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Numero do processo: 10280.001093/2003-03
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO.
Em segundo grau de julgamento, não cabe a apreciação de matéria que não foi objeto de contestação na impugnação inicial apresentada.
DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA PEDIDO DE
RESSARCIMENTO. HOMOLOGAÇÃO TÁTICA. AUSÊNCIA DE
PREVISÃO NORMATIVA.
O prazo para homologação de compensação declarada pelo sujeito passivo é de 5 (cinco) anos contado da data da entrega da declaração de compensação.
Efeito que não se opera em relação a eventual saldo do pedido de
ressarcimento por ausência de previsão normativa.
ATOS NORMATIVOS. PODER REGULAMENTAR.
A Portaria MF nº 38, de 27 de fevereiro de 1997, ao estabelecer requisitos para a apuração e gozo do direito ao crédito presumido do IPI, e de igual forma a Instrução Normativa SRF nº 23, de 13 de março de 1997, o fizeram no uso de regular poder regulamentar conferido, respectivamente, pelo art. 6º da Lei nº 9.363, de 1996, e pelo art. 12 da Portaria MF nº 38, de 1997.
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. APURAÇÃO. CARÊNCIA
DOCUMENTAL. INDEFERIMENTO.
A apresentação de documentação que não atende às exigências legais indispensáveis à aferição do crédito presumido pleiteado leva ao seu indeferimento.
DILIGÊNCIA. OMISSÃO. SUJEITO PASSIVO. NÃO CABIMENTO.
A diligência não se presta à produção de provas de encargo do sujeito passivo que, intimado a fazê-lo em momento legal próprio, se omite dando causa à insuficiência da instrução documental.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
DIREITO CREDITÓRIO NÃO RECONHECIDO.
Numero da decisão: 3802-000.715
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do presente recurso voluntário e negar-lhe provimento, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: REGIS XAVIER HOLANDA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO. Em segundo grau de julgamento, não cabe a apreciação de matéria que não foi objeto de contestação na impugnação inicial apresentada. DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA PEDIDO DE RESSARCIMENTO. HOMOLOGAÇÃO TÁTICA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO NORMATIVA. O prazo para homologação de compensação declarada pelo sujeito passivo é de 5 (cinco) anos contado da data da entrega da declaração de compensação. Efeito que não se opera em relação a eventual saldo do pedido de ressarcimento por ausência de previsão normativa. ATOS NORMATIVOS. PODER REGULAMENTAR. A Portaria MF nº 38, de 27 de fevereiro de 1997, ao estabelecer requisitos para a apuração e gozo do direito ao crédito presumido do IPI, e de igual forma a Instrução Normativa SRF nº 23, de 13 de março de 1997, o fizeram no uso de regular poder regulamentar conferido, respectivamente, pelo art. 6º da Lei nº 9.363, de 1996, e pelo art. 12 da Portaria MF nº 38, de 1997. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. APURAÇÃO. CARÊNCIA DOCUMENTAL. INDEFERIMENTO. A apresentação de documentação que não atende às exigências legais indispensáveis à aferição do crédito presumido pleiteado leva ao seu indeferimento. DILIGÊNCIA. OMISSÃO. SUJEITO PASSIVO. NÃO CABIMENTO. A diligência não se presta à produção de provas de encargo do sujeito passivo que, intimado a fazê-lo em momento legal próprio, se omite dando causa à insuficiência da instrução documental. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. DIREITO CREDITÓRIO NÃO RECONHECIDO.
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LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO. Em segundo grau de julgamento, não cabe a apreciação de matéria que não foi objeto de contestação na impugnação inicial apresentada. DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA PEDIDO DE RESSARCIMENTO. HOMOLOGAÇÃO TÁTICA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO NORMATIVA. O prazo para homologação de compensação declarada pelo sujeito passivo é de 5 (cinco) anos contado da data da entrega da declaração de compensação. Efeito que não se opera em relação a eventual saldo do pedido de ressarcimento por ausência de previsão normativa. ATOS NORMATIVOS. PODER REGULAMENTAR. A Portaria MF nº 38, de 27 de fevereiro de 1997, ao estabelecer requisitos para a apuração e gozo do direito ao crédito presumido do IPI, e de igual forma a Instrução Normativa SRF nº 23, de 13 de março de 1997, o fizeram no uso de regular poder regulamentar conferido, respectivamente, pelo art. 6º da Lei nº 9.363, de 1996, e pelo art. 12 da Portaria MF nº 38, de 1997. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. APURAÇÃO. CARÊNCIA DOCUMENTAL. INDEFERIMENTO. A apresentação de documentação que não atende às exigências legais indispensáveis à aferição do crédito presumido pleiteado leva ao seu indeferimento. DILIGÊNCIA. OMISSÃO. SUJEITO PASSIVO. NÃO CABIMENTO. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10280.001093/200303 Acórdão n.º 3802000.715 S3TE02 Fl. 130 2 A diligência não se presta à produção de provas de encargo do sujeito passivo que, intimado a fazêlo em momento legal próprio, se omite dando causa à insuficiência da instrução documental. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. DIREITO CREDITÓRIO NÃO RECONHECIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do presente recurso voluntário e negarlhe provimento, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, Paulo Sergio Celani (suplente), Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10280.001093/200303 Acórdão n.º 3802000.715 S3TE02 Fl. 131 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por Serraria Marajoara Ind. Com. e Exp. Ltda. contra Acórdão nº 0112.301, de 21 de outubro de 2008 (fls. 83 a 88), proferido pela 3ª Turma da DRJ/BelémPA, que manteve o indeferimento do pedido de ressarcimento e a não homologação da respectiva compensação. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: Tratase de pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI, referente ao terceiro trimestre de 1998, no valor de R$ 64.005,87, apresentado pelo contribuinte acima identificado em 07.04.2003. Foi protocolizado também, em 25.04.2003, o pedido de compensação de fl. 11. 2. A DRF Belém intimou o interessado a apresentar a documentação necessária à apreciação do pleito, recebendo apenas parte dela, objeto dos Anexos I, II, III e IV. Deixaram de ser apresentadas as notas fiscais de entrada, relativas às aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem, relação desses insumos em estoque no final de cada mês do ano até o final do período de apuração do crédito, além das cópias das notas fiscais de saída relativas às exportações diretas. 3. Diante disso, a Unidade indeferiu o pedido de ressarcimento e considerou não homologada a compensação. 4. Cientificada em 22.04.2008 (AR fl. 46v.) a empresa apresentou, tempestivamente, em 21.05.2008, manifestação de inconformidade na qual traz os seguintes argumentos: a) Tendo sido protocolado o pedido de ressarcimento em 07.04.2003, no momento da ciência da decisão de indeferimento (22.04.2008) já teria passado o prazo de cinco anos para a Fazenda Nacional apreciar a compensação efetuada pelo contribuinte, estando a mesma homologada tacitamente; b) Cita art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN) Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, que trata da homologação do lançamento, juntamente com o art. 156 do mesmo Código, que cuida da extinção dos créditos tributários, para reforçar seu entendimento; c) Afirma haver apresentado a documentação solicitada, estando o Livro Registro de Inventário escriturado de acordo com a legislação, não sendo nesse livro que estariam as informações necessárias à apuração do crédito; d) Os documentos apresentados já seriam mais que suficientes para a apuração do crédito presumido, estando neles todas as informações necessárias, uma vez que para o cálculo a Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, prevê a necessidade apenas do valor total das aquisições de MP, PI e ME utilizados no processo produtivo; e) Ainda assim, deveria a Autoridade, no caso de não estar satisfeita com as informações disponibilizadas, solicitar novos documentos que estariam faltando; Fl. 3DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10280.001093/200303 Acórdão n.º 3802000.715 S3TE02 Fl. 132 4 f) A Portaria MF n° 38, de 1997, assim como a Instrução Normativa SRF n° 23/97, de 1997, dispuseram em sentido contrário ao fixado na Lei n° 9.363, de 1996, criando exigências não constantes da referida Lei, sendo, portanto, ilegais. 5. Por fim, solicita a reforma do despacho decisório e a homologação da compensação efetuada. A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte em acórdão com a seguinte ementa: CRÉDITO PRESUMIDO. O direito ao ressarcimento do crédito em questão vinculase a que o titular da pretensão tenha mantido escrituração e controles que lhe permitam comprovar sua condição de detentor dos créditos pleiteados, bem como exiba documentação que dê suporte a sua escrita. ....................................... DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. São homologadas tacitamente as declarações de compensação que deixarem de ser apreciadas no prazo de cinco anos, contado da data da entrega da mesma ou do pedido de compensação convertido por força do § 4º do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996. ATO NORMATIVO. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. A autoridade administrativa não possui competência para apreciar a argüição de inconstitucionalidade ou de ilegalidade de dispositivos normativos, os quais gozam de presunção de constitucionalidade e de legalidade. PRECLUSÃO. Intimado a apresentar documentos comprobatórios para que pudesse ser analisado o seu pleito, o contribuinte deixou de apresentálos ou de indicar motivos para a não apresentação, resultando na figura da preclusão e o conseqüente indeferimento do pedido. Cientificado do referido acórdão em 04 de novembro de 2008 (fl. 92v), o interessado apresentou, tempestivamente, recurso voluntário em 11 de novembro de 2008 (fls. 93 a 116) pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. Após solicitar o reconhecimento do direito creditório no exato valor requerido e a homologação da respectiva compensação, pede, sucessivamente, que seja determinada a apuração do crédito presumido do IPI frente aos documentos e informações apresentadas ou que se determine a realização de exame in loco pela autoridade administrativa ou ainda que sejam solicitadas as informações julgadas necessárias para apuração do crédito presumido do IPI. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10280.001093/200303 Acórdão n.º 3802000.715 S3TE02 Fl. 133 5 Requer, ainda, somente neste momento processual, o afastamento da incidência da taxa SELIC sobre os créditos tributários bem como a redução da multa de mora aplicada sobre o crédito tributário em observância aos princípios constitucionais da proporcionalidade, da moral pública e dos que regem a atividade econômica. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10280.001093/200303 Acórdão n.º 3802000.715 S3TE02 Fl. 134 6 Voto Conselheiro Regis Xavier Holanda, Relator Da admissibilidade Por conter matéria desta E. Turma da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço parcialmente do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. Afasto a análise quanto ao mérito da matéria relativa à multa e juros moratórios uma vez que não fora objeto das razões de impugnação (fls. 47 a 66). Com efeito, tendo em vista que referidos acréscimos moratórios não foram expressamente contestados pelo contribuinte por ocasião da impugnação, operouse assim a preclusão temporal nos termos do art. 17 do Decreto nº 70.235/72, verbis: “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.” (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) Nos processos de determinação e exigência de crédito tributário, a impugnação fixará os limites da controvérsia, sendo considerada como não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Segundo essa regra de preclusão, o contribuinte não poderá mais contestála na fase recursal, pois, na sistemática do processo administrativo fiscal, as discordâncias recursais não devem dirigirse contra o lançamento/despacho decisório em si, mas contra as questões processuais e de mérito decididas no primeiro grau de julgamento. Assim, não é dado ao contribuinte recorrente inovar na postulação recursal para incluir questão diversa daquela que foi originalmente deduzida quando da impugnação na instância a quo. De qualquer sorte, a aplicação da respectiva multa e juros moratórios impõe se por expressa disposição legal. Da inocorrência de homologação tácita da compensação Noutro giro, há de se afastar a alegação de que teria ocorrido a homologação tácita da compensação. Para enfrentamento dessa questão, cabenos inicialmente verificar o art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, in verbis: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, Fl. 6DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10280.001093/200303 Acórdão n.º 3802000.715 S3TE02 Fl. 135 7 passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) § 1o A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2o A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) .... § 4o Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) Destaques apostos. No presente caso, o pedido de compensação – convertido em declaração de compensação foi apresentado pela empresa em 25 de abril de 2003 (fl. 11), quando iniciou o prazo para manifestação da Fazenda. Por conseguinte, temse que a homologação tácita somente ocorreria em 26 de abril de 2008 – após os cinco anos previstos no § 5º acima. Entretanto, tendo em vista que a ciência ao contribuinte da decisão que não homologou a presente compensação se deu em 22 de abril de 2008 (fl. 46v), não há que se falar em homologação tácita da mesma. Neste ponto, equivocase o contribuinte ao apontar a data de protocolo do antecedente pedido de ressarcimento – 07 de abril de 2003 – como o termo inicial do prazo para homologação da declaração de compensação somente apresentada, como visto, em 25 de abril de 2003. Como resta claro da leitura do art. 74, §5º da Lei nº 9.430, de 1996, o termo inicial do prazo para a homologação da compensação é a data da entrega da declaração de compensação, e não, como deseja a recorrente, o dia de protocolo de anterior pedido de ressarcimento. Neste ponto, por absoluta carência de previsão normativa, também equivoca se o contribuinte uma vez que não há que se falar em homologação de pedido de ressarcimento de crédito. Ademais, por não ter aplicação ao caso presente que versa unicamente sobre pedido de ressarcimento e compensação, e não sobre lançamento por homologação, devem ser também rechaçados os argumentos da recorrente relativos à aplicação do artigo 150, §4º do CTN que trata especificamente de instituto jurídico de natureza diversa. Fl. 7DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10280.001093/200303 Acórdão n.º 3802000.715 S3TE02 Fl. 136 8 Do crédito presumido do IPI para ressarcimento da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS A Lei n° 9.363, de 13 de dezembro de 1996, que trata da instituição de crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, para ressarcimento do valor do PIS/PASEP e COFINS, assim dispôs sobre a matéria em comento, especialmente sobre os beneficiários do aludido benefício e o critério para quantificálo: Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nos 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. .................................... Art. 2o A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem referidos no artigo anterior, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador. .................................... Art. 6o O Ministro de Estado da Fazenda expedirá as instruções necessárias ao cumprimento do disposto nesta Lei, inclusive quanto aos requisitos e periodicidade para apuração e para fruição do crédito presumido e respectivo ressarcimento, à definição de receita de exportação e aos documentos fiscais comprobatórios dos lançamentos, a esse título, efetuados pelo produtor exportador. Negritos apostos. Tratando do assunto, a Portaria MF nº 38, de 27 de fevereiro de 1997 – vigente à época trouxe a seguinte orientação de interesse relativa à apuração do crédito presumido: Art. 3º O crédito presumido será apurado ao final de cada mês em que houver ocorrido exportação ou venda para empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação. § 1º Para efeito de determinação do crédito presumido correspondente a cada mês, a empresa ou o estabelecimento produtor e exportador deverá: I apurar o total, acumulado desde o início do ano até o mês a que se referir o crédito, das matériasprimas, dos produtos intermediários e dos materiais de embalagem utilizados na produção; Fl. 8DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10280.001093/200303 Acórdão n.º 3802000.715 S3TE02 Fl. 137 9 II apurar a relação percentual entre a receita de exportação e a receita operacional bruta, acumuladas desde o início do ano até o mês a que se referir o crédito; III aplicar a relação percentual, referida no inciso anterior, sobre o valor apurado de conformidade com o inciso I; IV multiplicar o valor apurado de conformidade com o inciso anterior por 5,37% (cinco inteiros e trinta e sete centésimos por cento), cujo resultado corresponderá ao total do crédito presumido acumulado desde o início do ano até o mês da apuração; V diminuir, do valor apurado de conformidade com o inciso anterior, o resultado da soma dos seguintes valores de créditos presumidos, relativos ao anocalendário: a) utilizados para compensação com o IPI devido; b) ressarcidos; c) com pedidos de ressarcimento já entregues à Receita Federal. § 2º O crédito presumido, relativo ao mês, será o valor resultante da operação a que se refere o inciso V do parágrafo anterior. § 3º No último trimestre em que houver efetuado exportação, ou no último trimestre de cada ano, deverá ser excluído da base de cálculo do crédito presumido o valor das matériasprimas, dos produtos intermediários e dos materiais de embalagem utilizados na produção de produtos não acabados e dos produtos acabados mas não vendidos. § 4º O valor de que trata o parágrafo anterior, excluído no final de um ano, será acrescido à base de cálculo do crédito presumido correspondente ao primeiro trimestre em que houver exportação para o exterior. § 5º A apuração do crédito presumido será efetuada com base em sistema de custos coordenado e integrado com a escrituração comercial da pessoa jurídica, que permita, ao final de cada mês, a determinação das quantidades e dos valores das matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem, utilizados na produção durante o período. § 6º Para efeito do disposto no parágrafo anterior, a pessoa jurídica deverá manter sistema de controle permanente de estoques, no qual a avaliação dos bens será efetuada pelo método da média ponderada móvel ou pelo método denominado PEPS, no qual se considera que as saídas das unidades de bens seguem a ordem cronológica crescente de suas entradas em estoque. § 7º No caso de pessoa jurídica que não mantiver sistema de custos coordenado e integrado com a escrituração comercial, a quantidade de matériasprimas, produtos intermediários e Fl. 9DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10280.001093/200303 Acórdão n.º 3802000.715 S3TE02 Fl. 138 10 materiais de embalagem utilizados na produção, em cada mês, será apurada somandose a quantidade em estoque no início do mês com as quantidades adquiridas e diminuindose, do total, a soma das quantidades em estoque no final do mês, as saídas não aplicadas na produção e as transferências. § 8º Na hipótese do parágrafo anterior, a avaliação das matériasprimas, dos produtos intermediários e dos materiais de embalagem utilizados na produção, durante o mês, será efetuada pelo método PEPS. ............................................... Art. 12. A Secretaria da Receita Federal fica autorizada a expedir normas complementares, necessárias à implementação do disposto nesta Portaria. Negritei. Vejase, de início, que a Portaria MF nº 38, de 27 de fevereiro de 1997, ao estabelecer requisitos para a apuração e gozo do direito ao crédito presumido do IPI, e de igual forma a Instrução Normativa SRF nº 23, de 13 de março de 1997, o fizeram no uso de regular poder regulamentar conferido, respectivamente, pelo art. 6º da Lei nº 9.363, de 1996, e pelo art. 12 da Portaria MF nº 38, de 1997, acima transcritos. Portanto, não há que se falar aqui, especificamente quanto aos dispositivos normativos de interesse à solução da presente questão, em qualquer inovação, restrição ou modificação dos critérios para apuração do crédito presumido do IPI, devendose, por conseguinte, afastar as argüições de ilegalidade ou inconstitucionalidade dos indicados dispositivos normativos. Dessa forma, as regras aplicáveis à espécie dão conta de que o cálculo do crédito presumido requer a prévia determinação dos montantes de insumos que são utilizados na produção. Como bem destacado pelo despacho denegatório (fls. 37 a 41), “para esse fim, no caso de pessoa jurídica que não mantém sistema de custos coordenado e integrado com a escrituração comercial, o cálculo desses montantes será apurado da seguinte maneira: soma se o estoque inicial do mês com as quantidades adquiridas e diminuise desse valor a soma das quantidades em estoque no final do mês.” Assim, com esse desiderato, foi solicitada pela unidade de origem documentos de escrituração e controle que comprovassem a condição do contribuinte de detentor dos créditos pleiteados, bem como a documentação que daria suporte a sua escrita. Entretanto, o interessado não atendeu a contento a solicitação, apresentando documentação parcial que não supriu as exigências legais indispensáveis à aferição do crédito presumido pleiteado. Com efeito, vejamos as constatações insertas no já referido despacho da unidade de origem: 1.4. Essa documentação não contemplou, entre outras coisas: as copias das Notas Fiscais de entrada, relativas as aquisições de matériasprimas, produtos Fl. 10DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10280.001093/200303 Acórdão n.º 3802000.715 S3TE02 Fl. 139 11 intermediários e materiais de embalagem; relação de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem em estoque no inicio e no final de cada mês do ano até o final do período de apuração do crédito; e as cópias das Notas Fiscais de saída, relativas às exportações diretas. 1.5. Além disso, cumpre destacar que, segundo descrição do processo produtivo, o contribuinte utilizase de matériasprimas de produção própria e adquiridas de terceiros. ...................................... 1.7. Ocorre que, além de o Livro Registro de Inventário ser insuficiente à constatação dos montantes de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem em estoque no inicio e no final de cada mês do ano em análise; esse mesmo livro não traz, também, qualquer informação que permita diferenciar os estoques oriundos de produção própria e adquiridos de terceiros. Esse é um fato muito relevante, vez que o insumo de produção própria não enseja a fruição do beneficio ora discutido. Notese, nesse passo, como bem consignado pela decisão recorrida, que independentemente de qualquer normatização infralegal, sempre se fez presente o ônus, atribuído ao contribuinte, de manter escrituração e controles fáticos que tornassem possível demonstrar que os insumos foram, de fato, empregados em seu processo produtivo em um dado período, haja vista a possibilidade de seja dada destinação diversa a tais insumos. Dessa forma, diante da patente carência documental à análise do pleito, impõese a conclusão, já de início, de que o recorrente não faz jus ao crédito pleiteado, restando, portanto, hígidos o indeferimento do pedido de resssarcimento e a não homologação da Declaração de Compensação a fls. 11. Da impropriedade do pleito de diligência Por fim, cabe também rejeitar o pedido formulado pelo recorrente, de forma sucessiva, para que fosse determinada a apuração do crédito presumido do IPI frente aos documentos e informações apresentadas ou que se determinasse a realização de exame in loco pela autoridade administrativa ou ainda que fossem solicitadas as informações julgadas necessárias para apuração do crédito presumido do IPI. Como já bem delineado, a interessada não atendeu a contento, no momento próprio, a solicitação de apresentação dos documentos indispensáveis à aferição do crédito presumido pleiteado. Vejase que o contribuinte teve um prazo para apresentar as provas do seu direito creditório, não o fazendo mesmo quando da apresentação do apelo recursal, sendo insuficiente os documentos e informações até então franqueados. Portanto, não cabe agora vir o recorrente pedir ainda a realização de exame in loco ou que sejam solicitadas as informações julgadas necessárias ao deferimento do crédito pleiteado. Ora, já lhe foi oportunizado, em momento próprio, a apresentação de tais documentos, tendo o interessado deixado de praticar o respectivo ato processual dentro do lapso temporal previsto pela legislação de regência. Com efeito, a diligência não se presta para a produção de provas de encargo do sujeito passivo (empresa interessada) e que já deveriam ter sido apresentadas. Fl. 11DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10280.001093/200303 Acórdão n.º 3802000.715 S3TE02 Fl. 140 12 Assim, sendo o próprio recorrente o possuidor das informações necessárias, e, por conseguinte, tendo dado causa à insuficiência da instrução documental por conta de sua omissão em momento legal próprio, restanos também a decisão de descabimento dos presentes pedidos sucessivos. Da conclusão Ante o exposto, CONHEÇO PARCIALMENTE do presente recurso voluntário para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. Sala das Sessões, em 6 de outubro de 2011 (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Fl. 12DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 14/10/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA
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Numero do processo: 35474.000271/2006-77
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2002 a 28/02/2006
CUSTEIO - CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
BATIMENTO GFIP X GPS- SEST/SENAT - SENAI - SESI - SEBRAE -- INCRA - SAT - JUROS - MORA - TAXA SELIC - IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A empresa está obrigada a recolher a contribuição devida sobre a
remuneração paga a todos os segurados que lhe prestam serviços.
