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Numero do processo: 10380.009657/2004-09
Data da sessão: Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2002
DIF - PAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. MULTA ADMINISTRATIVA. INCIDÊNCIA.
A não-apresentação, ou a apresentação da DIF - Papel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à imposição da multa administrativa cumulativa mensalmente outrora prevista pelo art. 57, parágrafo único da MP n° 2.158/2001.
RETROATIVIDADE BENIGNA
Por aplicação da retroatividade benigna, nos termos do art. 106, II, "c", deve incidir a multa estabelecida pelo artigo Iº, § 4º, I e II, da Lei n° 11.941, em substituição à prevista no art. 57, parágrafo único, da MP n° 2.158/2001.
Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
Numero da decisão: 3803-000.135
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO de RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para reduzir a penalidade aplicada, nos termos da Lei n- 11.945, de 2009.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
1.0 = *:*
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2002 DIF - PAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. MULTA ADMINISTRATIVA. INCIDÊNCIA. A não-apresentação, ou a apresentação da DIF - Papel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à imposição da multa administrativa cumulativa mensalmente outrora prevista pelo art. 57, parágrafo único da MP n° 2.158/2001. RETROATIVIDADE BENIGNA Por aplicação da retroatividade benigna, nos termos do art. 106, II, "c", deve incidir a multa estabelecida pelo artigo Iº, § 4º, I e II, da Lei n° 11.941, em substituição à prevista no art. 57, parágrafo único, da MP n° 2.158/2001. Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
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Numero do processo: 10805.000382/2005-82
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2002
Simples. Impedimento. Escola de dança. Atividade vedada pela legislação pretérita, mas admitida pela Lei Complementar 123. Lei mais benéfica.
Aplicação, para manter empresa optante pelo SIMPLES.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 3803-000.062
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Os conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro e Regis Xavier Holanda votaram pela conclusão, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANDRÉ LUIZ BONAT CORDEIRO
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 Simples. Impedimento. Escola de dança. Atividade vedada pela legislação pretérita, mas admitida pela Lei Complementar 123. Lei mais benéfica. Aplicação, para manter empresa optante pelo SIMPLES. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
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Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 Simples. Impedimento. Escola de dança. Atividade vedada pela legislação pretérita, mas admitida pela Lei Complementar 123. Lei mais benéfica. Aplicação, para manter empresa optante pelo SIMPLES. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3a Turma Especial da Terceira Seção de.. Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Os conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro e Regis Xavier Holanda votaram pela conclusão, nos termos do voto do Relator. a—....----- LU % • • ELO GUERRA DE CASTRO - Presidente ek_,., AND N'''"' • ;. : ONAT COR' IRO - Relator \‘Partici e ou, ainda, do presente julgamento, o Conselheiro Jorge Higashino. i Processo n° 10805.000382/2005-82 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.062 Fl. 59 Relatório A Recorrente foi cientificada pela Secretaria da Receita Federal acerca da manutenção do Ato Declaratório Executivo n. 473.825, de 07/08/2003, dando conta de sua exclusão do Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porto — SIMPLES, a partir de 1/2/2002. A fundamentação do ato de exclusão centra-se no exercício de atividade impeditiva, qual seja, escola de dança. A impugnação da Contribuinte foi rejeitada pela DRJ de Campinas (fls. 32). Devidamente intimada desta decisão, a Contribuinte apresentou Recurso tempestivo, onde de reitera os argu entos já expendidos, para tentar demonstrar o equívoco da decisão recorrida. É o relatório. 2 Processo n° 10805.000382/2005-82 53-TE03 Acórdão n." 3803-00.062 Fl. 60 Voto Conselheiro ANDRÉ LUIZ BONAT CORDEIRO, Relator Como se vê, a Recorrente foi excluída do SIMPLES por exercer atividade de escola de dança, mediante o ADE 473.825, com efeitos a partir de 01/01/2002, com base na vedação expressa constante do art. 90, XIII, da Lei 9317/96, que impossibilitava a opção àqueles que se dedicassem à tal atividade. Entretanto, cumpre observar que, em 1° de julho de 2007, entrou em vigor a Lei Complementar n° 123/06, assim dispondo sobre a matéria em foco: "Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: § 1 As vedações relativas a exercício de atividades previstas no caput deste artigo não se aplicam às pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às atividades seguintes ou as exerçam em conjunto com outras atividades que não tenham sido objeto de vedação no caput deste artigo: XX — academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais," Tal dispositivo veio a ser confirmado pela Lei Complementar 128/2008, que manteve a opção pelo Simples às escolas de dança, porém, agora, no art. 18, par. 5-D, da Lei Complementar 123/2006. Nota-se que a Lei Complementar n° 123/06 inovou — em relação à redação do art. 9° da Lei n°9.317/96 — ao estabelecer que as empresas dedicadas à aula de dança (tal como a Recorrente) podem optar pelo Simples. Assim, a exclusão do Simples é medida indevida. Isso porque, no tocante à aplicação da Lei Complementar n°. 123, de 14/12/2006, ao presente caso, importa destacar, o que ela própria dispõe, em seu artigo 16, §4°: ",f4° Serão consideradas inscritas no Simples Nacional as microempresas e empresas de pequeno porte regularmente optantes pelo regime tributário de que trata a Lei n°. 9.317, de 5 de dezembro de 1996, salvo as que estiverem impedidas de optar por alguma vedação imposta por esta Lei Complementar". Note-se que a Lei Complementar n°. 123, de 14/12/2006, dispôs que a opção pelo 'Simples Nacional' das ME (microempresas) e EPP (empresas de pequeno porte) será na forma estabelecida pelo Comitê Gestor, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, para tratar dos aspectos tributário da Lei Geral do Simples. Com efeito, através da Resolução CGSN n°. 04, de 30/05/07, o mencionado Comitê Gestor, ao regulamentar a opção ao 'Simples Nacional', resolveu em seu artigo 18 que: Art. 18. Serão consideradas inscritas no Simples Nacional, em I° de julho de 2007, as ME e EPP regul ente optantes pelo a:2 Processo n°10805.000382/2005-82 S3-TE03 . Acórdão o' 3803-00.062 Fl. 61 regime tributário de que trata a Lei n°9.317, de 5 de dezembro de 1996, salvo as que estiverem impedidas de optar por alguma das vedações previstas nesta Resolução. (Redação dada pela Resolução CGSN n° 20, de 15 de agosto de 2007) Entretanto, cumpre ainda notar o que dispõe o §1° da citada Resolução CGSN no. 04, de 30/05/07, que diz respeito aos casos ainda não definitivamente julgados: "Art. 18. (.) §1 0 Para fins de opção tácita de que trata o caput, consideram- se regularmente optantes as ME e as EPP, inscritas no CNPJ como optantes pelo regime tributário de que trata a Lei n". 9.317/96, que até 30 de junho de 2007 não tenham sido excluídas dessa sistemática de tributação ou se excluídas, que até essa data não tenham obtido decisão definitiva da esfera administrativa ou judicial com relação a recurso interposto." Já o artigo 106, do Código Tributário Nacional (Lei n°. 5.172, de 25/10/1966) estipula que: "Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: (.) II— tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração;" Dessa forma, há que se reconhecer a aplicação retroativa benéfica do disposto no art. 18, §5-D, II, da LC n° 123/06. Ante o exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário para tomar sem efeitos o ADE 473.825, mantendo a Recorrente como optante pelo SIMPLES. isSal . , , essões, em 17 de março de 2009. 1 \is __MÃSn . t. "- ---- • . 10 L IZ BONAT COR 0 IRO-Relator ! 4 Page 1 _0030700.PDF Page 1 _0030800.PDF Page 1 _0030900.PDF Page 1
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Numero do processo: 11080.014357/2007-23
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
AÇÃO JUDICIAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO.
NÃOCABIMENTO.
Não estando o crédito tributário com exigibilidade suspensa, na forma o art. 151 do CTN, é de se indeferir o pleito de suspensão do feito, para que se aguarde a decisão judicial transitada em julgado.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.797
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 AÇÃO JUDICIAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO. NÃOCABIMENTO. Não estando o crédito tributário com exigibilidade suspensa, na forma o art. 151 do CTN, é de se indeferir o pleito de suspensão do feito, para que se aguarde a decisão judicial transitada em julgado. Recurso voluntário negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
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PROCESSO ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO. NÃOCABIMENTO. Não estando o crédito tributário com exigibilidade suspensa, na forma o art. 151 do CTN, é de se indeferir o pleito de suspensão do feito, para que se aguarde a decisão judicial transitada em julgado. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 180DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11080.014357/200723 Acórdão n.º 280101.797 S2TE01 Fl. 178 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 8ª Turma de Julgamento da DRJ/POA/RS. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Mediante Auto de Infração, de fl. 04/09, exigese do contribuinte acima qualificado o recolhimento do imposto de renda pessoa física — suplementar, acrescido de multa de oficio e juros de mora, no valor total R$ 5.272,53, calculados até novembro de 2007, em virtude da constatação de irregularidades na declaração de ajuste anual referente ao exercício de 2003, anocalendário de 2002. De acordo com a descrição dos fatos e enquadramento legal de fls. 06, a fiscalização constatou classificação indevida e omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica Companhia Estadual de Energia Elétrica — CEEE , decorrentes de trabalho com vinculo empregatício, no valor total de R$ 53.164,81. Informa ainda que o procedimento fiscal decorreu do fato de que o Tribunal Regional Federal da 4a Região considerou de natureza salarial a complementação temporária de proventos em decisão proferida na ação judicial 2000.71.00.0088345. Além do valor omitido relativo a parcela "complementação temporária de proventos", a fiscalização apurou omissão de rendimentos no valor de R$ 709,36. Consta ainda que foi feita a inclusão do valor declarado e não deduzido, relativo A previdência privada/fapi, inferior ao limite legal de doze por cento dos rendimentos tributáveis apurados, e acrescido ao valor declarado pelo contribuinte a titulo de Imposto de Renda Retido na Fonte, no montante de R$ 8.633,77 — valor dó imposto retido e não declarado quanto a fonte pagadora CEEE. 0 contribuinte apresentou impugnação, de fls. 01/02, alegando ser parte integrante de ação judicial — processo 2000.71.00.0088345 — proposta pela Associação dos Aposentados e Pensionistas Eletricitários do Estado do Rio Grande do Sul, com a finalidade de não incidir imposto de renda sobre a verba de complementação temporária de proventos, tida como omitida pela fiscalização. Disse ser incabível a aplicação da multa, pois não houve omissão de rendimentos visto que no momento da apresentação da declaração de ajuste anual estava sob a tutela de medida liminar que considerou a mesma isenta de tributação. Concluiu requerendo a suspensão e a anulação da notificação.” Conforme Acórdão de fls. 168/169, a impugnação não foi conhecida pelo fato de a matéria discutida ser objeto de ação judicial, implicando em renúncia à instância administrativa. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 30/08/2010 (fl. 17328), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 174/175, em 14/09/2010. Em preliminar, aduz ser necessária a suspensão imediata do crédito tributário, haja vista que o processo judicial ainda está pendente de julgamento de recurso especial. No mérito, alega ser temerário o Fisco gerar um credito ao contribuinte que sequer existe, pois a liminar que suspendeu o desconto do imposto de renda foi determinada judicialmente no processo judicial ainda pendente de julgamento do Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Fl. 181DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11080.014357/200723 Acórdão n.º 280101.797 S2TE01 Fl. 179 3 Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. De plano, registrese que não há dúvida de que o contribuinte fez opção pela via judicial, importando em renúncia à instância administrativa, relativamente à matéria concernente à incidência ou não do Imposto de Renda sobre a parcela "complementacdo temporária de proventos". Portanto, há de se corroborar a decisão recorrida no que se refere a este aspecto. Observase, ainda que a questão preliminar suscitada pelo recorrente confundese com a matéria de mérito, qual seja, o pedido de suspensão do crédito tributário até o julgamento final do Processo nº 2000.71.00.0088345. Sabese que à autoridade administrativa cabe constituir o crédito tributário pelo lançamento nos termos do art. 142 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 e alterações, Código Tributário Nacional (CTN). O lançamento, mesmo que a exigibilidade do crédito esteja suspensa, deve ser formalizado para prevenir a decadência, cujo prazo não se interrompe. Compulsando os autos, verificase que o pedido de antecipação de tutela deferido na dita ação judicial foi revogado antes da lavratura do presente lançamento, quando sobreveio a sentença, que julgou improcedente os pedidos, ao fundamento de que os valores percebidos a título de complementação temporária de proventos não possuem natureza indenizatória, constituindo fato gerador do Imposto de Renda. No Tribunal, foi dado parcial provimento ao apelo do contribuinte para condenar a União a restituir os valores recolhidos a título de imposto de renda sobre férias indenizadas, observada a prescrição decenal. Segundo pesquisa realizada no sítio do Tribunal Regional da 4ª Região, os autos foram encaminhados ao STJ para julgamento do Recurso Especial. Temse, assim, que a ação judicial ainda se encontra em andamento, bem como o contribuinte continua sujeito ao lançamento de ofício, sem prerrogativa da suspensão prevista pelo artigo 151 do Código Tributário Nacional CTN, que dispõe: “Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I moratória; II o depósito do seu montante integral; III as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV a concessão de medida liminar em mandado de segurança. V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) Fl. 182DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11080.014357/200723 Acórdão n.º 280101.797 S2TE01 Fl. 180 4 VI – o parcelamento. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes.” Portanto, não há que se falar em suspensão da exigência de que trata o presente auto de infração enquanto o contribuinte aguarda a decisão judicial definitiva. Repita se que as hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário são aquelas elencadas no art. 151 do CTN (acima transcrito), sendo que o crédito tributário em litígio estará com a exigibilidade suspensa até o julgamento final deste processo, nos termos do art. 151, inciso III, do CTN. Diante do exposto, voto negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 183DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
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Numero do processo: 10580.720458/2007-33
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. ACORDO OU SENTENÇA EM AÇÃO
TRABALHISTA.
