Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,885)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,225)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,906)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,204)
- Terceira Câmara (67,876)
- Segunda Câmara (56,644)
- Primeira Câmara (20,756)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,726)
- Segunda Seção de Julgamen (115,215)
- Primeira Seção de Julgame (77,084)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,518)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,930)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,625)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,707)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 16327.001049/2004-79
Data da sessão: Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Exercício: 2001
Ementa:
LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. DESCRIÇÃO DAS INFRAÇÕES. FUNDAMENTO LEGAL. OBSERVÂNCIA
A autoridade competente, no exercício da atividade do lançamento, deve cuidar para que a matéria objeto de tributação esteja claramente descrita, possibilitando, assim, a compreensão por parte do sujeito passivo. Nesse sentido, existindo perfeita correlação entre os fatos descritos em peças integrantes dos autos de infração lavrados e os tipos infracionais nelas
considerados, descabe falar em nulidade.
PEDIDO DE DILIGÊNCIA.
À luz do regramento processual vigente, a autoridade julgadora é livre para, diante da situação concreta que lhe é submetida, deferir ou indeferir pedido de diligência formulado pelo sujeito passivo, ex vi do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972.
PERDA NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS E CRÉDITOS RECUPERADOS. DISCIPLINAMENTO LEGAL. OBSERVÂNCIA. NECESSIDADE.
Perdas no recebimento de créditos, sejam elas quais forem, devem, para fins de dedução das bases de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social, ser apropriadas no resultado segundo as regras estampadas nos artigos 9º a 12 da Lei nº 9.430/96. Submetem-se também às disposições ali estabelecidas os créditos deduzidos que tenham sido recuperados.
PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS. ACORDO HOMOLOGADO POR SENTENÇA JUDICIAL. EFEITOS.
O parágrafo terceiro do art. 10 da Lei nº 9.430/96, ao estabelecer que no caso de acordo homologado por sentença judicial o valor da perda a ser estornado ou adicionado ao lucro líquido para determinação do lucro real será igual a soma da quantia recebida com o saldo a receber negociado, autoriza concluir que a parcela que não foi recebida e nem fez parte da renegociação deve permanecer como perda.
Numero da decisão: 1302-000.616
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Primeira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir de tributação os montantes de R$ 189.605,05, R$ 81.599,50 e R$ 258.365,23, indicados pela autoridade fiscal como prejuízo auferido na realização do crédito.
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARÃES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201106
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2001 Ementa: LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. DESCRIÇÃO DAS INFRAÇÕES. FUNDAMENTO LEGAL. OBSERVÂNCIA A autoridade competente, no exercício da atividade do lançamento, deve cuidar para que a matéria objeto de tributação esteja claramente descrita, possibilitando, assim, a compreensão por parte do sujeito passivo. Nesse sentido, existindo perfeita correlação entre os fatos descritos em peças integrantes dos autos de infração lavrados e os tipos infracionais nelas considerados, descabe falar em nulidade. PEDIDO DE DILIGÊNCIA. À luz do regramento processual vigente, a autoridade julgadora é livre para, diante da situação concreta que lhe é submetida, deferir ou indeferir pedido de diligência formulado pelo sujeito passivo, ex vi do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972. PERDA NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS E CRÉDITOS RECUPERADOS. DISCIPLINAMENTO LEGAL. OBSERVÂNCIA. NECESSIDADE. Perdas no recebimento de créditos, sejam elas quais forem, devem, para fins de dedução das bases de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social, ser apropriadas no resultado segundo as regras estampadas nos artigos 9º a 12 da Lei nº 9.430/96. Submetem-se também às disposições ali estabelecidas os créditos deduzidos que tenham sido recuperados. PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS. ACORDO HOMOLOGADO POR SENTENÇA JUDICIAL. EFEITOS. O parágrafo terceiro do art. 10 da Lei nº 9.430/96, ao estabelecer que no caso de acordo homologado por sentença judicial o valor da perda a ser estornado ou adicionado ao lucro líquido para determinação do lucro real será igual a soma da quantia recebida com o saldo a receber negociado, autoriza concluir que a parcela que não foi recebida e nem fez parte da renegociação deve permanecer como perda.
numero_processo_s : 16327.001049/2004-79
conteudo_id_s : 5922304
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 05 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1302-000.616
nome_arquivo_s : 130200616_16327001049200479_201106.pdf
nome_relator_s : WILSON FERNANDES GUIMARÃES
nome_arquivo_pdf_s : 16327001049200479_5922304.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir de tributação os montantes de R$ 189.605,05, R$ 81.599,50 e R$ 258.365,23, indicados pela autoridade fiscal como prejuízo auferido na realização do crédito.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
id : 7425268
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781982515200
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2204; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 1.569 1 1.568 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.001049/200479 Recurso nº 163.519 Voluntário Acórdão nº 130200.616 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 30 de junho de 2011 Matéria IRPJ DESPESAS INDEDUTÍVEIS Recorrente BANCO COMERCIAL E DE INVESTIMENTOS SUDAMERIS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2001 Ementa: LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. DESCRIÇÃO DAS INFRAÇÕES. FUNDAMENTO LEGAL. OBSERVÂNCIA A autoridade competente, no exercício da atividade do lançamento, deve cuidar para que a matéria objeto de tributação esteja claramente descrita, possibilitando, assim, a compreensão por parte do sujeito passivo. Nesse sentido, existindo perfeita correlação entre os fatos descritos em peças integrantes dos autos de infração lavrados e os tipos infracionais nelas considerados, descabe falar em nulidade. PEDIDO DE DILIGÊNCIA. À luz do regramento processual vigente, a autoridade julgadora é livre para, diante da situação concreta que lhe é submetida, deferir ou indeferir pedido de diligência formulado pelo sujeito passivo, ex vi do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972. PERDA NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS E CRÉDITOS RECUPERADOS. DISCIPLINAMENTO LEGAL. OBSERVÂNCIA. NECESSIDADE. Perdas no recebimento de créditos, sejam elas quais forem, devem, para fins de dedução das bases de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social, ser apropriadas no resultado segundo as regras estampadas nos artigos 9º a 12 da Lei nº 9.430/96. Submetemse também às disposições ali estabelecidas os créditos deduzidos que tenham sido recuperados. PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS. ACORDO HOMOLOGADO POR SENTENÇA JUDICIAL. EFEITOS. O parágrafo terceiro do art. 10 da Lei nº 9.430/96, ao estabelecer que no caso de acordo homologado por sentença judicial o valor da perda a ser estornado Fl. 599DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.570 2 ou adicionado ao lucro líquido para determinação do lucro real será igual a soma da quantia recebida com o saldo a receber negociado, autoriza concluir que a parcela que não foi recebida e nem fez parte da renegociação deve permanecer como perda. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir de tributação os montantes de R$ 189.605,05, R$ 81.599,50 e R$ 258.365,23, indicados pela autoridade fiscal como prejuízo auferido na realização do crédito. “documento assinado digitalmente” Marcos Rodrigues de Mello Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marcos Rodrigues de Mello, Wilson Fernandes Guimarães, Daniel Salgueiro da Silva, Irineu Bianchi, Eduardo de Andrade e Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junior. Fl. 600DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.571 3 Relatório BANCO COMERCIAL E DE INVESTIMENTOS SUDAMERIS S/A, já devidamente qualificado nestes autos, inconformado com a decisão da 10ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, São Paulo, que manteve, na íntegra, os lançamentos tributários efetivados, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, relativas ao anocalendário de 2000, formalizadas a partir da imputação das infrações a seguir descritas. Em conformidade com os Termos de Verificação Fiscal de fls. 33/44, são as seguintes as infrações apontadas pela autoridade fiscal: A – PERDA NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS: inobservância dos requisitos condicionadores da dedutibilidade. Matéria Tributável: R$ 17.928.812,50 B – PERDA NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS: deduções promovidas em ano anterior, consideradas indevidas em razão de acordo judicial homologado no ano de 2000 (R$ 189.605,05 e R$ 81.599,50); valores recebidos nos acordos judiciais homologados (R$ 131.500,00 e R$ 50.000,00); despesa apropriada no próprio período de apuração, considerada indevida em razão de acordo judicial homologado nesse mesmo ano (R$ 258.365,23). MATÉRIA TRIBUTÁVEL: R$ 711.069,78 Inconformada, a contribuinte apresentou impugnação aos feitos fiscais (fls. 57/85), por meio da qual ofereceu, em síntese, os seguintes argumentos: que a autuação seria imprecisa, uma vez que a Fiscalização enquadrou a contribuinte nos artigos 9°, 10 e 12 da Lei n° 9.430/96, sem indicar qual dos dispositivos foi descumprido; que não seria possível distinguir se a autuação se referiria ao descumprimento dos dispositivos da Lei n° 9.430/96, ou se restringiria aos equívocos escriturais cometidos, já que o Termo de Verificação debate a escrituração das perdas na conta de despesas operacionais; que imputar à ela a escrituração incorreta das perdas havidas não implicaria afirmar que não teriam sido cumprido os requisitos da Lei n° 9.430/96, ou seja, seria perfeitamente possível que os prazos para a escrituração das perdas tivessem sido obedecidos, Fl. 601DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.572 4 porém escriturados em campo diverso do correto, procedimento este que não poderia causar a desconsideração do cumprimento das determinações contidas na legislação aplicável; que verificarseia que, sem a especificação do motivo da autuação, restaria impossível delimitar o alcance da autuação, devendo esta cancelada em sua totalidade; que a Fiscalização teria deixado de proceder a uma investigação completa sobre os créditos cujas perdas foram contabilizadas como despesas operacionais, isto é, em todas as situações deveria constar a indicação da origem dos mesmos, o prazo, a existência de garantia ou não, de medida judicial ou acordo, nos termos da Lei n° 9.430/96; que, para fins de desconsideração dos efeitos da perda, seria imprescindível que a Fiscalização tivesse apontado a irregularidade do procedimento por meio da produção das provas pertinentes; que, conforme se poderia depreender dos documentos acostados por amostragem (fls.125/1243), restaria comprovada a existência, no universo de valores autuados, de inúmeros casos em que houve acordo e diversos montantes inferiores a R$ 5.000,00, que somente foram contabilizados posteriormente aos seis meses exigidos pela legislação, bem como tantos outros no intervalo de R$5.000,00 a R$30.000,00, cuja cobrança administrativa foi devidamente efetuada; que, se dos valores autuados puderam ser extraídos os montantes ora demonstrados, por absoluta ineficácia do procedimento fiscalizatório, evidenciarseia a infringência ao artigo 142 do CTN; que a Fiscalização deveria demonstrar cabalmente a inadequação das perdas incorridas, investigandoas de forma exaustiva e comprovando a efetiva ocorrência do fato imponível; que, se houve o reconhecimento de que ela antecipou o aproveitamento de uma despesa, vez que as perdas, cuja existência não foi contestada pela Fiscalização, foram deduzidas antes dos prazos previstos no art. 9° da Lei n° 9.430/96, seria de rigor que o tratamento aplicável à hipótese observasse o Parecer Normativo COSIT n° 02/96 referente à postergação do tributo; que a suposta infração seria referente somente à postergação de imposto, uma vez que as perdas com créditos seriam corroboradas com o decorrer do tempo e, dessa forma, poderiam ser deduzidas, razão pela qual a autuação somente poderia ocorrer sob a forma de postergação de imposto; que, tendo havido o efetivo pagamento dos tributos, conforme comprovariam as DIPJ e os DARF anexados às fls.1248/1423, não poderia a Fiscalização deixar de reconhecer a postergação havida; que teria contabilizado as perdas ocorridas numa conta simples de despesas operacionais, ao invés de adotar a competente conta redutora; que tanto o campo de perdas no recebimento de créditos, quanto o de despesas operacionais, conteriam as informações relacionadas aos valores dedutíveis do lucro Fl. 602DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.573 5 real e da base de cálculo da CSLL, de forma que a escrituração de perdas no campo específico de despesas operacionais não implicaria em qualquer modificação na dedutibilidade operada; que, estando comprovada a ausência de qualquer prejuízo ao Erário Público, não seria possível desconsiderar fatos efetivamente ocorridos com fundamento em mero equívoco na escrituração contábil; que a inexatidão da Fiscalização quanto à correta dedução das perdas ficaria comprovada pela documentação anexada (fls.125/434), que demonstraria a existência de diversas perdas que se subsumem aos ditames dos arts.9° e 10 da Lei n° 9.430/96; que, conforme os documentos de fls.436/1243, teria efetuado a cobrança judicial dos créditos que detinha, optando por firmar acordos com seus devedores; que não teria logrado obter cópia integral das medidas judiciais referidas, em função da greve de servidores públicos estaduais, que a teria impossibilitado de verificar os autos e trazer as cópias necessárias à comprovação cabal da extinção das mesmas, motivo pelo qual protestava pela juntada posterior de tal documentação; que os acordos realizados com seus clientes a levaram a abrir mão da finalização da ação judicial para o recebimento integral dos seus créditos, razão pela qual seria inequívoca a sua subsunção ao § 3°, do art.10, da Lei n° 9.430/96; que a autuação decorreria de interpretação restritiva do § 3°, do art.10, da Lei n° 9.430/96, motivo pelo qual não poderia prosperar, face à sua ilegalidade. Por meio da petição de fls.1426, protocolizada em 19/11/2004, a contribuinte juntou aos autos o acordo judicial de fls.1427/1455, firmado entre ela e um de seus devedores. A 10a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, analisando os feitos fiscais e a peça de defesa, decidiu, por meio do Acórdão nº. 1613.602, de 28 de maio de 2007, pela procedência dos lançamentos, conforme ementa que ora transcrevo. AUTUAÇÃO. ENQUADRAMENTO LEGAL. TERMOS DE VERIFICAÇÃO. Os termos de verificação lavrados no curso da fiscalização, devidamente cientificados à contribuinte, se constituem em parte integrante do auto de infração. POSTERGAÇÃO DE PAGAMENTO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Considerase postergada a parcela de imposto ou de contribuição social relativa a determinado períodobase apenas quando efetiva e espontaneamente paga em períodobase posterior, fato que deve ser comprovado, e não apenas alegado. IRPJ. PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITO. DEDUTIBILIDADE. As perdas na realização de créditos podem ser consideradas como despesas dedutíveis para efeito de apuração do Lucro Real, desde que devidamente comprovadas, observadas as Fl. 603DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.574 6 condições previstas na legislação de regência. À autoridade administrativa cabe cumprir a determinação legal, aplicando o ordenamento vigente às infrações concretamente constatadas. DEMAIS TRIBUTOS. CSLL. MESMOS EVENTOS. DECORRÊNCIA. A ocorrência de eventos que representam, ao mesmo tempo, fato gerador de vários tributos impõe a constituição dos respectivos créditos tributários, e a decisão quanto à real ocorrência desses eventos repercute na decisão de todos os tributos a eles vinculados. Assim, o decidido quanto ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica aplicase à tributação dele decorrente. Irresignada, a contribuinte apresentou o recurso de folhas 1.490/1.521, por meio do qual renova argumentos expendidos na peça impugnatória relativamente à: nulidade da autuação, em razão da sua imprecisão e total generalidade; ausência de investigação adequada dos créditos por parte da autoridade fiscal; mera ocorrência de postergação no pagamento das exações; insubsistência da autuação, vez que decorrente de mero erro escritural; Relativamente ao decidido em primeira instância, sustenta a Recorrente que a autoridade julgadora não promoveu a análise da documentação acostada à impugnação, limitandose a listála e, sem qualquer fundamentação, desconsiderála. Nesse contexto, requer “a baixa” do processo em diligência para que a referida documentação seja adequadamente apreciada. É o Relatório. Fl. 604DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.575 7 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães, Relator Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Trata a lide de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, relativas ao anocalendário de 2000. Esclareço que, relativamente ao Imposto de Renda, a autoridade fiscal limitouse a reduzir o prejuízo fiscal apurado no anocalendário. Analiso, primeiramente, as nulidades apontadas pela Recorrente. Sustenta a contribuinte que a autuação está eivada de nulidade, vez que se apresenta genérica e imprecisa. Diz que a autoridade fiscal a autuou nos artigos 9º, 10 e 12 da Lei nº 9.430, de 1996, sem indicar qual dos dispositivos foi efetivamente descumprido. Rejeito a nulidade apontada. Os Termos de Verificação Fiscal de fls. 33/44, não obstante o fato de discorrerem sobre a legislação tributária aplicável às perdas no recebimento de crédito, descrevem de forma clara, para cada uma das infrações imputadas, os fatos e disposições legais tidas como infringidas. Com efeito, na primeira das infrações, resta assinalado no Termo de Verificação de Infração nº 01 (fls. 33 e 38): ... Intimada a fiscalizada – Termo de Intimação Fiscal de 11 de Março de 2.004 – apresentou cópias do Livro Razão referentes à conta 8.1.9.99.00.29 que aqui se focaliza. Da leitura destes documentos ressalta os registros contábeis das ocorrências dos seguintes eventos: descontos concedidos na liquidação de contratos, abatimentos de dívidas do cheque especial, abatimentos em empréstimos e outros da mesma natureza. Em 24 de maio de 2.004 lavrouse o Termo de Intimação Fiscal nº 20 com o objetivo precípuo de se conhecer a verdade material dos fatos registrados na conta 8.1.9.99.00.29 que após a alteração do controle acionário – Banco América do Sul para Banco Sudameris – recebeu o código 8.1.9.9.9.000295. Neste Termo, fundamentalmente, buscavase conhecer do critério jurídico empregado no tratamento tributário empregado e resultante na dedução de tal valor das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL. A fiscalizada não se manifestou quanto à indagação e nem apresentou os documentos que foram exigidos por amostragem. Fl. 605DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.576 8 As cópias das folhas do Razão apresentadas foram juntadas no Anexo I que se constitui em parte integrante destes Autos. ... DOS FATOS IMPONÍVEIS 14. A instituição financeira fiscalizada, como se depreende do que consta do Anexo I, dispensou o tratamento de despesas operacionais às PERDAS INCORRIDAS NA REALIZAÇÃO DE CRÉDITOS. Entre os particulares os eventos ocorridos foram qualificados como ABATIMENTOS DE DIVIDAS. Nesta conduta a fiscalizada afastou as disposições legais da Lei 9.430/96 que versam sobre a matéria, possivelmente por entender que os fatos ocorridos concretamente não estariam sujeitos àquelas imposições de ordem material e formal. Restava, então, buscar amparo legal no art. 47 da Lei 4.506/64 que é a norma de ordem geral a disciplinar a dedutibilidade das despesas necessárias à atividade da empresa, entendendo ser a despesa efetiva, usual e normal no ramo de atividade. Queremos crer que a instituição laborou em erro de direito. Vêse, pois, que a “generalidade” e “imprecisão” apontadas pela Recorrente encontramse justificada pela sua própria conduta, pois, apesar de intimada, não indicou os critérios utilizados para deduzir os denominados “abatimentos de dívidas” na determinação das bases de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social. A partir de tal comportamento, a ilação da autoridade fiscal não poderia ser outra senão a de entender que a contribuinte promoveu a redução das bases de cálculo amparada na regra geral de dedutibilidade estampada no art. 47 da Lei nº 4.506/64 (art. 299 do Regulamento do Imposto de Renda de 1999). Imprópria, como se vê, a alegação da Recorrente de que, no caso, caberia à autoridade fiscal indicar o artigo da Lei nº 9.430/96 que fora infringido. O Termo de Verificação de Infração nº 2, por sua vez, registra; ... 1. Na Declaração de Informações da Pessoa Jurídica, apresentada no ano de 2.001, referente ao ano calendário de 2.000, declaração esta que recebeu o número 1022513, mais precisamente na ficha 05B, linha 25 denominada PERDAS EM OPERAÇÕES DE CRÉDITO, a instituição declarou a importância de R$1.016.006,66 (vide item 5 do Termo de Início). Tal valor resulta da soma dos saldos de várias contas, conforme se depreende da decomposição apresentada durante a fase investigatória do procedimento. Entre estas contas que compuseram o valor antes mencionado, está a conta "PERDAS HOMOLOGADAS CRELI", conta esta que foi escriturada, de forma descentralizada, ou seja, agência por agência, sob o código 8.1.9.99.00.065 (ROLLOUT PARA 8.19.99.00.99003). Esta conta totalizou no ano calendário R$529.569,78. Fl. 606DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.577 9 2. Intimada a fiscalizada Termo de Intimação Fiscal de 03 de Março de 2.004 apresentou cópias do Livro Razão referentes à conta que aqui se focaliza. 3. Em 05 de Maio de 2.004 lavrou se o Termo de Intimação Fiscal nº 13 com o objetivo precípuo de se conhecer a verdade material dos fatos registrados na conta em questão. Neste Termo, fundamentalmente, buscavase conhecer do critério jurídico empregado no tratamento tributário empregado e resultante na dedução de tal valor das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL. A indagação foi enfática no que concerne às disposições da Lei 9.430/96 sobre perdas em créditos; a fiscalizada preferiu silenciar quanto a esta matéria de direito. 4. O valor tratado como despesa operacional de R$529.569,78 resulta da soma dos valores registrados pelas seguintes agências do Banco, como se depreende da documentação apresentada pela fiscalizada e reunidas em anexos a estes autos: ... O DIREITO 15. Nestes autos já nos pronunciamos sobre os dispositivos legais da Lei 9.430/96 que versam sobre o tratamento tributário das PERDAS EM CRÉDITOS (TVI 01). Tudo que lá foi exposto sobre a interpretação da norma aqui se invoca como fundamentação legal. Entretanto cabe o destaque específico da regra constante do § 3º art. 10 da Lei nº 9.430/96, in verbis: "§ 3º Se a solução da cobrança se der em virtude de acordo homologado por sentença judicial, o valor da perda a ser estornado ou adicionado ao lucro líquido para determinação do lucro real será igual à soma da quantia recebida com o saldo a receber renegociado, não sendo aplicável o disposto no parágrafo anterior". ... 