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Numero do processo: 13887.000741/2007-99
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2002 a 01/01/2007
OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. CORREÇÃO DENTRO DO PRAZO DE IMPUGNAÇÃO. FALTA DE PRIMARIEDADE. RELEVAÇÃO NEGADA.
Constitui infração à legislação previdenciária deixar a empresa de inscrever o segurado empregado, conforme previsão do art. 17, da Lei n. 8.213/91 c/c art. 18, I, § 1º do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99.
Não tendo atendidas as condições elencadas no art. 291 do RPS, não há que se falar em relevação da multa.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-001.579
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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CORREÇÃO DENTRO DO PRAZO DE IMPUGNAÇÃO. FALTA DE PRIMARIEDADE. RELEVAÇÃO NEGADA. Constitui infração à legislação previdenciária deixar a empresa de inscrever o segurado empregado, conforme previsão do art. 17, da Lei n. 8.213/91 c/c art. 18, I, § 1º do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. Não tendo atendidas as condições elencadas no art. 291 do RPS, não há que se falar em relevação da multa. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Ewan Teles Aguiar. Fl. 189DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 2 Relatório Tratase de Auto de Infração – AI nº 37.072.5522, no valor de R$ 2.390,23 (dois mil, trezentos e noventa reais e vinte três centavos), cuja notificação ocorreu em 31/08/2007 (fl. 115 da numeração digital), lavrado pelo fato da empresa ter deixado de inscrever o segurado empregado, no período entre 01/2002 a 01/2007, conforme previsão do art. 17, da lei 8.213/91 c/c art. 18, I, § 1º do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. Consta no Relatório Fiscal da infração, às fls. 03, verbis: “1. Tratase o presente de Relatório Fiscal de Infração, anexo ao Auto de Infração n.°37.072.5522, no qual são discriminados os atos praticados pelo sujeito passivo contrários à legislação previdenciária, bem como as circunstâncias em que o mesmo foi praticado e os fundamentos legais da autuação, conforme determina o artigo 293 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. (...) 3. Ocorre que, o contribuinte deixou de inscrever os seguintes segurados empregados: Amauri Antonio Poletti admissão ocorrida em 02/01/2004 na função de contador conforme recibos de pagamentos de salários em anexo e Ficha de Registro de Empregado n. 4754 preenchida durante a ação fiscal e constando data de admissão somente em 01/06/2007; e a funcionária Rosana Cristina de Almeida com data de admissão em 23/05/2004 na função de auxiliar de produção C, conforme processo trabalhista n. 1471/2005 em anexo e Ficha de Registro de Empregado n. 2754 com data de admissão somente em 02/08/2004, sendo que ambos não constaram das Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações a Previdência Social (GFIP) e nem nas folhas de pagamento de salários apresentadas, motivo pelo qual a empresa foi também autuada, através do AI debcad n. 37.072.5530. Neste sentido, restou caracterizado o descumprimento de obrigação acessória expressamente prevista e consequente infração à legislação previdenciária, nos termos da Lei n° 8.213, de 24/07/1991, art. 17 combinado com art. 18, I e §1º do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. 4. Cumpre salientar que o segurado empregado Amauri A. Poletti tratase de empregado encontrado sem o competente registro, exercendo suas funções de contador desde 01/2004, conforme atestam sua assinatura nos Livros Diários de 2003 a 2006, bem como os recibos de pagamentos apresentados e não lançados na contabilidade da empresa. Já a segurada empregada Rosana Cristina de Almeida, teve o reconhecimento de seu vinculo empregatício em processo trabalhista PT Fl. 190DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 13887.000741/200799 Acórdão n.º 2403001.579 S2C4T3 Fl. 2 3 01471/2005 a qual teve somente retificada a sua carteira de trabalho. 5. Salientamos ainda, que o não registro, bem como a não inclusão de segurados na folha de pagamento, além de infração, também constitui crime, previsto no art. 95, "a" da Lei n° 8.212/1991, até 14/10/2000 e crime de "Sonegação de Contribuição Previdenciária", art. 337A do Código Penal, com redação dada pela lei n° 9.983 de 14/07/2000, a partir de 15/10/2000.” DA IMPUGNAÇÃO A empresa contestou o presente Auto de Infração por meio do instrumento de fls. 68/70. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 7ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em Ribeirão PretoSP, prolatou o ACÓRDÃO N° 1419.728, de fls. 149/159, mantendo procedente em parte o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 27/08/2007 AUTODEINFRAÇÃO. INSCRIÇÃO DE SEGURADO EMPREGADO. DESCUMPRIMENTO. Constitui infração à legislação previdenciária deixar a empresa de inscrever o segurado empregado. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A regularização da situação que tenha configurado infração, antes do inicio do procedimento fiscal impede a lavratura de AutodeInfração. ATENUAÇÃO. CORREÇÃO DA FALTA. RELEVAÇÃO DA MULTA. INOBSERVÂNCIA DE REQUISITOS. DENEGAÇÃO. A correção da falta durante a ação fiscal enseja a atenuação da multa aplicada em cinqüenta por cento. A relevação da penalidade aplicada exige o atendimento a todos os requisitos elencados na legislação previdenciária para a sua concessão, dentre os quais a primariedade. AUTUAÇÃO Lançamento Procedente em Parte PROCEDENTE EM PARTE RETIFICAÇÃO DA MULTA APLICADA. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 4 Assim, como decidido pela DRJ a multa foi retificada em face da correção da falta no transcorrer da ação fiscal o que permitiu sua atenuação em 50%.” DO RECURSO Ainda inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 163/165, requerendo a reforma total do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos: Do Direito A Recorrente, em apertada síntese, insurgese em face da multa aplicada alegando que o contador Amauri Antônio Poletti encontrase devidamente registrado na empresa, conforme GFIPs que junta em anexo. Também aduz estar à disposição e análise da Fiscalização as demais GFIPs. Do Pedido Requer o provimento do Recurso Voluntário, julgandolhe insubsistente o auto de infração para isentar o Recorrente do pagamento de qualquer multa aplicável, em face do artigo 656 da IN nº 23/2007, que dispõe: “Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação do Auto deInfração.” É o relatório. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 13887.000741/200799 Acórdão n.º 2403001.579 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme consta na fl. 142, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO A Recorrente foi autuada por ter deixado de inscrever dois segurados empregados (a Sra. Rosana Cristina de Almeida e o Sr. Amauri Antonio Poletti, contador), infringindo o previsto no art. 17 da Lei n. 8.213/91, c/c o art. 18, I e parágrafo 1o do Decreto n. 3.048/99. A DRJ, por sua vez, afastou a multa em relação a Sra. Rosana Cristina de Almeida, por entender que no início da fiscalização ela já estava com o competente registro. Por outro lado, em relação ao Sr. Amauri Antonio Poletti, contador, a Recorrente sustenta que ele já se encontra devidamente registrado, razão pela qual o Auto de Infração deve ser julgado insubsistente nos termos da Instrução Normativa MPS/SRP n. 23 de 10/04/2007. Ocorre que, para a relevação da multa, mister se faz que sejam cumpridas as exigências previstas no art. 291, § 1º do RPS, vigente há época, verbis: Art. 291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até a decisão da autoridade julgadora competente. § 1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido em nenhuma circunstância agravante. (grifo nosso) Nesse diapasão, conforme destacado pela Fiscalização, a Recorrente é reincidente, vez que fora autuada em 17/02/2003, por meio dos Autos de Infrações de números: 35.532.0380 e 35.532.0371 que transitaram em julgado em 06/06/2003 e 23/05/2003, respectivamente. Fl. 193DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 6 Logo, por ser reincidente, não há que se falar em relegação da multa. CONCLUSÃO Do exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 194DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I
score : 1.0
Numero do processo: 10711.005244/90-28
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.714
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
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score : 1.0
Numero do processo: 10711.007127/90-35
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jun 16 00:00:00 UTC 1998
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - o produto "Amina 2HBG - Estearil Dimetil Amina
Dest", na forma como foi importado, identificado pelo Laboratório de Análises como uma amina graxa sem constituição química definida,
classifica-se no código tarifário 3823.90.9999.
Numero da decisão: CSRF/03.02.597
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencido o Conselheiro Fausto de Freitas e Castro Neto.
Nome do relator: HENRIQUE PRADO MEGDA
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Sessão de : 16 DE JUNHO DE 1.997 Acórdão n°. : CSRF/03-02.597 CLASSIFICAÇÃO - o produto "Amina 2HBG - Estearil Dimetil Amina Dest", na forma como foi importado, identificado pelo Laboratório de Análises como uma amina graxa sem constituição química definida, classifica-se no código tarifário 3823.90.9999. i Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto 1 pela FAZENDA NACIONAL ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencido o Conselheiro Fausto de Freitas e Castro Neto. - " ON P -4 -- - -.- Re s - IGUES 7, PRESIRENTE,--- HENRIQU PRADO MEGDA RELATOR FORMALIZADO EM: O 4 jUN 1908 J , ./ Participaram ainda do presente julgado os Conselheiros CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, UBALDO CAMPELO NETO, JOÃO HOLANDA COSTA e NILTON LUIZ BARTOLI. Processo n° : 10711.007127/90-35 Acórdão n° : CSRF/03-02.597 Recurso n° : RP/301-0.511 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Sujeito Passivo: HERGA INDÚSTRIAS QUÍMICAS LTDA. RELATÓRIO Recorre a Fazenda Nacional, por seu procurador legalmente constituído, da decisão proferida pela 1a Câmara do 3° Conselho de Contribuintes, no Acórdão n° 301-27.300, de 15/02/93 que, por maioria de votos, deu provimento ao recurso voluntário do contribuinte para classificar o produto "SDAD - Estearil Dimetil Amina (Dest.), classe amina terciária, teor de pureza min 97%" no código TAB/SH 2921.19.9999. O A.I. que deu origem ao feito foi lavrado, em ato de revisão aduaneira, com base em Laudo de Análise do LABANA (fls.12) que concluiu ser o produto importado "uma preparação química à base de aminas terciárias (produto de constituição química não definida)" divergindo, portanto, do descrito na D.I. n° 3382/90, estando a mercadoria importada desamparada de G.1. e desclassificada do código TAB 2921.19.9999 para o código 3823.90.9999. Em atendimento aos esclarecimentos complementares solicitados pelo órgão preparador, o LABANA emitiu a Informação Técnica n° 45/91 (fls. 30 e 31) confirmando não se tratar o produto examinado de "estearil dimetil amina dest", consistindo em uma composição com diversos componentes, no caso, diversas aminas graxas de variados pesos moleculares sendo de constituição química não definida. Com base no pronunciamento do LABANA, e considerando que o Capítulo 29 da TAB compreende, unicamente, salvo as exceções constantes do texto legal, os compostos de constituição química definida, apresentados isoladamente, 2 4142 Processo n° :10711.007127/90-35 Acórdão n° : CSRF/03-02.597 mesmo contendo impurezas, a autoridade de primeira instância julgou procedente a ação fiscal. A 1a Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes baixou o processo em diligência ao INT que, em seu parecer de fls.64 a 67, após análise da amostra que lhe foi enviada pela IRF/PORTO/RJ, informou ser o produto uma mistura natural de aminas graxas terciárias , entendendo tratar-se de um composto de constituição química definida, apesar da presença natural de diversas aminas graxas, considerando-se a definição da NENAB, abaixo transcrita: "Os produtos de constituição química definida são aqueles compostos químicos cuja estrutura se conhece, que não contém outra substância deliberadamente adicionada durante ou após o fabrico. O termo impurezas aplica-se exclusivamente às substâncias cuja associação com o composto químico distinto resulta exclusiva e diretamente do processo de fabrico." Com amparo no relatório e parecer emitidos pelo INT e na Nota 1 - "a" do Capítulo 29 da Nomenclatura do Sistema Harmonizado, determinando que o referido capítulo, ressalvada as disposições em contrário, só compreende os produtos de constituição química definida apresentados isoladamente, a 1a Câmara do Terceiro Conselho deu provimento ao recurso voluntário do contribuinte, em decisão assim ementada: CLASSIFICAÇÃO. 1. O produto na forma como foi importado e segundo Parecer Técnico do INT trata-se de "SDAD - Esteril Dimentil Amina Dest., classe amina terciária, teor de pureza: min. 97% com classificação TAB/SH 2921.19.9999. 2. Recurso provido." 