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Numero do processo: 10283.003569/2001-41
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 105-01.188
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: CSL- glosa compens. bases negativas de períodos anteriores
Nome do relator: Jose Clovis Alves
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RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Processo n°. Recurso n°. Matéria Recorrente Recorrida Sessão de Tempestivamente a contribuinte insurgiu-se contra a exigência, nos termos da impugnação de fls. 14/15, argumentando, em síntese, o seguinte. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTE Processo n°. : 10283.003569/2001-41 Recurso nO. : 105-1.188 2 RELATÓRIO : 139.962 : TYCO ELETRONICS DA AMAZONIA LTDA Ciente da decisão de primeira instância em 02/03/04 (AR fI. 95 verso), a contribuinte interpôs recurso voluntário em 31/03/04 (protocolo fI. 97), onde repete as argumentações da inicial. Reafirma os dados não teriam sido atualizados pela SRF. Como garantia recursal arrolou bens. É o Relatório A recorrente alega que na foram considerados os saldos de Bases Negativas da CLSS a compensar relativos aos anos calendário 1995, pois estão zerados no Demonstrativo da base de calculo negativa da CSLL (SAPLI) A 1a Turma da DRJ em Belém PA enfrentou os argumentos contidos na impugnação e, através da decisão n° 1.977/2004 manteve o lançamento, sob o argumento de falta de prova. Da descrição dos fatos e enquadramento legal consta que o lançamento refere-se à CSLL meses de novembro e dezembro de 1996, tendo sido constituído em razão da compensação de bases negativas de períodos-base anteriores em percentual superior a 30% das bases positivas, tendo a empresa infringido norma contida no artigo 58 da Lei 8.981/95 e art. 16 da Lei n° 9.065/95. TYCO ELETRONICS DA AMAZONIA LTDA CNPJ N° 00.399.541/0001- 34, já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão prolatada pela 1a Turma da DRJ em Belém PA, que manteve o crédito tributário consubstanciado no Auto de Infração de CSLL, apresen~recurso a este Conselho objetivando a reforma do decidido. Recurso n°. Recorrente I' r; I -I MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTE Processo n°. : 10283.003569/2001-41 Recurso nO. : 105-1.188 VOTO Conselheiro JOSÉ CLÓVIS ALVES, Relator O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Como visto do relatório, a matéria posta em discussão na presente instância trata da compQQSaçãode prejuízo, sem respeitar o limite de 30% estabelecido pelo artigo 58 da Lei n° 8.981/95, artigo 16 da Lei nO9.065/95. O contribuinte desde a inicial alega ter ocorrido erro no SAPLI, tendo em vista o descompasso entre ele e a DIRPJ. Ao contrário da tese da DRJ o contencioso administrativo existe exatamente para controle e depuração do ato administrativo do lançamento, sendo definitivo somente quando ocorrerem uma das hipóteses previstas na legislação processual. O princípio da verdade material deve estar sempre na mente dos lançadores e julgadores pois de nada adianta manter um lançamento na esfera administrativa sem a apuração da verdade material pois com certeza na esfera judicial o contribuinte poderá ser vitorioso e isso redundará com certeza em ônus de sucumbência para a União, desfigurando portanto a principal finalidade do Executivo manter um contencioso administrativo. Analisando os autos verifico que enquanto a DIRPJ de folha 136 mostra base de cálculo da CSLL em 12/95 no valor de R$ 363.493, o SAPLI de folha 22 informa que naquela data o saldo é ZERO. Ora tal incongruência só pode ser resolvida com uma análise na escrituração do contribuinte que com certeza resolverá a questão, pois sabemos que o sistema de controle da SRF muitas vezes não fora atualizado ou alimentadoporfaltadereQJrr 3 MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTE Processo n°. : 10283.003569/2001-41 Recurso n°. : 105-1.188 Assim converto o julgamento em diligência para que a autoridade fiscal compareça ao estabelecimento do contribuinte e verifique na escrituração fiscal quais os valores das bases negativas da CSL, compare com os controles existentes na SRF (SAPLI) e elabore demonstrativo e relatório conclusivo apontando a verdade material. Da diligência dê ciência ao contribuinte para que, querendo, se manifeste. -. Após a diligência, encaminhem-se os autos à 58 Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes para prosseguimento do julgamento. 4 j .;1 :r .1 !.I \., I'i ,i 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 11971.001686/2007-70
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE SIMPLES
Exercício: 2002
EXCLUSÃO DO SIMPLES. OPÇÃO. IMPEDIMENTO.
Não pode optar pelo Simples, a pessoa jurídica que na condição de empresa de pequeno porte, que tenha auferido, no ano-calendário
imediatamente anterior, receita bruta superior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais).
NULIDADE.
No caso de o enfrentamento das questões na peça de defesa denotar perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento não há que se falar em nulidade do ato em litígio.
OMISSÃO DE RECEITAS.
É legítima a caracterização da omissão de receitas apurada com base nos valores constantes nas Guias Informativas Mensais de ICMS (GIAM) fornecidas pela Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco, em relação às quais a Recorrente foi previamente cientificada aprestar esclarecimentos.
PROVA.
As meras alegações desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade não são suficientes para ilidir a motivação fiscal.
JUROS DE MORA.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC
para títulos federais.
MULTA DE OFÍCIO PROPORCIONAL QUALIFICADA.
No caso de evidente intuito de fraude(arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964) é aplicada a multa calculada sobre a diferença de tributo no coeficiente de cento e cinqüenta por cento.
PIS, CSLL, COFINS e INSS.
Tratando-se de lançamentos decorrentes, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que os resultados do julgamento dos feitos reflexos acompanhem aqueles que foram dados ao lançamento principal.
Numero da decisão: 1801-000.518
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em preliminar, por afastar as nulidades e decadências suscitadas e, no mérito, por negar provimento ao recurso voluntário para manter as exigências do crédito tributário e para manter a exclusão do Simples, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraiva
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2002 EXCLUSÃO DO SIMPLES. OPÇÃO. IMPEDIMENTO. Não pode optar pelo Simples, a pessoa jurídica que na condição de empresa de pequeno porte, que tenha auferido, no ano-calendário imediatamente anterior, receita bruta superior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais). NULIDADE. No caso de o enfrentamento das questões na peça de defesa denotar perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento não há que se falar em nulidade do ato em litígio. OMISSÃO DE RECEITAS. É legítima a caracterização da omissão de receitas apurada com base nos valores constantes nas Guias Informativas Mensais de ICMS (GIAM) fornecidas pela Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco, em relação às quais a Recorrente foi previamente cientificada aprestar esclarecimentos. PROVA. As meras alegações desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade não são suficientes para ilidir a motivação fiscal. JUROS DE MORA. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. MULTA DE OFÍCIO PROPORCIONAL QUALIFICADA. No caso de evidente intuito de fraude(arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964) é aplicada a multa calculada sobre a diferença de tributo no coeficiente de cento e cinqüenta por cento. PIS, CSLL, COFINS e INSS. Tratando-se de lançamentos decorrentes, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que os resultados do julgamento dos feitos reflexos acompanhem aqueles que foram dados ao lançamento principal.
