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Se circunstância, fundamental na apre- ciação da divergência a nível do juízo de admissibilidade do recurso, é "tudo que modifica um fato em seu conceito sem lhe alterar a essência", ou que se "agrega a um fato sem alterá-lo subs- tancialmente" (Magalhães Noronha, in Direito Penal, Ed. Saraiva, 19 Vol., 1973, pág. 248), não se toma conheci- mento de recurso de divergência, quan- do o núcleo, a base, o centro nevrálgi co da questão, dos acórdãos oaradigmaj-, são díspares. Não se pode ter como acórdão paradig ma enunciado geral, que somente confir ma a legislação de regência, e assente- , em fatos que não coincidem com os do acórdão inquinado. Vistos, relatados e discutidos os presentes au- tos de recurso interposto por YTAMAR JOÃO BARROS DE MORAES. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos , . Fiscais, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por não caracterizado o dissídio jurisprudencial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. , , Sala das Sessões (DF), em 28 de novembrode1989 1 ',. PE —P RA LfiPES -PRESIDENTE , <5' , I s F -RELATORA N , - *aipi CESi .• Ge .omt‘ VES CORREA - PROCURADOR DA,,...._ FAZENDA NACIO _ NAL i Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, JACINTO DE MEDEIROS CALMON, WAL DEVAN ALVES DE OLIVEIRA, ANTONIO DA SILVA CABRAL, BENEDICTO ONOFRE EVANGELISTA, LOURIERDES FIUZA DOS SANTOS, CARLOS WALBERTO CHAVES RO SAS e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Ausente justificadamente o ConsT ,LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. N ,, , ,, , , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL. PROCESSO N9 11080/006.110/84-95 RECURSO N9: RD/106-0.079 ACÓRDÃO N9: CSRF/01-0.956 RECORRENTE: YTAMAR JOÃO BARROS DE MORAES RECORRIDA: SEXTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO 'W CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO YTAMAR JOÃO BARROS DE MORAES, com domicílio na ci dade de Porto Alegre-RS, inscrito no CPF sob o n9 001.784.030/91, re- corre a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais da R. Decisão prola tada pela 6 Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, consubstan ciada no Acórdão n9 106-1.559, de 15.06.88, solicitando a sua reforma. A matéria tributável diz respeito a inclusão, na cédula "H" da declaração de rendimentos do contribuinte, relativa ao exercício de 1982, ano-base de 1981, de lucro imobiliário não ofereci do, em tempo hábil, ã tributação. Em impugnação tempestivamente apresentada, o con- tribuinte insurgiu-se contra o valor do lucro tributável apurado pelo fisco, arguindo, em síntese, três pontos de discordância. Primeiramente, alega que parte da gleba alienada 1.000 ha. - foi adquirida em 1976, conforme consignou em sua declara- ção de bens do exercício de 1977, por conta da qual pagará ate .... , SERVIÇONBLICOFEDERAL PROCESSO N9 11080/006.110/84-95 2. Acórdão n9-CSRF/01-0.956 31.12.76 Cr$ 300.000,00, cujos recibos não mais possuía tendo em vista que são passados mais de 10 anos e não há lei que o obrigue a guardá-los. Quanto ao contrato particular de promessa de com pra e venda, datado de 03.06.77, em que o fisco se baseou para fi xar a data de aquisição do imóvel, diz que corresponde à 2 via do contrato original celebrado em 1976, que foi extraviado.Assimsen do, postula, neste item a correção do custo da aquisição das gle- bas desde dezembro de 1976. O segundo ponto de discordância do recorrente re_ fere-se ao preço de, venda do imóvel. Pretende que seja excluí- da do valor considerado pela fiscalização a parcela de Cr$ 272.400,00, sob alegação de que corresponde a parte do preço doca_ minhão FORD, tipo F-11.000 incluído na transação. Finalmente, insurge-se contra a não inclusão no custo do imóvel de valores de benfeitorias que alega ter realiza- do no imóvel vendido. Em decisão às fl. 161/176, a autoridade de pri- meira instância julgou procedente, em parte, a impugnação,paraex_ cluir do lucro incluído na cédula "H" a parcela de Cz$ 567,07, de_ corrente da comprovação do valor de Cr$ 43.700, relativo a benfei_ torias realizadas no imóvel antes de sua venda. Referindo-se aos argumentos de defesa do contri- buinte ressaltou aludida autoridade que: - .mesmo tendo incluído em sua declaração de bens do exercício de 1987 parte da gleba objeto da alienação, este pressuposto por si só não atende ao estabelecido no artigo 41, § 49 do RIR/80, vez que de acordo com este dispositivo esta data de_ ve coincidir com a do instrumento particular, o que não aconteceu no caso, pois a data de assinatura do mesmo só se deu em 03.06.77; , i if? Álg Y 1 1 I SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11080 /006.110/84-95 3. Acórdão n9-CS RF/ 1-0.956 - não procede, também, a afirmação do requerente de que houve imprecisão na escritura ao ser registrada a venda do caminhão, pois nela consta expressamente que o mesmo foi vendido por Cr$ 1.700.000, incluso no valor global da venda que foi de Cr$ 30.000.000; constata-se, ainda, que a quantia de Cr$ 1.972.400, referente ao financiamento do mesmo, deverá ser paga diretamente pelo outorgado comprador ã Ficrisa Axelrud S/A em nome do interes sado, não se verificando menção alguma no referido instrumento de que do valor total da venda deverá ser excluída a importáncia de Cr$ 272.400. No que tange aos valores computados como custo das benfeitorias realizadas nos anos de 1978 a 1981, destacou a autoridade "a quo" que apesar de não terem sido consignados nas declarações de bens dos referidos exercícios, foram admitidos os dispêndios devidamente comprovados, mediante documentos hábeis dei xando de ser computados aqueles que não atenderam aos requisitos legais, assim codificados na relação anexa a decisão: " (1) Não integra a parcela de custo com ben feitorias, de acordo com o item 1 da Portaria GI-3 23/70; (2) Dispêndios realizadosap6s a data da ven da; (3) Dispêndios já computados como custo por ocasião do lançamento." Inconformado com a decisão, recorreu ao Primeiro Conselho de Contribuintes (f is. 185/193), reiterando todas as ra- zões contidas na impugnação. A Colenda Sexta Câmara, em, sessão realizada em 15.06.88, resolveu, pelo voto de qualidade, negar provimento ao re curso, através da decisão consubstanciada no acórdão ora recorri- do, que está assim ementado: -Á (111) , .. • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11080/006.110 /84-95 4. Acórdão n9-CSRF/01-0.956 "IRPF - CÉDULA "H" - CORREÇÃO MONETÃRIA DO CUSTO DE IMÓVEL - DATA DE SUA AQUISIÇÃO - Inadimite-se como da data de aquisição de imóvel, para fins de correção monetária de seu custo e apuração do rendimento respectivo, aquela constante da decla ração de rendimento do Contribuinte, quando não" coincidente com o Instrumento Particular respec- tivo, cuja data deve prevalecer. • CUSTO DO IMÓVEL RURAL - LUCRO IMOBILIÁRIO - Inte gra o custo do imóvel rural, para efeito de apu- ração do lucro imobiliário, o valor das benfeito rias relacionadas na Portaria MF/GB 23/70, devi- damente comprovada através de documentação A.dõ- nea.. As não relacionadas ou incomprovadas justi- ficam a glosa procedida." Ainda irresignado, o contribuinte interpôs o re- curso especial de fls. 217/223, alegando existir divergência en- tre a tese sustentada no acórdão recorrido e a expressa nos Acór- dãos n9s CSRF'- 01-0.515/85, 104-5.076/85, 102-21.429/84 e,5.047/85, em cujas ementas se lê: 1 a) ACÓRDÃO N9 CSRF/01-0.515, de 19.04.85: . , , "IRPF - LUCRO IMOBILIÁRIO - Estabelecendo a lei que para os efeitos da incidência do tributo, se considera alienação a operação que importar na trasáissão ou promessa de transmissão, aqualquer titulo, de imóveis, ainda que através de instru- mento particular e que a data da alienação será aquela em que foicelebrado o contrato inicial da operação imobiliária: considera-se derrogada, na hipótese, a disposição da lei civil que condicio na a eficácia da operação à existência de escri- tura pública e a sua inscrição no . Registro de Imó veis." il 1 b) ACÓRDÃO N9104-5.076, de 29.04.85: "CÉDULA "Ir LUCRO IMOBILIÁRIO PROVA DE REALI ZAÇÃO:PE : BENFEITORIAB : -OPÇÃO PELA TRIBUTAÇÃO A AL1QUOTA 'ESPECIAL DE '25% - As informações e os esclarecimentos prestados pelo contribuinte, cor roborados por declarações de terceiros, relati- vos à realização de benfeitorias, só podem H,ser -, A) ',‘ , , i SERVIÇO PÚBLICO PROCESSO N9 11080/006.110/84-95 5. Acórdão n9-CSRF/01-0.956 recusadas pela fiscalização se comprovada sua in correção ou se forem veementes os indícios de su-a falsidade ou inexatidão. - A opção pela tributação ã alíquota especial de 25% só é admitida com relação aos rendimentos re gularmente declarados, e se exercida na própria declaração. Não é ela facultada ao contribuinte quando o rendimento é apurado pela fiscalização ou oferecido ã tributação após iniciada a ação fiscal." c) ACÓRDÃO N9 102=21429; de 16.10.84: "IMPOSTO DE RENDA. PESSOA FÍSICA: LUCRO NA ALIENAÇÃO DE PROPRIEDADES IMOBILIÁRIAS- Na apuração do rendimento tributável em decorrên cia de alienações de propriedades imobiliárias, alem do custo do imóvel devem ser corrigidas as benfeitorias e construções realizadas, desde que comprovadas através de documentação hábil e idó- nea,- observando-se o meses em que se processarem os referidos melhoramentos. Quando a transação incluir bens Móveis devem ser excluídos do preço da alienação os valores cor- respondentes aos mesmos, os quais não integrarão, também os custos, para efeito de correção." d) ACÓRDÃO N9 104-5.047, de 24.04.85: "CÉDULA "H" RENDIMENTOS - LUCRO NA ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS - Tributa-se, na cédula "H" o lucrona alienação imobiliária em cujo cálculo leva-se em • consideração, além do custo do imóvel, as despe- sas efetivamente realizadas com benfeitorias ou reforma efetuadas no imóvel em questão." As fls. 224/243 fez juntar cópia do inteiro teor dos acórdãos paradigmas. Para cOmprovar a divergência, o contribuinte adu ziu o arrazoado de fls. 244/249, onde além de reiterar atese por ele defendida nas petições contestatórias anteriormente apresen- SERVIÇONBLICOFEDERAL PROCESSO N9 11080/006.110/84-95 6. Acórdão n9-CSRF/01-0.956 tadas, dá especial ênfase aos argumentos constantes do voto venci do, :_apenso ao acórdão recorrido, da lavra do ilustre Relator por sorteio, Conselheiro Aquiles Rodrigues de Oliveira, que votava pe lo provimento do recurso voluntário. O Presidente da C. Câmara recorrida em exercício, pelo despacho de fls. 252/255, concluiu que não restou configura- da divergência relativamente ã data de aquisição da gleba questio nada e bem assim no que concerne ao valor do caminhão incluído no preço da transação, afastando, assim, a existência de conflito en tre a decisão recorrida com aquelas consubstanciadas nos Acórdãos CSRF/01-0,515 e 102-21.429. No tocante a parcela de gastos com benfeitorias não considerada .como integrando o custo do imóvel, entendeu estar configurada a divergência apenas em relação a uma parte, assim se pronunciando: "A decisão recorrida não conflitou com aque- la consubstanciada no Acórdão n9 102-21.429, con- siderando que os comprovantes cujos valores fo- ram glosados não constituíram a indispensável "do cumentação hábil e idônea". Não ocorreu, também, qualquer - divergência em relação ã ementa do Acór- dão n9 104-5.047, já que o Acórdão recorrido man- teve integrando o custo do imóvel, "as despesas efetivamente realizadas com benfeitorias". Foram explicitamente rejeitadas a despesa com benfeito- rias consideradas como não efetivamente comprova- das, bem como aquelas cuja comprovação foi reali- zada por meio de documentos não considerados como hábeis ou idôneos. Todavia:, não há como deixar de acolher a di- vergência argüida pelo contribuinte no tocante ao Acórdão n9 104-5.076 (fls. 239). Os argumentos a- presentados no voto do relator (fls. 208) de que "a autoridade a quO, após revisar o trabalho da Fiscalização e analisar os novos documentos apre- sentados, fundamentou muito bem a aceitação ou re cusa de cada um deles ...", bem como a afirmativa de que justificam a glosa dos valores das benfei- torias, quando não relacionadas na Portaria MF/GB n9 23/70, assim Como aquelas que permaneçam incom 7 SERVIÇONBLICOFEDERAL PROCESSO N9 11080/006.110/84-95 7. Acórdão n9-CSRF/01-0.956 provadas, não são razões suficientes para impedir a questão levantada pelo contribuinte da existên ciai ou não, de indícios veementes de 'falsidade- ou inexatidão constatados nos documentos apresen tados pelo Contribuinte em relação àqueles rejei tados pelas autoridades julgadoras." A Fazenda Nacional apresentou as contra,-razões, às fls. 218/219, alegando, em síntese, que: ''- "No que toca à divergência com o Acórdão n9 1o4-5.076, ela simplesmente inexiste, de vez que o cerne da questão levantada tanto no acórdão re corrido como no acórdão paradigma, restringe-sé- a VALORAÇÃO DE PROVA e não interpretação de le- gislação ap licável a fato (a ementa do acórdãopa radigma refere a validez da "informações do con- tribuinte corroboradas por declarações de tercei ros"; a ementa do acórdão recorrido refere a be-ii feitorias não relacionadas ou incomprovadas, pre- sente a matéria de fato sem qualquer identidade em ambos os julgado). A não conhecer esta Egrégia Câmara as ques- tões previamente argüidas acima, é de se não pra ver o recurso, eis que a decisão recorrida deu a lei a melhor interpretação." É. o relatório. 