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Numero do processo: 13987.000069/89-24
Data da sessão: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 1992
Ementa: IRPJ - NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA
INSTÂNCIA - FALTA DE APRECIAÇÃO DOS
ARGUMENTOS DA IMPUGNAÇA0 - CERCEAMENTO DG
DIREITO DE DEFESA.
É nula a decisão de primeira instância que
silencia sobre os argumentos ou documentos
oferecidos pela contribuinte, ao tempo da
impugnação, em homenagem ao principio do
duplo grau de jurisdição e da ampla defesa.
Numero da decisão: 103-12.756
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declarar a nulidade de decisão a que e determinar a remessa dos autos repartiçâo de origem para que nova decisão seja prolatada na boa e devida forma, nos termos do relatório e voto que passam a integrar a presente julgado
Nome do relator: Dícler de Assunção
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RECORRIDA - D.R.F. em JOAÇADA - SC J.C. • IRPJ - NULIDADE DA DECISPIO DE PRIMEIRA INSTANCIA - FALTA DE APRECIAÇAD DOS ARGUMENTOS DA IMPUGNAÇA0 - CERCEAMENTO DG DIREITO DE DEFESA. É nula a decisao de primeira instancia que silencia sobre os argumentos ou documentos oferecidos pela contribuinte, ao tempo da impugnação, em homenagem ao principio do duplo grau de jurisdição e da ampla defesa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CHAPECó AVICOLA S/A. ACORDAM os Membros da Terceira Camara do Primeiro - Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declarar a nulidade de decisão a que e determinar a remessa dos autos repartiçâo de origem para que nova decisão seja prolatada na boa e devida forma, nos termos do relatório e voto que passam a integrar a presente julgado. Sala das Sesstes, em 25 de agosto de 1592. JU - PRESIDENTE ff% DICL R ASSUNÇA - RELATOR VISTO EM MARLON ALBERTO WEICHERT - PROCURADOR DA FrcRnD nr 16 snr iqtr ! FA/Fknrie ';MN -Z!74 MINISTÉRIO DA FAZENDA ;4:1-K4 MSMOROCOWELNODECONTRIDUNTES PROCESSO NP.: 13.987/000.069/89-24 ACORDA° NP: 103-12.756 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: LUIZ HERIOUE BARROS DE ARRUDA, VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE, MARIA DE FATIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO, SONIA NACINOVIC, PAULO DE BARROS FARIA JUNIOR e ILCINIL FRANCO. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIROCONSELHODECONTRIBUINTES -..- 3 PROCESSO N9: 13.987/000.069/89-24 RECURSO NQ 102.250 ACIaRDA0 N2: 103-12.756 RECORRENTE : CHAPECO AVICOLA S/A. RELATÓRIO CHAPECO AVICOLA S/A. , qualificada nos sutos, manifesta recurso a este Colegiada (fls. 93/99) contra a decisão do Sr. Delegado da Receita Federal em Joacaba - SC (f is. 81/88) que julgou procedente o lançamento efetivado pela autoridade monocrática mediante decisão de fls. 52/62 que alterou os fundamentos jurídicos do lançamento primitivo consignado na notificação de fls. 08 e demonstrado à fl. 07 As irregularidades apontadas na lançamento suplementar, fl. 07, são a exclusão indevida do valor de Cz$ 41.351.259,00, relativo a incentivo às atividades rurais, por não exercer, a empresa, esta atividade e o adicional no corresponder a 107. da parcela do lucro real excedente de Cz$ 2.128.000,00 no exercício de 1987. . Em sua impugnação (fls. 02/06) a empresa alega que exerce atividade rural e tem o direito de gozar do incentivo fiscal previsto no Decreto-lei n g 902/69. Cumpriu o disposto na 4 lir IN SRF 59/87, qual seja, a Segregação de todos os resultados da atividade ruralcom vistas a usufruir das benefícios, tendo, A'-.:1 • • 5i , MINISTÉRIO DA FAZENDA 1.:4W PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - .. 4 PROCESSO N2: 13.987/000.069/89-24 ACÓRDA0 N9: 103-12.756 inclusive, observado o Parecer CST/SIPR n2 1349 (fls. 10/12) exarado em processo de consulta por ela formulado. Foi realizado diligéncia para verificação da exatidão dos resultados Segregados e tributados tendo em vista a conclusão do revisor fiscal pelo cabimento da exclusão pleiteada na DIRP, fls. 49 e 50. % A autoridade ”ap. quo" julgou parcialmente procedente a exiTéncia, fls. 52/62, reconhecendo à empresa o direito ao beneficio fiscal previsto no Decreto-lei n9 902/69 pelo exercício de atividade rural. Porém, revendo, de ofício, o lançamento, com base nos documentos de fls. 27/48 atostados aos autos durante diligçncia, concluiu que: 1) o notificado não efetuou o ajuste do lucro operacional para fins de se determinar a base de cálculo do incentivo fiscal, da exclusão de até 807. dos investimentos incentivados do saldo devedor da correção monetária, conforme orientação expendida no PN CST n2 17/83; 2) não pode a empresa proporcionalizar entre a atividade incentivada e a normal a perda de capital resultante de alienação de bens do ativo permanente. As receitas provenientes da venda de bens do ativo, embora não descaracterizem a atividade rural quando eventuais, terão o resultado tributado mediante aplicação da aliquota genérica previsa no art. 405 do RIR/80 e PN CST NQ 80/92. Demonstrou às fls. 59 e 60 o cálculo do incentivo passível de exclusão e o lucro real por atividade. Por derradei-o. não acata a compensação de prejuízo fiscal de outra atividat R :om o A 4*Iç ^ t'Q ''44• MINISTÉRIO DA FAZENDA • " ' PMMOROCOMMLNODECONTRIBUNWS 3 PROCESSO N9: 13.997/000.069/89-24 ACÓRDA0 N2: 103 -12.756 lucro real da atividade incentivada, atendendo ao disposto no art. 82 do Decreto-lei n2 24 29/99. Na fase recursal, a empresa diz que adotou o procedimento de não abater do lucro operacional as despesas com correção monetária do balanço, seguindo orientação contida no MAJUR/87. No formulário, em seu quadro 13, quando se pede a demonstração do lucro liquido a verba de despesas com correção monetária do balanço está indicada .após, a apuração do lucro operacional. Não aceita o item 3.2.1 do Parecer Normativo CST n2 17/63, que confunde Lucro Operacional com Lucro da Exploração, por não encontrar amparo em qualquer disposição de lei. Alega possuir, em 31.12.86, prejuízos fiscais a compensar oriundos da atividade rural, e que é dever do fisco e ou do Julgador singular, considerar essa situação, o que não foi feito. Não procede, também, o fundamento da decisão de que qualquer venda de ativo seria tributada pela alíquota majorada, não acatando a proporcionalização da perda de capital entre atividade rural e as atividades incentivadas. Não concorda, ainda, com a não consideração da exclusão de rendimentos financeiros tributados exclusivamente na fonte pelo julgador, sem qualquer fundameotu. Neste tópico está patente o cerceamento do direito de defesa já que é impossível contrapor argumentos desconhecendo as razóes do Julgador. 1) n METÉMODAWENDA s. PRMEMO CONSELHO CE coeameums- 6 PROCESSO NR: 13.967/000.069/09-24 AC6RDRO Nes 103-12.756 As fls. 74/78, o Acórdão n2 l0zs-11.469, de 20/08/91, RETIFICA A INSTANCIA em virtude de modificação dos fundamentos do lançamento primitivo pela autoridade julgadora de primeira instãncia. Nova decisão foi prolatada às fls. 21/83 4 com os mesmos fundamentos postos na decisão de fls. 52/62 supra transcritos, mantendo a exig?ncia do crédito tributário remanescente. Cientificada desta decisão em 12.12.91, interpos a notificada, em 23.12.91, o recurso voluntário de fls. 93/99 ando reitera argumentos de sua nova impugnação em que foi convertido o então recurso voluntário de fls. 66/71, sob a alegação de que eles não foram apreciados na decisão recorrida. Aduz, ainda, que as glosas forem procedentes, o lucro correspondente deve ser compensado com prejuízos fiscais da atividade rural demonstrados corretamente no LALUR, conforme jurisprudncia administrativa (AC 12 CO 105.1551/85). É o relatório. 4 MISTÉRIO DA FAZENDA MIEMO CONSELHO DE cornmemilm, • PROCESSO 13.87/000.069/99-24 7 ACÔRDPO AM: 103-12.756 VOTO Conselheira DICLER DE ASSUNÇAO, Relatar: O recurso é tempestiva (fls. 93/99), devendo portanto, ser conhecido. A rigor não existem preliminares. Exige-se, da empresa recorrente, os valores referentes às exclusbes indevidas relativamente, a incentivos às atividades rurais, sob a alegação de que a empresa não exerce tal atividade e de que o adicional não corresponde as 107. da parcela do lucro real excedente. Preliminarmente, preciar-se-à a preliminar de cerceamento de direito de defesa levantada pela contribuinte. Alega que, reitera todos as argumentos de sua nova impugnação uma vez que os mesmas não foram apreciados na decisão recorrida. Percebe-se, que o conteúdo da decit:ão ora recorrida (fls. 81/38) 4 o mesmo daquela anteriormente proferida (f is. 52/62). Assevere-se, que antes de ser apresenta. o recurso, apreciado como impugnação por decisão unNnime do MMITTÉRIODAFKMNDA PRBUBM CONSELHO OB CONTRIBUINTES PROCESSO N2: 13.987/000.069/S9-248 ACORDRO Ng : 103-12.756 Primeiro Conselho de Contribuintes, a Fazenda Nacional proferiu uma decisão (f is. 52/62). Mesmo retornando os autos a repartição de origem para a analise doá argumentos expendidos no documento de fls. 65/71, tal decisão não sofreu alteraçóes substanciais indicativas de que, efetivamente, apreciou-se a referida peça. A título exemplificativo, entre outros argumentos, a recorrente apresenta um gráfico àfS fls. 67. A autoridade de primeira instãncia silencia completamente sobre seu conteúdo e até sobre sua existlPncia, o que por si só á suficiente para a declaração de nulidade da decisão de primeira instancia, em homenagem ao duplo grau de jurisdição e da ampla defesa. Ante o exposto, conheço do recurso, por tempestivo para, acatando a preliminar de cerceaffiento de direito de defesa, declara nula a decisão a quo e determinar a remessa dos autos à repartição de origem para que nova decisão seja prolatada em boa e devida forma. Brasília, " de ag r sto de 1992. DICLER DE frdSUNÇA0 - RELATOR. ir" Page 1 _0094700.PDF Page 1 _0094900.PDF Page 1 _0095100.PDF Page 1 _0095300.PDF Page 1 _0095500.PDF Page 1 _0095700.PDF Page 1 _0095900.PDF Page 1
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Numero do processo: 19515.002502/2006-05
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF
Período de apuração: 01/02/2001 a 10/12/2003
VÍCIO DO MPF. NULIDADE DA AUTUAÇÃO.
O Mandado de Procedimento Fiscal não é requisito disposto no art. 142 do CTN, não está incluído no art. 59 do Decreto no 70.235/70, além de ser mero instrumento de controle interno da Secretaria da Receita Federal, de modo que seu vício, mesmo quando existente, não gera nulidade à autuação.
LANÇAMENTO. PERÍODO DECADENCIAL PARA CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO SEM ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO. DECISÃO DO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C, DO CPC.
Conforme decisão do STJ no julgamento do Resp. nº 973.733, apreciado como recurso repetitivo, quando não há a antecipação de pagamento em tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo para constituição do crédito é de cinco anos, a contar do primeiro dia do exercício financeiro seguinte àquele no qual poderia ter sido lançado, nos termos do art. 173, inciso I, do CTN.
IOF. OPERAÇÃO DE MÚTUO. INCIDÊNCIA.
Incide IOF sobre contratos de mútuo na modalidade de empréstimo de dinheiro.
TAXA SELIC PARA CRÉDITOS DA UNIÃO. LEGALIDADE.
A aplicação de juros de mora sobre a Taxa Selic para tributos administrados pela Receita Federal é permitida pela Súmula no 04 do CARF, in verbis:
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Numero da decisão: 3401-000.339
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO - Presidente.
JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator Ad Hoc.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça e Fernando Marques Cleto Duarte.
Nome do relator: Jean Cleuter Simões Mendonça
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF Período de apuração: 01/02/2001 a 10/12/2003 VÍCIO DO MPF. NULIDADE DA AUTUAÇÃO. O Mandado de Procedimento Fiscal não é requisito disposto no art. 142 do CTN, não está incluído no art. 59 do Decreto no 70.235/70, além de ser mero instrumento de controle interno da Secretaria da Receita Federal, de modo que seu vício, mesmo quando existente, não gera nulidade à autuação. LANÇAMENTO. PERÍODO DECADENCIAL PARA CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO SEM ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO. DECISÃO DO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C, DO CPC. Conforme decisão do STJ no julgamento do Resp. nº 973.733, apreciado como recurso repetitivo, quando não há a antecipação de pagamento em tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo para constituição do crédito é de cinco anos, a contar do primeiro dia do exercício financeiro seguinte àquele no qual poderia ter sido lançado, nos termos do art. 173, inciso I, do CTN. IOF. OPERAÇÃO DE MÚTUO. INCIDÊNCIA. Incide IOF sobre contratos de mútuo na modalidade de empréstimo de dinheiro. TAXA SELIC PARA CRÉDITOS DA UNIÃO. LEGALIDADE. A aplicação de juros de mora sobre a Taxa Selic para tributos administrados pela Receita Federal é permitida pela Súmula no 04 do CARF, in verbis: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO - Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator Ad Hoc. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça e Fernando Marques Cleto Duarte.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2473; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 573 1 572 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.002502/200605 Recurso nº 252.932 Voluntário Acórdão nº 3401000.339 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de outubro de 2009 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO IOF Recorrente MAREMAR EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES Recorrida DRJ CAMPINAS/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Período de apuração: 01/02/2001 a 10/12/2003 VÍCIO DO MPF. NULIDADE DA AUTUAÇÃO. O Mandado de Procedimento Fiscal não é requisito disposto no art. 142 do CTN, não está incluído no art. 59 do Decreto no 70.235/70, além de ser mero instrumento de controle interno da Secretaria da Receita Federal, de modo que seu vício, mesmo quando existente, não gera nulidade à autuação. LANÇAMENTO. PERÍODO DECADENCIAL PARA CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO SEM ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO. DECISÃO DO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. Conforme decisão do STJ no julgamento do Resp. nº 973.733, apreciado como recurso repetitivo, quando não há a antecipação de pagamento em tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo para constituição do crédito é de cinco anos, a contar do primeiro dia do exercício financeiro seguinte àquele no qual poderia ter sido lançado, nos termos do art. 173, inciso I, do CTN. IOF. OPERAÇÃO DE MÚTUO. INCIDÊNCIA. Incide IOF sobre contratos de mútuo na modalidade de empréstimo de dinheiro. TAXA SELIC PARA CRÉDITOS DA UNIÃO. LEGALIDADE. A aplicação de juros de mora sobre a Taxa Selic para tributos administrados pela Receita Federal é permitida pela Súmula no 04 do CARF, in verbis: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais”. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 25 02 /2 00 6- 05 Fl. 604DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por GILSON MACEDO ROS ENBURG FILHO 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA – Relator Ad Hoc. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça e Fernando Marques Cleto Duarte. Relatório Trata o presente processo de auto de infração lavrado em 24/11/2006, em razão de falta de recolhimento de IOF em operações de contratos de mútuo nos anos de 2001 a 2003. A Autuada impugnou, mas a DRJ em Campinas/SP manteve o lançamento (fls.456/474). A Recorrente apresentou recurso voluntário (fls.490/530) com as alegações resumidas abaixo: 1 O auditorfiscal que lavrou o auto de infração não estava autorizado; 2 Decadência dos lançamentos relativos aos meses de fevereiro a novembro de 2001; 3 Os contratos foram denominados incorretamente de contrato de mútuo, mas, na verdade, são contratos de contacorrente de doação/patrocínio; 4 Como os contratos celebrados não se tratam de operações financeiras, não ocorreu a materialidade prevista na regra matriz de incidência, de modo que não incide o IOF; 5 O dever de prova é do fisco; 6 A Taxa SELIC não deve ser aplicada; Ao fim a Recorrente pediu a reforma do acórdão da DRJ para que seja cancelada a exigência fiscal. Fl. 605DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por GILSON MACEDO ROS ENBURG FILHO Processo nº 19515.002502/200605 Acórdão n.º 3401000.339 S3C4T1 Fl. 574 3 É o Relatório. Voto Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A Recorrente combate o auto de infração lavrado contra ela em razão de falta de recolhimento do IOF. Foram devolvidas para apreciação por este Conselho as seguintes matérias: nulidade do lançamento, decadência, inocorrência do fato gerador, inaplicabilidade da taxa SELIC. Delimitada as matérias, podese passar à apreciação de cada uma. 1. Da nulidade do auto de infração. Vício no MPF A Recorrente alega que o auto de infração é nulo porque o autorfiscal que lavrou o auto de infração não estava autorizado pelo MPF. Em primeiro lugar, a alegação da Recorrente não traduz a realidade. Ao compulsar os autos, notase que, ao contrário do afirmado no recurso, o auditorfiscal que lavrou o auto de infração está citado no MPF. O MPF (fl. 04) atribui a fiscalização a dois auditoresficais, quais sejam, Roberto Sugimoto e Luiz Carlos Concilio. E no auto de infração (fl. 294) é possível ver que o auditorfiscal responsável pela lavratura foi Luiz Carlos Concilio. Portanto, o suposto vício apontado pela Recorrente não existe. E ainda que o vício apontado existisse, ele não seria suficiente para causar a nulidade do lançamento. Os motivos de nulidade do lançamento estão previstos no art. 59 do Decreto no 70.235/72, in verbis: “Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa”. Fl. 606DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por GILSON MACEDO ROS ENBURG FILHO 4 O art. 60, também do Decreto no 70.235/72, dispõe o seguinte: “Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio”. (grifo nosso) O vício do Mandado de Procedimento Fiscal não está incluído nos dispositivos acima, além disso, a Recorrente não sofreu qualquer prejuízo, logo, não há que se falar em nulidade do auto de infração. Esse entendimento já está pacificado no âmbito do CARF, inclusive com decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme jurisprudência administrativa demonstrada abaixo: “TRIBUTÁRIO. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. LANÇAMENTOS DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS CONCLUÍDOS ATÉ 01/05/2007 EVENTUAIS VÍCIOS NO MPF NÃO AFETAM RELAÇÃO JURÍDICA FISCO X CONTRIBUINTE.O mandado de procedimento fiscal não é instrumento que outorga ou retira competência, uma vez que esta necessita de lei que lhe defina os contornos e aquele foi instituído por decreto. Contraria o bomsenso e a razoabilidade dos atos normativos exigir que o servidor dependa de determinação de autoridade superior para desempenhar atribuição que lhe é outorgada por lei. É evidente que a autoridade da lei tem que prevalecer sobre a vontade da autoridade administrativa a utilização do mandado de procedimento fiscal restringese aos interesses da administração tributária em controlar a atuação dos servidores legalmente competentes para efetuar o lançamento. Assim, o MPF é um instrumento de controle criado pela administração tributária para dar segurança e transparência à relação fiscocontribuinte que permite ao sujeito passivo assegurarse de que a fiscalização foi iniciada segundo critérios objetivos e impessoais, e que o agente fiscal nele indicado recebeu do fisco a incumbência para executar aquela ação fiscal. Da mesma forma que no caso dos demais tributos, nos lançamentos relativos a contribuições previdenciárias concluídos sob a égide do decreto 3.979/2001, a existência de quaisquer vícios em relação ao MPF não gera efeitos quanto à relação jurídica fiscocontribuinte estabelecida com o ato administrativo do lançamento, podendo aqueles ensejar, se for o caso, apuração de responsabilidade administrativa dos servidores envolvidos, mas sem afetar a relação jurídica tributária fiscocontribuinte.recurso voluntário negado.”. (CARF. 2ª Seção de Julgamento. 3ª Câmara. 1ª Turma Ordinária. Acórdão nº 230101.378 do Processo 37166.000411/200454. Rel. Cons. Mauro José Silva). Fl. 607DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por GILSON MACEDO ROS ENBURG FILHO Processo nº 19515.002502/200605 Acórdão n.º 3401000.339 S3C4T1 Fl. 575 5 “VÍCIO FORMAL MPF INOCORRÊNCIA. A ciência do sujeito passivo na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito após a expiração do Mandado de Procedimento Fiscal, não acarreta a nulidade do lançamento. DESCONSIDERAÇÃO DE VÍNCULO PACTUADO. Se a fiscalização constatar que o segurado contratado sob qualquer denominação, preenche as condições referidas no inciso I do caput do art. 9º, do Decreto 3.048/1999, deverá desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado. Recurso Voluntário Negado”. (CARF. 2ª Seção de Julgamento. 3ª Câmara. 2ª Turma Ordinária. Acórdão nº 230201.455 do Processo 14479.000221/200751. Rel. Cons. Liege Lacroix Thomasi) (grifo nosso) “VÍCIOS DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF.ALEGAÇÃO DE NULIDADE. INEXISTÊNCIA. Falhas quanto a prorrogação do MPF ou a identificação de infrações em tributos não especificados, não causam nulidade no lançamento. Isto se deve ao fato de que a atividade de lançamento é obrigatória e vinculada, e,detectada a ocorrência da situação descrita na lei como necessária e suficiente para ensejar o fato gerador da obrigação tributária, não pode o agente fiscal deixar de efetuar o lançamento, sob pena de responsabilidade funcional. (CARF. Câmara Superior de Recursos Fiscais. 2ª Seção de Julgamento. 2ª Turma. Acórdão nº 9202001.757 do Processo 10280.001818/200355. Rel. Cons.Manoel Coelho Arruda Júnior) Recurso voluntário negado”. Portanto, supostos vícios do MPF não geram a nulidade do auto de infração. 2. Da decadência, A Recorrente alega que, por ser tratar de lançamento de IOF, o prazo para a Fazenda efetuar o lançamento é de cinco anos, de modo que, no momento do lançamento, já estavam decaídos os lançamento de fevereiro de novembro de 2001. Muito embora o IOF seja tributo sujeito ao lançamento por homologação, a alegação da Recorrente não prospera. Fl. 608DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por GILSON MACEDO ROS ENBURG FILHO 6 Em agosto de 2009, o STJ julgou o Recurso Especial nº 973.733, o reconhecido como recurso repetitivo, pela sistemática do art. 543C, do CPC, editando a seguinte ementa: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (...).2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário,importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199).5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em Fl. 609DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por GILSON MACEDO ROS ENBURG FILHO Processo nº 19515.002502/200605 Acórdão n.º 3401000.339 S3C4T1 Fl. 576 7 26.03.2001.6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo.7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008”. (STJ, 1a Seção.. Resp. 973.733. Rel.Ministro Luiz Fux) (grifo nosso) Como no julgamento do STJ foi reconhecida a sistemática do art. 543C, do CPC, é o caso da aplicação do art. 62A, caput, do Regimento Interno do CARF, cujo teor é o seguinte: “Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF”. No caso em análise, é incontroversa a inexistência de antecipação do pagamento. Dessa forma, seguindo o entendimento pacificado do STJ, apesar de o IOF ser tributo sujeito à homologação, como, in casu, não houve recolhimento antecipado, o prazo a ser contado é o inserido no art. 173, inciso I, do CTN, pelo qual o prazo para a Fazenda constituir o crédito tributário é de cinco anos, “a contar do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado”, devendo ser levado em consideração o exercício do tributo devido. Portanto, se os tributos devidos são dos exercícios de 2001 a 2003 e o lançamento foi efetuado em 2006, não ocorreu a decadência. 3. Da inocorrência do fato gerador A Recorrente sustenta que os contratos que deram ensejo ao lançamento não eram contratos de mútuo, mas sim contrato de contacorrente e de doação/patrocínio, de modo que não ocorreu o fato gerado do IOF. A Recorrente alega que os contratos com a Sra. Márcia de Maria Costa Cid Ferreira não era contrato de mútuo, mas sim contrato de contacorrente. Sustenta, ainda, que a o contrato com a Associação Brasil + 500 também não era de mútuo, mas sim de doação/patrocínio. Todavia, os contratos presentes nos autos (fls.12/273) demonstram de forma inequívoca era operação de mútuo. Conforme é possível verificar, além do nome dado aos contratos e do modo como são qualificadas as partes, as cláusulas obrigacionais demonstram tratarse de contratos de mútuo, pois o objeto dos contratos é o mesmo: empréstimo de dinheiro. O contrato Fl. 610DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por GILSON MACEDO ROS ENBURG FILHO 8 apresenta prazo para a devolução do valor emprestado, bem como prevê a aplicação de juros sobre o valor emprestado. Se não bastasse, os contratos ainda preveem a garantia da dívida por nota promissória. Portanto, as provas presentes nos autos são suficientes para afastar a alegação da Recorrente de que alguns contratos eram de contacorrente e que seria feito um acerto de contas no final e que outros eram de doação e que não pretendia receber o dinheiro de volta. Assim sendo, ao presente caso, aplicase o art. 13 e seus parágrafos, da Lei nº 9.779/99, que assim determina: “Art. 13. As operações de crédito correspondentes a mútuo de recursos financeiros entre pessoas jurídicas ou entre pessoa jurídica e pessoa física sujeitamse à incidência do IOF segundo as mesmas normas aplicáveis às operações de financiamento e empréstimos praticadas pelas instituições financeiras. § 1º Considerase ocorrido o fato gerador do IOF, na hipótese deste artigo, na data da concessão do crédito. § 2º Responsável pela cobrança e recolhimento do IOF de que trata este artigo é a pessoa jurídica que conceder o crédito. § 3º O imposto cobrado na hipótese deste artigo deverá ser recolhido até o terceiro dia útil da semana subseqüente à da ocorrência do fato gerador”. Como o IOF não foi recolhido sobre as operações de mútuo, objeto do auto de infração, o lançamento é correto. 4. Da taxa SELIC. A Recorrente insurgiuse contra a aplicação da Taxa SELIC para cálculo dos juros moratórios do crédito tributário. O tratamento desta matéria não merece delonga, pois já foi pacificado pela Súmula no 04 do CARF, in verbis: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais”. Desse modo, é válido o cálculo dos juros de mora com aplicação da Taxa SELIC. Fl. 611DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por GILSON MACEDO ROS ENBURG FILHO Processo nº 19515.002502/200605 Acórdão n.º 3401000.339 S3C4T1 Fl. 577 9 Em suma, constatada a validade do lançamento, não há o que ser reformado no acórdão do DRJ. Ex positis¸ nego provimento ao recurso voluntário interposto, para manter o acórdão da DRJ em sua integralidade. É como voto. Jean Cleuter Simões Mendonça Relator Fl. 612DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /05/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por GILSON MACEDO ROS ENBURG FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10380.005756/2004-11
Data da sessão: Tue Mar 16 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/05/1999
DECADÊNCIA. DIFERENÇAS APURADAS. LANÇAMENTO
O prazo para a Fazenda nacional exigir crédito tributário decorrente de contribuição social declarada e paga a menor em face da Súmula nº 08, de 2008, editada pelo Supremo Tribunal, passou a ser de 05 (cinco) anos contados dos respectivos fatos geradores.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/06/1999 a 30/11/2003
DIFERENÇAS. VALORES DECLARADOS. VALORES DEVIDOS.
