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Numero do processo: 11128.000308/2001-24
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-02.008
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência Repartição de Origem.
Matéria: II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Processo n° I Recurso n° Assunto 1 Resolução n° Data Recorrente Recorrida 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA 11128.000308/2001-24 135.129 Solicitação de Diligência 301-02.008 12 de agosto de 2008 PANASONIC DO BRASIL, LIDA. DRI-FortaIeza/CE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência Repartição de Origem. Otacilio Dantas rtaxo - Presidente +1-tiAAQ7 Irene Souza da Trindade Tones - Relatora EDITADO EM: 04/10/2010 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Cardozo Miranda, Joao Luiz Fregonazzi, rValdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffmann, RELATÓRIO Tratam os autos de pedido de reconhecimento de direito creditório relativo ao Imposto de Importação recolhido pela interessada. e restituição A contribuinte, erri outubro de 2000, promoveu a importação de mercadorias amparada pela DI n°00/1016939-8 (fls. 34/37), tendo sido desembaraçadas junto à Alfândega I do Porto de Santos/SP. Preditas mercadorias foram produzidas no México e enviadas para os ,l estados Unidos para embarque no Brasil. Por tratar-se de mercadoria produzida por pais integrante da ALADI, entendeu a interessada que teria direito à redução do Imposto de Importação de 20% sobre a aliquota normal, independentemente da localização geográfica do exportador, no caso, os Estados Unidos. CC03/011 Fls 510 I i Tendo a interessada efetuado o recolhimento integral do mencionado imposto, 1 ' pr inão' t conseguido, segundo alega, registrar a redução tarifária pretendida no SISCOMEX, entenileU aler-se de direito creditório do imposto de importação que teria sido pago a maior, raz4o; pel , qual, em janeiro de 2001, requereu o reconhecimento do pretenso credito, com a earreapo iente restituição. A Alfândega do Porto de Santos indeferiu o pedido da contribuinte (fl. 67), ao 1 , ue a in ressada manifestou sua inconformidade por meio da impugnação apresentada As fis.72/8,4, ' I Em sessão de 22 de maio de 2007, este Conselho decidiu por converter o ulg me o em diligência, para que fossem juntados aos autos copias das duas faturas comerei s expedidas pelo produtor no México, de números TA 3754 e TA 3760. (fis.158/162). . Cumprida a diligência requerida, retomam os autos para julgamento. I o Relatório. VOTÓ, Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora razões p ontrit) eido !1,1 11 11 -oferid GOte O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, Ias quais dele conheço. ' I Discute-se nos autos o cabimento da redução tarifária pretendida pela ate em razão de acordo internacional firmado no âmbito da ALADI, no caso em que a id for vendida pelo México e, por este pais, remetida aos Estados Unidos da America, Sieriormente exportada desse pais para o Brasil, com emissão de Certificado de onde esteja informado o faturamento por empresa dos EEUU. • Na esteira de entendimentos anteriormente esposados por esta Camara, em votos s )elos Conselheiros José Luis Novo Rossari (Resolução a° 301-0L925) e Susy ioffmann (Resoluções n°. 301-01947 e 301-01926), em outros processos que tratam da A DRI-Fortaleza/CE indeferiu o pleito da requerente (fls. 98/112), por entender ■ ' , que a ,:i ortação realizada não atendeu As exigências legais para a aplicação da redução tarifitria FeVista no acordo intemacional firmado no 'Ambit° da ALADI. Alegou aquele órgão higa;:loti k'u .d as Faturas Comerciais apresentadas (fis, 40/42), bem como a informação nos Ceititioa os de Origem dos números das faturas comerciais emitidas pelo fablicante no IV,eféxicd,I enciavam que as mercadorias tinham sido objeto de comercio entre o produtor do lyiexlc ais-membro da ALADI) e a empresa dos Estados Unidos da América (pais não- :, membrp , alALADI), que as teria revendido para o importador no Brasil. Tal comercialização, envolven o o pais de tránsito ado pertencente A ALADI, impediria a aplicação da redução :1. irifar$ licitada, por não atender ao requisito previsto no art. 4', alinea b, ii, da Resolução/ , , I ; , , , Irresignada, a contribuinte ofereceu Recurso Voluntário a este Colegiado çfla.116/ 28), onde apresentou, em linhas gerais, os mesmos argumentos expendidos na unpugr-, .at tio! Salientou, ainda, que a triangulação efetuada cam a empresa dos Estados Unidos leVeu-se a rnonvos geográficos e que o tránsito das mercadorias no territário americano, pela Pró,PFiii ' atUreza da operação, deu-se sob a vigilância da autoridade aduaneira daquele pais, corn os goires que lhes são próprios. Ao final, requereu o reconhecimento da existência do crédito t buiário passivel de restituição. 2 CC03/C01 Fls 5H I I Pr,9cesso n.° 11128.000308/2001-24 Fte oluçao n.° 301-02 008 mesma matéria, onde, inclusive, figuram como recorrente a mesma contribuinte, voto no 'sentido de que seja CONVERTIDO 0 JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, par que a 'aütoridade preparadora providencie o seguinte: A) seja solicitada it recorrente declaração da Alfândega dos Estados Unidos da América, no sentido de explicar o motivo de a mercadoria em questão ter sido introduzida em seu território. I B) após o cumprimento do quesito anterior, seja solicitada a manifestação do Departamento de Negociações Internacionais/Secex, quanto à comercialização de rnercadoria por operador de terceiro pais, membro ou não da ALADI (art. 9a da Resolução na 252 da ALADI — Decreto na 3325/99), no tocante aos seguintes quesitos (por ocasião desse Ipedido, deverão ser encaminhados à Secex, em anexo, o Certificado de Origem, as ,Faturas Cprnerciais do Mexico e dos EELJU, a declaração da Alfândega dos EEUU, se apresentada, e o Conhecimento de Carga): B. 1) pode a operação estar ao amparo de preferência tarifária prevista no acordo (PTR-4), no caso de a mercadoria ter sido vendida pelo produtor (México) e entregue a esse 3a pais (Estados Unidos da America), e depois ter sido exportada pelos EEUU para o Brasil, oportunidade em que foi emitido o Certificado de Origem com a observação de que a mercadoria foi objeto de faturamento pelos EEUU? B.2) nos casos da espécie, para efeitos de condição ao uso do beneficio, a interveniência de operador de terceiro pais afasta a obrigatoriedade do requisito de expedição direta de que trata o art 4 2 da Resolução na 252? e B.3) ainda quanto ao requisito de expedição direta (art 4a, "b", ii , da Resolução na 252): a venda da mercadoria (com emissão de fatura comercial) e sua expedição para terceiro pais, e a posterior comercialização e expedição do .3a pais para o Brasil (com emissão de fatura comercial), não são fatos que lexcluem a mercadoria da preferência tarifária, tendo em vista que o dispositivo citado veda o beneficio quando se tratar de mercadorias destinadas ao comércio, uso ou emprego no pais de trânsito? Vale dizer, o comércio posterior da mercadoria já em poder do operador-exportador do 3' pais, não se caracteriza como uma expedição não direta pelo pais de origem, tendo em vista que a mercadoria foi enviada para 32 pais e depois foi comercializada com o Brasil? Antes do retorno do processo a este Conselho, a Recorrente deverá ser ' informada do inteiro teor das infonnações prestadas, para, querendo, manifestar-se, I I Ê como voto. Irene Souza da Trindade Torres 3
score : 1.0
Numero do processo: 13971.906773/2012-16
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Sep 05 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Ano-calendário: 2007
NÃO HOMOLOGAÇÃO DE PER/DCOMP. COMPROVAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. DESCABIMENTO.
Comprovada a liquidez e certeza do crédito vindicado, deve ser homologado o PER/DCOMP até o limite do crédito reconhecido.
Numero da decisão: 1002-002.335
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer o direito ao saldo negativo do ano-calendário de 2007 no valor de R$ 666,93, homologando a compensação até o limite de crédito reconhecido.
(documento assinado digitalmente)
Aílton Neves da Silva Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa.
