Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10880.902441/2011-02
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 04 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1302-000.321
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: WALDIR VEIGA ROCHA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 19 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201406
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 10880.902441/2011-02
conteudo_id_s : 6572772
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 14 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1302-000.321
nome_arquivo_s : Decisao_10880902441201102.pdf
nome_relator_s : WALDIR VEIGA ROCHA
nome_arquivo_pdf_s : 10880902441201102_6572772.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 04 00:00:00 UTC 2014
id : 9234063
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 19 09:56:09 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1727721675508678656
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1705; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 667 1 666 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.902441/201102 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1302000.321 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 04 de junho de 2014 Assunto Conversão em diligência Recorrente CPFL ENERGIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente (assinado digitalmente) Waldir Veiga Rocha Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Waldir Veiga Rocha, Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade, Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Alberto Pinto Souza Junior. Relatório CPFL ENERGIA S/A, já devidamente qualificada nestes autos, recorre a este Conselho contra a decisão prolatada pela 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I / SP, que indeferiu os pedidos veiculados através de manifestação de inconformidade apresentada contra a decisão da DERAT/SP. Por bem descrever o ocorrido, valhome do relatório elaborado por ocasião do julgamento do processo em primeira instância, a seguir transcrito. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 02 44 1/ 20 11 -0 2 Fl. 667DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.14096.ZLHP. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10880.902441/201102 Resolução nº 1302000.321 S1C3T2 Fl. 668 2 Tratase de manifestação de inconformidade apresentada em face da homologação parcial das compensações solicitadas no presente processo, toda fundada no suposto saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2006. A homologação parcial das compensações mencionadas no parágrafo precedente fundouse, em síntese, nas seguintes constatações deduzidas no Despacho Decisório exarado pela Divisão de Orientação e Análise Tributária – DIORT da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo – DERAT/SPO (fl. 02): · Comprovação parcial das retenções de IRRF dedutível e estimativas no montante de R$ 58.643.274,17 resultando em saldo negativo, após ajustes, de R$ 17.508.167,28 de um total pleiteado de R$ 27.449.073,25. Inconformada com a decisão da Autoridade Administrativa, da qual tomou ciência em 10/03/2011 (fl. 11), a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em 11/04/2011 (fls.34/44), com as seguintes alegações: · A não confirmação das parcelas pagas de estimativas mensais de IRPJ está relacionado a processos administrativos em andamento em sede de recurso voluntários pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, e em sede de Manifestação de Inconformidade pela Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em SP; · A Impugnante requer, preliminarmente, o conhecimento e provimento da presente impugnação, com reconhecimento da nulidade da decisão que negou a homologação do PER/DCOMP n° 26926.22895.131207.1.3.029789, por violar o inciso III, do art. 151 do Código Tributário Nacional, que é legítimo e de ressaltada prerrogativa para a quitação e suspensão da exigibilidade do crédito, até o trânsito em julgado dos processos administrativos n°s 10.880.903035/200691 DRJ/SP1, 10.880.946029/200971DRJ/SP1 e 10.880.935.981/201083. A 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I / SP analisou a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte e, mediante o Acórdão nº 1641.446, de 09/10/2012 (fls. 204/207), indeferiu a solicitação, conforme ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Anocalendário: 2006 SALDO NEGATIVO DE IMPOSTO APURADO NA DECLARAÇÃO. Constituem crédito a compensar ou restituir os saldos negativos de IRPJ apurados em declaração de rendimentos, desde que ainda não tenham sido compensados ou restituídos. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. O reconhecimento do crédito depende da efetiva comprovação do alegado recolhimento indevido ou maior do que o devido. Ciente da decisão de primeira instância em 13/02/2013, conforme documento de fl. 210, e com ela inconformada, a empresa apresentou recurso voluntário em 15/03/2013 Fl. 668DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.14096.ZLHP. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10880.902441/201102 Resolução nº 1302000.321 S1C3T2 Fl. 669 3 (registro de recepção à fl. 224, razões de recurso às fls. 225/257), mediante o qual oferece, em apertada síntese, os seguintes argumentos: · Inicialmente, a interessada busca estabelecer que o motivo pelo qual as compensações objeto deste processo não foram integralmente homologadas teria sido a constatação, pela Autoridade Administrativa, que parte das estimativas do anocalendário 2006 teriam sido objeto de declarações de compensação não homologadas em outros processos administrativos. Tais processos seriam os de nº 10880.903035/200691, nº 10880.946029/200971 e nº 10880.935981/201083 (quadro à fl. 227). A recorrente acrescenta que os referidos processos ainda não teriam sido objeto de decisão administrativa definitiva. · A recorrente entende que, tendo sido as estimativas objeto de DCOMP, a discussão administrativa em andamento naqueles processos não traria qualquer reflexo para este, visto que, ainda que a decisão lá venha a ser desfavorável a suas pretensões, a interessada seria compelida ao recolhimento da estimativa não quitada por compensação, pelo que, de qualquer forma, a estimativa seria extinta. Traz à colação o teor da Solução de Consulta Interna nº 18/2006, proferida pela COSIT, e jurisprudência administrativa que entende suportar sua tese. · Aduz que seu procedimento, ao compensar débitos de estimativas do anocalendário 2006 com créditos anteriores, estaria estritamente em conformidade com permissivos legais, pelo que não poderia ser invocada em seu desfavor a falta de liquidez e certeza das referidas estimativas, como teria feito a decisão recorrida. · Caso assim não se entenda, reitera que nenhuma decisão poderia ser proferida no presente processo até o desfecho final dos três processos anteriormente mencionados. · Caso também assim não se entenda, a recorrente passa a discorrer sobre as razões aduzidas em cada um dos três processos administrativos em que se encontram pendentes de decisão final as compensações de estimativas. Pretende demonstrar a correção da extinção das compensações que ainda se encontram sob litígio. É o Relatório. Voto Conselheiro Waldir Veiga Rocha, Relator O recurso é tempestivo e dele conheço. Do exame dos autos, constato que o processo não se encontra em condições de julgamento. É que a principal alegação de defesa é de que a diferença no valor de R$ 9.884.127,44, não aceita pela Autoridade Administrativa, corresponderia a estimativas de IRPJ do anocalendário 2006, extintas por compensação, e que restariam ainda pendentes de decisão administrativa definitiva nos respectivos processos administrativos fiscais. Especificamente: Fl. 669DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.14096.ZLHP. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10880.902441/201102 Resolução nº 1302000.321 S1C3T2 Fl. 670 4 i. Processo nº 10880.903035/200691 – encontrase em julgamento de recurso voluntário, neste CARF. Nele consta a DCOMP nº 39225.60295.230307.1.7.023907 – débito de estimativa de IRPJ de jan/2006, no valor de R$ 64.746,48. ii. Processo nº 10880.946029/200971 encontrase em julgamento de recurso voluntário, neste CARF. Nele consta a DCOMP nº 03576.92169.150507.1.7.024580 – débito de estimativa de IRPJ de set/2006, no valor de R$ 9.584.828,67. Também consta a DCOMP nº 25458.36675.241106.1.3.026393 – débito de estimativa de out/2006, no valor de R$ 144.120,66. iii. Processo nº 10880.935981/201083 – a compensação foi homologada pela DRJ (Acórdão 0126.925, de 22/08/2013, da 1ª Turma da DRJ Belém/PA). Nele consta a DCOMP nº 22944.20425.311006.1.3.027487 – débito de estimativa de set/2006, no valor de R$ 90.431,63. A extinção das estimativas de IRPJ do anocalendário 2006 é matéria prejudicial à decisão que se há de tomar neste processo, acerca do valor do saldo negativo de IRPJ a que tem direito a recorrente, no mesmo ano. Diante do exposto, voto por converter o julgamento em diligência, para que: a) Os autos sejam encaminhados à Unidade Preparadora, para que lá aguardem a decisão definitiva na instância administrativa dos processos nº 10880.903035/200691, nº 10880.946029/200971 e nº 10880.935981/201083. b) A Unidade Preparadora faça acostar aos presentes autos cópia das decisões definitivas na instância administrativa dos processos nº 10880.903035/200691, nº 10880.946029/2009 71 e nº 10880.935981/201083. c) A Unidade preparadora informe se, no processo nº 10880.903035/200691, foi ou não homologada a compensação com débito de estimativa de IRPJ da competência de janeiro/2006 no valor de R$ 64.746,48 e, caso não homologada, se o débito foi extinto mediante pagamento. d) A Unidade preparadora informe se, no processo nº 10880.946029/200971, foram ou não homologadas as compensações com débitos de estimativa de IRPJ das competências de setembro/2006 e outubro/2006, nos valores respectivos de R$ 9.584.828,67 e R$ 144.120,66 e, caso não homologadas, se os débitos foram extintos mediante pagamento. e) A Unidade preparadora informe se, no processo nº 10880.935981/201083, foi ou não homologada a compensação com débito de estimativa de IRPJ da competência de setembro/2006 no valor de R$ 90.431,63 e, caso não homologada, se o débito foi extinto mediante pagamento. Fl. 670DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.14096.ZLHP. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10880.902441/201102 Resolução nº 1302000.321 S1C3T2 Fl. 671 5 Concluída a diligência, deve ser dada ciência à recorrente do relatório conclusivo, concedendolhe prazo para se manifestar nos autos, após o que, os autos devem retornar ao CARF para prosseguimento do feito. (assinado digitalmente) Waldir Veiga Rocha Fl. 671DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.14096.ZLHP. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por WALDIR VEIGA ROCHA em 09/06/2014 10:42:00. Documento autenticado digitalmente por WALDIR VEIGA ROCHA em 09/06/2014. Documento assinado digitalmente por: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR em 10/06/2014 e WALDIR VEIGA ROCHA em 09/06/2014. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 10/02/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP10.0221.14096.ZLHP Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: D2F8A132F62D33C947B45B4B6ED308F7EA93E8A8 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10880.902441/2011-02. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 16327.001957/2006-24
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1401-000.103
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 19 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201110
camara_s : 1ª SEÇÃO
turma_s : 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 16327.001957/2006-24
conteudo_id_s : 6574032
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1401-000.103
nome_arquivo_s : Decisao_16327001957200624.pdf
nome_relator_s : ANTONIO BEZERRA NETO
nome_arquivo_pdf_s : 16327001957200624_6574032.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2011
id : 9234769
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 19 09:56:12 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1727721675529650176
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 20; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1310; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 185 1 184 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.001957/200624 Recurso nº 163.249 Resolução nº 1401000.103 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 20 de outubro de 2011 eAssunto Solicitação de Diligência Recorrente BANCO SANTANDER BRASIL S.A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Meigan Sack Rodrigues e Jorge Celso Freire da Silva. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 186 2 Tratase de recurso voluntário em vista do Acórdão nº 1614.536, da 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento São Paulo I. Por economia processual, adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância: “Em procedimento de fiscalização determinado pelo Mandado de Procedimento Fiscal nº 08.1.66.002006000332, a empresa em referência foi autuada e notificada a recolher o crédito tributário de IRPJ no valor de R$ 117.329.661,35 e de CSLL no valor de R$ 45.979.115,24, incluindo acréscimos legais. (fls. 2). No termo de constatação de fls. 329/350, a fiscalização apontou, em síntese, os seguintes fatos e infrações: Infração I – Perdas na realização de créditos ∙ Na DIPJ/2002, a instituição nada declarou na linha 25 da Ficha 05B, item destinado a receber os valores que correspondem às Perdas em Operações de Crédito. Todavia na conta de despesa operacional Cosif 8.1.9.99.006 – Outras Despesas Operacionais, conta interna 362.392 – Desconto Concedido, houve apontamentos de despesas no montante de R$ 6.438.972,00 no primeiro semestre de 2001. Já no segundo semestre, optouse pelo lançamento na conta COSIF 8.19.52.108, contas internas 362.392 – Desconto Concedido, no valor de R$ 45.671.184,99, além de lançamentos de menor expressão numérica nas contas internas, 572.220, 573.303, 573.485, 573.550, 573.584 e 573.618 cujos valores são, respectivamente, R$ 8,51, R$ 49,35, R$ 22,19, R$ 8,20, R$ 1.078,66 e R$ 0,01. ∙ Parte desse valor, no montante de R$ 38.773.742,20 foi adicionado, tanto no LALUR quanto na base de cálculo da CSLL, na rubrica “desconto de duplicatas”. ∙ Perdão de dívida. Foram registradas despesas designadas como perdão de dívidas, no grupo genericamente designado de Outras Despesas Operacionais, COSIF 8.1.9.99.006, conta interna 230.730 – Perdão de dívida, cujo montante atingiu a cifra de R$ 309.664,93 no primeiro semestre e R$ 219.331,11 no segundo semestre. ∙ Uma vez que não tinha havido atendimento por parte do contribuinte no tocante aos requisitos legais de dedutibilidade que, em regra geral, remete ao art. 299 do RIR/1999, a contribuinte foi intimada a apresentar a fundamentação jurídica para as concessões de desconto, e para os casos de perdão de dívida, tendo respondido o seguinte: “informamos que a fundamentação legal da dedução das perdas, nos casos listados no Mandado de Procedimento Fiscal, encontrase no art. 9º e seguintes da Lei nº 9.430/96.” ∙ Pode haver perda patrimonial, no âmbito do direito privado, provocada por uma determinada situação jurídica, que o direito tributário impeça o impacto negativo na base de cálculo de determinadas exações. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 187 3 ∙ Na dicção do caput do art. 9º, a expressão perdas no recebimento de créditos há de ser entendida como sendo o resultado negativo apurado ao final de um conjunto de atos empreendidos para o recebimento do crédito frente ao devedor, tais como, renúncias de qualquer espécie – descontos, perdões, abatimentos e outros – insuficiência de bens arrestados em garantia, insolvência do devedor e outros resultados negativos do mesmo gênero; entretanto nem toda perda é dedutível; somente aquelas que preencherem os requisitos desta lei o são – a tipificação é cerrada. ∙ A norma diferencia as perdas efetivas e as perdas presumidas; as perdas efetivas – situação do inciso I do art. 9º só se dão mediante a declaração de insolvência do devedor emanada em sentença do Poder Judiciário (é a impossibilidade jurídica da cobrança). ∙ As perdas presumidas são aquelas decorrentes das situações previstas nos incisos II a IV do art. 9º, e pressupõem a continuidade da cobrança pelo prazo de 5 anos. ∙ A norma introduziu a figura da “desistência” como gênero a envolver toda e qualquer situação que implique renúncia total do crédito. É a desistência de levar a cabo o processo judicial de cobrança, antes de decorrido o prazo de cinco anos de vencimento do crédito, a implicar presunção legal de ato anormal de gestão. ∙ Os acordos realizados entre credor e devedor, homologados por sentença judicial, para solução de cobrança de créditos já objeto de perda presumida, foram destacados pela lei em dispositivo legal específico § 3º do art. 10. Tal dispositivo cuida de indicar o aspecto temporal da tributação da soma do valor recebido com o saldo a receber renegociado; não cuida este dispositivo do valor eventualmente renunciado no acordo, eis que, em se tratando de desistência há de se aplicar o que consta do § 1º do art. 10; não seria possível deduzirse que a parcela renunciada em acordo judicial pudesse implicar dedutibilidade, visto que se assim fosse, estarseia negando a eficácia do que consta do inciso I do § 1º, do art. 9º. ∙ O legislador criou o instituto da Perda na realização de créditos como norma tributária a regrar todas as situações fáticas que impliquem resultado negativo no processo de cobrança de créditos, qualquer que seja a denominação do pacto contratual levado a efeito entre credor e devedor, tais como acordo de quitação, desconto concedido e outros. ∙ Os valores registrados como desconto concedido e como perdão de dívidas, no montante global de R$ 52.640.320,28 não são dedutíveis. Como o contribuinte adicionou parte desse valor, R$ 38.773.742,20, conforme rubrica no LALUR e no Demonstrativo de Base de Cálculo da CSLL “Desconto de Duplicatas”, o saldo de R$ 13.866.578,08 está sendo objeto de glosa por inobservância dos requisitos legais. Infração II – Despesas com participação em lucros ou resultados Fl. 3DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 188 4 ∙ A contribuinte foi intimada e reintimada a apresentar documentação relativa ao registro de despesas operacionais na conta COSIF 8.1.7.33.004 – Despesas de Pessoal – Proventos, conta interna 20.5435 – Participação Lucros/Resultados, no valor total de R$ 43.866.956,13 e conta interna 62.2514 – Bônus P.A. – Despesas de Pessoal – Prov., no valor total de R$ 9.618.207,28. ∙ Dos documentos fornecidos evidenciase a existência de mais outras contas internas: a conta 667303, no valor total de R$ 7.077.466,67 e “OUTROS”, no valor total de R$ 149.018,21. Assim o montante relativo a Despesas com Participação nos Lucros e/ou Resultados atingiu o total de R$ 60.711.648,29. ∙ Os documentos fornecidos apontam a existência de pagamentos efetuados no ano de 2001, a título de adiantamento, no valor total de R$ 19.754.038,49. Do valor total lançado às despesas operacionais, R$ 60.711.648,29, deduzido o valor adiantado, remanesce o saldo de R$ 40.957.609,80 (que ao término do período de apuração estava registrado em conta de Provisão – 49930100), do qual o contribuinte adicionou R$ 38.021.108,64 quando da apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. Assim, da provisão, ainda restou a importância de R$ 2.936.501,16 sem que houvesse adição quando da apuração do Lucro Real e da B.C. da CSLL, nem qualquer justificativa por parte do contribuinte. ∙ No anocalendário de 2001, nenhum valor a título de P.L.R. é de ser admitido nesse ano a título de despesa operacional dedutível, uma vez que trata, até o implemento da condição suspensiva, de mera provisão, que é compatível com negócios jurídicos sujeitos a condição suspensiva. Não são despesa ainda, mas podem vir a ser. Nem são despesas constituídas ainda, para utilizar a terminologia adotada pela Lei nº 11.101/2000, uma vez que somente com o implemento da condição de existir lucro (fato que só pode ser apurado posteriormente a 31.12.01) é que se pode falar em constituir a despesa operacional. ∙ Como provisão, nos termos do art. 13 da Lei 9.249/95, para os efeitos de apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL sua dedução é indevida no ano de 2001, aplicandose ao caso os efeitos da antecipação de despesas/postergação no pagamento de impostos. ∙ Ressaltese que o contribuinte já adotou o tratamento atribuído às provisões no tocante a parte do valor da PLR, uma vez que adicionou R$ 38.021.108,64. Assim, resta a adicionar R$ 22.690.539,65 tanto na apuração do Lucro Real quanto na base de cálculo da CSLL. Infração III – Despesas com multas ∙ No bojo da fiscalização foram constatadas as despesas de multas discriminadas no item LXVII do Termo de Constatação, no montante total de R$ 2.055.943,84 (fls. 346). ∙ O valor total de R$ 1.712.812,32 deve ser adicionado na apuração do lucro real (R$ 343.131,52 já foi adicionado pelo próprio contribuinte – somente na base de cálculo do IRPJ), por falta de Fl. 4DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 189 5 atendimento à norma do art. 299 do RIR/99 quanto à dedutibilidade de despesas operacionais – norma geral. Infração IV – Glosa de despesas não comprovadas ∙ No tocante à despesa FININTERV TERCEIROSSIST. EN, a leitura dos documentos evidencia que o Banco abriria uma linha de crédito rotativo por prazo e valor certos, destinado a financiar, exclusivamente, vendas à vista de bens de consumo duráveis e ou serviços comercializados ou prestados pela Interveniente Vendedora. ∙ Pela leitura das condições do negócio, aparentemente, estáse diante de situação em que se busca compensar o cliente, no caso um lojista, quando a taxa de juros paga pelo comprador de produtos junto ao lojista for a maior que a taxa de juros combinada entre o Banco e o lojista. ∙ Os documentos fornecidos em nada comprovam as despesas em questão. Tratase, todavia, de uma simples informação, totalmente desprovida de capacidade probatória. E sem provas, uma despesa não pode ser admitida. ∙ O valor total que deixou de ser comprovado foi de R$ 159.645.484,15. Foram lavrados os Autos de Infração a seguir discriminados no dia 21 de dezembro de 2006 (ciência na mesma data), com fulcro no art. 9º, § 1º do Decreto nº 70.235/72, com a redação que lhe foi dada pelo art. 1º da Lei nº 8.748/93: Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) Auto de Infração fls. 351/353 Infração 01 Custos ou despesas não comprovadas. Glosa de despesas.Enquadramento legal: arts. 249, inciso I, 251 e parágrafo único, 299 e 300, do RIR/99. Infração 02 Perdas no recebimento de créditos. Inobservância dos requisitos legais.Enquadramento legal: art. 9º a 12, da Lei nº 9.430/96; arts. 249, inciso I, 251 e parágrafo único, e 340, do RIR/99. Infração 03 Inobservância do regime de escrituração. Antecipação de custos ou despesas.Enquadramento legal: arts. 248, 249, inciso II, 251, 273, 274, 843, 957, parágrafo único, inciso II, do RIR/99. Crédito Tributário 45.453.709,9034.090.282,4237.785.669,03 ImpostoMulta de ofícioJuros de mora (calculados até 30/11/2006) 117.329.661,35 TOTAL Fl. 5DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 190 6 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Auto de Infração fls. 357/359 Infração 01 CSLL. Financeiras. Enquadramento legal Art. 2º e §§, da Lei n° 7.689/88; art. 1º da Lei nº 9.316/96; art. 28, da Lei nº 9.430/96; art. 7º da Medida Provisória nº 1.807/99 e reedições; art. 6º da Medida Provisória nº 1.858/99 e reedições. (...) A empresa apresentou impugnação, protocolizada em 19/01/2007 (fls. 364/402), alegando em síntese o seguinte: I. Perdas no recebimento de créditos – observância dos requisitos legais de dedutibilidade a) A Impugnante apresentou, em meio magnético, por meio de um “CD”, todas as informações relativas às operações de crédito por ela celebrados com efeitos a débito (despesas) no resultado do exercício. b) A Impugnante no desenvolvimento de suas atividades financeiras incorreu em despesas com perdas no recebimento de créditos no montante de R$ 52.640.320,28. c) A principal atividade da Impugnante é a concessão de créditos e financiamentos a seus clientes. d) A inadimplência no cumprimento das obrigações por parte de seus clientes é perfeitamente aceitável frente ao desenvolvimento de atividades dessa natureza, o que, por si só, deveria afastar as alegações da fiscalização no sentido de que as despesas com perdas no recebimento de créditos não atendem às disposições do art. 299 do RIR/99. e) A Impugnante procedeu à adição da importância de R$ 38.773.742,20, já que tais importâncias não atendiam, até aquele momento, aos requisitos de dedutibilidade para fins de abatimento da apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. f) Em nenhum momento foram solicitados os documentos comprobatórios de quaisquer dos lançamentos contábeis efetuados pela Impugnante no que diz respeito às operações que ensejaram perdas no recebimento de créditos. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 191 7 g) Constou no arquivo apresentado à fiscalização a representação analítica do referido saldo de R$ 13.866.578,08, importância devidamente excluída na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. Na composição de tal valor encontramse as perdas no recebimento de créditos que atendem aos critérios de dedutibilidade previstos no art. 9º da Lei nº 9.430/96. h) Foi possível identificar que 9.440 casos são inferiores a R$ 5.000,00, sendo possível verificar no arquivo apresentado à fiscalização que tais importâncias encontramse vencidas há mais de 6 meses quando de sua dedução, ou seja, tais valores atendiam aos critérios de dedutibilidade legal. i) Os remanescentes 757 casos referiamse a importâncias superiores a R$ 5.000,00 e foram excluídos da apuração dos tributos incidentes sobre o lucro já que atendiam, naquela oportunidade, ao disposto na alínea b, do inciso II, do art. 9º, da Lei nº 9.430/1996. j) Adicionalmente, em reforço à argumentação de que tais créditos atendiam ao disposto na legislação de regência, a Impugnante selecionou aleatoriamente 2 casos, os quais, se devidamente analisados, comprovam novamente o devido enquadramento das perdas em questão nos critérios de dedutibilidade havidos no art. 9º, da Lei nº 9.430/96. k) A Impugnante acredita ser necessária a realização de nova diligência, em seu estabelecimento, já que ainda que fornecida à fiscalização, a documentação destinada à comprovação do atendimento aos requisitos legais para a dedução das perdas ora em comento não foi analisada. l) Requer a diligência fiscal para os seguintes fins: a) constatação da existência da documentação que comprove o atendimento às exigências legais para a dedução das perdas, notadamente contratos de créditos e, quando for o caso, as cobranças administrativas e judiciais dos tais créditos; b) análise da referida documentação, a fim de comprovar que todos os lançamentos contábeis estão corretos. II. Pagamento de participação nos lucros e resultados de funcionários – observância do regime de competência Fl. 7DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 192 8 m) A fiscalização não atentou ao fato de que, quando solicitada, a Impugnante devidamente apresentou os documentos que sustentavam a dedução da importância de R$ 22.690.539,65, no sentido de que tais importâncias não se caracterizam como meros adiantamentos, e muito menos ainda, que tais valores não eram efetivamente devidos pela Impugnante, no sentido de sua certeza de pagamento, características inerentes à provisão. n) Tais importâncias eram efetivamente devidas pela Impugnante aos seus funcionários, para o que sempre foram conhecidos os valores, o momento e a certeza do pagamento. Com isso, em hipótese alguma é admissível considerar que tais importâncias deveriam ser consideradas como provisões, e muito menos ainda que sobre tais valores são aplicáveis as regras previstas no art. 13 da Lei nº 9.249/95. o) Em análise à documentação apresentada pela Impugnante é possível verificar que R$ 10.577.000,00 do montante de R$ 22.690.539,65 questionados pela fiscalização, referemse à contribuição realizada pela Impugnante ao Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) de seus funcionários. Essa importância foi paga à Seguradora, que posteriormente destinou respectivas quantias a cada plano de previdência dos funcionários da Impugnante. p) Quase a metade das importâncias questionadas referemse às contribuições à previdência privada de funcionários, despesas essas, perfeitamente dedutíveis na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL da Impugnante, já que atendidos os requisitos do art. 360 e seguintes do RIR/99. q) O saldo remanescente no montante de R$ 9.177.038,49 é relativo a bônus pagos a funcionários (PLR e SPR). Tais pagamentos são efetuados pela Impugnante em perfeita sintonia com o disposto no art. 462 do RIR/99, e portanto, dedutíveis na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. r) As importâncias em discussão não foram “adiantadas” aos funcionários da Impugnante, mas sim efetivamente pagas, quer por meio da contribuição ao PGBL de cada um deles, quer por meio do processamento da Folha de Pagamentos da Impugnante em relação ao PLR, que atende a todos os requisitos legais para pagamento. s) Como condição de pagamento, não há que se verificar somente a existência ou não de lucros no exercício relativo ao pagamento, como quer a fiscalização. Ocorre que, por política da Impugnante, a condição para o referido pagamento é a existência de patrimônio Fl. 8DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 193 9 suficiente para a realização de tal procedimento, o que se pode comprovar por meio de seu balanço patrimonial encerrado em 31/12/2001. t) Requer a Impugnante seja determinada diligência fiscal, nos termos do inciso IV, do art. 16, do Decreto nº 70.235/72 cujos termos constam acima, a fim de comprovar a correta dedução das importâncias relativas ao pagamento do PGBL a seus funcionários e dos referidos bônus por desempenho devidamente registrados pela Impugnante e, por conseqüência, desconstituir os presentes autos de infração. III. Observância da legislação aplicável às multa dos BACEN e cheques indevidamente devolvidos u) A fiscalização não se atentou ao fato de que tais multas aplicadas à Impugnante não têm natureza punitiva, mas sim compensatória. v) As multas pelo não pagamento de tributos federais, estaduais e municipais têm caráter eminentemente compensatório e não punitivo. w) Em relação às demais despesas incorridas com o pagamento de multas, cumpre verificar que referidas importâncias estão intrinsecamente ligadas à manutenção da fonte produtora da Impugnante, que é o desenvolvimento de atividades empresariais de financiamento. São portanto dedutíveis nos termos do art. 299 do RIR/99, visto que são usuais e normais às atividades desenvolvidas. x) Requer seja determinada diligência fiscal, nos termos do inciso IV, do art. 16 do Decreto nº 70.235/72, a fim de comprovar a correta natureza de cada uma das multas consideradas dedutíveis na apuração dos tributos em discussão. IV. Despesas não comprovadas y) Para se saber, objetivamente, se determinado gasto da Impugnante pode ser interpretado como uma despesa operacional ou não, fazse necessária a análise individualizada de cada dispêndio e a situação objetiva em que foi realizado. Somente após essa análise é que se pode dizer se está relacionado ou não com a atividade social da empresa, o que em nenhum momento foi feito pela fiscalização. Fl. 9DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 194 10 z) Foram glosadas várias despesas sob o argumento de que elas não foram comprovadas e não eram operacionais, mas em nenhum momento foi apresentada, pela fiscalização, justificativa plausível para essa glosa. IV.1. Comissão paga a lojistas pela intermediação de contratos de financiamento de veículos aa) As importâncias no montante de R$ 31.015.312,15 correspondem a despesas incorridas com o pagamento de comissões a lojistas, em vista da intermediação da celebração de contratos de financiamento de veículos por eles comercializados. bb) Por se tratar de vasta documentação, a Impugnante aproveita a oportunidade para apresentar documentos relativos aos contratos que sustentam a liberação de referidos créditos, denominados “Convênio para Filiação ao Sistema de Financiamentos – CDC – VR”, firmados com os aludidos lojistas, nos quais estão previstas – cláusula 4, as regras para o recebimento das importâncias relativas à intermediação dos financiamentos. cc) Em dois casos, por determinação legal, a Impugnante informou as operações nos pagamentos constantes da DIRF, relativas ao período questionado. dd) Requer a Impugnante seja determinada diligência fiscal, nos termos do inciso IV, do art. 16, do Decreto nº 70.235/72 cujos termos constam acima, a fim de comprovar a existência da totalidade dos documentos que suportam os pagamentos de comissão a lojistas. IV.2. Despesas com remuneração de interveniência de terceiros ee) A parcela relativa a R$ 44.019.392,54 referese a importâncias pagas a grandes varejistas para que a Impugnante tenha acesso à sua carteira de clientes que se encontram em situação devedora em financiamentos próprios. ff) Se os clientes dos lojistas associados à Impugnante estavam pagando 3% de juros mensais, a Impugnante assumia referidos recebíveis com a taxa de 2% , assumindo a diferença de 1% de juros. Em troca, a Impugnante conseguia ter o acesso a uma carteira de clientes “nova” para ser explorada comercialmente. Fl. 10DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 195 11 gg) Não se pode admitir que despesas geradas por um produto amplamente comercializado pela Impugnante sejam simplesmente desconsideradas por mero acaso, ou seja, sem que ao menos referido modelo contratual e descritivo do produto em comento fosse devidamente analisado pela fiscalização. Isso seria verdadeiro absurdo, sem falar no cerceamento de defesa gerado à Impugnante, já que em fiscalização não lhe foi dada a oportunidade de esclarecer e comprovar os procedimentos adotados, por meio de documentos adicionais, se caso fossem solicitados. IV.3. Despesas com variação de importâncias relacionadas a empréstimo de ações hh) A Impugnante apresentou à fiscalização a movimentação, em seu Livro Razão, do saldo da rubrica contábil em que foram contabilizados os Direitos por Empréstimos de Ações – Carteira de Terceiros, sendo possível se verificar que os lançamentos contábeis efetuados registraram as variações ocorridas no preço de referidos ativos a valor de mercado, em conformidade com o disposto na regra contábil Cosif. ii) Os procedimentos contábeis determinados pelo Cosif foram devidamente observados pela Impugnante, que não se furtou, em nenhum momento, da apresentação de informações e documentos. Assim é que, quando solicitado, a Impugnante aprestou o Razão da referida rubrica contábil com o registro de todas as operações questionadas. IV.4. Despesas com pendências não regularizadas jj) Referidas despesas, decorrentes de ajustes na migração do sistema operacional “EM” também decorrem de operações financeiras que visaram a manutenção da fonte produtora, ou seja, das principais atividades desenvolvidas pela Impugnante. V. Da Taxa Selic kk) A taxa Selic, na forma como calculada, jamais poderia ser utilizada como juros moratórios, uma vez que possui natureza jurídica totalmente diferente da mora por parte do devedor, qual seja, a remuneratória. Fl. 11DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 196 12 Em 23/02/2007, a Impugnante protocolou a petição de fls. 1230/1238, acrescentando as seguintes considerações: a) A inadimplência no cumprimento das obrigações por parte de seus clientes é perfeitamente aceitável frente ao desenvolvimento de atividades dessa natureza, o que, por si só, deveria afastar as alegações da fiscalização no sentido de que as despesas em comento não atendem às disposições do art. 299 do RIR/99. b) Os descontos concedidos como abatimentos na liquidação de débitos pendentes, não podem ser consideradas mera liberalidade da pessoa jurídica, pois são perfeitamente subsumíveis ao conceito do art. 299, do RIR/99, ou seja, são consideradas normais e usuais diante das atividades praticadas pelos Bancos. c) As perdas no recebimento de créditos, em sua essência e origem, tratamse de descontos concedidos na renegociação de débitos pendentes e, neste sentido, são dedutíveis do lucro real independentemente do atendimento aos critérios da Lei nº 9.430/1996. d) Reitera a necessidade de realização de nova diligência em seu estabelecimento, já que ainda que fornecida ao Sr. Agente da Fiscalização, a documentação destinada à comprovação do atendimento aos requisitos legais para a dedução dos descontos e demais perdas não foi devidamente analisada. É o relatório.” A DRJSão Paulo I, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, nos termos da ementa que se transcreve: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2001 PEDIDO DE DILIGÊNCIA. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis. PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS. ADIÇÃO AO LUCRO LÍQUIDO. Não comprovada o observância dos requisitos legais de dedutibilidade, a perda registrada deverá ser adicionada ao lucro líquido para determinação do lucro real. Fl. 12DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 197 13 GRATIFICAÇÃO A EMPREGADOS. A pessoa jurídica pode deduzir a gratificação aos empregados como custo ou despesa operacional, apenas no período de apuração em que se der o efetivo pagamento. MULTAS APLICADAS PELO BACEN. DESNECESSIDADE. Apenas são dedutíveis do lucro real as despesas necessárias e usuais no tipo de atividade da contribuinte. DESPESAS NÃO COMPROVADAS. Devem ser adicionadas ao lucro real as despesas não comprovadas por documentação hábil e idônea.” Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada, interpôs recurso voluntário a este Primeiro Conselho de Contribuinte, repisa os tópicos trazidos anteriormente na impugnação e reforça alguns pontos, trazendo vários volumes adicionais de provas, em que foram selecionados aleatoriamente, por amostragem, inúmeros casos, os quais se devidamente analisados, comprovariam a improcedência do lançamento ou no mínimo a necessidade de uma nova diligência, dado que o grande volume de provas a pedir análise impossibilitaria a anexação de todas as provas aos autos: a) Em relação à primeira infração (Glosa de despesas não comprovadas), especificamente as Despesas com “Remuneração s/ Financiamento – EN” – conta interna 220497, a recorrente, reforça substancialmente sua prova, insurgindose contra a decisão de piso que reputou os elementos de prova insuficientes, pois “não anexou nenhum documento hábil a comprovar a efetiva pactuação prevista no convênio. A mera possibilidade de pactuação de remuneração não é prova suficiente da existência das despesas registradas na contabilidade.”. A recorrente, no caso anexa aos autos mais de 800 contratos (Doc. 02, fls. 1815 a 2669) comprobatórios da origem de suas despesas; além disso selecionou, a partir de livro Razão, aleatoriamente 157 casos (contratos, Doc 03, fls. 2670 a 3911) envolvendo todos os meses do ano, os quais, se devidamente analisados, comprovariam a dedutibilidade dessas despesas. Outrossim, anexou comprovantes de Imposto de Renda Retido na Fonte, donde se comprovaria o efetivo pagamento dessas despesas (DOC. 04, fls. 3912 a 4075); b) Ainda em relação à primeira infração (Glosa de despesas não comprovadas), especificamente as Despesas com “Fin. Interv. Terceiros/Sist En” – conta interna 364125, a recorrente, reforça sua prova, insurgindose contra a decisão de piso que reputou os elementos de prova insuficientes, pois “De fato, um modelo de contrato em branco, acompanhado de cópias de folhetos informativos não pode ser considerado como documento hábil a comprovar os fatos registrados na escrituração contábil. A Impugnante, sem qualquer justificativa, não anexou sequer um contrato efetivamente pactuado, acompanhado de registro contábil no Livro Diário, o que tornaria possível verificar a ocorrência das diferenças de taxas previstas no modelo.”. A recorrente, no caso anexa aos autos inúmeros contratos, segundo ela, efetivamente pactuados (Doc. 05, fls. 4076 a 4137) que comprovariam a dedutibilidade de suas despesas; Ainda em relação à primeira infração (Glosa de despesas não comprovadas), especificamente as Despesas “Var. Merc. Dir. empréstimos em ações” – conta interna 659938, a recorrente reitera a explicação do produto (CDCI) que originou tal despesa. Seria uma linha de crédito rotativa que permitiria ao cliente (lojista) faturar e receber a vista o valor de suas vendas, mesmo concedendo prazo de pagamento aos seus compradores (consumidor final). Nesse produto haveria equalização de taxas de juros. Quando a taxa de juros praticada pelo Banco na data da contratação de cada operação de CDCI fosse inferior à taxa ajustada entre o cliente (lojista) e seus compradores (cliente final), o Banco comprometerseia a reembolsar ao cliente Fl. 13DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 198 14 (lojista) a diferença resultante entre as taxas. Outrossim, adicionalmente, a recorrente, reforça sua prova, insurgindose contra a decisão de piso que reputou os elementos de prova insuficientes ou inconsistentes. Às fls. 1349/1353 de seu recurso, traz explicações detalhadas justificando e rebatendo as inconsistências apontadas pela DRJ, bem assim “para demonstrar a efetiva existência de tais despesas, que compuseram o saldo final líquido, positivo, tributado pela recorrente, se junta novamente a estes autos os registros contábeis e as planilhas demonstrativas das despesas e receitas incorridas com a valorização e a desvalorização das operações de empréstimos de ações (Doc 06, fls 4133 a 4164, Anexo A e B ), nas quais a Recorrente figurou como doador ( e não tomador)”; c) Em relação à segunda infração relativa Perdas na realização de operações de créditos(perdão de dívidas e/ou descontos concedidos) a recorrente assim se posicionou em seu recurso: “(...) com relação à comprovação do atendimento ao requisitos do art. 9º, da Lei nº 9.430/96, importante ressaltar que, no Termo de Intimação Fiscal nº 02, de 14 de fevereiro de 2006, o Sr. Auditor Fiscal Solicitou: ´Relação completa das perdas em operações de crédito debitadas ao resultado tributável do anocalendário de 2001, em meio magnético, contendo as seguintes informações mínimas: 1 – Identificação do devedor:CNPJ E nome 2 – Nº contrato 3 – Valor Bruto do Contrato 4 – Valor de Rendas a Apropriar 5 – Perda Fiscal considerada 6 – Data de Celebração do contrato 7 – Data em que foi lançado como perda 8 Garantia do crédito liberado´ (destaques nossos) Tal intimação foi atendida pelo Recorrente em 6 de março de 2006, por meio da entrega de Compact Disc (“CD”) contendo a ´relação analítica das perdas em operações de crédito, contendo as seguintes informações´:banco, agência, CNPJ/CPF, Cliente, tipo de operação, nº contrato, valor bruto, valor líquido das perdas, data de início do contrato, data final do contrato, dias corridos, data em que foi lançado para perda e tipo de garantia. (...) Dos 10.197 casos, foi possível identificar que 9.440 direitos creditórios eram, em sua totalidade, inferiores a R$ 5.000,00 e estavam vencidos há mais de 6(seis) meses quando de sua dedução, conforme se depreende do arquivo apresentado pelo recorrente Sr. Auditor Fiscal. (...) Com relação aos remanescentes 757 casos referiamse a créditos de R$5.000,00 a R$30.000,00, e, por terem sido iniciados e mantidos os Fl. 14DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 199 15 procedimentos administrativos de cobrança, foram excluídos do lucro real e da base de cálculo da CSLL, conforme documentação comprobatória anexa, juntada por amostragem (Doc. 01) e abaixo relacionada”(traz tabela contendo informações a respeito de 8 contratos). Resolução n° 120100.005, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (fls. 4168 a 4174) converteu em diligência o julgamento do recurso voluntário. Efetuada a diligência conforme Termo de Encerramento de Diligência Fiscal de fls. 4259 a 4268). Contribuinte apresentou resposta contida nas fls. 4275 a 4300. Segundo informação da DRF “Devese salientar que a petição do interessado ultrapassa o prazo de 30 dias previstos nas folhas 4274”.(fl. 4301) É o relatório Fl. 15DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 200 16 V O T O Conselheiro ANTONIO BEZERRA NETO, Relator. O recurso atende os requisitos de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. Apesar de a recorrente de fato não ter inicialmente logrado êxito junto à fiscalização nessa questão probatória, a verdade é que ela reforçou sua impugnação trazendo novas provas e que foram analisadas pela DRJ e consideradas ainda insuficientes. Na fase recursal, a Recorrente reforça a sua defesa trazendo novas provas que induziram este Colegiado a baixar o feito em diligência. Também foi determinante para a diligência o grande volume de provas envolvidas no caso, uma vez que as contas foram glosadas por sua totalidade, não sendo crível que um banco do porte da Recorrente não tivesse como provar operações usuais e normais de sua atividade econômica. A diligência, em sua parte dispositiva, assim comandou: Dessa forma, tornase indispensável a conversão do julgamento em diligência, para que seja adotada as seguintes providências pela Fiscalização: Em relação à primeira infração, no que tange apenas a 3(três) subitens (Despesas com “Remuneração s/ Financiamento – EN, Despesas com “Fin. Interv. Terceiros/Sist En e Despesas com “Remuneração s/ Financiamento – EN, conforme relatado nos itens “a” a “c” do relatório na parte que trata do recurso, examinar, atestar autenticidade, se for o caso, pedir provas adicionais, por amostragem e pronunciarse novamente sobre a dedutibilidade dessas despesas nesse novo contexto; Em relação à segunda infração, esclarecer e/ou verificar a informação trazida em seu recurso voluntário “Dos 10.197 casos, foi possível identificar que 9.440 direitos creditórios eram, em sua totalidade, inferiores a R$ 5.000,00 e estavam vencidos há mais de 6(seis) meses quando de sua dedução(...) Ora, se a legislação não exige qualquer procedimento administrativo ou judicial para que os créditos vencidos e inadimplidos, inferiores a R$ 5.000,00 sejam dedutíveis, a que documentação comprobatória referiuse a Fiscalização e a DRJ/SP para glosar referidos valores nos Autos de Infração em questão?” Dar uma nova oportunidade para que o contribuinte traga as provas, que a fiscalização repute necessárias (notadamente contratos de créditos e, quando for o caso, as cobranças administrativas e judiciais dos tais créditos etc) para fins de comprovação da dedutibilidade dessas despesas e fornecendo um tempo compatível com o volume de provas requerido. Se for o caso, em função do grande volume de provas, fazer o referido levantamento por algum critério de amostragem. Observar que a análise desse item no que concerne a “perdas no recebimento de créditos” deve ser feita nos moldes apregoados pela decisão da DRJ, desconsiderando a figura da “Desistência” na forma adotada pela fiscalização para efetuar a glosa dessas despesas. Fl. 16DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 201 17 A autoridade fiscal deverá elaborar relatório conclusivo das verificações efetuadas nos itens anteriores, ressalvado o fornecimento de informações adicionais e a juntada de outros documentos que entender necessários; Ao final entregar cópia do relatório à interessada e conceder prazo de 30 (trinta) dias para que ela se pronuncie sobre as suas conclusões, após o que, o processo deverá retornar a este Conselho para prosseguimento do julgamento. Em relação a segunda infração, o autuante, assim se pronuncia A requerente entende que os documentos apresentados (por amostragem) e os esclarecimentos expostos são suficientes a justificar a dedução das "perdas". (...) Primeiramente, cabe observar que a própria recorrente AFIRMA se tratar de "concessão de descontos e de perdão de dívidas concedidos aos clientes por conta de renegociação de financiamentos". Portanto, é fato não controverso nos autos que as perdas glosadas referemse a descontos concedidos em renegociações de operações de crédito, ou seja, foram objeto de algum tipo de acordo. A amostra de contratos apresentados prova apenas que ocorreu a concessão do crédito, mas não prova que houve a perda do crédito. O artigo 9o da Lei 9.430/96 referese à dedução de perdas no recebimento de créditos e não à dedução do valor do crédito concedido. Assim, cabe ao contribuinte provar a perda e não apenas a concessão do crédito. O mero registro contábil não é suficiente como prova. Nenhum documento foi apresentado para comprovar a perda do crédito. Aliás, o próprio contribuinte afirma que não havia instrumento contratual de liquidação do débito e que os descontos concedidos eram apenas registrados no sistema de inadimplência, ou seja, mero registro interno. Também não consta dos autos nenhuma documentação comprobatória do início e manutenção dos procedimentos administrativos de cobrança para os débitos de R$ 5.000,00 a R$ 30.000,00 (no montante de R$ 5.227.332,77), vencidos há mais de um ano, como requer o art.9°, inciso II, alínea b, da Lei 9.430/96. Dos Termos da Diligência denotase dois pontos: primeiro, a necessidade de uma auditoria por amostragem em função do inegável volume de provas envolvido, uma vez que estamos tratando de glosas gerais de determinadas contas de despesas de um banco com muito movimentação, e, por último, que isso fosse feito nos parâmetros conceituais apregoados pela DRJ: Se for o caso, em função do grande volume de provas, fazer o referido levantamento por algum critério de amostragem. Observar que a análise desse item no que concerne a “perdas no recebimento de créditos” deve ser feita nos moldes apregoados pela decisão da DRJ, desconsiderando a figura da “Desistência” na forma adotada pela fiscalização para efetuar a glosa dessas despesas. Primeiro aspecto amostragem O autuante também aduz que ‘A requerente entende que os documentos apresentados (por amostragem) e os esclarecimentos expostos são suficientes a justificar a Fl. 17DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 202 18 dedução das "perdas”’. Nesse ponto, a amostragem não deveria ter ficado no controle da Recorrente. É o auditor quem deve escolher a qualidade da amostra, bem assim o espaço amostral a ser auditado. A amostragem, por menor que seja, trazida pela Recorrente serve apenas de amparo inicial para presumir que ela teria em tese razão e que mereceria em nome da verdade material aprofundar a investigação. Só isso. Cabe ao auditor confirmar ou infirmar essa hipótese. O retorno de diligência embora tenha trazido mais elementos analíticos (indícios) que favorecem à Recorrente, não trouxe uma amostra significativa o suficiente para se constituir ainda em prova indiciária norteadora de uma plena formação de convicção. Outrossim, discordo do autuante quando despreza os elementos analíticos extraídos dos sistemas de informática da Recorrente, deixando de aprofundar a investigação, mormente quando se sabe que modernamente as operações bancárias acontecem em tempo real e de forma escritural, onde no mais das vezes as relações jurídicas são extintas por simples pagamentos, sendo registradas em sistemas de informática bastante impessoais, cuja contabilização é automática e cujo acompanhamento pelo banco central é bastante severo. Segundo aspecto Conceitual Ainda quanto ao segundo aspecto acima levantado, não concordamos com entendimento da fiscalização segundo o qual, qualquer valor renunciado em acordo, judicial ou extrajudicial, configura hipótese de desistência, devendo a ele ser aplicada a conseqüência prevista no § 1° do art. 10, qual seja, estorno ou adição ao lucro líquido da perda eventualmente registrada para determinação do lucro real correspondente ao período de apuração em que se der a desistência, pois a norma não distingue “perda efetiva” de “perda presumida”. O que a Lei faz, como muito bem ressaltou a DRJ foi “tão somente estabelecer os requisitos e as condições que devem ser observados em cada hipótese legal de dedução de perda”. Nesse mesmo passo, correto o entendimento da Recorrente ao se contrapor ao resultado de diligência: Ora, caso a Sra. Auditora Fiscal tivesse analisado a natureza das despesas que entende como indedutíveis, teria verificado que, no caso específico do Contribuinte, conceder um desconto tem o mesmo significado de registrar uma perda, já que, a partir do momento em que o Contribuinte concede um desconto, não será restituído a integralidade do valor do empréstimo originalmente concedido. Em relação à primeira infração: I Comissão paga a lojistas pela intermediação de contratos de financiamento de veículos; II. Despesas com remuneração de interveniência de terceiros Afirma a Recorrente em suas contrarrazões ao resultado de diligência: O Contribuinte anexou no curso do procedimento fiscalizatório, contratos que suportam os lançamentos contábeis e as DIRF do período que registram as retenções de Imposto sobre a prestação de serviços. Fl. 18DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 203 19 O autuante, por sua vez, assim se pronuncia a respeito: No referido contrato, não consta nenhuma cláusula que trate de remuneração a ser paga e também não há qualquer vinculação com a despesa contabilizada a título de "Fin.Interv.Terceiros/Sist En". Não existe nexo causal entre os documentos apresentados e a despesa registrada. E não havendo vinculação, o documento não pode ser considerado hábil para fins de comprovação da despesa. Cumpre observar que a recorrente não juntou nenhum outro documento novo relativo às despesas objeto de análise neste tópico. Nenhum contrato efetivamente pactuado sobre a remuneração foi apresentado. O mero registro contábil não é suficiente para comprovar a despesa. A escrituração contábil deve estar sempre baseada em documentação hábil e idônea, que no caso seria o contrato da prestação de serviço específico e outros elementos como: comprovantes de pagamento, documentos fiscais e notas de prestação de serviço. Porém, nada disso foi apresentado pelo contribuinte. A DIRF Declaração de Imposto de Renda na Fonte prova apenas que houve retenção de imposto em decorrência do pagamento de algum rendimento (não se sabe qual), mas não prova que este rendimento é relativo à despesa de "Fin.Interv.Terceiros/Sist En". Também não é possível correlacionar os valores pagos constantes da DIRF com os contratos celebrados. O CDCI (Contrato de Abertura de Crédito para Financiamento a Consumidor Final) tratase de uma operação estritamente relacionada ao objeto social do Contribuinte na qualidade de instituição financeira, comezinha das Instituições Financeiras. Apesar de ser bastante provável a existência de tais despesas, os simples contratos de convênio onde não consta nenhuma cláusula que trate de remuneração a ser paga, torna impossível a verificação de sua vinculação com as despesas contabilizadas, conforme muito bem indicou o autuante. De fato, não existe nexo causal entre os documentos apresentados e a despesa registrada. As DIRF trazidas aos autos, porém, podem, sim, se constituir em uma boa prova caso se prove a vinculação de seus valores aos beneficiários dos contratos. Em função do retorno de diligência por conta da segunda infração, esta autoridade julgador, por vislumbrar potencial possibilidade de se fazer tal vinculação, mesmo que por amostragem, dará uma nova oportunidade para a Recorrente fazer essa prova de maneira mais bem detalhada. É que este Colegiado administrativo tem se posicionado no sentido de que para um conjunto de indícios se caracterizar como força probante não é bastante trazer aos autos informações, de forma desarticulada e incompletas. A prova deve estar perfeitamente articulada com o auto de infração, descortinandose a partir dela de forma sucinta e objetiva todas as conexões existentes com o infração que se deseja infirmar. Esse ônus não é do julgador, mas sim da recorrente. Por outro torneio, as “peças de um quebracabeça” não são provas, prova é o “quebracabeça” montado. Fl. 19DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.001957/200624 Resolução n.