A utilização da taxa de juros SELIC encontra amparo legal no
artigo 34 da Lei 8.212/91.
Impossibilidade de apreciação de inconstitucionalidade da lei no
âmbito administrativo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-01.773
Decisão: ACORDAM os membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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A empresa está obrigada a recolher a contribuição devida sobre a remuneração paga a todos os segurados que lhe prestam serviços. A utilização da taxa de juros SELIC encontra amparo legal no artigo 34 da Lei 8.212/91. Impossibilidade de apreciação de inconstitucionalidade da lei no âmbito administrativo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 1(À' , 7 i COMPONE" Cme("Im: c& Processo? 35474.00027112006-77 C2/C06 Acórdão o? 206-01.773 -j c9q r) Mui* Fátima. Fareisa de ÇAfflabb 25>Vbfg Fie. 4457 - ACORDAM os membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTErunanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Rogério de Lellis Pinto, Cleusa Vieira de Souza, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 J• —11".n Processo o' 35474.000271/2006-77 4.-)h CCO2/C06 Acórdão n.• 206-01.773 A/ I 'a I o c'"inIN-2;11' 'Igterres'; F1s. 468 _ 0/6 S 11 ue Far„ , Relatório , Trata-se de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição da empresa, à do contribuinte individual, à destinada ao financiamento dos beneficias decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e aos terceiros. Conforme Relatório Fiscal (fls. 67177), as contribuições foram levantadas com base nas divergências apuradas entre os valores declarados como devidos em GFIPs, constantes das folhas de pagamento e os valores efetivamente recolhidos pela notificada. A autoridade notificante esclarece que os valores pagos a titulo de Salário Família foram deduzidos em outro lançamento e que estão sendo cobrados também, na presente NFLD, valores relativos à diferença de acréscimos legais (levantamento DAL). A recorrente impugnou o débito via peça de fls. 216 a 256 e a Secretaria da Receita Previdenciária, por meio da DN n" 21.431.4/0193/2006 (fls. 261 a 290), julgou o lançamento procedente. Inconformada com a decisão, a notificada recorreu tempestivamente (fls. 302 a 121 a 326), repetindo as alegações já apresentadas na impugnação. Preliminarmente, insiste na nulidade da NFLD por não alcançar a presunção de validade que lhe é característica, notadamente quanto aos valores utilizados como base para a aplicação da multa e por cerceamento de defesa, já que não foi formulada de modo que a recorrente tivesse pleno e imediato conhecimento de seu conteúdo. No mérito, reitera o entendimento de que são inexigíveis as contribuições aos terceiros, SEST/SENAT, SENAI, SESI, SEBRAE e INCRA, assim como é indevido o lançamento de valores relativos ao SAT à alíquota uniforme de 3% sobre toda a folha de salários sem distinguir as atividades pelo risco diferenciado. Reafirma que a multa aplicada é indevida e que a taxa SELIC é totalmente inaplicável no caso vertente e que os sócios não podem figurar como co-responsáveis pelo débito, pois não são sujeitos passivos constitucionais, legais ou substitutos tributários, a não ser que fique comprovada a presença das condições descritas no artigo 135, III, do CTN. Em contra-razões (fls. 389 a 423), a SRP manteve os termos da Decisão- Notificação. É o Relatório. 3 Processo e 35474.000271/2006-77 MF SECIONOU CnNsF.L.110 DE cottrusurnies CCO2/C06 Acórdão n.• 206-01.773 CONFERE COM O ORIGINAL Fls. 469 ai , Maria de Flairs naifa e Carvalho Mat :4110 7510,3 Voto Conselheira BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Relatora Da análise das razões recursais trazidas pela notificada, registro o que se segue. Preliminarmente, a recorrente alega nulidade da NFLD por entender que o lançamento não alcançou a presunção de validade que lhe é característica, notadamente quanto aos valores utilizados como base para a aplicação da multa e por cerceamento de defesa, já que não foi formulada de modo que a recorrente tivesse pleno e imediato conhecimento de seu conteúdo. Contudo, o agente fiscal deixa bastante claro que o crédito lançado por meio da NFLD em questão fora apurado tendo em vista os valores declarados pela própria recorrente em GFIP. A NFLD foi lavrada de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam a matéria, tendo o agente notificante demonstrado, de forma clara e precisa, a ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária, fazendo constar, nos relatórios que compõem a Notificação, os fundamentos legais que amparam o procedimento adotado e as rubricas lançadas. O Relatório Fiscal traz todos os elementos que motivaram a lavratura da NFLD e o relatório Fundamentos Legais do Débito — FLD, encerra todos os dispositivos legais que dão suporte ao procedimento do lançamento, separados por assunto e período correspondente, garantindo, dessa forma, o exercício do contraditório e ampla defesa à notificada. Assim, não há que se falar em nulidade da NFLD por cerceamento de defesa. Mesmo porque os valores devidos à Previdência Social foram confessados pela própria notificada por meio de instrumento próprio, ou seja, GFIP, e a diferença apurada no batimento GFIP x GPS ensejou a lavratura da NFLD em tela. Dessa forma, não procede a afirmação de que a NFLD não foi formulada de "modo que a recorrente tivesse pleno e imediato conhecimento de seu conteúdo", já que ela própria confessou, por meio da GFIP, os valores lançados. De acordo com o § I°, do art. 225, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, as informações prestadas nas GFIP's constituir-se-ão em termo de confissão de dívida, na hipótese de não recolhimento. Portanto, a notificada confessou que deve um certo valor à Previdência Social e não comprovou o pagamento da totalidade do valor que reconheceu como devido. No entanto, vem alegar que "os valores utilizados como base para a aplicação da multa" não alcançam a presunção de validade. Na verdade, a recorrente confessa uma dívida e depois a nega. A--? 4 ICE - SliK3UNDD CY194.q9.140 DE • CONFERI, *. I g ) •v`trdNAL Processo n• 35474.000271/2006-77 Bonita a. ;CE 0:02/C06 Acórdão n. • 206-01.773 2 dirr Fls. 470 Moia de E «rende I M Mat. Siape 7516U Porém, tal conduta não encontra amparo legal, já que o § 4 0, do art. 225, do RPS determina que "O preenchimento, as informações prestadas e a entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social são de inteira responsabilidade da empresa". Assim, se a notificada concluir que se equivocou no preenchimento da GFIP ou da GPS, a ela cabe comprovar que de fato ocorreu o erro e proceder à sua retificação, consoante os normativos que regem a matéria. Ao agente fiscal cabe o lançamento da contribuição confessada e não recolhida pela empresa. Portanto, rejeito a preliminar suscitada. No mérito, a recorrente alega inexigibilidade da contribuição aos terceiros e que a cobrança ao SAT é ilegal, a multa aplicada é abusiva e a taxa SELIC é inaplicável ao presente caso. Entretanto, a cobrança das contribuições aos terceiros e ao SAT possui previsão legal, e a legislação que ampara tais exações consta discriminada no Relatório de Fundamento Legal do Débito — FLD (fls. 54/56). Da mesma forma, a utilização da Taxa SELIC para atualizações e correções dos débitos apurados encontra respaldo no art. 34, da Lei 8.212/91 e a multa encontra-se amparada no art. 35 do mesmo diploma legal. Portanto, não há que se falar em ilegalidade das referidas cobranças. Cabe destacar, ainda, que a atividade administrativa é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais. Nesse sentido, o ilustre jurista Alexandre de Moraes ( curso de direito constitucional, 17' ed. São Paulo. Editora Atlas 2004.314) colaciona valorosa lição: "o tradicional principio da legalidade, previsto no art. 5°, II, da CF, aplica-se normalmente na administração pública, porém de forma mais rigorosa e especial, pois o administrador público somente poderá fazer o que estiver expressamente autorizado em lei e nas demais espécies normativas, inexistindo, pois, incidência de vontade subjetiva. Esse principio coaduna-se com a própria função administrativa, de executor do direito, que atua sem finalidade própria, mas sem em respeito à finalidade imposta pela lei, e com a necessidade de preservar-se a ordem jurídica" Ademais, o Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n° 147/2007, veda aos Conselhos de Contribuintes afastar aplicação de lei ou decreto sob fundamento de inconstitucionalidade, conforme disposto em seu art. 49. E o Conselho Pleno, no exercício de sua competência, uniformizou a jurisprudência administrativa sobre tais matérias, por meio dos Enunciados 02/2007 e 03/2007, transcritos a seguir: E Ia • SBOUNDO CYMP,1110 DE COP~,13,5 CONFIRE. O 04 C °^1r.t14A1. es Processo n• 35474.000271/2006-77 erasília. CCO2/C06 Acórdão n.• 206-01.773 Fls. 471 Maria ck Fári 'Jeira amalho Its. Sign 751643 -- "Enunciado n° 02 - O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Enunciado n° 03 - É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — Selic para títulos federais." Relativamente ao entendimento de que os sócios não podem figurar como co- responsáveis pelo débito, pois não são sujeitos passivos constitucionais, legais ou substitutos tributários, a não ser que fique comprovada a presença das condições descritas no artigo 135, III, do CTN, cabe ressaltar que não se pretende, no processo administrativo fiscal, aplicar o dispositivo citado acima. Cumpre esclarecer que os diretores elou sócios não estão sendo penalizados com a lavratura da NFLD em tela, já que o crédito foi lançado contra a MARCHESAN IMPLEMENTOS E MAQUINAS AGRICOLAS, que é o sujeito passivo da obrigação tributária. Conforme restou demonstrado na folha de rosto da NFLD e no Relatório Fiscal, o contribuinte sob ação fiscal é a MARCHESAN, e não os seus sócios. E, ao constatar o inadimplemento das obrigações previdenciárias, o agente notificante lançou corretamente o débito em nome do contribuinte inadimplente, fazendo constar os co-responsáveis nos relatórios da NFLD, consoante determinações contidas nos normativos legais que regem a matéria. Nesse sentido e Considerando tudo o mais que dos autos consta; Voto por CONHECER DO RECURSO para, no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 03 de fevereiro de 2009 c3C BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 6 Page 1 _0071700.PDF Page 1 _0071800.PDF Page 1 _0071900.PDF Page 1 _0072000.PDF Page 1 _0072100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10380.004610/2002-89
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 1997
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. CRÉDITO TRIBUTÁRIO OBJETO DE
DEPÓSITO JUDICIAL. CONFISSÃO EM DCTF. MATÉRIA NÃO
IMPUGNADA. CONHECIMENTO NA FASE RECURSAL.
IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO.
Salvo em se tratando de matéria de ordem pública, não cabe o conhecimento de questões não ventiladas na impugnação nem tampouco apreciadas pela decisão recorrida, sob pena de inovação e supressão de instância. Preclusão reconhecida. Precedentes da Turma.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 3802-000.722
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 1997 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. CRÉDITO TRIBUTÁRIO OBJETO DE DEPÓSITO JUDICIAL. CONFISSÃO EM DCTF. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. CONHECIMENTO NA FASE RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO. Salvo em se tratando de matéria de ordem pública, não cabe o conhecimento de questões não ventiladas na impugnação nem tampouco apreciadas pela decisão recorrida, sob pena de inovação e supressão de instância. Preclusão reconhecida. Precedentes da Turma. Recurso Voluntário Não Conhecido. Crédito Tributário Mantido.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1997 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. CRÉDITO TRIBUTÁRIO OBJETO DE DEPÓSITO JUDICIAL. CONFISSÃO EM DCTF. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. CONHECIMENTO NA FASE RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO. Salvo em se tratando de matéria de ordem pública, não cabe o conhecimento de questões não ventiladas na impugnação nem tampouco apreciadas pela decisão recorrida, sob pena de inovação e supressão de instância. Preclusão reconhecida. Precedentes da Turma. Recurso Voluntário Não Conhecido. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) REGIS XAVIER HOLANDA Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. EDITADO EM: 24/10/2011 Fl. 87DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0320.11168.VVW1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Paulo Sergio Celani, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza (CE), que, por unanimidade, julgou parcialmente procedente a impugnação apresentada pelo Recorrente, em acórdão assim ementado (fls. 60): ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1997 DEPÓSITO DO MONTANTE INTEGRAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. IDENTIDADE DE OBJETO.RENÚNCIA AO PROCESSO ADMINISTRATIVO. A discussão judicial acerca da existência de determinada relação jurídicotributária importa a renúncia ao processo administrativo para ver apreciada a pertinente impugnação ao lançamento de oficio. O depósito do montante integral do tributo suspende a sua exigibilidade, sendo eventual lançamento de oficio tomado como medida preventiva à consumação da decadência ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA Anocalendário: 1997 MULTA DE OFÍCIO e JUROS MORATÓRIOS. DEPÓSITO JUDICIAL INTEGRAL DO TRIBUTO. LANÇAMENTO DE OFICIO. PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. Estando a exigibilidade do crédito suspensa em razão do depósito integral e tempestivo da contribuição devida mensalmente, em face de decisão judicial, o lançamento de oficio visa apenas prevenir a decadência, devendo ser afastada a incidência de juros de mora e a imposição de penalidade. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte. A DRJ, considerando que houve depósito integral em juízo do valor do crédito tributário e que o lançamento foi efetuado apenas para fins de prevenção da decadência, afastou a incidência de juros de mora e da multa deofício. O Recorrente, por sua vez, pleiteia a reforma da decisão, alegando que não caberia o lançamento deofício, porquanto o crédito tributário depositado teria sido confessado em Dctf Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais. É o relatório. Fl. 88DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0320.11168.VVW1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.004610/200289 Acórdão n.º 380200.722 S3TE02 Fl. 83 3 Voto Conselheiro Solon Sehn A ciência da decisão recorrida ocorreu em 11/01/2011 (fls. 67), ao passo que o recurso foi protocolizado em 14/01/2011 (fls. 68), dentro do prazo legal. O recurso, entretanto, não pode ser conhecido, uma vez que não se encontram presentes os demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto no 70.235/1972. Com efeito, a alegação de que o crédito tributário, objeto do depósito judicial, teria sido devidamente confessado em Dctf não foi ventilada na impugnação, que, aliás, sequer foi juntada nos autos. Tampouco, por conseguinte, restou enfrentada pela decisão recorrida. Tal argumento, na verdade, é apresentado originariamente apenas nas razões recursais, circunstância que, nos termos do art. 17 do Decreto no 70.235/1972, impede o seu conhecimento por ocasião do julgamento do recurso voluntário: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pelo art. 67 da Lei no 9.532/1997) Nesse sentido, cumpre destacar o Acórdão no 3802000.585, julgado na sessão de 05/07/2011, relatado pelo eminente Conselheiro José Fernandes do Nascimento e que reflete o entendimento da Turma: [...] PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. CONHECIMENTO NA FASE RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. Em conformidade com o princípio da preclusão processual, se o sujeito passivo não contestou a matéria, no todo ou em parte, perante a autoridade julgadora de primeiro grau, não poderá mais fazêlo perante a instância superior, sob pena de inovação do feito e supressão de instância. (Acórdão 3802000.585. 3a S. 2a C. 2a TE. Rel. Conselheiro José Fernandes do Nascimento. S. de 05/07/2011). Na mesma linha, colocamse os seguintes julgados: “PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRECLUSÃO TEMPORAL. Questão não provocada a debate em primeira instância, quando se instaura a fase litigiosa do procedimento administrativo, e somente demandada em grau de recurso, constitui matéria preclusa. Recurso Voluntário Negado.” (Acórdão 310100.409. 3a. S. 1a C. 1a TO. Rel. Conselheiro Tarásio Campelo Borges. S. de 29/04/2010). [...] Fl. 89DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0320.11168.VVW1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 NORMAS PROCESSUAIS. MATÉRIA NÃO ABORDADA NA INSTÂNCIA ANTERIOR. PRECLUSÃO. EXCLUSÕES DE BASE DE CÁLCULO. ALARGAMENTO. Considerase preclusa matéria que não foi objeto de impugnação e que, por conseguinte, não foi objeto da decisão recorrida.” (Acórdão 340100.169. 3a S. 4a C. 1a TO. Rel. Conselheiro Odassi Guerzoni Filho. S. de 13/08/2009). [...] PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. IMPUGNAÇÃO E RECURSO VOLUNTÁRO. PRECLUSÃO. ART. 17 DO DECRETO 70.235/72. O recurso voluntário é cabível contra a decisão de primeira instância, de modo que o âmbito válido de sua fundamentação naturalmente se circunscreve aos temas tratados no julgamento que pretende reformar. O recurso voluntário não pode inovar, veiculando novos argumentos de defesa que não foram apresentados na impugnação nem debatidos em primeira instância. Exceção feita apenas quanto a temas reconhecidamente de ordem pública, como é o caso da decadência e da prescrição.” (Acórdão 340300.385. 3a S. 4a C. 3a TO. Rel. Conselheiro Ivan Allegretti. S. de 25/05/2010). Votase, assim, pelo não conhecimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 90DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0320.11168.VVW1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por SOLON SEHN em 24/10/2011 21:26:06. Documento autenticado digitalmente por SOLON SEHN em 24/10/2011. Documento assinado digitalmente por: REGIS XAVIER HOLANDA em 17/11/2011 e SOLON SEHN em 24/10/2011. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 29/03/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP29.0320.11168.VVW1 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 9A6B477956D075A52E2BA09A7844DC3BFA2D7A37 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10380.004610/2002-89. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10314.004524/2009-36
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: REGIMES ADUANEIROS
Data do fato gerador: 25/11/2005
REGIME ESPECIAL DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA. DESVIO DE
FINALIDADE. DESCUMPRIMENTO DE CONDIÇÃO BÁSICA.