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OPÇÃO. IMPEDIMENTO. Não pode optar pelo Simples, a pessoa jurídica que na condição de empresa de pequeno porte, que tenha auferido, no anocalendário imediatamente anterior, receita bruta superior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais). NULIDADE. No caso de o enfrentamento das questões na peça de defesa denotar perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento não há que se falar em nulidade do ato em litígio. OMISSÃO DE RECEITAS. É legítima a caracterização da omissão de receitas apurada com base nos valores constantes nas Guias Informativas Mensais de ICMS (GIAM) fornecidas pela Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco, em relação às quais a Recorrente foi previamente cientificada aprestar esclarecimentos. PROVA. As meras alegações desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade não são suficientes para ilidir a motivação fiscal. JUROS DE MORA. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. MULTA DE OFÍCIO PROPORCIONAL QUALIFICADA. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 434 2 No caso de evidente intuito de fraude(arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964) é aplicada a multa calculada sobre a diferença de tributo no coeficiente de cento e cinqüenta por cento. PIS, CSLL, COFINS e INSS. Tratandose de lançamentos decorrentes, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que os resultados do julgamento dos feitos reflexos acompanhem aqueles que foram dados ao lançamento principal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em preliminar, por afastar as nulidades e decadências suscitadas e, no mérito, por negar provimento ao recurso voluntário para manter as exigências do crédito tributário e para manter a exclusão do Simples, nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, André Lemes da Silva e Ana de Barros Fernandes. Relatório Exclusão do Simples A Recorrente optante pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples) foi excluída de ofício mediante o Ato Declaratório Executivo DRF/Recife/PE nº 100, de 21 de novembro de 2007, com efeitos a partir de 01/01/2002, por ter ultrapassado o valor da receita bruta legal no anocalendário de 2001 (Lei nº 9.317, de 05 de dezembro de 1996), fls. 353/354. Autos de Infração Fl. 2DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 435 3 I Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 22/27, com a exigência do crédito tributário no valor de R$13.134,13, a título de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), juros de mora e multa proporcional qualificada, referente ao fato gerador ocorrido em dezembro de 2001, apurado no regime tributário do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples. O lançamento se fundamentana insuficiência de recolhimento apurada com base nas Guias Informativas Mensais de ICMS (GIAM), fls. 309, no Demonstrativo de Percentuais Aplicáveis à Receita Bruta, fls. 18/19, no Demonstrativo de Apuração dos Valores não Recolhidos, fls. 20/21, no Relatório de Fiscalização, fls. 52/83 e no Termo de Sujeição Passiva e Responsabilidade, fls. 85/88. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: § 2º do art. 2º, art. 5º, § 1º do art. 7º e art. 18, todos da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, art. 186, art. 188 e art. 989 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR, de 1999, art. 3º da Lei nº 9.732, de 11 de dezembro de 1998, art. 10 e alínea “d” do parágrafo único do inciso II do art. 11 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, art. 192 da Decretolei nº 5.844, de 23 de dezembro de 1943, parágrafo único do art. 13 da Lei nº 8.620, de 05 de janeiro de 1993, incisos I e II do art. 124 e inciso III do art. 135 do Código Tributário Nacional (CTN), inciso I do art. 1ª da Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, art. 71 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, art. 1º, inciso I do art. 27 e § 1º do art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem como art. 14 da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007. Em decorrência de serem os mesmos elementos de provas indispensáveis à comprovação dos fatos ilícitos tributários foram constituídos os seguintes créditos tributários pelos lançamentos formalizados neste processo: II O Auto de Infração às fls. 28/33 com a exigência do crédito tributário no valor de R$13.134,15 a título de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), juros de mora e multa proporcional qualificada. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: alínea “b” do art. 3º da Lei Complementar nº 7, de 7 de setembro de 1970, parágrafo único do art. 1º da Lei Complementar nº 17, de 12 de dezembro de 1973, bem como o inciso I do art. 2º, art. 3º e art. 9º da Medida Provisória nº 1.249, de 14 de dezembro de 1995, § 2º do art. 2º, art. 5º e § 1º do art. 7º, todos da Lei nº 9.317, de 1996 e ainda art. 3º da Lei nº 9.732, de 1998, art. 186, art. 188 e art. 989 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR, de 1999, art. 3º da Lei nº 9.732, de 11 de dezembro de 1998, art. 10 e alínea “d” do parágrafo único do inciso II do art. 11 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, art. 192 da Decretolei nº 5.844, de 23 de dezembro de 1943, parágrafo único do art. 13 da Lei nº 8.620, de 05 de janeiro de 1993, incisos I e II do art. 124 e inciso III do art. 135 do Código Tributário Nacional (CTN), inciso I do art. 1ª da Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, art. 71 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, art. 1º, inciso I do art. 27 e § 1º do art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem como art. 14 da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007. III – O Auto de Infração às fls. 34/39, a exigência do crédito tributário no valor de R$20.206,35 a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), juros de mora e multa proporcional qualificada. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento Fl. 3DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 436 4 legal: art. 1º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, bem como o § 2º do art. 2º, art. 5º e § 1º do art. 7º, todos da Lei nº 9.317, de 1996 e ainda art. 3º da Lei nº 9.732, de 1998, art. 186, art. 188 e art. 989 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR, de 1999, art. 3º da Lei nº 9.732, de 11 de dezembro de 1998, art. 10 e alínea “d” do parágrafo único do inciso II do art. 11 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, art. 192 da Decretolei nº 5.844, de 23 de dezembro de 1943, parágrafo único do art. 13 da Lei nº 8.620, de 05 de janeiro de 1993, incisos I e II do art. 124 e inciso III do art. 135 do Código Tributário Nacional (CTN), inciso I do art. 1ª da Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, art. 71 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, art. 1º, inciso I do art. 27 e § 1º do art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem como art. 14 da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007. IV – O Auto de Infração às fls. 40/45 com a exigência do crédito tributário no valor de R$40.412,70 a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), juros de mora e multa proporcional qualificada. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 1º da Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991, § 2º do art. 2º, art. 5º e § 1º do art. 7º, todos da Lei nº 9.317, de 1996 e ainda art. 3º da Lei nº 9.732, de 1998, art. 186, art. 188 e art. 989 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR, de 1999, art. 3º da Lei nº 9.732, de 11 de dezembro de 1998, art. 10 e alínea “d” do parágrafo único do inciso II do art. 11 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, art. 192 da Decretolei nº 5.844, de 23 de dezembro de 1943, parágrafo único do art. 13 da Lei nº 8.620, de 05 de janeiro de 1993, incisos I e II do art. 124 e inciso III do art. 135 do Código Tributário Nacional (CTN), inciso I do art. 1ª da Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, art. 71 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, art. 1º, inciso I do art. 27 e § 1º do art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem como art. 14 da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007. V O Auto de Infração às fls. 52/84, com a exigência do crédito tributário no valor de R$86.887,32 a título de Contribuição para a Seguridade Social (INSS), juros de mora e multa proporcional qualificada. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: § 2º do art. 2º, art. 5º, § 1º do art. 7º, e art. 18, todos da Lei nº 9.317, de 1996 e ainda art. 3º da Lei nº 9.732, de 1998 art. 186, art. 188 e art. 989 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR, de 1999, art. 3º da Lei nº 9.732, de 11 de dezembro de 1998, art. 10 e alínea “d” do parágrafo único do inciso II do art. 11 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, art. 192 da Decretolei nº 5.844, de 23 de dezembro de 1943, parágrafo único do art. 13 da Lei nº 8.620, de 05 de janeiro de 1993, incisos I e II do art. 124 e inciso III do art. 135 do Código Tributário Nacional (CTN), inciso I do art. 1ª da Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, art. 71 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, art. 1º, inciso I do art. 27 e § 1º do art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem como art. 14 da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007. Instauração da Fase Litigiosa Inconformada com a exclusão do Simples e com as exigências fiscais, das quais teve ciência em 17/12/2007, fls. 23, 29, 35, 41, 47, 53 e 353/354, a Recorrente apresentou a impugnação em 07/01/2008, fls. 366/380, com as alegações abaixo sintetizadas. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 437 5 Suscita que os lançamentos são nulos, uma vez que não lhe foi oferecida a oportunidade de se defender durante o procedimento de auditoria fiscal. Defende que os fatos não foram minuciosamente descritos e que o “fisco não cuidou em determinar com indispensável precisão a matéria tributável (base de cálculo) transferindo ilegalmente essa competência ao autuado (sujeito passivo)”. Expõe que os fatos geradores do anocalendário de 2001 não poderiam ser objeto de verificação, pois já estava decaído o direito de a Fazenda Pública constituir o presente crédito tributário e por esta razão não há que se falar em sonegação (§ 4º do art. 150 do CTN). Afirma que a não existência do pagamento não tem o condão de transferir o termo inicial da contagem do prazo para o primeiro dia aquele em que se poderia efetuar o lançamento (inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional). Argumenta que não auferiu as receitas informadas à Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco e que a presente exigência foi apurada por presunção. Acrescenta que não tem capacidade para auferir receita bruta no montante indicado e que as notas fiscais de outubro a dezembro de 2001 foram emitidas em seu nome por terceiros estranhos à sociedade empresária. Afirma que não reconhece os valores apurados a título de receita auferida, porque os agentes públicos não produziram um conjunto probatório robusto que ampare o procedimento. Destaca que da falta de entrega da DSPJSimples não se pode inferir o ilícito tributário de omissão de receita, que não reconhece como correto. Discorda da incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic. Insurgese contra a aplicação da multa de ofício proporcional qualificada, destacando que não restou comprovada o evidente intuito de fraude, uma vez que a falta de apresentação da DSPJ – Simples não lhe pode dar causa. Com o objetivo de fundamentar seus argumentos, interpreta a legislação que rege a questão litigiosa, indica os princípios que supostamente foram violados e cita entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Diante do exposto, rogase insistentemente do E. Julgador Tributário da Secretaria da Receita Federal do Brasil em Recife (PE) — Delegacia de Julgamento, por todas as razões explicitadas neste instrumento de contestação fiscal, o reconhecimento da absoluta improcedência da exigência fiscal em questão, em todos os seus termos, querendose para tanto, inclusive, a adoção de todas as providências legais e técnicas que se fizerem necessárias para o completo afastamento das suspeitas fiscais em questão, nos termos do art. 18, do Decreto n° 70.235/72, se essas ainda persistirem, após a prudente análise dos elementos constantes dos autos. Portanto, nobre Julgador, face a clara incongruência de que foi a lavratura dos AUTOS DE INFRAÇÃO (PJ e Contribuições Sociais, do SIMPLES) em questão, em face dos dispositivos legais citados e escorado na melhor Doutrina e na farta Jurisprudência relatada, requerse seja declarada a nulidade do processo de exigência do crédito tributário para que só assim tenha o contribuinte restaurado seu legitimo Estado de Direito. Relativamente à decadência, a regra aplicável neste caso é a do art 150 § 4º, do CTN, cabendo os lançamentos se ajustarem às diretrizes desta norma, o que conduz ao reconhecimento da nulidade da exigência, na sua integridade. