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Numero do processo: 10865.003305/2007-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2004 a 28/02/2006
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. COTA PATRONAL. REMUNERAÇÃO, RECOLHIMENTO. OBRIGATORIEDADE, Sobre a remuneração paga, creditada ou devida ao segurado empregado e contribuinte individual incide contribuição previdenciária. A empresa está obrigada a arrecadar e recolher essa contribuição.
MULTA. INCONSTITUCIONALIDADE. Segundo a Súmula nº 02 do Eg, Segundo Conselho de Contribuintes não é de sua competência pronunciar-se sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária.
SELIC, APLICAÇÃO. LEGALIDADE, Nos termos da Súmula n. 03 do Eg. Segundo Conselho de Contribuintes é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 2402-000.972
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de voto em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
1.0 = *:*
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10865.003305/2007-31 Recurso n" 153.165 Voluntário Acórdão n° 2402-00.972 - 4° Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 6 de julho de 2010 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente IRMÃOS GULLO S/A ARTEFATOS DE METAIS Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA - SRP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 28/02/2006 CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. COTA PATRONAL. REMUNERAÇÃO, RECOLHIMENTO. OBRIGATORIEDADE, Sobre a remuneração paga, creditada ou devida ao segurado empregado e contribuinte individual incide contribuição previdenciária. A empresa está obrigada a arrecadar e recolher essa contribuição. MULTA. INCONSTITUCIONALIDADE. Segundo a Súmula n. 02 do Eg, Segundo Conselho de Contribuintes não é de sua competência pronunciar-se sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária, SELIC, APLICAÇÃO. LEGALIDADE, Nos termos da Súmula n. 03 do Eg. Segundo Conselho de Contribuintes é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4° Cárnara / 2' Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por u nimidade de vot em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, j(,/, ARUE O _ L VEIRA - Presidente(/(,, LOURENÇ ibk-F, ERREIRA DO PRADO — Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto gi 'enço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Ewan Teles Aguiar (Convoca. 2 Processo n° 10865 003305/2007-31 S2-C4T2 Acórdão n 2402-00,912 Fl. 126 Relatório Trata-se de notificação fiscal de lançamento de débito em desfavor de IRMÃOS GULLO S/A ARTEFATOS DE METAIS, consubstanciada na cobrança das seguintes contribuições devidas à Seguridade Social: as correspondentes à cota patronal, as decorrentes do financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa originadas do RAT, e as destinadas à terceiros, FNDS (salário educação), INCRA, SESI/SENAI e SEBRAE. Infringindo o art. 11 , § único, alíneas "a", "b" e "c", da lei n° 8.212/91 e os arts, I' e :3', da lei n° 11.098/2005 O lançamento foi efetuado considerando o período de apuração entre 02/2004 a 02/2006, tendo sido a empresa cientificada em 25/04/2006. A empresa impugnou a notificação (fls. 37 a 53), requerendo em preliminar o parcelamento do débito para o pagamento dos valores que entende ser corretos. Ressalta que, o débito ocorreu de dificuldades financeiras e alega que existem diferenças entre o valor nominal da multa aplicada e o valor numérico lançado. Argúi a inconstitucionalidade da exigência de juros moratórios, calculados em aplicação da taxa SELIC, uma vez que os juros devem ser de 1% ao mês, conforme dispõe o § 1' do art„ 161 do CTN. Pleiteia a total improcedência da NFLD, e que seja desconstituída. Requer seja revisto o percentual da multa aplicada, bem como aplicação da taxa SELIC juntamente com os juros de mora e da multa a fim de se afastar o caráter confiscatório da mesma, e adequá-la aos patamares razoáveis. A Secretaria da Receita Previdenciária, por meio da Decisão-Notificação (fls. 68 a 74), julgou procedente lançamento fiscal, rejeitou as razões suscitadas na impugnação, e declarou o contribuinte devedor à Seguridade Social do crédito previdenciário apurado na NFLD. Mantida a integralidade da notificação, a empresa interpôs recurso voluntário (FLS. 78 a 96), por meio do qual sustenta: o que no regular exercício de suas atividades sempre pagou devidamente todos seus impostos, dentre eles o INSS; • que a imputação da NFLD não pode prosperar, e que se encontra distante da realidade dos fatos e do direito; • que a empresa não deixou de recolher o ditado imposto e sim não pagou em dia seus funcionários, logo não poderia aferir descontos dos débitos previdenciário-s se não tinha dinheiro para pagar a obrigação salarial principal; • que em virtude da mudança de direção da empresa e sua constante reestruturação, houve um mero erro operacional destes dados, não ocorrendo qualquer atitude com intuito de omitir ou burlar as informações prestadas ao INSS; o que o erro das guias GF P 's foi sanado durante a fiscalização havida na impugnante; 3 • que as dificuldades financeiras que a empresa vem passando ao longo dos últimos anos a levaram a beira da falência; • que na Notificação existem disparidades que ensejam sua nulidade, são diferenças entre o valor nominal da multa aplicada e do valor numérico lançado; • que existem inconstâncias e juros sobre juros, uma vez que a taxa SELIC também é aplicada, além da inconstitucionalidade e da ilegalidade desta; • que seja julgada a total improcedência da NFLD, e caso se entenda pela remanescência de algum débito, que se admite apenas a titulo de argumentação, requer seja revisto o percentual da multa aplicada afastando o caráter confiscatório e adequando-o a patamares razoáveis; • a gratuidade de acordo com a Lei 1060/50, devidas sérias dificuldades financeiras que a empresa se encontra A empresa apresentou recurso sem a comprovação do depósito recursal, o que gerou sua deserção. Após impetrou mandado de segurança com pedido de liminar, objetivando a anulação das NFLD's 35.871 ,153-3 e 35,871.152-5, a desconstituição das inscrições em dívida ativa, bem como ver recebido e processado seus recursos administrativos, sem a exigência do depósito recursal. Processado o recurso sem contrarrazõ s da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. ConselhO. É o relatório, ( 4 Processo n° 10865.003305/2007-31 S2-C4T2 Acórdão n 2402-00.972 Fl 127 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator Tempestivo o recurso e presente os demais pressupostos de admissibilidade, deles conheço. Não merecem prosperar os fundamentos do recurso interposto pelo contribuinte. A NFLD lavrada atendeu a todos os princípios do direito administrativo e seus ditames legais. Ao que se verifica do relatório fiscal do presente lançamento, ressalto que o fiscal notificante fundamentou a conclusão da ocorrência do fato gerador com supedâneo em informações prestadas pelo próprio contribuinte em GFIP, fato este que caracteriza confissão de dívida previdenciária, nos termos do art. 225 do RPS, a seguir: Art.225. A empresa é também obrigada a (.,)§12 As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos beneficios previdenciários, bem como constituir-se-ão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não-recolhimento, Dessa forma, ao efetuar o lançamento, restou devidamente observado aquilo o que disposto no art. 142 do CTN, de forma que consta do relatório fiscal a descrição clara e precisa do fato gerador das contribuições, de forma a garantir ao contribuinte o perfeito entendimento da notificação lavrada, para que pudesse exercer a contento o seu direito de defesa e contraditório. Portanto, as alegações de que passou por dificuldades financeiras, bem como restou impossibilitado em efetuar os pagamentos de salários a seus empregados, não possuem o condão de infirmar os fundamentos constantes da NFLD, eis que desacompanhadas de qualquer prova idônea e documental neste sentido, motivo pelo qual merecem ser rejeitadas. Ademais, repito que constituem fatos geradores do presente lançamento as remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados e contribuintes individuais referentes, às contribuições devidas à Seguridade Social, nas competências de 02/2004 à 02/2006, o que também enseja a rejeição dos argumentos referentes a impossibilidade de retenção de contribuições dos empregados, objeto de lançamento em outra NFLD. A multa decorre de dispositivo legal e nada mais é do que uma pena pecuniária aplicada em todos os casos de inadimplência do devedor incidindo sobre o valori principal corrigido. Importante ressaltar que, os valores apresentados a título de multa no Discriminativo Sintético de Débito, é repetido na folha de rosto da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, logo não prospera a alegação de que existem jdfar----- 5 A recorrente insurge-se, ainda, contra a cobrança de juros com base na taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC, alegando também ser inconstitucional e ilegal. Todavia, cabe destacar', que o Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n° 147/2007, veda aos Conselhos de Contribuintes afastar aplicação de lei ou decreto sob fundamento de inconstitucionalidade, conforme disposto em seu art. 49. Sobre o tema, o Segundo Conselho de Contribuintes editou a Súmula n. 02, aplicável ao presente caso, assim ementada: SÚMULA n. 02 "Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária". Não obstante, a insurgência quanto a aplicação da taxa SELIC também não merece amparo. A sua aplicação, enquanto juros moratórios e multa aplicadas sobre as contribuições objeto do lançamento, foi efetivada com supedâneo em previsão legal consubstanciada no art. 34 da Lei n ° 8.212/1991, abaixo transcrito: Art, 34. As contribuições- sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à tax-a referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia-SELIC, a que se refere o art, 13 da Lei n° 9,065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irreleváwt (Artigo restabelecido, com nova redação dada e parágrafo único acrescentado pela Lei e 9 528, de 10/12/97) Parágrafo único O percentual dos juros moratórias relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Quanto ao pedido de gratuidade de acordo com a Lei 1060/50, não cabe a este Conselho pronunciar-se, tendo em vista que trata-se de matéria exclusivamente judicial. Por fim, descabivel, a pretensão do contribuinte, para que seja julgada a total improcedência da NELD, inclusive no que tange a revisão do percentual da multa aplicada, tendo em vista, que conforme comprovado nas fundamentações acima, objeto de irresignação no recurso voluntário. Não pode ser analisado por este Conselho, ainda em observância à Sumula n. 02. Ante todo o exposto NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Sala das Sessões, em 6 de julho de 2010 OUREN010 FERREIRA DO PRADO — Relator 6
score : 1.0
Numero do processo: 10711.006141/2003-24
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 302-01.386
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR
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Numero do processo: 10183.005825/2005-96
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 18 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Aug 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2001
IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL, ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE RESERVA LEGAL. ISENÇÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE PARA FINS DE INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. POSSIBILIDADE DE APRESENTAÇÃO ATÉ O INÍCIO DA FISCALIZAÇÃO.