IMPOSIÇÃO DE MULTA. CABIMENTO.
É condição necessária para aplicação regular do regime de admissão temporária que, dentro do prazo fixado, os bens submetidos ao regime sejam utilizados exclusivamente nos fins determinados no ato de concessão. Pelo descumprimento dessa condição, responde o beneficiário do regime pela multa prevista no inciso I do art.72 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de
2003.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3802-000.825
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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ementa_s : REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 25/11/2005 REGIME ESPECIAL DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA. DESVIO DE FINALIDADE. DESCUMPRIMENTO DE CONDIÇÃO BÁSICA. IMPOSIÇÃO DE MULTA. CABIMENTO. É condição necessária para aplicação regular do regime de admissão temporária que, dentro do prazo fixado, os bens submetidos ao regime sejam utilizados exclusivamente nos fins determinados no ato de concessão. Pelo descumprimento dessa condição, responde o beneficiário do regime pela multa prevista no inciso I do art.72 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 25/11/2005 REGIME ESPECIAL DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA. DESVIO DE FINALIDADE. DESCUMPRIMENTO DE CONDIÇÃO BÁSICA. IMPOSIÇÃO DE MULTA. CABIMENTO. É condição necessária para aplicação regular do regime de admissão temporária que, dentro do prazo fixado, os bens submetidos ao regime sejam utilizados exclusivamente nos fins determinados no ato de concessão. Pelo descumprimento dessa condição, responde o beneficiário do regime pela multa prevista no inciso I do art.72 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. EDITADO EM: 26/01/2012 Fl. 302DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 26 /01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo. Relatório Tratase de Recurso Voluntário oposto com o objetivo de reformar o Acórdão nº 1749.022, 10 de março de 2011 (fls. 183/192), proferido pelos membros da 2ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II (DRJ/SP2), em que, por unanimidade de votos, julgaram improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido, com base nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 25/11/2005 ADMISSÃO TEMPORÁRIA Cabível a aplicação da multa do inciso I, do art.72 da Lei n 10.833/2003, pelo descumprimento de condições/requisitos estabelecidos na aplicação do regime de admissão temporária relativamente ao bem importado e que ingressou no referido regime. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Por bem descrever os fatos registrados até a prolação da decisão de primeiro grau, adoto o Relatório encartado no Acórdão recorrido, que segue transcrito: Trata o presente processo de Auto de Infração lavrado em 12/06/2009, pelo descumprimento de requisitos/condições estabelecidos no regime aduaneiro especial de Admissão Temporária, sendo aplicada a multa prevista no Art. 72, inciso I, da Lei nº 10.833/03, combinado como o Ar. 709, do Decreto nº 6.759/09. A exigência teve como fulcro o desvio de finalidade do automóvel admitido temporariamente através da DSI de nº 05/00308623, registrada em 25/11/2005, fls. 12/17, descrito como “AUTOMÓVEL NOVO ZERO QUILOMETRO SEM USO MONTADO PARA PASSAGEIROS MARCA LAMBORGHINI MURCIELAGO ROADSTER, COR AMARELA, ANO DE FABRICAÇÃO 2005, MODELO 2005, 02 PORTAS, CAPACIDADE PARA 02 PASSAGEIROS, MOTOR DE 12 CILINDROS EM V, 6.2L, 6198CM3, 580 HP TRAÇÃO NAS QUATRO RODAS (4X4), TRANSMISSÃO EGEAR, INJEÇÃO ELETRÔNICA DE COMBUSTÍVEL, MOVIDO A GASOLINA, DIREÇÃO HIDRÁULICA, SISTEMA DE FREIOS ABS, AIR BAG PARA MOTORISTA E PASSAGEIRO, BANCOS COM REVESTIMENTOS EM COURO, AR CONDICIONADO, RODAS DE LIGA LEVE, TRAVAS, VIDROS E RETROVISORES ELÉTRICOS, RÁDIO AM/FM/CD PLAYER, CONTROLE DE VELOCIDADE, COMPUTADOR DE BORDO, CINTOS AUTOMÁTICOS E TODOS OS EQUIPAMENTOS STANDARD DE FÁBRICA INCLUSO AO MODELO. OS VIDROS DESTE Fl. 303DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 26 /01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 10314.004524/200936 Acórdão n.º 380200.825 S3TE02 Fl. 2 3 VEÍCULO CONTÉM A MARCAÇÃO DOT. CHASSI: ZHWBE26S05LA01388,” importado sob esse regime em função da necessidade de ensaios e testes de emissão de poluentes. Conforme relatado às fls. 06 do Auto de Infração, a autuação decorre “pela comprovação de utilização diversa, e, portanto, caracterizado o desvio de finalidade para qual foram admitidos os bens, através da DSI 05/00308623, de 25/11/2005 (cópias anexas), objeto do PAF 10314.011105/200527, de 01/12/2005, e conforme exarado pelos despachos de fls. 109 a 111 e 168 do mesmo processo administrativo fiscal (cópias anexas) aplicase a Multa prevista no Art. 72, inciso I, da Lei nº 10.833/03, combinado com o Art. 709, do Decreto nº 6.759/09, pelo descumprimento das condições e requisitos estabelecidos pela Legislação pertinente à aplicação do Regime Aduaneiro Especial de Admissão Temporária.” Os despachos anexados pela fiscalização do PAF 10314.011105/200527, acima citados, são os das páginas 27/29 e 30 deste processo. Em síntese do necessário, transcrevo o despacho de fls. 27/29: “Trata o presente processo de Regime Aduaneiro Especial de Admissão Temporária, concedido inicialmente pelo prazo de 90 (noventa) dias, com base no artigo 4º, parágrafo 1º, inciso II, da IN SRF nº 285/03, para os bens descritos na DSI nº 05/00308623, destinados a ensaios, conforme fls. 01/28, do presente processo. .../... À fls. 37 consta cópia do Ofício nº 082/2006GAB da 9ª Vara Criminal Federal, informando que os veículos listados, que se encontravam em regime de admissão temporária, estavam com mandado de busca e apreensão. Às fls. 41 o interessado solicita, novamente, prorrogação do prazo por mais 90 dias, pelo motivo de haver inquérito policial em andamento. Às fls. 46 a supervisora informa que, a despeito das razões invocadas pelo interessado, há de ser indeferida a solicitação de prorrogação, com base no que dispõe o art. 10, § 1º, inciso II, da IN SRF nº 285/03, e encaminha o processo à chefia do SEDAD, para as providências que houver por bem determinar, em face da atipicidade dos fatos; .../... Às fls. 50 consta cópia do Ofício do Ofício nº 2356/07, da 9ª VARA CRIMINAL FEDERAL, determinando instauração de procedimento administrativo, nos termos do Decreto 4543/02, tendo em vista as declarações falsas prestadas junto ao órgão aduaneiro relacionadas ao valor, Fl. 304DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 26 /01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 4 quilometragem e finalidade do pedido de admissão temporária no país, dos automóveis objetos das investigações. Ás fls. 75/79 consta despacho do EQREA/SEDAD/IRF/SPO informando que: O desvio de finalidade ocorre quando o bem é aplicado em finalidade diversa daquela para o qual foi solicitado o regime; Os automóveis admitidos em admissão temporária tinham como condição para sua permanência no regime a realização de testes de emissão de poluentes e ruídos pela CETESB; Como conseqüência administrativa decorrente da hipótese do uso dos veículos em finalidade diversa, teríamos a execução do Termo de Responsabilidade conforme disposto na IN SRF 285/03, art. 17. inciso IV e a aplicação da multa por descumprimento das condições do regime referente à Lei nº 10.833/03, artº 72, inciso I; A valoração aduaneira deve ser feita nas hipóteses do art. 35, da IN SRF nº 327/03 que prevê descumprimento das normas de permanência no regime ou despacho para consumo, sendo que nestes casos a apuração de um valor aduaneiro maior que aquele sobre o qual foram calculados os valores dos tributos suspensos garantidos no Termo de Responsabilidade, implica além da cobrança dos impostos garantidos no referido termo a lavratura de auto de infração para cobrança das diferenças dos tributos. Às fls. 94 consta a intimação nº 210/07 do SEDAD/EQREA para o interessado justificar o descumprimento do compromisso assumido quando da concessão do Regime de Admissão Temporária (art. 677, inciso K, do RA, Decreto 4543/02, de 27/12/02), constante do processo supracitado, em decorrência da exposição dos bens à venda, sem que tenha havido autorização de mudança de finalidade. Com o alerta de que o não atendimento à intimação acarretaria a execução do Termo de Responsabilidade e aplicação da multa de 10% do valor aduaneiro da mercadoria (art. 72, inciso I, da Lei nº 10.883, de 29/12/03). As fls. 97/100 consta solicitação do interessado para que seja enviada nova intimação, desta vez com a narração dos fatos que originaram a imputação de descumprimento do regime de admissão temporária, ou a juntada de documentos hábeis a comprovar tal acusação, bem como a reabertura de novo prazo de 10 (dez) dias, para que a requerente possa exercer adequadamente o seu direito de defesa, sob pena de nulidade processual insanável. Considerando que em 24/04/2006 Cláudio Rossi Zampini declarou à PF que os veículos se encontravam na EUROTRADE para VENDA e SHOWROOM, fls. 101. Fl. 305DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 26 /01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 10314.004524/200936 Acórdão n.º 380200.825 S3TE02 Fl. 3 5 Considerando que os veículos foram admitidos exclusivamente para a finalidade de ensaios; Considerando o que consta no artigo 314 do Decreto nº 4.543, publicado no DOU de 27/12/02, onde a aplicação do regime de admissão temporária ficará condicionada à utilização dos bens dentro do prazo fixado e exclusivamente nos fins previstos (DecretoLei nº 37, de 1966, art. 75, § 1º, inciso II); Considerando que consta informação da Polícia Federal que nas páginas 44 e 45 da Revista Select Shop ano 8, nº 157 e na revista Vendo Autos, ano 9 nº 225 encontrase propaganda dos veículos que foram objetos de apreensão, fls. 103/108; Considerando a informação técnica nº 12/07/ETE da CETESB onde nenhum dos veículos em questão foi ensaiado quanto a emissão de poluente gasosos no Brasil, seja na CETESB ou em outro laboratório e, quanto a emissão de ruído veicular somente 02 (dois) destes veículos foram ensaiados no Brasil pela empresa AUTOLEX. E em relação aos demais veículos a CETESB relata não possuir informações em seus arquivos, fls. 85/92; Tendo presente o acima relatado, constatase que houve desvio de finalidade na aplicação do regime por parte do interessado. ...” Ciente do Auto de Infração em 31/10/2009, a interessada em 30/11/2009 protocolizou a impugnação de fls. 54/67 e documentos seguintes, alegando, em síntese do necessário: não há qualquer irregularidade na importação realizada pela Impugnante, pois esta importou corretamente o veículo em questão para submetêlo ao Regime Especial de Admissão Temporária, cumprindo fielmente a finalidade declarada, ou seja, para testes e ensaios; todos os automóveis da marca Lamborghini são testados pelo fabricante, bem como podem ser utilizados por testdrive e, especialmente no presente caso, o foram também pela empresa AUTOLEX designado para o fim de obtenção da Licença do IBAMA, o que justifica, ainda, a quilometragem apresentada no hodômetro e, conseqüentemente, a sua condição de novo. A realização dos testes no Brasil foi confirmada pela informação prestada pela própria CETESB (DOC. 03) e os testes foram realizados efetivamente pela empresa AUTOLEX ; anexa cópia comprovantes emitidos pela AUTOLEX, informando à Receita Federal a existência dos mencionados testes e também a localização dos veículos, ou seja, no estacionamento STAY PARK (DOC. 04); Fl. 306DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 26 /01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 6 entretanto, em investigação policial iniciada SEM MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO, OU QUALQUER OUTRO DOCUMENTO QUE EMBASASSE ESSE TIPO DE PROCEDIMENTO, Policiais Federais compareceram à loja de veículos “EUROTRADE VEÍCULOS LTDA.”, onde constataram, em tese, que veículos importados sob o regime de admissão temporária encontravamse expostos à venda; foi determinada ordem judicial para apreensão dos veículos supramencionados e a nomeação do Sr. Cláudio Rossi Zampini como fiel depositário dos bens; referidas informações constam da decisão proferida pelo MM. Juiz da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo que delimitou os rumos da investigação salientando que: “ (...) eventual procedimento de investigação que vier a ser instaurado em razão dessa ação fiscal deverá ser autuado em separado e distribuído livremente, evitandose, desse modo, tumulto processual, tendo em vista que o objeto de apuração nestes autos é a eventual prática de descaminho decorrente da exposição à venda de bens importados sob regime de admissão temporária (DOC. 05); entretanto, após longos anos de investigação policial (três anos e cinco meses), nada de concreto verificouse em face da Impugnante, tanto que nenhuma ação penal fora proposta até o momento; isso porque o veículo em análise não foi apreendido no interior da loja Eurotrade Veículos Ltda., ou seja, nunca foi exposto à venda; ocorre que para adequada guarda e conservação do veículo, após a realização dos testes, este se encontrava no subsolo de empresa distinta (estacionamento STAY PARK) da loja “Eurotrade”, permanecendo oculto a demais pessoas. Insta mencionar que apesar de se localizarem no mesmo endereço, tratase de prédio comercial aonde existem diversas empresas, não podendo confundir uma empresa localizada no subsolo do referido prédio (local onde se encontrava o veículo) com empresa localizada no térreo (“Eurotrade”); não há que se falar também que a empresa Impugnante promoveu qualquer anúncio de venda em revistas ou similares do mencionado veículo, pois não existe qualquer prova que os veículos anunciados pela empresa “Eurotrade” seriam os mesmos veículos importados pela empresa Impugnante; a revelia da Impugnante, foi nomeado como depositário fiel dos automóveis o Sr. Cláudio Rossi Zampini, pessoa totalmente estranha a empresa TAG. Portanto, mesmo se considerássemos que os anúncios referiamse aos veículos importados pela Impugnante, esta não pode ser penalizada por ação de terceira pessoa; em relação a Lamborghini Gallardo, cor preta, Chassi: ZHWGE12T36LAO2923 e a Lamborghini Murcielago Roadstar, cor amarela, Chassi: ZHWBE26S05LA01584, estas foram, a contraordem da empresa Impugnante, expostas indevidamente pelo fiel depositário no Salão de Automóveis de São Paulo em Fl. 307DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 26 /01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 10314.004524/200936 Acórdão n.º 380200.825 S3TE02 Fl. 4 7 2005, não tendo que se falar em culpa ou dolo da empresa Impugnante; ponto fulcral é demonstrar que HÁ PARECER EXARADO PELO PRÓPRIO MINISTÉRIO DA FAZENDA (RELATÓRIO DE ANÁLISE FISCAL) que o regime escolhido pela Impugnante para proceder à importação do automóvel foi o adequado; (DOC. 06); cabe destacar informação da Receita Federal da 8ª Região, analisando a apreensão realizada no veículo em comento (inclusive das Lamborghinis apreendidas no Salão de Automóvel de São Paulo) (DOC. 07 e DOC. 08); apesar do entendimento exarado pela Receita Federal entendendo pela regularidade na importação ora em análise, existe uma injustificada “força tarefa” realizada pela Polícia Federal e do Ministério Público Federal para imputar à Impugnante suposta prática de conduta criminosa (descaminho) tentando influenciar no animus da fiscalização da Receita Federal do Brasil; a Polícia Federal e O Ministério Público Federal insistem em imputar à Impugnante que o veículo em questão (além do desvio de finalidade na importação que foi afastada pela própria Receita Federal) não seria novo (diante da quilometragem apresentada) e o valor declarado estaria incorreto; em relação à quilometragem apresentada no hodômetro, há de esclarecer que um veículo não se torna usado por ter sido pouco utilizado em testes pelo fabricante e ensaios técnicos para obtenção de licenças, mas sim quando houver sido adquirido pelo consumidor final; ademais, quanto as Lamborghinis que se encontravam expostas no Salão do Automóvel em São Paulo por ocasião da apreensão e remoção, estas foram manuseadas por pessoas sem a mínima preparação para tanto, notadamente agentes da Polícia Federal, que as conduziram pelas ruas e avenidas da cidade sem quaisquer cuidados o que certamente contribuiu para eventuais desgastes (DOC. 09); no Laudo Técnico emitido pelo engenheiro solicitado pela Receita Federal, (DOC. 10). Inquirido sobre a condição de ser novo ou usado um veículo Lamborghini com 142 Km no hodômetro, respondeu que: “A quilometragem que consta no manual e no hodômero é de 142 Km. A perícia observa que o fabricante deste veículo, faz realizar teste a cada veículo que sai da produção, por um único piloto que prova que leva o mesmo para rodar na estrada e pista aproximadamente na quilometragem indicada conforme as publicações da mídia televisa.”; o Laudo de Exame em Veículos Terrestres, registrado sob o número 3670/2007 – NUCRIM/SETEC/SR/ DPF/SP (DOC. 11) e também a constatação do Ministério da Fazenda apontam para a Fl. 308DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 26 /01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 8 mesma conclusão (DOC. 06) : “quando da admissão temporária dos veículos foi feita a conferência física e lavrado termo de identificação que atestam que os veículos eram novos; demonstrado o total desconhecimento da matéria aduaneira pela PF, os métodos utilizados pelos peritos do Departamento da Polícia Federal em São Paulo, embasaramse em tabela FIPE e cotação do mercado nacional, fato que não merece nem ser comentado, pois diverge de qualquer prática legal de valoração (Acordo de Valoração Aduaneira); a Impugnante não foi intimada a adotar uma das providências previstas para a extinção do regime após o decurso do prazo, permanecendo de mãos atadas por conta da r. decisão judicial que aprendeu os bens; os veículos foram apreendidos quando ainda se encontravam sob o manto do Regime de Admissão Temporária, ao final do qual caberia à Impugnante optar por nacionalizálos ou reexportálos; requer a improcedência do Auto de Infração em virtude da não ocorrência do aventado desvio de finalidade no procedimento no Regime Aduaneiro Especial de Admissão Temporária. Sobreveio o Acórdão recorrido, sendo dele cientificada a Interessada, por via postal (fl. 194v), em 18/04/2011. Inconformada, interpôs Recurso Voluntário, protocolado em 17/05/2011, no qual, em síntese, alegou que: a) comprovou que o regime de importação escolhido foi adequado e os testes realizados, não havendo qualquer irregularidade na referida operação de importação; b) demonstrou que, por força de determinação judicial, ficou impossibilitada de proceder ao término do regime de admissão temporária em apreço; c) não havia nos autos qualquer prova que confirmasse o desvio de finalidade concernente à importação realizada; d) a Fiscalização não podia se utilizar de informações contidas na denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, para embasar a sua decisão, posto que o referido Órgão era parte parcial da respectiva demanda judicial; e) era necessário que Fiscalização estivesse munida de provas capazes de demonstrar a efetiva ocorrência da infração, pois, em conformidade com o princípio da verdade material, não bastava simples argumentos e suposições para aplicação da penalidade em questão; f) embora os assuntos atinentes à valoração aduaneira e condição de o veículo ser novo/usado não terem sido abordados r. decisão recorrida, teceu algumas considerações sobre tais assuntos, para concluir, ao final, que, além de novo, o valor veículo fora corretamente declarado; e Fl. 309DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 26 /01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 10314.004524/200936 Acórdão n.