3 --n I , Processo n° :10711.007127/90-35 Acórdão n° : CSRF/03-02.597 Contra a decisão proferida insurgiu-se a Fazenda Nacional interpondo recurso especial a esta CSRF com amparo nos seguintes argumentos: A Colenda Câmara recorrida, por maioria simples, houve por bem acolher a classificação do contribuinte no código TAB/SH 2921.19.9999, para o composto descrito às fls. Assim agindo, julgou improcedente a do Fisco, que o colocava na posição 3823.90.9999. 2. O ato de revisão aduaneira do fiscal autuante encontra arrimo no laudo do LABANA de 04.10.90, que classifica o produto como de constituição química não definida. 3. Entretanto, é de se registrar que o próprio LABANA, em 1986, valendo- se de equipamentos de que dispunha à época, classificou, naquele ano, como de constituição química definida, idêntico composto. 4. Todavia, no ano em que se deu o fato gerador sub examine, com o evoluir da tecnologia, já dispondo de novos equipamentos, o LABANA, diante do mesmo composto, classificou-o como de constituição química não definida. E não o fez sozinho, em face de igual entendimento de instituições de credibilidade induvidosa, tais como INPM, UFRJ, INT-RJ e UF São Carlos. 5. Ora, Ilustres Conselheiros, anda mais razoável e previsível que a modernização dos meios probatórios, mormente em campo movediço como o da Química, ciência que nos costuma trair com a vista do olho nu. 6. Estamos, a bem da verdade, diante de uma dúvida: estaria o contribuinte, como afirma às fls., amparado pelos efeitos da ultra-atividade das leis, princípio que vale regra para o Direito? 4 Processo n° :10711.007127/90-35 Acórdão n° : CSRF/03-02.597 7. Pensamos que não. 8. A legislação tributária aplica-se a fatos geradores futuros (art. 105 do CTN, caput, 1 parte). 9. Ora, o fato gerador da importação de um produto ocorre no momento de sua entrada no território aduaneiro (art. 86 do RA). Logo, o âmbito temporal da hipótese de incidência alcança, induvidosamente, a importação realizada no ano de 1990, sem ofensa alguma a direito adquirido que sequer existe. 10. Não poderia ser de outra forma, pois a referência da parte a um possível conflito intertemporal, baseou-se no equívoco de pretender atribuir a um meio probatório, o laudo técnico de um processo passado, atinente a um outro fato gerador (embora idêntico no objeto, é um outro, que se realizou em tempo passado, com quantidade diversa etc.), o condão de instruir uma defesa que se reporte a um fato gerador futuro. 11. Note-se que a alegação do contribuinte, em matéria de prova, tanto sucumbe a um entendimento superveniente, quanto a um entendimento concomitante de um outro instituto chamado a emitir laudo técnico. É evidente que no último caso a escolha do Fisco atenderá a critérios, não será aleatória, a fim de que se evite prejuízo ao contribuinte. 12. Observem, ínclitos Conselheiros, que as questões de fato que interessam à solução da lide estão no campo da classificação, não se vislumbrando, sobre laudo superado pelas inovações tecnológicas, questões de direito que se não resolvam com os argumentos expendidos acima. 5 41(j Processo n° :10711.007127/90-35 Acórdão n° : CSRF/03-02.597 13. À evidência, tais quaestiones factí não se resolvem com um laudo que pretenda classificar um produto, como o fez o do LABANA, a favor do Fisco (sob justo protesto do contribuinte às fls., ou o do INT, por via indireta, a favor do contribuinte. 14. Colocada, pois, a questão da prova no devido lugar, afastando-se para bem longe o argumento da prevalência do laudo do INT sobre o do LABANA - como deixa transparecer, ao omitir o laudo do LABANA no fundamento do decisum, o eminente Conselheiro designado para lavrar o voto vencedor - , e para não nos alongarmos mais, repisando argumentos de absoluta pertinência, adotamos, sobre o thema decídendum, qual seja, a classificação do produto importado, os fundamentos do voto vencido do Ilustre Conselheiro Itamar Vieira da Costa de fls., que, originariamente relatou o processo, bem como os judiciosos considerandos da decisão do juízo monocrático de fls., que esperamos seja in totum restabelecida. A interessada, após ter sido cientificada da decisão do Conselho de Contribuintes e do recurso interposto pela Fazenda Nacional, apresentou suas contra- razões alegando, basicamente, que o Labana não demonstrou nos autos porque mudou de entendimento quanto à natureza da mercadoria objeto da lide, conflitando com o entendimento do INT e que nestes casos, há que se interpretar a lei tributária de maneira mais favorável ao acusado, conforme disposto no art. 112 do CTN. É o Relatório. / 6 !-/ Processo n° :10711.007127/90-35 Acórdão n° : CSRF/03-02.597 VOTO Conselheiro Relator Henrique Prado Megda. Os documentos técnicos emitidos pelo LABANA, que deram respaldo à decisão de primeira instância, e o parecer do Instituto Nacional de Tecnologia no qual encontra-se lastreada a decisão ora recorrida, coincidem na descrição do produto objeto da lide, divergindo, no entanto, aparentemente, em suas conclusões. De fato, a Nota 1 do Capítulo 29, base legal para classificação na Nomenclatura do Sistema Harmonizado, determina que, ressalvadas as disposições em contrário, o Capítulo apenas compreende os compostos orgânicos de constituição química definida apresentados isoladamente, condição esta que deve ser cumprida cumulativamente, ou seja, o produto tem que exibir constituição química definida e, ao mesmo tempo, concomitantemente, ser apresentado isoladamente, ou seja, não misturado, tolerando-se apenas e tão somente as impurezas inerentes ao processo de fabricação. Ora, o parecer do INT, suporte da decisão recorrida, afirma categoricamente que o produto objeto da lide é "um composto de origem natural constituído de uma mistura de aminas graxas terciárias obtidas pelo processo de hidrogenação catalítica da nitrila do sebo natural", não podendo, destarte, ser classificado no âmbito do Capítulo 29 que somente admite mistura de isõmeros de um mesmo composto orgânico (Nota 1 "h" do Capítulo 29). k)7 Processo n° :10711.007127/90-35 Acórdão n° : CSRF/03-02.597 Dessa forma, assiste razão ao Fisco ao classificar a mercadoria objeto da importação no código 3823.90.9999 da NBM vigente à época do despacho, motivo pelo qual dou provimento ao recurso da Fazenda Nacional. Sala das Sessões - DF, em 16 de Junho de 1997 HENRIQUE PRADO MEGDA 8 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13707.001162/87-11
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 25 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Thu May 25 00:00:00 UTC 1995
Ementa: Divergência de Classificação apontada pela fiscalização.
A análise realizada pelo INT manteve a posição apontada pela Aduana.
Recuso negado.
Numero da decisão: 301-27.812
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integra o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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Recordd DRF - RIO DE JANEIRO/RJ Divergência de Classificação apontada pela fiscaliza- ção. A análise realizada pelo INT manteve a posição apon tada pela Aduana. Recuso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceir Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provi mento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integra o presente julgado. Brasília-DF, em 25 de maio de 1995. MOACYR ELOY,DE-MEDE ROS - Presidente e relator 111 ,t Ç',w77---; CARMELLIO MANTUANO DE PAIVA - Procurador da Faz. Na cional VISTO EM 2 2 JUN 1995 Participaram ainda do presente julgamento os seguin- tes Conselheiros: João Baptista Moreira, Fausto de Freitas e Castro Neto, Maria de Fátima Pessoa de Mello Cartaxo, Isalberto Zavâo Lima, Márcia Regina Machado Melaré e Nilo Alberto de Lemos Cahete (Suplen- te). DARIEFP/02 - SECOS P1 2 007/92 - H. MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 113.775 - ACORDA° N. 301-27.812 RECORRENTE: IFF - ESSENCIAS E FRAGANCIAS LTDA RECORRIDA : DRF/RIO DE JANEIRO - RJ RELATOR : Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATORIO Retorna o presente de diligência ao INT, recomen- dada pela Resolução n. 301-0.752, embasada no Relatório e Voto (fls. 1289/1296), que leio em sessão. No pedido de diligência foram formulados quesitos • que foram assim respondidos: Produto - Acetato de Pseudolinalina QUESITOS FORMULADOS PELO CONSELHO DE CONTRIBUIN- TES. 1. O produto isolado, apresenta todas as moléculas com o mesmo peso molecular e conformados de acordo com proporçães este- quiométricos? Resposta: O Acetado de pseudolinalila é obtido pela reação en- tre o mircenc e o ácido acético catalisado pelo áci- do sulfúrico, à baixa temperatura. Como resultado obtém-se grande número de ésteres. álcoois e terig- nos tendo o acetato de mirnentla como componente principal. Em relação ao peso molecular, formam-se produtos distintos e compostos com igualdade de peso IP molecular que obedecem a um cálculo estequiométrico porque podemos prever a quantidade das substâncias que participam da reação. 2. O produto abstraído o solvente é constituído por uma mistura de compostos químicos que atendem cada um deles, as caracte- rísticas do quesito anterior? Resposta: A análise cromatográfica não revelou a presença de solvente. O segundo item da pergunta foi respondido no quesito 1. 3. Explicar o solvente e o(s) solutos(s). Eespnsta: Já respondido nos quesitos 1 a 2. QUESITOS DO SUJEITO PASSIVO 1. Face a complexidade dos produtos, demonstrem analiticamente: age" a) sua classificação: Resposta: A competência da classificação tarifária do pro- duto acetado de pseudolinalila é da Coordenação do Sistema de Tributação do Ministério da Fazen- da. b) sua obtenção: Resposta: O acetado de pseudolinalina é obtido por reação entre o mirceno e o ácido acético, catalisado pe- lo ácido sulfúrico a baixa temperatura. A seguir, a mistura reacional é neutralizada com bicarbonato de sódio e destilada a O mm de Mg a 100 - 125 graus. O mirceno, um produto altamente reativo nas condições descritras dá origem ,t isAmerns Rendo inviável a separação des- tos pelo processo convencional, por terem os• respectivos pontos de ebulição muito próximos, e em alguns casos também se formarem misturas azen- Iit.picas. c) seu manuseio, face o "know how" da matriz da impugnante: Resposta: Evitar inalação e contato com a pele e os olhos. Recomenda-se boa higiene pessoal, lavando depois de qualquer contato antes dos intervalos ou re- feições e no término do trabalho. Roupas contami- nadas e sapatos, devem ser lavados antes do re- uso. E recomendado a existência de lava-olhos 11:reroCa:2:1e armazenado em 13 Arm azenamento: O produto deve ser lugar seco, frio e ventilado, longe de qualquer fonte de calor (2). IP d) Se correta Nomenclatura do Con- selho de Cooperação e Pauta dos Direitos de Importação. Resposta: Já respondido no quesito la. QUESITOS DOS AFTNs AUTUANTES Produto: Acetado de Pseudnlinalila 1. Podemos verificar na discursão do produto que o livro informa que o mesmo é de constituição química não definida (not a well defined, single chemical), sendo que é notória a participação da matriz da empresa, nesta publicação, assim é determinante que se informe se o produto é ou não caso de divergência com o que consta no citado livro, quais os ambasamentos técnico-quí- micos para tal afirmativa? 3 Resposta- Segundo a Nesh, capitulo 27. Considerações Gerais "Composto de composição química definida, apresenta- do isoladamente, é um composto químico destinto, de estrutura conhecida, que não contém outra substância deliberadamente adicionado, durante ou após a fabri- cação (incluída a purificação.... O termo "impure- zas- aplica-se exclusivante às substâncias cuja as- sociação com o composto químico distinto resulta ex- clusiva e diretamente do processo de fabrico (in- cluída a purificação). a) Matérias iniciais não convertidas. b) Impurezas contidas nas matérias iniciais. c) Reagentes utilizados no processo de fabricação (incluída a purificação). d) Subprodutos." O acetado de pseudolinalila é obtido pela reação en- tre o mirceno e ácido acético catalisado pelo ácido sulfúrico, a baixa temperatura. O resultado da rea- ção obtém-se esteres. álnnnis e terpenns tais como acetado de terpenil acetato de nerila, acetado de geanula, sendo o acetado de mircenila e componente principal. O mirceno é um produto altamente reativo dando origem a diversos isômeros com ponto de ebuli- ção muito próximos. Em alguns casos também se formam misturas azentrópinas tornando-se inviável a sepa- ração dos componentes pelos processos convencionais. 2. No mesmo texto descreve-se o produto com uma mistura de grande número de esteres, álcoois e terpenos contribundo o componen- te principal da mesma, o acetado de mircenila, com somente a terça parte de sua massa. Em que condições poderia essa mistu- ra ser considerada como um produto orgânico de constituição Química definida? Resposta: Já respondido no quesito 1. 3. Mas, além no mesmo texto, trata-se do processo de produção e cetólise do mirceno com ácido sulfúrico com catalisador a tem- peratura controlada, registra-se que condições reacionais tais como: temperatura, acidez do meio, etc influem muito na compo- sição do produto resultante. O perfil de muitos componentes, da mistura é questionável. Pressume-se, também, naquela obra que mais de 30 componentes da mistura contribuem para o odor da mesma. Poderia a despeito de tudo isso o produto ser consi- derado como de constituição química definida, com as caracte- rísticas físico-químicas definidas bem como as propriedades organolépticas próprias do seu componente principal? Resposta: Já repondido no quesito 1. 