A apresentação do ADA, a partir do exercício de 2001, tornou-se requisito para a fruição da redução da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, passando a ser, em princípio, uma isenção condicionada, tendo em vista a promulgação da Lei n.º 10.165/00, que alterou o conteúdo
do art. 17-O, §1º, da Lei n,º 6.938/81.
Não obstante, referido dispositivo não fixa prazo determinado para a apresentação do ato declaratório, tampouco a necessidade de sua protocolização em prazo fixado pela Receita Federal, para o fim específico de permitir a redução da base de cálculo do ITR. Diante dessa lacuna, na forma como estatuído pelo art. 97, inciso VI, do CTN, não pode o poder regulamentar estabelecer a desconsideração da isenção tributária no caso da mera apresentação intempestiva do ADA.
Considerando-se que o ADA possui papel prático de apuração de área tributável, ato este sujeito ao poder de polícia do IBAMA, denota-se que sua entrega até o início da fiscalização cumpre sua finalidade maior, transferindo pois, para a Administração, o ônus de provar a inexistência da área.
Nos casos em que o ADA não for apresentado, poderá o contribuinte
comprovar a existência das áreas de interesse ambiental mediante a apresentação de documentos relacionados na pergunta 40 do "Manual de Perguntas e Respostas" do Ato Declaratório Ambiental (ADA), editado pelo IBAMA em 2010.
IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL. ÁREA DE RESERVA LEGAL.
A partir do exercício de 2.002, a localização da reserva legal deve ser aprovada pelo órgão ambiental competente, observando-se a função social da propriedade e os critérios previstos no §4° do art. 16 do Código Florestal.
Têm o ADA e a averbação à margem da matrícula do imóvel, assim, efeito meramente declaratório.
Hipótese em que a Recorrente comprovou a área de reserva legal mediante a apresentação de Termo de Responsabilidade de Preservação de Floresta firmado com o órgão ambiental antes da data do fato gerador.
IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE.
Nos termos dos artigos 2° e 3º da Lei 4,771/65 (Código Florestal), as áreas de preservação permanente (APP) são assim consideradas "pelo só efeito desta Lei, independentemente, portanto, de qualquer outra providência, devendo ser aceita quando devidamente comprovada pelo contribuinte.
Tem o ADA, portanto, efeito meramente declaratório.
Hipótese em que a Recorrente comprovou parte da área de preservação permanente declarada mediante a apresentação do ADA protocolado tempestivamente e de laudo técnico.
IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL. ÁREA TOTAL DO IMÓVEL.
Deve ser considerada a área total do imóvel constante da matrícula do imóvel na data do fato gerador, no caso, 1 de janeiro de 2001, ainda que, posteriormente, referida área tenha sido retificada, após georreferenciamento realizado no final de 2005.
Prevalência da presunção de legitimidade dos dados constantes do registro imobiliário.
ITR. VALOR DA TERRA NUA.
É cabível o arbitramento com base na tabela SIPT quando o laudo técnico elaborado por profissional habilitado não atender aos requisitos essenciais das normas da ABNT, como no presente caso, em que os dados apurados se referiam ao exercício de 2005, enquanto que o fato gerador é de 2001.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2101-000.679
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR
provimento PARCIAL ao recurso para excluir da base de cálculo do imposto a área de preservação permanente de 6.722,95 hectares e a área de reserva legal de 23.719,0 hectares, bem como para restabelecer a área total do imóvel, originalmente declarada, de 45.920,9 hectares, nos termos do voto do Relator.
Matéria: ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
Nome do relator: ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2001 IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL, ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE RESERVA LEGAL. ISENÇÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE PARA FINS DE INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. POSSIBILIDADE DE APRESENTAÇÃO ATÉ O INÍCIO DA FISCALIZAÇÃO. A apresentação do ADA, a partir do exercício de 2001, tornou-se requisito para a fruição da redução da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, passando a ser, em princípio, uma isenção condicionada, tendo em vista a promulgação da Lei n.º 10.165/00, que alterou o conteúdo do art. 17-O, §1º, da Lei n,º 6.938/81. Não obstante, referido dispositivo não fixa prazo determinado para a apresentação do ato declaratório, tampouco a necessidade de sua protocolização em prazo fixado pela Receita Federal, para o fim específico de permitir a redução da base de cálculo do ITR. Diante dessa lacuna, na forma como estatuído pelo art. 97, inciso VI, do CTN, não pode o poder regulamentar estabelecer a desconsideração da isenção tributária no caso da mera apresentação intempestiva do ADA. Considerando-se que o ADA possui papel prático de apuração de área tributável, ato este sujeito ao poder de polícia do IBAMA, denota-se que sua entrega até o início da fiscalização cumpre sua finalidade maior, transferindo pois, para a Administração, o ônus de provar a inexistência da área. Nos casos em que o ADA não for apresentado, poderá o contribuinte comprovar a existência das áreas de interesse ambiental mediante a apresentação de documentos relacionados na pergunta 40 do "Manual de Perguntas e Respostas" do Ato Declaratório Ambiental (ADA), editado pelo IBAMA em 2010. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL. ÁREA DE RESERVA LEGAL. A partir do exercício de 2.002, a localização da reserva legal deve ser aprovada pelo órgão ambiental competente, observando-se a função social da propriedade e os critérios previstos no §4° do art. 16 do Código Florestal. Têm o ADA e a averbação à margem da matrícula do imóvel, assim, efeito meramente declaratório. Hipótese em que a Recorrente comprovou a área de reserva legal mediante a apresentação de Termo de Responsabilidade de Preservação de Floresta firmado com o órgão ambiental antes da data do fato gerador. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. Nos termos dos artigos 2° e 3º da Lei 4,771/65 (Código Florestal), as áreas de preservação permanente (APP) são assim consideradas "pelo só efeito desta Lei, independentemente, portanto, de qualquer outra providência, devendo ser aceita quando devidamente comprovada pelo contribuinte. Tem o ADA, portanto, efeito meramente declaratório. Hipótese em que a Recorrente comprovou parte da área de preservação permanente declarada mediante a apresentação do ADA protocolado tempestivamente e de laudo técnico. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL. ÁREA TOTAL DO IMÓVEL. Deve ser considerada a área total do imóvel constante da matrícula do imóvel na data do fato gerador, no caso, 1 de janeiro de 2001, ainda que, posteriormente, referida área tenha sido retificada, após georreferenciamento realizado no final de 2005. Prevalência da presunção de legitimidade dos dados constantes do registro imobiliário. ITR. VALOR DA TERRA NUA. É cabível o arbitramento com base na tabela SIPT quando o laudo técnico elaborado por profissional habilitado não atender aos requisitos essenciais das normas da ABNT, como no presente caso, em que os dados apurados se referiam ao exercício de 2005, enquanto que o fato gerador é de 2001. Recurso parcialmente provido.
