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Numero do processo: 10675.002281/2004-98
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Jul 15 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2000, 2001, 2002
CONCOMITÂNCIA. PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Recurso voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 3403-003.661
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não tomar conhecimento do recurso voluntário em razão de concomitância com o processo judicial (Súmula CARF nº 1). Sustentou pela recorrente a Dra. Isabelle Resende Alves Rocha, OAB/MG 129.530.
(Assinado com certificado digital)
Antonio Carlos Atulim - Presidente e relator ad hoc
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Jorge Freire, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2000, 2001, 2002 CONCOMITÂNCIA. PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso voluntário não conhecido.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2000, 2001, 2002 CONCOMITÂNCIA. PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não tomar conhecimento do recurso voluntário em razão de concomitância com o processo judicial (Súmula CARF nº 1). Sustentou pela recorrente a Dra. Isabelle Resende Alves Rocha, OAB/MG 129.530. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim Presidente e relator ad hoc Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Jorge Freire, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 00 22 81 /2 00 4- 98 Fl. 1201DF CARF MF Impresso em 15/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/07/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Relatório Considerando que o relator originário deste processo, Conselheiro Luiz Rogério Sawaya Batista, deixou o CARF antes da assinatura deste acórdão, valhome do disposto no art. 17, III, do RICARF1, para efetuar a formalização na condição de relator ad hoc. Para tanto, valhome da minuta entregue pelo ilustre conselheiro por ocasião da sessão de julgamento, in verbis: "Tratase de auto de infração lavrado em face da empresa Ipiranga Asfaltos S/A, abordando a falta de pagamento de IPI, sendo constituído o crédito tributário decorrente da saída de emulsões asfálticas e asfaltos modificados ocorridas no período compreendido entre janeiro de 2000 e dezembro de 2002. A Recorrente dava saída a tais produções sem o destaque do IPI por entender que tais operações estariam livres da incidência do Imposto por serem derivados de petróleo, nos termos do parágrafo 3º, do artigo 155 da Constituição Federal. A Recorrente apresentou impugnação alegando, em síntese: a) que os produtos em questão, por serem derivados de petróleo, gozam da imunidade do art. 155, parágrafo 3º da Constituição Federal, aplicável em razão da natureza do produto e independe de regulamentação do legislador infraconstitucional; b) o parágrafo 3º, do art. 18 do RIPI/98 não é apto a regulamentar a imunidade tributária do art. 155, parágrafo 3º da Constituição Federal. A DRJ/Juiz de Fora manteve o auto de infração na íntegra, sob fundamento de que a imunidade incide sobre os hidrocarbonetos decorrentes do refino do petróleo, o que levou a recorrente a apresentar recurso voluntário no qual reprisou os argumentos trazidos em sua impugnação. A Terceira Câmara do antigo Segundo Conselho de Contribuintes converteu o julgamento em diligência par que fosse produzido laudo pelo Instituto Nacional de Tecnologia, respondendo aos seguintes questionamentos: a) se as emulsões asfálticas e os asfaltos modificados que foram objeto da autuação fiscal em exame são ou não derivados de petróleo; b) sendo afirmativa a resposta do item 1, descrever o processo de obtenção dos produtos ali referidos e informar se tais produtos são classificados quimicamente como hidrocarbonetos. A Recorrente juntou laudo aos autos respondendo aos quesitos, em que concluiu que os produtos são derivados de petróleo constituídos de hidrocarbonetos. Posteriormente, foi juntado o laudo solicitado pelo Delegado da Receita Federal do Brasil em 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) III designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazêlo ou não mais componha o colegiado; Fl. 1202DF CARF MF Impresso em 15/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/07/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10675.002281/200498 Acórdão n.º 3403003.661 S3C4T3 Fl. 4 3 Uberlândia, que conclui que emulsões asfálticas e os asfaltos modificados são produzidos pela mistura e/ou dispersão de um derivado de petróleo (CAP) com outros aditivos não derivados de petróleo. E, de acordo com a informação fiscal, a DRF/Uberlândia conclui que as emulsões asfálticas e os asfaltos modificados não estão abrangidos pela imunidade prevista no parágrafo 3º, do artigo 155 da Constituição Federal. A Recorrente se manifesta contrariamente à informação fiscal. O processo foi levado ao CARF, sendo que o Conselheiro Relator externou opinião favorável à Recorrente, afirmando que o laudo solicitado pela DRF/Uberlândia não seria necessário, mas que, na realidade, o Instituto Nacional de Tecnologia não podia, por excesso de trabalho, realizar a tempo o laudo, que inicialmente fora solicitado. Por essa razão, decidiuse, por unanimidade, converter o julgamento em diligência para que o INT ou o Instituto de Pesquisa Rodoviária IPR , respondesse às seguintes questões: a) se o cimento asfáltico de petróleo (CAP) corresponde a betume natural desidratado ou pulverizado; b) se este betume está disperso em água contendo uma pequena quantidade de emulsificante; e c) em caso negativo, se tratase de emulsões ou suspensões estáveis em água, de asfalto, de betumes, de breu ou de alcatrões, dos tipos utilizados principalmente para revestimento de estradas. Às fls. 1007/1008 dos autos, consta informação da Fiscalização, em que assevera que reconhece a pertinência da diligência e não se furta a realizála, mas informa a existência da ação judicial 2006.34.00.0192504, junto à 2ª Vara Federal de Brasília, ajuizada com o intuito de obter o reconhecimento da imunidade para os produtos industrializados pela empresa e suspender a exigência do IPI para os produtos em discussão. A tutela antecipada foi negada pelo juízo de primeira instância e também no Agravo de Instrumento nº 2006.01.00.0280499, interposto perante o TRF da 1ª Região. Segundo a informação fiscal, a ação possui sentença de primeiro grau em desfavor da recorrente, tendo sido interposto o recurso de apelação (fls. 991/1004). Em face da juntada da documentação de fls. 991/1004 e da própria informação fiscal de fls. 1007/1008, o julgamento foi convertido em diligência para que a recorrente fosse intimada a se manifestar sobre a documentação anexada. A defesa se manifestou às fls. 1057/1066, no sentido de que a discussão judicial travada seria distinta do presente processo administrativo, pois na esfera judicial a questão seria em tese, de cunho declaratório, e neste processo se trata especificamente da natureza dos produtos comercializados pela Recorrente. Fl. 1203DF CARF MF Impresso em 15/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/07/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 A Recorrente acostou os documentos de fls. 1067/1195, inclusive a certidão de objeto de fls. 1169/1170, que atesta que Ação proposta pela Recorrente e outras empresas foi julgada improcedente e que elas interpuseram Recurso de Apelação, distribuído ao TRF. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, relator ad hoc "Prosseguindo ao julgamento, tendo em vista o retorno de diligência, com a juntada da manifestação da Recorrente e dos documentos requeridos anteriormente por esta Turma para verificar a existência ou não da concomitância. A concomitância é indiscutível, pois o objeto da Ação Declaratória abrange e afeta o presente Auto de Infração, pois na Ação Judicial a Recorrente pleiteia provimento jurisdicional que reconheça a imunidade tributária aos produtos asfálticos fabricados/distribuídos pela Recorrente. Aliás, às fls. 1164, na Sentença, o Magistrado expressamente decidiu o seguinte: " Com se pode observar, os produtos asfálticos fabricados/distribuídos pelas autoras são obtidos através dos processos de destinação, diluição, modificação por polímeros etc., todos incidentes sobre os derivados de petróleo, caracterizando, portanto, produtos outros que não derivados diretamente do petróleo, não sendo, portanto, alcançados pela imunidade tributária. DISPOSITIVO ..." Ora, esse é exatamente o conteúdo da discussão que Recorrente trava no presente processo administrativo, ao resistir à pretensão da Administração Fazendária pelo lançamento, pois o não recolhimento por parte da Recorrente que levou à autuação, decorre do fato dela entender que o produto por ela fabricado/distribuído seria imune ao Imposto sobre Produtos Industrializados. Dessa forma, aplicase ao presente processo a Súmula 01 do CARF, que impede o reconhecimento do Recurso Voluntário em decorrência da renúncia à discussão administrativa, in verbis: "Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial." Ante o exposto, não conheço do Recurso Voluntário em razão da concomitância entre as discussões administrativa e judicial. Fl. 1204DF CARF MF Impresso em 15/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/07/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10675.002281/200498 Acórdão n.º 3403003.661 S3C4T3 Fl. 5 5 É como voto. Luiz Rogério Sawaya Batista" Com base nesses fundamentos, o colegiado não tomou conhecimento do recurso voluntário. Antonio Carlos Atulim Fl. 1205DF CARF MF Impresso em 15/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/07/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
Numero do processo: 10715.007592/2007-72
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue May 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 29/09/2003, 05/07/2005
ESFERA ADMINISTRATIVA. JULGAMENTO ULTRA PETITA. APRECIAÇÃO DE MATÉRIA NÃO CONTESTADA PELA PARTE. POSSIBILIDADE. O PRINCIPIO DA AUTO TUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA.
O que dita o artigo 17 do Decreto n. 70.235, de 1972, (considera-se não impugnada a matéria não expressamente contestada) não subtrai dos julgadores sua competência e responsabilidade de apreciar, além do conteúdo da contestação e do recurso, a totalidade do processo e do ato de exigência ou de lançamento à luz da lei que o fundamenta e, eventualmente, identificar ilegalidade e/ou desrespeito a um dos princípios norteadores do processo e dos atos da administração pública, e, assim, tomar as providências para saneá-lo ou invalidá-lo. Está consoante os princípios que regem os atos da administração pública, entre eles o da auto tutela.
MULTA POR FALTA DE LICENCIAMENTO.
Cabível a multa por ausência de licenciamento não automático, decorrente do erro de classificação fiscal, com a constatação da falha na classificação tarifária, mesmo que posterior à exigência de licenciamento. Falta de provas a justificar o afastamento da multa.
DEFESA. MATÉRIAS NÃO PROPOSTAS EM IMPUGNAÇÃO. APRESENTAÇÃO EM RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO.
As matérias não propostas em sede impugnatória não podem ser deduzidas em recurso voluntário devido à perda da faculdade processual de seu exercício, configurando-se a preclusão consumativa, a par de representar, se admitida, indevida supressão de instância.
Recurso de ofício provido em parte e recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3401-002.983
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria, negar provimento ao recurso de ofício. VEncidos os Conselheiros Robson José Bayerl (relator) e Júlio César Alves Ramos. Designado o Conselheiro Eloy Eros da Silva Nogueira. Por unanimidade, negou-se provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros Eloy Eros da Silva Nogueira e Ângela Sartori votaram pelas conclusões.
