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Numero do processo: 10510.000890/2002-23
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.101
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos,dec1inar competência do julgamento do recurso voluntário ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, em razão da matéria, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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E OBRAS, PÚBLICAS - CEHOP DRJ - SALVADORf BA Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. "MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Formalizado em: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Zenaldo Loibman, , Nanci Gania, Sérgio de Castro Neves, sílvo Marcos' Barcelos Fiúza, Marciel Eder Costa ,e Tarásio Campelo Borges. . ' AÇORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuil)tes, por unanimidade de votos,dec1inar competência do julgamento do' recurso voluntário ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, em razão da matéria, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. \. o • • ',I. Processo ,n° Recurso n°.•~, Sessão de Recorrente Recorrida 2 Requer sejaj'ulgada insubsistente a infração aplicada. RELATÓRIO -, 1051.0.000890/2002-23 . ,303-01:101 \ Remetidos os autos a DRJ/SAL VADOR-BA, a autoridade monocrática, in'deferiu o pleito do contribuinte (fls. 19/21), sob a aiegação de que a exigência consubstanciada no Auto de Infração tem amparo no artigo 44, incisos l, e ' lI, do parágrafo 10 da Lei 9.430/96. .' ' Irresignado, o contribuinte apresenta a Impugnação de fls. 01/02, na qual' alega, em suma, que resta prej~dicada qualquer multa ou 'encargos incidentes ,sobre a autuação, uma vez que, em 11.06.97 efetuou o recoll,lÍmento de Cofins, referente ao período de. apuração de 31 de maio de 1997, com .vencimento em 10;06/97, conforme cópia de Dai-f, que anexa. (i) 'considerando que, não houve. a omissão' voluntária no recolhimentq da multa de mora, inexiste razão para a .incidência do prescrito no incisà I, do arti.,44, da Lei 9.430/96, uma vez que ocorreu apenas uma imperfeição no preenchimento da DARF; , (ii) inconteste que a Recorrente efetuou a quitação da Cofins após o vencimento, contudo, não menos evidente é o fato de que, por equívoco, ao preencher o documento de arrecadação~ no lugar de inserir no campo da multa o atinente valor, o fez naquele destinado aos juros 'de mora, quando a tal título eram devidos, por se tratar de recolhimento no mesmo mês 'de exigência do imposto; , Inconformado com a decisão singular, o contribuinte interpôs 'tempestivo Recurso Voluntário (fls. 24/25), onde 'reitera todos os argumentos, fundamentos e pedidos de sua Peça Impugnatória e, acrescenta, em suma, que: . . - (. F~damtmta-se a autuação no artigo 160da Lei 5,172/66, àrt. 10da Lei 9.249/95, arts. 43e 44, incisos I e II e parágràfo 1'?, jnciso iI' e S2~ da Lei .9.430/96 .. 'Trata-se de Impugnação' ao Auto de Infração de fls. 07, decorrente de reaÜzação de Auditorialntema naDCTR,arravés do qual se exige o pagamento de Multa Isoladà, em razão de falta de' pagamento da multa de m0ra devida sobre a Cofins recolhida com. atraso, relativa ao período de 'apuração de maio de 1997,. , conforme demonstrativos 'de fls. 09/12. Processo n° . ResoluçãQ nO / .c. 10510.000890/2002-23 303-01.101 (iii) uma coisaé deixar de fazer, 'Outra é proceder de forma inexata; 3 .. Te~do em vista o dIsposto na Portaria MF n0314, de 25/08/99, deixam os autos de serem encaminhados para ciência da. Procuradoria da Fazenda NaCional, quanto ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. Os autos foram distribuídos a este Conselheiro, constando numeração até às fls. 32, última. IÉ o relatório. Requer seja acolhido o, Recurso, para que. este seja julgado procedente, no sentido de julgar excessiva a multa aplicada, anulando-se' o .Auto de Infração. . . . (v) "( ...) por salutar e por Justiça, ideal apenas a prescrição do . assegurado no art.61 daquele diploma legal". .' / , (iv) "e o disposto no art. 44, inciso I, deve ser aplicado, porque esta configura a inteligência da norma, nahipót~se primeira. Isto ~, quando 'evidenciado .que o sujeito passivo, por ato deliberado, mesmosabendo-s.e em atraso, recolhe ou paga o tributo~em o acréscimo da ~orrelata multa .. Jamais no caso de simples inexatidão, tanto de cálculo como de escrita, porque aí não resta presente a vontade de ignorar a mora e, por conseqüência,.o corresponde aumento em ptejuízo do Fisco"; Processo n° /Resolução nO \ " 4 \ VOTO 10510.000890/2002-23 303~01.101 . ' (...) "Art. 8° Compete ao Segundo Conselho de 'C.ontribuirites julgar os recursos de ofício e voluntários de decisões de primeira instânciásobre a ~plicação da legislação referente a: . III - Contribuições para' o Programa de Integração' Social e de Formação do Serviço, /Público (PIS/PASEP) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), quando suas exigências não estejamlastreadas, no todo ou em parte, em fatos'. ," . cuja apuração serviu para ,determinar a prática de' infração a' dispositivos legais do Imposto de Renda; (Red~ção dada pelo art. 2° da Portaria MF n° 1.132, de 30/09/2002)." Nestes termos, a matéri~ em questão, COFINS, éde competência' do Segundo Conselho de Contribuintes, como dispõe o artigo 8°, inciso m, 'também do Regimento Interno dos Conselhos de Contr~buintes. " 'É de se ressaltar que a' ~atéria atinente a COFINS' é de çompetênda do,Segundo Conselho de Contribuintes, nos termos do artigo 8°; m do Regimçnto Interno dos COIÍselhosq.eContribuintes,senã6, vejamos:, Da análise dos autos, constata-se que à mat~ria à que versa o presente p'rQcesso é, na realidàde, atinente ao COFINS.' . Por conter' matéria deste E. Conselho', conheço do' Recurso Voluntário, tempestivamente interposto pelo contribuinte.. / \ . Processo n° Resolução nO , Çonselheiro Nilton Lui~ Bartoli, Relator '- • , . ' . I '; Desta-feita, cabe,ao Segundo Conselho.d~Contríbuintes apreciar , .' ' , 'r ' . , O Recurso Voluntário ,em questão; pelo que, yoto por declinar da competência para' apredar amatéria pertinenteaosay.tosem:apreço. . ' .1-. \ I' J , " '- '. , , ',' . \ "~o " \ \ I" \ ' , \ •• J, 5 AR;07elatof .... . '. t , \ 'I 't 10510.000890/2002-23 ~--: 303,-01,.101 I / I', ", \ ,/"., .... ; . J ./ " Saladas Sessões, em 2?d~ fevereiro de 2096 " .. Processo n° .' Resolução n° , \ 'I " " " I ' ~ ,I I; '1i " 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 10845.001587/2009-32
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
DESPESAS MÉDICAS. TRATAMENTO DE NÃO DEPENDENTE.
Não se admite dedução de despesas médicas com tratamento referente a pessoa que não seja dependente perante a legislação do imposto de renda.
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. In casu, no lançamento não foram apontados indícios em desfavor da presunção de veracidade e
idoneidade dos recibos nem qualquer descumprimento de qualquer requisito legal inerente a estes documentos.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-001.629
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer R$40.000,00 (quarenta mil reais) de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS. TRATAMENTO DE NÃO DEPENDENTE. Não se admite dedução de despesas médicas com tratamento referente a pessoa que não seja dependente perante a legislação do imposto de renda. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. In casu, no lançamento não foram apontados indícios em desfavor da presunção de veracidade e idoneidade dos recibos nem qualquer descumprimento de qualquer requisito legal inerente a estes documentos. Recurso provido em parte.
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TRATAMENTO DE NÃO DEPENDENTE. Não se admite dedução de despesas médicas com tratamento referente a pessoa que não seja dependente perante a legislação do imposto de renda. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. In casu, no lançamento não foram apontados indícios em desfavor da presunção de veracidade e idoneidade dos recibos nem qualquer descumprimento de qualquer requisito legal inerente a estes documentos. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer R$40.000,00 (quarenta mil reais) de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 24/05/2012 Fl. 156DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello. Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2006 , anocalendário 2005, em virtude de glosa de dedução de R$1.354,77 a título de contribuição à previdência privada e inclusão do valor na dedução de despesas médicas por ter sido incluído em campo errado e glosa de dedução de despesas médicas no valor de R$42.773,23 em virtude de falta de previsão legal ou falta de comprovação, indicando que o contribuinte, uma vez intimado, não comprovou a efetividade do serviço prestado e respectivo desembolso referente a psicanalista (R$25.000,00), fisioterapeuta (R$7.000,00) e dentista (R$8.000,00), além de consignar que houve dedução de despesas com Rosana C. C. Gouveia que não é dependente e não haver previsão legal para dedução de acupuntura e cirurgia plástica estética. Tal como adequadamente lavrado no relatório de primeira instância, na impugnação foi alegado em síntese que: 1) Cerceamento de defesa posto que o valor deve estar claramente especificado. Houve excesso na glosa posto que nenhum recibo médico contém valores expressos por centavos, excetuando os planos de saúde. Invoca o principio da ampla defesa e do contraditório; 2) Os valores glosados foram comprovados por recibos idôneos e com todos os requisitos legais, mais relatórios e declaração dos profissionais; 3) Não houve afirmativa categórica de qual ato ilegal o contribuinte praticou; 4) Somente na falta de recibo, a lei faculta comprovação através de cheque; 5) 0 fisco não demonstrou os motivos para solicitar prova efetiva da prestação de serviços. Não ocorreu procedimento administrativo que ateste inidoneidade dos recibos apresentados. Cita decisões administrativas; 6) 0 contribuinte agiu de boa fé e se esforçou em levar mais elementos de comprovação do efetivo serviço prestado; 7) Faz jus A dedução da contribuição realizada a CAPEP e se houve erro de campo a ser lançado, este valor jamais deveria ter sido glosado e sim incluído no campo correto. 0 auditor aceitou dos outros exercícios e rejeito deste, o que é ilícito e imoral; 8) Requer: provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente documental e pericial e juntada de novos elementos; cancelamento do auto de infração com restabelecimento das deduções. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10845.001587/200932 Acórdão n.º 280201.629 S2TE02 Fl. 151 3 A impugnação foi indeferida pela 10ª Turma da DRJ São Paulo II, cujos principais fundamentos foram que (a) não houve prejuízo à defesa que foi integralmente exercida com a impugnação, (b) que a diferença alegada pelo impugnante referente à soma dos valores apontados na notificação de lançamento devese à glosa referente a despesas com Rosana Gouveia, trecho omitido pelo impugnante, o qual se defendeu integralmente alegando, inclusive que não houve despesas em benefício desta pessoa, e também à inclusão do valor de R$1.354,77 indevidamente declarado como contribuição à previdência privada (c) que as despesas médicas para serem deduzidas dependem da comprovação por parte do contribuinte da efetiva prestação dos serviços e do desembolso correspondente, a juízo da autoridade lançadora (art. 73 do RIR1999), sendo os recibos prova apenas a priori e os relatórios e declarações dos prestadores de serviço insuficientes para justificar a dedução. O acórdão recorrido apontou, ainda, os recibos em nome de Rosana C. C. Gouveia, os quais totalizam R$4.128,00 (fls. 105/108); que as despesas foram de valor elevados o que justifica questionar a validade dos recibos apresentados à fiscalização (fls 61 e ss.) e reapresentados com a impugnação (fls. 14/28), além de fazer as seguintes objeções referentes à formalidade dos recibos perante a legislação: Às fls. 14 — comprovante de rendimento da prefeitura Municipal de Santos comprovando desembolso a titulo de Assistência Médica — CAPEP, no valor de R$ 1.3540,77; Às fls. 15/21 — recibos referentes a tratamento de fisioterapia, sem identificar o paciente, sem constar o endereço do profissional e sem comprovação do efetivo tratamento e do pagamento, emitidos por Ney Adriane E. F. Santos; Às fls. 22 — recibo único referente a serviços profissionais prestados, sem especificar o tratamento, indicando pacientes o próprio contribuinte e suas filhas e sem comprovação do efetivo tratamento e do pagamento, emitido por Cláudio Sérgio Mucci; Às fls. 23/28 — recibos referentes a tratamento terapêutico familiar, sem identificar os pacientes, sem constar o endereço do profissional e sem comprovação do efetivo tratamento e do pagamento, emitidos por José Francisco Cetertick neto. O procedimento de glosa de contribuição à previdência privada com a inclusão como despesa médica foi ratificado pela DRJ que destacou que esse valor (R$1.354,77) deveria ter sido declarado como despesa médica, o que foi corrigido pela fiscalização de forma que o montante de R$1.354,77 foi usado para reduzir a glosa das despesas médicas de R$44.128,00 para R$42.773,23. Ciente da decisão de primeira instância em 25/10/2010, o recorrente apresentou recurso voluntário em 24/11/2010, no qual apresenta os seguintes argumentos: 1. reitera a existência de falta de clareza no lançamento e erro na soma dos valores glosados (R$40.000,00 contra R$42.773,23), causando prejuízo à ampla defesa; 2. discorda da glosa de contribuição à previdência privada, entende que deve ser considerada tal como informou em sua Declaração de Ajuste Anual, se o recorrente se Fl. 158DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 equivocou não deveria o fisco ter glosado e sim incluído no campo correto, uma vez que não acarretou prejuízo ao fisco; 3. o julgador não se ateve aos documentos apresentados e muito menos aos argumentos do recorrente, os quais reitera no presente recurso; 4. as despesas foram comprovadas com recibos idôneos apresentados ao AuditorFiscal, que glosou a dedução sem apontar o ato ilegal praticado, que certamente não foi a falta de comprovação; 5. o acórdão recorrido cita o art. 368 do CPC e art. 219 do CC deixando claro o cerceamento do direito de defesa ao não deixar de intimar o impugnante para produção de outras provas, muito embora houvesse requerimento neste sentido; 6. o art. 219 do Código Civil é inaplicável neste caso; 7. a glosa representa apenas animo de arrecadar, pois não houve representação acerca de falsidade sem se procurou os profissionais emitentes dos recibos que estariam pagando mais imposto; 8. além dos recibos hábeis e idôneos, apresentou outras provas da prestação de serviço com relatórios de atendimento e declarações firmadas pelos profissionais acima citados, documentos não valorizados no acórdão recorrido; e 9. não há obrigação de fazer pagamento dessas despesas em cheque ou transferência bancária e a decisão recorrida contraria jurisprudência deste Conselho, especialmente por não demonstrar os motivos que levaram o Auditor Fiscal a solicitar provas da efetiva prestações de serviço, além dos recibos entregues tempestivamente, não há prova consistente nos autos que contrarie as que foram produzidas pelo recorrente. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O recorrente alega o lançamento não foi claro e que houve erro na soma do valor glosado, o que restringiu seu direito à ampla defesa. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10845.001587/200932 Acórdão n.º 280201.629 S2TE02 Fl. 152 5 Da leitura da notificação de lançamento extraise que houve glosa de contribuição à previdência privada (CAPEP) com a inclusão desse valor como despesas médicas, as despesas médicas foram glosadas por falta de comprovação ou por falta de previsão legal (pagas a não dependente e referentes a acupuntura ou cirurgia estética) e que as despesas médica tidas como não comprovadas somam 40.000,00, sendo R$25.000,00 de psicanalista, R$7.000,00 de fisioterapeuta e R$8.000,00 de dentista. Analisando a impugnação identifico que houve defesa ampla, tanto em preliminares como de mérito, sendo incabível alegar cerceamento do direito de defesa. Lendo o recurso voluntário verifico que o recorrente insurgese contra trechos claros do acórdão de primeira instância, manifestando inconformismo até mesmo contra o que não lhe prejudica e requerendo o que lhe foi concedido no lançamento e ratificado na primeira instância. Vejamos: a) ao utilizarse da peça recursal para alegar que o valor de contribuição à CAPEP deveria ser incluído como despesa médica, está requerendo que se faça exatamente o que a fiscalização fez e adequadamente descreveu na notificação de lançamento, e foi ratificado no acórdão recorrido. Aqui sequer há litígio, parte do recurso que não se deve conhecer. b) não há erro de cálculo, basta que o recorrente leia mais atentamente a notificação de lançamento e o acórdão recorrido onde foi apontado que a glosa de R$42.773,23 foi apurada da seguinte forma: despesas declaradas e não acatadas pela fiscalização (R$44.128,00) menos valor pago à CAPEP e declarado como contribuição à previdência privada (R$1.354,77). O valor de R$40.000,00 corresponde aos conjunto de recibos que não foram admitidos como forma de comprovação do pagamento. Sem razão o recorrente. Passo ao mérito propriamente dito. O litígio possui dois pontos: a falta de comprovação e a falta de previsão legal para deduzir despesas com a Srª Rosana C. C. Gouveia, pois esta não é dependente do recorrente e porque, segundo a fiscalização seriam indedutíveis despesas com acupuntura e cirurgia plástica estética. É fato incontroverso que a Srª Rosana Gouveia não é dependente do recorrente. E não foi contestada expressamente essa glosa que soma R$4.128,00 (fls. 105/108). As despesas médicas dedutíveis são restritas às efetuadas como o próprio contribuinte ou seus dependentes perante a legislação do imposto de renda, o que é razão, por si só, suficiente para não ser admitida a dedução. A outra questão tratada neste processo é a comprovação de despesas médicas referentes aos profissionais José Francisco (psicanalista), Ney Adriane (fisioterapeuta) e Cláudio Mucci (dentista), que somam R$40.000,00. Em casos desta natureza, tenho reiteradamente decidido que, a princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas, mas, em havendo fortes indícios de que a Fl. 160DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 documentação é inidônea, existe o direitodever de o fisco intimálo a comprovar o efetivo desembolso e prestação do serviço. Assim, a decisão sobre a dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador. Tomo como ponto de partida a imputação feita no lançamento e nela não vejo apontamento algum de indícios em desfavor dos documentos apresentados pelo recorrente, logo não há nos autos elementos que permitam afastar a idoneidade dos documentos apresentados pelo requerente para fazer jus às deduções pleiteadas. A autoridade fiscal não apontou quais as razões pelas quais os recibos apresentados não são suficientes ainda que atendam as formalidades legais. Não fez qualquer ressalva quanto a aspectos formais, o que somente ocorreu na decisão de primeira instância. Os documentos comprobatórios apresentados pelo recorrente estão acostados às fls. 15/28. Em que pese seja sensível às preocupações do julgador de primeira instância, tomo como premissa que o devido processo legal exige que o processo caminhe sempre para frente e que o contribuinte arque com o ônus de defenderse unicamente da imputação que lhe foi feita no auto de infração (falta de comprovação de pagamento e falta de previsão legal para deduzir despesas com não dependente). Não cabe ao julgador ocupar o papel da autoridade lançadora no sentido de comprovar a inidoneidade dos recibos e, ainda que haja imperfeições na lei que permitam eventual deturpação do benefício fiscal, não é lícito ao julgador, na tentativa de corrigir essas imperfeições, aumentar as exigências comprobatórias ao contribuinte sem base legal. Não havendo prova em desfavor dos recibos, das declarações e relatórios elaborados pelos profissionais – ainda que por meio de um conjunto forte de indícios e enquanto não houver disciplina legal mais adequada, atende ao verdadeiro interesse público privilegiar o devido processo legal e as demais garantias ínsitas ao Estado Democrático de Direito, cujos valores superam eventual perda arrecadatória. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer R$40.000,00 (quarenta mil reais) de dedução de despesas médicas. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 161DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10845.001587/200932 Acórdão n.º 280201.629 S2TE02 Fl. 153 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão identificado em epígrafe. Brasília/DF, 24 de maio de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 162DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 Fl. 163DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10880.004495/99-36
