia iguais a zero. ...; já no Livro de Inventário de Senador Canedo/GO consta estoque de gasolina e óleo diesel em 2003...; no Livro de Inventário de Uberaba/MG, consta estoque de gasolina A em 2003. Tais fatos inviabilizam a correta apuração do resultado do exercício. IIIII Registros Contábeis em Meio Digital ... conta 44400 – Despesas Tributárias. Nos arquivos digitais o total é de R$1.786.012,14 e na Apuração de Resultados é de R$1.737.735,60...Surpreendentemente esta diferença não foi detectada em nenhuma outra conta. Diante desse fato, foi emitido outro balancete mostrando todos os níveis de conta (fls. 108/117). Os saldos das contas integrantes do grupo 44400 – Despesas Tributárias (fls. 115) foi confrontado com os respectivos saldos das contas constantes do Livro Razão apresentado pelo contribuinte (fls. 118/124). Nenhuma divergência foi encontrada. Também este fato evidencia a incerteza quanto a Apuração de Resultado com base nos livros contábeis do contribuinte. III – III LIVROS DIÁRIO E RAZÃO 1 – Os lançamentos foram efetuados com a data do último dia do mês, em todos os meses do ano, em desacordo com o que dispõe o art. 1.183 do Código civil, que determina que sejam efetuados por ordem cronológica de dia, mês e ano (fls. 125/147). 2 – Vários lançamentos não atendem aos requisitos do art. 1.184 do código civil que determina que ‘no diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as operações relativas ao exercício da empresa’ isto pode ser constatado, além da conta Caixa (fls. 148/149), por exemplo, nas seguintes contas: ... 3 – De acordo com o item 4.1 – Registros Contábeis, do ADE Cofis nº 15 de 23 de outubro Fl. 535DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 535 6 de 2001, que estabeleceu especificações para apresentação dos arquivos digitais, havendo escrituração de Diários Auxiliares, estes deverão ser apresentados em arquivos distintos. Conforme consignado no Termo de Constatação e de Intimação Fiscal de 22/06/2009 o contribuinte apresentou... apenas os Registros Contábeis do anocalendário de 2004, que compreende os seguintes arquivos: ... quanto a esses arquivos, houve apresentação apenas dos lançamentos registros no Livro Diário Geral, não havendo, portanto, escrituração em Diários Auxiliares. III IV Livro de Apuração do ICMS x Apuração do Resultado Para fins de confronto dos valores registrados nos Livros de Apuração do ICMS com os valores constantes da Apuração de Resultados registrada às fls. 0332 a 0335 do Livro Diário (fls. 161/165), foram elaborados os seguintes quadros Demonstrativos: Quadro Demonstrativo – Imposto de Renda Pessoa Jurídica – totais do Livro de Apuração do ICMS 2004 por estabelecimento (fls. 158) Quadro Demonstrativo – Imposto de Renda Pessoa Jurídica – totais dos Livros de Apuração ICMS 2004 por código e descrição da operação (fls. 159/160). Constatouse diferenças entre os valores registrados, sobretudo em relação ao ICMS sobre as compras e principalmente sobre o ICMS sobre as vendas. Mais este fato a evidenciar a incerteza quanto à apuração de resultados efetuada com base nos livros contábeis do contribuinte. III – V Lançamento do ICMS sobre vendas em duplicidade ... III VI – Falta de Apresentação de Comprovantes de Lançamento Através do Termo de Intimação Fiscal de 16/06/2009, o contribuinte foi intimado a apresentar os comprovantes de pagamento do ICMS próprio e de substituição tributária lançados nas contas de despesas tributárias (fls. 176 a 194) Fl. 536DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 536 7 A análise dos documentos apresentados resultou na lavratura do Termo de Devolução de Documentos e Constatação de 09/07/2009 (fls. 195/204), onde foram relatadas as seguintes irregularidades: ... De acordo com o citado Termo, foi encontrado entre os documentos apresentados três guias de recolhimento de ICMS, cujos lançamentos não foram encontrados na contabilidade (fls. 205/206). Na mesma ocasião, 09/07/2009, foi lavrado outro Termo de Intimação Fiscal também solicitando apresentação de comprovantes de lançamento efetuados na contabilidade (fls 207/209). Os documentos solicitados neste Termo apresentavam indícios de terem sido lançados em duplicidade. O contribuinte apresentou a resposta aos dois Termos de Intimação fiscal em um único documento que encontrase ás fls. 210/215. Em decorrência da análise dos documentos apresentados foi lavrado o Termo de Devolução de Documentos e constatação de 28/07/2009 (fls. 216/218), para registrar as seguintes conclusões: Em relação às três guias de recolhimento do ICMS apresentadas, cujos lançamentos não foram encontrados na contabilidade, nenhum esclarecimento foi prestado. Em relação ás ocorrências ‘Lançamentos em duplicidade constantes do Termo de Devolução de Documentos e Constatação de 09/07/2009, no valor total de R$18.739,60 (conta 44414 – R$2.734,04 + conta 44420 R$16.005,56), nenhum esclarecimento foi prestado. Em relação ao total das ocorrências ‘Documentos Não Apresentados’ constante do Termo de Devolução de Documentos e Constatação de 09/07/2009, permaneceu sem comprovação