Júlio César Alves Ramos - Presidente
Robson José Bayerl - Relator
Eloy Eros da Silva Nogueira - redator designado.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio, César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Eloy Eros da Silva Nogueira, Angela Sartori e Bernardo Leite de Queiroz Lima.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 29/09/2003, 05/07/2005 ESFERA ADMINISTRATIVA. JULGAMENTO ULTRA PETITA. APRECIAÇÃO DE MATÉRIA NÃO CONTESTADA PELA PARTE. POSSIBILIDADE. O PRINCIPIO DA AUTO TUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA. O que dita o artigo 17 do Decreto n. 70.235, de 1972, (considera-se não impugnada a matéria não expressamente contestada) não subtrai dos julgadores sua competência e responsabilidade de apreciar, além do conteúdo da contestação e do recurso, a totalidade do processo e do ato de exigência ou de lançamento à luz da lei que o fundamenta e, eventualmente, identificar ilegalidade e/ou desrespeito a um dos princípios norteadores do processo e dos atos da administração pública, e, assim, tomar as providências para saneá-lo ou invalidá-lo. Está consoante os princípios que regem os atos da administração pública, entre eles o da auto tutela. MULTA POR FALTA DE LICENCIAMENTO. Cabível a multa por ausência de licenciamento não automático, decorrente do erro de classificação fiscal, com a constatação da falha na classificação tarifária, mesmo que posterior à exigência de licenciamento. Falta de provas a justificar o afastamento da multa. DEFESA. MATÉRIAS NÃO PROPOSTAS EM IMPUGNAÇÃO. APRESENTAÇÃO EM RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO. As matérias não propostas em sede impugnatória não podem ser deduzidas em recurso voluntário devido à perda da faculdade processual de seu exercício, configurando-se a preclusão consumativa, a par de representar, se admitida, indevida supressão de instância. Recurso de ofício provido em parte e recurso voluntário negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria, negar provimento ao recurso de ofício. VEncidos os Conselheiros Robson José Bayerl (relator) e Júlio César Alves Ramos. Designado o Conselheiro Eloy Eros da Silva Nogueira. Por unanimidade, negou-se provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros Eloy Eros da Silva Nogueira e Ângela Sartori votaram pelas conclusões. Júlio César Alves Ramos - Presidente Robson José Bayerl - Relator Eloy Eros da Silva Nogueira - redator designado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio, César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Eloy Eros da Silva Nogueira, Angela Sartori e Bernardo Leite de Queiroz Lima.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2495; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 2 1 1 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10715.007592/200772 Recurso nº De Ofício e Voluntário Acórdão nº 3401002.983 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de março de 2015 Matéria ADUANA RECLASSIFICAÇÃO FISCAL Recorrentes GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA. FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 29/09/2003, 05/07/2005 ESFERA ADMINISTRATIVA. JULGAMENTO ULTRA PETITA. APRECIAÇÃO DE MATÉRIA NÃO CONTESTADA PELA PARTE. POSSIBILIDADE. O PRINCIPIO DA AUTO TUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA. O que dita o artigo 17 do Decreto n. 70.235, de 1972, (considerase não impugnada a matéria não expressamente contestada) não subtrai dos julgadores sua competência e responsabilidade de apreciar, além do conteúdo da contestação e do recurso, a totalidade do processo e do ato de exigência ou de lançamento à luz da lei que o fundamenta e, eventualmente, identificar ilegalidade e/ou desrespeito a um dos princípios norteadores do processo e dos atos da administração pública, e, assim, tomar as providências para saneálo ou invalidálo. Está consoante os princípios que regem os atos da administração pública, entre eles o da auto tutela. MULTA POR FALTA DE LICENCIAMENTO. Cabível a multa por ausência de licenciamento não automático, decorrente do erro de classificação fiscal, com a constatação da falha na classificação tarifária, mesmo que posterior à exigência de licenciamento. Falta de provas a justificar o afastamento da multa. DEFESA. MATÉRIAS NÃO PROPOSTAS EM IMPUGNAÇÃO. APRESENTAÇÃO EM RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO. As matérias não propostas em sede impugnatória não podem ser deduzidas em recurso voluntário devido à perda da faculdade processual de seu exercício, configurandose a preclusão consumativa, a par de representar, se admitida, indevida supressão de instância. Recurso de ofício provido em parte e recurso voluntário negado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 5. 00 75 92 /2 00 7- 72 Fl. 204DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 15/04/2015 por ROBSON JOSE BAYERL, Ass inado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria, negar provimento ao recurso de ofício. VEncidos os Conselheiros Robson José Bayerl (relator) e Júlio César Alves Ramos. Designado o Conselheiro Eloy Eros da Silva Nogueira. Por unanimidade, negouse provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros Eloy Eros da Silva Nogueira e Ângela Sartori votaram pelas conclusões. Júlio César Alves Ramos Presidente Robson José Bayerl Relator Eloy Eros da Silva Nogueira redator designado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio, César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Eloy Eros da Silva Nogueira, Angela Sartori e Bernardo Leite de Queiroz Lima. Relatório Cuidase de auto de infração lavrado para exigência de diferenças de Imposto de Importação – II decorrentes de erro de classificação fiscal, multa por importação desamparada de guia de importação ou documento equivalente, multa por ausência de licenciamento não automático, multa por quantificação incorreta na unidade de medida estatística e multa por erro de classificação fiscal. Em impugnação o contribuinte apontou erro material na base de cálculo adotada pela fiscalização e nas quantidades descritas no auto de infração, requerendo a nulidade do lançamento ou, subsidiariamente, a sua correção. A DRJ Florianópolis/SC acolheu parcialmente a impugnação, rechaçando a nulidade argüida e, no mérito, reconhecendo o equívoco de cálculo da autuação, bem como, exonerando a multa referente à incorreta quantificação na unidade de medida estatística, por ausência de motivação. Em recurso voluntário o contribuinte sustentou o descabimento da multa por ausência de licenciamento não automático, decorrente do erro de classificação fiscal, haja vista que a constatação da falha na classificação tarifária foi posterior à exigência de licenciamento, oportunidade que cita jurisprudência administrativa. É o relatório. Voto Vencido Fl. 205DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 15/04/2015 por ROBSON JOSE BAYERL, Ass inado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA Processo nº 10715.007592/200772 Acórdão n.º 3401002.983 S3C4T1 Fl. 3 3 Conselheiro Robson José Bayerl, Relator 1 Recurso de Ofício O reexame necessário da decisão de piso atende aos requisitos de admissibilidade. A questão pertinente ao erro material, a meu ver é fática, de modo que, demonstrado por documentos acostados aos autos, tanto pelo recorrente quanto pela Administração Tributária, o erro na base de cálculo, outra não é a solução senão ajustar os valores devidos em função dos números corretos. Quanto à exoneração da multa aplicada por erro na unidade de medida estatística, devido à ausência de motivação clara, entendo que não andou bem a decisão sub examine, porquanto decidiu matéria não expressamente contestada pelo recorrente, em verdadeiro julgamento ultra petita. Conforme se extrai da impugnação o contribuinte questionou apenas o valor das mercadorias importadas, tomado na apuração do montante devido na autuação, tanto assim que pediu a nulidade do lançamento ou, alternativamente, a correção dos cálculos, não havendo qualquer argüição acerca do fundamento das multas aplicadas. A decisão proferida no âmbito do processo administrativo fiscal, dado seu caráter contencioso e não de procedimento de revisão de ofício, deve se ater àquilo que foi efetivamente contestado pelo recorrente, a teor do art. 17 do Decreto nº 70.235/72 e arts. 459 e ss do Código de Processo Civil, utilizado subsidiariamente. Aludido dispositivo é expressão de que, também em processo administrativo fiscal, aplicase o princípio tantum devolutum quantum appellatum (devolvido tanto quanto apelado), que delimita a extensão do exame a ser realizado pelo órgão julgador a que se dirige o recurso. Assim, voto por dar provimento parcial ao recurso de ofício para restabelecer a multa por quantificação incorreta na unidade de medida estatística estabelecida pela RFB. Robson José Bayerl 2 Recurso Voluntário O recurso voluntário, por seu turno, é tempestivo e também preenche os demais pressupostos formais de admissibilidade. Quanto ao ponto controvertido, descabimento da multa por ausência de licenciamento não automático, registro que não houve contestação pelo recorrente por ocasião da impugnação, que, como já acentuado, limitouse a debater o erro material da base de cálculo. Fl. 206DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 15/04/2015 por ROBSON JOSE BAYERL, Ass inado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA 4 Como não foi especificamente deduzida na impugnação e, em consequência, não foi objeto de julgamento pela instância a quo, verificouse a preclusão consumativa da matéria, ex vi dos arts. 16 e 17 do Decreto nº 70.235/72: “Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (...) Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997).” A respeito do tema, elucidativa a explanação de Marcos Vinícius Neder e Maria Tereza Martinez1, in “Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado”, também aplicável ao recurso de ofício: A preclusão ligase ao princípio do impulso processual.Consiste em um fato impeditivo a garantir o avanço progressivo da relação processual e a obstar o recuo a fases anteriores do procedimento. Por força deste princípio, anulase uma faculdade ou o exercício de algum poder ou direito processual. Em processo fiscal, a inicial e a impugnação fixam os limites da controvérsia, integrando o objeto da defesa às afirmações contidas na petição inicial e na documentação que a acompanha. Se o contribuinte não contesta alguma exigência feita pelo Fisco, na fase de impugnação, não poderá mais contestála no recurso voluntário. A preclusão ocorre em relação à pretensão de impugnar ou recorrer à instância superior. (...) Nessa mesma linha, o art. 17 do PAF considera não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante . Segundo este dispositivo não é lícito inovar na postulação recursal para incluir questão diversa daquela que foi originariamente deduzida quando da impugnação do lançamento na instância a quo. Apenas os fatos ainda não ocorridos na fase impugnatória ou os de que o contribuinte não tinha conhecimento é que podem ser suscitados no recurso ou durante o seu processamento. Com estas considerações, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Robson José Bayerl 1 Neder, Marcos Vinicius, e López, Maria Tereza Martinez. Processo administrativo fiscal federal comentado. 2ª edição. São Paulo: Dialética, 2004. Pág. 78 Fl. 207DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 15/04/2015 por ROBSON JOSE BAYERL, Ass inado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA Processo nº 10715.007592/200772 Acórdão n.º 3401002.983 S3C4T1 Fl. 4 5 Voto Vencedor Conselheiro Eloy Eros da Silva Nogueira. Peço vênia para submeter a este Colegiado entendimento diferente do esposado pelo Ilustre Conselheiro Robson José Bayerl, em seu bem fundamentado voto como relator. Procurarei expor por que entendo que se deve negar provimento ao recurso de ofício quanto à exoneração da exigência da multa por erro da medida estatística, posição diametralmente oposta à do ilustre relator. Peço escusas por ter que apresentar preliminarmente as bases do entendimento que justificam a minha conclusão ao caso sob exame. A Constituição Federal (inciso LV do art. 5º da CF/1988) prevê o contencioso e o processo administrativo, além do judicial, como um direito das pessoas. O processo judicial e o administrativo possuem leis disciplinadoras próprias, mas compartilham muitos princípios comuns, dentre os quais destaco: o devido processo legal, a ampla defesa, o contraditório, o direito à informação (e.g.: incisos XXXIV, LIV e LVI da CF/1988), entre outros. Para o processo administrativo fiscal, no âmbito tributário, a lei regente é expressa pela combinação da Lei n.º 5.172, de 1966, e do Decreto n.º 70.235, de 1972; no âmbito do controle aduaneiro, ela é expressa pela combinação do Decretolei n. 37, de 1966, e do Decretolei n.º 1.455, de 1976. Para o processo administrativo fiscal, a principal fonte legal subsidiária está na Lei n.º 9.784, de 1999, secundada pelo Código do Processo Civil e por outras importantes leis. Por questão de objetividade, deixo de me alongar no assunto e tratar aqui dos processos de consulta, de restituição, de ressarcimento, de direitos antidumping, e muitos outros. Gostaria de pedir aos Srs Conselheiros a atenção para o fato de que, em meu entendimento, não há proibição na lei e na jurisprudência para a revisão de ofício de ato administrativo, tais como o de lançamento ou o de exigência, antes do contencioso (favor ver teor dos Acórdãos 10806218 e 10705643), ou mesmo depois de concluído o contencioso, e até da exigência não contestada pela parte interessada. Além disso, ponho em destaque que não há na lei processual administrativa qualquer dispositivo que determine aos julgadores que eles tenham como validada a exigência ilegal pelo motivo dela não ter sido contestada pela parte interessada. Ao contrário, acima da controvérsia e da nãocontrovérsia está a lei que rege a relação entre as partes interessadas, e ela deve ser analisada pelos julgadores face o que dispõe essa lei. O que dita o artigo 17 do Decreto n. 70.235, de 1972, (considerase não impugnada a matéria não expressamente contestada) não subtrai dos julgadores sua competência e responsabilidade de apreciar, além do conteúdo da contestação e do recurso, a totalidade do processo e do ato de exigência ou de lançamento à luz da lei que o fundamenta e, eventualmente, identificar ilegalidade e/ou desrespeito a um dos princípios norteadores do processo e dos atos da administração pública, e, assim, tomar as providências para saneálo ou invalidálo. Fl. 208DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 15/04/2015 por ROBSON JOSE BAYERL, Ass inado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA 6 Como exemplo, estou certo que os julgadores não compactuarão com o desrespeito à ampla defesa e ao contraditório mesmo que não invocados pela parte, pois agirão como guardiões dos princípios aperfeiçoadores do processo administrativo, independente de provocação. Nessa mesma direção de entendimento, os julgadores podem tomar conhecimento de todos os elementos que compõem a lide, mesmo que não contestada ou impugnada, desde que respeitem os princípios constitucionais e legais (por exemplo: ampla defesa, duplo grau, verdade material, e outros) e as leis que regem a materialidade do objeto em discussão. Como exemplos da amplitude de sua competência, sublinho que não podemos nos esquecer que os Julgadores: (a) têm a prerrogativa de buscar a livre convicção e de determinar de ofício a realização de diligência e perícia; e (b) também de ensejar o lançamento complementar (favor ver teor dos Acórdãos 10311854, 10312056 e 10181647, dentro vários, que tratam a esse respeito). No âmbito da esfera processual administrativa, os julgadores não estão submetidos ao Principio da Adstrição, tal como se dá na esfera processual judicial por força do disposto no artigo 128 do CPC . Há outros princípios que regem o direito processual administrativo e os atos da administração pública; e eles não podem ser eclipsados pelo princípio da adstrição ou por outros institutos processuais civis. O CPC é, sem dúvida, importante referência e fonte de subsídios; mas creio que as suas contribuições podem ser integradas ou conjugadas sem prejudicar as características própria do processo administrativo. Vejamos, a título de exemplo, três elementos para ilustrar esse argumento: (i) diferentemente do processo civil, no processo administrativo fiscal, uma das partes é sempre a Fazenda Pública, e a lei do processo administrativo traz os seus próprios meios para reduzir a assimetria da relação entre as partes (aplicações dos Princípios da Moralidade e da Impessoalidade). (ii) Em louvor ao Princípio da Verdade Material, o Tribunal Administrativo não se circunscreve a uma verdade processual que pode ser contraditada por evidências a serem obtidas para se conhecer os fatos. (iii) Acredito que é turvar os elevados propósitos do processo e do tribunal administrativo exigir o tributo indevido, ou aplicar a pena indevida. Por isso, o Tribunal Administrativo pode tomar a iniciativa para ver sanada ou corrigida tal situação, independente de solicitação das partes interessadas. Este poder e proceder decorrem do Principio da Auto Tutela. Peço escusas por repisar matéria tão largamente conhecida dos I. Conselheiros, mas pretendi apresentar essa opinião de que a apreciação da lide pelo Alto Colegiado não se circunscreve pelo Principio da adstrição , e que podemos reconhecer as especificidades das práticas processuais administrativas e os desafios enfrentados por este Tribunal Administrativo para bem cumprir as suas responsabilidades. Por tudo isso ouso defender que, respeitadas as normas processuais administrativas, a autoridade julgadora deve conhecer todas as questões da lide, e ela não pode estar cerceada em conhecer as não suscitadas na contestação, ou no recurso, ou nas decisões do processo. No caso desta lide, os julgadores a quo recorreram de ofício pela parte em que exoneraram da multa aplicada por erro na unidade de medida estatística, devido à ausência de motivação clara. O ilustre relator, Conselheiro Robson José Bayerl, propõe dar provimento ao recurso de ofício por entender que os julgadores de primeiro piso decidiram matéria não expressamente contestada pelo recorrente, em verdadeiro julgamento ultra petita, pois a contribuinte em sua impugnação "questionou apenas o valor das mercadorias importadas, tomado na apuração do montante devido na autuação, tanto assim que pediu a nulidade do Fl. 209DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 15/04/2015 por ROBSON JOSE BAYERL, Ass inado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA Processo nº 10715.007592/200772 Acórdão n.º 3401002.983 S3C4T1 Fl. 5 7 lançamento ou, alternativamente, a correção dos cálculos, não havendo qualquer argüição acerca do fundamento das multas aplicadas". Entretanto, divirjo do ilustre relator, e pelas razões que expus acima entendo que os Julgadores a quo agiram consoante os princípios constitucionais e legais, a lei processual administrativa e as leis que motivam o lançamento e a exigência em discussão. Ademais, verifico que razão assiste a eles com relação à ausência de motivação clara da multa em discussão. Portanto, proponho a este Colegiado seja negado provimento ao recurso de ofício neste item. Com relação ao ponto controvertido do recurso voluntário, qual seja a sua alegação de descabimento da multa por ausência de licenciamento não automático, registro que propugno a manutenção da exigência pois, após analisar tudo o que instrui este processo, essa exigência não me pareceu ferir o que dispõem a lei que a fundamenta e a legislação procuessual. Conselheiro Eloy Eros da Silva Nogueira redator designado. Fl. 210DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 15/04/2015 por ROBSON JOSE BAYERL, Ass inado digitalmente em 15/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10280.003317/2002-22
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Jun 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/10/1997 a 31/12/1997
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA.
Inexiste norma legal que preveja a homologação tácita do pedido de restituição no prazo de 5 anos. O Art. 150, § 4º do CTN, cuida de regulamentar a o prazo decadencial para a homologação do lançamento, não se podendo confundir o lançamento com o pedido de restituição.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3801-004.941
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade em negar provimento ao recurso.