º 380200.825 S3TE02 Fl. 5 9 g) por meio do Ofício nº 1536/10, o nobre magistrado apenas comunicou que não havia impedimento para cobrança dos tributos, silenciandose a respeito da possibilidade da reexportação do veículo. No final, a Autuada requereu (i) acolhimento e provimento do presente Recurso, para que fim de cancelamento da multa aplicada, e (ii) autorização para reexportação do citado veículo, com a respectiva baixa no Termo de Responsabilidade. Em cumprimento ao Despacho de Encaminhamento (eletrônico), proferido em 20/07/2011, os presentes autos foram enviados a este E. Conselho. Na Sessão de agosto de 2011, em cumprimento ao disposto no art. 49 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, foram distribuídos, mediante sorteio, para este Conselheiro Relator. É o relatório. Voto O presente Recurso foi apresentado por parte legítima em tempo hábil, preenche os demais requisitos de admissibilidade e trata de matéria da competência, bem como atende o limite de alçada deste Colegiado, portanto, dele tomo conhecimento. A presente controvérsia gira em torno da cobrança da multa prevista no inciso I do art. 72 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, a seguir transcrito. Art. 72. Aplicase a multa de: I – 10% (dez por cento) do valor aduaneiro da mercadoria submetida ao regime aduaneiro especial de admissão temporária, ou de admissão temporária para aperfeiçoamento ativo, pelo descumprimento de condições, requisitos ou prazos estabelecidos para aplicação do regime; [...]. O motivo da presente autuação foi o desvio de finalidade do regime aduaneiro especial de admissão temporária, aplicado ao veículo importado pela Recorrente, para fins de ensaios e testes de emissão de poluentes, na forma da Resolução Conama nº 297, de 26 de fevereiro de 2002, acarretando o descumprimento de condição básica estabelecida para fruição do referido regime no art. 363 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 (Regulamento Aduaneiro de 2009), a seguir reproduzido: Art. 363. A aplicação do regime de admissão temporária ficará condicionada à utilização dos bens dentro do prazo fixado e exclusivamente nos fins previstos (DecretoLei no 37, de 1966, art. 75, § 1o, inciso II). De fato, há informação nos autos que a Polícia Federal constatou que o mencionado veículo encontravase exposto à venda na loja da pessoa jurídica Eurotrade Veículos Ltda., inclusive com anúncio de venda publicado nas revista Select Shop (ano 8 e nº 157) e Vendo Autos (ano 9 e nº 225). Fl. 310DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 26 /01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 10 Nesse sentido, tendo em conta a evidência da existência de fraude cometida na importação em questão, por meio do Ofício nº 1536/10, de 06 de julho de 2010 (fl. 182), a MM Juíza Substituta da 9ª Vara Criminal Federal – Seção Judiciária de São Paulo, determinou a execução dos respectivos Termos de Responsabilidade e realização de procedimento de valoração aduaneira, conforme se verifica no excerto a seguir transcrito: [...] como evidenciado na denúncia, os fins da internação foram fraudulentamente declarados, exatamente para que não se procedesse a uma revisão da valoração aduaneira, o que deverá ser feito ao ensejo da execução do termo de responsabilidade em curso, devendo o Juízo ser informado sobre as diferenças apuradas. Outrossim, informo a Vossa Senhoria que não há mais a restrição para a cobrança de impostos incidentes sobre os veículos. (grifos não originais). Com base em tais fatos, estou convencido que, no presente caso, houve desvio de finalidade do referenciado regime aduaneiro de admissão temporária, resultando na indevida suspensão dos tributos devidos na operação de importação, agravada com a subavaliação do preço do veículo importado. Alegou a Recorrente que o regime de importação escolhido fora adequado e que os testes foram realizados, não havendo qualquer irregularidade na referida operação de importação. Não procedem tais alegações, com a devida vênia. A uma, porque não se revela adequado a importação de vários veículos para fim de ensaios e testes de medição de emissão poluentes. Na verdade, ao meu ver, apenas um veículo seria suficiente para tal finalidade. A duas, porque uma vez configurado o desvio de finalidade passa a ser irrelevante a realização ou não dos testes e ensaios motivadores da concessão do regime. No entanto, em relação esse ponto, as provas carreadas aos autos infirmam a assertiva da Recorrente de que todos os testes foram realizados. Na verdade, segundo o Informação Técnica da CETESB nº 12/07/ETE (fl. 74), nenhum dos veículos admitido temporariamente pela Recorrente “foi ensaiado quanto a emissão de poluente gasosos no Brasil, seja na CETESB ou em outro laboratório”. Em relação aos ensaios para medição de emissão de ruído veicular, esclareceu a dita Informação que somente 02 (dois) dos referidos veículos foram ensaiados no Brasil por AUTOLEX Consultoria Automotiva Ltda, tendo um deles sido realizado em 30/10/2004 (modelo LAMBORGHINI GALLARDO), portanto, anterior ao regime de importação em apreço, enquanto que o outro foi realizado em 13/12/2005 (modelo LAMBORGHINI MURCIELAGO), sendo que apenas este último corresponde ao modelo do veículo objeto da presente autuação, o que confirma o entendimento aqui esposado de que apenas um único veículo seria suficiente para o cumprimento de tal exigência. Além disso, os argumentos aduzidos pela Recorrente referemse aos requisitos e condições para concessão do regime, tendo por base as informações e documentos apresentados pela Recorrente, isto é, com base em análise meramente documental, ao passo que o motivo que ensejou a presente autuação foi o descumprimento da finalidade para qual o regime foi concedido, portanto concernente à irregularidade cometida após a concessão do regime. Fl. 311DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 26 /01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 10314.004524/200936 Acórdão n.º 380200.825 S3TE02 Fl. 6 11 Por essas razões, diversamente do que alegou a Recorrente, entendo que as provas coligidas aos autos são adequadas e suficientes para comprovar o desvio de finalidade do regime de admissão temporária em análise. Quanto às alegações acerca da valoração aduaneiro e do estado do veículo (se novo ou usado), por ser assunto estranho à presente autuação e, por conseguinte, não ter qualquer relevância para o deslinde da presente contenda, não me manifestarei a respeito. Em relação ao pedido de reexportação do veículo, ao meu ver, tratase de matéria estranha ao presente litígio e fora da competência deste Colegiada. De fato, nos termos do art. 15 da Instrução Normativa SRF nº 285, de 14 de janeiro de 2003, a adoção das providências para extinção da aplicação do regime deve ser requerida pelo beneficiário ao titular da Unidade da Receita Federal que jurisdiciona o local onde se encontre o veículo, pois é essa a autoridade detentora da competência para se pronunciar sobre tal pedido. Com essas, considerações NEGO PROVIMENTO ao presente Recurso, para manter na íntegra o Acórdão recorrido. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 312DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 26 /01/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA
score : 1.0
Numero do processo: 14474.000335/2007-41
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/1999 a 30/11/2000
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. REQUISITOS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS.
I - Contendo, a NFLD, todos os requisitos exigidos pela
legislação previdenciária, não há que se falar em nulidade por
cerceamento do direito de defesa; II - O débito deve ser retificado quando constatado e informado pela fiscalização erro no
levantamento.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 206-01.661
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar de nulidade; e II) no mérito, em dar provimento parcial ao recurso, para retificar o débito, nos termos da
informação fiscal de fls. 246. Ausente ocasionalmente o conselheiro Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: ROGERIO DE LELLIS PINTO
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CUSTEIO. NFLD. REQUISITOS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. I - Contendo, a NFLD, todos os requisitos exigidos pela Q44 legislação previdenciária, não há que se falar em nulidade por cerceamento do direito de defesa; II - O débito deve ser retificado uando constatado e informado pela fiscalização erro no levantamento. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. i .. ri Processo e 14474.000335/200741 CarCWir"PONFEREdOSPAiniCtOCRarGaIN raAl. CCO2/C06 Acórdão n.°206-01.661 Brasília 2/9/ 03 Fls. 271 Maria de Fátima Perfila Ganamo Mau &saci 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar de nulidade; e II) no mérito, em dar provimento parcial ao recurso, para retificar o débito, nos termos da informação fiscal de fls. 246. Ausente ocasionalmente o conselheiro Lourenço Ferreira do Prado. 4 .»... ELIAS S .% • AIO FREIRE Presidente A AL 10.- RO Ir li LELLIS PINTOfi R tor • • • - Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Bemadete de Oliveira Barros, Cleusa Vieira de Souza, Ana Maria Bandeira e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 Processo n° 14474.000335/2007-41 2* CC-NWO: •-..aer! CCO2C06 Ac.órdál") n.° 206-01.661 CONFERE COM O OFOCINA. •Fls. 272 carasitia. it-kaar, Mana c• Fahma FelflIMJ 3". as 41 1 Mat.' Siacoe 751553 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto pela COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA — COPEL, contra decisão-notificação de fls. retro, exarada pela extinta Secretaria da Receita Previdenciária, a qual julgou procedente a presente NFLD no valor originário de R$ 2.174,300,52 (dois milhões cento e setenta e quatro mil trezentos e cinqüenta e dois reais), tendo como fatos geradores as contribuições pagas a segurados empregados. Alega em seu recurso à empresa que teria sido cerceada em seu direito de defesa, tendo em vista que a fiscalização não teria discriminado qual critério utilizado para apurar os débitos aqui lançados. Sustenta que nas competências de julho a dezembro de 1999 compensou os valores devidos a titulo de contribuição previdenciária, com os recolhimentos sobre autônomos e administradores no período de 09/89 a 04/94, conforme reconhecido em decisão judicial anexada aos autos. Diz que seriam inconstitucionais as contribuições destinadas ao SAT, assim como a incidência da taxa SELIC Em julgamento junto ao CRPS, entendeu-se por necessária a realização de diligência para fins de correta aplicação do comando judicial que possibilitou a Recorrente, a compensação por ela alegada, inclusive com a elaboração de planilhas. Atendida a solicitação do CRPS, através da informação fiscal de fls retro, onde a autoridade fiscal solicita a retificação do débito, nos termos demonstrados. Intimada a recorrente diz que a fiscalização não teria atendido integralmente a solicitação do CRPS, já que não teria elaborado planilha comparativa, nem mesmo retificado o débito. -É o relatório. Voto Conselheiro ROGÉRIO DE LELLIS PINTO, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso interposto. Alega o contribuinte em preliminar, que teria sido cerceado em seu direito de defesa, diante de suposta omissão da autoridade lançadora, quanto a não discriminação dos critérios utilizados na NFLD. Sustenta que a NFLD seria nula porque não reuniria os requisitos essenciais para sua validade, especialmente por não demonstrar a verdade material dos fatos no REFISC, o que, no entanto, o faz sem razão alguma. É certo que a constituição do crédito tributário, por meio do lançamento de oficio, como atividade administrativa vinculada, exige do Fisco a estreita observância à legislação de regência, de forma que todo o procedimento fiscal instaurado abarque ousA, 3 2* COM F - Sexta Comais,. CO COM O ORIGINAL Processo n°14474.000335/2007-41 CCO2/C06 Acórdão n.°206-01.661 Etrasnia .4L/ 0/211//_, Apifinwn Fls. 273 Maria da Fatinla Fanfo a . 0 arvalh. Matr Sias 751683 requisitos legais exigidos. Não é menos certo, que a inobservância a legislação que rege o lançamento fiscal, ou ainda de seus requisitos, implica invariavelmente em nulidade do procedimento administrativo, eis que na maioria das vezes sugere cerceamento do direito de defesa, impondo o seu reconhecimento pela própria Administração. Ocorre que não é o caso do lançamento em espeque, já que se reveste de todas as formalidades legais. A ampla defesa não se mostra agredida no caso destes autos, na medida em que o procedimento fiscal traz em seu bojo todos os elementos necessários para a perfeita compreensão do débito, sua origem, e seus fundamentos legais. Os anexos que constam dos autos, nos mostram os percentuais adotados para efeito dos cálculos, e indicam o caminho e os critérios seguidos pela fiscalização, bastando para se confrontar e afastar as argüições recursais a sua mera analise perfunctória. Em verdade, o próprio Relatório Fiscal, detalha pormenorizadamente os valores cobrados por competência, permitindo ao contribuinte a correta visualização dos períodos aqui compreendidos, e dos seus respectivos valores, tanto assim, que a peça impugnatória visualizou os motivos do lançamento, a ponto de questionar os valores constituídos, originando até a proposta de retificação do débito, por parte da fiscalização. Desta forma, não vejo presente o alegado cerceamento do direito de defesa, de forma que rejeito tal preliminar. Quanto à alegação de inconstitucionalidade das verbas destinadas' ao SAT e própria incidência da taxa SELIC, sem maiores tergiversações, registre-se apenas que a sumula n° 2 do 2° Conselho de Contribuintes, e ao art 49 do seu Regimento Interno, veda aos seus órgãos julgadores, afastar a aplicação da norma tributária em vigor. Em relação às supostas omissões da autoridade fiscal, pertinentes às solicitações emanadas do Egrégio CRPS, entendo não serem cabíveis, conquanto a planilha solicitada consta das folhas 240 e s., e que me parecem suficientes para atender a dúvida do Órgão Julgador Superior. Por outro lado, a ausência de retificação de débito como o contribuinte entende que deveria ter sido realizada não pode ser acolhida. Em verdade, os autos encontravam-se em diligência solicitada pelo CRPS, e somente por ele poderia ser retificado, ou seja, a partir do momento que os autos sobem a instância superior, a competência para qualquer alteração no levantamento será apenas deste, sendo que a fiscalização pode e na verdade deve, apenas propor a retificação do débito, como foi feito no caso em tela. Na esteira desse ideário, o douto agente autuante fez aquilo que lhe cabia fazer, vislumbrou o erro e propor a retificação do valor lançado. Vicio haveria, a nosso ver, caso mesmo constatado que a base de cálculo ou mesmo o tributo lançado não fosse aquele efetivamente apurado, e não propusesse a fiscalização a retificação do débito, posto ai estar configurada afronta ao art 142 do CTN. Desta feita, acredito que a retificação do lançamento deve ser realizada, nos termos aduzidos na informação fiscal de fls. 246. ofr 4 CC/e/Ir - senta t.aretan k • a CONFERC COMO ORIGeN ik I Processo n° 14474.0003351200741 CCO2C06 Fls. 274Acórdão21° 206-01.661 eirasla.g. O hl ;roa se Fatirma Fliffr e r ao StaPe 751693 Pelo exposto, voto no sentido de conhecer do recurso, rejeitar a preliminar de nulidade, e no mérito dar-lhe parcial provimento, para retificar o débito, nos termos da informação fiscal de fls. 246. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 2008 geri; I ; Nrri LELLIS PINTO - - Page 1 _0057600.PDF Page 1 _0057700.PDF Page 1 _0057800.PDF Page 1 _0057900.PDF Page 1
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Numero do processo: 13830.721709/2011-82
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 09 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Fri May 26 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2010
DEDUÇÃO DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO. DEPENDENTE.