º 1401000.103 S1C4T1 Fl. 204 20 Dessa forma, em nome mais uma vez do princípio da verdade material e para que a minha convicção possa ser formada com justiça, tornase indispensável a conversão do julgamento novamente em diligência, para que seja adotada as seguintes providências pela Fiscalização: Extrair da Relação completa das perdas em operações de crédito constantes em CD, uma amostragem mais significativa de forma aleatória (ou mesmo pelo critério dos maiores valores), intimando a Recorrente a fornecer de seus sistemas de informática (LY – Sistema de Controle de Recuperação de Operações Inadimplentes) registros escriturais, tais quais o fez para outros casos (vide fls. 4286), onde indicou informações mais detalhadas a respeito da referida perda (data da contabilização, valor efetivo da perda). Intimar inclusive para que a Recorrente vincule o saldo remanescente negociado com a prova do efetivo pagamento, podendo nesse caso ser utilizada uma amostragem menor apenas dar uma melhor credibilidade às informações; Conciliar as informações analíticas colhidas no item anterior com a Relação das perdas anteriormente enviadas. Intimar ainda o contribuinte ou mesmo os clientes envolvidos nas transações, se for o caso, a apresentar novas informações e esclarecimentos que entender pertinentes à validez desses registros; Em relação aos débitos de R$ 5.000,00 a R$ 30.000,00 (no montante de R$ 5.227.332,77), vencidos há mais de um ano, como requer o art.9°, inciso II, alínea b, da Lei 9.430/96, auditar por amostragem, nos mesmos moldes acima, de forma a verificar no caso, a prova da manutenção dos procedimentos administrativos de cobrança para os débitos vencidos na época há mais de um ano; Em relação à primeira infração (custos ou despesas não comprovados: I) Comissão paga a lojistas pela intermediação de contratos de financiamento de veículos; II). Despesas com remuneração de interveniência de terceiros), intimar a Recorrente a fazer a vinculação das DIRF com os beneficiários e as despesas contabilizadas, também por amostragem; A autoridade fiscal deverá elaborar relatório conclusivo das verificações efetuadas nos itens anteriores. Ao final entregar cópia do relatório à interessada e conceder prazo de 30 (trinta) dias para que ela se pronuncie sobre as suas conclusões, após o que, o processo deverá retornar a este CARF para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 20DF CARF MF Impresso em 02/10/2012 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 25/09/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10480.903073/2013-86
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 24 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/04/2012 a 30/06/2012
MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO. CONCEITO.
Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, são hábeis ao creditamento do imposto.
Para que seja dado o tratamento de insumos aos bens que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização, tais bens devem guardar semelhança com as matérias primas - MP e produtos intermediários - PI, em sentido estrito, semelhança essa que reside no fato de exercerem, na operação de industrialização, função análoga a das MP e PI, ou seja, se consumirem, em decorrência de uma ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou por esse diretamente sofrida, mesmo que não integrando ao produto final.
PARTES E PEÇAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. MATERIAIS REFRATÁRIOS. COMBUSTÍVEIS.
Não geram direito a crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas, equipamentos e ferramentas, mesmo que se esgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Assim, glosam-se os créditos relativos a materiais intermediários que não atendam aos requisitos do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979.
Numero da decisão: 3302-012.507
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a diligência. Vencido o conselheiro Jorge Lima Abud. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-012.496, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10480.903074/2013-21, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
Nome do relator: Larissa Nunes Girard
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 19 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202111
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/2012 a 30/06/2012 MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO. CONCEITO. Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, são hábeis ao creditamento do imposto. Para que seja dado o tratamento de insumos aos bens que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização, tais bens devem guardar semelhança com as matérias primas - MP e produtos intermediários - PI, em sentido estrito, semelhança essa que reside no fato de exercerem, na operação de industrialização, função análoga a das MP e PI, ou seja, se consumirem, em decorrência de uma ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou por esse diretamente sofrida, mesmo que não integrando ao produto final. PARTES E PEÇAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. MATERIAIS REFRATÁRIOS. COMBUSTÍVEIS. Não geram direito a crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas, equipamentos e ferramentas, mesmo que se esgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Assim, glosam-se os créditos relativos a materiais intermediários que não atendam aos requisitos do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2022
numero_processo_s : 10480.903073/2013-86
anomes_publicacao_s : 202203
conteudo_id_s : 6574960
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3302-012.507
nome_arquivo_s : Decisao_10480903073201386.PDF
ano_publicacao_s : 2022
nome_relator_s : Larissa Nunes Girard
nome_arquivo_pdf_s : 10480903073201386_6574960.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a diligência. Vencido o conselheiro Jorge Lima Abud. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-012.496, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10480.903074/2013-21, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Nov 24 00:00:00 UTC 2021
id : 9236444
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 19 09:56:16 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1727721675542233088
conteudo_txt : Metadados => date: 2022-03-11T12:38:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-03-11T12:38:32Z; Last-Modified: 2022-03-11T12:38:32Z; dcterms:modified: 2022-03-11T12:38:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-03-11T12:38:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-03-11T12:38:32Z; meta:save-date: 2022-03-11T12:38:32Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-03-11T12:38:32Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-03-11T12:38:32Z; created: 2022-03-11T12:38:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2022-03-11T12:38:32Z; pdf:charsPerPage: 2481; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-03-11T12:38:32Z | Conteúdo => S3-C 3T2 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10480.903073/2013-86 Recurso Voluntário Acórdão nº 3302-012.507 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 24 de novembro de 2021 Recorrente VOTORANTIM CIMENTOS N/NE S/A Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/2012 a 30/06/2012 MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO. CONCEITO. Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, são hábeis ao creditamento do imposto. Para que seja dado o tratamento de insumos aos bens que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização, tais bens devem guardar semelhança com as matérias primas - MP e produtos intermediários - PI, em sentido estrito, semelhança essa que reside no fato de exercerem, na operação de industrialização, função análoga a das MP e PI, ou seja, se consumirem, em decorrência de uma ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou por esse diretamente sofrida, mesmo que não integrando ao produto final. PARTES E PEÇAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. MATERIAIS REFRATÁRIOS. COMBUSTÍVEIS. Não geram direito a crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas, equipamentos e ferramentas, mesmo que se esgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Assim, glosam-se os créditos relativos a materiais intermediários que não atendam aos requisitos do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a diligência. Vencido o conselheiro Jorge Lima Abud. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-012.496, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10480.903074/2013-21, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Redator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 90 30 73 /2 01 3- 86 Fl. 296DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-012.507 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903073/2013-86 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Aproveita-se o Relatório do Acórdão de Manifestação de Inconformidade, em síntese: Em análise no presente processo o litígio decorrente de Despacho Decisório emitido quando da análise do(s) PER/DCOMP n° 11652.98780.201212.1.1.01-7288, transmitido(s) para utilização do saldo credor do IPI apurado no 2° trimestre/2012, com fulcro no art. 11 da Lei n° 9.779/99. O reconhecimento parcial se deveu a glosas de créditos de aquisições de produtos que não atendem os requisitos para o creditamento. Conforme se vê do Relatório Fiscal, as glosas se referiram a aquisição de coque de petróleo, além de outros produtos (descrição constante do Anexo "Demonstrativo dos Créditos do IPI Passíveis de Ressarcimento”). A Manifestante alega, em síntese, que todas as aquisições referem-se a insumos utilizados e consumidos no processo industrial, sustentando sua afirmação em laudo técnico anexo à Manifestação de Inconformidade. A Turma da Delegacia Regional de Julgamento julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade. A empresa foi intimada do Acórdão de Impugnação e ingressou com Recurso Voluntário alegando, em síntese: Da necessária homologação da compensação do contribuinte. Aplicação da Súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Do coque de petróleo; Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si; Do concreto alum; Da argamassa; Do corpo moedor; Da chapa; Da correia transp; Da placa autectic; Fl. 297DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-012.507 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903073/2013-86 DA necessidade da aplicação da súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Da necessidade de aferição dos fatos por meio de perícia técnica. DO PEDIDO Por todo o exposto, a Recorrente REQUER: em sede de preliminar, que seja: a. a imediata paralisação de quaisquer procedimentos tendentes à cobrança de todos os “débitos” albergados no processo administrativo n° 10480-900.308/2014-69 (Processo de Crédito nº 10480.903073/2013- 86), face à expressa determinação da suspensão da exigibilidade dos créditos referenciados (art. 151, III, do CTN; art. 74, §§ 4°, 7°, 9°, 11, da Lei n° 9.430/96; o art. 15 do Decreto n° 70.235/72 e 137, da Instrução Normativa RFB n° 1717, de 17 de julho de 2017); b. por força dos mesmos dispositivos legais, que tais processos “de débito” passem a constar como “exigibilidade suspensa” nos sistemas informáticos da Receita Federal, de forma seja não sejam impedimento à obtenção de imprescindível Certidão Positiva de Débitos com Efeitos de Negativa - CPD-EN, nos termos dos arts. 205 e 206 do CTN, tampouco sejam enviados ao CADIN, conforme art. 7° da Lei n° 10.522/2002; No mérito, que seja revisado e reformado o Acórdão proferido pela DRJ, o qual foi cientificado ao contribuinte, inclusive com realização de imprescindível prévia perícia, mais uma vez justificada e requerida, por prevalência da verdade material no âmbito administrativo, conforme determina o art. 149, IV e VIII do CTN e é o núcleo das Súmulas n°s 346 e 473 do STF. É o relatório. Fl. 298DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-012.507 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903073/2013-86 Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto condutor consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Quanto ao conhecimento, à tempestividade e ao mérito do Recurso Voluntário do contribuinte, transcrevo o entendimento majoritário da turma, expresso no voto do relator do acórdão paradigma: Da admissibilidade. Por conter matéria desta E. Turma da 3 a Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. A empresa foi intimada do Acórdão de Impugnação, por via eletrônica, em 02 de setembro de 2020, às e-folhas 222. A empresa ingressou com Recurso Voluntário, em 02 de outubro de 2020, às e-folhas 223. O Recurso Voluntário é tempestivo. Da Controvérsia. Foram alegados os seguintes pontos no Recurso Voluntário: Da necessária homologação da compensação do contribuinte. aplicação da Súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Do coque de petróleo; Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si; Do concreto alum; Da argamassa; Do corpo moedor; Da chapa; Da correia transp; Da placa autectic; DA necessidade da aplicação da súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Da necessidade de aferição dos fatos por meio de perícia técnica. Passa-se à análise. A ora Recorrente, em 20.12.2012, apresentou o PER/DCOMP n° 42333.36803.201212.1.1.01-4402, com crédito referente ao ressarcimento de R$ 1.009.251,51, transmitido para utilização do saldo credor do IPI apurado no 3° trimestre/2012, com fulcro no art. 11 da Lei n° 9.779/99, sendo referido saldo credor relativo ao estabelecimento n° 10.656.452/0023-95. Sobre o direito aos créditos básicos de IPI, assim dispõe o art. 226, I do Regulamento do IPI de 2010: Art. 226. Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados poderão creditar-se (Lei n°4.502, de 1964, art. 25): Fl. 299DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3302-012.507 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903073/2013-86 I - do imposto relativo a matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se, entre as matérias-primas e os produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; (...) O Parecer Normativo CST n° 65/79 é um ato normativo expedido por uma autoridade administrativa, nos termos do art. 100, I do CTN, auxilia na determinação do conteúdo e alcance do art. 226, I do RIPI/2010, acerca de quais seriam os insumos que ensejam aproveitamento de créditos do IPI. Em virtude de abordar precisamente os elementos fáticos e pelo seu didatismo, trago o Acórdão de Recurso Voluntário n° 3402-007.295, de Relatoria da ilustre Conselheira Maria Aparecida Martins de Paula, a partir das folhas 06 daquele documento: Parecer Normativo CST n° 65/79 (DOU de 6/11/79) Imposto sobre Produtos Industrializados. 4.18.01.00 - Crédito do imposto - Matérias-primas, Produtos Intermediários e Material de Embalagem. A partir da vigência do RIPI/79, ex vi do inciso I de seu art. 66, geram direito ao crédito ali referido, além dos que se integram ao produto final (matérias-primas e produtos intermediários stricto sensu, e material de embalagem), quaisquer outros bens, desde que não contabilizados pelo contribuinte em seu Ativo Permanente, que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas. Inadmissível a retroação de tal entendimento aos fatos ocorridos na vigência do RIPI/72 que continuam a se subsumir ao exposto no PN CSTn° 181/74. Em estudo o inciso I do artigo 66 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, aprovado pelo Decreto n° 83.263, de 9 de março de 1979 (RIPI/79). O artigo 25 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, com a redação que lhe foi dada pela alteração 8 a do artigo 2 o do Decreto-lei n° 34, de 18 de novembro de 1966, repetida “ipsis verbis” pelo artigo 1° do Decreto-lei n° 1.136, de 7 de setembro de 1970, dispõe: ‘Art. 25 A importância a recolher será o montante do imposto relativo aos produtos saídos do estabelecimento, em cada mês, diminuindo do montante do imposto relativo aos produtos nele entrados no mesmo período, obedecidas as especificações e normas que o regulamento estabelecer’. Como se vê, trata-se de norma não auto-aplicável, de vez que ficou atribuído ao regulamento especificar os produtos entrados que geram o direito à subtração do montante de IPI a recolher. 3. Diante disto, ressalte-se serem ‘ex nunc’ os efeitos decorrentes da entrada em vigência do inciso I do artigo 66 do RIPI/79, ou seja, usando da atribuição que lhe foi conferida em lei, o novo Regulamento estabeleceu as normas e especificações que a partir daquela data passaram a reger a matéria, não se tratando, como há quem entenda, de disposição interpretativa e, por via de conseqüência, retroativa, somente sendo, portanto, aplicável a norma em análise, a seguir transcrita, aos fatos ocorridos a partir da vigência do RIPI/79: ‘Art. 66 - Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados, poderão creditar-se (Lei n° 4.502/64 arts. 25 a 30 e Decreto-lei n° 3.466, art. 2°, alt. 8a): I - do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se, entre as matérias-primas e os produtos intermediários, aqueles que, Fl. 300DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3302-012.507 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903073/2013-86 embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente.’ 4 - Note- se que o dispositivo está subdividido em duas partes, a primeira referindo- se às matérias-primas, aos produtos intermediários e ao material de embalagem; a segunda relacionada às matérias-primas e aos produtos intermediários que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização. 4.1 - Observe-se, ainda, que enquanto na primeira parte da norma ‘matérias- primas’ e ‘produtos intermediários’ são empregados ‘stricto sensu’, a segunda usa tais expressões em seu sentido lato: quaisquer bens que, embora não se integrando ao produto em fabricação se consumam na operação de industrialização. 4.2 - Assim, somente geram direito ao crédito os produtos que se integrem ao novo produto fabricado e os que, embora não se integrando, sejam consumidos no processo de fabricação, ficando definitivamente excluídos aqueles que não se integrem nem sejam consumidos na operação de industrialização. 5 - No que diz respeito à primeira parte da norma, que se refere a matérias- primas e produtos intermediários ‘stricto sensu’, ou seja, bem dos quais, através de quaisquer das operações de industrialização enumeradas no Regulamento, resulta diretamente um novo produto, tais como, exemplificadamente, a madeira com relação a um móvel ou o papel com referência a um livro, nada há que se comentar de vez que o direito ao crédito, diferentemente do que ocorre com os referidos na segunda parte, além de não se vincular a qualquer requisito, não sofreu alteração com relação aos dispositivos constantes dos regulamentos anteriores. 6 - Todavia, relativamente aos produtos referidos na segunda parte, matérias- primas e produtos intermediários entendidos em sentido amplo, ou seja, aqueles que embora não sofram as referidas operações são nelas utilizados, se consumindo em virtude do contato físico com o produto em fabricação, tais como lixas, lâminas de serra e catalisadores, além da ressalva de não gerarem o direito se compreendidos no ativo permanente, exige-se uma série de considerações. 6.1 - Há quem entenda, tendo em vista tal ressalva (não gerarem direito ao crédito os produtos compreendidos entre os bens do ativo permanente), que automaticamente gerariam o direito ao crédito os produtos não inseridos naquele grupo de contas, ou seja, que a norma em questão teria adotado como critério distintivo, para efeito de admitir ou não o crédito, o tratamento contábil emprestado ao bem. 6.2- Entretanto, uma simples exegese lógica do dispositivo já demonstra a improcedência do argumento, uma vez que, consoante regra fundamental de lógica formal, de uma premissa negativa (os produtos ativados permanentemente não geram o direito) somente conclui-se por uma negativa, não podendo, portanto, em função de tal premissa, ser afirmativa a conclusão, ou seja, no caso, a de que os bens não ativados permanentemente geram o direito de crédito. (...) 10 - Resume-se, portanto, o problema na determinação do que se deve entender como produtos ‘que embora não se integrando no novo produto, forem consumidos, no processo de industrialização’, para efeito de reconhecimento ou não do direito ao crédito. 10.1 - Como o texto fala em ‘incluindo-se entre as matérias primas e os produtos intermediários’, é evidente que tais bens hão de guardar semelhança com as matérias- primas e os produtos intermediários ‘stricto sensu’, semelhança esta que reside no fato de exercerem na operação de industrialização função análoga a destes, ou seja, se consumirem em decorrência de um contato físico, ou melhor Fl. 301DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3302-012.507 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903073/2013-86 dizendo, de uma ação diretamente exercida sobre o produto de fabricação, ou por este diretamente sofrida. 10.2 - A expressão ‘consumidos’ sobretudo levando-se em conta que as restrições ‘imediata e integralmente’, constantes do dispositivo correspondente do Regulamento anterior, foram omitidas, há de ser entendida em sentido amplo, abrangendo, exemplificativamente, o desgaste, o desbaste, o dano e a perda de propriedades físicas ou químicas, desde que decorrentes de ação direta do insumo sobre o produto em fabricação, ou deste sobre o insumo. (...) 11 - Em resumo, geram o direito ao crédito, além dos que se integram ao produto final (matérias-primas e produtos intermediários, “stricto senso”, material de embalagens), quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação; ou vice-versa, proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização, desde que não devam, em face dos princípios contábeis geralmente aceitos, ser incluídos no ativo permanente. Ao que se observa do Parecer Normativo CST n° 65/79, a partir da vigência do RIPI/1979, o conceito de insumo para fins de creditamento do IPI foi alterado, não se exigindo mais que o consumo se desse "imediata e integralmente" 4 no processo de industrialização, ou seja, o consumo do bem pode se dar após vários ciclos produtivos; e de outra parte, impedindo o creditamento aos bens classificados no Ativo Permanente. 5 A decisão proferida no Resp 1.075.508/SC, submetido à sistemática de que trata o artigo 543-C do CPC/73, cujos termos vincula este Colegiado, acolhe a tese, veiculada pelo Parecer Normativo CST n° 65/79, do contato físico e do desgaste direto em contraposição ao desgaste apenas indireto, tendo sido assim ementada: EMENTA PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO IMOBILIZADO E AO USO E CONSUMO. IMPOSSIBILIDADE. RATIO ESSENDI DOS DECRETOS 4.544/2002 E 2.637/98. A aquisição de bens que integram o ativo permanente da empresa ou de insumos que não se incorporam ao produto final ou cujo desgaste não ocorra de forma imediata e integral durante o processo de industrialização não gera direito a creditamento de IPI, consoante a ratio essendi do artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (Precedentes das Turmas de Direito Público: AgRg no REsp 1.082.522/SP, Rel.Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 16.12.2008, DJe 04.02.2009; AgRg no REsp 1.063.630/RJ, Rel. Ministro Francisco Falcão, Primeira Turma, julgado em 16.09.2008, DJe 29.09.2008; REsp 886.249/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18.09.2007, DJ 15.10.2007; REsp 608.181/SC, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, julgado em 06.10.2005, DJ 27.03.2006; e REsp 497.187/SC, Rel. Ministro Franciulli Netto, Segunda Turma, julgado em 17.06.2003, DJ 08.09.2003). Deveras, o artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (assim como o artigo 147, I, do revogado Decreto 2.637/98), determina que os estabelecimentos industriais (e os que lhes são equiparados), entre outras hipóteses, podem creditar-se do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se ‘aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente’. Fl. 302DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3302-012.507 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903073/2013-86 In casu, consoante assente na instância ordinária, cuida-se de estabelecimento industrial que adquire produtos ‘que não são consumidos no processo de industrialização (...), mas que são componentes do maquinário (bem do ativo permanente) que sofrem o desgaste indireto no processo produtivo e cujo preço já integra a planilha de custos do produto final’, razão pela qual não há direito ao creditamento do IPI. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. [negritei] (Grifo e negrito próprios do original) No caso, a fiscalização sustentou as glosas de créditos nas aquisições de materiais refratários pelo não enquadramento no conceito de assemelhados a produtos intermediários para fins de creditamento de IPI (Parecer Normativo CST n° 65/79), conforme Relatório Fiscal. O Recorrente, já na Manifestação de Inconformidade, apresentou Laudo Técnico, a partir das e-folhas 101. Do próprio Laudo Técnico acostado pelo Recorrente à Manifestação de Inconformidade, extrai-se que: - Do coque de petróleo: A Manifestação de Inconformidade traz a seguinte alegação às folhas 08 daquele documento: 1) o produto COQUE DE PETRÓLEO, cujas aquisições pela Impugnante gerou crédito de IPI no montante de R$ 1.380.143,58, corresponde mais de 78,41% dos créditos glosados e é utilizado na industrialização de cimento (produto tributado à alíquota zero e se desgasta direta e imediatamente no processo produtivo), conforme Laudo Técnico n° 115 6562-205 (doc. anexo); Desconsideração do coque de petróleo como matéria-prima ou produto intermediário na fabricação do cimento, tendo se entendido que o mesmo é mero combustível utilizado na geração de energia térmica. - Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si (e-folhas 107): TIJOLO ALUM. Cl (288927) TIJOLO BÁSICO (295208) TIJOLO BÁSICO (455103) TIJOLO BÁSICO (455108) TIJOLO BAS; MAG (445231) TIJOLO BAS; MAGN (445227) TIJOLO ALUM. C2 (288853) Os tijolos citados acima, 5.7 a 5.13, são utilizados como elementos protetores da estrutura do forno, sendo que são parcialmente consumidos na fabricação do clinquer em função do atrito e alta temperatura. Esses elementos são substituídos em intervalos não necessariamente periódicos. Atualmente esse intervalo é de aproximadamente 8 meses. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Do concreto alum (e-folhas 106): CONCRETO ALUM (377846) Fl. 303DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3302-012.507 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903073/2013-86 CONCRETO ALUM (288146) CONCRETO SIC SU (376472) O material acima, 5.1 a 5.3, é utilizado para revestimento de regiões quentes do forno de clinquer e torre de ciclones. O material é aplicado em média a cada 8 meses. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da argamassa (e-folhas 107): ARGAMASSA ALUM (146432) ARGAMASSA SIL-A (214001) ARGAMASSA BASIC (455132) Os materiais citados acima, 5.14 a 5.16, são utilizados para assentamento dos tijolos refratários quando instalados no forno de clinquer. Sua função principal é corrigir os desníveis presentes nas peças de refratário ou casco do forno. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Do corpo moedor (e-folhas 106): CORPO MOEDOR; D (343023) CORPO MOEDOR; D (342918) CORPO MOEDOR; M (343037) Estes materiais, 4.1 a 4.3, possuem reposição mensal de acordo com medições de volume ocupado dentro do moinho, e que equivalem a 2 ton. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da chapa: O Recurso Voluntário traz a seguinte alegação às folhas 18: Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 6.2 CHAPA ESP 3733002301 HAVER&BOECKER (283870) O item 6.1 são telas que compõem a peneira da ensacadeira. A sua função é não deixar passar corpo com alta granulometria para não entupir os bicos. A cada 8 meses fazemos a sua troca em função do desgaste da passagem do material. Os itens 6.2 e 6.3 são as chapas de encosto e mangotes dos bicos, que também sofrem desgastes durante a expulsão dos sacos após atingir o seu peso. A cada 6 meses sofrem substituição, bem como o item 6.4 responsável pelo acionamento das duas correias transportadoras da “camara” de limpeza dos sacos cheios. Demais itens (6.5 a 6.9) são correias transportadoras que transportam os sacos de cimento ao sair da Ensacadeira até a Paletizadora. Elas sofrem desgastes pela abrasão do saco de papel e a borracha durante o transporte. Com frequência media de troca de 7 meses, variando em função da posição ou caso de quebra por algum acidente. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Fl. 304DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 3302-012.507 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903073/2013-86 - Da correia transp (e-folhas 104): O item acima citado, corresponde a correia de transporte de material advindo do britador primário que é levado para a pilha pulmão de material bruto. O desgaste das correias também ocorre em função do contato direto entre material transportado e superfície das mesmas. A substituição ocorre sob demanda a partir de avalição técnica, ou anomalia indesejada. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da placa eutectic: O Recurso Voluntário traz a seguinte alegação às folhas 19: Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 5.2 PLACA EUTECTIC/CDP 4666 0604 (374253) O item 5.2 acima são placas que revestem a calha de entrada. Elas são placas especiais para desgaste por sofrer altíssima abrasão e choque na queda dos materiais durante a alimentação constante do moinho. Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 5.2 PLACA EUTECTIC/CDP 4666 0604 (374253) O item 5.2 acima são placas que revestem a calha de entrada. Elas são placas especiais para desgaste por sofrer altíssima abrasão e choque na queda dos materiais durante a alimentação constante do moinho. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Sendo assim, conheço do Recurso Voluntário e nego provimento ao recurso do contribuinte. Quanto à conversão do julgamento em diligência, transcrevo o entendimento majoritário da turma, expresso no voto vencedor do redator designado do acórdão paradigma: Com a devida vênia, divirjo quanto à proposta de conversão do julgamento em diligência. Importante ressaltar inicialmente que se analisa o conceito de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem no contexto do IPI, tributo para o qual tais definições foram há muito assentadas, a exemplo dos Pareceres Normativos CST nº 181/1974 e nº 65/1979. Por meio das referidas normas, ficou definido que partes e peças de máquinas não se confundem com as matérias-primas ou produtos intermediários. E, considerada essa exclusão, para além da matéria-prima, do produto intermediário stricto sensu e do material de embalagem, geram direito a crédito outros bens, desde que não contabilizados no ativo permanente e que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como o desgaste, dano ou perda de propriedades físicas ou químicas, desde que não sejam partes e peças de máquinas. O segundo aspecto a se considerar é que se analisa os bens passíveis de serem classificados como insumo para a industrialização do cimento. Fl. 305DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 3302-012.507 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903073/2013-86 Partindo dessas premissas, entendo por desnecessária a conversão do julgamento em diligência, haja vista que os produtos submetidos à apreciação pelo Colegiado estão adequadamente identificados e descritos nos autos. Resta-nos realizar uma discussão conceitual a partir das informações existentes, e suficientes, como realizado no julgamento de primeira instância. Portanto, rejeito a proposta de conversão do julgamento em diligência. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de afastar a diligência. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Redator Fl. 306DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 15374.913746/2008-70
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1401-000.079
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 19 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 15374.913746/2008-70
conteudo_id_s : 6573809
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1401-000.079
nome_arquivo_s : Decisao_15374913746200870.pdf
nome_relator_s : ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 15374913746200870_6573809.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
id : 9234750
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 19 09:56:12 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1727721675545378816
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1215; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.913746/200870 Recurso nº 876.146 Resolução nº 1401000.079 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 26 de maio de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente BARUDAN DO BRASIL COMERCIO E INDUSTRIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Viviane Vidal Wagner (Presidente), Mauricio Pereira Faro, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes De Mattos e Karem Jureidini Dias Fl. 1DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913746/200870 Resolução n.º 1401000.079 S1C4T1 Fl. 2 2 Relatório Os fatos constantes dos processos nº 15374.913733/200809, 15374.913734/200845, 15374.913736/200834, 15374.913743/200836, 15374.913744/2008 81, 15374.913745/200825, 15374.913746/200870, 16374.913847/200814, 16374.913749/200811, 15374.913750/200838, 15374.913751/200882, 15374.913752/2008 27, 15374.913758/200802, 15374.913761/200818, 15374.913762/200862 e 15374.913763/200815 são os mesmos. Tratam os feitos de pedido de restituição cumulado com declaração de compensação não homologada pela DERAT – RJ, ao argumento de inexistência do direito creditório indicado em PER/DCOMP. Segundo consta dos autos, a Recorrente realizou o pagamentos a título de antecipação do imposto de renda pago devido por estimativa na apuração do imposto de renda pelo lucro real anual. Classificando referido recolhimento como “Pagamento Indevido ou a Maior”, a Recorrente pretende, por meio da presente DCOMP, a utilização de referido crédito para compensação com débitos de IRPJestimativa de anoscalendário posteriores. Em análise perante a DERAT/RJ, foi identificado que os pagamentos objeto de pedido de restituição constam no sistema da RFB como tendo sido utilizado e não disponível. Assim, foi negada a compensação postulada, por inexistência do creditório objeto de restituição. Em cada um dos processos, intimada a contribuinte acerca do despacho denegatório da compensação, a Recorrente apresentou idêntica manifestação de inconformidade, em que alegou ter acumulado durante os anoscalendário de 1998 a 2002, sucessivos saldos negativos de imposto de renda. Alega, ainda “que as compensações efetuadas até o mês de setembro de 2002, não estavam sujeitas a elaboração de procedimento formal para a Receita federal, ou seja, não era necessária a elaboração do formulário de compensação”. Diante disso, alega que “no exercício de 2001, a empresa apurou um imposto a pagar no valor de R$ 30.433,97, que por sua vez, foi devidamente compensado com os créditos gerados pelas antecipações efetuadas no exercício de 1999”. Por fim, a Recorrente reconhece que “a declaração deveria ter sido apresentada como saldo negativo” mas que “naquela época, ainda existia muitas dúvidas em relação ao preenchimento da declaração em questão (PERDCOMP), naquele momento, por uma interpretação, a declaração foi preenchida como pagamento indevido a maior”. Assim, a Recorrente apresentou nova DCOMP, como original, mas com o objetivo de retificar a declaração originalmente apresentada. Postas as manifestações de inconformidade em julgamento perante a DRJ do Rio de Janeiro, foram as mesmas rejeitadas ao fundamento de que não seria possível, em sede recursal, alterarse o crédito objeto de restituição para formalizar a compensação originalmente postulada e que havia sido negada pela inexistência do direito creditório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913746/200870 Resolução n.º 1401000.079 S1C4T1 Fl. 3 3 Inconformada, a Recorrente apresentou recursos voluntários, em que alega não ter havido alteração do direito creditório na manifestação de inconformidade. Segundo entende, a nomenclatura “saldo negativo” teria sido criada pela IN nº 600, de 2005, razão pela qual a Recorrente se utilizou de referido termo, mas que pretende a restituição do mesmo crédito, composto pelo recolhimento “a maior” das estimativas no curso do anocalendário. No entanto, no seu entendimento, “pouco importa a nomenclatura que se dê para o direito creditório declarado. O simples erro de classificação do direito creditório não deve ensejar a cobrança de valores que efetivamente inexistem. Isto porque é relevante a existência em si do crédito, sendo indiferente a classificação que lhe for atribuída”. Fundada assim, no princípio da verdade material, a Recorrente pugna pela reforma das decisões recorridas e o efetivo reconhecimento do direito creditório. Como prova de seu crédito, apresentou planilha com a composição das antecipações do IR recolhidos por estimativa e do imposto de renda a pagar nos anos calendário 1995 a 2002. Dada a identidade material dos processos 15374.913733/200809, 15374.913734/200845, 15374.913736/200834, 15374.913743/200836, 15374.913744/2008 81, 15374.913745/200825, 15374.913746/200870, 16374.913847/200814, 16374.913749/200811, 15374.913750/200838, 15374.913751/200882, 15374.913752/2008 27, 15374.913758/200802, 15374.913761/200818, 15374.913762/200862 e 15374.913763/200815, promovo, com base no disposto no § 7º do art. 58 do RICARF, o julgamento conjunto dos processos. É este, em suma, o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Relator Os recursos são tempestivos e, atendidos os demais requisitos legais, deles conheço. Identifico no caso dos autos que a Recorrente errou, de fato, ao indicar como direito creditório, as estimativas recolhidas no curso dos anoscalendário. No entanto, identifico também que existiu inequívoca intenção de postular a restituição do saldo negativo apurado em referidos anos. Na verdade, encerrado o anocalendário, as estimativas recolhidas no período se consolidam para a formação do saldo de imposto e, caso haja recolhimento acima do apurado, este é trazido na formação do saldo negativo. Assim, em essência, o saldo negativo nada mais é do que os recolhimento a maior do imposto no curso do anocalendário a título de estimativas ou de imposto retido na fonte. Assim, em homenagem ao princípio da verdade real e do não enriquecimento ilícito do estado, entendo que os pedidos de restituição em análise devem ser processadas como Fl. 3DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913746/200870 Resolução n.º 1401000.079 S1C4T1 Fl. 4 4 o sendo em relação ao saldo negativo, na esteira de inúmeros pronunciamentos anteriores desta mesma 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara do CARF. Lado outro, identifico que existem informações no sistema da Receita Federal do Brasil suficientes para a identificação do direito creditório postulado, tendo em vistas as declarações de imposto de renda e DIRF’s constantes do sistema. Diante disso, proponho seja o presente feito convertido em diligência, para apuração do seguinte: 1) seja extraídas do sistema da RFB e colacionadas aos autos as DIPJ’s dos anoscalendário em que foram recolhidas as estimativas objeto do pedido de restituição; 2) seja verificado o direito creditório nas DCOMP’s em análise, tomandose o pedido de restituição das estimativas como pedido de restituição do respectivo saldo negativo do ano em que foram recolhidas; 3) sejam promovidas as diligências e verificações necessárias à constatação do direito creditório, tomandose o pedido de restituição como sendo relativo aos respectivos saldos negativos; 4) seja elaborado parecer conclusivo acerca dos PER/DCOMP, tomandose o pedido de restituição como sendo relativo aos respectivos saldos negativos; 5) seja notificado o contribuinte acerca dos termos da presente diligência. Cumpridos os termos da diligência, retornem os autos a este Conselho para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Fl. 4DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE
score : 1.0
Numero do processo: 10980.006045/2003-14
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1402-000.067
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente momentaneamente, o Conselheiro Carlos Pelá.
Nome do relator: ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 19 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201103
camara_s : 1ª SEÇÃO
turma_s : 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 10980.006045/2003-14
conteudo_id_s : 6576497
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 18 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1402-000.067
nome_arquivo_s : Decisao_10980006045200314.pdf
nome_relator_s : ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10980006045200314_6576497.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente momentaneamente, o Conselheiro Carlos Pelá.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2011
id : 9238986
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 19 09:56:21 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1727721675546427392
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1254; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 1 1 0 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.006045/200314 Recurso nº 163.401 Resolução nº 140200067 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 31 de março de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente LUSON VEICULOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente momentaneamente, o Conselheiro Carlos Pelá. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 14/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 14/04/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 14/04/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10980.006045/200314 Resolução n.º 140200067 S1C4T2 Fl. 2 2 RELATÓRIO LUSON VEICULOS LTDA recorre a este Conselho contra a decisão proferida pela ª Turma de Julgamento da DRJ/CTA – CURITIBAPR em primeira instância, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida: Em decorrência de ação fiscal desenvolvida junto à empresa qualificada, foi lavrado o auto de infração de fls. 13/16, pelo qual se exige o recolhimento de R$ 16.551,66 de PIS e R$ 12.413,74 de multa de ofício de 75%, prevista no art. 86, § 1º, da Lei n.º 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 2º da Lei n.º 7.683, de 02 de dezembro de 1988, e art. 44, I, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, além dos encargos legais. A autuação, cientificada em 04/07/2003 (fl. 15), ocorreu devido à falta de recolhimento da contribuição ao PIS, relativa aos períodos de apuração 03/1998 a 04/1998, conforme consta da descrição dos fatos e enquadramento legal de fl. 16, demonstrativo de apuração de fl. 13, demonstrativo de multa e juros de mora de fl. 14, tendo como fundamento legal os arts. 1º e 2º da Lei Complementar nº 07, de 1970, os arts. 2º, I, 3º, 8º, I, e 9º, da Medida Provisória n.º 1.212, de 28 de novembro de 1995, e suas reedições, convalidadas pela Lei n.º 9.715, de 25 de novembro de 1998. Na referida descrição dos fatos (fl. 16) consta que a interessada, para os períodos de apuração fiscalizados, foi intimada a apresentar demonstrativo das bases de cálculo da Cofins e respectivos recolhimentos; como resposta forneceu o demonstrativo de fl. 04, cujos valores teriam sido extraídos de sua escrita contábil, informando, também, que os valores de Cofins devidos teriam sido compensados por meio de petições protocolizadas no processo administrativo fiscal (PAF) n.º 10912.000051/9862; os citados pedidos de compensação não foram homologados pela autoridade competente, conforme despacho decisório de fls. 11/12, e os débitos vinculados aos pretensos indébitos ficaram sem uma razão legal para nãorecolhimento, o que motivou o lançamento de ofício. Tempestivamente, em 01/08/2003, a interessada, por intermédio de representante legal, apresentou a impugnação de fls. 20/30, instruída com os documentos de fls. 31/40, cujo teor é sintetizado a seguir. Inicialmente, esclarece que é sucessora de Servopa São José Comércio de Veículos Ltda. (inscrita sob o mesmo CNPJ), tendo adquirido o negócio e iniciado suas próprias operações a partir de 04/1994; no item intitulado “A origem do crédito de imposto de renda pessoa jurídica – IRPJ”, fala que a sucedida era detentora de prejuízos fiscais no montante de CR$ 29.815.367,00, conforme declarações de rendimentos relativa ao ano calendário 1993. Apresenta, no seguimento, demonstrativos dos valores que teria pagado a maior ou indevidamente, a título de IRPJ, relativamente a períodos de apuração dos anoscalendário 1994 a 1997 (fls. 22 a 27), e que teriam sido utilizados para as compensações de PIS e Cofins que teria realizado, conforme indica em demonstrativos de fl. 28; relativamente ao PIS, observa que “(a) a compensação do PIS sobre o fato gerador ocorrido em abril de 1998, no montante de 8.801,52, no entanto no processo protocolado na SRF em 11/05/98 sob o n. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 14/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 14/04/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 14/04/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10980.006045/200314 Resolução n.º 140200067 S1C4T2 Fl. 3 3 10912.000051/9862, o valor a compensar é de R$ 8.802,05;”; apresenta, à fl. 29, resumo dos procedimentos que adotou para o cálculo da variação monetária e/ou juros sobre o IRPJ que teria pago a maior ou indevidamente, além de dizer que as DIPJ, DCTF e LALUR, correspondentes aos anoscalendário mencionados serão objeto de retificação, com o objetivo de adequar corretamente as informações pertinentes. No item “Da inaplicabilidade da multa e dos juros de mora sobre as compensações tributárias”, argumenta que por entender improcedentes as exigências de PIS e de Cofins feitas nos autos de infração, igual tratamento deve ser dado aos valores cobrados a título de multa de ofício e de juros de mora. Por fim, requer o acatamento de sua impugnação, para que se determine o cancelamento integral do auto de infração. À fl. 41, despacho da ARF/SJP atestando a tempestividade da impugnação. Pelo despacho de fls. 42/43, esta 3ª Turma de Julgamento devolveu o processo à DRF/CTA para verificar se havia sido dada ciência à interessada do despacho decisório de fls. 11/12, e, caso negativo, para que fosse providenciada tal ciência. Em atendimento, consta à fl. 45 despacho da ARF/São José dos Pinhais PR, encaminhando cópia do referido despacho decisório e reabrindo prazo para eventual manifestação da contribuinte. Cientificada em 31/10/2006 (AR à fl. 46), de acordo com o despacho da ARF/São José dos Pinhais de fl. 47, não houve manifestação da interessada dentro do prazo concedido (30 dias). A decisão recorrida está assim ementada: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO COMPENSAÇÃO. INDEFERIMENTO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. NECESSIDADE. Comprovandose a inexistência, nos autos, de reconhecimento de direito creditório com vistas à compensação de débitos fiscais de PIS, tornase imperativo o lançamento de ofício dessa contribuição, que de outra forma restou não extinta. Lançamento procedente. Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual repisa as alegações da peça impugnatória, buscando demonstrar a origem de seu direito creditório em saldos negativos de IRPJ dos períodos de apuração dos anoscalendário de 1994 a 1997, ao final, requer o provimento. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 14/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 14/04/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 14/04/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10980.006045/200314 Resolução n.º 140200067 S1C4T2 Fl. 4 4 VOTO Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. Conforme relatado, tratase de exigência do PIS, em face de o contribuinte ter realizado compensações com pretensos créditos de IRPJ, relativo a saldos negativos dos anos de 1995 a 1997. Verificase de plano que embora se trata de auto de infração do PIS não há litígio quanto aos débitos. A autuação originou exatamente pelo fato de a Unidade de origem não ter reconhecido o direito creditório do contribuinte no processo 10912.000064/9812. Ocorre que, tal qual asseverado na decisão de 1a. instancia, o aludido pleito foi indeferido sem apreciação do mérito em face do não atendimento de aspectos formais atinentes à Instrução Normativa nº 21/97 (despacho de fls. 11 e 12). A DRJ manteve a exigência, não apreciando as alegações do contribuinte sobre seu direito creditório pelos seguintes fundamentos: Por seu turno, uma vez que a contribuinte faz alegações sobre a origem do suposto direito creditório de IRPJ, cabe destacar não ser possível tal análise no presente processo, relativamente às razões atinentes ao reconhecimento do mencionado direito, posto que tal análise somente poderia se dar no âmbito do precitado PAF n.º 10912.000064/9812, do qual estes autos são, processualmente, independentes. Convém esclarecer, também, que à interessada foi dada ciência do despacho decisório que indeferiu seu pedido de restituição/compensação (fls. 45/46), com possibilidade de a mesma contra ele se manifestar, o que acabou não se realizando, conforme despacho de fl. 47. Em que pese serem os processos serem independentes, no presente caso, verificase que não há prova de que o contribuinte foi cientificado do indeferimento de seu pleito no processo 10912.000064/9812, que a seguir foi arquivado. Aliás, a diligencia fiscal da DRJ à fl. 4243 foi justamente para juntar aos autos prova de que o contribuinte fora cientificado do indeferimento e, caso contrário, intim´´alo apresentar razões adicionais (o que foi feito, vide fl. 46). Diante dessa situação especifica, cabe sim analisar o direito creditório do contribuinte no presente processo. Pois bem, da análise dos elementos trazidos aos autos pelo contribuinte não é possível concluir se realmente ocorreram recolhimentos indevidos ou a maior do IRPJ nos aludidos anoscalendário, pelo que propugno pela conversão do processo em diligencia para: 1) verificar todos os recolhimentos efetuados pelo contribuinte relativo ao IRPJ dos anoscalendário de 1994 a 1997; tomandose por correto os valores devidos declarados pelo contribuinte em suas DIPJ as fls 70166, apurar o eventual direito creditório do contribuinte. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 14/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 14/04/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 14/04/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10980.006045/200314 Resolução n.º 140200067 S1C4T2 Fl. 5 5 – verificar se o contribuinte utilizou tais créditos para compensação com outros valores. Apurar os valores remanescente a pagar neste processo após as compensações dos créditos do contribuinte. Cientificar o contribuinte das verificações realizadas e reabrir prazo para manifestação. (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza Fl. 5DF CARF MF Emitido em 14/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 14/04/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 14/04/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
score : 1.0
Numero do processo: 18471.000525/2005-87
Data da sessão: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1401-000.064
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora, que se curvou ao entendimento da maioria.