As diferenças apuradas entre os valores da contribuição declarados e/ou pagos e os efetivamente devidos, com base nas receitas escrituradas, estão sujeitas a lançamento de ofício, acrescidas das cominações legais, juros de mora e multa de ofício.
Recurso Voluntário provido Parcialmente.
Numero da decisão: 3301-000.443
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para que:
I) se exclua do crédito tributário as parcelas e respectivas cominações legais, lançadas para os meses de competência de janeiro de 1998 a maio de 1999, inclusive, em face da decadência qüinqüenal; e,
II) se restabeleça as glosas dos valores médicos efetuadas pelo autuante, ou seja, deduzam das bases de cálculo mensais utilizadas por ele, os valores dos serviços médicos faturados e não-prestados, apurando-se novos valores mensais, nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: José Adão Vitorino Pôssas
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 31/05/1999 DECADÊNCIA. DIFERENÇAS APURADAS. LANÇAMENTO O prazo para a Fazenda nacional exigir crédito tributário decorrente de contribuição social declarada e paga a menor em face da Súmula nº 08, de 2008, editada pelo Supremo Tribunal, passou a ser de 05 (cinco) anos contados dos respectivos fatos geradores. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/1999 a 30/11/2003 DIFERENÇAS. VALORES DECLARADOS. VALORES DEVIDOS. As diferenças apuradas entre os valores da contribuição declarados e/ou pagos e os efetivamente devidos, com base nas receitas escrituradas, estão sujeitas a lançamento de ofício, acrescidas das cominações legais, juros de mora e multa de ofício. Recurso Voluntário provido Parcialmente.
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Recorrida PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 31/05/1999 DECADÊNCIA. DIFERENÇAS APURADAS. LANÇAMENTO. O prazo para a Fazenda Nacional exigir crédito tributário decorrente de contribuição social declarada e paga a menor, em face da Súmula ri° 08, de 2008, editada pelo Supremo Tribunal Federal, passou a ser de 05 (cinco) anos contados dos respectivos fatos geradores. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/1999 a 30/11/2003 DIFERENÇAS. VALORES DECLARADOS. VALORES DEVIDOS, As diferenças apuradas entre os valores da contribuição declarados e/ ou pagos e os efetivamente devidos, com base nas receitas escrituradas, estão sujeitas a lançamento de oficio, acrescidas das cominações legais, juros de mora e multa de oficio. Recurso Voluntário Provido Parcialmente„ Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para que: I) se exclua do crédito tributário as parcelas e respectivas cominações legais, lançadas para os meses de competência de janeiro • - 998 a maio de 1999, inclusive, em face da decadência qüinqüenal; e, II) se restabeleça as _los. s dos valores médicos efetuadas pelo autuante, ou seja, deduzam das bases de cálculb mrnsais utilizadas por ele, os valores dos serviços médicos faturados e não-prestados ,or:È a ido-se novos valores mensais, nos termos do voto do Relator.A____ t Rodirgo vdaf ...5) , stá Possas - Presidente ,/ - José AI' 4 ;no de Morais - Relatarir Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Gustavo Kelly Alencar, Mauricio Taveira e Silva e Antônio Lisboa Cardoso, Relatório Tratase de recurso voluntário interposto pela recorrente contra a decisão proferida pela DRJ-Fortaleza, CE, acórdão ri° 08-11.621, às fls, 203/220, que julgou procedente em parte o lançamento da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) referente aos fatos geradores dos meses de competência de janeiro de 1998 a novembro de 2003. O lançamento decorreu de diferenças entre os valores da contribuição, pagos e/ ou declarados nas respectivas DCTFs e os apurados pelo autuante, com base na escrituração contábil e fiscal da recorrente, pelo fato de ela ter se equivocado na apuração e, ainda, ter deduzido da base de cálculo os valores das glosas de serviços médicos não-prestados e deixado de incluir outras receitas, tais como financeiras, de aluguel, e outras. Inconformada com a exigência do crédito tributário, a recorrente interpôs a impugnação às fis, 137/143, requerendo a improcedência do lançamento, alegando, em síntese, preliminarmente, a decadência do direito de Fazenda Nacional exigir o crédito tributário correspondente aos fatos geradores de janeiro de 1998 a maio de 1999, por ter decorridos mais de 05 (cinco) anos, a teor do Código Tributário Nacional (CTN), art. 150, § 4 0 ; e, no mérito, que, nos termos da legislação tributária então vigente, tem direito de deduzir da base de cálculo da contribuição os valores dos serviços médicos não-prestados. Discordou, ainda, das multas isoladas por falta de recolhimento do IRPJ e da CSLL sobre bases estimadas. Analisada a impugnação, aquela DRJ julgou o lançamento procedente em parte, conforme acórdão assim ementado. "DECADÊNCIA CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL, Ex vi do disposto no art, 45 da Lei n" 8,212/91, o direito de a Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, Rejeitada a preliminar de decadência relacionada aos fatos geradores ocorridos em 1998 e parte de 1999, GLOSA DE RECEITAS Tendo o contribuinte logrado comprovar, parcialmente, a existência de glosas de receitas de prestação de serviços, reduzindo o valor da base de contribuição, insubsi.ste, na mesma proporção, o crédito tributário exigido. ESCRITURAÇÃO, ÔNUS DA PROVA. 7,----- 2 Processo n" 10380.005756/2004-11 S3-C3T1 Acórdão n ° 3301-00A43 Ft 266 A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Cabe ao sujeito passivo o ônus de provar que os dados por ele escriturados nos livros fiscais relerem-se a meras estimativas e não preenchem os requisitos da legislação tributária ALEGAÇÃO. PROVAS. Cabe ao contribuinte trazer aos autos todos os elementos capazes de comprovar os fatos alegados. IMPUGNAÇÃO.. PROVAS DOCUMENTAIS A prova documental deve ser apresentada na impugnação, salvo o disposto no 4", inciso a, b e c do art 16 do Decreto n" 70 235/72," Cientificada dessa decisão, a recorrente interpôs o recurso voluntário às fis, 235/243, requerendo, a improcedência do lançamento, alegando, em síntese, as mesmas razões expendidas na impugnação, ou seja, a decadência qüinqüenal do direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário para os fatos geradores ocorridos em datas anteriores a 05 (cinco) anos e, que, nos termos da legislação tributária, tem direito de deduzir da base de cálculo da contribuição para o PIS os valores dos serviços médicos não-prestados, contabilizados sob a rubrica "Glosas Serv. Médicos", É o relatório, Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais, Relator O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n° 70,235, de 06 de março de 1972. Assim, dele conheço. Em relação à suscitada decadência, assiste razão à recorrente. Na data do lançamento em discussão, vigia a Lei n° 8,212, de 24 de julho de 1991, que estabelecia o prazo de 10 (dez) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, para a Fazenda Pública constituir créditos tributários referentes a contribuições destinadas à seguridade social, como no presente caso. No entanto, em julgamento ocorrido em 11 de junho de 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional o art. 45 daquela lei e, ainda, aprovou sessão plenária realizada em 12/06/2008 a Súmula Vinculante n° 08, que assim estabelece, verbis: "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5 0 do Decreto-lei 1569/77 e -- artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributá Jor Assim, considerando-se que houve pagamentos por conta das parcelas lançadas e exigidas, aplica-se ao presente caso, em relação à decadência, o dis osto no Código Tributário Nacional (CTN), art, 150, § 4', que assim determina, in verbis: 3 "Art, 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. )." § 4" Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação." No presente caso, a ciência do lançamento pela recorrente se deu na data de 22/06/2004 (fl. 03) Assim, de acordo com este dispositivo legal, as parcelas lançadas e exigidas para os meses de competência de janeiro de 1998 a maio de 1999, inclusive, devem ser excluídas do lançamento, em face da decadência qüinqüenal do direito de a Fazenda Pública exigir o crédito tributário correspondentes a elas. Quanto às diferenças referentes às competências não atingidas pela decadência, do exame das planilhas às fls., 25/28, denominadas "DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS BASES DE CÁLCULO DO PIS E COFINS", verifica-se, com segurança, que, ao contrário do entendimento da recorrente, as diferenças apuradas e lançadas não decorreram apenas das glosas das deduções dos valores de serviços médicos não-prestados, mas também por insuficiência no pagamento da contribuição devida sobre as receitas de prestação de serviços e pelo não-pagamento sobre outras receitas No entanto, a recorrente se insurgiu somente contra as glosas dos serviços médicos faturados e não-prestados, efetuadas pelo autuante, Conforme demonstrado anteriormente, os valores dos serviços médicos não- prestados e deduzidos pela recorrente da base de cálculo da contribuição para o PIS, mas que foram glosados pelo autuante e, posteriormente, restabelecidos, em parte, pela autoridade julgadora de primeira instância, teve como fundamento a Lei n° 9.718, de 1998, art, 3°, § 2°, inciso I, que, assim dispõe, in verbis: "Art 31' O .faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica, (,) §22 Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art 22, excluem-se da receita bruta. 1 - as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados - 1 Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Merca e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadua Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, quando cobrado peai, vendedor dos bens ou prestador' dos serviços na condição de substituto tributário; 4 Processo n° 10380 005756/2004-11 S3-C3T1 Acórdão n 03301O0.443 Fi 267 i Embora não esteja expresso que as receitas de serviços faturados, mas que efetivamente não foram prestados, são passíveis de exclusão da base de cálculo daquela contribuição, por se equivalerem a serviços cancelados, também devem ser deduzidos, assim como as vendas canceladas o são. No presente caso, os valores dos serviços médicos não-prestados e glosados pelo autuante foram apurados por ele próprio por meio das planilhas às fls, 25/28, denominadas "DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS BASES DE CÁLCULO DO PIS E COF1NS", cujos valores nelas estampados foram obtidos do livro Razão e dos balancetes da recorrente. Dessa forma, tais valores devem ser considerados corretos e verdadeiros, devendo, portanto, serem excluídos da base de cálculo da contribuição para o PIS, nos termos do inciso I, do § 2° do art. 3° transcritos anteriormente. Em face do exposto e de tudo o mais que dos autos consta, voto pelo provimento parcial do presente recurso voluntário para que: I) se exclua do crédito tributário as parcelas e respectivas cominações legais, lançadas para os meses de competência de janeiri de 1998 a maio de 1999, inclusive, em face da decadência qüinqüenal; II) se restabeleça as g o . as dos valores médicos, efetuadas pelo autuante, deduzindo das bases de cálculo rnewais utilizadas por ele os valores dos serviços médicos faturados e não-prestados, ai , I, e o-se novos valores mensais, à alíquota de .3,0 Vo, acrescidos das corninações legais, ju is dl. e a e multa de oficio, / _ 1 _ José AVre I., orino de Morais 5
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Numero do processo: 10875.910767/2009-50
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3401-000.393
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para sobrestá-lo até decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria sob repercussão geral, em razão do art. 62-A do Regimento Interno do CARF.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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Recorrente SUPERMERCADOS IRMÃOS LOPES LTDA Recorrida DRJ PORTO ALEGRERS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para sobrestálo até decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria sob repercussão geral, em razão do art. 62A do Regimento Interno do CARF. Júlio César Alves Ramos – Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Relatório Tratase de Recurso Voluntário em Declaração de Compensação (DCOMP) cujo crédito tem origem, segundo a Recorrente, na exclusão do ICMS da base de cálculo das Contribuições PIS e Cofins. Indeferida a pretensão por meio de despacho decisório eletrônico, a contribuinte alegou o seguinte na Manifestação de Inconformidade, conforme o relatório da DRJ que reproduzo: A ilegalidade/inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins. 0 conceito constitucional de faturamento corresponde à receita bruta da pessoa jurídica, que consiste apenas no produto da venda de mercadorias e/ou serviços. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10875.910767/200950 Resolução n.