17. Em nenhum momento a regra do §3º cogita de renúncia parcial do crédito, sob qualquer forma. O fato de haver referência à quantia recebida mais o valor renegociado, como parcela a ser tributada no ano calendário da ocorrência do acordo judicial, não autoriza o intérprete a deduzir que eventual perda auferida no acordo seja passível de dedução. 18. Na lei está assegurada a dedutibilidade, em condição terminativa, da perda na realização do crédito quando, em sentença prolatada pelo Poder Judiciário, for declarada a INSOLVÊNCIA DO DEVEDOR. Tratase da qualificação jurídico tributária de PERDA EFETIVA. Esta situação, citada em cláusula própria da norma §1º , inciso I, do art. 9º da Lei nº 9.430/96 não se assemelha a perda auferida em acordo homologado pelo Poder Judiciário. São situações distintas. Admitirse a equiparação dos efeitos tributários seria negar Fl. 607DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.578 10 eficácia ao disposto, em separado, no §1º, inciso I, do art. 9º da mesma Lei. 19. Outra condição terminativa para a dedutiblidade das perdas em crédito é aquela prevista no §4º do art. 10 da Lei nº 9.430/96. Esta situação diz respeito a AUTORIZAÇÃO LEGAL PARA BAIXA do crédito que foi objeto de MARCAÇÃO DE PERDA PRESUMIDA, após o transcurso de cinco anos do vencimento do crédito. A materialização desta baixa é procedimento formal necessário à confirmação da dedutilibidade tomada ao tempo da marcação do crédito. Aplicase aos casos em que, marcado o crédito, não tenham ocorrido nenhum dos eventos citados, como desistência materializada juridicamente, solução do processo por acordo judicial homologado. DOS FATOS IMPONÍVEIS CASOS: SENADOR FEIJÓ E REGISTRO. 20. Nestes dois casos , tem se a destacar, como denominador comum, o fato de que a fiscalizada não se valeu da escrituração comercial — contabilidade — para efetuar o registro fiscal das perdas presumidas — inserção no sistema. Embora os dois casos tenham sido objeto de registro no SISCREL, a dedutibilidade foi tomada via ajuste do lucro líquido por exclusão na parte A do LALUR, em períodos de apuração anteriores ao ano calendário de 2.000. Solucionados por acordo judicial homologado no ano 2.000 os efeitos tributários de tais fenômenos haveriam de estar processados como ajustes do lucro líquido; os registros contábeis são neutros para fins de formação das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL. 21. Portanto os valores de R$189.605,05 (SENADOR FEIJÓ) e R$81.599,50 (REGISTRO), que totalizam R$271.204,55, devem ser adicionados ao lucro líquido do exercício para fins de apuração das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL por terem sido indevidamente deduzidos. 22. Também devem ser submetidas à tributação das duas exações, as parcelas correspondentes aos valores recebidos nos respectivos acordos judiciais, como mandam o §3º do art. 10 c/c o art. 12, todos da Lei nº 9.430/96. No caso SENADOR FEIJÓ recebeuse R$131.500,00 e, no caso REGISTRO, R$50.000,00, o que, por sua vez, totaliza R$181.500,00. 23. As duas parcelas apuradas vêm, então, totalizar R$452.704,55. CASO RUDGE RAMOS 24. Cumpre destacar, neste último caso, que a MARCAÇÃO DE PERDA PRESUMIDA fora processada no próprio ano calendário de 2.000. Como tal procedimento foi cancelado antes do encerramento do ano calendário, tal marcação não produziu efeito tributário. Remanesceu, assim, o valor de R$258.365,23 deduzido das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL, visto que fora Fl. 608DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.579 11 registrado como despesa operacional, a título de prejuízo na realização de crédito. Como demonstrado à saciedade, a lei 9.430/96 como sistema normativo a regrar as perdas em crédito, só admite a dedutibilidade da PERDA EFETIVA, conceituada pelo legislador tributário como sendo aquela resultante de declaração judicial de insolvência do devedor, ou a dedutibilidade da perda presumida após o transcurso de cinco anos do vencimento do crédito sem que o mesmo tenha sido liquidado pelo devedor e, ainda, que não tenha ocorrido neste espaço temporal a desistência da cobrança judicial ou a renuncia parcial para extinção da dívida em acordo, judicial ou extrajudicial. O presente caso frente ao disposto no §1º do art. 10 materializa desistência, figura jurídica esta a prevalecer sobre qualquer outra do direito privado. Também no caso da segunda infração, observase que a autoridade fiscal cuidou de relatar de forma detalhada as infrações apuradas, apontando, passo a passo, os fundamentos legais das conclusões apresentadas (§§ 1º e 3º do art. 10 e art. 12, todos da Lei nº 9.430/96). Inexiste, pois, mácula capaz de infirmar, no que tange ao aspecto em comento, os procedimentos adotados pela autoridade fiscal. Adiante, a Recorrente alega que a autoridade fiscal deixou de proceder a uma investigação adequada sobre os créditos cujas perdas foram contabilizadas como despesas operacionais, visto que, em todas as situações, deveria constar a indicação da origem deles, o prazo, a existência de garantia ou não, de medida judicial ou acordo, etc. Absolutamente improcedente a argumentação da Recorrente, vez que a simples transcrição dos excertos dos Termos de Verificação de Infração, acima promovida, deixa patente o cuidado que teve a autoridade responsável pelo procedimento de indicar os quadros da Declaração de Informações em que os valores foram registrados, as contas contábeis envolvidas, a natureza dos créditos, etc. Se elementos adicionais não foram trazidos ao processo, com certeza, isso se deve ao fato de a contribuinte, apesar de intimada, não prestar os esclarecimentos exigidos no curso da ação fiscal. A afirmação da Recorrente de que “as regras previstas no artigo 9° da Lei n° 9.430/96, somente admitem interpretação legal e constitucionalmente possível, na medida em que haja possibilidade, ainda que remota, de recebimento dos valores mutuados ou de outra forma emprestados. Se tal requisito não estiver presente, não se pode impedir a dedução da perda efetivamente ocorrida, situação, entretanto, que sequer foi sopesada ou levada em consideração pela D. Autoridade Fiscal” é merecedora de reparo. Como reiteradamente afirmado pela autoridade autuante, no caso de apropriação de perdas no recebimento de créditos como despesa dedutível na determinação das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL, a definição acerca do momento em que se pode considerar que a perda é definitiva, isto é, que não existe mais possibilidade de recebimento dos valores envolvidos, é dado pela LEI. Não foi por outra razão que a autoridade fiscal, antes de concluir pela glosa das despesas, tratou de intimar a contribuinte a prestar esclarecimentos acerca dos fundamentos legais que serviram de base para o registro, como despesas dedutível, das perdas incorridas. Fl. 609DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.580 12 A Recorrente, depois de fazer algumas considerações acerca das regras de dedutibilidade impostas pela Lei nº 9.430/96, argumenta: Conforme se pode depreender dos documentos acostados à Impugnação por amostragem, resta comprovada a existência, no universo de valores autuados, de inúmeros casos em que houve acordo e diversos montantes inferiores a R$ 5.000,00, que somente foram contabilizados posteriormente aos seis meses exigidos pela legislação, bem como tantos outros no intervalo de R$ 5.000,00 a R$ 30.000,00, cuja cobrança administrativa foi devidamente efetuada. ... De fato, em respeito ao princípio da verdade material e ao princípio da segurança jurídica, incumbia à D. Autoridade Julgadora e à D. Autoridade Fiscal proceder uma análise exaustiva de todos os elementos que influenciam na apuração da matéria e do montante tributário, conforme, aliás, destacado nos julgados abaixo reproduzidos: ... Com o devido respeito, como bem ressaltou a autoridade julgadora de primeira instância, os documentos anexados à peça impugnatória (fls. 125/1.243 e 1.427/1.455) representam um amontoado de papéis, desprovidos de qualquer elemento capaz de vinculálos às infrações descritas nos Termos de Verificação de Infração. A alegação de que a autoridade fiscal deveria ter procedido uma análise exaustiva de todos os elementos que influenciaram a apuração da matéria não encontra ressonância nos autos, vez que a citada análise foi efetuada, tendo sido devidamente descrita nos Termos de Verificação. Não custa repisar que, intimada acerca do resultado da referida análise, a Recorrente quedouse inerte. Em que pese o fato de a documentação anexada à impugnação, considerada a mais absoluta ausência de elementos indicadores de vinculação com os montantes apurados pela Fiscalização, nada contribuir para a solução do litígio, a autoridade julgadora de primeiro grau cuidou de analisála, apontando, no corpo da decisão, cada uma das inconsistências identificadas. Transcrevo, abaixo, excertos do voto condutor da decisão recorrida relacionados ao que aqui se afirma. DA DOCUMENTAÇÃO TRAZIDA PELA IMPUGNANTE A contribuinte trouxe na impugnação os documentos de fis.125/1423 e, posteriormente, apresentou a petição de fls.1426, acompanhada dos documentos de fls.1427/1455. Segundo o entendimento da impugnante, tais documentos fariam prova de que a empresa teria escriturado perdas em conformidade com as disposições da Lei n° 9.430/96. A partir da análise da documentação acima relacionada, verificase que: Fl. 610DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.581 13 1. Documento: "Adendo a Cédula de Crédito Comercial"; 1.1. Fls.125/126; 1.2. Resultado da análise: A impugnante não estabelece uma correlação entre o documento e o crédito tributário autuado. Não é trazida nem mesmo a cédula de crédito original. 2. Documento: "Fichas da Contabilidade — abatimentos concedidos de dívidas e descontos na liquidação de cheques" 2.1. Fls.127/130, 136, 139, 142, 145/146, 149, 151/153, 156, 159, 162, 165, 168, 171, 174, 177, 180, 183, 186, 189, 220, 227, 290, 303; 2.2. A impugnante não estabelece uma correlação entre o documento e o crédito tributário autuado. Não é apresentado sequer um documento que demonstre a efetiva existência da dívida, como o respectivo contrato ou cheque, e nem mesmo um extrato bancário do qual constem os valores em questão. 3. Documento: "Proposta para abertura de conta integrada pessoa física"; 3.1. Fls.131/135, 137/138, 143/144, 147/148, 150, 160/161, 163/164, 166/167,169/170, 172/173, 175/176, 178/179, 181/182, 184/185, 187/188, 190/191, 221/226, 228/229, 312/314, 460/461; 3.2. A impugnante não demonstra a pertinência que o documento teria com o presente processo administrativo fiscal. 4. Documento: "Ficha proposta de abertura de conta de depósito – pessoa física"; 4.1. Fls.140/141, 154/155, 157/158; 4.2. A impugnante não demonstra a pertinência que o documento teria com o presente processo administrativo fiscal. 5. Documento: "Proposta para Composição com Devedores — Tarumã Comércio Representação Ltda ME"; 5.1. Fls.192/203, 211; 5.2. A impugnante não apresentou qualquer documento que comprove a existência da dívida em questão, como o contrato celebrado entre as partes, além do que não demonstrou o atendimento das condições estipuladas pela art.9° da Lei n° 9.430/96. O abatimento de R$742,10 diverge do registro do Livro Razão de fis.211, no montante de R$684,63. 6. Documento: "Proposta para Composição com Devedores — Jameson José dos Santos"; 6.1. Fls.204/210; 6.2. A impugnante não embasou a alegação em documentos que comprovem a existência da dívida e tampouco juntou cópia dos Fl. 611DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.582 14 cheques aos quais faz menção. O abatimento de R$516,51 (fls.209) diverge do registro do Livro Razão de fls.204, no montante de R$207,10. 7. Documento: "Extratos e registros do Livro Razão — Daniele Cristina Daneluti e Jose Antonio Mortagua"; 7.1. Fls.212/219; 7.2. A contribuinte não comprova a existência da dívida e não apresenta a cópia dos cheques que deram causa aos lançamentos contábeis de fls.215 e 218. 8. Documento: "Proposta para Composição com Devedores — Elias Alves da mSilva"; 8.1. Fls.230/235; 8.2. A impugnante não embasou a alegação em documentos que comprovem a existência da dívida e tampouco juntou cópia dos cheques aos quais faz menção. O abatimento de R$ 2.176,37 (fls.230) não consta do registro das fichas de contabilidade de fls.235 (débito de R$12.062,18 e crédito de R$13.412,18). 9. Documentos: "Correspondências Internas, Fichas Cadastrais e Lançamentos do Livro Razão — URCA Urbano de Campinas Ltda"; 9.1. Fls.238/257; 9.2. Os registros contábeis de fls.252, 253, 254, 255, 256 e 257 destacam a contabilização de descontos superiores a R$30.000,00, que, no entanto, não atenderam aos requisitos do art.9°, da Lei n° 9.430/96, pois a contribuinte não demonstrou a adoção de procedimentos judiciais para o seu recebimento. .... Pela análise documental acima exposta, resta insubsistente a alegação de que a contribuinte tenha escriturado perdas em conformidade com as disposições da Lei n° 9.430/96. Notase que a autoridade julgadora, além de listar a totalidade dos documentos aportados pela Recorrente, tratou de apontar, para cada um dos papéis analisados, o motivo (ou motivos) que os tornava imprestável para fins de prova. Nesse contexto, não merece guarida a afirmação da Recorrente de que a análise documental empreendida em primeira instância desconsiderou os documentos carreados ao processo sem qualquer fundamentação. A Recorrente, enunciando alguns fundamentos utilizados pela autoridade julgadora de primeira instância para rejeitar a documentação, argumenta que ela deveria ter sido intimada a apresentar elementos complementares. Com isso, demonstra um certo desconhecimento acerca das normas processuais vigentes, eis que, nos termos do parágrafo 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72, ressalvadas as hipóteses elencadas nas alíneas “a”, “b” e Fl. 612DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.583 15 “c” do referido dispositivo, a prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de a impugnante fazêlo em outro momento processual. Destaco ainda que, conhecedora dos fundamentos que levaram a autoridade julgadora de primeira instância a desconsiderar a documentação anexada à impugnação, a Recorrente não envidou esforços na fase recursal para, complementando com documentos a sua defesa, contraditar os argumentos expendidos na decisão recorrida. A afirmação da Recorrente de que “causa espécime observar que o Termo de Verificação Fiscal elaborado pela D. Autoridade Fiscal sequer faz menção a qualquer verificação de montantes devidamente contabilizados, o que só vem reforçar a nulidade da autuação”, com a devida permissão, leva à conclusão de que, apesar de cientificada, a Recorrente não cuidou de realizar uma leitura atenta dos Termos de Verificação de Infração, visto que ali encontramse detalhadamente descritos os registros contábeis investigados, seus montantes e seus históricos. Não identificando nos documentos trazidos pela Recorrente qualquer indício capaz de associálos às infrações imputadas pela Fiscalização, como adiante restará demonstrado, rejeito o pedido de diligência requerido. Demonstrando, mais uma vez, não ter assimilado de forma adequada as infrações que lhe foram imputadas, a Recorrente, afirmando ter havido reconhecimento de que ela antecipou o aproveitamento de uma despesa, argumenta que “seria de rigor que o tratamento aplicável à hipótese observasse o Parecer Normativo COSIT nº 02/96 referente à postergação do tributo”. Equivocase a Recorrente, pois, no único caso em que se poderia falar em postergação (ABATIMENTO DE DÍVIDAS), a autoridade fiscal concluiu que a dedução glosada decorreu da aplicação da norma estampada no art. 299 do RIR/99, visto que, apesar de ter intimado a contribuinte a demonstrar que tinha observado os requisitos estabelecidos pela Lei nº 9.430/96 na dedução das perdas incorridas no recebimento de créditos, nenhum elemento lhe foi apresentado. Nas demais infrações (RECEBIMENTOS NÃO OFERECIDOS À TRIBUTAÇÃO e PERDAS GLOSADAS EM VIRTUDE DE HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL DE ACORDO), inexiste vinculação com registro antecipado de despesa, não havendo que se falar, assim, em postergação do pagamento do imposto. Ultrapassadas as preliminares argüidas, tomo por base os Termos de Verificação Fiscal de fls. 33/44 para explicitar as infrações apuradas e apreciar as razões de mérito trazidas pela Recorrente. 1ª infração: analisando a conta 8.1.9.99.00.29 – OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS – ABATIMENTO DE DÍVIDAS, constatou a autoridade fiscal que os registros contábeis nela efetuados derivaram, entre outras razões, de descontos concedidos na liquidação de contratos, abatimentos de dívidas de cheque especial, abatimentos em operações de créditos e abatimentos em empréstimos. Entendeu a referida autoridade que, no caso, não restou demonstrado por parte da fiscalizada, em cada situação concreta, que a dedução da perda foi feita observandose as disposições da Lei nº 9.430, de 1996. Esclareceu ainda que, tratando se de descontos ou abatimentos, ficaria caracterizada a desistência da cobrança pela via judicial, motivo pelo qual, considerado o disposto no parágrafo 1º do art. 10 do diploma legal Fl. 613DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.584 16 em referência, “os efeitos do ato não prosperam e devem ser desfeitos ao tempo da materialização da renúncia”. Como valor tributável, foi apontado o montante de R$ 17.928.812,50. 2ª infração: direitos de crédito pendentes, solucionados por via judicial (CASOS SENADOR FEIJÓ e REGISTRO), em que a Fiscalização considerou não dedutíveis as perdas incorridas, isto é, os valores não alcançados pelo acordo judicial (R$ 189.605,05 e R$ 81.599,50) e tributáveis os montantes recebidos (R$ 50.000,00 e R$ 131.500,00); 3ª infração: direito de crédito pendente, solucionado por via judicial (CASO RUDGE RAMOS), em que a Fiscalização considerou não dedutível a perda incorrida, isto é, o montante não alcançado pelo acordo judicial (R$ 258.365,23) Alega a Recorrente que a autuação é improcedente, vez que ela decorre de mero erro escritural. A premissa, a meu ver, não corresponde ao retratado nos autos. Não se trata, aqui, de mero erro na contabilização da despesa, mas, sim, de apuração de montantes que, para a autoridade fiscal, considerada a legislação de regência, ou não poderiam ser deduzidos (perdas no recebimento de créditos) ou deveriam ser oferecidos à tributação (valores recebidos em acordos judiciais). Perdas no recebimento de créditos, sejam elas quais forem, devem, para fins de dedução das bases de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social, ser apropriadas no resultado fiscal segundo as regras estampadas nos artigos 9º a 12 da Lei nº 9.430/96. Submetemse também às disposições ali estabelecidas os créditos deduzidos que tenham sido recuperados. A simples alegação de que a documentação anexada à impugnação contém perdas que se subsumem aos ditames dos artigos 9º e 10 da Lei nº 9.430/96, desprovida de elementos indicadores e de vinculação com as que foram glosadas pela autoridade fiscal, não tem o condão de infirmar o feito da Fiscalização. Observo, contudo, que a afirmação da Recorrente no sentido de que “não se pode admitir que as perdas relativas às diferenças apuradas entre o valor integral da dívida e aquele acordado entre as partes, não sejam contabilizadas como perdas efetivas”, no que diz respeito aos acordos homologados por sentença judicial, deve ser acolhida. Nessa linha, discordo do entendimento esposado pela autoridade autuante. Para a referida autoridade, o parágrafo terceiro do art. 10 da Lei nº 9.430/96 não trata do valor eventualmente renunciado. A meu ver, o referido dispositivo, ao estabelecer que no caso de acordo homologado por sentença judicial o valor da perda a ser estornado ou adicionado ao lucro líquido para determinação do lucro real será igual a soma da quantia recebida com o saldo a receber negociado, deixa claro que, primeiro, descabe falar em postergação do pagamento do imposto em relação ao estorno e à adição, e, em segundo lugar, a partir do pressuposto de que a totalidade do crédito era objeto de demanda judicial, autoriza a conclusão de que a parcela que não foi recebida e nem fez parte da renegociação deve permanecer como perda. Fl. 614DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001049/200479 Acórdão n.º 130200.616 S1C3T2 Fl. 1.585 17 Assim, considerado todo o exposto, conduzo meu voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir de tributação os montantes de R$ 189.605,05, R$ 81.599,50 e R$ 258.365,23, indicados pela autoridade fiscal como “prejuízo auferido na realização do crédito”. Sala das Sessões, em 30 de junho de 2011 “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Fl. 615DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
score : 1.0
Numero do processo: 00008.130517/46-75
Data da sessão: Fri Sep 20 00:00:00 UTC 1985
Ementa: PRAZOS - DECADÉNCIA - CONSTITUIÇÃO DO
CRÉDITO TRIBUTÁRIO APÓS O PRAZO QÜINQÜENAL
PREVISTO NO ART: 711, § 29, do
RIR/80. .
Embora o lançamento suplementar primi
tivo tenha ocorrido dentro do praz-6
qüinqüenal, na hipótese de a decisão
de primeiro grau, que apreciou - a res
pectiva impugnação, ter sidoproiata=
da após esse período, cancelado a eXi
gência e constituído novo crédito trI
butário, mudando a própria razão ci-J
ser da exigência e dos respectivos en
cargos legais, tem-se como ocorrida
a decadência, ainda que o novo crédito
tributário tenha em consideração os
mesmos fatos econômicos que ensejaram
o lançamento primitivo.
No caso, dizia-se no auto de infração
que a empresa se apropriara do imposto
de fonte de modo indevido, omitindo
rendimentos, enquanto na decisão
singular o novo lançamento foi levado
a efeito porque a empresa, embora
não se apropriando do imposto indevidamente,
postergara o pagamento do
imposto.
Numero da decisão: CSRF/01-0.544
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso especial ,
para acolher a preliminar de decadência do direito de a Fazenda Nacional formalizar a presente exigência fiscal, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Pedro Martins Fernandes. Deixou de votar o Conselheiro Carlos Agostinho Aléssio Oliveto por não ter assistido ao Relatório.
Nome do relator: Antonio Da Silva Cabral
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 198509
ementa_s : PRAZOS - DECADÉNCIA - CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO APÓS O PRAZO QÜINQÜENAL PREVISTO NO ART: 711, § 29, do RIR/80. . Embora o lançamento suplementar primi tivo tenha ocorrido dentro do praz-6 qüinqüenal, na hipótese de a decisão de primeiro grau, que apreciou - a res pectiva impugnação, ter sidoproiata= da após esse período, cancelado a eXi gência e constituído novo crédito trI butário, mudando a própria razão ci-J ser da exigência e dos respectivos en cargos legais, tem-se como ocorrida a decadência, ainda que o novo crédito tributário tenha em consideração os mesmos fatos econômicos que ensejaram o lançamento primitivo. No caso, dizia-se no auto de infração que a empresa se apropriara do imposto de fonte de modo indevido, omitindo rendimentos, enquanto na decisão singular o novo lançamento foi levado a efeito porque a empresa, embora não se apropriando do imposto indevidamente, postergara o pagamento do imposto.
numero_processo_s : 00008.130517/46-75
conteudo_id_s : 5658881
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 22 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : CSRF/01-0.544
nome_arquivo_s : Decisao_000081305174675.pdf
nome_relator_s : Antonio Da Silva Cabral
nome_arquivo_pdf_s : 000081305174675_5658881.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso especial , para acolher a preliminar de decadência do direito de a Fazenda Nacional formalizar a presente exigência fiscal, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Pedro Martins Fernandes. Deixou de votar o Conselheiro Carlos Agostinho Aléssio Oliveto por não ter assistido ao Relatório.