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 303-00.951
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso em diligencia a Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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RECURSO N° : RECORRENTE : RECORRIDA : 10880.004495/99-36 16 de junho de 2004 125.379 PLANETA AZUL ESCOLA INFANTEL S/C. LTDA. DR.I/SÃO PAULO/SP RESOLUÇÃO N2 303-00.951 RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligencia a Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 16 de junho de 2004 NT3ARTOJ ART: W lator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, ZENALDO LOIBMAN, SÉRGIO DE CASTRO NEVES, NANCI GAMA, SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA e DAVI EVANGELISTA. (Suplente). Esteve Presente a procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. MA/3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.379 RESOLUÇÃO N° : 303-00.951 RECORRENTE : PLANETA AZUL ESCOLA INFANTIL S/C. LTDA. RECORRIDA : DRI/SA.-. 0 PAULO/SP RELATOR(A) NILTON LUIZ BARTOLI RELATÓRIO Trata-se de julgamento suplementar ao Acórdão 201-74.875, proferido pela Eg. Primeira Camara do Segundo Conselho de Contribuintes, juntado as fls. 89/92 dos presentes autos, tendo em vista Embargos de Declaração opostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, fls. 94/97. Por oportuno, ressalto que o d. Presidente da la Camara do Segundo Conselho de Contribuintes, à época revestido de competência para examinar a matéria, com o fim de esclarecer os Embargos apresentados pela Procuradoria, determinou que fosse realizada diligência ao órgão de origem, a fim de que fosse verificada, especificamente, quais as pendências do contribuinte junto à PGFN, apontando quais as contribuições, valores e períodos referentes a apontada pendência. Em atendimento a referida diligência, foram juntados aos autos os extratos da situação da empresa junto à Procuradoria da Fazenda Nacional, documentos de fls. 100/105. Pelo disposto no artigo 5° da Portaria MF n° 103, de 23 de abril de 2002, foram os autos encaminhados a este Conselho, por tratar-se de matéria de sua competência. Acatados referidos Embargos pelos Despachos de fls. 110/112, tornam os autos a esta Eg. Camara para apreciação e julgamento. E o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO : 125.379 : 303-00.951 VOTO Tendo em vista o acolhimento aos Embargos interpostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do Despacho de fls. 112, tomo conhecimento do Recurso Voluntário e respectivos Embargos de Declaração, por conter matéria de competência deste Eg. Conselho de Contribuintes. Observa-se que o fundamento e motivos dos Embargos de Declaração apresentados pela Procuradoria da Fazenda Nacional, deram-se pelo fato de omissão apurada no v. Acórdão recorrido. Referida omissão deu-se a respeito de um dos motivos apresentados no Ato Declaratório de Exclusão do contribuinte do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples, qual seja, "Pendências da Empresa e/ou Sócios junto a PGFN." Anote-se que este Relator entende que a análise de qualquer questão no âmbito do Processo Administrativo Fiscal deve ser norteada pelos princípios da materialidade e da tipicidade. Oportuno, no entanto, a discussão a fim de que outros princípios jurídicos, inerentes ao Processo Administrativo Fiscal, sejam trazidos à colação, tal como o principio da verdade material. 0 principio da Verdade Material norteia o julgador para que descubra qual 6 o fato ocorrido e, a partir dai, qual a norma aplicável, ou seja, a verdade objetiva dos fatos, independente das alegações da impugnação do contribuinte, ou das interpretações realizadas pela Fazenda no momento do lançamento. O principio da verdade material teve inicio no Direito Penal, da fase inquisitória, no procedimento de averiguação dos fatos relativos ao crime com o fim de se determinar sua materialidade e autoria, tendo sido transpassado ao processo, como direito de defesa do acusado. O que se busca no processo administrativo é averiguar se ocorreu no mundo dos fenômenos o fato hipoteticamente previsto na norma, e em que circunstâncias deve ser interpretado. Os fatos são a expressão escrita de um acontecimento em determinado tempo e espaço. Sao os documentos que declaram a existência ou não de um fato para que alcance sua relevância para o Direito. Dai 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.379 RESOLUÇÃO N° 303-00.951 porque, independentemente do momento em que os documentos são produzidos para relatar um fato, aqueles se reportaram ao tempo e espaço em que houve a ocorrência deste ultimo. Para o doutrinário Paulo Celso B. Bonilha, em sua obra "Da Prova no Processo Administrativo Tributário" (Ed. Dialética, São Paulo, 1997, 2 edição) ao tratar do ônus da prova na relação processual tributária, conclui que: "Se é verdade que a conformação peculiar do processo administrativo tributário exige do contribuinte impugnante, no inicio, a prova dos fatos que afirma, isto não significa, como vimos, que, no decorrer do processo, seja de sua incumbência toda a carga probatória. Tampouco a presunção de legitimidade do ato de lançamento dispensa a Administração do ônus de provar os fatos de seu interesse e que fundamentam a pretensão do crédito tributário, sob pena de anulamento do ato." Assim, em nome de uma distribuição de Justiça mais serena e mais condizente com os princípios norteadores da atividade administrativa judicante, tais como o da verdade material, da certeza jurídica nas relações tributárias, da moralidade administrativa e da legitimidade e motivação dos atos administrativos, entende este julgador que, antes mesmo de se manifestar acerca da matéria de direito envolvida nos presentes autos, deve ser dado ao contribuinte, oportunidade de manifestar-se acerca dos documentos trazidos As fls. 100/105. Tal providência se justifica, até pelo fato de que o Ato Declaratório que ensejou a exclusão do contribuinte da sistemática Simples, não traz em seu bojo discriminação das pendências que haveriam motivado sua exclusão. Isto posto, em observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa, bem como ao principio da verdade material, voto pela conversão do julgamento em diligência, a fim de que seja dada oportunidade para que o contribuinte se manifeste acerca dos extratos juntados as fls. 100/105, dizendo se reconhece as pendências apontadas e, ao reconhecê-las, diga se as mesmas foram regularizadas, devendo trazer aos autos comprovação de suas alegações. Sala das Sessões, em 16 de junho de 2004 yITON BART OL Relat or 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°: 10880.004495/99-36 Recurso n°: 125379 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 2° do art. 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto Terceira Câmara do Terceiro Conselho, intimado a tomar ciência do Resolução n° 303-00951. JOA Brasilia, 14/09/2004 OL NDA COSTA Pres ente da Terceira Camara Ciente em 15 0\z. sc6mb<7 tck JOI 'QAIAPrA CfCniA BARBOSA ProwrEidaa di Fazenda Nacional 0A8iMG 65792 -Mal. 1436782
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Numero do processo: 10980.924459/2009-12
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. PROVA. ÔNUS DO
DECLARANTE.
É ônus do sujeito passivo comprovar as alegações contidas em sua defesa, sobretudo tratando-se de utilização, em declaração de compensação, de crédito de pagamento que considera indevido.
Assunto: Normas de Direito Tributário
Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE
COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
Inexistindo comprovação do direito creditório informado na Declaração de Compensação deve ser não homologada a compensação declarada.
Numero da decisão: 3803-003.255
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. PROVA. ÔNUS DO DECLARANTE. É ônus do sujeito passivo comprovar as alegações contidas em sua defesa, sobretudo tratando-se de utilização, em declaração de compensação, de crédito de pagamento que considera indevido. Assunto: Normas de Direito Tributário Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Inexistindo comprovação do direito creditório informado na Declaração de Compensação deve ser não homologada a compensação declarada.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. PROVA. ÔNUS DO DECLARANTE. É ônus do sujeito passivo comprovar as alegações contidas em sua defesa, sobretudo tratandose de utilização, em declaração de compensação, de crédito de pagamento que considera indevido. Assunto: Normas de Direito Tributário Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Inexistindo comprovação do direito creditório informado na Declaração de Compensação deve ser não homologada a compensação declarada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Fl. 237DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0633.569, de 14 de setembro de 2011, da DRJCuritiba/PR, fls. s/nº, que considerou improcedente a manifestação de inconformidade. A Contribuinte transmitiu a Declaração de Compensação nº 42841.74464.280406.1.3.047008, fl. 05 a 10, em 28/04/2006, por meio da qual compensou débitos de IRPJ do 1º Trim/2006. Na DComp foi utilizado o crédito de pagamento indevido no valor de R$ 3.083,13, relativo à Cofins do mês de março/2003, do total recolhido de R$ 12.606,01. A DRFCuritiba, não homologou a compensação, por meio do despacho decisório de 22/06/2009, fl. 01, fundada no fato de que o DARF discriminado na DComp fora integralmente utilizado para quitação do débito de Cofins do período de apuração de março de 2003, não restando saldo de crédito disponível para a compensação do débito indicado. A interessada apresentou manifestação de inconformidade, fls. 11 a 16, em que alegou que: a) dentre as atividades desenvolvidas, realiza a prestação de serviços para armadores estrangeiros e, até pouco tempo, desconhecia a lei que traz o benefício da não incidência da contribuição para o Pis/Pasep e da Cofins sobre receitas decorrentes das operações de prestação de serviços para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; b) os armadores estrangeiros são representados no território nacional por empresas brasileiras. Os pagamentos efetuados a estes representantes são suportados pelo primeiro, conforme a legislação brasileira, que remete previamente ao país divisas suficientes para fazer frente às despesas assumidas com a passagem de seus navios por águas e portos nacionais; c) as Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003 exigem somente duas condições para a não incidência das contribuições: que o tomador, pessoa física ou jurídica, esteja domiciliado no exterior, e que o pagamento seja realizado em moeda conversível; d) os serviços prestados para armadores estrangeiros atendem a estas duas condições, embora o serviço seja executado totalmente em território brasileiro e aqui seja verificado o seu resultado, uma vez que o tomador está domiciliado no exterior e sua contraprestação acarreta a entrada de divisas; e) os representantes são meros repassadores de recursos do exterior, atuando em nome dos armadores, por imposição das leis brasileiras, e que esta intermediação não é suficiente para descaracterizar a não incidência das contribuições, uma vez que toda atividade exercida pela empresa é desenvolvida exclusivamente para uma empresa estrangeira; f) existe um nexo causal entre o pagamento que representa a entrada de divisas e a prestação de serviços à pessoa estrangeira, e que este nexo é evidenciado pela legislação do Bacen, a qual autoriza esse tipo de transação; Fl. 238DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10980.924459/200912 Acórdão n.º 3803003.255 S3TE03 Fl. 2 3 g) preenche todos os requisitos para fazer jus ao benefício e relatou que ingressara com o pedido de restituição e compensação dos valores não prescritos. Indicou o valor do faturamento com a prestação de serviços ao armador estrangeiro, o valor da contribuição que entende ter pago indevidamente e a correção do indébito até a data da apresentação da DComp. h) ressaltou que as notas fiscais de prestação de serviços permitem correlacionar a atividade que desenvolve à desenvolvida pelos armadores estrangeiros em águas nacionais e que as disponibilizará para conferência no momento em que forem requisitadas. Com esses argumentos a interessada requereu o acolhimento da manifestação de inconformidade, o cancelamento do procedimento administrativo adotado pela DRF/Curitiba e a homologação da compensação declarada. Em julgamento da lide, a DRJCuritiba destacou que a compensação tributária pressupõe que o sujeito passivo tenha um crédito líquido e certo contra a Fazenda Pública, conforme dispõe o art. 170 do Código Tributário Nacional (CTN). Sob essa premissa legal, sustentou que a Contribuinte não trouxe ao processo qualquer prova material ou documental para amparar sua principal alegação de direito ao crédito decorrente da não incidência da contribuição sobre as receitas de prestação de serviços a pessoa jurídica domiciliada no exterior, conforme exigida pelo art. 16, III, do Decreto n° 70.235/72 e do artigo 333, do Código de Processo Civil. Aduziu que a manifestante fez juntar ao processo um simples demonstrativo de apuração do crédito, o qual traz a indicação das notas fiscais relativas aos serviços prestados, tendose colocado à disposição para a sua apresentação posterior. Cientificada da decisão em 17 de outubro de 2011, irresignada, a interessada apresentou recurso voluntário em 09 de novembro de 2011, em que repisa os mesmos termos da manifestação de inconformidade e anexa cópias dos contratos anuais de prestação de serviço de agenciamento marítimo, firmados com o armador estrangeiro, P&O Nedlloyd. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo, e atende a todos os requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A suma dos argumentos da Recorrente é que o pagamento da COFINS utilizado como crédito na DComp sob análise foi calculado sobre receitas de prestação de serviços para pessoa jurídica localizada no exterior, representativa ingresso de divisas, não sujeitas à incidência das contribuições, a teor do do art. 6º, inciso II, da Lei nº 10.833/2003, verbis: Fl. 239DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Art. 6º A COFINS não incidirá sobre as receitas decorrentes das operações de: [...] II prestação de serviços para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) A razão de decidir da DRJ/Curitiba resumese na falta de comprovação do alegado pela manifestante. Com efeito, a Interessada não respaldou a defesa com documentação contábil e fiscal, únicos elementos autorizados legalmente para aferição de bases de cálculo, para identificação das receitas, de sorte a, no caso, viabilizar a verificação de não incidência da contribuição sobre a exclusiva receita de prestação de serviços ao armador estrangeiro que a Interessada representa no Brasil. A decisão recorrida observou: “a contribuinte [...] juntou ao processo, desacompanhado de documentação contábil e fiscal comprobatória, um simples demonstrativo de apuração do crédito”. No recurso voluntário, reitero, a declarante replica o mesmo argumento trazido na manifestação de inconformidade, e nele agrega o mesmo demonstrativo do crédito utilizado na DComp, em que apresenta a receita auferida do armador estrangeiro e o valor do pagamento indevido da contribuição. Informou a Defendente, em ambas as instâncias, que “dentre as atividades desenvolvidas realiza a prestação de serviços para armadores estrangeiros”. Suas atividades estão descritas no objeto social, constante da cláusula terceira do contrato social consolidado, fl. 24, anexo ao recurso voluntário, ipsis litteris: Agência Marítima, Entidade Estivadora, Operadora Portuária, Agenciamento de navios, Representações Comerciais, Comissária de Despachos Aduaneiros, Prestação de Serviços e Assessoria Técnica em cargas e encomendas e Participações Societárias em outras empresas. Como representante do armador, esta pessoa jurídica, além de angariar cargas para a sua Contratante, executa todos os procedimentos que têm pertinência com o movimento dessas cargas, inclusive quanto à contratação de transporte rodoviário e serviços de armazéns, segundo os termos do contrato de prestação de serviços firmado com a P&O Nedlloyd. Para fazer frente ao cumprimento do contrato, a Agência Marítima Transatlântica movimenta duas contas bancárias. A primeira, para controle do custeio da atividade da Contratante, P&O Nedlloyd, intermediada pela Contratada. A segunda, para as remessas de receitas da Contratante. Os registros contábeis, notadamente contas a pagar, contas a receber e caixa, são feitos separadamente dos da Contratada, de modo que a posição financeira líquida da Contratante possa ser estabelecida a qualquer tempo, consoante cláusula do contrato. Dos termos avençados no contrato deflui a preponderante característica da Agência Marítima Transatlântica como repassadora de recursos financeiros da P&O Nedlloyd para cobertura dos custos e despesas desta nas operações relativas aos fretamentos, serviços de intermediação pelos quais, podese ter como certo, aufere suas próprias receitas representantes de ingressos de divisas. Fl. 240DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10980.924459/200912 Acórdão n.º 3803003.255 S3TE03 Fl. 3 5 Contudo, não se perca de vista o leque de atividades previsto no objeto social da Agência Marítima Transatlântica Ltda., a indicar a possibilidade da existência de outras relações de negócios, além da que estabelece com a P&O Nedlloyd, sujeitas à incidência da contribuição, como o prova o débito que a Interessada reconhece como efetivo em cada período de apuração. Dessas observações acima registradas, ressalta a insuficiência do único elemento que a Defendente trouxe na manifestação de inconformidade, vale dizer, o demonstrativo espelhado acima, para demonstrar a propriedade e a medida das receitas de prestação de serviços desta Contratada exclusivamente decorrente do contrato em foco. Mesmo indicado na decisão recorrida que os elementos de prova consubstanciavamse na escrita ou documentação contábil e fiscal, a Recorrente não suprimiu esta lacuna no recurso voluntário, limitandose a anexar cópias dos contratos de prestação de serviços à P&O Nedlloyd, ineptos para aferição dos valores controversos e, portanto, para ateste da verossimilhança das alegações. Assim, nada a reparar na decisão recorrida, que a mantenho por seus próprios fundamentos, o art. 16 do Decreto nº 70.235/72 e a art. 333 do CPC1, segundo os quais é ônus da Defendente carrear aos autos a prova de sua alegação de ser detentora de crédito perante a RFB, não cabendo a este Órgão provêla em substituição àquela, mediante diligência, coligindo os elementos de sua escrita contábil e fiscal, que são de privativo conhecimento da Interessada e se encontram sob seu estrito controle. Em vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 18 de julho 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa 1 Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. (...) Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Fl. 241DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10980.924459/200912 Interessada: AGENCIA MARÍTIMA TRANSATLÂNTICA LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803003.255, de 18 de julho de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 18 de julho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 242DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10865.001694/2007-61
Data da sessão: Wed Jun 09 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Jun 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/12/2003 a 31/03/2006
RETENÇÃO 11°A. CRÉDITO TRIBUTÁRIO LEGALMENTE.