º 3401000.393 S3C4T1 Fl. 79 2 0 valor do ICMS não constitui receita dessas modalidades, mas sim receita dos estados, caracterizandose, pois, como imposto indireto que apenas transita por seu patrimônio. Considerar que tal imposto integra a base de cálculo daquelas contribuições é alterar o conceito de faturamento definido pelo Direito Privado, ofendendose, pois, o art. 110 do Código Tributário Nacional.Também a Emenda Constitucional n° 20, de 15 de dezembro de 2008, não pode dar suporte à tal inclusão, pois, por um lado, como dito, o ICMS não compõe o conceito de faturamento, e, por outro, ela não pode validar ato legal editado anteriormente à sua vigência; • A própria Administração Pública reconhece que o valor recolhido a titulo de ICMS não integra o faturamento. Sempre que qualquer contribuinte ajuizar ação objetivando repetição de indébito daquele imposto, a Fazenda Pública Estadual competente invocará em sua defesa a aplicação do art. 166 do Código Tributário Nacional, sustentando que o pedido do contribuinte não pode ser acolhido em razão de ele atuar apenas como intermediário da arrecadação do ICMS, pois o imposto seria pago efetivamente pelo adquirente final do produto. Assim, numa interpretação contrario sensu daquele dispositivo legal, não pode a Unido considerar como receita bruta da recorrente o valor do ICMS; • HA afronta ao principio constitucional da capacidade contributiva, pois embora atue como sujeito passivo de diversas relações jurídicas tributárias, não o é nas relações que envolve o contribuintefinal e o Fisco Estadual, não detendo, assim, capacidade contributiva sobre receitas auferidas pelo Erário; • Aplicase ao caso, por analogia, o estabelecido no art. 212, §1°, da Constituição Federal. Dessa forma, não se pode exigir PIS e Cofins sobre valores transferidos ao Fisco Estadual; • 0 atual posicionamento do Supremo Tribunal Federal na apreciação do RE n° 240.785MG, que trata de matéria idêntica presente, corrobora todos os argumentos aqui suscitados. Observese que já foram prolatados seis votos em favor dos contribuintes e apenas um contra. Assim, é notório que deverá ser reformado o Despacho Decisório ora recorrido, para que seja aplicado ao caso o atual posicionamento daquele Tribunal. Ao final, requer: • a reforma do Despacho Decisório, para homologação da compensação realizada; • produção de todas as modalidades de prova admitidas em direito, sob pena de cerceamento de direito de defesa; • sejam as intimações realizadas pessoalmente ou via Correios em nome da própria interessada, bem como em nome dos advogados. A DRJ manteve o indeferimento por interpretar que o ICMS integra, sim, a base de cálculo das duas Contribuições. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10875.910767/200950 Resolução n.º 3401000.393 S3C4T1 Fl. 80 3 No Recurso Voluntário insiste na compensação, repisando alegações da Manifestação de Inconformidade. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos do Processo Administrativo Fiscal, pelo que dele conheço. Todavia, o julgamento deve sobrestado em obediência do Regimento Interno deste Conselho. O tema referente à inclusão (ou não) do ICMS na base de cálculo do PIS Faturamento e da Cofins está sob análise do Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário nº nº 574706, que versa sobre o seguinte (tema 69): Recurso extraordinário em que se discute, à luz do art. 195, I, b, da Constituição Federal, se o ICMS integra, ou não, a base de cálculo da contribuição para o Programa de Integração Social PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFIN Não pode, pois, ser analisado nesta oportunidade, impondose o sobrestamento do julgamento em obediência ao § 2º do art. do Anexo II do RICARF, acrescentado pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, que dispõe o seguinte: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Como informa o sítio do Colendo Tribunal na internet (consulta em 03 de outubro de 2011), o debate A matéria também é objeto da ADC nº 18 e do RE nº 2407852/MG. Apreciando Medida Cautelar na referida Ação Declaratória de Constitucionalidade, o STF, em 13/08/2008, resolvendo questão de ordem suscitada no sentido de dar prosseguimento ao julgamento do RE nº 240.7852/MG, por maioria deliberou pela precedência do controle concentrado em relação ao controle difuso, conforme a ementa seguinte (negrito acrescentado): Medida cautelar. Ação declaratória de constitucionalidade. Art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.718/98. COFINS e PIS/PASEP. Base de Fl. 81DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10875.910767/200950 Resolução n.º 3401000.393 S3C4T1 Fl. 81 4 cálculo. Faturamento (art. 195, inciso I, alínea "b", da CF). Exclusão do valor relativo ao ICMS. 1. O controle direto de constitucionalidade precede o controle difuso, não obstando o ajuizamento da ação direta o curso do julgamento do recurso extraordinário. 2. Comprovada a divergência jurisprudencial entre Juízes e Tribunais pátrios relativamente à possibilidade de incluir o valor do ICMS na base de cálculo da COFINS e do PIS/PASEP, cabe deferir a medida cautelar para suspender o julgamento das demandas que envolvam a aplicação do art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.718/98. 3. Medida cautelar deferida, excluídos desta os processos em andamentos no Supremo Tribunal Federal. A eficácia da liminar acima foi prorrogada várias vezes pelo STF (vencidos os Min. Marco Aurélio e Celso de Melo), sempre pelo prazo de 180 dias, sendo que em 25/03/2010 tal prorrogação teria se dado pela última vez, segundo o Plenário do Colendo Tribunal (conforme o sítio do STF na internet, consultado em 30/01/2012). Pelo exposto, levando em conta art. 62A, § 2º, do RICARF, voto por sobrestar o julgamento até que o STF decida sobre a inclusão ou não do ICMS na base de cálculo do PIS Faturamento e Cofins. Somente após decisão transitada em julgado do Colendo Tribunal sobre o tema é que o processo deve retornar a esta Turma para julgamento. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 82DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
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Numero do processo: 37324.000642/2006-60
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENOÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1994 a 31/12/1998
DECADÊNCIA. PRAZO PREVISTO NO CTN.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, tratando-se de descumprimento de obrigação principal aplica-se o art. 173, I, caso se refira a obrigação acessória
cabível o artigo 150, §40.
Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2301-001.403
Decisão: ACORDAM os membros da 3° Câmara / 1° Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relatar.
Nome do relator: Leonardo Henrique Lopes
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PRAZO PREVISTO NO CTN. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, tratando-se de descumprimento de obrigação principal aplica-se o art. 173, I, caso se refira a obrigação acessória cabível o artigo 150, §40. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Câmara / P Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, p011 unanimidade de votos acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relatar. . .• • - .• •ULIO CESARYIE1 = "" 1" LS — Presidente , / , LEON= DO HENRI e=. - g LOPES - Relatar ----- i .. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Bemadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva, Edgar Silva Vidal (suplente), Damião Cordeiro de Moraes e Julio Cesar Vieira Gomes (presidente), Relatório Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, emitida em 18/11/04, em desfavor do Correio Popular S/A, referente à cota dos empregados e patronal, às relativas ao financiamento da complementação das prestações por acidente de trabalho —SAT, até a competência de 06/1997, as contribuições destinadas ao financiamento dos benefieios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, a partir de 07/97 e às destinadas a terceiros, a partir da competência de 07/95. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 90/106, tem-se como fatos geradores das contribuições previdenciárias, as remunerações pagas aos segurados registrados e não registrados, que a notificada considerou como autônomos, no entanto, foram caracterizados pela fiscalização como segurados empregados por preencherem os requisitos do art. 12, I, "a", da Lei 8.212/91, durante o período de 01/1994 a 12/1998. Inconformada, a ora Recorrente apresentou Defesa tempestiva de fls. 616/629, tendo a Decisão-Notificação de fls. 690/705, julgado procedente em parte o lançamento, para retificar e excluir da base de cálculo do crédito previdenciário em fustigo, os pagamentos efetuados aos segurados constantes no item 11..3 da Decisão-Notificação, hresignada interpôs Recurso Voluntário tempestivo de fls. 745/759, alegando em síntese: a) a nulidade do lançamento tributário, bem como da decisão recorrida; b) os beneficiários dos pagamentos realizados pela Recorrente não possuem vinculo empregatício com esta, ao contrário do alegado pela fiscalização; e) o enriquecimento ilícito do Fisco, por cobrar em dobro as contribuições previdenciárias; cl) a decadência do direito de constituir o crédito previdenciário em debate. Por fim, a Secretaria da Receita Previdenciária apresentou Contra-Razões às fls.. 766/768, aduzindo que os argumentos expostos no Recurso Voluntário não justificam qualquer alteração do lançamento. É o Relatório, Voto Conselheiro LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Relator Dos Pressupostos de Admissibilidade Sendo tempestivo, conheço do Recurso e passo ao seu exame Da Decadência 2\ Processo n 37324.000642/2006-60 S2-C3 1 1 Acóreliio n 2301-01,403 El 2 Aduz o Recorrente a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário. A decisão recorrida, a seu turno, entendeu que o prazo de decadência de que goza o INSS para constituir seus créditos é de 10 (dez) anos, contados a partir do primeiro dia do ano seguinte ao da ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 45 da Lei 8,212/01 Pois bem. A Notificação Fiscal de Lançamento de Débito em questão fora emitida em 18711/2004 e abrange competências de 01/1994 a 12/1998„ Logo, todas as competências foram atingidas pela decadência, pois nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal - STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8,212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Parte final do voto pl .-olá-ido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei n" 8.212/91 e o parágrafo único do art.5" do Decreto-lei n° 1 .569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantém-se higida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de .fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitam-se, entre outros, aos artigos 150, § 4", 173 e 174 do CTN Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 4.5 e 46 da Lei. 8 212/91, por violação do art. 146, III, b, da COI1StillliÇãO, e do parágrafi único do art.. 5" do Decreto-lei n° 1 569/77, frente ao § 1" do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69 É como voto, Súmula Vinculante n° 08. "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo .5" do Deo eto-lei 1569/77 e os artigos 4.5 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário", Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103-A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11,417, de 19/12/2006, in verbis: Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas 3 esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida cai lei. (Incluído pela Fincada Constitucional n" 45, de 2004). Lei n° /1 417, de 19/12/2006 Regulamenta o ar! 103-A da Constituição Federal e altera a Lei n0 9 784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinca/unte pelo Supremo Tribunal Feder ai, e dá outras providências. Ari 20 O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração publica direta e indireta, nas est- eras .federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na &lila prevista nesta Lei 10 O enunciado da sumula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a achninistração publica, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão Temos que a partir da publicação na imprensa oficial, que se deu cru 20/06/2008, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante.. Assim, afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8..212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional - CTN se aplicar ao caso concreto. No caso em apreço, inclino-me à tese jurídica na Súmula Vinculante n° 08 para acatar o prazo decadencial exposto no Código Tributário Nacional, em seu artigo 150, §40, curvando-me ao entendimento da Câmara Superior de Recurso Fiscais, ia verbis: Art 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa I" O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos . deste artigo extingue o crédito, .sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. 2" Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. 4 Processo «'37324 000542/2006-60 S2-C3T Acórdão n 2301-01.403 El 3 § 3" Os atos a que se refere o parágrqfb anterior serão, por érir considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. ,sÇ 4" Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do .fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública .se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fárude ou simulação. Desta feita, considerando que a consolidação do crédito previdenciário se deu em 18/11/2004 e que a autuação abrange as competências de 01/94 a 12/98, tenho como certo que todo o crédito constituído foi atingido pela decadência qüinqüenal.. Desta feita, acato a preliminar de decadência para dar provimento ao recurso interposto.. Conclusão Ante ao exposto, conheço do Recurso, para, no mérito, LHE DAR PROVIMENTO, declarando decaídas todas as competências referentes ao período da autuação. É corno voto. Sala das Sessões, en. e abril de 2010 LEG ARDO - 1.6— QUE PI t 1', LOPES - Relator 5
score : 1.0
Numero do processo: 10315.000291/2005-69
Data da sessão: Fri Sep 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/03/1997 a 30/04/2005
AÇÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. COMPENSAÇÃO. RESTITUIÇÃO. Os termos da decisão transitada em julgado devem ser cumpridos fielmente pela autoridade administrativa, não podendo a autorização para compensação de créditos do PIS/Pasep com débitos do próprio PIS/Pasep ser transformada, na parte remanescente, num pedido de restituição.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3401-001.021
Decisão: Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar
provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Fernando Marques Cleto (Relator), Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Odassi Guerzoni Filho.
