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Numero do processo: 11020.721531/2008-83
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.127
Decisão: Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Cristiane Silva Costa, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni e Ana de Barros Fernandes. Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto contra o acórdão n º 1236.619, de 11/04/2011, da 8a. Turma da DRJ no Rio de Janeiro/RJI (fls. 173/178) que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra o Despacho Decisório n º 28/2009, da DRF em Caxias do Sul/RS (fls. 118/122), que não homologou as compensações declaradas nos PERDCOMP constantes dos autos. Fl. 225DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.721531/200883 Resolução n.º 1801000.127 S1TE01 Fl. 226 2 HISTÓRICO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ no Rio de Janeiro/RJI. Trata o presente processo de Declarações de Compensação – DCOMPs abaixo relacionadas, cujo crédito pleiteado referese a saldo negativo de IRPJ do 4o. trimestre de 2004, no valor de R$ 323.633,79 PER/DCOMP 19412.14216.160305.1.3.020798 23491.70225.230305.1.3.021227 22805.75971.300305.1.7.026713 35687.90402.060405.1.3.020075 29045.21152.130405.1.3.028088 34623.18820.200405.1.3.022431 06509.49573.270405.1.7.022745 29529.80786.040505.1.3.020138 03582.77273.110505.1.3.028577 06887.03324.180505.1.3.020706 21606.45636.250505.1.3.027899 41130.69675.010605.1.3.020543 12001.94104.080605.1.3.026000 33735.07707.150605.1.3.022740 36962.77072.220605.1.3.025248 07406.47706.290605.1.3.023539 05843.08089.060705.1.3.020240 24543.06518.030407.1.7.022683 22740.56488.030407.1.7.026014 01974.95687.030407.1.7.027404 Em análise da DIPJ verificouse que o saldo negativo era composto de imposto de renda retido na fonte, contudo, as receitas que lhe deram origem não foram oferecidas à tributação. A interessada foi intimada (fls. 95/96) a demonstrar e comprovar a tributação das receitas, por meio de demonstrativo embasado com escrita contábil. Em resposta (97/98) a contribuinte informou que:"estava em fase préoperacional, com isso suas receitas não transitavam pelo resultado'" e não apresentou a escrita contábil. Fl. 226DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.721531/200883 Resolução n.º 1801000.127 S1TE01 Fl. 227 3 A DRF Caxias do Sul (RS) proferiu o despacho decisório n° 28/2009 (118/122) não homologando as compensações alegando que: "As receitas e despesas financeiras compõem o resultado do período em que incorridas, enquanto as despesas préoperacionais são ativadas para posterior amortização, nos termos do art. 179, V, da Lei 6.404/76, vigente a época dos fatos, combinado com o art. 325, II, "a ", do RIR/99. Assim, podemos dizer que as receitas e despesas financeiras deveriam ser levadas ao resultado do exercício de forma que sejam tributadas, conforme ocorre com as pessoas jurídicas em geral, já os gastos pré operacionais são lançados no ativo diferido para posterior amortização." Diante do exposto, recalculou o imposto de renda devido considerando as receitas financeiras e apurou imposto a pagar e não saldo negativo. A interessada foi cientificada em 11/03/2009 (fl. 140) e apresentou manifestação de inconformidade (fls. 143/144) em 17/03/2009, alegando que: •os pressupostos quanto ao registro das despesas e receitas financeiras estabelecidos pela IN 54/1988 permanecem válidos. "A ativação das despesas parte da presunção de que no período pré operacional não há receita. Essa presunção, contudo, não é absoluta, e havendo receita, ela deve ser utilizada para diminuir a despesa correspondente. Em se tratando de empresa em fase préoperacional, esse confronto será feito no ativo, e na eventualidade de se apurar um saldo credor (receitas maiores que despesas), haveria apuração do imposto." "a DIPJ enviada apresenta as despesas e receitas financeiras e as despesas préoperacionais registradas corretamente no ativo e o IRPJ decorrente da retenção na fonte sobre aplicações financeiras, por vir a ser objeto de utilização para compensar débitos futuros, foram registrados na ficha correspondente" o procedimento adotado pela Companhia está embasado na Solução de Consulta n° 289/2007 da DISIT/SRRF 09 e na solução de consulta n° 73. A Turma Julgadora de 1a. instância consignou que a interessada estaria correta quanto à possibilidade de diminuição do saldo líquido das receitas e despesas financeiras do total das despesas préoperacionais registradas, mas não teria comprovado, nem por ocasião da intimação, nem no momento da impugnação, o registro das despesas préoperacionais que alega possuir, o que impossibilitaria a análise da diferença entre o valor das despesas pré operacionais e o saldo das receitas e despesas financeiras, informações que não poderiam ser extraídas da DIPJ. Como conseqüência o pleito foi indeferido, o direito creditório não reconhecido e as compensações pleiteadas, não homologadas. Notificada da decisão, em 17/06/2011, como demonstra a cópia do AR à fl. 185, postou, a interessada, em 08/07/2011, como demonstra o incluso envelope, recurso voluntário. Aduz que, conforme permitido pela notificação, estaria a apresentar a escrita contábil comprobatória da contabilização das receitas e despesas financeiras, através de seu livro razão dos períodos 2004 e 2005, quando se encontrava em fase préoperacional. Nesse sentido, em relação a 2004, o balanço publicado demonstraria receitas financeiras no valor de R$ 10.288.477,38 e despesas financeiras no valor de R$ 89.780.504,94, Fl. 227DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.721531/200883 Resolução n.º 1801000.127 S1TE01 Fl. 228 4 conforme páginas 35 e 36 do respectivo Livro Razão. Na ficha 45A da DIPJ – linha 45 – Despesas Préoperacionais ou Préindustriais – teria sido preenchido o valor de R$ 214.400.503,40, e, nesse total, estariam incluídos os valores de despesas e receitas financeiras mencionados. Tratandose de concessionária de geração de energia elétrica, os gastos pré operacionais devem ser classificados no grupo de contas do Ativo Imobilizado em Curso, conforme manual de contabilidade que deve ser obrigatoriamente seguido pelas empresas desse setor e, independentemente da classificação contábil, estaria comprovado que a despesa financeira foi maior que a receita financeira, não apresentando resultado passível de gerar base para a tributação. Aduz que, apesar de ainda não ter seu empreendimento em operação, a empresa poderia auferir receitas – como no caso de aplicações financeiras dos recursos levantados para a construção, mas ainda não gastos no empreendimento – de modo que tais receitas devem ser confrontadas com as despesas a elas relativas no período, o que estaria comprovado pela documentação apresentada. Salienta que no ano de 2005 a empresa entrou em operação no mês de novembro e, de janeiro a outubro, teriam sido registradas no Ativo Imobilizado em Curso as receitas financeiras no valor de R$ 19.370.558,12 e despesas financeiras no valor de R$ 146.935.198,57, conforme demonstrado no Livro Razão, páginas 41 e 42. Na DIPJ – Ficha 45, linha 45A Despesas Préoperacionais ou Préindustriais – foi preenchido o valor de R$ 127.564.640,45, resultado negativo financeiro, que não constituiria base para a tributação. Pelo exposto e documentação apresentada, entende comprovar que suas despesas financeiras foram maiores que suas receitas financeiras e, dessa forma, seria indevida a cobrança de impostos, pois não teria apresentado lucro no período préoperacional. Ao final pugna pelo acolhimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. No mérito a autoridade julgadora de 1a. instância consignou que a recorrente estaria correta quanto à possibilidade de diminuição do saldo líquido das receitas e despesas financeiras do total das despesas préoperacionais registradas. O indeferimento do pleito foi conseqüência da impossibilidade de análise da diferença entre o valor das despesas pré operacionais e o saldo das receitas e despesas financeiras pela falta de apresentação, pela Fl. 228DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.721531/200883 Resolução n.