CONSTITUÍDO. ART. 142 DO CTN.
Crédito tributário deve está revestido das formalidades legais do art. 142 e § Único, e arts, 97 e 114, todos do CTN,
COMPENSAÇÃO,
A compensação só poderá ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie, nos termos do art. 66, parágrafo I", da Lei nº 8.383/91.
MULTA, JUROS DE MORA, TAXA SELIC,
Em relação à Multa, deve ser aplicada a legislação vigente à época. A análise dos valores das multas para verificação e aplicação daquela que for mais benéfica, se cabível, será realizada no momento do pagamento ou do parcelamento, consoante Portaria Conjunta PGEN/RFBnº14, de 4 de dezembro de 2009.
É lícita a utilização da Taxa SELIC para o cálculo dos juros incidentes sobre as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pela Receita Federal do Brasil.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-000.128
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2003 a 31/03/2006 RETENÇÃO 11°A. CRÉDITO TRIBUTÁRIO LEGALMENTE. CONSTITUÍDO. ART. 142 DO CTN. Crédito tributário deve está revestido das formalidades legais do art. 142 e § Único, e arts, 97 e 114, todos do CTN, COMPENSAÇÃO, A compensação só poderá ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie, nos termos do art. 66, parágrafo I", da Lei nº 8.383/91. MULTA, JUROS DE MORA, TAXA SELIC, Em relação à Multa, deve ser aplicada a legislação vigente à época. A análise dos valores das multas para verificação e aplicação daquela que for mais benéfica, se cabível, será realizada no momento do pagamento ou do parcelamento, consoante Portaria Conjunta PGEN/RFBnº14, de 4 de dezembro de 2009. É lícita a utilização da Taxa SELIC para o cálculo dos juros incidentes sobre as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pela Receita Federal do Brasil. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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Recorrida DELEGACIA DA RECEITA PREVIDENCIÁR1A DE CAMPINAS/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2003 a 31/03/2006 RETENÇÃO 11°A. CRÉDITO TRIBUTÁRIO LEGALMENTE. CONSTITUÍDO. ART. 142 DO CTN. Crédito tributário deve está revestido das formalidades legais do art. 142 e § Único, e arts, 97 e 114, todos do CTN, COMPENSAÇÃO, A compensação só poderá ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie, nos termos do art. 66, parágrafo I", da Lei n " 8.383/91, MULTA, JUROS DE MORA, TAXA SELIC, Em relação à Multa, deve ser aplicada a legislação vigente à época. A análise dos valores das multas para verificação e aplicação daquela que for mais benéfica, se cabível, será realizada no momento do pagamento ou do parcelamento, consoante Portaria Conjunta PGEN/RFBn"14, de 4 de dezembro de 2009. É lícita a utilização da Taxa SELIC para o cálculo dos juros incidentes sobre as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pela Receita Federal do Brasil, Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).. TOWÊ "L- 05....PRAI-A--DE LIMA — Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu (suplente), Gustavo Vettorato e Heiton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD referente à retenção de 11% (onze por cento) sobre o valor bruto de notas fiscais/faturas de prestação de serviços, a titulo de contribuições previdenciárias, retidas e não repassadas a Seguridade Social, nos termos do art 31 da Lei ri c' 8..212/91, período: 12/2003 a 0372006. .Foi emitida Representação Fiscal para Fins Penais - REFP pela ocorrência, conforme relatório fiscal (fls. 31/34), O contribuinte tomou ciência da notificação em 08/12/2006 (fi. 01), O contribuinte apresentou defesa, fls, 37 a 66, acompanhada de anexos. Exarada a Decisão-Notificação que confirmou a procedência do lançamento, fls. 76 a 82 Interposto recurso voluntário, fls. 86 a 116, em que a recorrente síntese alega: a) é ilegal a multa de oficio aplicada. Não é devida porque o débito foi declarado e houve denúncia espontânea, caso em que a multa de mora somente seria devida após o trânsito em julgado da decisão administrativa. A multa deve ser revista, pois não se trata da inconstitucionalidade, mas do princípio da proporcionalidade quando da imposição da sanção punitiva; b) o crédito é impróprio pois o valor lançado foi compensado pela recorrente com valores de créditos pagos indevidamente a titulo de contribuições de Salário-educação, SAI, SEBRAE e INCRA, conforme autoriza o art. 66 da Lei 8.383/91. A compensação independe de autorização administrativa ou judicial, no entendimento do STL A jurisprudência atual entende que é inexigível contribuição ao INCRA para empresa urbana, bem como, o Salário-educação e SAI; c) a ilegalidade evidente da progressividade da multa de mora, que só é permitida pela Constituição Federal/88 de maneira taxativa para o imposto de renda, IPTU e ITR. A multa não pode ser imposta de maneira progressiva, pois gera confisco e caos social.. A multa de oficio deve ser certa e liquida para que goze de presunção de validade, sob pena de incorrer em confisco, pois com sua progressividade jamais se saberá qual o seu valor devido, elemento que deve ser fixado sem variação no auto de infração; d) Somente é possível a aplicação dos juros de 1%, conforme dispõe o art. 161, §1 0 do CTN, não se aplicando os juros moratórios da Taxa Selic; e) por fim, requer a improcedência da notificação fiscal. 2 Conselho de Contribuintes do 90 Processo n" 10865, 001694/2007-61 S2-TE03 Acórdão o." 280340.128 El 2 O recorrente apresentou Mandado de Segurança, Processo n". 2007.61.09.011585-1, da 3 a .. Vara Federal de Piracicaba/SP, com deferimento de liminar para que a autoridade fiscal se abstenha de exigir o depósito de 30% para o recurso administrativo. Os autos foram encaminhados ao Ministério da Fazenda para julgamento (fls. 130/131). É o relatório. Voto Conselheiro HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Relator O recurso é tempestivo, conforme fl. 126; pressuposto de admissibilidade superado, passo para o exame das questões preliminares ao mérito. A decisão liminar em Mandado de Segurança sob n", 2007..61.09.011585-1, da .3 a.. Vara Federal de Piracicaba/SP, que determina o recebimento do recurso administrativo independentemente do depósito recursal (garantia de 30% da exigência fiscal), foi acatada nos termos da determinação judicial e na declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal - STF por intermédio da Súmula Vinculante do STF n " 21, DOU de 10/11/2009. O lançamento fiscal se refere à retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal/fatura de prestação de serviços de mão de obra, legalmente constituída nos termos do art. .31 da Lei n ° 8,212/91. A legislação não admite a compensação de contribuições de Terceiros (Outras Entidades) com valores de contribuições previdenciárias devidas em razão da retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal/fatura de prestação de serviços, pois são distintas. É o que estabelece o art. 66, parágrafo 1°, da Lei n " 8.383/91, ia verbis: Art. 66 - Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições .fèderais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de relbrma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importancia correspondente a periodo subsequente Paragrafo 1" - Á compensacao só poderá ser eje ,..tuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie. Nosso grifo A compensação mencionada pela recorrente, também, tem previsão legal no art. 89 da Lei n 0 8.212/91, nas hipóteses de recolhimento ou pagamento indevido ou a maior que o devido. Os arts. 170 e 171 do CTN determina que a lei pode autorizar compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos nas condições e garantias legais, sendo vedada a compensação de tributo objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial: 3 Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribui,- à autoridade administrativa, autori2ar a compensação de créditos tributários com créditos liquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Par agl . crIb único Ari 170-Á É vedada a compensação inediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial (Artigo incluído pela Lcp n° 104, de 10.1.2001) Para se fazer uso da compensação é necessário cumprir os requisitos legais. O afastamento da presunção de legalidade da lei, somente pode ocorrer quando for declarada sua ineonstitucionalidade peio Supremo Tribunal Federal Urna vez que o contribuinte não está amparado por decisão judicial que autorize a compensação de tributo instituído por lei plenamente em vigor, a compensação será indevida. A recorrente não faz prova nos autos de fazer jus a compensação, seja por ter recolhido a maior, independente de erro, seja por ter ação judicial reconhecendo seu direito à compensação. Assim, no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade, nos termos do art. 26-A e parágrafo único, do Decreto n 70.235/72. No mesmo sentido é o que discorre a Súmula n ° 2 aprovada pelo Conselho Pleno do 2" Conselho de Contribuintes: Súmula N ° 2 O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucional idade de legislação tributária Deste modo, não pode querer a recorrente compensar contribuições previdenciárias devidas por contribuintes individuais com contribuições de outras entidades - terceiros (Salário-educação, SAT, SERRAE e INCRA). A exigibilidade das contribuições sociais para o Salário-educação, SAT, INCRA, SEBRAE, é devida, Este é o entendimento do Supremo Tribunal Federal — STF, nos termos do Processo RE-AgR 405444, Processo - AI-AgR 527121, Processo- AI-AgR 742458, Processo - RE-AgR 588911, Processo -AI-AgR 619778, cujas ementas são transcritas: Proce.s.s .o RE-AgR 405444 - RE-AgR - AG.REGNO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Sigla do órgão - STF Decisão A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relatar. 2" Turma, 0403.2008. Descrição - Acórdão citado ADC 3 (RTJ 187/3). NÚMer0 de páginas- 8. Análise • 07/04/2008, RHP. ..DSC PROCEDENCIA_GEOGRAFICA. RJ - RIO DE JANEIRO 4 Sigla do órgão - STF Processo n 10865 00169412007-61 S2-TE03 Acórdão n 2803-00J28 1'1 3 EMENTA . TRIBUTO, Contribuição. Salário-educação. Sujeito passivo. Sociedade sem .fins lucrativos Caracterização. Conceito de empresa. Alegação de que apenas as pessoas jurídica dedicadas a atividades empresariais estariam sujeitas ao tributo Descabiniento. Art, 21.2, 5", da CF/88 Art. 15 da Lei n" 9,424/96. Agravo regimental improvido Precedente O conceito de "empresa", para fins de sujeição passiva à contribuição para o salário-educação, corresponde à firma individual ou à pessoa jurídica que, com ou sem fins lucrativos, pague remuneração a segurado-empregado. Referência Legislativa LEG-FED CF ANO-1988 ART-00212 PAR-00005 CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEG-FED LEI-009424 ANO-1996 ART-00015 LEI ORDINÁRIA LEG-FED SUM-00073.2 SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF Processo - AI-AgR 5.27121 - AI-AgR AG.REG NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Sigla do órgão - STF Decisão A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator 2" Turma, 21 03 2006 Descrição - Acórdão citado, RE 290079 (RTI-184/11.26). Número de páginas: 5. Análise, 28/04/06, FER. ,..DSC PROCEDENCIA_GEOGRAFICA: Ri - RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.. CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO EXIGIBILIDADE. PRECEDENTE. É legítima a exigibilidade da contribuição especial pertinente ao salário-educação, sem qualquer solução de continuidade, durante o período de tempo abrangido„SUCeSSiVaMente, pela vigência de cada um dos diplomas legislativos (DL o. 1422/7.5 e Lei n. 9.424/96). Agravo regimental a que se nega provimento. Referência Legislativa LEG-FED LEI-0094.24 ANO-1996 LEG-FED DEL-001422 ANO-197.5 Processo- AI-AgR 742458 - AI-AgR - AG, REGNO AGRAVO DE INSTRUMENTO Decisão A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator Ausentes, juslificadamenie, neste julgamento, a Senhora Ministra .Ellen Grade e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello, 2" Turma, 14.04 2009 Descrição - Acórdãos citados.. RE 255044 AgR, RE 343446 - Tribunal Pleno Número de páginas 6. Análise . 22/05/2009, RIIP. DSC PROCEDENCIA GEOGRAFICA, DF - DISTRITO FEDERAL EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRIBUIÇÃO SOCIAL, SAT TRABALHADORES AVULSOS. CONSTITUCIONAL IDADE. 1. Contribuição social Seguro de Acidente do Trabalho - SAT, Lei n 7.787/89, artigo 3", II. Lei n 8 212/91, artigo 22, 11 Constitucionalidade. Precedente 2. A cobrança da contribuição ao SAI' incidente sobt-e o total das remunerações pagas tanto aos empregados quanto aos trabalhadores avulsos é legítima. Precedente Agravo regimental a que se nega provimento, Rele.rência Legislativa LEG-FED CF ANO-I98'8 ART-00I 50 INC-00001 ART-00201 PAR-00004 CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEG-FED LEI-0077(97 ANO-1989 ART-00003 1NC-00002 LEI ORDINÁRIA LEG-FED LEI-008212 ANO-1991 ART-00022 INC-00002 LEI ORDINÁRIA LEG-FED DE -C-0006I 2 ANO-] 992 DECRETO REGULAMENTAR LEG-FED DEC-002173 ANO-1997 DECRETO REGULAMENTAR LEG-FED DE C-003048 ANO- 1999 DECRETO REGULAMENTAR Processo - RE-AgR .588911 - RE-AgR AG.REG.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Sigla do órgão- STF Decisão A Turma, à unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relato,- Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Eros Grau. Presidiu, este julgamento, a Senhora Ministra Ellen Grade 2" Turma, 28.10.2008. Descrição - Acórdãos citados • RE 469288 AgR, AI 548733 Agi?, RE 578635 RG„4I 607202 AgR Número de páginas: 6. Análise" 05/12/2008, SOF .DSC_PROCEDENCIA_GEOGRAFICA. RS - RIO GRANDE DO SUL 6 Processo n" 10865 001694/2007-61 S2-1E03 Acórdão n 2803-00.128 Fl 4 EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. CONTRIBuiçÃo AO INCRA. EMPRESA URBANA. A decisão agravada está em perfeita harmonia com o entendimento firmado por ambas as Turmas deste Tribunal, no sentido de que é devida por empresa urbana a contribuição destinada ao INCRA Ademais, esta Corte não reconheceu a existência de repercussão geral na matéria debatida nos autos, o que inviabiliza r a apreciação do tema nesta sede. Agravo regimental a que se nega provimento. Processo -Al-AgR 619778 - AI-AgR - AG REG NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Sigla do órgão - STF Decisão A Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relatar. Unânime. Ausentes, justificadamente, o Ministro Carlos Britto e a Ministra Cármen Lúcia. 1", Turma, 02,10,2007. Descrição - Acórdãos citados: RE 396266 (RTI 188/1100), RE .399104 ED, RE 413820 AgR. Número de páginas: 5 Análise: 20/11/2007, RHP ..DSC_PROCEDENCIA_GEOGRAFICA: SP - SÃO PAULO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO SEBRAE CONSTITUCIONALIDADE, PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. 1 - A constitucionalidade da contribuição SEBRAE foi decidida por esta Corte, no julgamento do RE 396.266/SC, Rel. Min. Carlos Velloso. Precedentes. II - Agravo regimental improvido. Pelo exposto, se houvesse contribuições sociais para outras entidades — Terceiros no lançamento em questão, suas cobranças estariam legalmente amparadas. Entretanto, o lançamento se refere, tão somente, a valores de contribuições previdenciárias devidas em razão da retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal/fatura de prestação de serviços. Quanto ao montante abusivo dos acréscimos legais e seus percentuais aplicados, é importante frisar que a aplicação do juros de mora e da multa encontra respaldo na Lei n ° 8,212/91, estando a fundamentação informada no relatório Fundamentos Legais do Débito — FLD (fls. 27/29). O art. 35 da Lei if 8.212/91, determina os percentuais a serem utilizados para calculo da multa em caso de atraso no recolhimento das contribuições sociais. O percentual de 8% (oito por cento) é utilizado no caso de recolhimento de contribuições dentro do mês de vencimento da obrigação não incluída em notificação fiscal.. Para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação, o percentual é de trinta por cento, hipótese que em que será reduzidas em 50% quando declarada em GFIP, por determinação legal. Tais percentuais da multa aplicada se encontram no relatório Instruções para o Contribuinte — 1PC (fis. 02), bem ' como, a tUndamentação constante dos Fundamentos Legais do Débito — FID. Pelo exposto, foram observados os preceitos legais e normativos vigentes à época da lançamento. Ressalta-se que os acréscimos legais em decorTência dos juros e multa aplicados, com base nos arts. 34 e 35 da Lei n " 8.212/91, sofreram alterações trazidas pela Lei n " 11.941/2009, sendo transferidas para o arts. 35 e 35-A da Lei n 8.212/91. A aplicação dos juros equivalente a taxa SELIC, para a cobrança de contribuições sociais previdenciárias em atraso, encontra respaldo legal no art. 34 da Lei n 8.212/91. É utilizada como índice de juros de mora e não de atualização monetária. A utilização da referida taxa surgiu com o advento da Lei n°9065/95, artigo 13, quando os juros de mora, a partir de abril de 1995, passaram a ser calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC), acumulada mensalmente. Apesar do art. 34 da Lei n " 8.212/91 ter sido revogado pela Lei n '11.941/2009, a cobrança do juros no percentual de 1% (um por cento) e taxa SELIC foram mantidos, nos termos do art. 35 da Lei n 8,212/91, com redação dada pela Lei n " 11.941/2009.. Ademais, o Código Tributário Nacional - CTN, em seu artigo 161 e § dispõe que os juros de mora serão calculados à taxa de 1% (um por cento) ao mês, permitindo que a lei disponha de modo diverso. Ressalte-se que o juros não é penalidade, não se aplicando a retroatividade benigna, tampouco a denúncia espontânea, para esta última confim= expressamente previsto no art.: 138 do CIN. A espontaneidade da denúncia se dá antes do inicio de qualquer procedimento administrativo ou fiscal: Art. 138 A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se fbr o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração_ Parágrafb único, Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a inflação nosso grifo A jurisprudência do STJ entende ser a taxa SELIC aplicável aos créditos de natureza tributária: RESP 529502 / SC RECURSO ESPECIAL AÚNEA "A" TRIBUTÁRIO DENUNCIA ESPONTÂNEA APLICAÇÃO DA TAXA SELIC - POS,SIBILIDADE - ITERATIVOS PRECEDENTES É .firme a orientação deste Sodalicio no sentido da aplicabilidade da Taxa SELIC para a cobrança de débitos fiscais, entendimento consagrado pela colenda Primeira Seção quando do julgamento dos EREsps 291.2.57/SC, 399.497/SC e 425.709/SC, Relator Ministro Luiz Fax, j. 14 05.03. Ressalva deste Magistrado Na mesma esteira, os seguintes precedentes.' RE.sp 462710/PR, Rei Min Diana Calmon, .DJU 09.06.2003, RE,sp 47,5 904/PR, Relatar Min. José Delgado, DJU 12 05.2003, e REsps 596,198/PR, DJU 14,06,2004 e 443,343/RS, DJU 24 11.2003, ambos relatados por este Magistrado. Recurso especial improvido Processo n° 10865 001694/2007-61 Acórdão n. 2803-00,128 S2-T E03 11 5 Á gRg no RESP 636703 /PR TRIBUTÁRIO. INSCRIÇÃO EM DÍVIDA ATIVA. OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS DECLARADAS EM DCTF PRÉVIO PROCESSO ADMINISTRATIVO, DESNECESSIDA DE SELIC APLICABILIDADE I - Nos casos em que o contribuinte comunica a existência de obrigação tributária pode o crédito fiscal ser inscrito em divida ativa e cobrado em execução, independentemente de qualquer procedimento administrativo. Precedentes; REsp n° 551.01.5/AL, deste Relatar., D.I de 04/10/2004; REsp n° 624 907/PR, Rei Min LUIZ FUX, D.I de 28/02/200.5. II - A partir do advento da Lei 9.250, de 199.5, passou a ser legitima a aplicação da taxa SELIC no campo tributário Múltiplos precedentes jierisprudenci ais III - Agravo regimental iram ovicio Relativo a multa, a Lei n O 8.212/91, na redação introduzida pela Lei n 11.941/2009, estabelece a distinção entre multa de mora (art. 35) e a multa de oficio (art. .35- A): Art, 3.5. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c cio parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de .substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e findos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei 11'9,430, de .27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei n" 11.941, de 2009). nosso grilb Art. 3.5-A. Nos casos de lançamento de oficio relativos as contribuições referidas no art. .3.5 desta Lei, aplica-se o disposto no art. 44 da Lei da 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (incluído pela Lei n'11.941, de 2009). A multa de mora estabelecida no art. 35 da Lei n " 8,212/91 deve ser aplicada para pagamento fora do prazo previsto na legislação e será calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento por dia de atraso limitada a 20% (vinte por cento), nos termos do art. 61 da Lei n 0 9.430/96: Art.. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos .fatos geradores ocorrerem a partir de 1" de janeira de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada á taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. 1" A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2" O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento § 3" Sobre Os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3" do art 5", a pai tir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de uni por cento no mês de pagamento nosso grifo As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, Este é o entendimento cio Superior Tribunal de Justiça - STI, REsp 289181/MG: "Ementa .. Os créditos previdenciários se constituem mediante o lançamento por homologação (C.TN, art. 150), que deve efetivar-se no prazo de cinco anos contados do primeiro dia do ano seguinte ao do . fitio gerador. ." (S11. REsp 289181A/1G. Rei.. Min Francisco Peçonha Martins. 2" Turma Decisão; 13/05/03 DJ de 30/06/0,3, p. 171.) Deste modo, as contribuições previdenciátias devem, em regra, observar o disposto no art. 150 do CTN: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa § 1" O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição re,solutória da ulterior homologação ao lançamento § 2" Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § .3" Os atos a que se refere o parágralb anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação, § 4" Se a lei não _fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação A multa de oficio estabelecida no art. 35-A da Lei n 8.212/91 deve ser aplicada nos termos do art. 44 da Lei IV 9,430196: Ari 44 Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas . (Redação dada peia Lei n a 11.488, de 2007) I - de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de .falta de declaração e nos de declaração inexata,.(Redação dada pela Lei n a 11.488, de 2007) 10 Processo n" 10865 001694/2007-6 1 S2-T £03 Acórdão n " 2803-00.128 Fl 6 II - de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal. (Redação dada pela Lei n° 11.488, de 2007) O lançamento de oficio está previsto no art, 149 do CTN: Art, 149. O lançamento é efetuado e revisto de oficio pela autoridade administrativa nos seguintes casos: - quando a lei assim o determine; II - quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária,. III- quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos do inciso antena;; deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente, a juizo daquela autoridade; IV quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória, V quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da ~I~e_obriadque se refere o artigo seguinte; VI - quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária, VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em beneficio daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação; Viii - quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior,. IX - quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade especial. Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública O entendimento de que a multa de mora (art. 35) não se confunde com a multa de oficio (art. 35-A) da Lei n " 8,212/91, devendo suas aplicações seguirem formas distintas, aplicando-se para a multa de mora o art. 61 da Lei 11 0 9.430/96, e para a multa de oficio o art. 44 da Lei a ° 9.4.30/96, também, é corroborado pelo Superior Tribunal de Justiça — STJ no Processo - AGRESP 200601560547, oportunidade em que ratifica a aplicação da taxa Selic sobre os juros de mora, in verbis: r1 Processo - AGRESP 200601560547 AGRESP - AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL - 868847 Relato, (a) - DENISE ARRUDA Órgão julgador - PRIMEIRA TURMA Fonte - DIE DATA 02/02/2010 Decisão Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça. A Turma, por unanimidade, iiegou provimento aos agravos regimentais, nos termos. do voto da Sia Ministra Relatora. Os Sis Ministros Benedito Gonçalves, Hamilton Carvalhido, Luiz Fia e Teori Albino Zavascki votaram com a Sra. Ministra Relatora. Ementa PROCESSUAL CIVIL. AGRAVOS REGIMENTAIS NO RECURSO ESPECIAL NÃO OCORRÊNCIA DE CONTRARIEDADE AOS ARTS 165, 458 E 535 DO CPC CONTROVÉRSIA ACERCA DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE LUCRO IMOBILIÁRIO INDEFERIMENTO DE PERÍCIA CONTÁBIL. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 7/STJ MULTA DE OFiCIO 1NAPLICABILIDADE DO ART 61 DA LEI 9..430/96, APLICAÇÃO DA TAXA SEL1C A PARTIR DE JANEIRO DE 1997 (ART 30 DA LEI 10.522/2002). DESPROVIMENTO DOS AGRAVOS REGIMENTAIS 1. Não houve contrariedade aos arts 16.5, 458 e 535 do CPC, pois o Tribunal de origem decidiu, de maneira firndamentada, as questões relevantes ao deslinde da controvérsia, inexistindo omissões sobre as quais se devesse pronunciar em sede de embargos declaratórios. 2. Para modificar o entendimento do Tribunal Regional acerca da necessidade de prova pericial é necessário revolvimento de matéria . tático-probatória, o que é vedado pela incidência da Súmula 7/STI 3 O Tribunal Regional manteve a multa por lançamento de oficio aplicada nos limites estabelecidos pelo art. 44, 1, da Lei 9.430/96. O art. 61 da Lei 9.430/96, localizado na Seção IV (Dos Acréscimos Moratórias), não regula multas de ofício, e sim multas de mora. 4. Na esfera federal, a aplicação dos ilirOS equivalentes à taxa Selic em débitos fiscais pagos com atraso é plenamente cabível, porque findada nas Leis 9 065/95 (art 13) e 10.522/2002 (art 30). .5, Agravos regiinentais desprovidos Indexação - VEJA A EMENTA E DEMAIS INFORMAÇÕES Data da Decisão - 15/12/2009 Data da Publicação - 02/02/2010 Refeléncia Legislativa LEG.. FED LEI 005869 ANO.J97.3 ***** CPC-73 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973 ART00.53.5 LEG:FED 12 Processo if 10865.001694/2007-61 S2-TE03 Acórdão n " 2803-00.128 Fl 7 SUM-****** ***** SUM(STJ) SÚMULA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA SUM 000007 LEGFED ANO .1996 ART. 00061 LEG:FED LCP. 000095 'MT 00011 INC.00003 LET:B LET C LEG. FEL) ANO '1966 ***** CTN-66 CÓDIGO TRIBUTÁRIO ART-00161 PAR.00001 LEG 'FED LEL 009065 ART00013 LEG:FED LEI 010,522 ANO .2002 ART . 00030 LEG •FED MPR 001.542 ANO 1996 (CONVERTIDA NA LEI /0522/2002) LEG-FED ANO: 199.5 ART . 00039 PAR:00004 SUPERIOR LEI '009430 ANUI 998 LEI: 00.5172 NACIONAL ANO . 1995 ART:00029 ART:00026 LEI 009250 Outrossim, o Supremo Tribunal Federal — STF fixou entendimento no sentido de que as cominações impostas por meio de lançamento de oficio decorrem do fato de omissão na declaração e recolhimento intempestivos da contribuição, nos termos do Processo -RE-AgR 241087, como segue: Processo -RE-AgR 241087 RE-AgR - AG.REG.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(o)— em branco Sigla do órgão - STF Decisão A Turma, à unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relatar .Ausentes, justificadamente, neste Julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa: .2" Turma, 08 09.2009. Descrição - Acórdão citado; RE .241074. Número de páginas: 5. Análise. 02/10/2009, SEV ..DSC~PROCEDENCIA GEOGRAFICA: PI? - PARANÁ Ementa EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. MULTA. CARÁTER CONFISCATÓRIO O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que as cominações impostas à contribuinte, por meio de lançamento de oficio, decorrem do fato de haver-se ela omitido na declaração e recolhimento tempestivos da contribuição. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento. O entendimento do STF também é acompanhado pelo STJ, REsp 330519/RS, e Tribunais Federais - TRF-3" Região, AC 94,0.3„010836-3/SP, e TRF-l" Região, AC 1997,01.00.047531-2/DF; que compreendem que deve ser efetuado o lançamento de oficio quando constatadas diferença a menor, ou inexistência de pagamento, ou irregularidades na declaração de tributos sujeitos a lançamento por homologação (omissão ou inexatidão), respectivamente: 4 13 "Ementa Tratando-se de tributo cuja legislação tributária atribui ao _sujeito pa.ssivo o dever de antecipar o seu pagamento sem o prévio exame da autoridade administrativa, a teor do disposto no mi 1.50 do Código Tributário Nacional, só se configura definitivamente o crédito tributário após a homologação do pagamento realizado, ou, conforme o caso, da compensação efetivada, quando então poderá o Fisco,. 21il constatando alguma diferença a menor, ou, se inexistente o pagamento, proceder ao lançamento de oficio dessa difèrença ou do débito total. ." (STI REsp 330519/RS Rel.. Min. Luiz Fax. 1" Turma Decisão 19/02/02 ai de 25/03/02, p. 190.) "Ementa .. O lançamento, atividade vinculada, deve ser promovido de oficio ida autoridade fiscal quando constatadas irregularidades (omissão ou inexatidão) na declaração de tributos sujeitos a lançamento por homologação, conforme o disposto no art. 149, inciso V, do Código Tributário Nacional. ." (TRF-3" Região AC 94.03 010836-3/SP Rel. p/ acórdão.. Des Federal Therezinha Cazeria, 4" Turma Decisão.- 28/11/01. DJ de 22/03/02, p. 498.) "Ementa . 1. A identificação da modalidade de constituição do crédito fiscal dispensa lei jOrmal. Tal regra, entretanto, é excepcionada no tocante ao lançamento de oficio, ex vi do disposto no art. 149, 1, do CTN 11 As situações previstas no ali_ 149 do CTN, que autorizam a feitura do lançamento revisional ou suplementar ., estão relacionadas numeras apertus, cabendo à lei a definição de outras hipóteses 111. Caracterizado o não-recolhimento ou o recolhimento insuficiente de tributo, tem lugar o lançamento revisional, na forma autorizada no art. 149, VI, do CTN (quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar a aplicação de penalidade). .... " (TRF-1" Região. AC 1997 01.00.047531-2/DF Rel.. Juiza Vera Carla Cruz ('convocada) 4" Turma. Decisão: 30/06/00 RI de 22/09/00, p 288) nosso grifO Pelo exposto, considerando o Relatório Fiscal (fis. 31/34) da notificação em questão e o Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal - TEM' (fls.. 29) onde estão registrados várias autuações e notificações em razão das descumprimentos das obrigações sociais previdenciárias, bem como, a retenção de contribuições previdenciárias descontadas e não repassadas, conclui-se que se trata de lançamento de oficio nos termos do art. 149 do CTN, em especial o inciso VI. Assim, é prerrogativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil cobrar por intermédio de lançamento de oficio as contribuições sociais e as devidas a outras entidades (Terceiros), quando devidas legalmente, nos termos do art., 33, parágrafos 1°. a 3°,, da Lei n 8.212/91: Ar! 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágralb 14 Processo n" 10865.001694/2007-61 S2-TE03 Acórdão n " 2803-00.128 El 8 único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a titulo de substituição e das devidas a outras entidades e .fundos. (Redação dada pela Lei n° 1 1.94-1, de 2009). § É prerrogativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil, por intermédio dos Auditores-Fiscais da Receita Fede; ai do Brasil, o exame da contabilidade das empresas, .ficando obrigados a prestar todos os esclarecimentos e informações solicitados o segurado e os terceiros responsáveis pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e das contribuições devidas a outras entidades e fundos. (Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009). § 2A empresa, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei (Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009). § 3 Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer dOCUIllento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal do Brasil pode, sem prejuízo da penalidade cabível, lançar de ofício a importância devida, (Redação dada peia Lei n° 11.941, de 2009).nosso grifo Na análise da aplicação da multa, temos: a) a multa aplicada no lançamento fiscal em 08/12/2006, conforme IPC - Instruções Para o Contribuinte (fls. 02), varia de 12% a 30%; b) a multa atual estabelecida pelo art. 35-A da Lei n " 8.212/91, com redação dada pela Lei n " 11,941/2009, é de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, Deste modo, considerando a multa mais benéfica a ser aplicada, deve prevalecer a multa original aplicada no lançamento fiscal, conforme 1PC - INSTRUÇÕES PARA O CONTRIBUINTE (lis, 02). Em consonância com a Lei 8,212/91, o artigo 239 do RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/1999, que trata dos acréscimos legais a serem aplicados para contribuições sociais em atraso (juros e multa), estabelece no parágrafo 6°, que deve ser aplicada a legislação vigente à época, corno segue: Art. 239 As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, incluída s- ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas a. I - atualização monetária, quando exigida .., H -juros de mora, de caráter inelevável, e - III - multa variável, de,... 15 NELI E-LIMA Relator 62 À correção monetária e aos acréscimos legais de que trata este ar ti 2:0 aplicar-se-á a legislação vigente em cada competência a que se referirem. Destarte, não há que se falar em confisco, tampouco, em denúncia espontânea, pois a responsabilidade do contribuinte é excluída pela denúncia espontânea quando acompanhada do pagamento do tributo e do juros de mora, ou depósito no valor da importância do tributo apurado, nos termos do art. 138 do CTN; o que não Oco= Pelo exposto, o lançamento e as penalidades de juros de mora e multa de ofício foram corretamente aplicados nos termos dos fundamentas legais e demais dispositivos e razões mencionados no voto, O crédito tributário encontra-se revestido das formalidades legais cio art. 142 e § único, e arts, 97 e 114, todos do CTN, com período apurado, discriminação dos fatos geradores por intermédio do Relatório de Lançamento RL, contendo a competência (mês e ano), a base de cálculo, a discriminação dos fatos geradores, bem corno, o Discriminativo Analítico de Débito - DAD, que informa as aliquotas e os valores dás contribuições previdenciárias devidas, as Instrução paru o Contribuinte - IPC, os Fundamentos Legais do Débito - FLD, a identificação do contribuinte, identificação do Auditor Fiscal notificante, Relatório Fiscal, demais informações constantes das folhas 01 a 34. Portanto, em razão da regra da retroatividade benigna, o presente lançamento deve ser analisado para se aplicar a norma mais benigna, inclusive, atentando para a necessidade de análise em conjunto com os demais lançamentos sofridos pelo contribuinte, registrados no Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal - TEAF (fls. 37), se devido. Ante ao exposto, a análise dos valores das multas para verificação e aplicação daquela que for mais benéfica, se cabível, será realizada no momento do pagamento ou do parcelamento, consoante entendimento trazido pela Portaria Conjunta PGFN/RFB n" 14, de 4 de dezembro de 2009, DOU de 8.12.2009, bem como, demais normativos sobre o assunto. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso, para no mérito CONCEDER-LHE PROVIMENTO PARCIAL, aplicando, quanto a multa, a regra que for mais benéfica É como voto. Sala das Sessões, em 09 de junho de 2010, 16
score : 1.0
Numero do processo: 13116.000239/96-40
Turma: Terceira Turma Superior
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Nov 08 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Tue Nov 08 00:00:00 UTC 2005
Ementa: ITR - É de ser adotado o VTNm fixado pela IN SRF 16/95, para o município do imóvel. Porém, como ele é inferior ao pleiteado pelo contribuinte, acato o VTNm constante do Laudo Técnico apresentado, qual seja, de 286,85 UFIR/ha.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/03-04.660
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO
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score : 1.0
Numero do processo: 13657.000439/2002-30
Turma: Oitava Turma Especial
Câmara: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.201
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por manimidade de votos, declinar competência do julgamento do recurso voluntário ao Egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes, em razão da matéria, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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Numero do processo: 10783.004517/89-30
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Feb 06 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Feb 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Exercício: 1988
PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO - RECURSO INTEMPESTIVO
Não se conhece do recurso interposto após o decurso do prazo de
30 (trinta) dias, previsto no artigo 33 do Decreto n° 70.235/72.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 108-09.845