4. Em que pese que as impurezas são oriundas do processo de fa- bricação, informar se as mesmas são admitidas nos termos das Notas Explicativas do Conselho de Cooperação Aduaneira (Nota la) para inclusão dos produtos que as contém no Capitulo 27? 4, Resposta: Já respodido no quesito J. 5. A própria interessada produz acetado de mircenila, através da acetilação do mircenol, em grau de pureza compatível com os produtos do Capitulo 27. Se a intenção era usar o acetato de mircenila (principal componente da mistura) não seria mais ra- cional importá-lo no lugar do acetato de pseudolinalila? A não ser que o padrão odorífero desejado seja distinto, o que no produto importado s6 pode ser em razão dos outros componentes presentes. Resposta- Na reação de obtenção do acetado de pseudolinalila, obtém-se uma mistura de componentes que conferem os produtos finais excelentes qualidades odoríferas e estabilidade na fabricação dos produtos de toucador. • 6. No mesmo livro e registro menciona-se o acetato de pseudolina- lila como uma mistura extremamente complexa. Sua popularidade na fabricação de sabonetes e detergentes, por exemplo, deveu- se às suas excelentes características odoríferas e de estabi- lidade nos produtos finais, a despeito de seu preço mais ele- vado que o acetato de linalila. No texto também se observa que nesse mister o produto se comporta como se fosse um óleo es- sencial "sendo quase tão complexo quanto esse. Considerando isso tudo, seria coerente considerar o produto em questão como sendo de constituição química definida? Em caso de resposta positiva apresentar os argumentos. Re9pnste„: Já respondido no quesito 1. 7. Apresentar o(s) emprego(s) do produto em questão. Raspozta . E usado em composições aromáticas na indústria de perfumaria. Produto Dimiscetal QUESITOS FORMULADOS PELO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 1. O produto isolado, apresenta todas as moléculas com o mesmo peso molecular e conformados de acordo com proporções este- quiométrioos? Resposta . O Dimircetol é o nome comercial do produto resultan- te da reação entre o Dihidromirceno e ácido férmico em presença de ácidomineral forte à baixa temperatu- ra. O produto final contém formiato de dihidromirce- fila e dihidromircenol que coexistem em equilíbrio. Em realação ao peso molecular formam-se produtos distintos que nko apresentam igualeI Rde de loesn mole- cular mas obedecem a um rálruln e stequ i rmá trioo Por- 5 que podemos prever a quantidade das subst&ncias que participam da reação. 2. O produto abstraído o solvente é constituído por uma mistura de componentes químicos que atendem cada um deles, as caracte- rísticas do quesito anterior? ResPosta: A análise cromatográfica não revelou a presença de solvente. O segundo item da pergunta foi respondido no quesito 1. 3. Explicar o solvente e o(s) soluto(s). Resposta: Já respondido nos quesitos 1 e 2. • QUESITO DO SUJEITO PASSIVO 1. Face a complexidade dos produtos, demonstrem analiticamente: a) sua classificação: Reepnsta: A competência da classificação tarifária do pro- duto Dimircetcl, é da Coordenação do Sistema de Tributação do Ministério da Fazenda. b) sua obtenção: Resposta: Dimircetol é obtido por reação entre o Dihidro- mirceno (2,6 dimetil -2,7-ootadieno) e ácido fôr- mico em presença de ácido mineral forte à baixa temperatura. Como resultado da reação temos, a principio, apenas formiato de dihidromircenila, que é hidrolisado pelo mesmo ácido mineral resul- tando também em dihidromircenol. O produto final • de reação, contém formiato de dihidromircenila e dihidromircenol, que °coexistem em equilibrio, além de outros subprodutos. A proporção de nada um destes compostos varia com n grau de conver- são c) seu manuseio, face o "know how" da matriz da impugnante: Resposta: Evitar inalação e contato com a pele e os olhos. Deve ser praticada boa higiene pessoal, após qualquer contato antes das rafeis -6es, nos inter- valos e no fim do trabalho. Roupas e sapatos con- taminados, devem ser limpos após e uso. E reco- mendado a existência de lava-olhos ejou chuveiro na área de trabalho. d) se correta a classificação no Cap. 29. Nomenclatura do Con- selho de Cooperação e Pauta dos Direitos de Impostação. A Resposta: Já respondido no quesito 1. d 6 QUESITOS DOS AFTNs AUTUANTES Produto: Dimircetol 1. O produto Dimercetol é um produto químico orgânico constituído por um só tipo de molécula química ou nele ocorrem diferentes tipos de substâncias? Resposta- Dimircetol (nome comercial) é obtido pela reação en- tre o dihidromirceno e o ácido fórmico em presença de ácido mineral forte, a baixa temperatura. Como resultado da reação temos, a principio o formiato de dihidromiercenila e dihidromiercenol, que coexistem • em equilíbrio, além de outros subprodutos. A propor- não de nada um deste oompngtos varia com o grau dft nonverskr). Reação do processo: 2. Não sendo o Dimercetol constituído por um único tipo de molé- cula qual o seu componente principal? Resposta:Já respondido no quesito 1. IP 3. Qual o subproduto que ocorre em maior proporção na reação de produção de Dimercetol? Resposta: O prinoipal subproduto é 3,3 trimetil ciclo hexil metil formiato. 4. O subproduto apontado no quesito anterior apresenta proprie- dades odoríferas? Resposta: Os subprodutos resultantes do processo de obtenção não influenciam significativamente na qualidade odorífera do produto, o que permite seu uso na com- posição de fragrâncias do tipo cítrica e colônias refrescantes. 5. Em caso de resposta afirmativa no quesito anterior, são aque- las propriedades odoríferas desejáveis ou a presença deste subprodutos prejudicam a qualidade do produto de alguma for- O" V 7 ma? Resposta Quesito prejudicado. 6. Existe algum subproduto de reação em tela que em proporção maior de 5% empresta odor inadequado ao produto da reação. Em caso de resposta positiva qual é esse subproduto? Como con- trola-se a sua baixa produção no meio nacional? Resposta: Quesito prejudicado. 7. Seria razoável se considerar como impureza de reação admitida nos termos das NENCCA para inclusão de um produto no Capitulo 29, guando a mesma não é inerte do ponto de vista odorífero, alternado assim o perfil aromático do produto principal, além do que tendo sua concentração na mesma ordem de grandeza des- te? Resposta: A presença de subprodutos no meio reacional provém do processo de fabricação, não são substâncias adi- cionadas. Podem ser consideradas impurezas admiti- das nos termos da NENCCA. 8. Qual o tipo de indústria usa o DIMIRCETOL? Resposta: Dimircetol destina-se ao uso na composição de fra- gâncias cítricas e colônias refrescantes. Sulfato de Dimetila QUESITOS DO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RESPOSTAS 1. O produto isolado, apresenta todas as moléculas com o mesmo peso molecular e conformadas de acordo com proporções este- quiométricas? 00 Eeepôsta: O produto isolado é uma mistura sólida homogénea on- de as substâncias componentes possuem éztruturas mo- leculares diferentes e também pesos moleculares di- ferentes. Por outro lado, referências a princípio estequiomé- tricos só fazem sentido quando se estabelecem equa- ções químicas correspondentes a reações químicas e quando se estuda a composição das substâncias, quan- to as proporções ponderais. São princípios apoiado sem rígidas leis científicas (Lavoisier, Prost) e que nada tem a ver com concentração dos componentes de determinada mistura, onde estes componentes não I reagem entre si, como no caso do produto em tela. 2. O produto, abstraído o solvente, é constituído por uma mistu- ra de compostos químicos que atendem, cada um deles, às ca- 411, 8 racteristicas do quesito anterior? Resposta: O produto, abstraído o solvente, trata-se de sulfeto de metila acompanhado possivelmente de resíduos naturais do processo de fabrica- ção. 3. Explicar o solvente e os solutos. Resposta: Solvente Soma arábica Soluto Sulfeto de dimetila QUESITOS DO SUJEITO PASSIVO E RESPOSTAS 1. Face a complexidade dos produtos, demonstrem analiticamente: a) Sua classificação: Resposta: Mistura na fase sólida, homogênea, apresentando- se na forma de pó, tendo como componentes prin- cipais goma arábica e tio composto orgânico, mais precisamente, sulfeto de dimetila. b) Processo de obtenção: Resposta: O sulfeto de dimetila pode ser obtido via reação de sulfeto de potássio com cloreto de metila em solução de metanol (3). A nível de obtenção in- dustrial o produto sulfeto de dimetila disperso em goma arábica é criado por atomização de solu- • ção aquosa de goma arábica e sulfeto de dimetila em zona de gás em alta temperatura. c) Seu manuseio face o "know-how" da matriz da impugnante. Rwp_o_sta: O sulfeto de dimetila volatiliza a 07 C devendo portanto ser manuzeado em temperatura baixas. Por outro lado, deve ser manuseado sem que ocorra contacto com a pele, ingestão ou inala- 9A0 9 Pois nestas condições torna-se danoso a saúde. d) Se correta a classificação no Cap. 29, Nomenclatura do Conselho de Cooperação e Pauta dos Direitos de Im porta- Q0. Resposta: Não está correta a classificação no Cap. 29 porque o produto em análise contraria os itens /01 10 9 la. e le. do referido capitulo. O item la. prescreve o seguinte: " 1) Ressalvadas as disposições em contrário, as posi- ções do presente capitulo apenas compreendem: a) Os componente é nrgánicos de constituição química definida apresentados isoladamente mesmo ronten- do impurezaé Sendo o produto em ouestão uma mistura de com- postos orgânicos ele fere Portanto o Principio básico deste item O item le estabelece o seguinte: e) - "As outras soluções dos produtos das alíneas a, b, ou acima, desde que essas soluções constituam um modo de acondicionamento usual e indispensável, determinado exclusivamente por razões de segurança ou por necessidade de transporte, e que o solvente não torne o produ- to partioulamente apto para usos específicos de preferância a sua aplicação geral". A presença de goma arábica atuando nesta situa- ção como solvente, bloqueia o uso do sulfeto de dimetila em aplicação mais gerais, como por exemplo síntese orgânica. QUESITOS DOS AFTNs AUTUANTES • 1. A goma arábica presente na composição, é decorrente do pro- cesso de obtenção do sulfeto de dimetila? E ela um subprodu- to de fabricação? E ela uma impureza presente nas matérias- primas que foram utilizadas na preparacão dosulfeto de dime- tile, não tendo sido, portanto,alterada durante o processo? E ela uma reagente utilizado no processo que não sofre conver- são completa? Resposta: A goma arábica presente na composição não é decor- rente do processo de obtenção do sulfeto de dime- tila. Este modelo de produção geralmente é regido pela reação de sulfeto de potássio com cloreto de metila em solução de metanol. Princípios básicos de síntese orgânica mostram a carência de fundamento ao se supor a goma arábica nesta situação aparecendo quer como subproduto de fabricação ou como impureza presente nas matérias- primas ou mesmo como um reagente no processo que OP 10 não sofreu conversão total. 2. Caso sejam negativas as respostas ao quesito anterior, foi a goma arábica deliberadamente adicionada? Re.ZP-O-Sta2 Sim. 3. O produto sulfeto de dimetila é comercializado na forma pura e não exige estabilizantes para tal. Qual então o intuito de presença da goma arábica? Re-;pinsta- A presença da goma arábica tem por finalidade formar uma película protetora sobre o sulfeto de dimetila que é volátil a 37 C, protegendo com isso o produto de fonômeno de volatização. 4. A literatura indica que a substância sulfeto de dimetila, além do seu emprego como intermediário químico, tem uso, dentre ou- tros, como solvente e odorizador de gases. A presença de goma arábica no produto não inviabilizaria o uso do produto para aqueles fins" Resposta: A ação dos solventes no universo da química analíti- ca e da química industrial é de largo espectro. São mecanismos de atuação muitas vezes direcionados para ajuste de viscosidade, poder de solvência, efeito sobre a taxa de evaporação, etc. São processos onde a presenCa de um esqueleto mole- cular como o da goma arábica inviabiliza o uso do produto sulfeto de dimetila para aqueles fins. E o relatório. • I I Rec. 113.775 Ac. 301-27.812 VOTO •, ' Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS, Relator: O cerne do litígio está na classificacão fis- cal dos produtos, Acetato de Pseudolinalina, Sulfato de Di- metila e Dimercetal. Se definido que os produtos em tela III são de composições químicas definidas (apresentados isolada- mente, mesmo contendo impurezas), foram posicionados no Ca- pítulo 29 da TAB. A análise realizada pelo INT, não deixa mar- gem de dúvida quanto ao fato de que os referidos produtos tratam-se de miatura.w, não podendo, portanto, estarem in- cluidos no capítulo 29 da TAB, e sim naqueles apontados pe- los autuantes (capitulo 33), e mantidos pela IRF. Isso posto, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, 25 de maio de 1995. - -". —_. ------ MOA_CYR-ELOY-DE MEDEIROS _-----Relator 4111
score : 1.0
Numero do processo: 10711.004572/90-61
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri May 15 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Fri May 15 00:00:00 UTC 1992
Ementa: Divergência irrelevante entre a descrição de mercadoria importada constante da respectiva Guia de Importação e a mercadoria verificada em conferência física, sem alteração da classificação N8M, Inaplicável a penalidade do inc. II do Art. 526 do R.A.