(Assinado Digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora), Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/1997 a 31/12/1997 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA. Inexiste norma legal que preveja a homologação tácita do pedido de restituição no prazo de 5 anos. O Art. 150, § 4º do CTN, cuida de regulamentar a o prazo decadencial para a homologação do lançamento, não se podendo confundir o lançamento com o pedido de restituição. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade em negar provimento ao recurso. (Assinado Digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (Assinado Digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora), Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 00 33 17 /2 00 2- 22 Fl. 170DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 15/05/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL 2 Relatório Por bem descrever os fatos, transcrevo o relatório da douta Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém: 1. Trata o presente processo de pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI cumulado com pedidos e declarações de compensação. 2. Por intermédio da Informação SEORT/DRF/BEL N° 038/2008, o contribuinte foi instado a apresentar diversos documentos. Em resposta, o contribuinte encaminhou o documento de fls. 22/23, onde afirmou que já teria ocorrido a homologação tácita da compensação. 3. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Belém, conforme consta do Parecer SEORT/DRF/BEL N° 092/2008 (fls. 44/48) e do Despacho Decisório de fl. 49, indeferiu o pedido de ressarcimento em razão da nãocomprovação do direito creditório por pane do contribuinte. Pelo mesmo motivo, não homologou a compensação de fl. 10. Já a compensação que consta do pedido de fl. 08 foi considerada tacitamente homologada. 4. Irresignado com a decisão da qual tomou ciência em 06.03.2008 (fl. 57, verso), o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em 04.04.2008 (fls. 58/60) alegando: a) Que o pedido de ressarcimento teria sido protocolizado em 17.06.2002, e que, em razão disso, seu pleito deveria ter sido atendido em razão do decurso de prazo. 5. Por fim requereu que fosse deferido o pedido de ressarcimento e que fossem homologadas as compensações. Analisando o caso, a DRJ em Belém entendeu por bem manter o indeferimento do pleito, nos seguintes termos: In casu, o pedido de ressarcimento foi apresentado em 17.06.2002. Como não há qualquer prazo legal para a apreciação deste pedido pela Receita Federal, o contribuinte, quando intimado, deveria ter entregado toda a documentação capaz de comprovar o crédito pleiteado. Como não o fez, correto o indeferimento do pedido de ressarcimento pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Belém (DRF/BEL). (...) Já a declaração de compensação de fl. _10, entregue em 14.03.2003, não foi tacitamente homologada, pois a ciência do despacho decisório ocorreu em 06.03.2008, dentro do prazo de cinco anos previsto pela legislação. Sendo assim, correta também a nãohomologação da declaração de compensação de Fl. 171DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 15/05/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL Processo nº 10280.003317/200222 Acórdão n.º 3801004.941 S3TE01 Fl. 12 3 fl. 10, haja vista que o contribuinte não apresentou os documentos aptos a comprovar o direito creditório pleiteado. Inconformado, o contribuinte apresentou o seu Recurso Voluntário, argumentando, em síntese, que a autoridade possui o prazo de 5 anos para analisar o pedido de restituição do crédito e que, inexistindo essa análise, dáse a sua homologação tácita. É o relatório. Voto Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel O Recurso Voluntário foi apresentado no prazo legal e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade. Portanto, dele conheço. Conforme exposto alhures, a questão a ser debatida referese à existência ou não de prazo para a Autoridade Fiscal homologar pedido de restituição. O Código Tributário Nacional regulamenta o prazo decadencial de 5 anos para o agente fiscal homologar o lançamento por homologação, que ocorre quando o contribuinte, por determinação legal, em substituição ao agente arrecadador, possui a obrigação de apurar o tributo devido, em face da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, efetuar o seu recolhimento e realizar a respectiva declaração. Quando o contribuinte realiza um pedido de compensação, nada mais está fazendo do que um lançamento por homologação: apura o tributo devido, realiza a declaração, e substitui o pagamento em espécie, por um pagamento com crédito tributário que possui junto ao ente tributante. E é por essa razão que, quando não há a apreciação expressa do pedido de compensação, passados 5 anos após a sua apresentação, ocorre a respectiva homologação. Em última análise, o que há é a homologação do lançamento realizado pelo contribuinte, sendo que o pagamento da obrigação tributária se dá com a utilização do seu direito creditório. Contudo, essa linha de raciocínio não pode ser utilizada nos casos de pedido de restituição, como pretendeu o Recorrente. O pedido de restituição não pode ser confundido com o pedido de compensação, muito embora em ambos os casos esteja a se tratar de direito a um crédito tributário. A compensação está sempre atrelada a um lançamento. Por isso a ela se aplica o prazo decadencial de 5 anos previsto no CTN. O pedido de restituição não. Ele é independente de qualquer lançamento (quando não atrelado a um pedido de compensação), e requer necessariamente um pronunciamento do Fisco. É sabido que os contribuintes vêm sofrendo prejuízos financeiros e danos morais decorrentes da morosidade da Administração Tributária Federal em proferir decisões sobre os requerimentos apresentados perante as repartições fiscais de sua circunscrição. Contudo, o Princípio Constitucional da razoável duração do procedimento administrativo, nos termos do artigo 5o, inciso LXXVIII da Carta Magna de 1.988, não pode ser aplicado como se regra fosse. Deve, sim, nortear o agente administrativo e todos os seus Fl. 172DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 15/05/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL 4 atos, mas não há, ainda, na legislação vigente, nenhuma norma que o obrigue a efetuar a análise de um pedido de restituição no prazo de 2, 3 ou 5 anos, por exemplo, sob pena de seu acatamento sem maiores delongas. Por conseguinte, embora o Fisco deva nortear seus atos observando a eficiência e a celeridade, pois sua ação deve preservar os interesses públicos (os interesses de todos nós, cidadãos), nada o impede de, quase seis anos após o pedido de restituição formulado pela Recorrente, indeferilo, por não vislumbrar o direito pleiteado. Não há a homologação tácita desse pedido, porquanto não ocorre qualquer lançamento que enseje a aplicação do artigo 150, § 4o., do CTN, como defende o Recorrente. Não há previsão legal para essa homologação. Considerando que o Recorrente se limitou a arguir a homologação tácita do pedido de restituição, com base no artigo 150, § 4o., do CTN, sem trazer qualquer documentação ou argumentação que comprovasse a existência de seu crédito, não há mesmo como acatar o seu pedido. Por essas razões, nego provimento ao Recurso Voluntário. Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Fl. 173DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 15/05/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
score : 1.0
Numero do processo: 16327.720474/2010-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue May 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
Autos de Infração sob n° 37.320.9061 e nº 37.320.9070
Consolidados em 31/12/2010
EMENTA
PAGAMENTO EM PECÚNIA DE VALE-TRANSPORTE. NÃO INCIDÊNCIA. MATÉRIA SUMULADA PELA CORTE. SÚMULA CARF 89.
A contribuição social previdenciária não incide sobre valores pagos a título de vale-transporte, mesmo que em pecúnia
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2301-004.299
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado: Por unanimidade de votos: a) em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
MARCELO OLIVEIRA Presidente
(assinado digitalmente)
WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA Relator
(assinado digitalmente)
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Natanael Vieira dos Santos, Manoel Coelho Arruda Junior e Wilson Antonio de Souza Correa.
Nome do relator: WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 Autos de Infração sob n° 37.320.9061 e nº 37.320.9070 Consolidados em 31/12/2010 EMENTA PAGAMENTO EM PECÚNIA DE VALETRANSPORTE. NÃO INCIDÊNCIA. MATÉRIA SUMULADA PELA CORTE. SÚMULA CARF 89. A contribuição social previdenciária não incide sobre valores pagos a título de valetransporte, mesmo que em pecúnia Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: Por unanimidade de votos: a) em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). MARCELO OLIVEIRA – Presidente (assinado digitalmente) WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA – Relator (assinado digitalmente) Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Natanael Vieira dos Santos, Manoel Coelho Arruda Junior e Wilson Antonio de Souza Correa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 72 04 74 /2 01 0- 17 Fl. 621DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA 2 Relatório Tratase de processo administrativo com dois autos de infração a saber: 1. AI DEBCAD sob nº 37.320.9061, referente a contribuições destinadas à Seguridade Social, previstas no artigo 22, incisos I e II, e parágrafo 1º da Lei n.º 8.212, de 24/07/1991, correspondentes à parte da empresa e do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, incidentes sobre a remuneração paga a segurados empregados, não declaradas em GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) e não recolhidas. 2. AI DEBCAD n.º 37.320.9070, referente a contribuições destinadas a terceiros – SalárioEducação e Incra – incidentes sobre a remuneração paga a segurados empregados, não declaradas em GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) e não recolhidas. O fato gerador é o pagamento de valetransporte em dinheiro, por conta de determinação em Convenção Coletiva de Trabalho e não declarada em GFIP e não recolhida a Previdência Social. Noticiada do lançamento, apressouse em impugnar, cuja qual não logrou êxito, uma vez que a decisão de piso considerou improcedente, exarando a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS E DE TERCEIROS. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO. A empresa é obrigada a recolher, nos prazos definidos em lei, as contribuições a seu cargo, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados a seu serviço. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Com a declaração de inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n.º 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Súmula Vinculante n.º 8, publicada no Diário Oficial da União em 20/06/2008, o lapso de tempo de que dispõe a Secretaria da Receita Federal do Brasil para constituir os créditos relativos às contribuições previdenciárias e às contribuições de terceiros, mencionadas no artigo 3º da Lei n.º 11.457/07 será regido pelo Código Tributário Nacional (CTN Lei n.º 5.172/66). O lançamento das contribuições relativas às competências abrangidas pelo presente Auto de Infração foi realizado no prazo qüinqüenal previsto no CTN, não havendo que se falar em decadência. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. PARCELAS INTEGRANTES. VALE TRANSPORTE PAGO EM DINHEIRO. Entendese por salário de contribuição, para o empregado, a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma. Fl. 622DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA Processo nº 16327.720474/201017 Acórdão n.º 2301004.299 S2C3T1 Fl. 3 3 O valetransporte concedido em desacordo com a legislação própria Lei n.º 7.418/85 e Decreto n.º 95.247/87 integra o saláriode contribuição. RESPONSABILIDADE DA EMPRESA SUCESSORA. LEGALIDADE NA COBRANÇA DE MULTA DECORRENTE DE OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA DA SUCEDIDA ANTERIOR À SUCESSÃO. A responsabilidade solidária definida na Seção II (Responsabilidade dos Sucessores) do Capítulo V (Responsabilidade Tributária) do CTN, por força do disposto no artigo 129, será aplicada aos sucessores frente à totalidade dos créditos decorrentes de obrigações tributárias surgidas até a data em que se deu a sucessão. Sabendose que o termo obrigações tributárias é amplo, abrangendo tanto as obrigações principais quanto acessórias (artigo 113), não há que se falar em distinção, para efeitos da responsabilidade dos sucessores, de créditos tributários decorrentes de tributos e de penalidades pecuniárias. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Foi noticiada da decisão em 20 de setembro de 2012 e no dia 19 de outubro do mesmo ano aviou o presente recurso voluntário com as seguintes alegações: i) Tempestividade; ii) Decadência; iii) Da não incidência de contribuições previdenciárias sobre VT pago em pecúnia Súmula da AGU; iv) da ausência de descaracterização da natureza indenizatória do VT pago em pecúnia;v) da necessidade e exoneração da multa de ofício lançamento posterior à incorporação; vi) da indevida aplicação de juros de mora sobre a multa de ofício. É a síntese do necessário. Fl. 623DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA 4 Voto Conselheiro WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA – Relator O presente Recurso Voluntário acode os pressupostos de admissibilidade, inclusive a tempestividade, razão pela qual, desde já, dele conheço. Passo para análise das razões. QUESTÃO DE MÉRITO NÃO INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS SOBRE O PAGAMENTO DE VALETRANSPORTE EM PECÚNIA POR FORÇA DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. Os membros desta Corte estão submetidos, por força do RICARF, artigo 72, a seguirem as determinações das matérias sumuladas. 'In verbis': Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Quanto a matéria de mérito, ou seja, lançamento previdenciário em desfavor da Recorrente pela não emissão de GFIP e não recolhimento de contribuição previdenciária, referente as verbas pagas a seus empregados de valetransporte em pecúnia, tratase matéria sumulada. Confira: Súmula CARF nº 89: A contribuição social previdenciária não incide sobre valores pagos a título de valetransporte, mesmo que em pecúnia. Nesta esteira, não olvidemos, não houve fato gerador autorizatório para emissão dos autos de infração em testilha. Por esta razão dou provimento ao recurso voluntário, por inexistência de fato gerador. CONCLUSÃO Diante do exposto tenho que o Recurso aviado encontrase em consonância com a legislação processual, razão pela qual dele conheço, para no mérito DARLHE PROVIMENTO. É como voto. WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA Relator (assinado digitalmente) Fl. 624DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA
score : 1.0
Numero do processo: 13976.000133/2001-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001
CLASSIFICAÇÃO FISCAL.
Telhas de aço galvanizado, onduladas ou trapezoidais, para construção de telhados ou fechamentos laterais de construções, constituindo-se em elemento estrutural e de acabamento de edificações, e respectivos acabamentos, classificam-se no código 7308.90.90.
IPI. CRÉDITOS. ART. 11 DA LEI Nº 9.779/99. PRODUTOS SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO.
Estando os produtos fabricados pelo contribuinte classificados no código 7308.90.90, sendo sujeitos à alíquota zero por destinarem-se à construção civil, cabível o pedido de ressarcimento dos créditos na forma da Lei nº 9.779/99.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3302-002.774
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. A conselheira Maria da Conceição Arnaldo Jacó acompanhou o relator pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator ad hoc.
