Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11176.000173/2007-17
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2301-000.201
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
numero_processo_s : 11176.000173/2007-17
conteudo_id_s : 6394328
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 07 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2301-000.201
nome_arquivo_s : 230100201_11176000173200717_201203.pdf
nome_relator_s : MAURO JOSE SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 11176000173200717_6394328.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4594126
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1203; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 233 1 232 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11176.000173/200717 Recurso nº 999.999 Resolução nº 2301000.201 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 12 de março de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente SOCIEDADE ESPÍRITA PAZ, AMOR E LUZ Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator. Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. Fl. 351DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 11176.000173/200717 Resolução n.º 2301000.201 S2C3T1 Fl. 234 2 Relatório e voto: Conselheiro Mauro José Silva: O presente processo trata de lançamento de contribuição previdenciárias referentes aos anos de 2002, 2003, 2004, 2005 e 2006. Em tais períodos a recorrente alega ser beneficiária de isenção, bem como a autoridade fiscal consignou que este foi o motivo do lançamento. Porém a aludida isenção está sendo discutida no processo 35187.000103/200617, fls. 179. Ocorre que não temos notícias nos autos de que aquele processo teve um desfecho definitivo, de modo que possamos tomar como fato incontroverso o cancelamento da isenção. Tratandose de questão prejudicial para o presente litígio, não temos como prosseguir com o julgamento sem que sejam colhidas informações a respeito da decisão sobre a isenção. Por todo o exposto, voto no sentido de CONHECER o RECURSO VOLUNTÁRIO e CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que o presente processo aguarde a solução definitiva do processo 35187.000103/200617. Após tal evento, devem ser juntadas aos autos cópias das decisões e despachos daquele processo que demonstrem o desfecho definitivo da discussão a respeito da isenção/imunidade da recorrente no período do lançamento atual (2002, 2003, 2004 2005 e 2006). Em seguida, deve a interessada ser cientificada com prazo de dez dias (art. 44 da Lei 9.784/99) para aditar seu Recurso. Por fim, retorne os autos para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 352DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA
_version_ : 1714074931274186752
score : 1.0
Numero do processo: 10840.001805/2005-55
Data da sessão: Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA — IRPF
Exercício. 2001
DECADÊNCIA - Sujeitando-se o rendimento das pessoas fisicas
à incidência na declaração de ajuste anual e 03/2009independente de exame prévio da autoridade administrativa, o lançamento é por
homologação (art. 150, § 4° do CTN), devendo o prazo
decadencial ser contado do fato gerador, que ocorre em 31 de
dezembro, tendo o fisco cinco anos, a partir dessa data, para
efetuar o lançamento.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9304-00.085
Decisão: Acordam os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos
Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200903
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA — IRPF Exercício. 2001 DECADÊNCIA - Sujeitando-se o rendimento das pessoas fisicas à incidência na declaração de ajuste anual e 03/2009independente de exame prévio da autoridade administrativa, o lançamento é por homologação (art. 150, § 4° do CTN), devendo o prazo decadencial ser contado do fato gerador, que ocorre em 31 de dezembro, tendo o fisco cinco anos, a partir dessa data, para efetuar o lançamento. Recurso especial provido.
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10840.001805/2005-55
anomes_publicacao_s : 200903
conteudo_id_s : 5277968
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9304-00.085
nome_arquivo_s : 930400085_106149254_10840001805200555_004.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
nome_arquivo_pdf_s : 10840001805200555_5277968.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2009
id : 4613372
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074931283623936
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-09T15:33:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-09T15:33:03Z; Last-Modified: 2009-09-09T15:33:03Z; dcterms:modified: 2009-09-09T15:33:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-09T15:33:03Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-09T15:33:03Z; meta:save-date: 2009-09-09T15:33:03Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-09T15:33:03Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-09T15:33:03Z; created: 2009-09-09T15:33:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-09-09T15:33:03Z; pdf:charsPerPage: 1322; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-09T15:33:03Z | Conteúdo => 3 /lb CSRM04 Fls.1 MINISTÉRIO DA FAZENDA matr•Z il CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS - are QUARTA TURMA Processo n° 10840.001805/2005-55 Recurso n° 106-149.254 Especial do Procurador Matéria Decadência Acórdão n° 9304-00.085 Sessão de 03 de março de 2009 Recorrente Fazenda Nacional Interessado Ivete Passaglia Fragoso ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA — IRPF Exercício. 2001 DECADÊNCIA - Sujeitando-se o rendimento das pessoas fisicas à incidência na declaração de ajuste anual e independente de exame prévio da autoridade administrativa, o lançamento é por homologação (art. 150, § 4° do CTN), devendo o prazo decadencial ser contado do fato gerador, que ocorre em 31 de dezembro, tendo o fisco cinco anos, a partir dessa data, para efetuar o lançamento. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ii residente e, t. E mir IAS PESSOA MONTEIRO Re atora FORMALIZADO EM: 25 MAI 2009 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Ana Maria Ribeiro dos Reis, Gonçalo Bonet Allage, Nelson Mallmann, Gustavo Lian Haddad e Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho. • a. Processo n° 10840.00180512005-55 CSRF/T04 Acórdão n.° 9304-00.085 Fls. 2 Relatório Inconformada com o decidido através do Acórdão N° 106-15631, de 21/06/2006 fls.241/271, da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, que por maioria de votos acolheu a preliminar de decadência, ingressa a Fazenda Nacional com o Recurso Especial de fls. 273/285, dado seguimento conforme despacho defls.286/287. O acórdão está assim ementado: Por maioria de votos, REJEITAR as preliminares de nulidade do lançamento em face da aplicação retroativa dos efeitos da Lei n° 10.174, de 2001. Vencidos os Conselheiros Gonçalo Bonet Allage, Roberta Azeredo Ferreira Pagetti e Wilfrido Augusto Marques; e, no mérito, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para acolher a decadência do lançamento quanto ao meses de janeiro a junho/2000, argüida de oficio pela Conselheira Sueli Efigênia Mendes de Britto. Vencidos os Conselheiros Luiz António de Paula, Ana Neyle Olímpio Holanda e José Ribamar Barros Penha que negaram a decadência mensal: e, por unanimidade de votos, REDUZIR a multa de oficio para 75%. Designada como redatora do voto vencedor quanto à decadência mensal a Conselheira Sueli Efigênia Mendes de Britto. Ementa:-IRPF - OMISSÃO DE RENDIMENTOS. EXTRATOS BANCÁRIOS. NORMA DE CARÁTER PROCEDIMENTAL. APLICAÇÃO RETROATIVA - A Lei n°10.174, de 2001, que alterou o art. 11, § 3°, da Lei n°9.311, de 1996, de natureza procedimental ou formal, por força do que dispõe o art. 144, § I° do Código Tributário Nacional tem aplicação aos procedimentos tendentes à apuração de crédito tributário na forma do art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, cujo fato gerador se verificou em período anterior à publicação desde que a constituição docrédito não esteja alcançada pela decadência.OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS - A presunção legal de omissão de rendimentos, prevista no art. 42, da Lei n°9.430, de 1996, autoriza o lançamento de crédito tributário relativo a imposto de renda com base em depósitos bancários que o sujeito passivo devidamente intimado não comprova a origem em rendimentos tributados isentos e não tributtiveis.LANÇAMEN7'0 DE OFICIO - A lei autoriza o lançamento de oficio, entre outras, nas hipóteses de falta de declaração de ajuste anual, declaração inexata e falta ou pagamento a menor de imposto. Na hipótese de declaração inexata, cabe ao Fisco apurar a base de cálculo do imposto de acordo com as normas especificas para o lançamento de oficio.MOMENTO DE INCIDÊNCIA DO IMPOSTO - Excetuadas as hipóteses expressamente definidas em lei como de fato gerador anual, a regra de tributação dos rendimentos percebidos pelas pessoas físicas é no momento da percepção do rendimento. De acordo com o § 4° do art.42 da Lei n° 9.430, na hipótese de presunção de omissão de rendimentos, caracterizada pela existência de depósitos em instituições financeiras sem comprovação da origem, o imposto incide no mês e tem por base a tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição 3 2 Processo no 10840.001805/2005-55 CSFtF/T04 Acórdão n.° 9304-00.085 Fls. 3 Jinanceira.LANÇAMEIVTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA - Após o advento do Decreto — lei n° 1.968/1982 (art. 7 9, que estabelece o pagamento do tributo sem o prévio exame da autoridade administrativa, o lançamento do imposto sobre a renda das pessoas físicas passou a ser do tipo estatuído no artigo 150 do CTN. Nos termos do art. 43 do CM o fato gerador do imposto sobre a renda é a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica. Fixada pela norma legal a tributação mensal, o termo de início para contagem do prazo de cinco anos para o lançamento é a ocorrência do fato gerador, ou seja, o mês em que o imposto incide.LANÇAMEIVTO DE OFÍCIO - MULTA - No caso de lançamento de oficiá incide a penalidade prevista no inciso I, do artigo 44 da Lei n° 9.430/96, no percentual de 75% quando não comprovada na autuação a prática de evidente intuito de fraude.Preliminares rejeitadas.Recurso parcialmente provido. O Recorrente, em síntese, intenta reformar o julgado por entender equivocada a forma de contagem do prazo decadencial como posta no acórdão combatido. Neste a Câmara conclui que o fato gerador do imposto de renda referente a rendimentos omitidos oriundos de depósitos bancários de origem não comprovada tem periodicidade mensal, enquanto a jurisprudência maciça do Colegiado conclui que o fato gerador do imposto de renda é complexivo, aperfeiçoado no último dia do ano-calendário. Contra-razões oferecidas às fls. 385/399, onde em vasto arrazoado, pede a Contribuinte a manutenção do decidido no acórdão vergastado. É o Relatório. Voto Conselheiro Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Relator O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido. - Em litígio o posicionamento, à maioria dos pares da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, de julgar decadente o lançamento de exigência constituída em 28/06/2005, para fatos geradores ocorridos de janeiro a maio de 2000, decorrente de depósitos bancários de origem não comprovada,. A tese do voto combatido é de que "o fato gerador do imposto de renda pessoa fisica, para os lançamentos fundamentados na presunção legal de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários sem origem comprovada, ocorre em cada mês do ano- calendário e não ao final dele.", Todavia esta tese não encontra apoio nesta Câmara Superior. A contagem da decadência nos casos da presunção de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários sem origem comprovada também se inclui na regra geral dos fatos geradores do imposto de renda pessoa fisica , complexivos, e tem seu marco temporal no dia 31 de dezembro de cada ano-calendário, contando-se, a partir dessa data, o prazo decadencial para a constituição de créditos tributários. ,919 3 #. Processo n°10840.001805/2005-55 CSRF/T04 Acórdão n.° 9304-00.085 Fls. 4 Tal raciocínio aplica-se, à omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, à omissão de rendimentos recebidos de pessoas fisicas e à presunção legal de acréscimo patrimonial a descoberto, bem como os valores correspondentes aos depósitos bancários de origem não comprovada, haja vista que os rendimentos omitidos ou presumidamente omitidos pelo contribuinte, quando submetidos a lançamento de ofício, embora apurados mês a mês, sujeitam-se à tributação apenas na declaração de ajuste anual.(Diferentemente do acórdão recorrido que excetua os depósitos bancários desta regra geral) Os valores recolhidos e/ou devidos a título de antecipação, com suas respectivas bases de cálculo, devem compor as informações Prestadas através da declaração de ajuste anual, aí sim se apurando o total de imposto devido no ano-calendário, de acordo com a previsão do artigo 2° da Lei n° 7.713/88 e dos artigos 9° e seguintes da Lei n° 8.134/1990, especialmente do artigo 10, inciso I, do referido texto normativo. O artigo 150 do Código Tributário Nacional estabelece: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. Nesse tipo de lançamento a legislação tributária atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa que ao tomar conhecimento da atividade expressamente a homologa. De forma tácita tem o prazo de cinco anos, a contar do fato gerador do tributo, para realizar tempestivamente o lançamento. O parágrafo 4°. deste artigo 150, determina: (.)§ 4°. Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Ou seja, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. Transcorrido esse prazo sem que a Fazenda Pública se pronuncie, se considera homologado o lançamento e extinto definitivamente o crédito e o direito da Fazenda de promover o lançamento de oficio. A exigência tributária formalizada em 28/06/2005, para fatos geradores ocorridos de janeiro a maio de 2000, é tempestiva, nos temos do § 4° do artigo 150 do Código Tributário Nacional. Nesta conformidade, DOU provimento ao recurso especial. Sal. as Sessões, em 03 de março de 2009. , Intre . M. aquias P ssoa Monteiro cAr-- 4 _ Page 1 _0003700.PDF Page 1 _0003800.PDF Page 1 _0003900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10730.002241/2005-15
Data da sessão: Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA CRIADA PELA RFB. PENALIDADE APLICÁVEL. Antes da edição da Medida Provisória nº 451/2008, a falta de apresentação de DIF - Papel Imune no prazo estabelecido na legislação enseja a aplicação da multa prevista no art. 507 do RIPI/2002 e não a prevista do art. 505, também do RIPI/02.
Numero da decisão: 3302-000.955
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do redator designado. Vencidos os conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas, relatora, José Antonio Francisco e Alan Fialho Gandra. Designado o conselheiro Alexandre Gomes para redigir o voto vencedor.