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: VALERIA CABRAL GEO VERÇOZA
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ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Exercício: 1988 PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO - RECURSO INTEMPESTIVO Não se conhece do recurso interposto após o decurso do prazo de 30 (trinta) dias, previsto no artigo 33 do Decreto n° 70.235/72. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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I -484k. I • -•• MINISTÉRIO DA FAZENDA *s. ier:j k" PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CÉPZ OITAVA CÂMARA Processo e 10783.004517/89-30 Recurso e 157.613 Voluntário Matéria FINSOCIAL/FATURAMENTO - Ex(s): 1988 Mardi° e 108-09.845 Sesgo de 06 de fevereiro de 2009 Recorrente FÁBRICA DE COCHOS ITABIRA LTDA. Recorrida 2' TURMA/E/RJ-RIO DE JANEIRO/RI I ASSUNTO: OUTROS TFLIBUTOS OU CONTRIBUIÇÓES Exercício: 1988 PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO - RECURSO INTEMPESTIVO Não se conhece do recurso interposto após o decurso do prazo de 30 (trinta) dias, previsto no artigo 33 do Decreto n° 70.235/72. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por FÁBRICA DE COCHOS ITABIRA LTDA. ACORDAM os Membros da OITAVA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. doirige MAR O SÉ 10 FERNAN S BARROSO Presidente VAL RIA CAB Irr) VERÇOZA Relatora g • Processo n• 10783.004517/89-30 CC014:08 Acórdio n.• 108-09.845 Fls. 2 • - FORMALIZADO EM: -1 -6 MAR 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON LÓSSO FILHO, ORLANDO JOSÉ GONÇALVES BUENO, IRINEU BIANCHI e CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, Ausentes, momentaneamente, os Conselheiros JOSÉ CARLOS TEIXEIRA DA FONSECA e KAREM JUREIDINI DIAS. ar') 42 Processo n°10783.004517/89-30 CCO I/C08 Acórdão n.° 108-09.145 FLs. 3 Relatório Em 19.07.89, foi lavrado, contra FÁBRICA DE COCHOS ITABIRA LTDA., Auto de Infração (fls.01) e constituído crédito tributário relativo ao FINSOCIAL, no montante de NCz$ 633,98 (seiscentos e trinta e três cruzados novos e noventa e oito centavos). A autuação é baseada na fiscalização do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, na qual foi apurada omissão de receita operacional, ocasionando, por conseguinte, insuficiência na determinação da base de cálculo desta contribuição. Uma vez intimado da lavratura do Auto de Infração, o Contribuinte em 28.08.89 apresentou Impugnação ao presente Auto de Infração, alegando basicamente que: a) A omissão de receitas, base da autuação, é apenas uma presunção, já que a Autoridade Fiscal utilizou-se apenas de dados constantes de um formulário criado pela própria Secretaria da Receita Federal, de forma a atingir dados dos contribuintes optantes pelo Lucro Presumido, sendo que esta forma de fiscalização não pode gerar autuação. b) O Balanço Patrimonial de 1987 e, em especial, o Demonstrativo do Resultado do Exercício de 1987 demonstram a coincidência dos valores declarados pelo Contribuinte, a título de Receita Bruta de Vendas /Operacional e os constantes dos demonstrativos mensais anexados ao Balanço Patrimonial intitulado Faturamento Bruto de 1987. c) Requer o Contribuinte o apensamento do presente Processo Administrativo ao A.I. n° 401/89, já que aquele é o processo matriz a esta cobrança e possui documentos que comprovam as alegações feitas. d) Requer a improcedência do Auto de Infração sem exame de-escrituração em razão do disposto no artigo 394 do RIR/80, que dispensa o contribuinte optante pelo Lucro Presumido de escrituração contábil (Lei n° 6.468/77, artigo 4°). Uma vez que o presente Auto de Infração é decorrente do Processo Administrativo n° 10783.004514/89-41, a Delegacia da Receita Federal o enviou para ser julgado em consonância com o Processo Administrativo matriz, propondo o mesmo tratamento. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Vitória/ES, ao apreciar a Impugnação apresentada, houve por bem julgar procedente em parte o lançamento, em Acórdão (fls. 22/23) assim ementado: "CONTRIBUIÇÃO PARA O FINSOCIAL Reflexo da ação fiscal levada a efeito no processo matriz (IRPJ), o qual foi parcialmente mantido." A decisão da Delegacia da Receita Federal em Vitória — Espírito Santo, alegou que seguiu o acórdão já proferido nos autos do Processo Administrativo matriz, sendo que o 3 • Processo n° 10783.004517/89-30 CC01/02 Acórdão n.° 10849.845 Fls. 4 - Contribuinte deveria recolher, referente à Contribuição para o FINSOCIAL - FATURAMENTO — IR, exercício de 1998,0 valor de NCz$ 6,03 e multa de 50%. Ciente da decisão de P. Instância, o Contribuinte, em 06.11.91, apresentou Recurso Voluntário, reiterando os argumentos utilizados na Impugnação. O Recurso Voluntário foi distribuído ao 2° Conselho de Contribuintes que proferiu um despacho (fl. 32), determinando a baixa dos autos em diligência para anexar o . acórdão de última instância administrativa do Processo Administrativo matriz n° 10783.004514/89-41 aos presentes autos. Cumprida a diligência os autos foram devolvidos ao Segundo Conselho de Contribuintes que, ao apreciar o Recurso Voluntário apresentado, houve por devolver o processo à repartição de origem para ajustar ao que foi decidido no Processo principal Acórdão 107-0.211, de 10.05.93 (fls. 33/38). O Acórdão do relativo ao processo matriz está assim ementado: "IRPJ — PROVA PERICIAL — NULIDADE — É nula a decisão de primeira instância quando a autoridade preparadora não se manifesta sobre o pedido de perícia requerida pelo Contribuinte na fase impugnatória". O processo, então, foi encaminhado ao Primeiro Conselho de Contribuintes. Devido a relação de causa e efeito existente entre o processo matriz e os dele decorrente, a decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Vitória/ES foi anulada conforme decidido no processo matriz. Os autos de F1NSOCIAL, por sua vez, foram remetidos à Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro /RJ, que houve por bem julgar procedente em parte o lançamento efetuado, uma vez que não existia fatos novos a serem apreciados, e a decisão do processo matriz (fls. 46 a 50) deveria ser acompanhada em Acórdão (50/53), assim ementado: "Assunto: Outros Tributos e Contribuições. Ano Calendário: 1987 Ementa: F1NSOCIAL. LANÇAMEIVTO REFLEXO. Inexistindo fatos novos a serem apreciados, estende-se ao lançamento reflexo os efeitos da decisão prolatada no lançamento matriz. Lançamento Procedente em Pane". A nova decisão julgou o lançamento procedente em parte para considerar devida a Contribuição em questão no valor de NCz$ 1,15, acrescido da multa de 50% e encargos moratórios. O Contribuinte após ter sido notificado acerca da nova decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro/RI, protocolou uma petição afirmando que foi cientificado em 20.12.04 e informando que, em 13/12/1993, ou seja, onze anos antes, protocolou um requerimento na Agência de Atendimento de Cachoeiro de Itapemirim/ES, 4 Processo n° 10783.004517/89-30 CCO I /C08 Acórdão e 108-09.845 Fls. 5 solicitando a baixa deste Processo Administrativo devido ao pagamento da quantia cobrada pela autuação que consubstancia o processo. Após análise das informações de pagamento apresentada pelo Contribuinte, a Secretaria da Receita Federal de Vitória/ES emitiu uma carta cobrança (fl. 76) informando que não consta o pagamento mencionado pelo Contribuinte ou este não foi suficiente para quitação da dívida, bem como lavrou termo de perempção do prazo para interposição de recurso à instância superior, da decisão da autoridade de primeira instância (fls. 75). Irresignada com a decisão de fls 51/54, o Contribuinte em 08/07/2005 apresentou Recurso Voluntário, alegando basicamente que o seu direito à ampla defesa e ao contraditório não estavam sendo respeitados devido a carência do Acórdão e que a Receita Federal estava exigindo" uma obrigação tributária que já foi cumprida. Conforme dispõe a Instrução Normativa n° 264/02 o Contribuinte apresentou arrolamento de bens Em 08/07/2005 os autos foram encaminhados ao 2° Conselho de Contribuintes. Em 08/08/2005 , tendo em vista o disposto no artigo 5° da Portaria MF n° 103, de 23/04/2002, o processo foi encaminhado ao Terceiro Conselho de Contribuintes, por tratar-se de matéria de sua competência (fl. 93). Em 17/10/06 o processo foi distribuído ao Terceiro Conselho que houve por bem converter o julgamento em Resolução n° 303-01.270 para declinar a competência em favor do Primeiro Conselho de Contribuintes, em razão de os créditos tributários litigiosos relativos a lançamento da contribuição para o FINSOCIAL serem lastreados em fato que serviu para determinar a prática de infração às normas do imposto sobre a renda. Em 25/06/2008 os autos foram distribuídos a esta relatora. É o Relatório. 4 Processo n° 10783.004517/89-30 Acórdão o.* 10E-09145 Fio 6 Voto Conselheira VALÉRIA CABRAL GÉO VERÇOZA, Relatora Cumpre, inicialmente, analisar questão prejudicial ao julgamento da lide, qual seja, a tempestividade do Recurso apresentado pela Recorrente. Pela análise dos autos verifica-se que a intimação do contribuinte acerca do Acórdão Recorrido ocorreu em 20.12.04, por meio da notificação n° 119/2004 (fl. 60), conforme faz prova cópia do AR à fl. 73. O próprio contribuinte admite o recebimento da intimação na referida data à fl. 63. Ao receber a notificação o contribuinte informou, no dia 21 de dezembro de 2004, sobre a protocolizaçã'o de um requerimento, em 13/12/1993, solicitando a baixa do processo em razão do pagamento da divida. Cumpre salientar que tal manifestação não pode ser considera como Recurso Voluntário por não preencher, à época, os requisitos de admissibilidade — a saber — arrolamento de bens. O Recurso Voluntário propriamente dito foi apresentado apenas em 08.07.05, ou seja, após o seu prazo legal, o que enseja a sua intempestividade, de acordo com o determinado pelo artigo 33 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972. Importante ressaltar que mesmo se de forma equivocada o Contribuinte contar o prazo para interposição do Recurso Voluntário a partir do recebimento da carta cobrança n° 4.517/89-30, em 02.05.05 (fls 79), conforme aviso de recebimento juntado aos autos, o prazo se esgotaria em 01.06.2005, permanecendo a perempção apontada, uma vez que o recurso voluntário foi protocolizado em 08/07/2005. Ressalva-se, contudo, que a conferência do pagamento efetuado nos termos da decisão administrativa transitada em julgado pode ser revista a qualquer momento pela autoridade competente. Pelo exposto, voto pelo não conhecimento do Recurso em razão de sua perempção. É como voto. Sala das Sessões - DF, em 06 de fevereiro de 2009. VALÉR C.ABRA.VL É0 VERÇOZA Page 1 _0012300.PDF Page 1 _0012400.PDF Page 1 _0012500.PDF Page 1 _0012600.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.014279/2004-92
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon May 04 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon May 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL — COFINS
Ano-calendário: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004
BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. EXCLUSÕES.
A base de cálculo da contribuição é o faturamento, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, não o integrando apenas as exclusões expressamente relacionadas na legislação de regência, delas não constando o valor das bonificações recebidas em mercadorias.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2803-000.071
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE
JULGAMENTO DO CARF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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FATURAMENTO. EXCLUSÕES. A base de cálculo da contribuição é o faturamento, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, não o integrando apenas as exclusões expressamente relacionadas na legislação de regência, delas não constando o valor das bonificações recebidas em mercadorias. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3 0 Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO DO CARF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. fr JÁ/ /ir t'Vr ' 1LSON s C DO " OSENBURG FILHO Presidente ALEX NDRE KERN or Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Luís Guilherme Queiroz Vivácqua e.Andréia Dantas Lacerda Moneta. Processo n° I 0680.014279/2004-92 52-TE03 • Acórdão o° 2803-00.071 Fl. 160 Relatório Cuida-se de recurso (fls. 141 a 147) interposto pelo recorrente acima qualificado, contra o Acórdão n 2 10.739, de 29 de março de 2006, da DRJ/BHE, fls. 130 a 137, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: Assunto: Contribuição para o P1S/Pasep Ano-calendário: 2000, 2001. 2002, 2003, 2004 Ementa: AMPLIAÇÃO DO CONCEITO DE FATURAMENTO - DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO — LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE — Transitada em julgado a decisão do STF que acatou a argüição de inconstitucionalidade, ao contribuinte que é autor da respectiva ação não se aplica a ampliação do conceito de ,faturamento determinada pela Lei n" 9.718, de 1998. Todavia, essa ampliação é legitima quando passa a se fundar em norma legal superveniente não alcançada pelo reconhecimento de inconstaticionalidade. Lançamento Procedente em Parte O recorrente, após resumir os fatos relacionados com a exação, pede reforma da decisão da DRJ/BHE, reiterando os argumentos já defendidos por ocasião da interposição da impugnação (fls. 97 a 103) contra o lançamento de oficio (fls. 3 a 7) de diferenças da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, apuradas cai procedimento de verificações preliminares obrigatórias, invocando equívocos na definição da base de cálculo da Cotins, pois indevidamente consideradas corno receitas financeiras bonificações recebidas em mercadorias, que não representam receita de qualquer espécie, pois têm a natureza de redução do custo de aquisição das mercadorias para revenda. Acosta aos autos notas fiscais de bonificações em mercadorias, que não foram trazidas na impugnação por desnecessidade. Aduz que as bonificações em mercadorias correspondem ao ingresso de mercadorias para posterior revenda, sem que o bonificado tenha pagado por elas, não compondo o faturamento da pessoa jurídica, mesmo sob a égide da Lei n 2 9.718, de 27 de novembro de 1998. Pede o afastamento da tributação pela contribuição das bonificações recebidas em mercadorias. É o Relatório no que interessa ao presente julgamento. Vifr! (*)1\' 2 Processo n° 10680.014279/2004-92 52-TE03 Acórdão n.° 2803-00.071 Fl. 161 Voto Conselheiro ALEXANDRE KERN, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 141 a 147 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-BHE n'2 10.739, de 29 de março de 2006. Base de cálculo da contribuição A base de cálculo da contribuição, como demonstrou saber o recorrente, está positivada nos arts. 2' e 3° da Lei n°9.718, de 1998, abaixo transcrito para maior clareza: "Art. 2" As contribuições para o PIS/PASEP e a COE/AIS devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu .faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. Art 3" O .faturamento a que se refere o artigo anterior correspondente à receita bruta da pessoa jurídica. § I' Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. § 2' Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2", excluem-se da receita bruta: I - as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sabre Produtos Industrializados. - IP! e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos Serviços na condição de substituto tributário; - as reversões de provisões operacionais e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do património liquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados conto receita; - os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, observadas normas regulamentadora expedidas pelo Poder Executivo; , IV - a receita decorrente da venda de bens do ativolii; permanente." 3 • Processo n0 10680.01427912004-02 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.071 Fl. 162 A partir da edição da Lei n2 9.718, de 1998, a tributação da contribuição adotou base universal, incidindo, regra geral, sobre a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, "..sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas" (art. 3 0, § 1 0, in fine). Ora, se a regra geral é a tributação em bases universais, o rol das exclusões admitidas na base de cálculo, constante do § 2' do art. 3', acima transcrito, deve ser entendido como de numeras clausus. Não constando desse rol, as bonificações percebidas em mercadorias para posterior revenda incluem-se na base de cálculo da contribuição, pois se trata de doações "ofertadas" pelos fornecedores. Ressalto que as mercadorias recebidas em bonificação, ao serem revendidas, geram uma nova receita, desta feita pelo preço de revenda. Essa nova receita é inconfundível com a receita anterior, objeto deste litígio, cujo valor corresponde à soma das receitas recebidas em doação pela recorrente. Como sói acontecer nos PIS Faturamento e na Cofins, há incidência bis á: idenz que nada tem de ilegal ou inconstitucional. A propósito da argüição de inconstitucionalidade do art. 3" da Lei n 2 9.718, de 1998, sublinho não poder considerar, nesta oportunidade, a inconstitucionalidade declarada pelo STF por ocasião dos julgamentos dos Recursos Extraordinários ifs 357.950, 358.273 e 390.840 (relator, para estes três publicados no DJ de 15/08/2006, p. 25, o Min. Marco Aurélio) e 346.084 (relator para este último, publicado em 01/09/2006,0 Min. llmar Galvão). Como tal inconstitucionalidade foi declarada na via incidental, cujos efeitos são inter partes até que sobrevenha Resolução do Senado Federal ou até que ato do Presidente da República, do Secretário da Receita Federal ou do Procurador-Geral da Fazenda Nacional estenda os efeitos da decisão do STF proferida em caso concreto, conforme autorizado pelos arts. I°, § 3°, e 4° do Decreto n° 2.346/97, descabe a este órgão julgador administrativo considerar tal inconstitucionalidade. Cumpre lembrar ao recorrente que a Súmula n2 2, aprovada na Sessão Plenária de 18/09/2007 do Segundo Conselho de Contribuintes, e publicada no DOU de 26/09/2007, Seção I, pág. 28, estabeleceu que: O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da legislação tributária. Conclusões Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 4 de maio de 2009 C ICALE l'N‘11‘.--4#.'\f.:DRE KERN 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 35232.000460/2007-73
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/2002 a 01/09/2006
NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO RETENÇÃO 11%.