1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11080/006.110 /84-95 8. Acórdão n9-CSRF/01.956 VOTO _ Conselheira MARIAM SEIF, relatora Conforme destacado no relatório, o ilustre Presi dente da C. Câmara recorrida entendeu haver divergência, em par- te, entre a decisão consubstanciada no Acórdão ora recorrido e aquela, prolatada no Acórdão n9 104-5.076. Em suas contra-razões, o nobre Representante da Procuradoria da Fazenda Nacional afirma inexistir o dissídio ju- risprudencial vez que presente matéria de fato sem qualquer iden tidade em ambos os julgados. Para melhor deslinde da questão, convém confron- tarmos as decisões consubstanciadas no acórdão recorrido e no pa radigma, na parte em que foi admitida a divergência, as quais es tão sintetizadas nas ementas a seguir transcritas: ACÓRDÃO RECORRIDO - n9 106-1.559/88: "CUSTO DO IMÓVEL RURAL - LUCRO IMOBILIÁRIO - In- tegra o custo do imóvel rural, para efeito de apuração do lucro imobiliário, o valor das ben- feitorias relacionadas na Portaria MF/GB23/70,,de vidamente comprovadas através de documentaçã-O idónea. As não relacionadas ou incomprovadas jus tificam a glosa procedida." ACÓRDÃO PARADIGMA ADMITIDO - N9 104-5.076/85: "CÉDULA "H" - LUCRO IMOBILIÁRIO - PROVA DE REALI ZAÇÃO DE BENFEITORIAS - OPÇÃO PELA TRIBUTAÇÃO A AL1QUOTA ESPECIAL DE 25% - As informações e os es clarecimentos prestados pelo contribuinte, corra borados por declarações de terceiros, relativo realização de benfeitorias, só podem ser recu- sadas pela fiscalização se comprovada sua incor- reção ou se forem veementes os indícios de sua 1 falsidade ou inexatidão -AA 1AN SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11080/006.110/84-95 9. Acórdão n9-CSRF/01-0.956 A simples leitura dos enunciados das ementas aci ma denotam, desde logo, que as decisões nelas sintetizadas não são divergentes, eis que: 19) ambas enfatizam, de modo próprio e em linhas gerais, os pressupostos legais a que se submetem os dispêndios com benfeitorias para o seu cômputo no custo do imóvel: o acór- dão recorrido ressalta que as benfeitorias devem estar relaciona das na Portaria MF/GB 23/70 e devidamente comprovadas através de documentação idônea; já o acórdão paradigma enfatiza que as in- formações e esclarecimentos sobre sua realização, quando corrobo radas por declarações de terceiros, portanto, devidamente compro vadas, só podem ser recusadas pela fiscalização se comprovadamen te incorretas ou se forem veementes os indícios de sua falsidade ou inexatidão; 29) ademais, tratando-se de matéria adstrita ao campo da prova, como se verifica na espécie, não há que se falar em divergência, ainda que ocorresse identidade de situações, uma vez que é facultado ao julgador formar livremente sua convicção quanto a sua aceitação ou não, conforme prerrogativa estabeleci- da no artigo 29 do Decreto n9 70.235/72. Outro aspecto que merece realce no litígio sob exame diz respeito aos fundamentos que embasaram as decisões dos acórdãos recorrido e paradigma. Não obstante versarem sobre fa- tos e circunstâncias díspares, tanto num caso como noutro foi ob servada a mesma norma na apreciação e aceitação das provas con- cernentes aos dispêndios com benfeitorias, a saber: a) estejamre lacionadas na Portaria MF n9 23/70; b) sejam incluídas na decla- ração de bens do ano-base; c) sejam comprováveis na forma do ar- tigo 62 do RIR/80. Ora, tendo sido observado idêntico critério na apreciação da prova, conclui-se, por ilação lógica, que qualquer diferença que venha ocorrer na conclusão dos julgados decorrerá SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL. PROCESSO N9 11080/006.110/84-95 10. Acórdão n9-CSRF/01-0.956 da disparidade dos fatos e circunstâncias presentes em cada si- tuação. Os fundamentos que alicerçaram os dois julgados corroboram tal ilação: Enquanto no acórdão paradigma foram consi derados comprovados e aceitos de conformidade com os pressupostos supramencionados alguns dos dispêndios questionados naqueles au- tos, no acórdão recorrido, deixaram de ser aceitos como inteqran_ tes dos custos do imóvel alienado algumas parcelas das benfeito- rias ditas realizadas, pelos seguintes motivos (fls. 177/178): " (1) Não integra a parcela de custo como benfei- torias, de acordo com o item 1 da Portaria GB 23/70. (2) Dispêndios realizados após a data da venda. 83) Dispêndios já computados como custo por oca sião do lançamento." As justificativas acima demonstram, de forma in- sofismável, que a glosa das correspondentes parcelas não decor- reu da Câmara recorrida ter dado ã lei interpretação divergente da que lhe tenha dado outra Câmara, mas sim da estrita aplicação dos pressupostos legais aos fatos e circunstâncias presentes nos autos que ensejaram o acórdão recorrido. Com efeito, de acordo com reiterados pronuncia- mentos desta C.Câmara Superior o pressuposto fundamental de ad- missibilidade dessa espécie de apelo é a caracterização do dissí dio jurisprudencial, em face das elucidativas razões expendidas Acórdão n9 CSRF/01-0.210, de 05.02.82, de cujo voto extraímos os trechos a seguir: "Ora, o recurso, que está a justificar este julgamento, tem de ser apreciado, antes do meri- tum causae, através dos pressupostos de sua ad- missibilidade (decisão terminativa do "Juizo de Admissibilidade"). 1- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11080/006 . 110 / 8 4-95 11. Acórdão n9-CSRF/01-0.956 Tal questão se torna relevante, quando se evidencia que a meta outada do próprio recurso não se confunde com aquela originária doColegia do a quo. Naquele, tinha-se em vista rever tod-a. a questao posta na instância singular, em aten- dimento, inclusive, ao principio do duplo grau de jurisdição, constitucionalmente assegurado. Aqui já se trata, não de rever a injustiça ou justiça da decisão anterior (acórdão),masde apreciar as questões quando uma Câmara "der "à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra Câmara ..." (art. 49, inc. II, da Portaria MF n9 434, de 03.05.79). Portanto, justifica-se este julgamento em homenagem ã lei; seria, podendo dizer, o pró- prio "controle administrativo das leis tributá- rias", visando dar harmonia às decisões das Câ- maras, com o estabelecimento da segurança jurí- dica no procedimento fiscal. Mas, como dito, o uressuposto necessário na ra a manifestação desta Câmara Superior é a di- vergência de julgados. Ora, e a divergência é aferida a partirdas circunstâncias que enliçam os julgados, já que a substância aos casos, dos fatos, devem guardar consonância. Se cirscuntância, fundamental na aprecia- ção da divergencia, e "tudo que modifica um fa- to em seu conceito sem lhe alterar a essência" ou que se "agrega a um fato sem alterá-lo subs- tancialmente" (Magalhães Noronha, in Direito Pe nal, Edl Saraiva, 19 Vol. 1973, pág. 248), não pode haver divergência quando o núcleo, a base, o centro da questão, dos acórdãos paradigmas, são díspares." (grifos do original) Por essas razões, e considerando que os acórdãos recorrido e paradigma tratam de matéria restrita ao campo da pro va, envolvendo fatos e circunstâncias díspares, acolho a prelimi nar de inexistência de dissídio jurisurudencial, suscitada nas contra-razões da Procuradoria da Fazenda Nacional, e não conheço do recurso. RELATORA Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1
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CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: NAUTILUS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. FALTA OU EXTRAVIO DE MERCADORIA IMPORTA • DA: apuração em ato de conferência fi- nal de manifesto (parágrafo único do rdo l:;.jorrrD2rirljo gir-In ni7ci-ee 18.11.66), Toma-se como referência para cálculo do tributo devido a título de indenização pelo responsável (conversão da taxa de câmbio e aplicação de alíquo tas tarifárias) a data da apuração da . falta. Não aplicação do Ato Declarató - rio n9 0800-125/75, da S.R.R.F. na 8a. • Região, a fatos geradores ocorridos após sua automática derrogação pelo item IV do Parecer Normativo C.S.T. n9 56/77, de efeito "ex-tunc", por se tratar de norma interpretativa da legislação tri-. butária, de hierarquia superior. • • ACRÉSCIMO DE VOLUMES AO MANIFESTO: le- galidade da aplicação da multa fixa ore vista no art. 107, inc. VI, do Decreto- -lei n9 37/66 (com a nova redação do art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), em seu valor atualizado anualmente pela au toridade competente, por força de previ são legal. - Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto nela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso especial, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Cons. Randolfo Henrique de u- za Neto, Enila Leite de Freitas Chaaas e Wilfrido Augusto Marques i Sala das 5-s .. -Oe(-f (DF) , em 14 de abril de 1981 , ti AMADOR eid— ff%ii - RNMD PRESIDENTE ' a y ,.< i i I ,i 110401 á , - Dw , ..0 - JÁ •g:N. Vi.. RELATOR, / Lli 3'70 , ,- -0 ADHEMILS9N L a ST0 ,1 w •ARVALHO PROCURADOR DA i / / / ZENDA NACIONAL u 1 -:„ Participaram, ainda, do presente ju ga ento, os seguintes Conselhei] i HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, PAULO DE A MEIDA e SEBASTIÃO RODRGUES BRAL. , , , • ._.: •, -- , , ,x0) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N• 20 8 45 /O 5 2 . 4 4 7/80 RECURSO N.°-!- RP/303-0.035 ACÓRDÃO N.°1- CSRF/03-0.206 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: NAUTILUS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. RELATÓRIO Em ato de conferencia final de manifesto do navio "julioR?gis"aportado em Santos a 17/12/75, apurou o órgão fiscal da jurisdição faltas e acréscimos de mercadorias estrangeiras importadas, sendo responsabilizada pelas ocorrências a empresa transportadora, da qual se exige, nos termos do art. 60 e seu parágrafo único do Decreto-lei n9 37, de 18.11.66, a devida inde nização do valor do Imposto de Importação correspondente, e res- mectiva penalidade prevista no art. 106, inc. II, alínea "d", do mesmo Decreto-lei, alem da multa fixa do art. - 59, inc. VI, do Decreto-lei n9 751/69 (que deu nova redação ao art. 107 do Decre to-lei n9 37/66), por volume acrescido ao manifesto. A responsabilizada reconhece e confirma os extra- vios e acréscimos apurados, mas discorda da autoridade aduanei- ra quanto ã forma de cálculo e determinação do valor do tributo devido, que entende deva ter por base os valores fiscais -- taxa de conversão, e alíquotas tarifarias -- em vigor ã época da im- portação, pretendendo, ainda, seja aplicada aos acréscimos a pe- nalidade fixa, mas em seu valor também vigorante naquela data. Daí o apelo ã 3a. Câmara do Egrégio 39 Conselho deçtl- 52)4„L'\ D F - RJ/1.° C - C - Secgrat - 1600/75 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERALPrOcess0 n9 0845/052.447/80 • Acórdão n9-CSRF/03-0.026 - Contribuintes, provido por maioria de votos pelo Acórdão n9 19.336 de 16/09/80 (f is. 2S/33), em que ficou decidido, conforme consta ? da respectiva ementa, que "o fato gerador remonta à êpoca do esta- belecimento de controles pela administração aduaneira, pelos quais toma conhecimento dos fatos imputáveis". A tese vem assim resumi- da na conclusão do voto vencedor do ilustre relatór designado, Con_ selheiro Paulo Moreno de Almeida,"verbis": "Tendo em vista que as faltas a puradas no auto -de infração de fls. 1 se deram na vigência do • Ato Declaratório n9 0800-125, de 06.06.75, da Superintendência Regional da Receita Federal na 8a. Região Fiscal, entendo que a administra • ção aduaneira teve conhecimento delas por oca- . sião do desembaraço das partidas remanescentes devendo ser procurado aí o momento de incidên- cia do fato gerador da obrigação tributária e, . "ipso facto", o valor do dólar fiscal, as alf.- quotas e . as penalidades vigentes nessa epoca.A vista do exposto, entendo suprida a exigência do art. 23, § único, do Decreto-lei n9 37/66,e • voto para dar provimento ao recurso." Dessa r. decisão recorre, com guarda de prazo, • o Sr. Procurador da Fazenda Nacional junto àquele órgão. Em suas razOes de fls. 35/53, que leio na Integra em plenário (lê), invoca . as decisOes desta Câmara Su perior consubstanciadas em reiterados a- córdãos, considerando como data de referencia para cálculo dos tributos, na especie, a da representação prevista no art. 25, §19, do Decreto n9 63.431/68, que regulamenta a matêria, para susten- tar, ao final, que a apuração das faltas só ocorreu com a aludida_,. J conferência- final de manifesto, somente aí estando a Fazenda • Nã= cional habilitada a quantificar a obrigação tributária e a qualifi- car o sujeito passivo, nos termos do parágrafo único ao art. 23 do Decreto-lei n9 37/66. De referencia ã multa isolada, por acrescimo de Volumes, prevista no art. 107, inc. VI, do citado Decreto-lei n9 - 37/66, na nova redação do art. 59 do Decreto-lei n9 751/69, enten- de o ilustre recorrentedeva ser mantida, porque sua atualização corresponde à Correção monetária instituída pela Lei n9 4.357/64 além de ter amparo nos arts. 105 do C.T.N. e 110 do Decreto-lei n9 . . ,,,, 4. • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/052.447/80 Aceirdão n9-CSRF/03-0.206 . . t Em contra-razOes tempestivas (fls.55/62 ), que leio na Integra em sessão (1e), sustenta a trans portadora, em resumo,que, no caso do Porto de Santos, não pode subsistir a dúvida quanto à da ta sde referência para determinação do valor do credito tributário exigível, "desde que-o Ato Declaratório n9 0800-125, de 06.06.75,es tabeleceu um mecanismo a mais para que as faltas sejam comunicadas". i E Conclui que "a partir de 06.06.75, implantado o novo serviço, im- plantada a nova forma de dar a conhecer as faltas ocorridas ao Or.- gão aduaneiro, não mais se pode discutir o momento do fato gerador. i E no presente caso a infração fiscal aconteceu depois de 06,06.75. t Não importa que a conferencia tivesse inicio muito tempo depois. A" - autoridade aduaneira já tinha conhecimento das faltas. A sua demorai em proceder ã conferência não pode modificar a realidade de que jáH tinha conhecimento, e a possibilidade de proceder ã conferência --" - logo após a descarga". _ Pelo Provimento do recurso da Fazenda Nacional, maniH festou-se ãs fls. 64 a digna Procuradoria do Contencioso Adminis_ trativo, ressaltando que a matéria já mereceu numerosas decisOes desta Egregia Câmara Superior, erigindo-se em "leading case" o, Acórdão n9-CSRF-03.0.003, prolatado em sessão de 27.11.79. (k 1 . Ê o relatOrio. 7). /)//' . , 1 j • ,, , , . . 5. - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/052.447/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.206 VOTO _ Conselheiro EDWALDO REIS DA SILVA, RELATOR: Ressalte-se, de início, que o sujeito passivo em nenhum momento contestL a ocorrência das faltas e acréscimos apu- rados, Ou sequer sua responsabilidade por tais eventos. Cinge-se o litígio, nortanto, exclusivamente ao .criterio adotado pela Fiscalização, para a determinação da base de cálculo do tributo e aplicação das respectivas allguotas tributárias, em caso de TV ta" ou extravio" de mercadorias, e á cominação da penalidade res pectiva, em caso de 'acréscimo" de volumes. Em numerosas e reiteradas decisões, esta Câmara Su perior já firmou o entendimento de que, na hi pótese de serem co- nhecidas e apuradas, no ato formal e regulamentar de "conferencia final de manifesto", faltas e acrescimos de mercadoria que cons- tar como tendo sido importada (parágrafo único ao art. 19 do De- creto-lei n9 37/66), e de ser tomada como referencia, para cálcu- lo e determinação do valor do tributo devido, a data da aludida conferência, através da qual são apuradas tais ocorrências (paxá- . grafo único ao art. 23 do mesmo Decreto-lei). - A "conferência final de manifesto" e um dos proce- dimentos legais de apuração de faltas e/ou acrescimos de mercado ria estrangeira importada, infrações ou irregularidades essas qua se sempre de responsabilidade do transportador, que fica assim obrigado a indenizar a Fazenda Nacional pelos tributos não reco- ' lhidos, na condição de responsável legal. É atividade fiscal de rotina, prevista no art. 39, § 19, do Decreto-lei n9 37/66, e re- gulamentada pelo Decreto n9 63.431/68, precisamente com a finali- dade de apurar irregularidades havidas nas descargas. • Nesta Egré gia Câmara Superior e no Colendo 39 Con- selho de Contribuintes é pacífico o entendimento da plena compati • • - • . 6.. . SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/052.447/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.206 bilidade do art. 23 do Decreto-lei n9 37/66 com o art. 19 do COdi 1 _ . go Tributário Nacional, pertinentes ao fato gerador do Imposto de Importação, este último reproduzido pelo art. 19, "caput", do Decreto-lei n9 37/66. Tambem o Egregio Tribunal Federal de Recur _ sos, em memorável sessão plenária de 10.08.78, já fixou em defini _ tivo sua posição nesse sentido, no julgamento de Incidente de Uniformização de Jurisprudência" na A. em M.S. n9 79.950-SP (v. • Revista "RT Informa'. 