Salvo nos casos de isenções expressamente previstas em lei, são tributáveis os valores recebidos em decorrência de acordo ou sentença em ação trabalhista. O acordo homologado pela Justiça do Trabalho faz lei entre as partes envolvidas, não podendo ser oposto a Fazenda Nacional, conforme previsão no art. 123 do CTN.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.143
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ACORDO OU SENTENÇA EM AÇÃO TRABALHISTA. Salvo nos casos de isenções expressamente previstas em lei, são tributáveis os valores recebidos em decorrência de acordo ou sentença em ação trabalhista. O acordo homologado pela Justiça do Trabalho faz lei entre as partes envolvidas, não podendo ser oposto a Fazenda Nacional, conforme previsão no art. 123 do CTN. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Walter Reinaldo Falcão Lima, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Fl. 134DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16278.LQRA. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720458/200733 Acórdão n.º 2801002.143 S2TE01 Fl. 135 2 Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento às fls. 23/26, onde está o fisco a exigir do recorrente o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 410.280,58, sendo R$ 185.714,55 a título de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), além de R$ 139.285,91 de multa proporcional, e R$ 85.280,12 de juros de mora, estes calculados até 30 de abril de 2007. A exigência fiscal decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual apresentada pelo contribuinte relativa ao exercício 2004, anocalendário 2003, por meio da qual a autoridade lançadora apontou a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica (Bompreço Bahia Supermercados S/A – CNPJ nº 97.422.620/000150), no montante de R$ 767.126,90. Esse rendimento omitido foi apurado com base em DIRF apresentada pela fonte pagadora. Cientificado da autuação em 04/05/2007, conforme atesta o documento à fl. 44, o contribuinte apresentou a impugnação às fls. 02/19, por meio de seu representante legal (procuração às fls. 21/22), argumentando, em síntese, que: ingressou com reclamação trabalhista contra a empresa Bompreço, processo nº 00625199601205005 RT na 12a Vara do Trabalho de Salvador(Ba), vindo a firmar acordo com a parte, o qual foi homologado pelo MM. Juiz Auxiliar do Trabalho, em 27/01/2003; o valor total do acordo foi de R$ 1.550.000,00, sendo que 30% deste valor tinha natureza salarial e 70% tinha natureza indenizatória, conforme discriminado no acordo homologado, às fls. 27/33; a parcela dos rendimentos de natureza salarial, no valor de R$ 465.000,00, foi oferecida à tributação, enquanto que a parcela de natureza indenizatória, no valor de R$ 1.085.000,00, não estava sujeita à tributação do imposto de renda por tratarse de rendimento isento; o acordo firmado pelo solicitante e homologado judicialmente somente poderia ser desconsiderado pela autoridade administrativa mediante prova inequívoca de que foi celebrado mediante simulação, fraude ou dolo, o que não ocorreu. O órgão de julgamento a quo determinou a realização de diligência fiscal, às fls. 57, para que o contribuinte fosse intimado a apresentar a petição inicial e as planilhas de cálculos relativas à ação trabalhista citada na impugnação, bem como, o termo de rescisão do contrato de trabalho com a empresa Bompreço. Em resposta foi apresentada a documentação, às fls. 65/96. Após apreciação da lide, a 3a Turma de Julgamento da DRJ/Salvador (BA) decidiu, por unanimidade de votos, considerar procedente em parte a impugnação apresentada pelo contribuinte, mantendo o imposto no valor R$ 150.424,46, e exonerando o valor de R$ 35.290,09, juntamente com os acréscimos legais devidos. A ementa constante do Acórdão DRJ/SDR nº 1524.874, de 22/09/2010, às fls. 97/100, encontrase a seguir transcrita: Fl. 135DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16278.LQRA. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720458/200733 Acórdão n.º 2801002.143 S2TE01 Fl. 136 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. É cabível o lançamento fiscal para constituir crédito tributário decorrente de omissão de rendimentos. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Com a ciência da decisão de primeira instância ocorrendo em 18/11/2010, conforme documento à fl. 104, o contribuinte, interpôs, em 10/12/2010, através de seu procurador, o Recurso Voluntário às fls. 105/124, reiterando os argumentos apresentados na impugnação. Sustenta o recorrente não haver incidência do imposto de renda sobre as verbas indenizatórias conforme definidas no acordo homologado judicialmente, não podendo o mesmo ser desconsiderado pela autoridade administrativa. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Primeiramente, cumpre salientar que não há vício aparente na decisão de primeira instância. Nela, conforme se verifica, foram avaliados os fatos do processo, não havendo que se falar em ofensa aos princípios constitucionais elencados pelo recorrente em sua peça recursal. Deveras, no julgamento a quo foi efetuada a devida correção do montante a ser tributado, isto é, na apuração da base de cálculo do imposto de renda foi considerado o percentual de isenção calculado com base nas planilhas de cálculos judiciais, às fls. 77/79, demonstrativos estes que revelam e discriminam as verbas reclamadas naquela demanda judicial (processo nº 00625199601205005 RT, no âmbito da 12a Vara do Trabalho de Salvador/Ba). Como bem destacou a decisão recorrida no excerto a seguir transcrito (fl. 99 dos autos): “[...] A documentação apresentada pelo impugnante comprova que parcela dos rendimentos recebidos em decorrência do acordo homologado judicialmente, às fls. 27/29, se refere à citada indenização e diferenças de FGTS. Verificase que o pedido de reconhecimento de tal direito já constava na inicial, às fls. 67/72, bem como, das planilhas de cálculos judiciais, às fls. 77/79. Concluise, portanto, que não se trata de verba incluída Fl. 136DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16278.LQRA. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720458/200733 Acórdão n.º 2801002.143 S2TE01 Fl. 137 4 arbitrariamente no acordo, mas sim de um direito pleiteado judicialmente. Contudo, verificase que o percentual da parcela indenizatória firmada no acordo, às fls. 27/31, é superior ao calculado com base nas planilhas de cálculos judiciais, às fls. 77/79, conforme abaixo demonstrado: Acordo fls. 27/31 e 96) Planilha de Cálculo Judicial (fls.77/79 e anexo I) FGTS + MULTA DE 40% 1.050.000,00 69.876,51 Estabilidade 35.000,00 27.963,59 Rendimento Bruto 1.687.379,50 765.754,09 Percentual de Isenção 64,30 % 12,78 % [...]” Do total recebido pelo reclamante, no acórdão recorrido reconheceuse como verbas de natureza indenizatória os valores referentes a FGTS + multa, e estabilidade. De fato, no presente caso, somente esse montante pode ser enquadrado como verbas de cunho indenizatório. No que se reporta ao acordo homologado, cabe esclarecer que este não pode ser oposto para a Fazenda Nacional. A sentença faz coisa julgada entre as partes. Não tendo o fisco participado do feito, contra ele não pode ser oposto qualquer acordo, até mesmo por força do que dispõe o art. 123 do Código Tributário Nacional. Quanto às posições doutrinárias e jurisprudenciais invocadas, destaquese que, excetuandose as Súmulas CARF aprovadas e as decisões judiciais que vinculam este Órgão (nos termos do art. 62A do seu Regimento), que não foram trazidas à colação, tais posições não vinculam as decisões prolatadas por este Colegiado. Isto posto, VOTO por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 137DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16278.LQRA. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720458/200733 Acórdão n.º 2801002.143 S2TE01 Fl. 138 5 Fl. 138DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16278.LQRA. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 26/01/2012 22:25:07. Documento autenticado digitalmente por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 26/01/2012. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 26/01/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 07/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP07.1019.16278.LQRA Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 12DC25402A2D3D2FF7E16658DC497F788CF00A22 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10580.720458/2007-33. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 00875.052089/83-29
Data da sessão: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 1985
Numero da decisão: 303-00.015
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em. converter o julgamento do recurso em diligência à CACEX, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SIDNEY DE CAMPOS PESSOA
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Recurso n.o Recorrente Recorrid 106.658 -Processo nº 0875/052089/83-29 CUMMINS BRASIL S/A DRF - GUARULHOS-SP R E S O L U ç Ã O Nº 303/0015 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CUMMINS BRASIL S/A. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em. converter o .julgamento do recurso em diligência à CACEX, nos termos do .voto do Relator. .'. VISTO EM SESSÃO DE: OL 27 JUN 1985 em 24 o de 1985. - Presidente - Relator Procurador da Fa- zenda Nacional Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhe! ;ros:AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO, ENILA LEITE FREITAS CHAGAS, HIN- DEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, LUIZ CARLOS NOGUEIRA, JTIDITEDE ..CARVALHO J!j GUERRA 'ePAULO MORENO DE ALMEIDA. 'Cb i SERViÇO PUBLICO FEDERAL Processo nº 0875/052089/83-29 " Recurso nº 106.658 Recorrente: CUMMINS BRASIL S/A RESOLUÇÃO nº 303/0015 R E L A T Ó R I O E V O T O Adoto, na íntegra, o relatório do Acórdão que, p~ la maioria desta Câmara, anulara o feito fiscal a partir da intima ção por entender não regularmente formalizada a exigência fiscal a descumprimento do art. 9º do Dec. 70.235/72, relatório este que ,leio em sessão e que passa a fazer part,e deste, como se aqui esti- vess'e transcrito. Por força de recurso da douta Procuradoria Câmara, houve por bem a Egrégia Câmara Superior de Recursos cais em reformar aquele decisório, determinando o exame do e seu julgamento. desta Fis-, ., merl'[;O Trata a espécie, como acima. noticiado, de regime especial de DRAW BACK em que a autoridade lançadora entendeu não cumprido o ato concessório pelo estouro de seu prazo para comprova çãodas exportações; por i,sto que exigiu da beneficiária o recolhi mento dos tributos suspensos, das multas e da TIv~. Dos autos do processo constam, como já relatado, a comprovação de ter a CACEX não só concedido uma prorrogação de 90 dias para tal comprovação, como também a comprovação de ter a CACEX oficiado à digna autoridade lançadora, solicitando a suspen- são da exigência daqueles recolhimentos. Aquela autoridade, ao manter a exigência, posicio, . "-,nou-se ao palio do ponto de vista' de que, uma vez ja lançados os tributos e exigidas as multas, não lhe era dado voltar atrás e can celar a exigência. Queda inquestionável, do exame da instrução do processo, que o órgão paragovernamental~ a CACEX, encarregado de conceder a suspensão dos tributos, não só outorgou a prorrogação de 90 dias do prazo fatal para comprovação da utilização dos insu- mos nos produtos exportados e da efetiva exportação dos consequen tes manufaturados, como também oficiou, expressamente, neste senti do, à repartição autora da exigência tributária, solicitando, até-; seu cancelamento. Exigir-se, pois, da Recorrente que, embora autori zada pela CACEX a utilizar-se de prazo maior para o cumprimento de exigência legal, decorrente do ato concessório do regime especial, o recolhimento dos tributos, das multas e da taxa que lhe impõe o feito, sobre ser injusto, assemelha--se-me de rigor farisaico e de conotação exc'essiva. Mas, é preciso sa'(lerse o regime foi, mesmo, cumprido como alega a Recorrente. SERViÇO PUBLICO FEDERAL Por esteira de consequência e estrada de coerên- cia, voto no sentido de se consultar~ CACEX, para informar se o Draw Back a que se referem as DIs deste processo foi cumprido inte gralmente; voto, pois, no sentido daquela diligência. }~o meu voto. j -je 1 I Sala das sessJ~sS/e junho de SIDNEY DE ~ PESSOA - Rel.ator 1985. 00000001 00000002 00000003
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Numero do processo: 10675.003096/2005-00
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2001
ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO À MARGEM DA MATRÍCULA.