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Numero do processo: 10980.009464/2002-19
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 104-02.026
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Conselheiro Relator.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: Remis Almeida Estol
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score : 1.0
Numero do processo: 10580.008115/2001-10
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 15 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Fri Aug 15 00:00:00 UTC 2003
Numero da decisão: 101-02.407
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: Paulo Roberto Cortez
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MINISTÉRIO DA FAZENDA • i z. tr. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ":-:t,e-rie PRIMEIRA CÂMARA Processo n°. : 10580.008115/2001-10 Recurso n°. : 134.328 Matéria : CSLL - Ex: 1997 Recorrente : AGROPECUÁRIA SENHOR DO BONFIM LTDA. Recorrida : 1° TURMA DRJ em SALVADOR - BA Sessão de : 15 de agosto de 2003 RESOLUÇÃO N°101-02.407 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por AGROPECUÁRIA SENHOR DO BONFIM LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. EDIS: ODRIGUES PRESIDEN.--'1.):0" PAUL, -4•BER • / ORTEZ RELATO FORMALIZADO EM: 1 5 Si_ 2003 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: KAZUKI SHIOBARA, VALMIR SANDRI, SANDRA MARIA FARONI, CELSO ALVES FEITOSA e SEBASTIÂO RODRIGUES CABRAL. Ausente, justificadamente o Conselheiro RAUL PIMENTEL. PROCESSO N°. :10580.008115/2001-10 2 RESOLUÇÃO N°. :101-02.407 RECURSO N°. :134.328 RECORRENTE : AGROPECUÁRIA SENHOR DO BONFIM LTDA. RELATÓRIO AGROPECUÁRIA SENHOR DO BONFIM LTDA., já qualificada nestes autos, recorre a este Colegiado, através da petição de fls. 166/171, do Acórdão n° 2.077, de 20/08/2002, prolatado pela 1 8 Turma de Julgamento da DRJ em Salvador - BA, fls. 154/159, que julgou parcialmente procedente o lançamento consubstanciado no auto de infração de CSLL, fls. 01. Consta na descrição dos fatos e enquadramento legal (fls. 02), a seguinte irregularidade fiscal: "01 — COMPENSAÇÃO A MAIOR DO SALDO DE BASE DE CÁLCULO NEGATIVA DE PERÍODOS-BASE ANTERIORES NA APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO, CONFORME DEMONSTRATIVO ANEXO. Lei 7.689/88,. art. 2°. Lei 8.383/91, art. 44, parágrafo único. Lei 8.981/95, art. 57, caput, §§ 2°, 300 4° / Lei 9.065/95, art 16.* Contra o lançamento constituído na ação fiscal, a contribuinte insurgiu-se, nos termos da impugnação de fls. 52/57, com aditamento às fls. 113/114. A i a Turma da DRJ/SDR, decidiu pela manutenção parcial do lançamento, cujo acórdão encontra-se assim ementado: "CSLL Ano-calendário: 1996 BASE DE CÁLCULO NEGATIVA. DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS. ERRO NO PREENCHIMENTO. RETIFICAÇÃO. Cabível a retificação da base de cálculo negativa da CSLL se o lançamento decorreu de erro no preenchimento e processamento da Declaração de Rendimentos. te" PROCESSO N°. :10580.008115/2001-10 3 RESOLUÇÃO N°. :101-02.407 LANÇAMENTO PRECLUSÃO. Considera-se preclusa a matéria objeto de lançamento que não foi contestada tempestivamente. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE' Ciente da decisão de primeira instância em 16/10/02 (AR fls. 164), a contribuinte interpôs tempestivo recurso voluntário em 18/11/02 (protocolo às fls. 166), onde apresenta, em síntese, os seguintes argumentos: a) que foi autuada em razão da revisão da declaração de rendimentos onde foi constatada a existência de irregularidades que resultaram na alteração do valor da CSLL a compensar ou a ser restituída e/ou da base de cálculo negativa da contribuição anteriormente declarada; b) que a decisão recorrida desconsiderou a correção monetária do deságio realizado, especificada no Manual de Orientação do IRPJ — Majur 1996, sendo este o motivo ensejador do presente recurso; c) que a decisão de primeira instância, ao decidir pela procedência do auto de infração, não acolheu o direito de utilizar a correção monetária do deságio realizado; d) que na declaração de rendimentos demonstrou o valor computado no lucro real, registrado no Lalur corrigido monetariamente até a data da adição, ou seja, dezembro de 1995; e) que, conforme provado, no ano-calendário de 1995, equivocou- se o auditor ao demonstrar na soma das adições, item 3, o valor de R$ 6.998.431,00, onde o correto e informado na declaração de rendimentos, ficha 11, linha 09, foi o valor de R$ 4.192.158,00; f) que o auditor, ao considerar em sua planilha de cálculo o valor de R$ 6.998.431,00, equivocou-se completamente, pois desconsiderou a correção monetária do deságio realizado, no valor de R$ 2.806.273,00, demonstrado às fls. 28v e 29 do lalur, parte "A', que ocorre na forma determinada no Majur 1996, pagina 35; g) que o valor constante da ficha 06 — Demonstração do Lucro Líquido está expresso no Balancete Dez/95 (Doc. 03), especificando o valor de R$ 16.162.390,00 e R$ (-) 22.909.841,00, apurando-se na soma o valor de R$ 6.747.451,00, que, considerando o valor correspondente a correção monetária do deságio, chega-se ao valor constante da demonstração da CSLL informado na declaração do exercício de 1996, ou seja, R$ 3.941.178,00; - PROCESSO N°. :10580.008115/2001-10 4 RESOLUÇÃO N°. :101-02.407 h) que equivocou-se o respeitável relator ao consignar em seu voto que ficou confirmado o valor de R$ 6.747.451,00, e não admite o valor demonstrado no Lalur do contribuinte. Ocorre que na demonstração do lucro líquido, Ficha 06, não reflete as atualizações impostas pela legislação, por seu uma demonstração meramente contábil e não fiscal, por este motivo seria impossível se demonstrar nessa Ficha, o que ocorreu com o contribuinte a nível fiscal, isto se dá através da demonstração do lucro real, Ficha 07, conforme determina o Majur/1996, página 35; i) que, acrescenta o ilustre relator, que o erro de preenchimento que ocorreu foi objeto de retificação por lançamento através de auto de infração. Porém, não obstante a existência de autos de infração lavrados anteriormente, os mesmos não atingem os valores sob discussão, cuja matéria é simples e objeto do auto de infração em questão, onde existem razões para sua impugnação, por estarem calcados em equívocos; j) que a partir dos erros encontrados, apurou diferenças nos meses e exercícios posteriores, conforme demonstrado na planilha que integrou a impugnação e o anexo (doc. 03). Às fls., 206, o despacho da DRJ em Campinas - SP, com encaminhamento do recurso voluntário, tendo em vista o atendimento dos pressupostos para a admissibilidade e seguimento do mesmo. É o Relatório. PROCESSO N°. :10580.008115/2001-10 5 RESOLUÇÃO N°. :101-02.407 VOTO Conselheiro PAULO ROBERTO CORTEZ , Relator O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Como visto do relatório, tratam os presentes autos, de lançamento de ofício a título de contribuição social sobre o lucro líquido, pela compensação a maior, no ano-calendário de 1996 do saldo de base de cálculo negativa de períodos- base anteriores, conforme o Demonstrativo de Valores Apurados — CSLL apresentado pela autoridade autuante, abaixo transcrito: Ficha Linha Cód. Valor Declarado Valor Alterado Base de Diferença Capitulação Cálculo Apurada 11 20 01.01 55.605.498,00 46.325.442,73 9.280.055,27 9.280.055,27 11 21 (58.976.196,76) (49.696.141,49) 9.280.055,27 Tempestivamente a contribuinte impugnou o feito, tendo, posteriormente, juntado aos autos o aditamento de fls. 113/114, acompanhado da cópia do Lalur (fls. 115/117), os quais, no seu entender, apresentariam novos subsídios para melhor esclarecimento do assunto. A E. Turma de Julgamento admitiu o conhecimento do aditamento à impugnação, bem como dos documentos que o acompanharam, tendo em vista os princípios da ampla defesa e da verdade material invocados pela contribuinte. Dessa forma, a decisão recorrida manteve em parte o lançamento, tendo excluído parte do mesmo sob os seguintes fundamentos: "G) De acordo com os autos, observa-se que no mês de novembro de 1993, o valor informado na 'Linha 