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/1997 a 30/04/2005 AÇÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. COMPENSAÇÃO. RESTITUIÇÃO. Os termos da decisão transitada em julgado devem ser cumpridos fielmente pela autoridade administrativa, não podendo a autorização para compensação de créditos do PIS/Pasep com débitos do próprio PIS/Pasep ser transformada, na parte remanescente, num pedido de restituição. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Fernando Marques Cleto (Relator), Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Odassi Guerzoni Filho.
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COMPENSAÇÃO Recorrente INBON INDÚSTRIA DE B ORRACHAS NORDESTINA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/1997 a 30/04/2005 AÇÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. COMPENSAÇÃO. RESTITUIÇÃO. Os termos da decisão transitada em julgado devem ser cumpridos fielmente pela autoridade administrativa, não podendo a autorização para compensação de créditos do PIS/Pasep com débitos do próprio PIS/Pasep ser transformada, na parte remanescente, num pedido de restituição. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Fernando Marques Cleto (Relator), Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Odassi Guerzoni Filho. JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente. FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator. ODASSI GUERZONI FILHO – Redator designado EDITADO EM: 20/02/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 5. 00 02 91 /2 00 5- 69 Fl. 399DF CARF MF Impresso em 26/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 24/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assina do digitalmente em 13/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE 2 Relatório Em 13.5.2005, a contribuinte Inbon Indústria de Borracha Nordestina LTDA (CNPJ 07.585.052/000116) protocolou Pedido de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado, no valor de R$ 699.822,50, do período de mar/97 a abr/05. Em Despacho Decisório da Seção de Orientação e Análise Tributária – SAORT, da Delegacia da Receita Federal em Juazeiro do Norte – CE, é indeferido o pleito, tendo como base ofício 4988/2005 de 10.11.2005 da Procuradoria da Fazenda Nacional no Ceará em resposta à solicitação para a restituição dos valores pagos indevidos ou a maior devido ao excesso de PIS. De acordo com o ofício, foi concedida judicialmente a devolução do que foi pago indevidamente através de compensação. A contribuinte, no entanto, pleiteia que seja adotada uma interpretação extensiva à sentença em questão, e a Administração Fazendária entende que deve limitarse nos termos da decisão proferida pelo Poder Judiciário. Em resposta ao conteúdo do despacho, a contribuinte protocola Manifestação de Inconformidade, na qual alega: a) a contribuinte encerrou as suas atividades antes da utilização de todo o crédito, e ante a impossibilidade de compensar o restante do seu crédito, a requerente ingressou com Pedido de Restituição dos créditos restantes; b) o Poder Judiciário reconheceu que a contribuinte recolheu indevidamente o tributo e que tem direito ao crédito, e declarou que esta teria direito à compensação, caso melhor lhe aprouvesse; c) ao acatar a compensação e dála como líquida e certa, a DRF reconheceu que o crédito da requerente é passível de restituição, pois o art. 74 da Lei nº 9.430/96, com as posteriores alterações determina: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.” (redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) A DRF ao reconhecer que os créditos podem ser utilizados via compensação, também reconhece serem passíveis de restituição, uma vez que somente os créditos que podem ser restituídos podem ser utilizados para compensação. Em sessão de 27.4.2007, a 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Fortaleza – CE acordou, por unanimidade de votos, em indeferir o Pedido de Restituição apresentado. De acordo com o voto: a) a tutela jurisdicional transitada em julgado reconheceu à contribuinte o direito a compensação de PIS, sendo defeso ao Poder Administrativo fazer um juízo de valor ampliativo para convolar a tutela jurisdicional e reconhecer o direito à restituição, matéria não submetida à apreciação do Poder Judiciário; Fl. 400DF CARF MF Impresso em 26/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 24/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assina do digitalmente em 13/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Processo nº 10315.000291/200569 Acórdão n.º 3401001.021 S3C4T1 Fl. 3 3 b) por se tratar de indébito tributário reconhecido em decisão judicial transitada em julgado, a contribuinte deve comprovar a desistência da execução do título judicial ou da renúncia a sua execução, bem como a assunção de todas as custas do processo de execução, inclusive os honorários advocatícios referentes ao processo de execução para apreciação de Autoridade Administrativa, o que não ocorreu no caso vertente, violando frontalmente o art. 50, § 2º, da Instrução Normativa SRF nº 460, de 18.10.2004, vigente à época da formulação do pedido. Em 6.6.2007, a contribuinte protocolou, tempestivamente, Recurso Voluntário, no qual, reiterou os argumentos apresentados na Manifestação de Inconformidade e transcreveu jurisprudência do Terceiro Conselho de Contribuintes. Conclui requerendo que seja julgado procedente o Recurso. É o relatório. Fl. 401DF CARF MF Impresso em 26/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 24/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assina do digitalmente em 13/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE 4 Voto Vencido Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte Conheço do recurso por ser tempestivo e cumprir os pressupostos de admissibilidade. Em suma a contribuinte protocolou Pedido de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado, alegando que encerrou as suas atividades antes da utilização de todo o crédito pela via da compensação, e requer por via de restituição em espécie o restante dos créditos garantidos em decisão judicial transitada em julgado. Neste caso é claro que a decisão judicial, mesmo utilizando a expressão compensação, não pretendeu restringir a utilização dos créditos apenas a esta modalidade de restituição, e sim impedir o enriquecimento indevido do fisco com o pagamento a maior pela contribuinte. A não restituição dos valores que não podem ser compensados pela recorrente neste caso gera enriquecimento indevido do fisco, ferindo o escopo principal da ação judicial, atingindo o direito adquirido pelo trânsito em julgado, uma vez que com o encerramento das atividades não há possibilidade de restituição pela modalidade de compensação, e houve pagamento a maior reconhecido por decisão judicial, gerando direito à restituição, como demonstram os artigos 165 a 167 do CTN, que reproduzo abaixo. Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de têlo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebêla. Art. 167. A restituição total ou parcial do tributo dá lugar à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora e das penalidades pecuniárias, salvo as referentes a infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição. Parágrafo único. A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da decisão definitiva que a determinar. Fl. 402DF CARF MF Impresso em 26/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 24/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assina do digitalmente em 13/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Processo nº 10315.000291/200569 Acórdão n.º 3401001.021 S3C4T1 Fl. 4 5 Neste caos, por ser referente a recolhimento indevido à maior, é passível a restituição dos créditos, sem ferir a decisão judicial transitada em julgado que pretendeu devolver à contribuinte estes valores. Não cabe neste caso a assunção, pela contribuinte, das custas do processo judicial e dos honorários advocatícios para o processamento do pedido de compensação, já que a IN SRF nº. 460, no §2º do art. 50 diz que a assunção citada deve ser do processo de execução, uma vez que a contribuinte não entrou com processo de execução do título judicial, não cabe tal contrapartida.Corrobora este entendimento a jurisprudência da antiga Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes: Número do Processo: 10880.030037/9816. NºRecurso: 128.273 Turma: 1ª Câmara Contribuinte: Air Liquide Brasil S.A Data da sessão: 12/08/2005 Relator: Luis Roberto Domingo Nº do Acórdão: 30132.052 Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. COMPENSAÇÃO ADMINISTRATIVA DE TÍTULO JUDICIAL. Não tendo o contribuinte ingressado com a execução do título judicial decisão transitada em julgado contra a Fazenda Nacional, é incabível a exigência de assunção das custas do processo judicial e dos honorários advocatícios para processamento do pedido de compensação, sob pena de ofensa direta ao transito em julgado. Portanto, como não houve processo de execução a decisão judicial do processo de conhecimento deve ser cumprida, não cabendo à autoridade administrativa reformála. Frente a todo o exposto, voto por dar provimento ao Recurso Voluntário, uma vez que a contribuinte não ingressou com a execução do título judicialdecisão transitada em julgado. Fernando Marques Cleto Duarte – Relator Fl. 403DF CARF MF Impresso em 26/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 24/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assina do digitalmente em 13/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE 6 Voto Vencedor Conselheiro Odassi Guerzoni Filho, redator designado. Não obstante a força das argumentações lançadas no voto vencido, delas divirjo pelas razões que passo a expor. A solução pretendida pela Recorrente implica em desvirtuamento do que restara decidido definitivamente pelo Poder Judiciário em seu favor, ou seja, a Recorrente pleiteara e obtivera autorização judicial para poder aproveitar os créditos de PIS/Pasep que apurara mediante o seu esgotamento por via da compensação de débitos do PIS/Pasep (art. 66 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991). A pretensão feita após o trânsito da sentença judicial, em face das circunstâncias advindas (suas atividades foram encerradas antes do aproveitamento total do crédito), de alteração do que restara decidido pelo Poder Judiciário, isto é, transmutar o pedido de compensação em um pedido de restituição, não pode ser atendida pela autoridade administrativa, o que implicaria em descumprimento de ao menos três dispositivos do Código de Processo Civil, conforme, aliás, bem o ressaltou a Procuradoria da Fazenda Nacional quando emitiu parecer contrário ao pleito da interessada, às fls. 111/113. Vejamos: Art. 264. Feita a citação, é defeso ao autor modificar o pedido ou causa de pedir, sem o consentimento do réu, mantendose as mesmas partes, salvo as substituições permitidas por lei. Parágrafo Único. A alteração do pedido ou da causa de pedir em nenhuma hipótese será permitida após o saneamento do processo. [...] Art. 463. Ao publicar a sentença de mérito, o juiz cumpre e acaba o oficio jurisdicional, só podendo alterála: I para lhe corrigir, de oficio ou a requerimento da parte, inexatidões materiais, ou lhe retificar erros de cálculo, II por meio de embargos de declaração. [...] Art. 610 É defeso, na liquidação, discutir de novo a lide, ou modificar a sentença, que a julgou. [...] O segundo motivo alegado pela instância de piso para indeferir o pleito da interessada [comprovação da desistência da execução do título judicial ou da renúncia à sua execução, bem como a assunção de todas as custas do processo de execução, inclusive os honorários advocatícios referentes ao processo de execução] surgiu de forma inovadora em relação aos termos em que formada a lide, já que essa alegação não constara dos motivos do indeferimento feito pela Unidade de origem. Inovação essa, ressaltese, em claro prejuízo da interessada, circunstância que caracteriza o reformatio in pejus, que não pode ser admitido. Fl. 404DF CARF MF Impresso em 26/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 24/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assina do digitalmente em 13/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Processo nº 10315.000291/200569 Acórdão n.º 3401001.021 S3C4T1 Fl. 5 7 De todo modo, não é essa segunda motivação que me leva a indeferir o pleito da Recorrente; apenas a primeira, razão pela qual deixo de enfrentar a contraargumentação trazida aos autos no Recurso Voluntário quanto a referido tópico. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. Odassi Guerzoni Filho, redator designado. Fl. 405DF CARF MF Impresso em 26/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 24/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assina do digitalmente em 13/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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Numero do processo: 10073.000944/2005-08
Data da sessão: Wed Jul 08 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.INCONSTITUCIONALIDADE. E vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade.