dt_sessao_tdt : Fri Sep 20 00:00:00 UTC 1985
id : 6568507
ano_sessao_s : 1985
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782003486720
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T11:23:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T11:23:32Z; Last-Modified: 2009-07-08T11:23:32Z; dcterms:modified: 2009-07-08T11:23:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T11:23:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T11:23:32Z; meta:save-date: 2009-07-08T11:23:32Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T11:23:32Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T11:23:32Z; created: 2009-07-08T11:23:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2009-07-08T11:23:32Z; pdf:charsPerPage: 1368; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T11:23:32Z | Conteúdo => PROCESSO N9 0813/051.746/75 MINISTÉRIO DA FAZENDA MFMA Sessão de 2 0 c setemb4-ode19 85 ACORDÃO N°-CSRF/01-0.544 Recurso no: RD/105-0.046 Recorrente: RIBEIRO FRANCO S/A - ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES Recorrido : QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL PRAZOS - DECADÉNCIA - CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO APÓS O PRAZO QÜIN- QÜENAL PREVISTO NO ART: 711, § 29, do RIR/80. . Embora o lançamento suplementar primi tivo tenha ocorrido dentro do praz-6 qüinqüenal, na hipótese de a decisão de primeiro grau, que apreciou - a res pectiva impugnação, ter sidoproiata= da após esse período, cancelado a eXi gência e constituído novo crédito trI butário, mudando a própria razão ci-J ser da exigência e dos respectivos en cargos legais, tem-se como ocorrida a decadência, ainda que o novo crédi- to tributário tenha em consideração os mesmos fatos econômicos que ensejaram o lançamento primitivo. No caso, dizia-se no auto de infração que a empresa se apropriara do impos- to de fonte de modo indevido, omitin- do rendimentos, enquanto na decisão singular o novo lançamento foi leva- do a efeito porque a empresa, embora não se apropriando do imposto indevi- damente, postergara o pagamento do imposto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RIBEIRO FRANCO S/A - ENGENHARIA E CONSTRU- ÇÕES: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos I , . i i ,Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso especial para acolher a preliminar de decadência do direito de a Fazenda Na- cional formalizar a presente exigência fiscal, nos termos do relatO__. rio e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Con selheiro Pedro Martins Fernandes. Deixou de votar o Conselheiroar- los Agostinho Aléssio Oliveto por não ter assistido ao Relatór•P {C i/ Sala das :- j..;,1.1 (DF) , em 20 de setembro de l'' 5 , 410- dli ,, /, , AMADOR O' 'E O ERNÂNDEZ PRESIDENTE í OPI .... . , ANTÓNIO DA SILV A ÀBRAL/2 RELATOR *9 LUIZ FERNANDO o, EI DE MORAES PROCURADOR DAFA ZENDA NACIONAL i Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: Raul Pimentel, Jacinto de Medeiros Calmon, Waldevan Alves de Oliveira, Urgel Pereira Lopes, Luiz Miranda, Carlos Roberto Monteiro Bertazi e Sebastião Rodrigues Cabral. Ausente justificadamente o Con selheiro José Augusto Salles de Carvalho. - , , . 1P-',4 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N19 0813/051.746/75 RECURSON9: RD/105-0.046 ACÓRDÃO N.: CSRF/01-0.544 RECORRENTE: RIBEIRO FRANCO S/A - ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES RELATÓRIO Com fundamento no art. 39, inciso II, do Decreto n9 83.304, de 28.03.79, combinado com o art. 49, inciso II, § 19, da Portaria n9 434, de 03.05.79, insurge-se o recorrente (f is. 519/541) contra a decisão da E. Quinta Câmara do Primeiro Conse_ lho de Contribuintes, consubstanciada no Acórdão n9 105-0.935, de 04.07.84 (f is. 500/514), que, por unanimidade de votos, rejeitou a preliminar de decadência e, no mérito, negou provimento ao re_ curso voluntário autuado neste Conselho sob o n9 87.907 (f is. 495/497) decisão da qual tomou ciência mediante cópia recebida em 05.10.84, conforme intimação e AR (f is. 517 e 517v), tendo pro tocolizado o presente em 19.10.84 (f is. 518). O feito teve início com a lavratura do auto de infração de fls. 117, em decorrência de ação fiscal, na qual se efetuou a revisão do lucro real declarado nos exercícios de 1970 a 1974, com base nos lucros sociais (reais) encerrados nos anos de 1969 a 1973 e, de acordo com o demonstrativo que o integrou, passou o fisco a exigir imposto, multa de lançamento de ofício e correção monetária relativos aos exercícios de 1970 e 1971, es_ ta tendo como termos iniciais respectivamente os primeiros tri- mestres dos exercícios de 1971 e 1972, e, como termo final, a da \\T_\ ta de 30.06.75 (f is. 114 e 116), tendo isto em razão de glosa (1) DM F 9 C-C - Secgraf - 1600/75 / SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0813/051.746/75 2. Acórdão n9 CSRF/01-0.544 parciais dos valores compensados nas respectivas declaraões (de rendimentos referentes ao imposto retido na fonte sobre receitas oriundas de empreitadas, declaradas em exercício subseqüente (fIs. 116). Na informação fiscal de fls. 459/463, o informan- te reconheceu que inúmeros equívocos foram cometidos na autua- ção, terminando suas considerações com estas palavras: "para en cerrar, sugiro o cancelamento total do Auto de Infração de fls. 117, por ser insubsistente, cabendo, tão somente constituir de ofício novo crédito fiscal relativo aos exercícios de 1970 e 1971 para cobrança da correção monetária, multa e juros de mora, questão tratada no item 9.2." Na decisão (f is. 464/471), a autoridade de primei rá instância determinou o cancelamento do. auto de infração e no tificatão fiscal, julgou boa e correta a compensação do imposto de renda, na fonte pleiteada e já recebida. nas declarações de ren dimentos. dos exercícios de 1970 e 1971, anos-base de 1969 e 1970, ficando a interessada, no entanto, desobrigada de recolher as importâncias que menciona, recebidas antecipadamente juntamen te com as parcelas citadas, em. 1970 e 1971, por se referirem imposto de renda na fonte vinculado às receitas oferecidas tributação nas declarações dos exercícios de 1973 a 1975, época em que se legitimou o direito ao seu ressarcimento Finalizou a autoridade, no seguinte sentido: "INTIMAR a interessada a recolher, no prazo de 20 dias o crédito tributário, ora constituído, no montante de Cr$365.870,30,sen do Cr$ 134.083,52 de correção monetária, CrT 120.414,05, de multa e Cr$ 111.372,73 de ju- ros de mora, nos termos dos artigos 511, 531 e 532 do Decreto 76.186 de 02.09.75, relativo aos exercícios de 1970 e 1971, ante os funda- . mentos legais citados no item 5, ou então, apresentar defesa no prazo de 30 dias, como faculta o art. 20 do Decreto n9 70,235, de 06.03.72, findo os quais será declarada a re. velia e permanecerá o processo na Inspetoria, pelo prazo de 30 dias, para a cobrança amigá- vel do credito tribut:?,:los termos do art. 502 do citado decreto." 4/ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo. n9 0813/051.746/75 3. AcOrdão n9 CSRF/01-0.544 O caso veio a julgamento na Quinta Câmara e o Re lator do acórdão assim se manifestou: "A recorrente, através de seu patrono alega, em plenário, a preliminar de decadên cia pois, segundo entende, a ' autoridade "a quOir em_seu "decisum" de fls. 464 a 471, ao deter- minar o cancelamento do Auto de Infração e No tificação Fiscal de fls. 117, aos 10.01.78, constituir novo crédito no mesmo ato, o fez a destempo. Entendo, todavia, não configurada ' a deca dência pois a decisão excluiu apenas parte d5 crédito exigido inicialmente, mantendo a exi géncia no tocante a matéria objeto deste jui gamento, a qual já figurava, inclusive no Auto de Infração de fls. 117." No recurso especial, a interessada discorda dessa tese da Câmara Recorrida, entendendó que houve novo lançamento, efetuado. apóso prazo de cinco anos, configurando-se, portanto, a decadência. Patente a constituição de novo crédito tributá rio, eis que o próprio autuante sugeriu o cancelamento total do auto de_ infração, por ser insubsistente, cabendo, tão somente, constituir de ofício novo crédito fiscal relativo aos exercí- cios de 1970 e 1971, para cobrança da correção monetária, multa e juros de mora. Foi isto o que motivou a decisão da autorida de monocrática, datada de 10.01-78, que concluiu pela insubsis- tência do auto de infração, embora devendo ser cobrada a corre- ção monetária, multa e juros moratórios. Tanto a decisão de primeira instância, confirmada pelo venerando acórdão, reconhe ceu a constituição de novo crédito tributário, que reabriu o prazo à contribuinte para impugná-lo, o que trouxe como conse qüência, quando da prolação da primeira decisão, não poder mais a administração fazendária,constituir novo lançamento, sob pena de violar o disposto no art. 173, inciso I, dó CTN. Na realida de, dois são os exerdícios objeto da impugnação— 1970 e 1971. Uma vez acolhida a contestação pela autoridade julgadora de ins tância singular, através de decisão_próferida em 10.01.78, não poderia, jamais, determinar a constituição-de novo crédito tri butário relativo Àqueles exercícios, porque decaído o .ireito SERVIÇO POBLICO FEDERAL Processo n9 0813/051.746/75 4. Acórdão n9 CSRF/01-0.544 de a Fazenda Pública assim fazê-lo. Ora, o Acórdão n9103-06.082, •• de 26 de janeiro de 1984 é no seguinte sentido: "Decorrido o prazo estabelecido no art. 711, § 29, do RIR/80, decai ã Fazen da o direito de lançar." Está configurada, pois, a divergência. Em suas contra-razões, a Procuradoria da Fazenda Nacional alegou, em síntese, o seguinte (fls. 551): "Como visto, posto em confronto os accir dãOs recorrido e paradigma, o único ponto em cOmum entre ambos é o. que foi apontado pelo douto prolator do despacho de fls. 542/547, qual seja o de as decisões singulares terem sido proferidas após cinco anos e terem rea berto o prazo para impugnação. Quanto ã. mate' ria e, bem assim, seu respectivo fundamento legal, trata-se de hipóteses diferentes: o primeiro (acórdão recorrido) entendeu que a decisão "a quo", ao ter exonerado a Recorren te de recolher.o valor do imposto,IndeVidame71 te compensado nas declarações de rendimentos (porque as receitas correspondentes foram de claradas em exercícios posteriores) e mantido a exigência de correção monetária, multas e juros moratórios quanto ao atraso nas regula- rizações das receitas que geraram o imposto de fonte ressarcido prematuramente, nada mais fez senão excluir parte do crédito exigido inicialmente, relativo a matéria tributável que 'Já:- figurava no Auto de Infração de fls.117; o segundo (acórdão paradigma) enten deu que a decisão "a quoY' efetivara inovação no feito, gerando novo lançamento, por ter desclassificado a matéria tida como glosa de despesas no Auto de Infração (Art. 236,§ 59, "a", do RIR/80) para distribuição disfarçada de lucros (Art. 233, "g", do RIR/75), com tributação na forma do art. 235 e parágrafo único do mesmo RIR/75." É o relatório /ib SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0813/051.746/75 5. Acórdão n9 CSRF/01-0.544 VOTO Conselheiro ANTONIO DA SILVA CABRAL - Relator O recurso, conforme despacho exarado pelo Presiden te da Câmara recorrida, atende os pressupostos para sua admissi bilidade. Conclui-se do relato, que está em causa tão somen te a matéria referente à preliminar de decadência. Alega a re corrente que a decisão recorrida, consubstanciada no Acórdão n9 105-0.935, de 04.07.84, ao rejeitar, por unanimidade de votos, a preliminar de decadência, divergiu do Acórdão n9 103-06.082, de 26.01.84, da E. Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes. O acórdão recorrido, no que se refere à matéria em discussão, está assim ementado: "PRAZOS - DECADÊNCIA - Não ocorreu a de cadência se o auto de infração foi lavra do dentro do prazo qtinqüenal e a deci- são de primeiro grau, proferida após es se período, embora o tenha cancelado,maii" teve em parte a exigência inicial." Por sua vez, o Acórdão n9 103-06.082, indicado co mo divergente, na parte em que trata da mesma matéria firmou o seu entendimento no seguinte sentido: "IRPJ - DECADÊNCIA - Decorrido o prazo as tabelecido no art. 711, § 29, do RIR/80, decai à Fazenda o direito de lançar." Para melhor elucidar o pensamento dominante no acórdão paradigma, transcrevo parte do voto do seu Relator (fls. 534): \\\ "Assim, percebe-se que houve i vação SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0813/051.746/75 6. Acórdão n9 CSRF/01-0.544 no feito, gerando novo lançamento fato que, ciente a própria autoridade lançadora do seu alcance, reabriu prazo à, defesa na forma pre vista no Decreto n9 70.235/72. Tal prática, sem sombra de dúvidas, ca racteriza novo lançamento e, como tal, desti- tuído de amparo legal em razão de já haver decorrido naquela data .o prazo decadencial nos termos do art. 711, § 29, do RIR/80,pois, no presente caso a recorrente procedeu a en trega das Declarações relativas aos exercí- cios encerrados em 30.06.76 e 30.06.77 (noti- ficação), respectivamente em 31.01.77 e 20.03.78, conforme cópia das notificações cons tantes dos autos. Assim, a partir das mencio nadas datas passaram a fluir os prazos decai- denciais para os mencionados exercícios nos termos do art. 172, parágrafo único, do CTN. A recorrente, a seu turno, somente tomou ciên cia da decisão que modificou o critério da exigência em 26.05.1983 (fls. 816), fato que vem confirmar seu questionamento quanto ao lançamento ser nulo por decadente, referente- mente aos Exercícios de 1977 e 1978." Entendo que, no caso em julgamento, ocorreu a diver gência. O próprio Presidente da Câmara recorrida, ao dar segui mento ao recurso especial assim se expressou: "Os acórdãos, indicados como divergen- tes, embora tratassem de hipóteses diferen- tes, tiveram como pontos comuns os de as dêci sões singulares terem sido proferidas após 5 prazo de decadência e terem reaberto prazo para impugnação, porque deram tratamento novo às infrações objeto do auto de infração, en tendendo-se que, nesses pontos, guardam seme. lhança em grau suficiente para caracterizar aplicação divergente da lei tributária, confi gurando-se, portanto, o dissídio jurispruden= cial alegado pela recorrente." A autoridade de primeira instância teve consciên- cia de que se tratava de novo lançamento. Estes são os termos da decisão: "RESOLVO conhecer da impugnação, por ser tempesti ! va para, no mérito, deferi-1a, determinando o cancelamento do Auto de Infração e Notificação Fiscal de fls. 117..."Ná ainda SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0813/051.746/75 7. Acórdão n9 CSRF/01-0.544 teve consciência de estar constituindo novo crédito tributário. Tanto assim que a decisão foi no sentido de: "Intimar a Interes_ sada a recolher, no prazo de 20 dias o crédito tributário, ora constituído." Por isso mesmo, reabriu o prazo para que a empre- sa pudesse fazer nova impugnação. Baseou-se no art. 20 do Decreto n9 70.235/72, o qual determina que se reabra o prazo para impugnação se da rea_ lização de diligência resultar agravada a exigência inicial. Na verdade, a autoridade de primeiro grau reconheceu que todo o auto de infração fora nulo. Verificou, por outro lado, que o contribuinte não oferecera à tributação o imposto que recebera a maior na data em que deveria tê-lo feito, o que motivou a constituição de novo crédito tributário, não mais por ressarci mento indevido de imposto de fonte, mas pela postergação do ofe recimento de rendimentos à tributação. No momento em que o julgamento ocorreu na Câmara recorrida pertencia eu àquele Colegiado e, naquela ocasião, pare__ ceu-me que se tratava de caso de provimento parcial em que, por equívoco, a autoridade de primeira instância pendera por novo lançamento ou, mais pirecisamente, por nova forma de lançamento já antes realizado. Por isso, adotei a tese de que, embora pro ferida a decisão após o prazo qüinqüenal, e embora tivesse can_ celado o auto de infração, na realidade o novo lançamento repre sentava a manutenção de parte da exigência inicial. Reexaminan- do, agora, a mesma questão, sou levado a pensar de modo diver_ so. Segundo o art. 142 do CTN, o lançamento é um pro cedimento administrativo cuja finalidade é verificar a ocorrên cia do fato gerador da obrigação correspondente e, por via de conseqüência, determinar a matéria tributável. Ora, tanto o fa to gerador quanto a matéria tributável são diversos em ambos os casos, levando a um enquadramento legal diferente do mesmo fato. No auto de infração, dizia-se que o contribuinte se apropriara do imposto de fonte de modo indevido. Como disse o fis 1 in /7 ' , .' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0813/051.746/75 8. Acórdão n9 CSRF/01-0.544 formante (f is. 459): "o.foco.da questão_discutida no presente processo prende-se_ao item 02 do Q.D., n9 1, onde se vê que a Autuada havia recebido quantia superior a que lhe podia ser atribuída, na época, correspondente ao biênio 1969-70." As di_ vergências que se poderia verifiCar, a própria empresa já se en_ carregara de corrigir, conforme demonstra o informante às fls. 468. Deste modo, quando se deu a autuação, a empresa já tinha oferecido à tributação o que tinha recebido a maior- Por isso, o informante escreveu às fls. 461: "As divergências de CR$ 56.117,52 e. CR$ 345,265,08, foram, no entanto, regularizadas atra_ vês das declarações de rendimentos dos exercícios de 1973-1975, conforme Q.D. n9 3, de fls. 437. Tais regularizações não preju dicam e nem afetam os ressarcimentos pleiteados nos processos apensas. (item 2), cujos dados sãointeiramente diversos dos que se referem as faturas diferidas e relacionados às_fls. 431-432." O que fez o informante? Mudou completamente a maté_ ria tributável. Veja-se o que escreveu às fls. 461: "Preparei a folha de cálculo(fls.438-439), a fim de apurar a correção monetária, multa e juros de mora em função do atraso nas regula- rizações dos ressarcimentos antecipados(9.1), com apoio nos dizeres da Portaria Ministerial n9 197, de 03.08.72 (fls. 441), deixando de computar o valor original do imposto ressarci do por se tratar de importância já regulariza da, através de tributação normal dos resulta- dos correspondentes nas declarações já cita- das (9.1), "ex vi" Portaria GB-134/71 (fls. 440), bem como IN-36-SRF, de 20.09.72, fls. 440." Antes exigia-se imposto porque a empresa se res_ sarcira de imposto indevido. Agora, verifica-se que a empresa já regularizara esta situação antes do auto de infração. Antes, a multa era a da art. 21 do Decreto-lei n9 401/68, isto é, multa específica para os casos de lançamento ex officio, à base de 50% sobre a totalidade ou diferença de impostoimposto devido, nos casos de falta de declaração ou de clar . \\, (7 7;//2 < SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0813/051.746/75 9. Acórdão n9 CSRF/01-0.544 ção inexata. Agora, porque a matéria fática foi modificada, pas- sou a administração a exigir a multa prevista no art. 531 doRIR/ /75, que era específica para os casos de pagamento ou recolhimen_ to fora dos prazos. Por outro lado, os encargos legais, conforme lem- brou o Presidente da Câmara recorrida, que tinham- sido . previs- tos no auto de infração, tinham como termos iniciais, respecti- vamente, os primeiros trimestres dos exercícios de 1971 e 1972, e, como termo final a data. de 30.06.75 (fls. 114 e 116). Na de- cisão, porém, embora a autoridade de primeira instância tenha desobrigado o sujeito passivo do recolhimento dos valores do im- posto, intimou-a, a recolher o crédito tributário, que conside- rou então constituído, relativamente à correção monetária, aos juros e-Ãmulta de mora, correspondentes aos períodos entre o qu.ar_ to trimestre de 1970 e o segundo trimestre de 1973, e entre o quarto trimestre de 1971 e os segundos trimestres de 1973 a 1975, embora calculados sobre o imposto cujo recolhimento foi dispensado. Entendo que foi conscientemente. que a autoridade de primeira instância assim se expressou às fls. 469: "Conclui-se pelo exame dos elementos existentesnno processo que todo o Auto de In- fração de.fls. 117 é insubsistente, carecendo, entretanto de . alguns reparos no sentido de se 1 cobrar da Interessada a correção monetária, multa e juros moratórios previstos na Porta- ria n9 197, de 03.08.72: (fls. 441), em virtu de doatraso nas regularizações das receitas que geraram o imposto de fonte ressarcido pre maturamente, no. montante de Cr$ 401.382,60, conforme dados oferecidos na papeleta de cál- culo de fls. 438, que aprovo." Todos os dados. do processo, portanto, levam à con_ clusão de que a autoridade de primeira instância realmente quis proceder a um novo lançamento. Mais ainda, não-só quis como tam- bém efetuou um.novo lançamento e, com razáo, cuidowde dar :ao contribuinte a oportunidade de se defender, com base no art. 20 do Decreto n9 : 70.235/72, eis que a exigência ficou agra vad , e n, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0813/051.746/75 10. Acórdão n9 CSRF/01-0.544 poderia ser de outra forma, pois, de um lado a autoridade reco — nheceu que a empresa não cometera a infração que fundamentara o auto de infração; de outro, no entanto, reconheceu que,apesar disso, era passível de cobrança de encargos legais. O que me leva ã convicção de que houve, no Caso, um novo lançamento foi o fato de, embora a situação fática ser a mesma do auto de infração, a matéria objeto de lançamento foi completamente outra: no auto de infração, exigia-se do contri buinte imposto porque ele teria subtraído ã tributação rendimen tos, em vários exercícios; no caso da decisão, a exigência fun- damentou-se, apenas, na postergação do imposto devido. Como se vê, são matérias diversas as que constituem as exigências da repartição contra o contribuinte. Assim sendo, voto no sentido de se dar Aprovimento ao recurso, acolhendo-se a preliminar de decadência.0 Bra's ilia-DF., 2 de setembro de 1985 ,.. AN 10 DA SILVA CABRAL - RELATO' Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13982.000779/99-21
Data da sessão: Fri Jan 30 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 202-00.616
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: Nayra Bastos Manatta
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200401
numero_processo_s : 13982.000779/99-21
conteudo_id_s : 5661401
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 05 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 202-00.616
nome_arquivo_s : Decisao_139820007799921.pdf
nome_relator_s : Nayra Bastos Manatta
nome_arquivo_pdf_s : 139820007799921_5661401.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Fri Jan 30 00:00:00 UTC 2004
id : 6581855
ano_sessao_s : 2004
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782025506816