04/39 — Resultados Positivos em Participações Societárias e em SPC", e excluído na "Linha 05112 — Ajuste por Aumento no Valor de Investimentos Avaliados pelo Património Líquido', correspondente ao valor da 'Linha 05/15 — Soma das PROCESSO N°. :10580.008115/2001-10 6 RESOLUÇÃO N°. :101-02.407 Exclusões', na Declaração de Rendimentos do referido ano- calendário, foi de CR$ 1.930.040.888,00, enquanto no Demonstrativo da Base de Cálculo da Contribuição Social da CSLL (SAPLI), foi considerado o valor de CR$ 193.004.088,00, gerando a diferença de CR$ 1.000.000.000,00, indicada pela impugnante, conforme comprovam os extratos da Declaração de Rendimentos. Da mesma forma, no mês de dezembro de 1993, consta um erro de preenchimento na 'Linha 05/09 — Soma das Adições', pois, enquanto a impugnante indicou o valor de CR$ 5.545.682.048,00, o valor correto é o de CR$ 2.545.682.048,00, que corresponde a soma de CR$ 2.540.118.696,00 (05/04 — Ajuste por Diminuição do Valor do Património Líquido) e de CR$ 5.563.352,00 (05/06 — Encargos de Depreciação, Amortização, Exaustão e Baixa de Bens — Diferença de Correção Monetária IPC/BTNF...), conforme comprovam os citados extratos da Declaração de Rendimentos extraídos do sistema 1RPJCONS, CONSULTA — CONSULTA DECLARAÇÕES IRPt. No que diz respeito ao ano-calendário de 1995, a Impugnante informa que ao considerar em sua planilha de cálculo da base negativa da CSLL, a 'Soma das Adições' no valor de R$ 6.998.431,00, o Auditor equivocou-se porque desconsiderou a correção monetária do deságio realizado, no valor de R$ 2.806.273,00, o qual, se considerado, confirmaria o valor da SOMA DAS ADIÇÕES de R$ 4.192.148,00 (R$ 6.998.431,00 — R$ 2.806.273,00), informado em sua Declaração de Rendimentos do ano- calendário de 1995, demonstrado às fis. 28v e 29 do Lalur. De acordo com os autos, observa-se que a questão apontada se prende ao preenchimento da Declaração de Rendimentos do referido ano-calendário de 1995, onde ela informa na "Ficha 06— Demonstração do Lucro Líquido — PJ em Geral', a título de Resultados Negativos em Participações Societárias, na Linha 06/13, o valor de R$ 6.747.451,00, porém, adicionou o valor de R$ 3.941.178,00, conforme consta na "Ficha 11 — Demonst Cálculo da Contr. Soc. sobre o Lucro, Unha 11/03— Ajuste p/Dimin. no Valor Invest. Aval. pelo Patrim. Líquido, resultando na apontada diferença de R$ 2.806.372,00 (docs. de fls. n°s. 94 e 99). Entretanto, em que pese a informação de que o valor de R$ 2.806.273,00 é referente à correção monetária do deságio realizado, a cópia da Demonstração de Resultados anexada pela impugnante não confirma a existência de tal diferença explicitada por ela no Lalur, ao contrário, os saldos das contas de Amortização de Deságio' e 'Dividendos Recebidos', correspondentes às Receitas de Participações, no total de R$ 16.162.390,48, diminuído da Equivalência Patrimonial — Despesas de Participações, no total de R$ , (22.909.840,78), confirmam que o valor de R$ 6.747.451,00, PROCESSO N°. :10580.008115/2001-10 7 RESOLUÇÃO N°. :101-02.407 informado na 'Ficha 06— Demonstração do Lucro Líquido — Pi em Geral', a título de Resultados Negativos em Participações Societárias, na Linha 06113, está correto, o qual deveria ter sido adicionado pela lmpugnante na 'Ficha 11, linha 11/03— 'Ajuste p/Dimin. no Valor invest. Aval. pelo Patrim. Líquido, de sua Declaração de Rendimentos de 1995. Ademais, este erro de preenchimento já foi objeto de retificação por lançamento, onde a fiscalização, via Auto de Infração, ao alterar os valores da base de cálculo negativa da CSLL do ano-calendário de 1995, apontou 'Compensação a maior do saldo de base de cálculo negativa de períodos-base anteriores', oriundo da referida ocorrência, alterando na Ficha 11, Linha 11/03, o valor de R$ 3.941.178,00, para R$ 6.747.461,00, e na Linha 11/12, de R$ 4.192.148,00, para R$ 6.998.431,00, o qual, apesar de ter tomado ciência em 04/04/2000, a impugnante não contestou tais alterações, tendo ocorrido a revelia, conforme consta no processo administrativo n° 10580.003353100-41. Dessa forma, cabe retificar, tão-somente, os valores relativos aos meses de novembro e dezembro do ano- calendário de 1993, que repercutirão no saldo da base de cálculo negativa da CSLL, que no ano-calendário de 1996, exercício de 1997, representará o valor de R$ 7.389.112,23, demandando as seguinte alterações nos itens 1 e 8 do SAPLI (ano-calendário de 1996): 1 — Saldo BC Negativa de Períodos Anteriores de R$ 46.325.442,00, para R$ 53.714.554,23; e 8 — Saldo de Base de Cálculo Negativa de R$ 49.696.141,00, para R$ 57.085.252,99? Em resumo, a decisão de primeira instância cancelou parte do lançamento em relação à compensação a maior do saldo de base de cálculo negativa de períodos-base anteriores, permanecendo o valor de R$ 7.389.112,23, restabelecendo o direito à compensação da base de cálculo negativa da CSLL relativa ao ano-calendário de 1996, no valor de R$ 57.087.252,99. Na peça recursal, a contribuinte insurge-se contra a parcela remanescente da exigência, onde argumenta que a fiscalização se equivocou ao considerar o valor de R$ 6.998.431,00, desconsiderando a correção monetária do deságio realizado, no valor de R$ 2.806.273,00. PROCESSO N°. : 10580.008115/2001-10 8 RESOLUÇÃO N°. :101-02.407 Afirma que o valor constante da Ficha 06 está expresso no Balancete de dezembro de 1995, especificando o valor de R$ 16.162.390,00 e R$ (22.909.841,00), apurando-se na soma o valor de R$ 6.747.451,00, considerando ainda a correção monetária do deságio chega-se ao valor constante da declaração de rendimentos, ou seja, R$ 3.941.178,00. Também alega que a decisão recorrida está equivocada em razão de confirmar a importância de R$ 6.747.451,00, e não admitir o valor demonstrado no Lalur, pois a demonstração do lucro líquido, Ficha 06, não reflete as atualizações impostas pela legislação, por se tratar de uma demonstração meramente contábil e não fiscal, sendo impossível demonstrar nessa Ficha, o que ocorreu a nível fiscal. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador do tributo ou mesmo as irregularidades cometidas pelo contribuinte que, no caso dos autos, motivaram o abandono da escrituração comercial decorrendo daí o arbitramento dos lucros. Existindo dúvidas a respeito da matéria em apreço, o julgador, para formar sua convicção, deve buscar todos os elementos necessários para a elucidação dos fatos pois, na realidade, está em jogo a legalidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento. No caso ora em apreço, não conseguimos vislumbrar a clareza necessária para uma perfeita apreciação dos fatos em discussão. Assim, tendo em vista a falta dos esclarecimentos necessários para o perfeito deslinde da questão, voto pela conversão do julgamento em diligência, para que a fiscalização diligencie no sentido de esclarecer os seguintes itens: 1) intime a recorrente para que esta demonstre, à vista de seus registros contábeis e fiscais e dos documentos que lhes dão suporte para comprovar a efetividade dos valores por ela apresentados; PROCESSO N°. :10580.00811512001-I0 9 RESOLUÇÃO N°. :101-02.407 2) se digne preparar relatório do exame a ser procedido das matérias questionadas; 3) intime a recorrente para que, querendo, manifeste-se sobre o resultado da diligência. Cumprida a diligência, que os autos retomem a este Conselho. É como voto. Sala das Se- oes F, em 15 de agosto de 2003 / PAUL* r •I: ERT RTEZ / Page 1 _0006300.PDF Page 1 _0006400.PDF Page 1 _0006500.PDF Page 1 _0006600.PDF Page 1 _0006700.PDF Page 1 _0006800.PDF Page 1 _0006900.PDF Page 1 _0007000.PDF Page 1
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Numero do processo: 10845.001201/98-51
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 15 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Sep 15 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 105-01.197
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Eduardo da Rocha Schmidt (Relator). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Luis Gonzaga Medeiros Nóbrega.