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 438 6 Finalmente, caso não sejam acolhidas as preliminares, o que não se cogita, requer que sejam acolhidos, contudo, os argumentos descaracterizadores da ilegítima exigência fiscal, assentada em levantamento desprovido de qualquer consistência legal, defluindo dele a indicação de meras suspeitas de alguma irregularidade fiscal, carente de investigação pelo fisco por gerar bases de tributação irreais. Nestes Termos, Pede Deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 4ª TURMA/DRJ/REC/PE nº 1123.373, de 08/08/2008, fls. 398/409: “Lançamento Procedente”. Restou ementado ASSUNTO: SISTEMA INI`EGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2001 DECADÊNCIALANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO IRPJ E CSLL. A modalidade de lançamento se dá quando o Contribuinte apura o montante tributável e efetua o pagamento do imposto sem prévio exame da autoridade administrativa. Não havendo pagamento não há o que se homologar. DECADÊNCIA DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. Quando a autoridade lançadora demonstra que ocorreram veementes indícios de dolo, fraude ou simulação, a decadência regese conforme o disposto no art. 173, inciso I, do Código Tributário Nacional. LANÇAMENTO. NULIDADE POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não há que se falar em nulidade do lançamento por cerceamento do direito de defesa quando presentes nos autos os demonstrativos e documentos utilizados pela autoridade administrativa para fins de apuração do crédito tributário, respeitado respectivo prazo regulamentar de defesa. RECEITA BRUTA APURAÇÃO DOS IMPOSTO E CONTRIBUIÇÕES COMPONENTES DO SIMPLES. Tendo em vista que a contribuinte não declarou valores de RECEITA BRUTA procede a cobrança dos imposto e contribuições componentes do SIMPLES considerando como base de cálculo os valores constantes nas GIAM. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. CABIMENTO. Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, da Lei n° 9.430/96, restando demonstrado que o procedimento adotado pelo sujeito passivo enquadrase, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71 a 73, da Lei n° 4.502/64. Notificada em 11/09/2009, fl. 413, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 02/10/2008, fls. 415/431, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de Fl. 6DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 439 7 admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge reiterando todas as alegações apresentadas na impugnação. Deduz Diante do exposto, rogase insistentemente desse Nobre CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por todas as razões explicitadas neste instrumento de recurso voluntário, o reconhecimento da absoluta improcedência da Decisão em questão (Acórdão n° 1123.373 — 4a. Turma da DRJ/REC), em todos os seus termos, com a conseqüente nulidade dos lançamentos correspondentes, requerendose para tanto, inclusive, a adoção de todas as providências legais e técnicas que se fizerem necessárias para o completo afastamento das suspeitas fiscais em questão, se essas ainda persistirem, após a prudente análise dos elementos constantes dos autos. Portanto, Nobres Conselheiros, em face à clara incongruência de que foi a lavratura dos AUTOS DE INFRAÇÃO (PJ e Contribuições Sociais, do SIMPLES) em questão, considerando os dispositivos legais citados e escorado na melhor Doutrina e na farta Jurisprudência relatada, requerse seja declarada a nulidade da Decisão guerreada, que ilegalmente vislumbrou pertinência nas exigências dos créditos fiscais, para que só assim tenha o contribuinte restaurado o seu legitimo Estado de Direito. Relativamente à decadência, a retro aplicável neste caso é a do art. 150 § 4º, do CTN (reconhecida pela SUMULA VINCULANTE n° 08, do STF), cabendo os lançamentos se ajustarem às diretrizes desta norma, o que conduz ao reconhecimento da nulidade da exigência, na sua integridade. Finalmente, caso não sejam acolhidas as preliminares, o que não se cogita, requer que sejam acolhidos, contudo, os argumentos descaracterizadores das ilegítimas exigências fiscais, assentadas em levantamentos desprovidos de qualquer consistência legal, defluindo dele a indicação de meras suspeitas de alguma irregularidade fiscal, carente de investigação pelo fisco. Nestes Termos, Pede Deferimento. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Autos de Infração Fl. 7DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 440 8 A Recorrente alega que os lançamentos fiscais foram alcançados pela decadência. Vale ressaltar que a decadência é uma objeção, ou seja, é matéria de ordem pública que pode ser conhecida a requerimento da parte ou de ofício, a qualquer tempo e em qualquer instância de julgamento (art. 269 do Código de Processo Civil – CPC). Sobre a matéria, o Código Tributário Nacional (CTN) assim determina: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. [...] § 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. [...] Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Em relação contribuições para o custeio da seguridade social, o Supremo Tribunal Federal assim se pronunciou mediante o enunciado da Súmula Vinculante nº 8, a saber: São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Consta no Anexo II da Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, alterada pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543 B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, tem aplicação o entendimento do STJ proferido em recurso repetitivo, ou seja, mediante o regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ nº 08, de 2008, cuja matéria vincula esta segunda instância de julgamento. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 441 9 Em relação à matéria, cabe mencionar a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça – STJ proferida em recurso especial representativo da controvérsia, cujo trânsito em julgado ocorreu em 29/10/2009 (fonte:https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sSeq=901905&sReg=2007 01769940&sData=20090918&formato=PDF, acesso em 21/01/2011): Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 973.733 SC (2007/01769940) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS REPR. POR : PROCURADORIAGERAL FEDERAL PROCURADOR : MARINA CÂMARA ALBUQUERQUE E OUTRO(S) RECORRIDO : ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADOR : CARLOS ALBERTO PRESTES E OUTRO(S) EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). Fl. 9DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 442 10 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose Documento: 901905 Inteiro Teor do Acórdão Site certificado DJe: 18/09/2009 Página 1 de 15 Superior Tribunal de Justiça inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. A decadência é a perda do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário pelo lançamento pela sua inércia, tendo em vista o decurso do prazo de cinco anos previsto em lei. É uma causa de extinção do crédito tributário (inciso V do art. 156 do CTN), bem como é tema que exige lei complementar (art. 146 da Constituição Federal (CF). Aplicase a regra do § 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional, no caso em que o sujeito passivo verificando a ocorrência do fato gerador do tributo sujeito ao lançamento por homologação efetive o pagamento antecipado, sem a necessidade do exame prévio por parte da Administração Pública. O lançamento pode ser expressamente homologado pelo Erário no prazo de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. Findo este prazo o lançamento considerase homologado e o crédito tributário se extingue, salvo se houver dolo, fraude ou simulação ou não existir pagamento antecipado. Restou esclarecido que o termo de início da contagem do prazo decadencial do tributo em exame se rege pela regra do inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional, uma vez que não ficaram comprovados os pagamentos antecipados nem entrega da DSPJ Simples, em conformidade com os Demonstrativos de Apuração. Além disto, ficou evidenciado o evidente intuito de fraude, uma vez que as sócias Gilda Oliveira dos Santos e Yanni Henrique de Freitas somente o eram de direito e que de fato Jaime Brandão Miranda Fl. 10DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 443 11 Segundo gerenciava a sociedade empresária mediante procuração pública outorgandolhe plenos poderes, fls 203. A ciência do presente lançamento se deu em 17/12/2007 e o lançamento se refere ao fato gerador ocorrido em dezembro de 2001. Inclusive os fatos geradores anteriores não foram objeto do lançamento por terem sido alcançados pela decadência. Diferentemente do entendimento da Recorrente, todavia, a decadência deve ser afastada atinente a dezembro de 2001, pois não houve o transcurso do prazo de cinco anos entre o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado em 01/02/2003 e a data da ciência dos Autos de Infração em 17/12/2007. Por conseguinte, este argumento não pode prosperar. A Recorrente alega que os atos administrativos são nulos. Cabe transcrever o enunciado da Súmula CARF n° 46, que é de adoção obrigatória (art. 72 do Anexo II da Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF), cuja a divulgação foi feita pela Portaria CARF nº 52, de 21 de dezembro de 2010 e que assim determina: O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário. Os Autos de Infração, fls. 22/58, foram lavrados por servidor competente que regularmente intimou a Recorrente para cumprilos ou impugnálos no prazo legal, fls. fls. 23, 29, 35, 41, 47, 53. As formas instrumentais adequadas foram respeitadas, os documentos foram reunidos nos autos do processo, que estão instruídos com as provas produzidas por meios lícitos. Foi oferecida à interessada a oportunidade de apresentar, no prazo legal, a defesa acompanhada de todos os meios de prova a ela inerentes. Nos termos do art. 23 do Decreto nº 70.235, de 1972, ela tomou ciência do Termo de Início de Fiscalização em 19/07/2005, fls. 01/06, do Termo de Constatação e Intimação Fiscal em 