Nome do relator: KAREM JUREIDINI DIAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 19 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
numero_processo_s : 18471.000525/2005-87
conteudo_id_s : 6573472
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 14 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1401-000.064
nome_arquivo_s : Decisao_18471000525200587.pdf
nome_relator_s : KAREM JUREIDINI DIAS
nome_arquivo_pdf_s : 18471000525200587_6573472.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora, que se curvou ao entendimento da maioria.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
id : 9234085
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 19 09:56:10 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1727721675563204608
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1747; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.000525/200587 Recurso nº 158.370 Resolução nº 1401000.064 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 24/02/2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrentes 8ª TURMA/DRJRIO DE JANEIRO/RJ I e GALVASUD S.A. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora, que se curvou ao entendimento da maioria. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente (assinado digitalmente) Karem Jureidini Dias Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Viviane Vidal Wagner, Viviani Aparecida Bacchmi, Maurício Pereira Faro, Antônio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias. Relatório Os autos retornaram de diligência solicitada pela então Oitava Câmara, quando da análise do Recurso Voluntário apresentado pelo Contribuinte e de Recurso de Ofício. Por economia processual, utilizome do relatório do Voto que determinou a diligência, para esclarecer do que trata a questão. “Tratase de Auto de Infração relativo ao Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica, Contribuição ao PIS, COFINS e Contribuição Social Sobre Lucro Líquido, lavrados em 05/05/2005 e cientificados ao contribuinte em 11/05/05 (fls. 1.040 e ss.). O Auto de Infração principal (IRPJ) contém os seguintes lançamentos: Fl. 1DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 2 2 001 – Omissão de Receitas – Receitas não Contabilizadas – Fato Gerador em 31/12/2001. 002 – Omissão de Receitas – Passivo Fictício – Fato Gerador em 31/12/2001 (três lançamentos) e 31/12/2002 (dois lançamentos) – Item 10 do Termo de Constatação. 003 – Omissão de Receitas – Receitas não contabilizadas – Fato Gerador em 31/12/2001. 004 – Custos ou Despesas não comprovadas – Glosa de Despesas – Fato Gerador em 31/12/2001 – Item 09 do Termo de Constatação 005 – Glosa de Variações Monetárias Passivas – Variação Monetária – Fato Gerador em 31/12/2001 e 31/12/2002 – Item 10 do Termo de Constatação. 006 – Glosa de variações monetárias passivas – variações cambiais – Fato Gerador em 31/12/2001 e 31/12/2002 – Item 10 do Termo de Constatação. Os itens 001 e 002 do auto de infração principal também geraram lançamentos para Contribuição ao PIS e à COFINS. Em relação à CSLL, foi lavrado auto de infração e incluídos todos os itens da autuação principal (item 001 da CSLL corresponde aos itens 003, 004, 005 e 006 do IRPJ, fundamentados como falta de recolhimento da CSLL; o item 002 da CSLL corresponde aos itens 001 e 002 do IRPJ e estão fundamentados em CSLL sobre receitas omitidas). Intimada acerca do aludido Auto de Infração, a ora Recorrente apresentou sua Impugnação, alegando, em síntese: 1) Nulidade do Auto de Infração por ausência de motivação e ilegitimidade da presunção: A autuação carece de clareza e precisão, faltandolhe assim o requisito da “motivação”, o que viola o princípio da ampla defesa. A acusação é vaga e imprecisa, uma vez que não foram indicadas as folhas em que se encontram os documentos mencionados que embasam a atuação. Em relação ao item 001, a presunção não é legítima uma vez que a fiscalização possuía meios de investigação dos valores acusados como devidos, principalmente considerando que a mesma estava em posse dos livros de IPI. Em relação ao item 002, há ausência de relação entre causa (suposto não atendimento a intimações voltadas à obtenção de esclarecimentos relativos a variações cambiais) e efeito (presunção de omissão de receitas, consistente na não comprovação da totalidade dos passivos referentes a empréstimos), o que “fere” a exigência. Por ser ato administrativo vinculado, o Auto de Infração necessita de motivação para ter validade, o que não ocorreu haja vista a ausência de nexo causal e em razão de indicação vaga e imprecisa das normas. 2) Captação, juros e variações cambiais Fl. 2DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 3 3 a) Considerando que o passivo fictício é o passivo inexistente, a fiscalização, diante do atraso na apresentação de documentos relativos às variações cambiais, presumiu que todos os passivos relativos ou não aos documentos e às variações cambiais eram fictícios. b) Ademais, não indica a autuante quais os indícios que basearam a presunção, contrariando o princípio da verdade material. c) O artigo 40 da Lei 9.430/96 trata de presunção (relativa) de omissão de receitas, tendo o contribuinte a possibilidade de apresentar documentos que comprovem a origem dos recursos. Porém, no presente caso, este não teve a oportunidade de apresentar documentação, sendo presumidos como fictícios os passivos cuja comprovação não foi solicitada. d) Os passivos alegadamente incomprovados têm fundamento em contratos de financiamento firmados juntos à instituição financeira KFW, bem como ao UNIBANCO, relativamente à linha de crédito FINAME e, também a linha decorrente de repasse pelo BNDES, cujos contratos foram apresentados, não havendo dúvida quanto à real existência da abertura de linhas de créditos e efetiva tomada de empréstimos. e) Os recursos captados eram muitas vezes entregues diretamente aos fornecedores, sem trânsito de numerário pelas contas bancárias da ora Recorrente, conforme tabela apresentada. Ademais, também comprovam a obtenção dos referidos recursos os extratos bancários juntados, afastando a presunção realizada pelo fisco. g) Desconsiderar os documentos apresentados e manter a acusação do fisco com base na não comprovação dos passivos seria dizer que a KFW, o UNIBANCO (com respaldo do BNDES e da FINAME) e as empresas multinacionais mencionadas na planilha de demonstração das Captações e Empréstimo, teriam em conluio (doloso) simulado uma gama de operações com o objetivo de lesar os cofres públicos brasileiros. 3) Variações Monetárias Passivas e Variações Cambiais Passivas a) Uma vez comprovada a efetiva captação de recursos pela Recorrente por meio dos contratos de empréstimos, extratos bancários e Registro de Operações Financeiras (ROF), e a legitimidade de sua manutenção no passivo, não podem ser glosados os valores relativos a juros e variação cambial, pois decorrentes da obrigação principal (empréstimos). b) No contrato de abertura de crédito relativo à linha FINAME, assim como aquelas relativas ao BNDES e KFW, há previsão expressa da incidência de encargos (juros e/ou comissões), o que legitima o lançamento das despesas financeiras correspondentes a tais encargos no passivo. c) A dedutibilidade de tais despesas, tais como pagamento de juros decorrentes de empréstimos tomados para formação do parque industrial, justificase por estas serem necessárias à manutenção da atividade do contribuinte. d) De acordo com a tabela de fls. 1133/1134, os valores glosados a título de juros e variação cambial nos anoscalendário de 2001 e 2002 não podem ser considerados “receitas”, uma vez que possuem natureza de despesa. O mesmo ocorre com os valores apresentados na tabela às fls. 1135. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 4 4 e) Há documentação hábil e idônea para a comprovação da efetividade dos empréstimos, tais como contratos de empréstimos, extratos bancários e planilhas de cálculo, demonstrando a presunção indevida da omissão de receitas feita pelo fisco. 4) Comprovação dos pagamentos a) A efetiva existência das captações, os juros e as variações cambiais registradas no passivo também podem ser demonstrada através da relação de pagamentos realizada entre 2001 e 2004 para cada uma das modalidades de financiamento e juntada aos autos acompanhada dos extratos bancários. b) Os financiamentos sob análise foram integralmente liquidados pela CSN I S.A. (investidora) na aquisição de controle acionário da Impugnante, conforme demonstram os contratos de financiamento firmados e o demonstrativo da posição contábil dos empréstimos em junho de 2004. c) A nova controladora realizou os pagamentos a partir de um aumento de seu capital social, realizando a seguinte operação: (i) a investidora realizou o pagamento dos financiamentos, registrando a transferência de recursos para a Impugnante como adiantamento para aumento de seu capital social – AFAC (“Adiantamento para Futuro Aumento de Capital”), conforme consta no razão e livro Diário; (ii) foi deliberado o efetivo aumento do capital social da Impugnante, conforme Ata de Assembléia Geral Extraordinária de 22.06.2004; (iii) foi baixada a conta AFAC em contrapartida do aumento do capital social. 5) Despesas não comprovadas no valor de R$ 3.887.173,17 a) Não procede a glosa das despesas relativas à dedução da Receita Bruta do IPI no montante de R$ 3.887.172,17. b) Apesar de a Impugnante não ter iniciado exploração de atividades que integram seu objeto social até março de 2001, realizou a venda de sucatas e rejeitos decorrentes de testes de seus maquinários e processos industriais, sendo o valor desta venda lançado à crédito na conta do ativo diferido, nos termos do artigo 179 da Lei n° 6.404/76 e da Decisão n° 86/1999 da Secretaria da Receita Federal. c) Assim, a diferença, apontada no quadro constante do Item 9 do Termo de Constatação, entre a receita obtida pela soma de valores relativos a faturamento registrados no livro de IPI e aquela lançada na DIPJ, não decorre de dupla dedução de IPI como presumido pelo fisco, mas de registro contábil dos resultados auferidos com as vendas de sucatas e rejeitos no ativo diferido. d) O valor de IPI incidente nestas vendas e destacado nas Notas Fiscais, juntadas exemplificadamente, não é incluído na receita bruta conforme artigo 279 do Regulamento do Imposto de Renda, sendo, portanto, legítima sua dedução da receita bruta no montante de R$ 3.887.172,17, exatamente o valor glosado pela fiscalização. e) Tendo em vista o volume de documentos envolvidos, requereu a Impugnante diligência para que fossem efetuadas as comprovações. 6) Receitas não contabilizadas no valor de R$ 1.308.363,02 Fl. 4DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 5 5 a) Não deve proceder à suposta omissão de receitas apurada a partir de diferença entre os valores das bases de cálculo registrados pela Impugnante no Livro de Saída modelo 2 e os valores declarados na DIPJ, valores estes considerados pela fiscalização como receitas tributáveis decorrentes das diferenças de vendas nos mercados interno e externo. b) O valor omitido deve ser dividido em três parcelas: R$ 130.707,92; R$ 892.840,51 e R$ 284.983,36. c) A quantia de R$ 130.707,92 corresponde a créditos concedidos a adquirentes das mercadorias da Impugnante, em decorrência de erro na emissão de Notas Fiscais – Fatura. d) Tendo em vista o erro, foi enviada carta de correção, anexadas aos autos, comunicando equívoco do valor exigido superior ao contratado. Tais cartas foram emitidas após o encerramento do período de apuração do IPI e embora não tiveram o condão de alterar a escrituração do livro de saídas, influenciaram a escrituração da contabilidade, que reconheceu apenas os valores que seriam corretos. e) Os valores de R$ 892.840,51 e R$ 284.983,36 se referem a vendas de sucatas promovidas nos meses anteriores a março de 2001, antes do início da exploração das atividades operacionais da Impugnante. f) Assim, tais valores devem ser escriturados no ativo diferido para posterior amortização, conforme determina disposição do artigo 179 da Lei n° 6.404/76, Decisão n° 86/99 da Secretaria da Receita Federal, bem como nas instruções do Manual de Contabilidade das Sociedades por Aços – FIPECAFI e em doutrina citada. Não são os referidos ingressos registrados como receitas. g) Ainda que se admitisse razão ao fisco, o lançamento deveria compreender apenas encargo de mora. 7) Receitas não contabilizadas no valor de R$ 6.260.834,97 a) Não caracteriza omissão de receita, o valor relativo ao lançamento baseado na divergência dos valores escriturados no Livro de Registro de IPI e dos valores declarados na DIPJ a título de receita de exportação. b) Conforme a legislação do IPI, a nota fiscal deve ser emitida antes de iniciada a saída do estabelecimento industrial ou equiparado, sendo que em cada remessa de mercadoria para o porto é emitida nota fiscal de exportação, mesmo que não corresponda a uma exportação imediata. Cada nota de exportação emitida gera um lançamento no livro de Registro de Saídas ainda que não represente uma imediata exportação. c) No entanto, cada emissão de nota fiscal não gera o registro contábil de receita, que só é considerada quando ocorrida no momento da tradição, ou seja, na data de embarque para o exterior. Neste momento fica o exportador obrigado ao reconhecimento da receita de exportação. d) Assim, por conservadorismo, a Impugnante não registra as receitas por ocasião da emissão de notas fiscais de remessa, mas apenas as reconhece no momento a emissão de invoice que corresponde à integralidade do lote formado, necessário para embarque. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 6 6 e) Tal procedimento encontra respaldo na Instrução Normativa n° 28/94, bem como na Portaria n° 356/88. f) Desta forma, os saldos das receitas de exportação contabilizados não podem coincidir com os constantes do Livro de registro de saídas, pelos seguintes motivos: (i) variação do câmbio; (ii) defasagem temporal entre a escrituração do livro de saídas, regida pela saída da mercadoria do estabelecimento e a contabilização da receita regida pelo embarque. g) Assim, as divergências dentro do mesmo período de apuração entre o total saído do estabelecimento e o total exportado explica a diferença imputada como omissão de receitas. h) Requereu que seja autorizada a juntada de documentos caso se entenda que os que foram anexados a título exemplificativo sejam insuficientes. 8 – Lançamentos reflexos: CSLL, PIS e COFINS a) Por se tratarem de lançamentos reflexos, uma vez canelada a exigência de IRPJ não se deve exigir os demais tributos. Em 08/11/2005, a autoridade julgadora solicitou realização de diligência (fls. 1225/1226), no qual foram elaborados os seguintes quesitos: identifique discriminadamente, relativamente ao quadro de fls. 1041, que embasou a lavratura dos itens 01, 03, 04 do auto de infração, dentre os valores da coluna “valor contábil”, quais parcelas correspondem a meras transferências; vendas canceladas; vendas cujas respectivas notas fiscais foram posteriormente retificadas, informando os novos valores; vendas relativas à fase préoperacional da empresa, passíveis de contabilização no ativo diferido; esclareça, tendo em vista o disposto na Portaria 356 de 05/12/1988, se o câmbio de conversão utilizado para escrituração das saídas a título de exportações no Livro Registro de Saídas é coincidente com aquele utilizado para cálculo da Receita Bruta, informando ainda, em caso de divergência, quais as datas utilizadas como critério para efeitos de conversão em cada caso; esclareça, à vista da alegação da interessada de que reconhecia as exportações, para efeitos de cálculo do lucro real, por critério temporal (data de embarque) diverso daquele adotado na escrituração do Livro de Saída (regida pela saída da mercadoria) se de fato ocorreu a referida divergência, de forma que, em caso afirmativo, seja refeita de forma compatível a comparação entre o valores das exportações informadas na DIRPJ e no livro de saídas; à vista das respostas dos itens antecedentes, acompanhadas das provas necessárias, seja novamente elaborado o quadro de fls. 1041, que apurou omissão de receitas a partir da comparação entre as saídas escrituradas no Livro Registro de Saídas e as receitas informadas na DIRPJ; junte aos autos as provas necessárias à constatação de que o valor de R$ 3.887.172,17, relativo ao IPI do ano de 2001, teria sido duplamente considerado, haja vista que a cópia do livro registro de saídas de fls. 184/198 mostrase incompleta para tal fim. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 7 7 Foi elaborado relatório conclusivo às fls. 1229/1232, que apontou: a) Em relação ao quesito 1 da diligência, dentre os valores da coluna “valor contábil”, informa que (a.1) quanto ao subitem “meras transferências”, os CFOP relacionados na planilha não englobam as transferências que utilizam CFOP distintos; (a.2) quanto ao subitem “vendas canceladas”, não há registro das mesmas; (a.3) quanto ao subitem “vendas cujas respectivas notas fiscais foram posteriormente, informando novos valores”, o Livro de Registro já contempla as retificações das notas fiscais; (a.4) quanto ao subitem “vendas relativas à fase préoperacional da empresa, passíveis de contabilização no ativo diferido”, tais vendas são originárias de vendas de bens do ativo permanente. b) não há divergência entre o câmbio de conversão utilizado para escrituração das saídas a título de exportações no Livro de Registro de Saída e aquele utilizado para cálculo da receita bruta. c) afirma desconhecer o critério temporal utilizado. d) não houve divergência apurada, não foi necessária a retificação do quadro apontado. e) o valor apurado pela fiscalização a título de base de cálculo no valor de R$ 81.128.296,42, onde já está excluído o valor de IPI e o valor das devoluções, que foi comparado com o declarado na DIRPJ/2002, cujo valor é R$ 79.819.933,40, ou seja, o IPI já está excluído da receita auferida. Na DIRPJ/2002 Ficha 06 A Linha 16, o contribuinte de novo excluiu o valor do IPI. Após ciência do referido relatório em 17.02.2006 (fls. 1232 verso), a Recorrente se manifestou (fls. 1234/1242), apresentando as seguintes alegações, em síntese: A fiscalização não cumpriu a diligência uma vez que se ateve aos mesmos argumentos do relatório que embasou o auto de infração para responder os quesitos elaborados, não tendo sido trazido nenhuma nova informação ou prova para elucidar os julgadores. Em relação ao quesito 1, a fiscalização reproduziu a conclusão do relatório fiscal, deixando de cumprir a diligência. Em relação ao quesito 2, a fiscalização simplesmente se limitou a afirmar a inexistência da divergência, nada mais esclarecendo sobre o ponto. Em relação ao quesito 3, a fiscalização afirmou desconhecer o critério temporal (data de embarque), baseandose em normas que não definem qualquer critério temporal, não tendo respondido o quesito, mais uma vez. Em relação ao quesito 4, não houve modificação do quadro de fls. 1041, uma vez que nenhum dos pontos levantados pela DRJ foi respondido. Em relação ao quesito 5, nenhum documento foi juntado pela fiscalização para comprovar o valor questionado, sendo apenas reproduzidas as informações da autuação. Desta forma, os autos foram encaminhados novamente à 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro I, que houve por bem julgar parcialmente Fl. 7DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 8 8 procedente o lançamento, retificando o prejuízo fiscal declarado pela Recorrente nos anos calendário 2001 e 2002, e retificando a base de cálculo negativa da CSLL dos anoscalendário de 2001 e 2002 e também reduzindo os valores reflexos de PIS e COFINS considerados devidos, a multa de 75% e os juros moratórios. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Anocalendário: 2001,2002 Ementa: RECEITA BRUTA. DEDUÇÕES INDEVIDAS. É da interessada, uma vez intimada, o ônus de demonstrar e comprovar, com documentos hábeis e idôneos, a correção dos valores considerados redutoramente na apuração de sua base tributável. Não sendo realizadas as referidas comprovações, os respectivos montantes devem ser tributados por força do artigo 264 do RIR/1999, que estatui como obrigação acessória da pessoa jurídica a conservação de livros e comprovantes de interesse fiscal. OMISSÃO DE RECEITAS. Salvo as hipóteses de presunção legal, a autoridade autuante deve fazer de forma inequívoca a prova da existência de receitas auferidas à margem da contabilidade. GLOSA DE DESPESAS DE VARIAÇÕES MONETÁRIAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA EFETIVA REMESSA FINANCEIRA. Dedutíveis são as despesas incorridas, comprovadas, necessárias, normais ou usuais. O efetivo pagamento não é condição de dedutibilidade. OMISSÃO DE RECEITAS. PASSIVO FICTÍCIO. A presunção de omissão de receitas a partir do passivo fictício exige que seja feita prova, pela autoridade autuante, da contabilização de obrigações cujas exigibilidades não tenham sido comprovadas ou a manutenção, no passivo, de obrigações já pagas. A mera constatação de desigualdade entre as variações monetárias lançadas a crédito de passivo e a débito de conta de resultados não configura tal prova. OMISSÃO DE RECEITAS. PASSIVO FICTÍCIO. Intimações não atendidas possibilitam a configuração de passivo não comprovado. Lançamento Procedente em Parte. Preliminarmente, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento entendeu que não restou caracterizado prejuízo à ampla defesa, uma vez que a Recorrente teve amplo acesso aos autos, demonstrando claro entendimento das circunstâncias expostas. No mérito, quanto à glosa de despesas (item 04 do auto de infração), caberia à autuada o ônus de demonstrar e comprovar a correção de valores considerados redutoramente na apuração da base de cálculo, o que não foi feito pela autuada, devendo os respectivos montantes ser tributados por força do artigo 264 do RIR/1999. Ainda, cabível também a glosa em razão de não ter sido incluído na receita bruta o valor de R$ 3.887.172,17, correspondente a IPI, que por ser imposto não cumulativo, não representa exclusão lícita da referida receita, nos termos do artigo 279 do RIR/1999. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 9 9 Ainda, quanto ao passivo fictício (captações), restou consignado que a Recorrente não foi capaz de comprovar, através de contratos de empréstimos, a existência de passivo. Os cancelamentos (item 01 e 03, bem como itens 05 e 06) serão tratados no voto quando do julgamento do Recurso de Ofício. Por fim, em relação aos lançamentos reflexos de PIS, COFINS e CSLL, concluiuse pela manutenção na mesma proporção em que foi mantida a autuação principal, conforme demonstrativos de fls. 1279/1280. O contribuinte foi intimado do Acórdão em 19/09/2006 (fl. 1294) e, em 18/10/2006 apresentou Recurso Voluntário (fls. 1298/1314), alegando o que segue: 1) Quanto às despesas não comprovadas no valor de R$ 3.887.172,17: a) as alegações e documentos juntados realmente não foram suficientes para comprovar a legitimidade das despesas, bem como a Recorrente cometeu equívoco ao afirmar que se tratava de venda de sucatas enquanto as despesas se tratavam de créditos concedidos a adquirentes das mercadorias da Recorrente, em decorrência da emissão incorreta das Notas Fiscais – Fatura que ampararam as respectivas saídas. b) assim como o montante de R$ 130.707,92 que compõe o valor das receitas de R$ 1.308.363,02, representava os referidos créditos concedidos a adquirentes cuja glosa foi reconhecida como ilegítima, o montante de R$ R$ 3.887.172,17 também decorre de tais créditos. Desta forma, os créditos são decorrentes do mesmo procedimento ocorrido, já explicitado em relação ao valor de R$ 1.308.363,02. c) Juntou ao presente Recurso documentos suficientes que comprovam a legitimidade do referido valor, tais como cópia das Notas Fiscais – Fatura (doc. 05), cópia das cartas de correção (doc. 03), cópia das telas de processamento de dados comprovando a concessão de créditos nas contas a receber dos respectivos clientes (doc. 04), cópia dos processos internos, instruídos com cópia das cartas de crédito, das notas fiscais e do registro contábil (doc. 03). 