1,,n9 233/234). , Num ligeiro retrospecto das disposiçOes legais ci- tadas, temos: -,- --- Código Tributário Nacional: "Art. 19. O imposto, de competência da União, sobre a importação de produtos estrangeiros - • tem como fato gerador a entrada desses no . Território Nacional". , . Decreto-lei n9 37/66: , "Art. 19. O imposto de importação incide so- bre mercadoria estrangeira e tem como fato gerador sua entrada no território nacional. Parágrafo único - Considerar-se-á entrada no território nacional, para efeito de ocorrên- cia do fato gerador, a-mercadoria que cons - . tar como tendo sido importada e cuja fal- tavenha a ser apurada pela autoridade adua- neira. Art. 23. Quando se tratar de mercadoria des pachada para consumo, considera-se ocorrido - () fato gerador na data do registro, na re- partição aduaneira, da declaração a que se refere o art. 44. Parágrafo único - No caso do parágrafo único do art. 19, a mercadoria ficará sujeita aos tributos vigorantes na data em que a autori-' dade aduaneira apurar a falta ou dela tiver conhecimento." . Das disposiçOes transcritas, e em harmonia com 0( ' decidido pelo Egrégio Tribunal Federal de Recursos e pelo 39 Con-d 9fL'' 7. SERVIÇO PÚBLICO FEDERALPrOcess0 n9 0845/052.447/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.206 selho de Contribuintes, conclui-se que, nos casos de falta de mer — cadoria, a ser apurada pela autoridade aduaneira, o elemento mate —? rial, espacial, do fato gerador do Imposto de Importação e defini— do pela presunção jurídica "Considerar-se-ã entrada no territOrio nacional, etc." (parágrafo único ao art. 19 do Decreto-lei n9 37/66) e, completando a premissa, o elemento tem poral, final e dado pela regra legal específica - "a mercadoria ficará sujeita aos tributos vigorantes na data em que a autoridade aduaneira apu . rar a falta ou dela tiver conhecimento" ( parágrafo único ao mesmo artigo). Tal e, aliás, a posição"de há muito adotada pela 2a. Câmara do 39 Conselho de Contribuintes, Orgão titular da com-_ Petencia regimental de julgamento da matéria, em numerosas deci- sões, na verdade não unânimes, face â fixação de ponto de vista dos nobres Conselheiros que ali representam os contribuintes, pe- la não aplicação, ao caso, da dis posição específica do parágrafo único ao aludido art. 23. Em recente ac6rdão(n9 25.807 de11.12.801, teve aquela nmara oportunidade de examinar, *discutir e decidir sobre o assunto. Do voto do ilustre relator, Conselheiro Levy Va- lerio de Oliveira, que estudou apronuidadamente a matéria, achei oportuno transcrever o 'seguinte e expressivo trecho: "A falta de mercadorias pode ser constatada a traves de VISTORIA ADUANEIRA ou de CONFERÊNCIA FI- NAL DE MANIFESTO. O primeiro procedimento e, geralmente, con- temporâneo ao desembaraço da mercadoria, quase sem pre individualizado, apurando AVARIAS ou FALTAS 7 que Podem resultar em res ponsabilidade do transpor tador ou do depositário. O segundo, que, na espécie, e o importante,e feito geralmente quando o veículo já abandonou o porto e as mercadorias já foram desembaraçadas, a- brangendo o total do manifesto, apurando FALTAS e/ ou ACRÉSCIMOS que, em 99,9% dos casos, SÃO DE RES- PONSABILIDADE DO TRANSPORTADOR. A autoridade da administração portuária, com a presença de um preposto do transportador, geral- mente sem a presença da autoridade aduaneira, acom panha o desembargue das mercad -tias, fazendo anot-a- çOes em Folhas de Descarga. k • 8. SERVIÇO PÚBLICO FEDERALProcesso n9 0845/052.447/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.206 No porto de Santos, especificamente, a Delega . cia da Receita Federal recebe, da entidade portuá- ria, uma INFORMAÇÃO DE DESCARGA, noticiando POSSÍ- VEIS IRREGULARIDADES, com relação a FALTAS e/ou A- CRÉSCIMOS DE MERCADORIAS, na descarga de um deter- minado navio. Essa Informação de Descarga á, via de regra de data bastante próxima ã da atracação do navio. A autoridade aduaneira é quem decide, de acor do com suas prioridades e disponibilidade de pedl soal, EM QUE DATA VAI APURAR SE, REALMENTE, OCORRE RAM AS FALTAS E/OU ACRÉSCIMOS APONTADOS NA INFORMA ÇÃO DE DESCARGA, nos termos do art. 25 do Decreto n9 63.431/68 e seus parágrafos, que regulamenta o - § 19 do art. 39 do Decreto-lei n9 37/66. É nesta data (da apuração das faltas) que se completa o fato gerador do Imposto de Importação nos casos de Conferência Final de Manifesto, deven do a autoridade fiscal constituir o credito tribu i- tário, através da formalização da exigência, con- substanciada em Auto de Infração ou Notificação Fis cal". No presente processo, entretanto, surgiu um fato - novo, ou seja,o de que, guando da chegada do navio ao porto de Santos, já estava ali em vigor o Ato Declaratório n9 0800-125, de 06.06.75, da S.R.R.F. na 8a. Região Fiscal, ato esse que criou,na D.R.F. em Santos, o setor de Controle de Manifestos e implantou - nesse serviço, o processamento eletrônico de dados, e que -- ale- ga-se -- não teria sido observado, no caso, pela autoridade fis - cal. Dispunha o item 6.2 do citado Ato DeclaratOrio: "6.2 - Para efeito de cálculo do que deva ser cobrado na conferencia final de manifestos, o FTF encarregado de sua execução basear-se-á nos valo - res constantes das Declarações de Importação e na iprO-forma prevista neste item". Estabeleceu ainda referido Ato DeclaratOrio, em . _ em seu item 9: "9. O presente ato entrará em-vigor na data .de sua publicação e abrangerá as DI referentes a navios entrados_no porto de Santos ' . artir do dia • 23 de junho de 1975, inclusive." / /54P:/ I • • 9. • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/052.447/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.206 Ora, relativamente aos fatos geradores :(apuraç6es de faltas) ocokridos durante a vigência daquele Ato DeClaratório, a D.I. "pró- -forma" seria, por força do estabelecido em seu item 6.2, a manei ra de dar a conhecer à autoridade fiscal ás faltas porventura o- , corridas. Mas, no caso em exame, a autoridade administrativa só veio a apurar as faltas por ocasião da rotineira conferencia fi- nal de manifesto do navio transportador, iniciada com a Represen- tação de fls. 03, ou seja, quando já não mais vigorava -por intei ro o questionado Ato Declaratório n9 0800-125/75, derrogado que forai. nessa parte, por critério inter pretativo diverso, adotadope lo órgão normativo de hierarquia superior, com jurisdição em todo o território nacional - a Coordenação do Sistema de Tributação da SRF, através do seu Parecer.Normativo n9 56/77, de 24.08.77 (D.O. - de 31.08.77), de inegável efeito "ex-tunc", por se tratar de norma de caráter interpretativo da disposição do parágrafo único ao art. 23 do Decreto-lei n9 37/66, da mesma forma que o era •a regra adotada pelo questionado Ato DeclaratOrio n9 0800-125, ém seu item 6.2, supratranscrito. Assim, no caso "sub judice", não posso concordar com o argumento central que serviu de respaldo à decisão da douta Cãmara recorrida - o de que "o fato gerador remonta à época do estabelecimento de controles pela administração aduaneira, pelos • quais toma conhecimento dos fatos imputáveis". Isto porque é fora • de dúvida que a falta em questão só foi apurada pela repartição aduaneira (primeira das alternativas do parágrafo único ào citado art. 23) no ato formal da aludida conferência, ocasião em que se lavrou a Representação de fls. 03, como previsto no art. 25 do Decreto n9 63.431/68, que regulamenta a espécie, e que em seu §39, prevê a hipótese de nada ser apurado e conseqüente arquivamento do manifesto. A taxa de conversão (dólar fiscal) e as allquotas ta rif árias aplicáveis, para efeito de cálculo da indenização tribu- tária Prevista no art. 60 e seu parágrafo único do Decreto-lei n9 37/66, hão de ser as vigorantes nessa ocasião, por força do dispos, to no citado art. 23, parágrafo único, do mesmo diploma legal, con forme o entendimento firmado por esta Cãmara Superior. Com relação ã multa fixa, por volume acrescido ao 1,9)/V7 • 10 . SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/052,447/8G Acerdão n9-CSRF/03-0.206 manifesto, prevista no art. 107, inc. VI, do Decreto-lei n9 37/66 (na nova redação dada pelo art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), en- tendo-a bem e legalmente a plicada, uma vez que, à época do respec tivo lançamento, pelo Auto de Infração e Notificação Fiscal de fls. 1, ,o seu valor já se achava atualizado monetariamente, pelaInstru çãq Normativa do SRF n9 80, de -13/12/79, que estabeleceu os no- vos valores desse ti po de multa (fixada em cruzeiros), destinados a vigorar durante o exercício de 1980, nos precisos termos do disposto no art. 110 do Decreto-lei n9 37/66, e art. 99 da Lei n9 4.357/64. Isto posto, dou provimento ao recurso especial, pa ra que, no cálculo do tributo devido, se tomem por base os valo res -- taxa de conversão da moeda estrangeira e allauotas tarifá- rias -- vigorantes ã. data da Representação de fls.03 ( 02// /80 ), restabelecida a multa referente . aos volumes acrescidost1/) 7 Este o meu voto. / WALDO REIS DAVA RELATOR. b Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1
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ACORDÃO N Q-CSRF/037:1 . 194 Recurso n° RP/302-0. 275 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEUTO PASSIVO: HAMBURG — SUD AGENCIAS MARÍTIMAS S/A. Conferência final de manifesto. Imunidade (art. 19, III "d" da Constituição Federal). Falta de papel com linhas ou marcas d'água, apurada na descarga do navio, caracteriza a não efetiva- ção da utilização do produto na finalidade pa- ra a qual foi importado (impressão de livros ou jornais) e o descumprimento de condição le- gal para o reconhecimento da imunidade. Face ã frustração da aplicação do produto, na finalidade prevista na lei, passa o mesmoa ser considerado como qualquer outro papel, classi- ficável no código TAB 48.01.02.99, exigível o imposto com base nessa classificação. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presente autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Cãmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Venci- do o Cons Hamilton de Sã Dantas. Ausente moment neamente o Cons. Pau- lo César de Ávila e Silva (Suplente Convocado) ,i/ / Sala das ,--s,ies, f (DF), em * de agosto de 1984. AMADeR OU / 4) / '! .-NDEL,, - PRESIDENTE . '1/' ol t -., RNA 23‘ É FAÇA 1 HA MAMEDE _ - RELATOR V. V. n • 01.1 , "' - }')'R. DA 'NACP "\IAL 3(21 ' .13a ;() L,u1,1 . rGui:s ,;-;i).1)L • _ . SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0711/009.750/82-13 RECURSO N.°: RP/302-0.275 ACÓRDÃO N.°: CSRF/03-1 . 194 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: HAMBURG - SUD AGENCIAS MARÍTIMAS S/A. RELATÓRIO Recorre o ilustre Procuradorda Fazenda Nacional jun to ã 2.- Câmara do egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes de de_ cisão daquele Colegiado, constante do AcOrdãon9 302-29.772, assim ementado: "Conferencia final de manifesto. Falta de bobi nas de papel linha d'água, importado com imuni dade, além de gravado com aliquota zero na TAB-. Indevido o imposto de importação. Cabível a mui ta, calculada na forma do parágrafo primeiro do art. 106 do Decreto-lei n9 37/66, com a re- dação dada pelo art. 39 do Decreto-lei n9 751/ /69. Recurso parcialmente provido". Em suas razões de recurso, diz o recorrente que: a) não é correta a decisão da Câmara, visto que não fundamentada na melhor exegese da Norma Maior que estabelece a exigência de um destinatário especi fico do papel importado, para que se possa conf."_ gurar a imunidade tributária desse material; b) tanto assim e, que a legislação de regência indi ca a forma como esse Aestinatrio p_od-e-r:ã gozar do benefício fiscal; , >7 D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0711/009.750/82-13 2. Acórdão n9 CSRF/03-1.194 c) a imunidade, como emerge claro da letra "d" do art. 19, III, da Constituição, é dirigida somen- te ao papel aplicado na impressão de livro, jor- nal e periódicos; d) dessa forma, não tem consistência o argumento con tido no voto vencedor no sentido de que, por se-r o papel linha d'água gravado com alíquota zero, seja impossível apurar o imposto exigível em ca_ so de desvio daquela aplicação específica; e) ocorre que, mercadoria imune, mas que tenha sido desviada de sua finalidade, vê elidido o benefí- cio de que gozava e fica ao desabrigo do amparo constitucional, incidindo, em conseqüência, a norma tributária. Pois que a não tributação (in- cidência de alíquota zero), antes prevista, trans muda-se no oposto, isto é, tributação pela maior: alíquota fixada para o papel similar, destinado também a impressão, mas sem a característica da linha d'água; f) assim, o transportadornãopode eximir-se darespon sabilidade pelo pagamento do imposto porque: a5-- não era o destinatário do papel; b) este sequer chegou ao seu verdadeiro destinatário, o importa_ dor; g) cumpre lembrar, por ser oportuna, no caso, a li- ção do falecido Conselheiro João Augusto Filho, em seu "Curso Atualizado de Assuntos. Tributários, verbis: "Sendo ou o transportador ou o depositá- rio o responsável pela avaria ou falta, a imunidade, isenção ou redução que benefi- cie o importador, contribuinte do imposto de importação, não beneficiará o transpor tador nem o depositário" (grifo do recor- rente); h) enfim, não provada pelo transportador a ocorrên- cia de caso fortuito, força maior ou vício pró- prio da mercadoria, circunstâncias que poderiam eximí-lo da tributação, é perfeitamente cabível a exigência de imposto e multa, o que impõe a re_ forma da decisão exarada pela douta Câmara a_ quo. Não houve contra razões do contribuint r É o relatório. c" , SERVIÇO NB= f" Processo n9 0711/009.750/82-13 3. Acórdão n9 CSRF/03-1.194 VOTO Conselheiro JOSÉ FAÇANHA MAMEDE, Relator: Nos termos do art. 19, inciso III, alínea "d", da Constituição Federal, gozará de imunidade tributária o papel des- tinado à impressão de jornais, periódicos e livros. Trata-se, como se observa, de imunidade objetiva, mas condicionada a certo destino. Para consolidar-se a imunidade, assim também como a isenção, quando condicionada, impõe-se que, além de fazer-se pre sente a espécie do bem alcançado pelo benefício, ainda se materia_ lize o atendimento da condição estabelecida pela legislação regu- lamentar, sem que esta torne inviável aquela. Neste sentido é o magistério de ALIOMAR BALEEIRO , em sua notável obra "Limitações Constitucionais ao Poder de Tribu_ tar", 3a. edição, fls. 196/197, quando escreve: "O problema de aplicação do inciso do art. 19, III, d, é de ordem técnica: como distinguir ou caracterizar o papel destinado exclusivamente à im pressão de jornais, periódicos ou livros, se pode ser usado para outros fins, inclusive impressão de --ã-ElIncios, catálogos e outros objetivos comerciais? Em primeiro lugar, por exclusão: tributa- -se sempre o papel inadequado para impressão, como o transparente, o fortemente colorido, o "kraft" o decorado. Em segundo lugar, fixando-se por lei ordinária, como anteriormente "à. Constituição já se fazia no Brasil, a marca distintiva para assinalar o papel importado, fabricado ou vendido, livre de impostos, para impressão de livros, jornais e pe- riódicos. Linhas d'água visíveis por transparência, à distância de cinco ou mais centímetros, vém sen- do a técnica adotada desde muitos anos e que permi te identificar-se, em qualquer pedaço-- de tamanho/ 7-----) útil, aquele papel e apurar-se o drVio fraudulen d? 2. . SERVIÇO PálACO FEDERAL Processo n9 0711/009.750/82-13 4. Acórdão n9 CSRF/03-1.194 to. Regulamentação fiscalizadora das empresas que po dem adquirir e ter em depósito o papel imune; contro le da contabilidade e da circulação dos jornais ou volume das edições e outras medidas que asseguram a eficácia da fiscalização, sem anular a imunidade." (grifos da