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201105
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA CRIADA PELA RFB. PENALIDADE APLICÁVEL. Antes da edição da Medida Provisória nº 451/2008, a falta de apresentação de DIF - Papel Imune no prazo estabelecido na legislação enseja a aplicação da multa prevista no art. 507 do RIPI/2002 e não a prevista do art. 505, também do RIPI/02.
numero_processo_s : 10730.002241/2005-15
conteudo_id_s : 5238440
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 02 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3302-000.955
nome_arquivo_s : Decisao_10730002241200515.pdf
nome_relator_s : FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
nome_arquivo_pdf_s : 10730002241200515_5238440.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do redator designado. Vencidos os conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas, relatora, José Antonio Francisco e Alan Fialho Gandra. Designado o conselheiro Alexandre Gomes para redigir o voto vencedor.
dt_sessao_tdt : Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
id : 4599396
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074931286769664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1718; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10730.002241/200515 Recurso nº 142.260 Voluntário Acórdão nº 330200.955 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 04 de maio de 2011 Matéria Multa Papel Imune Recorrente Porta Voz de Niteroi Ltda Recorrida DRJ Juiz de Fora/MG ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Anocalendário: 2002, 2003, 2004 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA CRIADA PELA RFB. PENALIDADE APLICÁVEL. Antes da edição da Medida Provisória nº 451/2008, a falta de apresentação de DIF Papel Imune no prazo estabelecido na legislação enseja a aplicação da multa prevista no art. 507 do RIPI/2002 e não a prevista do art. 505, também do RIPI/02. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do redator designado. Vencidos os conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas, relatora, José Antonio Francisco e Alan Fialho Gandra. Designado o conselheiro Alexandre Gomes para redigir o voto vencedor. (assinado digitalmente) Walber José da Silva – Presidente (assinado digitalmente) Fabiola Cassiano Keramidas – Relatora (assinado digitalmente) Alexandre Gomes – Redator Designado. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado d igitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES 2 EDITADO EM: 01/08/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Alan Fialho Gandra, Fabiola Cassiano Keramidas (Relatora), Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de Auto de Infração (fls. 05/07) lavrado para cobrança de Multa Regulamentar por atraso na entrega de Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle de Papel Imune (DIFPapel Imune), dos períodos entre maio de 2002 a junho de 2004, entregues apenas em dezembro de 2004. A ciência do lançamento se deu em 18/05/2005. Consta no Termo de Constatação Fiscal (fls. 08/10) que a Recorrente apresentou pedido de inscrição no cadastro especial para realizar operações com papel imune (objeto do Processo Administrativo nº 10730.006072/200169). O pleito da Recorrente foi deferido, e publicado Ato Declaratório no Diário Oficial da União de 07/05/2002 (fls. 27/28), informando sobre tal decisão que, a partir de maio de 2002, resultou na obrigatoriedade da apresentação mensal da referida Declaração Especial (DIF), nos termos do que dispõe a Instrução Normativa nº 71/01 (arts. 10 e 11). Em consulta ao sistema interno da Receita Federal, uma vez constatado que a Recorrente não apresentara as referidas DIF’s, foi intimada para apresentar os respectivos recibos de entrega (fls. 15). A documentação apresentada (fls. 17/26) indica que mencionadas DIF’s foram entregues em atraso, somente em dezembro de 2004. Por tais razões foi lavrado o Auto de Infração, cobrando a multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mês de atraso de cada declaração a que a Recorrente estava obrigada, desde o deferimento de seu pleito de inscrição no supra referido cadastro especial, com base no artigo 505 do Decreto nº 4.554/02 (vigente à época) e na Medida Provisória nº 2.15835/01 (art. 57). Irresignada com o lançamento a Recorrente apresentou Impugnação ao Auto de Infração (fls. 35/39), alegando em síntese que: I. Não foi pessoalmente intimada da decisão proferida nos autos do PA 10730.006072/200169, razão pela qual não tinha ciência do deferimento de seu pleito de inscrição no cadastro especial para realização de operações com papel imune, até o momento em que recebeu a intimação para apresentação de comprovação de entrega das DIF’s, objeto da fiscalização que culminou na lavratura deste Auto de Infração; II. A falta de intimação pessoa inibe a obrigação de apresentação da DIF, pois sequer tinha conhecimento que a ela estava obrigada; III. Não está obrigada à entrega da DIF, na medida que sequer realiza operações com papel imune, tendo informado no PA nº 10730.006072/200169, que sua atividade de impressão seria terceirizada a outra empresa; IV. Houve, portanto, erro na concessão do registro pleiteado, pois deveria ter sido conferido à empresa tercerizada, pois é a pessoa jurídica que realiza a atividade de impressão e, portanto, quem estaria obrigada à entrega da DIF; Fl. 2DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado d igitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10730.002241/200515 Acórdão n.º 330200.955 S3C3T2 Fl. 2 3 V. Houve agravamento da penalidade, pois a demora do Fisco em exigir o cumprimento da obrigação de entrega da DIF ocasionou o acumulo de atrasos na entrega mensal das declarações, o que ocasionou o aumento do valor da penalidade. A DRJ ao analisar a Impugnação da Recorrente (fls. 95/101) manteve o Auto de Infração, em decisão assim ementada: Exercício: 2002, 2003, 2004 DIFPAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. A nãoapresentação, ou a apresentação da DIFPapel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à imposição da multa prevista no art. 57 da MP n° 2.15 de 2001, e reedição.” Foram rechaçados os argumentos da Recorrente, mormente por entender a DRJ que ela estava obrigada à apresentação da DIF – ainda que negativa (evidenciando não ter realizado nenhuma das operações descritas no artigo 1º da IN 71/01), desde o momento em que seu próprio pleito de inscrição no cadastro especial para realizar operações com papel imune (objeto do Processo Administrativo nº 10730.006072/200169) foi deferido. Ademais, a intimação realizada era regular, pois a norma que instituiu o cadastro apenas determinava a publicação no Diário Oficial de Ato Declaratório – nos termos do que foi realizado. E, assim, a multa cominada no art. 57 da Medida Provisória nº 2.15835/01, foi validamente aplicada. Após receber a intimação da decisão da DRJ a Recorrente apresentou seu Recurso Voluntário (fls. 107/114), no qual reiterou os argumentos apresentados em sua Impugnação, pleiteando o cancelamento integral do lançamento. Vieramme, então, os autos para decidir. É o relatório. Voto Conselheira FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Conforme se verifica dos autos, tratase de multa imputada em razão da não apresentação de informações relativas ao controle do papel imune no prazo determinado em Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal. As alegações da Recorrente no que tange à inaplicabilidade da multa, por não estar sujeita à entrega da Declaração em tela, não merecem prosperar. Como ela mesmo admite ainda que não tenha realizado operações, após ter deferido seu pleito de inscrição no cadastro especial para realização de operações com papel imune (autos do processo administrativo nº 10730.006072/200169), deveria ter entregue as Declarações, tempestivamente, indicando a ausência de operações com papel imune no período. Aliás, foi assim que procedeu quando intimada pela Fiscalização que lavrou o presente auto de infração. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado d igitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES 4 Ademais, tendo a própria Recorrente solicitado sua inscrição no referido cadastro especial, não poderia esquivarse do cumprimento das obrigações inerentes a tal cadastro, dentre elas, a entrega da DIFPapel Imune. Quanto à forma de cálculo da multa a ser aplicada, a alegação de que houve agravamento da multa porque o Fisco demorou em intimar a Recorrente para o pagamento é descabida. Deveria a Recorrente ter cumprido tempestivamente sua obrigação. Ao deixar de fazêlo, não poderia jamais culpar o Fisco pelo aumento gradativo da multa em questão, conforme previsão legal. Porém, não obstante não tenha sido alegado pela Recorrente, o princípio da retroatividade de legislação mais benéfica, quando trata de penalidades, aplicase ao presente caso e é obrigação deste Conselho reconhecêlo, ainda que de ofício. Vale dizer, a superveniência de legislação benéfica ao contribuinte, em matéria de aplicação de penalidades, por si só é suficiente para determinar a modificação do auto de infração, conforme já decidido pelo Ilustre Conselheiro José Antonio Francisco, nos autos do Recurso nº 138.482, que passo a transcrever: “A Medida Provisória nº 451, de 15 de dezembro de 2008, art. 1º, § 4º, II, reduziu a multa aplicada para a Recorrente para um valor fixo, não mais proporcional ao número de meses em atraso: Art.1º Deve manter o Registro Especial na Secretaria da Receita Federal do Brasil, a pessoa jurídica que: I exercer as atividades de comercialização e importação de papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, a que se refere a alínea “d” do inciso VI do art. 150 da Constituição; e II adquirir o papel a que se refere a alínea “d” do inciso VI do art. 150 da Constituição para a utilização na impressão de livros, jornais e periódicos. §1º A comercialização do papel a detentores do Registro Especial de que trata o caput faz prova da regularidade da sua destinação, sem prejuízo da responsabilidade, pelos tributos devidos, da pessoa jurídica que, tendo adquirido o papel beneficiado com imunidade, desviar sua finalidade constitucional. §2º O disposto no § 1º, aplicase também para efeito do disposto no § 2º do art. 2º da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, no § 2º do art. 2º e § 15 do art. 3º da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e no § 10 do art. 8º da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004. §3º Fica atribuída à Secretaria da Receita Federal do Brasil competência para: I expedir normas complementares relativas ao Registro Especial e ao cumprimento das exigências a que estão sujeitas as pessoas jurídicas para sua concessão; II estabelecer a periodicidade e a forma de comprovação da correta destinação do papel beneficiado com imunidade, Fl. 4DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado d igitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10730.002241/200515 Acórdão n.º 330200.955 S3C3T2 Fl. 3 5 inclusive mediante a instituição de obrigação acessória destinada ao controle da sua comercialização e importação. §4o O nãocumprimento da obrigação prevista no inciso II do § 3o sujeitará a pessoa jurídica às seguintes penalidades: I cinco por cento, não inferior a R$ 100,00 (cem reais), do valor das operações com papel imune omitidas ou apresentadas de forma inexata ou incompleta; e II de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), independentemente da sanção prevista no inciso I, se as informações não forem apresentadas no prazo estabelecido. §5o Apresentada a informação fora do prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício, a multa de que trata o inciso II do § 4o será reduzida à metade. (...) A nova multa é mais específica do que a anterior, pois se refere ao caso particular da declaração de papel imune. Dessa forma, anteriormente aplicavase a regra geral da MP n. 2.15835, de 2001, art. 57, e, atualmente, aplicase a disposição específica da MP n. 451, de 2008, que não prevê tratamento privilegiado para os optantes do Simples. Assim, segundo a nova legislação, a multa a ser aplicada seria de R$ 5.000,00 (cinco mil Reais). Como a disposição do art. 106, II, “c”, determina a aplicação retroativa da lei que “comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática”, deve ser aplicada a nova multa. À vista do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para reduzir a multa aplicada a R$ 5.000,00.” Assim, com a publicação em 04 de junho de 2009, da Lei nº 11.945, alterada pela Lei nº 12.058 de 13/10/2009, foi reduzida a multa aplicada por atraso na entrega da DIFPapel Imune, para um valor fixo, não mais proporcional ao número de meses em atraso, tal como o fizera a MP nº 451/2008 acima mencionada. O Artigo 1o da Lei nº 11.945/2009 da seguinte forma dispõe: “Art. 1o Deve manter o Registro Especial na Secretaria da Receita Federal do Brasil a pessoa jurídica que: I exercer as atividades de comercialização e importação de papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, a que se refere a alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal; e II adquirir o papel a que se refere a alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal para a utilização na impressão de livros, jornais e periódicos. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado d igitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES 6 § 1o A comercialização do papel a detentores do Registro Especial de que trata o caput deste artigo faz prova da regularidade da sua destinação, sem prejuízo da responsabilidade, pelos tributos devidos, da pessoa jurídica que, tendo adquirido o papel beneficiado com imunidade, desviar sua finalidade constitucional. § 2o O disposto no § 1o deste artigo aplicase também para efeito do disposto no § 2o do art. 2o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, no § 2o do art. 2o e no § 15 do art. 3o da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e no § 10 do art. 8o da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004. § 3o Fica atribuída à Secretaria da Receita Federal do Brasil competência para: I expedir normas complementares relativas ao Registro Especial e ao cumprimento das exigências a que estão sujeitas as pessoas jurídicas para sua concessão; II estabelecer a periodicidade e a forma de comprovação da correta destinação do papel beneficiado com imunidade, inclusive mediante a instituição de obrigação acessória destinada ao controle da sua comercialização e importação. § 4o O não cumprimento da obrigação prevista no inciso II do § 3o deste artigo sujeitará a pessoa jurídica às seguintes penalidades: I 5% (cinco por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais) e não superior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), do valor das operações com papel imune omitidas ou apresentadas de forma inexata ou incompleta; e II de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) para micro e pequenas empresas e de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para as demais, independentemente da sanção prevista no inciso I deste artigo, se as informações não forem apresentadas no prazo estabelecido. § 5o Apresentada a informação fora do prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício, a multa de que trata o inciso II do § 4o deste artigo será reduzida à metade.” (grifos nossos) Tendo em vista o estabelecido no inciso II do parágrafo 4o do artigo 1o da Lei nº 11.945/2009, a multa da Recorrente deverá ser recalculada considerandose o valor fixo de R$5.000,00 por DIFPapel Imune entregue em atraso. Considerando que o Auto de Infração referese ao atraso de 09 Declarações (09 Trimestres, conforme consta do Auto e do Termo de Constatação Fiscal), o valor total da multa a ser aplicado é de R$ 45.000,00. Pelo exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso Voluntário, nos termos expostos, para aplicar de ofício a legislação mais benéfica ao assunto, qual seja, a Lei nº 11.945/09, reduzindo a penalidade aplicada. É como voto. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado d igitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10730.002241/200515 Acórdão n.