Numero da decisão: 303-27.304
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencido o conselheiro João Holanda Costa, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MILTON DE SOUZA COELHO
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30327304_107110045729061_199205; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-10-09T12:53:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30327304_107110045729061_199205; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30327304_107110045729061_199205; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-10-09T12:53:33Z; created: 2017-10-09T12:53:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-10-09T12:53:33Z; pdf:charsPerPage: 1068; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-10-09T12:53:33Z | Conteúdo => a'.~' ..• MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO NI' 11)711-1)1)4572/90-61 Seasãod,15 de maio -ACORDA0 N! 303-27,304 Recurson'!.: 113,748 - Recorrente: 8AYER DO BRASIL S/A Recorrid IRF - Porto do Rio de Janeiro - RJ [lA CARVALHUPA - ~~.da Faz.Nacional 1I7~SOUZA ROS~~LVI Divergência irrelevante entre a riescrição rie mercadoria importaria constante ria respectiva Guia de Importaçao e a mercarioria verificada em conferência física, sem aI teração ria classificação N8M, InaplicjveJ a penaliriade rio inc. II do Art. 5;>6 do R.A. Vi stos, relatarios"e di scutidos os presentes autos, ACORDAM os Mem~ros da Terceira Câmara rio Terceiro Conse I~o rie Contribuintes, por maioria de votos, em riar provimento ao recurso, vencido o consel~eiro João Holanda Costa, na forma do r~ latório e voto que passam a integrar o presente julgado, Brasília - ~., em 15 de maio de 1992. Hot'I~TA - Presidente VISTO EM . SESSÃO PE: O 2 FEV 1993 Participaram ainda rio presente julgamento os seguintes Consel~eiros: Rosa Marta MagaJ~ães rie Oliv~ir~, Sanrira Maria Faroni, Hum~erto Esm~ ralrio Barreto Fil~o, LeopoJrlo.Ce~ar Fontenelle, niDne Maria An~ra~e. ria Fonseca e Malvina Coruja rie Azevedo Lopes. ,.. -2- O~':~ MEPF TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CàMARA 1:~~~:C~lJF~~;C)1'1" j.13,,7413 .- A(::()F~I)A() I~" 3()3 ....27,,3()4 RECORRENTE • BAYER DO BRASIL S/A I~E~{::(}I~I:~]:I)A"II~I:' 1::I(JI~t(J c:lc) 1:~:i(J (je Jarle:ll'"() RJ RELATOR MILTON DE SOUZA COELHO R E L A T ó R I O .J.v.a.la....se de (jivel~g'@l.l(::j.a qLlcll"\'tC) a (nel~(:a(j(JI~:i.a QLlj.ada e a j.l'l.tel~l,a(ja" A I~e(:(:)r'~ellte ~5l.lt)Ole.tel.1a (1eSIJclC:t)() ~;al ~lC)rlC)Ss;()d:i.c:(:) (j() ác::j.do :1: UI"'(.:.~:L(:\6!16 Llr"'f;:::i.l~;:.:'no .... H:i.~::. (:I. .... n.:':l."ftol :::~ (:"Icicio ~:;ul'ff:)n:i.co) C':ft'l PC~~I j.lldlAs;tr"j.al'!1 F)11 S()4 ác:i.c:lc:) ].j.vr'e~ F~~I 526 ~5a:l f~(:)I'l(:)S;s;(~dj.(::c):1 tc)(:lavia!l C) l..A'" BAI~A enlj.t:i.lA l,cll.lC:lc),de 11" 2j.006/~39!1 que C:(:)11CJ.t.l:Lll~;el" C) ~)I"(:)clu.t(JunI ~;A]. cl:i.~5~;(~clj.c::c)d() ác::L(ic) 6l,6 lJv'eJ.:i.ll()....Bj.~; ....(1-"r)a1:tc)] .....3....ácj.(:!C) ~;l.lJ.fftr)j.co)" A~):I.:Lc:()l.l(J Alltc) a mll].ta (j(J al,.t" 526l, II~ (j() F~~A" Em :i.mpU(JnEI.~i:~':\C)~.:"t(:luz:i.u.ü ~:~'::':'c.:.lu.:i.nt(.:.:,D ~:;u..:if:~:i.top~':\~:~~::.:i.""/n:: :l) a j.rlllJ~lgllal'lte j.fi1l:)(Jl,.t(:)u(:12 l~e~)úl):l:i.ca F:'eelel"a:l. ela Ale~la'-' nh.:':'.:, ó'?()!I~'::~:.lO k.(J do pr'odu'l:.D I'~:~~:'I.:I.in(JnD~::.~:;ód:i.cn do ácido I ul"'(.~:,:i.a6116 l...lv'(....:':i. ], (.:.:,no.... )) :i. ':::. ( :I.....n ~:'l.'f t (]],....:.":,....b. c: :i. cl C) ~::.u :I.'fôn :i. c: o ) II ( ~~\C :i. c1o I ....LIv'(.~.~:i. {:\ )~, ~':\t. v.{':\.... vé~; cla 1)":1:,, n" 50()765!, ele 06/04/f~~9!, c:].a~;~;j.'f::i.'f:L(:arl(:I(:)"(:)I'la r)C)~;j.~a(J ~~':~(?~':'~,q " ~':~(? " (? (?O O ;i 2) ern a.t() (:10 v'ev:i.~;a(:):, (:(:)~lt)clSe 11C) l...all(j(] (jo AIlá:Lj.~;e~; 11" :l()()6/f~J9 ele) 1...ABAI~A:1 C) al.ltual'l.te el'ltel'lc:1elJ (:llJO a j.flll:)C)v.ta(1()v'a t:i.rllla 'f:ej.t(:) cI(.:.~c:1.~':\1""El.~i:~':i.D:i.n d (.:.~\.J:i.cIEl, :' fl'l~':i.nt(.:.:'nd D n () EI.Ul.C) ~':\ m<-:,~'::~m~':'..pus:L ~i:E..C) t.a I"':i.'f('{l.l":i.~':\ (2924,,29,,9900):1 j.ml:)C)ll(ic)~ .taCJ s;c:)nlellte~ a illll:l.ta IJI""Ovj.s.ta l'lC) al,..t:i.g(:) 526l, :1::1:,(i(] F~"A"l' clLle lJI"evê C) f)el"(::elltLla:L (:Ie 3()% clc)va:Lc)v' (ja (nel~(:a(1(:)I":i.a; :."::.) IID (':\.c::i.d () I ....U I"(~.!:i.~':\t. 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P I'" D C (.:.:,cIf:~ri t. (~.! ~':). ~':'r.~;: ~':lD ~':\t /'"~':\.\J(.:~~::. d EI.~:; S(':'!(Jf..I.:i. n t.E'~::. I' c:on ~:;:i.cIf::' V',':"I,n d ,':i. ~:; 11:: (:;(:)I~I~~;:I:Dl~:F~AI\ID[J(:ll,l8 a fnel"(:ac!<:)v':ia (je~5~)a(::I')aclaatv'avé~s da I)"J:" 11" 500765/~39 ('f:].~;" 3/EJ) -fc):i. ~5].a O)()j'1(J~S~56(jj.(:C) (j(:) á<:j.(:I(:) I l.JI"é:ia a 6 li (";i 1...11" (.::! :L :I. (,"::,1""1 ü B :i. ~:; (:I. 1\1,':'l"f t.() :I. ~':~ (:":-1 c::i. d o ~;:.u :I. 'f t"j ri :i. cD ) c.!lTI pó ~I :i. n .... clu~:;.tl":i.~.:.•.l~, PI"'1 ~:.:eO;:'~ .;~\c::i.clDJ:i ;I•.e.~, PIYI ~.)~';~6~::.al inonü~:;~:;ôd:i.c:C);: (::()I\I~3II)E~F~AI\II)(J(~lJe~1 ele cl<:(JI'"dc)(::C)nlC) I_.al.l(j() fI" ].O()6/f39 (":].s" 9) e ]:I'l'f(J[~m2!;aC) "'éCfl:i.c:a I'l" 20E~/9() (1::l~~" 2EJ)~ (J lJI"(](:ll.l.t(:):lmpc)l~tad(:) 1:c)i ~~a].dis~sócl:i.c:(:) clc:)ácj.(:I(:) 6~,6 l.tl"ej.:lel')(:)-- l:)j.~~._. 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I''"D.tó I'w:i.C) (nc]l"mat:i.vo) C~~iT n ~ ;?(?/SO cune!:L c:i.on{;l. ~':I. inE'.pl :Lc{';\b:i.l :i.cI{;l.cl(.:.:' e!~':",.~;;mul t~;\.;;; do!!; {':\l"'"!:.~~~":toe 4 16? dD I)l.. 37/66 (a~.t1s" 524 e 526, ]:]:~I cIo 1:~"A,,) e clLle se.ja vel~:l'f:i(:a(:la a exa.t:i . (ja(J da e~:ipe(::i.f:ic:a~:ac) ela fnel'(:a(:I(:)I"j.a~ (J (:Il.leflaC) C)(::C)V'V'eLt11(J pl"e~sel'l.te (:a . (:()I~!:;]:DI:I~AI~D{J Cll.te!1 se a (jj.~~;(:I~j.fnif)a~:aC)cla nlel~(::a(lc)l~j.a I'la ql.l:ia (ja :Lm~)(:)r.ta~ac) 'fcI]" (]fll:l~;~sa!l:i.I')C:CII"v'e.ta(Jl.l inl~)v'ec:j.!Scl qlAclll.t(] 2 e:l.einefl-" .t(J~S il.l(:I:i.~SIJefl~;áve:l~:;à i(:leflt:i.":j.(:a~;:ac)(jo 1:lr(J(jlAt(J~1é ele !:;e a~):l:ic:a~ a nll.l]..ta pela 'fa:l.ta (1e (Ju:[", 1:)I~evj.~;;.taIl(] a~t" 526~1 :[:[:1 (j(] 1:~"A" (F~al~ec:el" C!~~'T'11" 477/EJEJ, :l.tefn :l(»;: As; 'f::I.~:i"36/43!, I~e(::l.lr's;(].tefnpe~s.t:iv(J!1 (::ll~ias; ~azcles; :lej.(J efn E D 1''"(':':'].{':l. t.ó I" :i. ()" 1.1 I'(e<:: .. :: 1l:.:, ..7I.1B A c ..:: :yU ....;.:~7..:.:,01.1 v () T O E~sta (:~fl)ara 'filrrnoLl er,telldirnerlto sc)t)re a nlatéria~1 atl"a'.' vês (jo VC)to IJlrofev'j.do pelo :ilLlstre (:onselt~ej.ro Sérgi,c) ele (:astlro Neves, 110 reCt.llr~~oflu 1j,2n871, que a segLlir tr'arlS(:lrevo~ "E :i.nqu(.:.~~:;t:i.on<~\vf~lqU(.:~ um <~\c:i.dC)qualqu(.:.~r' um sal d(.:.~l(.:-~d(.:.~.." ,rj,vado '1ao 5a(), desde o P()llto..de-'vista qLlimi,c:c), o (1)8Sfl)0 pV'O(jU"to, até IJOlrqlA8 .tênl nOfoes clifev'entesh l'lao(:lbstall'te, no caso vel"terlte, C) qll8 se traz à cola~:ao é (J exame da~; c:onseqlAéllcias fisc:ai!s (je ta:l cli~;(:re~)~ncia"A!; floolerlcla-' tlAl"as de p,"odlltOS sao Olrgallizadas em fLlrl~:aC) de (jes:lgnj.c)s OLl 'f:i.nal,j,da-' des eSIJeciaj.su Uma nomen(:latlAv'a qlAiolj.c:a, c:om(J a l:lJF)AC!1emlJregada pel,a I~ecorrel'lte e pelo LABA~IA pal~a de'fj.nj,r o IJI~odut(J!1 tefll ~)Ol~ firlaliclade clescv'evel~ mj.nue:i01;amellte a (:C)n5tj,tLli~:ao cle (:aela ~)e)ss:lvel tj.po cle fllOl.é.... cul<':\" Já a I~BI1 IJa1;eaela 110 S:istefila HarfilC)niza(jo, 5eO(jo lAma 110- filellcl.atlAI"a (je merc:adol~ias!l agv'upa-'as em categorias seglAl1do cl~itév'j.os de separ'a~ao qLle mais .ténl a vel~ COfi\ 1;uas firla],iclades indLlstria:is e C(J"- mel~(:j,ais, s;eLl valor e oLltras cal"actel~istj.c:as de natlAI"eza mel~cantil. e tl":i.bu t<~\,...:i.a fi No ca1;O em questao, a NBM elá o nleS'AO c(~dj,go IJal~a o ácidc) p-rlj.troan:i.lilla-SlAlf(~nic:(J e qlAa:l(~l,lerele s;eLl5;saj,s;, pov. entendelr, aliás e:(Jrretan)ellte, (~ue qLlal,q~Aev' forma de 8pr'esen.ta~ao cles;ses; clerj.va'-' (jos redLln(ja nU(118 me1;ma aIJ],i(:a~ao illdlA~;tl"ia:I."Nao é sen)~)re este o (:a50" 'fofllemos -- apenas (:omo um de ffiLlit01;exempl,os ._.(J tv'atafi~ellto dado pela I~C)n)ellclatlAI~a ao áci(:lo Il:ltrico e ac)s ~;ais dele derivaclc)s~ o ácicle) en-.' contl~a'-se cl.aS5;ifj.cado I'la posi~ac) 28,,08, 811qual1to (~lAe (J1~ni.tIPat(Js es-- tao c:],assi'fi(:ados Ila IJosi~ac) 28u34" Neste e:aso exefllpli'f:ic<":\.tivo,a (ji- vergéncj.a elltr'e o áci(jo e 1;eLl sal ter'ia c:olls:i.deIPávej.s (:(Jllsequências (1e ordem coolelPcial. e tIPiIJutárj.a, já Ql.l8 se tl"d.tav'ia (je (llelPcadolPis de na-o tl,llPeza (1istinta" l'lao é!I (.:.~ntl,.(.:.~tantO!I o qU(':'~OCOI'"I"f..~no C<:\SO ~.:H:~J:}....:.i.J:1Ü.:1...~:J~,!1(.:.~m qLle o produto dec:lav'a(j(J e C) e1:etivamerlte j.fi)pov.tadc)!,a:lllda que dis.tin-' .t05; no que .tange à e:c)11'figLlra~:aooloJ.ec\.tlar, sao tr'atados coo)o a mesma mel"cadov'ia" Nao há, assj,nl, como cogitar apeI1<":\1"'-seo ifl\pOIP.tador como tel'ldo v'eal,j.zado a importa~ao ao desalJIPige) de Gul:. POI" a~:;f:;:i.in cons:i.d (':'~I"i:\1":1ti ou P I"OV:i.m(.:~nto i:\C) Ir(-:.~c:u1"1:;0"1i Sala elas Sessoe1;, em J.5 ele filaic)(1e :L992n 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10711.000360/91-22
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 1996
Ementa: ENZIMA HEMICELULASE - NOME COMERCIAL "HYDRALASE D" - Com fundamento no laudo do Instituto Nacional de Tecnologia foi julgada pura essa enzima. Inaceitável critério de classificação das enzimas pelo seu teor protéico, em substituição ao de sua atividade enzimática, ou poder catalítico.