transcrição). A regulamentação da matéria foi estabelecida pelo De creto n9 66.125, de 28.01.70, o qual em seu artigo 29 dispôs que: "Art. 29 - A imunidade tributária somente se rã reconhecida ao papel que contiver em to= da a sua largura ou comprimento linhas d'água (verga), separadas na dimensão de 4 a 6 cen timetros." Esse mesmo diploma declara, no art. 39, quem poderá proceder à importação desse papel; no art. 49, menciona os requisi- tos a que estão sujeitas a empresa jornalística ou editora para go zar dos favores fiscais, entre os quais se cita o registro em cadas tro próprio e a assinatura de termo de responsabilidade, bem como as hipóteses em que ocorrerá a caducidade do registro, fixando no art. 49, § 49, verbis: "§ 49 - Trinta dias após o cancelamento do registro, a empresa estará sujeita ao paga- mento dos tributos que seriam devidos so- bre o estoque remanescente de papel imune, calculados na base da maior aliquota do im- posto fixado para papel similar, sem linhas ou marcas d'água, destinado à impressão, ca— so não o haja transferido a empresa que go- ze de idêntico beneficio fiscal." A imunidade prevista no artigo 19, III, "d", da Cons tituição Federal, para o papel de impressão importado, somente se aperfeiçoa quando cumprida a destinação que motivou a referida ve- dação constitucional ao poder de tributar, ou seja, a transformação desse papel em livro, jornal ou periódico. Portanto, a norma de incidência do imposto de impor- tação (artigo 19, "caput", do Decreto-lei n9 37, de 18/11/66) somen— te ficará definitivamente afastada ao se completaro ciclo represe SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0711/009.750/82-13 5. Acórdão n9 CSRF/03-1.194 tado pela entrada real do papel de impressão em território nacional e sua subseqüente transformação, sob controle fiscal, em livro, jor nal ou periódico. Também pelo que se deduz da norma regulamentar retro_ transcrita (art. 29 do Decreto n9 66.125/70), a imunidade há que ser reconhecida, isto é, declarada pela autoridade aduaneira a quem é apresentado o despacho de importação. Ora, mercadoria faltante na descarga não é passível de verificação e, portanto, de reconhecimento, por onde se possa constatar ser ela a contemplada com a imunidade prevista na Consti- tuição. Ressalte-se que, na espécie dos autos, a imunidade não protege o papel com esta ou aquela qualidade, isto é, o produ- to, mas determinado papel com certa destinação. Se a mercadoria foi embarcada no exterior com desti- no ao Brasil e não é oficialmente apresentada para descarga temos a entrada presumida (artigo 19, parágrafo único, do Decreto-lei n9. 37, de 18/11/66). Há incidência imediata do imposto de importação, pois o extravio do papel de impressão configura, desde logo, o desa tendimento da "conditio juris", inscrita no mencionado artigo 19, III, "d", da nossa Lei Básica, visto que, o seu não descarregamento, até prova em contrário, é prova do desvio, para destinação diversa da prevista no art. 19 da Constituição Federal. De acordo com o disposto no artigo 60, parágrafo úni_ co, do Decreto-lei n9 37, de 18/11/66, cabe ao responsável pelo ex- travio indenizar a Fazenda Nacional do valor dos tributos que, em conseqüência, deixaram de ser recolhidos. Embora, para efeitos fiscais, se considere a mercado_ ria entrada no território nacional (art. 19 §, único do DL 37/66 - art. 39 do Decreto 63.431/68), não é possível comprovar ter si_ do ela utilizada nos fins para os quais foi solicitada-a,sua impor- tação - impressão de livros, jornais e periódic . Além disso _...),,.../ 7. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0711/009.750/82-13 Acórdão n9 CSRF/03-1.194 acrescentando o grande jurista CARLOS MAXIMILIANO, na obra citada que: "Deve o Direito ser interpretado inteligente mente: não de modo que a ordem legal envol-1 va um absurdo, prescreva inconveniências,vá ter a conclusões inconsistentes ou impossí- veis". ou "Desde que a interpretação pelos processos tradicionais conduz a injustiça flagrante , incoerências do legislador, contradição con sigo mesmo, impossibilidades ou absurdos,d-J ve-se presumir que foram usadas expressõe.ã. impróprias, inadequadas, e buscar um senti- do equitativo, lógico e acorde com o sentir legal e o bem presente e futuro da comunida de". e prossegue o autor dizendo que "O hermeneuta eleva o olhar, dos casos espe- ciais para os princípios dirigentes a que eles se acham submetidos, indaga se obede- cendo a uma, não viola outra; inquire das conseqüências possíveis de cada exegese iso lada. Assim, contemplados do alto os fenõm-e- nos jurídicos, melhor se verifica o sentido de cada vocábulo, bem como se um dispositi- vo deve ser tomado na acepção ampla, ou na estrita, como preceito comum, ou especial (ob. e aut. cits.)". Ora, atentos a esses mandamentos, cabe ao hermeneuta, através dos diversos métodos interpretativos superar esses aparen- tes absurdos, revelando o real alcance das normas interpretandas. É o que vamos fazer. Se é indiscutível que a conclusão da Câmara recorri- da conduziria ao absurdo já demonstrado e de que, tanto a imunidade condicionada (art. 19, inciso III, alínea "d", da Constituição Fe- deral) como a isenção condicionada (art. 16 do Decreto-lei n9 37/66) pressupõem a tributação do produto, passemos ã análise dos textos. /:i;) SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0711/009.750/82-13 9. Acórdão n9 CSR/03-1.194 não o haja transferido a empresa que goze de idêntico beneficio fis cal, portanto, a interpretação lógico-sistemática impõe que se exi- jam os tributos devidos sobre idêntico papel, quando comprovadamen- te, sequer se submeteu o papel aos controles fiscais, em razão de seu desvio. O insigne mestre ALIPIO SILVEIRA, em sua notável "HERMENÊUTICA NO DIREITO BRASILEIRO", ensina que "Entre as exigências do bem comum e os fins sociais da lei, ocupa a primazia a idéia de justiça, que visa a evitar que a aplicação mecânica da lei conduza a um resultado opos to ã sua finalidade e a conseqüências absur das ou iníquas" (Obra citada, vol. I, Edito - ra Revista dos Tribunais, 1968). Face ã lição acima transcrita, fica evidente que não é possível aceitar-se a interpretação da lei fiscal adotada pelo vo - to vencedor na Câmara recorrida. Tal interpretação resultaria no absurdo condenado pelo ilustre autor, visto que, nas hipóteses de falta de papel importado, com ou sem marcas d'água, a última resul- taria em exigência de maior ônus tributário para o contribuinte res ponsável, de quem seriam cobrados imposto (55% sobre o valor da mer cadoria-allquota atual da TAB) mais a multa de 50% desse imposto (art. 106 IV "a" do DL 37/66), enquanto que para o responsável pela falta ou extravio de papel com marca d'água estaria sendo exigida apenas uma multa de 75% de imposto calculado da mesma forma do ante rior mas que, também não seria exigível, na hipótese de denúnciaes pontânea da irregularidade, mediante simplescomunicação do extravio - aos órgãos da Receita Federal. Além do mais, ex vi dos artigos 157 do Código Tribu- -bário Nacional e 103 do Decreto-lei n9 37, de 18/11/66, a aplicação da penalidade fiscal não elide o pagamento dos tributos devidos. EM resumo, a interpretação razoável das normas da legislação do imposto de importação, relativas ao papel de impres- são, conduzem ã tributação deste, toda vez que não atendidos os re- quisitos para aplicação da regra imunizante ou (imp p;iamente) da regra isencional 777/ SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0711/009.750/82-13 10. Acórdão n9 CSRF/03-1.194 Frise-se que tal entendimento não é novo no âmbito dos Conselhos de Contribuintes, visto que a egrégia 3a. Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes já proferiu inúmeros acórdãos em que se decidiu pela legitimidade da cobrança do tributo, em ca_ sos semelhantes, citando-se, dentre outros, o Acórdão n9303-23.377, assim ementado: "Falta de rolos de papel para impressão de jornais e revistas, apurada em conferên- cia final de manifesto. Destinação diver- sa daquela prevista na Constituição Fe- deral determina nova classificação." Face ao exposto, dou provimento ao recurso espe- cial para declarar devido o imposto de importação nos casos de falta de papel de imprensa, apurada em conferência final de mani- festo, quando deve o produto classificar-se na posição tari "ria 48.01.02.99, sujeito ã alíquota de 55%, como qualquer outro. . Brasili ,/ DF, em 03 de agosto de 1984. /7 / ----------'" J0 (7 Ç: A . - -' ": / bili/ lvI E RELATORkiv1/itsí "/ `'.--/ ,// / / , / / , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1
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Exigência suprida pe- lo conhecimento aéreo que acompanhou a mer cadoria, segundo permissivo do art. 45, 19, do mesmo diploma legal. Recurso provi- do. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos FiscaX's, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Espe,.. ciat( '2,, Sala das ses A s6 s (W), em 22 de junho de 1981., ,. .7 i ', 1/ /7/) 71 / AMADOR OUTOr- ERNIi E - PRESIDENTE / el:.- ,.< ,dhr t., ENILA LEITE I/ / I r' 1 :: 'H A AS - RELATORA - t 14,0 . ,151 I_-i- ADHEMILSON : / AS'OS DD I / ,A" ALHO - PROCURADOR DA FA- t / í , ZENDA NACIONAL - Participaram, ainda, do presente juljj a -nto, os seguintes Conselhei ros: HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, EUVALhO CARVALHO SILVA ( suplente / convocado), PAULO DE ALMEIDA, RANDOLFO HENRIQUE DE SOUZA NETO, ED- v.v. WALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. , 2. -*CÃ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0814/061.299/79 RECURSO N.°, RP/303-0.205 ACÓRDÃO N.° : CSRF/03=D.:325 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: PFIZER QUÍMICA S.A. RELATÓRIO , RECORRE à Câmara Superior de Recursos Fiscais o Procurador da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara do Tercei ro Conselho de Contribuintes, de decisão que, por maioria de vo- tos, deu provimento ao recurso interposto por PFIZER S/A . Atra- vés do Acórdão n9 20.084 de 26/02/81 , entendeu o Colegiado que; na espécie, o conhecimento aéreo fls. 27 que integrou o despacho da mercadoria importada supriu a fatura comercial, sendo descabi da a exigência da penalidade do art. 106, IV, "a", do DL número 37/66. Leio de inteiro teor a decisão, a fls. 80/82 , cu ja ementa se segue: "FATURA COMERCIAL - Inexistência de compromisso assumido para apresentação de via original. Merca daria acompanhada de conhecimento aéreo apto -,i produzir os efeitos da fatura comercial. Recurso provido." O Recurso Especial, de fls. 84/88 , também é lido na Integra. Em síntese, alega o douto recorrente que a empresa assinara termo de responsabilidade na forma da legislação vigen- te,riãbocumprindo de forma satisfatória. Invoca a I.N. 40/74, que "condicionou a equiparação do Conhecimento Aéreo 5. fatura co mercial, desde que nele figurem os elementos que devem constar( D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75.,,_- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0814/061.299/79 0 3 . Acórdão n9 CSRF/303-0.325 deste documento verbis". Finalmente, invoca decisão do TFR no sentido de que o Conhecimento Aéreo, para equiparar-se ã fatura comercial, "deve estar reservado de todas as solenidades previs tas no Decreto-lei no 32, de 1966 (Código Brasileiro do Ar)..." (verbis) L/\ É o relatório. 2 ///' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0814/061.299/79 04. Acórdão n9 CSRF/303-0.325 VOTO_ Conselheira ENILA LEITE DE FREITAS CHAGAS, Relatora: No presente processo fatura apresentada por ocasião do despacho da mercadoria importada é apenas uma cópia, inclusive no que tange a assinatura, e não porta "la. via" ou "via origi- nal". Entretanto o exame dos autos revela outro elemento: o conhecimento aéreo que também acompanhou o despacho da mercado- ria. O exame do documento demonstra que a mercadoria es- tá claramente identificada, assim como as figuras do exportador e importador, o preço, a quantidade e o peso, tudo conforme descrito nos demais documentos que ampararam a importação. O Decreto n9 49.977/61, que regulamenta a fatura co mercial, determina em seu artigo 10 que o conhecimento aéreo fica equiparado à fatura comercial para todos os efeitos. É mandamento acolhido no Decreto-lei n9 37/66, cujo artigo 45, parágrafo 19, re za textualmente: "Art. 45. § 19 - O conhecimento aéreo é equipa- rado para todos os efeitos fatura comercial." Por outro lado, a legislação brasileira reflete a posição do país em relação ao transporte aéreo internacional, posi ção essa que decorre de convençaes que objetivaram facilitar o co- mércio e adequar a legislação à rapidez da nova forma de transpor- te. O Decreto-lei n9 32/66, que regulamenta o transporte aéreo do- méstico, dispõe que o transporte aéreo internacional obedece às normas estabelecidas em tratados e convençOes de que o Brasil seja participante e que tenham sido ratificados por nosso governo. Nes- se sentido, é de se observar o disposto no artigo 98 do Código Tri butário Nacional, que determina a prevalência dos tratados e con-C SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0814/061.299/79 05. Acórdão n9 CSRF/303-0.325 ven73es sobre a legislação interna. Concluo que atos complementares da administração do tributo não podem se furtar ao principio geral da hierarquia das leis, sob pena de se incorrer em subversão de toda uma sistemática implantada por lei maior. Assim, a I.N. n9 40/74 e o P.N. 92/77 são inaplicáveis á espécie, em tudo que extrapolarem legislação que lhes é superior. Sem dúvida, é de se reconhecer a existência de ris- cos, sob o aspecto fiscal, na utilização do conhecimento aéreo co- mo substituto da fatura comercial. Todavia, estes riscos serão su- perados pelas vantagens na agilização do comércio aéreo internacio nal e não é outra a "mens legis", ao dar aquele valor ao documen- to. Cabe observar, também, que fatura comercial e conhe cimento aéreo são documentos com características diversas, especi- ficas para cada um . Exigir que o conhecimento aéreo contenha os numerosos requisitos que o Regulamento de Faturas exige destas é supor a criação de uma nova espécie, híbrida. Finalmente, parece uma incongruência permitir o de- sembaraço aduaneiro de mercadoria com o conhecimento aéreo, e ao mesmo tempo, aplicar penalidade por falta de apresentação de fatu- ra comercial. Tal procedimento só seria cabível, dentro da legisla ção de regência, se o conhecimento aéreo fosse impugnado como fal- so ou imprestável, por portador de vicio que o inutilizasse para sua destinação própria. r Face o exposto, voto por negar provimento ao Recur- so Especial ti) (- /-:. I ENILA LEITE DE FR2ITAS CHAGAS, Relatora ! , : ___ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10183.001371/2005-84
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2002
Ementa
ALEGAÇÕES NÃO ACOMPANHADAS DE PROVAS. NÃO ACOLHIMENTO
Não merecem acolhimento as alegações que não se façam acompanhar das provas que lhe dêem embasamento.
Recurso Negado
Numero da decisão: 2802-002.213
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado: por unanimidade de votos CONHECER EM PARTE o recurso voluntário e, nesta parte, NEGAR PROVIMENTO, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
EDITADO EM:18/4/2013
Participaram, do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci De Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano.