Nome do relator: Ailton Neves da Silva
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COMPROVAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. DESCABIMENTO. Comprovada a liquidez e certeza do crédito vindicado, deve ser homologado o PER/DCOMP até o limite do crédito reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer o direito ao saldo negativo do ano-calendário de 2007 no valor de R$ 666,93, homologando a compensação até o limite de crédito reconhecido. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa. Relatório Trata o presente processo da declaração de compensação não homologada pelo Despacho Decisório Eletrônico de e-fls. 11, em razão de parcela do crédito não ter sido reconhecida, conforme indicado no documento seguinte: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 90 67 73 /2 01 2- 16 Fl. 206DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1002-002.335 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13971.906773/2012-16 A Interessada apresentou manifestação de inconformidade (fls. 09), alegando, em síntese, que: - na PER/DCOMP 20019.09803.310712.1.3.02-3941 faltou informar como origem do crédito a guia complementar recolhida em 29/08/2012 referente à competência 01/2007 no valor R$ 94,98 com multa e juros de R$ 73,37 totalizando R$ 168,35, guia recolhida com base no Termo de Intimação n 030432265 recebido em 23/08/2012; - também não foi informada na origem dos créditos a guia recolhida em 06/12/2010 no valor original de R$ 574,05 com multa e juros 333,35 totalizando 907,40. A Manifestação de Inconformidade foi julgada procedente em parte pela DRJ/JFA em 27 de junho de 2019, conforme acórdão n. 09-71.278 (e-fl. 72). Irresignado, o ora Recorrente apresenta Recurso Voluntário de e-fls. 72, onde reafirma e reitera os fundamentos apresentados em sede de Manifestação de Inconformidade, acrescentando que no acórdão recorrido não foi considerado o recolhimento posterior no valor original de R$ 574,05. Ao final, requer o provimento do recurso e o cancelamento do débito fiscal. É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Aílton Neves da Silva, Relator. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23-B da Portaria MF nº 343/2015 (Regimento Interno do CARF), com redação dada pela Portaria MF n.º 329/2017. Fl. 207DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1002-002.335 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13971.906773/2012-16 Demais disso, observo que o recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Mérito A controvérsia remanescente dos autos diz respeito à comprovação da certeza e liquidez de crédito correspondente ao recolhimento de estimativa de IRPJ no valor original de R$ 574,05, período de apuração de 28/02/2007. Sobre a matéria, o acórdão recorrido assim se pronunciou (destaques deste relator): No sistema SIEF - PERDCOMP, verifiquei que a contribuinte buscou a utilização do pagamento indevido ou a maior no valor de R$ 574,05, vinculado a pagamento indevido ou a maior de estimativa de IRPJ (código de receita 5993, período de apuração 28/02/2007, data de arrecadação 30/03/2007, como se depreende da tela a seguir: (...) Essa importância não poderia compor o ajuste e não existiria saldo negativo disponível para utilização no PERDCOMP aqui em análise. Entretanto, o PERDCOMP acima não foi homologado e a contribuinte pagou o débito ao qual estava vinculado, ficando assim novamente disponível para utilização. (...) A contribuinte ainda recolheu em 28/08/2012 estimativa de IRPJ, PA 31/01/2007, devidamente alocada a este período: (...) De modo que, o total de estimativas confirmado é de: 103.186,70 + 669,02 + 94,98 = 103.950,70 Apurando-se o saldo negativo com base nos valores comprovados tem-se: IRPJ devido= 106.000,23 IRRF= (2.143,31) Estimativas confirmadas= (103.950,70) Saldo Negativo= 93,78 Como se observa dos excertos supra (em especial o que consta destacado), não foi reconhecido o crédito supra mencionado de R$ 574,05 na apuração do saldo negativo do ano- calendário de 2007, a despeito do fato deste valor ter sido recolhido no ano em questão e encontrar-se disponível nos sistemas de controle da RFB, não se pronunciando o acórdão recorrido sobre os motivos do não reconhecimento do crédito. Fl. 208DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1002-002.335 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13971.906773/2012-16 É provável que o não reconhecimento do crédito em questão deveu-se à falta de informação na DCOMP, tal qual mencionou o Recorrente. Inobstante tal inferência, entendo que o contexto processual aponta para a ocorrência de erro de preenchimento do PER/DCOMP, eis que, como visto, o valor recolhido encontra-se disponível, além de ter sido considerado na DIPJ/2008 retificadora entregue antes da emissão do Despacho Decisório Eletrônico. Assim, à luz do conjunto probatório, vejo que não há óbice à dedução do crédito vindicado na apuração do saldo negativo do período-base examinado. Em razão do exposto, o saldo negativo no ano-calendário de 2007 foi reapurado tendo em conta o crédito vindicado: IRPJ devido R$ 106.000,23 IRRF R$ (2.143,31) Estimativas confirmadas R$ (103.186,70) (DDE) Estimativas confirmadas R$ (763,10) (DRJ) Estimativas confirmadas R$ (574,05) (CARF) Saldo Negativo R$ 666,93 Nesse quadro, o provimento do recurso é medida que se impõe ao colegiado. Dispositivo Por todo o exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso para reconhecer o direito ao saldo negativo do ano-calendário de 2007 no valor de R$ 666,93, homologando a compensação até o limite de crédito reconhecido. É como voto. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Fl. 209DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 1002-002.335 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13971.906773/2012-16 Fl. 210DF CARF MF Original
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Numero do processo: 13603.001146/2005-48
Data da sessão: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR ACUMULADO TRIMESTRALMENTE.
A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. (Súmula 2º CC nº 10)
Não há direito aos créditos de IPI em relação ás aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula 2º CC nº 2).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.190
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR ACUMULADO TRIMESTRALMENTE. A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. (Súmula 2º CC nº 10) Não há direito aos créditos de IPI em relação ás aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula 2º CC nº 2). Recurso Voluntário Negado.
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Numero do processo: 10580.008962/2002-57
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 1999, 2000
IMUNIDADE. REQUISITOS.
A imunidade prevista no art. 150, VI, "c", da Constituição Federal alcança somente as entidades que atendam aos requisitos previstos no art. 14 da Lei n° 5.172/1966.
IMUNIDADE. SUSPENSÃO. NORMAS DE PROCEDIMENTO.
Os procedimentos estabelecidos pelo art. 32, da Lei n° 9.430/96, relativos às suspensões de imunidade efetuadas com base no descumprimento dos requisitos contidos no art. 14 da Lei n° 5.172/1966, por não tratarem dos limites daquele benefício, não estão alcançados pela suspensão da eficácia do art. 14 da Lei n° 9.532/97, determinada pelo Supremo Tribunal Federal na ADIN 1802.
IMUNIDADE. SUSPENSÃO. CONTA BANCÁRIA NÃO CONTABILIZADA.
A existência de conta bancária mantida à margem da contabilidade constitui razão suficiente para a suspensão da imunidade prevista no art. 150, VI, "c", da Constituição Federal.
IMUNIDADE. SUSPENSÃO. TERMO INICIAL.
A suspensão da imunidade terá como termo inicial a data em que houve o descumprimento do(s) requisito(s) contido(s) no art. 14 da Lei n° 5.172/1966.
DOCUMENTAÇÃO. PRAZO PARA GUARDA. VERIFICAÇÃO PELO FISCO.
A expiração do prazo estabelecido para a guarda de documentação não impede seu exame pelo Fisco, se apresentada pelo contribuinte.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-001.924
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho
Matéria: IRPJ - outros assuntos (ex.: suspenção de isenção/imunidade)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 1999, 2000 IMUNIDADE. REQUISITOS. A imunidade prevista no art. 150, VI, "c", da Constituição Federal alcança somente as entidades que atendam aos requisitos previstos no art. 14 da Lei n° 5.172/1966. IMUNIDADE. SUSPENSÃO. NORMAS DE PROCEDIMENTO. Os procedimentos estabelecidos pelo art. 32, da Lei n° 9.430/96, relativos às suspensões de imunidade efetuadas com base no descumprimento dos requisitos contidos no art. 14 da Lei n° 5.172/1966, por não tratarem dos limites daquele benefício, não estão alcançados pela suspensão da eficácia do art. 14 da Lei n° 9.532/97, determinada pelo Supremo Tribunal Federal na ADIN 1802. IMUNIDADE. SUSPENSÃO. CONTA BANCÁRIA NÃO CONTABILIZADA. A existência de conta bancária mantida à margem da contabilidade constitui razão suficiente para a suspensão da imunidade prevista no art. 150, VI, "c", da Constituição Federal. IMUNIDADE. SUSPENSÃO. TERMO INICIAL. A suspensão da imunidade terá como termo inicial a data em que houve o descumprimento do(s) requisito(s) contido(s) no art. 14 da Lei n° 5.172/1966. DOCUMENTAÇÃO. PRAZO PARA GUARDA. VERIFICAÇÃO PELO FISCO. A expiração do prazo estabelecido para a guarda de documentação não impede seu exame pelo Fisco, se apresentada pelo contribuinte. Recurso negado.
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REQUISITOS. A imunidade prevista no art. 150, VI, "c", da Constituição Federal alcança somente as entidades que atendam aos requisitos previstos no art. 14 da Lei n° 5.172/1966. IMUNIDADE. SUSPENSÃO. NORMAS DE PROCEDIMENTO. Os procedimentos estabelecidos pelo art. 32, da Lei n° 9.430/96, relativos às suspensões de imunidade efetuadas com base no descumprimento dos requisitos contidos no art. 14 da Lei n° 5.172/1966, por não tratarem dos limites daquele benefício, não estão alcançados pela suspensão da eficácia do art. 14 da Lei n° 9.532/97, determinada pelo Supremo Tribunal Federal na ADIN 1802. IMUNIDADE. SUSPENSÃO. CONTA BANCÁRIA NÃO CONTABILIZADA. A existência de conta bancária mantida à margem da contabilidade constitui razão suficiente para a suspensão da imunidade prevista no art. 150, VI, "c", da Constituição Federal. IMUNIDADE. SUSPENSÃO. TERMO INICIAL. A suspensão da imunidade terá como termo inicial a data em que houve o descumprimento do(s) requisito(s) contido(s) no art. 14 da Lei n° 5.172/1966. DOCUMENTAÇÃO. PRAZO PARA GUARDA. VERIFICAÇÃO PELO FISCO. A expiração do prazo estabelecido para a guarda de documentação não impede seu exame pelo Fisco, se apresentada pelo contribuinte. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 2 2 Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Sandro Machado dos Reis. Relatório SUSPENSÃO DA IMUNIDADE Em decorrência de procedimento fiscal realizado contra a contribuinte acima identificada, foi lavrado o Termo de Suspensão de Imunidade de fls. 17/22, propondo a suspensão da imunidade, prevista no art. 150, VI, alínea “c” da Constituição Federal, para o ano calendário de 1998 e 1° semestre de 1999, tendo em vista que a interessada deixou de atender aos requisitos contidos no art. 14 do CTN para o gozo daquele benefício, diante da constatação das seguintes irregularidades, conforme síntese contida no acórdão da DRJ/Salvador/BA (fls. 538/549): “a) que no ano calendário de 1998, a impugnante manteve a conta bancária de n° 100.4703 no extinto Banco do Estado da Bahia S/A — BANEB, cuja movimentação era efetuada à margem da contabilidade, e, mesmo intimada, não apresentou a totalidade dos documentos pertinentes a esta movimentação; b) que em junho de 1999 a impugnante foi transformada em sociedade com fins lucrativos, evento que implicou em distribuição de cotas do capital social entre os sócios. Nesta operação, foi constatado que o resultado apurado pela entidade educacional, foi incorporado às referidas cotas, o que caracterizaria distribuição de lucros; c) esclarece a Autoridade Fiscal que está registrado na ata da reunião realizada em 01/07/1999 que "entenderam ainda os membros da assembléia geral, à unanimidade, que não é devido qualquer pagamento de tributos por essa transformação social, uma vez que não há devolução patrimonial aos associados fundadores, mas tão somente titulação, por quotas do patrimônio social dos associados fundadores Fl. 3DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 3 3 Conclui a Autoridade Fiscal "que a divisão do capital social teve como critério a contribuição passada para a formação da entidade; ou seja, houve, sim, restituição de patrimônio aos sócios. Finalmente, ao distribuir o capital aos sócios, foi também ali distribuído — e não somente restituída a contribuição anterior dos mesmos — os resultados de todos os períodos anteriores — desde a fundação da entidade até a data em questão — que integram o patrimônio líquido da mesma”. Notificada do Termo de Suspensão de Imunidade em 28/08/02 (fls. 458) para apresentar as alegações e provas que entender necessárias, nos termos do artigo 32, parágrafo 2°, da Lei n° 9430/96, a interessada apresentou, intempestivamente, em 02/10/02 (fls. 459), os esclarecimentos de fls. 459/461, em que alega o seguinte, em suma: a) “o movimento resultante da conta 100.4703 devese a uma situação fora da rotina das suas atividades, adiantando que essa movimentação se fez apartada das atividades educacionais de rotina, face a sua ATIPICIDADE, pois contratada pela SECRETARIA DO TRABALHO E AÇÃO SOCIAL DA BAHIA quando das eleições nacionais e estaduais em outubro de 1998, nos comprometemos a dar curso a mais de 3.000 alunos em várias prefeituras no interior do estado, visando, sem dúvida, politicamente, postura mais favorável aos prefeitos de tais municípios. Dado como asseverado, a atipicidade desta situação momentânea, e de prazo curto, julgouse sem qualquer má fé ou qualquer espírito de sonegação, que a movimentação desta conta se processasse apartada da contabilidade geral, vez que a mesma movimentou as receitas e os custos intrínsecos a tal empreitada, inclusive emissão de cheques em pagamento das prestações de serviços eventuais dos professores que integraram o elenco de pessoas postas e convocadas à disposição deste evento e demais custos”; b) “contempla também o termo de suspensão que gesta esta correspondência, uma segunda vertente, qual seja da transformação do objeto social da signatária, para se enquadrar em sociedade com fins lucrativos a partir de 01/07/1999, conforme documentação probante, que sem dúvida, está capeando o processo em causa, e segundo V.Sas. houve modificação do quadro associativo da empresa com a exclusão de sócios primitivos. ‘Vênia concessa’ tal enfoque não teria o condão da suspensão de oficio que V.Sas. pretendem da ‘suspensão de imunidade’, pois tal acontecimento se processou EXATAMENTE, quando da modificação CORRETO procedimento encetado na distribuição do patrimônio da associação pelos sócios referenciados no próprio termo de intimação, inclusive alinhados os seus percentuais.” (sic); Diante do exposto acima a interessada entende ser indevida a suspensão “não só por não ter havido qualquer LOCUPLETAÇÃO por parte da Diretoria, pois não houve qualquer DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS e quanto ao PATRIMÔNIO distribuído na forma esclarecida é de total LEGITIMIDADE dos nossos associados”. Em 11/09/03 foi emitido o Parecer/SEORT n° 190/2003 (fls. 518/521), com base nos elementos contidos nos autos e na legislação que trata da matéria, com o objetivo de verificar se a conduta da interessada infringiu a aludida legislação, de modo a estancar a fruição da imunidade fiscal de que trata o art. 150, VI, alínea “c” da Carta Magna. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 4 4 Embora a defesa da contribuinte tenha sido apresentada intempestivamente, as alegações ali expostas foram apreciadas para fins de emissão do citado Parecer, em respeito ao princípio da verdade material, entretanto não foram suficientes para demonstrar que a contribuinte não desrespeitou os requisitos contidos no art. 14 do CTN, necessários para o gozo do benefício em discussão. Dessa forma a conclusão exposta no aludido Parecer foi pelo reconhecimento da conduta transgressora à norma acima mencionada, com a consequente concordância pela suspensão da imunidade proposta no Termo de Suspensão de Imunidade de fls. 17/22. Com base no Parecer/SEORT n° 190/2003, foi expedido o Ato Declaratório Executivo n° 97, de 20 de outubro de 2003, suspendendo o benefício da imunidade da contribuinte, nos termos do disposto no § 3° da Lei n° 9430/96, tendo sido assegurado o prazo de trinta dias para apresentação de impugnação. Cabe registrar que, no procedimento de verificação por parte do Fisco, a entidade foi intimada (fls. 351) a apresentar demonstrativo relativo à constituição do capital, onde conste o sócio doador ou contribuinte, e os acréscimos ao seu patrimônio líquido, além de informar os valores depositados por cada sócio, as datas destes depósitos, bem como apresentar a documentação das respectivas operações. Como resposta (fls. 359), a recorrente juntou os balanços dos anos de 1995 a 1998, para fins de constatação da evolução do patrimônio líquido da associação, e informou que os sócios que contribuíram para a formação do capital estão especificados na Ata de Constituição já apresentada. De acordo com o Termo de fls. 362, os documentos apresentados foram devolvidos à contribuinte, juntamente com outros ali especificados. Por intermédio do Termo de Intimação Fiscal de fls. 358, foram solicitados novos esclarecimentos acerca da formação do capital da entidade e do crescimento de seu patrimônio, para saber se este foi decorrente somente da correção monetária e dos resultados do período, ou se houve ingresso de outros recursos. Em resposta à solicitação, foram apresentados os esclarecimentos de fls. 363/365, que informa a existência de um aporte financeiro de Cr$ 5.000.000,00 (cinco milhões de cruzeiros), ocorrido em 1996. Mais uma vez a entidade foi intimada a prestar novos esclarecimentos (fls. 374) e a apresentar documentação comprobatória do aporte financeiro informado, tendo sido apresentadas as informações de fls. 378 e os documentos de fls. 379/413. IMPUGNAÇÃO Cientificada do aludido Ato Declaratório Executivo, a interessada apresentou impugnação, em que alega, resumidamente: a) preliminarmente, “o arquivamento e desqualificação do Ato Declaratório Executivo n° 97, de 20 de outubro de 2003, por evocar e lastrearse em comandos legais PLENAMENTE REVOGADOS. Ademais, o Decreto n° 70.235/72, processo administrativo fiscal, que norteia o presente procedimento, conforme enunciado do artigo 32 da Lei n° 9.430, lista, em seu artigo 10, os requisitos obrigatórios de uma notificação fiscal, dentre eles a disposição fiscal infringida. Como a disposição legal indicada pela autoridade fiscal não tem eficácia posto que revogado resulta em igual efeito ao de não mencionar”. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 5 5 b) se o dispositivo legal correto a ser aplicado é a Lei n° 9.532/97, “teria que declarar a nulidade do Ato Declaratório por ter sido construído em texto de lei revogada. Caso contrário, se adotar como correto o artigo 14 do CTN, terá que explicar (para o julgamento ter consistência de legalidade) a motivação do primeiro item do parecer 197/2002, qual seja a não contabilização completa de conta bancária”. c) não pode prevalecer a suspensão da imunidade para o ano de 1998, em virtude de o citado Ato não poder alcançar documento cujo efeito fiscal diluiuse após a contagem dos cinco anos, conforme disposto na alínea “d”, do § 2°, do artigo 12, da Lei n° 9.532/97, que determina que a documentação deva ser conservada em boa ordem pelo prazo de cinco anos, contado da data de emissão do documento. A ciência do aludido Ato ocorreu em 31/12/03 e o prazo decadencial expirou em 31/12/02; d) “verificando as leis que orientam e determinam as condutas para o gozo do benefício da imunidade, não se encontra qualquer menção quanto à suspensão do benefício constitucional em razão da modificação ou transformação do caráter social de uma instituição”; e) “se uma instituição deixa de ser sem fins lucrativos, para ingressar no mercado próprio do sistema capitalista, remunerando seus investidores, nada mais justo de que o imposto sobre o valor acrescido (lucro) seja tributado, como é o caso no Brasil. Contudo, essa tributação só ocorre a partir do momento inaugural da transformação para frente e não retroativo.” f) “a autoridade lançadora é que, por presunção, e sem a devida previsão legal, entendeu que o balanço que serve de demarcação de um novo período teria a capacidade de ser utilizado para tributar de forma retroativa, as operações já realizadas no passado. Porém inexiste dispositivo em lei que determine a perda ou suspensão da imunidade por esse evento e sim a partir desse evento.” ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/SalvadorBA afastou a preliminar suscitada e, no mérito, julgou procedente a suspensão de imunidade, sendo oportuno transcrever os seguintes trechos do respectivo acórdão: “A estruturação legal do benefício da imunidade, tem início no art. 150, VI, "c" da CF/88, onde se inclui a Imunidade das Instituições de Educação: (...) No art. 14 do CTN, têmse os requisitos para a fruição dessa imunidade: (...) Fl. 6DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 6 6 Os procedimentos para a suspensão da imunidade foram disciplinados pelo art. 32 da Lei n° 9.430 de 27 de dezembro de 1996, conforme abaixo: (...) Como se pode verificar, a Lei 9.430/1996 estabeleceu os procedimentos que, a partir de sua publicação, devem ser observados pela Administração Tributária quando constatado que a entidade beneficiária de imunidades tributárias condicionadas está descumprindo as condições ou requisitos impostos pela legislação de regência (caput e § 1°, art. 32). A Lei n° 9.532/1997, introduziu novas regras a serem observadas pelas entidades imunes: (...) Ocorre, entretanto, que os artigos 12, 13 e 14 da Lei 9.532/1997 estão sendo questionados na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) n° 1.8023, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, na qual foi concedida medida liminar em 27.08.1998, nos seguintes termos: "Decisão: O Tribunal, por unanimidade, deferiu, em parte, o pedido de medida cautelar, para suspender, até a decisão final da ação, a vigência do § 1° e alínea f do § 2°, ambos do art. 12, do art. 13, caput e do art. 14, todos da Lei n° 9.532, de 10/12/97, e indeferindoo com relação aos demais." Na referida ADIn 1.8023, são contestados os arts. 12, 13 e 14 da Lei 9.532/1997, por entender a autora serem tais dispositivos ofensivos às determinações constitucionais relativas à imunidade tributária, ação esta, ainda pendente de julgamento do mérito. Notese, contudo, que a liminar foi concedida parcialmente para a suspensão do § 1° e da alínea "f' do § 2° do art. 12, do caput do art. 13 e do art. 14 da Lei n° 9.532/1997. Por seu turno, a Lei 9.430 de 27 de dezembro de 1996 já vigia no anocalendário de 1998, de sorte que todo o período abrangido pelo Ato Declaratório Executivo n° 97 de 20 de outubro de 2003, encontrase devidamente respaldado pela norma contida no art. 32 do referido diploma legal. A partir de sua edição, o procedimento administrativo a ser observado pela fiscalização tributária, nos casos de suspensão da imunidade em virtude de descumprimento dos requisitos legais, é o definido no artigo 32 da referida lei, conforme preceituam seus §§ 1° a 4°. Se, hipoteticamente raciocinando, as alterações introduzidas pela Lei 9.532/1997 não tivessem ocorrido, os procedimentos administrativos para determinar a suspensão do gozo de imunidade fiscal seriam, até o presente momento, unicamente os definidos na Lei 9.430/1996, como o eram até o advento daquela lei. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 7 7 Além do mais, o Decreto n° 70.235, de 1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal ao tratar das nulidades em seu art. 59, define a sua aplicação às seguintes situações: Art. 59 São nulos: 1 os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Ante o exposto, afasto a preliminar de nulidade. (...) Conforme se observa do texto acima citado, a Notificação de que trata o presente processo, não se confunde com a Notificação de Lançamento do Decreto 70.235/1972. A Notificação Fiscal questionada pela impugnante é uma das etapas exigidas nos procedimentos para suspensão de imunidade, e está prevista no § 1° do art. 32 da Lei 9.430/1996. No caso em exame todos os requisitos estabelecidos no art. 32 da Lei 9.430/1996 foram observados, desde a lavratura da notificação fiscal pela fiscalização (§ 1°) e o acolhimento das respectivas alegações e provas apresentadas pela contribuinte (§ 2°), até a expedição do ato declaratório suspensivo do benefício (§ 3°). A apreciação das impugnações interpostas, aludida nos §§ 6° e 9°, corresponde à presente fase processual, motivo pelo qual, afasto a presente alegação.” Afastou a alegação de decadência, por entender que deve ser aplicada a regra de contagem do prazo quinquenal prevista no art. 173, I, do CTN. Dessa forma o dies ad quem do citado prazo seria 31/12/04, para o anocalendário de 1998. Quanto ao mérito, considerou ter sido provado que a impugnante movimentou no extinto Banco do Estado da Bahia – BANEB, à margem da contabilidade oficial, a conta corrente n° 100.4703. No que diz respeito à distribuição de lucros, entendeu que restou caracterizada, de acordo com as seguintes razões: “Quanto à distribuição do patrimônio aos sócios, a Ata de 10 de julho de 1999 (fl. 237), comprova que a instituição de educação sem fins lucrativos, na sua transformação em sociedade com fins lucrativos, distribuiu seu patrimônio aos sócios, em valor equivalente à participação de cada um na sociedade. Ocorre que, ao longo do tempo, a interessada vinha apurando lucros, incorporandoos ao capital, e, ao restituir tal patrimônio aos sócios, fez indiretamente distribuição dos lucros, fato confirmado inclusive, pelo registro da variação patrimonial, declarada no Imposto de Renda da Pessoa Física dos integrantes da sociedade (fls. 414 a 456).” Assim, por terem sido desrespeitados os requisitos necessários para a fruição da imunidade em questão, insertos no art. 14 do CTN, concluiu pela procedência da suspensão Fl. 8DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 8 8 do citado benefício, efetuada por meio do Ato Declaratório Executivo n° 97, de 20 de outubro de 2003. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) PRELIMINARES A) NULIDADE Cientificada da decisão de primeira instância em 09/11/07, fls. 553, a interessada apresentou, em 29/11/07, o Recurso de fls. 554/561, em que alega preliminarmente, nulidade do processo, por entender que não foi mencionada a fundamentação legal correta para o caso em apreço, haja vista que, segundo sua ótica, os requisitos para fruição da imunidade, na hipótese de instituição de educação, estão disciplinados na Lei n° 9.532, de 1997, e não no art. 14 do CTN. Para corroborar essa assertiva, afirma que a Instrução Normativa SRF 113/98, que normatiza a matéria, faz alusão à Lei n° 9.532/97. Sustenta que o relator do acórdão de primeira instância, em seu voto, “pretendeu aperfeiçoar a Representação Fiscal com inserção daquilo que não foi apontado na malfadada representação, qual seja: o artigo 12 da Lei n° 9.532, de 1997, conforme se lê às fls. 544 a 546”. Considera que, diante do exposto acima, sua defesa foi prejudicada pois, se soubesse qual seria o enquadramento legal correto, teria também discutido a nulidade em face da decisão do Supremo Tribunal Federal, que concedeu liminar suspendendo diversos dispositivos daquela lei. Aduz que o Fisco não pode utilizar norma suspensa pelo STF, no caso o art. 32 da Lei n° 9.430/96, posto que decisão proferida na ADIN 1802 suspendeu o art. 14 da Lei n° 9.532/97, que faz referência àquele dispositivo legal. B) DECADÊNCIA Alega, ainda, em sede preliminar, a expiração do prazo decadencial para o Fisco verificar documentos e utilizálos para fins de imputação de caráter tributário. Assevera que, nos termos do art. 12, § 2°, alínea “d”, da Lei n° 9.532, de 1997, a instituição de educação imune deve guardar os documentos pelo prazo de cinco anos, contados da data da emissão. Por conseguinte conclui que, como foi cientificada do Ato Declaratório Executivo n° 97 em 30/12/03, os documentos passíveis de verificação seriam aqueles emitidos a partir de 31/12/98, e por terem sido apreciados documentos anteriores a essa data, para fins de suspensão da imunidade relativa ao anocalendário 1998, entende que o procedimento é inválido. MÉRITO Em relação ao anocalendário 1998, afirma que, como o Fisco não efetuou qualquer lançamento, a questão encontrase resolvida, tendo ressaltado que “a Representação não identificou qualquer receita ou despesa que não tenha sido objeto de escrituração”. Dessa forma entende ser impossível acatar a proposta de suspensão da imunidade no citado período. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 9 9 Quanto ao anocalendário 1999, requer que sejam consideradas as alegações apresentadas na primeira instância, que estão descritas, resumidamente, nas alíneas “d” a “f” do tópico “IMPUGNAÇÃO”. Afirma que foram lavrados autos de infração contra todos os sócios da entidade, considerando estar correta a suspensão da imunidade, com base na distribuição de lucros no ano de 1999, e que tais autos foram julgados improcedentes pela DRJ/Salvador, o que comprova seus argumentos acerca de inexistência de irregularidade em relação a essa matéria. Por tais razões, postula pelo “cancelamento do presente processo em razão da impossibilidade de verificar documento alcançado pelo instituto da decadência (ano calendário de 1998) e pela inexistência de distribuição de lucro em junho de 1999, na forma apontada na Representação”. O processo foi distribuído para a Terceira Turma Especial da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que declinou da competência em favor da Segunda Seção, por meio da Resolução n° 1803.00.016 (fls. 572/573), com base nos arts. 4° e 7° do Anexo II do Regimento Interno do CARF. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. PRELIMINARES A) NULIDADE A imunidade tributária das instituições de educação está prevista no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal de 1988, in verbis: “Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) VI instituir impostos sobre: (...) c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;” Fl. 10DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 10 10 Como pode ser observado pela leitura do dispositivo legal acima reproduzido, a aludida imunidade está sujeita ao cumprimento de determinados requisitos, que se encontram discriminados no art. 14 do CTN, in verbis: “Art. 14. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título; (Redação dada pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) II aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais; III manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. § 1º Na falta de cumprimento do disposto neste artigo, ou no § 1º do artigo 9º, a autoridade competente pode suspender a aplicação do benefício. § 2º Os serviços a que se refere a alínea c do inciso IV do artigo 9º são exclusivamente, os diretamente relacionados com os objetivos institucionais das entidades de que trata este artigo, previstos nos respectivos estatutos ou atos constitutivos.” Posteriormente, foi editada a Lei n° 9.532/97 que, em seus art. 12 a 14 (abaixo reproduzidos), tratou da matéria em discussão. “Art. 12. Para efeito do disposto no art. 150, inciso VI, alínea "c", da Constituição, considerase imune a instituição de educação ou de assistência social que preste os serviços para os quais houver sido instituída e os coloque à disposição da população em geral, em caráter complementar às atividades do Estado, sem fins lucrativos. § 1º Não estão abrangidos pela imunidade os rendimentos e ganhos de capital auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável. § 2º Para o gozo da imunidade, as instituições a que se refere este artigo, estão obrigadas a atender aos seguintes requisitos: a) não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados; b) aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais; c) manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão; d) conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, bem assim a Fl. 11DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 11 11 realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação patrimonial; e) apresentar, anualmente, Declaração de Rendimentos, em conformidade com o disposto em ato da Secretaria da Receita Federal; f) recolher os tributos retidos sobre os rendimentos por elas pagos ou creditados e a contribuição para a seguridade social relativa aos empregados, bem assim cumprir as obrigações acessórias daí decorrentes; g) assegurar a destinação de seu patrimônio a outra instituição que atenda às condições para gozo da imunidade, no caso de incorporação, fusão, cisão ou de encerramento de suas atividades, ou a órgão público; h) outros requisitos, estabelecidos em lei específica, relacionados com o funcionamento das entidades a que se refere este artigo. § 3° Considerase