A área de reserva legal, para fins de exclusão do ITR, deve estar averbada à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente à época do respectivo fato gerador.
ÁREA DE RESERVA LEGAL. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL.
A partir do exercício de 2001, a exclusão da área declarada como de reserva legal da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao seu reconhecimento mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA) protocolado pelo
sujeito passivo junto ao Ibama, observada a legislação pertinente.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3803-000.047
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: REGIS XAVIER HOLANDA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2001 ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO À MARGEM DA MATRÍCULA. A área de reserva legal, para fins de exclusão do ITR, deve estar averbada à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente à época do respectivo fato gerador. ÁREA DE RESERVA LEGAL. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. A partir do exercício de 2001, a exclusão da área declarada como de reserva legal da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao seu reconhecimento mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA) protocolado pelo sujeito passivo junto ao Ibama, observada a legislação pertinente. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
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Processo n° 10675.003096/2005-00 Recurso rt" 139.054 Voluntário Acórdão n° 3803-00.047 — 3' Turma Especial Sessão de 17 de março de 2009 Matéria IMPOSTO TERRITORIAL RURAL Recorrente SEAP - SOCIEDADE DE ESTÍMULOS AGRO PECUÁRIOS LTDA Recorrida DRJ-BRASÍLLVDF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2001 ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO À MARGEM DA MATRÍCULA. A área de reserva legal, para fins de exclusão do ITR, deve estar averbada à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente à época do respectivo fato gerador. ÁREA DE RESERVA LEGAL. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. A partir do exercício de 2001, a exclusão da área declarada como de reserva legal da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao seu reconhecimento mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA) protocolado pelo sujeito passivo junto ao lbama, observada a legislação pertinente. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3 a Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. LUIS MARC L : RRA DE CASTRO - Presidente REGIS40). NDA- Relator Partici, r; • , ainda, do presente julgamento, os Conselheiros André Luiz Bonat Cordeiro e Jorge Higashino. Processo n° 10675.003096/2005-00 83.TE03 Acérdâo n.• 3803-00.047 A. 210 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por SEAP — Sociedade de Estímulos Agro Pecuários Ltda. contra Acórdão n° 03-19.225, de 29 de novembro de 2006 (fls. 178 a 187), proferido pela P Turma da DRJ/Brasilia-DF, que manteve, em parte, o lançamento relativo ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "Da Autuação Contra a contribuinte identificada no preâmbulo foi lavrado, em 30/11/2005, o Auto de Infração/anexos, que passaram a constituir as fls. 02 e 90/99 do presente processo, consubstanciando o lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, exercício de 2001, referente ao imóvel denominado "Fazenda Dona Olivia", cadastrado na SRF, sob o n°1.437.624-5, com área de 2.078,8 ha, localizado no Município de Uberlândia/MG. O crédito tributário apurado pela fiscalização compõe-se de diferença no valor do ITR de R$34.631,94 que, acrescida dos juros de mora, calculados até 31/10/2005 (R$25.2 74,38) e da multa proporcional (R$25.973,95), perfaz o montante de R$85.880,27. A ação fiscal iniciou-se em 13/05/2005 com intimação à contribuinte (fls. 06/07), para, relativamente a DITR/2001, apresentar os seguintes documentos de prova: 1°- matrícula do imóvel, atualizada até, pelo menos, 30 de setembro de 2001; 2° - cópia do Ato Declarató rio Ambiental — ADA, protocolado até 31 de março de 2002; 3° - Relação das benfeitorias existentes na propriedade, assim como a área de cada uma delas, em metros quadrados; 4° - preenchimentos dos formulários anexos, relativos a produção vegetal e animal, assim como cópias das respectivas notas fiscais; 5°- cópia das Declarações de Produtor Rural, entregues à Administração Tributária Estadual nos anos de 2000, 2001 e 2002; 6" - no caso de cultura perene ainda improdutiva ou parcialmente produtiva, apresentar as notas fiscais de compra das mudas, em quantidade compatível com as áreas declaradas; e 7° - correspondência de encaminhamento dos documentos solicitados e de prestações de esclarecimentos que julgar necessários, em duas vias, indicando, em destaque, "Malha Valor do ITR/2001". Em resposta, foi apresentada e juntada aos autos a documentação de fls. 08/88. No procedimento de análise e verificação dos documentos apresentados e das informações constantes na DITR/2001 Processo n° 10675.003096/20054)0 83-TE03 Acórdão 3803-00.047 Fl. 211 ("extratos" de fls. 03/05), a fiscalização constatou que não constava do ADA, entregue tempestivamente, a existência de área de reserva legal no imóvel, além de a averbação da referida área ter sido intempestiva; considerou que foi declarada área ocupada com benfeitorias superior à realidade; e, por fim, a autoridade fiscal entendeu que houve subavaliação do V71V declarado. Dessa forma, foi lavrado o Auto de Infração, em que foi integralmente glosada a área informada como sendo de utilização limitada (416,0ha), e parcialmente glosada a área ocupada com benfeitorias (reduzida de 124,0ha para I14,7ha), além de alterar, com base no Sistema de Preços de Terras (SIPI), instituído pela SRF, o Valor da Terra Nua (V77V do imóvel, que passou de R$ 436.200,00 (R$ 209,83 por hectare) para R$ 2.390.984,15 (R$ 1.150,17 por hectare), com conseqüentes aumentos da área tributável/área aproveitável, V77n1 tributável e alíquota aplicada no lançamento, disto resultando o imposto suplementar de R$34.631,94, conforme demonstrado pelo autuante às fls. 94. A descrição dos fatos e os enquadramentos legais das infrações, da multa de oficio e dos juros de mora constam às fls. 90/93, 95 e 98. Da Impugnação Cientificada do lançamento em 08/12/2005 (fis. 100), ingressou a contribuinte, em 04/01/2006 (protocolo de recepção às fls. 102), por meio de seu procurador (docs. de fls. 116), com sua impugnação, anexada às fls. 102/115, e respectiva documentação, juntada às fls. 116/149. Em síntese, alega e solicita que: -faz um resumo da autuação; - durante trinta anos de funcionamento e após várias alterações legais e fiscais já ocorridas, a Recorrente em nenhum momento foi alvo de autos de infração, pois sempre primou pela observância das exigências legais de seu ramo de atividade, sendo tal fato demonstrativo de suas qualidades; - entende a Recorrente que a autuação não têm esteio tributário e, ainda, que as multas exponenciadas significam um enriquecimento ilícito do Estado, em ofensiva à igualdade das partes, sendo tal igualdade garantida pela Constituição Federal Brasileira; - quanto às áreas preservacionistas, transcreve trecho do Auto de Infração; - o entendimento de que é necessário atender duas condições para excluir as áreas de interesse ambiental de preservação permanente e as de utilização limitada da base de cálculo do ITR, além de equivocado, está em desacordo com os ditames legais; Processo n°10675.003096/2005-00 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.047 Fl. 212 - transcreve o art. 10 de Lei n° 9.393/96 e conclui que a lei não condiciona a entrega de informações contidas no ADA — Ato Declarató rio Ambiental, nem mesmo a averbação na matrícula do imóvel, para excluir as áreas preservacionistas da base de cálculo do ITR e anular sua influência na determinação do percentual do Grau de Utilização; - no caso em tela, existem de fato as áreas declaradas, conforme comprovam os documentos que instruem este processo; - o 7°, do artigo 10, da Lei 9.393/96 prevê a dispensa de prévia apresentação pelo contribuinte do ato declara tório expedido pelo IBAMA; - a lei dispensando a apresentação do ADA, mesmo que este seja entregue intempestivamente, as áreas preservacionistas serão excluídas da base de cálculo do ITR; - transcreve, para corroborar sua tese, ementa de julgados do Tribunal Regional Federal (TRF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ); - discorre sobre as limitações administrativas incidentes sobre as áreas de preservação permanente e de reserva legal, considerada uma imposição geral, gratuita, unilateral por parte da administração e de ordem pública e questiona como o Estado confisca o bem do particular, não indeniza o proprietário e ainda quer tributar as áreas preservacionistas; - no que diz respeito ao Valor da Terra Nua — V77V, os valores apurados por este órgão não condiz com o mercado da região; - a avaliação efetuada pela Recorrente à época do recolhimento estava em consonância com o mercado da região, uma vez que as terras das fazendas são áreas remanescentes de plantio de eucalipto, ou seja, são áreas que apresentam grande número de "tocos", diminuindo a produtividade da terra, tanto para pastagem quanto plantio; - quanto ao Grau de Utilização — GU, excluindo as áreas preservacionistas, o GU para o cálculo do ITR será maior que 80 (em porcentagem - %), sendo que a alíquota utilizada será de 0,30; - por fim, requer seja declarada a nulidade do Auto de Infração, destinando-o ao arquivo administrativo e, se assim não entendido, seja o feito administrativo convertido em diligência a fim de apurar as informações prestadas no tocante às áreas preservacionistas e demais áreas, erroneamente tributadas pelo fiscaL Tendo em vista que as informações contidas nos autos não demonstravam, necessariamente, o conhecimento da contribuinte em relação à necessidade de apresentação de prova documental hábil no que tange ao Valor da Terra Nua (VIM do imóvel, e no intuito de melhor instruir os autos para fins de bom julgamento Processo e 10675.003096/2005-00 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.047 A. 213 da lide, foi determinado, por meio do Despacho DRJ/BSA n° 018/2006, juntado às fls. 159/160, o encaminhamento do presente processo à DRF em Uberlândia/MG, para que a interessada fosse intimada a apresentar, sendo de seu interesse, Laudo Técnico de Avaliação, com demonstração do Valor da Terra Nua (V7759 do imóvel a preços de 01101/2001, com a devida observância dos requisitos da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT (NBR 14653-3), principalmente no que se refere às fontes consultadas e a metodologia utilizada pelo autor do trabalho. Em atendimento ao determinado, a DRF em Uberlándia — MG intimou a contribuinte (fls. 161/162) que, em resposta, apresentou o Laudo de Avaliação de Imóvel Rural/anexos, juntado às fls. 164/176 dos autos, com ART/CREA-MG às fls. 173." A DRJ considerou procedente em parte o lançamento em acórdão com a seguinte ementa: "DAS ÁREAS UTILIZAÇÃO LIMITADA / RESERVA LEGAL. Exige-se que as áreas de utilização limitada/reserva legal, para fins de exclusão do ITR, tenham sido averbadas, em tempo hábil, à margem da matrícula do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis competente. DO VALOR DA TERRA NUA Cabe rever o 1/77V arbitrado pela fiscalização, quando apresentado Laudo Técnico de Avaliação, emitido por profissional habilitado, com ART devidamente anotado no CREA, demonstrando, de maneira inequívoca, o valor fundiário do imóvel rural avaliado." Cientificado do referido acórdão em 20 de abril de 2007 (fl. 190), o interessado apresentou recurso voluntário em 21 de maio de 2007 (fls. 191 a 205) pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatórioictikd Processo n° 10675.003096/2005-00 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.047 Fl. 214 Voto Conselheiro REGIS XAVIER HOLANDA, Relator Por conter matéria desta E. Turma da 3" Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. No presente caso, a recorrente insurge-se contra a glosa da área de reserva legal de 416,0 ha efetuada pela fiscalização em razão de a averbação da referida área ter sido intempestiva e de não constar indicação da mesma no Ato Declaratório Ambiental tempestivamente entregue. O artigo 10, §1°, II, "a" da Lei n° 9.393, de 19 de dezembro de 1996, tratou da exclusão da área de reserva legal da área tributável do imóvel rural: "Art. 10. § 1° Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n°7.803, de 18 de julho de 1989; " Negritei. Por sua vez, a referenciada Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, que instituiu o Código Florestal, com as alterações efetivadas pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 2001 — textos já constantes da Medida Provisória n° 1.956-50, de 26 de maio de 2000 -, traz os seguintes dispositivos disciplinadores da área de reserva legal: "Art. 1° §2°Para os efeitos deste Código, entende-se por: (Incluído pela Medida Provisória n°2.166-67, de 2001) (Vide Decreto n° 5.975, de 2006) 111-Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas; (Incluído pela Medida Provisória n°2.166-67, de 2001) e:;;;" Processo n° 10675.003096/2005-00 53-TE03 Acórdão n.