Numero da decisão: 301-28.195
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os Cons. Moacyr Eloy de Medeiros e Sérgio de Castro Neves, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ISALBERTO ZAVÃO LIMA
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Inaceitável critério de classificação das enzimas pelo seu teor protéico, em substituição ao de sua atividade enzimática, ou poder catalítico. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os Cons. Moacyr Eloy de Medeiros e Sérgio de Castro Neves, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 22 de outrubro de 1996 MOACYR EL S 1.' )EIROS Presid ----(<?‘"3 ISALBERTO ZAVÃO LIMA Relator oJÀfCTisbi J - 1 8 FE V19 97_ udana Co ez woriz pontes Procuradora da Fazenda Nar.lonal Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO e LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. Ausentes os Conselheiros MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE, JOÃO BAPTISTA MOREIRA e LEDA RUIZ DAMASCENO. • tale MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N' : 113.752 ACÓRDÃO Ni' : 301-28.195 •RECORRENTE : THE SYDNEY ROSS CO RECORRIDA : IRF-PORTO DO RIO DE JANEIRO/RJ RELATOR(A) : ISALBERTO ZAVÃO LIMA RELATÓRIO Retorna o presente processo de diligência ao Instituto Nacional de Tecnologia (INT), ordenada pela Resolução 301-760 (fls. 44 a 48), e complementa-se o Relatório das fls. 45 a 47. Essa diligência foi determinada, com intuito de se esclarecer em definitivo a questão da classificação tarifária das enzimas em puras, concentradas e preparadas que se tornou questão polêmica, em razão de o LABANA, reiteradamente nessa matéria, ter adotado um parâmetro repelido por outros órgãos técnicos, para identificar as enzimas em puras quando seu teor protéico se situa acima de 80% de proteínas, concentradas, entre 80% e 20% de proteínas e preparados, abaixo de 20% de proteínas. Da diligência, resultou o laudo do INT, no qual a resposta aos quesitos do Relator e da Recorrente visaram clarificar a correção do entendimento do LABANA de caracterizar as enzimas em puras, concentradas ou preparadas a partir de seu teor protéico nas percentagens atrás definidas. A distinção entre enzima pura e preparada como pretende o LABANA (enzima pura teor de proteína acima de 80%; enzima preparada igual teor de proteína menor de 20%) não é aceita por diversos órgãos técnicos e científicos , conforme laudo do processo. A resposta do INT ao quesito "i" (fl. 77) é taxativa ao afirmar que a classificação de enzimas em função do conteúdo protéico adotado pelo LABANA não é "cientificamente válido". Afirma, ainda, fl. 76, que "toma-se necessário o estabelecimento de faixas de concentração em .tennos de atividade enzimática e não o teor protéico (...)". Não encontra, tal critério, respaldo na literatura técnica internacional. Esclarece, também, à fl. 74, que "qualquer critério tem que estar obrigatoriamente baseado na determinação da atividade catalítica da enzima. Em resposta ao item "g", fl. 73, arremata: "A avaliação baseada apenas no teor de proteínas é inconclusiva, não tendo maior significado na descrição e caracterização do produto". É o relatório. iv.‘) 2 • • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 113.752 ACÓRDÃO N° : 301-28.195 • VOTO Como vimos do relatório a matéria em julgamento há de ser deslindada em função das provas produzidas, principalmente da diligência ordenada com o fim de esclarecê-la cabalmente. E este esclarecimento foi feito de forma indiscutível pelo INT, que nega qualquer valor técnico ao critério adotado pelo LABANA de classificar as enzimas por seu percentual protéico, ou seja, puras, teor de proteínas acima de 80%, concentradas, teor de proteína entre 80% e 20% e preparadas, teor de proteína abaixo de 20%. Ora, determina o Decreto n° 70.235/72 que dispõe sobre o Processo Administrativo Fiscal, no seu artigo 30, que os laudos ou pareceres do LABANA, do INT e de outros órgãos federais congêneres serão adotados nos aspectos técnicos de sua competência, salvo se comprovada a improcedência desses laudos e pareceres. Em assim sendo, comprovada que foi pelos laudos do INT a improcedência técnica e científica do critério do LABANA de tomar como base para identificar as enzimas em percentual só seu valor protéico, cai por terra o embasamento do auto de infração e da decisão recorrida que, com base em tal critério concluiu que a enzima importada pela Recorrente seria uma enzima preparada, o que não resultou provado. Destarte, voto no sentido de dar provimento ao Recurso. Sala de Sessões, em 22 de outubro e 1996. ISALBERTO ZAVÃO LIMA - Relator 3 Page 1 _0020800.PDF Page 1 _0020900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.721948/2010-24
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
ALIMENTO FORNECIDO IN NATURA. NÃO INSCRITO NO PAT.
Não deve incidir a contribuição previdenciária quando a empresa fornece a alimentação in natura, mesmo que por meio de terceiros e que não esteja inscrita no PAT.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-001.474
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência parcial em relação ao período compreendido entre 01/2005 a 06/2005, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. No mérito por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para excluir todos os códigos de lançamento relacionados à alimentação.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. ALIMENTO FORNECIDO IN NATURA. NÃO INSCRITO NO PAT. Não deve incidir a contribuição previdenciária quando a empresa fornece a alimentação in natura, mesmo que por meio de terceiros e que não esteja inscrita no PAT. Recurso Voluntário Provido.
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DECADÊNCIA. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. ALIMENTO FORNECIDO IN NATURA. NÃO INSCRITO NO PAT. Não deve incidir a contribuição previdenciária quando a empresa fornece a alimentação in natura, mesmo que por meio de terceiros e que não esteja inscrita no PAT. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência parcial em relação ao período compreendido entre 01/2005 a 06/2005, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. No mérito por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para excluir todos os códigos de lançamento relacionados à alimentação. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Fl. 553DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Ewan Teles Aguiar. Fl. 554DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 10680.721948/201024 Acórdão n.º 2403001.474 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Auto de Infração – AI nº 37.267.4437, cuja notificação ocorreu em 13/07/2010 (fl. 01), lavrado em face da CONSTRUFEL CONSTRUTORA FERROVIÁRIA LTDA, no valor R$ 21.381,56 (vinte e um mil, trezentos e oitenta e um reais e cinquenta e seis centavos), por ter deixado de recolher contribuições previdenciárias dos segurados empregados, incidentes sobre o fornecimento de alimentação in natura (cantina, lanches e cestas básicas), sem a devida inscrição no Programa de Alimentação ao Trabalhador – PAT, não incluídos em folha de pagamento/GFIP, no período compreendido entre 01/2005 a 12/2007. Segundo o Relatório Fiscal de fls. 32/38, verbis: “2 – O fato gerador das contribuições lançadas no presente Auto de Infração foi verificado e apurado da seguinte forma: 2.1 Alimentação in natura fornecida pela empresa aos contribuintes segurados empregados, no período de 01/2005 a 12/2007, a título de alimentação cujos valores correspondentes ao presente levantamento, encontramse lançados neste AI, sob o seguinte código AL Alimentação sem comprovante de PAT. 2.2 Foi solicitado à empresa, mediante Termo de Início de Procedimento Fiscal TIPF, em 26/04/2010, o comprovante de adesão ao PAT Programa de Alimentação do trabalhador. Tendo em vista a não apresentação do comprovante de adesão ao ‘PAT’, os valores correspondentes à alimentação e as cestas básicas fornecidas passam a integrar a remuneração dos segurados empregados. A obrigatoriedade da inscrição no programa de alimentação do Trabalhador está claramente definida na Lei 8.212/9 que assim determina: Art.28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) §9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei 9.528, de 10/12/97). (...) Fl. 555DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 4 c) a parcela ‘in natura’ recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei 6.321, de 14 de abril de 6.321, de 14 de abril de 1976. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente Auto de Infração através do instrumento de fls. 136/144. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 7ª turma da Delegacia da Receita do Brasil de julgamento em Belo HorizonteMG, prolatou o ACÓRDÃO N° 02 31.496, de fls.206/209, mantendo procedente em totalidade o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/12/2007 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. A empresa e obrigada a recolher a contribuição do segurado, bem como a contribuição a seu cargo incidente sobre a remuneração paga aos trabalhadores a seu serviço no prazo legal. DECADÊNCIA. INEXISTÊNCIA. Não há que se falar em decadência quando ainda não transcorrido o prazo legal para a Seguridade Social constituir seus créditos. FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO ADESÃO AO PAT. O valor da ALIMENTAÇÃO fornecida in natura a empregados por empresa não inscrita no Programa de ALIMENTAÇÃO do trabalhador PAT integra o salario decontribuição. Somente poderão ser excluídas do salário de contribuição as parcelas pagas ou creditadas nos exatos termos definidos pela legislação previdenciária. As demais sofrerão os efeitos da tributação. CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. REMUNERAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Embora a convenção coletiva de trabalho possa descaracterizar verba como remuneração para fins trabalhistas, a hipótese de incidência das contribuições previdenciárias continua adstrita ao que está definido na lei, em obediência ao princípio da estrita legalidade que rege a instituição de tributos. Fl. 556DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 10680.721948/201024 Acórdão n.º 2403001.474 S2C4T3 Fl. 3 5 DECISÕES JUDICIAIS. As DECISÕES JUDICIAIS, mesmo que reiteradas, não tem efeito vinculante em relação às DECISÕES proferidas pelas Delegacias de Julgamento da Receita Federal do Brasil. Impugnação Improcedente. Crédito tributário mantido.” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls., requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos: Da Decadência Alega a Recorrente que, haveria ocorrido a decadência dos períodos constituídos como crédito tributário, através do Auto de Infração nº 37.267.4429, cujos fatos geradores tivessem ocorrido antes de 13/07/2005. Cita o art. 150, §4º do código tributário nacional CTN para respaldar a decadência quinquenal, alegando ser inegável que durante o ano de 2005 tenha havido recolhimentos antecipatórios dos tributos em questão, previstos na lei 8.212/91 em seu art. 22, incisos I e II. Da Inexistência da Relação JurídicoTributária. Insurgese neste tópico a Recorrente das verbas cobradas no auto de Infração a título de pagamento de refeições in natura, por não integrar o salário de contribuição, não podendo ser considerado como base de cálculo das contribuições previdenciárias. Alega que a incidência da contribuição previdenciária ocorrerá somente quando há pagamento de valores em pecúnia a título de alimentação, e sem que tal fornecimento esteja inscrito no PAT. No caso dos alimentos fornecidos in natura, através de lanches e refeições em cantina, bem como através de cestas básicas, como ocorreu no caso em tela, não há obrigatoriedade de inscrição no PAT e, assim não haverá a incidência tributária em virtude da não inscrição no referido programa. Argúi ainda que, é vasto o posicionamento do STJ e dos outros tribunais nesse sentido, ou seja, de que não incide contribuições previdenciárias quando a alimentação é fornecida in natura pela empresa aos seus empregados, independentemente de haver inscrição no PAT. Do Pedido Requer a reforma da decisão de forma a se reconhecer a decadência de parte do crédito tributário constituído, ou seja, com fatos geradores anteriores a 07/2005 e no mérito Fl. 557DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 6 considerar como indevidas as contribuições exigidas, anulandose o auto e extinguindose o crédito tributário em sua totalidade. Pede ainda que o presente recurso seja julgado juntamente com recursos interpostos nos processos nºs 10680.721949/201079 e 10680.721950/201001, por se tratar de questão conexa. É o relatório. Fl. 558DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 10680.721948/201024 Acórdão n.º 2403001.474 S2C4T3 Fl. 4 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme AR, a Recorrente tomou conhecimento do Acórdão da DRJ em 17/10/2011. Logo, tendo protocolizado o Recurso Voluntário no dia 16/11/2011, temse que o mesmo é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 559DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 8 De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas. Da análise do Termo de Encerramento da Ação Fiscal – TEAF, na fl. 26, a Fiscalização destaca que examinou “Comprovantes de Recolhimentos”. Esse fato é suficiente para a aplicação da decadência nos termos do art. 150, § 4º do CTN. O período de apuração corresponde às competências compreendidas entre 01/2005 a 12/2007. A notificação ocorreu em 13/07/2010 (fl. 01). Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período compreendido entre 01/2005 a 06/2005, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme explicado. DO MÉRITO NÃO INCIDÊNCIA SOBRE O FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO IN NATURA SEM A COMPROVAÇÃO DE INSCRIÇÃO NO PAT A Recorrente foi autuada por não incluir na base de cálculo da contribuição previdenciária os valores referentes ao alimento in natura, sem estar inscrita no PAT, nos termos da Lei n. 6.321/76. A DRJ, no seu r. acórdão, julgou como procedente o lançamento no que se refere a essa autuação, por entender que a inscrição no PAT é condição essencial para que tais verbas possam ser excluídas do conceito de remuneração. É pacífica a jurisprudência do Colendo STJ, no sentido de que o fornecimento do alimento in natura, mesmo sem a inscrição no PAT, não deve integrar a base de cálculo da Contribuição Previdenciária, verbis: Fl. 560DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 10680.721948/201024 Acórdão n.º 2403001.474 S2C4T3 Fl. 5 9 PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA PELO EMPREGADOR. PAGAMENTO IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. INSCRIÇÃO NO PAT. DESNECESSIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. 1. Caso em que se discute a incidência da contribuição previdenciária sobre as verbas recebidas a título de auxílio alimentação in natura, quando a empresa não está inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. 2. A jurisprudência desta Corte pacificouse no sentido de que o auxílioalimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Precedentes: EREsp 603.509/CE, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, DJ 8/11/2004; REsp 1.196.748/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 28/9/2010; AgRg no REsp 1.119.787/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29/6/2010. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 5.810/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 07/06/2011, DJe 10/06/2011) (grifo nosso) Da análise do recente acórdão, verificase que o Tribunal Superior aplicou a Súmula 83 do STJ, verbis: NÃO SE CONHECE DO RECURSO ESPECIAL PELA DIVERGÊNCIA, QUANDO A ORIENTAÇÃO DO TRIBUNAL SE FIRMOU NO MESMO SENTIDO DA DECISÃO RECORRIDA. Em outras palavras, por ser matéria pacífica, o STJ nem conhece Recursos em sentido contrário. Nesse diapasão, em 20 de dezembro de 2011, a própria ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional editou o Ato Declaratório n. 03/2011 autorizando “a dispensa de apresentação de contestação de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante:“nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária.” Ademais, a Jurisprudência também pacificou entendimento no sentido de que não incide contribuição previdenciária em relação ao valetransporte pago em pecúnia. Sendo, inclusive, matéria prevista na Súmula n. 60 de 08 de dezembro de 2011 da Advocacia Geral da União, verbis: Fl. 561DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 10 Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o valetransporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba Razão pela qual, não deve incidir contribuição previdenciária em relação ao fornecimento de alimento in natura. CONCLUSÃO Do exposto, preliminarmente, reconheço a decadência parcial em relação ao período compreendido entre 01/2005 a 06/2005, nos termos do art. 150, § 4º do CTN; no mérito dou provimento ao recurso para excluir todos os códigos de lançamento relacionados à alimentação. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 562DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI
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Numero do processo: 10907.000407/90-43
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 04 00:00:00 UTC 1992
Numero da decisão: 301-00.838
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de origem, vencidos os Cons. João Baptista
Moreira, Otacílio Dantas Cartaxo e Ronaldo Lindimar José Marton, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
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(nova r~ zio sacia!: EditeI Listas Telef6nicas S.A.) IRF - PARANAGUÁ - PRo R E S O L U C Ã O Nº 301.838 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, • RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Canse lho de Contrihuintes, por maibriade votos, em converter o julgamen~ to em diligincia ~ Repartiçio dB 6rigem, vencidos os Cons. Joio Bap- tista Moreira, Otacílio Dantas C~rtaxo e Ronaldo Lindimar José Mar ton, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente' julgado. de junho de 1992. Presidente. R zenda Nacional. VISTO EM SESSÃO DE: ,JJSEI 1992 Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: SANDRA MfRIAM DE AZEVEDO MELLO, JOSt THEODORO MASCARENHAS MENCK eFAU~ TO DE FREITAS E CASTRO NETO. • • • • • -2- MEFP TERCEIRO CONSEL.HO DE CONTRIBUINTES - B CAMARA. 1~1~:(:lJF~~~(:)!'In :1.13,,776 !~I~:!~~()L..l.J~:A(:)l~" 3()1--E~3EJ RECORRENTE • EDITORA DE CATALOGOS TELEFONICOS DO BRASIL S.A. (NOVA RA- ZNJ SOCI,o,!.• EDITEL. L.I::;T(.Y:;TELI:::F.ONICt,S~:;.,',.) I~E:C:()I~!:~]:I)A ]:F~F:""'I:'AI:~AI\IA{3l.JA ....I:'l~ RELATOR • LUIZ AN10NIO JACQUES. R E L A T O R I O 1~~:D]:'T'I~L.. L..]:~i'I'A~i'rl~~:I...E~F~(~N:[(:A~; !:;"A flC)Va raza(:) s~c)(:ia]. de I~D:[... '1'(:)I~A I)I~: C;Al'AI._()(3lJ!5 l'E::L..E~F:'(~I\I:[(::(:J!~I)(:l BF~A!~;:I:I_. SnAu 'f'o:i 0l.l'tl.l0(ja pe:la :i(nIJOI~.ta"" ~:a(J ele 574 ( ....) I:)(:)t)j.r)as~ele ~)aIJe:l .:i(JI~r)a]'!1 (::C)nllln), amal'"elop sem lillha~; (je áglla, i;e:i,"ta (::C)nl j.s;ejl~:a(:)p cio :[,,:[nll l:)al~a a j.nl~)r'es;S;0(J de c:atá:I.(:)gc)~; 'te:l.e-' 'f:ÓI'lj.C:(J~~;!,I:)C)V'er).tet'l(1el~ (:) AF:'T!'I!,clLle de aC:(Jt"(1(J (:(Jfn (J al~.tj.g(:) :l2f~~!1 irl(:j.s~C) 1: e ~)av'ag" 2 (:Ic)R~A~~I (J IJa~)el. de :i(I)IJr'ellsa~ ot).iet(] (ia i.s~erl~:aC) c!c) i.nl~)C)stC) flclC) I:)c)(:lerá ~5ev' Llti.1. i,zaclc) enl c:a.táJ.ogc)s!1 :l:i~5.ta~5 e:!e ~)I~e~:c)~; e IJl~b:lj.(:a~oes ~::.(O"::'fn(.~:I.hEl.n t,"::,:~:~" I'IIV!F:'DSTD DE Ir'IPDF:'l.tl~~(ln" (1 :i.mu.nici,';\c!e.:.:tr':i.bu. t.á I''':i.-:';\pr'I"::.~vi~:;t,';\ no E'.l...t" l~.;.;,O!1:i.nc:i.~;~oVI!I ~';\l:f.n(~.:-:';''.Ild'l!1 doi:\C()n~:~titu:i.~i:-:';\DF,"::.~"" del"a:l rlaC) belle'f;:ic:ia (J IJape:l de~5.ti.rla(jo à j.nl~)r'essac) (je l.i.~5ta~; e (:a.tá].c)gc)S~ .te:le'f;(jll:l(::C)~5(~l.le!1 aIJe~;al" (je IJel~i(J(:!j... c,':"'ln(.:.~n t.(':'! pu.bl:i. c-:';'•.dD~:~!, ~;;-::\.O ,':l.P(-":~fl-:':\~:~ '(.~d:i.~;:C)(.:.:,~;~-:';\"1:.1..1.-:';'1.1:i. 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(.:.:,'fô I'lj.(:a~:;(:(:)I'lS~t:ituj,atl"j.bll:i.~:aC) cla em~)res;a ex~):l.c)l""'a'-' dC)l""'a d()~~ ~;er'v:i.~:(:)~;~)I~I:)I:i.C:c)~;(1e te:lec:()fl)~~I'l:ica~c)e~~ sellc!C) de S~Lla eX(:J.Llsiva c:nnl~)etêlle::i.a a (je~;:i.gr1a-- ~a(:) cl()~; l'll~{nel"(:)~;(:Ie te:l.e1;e)nes~!, t)enl e:()nlQ a ~;l,la ~:iU. b~:~t i "I:.f..l.i ~:<:\O" 1::'av'ágl"a'F(:)~;eql,ll'}(:I(:)::I~: gl~a.tl.li.ta e (Jbv':i.qa.t(~I~i.a a 'f::iql~r'a~a() do ~':\.s~:;:i.n<,).ntE':: a) l'la J.j.s;ta te:l.e'f:()I'l:i.e:aol~gal'lj.zacla ~)C)l~ c)I"elenl (1e Il()nle~; (1e aSSirjal'lte~; (ja 1~e~5ç)ee:t:iva :l(Je:aJ.idade I...:i,~;ta (je A~;si- n i;" n t(.:.:,~::.11 I:) l~a ].i.s~ta e)v'qarlizaela pe)v' c)relenl de ativ:i.da(1e ()Ll pr.(J.... (iLl.t(JS;(j(JS~ as~sj.rlal'ltes; ela res;pe(:ti.va l()(::aJ.:i.dade ._. I...is'" tEt C :I.E( ~;~~:; :i. 'f :i. 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'f:a(:~~l.ta(jc) cle) aS~5:i.I')arlte flclC) 'f::i.qLlv'ar' Ofl1 crual.qlAOI" :I,i.sta 'h~;!:I.(.!"fOn :i, L:\ ~:;." art" 2" A ed:i.~;:ao c:)u (:Ij.vll].ga~;:a() (:Ia~; :I,i.s;'ta!:; v'o'f:ev':i.dais 1'1(:)IJal~ágl"a'f;(J 2M~ (:1(:) a cll,..t" :l():l (ie~;.ta :le:i., !5(:)t) Cll~a:l(~ljel~ "'OI"f112OlA (jel'l(Jfnj.l'la~:a()!, e a C:Clnler"c::ia-- ].iza~:ac) ele plAIJ:l:i,c::i.ciacie flO:I.2!:; :il'l!Sel~.ta !S2C:) ele (:c)nl~)etêl'l(:::ia exe::Lll~5:iva (ia emlJlre~i~a exç):L(Jlra(:!C)I"a d() re~~I:)ee:.t:iv(J selrvj.~:(:) (:10 .to:lp(::(Jillllllj.c:a~C)p~5p (~l.le devel"á C:(:)ll.tJ"a.tá-:la~; (::(Jfn .tel"c:e:iJ"(J~5, !5el'1(:I(J o b r":i.(J ~':i.t.Ó 1":i. ~':'l.!l f.! m t ~':).1 c ~';\~:;o !l ~";i. 1"(.:.~El.l:i.z ~';\~i:a (j 11" (:(Jfn(:) 1:a(::j.].nlOll.te ~i~e (:leç)I"OOJ'lde (je oxege~sp_d(J~5 (j:i~5IJ(J~5j.tj... 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I.'I! • • I ~..' • • • • • -5- Rec. 113.776 Res. 301-838 v O 1 O I~:n) V"aIBC) ela ~;olj.(::ita~;:~(:) aC()1;ta(ja ac)s; aLlt()S~, 8111 ()4uC)6.,92:1 às; -':].1$" 79/],()]., en'tel')clc) ser flPCP1SS;ál'"ic) nc)va manifes;ta~:a(:) da 1"eIJal•..ti~a(:) ele ()r':ige(~:l em V'2Z20 (:lesse fa-tc) rl(:)VC) tr"az:i.(je) a() IJvc:)(:es;s;c)" I~!I .tamt)é(~!l erlterl(:lc) tlllO (jpva ,sel~ intimado (J c:on"tr:il:)t.l:irl"te ~)al"a a~)l"esen.tal~ l.lma (~E:R'I':[I)A(J!1 ela 1¥111" NC)flB VaV"2 l::'p(jel~al/F)I:~!, (:C)nl (J :i. I"),_. teilrC) teC)lr (jo ~)ro(::es;s;c) I") 91,,2646'-'~3, C:Clfll elata a"ll.ta:L:izacla e Ire(::en.te~ A1ss:i.nl serlcjo, C:(JflVev'tC) (:) ~)I"es;ente jl~].gafnel'l.t(:) ern cl:iligêrl" (:ia à I"e~)ar ..t:i~~ao (:Ie c)I":ige(n~ ~)al~a a"tel'l(:I:i(nerltC) (jo ~;()l:ic:i.ta(:I(:)'1 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
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Numero do processo: 10665.903180/2011-84
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Tue May 10 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI)
Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. CUSTO DE AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E DE COOPERATIVAS. MÉTODO ALTERNATIVO DA LEI Nº 10.276, DE 2001. INCLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE.