As despesas com instrução são dedutíveis na declaração de ajuste anual para pagamentos devidamente comprovados, efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação pré-escolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes, até o limite anual individual estabelecido em lei. Inteligência do art. 81 do Decreto 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR).
Numero da decisão: 2401-011.074
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhe aplicado o decidido no Acórdão nº 2401-011.072, de 09 de maio de 2023, prolatado no julgamento do processo 13830.000710/2010-99, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Wilsom de Moraes Filho, Rayd Santana Ferreira, Eduardo Newman de Mattera Gomes, Ana Carolina da Silva Barbosa, Guilherme Paes de Barros Geraldi, Miriam Denise Xavier (Presidente).
Nome do relator: MIRIAM DENISE XAVIER
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DEPENDENTE. As despesas com instrução são dedutíveis na declaração de ajuste anual para pagamentos devidamente comprovados, efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação pré-escolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes, até o limite anual individual estabelecido em lei. Inteligência do art. 81 do Decreto 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR). Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhe aplicado o decidido no Acórdão nº 2401-011.072, de 09 de maio de 2023, prolatado no julgamento do processo 13830.000710/2010-99, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Wilsom de Moraes Filho, Rayd Santana Ferreira, Eduardo Newman de Mattera Gomes, Ana Carolina da Silva Barbosa, Guilherme Paes de Barros Geraldi, Miriam Denise Xavier (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, Anexo II, do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 0. 72 17 09 /2 01 1- 82 Fl. 78DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2401-011.074 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.721709/2011-82 O presente processo administrativo foi desencadeado por Termo de Intimação, que intimou o sujeito passivo a apresentar comprovantes das deduções informadas em sua Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física do ano em discussão. Apesar de ter apresentado documentos, o sujeito passivo recebeu Notificação de Lançamento, razão pela qual apresentou Impugnação argumentando que todos os documentos relativos à separação e revisão da pensão foram devidamente apresentados pelo sujeito passivo à fiscalização, e que as decisões judiciais homologaram o acordo de que o sujeito passivo manteria a ex-cônjuge e os filhos como seus dependentes para fins de plano de saúde, e que ele seria o responsável pelo pagamento da escola dos filhos até que esses finalizassem o ensino universitário bem como ao pagamento de pensão alimentícia. Alega, portanto, que a fiscalização teria mantido as glosas indevidamente. Em sede de análise em 1ª instância, a Delegacia de Julgamento do Rio de Janeiro julgou a Impugnação procedente em parte, em acórdão assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF DEDUÇÕES. PENSÃO ALIMENTÍCIA. A dedução da pensão alimentícia em declaração de ajuste só é possível quando paga em cumprimento a decisão judicial, acordo homologado judicialmente ou escritura pública e desde que comprovados os pagamentos declarados. As despesas médicas e de educação dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial, de acordo homologado judicialmente ou de escritura poderão ser deduzidas pelo alimentante na determinação da base de cálculo do imposto de renda na declaração, observado, no caso de despesas de educação, os limites legais. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Somente se admite a dedução dos valores correspondentes a pagamentos destinados a despesas médicas quando devidamente comprovados. Impugnação Procedente em Parte Outros Valores Controlados O lançamento tinha alterado o resultado do imposto a restituir declarado, para imposto a restituir ajustado. Com o julgamento em 1ª instância foi considerada parte das deduções realizadas. A autorização para emissão de ordem bancária foi emitida, com comprovante trazido aos autos. O sujeito passivo tomou ciência do Acórdão e da Emissão de Ordem Bancária, tendo apresentado Recurso Voluntário insurgindo-se quanto à glosa das despesas com instrução de seus dependentes: Ressalta-se que o ora Recorrente, vem discordar apenas e tão comente das glosas das despesas com instrução, pois entende que a Pensão Alimentícia homologada Fl. 79DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2401-011.074 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.721709/2011-82 judicialmente compreende em síntese, todos os termos da Cláusula 5 da Pensão e a sua consequente Revisão em 2007, ou seja, 1/3 (um terço) de seus rendimentos líquidos, acrescidos pelas Despesas com Plano de Saúde e Despesas com as mensalidade escolares até a conclusão do Curso Superior. Não foram apresentadas contrarrazões. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Admissibilidade O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade. Assim, dele conheço e passo à análise da matéria. Mérito Pugna o Recorrente pelo reconhecimento de todas as despesas educação dos filhos dependentes, tendo promovido o lançamento dos valores sob o Código 30 (pensão alimentícia). Alega que “a Pensão Alimentícia homologada judicialmente compreende em síntese, todos os termos da Cláusula 5 da Pensão e a sua consequente Revisão em 2007, ou seja, 1/3 (um terço) de seus rendimentos líquidos, acrescidos pelas Despesas com Plano de Saúde e Despesas com as mensalidade escolares até a conclusão do Curso Superior.” Conforme bem explicitou o Acórdão de piso, sob o Código 30 – pensão alimentícia – devem ser declarados apenas os valores pagos a título de pensão alimentícia, inclusive prestação de alimentos provisionais, decorrentes de decisão judicial ou acordo formalizado judicialmente ou por escritura pública. Os valores comprovados e pagos a esses título foram admitidos pela fiscalização. As despesas com educação e saúde dos dependentes não se confundem com Pensão Alimentícia, e devem ser declaradas nos respectivos campos, conforme o art. 8º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que assim dispõe em seu § 3º: Art. 8º (...) § 3º As despesas médicas e de educação dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial, de acordo homologado judicialmente ou de escritura pública a que se refere o art. 1.124-A da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, poderão ser deduzidas pelo alimentante na determinação da base de cálculo do imposto de Fl. 80DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2401-011.074 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.721709/2011-82 renda na declaração, observado, no caso de despesas de educação, o limite previsto na alínea b do inciso II do caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008) Vale a leitura do “Perguntas e Respostas” da RFB, citado no Acórdão de 1ª instância: PENSÃO JUDICIAL DEDUTÍVEL 335 — Quais são as pensões judiciais dedutíveis pela pessoa física? São dedutíveis da base de cálculo mensal e na declaração de ajuste apenas as importâncias pagas a título de pensão alimentícia, inclusive a prestação de alimentos provisionais, conforme normas do Direito de Família, sempre em decorrência de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente ou por escritura pública. Atenção: As despesas com instrução e as despesas médicas pagas pelo alimentante, em nome do alimentando, em razão de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, podem ser deduzidas somente na declaração de rendimentos, em seus campos próprios, observado o limite anual relativo às despesas com instrução (R$ 2.592,29). Na Relação de Pagamentos e Doações Efetuados da Declaração de Ajuste Anual, devem ser informados o nome e o número de inscrição no CPF de todos os beneficiários da pensão e o valor total pago no ano, mesmo que tenha sido descontado pelo empregador em nome de apenas um dos beneficiários. (Lei n º 9.250, de 26 de dezembro de 1995, arts. 4 º , inciso II, e 8 º , inciso II, "f"; Decreto n º 3.000, de 26 de março de 1999 – Regulamento do Imposto sobre a Renda (RIR), art. 78; Instrução Normativa RFB n º 867, de 8 de agosto de 2008) Diante do exposto, correta a glosa do valor excedente ao limite anual relativo às despesas com instrução dos dependentes. Com base no exposto, voto por conhecer do recurso, no mérito negar-lhe provimento. Fl. 81DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2401-011.074 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.721709/2011-82 Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47 do Anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier – Presidente Redator Fl. 82DF CARF MF Original
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Numero do processo: 15885.000080/2008-28
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/1996 a 30/11/1998
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL - SÚMULA VINCULANTE STF.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de nº 8, senão vejamos: Súmula Vinculante nº 8 - “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
No presente caso, a NFLD foi lavrada em 15/12/2006, tendo a cientificação ocorrido em 19/12/2006. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 02/1996 a 11/1998, o que fulmina em sua totalidade o direito do fisco de constituir o lançamento, independente de se tratar de lançamento por homologação ou de ofício.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 206-01.827
Decisão: ACORDAM os membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos em dar provimento ao recurso para declarar a decadência das contribuições apuradas. Vencidas as Conselheiras Bernadete de Oliveira Barros e Ana Maria Bandeira, que votaram por rejeitar a preliminar de decadência.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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Sins* 752748 ahr- ~Ia ".j.. MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES "I SEXTA CÂMARA Processo n° 15885.000080/2008-28 Recurso n° 157.884 Voluntário Matéria RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA Acórdão n° 206-01.827 Sessão de 05 de fevereiro de 2009 Recorrente INSTITUIÇÃO TOLEDO DE ENSINO - ITE Recorrida SRP-SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/0211996 a 30/11/1998 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL - SÚMULA VINCULANTE STF. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n° 8, senão vejamos: Súmula Vinculante n° 8 - "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". No presente caso, a NFLD foi lavrada em 15/12/2006, tendo a cientificação ocorrido em 19/12/2006. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 02/1996 a 11/1998, o que fulmina em sua totalidade o direito do fisco de constituir o lançamento, independente de se tratar de lançamento por homologação ou de oficio. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. àl _ • 20 CC/iiir Sinta Câmara CONFIM: COM O CRIGINAL Processo n° 15885.000080/2008-28 Brasiila In.- I • " • CCO2/06 Acórdão n.° 206-01.827 Metia Ece - eira. - int Eis, 220 Mat. Slaps 752748 ACORDAM os membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos em dar provimento ao recurso para declarar a decadência das contribuições apuradas. Vencidas as Conselheiras Bemadete de Oliveira Barros e Ana Maria Bandeira, que votaram por rejeitar a preliminar de decadência. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Rogério de Lenis Pinto, Bernadete de Oliveira Barros, Cleusa Vieira de Souza, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 F.44L1 Camara O CRKANAL Processo n• 15885.000080/2008-28 - r CO32/C06 Acórdão n.• 206-01.827 1‘14rla L'ii:»1 • n Fit 221 Mat. San r 75?»..;n Relatório A presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social em virtude do instituto da responsabilidade solidária, previsto no art. 30, VI, da Lei n° 8.212/1991. O período compreende as competências FEVEREIRO DE 1996 A NOVEMBRO DE 1998. A base de cálculo dos segurados utilizados na prestação de serviços pela empresa ELÉTRICA LIVE LTDA ME foram obtidas mediante a verificação das notas fiscais de serviços emitidas em nome do tomador dos serviços, tendo em vista que a empresa apresentou a documentação de forma deficiente, pois mesmo notificada, deixou de exibir as folhas de pagamento, notas fiscais e as respectivas GRPS. O percentual foi aplicada sobre o valor das notas fiscais de serviços, de acordo com o serviço prestado, face a aplicação do instituto da aferição indireta, conforme descrito no relatório fiscal. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deu-se em 15/12/2006, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido em 19/12/2006. Contudo, relevante informar que o procedimento fiscal teve inicio em 02/03/2006, com a ciência do MPF, servindo este como medida preparatória indispensável para o lançamento. Não conformada com a notificação, a recorrente apresentou defesa, fls 39 A 82. Foi emitida Decisão-Notificação confirmando a procedência parcial do lançamento, fls. 97 A 101. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 151 A 214. Em síntese, a recorrente em seu recurso alega o seguinte: Preliminarmente, premente necessidade de retificação da presente notificação em face da posterior retificação dos montantes supostamente devidos conforme descrito no item 8 da DN. Dessa forma, necessária a emissão de novo REFISC e relatório complementares. Valeu-se o fisco do critério de aferição indireta para mensurar a base de cálculo a sofrer a incidência de contribuições, razão porque obrigatória a menção da fundamentação no REF1SC e FLD. - No caso a falta da fundamentação legal gera nulidade por vicio formal. Precária também a fundamentação legal relacionada ao enquadramento do grau de riscos de acidente de trabalho, para fins de identificação e mensuração da aliquota SAT, o que gera também a nulidade da NFLD. O lançamento também não pode prevalecer, visto estar constatado pelo contribuinte a manifesta decadência do direito do INSS de lançar o suposto crédito. Nesse sentido, lida podem prevalecer pareceres do sujeito ativo da obrigação em detrimento À CF e Lei complementar. Obscuro também o enquadramento no código CNAE (Classificação Nacional de Ali' idades Econômicas). (C:fr3 2* CCÁMF Sexta Câmara CONFERE COMO ORIGINAL Processo Ir 15885.000080/2008-28 Brasina CCO2l096 Acórdão n.• 206-01.827ns. 222 Maria &lin ,Warifilo Mat. 5Japs 752748 Não é cabível atribuir apenas ao contribuinte tomador dos serviços obrigações no que pertine a elisão da solidariedade, na medida em que o fisco previdenciário, por força de regras legais ostenta determinadas obrigações prévias à constituição de lançamentos por solidariedade. Em não ocorrendo os atos administrativos necessários à cientificação com prazo de defesa a todos os responsáveis, resta como imperioso o decreto de nulidade dos demais atos administrativos. Necessário o oferecimento ao defendente, dos termos de eventual defesa apresentada pelo contribuinte gerador da solidariedade. A autoridade fiscal não tomou as providência necessárias para evitar o risco de lançamento em duplicidade. Há de ser confirmado, portanto a existência de débitos na origem, por meio de verificações na correspondente escrita contábil, sem prejuízo da obrigação do fisco de investigar em seus arquivos sistematizados a hipótese previdenciária. Exageradas as alíquotas utilizadas para mensuração da base de cálculo, inclusive eivado de nulidade face a fragilidade do critério sem qualquer indicação da fundamentação legal. Face o exposto, resulta certo que inexistem argumentos hábeis a impedir a reverificação da situação fiscal previdenciária do contribuinte recorrente. A Delegacia da Receita Federal do Brasil, encaminhou o processo a este 2° CC sem a apresentação de contra-razões. É o Relatório. Voto Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 218. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares ao exame do mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Em primeiro lugar cumpriria-nos avaliar as nulidades ..1gilidas pelo recorrente no que diz respeito a falta de fundamentação legal para a aferição mi base das notas fiscais, visto que a autoridade fiscal não demonstrou os fundamentos legais que o levaram a determinar a base de cálculo objeto desta NFI D. (P4 2° CC/MF Sexta Camara CONFERa COM O ()MCINAL Processo n° 15885.000080/2008-28 9 1 CCO2./C06ras;G 57a 4.5.21Acórdão n.°206-01.827 Fls. 223 Rinta 4 sstn Siape 73274/1 Contudo, entendo exista um fato que suplanta a nulidade argüida, no seu diz respeito a aplicação do instituto da decadência qüinqüenal. Dessa forma, quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto desta NFLD, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art. 45 da Lei 8212/91 (10 anos), outrora defendida, à decisão do STF, proferida recentemente. Dessa forma, quanto a decadência de 5 anos, razão assiste ao contribuinte nos termos abaixo expostos. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n° 8, senão vejamos: Súmula Vinculante n • 8 - "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5' do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". O texto constitucional em seu art. 103-A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicá-la de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve o artigo em questão: "Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei." Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional — CTN, quanto ao prazo para a autoridade previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. Cite-se o posicionamento do STJ quando do julgamento proferido pela 1° Seção no Recurso Especial de n° 766.050, cuja ementa foi publicada no Diário da Justiça em 25 de fevereiro de 2008, nestas palavras. "PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ISS. ALEGADA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. ', ALIDADE DA CDA. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA - ISS. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. ENQUADRAMENTO DE ATIVIDADE NA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA AO DECRETO-LEI N° 406/68. ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE INTERPRETAÇÃO EXTE VSI VA. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATICIOS. FAZENDA PÚBLIC.4 VENCIDA. FIXAÇÃO. OBSERVAÇÃO AOS LIMITES DO ,j+ 3." DO ART. 20 DO CPC. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. REDISCUSSÀO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 07 DO STJ. DECADÊM IA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TIUBt IÁRIO. INOCORRÉNCIA. .4RTIGO 173, PARÁGRAFO ÚNIC O, DO N. 6. 