.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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NÃO ACOLHIMENTO Não merecem acolhimento as alegações que não se façam acompanhar das provas que lhe dêem embasamento. Recurso Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: por unanimidade de votos CONHECER EM PARTE o recurso voluntário e, nesta parte, NEGAR PROVIMENTO, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso –Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora EDITADO EM:18/4/2013 Participaram, do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci De Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano. . Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 18 3. 00 13 71 /2 00 5- 84 Fl. 57DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Em processo de revisão, o Recorrente teve glosadas as deduções lançadas em sua Declaração de Ajuste Anual do ano de 2001, Ex.. 2002 relativas às doações praticadas no valor total de R$ 2.316,00 conforme recibos acostados às fls. 10/20 dos autos, à entidade filantrópica. A 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande (MS), ao examinar o pleito, proferiu o acórdão n° 0414.775, de 01 de agosto de 2008, que se encontra às fls. 38 a 41, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 CONTRIBUIÇÕES A ENTIDADES BENEFICENTES. A partir da Lei n° 9.250/1995, por força da revogação expressa contida no seu artigo 42, não mais são dedutíveis da renda tributável as contribuições e doações às entidades filantrópicas previstas no artigo 1º da Lei n° 3.830/1960. Lançamento Procedente Cientificado do resultado do julgamento a quo em 11/12/2008 (AR Aviso de Recebimento à fl. 46), o contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 16/01/2009, conforme documentação às fls. 47/52. É o relatório Voto Conselheira Relatora, Dayse Fernandes Leite De início, cabe apreciar a tempestividade do Recurso Voluntário apresentado pela interessada em face da decisão proferida em primeira instância. O Decreto nº. 70.235, de 06 de março de 1972, assim dispõe: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 23. Farse a á intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº. 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário Fl. 58DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10183.001371/200584 Acórdão n.º 2802002.213 S2TE02 Fl. 597 3 eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. No caso, a ciência ao contribuinte do Acórdão da 2ª Turma de Julgamento da DRJ/Campo Grande (MS) se deu em 11/12/2008 (quinta feira), conforme Aviso de Recebimento – AR à fl. 46 dos autos. Ocorre que, somente em 16/01/2009 (sextafeira), depois de transcorrido o prazo de 30 (trinta) dias para interposição de recurso a este Conselho, foi apresentado petição, onde o recorrente alega que teve ciência do Acórdão em 19/12/2008. Vêse que o recorrente alega ter tomado ciência da decisão somente em 19/12/2009, sem, no entanto, apresentar qualquer elemento de prova que pudesse socorrer sua alegação. Sobre essa questão, é bom que se diga, que o art. 333 do CPC (Lei nº 5.869/1973), utilizando subsidiariamente no processo administrativo fiscal, é do réu o encargo de provar a existência de fato que possa extinguir o direito do autor. Eis o dispositivo: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I Ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II Ao réu , quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Conforme Aviso de recebimento de fls. 46, o término do prazo para apresentação de Recurso Voluntário se deu em 12/01/2009 (segunda feira). Deste modo, está caracterizada a intempestividade da defesa apresentada, face o disposto no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, acima transcrito. Assim, não tendo o recorrente demonstrado a veracidade de suas alegações, conheço em parte o recurso voluntário e nesta parte negar provimento. (Assinado digitalmente Dayse Fernandes Leite Fl. 59DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 11007.000515/89-43
Data da sessão: Tue Apr 11 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: ADUANEIRO — VALOR — Superfaturamento não caracterizado nos autos. Incabível a aplicação de penalidade cominada no art. 526, II do
R.A.
Recurso improvido.
Numero da decisão: CSRF/03.03.096
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso,
nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Henrique Prado megda
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CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA _ Processo n° : 11007.000515/89-43 Recurso n° : RP1303-1 166 Matéria : SUPERFATURAMENTO Recorrente : FAZENDA NACIONAL Recorrida : 3a CÂMARA DO 3° CONSELHO. DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo : ANIBAL BRAGA JORGE Sessão de :11 DE ABRIL DE 2000 Acórdão n° : CSRF/03-03.096 ADUANEIRO — VALOR — Superfaturamento não caracterizado nos autos. Incabível a aplicação de penalidade cominada no art. 526, II do R.A. Recurso improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. rãO-Ni-PE: IGUES PRESIDE 1 TE - HENRIQUE PRADO MEGDA RELATOR FORMALIZADO EM: 2 9 jUNi ?NO Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MOACYR ELOY DE MEDEIROS, MARCIA REGINA MACHADO MELARÉ, PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES, JOÃO HOLANDA COSTA e NILTON LUIZ BARTOLI Processo n° :11007.000515/89-43 Acórdão n° : CSRF/03-03.096 Recurso n° : RP1303-1.166 Recorrente : FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Fazenda Nacional, inconformada, tempestivamente, interpôs o presente recurso especial contra decisão não unânime proferida pela E. 3 a . Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, que deu provimento ao recurso voluntário da Interessada, nos termos do Acórdão n 303-26347, sessão realizada em 18104191, entendendo ter ficado caracterizada, nos autos, a linhagem superior e, portanto, a correção do valor atribuído aos animais importados, descabendo, consequentemente, a penalizarão aplicada, sob alegação de superfaturamento. De fato, no presente processo exige-se o credito tributário constituído de multa relativa ao controle administrativo das importações prevista no art 526, II do Regulamento Aduaneiro, por ter-se constatado superavaliação do preço de 99 (noventa e nove) cabeças de vacas da raça holandesa, puras por cruza, importadas através da Guia de Importação n° 52-89/10327, de 09/11.89 e Declaração de Importação de no 1453. No exame documental da referida Dl, os autuantes constataram que os preços de importação desses animais estão muito acimados preços praticados no mercado, conforme valores constantes de GIS anteriores e DI's, desembaraçadas em novembro de 1989 (fls. 15/33), bem como os preços médios informados pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul. Acrescentam os autuantes, que, de conformidade com informação do Ministério da Agricultura de Santana do Livramento/RS, contida no processo n° 11007 000213/83-17, os animais de raça holandesa, puros por cruza, foram comercializados a U$$316,26/421 ,68 por cabeça, naquela oportunidade. Informam, ainda, na descrição dos fatos que embasaram a autuação, que constataram, na conferência física, a existência de animais de baixa qualidade, e que a disparidade existente entre o dólar fiscal e o praticado no mercado paralelo, na Processo n° :11007.000515/89-43 Acórdão n° : CSRF/03-03.096 ocasião em que ocorreu o evento em litígio, leva a suposição de que se realizam importações com o objetivo precípuo de ganhar com a diferença cambial, fazendo com que um simples acerto entre as partes, no superfaturamento do preço do produto comercializado, torne uma importação um negócio altamente lucrativo. Mantida a exigência no julgamento de primeiro grau, após tempestivamente impugnada por representante legalmente constituído, no recurso interposto contesta se o entendimento emprestado pela autoridade julgadora à missiva da "Sociedade Criadores Holando dei Uruguay" e respectiva tradução juramentada, afirmando-se que: Qualquer animal, filho de uma vaca mestiça holandesa com um touro PC (puro por cruza) é classificável como PCOC (puro por cruza de origem conhecida). Esses animais, embora registrados como PCOC quando importados pelo nosso País são de geração controlada e possuem como pai reprodutor PO (puro de origem) e mãe classificada em tipo e com a reprodução de leite controladas. O mesmo atestado aduz que outrossim, neste caso em particular, as genitoras dos animais aprovados são matrizes puros de origem devidamente inscritas no "Herd Book" (HBU) no país de origem. Em síntese, as vacas em questão são filhas de touros e matrizes puros de origem (e não filhas de mãe mestiça com pai PC, essas sim passíveis de custarem US$ 500.00). Por esse motivo de serem essas vacas filhas de genitores puros de origem é que são em seu país havidas e registradas como PO e se houvessem nascido em nosso País e não no Uruguai, seriam aqui igualmente registradas como PO. As razões porque os animais, no Brasil, estão registrados como "puros por cruzamento" decorrem de norma de importação do Ministério da Agricultura que, à falta de prova positiva do pai em leite e gordura, determina que a importação e o registro se processe como para animais PC, o que não invalida as ,- // Processo n° : 11007.000515/89-43 Acórdão n° : CSRF/03-03.096 qualidades genéricas das novilhas, como tampouco seu valor de mercado, haja vista as várias avaliações constantes dos Autos. A sigla SH significa Seleção Notando e os animais da geração H.P.R. estão sujeitos às mesmas regras de seleção e levam também a tatuagem SH com seu respectivo número de inscrição. O voto condutor do referido aresto fundamentou-se na documentação acostada aos autos evidenciando a qualidade superior das vacas trazidas ao pais, bem como na correção do valor guiado, declarado e constante de diversos documentos, considerando, ademais, que, mesmo a destempo, o Aditivo à Gi é forte elemento de convicção para o deslinde da questão. Por outro lado, o Recurso Especial da d Procuradoria da Fazenda Nacional, devidamente acolhido pela presidência da Câmara recorrida, uma vez preenchidos todos os requisitos de admissibilidade, pugna pelo restabelecimento da decisão monocratica, por seus próprios fundamentos e pelas seguintes razoes: "A Colenda Câmara, por maioria de votos, houve por bem de dar provimento ao recurso, acolhendo o argumento do recorrente no sentido de que por engano constaram semoventes de qualidade superior, de que nem o importador nem o despachante aduaneiro se aperceberam. "Data vênia", a infração restou caracterizada. Os criadores e os comerciantes de animais de raça conhecem muito bem as siglas e as respectivas tatuagens, que aliás são criteriosamente verificadas pelas associações de Criadores, para expedição dos certificados e dos necessários "pedigrees". Não convence, pois, o argumento de engano, inadmissível entre entendedores do assunto. Nem mesmo o fato de ter sido feito o Aditivo à Gl pode ser tomado como elemento de convicção, porque feito reconhecidamente a destempo". , /7 V 1/4 Processo n° :11007.000515/89-43 Acórdão n° : CSRF/03-03.096 Em suas contra-razões recursais, o sujeito passivo, apôs considerações relativas a sua antiga e constante dedicação e esforço visando aprimorar e modernizar a pecuária leiteira no pais, juntando copia de missiva da Cooperativa Agropecuária de São João Ltda, dando conta do destino dos animais importados e dos resultados obtidos, reafirmou todos os argumentos de defesa por ele já expendidos nas fases processuais anteriores finalizando por pedir a confirmação do r acórdão ora combatido, também por seus próprios e precisos fundamentos. É o relatório. ° / 7/1' Processo n° : 11007.000515/89-43 Acórdão n° : CSRF/03-03.096 VOTO Conselheiro HENRIQUE PRADO MEGDA, RELATOR De fato, o Termo de Conferência Física lavrado pela Inspetoria da Receita Federal em Santana do Livramento/RS (fis 34), confirma que 12 vacas de raça HOLANDESA, puras de "pedigree", sem serviço e destinadas a reprodução, conferem com a descrição constante da Guia de Importação e apresentavam se em boas condições, constatando, também, 99 outros animais pouco desenvolvidos, puros por cruza, sendo que alguns apresentam manchas pretas descontinuas nas pernas e, ainda, outros animais apresentam arqueamento acentuado da linha do dorso, tudo conforme fotos juntadas aos autos. Neste sentido, atendendo solicitação da autoridade tributaria, a Associação de Criadores de Gado Holandes do Rio Grande do Sul informou o valor médio de US$400,00 por animal, para vacas pura por cruza de origem uruguaia, com base nas guias de importação constantes de seus arquivos (fIs 39). Contrapôs o autuado, afirmando ser tradicional produtor de leite em sua região e que nunca havia procedido a qualquer importação, tendo requerido à antiga CACEX expedição de guia para "VACAS DE RACA HOLANDESA (URUGUAIA), PURAS POR CRUZA, ORIGEM CONHECIDA, TATUADAS H.P.R. (HOLANDO PURO REGISTRADO), SEM SERVIÇO, PARA REPRODUÇÃO", preocupado em selecionar e importar animais de primeiríssima qualidade, procedentes da mais antiga e conceituada "cabanha" do Uruguai, com potencial genético provado, para aprimoramento de seu rebanho, sabendo, sem sombra de duvida, por sua experiência de quase meio século na pecuária leiteira, que os animais que adquirira valiam cada centavo do preço pago. / /, Processo n° : 11007.000515/89-43 Acórdão n° : CSRF/03-03.096 No prosseguimento de sua defesa, insistiu que não importou tão simplesmente "vacas de raça holandesa, puras por cruza", mas sim "vacas h.p.r." selecionadas, que em nada se confundem com os semi-vulgares bovinos genericamente conhecidos por "PC", disso fazendo prova com os documentos anexados à petição ( faturas pró-forma e comercial, certificados e declaração emitidos pela "associacion rural dei uruguay", autorização de exportação da "direccion de sanidad animal", declaração da "sociedad criadores bolando del uruguay", atestado da "associação brasileira de criadores de bovinos de raça holandesa", e aditivo à Guia de Importação, etc.). Isto posto, é forçoso reconhecer-se que os documentos acostados aos autos comprovam, à saciedade, as alegações do sujeito passivo, reafirmadas nas fases processuais seguintes, com mais elementos de prova a seu favor, como consta do voto condutor do aresto recorrido, sendo que a extemporaneidade do aditivo à Guia de Importação não invalida as correções efetuadas, ao amparo dos esclarecimentos prestados pelo importador, inteiramente acolhidos pela CACEX. Como, efetivamente, nada existe de consistente no processo que comprove, cabalmente, a ocorrência de superfaturamento, que não pode ser presumido, devendo estar satisfatória e concretamente comprovado no processo, com elementos habeis e idôneos, entendimento este já manifestado inúmeras vezes por esta CSRF, a decisão recorrida há que ser mantida. Pelo exposto e tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de negar provimento ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Sala das Sessões (DF), em 11 de abril de 2000 - HENRIQUE -RADO MEGDA Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 36624.003318/2004-94
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/05/1995 a 30/06/1996
DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2302-002.451
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, pela fluência do prazo decadencial, conforme disposto no artigo 173, I do Código Tributário Nacional, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liege Lacroix Thomasi Relatora ad hoc e Presidente Substituta
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luiz Marsico Lombardi , Manoel Coelho Arruda Junior, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
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O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, pela fluência do prazo decadencial, conforme disposto no artigo 173, I do Código Tributário Nacional, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi – Relatora ad hoc e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luiz Marsico Lombardi , Manoel Coelho Arruda Junior, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 36 62 4. 00 33 18 /2 00 4- 94 Fl. 515DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Relatório A Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, lavrada em 26/05/2004, referese às contribuições previdenciárias advindas da responsabilidade solidária da notificada para com a empresa CONSÓRCIO ALUFER S/A, pelos serviços prestados no período de 05/1995 a 06/1996. A presente notificação é substitutiva da NFLD DEBCAD 35.435.7816, que foi anulada em 28/02/2003. Ambas as devedoras apresentaram impugnação e DecisãoNotificação de fls.324/339, julgou o lançamento procedente. Inconformada, a responsável solidária apresentou recurso voluntário às fls.346/399. Resolução da 2ª TO/3ª Câmara /2ª Seção do Conselho Adminsitrativo de Recursos Fiscais, converteu o julgamento em diligência para que fossem juntados aos autos documentos comprobatórios da data de lavratura da notificação substituída e quanto à natureza do vício que originou a anulação da mesma, a fim de se verificar a fluência do parzo decadencial. Cumprida a diligência solicitada, documentos anexados às fls. 441 e 444, o contribuinte foi cientificado e se manifestou arguindo a decadência quinquenal, com base na edição da Súmula do STF n.º 08 e solicitando que as intimações seja feitas exclusivamente ao seu patrono. É o relatório Fl. 516DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 36624.003318/200494 Acórdão n.º 2302002.451 S2C3T2 Fl. 516 3 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora O recurso cumpriu com o requisito de admissibilidade, frente à tempestividade, devendo ser conhecido e examinado. De acordo com os documentos constantes dos autos, verificase que a NFLD substituída por este lançamento que abrange as competências de 05/1995 a 06/1996, foi lavrada em 05/03/2002, com ciência pelo sujeito passivo em 11/03/2002, compreendendo o período de 01/1992 a 02/1999, e foi, posteriormente, anulada por vício formal em 28/02/2003, por falta de individualização das prestadoras de serviços, o que acarretou cerceamento de defesa. Assim, é de se ver que nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Fl. 517DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1o O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, que se deu em 20/06/2008, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, devendo observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Havendo o pagamento antecipado, observarseá a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, somente se homologa pagamento, caso esse não exista, não há o que ser homologado, devendo ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. No caso em exame, quando a primitiva NFLD foi lavrada em 05/03/2002, o período nela contido e compreendido entre 05/1995 a 06/1996, já estava decadente, tanto observando o disposto no artigo 150§4º, quanto no artigo 173, inciso I, ambos do CTN. Fl. 518DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 36624.003318/200494 Acórdão n.º 2302002.451 S2C3T2 Fl. 517 5 E, mesmo que a decisão declaratória de nulidade tenha sido exarada em 28/02/2003 e estaria permitido novo lançamento até a competência 02/2008, na forma do disposto pelo art. 173, inciso II, do Código Tributário Nacional, é de se ver que o crédito a ser lançado já estava decadente quando do lançamento original: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Quanto à intimação dos atos administrativos, o parágrafo 4º, do artigo 23, do Decreto n.º 70.235/72, traz que será considerado o domicilio tributário do sujeito passivo o endereço postal do seu cadastro junto à administração tributária ou o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, autorizado pelo sujeito passivo, de forma que é inócua a solicitação para a intimação ser feita ao patrono da recorrente: § 4o Para fins de intimação, considerase domicílio tributário do sujeito passivo: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) I o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) II o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) Pelo exposto, Voto pelo provimento do recurso. Liege Lacroix Thomasi, Relatora Fl. 519DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 Fl. 520DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI
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Numero do processo: 10166.000087/2005-07
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2000
Ementa:
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS.