A apuração do crédito presumido pelo método alternativo da Lei nº 10.276, de 2001, não admite, por expressa disposição legal, a inclusão de custos relativos a aquisições de não contribuintes das contribuições PIS/Pasep e COFINS e não está abrangida pelo entendimento definitivo do Superior Tribunal de Justiça relativo ao método originalmente criado pela Lei n. 9.363, de 1996, que não trazia expressamente tal restrição.
Numero da decisão: 9303-013.127
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento, vencidas as conselheiras Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento.
Adriana Gomes Rego - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Jorge Olmiro Lock Freire - Relator
(documento assinado digitalmente)
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Adriana Gomes Rego, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
Nome do relator: Waldir Navarro Bezerra
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. CUSTO DE AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E DE COOPERATIVAS. MÉTODO ALTERNATIVO DA LEI Nº 10.276, DE 2001. INCLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE. A apuração do crédito presumido pelo método alternativo da Lei nº 10.276, de 2001, não admite, por expressa disposição legal, a inclusão de custos relativos a aquisições de não contribuintes das contribuições PIS/Pasep e COFINS e não está abrangida pelo entendimento definitivo do Superior Tribunal de Justiça relativo ao método originalmente criado pela Lei n. 9.363, de 1996, que não trazia expressamente tal restrição. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento, vencidas as conselheiras Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento. Adriana Gomes Rego - Presidente (documento assinado digitalmente) Jorge Olmiro Lock Freire - Relator (documento assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Adriana Gomes Rego, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello. Relatório Trata-se de Recurso Especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional (fls. 407/417) em face do Acórdão nº 3401-005.215 (fls. 386/405), de 26/07/2018, admitido pelo despacho de fls. 420/429 em relação à matéria "Não aplicação do REsp nº 993.164, quanto às AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 5. 90 31 80 /2 01 1- 84 Fl. 496DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-013.127 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.903180/2011-84 aquisições de pessoas físicas no regime alternativo da Lei nº 10.276/2001", cuja ementa quanto à questão processada tem a seguinte dicção: PESSOAS FÍSICAS. REGIME ALTERNATIVO. LEI No 10.276/2001. CABIMENTO. ENTENDIMENTO STJ. VINCULANTE. Consoante interpretação do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recurso repetitivo (REsp no 993.164/MG), a ser reproduzida no CARF, conforme Regimento Interno deste Tribunal Administrativo, matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de pessoas físicas dão direito ao Crédito Presumido instituído pela Lei no 9.363/1996, o mesmo ocorrendo, logicamente, em relação ao regime alternativo instituído pela Lei no 10.276/2001. A recorrente se insurge em relação ao reconhecimento de crédito relativo à aquisição de carvão vegetal de pessoas físicas. Em resumo, entende não ser possível o reconhecimento desse crédito em relação às aquisições de MP, PI e ME de pessoas físicas no regime de cálculo alternativo previsto na Lei nº 10.276/2001. Pede, alfim, o provimento do especial para reformar o recorrido, dessa forma restabelecendo o teor da decisão de piso. Em contrarrazões (fls. 475/479), pugna o contribuinte pelo improvimento do recurso fazendário. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire, Relator. Conheço do recurso nos termos em que admitido. Por bem elucidar o tema, valho-me do voto do i. Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos no aresto 9303-008.015, julgado em 19/02/2019, em relação à matéria ora controvertida, cujo voto acompanhei naquela sentada. (i)- Direito de crédito presumido de IPI, na aquisição de insumos de pessoas físicas, no regime alternativo da Lei 10.276, de 2001 Consta dos autos que o processo de Pedido de Ressarcimento de crédito presumido do IPI, instituído pela Lei nº 9.363, de 1996, e calculado, em sua totalidade, pela fórmula alternativa prevista na Lei nº 10.276, de 2001. No caso sob apreço, o Fisco entendeu que os insumos adquiridos e aplicados às mercadorias exportadas, foram adquiridas de produtores Pessoas Físicas (naturais) ou de pessoas jurídicas não contribuintes, e portanto, não garantem o direito ao crédito presumido de que tratam a Lei nº 10.276, de 2001. No Acórdão recorrido restou assentado que permite o aproveitamento (inclusão) na base de cálculo do crédito presumido do PIS a de COFINS, de tais aquisições. Com relação ao crédito presumido de IPI sob a sistemática alternativa da Lei 10.276/2001, discute-se o direito calculado sobre aquisições sem incidência das contribuições Pis e Cofins. Sobre o tema, confrontam-se duas posições: 1 – Negar o direito, ao argumento direto da vedação legal expressa, no §1º do art. 1º: § 1º A base de cálculo do crédito presumido será o somatório dos seguintes custos, sobre os quais incidiram as contribuições referidas no caput: (ressaltou-se) Fl. 497DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-013.127 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.903180/2011-84 2 – Permitir o crédito, ao argumento de que o crédito presumido de IPI previsto na Lei 9.363/96 seria basicamente o mesmo e já fora permitido pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ, na decisão vinculante do REsp 993.164; Registro que a jurisprudência desta 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais têm esposado o entendimento defendido pela opção 2. Entretanto, em recente análise do tema, me convenci da correção do entendimento defendido na opção 1. Assim, registro aqui minha mudança de entendimento, conforme passo a fundamentar. Entendo que a decisão vinculante no REsp 993.164 afeta apenas o regime especificado na Lei 9.363/96, enquanto o regime alternativo opcional de crédito presumido previsto na Lei 10.276/2001, não é abrangido pela decisão vinculante, por dois motivos. (a) Primeiramente, pelo alcance do REsp 993.164, tendo em vista a decisão ter tratado da relação entre a IN 23/97 e a Lei n° 9.363, de 1996, que foi considerada ilegal, sem expandir o julgamento para normas posteriores. (b) Adicionalmente, o mais importante, pelas especificidades do benefício do crédito presumido em si, nas formas dadas por cada lei, tendo em vista o fato de que: - a Lei n° 9.363, de 1996, não continha – na definição da base de cálculo do crédito – a restrição aos custos, sobre os quais incidiram as contribuições, - enquanto, na Lei n° 10.276, de 201, essa restrição foi expressa. Alcance do REsp 993.164 Por força do que foi decidido nos Embargos 2007/0231187-3, referentes ao mesmo processo objeto do REsp em comento, n° 993.164, o entendimento expresso no REsp não deve ser automaticamente expandido, para aplicação às IN´s posteriores, conforme abaixo: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DO VALOR DO PIS/PASEP E DA COFINS. EMPRESAS PRODUTORAS E EXPORTADORAS DE MERCADORIAS NACIONAIS. LEI 9.363/96. IN SRF 23/97. EXORBITÂNCIA DOS LIMITES IMPOSTOS PELA LEI ORDINÁRIA. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. QUESTÃO DECIDIDA EM RECURSO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. RESP. 1.035.847/RS, REL. MINISTRO LUIZ FUX, DJE 03.08.2009. PRETENSÃO DE ALARGAMENTO DO DECISUM PARA ABARCAR A DECLARAÇÃO DE ILEGALIDADE DE OUTRAS INSTRUÇÕES NORMATIVAS DA RECEITA FEDERAL (IN 313/2003 E 419/2004. INADMISSIBILIDADE. QUESTÃO SUSCITADA APENAS NESTE MOMENTO PROCESSUAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO. OMISSÃO QUANTO AOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS RECONHECIDA. RESTABELECIMENTO DA SENTENÇA, NO PONTO. EMBARGOS PARCIALMENTE ACOLHIDOS APENAS PARA ESCLARECER QUE FICAM RESTABELECIDOS OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS FIXADOS PELA SENTENÇA (10% SOBRE O VALOR DA CAUSA (R$ 500,00), ATUALIZADOS NA FORMA DA SÚMULA 14/STJ. Repara-se que o racional do REsp foi, tão somente, o de declarar a ilegalidade da Instrução Normativa – IN SRF n° 23/97 por extrapolar a Lei 9.363, de 1996, porque a Lei não tinha vedação expressa ao crédito sobre aquisições de pessoas físicas e cooperativas, mas a IN tinha. Confira-se a decisão: 1. O crédito presumido de IPI, instituído pela Lei 9.363/96, não poderia ter sua aplicação restringida por força da Instrução Normativa SRF 23/97, ato normativo secundário, que não pode inovar no ordenamento jurídico, subordinando-se aos limites do texto legal. (...) Fl. 498DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-013.127 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.903180/2011-84 6. Com efeito, o § 2º, do artigo 2º, da Instrução Normativa SRF 23/97, restringiu a dedução do crédito presumido do IPI (instituído pela Lei 9.363/96), no que concerne às empresas produtoras e exportadoras de produtos oriundos de atividade rural, às aquisições, no mercado interno, efetuadas de pessoas jurídicas sujeitas às contribuições destinadas ao PIS/PASEP e à COFINS. 7. Como de sabença, a validade das instruções normativas (atos normativos secundários) pressupõe a estrita observância dos limites impostos pelos atos normativos primários a que se subordinam (leis, tratados, convenções internacionais, etc.), sendo certo que, se vierem a positivar em seu texto uma exegese que possa irromper a hierarquia normativa sobrejacente, viciar-se-ão de ilegalidade e não de inconstitucionalidade (Precedentes do Supremo Tribunal Federal (...) 8. Conseqüentemente, sobressai a "ilegalidade" da instrução normativa que extrapolou os limites impostos pela Lei 9.363/96, ao excluir, da base de cálculo do benefício do crédito presumido do IPI, as aquisições (relativamente aos produtos oriundos de atividade rural) de matéria-prima e de insumos de fornecedores não sujeito à tributação pelo PIS/PASEP e pela COFINS (Precedentes das Turmas de Direito Público (...) 9. É que: (i) "a COFINS e o PIS oneram em cascata o produto rural e, por isso, estão embutidos no valor do produto final adquirido pelo produtor-exportador, mesmo não havendo incidência na sua última aquisição"; (ii) "o Decreto 2.367/98 - Regulamento do IPI -, posterior à Lei 9.363/96, não fez restrição às aquisições de produtos rurais"; e (iii) "a base de cálculo do ressarcimento é o valor total das aquisições dos insumos utilizados no processo produtivo (art. 2º), sem condicionantes" (REsp 586392/RN). Portanto, nota-se que a razão de decidir é a ilegalidade da Instrução Normativa 23/97, que veiculou vedação não expressa na Lei 9.363, de 1996. Mas no presente caso, conforme veremos, há a vedação na própria Lei 10.276, de 2001. Os Exmos. Ministros, no REsp referido, entenderam que a redação do caput do art. 1º da Lei 9.363, de 1996 não vedaria o crédito presumido nas aquisições sobre as quais não incidiram as contribuições, e que tal redação não interferiria no cálculo do benefício, considerando, por consequência, apenas a ilegalidade da IN 23/96, mas não a inconstitucionalidade dessa parte da Lei 9.363, de 1996. Claro que, se no REsp se entendesse que tal dispositivo legal vedava o crédito pretendido, então, para conferir o direito, o Tribunal teria que declarar sua inconstitucionalidade, mas isso não ocorreu. Poder-se-ia, então, argumentar que a decisão aplicada ao benefício no âmbito da Lei n° 9.363, de 1996, seria automaticamente aplicável ao benefício no âmbito da Lei n° 10.276, de 2001. Esse entendimento estaria calcado na premissa de que o benefício seria o mesmo, apenas com diferentes formas de cálculo, dadas alternativamente pelas Leis n° 9.363, de 1996, e 10.276, de 2001. Porém, entendo que o benefício é o mesmo, do ponto de vista de seu objetivo, diferindo na forma de sua apuração, tanto no tocante à base de cálculo, quanto ao procedimento, conforme fundamentado a seguir. Esclareça-se que devem ser subsidiariamente aplicadas as disposições da Lei n° 9.363, de 1996, ao benefício nos termos da Lei n° 10.376, de 2001, apenas no que esta for omissa, não podendo ser desconsiderada disposição expressa nela contida. Base de cálculo do benefício Veja-se que, na Lei n° 9.363, de 1996, a expressão “incidentes sobre as respectivas contribuições” está no caput do art. 1º, como referência geral às contribuições para as quais o benefício do crédito presumido quer compensar, onde não se está tratando do cálculo, mas apenas do objetivo para o qual foi instituído o benefício do crédito presumido do IPI. Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nos 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matérias- primas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Por outro lado, para especificamente definir como seria apurado o valor do benefício, a Lei n° 9.363, de 1996, traz, em seu art. 2°, a determinação da base de cálculo, definindo que “a base de cálculo do crédito presumido será ... o valor total das aquisições”: Fl. 499DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp07.