º 330200.955 S3C3T2 Fl. 4 7 (assinado digitalmente) Fabiola Cassiano Keramidas – Relatora. Voto Vencedor O presente Recurso Voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos e dele tomo conhecimento. Conforme consta no relatório, contra a recorrente foi lavrado auto de infração pela falta de entrega de obrigação acessória, perfectibilizandose na falta de entrega da Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle de Papel Imune (DIF – Papel Imune). Tal declaração foi instituída pelo art. 12, da IN SRF n° 71/2001. Este tema tem sido enfrentado por nossa Turma e tenho me filiado ao posicionamento defendido pelo eminente Conselheiro Walber José da Silva no sentido de serem julgados improcedentes os lançamentos por erro na fundamentação legal da multa aplicada. Para melhor entendimento transcrevo o voto proferido nos autos do processo n° 19515.000513/200561, aos quais faço remissão e adoto como razão de decidir, com as homenagens de estilo ao autor: “Art. 12. A não apresentação da DIF Papel Imune, nos prazos estabelecidos no artigo anterior, enseja a aplicação da penalidade prevista no art. 57 da Medida Provisória no 2.158 34, de 27 de julho de 2001. Em sua defesa, o recorrente alega, basicamente, que a multa aplicada é excessiva e fere princípios constitucionais. É inquestionável que a RFB está autorizada a instituir obrigações acessórias do IPI (art. 16 da Lei no 9.779/99, matriz legal do art. 212 do RIPI/2002). A instituição de penalidade, no entanto, é privativa de lei, mesmo na hipótese das obrigações acessórias serem criadas pela RFB. Quanto à multa pelo atraso na entrega da DIF – Papel Imune, entendo que o art. 12 da IN SRF no 71/2001 está equivocado ao aplicar a penalidade do art. 57 da Medida Provisória no 2.158 35/2001 no caso de atraso de entrega de declaração regularmente instituída no âmbito da legislação do IPI. Para uma melhor clareza, transcrevo o art. 57, acima citado: Art.57. O descumprimento das obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 16 da Lei no 9.779, de 1999, acarretará a aplicação das seguintes penalidades: I R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mêscalendário, relativamente às pessoas jurídicas que deixarem de fornecer, nos Fl. 7DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado d igitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES 8 prazos estabelecidos, as informações ou esclarecimentos solicitados. (grifei). Verificase que a obrigação a que alude o art. 16 da Lei no 9.779/99 referese a todo e qualquer imposto ou contribuição administrado pela RFB e a penalidade do art. 57, I, da Medida Provisória no 2.15835/2001 aplicase, em tese, a todo e qualquer descumprimento de fornecimento de informações e esclarecimentos solicitados pelos agentes do Fisco ou pela RFB. Ocorre que na legislação do IPI existe uma penalidade pela falta da apresentação de declaração do imposto e de prestação de informação, na forma das instruções expedidas pela RFB. Falo dos arts. 212, 368, 506, 507 e 508, todos do RIPI/02, que abaixo se reproduz, junto com os arts. 505, 509 e 510, também relacionados ao tema. “Art. 212. A SRF poderá dispor sobre as obrigações acessórias relativas ao imposto, estabelecendo, inclusive, forma, prazo e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável (Lei nº 9.779, de 1999, art.16). (...) Art. 368. Os documentos de declaração do imposto e de prestação de informações adicionais serão apresentados pelos contribuintes, de acordo com as instruções expedidas pela SRF. § 1º O documento que formalizar o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito (Decretolei nº 2.124, de 1984, art. 5º, § 1º). § 2º As diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativas ao imposto, serão objeto de lançamento de ofício ( Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, art. 90). (...) Art. 505. O descumprimento das obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 212 acarretará a aplicação da multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por mêscalendário, aos contribuintes que deixarem de fornecer, nos prazos estabelecidos, as informações ou esclarecimentos solicitados (Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, art. 57). Parágrafo único. Na hipótese de pessoa jurídica optante Pelo SIMPLES, a multa de que trata o caput será reduzida em setenta por cento (Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, art.57, parágrafo único). Art. 506. O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) e Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será Fl. 8DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado d igitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10730.002241/200515 Acórdão n.º 330200.955 S3C3T2 Fl. 5 9 intimado a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela SRF, e sujeitarseá às seguintes multas ( Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002, art. 7º ): I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIPJ, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º ( Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, inciso I) ; II de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF ou na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º ( Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, inciso II); e III – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas (Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, inciso III). § 1º Para efeito de aplicação das multas previstas nos incisos I e II do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, da lavratura do auto de infração (Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, § 1º). § 2º Observado o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas ( Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, § 2º): I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício ( Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, § 2º, inciso I) ; e II a setenta e cinco por cento, se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação (Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, § 2º, inciso II). § 3º A multa mínima a ser aplicada será de (Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, § 3º): I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei nº 9.317, de 1996 (Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, § 3º, inciso I); e II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos (Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, § 3º,inciso II). § 4º Considerarseá não entregue a declaração que não atender às especificações técnicas estabelecidas pela SRF (Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, § 4º). § 5º Na hipótese do § 4º , o sujeito passivo será intimado a apresentar nova declaração, no prazo de dez dias, contado da ciência da intimação, e sujeitarseá à multa prevista no inciso I do caput, observado o disposto nos § 1º a § 3º (Lei nº 10.426, de 2002, art. 7º, § 5º). Fl. 9DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado d igitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES 10 Art. 507. Serão punidos com a multa de R$ 31,65 (trinta e um reais e sessenta e cinco centavos), aplicável a cada falta, os contribuintes que deixarem de apresentar, no prazo estabelecido, o documento de prestação de informações a que se refere o art. 368 (Decretolei nº 1.680, de 1979, art. 4º, e Lei nº 9.249, de 1995, art. 30). (grifei) Parágrafo único. As disposições do caput aplicamse exclusivamente aos contribuintes do imposto não sujeitos ao disposto no art. 506. Art. 508. As infrações para as quais não se estabeleçam, neste Regulamento, penas proporcionais ao valor do imposto ou do produto, pena de perdimento da mercadoria ou outra específica, serão punidas com a multa básica de R$ 21,90 (vinte e um reais e noventa centavos) (Lei nº 4.502, de 1964, art. 84, Decretolei nº 34, de 1966, art. 2º, alteração 24ª, e Lei nº 9.249, de 1995, art. 30). Art. 509. A inobservância de normas prescritas em atos administrativos de caráter normativo será punida com a multa estabelecida no art. 508, se outra maior não estiver prevista neste Regulamento. Art. 510. Em nenhum caso a multa aplicada poderá ser inferior à prevista nos arts. 508 e 509 (Lei nº 4.502, de 1964, art. 86, e Decretolei nº 34, de 1966, art. 2º, alteração 25ª).” Notese que no RIPI/02, o art. 212 está no Capítulo I do Título VIII, que trata das disposições preliminares das obrigações acessórias. Por sua vez, o art. 368 está na Subseção IV, da Seção II (dos documentos fiscais), do Capítulo IX (do documentário fiscal), também do Título III (das obrigações acessórias), que trata dos documentos de declaração e de prestação de informações. Estes dois dispositivos, e as respectivas penalidades a eles vinculadas, tratam de obrigação acessória instituída pela RFB, sendo que o art. 368 trata especificamente de declaração de informação e o art. 212 trata de toda e qualquer modalidade de obrigação acessória. Existindo legislação específica no RIPI/02, entendo que esta deve prevalecer sobre a legislação que alcança toda e qualquer obrigação acessória vinculada a qualquer imposto ou contribuição administrado pela RFB. Entendo que a DIF Papel Imune classificase como um documento de prestação de informação a que se refere o art. 368 do RIPI/2002 (como o era a DIPI) e, conseqüentemente, ao descumprimento de sua apresentação aplicase a penalidade prevista no art. 507 do RIPI/2002, acima transcrito, e não a penalidade do art. 505, reproduzido no art. 12 da IN SRF no 71/2001. Em conclusão, entendo que o fundamento da multa aplicada ao caso concreto é o art. 507 e não o art. 505, ambos do RIPI/2002, sendo, portanto, improcedente o lançamento. Fl. 10DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado d igitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10730.002241/200515 Acórdão n.º 330200.955 S3C3T2 Fl. 6 11 Por fim, o § 4º, do art.1º, da Medida Provisória nº 451, de 15/12/200, estabeleceu uma multa específica para a apresentação fora do prazo da DIFPapel Imune e para erro no seu preenchimento. Tal dispositivo, no meu entendimento, não significa redução da penalidade para a referida infração fiscal. Ao contrário, houve um agravamento da multa antes prevista para o referido delito fiscal”. Ante o acima exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário e, conseqüentemente, cancelar o lançamento. (assinado digitalmente) Alexandre Gomes – Redator Designado. Fl. 11DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado d igitalmente em 03/04/2012 por ALEXANDRE GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 13807.006853/99-52
Data da sessão: Mon May 05 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon May 05 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/1994 a 30/09/1995
Com o reconhecimento da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis 2.445/1988 e 2.449/1988, a contribuição passou a ser devida nos termos da legislação por eles alterada, a qual voltou a viger plenamente, porquanto a declaração de inconstitucionalidade de uma norma jurídica tem natureza declaratória e produz efeitos ex tunc, como se o viciado diploma legal nunca tivesse existido no mundo do direito. Eventual diferença de tributo decorrente da legislação restaurada deve ser lançada, de oficio, corrigida monetariamente e acrescida de juros moratórios e multa
de oficio, quando o sujeito passivo não a recolher espontaneamente.
Recurso Especial do Procurador Provido.
Numero da decisão: CSRF/02-02.997
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar
provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Antonio Carlos Atulim (Relator), Maria Teresa Martinez López, Dalton César Cordeiro de Miranda, Leonardo Siade Manzan, Manoel Coelho Arruda Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Valmir Sandri que negavam provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres.
Nome do relator: Antonio Carlos Atulim
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200805
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1994 a 30/09/1995 Com o reconhecimento da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis 2.445/1988 e 2.449/1988, a contribuição passou a ser devida nos termos da legislação por eles alterada, a qual voltou a viger plenamente, porquanto a declaração de inconstitucionalidade de uma norma jurídica tem natureza declaratória e produz efeitos ex tunc, como se o viciado diploma legal nunca tivesse existido no mundo do direito. Eventual diferença de tributo decorrente da legislação restaurada deve ser lançada, de oficio, corrigida monetariamente e acrescida de juros moratórios e multa de oficio, quando o sujeito passivo não a recolher espontaneamente. Recurso Especial do Procurador Provido.
dt_publicacao_tdt : Mon May 05 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 13807.006853/99-52
anomes_publicacao_s : 200805
conteudo_id_s : 5697380
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 20 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : CSRF/02-02.997
nome_arquivo_s : 40202997_120407_138070068539952_006.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : Antonio Carlos Atulim
nome_arquivo_pdf_s : 138070068539952_5697380.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Antonio Carlos Atulim (Relator), Maria Teresa Martinez López, Dalton César Cordeiro de Miranda, Leonardo Siade Manzan, Manoel Coelho Arruda Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Valmir Sandri que negavam provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres.
dt_sessao_tdt : Mon May 05 00:00:00 UTC 2008
id : 4611906
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074931306692608
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-09-09T15:00:22Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-09-09T15:00:22Z; Last-Modified: 2011-09-09T15:00:22Z; dcterms:modified: 2011-09-09T15:00:22Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:ee900525-758d-47e8-b07a-bc04a0b5a355; Last-Save-Date: 2011-09-09T15:00:22Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-09-09T15:00:22Z; meta:save-date: 2011-09-09T15:00:22Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-09-09T15:00:22Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-09-09T15:00:22Z; created: 2011-09-09T15:00:22Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2011-09-09T15:00:22Z; pdf:charsPerPage: 1742; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-09-09T15:00:22Z | Conteúdo => CSRFrF02 Fls. 192 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA TURMA Processo n0 Recurso n" Matéria Acórdão 11 0 Sessão de Recorrente Interessado 13807.006853/99-52 202-120.407 Especial do Procurador PIS 02-02.997 05 de maio de 2008 FAZENDA NACIONAL CONFECÇÕES TOYOTEX LTDA. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PAsEP Período de apuração: 01/01/1994 a 30/09/1995 Corn o reconhecimento da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis 2.445/1988 e 2.449/1988, a contribuição passou a ser devida nos termos da legislação por eles alterada, a qual voltou a viger plenamente, porquanto a declaração de inconstitucionalidade de urna norma jurídica tern natureza deelaratória e produz efeitos ex tune, corno se o viciado diploma legal nunca tivesse existido no mundo do direito. Eventual diferença de tributo decorrente da legislação restaurada deve ser lançada, de oficio, conigida monetariamente e acrescida de juros moratórios e multa de oficio, quando o sujeito passivo não a recolher espontaneamente. Recurso Especial do Procurador Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Antonio Carlos Atulim (Relator), Maria Teresa Martinez López, Dalton César Cordeiro de Miranda, Leonardo Siade Manzan, Manoel Coelho Arruda Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Valmir Sandri que negavam provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Henrique Pinheiro TOITCS. Anto io-Praga - President 4 „ "-V 4ÁfaLtCt) Antonio Carlos Atulim Relator lenrique Pinheiro Torres - Redator Designado EDITADO EM: 08/04/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio Praga, Josefa Maria Coelho Marques, Gileno Gurjdo Barreto, Antonio Carlos Atulim, Maria Teresa Martinez López, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Dalton César Cordeiro de Miranda, Hentique Pinheiro Torres, Leonardo Siade Manzan, Júlio César Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Junior, Elias Sampaio Freire, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Valmir Sandri. Relatório Trata-se de auto de infração lavrado em 30/06/1999 (fl. 67), em razão da insuficiência de recolhimento da contribuição nos períodos de apuração compreendidos entre janeiro de 1994 e setembro de 1995. A insuficiência de recolhimento foi apurada em decorrência de diferença de aliquota e base de calculo, diante da inconstitucionalidade dos Decretos-leis n" 2.445 e n" 2.449, ambos de 1988. A fiscalização não contestou a suficiência dos pagamentos efetuados sob a égide da legislação declarada inconstitucional. A Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso voluntário por meio do Acórdão n° 202-14.610 (fis. 140/150), no qual ficou decidido que ocorreu a decadência de parte dos fatos geradores lançados; que o contribuinte tinha direito A. semestralidade da base de cálculo do PIS e que, tendo os recolhimentos a menor sido efetuados conforme a legislação posteriormente declarada inconstitucional, eram indevidos os consectários do lançamento de oficio, .