Nome do relator: Eduardo da Rocha Schmidt
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'\' IROS NÓBREGA O N'zAlME R DESIGNA RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Eduardo da Rocha Schmidt (Relator). Designado para redigir o voto vencedor o onselheiro Luis Gonzaga Medeiros Nóbrega. FORMALIZADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: DANIEL SAHAGOFF, CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, NADJA RODRIGUES ROMERO, IRINEU BIANCHI e JOSÉ CARLOS PASSUELLO. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CÂMARA Processo n° : 10845.001201/98-51 Resolução nO: 105-1.197 Recurso n° Recorrente : 137.246 : PINHAL VEíCULOS LTOA. RELATÓRIO ,: I I ~ I Após revisão sumária da DIPJ apresentada pela contribuinte no exercício de-, 1994, relativa ao ano-calendário de 1993, a fiscalização constatou a compensação indevida de prejuízos fiscais, conforme demonstrativos de folhas 116, 119 e 120, lavrando, por conseqüência, o auto de infração inaugural, com fundamento legal nos artigos 154, 382 e 388, 111, todos do RIR/80, artigo 14 da Lei n. 8.023/90, artigo 38, SS 7° e 8°, da Lei n. 8.383/91, e artigo 12 da Lei n. 8.541/92. Em impugnação, sustentou a contribuinte que a autuação decorreria de erro formal, uma vez que teria cometido equívoco ao preencher a DIPJ/94, pois que a diminuição do lucro tributável decorreria do aproveitamento do saldo devedor do ano-calendário de 1990, especificamente no, que se refere à diferença entre o IPC e a BTNf. Alega, ainda, neste sentido, que o valor desta diferença, que pode ser verificada no LALUR, parte B, foi equivocadamente informado na linha 42 do quadro 4 do anexo 2, quando o correto seria que tivesse sido informado na linha 31 do mesmo quadro. Alegando que aludida diferença, reconhecida pela União Federal através da Lei n. 8.200/91, poderia ser aproveitada integralmente no exercício de 1993, requereu o cancelamento da autuação. Acórdão da 7a Turma da DRJ em São Paulo às folhas 125 a 132 julgando o lançamento procedente, com a seguinte ementa: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ. Ano-calendário: 1993.f 2) ; I I , ' , i !l I 1 ,I ~ i I I, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CÂMARA Processo n° : 10845.001201/98-51 Resolução nO: 105-1.197 Ementa: Compensação de prejuízos fiscais. Correta a glosa efetuada pela fiscalização quando fica comprovado nos autos que houve compensação de prejuízos fiscais inexistentes. Lançamento Procedente." Entenderam os julgadores de 10 grau, que a ausência de prejuízos fiscais compensáveis, reconhecida pela contribuinte, seria suficiente para manutenção da autuação. - Paralelamente, entendeu-se não merecer acolhimento a alegação de que haveria saldo devedor de correção monetária referente à diferença IPC/BTNf, pois, o procedimento que deveria ter sido adotado pela contribuinte, para este caso, seria o de apresentar declaração retificadora, o que não foi feito, bem como que a forma de apropriação da diferença em questão seria aquela determinada pela Lei n.8.200/91. Inconformada, interpôs a contribuinte o recurso voluntário de folhas 135 a 158, onde, além de repisar os argumentos da impugnação, sustentou o seguinte: i) que a decisão recorrida seria nula, porquanto teria inovado o lançamento, já que teria reconhecido que o crédito tributário exigido adviria não da compensação de prejuízos fiscais inexistentes, mas da utilização de saldo devedor de correção monetária relativo à diferença IPC/BTNf do ano-calendário de 1990; ii) que, ante a constatação de que a materialidade da exigência é diversa daquela em que se ampara o auto de infração, o procedimento correto seria a realização de novo lançamento; iii) ainda por conta do fato de se ter verificado que o crédito tributário decorre não da compensação de prejuízos fiscais inexistentes, mas de alegada indevida utilização de saldo de correção monetária, decisão recorrida seria nula por ter cerceado seu . li .:)1 ,H 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CÂMARA Processo n° : 10845.001201/98-51 Resolução nO: 105-1.197 direito de defesa, pois, a teor do disposto no art. 18 do Decreto n. 70.235/72, deveria ter sido lavrado auto de infração complementar e lhe ter sido oportunizada a apresentação de nova impugnação; iv) que o acórdão recorrido seria, nulo, também, porque, nos termos do art. 147, S 2° do Código Tributário Nacional (CTN), como já havia ocorrido a notificação do-sujeito passivo, a retificação da declaração deveria ter sido realizada de ofício pela autoridade administrativa. Despacho do Chefe da SACAT da DRF em Santos, à folha 166, propondo o encaminhamento do processo a este Conselho de Contribuintes, ante a tempestividade do recurso voluntário e a apresentação de arrolamento de bens e direitos, processado em apartado. É o relatório. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CÂMARA Processo n° : 10845.001201/98-51 Resolução nO: 105-1.197 VOTO VENCIDO Conselheiro EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT, Relator Presentes os pressupostos recursais, passo a decidir._. Deixo de apreciar as preliminares suscitadas no apelo voluntário com amparo no disposto no art. 59, p. único, do Decreto n. 70.235172. Com efeito, como se pode verificar do relatório, a autuação se funda em alegada compensação de prejuízos fiscais inexistentes. No mesmo sentido está a fundamentação legal adotada, a saber: Lei n. 8.023/90: "Art. 14. O prejuízo apurado pela pessoa física e pela pessoa jurídica poderá ser compensado com o resultado positivo obtido nos anos-base posteriores. " Lei n. 8.383/91 : "Art. 38. Omissis. (...) S 7°. O prejuízo apurado na demonstração do lucro real em um mês poderá ser compensado com o lucro real dos meses subseqüentes. S 8°. Para efeito de compensação, o prejuízo será corrigido monetariamente com base na variação acumulada da UFIR diária." Lei n. 8.541/91: f 5 RIR/80: "Art. 12. Os prejuízos fiscais apurados a partir de 10 de janeiro de 1993 poderão ser compensados, corrigidos, monetariamente, com o lucro real apurado em até quatro anos-calendários, subseqüentes ao ano da apuração." MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CÂMARA Processo n° : 10845.001201/98-51 Resolução nO: 105-1.197 "Art. 154. Lucro real é o lucro líquido ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas por este Regulamento (arts. 387 e 388). "Art. 382. A pessoa jurídica poderá compensar o prejuízo apurado em um período base com o lucro real determinado nos 4 (quatro) períodos-base subsequentes." "Art. 388. Na determinação do lucro real, poderão ser excluídos do lucro lí~do do exercício: ( ...) 111 - Os prejuízos dos exercícios anteriores, observado o disposto nos artigos 382 a 386." Como em impugnação a contribuinte alegou que a redução da base tributável se deu não pela compensação de prejuízos fiscais, mas em decorrência do aproveitamento integral do saldo de correção monetária relativo à diferença entre a BTNf e o IPC, reconhecida pela União Federal através da Lei n. 8.200/91, os julgadores de 1° grau entenderam que ainda assim a autuação deveria ser mantida porquanto referida diferença, nos termos mesmo da Lei n. 8.200/91, não poderia ser aproveitada de uma só vez, em seu valor integral, mas de forma parcelada, sendo que, no ano-calendário de 1993, poderia ter sido aproveitado, no máximo, 25% (vinte e cinco por cento) do total. Ou seja, o que se deu foi que a autuação foi mantida não porque a contribuinte reduziu seu imposto mediante a utilização de prejuízos fiscais inexistentes, mas porque se aproveitou indevidamente o aludido saldo de correção monetária, na medida em que não teria observado as disposições da Lei n. 8.200/91. Ocorre que a inovação ou alteração da fundamentação legal da exigência inicial, nos termos do art. 18, S 3° do Decreto n. 70.235/72, só é possível por auto de infração