NOTIFICAÇÃO FISCAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. PERÍCIA DESNECESSIDADE. AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO E DEVIDO PROCESSO LEGAL. APLICADOS E RESPEITADOS. REJEIÇÃO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. MULTA DENTRO DOS LIMITES LEGAIS. CONFISCO. INOCORRÊNCIA. SELIC. POSSIBILIDADE.
ANATOCISMO. INEXISTÊNCIA.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-001.011
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2002 a 01/09/2006 NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO RETENÇÃO 11%. NOTIFICAÇÃO FISCAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. PERÍCIA DESNECESSIDADE. AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO E DEVIDO PROCESSO LEGAL. APLICADOS E RESPEITADOS. REJEIÇÃO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. MULTA DENTRO DOS LIMITES LEGAIS. CONFISCO. INOCORRÊNCIA. SELIC. POSSIBILIDADE. ANATOCISMO. INEXISTÊNCIA. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato, Wilson Antonio de Souza Correa Fl. 1DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 167 2 . Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD – DEBCAD 37.053.9974, objetiva o lançamento de contribuições sociais previdenciárias em razão das remunerações pagas devidas ou creditadas aos trabalhadores, decorrente da prestação de serviços com cessão de mão de obra, conforme Relatório Fiscal da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – REFISC – NFLD, de fls. 39 a 41, com período de apuração de 05/2002 a 08/2066, conforme Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, de fls. 29. O sujeito passivo foi cientificado da notificação, em 23/02/2007, Folha de Rosto do Auto de Infração – FR, fls. 01. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação, em 12/03/2007, as fls. 46 a 61, a qual foi acompanhada dos documentos, de fls. 62 a 88. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 89. O órgão julgador de primeiro grau emitiu a DecisãoNotificação – DN N° 18.401.4/0073/2007, fls. 90 a 102, em 29/03/2007. Na qual a autuação foi considerada procedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 17/04/2007, AR, fls. 104. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, fls. 107, espelho protocolo SIPPS, com petição e razões recursais, as fls. 108 a 124, desacompanhado de qualquer documento, onde alega em síntese. Preliminarmente – • Que o recurso é tempestivo; • Que o depósito recursal é inconstitucional; • Que na decisão guerreada o julgador alegou não poder tecer comentários sobre a inconstitucionalidade de normas e nem tão pouco sobre a desproporcionalidade da multa; • Que os requisitos para a realização de perícia não foram cumpridos, indeferindo a mesma e isto caracteriza cerceamento de defesa; • Que houve cerceamento defesa, pois a NFLD só poderia ter sido lançada, após decisão no AI; • Que nada falou sobre a multa moratória e seu caráter de confisco, da SELIC, do anatocismo; Fl. 2DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 168 3 • Que o contribuinte não concorda com a decisão de primeiro grau e interpõe o presente recurso para que o CRPS declare a improcedência da notificação • Que a principal alegação do fisco e a de ter supostamente deixado a empresa de recolher as contribuições sobre notas fiscais ou faturas de prestação de serviços de cooperados por intermédio de cooperativas; • Que duas são a alegações principais da defesas, julgamento da notificação antes dois AI’s que elenca; • Que tal conduta fere a ampla defesa, contraditório e devido processo legal; • Que os autos de infração são arbitrários, sendo a multa estipulada por critério matemáticos em razão do número de funcionários, tendo sido sanadas as irregularidade se existentes e que negar perícia é cerceamento de defesa; Mérito – • Que o contribuinte tem o direito de defesa para contestar o Auto de Infração e o procedimento fiscal, instaurando a fase litigiosa, segundo garantia constitucional; • Que houve supressão do devido processo legal, pois a defesa prévia apresentada no AI 37.053.9940 não foi julgada, mas a notificação foi expedida; • Que a CF trouxe a presunção de inocência, o direito e não só o devido processo legal e a ampla defesa, que o lançamento da notificação antes de julgado o AI constitui condenação prévia e cerceamento de defesa; • Que para ele recorrente a notificação só poderia ser expedida após julgamento do AI; • Que a recorrente não pode refutar a hipotética infração, defendendo se previamente da emissão da notificação, sendo aplicada de imediato a multa, o que a torna inválida para todos os efeitos, pois fere direito constitucional, transcreve lição de CABM, com base na qual diz o contribuinte que defesa prévia é direito subjetivo; • Que neste caso os meios e recursos cabíveis foram cortados ilegalmente, pois a notificação foi expedida antes do conhecimento do AI, devendo esta ser cancelada, transcreve decisão do TJRS, sobre defesa em infração de trânsito; • Que na apuração do quantum debeatur o agente não informou de forma plena e eficaz como tais valores foram apurados, sequer informou o número de trabalhadores considerados; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 169 4 • Que os demonstrativos analíticos e sintéticos não demonstram a forma como se chegou nos valores, nem o número de funcionários, o que torna o auto insubsistente; • Que não se pode fixar o limite legal da multa por faltar o número de funcionários, sendo lançado ao bel prazer do agente fiscal, sendo sim dependente do números de funcionárias da empresa, embora o Acórdão a quo diga que não; • Que a multa assume caráter confiscatório, vedado pela CF, sendo interdição à injusta apropriação do patrimônio, rendimentos ou capital financeiro; • Que esta não pode comprometer o exercício do direito a existência digna, a prática de atividade ou a satisfação das necessidades básicas, pelo excesso de carga tributária; ainda, que em razão de multa excessiva; • Que o valor estratosférico não é devido, sendo isto matéria pacífica no STJ, sendo lastimável que a administração continue a desrespeitar decisões de corte superiores, o que é um abuso, que devia ensejar punições; • Que o juros devem ser aplicados com base no artigo 161, § 1º do CTN em atenção a lei civil; • Que a taxa SELIC não pode ser aplicada a créditos tributários, pois encerra juros moratórios e remuneratórios, não tendo sido criada por lei e fixados unilateralmente pelo BC; • Que na elaboração dos débitos ocorre anatocismo vedação em nosso ordenamento, o que aumento o débito, pela aplicação de juros sobre juros; • Finaliza requerendo: a) declaração de improcedência da notificação com sua desconstituição; b) não acolhido o pleito anterior, que sejam afastados: a multa arbitraria e desproporcional; juros moratórios além de 1% am; taxa SELIC; anatocismo; c) recebimento do recurso sem o depósito. Consta, dos autos, as fls. 153 a 157, sentença de procedência no MS 2007.84.00.0032162 para que os recursos administrativos sejam processados sem a exigência do depósito recursal. O recurso foi considerado tempestivo, fls. 165. Os autos subiram ao Segundo Conselho de Contribuintes, fls. 165. É o Relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 170 5 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, em 11/05/2007, conforme, fls. 107, uma vez que o contribuinte foi cientificado da decisão de primeiro grau, em 17/04/2007, AR, fls 104. No que tange ao depósito recursal a empresa não o realizou, mas está amparada por sentença de procedência no MS 2007.84.00.0032162, fls. 153 a 157. A tempestividade do recurso foi reconhecida. Quanto ao depósito recursal, ainda, que necessário a época da impetração do recurso voluntário, hoje este não mais vige, uma vez que revogado pela MP 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008. Ainda, que se alegue que tal condição deva ser averiguada tendo como marco a data da interposição do recurso, tenho para mim que tal exigência estava com os dias contados, basta ver a ADIN 19767, que exclui do Decreto 70.235/72, tal exigência, acrescentada pela Lei 10.522/2002. Neste diapasão temos, também, a Súmula Vinculante n° 21 do STF, ou seja, se não tivesse sido revogado tal depósito na seara previdenciária fatalmente este acabaria declarado inconstitucional, sendo inexigível desde a origem. Não fosse esses argumentos suficientes o Regimento Interno do CARF Portaria MF 256/2009, em seu artigo 62, parágrafo único, inciso I, do Anexo II, estabelece que: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; Assim, verifico no caso a possibilidade do afastamento desta exigência, uma vez que em RE, conforme abaixo transcrito o STF já reconhecera a inconstitucionalidade do artigo 126, §§ 1° e 2°, da Lei 8.213/91, senão vejamos: RECURSO ADMINISTRATIVO DEPÓSITO §§ 1º E 2º DO ARTIGO 126 DA LEI Nº 8.213/1991 INCONSTITUCIONALIDADE. A garantia constitucional da ampla defesa afasta a exigência do depósito como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo. (RE 389383, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 28/03/2007, DJe047 DIVULG 28062007 PUBLIC 29062007 DJ 29062007 PP00031 EMENT VOL 0228208 PP01625 RDDT n. 144, 2007, p. 235236. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 171 6 (grifos neste). Tal decisão transitou em julgado em 14/09/2007, conforme resumo de andamento do processo, consultado no site do STF. Desta forma, e tendo em vista os princípios da isonomia e da segurança jurídica, bem como em razão da decisão judicial em MS, admito o presente recurso. Na seara do contencioso administrativo os órgãos julgadores estão limitados em sua atividade cognitiva, assim, certas matérias lhe são vedadas o conhecimento, a exemplo: NO PRIMEIRO GRAU. PORTARIA RFB Nº 10.875, DE 16 DE AGOSTO DE 2007 DOU DE 24/08/2007 Art. 18. É vedado à autoridade julgadora afastar a aplicação, por inconstitucionalidade ou ilegalidade, de tratado, acordo internacional, lei, decreto ou ato normativo em vigor, ressalvados os casos em que: I tenha sido declarada a inconstitucionalidade da norma pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em ação direta, após a publicação da decisão, ou pela via incidental, após a publicação da resolução do Senado Federal que suspender a sua execução; II haja decisão judicial, proferida em caso concreto, afastando a aplicação da norma, por ilegalidade ou inconstitucionalidade, cuja extensão dos efeitos jurídicos tenha sido autorizada pelo Presidente da República ou, nos termos do art. 4º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, pelo Secretário da Receita Federal do Brasil ou pelo ProcuradorGeral da Fazenda Nacional. NO SEGUNDO GRAU. PORTARIA MF Nº 256, DE 22 DE JUNHO DE 2009 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002; Fl. 6DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 172 7 b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar nº 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar nº 73, de 1993 . (grifos meus). Equivocase a recorrente ao argüir cerceamento de defesa pelo indeferimento do pedido de perícia, pois este pode ser rejeitado, caso a perícia seja desnecessária ou protelatória, bem como se o seu pedido não preencher os requisitos legais. A jurisprudência e forte nesta vertente. Assim rejeitase esta preliminar. HABEAS CORPUS. ART. 19, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº 7.492/1986. ART. 333, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL. PACIENTE ABSOLVIDO. PEDIDO PREJUDICADO. INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL REQUERIDA NA DEFESA PRELIMINAR E NA FASE DO ART. 499 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DISCRICIONARIEDADE DO JULGADOR. NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. DECISÃO FUNDAMENTADA. RAZOABILIDADE. 1. Diante da notícia de que um dos pacientes foi absolvido na ação penal de que aqui se cuida, o writ mostra se prejudicado quanto a ele. 2. É pacífico o entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal de que o deferimento de prova pericial e de diligências na fase do art. 499 do Código de Processo Penal está condicionado à avaliação de sua conveniência, cabendo ao julgador aferir, em cada caso, dentro da esfera de discricionariedade, a real necessidade da medida para a formação de sua convicção. 3. Não há que falar em cerceamento de defesa se o indeferimento da realização da perícia está suficientemente justificado, de forma razoável, notadamente pela possibilidade de a defesa produzir provas diversas capazes de atingir o fim almejado com a perícia, assim também pela existência de outros elementos de convicção hábeis a comprovar a prática do delito, não evidenciado qualquer constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus julgado prejudicado quanto a a Flávio Antônio Bonet e denegado em relação a Cezar Antônio Bonet. (HC 200601141456, PAULO GALLOTTI, STJ SEXTA TURMA, 30/06/2008) (grifo meu). O lançamento é atividade administrativa plenamente vinculada, o agente fiscal não tem competência ou autorização legal para fazer juízo de valor sobre a matéria. Assim, constatada a ocorrência do fato gerador e o não recolhimento espontâneo do tributo só resta a este uma atitude lançálo. No Termo de Encerramento da Ação Fiscal – TEAF podese observar que ao fim do procedimento fiscal o agente lançou seis Ai`s e quatro NFLD`s em face do contribuinte, fls. 37 e 38, incluindo, esta NFLD 37.053.9974. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 173 8 Desta forma, não há violação a direito algum do contribuinte, pois o fisco apenas cumpriu com o seu dever, ao final da fase de apuração, procedimento fiscal, lançou os créditos que entendeu devidos, intimando o contribuinte destes lançamentos. Feita tal intimação é que se abre o momento do contribuinte falar nos autos e se quiser apresentar defesa. O julgador a quo nos itens 16, in fine, 23 a 27 de sua decisão abordou de forma elucidativa os temas postos pelo contribuinte, o que afasta a sua alegação. O contribuinte tem o direito de discordar do que bem entender e de manejar os instrumentos que entender cabível a defesa de seus interesses. O não recolhimento das contribuições pela técnica da retenção de 11% das notas fiscais e faturas de prestação de serviços não é uma suposição, mas sim uma comprovação, pois assim assevera o agente notificante em seu REFISC. ...para os quais a contratante efetuou a retenção de onze por cento (11%) sobre do valor bruto da nota • fiscal, mas não efetuou o recolhimento da retenção devida pelo contratante, o que em tese constitui crime e será objeto de Representação Fiscal para Fins Penais... Os valores pagos às prestadoras de serviço foram apurados da análise efetuada na escrituração contábil da empresa, bem como verificação em contratos de prestação de serviço e em documentos disponibilizados para exame pela fiscalização, tais como notas fiscais de serviço, faturas, recibos e guias de recolhimento de retenções, código 2631. (grifos meus). A recorrente tem o direito de arguir quantas teses entender cabível para a proteção e defesa de seus interesses, porém isto não implica em acatamento delas pelo órgão julgador. A recorrente equivocase, pois nos autos em vergasta temse exatamente uma Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, ou seja, crédito decorrente do não recolhimento da própria contribuição social previdenciária. Porém nos demais autos representados pelos números 37.053.9915, 37.053.9923, 37.053.9931, 37.053.9940. 