º 1801000.127 S1TE01 Fl. 229 5 defesa, da escrituração contábil e fiscal com o registro das despesas préoperacionais que alega possuir. A recorrente, ao seu turno, apresenta, junto das razões recursais, elementos da escrita contábil e fiscal que, no seu entender, permitiriam a identificação dos valores das receitas e despesas financeiras e das despesas préoperacionais. Proponho, assim, que os presentes autos sejam remetidos ao órgão de origem para que, em diligência fiscal, sejam analisados os elementos de prova apresentados pela defesa, a fim de que fique demonstrado: 1) Em relação ao anocalendário 2004 1.1) o registro de receitas financeiras no valor de R$ 10.288.477,38 e de despesas financeiras no valor de R$ 89.780.504,94, e a inclusão desses valores no total informado na ficha 45A da DIPJ – linha 45 – Despesas Préoperacionais ou Préindustriais – de R$ 214.400.503,40. 1.2) a correção do registro dos gastos préoperacionais em conta do Ativo Imobilizado em Curso, conforme manual de contabilidade das empresas do setor de geração de energia elétrica; 1.3) que a despesa financeira foi maior que a receita financeira, não apresentando resultado passível de gerar base para a tributação. 1.4) se foram auferidas receitas de aplicações financeiras de recursos adquiridos no período em que o empreendimento ainda não estava em operação, e não empregados no empreendimento por conta dessa inoperância, devendo ser intimada a empresa a esclarecer quanto ao critério de sua contabilização. 1.5) o resultado líquido do confronto das receitas mencionadas no item acima com as despesas a elas relativas. 2) Em relação ao anocalendário 2005: 2.1) o registro, no Ativo Imobilizado em Curso, das receitas financeiras no valor de R$ 19.370.558,12 e despesas financeiras no valor de R$ 146.935.198,57, e sua correlação com o valor consignado na DIPJ – Ficha 45, linha 45A Despesas Préoperacionais ou Pré industriais – como resultado negativo financeiro de R$ 127.564.640,45, O agente encarregado da diligência deverá ter em conta que o trabalho fiscal deve ter por objetivo a comprovação das alegações de defesa de forma a restar demonstrada a existência, composição e suficiência do direito creditório invocado pela recorrente, relativo a saldo negativo de IRPJ do 4o. trimestre de 2004, no valor de R$ 323.633,79. Ao final deverá ser elaborado relatório circunstanciado e conclusivo dos trabalhos a fim de que seja confirmada, ou não, a procedência do direito creditório reivindicado, do qual deverá ser dada ciência à contribuinte para, em 30 dias, apresentar suas Fl. 229DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.721531/200883 Resolução n.º 1801000.127 S1TE01 Fl. 230 6 considerações sobre o referido relatório, se assim desejar. Após, deverão os autos retornar a esta Conselheira para prosseguimento da análise do litígio. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 230DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 16/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10640.002493/2007-15
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/12/2004 a 30/06/2006
PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PREVIDENCIÁRIAS. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE MAIS BENIGNA. MULTA MAIS BENÉFICA.
A Empresa é obrigada a recolher as contribuições sociais sobre a
remuneração dos segurados empregados e dos contribuintes individuais (art. 30, I, b, da lei 8212/1991).
O artigo 106, “c” , do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna
Autuação lavrada por ofensa à legislação vigente capitulada no artigo 35 da Lei 8.212, há que se submeter ao preceituado sob o novo comando expresso na redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-000.615
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos em dar
provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa mora
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2004 a 30/06/2006 PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PREVIDENCIÁRIAS. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE MAIS BENIGNA. MULTA MAIS BENÉFICA. A Empresa é obrigada a recolher as contribuições sociais sobre a remuneração dos segurados empregados e dos contribuintes individuais (art. 30, I, b, da lei 8212/1991). O artigo 106, “c” , do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna Autuação lavrada por ofensa à legislação vigente capitulada no artigo 35 da Lei 8.212, há que se submeter ao preceituado sob o novo comando expresso na redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa mora Ivacir Júlio De Souza – PresidenteSubstituto e Relator Fl. 198DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza.Ausente o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Fl. 199DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 10640.002493/200715 Acórdão n.º 240300.615 S2C4T3 Fl. 199 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD n°37.027.6299, que referese às contribuições sociais previdenciárias destinadas à Seguridade Social, à cargo da empresa, incidentes sobre o total da remuneração dos segurados empregados correspondentes às contribuições da empresa, às destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, às relativas à Terceiros (SESI, SENAI, SEBRAE, INCRA e SALÁRIO EDUCAÇÃO); e, às incidentes sobre o total da remuneração dos segurados contribuintes individuais (empregadores e autônomos). conforme consta dos Discriminativos Analítico, Sintético e do Relatório Fiscal do Débito, que integram os autos da qual o contribuinte tomou conhecimento em 01.11.2006 conforme Aviso de Recebimento – AR de fls 43. As contribuições lançadas se referem ao período 01/12/2004 a 30/06/2006 e tiveram por base a folha de pagamento da remuneração dos segurados empregados e dos contribuintes individuais a seu serviço (fls. 26/28). DA IMPUGNAÇÃO Em sede de impugnação, a notificada contestou o lançamento alegou que: encontrase presente o vicio da motivação fundado na inexistência da materialidade dos seus elementos constitutivos, pois a notificada recolheu todas as contribuições lançadas e, portanto, é inadmissível a presunção. NO MÉRITO empresa notificada não pode responder por atos que não praticou; é indevido o valor cobrado na notificação fiscal previdenciária em decorrência de a impugnante estar em dia com as suas obrigações providenciarias; há exorbitância na aplicação do percentual da multa moratória o que fere a Lei Maior; a impugnante goza de todos os requisitos previstos para a relevação da multa; os juros de mora cobrados foram aplicados em índices ilegais, fora do preceito da súmula 121 do Supremo Tribunal Federal; há enorme discrepância no lançamento fiscal pela aplicação da taxa selic, quando deveria ser aplicado os juros de mora legais de 12% ao ano. Cola julgados do Superior Tribunal de Justiça; a notificação fiscal não descreve de forma pormenorizada a origem da operação ou o fato gerador das contribuições lançadas e dificulta a ampla defesa, tornandose morta no nascedouro pela inexistência de débito; Fl. 200DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA 4 Protesta pela produção de provas; Finalmente, pede a improcedência do lançamento fiscal. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, a Secretaria da Receita Previdenciária, Delegacia em Juiz de Fora, Seção do Contencioso Administrativo, em 30 de janeiro de 2007, fls 62, emitiu a DECISÃO/NOTIFICAÇÃO – DN n° 11.425.41002012007, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.174 onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. É o Relatório. Fl. 201DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 10640.002493/200715 Acórdão n.