entidade sem fins lucrativos a que não apresente superávit em suas contas ou, caso o apresente em determinado exercício, destine referido resultado, integralmente, à manutenção e ao desenvolvimento dos seus objetivos sociais. (Redação dada pela Lei nº 9.718, de 1998) Art. 13. Sem prejuízo das demais penalidades previstas na lei, a Secretaria da Receita Federal suspenderá o gozo da imunidade a que se refere o artigo anterior, relativamente aos anos calendários em que a pessoa jurídica houver praticado ou, por qualquer forma, houver contribuído para a prática de ato que constitua infração a dispositivo da legislação tributária, especialmente no caso de informar ou declarar falsamente, omitir ou simular o recebimento de doações em bens ou em dinheiro, ou de qualquer forma cooperar para que terceiro sonegue tributos ou pratique ilícitos fiscais. Parágrafo único. Considerase, também, infração a dispositivo da legislação tributária o pagamento, pela instituição imune, em favor de seus associados ou dirigentes, ou, ainda, em favor de sócios, acionistas ou dirigentes de pessoa jurídica a ela associada por qualquer forma, de despesas consideradas indedutíveis na determinação da base de cálculo do imposto sobre a renda ou da contribuição social sobre o lucro líquido. Art. 14. À suspensão do gozo da imunidade aplicase o disposto no art. 32 da Lei nº 9.430, de 1996.” Diante dessa nova legislação, surgiram vários questionamentos acerca da constitucionalidade desses dispositivos legais, em virtude de o art. 146, II, da Carta Magna, determinar que as limitações constitucionais ao poder de tributar devem ser reguladas por lei complementar, o que motivou a ADIN 1802, em que tais artigos são contestados, tendo sido concedida liminar em 27/08/98, nos seguintes termos: Fl. 12DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 12 12 "Decisão: O Tribunal, por unanimidade, deferiu, em parte, o pedido de medida cautelar, para suspender, até a decisão final da ação, a vigência do § 1° e alínea f do § 2°, ambos do art. 12, do art. 13, caput e do art. 14, todos da Lei n° 9.532, de 10/12/97, e indeferindoo com relação aos demais." Ao julgar o mérito da citada ação, em 2004, o STF decidiu, no tocante à imunidade tributária, que a lei ordinária somente pode fixar normas sobre a constituição e o funcionamento da entidade educacional ou assistencial imune, sendo que, em relação aos limites da imunidade, a matéria deve ser tratada por lei complementar, mantendo, assim, o mesmo entendimento proferido na liminar acerca dos dispositivos considerados eivados de inconstitucionalidade. Vejamos abaixo a ementa da respectiva decisão: "EMENTA: I. Ação direta de inconstitucionalidade: Confederação Nacional de Saúde: qualificação reconhecida, uma vez adaptados os seus estatutos ao molde legal das confederações sindicais; pertinência temática concorrente no caso, uma vez que a categoria econômica representada pela autora abrange entidades de fins não lucrativos, pois sua característica não é a ausência de atividade econômica, mas o fato de não destinarem os seus resultados positivos à distribuição de lucros. II. Imunidade tributária (CF, art. 150, VI, c, e 146, II): "instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei": delimitação dos âmbitos da matéria reservada, no ponto, à intermediação da lei complementar e da lei ordinária: análise, a partir daí, dos preceitos impugnados (L. 9.532/97, arts. 12 a 14): cautelar parcialmente deferida. I. Conforme precedente no STF (RE 93.770, Mutioz, RTJ 102/304) e na linha da melhor doutrina, o que a Constituição remete à lei ordinária, no tocante à imunidade tributária considerada, é a fixação de normas sobre a constituição e o funcionamento da entidade educacional ou assistencial imune; não, o que diga respeito aos lindes da imunidade, que, quando susceptíveis de disciplina infraconstitucional, ficou reservado à lei complementar. 2. À luz desse critério distintivo, parece ficarem incólumes à eiva da inconstitucionalidade formal argüida os arts. 12 e §§ 2° (salvo a alínea f) e 3°, assim como o parág. único do art. 13; ao contrário, é densa a plausibilidade da alegação de invalidez dos arts. 12, § 2°, f; 13, caput, e 14 e, finalmente, se afigura chapada a inconstitucionalidade não só formal mas também material do § 1° do art. 12, da lei questionada. 3. Reserva à decisão definitiva de controvérsias acerca do conceito da entidade de assistência social, para o fim da declaração da imunidade discutida como as relativas à exigência ou não da gratuidade dos serviços prestados ou à compreensão ou não das instituições beneficentes de clientelas restritas e das organizações de previdência privada: matérias que, embora não suscitadas pela requerente, dizem com a validade do art. 12, caput, da L. 9.532/97 e, por isso, devem ser consideradas na decisão definitiva, mas cuja delibação não é necessária à decisão cautelar da ação direta" Pelo exposto, não restam dúvidas que o art. 14 do CTN é a norma que determina os requisitos que devem ser atendidos para a fruição do benefício em pauta. Por Fl. 13DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 13 13 conseguinte não prospera a alegação da recorrente de que a base legal correta a ser mencionada no Termo de Suspensão de Imunidade seria a Lei n° 9.532/97. Cumpre observar que não há qualquer menção naquele Termo acerca dessa lei ou mesmo da Instrução Normativa SRF 113/98, que faz alusão à Lei n° 9.532/97. Nesse sentido, o Fisco agiu em conformidade com a decisão proferida pelo STF na ADIN 1802, ao fundamentar a suspensão da imunidade no art. 14 do CTN. Resta averiguar se assiste razão à interessada acerca da alegação de nulidade processual, em virtude de o Termo de Suspensão de Imunidade ter sido lavrado com base no art. 32 da Lei n° 9.430/96, sendo que o artigo que remete à aplicação desse dispositivo, art. 14 da Lei n° 9.532/97, teve sua suspensão determinada pela decisão proferida na ADIN 1802, sendo oportuno transcrever aquele dispositivo legal: Lei n° 9.430/96 “Art. 32. A suspensão da imunidade tributária, em virtude de falta de observância de requisitos legais, deve ser procedida de conformidade com o disposto neste artigo. § 1º Constatado que entidade beneficiária de imunidade de tributos federais de que trata a alínea c do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal não está observando requisito ou condição previsto nos arts. 9º, § 1º, e 14, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, a fiscalização tributária expedirá notificação fiscal, na qual relatará os fatos que determinam a suspensão do benefício, indicando inclusive a data da ocorrência da infração. § 2º A entidade poderá, no prazo de trinta dias da ciência da notificação, apresentar as alegações e provas que entender necessárias. § 3º O Delegado ou Inspetor da Receita Federal decidirá sobre a procedência das alegações, expedindo o ato declaratório suspensivo do benefício, no caso de improcedência, dando, de sua decisão, ciência à entidade. § 4º Será igualmente expedido o ato suspensivo se decorrido o prazo previsto no § 2º sem qualquer manifestação da parte interessada. § 5º A suspensão da imunidade terá como termo inicial a data da prática da infração. § 6º Efetivada a suspensão da imunidade: I a entidade interessada poderá, no prazo de trinta dias da ciência, apresentar impugnação ao ato declaratório, a qual será objeto de decisão pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento competente; II a fiscalização de tributos federais lavrará auto de infração, se for o caso. § 7º A impugnação relativa à suspensão da imunidade obedecerá às demais normas reguladoras do processo administrativo fiscal. Fl. 14DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 14 14 § 8º A impugnação e o recurso apresentados pela entidade não terão efeito suspensivo em relação ao ato declaratório contestado. § 9º Caso seja lavrado auto de infração, as impugnações contra o ato declaratório e contra a exigência de crédito tributário serão reunidas em um único processo, para serem decididas simultaneamente. § 10. Os procedimentos estabelecidos neste artigo aplicamse, também, às hipóteses de suspensão de isenções condicionadas, quando a entidade beneficiária estiver descumprindo as condições ou requisitos impostos pela legislação de regência. § 11. Somente se inicia o procedimento que visa à suspensão da imunidade tributária dos partidos políticos após trânsito em julgado de decisão do Tribunal Superior Eleitoral que julgar irregulares ou não prestadas, nos termos da Lei, as devidas contas à Justiça Eleitoral. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) § 12. A entidade interessada disporá de todos os meios legais para impugnar os fatos que determinam a suspensão do benefício. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)” Pela leitura do texto acima, percebese que a norma estabelece procedimentos relativos à suspensão da imunidade de tributos federais, prevista na alínea “c” do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal, à vista da inobservância de requisito ou condição previsto nos arts. 9º, § 1º, e 14 do CTN. Ou seja, em nenhum momento aborda questão que diga respeito aos limites da imunidade, cuja regulação está reservada à lei complementar, conforme entendimento exposto na decisão proferida na ADIN 1802. Convém ressaltar que as regras insertas no art. 32 da Lei n° 9.430/96 visaram oferecer aos contribuintes maiores garantias ao contraditório e à ampla defesa, posto que permite apresentação de defesa prévia à eventual decretação da suspensão da imunidade, regra até então inexistente. E este dispositivo legal estava sendo utilizado nos casos de suspensão de imunidade antes mesmo da edição da Lei n° 9.532/97, que, em seu art. 14, fez alusão à sua aplicação. Por tais razões o alcance da suspensão do art. 14 da Lei n° 9.532/97, que determina a aplicação do disposto no art. 32, da Lei nº 9.430/96, à suspensão do gozo da imunidade, é vedar a aplicação daquele dispositivo legal somente às hipóteses dos arts. 12 e 13 da Lei n° 9.532/97, que tiveram sua suspensão determinada pelo STF (ADIN 1802), não abarcando as suspensões efetuadas com base no descumprimento dos requisitos contidos no art. 14 do CTN, tal qual o caso em comento. Diante do exposto acima rejeito a preliminar de nulidade suscitada. B) DECADÊNCIA A recorrente alega que o Fisco se baseou em documentos alcançados pelo prazo decadencial de guarda, previsto no art. 12, § 2º, alínea “d”, da Lei n° 9.532/97, para suspender a imunidade relativa ao anocalendário 1998. Fl. 15DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 15 15 O prazo estabelecido para a guarda de documentação não impede seu exame pelo Fisco, se apresentada pela contribuinte, mesmo depois de expirado o período previsto para sua conservação, sendo que tal procedimento não constitui em ilegalidade, visto que não há qualquer norma que o proíba. É importante destacar que a questão decadencial referese ao prazo que o Fisco possui para efetuar o lançamento e, neste caso, não houve lançamento, mas sim suspensão da imunidade tributária, constatada pela existência de conta bancária não contabilizada. Nesse sentido