o seguinte total: ... Em relação ao Termo de Intimação Fiscal de 09/07/2009, o contribuinte logrou comprovar/esclarecer apenas o recolhimento de ICMS ST 1 DECÊNDIO 1104, no valor de Fl. 537DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 537 8 R$7.515,19, lançado em 30/11/04. em todos os outros lançamentos listados no Anexo do Termo, foi apresentado o comprovante de apenas um lançamento, de modo que não foi ilidido o indício de lançamento em duplicidade. ... O contribuinte apresenta a impugnação, fls. 312 a 325, com os tópicos assim intitulados: Dos Fatos e do Auto de Infração Atacado Da Suspensão da Exigibilidade Do Vício de Formalidade do Auto de Infração Cita o artigo 59 do Decreto 70.235/72, grifando que são nulos os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Do mérito – dos pontos de divergência e considerações dos auditores fiscais. ...Após analisar os documentos e registros e livros de ICMS, os auditores fiscais apontaram uma diferença de R$48.810,07 em um montante de R$8.600.000.000,00. Ora, tais diferenças podem ser afastadas pelo próprio princípio contábil da relevância das informações, tendo em conta... os valores envolvidos. Assim, a afirmação do fisco que ‘tais fatos inviabilizam a correta apuração do resultado do exercício’ deve ser afastada, sendo tais diferenças sanáveis. No caso das diferenças encontradas na validação dos registros contábeis em meio digital, mais uma vez as diferenças apontadas são irrelevantes, tendo por referência os montantes em questão. ... No tocante às diferenças de ICMS e resultado, estas diferenças poderiam ser oferecidas a tributação ou ainda servir de base para recomposição da base de cálculo. Quanto ao caso das alegadas duplicidades e falta de apresentação de documentos, das planilhas e lançamentos questionados pelo fisco, em sua maioria foram explicados e apresentados. A diferença implicou na ausência de 25% do total de documentos solicitados pelos auditores fiscais. Ademais, boa parte dos lançamentos Fl. 538DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 538 9 para os quais os auditores fiscais solicitaram comprovantes referiam ao primeiro e segundo trimestre, período prescrito. O que fica evidente é que todas as diferenças e divergências apontadas consistiram em questões totalmente sanáveis, de forma alguma implicando na necessidade de desqualificar a contabilidade na sua integralidade. Este tem sido o entendimento do conselho de contribuintes, como segue: ... Dos pressupostos para arbitramento do lucro ...Cumpre salientar que é entendimento pacífico na doutrina que o arbitramento não é penalidade ou castigo, mas sim uma forma de averiguação em que se procura restabelecer ou apurar resultados impossíveis de serem conhecidos diretamente. ... ... havendo elementos suficientes para apuração da verdade material, não cabe o arbitramento, sob pena de ser desconstituído. No entanto quando os vícios forem isolados, não se exonera o Fisco de aplicar a prova indiciária, devendo o agente fiscalizador, no exercício de seu dever legal, por mais complexo que seja, encontrar a verdade material Usa de citações de Alberto Xavier e outros doutrinadores. Agasalhase no art. 148 do CTN para afirmar que são três os pressupostos de validade do arbitramento: I; II; III imprestabilidade da escrituração. Lançamento de Ofício – necessidade de rever base de cálculo adotada pela fiscalização Mesmo que se admita o arbitramento como feito pelos auditores ficais, de forma alguma poderia ser realizada nos moldes e critérios adotados. Os auditores fizeram a mera incidência da alíquota de 9,6% sobre a receita bruta... . ...Se a fonte foram os livros fiscais, fácil notar que a mera diferença entre vendas e compras de mercadorias implicam num lucro bruto menor que 4%. Ademais, passariam a ser descontados Fl. 539DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 539 10 os impostos efetivamente pagos, como o próprio ICMS sobre vendas e outras despesas passíveis de verificação nos documentos entregues ao fisco, como folhas de pagamento e demais despesas administrativas. É evidente que o fisco está tributando CMV e demais despesas administrativas, além de tributar impostos já pagos. Após discorrer sobre a necessidade de prova pericial apresenta os quesitos e a indicação do perito contábil. Em análise da impugnação apresentada, a 1ª Turma da DRJ em Juiz de Fora julgoua improcedente. O contribuinte foi cientificado da decisão em 07 de dezembro de 2010 conforme aviso de recebimento de fl. 484 – apresentando recurso voluntário de fls. 488496. Em síntese, a recorrente repisam seus argumentos apresentados em impugnação, em especial quanto às supostas inconsistências nos motivos que levaram a autoridade fiscal a arbitrar seus lucros, bem como nos fundamentos da decisão recorrida. É o relatório. Fl. 540DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 540 11 Voto Conselheiro FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Relator. 1. ADMISSIBILIDADE O recurso é tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. 