04/10/2005, fls. 93/96, do Termo de Constatação e Declaração Fiscal em 11/10/2005, fls. 141/143, do Termo de Constatação e Declaração Fiscal em 13/10/2005, fls. 153/154, do Termo de Intimação Fiscal em 18/09/2007, fls. 205/213, do Termo de Intimação Fiscal em 17/09/2007, fls. 214/222 e 254/256, do Termo de Intimação Fiscal em 24/09/2007, fls. 228/231, do Termo de Intimação Fiscal em 28/09/2007, fls. 294/296 e do Termo de Intimação Fiscal em 17/12/2007, fl. 355. Assim, o procedimento fiscal se alongou tempo suficiente para que a Recorrente apresentasse seus esclarecimentos acompanhados de documentos comprobatórios (art. 7º da Lei nº 2.354, de 29 de novembro de 1954). Vale ressaltar que na fase do procedimento da auditoria fiscal, por falta de previsão legal, não é facultado à Recorrente apresentar peça de defesa nem a autoridade fiscal está obrigada a notificála previamente. Somente com a ciência válida dos Autos de Infração e a apresentação regular da peça de defesa está instaurada a fase litigiosa no procedimento, quando devem ser asseguradas as garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (inciso LIV e inciso LV do art. 5º da Constituição Federal e art. 14 e art. 15 do Decreto nº 70.235, de 1972). O enfrentamento das questões na peça contestatória denota perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento e a indicação dos enquadramentos legais não propiciam a nulidade dos atos em litígio. Assim sendo, os lançamentos de ofício não contêm incorreções. A Recorrente diz que não foi efetuada a regular produção de provas no processo. Sobre a matéria, vale esclarecer que no presente caso se aplicam as disposições do Decreto nº 70.235, de 1972. A legislação pertinente ao processo administrativo fiscal Fl. 11DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 444 12 estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos documentos em que se fundamentar (art. 15 e inciso IV do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972), precluindo o direito de a requerente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas. A Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as situações excepcionadas pela legislação de regência. Os autos estão instruídos com um conjunto probatório robusto (Guias Informativas Mensais de ICMS (GIAM), fls. 309, Demonstrativo de Percentuais Aplicáveis à Receita Bruta, fls. 18/19, Demonstrativo de Apuração dos Valores não Recolhidos, fls. 20/21, Relatório de Fiscalização, fls. 52/83). Assim, a realização desse meio probante é prescindível, uma vez que os elementos probatórios produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio (art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972). Ademais, no exercício da função pública, a autoridade administrativa, de forma vinculada e obrigatória, lavrou os Autos de Infração, com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia. As meras alegações da Recorrente desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade não são suficientes para elidir a motivação do procedimento de ofício. Desta forma, a sua alegação não tem fundamento. A Recorrente suscita que não reconhece os valores apurados a título de omissão de receitas. O RIR, de 1999, determina: Art.190. A microempresa e a empresa de pequeno porte, inscritas no SIMPLES, apresentarão, anualmente, declaração simplificada que será entregue até o último dia útil do mês de maio do anocalendário subseqüente ao da ocorrência dos fatos geradores dos impostos e contribuições de que trata o art. 187 (Lei nº 9.317, de 1996, art. 7º). Parágrafo único.A microempresa e a empresa de pequeno porte estão dispensadas de escrituração comercial desde que mantenham em boa ordem e guarda e enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes (Lei nº 9.317, de 1996, art. 7º, §1º): I Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a sua movimentação financeira, inclusive bancária; II Livro de Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término de cada ano calendário; III todos os documentos e demais papéis que serviram de base para a escrituração dos livros referidos nos incisos anteriores. [...] Art.288. Verificada a omissão de receita, a autoridade determinará o valor do imposto e do adicional a serem lançados de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no período de apuração a que corresponder a omissão (Lei nº 9.249, de 1995, art. 24). Fl. 12DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 445 13 Cabe esclarecer que a Recorrente não forneceu informações fiscais à RFB. A omissão de receitas foi apurada a partir dos dados declarados à Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco e que relativamente ao quarto trimestre do anocalendário de 2001 as receitas de vendas (CFOP 5.12 e CFOP 6.12) somam R$1.468.976,00, fls. 301/309. Para corroborar tais informações foram anexados aos autos os documentos fornecidos por alguns clientes da Recorrente, os quais demonstram a realização das referidas vendas, fls. 230/297. Não há erro material na base de cálculo dos tributos lançados de IRPJ, Pis, CSLL, Cofins e INSS. É legítima a caracterização da omissão de receitas apurada com base nos os valores constantes nas Guias Informativas Mensais de ICMS (GIAM), fls. 309. As informações constantes mencionados documentos são hábeis e idôneos para se apurar a receita bruta conhecida. As provas constantes nos autos foram exaustivamente analisadas pelas autoridades fiscais e em relação às quais em diversas oportunidades a Recorrente foi intimada e cientificada a apresentar prévios esclarecimentos, fls. 01/06, 93/96, 141/143, 153/154, 205/222, 228/231, 254/256, 294/196 e 355. Partindo do pressuposto legal de que a defesa deve comprovar todas as suas alegações na oportunidade própria (art. 15 do Decreto nº 70.235, de 1996), a Recorrente não juntou novas provas aos autos mediante documentos hábeis e idôneos que demonstrem sua afirmativa de que há incorreção no procedimento fiscal. As suas meras alegações desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade mediante a análise de todos os documentos que embasaram a escrituração não são suficientes para ilidir a motivação fiscal, tendo em vista que as provas produzidas no processo constituem um conjunto probatório robusto de que o procedimento de ofício está correto. Ao contrário do seu entendimento, as bases de cálculo dos tributos estão corretamente determinadas, não havendo que se falar em falta de comprovação dos fatos. No exercício da função pública, as autoridades administrativas, de forma vinculada e obrigatória, lavraram os Autos de Infração com observância de todos os requisitos legais que conferem existência, validade e eficácia aos lançamentos constituídos. Por conseguinte, os créditos tributários foram constituídos corretamente. A Recorrente discorda da incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic. Pelo fato desse argumento, o Código Tributário Nacional determina: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. A Lei nº 9.430, de 1996, prevê: Art.5º [...] §3º As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do Fl. 13DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 446 14 mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. [...] Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. [...] §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Aplicando a legislação de regência ao presente caso, verificase que como a Recorrente não procedeu ao pagamento do crédito tributário até a data do vencimento, deve fazêlo acrescido de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic. Cabe transcrever os enunciados das Súmulas CARF n°s 04 e 05, que são de adoção obrigatória (art. 72 do Anexo II da Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF), e que assim determinam: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. [...] São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. Cabe ressaltar o crédito tributário da União constituído não pago até a data do vencimento é acrescido de juros de mora equivalentes à Selic para títulos federais. Logo, não lhe cabe razão neste particular. A Recorrente se insurge contra a aplicação da multa de ofício proporcional qualificada. A Lei n.º 4.502, de 30 de novembro de 1964, determina: Art. 71 – Sonegação é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária: Fl. 14DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 447 15 I – da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais; II – das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária ou o crédito tributário correspondente. Art . 72. Fraude é tôda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do impôsto devido a evitar ou diferir o seu pagamento. Art . 73. Conluio é o ajuste doloso entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas, visando qualquer dos efeitos referidos nos arts. 71 e 72. Por seu turno, a Lei nº 9.430, de 1996, orienta expressamente no seguinte sentido: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: (Vide Lei nº 10.892, de 2004) (Vide Mpv nº 303, de 2006) (Vide Medida Provisória nº 351, de 2007) [...] II cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. (Vide Lei nº 10.892, de 2004) (Vide Mpv nº 303, de 2006) (Vide Medida Provisória nº 351, de 2007) Consta no Termo de Sujeição Passiva e de Responsabilidade, que foi cientificado a Recorrente em 17/12/12007, fls. 85/88: Analisando os fatos apresentados, a incapacidade financeira da sócia remanescente (SRª Genilda), o nível de escolaridade, a profissão por ela exercida (faxineira), a não aptidão e a falta de conhecimento para a atividade empresarial no ramo de sucata, a pessoa simples que é, a residência simples onde morou (foto comprova), o fato de ter sido companheira do Sr. Jaime e ter declarado que assinou papéis para abrir uma firma para ele, a outorga de amplos e gerais poderes da empresa (representada pela Srª Genilda) ao Sr. Jaime mediante procuração pública menos de dois meses depois da constituição da empresa, as respostas dos clientes da empresa fiscalizada à Receita Federal informando e apresentando documentos os quais comprovam que o Sr. Jaime representava a empresa, assinava os recibos dando quitação aos clientes, autorizava o depósito na conta de terceiros, concluise que a Srª Genilda constava do quadro societário da empresa apenas como sócia de direito, e que o Sr. Jaime Brandão Miranda Segundo, CPF 478.925.36434, representa o sócio de fato, sendo, neste ato, relacionado como Sujeito Passivo Solidário e Responsável, do crédito tributário apurado, nos termos dos artigos 124,1, 135,111 do Código Tributário Nacional; no que se refere às contribuições sociais, conforme o art. 124,11 c/c o art. 13 da Lei n° 8.620/93 c/c os arts. 10, 11, II e parágrafo Único, alínea “d” da Lei n° 8.212/91. Fl. 15DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 448 16 No Dicionário Jurídico da autora Maria Helena Diniz consta o seguinte conceito: Interposta pessoa seria aquele que comparece num dado negócio jurídico em nome próprio mas no interesse de outrem, substituindoo e encobrindoo. Tratarseia do prestanome ou testa de ferro. Age em lugar do verdadeiro interessado que, por motivos não de todo lícitos, deseja ocultar sua participação num ato negocial. Consta que Jaime Brandão Miranda Segundo, por procuração pública com plenos poderes, fl. 203, de fato administra a Recorrente, em conformidade com as operações realizadas com clientes mediante recebimento de valores decorrente da atividade produtiva, dando quitação e ainda autorizando clientes a depositarem tais valores diretamente a crédito de terceiros, fls. 230/297, o que fere o disposto na cláusula 8ª do Contrato Social, fl. 