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Resolução nº 202-00.616; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2016-12-05T12:31:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Resolução nº 202-00.616; xmpMM:DocumentID: uuid:10bf6271-ed41-41eb-8586-3d314a5df699; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: Resolução nº 202-00.616; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; ModDate--Text: ; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-12-05T12:31:52Z; created: 2016-12-05T12:31:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2016-12-05T12:31:52Z; pdf:charsPerPage: 793; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:custom:ModDate--Text: ; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2016-12-05T12:31:52Z | Conteúdo => J'"o / ., Ministério-'da Fazenda , Segundo,Conselho de.ConÍribuintes ' I I, ,It.:l ' Processo. n° ,\(, Recur~o n° 13982.000779/99-21 ' 122.773 , . \ , I .j2;C, c, -,M,',F, ,I' FI. , " , , , ~ ; ,o' • Õ o , , " ' ,Recorrente i, :C()QPERA TIV A'CENTRAL OESTE CATARINENSELTDA. Jl,.ecorrida.DRJ em Porto Alegre - RS, "", \ \:. , j, ,,,R}:SOLUÇÃO ~o. ~0~~OO.616 ( ) .. . . / " " , , I " , \ ,.' \ • l' o ; • • ' ."' ' { ,'" " V~stos, ,relatados ie discutidos. os "presentes ,autos, de" recurso interposto por: COOPERATIVA CENTlULOESTE 'CATARINENSELTDA. , " , '- RESÇ)LVEM os' Membro~ .daS~gundá ' Cârilanv dd Segund~ Conselho de.' Contribuintes, por un~minudaded~" votos,çortvérter o julgamento do recurso êm diligência, noster.o,os dovoto da Relatorà. 1,- , . , Sala~das Se~sões, em 30 de jaÍleiro 'de 2004 , 10.,""".,. , ' o ,~ • . ' '..," d/opr ,.' ,R/f~~!~~ ~. /~Ímque Pmheuo:Torres ' , .. Presidente .~i3£~~S~. Relatol7,a' . ',' ( I,' / . ) \,.' I . ; I, 'I. ~" o" .' . . \ o:, \.. , '- , I Processo n° Recurso,n° Ministério da Fazenda Segundo 'Conselho de Contribuintes 13982.000779/99-21 122.773 211CC-MF' ,FI. Recorrente transcrever: COOPERATIVA CENTRAL OESTE CATARINENSE LTDA. RELATÓRIO PO! be~ descrever os fatos, adoto o relatóno do acórdão recorrido, que passo à "Oéstabelecimento adma identificado, requereu o ressarcimento do crédito presumido de lPL instituído pela Medida Provisória n. o 948, de 23 de março de 1995, depois convertida na Lei n. o 9.363, de 1J de dezembro de 1996, para ressa~cir o valor das contribuições para o PIS e Cofins incidentes ,nas aquisições de insumos empregados na indu~trialização de produtos exportados' no 40 trimestre de 1997, no montante' de R$ 542.521,45, conforme pedida dafolha 1.. b) das receitas de exportação de produtos jo~a do campo de incidência do imposto (NT) (item 1.2 da Informação Fiscal, folhas 495 a 496); a) ,de receitas' de exportações que em' realü/ade não se efetivaram, conforme pesquisa no sistema SISCOMEX, no montante de R$ 169.406,74 (item 1..1da Informação fiscal, folhas 494 e 495); 1.1 ,De acordo com a Informação Fiscal dasfolhás 492 a 505, o. requerente,. no período 'em questão, teria direito a ressarcimento de R$ 41.025,58. Conforme a referida Informação, Çl glosa de R$ 501.495,87 deveu- se à ind.evida inclusão, no base de cálculo do beneficio: 2 c) do custo de aquisição de energia elétrica, combustível . para caldeira, produtos para tratamento de água, graxa, óleo e lubrificantes, produtos que não se subsumem ao conceito de' matéria-prima,' produto intermediário e material de embalagem esposado pela legislação do IPL. conforme t:sclarecido pelo Parecer Normativo CST n. o 65, de 1979 (item 2.1 da Informação Fiscal,/olhas 496e 497); d) do, cústo de insumos adquiridos a pessoas fisicas e cooperativas " de ,produtores não contribuintes 'do PIS/Pasep e da Cofins (item 2.2 da Informação Fiscal,. folhas 497 a 498), e; lI' e). relativo aos frigoríficos de São Miguel D'Oeste, Maravilha e Guatambu, do cus {os de insumos adquiridos outros 'estabelecimentos, .sem que tivessem sido / 3 1.2 Amparada na Informação Fiscal, a. Delegacia da Receita Federal em Joaçaba, em 26/12/2000, deferiu parcialmente o pedido, conforme o despacho dafolha 508,. do qual o interessado teve ciência em 10/01/2001. ~bJ 2.f Reclama, cJa mesma forma, 'contra a glosa relatada em 1.1. "c", de insumos tais como combustível para caldeiras, produtos para tratamento da água, graxa, óleos e lubrificqntes,que, na su~ concepção, s{io materiais equiparáveis a produtos intermediários, incluíveis na base 'de cálculo do beneficio, se se interpretar finali;ticamente a legislação de regência. Cita o Acórdão 102-09744, de 09/12/97, do ]O Cc. 2.1 A Defe,sa çontesta inicialmente a exclusão do' beneficio das unidades produtoras de produtos NT relatada em 1.1. "b ", com base no que entende ser uma equivocada interpretação da Lei n. o 9.363, de 1996, que não, contempla ess~ restrição e, ao contrário,estende.o a toda empresa produtora. e-exportadora de mercadorias nacionais, conclito no qual estão incluídos os produtos NT Cita doutrina e jurisprudência, .inclusive da Suprema Corte Fiscal da República Federal da Alemanha. 2 Inconformado com o indeferimento do seu pedido de res~arcimento, conforme relatado acima, o. requerente apresentou tempestivamente impugnação (folhas 512 a 542), instruída com farta documentação (folha~. 543 e 878), mas sem -instrumento de mandato que habilitasse o subscritor da mesma. Por essa razão; o interessado, por meio da Diligência n. o 2T(folhas 881 e 882), de 26/09/2002, desta Terceira Turma de Julgamento, foi instado. a apresentar mandato, conferido na época da manifestaçã~ de inconformidade (02/02/2001), habilitando o -signatário da mesma, ou a ratificar seus termos, o que foi atendido por meio do documento da folha 888. devidamente transferidos, tendo o interessado optado pela sistemática de apuração descentralizada (item 2.3 da Informação fiscal, folhas 499 a 503); 2.3 Combate também a glosa do valor das aquisições de insumos de cooperativas e de pessoas fisicas, relatada em 1.1. "d", dizendo que a Lei' n. o 9.363, de 1996, estabeleceu uma presunção absoluta, fixando a alíquota de 5,3% incidente sobre a base de cálculo definida no S ]O do artigo 2~ para evitar a tributação (em cascata) das contribuições para o':PIS .e Cofins nas exportações; que não cabe qualquer alteração no cálcul~ estabelecido na Lei, seja para majorar ou reduzir o valor do beneficio; que, sendo cumulativas as citadas contribuições, embora a isenção na última operação, embutem em seus custos parcelas que incidiram em fases anteriores de comercialização dos insumos, mencionando Acórdãos do 2 o Conselho de Contribuintes em defesa desuates1 . 13982.000779/99-21 122.773 Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes. Processo n° Recurso nO 2.4 Com relação à exclusão do valor das aquisições de insumos efetuadas por outros estabelecimentos que não os produ!ores-exportaclores, , conforme relatado em 1.1."e", refufa-a com o argumento de que essas aquisições são efetivamente custos dos estabelecimentos produtores é exportadores, calculados e apropriados segundo o que .determina as normas contábeis, a Portaria MF n. °38, de 1997 e a IN-SRF n. o 23, de 1997, e que por .' esse sistema, toda a cadeia produtiva, que vai do ovo incubável até o abate das', aves e dos suínos, passando pela incorporação de medicamentos ~ rações; deve ter seus custos apropriad~s no momento em que' os' respectivos lotes sejam abatidos nas respectillas unidades produtoras e exportadoras.' , 2.5 Protestando ,pela realização de perícia, requer" sej~in reconsiderados os valores' glosados, conforme recálculo estampado no item 1l.6 (folha 541), reformando-se a, decisão' r.ec(Jrrida e autorizando o ressarcimento do Crédito Presumido de IPI em conformidade com o Pedido. " . ,. 13982.000779/99-21 . 122.773 Ministério,da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes \ . ." . .A 3a Turma da DelegacIa da,Receita Feder~l d~ Julgamento em Porto Alegre - RS não acatou as argumentações da interessada, ratificando a posição adotada pela DRF em Joaçaba - SC, ou seja, pelo indeferimento do pleito de,ressarcimento formulado. 4 . , Inconformadá, a interessada interpõe recurso voluntário a esse Segundo Conselho, onde, aqui tratando o tema em apertada síntese, repIsa as argumentações de impugnação ao indeferimento a ~eu pleito de ress'arcimento. . ' É o relatÓrio ../ . Processo n° 'Recurso n° / ' .. :; (, '. ~ ) I.' •. "r ' '" "; '\ . I i ., .\ '\ -( . ,'. L \ ~', - , . , T L' ~",': ' Ministéno: d~:Fazenda' . " i S'egundo Conselho de Contribuintes ' ,.( ~ '", • o.' -~':),<" /l""'-":'~" ,r _ ~'" .,'" , ,pI:O~eSS~'n.O\ .' 13982;OP0779,/99~21 , Recursóno~: (1,22.773.,' o :. ". " I •.• " ~"", \ '':; ( .' I. !. , - , , ,,~',." ':'l-I' 1 I, ,,' ~ -, '\i\',"'~, .VOTO DkCONSELHElRA-RELAT"ORA :,'"NAYR:ÀBÂSTOS,MANATTÂ" ;\ I ,/. ,',~~, -':- ' 1..2, ' 1(.' i'.',';"." ~ i. \ '-..:\ 01"" \,"), ." ,.' ,.' ,,.:' _),.' '~":", ,', ' "'."'" " ',"' •.. ,~-' [- ":, ";", ',l"", ", :....• ;' ',',',':' ", ,', :"---'\.',r, :,....:'-:...J. ." • oó.re~cursÓ.6h~d~~eâos ié211.i}~i!()s.para .,suá àdinissib'i1id~de~(pórta~~o~~qe,I~:~()mq;: :conheciI£ent9:": ''.r I:. ..;"".':', ,.:. .rJ':" < ,,\., .,'; , "",,.!, "',. • • o ", ", A questão'olrafaçla ~'n'~>pre~entetecllrso,. foi.rnuit~;'beD),'cenfi;eritàda'~p.e~o. '.?onsel~eir~ba~t?IlO 9és~Çpi:d~ir~ od~,~&1~!~I1d.a~qu,~.I1d9d~'Jul~a~etito,\i~.Ry:tiO(,q~"~'9,~~~~?~~):,, j:: , pel?quaJadoto. aS"r~oes ..qe,' de:cldlrpfofendas .naquele voto, ,que" a' '~~gtllr, tr(lIlscrevo,rppr ....." '. .a~sol~Úisimilitudecómo~casó:presente':r.-\ ( " , I . ",' • .• '-oL' (,,' <~, . : .".,. " . ./ . .";:,." "~"< I'" . o,, ; ";,-' , o, .~, <, •. ~:,; ,,,-,.".' .!'~ .0. ,;- "Tem~e queol'óbjeto:d~p;esént~' controvérsia~~o ped.iao.s~ie:ré~scircimé~tq,> ' \~ , .' dé 'Impostosobre>P.rodút'ós'jhdi!str!aliz~dos~c~ IPI~o' oi:iginadojJor:~:!:fé4{tm/.'i~~ ". ~ i:; 1!{esúmÚl0fdeste~/inp~sto,~£lferef)Jef, ~i,cohtf:ibuiçt/?}'fJára\''o,. Progfa.r.[l~í~d~,:~/ ~ I r., ' rp}tegraçãp ',Soci~" ,2. 'pIS '.e. A.arcofJtribujçâô ...pàrai'o"F)rianciáme'rz,io; rjd,jj' ", Segurfdqde\' .~peiÇiI'-:-:Co.r!;ys,' jnciderzie!{,sob:e; as'd~ui,slçôls:no ..,merêAdo> . .' i'r!ter~o,';,cqe; ':mã.lérias:'p,:iiil~~::'produtos., .. .fn/er'fJ/~4i~hf2s':,:'e '.rr;aterial,:\ cie '.. - embalagerr(paiau#léaçqo':nópr,ocessoprbdutiViJ" nO..ségu1jdo. irimestr~ de"1997. t' -,. . ',: '. Á v.',.' , ,'" ~ " .. o.. • ., '~ . ,',- I '\'. ".\ , " '. '",' ~ ,I- ~., ..j ";'. ",' ..• _'_ ", • • '''-';' -/ .', \,": .' . A,nallsafJC£oos autos:\~'ve,:ificp'.,seà.\!ne~éssidaâe ~- i,a -"léu <yer;~con~ig~o,1:'não;: , ,'o'bstafJ:té'ei:~elentetrilb(UhoreàliiadopelaFisi:aiizaçã\o~~. Jçmsl:lbstrlnct"ad'prn,ét:",~ " jnfOf;maçâoFts.ç.Ci!4~fo{~q~ ~1r7,p.~fI86:~ o' 'Ji~;'fn~~ÇJr:ds.eSflq;e,i'i,Ji~n.io~J1)~;'e'''. ru-a1 :q.J~al':mpre;i,ê,: }é..todfs. ~s('>~nsum~s...'em;ia..nal~s'f!I"no.,~P{océ.S~'7;;~éc~i .( ,mdustnc;bz,~çapt d0s..pr.~d.ut9r eXJ?orta~os.pe!a-',rec()r:r;ente-:ap,esar,da" vasta,. , .'a.0cumen(açã~por ~l~junta1a"a:esse~autot;s~ndoHil~;\1 fC?,r,":Cf,i:{ei~i/izqçtí;?"-:' ..."~'~e.sses,: ~nsl1mos'éd~,c~"'ial ir,nportância parç;,.o julgame):zt9,.'n,à ,fz!1J,ó}f!s,.e!!eo: .' , . 'f' 'Colegiadoadmit'ir, cómó'ó-1eiem; decisõesJ,ecentes;' a~inêlusã(f"dpsprodutos , ' •• o adquIridos ,de n50. càntfibuinl~/rió~álcido do '1:fédltopf..e'sumid~." ':' '1 ( .~. ". -\.. lli o. :.~ >..' ."(' , ,>': ,,""-";.~ '" •. \ ....:'>";'':~),'I ,.'E.lahinfofmação'~sqbre à efetiva utilizaçãod'e' todos':esses,' insumos, .torná-se . \ .,... r'"" ' ~ • { .. " " I'" , .,' - \ .•~! • 1\, "- \ ainda mais're1evante quando se sab'Ç,°queboa parte do'proâutQjina/,expo.rtado. ' , . '. '. '.. '\, j • l-\, 1, • • <:\ • ..._ '. refe~e-~e.'a. ,exi~~fo~e .f.r~t()s'~ ..~/i';len/os' (Jf!rivado~>ld~.~~ani"J.ais",que,'.te1Jl , processoprodutzvo pecubar..< " " \'" ....."'.: .'"nian;e~~o>exp~io,,'voio'Í}p' sentid~de;convert~r. ,o ';re~e'n';i jU~amêl}tq., ~ni c, . ':., ., ." ,,". • - .. ".: ''-, ", ,',', ',., .-" ',' . ' . ...-\'. .),',' ., r') / T'- ",\(i.di/igência,,,pClr~~Y!!i Ta "autoridade.pr:epqr(J,dora Iintime" a recorrente I' ,a i. , '(-'ésc!{lrecer"dfia{hadiJme,nte, , e ,dos, 'iliS-umos que efeti,~amerite " • • I. ,'i. ,:'~ ' • '. ,\ ',:l: " '" ':, ~" .1 , ,. \ \ _ ....., ., I,. • de,!!o.n~t~~tivo ~qsaCJu.~tif.~Õ~s,~/(. ", '1, ~ . ~', J". /:"; .. . .~. " '>.. o I, ..•••. .: " .. /( •... , ", I . , \' " . , ,'.!'. i ' ..a) como ,~ão,~les ffet~l!a;n,e!lteut!/izados no process?p.[?dut~yo da;~~cõrr'ente,:~.: .,i b)\ se. ~le~.Inte~farrzfisiJaménte~' proà~;o'jtn~l~,~'em'c~so~~gativo: como são; consumido9,'nà elabófaçijó \doipr6dulo 'dê~b~do;e "". ":.. .." ',," ) \ i' ' '; {: . . .. ,; '" .. ,'0 .. i., . \, ,' .. '\ '. " (. '. ;, MiiUstérioda Fa~enda ( ~egundo .~onselhq delCont~ibuintes '13982.000779/99-21 ~22.773 22CC7MF. £;1. . . ,_ .'~ . I ," - . c)apresent~ laud'a técnico: emitido pela Companhia de Energia competente,, . I ' . ' , ' , (lefinlndo a rea)" utilização de energza, elétrica no processo produtivo' da " recorrente, por meio' de levantamento, medições i análises d~ cargas' élétrieas prodtJJivas-e não produtivas.' ' , \ \ . . I. . \: /' " .• I. Após:recebçr as 'respo.stas dos quésitos acima, em prazo hâôil que deverá ser c.dricedido â interessadá, deve a Fismlizaç~o elaborar relatório de diligência co,nsignqndo eventuaisdiscrepâ!icias entre as' i'nfórmações prestadas pela recorrente e ó efetivamente verificado no'proces$oprodutivo dá empresa,-sem ,prejuízo dos:;eSclarecimento~q'ue: ehtimdú útil ao deslinde da" presente 'contenda".' : ' , ',' ' '. , \' 'É como voto. ."'c, I, ," ~ 6, ,. ' .. I /. ~.. " \ i' • > \ , .. " r t. I ,1 " .'\it : ! -, ..., , . (' " / ' , Sala das Ses~õç~,em 30 dejáqeirode 2004' \ .' ",'. , . ./. . I ~~B~~gr~TIAji . ',--' .••. - .~- \ " " ,I /' ( / " ',. I 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
score : 1.0
Numero do processo: 10940.720804/2013-95
Data da sessão: Fri Apr 13 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri May 25 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Simples Nacional
Ano-calendário: 2013
MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. FALTA DE OBJETO. NÃO CONHECIMENTO. CABIMENTO
Correto o não conhecimento da manifestação de inconformidade interposto pela contribuinte, por falta de objeto, já que a exclusão automática da sistemática do Simples Nacional decorreu de ato da empresa e não de ato administrativo, conforme artigos 30 e 31 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
Numero da decisão: 1001-000.459
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Voluntário, para discutir a falta objeto relativa à manifestação de inconformidade e, no mérito, negar-lhe provimento. Vencido o conselheiro Eduardo Morgado Rodrigues, que conheceu integralmente do recurso e, no mérito, lhe deu provimento para anular a decisão de primeira instância, com retorno dos autos à DRJ para novo julgamento.
(assinado digitalmente)
Lizandro Rodrigues de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Edgar Bragança Bazhuni - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, Eduardo Morgado Rodrigues e Jose Roberto Adelino da Silva.
Nome do relator: EDGAR BRAGANCA BAZHUNI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201804
ementa_s : Assunto: Simples Nacional Ano-calendário: 2013 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. FALTA DE OBJETO. NÃO CONHECIMENTO. CABIMENTO Correto o não conhecimento da manifestação de inconformidade interposto pela contribuinte, por falta de objeto, já que a exclusão automática da sistemática do Simples Nacional decorreu de ato da empresa e não de ato administrativo, conforme artigos 30 e 31 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
dt_publicacao_tdt : Fri May 25 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10940.720804/2013-95
anomes_publicacao_s : 201805
conteudo_id_s : 5864820
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 25 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1001-000.459
nome_arquivo_s : Decisao_10940720804201395.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : EDGAR BRAGANCA BAZHUNI
nome_arquivo_pdf_s : 10940720804201395_5864820.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Voluntário, para discutir a falta objeto relativa à manifestação de inconformidade e, no mérito, negar-lhe provimento. Vencido o conselheiro Eduardo Morgado Rodrigues, que conheceu integralmente do recurso e, no mérito, lhe deu provimento para anular a decisão de primeira instância, com retorno dos autos à DRJ para novo julgamento. (assinado digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa - Presidente. (assinado digitalmente) Edgar Bragança Bazhuni - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, Eduardo Morgado Rodrigues e Jose Roberto Adelino da Silva.
dt_sessao_tdt : Fri Apr 13 00:00:00 UTC 2018
id : 7293239
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782039138304
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1673; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C0T1 Fl. 223 1 222 S1C0T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10940.720804/201395 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1001000.459 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 13 de abril de 2018 Matéria SIMPLES NACIONAL Recorrente ITAYTYBA ECOTURISMO LTDA. ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2013 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. FALTA DE OBJETO. NÃO CONHECIMENTO. CABIMENTO Correto o não conhecimento da manifestação de inconformidade interposto pela contribuinte, por falta de objeto, já que a exclusão automática da sistemática do Simples Nacional decorreu de ato da empresa e não de ato administrativo, conforme artigos 30 e 31 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Voluntário, para discutir a falta objeto relativa à manifestação de inconformidade e, no mérito, negarlhe provimento. Vencido o conselheiro Eduardo Morgado Rodrigues, que conheceu integralmente do recurso e, no mérito, lhe deu provimento para anular a decisão de primeira instância, com retorno dos autos à DRJ para novo julgamento. (assinado digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Edgar Bragança Bazhuni Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, Eduardo Morgado Rodrigues e Jose Roberto Adelino da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 72 08 04 /2 01 3- 95 Fl. 223DF CARF MF Processo nº 10940.720804/201395 Acórdão n.º 1001000.459 S1C0T1 Fl. 224 2 Relatório A recorrente postula pela reforma da decisão proferida pela 2ª Turma da Delegacia Regional de Julgamento em Campo Grande (MS), mediante o Acórdão nº 04 37.956, de 09/12/2014 (efls. 80/83). Por bem descrever o ocorrido, valhome do relatório elaborado por ocasião do julgamento em primeira instância, a seguir transcrito: A contribuinte acima qualificada apresentou manifestação de inconformidade em 31/05/2013 (fls. 02), após “exclusão por comunicação do contribuinte Atividade econômica vedada ao ingresso no Simples Nacional por opção”, CNAE 49299/99, conforme Consulta Histórico da Empresa no Simples Nacional de fls. 56 (evento praticado automaticamente). Alegou, em síntese, que nos meses de janeiro e fevereiro de 2013 foi processado no portal do Simples Nacional as guias para o pagamento que foram devidamente recolhidas. A inscrição na Receita Estadual foi realizada em março/2013 em razão de ter ocorrido uma incorporação da empresa Itatur Cantinho do Turista Ltda. – ME CNPJ 04.940.744/000147, registrado na Junta Comercial dia 23/01/2013. Para a comprovação da regularidade fiscal anexou certidões do fisco municipal, estadual e federal. Solicitou a reinclusão com data retroativa a janeiro de 2013. Por fim, esclareceu que não houve pedido de exclusão do Simples Nacional por opção do contribuinte. Juntou documentos de fls. 03 e seguintes. A ARF/GAV/PR, por meio do despacho nº 59/2013 (fls. 5758), considerou que as alterações das atividades exercidas pela empresa são vedadas pela legislação do Simples Nacional e indeferiu a solicitação da contribuinte. Cientificada em 23/10/2013 (fls. 60), a interessada apresentou manifestação de inconformidade em 22/11/2013 (fls. 6263), alegando, em síntese, tratarse de conclusão equivocada da autoridade administrativa. Argumentou que a prestação de serviços de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros não é a atividade desenvolvida pela empresa, e não consta no seu contrato social. A menção “transporte turístico de superfície nos níveis municipal, estadual e federal” não se enquadra no impeditivo legal. Esclareceu que transporte, de fato, não se trata, pois essa atividade referese à organização de grupos de turistas para a realização de excursões e passeios pela região, incluindo transporte. Ou seja, a disponibilização do transporte aos turistas é uma atividade meio para se chegar à atividade principal que é de “agência de viagens”, e não faz qualquer sentido admitir a possibilidade do desenvolvimento de outra atividade sem qualquer vínculo com o seu fim maior o turismo. Afirmou que o impeditivo legal é para transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, hipótese não presente na redação do seu objeto societário. Juntou documentos de fls. 64 e seguintes. Fl. 224DF CARF MF Processo nº 10940.720804/201395 Acórdão n.º 1001000.459 S1C0T1 Fl. 225 3 A DRJ não conheceu da manifestação de inconformidade por falta de objeto por se tratar de exclusão automática da sistemática do Simples Nacional, decorrente de ato volitivo praticado pela contribuinte, e proferiu acórdão com a seguinte ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2013 EXCLUSÃO AUTOMÁTICA DO SIMPLES NACIONAL. ALTERAÇÃO OU INCLUSÃO DE ATIVIDADE VEDADA. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. FALTA DE OBJETO. Não se conhece de manifestação interposta pelo contribuinte, por falta de objeto, em razão da exclusão automática da sistemática do Simples Nacional, nos expressos termos legais, decorrente de inclusão ou alteração de atividade econômica cujo CNAE conste dentre aqueles relacionados como impeditivo de opção ao Simples Nacional no Anexo VI da Resolução CGSN nº 94/2011. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Sem Crédito em Litígio. Foi dada ciência da decisão de primeira instância de forma eletrônica em 01/01/2015, conforme despacho à efl. 87, a interessada apresentou recurso voluntário em 02/02/2015 (efls. 92/102), conforme carimbo à efl. 92. É o Relatório. Voto Conselheiro Edgar Bragança Bazhuni, Relator Conforme disposição constitucional, a seguir transcrito, o processo administrativofiscal também se rege pelos princípios do devido processo legal, duplo grau de jurisdição e da ampla defesa. Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LV aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Fl. 225DF CARF MF Processo nº 10940.720804/201395 Acórdão n.º 1001000.459 S1C0T1 Fl. 226 4 O Decreto 70.235/72, ao dispor sobre o processo administrativofiscal, segue os comandos constitucionais supracitados, estabelecendo o Recurso Voluntário como meio apto para submeter as decisões exaradas pelas Delegacias Regionais de Julgamento ao duplo grau de jurisdição, in casu, a ser exercido por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. In verbis: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Outrossim, é cediço que para se conhecer do recurso é necessário que, além do prazo recursal, outros pressupostos ou requisitos devem ser atendidos, constituindose em elementos indispensáveis a: (i) expressa insatisfação com a decisão impugnada, bem como (ii) exposição das razões que levaram ao contribuinte a demonstrar seu inconformismo com a decisão atacada, ex vi dos arts. 16 e 17 do Decreto nº 70.235/72: Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (...) Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.(Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997). Portanto, se em nenhuma parte do recurso a recorrente se insurge contra a decisão de primeira instância, prejudicado está o conhecimento da matéria exclusivamente em segunda instância. Havendo decisão de primeira instância proferida por uma Delegacia Regional de Julgamento é sempre cabível o competente Recurso Voluntário, porém, é importante frisar, este deve ser interposto por pessoa legitimada. Tal entendimento está em linha com o disposto pelo art. 63 da Lei 9.784/99, que regulamenta o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, conforme se transcreve: Art. 63. O recurso não será conhecido quando interposto: I fora do prazo; II perante órgão incompetente; III por quem não seja legitimado; IV após exaurida a esfera administrativa. Assim, resta evidente que o juízo de admissibilidade do Recurso Voluntário devese voltar tão somente para a verificação do preenchimento dos pressupostos de Fl. 226DF CARF MF Processo nº 10940.720804/201395 Acórdão n.º 1001000.459 S1C0T1 Fl. 227 5 admissibilidade supra colacionados, não devendo o conhecimento do recurso se confundir com a própria análise do mérito da decisão do juízo a quo. Importa registrar que o não conhecimento do recurso voluntário implica o trânsito em julgado da decisão nos termos propostos pela primeira instância. Por outro lado, caso se entenda que a decisão de piso merece reparos de qualquer ordem, tal modificação só pode ocorrer por ocasião do julgamento do mérito recursal, o que só ocorre quando conhecido o Recurso. No caso presente, verificase o cumprimento dos requisitos de admissibilidade do recurso voluntário apresentado pelo recorrente, visto que foi protocolizado no prazo regulamentar (art.15 do Decreto nº 70.235/72) e apresentado por representante legal devidamente qualificado. Porém, dele conheço somente para discutir a falta objeto relativa à manifestação de inconformidade que a DRJ assim considerou e impediu a discussão do mérito. Quanto à decisão da DRJ, importa delimitar a lide. Tratase de solicitação de reenquadramento no Simples Nacional, na forma de pedido de reconsideração da exclusão automática decorrente da inclusão, em seu CNAE, de uma atividade vedada na sistemática do Simples Nacional, quando da alteração contratual da empresa. Os artigos 30 e 31 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, assim dispõem sobre o assunto: Art. 30. A exclusão do Simples Nacional, mediante comunicação das microempresas ou das empresas de pequeno porte, darseá: (...) II obrigatoriamente, quando elas incorrerem em qualquer das situações de vedação previstas nesta Lei Complementar; ou (...) § 1o A exclusão deverá ser comunicada à Secretaria da Receita Federal: (...) II na hipótese do inciso II do caput deste artigo, até o último dia útil do mês subseqüente àquele em que ocorrida a situação de vedação; (...) §3º A alteração de dados no CNPJ, informada pela ME ou EPP à Secretaria da Receita Federal do Brasil, equivalerá à comunicação obrigatória de exclusão do Simples Nacional nas seguintes hipóteses: (...) II inclusão de atividade econômica vedada à opção pelo Simples Nacional; (Incluído pela Lei Complementar nº 139, de 10 de novembro de 2011) (Produção de efeitos – vide art. 7º da LC nº 139/2011). III inclusão de sócio pessoa jurídica; (...) Fl. 227DF CARF MF Processo nº 10940.720804/201395 Acórdão n.º 1001000.459 S1C0T1 Fl. 228 6 Art. 31. A exclusão das microempresas ou das empresas de pequeno porte do Simples Nacional produzirá efeitos: (...) II na hipótese do inciso II do caput do art. 30 desta Lei Complementar, a partir do mês seguinte da ocorrência da situação impeditiva; III na hipótese do inciso III do caput do art. 30 desta Lei Complementar: a) desde o início das atividades; b) a partir de 1º de janeiro do anocalendário subsequente, na hipótese de não ter ultrapassado em mais de 20% (vinte por cento) o limite proporcional de que trata o § 10 do art. 3o; Nesse particular, mediante os artigos 73 e 74 da Resolução CGSN nº 94, de 29/11/2011, o Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN), regulamentou da mesma forma a exclusão do Simples Nacional, e relacionou, em seu anexo VI, os CNAE impeditivos de opção ao Simples Nacional. Assim, a empresa ao incluir, por uma iniciativa sua, uma atividade vedada, provoca a incidência instantânea da norma, não cabendo, portanto, o questionamento pela recorrente desta exclusão, pois falta objeto, já que decorreu de ato seu e não de ato administrativo. Neste sentido, correta foi, portanto, a decisão de primeira instância em não conhecer da manifestação de inconformidade, tendo em vista a incidência da norma vigente no momento do fato, acima transcrita. Assim, voto para CONHECER PARCIALMENTE do recurso voluntário, para discutir a falta objeto relativa à manifestação de inconformidade, e NEGAR PROVIMENTO. (assinado digitalmente) Edgar Bragança Bazhuni Fl. 228DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13830.000823/2003-65
Data da sessão: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das
Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 1997, 1998, 1999
Ementa: DÉBITO CONFESSADO E COMPENSADO EM DECLARAÇÃO SIMPLIFICADA. NÃO-HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. NÃO CUMULAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO COM A MULTA DE MORA.