EDITADO EM: 19/05/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Paulo Guilherme Déroulède, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: GILENO GURJAO BARRETO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Telhas de aço galvanizado, onduladas ou trapezoidais, para construção de telhados ou fechamentos laterais de construções, constituindo-se em elemento estrutural e de acabamento de edificações, e respectivos acabamentos, classificam-se no código 7308.90.90. IPI. CRÉDITOS. ART. 11 DA LEI Nº 9.779/99. PRODUTOS SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO. Estando os produtos fabricados pelo contribuinte classificados no código 7308.90.90, sendo sujeitos à alíquota zero por destinarem-se à construção civil, cabível o pedido de ressarcimento dos créditos na forma da Lei nº 9.779/99. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1781; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13976.000133/200190 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302002.774 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 13 de novembro de 2014 Matéria RESSARCIMENTO DE IPI Recorrente PROFIL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Telhas de aço galvanizado, onduladas ou trapezoidais, para construção de telhados ou fechamentos laterais de construções, constituindose em elemento estrutural e de acabamento de edificações, e respectivos acabamentos, classificamse no código 7308.90.90. IPI. CRÉDITOS. ART. 11 DA LEI Nº 9.779/99. PRODUTOS SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO. Estando os produtos fabricados pelo contribuinte classificados no código 7308.90.90, sendo sujeitos à alíquota zero por destinaremse à construção civil, cabível o pedido de ressarcimento dos créditos na forma da Lei nº 9.779/99. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. A conselheira Maria da Conceição Arnaldo Jacó acompanhou o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator ad hoc. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 6. 00 01 33 /2 00 1- 90 Fl. 450DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13976.000133/200190 Acórdão n.º 3302002.774 S3C3T2 Fl. 3 2 EDITADO EM: 19/05/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Paulo Guilherme Déroulède, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório O estabelecimento acima qualificado protocolizou, em 27 de abril de 2001, o Pedido de Ressarcimento, da fl. 1, do saldo credor do IPI, apurado no primeiro trimestre de 2001, no valor de R$ 137.730,96, citando o art. 11 da Lei no. 9.779, de 19 de janeiro de 1999, e a Instrução Normativa SRF n ° 33, de 4 de março de 1999. o requerente também apresentou o(s) Pedido(s) de Compensação, da(s) fl(s). 141, do referido saldo credor, com débitos de outros tributos/contribuições. 2. O pleito foi apreciado pelo despacho decisório das fls. 196 a 198, da Delegacia da Receita Federal (DRF) em Joinville/SC, que indeferiu o pedido de ressarcimento e não homologou a compensação, com ciência do requerente, em 14 de dezembro de 2004, conforme consta no próprio despacho. 2.1 Segundo a decisão da DRF, o requerente já havia sido autuado, no Processo n° 10920.000540/200154, quanto aos períodos de apuração ocorridos entre 1 ° de janeiro de 1997 e 31 de julho de 2000, por classificar incorretamente as telhas, rufos e cumeeiras, todos metálicos, que fabrica, no código 7308.90.90 da Tabela de Incidência do IPI, aprovada pelo Decreto n° 2.092, de 10 de dezembro de 1996 (TIPI, de 1996), relativo a outros elementos de ferro fundido, ferro ou aço, próprios para construções, sujeitos à alíquota zero. Para a fiscalização, os produtos em causa se classificam nos códigos 7210.41.10, 7210.61.00, 7210.70.10, 7216.61.10, 7326.90.00, relativos, conforme o caso, a produtos laminados planos, perfis e outras obras de ferro ou aço, todos sujeitos à alíquota de 5%. Tal infração gerou débitos do IPI, os quais, na reconstituição da escrita fiscal do estabelecimento, absorveram integralmente os créditos do citado imposto, sendo que a autuação referida foi impugnada pelo sujeito passivo, mas foi mantida por esta Terceira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ) em Porto Alegre, pelo Acórdão DRJ/POA 1.886, de 19 de dezembro de 2002, que foi anulado pelo Terceiro Conselho de Contribuintes, e foi novamente mantida, pelo Acórdão DRJ/POA no. 5.643, de 5 de maio de 2005. 2.2 Prossegue o despacho decisório, dizendo que, na verificação fiscal efetuada em razão do pleito apresentado neste processo, foi apurado que o estabelecimento persistia no mesmo erro de classificação fiscal e de alíquota dos seus produtos. A infração gerou novos débitos do IPI, apurados no Processo n ° 10920.002581/200428, formalizado em nome do estabelecimento sucessor, Tuper S/A, débitos que, na reconstituição da escrita, absorveram integralmente os créditos cujo ressarcimento foi solicitado neste processo e restou, assim, denegado. 3. Contra o despacho decisório, foi apresentada, no devido prazo, em 22 de dezembro de 2004, a manifestação de inconformidade, das fls. 199 a 204, instruída com Fl. 451DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13976.000133/200190 Acórdão n.º 3302002.774 S3C3T2 Fl. 4 3 procuração e outros documentos, nas fls. 205 a 222, alegando o que vem sintetizado na seqüência. 3.1 Diz o requerente que ficou demonstrado, nas impugnações apresentadas, nos Processos 10920.000540/200154 e 10920.002581/200428, que é correta a classificação fiscal dos seus produtos no código 7308.90.90 da TIPI, de 1996, os quais estão sujeitos à alíquota zero. 3.2 A convicção do requerente se funda em laudo técnico do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), em decisões do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 ° Região e dos Conselhos de Contribuintes do Ministério da Fazenda, bem como em soluções de consulta expedidas por unidades da Secretaria da Receita Federal (SRF). 3.3 Por último, o requerente solicita a suspensão da exigibilidade dos débitos cuja compensação não foi homologada, até decisão final deste processo, pedindo, sobretudo, a reforma do despacho decisório hostilizado, para ser autorizado o ressarcimento do saldo credor do IPI, homologandose, em razão disso, a compensação. Vistos, relatados e discutidos os autos, acordam os membros da Terceira Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, julgar improcedente a manifestação de inconformidade, para manter o despacho decisório das fls. 196 a 198, que indeferiu o pedido de ressarcimento e não homologou a compensação, devendose aguardar a decisão definitiva no Processo n' 10920.002581/200428, de exigência de crédito tributário, para, se for o caso, ser proferido novo despacho decisório, na unidade de origem, especifico sobre a legitimidade do saldo credor do IPI, passível de ressarcimento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. A Decisão restou assim ementada: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 Ementa: SALDO CREDOR DO IPI. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. DENEGAÇÃO. vedado o ressarcimento a estabelecimento de pessoa jurídica com processo administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito tributário do IPI, cuja decisão definitiva possa alterar o valor a ser ressarcido. É o relatório. Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator ad hoc. Estando presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do presente recurso. Fl. 452DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13976.000133/200190 Acórdão n.º 3302002.774 S3C3T2 Fl. 5 4 Primeiramente, importante esclarecer que às fls. 259 foi aprovada Resolução por essa mesma Turma, no sentido de que fosse proferido novo despacho decisório, em razão do resultado do processo adiante descrito, para que se evitasse a supressão de instância. Despacho Decisório de fls. 437 e ss. Recalculou os créditos do contribuinte, concluindo por manter glosa, no presente processo, do valor de R$ 687,43, esse decorrente de incorreção nos cálculos formulados pelo contribuinte por ocasião do seu pedido de ressarcimento. Prosseguindo, no processo 10920.0002581/200481, fls. 2.346 referido pela decisão de primeira instância, há laudo do INT cujos excertos reproduzo, pensando serem bastante esclarecedores. No caso em tela, conforme descrição do processo de fabricação acima realizada, há processamento dessa matéria prima, chapas de aço galvanizada, de forma inequívoca nas instalações fabris da Consulente, transformandoas em produtos com aplicação especifica e finalidades bem definidas no segmento da construção civil, em coberturas e fechamentos laterais. Cabe ressaltar a impropriedade da utilização das chapas de aço galvanizadas, matéria prima para a Interessada, na forma em que se apresenta em sua chegada a fábrica, ou seja sem que seja perfilada, como elementos de cobertura, dada a impossibilidade de se atingir os objetivos fundamentais de uma cobertura ou de telhados, que é o de proteger o ambiente coberto da ação das intempéries de forma geral. 19. Pela análise dos produtos apresentados nessa consulta incluindo visita a locais onde há os produtos instalados no Município de São Bento do Sul, além da notória e clara finalidade de sua utilização, tomase muito nítida a sua aplicação como elemento complementar à construção civil, tanto no recobrimento de ambientes na forma de telhados, que nada mais são que conjuntos de telhas, assim como pelo seu aproveitamento no fechamento lateral de edificações. Devese ressaltar que além da sua finalidade primordial de proteção ao ambiente quanto a ação de intempéries há também a sua propriedade de complementar a estabilidade estrutural das coberturas e/ou das estruturas de fechamento laterais. 20. Tendo em vista o exposto e com base na análise dos artefatos apresentados, de sua documentação técnica, do processo fabril da empresa e da sua aplicação verificada na visita realizada, assim como nos preceitos das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH), este Instituto entende que as mercadorias designadas como TELHAS ONDULADAS, TELHAS TRAPEZOIDAIS, TELHAS TRAPÉZIO, TELHAS TERMO ACÚSTICAS e ACABAMENTOS — RUFOS E CUMEEIRAS, modelos TPR 17, TPR25, TPR40, TPR TA, TPR TALÃ, TPR CAL e ACABAMENTOS, fabricadas pela Consulente, objetos desta consulta, são, primordialmente, telhas e acabamentos fabricados em aço galvanizado, caracterizados pelo seu material constitutivo e pelas suas finalidades, como elementos utilizados na construção de telhados e fechamentos laterais, constituindo Fl. 453DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13976.000133/200190 Acórdão n.º 3302002.774 S3C3T2 Fl. 6 5 elementos estruturais e de acabamento de edificações em geral, possuindo as características dos produtos abrangidos pela posição 7308.90.90, da Tarifa Aduaneira do Brasil (T.A.B.), referente a Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (N.B.M./S.H.), baseada no Sistema Harmonizado de Designação de Mercadorias, em vigor a partir de 01 de janeiro de 1989 conforme Resolução n 9 75, de 22 de abril de 1988, publicada no D.O.U. do dia 18 de maio de 1988, no entanto, tratandose de consulta sobre classificação fiscal de mercadorias, a competência de enquadramento do produto é da Coordenação Geral do Sistema de Tributação ou das Superintendências Regionais da Receita Federal, do Ministério da Fazenda, face ao que estipula o artigo 48, parágrafo I, da Lei n2 9.430, de 27 de dezembro de 1996, regulamentado pela Instrução Normativa n 2 2, de 9 de janeiro de 1997, do Secretário da Receita Federal (DOU de 13/0 /97). Muito embora o resultado do julgamento de primeira instância tenha sido “condicionado”, optando por negar provimento ao contribuinte, creio que em observância ao princípio da economia processual esse E. CARF poderia reformála, caso entenda presente os requisitos para tanto. O resultado do julgamento daquele processo em primeira instância foi no sentido da ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/08/2000 a 31/12/2002 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL DOS PRODUTOS. Telhas de aço galvanizado, onduladas ou trapezoidais, para construção de telhados ou fechamentos laterais de construções, constituindose em elemento estrutural e de acabamento de edificações, e respectivos acabamentos, denominados rufos e cumeeiras, classificamse no código 7308.90.90 da TIPI, com alíquota zero do IPI, de 1° de agosto de 2000, a 31 de outubro de 2002, e com aliquota de 5%, de 1° de novembro a 31 de dezembro de 2002. SUSPENSÃO DO IN. DESCABIMENTO. É descabida a suspensão do IPI nas saídas de produtos, sem a devida observância das normas que regem esse instituto. Da análise daquele processo, restaram subsistentes apenas os saldos devedores outros que porventura não foram pagos, tendo os demais valores sido julgados procedentes. Da mesma forma, julgado que foi em 19 de maio de 2008 pelo então 3o Conselho de Contribuintes, a decisão restou a seguir ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS Período de apuração: 01/08/2000 a 31/12/2002 Fl. 454DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13976.000133/200190 Acórdão n.º 3302002.774 S3C3T2 Fl. 7 6 CLASSIFICAÇÃO FISCAL Telhas de aço galvanizado, onduladas ou trapezoidais, para construção de telhados ou fechamentos laterais de construções, constituindose em elemento estrutural e de acabamento de edificações, e respectivos acabamentos, classificamse no código 7308.90.90 RECURSO DE OFICIO NEGADO Esse processo, de acordo com a documentação obtida nos arquivos do CARF, não se encontra mais pendente de julgamento na CSRF de Recurso Especial de Divergência impetrado pela PGFN, tendo sido negado provimento ao Recurso de Divergência. O presente processo tratase de pedido de ressarcimento de créditos da Lei no. 9.779/09, que prevê no seu art. 11: Art. 11. O saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, acumulado em cada trimestrecalendário, decorrente de aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento ou tributado alíquota zero, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 73 e 74 da Lei no 9.430, de 1996, observadas normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal SRF, do Ministério da Fazenda. O contribuinte pressupôs a tributação desses itens pelo Código NCM retroexposto, 7308.90.90 com que a fiscalização não concordou, e que lançoulhes de ofício o tributo em outros processos distintos. Entendo pela simples leitura do Laudo do INT que os produtos descritos são aqueles classificáveis no código acima, à época sujeitos à alíquota zero de tributação por destinarse à construção civil. Estão presentes nos autos desse processo as mesmas descrições de produtos fabricados, às fls. 171, logo, não caberia correção. Isso posto, considerando que restou glosado o valor de R$ 687,43, decorrente de incorreção na apuração do valor ressarcível pleiteado pelo contribuinte, e tendo sido reconhecidos os créditos por força do julgamento proferido nos autos do processo principal, de no. 10920.0002581/200481, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos da diligência. É como voto. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Relator ad hoc. Fl. 455DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13976.000133/200190 Acórdão n.º 3302002.774 S3C3T2 Fl. 8 7 Fl. 456DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 10675.001521/00-13
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1994
REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. Quando do julgamento do RE nº 566.621/RS, interposto pela Fazenda Nacional, sendo relatora a Ministra Ellen Gracie, foi declarada a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005, momento em que estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, §4º, 156, VII, e 168, I, do CTN.
Diante das decisões proferidas pelos nossos Tribunais Superiores a respeito da matéria, aplica-se ao caso os estritos termos em que foram prolatadas, considerando-se o prazo prescricional de 5 (cinco) anos aplicável tão-somente aos pedidos formalizados após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir dos pedidos protocolados nas repartições da Receita Federal do Brasil do dia 09 de junho de 2005 em diante.
Para os pedidos protocolados anteriormente a essa data (09/06/2005), vale o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º, com o do art. 168, I, do CTN (tese dos 5+5), ou seja, a contagem do prazo prescricional dar-se-á a partir do fato gerador, devendo o pedido ter sido protocolado no máximo após o transcurso de 10 (dez) anos a partir dessa data (do fato gerador).
Recurso Especial do Contribuinte Provido.
Numero da decisão: 9101-001.415
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, recurso provido, com retorno à Câmara a quo. A Conselheira Susy Gomes Hoffmann declarou-se impedida.
(Assinado digitalmente)
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
(Assinado digitalmente)
Valmar Fonsêca de Menezes - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, Orlando José Gonçalves Bueno (suplente convocado), José Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Junior, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Valmir Sandri, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz e Otacilio Dantas Cartaxo (Presidente à época do julgamento). Ausente, justificadamente, o Conselheiro João Carlos de Lima Junior.