º 240300.615 S2C4T3 Fl. 200 5 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.196/197, o recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA OBSERVAÇÃO DO DECRETO 70.235/72 De plano cumpre retificar o equívoco cometido pelo Chefia da Seção de Controle e Acompanhamento Tributário SACAT da Delegacia da Receita Federal em Juiz de Fora Minas Gerais – (MG), ao consignar na intimação de fls.194, que aos processos fiscais envolvendo contribuições anteriormente arrecadados pela SRP não se aplicaria, até 31/03/2008, o Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972 : “ Outrossim, conforme o disposto no art. 25 e no § 1° do art. 16 da Lei n° 11.457, de 2007, os processos fiscais envolvendo contribuições anteriormente arrecadados pela SRP continuam a ser regulados pela legislação anterior, não se aplicando, até 31/03/2008, o Decreto n°70.235, de 6 de março de 1972.” DA APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO DECRETO 70.235/72 Na edição do Decreto 3.048, de 06 de maio de 1999, o artigo 304 dispunha que as normas do procedimento e do contencioso administrativo contencioso observariam, no que coubesse, o disposto no Decreto n 70.235/72. Tal redação só veio a ser, tardiamente, alterada pelo Decreto 6.722, de 2008, quando já vigia a Lei 11.457/2007: “Art. 304. Compete ao Ministro da Previdência e Assistência Previdência Social, bem como estabelecer as normas de Social aprovar o Regimento Interno do Conselho de Recursos da procedimento do contencioso administrativo, aplicandose, no que couber, o disposto no Decreto 70.235, de 06 de março de 1972, e suas alterações. ( revogado) Art. 304. Compete ao Ministro de Estado da Previdência Social aprovar o Regimento Interno do CRPS. ( Redação dada pelo Decreto n° 6.722, de 2008). ( grifei) ” Com a edição da Lei 11.457, na forma do artigo 25, se procedeu alteração onde a norma específica de regência do processo administrativo fiscal passou a ser a o Decreto 70.235/72 que antes era observado, subsidiariamente, no que coubesse, conforme artigo 304 do Decreto 3.048/99: Fl. 202DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA 6 “ LEI 11.457/2007 (...) DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Art. 25. Passam a ser regidos pelo Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972: I a partir da data fixada no § 1o do art. 16 desta Lei, os procedimentos fiscais e os processos administrativofiscais de determinação e exigência de créditos tributários referentes às contribuições de que tratam os arts. 2o e 3o desta Lei; II a partir da data fixada no caput do art. 16 desta Lei, os processos administrativos de consulta relativos às contribuições sociais mencionadas no art. 2o desta Lei. ” Desse modo, mediante o artigo 25 da lei 11.457/2007, a legislação só veio tornar específico aquilo que já se praticava, subsidiariamente, na forma do artigo 304 do decreto 3.048/99, no que coubesse. Entendo pois, que o legislador não quis definir um marco no sentido estrito para só se observar o preceituado no Decreto 70.235/72 após a edição da lei 11.457. DO MÉRITO Da multa Quanto ao valor da multa moratória, conforme fls 22, o seu cálculo teve por base os parâmetros estabelecidos pelo art. 35, I, II,III da Lei 8.212/91. Entretanto o artigo supra foi alterado pela Lei 11.941/2009, estabelecendo que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. “Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (Redação dada pela Lei 11.491, 2009)”(grifos do relator) Lei 9.430/96: “ Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir Fl. 203DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 10640.002493/200715 Acórdão n.º 240300.615 S2C4T3 Fl. 201 7 de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998)” Tanto na instância a quo quanto em grau de recurso a recorrente não apresenta provas de suas alegações assim, o recurso não exibe motivos fáticos para se apreciar o mérito não pois obter integral provimento. Da Multa Mais Benéfica O artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Assim, Impõese, portanto, o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 para determinação e prevalência da multa mais benéfica. “ Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” Das Provas Fl. 204DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA 8 No Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal – TEAF de fls. 31, o Auditor Fiscal informa quais documentos serviram de elementos probantes da Notificação em apreço. Dos referidos documentos surgiram as bases de cálculos utilizadas nos registros de folhas 14/20 contraargumentados pela recorrente em grau de impugnação e no presente recurso em tela. Tanto na instância a quo quanto em grau de recurso a recorrente não apresenta provas de suas alegações assim, o recurso não exibe motivos fáticos para se apreciar o mérito não podendo pois obter integral provimento. DOS JUROS E DA TAXA SELIC A questão encontrase pacificada com a edição da súmula n° 4 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF : “Súmula CARFnº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Portanto, implica improcedente a alegação da Recorrente. CONCLUSÃO Desse modo, por tudo que foi exposto, voto por conhecer do recurso, e , no mérito, DAR PROVIMENTO PARCIAL determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. Ivacir Júlio de Souza Fl. 205DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA
score : 1.0
Numero do processo: 15504.017425/2008-10
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/2005 a 31/12/2006
Ementa:
NÃO CONHECIMENTO
Recurso que não ataca o lançamento nem os fundamentos da decisão de
primeira instância, não será conhecido.
Numero da decisão: 2403-000.994
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em não
conhecer do recurso. Vencido o Conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2005 a 31/12/2006 Ementa: NÃO CONHECIMENTO Recurso que não ataca o lançamento nem os fundamentos da decisão de primeira instância, não será conhecido.
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Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente BELFAR LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2005 a 31/12/2006 Ementa: NÃO CONHECIMENTO Recurso que não ataca o lançamento nem os fundamentos da decisão de primeira instância, não será conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em não conhecer do recurso. Vencido o Conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Participaram do presente julgamento, os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio De Souza, Jhonatas Ribeiro Da Silva, Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte, acórdão 0225.044 6ª Turma, que julgou improcedente a impugnação. O lançamento referese às contribuições destinadas a Outras Entidades e Fundos (Terceiros). que correspondem à contribuição a cargo da empresa, (de acordo com o FPAS 507.0), não declaradas em Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social — GFIP. O lançamento tem por base remunerações pagas aos segurados empregados identificadas através das folhas de pagamento, termos de rescisões de contratos de trabalho e recibos de férias e assistência médico/odontológica fornecida pela empresa a alguns de seus funcionários. 6 — Constituem fatos geradores das contribuições apuradas neste Auto de Infração: 6.1 O pagamento ou crédito das remunerações aos segurados empregados através das folhas de pagamento, termos de rescisões de contratos de trabalho, recibos de férias, conforme informações constantes nos anexos n.° 01 e 02, que integram o presente relatório e encontramse expressos nos seguintes documentos apresentados pela empresa à fiscalização, analisados no transcorrer da auditoria fiscal: folhas de pagamento devidas ou creditadas a todos segurados empregados, termos de rescisões de contrato de trabalho, Guias de Recolhimento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social — GF1P, comprovantes de recolhimento, livros Diário e Razão. 6.2 A assistência médico/odontológica fornecida pela empresa a seus funcionários é um benefício normalmente previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho, entretanto, para que esse benefício não integre o saláriodecontribuição, a cobertura tem que abranger a todos os empregados e dirigentes da empresa. O lançamento é constituído dos seguintes levantamentos: • AM3 — ASSISTÊNCIA MÉDICA EMPREGADOS; • FP3 — FOLI1A DE PAGAMENTO SALÁRIOS. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.017425/200810 Acórdão n.º 2403000.994 S2C4T3 Fl. 101 3 Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • o representante comercial não é empregado; • o artigo 1° da Lei n° 4.886/65 conceitua o representante comercial como pessoa que exerce exclusivamente a mediação para realização de negócios mercantis; • os representantes são autônomos, sem qualquer subordinação com a recorrente. É o Relatório. Fl. 104DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso aborda exclusivamente a questão das comissões pagas a contribuintes individuais. Os levantamentos presentes neste lançamento referemse exclusivamente a assistência médica e folha de pagamento, não abrangendo a questão das comissões pagas a não empregados. CONCLUSÃO Pelo fato de o recurso não atacar o lançamento nem os fundamentos da decisão de primeira instância, não conheço do recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 105DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10845.002899/86-24
Data da sessão: Mon Jul 03 00:00:00 UTC 1989
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: FALTA DE MERCADORIA - Apurada regularmente a falta de mercadoria importada (granel sólido) e caracterizada a responsabilidade do transportador, responde o mesmo, deduzida a tolerância por perda natural, pelo valor do II correspondente.