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp07.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp08.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp70.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp70.htm Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-013.127 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.903180/2011-84 Art. 2o A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem referidos no artigo anterior, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador. (ressaltou-se) Disso, conclui-se, assim como fez o STJ, que, nos termos do procedimento definido pela Lei n° 9.363, de 1996: (a) o objetivo do benefício é dar um crédito às indústrias, para fazer frente ao valor das contribuições cumulativas inclusas no custo de seus insumos; e (b) a base de calculo do crédito seria o valor total das aquisições, de MP, PI e ME. Vejamos, agora, a Lei n° 20.276, de 2001. Na Lei 10.276, de 2001, temos o mesmo objetivo da Lei 9.363, de 1996, qual seja, dar um crédito às indústrias, para fazer frente ao valor das contribuições cumulativas inclusas no custo de seus insumos, conforme se depreende de seu art. 1°: Art. 1º Alternativamente ao disposto na Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, a pessoa jurídica produtora e exportadora de mercadorias nacionais para o exterior poderá determinar o valor do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como ressarcimento relativo às contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e para a Seguridade Social (COFINS), de conformidade com o disposto em regulamento. Contudo, a definição da base de cálculo do crédito é diferente, tendo sido inserido o requisito da incidência das contribuições, conforme art. 1º, § 1º, a seguir reproduzido. Art. 1º ... § 1º A base de cálculo do crédito presumido será o somatório dos seguintes custos, sobre os quais incidiram as contribuições referidas no caput: (ressaltou-se) Resumindo, a expressão “valor total das aquisições”, vinculada à expressão “base de cálculo do crédito presumido”, está presente na Lei 9.363/96 e ausente na Lei 10.276/2001, que o restringe aos “custos, sobre os quais incidiram as contribuições”. Logo, as redações comparadas efetivamente são diferentes. E tal expressão “valor total das aquisições” foi determinante no REsp 993.164, conforme a ementa: 9. É que: (i) "a COFINS e o PIS oneram em cascata o produto rural e, por isso, estão embutidos no valor do produto final adquirido pelo produtor-exportador, mesmo não havendo incidência na sua última aquisição"; (ii) "o Decreto 2.367/98 - Regulamento do IPI -, posterior à Lei 9.363/96, não fez restrição às aquisições de produtos rurais"; e (iii) "a base de cálculo do ressarcimento é o valor total das aquisições dos insumos utilizados no processo produtivo (art. 2º), sem condicionantes" (ressaltou-se) Assim, não há dúvidas de as redações diferem e tal diferença é determinante para o julgamento de seus efeitos. A Lei 9.363/96 não vedava o crédito, por interpretação do STJ, mas a Lei 10.276/2001, seja por interesse interpretativo do legislador, seja por alteração de modo de cálculo ou qualquer outro motivo, veda, por expressa disposição. Considerações Finais Não é dado ao julgador administrativo permitir o que na Lei é vedado, salvo nas exceções previstas no artigo 62 do Anexo II RICARF, que aqui não se configuram. Com efeito, apesar de existirem outros julgados do STJ concedendo o mesmo crédito no regime da Lei 10.276/2001, tais decisões não são vinculantes ao Carf, permanecendo hígida a vedação legal expressa. Fl. 500DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 9303-013.127 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.903180/2011-84 Não se olvida que muitas das razões que levaram o Tribunal a declarar a ilegalidade da IN 23/96 diziam respeito às motivações e finalidades do benefício, motivações e finalidades essas comuns às Leis 9.363/96 e 10.276/2001. Todavia, caso haja eventual julgamento vinculante da matéria no STJ, o que ainda não há, as razões poderão ser revisitadas, para considerar-se também a vontade expressa da Lei 10.276/2001, que não havia na Lei 9.363/96. Portanto, por existir vedação expressa à pretensão da recorrente na Lei 10.276/2001, art. 1º, §1º, e não tendo sido esta matéria, inconstitucionalidade da Lei 10.276/2001, objeto de apreciação pelo Tribunal no Resp 993.164/MG; e ainda, porque as razões do REsp 993.164/MG não podem ser estendidas, por decisão administrativa, à Lei 10.276/2001, que tem redação diferente da Lei 9.363/96 quanto ao mérito do litígio, então concluo que não há o direito de apropriação de crédito presumido calculado sobre aquisições sem incidência de Pis e Cofins, sob a vigência da Lei 10.276/2001. No mesmo sentido decidiu-se recentemente, em 17/03/2021, no acórdão 9303- 011.276, relatado pelo i. Conselheiro Valcir Gassen. Em remate, é de ser provido o apelo especial fazendário no sentido de que descabe o direito ao creditamento de insumos adquiridos de pessoas físicas na sistemática de cálculo alternativo do crédito presumido do IPI com base na Lei 10.276/2001. DISPOSITIVO Forte em todo o exposto, conheço e provejo o recurso especial fazendário. É como voto. (documento assinado digitalmente) Jorge Olmiro Lock Freire Fl. 501DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 12269.003417/2009-17
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/2004 a 30/06/2007
EXCLUSÃO DO SIMPLES. RE 627543. SOBRESTAMENTO.
OCORRÊNCIA.
Ocorrendo uma das situações previstas nos parágrafos 1o e 2o do art. 62-A, deve o processo ficar sobrestado até julgamento do Recurso Extraordinário pelo STF.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2403-001.553
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, não conhecer do recurso em razão da Súmula 1 do RICARF. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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RE 627543. SOBRESTAMENTO. OCORRÊNCIA. Ocorrendo uma das situações previstas nos parágrafos 1o e 2o do art. 62A, deve o processo ficar sobrestado até julgamento do Recurso Extraordinário pelo STF. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, não conhecer do recurso em razão da Súmula 1 do RICARF. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Ewan Teles Aguiar. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 2 Relatório Tratase de Auto de Infração – AI nº 37.203.1544 lavrado no valor de R$ 85.067,52 (oitenta e cinco mil, sessenta e sete reais e cinquenta e dois centavos), no período de 08/2004 a 06/2007, por ter deixado de informar na GFIP, as contribuições patronais; uma vez que preencheu campos com informações erradas que acabaram alterando o valor devido. Pela infração foi aplicada multa, no valor de R$ 85.067,52, face disposição do art. 32, IV, § 4º da Lei n. 8.212/91, exceto nos períodos de 01/2005, 03/2005, 05/2005, 07/2005 e 03/2007, que foi aplicada multa de ofício, por ter sido considerada mais benéfica. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente auto de infração através do instrumento de fls. 35/43. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 6ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de julgamento em Porto AlegreRS, prolatou o ACÓRDÃO N° 1031.317, de fls. 115/120, mantendo procedente lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/08/2004 a 30/06/2007 AI Debcad n° 37.203.1544 INFRAÇÃO À LEGISLACAO PREVIDENCIÁRIA. EXCLUSÃO DO SIMPLES. CERCEAMENTO DE DEFESA. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. GILRAT. MULTA. TAXA SELIC. O contribuinte esta sujeito às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão do Simples. Não ha que se falar em cerceamento de defesa quando o procedimento fiscal obedece ao principio da legalidade, sendo prestadas todas as informações necessárias ao sujeito passivo, possibilitando que este exerça plenamente o seu direito à defesa. Não cabe à instancia administrativa pronunciarse acerca da legalidade e/ou da constitucionalidade das normas inseridas no ordenamento jurídico. A cobrança da contribuição para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho tem previsão na Lei n° 8.212/1991, que definiu todos os elementos necessários para sua exigência. O valor da multa aplicada por descumprimento de obrigação acessória pelo sujeito passivo decorre de disposição legal. Os créditos constituídos em decorrência do descumprimento de obrigação Acessória relativa às contribuições previdenciárias estão sujeitos aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custodia (Selic), incidentes sobre o seu valor. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 12269.003417/200917 Acórdão n.º 2403001.553 S2C4T3 Fl. 2 3 Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls.128/134, requerendo a reforma total do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos: Preliminar de suspensão do processo A recorrente lança preliminar de suspensão do processo em face de existir processo judicial de matéria idêntica da travada nos autos aguardando julgamento no STF, qual seja a manutenção no regime do simples nacional. Alega o processo estar jub judice no STF através do RE 637277, aguardando reconhecimento em sede de repercussão geral do processo nº 627543. Que caso seja julgado procedente, cairá por terra a impugnação proposta e solucionará a lide. Empresa do simples Alega a empresa que preencheu a GFIP como optante do simples por não ter ciência que havia sido excluído de tal regime tributário e dessa forma teria sido violado os princípios da ampla defesa e contraditório, bem como do devido processo legal. A recorrente acrescenta que a fundamentação da autuação não esclarece o porquê da exclusão da empresa do regime do SIMPLES , apenas mencionando “pendências não resolvidas”, bem como não haveria ocorrido a discriminação dos débitos ensejadores da exclusão do referido regime. Multa confiscatória Que pelo que se verifica foi aplicada multa não razoável, desproporcional ao ato infringido, capaz de prejudicar a capacidade econômica e financeira da Recorrente. Que é vedado o confisco pela Constituição Federal em seu art. 150, IV, ou seja, inconstitucional. Traz decisão do STF sobre a relevação ou redução da multa, quando esta assumir efeito confiscatório. Do Pedido Requer seja dado provimento o recurso para julgar improcedente o auto de infração em sua totalidade, ou, ao menos para reduzir o percentual de multa aplicada. É o relatório. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 4 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme fl. 126 do AR do acórdão da DRJ e fls. 129 do protocolo do Recurso Voluntário, o mesmo é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE Em sede preliminar a Recorrente requer a suspensão do feito ao argumento de que a questão relativa ao Simples Nacional está sendo discutida no STF por meio do RE 637277, atualmente suspenso em face do reconhecimento da Repercussão Geral da matéria no RE 627543. Consultando o RE 627543, que teve reconhecida a sua Repercussão Geral pelo STF, verificase a seguinte ementa verbis: EMENTA TRIBUTÁRIO. MICROEMPRESA E EMPRESA DE PEQUENO PORTE TRATAMENTO DIFERENCIADO. SIMPLES NACIONAL. ADESÃO DÉBITOS FISCAIS PENDENTES LC nº 123/06. A controvérsia relativa à constitucionalidade das normas contidas no inciso V do artigo 17 da LC nº 123/06 as quais impedem o recolhimento de impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que possua débito com o Instituto do Seguro Social (INSS) ou com as fazendas públicas federal, estadual ou municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa possui densidade constitucional e extrapola os limites subjetivos das partes. Existência de repercussão geral.(RE 627543 RG, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 03/02/2011, DJe117 DIVULG 17062011 PUBLIC 2006 2011 EMENT VOL0254702 PP00187) O RE 637277, que foi a ação interposta pela Recorrente, foi devolvida pelo STF nos termos do art. 543B do CPC, em face da análise da Repercussão Geral do RE 627543. No que se refere ao sobrestamento, mister se faz que sejam observados os preceitos contidos no § 1o do art. 62A do RICARF, verbis: Art. 62A. (...) § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 12269.003417/200917 Acórdão n.º 2403001.553 S2C4T3 Fl. 3 5 Logo, restou comprovada que a matéria é a mesma, razão pela qual, o processo em tela deve ficar sobrestado até o julgamento do RE 627543. CONCLUSÃO Do exposto, voto pelo sobrestamento do processo até o julgamento do RE 627543 pelo Supremo Tribunal Federal – STF. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 157DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I
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