IPI. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA. PRODUTO SAÍDO COM SUSPENSÃO. ESTORNO DOS CRÉDITOS. Os créditos do imposto incidente na aquisição de insumos aplicados na industrialização por encomenda de produtos que retornam ao estabelecimento do encomendante com suspensão devem ser anulados mediante estorno na escrita fiscal, ainda que se trate de produto tributado.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-00.051
Decisão: ACORDAM os membros da 3° câmara / 2° turma ordinária da terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
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ementa_s : Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.INCONSTITUCIONALIDADE. E vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. IPI. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA. PRODUTO SAÍDO COM SUSPENSÃO. ESTORNO DOS CRÉDITOS. Os créditos do imposto incidente na aquisição de insumos aplicados na industrialização por encomenda de produtos que retornam ao estabelecimento do encomendante com suspensão devem ser anulados mediante estorno na escrita fiscal, ainda que se trate de produto tributado. Recurso Voluntário Negado
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Numero do processo: 14474.000089/2007-27
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/2005 a 31/12/2005
SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO PARA PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. POSSIBILIDADE.
A suspensão da exigibilidade do crédito tributário na via judicial impede o Fisco de praticar qualquer ato contra o contribuinte visando à cobrança de seu crédito, tais como inscrição em dívida, execução e penhora, mas não impossibilita a Fazenda Pública de proceder à regular constituição do crédito tributário para prevenir a decadência do direito de lançar.
DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. JUROS E MULTA DE MORA. INEXIGIBILIDADE
A ocorrência do depósito do montante integral do débito em dinheiro importa na suspensão da exigibilidade do crédito tributário correspondente, sendo incabível a exigência de multa de mora, exclusivamente, no caso de o depósito ter sido efetuado antes do decurso do prazo regular para o pagamento do tributo lançado, assim como os juros moratórios desde a data da efetivação do depósito.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Crédito Tributário MANTIDO PARCIALMENTE.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir os juros e a multa aplicada, frente à existência de depósitos no valor integral do débito, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liége Lacroix Thomasi - Presidente da Turma
Juliana Campos de Carvalho - Relatora
Numero da decisão: 2302-002.762
Decisão:
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), André Luís Mársico Lombardi, Bianca Delgado Pinheiro, Arlindo da Costa e Silva e Juliana Campos de Carvalho Cruz.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/2005 a 31/12/2005 SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO PARA PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. POSSIBILIDADE. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário na via judicial impede o Fisco de praticar qualquer ato contra o contribuinte visando à cobrança de seu crédito, tais como inscrição em dívida, execução e penhora, mas não impossibilita a Fazenda Pública de proceder à regular constituição do crédito tributário para prevenir a decadência do direito de lançar. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. JUROS E MULTA DE MORA. INEXIGIBILIDADE A ocorrência do depósito do montante integral do débito em dinheiro importa na suspensão da exigibilidade do crédito tributário correspondente, sendo incabível a exigência de multa de mora, exclusivamente, no caso de o depósito ter sido efetuado antes do decurso do prazo regular para o pagamento do tributo lançado, assim como os juros moratórios desde a data da efetivação do depósito. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Crédito Tributário MANTIDO PARCIALMENTE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir os juros e a multa aplicada, frente à existência de depósitos no valor integral do débito, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liége Lacroix Thomasi - Presidente da Turma Juliana Campos de Carvalho - Relatora
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2005 a 31/12/2005 SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO PARA PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. POSSIBILIDADE. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário na via judicial impede o Fisco de praticar qualquer ato contra o contribuinte visando à cobrança de seu crédito, tais como inscrição em dívida, execução e penhora, mas não impossibilita a Fazenda Pública de proceder à regular constituição do crédito tributário para prevenir a decadência do direito de lançar. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. JUROS E MULTA DE MORA. INEXIGIBILIDADE A ocorrência do depósito do montante integral do débito em dinheiro importa na suspensão da exigibilidade do crédito tributário correspondente, sendo incabível a exigência de multa de mora, exclusivamente, no caso de o depósito ter sido efetuado antes do decurso do prazo regular para o pagamento do tributo lançado, assim como os juros moratórios desde a data da efetivação do depósito. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Crédito Tributário MANTIDO PARCIALMENTE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir os juros e a multa aplicada, frente à existência de depósitos no valor integral do débito, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liége Lacroix Thomasi Presidente da Turma Juliana Campos de Carvalho Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 47 4. 00 00 89 /2 00 7- 27 Fl. 328DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), André Luís Mársico Lombardi, Bianca Delgado Pinheiro, Arlindo da Costa e Silva e Juliana Campos de Carvalho Cruz. Fl. 329DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ Processo nº 14474.000089/200727 Acórdão n.º 2302002.762 S2C3T2 Fl. 215 3 Relatório Tratase a presente ação fiscal de cobrança das contribuições sociais devidas ao INCRA Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, devidamente declaradas em GFIP, no período de 09/2005 a 12/2005, incluindo a parcela do 13º salário. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 45/51, o lançamento foi constituído no intuito de evitar que os valores das contribuições previdenciárias fossem atingidos pelo instituto da decadência, tendo em vista que o contribuinte ajuizou Ação Ordinária n° 2005.34.00.01.70118 (em trâmite perante a 1ª Vara Federal da Subseção de Brasília) na qual discute a exigibilidade das referidas contribuições e, por isso, constam depósitos judiciais relativos às competências objeto deste lançamento, conforme Guias de Depósitos Judiciais e Extrajudiciais acostados (fls. 53/61). O crédito constituído atingiu o montante de R$ 4.592,03 (quatro mil, quinhentos e noventa e dois reais e três centavos), consolidado em 18.06.2007. Intimado, o sujeito passivo apresentou impugnação (fls. 50/68), tempestiva, alegando: a) A improcedência da NFLD, já que o instituto da decadência não atingiria a contribuição ao INCRA no período lançado, pois os valores supostamente devidos à entidade encontramse depositados em conta judicial vinculada à Ação Ordinária nº 2005.34.00.01.70118, em trâmite na 1º Vara da Subseção de Brasília Seção Judiciária do Distrito Federal; b) A impossibilidade de cobrar juros e multa de mora, tendo em vista que os valores depositados judicialmente impedem a exigência dos referidos acréscimos legais, conforme entendimento unânime do E. Conselho de Contribuintes; c) A possibilidade de suspender a exigibilidade do crédito tributário até o julgamento definitivo da ação judicial, em virtude da efetivação dos depósitos judiciais do montante integral, nos termos do art. 151, II do CTN; d) Ao final, pleiteou a extinção da cobrança do crédito tributário identificado no presente lançamento. Autos encaminhados à DRJ para julgamento, em decisão proferida pela 6º Turma da DRJ/POA ACORDÃO 1016.520 (fls. 255/265) foi considerada improcedente a Impugnação, sendo mantida a cobrança, pelas seguintes razões: a) A suspensão da exigibilidade do crédito em virtude do depósito do montante integral não obsta o lançamento; b) O depósito judicial evita tão somente a prática de atos coercitivos de cobrança, a exemplo: execução fiscal. Sendo assim, o depósito importa apenas na suspensão dos atos executórios de cobrança; Fl. 330DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ 4 c) Não há que se falar em improcedência do lançamento efetuado pela fiscalização por força de depósito judicial, uma vez que este não tem o condão de impedir a constituição do crédito tributário; d) A atividade de lançamento é vinculada e obrigatória, nos termos do art. 142 do CTN, e visa afastar a decadência do direito de constituição do crédito tributário; e) Os acréscimos legais apenas serão cobrados nas hipóteses do levantamento do depósito antes do término da ação judicial, ou se, após a conversão de depósito em renda, forem observadas pequenas diferenças entre os valores devidos e aqueles depositados; Notificado do acórdão, em 01.08.2008 (AR acostado à fl. 274), o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 278/314), ratificando os termos expostos na Impugnação, na oportunidade, ressaltou: a) Que a constituição de crédito tributário de valores que foram depositados judicialmente somente poderia ocorrer sobre as eventuais diferenças existentes entre o montante supostamente devido e o efetivamente depositado, sendo, dever da Autoridade Fiscal, através do lançamento de ofício, constituir apenas o crédito tributário no importe dessa diferença. Porém, no presente caso, os valores exigidos pela autoridade competente, apontados no Discriminativo Analítico de Débito — DAD, são inferiores ao montante depositado em juízo; b) Que não houve qualquer justificativa hábil para a lavratura da NFLD n° 37.062.279 0, pois inexiste razão para o lançamento de qualquer crédito tributário relacionado ao INCRA. O montante foi integralmente depositado e poderá ser convertido em renda para o órgão previdenciário, independentemente de constituição do crédito, caso seja vitorioso na Ação Ordinária n° 2005.34.00.01.70118. Eis o relatório. Fl. 331DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ Processo nº 14474.000089/200727 Acórdão n.º 2302002.762 S2C3T2 Fl. 216 5 Voto Conselheira Juliana Campos de Carvalho Cruz, Relatora. Sendo tempestivo o recurso, passo a sua análise. Defende a Recorrente a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e a não incidência dos juros e da multa de mora, uma vez que os valores objeto do lançamento encontramse depositados em sua integralidade em conta vinculada à Ação Ordinária nº 2005.34.00.01.70118 que tramita perante a 1ª Vara Federal da Subseção de Brasília (vide fls. 229/237). Ao contrário do que pretende a empresa no que pertine a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, o depósito judicial, efetivado em seu valor total, não afeta o lançamento escorreito. Isto porque o ajuizamento de Ação Ordinária n° 2005.34.00.01.70118 pelo contribuinte visando afastar a cobrança de determinada contribuição, não impede a Administração de proceder ao lançamento, ainda que comprovados os depósitos judiciais (art. 151, inciso II, CTN). Nos termos do art. 142 do CTN, sendo a atividade administrativa vinculada, o auditor fazendário está obrigado a constituir o crédito tributário quando verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, sob pena de responsabilidade funcional. Vejamos a norma: "Art. 142 Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional." Desse modo, os depósitos judiciais suspendem tão somente os atos executórios da cobrança. Logo, não sobejam dúvidas quando a validade do ato de lançamento no período de 09/2005 a 12/2005, incluindo as parcelas do 13º. Quanto à não incidência dos juros e da multa de mora, analiso a questão dentro do disposto na legislação pátria. O art. 63 da Lei nº 9.430/96 dispõe que na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência relativa a tributo de competência da União, a interposição de ação judicial favorecida com medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, vide transcrição da norma: “Art. 63. Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do Fl. 332DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ 6 art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001) § 1º O disposto neste artigo aplicase, exclusivamente, aos casos em que a suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. § 2º A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição.” A norma é clara e não comporta maiores discussões. A imposição de multa, no caso específico de lançamento para prevenir decadência, deve obedecer ao dispositivo supracitado, suspendendo, pois a sua cobrança. Em relação aos juros de mora, o raciocínio não é diferente. É pacifico o entendimento desta Corte Administrativa no sentido de afastar a exigência dos juros de mora quando houver comprovação que os valores devidos encontramse depositados judicialmente em sua integralidade. Eis o teor da Súmula nº 05: “Súmula CARF nº 5: São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral.” Na hipótese, os depósitos foram efetuados antes do início da ação fiscal (NFLD lavrada em 18.06.2007), por isso, não há que se falar em multa e juros, pois não existiu inadimplemento por parte do contribuinte. Por todo o exposto: CONHEÇO do Recurso Voluntário, por tempestivo, para darlhe parcial PROVIMENTO, excluindo tão somente os juros e a multa de mora incluídos na presente ação fiscal. É como voto. Sala das Sessões, em 18 de Setembro de 2013. Juliana Campos de Carvalho Cruz Relatora. Fl. 333DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ Processo nº 14474.000089/200727 Acórdão n.º 2302002.762 S2C3T2 Fl. 217 7 Fl. 334DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ
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Numero do processo: 10467.720302/2010-54
Data da sessão: Thu Feb 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2006, 2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ESSÊNCIA DA ACUSAÇÃO RELACIONADA À INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA NOS CASOS DE DESAPROPRIAÇÃO. ACÓRDÃO QUE AFASTA A EXIGÊNCIA APLICANDO O ENTENDIMENTO DO STJ CONSOLIDADO NO RESP Nº 1.116.460 SP, JULGADO SOB A SISTEMÁTICA DO ARTIGO 543-C, DO CPC. ALEGAÇÃO DE QUE O CASO DOS AUTOS NÃO CARACTERIZA SITUAÇÃO PREVISTA NO RESP 1.116.460. ALEGAÇÕES DIVORCIADAS DA CAUSA DA AUTUAÇÃO. EMBARGOS CONHECIDOS E IMPROVIDOS.