a arguição de decadência deve ser feita na hipótese de realização de lançamento contra a contribuinte, com base na suspensão de imunidade efetivada neste processo. A título de informação, em relação ao exercício de 1998 o termo inicial para a contagem do prazo decadencial é aquele estabelecido no art. 173, I, do CTN, ou seja, o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, haja vista que, pelo fato da entidade ser imune, não houve pagamento antecipado de imposto. Dessa forma o prazo teve início em 01/01/00 e término em 31/12/04. Diante do exposto acima configurase improcedente a alegação da recorrente, razão pela qual rejeito a preliminar de decadência. MÉRITO A interessada questiona somente a suspensão da imunidade relativa ao primeiro semestre de 1999, ressaltando que não se encontra qualquer menção quanto à suspensão do benefício constitucional em razão da modificação ou transformação do caráter social de uma instituição. No que diz respeito ao anocalendário 1998, sustenta que a questão encontrase resolvida, pelo fato de o Fisco não ter efetuado qualquer lançamento referente a esse período, tendo enfatizado que não foi identificada qualquer receita ou despesa que não tenha sido objeto de escrituração. Em relação à suspensão da imunidade referente ao anocalendário 1998, restou comprovado que a recorrente movimentou a conta bancária de n° 100.4703 no extinto Banco do Estado da Bahia S/A — BANEB, conforme demonstrativo às fls. 23/30, à margem da contabilidade, o que constitui razão suficiente para a aludida suspensão, por não atendimento ao requisito constante no inciso III do art. 14 do CTN, haja vista que o procedimento realizado pela contribuinte acarretou a inexatidão de sua escrituração. Vale dizer que foi apurado um resultado positivo com as operações cujos valores transitaram por aquela conta bancária, decorrente de aplicações financeiras, sendo que tal resultado não foi contabilizado pela entidade, não sendo plausíveis as justificativas apresentadas pela recorrente para a não contabilização das operações relativas à mencionada conta. No tocante à suspensão de sua imunidade referente ao primeiro semestre de 1999, cumpre assinalar que ocorreu por ter sido constatada a restituição de patrimônio aos sócios e a distribuição dos resultados de todos os períodos anteriores, desde a fundação da entidade até a 01/07/99, contrariando, assim, o disposto no art. 14, I, do CTN, conforme esclarecido no Termo de Suspensão de Imunidade de fls. 17/22. Para tanto, o Fisco se baseou na Ata da Reunião da entidade realizada em 01/07/99 (fls. 43/45), que decidiu pela transformação da associação em entidade com finalidade lucrativa e pela titulação, por quotas do patrimônio social, de parte dos associados fundadores, no valor total de R$ 635.471,47. Fundamentou, também, seu entendimento, nas declarações de ajuste anual do IRPF dos sócios Fl. 16DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.008962/200257 Acórdão n.º 280101.924 S2TE01 Fl. 16 16 beneficiados, que passaram a registrar a existência das quotas de capital nas respectivas declarações de bens, caracterizando, assim, aumento de patrimônio. É importante destacar que, ao efetuar a titulação por quotas do patrimônio social aos associados fundadores, não foram a estes devolvidos somente os valores utilizados para constituir a entidade em questão, mas também o lucro acumulado desde a sua fundação, que foi incorporado ao capital social. Esse fato pode ser comprovado por meio da Ata da Assembléia Geral Ordinária realizada em 20/02/94 (fls. 213/214), em que foi deliberado pela incorporação ao capital social do resultado do exercício de 1993, somado a todos os resultados anteriores, no total de CR$ 29.815.799,17 (vinte e nove milhões, oitocentos e quinze mil, setecentos e noventa e nove cruzeiros reais e dezessete centavos). Por conseguinte o capital social foi elevado para CR$ 100.392.013,89 (cem milhões, trezentos e noventa e dois mil, treze cruzeiros reais e oitenta e nove centavos). Logo não há dúvidas que a entidade distribuiu,de forma indireta, lucros aos associados em questão, afrontando, com isso, o disposto no inciso I, do art. 14, do CTN. Não obstante o acima exposto, cumpre assinalar que a distribuição de lucros ocorreu em 01/07/99, como pode ser comprovado pela leitura da Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada naquela data (fls. 43/45). A suspensão da imunidade deve vigorar a partir da data em que houve o descumprimento do(s) requisito(s) previsto(s) nos incisos do art. 14 do CTN. Esse entendimento é corroborado pelo disposto no § 1º daquele dispositivo legal e no § 5º do art. 32 da Lei n° 9.430/96. Portanto a distribuição de lucros aos sócios, neste caso, não pode servir como fundamento para suspensão da imunidade para o primeiro semestre de 1999. Todavia, como a imunidade da recorrente já havia sido suspensa desde 01/01/98, por manter conta bancária não contabilizada, desrespeitando, assim, o disposto no inciso III do art. 14 do CTN, esta suspensão não se limita somente ao anocalendário 1998, mas alcança todo o período subsequente a 01/01/98 até 30/06/99, haja vista que a partir de 01/07/99 houve a transformação da associação em entidade com finalidade lucrativa, sendo inócua qualquer suspensão de imunidade a partir dessa data.. Diante do exposto acima voto por REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 17DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10835.001945/2008-45
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2007
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO.
Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância
Recurso Voluntário não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.348
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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RECURSO INTEMPESTIVO. Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância Recurso Voluntário não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 3ª Turma da DRJ/SP2/SP. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10835.001945/200845 Acórdão n.º 280102.348 S2TE01 Fl. 91 2 Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra o contribuinte em questão foi lavrado o auto de infração (fls. 38/39) com o lançamento de imposto de renda relativo ao anocalendário 2006 de R$ 3.218,95, de multa de ofício de R$ 2.414,21 e de juros de mora calculados até 31/01/2008 de R$ 267,49. O lançamento em questão considerou indevida a dedução a título de pensão judicial, no valor de R$ 23.384,68 em razão de a pensão alimentícia em cumprimento de acordo ou decisão judicial só ser dedutível quando decorrente de separação ou divórcio, conforme art. 8º , II, "f”', da Lei 9.250/95. Inconformado, o contribuinte apresenta impugnação de fl. 01/02, alegando, em breve síntese, que: 1 "passou por dois a casamentos", tendo filhos e que, por meio dos feitos judiciais (0074/1988 e 871/2006), devidamente homologados judicialmente, os valores das pensões alimentícias foram fixados; 2 junta cópia de informe de rendimentos da Polícia Militar, em que consta o valor descontado a título de pensão alimentícia em favor de Rosa Maria dos Santos Moreira, no valor de R$ 16.184,68.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 62/68, que restou assim ementado: PENSÃO ALIMENTÍCIA AÇÃO DE OFERTA DE ALIMENTOS ART 24, DA LEI 5.478/68 CONTRIBUINTE ALIMENTANTE COABITANDO COM FILHOS NATUREZA DE DEVER FAMILIAR. Pagamentos realizados em virtude de acordo homologado judicialmente, nos autos de Ação de Oferta de Alimentos, conforme previsão contida no art. 24, da Lei 5.478/68, quando a pessoa responsável pelo sustento da família não deixe a residência comum, não possuem natureza de obrigação de prestar alimentos e, portanto, não podem ser utilizados para a dedução da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, como pensão alimentícia. Tais pagamentos são decorrentes do poder de família e do dever de sustento, assistência e socorro entre os cônjuges e entre estes e os filhos e não do dever obrigacional de prestar alimentos. As despesas provenientes do poder de família são contempladas com a possibilidade de dedução em campo próprio da declaração, como dedução de dependentes, despesas médicas e com instrução. GLOSA PENSÃO JUDICIAL FILHOS MAIORES. Somente são dedutíveis do rendimento bruto, para fins de incidência do Imposto de Renda, as pensões pagas a filhos Fl. 91DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10835.001945/200845 Acórdão n.º 280102.348 S2TE01 Fl. 92 3 menores ou maiores de idade quando incapacitados para o trabalho e sem meios para proverem a própria subsistência ou até 24 anos, se universitários. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 20/04/2011 (fl. 72), o interessado interpôs o recurso de fls. 73/75, em 27/05/2011, no qual requer a reforma da decisão recorrida para considerar os valores referente a Pensão Alimentícia pagos as suas filhas, no valor de R$ 7.200,00, tendo em vista que resta provado que elas residiam em endereço diverso do ora recorrente. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. Inicialmente, cabe examinar a tempestividade do recurso interposto. O Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, assim estabelece: “Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Fl. 92DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10835.001945/200845 Acórdão n.º 280102.348 S2TE01 Fl. 93 4 Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão.” O contribuinte teve ciência da decisão recorrida em 20/04/2011, de acordo com AR juntado à fl. 72. Em 23/05/2011 protocolizou na DRF em Presidente PudenteSP, pedido de sobrestamento/Prorrogação de Prazo, apresentando somente em 27/05/2011 o Recurso Voluntário às fls. 73/75. O pedido de sobrestamento/prorrogação de prazo foi indeferido por aquela Delegacia da Receita Federal, por falta de previsão legal que o amparasse. Da mesma forma, tal documento não pode ser acatado por este Colegiado. Neste sentido, é de se concluir que o Recurso Voluntário é extemporâneo, por força da legislação acima transcrita. Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 93DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES
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Numero do processo: 00875.052038/83-98
Data da sessão: Wed Oct 21 00:00:00 UTC 1987
Ementa: DRAW BACK - Comprovado, através de Relatórios o cumprimento parcial do ato concessório - A exigência deverá recair somente sobre os insumos cuja comprovação não foi concretizada
Recurso provido parcialmente para este fim.
Numero da decisão: 303-25.049
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, vencidos os Conselheiros, Afonso Celso Mattos Lourenço e Salustiano de Pinho Pessoa Neto, na forma do relatório e votos, que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ CARLOS NOGUEIRA
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score : 1.0
Numero do processo: 10930.000045/2007-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2001
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. COMPENSAÇÃO COM O IMPOSTO DEVIDO APURADO NA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVANTE DE RENDIMENTOS.
O Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte é documento hábil para comprovar a retenção do tributo. Tratando-se de rendimento sujeito ao ajuste anual, o imposto retido pode ser compensado com o devido, apurado na respectiva declaração.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.121
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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COMPENSAÇÃO COM O IMPOSTO DEVIDO APURADO NA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVANTE DE RENDIMENTOS. O Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte é documento hábil para comprovar a retenção do tributo. Tratando se de rendimento sujeito ao ajuste anual, o imposto retido pode ser compensado com o devido, apurado na respectiva declaração. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10930.000045/200711 Acórdão n.º 280102.121 S2TE01 Fl. 146 2 Relatório Trata o presente processo de Auto de Infração, às fls. 04/12, formalizada para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 10.106,09, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF (suplementar), incluídos a multa de oficio e os juros de mora, estes calculados até dezembro de 2006. A autuação decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual apresentada pela contribuinte, relativa ao exercício 2002, anocalendário 2001, onde foi apurada a omissão de rendimentos no valor de R$ 11.950,09 recebidos por dependente, assim como foram glosados os seguintes valores de deduções pleiteadas: (i) despesa com instrução (R$ 1.700,00); (ii) dependentes (R$ 1.080,00); (iii) despesas médicas (R$ 196,10); e (iv) imposto de Renda Retido na Fonte (R$ 3.027,39) referente à fonte pagadora (CNPJ 33.646.001/000167) não informado em DIRF. Cientificada do lançamento em 16/12/2006, a interessada apresentou tempestivamente a impugnação às fls. 01/03, instruída com a documentação às fls. 04/31, onde alegou que: no que se refere à omissão de rendimentos, houve erro de direito, pois não tinha consciência de que para deduzir o dependente teria de informar os rendimentos por ele percebidos, pelo que solicitou a exclusão de José Verginio Soares (pai) como dependente; quanto ao imposto de renda retido na fonte apresenta comprovantes demonstrando o desconto de R$ 3.027,39. ao final, requereu o pagamento da diferença de imposto a restituir no valor de R$ 1.793,15. Na sequência, após apreciar a lide, a 6a Turma de Julgamento da DRJ/Curitiba/PR, em decisão unânime, julgou procedente em parte a impugnação apresentada (Acórdão DRJ/CTA n° 0626.544, de 07/05/2010, às fls. 121/122). Intimada da decisão a quo em 14/06/2010, nos termos do documento à fl. 125, em 12/07/2010, por meio de seu procurador, a contribuinte interpôs o Recurso Voluntário às fls. 130/137, asseverando que após o julgamento de primeira instância a controvérsia ficou restrita à glosa do imposto retido na fonte, pois o valor declarado (R$ 75,94 + R$ 3.027,39) em sua DIRPF estaria correto, na medida em que recebera rendimentos no ano de 2001 tanto da matriz como da filial da Sociedade Brasileira de Instrução (fonte pagadora). Em 29/01/2008, conforme despacho à fl. 132, o processo foi encaminhado a este E. Conselho para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10930.000045/200711 Acórdão n.º 280102.121 S2TE01 Fl. 147 3 O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Não há no documento recursal qualquer alegação preliminar. Como se vê, a matéria que restou em discussão referese, exclusivamente, à comprovação ou não da retenção do IRRF no valor de R$ 3.027,39, pela fonte pagadora, cuja compensação o contribuinte pleiteia na declaração. A razão para manutenção dessa glosa de IRRF ficou assim explicitada no acórdão recorrido: fls. 121/122 “(...) 5. A glosa de imposto de renda retido na fonte decorreu da não apresentação de contracheques a fim de comprovar a efetiva retenção, prevalecendo a DIRF em face do comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte apresentado para a fiscalização (fls. 07 verso e 61). 5.1. A impugnante reapresenta o comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte (fl. 14) e cópias não autenticadas de contracheques (fls.15/25). 5.2. Devemos ponderar que as copias de fls. 15/25 possuem reduzido valor probatório por não estarem autenticadas, não tendo o condão de infirmar a informação prestada pela fonte pagadora em DIRF. (...)” Ora, constam dos autos os Comprovantes de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte às fls. 61/62, relacionados aos CNPJ n°s 33.646.001/000167 e 33.646.001/000590 (fonte pagadora: Sociedade Brasileira de Instrução), que corroboram as afirmações da autuada. Observase que tais documentos foram reconhecidos como cópias dos respectivos originais apresentados pela recorrente, conforme se pode denotar do carimbo aposto nestes papéis por servidora da DRF/Londrina/PR. Tratase, portanto, sem dúvida, de documentação hábil a comprovar a retenção do imposto, sendo irrelevante, para o direito à compensação, se a fonte pagadora efetuou ou não o recolhimento do imposto retido. Assiste, pois, razão à recorrente, devendo ser restabelecido o valor de R$ 3.027,39 que havia sido glosado no lançamento, e assim, correto o montante de R$ 3.103,33 declarado a título de IRRF pela recorrente em sua DIRPF/2002. Isto posto, VOTO por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 157DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10930.000045/200711 Acórdão n.º 280102.121 S2TE01 Fl. 148 4 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10711.001631/84-74
Data da sessão: Fri Nov 07 00:00:00 UTC 1986
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Infração administrativa ao controle das importações.
Multa do art. 169,III,"d" do DL 37/66. Utilização de Guia de Importação, expedida para despacho normal, no regime de despacho simplificado, com expedição, "a posteriori", pela CACEX, de aditivo alterando o regime de despacho e ajustando-o à situação na qual foi a mercadoria nacionalizada.
Não se configura, no caso, a infração de que cogita o art. 169 do DL 37/66.
Recurso especial desprovido.
Numero da decisão: CSRF/03-01.388
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente o Cons. Hélio Loyolla de Alencastro.
Nome do relator: JOSE FAÇANHA MAMEDE
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ementa_s : Infração administrativa ao controle das importações. Multa do art. 169,III,"d" do DL 37/66. Utilização de Guia de Importação, expedida para despacho normal, no regime de despacho simplificado, com expedição, "a posteriori", pela CACEX, de aditivo alterando o regime de despacho e ajustando-o à situação na qual foi a mercadoria nacionalizada. Não se configura, no caso, a infração de que cogita o art. 169 do DL 37/66. Recurso especial desprovido.
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':" fr . ;.i .r MINISTÉRIO DA FAZENDA _ Sessão de 07 de novembrode 19 86 ACORDÃO N.°-C$RFj03-0,1.388 Recurso n.° - RP/303-0.918 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: XEROX DO BRASIL S.A. Infração administrativa ao controle das importaçães. Multa douart. 169,III,"d" do DL 37/66. Utilização de Guia de Importação, expe- dida para despacho normal, no regime de despacho simplificado, com expedição, "a posteriori", pela CACEX, de aditivo alte rando o regime de despacho e ajustando-o à situação na qual foi a mercadoria na- cionalizada. Não se configura, no caso, a infração de que cogita o art. 169 do DL 37/66. R e -curso especial desprovido. Vistos, relatados e dicutidos os presentes autos de re . curso interposto pelaFAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de RecutsosFís- cais, por unanimidade de votos, negar provimento . ao recurso especial, 1.1Cs termos do relatOrio e voto que passam a integr.1 o presente jul- gado. Ausente o Cons. Hélio Loyella de Alencastro / (5 I , Sala das :-si3O-,“DF), em 0.7 de novee g ro de 1986.)14 440117 ,AMADOR OlIT Á '4' O rERNANDEZ — PRESIDENTE v.v .,..‘ . ./". i .(° ?. ., . _„,di0,4) • . "&'' 6 tSifrfr .—i n A W' N m 4 )•j_i• D7-, - RELATOR • P V /./ \\ Vt. LUIZ FE- IN Do OLIVEIRA DE MORAES - PROCURADOR DA FAZEN . 1 DA NACIONAL - Participaram, ainda, do sresente julgamento os seguintes Conselhei- • ros: WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, HAMILTON DE SÃ DANTAS, EDWALDO REIS DA SILVA, PAULO CÉSAR DE 'AVILA E SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. , • ' , „ . , . , ' . - -, ., . , . , . .. ' , ,, ' .• , , .• . • , • . ,.., , 2. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ' RECURSO N P : RP/303-0.918 ACISRDNO N P : —CSRF/03-01.388 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: XEROX DO BRASIL S/A RELAT6RIO , Recorre a Fazenda Nacional, por seu procurador junto a Terceira Cmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, contra de- cis go daquele colegiado consubstanciada no Acordao n-P- 303-24.599 (fls. 101/106), assim ementada: "Despacho aduaneiro simplificado. O pro cessamento do desembaraço do produtos es- trangeiros ao amparo» de normas procedimen tais do precitado regime especial, pelo importador devidamente habilitado, porem, sem dispor de guia pro . pria e restrita pa- ra utilizaçao no DAS, no configura infra._. , çao administrativa ao controle previ° das importaçoes; enseja aplicaç go de snnçges especificas do regime (suspenso ou cassa ,... — ... çao, p.ex.), sem prejulzo de outras pena- lidades administrativas de natureza fiscal . . aplicaveis a especie. Recurso provido. Nas suas razoes (fls. 107/108), diz o recorrente, em ./. sintese: a) que o DAS n go e regime aduaneiro especial, mas agi- lizaçgo do despacho: b) que mero regime de simplificaç go de despacho, pode- , ra ter suas sançoes especificas mas e subordinado ao controle da importaç go, de tal forma que, tambem nesse cado, pode aplicar—se a multa de que tratam os autos (art. 169,111 "d" do DL.37/66). ----, N go h g' contra—razEes do sujeito passivo. (_- ( o relaterio. , i / • • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10711/001.631/84-74 3. Acordao n9-CSRF/03-01.388 VOTO Concordo com a maioria vencedora na egregia Camara re- corrida em que, no caso, não se configura a infraçao administrati va ao controle das importaçães que enseja a aplicação da penalida— de pretendida pelo Fisco. Vejamos. O importador, ao propor a despacho a mercadoria, deu-a como enquadrada no regime de despacho simplificado, a que realmen te fazia jus, conforme ato concessorio a ele outorgado, Sucede que a Guia de Importaçao acobertadora da mercadoria era destinada a '1 despacho de outra natureza, o chamado despacho normal ou de impos to integral. Verificado o erro, solicitou o sujeito passivo auto- rizaçao para o pagamento imediato do tributo atraves de DCI e respectivo DARF. Indeferido esse pedido, providenciou junto a CA- CEX o Aditivo a G.I. para alterar o regime de despacho e ao mes- mo tempo, promoverà o recolhimento dos tributos, atraves do proce- dimento proprio previsto no despacho aduaneiro simplificado. Rpos isso, foi expedido, pela CACEX, o aditivo concedentn a ,álteraçao do regime de despacho. Todos esses procedimentos, frise-se, verificaram-se an tes da lavratrura do Auto de Infração, que denunciou a infração, pelo importador, do inciso III, letra "d" do art. 169, que trata de infraçães administrativas ao controle das importaçães. A legislação relativa ao regime de despacho Simplifica 7: I do admite a utilização, para o despacho da mercadoria nesse regi ! me, de guia de importaçao emitida para o de despacho normal, e vice-versa, desde que haja a previa anuncia da Cacex. No casó deu-se a anuncia da Cacex, s j que posteriormente ao registro da Declaração de Importação. Essa circunstencia, porem, não pode le- var a conclusao de que tenha ocorrido a infraçao apontada, pois a Cacex, meses antes da lavratura do Auto de Infração, corrigiu a GI, regularizando-a na parte relativa ao regime do despacho. As- sim, parece-me aplicvel à hiptese a diretriz contida no Parecer CST/DAA riP 1651/83, "verbis": "Não obstante juridicamente ineficaz como tal, porque obtido aps o registro da DI, o aditivo à GI sere' aceito pela autorida- de fiscal como elemento de rova, para es clarecer materia de fato" SERInp POBJICO FEDERAL PROCESSO N9 10711/001.631/84-74 4., Acordao n9—CSRF/03-01.388 A infraçao incorrida e, como o diz a Gamara "a quo", de outra natureza, no a apontada. Houve, assim, evidentemente, "in- devida capitulaçao legal", da falta praticada. Nego, pois provimen to ao recurso especial da Fazenda ,fr Brasília-1)F ,em 07 de iovembro de 1986. JOSÉ FAÇANÉA ,muE, LATO Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10580.720062/2008-77
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2005
RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO.
O prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, impedindo o julgador de conhecer as razões da defesa de recurso apresentado intempestivamente, por ocorrência de preclusão.