Não tendo sido homologada a compensação pleiteada, desnecessário o lançamento de oficio para a exigência dos tributos devidos e confessados na Declaração Simplificada, conforme explicitado em ato normativo expedido pela autoridade administrativa. Portanto, incabível a multa de oficio em virtude de não ser possível sua cumulação com a multa de mora devida.
MULTA DE OFÍCIO Em face do princípio da retroatividade benigna,
consagrado no Código Tributário Nacional, é cabível a exoneração da multa de lançamento de oficio, para débitos já declarados em DCTF ou Declaração Simplificada.
Numero da decisão: 1802-000.327
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para exonerar a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa que negava total provimento ao recurso.
Nome do relator: Ester Marques Lins de Sousa
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201001
ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 1997, 1998, 1999 Ementa: DÉBITO CONFESSADO E COMPENSADO EM DECLARAÇÃO SIMPLIFICADA. NÃO-HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. NÃO CUMULAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO COM A MULTA DE MORA. Não tendo sido homologada a compensação pleiteada, desnecessário o lançamento de oficio para a exigência dos tributos devidos e confessados na Declaração Simplificada, conforme explicitado em ato normativo expedido pela autoridade administrativa. Portanto, incabível a multa de oficio em virtude de não ser possível sua cumulação com a multa de mora devida. MULTA DE OFÍCIO Em face do princípio da retroatividade benigna, consagrado no Código Tributário Nacional, é cabível a exoneração da multa de lançamento de oficio, para débitos já declarados em DCTF ou Declaração Simplificada.
numero_processo_s : 13830.000823/2003-65
conteudo_id_s : 5639868
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 05 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.327
nome_arquivo_s : Decisao_13830000823200365.pdf
nome_relator_s : Ester Marques Lins de Sousa
nome_arquivo_pdf_s : 13830000823200365_5639868.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para exonerar a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa que negava total provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
id : 6503847
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782042284032
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-03-30T22:53:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-03-30T22:53:42Z; Last-Modified: 2010-03-30T22:53:42Z; dcterms:modified: 2010-03-30T22:53:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-03-30T22:53:42Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-03-30T22:53:42Z; meta:save-date: 2010-03-30T22:53:42Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-03-30T22:53:42Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-03-30T22:53:42Z; created: 2010-03-30T22:53:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2010-03-30T22:53:42Z; pdf:charsPerPage: 1638; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-03-30T22:53:42Z | Conteúdo => SI-TE02 Fl. I .. . MINISTÉRIO DA FAZENDA , CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, .,.... : PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO. _ Processo n° 13830.000823/2003-65 Recurso n° 158.221 Voluntário Acórdão n° 1802-00.327 — 2' Turma Especial Sessão de 25 de janeiro de 2010 Matéria IRPJ e OUTROS Recorrente ELETROMOVEIS SANTA CRUZ LTDA Recorrida 5a.Turma/DRJ/Ribeirão Preto/SP Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 1997, 1998, 1999 Ementa: DÉBITO CONFESSADO E COMPENSADO EM DECLARAÇÃO SIMPLIFICADA. NÃO-HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. NÃO CUMULAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO COM A MULTA DE MORA. Não tendo sido homologada a compensação pleiteada, desnecessário o lançamento de oficio para a exigência dos tributos devidos e confessados na Declaração Simplificada, conforme explicitado em ato normativo expedido pela autoridade administrativa. Portanto, incabível a multa de oficio em virtude de não ser possível sua cumulação com a multa de mora devida. MULTA DE OFÍCIO Em face do princípio da retroatividade benigna, consagrado no Código Tributário Nacional, é cabível a exoneração da multa de lançamento de oficio, para débitos já declarados em DCTF ou Declaração Simplificada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para exonerar a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa que negava total provimento ao recurso. --- e, , ESTER-MARCUES LINS DE SOUSA — Prs idõnte e Relatora // i EDITADO EM: 1 9 MAR ?nlrE Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente da Turma), João Francisco Bianco (Vice-Presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Natanael Vieira dos Santos (Suplente convocado), Nelso Kichel (Suplente convocado) e Edwal Casoni de Paula Femandes Junior. Ausente justificadamente o conselheiro Leonardo Lobo de Almeida. 2 Processo e 13830.000323/2003-65 SI-TE02 Acórdão n.° 1802-00.327 Fl. 2 Relatório Por economia processual e bem resumir a lide adoto o Relatório da decisão recorrida que transcrevo a seguir: Contra a empresa acima identificada foram lavrados autos de infração exigindo-lhe os impostos e contribuições integrantes do Simples, ou sejam, o imposto de renda (IRPJ) de R$ 254,91 (ft 08), a contribuição para o programa de integração social (PIS) de R$ 254,91 (17.13), a contribuição social sobre lucro líquido (CSLL) de R$ 1.960,86 (fl. 18), a contribuição para financiamento da seguridade social (Cofins) de R$ 3.921,69 U. 23), a contribuição para seguridade social (INSS) de R$ 4.196,21 (ff 28), todos acrescidos de juros de mora e multa de oficio de 75°4 perfazendo o crédito tributário de R$ 28.559,22 (ft 01). Conforme Termo de descrição dos fatos e enquadramento legal que acompanhou cada auto de infração, a exigência é decorrente da falta de recolhimento dos impostos e contribuições integrantes do Simples, nos períodos indicados. No mesmo Termo a autoridade fiscal esclareceu que a contribuinte solicitou • a compensação dos correspondentes débitos com supostos créditos de Finsocial, cujo pedido formulado no processo n° 13831.000064/97-76 foi indeferido em virtude de a contribuinte não ter comprovado a homologação da desistência do processo judicial de mesmo objeto. Inconformada, ingressou a interessada, por meio de seu procurador José Antônio Fonçatti, com a impugnação de fls. 38/41, alegando, em síntese, que promoveu Ação Ordinária de Repetição de Indébito que tramitou perante o MM Juiz Federal da 7° Vara da Justiça Federal em São Paulo, obtendo em seu favor, com trânsito em julgado, o direito de ter restituído os valores pagos a maior a titulo de Finsocial qi. 70) e que optou por efetuar a compensação de tais créditos com os débitos do Simples, informando a compensação nas declarações anuais simplificadas (fls. 82/88), bem assim no requerimento protocolado na Receita Federal em Ourinhos, em 09/04/1999. Informou já ter solicitado perante o MM. Juiz Federal da 7° Vara da Justiça Federal em São Paulo, em 12/08/1999, desistência de receber tais créditos nos autos daquele processo, inclusive os honorários de sucumbência, e que a Procuradoria da Fazenda Nacional já reconheceu perante o MM. Juiz Federal 3 da 7° Vara da Justiça Federal em São Paulo que a empresa efetuou a compensação. Informou ainda ter protocolado recurso em face do indeferimento do pedido de compensação, estando o mesmo aguardando decisão. Por último, solicitou a convalidação da compensação efetivada e o arquivamento do presente processo em virtude da improcedência dos autos de infração. Esta Turma de Julgamento, por meio da Resolução n°306, de 10 de março de 2005, decidiu por suspender o julgamento do presente processo e devolvê-lo à repartição de origem para aguardar a decisão a ser proferida pelo Terceiro Conselho de Contribuintes no processo administrativo n° 13831.000064/97- 76, após a qual o órgão de origem deveria verificar a existência ou não de crédito tributário remanescente em face da decisão proferida pelo Conselho de Contribuintes. Cumprindo a Resolução, os autos retornaram a esta Delegacia, acrescidos dos documentos de fls. 137/182 que foram extraídos do processo n°13831.000064/97-76, e com a informação de fis. 183 de que o Conselho de Contribuintes, por meio do Acórdão n° 302-37.342, de 23/02/2006, negou provimento ao recurso voluntário, bem assim não conheceu do pedido de reconsideração. A decisão de primeira instância foi assim ementada (11.434): Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 1997, 1998, 1999 INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. Não tendo sido homologada a compensação procedida pela contribuinte, correta a exigência dos tributos devidos, uma vez que comprovado que a autoridade fiscal observou a legislação aplicável à espécie. A empresa foi cientificada da referida decisão proferida mediante o Acórdão n° 14-13.862, de 06/10/2006, DRJ/Ribeirão Preto/SP, conforme o Aviso de Recebimento (AR), fi.219, em 13.11.2006, e interpôs o recurso ao Conselho de Contribuintes, em 11/12/2006, fls.220/2255. Em seu apelo, a recorrente repete as alegações acima apresentadas na impugnação e reitera que não merece prosperar à intimação para pagamento dos débitos visto haver cumprido todas as formalidades legais, especialmente pela desistência da pretensão de executar seus créditos e de seus causídicos de executarem suas verbas honorárias. Alega que foi vencedora em parte nos autos da ação ordinária, motivo pelo qual não poderia o Terceiro Conselho de Contribuintes, indeferir o pedido formulado pela empresa autora. Ao final requer seja dado provimento ao recurso, para o fim de cancelar "a (hintimação em epígrafe", convalidando a compensação efetivada, por caracterizar repetição de 4 Processo n° 13830.000823/2003-65 81.TE02 Acórdno1 n.° 1802-00.327 Fl. 3 indébito, já que efetuou a compensação dos créditos que possuía com os valores que deveria pagar a essa mesma União Federal, e dos quais desistiu perante a Justiça Federal. É o relatório. Voto Conselheira Relatora ESTER MARQUES LINS DE SOUSA O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n° 70.235/72, dele conheço. Conforme relatado, a autoridade fiscal esclareceu que a contribuinte solicitou a compensação dos débitos do Simples com supostos créditos de Finsocial, cujo pedido formulado no processo n° 13831.000064/97-76 foi indeferido em virtude de a contribuinte não ter comprovado a homologação da desistência do processo judicial de mesmo objeto. Foram lavrados os autos de infração para exigir os valores devidos. O referido processo possui decisão administrativa que não acolheu o pleito do interessado, proferida pela e.Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes no Acórdão n°302-37.342, de 23/02/2006 — fis.153/156, assim ementado: FRVSOCIAL. COMPENSAÇÃO. AÇÃO JUDICIAL. INDEFERIMENTO. Uma vez que não se tem noticia, por pane do contribuinte, de todas as custas do processo de execução, inclusive os honorários advocaticios, consoante legislação aplicável aos pedidos de compensação em virtude de ação judicial, não se tem como dar guarida ao apelo voluntário. RECURSO NEGADO. A contribuinte, na peça irnpugnatória, bem como no recurso voluntário não se insurge em relação aos valores apurados nos autos os de infração, tão-somente alegou, em síntese, que foram compensados com crédito que possuía de Finsocial, reconhecido pela Justiça Federal. Registre-se que para a formalização do crédito tributário há que se respeitar as normas vigentes à data da ocorrência do fato gerador, ainda que posteriormente modificadas ou revogadas, tal como previsto no art.144 da Lei n° 5.172/66 — Código Tributário Nacional — CTN. indiscutível que os lançamentos consubstanciados nos Autos de Infração em comento, foram constituídos sob a determinação do att.90 da Medida Provisória n° 2.158- 35, de 24/01/2001, ainda que posteriormente tenha ocorrido a restrição do seu alcance por força da Medida Provisória n° 135, de 30A0.2003, convertida na Lei n° 10.833, de 29.12.2003, com redação dada pelo art.20 da Lei n° 11.051, de 30/12/2004 e mais recente alterada pela Lei n°11.488/2007, in verbis: Art.90.Serão objeto de lançamento de oficio as diferencas at.~s em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e às contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. (grifei) 6 Processo n° 13830.000823/2003-65 81-TE02 Acórdão n.° 1802-00327 Fl. 4 Art. 18. O lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Provisória le 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada em razão de não-homologação da compensação quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. (Redação dada pela Lei n° 11.488, de 2007) De outra banda a Instrução Normativa (SRF) n° 210, de 30/09/2002 (alterada pela IN SRF n° 323, de 24/04/2003 e revogada pela IN SRF n° 460, de 18/10/2004), ao disciplinar a restituição e a compensação de quantias recolhidas ao Tesouro Nacional a título de tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, a restituição de outras receitas da União arrecadadas mediante Documento de Arrecadação de Receitas Federais e o ressarcimento e a compensação de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados, assim dispunha,verbis: Art 22. Constatada pela ,SRF a compensação indevida de tributo ou contribuição já confessado ou lançado de oficio, o sujeito passivo será comunicado da não-homologação da compensação e intimado a efetuar o pagamento do débito no prazo de trinta dias, contado da ciência do procedimento. Parágrafo único. Não ocorrendo o pagamento ou o parcelamento no prazo previsto no caput, o débito deverá ser encaminhado à Procuradoria da Fazenda Nacional (PF1V), para inscrição em Divida Ativa da União, independentemente da apresentação, pelo sujeito passivo, de manifestação de inconformidade contra o não-reconhecimento de seu direito creditório. Art. 23. Verificada a comoensacão indevida de tributo ou contribuicão não lancado de oficio nem confessado, deverá ser promovido o lançamento de oficio do crédito tributário. Parágrafo único. O sujeito passivo será comunicado da não- homologação da compensação, cientificado do lançamento de oficio e intimado a efetuar o pagamento do débito ou a impugnar o lançamento no prazo de trinta dias, contado de sua ciência. Como afirmado acima o pedido de restituição/compensação fora formulado mediante o processo administrativo n° 13831.000064/97-76, antes da lavratura dos autos de infração, cientificados ao contribuinte em 30/05/2003 (AR 11.37). Registre-se que as pessoas jurídicas com tributação simplificada não estão sujeitas a apresentação de DCTF. As declarações anuais simplificadas constituem confissão de dívida, com declaração expressa. Compulsando-se os autos constata-se que os débitos lançados são os mesmos confessados e compensados nas Declarações Simplificadas, fls.82/88, referentes aos anos calendários de 1997, 1998 e 1999, objeto das compensações não homologadas vinculadas ao processo administrativo n° 13831.000064/97-76. /7 O artigo 23 da Instrução Normativa acima deixa claro que somente deverá ser promovido o lançamento de oficio, no caso de compensação indevida de tributo não confessado. Também em face do princípio da retroatividade benigna, consagrado no art. 106, inciso II, alínea "c", da Lei n.° 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional, é cabível a exoneração da multa de lançamento de oficio, sempre que não tenha sido verificada nenhuma das hipóteses previstas no art. 18, da Lei n.° 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Portanto, confessado o tributo na declaração simplificada e não homologada a compensação, deverá ser aplicado o previsto no art.22 do referido ato normativo, acima trnascrito. Destarte, indeferido o aludido pleito (restituição/compensação) no processo n° 13831.000064/97-76, em última instância administrativa, por decorrência, há que ser mantida a exigência tributária igualmente confessada com seus consectários (juros de mora e multa de mora). Diante do exposto, voto no sentido de DAR provimento PARCIAL ao recurso para exonerar a multa de oficio de 75% por não ser admitida a sua cumulação com a multa de mora. ESTER MARQUES LIN B SOUSA S MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS Processo : 13830.000823/2003-65 Recurso : 158221 Acórdão : 1802-00.327 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3° do artigo 81 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Portaria MF n° 259/2009), intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto â Segunda Câmara da Primeira Seção do CARF, a tomar ciência do inteiro ter do Acórdão n° 1802-00.327. Brasffla - DF, em 10 de março de 2010 i r ,,, -CLÃ , sé Roberto França Secretário a Câmara da Primeira Seção CARF Ciente, com a observação abaixo: [J Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador(a) da Fazenda Nacional 1
score : 1.0
Numero do processo: 10845.006969/87-31
Data da sessão: Tue Mar 14 00:00:00 UTC 1989
Ementa: CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. FALTA DE ,MERCADORIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA - TAXA DE CÂMBIO APLICÁVEL PARA CÁLCULO DA EXIGÊNCIA.
a) Depois de formalizada a entrada de veículo procedente
do exterior, não mais se tem por espontânea a denúncia de infração imputável ao transportador ou ao responsável pelo veículo, relativa à carga neste transportada, ( AD( N ) - CST nº 04/86 )•
b) Para cálculo da exigência é aplicada a taxa de conversão da moeda estrangeira vigente na data do lançamento (parágrafo único, art. 23, DL 37/66 e arts. 87, II, "C", 103 e 107, "caput" e parágrafo único do R.A.
RECURSO NEGADO.
Numero da decisão: 301-25.896
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Fausto Freitas de Castro Neto, Maria Lucia Silva Castelo Branco e Rosa Marta Magalhães de Oliveira, que davam provimento acatando a denúncia espontânea, para excluir a multa (521, II, "d"), e o Conselheiro Hamilton de Sá Dantas que fixava o valor da taxa de câmbio na data da denúncia, na forma do relat6rio e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Paulo Cesar Bastos Chauvet
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 198903
ementa_s : CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. FALTA DE ,MERCADORIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA - TAXA DE CÂMBIO APLICÁVEL PARA CÁLCULO DA EXIGÊNCIA. a) Depois de formalizada a entrada de veículo procedente do exterior, não mais se tem por espontânea a denúncia de infração imputável ao transportador ou ao responsável pelo veículo, relativa à carga neste transportada, ( AD( N ) - CST nº 04/86 )• b) Para cálculo da exigência é aplicada a taxa de conversão da moeda estrangeira vigente na data do lançamento (parágrafo único, art. 23, DL 37/66 e arts. 87, II, "C", 103 e 107, "caput" e parágrafo único do R.A. RECURSO NEGADO.
numero_processo_s : 10845.006969/87-31
conteudo_id_s : 5783623
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 06 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 301-25.896
nome_arquivo_s : Decisao_108450069698731.pdf
nome_relator_s : Paulo Cesar Bastos Chauvet
nome_arquivo_pdf_s : 108450069698731_5783623.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Fausto Freitas de Castro Neto, Maria Lucia Silva Castelo Branco e Rosa Marta Magalhães de Oliveira, que davam provimento acatando a denúncia espontânea, para excluir a multa (521, II, "d"), e o Conselheiro Hamilton de Sá Dantas que fixava o valor da taxa de câmbio na data da denúncia, na forma do relat6rio e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 14 00:00:00 UTC 1989
id : 6968443
ano_sessao_s : 1989
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782071644160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30125896_108450069698731_198903; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-10-06T19:21:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30125896_108450069698731_198903; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30125896_108450069698731_198903; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-10-06T19:21:58Z; created: 2017-10-06T19:21:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2017-10-06T19:21:58Z; pdf:charsPerPage: 1504; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-10-06T19:21:58Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA AMT Sessão de ...JA <t.~ ~.a.n~_º de 19Jt9 . ACOR DÃO N.o ... ~.º_t::.~.5..•.8.9.6 Recurso n.O' Recorrente Recorrid 110.415 Processo nº 10845.006969/87-31. CIA. DE NAVEGAÇÃO LLOYD BRASILEIRO, Rep. por NAUTILUS AGÊNCIA MARíTIMA LTDA. DRF - SANTOS - SP. CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. FALTA DE ,MERCADORIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA - TAXA DE CÂMBIO APLICÁVEL PARA CÁLCULO DA EXIGÊNCIA. a) Depois de formalizada a entrada de veículo proce- dente do exterior, n~o mais se tem por espQnt~nea a denúncia de infraç~o imputável ao transportador ou ao re spon sá ve 1 pe 1o ve íc u 1o, re 1at iva à c arga ne ste tran.â. p o r t a da, ~ ( AD( N ) - CS'l • n º O4 /86 ) • b) Para cálculo da exigência é aplicada a tàxa"de COIl versão da moeda estrangeira vigente na data do lança- mento (parágrafo único, art. 23, DL 37/66 e arts. 87, 11, "C", 103 e 107, "caput" e parágrafo único do R.A.RECURSO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira C~mara do terceiro Con selho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em negar provimen to ao recurso, vencidos os Conselheiros Fausto Freitas de Castro Neto, Maria Lucia Silva Castelo Branco e Rosa Marta Magalhães de Oliviera, que davam provimentb acatando a denúncia espont~nea, pa ra excluir a multa (521, 11, "d"), e o Conselheiro Hamilton de Sa Dantas que fixava o vaI rda taxa de c~mbio na data da denúncia, na forma do relat6rio ê voto ~u~ passam a integrar o presente julgado. de 1989. ITAMA I A COSTA - Presidente 9~ I '. PAULO CtSAR BASTOS CHAUVET - Relator. ~À4.t11 -~f~ 6r({í. U RD ES MA RT INS - proc. da Fazen d a Nac io nai. VISTO EM SESSÃO DE: 1 7MAR1989 Paticiparam, ainda, do presente julgamento os seguin- tes Conselheiros: JOÃO HOLANDA COSTA E JOSt MARIA DE MELO. -2- SERViÇO PÚBLICO FEDERAL MF -- TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. RECURSO Nº 110.415 - ACÓRDÃO Nº 301-25.896 RECORRENTE: CIA. DE NAVEGAÇÃO LLOYD BRASILEIRO, Rep. por NAUTILUSAGÊNCIA MARíTIMA LTDA. RECORRIDA ::DRF - SANTOS - SP. RELATOR : PAULO CÉSAR BASTOS CHAUVET. R E L A T Ó R I O Trata o presente de conferência final de manifesto nº 3455 do navio "LLOYD ALEGRETE", entrado em 05.12.86, na qual se apuróu a falta de 65 caixas relativas às mercadorias descritas nas Dl nºs. 50.597/86 (BL. nº 502), 50.632/86 (Bl. nº 50l)e 51.748/86 (B~. nº 506). Em raz~o do constatadn foi lavrado auto de infraç~o (fls. 01) com exigência do 11 e aplicaç~o da multa cominada no art. 521,11, "d", do R.A. aprovado pelo Decreto nº 91.030/85. Na impugnaç~o (fls. 35/40), a ora recorrente solici- ta, inicialmente, para que n~o se configure cerceamento do direi- to de defesa, seja juntado aos autos pelo fisco os documentos fi~ cais correspondentes ao Conhecimento de Embarque riº 501, vez que o único existente é uma "DI - Pró-forma" que nao serve como CIDr;n"" provaç~o do valor de aquisiç~o da mercadoria pertinente. No méri- to, alega, em síntese: • Aa) que deve ser determinado o cancelamento da eXlgen- cia fiscal relativa às faltas apontadas, correspondentes aos Co- nhecimentos de Embarque nº 502 (DI -50.597/86) e 506 '(DI~51.'l4g/ 86), posto que as partidas concernenentes foram desembaraçadas e recebidas em sua totalidade; SERViÇO PÚBLICO FEDERAL e aditamento de razoes de defesa. -3- Rec. 1l0.415 Ac.301-25.896 No aditamento de fls. 80/82, ratifica a interessada os argumentos, no m~rito, apresentados em sua impugnaç~o, chaman- do atenç~o para. o fato de que a c6pia da DI nº 51.748/86 (fls.49) registra quantidade de volUmes descarregados divergente da' regIs- trada em c6pia em seu poder. Finalmente, posiciona-se contra o contido no item 4 da informaç~o fiscal de fls. 69, "pois que o R~ cibo de Entrega da CODESP, n~o atesta, de forma alguma, a, falta de mercadoria na descargaj mas t~o somente que a mesma CODESP en- tregou mercadoria em quantidade menor aos consignatários." A decis~o de lª instância (fls. 103), que leio em se~ sao, foi no sentido de julgar procedente a aç~o fiscal. Inconformada, interpôs a empresa recurso' (flsl 115/ 118) a este Conselho reiterando apenas seu entendimento ;,anterior a respeito da penalidade aplicada. e da taxa de câmbio utilizada pelo fisco para convers~o da moeda estrangeira. É O RELAT6RIO. SERViÇO PÚBLICO fEOERAL v O T O -4- Rec. 110.415 Ac. 301-25.896 !~. As cons iderações da recorrente sobre a não 'li vã:I idade da penalidade aplicada, em razão da apresentação de "denúncia es- pontânea", em meu entendimento, não devem ser acolhidas. Com efel to, prescreve o CTN: "Art. 138 - A responsabilidade ~ excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos ju- ros de mora, ou do depósito da importância i:atbitrada pela autoridade administrati~a, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único - não se considera espon- tânea a denúncia apresentada após o início de qual- quer procedimento administrativo ou medida de fiscall zação;relacionados com a infração~" (grifei) Dos autos apura-se: a) Data da entrada do navio: 05.12.86 b) "Denúncia espontânea" (citação às fls. 12): 12.01.87 c)Lavratura do AI (fls. 01) : 20.10.87 d) Ciência do AI (fls. 01) : 27.10.87 e) Depósito - "PARA RECURSO" (fls. 41): 19.11.87 Portanto, "denúncia espontânea", não acompanhada do pagamento do tributo devido e após início do procedimento adminis trativo - FORMALIZAÇÃO DA ENTRADA DO NAVIO -, o que contraria fron talmente as regras transcritas. Dispensando-me de outras observações pela clareza do texto, reproduzo, ainda, por pertinente, o AO (N) CST nº 04/86: .Tributação o disposto 5172, de 25 no uso de no artigo de outubro "O Coordenador do Sistema de suas atribuições, tendo em vista 138, oarágrafo único, da rei nº de 1966 (CTN); e Considerando que, nos termos do art. 31 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo~Dettªto ri~ _91~030~ de 05 de mãrçócde t985~ ~~for~alização d~~eA= trada de veículo procedente do exterior ~ procedimen- to administrativo oue dá início aos controles fisca~ SERViÇO PÚBLICO FEDERAL -5- Rec. 110.415 Ac. 301-25.896 em relação à carga transportada. Declara, em caráter normativo, às unida- des descentralizadas e aos demais interessados que, depois de formalizada a entrada de veículo procedente do exterior, não mais se tem por espontânea a denún- cia de infração imputável ao transportador ou ao res- ponsável Delo veículo, relativa à carga neste trans~ portada" (grifei) Por último, considero perfevtamente determinada pelo autor do feito fiscal a taxa de conversão da moeda êstnan~eira, julgando, face aos inequívocos termos do parágrafo único, do art. 23, do DL nº 37/66 e arts. 87,11, "c"., 103 e 107, "caput" e pará grafo único, do R.A. aproVado pelo Decreto nº 91.030/85, desnece~ sárias quaisquer outras considerações adicionais. Por todo o exposto, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, 14 de março de 1989. Q~~~ PAULO CtSAR BASTOS CHAUVET - Relator. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 10730.006131/2005-22
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2001, 2002, 2003
Ementa: RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS.