5 CCILIF Sexta Camara CONFERE COM O ORIGINAL • Processo n° 15885.000080/2008-28 affantaRreaL0-4- CCOVC06 Acórdão n.° 206-01.827 PintoIffirlm • Fls. 224 Ma Siam* 152748 I. O Imposto sobre Serviços é regido pelo DL 406/68, cujo fato gerador é a prestação de serviço constante na lista anexa ao referido diploma legal, por empresa ou profissional autônomo, com ou sem estabelecimento fixo. 2. A lista de serviços anexa ao Decreto-lei rE° 406/68, para fins de incidência do ISS sobre serviços bancários, é taxativa, admitindo-se, contudo, uma leitura extensiva de cada item, no afã de se enquadrar serviços idênticos aos expressamente previstos (Precedente do STF: RE 361 829/RJ, publicado no DJ de 24.02.2006; Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e AgRg no Ag 577068/GO, publicado no DJ de 28.08.2006). 3. Entrementes, o exame do enquadramento das atividades desempenhadas pela instituição bancária na Lista de Serviços anexa ao Decreto-Lei 406/68 demanda o reexame do conteúdo fático probatório dos autos, insindicável ante a incidência da Súmula 7/S7'J (Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e REsp 445137/MG, publicado no 12.1 de 01.09.2006). 4. Deveras, a vercação do preenchimento dos requisitos em Certidão de Dívida Ativa demanda exame de matéria fático-probatória, providência inviável em sede de Recurso Especial (Súmula 07/STJ). 5. Assentando a Corte Estadual que "na Certidão de Dívida Ativa consta o nome do devedor, seu endereço, o débito com seu valor originário, termo inicial, maneira de calcular juros de mora, com seu fundamento legal (Código Tributário Municipal, Lei n." 2141/94; 2517/97, 2628/98 e 2807/00) e a descrição de todos os acréscimos" e que "os demais requisitos podem ser observados nos autos de processo administrativo acostados aos autos de execução em apenso, onde se verificam: a procedência do débito (ISSQN), o exercício correspondente (01/12/1993 a 31/10/1998), data e número do Termo de Início de Ação Fiscal, bem como do Auto de Infração que originou o débito", não cabe ao Superior Tribunal de Justiça o reexame dessa inferência. 6. Vencida a Fazenda Pública, a fixação dos honorários advocaticios não está adstrita aos limites percentuais de 10% e 20% podendo ser adotado como base de cálculo o valor dado à causa ou à condenação, nos termos do artigo 20, ,f 4°, do CPC (Precedentes: AgRg no AG 623.659/RJ, publicado rv, DJ de 06.06.2005; e AgRg no Resp 592.430/MG, publicado no D.I de 29.11.2004). 7. A revisão do critério adotado pela Corte de origem, por eqüidade, para afixação dos honorários, encontra óbice na Súmula 07, do STJ, e no entendimento sumulado do Pretório Excelso: "Salvo limite legal, a fixação de honorários de advogado, em complemento da condenação, depende das circunstâncias da causa, não dando lugar a recurso extraordinário" (Súmula 389/STF).8. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do rédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O din âo de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 1- do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, p, r vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único O direi, a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decu ya, do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação. ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 9. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito 2° CCITYF $arta câmara CONFERE COM O CP,GINAI. Processo n° 15885.000080/2008-28 OretaillsU C0 17aL CCO2( 6 Acórdão n.° 206-01.827 Fls. 225 MNtlit Liz re Pinto !via. SiaRi 752748 tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontra- se regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de oficio, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (h) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de oficio ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3° Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 10. Nada obstante, as aludidas regras decadenciais apresentam prazo qüinqüenal com dies a quo diversos. 11. Assim, conta-se do "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" (artigo 173, I, do CTN), o prazo qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de oficio), quando não prevê a lei o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, bem como inexistindo notificação de qualquer medida preparatória por parte do Fisco. No particular, cumpre enfatizar que "o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, sendo inadmissível a aplicação cumulativa dos prazos previstos nos artigos 150, 4°, e 173, do CTN; em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a fim de configurar desarrazoado prazo decadencial decenal 12. Por seu turno, nos casos em que inexiste dever de pagamento antecipado (tributos sujeitos a lançamento de oficio) ou quando, existindo a aludida obrigação (tributos sujeitos a lançamento por homologação), há omissão do contribuinte na antecipação do pagamento, desde que inocorrentes quaisquer ilícitos (fraude, dolo ou simulação), tendo sido, contudo, notificado de medida preparatória indispensável ao lançamento, fluindo o termo inicial do prazo decadencial da aludida notificação (artigo 173, parágrafo único, do CTN), independentemente de ter sido a mesma realizada antes ou depois de iniciado o prazo do inciso 1, do artigo 173, do CT1V. 13. Por outro lado, a decadência do direito de lançar do Fisco, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias, obedece a regra prevista na primeira parte do § 40, do artigo 150, do Codex Tributário, segundo o qual, se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: "Neste caso, concorre a contagem do prazo para o Fisco homologar expressamente o pagamento antecipado, concomitantemente, com o prazo para o Fisco, ‘1C VCCÁF !iaxts Cãt•al,1 CONFE $1:2 O I Processo n° 15885.000080/2008-28 t222., triS_F2t CCO2/C06 Acórdão n.• 206-01227 • nnn .le Fls. 226 ?527.:R no caso de não homologação, empreender o correspondente lançamento tributário. Sendo assim, no termo final desse período, consolidam-se simultaneamente a homologação tácita, a perda do direito de homologar expressamente e, conseqüentemente, a impossibilidade jurídica de lançar de oficio" (In Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Senti, 3"Ed., Max Limonad , pág. 170). 14. A notificação do ilícito tributário, medida indispensável para justificar a realização do ulterior lançamento, afigura-se como dies a quo do prazo decadencial qüinqüenal, em havendo pagamento antecipado efetuado com fraude, dolo ou simulação, regra que configura ampliação do lapso decadencial, in casu, reiniciado. Entrementes, "transcorridos cinco anos sem que a autoridade administrativa se pronuncie, produzindo a indigitada notificação forma lizadora do ilícito, operar-se-á ao mesmo tempo a decadência do direito de lançar de oficio, a decadência do direito de constituir juridicamente o dolo, fraude ou simulação para os efeitos do art. 173, parágrafo único, do C77V e a extinção do crédito tributário em razão da homologação tácita do pagamento antecipado" (Eurico Marcos Diniz de Santi, in obra citada, pág. 171). 15. Por fim, o artigo 173, II, do CT1V, cuida da regra de decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário quando sobrevém decisão definitiva, judicial ou administrativa, que anula o lançamento anteriormente efetuado, em virtude da verificação de vício formal. Neste caso, o marco decadencial inicia-se da data em que se tornar definitiva a aludida decisão anulatória. 16. In casu: (a) cuida-se de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado do 1SSQN pelo contribuinte não restou adimplida, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período de dezembro de 1993 a outubro de 1998, consoante apurado pela Fazenda Pública Municipal em sede de procedimento administrativo fiscal; (c) a notificação do sujeito passivo da lavratura do Termo de Início da Ação Fiscal, medida preparatória indispensável ao lançamento direto substitutivo, deu-se em 2111.1998; (d) a instituição financeira não efetuou o recolhimento por considerar intribuáveis, pelo ISSQN, as atividades apontadas pelo Fisco; e (e) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 01.09.1999. 17. Desta sorte, a regra decadencial aplicável ao caso concreto é a prevista no artigo 173, parágrafo único, do Codex Tributário, contando-se o prazo da data da notificação de medida preparatória indispensável ao lançamento, o que sucedeu em 27.11.1998 (antes do transcurso de cie» anos da ocorrência dos fatos imponlveis apurados), donde se dessume a higidez dos créditos tributários constituídos em 01.09.1999. 18. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido." (GRIFOS NOSSOS). Podemos extrair da referida decisão as seguintes orientações, com o intuito de balizar a aplicay.) do instituto da decadência qüinqüenal no âmbito das contribuições previdenciárias após a publicação da Súmula vinculante n" 8 do STF: Conforme descrito no recurso acima: "A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir e crédito tributário pelo lançamento, c. consoante doutrina abalizada, encontra-se regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de 2•CCX4F Sena Ca-naraCONFERE COM O OR.K7!NAL Processo n°15885.000080/2008-28 Brearia " t• -- e CCM/C:06 Acórdão n.°206-01.8271•91t,Maria - t 15 ira Fls. 227 Mat. Siape. 7;2748. int° lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de oficio, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de oficio ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3° Ed., Max Limonad, págs. 163/210). O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; - da data em que se tomar definitiva a decisão que houver anulado, por vicio formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplica-se o disposto no § 40, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: "Art. 150 - O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1° - O pagamento antecipado pelo obrigado nos termas deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2" - Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3" - Os ate» a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. - _ - - - - 2° CCIMF seta caiara CONEUiça CO' O Orkir IAI. Processo n° 15885.000080/2008-28 Esteaã, CCO2/C06 Acórdão n.°206-01.827 mana E as o pinto Fls. 228 Mat. siam' 752745 sç 4° - Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação." (grifo nosso). Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas para que, só assim, possamos declarar da maneira devida a decadência de contribuições previdenci árias. No caso, a aplicação do art. 150, § 4°, é possível quando realizado pagamento de contribuições, que em data posterior acabam por ser homologados expressa ou tacitamente. Contudo, antecipar o pagamento de uma contribuição significa delimitar qual o seu fato gerador e em processo contíguo realizar o seu pagamento. Deve ser possível ao fisco, efetuar de forma, simples ou mesmo eletrônica a conferência do valor que se pretendia recolher e o efetivamente recolhido. Neste caso, a inércia do fisco em buscar valores já declarados, ou mesmo continuamente pagos pelo contribuinte é que lhe tira o direito de lançar créditos pela aplicação do prazo decadencial consubstanciado no art. 150, § 4°. Entendo que atribuir esse mesmo raciocínio a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias é no mínimo abrir ao contribuinte possibilidades de beneficiar-se pelo seu "desconhecimento ou mesmo interpretação tendenciosa" para sempre escusar-se ao pagamentos de contribuições que seriam devidas. De forma sintética, podemos separar duas situações: em primeiro, aquelas em não há por parte do contribuinte o reconhecimento dos valores pagos como salário de contribuição, é o caso, por exemplo, dos salários indiretos não reconhecidos (PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS, PRÊMIOS, ALIMENTAÇÃO EM DESACORDO COM O PAT, ABONOS, AJUDAS DE CUSTO ETC). Nestes casos, incabível considerar que houve pagamento antecipado, simplesmente, porque caso não ocorresse a atuação do fisco, nunca haveria o referido recolhimento. Tal fato pode ainda ser ratificado, Pela não informação, por parte do contribuinte do salário de contribuição em GFIP. Nesse caso, toda a máquina administrativa, em especial a fiscalização federal terá que ser movida para identificar a existência pontual de contribuições a serem recolhidas. Não é algo que se possa determinar pelo simples confronto eletrônico de declarações e guias de recolhimento. Dessa forma, em sendo desconsiderada a natureza tributária de determinada verba, como poder-se-ia considerar que houve antecipação de pagamento de contribuições. Entendo que só se antecipa, aquilo que se considera. Como considerar que houve antecipação de pagamento de algo que o contribuinte nunca pretendeu recolher. Antecipar significa: Fazer, dizer, sentir, fruir, fazer ocorrer, antes do tempo marcado, previsto ou oportuno; precipitar;.Chegar antes de; anteceder, ou seja, não basta dizer que houve recolhimento em relacão a remuneração como um todo, mas sim, identificar sob qual base foi o pagamento realizado. A acepção do termo remuneração não pode ser, para fins de definição do salário de contribuição una, tanto o é, que a doutrina e jurisprudência trabalhistas não admitem o pagamento aglutinado das verbas trabalhista, o denominado salário complexivo ou complessivo. 2° Ce/MF Sexta C3man • CONFERE COM O oni tHAI. Processo n• 15885.000080/2008-28 Ortniu 9, 06.9 CCOVC06Acórdão n.6206-01.827 Fls. 229 Vindo Ildn Mat. 514p• 752748 Considerar que os fatos geradores são iinicos, e portanto, a remuneração deva ser considerada como algo global, e desconsiderar a complexidade das contribuições previdenciárias, bem como a natureza da relação laborai. Até poderíamos aceitar, tal conclusão, em uma análise simplória, acerca do faturamento das empresas e as contribuições que incidam sobre esta base de cálculo, mas o mesmo raciocínio não pode ser atribuído às contribuições previdenciárias, onde existe até mesmo, documento próprio para que o contribuinte indique mensalmente e por empregado o que é devido e realize o recolhimento das contribuições correspondente a estes fatos geradores. Assim, dever-se-á considerar que houve antecipação para aplicação do § 40 do art. 150 do CTN, quando ocorreu por parte do contribuinte o reconhecimento do valor devido e o seu parcial recolhimento, sendo em todos os demais casos de não reconhecimento da rubrica aplicável o art. 173 do referido diploma. O mesmo raciocínio pode ser estendido para os casos em que devida a obrigação de efetuar o recolhimento, omitiu-se o contribuinte, por considerar não ser do mesmo a obrigação de efetuar o recolhimento. Ocorre, por exemplo, nos casos em que está obrigado a reter 11% do valor da nota fiscal em se tratando de empreitada ou cessão de mão de obra. Nos casos em que se atribui responsabilidade solidária, ou mesmo nos casos de isenção, onde descumpridor das regras que o qualificariam como isento de contribuições patronais, não efetua qualquer recolhimento da contribuição patronal. Na verdade, entendo ser aplicável em regra o art. 173 do CTN, só passando para o § 40 do art. 150, nos casos em que se comprova o efetivo recolhimento, ou melhor, a antecipação de um recolhimento. Por fim, outro ponto que entendo pertinente, e que, embora não interfira diretamente na declaração de toda contagem de prazo decadencial, venha a ser relevante em determinados lançamentos, é considerar como marco inicial para determinação das contribuições que se encontram decaídas a data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Neste caso, considerando que no âmbito da Fiscalização previdenciária, com a extinção do TIAF, assumiu o Mandado de Procedimento Fiscal — MPF status de conferir validade ao procedimento fiscal, ou seja, que o MPF é o instrumento que visa dar conhecimento ao sujeito passivo quanto aos atos da ação/auditoria fiscal em si, cuja ciência deverá ser dada por ocasião do início do procedimento fiscal, e que o mesmo se extingue com o registro no termo próprio que é o TEAF, lavrado quando do término da auditoria para cientificar do sujeito passivo do término do procedimento, será a ciência desse instrumento o marco a ser considerado para cálculo do prazo decadencial. Assim sendo, o MPF marca o início do procedimento fiscal de constituição do crédito tributário, bem como, por conseqüência. serve também de marco para determinação das contrita, ,ções que já não podem ser exigidas. Considerar-se-á a data da cientificação do tv1PF como marco inicial para contagem retroativa das contribuições que poderão ser englobadas no lançamento que se busca concretizar. Entendo que tal raciocínio, respaldado no teor do acórdão da P Sessão STJ, trazido a baila para respaldar este julgamento, que a data do MPF somente pode ser aplicável nos casos de contagem de prazo decadencial consubstanciado no art. 173 do CTN, onde o Parágrafo único é claro em prenun, iar dita possibilidade. ekk 2° COME Sexta Câmara CONFERE COMO ORIGINAL Processo n°15885.000080/2008-28 CCOVC06IllAcórdão n.• 206-01.827 Urna a Fls. 230 Maria Eciáin~ Fnnto Mat. Slaps 752148 No presente caso, os fatos geradores ocorreram entre as competências 02/1996 a 11/1998, o lançamento foi realizado em 15/12/2006, tendo a cientificação ocorrido em 19/12/2006, dessa forma, irrelevante a apreciação de qual dispositivo legal deve ser aplicado, haja vista que a decadência há de ser declarada por qualquer das teorias existentes. CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito DAR-LHE PROVIMENTO, face a aplicação da decadência quinquenal. É como voto. Sala das Sessões, em 05 de fevereiro de 2009 - E • • • 'R •fil "I • • A VIEIRA 12 Page 1 _0032600.PDF Page 1 _0032700.PDF Page 1 _0032800.PDF Page 1 _0032900.PDF Page 1 _0033000.PDF Page 1 _0033100.PDF Page 1 _0033200.PDF Page 1 _0033300.PDF Page 1 _0033400.PDF Page 1 _0033500.PDF Page 1 _0033600.PDF Page 1
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Numero do processo: 16095.000315/2007-60
Data da sessão: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/2000 a 28/02/2003
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA - DÉBITO NORMAL - SEGURADOS EMPREGADOS - CARACTERIZAÇÃO DEFICIENTE - LANÇAMENTO ARBITRADO.
Para que o crédito tributário seja constituído com base na
caracterização de segurado empregado, é necessário que os
elementos caracterizadores do vinculo empregatício fiquem
devidamente demonstrados no relatório fiscal da NFLD.
A falta da exposição clara e precisa dos elementos citados acima
dificulta o contraditório e a ampla defesa do sujeito passivo,
retirando do crédito os atributos de certeza e liquidez para uma
futura execução fiscal.
A inviabilidade do saneamento do vício enseja a anulação do
crédito.