37.053.9958, 37.053.9966, citados pelo contribuinte, todos eles são Autos de Infração por descumprimento de dever instrumental. Nos casos citados acima todos os créditos decorrem de fatos e fundamentos jurídicos distintos não havendo interdependência entre eles, caso houvesse tal interdependência o que não ocorre em se tratado de lançamento, artigo 142, do CTN nada impede que eles sejam lançados concomitantemente, muito pelo contrário a lei impõe tal lançamento. Desta forma, o lançamento simultâneo de diversos autos e notificações como seu deu no presente caso em nada afeta o direito de ampla defesa, contraditório e devido processo legal, pois só após notificado(cientificado) dos lançamentos é que o direito ao contraditório e a ampla defesa, nascem, pois antes de cientificado nem crédito existe. Como poderia o contribuinte se defender de algo que não está materializado, que não existe no mundo Fl. 8DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 174 9 jurídico exigir tal defesa é que seria cercear tal direito. Não há como produzir defesa de fato ou ato não imputado. A presente notificação fiscal não depende do números de funcionárias da empresa notificada e de critérios matemáticos para o seu cálculo, salvo os critérios objetivos fixado em lei, quais sejam valor bruto da nota fiscal ou fatura e alíquota de retenção 11% e nada mais, sendo descabida a alegação do contribuinte. O indeferimento de perícia foi alhures abordado. Tanto o contribuinte tem direito de defesa que a utilizou ao apresentar impugnação em primeiro grau, as fls. 46 a 61, que foi devidamente considerada e que abriu a oportunidade de recurso voluntário em continuidade ao seu direito de defesa. O crédito ora em comento de número 37.053.9974 não cuida de Auto de Infração, mas sim de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD. Não houve supressão de devido processo legal pelo fato de que conjuntamente com este foram cientificados ao contribuinte outros lançamentos, pois o contribuinte só pode apresentar defesa daquilo que teve conhecimento. Além do que, os diversos créditos decorrem de rubricas distintas, exigências distintas e fundamentos, distintos. O fato de que para o contribuinte na visão deste a notificação só poderia ser emitida após julgamento do AI é irrelevante para o fisco, pois este age sob o manto do artigo 37, caput, da CF/88 c/c o artigo 142, da Lei 5.172/66. Não há condenação prévia no lançamento da notificação, nas palavras do contribuinte, antes do julgamento do AI, pois é justamente com a notificação/comunicação/intimação/cientificação do lançamento ao contribuinte que se oportuniza a este o exercício constitucional da ampla defesa, contraditório e devido processo legal. O auto de infração e a notificação fiscal são documentos distintos de constituição do crédito, sendo que estes materialização créditos decorrentes de fundamentos diversos. A notificação do lançamento ao contribuinte tem justamente a função de informar o contribuinte do débito que a ele é imputado, visando dar a este conhecimento da matéria tributária, oportunizando a este se desejar a apresentação de defesa. Assim sendo, inexiste invalidade no procedimento, pois não há direitos violados, muito pelo contrário o lançamento visa preservar os direitos do fisco e do contribuinte. Na seara tributária não existe direito subjetivo a defesa prévia, pois simplesmente não existe defesa prévia. Todo sistema que admite defesa prévia, tem tal situação estabelecida em lei e no lançamento tributário isto não ocorre, não há previsão legal. Foi exaustivamente refutada a tese de que a notificação, conforme diz o contribuinte, só poderia ser emitida após julgada a defesa do auto de infração. Tal assertiva não é verdadeira, pois a Lei 5.172/66 e o Decreto 70.235/72, não registram esta exigência, sendo descabida e impertinente. A citação do caso do TJRS em nada ajuda o contribuinte, pois no campo da infração administrativa do Código de Trânsito, o que é muito diferente das infrações tributárias. Mas, ainda, que se aplicase, poderseia, ad argumentandum tantum, vislumbrar Fl. 9DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 175 10 que as fase do processo fiscal se encaixam em todas as prescrições da decisão. Notificação do lançamento = notificação de infração de trânsito. Impugnação tributária = defesa prévia. Autoridade preparadora comunica resultado impugnação e notifica para pagamento, parcelamento, recurso = notificação da penalidade. Contribuinte recorre = recurso do infrator de trânsito. Fim do recurso. Na seara fiscal pode o contribuinte parcelar ou pagar ou aguardar execução judicial = Na seara do trânsito paga ou é exigido no licenciamento. Assim, as fases se equivalem. Com as diferenças decorrentes dos ramos jurídicos distintos, com requisitos e princípios específicos distintos em cada vertente jurídica. De outro lado, ressaltase, também, que o lançamento tributário, na modalidade de ofício, é direito potestativo do fisco e o contribuinte não tem participação em sua produção, assim diz a lei, a jurisprudência e a doutrina, veja as transcrições abaixo. Lei 5.172/66 Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ERRO MATERIAL. PIS. OMISSÃO DE RECEITA OPERACIONAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DECADÊNCIA. ATO FINAL. LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO E NOTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. 1. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando o sujeito passivo omitese no cumprimento dos deveres que lhe foram legalmente atribuídos, deve a autoridade fiscal proceder ao lançamento de ofício (CTN, art. 149), iniciandose o prazo decadencial de cinco anos no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido feito (art. 173, I, do CTN). 2. Se a Fazenda Pública notifica o contribuinte do auto de infração no prazo de cinco anos a que alude o art. 173, I, do CTN, não há que se falar em decadência do direito à constituição do crédito tributário. 3. O direito de lançar é potestativo. Logo, iniciado o procedimento fiscal com a lavratura do auto de infração e a devida ciência do sujeito passivo da obrigação tributária no prazo legal, desaparece o prazo decadencial. 4. Súmula TFR 153: "Constituído, no qüinqüênio, através de auto de infração ou notificação de lançamento, o crédito tributário, não há que se falar em decadência, fluindo, a partir daí, em princípio, o prazo prescricional, que, todavia, fica em suspenso, até que sejam decididos os recursos administrativos". 5. Embargos de declaração acolhidos com efeitos infringentes, para dar Fl. 10DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 176 11 provimento ao recurso especial. (EDRESP 200900655845, CASTRO MEIRA, STJ SEGUNDA TURMA, 14/02/2011) PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. MATÉRIA DECIDIDA NO RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA N° 973.733/SC. ARTIGO 543C, DO CPC. PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE COBRANÇA JUDICIAL PELO FISCO. PRAZO QÜINQÜENAL. TRIBUTO SUJEITO À LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OCORRÊNCIA. 1. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 2. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 3. A Primeira Seção, quando do julgamento do REsp 973.733/SC, sujeito ao regime dos recursos repetitivos, reafirmou o entendimento de que " o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido Fl. 11DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 177 12 efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em FALTA O JULGAMENTO AGUARDAR) 4. À luz da novel metodologia legal, publicado o acórdão do julgamento do recurso especial, submetido ao regime previsto no artigo 534C, do CPC, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo relator, nos termos do atrtigo 557, CPC (artigo 5º, I, da Res. STJ 8/2008). 5. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado de contribuição social foi omitida pelo contribuinte concernente ao fato gerador compreendido a partir de 1995, consoante consignado pelo Tribunal a quo; (c) o prazo do fisco para lançar iniciou a partir de 01.01.1996 com término em 01.01.2001; (d) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 15.07.2004, data da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito que formalizou os créditos tributários em questão, sendo a execução ajuizada tão somente em 21.03.2005. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Agravo regimental desprovido. (AGRESP 201001395597, LUIZ FUX, STJ PRIMEIRA TURMA, 24/11/2010) TRIBUTÁRIO IOF DECADÊNCIA TERMO INICIAL FATO GERADOR DRAWBACK SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE IRRELEVÂNCIA PARA O EXERCÍCIO DO DIREITO POTESTATIVO AO LANÇAMENTO. 1. O IOF não é tributo inerente à atividade de importação/exportação e não integra, em regra, o Termo de Compromisso, forma de constituição do crédito tributário prevista na legislação aduaneira. 2. O fato gerador do IOF na operação de câmbio é a a sua efetivação pela entrega de moeda nacional ou estrangeira, ou de documento que a represente, ou sua colocação à disposição do interessado em montante equivalente à moeda estrangeira ou nacional entregue ou posta à disposição por este, nos termos do art. 63, II, do CTN. 3. A decadência, direito potestativo, não se interrompe, nem se suspende, de modo que o regime aduaneiro de drawback é irrelevante na fixação do termo inicial do prazo para a constituição do crédito tributário. 4. Recurso especial provido. (RESP 200702726133, ELIANA CALMON, STJ SEGUNDA TURMA, 18/02/2009) Fl. 12DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 178 13 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Para uma melhor compreensão, podese citar o estado de sujeição em que se encontra o contribuinte ao lançamento tributário, não lhe sendo possível impedir o direito de a Fazenda Pública lançar o tributo. Efetuado o lançamento, no entanto, o sujeito passivo poderá simplesmente não realizar o pagamento, frustrando, então, a pretensão da Fazenda. Nesse caso, o prazo para o Fisco efetuar o lançamento tributário (direito potestativo), segundo essa tese, seria de decadência. Já o prazo para a cobrança do crédito tributário não pago (direito a uma pretensão) de prescrição. 1 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx O processo de determinação e exigência do crédito tributário, ou processo de acertamento, ou simplesmente o lançamento tributário, dividise em duas fase: (a) unilateral ou não contenciosa e (b) bilateral, contenciosa ou litigiosa. Este processo também tem recebido a denominação de ação fiscal. A fase não contenciosa é essencial no lançamento de ofício de qualquer tributo. A fase não contenciosa ou unilateral termina com o termo de encerramento de fiscalização, que será acompanhado de um auto de infração nos casos em que alguma infração da legislação tributária tenha sido constatada. Denominase auto de infração o documento no qual o agente da autoridade da Administração tributária narra a infração ou as infrações da legislação tributária atribuídas por ele ao sujeito passivo da obrigação tributária, no período abrangido pela ação fiscal. 2 (todos os grifos meus). Assim fica evidente que não há motivos, justificavas ou direito do contribuinte de interferir na atividade fiscal antes do lançamento. Não havendo violação a direito, pois até a notificação nada foi imputado ao contribuinte e este não pode se defender em face do nada. O presente crédito não tem por base o número de trabalhadores. O valor da contribuição como supramencionado depende apenas do valor bruto da nota fiscal ou fatura e 1 HABLE, José. Decadência e prescrição no direito civil em confronto com o direito tributário. Jus Navigandi, Teresina, ano 13, n. 1941, 24 out. 2008. Disponível em: http://jus.uol.com.br/revista/texto/11878. Auditor tributário da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal, graduado em Agronomia pela UFPR, Administração de Empresas pela FAE e em Direito pela CEUB, pósgraduado em Direito Tributário pelo ICAT, mestre em Direito Internacional Econômico pela UCB, professor de Direito Tributário é autor do livro: "A Extinção do Crédito Tributário por Decurso de Prazo" 2 Machado, Hugo de Brito Curso de Direito Tributário 13 Edição Editora Malheiros 1998, pág. 336 e 337. Fl. 13DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 179 14 da alíquota de 11% definida em lei, dependente de simples operação matemática. O agente fiscal aplicou o valor estabelecido e esclareceu de forma cristalina como tal valor foi alcançado, basta ler o Relatório de Lançamentos – RL, de fls. 12 a 14, Discriminativo Analítico de Débito – DAD, de fls. 04 a 08 e Discriminativo Sintético do Débito – DSD, de fls. 09 a 11. A alegação de que o Discriminativo Analítico de Débito DAD e Discriminativo Sintético do Débito – DSD não demonstram os valores e número de segurados e que por isso o auto é insubsistente é equivocada e impertinente, pois a presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, não depende do número de trabalhadores, sendo tal fato esclarecido linha atrás, bem como os citados relatórios dão a exata dimensão do valores lançados como também esclarecido. A multa aplicada decorre exclusivamente da culpa do contribuinte que deixou de cumprir com sua obrigação legal da forma estabelecida, sendo que está nada tem a ver com o número de trabalhadores da recorrente e não fixada ao bel prazer do fisco, mas sim cumprindose a Lei artigo 35, da Lei 8.212/91. A multa não é excessiva, pois aplicada no valor estipulado pelo legislador federal, a quem compete constitucionalmente fazer juízo de valor e estipular o limite da multa. Não pode o empresário querer investir e sua atividade com o dinheiro do contribuinte e o risco da atividade econômica deve ser por este suportado e não pela sociedade, pois os lucros aquele não divide com esta. A multa não busca extrair do contribuinte seus direitos constitucionais. Não é esta a sua função. A função da multa moratória é desestimular o contribuinte a querer deixar de adimplir sua obrigação originária e punir o infrator da norma e a conduta “ilícita”. O tribunais pátrios tem como plenamente admissível a multa moratória, não havendo abuso algum da administração, pois está só esta cumprindo a lei e exigindo o tributo a que tem direito. TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. NULIDADE DA CDA NÃO DEMONSTRADA. MULTA MORATÓRIA. CARÁTER CONFISCATÓRIO NÃO CONFIGURADO. APLICABILIDADE DA TAXA SELIC. LEI 9.065/1995. 1. A Certidão de Dívida Ativa CDA tem presunção de legitimidade, e está a cargo do devedor provar de sua nulidade, uma vez que ela satisfaz os requisitos insculpidos no art. 2º, § 5º, da Lei 6.830/1980 (Lei de Execução Fiscal). 2. Nas hipóteses de tributos sujeitos a lançamento por homologação, desnecessária a instauração de procedimento administrativo fiscal e notificação do contribuinte acerca da inscrição do crédito tributário em dívida ativa, uma vez que a ele incumbe toda a atividade de apurar o tributo devido e pagar antecipadamente o respectivo valor. Cabe à Fazenda Pública apenas a homologação (art. 150 do CTN). 3. A multa moratória aplicada em percentual previsto legalmente, em patamar razoável, tem a função de prevenir e reprimir a mora do contribuinte, e não pode ser afastada sob a alegação de confisco. O caráter confiscatório da multa somente tem lugar quando fixada em valores excessivos, o que não ocorre no caso. 4. O art. 13 da Lei 9.065/1995, inclusive sob o aspecto formal, é Fl. 14DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 180 15 compatível com o art. 161, § 1º, do CTN, segundo o qual o legislador ordinário estava autorizado a fixar juros de mora, conforme pacífica jurisprudência do STJ. Desde 1º/04/1995, os juros de mora incidentes sobre tributos arrecadados pelo Fisco Federal equivalem à taxa SELIC. 5. Apelação a que se nega provimento.(AC 200233000262460, DESEMBARGADORA FEDERAL MARIA DO CARMO CARDOSO, TRF1 OITAVA TURMA, 24/09/2010) TRIBUTARIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HONORARIOS FIXADOS DENTRO DO DETERMINADO NA LEGISLAÇÃO. MULTA MORATORIA DE 75% NÃO CONFISCO. PRECEDENTES. 1. Não encontro obscuridade na fixação dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor da execução já que em no caso em particular houve a renúncia ao direito sobre que se funda os embargos à execução, com a improcedência do pedido, não havendo a aplicação do DL 1025/69. O valor foi fixado de acordo com o artigo 20 do CPC, não ferindo o parágrafo 4º do artigo 1º da medida provisória 303/2006, que em sua parte final ressalva a possibilidade de o Juízo estabelecer a verba de sucumbência em valor diverso de um por cento do montante do débito consolidado. 2. O pleno deste Tribunal já se posicionou no sentido de que a multa no percentual de 75% não ofende ao princípio do não confisco. 3.Embargos do particular não providos. Embargos da Fazenda Nacional providos, com atribuição de efeitos infringentes.(EDAC 20058300012035002, Desembargador Federal Frederico Pinto de Azevedo, TRF5 Quarta Turma, 13/05/2010) EXECUÇÃO FISCAL. EMBARGOS. AGRAVO RETIDO. DECADÊNCIA. READEQUAÇÃO DO LAUDO PERICIAL. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. AFERIÇÃO INDIRETA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. TAXA SELIC. MULTA. RETROATIVIDADE DA LEI MAIS BENÉFICA. CONFISCO NÃO CARACTERIZADO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS E PERICIAIS. 1. A consumação ou não da decadência constitui matéria de direito sobre a qual não cabe ao perito contábil opinar. Além disso, no caso, o expurgo do excesso daí decorrente pode ser feito pela simples exclusão das competências eventualmente atingidas. 2. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando não houver pagamento antecipado, o direito da Fazenda constituir o crédito tributário, nos termos do art. 173, I, do CTN, extinguese após 5 (cinco) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. A regra do § 4º do artigo 150 do CTN só pode ser aplicada nos casos de antecipação.3. O arbitramento é o meio previsto legalmente para a autoridade fiscal apurar o valor do tributo nos casos em que o sujeito passivo se omitir a fornecer a documentação necessária ou esta apresentar irregularidades insanáveis. Hipótese demonstrada nos autos. 4. No caso, os documentos trazidos pela parte embargante não fizeram diminuir a dívida apontada no laudo pericial, mas aumentála consideravelmente. Assim, a sonegação de documentos apresentouse como benéfica à parte Fl. 15DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 181 16 embargante.5. A Taxa SELIC se aplica aos débitos tributários, não existindo vício na sua incidência.6. É entendimento pacífico desta Corte que, por força do art. 106, II, "c", do CTN, aplicase de forma retroativa, sobre fatos ainda não definitivamente julgados, a lei tributária que imponha penalidades mais brandas ao contribuinte. 7. Não se realiza a hipótese de confisco quando aplicado o índice de 75%. Precedente do STF no sentido de que multas aplicadas até o limite de 100% não configuram confisco (ADI nº 551 voto do Ministro Marco Aurélio). 8. A verba honorária usualmente fixada quando da determinação de citação nas execuções fiscais é provisória, para o caso de pronto pagamento. 9. Hipótese em que tanto a embargante quanto a embargada foram vencedoras e vencidas. Todavia, considerando a cobrança do encargo legal de 20% na execução fiscal (DL nº 1.025/69), cabível a condenação da embargada ao pagamento de honorários advocatícios.10. Honorários advocatícios a carga da União arbitrados em 1% sobre o valor correspondente à parcela da dívida declarada inexigível, em consonância com o artigo 20, § 4º, do CPC. 11. Mantida a condenação da parte embargante ao pagamento dos honorários periciais, à luz do princípio da causalidade.(AC 00039920320044047009, LUCIANE AMARAL CORRÊA MÜNCH, TRF4 SEGUNDA TURMA, 12/05/2010) PROCESSO CIVIL, CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. PRETENSÃO INICIAL. LIMITES. FALÊNCIA. SÓCIO. EXCLUSÃO DA MULTA E DE JUROS DE MORA. NÃO APROVEITAMENTO. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE. CAPITALIZAÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. DUPLA INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO MONETÁRIA. INEXISTÊNCIA. MULTA. PERCENTUAL DE 30%. CONSTITUCIONALIDADE. 