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, recurso provido, com retorno à Câmara a quo. A Conselheira Susy Gomes Hoffmann declarou-se impedida. (Assinado digitalmente) Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente (Assinado digitalmente) Valmar Fonsêca de Menezes - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, Orlando José Gonçalves Bueno (suplente convocado), José Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Junior, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Valmir Sandri, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz e Otacilio Dantas Cartaxo (Presidente à época do julgamento). Ausente, justificadamente, o Conselheiro João Carlos de Lima Junior.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2374; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT1 Fl. 4 1 3 CSRFT1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10675.001521/0013 Recurso nº Especial do Contribuinte Acórdão nº 9101001.415 – 1ª Turma Sessão de 18 de julho de 2012 Matéria REPETIÇÃO DE INDÉBITO PRESCRIÇÃO Recorrente GRANJA REZENDE S/A (SUCEDIDA POR SADIA S/A) Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1994 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. Quando do julgamento do RE nº 566.621/RS, interposto pela Fazenda Nacional, sendo relatora a Ministra Ellen Gracie, foi declarada a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005, momento em que estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, §4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. Diante das decisões proferidas pelos nossos Tribunais Superiores a respeito da matéria, aplicase ao caso os estritos termos em que foram prolatadas, considerandose o prazo prescricional de 5 (cinco) anos aplicável tão somente aos pedidos formalizados após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir dos pedidos protocolados nas repartições da Receita Federal do Brasil do dia 09 de junho de 2005 em diante. Para os pedidos protocolados anteriormente a essa data (09/06/2005), vale o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º, com o do art. 168, I, do CTN (tese dos 5+5), ou seja, a contagem do prazo prescricional darseá a partir do fato gerador, devendo o pedido ter sido protocolado no máximo após o transcurso de 10 (dez) anos a partir dessa data (do fato gerador). Recurso Especial do Contribuinte Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 00 15 21 /0 0- 13 Fl. 273DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRE TO 2 ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, recurso provido, com retorno à Câmara a quo. A Conselheira Susy Gomes Hoffmann declarouse impedida. (Assinado digitalmente) Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente (Assinado digitalmente) Valmar Fonsêca de Menezes Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, Orlando José Gonçalves Bueno (suplente convocado), José Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Junior, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Valmir Sandri, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz e Otacilio Dantas Cartaxo (Presidente à época do julgamento). Ausente, justificadamente, o Conselheiro João Carlos de Lima Junior. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela pessoa jurídica Granja Rezende S/A (sucedida pela Sadia S/A), contra decisão proferida pela extinta Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, no Acórdão nº 10709.510, sessão de 18/09/2008 (fls. 68/73), com fulcro no art. 7º, I, do então vigente Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, Anexo II, de 25/06/2007, que negou provimento ao recurso voluntário, assim ementado: LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO — DIREITO DE PLEITEAR A RESTITUIÇÃO — EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. O direito do sujeito passivo pleitear a restituição de tributo pago indevidamente ou em valor maior que o devido, sujeito a lançamento por homologação, extinguese com o decurso do prazo de cinco anos contados da data do pagamento antecipado, nos termos dos arts. 150, §1° e 4°, 156, I, 165, I e 168, I, todos do CTN. Consta do Despacho de admissibilidade do recurso especial, às fls. 157, que o acórdão recorrido tratou de análise do pedido de restituição do saldo negativo de CSLL do ano calendário 1994. Levandose em conta a formulação do pleito em 12/09/00, ou seja, mais de 5 (cinco) anos contados do encerramento daquele período de apuração, concluiuse pelo indeferimento. A Fazenda Nacional apresentou contrarrazões (fls. 154/160), as quais serão lidas em plenário. É o relatório. Voto Conselheiro Valmar Fonseca de Menezes, Relator O presente Recurso Especial preenche os requisitos necessários à sua admissibilidade, devendo ser conhecido. Fl. 274DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRE TO 3 Extraise do relatório que a lide posta à nossa apreciação diz respeito a pedido de restituição do saldo negativo de CSLL do anocalendário 1994, tendo o pleito sido formalizado em 12/09/2000, portanto após o transcurso de 5 (cinco) anos da data da extinção do crédito tributário. A Turma a quo considerou que o direito ao pedido de restituição em causa já estaria alcançado pela prescrição quinquenal, negando provimento ao recurso voluntário. Vêse, pois, que a protocolização do pedido deuse anteriormente à vigência da Lei Complementar nº 118/2005, que vigeu a partir do dia 09/06/2005, significando dizer que ao caso deve ser aplicado o entendimento já consagrado pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ, no sentido de que, em se tratando de pagamentos indevidos cuja repetição tenha sido requerida anteriormente à vigência da LC nº 118∕2005 (09/06/2005), o prazo prescricional deve ser contado da data do fato gerador, acrescido de mais cinco anos, a partir da homologação tácita ou expressa, consoante decisão assim ementada: “TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL EM CONTROLE CONCENTRADO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. REGRA DOS "CINCO MAIS CINCO". PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. 1. A Primeira Seção desta Corte firmou entendimento de que, "mesmo em caso de exação tida por inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, seja em controle concentrado, seja em difuso, ainda que tenha sido publicada Resolução do Senado Federal (art. 52, X, da Carta Magna), a prescrição do direito de pleitear a restituição, nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, ocorre após expirado o prazo de cinco anos, contados do fato gerador, acrescido de mais cinco anos, a partir da homologação tácita ou expressa." 2. O entendimento jurisprudencial é a síntese da melhor exegese da legislação no momento da aplicação do direito, por isso é aceitável a sua mudança para o devido aprimoramento da prestação jurisdicional. Agravo regimental improvido.” (AgRg no Ag 1406333 / PE, Relator: Ministro Humberto Martins) “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO DE RENDA O SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (ILL). PRESCRIÇÃO. TESE DOS "CINCO MAIS CINCO". RESP 1.002.932/SP (ART.543C DO CPC). COMPENSAÇÃO. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL. DATA DO AJUIZAMENTO DA AÇÃO. RESP 1.137.738/SP (ART. 543C DO CPC). POSSIBILIDADE, IN CASU, DE COMPENSAÇÃO COM TRIBUTO DA MESMA ESPÉCIE. CORREÇÃO MONETÁRIA. FEV/1991. IPC. 21,87%. 1. Agravos regimentais interpostos pelos contribuintes e pela Fazenda Nacional contra decisão que negou seguimento aos seus recursos especiais. 2. A Primeira Seção adota o entendimento sufragado no julgamento dos REsp 435.835/SC para aplicar a tese dos "cinco Fl. 275DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRE TO 4 mais cinco" à contagem do prazo prescricional, inclusive para a repetição de tributos declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes: EREsp 507.466/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Primeira Seção, julgado em 25/3/2009, DJe 6/4/2009; AgRg nos EAg 779581/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Primeira Seção, julgado em 9/5/2007, DJe 1/9/2008; EREsp 653.748/CE, Rel. Ministro José Delgado, Rel. p/ Acórdão Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 23/11/2005, DJ 27/3/2006. 3. O Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial representativo de controvérsia (REsp 1.002.932/SP), ratificou orientação no sentido de que o princípio da irretroatividade impõe a aplicação da LC n. 118/05 aos pagamentos indevidos realizados após a sua vigência e não às ações propostas posteriormente ao referido diploma legal, porquanto é norma referente à extinção da obrigação e não ao aspecto processual da ação respectiva. 4. Em sede de compensação tributária, deve ser aplicada a legislação vigente por ocasião do ajuizamento da demanda. "[A] autorização da Secretaria da Receita Federal constituía pressuposto para a compensação pretendida pelo contribuinte, sob a égide da redação primitiva do artigo 74, da Lei 9.430/96, em se tratando de tributos sob a administração do aludido órgão público, compensáveis entre si". (REsp 1.137.738/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 1º/2/2010, julgado sob o rito do art. 543C do CPC). 5. Na correção de indébito tributário incide o índice de 21,87% em fevereiro de 1991 (expurgo inflacionário, IPC/IBGE em substituição à INPC do mês). Precedentes: REsp 968.949/SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 10/3/2011; EDcl no AgRg nos EDcl no REsp 871.152/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19/8/2010; AgRg no REsp 945.285/RS, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 7/6/2010; REsp 1.124.456/DF, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJe 8/4/2010. 6. Agravo regimental das contribuintes parcialmente provido para assegurar a correção monetária no mês de fevereiro de 1991 pelo índice de 21,87%. 7. Agravo regimental da Fazenda Nacional não provido.” (AgRg no REsp 1131971 / RJ, Relator: Ministro Benedito Gonçalves) Através da Portaria MF nº 586, de 21/12/2010–DOU de 22/12/2010, foram introduzidas alterações no Regimento Interno do CARF aprovado pela Portaria MF nº 256, DOU de 23/06/2009, sobrevindo o art. 62A, que assim dispõe: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Fl. 276DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRE TO 5 Sendo assim, diante dessas decisões proferidas pelos nossos Tribunais Superiores, considerase que o prazo prescricional de 5 (cinco) anos é aplicável tãosomente aos pedidos protocolados nas repartições da Receita Federal do Brasil do dia 09/06/2005 em diante. Para os pedidos protocolados anteriormente a essa data (09/06/2005), valeria o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º com o do art. 168, I, do CTN (tese dos 5+5), ou seja, a contagem do prazo prescricional darseia a partir do fato gerador, devendo o pedido ter sido protocolado no máximo após o transcurso de 10 (dez) anos a partir dessa data (do fato gerador). Por essas razões, dou provimento ao recurso especial do sujeito passivo, considerando seu pleito não alcançado pela prescrição, devendo o processo retornar à Câmara a quo para que seja analisada a viabilidade do pedido quanto às questões de mérito, sua liquidez, demais matérias não examinadas e adoção das providências que considerar cabíveis, devendo o processo, posteriormente, seguir seu trâmite de acordo com o Decreto nº 70.235/1972, que rege o Processo Administrativo Fiscal – PAF. É assim que voto. (Assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes Fl. 277DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRE TO
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Numero do processo: 15868.002096/2009-64
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jun 26 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2403-000.148
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 3ª turma ordinária da Segunda Sessão de Julgamento, o unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência à Secretaria para informar o resultado do julgamento do processo nº 10820.002239/200537.
Carlos Alberto Mees Stringari-Presidente
Ivacir Júlio de Souza-Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 3ª turma ordinária da Segunda Sessão de Julgamento, o unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência à Secretaria para informar o resultado do julgamento do processo nº 10820.002239/200537. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim. RELATÓRIO. O Relatório Fiscal às fls. 30, destaca o lançamento em comento como principal. Tratase de constituição de crédito em razão de a entidade ter entendido que estava amparada por ATO DECLARATÓRIO DE ISENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Em razão disto, não efetuou o recolhimento das citadas contribuições. Ocorre que o ATO em que se baseava, fora cancelado na forma do Ofício INSS/SERVREP N°° 21 421.0 /234/2005 com base na Decisão – Notificação DN n ° 21.021.0/001/2005, e assim, de ofício, na forma do registro nos itens 2.2.2 e 3.2 do Relatório Fiscal de fls. 30, a Autoridade Fiscal com base nos salários de contribuições declarados nas GFIPs da Recorrente, lavrou o presente Auto de Infração. Corroborando o procedimento de ação fiscal específica e parcial , no Termo de Início de Procedimento Fiscal , datado de 25/09/2009, de fls. 89 , a Autoridade Autuante RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 58 68 .0 02 09 6/ 20 09 -6 4 Fl. 458DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/06/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 23/06/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15868.002096/200964 Resolução nº 2403000.148 S2C4T3 Fl. 3 2 solicitou apenas Atas, Estatutos, CNAS, Ato Declaratório de Concessão de Isenção Previdenciária e GFIPs. Na seqüência, às fls. 91, o Termo de Encerramento de Procedimento Fiscal – TEPF, datado de 29/10/2009, confirma o lançamento com base nas GFIPs. Na forma do registro de fls. 292, A autoridade autuante revela na parte final do item “d” da Informação Fiscal colacionada, que o “ objetivo da lavratura do crédito foi com intuito de se precaver a decadência iminente”. Às fls. 95 a empresa apresentou impugnação onde alegou em apertada síntese cerceamento do direito de defesa, intempestividade da autuação, ilegitimidade de parte da impugnante, falta de liquidez do auto de infração, garantia do direito à imunidade, aplicação indevida de multas, juros extorsivos e ilegais e, necessidade de prova pericial: O Auto de Infração ora impugnado padece de nulidade insanável devido a falta do Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal, condição prevista no art. 594 da Instrução Normativa 3/2005, com a redação dada pela IN MPS/SRP , n° 23 de 30/04/2007, em vigor à época do malsinado auto. Conclui afirmando que isto caracterizou cerceamento de defesa; Tem seus registros regulares no CNAS, e CEBAS; Que na forma dos artigos 150 , inciso IV, letra “C” e 195, §7° da CF, , arts. 9 e 14 do Código Tributário Nacional – CTN e art. 55 da Lei n 8.212/91 , é uma fundação sem fins lucrativos e imune ao pagamento de impostos e ao recolhimento de contribuições previdenciárias e acessórios; Que a impugnante tem direito adquirido à isenção quanto ao pagamento da cota patronal e seus acessórios; e Que são indevidas as cobranças de contribuições para INCRA , SESC, SENAC E SEBRAE; e Que o ATO que cancelou o reconhecimento da imunidade encontrase em fase de Recurso Administrativo neste Conselho sob o n° 10820.002239/200537; DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.331 , a 7 ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em Ribeirão Preto (SP) DRJ/RPO, em 15 de Junho de 21011, exarou o Acórdão n° 1434.218, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO VOLUNTÁRIO. A Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls. 366 onde não apresentando pontuais contrarazões às razões apresentadas pelo I. Julgador “ ad quod ”, simplesmente reitera na íntegra as alegações que fizera em sede de impugnação na expectativa de que o julgamento “ad quem” proceda às omitidas confrontações e assim , eventualmente, seus exordias argumentos possam prosperar. Fl. 459DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/06/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 23/06/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15868.002096/200964 Resolução nº 2403000.148 S2C4T3 Fl. 4 3 VOTO DA TEMPESTIVIDADE Conforme registros de fls. 366 o recurso é tempestivo DA ADMISSIBILIDADE A Recorrente alega que interpôs recurso contra decisão de cancelamento de sua isenção cujo o processo de n° 10820.002239/200537 estaria por ser julgado no âmbito deste Conselho. Consulta ao EProcesso revela que o sobredito processo na forma do Acórdão n 20218.243, de 15 de agosto de 2007, por unanimidade, não fora conhecido pelos membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, que na oportunidade declinaram da competência de julgamento para o Primeiro Conselheiro de Contribuintes., verbis: “ ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, declinando a competência de julgamento para o Primeiro Conselheiro de Contribuintes.” A ementa do voto em apreço abaixo transcrita, revela a síntese dos argumentos que motivaram a decisão, verbis: “ Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/05/2000 a 31/12/2000 Ementa: ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO. SUSPENSÃO DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO. Compete ao Primeiro Conselho de Contribuintes julgar os recursos interpostos em processos fiscais relativos às contribuições, quando suas exigências estejam lastreadas, no todo ou em parte, em fatos cuja apuração serviram para determinar a prática de infração a dispositivos legais do Imposto de Renda, consoante disposto no art. 1° parágrafo único, do Decreto n° 2.191/97 e nos §§ 9° e 10 do art. 32 da Lei n° 9.430/96, que estabelecem que as impugnações contra o ato declaratório e contra a exigência de crédito tributário serão reunidas em um único processo, para serem decididas simultaneamente e que os procedimentos estabelecidos no artigo aplicamse, também, às hipóteses de suspensão de isenções condicionadas, quando a entidade beneficiária estiver descumprindo as condições ou requisitos impostos pela legislação de regência. Recurso não conhecido. ” Art. 1° parágrafo único, do Decreto n° 2.191/97 “ Art. 1º Fica transferida do Primeiro para o Segundo Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda a competência para julgar os recursos interpostos em processos fiscais de que trata o art. 25 do Decreto nº.70.235, de 6 de março de 1972, alterado pela Lei nº 8.748, de 9 de dezembro de 1993, cuja matéria, objeto do litígio, decorra de lançamento de ofício das contribuições para o Programa de Integração Social PIS, para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público PASEP, para o Fundo de Investimento Social FINSOCIAL e para o Financiamento da Seguridade Social COFINS. Fl. 460DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/06/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 23/06/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15868.002096/200964 Resolução nº 2403000.148 S2C4T3 Fl. 5 4 Parágrafo único. A competência para julgar os recursos interpostos em processos fiscais, relativos às contribuições de que trata o caput deste artigo, permanece no Primeiro Conselho de Contribuintes, quando suas exigências estejam lastreadas, no todo ou em parte, em fatos cuja apuração serviram para determinar a prática de infração a dispositivos legais do imposto de renda.” Relevante registrar que não consta colacionado nos autos qualquer elemento que registre definitiva decisão sobre o Ato Cancelatório em comento. DO DECRETO N 7.237/2010. Na forma do art. 45 do Decreto nº 7.237, de 20/07/2010, que regulamenta a Lei no 12.101, de 27 de novembro de 2009, os Atos Cancelatórios de Isenção não definitivamente julgados sejam encaminhados à unidade competente daquele para verificação do cumprimento dos requisitos da isenção, nos seguintes termos: “ Art.45. Os processos para cancelamento de isenção não definitivamente julgados em curso no âmbito do Ministério da Fazenda serão encaminhados à unidade competente daquele órgão para verificação do cumprimento dos requisitos da isenção na forma do rito estabelecido no art. 32 da Lei n 12.101, de 2009, , aplicada a legislação vigente à época do fato gerador.” Portanto, com fulcro no sobredito Decreto o processo em tela seráredirecionado para a Secretaria desta Câmara. CONCLUSÃO. Em razão a tudo que foi exposto, é necessário converter o julgamento em diligência à Secretaria para que esta acompanhe e informe resultado do julgamento do processo nº 10820.002239/200537. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Relator. Fl. 461DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/06/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 23/06/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10380.906716/2009-95
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue May 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 2002
COFINS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3º, § Iº, DA LEI n.º 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STF. EFEITOS.