° 3803-00.047 Fl. 215 Art.16 §8°A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (Incluído pela Medida Provisória n°2.166-67, de 2001) Anteriormente às modificações feitas pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 2001 (Medida Provisória originária n° 1.956-50, de 26 de maio de 2000), o artigo 16, §2° do referido Código Florestal já trazia, à época, o seguinte regramento consoante a Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989: "Art. 16. § 2° A reserva legal, assim entendida a área de, no mínimo, 20% (vinte por cento) de cada propriedade, onde não é permitido o corte raso, deverá ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada, a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, ou de desmembramento da área. (Incluído pela Lei n° 7.803 de 18.7.1989) Já no que se refere à utilização do Ato Declaratório Ambiental para gozo de redução do valor a pagar de ITR, a Lei n°6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, com a redação dada pela Lei n° 10.165/2000, assim tratou a matéria, verbis: "Art. 17-0. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental - ADA, deverão recolher ao IBAMA a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei n° 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria.(Redação dada pela Lei n° 10.165, de 2000) § r-A. A Taxa de Vistoria a que se refere o caput deste artigo não poderá exceder a dez por cento do valor da redução do imposto proporcionada pelo ADA.(Incluído pela Lei n° 10.165, de 2000) § 1° A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória.(Redação dada pela Lei n° 10.165, de 2000) " Negritei. Dessa forma, com a entrada em vigor da Lei n° 10.165/2000, a exclusão da área de reserva legal da área tributável, para os efeitos de apuração do ITR, está vinculada às (0(;# Processo n° 10675.003096/2005-00 83-TE03 Acórdão n°3803-00.047 Fl. 216 exigências contidas nas disposições legais vigentes que especificam a necessidade de apresentação do respectivo Ato Declaratório Ambiental-ADA do lhama. Assim, para que se possa excluir a área de reserva legal da área tributável para os efeitos de apuração do 1TR é necessário que se apresente: a) a averbação de referida área à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente; e b) a partir de 2001, o respectivo Ato Declaratório Ambiental-ADA do lhama. Verifica-se, assim, que o legislador ao estabelecer a necessidade de reconhecimento da área de reserva legal pelo Poder Público, por meio de averbação no registro de imóveis e existência de Ato Declaratório Ambiental, fixou condições para fins da não incidência tributária sobre a respectiva área, não podendo a autoridade lançadora dispensar os requisitos previstos na legislação tributária. Ademais, a referida averbação da área de reserva legal à margem da inscrição de matricula do imóvel deve ocorrer em data anterior à da ocorrência do fato gerador do imposto, uma vez que deve ser obedecida a disposição contida no art. 144 do crN, segundo o qual o lançamento reporta-se à data de ocorrência do fato gerador da obrigação - no caso do ITR, de acordo com o art. 1°, caput, da Lei n°9.393/96, o dia I° de janeiro de cada ano. Atualmente, esse prazo consta expressamente indicado no art. 12, §1° do Decreto n° 4.382, de 19 de setembro de 2002 (Regulamento do 1TR), que consolidou toda a legislação do ITR, in verbis: "Art. 12. São áreas de reserva legal aquelas averbadas à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, nas quais é vedada a supressão da cobertura vegetal, admitindo-se apenas sua utilização sob regime de manejo florestal sustentável (Lei n° 4.771, de 1965, art. 16, com a redação dada pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 2001). § 1°. Para efeito da legislação do ITR, as áreas a que se refere o caput deste artigo devem estar averbadas na data de ocorrência do respectivo fato gerador." Negrito aposto. Como bem anotado pela decisão recorrida, do exame das matriculas TN. 103.102, 103.103 e 103.104, relativas às glebas que compõem o imóvel (fls. 123/127), verifica- se que foi gravada, como sendo de utilização limitada/reserva legal, uma área total de 389,5ha (55,0ha + 123,0ha + 211,5ha), um pouco inferior ao declarado (416,0ha), providência esta que foi realizada apenas em 02/07/2002, disto se podendo concluir que tal procedimento foi intempestivo para fins de justificar a exclusão de área ambiental da incidência do 1TR/2001. Ademais, o tempestivo Ato Declaratório Ambiental protocolado em 21/09/1998 (fl. 31) não traz qualquer indicação de área de reserva legal, o que só veio ocorrer nos requerimentos entregues em 29/03/2004 (fls. 118 a 121) e em 31/03/2005 (fl. 122) Por fim, diversamente do apontando pela recorrente, o artigo 10 da Lei n° 9.393/96, após o advento da Medida Provisória n° 2.166-67/2001, não deixou de exigir, para fins de não incidência de ITR, a averbação da reserva legal e a necessidade de protocolo do ADA para seu reconhecimento. Para melhor clareza, vejamos o teor do indigitado dispositivo legal: Processo n° 10675.003096/2005-00 S3-TE03 Acórdão n.°3803-00.047 Fl. 217 "Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. §rA declaração para fim de isenção do 1TR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § l, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. (Incluído pela Medida Provisória n° 2.166- 67, de 2001) Negrito e sublinhado apostos. Assim, com a entrada em vigor da Lei n.° 9.393, de 19 de dezembro de 1996, o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural-ITR passou a ser tributo lançado por homologação, no qual cabe ao sujeito passivo apurar o imposto e proceder ao seu pagamento, sem prévio exame da autoridade administrativa. Dessa forma, a literalidade do §7° acima transcrito dispensa a prévia comprovação por parte do contribuinte das declarações lançadas na D1TR, não afastando a sua responsabilidade pela demonstração da veracidade dos dados informados, mediante atendimento das condições legais previstas para a não incidência tributária, em posterior procedimento de fiscalização levado a cabo dentro do prazo previsto para a homologação do lançamento. Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário. Sala das Sessõe , - - março de 2009. REGIS I ' O A. A - Relator 90b Page 1 _0021900.PDF Page 1 _0022000.PDF Page 1 _0022100.PDF Page 1 _0022200.PDF Page 1 _0022300.PDF Page 1 _0022400.PDF Page 1 _0022500.PDF Page 1 _0022600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10821.000306/2009-01
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2007
ESTATUTO DO IDOSO.
O estatuto do idoso prioriza o atendimento das pessoas diante dos órgãos públicos a partir de 60 (sessenta) anos de idade.
GLOSA DE DEDUÇÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL.
COMPROVAÇÃO.
Restabelece-se a dedução a titulo de pensão alimentícia no valor efetivamente comprovado pelo contribuinte, em cumprimento de decisão judicial.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-001.750
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
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O estatuto do idoso prioriza o atendimento das pessoas diante dos órgãos públicos a partir de 60 (sessenta) anos de idade. GLOSA DE DEDUÇÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. COMPROVAÇÃO. Restabelecese a dedução a titulo de pensão alimentícia no valor efetivamente comprovado pelo contribuinte, em cumprimento de decisão judicial. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Eivanice Canário da Silva. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10821.000306/200901 Acórdão n.º 2801001.750 S2TE01 Fl. 49 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Do Lançamento 0 processo referese à notificação de lançamento de fls. 29/30 lavrada em face do contribuinte acima identificado, em decorrência de procedimento interno de revisão de Declaração Anual de Ajuste de Imposto de Renda Pessoa Física relativo ao exercício 2007, por meio da qual foi exigido crédito tributário apurado no valor de R$ 14.917,04, sendo imposto suplementar apurado no valor de R$ 7.501,66, juros de mora no valor de R$ 1.789,14 (calculados até 29/05/2009) e multa de Oficio no valor de R$ 5.626,24. De acordo com o contido na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 29/v., a autoridade fiscal procedeu ao lançamento da seguinte infração na notificação fiscal em exame: • Glosa de Dedução Indevida de Pensão Alimentícia Judicial — R$ 36.450,00 — após regularmente intimado, o contribuinte não comprovou o efetivo pagamento da pensão alimentícia declarada; Da Impugnação Transcorrido o prazo regulamentar para apresentação de defesa ou pagamento do débito em epígrafe, o contribuinte apresentou manifestação tempestiva às fls. 01/02, anexando documentos as fls. 03/17, alegando em síntese que: > em atendimento ao termo de intimação fiscal, compareceu à Inspetoria da Receita Federal em São Sebastião e apresentou cópia da homologação da pensão alimentícia, ficando para momento posterior o envio dos comprovantes de pagamentos; > ignorando o atendimento da intimação, o fiscal lavrou a notificação fiscal em tela, alegando falta de provas do pagamento da pensão alimentícia; > não poderia deixar de cumprir a citada ordem judicial, uma vez que o não cumprimento desta o coloca em detenção prisional, fato que não ocorreu até a presente data; > apresenta cópia de depósitos bancários que ainda estão legíveis com o decorrer do tempo; > requer acolhimento da impugnação e cancelamento do débito fiscal reclamado; Fl. 59DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10821.000306/200901 Acórdão n.º 2801001.750 S2TE01 Fl. 50 3 É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. De se destacar a preliminar argüida, no sentido de que foi requerido impugnação do Auto de Infração ou Notificação de Lançamento do Imposto de Renda Pessoa Física, Proc. 2007/608450510944074, o qual não foi feito, mantendose Glosa de R$ 36.450,00, referentes aos pagamentos de Pensão Alimentícia não comprovados através de depósitos bancários.” (sic), no qual o contribuinte resumese a esta alegação sem qualquer pedido ou conclusão. Neste tocante, apenas para conferir resposta ao mencionado pelo contribuinte, não acato referida preliminar, uma vez que a impugnação mencionada já teve seu julgamento pela DRJ2SP, em decisão atacada através de recurso protocolizado pelo contribuinte as folhas 43/44, que ora se processa, portanto, neste bojo, respeitado o devido procedimento administrativo fiscal vigente e respeitados os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. No mérito, a presente demanda cingese, tão somente, a dedução indevida de despesas havidas com pensão alimentícia apontada pela fiscalização, vazada nos seguintes termos, por ocasião do TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL N ° 2005/608138730891169, que assim dispõe in verbis: “ DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL Dedução Indevida de Pensão Alimentícia Judicial. Glosa do valor de R$ ********R$ 36.450,00, indevidamente deduzido a titulo de Pensão Alimenticia Judicial, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. 0 contribuinte não comprovou o efetivo pagamento da pensão alimenticia. Enquadramento Legal: Art. 8. , inciso II, alinea 'f', da Lei n. 9.250/95; arts. 49 e 50 da Instrução Normativa SRF n. 15/2001, arts.73, 78 e 83 inciso II do Decreto n. 3.000/99 RIR/99.” O recorrente apresenta às folhas 08 a 10, documentos comprobatórios emitidos pelo Juízo da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Comarca da Capital, datada de 28/09/2004, nos autos do processo de número 00010879005) de que está efetivamente obrigado ao pagamento de pensão a sua filha STEPHANIE FERRARINI DE FREITAS JOLY, havida com a Sra. RENATA FERRARINI DE FREITAS. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10821.000306/200901 Acórdão n.