Recurso não conhecido
Numero da decisão: 2801-002.173
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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PRAZO. O prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, impedindo o julgador de conhecer as razões da defesa de recurso apresentado intempestivamente, por ocorrência de preclusão. Recurso não conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Por sua pertinência, adoto o relatório do acórdão de primeira instância (fls. 24), que reproduzo a seguir: Fl. 44DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 01/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10580.720062/200877 Acórdão n.º 2801002.173 S2TE01 Fl. 2 2 “Contra o contribuinte acima identificado foi emitida Notificação de Lançamento de fls. 04 a 07, relativamente ao imposto de renda pessoa física do anocalendário de 2004, para exigência do seguinte crédito tributário: Anocalendário 2004 Imposto suplementar 3.877,46 Multa de ofício (75%) 2.908,09 Juros de mora (até 28/12/2007) 1.456,37 Total 8.241,92 2.A fiscalização lavrou o Auto de Infração em virtude de ter sido constatadas as seguintes infrações à legislação tributária: 2.1 – omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas (omissão no valor de R$ 14.779,00, fato gerador em 31/12/2004). 3.Não concordando com a exigência, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 02, alegando, em síntese: 3.1 – que nunca recebeu qualquer pagamento da empresa Montagil Manutenção e Montagens Ltda, CNPJ 33.827.908/000122; 3.2 – que a relação com a citada pessoa jurídica decorreu de ter sido ‘solicitado a ajudar a referida empresa, colocandome como responsável técnico, para que a mesma se credenciasse a participar de concorrências, na promessa de participação no trabalho, caso houvesse sucesso, como não ocorrera num prazo de cinco meses, solicitei liberação do compromisso, sem auferir nenhum ganho’; 3.3 – que caberia à empresa comprovar que efetuou os pagamentos; 3.4 – por fim, requer o acolhimento da impugnação e o cancelamento do débito fiscal reclamado.” Em sua decisão (fls. 23/26), a DRJ/RecifePE destacou que, em relação à omissão de rendimentos da fonte pagadora Petros, não houve manifestação por parte do contribuinte em sua impugnação. Quanto à omissão de rendimentos da fonte pagadora Montagil Manutenção e Montagens Ltda, afirma que o próprio impugnante reconheceu ter prestado serviços àquela empresa e que, diante da informação contida na DIRF apresentada, atestando o pagamento de R$ 2.128,00 e IRRF no valor de R$ 33,54, que não foram declarados pelo interessado, a impugnação foi considerada improcedente. Cientificado do acórdão de primeira instância em 29/03/11, o interessado interpôs, em 29/04/11, recurso voluntário, anexando novos documentos, expondo, em suma, os seguintes argumentos: Fl. 45DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 01/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10580.720062/200877 Acórdão n.º 2801002.173 S2TE01 Fl. 3 3 a) não questionou, na impugnação, a omissão de rendimentos relativa a Petros por ter interpretado erroneamente a notificação de lançamento, entendendo que a única omissão lançada seria àquela relativa à fonte pagadora Montagil Manutenção e Montagens Ltda; b) em que pese o fato acima relatado, contesta a omissão de rendimentos relativa a Petros, afirmando ter ocorrido um equívoco por parte da fiscalização, pois o valor do benefício do INSS, R$ 12.651,00, considerado como omissão, está embutido no rendimento declarado da Petros, R$ 85.229,00, haja vista que, por força de contrato, os benefícios da aposentadoria do INSS e da própria Petros, são repassados diretamente por esta, sem haver nenhum envolvimento direto com o INSS. Assim, a soma do valor do beneficio do INSS, R$ 12.651,00, com o valor do benefício da Petros, R$ 72.578,00, corresponde ao montante por ele declarado como rendimentos tributáveis. Como prova de tais fatos, junta o comprovante de rendimentos da Petros, em que os citados valores estão descriminados da forma por ele alegada; c) acerca da omissão de rendimentos relativa à fonte pagadora Montagil Manutenção e Montagens Ltda, reitera as alegações expostas na impugnação, requerendo, ainda, que o proprietário da empresa seja intimado a juntar o comprovante do pagamento que lhe teria sido efetuado. Diante do exposto acima requer o acolhimento de seu recurso para que seja cancelado o débito fiscal reclamado. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso não deve ser conhecido, por ter sido apresentado intempestivamente, como será demonstrado a seguir. De acordo com o art. 33 do Decreto nº 70.235/72, o prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Como pode ser observado pelo Aviso de Recepção anexo a estes autos, o recorrente foi cientificado do Acórdão da DRJ/RecifePE em 29/03/11. Logo o prazo para interposição do recurso teve início em 30/03/11, haja vista que na contagem do prazo se exclui o dia da ciência e o referido prazo somente se inicia em dia de expediente normal, nos termos do art. 5o do citado Decreto, e encerrouse em 28/04/11. Como o recurso foi protocolado em 29/04/11 (fls. 85), resta caracterizada sua intempestividade. Cumpre informar que o recorrente não se manifestou sobre a intempestividade do recurso. Diante do exposto acima voto por NÃO CONHECER do recurso. Fl. 46DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 01/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10580.720062/200877 Acórdão n.º 2801002.173 S2TE01 Fl. 4 4 Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 47DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 01/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10480.000917/2001-00
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2007
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES
Ano-calendário: 2000
SIMPLES. NULIDADE. SÚMULA 2 DO 3° CC. EXCLUSÃO INDEVIDA.
É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a
consignar a existência de pendências perante a Divida Ativa da
União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja
exigibilidade não esteja suspensa. Súmula n° 2 do 3° CC.
PROCESSO ANULADO AB INITIO
Numero da decisão: 301-34.176
Decisão: ACORDAM os membros da primeira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, anular o processo ab initio, Súmula n° 2, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Ano-calendário: 2000 SIMPLES. NULIDADE. SÚMULA 2 DO 3° CC. EXCLUSÃO INDEVIDA. É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Divida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa. Súmula n° 2 do 3° CC. PROCESSO ANULADO AB INITIO
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MINISTÉRIO DA FAZENDA .tP;:-;::n.\.;; TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 10480.000917/2001-00 Recurso n° 134.986 Voluntário Matéria SIMPLES EXCLUSÃO Acórdão n° 301-34.176 Sessão de 08 de novembro de 2007 Recorrente FRUPEL FRUTOS DE PETROLINA LTDA. Recorrida DRPRECIFE/PE • ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Ano-calendário: 2000 SIMPLES. NULIDADE. SÚMULA 2 DO 3° CC. EXCLUSÃO INDEVIDA. É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Divida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa. Súmula n° 2 do 3° CC. PROCESSO ANULADO AB INI TIO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os membros da primeira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, anular o processo ah initio, Súmula n° 2, nos termos do voto do relator. OTACÍLIO DANTAS ' TAXQ - Presidente - .N I O CAR • 74 • ANDA — Relator Processo n° 10480.000917/2001-00 CCO3/C0 I Acórdão n.° 301-34.176 Fls. 84 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Irene Souza da Trindade Torres, João Luiz Fregonazzi, Susy Gomes Hoffmann, Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente) e Patricia Wanderkoke Gonçalves (Suplente). Ausente o Conselheiro José Luiz Novo Rossari. Estiveram presentes os Procuradores da Fazenda Nacional Diana Bastos Azevedo de Almeida Rosa e José Carlos Brochini. • • 2 Processo n° 10480.000917/200 I -00 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.176 Fls. 85 Relatório Cuida-se de recurso voluntário interposto por Frupel Frutos de Petrolina Ltda. contra decisão proferida pela Colenda zla Turma de Julgamento da DRJ em Recife (PE) (fls. 56 a 59) que, por unanimidade, indeferiu a solicitação da contribuinte e manteve a sua exclusão do SIMPLES. A ementa deste julgado e a seguinte: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples Ano-calendário: 2000 • Ementa: DÉBITO INSCRITO EM DÍVIDA ATIVA. OPÇÃO Estando o sócio da pessoa jurídica com débitos inscritos em Dívida Ativa junto à Procuradoria Geral Fazenda Nacional — PGFN, cuja exigibilidade não esteja suspensa, está vedada a opção desta empresa ao Simples. Solicitação indeferida. O contribuinte interpôs o recurso voluntário de fls. 63 a 69, alegando, em síntese, que a sócia cujos débitos estariam impedindo a manutenção do regime do Simples retirou•se da sociedade, com o que deixou de existir o elemento fatie°, gerador do impedimento argüido. Esta Colenda Primeira Câmara do Conselho de Contribuintes, ao seu turno, em SÇSSU realizada no dia 26 de abril de 2007, resolveu, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de origem, na forma do relatório e voto do relator, a fim de que fosse juntado aos autos o Ato Declaratótio de exclusão do contribuinte da sistemática • do Simples (fls. 72 a 75). Baixado o processo em diligência, foi juntado aos autos o Ato Declaratório n° 261.591, de 02 de outubro de 2000, em que se apontou como sendo o motivo para exclusão do Simples a existência de "Pendências da Empresa e/ou Sócios junto a PGFN" (fls. 80). Em seguida, os autos foram encaminhados a este Terceiro Conselho de Contribuintes para o seu regular prosseguimento. É o relatório. 3 , Processo n° 10480.000917/2001-00 CCO3/C01 Acórdão n.° 301.34.176 Fls. 86 I Voto Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, Relator O recurso preenche as condições de admissibilidade e, portanto, deve ser conhecido. Inicialmente, é de se destacar que o presente processo encontra-se eivado de vicio insanável, notadamente pela ausência de formalidade legal essencial que causa nulidade do ato de exclusão do Simples. Com efeito, o Ato Declaratório n° 261.591, de 02 de outubro de 2000, excluiu o110 contribuinte do Simples com arrimo no seguinte motivo: "Pendências da Empresa e/ou Sócios junto a PGFN" (fls. 80). Ocorre, no entanto, que este Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes já tem jurisprudência reiterada, cristalizada na sua Súmula n° 2, no sentido de que "É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Divida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa". Vale notar que, como o que se busca atender é a observância do Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa, pouco importa se as referidas pendências dizem respeito à empresa ou aos seus sócios. O importante é que haja a indicação dos débitos para possibilitar a defesa, o que não ocorreu na presente hipótese. Por conseguinte, em face de todo o exposto, voto pelo provimento do recurso voluntário, declarando a nulidade do processo ah initio e determinando a manutenção do 11) contribuinte no regime do Simples. Sala das Sessões, em 08 de nove , o sei '407 -4111. (10,' ,4'..t ---,' __Ad •!;_. _ (- - --- „ RODR GO CAR,K • , RANDA - Relator--------- , 4
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