Já é do domínio público que o Supremo Tribunal declarou a inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei n° 9.718/98 (RREE n°s 346.084; 357.950, 358.273 e 390.840, Marco Aurélio, Pleno, 09/11/2005 - Inf/STF 408), proclamando que a ampliação da base de cálculo da Cofins por lei ordinária violou a redação original do art. 195, I, da Constituição Federal, ainda vigente ao ser editada a mencionada norma legal. A inconstitucionalidade é vício que acarreta a nulidade ex tunc do ato normativo, que, por isso mesmo, já não pode ser considerado para qualquer efeito e, embora tomada em controle difuso, a decisão do STF tem natural vocação expansiva, com eficácia imediatamente vinculante para os demais tribunais, inclusive para o STJ (CPC, art. 481, parágrafo único), e com a força de inibir a execução de sentenças judiciais contrárias (CPC, arts. 741, parágrafo único; e 475-L, § Iº, redação da Lei n° 11.232/2005). Afastada a incidência do § 1º do art. 3º da Lei n° 9.718/98, que ampliara a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, é ilegítima a exação tributaria decorrente de sua aplicação.
Numero da decisão: 3401-002.949
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar parcial provimento ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
Júlio César Alves Ramos - Presidente.
Eloy Eros da Silva Nogueira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl, Jean Cleuter Simões Mendonça, Eloy Eros da Silva Nogueira, Angela Sartori e Bernardo Leite de Queiroz Lima.
Nome do relator: ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2002 COFINS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3º, § Iº, DA LEI n.º 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STF. EFEITOS. Já é do domínio público que o Supremo Tribunal declarou a inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei n° 9.718/98 (RREE n°s 346.084; 357.950, 358.273 e 390.840, Marco Aurélio, Pleno, 09/11/2005 Inf/STF 408), proclamando que a ampliação da base de cálculo da Cofins por lei ordinária violou a redação original do art. 195, I, da Constituição Federal, ainda vigente ao ser editada a mencionada norma legal. 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AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 90 67 16 /2 00 9- 95 Fl. 156DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA 2 Eloy Eros da Silva Nogueira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl, Jean Cleuter Simões Mendonça, Eloy Eros da Silva Nogueira, Angela Sartori e Bernardo Leite de Queiroz Lima. Relatório Trata o presente de pedido de compensação informado em PER/DCOMP que não foi homologado, e que percorre as instâncias julgadoras pela persistente inconformidade do contribuinte, nos termos da legislação que disciplina a matéria. A Autoridade Administrativa, consoante despacho decisório, entendeu por não homologar a compensação pleiteada pela Requerente, através da PER/DCOMP referenciada em epígrafe, sob os seguintes fundamentos: "Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: R$ 717,91. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.” [...] Diante da inexistência do crédito, NAO HOMOLOGO a compensação declarada O contribuinte contestou essa decisão. Explicou que seu direito creditório para realizar a compensação provinha da redefinição da base de calculo do Pis e da COFINS conforme constava no texto legal, mas que havia deixado de registrar esse valor nas DCTF e DIPJ, razão porque o sistema informatizado de controle identificou falta de crédito e não homologou a compensação. Mas que providenciou a DCTF e a DIPJ retificadora. Sua argumentação, in verbis: · Consoante exposto nas razões de fato, a Requerente quando da definição da base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, incluiu, no conceito de faturamento, além das receitas decorrentes das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza, outras receitas nãooperacionais, tais como receitas financeiras, decorrentes de descontos obtidos, juros ativos, variação monetária, rendimentos de aplicações, recuperação de despesas e reversão de provisões, conforme comprovam os balancetes elaborados à época (DOC. 04), a seguir descritos · Sobre o montante acima identificado, apurou os valores a pagar das referidas Contribuições, cujas informações foram devidamente prestadas à Receita Federal, através das declarações entregues à época, quais sejam DIPJ's e DCTF's. Ato contínuo, efetuou o recolhimento dos valores supostamente devidos, através de Documento de Arrecadação de Receitas Federais DARF, Fl. 157DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA Processo nº 10380.906716/200995 Acórdão n.º 3401002.949 S3C4T1 Fl. 3 3 bem como efetuou a vinculação de outros créditos, decorrentes de compensações outrora realizadas. · Ocorre que, por força da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, a Requerente passou a ser detentora de créditos oriundos dos recolhimentos efetuados a maior, a título das referidas Contribuições, relativamente à parcela calculada sobre outras receitas, ... : · A Requerente, todavia, não obstante ter identificado a existência desses créditos em seu favor, não efetuou as retificações necessárias das Declarações originalmente transmitidas à Receita Federal DIPJs e DCTF's motivo pelo qual o Fisco, ao cruzar os valores declarados e os DARF's pagos, não identificou o recolhimento realizado a maior, entendendo que os pagamentos localizados teriam sido integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. · Por ocasião da presente manifestação de inconformidade, a Requerente procedeu às retificações necessárias das declarações apresentadas à Receita Federal, devidamente transmitidas DIPJ's e DCTF's (DOC. 05), aptas a comprovar o montante do crédito existente, este amparado na contabilidade e demais documentos da Requerente. · Vislumbrando a documentação acostada, fácil constatar que houve pagamento a maior do. período, visto que, a partir das Declarações Retificadoras, o valor efetivamente devido a título de PIS em 28/02/2002 perfazia originalmente R$ 2.527,50 (dois mil, quinhentos e vinte e sete reais e cinquenta centavos), ao passo que foi efetuada a vinculação de créditos no montante de R$ 3.245,90 (três mil, duzentos e quarenta e cinco reais e noventa centavos), remanescendo saldo credor original de R$ 718,40 (setecentos e dezoito reais e quarenta centavos), valor este integralmente utilizado nesse Pedido de Compensação. Em sede de apreciação do pedido do contribuinte a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza(CE) exarou o Acórdão 0818.232– 4ª Turma, em 15 de junho de 2010, ponderando que: "(...) cabe vincar que a declaração retificadora redutora de tributo deve ser considerada legítima se apresentada no período de espontaneidade legal. No entanto, para que se atribua eficácia às informações nela contidas, especificamente em relação àquelas que implicam a caracterização do pagamento a maior ou indevido, é mister que a retificadora tenha sido entregue antes do decisório, pois a comprovação da disponibilidade de crédito deve ser aferida no momento da decisão exarada pela autoridade recorrida. Se entregue depois do decisório, incumbe ao contribuinte o ônus de comprovar o seu direito creditório mediante a juntada, com a manifestação de inconformidade, não somente da declaração retificadora, mas também de documentos (contábeis e fiscais) que fundamentam a retificação." A respeitável 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza CE apreciou a contestação da contribuinte, mas concluiu pelo indeferimento do seu pedido. Em suma, entendeu que não havia direito liquido e certo quando do pedido de Fl. 158DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA 4 compensação, e que a declarações retificadoras não poderiam produzir efeito para sanear o fato, representado pela exigência relacionada à não homologação. A ementa do Acórdão 0818.232 ficou assim redigida: ASSUNTO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002 PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos. DCTF. RETIFICAÇÃO. DECISÓRIO. ESPONTANEIDADE. REDUÇÃO DE TRIBUTO. CONFIGURAÇÃO DE PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. E legítima a declaração retificadora que reduzir ou excluir tributo se apresentada por contribuinte em espontaneidade legal. No entanto, para que se atribua eficácia às informações nela contidas, especificamente em relação àquelas que suportam a caracterização do pagamento a maior ou indevido de tributo, é mister que a retificadora tenha sido entregue antes do decisório. Se entregue depois, incumbe ao contribuinte o ônus de comprovar o seu direito creditório mediante ajuntada, com a manifestação de inconformidade, não somente da declaração retificadora, mas também de documentos que fundamentam a retificação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O contribuinte ingressou com Recurso Voluntário, onde, além das razões presentes na impugnação, acrescenta outras adicionais porque pede a reforma da decisão de 1º grau: · Seu direito creditório provem do recolhimento indevido de Pis e Cofins face a inconstitucionalidade reconhecida do § 1º do art. 3º da Lei n. 9.718/1998. o “Preliminarmente, antes de adentrar nas razões que levaram à improcedência da Manifestação de Inconformidade em comento, importa destacar que o direito creditório diz respeito à possibilidade de compensação dos valores indevidamente recolhidos pela Recorrente a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, sob a égide do inconstitucional § I o do art. 3 o da Lei n° 9.718/98.” o “Com a declaração de inconstitucionalidade do referido dispositivo legal, pelo Plenário do Egrégio Supremo Tribunal Federal, restaram reconhecidas como indevidas as majorações da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS decorrentes da ampliação de suas bases de cálculo, assim entendidas como faturamento, deixando de ser considerado como a totalidade das receitas da pessoa jurídica, para voltar a ser entendido como as receitas advindas da venda de mercadorias e/ou prestação de serviços.” Fl. 159DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA Processo nº 10380.906716/200995 Acórdão n.º 3401002.949 S3C4T1 Fl. 4 5 · Em sua opinião, a legislação que rege as DIPJ E DCTF prevê o direito do contribuinte retificar as declarações por ele prestadas, inclusive para louvar os princípios de justiça e da verdade material que devem orientar os procedimentos das relações tributárias: o “Ocorre que mesmo reconhecendo a possibilidade de devolução dos valores recolhidos a maior pela Recorrente, a Ilustre Turma entendeu por julgar improcedente a Manifestação de Inconformidade, sob o fundamento da impossibilidade de análise das retificações de declarações apresentadas após o despacho decisório que não homologara as compensações, o que, a seu ver, impossibilitaria a análise da liquidez e certeza do crédito pleiteado.” o “No caso em comento, a Autoridade Administrativa afirma que o despacho decisório (de não homologação das compensações) levara em conta as informações prestadas em DCTF original, e que o manifestante retificou a DIPJ e a DCTF depois de cientificado do decisório impugnado, o que impossibilitaria a análise das referidas retificações, a não ser que a defesa administrativa fosse acompanhada de provas inequívocas da existência do crédito.” o “ Ocorre que o procedimento de retificação da DCTF, na forma em que fez a Recorrente, não incorre em qualquer vedação, motivo pelo qual merece ser acatado, senão vejase. (...) A Instrução Normativa RFB n°. 903, de 30 de dezembro de 2008, vigente à época da retificação das DCTF's que albergam o crédito pleiteado, dispõe, em seu art. 11, sobre os efeitos da referida retificação” (...) E o item ‘c’ desse artigo 11 não pode ser interpretado como restrição para a retificação e seus efeitos pois o contribuinte não havia sido intimado do inicio de procedimento fiscal, mas apenas cientificado do despacho eletrônico de não homologação de seu pedido de compensação. o O princípio da verdade material impõe às autoridades administrativas o dever de apurar todos os fatos que lhe são apresentados na busca da verdade real, não se limitando a emitir juízo acerca dos documentos analisados a partir de mera presunção. o Desta forma, a autoridade administrativa competente para decidir não está limitada às provas produzidas pelas partes, nem está restrita às suas alegações, devendo obrigatoriamente buscar todos os elementos que julgar necessários e suficientes ao seu livre convencimento. o Assim, dada à importância desse princípio, a busca da verdade material não é uma faculdade da autoridade administrativa, mas sim um dever, de modo que esta deve solicitar e analisar todos os documentos que entender necessários à elucidação do caso, principalmente quando o contribuinte apresenta documentação amplamente comprobatória do deu direito. · Não é verdade, como afirmaram os Julgadores que o contribuinte não comprovou seu direito ao crédito e à compensação: o Neste diapasão, afirmou a Autoridade Administrativa que a Recorrente "não se desincumbiu do ônus de comprovar o indébito ao instruir a sua manifestação apenas com a DCTF retificadora." o Ocorre que basta uma análise perfunctória da manifestação de inconformidade apresentada pela Recorrente, para verificar que a Fl. 160DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA 6 mesma não instruiu referida impugnação "apenas com a DCTF retificadora", como afirmado pela Autoridade Administrativa. o Quando da apresentação da manifestação de inconformidade por parte da Recorrente, a mesma apresentou diversas PLANILHAS contendo o histórico da formação e utilização do crédito, acostando ainda como documentos, não só a referida DCTF retificadora, como também os BALANCETES do mês em questão com o detalhamento das receitas auferidas, acompanhados ainda da DIPJ devidamente retificada. o Dessa forma, o entendimento exarado no acórdão recorrido, pela não homologação da compensação declarada deve ser modificado, levandose em conta a documentação já apresentada pela Recorrente e já acostada aos autos, quando da apresentação de manifestação de inconformidade, que devem ser objeto de apreciação da Autoridade Administrativa, em obediência aos princípios da verdade material e da instrumentalidade. Este processo chegou à apreciação da Egrégia 2ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e foi submetido a apreciação, ocasião em que ela proferiu decisões e determinou diligência, tudo isso através da Resolução n.