A essência da acusação está descrita nos itens 4 e 5 do Termo de Verificação Fiscal onde é dito que a empresa ENARQ possuía imóvel registrado em sua contabilidade pelo valor de R$ 397.408,27, desapropriado pelo valor de R$ 5.906.893,21, resultando, no entender da autuante, em ganho de capital de R$ 5.599.484,94. Diante do fato do valor da desapropriação ter sido depositado em conta em nome da POLIBRAS em que o sócio-administrador é filho do Diretor da ENARQ, esta foi indicada como devedora solidária.
No julgamento a Turma afastou a incidência do Imposto de Renda sob o entendimento de que na desapropriação não ocorre a incidência.
Sem razão os embargos da PGFN quando dizem que o fato dos recursos terem sido depositados na conta da POLIBRAS altera a essência da receita, pois em momento algum é dito no Termo de Verificação Fiscal que o ganho de capital deu-se em razão da cedência do crédito resultante da desapropriação à POLIORÁS.
Embargos Conhecidos e Rejeitados.
Numero da decisão: 1402-001.586
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, admitir os embargos de declaração para, no mérito, rejeitá-los, nos termos do relatório que passam a integrar o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto - Presidente
(assinado digitalmente)
Moisés Giacomelli Nunes da Silva - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
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Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado ENARQ ENGENHARIA E ARQUITETURA LTDA e POLIBRAS EMPREENDIMENTOS LTDA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2006, 2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ESSÊNCIA DA ACUSAÇÃO RELACIONADA À INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA NOS CASOS DE DESAPROPRIAÇÃO. ACÓRDÃO QUE AFASTA A EXIGÊNCIA APLICANDO O ENTENDIMENTO DO STJ CONSOLIDADO NO RESP Nº 1.116.460 SP, JULGADO SOB A SISTEMÁTICA DO ARTIGO 543C, DO CPC. ALEGAÇÃO DE QUE O CASO DOS AUTOS NÃO CARACTERIZA SITUAÇÃO PREVISTA NO RESP 1.116.460. ALEGAÇÕES DIVORCIADAS DA CAUSA DA AUTUAÇÃO. EMBARGOS CONHECIDOS E IMPROVIDOS. A essência da acusação está descrita nos itens 4 e 5 do Termo de Verificação Fiscal onde é dito que a empresa ENARQ possuía imóvel registrado em sua contabilidade pelo valor de R$ 397.408,27, desapropriado pelo valor de R$ 5.906.893,21, resultando, no entender da autuante, em ganho de capital de R$ 5.599.484,94. Diante do fato do valor da desapropriação ter sido depositado em conta em nome da POLIBRAS em que o sócioadministrador é filho do Diretor da ENARQ, esta foi indicada como devedora solidária. No julgamento a Turma afastou a incidência do Imposto de Renda sob o entendimento de que na desapropriação não ocorre a incidência. Sem razão os embargos da PGFN quando dizem que o fato dos recursos terem sido depositados na conta da POLIBRAS altera a essência da receita, pois em momento algum é dito no Termo de Verificação Fiscal que o ganho de capital deuse em razão da cedência do crédito resultante da desapropriação à POLIORÁS. Embargos Conhecidos e Rejeitados. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 7. 72 03 02 /2 01 0- 54 Fl. 510DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 01/05/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10467.720302/201054 Acórdão n.º 1402001.586 S1C4T2 Fl. 0 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, admitir os embargos de declaração para, no mérito, rejeitálos, nos termos do relatório que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. Fl. 511DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 01/05/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10467.720302/201054 Acórdão n.º 1402001.586 S1C4T2 Fl. 0 3 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional em razão do acórdão proferido na sessão de julgamento de 09 de abril de 2013. Na ocasião, ao relatar o processo destaquei, dentre outros, os seguintes apontamentos: “Pelo que se extrai do auto de infração cuja cópia consta a partir da fl. 245, tratase de exigência notificada ao recorrente em 06/12/2010 (fl. 247), identificando as seguintes infrações, com o enquadramento legal que segue. 001 RECEITAS OPERACIONAIS (ATIVIDADE NÃO IMOBILIÁRIA) PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS GERAIS (fl. 247). Em relação à infração descrita no item 001, o lucro foi arbitrado com fatos geradores em cada um dos trimestres dois anoscalendário de 2006 e 2007 e a multa aplicada foi de 75%. 002 GANHOS DE CAPITAL Fato gerador Valor Tributável ou imposto Multa 30/09/2007 R$ 5.599.484,94 150% .... Quanto à infração de que trata o item 002 da autuação, a autoridade fiscal entendeu que na desapropriação há ganho de capital devendo tal valor ser oferecido à tributação. Como a requerente não declarou tais valores aplicouse multa de 150% sobre esta exigência. Pelo que se extrai dos autos o valor da desapropriação teria sido depositado em conta em nome da empresa POLIOBRAS. Intimada a informar a sua relação com a POLIOBRAS e o interesse desta nos eventos relacionados ao imóvel desapropriado, a proprietária do imóvel respondeu "que a participação da POLIOBRAS no recebimento dos recursos da desapropriação deveuse única e exclusivamente porque a ENARQ estava com restrições cadastrais em suas contas bancárias, precisando da cessão de uma conta de terceiros para recepcionar o depósito, sem contudo haver benefícios financeiros para a POLIOBRAS, que, informou, não é empresa coligada à ENARQ, mas apenas “por razões de conhecimento de Vossas Senhorias goza da confiança da ENARQ para um fato como o ocorrido”. Dado ao fato especificado no parágrafo acima, à empresa POLIOBRAS foi atribuída a condição de responsável solidária, com fundamento no art. 124, I, do CTN. Apresentada impugnação a DRJ julgou procedente o lançamento com acórdão que pode ser sintetizado na seguinte ementa: Fl. 512DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 01/05/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10467.720302/201054 Acórdão n.º 1402001.586 S1C4T2 Fl. 0 4 Anocalendário: 2007 GANHO DE CAPITAL. DESAPROPRIAÇÃO. A desapropriação configura uma das formas de alienação e o correspondente ganho de capital, quando existente, está sujeito ao Imposto de Renda, excetuandose apenas as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária, objeto de isenção . INDENIZAÇÃO. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA.GANHO DE CAPITAL. INCIDÊNCIA. O ganho de capital auferido em razão de desapropriação por necessidade ou utilidade pública não é isento do Imposto de Renda nem da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. (....) RESPONSABILIDADE PELO CRÉDITO TRIBUTÁRIO As pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador são solidariamente responsáveis pelo crédito tributário apurado. A empresa ENARQ foi intimada do acórdão por meio do AR de fls. 303. Não identifiquei nos autos intimação da empresa POLIOBRAS. Todavia, o recurso foi apresentado, em conjunto, o que supre eventual falta de intimação. Nas alegações recursais, restritas ao item 002 da autuação, as partes, reiterando os argumentos da impugnação, alegam, em síntese: a) efetivada a desapropriação, foi ajuizada ação popular em que o magistrado, em antecipação de tutela, determinou a "suspensão dos efeitos do ato que culminou com a desapropriação." Assim, o auto de infração deveria ter sido lavrado com exigibilidade suspensa até o trânsito em julgado da desapropriação, pois se esta não permanecer e a primeira recorrente tiver que devolver os valores não há o que se falar em ganho de capital, pois não haverá riqueza nova; b) que na desapropriação não há incidência de imposto de renda. Neste sentido cita jurisprudência do STJ e transcreve a Súmula 39 do antigo Tribunal Federal de Recursos1. c) Destaca que a matéria em questão já foi julgada sob a forma de recursos repetitivos junto ao STJ (RESP 1.116.460SP); d) que a multa tem caráter confiscatório; e) em relação ao recurso da POLIOBRÁS esta reitera a alegação de que somente emprestou sua conta bancária em face das restrições cadastrais da ENARQ, não havendo o que se falar em solidariedade visto que não realizou alienação, não teve imóvel desapropriado, não recebeu valores ou, em síntese, não praticou o fato jurídico tributário. 1 Súmula 39 do TFR. "Não está sujeita ao imposto de renda a indenização recebida por pessoa jurídica, em decorrência de desapropriação amigável ou judicial." Fl. 513DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 01/05/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10467.720302/201054 Acórdão n.º 1402001.586 S1C4T2 Fl. 0 5 Colocado em pauta, esta Turma deu provimento ao recurso da Contribuinte sendo que o acórdão embargado pode ser sintetizado por meio de sua ementa, a seguir transcrita: Ementa: DESAPROPRIAÇÃO. PESSOA JURÍDICA. GANHO DE CAPITAL. INEXISTÊNCIA. MATÉRIA DECIDIDA EM RECURSO REPETITIVO DO STJ. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. Quando a Constituição fala em preço justo está a se reportar a algo que garanta que o proprietário, pessoa física ou jurídica, com os recursos que receber, adquira bem de idêntico valor. Se houvesse incidência do imposto de renda, em determinadas ocasiões exigido pelo próprio desapropriante, isto quando este for a União, estarse ia impossibilitando que o então proprietário recompusesse seu patrimônio. Não há, na desapropriação, transferência da propriedade, por qualquer negócio jurídico de direito privado. Não sucede, aí, venda do bem ao poder expropriante. Não se configura, outrossim, a noção de preço, como contraprestação pretendida pelo proprietário. O 'quantum' auferido pelo titular da propriedade expropriada é, tãosó, forma de reposição, em seu patrimônio, do justo valor do bem, que perdeu, por necessidade ou utilidade pública ou por interesse social. Só é passível de tributação por meio do imposto de renda, a riqueza nova, ou seja, o acréscimo patrimonial experimentado pelo contribuinte ao longo de um determinado espaço de tempo. O valor recebido na desapropriação não representa acréscimo patrimonial, mas sim a substituição do patrimônio correspondente a determinado bem por quantia equivalente em espécie. (Precedente RESP 1.116.460SP, julgado sob a forma do artigo 543C, de observância obrigatória pelos Conselheiros do Carf, conforme previsto no artigo 62A, do Regimento Interno). Conforme consta da fl. 500, os autos foram encaminhados à PFN em 16/05/2013 que apresentou os embargos de declaração de fls. 501 e seguintes destacando: a) No presente caso o ente público desapropriou bem de propriedade da ENARQ ENGENHARIA E ARQUITETURA LTDA, mas expediu ordem bancária em favor da POLIBRÁS, mas a verdadeira favorecida seria a ENARQ ENGENHARIA E ARQUITETURA LTDA. b) Que nunca restou comprovado a transferência dos recursos recebidos pela POLIBRÁS para a ENARQ. Assim, a bem da verdade, houve cessão do crédito devido à ENARQ. c) Que em razão dos fatos acima não há similaridade com o recurso repetitivo nº 1.116.460 SP. d) Que no caso temse três atos jurídicos, a saber: 1) desapropriação do bem; 2) cessão do crédito; 3) recebimento do crédito pelo terceiro. Com tais considerações, requer a Fazenda Nacional o conhecimento dos embargos para sanar a omissão. É o relatório. Fl. 514DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 01/05/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10467.720302/201054 Acórdão n.