OMISSÃO. Contratada a omissão de rendimentos do trabalho sem vínculo empregatícios, recebidos de pessoas físicas, o Fisco deve exigir o imposto que deixou de ser pago, acrescido de multa de ofício e de juros de mora, nos termos da legislação.
MULTA ISOLADA DO CARNÊ-LEÃO E MULTA DE OFÍCIO CONCOMITÂNCIA
Incabível a aplicação da multa isolada (art. 44, § 1º,
inciso III, da Lei nº. 9.430, de 1996), quando em concomitância com a multa de ofício (inciso II do mesmo dispositivo legal), ambas incidindo sobre a mesma base de cálculo.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA OMISSÃO
DE RENDIMENTOS – PRESUNÇÃO LEGAL – Desde 1º de janeiro de 1997, caracterizam-se omissão de rendimentos os valores creditados em contas bancárias, cujo titular, regularmente intimado, não
comprove, com documentos hábeis e idôneos, a origem dos recursos
utilizados em tais operações.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2201-001.368
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, dar parcial provimento ao recurso para afastar a exigência da multa isolada.
Nome do relator: Pedro Paulo Pereira Barbosa
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201112
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2001, 2002, 2003 Ementa: RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. OMISSÃO. Contratada a omissão de rendimentos do trabalho sem vínculo empregatícios, recebidos de pessoas físicas, o Fisco deve exigir o imposto que deixou de ser pago, acrescido de multa de ofício e de juros de mora, nos termos da legislação. MULTA ISOLADA DO CARNÊ-LEÃO E MULTA DE OFÍCIO CONCOMITÂNCIA Incabível a aplicação da multa isolada (art. 44, § 1º, inciso III, da Lei nº. 9.430, de 1996), quando em concomitância com a multa de ofício (inciso II do mesmo dispositivo legal), ambas incidindo sobre a mesma base de cálculo. DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA OMISSÃO DE RENDIMENTOS – PRESUNÇÃO LEGAL – Desde 1º de janeiro de 1997, caracterizam-se omissão de rendimentos os valores creditados em contas bancárias, cujo titular, regularmente intimado, não comprove, com documentos hábeis e idôneos, a origem dos recursos utilizados em tais operações. Recurso parcialmente provido.
numero_processo_s : 10730.006131/2005-22
conteudo_id_s : 6111416
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 19 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2201-001.368
nome_arquivo_s : Decisao_10730006131200522.pdf
nome_relator_s : Pedro Paulo Pereira Barbosa
nome_arquivo_pdf_s : 10730006131200522_6111416.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, dar parcial provimento ao recurso para afastar a exigência da multa isolada.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
id : 8023629
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782078984192
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2005; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10730.006131/200522 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 220101.368 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 01º de dezembro de 2011 Matéria IRPF Recorrente CLAUDIO WAKIGAWA Recorrida DRJRIO DE JANEIRO/RJ II Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2001, 2002, 2003 Ementa: RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. OMISSÃO. Contratada a omissão de rendimentos do trabalho sem vínculo empregatícios, recebidos de pessoas físicas, o Fisco deve exigir o imposto que deixou de ser pago, acrescido de multa de ofício e de juros de mora, nos termos da legislação. MULTA ISOLADA DO CARNÊLEÃO E MULTA DE OFÍCIO CONCOMITÂNCIA Incabível a aplicação da multa isolada (art. 44, § 1º, inciso III, da Lei nº. 9.430, de 1996), quando em concomitância com a multa de ofício (inciso II do mesmo dispositivo legal), ambas incidindo sobre a mesma base de cálculo. DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA OMISSÃO DE RENDIMENTOS – PRESUNÇÃO LEGAL – Desde 1º de janeiro de 1997, caracterizamse omissão de rendimentos os valores creditados em contas bancárias, cujo titular, regularmente intimado, não comprove, com documentos hábeis e idôneos, a origem dos recursos utilizados em tais operações. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, dar parcial provimento ao recurso para afastar a exigência da multa isolada. Assinatura digital Francisco Assis de Oliveira Júnior – Presidente Fl. 923DF CARF MF Impresso em 17/05/2012 por MARILDE CURSINO DE OLIVEIRA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 24/ 12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 18/01/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI 2 Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator EDITADO EM: 03/12/2011 Participaram da sessão: Francisco Assis Oliveira Júnior (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Rayana Alves de Oliveira França. Relatório CLAUDIO WAKIGAWA interpôs recurso voluntário contra acórdão da DRJRIO DE JANEIRO/RJ II (fls. 828) que julgou procedente lançamento, formalizado por meio do auto de infração de fls. 04/18, para exigência de Imposto sobre Renda de Pessoa Física – IRPF, referente aos exercícios de 2001, 2002 e 2003, no valor de R$ 205.960,71, acrescido de multa de ofício e de juros de mora e, ainda, de multa exigida isoladamente, perfazendo um crédito tributário total lançado de R$ 534.656,46. As infrações que ensejaram a autuação estão assim descritas no auto de infração: 001 RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS A TITULO DE RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E FAPI Omissão de rendimentos recebidos a titulo de resgate de previdência privada e/ou FAPI, conforme DIRF do UNIBANCO, em 2000, e do Banco SUDAMERIS, em 2001, nos valores brutos de R$ 9.306,38 e R$ 12.936,58, com impostos retidos na fonte de R$ 2.199,25 e R$ 3.197,56, respectivamente. 002 RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS SUJEITOS A CARNÊLEÃO OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE TRABALHO SEM VINCULO EMPREGATÍCIO RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS Omissão de rendimentos recebidos de pessoa física, decorrentes de trabalho sem vinculo empregatício, conforme descrição abaixo: Pela DIRPF 2001, o contribuinte declarou R$ 12.600,00. O total de rendimentos recebidos de pessoas físicas foi de R$ 52.031,50, conforme planilha com a Relação Mensal de Recebimentos do ano de 2000. Considerei que o contribuinte informou em sua DIRPF, os valores recebidos no mês de dezembro, que totalizou R$ R$ 39.506,50, retirando o valor declarado, passou para R$ 26.906,50. Então, no anocalendário de 2000, houve a omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas no total de R$ 39.431,50, que serão tributados da seguinte forma: R$1.710,00, em janeiro; R$3.070,00, em fevereiro; R$210,00, em março; R$520,00, em abril, R$845,00, em maio; R$2.990,00, em junho; R$1.110,00, em julho; R$1.020,00, em agosto; R$150,00, em Fl. 924DF CARF MF Impresso em 17/05/2012 por MARILDE CURSINO DE OLIVEIRA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 24/ 12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 18/01/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 10730.006131/200522 Acórdão n.º 220101.368 S2C2T1 Fl. 2 3 setembro; R$550,00, em outubro; R$2.450,00, em novembro e R$26.906,50, em dezembro. Na DIRPF 2002, declarou R$ 13.560,00 como o total de rendimentos recebidos no anocalendário de 2001 e não informou o CNPJ da fonte pagadora. O total de rendimentos recebidos de pessoas físicas foi de R$ 48.156,00, conforme planilha com a Relação Mensal de Recebimentos do ano de 2001. Considerei que o contribuinte informou em sua DIRPF, os valores recebidos no mês de dezembro, que totalizou R$ 38.696, 00, conforme planilha, retirando o valor declarado de R$ 13.560,00, o valor passou para R$ 25.136,00. Então, no ano calendário , de 2001, houve a omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas no total de R$ 34.596,00, tributados da seguinte forma: R$800,00, em janeiro; R$1.545,00, em fevereiro; R$875,00, em março; R$525,00, em abril; R$1.415,00, em maio; R$655,00, em junho; R$215,00, em julho; R$1.325,00, em agosto; R$665,00, em setembro; R$305,00, em outubro; R$1.135,00, em novembro e R$25.136,00, em dezembro. Como o contribuinte não entregou sua DIRPF 2003, nada foi declarado como rendimentos recebidos no anocalendário de 2002. Então, no anocalendário de 2002, houve a omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas no total de R$ 26.594,00, conforme planilha com a Relação Mensal de Recebimentos do ano de 2002, tributados da seguinte forma: R$1.850,00, em janeiro; R$240,00 em fevereiro; R$535,00, em março; R$1.540,00, em abril; R$100,00, em agosto e R$22.329,00, em dezembro. 003 DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA Omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em contas de depósito ou de investimento, mantidas em instituições financeiras, em relação aos quais o contribuinte, regularmente intimado, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, conforme os extratos bancários, as planilhas e o Termo de Verificação Fiscal. 004 MULTAS ISOLADAS FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRPF DEVIDO A TITULO DE CARNELEÃO Falta de recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Física devido a titulo de carnêleão, apurada com base nos rendimentos recebidos por serviços prestados a terceiros e omitidos nas suas declarações. O Contribuinte impugnou o lançamento e alegou, em síntese, que o imposto foi retido na fonte à época do pagamento à previdência privada; que desconhece os rendimentos atribuídos pelo Fisco e considerados como rendimentos omitidos; que sobre os depósitos bancários no Unibanco, o Fisco não teria considerado os cheques devolvidos; que a maioria dos cheques depositados eram de emissão própria, de outros bancos; que também constam entre os créditos empréstimos bancários que não foram quitados e não poderiam ser considerados como base de cálculo do IRPF. Como exemplo, referese a crédito do dia Fl. 925DF CARF MF Impresso em 17/05/2012 por MARILDE CURSINO DE OLIVEIRA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 24/ 12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 18/01/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI 4 28/01/2000, no valor de R$ 29.965,56 e, no mesmo ato, um débito de R$ 30.878,26. Ainda sobre os depósitos, diz que foi fiador da empresa Silver Star Produções Ltda., que não honrou os pagamentos e, por isso valeuse de sua conta corrente para efetuar as transações referentes à fiança, conforme estaria demonstrado nos extratos bancários. Diz que não possui os contratos de empréstimo dos anos de 2000 e 2001, mas que está providenciando. Sobre os rendimentos sujeitos ao carnêleão, diz que o Fisco deixou de considerar o desconto padrão e pede que seja recalculado o imposto. A DRJRIO DE JANEIRO/RJ II julgou procedente em parte o lançamento para reduzir o percentual da multa isolada para 50% e proceder ajuste no cálculo do imposto, nos exercícios de 2001 e 2002, em razão do desconto simplificado, tudo isso com base nas considerações a seguir resumidas. Sobre os rendimentos recebidos a título de resgate de previdência privada, a DRJ observou que o rendimento e o imposto devido foram informados pela fonte pagadora e sobre a alegação de que o imposto foi retido na fonte e, portanto, nada seria devido, observou que se trata de rendimento sujeito ao ajuste anual e, portanto, devia ser adicionado aos demais rendimentos tributáveis para fins de apuração do imposto, compensandose o imposto retido, e que foi isso que foi feito. Quanto aos rendimentos recebidos de pessoasfísicas sujeitos ao carnêleão, a DRJ observou que a omissão foi apurada com base em informações fornecidas pelos clientes do Recorrente, que é dentista e que apresentaram recibos e comprovação dos pagamentos; concluiu que, portanto, restou comprovado nos autos a omissão apurada. E quanto aos depósitos bancários com origens não comprovada, a DRJ ressaltou a regularidade desse tipo de lançamento e sobre as alegações da defesa observou que as meras alegações de que créditos decorrem de transferências de outros bancos de sua própria titularidade, sem a prova desse fato, não afasta a presunção de omissão de rendimentos; que as origens dos depósitos deve ser comprovada de forma individualizada e não com meras indicações genéricas de possíveis origens para os depósitos. Sobre os cheques devolvidos, observou a DRJ que, diferentemente do que foi afirma, estes foram considerados pela Fiscalização, conforme planilha anexa a auto de infração. Finalmente, sobre os alegados empréstimos, a DRJ rejeitou a alegação da defesa, considerando que a simples proximidade de valores entre débitos e créditos constantes dos extratos não é suficiente para comprovar a relação entre o débito e o crédito, como quer o Recorrente e observou também que não foram declarados nos campos próprios da declaração do Contribuinte nenhuma operação de crédito. Sobre a multa isolada, defendeu a DRJ que se trata de exigência para a qual há previsão legal, tendo apenas reduzido o seu percentual em razão da aplicação de legislação posterior, mais benéfica. O Contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 04/08/2009 (fls. 845) e, em 03/09/2009, interpôs o recurso voluntário de fls. 847/855, que ora se examina e no qual reitera, em síntese, as alegações e argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Fl. 926DF CARF MF Impresso em 17/05/2012 por MARILDE CURSINO DE OLIVEIRA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 24/ 12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 18/01/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 10730.006131/200522 Acórdão n.º 220101.368 S2C2T1 Fl. 3 5 Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa – Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Fundamentação Examino, inicialmente, as ponderações da defesa quanto ao resgate de previdência privada. Diz o Contribuinte que desconhece os rendimentos considerados omitidos, pois o imposto foi retido na fonte. Sobre os rendimentos, como detalhadamente demonstrado no auto de infração, a autuação baseouse em informações das fontes pagadoras, prestadas por meio de DIRF, cujas cópias dos estrados estão às fls. 34 e 35 do processo. E sobre a retenção da fonte, a informação também consta dos referidos extratos de DIRF e foram considerados na autuação. Notese que, conforme observou a DRJ, tratase de rendimento sujeito ao ajuste anual e, portanto, devem ser somados aos demais rendimentos para fins de apuração da base de cálculo do imposto, compensandose o imposto retido, conforme procedeu a Fiscalização. Neste ponto, portanto, não há reparos a serem feitos no lançamento. Quanto aos rendimentos recebidos de pessoas físicas, como relatado no Termo de Verificação Fiscal, a autuação baseouse em informações dos clientes do autuado, que é dentista, cuja relação foi submetida à prévia apreciação do contribuinte. Tratase, portanto, de lançamento com base em informação das próprias fontes pagadoras. Acrescentese também, por relevante, que a Fiscalização subtraiu os valores desses rendimentos quando da autuação com base em depósitos bancários, que é o próximo item a ser examinado. E sobre os procedimentos de cálculo, mencionado pela defesa, não assiste razão à defesa. Os procedimentos de cálculo realizados pela Fiscalização estão de acordo com as orientações normativas. Notese que os rendimentos foram incluídos no ajuste anual, cobrandose, sobre o imposto não antecipado apenas a multa isolada. E, quanto a esta, como se verá mais adiante, proponho um desfecho para a lide favorável ao Recorrente. Correto, portanto, o lançamento também quanto a este item. Finalmente, quanto aos depósitos bancários com origens não comprovadas, registrese, inicialmente, que se trata de procedimento autorizado por lei. Tratase do art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996, o qual para melhor clareza, transcrevo a seguir, já com as alterações e acréscimos introduzidos pela Lei nº 9.481, de 1997 e 10.637, de 2002, in verbis: Art. 42.Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. §1º O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. §2º Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às Fl. 927DF CARF MF Impresso em 17/05/2012 por MARILDE CURSINO DE OLIVEIRA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 24/ 12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 18/01/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI 6 normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. §3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). §4º Tratandose de pessoa física, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. § 5o Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. § 6o Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares. Como se vê, é a própria lei que considera como rendimentos omitidos os depósitos bancários de origem não comprovada, instituindo, assim, uma presunção, no caso, relativa, que é um instrumento ao qual o Direito lança mão para alcançar certos tipos de situações que sem ele lhe escapariam. Como ensina Alfredo Augusto Becker (Becker, A. Augusto. Teoria Geral do Direito Tributário. 3ª Ed. – São Paulo: Lejus, 2002, p.508): As presunções ou são resultado do raciocínio ou são estabelecidas pela lei, a qual raciocina pelo homem, donde classificamse em presunções simples; ou comuns, ou de homem (praesumptiones hominis) e presunções legais, ou de direito (praesumptiones juris). Estas, por sua vez, se subdividem em absolutas, condicionais e mistas. As absolutas (juris et de jure) não admitem prova em contrário; as condicionais ou relativas (juris tantum), admitem prova em contrário; as mistas, ou intermédias, não admitem contra a verdade por elas estabelecidas senão certos meios de prova, referidos e previsto na própria lei. E o próprio Alfredo A. Becker, na mesma obra, define a presunção como sendo "o resultado do processo lógico mediante o qual do fato conhecido cuja existência é certa se infere o fato desconhecido cuja existência é provável" e mais adiante averba: "A regra jurídica cria uma presunção legal quando, baseandose no fato conhecido cuja existência é Fl. 928DF CARF MF Impresso em 17/05/2012 por MARILDE CURSINO DE OLIVEIRA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 24/ 12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 18/01/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 10730.006131/200522 Acórdão n.º 220101.368 S2C2T1 Fl. 4 7 certa, impõe a certeza jurídica da existência do fato desconhecido cuja existência é provável em virtude da correlação natural de existência entre estes dois fatos". Pois bem, o lançamento que ora se examina teve por base uma presunção legal do tipo juris tantum, onde o fato conhecido é a existência de depósitos bancários de origem não comprovada e a certeza jurídica decorrente desse fato é o de que tais depósitos foram feitos com rendimentos subtraídos ao crivo da tributação. Tal presunção pode ser ilidida mediante prova em contrário, a cargo do autuado. No caso concreto o Recorrente não apontas as origens dos depósitos, de forma individualizada, limitandose a referirse, genericamente, a operações que justificariam a movimentação financeira. Porém, conforme explicitado acima, para elidir a presunção de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários com origens não comprovadas o contribuinte tem o ônus de comprovar as origens dos depósito, individualizadamente. E quanto aos cheques devolvidos, referidos pelo Recorrente, conforme ressaltou a decisão de primeira instância, o fato foi devidamente considerado pela autoridade lançadora, conforme demonstrativos anexos a auto de infração. Fica mantida a exigência, portanto, também quanto a este item. Sobre a multa isolada, incidente sobre os rendimentos recebidos de pessoas físicas, a possibilidade da sua exigência simultânea com a multa de ofício, tendo ambas a mesma base, já foi rejeitada por este Conselho. Como exemplo vejase a seguinte decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais: MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO – CONCOMITÂNCIA – MESMA BASE DE CÁLCULO – A aplicação concomitante da multa isolada (inciso III, do § 1º, do art. 44, da Lei nº 9.430, de 1996) e da multa de ofício (incisos I e II, do art. 44, da Lei n 9.430, de 1996) não é legítima quando incide sobre uma mesma base de cálculo. Recurso especial negado. (Acórdão CSRF/0104.987, de 15/06/2004) É como penso. Tenho a firme convicção de que a questão se resolve na natureza da multa isolada. E, para tanto, é conveniente examinarmos o que dispõe a Lei nº 9.430, de 1996, que previu a hipótese de sua incidência (na redação anterior à mudança introduzida pela medida Provisória nº 351, de 22 de janeiro de 2007), a saber: Lei nº 9.430, de 1996: Art. 43. Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntamente. Parágrafo único. (...) Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição. I –de 75% (setenta e cinco por cento), nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o Fl. 929DF CARF MF Impresso em 17/05/2012 por MARILDE CURSINO DE OLIVEIRA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 24/ 12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 18/01/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI 8 vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa de mora, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II – 150% (cento e cinqüenta por cento), nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. § 2º. As multas de que trata este artigo serão exigidas: I – juntamente com o tributo ou a contribuição quando não houverem sido anteriormente pagos; (...) III – isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento mensal do imposto (carnêleão) na forma do art. 8º da Lei nº. 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixarmos de fazêlo, ainda que não tenha apurado imposto a pagar na declaração de ajuste; (...). É dizer, o § 1º do art. 44, acima transcrito, não institui uma penalidade nova, mas apenas a forma de sua incidência, juntamente com o tributo, na hipótese do inciso I, e isoladamente, nas hipóteses dos demais incisos. O dispositivo que institui a penalidade é o caput do artigo e seus incisos. É aí que a lei especifica o fato típico, enseja dor da penalidade: a falta de pagamento ou recolhimento etc. Pelo simples fato de não ter havido o pagamento do imposto devido a título de carnêleão não há previsão de incidência de outra penalidade senão a dos incisos I e II do caput art. 44, conforme o caso. Sendo assim, não se pode conferir ao art. 43 e aos incisos do parágrafo 1º, inovações da Lei nº. 9.430, interpretação que implique em incidência de gravame inexistente antes da vigência dos referidos dispositivos. É o que ocorre quando se aplica a penalidade duplamente, sobre a mesma base, na exigência da multa isolada, pelo não pagamento da antecipação, e na exigência do imposto quando do ajuste anual. Ora, a incidência da multa isolada, como no caso específico tratado neste processo, por falta de recolhimento do carnêleão, não tem outro objetivo senão o de evitar a formalização de exigência de imposto devido como antecipação do ajuste anual e que, logo em seguida, seria compensado quando do lançamento do imposto apurado no ajuste. Com a multa isolada, essa dificuldade foi superada, exigindose apenas a multa pelo não pagamento da antecipação, deixandose para formalizar a exigência do tributo apenas na apuração do imposto devido no ajuste anual. Nesse segundo momento, contudo, a base de cálculo da multa isolada não deveria compor a base de cálculo da multa de ofício exigida conjuntamente com o imposto. Em nenhum momento os contribuintes deviam o imposto duas vezes, antecipadamente e quando do ajuste anual. É que, ao pagar o primeiro, necessariamente teria direito a compensar o que pagou quando do ajuste anual. Assim, não há falar em dupla hipótese de incidência das multas, pelo não pagamento da antecipação e pelo não pagamento do imposto devido quando do ajuste anual. No presente caso, a DRJ entendeu aplicável a multa isolada, porém, no percentual de 50% em face do princípio da retroatividade benigna, ante a existência de legislação que, segundo seu entendimento, prevê penalidade menos severa. Fl. 930DF CARF MF Impresso em 17/05/2012 por MARILDE CURSINO DE OLIVEIRA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 24/ 12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 18/01/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 10730.006131/200522 Acórdão n.º 220101.368 S2C2T1 Fl. 5 9 Ora, é certo que a Lei nº 11.488, de 2007, que, entre outros pontos, alterou a redação do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, instituiu a hipótese de incidência da multa isolada no caso de falta de pagamento do carnêleão. Porém, este dispositivo aplicase apenas aos fatos geradores ocorridos após sua vigência. É que, como ressaltado acima, se antes não havia a possibilidade de incidência simultânea da penalidade pelo não recolhimento do carnêleão, em concomitância com a multa de ofício sobre os rendimentos omitidos apurados no ajuste anual, sobre a mesma base, a nova legislação, que introduziu esta possibilidade, não é mais benéfica ao contribuinte e, portanto, não poderia ser aplicada em relação aos fatos pretéritos. Concluo, pois, pela exclusão da multa isolada. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de dar parcial provimento ao recurso para afastar a exigência da multa isolada. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 2ª CAMARA/2ª SEÇÃO DE JULGAMENTO Fl. 931DF CARF MF Impresso em 17/05/2012 por MARILDE CURSINO DE OLIVEIRA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 24/ 12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 18/01/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI 10 Processo nº: 10730.006131/200522 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº. 220101.368. Brasília/DF, 03 de dezembro de 2011. ______________________________________ FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JÚNIOR Presidente da Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: // Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 932DF CARF MF Impresso em 17/05/2012 por MARILDE CURSINO DE OLIVEIRA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 24/ 12/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 18/01/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI
score : 1.0
Numero do processo: 10925.001951/2006-21
Data da sessão: Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Exercício: 2005
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DITR.