º 2801001.750 S2TE01 Fl. 51 4 Às folhas 11, o recorrente, junta declaração de quitação e pagamento das referidas pensões no montante de R$ 36.450,00 (trinta e seis mil, quatrocentos e cinquenta reais), datada de 09 de junho de 2009, relativas ao ano de 2006, emitida pela própria Sra. RENATA FERRARINI DE FREITAS, representante legal e mãe da alimentada (STEPHANIE FERRARINI DE FREITAS JOLY). Neste tocante de se destacar que, é legalmente possível a dedução de despesas com pensão alimentícia, determinada por força de decisão judicial. No presente caso o recorrente faz prova inequívoca de sua incumbência legal, conforme documento juntado ao processo, sendo indiscutível sua obrigação judicial de prestar alimentos a sua filha menor. Neste sentido, de se destacar que a falta de pagamento de pensão alimentícia judicialmente determinada é caso em nosso ordenamento jurídico vigente de prisão civil, com ampla jurisprudência neste sentido. O esforço probatório do recorrente é registrado, na medida em que, buscou comprovar através de documento (declaração de quitação) o efetivo pagamento, que guarda pertinência com a situação fática narrada pelo recorrente (inundação e perda de qualidade dos documentos), sendo os comprovantes de depósito foram considerados, em parte, pela DRJ. Por outro viés, de se destacar que, à declaração emitida pela própria genitora da menor beneficiária dos alimentos, deve ser conferida o devido peso contextual, considerando que a declarante, Sra. RENATA FERRARINI DE FREITAS, possui não somente o status de genitora como também o de detentora da guarda legal da menor, nesta esteira, obrigada a defesa incontinenti de seus direitos. De se destacar, inclusive, que, mutatis mutandis, e a depender da análise do conjunto probatório de cada processo, tais declarações são consideradas como válidas em processos judiciais para fins de comprovação de pagamento dos alimentos devidos, não podendo ser desconsiderado nesta seara administrativa, evidentemente, sempre em cotejo com o contexto probatório dos autos. Dentro deste contexto, sem maiores delongas, deve ser considerada como válida, para fins de comprovação de efetivo pagamento pelo recorrente dos valores referentes a pensão alimentícia de sua filha menor em comum, nos valores e lapso temporal ali constantes, a declaração de quitação emitida pela genitora Sra. RENATA FERRARINI DE FREITAS, em relação a menor STEPHANIE FERRARINI DE FREITAS JOLY. Conclusão Por todo o exposto, firme nos argumentos expendidos acima, VOTO POR DAR PROVIMENTO AO RECURSO PARA RESTABELECER AS DESPESAS RELATIVAS A PENSÃO ALIMENTÍCIA. Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Fl. 61DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10821.000306/200901 Acórdão n.º 2801001.750 S2TE01 Fl. 52 5 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO
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Numero do processo: 10183.003197/2003-42
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.807
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO
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Recorrida : DRJ/CAMPO GRANDE/MS RESOLUÇ -A0 N2 301-1.807 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Valmar Fons8ca de Menezes, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffmann e Irene Souza da Trindade Tones. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel., CCS Processo n° : 10183.003197/2003-42 Resolução n° : 301-1.807 RELATÓRIO E VOTO Conselheiro Carlos Henrique Klaser Filho, Relator Com o objetivo de evitar tautologia, reporto-me ao relatório de fls. 128/129 que aqui se pede considerar como se transcrito estivesse, ao qual leio em sessão. Na decisão de primeira instância, a autoridade julgadora, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento contestado, eis que as áreas de preservação permanente e de utilização limitada (reserva legal) não foram reconhecidas como de interesse ambiental nem comprovada a protocolização tempestiva do requerimento do Ato Declaratório junto ao IBAMA ou órgão conveniado, bem como não restou efetivada, tempestivamente, a averbação da área A margem da matricula no registro de imóveis competente. Devidamente intimada da r. decisão supra, a contribuinte interpõe Recurso Voluntário, As fls. 148/168, reiterando os argumentos expendidos na manifestação de inconformidade. Assim sendo, os autos foram encaminhados a este Conselho para julgamento. 0 Recurso é tempestivo e preenche os requisitos para a sua admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Discute-se o lançamento do ITR, exercício de 1999, decorrente da glosa das áreas de preservação permanente e utilização limitada (reserva legal) informadas, respectivamente, como sendo de 5.330,5 ha e de 47.408,5 ha, que não foram comprovadas por intempestividade de juntada do ADA e reconhecimento junto ao IBAMA, ensejando o imposto no valor de R$ 358.494,92, acrescido da multa de oficio de 75%, os quais deverão ser exigidos com as atualizações cabíveis e os acréscimos legais previstos na legislação que rege a matéria. No que tange a Areas de preservação permanente e utilização limitada, com o intuito de solucionar essa altercação pela similitude de caso, trago em tela o voto do nobre Conselheiro José Luiz Novo Rossari no Recurso Voluntário n.° 133.686 que, de forma esclarecedora, expõe a solução e o caminho aspirado. "Preliminarmente, cumpre fazer um exame abrangente da legislação • que respeita a exigência do ADA, com vistas a avaliar a força do referido documento para efeito de embasar eventual exclusão de áreas da base de cálculo do ITR. 2 , Processo n° : 10183.003197/2003-42 Resolução n° : 301-1.807 0 ADA foi introduzido na legislação do ITR pelo § 4° do art. 10 da IN SRF n° 43/97, com a redação que lhe deu o art. 1° da IN SRF n° 67/97, verbis: "§ 4° As áreas de preservação permanente e as de utilização limitada serão reconhecidas mediante ato declaratório do ffiama, ou órgão delegado através de convênio, para fins de apuração do ITR, observado o seguinte: II — o contribuinte terá o prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração do ITR, para protocolar requerimento do ato declaratório junto ao lbama; III — se o contribuinte não requerer, ou se o requerimento não for reconhecido pelo lbama, a Secretaria da Receita Federal fará o lançamento suplementar recalculando o ITR devido." Examinada a legislação aplicável à matéria, verifica-se que o art. 10, § 1°, inciso II, da Lei n° 9.393/96, que dispõe sobre o ITR, não estabeleceu a obrigatoriedade de emissão de atos de órgão competente para as áreas de preservação permanente e de reserva legal, conforme se verifica da norma citada, verbis: "Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. • § 1 ° Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-d: (...) - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989,- b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqiiicola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; 3 Processo n° : 10183.003197/2003-42 Resolução no : 301-1.807 d) as áreas sob regime de servidão florestal;' De acordo com a norma retrotranscrita, a exigência de ato de órgão competente foi estabelecida apenas para as áreas declaradas de interesse ecológico de que tratam as alíneas "b" e "c" do inciso II. A obrigatoriedade da utilização especifica do ADA para a finalidade de redução do ITR nos casos de áreas de preservação permanente e de reserva legal veio a ser instituída tão-somente com a vigência do art. 17-0 da Lei no 6.938/81, na redação que lhe deu o art. 1 ° da Lei 10.165, de 27/12/2000, que dispôs, verbis: "Art. 17-0. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução . do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, coin base em Ato Declaratório Ambiental — ADA, deverão recolher ao lbama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei n° 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a titulo de Taxa de Vistoria." (NR) "§ 1 ° A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória." (NR) (os grifos não são do original) Nos termos da lei retrotranscrita, a obrigatoriedade desse ato ambiental para a redução do imposto, tornou-se aplicável aos fatos geradores ocorridos a partir de 1°/1/2001 (exercício 2001), tendo em vista que a exigência veio a ser prevista apenas no final do ano de 2000. De outra parte, antes dessa norma, foi editada a Medida Provisória n° 1.956-50, de 26/5/2000, que foi objeto de sucessivas reedições até culminar na MP no 2.166-67, de 24/8/2001, atualmente em vigor. Prescreveu essa MP, verbis: "Art. 3° 0 art. 10 da Lei n° 9.393, de 19 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: § 7° A declaração para fim de isenção do ITR relativa eis áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1°, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, coin juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua Acrescentado pelo art.32 da Medida Provisória n 2.166-67, de 24/8/2001. 4 Processo Resolução n° : 10183.003197/2003-42 : 301-1.807 declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis." (NR) (os grifos não são do original) A questão, então, cinge-se basicamente à correta interpretação desse dispositivo, mormente no que respeita à prévia comprovação ali referida. A matéria não apresenta dificuldade maior. Resta claro, nesse dispositivo, que a entrega de declaração do ITR (DITR) em que conste redução de áreas de preservação permanente, de áreas de utilização limitada ou de áreas sob regime de servidão florestal (alíneas "a" e "d" do inciso II do art. 10), não está sujeita à comprovação prévia dessas áreas por parte do declarante. Vale dizer, o declarante não está obrigado a apresentar junto com sua declaração laudo técnico, ato emitido por órgão governamental ou qualquer outro documento, destinados a comprovar a existência daquelas áreas especificas. Dessa forma, contrario sensu, essa norma também estabelece que para a exclusão das áreas referidas nas alíneas "b" e "c" do inciso II do § 10 do art. 10 poderá ser exigida a prévia comprovação, mediante a entrega de declaração instruída com documento que não deixe dúvidas da existência de área de interesse ecológico. Assim, com o devido respeito ao Acórdão do Superior Tribunal de Justiça juntado aos autos, não vejo como se interpretar o § 7° retrotranscrito, como norma tendente a dispensar a apresentação, pelo contribuinte, do ato declaratório ambiental do Ibama instituído pelo art. 17-0 da Lei n o 6.938/81, na redação que lhe deu o art. 1 0 da Lei n° 10.16512000, como pretende a recorrente. 0 referido § não teve essa redação nem foi essa a mens legis. 'Na realidade, a matéria foi tratada sob prisma diverso, de forma a dispor tão-somente sobre comprovação prévia à DITR, e não sobre apresentação de ADA, documento esse que é exigível em prazo de até 6 meses após a entrega da DITR e que nunca foi prévio ou exigido como instrucional à DITR. A MP em vigor teve sua origem antes da vigência da Lei citada e origina-se de época em que não havia a exigência legal do ADA. Ademais, a Lei entrou em vigor durante as reedições da MP, que continuaram a ser reeditadas, o que afasta qualquer interpretação no sentido de que a MP tivesse por intuito dispensar a exigência de documento naquele momento ainda não instituído por lei. Conclui-se, dai, que a Lei e a MP convivem harmoniosamente: a primeira, estabelecendo a exigência do ADA; a segunda, dispensando comprovação prévia para efeito de declaração do ITR de que as áreas excluídas de tributação efetivamente existem.' ,..)' ) 5 Processo n° : 10183.003197/2003-42 Resolução n° : 301-1.807 Ainda quanto ã área de utilização limitada (reserva legal), trago ao autos, pelas mesmas razões anteriores, o voto de outra nobre colega, Conselheira Atalina Rodrigues Alves no Recurso Voluntário n.