163. A sócia Genilda Oliveira dos Santos exerce a ocupação de faxineira e assinou papéis para constituição da Recorrente para Jaime Brandão Miranda Segundo, com quem teve convivência conjugal (Termo de Constatação e Declaração Fiscal, fl. 140, Termo de Depoimento, fls. 196/197 e documentos de fls. 140, 196 , 223 e 224). Este, por outro lado, tem experiência profissional comprovada no comércio de sucatas, fls. 223/224. Cabe ressaltar que a sócia Yanni Henrique de Freitas, falecida em 21/08/1999, teve convivência conjugal com o irmão de Jaime Brandão Miranda Segundo, fls. 140 e 196/197. De acordo com o disposto na cláusula 12ª do Contrato Social, fl. 163, a morte da sócia tinha como efeito a extinção societária. Entretanto, conforme demonstram os documentos dos clientes, fls. 230/297 e as informações prestadas à Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco, fls. 299/342, a Recorrente operou no anocalendário de 2001. As infrações às cláusulas contratuais fazem incidir o inciso III do art. 135 do Código Tributário Nacional (CTN) ensejando a responsabilidade tributária pessoal de Jaime Brandão Miranda Segundo. Tendo em vista estes fatos podese inferir que o titular da Recorrente é Jaime Brandão Miranda Segundo e que as sócias Genilda Oliveira dos Santos e Yanni Henrique de Freitas são interpostas pessoas. Ressaltese que nos autos foram comprovados os fatos descritos no Termo de Fiscalização, dos quais se pode deduzir, por presunção relativa, a interposição de pessoas, uma vez que não houve apresentação da DSPJ – Simples, que a Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco demonstrou que receitas foram auferidas no quarto trimestre de 2001 no valor de R$1.468.976,00. Verificase que no anocalendário de 2001 a receita bruta acumulada ultrapassou o limite legal acarretando a exclusão da sistemática do Simples no anocalendário subseqüente conforme Ato Declaratório Executivo N° 100, de 21 de novembro de 2007, cujos efeitos retroagiram a 01/01/2002, fls. 352/353. Por esta razão no anocalendário de 2001 os tributos exigidos nos presente autos foram apurados com base no Simples. Com a finalidade da busca de prova, adotase a presunção relativa, que é um processo racional, em que se utiliza o conhecimento de um fato para inferir a existência de outro com razoável probabilidade. Neste sentido, as sócias Gilda Oliveira dos Santos e Yanni Henrique de Freitas somente o eram de direito e que de fato Jaime Brandão Miranda Segundo gerenciava a sociedade empresária mediante procuração pública outorgandolhe plenos poderes, fls 203. Por estas razões foi lavrado corretamente o Termo de Sujeição Passiva e de Responsabilidade, fls. 85/88 (inciso II do art. 124 do Código Tributário Nacional), já que restou caracterizado o interesse comum de Jaime Brandão Miranda Segundo e da Recorrente nas situações em que se constituíam os fatos geradores, ou seja, a obtenção de receita decorrente da revenda de mercadorias. Diante do exposto, é de se manter a aplicação da multa Fl. 16DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 449 17 de ofício proporcional qualificada por restar comprovada a interposição de pessoas e portanto a fraude. No que se refere à interpretação da legislação e entendimentos jurisprudenciais indicados na peça recursal, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos aos quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso (art. 100 do Código Tributário Nacional). Em relação aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe transcrever o enunciado da Súmula CARF n° 2, que é de adoção obrigatória (art. 72 do Anexo II da Portaria n° 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF), e que assim determina: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Logo, este argumento não pode prosperar. Atinente ao PIS, CSLL, Cofins e INSS, tratandose de lançamentos decorrentes, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que os resultados do julgamento dos feitos reflexos acompanhem aqueles que foram dados ao lançamento principal. Exclusão do Simples A Recorrente discorda do procedimento de ofício ao argumento que não há provas nos autos do ilícito tributário que lhe foi imputado. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido aplicável às microempresas e às empresas de pequeno porte relativo aos impostos e às contribuições estabelecido em cumprimento ao que determina o disposto no art. 179 da Constituição da República Federativa do Brasil (CR) de 1988 pode ser usufruído desde que as condições legais sejam preenchidas. A Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, determina: Art. 2° Para os fins do disposto nesta Lei, considerase: [...] II empresa de pequeno porte, a pessoa jurídica que tenha auferido, no anocalendário, receita bruta superior a R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) e igual ou inferior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais). (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11.12.1998) [...] Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: Fl. 17DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 450 18 [...] II na condição de empresa de pequeno porte, que tenha auferido, no anocalendário imediatamente anterior, receita bruta superior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais); (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.18949, de 2001) [...] Art. 13. A exclusão mediante comunicação da pessoa jurídica darseá: [...] II obrigatoriamente, quando: a) incorrer em qualquer das situações excludentes constantes do art. 9°; [...] Art. 14. A exclusão darseá de ofício quando a pessoa jurídica incorrer em quaisquer das seguintes hipóteses: I exclusão obrigatória, nas formas do inciso II e § 2° do artigo anterior, quando não realizada por comunicação da pessoa jurídica; [...] Art. 15. A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 surtirá efeito: [...] IV a partir do anocalendário subseqüente àquele em que for ultrapassado o limite estabelecido, nas hipóteses dos incisos I e II do art. 9°; Consta no Relatório de Fiscalização, fls. 52/84: A empresa foi selecionada para ser fiscalizada na "Operação Costa Dourada" tendo em vista que as Informações EconômicoFiscais prestadas pela empresa à Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco (fls. 301/341) demonstram valores elevados de receitas no quarto trimestre de 2001 (R$1.468.976,00 um milhão, quatrocentos e sessenta e oito mil, novecentos e setenta e seis reais) e no ano calendário de 2002 (R$6.034.373,00 — seis milhões, trinta e quatro mil, trezentos e setenta e três reais) enquanto que para a Receita Federal do Brasil a empresa não apresentou declarações, seja DCTF (Declaração de Débitos e Créditos de Tributos Federais) seja DIPJ (Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica) ou Declaração Simplificada (no caso das empresas optantes do SIMPLES) (fls. 189/192). [...] Ressaltese ainda que em 2001 a receita bruta acumulada da empresa fiscalizada ultrapassou o limite máximo permitido pela legislação para empresas Fl. 18DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11971.001686/200770 Acórdão n.º 180100.518 S1TE01 Fl. 451 19 optantes do SIMPLES acarretando a exclusão de tal sistemática no anocalendário subseqüente conforme Ato Declaratório Executivo N° 100, de 21 de novembro de 2007 (fls. 352/353 ). Assim, a tributação de dezembro de 2001 se deu através da sistemática do SIMPLES e a do ano de 2002 pelo lucro arbitrado. Ficou comprovado nos autos que a Recorrente ultrapassou no anocalendário de 2001 o limite da receita bruta. A descrição da razão de fato indicada no ato de exclusão está demonstrada de forma inequívoca pelo implemento das condições legais. Cabe esclarecer que a opção pelo Simples é um direito da pessoa jurídica que preenche todos os requisitos legais. No presente caso a Recorrente incorreu em situação excludente e por esta razão não poderia optar pelo Simples. Como este procedimento não foi adotado voluntariamente, foi efetuada de forma regular a exclusão de ofício, no estrito cumprimento do dever legal (art. 116 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990). Além disso, a partir dos efeitos da exclusão, ou seja, 01/01/2002, ela fica sujeita às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas, inclusive às obrigações tributárias principais e acessórias. Em face de o exposto, voto, em preliminar, em afastar as nulidades e decadências suscitadas e, no mérito, em negar provimento ao recurso voluntário para: manter as exigências do crédito tributário; e manter a exclusão do Simples. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 19DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES
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Numero do processo: 10925.001455/2004-14
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
EXERCÍCIO: 2000
ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. ÁREA DE RESERVA LEGAL. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE.
A verdade material é demonstrada na matrícula do imóvel constando 1.478,80 há de área total, 297,63 há de área de reserva legal averbada e de 136,2 há de área de preservação permanente na forma de laudo técnico apresentado.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 301-34.682
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Valdete Aparecida Marinheiro
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Numero do processo: 15374.002571/99-30
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jun 15 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Tue Jun 15 00:00:00 UTC 2004
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - IMPROCEDÊNCIA - Tendo sido dado ao contribuinte no decurso da ação fiscal todos os meios de defesa aplicáveis ao caso, não prospera a preliminar suscitada. O indeferimento de pedido de perícia, está no âmbito do poder discricionário do julgador administrativo, sendo que, quando motivado, sua negativa não constitui cerceamento do direito de defesa. Preliminar rejeitada. NORMAS PROCESSUAIS - EFEITOS DE CONSULTA E ISENÇÃO DA COFINS POR FORÇA DE CONVENÇÃO INTERNACIONAL - A eleição da via judicial anterior ou posterior ao procedimento fiscal importa renúncia à esfera administrativa, uma vez que o ordenamento jurídico brasileiro adota o princípio da jurisdição una, estabelecido no artigo 5º, inciso XXXV; da Carta Política de 1988. Inexiste dispositivo legal que permita a discussão paralela da mesma matéria em instâncias diversas, sejam elas administrativas ou judiciais ou uma de cada natureza. Recurso não conhecido quanto à matéria submetida ao poder judiciário. COFINS - CONSECTÁRIOS LEGAIS - A falta do regular recolhimento da contribuição nos termos da legislação vigente, autoriza o lançamento de ofício para exigir o crédito tributário devido, com os seus consectários legais, juros e multa de ofício. REMISSÃO. TRANSPORTE INTERNACIONAL DE CARGAS OU PASSAGEIROS. A Lei nº 10.560, de 13/11/2002, concedeu remissão dos débitos de responsabilidade das empresas nacionais de transporte aéreo, estendida às empresas estrangeiras pelo § 1º, correspondentes à contribuição para o PIS/PASEP, à COFINS e ao FINSOCIAL, sobre a receita bruta decorrente do transporte internacional de cargas ou passageiros, relativamente aos fatos geradores ocorridos até a data anterior àquela em que iniciados os efeitos da isenção concedida por meio do inciso V, e do § 1º, da Medida Provisória nº 2.158-35, de 24/08/2001. A remissão dar-se-á com base em requerimento de revisão do quantum devido em decorrência da exclusão das parcelas remidas, que deverá ser apresentado à autoridade administrativa de jurisdição do contribuinte.
Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 203-09.610
Decisão: Acordam os membros da Terceira câmara do Segundo conselho de contribuintes Por unanimidade de votos: a) rejeitou-se a preliminar de nulidade; b) não se conheceu do recurso em parte, por opção pela via judicial; e, II) na parte conhecida, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Guilherme Noleto Santos.
Nome do relator: Maria Teresa Martínez López
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Numero do processo: 10380.008627/2003-96
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 105-01.429
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF_IRPJ - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRPJ)
Nome do relator: Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira
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Numero do processo: 13819.000391/2003-41
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRD3UIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001
Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica cujo sócio participa com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse a R$ 1.200.000,00, que é condição vedada.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 302-39.278
Decisão: ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRD3UIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001 Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica cujo sócio participa com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse a R$ 1.200.000,00, que é condição vedada. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
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Numero do processo: 10945.006525/96-68
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 11 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Wed Nov 11 00:00:00 UTC 1998
Numero da decisão: 108-00.118
Decisão: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Manoel Antônio Gadelha Dias
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DRJ EM FOZ DO IGUAÇU-PR 11 DE NOVEMBRO DE 1998 R E S O L U ç Ã O N°. 108-00.118 • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por PHENrCIA COMÉRCIO E DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTOA.: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS PRESIDENTE E RELATOR • FORMALIZADO EM: 1 3 OU T 1998 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSÉ ANTONIO MINATEL, MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR, NELSON LÓSSO FILHO, TÂNIA KOETZ MOREIRA, JOSÉ HENRIQUE LONGO, MARCIA MARIA LORIA MEIRA e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA . • ~- '. Processo nO Resolução nO Recurso nO Recorrente 10945.006525/96-68 108-00.118 117.241 PHENfclA COMÉRCIO E DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA. RELATÓRIO • PHENíCIA COMÉRCIO E DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA., inscrita no CGC sob o n° 85.031.672/0001-17, recorre para este Conselho de Contribuintes da decisão do Delegado da DRJ em Foz do Iguaçu (PR), que está assim ementada, no que diz respeito ao ponto central da autuação fiscal (fls. 79): "DESPESA DE DEPRECIAÇÃO - CONJUNTO DE BENS - A falta de uma seleção contábil, que permita a aplicação de diferentes taxas de depreciação, devem ser utilizadas taxas aplicáveis aos bens de maior vida útil que integrem o conjunto de bens. DESPESA DE DEPRECIAÇÃO - VASILHAMES - É descabido o cômputo, na determinação do lucro real, de despesas de depreciação de "vasilhames" (garrafas), uma vez que esses bens não sofrem desgaste pelo uso nem perdem seu valor com o tempo. COMPENSAÇÃO DE PREJU[ZOS - RETIFICAÇÃO - Os valores das infrações apuradas exigem que se proceda ao ajuste do resultado do período a que se referem. Na hipótese de a contribuinte ter apurado prejuízo real, o valor deverá ser considerado, ajustando-se, se for o caso, o resultado de períodos seguintes em face de compensações já realizadas." Em seu decisório, o julgador monocrático, a despeito de declarar que julgava improcedentes os autos de infração do imposto de renda-pessoa jurídica e da contribuição social sobre o lucro, relativos ao período de 01.07 a 31.12.92, em verdade, manteve as exigências conforme apuradas pelo fiscal autuante, retificando apenas pequeno erro de cálculo cometido pelo agente f;sca~ 2 • Processo nO Resolução nO 10945.006525/96-68 108-00.118 o que ocorre é que o julgador singular, em seu "decisum", admitiu a compensação do montante da matéria tributável mantida (Cr$ 417.825.709,20) com o saldo de prejuízo fiscal existente em 31.12.92 (Cr$ 614.981.777,00). Assim sendo, a autoridade julgadora de primeiro grau recomendou que o Delegado da DRF em Foz do Iguaçu (PR) verificasse junto ao contribuinte se, a partir do ano-calendário de 1993, houve compensação de parte ou de todo o citado prejuízo fiscal, com vistas a proceder aos ajustes necessários e avaliar os possíveis reflexos tributários. Cinco são as matérias ainda objeto de litígio. I. Despesas com depreciação de veículos apropriadas ª maior A autoridade julgadora "a quo" manteve o feito fiscal sob o argumento de que a contribuinte não separou em sua escrituração, dentre as aquisições registradas, os bens usados, segundo o ano de fabricação e o tipo de veículo automotor. Segundo o julgador monocrático, a empresa apenas atribuiu um percentual anual de depreciação (40%) para todos os veículos imobilizados, quer fossem eles novos, .' usados, veículos de carga, de passageiros ou motocicletas, sem observar a orientação da Instrução Normativa n° 72/84, que fixou prazos de vida útil diferenciados para cada tipo de veículo automotor. Em seu apelo, alega a recorrente que "a maior parte dos veículos eram usados, quando adquiridos, e sobre eles cabia depreciação pela taxa de 40%, conforme Instrução Normativa 103/84". Conclui a suplicante: • Wão merece acolhimento a objeção fiscal de que os veículos devedam ter sido escdturados segundo a natureza e as taxas anuais de depreciação a eles aplicáveis. A escdturação da 3 'Processo nO Resolução nO 10945.006525/96-68 108-00.118 recorrente, inclusive do Razão Auxiliar em UFIR, mesmo que realizada de forma imprópria, como se alega, permite a separação dos veículos adquiridos, se novos ou usados, de modo a propiciar o cálculo correto das depreciações. Se a escrituração permitia e permite o cálculo correto das depreciações e correções, a glosa pela totalidade, nas que excederam o percentual de 20%, não parece justificável. 11 11. Excesso de correção monetária da conta de depreciação acumulada de veículos. Este item é decorrente da glosa de que trata o item precedente. o julgador singular, acolhendo alegação da contribuinte, apenas reconheceu erro de cálculo cometido pelo agente fiscal e reduziu a exigência neste tópico. 111. Despesas indevidas com depreciação de vasilhames o julgador de primeiro grau manteve a glosa efetuada pela fiscalização sob o fundamento de que a despesa com depreciação é encargo das empresas que sofrem o ônus econômico do desgaste de bens aplicados no seu objetivo social, e que os vasilhames (garrafas) utilizados para acondicionar as bebidas não sofrem desgaste algum, pois uma ...• vez imprestáveis por quebra, devem ser baixados como custo. No recurso, o sujeito passivo sustenta que os "vasilhames" (garrafas, engradados) também podem ser depreciados, já que são bens físicos sujeitos a desgaste pelo uso, não sendo proibido depreciá-los, ao invés de registrar as quebras efetivas. Corroborando seu entendimento, aponta a suplicante a recente decisão da E. Câmara Superior de Recursos Fiscais no Acórdão n° CSRF/01-02.178. IV. Correção monetária indevida da conta de depreciação acumulada de • vasilhames 4 • Processo nO Resolução nO 10945.006525/96-68 108-00.118 • Este item é decorrente da glosa de que trata o item anterior, tendo sido mantido na íntegra pelo julgador "a quo". V. Correcão monetária ª menor da conta "VASILHAMES" o sujeito passivo alegou na impugnação, e reiterou no recurso, que a diferença da receita de correção monetária da conta "vasilhames", embora existente, é menor que a apurada pela fiscalização, uma vez que, no seu entender, o agente fiscal deveria ter tomado o valor da UFIR em 31.10.92, em vez do seu valor em 30.10.92 . Conclui a recorrente: "A contabilizaçãoa menorem 31.12.92, comoé natural,foi deduzidatambéma menorna eMB subsequente(1993), demodoquenestaa diferençafoi recuperada,cabendoaplicaro critériodapostergação." o julgador singular manteve a exigência de que trata este item sob o seguinte fundamento: 1/A UFIRde 30.10.92,no valor de Cr$ 4.784,37,foi a última publicada no mês e, como tal, deve ser aplicada como índice de atualização no dia 31.10.92.Por outro lado, o índice que pretende a contribuinte seja aplicado é do dia 03.11.92,o que torna a pretensão inaceitável. De outra parte, não há como dar tratamento de postergação ao fato apurado, pois o valor omitido não integrou a base de cálculo tributada no ano seguinte. Isso é evidente, pois o erro apurado aconteceu em outubro, de forma que não repercutiu no saldo final do exercício (que seria o saldo inicial . do período seguinte)." • É O Relatório . 5 . Processo nO Resolução nO 10945.006525/96-68 108-00.118 VOTO Conselheiro MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS, Relator O recurso é tempestivo e subiu sem o depósito de que trata o parágrafo 2° do art. 32 da MP n° 1.621-30, de 12.12.97, posto que a decisão recorrida não determinou a cobrança de qualquer crédito tributário, em razão de ter admitido a compensação de '. prejuízos fiscais existentes. Conheço, portanto, do recurso. Entendo, contudo, que, em respeito ao princípio da verdade material que norteia o processo administrativo tributário, o presente recurso voluntário não está em condições de merecer o julgamento por parte deste Colegiado. Refiro-me à exigência tratada no item I do nosso relatório: "despesas com depreciação de veículos apropriadas a maior" e, em conseqüência, a correção monetária • referida no item 11. No caso dos autos, não me parece razoável o argumento da autoridade julgadora "a quo" de que "à falta de uma seleção contábil, que permita a aplicação de diferentes taxas de depreciação, devem ser utilizadas taxas aplicáveis aos bens de maior vida útiL.". '. Ora, já na impugnação, o sujeito passivo informou que a maior parte dos veículos integrantes do seu ativo imobilizado, eram usados, quando adquiridos, e sobre eles cabia a depreciação pelo dobro da taxa normal. 6 J' , Processo nO Resolução nO 10945.006525/96-68 108-00.118 '. Se é certo que a contribuinte não zelou pela boa técnica, ao deixar de escriturar segregadamente seus veículos, não há como manter a exigência fiscal sabidamente improcedente (pelo menos em parte), mormente se a empresa dispõe de elementos que permitem o cálculo correto dos encargos de depreciação e respectiva correção monetária. Nessa conformidade, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência, a fim de que o agente fiscal autuante, ou outra autoridade fiscal que vier a ser designada, tome as seguintes providências: 1. intimar o sujeito passivo a elaborar demonstrativos mensais Uulho a dezembro de 1992), identificando, dentre as aquisições, os bens usados, ano de fabricação, tipo de veículo, e calculando os encargos de depreciação e respectiva correção monetária que entender devidos, os quais deverão ser consolidados para o semestre, juntando para tanto cópia da documentação que lhe dê suporte; 2. elaborar parecer conclusivo sobre os demonstrativos de que trata o item precedente; 3. dar ciência ao contribuinte do parecer conclusivo referido no item anterior, para que, querendo, ofereça contra-razões. É o meu voto. Sala das Sessões - DF, em 11 de novembro de 1998 ~ MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS RELATOR 7 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
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Numero do processo: 19615.000628/2007-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS
Período de apuração: 01/02/2003 a 31/03/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO À
GARANTIA DA AMPLA DEFESA. FALTA DE CIÊNCIA SOBRE O
RESULTADO DE DILIGÊNCIA RELEVANTE PARA JULGAMENTO DE
PRIMEIRA INSTÂNCIA,
A ciência ao sujeito passivo do resultado da diligência é urna exigência
jurídico-procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de
anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa.