A mercadoria importada constante de Manifesto de Carga tem sua falta considerada verificada e como ocorrido o respectivo fato gerador na data do lançamento do crédito tributário, devendo-se adotar no seu cálculo a taxa de câmbio vi¬gente nessa mesma data.
Numero da decisão: CSRF/03-01.593
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencido o Cons. Paulo César de Ávila e Silva, que dava provimento parcial pa¬ra adotar a taxa cambial vigente na data da importação.
Nome do relator: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR
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ementa_s : FALTA DE MERCADORIA - Apurada regularmente a falta de mercadoria importada (granel sólido) e caracterizada a responsabilidade do transportador, responde o mesmo, deduzida a tolerância por perda natural, pelo valor do II correspondente. A mercadoria importada constante de Manifesto de Carga tem sua falta considerada verificada e como ocorrido o respectivo fato gerador na data do lançamento do crédito tributário, devendo-se adotar no seu cálculo a taxa de câmbio vi¬gente nessa mesma data.
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencido o Cons. Paulo César de Ávila e Silva, que dava provimento parcial pa¬ra adotar a taxa cambial vigente na data da importação.
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Numero do processo: 16045.000188/2010-90
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR-SE ACERCA DO MÉRITO.
Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.944
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR-SE ACERCA DO MÉRITO. Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo. Recurso Voluntário Negado.
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NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR SE ACERCA DO MÉRITO. Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente o conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato (substituído pelo conselheiro Igor Araujo Souza). Fl. 24DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Fl. 25DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000188/201090 Acórdão n.º 2403000.944 S2C4T3 Fl. 22 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas/SP que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração n° 37.260.4633, no valor original de R$ 1.984,44 (hum mil, novecentos e oitenta e quatro reais e quarenta e quatro centavos). Conforme relatório fiscal às fls. 13 a 16, a cobrança referese às contribuições destinadas à Seguridade Social relativa à parte dos segurados que não foram recolhidas em época própria. Ainda segundo a fiscalização, foi identificado como fato gerador as remunerações pagas ao segurado Edson Ferreira da Silva, durante 01/2005 a 03/2005, por serviços prestados como gerente financeiro da empresa, que o considerou como contribuinte individual, tendo sido enquadrado como segurado empregado pela fiscalização. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 10/05/2010 e apresentou impugnação intempestiva alegando: que os serviços prestados não poderão ser tributados como pretende a fiscalização, pois foram executados por profissionais autônomos com regulamentação própria. Por fim, requereu a nulidade do auto de infração ou, se entendido como insubsistente, que a exigência do tributo exigido fosse tornada sem efeito. Postulou ainda a realização de diligências, inclusive a de perícias, depoimento pessoal de todos os funcionários e prestadores de serviços, dentre outros meios de prova. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 7ª Turma da DRJ de Campinas/SP proferiu acórdão (n° 0532.810) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DE SEGURADOS EMPREGADOS, CUJA RESPONSABILIDADE PELA ARRECADAÇÃO CABE AO EMPREGADOR. REVELIA. ARGUIÇÃO DE TEMPESTIVIDADE Em observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, a assertiva peremptória do cumprimento do prazo legal para apresentação de Impugnação foi recebida como arguição de sua tempestividade, mas se encontra desacompanhada das razões de fato e direito. Considerando o desencadeamento cronológico dos fatos e aplicandose as regras de contagem do prazo do Decreto 70.235/1972, o prazo para apresentação da Impugnação foi excedido. Ocorrência da revelia. Fl. 26DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Impugnação Não Conhecida Crédito Tributário Mantido Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário, ratificando todos os argumentos expendidos na impugnação e acrescentou que tanto os autônomos como as pessoas jurídicas prestadoras de serviços possuem o seu regime próprio de contribuição para a previdência social, inexistindo esse tratamento pela fiscalização. Colacionou também decisões acerca do vínculo empregatício e seus requisitos. Por fim, requereu o conhecimento e provimento do recurso voluntário para reformar a decisão de 1 instância, julgando improcedente o lançamento realizado pela fiscalização, bem como a necessidade de ser realizada diligência administrativa para serem verificados outros documentos não analisados inicialmente sob pena de cerceamento de defesa. Requereu ainda a sua intimação para sustentar seus argumentos oralmente quando do julgamento do presente recurso. É o relatório. Fl. 27DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000188/201090 Acórdão n.º 2403000.944 S2C4T3 Fl. 23 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. I – DA IMPOSSIBILIDADE DO MÉRITO SER ANALISADO PELO CARF: Segundo os autos, a recorrente foi notificada da autuação em 10/05/2010 (segundafeira) mediante Aviso de Recebimento, ficando estipulado o prazo para entrega da defesa em 09/06/2010 (quartafeira). Entretanto, a impugnação foi apresentada em 10/06/2010 (quintafeira), o que impossibilitou seu conhecimento em 1 instância pela DRJ de Campinas/SP. Por tal motivo, foi apresentado o presente recurso voluntário, que não suscitou, em sede de preliminar, a tempestividade da peça recursal. Sendo assim, considerando que uma das competências do CARF é apreciar recurso voluntário contra decisão de 1 instância e, considerando que o decisum a quo foi no sentido de não conhecer da impugnação intempestiva do contribuinte, entendo que a este Conselho cabe tão somente manter ou reformar essa decisão, exclusivamente, na parte relativa à perempção da defesa apresentada. Desse modo, analisando cronologicamente os atos processuais, verificase que a defesa foi apresentada fora do prazo, não instaurando, segundo previsão legal do Decreto n 7.574/2011, a fase litigiosa do procedimento fiscal, in verbis: Art.56 – (...) (...) §2oEventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Além disso, por mais que a defesa fosse considerada apta a formar o litígio tributário, ainda assim não seria possível ser feita em 2 instância a apreciação e o julgamento do meritum causae, haja vista que o mérito não foi sequer analisado pela turma julgadora de 1 instância que rejeitou o conhecimento da impugnação pela intempestividade. Assim, entendo que o recurso possua os pressupostos processuais (interesse de recorrer, legitimidade da parte e tempestividade) para ser analisado pelo CARF, mas seu provimento ou não fica vinculado à decisão de 1 instância, que, por sua vez, não adentrou ao mérito e impossibilitou essa análise pelo colegiado de 2 instância. Fl. 28DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO, mantendo a decisão proferida em 1 instância. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 29DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 14337.000263/2009-78
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2005 a 31/07/2007
Ementa: IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA PRECLUSÃO PROCESSUAL
Considera-se intimado o contribuinte com a comprovação da entrega da intimação no seu domicílio tributário. A declaração de intempestividade da impugnação pelo Acórdão de primeira instância, além de impedir a instauração da fase litigiosa do procedimento, restringe o mérito a ser examinado no âmbito do recurso voluntário, que fica limitado à questão da intempestividade
Numero da decisão: 2403-000.965
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2005 a 31/07/2007 Ementa: IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA PRECLUSÃO PROCESSUAL Considera-se intimado o contribuinte com a comprovação da entrega da intimação no seu domicílio tributário. A declaração de intempestividade da impugnação pelo Acórdão de primeira instância, além de impedir a instauração da fase litigiosa do procedimento, restringe o mérito a ser examinado no âmbito do recurso voluntário, que fica limitado à questão da intempestividade