2) Passivo Fictício referente às captações: a) Posteriormente à apresentação da defesa administrativa, a Recorrente apresentou petição em 11/07/2006, demonstrando as captações realizadas, os pagamentos de recursos, as variações monetárias ativas e passivas correspondentes e as despesas com juros, conforme cópia anexa (doc. 06). Tal petição provavelmente não fora analisada em 1ª instância. b) Foi elaborada planilha na qual estão discriminadas, mês a mês, as captações nacionais, as despesas e os encargos incorridos pela empresa em decorrência dos empréstimos firmados internamente com as instituições brasileiras (doc. 07). Ainda, em complementação, foi elaborada outra planilha resumo na qual foi consolidado, mês a mês, o total das captações feitas pela Recorrente, os juros incorridos e o saldo a pagar em decorrência dos empréstimos (doc.08). Fl. 9DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 10 10 c) Os valores das captações, descritos na planilha, estão devidamente registrados na contabilidade, notadamente nas fichas do Livro Razão das contas nas quais as captações e os encargos foram contabilizados, conforme documento 09. d) Junta, exemplificadamente, cópia das ordens expedidas pela empresa às instituições financeiras identificando as captações realizadas em cada linha de crédito e cópia dos informativos emitidos pelas próprias instituições financeiras, comprobatórias da efetiva liberação dos recursos, que suportam a contabilização realizada (doc. 10). e) O mesmo ocorre com as captações externas, em relação às quais foram juntadas planilhas demonstrando os meses de tais captações, os juros, a taxa adotada, a variação cambial ativa e passiva e o cálculo da variação cambial relativa ao montante da dívida (doc. 11). Ainda, em complementação, foi elaborada planilha com resumo mensal do valor total das captações, variação cambial ativa e passiva e juros (doc. 12). f) Todas as captações externas, bem como despesas e encargos foram registrados na contabilidade, conforme demonstra as fichas do Razão (doc. 13). Há recurso de ofício sobre a parcela eximida, nos termos do Acórdão da Delegacia de Julgamento. Os autos foram encaminhados a esta relatora para julgamento.” A Oitava Câmara conheceu dos Recursos de Ofício e Voluntário e decidiu por converter o julgamento em diligência, a fim de que: Quanto à glosa no montante de R$ 3.887.172,17: A.1) Circularizar, ainda que por amostragem, os destinatários das notas de crédito constantes dos autos, conforme constante neste voto, desde que relacionadas às Notas Fiscais originárias, perquirindo se os destinatários de fato receberam e contabilizaram tais notas de crédito. A.2) Verificar e quantificar os valores constantes das notas de crédito com o montante glosado no lançamento, demonstrando eventual diferença, se existente. A.3) Verificar e quantificar, se em caso, o montante do IRPJ eventualmente incluso no valor de R$ 3.887.172,17, glosado. Quanto ao passivo fictício: B.1) A partir dos documentos das instituições financeiras que compõem o “doc.10”e o “doc.14”, ambos do Anexo XXIII, verificar se a soma daqueles financiamentos, correspondem à totalidade do passivo considerado fictício pela fiscalização. Em caso negativo, esclarecer se correspondem ao menos à parte daquele passivo fictício, quantificando o montante constante dos documentos anexos citados, relativos ao lançamento. A fim de realizar a diligência determinada, a autoridade fiscal intimou as empresas LUNICORTE INDÚSTRIA E COM. DE LAMINADOS LTDA; VOLKSWAGEN DO BRASIL INDÚSTRIA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA.; FORD MOTOR COMPANY BRASIL LTDA.; FIAT AUTOMÓVEIS AS.; INDÚSTRIA NACIONAL DE Fl. 10DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 11 11 AÇOS LAMINADOS INAL AS.; KOFAR PRODUTOS METALURGICOS LTDA.; ZAMPROGNA S/A IMPORTAÇÃO COMÉRCIO E INDÚSTRIA, COMPANHIA MINEIRA DE METAIS; DANICA DOORS SISTEMAS DE FECHAMENTO LTDA.; e TEKNO S A INDÚSTRIA E COMÉRCIO, a fim de que tai empresas apresentassem a escrituração contábil e fiscal de diversas notas de crédito emitidas pela Recorrente, todas referentes ao ano calendário de 2001. A fiscalização elaborou as planilhas de fls. 2.181/2.189, em resposta aos referidos itens de diligência, com base nos documentos fornecidos pela empresas intimadas. À fls. 2.180, o contribuinte foi intimado para se manifestar acerca dos documentos juntados ao processo, bem como das planilhas de fls. 2.181/2.189, elaboradas pela fiscalização (A.R. de fls. 2.190). O contribuinte não se manifestou conforme informa a autoridade fiscal. O relatório conclusivo da diligência foi elaborado às fls. 2.191/2.191, no qual a autoridade fiscal concluiu o seguinte: No exercício das funções de Auditorfiscal da Receita Federal do Brasil, INFORMAMOS os fatos abaixo discriminados em relação à solicitação contida no processo administrativo fiscal supramencionado fl. 1871/1872. Em atendimento ao solicitado temos a informar o seguinte: A) Quanto à glosa no montante de R$ 3.887.172,17: A.A1) Circularizar, ainda que por amostragem, os destinatários das notas de crédito constantes dos autos, conforme constante neste voto, desde que relacionadas as Notas Fiscais originárias, perquirindo se os destinatários de fato receberam e contabilizaram tais notas de crédito. R. Expedido Termo de Diligência Fiscal/Solicitação de Documentos a partir das fl. 1874 até as fl. 2180, cujo resumo está às fl. 2181 até as fl. 2188 Às fl. 2188 relatamos que nenhuma empresa regularmente intimada demonstrou a sua contabilização e escrituração fiscal das NC; relatamos ainda que o montante das NC apresentadas pela empresa Galvasud é de R$ 418.311,67 (várias cópias apresentadas pela empresa Galvasud estavam repetidas nos diversos anexos). A.A2) Verificar e quantificar os valores constantes ds NC com o Montante glosado no lançamento, demonstrando eventual diferença, se existente. R. Diferença de R$ 3.468.860,50 (fl. 2188). A.A3) Verificar e quantificar, se em caso, o reflexo para o IRPJ dos valores quantificados na resposta ao item A.A2. R. Item prejudicado. Esta fiscalização não quantificou o reflexo para o IRPJ em virtude de a Decisão deste item interagir com os demais. Assim, a Delegacia de Julgamento deverá fazer o cálculo correto deste e dos demais reflexos ao final do julgamento. Fl. 11DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 12 12 B) Quanto ao passivo fictício: B.B1) A partir dos documentos das instituições financeiras que compõe o doc 10 e o doc 14, ambos do anexo XXIII, verificar se a soma daqueles financiamentos, correspondem a totalidade do passivo considerado fictício pela fiscalização Em caso negativo, esclarecer se correspondem ao menos à parte daquele passivo fictício, (segue) quantificando o montante constante dos documentos anexos citados, relativos ao lançamento. R. Total dos documentos apresentados pela empresa Galvasud, R$ 3.689.912,13 (fl. 2189) correspondente ao anocalendário de 2001. Valores não comprovados: R$ 17.611.272,65 e R$ 27.361.306,26, anoscalendário de 2001 e 2002 (fl. 2189). Estes documentos não atendem aos critérios normalmente aceitos que são: coincidentes em datas e valores, expedido por instituição financeira (extratos bancários, contratos de câmbio registrados no Banco Central do Brasil, língua portuguesa ou traduzidos por tradutor juramentado etc). Atendemos aos quesitos formulados, deles dando ciência ao contribuinte que não se manifestou (fl. 2190). É o Relatório. Voto Conselheira Karem Jureidini Dias, Relatora. Pautado o processo para julgamento e após diversos pedidos de vista, curveime ao entendimento da Câmara de que nova diligência seria necessária. Conforme alegado por meus pares, a diligência voltarseia, nessa ocasião, ao Recurso de Ofício, conforme abaixo descrevo as questões apontadas. Item 2.2 Vendas para o mercado externo (Item cancelado pela DRJ, gerando análise do presente Recurso de Ofício): 31/12/2001 R$ 6.260.834,97 Em relação a esse item a fiscalização encontrou omissão de receitas a partir da divergência constatada entre os valores escriturados no livro registro de saídas e os montantes informados na DIPJ, a título de receitas de exportação. A Recorrente justifica tal divergência argumentando que decorreria da variação cambial correspondente ao período compreendido entre a data da saída da mercadoria do estabelecimento industrial e a data do seu efetivo embarque. É que as receitas de exportação eram por ela reconhecidas pelo câmbio vigente na data do embarque, enquanto o registro do livro de saídas baseavase no câmbio da efetiva saída do estabelecimento. De tal procedimento decorreriam divergências. Tal procedimento estaria embasado em ato normativo, conforme alegações, na IN 28/94 e na Portaria 356/1988. A DRJ converteu o julgamento em diligência nos seguintes termos: Fl. 12DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 13 13 “(...) De fato, a referida Portaria, ainda em vigor, assim dispõe em seu item primeiro: A receita bruta de venda nas exportações de produtos manufaturados nacionais será determinada pela conversão, em cruzados, de seu valor expresso em moeda estrangeira à taxa de câmbio fixada no boletim de abertura pelo Banco Central do Brasil, para compra, em vigor na data de embarque dos produtos para o exterior. Tendo em vista a norma estatuída no ato administrativo acima referido, a alegação apresentada pela impugnante em sua peça de defesa, o fato de não haverem sido formalizadas intimações, ao longo da auditoria, visando, especificamente, esclarecer possíveis divergências entre o livro de saídas e a DIPJ e diante da constatação de que a defasagem de valores tida, pela auditoria fiscal, como omissão de receitas, poderia ter origens diversas, foi solicitada diligência ao órgão responsável pela atividade de lançamento, para que este, através de seus agentes, efetuasse as verificações necessárias à certeza da ocorrência do fato gerador. Aquele órgão foi solicitado, especificamente, que: (...) 3 esclareça, tendo em vista o disposto na Portaria 356 de 05/12/1988, se o câmbio de conversão utilizado para escrituração das saídas a título de exportações no livro registro de saídas é coincidente com aquele utilizado para cálculo da receita bruta, informando ainda, em caso de divergência, quais as datas utilizadas como critério para efeito de conversão em cada caso; 4 esclareça, à vista da alegação da interessada de que reconhecia as exportações, para efeitos de cálculo do lucro real, por critério temporal (data de embarque) diverso daquele adotado na escrituração do livro registro de saídas (regida pela saída da mercadoria) se de fato ocorreu a referida divergência, de forma que, em caso afirmativo, seja refeita de forma compatível a comparação entre os valores das exportações informadas da DIRPJ e no livro registro de saídas;" Em resposta às indagações formalizadas, o agente designado pelo órgão competente para a realização da diligência assim manifestouse (fls. 1239): “(...) 2 Em esclarecimento sobre se o câmbio de conversão utilizado para escrituração das saídas a título de exportações no livro registro de saída é coincidente com aquele utilizado para cálculo da receita bruta, afirmo não haver divergência conforme o disposto na Portaria 356/1988; o contribuinte registrou as diferenças havidas em contas específicas de variações cambiais; 3 em esclarecimento a este item, informo desconhecer o denominado critério temporal (data de embarque); o critério utilizado é o do inciso II do art. 116 do CTN c/c arts. 277, 278, 279 e 280 do RIR/1999;” A DRJ então aponta uma contradição na resposta do fiscal o que, associado à falta de “qualquer intimação fiscal ou nova verificação nos livros e documentos capazes de solucionar as dúvidas suscitadas”, provocou no dizer da DRJ “(...) a incerteza, no caso concreto, quanto a efetiva ocorrência e quantificação do fato gerador, concluo pelo cancelamento da parcela da exigência relativa a omissão de receitas de exportação.” Fl. 13DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 18471.000525/200587 Error! Reference source not found. n.º 1401000.064 S1C4T1 Fl. 14 14 Eis as palavras da DRJ apontando a contradição: “(...) as afirmações contidas no relatório conclusivo da diligência realizada não são suficientemente claras, uma vez que ao mesmo tempo em que a autoridade autuante afirma não haver divergências entre os critérios de escrituração do livro registro de saídas e da receita bruta, afirma também que as defasagens foram computadas em contas de variações cambiais e, posteriormente, alega ainda desconhecer critério baseado no câmbio válido na data de embarque, conforme determinação da Portaria 356/1988.” Nesse contexto, diante das contradições verificadas, e para que não paire dúvidas quanto à validade e legalidade do lançamento, a Câmara requer a realização de uma nova diligência específica para que sejam adotadas as seguintes providências pela Fiscalização: Esclarecer a contradição apontada pela DRJ. Aprofundar melhor a investigação do conjunto probatório referente a essa infração e se for o caso, apresentar outras informações ou mesmo intimar o contribuinte a apresentar novas informações e esclarecimentos que entender pertinentes à solução da lide. A autoridade fiscal deverá elaborar relatório conclusivo das verificações efetuadas nos itens anteriores. Glosa de despesas financeiras Quanto ao referido item, curveime pela realização de diligência para que sejam adotadas as seguintes providências pela Fiscalização: Enumerar a glosa de despesa financeira relativa aos empréstimos KFW – Senior 1 e KFW Mezzanine, que foram canceladas no acórdão recorrido, demonstrando se estão individualizadas no lançamento. Ao final, entregar cópia do relatório à interessada e conceder prazo de 30 (trinta) dias para que ela se pronuncie sobre as suas conclusões, após o que, o processo deverá retornar a este CARF para prosseguimento do julgamento. (assinatura digital) Karem Jureidini Dias Relatora. Fl. 14DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 14/03/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER
score : 1.0
Numero do processo: 14337.000266/2009-10
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do Fato Gerador: 20/07/2009
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA.
Impugnação fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar.
Recurso Voluntário Não conhecido
Numero da decisão: 2403-000.497
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de voto não conhecer do recurso por intempestividade.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 19 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201104
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do Fato Gerador: 20/07/2009 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. Impugnação fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Recurso Voluntário Não conhecido
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 14337.000266/2009-10
anomes_publicacao_s : 201104
conteudo_id_s : 4678592
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 18 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.497
nome_arquivo_s : 2403000497_14337000266200910_201104.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 14337000266200910_4678592.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de voto não conhecer do recurso por intempestividade.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
id : 4740511
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 19 09:56:03 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1727721675628216320
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1482; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 134 1 133 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14337.000266/200910 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 2403000.497 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 14 de abril de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente CONSTRUTORA VILLAGE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do Fato Gerador: 20/07/2009 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. Impugnação fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar. Recurso Voluntário Não conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de voto não conhecer do recurso por intempestividade. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto e Renato Coelho Borelli (suplente). Ausentes os conselheiros Cid Marconi Gurgel de Souza e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 136DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém, Acórdão 0116.132 5ª Turma, que decidiu por não conhecer a impugnação, por intempestividade, conforme texto abaixo. Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da 5ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, não conhecer da impugnação apresentada por CONSTRUTORA VILLAGE LTDA., em face de sua intempestividade, .mantendo o crédito tributário exigido, no valor de R$ 13.291,66 (treze mil, duzentos e noventa e um reais, sessenta e seis centavos) , consolidado em 22/07/2009, vigente à época da autuação, nos termos do voto da Relatora.(grifei) Segundo a fiscalização, a empresa não apresentou o contrato social e alterações e as RAIS, conforme texto extraído do Relatório Fiscal da Infração. A empresa Construtora Village Ltda. deixou de apresentar o contrato social e alterações, bem como a Relação Anual de Informações Sociais relativa ao período de 2004 a 2007, conforme Termo de Início da Ação Fiscal e reiteração efetuada através do Termo de Intimação Fiscal no. 001, cujas cópias encontramse anexas. A fundamentação para o lançamento decorre do previsto no art. 32, III e parágrafo 11 da Lei 8.212/91, que prevê a autuação quando a empresa deixa de prestar todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. DESCRIÇÃO SUMÁRIA DA INFRAÇÃO E DISPOSITIVO LEGAL INFRINGIDO Deixar a empresa de prestar a Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse da mesma, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários a fiscalização, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, III e parágrafo 11, com redação da MP n. 449, de 03.12.2008, combinado com o art. 225, III, convertida na Lei n. 11.941, de 27.05.2009, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. DISPOSITIVO LEGAL DA MULTA APLICADA Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 92 e art. 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 283, II, “b” e art. 373. Fl. 137DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000266/200910 Acórdão n.º 2403000.497 S2C4T3 Fl. 135 3 Foi aplicada multa de R$ 13.291,66 e está registrado que não houve circunstâncias agravantes ou atenuantes. Inconformada com a decisão da DRJ, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • A ilação do julgador se subsidiou, no documento citatório (AR) constante dos autos, que, à primeira vista, pode levar ao entendimento da intempestividade da defesa, sobretudo porque no Aviso de Recebimento (AR) do ato de citação não constam as especificações da diligência, tais como: horário de recebimento e qualificação do signatário. • O AR não foi recebido pela empresa no dia 02/09/2009. • O documento foi entregue na portaria do prédio onde funciona a empresa em horário NÃO COMERCIAL. Conforme espelho extraído do site, que o horário de, entregue foi as 19:29 horas. • A sede administrativa .da CONSTRUTORA VILLAGE. encerra suas atividades as 18:00 horas. • O AR entregue em horário não comercial, inevitavelmente . impede o seu recebimento no mesmo dia pela empresa. • A pessoa signatária do AR Sra. ROSIMERI NASCIMENTO é totalmente estranha ao quadro funcional da empresa • Quanto ao mérito, foi intimada na data de 16/06/2009 para apresentar, no prazo de 20 dias, uma lista enorme de documentos. Contudo, considerando o fato que a lista de documentos era bastante vasta, foi impossível colacionar todas as informações requisitadas no curto espaço de tempo determinado pelo Auditor, e somado a este fato, justamente neste período, a contadora responsável pela contabilidade da empresa, portanto, a única pessoa capaz de providenciar tais documentos, se encontrava fora de Belém, em razão de uma viagem. Tudo isso impossibilitou o pronto atendimento a solicitação do Auditor. • No dia 07/07/2009, protocolou pedido de prorrogação do prazo para apresentação dos documentos. • No dia 20/07/2009, um funcionário da empresa esteve na sede da RFB à procura de informações sobre o andamento do pedido de prorrogação de prazo, quando foi surpreendido pela informação que o mesmo não seria considerado pelo Auditor e que naquele mesmo dia, o mesmo estaria encerrando a fiscalização e autuando a empresa por meio de aferição indireta. • O requerimento de dilação do prazo jamais fora respondido pela Autoridade Fiscal. Fl. 138DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 • Na impugnação apresentada contra o AINF DEBCAD N° 37.207.2593, a Autuada juntou todos os documentos solicitados pelo Auditor. • Principio da ampla defesa. • Princípio da verdade material. É o Relatório. Fl. 139DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000266/200910 Acórdão n.º 2403000.497 S2C4T3 Fl. 136 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator A impugnação não foi conhecida pela DRJ por ter sido considerada intempestiva. Segundo o recurso apresentado pela empresa, o AR não foi recebido pela empresa no dia 02/09/2009 visto que o documento foi entregue na portaria do prédio onde funciona a empresa em horário não comercial, a pessoa estranha aos quadros da empresa. Registra que, conforme espelho extraído do site, que o horário de, entregue foi às 19:29 horas. Inicialmente registro, pela transcrição de trecho do Decreto 70.235/72, a adequação da intimação por via postal. Art. 23. Farseá a intimação: ... II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; ... § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; Na seqüência, analisarei as questões do recebimento por pessoa estranha aos quadros da empresa e da tempestividade. INTIMAÇÃO POR VIA POSTAL. RECEBIMENTO POR PESSOA NÃO AUTORIZADA. No que tange à alegação da impugnante sobre a nulidade/irregularidade da intimação, ressaltamos que, conforme entendimento jurisprudencial, em face da teoria da aparência e em busca do aprimoramento dos serviços judiciários, a intimação por via postal endereçada a pessoa jurídica legalmente constituída e com endereço conhecido é válida ainda que recebida por pessoa que não possua poderes de representação. Fl. 140DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Em casos de pessoas jurídicas, admitese a entrega da correspondência, inclusive, para pessoas estranhas ao seu corpo funcional (p. ex.: porteiros, vigilantes etc.), desde que usualmente recebam a correspondência da empresa. Corroborando, citamos o art.1.178 do Código Civil, que dispõe, in verbis: Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito. Assim, a alegação do contribuinte de que a Notificação/AutodeInfração, encaminhado(a) por via postal, fora recebido por pessoa não autorizada não constitui razão para conhecimento de impugnação intempestiva, com ou sem argüição de tempestividade, conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça, abaixo transcrita: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS CAPAZES DE INFIRMAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. REQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211. CITAÇÃO. PESSOA JURÍDICA. VIA POSTAL. POSSIBILIDADE. Não merece provimento recurso carente de argumentos capazes de desconstituir a decisão agravada. “Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo.” É possível a citação da pessoa jurídica pelo correio, desde que entregue no domicílio da ré e recebida por funcionário, ainda que sem poderes expressos para isso. (AgRg no Ag 711722 / PE ; AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 2005/01614041, Ministro Humberto Gomes de Barros, 3ª Turma, DJ 27/03/2006, p. 267) TEMPESTIVIDADE Inicialmente transcrevo texto do Relatório Instruções para o Contribuinte – IPC, integrante do Auto de Infração: 2.3 Prazo para a apresentação da impugnação Recebido o Auto de Infração, o contribuinte tem o prazo de 30 (trinta) dias da data da ciência para apresentação de impugnação. A ciência ocorrida em dia não útil ou em dia em que não tenha havido expediente normal deverá ser considerada efetivada no primeiro dia útil seguinte, observando que: a) na contagem dos prazos será excluído o dia da ciência efetiva e incluído o dia do vencimento. b) o dia do vencimento será prorrogado para o primeiro dia útil seguinte (com expediente normal), caso recaia em dia em que Fl. 141DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000266/200910 Acórdão n.º 2403000.497 S2C4T3 Fl. 137 7 não haja expediente integral na unidade de atendimento da Secretaria da Receita Federal do Brasil. c) os prazos são contínuos. Não se suspendem ou interrompem. Excepcionalmente, pode ser admitida a suspensão por motivo de força maior, caso fortuito, greve ou outro fato que impeça o funcionamento das unidades de atendimento da Secretaria da Receita Federal do Brasil ou traga impedimento às partes, quando então, o prazo voltará a fluir pelo que lhe sobejar. O texto acima apresentado está em harmonia com o Decreto 70.235/72. Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. As datas e prazos relevantes para o processo estão identificados abaixo: • 02/09/2009 – Ciência da notificação (quartafeira); • 02/10/2009 – Final do prazo para impugnação (sextafeira); • 05/10/2009 – Apresentação da impugnação. A questão é que a recorrente afirma que o Auto de Infração foi entregue após o horário comercial e por essa razão só foi cientificada no dia seguinte. Para fazer prova, junta ao processo espelho extraído do site, que o horário de, entregue foi as 19:29 horas. Entendo haver dois equívocos na tese da recorrente: Primeiro, o texto legal fala em data da ciência. Segundo, o horário da entrega da correspondência não está registrado. Conforme texto contido no documento apresentado, o horário não indica o momento da entrega, mas sim o horário em que foi registrado no sistema informatizado do Correio a entrega. O horário não indica quando a situação ocorreu, mas sim quando os dados foram. recebidos pelo sistema, excetono caso do SEDEX 10 e do SEDEX Hoje; em que ele representa o horário real da entrega. Entendo intempestiva a impugnação. Fl. 142DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 CONCLUSÃO Voto pelo NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO, em decorrência de intempestividade. É como voto. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 143DF CARF MF Emitido em 10/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13888.003907/2007-19
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Feb 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Feb 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/07/2005
MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
Constitui infração, punível com multa, deixar a empresa de apresentar GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
Numero da decisão: 2403-000.411
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Mar 19 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/07/2005 MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração, punível com multa, deixar a empresa de apresentar GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 11 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13888.003907/2007-19
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4655730
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.411
nome_arquivo_s : 2403000411_13888003907200719_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 13888003907200719_4655730.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
dt_sessao_tdt : Fri Feb 11 00:00:00 UTC 2011
id : 4738646
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 19 09:55:59 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1727721675656527872