á luz do art. 100 do CTN. A Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial corn fulcro na contrariedade a lei, prevista no art. 32, I do anexo II à Portaria MF n" 55/98 (fls. 152/154), alegando, em síntese, que a fiscalização foi obrigada a efetuar o lançamento de oficio porque o contribuinte não regularizou espontaneamente sua situação, tendo em vista que a declaração de inconstitucionalidade e a publicação da Resolução do Senado ocorreram em 1995, ou seja, quatro anos antes da lavratura do auto de infração. Acrescentou que o art. 100 do CTN inaplicável ao caso concreto, não só por referir-se a normas complementares da legislação tributária, mas também porque um contribuinte que chega a ser autuado por não ter se movimentado, decorridos quatro anos de fato jurídico relevante que lhe impunha acertar-se com o Fisco, não merece a exclusão dos consectarios. Por meio do Despacho n°202-00.010 (fi. 156/157), o Presidente da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes recebeu o Recurso Especial interposto. Intimado, apresentou o sujeito passivo Contra-Razões ao Recurso Especial às lis. 161/164, no qual repisou os argumentos lançados no voto condutor do acórdão recorrido e Recurso Especial as lis. 165/169, cujo seguimento foi negado por meio do despaeho de fls. 174/176. Não houve interposição de agravo. E o Re1atóri>7.7 2 Processo n° 13807.006853/99-52 AcOrdilo n.° 02-02.997 CSRF/T02 Fls. 193 Voto Vencido Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Relator O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. O objeto do recurso é o cabimento ou não da exigência da multa de oficio c juros de mora, sobre o lançamento das diferenças do PIS pela Lei Complementar n" 7/70 em relação ao que foi pago com base nos decretos-leis inconstitucionais. Sem embargo das dúvidas existentes na época dos fatos geradores sobre a questão da eficácia ex tune ou ex nunc da resolução do senado, cujo deslinde determinaria ou não a exigência de eventuais diferenças do PIS, não se pode perder de vista que no seio da própria Administração Tributária existia orientação no sentido de que as diferenças não deveriam, ser cobradas dos, contribuintes que efetuaram regularmente os pagamentos sob a égide das normas declaradas inconstitucionais. A orientação administrativa quanto a esta questão constou do Parecer MF/SRF/COSIT/DIPAC l\i" 156, de 7 de maio de 1996, item "e", verbis: e) Em siluação de cobrança (CAD) tendo o contribuinte efetuado o recolhimento com base no DL 2.445 e 2.449188 (aliquota de 0,65% e com Receitas Financeiras) e tal valor seja menor que o apurado com base na LC 172 7170, deve-se cobrar a diferença? Considerando que a resposta seja negativa, e no caso de não ter pogo sobre as receitas .financeiras, deverá ser cobrado das mesmas? Resp.: Não, visto que o contribuinte efetuou o pagamento na . forma determinada pela legislação aplicável a época. No caso de falta ou insuficiência de recolhimento c/c acordo com a legislação vigente à época, apurada apás a Resolução SF n" 49/95, deverá ser efetuado lançamento oficio com base na Lei Complementar n" 7/70 e alterações posteriores. Portanto, à luz desta orientação, somente era cabível a exigência das diferenças daqueles contribuintes que lido efetuaram ou que efetuaram pagamento a menor em relação ao que seria devido com base nos Decretos-leis declarados inconstitucionais. A uniformização do entendimento no âmbito da Administração sobre a eficácia ex time da resolução do Senado só ocorreu coin a publicação do Decreto n 0 2.346, de 10/10/1997, norma que tem eficácia prospectiva e que não pode ser aplicada retroativamente para alcançar fatos e situações constituídas antes da sua publicação, sob pena de violar os seguintes dispositivos do código tributário nacional: art. 105 (principio da irretroatividade), art. 106 (exceções ao principio da iiTetroatividade), art. 146 (vedação de alteração de critério jurídico) e art. 149 (impossibilidade de revisão do lançamento por erro de direito). 3 Não se olvide que também o art. 2u, parágrafo único, inciso XIII, da Lei IV 9.784/99, veda a aplicação retroativa de nova interpretação. Na época da publicação do Parecer acima reproduzido ern parte, a Administração Tributária adotava o entendimento do Professor José Afonso da Silva, no sentido de que a Resolução do Senado que suspende a eficácia de norma jurídica declarada inconstitucional tem eficácia ex 111111C. Tendo em vista que existia orientação administrativa no sentido de que os efeitos da declaração de inconstitucionalidade não deveriam retroagir, a Administração não pode alterar este critério anos depois e voltar ao estabelecimento do contribuinte para autuá-lo, sob a justificativa de que agora a eficácia passou a ser ex tune, sob pena de fazer tabula raza do principio da segurança jurídica. Ainda que se trate de auto de infração lavrado após a publicação do Decreto n" 2,346/97, descabe razão ao ilustre Procurador da Fazenda Nacional, pois se a própria Administração chegou a orientar a fiscalização no sentido de não cobrar o principal daqueles contribuintes que pagaram corretamente sob a égide da lei declarada inconstitucional, não se pode penalizar os contribuintes corn a inflição de sanções administrativas fundadas no descumprimento da lei, uma vez que - corno é óbvio nenhuma lei foi descumprida na ocasião em que ocorreram os fatos geradores. Portanto, considero perfeitamente aplicável ao caso concreto a exoneração prevista no art. 100 do CTN, relativa à multa de oficio e aos juros de mora, em face de que após a edição da Resolução do Senado n° 49/1995, a Administração Tributária orientou no sentido de que as diferenças não deveriam ser cobradas, o que significa que se entendia h época que os contribuintes que cumpriram a legislação inconstitucional não estavam sujeitos ao pagamento de diferença alguma. Em face-drexplisto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional e, conse4intemente, manter o Acórdão n°202-14.610. Ai onio Carlos Atulim Voto Vencedor Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Redator Designado O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. . . :..• , No que pese os bens concatenados argumentos trazidos no voto do ilustre relator, deste ouso divergir pelas razões seguintes: Insurge-se a Fazenda Nacional contra • a decisão da Camara recorrida que excluiu da exigência fiscal o valor da multa e dos juros de mora relativo ao credito tributário pertinente à diferença de aliquota de 0,65% para 0,75%, lançado de oficio em razão da suspensão da execução dos Decretos-Leis 2.445/88 e 2.449/88, declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal e objetos da Resolução n" 49 do Senado Federal. A controvérsia gira em torno da aplicação da norma do artigo 100 do CTN, ao lançamento fiscal. 4 Processo n° 13807.006853/99-52 Acórdzio n.° 02-02.997 CSRF/T02 Fls. 194 Corn o reconhecimento da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis 2.445/1988 e 2.449/1988, a contribuição passou a ser devida nos termos da legislação por eles alterada, a qual voltou a viger plenamente, porquanto a declaração de inconstitucionalidade de uma norma jurídica tem natureza declaratória e produz efeitos ex tune, como se o viciado diploma legal nunca tivesse existido no mundo do direito. Isso quer dizer que o tributo era devido, desde o inicio, nos termos da lei restaurada, corno se as modificações introduzidas pela maculada norma tivessem sido apagadas, ou melhor, nunca tivessem existido. No caso concreto, a contribuição deveria ter sido recolhida, nos termos da Lei Complementar n" 07/70, e posteriores alterações (válidas). Eventual diferença de tributo decorrente da legislação restaurada devia ser lançada, de oficio, quando o sujeito passivo não a recolheu espontaneamente. Com isso, se os recolhimentos efetuados com base nos viciados decretos não foram suficientes para cobrir o débito tributário calculado nos termos da legislação revivida, o sujeito passivo, deveria, por se tratar de tributo por homologação, recolher as eventuais diferenças advindas do restabelecimento da sistemática de cálculo prevista na norma restaurada. Se assim não procedeu, resta patente sua inadimplência fiscal, fato este, que, de persi, enseja a constituição, 'de oficio, do crédito tributário não satisfeito (da diferença), corrigido monetariamente. A este devem ser acrescidos juros de mora, bem como multa de oficio correspondente a 75% do imposto não recolhido ao Tesouro, como previstos no artigo 161 do Código Tributário Nacional (norma geral) e na legislação especifica arrolada no enquadramento legal do auto de infração. De outro lado, entendo que o disposto no parágrafo único do artigo 100 do Código Tributário Nacional não se aplica ao caso em questão, porque a inadimplência do sujeito passivo, no tocante às diferenças havidas entre o recolhido, corn base em lei declarada inconstitucional, e o devido em observância da norma inserta na legislação restaurada, não decorreu da observância, pelo sujeito passivo, de nenhuma das normas complementares listadas nos incisos componentes do mencionado artigo. Demais disso, no caso de declaração de inconstitucionalidade, diferentemente de qualquer das hipóteses tratadas nos incisos suso mencionados, desfaz-se, desde sua origem, o ato declarado inconstitucional, com todas as conseqüências dele derivadas, vez que as normas inconstitucionais são nulas, destituídas de qualquer carga de eficácia jurídica, alcançando a declaração de inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo, no dizer de 2 Alexandre de Morais, os atos pretéritos coin base nela praticados (efeitos ex tune). Assim, a declaração de inconstitucionalidade "decreta a total nulidade dos atos emanados do Poder Público, desampara as situações constituídas sob sua égide e inibe — ante a sua inaptidão para produzir efeitos jurídicos vúlidos — a possibilidade de invocação de qualquer direito". A norma prevista no artigo 146 do CTN é totalmente inaplicável no caso de declaração de inconstitucionOlidade da lei tributária, pois, como visto, os efeitos dessa declaração, é ex tune, como se a viciada lei nunca tivesse existido no mundo jurídico, já a norma trazida nesse dispositivo legal diz que as alterações somente produzirão efeitos ex nunc. Ora, por demais óbvio, as mudanças dos critérios jurídicos a que se refere o art. 146 do CTN, não são decorrentes de declaração de inconstitucionalidade de lei, pois os efeitos previstos para Sendo a obrigação tributária satisfeita extemporaneamente, ainda que de forma espontânea, os juros moratOrios são devidos. 2 Direito Constitucional. 1 la ed. São Paulo: Atlas, 2.002. pp. 624/625/7" um caso e outro são diametralmente opostos, o que torna evidente não ser aplicável aos casos inconstitucionalidade de lei esse dispositivo do CTN. Por outro lado, a norma do parágrafo único do artigo 100 do CTN somente tem aplicação nas hipóteses em que o sujeito passivo vinha observando as normas complementares listadas nos incisos desse artigo e, com o novo entendimento ou alteração jurídica de tais normas, recolheu espontaneamente eventuais diferenças de tributo resultante da novel situação jurídica. Assim, mesmo que se pudesse estender, por analogia as hipóteses prevista nos incisos do artigo 100, os beneficios do citado parágrafo único ao caso de diferença dc tributo a recolher surgida corn a restauração de critérios jurídicos decorrente da revivida norma, ainda assim, ditos beneficios não alcançariam o caso em análise, porquanto a reclamante não recolheu espontaneamente a diferença do tributo apurada nos termos da Lei Complementar 07/1970 e alterações posteriores. Com essas considerações, dou provimento ao recurso especial apresentado pela Fazenda Nacional para restabelecer a exigência dos juros moratórios e, também, da multa de oficio. #lenrique Pinheiro Torres - 6
score : 1.0
Numero do processo: 10711.009368/92-44
Data da sessão: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2000
Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL - ADOGEN 343.
Nesta intrincada questão, inclino-me pela interpretação defendida pelo INT, de que o mais lógico é considerar o produto como um composto de composição química definida, a diestearilmetilamina contendo impurezas oriundas da matéria-prima utilizada e subprodutos. Não faria sentido, segundo o INT, que nenhuma das impurezas ou subprodutos fossem deixados intencionalmente como componentes do produto final,porque implicaria queda no desempenho do produto, além de que não garantem nenhuma outra utilização específica. A obtenção de ácido esteárico puro requer a utilização de destilação fracionada cujo custo inviabiliza a utilização no caso. O produto enquadra-se no Capítulo 29 utilizando-se a Nota 1 "a", do Capítulo e, subsidiariamente, as NESH, para entendimento e interpretação do que seja produto isolado e com constituição química definida.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 303-29.389
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário,na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o conselheiro João Holanda Costa.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200008
ementa_s : CLASSIFICAÇÃO FISCAL - ADOGEN 343. Nesta intrincada questão, inclino-me pela interpretação defendida pelo INT, de que o mais lógico é considerar o produto como um composto de composição química definida, a diestearilmetilamina contendo impurezas oriundas da matéria-prima utilizada e subprodutos. Não faria sentido, segundo o INT, que nenhuma das impurezas ou subprodutos fossem deixados intencionalmente como componentes do produto final,porque implicaria queda no desempenho do produto, além de que não garantem nenhuma outra utilização específica. A obtenção de ácido esteárico puro requer a utilização de destilação fracionada cujo custo inviabiliza a utilização no caso. O produto enquadra-se no Capítulo 29 utilizando-se a Nota 1 "a", do Capítulo e, subsidiariamente, as NESH, para entendimento e interpretação do que seja produto isolado e com constituição química definida. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2000
numero_processo_s : 10711.009368/92-44
anomes_publicacao_s : 200008
conteudo_id_s : 5679321
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 24 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 303-29.389
nome_arquivo_s : 30329389_107110093689244_200008.pdf
ano_publicacao_s : 2000
nome_relator_s : ZENALDO LOIBMAN
nome_arquivo_pdf_s : 107110093689244_5679321.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário,na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o conselheiro João Holanda Costa.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2000
id : 4617392
ano_sessao_s : 2000
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-06-24T19:57:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-06-24T19:57:21Z; created: 2013-06-24T19:57:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 20; Creation-Date: 2013-06-24T19:57:21Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-06-24T19:57:21Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714074931310886912
score : 1.0
Numero do processo: 10980.015735/2007-80
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPOSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO LEGAL RELATIVA ESTABELECIDA PELO ART. 42 DA LEI Nº 9.430/1996. SÚMULA CARF Nº 61.
Os depósitos bancários iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 (doze mil reais), cujo somatório não ultrapasse R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) no ano-calendário, não podem ser considerados na presunção da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada.