A autoridade administrativa julgadora não se encontra vinculada a decisões judiciais ou administrativas, desprovidas de efeito erga omnes, envolvendo terceiros estranhos ao processo sob análise, podendo firmar seu convencimento na apreciação da matéria, em consonância com a legislação de regência
RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA.
A omissão da fonte pagadora de retenção e recolhimento do imposto não exclui a responsabilidade do contribuinte que auferiu a renda, pois é este quem tem relação pessoal e direta com a situação que configura o fato gerador da exação
Súmula CARF nº 12: Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção
MULTA DE OFÍCIO.
A exigência da multa "ex offício", no percentual de 75%, obedece tão somente aos preceitos insculpidos na legislação tributária em vigor.
LANÇAMENTO DE OFÍCIO, ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. TAXA SELIC.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARFnº 4).
Recurso Negado
Numero da decisão: 2802-001.938
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente
(Assinado Digitalmente)
Dayse Fernandes Leite - Relatora
EDITADO EM: 10/07/2013
Participaram, do presente julgamento os Conselheiros: : Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci De Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Dayse Fernandes Leite, Ewan Teles Aguiar, Sidney Ferro Barros.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2000 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. A autoridade administrativa julgadora não se encontra vinculada a decisões judiciais ou administrativas, desprovidas de efeito erga omnes, envolvendo terceiros estranhos ao processo sob análise, podendo firmar seu convencimento na apreciação da matéria, em consonância com a legislação de regência RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA. A omissão da fonte pagadora de retenção e recolhimento do imposto não exclui a responsabilidade do contribuinte que auferiu a renda, pois é este quem tem relação pessoal e direta com a situação que configura o fato gerador da exação Súmula CARF nº 12: Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção MULTA DE OFÍCIO. A exigência da multa "ex offício", no percentual de 75%, obedece tão somente aos preceitos insculpidos na legislação tributária em vigor. LANÇAMENTO DE OFÍCIO, ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARFnº 4). Recurso Negado
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DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. A autoridade administrativa julgadora não se encontra vinculada a decisões judiciais ou administrativas, desprovidas de efeito erga omnes, envolvendo terceiros estranhos ao processo sob análise, podendo firmar seu convencimento na apreciação da matéria, em consonância com a legislação de regência RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA. A omissão da fonte pagadora de retenção e recolhimento do imposto não exclui a responsabilidade do contribuinte que auferiu a renda, pois é este quem tem relação pessoal e direta com a situação que configura o fato gerador da exação Súmula CARF nº 12: Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção MULTA DE OFÍCIO. A exigência da multa "ex offício", no percentual de 75%, obedece tão somente aos preceitos insculpidos na legislação tributária em vigor. LANÇAMENTO DE OFÍCIO, ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 00 00 87 /2 00 5- 07 Fl. 118DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARFnº 4). Recurso Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente (Assinado Digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora EDITADO EM: 10/07/2013 Participaram, do presente julgamento os Conselheiros: : Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci De Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Dayse Fernandes Leite, Ewan Teles Aguiar, Sidney Ferro Barros. Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2000 , anocalendário 1999, em virtude de: · Omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de trabalho sem vinculo empregatício, recebidos do Banco do Brasil, no valor de R$ 12.009,55 e recebidos do hospital Santa Lúcia, no valor de R$ 1.060,20. Houve também diferença apurada entre o recebido e o declarado como recebido da FHDF, sendo correto o valor total de R$ 88.988,42.Foram excluídos os rendimentos referentes A fonte pagadora Meridional Empresa de segurança Ltda (declarado como GDF), por se tratar de rendimentos de ganhos de capital, sujeitos a tributação exclusiva; · Dedução indevida de imposto retido na fonte. O contribuinte informou IRF de R$ 39.355,40, como retido pelo GDF, mas se verificou que se tratava de precatório cedido à empresa Meridional Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação, consoante relatório da Decisão de Primeira Instância, abaixo transcrita Relativamente aos rendimentos auferidos do Hospital Santa Lúcia e do Banco do Brasil, o contribuinte alega apenas que não recebeu o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção do imposto de Renda na Fonte a tempo de fazer sua declaração. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.000087/200507 Acórdão n.º 2802001.938 S2TE02 Fl. 126 3 Relativamente ao imposto de renda retido na fonte informado na declaração, referente ao precatório, no valor de R$ 10.822,00, o contribuinte alega que a retenção está comprovada nos autos c que o precatório tem natureza assalariada e que a sua cessão a terceiros não altera sua natureza. Alega ainda que é ilegal a norma que veda a compensação do imposto na hipótese de cessão do precatório. Cita também o regime de caixa a que está sujeito o Imposto de Renda da Pessoa Física — Imposto de Renda da Pessoa Física — Imposto de Renda da Pessoa Física — IRPF e que a tributação deve ser feita no momento da disponibilidade da renda. Alega que a responsabilidade pela retenção é da fonte pagadora. Questiona a aplicação da multa de oficio e dos juros pela taxa Selic A 4ª Turma da DRJ/BRASÍLIA/DF, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 0322.839, de 19 de outubro de 2007 (fls. 77 a 84), que restou assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo sujeito passivo. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Será efetuado lançamento de oficio, no caso de omissão de rendimentos tributáveis percebidos pelo contribuinte e omitidos na declaração de ajuste anual. TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVA. GANHO DE CAPITAL. ALIENAÇÃO DE PRECATÓRIOS. Os ganhos de capital serão tributados em separado não integrando a base de cálculo do imposto na declaração de rendimentos. IMPOSTO DE RENDA RETIFICO NA FONTE.PRECATÓRIO. ALIENAÇÃO. Não pode ser compensado na declaração de ajuste anual o imposto de renda retido na fonte sobre o precatório posteriormente alienado. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. APLICABILIDADE. Nos lançamentos de ofício, a aplicação da multa e a incidência de juros de mora, com base na taxa SELIC, sobre o tributo não pago no vencimento ou pagamento a menor, foi estabelecida por lei, cuja validade não pode ser contestada na via administrativa. Lançamento Procedente Fl. 120DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Ciente da decisão de primeira instância em 10/06/2008 (fls. 87), o recorrente apresentou recurso voluntário em 09/07/2008 (fls. 88), no qual apresenta os seguintes argumentos: · Assevera que o lançamento fiscal não considerou o valor de R$ 10.822,00, de imposto de renda na fonte, relativo à cessão do precatório de R$ 7.200,00 da Fundação Hospitalar do Distrito Federal, porque entendeu que não foi comprovado tal retenção. · Assegura que a Escritura Pública da Cessão do Precatório é clara em expressar em seu texto:"...precatório este que foi expedido em decorrência do processo n.° 162186, transitado em julgado contra a FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO DISTRITO FEDERAL FHDF, onde fazem jus ao crédito somado corrigido monetariamente até 1° de julho de 1997 A SEREM DEDUZIDOS OS IMPOSTOS PREVISTOS EM LEI, OU SEJA, 0 IMPOSTO RETIDO NA FONTE E A SEGURIDADE SOCIAL, incidente sobre o principal corrigido e não incidente sobre a parcela correspondente ao F.G.T.S. · Ressalta que a origem do precatório é de natureza jurídica assalariada, decorrente da Ação Trabalhista mencionada na Escritura Pública.Portanto, é a própria Receita Federal que pela Nota COSIT/COTIR/DIRPF n° 215/98, deixou clara três situações, com muita propriedade, a saber a) 0 PRECATÓRIO MANTÉM POR TODA A SUA TRAJETÓRIA A NATUREZA JURÍDICA O FATO QUE LHE DEU ORIGEM, INDEPENDENDO, ASSIM, DE VIR A SER TRANSFERIDO A OUTREM. b) NÃO MUDA A NATUREZA "ASSALARIADA" À CESSÃO À TERCEIROS. c) HA RETENÇÃO NA FONTE DE 27,5% CONFIRMANDO A NATUREZA JURÍDICA DA ORIGEM DO PRECATÓRIO, "TRABALHISTA ASSALARIADA" DECORRENTE DE AÇÃO JUDICIAL TRABALHISTA. · Destaca ainda que é a própria orientação da Receita Federal quem determina que o precatório mantenha a sua natureza jurídica integra durante toda a sua trajetória, assim como que sobre ela ocorra a retenção de 27,5% de imposto de renda na fonte pela sua natureza jurídica ASSALARIADA, e ainda, que não muda a situação assalariada a cessão a terceiros. E a retenção na fonte pela forma ASSALARIADA obedece o art. 633, do RIR194, à alíquota de 27,5%: · Arrazoa que a Nota n°. 215/98 da SRF cometeu uma grosseira ilegalidade ao dispor sobre a vedação do aproveitamento do imposto na fonte Fl. 121DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.000087/200507 Acórdão n.º 2802001.938 S2TE02 Fl. 127 5 · Discorre que a legislação das pessoas físicas preconiza o regime de caixa, e portanto, prevalece o efetivamente recebido, que no seu foi R$ 75.971,79, ocorrido no ano de 1998, conforme escritura já anexa a impugnação (doc. 3).Por sua vez, se a retenção do imposto de renda sobre rendimentos assalariados à base de 27,5% não é definitiva, mas mera antecipação do devido na declaração conforme estabelece o art. 629 do RIR194, tornase óbvio que essa retenção é quem orienta a forma de tributação definitiva na Declaração de Ajuste no final do Exercício, pela origem que lhe provocou a retenção, no caso assalariada. · Observa que a tributação do imposto de renda em nosso sistema tributário se faz através do seu fato gerador que é a disponibilidade econômica ou jurídica de renda, na forma do art. 43 do CTN que disciplina: · Ressalta que a responsabilidade pela retenção do imposto de renda é da fonte pagadora · Discorda da A MULTA DO LANÇAMENTO DE OFÍCIO de 75% e dos juros pela selic É o relatório Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. De inicio, cabe destacar que a autoridade administrativa julgadora não se está obrigada a submeterse a decisões desprovidas de efeito erga omnes, envolvendo terceiros estranhos à controvérsia, podendo firmar seu livre convencimento na apreciação da matéria, em consonância com a legislação de regência a que se encontra vinculada. Quanto à glosa do Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF, valor de R$ 10.822,00, entendo correta a decisão de primeira instância e peço vênia para transcrever os seus fundamentos que adoto como razões de decidir. Relativamente à glosa de Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF, o contribuinte pugna pelo seu restabelecimento, sob as alegações já elencadas no relatório. No entanto, não assiste razão ao interessado. 0 contribuinte, ao obter ganho de causa em uma ação trabalhista movida contra o Governo do Distrito Federal, suas autarquias ou fundações, não recebeu sua verbas salariais de imediato, mas uma carta precatória, Fl. 122DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 representando um direito seu de receber aquela quantia, verbas de natureza salarial no futuro. Se aguardasse o pagamento do GDF, receberia verbas de natureza salarial que assim seriam tributadas, conforme o caso (isentas, se indenizatórias, FGTS; exclusivamente na fonte, se gratificação natalina; tributáveis no ajuste, as demais). No entanto, o interessado preferiu não aguardar o recebimento inseguro do precatório e negociálo com terceiros. Alienar seu direito de crédito. Obviamente o que recebeu desta operação não é mais verba de natureza salarial. Até porque não tem relação de trabalho com os adquirentes... Trata se de uma operação de venda, que o contribuinte, deliberadamente, optou por fazer. Segundo o artigo 21 da Lei n°8.981/95, o ganho do capital percebido por pessoa física em decorrência da alienação de bens e direitos de qualquer natureza se sujeita incidência do imposto do renda, à alíquota de 15%. Sobre o tema já se manifestou a Superintendência da Receita Federal da 1ª Região Fiscal, na Solução de Consulta SRRF/1ª RF/Disit N" 25, de 07/02/2002, da qual são transcritos abaixo alguns trechos, por pertinentes: "3. Nos termos do art. 43 da Lei n" 5.172/1996 Código Tributário Nacional (CTN), o imposto de renda tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza, ai incluídos os ganhos de capital. 4. 0 titulo X do Decreto n°3.000, de 26 de março de 1999 (RIR/1 999), que trata de tributação definitiva do imposto de renda, dispõe em t seu art. 117: "Art. 117. Está sujeita ao pagamento do imposto de que trata este Titulo a pessoa física que auferir ganhos de capital na alienação de bens ou direitos de qualquer natureza (Lei nº 7.713, de 1988, arts.. 2° e 3º, § 2º, e Lei nº" 8.981, de 1995, art. 21). (...) § 2º Os ganhos serão apurados no mês em que forem auferidos e tributados em separado, não integrando a base de cálculo do imposto na declaração de rendimentos, e o valor cio imposto pago não poderá ser deduzido do devido na declaração (Lei n° 8.134, de 1990, art. 18„§ 2°, e Lei n° 8.981, de 1995, art. 21 § 2º). (Grifei) (...) § 4° Na apuração do ganho de capital serão consideradas as operações que importem alienação, a qualquer titulo, de bens ou direitos ou cessão ou promessa de cessão de direitos à sua aquisição, tais como as realizadas por compra e venda, permuta, adjudicação, desapropriação, dação em z pagamento, doação, procuração em causa própria, promessa de compra e venda, cessão de direitos Fl. 123DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.000087/200507 Acórdão n.º 2802001.938 S2TE02 Fl. 128 7 ou promessa de cessão de direitos e contratos afins (Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 3°). (...) 5. Portanto, os ganhos de capital obtidos com a cessão de direitos, representados no caso pelos precatórios decorrentes de ações judiciais, estão sujeitos ao imposto de renda. 6. 0 valor de alienação será o valor recebido do cessionário, e o custo de aquisição será igual a zero, já que não há valor pago pelo precatório e nem há a possibilidade de aplicação das modalidades de atribuição de custo de aquisição de que tratam o art. 129 do RIR/1999, a seguir transcrito. "Art. 129. Na ausência do valor pago, ressalvado o disposto no art.120, o custo c/c aquisição dos bens ou curei/os será, conforme o caso (Lei n° 7.713, de 1988, art. 16 e §4º): I o valor atribuído para efeito de pagamento do imposto de transmissão; II o valor que tenha servido de base para o cálculo do imposto de importação acrescido do valor dos tributos e das despesas de desembaraço aduaneiro; 111 o valor da avaliação no inventário ou arrolamento; IV o valor de transmissão utilizado, na aquisição, para cálculo do ganho de capital do alienante; V o seu valor corrente, na data da aquisição; VI igual a zero, quando não possa ser determinado nos termos dos incisos anteriores." 7. A Instrução Normativa SRF nº 84, de 11 de outubro de 2001, que disciplina o assunto, estabelece, em seu art. 2°, que para efeitos tributários considerase ganho de capital a diferença positiva entre o valor de alienação de bens ou direitos e o respectivo custo c/c aquisição. 8. 0 ganho de capital será apurado no mês em que foi auferido, e tributado em separado, lido integrando a base de cálculo do imposto na declaração de rendimentos, e o valor do imposto pago não poderá ser deduzido do devido na declaração. ('Grifei,) 9. 0 valor cio ganho de capital, menos o imposto pago, será informado na declaração, no campo de rendimentos sujeitos à tributação exclusiva Fl. 124DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 10. A tributação pelo imposto de renda sobre a pessoa física varia em torno da natureza do rendimento auferido. No presente caso estamos diante de duas situações distintas: na primeira, lentos o crédito contra a Fazenda Pública (precatório) que não perde a sua natureza jurídica, mesmo sendo transferido a terceiro. Em função da natureza jurídica do crédito cedido, ocorre a incidência do imposto de renda na fonte no momento do pagamento do precatório, considerando como tal a homologa cão da compensação do precatório com débitos de natureza tributária do cessionário para com a Fazenda do Distrito Federal; na segunda, temos a cessão do precatório que configura a cessão de um direito de crédito do seu titular para terceiro. 0 rendimento pago pela empresa adquirente assume uma natureza própria, coadunandose, pois, com a idéia de ganho de capital, eis que se trata de venda de um título, geradora de renda sujeita à tributação exclusiva.” Assim, os rendimentos auferidos na alienação de precatório estão sujeitos A tributação exclusiva na fonte à alíquota de 15% e esse imposto não integra a base de cálculo do imposto na declaração de rendimentos, c o valor do imposto pago ou retido não poderá ser deduzido do devido na declaração, a teor do disposto na Lei n°8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 21. Ademais, o contribuinte não submeteu A tributação os rendimentos que deram origem A retenção na fonte. Também por essa razão, o interessado não pode compensar o Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF na declaração. Assim, não importa, no caso, discutir se houve ou não a retenção na fonte e se caso não comprovada, de quem seria a responsabilidade. Já que está claro, pelas razões expostas, que ainda que tenha havido a retenção, esta não pode ser compensada na declaração. Com relação a alegação do recorrente de que não declarou os valores recebidos do Hospital Santa Luzia e Banco do Brasil, porque não houve o fornecimento por parte daquelas entidades do comprovante de rendimento, devese ressaltar que a omissão da fonte pagadora de retenção e recolhimento do imposto não exclui a responsabilidade do contribuinte que auferiu a renda, pois é este quem tem relação pessoal e direta com a situação que configura o fato gerador da exação. Em outras palavras: a responsabilidade do adquirente da disponibilidade econômica ou jurídica subsiste ao não recolhimento do imposto de renda pela fonte pagadora.Constatado, após a data fixada para a entrega da declaração, que o imposto informado como retido não foi recolhido, a exação pode e deve ser exigida do contribuinte Por fim, devese ressaltar que a exigência apurada pela autoridade fiscal ensejou a imposição da multa de ofício de 75%, na forma do art. 44, inciso I, da Lei n° 9.430/1996, penalidade esta que somente poderá ser dispensada ou reduzida nas hipóteses previstas em lei, conforme preceito do art. 97, VI, do CTN. Portanto, no caso em tela, não há previsão legal para dispensa ou redução da multa de ofício aplicada. No mesmo sentido, o art. 61, § 3º da Lei nº 9.430, de 1996, determina o emprego da taxa Selic, a título de juros moratórios, conforme Súmula CARF nº 4: Fl. 125DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.000087/200507 Acórdão n.º 2802001.938 S2TE02 Fl. 129 9 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Fl. 126DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10640.001095/2002-77
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA
Ano-calendário: 1997
COMPENSAÇÃO. DESISTÊNCIA DE EXECUÇÃO JUDICIAL.