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Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS OBRA Recorrente CONSTRUTORA VILLAGE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2005 a 31/07/2007 Ementa: IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA PRECLUSÃO PROCESSUAL Considerase intimado o contribuinte com a comprovação da entrega da intimação no seu domicílio tributário. A declaração de intempestividade da impugnação pelo Acórdão de primeira instância, além de impedir a instauração da fase litigiosa do procedimento, restringe o mérito a ser examinado no âmbito do recurso voluntário, que fica limitado à questão da intempestividade Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Participaram do presente julgamento, os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio De Souza, Jhonatas Ribeiro Da Silva, Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 1715DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém, acórdão 0116.129, que decidiu por não conhecer da impugnação por intempestividade. No relatório do acórdão recorrido o lançamento foi assim apresentado: Tratase de Auto de Infração de Obrigação Principal (AIOP) n° 37.207.2585, relativo às contribuições devidas à Seguridade Social pela empresa em epígrafe, correspondentes à parte dos segurados, incidentes sobre a remuneração paga a seus empregados em obra de construção civil, matriculada no Cadastro Específico do INSS CEI 43.510.07202/75. Consoante o Relatório Fiscal, de fls. 20/24, os fatos geradores das contribuições lançadas nesta notificação são as remunerações aferidas indiretamente referentes à obra de matrícula CEI 43.510.07202/75, conforme cálculo efetuado utilizandose a tabela do CUB — Custo Unitário Básico. (Os valores recolhidos foram abatidos do total devido, sendo atualizados até o mês do cálculo das contribuições 07/2009). Informa ainda o Relatório que a empresa preencheu a Declaração e Informações sobre a Obra DISO, 'para ' fins . de obtenção da Certidão ' Negativa' de Débito CND, à vista do encerramento dá obra matriculada sob o n° CEI 43.510.07202/75. Entretanto, por discordar dos valores das contribuições previdenciárias arbitradas através do cálculo contido n_ o ARO (fls. 540 a 542 do processo N° 10280.000265/200828) a empresa responsável pela realização da obra, solicitou que a sua regularização fosse efetivada através da observância da escrituração contábil. A fim de dar cumprimento à solicitação da empresa foi instaurado o procedimento fiscal, consoante Mandado de Procedimento Fiscal ‘— MPF n° 0210100.2008.00395 e em 20/06/2008, procedida à intimação da empresa, por intermédio de seu procurador, Sr. Paulo Roberto Alievi, para a apresentação dos documentos solicitados no Termo de Início da Ação Fiscal — TIAF, fls. 22/23. À vista da não apresentação dos referidos documentos, a solicitação foi reiterada pelo Termo de Intimação Fiscal n° 001, fls. 25/26, recebido em 16/06/2009, mediante Aviso de Recebimento — AR, fl..24, fixando o prazo de 20 (vinte) dias úteis para a apresentação dos documentos solicitados.Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 0XX a 0XX, o lançamento referese a contribuições destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração paga a segurados, correspondentes a contribuição dos segurados, da empresa, a contribuição para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade Fl. 1716DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000263/200978 Acórdão n.º 2403000.965 S2C4T3 Fl. 1.697 3 laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (SAT) e as contribuições devidas aos Terceiros. Considerando que mais uma vez, não houve apresentação dos citados documentos, a fiscalização procedeu à apuração da base de cálculo das contribuições previdenciárias por arbitramento, sendo utilizado o procedimento da aferição indireta, tendo por embasamento legal os §§ 3° a 4° do art. 33 da Lei n° 8.212/91, combinado com os artigos 233 e 234 do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. Consta do item 10, do sobredito Relatório que todos os recolhimentos efetuados na matrícula CEI, e informados em Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, foram deduzidos do cálculo da Remuneração contida em GPS?GFIP, integrante do Aviso de Regularização de Obras — ARO, cuja cópia está anexada ao Auto de Infração n° 37.207.2593. Informa que os documentos de fls. 001/050 não foram juntados na presente autuação porque a mesma está apensada ao AI n° 37.122.9049, que tem o mesmo fato gerador e onde os referidos documentos se encontram anexados. O valor do crédito constituído através deste AutodeInfração é de R$ 68.557,44 (sessenta e oito mil, quinhentos e cinqüenta e sete reais e quarenta e quatro Centavos), consolidado em 22/07/2009. A notificação do lançamento ocorreu em 02/09/2009, conforme AR folha 100. A impugnação foi apresentada dia 05/10/2009, conforme registro folha 103. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Nos termos constantes do AR a intimação da empresa teria se efetivado no dia 02/09/2009, portanto seu prazo de (30 (trinta) dias para impugnação começaria a fluir no Primeiro dia útil seguinte, qual seja.o dia 03/09/2009 e findaria em 02/10/2009. Seria essa realidade do ato, se não,fosse pelo seguinte fato : O AR NÃO FOI RECEBIDO PELA EMPRESA NO DIA 02/09/2009. Isso porque, conforme consta do site dos correios o documento foi entregue na portaria do prédio onde funciona a empresa em horário NÃO COMERCIAL. • O horário de entrega foi às 19:25 horas, conforme espelho extraído do site dos Correios. • A sede administrativa da CONSTRUTORA VILLAGE ,encerra suas, atividades , 'às_ 18:00ri é , Como o estabelecimento funciona em um Fl. 1717DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 prédio comercial, não ha segurança; vigilante ou porteiro Particular após as' 18:00h, apenas os funcionários do prédio que atendem ao Condomínio de uma forma geral, sendo forçoso portanto õ entendimento de que todo e qualquer' documento recebido em ,horário não comercial somente será levado ao conhecimento da empresa no dia , seguinte. Daí a contagem prazo da impugnação ora apresentada ter se iniciado somente no dia 04/09/2009 e findado no dia 05/10/2009 dia da protocolização da peça de defesa fato este que; portanto, "revela a inequívoca tempestividade da respectiva impugnação. • Outro fator que vem corroborar com os argumentos aqui aduzidos é que a pessoa signatária do AR , Sra.ROSIMERI NASCIMENTO , é totalmente estranha ao quadro funcional 'da empresa. • Reclama, pelo conhecimento do mérito da impugnação e pela prevalência da verdade material. É o Relatório. Fl. 1718DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000263/200978 Acórdão n.º 2403000.965 S2C4T3 Fl. 1.698 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator A impugnação foi apresentada fora do prazo, conforme apreciado pela órgão de primeira instância. Desse modo, a lide não se instaurou, uma vez que a reclamação não foi apresentada nos termos do processo administrativo fiscal. Decreto 70.235/72 Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Expirado o prazo para impugnação da exigência, deve ser declarada a revelia e iniciada cobrança amigável, sendo que eventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Visto que foi suscitada a questão da tempestividade como preliminar, correto o enfrentamento. Iniciarei pela alegação que a pessoa que recebeu a notificação era estranha à empresa Apresento a Súmula 9 do CARF que estabelece que é válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário Súmula CARF nº 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Fl. 1719DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Quanto à questão dos prazos, segundo a regra estabelecida no decreto 70.235/72, os prazos são contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindo se o do vencimento Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. A notificação do lançamento ocorreu em 02/09/2009 (quartafeira), conforme AR folha 100. O prazo para impugnação encerrou dia 02/10/2009. A impugnação foi apresentada dia 05/10/2009, conforme registro folha 103. Entendo correta a decisão de primeira instância. CONCLUSÃO Reconheço a intempestividade da impugnação e nego provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 1720DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 9/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 16045.000185/2010-56
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2006 a 31/12/2006
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR-SE ACERCA DO MÉRITO.
Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.941
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR SE ACERCA DO MÉRITO. Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Fl. 32DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Magalhães Peixoto. Ausente o conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato (substituído pelo conselheiro Igor Araujo Souza). Fl. 33DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000185/201056 Acórdão n.º 2403000.941 S2C4T3 Fl. 340 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas/SP que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração n° 37.260.4668, no valor original de R$ 3.241, 75 (três mil, duzentos e quarenta e um reais e setenta e cinco centavos). Conforme relatório fiscal às fls. 13 a 24, a cobrança referese às contribuições destinadas à Seguridade Social relativa à parte dos segurados que não foram recolhidas em épocas próprias. Ainda segundo a fiscalização, foi identificado como fato gerador as remunerações pagas ao segurado Mário Lins Leal, durante 03/2006 a 12/2006, através de Notas Fiscais de Serviço – NFS, emitidas pela prestadora de serviço Freitas e Leal SC LTDA – ME, da qual o segurado é sócio, mas, pela fiscalização, foi considerado segurado empregado do setor de contabilidade. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 29/04/10 e apresentou impugnação intempestiva alegando: Que não há vínculo empregatício entre o segurado e a empresa, motivo pelo qual os valores pagos a ele não poderão compor a base de cálculo da contribuição previdenciária, uma vez que essa só incide sobre remunerações pagas a segurados empregados ou trabalhadores avulsos; Que a empresa contratada está enquadrada no SIMPLES, motivo pelo qual não terá responsabilidade em reter as contribuições lançadas. Por fim, requereu a nulidade do auto de infração ou, se entendido como insubsistente, que a exigência do tributo exigido fosse tornada sem efeito. Postulou ainda a realização de diligências, inclusive a de perícias, depoimento pessoal de todos os funcionários e prestadores de serviços, dentre outros meios de prova. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 7ª Turma da DRJ de Campinas/SP proferiu acórdão (n° 0532.807) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2006 a 31/12/2006 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DE SEGURADOS EMPREGADOS, CUJA RESPONSABILIDADE PELA ARRECADAÇÃO CABE AO EMPREGADOR. REVELIA. ARGUIÇÃO DE TEMPESTIVIDADE Fl. 34DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Em observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, a assertiva peremptória do cumprimento do prazo legal para apresentação de Impugnação foi recebida como arguição de sua tempestividade, mas se encontra desacompanhada das razões de fato e direito. Considerando o desencadeamento cronológico dos fatos e aplicandose as regras de contagem do prazo do Decreto 70.235/1972, o prazo para apresentação da Impugnação foi excedido. Ocorrência da revelia. Impugnação Não Conhecida Crédito Tributário Mantido Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário, ratificando todos os argumentos expendidos na impugnação e acrescentou que tanto os autônomos como as pessoas jurídicas prestadoras de serviços possuem o seu regime próprio de contribuição para a previdência social, inexistindo esse tratamento pela fiscalização. Colacionou também decisões acerca do vínculo empregatício e seus requisitos. Por fim, requereu o conhecimento e provimento do recurso voluntário para reformar a decisão de 1 instância, julgando improcedente o lançamento realizado pela fiscalização, bem como a necessidade de ser realizada diligência administrativa para serem verificados outros documentos não analisados inicialmente sob pena de cerceamento de defesa. Requereu ainda a sua intimação para sustentar seus argumentos oralmente quando do julgamento do presente recurso. É o relatório. Fl. 35DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000185/201056 Acórdão n.º 2403000.941 S2C4T3 Fl. 341 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. I – DA IMPOSSIBILIDADE DO MÉRITO SER ANALISADO PELO CARF: Segundo os autos, a recorrente foi notificada da autuação em 10/05/2010 (segundafeira) mediante Aviso de Recebimento, ficando estipulado o prazo para entrega da defesa em 09/06/2010 (quartafeira). Entretanto, a impugnação foi apresentada em 10/06/2010 (quintafeira), o que impossibilitou seu conhecimento em 1 instância pela DRJ de Campinas/SP. Por tal motivo, foi apresentado o presente recurso voluntário, que não suscitou, em sede de preliminar, a tempestividade da peça recursal. Sendo assim, considerando que uma das competências do CARF é apreciar recurso voluntário contra decisão de 1 instância e, considerando que o decisum a quo foi no sentido de não conhecer da impugnação intempestiva do contribuinte, entendo que a este Conselho cabe tão somente manter ou reformar essa decisão, exclusivamente, na parte relativa à perempção da defesa apresentada. Desse modo, analisando cronologicamente os atos processuais, verificase que a defesa foi apresentada fora do prazo, não instaurando, segundo previsão legal do Decreto n 7.574/2011, a fase litigiosa do procedimento fiscal, in verbis: Art.56 – (...) (...) §2oEventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Além disso, por mais que a defesa fosse considerada apta a formar o litígio tributário, ainda assim não seria possível ser feita em 2 instância a apreciação e o julgamento do meritum causae, haja vista que o mérito não foi sequer analisado pela turma julgadora de 1 instância que rejeitou o conhecimento da impugnação pela intempestividade. Assim, entendo que o recurso possua os pressupostos processuais (interesse de recorrer, legitimidade da parte e tempestividade) para ser analisado pelo CARF, mas seu provimento ou não fica vinculado à decisão de 1 instância, que, por sua vez, não adentrou ao mérito e impossibilitou essa análise pelo colegiado de 2 instância. Fl. 36DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO, mantendo a decisão proferida em 1 instância. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 37DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10580.015861/85-99
Data da sessão: Tue May 19 00:00:00 UTC 1987
Numero da decisão: 301-00.236
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em decidir pelo encaminhamento dos autos à egrégia 3ª Câmara, visto tratar-se de matéria de sua exclusiva competência, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA
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Numero do processo: 16045.000171/2010-32
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2006
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. NÃO CONHECIMENTO PELA
PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR-SE
ACERCA DO MÉRITO.
Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.929
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2006 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR-SE ACERCA DO MÉRITO. Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo. Recurso Voluntário Negado.
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NÃO CONHECIMENTO PELA PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTAR SE ACERCA DO MÉRITO. Sendo a impugnação apresentada fora do prazo legal previsto, não há como a 1 instância conhecer da defesa ofertada, o que impossibilita o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em sede de 2 instância, apreciar o meritum causae, tendo em vista que este nem sequer foi analisado pela turma julgadora a quo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Fl. 282DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Magalhães Peixoto. Ausente o conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato (substituído pelo conselheiro Igor Araujo Souza). Fl. 283DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000171/201032 Acórdão n.º 2403000.929 S2C4T3 Fl. 136 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas/SP que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração n° 37.037.0473, sendo aplicada a multa no valor de R$ 5.339,28 (cinco mil, trezentos e trinta e nove reais e vinte e oito centavos). Conforme relatório fiscal às fls. 02 e 03, a auditoria identificou que a empresa apresentou GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Ainda no relatório fiscal, foi informado que o contribuinte infringiu o previsto na Lei 8.212/91 artigo 32, inciso IV, parágrafo 5, também acrescentados pela Lei 9.528/97, combinado com o artigo 225, IV, parágrafo 4, do Regulamento da Previdência SocialRPS, aprovado pelo decreto 3.048, de 06/05/99. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 10/05/10 e apresentou impugnação intempestiva às fls. 83 a 86, alegando que apresentou impugnações decorrente da mesma ação fiscal com relação a outros autos de infrações, e, se estas forem providas, não haverá descumprimento de obrigação acessória que exija pagamento de multa. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 7ª Turma da DRJ de Campinas/SP proferiu acórdão (n° 0532.801) nos seguintes termos: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2006 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA: DECLARAR EM GFIP TODOS OS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ARGUIÇÃO DE TEMPESTIVIDADE Em observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, a assertiva peremptória do cumprimento do prazo legal para apresentação de Impugnação foi recebida como arguição de sua tempestividade, mas se encontra desacompanhada das razões de fato e direito. Considerando o desencadeamento cronológico dos fatos e aplicandose as regras de contagem do prazo do Decreto 70.235/1972, o prazo para apresentação da Impugnação foi excedido. Ocorrência da revelia. Impugnação Não Conhecida Crédito Tributário Mantido Irresignada com a decisão supra e, intimada a apresentar sua manifestação junto ao CARF, a recorrente interpôs recurso voluntário, alegando em síntese: Fl. 284DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Que inexiste prova cabal embasadora da aplicação de multa, trazendo para fundamentar seu pleito, doutrina e princípios constitucionais, tais como o princípio do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório; Que os fatos vertidos no auto de infração em tela, por possuírem cunho probatório, deveriam ser determinados, isto é, apresentados com características suficientes que os distinguissem de outros fatos semelhantes; Que o fato indeterminado ou indefinido é insuscetível de prova, não bastando apenas a demonstração da regra matriz tributária para realizarse a incidência de determinado tributo, fazse necessário que o evento descrito no lançamento seja disciplinado por meio de uma norma individual e concreta que descreva perfeitamente a relação bem como os sujeitos da relação e seu exato objeto. Por fim, requereu o conhecimento e provimento do recurso voluntário para reformar a decisão de 1 instância, julgando improcedente o lançamento realizado pela fiscalização, bem como a necessidade de ser realizada diligência administrativa para serem verificados outros documentos não analisados inicialmente sob pena de cerceamento de defesa. Requereu ainda a sua intimação para sustentar seus argumentos oralmente quando do julgamento do presente recurso. É o relatório. Fl. 285DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000171/201032 Acórdão n.º 2403000.929 S2C4T3 Fl. 137 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. I – DA IMPOSSIBILIDADE DO MÉRITO SER ANALISADO PELO CARF: Segundo os autos, a recorrente foi notificada da autuação em 10/05/2010 (segundafeira) mediante Aviso de Recebimento, ficando estipulado o prazo para entrega da defesa em 09/06/2010 (quartafeira). Entretanto, a impugnação foi apresentada em 10/06/2010 (quintafeira), o que impossibilitou seu conhecimento em 1 instância pela DRJ de Campinas/SP. Por tal motivo, foi apresentado o presente recurso voluntário, que não suscitou, em sede de preliminar, a tempestividade da peça recursal. Sendo assim, considerando que uma das competências do CARF é apreciar recurso voluntário contra decisão de 1 instância e, considerando que o decisum a quo foi no sentido de não conhecer da impugnação intempestiva do contribuinte, entendo que a este Conselho cabe tão somente manter ou reformar essa decisão, exclusivamente, na parte relativa à perempção da defesa apresentada. Desse modo, analisando cronologicamente os atos processuais, verificase que a defesa foi apresentada fora do prazo, não instaurando, segundo previsão legal do Decreto n 7.574/2011, a fase litigiosa do procedimento fiscal, in verbis: Art.56 – (...) (...) §2oEventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Além disso, por mais que a defesa fosse considerada apta a formar o litígio tributário, ainda assim não seria possível ser feita em 2 instância a apreciação e o julgamento do meritum causae, haja vista que o mérito não foi sequer analisado pela turma julgadora de 1 instância, que rejeitou o conhecimento da impugnação pela intempestividade. Assim, entendo que o recurso possua os pressupostos processuais (interesse de recorrer, legitimidade da parte e tempestividade) para ser analisado pelo CARF, mas seu provimento ou não fica vinculado à decisão de 1 instância, que, por sua vez, não adentrou ao mérito e impossibilitou essa análise pelo colegiado de 2 instância. Fl. 286DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO, mantendo a decisão proferida em 1 instância. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 287DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/ 12/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13607.000083/2009-04
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/05/1996 a 31/12/2001
PREVIDENCIÁRIO. PREPARAR FOLHA DE PAGAMENTO EM DESACORDO COM OS PADRÕES E NORMAS ESTABELECIDOS PELO INSS.
Constitui infração à legislação previdenciária a preparação de folha de pagamento fora dos padrões e normas estabelecidos pelo INSS, conforme preceitua o inciso I do art. 32 da Lei n° 8.212191e alterações posteriores.
NULIDADE DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF.
Atos administrativos, legal e regularmente praticados, são válidos e têm eficácia.