Numero da decisão: 2201-002.032
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Assinado Digitalmente
Eduardo Tadeu Farah Relator
Assinado Digitalmente
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Ricardo Anderle (Suplente convocado), Pedro Paulo Pereira Barbosa e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPOSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO LEGAL RELATIVA ESTABELECIDA PELO ART. 42 DA LEI Nº 9.430/1996. SÚMULA CARF Nº 61. Os depósitos bancários iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 (doze mil reais), cujo somatório não ultrapasse R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) no ano-calendário, não podem ser considerados na presunção da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada.
dt_publicacao_tdt : Fri May 03 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10980.015735/2007-80
anomes_publicacao_s : 201305
conteudo_id_s : 5241113
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 03 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2201-002.032
nome_arquivo_s : Decisao_10980015735200780.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : EDUARDO TADEU FARAH
nome_arquivo_pdf_s : 10980015735200780_5241113.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Relator Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Ricardo Anderle (Suplente convocado), Pedro Paulo Pereira Barbosa e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
id : 4602303
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074931311935488
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1676; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 2 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.015735/200780 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201002.032 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2013 Matéria IRPF Recorrente MARISA DE FÁTIMA COBBE BONKOSKI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPOSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO LEGAL RELATIVA ESTABELECIDA PELO ART. 42 DA LEI Nº 9.430/1996. SÚMULA CARF Nº 61. Os depósitos bancários iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 (doze mil reais), cujo somatório não ultrapasse R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) no ano calendário, não podem ser considerados na presunção da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah – Relator Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Ricardo Anderle AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 57 35 /2 00 7- 80 Fl. 149DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 2 (Suplente convocado), Pedro Paulo Pereira Barbosa e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad. Relatório Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2004, consubstanciado no Auto de Infração, fls. 52/53, pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 5.885,90, calculados até 31/10/2007. A fiscalização apurou omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários sem comprovação de origem. Cientificada do lançamento, a interessada apresentou tempestivamente Impugnação, alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, verbis: Em síntese fática, afirma que “a autuação é nula, porque apresenta vícios insanáveis, e também improcedente, devendo ser cancelada, em sua totalidade”. Argúi que não foram observadas as normas que regulam a execução de procedimentos fiscais, com o não cumprimento de vários dispositivos da Portaria SRF nº 6.087, de 2005: o artigo 7º, inciso VI, que determina as indicações do endereço e do telefone do chefe do AFRF; o artigo 10, que estabelece a emissão de MPF complementar; e o artigo 12, que prevê o prazo de validade do MPF.Acrescenta que o lançamento é nulo porque está baseado em Mandado de Procedimento Fiscal onde não consta autorização para fiscalização do anocalendário de 2003. Defende a impossibilidade de utilização de dados e documentos obtidos em processo criminal para fins de lançamento de tributos, “porque o sigilo bancário é direito individual do mesmo e somente poderia ser quebrado com ordem judicial, o que não ocorreu no caso em tela, o que viola a Constituição Federal, em seus artigos 5º, LV, LIV, e 93”. Em face dos vícios apontados, afirma que o auto de infração deve ser considerado nulo, pois não foi feito na forma prescrita em lei, como estabelece o Código Civil, acrescentando que a “nulidade pode ser alegada por qualquer interessado, podendo inclusive ser declarada de ofício, o que desde logo se requer”. No mérito, alega a ausência de omissão de receitas, pois “a conta corrente bancária utilizada para afirmar, erroneamente, que a impugnante omitiu receitas, era, de fato, de uso único e exclusivo de seu excônjuge” e “jamais efetuou qualquer movimentação na conta corrente do banco Citibank”. Argúi que, além de não ser mais cônjuge do outro titular da conta corrente desde agosto de 2001, “declara seu imposto sobre a renda individualmente, e em separado, pois exerce, desde então, cargo público junto ao Estado do Paraná, fonte exclusiva de seus rendimentos e cujo imposto é descontado na fonte”. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10980.015735/200780 Acórdão n.º 2201002.032 S2C2T1 Fl. 3 3 Explica que seu excônjuge era sócio de pessoa jurídica prestadora de serviços de advocacia e que os rendimentos considerados omitidos são desta pessoa jurídica. Alega cerceamento de defesa porque “não tem como se defender adequadamente, e deve ser excluída de todo e qualquer procedimento que envolva as operações financeiras de seu ex cônjuge, porque dele está separada desde agosto de 2001, não tinha nem tem conhecimento das transações pessoais e/ou empresariais do mesmo desde então e sempre declarou, individualmente e em separado, o seu próprio imposto sobre a renda”. Afirma que a autuação dos depósitos bancários baseouse em meras presunções e que cabe ao fisco o ônus da prova do ilícito tributário. Postula que seu excônjuge “após a entrega das declarações de renda nas quais a fiscalização se baseou para lavrar o Auto de Infração, declarou rendimentos e parcelou os valores devidos” e isso não foi considerado pela fiscalização. Diz que está trazendo os comprovantes de pagamento do parcelamento efetuado e que são suficientes para “justificar os dispêndios indicados no Termo de Verificação Fiscal”, requerendo “posterior juntada de outros documentos e planilhas explicativas”. Com fulcro na doutrina, alega a ausência de provas, “uma vez que o arbitramento realizado não demonstra os fatos geradores ocorridos, sendo que em momento algum foram feitas as provas correspondentes, as quais são obrigatórias” e a fiscalização não poderia desclassificar as declarações do impugnante/contribuinte, nem desconsiderar a existência da pessoa jurídica, já que a competência para isso estaria na seara do Poder Judiciário. Argúi que não é possível a imputação de omissão de receitas quando não houver prova, pelo Fisco, de sinais exteriores de riqueza, transcrevendo decisão administrativa e discorrendo longamente sobre presunção e a impossibilidade de sua utilização pelo Fisco. Contesta a aplicação da multa de ofício de 75%, afirmando que comprovou a nulidade do lançamento e improcedência dos valores exigidos. Insurgese contra a cobrança de juros de mora com aplicação da taxa SELIC, afirmandoa inconstitucional e ilegal. Requer a juntada posterior de documentos e planilhas, afirmando que o pedido se justifica porque, “está sendo autuada por responsabilidade solidária e não tem como obter, no prazo de defesa, toda a documentação”. Indica assistente técnico. Por fim, pede que seja reconhecida a nulidade da autuação e seus efeitos, ou sua improcedência, total ou parcial, nos termos Fl. 151DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 4 da impugnação, bem como requer a juntada posterior de documentos e a realização da prova pericial. A 4ª Turma da DRJ em Curitiba/PR julgou integralmente procedente o lançamento, consubstanciado nas ementas abaixo transcritas: DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões administrativas e as judiciais, não proferidas pelo STF sobre a inconstitucionalidade das normas legais, não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. VÍCIOS. INEXISTÊNCIA. O Mandado de Procedimento Fiscal MPF é instrumento de controle administrativo e eventuais falhas ou vícios na sua emissão ou prorrogação, que não ocorreram no caso, não podem ensejar a nulidade do lançamento. SIGILO BANCÁRIO. DECISÃO JUDICIAL. O questionamento sobre decisão judicial que determinou a quebra do sigilo bancário para fins fiscais é matéria fora da competência da autoridade administrativa encarregada de julgamento do contencioso administrativo, a quem cabe somente obedecêla e fazer cumprir. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Nos termos do artigo 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, cumpre ao contribuinte instruir a peça impugnatória com todos os documentos em que se fundamentar e que comprovem as alegações de defesa, precluindo o direito de fazêlo em data posterior. PEDIDO DE PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. INDEFERIMENTO. É desnecessária a perícia que objetiva responder a questões que não dependem de conhecimento técnico especializado não dominado pela autoridade julgadora. OMISSÃO DE RENDIMENTO. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS ARTIGO 42 DA LEI Nº 9.430 de 1996. A presunção legal de omissão de receitas, prevista no art. 42, da Lei nº 9.430, de 1996, autoriza o lançamento com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. MULTA DE OFÍCIO. APLICAÇÃO. A multa de ofício é devida em face da infração às regras instituídas pelo Direito Fiscal, possui previsão legal e aplicase na cobrança de imposto suplementar, por falta de declaração ou Fl. 152DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10980.015735/200780 Acórdão n.º 2201002.032 S2C2T1 Fl. 4 5 declaração inexata, independendo da gravidade da infração, máfé ou intenção do contribuinte, sendo que a mera inadimplência verificada em procedimento de ofício é supedâneo à sua exigência. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Os tributos e contribuições sociais não pagos até o seu vencimento, com fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/1995, serão acrescidos, desde o seu vencimento, na via administrativa ou judicial, de juros de mora equivalentes, a partir de 01/04/1995, à taxa referencial do Selic para títulos federais. Intimada da decisão de primeira instância em 02/06/2008 (fl. 131), Marisa de Fátima Cobbe Bonkoski apresenta Recurso Voluntário em 30/06/2008 (fls. 132 e seguintes), sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos defendidos em sua Impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro EDUARDO TADEU FARAH, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. No presente litígio está em discussão, como se pode verificar da leitura do relatório, a omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, amparado no art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996, correspondente ao anocalendário de 2003. Inconformada, a recorrente apresenta sua peça recursal a este e. Conselho Administrativo pleiteando a reforma da decisão prolatada na Primeira Instância alegando, preliminarmente, as seguintes nulidades: cerceamento do direito de defesa, irregularidade no Mandado de Procedimento Fiscal e quebra ilegal de sigilo bancário. No mérito, reafirma que a conta corrente era de uso exclusivo de seu excônjuge e, desta forma, fica prejudicada a comprovação da origem. Relativamente à argüição de nulidade posta em sua peça recursal, entendo, pois, que em homenagem aos princípios da finalidade, da ausência de prejuízo, da economia processual e da celeridade, quando for possível decidirse do mérito em favor da parte suscitante, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta, tal qual previsto no § 3° do art. 59 do Decreto 70.235/1972: Art. 59 ........... § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade Fl. 153DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 6 julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) Assim, diante da possibilidade de decisão favorável à parte suscitante, deixo de apreciar as preliminares arguidas, com amparo na regra processual inserida no § 3° do art. 59 do Decreto 70.235/1972. No mérito, a base legal que deu suporte à exação foi o artigo 42 e parágrafos, da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores introduzidas pelo art. 4º da Lei nº 9.481, de 13 de agosto de 1997, e pelo art. 58 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, in verbis: Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. (...) § 3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I – os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II – no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$12.000,00 (doze mil Reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil Reais); (...) § 6° Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares. (grifei) Como se vê, nos dispositivos legais acima mencionados, o legislador estabeleceu uma presunção legal de omissão de rendimentos. Não logrando o titular comprovar a origem dos créditos efetuados em sua conta bancária, temse a autorização legal para considerar ocorrido o fato gerador, ou seja, para presumir que os recursos depositados traduzem rendimentos do contribuinte. Da análise dos autos verificase que a fiscalização entendeu que a suplicante não logrou comprovar, por meio do necessário lastro documental hábil e idôneo, a origem do depósito bancários no valor de R$ 9.450,00. Transcrevese, outrossim, os valores: DATA HISTÓRICO CRÉDITOS 50% 18/02/2003 Dep Ch Terceiros 1.000,00 500,00 Fl. 154DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10980.015735/200780 Acórdão n.º 2201002.032 S2C2T1 Fl. 5 7 24/03/2003 Dep Ch Terceiros 1.000,00 500,00 30/10/2003 Dep Dinheiro 6.800,00 3.400,00 05/11/2003 Dep Dinheiro 3.100,00 1.550,00 25/11/2003 Dep Dinheiro 7.000,00 3.500,00 Não há dúvidas que a Lei nº 9.430, de 1996 definiu limites para os valores creditados e não comprovados, pelo que não se aplica a presunção de omissão de receitas aos créditos não comprovados de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00, dentro do ano calendário, cujo somatório seja igual ou inferior a R$ 80.000,00. Sobre esta matéria, dispensável tecer maiores comentários, eis que o tema já foi pacificado pelo CARF, conforme se verifica da transcrição da Súmula CARF nº 61: Os depósitos bancários iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 (doze mil reais), cujo somatório não ultrapasse R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) no anocalendário, não podem ser considerados na presunção da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, no caso de pessoa física. De acordo com o demonstrativo supra verificase que os valores depositados na conta corrente da contribuinte ficaram abaixo dos limites individuais e globais previstos no inciso II do § 3º do art. 42, da Lei n° 9.430, de 1996. Ante a todo exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 155DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 10980.015735/200780 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovados pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto a Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 2201002.032. Brasília/DF, 12 de março de 2013 Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 156DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
Numero do processo: 11610.004792/2002-08
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2002
LANÇAMENTO DE OFÍCIO E REDUÇÃO DE SALDO NEGATIVO. IDENTIDADE DE MATÉRIAS. DUPLICIDADE DE EXIGÊNCIAS.
Se a autoridade administrativa, por meio de procedimento de lançamento de ofício, constitui crédito tributário com base na mesma irregularidade que serviu de suporte para a redução do saldo negativo efetuado em outro procedimento administrativo (compensação indevida de prejuízo fiscal), a duplicidade de exigência resta caracterizada.
Numero da decisão: 1301-001.049
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
documento assinado digitalmente
Alberto Pinto Souza Junior
Presidente
documento assinado digitalmente
Wilson Fernandes Guimarães
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alberto Pinto Souza Junior, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARAES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - restituição e compensação
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2002 LANÇAMENTO DE OFÍCIO E REDUÇÃO DE SALDO NEGATIVO. IDENTIDADE DE MATÉRIAS. DUPLICIDADE DE EXIGÊNCIAS. Se a autoridade administrativa, por meio de procedimento de lançamento de ofício, constitui crédito tributário com base na mesma irregularidade que serviu de suporte para a redução do saldo negativo efetuado em outro procedimento administrativo (compensação indevida de prejuízo fiscal), a duplicidade de exigência resta caracterizada.