° 129.827 que, de forma elucidativa, expõe a solução desejada. "No que se refere a legislação utilizada para justificar lançamento • decorrente da glosa de área de reserva legal, cabe invocar o disposto no § 1°, II, "a" do art. 10, da Lei n°9.393/96, que dispõe, in verbis: "Art. 10. (...) § 1°. Para efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: I - (...) II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989;(destacou-se e grifou-se) (-)" Por sua vez, a Lei n° 4.771/96 (Código Florestal), no § 2° do art. 16 (incluído pela Lei n° 7.803/89) define que reserva legal é a área de, no minim, 20% de cada propriedade, onde não é permitido o corte raso e deverá ser averbada a margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinaçiio, nos casos de transmissão a qualquer titulo, ou de desmembramento da área. Cumpre esclarecer que a exigência de averbação da área de reserva legal prevista no § 2° do art. 16 da Lei n°4.771/65, incluído pela Lei n° 7.803, de 18/07/1989, visa, tão-somente, vedar a alteração de sua destinação em caso de transmissão do imóvel a qualquer titulo ou de desmembramento da área. 0 citado dispositivo da Lei n°4.771/65 têm como finalidade preservar as áreas de reserva legal, tendo em vista que as florestas e demais formas de vegetação existentes no território nacional, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum, sobre os quais o direito de propriedade sofre as limitações impostas na lei. Assim, a exigência de averbação da área de reserva legal prevista no § 2° do art. 16 da Lei n° 4.771/65 nada tem a ver com a apuração e fiscalização do ITR, e, sim, com a preservação do meio ambiente. • A norma contida na alínea "a", inciso II, do § 1°, do art. 10 da Lei n° 9.393/96, citado como base legal do lançamento, é clara no sentido de --)( 6 Processo n° Resolução n° : 10183.003197/2003-42 : 301-1.807 as áreas de reserva legal e de preservação permanente, previstas na Lei n°4.771/65, estão excluídas da tributação do ITR. Verifica-se que não há no dispositivo transcrito e tampouco ern qualquer outro da Lei n° 9.393/96 norma no sentido de que a exclusão da área de reserva legal da tributação do ITR esteja condicionada a apresentação de ADA e a sua prévia averbação a margem da matricula de registro do imóvel no cartório competente. O lançamento foi mantido em la instância conz fundamento na IN SRF n°43, de 07/05/1997, alterada pela IN SRF n° 67, de 01/09/1997. Cabe ressaltar que a exigência de Ato Declaratório Ambiental — ADA e de averbação da área de reserva legal feita pelo art. 10, da IN SRF n° 67/97, para fins de excluir da tributação a referida área, denota que a referida IN extrapolou a sua função de norma complementar da Lei n° 9.393/96, ao criar obrigação totalmente nova, não prevista na lei, o que contraria o disposto no artigo 97, inciso VI, do CTN, que, assim, dispõe: "Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: VI. as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou a dispensa ou redução de penalidades. "(destacou-se)." Cumpre observar que no nosso sistema jurídico, as normas complementares, como é o caso das Instruções Normativas da SRF, devem estar sempre subordinadas à lei a que se referem, não lhes sendo permitido criar direito novo, mas, tão-somente, estabelecer normas que permitam explicitar a forma de execução da lei sem extrapolar o seu conteúdo. Ademais, a IN SRF no 43, de 07/05/1997, alterada pela IN SRF n° 67, de 01/09/1997, cujo artigo 10 foi transcrito na decisão recorrida coin o intuído de fundamentar e manter lançamento, sequer foi citada no Auto de Infração como fundamento legal da exigência fiscal. Por outro lado, o fato do autuante não ter indicado o dispositivo legal que fundamenta a exigência de ADA e de averbação prévia da área de reserva legal para efeito de sua exclusão da tributação do ITR, por si só, ensejaria a nulidade do lançamento dela decorrente, por cerceamento do direito de defesa, conforme disposto no inciso II, do art. .59, do Decreto Lei n° 70.235172. Não obstante a nulidade apontada, deixo de declará-la, por força do disposto no § 3° do referido artigo que, assim, dispõe: "§ 3 • 0 Quando puder decidir o mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a. declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará 7 Processo n° : 10183.003197/2003-42 Resolução n° : 301-1.807 nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta." (Acrescido pelo art. 1. 0 da Lei n.° 8.748/1993). Em casos similares ao que se discute no presente processo, esta Camara, vem, reiteradamente, decidindo, que a comprovação da área de reserva legal para efeito de sua exclusão da base de cálculo do ITR, não depende exclusivamente de seu reconhecinzento por meio de ADA e de sua prévia averbação a margem da matricula de registro do imóvel no cartório competente, uma vez que sua efetiva existência pode ser comprovada por meio de Laudo Técnico e outras provas documentais idôneas, de acordo com o principio da verdade material." Feitas essas observações, em que concluo pela inequívoca vigência plena da legislação que prevê a exigência do ADA a partir do exercício de 2001, cumpre verificar os documentos trazidos pela recorrente para embasar seu recurso, referente ao exercício de 1999. Ou seja, conclui-se que a comprovação das Areas de preservação permanente e de utilização limitada (reserva legal), para efeito de exclusão da base de cálculo do ITR, não dependem exclusivamente de seus reconhecimentos por meio de ADA e/ou de prévia averbação â margem da matricula de registro do imóvel no cartório competente, uma vez que suas efetivas existências podem ser comprovadas por meio de Laudo Técnico e outras provas documentais idôneas. Oportuno ressaltar que a declaração do recorrente, para fins de isenção do ITR, relativa As Areas de preservação permanente e de reserva legal, não estão sujeitas previa comprovação por parte do declarante, conforme dispõe o art. 10, parágrafo 7°, da Lei n° 9.393/1996, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. Verifico constar nos autos do processo, As fls. 23/31, Laudo Técnico - emitido por engenheiro agrônomo, acompanhado de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), anotada no CREA (fls. 32) e atendendo aos requisitos essenciais previstos nas Normas da ABNT (NBR8799) -, Planta de Uso do Solo (fls. 33) e ADA (fls. 34 e 102), • certificando a existência das Areas discutidas. • Quanto â área de utilização limitada, acato como sendo de 47.811,3 ha, conforme consta nas informações oferecidas pelo laudo e mapa, superior àquela Area glosada e, inclusive, superior A Area que o contribuinte alega existir, que corresponde a 47.408,5 ha. Devendo, assim, ser aumentada essa área para 47.811,3 ha. Já quanto 5. área de preservação permanente, entendo que deva ser também considerado o que o laudo afirma existir, ou seja, 5.026,3 ha. Entretanto, o laudo aduz ainda existência de Areas de pastagem nativa e artificial de 6.733,2 ha. Sendo assim, entendo justo que essa Area discutida seja de 5.330,5 ha, conforme o contribuinte vem a afirmar, eis que se trata de Area inundAvel anualmente durante o "período das Aguas", fazendo parte a Bacia Hidrográfica do Rio Araguaia, permanecendo como lâmina de água durante o período das chuvas,..10 007 Processo n° : 10183.003197/2003-42 Resolução n° : 301-1.807 Ademais, os grandes rios (Riozinho, das Mortes, Araguaia, Lago Morto e Xavantinho) se unem, formando um grande campo de pasto nativo alagado, causado pelo represamento que o Rio Araguaia provoca com a elevação de seu leito, saindo de sua caixa, impedindo a drenagem e escoamento das águas pluviais. As inundações anuais em quase a totalidade da propriedade causam a impossibilidade de aproveitamento do solo para cultivos anuais. Assim, a Area de preservação permanente, visto o que já relatei, facilmente poderia ser de 5.330 ha. (conforme alegou o contribuinte) ou de 5.026,3 (conforme informou no laudo), mas jamais de 7FRO (conforme apurou o Auditor Fiscal). Assim sendo, para que se comprove a existência das áreas de preservação permanente e utilização limitada (reserva legal), à qual é licita a redução dessas Areas da incidência do imposto, visto que a lei não estabeleceu como condicionante que a averbação seja providenciada até o momento de ocorrência do fato gerador do ITR, e em face da legislação de regência e dos documentos acostados aos autos, voto no sentido de converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem para que, em visita aos locais comprove todo o alegado e, ainda, que diligencie posteriormente ao IBAMA para que se pronuncie quanto à efetiva existência das Areas constantes do laudo, corno Areas de preservação permanente e js.- serva _legal assim como quanto 6. Area de utilização limitada; informe ainda a Area restante efetiva. Sala essões em 2: de fevereiro de erator •
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Numero do processo: 10880.902851/2011-45
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 11 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSLL)
Ano-calendário: 2005
PER/DCOMP. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. APRESENTAÇÃO EXTEMPORÂNEA. PRESCRIÇÃO.
O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos.
Numero da decisão: 1003-003.167
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Márcio Avito Ribeiro Faria, Gustavo de Oliveira Machado e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSLL) Ano-calendário: 2005 PER/DCOMP. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. APRESENTAÇÃO EXTEMPORÂNEA. PRESCRIÇÃO. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Márcio Avito Ribeiro Faria, Gustavo de Oliveira Machado e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSLL) Ano-calendário: 2005 PER/DCOMP. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. APRESENTAÇÃO EXTEMPORÂNEA. PRESCRIÇÃO. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Márcio Avito Ribeiro Faria, Gustavo de Oliveira Machado e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário contra acórdão de nº 16-87.451, proferido, em 22 de maio de 2019, pela 5ª Turma da DRJ/SPO, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade da Recorrente, não reconhecendo o direito creditório pleiteado. Por bem resumir os fatos ocorridos até o momento, transcreve-se a seguir o relatório que apoiou o acórdão de piso, complementando-o mais adiante: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 90 28 51 /2 01 1- 45 Fl. 155DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1003-003.167 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.902851/2011-45 Trata o presente processo de Manifestação de Inconformidade contra o Despacho Decisório de fl. 07 que homologou em parte a compensação declarada nos PER/DCOMPs, vinculados ao saldo negativo de CSLL apurado no ano calendário de 2005. O crédito no montante de R$ 58.573,25 indicado no PER/DCOMP identificado sob nº 19218.56131.221210.1.3.03-5966, foi analisado de forma eletrônica pelo sistema de processamento da Receita Federal do Brasil - RFB que emitiu o Despacho Decisório em comento, assinado pelo titular da unidade de jurisdição da requerente, pelo qual o saldo negativo de CSLL indicado, foi confirmado na integra. Ressalta no entanto que os por PER/DCOMPs identificados sob nº 00383.39264.150211.1.3.03-7369, 13791.24127.140411.1.3.03-9144 36992.32282.210311. 1.3.03-8966, 30321.23507.140311.1.3.03-8347, 00594.20143.150311.1.3.03-4030, 23334. 32090.240111.1.3.03-4440 e 40792.67486.230211.1.3.03-9748, foram transmitidos após o vencimento do prazo de utilização do crédito. Cientificado em 13/06/2011, o contribuinte irresignado, impugnou o despacho decisório, manifestando a sua inconformidade às fls. 14 a 20 pela qual alega em apertada síntese que conforme o disposto no artigo 6º, § 1º, inciso II, da Lei nº 9.430/1996 o termo inicial da contagem do prazo para o exercício do direito ao saldo negativo apurado na DIPJ inicia-se com a entrega da declaração de rendimentos. Por sua vez, a DRJ, após analisar a manifestação de inconformidade, decidiu por julgá-la improcedente por considerar que o termo inicial da contagem do prazo de utilização do saldo negativo, apurado em DIPJ, corresponde ao 1º dia do ano calendário subsequente ao de encerramento do período de apuração. Inconformada, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário ratificando os argumentos já elencados por ocasião da manifestação de inconformidade, nos seguintes termos: “II – DOS FATOS E RAZÕES DE DIREITO QUE IMPÕEM A REFORMA DE DECISÃO GUERREADA A Recorrente apresentou pedido de restituição cumulado com compensação de débitos relativo ao saldo negativo de CSLL apurado no exercício de 2.006, i.e., no ano- calendário 2.005. Neste momento, a Recorrente exerceu seu direito de receber o indébito integral, mas requereu a compensação de apenas R$ 8.175,43 (o restante do crédito = R$ 50.397,82 foi aproveitado em outras PERDCOMPs). Referido saldo negativo de CSLL totalizava R$ 58.573,25 (cinqüenta e oito mil, quinhentos e setenta e três reais e vinte e cinco centavos), sendo composto, basicamente, das retenções de CSLL sofridas pela Recorrente no ano-calendário de 2.005, abaixo detalhadas (e confirmadas pela própria RFB): Fl. 156DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1003-003.167 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.902851/2011-45 Em que pese ter reconhecido integralmente as retenções e pagamentos feitos pela Recorrente, atestando o indébito de R$ 58.573,25, a RFB entendeu, equivocadamente, que parte das compensações formalizadas pela