2. MÉRITO Tratase de lançamento decorrente de arbitramento de lucros, tendo como pressuposto a escrituração contábil com vícios e deficiências. Em resumo, a fiscalização indica que os livros diário e razão foram escriturados com lançamentos englobados nos últimos dias de cada mês, apontando ainda outras divergências em relação à discrepância de valores entre livros fiscais e contábeis, dando maior ênfase às possíveis inconsistências entre as informações prestadas pelo contribuinte e as constantes no livro registro de inventário. O lançamento foi integralmente mantido pela decisão recorrida, sendo que o recurso voluntário apresentado foca seus argumentos em dois aspectos: a pequena monta das diferenças e inconsistências apresentadas pela fiscalização em relação a alguns saldos de seus livros contábeis em relação aos fiscais, bem como nas supostas divergências constantes em seu livro registro de inventário. No mais, cita doutrina e jurisprudência a respeito da desclassificação da escrita contábil, requerendo, ao final a nulidade dos autos de infração guerreados. Passase à análise dos itens objeto de litígio. Entendo não assistir razão à Recorrente. Destaco excerto da decisão recorrida que condiz com meu entendimento sobre a matéria: A leitura do art. 530 do RIR/99 é de clareza solar quando especifica os casos em que o lucro deve ser arbitrado. Há que se afirmar que agiu corretamente a autoridade autuante. Ora, o Livro Diário não foi escriturado conforme emanado do Código Civil em seus arts. 1.183 e 1.184, eis que claro ficou ter sido feito por valores mensais. Não é verdadeira a assertiva da impugnante de que as diferenças e divergências apontadas consistiram em questões totalmente sanáveis, não implicando em necessidade de arbitramento. As divergências apontadas, algumas de pequeno valor, outras não, isoladamente, talvez se pudessem de fato serem sanadas, a autoridade autuante o teria feito, evidentemente. Entretanto, todas elas, detalhadamente descritas no Relatório Fiscal e parcialmente transcritas no Relatório do presente Acórdão somadas à falta de critério legal para a escrituração contábil é que teve como conseqüência o arbitramento previsto em lei. Não é demais transcrever algumas delas novamente no Voto: Fl. 541DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 541 12 · Constatase também que não há coerência entre as informações prestadas pelo contribuinte, registradas no Livros fiscais/contábeis e as Declaradas. No documento de 18/056/2009 afirmou deixar de apresentar controle de estoque e registro de inventário, pelo fato de não manter estoque. O combustível adquirido é de pronto revendido ...; no documento de 16/06/2009 declarou que não possuía estoque de gasolina e óleo diesel no ano de 2004 (fls. 47); no Relatório de Movimentação de Combustível de Derivado de Petróleo informa estoques de gasolina e óleo diesel em 2004, de Uberaba e Uberlândia iguais a zero. ...; já no Livro de Inventário de Senador Canedo/GO consta estoque de gasolina e óleo diesel em 2003...; no Livro de Inventário de Uberaba/MG, consta estoque de gasolina A em 2003. · Constatouse diferenças entre os valores registrados, sobretudo em relação ao ICMS sobre as compras e principalmente sobre o ICMS sobre as vendas. Mais este fato a evidenciar a incerteza quanto à apuração de resultados efetuada com base nos livros contábeis do contribuinte. · Em relação ao Termo de Intimação Fiscal de 09/07/2009, o contribuinte logrou comprovar/esclarecer apenas o recolhimento de ICMS ST 1 DECÊNDIO 1104, no valor de R$7.515,19, lançado em 30/11/04. em todos os outros lançamentos listados no Anexo do Termo, foi apresentado o comprovante de apenas um lançamento, de modo que não foi ilidido o indício de lançamento em duplicidade. Friso que, ainda que todas as alegações contidas na peça recursal estivessem corretas, em nenhum momento a recorrente aborda a questão dos lançamentos contábeis realizados nos últimos dias de cada mês, de forma englobada, o que, por si só, já justifica o arbitramento de lucros levado a efeito pela autoridade lançadora. A esse respeito, destaco trecho do Relatório Fiscal que compõe os autos de infração (fl. 22): Do exame do livros Diário e Razão constatase as seguintes irregularidades: 1 Os lançamentos foram efetuados com a data do último dia do mês, em todos os meses do ano, em desacordo com o que dispõe o art. 1.183 do Código Civil, que determina que sejam efetuados por ordem cronológica de dia, mês e ano (fls. 125/147). [...] Nesse cenário, não há reparos a se fazer em relação à decisão recorrida. No que tange à exigência de CSLL, a solução dada ao litígio principal, relativa ao IRPJ, aplicase integralmente, haja vista a inexistência de fatos ou argumentos a ensejar decisão diversa. Fl. 542DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10972.000122/200917 Acórdão n.º 1402001.920 S1C4T2 Fl. 542 13 3. CONCLUSÃO Isso posto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO Relator Fl. 543DF CARF MF Impresso em 01/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 06/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