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11610.004792/2002-08
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5180509
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1301-001.049
nome_arquivo_s : Decisao_11610004792200208.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : WILSON FERNANDES GUIMARAES
nome_arquivo_pdf_s : 11610004792200208_5180509.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. documento assinado digitalmente Alberto Pinto Souza Junior Presidente documento assinado digitalmente Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alberto Pinto Souza Junior, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4450961
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:45:08 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074931315081216
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1667; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 535 1 534 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11610.004792/200208 Recurso nº 163.550 Voluntário Acórdão nº 1301001.049 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de setembro de 2012 Matéria IRPJ COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Recorrente COMPANHIA NITRO QUÍMICA BRASILEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2002 LANÇAMENTO DE OFÍCIO E REDUÇÃO DE SALDO NEGATIVO. IDENTIDADE DE MATÉRIAS. DUPLICIDADE DE EXIGÊNCIAS. Se a autoridade administrativa, por meio de procedimento de lançamento de ofício, constitui crédito tributário com base na mesma irregularidade que serviu de suporte para a redução do saldo negativo efetuado em outro procedimento administrativo (compensação indevida de prejuízo fiscal), a duplicidade de exigência resta caracterizada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. “documento assinado digitalmente” Alberto Pinto Souza Junior Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 0. 00 47 92 /2 00 2- 08 Fl. 535DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11610.004792/200208 Acórdão n.º 1301001.049 S1C3T1 Fl. 536 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alberto Pinto Souza Junior, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Fl. 536DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11610.004792/200208 Acórdão n.º 1301001.049 S1C3T1 Fl. 537 3 Relatório COMPANHIA NITRO QUÍMICA BRASILEIRA, já devidamente qualificada nestes autos, inconformada com a decisão da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, São Paulo, que deferiu parcialmente pedido veiculado por meio de manifestação de inconformidade, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de pedido de restituição relativo a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica do anocalendário de 2001, cumulado com pedidos de compensação. A Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em São Paulo (Derat/SPO), por meio de Despacho Decisório (fls. 154/158), reconheceu parcialmente o direito creditório pleiteado (de um total requerido de R$ 6.692.993,03, reconheceu R$ 2.617.417,97). Para não reconhecer parte do crédito pleiteado, a Derat/SPO alegou: i) existência de indícios de omissão de receita financeira, no montante de R$ 16.118.576,87, sendo R$ 15.183.757,57 referentes a rendimentos obtidos em operações de swap); e ii) inobservância do limite de 30% na compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores. Em sede de manifestação de inconformidade (fls. 180/226), a contribuinte alegou: que o despacho decisório recorrido deveria ser anulado com efeitos "ex tunc", pois careceria de motivação especialmente no concernente à omissão de receitas, já que não teria apresentado os elementos que configurariam a efetiva omissão, nem teria identificado de onde provinha o valor de R$ 16.118.576,87; que não teria havido omissão de receitas de operações com "swap", já que havia contabilizado a título de juros ativos com tais operações o montante de R$ 47.454.637,63, conforme comprovariam as cópias dos Livros Razão e Diário de fls. 249 a 262, que não haviam sido somados aos R$ 32.769.244,34 auferidos a título de outras receitas financeiras e declarados na linha 24 da ficha 06A da DIPJ/2002, pois os juros passivos com referidas operações totalizaram R$ 51.767.363,18, fazendo com que o resultado tivesse sido negativo no valor de R$ 4.312.725,55, que estariam contidos no montante de R$ 50.649.458,01 declarados na linha 36 da ficha 06A da mesma DIPJ/2002 a título de despesas financeiras, conforme cópia parcial da declaração de fl. 248; que teria o direito de anexar ao presente processo cópia dos Livros Diário e Razão e da ficha 06A da DIPJ/2002, já que, conforme dispõe o artigo 74 da Lei n° 9.430/1996, a manifestação de inconformidade deve obedecer ao Decreto n° 70.235/1972, cujo artigo 16, § 4º, consigna que os documentos deverão ser juntados por ocasião da impugnação; que a autoridade recorrida não teria considerado os rendimentos de operações de swap por ela declarados, no valor de R$ 568.245,46 e constante às fls. 119, relativo ao Unibanco, cujo informe de rendimentos também teria sido acostado aos autos; Fl. 537DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11610.004792/200208 Acórdão n.º 1301001.049 S1C3T1 Fl. 538 4 que no processo administrativo nº 19515.004212/200345 estaria sendo discutido o lançamento de ofício relativo à compensação de prejuízos fiscais no anocalendário 2001 acima do limite de 30%; que a jurisprudência das Delegacias de Julgamento e do Conselho de Contribuintes seria pacífica no sentido de que, havendo duplicidade de lançamentos, o segundo deve ser anulado; que teria impetrado perante a 21ª Vara da Seção Judiciária de São Paulo o Mandado de Segurança n° 96.00336555 (petição inicial às fls. 331 a 342), no qual obteve liminar (fls. 343 e 344) confirmada por sentença (fls. 345 a 357), que lhe autorizou compensar integralmente os prejuízos fiscais acumulados até 1994, decisão esta que teria sido objeto de recurso de apelação interposto pela União e que aguardaria julgamento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, conforme informação obtida na página na internet do referido Tribunal (fls. 358 e 359); que a limitação temporal à compensação de prejuízos imposta pela decisão administrativa recorrida não poderia prevalecer, pois o artigo 12 da Lei n° 8.541/1991, que limitava a compensação de prejuízos a até quatro anoscalendário subseqüentes ao ano de apuração, foi expressamente revogado pelo artigo 117, inciso I, da Lei nº 8.981/1995, e o dispositivo final da sentença que determina a observância do artigo 12 da referida Lei n° 8.981/1995 é nulo pelo fato de a sentença, nesta parte, ser ultra petita, conforme decisões transcritas do Superior Tribunal de Justiça; que desconsiderar os prejuízos fiscais acumulados até 31/12/1994 implicaria tributação do patrimônio, o que ofenderia não apenas a Constituição Federal (artigo 153, inciso I), mas também o conceito de renda como efetivo acréscimo patrimonial contido no artigo 43 do Código Tributário Nacional (CTN); que a multa de 20% do valor do tributo à ela imposta não poderia prevalecer, pois seria confiscatória e desproporcional, devendo ser reduzida para no máximo 2%, conforme decisão judicial em Embargos de Execução transcrita; e que os juros de mora não poderiam ser calculados com base na taxa Selic, pois esta taxa é remuneratória de títulos públicos e da variação dos seus valores de mercado e seu uso como juros moratórios tributários fere o artigo 161, § 1°, do CTN e o artigo 192, § 3º, da Constituição Federal, entendimento este corroborado por doutrina e jurisprudência reproduzidas. Por requisição da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, foi promovida diligência com o intuito de intimar a contribuinte a regularizar sua representação processual e de examinar, com base nas alegações trazidas ao processo, a questão relacionada à tributação dos rendimentos relacionados às operações de swap. A representação processual foi regularizada e, relativamente às operações de swap, foi elaborada a Informação Fiscal de fls. 402/405, que, em apertada síntese, apresentou os seguintes esclarecimentos: a) a cópia de parte dos Livros Razão e Diário juntados pela contribuinte é referente ao anocalendário de 2002, enquanto o presente processo cuida de saldo negativo relativo ao anocalendário de 2001; e b) juntando cópia de parte dos Livros Razão e Diário relativa ao anocalendário de 2001, informa que no referido anocalendário os juros ativos de operações com swap montaram R$ 38.355.272,56 e os juros passivos Fl. 538DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11610.004792/200208 Acórdão n.º 1301001.049 S1C3T1 Fl. 539 5 totalizaram R$ 38.249.203,15, o que gerou um resultado positivo de R$ 106.069,41, que está contido no valor de R$ 32.769.244,34 declarado na linha 24 da Ficha 06A da DIPJ/2002, a título de outras receitas financeiras. Intimada a se pronunciar sobre as conclusões trazidas pela acima mencionada Informação Fiscal, a contribuinte afirmou (fls. 409/410) que a diligência demonstrou que seu direito creditório é cristalino e afastou quaisquer dúvidas que porventura existiriam a respeito. A já citada 1a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, analisando a peça de defesa, decidiu, por meio do Acórdão nº. 1613.809, de 18 de junho de 2007, pelo reconhecimento parcial do direito creditório requerido. O referido julgado restou assim ementado: DIREITO CREDITÓRIO. SALDO NEGATIVO. RETENÇÕES NA FONTE. RENDIMENTOS. OFERECIMENTO À TRIBUTAÇÃO. COMPROVAÇÃO. INFORMES DE RENDIMENTOS. APRESENTAÇÃO. Para ser reconhecido direito creditório relativo a saldo negativo de Imposto de Renda apurado em declaração de rendimentos, deve estar comprovado que foram oferecidos à tributação nesta mesma declaração os rendimentos sobre os quais incidiu o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que forma o saldo negativo e devem ser apresentados os Informes de Rendimentos fornecidos pelas fontes pagadoras nos quais conste o IRRF. SALDO NEGATIVO. FORMAÇÃO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. LIMITE LEGAL. DESRESPEITO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DISCUSSÃO JUDICIAL. Descabe reconhecer direito creditório decorrente de saldo negativo de imposto de renda formado em apuração que desrespeita o limite legal para compensação de prejuízos fiscais apurados em períodos anteriores diante da existência de lançamento de ofício sobre a matéria que está pendente de julgamento no Conselho de Contribuintes e discussão judicial sobre a mesma matéria ainda sem decisão definitiva. Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário de fls. 465/495, por meio do qual sustenta: que a parte da decisão recorrida que não reconheceu o crédito em virtude da suposta compensação de prejuízos fiscais sem a observância do percentual de 30% (trinta por cento) merece reforma porque exarada sem considerar as razões de fato e de direito alegadas em sua manifestação de inconformidade, as quais demonstram que a exigência fiscal em causa é insubsistente porque atentatória da legislação em vigor; que, na parte em que não reconhece o restante do crédito, a decisão não pode prevalecer: a uma porque já foi autuada por este mesmo fato jurídico nos autos do processo administrativo nº 19515.004212/200345; a duas porque a questão do prejuízo fiscal está sendo discutida judicialmente, estando com sua exigibilidade suspensa por força de decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região; Fl. 539DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11610.004792/200208 Acórdão n.º 1301001.049 S1C3T1 Fl. 540 6 que, caso venha a sucumbir no processo nº 19515.004212/200345, será no bojo deste citado processo que recolherá os valores porventura devidos, não interferindo no direito creditório ora pleiteado nos presentes autos, que deverá permanecer incólume; que está sob o amparo de decisão judicial que lhe autoriza a compensação integral dos prejuízos fiscais acumulados até 31 de dezembro de 1994, sem qualquer limitação temporal; que, ainda que algum valor a título de multa fosse devido, a multa de 20% do valor do tributo não deve prevalecer, dado seu elevado percentual, manifestamente confiscatório e desproporcional; que, ainda que algum valor a título de juros de mora pudesse prevalecer, eles não poderiam ser calculados com base na taxa SELIC. É o Relatório. Fl. 540DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11610.004792/200208 Acórdão n.º 1301001.049 S1C3T1 Fl. 541 7 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Em conformidade com o despacho decisório de fls. 154/158, a contribuinte impetrou pedido de restituição de saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica do ano calendário de 2001, no montante de R$ 6.692.993,03, visando compensálo com débitos diversos. Nessa primeira análise, houve reconhecimento parcial do crédito pleiteado, haja vista a constatação de indício de omissão de receita financeira e de ausência de observância do limite de 30% na compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores. Assim, refeita a apuração do saldo negativo do imposto a partir da consideração da receita financeira tida como omitida e do limite de 30% na compensação de prejuízos fiscais, reconheceuse o direito creditório de R$ 2.617.417,97. A Turma Julgadora de primeira instância, por sua vez, tomando por base informação trazida por meio de diligência fiscal, concluiu pela improcedência da omissão de receita financeira e pela procedência da glosa do saldo negativo derivada da inobservância do limite de 30% na compensação de prejuízos fiscais. Diante disto, a decisão prolatada em primeira instância reconheceu crédito adicional de R$ 2.820.751,21. Relativamente aos argumentos acerca da inobservância do limite de 30% na compensação de prejuízos fiscais, trazidos pela Recorrente em sede de Manifestação de Inconformidade, o voto condutor da decisão combatida assinala: [...] 25. A contribuinte afirma que não se pode glosar a compensação de prejuízos além do limite legal de 30% porque já foi autuada sobre esta matéria e este lançamento está sendo discutido no processo administrativo 19515.004212/200345. Segundo a impugnante, manter a glosa neste processo de restituição é duplicidade de lançamentos sobre a mesma matéria, situação vedada pela jurisprudência administrativa. Além disto, a impugnante afirma que a matéria também está sendo discutida judicialmente no Mandado de Segurança n° 96.00336555 impetrado perante a 21ª Vara da Seção Judiciária de São Paulo. 26. De fato, a contribuinte foi autuada por, ao apurar o resultado relativo ao anocalendário 2001, não respeitar o citado limite de 30% para compensação de prejuízos apurados em períodos anteriores, conforme comprovam as cópias do Termo de Verificação (fls. 283 a 289) e do Auto de Infração (fls. 264 a 280) que ensejaram a formação do já referido processo administrativo 19515.004212/200345 (fl. 290). Este lançamento foi contestado pela contribuinte (cópia da impugnação às fls. 291 a 329). Contudo, foi integralmente mantido por meio do Acórdão n° 9.816, Fl. 541DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11610.004792/200208 Acórdão n.º 1301001.049 S1C3T1 Fl. 542 8 de 28 de julho de 2006, proferido pela 2ª Turma desta Delegacia de Julgamento (cópia de fls. 415 a 434) e atualmente se encontra pendente de apreciação no Primeiro Conselho de Contribuintes, conforme cópia do extrato do processo à fl. 416. 27. Diante disto, poderseia dizer que existe mais razão para que o desrespeito ao limite para a compensação de prejuízos seja obstáculo ao reconhecimento do direito creditório pleiteado. Contudo, apesar de o lançamento que glosou a compensação de prejuízos ter sido integralmente mantido no julgamento de 1ª instância administrativa, esta decisão pode ser revertida no Conselho de Contribuintes e se isto ocorrer e ao mesmo tempo se desconsiderar o desrespeito ao limite legal para compensação de prejuízos para reconhecimento da restituição pleiteada no presente processo, a contribuinte passará de uma situação de lançamento em duplicidade para uma situação de aproveitamento de um direito creditório inexistente. 28. Também não se pode perder de vista que o Poder Judiciário está examinando a questão da compensação de prejuízos e é ele quem dará a última palavra sobre a matéria. Em 1ª instância jurisdicional a impetrante obteve decisão parcialmente favorável, conforme cópia da sentença de fls. 345 a 357, que lhe permitiu utilizar os prejuízos fiscais apurados até 31/12/1994 respeitadas apenas as disposições do artigo 12 da Lei n° 8.541/1991 (que limitava a compensação de prejuízos fiscais a até quatro anoscalendário subseqüentes ao da apuração do prejuízo) e confirmou a limitação de 30% para os prejuízos fiscais apurados a partir de 01/01/1995. Contudo, a Apelação apresentada pela Fazenda Nacional foi provida por unanimidade, estando pendentes de apreciação Recursos Especial e Extraordinários interpostos, conforme informação obtida na página da Internet do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (fls. 417 a 419). 