Recorrente não poderia ser homologada, tendo em vista suposto decurso de prazo para apresentação da PERDCOMP. Isso porque, no entendimento fiscal, o prazo para pleitear a devolução começou em 1º de janeiro de 2.006. Em sede de manifestação de inconformidade demonstramos didaticamente que todas as compensações formalizadas com o crédito em questão foram TEMPESTIVAMENTE entregues, inexistindo suporte legal para rejeitar as compensações. Resumidamente, as razões defendidas na manifestação de inconformidade foram as seguintes: a) Com a apresentação da PERDCOMP 19218.56131.221210.1.3.03- 5966, formalizada em 22 de dezembro de 2.010, restou exercido tempestivamente o direito de devolução integral de todo o saldo negativo de CSLL apurado no exercício de 2.006; e b) Ainda que não se aceite que a apresentação da PERDCOMP 19218.56131.221210.1.3.03-5966, formalizada em 22 de dezembro de 2.010, não teria o condão de interromper o lustro prescricional, o que se admite apenas a título de argumentação, é indiscutível que o referido prazo somente poderia ter iniciado no primeiro dia seguinte à entrega da DIPJ 2.006, que no caso em tela ocorreu em 23 de maio 2.006. Assim, todas as compensações feitas até 23 de maio de 2.011 não poderiam ser tidas como feitas após o decurso de prazo legal e, portanto, as compensações nelas corporificadas devem ser homologadas. Ao apreciar a manifestação de inconformidade, a DRJ/SPO rejeitou os argumentos da Recorrente, decidindo pela manutenção do despacho decisório, nos seguintes termos: (...) Ocorre que o entendimento supra está totalmente equivocado, pois o prazo para requerer a restituição de saldo negativo de CSLL apurado no exercício de 2.006 iniciou-se em 23 de maio de 2.006, e não em 1º de janeiro de 2.006. Essa conclusão advém da interpretação conjunta do artigo 57 da Lei 8.891/95 (que determina a necessidade de aplicação das mesmas regras previstas para o IRPJ à CSLL) combinado com artigos 2º e 6º da Lei 9.430/96 (que estabelecem que o prazo para restituir o IRPJ pago por estimativa inicia-se com a entrega da declaração de rendimentos). Vejamos a redação dos referidos dispositivos legais: (...) No caso específico dos autos, a Recorrente formalizou a devolução do saldo negativo de IRPJ em 22 de dezembro de 2.010, por meio da PERDCOMP 19218.56131.221210.1.3.03.5966, oportunidade em que foram indicadas as retenções que geraram o saldo negativo de CSLL, sua origem, período de apuração, exercício, valor original (R$ 58.573.00) e valor acumulado (R$ 91.456,00). Com efeito, ao apresentar a referida PERDCOMP, a Recorrente exerceu tempestivamente seu direito de reaver o montante indevidamente pago no ano- calendário de 2.005, razão pela qual todas as compensações apresentadas com base na PERDCOMP 19218.56131.221210.1.03-5966 (informação sempre indicada como referência no campo nº do PER/DCOMP inicial das demais PERDCOMPs apresentadas) devem ser homologadas, não podendo ser taxadas de apresentadas após decurso de prazo legal. Essa é o primeiro fundamento que impõe à reforma da decisão a quo. Mas há um segundo. Isso porque, ainda que se entenda que cada PERDCOMP apresentada pela Recorrente deve ser considerada isoladamente (sem a análise da PERDCOMP inicial 19218.56131.221210.1.03-5966), o que nos parece um contra- Fl. 157DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1003-003.167 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.902851/2011-45 senso já que o próprio sistema da RFB impõe a necessidade de menção à PERDCOMP inicial, da mesma forma a decisão da DRJ/SPO deveria ser reformada. Ora, se o crédito aproveitado refere-se ao saldo negativo de IRPJ apurado em 31 de dezembro de 2.005, cuja entrega da DIPJ ocorreu em 23 de maio de 2.006 (vide fls. 87 abaixo reproduzida), o quinquênio legal somente terminaria em 23 de maio de 2.011. Nesse contexto, todas as compensações formalizadas até 23 de maio de 2.011 não podem ser inquinadas de intempestivas ou feitas após o decurso do prazo prescricional, o que torna completamente improcedente o posicionamento da DRJ/SPO. Com efeito, não há como aceitar o entendimento da DRJ/SPO de que o disposto no inciso II da norma acima reproduzida perdeu a eficácia em face da extinção da declaração de rendimentos. E mais. A alegação da DRJ/SPO, no sentido de que as ementas relativas aos Acórdãos proferidos pelo CARF / DRJ citados na manifestação de inconformidade tratam de anos calendário anteriores à instituição da DIPJ. O mesmo se aplica ao Processo de Consulta nº 94/05 da SRRF/1º RF, igualmente não se sustenta. Há diversos precedentes jurisprudenciais administrativos aplicáveis à discussão envolvendo saldo negativo de IRPJ/CSLL de anos-calendários posteriores a 1.996, tanto em sede de julgamento em Delegacia Regional de Julgamento, quanto no CARF. Vejamos: DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM CURITIBA – 1ª TURMA – ACÓRDÃO 06-26758, DE 27 DE MAIO DE 2.010 EMENTA: PER/DCOMP. DECADÊNCIA. O saldo negativo de IRPJ apurado anualmente, relativo ao ano-calendário de 1998, poderá ser compensado a partir de abril do ano subseqüente ou restituído após a entrega da declaração de rendimentos, cujo prazo, no exercício de 1999, foi em setembro. O prazo decadencial, de 5 (cinco) anos, para reivindicação desses direitos, no Exercício de 1999, ano-calendário de 1988, inicia, portanto, nesses meses de abril/99 (para compensação) e setembro/99 (para restituição). PER/DCOMP transmitido em 19/03/2004, postulando a compensação do referido saldo negativo de IRPJ, deve ser admitida. DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM PORTO ALEGRE – 1ª TURMA – ACÓRDÃO 10-14266, DE 31 DE OUTUBRO DE 2.007 ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ EMENTA: IRPJ. COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. PRESCRIÇÃO. O direito à restituição do indébito se extingue após o transcurso do prazo de cinco anos, Fl. 158DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 1003-003.167 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.902851/2011-45 contado da data da extinção do crédito tributário. Em se tratando de saldos negativos do IRPJ e da CSLL o termo inicial para contagem do prazo é mês subseqüente à entrega da declaração. Os recolhimentos que não correspondam às parcelas da estimativa apuradas no curso do ano-calendário devem ser tratados como recolhimento indevido, iniciando a contagem do prazo da data do pagamento. Ano-calendário: 01/01/1999 a 31/12/1999, 01/01/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/12/2001, 01/01/2002 a 31/12/2002. CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS – 1ª SEÇÃO– 3ª CÂMARA – 1ª TURMA ORDINÁRIA – RELATOR CARLOS AUGUSTO DANIEL NETO – ACÓRDÃO 1301-003.746 – PA 18186.721746/2015-80 - SESSÃO DE 21 DE FEVEREIRO DE 2.019 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2009 RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido; extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos, contado da data da extinção do crédito tributário arts. 165 I e 168 I da Lei 5172 de 25 de outubro de 1966 (CTN). No caso do saldo negativo de IRPJ/CSLL (lucro real anual), o direito de compensar ou restituir iniciasse após a entrega da declaração de rendimentos (Lei 9.430/96 art. 6° / RIR/99 ART. 858 § 1° inciso II). Dada a clareza com que o tema foi abordado pelo Conselheiro Carlos Augusto Daniel Neto, quando do julgamento do caso acima referido (Acórdão 1301-003.746 – PA 18186.721746/2015-80 – Sessão de 21 de fevereiro de 2.019), pedimos venia para transcrever a fundamentação do julgado na íntegra: (...) Dessa forma, seja porque a PERDCOMP inicial 19218.56131.221210.1.03-5966 interrompeu o prazo prescricional, seja porque, em última análise, o prazo prescricional somente inicia após a entrega da DIPJ, o que in casu ocorreu em 23 de maio de 2.006, imperioso se faz reformar o acórdão nº 16-87.451 da 5ª Turma da DRJ/SPO. III – DO PEDIDO Por todo o exposto, requer seja conhecido e dado provimento ao presente recurso voluntário, para os fins de, ao reconhecer a tempestividade das DCOMPs, deferindo o direito creditório integral do saldo negativo de CSLL do exercício de 2.005, homologar todas as compensações formalizadas.” É o relatório. Voto Conselheira Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Relatora. O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, inclusive para os fins do inciso III, do art. 151 do Código Tributário Nacional. A matéria em questão limita-se à discussão acerca da não homologação dos PER/DCOMP(s) 00383.39264.150211.1.3.03-7369, 13791.24127.140411.1.3.03-9144 36992.32282.210311.1.3.03-8966, 30321.23507. 140311.1.3.03-8347, 00594.20143.150311.1.3.03- Fl. 159DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 1003-003.167 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.902851/2011-45 4030, 23334.32090.240111.1.3.03-4440 e 40792.67486.230211.1.3.03-9748, transmitidos após o vencimento do prazo de utilização do crédito. De acordo com a decisão de piso, a Recorrente não faria jus ao direito creditório pleiteado, correspondente ao saldo negativo de CSLL apurado no ano calendário de 2005, tendo em vista decurso de prazo para apresentação da Per/Dcomp. Isso porque o prazo para pleitear a devolução começou em 1º de janeiro de 2.006, afinal, com fulcro no disposto no inciso I do artigo 168 do CTN a data da extinção do crédito tributário ocorreu em 31/12/2005 e, portanto o direito de o sujeito passivo pleitear restituição se extinguiu em 31/12/2010. Por outro lado, a Recorrente alegou que exerceu tempestivamente seu direito de reaver o montante indevidamente pago no ano-calendário de 2.005, razão pela qual todas as compensações apresentadas com base na Per/Dcomp 19218.56131.221210.1.03-5966 (informação sempre indicada como referência no campo nº do Per/Dcomp inicial das demais Per/Dcomps apresentadas) devem ser homologadas, não podendo ser taxadas de apresentadas após decurso de prazo legal. Ou ainda, pelo argumento de que “se o crédito aproveitado refere- se ao saldo negativo de IRPJ apurado em 31 de dezembro de 2.005, cuja entrega da DIPJ ocorreu em 23 de maio de 2.006 (vide fls. 87 abaixo reproduzida), o quinquênio legal somente terminaria em 23 de maio de 2.011”. Contudo razão não assiste à Recorrente. Explique-se. O prazo em questão trata-se de prazo prescricional. Sobre a prescrição tem-se que se trata da perda do direito de ação em que o direito material torna-se inexigível. Em matéria tributária, é o prazo em que a Fazenda Pública tem para impulsionar a cobrança dos débitos tributários contra o sujeito passivo. De acordo com o art. 74 da Lei n.º 9.430, de 1996, o contribuinte pode utilizar na compensação de débitos próprios créditos passíveis de restituição ou ressarcimento Especificamente, quanto à prescrição do direito de pleitear a compensação, o Código Tributário Nacional determina: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; [...] Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; [...] Fl. 160DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 1003-003.167 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.902851/2011-45 Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Destarte, por força do inciso I do art. 168 do CTN, o direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário. Em consequência desse dispositivo legal, não se admite compensação com crédito apurado ou decorrente de pagamento efetuado há mais de 5 anos da data da entrega do Per/DComp. No presente caso, o direito creditório no montante de R$ 58.573,25 indicado no Per/DComp identificado sob nº 19218.56131.221210.1.3.03-5966 foi entregue em 22.12.2010 e houve o reconhecimento de parte do montante pleiteado (R$50.397,82) Porém, as demais Per/DComps identificados sob nºs 00383.39264.150211.1.3.03- 7369, 13791.24127.140411.1.3.03-9144 36992.32282.210311. 1.3.03-8966, 30321.23507.140311.1.3.03-8347, 00594.20143.150311.1.3.03-4030, 23334. 