º 3402 000.169. Os Respeitáveis Conselheiros, ao analisarem as manifestações do contribuinte aduziram que: "De fato, há nos autos diversos documentos, coerentes entre si, que demonstram o indébito. Mas nenhum deles é, ao menos comprovadamente, documento contábil cuja validação seja exigida legalmente. Entendo, por isso, que o acatamento do recurso requer a verificação, que já deveria ter sido feita em primeiro grau, da veracidade das informações apostas, primeiro, na planilha integrante da própria manifestação de inconformidade, depois, na peça intitulada "balanço" e referida no recurso como "balancete", e por fim, na DIPJ entregue. Repisese que há perfeita consonância entre as diversas "demonstrações". Para baixar o processo em diligência para que a fiscalização aponte qual é o valor devido da contribuição o Colegiado decidiu que a autoridade da unidade de jurisdição levasse em conta apenas o conceito de faturamento reconhecido pelo STF como apto a constituir a base de cálculo da contribuição, ou seja, considerando apenas receitas de prestação de serviços e/ou de vendas de mercadorias, e que ela indicasse se há indébito no período de apuração em discussão e qual o seu montante, com base nos livros contábeis exigidos pela legislação (Diário e Razão). A autoridade fiscal, como resultado no atendimento da diligência solicitada pelo CARF, de posse das informações apresentadas pelo contribuinte (Livro Razão), finaliza seu parecer informando: O crédito objeto do PER/DCOMP e tratado neste processo referese a PIS do período de apuração fevereiro/2002. Após os procedimentos de auditoria, chegase ao seguinte valor de crédito a que faz jus o contribuinte: Base de cálculo PIS apurado PIS pago/retido Crédito do PIS Fl. 161DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA Processo nº 10380.906716/200995 Acórdão n.º 3401002.949 S3C4T1 Fl. 5 7 R$ 388.922,07 R$ 2.527,99 R$ 3.213,11 R$ 685,12 Apesar de cientificada desse relatório fiscal e da possibilidade de se manifestar, o contribuinte nada apresenta a ser juntado ao processo. Assim, o processo retorna ao CARF. É o relatório. Voto Conselheiro Eloy Eros da Silva Nogueira. Há tempestividade do Recuso Voluntário e atendimento dos requisitos de admissibilidade. Tratase de recurso interposto contra decisão que indeferiu pedido de compensação declarado por meio do PER/DCOMP n° 20960.57369.301106.1.3.042055. O pedido de compensação objetiva compensar o alegado pagamento a maior de PIS, referente ao mês de fevereiro de 2002 e efetuado em 15/03/2002, com débito de estimativa de IRPJ, respeitante ao mês de outubro de 2006. Aliome aos que valorizam a busca da verdade material como concorrente à realização dos mais elevados propósitos do julgamento das lides na esfera administrativa. Há acórdãos proferidos em o Conselho de Contribuinte e no atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais que representam essa orientação de que a busca da verdade material deve ser fortemente considerada nas relações tributárias e nas soluções dos contenciosos entre o Fisco e o Contribuinte: IRPJ FALTA DE CARACTERIZAÇÃO DA INFRAÇÃO Em respeito à legalidade, verdade material e segurança jurídica não pode subsistir lançamento de crédito tributário quando não estiver devidamente demonstrada e provada a efetiva subsunção da realidade factual à hipótese descrita na lei como infração à legislação tributária. ÔNUS DA PROVA Na relação jurídicotributária o ônus probandi incumbit ei qui dicit. Compete ao Fisco, ab initio, investigar, diligenciar, demonstrar e provar a ocorrência, ou não, do fato jurídico tributário ou da prática de infração praticada no sentido de realizar a legalidade, o devido processo legal, a verdade material, o contraditório e a ampla defesa. O sujeito passivo somente poderá ser compelido a produzir provas em contrário quando puder ter pleno conhecimento da infração com vista a elidir a respectiva imputação. PROCESSOS REFLEXOS PIS COFINS IRF CSLL Respeitandose a materialidade do respectivo fato gerador, a decisão prolatada no processo principal será aplicada aos processos tidos como decorrentes, face a íntima relação de causa e efeito. Recurso provido. (Primeiro Conselho de Contribuintes, 3° Câmara, Relatora Mary Elbe Gomes Queiroz, Recurso n°. 124737, Processo n°. 10283.002174/9774, Acórdão n°. 10320594,sessão de 22/05/2001) Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Exercício: 1999 EXCESSO NA DESTINAÇÃO AO FINOR Fl. 162DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA 8 Como cediço, no processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que, buscase descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação, é de se levar em conta, que a preclusão temporal, em razão dos princípios da busca da verdade material, da legalidade e da eficiência pode vir a ter sua aplicação mitigada nos julgamentos administrativos. Recurso Voluntário Provido. (1° Conselho de Contribuintes, 8 Turma Especial, Relator Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, Recurso n°.156170, processo n°. 10820.002086/200366, Acórdão n°. 19800116, sessão de 30/01/2009). Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/01/1994 a 30/04/2004 PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOBRE A REMUNERAÇÃO PAGA PARA EXECUÇÃO DE OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. ELEMENTOS PARA COMPROVAÇÃO DA DECADÊNCIA. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O princípio da verdade material, tão caro no processo administrativo fiscal, deve prevalecer, de modo que sejam considerados documentos hábeis a comprovar a decadência das contribuições vinculadas à realização de obra de construção civil, ainda que não expressamente previstas nas normas da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Recurso Voluntário Provido. (2° Conselho de Contribuintes, 6ª Turma Especial, Relator Kleber Ferreira de Araújo, Recurso n°. 246754, processo n°. 12045.000374/200772, Acórdão n°. 296 00078, sessão de 10/02/2009). IRRF DCTF ERRO DE PREENCHIMENTO Comprovados os recolhimentos de IRRF, mediante apresentação das guias respectivas, acompanhadas da regular retificação e complementação da DCTF e dos respectivos lançamentos contábeis, afastase o lançamento. Recurso provido. (Iº Conselho de Contribuintes, 2ª Câmara, processo n°. 10665.000668/200267, Recurso n°. 147364, Relatora Silvana Mancini Karam, Acórdão 10247820, Sessão de 16/08/2006) A meu sentir, correta foi a decisão e orientação dada pelo E. Relator na Resolução n.º 3402000.169 que originou o pedido de diligência, em suas palavras: “Não partilho, como já tive oportunidade de afirmar em outros julgados, a tese da Administração segundo a qual a homologação de compensações declaradas pelo sujeito passivo dependa de prévia retificação de sua DCTF quando nesta conste valor condizente com o pagamento realizado . O que é necessário, a meu ver, é que o alegado indébito esteja provado. E é por isso que não se pode ainda decidir o recurso.” “De fato, há nos autos diversos documentos, coerentes entre si, que demonstram o indébito. Mas nenhum deles é, ao menos comprovadamente, documento contábil cuja validação seja exigida legalmente.” “Entendo, por isso, que o acatamento do recurso requer a verificação, que já deveria ter sido feita em primeiro grau, da veracidade das informações apostas, primeiro, na planilha integrante da própria manifestação de inconformidade, depois, na peça intitulada “balanço” e referida no recurso como “balancete” e, por fim, na DIPJ entregue. Repisese que há perfeita consonância entre as diversas “demonstrações”. Sou, por isso, pela baixa do processo em diligência para que a d. fiscalização aponte qual é o valor devido da contribuição, argüida neste processo, levando em conta apenas o conceito de faturamento reconhecido pelo STF como apto a constituir a base de cálculo da contribuição. Mais especificamente: considerando apenas receitas de prestação de serviços e/ou de vendas de mercadorias, indique se há indébito no mês em discussão e qual o seu montante, com base nos livros contábeis exigidos pela legislação (Diário e Razão) a serem exibidos pelo Fl. 163DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA Processo nº 10380.906716/200995 Acórdão n.º 3401002.949 S3C4T1 Fl. 6 9 contribuinte. Dos resultados da diligência, seja cientificada a ora recorrente, abrindoselhe prazo de trinta dias para eventual contestação.” Portanto, não procede deixar de apreciar as retificações das declarações prestadas pelo contribuinte, nem de se verificar a sua correspondência com os próprios registros contábeis. E nessa direção, é que a verificação dos valores que seriam devidos do tributo é procedimento essencial para a apreciação e conclusão da lide. Como já exposto anteriormente, entendo que o Colegiado pode apreciar o mérito da lide, parcial ou totalmente, em sessões que não resultem em Acórdão final, mas, sim, em Resoluções. Entendo que, neste caso, o Colegiado apreciou e decidiu o mérito, no que concerne à não inclusão, na base de tributação do PIS e da COFINS, das receitas apontadas pela contribuinte em sua petição original e indeferida pela autoridade de jurisdição e pelos julgadores a quo. O processo retorna ao CARF para apreciar o resultado da diligência, tendo como válidas as decisões que conduziram e condicionaram a sua realização. Respeitando essa decisão, há que se reconhecer o teor das bases do direito creditório pleiteado. Esta posição adotada pelo Colegiado com relação aos efeitos da declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei n. 9.718/1998 tem respaldo em entendimento firmado neste Tribunal Administrativo. Há julgamentos do CARF que consolidam, nos casos concretos, a definição de que a ampliação do conceito de faturamento às receitas financeiras pela Lei n° 9.718, de 1998, foi inconstitucional, afastando a aplicação da referida Lei, o que corresponde à tese do recorrente, conforme julgados a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 30/04/2002, 31/05/2002, 31/08/2002 BASE DE CALCULO. LEI Nº 9.718, DE 1998. RECEITAS FINANCEIRAS. A ampliação do conceito de faturamento às receitas financeiras pela Lei n° 9.718, de 1998, é inconstitucional, segundo decisão definitivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Recurso voluntário provido. (Segundo Conselho de Contribuintes, Ia Câmara, Acórdão 20181.260, de 03.07.08, Relator: José Antonio Francisco). COFINS E PIS RECEITA FINANCEIRAS INAPLICABILIDADE DA LEI 9.718/98 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RE 380840 MG Conforme decisão transitada em julgado no RE 390840MG, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional o § Iº, do artigo 3°, da Lei 9.718. A extensão dos efeitos dessa decisão definitiva beneficia a ambas as partes, estancando custos desnecessários. Por conseqüência, não compõem a base da contribuição em apreços as receitas financeiras. Recurso provido. (Primeiro Conselho de Contribuintes, Ia Câmara, Processo n". 10120.003831/200381, Recuso n°. 140629, Acórdão 10195764, Relator Mário Junqueira Franco Júnior, Sessão de 21/09/2006). ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/P ASEP Período de apuração: 01/01/1999 a 31/07/1999 PIS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3o, § Iº, DA LEI Nº 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STF. EFEITOS. Já é do domínio público que o Supremo Tribunal declarou a inconstitucionalidade do art. 3o, § Iº, da Lei n° 9.718/98 (RREE n°s 346.084, 357.950, 358.273 e 390.840, Marco Aurélio, Pleno, 09/11/2005 Inf/STF 408), proclamando que a ampliação da base de cálculo da Cofins por lei ordinária violou a redação original do art. 195, I, da Constituição Federal, ainda vigente Fl. 164DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA 10 ao ser editada a mencionada norma legal. A inconstitucionalidade é vício que acarreta a nulidade ex tune do ato normativo, que, por isso mesmo, já não pode ser considerado para qualquer efeito e, embora tomada em controle difuso, a decisão do STF tem natural vocação expansiva, com eficácia imediatamente vinculante para os demais tribunais, inclusive para o STJ (CPC, art. 481, parágrafo único), e com a força de inibir a execução de sentenças judiciais contrárias (CPC, arts. 741, parágrafo único; e 475L, § Iº, redação da Lei n° 11.232/2005). Afastada a incidência do § º do art. 3o da Lei n° 9.718/98, que ampliara a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, é ilegítima a exação tributaria decorrente de sua aplicação. [...] Recurso voluntário provido. (Segundo Conselho de Contribuintes, Iª Câmara, Processo n°. 10980.011343/200318, Recurso nº 139409, Acórdão 20181235,Relator Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, Sessão de 01/07/2008). Além disso, a contribuinte tem como objeto social os serviços de diagnóstico médico, e as receitas financeiras aqui em discussão não resultam de suas atividades empresariais operacionais. A autoridade fiscal, em seu relatório em atendimento à diligência calculou o saldo credor de PIS de R$ 685,12. Proponho a este colegiado que seja reconhecido o valor de saldo credor calculado pela autoridade fiscal na resposta à diligência efetuada, e que seja homologada a compensação ate o limite deste crédito. Observado este limite, e por todos esses elementos, concluo que deve se dar PARCIAL provimento ao recurso. Eloy Eros da Silva Nogueira Relator Fl. 165DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 24/ 04/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/04/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA
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Numero do processo: 37027.001322/2006-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 20 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed May 13 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2301-000.513
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
MARCELO OLIVEIRA
Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), DANIEL MELO MENDES BEZERRA, CLEBERSON ALEX FRIESS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, ADRIANO GONZALES SILVERIO.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), DANIEL MELO MENDES BEZERRA, CLEBERSON ALEX FRIESS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, ADRIANO GONZALES SILVERIO.