29. Diante disto, não se pode reconhecer direito creditório da contribuinte decorrente de saldo negativo de imposto de renda que foi calculado em desacordo com as normas legais vigentes, já que a contribuinte não obedeceu ao limite de 30% do lucro líquido ajustado para a compensação de prejuízos fiscais apurados em períodos anteriores. Na hipótese de ser apresentado recurso voluntário contra este acórdão, o mesmo recurso deverá ser encaminhado preferencialmente à mesma Câmara e relator para que seja proferido acórdão coerente com a decisão que for proferida no julgamento do recurso relativo ao lançamento discutido no processo 19515.004212/200345 e com a decisão judicial decorrente do Mandado de Segurança 96.00336555, impetrado pela contribuinte. 30. Justamente pela existência desta discussão judicial não cabe a este órgão administrativo se pronunciar sobre a mesma matéria que foi levada à apreciação do Poder Judiciário. Isto porque, a propositura, pelo contribuinte, de ação judicial contra a Fazenda Nacional, importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto quanto às mesmas alegações. [...] Com o devido respeito, penso que os fundamentos que serviram de suporte para o decidido em primeira instância sejam merecedores de reparo. Em convergência com o alegado pela Recorrente, a redução do saldo negativo e, ao mesmo tempo, o lançamento tributário, tomandose por base idêntico Fl. 542DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11610.004792/200208 Acórdão n.º 1301001.049 S1C3T1 Fl. 543 9 fundamento (no presente caso, compensação indevida de prejuízos fiscais), revela duplicidade de exigência. No denominado lançamento por homologação, a autoridade fiscal, ao promover a homologação expressa (leiase: fiscalização), a rigor, a partir da constatação de determinada infração, deveria refazer toda a apuração do imposto, inclusive do saldo final. No caso vertente, se tal providência tivesse sido adotada, diferentemente do crédito tributário constituído por meio do auto de infração tratado no processo administrativo nº 19515.004212/200345, teríamos, consideradas as investigações relatadas no presente processo, um único resultado, qual seja, a redução do saldo negativo declarado pela Recorrente. Contudo, como é cediço, os procedimentos de ofício efetivados pela Receita Federal, no que tange ao imposto de renda da pessoa jurídica, não conduz, em virtude de eventual constatação de irregularidade, à recomposição do saldo do imposto declarado pelo contribuinte. Limitase ao refazimento da base de cálculo, presumindo que o saldo em questão, se positivo, foi devidamente extinto, se negativo, foi objeto de restituição ou compensação. Assim, ao exigir por meio de lançamento de ofício a compensação indevida de prejuízos fiscais em um determinado procedimento administrativo e, ao mesmo tempo, em outro, recalcular o imposto devido declarado tomando por fundamento essa mesma compensação indevida, resta claro que se está exigindo em duplicidade o imposto que deixou de ser pago em virtude da compensação tida como irregular. O argumento de que “apesar de o lançamento que glosou a compensação de prejuízos ter sido integralmente mantido no julgamento de 1ª instância administrativa, esta decisão pode ser revertida no Conselho de Contribuintes e se isto ocorrer e ao mesmo tempo se desconsiderar o desrespeito ao limite legal para compensação de prejuízos para reconhecimento da restituição pleiteada no presente processo, a contribuinte passará de uma situação de lançamento em duplicidade para uma situação de aproveitamento de um direito creditório inexistente”, com a devida vênia, não pode ser recepcionado. Com efeito, se o lançamento fosse julgado insubsistente em segunda instância, o que não é o caso1, maior razão existiria para não acolher o fundamento que serviu de base para o não reconhecimento do crédito, eis que, ressalvada a hipótese de a insubsistência em questão ter tido suporte em vício formal, a conclusão seria a de que, para a autoridade julgadora de segunda instância, a contribuinte estava autorizada a promover a compensação sem observância do limite de 30%. Por todo o exposto, ressaltando que o processo nº 19515.004212/200345 já foi julgado por este Colegiado, o que inviabiliza o atendimento ao pedido no sentido de que o 1 Restando incontroverso que nos autos do processo administrativo nº 19515.004212/200345 a compensação de prejuízos fiscais discutida no presente processo foi objeto de autuação, cumpre esclarecer que a 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da Primeira Seção deste Colegiado, em sessão de 23 de novembro de 2011, negou provimento ao recurso impetrado (acórdão nº 110200.613). Fl. 543DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11610.004792/200208 Acórdão n.º 1301001.049 S1C3T1 Fl. 544 10 presente julgamento fosse promovido de forma conjunta com o relativo ao citado processo, conduzo meu voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso. “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Fl. 544DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10120.012582/2008-20
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 19/09/2008
PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Numero da decisão: 2403-001.749
Decisão: Recurso Voluntário Provido em Parte
Crédito Tributário Mantido em Parte
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar o recálculo da multa da multa de acordo com o disciplinado no art. 32 A da Lei 8.212/91.
Carlos Alberto Mees Stringari
Relator/Presidente
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhaes Peixoto, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Carolina Wanderley Landim.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 19/09/2008 PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10120.012582/2008-20
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5179732
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2403-001.749
nome_arquivo_s : Decisao_10120012582200820.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 10120012582200820_5179732.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar o recálculo da multa da multa de acordo com o disciplinado no art. 32 A da Lei 8.212/91. Carlos Alberto Mees Stringari Relator/Presidente Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhaes Peixoto, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Carolina Wanderley Landim.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4432699
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:45:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074931319275520
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1533; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.012582/200820 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403001.749 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 21 de novembro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO DO BRASIL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 19/09/2008 PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar o recálculo da multa da multa de acordo com o disciplinado no art. 32 A da Lei 8.212/91. Carlos Alberto Mees Stringari Relator/Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 01 25 82 /2 00 8- 20 Fl. 170DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhaes Peixoto, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Carolina Wanderley Landim. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10120.012582/200820 Acórdão n.º 2403001.749 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília, Acórdão 0332.319, que julgou procedente o lançamento. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: Tratase de autodeinfração (DEBCAD n° 37.174.9557), consolidado em 19/09/2008, emitido contra a empresa em epígrafe, em razão de haver infringido o dispositivo previsto no art. 32, inciso IV, §§ 3° e 9º da Lei n.° 8.212, de 24.07.91, com a redação dada pela Lei ri° 9.528/97, vigente à época, combinado com o art. 225, IV, do Regulamento da Previdência Social — RPS , aprovado pelo Decreto n.° 3.048/99, por ter a autuada deixado de entregar a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação Previdência Social — GFIP das competências 13/2005 e 13/2006. ... A multa aplicada equivale, por competência em que não houve a entrega da GFIP, a um multiplicador sobre o valor mínimo em função do número de empregados, acrescida 5% (cinco por cento) para cada mês ou fração em atraso, a partir do mês seguinte àquele em que a GFIP deveria ter sido entregue, conforme planilha inserida no Relatório da Multa Aplicada, à fl. 06. A multa foi atenuada em 50% (cinqüenta por cento) do seu valor, dada a correção da falta durante a realização da auditoria fiscal, implicando no montante exigido de R$ 9.537,16 (nove mil quinhentos e trinta e sete reais e dezesseis centavos), como previsto no art. 291, caput, e art. 292, V, ambos do RPS, vigentes à época da autuação. A autuada ocorreu em reincidência genérica, prevista no artigo 292 , inciso IV do RPS, por ter sido lavrada contra a empresa, em ação fiscal anterior, o AI 35.800.0637, por infração ao inciso I do artigo 52 da Lei n° 8.212./91, com julgamento definitivo em 26/03/2007. Tal agravante não foi considerada para efeitos de gradação da multa, tendo em vista o disposto no parágrafo 4°, inciso V do artigo 655 da Instrução Normativa SRP nº 03, de 14/07/2005. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde pleiteia a revisão da multa conforme artigo 32A da lei 8.212/91. É o relatório. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10120.012582/200820 Acórdão n.º 2403001.749 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. CÁLCULO DA MULTA Concordo com o pleito da recorrente. No caso da presente autuação, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 e do art. 32, parágrafos 4. e 7, da Lei nº 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, a Lei 11.941/2009, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art.32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3o; e II de R$ 20,00 (vinte reais)para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas §1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não Fl. 174DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento §2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação §3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos”. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Art.106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32, parágrafos 4. e 7, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte. Fl. 175DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10120.012582/200820 Acórdão n.º 2403001.749 S2C4T3 Fl. 5 7 CONCLUSÃO À vista do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 176DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10070.001744/2001-61
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 1987
REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO. DIVERGÊNCIA NÃO COMPROVADA - INADMISSIBILIDADE.
Para que seja admitido o recurso extraordinário, além da tempestividade, faz-se necessário a efetiva divergência jurisprudencial entre o acórdão recorrido e o paradigma. Se este trás dois fundamentos para a decisão e aquele apenas um, o dissídio jurisprudencial não se formou por completo, e, por
conseguinte, não deve ser aberta a via extraordinária.
Recurso Extraordinário não conhecido.Recurso Extraordinário não conhecido.
Numero da decisão: 9900-000.197
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, não conhecer do extraordinário. Vencidos os Conselheiros Adriana Gomes Rego Galvão, Leonardo Andrade Couto, Elias Sampaio Freire, Judith do Amaral Marcondes Armando, Gilson Macedo Rosenburg Filho e José Adão Vitorino de Moraes que conheciam do recurso.
Nome do relator: Henrique Pinheiro Torres
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200912
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 1987 REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO. DIVERGÊNCIA NÃO COMPROVADA - INADMISSIBILIDADE. Para que seja admitido o recurso extraordinário, além da tempestividade, faz-se necessário a efetiva divergência jurisprudencial entre o acórdão recorrido e o paradigma. Se este trás dois fundamentos para a decisão e aquele apenas um, o dissídio jurisprudencial não se formou por completo, e, por conseguinte, não deve ser aberta a via extraordinária. Recurso Extraordinário não conhecido.Recurso Extraordinário não conhecido.
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10070.001744/2001-61
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 5262906
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 9900-000.197
nome_arquivo_s : 990000197_10070001744200161_200912.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Henrique Pinheiro Torres
nome_arquivo_pdf_s : 10070001744200161_5262906.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, não conhecer do extraordinário. Vencidos os Conselheiros Adriana Gomes Rego Galvão, Leonardo Andrade Couto, Elias Sampaio Freire, Judith do Amaral Marcondes Armando, Gilson Macedo Rosenburg Filho e José Adão Vitorino de Moraes que conheciam do recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2009
id : 4612409
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074931340247040
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-15T22:47:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 2000630_0.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2010-11-15T22:47:04Z; Last-Modified: 2010-11-15T22:47:04Z; dcterms:modified: 2010-11-15T22:47:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 2000630_0.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:4f64c66b-cf11-48fc-a563-7b33cfa1405d; Last-Save-Date: 2010-11-15T22:47:04Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2010-11-15T22:47:04Z; meta:save-date: 2010-11-15T22:47:04Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 2000630_0.doc; modified: 2010-11-15T22:47:04Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2010-11-15T22:47:04Z; created: 2010-11-15T22:47:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-11-15T22:47:04Z; pdf:charsPerPage: 1797; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2010-11-15T22:47:04Z | Conteúdo => CSRF-PL Fl. 119 1 118 CSRF-PL MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10070.001744/2001-61 Recurso nº 148.224 Extraordinário Acórdão nº 9900-00197 – Pleno Sessão de 08 de dezembro de 2009 Matéria IRF - PDV - Prescrição para repetir indébito Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida FLÁVIO PORTO CAPELLETTI ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 1987 REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO. DIVERGÊNCIA NÃO COMPROVADA - INADMISSIBILIDADE. Para que seja admitido o recurso extraordinário, além da tempestividade, faz- se necessário a efetiva divergência jurisprudencial entre o acórdão recorrido e o paradigma. Se este trás dois fundamentos para a decisão e aquele apenas um, o dissídio jurisprudencial não se formou por completo, e, por conseguinte, não deve ser aberta a via extraordinária. Recurso Extraordinário não conhecido.Recurso Extraordinário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, não conhecer do extraordinário. Vencidos os Conselheiros Adriana Gomes Rego Galvão, Leonardo Andrade Couto, Elias Sampaio Freire, Judith do Amaral Marcondes Armando, Gilson Macedo Rosenburg Filho e José Adão Vitorino de Moraes que conheciam do recurso. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Henrique Pinheiro Torres - Relator EDITADO EM: 12/11/2010 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/11/2010 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/11/ 2010 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BA RRETO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Jose Praga de Souza, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho, Adriana Gomes Rego, Karen Jureidini Dias, Leonardo Andrade Couto, Antonio Carlos Guidoni Filho, Albertina Silva Santos de Lima, Valmir Sandri, Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Alage, Elias Sampaio Freire, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Júlio César Vieira Gomes, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Francisco Assis de Oliveira Junior, Manoel Coelho Arruda Junior, Henrique Pinheiro Torres, Maria Teresa Martinez López, Judith do Amaral Marcondes Armando, Leonardo Siade Manzan, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Nanci Gama, José Adão Vitorino De Moraes, Rodrigo Cardozo Miranda, Suzy Gomes Hoffmann, Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Por bem relatar os fatos, adoto e transcrevo o relatório do acórdão vergastado: A Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, ao apreciar o recurso voluntário n° 148.224, interposto pelo contribuinte Flávio Porto Cappelletti, proferiu o acórdão n° 102-47.729, que se encontra às fls. 59-63, cuja ementa é a seguinte: RESTITUIÇÃO - DECADÊNCIA - TERMO INICIAL - ALCANCE - Conta-se a partir da publicação da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal nº 165, de 1998 (DOU de 06/01/99), o prazo decadencial para a apresentação de requerimento de restituição dos valores indevidamente retidos na fonte, relativos aos planos de desligamento voluntário, sendo irrelevante a data da efetiva retenção, que não é marco inicial do prazo extintivo. DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO - Afastada a decadência, cabe o julgamento de mérito em primeira instância, em obediência ao Decreto nº 70.235, de 1972. Decadência afastada. Recurso provido. A decisão recorrida, por maioria de votos, vencidos os Conselheiros Naury Fragoso Tanaka e Antônio José Praga de Souza, afastou a decadência do direito do contribuinte de pedir a restituição do imposto de renda incidente sobre valores recebidos em razão da alegada participação em PDV instituído pela Fundação Nacional para Educação de Jovens e Adultos - EDUCAR, CNPJ 34.103.010/0001-74, tendo determinado o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento de origem para apreciação das demais razões de mérito. Intimada do acórdão em 25/01/2007 (fls. 64), a Fazenda Nacional interpôs, com fundamento no artigo 5°, inciso I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais e no artigo 32, inciso I, do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, recurso especial às fls. 65-72, cujas razões podem ser assim sintetizadas: Fl. 2DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/11/2010 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/11/ 2010 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BA RRETO Processo nº 10070.001744/2001-61 Acórdão n.