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1368; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 158 1 157 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13888.003907/200719 Recurso nº 000000 Voluntário Acórdão nº 240300.411 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 11 de fevereiro de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente VERSATIL S/C LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/07/2005 MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração, punível com multa, deixar a empresa de apresentar GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Carlos Alberto Mees Stringari Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Carlos Alberto Mees Stringari, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Relatório Fl. 1DF CARF MF Emitido em 22/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 15/03/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto, Acórdão 1419.344 8ª Turma, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária acessória. Segundo a fiscalização, a empresa enviou os arquivos da GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, com as irregularidades assim descritas no Relatório Fiscal da Infração, folha 11: 3) Da situação caracterizadora da infração: Em Termo de Início da Ação Fiscal TIAF a empresa foi intimada a apresentar as GFIPs e demais documentos analisados. Durante procedimento de auditoria fiscal na empresa ora autuada verificouse que a mesma deixou de declarar nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informação para a Previdência Social GFIP, as bases de cálculo contidas na Planilha "Valores Não Declarados em GFIP" anexa a este relatório, onde consta o cálculo da contribuição devida para cada uma das bases de cálculo deixadas de informar em GFIP. As alíquotas aplicadas estão informadas para cada espécie de contribuição. Foram anexadas, também, as Planilhas de Cálculo das Contribuições contendo o tipo de Base Não Declarada e as alíquotas aplicadas para o cálculo da contribuição. A contribuição não declarada, bem como o cálculo da Multa aplicada, estão discriminados na Planilha anexa "Cálculo da Multa". Foram lavradas as Notificações Fiscais de Lançamento de Débito NFLDs n os 37.121.4084 e 37.121.4092 contendo remunerações dessas competências. O dispositivo legal infringido e a descrição da infração foram assim apresentados: DESCRIÇÃO SUMÁRIA DA INFRAÇÃO E DISPOSITIVO LEGAL INFRINGIDO Apresentar a empresa o documento a que se refere a Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, inciso IV e parágrafo 3., acrescentados pela Lei n. 9.528, de 10.12.97, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, IV e parágrafo 5., também acrescentado pela Lei n: 9.528, de 10.12.97, combinado com o art. 225, IV e parágrafo 4., do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. Foi aplicada multa de R$ 49.948,50, está registrado que não houve circunstâncias agravantes ou atenuantes e o contribuinte tomou ciência do lançamento em 23/11/2007. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 22/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 15/03/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13888.003907/200719 Acórdão n.º 240300.411 S2C4T3 Fl. 159 3 Inconformada com a decisão de primeira instância, a empresa apresentou recurso, onde resumidamente, alaga o seguinte: • Foi excluída do SIMPLES pelo Ato Declaratório Executivo de n° 7, de 9 de janeiro de 2004, pelo motivo de exercer atividade econômica vedada para o SIMPLES (manutenção e/ou montagem de equipamentos industriais; l e prestação de serviço de locação de mão deobra), com efeitos retroativos a 1° de janeiro de 2002. • Não recorreu da exclusão. • Em razão de não concordar com sua exclusão do SIMPLES, bem como com que os efeitos da exclusão levada a Cabo através do Ato Declaratório Executivo n.° 7, de 9 de janeiro de 2004, retroagiram a 1° de janeiro de 2002, opôs, neste momento, impugnação aos lançamentos/autos de infração referentes à multa. • Discorre sobre a exclusão do SIMPLES. • Afirma que a multa não deve prosperar porque diz respeito ao período em que a Recorrente encontravase incluída no SIMPLES. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso não questiona o lançamento em si, apenas busca abrir litígio acerca da exclusão do SIMPLES, havida em 2004, com efeitos a partir de 1/01/2002. Entendo imprópria essa discussão neste processo. Conclusão À vista do exposto, voto por não conhecer do recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 3DF CARF MF Emitido em 22/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 15/03/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Fl. 4DF CARF MF Emitido em 22/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 15/03/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 15374.913656/2008-89
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 04 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1401-000.099
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto que passa a fazer parte integrante deste julgado.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 19 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 15374.913656/2008-89
conteudo_id_s : 6573755
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1401-000.099
nome_arquivo_s : Decisao_15374913656200889.pdf
nome_relator_s : FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
nome_arquivo_pdf_s : 15374913656200889_6573755.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto que passa a fazer parte integrante deste julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 04 00:00:00 UTC 2011
id : 9234767
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 19 09:56:12 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1727721675686936576
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1195; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 689 1 688 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.913656/200889 Recurso nº 893.222 Resolução nº 1401000.099 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 04 de agosto de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente RH Internacional Ltda. Recorrida Fazenda Nacional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto que passa a fazer parte integrante deste julgado. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Viviane Vidal Wagner, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Antonio Bezerra Neto, Sergio Luiz Bezerra Presta, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira e Karem Jureidini Dias. Fl. 718DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 15374.913656/200889 Resolução n.º 1401000.099 S1C4T1 Fl. 690 2 Voto Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos Versa este processo sobre PER/DCOMP. A DERAT/RJO, através do Despacho Decisório n° 781146395 (fl. 37), não homologou a compensação declarada nos PER/DCOMP que relaciona. O interessado apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 39/40. Nesta peça, alega, em síntese, que houve erro por ocasião do preenchimento da DIPJ (deixou de informar a totalidade das retenções de fonte), retificada em 13/11/2007. A 1ª Turma da DRJ/RJI julgou improcedente a aludida manifestação de inconformidade, por meio do Acórdão nº 1231.340, fls. 263, assim ementado: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2004 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e da existência do crédito que alega possuir. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A contribuinte foi intimada deste Acórdão por meio de Edital, publicado no DOU de 29/07/2010 (fls. 269), por ter resultado improfícua a intimação por via postal (fls. 267 268). A contribuinte apresentou recurso voluntário em 13/11/10 (fls. 284300), com base nos seguintes argumentos: a) Foi indevida a intimação por edital, uma vez que o acórdão recorrido foi enviado para o endereço antigo da Recorrente. O cartão CNPJ de fls. 407 demonstra que em 03/09/2009 a Recorrente já havia informado seu novo endereço à Receita Federal do Brasil, não havendo justificativa para o envio, em 07/07/2010 (v. fls. 413), de correspondência para o endereço antigo da Recorrente. Assim sendo, o presente recurso voluntário merece ser considerado tempestivo. b) No mérito, argumentou que a retificação da DIPJ ocorreu muito antes da análise da declaração de compensação ter sido analisada pela unidade de origem. Não obstante este fato, tendo em vista que o acórdão recorrido considerou necessária a apresentação de documentos contábeis visando comprovar a existência dos créditos declarados, a Recorrente anexou aos autos os documentos de fls. 415684, que alegadamente comprovariam todos os créditos referentes ao anobase 2004. c) A busca da verdade material é um dos princípios basilares do processo administrativo tributário. Consequentemente, é dever da autoridade administrativa levar em Fl. 719DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 15374.913656/200889 Resolução n.º 1401000.099 S1C4T1 Fl. 691 3 conta todas as provas e fatos de que tenha conhecimento. Sobre o tema, afirmou (fls. 208) “com efeito, a Receita Federal do Brasil possui mecanismos para averiguar a existência de crédito em favor da ora recorrente, bem como cruzar as informações da DIPJ Retificadora de 2004 e da DIRF com o Per/Dcomp, não podendo se limitar a analisar apenas a DIPJ do período entregue pela recorrente”. Assiste razão à Recorrente no que tange à tempestividade da impugnação. De fato, a correspondência de fls. 267268 foi enviada para o endereço antigo da contribuinte, conforme revela o documento de fls. 407. Consequentemente, foi precipitada a intimação realizada por edital. Assim sendo, efetivamente o presente recurso voluntário merece ser considerado tempestivo. Também assiste razão à Recorrente quando afirmou que retificação da DIPJ ocorreu muito antes de a declaração de compensação ter sido analisada pela unidade de origem e também quando afirmou que a busca da verdade material é um dos princípios basilares do processo administrativo tributário Considerando que foram juntados aos autos centenas de documentos, que eventualmente podem ser suficientes para comprovar a efetividade dos créditos compensados, considero prudente baixar o processo em diligência, para que a autoridade fiscal da unidade de origem se manifeste sobre a efetiva existência dos créditos compensáveis declarados pela contribuinte. Dispositivo Nestes termos, proponho a conversão do presente julgamento em diligência, para que a autoridade fiscal competente se manifeste acerca da efetiva retenção na fonte dos valores declarados pela contribuinte, bem como sobre o oferecimento à tributação das receitas correspondentes àquelas retenções. Esclareço que tal análise poderá ser efetuada com base na farta documentação trazida aos autos pela Recorrente (fls. 415684) ou com base em outros documentos, cuja apresentação deverá ser exigida por meio de intimação específica. Após concluídas as análises, deverá a autoridade fiscal elaborar um relatório pormenorizado, discriminando os créditos eventualmente comprovados. O aludido relatório deverá ser cientificado à contribuinte, que terá 30 dias para se manifestar acerca das conclusões da autoridade fiscal. Somente então deverá o processo retornar a esta colegiado, para julgamento. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Fl. 720DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS
score : 1.0
Numero do processo: 36624.014152/2006-01
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/12/1996 a 31/07/2005
PREVIDENCIÁRIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - PERÍODO PARCIALMENTE ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL - SÚMULA VINCULANTE STF Nº 8.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de
crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal
A recorrente teve ciência da NFLD no dia 31.10.2006, o período do débito é de 09/1996 a 07/2005. Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 09/2001, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DO LANÇAMENTO - INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - VALORES PAGOS A TÍTULO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA - PLANOS DE SAÚDE DE ACESSO RESTRITO AO CORPO GESTOR DA ORGANIZAÇÃO - OCORRÊNCIA DE FATO GERADOR
O salário-de-contribuição compreende a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho. Constituem fatos geradores os valores concedidos aos empregados a titulo de assistência médica em relação à parte paga cujo acesso era permitido somente ao corpo gestor da organização.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN
Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava
sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício.
Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito
lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica.
Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos
legais mais benéficos ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.277
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, Nas Preliminares, por unanimidade de votos em reconhecer a decadência das competências até 09/2001, inclusive, com base no Art. 150, § 4º do CTN. Votaram pelas conclusões os conselheiros Ivacir Julio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. NO MÉRITO, por maioria de votos em dar provimento ao recurso julgando o lançamento improcedente. Vencido o relator Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 19 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201012
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 36624.014152/2006-01
conteudo_id_s : 5359308
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.277
nome_arquivo_s : Decisao_36624014152200601.pdf
nome_relator_s : PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 36624014152200601_5359308.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, Nas Preliminares, por unanimidade de votos em reconhecer a decadência das competências até 09/2001, inclusive, com base no Art. 150, § 4º do CTN. Votaram pelas conclusões os conselheiros Ivacir Julio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. NO MÉRITO, por maioria de votos em dar provimento ao recurso julgando o lançamento improcedente. Vencido o relator Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
id : 5519256
ano_sessao_s : 2010
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/1996 a 31/07/2005 PREVIDENCIÁRIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - PERÍODO PARCIALMENTE ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL - SÚMULA VINCULANTE STF Nº 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal A recorrente teve ciência da NFLD no dia 31.10.2006, o período do débito é de 09/1996 a 07/2005. Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 09/2001, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DO LANÇAMENTO - INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - VALORES PAGOS A TÍTULO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA - PLANOS DE SAÚDE DE ACESSO RESTRITO AO CORPO GESTOR DA ORGANIZAÇÃO - OCORRÊNCIA DE FATO GERADOR O salário-de-contribuição compreende a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho. Constituem fatos geradores os valores concedidos aos empregados a titulo de assistência médica em relação à parte paga cujo acesso era permitido somente ao corpo gestor da organização. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido.
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 19 09:56:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1727721675693228032
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-15T13:59:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 2403000277_36624014152200601_201012; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 0.9.3; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: 34326146168; dcterms:created: 2014-07-15T16:59:54Z; Last-Modified: 2014-07-15T13:59:54Z; dcterms:modified: 2014-07-15T13:59:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 2403000277_36624014152200601_201012; xmpMM:DocumentID: f24edca3-0e9c-11e4-0000-967d349468b1; Last-Save-Date: 2014-07-15T13:59:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 0.9.3; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2014-07-15T13:59:54Z; meta:save-date: 2014-07-15T13:59:54Z; pdf:encrypted: false; dc:title: 2403000277_36624014152200601_201012; modified: 2014-07-15T13:59:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: 34326146168; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: 34326146168; meta:author: 34326146168; dc:subject: ; meta:creation-date: 2014-07-15T16:59:54Z; created: 2014-07-15T16:59:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 28; Creation-Date: 2014-07-15T16:59:54Z; pdf:charsPerPage: 1984; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: 34326146168; producer: GPL Ghostscript 8.54; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: GPL Ghostscript 8.54; pdf:docinfo:created: 2014-07-15T16:59:54Z | Conteúdo => S2-C4T3 Fl. 489 1 488 S2-C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 36624.014152/2006-01 Recurso nº 260.532 Voluntário Acórdão nº 2403-00.277 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 01 de dezembro de 2010 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente RIPASA S/A CELULOSE E PAPEL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/1996 a 31/07/2005 PREVIDENCIÁRIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - PERÍODO PARCIALMENTE ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL - SÚMULA VINCULANTE STF Nº 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal A recorrente teve ciência da NFLD no dia 31.10.2006, o período do débito é de 09/1996 a 07/2005. Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 09/2001, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. 2 Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DO LANÇAMENTO - INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - VALORES PAGOS A TÍTULO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA - PLANOS DE SAÚDE DE ACESSO RESTRITO AO CORPO GESTOR DA ORGANIZAÇÃO - OCORRÊNCIA DE FATO GERADOR O salário-de-contribuição compreende a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho. Constituem fatos geradores os valores concedidos aos empregados a titulo de assistência médica em relação à parte paga cujo acesso era permitido somente ao corpo gestor da organização. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido. Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 490 3 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, Nas Preliminares, por unanimidade de votos em reconhecer a decadência das competências até 09/2001, inclusive, com base no Art. 150, § 4º do CTN. Votaram pelas conclusões os conselheiros Ivacir Julio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. NO MÉRITO, por maioria de votos em dar provimento ao recurso julgando o lançamento improcedente. Vencido o relator Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente e Redator Designado Paulo Maurício Pinheiro Monteiro - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza. Ausente o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato. 4 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário, fls. 437 a 464, com Anexos às fls. 465 a 486, apresentado contra Decisão-Notificação nº 21.003.0/0063/2007 da Secretaria da Receita Previdenciária / Delegacia da Receita Previdenciária São Paulo Oeste - SP, fls. 417 a 427, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária legal principal, fl. 01, Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD nº 37.013.628-4, no montante de R$ 844.558,31 (oitocentos e quarenta e quatro mil, quinhentos e cinqüenta e oito reais e trinta e um centavos). Segundo a Auditoria-Fiscal, de acordo com o Relatório Fiscal, fls. 140 a 148, constitui fato gerador das contribuições objeto desta NFLD a remuneração decorrente do pagamento de assistência médica através de planos exclusivos para os empregados com cargos de comando e para os dirigentes da empresa. O lançamento refere-se às contribuições devidas pela empresa destinadas à Seguridade Social correspondentes à parcela da empresa, do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho - RAT; e as destinadas aos terceiros, arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, quais sejam: - FPAS 507: SESI, SENAI, Salário- educação, INCRA e SEBRAE; - FPAS 833: INCRA e SEBRAE. Ainda segundo o Relatório Fiscal, às fls. 140 a 148: 3.1- Além dos planos básicos e opcionais (Unimed, Medial, Sepaco) disponibilizados para os empregados em geral e com •descontos variáveis ao longo do período, foram identificados dois outros planos diferenciados, cujo acesso era permitido somente a determinado escalão da empresa, conforme verificado em informativo da empresa anexo: - LINCX Serviços de Saúde S/C Ltda — CNPJ 73.639.262/0001-74: Plano exclusivo para os membros da diretoria e do Conselho de Administração das empresas do grupo; - SUL AMERICA AETNA SEG. E PREV. S/A - CNPJ 01.685.053/0001-56: Plano exclusivo para empregados com os cargos de comando de gerente, superintendente e assessores; 3.2- Os pagamentos à LINCX foram identificados no período de 12/96 a 07/05. Este plano era integralmente subsidiado para os diretores, membros do conselho e dependentes vinculados aos acionistas majoritários da empresa; e parcialmente, com .valor fixo mensal assumido pela empresa, para os empregados que se tornaram diretores ao serem eleitos por Assembléia Geral e que durante esse período tiveram os contratos de trabalho suspensos. 3.3- O seguro saúde Sul América era exclusivo para cargos de comando no período de 03/01 a 02/04, sendo que, após essa data, a empresa disponibilizou a adesão ao plano para os Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 491 5 demais funcionários, mediante o pagamento da diferença. No período considerado, mesmo entre os segurados da Sul América, havia diferença entre os planos, ou seja, os gerentes e assessores eram enquadrados no Plano Especial e os superintendentes no Plano Executivo. A empresa custeava 60% do seguro saúde e os empregados os outros 40%. 3.5- A cobertura oferecida pela empresa não abrange a totalidade dos empregados e dirigentes, pois existem planos diferenciados, que variam de acordo com o cargo ocupado pelo segurado; ou seja, quanto maior é o nível do funcionário, melhor é a cobertura de atendimento e mais caro é o plano de saúde. Para garantir a extensibilidade da cobertura a todos os empregados e dirigentes, faz-se necessário que qualquer um tenha acesso a todos os planos, independente do cargo ocupado, pois cabe ao segurado decidir e arcar com a diferença de valor, ou seja, quando há a disponibilidade de vários planos, a adesão a qualquer um deles deve ser opcional e não imposta pela empresa. 3.6 — Considerando que a despesa do empregador, em desacordo com a lei, converte-se em benefício econômico não eventual para seus empregados e dirigentes, sendo a vantagem auferida em decorrência de seu trabalho, tal pagamento reveste- se de caráter de natureza salarial, constituindo-se, assim, em base de incidência de contribuições previdenciárias. O período de apuração, de acordo com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09288466-00, foi de 01/1996 a 07/2005, às fls. 120. O período do débito, conforme o Relatório Discriminativo Sintético do Débito - DSD, às fls. 50, é de 12/1996 a 07/2005. A Recorrente teve ciência da NFLD no dia 31.10.2006, conforme fls. 01. A Recorrente apresentou impugnação, às fls. 397 a 411, na qual, em síntese, alegou: (a) Nulidade. O Relatório Fiscal não faz referência a dispositivos legais que determinem a incidência de contribuição sobre valores pagos a título de abono e auxílio-creche; (b) Decadência. Invoca a ocorrência da decadência do direito do Fisco em constituir crédito tributário referente aos fatos geradores compreendidos entre 12/1996 e 30/10/2001. (c) Assistência-Médica: c.1 – O mercado faz com que as empresas realizem convênios médicos porque o Poder Público não permite que todos tenham acesso aos serviços médicos, como deveria fazê-lo (art. 196 da CF/88 e o art. 2° da Lei 8.212/91); c.2 - confirma que a empresa contratou serviços médicos, assegurando a todos os seus empregados planos de saúde, mas 6 não de forma igualitária porque, conforme justifica, assim não estabelece a Lei; c.3. fundamenta que a Lei exige que a empresa, ao conceder assistência médica, o faça de modo que abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa, não exigindo que o faça em igualdade de condições; c.4 - a Lei 8.212/91 expressamente dispõe que a assistência médica não integra o salário-de-contribuição, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa não restringindo o beneficio á igualdade de condições de planos para todos os beneficiados; A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, fls. 417 a 427. Inconformada com a decisão da Recorrida, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 437 a 464, com Anexos às fls. 465 a 486, onde alega, em apertada síntese: Em sede preliminar: (a) Da nulidade do lançamento por ausência de embasamento legal. Na defesa administrativa foi efetivamente informado que a fiscalização obrigatoriamente deveria ter esclarecido, na NFLD, o (s) dispositivo(s) legal (is) violado (s), para justificar os lançamentos efetuados. Como se infere das informações constantes do FLD — Fundamentos Legais do Débito e também do Relatório da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito não foram referenciados quaisquer dispositivos legais que autorizassem os lançamentos efetuados. (b) Da decadência. Desse modo, o crédito tributário, nos termos do artigo 173, do Código Tributário Nacional, se extingue pelo prazo decadencial de 5 (cinco) anos. Em conseqüência do exposto, considerando que a recorrente tomou ciência da NFLD em 31 (trinta e um) de outubro de 2006, operou-se a decadência relativamente a todos os fatos geradores anteriores a 30 (trinta) de outubro de 2001 Desse modo, decaiu o direito de o INSS constituir crédito tributário sobre fatos geradores relativos ao período compreendido entre setembro de 1996 e 30 de outubro de 2001 e assim deve ser declarado. (c) Da nulidade do lançamento por ausência de fundamento legal – em relação aos co-responsáveis. Na NFLD consta uma relação de profissionais co-responsáveis, conforme se infere do CORESP. No entanto, a fiscalização não apresentou os fundamentos legais que pretensamente justificariam a co-responsabilidade das pessoas relacionadas, razão pela qual a presente NFLD deverá ser declarada integralmente nula. Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 492 7 No Mérito: (d) Da Assistência Saúde (d.1) Da inconstitucionalidade. O art. 196, da Constituição Federal, o artigo 2° da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, estabelece o mesmo sentido, Como é de conhecimento público, as empresas realizam convênios médicos, porque o Poder Público não permite que todos tenham acesso aos serviços médicos como deveria fazê-lo. Diante da situação que se apresenta, a recorrente contratou planos de saúde, assegurando a cobertura desses serviços a todos os seus empregados. (...) A decisão impugnada, ao manter os fundamentos da NFLD, afrontou ao principio da legalidade e, por conseguinte, o da reserva legal que resulta do primeiro. O principio da reserva legal é de suma importância para o direito tributário, pois considera que somente a lei pode regular uma determinada matéria (d.2) A Assistência Médica no presente recurso não integra o salário de contribuição. A empresa contratou serviços médicos, assegurando a todos os seus empregados planos de saúde, mas não de forma igualitária porque, conforme justifica, assim não estabelece a Lei; Qual o dispositivo legal que determina que a empresa deva conceder igual assistência médica a todos os seus empregados? A empresa, ao contrário, deve tão-somente assegurar que todos tenham assistência médica. Cita o art. 28, § 9º, q, Lei 8.212/1991: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) A "cobertura" exigida pela Lei diz respeito à garantia de atendimento. A "totalidade", expressão adotada no parágrafo nono, do artigo 214, do Decreto 3.048/99, está relacionada com 8 o número de empregados, pois todos devem ter a cobertura de um plano de saúde. A lei determina que a empresa, ao conceder assistência médica, o faça de modo que abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa, não exigindo, no entanto, que o faça em igualdade de condições. A concessão de assistência médica é uma prestação de natureza assistencial, em nada se assemelhando ao salário ou remuneração. Invoca o art. 458, §2°, IV, CLT que expressamente desvincula a assistência medica do salário. Art. 458 - Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, por fôrça do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967) § 2 o Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (Redação dada pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante seguro-saúde; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) (e) A Recorrente solicita também: (e.1) por perícia contábil; (e.2) por fim, que o presente RECURSO seja julgado em conjunto com o interposto à Decisão Notificação de Procedência de Multa n° 21.003.010064/2007, Processo Administrativo n° 36624.014115/2006-95, Auto de Infração n° 37.014.917-3, Intimação SECAT n° 080612007. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 488. É o Relatório. Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 493 9 Voto Vencido Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 488. Avaliados os pressupostos, passo para o exame das Preliminares e do Mérito. DAS PRELIMINARES (a) Da nulidade do lançamento por ausência de embasamento legal. A Recorrente argumenta: Na defesa administrativa foi efetivamente informado que a fiscalização obrigatoriamente deveria ter esclarecido, na NFLD, o (s) dispositivo(s) legal (is) violado (s), para justificar os lançamentos efetuados. Como se infere das informações constantes do FLD — Fundamentos Legais do Débito e também do Relatório da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito não foram referenciados quaisquer dispositivos legais que autorizassem os lançamentos efetuados. Analisemos. Foi realizada auditoria-fiscal que resultou no lançamento da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente à parte da empresa. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrada Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD nº 37.013.628-4 que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura da NFLD nº 37.013.629-2) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. 10 IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV - Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, nota-se que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, com a clara discriminação de cada débito apurado e dos acréscimos legais incidentes, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Pode-se elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF- F, com a competente designação do Auditor-Fiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC - Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD - Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD - Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. DSE - Discriminativo Sintético por Estabelecimento (que discrimina sinteticamente, por competência e por estabelecimento, as contribuições, atualização monetária, multa e juros);. e. RL - Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); f. FLD- Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 494 11 contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); g. CORESP- - Relatório de Co-Responsáveis pelo Débito (que indica todos os co-responsáveis legais pelo debito segundo a época de atuação na empresa no período fiscalizado); h. VÍNCULOS - Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); i. MPF – Mandado de Procedimento Fiscal; j. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. k. TEAF - Termo de Encerramento da Ação Fiscal;. l. REFISC – Relatório Fiscal. Cumpre-nos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisando-se a NFLD nº 37.013.628-4, tem-se que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao Auditor-Fiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumpri-lhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. 12 Desta forma, o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por cerceamento por preterição aos direitos de defesa, pela ausência de fundamentação legal. (b) Da decadência. A Recorrente alega: Desse modo, o crédito tributário, nos termos do artigo 173, do Código Tributário Nacional, se extingue pelo prazo decadencial de 5 (cinco) anos. Em conseqüência do exposto, considerando que a recorrente tomou ciência da NFLD em 31 (trinta e um) de outubro de 2006, operou-se a decadência relativamente a todos os fatos geradores anteriores a 30 (trinta) de outubro de 2001 Desse modo, decaiu o direito de o INSS constituir crédito tributário sobre fatos geradores relativos ao período compreendido entre dezembro de 1996 e 30 de outubro de 2001 e assim deve ser declarado. Analisemos. Deve-se verificar a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal - STF, conforme o Informativo STF nº 510 de 19 de junho de 2008, por entender que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nº s 556664/RS, 559882/RS, 559.943 e 560626/RS, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8.212/91, atribuindo-se, à decisão, eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Súmula Vinculante nº 8 - São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103-A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 495 13 controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, conclui-se que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64-B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64-B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, dar-se-á ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, ressalva que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “ Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II - que fundamente crédito tributário objeto de: 14 a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do Advogado-Geral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. (g.n.)” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional - CTN. Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4 o , e 173 do Código Tributário Nacional. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: “ Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. (g.n.)” Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplica-se o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: “ Art.150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º - O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º - Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 496 15 § 3º - Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º - Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (g.n.)” Essas interpretações estão em sintonia com decisões do Poder Judiciário. “Ementa: ....1. O entendimento jurisprudencial consagrado no Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo decadencial de que dispõe o Fisco para constituir o crédito tributário é de cinco anos, contados a partir do fato gerador.Todavia, se não houver pagamento antecipado, incide a regra do art. 173, I, do Código Tributário Nacional.” (STJ.1ª Turma, AgRg no Ag 972.949/RS, Rel.: Min.Denise Arruda.,ago/08.) (g.n.) “Ementa: ....4. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, conta-se o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Em normais circunstâncias, não se conjugam os dispositivos legais. Precedentes das Turmas de Direito Público e da Primeira Seção. 5.Hipótese dos autos em que não houve pagamento antecipado, aplicando-se a regra do art. 173, I, do CTN.” (STJ. 2ª Turma, AgRg no Ag 939.714/RS, Rel.: Min. Eliana Calmon., fev/08.) . (g.n.) “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. (...) Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN..” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) . (g.n.) Uma corrente doutrinária também aponta que no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento, se aplica uma regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN em detrimento da aplicação da regra geral do art. 173, I, CTN. No entanto, nos casos de dolo, fraude ou simulação, de modo a que se configure a comprovada má-fé do sujeito passivo, não corre o prazo do art. 150, § 4º, CTN mas sim a decadência tributária se rege pela disposição genérica do art. 173, I, CTN. 16 Nesta corrente doutrinária pode-se citar, dentre outros, Ricardo Lobo Torres 1 , Eduardo Sabbag 2 , Mauro Luís Rocha Lopes 3 e Leandro Paulsen 4 . Há vozes discordantes na doutrina que defendem que a decadência opera com base na regra geral de decadência esposta no art. 173 do CTN, haja ou não pagamento antecipado no caso de lançamento por homologação, de forma a não se aplicar o art. 150, § 4º, CTN. O meu posicionamento se identifica com o direcionamento do Superior Tribunal de Justiça – STJ e com a primeira corrente doutrinária exposta no sentido de no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento e não se configure os casos de dolo, fraude ou simulação, se aplica a regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN. Por outro lado, na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD nº 37.013.628-4, no qual o lançamento refere-se às contribuições devidas pela empresa destinadas à Seguridade Social correspondentes à parcela da empresa, no período de 12/1996 a 07/2005, deve-se observar se houve ou não antecipação de pagamento. No Relatório Fiscal, às fls. 140 a 148, observa-se que se trata de diferenças verificadas pela Auditoria-Fiscal que foram levantadas a título de assistência médica, além do que não se evidencia a não ocorrência de pagamento antecipado se considerarmos a contribuição social previdenciária devida pela Recorrente como um todo. Desta forma, tratando-se a contribuição social previdenciária de tributo sujeito a lançamento por homologação, considero que houve antecipação de pagamento para todas as competências objeto do levantamento, qual seja, o período 12/1996 a 07/2005. Então, há que se aplicar a regra de decadência para os tributos lançados por homologação, insculpida no art. 150, § 4º, CTN. Verifica-se, da análise dos autos, que: A recorrente teve ciência da NFLD no dia 31.10.2006, conforme fls. 01. O período do débito, conforme o Relatório Discriminativo Sintético do Débito - DSD, às fls. 57, é de 12/1996 a 07/2005. Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 09/2001, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. (c) Da nulidade do lançamento por ausência de fundamento legal – em relação aos co-responsáveis. A Recorrente alega: Na NFLD consta uma relação de profissionais co-responsáveis, conforme se infere do CORESP. No entanto, a fiscalização não apresentou os fundamentos legais que pretensamente 1 TORRES, Ricardo Lobo. Curso de direito financeiro e tributário. 16. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2009. p. 283. 2 SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 723. 3 LOPES, Mauro Luís Rocha. Direito tributário brasileiro. Rio de Janeiro: Impetus, 2009. p. 248. 4 PAULSEN, Leandro. Direito tributário: constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 11. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora; ESMAFE, 2009. p. 1036. Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 497 17 justificariam a co-responsabilidade das pessoas relacionadas, razão pela qual a presente NFLD deverá ser declarada integralmente nula. Analisemos. Preliminarmente, quanto à solicitada exclusão de pessoas do rol de co- responsáveis cabe esclarecer que esta relação, anexada aos autos pela Fiscalização, não tem como escopo incluir pessoas físicas e jurídicas no pólo passivo da obrigação tributária, mas sim listar todas as pessoas representantes legais do sujeito passivo que, eventualmente, poderão ser responsabilizadas na esfera judicial, na hipótese de futura inscrição do débito em dívida ativa, pois o chamamento dos responsáveis só ocorre em fase de execução fiscal, em consonância com a legislação, e após se verificarem infrutíferas as tentativas de localização de bens da própria empresa. A responsabilização somente ocorrerá por ordem judicial, nas hipóteses previstas na lei e após o devido processo legal. O débito foi lançado somente contra a pessoa jurídica e, neste momento, demais pessoas não sofrerão restrições em seus direitos. Assim, esta discussão é inócua na esfera administrativa, sendo mais apropriada na via da execução judicial, na hipótese de convocação dos listados, por decisão judicial, para satisfação do crédito. Portanto, não há razão no argumento. DO MÉRITO (d) Da Assistência Saúde (d.1) Da inconstitucionalidade. A Recorrente alega: O art. 196, da Constituição Federal, o artigo 2° da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, estabelece o mesmo sentido, Como é de conhecimento público, as empresas realizam convênios médicos, porque o Poder Público não permite que todos tenham acesso aos serviços médicos como deveria fazê-lo. Diante da situação que se apresenta, a recorrente contratou planos de saúde, assegurando a cobertura desses serviços a todos os seus empregados. (...) A decisão impugnada, ao manter os fundamentos da NFLD, afrontou ao principio da legalidade e, por conseguinte, o da reserva legal que resulta do primeiro. O principio da reserva legal é de suma importância para o direito tributário, pois considera que somente a lei pode regular uma determinada matéria Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já 18 que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26-A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1 o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2 o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3 o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4 o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5 o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6 o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n o 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n o 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n o 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (d.2) A Assistência Médica no presente recurso não integra o salário de contribuição. A Recorrente alega: Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 498 19 A empresa contratou serviços médicos, assegurando a todos os seus empregados planos de saúde, mas não de forma igualitária porque, conforme justifica, assim não estabelece a Lei; Qual o dispositivo legal que determina que a empresa deva conceder igual assistência médica a todos os seus empregados? A empresa, ao contrário, deve tão-somente assegurar que todos tenham assistência médica. Cita o art. 28, § 9º, q, Lei 8.212/1991: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) A "cobertura" exigida pela Lei diz respeito à garantia de atendimento. A "totalidade", expressão adotada no parágrafo nono, do artigo 214, do Decreto 3.048/99, está relacionada com o número de empregados, pois todos devem ter a cobertura de um plano de saúde. A lei determina que a empresa, ao conceder assistência médica, o faça de modo que abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa, não exigindo, no entanto, que o faça em igualdade de condições. A concessão de assistência médica é uma prestação de natureza assistencial, em nada se assemelhando ao salário ou remuneração. Invoca o art. 458, §2°, IV, CLT que expressamente desvincula a assistência medica do salário. Art. 458 - Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, por fôrça do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967) § 2 o Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (Redação dada pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) 20 IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante seguro-saúde; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) Analisemos. Conforme o Relatório Fiscal, às fls. 140 a 148, enquanto que para os empregados em geral a empresa disponibilizava planos de saúde básicos e opcionais (Unimed, Medial, Sepaco), com descontos variáveis ao longo do período, já para os empregados do corpo gestor, ou seja, com cargos de comando e dirigentes da empresa, era disponibilizado planos exclusivos ou diferenciados, subsidiados pela Recorrente, a saber: - LINCX Serviços de Saúde S/C Ltda (CNPJ 73.639.262/0001- 74), no período de 12/96 a 07105. Este plano era integralmente subsidiado para os membros da diretoria, do Conselho de Administração e dependentes vinculados aos acionistas majoritários das empresa, e parcialmente, com valor fixo mensal assumido empresa para os empregados que se tornaram diretores ao serem eleitos por Assembléia Geral e que durante esse período tiveram os contratos de trabalho suspensos; - O seguro saúde Sul América era exclusivo para cargos de comando no período de 03/01 a 02/04, sendo que, após essa data, a empresa disponibilizou a adesão ao plano para os demais funcionários, mediante o pagamento da diferença. No período considerado, mesmo entre os segurados da Sul América, havia diferença entre os planos, ou seja, os gerentes e assessores eram enquadrados no Plano Especial e os superintendentes no Plano Executivo. A empresa custeava 60% do seguro saúde e os empregados os outros 40%. A recorrente aduz que o pagamento de assistência médica tem natureza assistencial, não integra a remuneração e o salário de contribuição, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa e que não pode o Instituto restringir tal benefício à igualdade de condições de planos para todos os segurados. No entanto, conforme já exposto pela Recorrida, às fls. 422, não prospera tal argumentação pois tais pagamentos a título de assistência médica na forma de planos de saúde disponibilizados, não abrangem a totalidade dos empregados e dirigentes da notificada: As alegações de que tais pagamentos não têm natureza remuneratória e, portanto não integram o salário-de- contribuição, não podem prevalecer diante da constatação realizada durante a fiscalização e descrita no item 3 do Relatório Fiscal, de que o pagamento de assistência médica através de planos exclusivos para os empregados com cargos de comando e para os dirigentes da empresa está em desacordo com os pressupostos previstos no art. 28, §9°, alínea "q" da Lei 8.212/91 combinado com o art. 214, §9°, inciso XVI do Decreto 3.048/99 e, isso porque, tais pagamentos não abrangem a totalidade dos empregados e dirigentes da notificada. Tal fato é corroborado pelas afirmações da impugnante que confirma que a empresa contratou serviços médicos, assegurando a todos os empregados planos de saúde, mas não de forma igualitária, porque entende que assim não estabelece a Lei. Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 499 21 Anote-se o art. 28, §9° , q, Lei 8.212/1991 e o art. 214, §9°, inciso XVI do Decreto 3.048/99: Lei 8.212/1991: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (...) §9° Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei exclusivamente: q) o valor relativo à assistência prestada por serviço medico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa"' Decreto 3.048/1999: Art. 214. Entende-se por salário-de-contribuição: (..) §9° Não integram o salário-de-contribuição, exclusivamente: XVI — o valor relativo â assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou com ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, Óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. §10 - As parcelas referidas no parágrafo anterior quando pagas ou creditadas em desacordo com a legislação pertinente, integram o salário-de-contribuição para todos os fins e efeitos, sem prejuízo da aplicação das cominações legais cabíveis." (gn) 22 A Recorrente ao estabelecer distinções ou restringir planos de assistência médica a determinadas categorias de profissionais, de acordo com o cargo ocupado, não garante que todos os demais empregados tenham acesso à cobertura daqueles planos especiais (LINCX Serviços de Saúde S/C Ltda e SUL AMÉRICA AETNA Seg. e Prev. S/A), contrariando o requisito para a exclusão da assistência médica da base de cálculo das contribuições previdenciárias, razão pela qual referido pagamento integra o salário-de- contribuição, nos termos do disposto no art. 28, I, Lei 8.212191. Ao passo que não prospera a argumentação da Recorrente de que a cobertura abrange a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa e de que a lei não restringe o beneficio à igualdade de condições de planos para todos os beneficiados. Tem-se que a situação jurídica, ora em comento, é diferente da colocada pela Recorrente, pois é a própria legislação que dispõe como condição para que a assistência médica não integre o salário-de-contribuição, o fato de que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa, de outra forma, todos os empregados devem ter acesso aos planos ou coberturas disponibilizados. Ainda assim, conforme o relatório Fiscal, às fls. 140 a 148, a Recorrente efetuava descontos variáveis dos empregados em geral que tinham acesso a planos básicos e opcionais (Unimed, Medial, Sepaco) e, privilegiava os empregados de comando e dirigentes da empresa mediante planos e assistência médica exclusivos, não extensivos â totalidade dos empregados, subsidiados integral ou parcialmente pela notificada. Desta forma, a autuação foi efetuada apenas em relação aos planos de assistência médica exclusivos ao corpo gestor da organização, em outras palavras, ao alto escalão da empresa. Em relação ao argumento a respeito da definição de salário contida na CLT, artigo 458 , §2° CLT, a assistência médica deixa de ser considerada como salário e, ainda assim, o parágrafo 2°, do art. 458 da CLT, deixa bem claro que aquelas utilidades somente não serão consideradas como salário para efeitos previstos no art. 458 da CLT, sendo que: "os preceitos concernentes ao regime de seguro social são objeto de lei especial", consoante art. 12, CLT: Art. 12 - Os preceitos concernentes ao regime de seguro social são objeto de lei especial. Art. 458 - Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967) § 1º Os valores atribuídos às prestações "in natura" deverão ser justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do salário-mínimo (arts. 81 e 82). (Incluído pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967) § 2º Não serão considerados como salário, para os efeitos previstos neste artigo, os vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local de trabalho, para a prestação dos respectivos serviços. (Parágrafo único remunerado pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967) Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 500 23 § 2 o Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (Redação dada pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante seguro-saúde; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) V – seguros de vida e de acidentes pessoais; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) VI – previdência privada; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) VII – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) Desta forma, não prospera a argumentação da Recorrente acerca da não incidência da contribuição social previdenciária sobre os valores pagos a título de assistência médica em relação às parcelas pagas de planos de saúde diferenciados cujo acesso somente era permitido ao corpo gestor da organização. (e) A Recorrente solicita também: (e.1) por perícia contábil; Em relação ao pedido de perícia contábil, indefiro tal pedido, porque a Recorrente não demonstrou, fundamentadamente, a ocorrência de uma das condições elencadas no art. 16, IV c/c art. 16, § 5º c/c art. 16, § 4º, Decreto 70.235/1972: “Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Parágrafo único. Ao sujeito passivo é facultada vista do processo, no órgão preparador, dentro do prazo fixado neste artigo. Parágrafo único. Na hipótese de devolução do prazo para impugnação do agravamento da exigência inicial, decorrente de decisão de primeira instância, o prazo para apresentação de nova impugnação, começará a fluir a partir da ciência dessa decisão. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (Vide 24 Medida Provisória nº 232, de 2004) (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) Art. 16. A impugnação mencionará: I - a autoridade julgadora a quem é dirigida; II - a qualificação do impugnante; III - os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) IV - as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) V - se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 1º Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) “ § 2º É defeso ao impugnante, ou a seu representante legal, empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao julgador, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscá-las. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 3º Quando o impugnante alegar direito municipal, estadual ou estrangeiro, provar-lhe-á o teor e a vigência, se assim o determinar o julgador. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refira-se a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 501 25 recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (gn) Da leitura do dispositivo, verifica-se que a recorrente não cumpriu os requisitos necessários à formulação de pedido de perícia contábil. (e.2) por fim, que o presente RECURSO seja julgado em conjunto com o interposto à Decisão Notificação de Procedência de Multa n° 21.003.010064/2007, Processo Administrativo n° 36624.014115/2006-95, Auto de Infração n° 37.014.917-3, Intimação SECAT n° 080612007. Não resta possível nesta etapa do julgamento deste Recurso Voluntário, o atendimento de tal pleito da Recorrente por motivos de infra-estrutura operacional. DA MULTA DE MORA Esta Colenda Turma de Julgamento vem se posicionando reiteradamente, por maioria, em relação ao recálculo dos acréscimos legais, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte: A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei n o 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido 26 fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ressalva-se a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NAS PRELIMINARES , acolher a decadência até a competência 09/2001, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN, NO MÉRITO DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Processo nº 36624.014152/2006-01 Acórdão n.º 2403-00.277 S2-C4T3 Fl. 502 27 Voto Vencedor Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari - Redator Designado A questão controversa no julgamento e que gerou este voto vencedor reside na tributação ou não do valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico. De acordo com o previsto no art. 28 da Lei n ° 8.212/1991, para o segurado entende-se por salário-de-contribuição a totalidade dos rendimentos destinados a retribuir o trabalho, incluindo nesse conceito os ganhos habituais sob a forma de utilidades, nestas palavras: Art.28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Existem parcelas que não sofrem incidência de contribuições previdenciárias, seja por sua natureza indenizatória ou assistencial. Tais verbas estão arroladas no art. 28, § 9º da Lei n ° 8.212/1991 e consta citação específica para assistência médica ou odontológica. Art. 28 (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; Consta do processo que a empresa contratou serviços médicos para todos os seus empregados. Entendo que a Lei não estabelece a condição de plano de saúde igualitário para todos. 28 A exigência legal para excluir da base de incidência os valores relativos à assistência prestada por serviço médico e/ou odontológico é conceder essa assistência para a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto por dar provimento ao recurso, julgando o lançamento improcedente. É como voto. Carlos Alberto Mees Stringari
score : 1.0