Com efeito, este entendimento encontra amparo no Decreto n° 70,235/1972
que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são
nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa.
DECISÃO RECORRIDA NULA.
Numero da decisão: 2402-000.982
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto do relator
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/02/2003 a 31/03/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO À GARANTIA DA AMPLA DEFESA. FALTA DE CIÊNCIA SOBRE O RESULTADO DE DILIGÊNCIA RELEVANTE PARA JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, A ciência ao sujeito passivo do resultado da diligência é urna exigência jurídico-procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa. Com efeito, este entendimento encontra amparo no Decreto n° 70,235/1972 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa. DECISÃO RECORRIDA NULA.
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Recorrida DRJ-RECIFE/PE ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/02/2003 a 31/03/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO À GARANTIA DA AMPLA DEFESA. FALTA DE CIÊNCIA SOBRE O RESULTADO DE DILIGÊNCIA RELEVANTE PARA JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, A ciência ao sujeito passivo do resultado da diligência é urna exigência jurídico-procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa. Com efeito, este entendimento encontra amparo no Decreto n° 70,235/1972 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa. DECISÃO RECORRIDA NULA. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4° Câmara / 2" Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto do relator ARCEL OLIV - Presidente RONALDO DE LIMA MACEDO Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Lourenço Peneira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Ewan Teles Aguiar (Convocado) 2 Processo n° 19615000628/2007-90 S2-C4T2 Acáidão n. 2402-00.982 H 367 Relatório Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) lançada pelo Fisco contra a empresa Industrial Porto Rico S.A,, referentes às contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais, correspondentes à parcela devida pela empresa, pelo SAT/RAT (financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho) e a relativas a Terceiros (FNDE/Salário-Educação, INCRA, SENAR e SEST/SENAT), para o período de 02/2003 a 03/2006. Para este período também foram apurados as contribuições sociais incidentes sobre a comercialização da produção rural. O Relatório Fiscal da notificação (fis, 97 a 99) informa que o fato gerador foi apurado com base nas remunerações pagas ou creditadas aos segurados que prestaram serviço para a empresa e a receita da comercialização da produção rural realizada dentro do mercado interno. As bases de cálculos estão inseridas no Relatório de Lançamentos (fis, 37 a 55). Os valores dessas bases de cálculos foram apurados do exame dos seguintes documentos: folhas de pagamento, Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP), recibos de rescisão, recibos de pagamento de pró-labore dos sócios da empresa, recibos de pagamentos a contribuintes individuais, planilhas contábeis da receita proveniente da produção rural e nas informações do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS/RAIS), A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deu-se em 01/11/2006 (fl. 96), conforme Aviso de Recebimento (AR), A autuada apresentou impugnação tempestiva (fls. 102 a 125), acompanhada de anexos de fls. 126 a 205, alegando, em síntese, que: preliminarmente, a nulidade dos créditos relativos aos contribuintes individuais (autônomos e administradores), à comercialização da produção rural para o mercado interno, ao salário educação e aos acréscimos legais (juros e multas), tendo em vista /\ os mesmos terem sido incluídos no parcelamento da Lei n° 8212/1991, (competências 12/2005 a 05/2006) e no REFIS III (competências 02/2003 a 11/2005), criado pela MP 303/2006, havendo, assim, cobrança em duplicidade; no mérito, o adicional de 0,2% vertido ao INCRA, com suporte no art. e, §40, da Lei 2.613/1955 c/c o art, 3° do Decreto-Lei n.° 1,146/70 e majorado pela lei complementar 11/71, é indevido, conforme foi reconhecido pelo TRF da 5 a Região, no Agravo de Instrumento n.° 63,365-AL; o adicional de 2,5% também devido ao INCRA, com fundamento no art. 6°, caput da Lei 2,613/55 c/c o art. 2° do Decreto-Lei n.°1.146/70, foi revogado com o advento da Lei 8.315/91, também reconhecido por meio do Agravo de Instrumento n.° 63,365-AL; a cobrança da contribuição para o SEST e o SENAT é ilegal, pois não há lei obrigando as empresas, não vinculadas ao setor de transporte, a recolher de forma antecipada, 3 sobre frete pago a prestadores de serviço pessoa física, as referidas contribuições. O fundamento da cobrança é o Decreto ri,' 1.007/93, quando deveria ser lei em sentido formal; são indevidos os lançamentos que tiverem por base as receitas de vendas efetuadas através de trading companies, pois estas se equiparam à comercialização no mercado externo dotadas de imunidade constitucional, consoante decidido nos autos do Mandado de Segurança Coletivo n,° 2005.80.00,005727-1, confirmado pelo TRF da 5' Região nos autos do AGTR n° 64.986-AL; a exclusão dos valores relativos ao IPI e às Vendas Canceladas da base de cálculo das contribuições incidentes sobre a comercialização da produção rural (art. 22-A da Lei 8.212/91, introduzido pela Lei n o 10.256/01). Tais valores devem ser desconsiderados para fins de incidência das contribuições, posto que não se ajustam a noção de receita dos mencionados diplomas legais. Em decorrência dessa impugnação de fls. 102 a 125, a Seção de Contencioso Administrativo da DRP em Maceió-AL solicita esclarecimentos à Fiscalização a respeito da documentação acostada pela autuada, eis que a empresa notificada alega que equivocadamente a fiscalização deixou de incluir das bases de cálculos lançadas, referentes à comercialização da produção rural, as vendas canceladas, bem como alega que há duplicidade de lançamento para as contribuições contidas em parcelamento efetuado pela empresa. Também solicita que a auditoria fiscal emita o "De Para", caso haja retificação a ser efetuada (fl. 211), Em atenção à solicitação, a auditoria fiscal produziu a Informação Fiscal de fl. 213 — acompanhada de planilhas de fls. 214 a 218 e de documentos de fls, 219 a 237 — e posicionou-se no sentido de excluir do valor levantado na Notificação os valores confessados e parcelados pela Recorrente, relativos aos contribuintes individuais e segurados empregados. Reconheceu também a inclusão indevida dos valores relacionados às vendas para o mercado externo por intermédio da trading, tendo em vista a decisão judicial em sentido contrário,. Juntou aos autos (fls, 213/237) planilhas detalhando os valores a serem excluídos, deixando de se pronunciar a respeito das vendas canceladas, A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Recife-PE — por meio do Acórdão no 11-19.523/2007 da 7' Turma da DRPREC (fls. 249 a 259) — considerou o lançamento fiscal procedente em parte, concluindo neste termos: "pela procedência em parte da presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito-NFLD para: a) considerar devida a contribuição cobrada sobre a o valor total da receita bruta, incluindo na base de cálculo os valores do .112'1, por não haver previsão legal em contrário; b) considerar devida a contribuição cobrada sobre o valor total da receita bruta, sem excluir os valores alegados pelo contribuinte como sendo de vendas canceladas, por não estar provada a inclusão, nem o cancelamento das mesmas na base de cálculo; c) excluir do lançamento as contribuições que foram parceladas, nos termos da planilha acostada aos autos pelo fiscal notificante, conforme explicitado nos tópicos acima." A Notificada apresentou recurso (fls. 288 a 306), acompanhado de seus )( anexos de fls. 307 a 363, manifestando seu ineonformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados na notificação e no mais efetua repetição das alegações de defesa. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Maceió-AL encaminha os autos ao Conselho de Contribuintes e informa que recurso interposto é tempestivo (fl. 365), É o relatório. 