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.018
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao Recurso.
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/05/1996 a 31/12/2001 PREVIDENCIÁRIO. PREPARAR FOLHA DE PAGAMENTO EM DESACORDO COM OS PADRÕES E NORMAS ESTABELECIDOS PELO INSS. Constitui infração à legislação previdenciária a preparação de folha de pagamento fora dos padrões e normas estabelecidos pelo INSS, conforme preceitua o inciso I do art. 32 da Lei n° 8.212191e alterações posteriores. NULIDADE DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF. Atos administrativos, legal e regularmente praticados, são válidos e têm eficácia. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Recurso Voluntário Negado.
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PREPARAR FOLHA DE PAGAMENTO EM DESACORDO COM OS PADRÕES E NORMAS ESTABELECIDOS PELO INSS. Constitui infração à legislação previdenciária a preparação de folha de pagamento fora dos padrões e normas estabelecidos pelo INSS, conforme preceitua o inciso I do art. 32 da Lei n° 8.212191e alterações posteriores. NULIDADE DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF. Atos administrativos, legal e regularmente praticados, são válidos e têm eficácia. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator Fl. 85DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13607.000083/200904 Acórdão n.º 240301.018 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de infringência ao disposto no inciso I do art. 32 da Lei n ° 8.212/91, c/c inciso I e § 4 ° do art. 47 do Decreto n ° 612/92 (alterações posteriores) e inciso I, e § 9° do art. 225 (alterações posteriores) do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99. A empresa não incluiu em folha de pagamento os segurados contribuintes individuais Sr. Guido Scatolino, referente à prestação de serviços contábeis, período de 05/96 a 01/99 e referente a serviços advocaticios do Sr. Ilzeu Robson Vasconcelos, período de 05/00 a 12/01. DA IMPUGNAÇÃO: Foi apresentada defesa conforme fls. 18/25, alegando em síntese o que : o ato é nulo em face do artigo 2°, do Decreto 3.969/01, os atos fiscalizatórios externos ficam subordinados à emissão de Mandado de Procedimento Fiscal MPF. no caso presente a autoridade competente para emitir o MPF é a Sra. Euzilene Teodozia Rodrigues Ribeiro. No entanto, não foi a mesma quem emitiu os MPFs complementares, posto que a mesma delegou a competência a terceira pessoa. Mas, nos termos do § 1°, do artigo 6°, do Decreto 3.969/01, quando houver delegação de competência, há que ser emitido ato próprio pela autoridade máxima do órgão competente, documento que não instruiu o presente feito. Requer que todo o procedimento fiscal seja declarado nulo. no processo em referência não houve emissão do Termo de Inicio de Ação Fiscal TIAF, o que é imprescindível, nos termos do artigo 42, da IN 70/02. Ausente este, nulo é todo o procedimento fiscal. Requer a declaração de nulidade do procedimento fiscal, ante a ausência de MPF, bem como do TIAF. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls. 29, a Gerência Executiva em Contagem – MG , emitiu DecisãoNotificação – DN n° 11.022/0026 12004 mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário às fls.41, onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. É o Relatório. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 36, o recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE NULIDADE DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL – MPF. A Recorrente argüi em preliminar a nulidade do lançamento em razão do Mandado de Procedimento Fiscal ser inválido. Aduz que a Recorrente, em ambas instâncias administrativas, não negou a ocorrência da infração, reiterando na presente, tãosomente, que o auto é nulo em razão de irregular emissão de MPF: “ ... a Autoridade competente para emitir o MPF é a Sra. Euzilene Teodozia Rodrigues Ribeiro. No entanto, não foi a mesma quem emitiu os MPF 's Complementares, posto que a mesma delegou a competência a terceira pessoa. Mas, nos termos do § 10, do artigo 60, do Decreto 3.969/01, quando houver delegação de competência, há que ser emitido ato próprio pela autoridade máxima do órgão competente, documento que não instruiu o presente feito. Não fez alegação de ausência do Termo de Início de Ação Fiscal – TIAF mas, ao final juntou pedido de nulidade sob tal motivação. Conforme já enfrentado em instância a quo, o item 3.3 da condução daquele voto registra que : “3.3. Os Mandados de Procedimentos Fiscais MPF complementares foram emitidos pela auditora fiscal Livia Lara Reis, que foi designada pelo Gerente Executivo José Carlos de Oliveira, para substituir o Chefe da Seção de Fiscalização, nos afastamentos e impedimentos legais e temporários do titular, através da Portaria INSS/MG/GEXCON n.° 21, de 19/02/2003, publicada no Boletim de Serviço Local BSL n.° 19, de 20/02/2003. Portanto, todos os MPF's foram legalmente emitidos.Vale ressaltar que os MPF's complementares, datados em 02/06/2003, 30/09/2003 e 23/10/2003 de fls. 07/09 e, assinados pela auditora Lívia Lara Reis Chefe da Seção de Fiscalização Substituta , foram emitidos após a entrada em vigor da portaria retro mencionada.” Quanto à emissão do Termo de Inicio de Ação Fiscal – TIAF, na seqüência, o item 3.4 informa que : “ 3.4. 0 Termo de Inicio de Ação Fiscal TIAF, de 07/0212003, emitido as 10:30 hs., foi assinado pelo sóciogerente Nilton Jorge da Silveira, que assinou também, todos os MPF's, os Termos de Intimação Para Apresentação de Documentos TIAD, Fl. 88DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13607.000083/200904 Acórdão n.º 240301.018 S2C4T3 Fl. 3 5 emitidos em 07102/2003 e 29/10/2003, o Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal TEAF, bem como a presente notificação. Assim, nenhuma irregularidade foi observada que ensejasse a nulidade da presente autuação.” Diante da flagrante demonstração fática entendo que o procedimento fiscal foi correto. A recorrente mediante argumentos meramente procrastinatórios não guerreou de forma eficaz. Desse modo, decorre que o lançamento é procedente. Portanto, nego provimento. DO MÉRITO O Relatório Fiscal de fls. 02 registra que tratase de infringência ao disposto no inciso I do art. 32 da Lei n ° 8.212/91, c/c inciso I e § 4 ° do art. 47 do Decreto n ° 612/92 (alterações posteriores) e inciso I, e § 9° do art. 225 (alterações posteriores) do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99: “Art. 32. A empresa é também obrigada a: I preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social:” Complementa que empresa não incluiu em folha de pagamento os segurados contribuintes individuais Sr. Guido Scatolino, referente à prestação de serviços contábeis, período de 05/96 a 01/99 e referente a serviços advocaticios do Sr. Ilzeu Robson Vasconcelos, período de 05/00 a 12/01. Aduz que a Recorrente, em ambas instâncias administrativas, não negou a ocorrência da infração, alegando na presente, tãosomente que o auto é nulo em razão de irregular emissão de MPF. Na forma do artigo 17 do Decreto 70.235/72, matéria não expressamente contestada não instaura o contencioso, in verbis: “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997).” Assim, em razão de não ter sido impugnada, concluo ocorrida a infração. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 CONCLUSÃO Em face de tudo que foi exibido, conheço do recurso para NEGARLHE PROVIMENTO . É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 90DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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