Ocorrência de vício de natureza material.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 206-01.815
Decisão: ACORDAM os membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, I) por unanimidade de votos em anular a NFLD; II) por maioria de votos em declarar a nulidade por vicio material. Vencidas as Conselheiras Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Bernadete de Oliveira Barros (relatora) e Ana Maria Bandeira que
votaram por declarar a nulidade por vicio formal. Designado para redigir o voto vencedor o(a) Conselheiro(a) Elias Sampaio Freire. Fez sustentação oral o(a) advogado(a) da recorrente Dr(a) Marcos Cezar Najjarian Batista OAB/SP nº 127.352.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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Para que o crédito tributário seja constituído com base na caracterização de segurado empregado, é necessário que os elementos caracterizadores do vinculo empregatício fiquem devidamente demonstrados no relatório fiscal da NFLD. A falta da exposição clara e precisa dos elementos citados acima dificulta o contraditório e a ampla defesa do sujeito passivo, retirando do crédito os atributos de certeza e liquidez para uma futura execução fiscal. A inviabilidade do saneamento do vício enseja a anulação do crédito. Ocorrência de vício de natureza material. Processo Anulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Aff - soamo ~um »e corrnmetrnnts Cet4f (' . 0 OR ioNAL Processo n• 16095.000315/2007-60 arainia, nq .6 OcJ CO32/C06 Acórdão n.° 206-01.815 EL 263 ePri„. Maria de E • " I .M314/e4741110 Met Mape4751683 ACORDAM os membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, I) por unanimidade de votos em anular a NFLD; II) por maioria de votos em declarar a nulidade por vicio material. Vencidas as Conselheiras Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Bernadete de Oliveira Barros (relatora) e Ana Maria Bandeira que votaram por declarar a nulidade por vicio formal. Designado para redigir o voto vencedor o(a) Conselheiro(a) Elias Sampaio Freire. Fez sustentação oral o(a) advogado(a) da recorrente Dr(a) Marcos Cezar Najjarian 9sta. OAB/SP no 127.352. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente• ELIAS SAMPAIO FREIRE Relator-Designado Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Rogério de Lellis Pinto, Cleusa Vieira de Souza, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 _ - SEGUNDO Sie viLND 1* CANTRIli. Processo n• 16095.000315/2007-60 C‘ N I El 1- t - uniNAL CCO2/C06 Acórdão n.• 206-01.815 braulle._0 c_23 Fls. 264 4ft I" Liltza) fr Fass,” ;can d, abu olá. • mt.o. Relatório Trata-se de recurso interposto contra a Decisão-Notificação que julgou procedente o débito lançado contra a empresa acima identificada. O crédito previdenciário lançado por intermédio da NFLD se refere a contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos empregados, à da empresa, à destinada ao financiamento dos beneficios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e aos terceiros, tendo como fato gerador, segundo relatório fiscal (fls. 25/26), a remuneração paga aos segurados caracterizados como empregados pela fiscalização. A autoridade lançadora informa que a empresa utilizou-se de mão de obra por intermédio da Cooperfuso — Cooperativa de Profissionais Autônomos, tendo tal prática ferido os princípios basilares do sistema cooperativo, revelando-se um mascaramento da relação de emprego e caracterizando a responsabilidade da empresa para com os direitos trabalhistas e previdenciários. Relata que foi reconhecido vinculo empregaticio na Ação Civil Pública 1472/2000, onde o acordo celebrado traz o compromisso da empresa em contratar 100 trabalhadores da Cooperfuso, em funções não subordinadas e em que não haja pessoalidade, para execução de atividades meio da empresa. A fiscalização esclarece que verificou evidências de que tal compromisso não foi efetivamente cumprido, como, por exemplo, o fato de o número total de empregados da empresa, que se manteve na faixa de 30 a 35 de janeiro a junho de 2002, subir para cerca de 82 a partir de 08/2002, não atingindo em nenhum momento o total acordado, ou seja, de 100 empregados. Informa, ainda, que na falta de elementos que demonstrassem as funções efetivamente exercidas por esses trabalhadores, a fiscalização lançou, como salários de contribuição, os valores brutos pagos constantes dos recibos da Cooperfuso, aferindo, assim, os créditos devidos à Previdência Social e aos terceiros. A recorrente impugnou o débito via peça de fls. 38 a 107 e o INSS, por intermédio da Decisão-Notificação de n° 21.025/281/2003 (fls. 111 a 122), julgou o lançamento procedente. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso tempestivo (fls. 126/194), repetindo basicamente as alegações apresentadas na impugnação. Reitera que, tendo em vista a correlação existente nos fatos referidos em todas as notificações lavradas contra a recorrente, o recurso tratará em conjunto de todas, oferecendo, em algumas situações, peças em separado para cada caso, em atenção ao exigido nos Relatórios Fiscais. 3 1 1* CQKTRSWZtES • CONI" N (159M 0°Or'sGINAL PrOCCSSO e 16095.000315/2007-60 B1aliC211_1_40 e_ _2_14— CCOVC06 Acórdão n.906-01.815 411 Fls. 265 Mede de Filiem Met. Sor 751683 — Preliminarmente, alega decadência das exigências anteriores ao mês de junho/98. No mérito, ressalta que a conclusão da fiscalização relativa ao reconhecimento do vínculo empregatício na Ação Civil Pública não é verdadeira, uma vez que foi dada interpretação absolutamente equivocada e tendenciosa ao acordo celebrado na noticiada ação. Transcreve trechos do acordo homologado perante MM. 6' Vara do Trabalho de Guarulhos/SP para demonstrar que não houve qualquer reconhecimento de vínculo empregatício anteriormente ocorrido, mas, tão-somente, o compromisso de contratação futura de mão-de-obra relativa a sua atividade-meio. Assevera que não há critérios de pessoalidade ou subordinação para com os cooperados, sendo que a tomadora em nenhum momento interfere na relação existente entre cooperado e cooperativa, e não existe nenhum controle de horário para com os cooperados, estando, portanto, ausentes os requisitos do art. 3° da CLT. Sustenta que, diversamente do constatado pelas autuações, a recorrente recolheu todas as contribuições devidas, inclusive a alíquota de 15% incidente sobre os pagamentos feitos à cooperativa, assim como se verifica a mesma regularidade em relação às contribuições individuais dos cooperados. Alega ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança de contribuição sobre a remuneração dos administradores, ao Salário-Educação, ao Incra, ao Sebrae e ao SAT, e da aplicação da taxa SELIC e impossibilidade de responsabilização dos sócios, tendo em vista a inexistência de qualquer comprovação de que os mesmos teriam praticado atos contrários à Lei ou ao contrato. Por meio do Despacho de fls. 197/198, a GEX Guarulhos informou que o recurso não seria conhecido em razão de não ter sido efetuado o depósito recursal e, em 10/09/2007, cientificada pela procuradoria de que a empresa obteve ordem judicial para ver o recurso conhecido e julgado sem o depósito recursal, propôs o encaminhamento ao 2° Conselho de Contribuintes, para prosseguimento. Às fls. 246 a 261, foi juntada ao processo nova manifestação da notificada, tendo em vista ocorrência de fato superveniente após a prolação da decisão recorrida. Entende a notificada que o noticiado fato superveniente é determinante ao desfecho que deverá ter o contencioso administrativo instaurado nestes autos. Informa que o fisco previdenciário, em lançamento consumado em meados de 2007, efetuou a caracterização das pessoas fisicas envolvidas nesta NFLD na condição de segurado perante pessoa jurídica distinta à da notificada._‘c Aduz que o mesmo segurado não pode ser caracterizado, num momento, como empregado de uma empresa prestadora de serviço e, noutro momento, mas no mesmo período e sob os mesmos serviços contratados, ser caracterizado como contribuinte empregado no tomador dos serviços. 4 - sign CONSELHO Et CONTREErvItS 11.8FEEL COM O rn Processo e 16095.000315/2007-60 046 09 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-01.815 Fls. 266 maria de Mine f e ia c Cama Mat Siape 751683 Entende que tal fato configura duplicidade de incidências previdenciárias e uma intransponível contradição flagrantemente atentatória a todos os sistemas de custeio e de concessão de beneficios previdenciários. Afirma que os segurados outrora caracterizados nesta NFLD, por presunção fiscal, como segurados empregados de tomador de serviços são exatamente os mesmos oficializados, posteriormente e por apuração direta, como cooperados da Cooperfuso, o que , leva à presunção de que a presente NFLD não pode prevalecer no mundo jurídico. Argumenta que, a partir do momento que o próprio agente fiscalizador, analisando a hipótese previdenciária da Cooperativa in loco, tendo acesso a todos os elementos necessários a formação de sua convicção, reconhece que os cooperados prestavam serviços a outras pessoas jurídicas, exige contribuição social referente a uma relação jurídica previdenciária cooperativa, não podem mais subsistirem dúvidas quanto à total improcedência desta notificação, para toda e qualquer finalidade de direito. É o relatório. Voto Vencido Conselheira BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Relatora • O recurso é tempestivo e todos os requisitos de admissibilidade estão cumpridos. A fiscalização lavrou a NFLD em tela com base na caracterização de segurados empregados, já que entendeu que os cooperados que prestaram serviços à notificada por intermédio da Cooperfuso eram, na verdade, empregados da Jomarca Industrial de Parafusos Ltda. No entanto, não restou evidenciado, no Relatório Fiscal da NFLD , a existência dos elementos caracterizadores do vínculo empregatício, como a subordinação, a pessoalidade, a não-eventualidade e a onerosidade. A mera presunção de existência dos elementos caracterizadores do vínculo empregatício com base na Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Trabalho não constitui fundamentação suficiente para o enquadramento, sendo necessário que se demonstrem os elementos característicos da relação de emprego por meio dos fatos que os evidenciem. A ON 02/1995, que padronizou a forma e o conteúdo do Relatório Fiscal integrante da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, assim determina: "4.4.7 - Havendo caracterização de trabalhador como segurado empregado, o FCP deverá indicar, por competência, o nome de cada trabalhador, a natureza do serviço prestado, bem como o valor pago. 4.4.7.1 - A existência dos elementos caracterizadores da condição de segurado empregado (não eventualidade, subordinação, pessoalidade e remuneração) deve ficar demonstrada de forma clara, com juntada, se possível, de prova material." • 1 .ffir • Will0 CONSELHO DE COWT1IMUNTES • CONTEM Cn w NT- Processo n° 16095.000315/200740 emliba1/4-0 Oh. PT) CCOVC06 Acórdão n.° 206-01.815 I Fls. 267 aisM de Fieis ' ClirãOs. 14i. Siar 751683 Em que pese a autoridade julgadora de instância afirmar, no item 5.26 da DN recorrida, que foram demonstrados todos os elementos legais em que se baseou a fiscalização para constituição do crédito, e que os valores lançados se revestem de certeza e liquidez, entendo que a omissão de informações como nome do segurado, o valor pago a cada um e os elementos caracterizadores da relação de emprego que foram observados pela fiscalização, vicia todo o procedimento em razão da flagrante violação aos Princípios do Devido Processo Legal, da Ampla Defesa e do Contraditório, tomando nulo o ato do lançamento. O crédito lançado deverá sempre ser envolvido em cuidados especiais, de modo a apresentar elementos inquestionáveis de convicção, permitindo, principalmente, o exercício da ampla defesa do contribuinte. Portanto, corno ato administrativo, o lançamento deve expor os fundamentos de fato e de direito nos quais se baseia, afim de que o particular possa exercer seu direito à ampla defesa e ao contraditório em sua plenitude. A inobservância desses cuidados vicia todo o procedimento em razão da flagrante violação aos Princípios do Devido Processo Legal, da Ampla Defesa e do Contraditório, retirando do crédito constituído os atributos da certeza e liquidez, necessários para uma futura execução fiscal. O fiscal afirma que houve o fato gerador da contribuição social sem, contudo, apresentar provas. Não há, nos autos, qualquer documento que comprove o alegado pela fiscalização. Todavia, conforme muito bem colocado no Manual do Contencioso Fiscal, o art. 333 do Código de Processo Civil estatuiu que o ônus da prova cabe a quem alega, ou seja, aquele que alega um fato é quem deve provar. A parte que não produz prova, convincentemente, dos fatos alegados, sujeita-se às conseqüências do sucumbimento, porque não basta alegar. A fiscalização deve provar os fatos em que se funda o lançamento. E a convicção da autoridade julgadora advém, no processo administrativo fiscal, dos elementos probatórios carreados pela fiscalização e pela recorrente. Daí a necessidade de se juntar aos autos elementos comprobatórios dos fatos deduzidos. Por todo o exposto e CONSIDERANDO que a presente notificação foi lavrada em desconformidade com a legislação vigente; CONSIDERANDO a falta de clareza e precisão do relatório fiscal; CONSIDERANDO a inviabilidade do saneamento do vicio e 6 - .1 'i i..‘ 0 DE CONTRIBUfifiRS CONFnE Cl • ' O: TN '1T • andá, _.r6 Processo e 16095.000315/2007-60 CCO2/C06• 1 .• Acórdão n.• 20641.815 1 Fls. 268Mana dr Flré, . • Mat. S;.4.‘ y‘tt, ' 4" CONSIDERANDO tudo o mais que dos autos consta; Voto no sentido de DECLARAR A NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO. É como voto. Sala das Sessões, em 04 de fevereiro de 2009 Li o ce BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS r•C• 7 Processo n° 16095.0003152007-60 Erre" iiher. SEGUIVO enalvtl.H0 Ce1411M1YrFe CCO2/C06 Acórdão n.' 206-01.815 CONURLC .t*• Fls. 269 9) c{ fup, r, . !ca. Voto Vencedor Conselheiro ELIAS SAMPAIO FREIRE, Relator-Designado Acompanho o entendimento da relatora, a Conselheira Bemadete de Oliveira Barros, no sentido de que deva ser declarada a nulidade da NFLD em apreço, em decorrência de que "não restou evidenciado, no Relatório Fiscal da NFLD, a existência dos elementos caracterizadores do vínculo empregatício, como a subordinação, a pessoalidade, a não- eventualidade e a onerosidade. A mera presunção de existência dos elementos caracterizadores do vínculo empregatício com base na Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Trabalho não constitui fundamentação suficiente para o enquadramento, sendo necessário que se demonstrem os elementos característicos da relação de emprego por meio dos fatos que os evidenciem." Entretanto, ouso divergir no que diz respeito à natureza do vicio que acarretou a nulidade. Entendo que se trata, em verdade, de vicio material e não de vicio formal, conforme demonstrado a seguir. Peço vênia para transcrever trechos do' voto do Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, condutor do Acórdão n° 206-01175, que de forma bastante elucidativa demonstra a diferença entre vicio formal e vicio material e as conseqüências desta diferenciação: "O vício formal, no entendimento deste julgador, relaciona-se aos requisitos de validade do ato administrativo, ou seja, os pressupostos sem os quais referido ato não produziria efeitos. Em outras palavras, guarda relação com as formalidades legais extrínsecas do lançamento. Os artigos 10 e 11, do Decreto n° 70.235/72, são os exemplos mais nítidos que podemos encontrar a respeito do tema, in verbis: "Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: 1- a qualificação do autuado; II - o local, a data e a hora da lavratura; LU - a descrição do fato; IV - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; -. V a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de trinta dias; VI - a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. 8 MI- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIZLINnIii ~FERE COM O r"itNAL Processo n• 16095.000315/2007-60 # CCO2/C06 Acórdão n.• 206-01.815 otif HL 270 Maris de Fia • eira ic Carvalho 731683 Ara I. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: 1- a qualificação do notificado; II - o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou • impugnação; III - a disposição legal infringida, se for o caso; IV - a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número" Ao tratar da matéria, a Lei n°4.717/65, que regulamenta a Ação Popular, em seu artigo 2°, parágrafo único, alínea "b", estabelece que o vício formal é: "[...] a omissão ou observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato." Como se observa, o ato administrativo somente terá validade se observados os pressupostos formais, extrínsecos, insculpidos nos dispositivos legais supra, entre outros, sob pena de ser anulado por vício formaL Repita-se, o requisito formal do lançamento representa a observância dos ditames estabelecidos por lei no momento de sua exteriorização. A jurisprudência administrativa, que se ocupou do tema, é mansa e pacifica nesse sentido, senão vejamos: "PROCESSUAL - LANÇAMENTO - VÍCIO FORMAL - NULIDADE - É nula a Notificação de Lançamento emitida sem o nome do órgão que a expediu, sem identificação do chefe desse órgão ou outro servidor autorizado e sem a indicação do respectivo cargo e matrícula, em flagrante descumprimento às disposições do art. 11, do Decreto n° 70.235/72. Precedentes da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais.Recurso Especial improvido." (3 0 Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, Recurso n° 201-108717 - Acórdão n° CSRF/03-03.305, Sessão de 09/07/2002) "PROCESSO ADMINISTRA 77V0 FISCAL - NULIDADE - VÍCIO FORMAL - LANÇAMENTO FISCAL COM ALEGADO ERRO DE IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO - INFJJSIËNCLI - Os vícios formais são aqueles que não interferem no litígio propriamente dito, ou seja, correspondem a elementos cuja ausência não impede a compreensão dos fatos que baseiam as infrações imputadas. Circunscrevem-se a exigências legais para garantia da integridade do lançamento como ato de oficio, mas não pertencem ao seu conteúdo material. O suposto erro na identificacélo do sujeito passivo caracteriza vício substancial. uma nulidade absoluta, não permitindo a contagem do irazo es.eciat sara decadência 'revi to no art 73 II do [...J" (.' Câmara do 1° Conselho, Recurso n° 143.020 - Acórdão n° 108-08.174, Sessão de 23/02/2005) (grifamos) O Acórdão n° 107- 06695. da lavra do então Conselheiro representante da Fazenda, Dr. Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, nos traz com muita propriedade a diferenciação entre vício formal e material, nos seguintes termos: 9 giafra0 OMS LÀ15 an I L wi CONFERE CaM entNAL mau 11 C{ 0.' Processo n°16095.000315/2007-60 6 ccovocks Acórdão n.°206-01.815 Fls. 271 Meeis de Felina el:C % ue Carvatho IML • 751.83 • "[4 RECURSO EX OFFICIO — NULIDADE DO LANÇAMENTO — VICIO FORMAL. A verificação da ocorrência do fato gerador da obrigação, a determinação da matéria tributável, o cálculo do montante do tributo devido e a identificação do sujeito passivo, definidos no artigo 142 do Código Tributário Nacional — CIN, são elementos fundamentais, intrínsecos, do lançamento, sem cuja delimitação precisa não se pode admitir a existência da obrigação tributária em concreto. O levantamento e observância desses elementos básicos antecedem e são preparatórios à sua formalização, a qual se dá no momento seguinte, mediante a lavratura do auto de infração, seguida da notificação ao sujeito passivo, quando, aí sim, deverão estar presentes os seus requisitos formais, extrínsecos, como, por exemplo, a assinatura do autuante, com a indicação de seu cargo ou função e o número de matricula; a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado, com a indicação de seu cargo ou função e o número de matriculai.] " (7° Câmara do 1° Conselho de Contribuintes — Recurso n° 129.310, Sessão de 09/07/2002) Por sua vez, o vício material do lançamento ocorre quando a autoridade lançadora não demonstra/descreve de forma clara e precisa os fatos/motivos que a levaram a lavrar a notificação fiscal e/ou auto de infração. Diz respeito ao conteúdo do ato administrativo, pressupostos intrínsecos do lançamento. Destarte, o artigo 142 do Código Tributário Nacional, ao atribuir a competência privativa do lançamento a autoridade administrativa, igualmente, exige que nessa atividade o fiscal autuante descreva e comprove a ocorrência do fato gerador do tributo lançado, identificando perfeitamente o sujeito passivo, como segue. "Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível." Aliás, o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, com mais especificidade, impõe ao fiscal autuante a discriminação clara e precisa dos fatos geradores do débito constituído, in verbis: "Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notcação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento." (grifamos) No mesmo sentido, o artigo 50 da Lei n° 9.784/99 estabelece que' os atos administrativos devem conter motivação clara, explícita e congrUente, sob pena de nulidade. "Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e fundamentos jurídicos 11 111° A motivação deve ser explícita, clara e congruente ri "Consoante se infere dos dispositivos legais encimados, para que o lançamento encontre sustentáculo nas normas jurídicas e, conseqüentemente, tenha validade, deverá o fiscal autuante descrever precisamente e comprovar (:'"/- 10 SIPOUPSO CONeu t.140 De CONTRIBUINTES • CONFERE( • I : """MNAL Processo n° 16095.000315/2007-60 gisemr( 0 6 0-2-- CCOVC06 • Acórdâon.206-01.815ttL j9 — Fls. 272 deMede Feliwe Met Siape 151683 n a ocorrência do fato gerador do tributo. A ausência dessa descrição clara e precisa, especialmente no Relatório Fiscal da Notificação, ou erro nessa conduta, macula o procedimento fiscal por vício material. Outro não é o entendimento do ilustre Dr. Manoel António Gadelha Dias, a-presidente do 1° Conselho de Contribuinte, conforme se extrai do acerto de sua obra "0 Vício Formal no Lançamento Tributário", nos seguintes termos: "[...] O defeito na descrição do fato, por exemplo, não pode caracterizar-se mero vício formal, pois a descrição do fato está intimamente ligada à valoração jurídica do fato jurídico, requisito fundamental do lançamento. A descrição do fato defeituosa tanto pode configurar nulidade de direito material como de direito processual. Estaremos diante da primeira situação quando o vício atinge o motivo do ato, ou seja, o seu pressuposto objetivo, que corresponde à ocorrência dos fatos que ensejaram a sua prática." (Tórres, Heleno Taveira et aL — coordenação — "Direito Tributário e Processo Administrativo Aplicados — São Paulo : Quartier Latin, 2005, p. 348) A jurisprudência administrativa não discrepa desse entendimento, consoante se positiva dos julgados com suas ementas 'abaixo transcritas: "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO EX OFFICIO — É nulo o Ato Administrativo de Lançamento, formalizado com inegável insuficiência na descrição dos fatos, não permitindo que o sujeito passivo pudesse exercitar, como lhe outorga o ordenamento jurídico, o amplo direito de defesa, notadamente por desconhecer, com a necessária nitidez, o conteúdo do ilícito que lhe está sendo imputado. Trata-se, no caso, de nulidade por vício material, na medida em que falta conteúdo ao ato, o que implica inocorrência da hipótese de incidência." (1° Câmara do 1° Conselho de Contribuintes, Recurso n° 132.213 — Acórdão n° 101-94049, Sessão de 06/12/2002, unânime) "LANÇAMENTO — NULIDADE - Vício MATERIAL — DECADÉNCIA - Nulo o lançamento quando ausentes a descrição do fato gerador e a determinação da matéria tributável, por se tratar de vício de natureza material. Aplicável o disposto no artigo 150, 4°, do CTN." (2° Câmara do 1° Conselho, Recurso n° 138.595 — Acórdão n°102-47201, Sessão de 10/11/2005) Antes de seguir com o estudo, cabe aqui fazer um parêntese, relativamente ao efeito prático de se declarar a nulidade do lançamento por vicio formal ou material. No primeiro caso, na forma proposta pela nobre relatora, o prazo decadencial é restabelecido, passando a ser contado a partir da data da decisão definitiva que declarou a nulidade por vício formal do lançamento. É o que se extrai do artigo 173, inciso II, do CTN. Por outro lado, tratando-se de vício material, o prazo decadencial continua a ser contado da ocorrência do fato gerador do tributo, no caso do artigo 150, ,¢ 4°, do CITV; ou do 1° dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, tratando-se dos artigos 173 do CTN. Ou melhor, poderá o Fisco promover novo II MOUNDO CONSELHO DE CONTRIIIIUNTES CONFE 1' • " nINAL Processo n° 16095.00031512007-60 Oie CCOVC.06e Acórdão n.° 206-01.815,e Fls. 273 Marie lie lar a Citvalho r'S -75-1643 lançamento, corrigindo o vizi° material incorrido, conquanto que dentro do prazo decadencial acima estipulado." É de vital importância a utilização dessa distinção para dimensionar os diferentes efeitos que, quanto à sua natureza e intensidade, cada um desses erros podem ter sobre o crédito tributário constituído. Há de se avaliar a ocorrência do erro como sendo "menos ou mais gravoso" e reforçando a idéia de que, também daí, pode-se extrair subsídios com vistas à classificação do vício como sendo de forma ou de substância. A questão reside, assim, no estudo da natureza e intensidade do erro cometido, de cujas conclusões se extrai a classificação necessária para se definir a existência, ou não, do direito de o sujeito ativo da obrigação efetuar novo lançamento, levando-se em conta o princípio da segurança jurídica e os limites temporais dos atos administrativos. O entendimento esposado no trecho acima do voto colacionado vai ao encontro do posicionamento doutrinário que aborda a questão. Luiz Henrique Barros de Arruda, Processo Administrativa Fiscal, Editora Resenha Tributária, pág. 82, define assim o vício formal: "O vicio de forma existe sempre que na formação ou na declaração da vontade traduzida no ato administrativo foi preterida alguma formalidade essencial ou que o ato não reveste a forma legal." Por outro lado, quando o lançamento não permitir ao sujeito passivo conhecer com nitidez a acusação que lhe é imputada, quer pela insuficiência na descrição dos fatos, quer pela contradição entre seus elementos, é igualmente nulo por falta de materialização da hipótese de incidência e/ou o ilícito cometido. Neste contexto, é lícito concluir que as investigações intentadas no sentido de determinar, aferir, precisar o fato que se pretendeu tributar anteriormente, revelam-se incompatíveis com os estreitos limites dos procedimentos reservados ao saneamento do vício formal. Com efeito, sob o pretexto de corrigir o vício formal detectado, não pode o Fisco intimar o contribuinte para apresentar informações, esclarecimentos, documentos, etc. tendentes a apurar a matéria tributável. Se tais providências forem necessárias, significa que a obrigação tributária não estava definida e o vício apurado não seria apenas de forma, mas, sim, de estrutura ou da essência do ato praticado. De todo o exposto, voto por ANULAR, por vício material, a NFLD. Sala das Sessões, em 04 de fevereiro de 2009 _ . ELIAS SAMPAIO FREIRE 12 Page 1 _0018900.PDF Page 1 _0019000.PDF Page 1 _0019100.PDF Page 1 _0019200.PDF Page 1 _0019300.PDF Page 1 _0019400.PDF Page 1 _0019500.PDF Page 1 _0019600.PDF Page 1 _0019700.PDF Page 1 _0019800.PDF Page 1 _0019900.PDF Page 1
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Numero do processo: 16095.000293/2006-57
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 22 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/03/2002 a 31/12/2002
RECURSO DE OFÍCIO. EXONERAÇÃO DE TRIBUTO E MULTA DE
VALOR INFERIOR AO LIMITE DE ALÇADA. INADMISSIBILIDADE.