ou notificação de lançamento suplementar, caso em que se devolverá ao contribuinte o prazo para impugnação. Tendo a inovação sido implementada pela decisão f 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CÂMARA Processo n° : 10845.001201/98-51 Resolução nO: 105-1.197 recorrida, sem a observância do procedimento determinado pelo PAF, impõe-se o cancelamento da exigência. Neste sentido se firmou a jurisprudência administrativa, como se vê das ementas abaixo: _. "( ...). ENQUADRAMENTO LEGAL - FUNDAMENTAÇÃO DA EXIGÊNCIA - IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO NA SEGUNDA INSTÂNCIA- Provocaria cerceamento do direito de defesa, com a conseqüente nulidade do acórdão, a manutenção de qualquer parte da exigência com fulcro em fundamentos distintos daqueles expendidos na decisão monocrática e do específico enquadramento legal constante do auto de infração. Recurso provido." (Acórdão 108-06011, ReI. Cons. Mario Franco Junqueira Júnior) "IRPJ -1994 - LUCRO PRESUMIDO - LEI 8.541, ARTIGOS 43 E 44- PRINCíPIO DA ANTERIORIDADE - A majoração de tributos prevista nos artigos em destaque, para a tributação de omissão de receitas no regime do lucro presumido, não se aplica ao ano de 1994, vedada a alteração da fundamentação do lançamento em fase distinta da autuação. IRPJ E CSL - LUCRO PRESUMIDO - OMISSÃO DE RECEITAS - ANO DE 1995 - REVOGAÇÃO DO ART. 43 DA LEI nO 8.541/92 - PENALIDADE - EFEITOS DA RETROATIVIDADE BENIGNA: Com a revogação do art. 43, S 2°, da Lei n° 8.541/92, que impunha verdadeira penalidade ao tributar a totalidade da omissão de receitas apurada pelo Fisco, pelo art. 36 da Lei nO 9.249/95, deve ser aplicada a retroatividade benigna prevista no art. 106, lC', do CTN. Excluído o caráter penal do lançamento, a receita omitida deveria ser tributada tal qual a receita declarada, conforme o art. 28 da Lei nO8.981/95. No entanto, tendo em vista a impossibilidade de inovação no lançamento, resta improcedente a exigência. IR FONTE - LUCRO PRESUMIDO - OMISSÃO DE RECEITAS - ANO DE 1995 - REVOGAÇÃO DO ART. 44 DA LEI nO 8.541/92 - PENALIDADE - EFEITOS DA RETROATIVIDADE BENIGNA: Com a revogação do art. 44, S 2°, da Lei nO8.541/92, que impunha verdadeira penalidade ao tributar a totalidade da omissão de receitas apurada pelo Fisco, pelo art. 36 da Lei nO 9.249/95, deve ser aplicada a 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CÂMARA Processo n° : 10845.001201/98-51 Resolução nO: 105-1.197 retroatividade benigna prevista no art. 106, 'c', do CTN. Excluído o caráter penal do lançamento, a regra aplicável para a tributação do IR Fonte seria a prevista no art. 20 da Lei nO8.541/92, que estabelecia a incidência sobre os rendimentos pagos aos sócios no montante que ultrapassasse o lucro presumido deduzido do imposto de renda pessoa jurídica, tributação na fonte e na declaração anual do beneficiário. Esta incidência não pode aqui ser alterada para adequação da base de cálculo do imposto lançado. Não cabendo ao julgador administrativo retificar o lançamento, deve ser cancelada a. .... ..... eXlgencla. Recurso negado." (Acórdão CSRF 01-04.500, ReI. Cons. Mario Junqueira Franco Júnior) É de se registrar, por oportuno, que o imbroglio poderia ter sido evitado caso a autuação não tivesse sido lavrada, comodamente, na repartição fazendária, e, ao revés, tivesse sido procedida de prévio procedimento fiscalizatório, com a notificação da para prestar esclarecimentos a respeito da matéria, onde, certamente, teria ficado esclarecido que a redução do imposto decorreu não da compensação de prejuízos inexistentes, mas do. aproveitamento do saldo devedor da diferença IPC/BTNf. Por todo o exposto, dou provimento ao recurso voluntário para determinar o cancelamento do auto de infração. É como voto. '<;!Iv-- ~.~ rL EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT 8 f ".,..~~-.",.. '~-." MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CÂMARA Processo n° : 10845.001201/98-51 Resolução nO: 105-1.197 VOTO VENCEDOR Conselheiro LUIS GONZAGA MEDEIROS NÓBREGA - Redator designado O recurso voluntário é tempestivo e foi conhecido quando de sua apreciação_ .. na Sessão de 15 de setembro de 2004. Entendendo haver sido cometido um equívoco por parte do relator do presente julgado, Conselheiro Eduardo da Rocha Schmidt, quando da apreciação do apelo da Contribuinte, inaugurei a divergência relativamente à solução a ser dada ao litígio, por ele proposta, por concluir que, ao contrário da tese da defesa e das motivações do I. Relator, não ocorreu a alegada inovação da acusação fiscal pela instância recorrida, nem, tampouco, foi alterada a fundamentação legal da exigência, que foi mantida por restar caracterizada a inexistência do prejuízo fiscal indevidamente compensado e glosado no procedimento fiscal. As questões relacionadas ao aproveitamento de saldo devedor de correção monetária decorrente da diferença IPC/BTNF (Lei nO8.200, de 1991), emergiram da análise dos argumentos da Autuada, contidos em sua peça impugnatória, os quais buscaram justificar a existência de um estoque de prejuízos fiscais superior ao considerado pelo Fisco, para fins de compensação, objetivando infirmar o lançamento, pela demonstração de que o seu procedimento não teria infringido a legislação que disciplina a matéria. Portanto, a autuação não foi mantida porque a Contribuinte "( .. .) se aproveitou indevidamente do aludido saldo de correção monetária, na medida em que não teria observado as disposições da Lei nO 8.200/91", como concluiu o I. Relator no voto vencido, mas, sim, por entender a Turma recorrida que restou comprovada nos autos, a compensação de prejuízos fiscais inexistentes, conforme consta da ementa do acórdão guerreado, reproduzido no relatório do presente julgado. 9 ~--------------;-::::--------~'<.~ ..,.:---------=======~ ...' ._..;~ ti#M!i!¥¥ ' w: t : _",'~!?4#!¥'¥!Ú 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CÂMARA Processo n° : 10845.001201/98-51 Resolução nO: 105-1.197 Do meu ponto de vista, a análise de matéria que, a princípio, não compôs a acusação fiscal, por parte do julgador administrativo, destinada a se contrapor a argüições de defesa, não caracteriza inovação do feito, a não ser que se destine a alterar a natureza da infração arrolada, ou de seus aspectos intrínsecos, o que não constitui a espécie dos autos. Assim, se houve inovação na matéria litigiosa tratada no presente processo,-ela foi de exclusiva iniciativa do sujeito passivo, provocando a manifestação do julgador, que, não só poderia, mas deveria apreciá-Ia, sob pena de restar caracterizado o cerceamento do direito de defesa do contribuinte, sendo improcedentes as alegações da defesa acerca da nulidade do julgado, sob aquele fundamento, bem como, as motivações do I. Relator para afastar a exigência. Não obstante o posicionamento acima esposado, manifestei, na ocasião, o entendimento no sentido de que fosse o julgamento do litígio convertido em diligência, em homenagem ao princípio da verdade material que informa o processo administrativo fiscal, com o objetivo de verificar a procedência das alegações da Contribuinte, de que a diferença constatada nos estoques de prejuízos que deu origem à exigência decorreu de erros por ela cometidos no preenchimento da declaração de rendimentos do período-base de 1991, argumento que restou não caracterizado nos autos, em função de a instância recorrida haver concluído pela necessária retificação do documento, não providenciada, na espécie. Em conseqüência, votei pela realização do exame, devendo a Contribuinte ser intimada a demonstrar os efeitos do alegado erro na composição dos prejuízos fiscais compensáveis no ano-calendário objeto da autuação, o tratamento dado ao saldo devedor de correção monetária relativa à diferença IPCIBTNF, além de se verificar, nos assentamentos contábeis e fiscais da ora Apelante, os registros alusivos aos fatos 10 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010