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ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), DANIEL MELO MENDES BEZERRA, CLEBERSON ALEX FRIESS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, ADRIANO GONZALES SILVERIO. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 3 70 27 .0 01 32 2/ 20 06 -8 1 Fl. 1041DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37027.001322/200681 Resolução nº 2301000.513 S2C3T1 Fl. 3 2 Tratase de Recurso Voluntário apresentado pelo contribuinte contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária (DRP), fls. 0863 a 0882, que julgou procedente o lançamento, por descumprimento de obrigação tributária legal principal, nos seguintes termos: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ADICIONAL PARA FINANCIAMENTO DA APOSENTADORIA ESPECIAL. TAXA SELIC. CONSTITUCIONALIDADE. LEGALIDADE. A aposentadoria especial de que trata o art. 57, da Lei n.° 8.213, de 24 de julho de 1991, será financiada com os recursos provenientes da contribuição prevista no inciso II do art. 22 da Lei n.° 8.212/91, acrescida de seis, nove ou doze pontos percentuais, conforme atividade exercida pelo segurado, observadas as prerrogativas do art. 6.° da Lei n.° 9.732/91. Sobre as contribuições sociais pagas com atraso incidem, a partir de 01.04.97, juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. Na esfera administrativa não cabe o julgamento de inconstitucionalidade/ilegalidade de lei, por ser matéria reservada em decorrência de dispositivo constitucional, ao Poder Judiciário. LANÇAMENTO PROCEDENTE. Esclarecendo, segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 0210, o lançamento referese a contribuições destinadas à Seguridade Social, parcela devida a cargo da empresa relativa ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa em virtude dos riscos ambientais do trabalho sobre a remuneração paga aos segurados empregados. O crédito corresponde ao acréscimo de alíquota. Ainda segundo o RF, em síntese, os valores da base de cálculo foram obtidos nas folhas de pagamentos de empregados elaboradas e apresentadas pela empresa à fiscalização e foi motivado pela desconsideração das informações apresentadas pela empresa. Os motivos que ensejaram o lançamento estão descritos no RF e nos demais anexos do lançamento. Em 05/11/2004 foi dada ciência à recorrente do lançamento, fls. 001. Contra o lançamento, a recorrente apresentou impugnação, fls. 0836, acompanhada de anexos, com os seguintes argumentos, muito bem sintetizados no relatório da decisão de primeira instância, fls. 0874: 1. o agente/auditor ao constatar irregularidade deve orientar o contribuinte para sanála em tempo razoável; Fl. 1042DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37027.001322/200681 Resolução nº 2301000.513 S2C3T1 Fl. 4 3 2. depois de transcorrido esse tempo, voltará ao local a fim de verificar se dita irregularidade foi sanada; 3. se não resolvida a pendência, o agente/auditor lavrará o auto de infração/NFLD; 4. como o auditor fiscal não se portou de acordo com os parâmetros legais, deve a notificação fiscal ser anulada; 5. a legislação que fundamentou o trabalho da fiscalização é posterior a ocorrência do fato gerador, ou seja, aplicouse para o período fiscalizado de 04/1999 a 12/2003, dispositivo introduzido pelo decreto 4882, de 18/11/2003 (artigo 68, § 11, do Regulamento da Previdência Social); 6. o auditor fiscal contrariou os artigos 105 do Código Tributário Nacional, e 150, inciso III, alínea "a" da Constituição Federal, que proíbem a irretroatividade da legislação; 7. os programas PPRA, PGR e PCMSO foram introduzidos como documentos válidos para substituir o LTCAT, a partir da Instrução Normativa 99/2003, que passou a vigorar em 01/01/2004, posteriormente ao período fiscalizado de 04/1999 a 12/2003; 8. são muitas e inequívocas as provas acerca do eficaz, diligente e contínuo gerenciamento dos riscos ocupacionais que acabam por reduzir a padrões que não ensejam aposentadoria especial ou eliminam a exposição dos empregados aos agentes nocivos presentes na sua atividade, fundamentando a não sujeição da defendente ao acréscimo de alíquota previsto no artigo 22, inciso II, da Lei 8.212/91; 9. contratou a empresa Ética, especializada em consultoria em segurança e medicina do trabalho para elaborar parecer técnico, analisando criticamente os procedimentos adotados pela empresa, as afirmações do auditor fiscal e os documentos produzidos, com o fim de comprovar que gerencia eficazmente os riscos ambientais existentes; 10. a redução da exposição ao risco, através de medidas de ordem coletiva, administrativa e individual é a saída ética para enfrentar a questão, e não reparar com redução do tempo de trabalho a perda da saúde; devese compensar o trabalhador com melhor condição de trabalho, transformando o acréscimo do SAT em medidas para proteção; que a menor exposição ao risco, através de medidas de proteção coletiva, administrativa e individual permite ao organismo humano recomporse da agressão, mantendose a higidez; 11. a política de segurança da empresa assinada por seu presidente em 1999, valoriza e destaca a saúde e segurança como princípios básicos dentro e fora do ambiente do trabalho, conforme anexo I; Fl. 1043DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37027.001322/200681 Resolução nº 2301000.513 S2C3T1 Fl. 5 4 12. até março/1997, o cimento era citado como agente agressivo pela legislação que rege a aposentadoria especial; e após, a publicação do anexo IV do Regulamento de Benefícios da Previdência Social, aprovado pelo decreto 2.172/97, tal matéria deixou de ser considerada agente agressivo para fins de aposentadoria especial; 13. atualmente, a legislação sobre aposentadoria especial tem cunho técnico, tornando mensurável o agente insalubre ou condição prejudicial à saúde, tendo como referência valores contidos nas Normas Regulamentadoras; 14. trabalhar em indústria de cimento não é fato gerador de direito, sendo esse concedido somente para exposição aos agentes nocivos físicos, químicos, biológicos ou associação desses, cujo segurado esteja exposto de forma permanente, não ocasional e nem intermitente acima do limite de tolerância sem a devida proteção; 15. a defendente de fato é eficaz, diligente e proporciona contínuo gerenciamento dos riscos ocupacionais, que neutraliza ou elimina a exposição dos empregados aos agentes agressivos, não ensejando o benefício da aposentadoria especial, estando assim, desobrigada do pagamento da alíquota adicional para custear o benefício; 16. o pagamento do adicional de insalubridade tratase de uma decisão administrativa da empresa frente a conjuntura trabalhista, sindical e social, não implicando em reconhecimento de ambiente insalubre; 17. a fiscalização não analisou as provas existentes, os diversos programas de prevenção, recibos de entrega de EPI's, laudos e relatórios ambientais elaborados pela defesa; além de terse baseado em legislação posterior aos fatos; 18. há casos de pedidos de aposentadorias especiais negados pelo INSS, sob o fundamento de que o período trabalhado na Companhia não é insalubre. Se não são concedidos os benefícios, não há como pretender esse acréscimo contributivo, já que não há nada a financiar; 19. insistir na cobrança sem fato gerador da obrigação tributária é na verdade, pretender cobrar tributo sem qualquer previsão legal que o estabeleça; 20. o lançamento fiscal afronta os artigos 5°, inciso II e 150, inciso I, da Constituição Federal; 21. a NFLD é nula por pautarse em presunção incabível em direito tributário, desconsiderando o farto conjunto probatório que colocou a disposição da fiscalização; Fl. 1044DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37027.001322/200681 Resolução nº 2301000.513 S2C3T1 Fl. 6 5 22. a utilização da taxa SEIC é inconstitucional, pelo que espera sua exclusão, substituindoa por juros moratórios de 1% ao mês; e 23. requer seja o lançamento julgado insubsistente, decretada a improcedência da ação fiscal e o seu arquivamento. 24. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente pela realização de perícia técnica, a fim de provar o eficaz gerenciamento dos riscos ocupacionais, indica assistente técnico e quesitos às fls. 853. A Delegacia analisou o lançamento e a impugnação, julgando procedente o lançamento. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 0885, acompanhado de anexos. No recurso, a recorrente alega, em síntese, que: 1. O indeferimento da perícia solicitada na impugnação configura cerceamento de defesa e leva a nulidade da decisão, pois foi impedida de provar que não tem trabalhadores expostos a riscos ambientais, considerando que eventuais agentes nocivos existentes em ambiente de trabalho foram neutralizados; 2. São muitas e inequívocas as provas do eficaz gerenciamento dos riscos ocupacionais, que acabam por reduzir a padrões que não ensejam aposentadoria especial ou eliminam a exposição de empregados a agentes nocivos; 3. Com a publicação do anexo IV, do Decreto 2.172/97, o cimento deixou de ser considerado agente agressivo para fins de aposentadoria especial; 4. A presença de agentes nocivos no ambiente de trabalho pode ser eliminada por adequado gerenciamento dos riscos; 5. O fato do segurado empregado trabalhar em indústria de cimento não configura fato gerador da aposentadoria especial, ocorrendo este somente com a exposição aos agentes nocivos químicos, físicos e biológicos, cujo segurado esteja exposto de forma permanente, acima do limite de tolerância e sem a devida proteção; Fl. 1045DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37027.001322/200681 Resolução nº 2301000.513 S2C3T1 Fl. 7 6 6. O pagamento do adicional de insalubridade consiste em uma decisão administrativa, não implicando em reconhecimento de ambiente insalubre; 7. O Fisco baseouse em legislação posterior à ocorrência dos fatos geradores; 8. Não ocorreram fatos geradores do adicional destinado ao financiamento das aposentadorias especiais; 9. A utilização da Taxa SELIC é inconstitucional e ilegal; 10. Requer o provimento do recurso, para cancelar a decisão para se realizar a perícia ou para declarar insubsistente o recurso. Posteriormente, a Delegacia emitiu contrarazões, fls. 0903, onde, em síntese, mantém a decisão proferida, enviando o processo ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). A Quarta Câmara de Julgamento (CAJ), do CRPS, analisou os autos e decidiu anular o lançamento, por, em síntese, faltar o fundamento legal do arbitramento no anexo “Fundamentos Legais do Débito (FLD)”. A Delegacia ingressou com Pedido de Revisão (PR), fls. 0921. A recorrente obteve ciência e apresentou suas contrarazões ao PR, fls. 0939, alegando, em síntese, que: 1. Há ausência de fundamento legal para o PR; 2. O lançamento que omite seus motivos é nulo, portanto correta a decisão sobre a nulidade do lançamento; 3. Diante do exposto, o acórdão proferido deve prevalecer. Posteriormente, a DRP enviou o processo ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), fls. 0950. A Primeira Turma, Terceira Câmara, Segunda Seção, do CARF, analisou os autos e decidiu converter o julgamento em diligência, a fim de esclarecer questões. A diligência determinada foi executada e o sujeito passivo obteve ciência de seu resultado, com apresentação de seus argumentos. Os autos retornaram ao CARF, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 1046DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37027.001322/200681 Resolução nº 2301000.513 S2C3T1 Fl. 8 7 Antes de maiores análises, cabe esclarecimento de questão. Conforme consta dos autos, estão sendo exigidas contribuições, por meio de lançamento de ofício, referente às competências 04/1999 a 12/2003, fls 092. A ciência do contribuinte ocorreu em 05/11/2004, fls. 001. Com esses dados, o lançamento pode sofrer impactos se a regra decadencial a ser aplicada for a determinada no Art. 150, do Código Tributário Nacional (CTN). CTN: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Destaquese que não há informação sobre ausência, completa, de recolhimentos nas competências citadas. Assim, para o devido enfrentamento da questão, matéria que deve ser conhecida de ofício, decidimos converter o julgamento em diligência, a fim de que o Fisco informe, em parecer conclusivo, se nas competências 04/1999 a 12/2003 ocorrerem pagamentos parciais. Após a elaboração do parecer, deve ser dada ciência ao contribuinte, para apresentação de sus argumentos, em até trintas dias, após a ciência. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em converter o julgamento em diligência, nos termos acima. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 1047DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCELO OLIVEIRA
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Numero do processo: 10860.002536/2003-44
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3302-000.198
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária do TERCEIRA
SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.
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Assunto Solicitação de Diligência Recorrente MAXION COMPONENTES ESTRUTURAIS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária do TERCEIRA SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas (relatora); José Antonio Francisco; Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz; Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 255DF CARF MF Impresso em 04/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10860.002536/200344 Resolução n.º 330200.198 S3C3T2 Fl. 256 2 Relatório Tratase de Pedidos de Compensação de fls. 01/04, com fundamento em anterior Pedido de Ressarcimento consubstanciado no processo n° 13881.000165/0056. Ao tempo da data de 30/09/02, pela inclusão do parágrafo 4º ao art. 74 da Lei n° 9.430/96, com a redação dada pelo art. 49 da Lei n° 10.637/02, o pedido de compensação formulado, por até então não ter sido apreciado pela autoridade administrativa, foi considerado Declaração de Compensação. Com fundamento no despacho decisório de fl. 10 que deferiu apenas parcialmente o Pedido de Ressarcimento realizado no bojo do processo n° 13881.000165/00 56, o Delegado da Receita Federal em Taubaté determinou a emissão, à Recorrente, de carta de cobrança (fl. 17) do débito em voga. Concluise que em vista de não ter sido deferida a totalidade do crédito pleiteado, deveria ser mantida a exigência do débito então compensado. Irresignada com a exigência supramencionada, a Recorrente apresentou manifestação de inconformidade às fls. 20/23, requerendo, em síntese, o cancelamento da carta de cobrança e o sobrestamento do presente processo até final decisão a ser proferida nos autos do Pedido de Ressarcimento, visto que este ainda estava pendente de julgamento. Alternativamente a Recorrente pleiteou a homologação das compensações efetuadas. Por não constar despacho decisório para o processo em comento, sendo certo que o D. Delegado limitouse a determinar a expedição de carta de cobrança, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto expediu a Resolução n° 520/06, por meio da qual remeteu o processo à delegacia de origem (fls. 146/148), a fim de que fosse proferido o competente Despacho Decisório. Em 03/03/06, a autoridade da DRF de Taubaté proferiu o Despacho Decisório de fl. 149, concluindo pela não homologação das compensações de fls. 01/04 e consequente cobrança dos débitos. Devidamente intimada a Recorrente apresentou nova manifestação de inconformidade (fls. 151/159) aduzindo, em suma, (i) a legitimidade dos créditos pleiteados no processo n° 13881.000165/0056; (ii) a necessidade de sobrestamento do feito até final decisão a ser proferida nos autos do Pedido de Ressarcimento, uma vez que é neste processo que se julga a procedência dos créditos; (iii) a suspensão da exigibilidade do crédito tributário até o julgamento final daquele processo, sob pena de cobrança indevida; ou, se mantida a análise da defesa (iv) a integral homologação das compensações declaradas; (v) ou, quando menos, o cancelamento da cobrança de juros com base na taxa Selic. Às fls. 164/174 foi proferido acórdão nº 1413.373 pela DRJ/RPO que, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação da Recorrente e, por via reflexa, não homologou a compensação requerida, sob o argumento de que o acórdão proferido no julgamento da manifestação de inconformidade interposta no processo n° 13881.000165/0056, manteve o indeferimento parcial do Pedido de Ressarcimento. Dessa forma, portanto, estaria correta a não homologação das compensações declaradas, pois não pode ser objeto de compensação o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento já indeferido pela autoridade competente da SRF. Ademais, os julgadores entenderam que (i) não há previsão legal para o sobrestamento do processo; (ii) que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário se efetivará quando da interposição do competente recurso ao Conselho de Contribuintes, e; (iii) Fl. 256DF CARF MF Impresso em 04/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10860.002536/200344 Resolução n.º 330200.198 S3C3T2 Fl. 257 3 que as Delegacias de Julgamento não tem competência para julgar a legalidade da aplicação da taxa Selic na cobrança de débitos declarados. Intimada do acórdão a Recorrente apresentou o competente Recurso Voluntário a este Egrégio Tribunal Administrativo, articulando, novamente, as razões antes expostas na manifestação de inconformidade e requerendo seja este processo sobrestado até decisão final a ser proferida no Pedido de Ressarcimento ou, subsidiariamente, que seja reconhecido seu direito à compensação efetuada, com a devida homologação do procedimento adotado. É o relatório. Voto Conselheira Fabiola Cassiano Keramidas, Relatora O recurso é tempestivo, atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele o conheço. Conforme se verifica do extrato obtido pelo site do Comprot o processo que trata do Pedido de Ressarcimento (n° 13881.000165/0056), objeto das Declarações de Compensação aqui formuladas e pelas quais se requer a homologação, foi julgado tendo sido, parcialmente provido, após retorno de diligência. Há registro, por outro lado, da interposição de Recurso à CSRF. Ocorre que, no entender desta julgadora, a análise das compensações objeto dos autos, bem como sua homologação, está diretamente vinculada ao deslinde do Pedido de Ressarcimento. Desta forma, por imperativo lógicoprocessual, não vejo outra opção a não ser determinar a descida dos autos à DRF, para juntada da decisão final definitiva do Processo nº 13881.000165/0056 (Pedido de Ressarcimento). Caso a decisão final daqueles autos defira o Pedido de Ressarcimento – total ou parcialmente – a autoridade administrativa deverá analisar se o valor do crédito cujo ressarcimento foi deferido é suficiente para realizar a compensação pleiteada nestes autos, exarando parecer conclusivo sobre a questão. Posteriormente, a Recorrente deverá ser intimada para, querendo, no prazo de 30 dias apresentar suas considerações, quando então, com ou sem manifestação do contribuinte os autos deverão retornar a mim, para que seja possível realizar seu julgamento definitivo. É como voto. Sala das Sessões, em 20 de março de 2012. (assinado digitalmente) Relatora Fabiola Cassiano Keramidas Fl. 257DF CARF MF Impresso em 04/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
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