º 9900-00197 CSRF-PL Fl. 120 3 A decisão recorrida negou vigência aos artigos 168, inciso I e 165, inciso I, ambos do CTN, determinando a contagem do prazo decadencial a partir da instrução normativa da Secretaria da Receita Federal; As verbas rescisórias referentes aos programas de demissão voluntária foram reconhecidas como indenizatórias, primeiro pelo Poder Judiciário e na seqüência pela Secretaria da Receita Federal, através do Ato Declaratório AD SRF n° 003/99; Em situação semelhante, a Secretaria da Receita Federal editou o Ato Declaratório SRF n° 096/1999, concluindo que era de cinco anos contados da extinção do crédito tributário, de acordo com os artigos 165, inciso I e 168, inciso I, ambos do CTN, o prazo para o contribuinte pleitear a restituição de tributo declarado inconstitucional pelo STF; Agir diferentemente ofenderia a segurança jurídica; A jurisprudência do STJ vem afastando qualquer outro termo inicial para a contagem dos prazos prescricionais e decadenciais previstos no CTN, ainda que haja declaração de inconstitucionalidade pelo STF em controle concentrado ou Resoluções do Senado Federal no controle difuso; O artigo 3° da Lei Complementar n° 118/2005 reforça a tese defendida e deve ser aplicado retroativamente, por força do artigo 106, inciso I, do CTN. Admitido o recurso por meio do Despacho n° 102-0.044/2007 (fls. 73-75), o contribuinte foi intimado e deixou de se manifestar, conforme informação prestada pela repartição de origem às fls. 80. Por meio do acórdão nº CSRF/04-00.789, a então 4ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais negou provimento ao especial apresentado pela Fazenda Nacional, em decisão assim ementada: IRPF – VERBAS INDENIZATÓRIAS – PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA – PDV – RESTITUIÇÃO – DECADÊNCIA. O marco inicial do prazo decadencial para os pedidos de restituição de imposto de renda indevidamente retido na fonte, decorrente do recebimento de verbas indenizatórias referentes à participação em PDV, se dá em 06.01.1999, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, a qual reconheceu que não incide imposto de renda na fonte sobre tais verbas. Recurso especial negado. Inconformada, a Procuradoria da Fazenda Nacional, apresentou recurso extraordinário a este Colegiado, por entender haver divergência entre este decisum e o proferido pela então 2ª Turma da CSRF. Por meio do despacho de fls. 104 e 105, o extraordinário foi admitido pelo então Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Contrarrazões às fls. 109 a 117. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/11/2010 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/11/ 2010 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BA RRETO 4 Em síntese, é o relatório. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso apresentado pela Fazenda Nacional é tempestivo e foi admitido pelo Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais, recorrida, por meio do despacho de fls. 156 e 157. A matéria recebida versa sobre o termo inicial do prazo extintivo do direito à repetição de indébito. No que pese o juízo a quo de admissibilidade haver-se posicionado pelo recebimento do recurso, ouso aqui divergir, pois, da análise mais acurada dos autos, verifica-se que o acórdão paradigma trazido pela defesa para demonstrar a divergência entre o decisum recorrido e o proferido por outra Turma da Câmara Superior de Recursos fiscais, não prestou para comprovar o dissídio jurisprudencial, isso porque, enquanto o Colegiado decidiu que o marco inicial do prazo decadencial para os pedidos de restituição de imposto de renda indevidamente retido na fonte, decorrente do recebimento de verbas indenizatórias referentes à participação em PDV, se dá em 06.01.1999, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, a qual reconheceu que não incide imposto de renda na fonte sobre tais verbas, o acórdão paradigma é no sentido de que o marco inicial da prescrição/decadência para a repetição de indébito seria a data de extinção do crédito tributário pelo pagamento ou a da Publicação da resolução do Senado Federal que suspende do mundo jurídico a execução da norma declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Note-se que no voto condutor do acórdão paradigma está consignado que a jurisprudência da Câmara Superior de Recursos Fiscais é no sentido de que o termo inicial da prescrição para repetir indébito é da data da resolução do Senado Federal. No caso daquele julgamento, já havia transcorrido o prazo extintivo do direito de repetição mesmo considerando o termo inicial como sendo a data da Resolução do Senado Federal, que suspendeu a execução dos Decretos-Leis declarados inconstitucionais pelo STF. Assim, tanto pela data do pagamento, como pela data da resolução do Senado o direito à repetição já havia sido fulminado pelo decurso do prazo. Esclareça-se, por oportuno, que o fundamento para a jurisprudência administrativa considerar o termo de início da prescrição como sendo a data de publicação de resolução do Senado Federal é o fato de que o direito à repetição de indébito oriundo da declaração de inconstitucionalidade do dispositivo legal somente nasceria para aqueles contribuintes que pagaram o tributo a maior e não se socorreram do Judiciário, a partir da publicação da resolução que suspendeu a execução do ato normativo inconstitucional. Em outras palavras, o termo inicial seria a data em que a declaração de inconstitucionalidade de dispositivo legal recebera efeitos erga omnes. O mesmo fundamento foi adotado pela Turma recorrida, que entendeu que o termo inicial do prazo extintivo de repetição seria, justamente, o ato emanado da Receita Federal que teria reconhecido, com efeitos erga omnes, o indébito. Em suma, o acórdão recorrido não diverge de um dos fundamentos que embasaram a decisão do paradigma, o que, de per si, afasta qualquer possibilidade de se caracterizar o dissídio jurisprudencial. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/11/2010 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/11/ 2010 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BA RRETO Processo nº 10070.001744/2001-61 Acórdão n.º 9900-00197 CSRF-PL Fl. 121 5 Com essas considerações, voto no sentido de não conhecer do recurso extraordinário apresentado pela Fazenda Nacional. Henrique Pinheiro Torres Fl. 5DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/11/2010 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/11/ 2010 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BA RRETO
score : 1.0
Numero do processo: 10820.001006/2009-41
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Sun Mar 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
IRPF. DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL.
O direito à dedução de pensão alimentícia na Declaração Anual de Ajuste do alimentante é condicionado à prova inequívoca do cumprimento de decisão ou acordo homologado judicialmente.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.925
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Ewan Teles Aguiar. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Ausente, ainda, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201302
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2007 IRPF. DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. O direito à dedução de pensão alimentícia na Declaração Anual de Ajuste do alimentante é condicionado à prova inequívoca do cumprimento de decisão ou acordo homologado judicialmente. Recurso Voluntário Negado.
dt_publicacao_tdt : Sun Mar 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10820.001006/2009-41
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5191031
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 11 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2801-002.925
nome_arquivo_s : Decisao_10820001006200941.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
nome_arquivo_pdf_s : 10820001006200941_5191031.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Ewan Teles Aguiar. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Ausente, ainda, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
id : 4518690
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:45:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074931342344192
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1615; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 95 1 94 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10820.001006/200941 Recurso nº 890.830 Voluntário Acórdão nº 2801002.925 – 1ª Turma Especial Sessão de 20 de fevereiro de 2013 Matéria IRPF Recorrente JOSÉ MARIA RUIZ Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 IRPF. DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. O direito à dedução de pensão alimentícia na Declaração Anual de Ajuste do alimentante é condicionado à prova inequívoca do cumprimento de decisão ou acordo homologado judicialmente. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Ewan Teles Aguiar. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Ausente, ainda, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 0. 00 10 06 /2 00 9- 41 Fl. 95DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10820.001006/200941 Acórdão n.º 2801002.925 S2TE01 Fl. 96 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento, às fls. 06/09, formalizada para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 9.827,15, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF (suplementar), multa de oficio e juros de mora, estes calculados até 30/10/2009. De acordo com a descrição dos fatos e o enquadramento legal constantes da peça de autuação, foram glosados, por falta de comprovação, os seguintes valores de deduções pleiteadas: (i) pensão alimentícia judicial (valor glosado R$ 18.000,00); (ii) despesas médicas (valor glosado R$ 933,72); e (iii) despesas com instrução (valor glosado R$ 423,90). Consta dos autos que, embora intimado, o contribuinte não atendeu à intimação. Cientificado do lançamento, o interessado protocolizou tempestivamente sua impugnação, às fls. 01/03, oportunidade em que destacou que faz jus a todas as deduções pleiteadas, conforme legislação fiscal e documentação colacionada ao processo. Após apreciar o litígio, a 8a Turma de Julgamento da DRJ/de São Paulo II (SP), ao exarar sua decisão, julgou procedente em parte a impugnação, decidindo por manter tãosomente a parcela da exigência fiscal relacionada à glosa do valor pleiteado pelo interessado a título de dedução com pensão alimentícia judicial (Acórdão DRJ/SP2 nº 1743.878, de 16/08/2010, às fls. 31/37). A ciência da decisão de primeira instância ocorreu em 08/10/2010, conforme faz prova o Aviso de Recebimento – AR à fl. 40. O contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 05/11/2010, às fls. 41/45, reafirmando ter o direito à dedução da pensão alimentícia judicial declarada. Para fins de comprovação, nessa fase recursal, o contribuinte junta ao processo os seguintes documentos: recibos (referentes a pagamentos que teriam sido efetuados a Maria Helena dos Santos no anocalendário 2.006, no valor total de R$ 18.000,00), às fls. 46/58; cópia de decisão judicial relativa à fixação do montante a ser pago a título de pensão alimentícia, às fls. 59/64; e planilha e tabelas de atualização monetária, às fls. 65/68. Submetido o processo à apreciação desta Primeira Turma Especial da Segunda Seção do CARF, decidiuse, à unanimidade de votos, pela conversão do julgamento em diligência, nos termos da Resolução n° 2801000.079, de 29/11/2011, às fls. 69/71, que assim estabeleceu: Fl. 96DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10820.001006/200941 Acórdão n.º 2801002.925 S2TE01 Fl. 97 3 (...) face à ausência nos autos da petição inicial da respectiva ação de separação consensual, bem como da respectiva decisão de piso, não se verifica possível conhecer os termos iniciais dessa prestação de alimentos judicialmente devida, pois sabese que, em regra, tal obrigação em relação aos filhos não mais persiste após atingida a maioridade dos beneficiários. Saliente se que no anocalendário objeto do lançamento em questão os filhos do casal já teriam alcançado a maioridade. E mais, no entender deste relator, também é relevante se conhecer como ficou definida no presente caso a forma de pagamento desses valores homologados pela Justiça, ou seja, se tais desembolsos ocorreriam através de pagamento em espécie, crédito em conta bancária, retenção por ocasião de pagamento de salário (contracheque), etc. Face ao exposto, para o saneamento dos autos, e com vistas a formar a convicção quanto à lide em apreço, VOTO no sentido de converter o presente julgamento em DILIGÊNCIA, para que o recorrente seja intimado a apresentar a petição inicial, bem como a respectiva decisão/sentença ou acordo homologado pelo Juízo de primeira instância, referente ao Processo n° 1.414/90 mencionado em sua defesa. Intimado para adoção da providência acima destacada, o contribuinte colacionou ao presente processo a seguinte documentação (fls. 81/117): cópias da decisão proferida pelo Juízo de primeira instância e da decisão exarada em apelação cível. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. O que resta à discussão nesta instância recursal é o inconformismo do recorrente em relação à glosa de dedução com pensão alimentícia judicial pleiteada na sua Declaração de Ajuste Anual do exercício 2007, anocalendário 2006. Pois bem, com o objetivo de comprovar o pagamento do ônus alimentar, apresentou juntamente com sua peça de defesa os recibos às fls. 46/58, bem como cópia de decisão em apelação cível (nº 2 152.4231/ 9), movida por Maria Helena dos Santos e filhos, perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), às fls. 59/64, referente a pedido revisional da fixação de alimentos que havia sido definida quando da separação consensual requerida pelo casal e homologada pela Justiça em outubro de 1989. Ocorre que, após preliminar análise do feito este Colegiado se posicionou pela necessidade de diligência a fim de que o contribuinte também trouxesse aos autos a petição inicial referente ao Processo n° 1.414/90. Diante da leitura da cópia de decisão em apelação cível (nº 2 152.4231/ 9) anexada juntamente com a peça recursal (às fls. 59/64), Fl. 97DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10820.001006/200941 Acórdão n.º 2801002.925 S2TE01 Fl. 98 4 verificouse ainda que, por ocasião da separação do casal, os filhos do recorrente, à época, menores, nascidos, respectivamente, em 1979 e 1983, ficaram sob a guarda da mãe, Sra. Maria Helena dos Santos. Denotouse igualmente que tal julgado estabeleceu apenas o incremento da pensão devida aos filhos menores, decidindo aquele Tribunal por aumentar em metade o valor da pensão anteriormente acordado entre as partes (564 BTNs para 846 BTNs), retroagindo essa elevação a partir da data da citação. Contudo, o contribuinte não colacionou ao presente processo a petição inicial da referida ação de separação consensual, impossibilitando a este Colegiado conhecer os termos iniciais dessa prestação de alimentos judicialmente devida, pois sabese que, em regra, tal obrigação em relação aos filhos não mais persiste após atingida a maioridade dos beneficiários. Salientese que no anocalendário objeto do lançamento em questão os filhos do casal já haviam alcançado a maioridade. Pois bem, embora intimado para efetuar a juntada desta documentação (petição inicial do Processo n° 1.414/90), conforme Resolução n° 2801000.079, de 29/11/2011, às fls. 69/71, o recorrente deixou de apresentála. Assim, não fez prova sequer de que a obrigação de pagamento de pensão em relação aos filhos persistiria, por determinação judicial, mesmo após atingida a maioridade dos beneficiários. Portanto, após exame da documentação anexada ao processo, o que se observa é que a decisão em apelação cível (nº 2 152.4231/ 9), decorrente de ação movida por Maria Helena dos Santos e filhos, ocorreu em 17/10/1991, época em que os beneficiários (filhos) dos valores estabelecidos a título de pensão ainda eram menores de idade. Ausente a prova do direito pleiteado, deve ser mantida a glosa efetuada pela autoridade lançadora. Isto posto, VOTO por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 98DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
score : 1.0