Provada a entrega a destempo da Declaração do Imposto Territorial Rural, há que ser mantido o lançamento da multa correspondente.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2201-000.716
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Pedro Paulo Pereira Barbosa, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Rayana Alves de Oliveira França.
Matéria: ITR - Multa por atraso na entrega da Declaração
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - Multa por atraso na entrega da Declaração
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201006
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2005 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DITR. Provada a entrega a destempo da Declaração do Imposto Territorial Rural, há que ser mantido o lançamento da multa correspondente. Recurso negado.
numero_processo_s : 10925.001951/2006-21
conteudo_id_s : 6097668
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2201-000.716
nome_arquivo_s : 220100716_343549_10925001951200621_004.PDF
nome_relator_s : EDUARDO TADEU FARAH
nome_arquivo_pdf_s : 10925001951200621_6097668.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Pedro Paulo Pereira Barbosa, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Rayana Alves de Oliveira França.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010
id : 7990581
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782094712832
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:19:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:19:43Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:19:43Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:19:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:3280d035-f3f8-43d7-8d52-51cd14cf6814; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:19:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:19:43Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:19:43Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:19:43Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:19:43Z; created: 2010-12-21T10:19:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-12-21T10:19:43Z; pdf:charsPerPage: 1173; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:19:43Z | Conteúdo => /72 2 OiTEDITADO EM: I Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, negar provimentojao recurso, nos termos do vo do Rei r. Vencidos os Conselheiros Pedro Paulo Pereira Barbosa, Moisés Giacomelli nes - iIN e ISyfa9a,l,ers.çie Oliveira França. Fr Assis de Oliveira Júnior - Presidente eu Farah Relator S2-C2T1 Fl MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10925.001951/2006-21 Recurso n" 343,549 Voluntário Acórdão n" 2201-00.716 — 2" Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 17 de junho de 2010 Matéria 1TR - Ex.: 2005 Recorrente PREFEITURA MUNICIPAL DE AGUA DOCE/SC Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2005 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DITR. Provada a entrega a destempo da Declaração do Imposto Territorial Rural, há que ser mantido o lançamento da multa correspondente. Recurso negado. Participaram do presente julgame to, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduar o Tadeu Farah, Janaína Mesquita Lourenço de Souza, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Fr ncisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente), Pwcesso n" 10925 001951/2006-21 S2-C 2 H Acórdão n " 2201-00,7 t 6 F 1 2 Relatório Contra a interessada acima identificada foi lavrado o Auto de infração relativa à multa por atraso na entrega cia DETR, referente ao imóvel rural localizado no município de Água Doce/SC Em sua impugnação alega a autuada, em síntese, que: 1 - não se pode admitir que o município de Água Doce/SC sofra mais baixa na sua arrecadação; ii - já regularizou a situação do imóvel; iii - requer a relevação da multa. A 1" Turma da DR1 de Campo Grande/MS manteve integralmente a exigência, consubstanciada na ementa abaixo transcrita: MULTA .PELO ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO A entrega da declaração de LIR fira do prazo fixado na legislação tributária enseja a cobrança da multa por atraso, prevista no art. 9", da Lei n° 9.393/96, não havendo pr evisão de seu afastamento em razão da situação financeira do contribuinte. Intimada da decisão de primeira instância, a autuada apresenta Recurso Voluntário, sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos postos em sua impugnação, sobretudo o cancelamento do lançamento face à denúncia espontânea configurada na forma do art, 138 do CIN. É o relatório Processo n" 10925 001951/2006-21 S2-C2TI Acáidão n 2201-00.716 Fl 3 Voto Conselheiro Eduardo Tadeu Farah, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Segundo se colhe dos autos, houve a entrega a destempo da D1TR, razão pela qual foi lavrada a infração. Os arts, 70, 8° e 9' da Lei n" 9393, de 1996, determinam a condição para a cobrança de multa pelo atraso na entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR): Art. 7" No caso de apresentação espontânea do D1AC (Documento de Informação e Atualização Cadastral do 1TR) fora do prazo estabelecido pela Secretaria da Receita Federal, será cobrada multa de 1% (um por cento) ao mês ou fração sobre o imposto devido não inferior a R$ .50,00 (cinqüenta reais), sem prejuízo da multa e dos juros de mora pela falta ou insuficiência de recolhimento do imposto ou quota. Art. 8" O contribuinte do ITR entregará, obrigatoriamente, em cada ano, o Documento de Informação e Apuração do 1TR - DIAT, correspondente a cada imóvel, observadas data e condições fixadas pela Secretaria da Receita Federal ) Art. 9"A entrega do DIATfbra do prazo estabelecido sujeitará o contribuinte à multa de que trata o art. 7", sem prejuízo da multa e dos furos de mora pela falta ou insuficiência de recolhimento do imposto ou quota. ) Em que pese alegue a recorrente que o município de Água Doce possua baixa arrecadação, não há nenhuma lei tributária que preveja a hipótese de isenção ou beneficio fiscal em razão da condição financeira do contribuinte nos casos de entrega a destempo da DITR, sob pena de contrariar frontalmente o princípio da reserva legal. Outrossim, não se pode perder de vista as prescrições constantes no art. 115 do CTN: Art. 11.5. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na . forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. (grifei) 3 Edua-r,dí6 Tadeu Far Processo n' 10925 001951/2006-21 S2-C2 TI1 Acórdão n." 2201-00:716 Fl. 4 Pelo que se observa do excerto legal reproduzido a obrigação acessória decorre da legislação, não se configurando, no presente caso, em obrigação principal. Neste sentido, cumprida a ordem legal poderá o sujeito ativo exigir a multa pelo não cumprimento da obrigação acessória, em que pese à condição de imunidade tributária (em relação ao imposto) da recorrente, Ademais, a exigência visa, entre outros, a regularidade e controle das informações nos cadastros oficiais. Assim, a entrega da declaração fora do prazo prevista na lei constitui infração formal (obrigação acessória autônoma), não podendo ser tida como pura infração de natureza tributária, apta a atrair o instituto da denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional. (Precedentes - STJ: AGREsp n o 262,295/GO, Rel. Min„ Francisco Falcão, j. 07.12,2000, v.u., DM 16.04.2001; REsp n° 396„698/PR, Rel. Min. Luiz Fux, j. 12.03.2002, v,u., DJU 08.042002) Restando provada a apresentação a destempo da DITR, há que ser mantido o lançamento da multa por atraso na entrega, Ante ao exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. 4
score : 1.0
Numero do processo: 10768.906819/2006-68
Data da sessão: Wed Mar 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Ano-calendário: 1999 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e da existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. PROTESTO GENÉRICO PELA PRODUÇÃO DE TODAS AS PROVAS ADMITIDAS EM DIREITO. INDEFERIMENTO. Indefere-se o mero pedido genérico para produção posterior de provas e/ou perícia, principalmente, quando não enquadrado nas hipóteses do art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72. As regras do Processo Administrativo Fiscal estabelecem que a impugnação deverá ser instruída com os documentos em que se fundamentar, mencionando, ainda, os argumentos pertinentes e as provas que o reclamante julgar relevantes. Assim, não se configurando nenhuma das hipóteses do § 4° do art. 16 do Decreto 70.235/72, não poderá ser acatado o pedido genérico pela produção posterior de prova.
Numero da decisão: 1802-001.138
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Nelso Kichel
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Ano-calendário: 1999 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e da existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. PROTESTO GENÉRICO PELA PRODUÇÃO DE TODAS AS PROVAS ADMITIDAS EM DIREITO. INDEFERIMENTO. Indefere-se o mero pedido genérico para produção posterior de provas e/ou perícia, principalmente, quando não enquadrado nas hipóteses do art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72. As regras do Processo Administrativo Fiscal estabelecem que a impugnação deverá ser instruída com os documentos em que se fundamentar, mencionando, ainda, os argumentos pertinentes e as provas que o reclamante julgar relevantes. Assim, não se configurando nenhuma das hipóteses do § 4° do art. 16 do Decreto 70.235/72, não poderá ser acatado o pedido genérico pela produção posterior de prova.
numero_processo_s : 10768.906819/2006-68
conteudo_id_s : 5760296
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 21 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-001.138
nome_arquivo_s : Decisao_10768906819200668.pdf
nome_relator_s : Nelso Kichel
nome_arquivo_pdf_s : 10768906819200668_5760296.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 14 00:00:00 UTC 2012
id : 6901940
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782106247168
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1871; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10768.906819/200668 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 1802001.138 – 2ª Turma Especial Sessão de 14 de março de 2012 Matéria COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Recorrente TELEMAR NORTE LESTE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1999 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e da existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. PROTESTO GENÉRICO PELA PRODUÇÃO DE TODAS AS PROVAS ADMITIDAS EM DIREITO. INDEFERIMENTO. Indeferese o mero pedido genérico para produção posterior de provas e/ou perícia, principalmente, quando não enquadrado nas hipóteses do art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72. As regras do Processo Administrativo Fiscal estabelecem que a impugnação deverá ser instruída com os documentos em que se fundamentar, mencionando, ainda, os argumentos pertinentes e as provas que o reclamante julgar relevantes. Assim, não se configurando nenhuma das hipóteses do § 4° do art. 16 do Decreto 70.235/72, não poderá ser acatado o pedido genérico pela produção posterior de prova. Fl. 0DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 2 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel, Marco Antônio Nunes Catilhos e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausência momentânea do Conselheiro Marciel Eder Costa. Relatório Tratase de Recurso Voluntário de fls.120/127 contra decisão da 8ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I (fls.112/116) que julgou improcedente a manifestação de inconformidade, deixando de homologar a compensação tributária pela falta de certeza e liquidez do crédito utilizado/pleiteado. Quanto aos fatos: Em 15/09/2003, a Telemar Norte Leste S.A. formalizou pedido de restituição de crédito e declaração de compensação, por meio da transmissão do PER/DCOMP n° 18401.28739.1509031.3.044292, com o objetivo de ver reconhecido seu direito creditório da CSLL estimativa recolhida a maior no valor de R$ 89.170,14, quanto ao período de apuração – Janeiro/1999, e de compensálo com débito da Contribuição para o PIS Faturamento, relativo ao período de apuração – agosto/2003, código de receita 8109 (fls. 04/08). O crédito pleiteado tem origem no pagamento de R$ 414.000,00 de 26/02/1999, conforme cópia do DARF de fls. 06 e 15, efetuado pela empresa de Telecomunicações do Ceará S/A, CNPJ: 07.072.812/000191 (empresa incorporada, sucedida, em 02/07/2001, pela TELEMAR), a título de quitação da CSLL estimativa do período de apuração de Janeiro/1999, código de receita 2484, no valor de R$ 414.000,00, cujo valor, inclusive, foi informado na respectiva DCTF. Por outro lado, na DIPJ 2000, anocalendário 1999, Ficha 12 Cálculo do Imposto de Renda por Estimativa – mês Janeiro/1999 –, a contribuinte informou que apurara débito a pagar da CSLL estimativa de R$ 333.040,13, com base em balancete de suspensão/redução (fls.43 e 51/52). Fl. 1DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 3 3 Para justificar o PER/DCOMP que apresentara, a contribuinte, em 04/10/2004, retificou a DCTF do 1º trimestre/1999, reduzindo o débito apurado da CSLL estimativa de Janeiro/1999 de R$ 414.000,00 para R$ 333.040,13, informando, ainda, compensação sem DARF de R$ 8.210,27 – retenção de IRPJ por Órgão Público, gerando, assim, o suposto crédito de R$ 89.170,14 (fls. 105/107). Entretanto, em 09/09/2008, foi emitido o Despacho Decisório de fl. 94, pela Derat RJ, indeferindo o crédito pleiteado, com base no Parecer Conclusivo n° 164/2008 (fls. 92/93), in verbis: (...) 1. O presente processo foi formalizado com o objetivo de estabelecer tratamento manual à Declaração de Compensação (DComp) n° 18401.28739.1509031.3.044292, transmitida eletronicamente em 15/09/2003, impressa às fls. 04 a 08, alegando possuir crédito contra a Fazenda Pública, oriundo de CSLL em razão de pagamento a maior ou indevido efetuado em 26/02/1999 pela incorporada TELECOMUNICAÇÕES DO CEARÁ S/A, CNPJ 07.072.812/000191. 2. O débito de PIS/PASEP a ser extinto por compensação refere se ao período de apuração Agosto/2003, no valor total de R$ 164.536,74 que corresponderia a atualização do crédito original de R$ 89.170,14 oriundo do DARF discriminado à fl. 06. 3. As consultas ao sistema SIEF de fl. 49 confirma o DARF discriminado às fls. 06, bem como a disponibilidade do alegado crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior apontado à fl. 07. 4. Com o objetivo de conferir certeza e liquidez necessárias à compensação pleiteada, nos moldes determinados pelo artigo 170 do Código Tributário Nacional, a DEFIS/RJO efetuou diligência, nos termos do artigo 40 da INSRF n° 600/2005. 5. Em decorrência da diligência empreendida, foram anexados ao presente processo os documentos de fls. 18 a 43, bem com o relatório da diligência às fls. 44 e 45 no qual o AuditorFiscal Diligente informou que o valor da base de cálculo da referida exação é de R$ 6.422.953,16. 6. Diante do exposto, utilizandose a nova base de cálculo da CSLL apontada pela diligência, a CSLL apurada e a CSLL pagar, divergem daquelas oriundas da base de cálculo da CSLL declarada, conforme a Tabela I infra: Valores da CSLL (*) P.A. Janeiro 1999 Declarada Diligenciada Base de Cálculo 4.215.597,89 6.422.953,16 CSLL apurada 337.247,83 513.836,25 () CSLL retida por órgão público (4.207,70) (4.207,70) CSLL a pagar 333.040,13 509.628,55 Fl. 2DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 4 4 (*) Valores em R$. (...) 10. Em decorrência da diligência efetuada, conforme a Tabela I supra, a CSLL devida relativa ao período de apuração em tela, de fato, corresponde a R$ 509.628,55. 11. Por outro lado, conforme informa o sistema SIEF à fl. 10, o DARF que lastreia esta compensação apresenta o valor total de R$ 414.000,00. 12. Portanto, não resta saldo a restituir. (...) Cientificado do Despacho Decisório da Derat — RJ em 11/09/2008 (fl. 66), a interessada apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 61/69, em 13/10/2008, aduzindo, em síntese, que: que a União Federal, em preparação para a desestatização do setor de telefonia (privatização do sistema Telebrás), reestruturou o setor que era composto por 27 operadoras regionais (uma em cada Estado) e a Embratel — operadora de longa distância; que separou a telefonia fixa da móvel em Janeiro de 1998; que promoveu a cisão parcial da Telebrás em Maio de 1998, dando origem a 12 novas holdings privatizadas em 29/07/1998 em 12 leilões simultâneos na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Uma das companhias resultantes foi a Telecomunicações do Rio de Janeiro S/A, embrião do que viria a ser a Telemar; que a Telecomunicações do Amapá S/A, por sua vez, junto com diversas outras empresas de telefonia estaduais, veio a ser incorporada à Telecomunicações do Rio de Janeiro S/A em 02/08/2001; que, posteriormente, a razão social de Telecomunicações do Rio de Janeiro S/A foi alterada para Telemar Norte Leste S/A, dando fim ao 1° ciclo de consolidação do setor telefônico; que, como houve a incorporação das empresas adquiridas, deuse a sucessão nos direitos e deveres das empresas sucedidas; que a contribuinte, como sucessora, houve por bem revisar ou refazer as bases de cálculo de tributos de anos anteriores de empresas adquiridas com o fito de identificar valores passíveis de restituição/compensação; que se identificou erro na apuração da CSLL estimativa de janeiro/1999 da antiga Telecomunicações do Ceará S/A que realizou pagamentos em montante superior ao débito efetivamente apurado; que o crédito identificado foi integralmente utilizado no PER/DCOMP n° 18401.28739.150903.1.3.044292, recebido pelo fisco em 15/09/2003, objeto do presente processo; que a origem do crédito está retratada na DCTF retificadora, recepcionada pela RFB em 04/10/2004, mas não acatada, referente ao 1º trimestre de 1999, entregue pela Telecomunicações do Ceará S/A; que a retificação da DCTF foi tempestiva: que, nos termos do § 1º do art. 147 do CTN, pode o contribuinte retificar suas declarações até o momento anterior à ciência do início do procedimento de fiscalização; Fl. 3DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 5 5 que decaiu o direito do fisco de revisar as bases de cálculo do ano calendário 1999; que protesta pela realização de prova pericial contábil; Por fim, a contribuinte pediu: a) a juntada posterior de documentos, nos termos do art. 16, § 4º, "a" e § 5° do Decreto n° 70.235/72, que eventualmente se façam necessários, haja vista a impossibilidade de se obter toda a documentação necessária em tempo hábil, em face do porte da empresa do período e por se tratar de crédito de sociedade incorporada; b) protestou por todos os meios de prova admitidos em direito. A DRJ/Rio de Janeiro I, apreciando o litígio, por unanimidade de votos, não reconheceu o direito creditório pleiteado, deixando de homologar a compensação, cuja ementa do Acórdão transcrevo a seguir (fl. 112), in verbis: (...) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1999 ESTIMATIVA. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. Comprovada a inexistência de pagamento indevido ou a maior, impõese o indeferimento do direito creditório. Compensação não Homologada (...) Inconformada com esse decisum do qual tomou ciência em 22/04/2009, conforme Termo de Ciência (fl. 117), a recorrente apresentou Recurso Voluntário em 21/05/2009 de fls. 120/127, aduzindo em síntese: a) origem do crédito: que a origem do crédito está retratada na DCTF retificadora, recepcionada pela RFB em 04/10/2004, mas não acatada, referente ao 1º trimestre de 1999, entregue pela Telecomunicações do Ceará S/A; no DARF de pagamento e na DIPJ apresentada; que a retificação da DCTF foi tempestiva: que, nos termos do § 1º do art. 147 do CTN, pode o contribuinte retificar suas declarações até o momento anterior à ciência do início de procedimento de fiscalização; b) decadência: que decaiu o direito do fisco de revisar as bases de cálculo do anocalendário 1999, com base no art. 150, § 4º, do CTN; c) que protesta por todos os meios de prova em Direito admitidos. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 6 6 A recorrente pediu, por fim, o deferimento do crédito pleiteado e a homologação da compensação. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 7 7 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos para sua admissibilidade. Por conseguinte, dele conheço. Conforme relatado, o litígio versa acerca do direito creditório pleiteado de R$ 89.170,14 (valor original) que foi denegado pela decisão recorrida, nos presentes autos do processo de compensação tributária. Inexistindo preliminar de natureza processual a ser enfrentada, passo à análise do mérito do litígio. DIREITO CREDITÓRIO. LIQUIDEZ E CERTEZA. ÔNUS DA PROVA. Quanto aos fatos: houve o recolhimento da CSLL estimativa de R$ 414.000,00, código de receita 2484, período de apuração janeiro/1999. Data do pagamento: 26/02/1999, efetuado pela empresa incorporada Telecomunicações do Ceará S/A. Pagamento confirmado (fl. 15). na DCTF/1º trimestre/1999 foi confessado débito da CSLL do período de apuração Janeiro/1999, código de receita 2484, no valor de R$ 414.000,00; na DIPJ 2000, anocalendário 1999 (Ficha 29), quanto ao mês de janeiro/1999, com base em balancete de suspensão ou redução, foi apurada CSLL no valor de R$ 337.247,83; dedução: CSLL retida na fonte por órgão púbico R$ 4.207,70; CSLL a pagar R$ 333.040,13 (fls. 43 e 50/51). porém, na DCTF retificadora do 1º trimestre/1999 (período de apuração Jan/99), transmitida eletronicamente em 04/10/2004, a recorrente informou (fls. 105/107): • Débito apurado da CSLL (com base em balancete suspensão/redução jan/99): R$ 333.040,13; • Créditos vinculados: R$ 333.040,13 a) autras compensações diretas na escrituração (saldo negativo da CSLL do anocalendário 1998): R$ 8.210,27; (Obs: essa compensação direta já não era mais possível em 04/10/2004, sendo necessário PERD/DCOMP); b) pagamento da CSLL: R$ 324.829,86 (DARF de R$ 414.000,00 de 26/02/1999, código de receita 2484). A contribuinte alegou que a mera juntada de cópia do DARF, cópia da DIPJ e cópia da DCTF retificadora seriam suficientes para comprovação da liquidez e certeza do Fl. 6DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 8 8 crédito pleiteado de R$ 89.170,14 (valor original); que caberia ao fisco comprovar onde estaria a inconsistência ou irregularidade do crédito reclamado. Não merece guarida a argumentação da recorrente. Desde o início, o fato da apresentação da DCTF retificadora, por sí só, já revela, de plano, contradição/inconsistência na apuração da CSLL do período de apuração janeiro/99 e do crédito pleiteado. As informações constantes da DIPJ, em relação à DCTF original e retificadora, são divergentes, exigindo comprovação, mediante livros e documentos de suporte da escrituração contábil e fiscal. Embora a DCTF retificadora de 04/10/2004 tenha sido apresentada espontaneamente e, ainda, após decorridos cinco anos do pagamento de 26/02/1999 (homologação tácita do pagamento), não se olvide o seu escopo ou intuito de reduzir tributo confessado, fato que exige a comprovação do erro em que se funda tal redução de débito (CTN, art. 147, § 1º). Além disso, como indicado acima, a compensação direta na escrituração, mediante aproveitamento de saldo negativo do anocalendário 1998 pela DCTF retificadora de 04/10/2004, não era mais possível, exigindose, nessa parte, a apresentação de DCOMP, desde 01/10/2002, pela entrada em vigor da Lei nº 10.637/2002. A recorrente, ainda, não comprovou nos autos que a compensação direta, informada na DCTF retificadora teria sido efetuada no regime da IN SRF 21/1997, pois não juntou aos autos cópia dos balancetes de suspensão ou redução, nem cópias do livro LALUR e do livro Diário onde esses balancetes pudessem estar transcritos. É cediço que, ao peticionar, cabe ao autor comprovar o fato constitutivo do direito que alega ter. Quanto ao ônus da prova, dispõe o art. 333, I, do Código de processso Civil Brasileiro – CPC: "Art. 333. O ônus da prova incumbe: 1 ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – (...) Quanto ao momento da produção das provas, dipõem os artigos 15 e 16 do Decreto n° 70.235, de 1972: Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: I – (....) II – (...) Fl. 7DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 9 9 III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (...) (grifei) A mera juntada de cópia do DARF de antecipação de pagamento da CSLL estimativa do período de apuração de janeiro/1999, cópia da Ficha 29 da DIPJ 2000 (ano calendário 1999) de apuração da contribuição do mês de janeiro/1999 com base em balancete de suspensão ou redução e cópia de DCTF retificadora (além de cinco anos do pagamento), não são provas suficientes da existência do alegado direito creditório contra o fisco. Para se comprovar fato constitutivo do direito creditório demandado, atinente a pagameno a maior ou indevido do IRPJ (pagamento antecipado a maior), devese observar, além de tudo, a legislação de apuração do tributo, com