32090.240111.1.3.03- 4440 e 40792.67486.230211.1.3.03-9748 após o vencimento do prazo de utilização do crédito, conforme documento às e-fls. 8 e abaixo reproduzido: Neste contexto, tais declarações de compensação foram transmitidas extemporaneamente (após 31/12/2010,), vez que, como o crédito utilizado, repise-se, é o saldo negativo de IRPJ do ano-calendário 2005, desde 01/01/2011 não era mais passível de restituição ou ressarcimento, nos termos a legislação de regência, não havendo como prosperar a alegação da Recorrente de que o prazo para transmissão de tais declarações terminaria somente em 23 de maio de 2011. Portanto, está correta a decisão ao não homologar a compensação das declarações apresentadas após transcorridos cinco anos da constituição do crédito, uma vez que já estava esgotado o prazo para utilização do crédito de saldo negativo apurado na data de transmissão dos documentos. Desta forma, manifesta minha concordância com a decisão de primeira instância e adoto, em complemento as minhas as razões de decidir, aquelas expostas no acórdão de piso, conforme reprodução abaixo: Fl. 161DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 1003-003.167 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.902851/2011-45 A matéria em questão cinge-se à manifestação de inconformidade do contribuinte, em face da não homologação dos PER/DCOMP(s) 00383.39264.150211.1.3.03-7369, 13791.24127.140411.1.3.03-9144 36992.32282.210311.1.3.03-8966, 30321.23507. 140311.1.3.03-8347, 00594.20143.150311.1.3.03-4030, 23334.32090.240111.1.3.03- 4440 e 40792.67486.230211.1.3.03-9748, transmitidos após o vencimento do prazo de utilização do crédito. Inicialmente cumpre destacar que o direito de o sujeito passivo pleitear a restituição total ou parcial de tributo ou contribuição pago indevidamente ou a maior que o devido, em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido, extingue-se com o decurso do prazo de 5 anos, contados da data da extinção do crédito tributário, consoante os arts. 165, I, e 168, I, do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4 do artigo 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; [...] Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; (Grifou-se) Em se tratando de lançamento por homologação, contudo, a extinção do crédito, por previsão expressa do CTN, ocorre quando dos efetivos pagamentos (e não em outro momento), verbis: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º - O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. [...] Art. 156. Extinguem o crédito tributário: [...] VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus parágrafos 1 e 4; (Grifou-se) No caso em tela o crédito utilizado corresponde ao saldo negativo de CSLL apurado no ano calendário de 2005. Assim, para fins do disposto no inciso I do artigo 168 do CTN a data da extinção do crédito tributário ocorreu em 31/12/2005. Portanto o direito de o sujeito passivo pleitear restituição se extinguiu em 31/12/2010. Fl. 162DF CARF MF Original Fl. 9 do Acórdão n.º 1003-003.167 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.902851/2011-45 A Requerente alega que segundo o disposto no artigo 6º, § 1º, inciso II, da Lei nº 9.430/1996 o termo inicial da contagem do prazo para o exercício do direito ao saldo negativo apurado na DIPJ inicia-se com a entrega da declaração de rendimentos. Art. 6° O imposto devido, apurado na forma do art. 2°, deverá ser pago até o último dia útil do mês subsequente àquele a que se referir. § 1º O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro será: I - pago em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano subsequente, se positivo, observado o disposto no § 2º II- compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subsequente, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior. (destaque acrescido. No caso, vale lembrar que à época da publicação da Lei nº 9.430/1996 o IRPJ e CSLL era apurado e constituído através da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – DIRPJ. Assim, para fins do disposto do no inciso I do artigo 168 do CTN a data da extinção do crédito tributário era deslocada para a data da entrega da declaração de rendimentos. Com a substituição da DIRPJ pela Declaração de Informação da Pessoa Jurídica – DIPJ, a mesma perdeu a natureza constituidora do crédito tributário de forma que não mais existe vínculo entre a data de entrega da declaração e a constituição lançamento dos tributos informados na DIPJ. Como se vê, o disposto no inciso II da norma acima reproduzida perdeu a eficácia em face da extinção da declaração de rendimentos. A situação em tela implicou na publicação do Ato Declaratório SRF nº 3 de 07 de janeiro de 2000 que reconheceu a disponibilidade do saldo negativo de IRPJ e CSLL a partir do mês de janeiro do ano calendário subsequente ao de encerramento do período de apuração, in litteris: Fl. 163DF CARF MF Original Fl. 10 do Acórdão n.º 1003-003.167 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.902851/2011-45 Como se vê, não resta dúvida de que o termo inicial da contagem do prazo de utilização do saldo negativo apurado em DIPJ corresponde ao 1º dia do ano calendário subsequente ao de encerramento do período de apuração. Por fim cumpre consignar que as ementas relativas aos Acórdãos proferidos pelo CARF/DRJ citados no manifestação de inconformidade tratam de anos calendário anteriores à instituição da DIPJ. O mesmo se aplica ao Processo de Consulta nº 94/05 da SRRF/1º RF”. Ante o exposto, oriento meu voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário sob apreço. (documento assinado digitalmente) Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça Fl. 164DF CARF MF Original
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Numero do processo: 10983.901619/2006-74
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/06/1999 a 30/06/1999
EMBARGOS DECLARATÓRIOS. DESCABIMENTO.
Devem ser rejeitados embargos de declaração contra acórdão que, tendo enfrentado a matéria declarada como omitida, se destinem a modificar o julgado.
Numero da decisão: 3803-002.810
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os embargos da Contribuinte, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
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Interessado FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/06/1999 a 30/06/1999 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. DESCABIMENTO. Devem ser rejeitados embargos de declaração contra acórdão que, tendo enfrentado a matéria declarada como omitida, se destinem a modificar o julgado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os embargos da Contribuinte, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Trata o presente de embargos de declaração opostos ao Acórdão de nº 3803 000.090, de 11 de agosto de 2009, proferido por esta 3ª Turma Especial da Terceira Seção, fls. Fl. 179DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17160.4XZH. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 87 a 89, que negou provimento ao recurso voluntário, com fulcro no art. 65 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF, nos termos da petição anexa. Ciente do acórdão em 15 de abril de 2010, a interessada apresentou estes embargos em 20 de abril de 2010. Na espécie, a matéria envolve o reconhecimento do direito à exclusão da base de cálculo dos valores de outras receitas, em razão da declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 2º, III, da Lei nº 9.718/98. Os embargos declaratórios inquinam de omisso o acórdão embargado, por não se ter manifestado acerca da aplicação de diversos dispositivos da Constituição Federal e outros legais, quais sejam: a) do art. 150 inciso III, alínea "b" e inciso I; art. 170, inciso IV; art. 195, inciso I e § 6° e art. 246 da Constituição Federal, de 1988; b) do art. 97, inciso IV e § 1° e art. 170 do CTN; c) da aplicação do artigo 47, inciso IV, alínea "b" da Medida Provisória 1991 18 de 10 de junho de 2000; artigo 2° da Lei Complementar 70/91 e artigos 2° e 3°, § 2° e inciso III da Lei 9.718/98. d) da aplicação do artigo 39, § 4° da Lei 9.250/95; da Lei 9.715/98; das Leis 10.437/02 e Lei 10.833/03. É o relatório. Voto Conselheiro relator Belchior Melo de Sousa Os embargos atendem os pressupostos de admissibilidade, porquanto empunha o argumento de omissão da decisão embargada, portanto deles conheço. Destaco, inicialmente, dos dispositivos aqueles acerca dos quais a Interessada não discorreu no recurso voluntário:arts. 170, IV, 195, I, e 246, da CF/88, e 170 do CTN. Em seus embargos a Embargante não argumenta nem esclarece sobre a pertinência que o art. 1501, incisos I e III, “b” teriam diretamente com a matéria abordada no acórdão, pretendendo que esses arrazoados fossem colhidos no recurso voluntário. Do recurso extraise sua exposição acerca do art. 150, I, mencionando que “o art. 3º § 2º, III, da Lei nº 9.718/98 delimitou a base de cálculo para o PIS e a COFINS, não podendo, de forma alguma, quaisquer regulamentações que se lhe seguissem, alterar esta base 1 Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; [...] III cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; Fl. 180DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17160.4XZH. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10983.901619/200674 Acórdão n.º 3803002.810 S3TE03 Fl. 87 3 de cálculo legalmente estabelecida.”, e o descumprimento da anterioridade nonagesimal, prevista no art. 150, III, “b”, comando reinserido no art. 195, § 6º, da CF/88. Corrijase a afirmação da Embargante quanto a ser todo o art. 3º, § 1º e § 2º, incisos I, II e III, que delimitam a base de cálculo, não apenas o dispositivo alvo da presente disputa, conforme citou. O art. 150, I, está regulamentado pelo art. 97, do CTN, recepcionado que foi pela Carta Magna. E o seu inciso IV trata especificamente da base de cálculo dos tributos. O art. 47, inciso IV, alínea "b" da Medida Provisória 199118, de 10 de junho de 2000, revogou a disposição do art. 3º, § 2º, III, da Lei nº 9.718/98. A decisão em processo, seja judicial ou administrativo, não precisa abordar todos os pontos da defesa para que seja reputada completa, bastando, neste caso, que não descumpra a exigência legal de motivála com indicação dos fundamentos jurídicos em que se baseou, em cumprimento do art. 50 da Lei nº 9.784/992 O acórdão embargado mencionou expressamente o texto legal que fixou o direito subjetivo de exclusão da base de cálculo das contribuições dos ingressos que computados como receita fossem transferidos para terceiros. E destacou a força legal da restrição que o mesmo dispositivo consignou na parte final do comando, asseverando, por esse fato, que a norma não era autoaplicável e as razões de não sêlo. Evocou, como lastro do entendimento a decisão do Superior Tribunal de Justiça no REsp 445.452, Rel. Min. José Delgado, DJ de 10/03/2003, por sua vez fulcrado em diversos precedentes daquela Corte. A decisão colacionada aborda a não violação do art. 97, IV, do CTN, portanto, enquanto norma regulamentadora do art. 150, I, este, implicitamente, esteve considerado no fundamento, bem como a legitimidade de o Poder Executivo, por meio da MP 199118, art. 47, IV, “b”, revogar a disposição do art. 3º, 2º, III, da Lei nº 9.718/98. Ao final, o acórdão, abraçando as mesmas razões de decidir afirma ser a exposição do acórdão naquele recurso especial o melhor entendimento a ser dado à norma do art. 3º, 2º, III, da Lei nº 9.718/98, que existente, vigente e válida, não pode produzir os efeitos para os quais estava modelada, pela eficácia que haveria de lhe dar a sua regulamentação pelo Poder Executivo, sem que isso representasse estar esse Poder a legislar sobre base de cálculo. Logo, os fundamentos legais a motivar a decisão foram adequadamente enfrentados pelo acórdão embargado, não se configurando nele a omissão inquinada. Pelo exposto, voto por rejeitar os embargos da Contribuinte. Sala das sessões, 25 de abril de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa 2 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: I neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; II imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; Fl. 181DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17160.4XZH. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10983.901619/200674 Interessada: VIDRES DO BRASIL LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803002.810, de 25 de abril de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 25 de abril de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 182DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17160.4XZH. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 29/04/2012 23:08:22. Documento autenticado digitalmente por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 29/04/2012. Documento assinado digitalmente por: ALEXANDRE KERN em 02/05/2012 e BELCHIOR MELO DE SOUSA em 29/04/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 09/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP09.0420.17160.4XZH Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 1B119582F291CE69B992B2E6611BF1BEC07480C1 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10983.901619/2006-74. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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