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Numero do processo: 10183.001560/98-01
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2000
Numero da decisão: 107-00.299
Decisão: RESOLVEM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Natanael Martins
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Recurso nO. Matéria Recorrente Recorrida Sessão de MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA 10183.001560/98-01 122.421 IRPJ - Ex: 1994 INTEGRAL SEGURANÇA E VIGILÂNCIA PATRIMONIAL LTOA. DRJ em CAMPO GRANDE - MS . 13 de julho de 2000 RESOLUÇÃO N" 107-0.299 • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por INTEGRAL SEGURANÇA E VIGILÂNCIA PATRIMONIAL LTOA. RESOLVEM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ~~~~ CARLOS ALBERTO GONÇALVES 000 SANTOS VICE-PRESIDENTE EM EXERCíCIO 1i(4A'iwM fi. NATANAEL MARTINS RELATOR FORMALIZADO EM: 1 6 AGO 200ll • Participaram, ainda, do presénte julgamento, os Conselheiros: MARIA ILCA CASTRO LEMOS DINIZ, PAULO ROBERTO CORTEZ, EDWAL GONÇALVES DOS SANTOS, FRANCISCO DE ASSIS VAZ GUIMARÃES1t e LUIZ MARTINS VALERO. Ausente justificadamente a Conselheira MARIA BEATRIZ ANDRADE DE CARVALHO . Processo n°. Resolução nO Recurso n° Recorrente : 10183.001560/98-01 : 107-0.299 : 122.421 : INTEGRAL SEGURANÇA E VIGILÂNCIA PATRIMONIAL LTOA. RELATÓRIO '~ • INTEGRAL SEGURANÇA E VIGILÂNCIA PATRIMONIAL LTOA., já qualificada nestes autos, recorre a este Colegiado, através da petição de fls. 118/120, da decisão prolatada às fls. 107/109, da lavra do Sr. Delegado da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande - MS, que julgou parcialmente procedente o Auto de Infração de IRPJ, fls. 04. A parcela residual da exigência consiste no fato de o sujeito passivo ter compensado imposto de renda na fonte que, no entender da fiscalização, não teria sido devidamente comprovado. Inaugurando a fase litigiosa do procedimento, o que ocorreu com protocolização da peça impugnativa de fls. 01/03, seguiu-se a decisão de primeira instância, assim ementada: "IRPJ - ANO-CALENDÁRIO 1993 ERRO DE FATO Provado que houve um erro de transcrição no preenchimento da declaração, é cabível o acerto dos valores declarados indevidamente, devendo assim o lançamento fiscal ser cancelado. IMPOSTO NA FONTE E COMPENSAÇÃO Somente podem ser deduzidos do imposto a pagar os valores de imposto na fonte e compensação, quando • i Processo n°. Resolução nO. : 10183.001560/98-01 : 107-0.299 houver documentação probatória de sua retenção e/ou recolhimento. IMPUGNAÇÃO PROCEDENTE EM PARTE." • • • Ciente da decisão em 17103/00 (AR fls. 115), a contribuinte interpôs recurso voluntário em 17104100, conforme protocolo de fls. 118, onde argúi, em síntese, o seguinte: 1. que efetuou na declaração de rendimentos o valor do imposto de renda na fonte pelo total das retenções, com base nas notas fiscais emitidas no período; 2. que a obrigatoriedade do recolhimento do imposto retido é do tomador dos serviços, conforme a prescrição legal; 3. que é impossível à requerente comprovar se o contratante efetivamente recolheu as importâncias retidas; 4. que, tendo havido a retenção dos valores questionados nas suas notas fiscais, tem, portanto, o direito objetivo da compensação. Às fls. 130, cópia do recibo de depósito correspondente a 30% do crédito tributário, destinado ao seguimento do recurso administrativo, nos termos da legislação em vigor. 3(q; Processo n°. Resolução nO. : 10183.001560/98-01 : 107-0.299 VOTO • • Conselheiro NATANAEL MARTINS, Relator O Recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento . A questão ora sob exame resulta do Auto de Infração de IRPJ lavrado contra a recorrente, em virtude da compensação indevida na declaração de rendimentos de imposto de renda retido na fonte. Ao apreciar a peça impugnativa, a autoridade julgadora de primeira instância assim fundamentou sua decisão: "A impugnante não trouxe ao processo, documentação comprobatória da retenção na fonte, nem da existência de valores recolhidos ou pagos indevidamente ou a maior, o que, considerando não terem sido estes valores conferidos pela malha, implica na impossibilidade de sua aceitação nesta fase processual, e consequentemente deve ser restabelecido o valor de 2.102,00 UFIR de imposto de renda a pagar para o mês de junho de 1993, na linha 17 do quadro 04, do anexo 3." , . I Por seu turno, a recorrente afirma, taxativamente, Ique a retenção, foi procedida em suas notas fiscais e que é impossível para a mesma, efetuar a comprovação do recolhimento do imposto, tendo em vista que a responsabilidade pelo ,eoolhime"" '00 001,,, da ""'ão é do lom,do' doo"Nlço'. ~ 4 , •• Processo nO. Resolução nO : 10183.001560/98-01 : 107-0.299 • o processo, como visto, da forma em que encontra, não tem condições de ir a julgamento visto que, de um lado, tem-se um auto de infração lavrado em função da compensação indevida do imposto de renda na fonte e, de outro lado, o recurso voluntário no qual a autuada argüi da impossibilidade da comprovação, visto que o próprio órgão lançador é quem tem o poder de verificar do recolhimento do tributo e lançar sobre quem de direito. Justifica-se, ademais, a diligência, o fato de que as receitas de serviços da recorrente, pelas características da atividade que desenvolve, quando prestadas a pessoas jurídicas, obrigatoriamente, deve sofre a retenção de imposto. Por tudo isso, voto no sentido de converter o feito em diligência, para que a fiscalização: (I) - intime a recorrente para que esta demonstre, à vista de sua contabilidade e dos documentos que lhes dão suporte, que teria havido a retenção do IRF que pretende ver compensado; (11) - intime, caso entenda necessário, os tomadores de serviços para que apresentem a documentação comprobatória das retenções e dos recolhimentos de IRF que fizeram; (111) - concluída a diligência, querendo, sobre ela se manifeste, dando ciência à recorrente para que esta, também querendo, se manifeste. Cumprida a diligência, que os autos retornem a este Conselho. Sala das Sessões, 13 de julho de 2000 1J(Q/wf£(lI'. NATANAEL MARTINS 5 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
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Numero do processo: 10280.002878/00-90
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 08 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Dec 08 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 105-01.243
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas- presunção legal Dep. Bancarios
Nome do relator: Daniel Sahagoff
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Numero do processo: 10921.000648/2002-18
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 302-01.439