respectivos documentos de suporte da escrituração, registrados nos livros contábeis e fiscais pertinentes, e a legislação de regência da compensação tributária. A propósito, a recorrente, uma empresa economicamente de grande porte, no anocalendário 1999 optou pela apuração do IRPJ pelo regime do Lucro Real anual, com obrigação de fazer pagamentos antecipados do IRPJ, mensalmente, por estimativa, com base na receita bruta e acréscimos (Lei nº 9.430/96, arts. 2º e 6º) ou com base em balancetes de suspensão ou redução (Lei nº 8.981/95, art. 35). A CSLL, na mesma esteira, segue o regime de apuração do IRPJ, por força do art. 6º, parágrafo único, da Lei nº 7.689/88 e art. 28 da Lei nº 9.430/96. Como a DCTF do 1º trimestre/1999 (relativa ao período de apuração – agosto/1998) estaria, segundo a recorrente, divorcidada dos valores apurados na DIPJ 2000 (anocalendário 1999), e tendo em vista que a CSLL foi apurada, mensalmente, com base em balancete de suspensão ou redução, não é crível que o pagamento a maior, relativo ao período de janeiro/1999, não tenha sido aproveitado na declaração de ajuste anual (dedução das antecipações pagas, em relação à CSLL apurada com base no Lucro Real no final do ano calendário, ou na declaração de ajuste anual). Pois, na declaração de ajuste anual, os pagamentos antecipados, mensalmente, por estimativa ou com base em balancete de suspensão ou redução, quando suplantam a CSLL apurada com base no lucro líquido do exercício ajustado pelas adições e exclusões, temse apuração de saldo negativo a pagar (valor a ser restituído). A contribuinte não produziu prova nos autos, de sua escrituração contábil e fiscal, de que não aproveitara o crédito pleiteado, quando do encerramento do anocalendário 1999 (declaração de ajuste anual), pois não juntou aos autos cópia dos balancetes de suspensão ou redução, que deveriam estar registrados no livro LALUR e transcritos no livro Diário. A propósito, dispõe ao art.35 da Lei nº 8.981/95, in verbis: Art. 35. A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês, desde que demonstre, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto, inclusive Fl. 8DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 10 10 adicional, calculado com base no lucro real do período em curso. § 1º Os balanços ou balancetes de que trata este artigo: a) deverão ser levantados com observância das leis comerciais e fiscais e transcritos no livro Diário; b) somente produzirão efeitos para determinação da parcela do Imposto de Renda e da contribuição social sobre o lucro devidos no decorrer do anocalendário. (...) Embora intimada diversas vezes, em sede de procedimento de diligência fiscal, a recorrente não apresentou os balancetes de suspensão ou redução dos meses de 1999, nem apresentou os livro LALUR, onde esses balancetes pudessem estar elaborados. No livro Diário os balancetes de suspensão ou redução não foram transcritos. Nesse sentido, consta do Relatório de Diligência Fiscal, de 25/08/2008 (fls. 44/45): (...) (6) O contribuinte em 21/08/2008 (fl. 31), informa que disponibilizaria os livros solicitados até 22/08/2008. (7) Até a presente data o contribuinte não apresentou o Livro LALUR do ano de 1999. Não está consignado no Livro Diário o competente Balanço ou Balancete de Suspensão ou Redução utilizado para determinar o pagamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido estimada, com base no lucro líquido ajustado pelas Adições e Exclusões do ano de 1999, conforme legislação vigente, nem o contribuinte apresentouos sob qualquer outra forma. (...) Ora, o art. 170 do Código Tributário Nacional, para efeito de compensação tributária, exige que o crédito apresentado contra o fisco, para encontro de contas, tenha liquidez e certeza. Senão, vejamos: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) Por todas essas razões, conforme demonstrado, restou NÃO comprovada a certeza e liquidez do crédito pleiteado. Fl. 9DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 11 11 REVISÃO DE BASE DE CÁLCULO DA CSLL. INOCORRÊNCIA. A recorrente alegou que, em sede de processo de compensação tributária, não cabe ao fisco revisar base de cálculo de tributo sem auto de infração, e que – além de tudo – o direito de revisar já estava decaído, cujo prazo de cinco tem como termo inicial a data do fato gerador do tributo. No caso, não houve revisão da base de cálculo das estimativas mensais para efeito de lançamento fiscal. E, também, não houve revisão da base de cálculo da CSLL (ajuste anual) para efeito de lançamento de diferença de crédito tributário. Não se pode confundir direito de lançamento tributário com direito de verificação da liquidez e certeza do crédito apresentado contra o fisco. Para glosa de custos/despesas (revisão de declaração em procedimento de auditoria interna), há, sim, necessidade de auto de infração, e respeitado o prazo decadencial de cinco anos, a partir do fato gerador ou do primeiro dia do exercício seguinte ao ano que o fisco poderia lançar a exação fiscal, conforme o caso. Por outro lado, para rastreamento do crédito pleiteado, desde que não tenha ocorrido a homologação tácita da compensação, o fisco pode retroagir a análise, a verificação, do crédito até a data de sua origem. Não se restitui o que não se pagou a maior. Há necessidade, sim, do demandante comprovar a certeza e liquidez do crédito reclamado. O pedido, do pretenso crédito do anocalendário 1999 (período de apuração janeiro), foi efetuado por PER/DCOMP em 15/09/2003 (fls. 04/08), e a contribuinte tomou ciência do despacho decisório em 11/09/2008 (fl. 66). Inexistindo homologação tácita quanto à compensação – PER/DCOMP de 15/09/2003, no caso. Logo, não há que se falar em restrição ao rastreamento da origem do direito crédito pleiteado. Na diligência fiscal, a fiscalização até demonstrou inconsistências na base de cálculo da apuração da CSLL de janeiro/1999 (apontando divergências, fazendo comparação de base declarada e de base diligenciada, a título de argumentação), adicionando, por conseguinte, mais dúvida plausível e insuperável neste contexto de falta de produção de provas pela recorrente quanto à liquidez e certeza do crédito pleiteado, justamente pela inexistência dos balancetes de suspensão/redução e pela inexistência de transcrição desses balancetes de suspensão/redução no livro Diário e pela falta de documentação de suporte da escrituração contábil e fiscal. Totalmente fora de propósito, assim, a alegação de decadência, pois, no caso, não houve lançamento de tributo. Fl. 10DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 12 12 Os autos, por conseguinte, não tratam de lançamento de CSLL, mas sim de mera verificação da origem/formação do pretenso crédito pleiteado. Como demonstrado, a recorrente não comprovou a liquidez e certeza do crédito pleiteado, pois: a) não juntou aos autos cópia dos balancetes de suspensão redução do período de apuração janeiro/1999 e dos demais meses de 1999; b) não comprovou, nos autos, que o pretenso crédito pleiteado não fora aproveitado nos demais períodos de apuração mensais de 1999 com base em balancete de suspensão/redução ou na declaração de ajuste anual; c) não juntou cópia do livro LALUR de apuração da CSLL onde esses balancetes mensais de suspensão/redução podessem estar registrados; d) não juntou cópia do livro Diário onde esses balancetes mensais pudessem estar transcritos conforme determina a legislação tributária de regência; e) efetuou compensação direta vedada – sem PER/DCOMP na DCTF retificadora de débito da CSLL com prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores; d) apresentou retificadora após cinco anos do pagamento da CSLL (já havia homologação tácita do pagamento). Nesse sentido, consta do Relatório de Diligência Fiscal, de 25/08/2008 (fls. 44/45): (...) (2) Em 24/04/2008 e 23/05/2008, o contribuinte foi intimado a apresentar o Livro de Apuração do Lucro Real LALUR de 2000. (fls. 18 e .19 ) (3) Através dos Termos de Intimação datados de 11/07/2008 e 21/07/2008 (fls. 20 a 23), foi o contribuinte, na qualidade de sucessora de Telecomunicações do Ceará S/A CNPJ 07.072.812/000191, a apresentar o "Balanço ou Balancetes de Suspensão ou Redução utilizados para determinar o pagamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido com base no lucro líquido ajustado dos anos de 1999 e 2000, com as devidas Adições e Exclusões" (...) (6) O contribuinte em 21/08/2008 (fl. 31), informa que disponibilizaria os livros solicitados até 22/08/2008. (7) Até a presente data o contribuinte não apresentou o Livro LALUR do ano de 1999. Não está consignado no Livro Diário o competente Balanço ou Balancete de Suspensão ou Redução utilizado para determinar o pagamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Fl. 11DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 13 13 estimada, com base no lucro líquido ajustado pelas Adições e Exclusões do ano de 1999, conforme legislação vigente, nem o contribuinte apresentouos sob qualquer outra forma. (..) Ora, tendo opção pelo regime do Lucro Real anual para o anocalendário, estando obrigada a fazer pagamentos do imposto e da CSLL por antecipação, por estimativa mensal ou com base em balancetes mensais de suspensão ou redução, a contribuinte não comprovou, a existência desses balancetes mensais, nem a transcrição deles no livro Diário, conforme exige o disposto no art. 35 da Lei nº 8.981/95. Tendo informado ao fisco que fizera balanços de suspensão ou redução mensais no anocalendário 1999, e sem apresentálos nos autos, há dúvida plausível se o valor pleiteado, a título de crédito, já não fora aproveitado nesses balancetes de suspensão ou redução, nos messes seguintes ao período de apuração de janeiro/1999. Não se restitui mera antecipação de pagamento de estimativa mensal, mas sim saldo negativo da CSLL apurada no encerramento do anocalendário em 31 de dezembro – data do fato gerador, no caso do somatório das antecipações mensais de CSLL ter superado o valor da CSLL apurada com base no lucro líquido do exercício ajustado pelas adicões e exclusões, na declaração de ajuste anual. A contribuinte, ademais, não demonstrou nos autos, a razão de fato da apresentação da DCTF retificadora, com intuito de redução de tributo (CTN, art. 147, § 1º). Portanto, a liquidez e certeza do crédito pleiteado não restou comprovada nos autos. PROTESTO GENÉRICO PELA PRODUÇÃO DE TODAS AS PROVAS ADMITIDAS EM DIREITO. PEDIDO INDEFERIDO. Por fim, a contribuinte pediu juntada posterior de documentos e protesto por todas as provas admitidas em direito. Pretensão descabida. A recorrente teve várias oportunidades, nos presentes autos, de produzir provas da certeza e liquidez do crédito pleiteado (durante o procedimento de diligência fiscal, quando da apresentação da manifestação de inconformidade e quando da apresentação do recurso voluntário), porém não o fez. Além disso, não comprovou motivo de força maior (Decreto nº 70.235/72, art. 16, § 4º, “a”). Faculdade processual preclusa (Dec. 70.235/72, art. 16, § 4º). Portanto, pedido rejeitado. Fl. 12DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10768.906819/200668 Acórdão n.º 1802001.138 S1TE02 Fl. 14 14 Por tudo que foi exposto, voto para NEGAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 13DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 24/06/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/05/2012 por NELSO KICHEL
score : 1.0
Numero do processo: 11080.005426/2006-27
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001, 2002, 2003
DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO PLEITEADA INDEVIDAMENTE (AJUSTE ANUAL).
IRPF. DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
Em conformidade com o artigo 11, § 3°, do Decreto lei
n° 5.844, de 1943, todas as deduções estarão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Assim, sempre que entender necessário, a fiscalização
tem a prerrogativa de exigir a comprovação ou justificação das despesas deduzidas.
Saliente-se que, ante ao valor das deduções pleiteadas, cabe ao fisco, por imposição legal, tomar as cautelas necessárias a preservar o interesse público implícito na defesa da correta apuração do tributo, que se infere da interpretação do art. 11, § 4º, do Decreto Lei nº. 5.844, de 1943. A inversão legal do ônus da prova, do fisco para o contribuinte, transfere para o sujeito
passivo o ônus de comprovação e justificação das deduções, e, não o fazendo, deve-se assumir as conseqüências legais, resultando no não cabimento das deduções, por falta de comprovação e justificação.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2102-002.076
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR
provimento ao recurso.
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001, 2002, 2003 DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO PLEITEADA INDEVIDAMENTE (AJUSTE ANUAL). IRPF. DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Em conformidade com o artigo 11, § 3°, do Decreto lei n° 5.844, de 1943, todas as deduções estarão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Assim, sempre que entender necessário, a fiscalização tem a prerrogativa de exigir a comprovação ou justificação das despesas deduzidas. Saliente-se que, ante ao valor das deduções pleiteadas, cabe ao fisco, por imposição legal, tomar as cautelas necessárias a preservar o interesse público implícito na defesa da correta apuração do tributo, que se infere da interpretação do art. 11, § 4º, do Decreto Lei nº. 5.844, de 1943. A inversão legal do ônus da prova, do fisco para o contribuinte, transfere para o sujeito passivo o ônus de comprovação e justificação das deduções, e, não o fazendo, deve-se assumir as conseqüências legais, resultando no não cabimento das deduções, por falta de comprovação e justificação. Recurso negado.
numero_processo_s : 11080.005426/2006-27
conteudo_id_s : 6068100
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 04 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2102-002.076
nome_arquivo_s : 210202076_11080005426200627_201205.pdf
nome_relator_s : GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
nome_arquivo_pdf_s : 11080005426200627_6068100.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
id : 7920827
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782112538624
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2211; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 102 1 101 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.005426/200627 Recurso nº 167.100 Voluntário Acórdão nº 2102002.076 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de maio de 2012 Matéria IRPF DEDUÇÃO INDEVIDA Recorrente JORGE NEI CARVALHO BORBA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001, 2002, 2003 DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO PLEITEADA INDEVIDAMENTE (AJUSTE ANUAL). IRPF. DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Em conformidade com o artigo 11, § 3°, do Decretolei n° 5.844, de 1943, todas as deduções estarão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Assim, sempre que entender necessário, a fiscalização tem a prerrogativa de exigir a comprovação ou justificação das despesas deduzidas. Salientese que, ante ao valor das deduções pleiteadas, cabe ao fisco, por imposição legal, tomar as cautelas necessárias a preservar o interesse público implícito na defesa da correta apuração do tributo, que se infere da interpretação do art. 11, § 4º, do DecretoLei nº. 5.844, de 1943. A inversão legal do ônus da prova, do fisco para o contribuinte, transfere para o sujeito passivo o ônus de comprovação e justificação das deduções, e, não o fazendo, devese assumir as conseqüências legais, resultando no não cabimento das deduções, por falta de comprovação e justificação. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 54 26 /2 00 6- 27 Fl. 106DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por ACACIA SAYU RI WAKASUGI 2 Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Presidente. Assinado digitalmente Acácia Sayuri Wakasugi Relatora EDITADO EM 21/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, Núbia Matos Moura, Francisco Marconi de Oliveira e Acácia Sayuri Wakasugi. Ausente justificadamente o Conselheiro Atilio Pitarelli. Relatório Contra o contribuinte JORGE NEI CARVALHO BORBA, CPF Nº 007.011.57020, já qualificada neste processo, foi lavrado, em 10/07/2006, Auto de Infração (fls. 6366), a partir do Mandado de Procedimento Fiscal de folhas e Termo de Início de Ação Fiscal (fls. 0104), referente aos exercícios de 200120022003, com o lançamento do imposto de renda pessoa física no valor de R$ 34.756,20. O valor do crédito tributário apurado está assim constituído: i. Imposto R$ 14.823,15; ii. Juros de Mora (calculados até 30/06/2006) R$ 8.815,71; iii. Multa proporcional (passível de redução) R$ 11.117,34; iv. Total do Crédito Tributário R$ 34.756,20. A infração apurada pela autoridade fiscal e detalhada no Auto de Infração e no Termo de Verificação Fiscal (fls. 5257) demonstra que o contribuinte pleiteou indevidamente dedução da base de cálculo e deduções com despesas médicas, os quais deixou de comprovar integralmente, referente aos anos/Exercício 200220032004, tendo as seguintes motivações: DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO PLEITEADA INDEVIDAMENTE (AJUSTE ANUAL) DEDUÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS MÉDICAS O contribuinte foi intimado do Auto de Infração em 12/07/2006 (fls. 68), apresentando sua impugnação e anexos em 11/08/2006 (fls. 7375), na qual a contribuinte argumentou no seguinte sentido: Alegou que o fiscal da Receita deixou de aprofundar as investigações quando do recebimento da documentação juntada pelo contribuinte, pois não intimou os médicos e clínicas para que confirmassem os valores recebidos. Aduziu sobre a necessidade de ampla dilação probatória sob pena de nulidade do processo administrativo, assim como da necessidade de prova pericial. Requereu prazo de 30 dias para juntada de documentação, a intimação dos médicos e clinicas para que os mesmos confirmem o recebimento dos valores glosados e o acolhimento de sua impugnação para julgar insubsistente o lançamento realizado pelo fisco. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por ACACIA SAYU RI WAKASUGI Processo nº 11080.005426/200627 Acórdão n.º 2102002.076 S2C1T2 Fl. 103 3 A 4ª Turma da DRJ/POA, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas, considerar não formulado o pedido de perícia e quanto ao mérito julgar improcedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido, conforme acórdão de fls. 7882, que foi assim ementado: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2002, 2003, 2004 NULIDADE IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos qualquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. DEDUÇÕES DESPESAS MÉDICAS Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação. As despesas médicas restringemse a pagamentos especificados e comprovados através de documentação hábil e idônea, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ de quem os recebeu. SOLICITAÇÃO DE PERÍCIA Deve ser considerado como não formulado o pedido de perícia quando ausentes os pressupostos processuais indispensáveis ao atendimento do pleito, por força do disposto no art. 16, §1° do Decreto n° 70.235/1972 e alterações posteriores. Lançamento Procedente.” Salientae que a decisão da DRJ manteve o lançamento no sentido de que cabe à contribuinte comprovar as alegações feitas em sua impugnação e não apresentar declarações vazias, ressaltando que o contribuinte não se desincumbiu de seu ônus probatório. Quanto ao pedido de complementação da defesa, a decisão da DRJ julgou que o momento para apresentação é justamente a impugnação, restando precluso o direto do contribuinte neste sentido. O contribuinte foi intimado da decisão a quo em 30/01/2008 (fls. 85), cujo qual interpôs recurso voluntário protocolado em 29/02/2008 (fls. 8691), aduzindo que mantém união estável com a senhora Ana Carla Monteiro Ferreira, estando assegurado o direito a dedução de despesas médicas com a referida pessoa. Junta declaração para comprovar a união estável alegada (fls. 98). Alega cerceamento de defesa, requerendo a nulidade da decisão proferida na DRJ/POA, solicitando o retorno dos autos à DRJ para realização de prova pericial. É o Relatório. Voto Conselheira Acácia Sayuri Wakasugi Fl. 108DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por ACACIA SAYU RI WAKASUGI 4 O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo artigo 33 do Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972, foi interposto por parte legítima e está devidamente fundamentado. Sendo assim, conheçoo e passo ao exame. As deduções das despesas da base de cálculo do imposto de renda estão disciplinadas nas disposições do artigo 8°, II, da Lei n° 9.250, de 1995, “in verbis”: Art. 8º. A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; ...... § 2º. O disposto na alínea a do inciso II: I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; (grifei) IV não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; V no caso de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, exigese a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário. § 3º. As despesas médicas e de educação dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na determinação da base de cálculo do Imposto sobre a Renda na declaração, observado, no caso de despesas de educação, o limite previsto na alínea b do inciso II deste artigo. Em conformidade com o artigo 11, § 3°, do Decretolei n° 5.544, de 1943, todas as deduções estarão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Assim, sempre que entender necessário, a fiscalização tem a prerrogativa de exigir a comprovação ou justificação das despesas deduzidas. Assim, o artigo 8°, § 2°, III, da Lei n° 9.250, de 1995, disciplina que a comprovação dos valores pagos pelo contribuinte aos profissionais da área da saúde deve ocorrer por meio de recibo com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebe. Alternativamente, na falta do referido recibo, o legislador admite como prova a indicação do cheque nominativo por meio do qual foi efetuado o pagamento. Vale mencionar, ainda, que a lei pode determinar a quem caiba a incumbência de provar determinado fato. É o que ocorre no caso das deduções. O art. 11, § 3º Fl. 109DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por ACACIA SAYU RI WAKASUGI Processo nº 11080.005426/200627 Acórdão n.º 2102002.076 S2C1T2 Fl. 104 5 do DecretoLei nº. 5.844, de 1943, estabeleceu expressamente que o contribuinte pode ser instado a comproválas ou justificálas, deslocando para ele o ônus probatório. E referido dispositivo está em consonância com o princípio de que o ônus da prova cabe a quem a alega. Nesse sentido, o art. 333 do Código de Processo Civil prevê que o ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito e ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Salientese que, ante ao valor das deduções pleiteadas, cabe ao fisco, por imposição legal, tomar as cautelas necessárias a preservar o interesse público implícito na defesa da correta apuração do tributo, que se infere da interpretação do art. 11, § 4º, do DecretoLei nº. 5.844, de 1943. A inversão legal do ônus da prova, do fisco para o contribuinte, transfere para o sujeito passivo o ônus de comprovação e justificação das deduções, e, não o fazendo, devese assumir as conseqüências legais, resultando no não cabimento das deduções, por falta de comprovação e justificação. De outra sorte, não merece prosperar a alegação do Recorrente de ofensa ao contraditório e a ampla defesa, aduzindo apenas que caberia a Receita perquirir como mais profundidade as provas do contribuinte – por exemplo diligencias ou perícia, haja vista que este juntou documentos parciais, e portanto seria ônus da prova da Receita fazêlo, asseverando: E o Fiscal notificante, tendo recebido documentos parciais, deveria aprofundar a investigação intimando os médicos/clinicas etc., nominalmente apontados para que confirmassem, ou não, o recebimento dos valores lançados nas declarações de renda Recorrente. (grifei) Sobre tal, importa destacar também que o ônus de provar implica trazer elementos que não deixem nenhuma dúvida quanto a determinado fato questionado, sendo o ônus da prova integralmente do contribuinte e não do Fisco. Logo, cabe apenas ao sujeito passivo, e não ao fisco, obter provas quanto as despesas que indica como deduções sejam elas despesas médicas próprias ou da cônjuge (união estável). Nestes termos e por tudo mais que do processo consta, verifico que correto está o entendimento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, não merecendo quais reparos a decisão exarada pela DRJ. Isto posto, Voto por Negar Provimento ao Recurso. Sala das Sessões, em 17 de maio de 2012. Assinado digitalmente Acácia Sayuri Wakasugi Relatora Fl. 110DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por ACACIA SAYU RI WAKASUGI 6 Fl. 111DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por ACACIA SAYU RI WAKASUGI
score : 1.0