Não se toma conhecimento de recurso de ofício interposto contra decisão de primeira instância que exonerou tributo e multa em valor inferior ao limite de alçado fixado no inciso I do art. 34 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972 (PAF), com a redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997, combinado com o disposto no art. 1º da Portaria MF nº 3, de 03 de janeiro de 2008.
Recurso de Ofício Não Conhecido.
Numero da decisão: 3802-000.818
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade, não conhecer do recurso de ofício, nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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EXONERAÇÃO DE TRIBUTO E MULTA DE VALOR INFERIOR AO LIMITE DE ALÇADA. INADMISSIBILIDADE. Não se toma conhecimento de recurso de ofício interposto contra decisão de primeira instância que exonerou tributo e multa em valor inferior ao limite de alçado fixado no inciso I do art. 34 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972 (PAF), com a redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997, combinado com o disposto no art. 1º da Portaria MF nº 3, de 03 de janeiro de 2008. Recurso de Ofício Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, não conhecer do recurso de ofício, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. EDITADO EM: 30/11/2011 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Tatiana Midori Fl. 233DF CARF MF Impresso em 16/01/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 30 /11/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16/12/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 Migiyama, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente o Conselheiro Solon Sehn que foi substituído pela Conselheira Tatiana Midori Migiyama. Relatório Tratase de Recurso de Ofício oposto com o objetivo de reformar o Acórdão nº 0524.783, de 02 de fevereiro de 2009 (fls. 201/204), proferido pelos membros da 3ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas/SP (DRJ/CPS), em que, por unanimidade de votos, julgaram improcedente parte o lançamento, com base nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/2002 a 31/12/2002 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. FALTA DE RECOLHIMENTO. Constatada a falta de recolhimento da contribuição, correta a exigência de ofício do tributo não recolhido. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. ESPONTANEIDADE. O pagamento efetuado após o início do procedimento fiscal não tem natureza de espontâneo e ratifica a procedência do lançamento de ofício, sendo incapaz de afastar a exigência. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITO COMPENSADO. É improcedente a constituição de ofício de crédito tributário anteriormente extinto por compensação Lançamento Procedente em Parte O presente procedimento fiscal originouse da exigência da Contribuição para PIS/Pasep, no valor total de R$ 968.244,07, formalizada por meio do Auto de Infração de fls. 98/104. Segundo o Termo de Constatação de Irregularidades de fls. 96/97, o valor principal do crédito tributário lançado referese a diferença entre os valores das Contribuições dos meses de março a dezembro de 2002, declarados da DIPJ 2003, porém não informados nas respectivas DCTF nem recolhidos. Cientificado do lançamento em 26/10/2006, o sujeito passivo apresentou impugnação fls. 109/118, em que alegou, conforme excerto extraído do Relatório do Acórdão recorrido, o seguinte: a) no período de março a junho de 2002, os valores declarados na DIPJ estavam corretos, portanto, a Impugnante houve por bem retificar as DCTFs do 1º e 2º trimestres de 2002 para que fossem declarados os pagamentos dos tributos devidos, efetuados parte mediante pagamento no tempo e modo devidos, parte mediante pagamento posterior com os devidos acréscimos legais. Ocorre que, até o presente momento, não foi possível realizar o mencionado pagamento, razão pela qual a Impugnante declara que o recolhimento do montante remanescente exigido pelo auto de infração ora impugnado relativamente ao período acima Fl. 234DF CARF MF Impresso em 16/01/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 30 /11/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16/12/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 16095.000293/200657 Acórdão n.º 380200.818 S3TE02 Fl. 224 3 mencionado será efetuado pela Impugnante assim que forem disponibilizados os recursos necessários para tanto. Noutro diapasão, e pelas razões já expostas, outro não pode ser o desfecho senão o cancelamento do auto de infração ora combatido, tão logo ocorra a juntada dos mencionados DARFs; b) quanto ao período de agosto a outubro de 2002, cuja exigência monta a R$ 206.402,45, a impugnante efetuou parte do pagamento da contribuição ao PIS mediante compensação com créditos referentes a saldos acumulados de IPI escriturados pela própria Impugnante. Entretanto, os valores das compensações acima referidas atingiram apenas o montante de R$ 150.840,29, sendo que a Impugnante declara que o recolhimento do restante do montante exigido no auto de infração aqui impugnado – relativamente ao período acima mencionado – será efetuado pela Impugnante assim que forem disponibilizados os recursos necessários para tanto. Pelo exposto, e conforme análise dos pedidos de compensação (docs. 03 a 06) temse claro que a Impugnante efetuou o recolhimento exigido, não podendo ser outro o desfecho senão o cancelamento do auto de infração ora combatido, tão logo ocorra a juntada dos mencionados DARFs; c) o débito relativo a novembro de 2002, no valor de R$ 16.489,78, foi objeto de pagamento no tempo e modo devidos mediante compensação com créditos referentes a saldos acumulados de IPI (...) no valor de R$ 18.820,46, o que significa que a Impugnante realizou um recolhimento a maior no valor de R$ 2.330,68; d) quanto ao débito relativo a dezembro de 2002, no valor total de R$ 85.765,74, a Impugnante declara que o recolhimento será efetuado assim que forem disponibilizados os recursos necessários para tanto. Dito isso, a impugnante passa a discorrer acerca do instituto da compensação para ao fim requerer a declaração de quitação do débito tributário lançado, o cancelamento do Auto de Infração e o reconhecimento do crédito advindo do que argumenta ser um recolhimento a maior ocorrido em novembro de 2002. Sobreveio o Acórdão recorrido, sendo dele cientificada a Interessada, por via postal (fl. 212), em 03/03/2009, sem que houvesse apresentação de contrarazões ao Recurso interposto. Com base no conforme extrato de fl. 213, cabe informar que em 31/03/2009 e 02/04/2009, a Autuada recolheu a diferença do crédito tributário mantido na decisão recorrido. Por meio do despacho de fl. 216, a autoridade fiscal da Unidade da Receita Federal de origem informou o pagamento do saldo remanescente do crédito tributário mantido e, na oportunidade, encaminhou os presentes a este E. Conselho. Na Sessão de junho de 2011, em cumprimento ao disposto no art. 49 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, foram distribuídos, mediante sorteio, para este Conselheiro Relator. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 16/01/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 30 /11/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16/12/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA 4 No âmbito deste E. Conselho, em 23/08/2011, foram juntados os documentos de fls. 217/221, conforme consignado no despacho de fl. 222 (não numerada). É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator Em 02 de fevereiro de 2009, data em que interposto o presente Recurso de Ofício, já se encontrava em vigência a Portaria MF nº 3, de 03 de janeiro de 2008, que fixou o limite de alçada do Presidente de Turma de Julgamento das Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), para interposição de recurso de ofício, em valor superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), conforme disposto no art. 1º, a seguir transcrito: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Parágrafo único. O valor da exoneração de que trata o caput deverá ser verificado por processo. No presente caso, o valor total do crédito exonerado foi de R$ 298.077,62, incluído os valores da Contribuição para o PIS/Pasep (R$ 170.330,07) e da multa de ofício de 75% (R$ 127.747,55), portanto, bem abaixo do referido limite alçada. Dessa forma, fica cabalmente demonstrado que o presente Recurso de Ofício não atende o pressuposto de admissibilidade estabelecido no inciso I do art. 34 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972 (PAF), com a redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997. Diante do exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER o presente Recurso de Ofício. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 236DF CARF MF Impresso em 16/01/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 30 /11/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16/12/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA
score : 1.0
Numero do processo: 11075.000031/2004-45
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 31 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Data do fato gerador: 12/08/2003
PEREMPÇÃO. RECURSO VOLUNTÁRIO APRESENTADO APÓS O
TRIGÉSIMO DIA. OCORRÊNCIA.
Em razão da perempção, não se toma conhecimento de recurso voluntário apresentado após o trigésimo dia, contado a partir da ciência da decisão de primeiro grau.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3802-000.708
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, não conhecer do
recurso por intempestividade.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Data do fato gerador: 12/08/2003 PEREMPÇÃO. RECURSO VOLUNTÁRIO APRESENTADO APÓS O TRIGÉSIMO DIA. OCORRÊNCIA. Em razão da perempção, não se toma conhecimento de recurso voluntário apresentado após o trigésimo dia, contado a partir da ciência da decisão de primeiro grau. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 12/08/2003 PEREMPÇÃO. RECURSO VOLUNTÁRIO APRESENTADO APÓS O TRIGÉSIMO DIA. OCORRÊNCIA. Em razão da perempção, não se toma conhecimento de recurso voluntário apresentado após o trigésimo dia, contado a partir da ciência da decisão de primeiro grau. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, não conhecer do recurso por intempestividade. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. EDITADO EM: 12/09/2011 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Tatiana Midori Migiyama, Sólon Sehn e Bruno Maurício Macedo Curi. Relatório Fl. 1DF CARF MF Emitido em 24/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 12 /09/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16/11/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 Tratase de Recurso Voluntário oposto com o objetivo de reformar o Acórdão nº 1015.855, de 15 de maio de 2008 (fls. 32/35), proferido pelos membros da 3ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre/RS (DRJ/POA), em que, por unanimidade de votos, julgaram procedente o lançamento, com base nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Data do fato gerador: 12/08/2003 INFRAÇÕES E PENALIDADES. É lícita a exigência da multa regulamentar quando o estabelecimento promove a venda ou a exposição à venda de cigarros com selos falsos. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. A Lei nº 8.078, de 1990 não se aplica na relação entre a administração tributária e contribuinte, uma vez que a mesma trata sobre a relação entre consumidor e fornecedor. PRESENÇA DE PERITO. Não há previsão legal que obrigue a presença de perito no momento da apreensão de mercadorias com selos de legitimidade duvidosa. Lançamento Procedente Por bem descrever os fatos registrados até a prolação da decisão de primeiro grau, adoto o Relatório encartado no Acórdão recorrido, que segue transcrito: Tratase de auto de infração, fls. 03/08, lavrado pela fiscalização da DRFUruguaiana para exigência, do estabelecimento retro qualificado, da multa regulamentar no valor de R$ 6.900,00, em razão de terem sido encontrados em seu poder 1.380 selos de controle falsos, apostos em maços de cigarro da marca “777 Blue”, conforme laudo pericial nº 011/03, fls. 12/13. 2. De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fl. 06, foram encontrados em poder do estabelecimento os produtos discriminados no Termo de Apreensão, fls. 09/11, com selo de controle falso, o que enseja a cominação da penalidade prevista no art. 33, inciso IV, do DecretoLei nº 1.593, de 21 de dezembro de 1977, alterado pela Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002 3. O contribuinte foi cientificado do lançamento em 20 de janeiro de 2004, conforme Aviso de Recebimento na fl. 19. Inconformado, apresentou, tempestivamente, impugnação a esse lançamento, fls. 20/25, instruída com os documentos das fls. 26/29, alegando, em síntese, o seguinte: 3.1 Após breve relato dos fatos, alegando o principio da boafé, diz que adquiriu os cigarros de fornecedor habitual, e que não poderia saber que os selos eram falsos, pois não tem condições técnicas e material adequado para poder determinar se os selos dos produtos adquiridos eram falsos, além de que não há legislação que obrigue o comerciante a fiscalizar os produtos industrializados, comprados através de notas fiscais aparentemente legais. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 24/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 12 /09/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16/11/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 11075.000031/200445 Acórdão n.º 380200.708 S3TE02 Fl. 60 3 3.2 Acrescenta que, na apreensão do produto, não estavam presentes os peritos, não sendo válido o termo de apreensão. 3.3 Diz que não está sendo cumprido o Código de Defesa do Consumidor, que, em seu art. 55 e parágrafo 1º, determina a responsabilidade da União, Estados, Distrito Federal e Municípios na fiscalização e controle da produção e serviços e o mercado de consumo. 3.4 Requer, ao final, a procedência da impugnação apresentada. Sobreveio o Acórdão recorrido, sendo dele cientificada a Interessada, por via postal (fl. 43), em 24/06/2008. Inconformada, interpôs o Recurso de fls. 50/52, protocolado em 21/08/2008 (fl. 50), em que reafirmou os argumentos aduzidos na peça impugnatória. No final, requereu provimento do presente Recurso, para que fosse elidida a multa imposta. Em atenção ao despacho de fl. 58, os presentes autos foram enviados a este e. Conselho. Na Sessão de junho de 2011, em cumprimento ao disposto no art. 49 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, foram distribuídos, mediante sorteio, para este Conselheiro Relator. É o relatório. Voto O presente Recurso Voluntário trata de matéria da competência deste Colegiado, porém, previamente ao seu conhecimento, devo analisar os demais requisitos de admissibilidade, dedicando especial atenção para o requisito da tempestividade da sua apresentação. Tal assunto encontrase disciplinado nos arts. 5º e 33 do PAF. O primeiro artigo trata da forma de contagem do prazo, enquanto que o segundo fixa o prazo de 30 (trinta) para apresentação do recurso voluntário, nos termos a seguir transcrito: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 33 – Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. Logo, se vencido no julgamento de primeira instância, da parte que lhe foi desfavorável, ao Autuado é facultado, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a oportunidade de apresentar recurso voluntário ao E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que substituiu os extintos Conselhos de Contribuintes. Expirado esse prazo, sem a apresentação ou apresentação a destempo do citado recurso, configurada está a preclusão do direito de recorrer Fl. 3DF CARF MF Emitido em 24/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 12 /09/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16/11/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA 4 e, em consequência, a decisão de primeiro grau tornarse definitiva na esfera administrativa, nos termos do inciso I do art. 42 do PAF. No presente caso, consta dos autos que, em 24/06/2008 (terçafeira), dia útil e de expediente normal no Órgão preparador, a Recorrente fora intimada/cientificada do Acórdão recorrido, por via postal, conforme se verifica na anotação constante do corpo do Aviso de Recebimento (AR) de fl. 43. Logo, o prazo de 30 (trinta) dias, para apresentação do recurso, teve início no dia 25/06/2008 (quartafeira), primeiro dia útil e de expediente normal, completando o trintídio em 24/07/2008 (quartafeira), também dia útil e de expediente normal na Unidade da Receita Federal de origem. Assim, em consonância com os critérios de contagem do prazo recursal fixados no preceito legal anteriormente transcrito, temse que o termo final do prazo de 30 (trinta) dias ocorreu no dia 24/07/2008, sendo que o presente Recurso Voluntário foi apresentado no dia 21/08/2008, portanto, além do citado prazo de 30 (trinta) dias. Dessa forma, fica cabalmente demonstrada a intempestividade e, por conseguinte, a perempção do presente Recurso, impedindo a sua admissibilidade e, por decorrência, o seu conhecimento. Com base no exposto, NÃO CONHEÇO do presente Recurso, para que seja mantido na íntegra o Acórdão recorrido. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 4DF CARF MF Emitido em 24/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 12 /09/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16/11/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA
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