No caso de titulo judicial em fase de execução, a compensação somente poderá ser efetuada se o sujeito passivo comprovar, junto à unidade da Secretaria da Receita Federal, a sua desistência perante o Poder Judiciário.
Numero da decisão: 3201-000.962
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Vencidos os Conselheiros Marcelo Ribeiro Nogueira e Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Nome do relator: DANIEL MARIZ GUDINO
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DESISTÊNCIA DE EXECUÇÃO JUDICIAL. No caso de titulo judicial em fase de execução, a compensação somente poderá ser efetuada se o sujeito passivo comprovar, junto à unidade da Secretaria da Receita Federal, a sua desistência perante o Poder Judiciário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Marcelo Ribeiro Nogueira e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Marcos Aurelio Pereira Valadão Presidente. Daniel Mariz Gudiño Relator. EDITADO EM: 16/05/2012 Participaram também da sessão de julgamento os conselheiros: Judith do Amaral Marcondes Armando, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Mara Cristina Sifuentes. Ausente justificadamente a conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim. Relatório Por bem descrever os fatos ocorridos até a data da prolação do acórdão recorrido, transcrevo abaixo o relatório do órgão julgador de 1ª instância, incluindo, em seguida, as razões de recurso voluntário apresentado pela Recorrente: Em decorrência de auditoria interna procedida junto à contribuinte, foi lavrado Auto de Infração de fl. 5, relativamente Fl. 67DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO 2 a fatos geradores ocorridos no anocalendário 1997, exigindo lhe o recolhimento de um crédito tributário no montante de R$ 2.078,07, sendo R$ 762,68 a título de Cofins. De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, parte integrante da peça fiscal, o lançamento, relativo ao(s) 2º trimestre(s) do anocalendário 1997, decorreu da falta de pagamento da contribuição, motivada por informação em DCTF de compensação com crédito de processo judicial que não foi comprovado. Inconformada com a imposição, a contribuinte ingressou com impugnação, alegando, em síntese, que os pagamentos foram efetuados por compensação, ação ordinária nº 94.01020132, conforme Certidão da Justiça Federal de 1ª instância anexada. Na decisão de primeira instância, proferida na Sessão de Julgamento de 08/12/2010, a 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora (MG) julgou improcedente a impugnação da Recorrente, conforme Acórdão n° 0932.802 de fls. 2123: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Anocalendário: 1997 FALTA DE RECOLHIMENTO Caracterizada a falta de recolhimento, deve persistir o lançamento. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA Anocalendário: 1997 PENALIDADE. RETROATIVIDADE BENIGNA. Por força do disposto no art. 18 da Lei nº 10.833/2003, com as alterações posteriores, e da retroatividade benigna estabelecida no art. 106 do CTN, é incabível a aplicação da multa de ofício em conjunto com tributo ou contribuição espontaneamente declarados em DCTF. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido em Parte A Recorrente foi cientificada do teor do acórdão por intimação postal, em 03/02/2011 (f1. 26), tendo protocolado seu recurso voluntário em 03/03/2011 (fls. 27/40), o qual, em síntese, reitera os argumentos de sua impugnação (fl. 01). Na forma regimental, o processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator em 01/03/2011. É o relatório. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO Processo nº 10640.001095/200277 Acórdão n.º 3201000.962 S3C2T1 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Daniel Mariz Gudiño Por estarem presentes os pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235 de 1972, conheço o recurso voluntário e passo a analisálo. O cerne da disputa consiste em saber se a Recorrente atendeu aos requisitos legais quando efetuou a compensação. Isso porque, de acordo com o art. 14, § 6º e 17, caput e § 1º, da Instrução Normativa SRF nº 21 de 1997, a Recorrente deveria ter formulado pedido de compensação no qual anexaria cópia do inteiro teor do processo judicial que reconheceu o crédito e da respectiva sentença. E mais, deveria ter comprovado junto à unidade da SRF a desistência, perante o Poder Judiciário, da execução do título judicial, assumindo todas as custas do processo, inclusive os honorários advocatícios. Considerando que a fiscalização apurou a falta de recolhimento da COFINS com base na Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF da Recorrente, verifica se que não foi formulado pedido de compensação, pois, segundo o art. 66 da Lei nº 8.383 de 1991 e o próprio art. 14 da Instrução Normativa SRF nº 21 de 1997, compensação de créditos e débitos relativos a tributos de mesma espécie independe de requerimento. De fato, noticia a Recorrente que, durante fiscalização realizada no âmbito do Processo Administrativo nº 10640.004938/9949, apresentou certidão de inteiro teor da ação de execução diversa por título judicial nº 94.01026408. Contudo, a certidão supramencionada ainda não mencionava o seu pedido de desistência formulado em 15/06/2001 e tampouco a decisão que homologou o seu pedido em 20/11/2001. Tais fatos constaram apenas da nova certidão emitida em 11/12/2001, a qual somente foi juntada no recurso voluntário (fls. 45/46). Da mesma forma, a decisão que comprova a homologação da desistência da ação executiva somente foi juntada aos autos do presente processo administrativo quando da interposição do recurso voluntário (43/44). Segundo a petição de desistência que também foi acostada naquela oportunidade (fls. 41/42), a justificativa foi justamente a compensação realizada em 1997, nos termos da Lei nº 8.383 de 1991. Resta claro, portanto, que a Recorrente tinha direito legítimo de compensar o saldo credor de FINSOCIAL com débitos de COFINS, porém, ao arrepio do art. 14, § 6º e do art. 17, caput e § 1º, da Instrução Normativa SRF nº 21 de 1997, exerceu tal direito sem antes cumprir os requisitos infralegais. Ora, se é verdade que o art. 66 da Lei nº 8.383 de 1991 permitia à Recorrente compensar créditos e débitos de mesma espécie e destinação legal sem prévio requerimento às autoridades competentes, não é menos verdade que esse mesmo dispositivo lhe submetia às instruções normativas que vigorariam quando da compensação. Confirase: Art. 66. (omissis) Fl. 69DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO 4 § 4º As Secretarias da Receita Federal e do Patrimônio da União e o Instituto Nacional do Seguro Social INSS expedirão as instruções necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo. No âmbito do Superior Tribunal de Justiça, há vários julgados que respaldam o entendimento supra, porém, um em particular merece destaque em função da similitude com o caso em pauta. Tratase do Recurso Especial nº 1.031.396/MG cuja ementa transcrevo abaixo: TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. PIS. COMPENSAÇÃO REALIZADA POR MEIO DE DCTF. CASO CONCRETO QUE APRESENTA IRREGULARIDADE. INSCRIÇÃO EM DÍVIDA ATIVA EM RAZÃO DOS DÉBITOS NÃOPAGOS. POSSIBILIDADE. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E NÃOPROVIDO. 1. Tratase de recurso especial fundado nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, interposto por Lojas Volpi Ltda., em sede de mandado de segurança, contra acórdão que reconheceu legal a inscrição da sociedade contribuinte em dívida ativa em razão de débitos informados em DCTF, mesmo não tendo havido manifestação sobre a homologação da compensação efetivada por meio desse mesmo documento (DCTF). Informam os autos que a recorrente, favorecendose de decisão judicial transitada em julgado no ano de 2003, procedeu, mediante DCTF, à compensação de todo o valor do crédito oriundo da repetição dos valores recolhidos por força dos DL 2.445 e 2.449 de 1998. No entanto, a Fazenda Pública realizou a inscrição da sociedade em dívida ativa em razão do nãopagamento da importância objeto de compensação, por reconhecer existente o débito e ter considerado irregular o procedimento utilizado pela contribuinte. 2. A irresignação não merece amparo, por se tratar de caso que possui contornos particulares, porquanto a conduta exercida pela Receita Federal encontrase revestida de inteira legalidade. Revelam os autos que em 11/08/1999 foi apresentada DCTF em a qual a contribuinte informou a compensação de débitos de PIS referentes aos meses de maio e de junho de 1999, direito que se alega oriundo de decisão judicial com trânsito em julgado. Entretanto, à época, a compensação era regulada pela INSRF 21/97, que tornava necessária a apresentação da sentença com trânsito em julgado à autoridade fazendária, como forma regular de exercício do direito já obtido judicialmente. Esse cuidado não foi observado. 3. Ademais, apenas em 13/02/2003 ocorreu trânsito em julgado da sentença na qual, em 1999, a recorrente amparou a compensação fiscal que realizou a seu próprio talante. Os autos expressam com clareza essa circunstância particular: A impetrante apresentou sua DCTF em 11/08/99, conforme o recibo de fls 25. Naquela época a compensação era regulada pela Instrução Normativa SRF Nº 21/97. O artigo 12 desta Instrução Normativa admitia a compensação de créditos decorrentes de sentença judicial transitada em Fl. 70DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO Processo nº 10640.001095/200277 Acórdão n.º 3201000.962 S3C2T1 Fl. 3 5 julgado, atendido o disposto no artigo 17, e formalizada mediante Pedido de compensação. O artigo 17, com a redação da IN SRF 73/97, dizia para anexar ao Pedido de Compensação uma cópia do inteiro teor do processo judicial e da respectiva sentença transitada em julgado, juntamente com a desistência de sua execução. A impetrante não cumpriu nenhuma destas formalidades. A decisão de sua ação só transitou em julgado em 13/02/2003 e ela não apresentou Pedido de Compensação. Portanto, embora tenha declarado que compensou e que não tinha saldo devedor quanto àquelas competências, esta declaração não extinguiu o crédito da Fazenda. A Declaração de Compensação do artigo 74 da Lei 9.430, com a redação da Lei 10.833/03, é uma maneira inteiramente nova de fazer a compensação, que não pode ser aplicada, por expressa vedação, a crédito que tenha sido objeto de compensação não homologada pela Receita Federal (artigo 74, parágrafo 3º, inciso V). A "compensação" declarada pela impetrante não foi homologada, pois não foi objeto de Pedido de Compensação. Como ela declarou, na DCTF, que devia a quantia que veio a ser inscrita, embora tenha declarado também que ela foi objeto de compensação irregular, a inscrição foi correta. 4. Temse por legal o débito que, à época reconhecido na DCTF, foi considerado não pago e por conseguinte inscrito em dívida ativa. 5. Recurso especial conhecido e não provido. (REsp 1031396/MG, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 27/05/2008, DJe 23/06/2008) Também no âmbito deste E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais a discussão é antiga, havendo inclusive acórdão da Câmara Superior de Recursos Fiscais a confirmar o entendimento do Superior Tribunal de Justiça. É o que se depreende da ementa abaixo transcrita: COFINS — COMPENSAÇÃO COM FINSOCIAL — No caso de titulo judicial em fase de execução, a compensação somente poderá ser efetuada se o sujeito passivo comprovar, junto à unidade da Secretaria da Receita Federal, a desistência, perante o Poder Judiciário, da execução do título judicial. (Acórdão CSRF/0202.004, RD Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Sessão de 05/07/2005) Diante de todo o exposto, nego provimento ao recurso voluntário, mantendo o crédito tributário na íntegra. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO 6 É como voto. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 16/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T10:05:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T10:05:42Z; Last-Modified: 2009-07-08T10:05:43Z; dcterms:modified: 2009-07-08T10:05:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T10:05:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T10:05:43Z; meta:save-date: 2009-07-08T10:05:43Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T10:05:43Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T10:05:42Z; created: 2009-07-08T10:05:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2009-07-08T10:05:42Z; pdf:charsPerPage: 1433; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T10:05:42Z | Conteúdo => _ PROCESSO N9 10920/000.420/84-02 _,,bz.'eMk MINISTÉRIO DA FAZENDA CMFL Sessão de_ . 12_de _dezembro de 19 85 ACORDÃO N.° -CSRF/01-0.607 Recurso n.° RP/104-0.156 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrid a QUARTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: ANTIDIO MALVINO CORREA NULIDADE - LANÇAMENTO - EMPREGO DE FORMA INCOMPLETA - Uma vez que as formas e os atos processuais têm caráter instrumental, se a finalidade da lei for alcançada, embo ra mediante forma imperfeita, há de se tel. a forma ou o ato como válidos. Se a notifi cação for feita em nome do de cujus, esquè- cendo-se a repartição de mencionar a pala- vra "espólio" após ó nome próprio do fale- cido, mas o representante legal impugnar o lançamento em nome do espólio e todos os demais atos forem praticados em nome ou - contra o espólio, a finalidade da lei foi alcançada, mesmo que a forma adotada no lançamento não tenha sido perfeita. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de , Recursos - Fiscais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso especial, pa ra, reformando a decisão recorrida, devolver os autos ã Câmara recor- rida para a apreciação do mérito do litígio, nos termos do relatório , e voto que passam a integrar o prese,te julgado e coes o Cons. Pe _ dro Martins Fernandes. , 09 i Sala das Se'síes DF), 12 de d- embro de 1985 ft RAMADOR 0 1 '''' - .1. FE ÂNDEZ - PRESIDENTE , 4NIA, O DA, ILVrABRAL \ 44, .