1. A pretensão inicial deduzida pelo Apelante nestes embargos à execução não incluiu a alegação de sua ilegitimidade passiva para responder às execuções embargadas, sendo, portanto, essa questão exorbitante ao limites da lide posta em juízo nesta ação e não podendo, portanto, ser acolhida sua postulação recursal nessa parte. 2. Conforme entendido na sentença apelada, tendo apenas o sócio da empresa falida permanecido no pólo ativo dos embargos à execução não é cabível a exclusão da multa e de juros de mora do crédito executado com base no fato de estarse diante de massa falida, pois tal medida aproveita, apenas, à empresa falida e não a seus sócios, os quais respondem integralmente pelo débito tributário. 3. O art. 161, § 1.º, do CTN prevê a possibilidade de que lei ordinária estabeleça taxa de juros de mora diversa do percentual de 1% ali previsto, não sendo, portanto, necessária a utilização de lei complementar para a determinação de incidência da Taxa Selic com essa finalidade, nem havendo, qualquer óbice a que seja utilizada taxa variável (de mercado) para esse fim, não prevendo esse dispositivo legal exigência de taxa fixa nem a impossibilidade de a lei ordinária fixar índice cuja determinação concreta seja decorrente de ato infralegal, nem estando os juros de mora em matéria tributária sujeitos a reserva legal estrita quanto aos seus elementos de cálculo. 4. A utilização da Taxa Selic como índice de juros de mora para os Fl. 16DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 182 17 créditos tributários federais representa, apenas, a fixação de instrumento variável de estipulação da taxa de juros moratório que acompanhe as flutuações do mercado financeiro e, por conseguinte, sirva de efetivo mecanismo de desestímulo à inadimplência tributária, não havendo óbice constitucional a essa escolha normativa. 5. Os juros de mora à Taxa Selic são acumulados mensalmente e não capitalizados. 6. Não há, também, dupla incidência de correção monetária, vez que são eles aplicados de forma isolada e não cumulativamente com índice de atualização monetária, não decorrendo essa dupla incidência da sucessão dele em relação aos índices de atualização monetária que o antecederam, pois só a aplicação conjunta em um mesmo período a caracterizaria. 7. Quanto à multa de 30% incidente sobre o débito tributário do Apelante, o próprio STF (STF, 1.ª Turma, RE n.º 241.074/RS, Relator Ministro Ilmar Galvão, DJ 19.12.2002) já entendeu constitucional multa no percentual de 80%, sendo o percentual da multa ora examinado justificado pela necessidade de esta servir tanto de punição como de fator de dissuasão em relação à prática dos atos caracterizados como infração para fins de sua incidência. 8. Não provimento da apelação.(AC 200182000032880, Desembargador Federal Emiliano Zapata Leitão, TRF5 Primeira Turma, 24/09/2009) (grifos meus). Entendem, também, nossos tribunais que a limitação de 12% de juros não era auto aplicável, além do que está revogada e que o atual sistema de correção dos créditos tributários atendem plenamente a lei civil. EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. UTILIZAÇÃO DA TAXA SELIC SOBRE DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. JUROS. LIMITAÇÃO. ARTIGO 192, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. A controvérsia relativa à aplicação da taxa SELIC sobre débitos tributários reside no âmbito infraconstitucional, circunstância que impede a admissão do recurso extraordinário. 2. O Pleno deste Tribunal já decidiu que o artigo 192, § 3º, da Constituição do Brasil, que limita as taxas de juros em 12% ao ano, necessita de regulamentação [ADI n. 4, Relator o Ministro Sydney Sanches, DJ de 25.6.93]. Agravo regimental a que se nega provimento.(AIAgR 713488, EROS GRAU, STF) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. AFERIÇÃO DA NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. ANÁLISE DOS REQUISITOS FORMAIS DA CDA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. PAGAMENTO NÃO EFETUADO. NÃO OCORRÊNCIA DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA. TAXA SELIC. LEGALIDADE. PRECEDENTE REGIDO PELA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. 1. "Avaliar a necessidade da produção de prova pericial atrai o óbice contido na Súmula 7/STJ, haja vista tal providência demandar o revolvimento do Fl. 17DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 183 18 substrato fáticoprobatório permeado nos autos" (AgRg no Ag 989.493/SP, Rel. Min. José Delgado, Primeira Turma, DJ 23/06/2008). 2. A investigação acerca do preenchimento dos requisitos formais da CDA que aparelha a execução fiscal demanda, necessariamente, a revisão do substrato fático probatório contido nos autos, providência que não se coaduna com a via eleita, conforme vedação expressa da Súmula 7/STJ. 3. É inaplicável o benefício do art. 138 do CTN ao tributo confessado e nãopago pelo contribuinte. 4. A Primeira Seção desta Corte, quando do julgamento do REsp. n. 1.111.175/SP, de relatoria da Ministra Denise Arruda, pacificou entendimento, pela sistemática do art. 543C, do CPC, no sentido da legalidade da Taxa Selic, a qual incide sobre o crédito tributário a partir de 1º.1.1996 não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária tendo em vista que o art. 39, § 4º da Lei n. 9.250/95 preenche o requisito do § 1º do art. 161 do CTN. 5. O presente agravante regimental tratou, também, de questões diversas daquelas pacificadas em sede de recurso repetitivo, pelo que deixo de aplicar a multa prevista no § 2º do art. 557 do CPC. 6. Agravo regimental não provido.(AGA 200900895519, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ SEGUNDA TURMA, 28/09/2010) (grifos meus). No que tange a taxa SELIC tal material está Sumulada no CARF. Súmula CARFnº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Além do que, esta é plenamente aceita pelos tribunais como aplicáveis aos créditos tributários, senão vejamos. EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. UTILIZAÇÃO DA TAXA SELIC SOBRE DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. JUROS. LIMITAÇÃO. ARTIGO 192, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. A controvérsia relativa à aplicação da taxa SELIC sobre débitos tributários reside no âmbito infraconstitucional, circunstância que impede a admissão do recurso extraordinário. 2. O Pleno deste Tribunal já decidiu que o artigo 192, § 3º, da Constituição do Brasil, que limita as taxas de juros em 12% ao ano, necessita de regulamentação [ADI n. 4, Relator o Ministro Sydney Sanches, DJ de 25.6.93]. Agravo regimental a que se nega provimento.(AIAgR 713488, EROS GRAU, STF) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO INATACADOS. SÚMULA 283/STF. NULIDADE DAS CDAs. SÚMULA 07/STJ. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃOCONFIGURAÇÃO. SELIC. LEGALIDADE. CARÁTER Fl. 18DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 184 19 CONFISCATÓRIO DE MULTA. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DA SUPREMA CORTE. 6. É devida a Taxa Selic no cálculo dos débitos dos contribuintes para com a Fazenda Pública Federal. 7. A apuração do caráter confiscatório da multa tributária depende da interpretação da norma prevista no artigo 150, V, da Constituição Federal, o que refoge ao âmbito do recurso especial. 8. Agravo regimental não provido.(AGA 201001365825, CASTRO MEIRA, STJ SEGUNDA TURMA, 23/11/2010) TRIBUTÁRIO. CDA. EXAME DE REGULARIDADE. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA. ART. 261 DO CPC. ALEGAÇÃO EM PRELIMINAR DE CONTESTAÇÃO. POSSIBILIDADE. TAXA SELIC. LEGALIDADE. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE COTEJO. 5. É pacífico na jurisprudência do STJ que é possível utilização da Taxa Selic como índice de correção monetária e de juros de mora, na atualização dos créditos tributários. (AGEDAG 201001476055, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, 09/11/2010) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. AFERIÇÃO DA NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. ANÁLISE DOS REQUISITOS FORMAIS DA CDA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. PAGAMENTO NÃO EFETUADO. NÃO OCORRÊNCIA DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA. TAXA SELIC. LEGALIDADE. PRECEDENTE REGIDO PELA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC 4. A Primeira Seção desta Corte, quando do julgamento do REsp. n. 1.111.175/SP, de relatoria da Ministra Denise Arruda, pacificou entendimento, pela sistemática do art. 543C, do CPC, no sentido da legalidade da Taxa Selic, a qual incide sobre o crédito tributário a partir de 1º.1.1996 não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária tendo em vista que o art. 39, § 4º da Lei n. 9.250/95 preenche o requisito do § 1º do art. 161 do CTN. (AGA 200900895519, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ SEGUNDA TURMA, 28/09/2010) (grifos meus). No que tange a taxa SELIC tal material está Sumulada no CARF. Súmula CARFnº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Fl. 19DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 185 20 Além do que, esta é plenamente aceita pelos tribunais como aplicáveis aos créditos tributários, senão vejamos. EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. UTILIZAÇÃO DA TAXA SELIC SOBRE DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. JUROS. LIMITAÇÃO. ARTIGO 192, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. A controvérsia relativa à aplicação da taxa SELIC sobre débitos tributários reside no âmbito infraconstitucional, circunstância que impede a admissão do recurso extraordinário. 2. O Pleno deste Tribunal já decidiu que o artigo 192, § 3º, da Constituição do Brasil, que limita as taxas de juros em 12% ao ano, necessita de regulamentação [ADI n. 4, Relator o Ministro Sydney Sanches, DJ de 25.6.93]. Agravo regimental a que se nega provimento.(AIAgR 713488, EROS GRAU, STF) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO INATACADOS. SÚMULA 283/STF. NULIDADE DAS CDAs. SÚMULA 07/STJ. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃOCONFIGURAÇÃO. SELIC. LEGALIDADE. CARÁTER CONFISCATÓRIO DE MULTA. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DA SUPREMA CORTE. 6. É devida a Taxa Selic no cálculo dos débitos dos contribuintes para com a Fazenda Pública Federal. 7. A apuração do caráter confiscatório da multa tributária depende da interpretação da norma prevista no artigo 150, V, da Constituição Federal, o que refoge ao âmbito do recurso especial. 8. Agravo regimental não provido.(AGA 201001365825, CASTRO MEIRA, STJ SEGUNDA TURMA, 23/11/2010) TRIBUTÁRIO. CDA. EXAME DE REGULARIDADE. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA. ART. 261 DO CPC. ALEGAÇÃO EM PRELIMINAR DE CONTESTAÇÃO. POSSIBILIDADE. TAXA SELIC. LEGALIDADE. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE COTEJO. 5. É pacífico na jurisprudência do STJ que é possível utilização da Taxa Selic como índice de correção monetária e de juros de mora, na atualização dos créditos tributários. (AGEDAG 201001476055, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, 09/11/2010) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. AFERIÇÃO DA NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. ANÁLISE DOS REQUISITOS FORMAIS DA CDA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. PAGAMENTO NÃO EFETUADO. NÃO OCORRÊNCIA DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA. TAXA SELIC. Fl. 20DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 186 21 LEGALIDADE. PRECEDENTE REGIDO PELA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC 4. A Primeira Seção desta Corte, quando do julgamento do REsp. n. 1.111.175/SP, de relatoria da Ministra Denise Arruda, pacificou entendimento, pela sistemática do art. 543C, do CPC, no sentido da legalidade da Taxa Selic, a qual incide sobre o crédito tributário a partir de 1º.1.1996 não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária tendo em vista que o art. 39, § 4º da Lei n. 9.250/95 preenche o requisito do § 1º do art. 161 do CTN. (AGA 200900895519, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ SEGUNDA TURMA, 28/09/2010) (grifos meus). Por fim o STF no julgamento da Repercussão Geral Tema nº 214, no RE 212.209, em 08/06/2011, considerou cabível tal índice, conforme sua página de notícias. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (SFT) ratificou, ontem, quartafeira (18), por maioria de votos, jurisprudência firmada em 1999, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 212209, no sentido de que é constitucional a inclusão do valor do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) na sua própria base de cálculo. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 582461, interposto pela empresa Jaguary Engenharia, Mineração e Comércio Ltda .contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), que entendeu que a inclusão do valor do ICMS na própria base de cálculo do tributo – também denominado “cálculo por dentro” – não configura dupla tributação nem afronta o princípio constitucional da não cumulatividade. No caso específico, a empresa contestava a aplicação, pelo governo de São Paulo, do disposto no artigo 33 da Lei paulista nº 6.374/89, segundo o qual o montante do ICMS integra sua própria base de cálculo. Súmula Em 23 de setembro de 2009, o Plenário do STF reconheceu repercussão geral à matéria suscitada no RE. Após a decisão do RE, o presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, propôs que fosse editada uma súmula vinculante para orientar as demais cortes nas futuras decisões de matéria análoga. Assim, uma comissão da Corte vai elaborar o texto da súmula para ser posteriormente submetido ao Plenário. O caso A decisão da Justiça paulista afastou a alegação da empresa de que o artigo 13, parágrafo 1º, da Lei Complementar (LC) nº 87/96 (que prevê a inclusão do valor do ICMS na sua própria base de cálculo), bem como o artigo 33 da lei paulista nº 6.374/89, no mesmo sentido, conflitariam com a Constituição Fl. 21DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 187 22 Federal (CF) no que diz caber a lei complementar definir os fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes dos impostos. Considerou legítima, ainda, a aplicação da taxa Selic e da multa de 20% sobre o valor do imposto corrigido. (grifos meus). Por fim o STF no julgamento da Repercussão Geral Tema nº 214, no RE 212.209, em 08/06/2011, considerou cabível tal índice, conforme sua página de notícias. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (SFT) ratificou, ontem, quartafeira (18), por maioria de votos, jurisprudência firmada em 1999, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 212209, no sentido de que é constitucional a inclusão do valor do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) na sua própria base de cálculo. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 582461, interposto pela empresa Jaguary Engenharia, Mineração e Comércio Ltda .contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), que entendeu que a inclusão do valor do ICMS na própria base de cálculo do tributo – também denominado “cálculo por dentro” – não configura dupla tributação nem afronta o princípio constitucional da não cumulatividade. No caso específico, a empresa contestava a aplicação, pelo governo de São Paulo, do disposto no artigo 33 da Lei paulista nº 6.374/89, segundo o qual o montante do ICMS integra sua própria base de cálculo. Súmula Em 23 de setembro de 2009, o Plenário do STF reconheceu repercussão geral à matéria suscitada no RE. Após a decisão do RE, o presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, propôs que fosse editada uma súmula vinculante para orientar as demais cortes nas futuras decisões de matéria análoga. Assim, uma comissão da Corte vai elaborar o texto da súmula para ser posteriormente submetido ao Plenário. O caso A decisão da Justiça paulista afastou a alegação da empresa de que o artigo 13, parágrafo 1º, da Lei Complementar (LC) nº 87/96 (que prevê a inclusão do valor do ICMS na sua própria base de cálculo), bem como o artigo 33 da lei paulista nº 6.374/89, no mesmo sentido, conflitariam com a Constituição Federal (CF) no que diz caber a lei complementar definir os fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes dos impostos. Considerou legítima, ainda, a aplicação da taxa Selic e da multa de 20% sobre o valor do imposto corrigido. (grifos meus). Fl. 22DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35232.000460/200773 Acórdão n.º 2803001.011 S2TE03 Fl. 188 23 O citado anatocismo não ocorre, além de não ter sido provado e sua não ocorrência é de simples percepção basta ler no Fundamentos Legais do Débito FLD, de fls. 23 e 24, rubrica Acréscimos Legais – Juros, onde está consignado. CÁLCULO DOS JUROS: JUROS CALCULADOS SOBRE O VALOR ORIGINÁRIO, MEDIANTE A APLICAÇÃO DOS SEGUINTES PERCENTUAIS: A) 1% (UM POR CENTO) NO MÊS SUBSEQUENTE AO DA COMPETÊNCIA; B) TAXA MEDIA MENSAL DE CAPTAÇÃO DO TESOURO NACIONAL RELATIVA A DIVIDA MOBILIARIA FEDERAL/TAXA REFERENCIAL DO SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E DE CUSTODIA SELIC, NOS RESPECTIVOS PERÍODOS; C) 1% (UM POR CENTO) NO MÊS DO PAGAMENTO. (grifo meu). A análise do DSD e seus valores também demonstram a não existência de anatocismo, pois juros e multa são aplicados sobre o valor original separadamente de depois as três parcelas são somadas para obter o total da competência, o que vergasta qualquer alegação desta natureza. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por CONHECER DO RECURSO, porém afastando as preliminares suscitadas, para no mérito NEGARLHE PROVIMENTO, tendo em vista que as alegações da recorrente não encontram suporte fático ou jurídico. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 23DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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