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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RESOLVEM os Membros da Segunda Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora. ROSA Mi IA DE JESUS DA SILVA COSTA DE CASTRO Presidente &ri Exercício ERCIA HELENA T JANO D'AMORIM Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Ricardo Paulo Rosa e Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente). Ausentes os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando e Paulo Affonseca de Barros Faria Júnior. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecilia Barbosa • CC03/CO2 Fls. 131 Processo n.° 10921.000648/2002-18 Resolução n. ° 302-1.439 CC03/CO2 Fls. 132 RELATÓRIO A empresa acima identificada recorre a este Conselho de Contribuintes, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC. Por bem descrever os fatos, adoto integralmente o relatório componente da decisão recorrida, As fls. 90/91, que transcrevo, a seguir: "A empresa acima qualificada, ao amparo da Declaração de Importação (DI) if 02/0913273-0, registrada em 14/10/2002, submeteu a despacho as mercadorias descritas como "Identificador de chamadas — gôndola ID", nas cores pérola (P/N 1641824), grafite (P/N 1641832) e azul (P/N 1641816), classificando-os no código NCM 8517.80.00, próprio para Outros Aparelhos p/ Telefonia, Telegrafia e Telecomunicações, cuja alíquota do II, ci época dos fatos geradores era de 19,00%. Em função da conferencia fisica e outros detalhamentos instituídos para identificação da mercadoria, a fiscalização entendeu que os produtos efetivamente importados referem-se a "5000 telefones com identificador de chamada embutido, podendo identificar as chamadas no visor do telefone". Com base nessas informações e nas Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado n 1 e 6 e Regras Gerais Complementares (RGC) /72 1 e o texto da posição 8517, a autoridade autuante concluiu que as mercadorias importadas deveriam ser classificadas no código NCM 8517.19.99, sujeitas a alíquota de II de 21,5%. Razão pela qual procedeu-se a lavratura do Auto de Infração de fls. 45 a 54 para exigência do crédito tributário no valor de R$3.463,93, decorrente da diferença de Imposto sobre a Importação (II), acrescido multa de oficio (75%), juros de mora, além da multa proporcional ao valor aduaneiro (mercadoria classificada incorretamente na Nomenclatura Com um do Mercosul), no valor de R$ 1.385,57. Ciente da autuação, a interessada protocolou a defesa de fls. 68 a 75, acompanhada dos documentos de fls. 76 a 85, argumentando, em síntese, que: a) as mercadorias devem ser classificadas como efetivamente vem procedendo, ou seja, na NM 8517.80.00, pois se tratam de identificadores de chamadas; b) referida classificação fiscal foi adotada em diversas outras oportunidades sem que houvesse qualquer manifestação contrária por parte da fiscalização aduaneira; c) em operação de importação diversa de produto idêntico ao ora questionado, o Instituto de Eletrônica de Potência, do Departamento de Engenharia Elétrica, da Universidade Federal de Santa Catarina, em resposta a solicitação de assistência técnica da Inspetoria da Receita Federal em Itajai, descreveu a mercadoria com Identificadores d Chamada, conforme laudo em anexo; 2 Processo n.° 10921.000648/2002-18 Resolução n.° 302-1.439 CC03/CO2 Fls. 133 d) a classificação dada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, quanto a produtos similares as mercadorias em apreço, para fins de incentivos da Lei de Informática, é idêntica a utilizada pela Impugnante; e) o Decreto n' 3.801, de 20/04/2001, que regulamenta o § JQ do artigo 4' e o § 2' do artigo 16-A, da Lei n' 8.248, de 23/10/1991, em seu Anexo onde relaciona os bens de informática, expressamente exclui desta classificação, não considerando bem de informática os aparelhos classificados no código NCM 8517.19.9, evidenciando que a classificação pretendida pelo fisco não pode ser aplicada para as referidas mercadorias, vez que os modelos similares produzidos pela Impugnante não estariam abrangidos pelos incentivos da retrocitada norma legal; fi pelas regras de classificagdo a serem aplicadas para as mercadorias em apre co, seja pela Regra 3 "a" ou 3 "b", as mercadorias devem ser classificadas na NCM 8517.80.00, primeiro porque é a classificação fiscal mais especifica, segundo porque evidencia a característica essencial da mercadoria; g) a Impugnante não tem qualquer beneficio em enquadrar a mercadoria da forma como procedeu, uma vez que no código tarifário NCM 8517.80.00 o montante de tributos federais a recolher é superior àquele pretendido pela fiscalização; h) é incabível, também, a exigência de penalidade em face da não ocorrência de qualquer fato que possa ser tipificado como declaração inexata, vez que a classificação tarifária adotada pela Impugnante está correta, como acima salientado, e o produto restar descrito pelo seu nome comercial; i) da mesma forma improcede a exigência da penalidade prevista no artigo 84, inciso I, da Medida Provisória n' 2.158/01, sob a alegação de ter ocorrido erro de classificação fiscal da mercadoria submetida a despacho aduaneiro, vez que a muito se pacificou o entendimento sobre tal questão, conforme pode ser constatado pelo teor do Ato Declaratório Normativo Cosit n 29/80. Ao final, a Impugnante requer seja dado provimento a presente impugnação, para que o Auto de Infração seja julgado insubsistente. Solicita, ainda, a produção de prova pericial a ser designada pela autoridade julgadora, conforme estabelece a legislação de regência, a fim de dar concretude ao anteriormente exposto, não pairando dúvidas acerca da classificação fiscal das referidas mercadorias. Conforme o expediente de fls. 87, o processo foi encaminhando a esta delegacia para prosseguimento. Este é o Relatório. Passo ao Voto." 0 pleito foi julgado procedente, no julgamento de primeira instância, nos termos do Acórdão DRJ/FNS la' 6.928, de 04/11/2005, As fls. 88/94, proferida pelos membros da la Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC. Inconformado o interessado apresenta recurso voluntário, tempestivamente, As fls.106/115. 3 • Processo n.° 10921.000648/2002-18 Resolução n.° 302 -1.439 CC03/CO2 Fls. 134 0 processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até a fl. 130 (taltim ), que trata do trâmite dos autos no âmbito deste Conselho. É o relatório. • 4 _0(4(e_ __c_ M RCIA HELENA T / AJANO D'AMORIM - Relatora Processo n.° 10921.000648/2002-18 Resolução n.° 302-1.439 CC03/CO2 Fls. 135 VOTO Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim, Relatora Em exame aos autos, observei A fl. 115 do recurso voluntário apresentado, onde a recorrente declara que: " para que não pairem mais dúvidas acerca da classificação fiscal das mercadorias, face a existência de laudo anterior utilizado pela Receita Federal, dando entendimento contrário ao apresentado pelo auditor fiscal"...." Decido baixar em diligência para que a fiscalização se pronuncie e informe, • nos termos abaixo: a) que laudo anterior é este referido pela recorrente (fl. 115 do RV apresentado)? b) quem providenciou o laudo técnico de fl. 13 e prospectos às fls.14/43? Diante do exposto, VOTO PELA CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA A REPARTIÇÃO DE ORIGEM, para que se intime a fiscalização a se pronunciar ao que foi solicitado. Após a diligência, abra-se vista A interessada para manifestação sobre o resultado, se for de seu interesse. Sala das Sessões, em 28 janeiro de 2008 • 5
score : 1.0
Numero do processo: 11040.001421/2003-59
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2000, 2001, 2004
Ementa: COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO.
Compete ao Primeiro Conselho de Contribuintes o julgamento de recurso voluntário de decisão de primeira instância administrativa que trata de lançamentos sobre a aplicação da legislação referente ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples).
DECLINADA A COMPETÊNCIA.
Numero da decisão: 302-39.184
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, acolher a preliminar para declinar da competência do julgamento do recurso em favor do Egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes, argüida pelo Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes. Vencida a Conselheira Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro, relatora.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro
1.0 = *:*
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Exercício: 2000, 2001, 2004 Ementa: COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. Compete ao Primeiro Conselho de Contribuintes o julgamento de recurso voluntário de decisão de primeira instância administrativa que trata de lançamentos sobre a aplicação da legislação referente ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples). DECLINADA A COMPETÊNCIA.
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