4 Processo n° 19615 000628/2007-90 S2-C4T2 Acórdão n 2402-00.982 F1 368 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Sendo tempestivo (fl. 446), CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame de seus argumentos, DA PRELIMINAR: Quanto às preliminares, há questão que merece ser analisada. Da análise inicial dos autos, verifica-se questão prejudicial ao julgamento do recurso encaminhado, face à ocorrência de cerceamento da garantia da ampla defesa, vício esse que deve ser saneado. A Seção de Contencioso Administrativo da DRP em Maceió-AL, após a apresentação da defesa de fls. 102 a 125 — acompanhada de seus anexos de fls. 126 a 205 —, solicitou manifestação da auditoria fiscal e como resultado dessa manifestação a fiscalização prestou relevantes informações de fl. 21.3 — acompanhada de planilhas de fls. 214 a 218 e de documentos de fls. 219 a 237 —, inclusive concluiu que: "Atendendo a solicitação da Seção do Contencioso Administrativo -02-401.4, de 16.04,2007, informamos que suprimimos ou reduzimos todos os valores referentes a Remuneração de Contribuintes Individuais e da Remuneração dos Empregados, cujos valores foram declarados espontaneamente nas LDC n. 37 088.398-5, de 1.5.09,2006 no período de 04 a 09 e 11/2003; 01, 03, 04 a 13/2004; 01 ali e 13/2005 (Rem. dos Empregados) e 03 a 11/2003; 01 a 03, 05 a 12/2004; 01 a 05, 08 a 11/2005 (Rem, dos Contribuintes Individuais) e LDC n, 37 088.369-1, de 14,09,2006 no período de 12/2005 e 01 e 02/2006, conforme tabelas anexas, ( „) Suprimimos, também, todos os valores referentes a comercialização da produção rural que foram oriundos da receita de exportação, que por lapso foram incluídos nesta NFLD e cuja cobrança encontra-se suspensa graças a liminar processo n. 2005.80,00.5728-1/sentença 0001.257-6/2006, concedida pelo Sr, Juiz Federal em substituição legal na 1 0 Vara Rodrigo Reiff Botelho, cujo impetrante foi o Sindicato da Ind. do Açúcar e do Álcool, onde a empresa encontra-se .filiada. Anexam°, tabela," Sem que o sujeito passivo tivesse sido intimado do resultado des manifestação da auditoria fiscal, houve o julgamento de primeira instância, conforme Acórda no 11-19.523/2007 da 7 Turma da DRPREC (fls. 249 a 259), que considerou o lançamento fiscal procedente em parte, eis que irá: "(..) c) excluir do lançamento as contribuições que foram parceladas, nos termos da planilha acostada aos autos pelo fiscal notificante, conforme explicitado nos tópicos acima" — item "2", fl. 259. Não há elementos probatórios de que à Recorrente foi cientificada do resultado do pronunciamento da auditoria fiscal, que sanou dúvidas e questões presentes na sua defesa, sendo, portanto, emitida decisão sem a possibilidade do contraditório em relação ao resultado do pronunciamento da fiscalização. 5 Entendo que o resultado do pronunciamento da fiscalização (fl. 213 — acompanhada de planilhas de fls. 214 a 218 e de documentos de fls. 219 a 237) deveria ter sido informado à Recorrente antes da decisão de primeira instância para que esta pudesse se manifestar a respeito das informações prestadas pela auditoria fiscal, já que essa Decisão prolatada por meio do Acórdão n° 11-19.523/2007 da 7' Turma da DRJ/REC (fls. 249 a 259) buscou corno base as informações fiscais decorrentes do pronunciamento retromencionado. Ressalte-se a relevância das informações prestadas no pronunciamento da fiscalização, pois esclareceram dúvidas, questionamentos do julgador, inclusive houve procedência em parte dos valores lançados por meio do lançamento fiscal ora analisado, conforme a conclusão do Acórdão n° 11-19.523/2007 da 7' Turma da DRJ/REC de fls. 249 a 259. In casu, verifica-se a ocorrência de cerceamento da garantia da ampla defesa, ante a ausência do contraditório no que tange à argumentação apresentada pela auditoria fiscal para contrapor as alegações de defesa. Isso impossibilitou o conhecimento do sujeito passivo de todas as informações constantes nos autos prestadas pela auditoria fiscal. A impossibilidade de conhecimento dos fatos elencados pela auditoria fiscal ocasionou o cerceamento da garantia da ampla defesa e, por consectário lógico, supressão de instância. A Recorrente possui o direito de apresentar suas contrarrazões aos fatos apontados pela auditoria fiscal ou aos documentos juntados no decorrer do processo, tais como as Informações Fiscais de fl. 213 — acompanhada de planilhas de fls, 214 a 218 e de documentos de fls. 219 a 237. Da forma como foi realizado, o direito do sujeito passivo ao contraditório não foi conferido. Há vários precedentes desta Corte Administrativa neste sentido. Transcrevo a ementa do Acórdão n° 105-15982 (Relatar Conselheiro Daniel Sahagoff; data da sessão 20/09/2006), verbis: CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - CONTRIBUINTE NÃO TOMOU CIÊNCIA DO RESULTADO DA DILIGÊNCIA - A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico-procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação do processo, por cerceamento ao seu direito de defesa. Necessidade de retorno dos autos à instância originária para que se dê ciência ao contribuinte do resultado da diligência, concedendo-lhe o prazo regulamentar para, se assim o desejai ., apresentar manifestação. (Recurso provido) E a garantia da ampla defesa, assegurada constitucionalmente ao sujeito passivo, deve ser observada no processo administrativo fiscal. Nesse sentido, vejamos o dispositivo da Constituição Federal de 1988: Art. 5" Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pais a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: ) LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 6 Processo n 0 19615.000628/2007-90 S2-C4T2 Acórdão o,' 2402-00.982 Fi 369 Assim, é dever da Administração Pública garantir o direito dos cidadãos contribuintes, especialmente àqueles que se configuram como direitos e deveres individuais e coletivos, previstos na Constituição Federal de 1988 corno cláusula pétrea. Sobre nulidade, a legislação determina motivos e atos a serem praticados em caso de decretação de nulidade. Decreto 70,235/1972: Art. .59, São nulos.- 1- os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1' A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2" Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3 Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta, Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio. Art. 61, A nulidade será declarada pela autoridade competente para praticar o ato ou julgar a sua legitimidade, Portanto, por ser autoridade julgadora competente para a decretação da nulidade, por estar claro que ocorreu preterição ao direito de defesa da Recorrente, decido pela nulidade da decisão de primeira instância. Em respeito ao § 20 do art. 59 do Decreto n° 70.235/1972, ressalto que . Receita Federal do Brasil deve cientificar o sujeito passivo dessa decisão, dar ciência de toda-. as diligências e de seus respectivos resultados (pronunciamentos da fiscalização), reabri - prazos e tomar as devidas providências para a continuação do contencioso. Desse modo, é necessário que seja efetuado o saneamento do vício apontado para que se possa julgar a procedência ou não do lançamento fiscal. Diante de todo o exposto e de tudo mais que dos autos consta, CONCLUSÃO: Voto no sentido de ANULAR a Decisão prolatada por meio do Acórdão n° 11-19.523/2007 da 7' Turma da DR.FREC (fls. 249 a 259), para que o sujeito passivo seja 7 informado do resultado dos pronunciamentos fiscais (fl. 213 — acompanhada de planilhas de fls. 214 a 218 e de documentos de fls. 219 a 237), bem como seja oferecido ao mesmo prazo de 30 (trinta) dias para manifestação, Sala das Sessões, em 6 de julho de 2010 R NALDO LIMA MACEDO Relator MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS e:SCO' ' QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO---,,,w,;,-• Processo n°: 19615,000628/2007-90 Recurso n° : 155..397 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3 0 do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tornar ciência do Acórdão n° 2402-00,982 Brasília •le agosto de 2010 C) ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ i Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 13656.000573/2003-21
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2005
Ementa: Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF).
Entrega espontânea e a destempo. Penalidade.
Não há se falar em aplicação da multa de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, senão quando igual ou superior ao mínimo previsto no§ 3º do artigo 7º da Lei 10.426, de 2002.
RECURSO NEGADO.
Numero da decisão: 303-32.593
Decisão: ACORDAM os membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Marciel Eder Costa e Nilton Luiz Bartoli.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: Tarásio Campelo Borges
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Numero do processo: 10735.000820/2005-83
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 108-00.452
Decisão: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPJ - glosa de compensação de prejuízos fiscais
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
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