º 1402001.586 S1C4T2 Fl. 0 6 Voto Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Relator. Os embargos são tempestivos. Deles conheci para ratificar o julgado deixando expressamente consignado de que a causa da autuação deuse com base no entendimento sintetizado na seguinte ementa da decisão da DRJ: GANHO DE CAPITAL. DESAPROPRIAÇÃO. A desapropriação configura uma das formas de alienação e o correspondente ganho de capital, quando existente, está sujeito ao Imposto de Renda, excetuandose apenas as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária, objeto de isenção . INDENIZAÇÃO. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA. GANHO DE CAPITAL. INCIDÊNCIA. O ganho de capital auferido em razão de desapropriação por necessidade ou utilidade pública não é isento do Imposto de Renda nem da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Conforme consta do termo de verificação fiscal, à fl. 268, em 23/08/2007 o Governo do Estado da Paraíba desapropriou imóvel pertencente à ENARQ pagando o valor de R$ 5.996.893,21. Como dito imóvel estava registrado na contabilidade da ENARQ pelo valor de R$ 397.408,27 foi apurado ganho de capital no valor de R$ 5.599.484,94. Desse modo, segundo destacou a autoridade fiscal, à fl. 270, “quando da efetivação da desapropriação a ENARQ adquirira as disponibilidades jurídica e econômica, sobre a renda proveniente do capital investido no imóvel objeto da operação, materializando, portanto, a hipótese legal suficiente e necessária à ocorrência do fato gerador do imposto de renda.” Argumenta a autoridade fiscal que o ato do Governo ter suspendido a desapropriação informada não importa em modificação do fato gerador que deuse no momento da desapropriação2. Quanto à responsabilidade atribuída à empresa POLIOBRÀS, conforme relatado anteriormente e destacado à fl. 273, tal fato deuse em virtude desta ter intermediado “a transferência dos ganhos”, superando assim as restrições em face das penhoras existentes contra a ENARQ. Dos fatos acima narrados percebese que em momento algum a causa da autuação da empresa ENARQ esteve relacionada a quaisquer fatos destacados nos embargos de declaração, isto é, a alegada cedência do crédito à POLIOBRÁS. A exigência de ganho de capital em face da ENARQ deuse pelo fato desta possuir registrado em sua contabilidade imóvel pelo valor de R$ 397.408,27, que foi desapropriado pelo valor de R$ 5.996.893,21, gerando ganho de capital no valor de R$ 5.599.484,94. Em momento algum é dito no Termo de Verificação Fiscal que o ganho de capital deuse em razão da cedência do crédito resultante da desapropriação à POLIOBRÁS ou do fato do Governo ter depositado em conta desta o aludido crédito. 2 Em face do resultado do julgamento que por força do artigo 62A, do Regimento Interno do CARF, apicou o entendimento consolidado em recuso repetitivo, este segundo argumento sequer foi analisado pelo Colegiado. Fl. 515DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 01/05/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10467.720302/201054 Acórdão n.º 1402001.586 S1C4T2 Fl. 0 7 Ademais, importante lembrar que aquele que dispõe de crédito proveniente de desapropriação, não sujeito à incidência de imposto de renda, e transfere a terceiro pelo mesmo valor, não está obtendo riqueza nova. Não pode se confundir as situações em que o titular do crédito cedeo com ágio a terceiro, situação em que a diferença estaria sujeita a incidência de tributos, das situações em que o crédito é cedido pelo mesmo valor. No caso dos autos, ainda que a acusação dissesse respeito à cedência do citado crédito à POLIOBRAS, não tendo a autoridade autuante demonstrado que a suposta cedência teria ocorrido por valor superior ao crédito da desapropriação, não há o que se falar em ganho de capital. Por fim, registro que a pretensão contida nos embargos da PGFN, pretendendo dar nova qualificação aos fatos descritos no termo de verificação fiscal, se acolhida, resultaria em modificação do critério jurídico adotado quando do lançamento, o que, à luz do artigo 146 do CTN, revelase inadmissível. ISSO POSTO, conheço dos embargos para ratificar que a autuação fiscal tem por causa a desapropriação, e, no mérito, rejeitoos. (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Fl. 516DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 01/05/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA
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Numero do processo: 13855.000204/92-60
Data da sessão: Wed Aug 23 00:00:00 UTC 1995
Ementa: FINSOCIAL - Somente o Poder Judiciário aprecia e declara
a inconstitucionalidade das Leis, porque presumem-se
constitucionais todos os atos emanados do Executivo e do
Congresso Nacional. A falta de recolhimento para o
Finsocial nos prazos regulamentares, enseja o lançamento de
ofício para sua cobrança. Indevida a aplicação de alíquota
superior a 0,5% (meio por cento).
Numero da decisão: 102-30.093
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos dar provimento parcial ao recurso para reduzir a cobrança do finsocial, á aliquota de 0,5%, rejeitadas as preliminares, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: José Clóvis Alves
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A falta de recolhimento para o Finsocial nos prazos regulamentares, enseja o lançamento de ofício para sua cobrança. Indevida a aplicação de aliquota superior a 0,5% (meio por cento). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LAURO ALBERTO NEIVA (FIRMA INDIVIDUAL) ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unaním,i, dade de. voito4 dan p vímento pancíal ao ne. n.)s o pana teduziLA a co b,zan_ça do F oe.ct, a ali-quota O , 5% , nej eíitadais a4 pne.límínaneis , no4 itenmo4 do nelait5nío e v o - to ue pa pitu e.nite j ulgado " 4 agial cat ásYtesUiitél F), em 2 3 de agosto -de 1995. g \ WALDEVAN AL :21P, OLI VEIRA VICE - PRESIDENTE 1 MIM "", J• ' P *VIS AL' S - RELATOR VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: 2 AGO 1995 ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: Unis a./ a H aift en , Ma- ia de. Andnade Figueínedo , J Cj.) an Gomeis da SiLl y a, e Jo- Canlo P ais uello . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 02 PROCESSO N° :13855/000.204/92-60 RECURSO N°: - 83.221 ACORDÃO N°: 102-30. 093 RECORRENTE: LAURO ALBERTO NOVA (FIRMA INDIVIDUAL) RELATÓRIO Em 03 de junho de 1992 a firma individual supra identificada, foi autuada e intimada a recolher o valor equivalente a 1.466,35 UFIR de contribuição para o Finsocial, e acréscimos legais, referente aos meses de janeiro a dezembro de 1991, por ter deixado recolher aos cofres do Tesouro Nacional a referida contribuição. Tempestivamente a contribuinte impugnou o lançamento, onde argumenta que a cobrança do Finsocial passou a ser inconstitucional, após a edição da Constituição Federal promulgada em 05 de outubro de 1988 e que a majoração de 0,5% para 2% é ilegal, pois já havia sido editada a Lei 7.689/88 que substituiu o Finsocial pela Contribuição Social sobre o lucro das empresas. O julgador monocrático manteve o lançamento, visto que o impugnante não discutiu a matéria de fato, restringindo-se a questões de direito quanto a constitucionalidade, deixando de aprecia-las por serem de competência exclusiva do Poder Judiciário. Da decisão do Delegado, a contribuinte recorre a este Conselho, alegando em síntese, o seguinte: Preliminarmente levanta a questão de nulidade da decisão de primeira instância, por não ter apreciado as questões de direito aplicáveis à espécie, detalhadas na impugnação, implicando em cerceamento do direito de defesa, por não respeitar os princípios constitucionais vigentes. Requer que seja a decisão monocrática julgada nula, e os autos devolvidos à origem, para novo julgamento, conforme razões deduzidas pela recorrente. Quanto ao mérito, reitera a exposição feita na impugnação e lembra que o Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada em 16 de dezembro de 1992, julgou inconstitucionais as majorações de alíquotas do Finsocial, mantendo para todos os efeitos a alíquota de 0,5%, até a extinção formal do tributo, vinda com a Lei Complementar n° 70/91. É o relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 03 PROCESSO N° :13855/000.204/92-60 ACURDÃO NQ 102-30.093 VOTO Conselheiro: José Clóvis Alves, Relator: O recurso é tempestivo, pois foi apresentado dentro do prazo previsto no artigo 33 do Decreto 70.235/72 e dele tomo conhecimento. Quanto às preliminares levantadas: 1) A paralisação do processo administrativo, solicitada na impugnação não pode ser aceita, porque o artigo 5° inciso LV da Constituição Federal de 1988 não é incompatível nem revogou, tácita ou expressamente, o parágrafo único do artigo 62 do Decreto 70.235/72, que para análise e convicção abaixo transcrevemos: Constituição Federal promulgada em 05/10/88: Art 5°: Inciso LV - Aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. Decreto 70.235/72 - Regulamenta o Processo Administrativo Fiscal: Art 62 - Durante a vigência de medida judicial que determinar a suspensão da cobrança do tributo, não será instaurado procedimento fiscal contra o sujeito passivo favorecido pela decisão, relativamente à matéria que versar sobre a ordem de suspensão. Parágrafo único - Se a medida referir-se a matéria objeto de processo, o curso deste não será suspenso, exceto quanto aos atos executórios.(grifamos) Como se percebe, não há nenhuma incompatibilidade entre a aplicação do artigo 5° inciso LV da CF, com o artigo 62 § único do Decreto 70.235/72. A continuidade do processo determinada pela legislação, foi cumprida pela administração, em consonância com a norma legal, não cabendo portanto a paralisação argüida pela defendente. 2) Quanto à nulidade pretendida para a decisão de primeira instância, por cerceamento do direito de defesa temos o seguinte: A autoridade monocrática somente deixou de apreciar as questões de direito relativas a constitucionalidade, por não ser foro adequado à discussão da matéria. A contribuinte não discutiu a matéria de fato, sendo pois perfeita a afirmação da fiscalização de que não recolhera a contribuição no período abrangido pela autuação; sobre os fatos, o delegado proferiu a decisão, mantendo o lançamento. A não apreciação de matéria para a qual a autoridade seja incompetente, não tem o condão de tornar nula a decisão proferida. Assim decido não acolher as preliminares apontadas pelo recursante, por não estarem dentro daquelas previstas pela legislação , por não ter sido ferido o direito de defesa. A apreciação da Constitucionalidade das Leis cabe exclusivamente ao Poder Judiciário, pois presumem-se Constitucionais os atos emanados dos poderes Legislativo e Executivo, até julgamento definitivo em contrário. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 04 PROCESSO N° :13855/000.204/92-60 ACRDÃO 102-30.093 NQ Quanto aos fatos, ficou demonstrado que a contribuinte não recolheu a Contribuição para o Finsocial referente aos meses de janeiro a dezembro de 1991, pois tanto na peça impugnatória quanto no recurso logrou demonstrar a inveracidade da afirmação feita pela fiscalização na descrição dos fatos constante do auto de infração. Assiste razão a contribuinte em relação às alíquotas aplicadas, visto que o Poder Judiciário decidiu serem inconstitucionais os artigos da legislação que majoraram as alíquotas para 1,2% e 2%; a própria Receita Federal, admitiu e admite o parcelamento da referida contribuição a 0,5%. Assim, conheço o recurso, como tempestivo, para no mérito DAR-LHE provimento parcial, para que se cobre a Contribuição para o Finsocial mediante a aplicação da alíquota de 0,5% (meio por cento) Brasília DF, 23 de agosto de 1995. / 49n0 I , Ofitre,g,CMCP- - Fe-4i~ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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