- RELATOR LUIZ FERNANt? LIVEIRA DE MORAES- PROCURADOR DA FA \(-) ZENDA NACIONAL \J Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Raul Pimentel, Jacinto de Medeiros Calmon, Waldevan Alves de Oliveira Urgel Pereira Lopes, Luiz Miranda, Carlos Roberto Monteiro Bertazi, Pe dro Martins Fernandes, José Augusto Salles de Carvalho, Carlos Agosti- nho Aléssio Oliveto e Sebastião Rodrigues Cabral. : :, SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10920/000.420/84-02 RECURSO NÇo: RP/104-0.156 ACÓRDÃO N9: CSRF/01-0 .607 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: ANTIDIO MALVINO CORREA RELAT. ÓRI O Não se conformando com a decisão prolatada no Re- curso n9 44.195, de interesse de Antídio Malvino Correa (espólio), no Acórdão n9 104-4.957, de 31.01.85, recorre a Procuradoria da Fa- zenda Nacional a esta Câmara Superior, com base no art. 39, inciso I, do Decreto n9 83.304, de 28.03.79, pelas razões e fatos que pas- sam a ser analisados. O presente feito teve origem na impugnação feita ao lançamento suplementar contra a pessoa física mencionada, em ra- zão de acréscimo patrimonial não justificado, apurando o fisco omis- são de rendimentos na declaração referente ao exercício de 1983, no - montante de Cr$ 8.577.512 referentes a nove recibos de aplicações em letras de câmbio, com infração ao art. 39, II, combinado com o para" ._ grafo único do art. 622, e arts. 20, 87, 89,todos RIR/80. A impugnação se encontra às fls. 21/24, realizada - pela representante legal do espólio, já que a pessoa física, contra quem tinha sido feito o lançamento, falecera em 02.01.83, pouco an- tes de ter sido apresentada sua declaração de rendimentos. No méri- -, to, alegou que ela, viúva, declarara aquela quantia perante II masya \ \ )6 (-gr) )\. \ DMF - DF/19 C-C - Secgraf .600/75 , SEWIÇO NWW FORAL Processo n9 10920/000.420/84-02 2. Acórdão n9-CSRF/01-0.607 falida, na certeza de que a mesma correspondia a investimento le- vado a efeito pelo marido. A falida, no entanto, só admitira o investimento como sendo da ordem de Cr$ 2.084.759, conforme faz prova documento que junta aos autos. A informação fiscal de fls. 33, referiu-se ao es- pólio e foi no sentido de manter o lançamento, eis que a impugna- ção feita, em juizo, pela massa falida, a respeito do montante ha bilitado ainda não tinha sido julgada. O Delegado da Receita Federal confirmou o lança- - mento suplementar, afirmando: "Inicialmente cabe lembrar que, peran- te a legislação tributária, é irrelevante a situação de desconhecimento dos investimentos feitos pelo "de cujus", alegada na impugnação, já que o inventariante é solidariamente res- ponsável pelo tributo devido pelo espólio, em decorrência dos atos em que intervir ou das omissões em que for responsável, confor me preceitua o 39 do art. 89 do RIR/80. Quanto ao documento que deu origem ao lançamento do imposto, ou seja, "Habilitação de Crédito" junto ã Bluval - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., sob in- tervenção do Banco Central - fls. 05, este faz prova material dos investimentos feitos naquela empresa, já que foram anexados ao mes mo 09 (nove) recibos de aplicações em Letra -s- de câmbio, totalizando o valor dessas aplica- - ções em Cr$ 8.577.512,00; muito embora, a em- presa, através de seu ex-administrador, con- testasse em Juizo, que do valor aplicado, e ora habilitado, Cr$ 6.492.753,00 já foi pago - em duas parcelas, depositadas em c/c bancária do declarante no Banco Brasileiro de Descon- tos S/A., nos valores de Cr$ 3.858.057,00, e Cr$ 2.634.696,00, em 28.09.82 e 06.10.82, res pectivamente, havendo um saldo de crédito de" Cr$ 2.084.759,00. Logo, a contestação de fls. 29, não influi na importância habilitada, mes mo porque o apreciador do processo falimen- tar, ainda em tramitação foreira, não julgou as habilitações apensadas. Há que se observar ainda que, a "habi- litação do crédito", bem como ai ,pugnação e a contestação, em Juizo, da quant : habi-h í_2 /) SEIWIÇONBLICOFEDERAL Processo n9 10920/000.420/84-02 3. Acórdão n9-C:SRF/01-0.607 litada, em momento algum descaracterizam a efetividade da disponibilidade do valor au- tuado, quer seja no ano de 1981 ou 1982. Examinando a declaração de rendimentos do contribuinte, do exercício de 1983, em seu anexo 5 - declaração de bens, fls. 14 verifica-se que tanto no ano-base de 1982,. como no ano anterior de 1981, essas aplica- ções não forma registradas, como também não há registro de disponibilidades que justifi '. cassem tais aplicações; o que evidenciaomil são de rendimentos Caracterizada por acrés- cimo patrimonial não justificado." A inventariante apresentou o recurso voluntário de fls. 41/43, alegando, preliminarmente, que o feito deveria ser sobrestado,tendo em vista a existência ou tramitação junto ã Pri- meira Vara Cível da Comarca de Blumenau da habilitação de crédito na qual é autor o sujeito passivo e a inventariante relativamente a crédito junto a Bluval-Distribuidora de Valores Mobiliários.Quan • - to ao mérito, repetiu, na essência, os argumentos da impugnação. O feito veio a julgamento junto ã 4a. Câmara, - que, por maioria de votos, declarou a nulidade do lançamento, em - acórdão assim ementado: "NULIDADE LANÇAMENTO - De vez que a mor- te coloca termo final ã personalidade do . ente humano, o lançamento efetuado em nome de contribuinte já falecido é nulo, por er- ro na identificação do sujeito passivo, im- pondo-se formalizar nova exigência fisdal em nome do espólio ou dos legítimos sudesso res, enquanto não extinto o direito da Fa- zenda Pública."' Ao se insurgir contra esse acórdão, o Procurador da Fazenda Nacional se reportou ao seguinte: ' 1. a declaração da pessoa física foi entregue por sua espo- 4 sa em 30.03.83, em nome do falecido, cujo óbito ocorrer /, 02.01.83; i c : ; ‘ ',, \ \ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10920/000.420/84-02 4. Acórdão n9-CSRF/01-0.607 2. a impugnação à exigência fiscal foi feita em nome do esp.() lio; 3. a decisão singular foi prolatada, igualmente, em nome do espólio; 4. o recurso ao 19 C.C. foi em nome do espólio; 5. em nenhum momento foi alegada a nulidade levantada pela - Câmara recorrida; 6. o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gera dor (art. 144 do C.T.N.) e a obrigação principal surge com essa ocorrência (art. 113, § 19, do C.T.N.). Como a exigência se refe- re ao exercício de 1983, o fato gerador se completou em 31.12.82, ! data em que o sujeito passivo ainda estava vivo e era obrigado ao pagamento do tributo; 7. a declaração foi apresentada em nome do falecido, sem men f - , cionar que se tratava de espólio, fato que levou a repartição a desconhecer a circunstância de a pessoa física já ter falecido ao tempo em que se deu o lançamento; 8. as nulidades em processo fiscal são apenas aquelas elenca_ das no art. 59 do Decreto n9 70.235/72; 9. em processo devem ser observados os princípios da finali- dade e do prejuízo. O principio da finalidade recomenda aprovei.- t tar o ato, mesmo contendo algum vício, desde que tenha atingido o fim visado pela lei. Segundo o princípio do prejuízo, o ato conta_ minado de defeito deve ser aproveitado, desde que não cause dano a qualquer das partes ou ao ordenamento jurídico; 10. invoca a distinção entre ato nulo e ato anulável, ressal - tando que a anulabilidade ocorre com o violação de uma norma dispositiva de interesse da parte é depende de sua alegação. No ¡ caso em julgamento teria ocorrido nulidade relativa do .' a de 1. - tí t 2 /// SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10920/000.420/84-02 5. Acórdão n9-CSRF/01-0.607 çamento, que violou norma cogente de determinação do sujeito pas- sivo, mas de interesse preponderante da parte, tendo o ato atingi do sua finalidade e não causando dano ao contribuinte. O ato pode ser sanado, em termos gerais. No caso, foi ratificado pela inven- tariante; 11. se se levasse a cabo a doutrina do acórdão recorrido, a repartição haveria de efetuar novo lançamento. Além de se tratar de ato dispensável, como mera formalidade, o contribuinte sairia prejudicado, pois a correção monetária cada vez mais se avoluma com o passar do tempo. Às fls. 62 foram inseridas as contra-razões do sujeito passivo nas quais se alega, em síntese, que a Câmara re- corrida agiu bem, ao declarar a nulidade do lançamento por erro v na identificação do sujeito passivo, eis que o lançamento foi fei to com base em habilitação que a viúva tinha feito em nome do es- pólio e arepartição sabia que se tratava de espólio. "É o relatório. VOTO_ Conselheiro ANTONIO DA SILVA CABRAL - Relator Em direito processual fiscal as nulidades são reduzidas a dois casos apenas, de acordo com o art. 59 do Decreto n9 70.235/72: "Art. 59 - São nulos: I - os atos e termos lavrados por pessoa in competente; II - os despachos e decisões proferidas por autoridades incompetentes ou com preterição do direito de defesa." No caso, o lançamento foi levado a efeito por au L toridade competente e em nenhum momento foi alegada ,reterição \te- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL. Processo n9 10920/000.420/84-02 6. Acórdão n9-CSRF/01-0.607 dodireito de defesa. Houve mera desobediência a uma formalidade, qual seja, a de a repartição não ter escrito a palavra espólio após o nome do sujeito passivo. Para isto, vale o disposto no art. 60 do mesmo Decreto n9 70.235/72. "Art. 60 - As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no arti go anterior não importarão em nulidade e se- rão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, quando não influírem na solução do litígio." Independentemente do fato de o lançamento, no • caso, ter sido ato inexistente, ato nulo, quer absolutamálte quer relativamente, a verdade é que as irregularidades, incorreções ou - omissões que não sejam catalogadas no art. 59 não importarão em nulidade, a não ser que o sujeito passivo fique prejudicado. Muito bem afirmou o Procurador da Fazenda que o processo administrativo se rege pelo princípio da finalidade, se gundo o qual deve ser aproveitado o ato, mesmo que contenha vi- cio, desde que tenha atingido o seu fim. O fim visadopela repartição foi atingido, qual seja, o de se notificar o sujeito passivo. Embora sem a palavra "espólio", o lançamento alcançou o seu fim, tanto assim que a im_ pugnação e demais atos conseguiram o seu objetivo, que foi a exi gência do crédito tributário devido. O art. 214 do Código de Processo Civil deter - - mina que "para a validade do processo é indispensável a cita_ ção inicial do réu". Apesar disso, se o réu comparecer esponta neamente, em juíZo, tem-se a citação como feita. É o que diz o § 19 desse mesmo dispositivo: "O comparecimento espontâneo do réu supre, entretanto, a falta de citação". Se o réu não é cita_ do, não pode haver condenação, de acordo com o velho aforismo: nemo inauditus damnari potest. O direito de defesa é um 1 L/g1 dos postulados do mundo moderno, que tem condenado ,\ 1751 1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10920/000.420/84-02 7. Acórdão n9-CSRF/01-0.607 sorte de processo em que a outra parte não é ouvida. Faz-se mis- ter que tanto o autor quanto o réu se manifestem, nascendo, daí, o princípio do contraditório invocado frequentemente em sua ex- pressão latina: audiatur et altera pars. Ao lado do princípio da salvabilidade do pro- cesso, como ocorre no caso de o ato ter atingido sua finalidade, a teoria das nulidades reconhece, também, que não se deve decla- rar a nulidade de um ato quando este não prejudicou a parte. Diz o art. 249, § 19, do Código de Processo Civil que: "O ato não se repetirá nem se lhe suprirá a falta quando não prejudicar a parte." O § 29, por sua vez, acrescenta: "Quando puder decidir do mérito a favor da parte a quem aproveite a declaração da nuli_ dade, o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato, ou su- prir-lhe a falta." Conforme diz PONTES DE MIRANDA (Comentários ao Código de Processo Civil, vol. III, pág. 206): "No sistema jurídico brasileiro, a ::compa- rência do que deveria ter sido citado e não o fora enche obranco que ficara com a falta da citação, porque se tem a comparei-1 cia como convalidadora do processo, poi: se ter suprido a falta de citação. Se havia erro no nome do citado (6 . - Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, 29 de abril de 1947, R.F. 115, 510), ou do autor, a comparência mostra que a citação foi feita na pessoa que devia ser citada, ou que o citado passou a co- nhecer o verdadeiro nome do autor. ' Se foi citada a mulher, que havia de ter outorga do marido, ou ser esse citado, mas esse assiste à mulher na outorga da procu- ração ao advogado para a defesa na ação pa . ra que fora citada a mulher, a falta cl.a. citação do marido sana-se com a juntada i da prOcuração (6Q. Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, 29 de \\ abril de 1947, R.F. 115, 510); salvo se na procuração mesma se dão poderes ao advo gado para alegar a. a e esse, pedindo --ã- . \A/ juntada, o alega."', ési c I , 1 I _ : , SERVIÇO NB= FEDERAL Processo n9 10920/000.420/84-02 8. Acórdão n9-CSRF/01-0.607 Como explica o mesmo autor (pág. 207): "A lei não conhece o dilema: nulo, válido; conhece terceiro caso: o do suprimento pela . ratificação (que não é repetição total)." No caso em julgamento, ao contrário do que soe acontecer, a Fazenda foi induzida a erro, eis que a declaração de rendimentos foi oferecida em 28.03.83, como se o sujeito passivo ainda estivesse vivo, sem o preenchimento dos dados relativos ao espólio, conforme determinava o formulário (alínea 58) relativo = ao exercício de 1983. A inventariante, por seu turno, recebeu a noti- ficação de imposto suplementar como se tivesse sido o lançamento realizado contra o espólio. Tanto isto é verdade que veio diante da autoridade julgadora em nome do espólio. A decisão foi prolatada contra o espólio e o recurso voluntário foi apresentado em nome do espólio. Em momento algum as partes duvidaram que o lança 1 mento tivesse como responsável o espólio. A questão surgiu, ape- nas, na mente do Relator do acórdão recorrido. Se se quisesse interpretar os fatos de acordo com estrito formalismo, diríamos que faltou a palavra "espólio" após o nome do de cujus. A própria viúva, no entanto, resolveu me nosprezar o formalismo jurídico e apresentou a impugnação em nome - do espólio. Sabia ela que essa espécie de argumentação, no caso, - em nada a beneficiaria, pois a Fazenda ainda teria quase 5 anos para poder proceder a novo lançamento. Ainda agora, em 1985, caso acolhida a tese da Câmara recorrida, restariam mais de 2 anos pa- ra ocorrer a decadência. A anulação do auto de infração teria co- mo conseqüência, apenas, retardar mais o julgamento do feito, com sérias conseqüênciasn p ra os herdeiros, que suportariam o ônus da . ; \\, correção monetária ‘ ) SERVIÇONBLICOFEDERAL PROCESSO N9 10920/000.420/84-02 9. Acórdão n9-CSRF/01-607 Nas contra-razões alega o patrono do sujeito pas sivo que o fiscal sabia da morte do contribuinte, tanto assim que, para notificar, serviu-se da habilitação de crédito em juízo (1Q. Vara Cível da Comarca de Blumenau) formulada pelo espólio. En- gana-se o ilustre patrono. Às fls. 05 encontra-se cópia da habili- tação utilizada pelo fiscal, a qual foi apresentada por Antidio Malvino Corrêa e Frida Corrêa, em 23 de novembro de 1982, quando ainda estava vivo, já que sua morte só veio a ocorrer em janeiro do ano seguinte. Tendo em vista as considerações acima, voto no sentido de se dar provimento ao recurso a fim de se reformar a decisão prolatada pela Câmara recorrida, devendo os autos retorna- rem a esse .ol-j.iado para que seja apreciado o mérito do recurso voluntário 4h // Braiia DF. m de dezem de 1985 AN MIO DA SILVA CABRAL - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1
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