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Numero do processo: 10283.007811/89-43
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 1992
Ementa: Processo Administrativo Fiscal Programa INTERN-850. Constatadas diferenças entre saldos apurados e aqueles figurantes nos livros de Registro de Inventários.
Numero da decisão: 303-27.161
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade, vencida a Conselheira Rosa Marta Magalhães de Oliveira;
no mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA
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S.ssão d.~5c:1~rnarso ....d. 1992 ACORDÃO N.' 303-??~ ..1..~} Recurson.O 112.810 - Proc. nº 10283-007811/89-43 Recorrente ERICSSON DO AMAZÔNIA S/A • Recoríid DRF - Manaus - AM - Proc. da Fazenda Nacional Processo Administrativo Fiscal Programa INTERN-850. Constatadas diferença s entre sa Idos apura do s e aque Ie s fi gurantes' nos I ivros de Registro de Inventários. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conse lho de Contribuintes, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade, vencida a Conselheira Rosa Marta Magalhães de Oliveira; no mirito, por unanimidade de votos, em negar p~ovimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passsam a integrar o presente juIg~ do. Bras.ília~DF. em 25 de março de 1992. JOÃO HOL1l,d:A CSTA - Presidente / /ROSll,MA RT A MA GALH ES DE O LI V E IRA - Re Iator a ~~-~---~;efUY RODRIGUES DE SOUZIA ._-~ VISTOS EM SESSÃO DE: 28 AGO 1992 Participaram ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Sandra Maria Faroni,Elizabeth Maria Violatto (suplente), Ronaldo Lindi mar Josi Marton, Humberto Esmeraldo Barreto Filho e Milton de Souza Coelho. Ausente a Conselheira Malvina Corujo de Azevedo Lopes. • • SERViÇO PUBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CÂMARA RECURSO Nª 112.810 - ACÓRDÃO Nª 303-27.161 RECORRENtE ERICSSON DA AMAZÕ~IA S/A RECORRIDA : DRF - Manaus - AM , RELATORA : ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA RJ;ll\.IQRIQ Em fiscalização no: estabelecimento da empresa, foi Ericsson da Amazônia S/A autuada pelas seguintes irregularidades:I. Com relação a componentes importados com beneficio fiscal utilizados na fabricação de miquinas de escrever eletrônicas, Mod. 0000, aparg lhos de telefonia variados e calculadoras modelo 2256; diferenças en tre os saldos apurados e aqueles figurantes nos livros de Registro de Inventirios, com a seguinte discriminação: 1. faltas nos EstQ ques de Componentes Importados (desvio) com relação a virios itens.' Exigência fiscal: mul.ta do art. 521, 1, letras "a" e "b" e 540 do Regulamento Aduaneiro; ~ art. 364.11 do RIPI/82, alim dos impostos incidentes; 2. Sobras de Estoques de Componentes importados . (impo~ tação irregular). Penalidades: Art. 526, Il e 540 do R.A. e ' 366, I do RIPI; II. Insuficiência no recolhimento do imposto de impo~ tação. I.Pela não inclusão dos insumos Motor da Roda Impressora e motor da Fita Eletrônica, no DCR 3391/85 relativo ao produto acabA do Miquinas de escrever eletrônicas Mod. 8000, o que fez reduzir-se o imposto de importação unitirio com aumento do coeficiente de redQ ção do 1.1.; 2. Superestimação dos custos de componentes nacionais no DCR 1921/85 e 3281/85 relativos ao produto Aparelho Telefônico a disco. Veri ficou-se que o índice mínimo de nacional ização foi de 98,2% e não, 98,5% determinado pela SUFRAMA. Exigência fiscal: com plementação do pagamento do imposto de importação e da multa dos art. 52 1, inci so IV do Regu 1amento Aduane iro (A DN n_!!'.'CST 3O/8 71 • Na impugnação, tempesti va mente apresentada, a fi rma 19 vanta, inicialmente, preliminar de cerceamento de defesa com o argQ mento de que o auto de infração não se revestiu de todos os requi- sitos essenciais previstos. Com efeito, o autuante se limitou a con~ tatar diferenças entre os saldos apurados e aqueles figurantes no Registro de inventirios e a enviar o Auto pelo Correio sem os dg monstrativos que utilizou para o seu trabalho. Argúi, ademais, que nas relações de importações com mais de uma D.I., a fiscalização con siderou sempre o preço uni tário da última entrada'à::ooolégica,quando devg ria considerar o preço médio unitário. Tal fato vem a se refletir no valor dos impostos e nos acréscimos legais exigidos. Acrescenta que as diferenças (para mais ou para menos) apontadas nos estoques nem todas correspondem aos números reais das operações envolvidas do que resultou na lavratura precipitada do auto. Passa em seguida a anall sar minuciosamente os quadros demonstrativos anexos ao ~uto de Infra ção: Conclui, requerendo a diligência e a perícia técnica em vista de que os demonstrativos implicam em detalhada análise dos controles de produção, especialmente, no que diz respeito ~s quebras gue oco~ rem. Indica o perito de sua confiançq para acompanhar a perlcia. SERVIÇO l'UOLlCO F[Of;IlAl Rec.: 112.810 Ac.: 303-27.161 . O autuante [etorna aos autos (fls. 184) dizendo haver a~olhldo em par!e as razoes da autuada, tendo refeito os demonstr~ tlvOS de apuraçao do imposto e dos acréscimos legais do que resul- tou um crédito tributário menos que o lançado no Aut~ de Infração (fls. 182/187 e fls. 188/201). A autoridade de primeira instância julgou proceaente a açao, em parte, pelas razões seguintes (fls. 230/233): 2. FUNDM1EN'l'OS 2.1. Considerando todos os argumentos de defesa apresentados • pelo contribuinte e o trabalho fiscal, constata-se que: a) O Auto de Infração objeto do presente processo está revestido dos requisitos essenciais, descrevendo as irregularidades ap radas e as penalidades ~abiveis, com os respectivos fundamentos legais. 'l'ambimos demonstrativos, que são partes integrantes do Auto, estão an xos. Tudo conforme o a~t.lO do Decreto 70.235/72. b) A Notificação da intimação (Remessa do Auto por AR) - prevista no art.23, S 29, 11,do Decreto 70.235/72. c) Pelo art.265, S 59, do Decreto n9 87.9Bl, de 23/12/8 o contribuinte deveria registrar no Livro Registro de Inventário o es~ que de matérias-prima, produtos intermediários, e,material de embalage e, ainda, produtos em fase de fabricação e produtos acabados. O não cu prirnento deste artigo torna inconsistente a coluna ESTOQUE FHiAL/PROCE' 50 do quadro de apuração, doc. 11, fls.140. T~mbém, o demonstrativo cons tante ás fls.51 dos autos, relativo, ao per iodo de 01/01/8Ga 31/12/86 não considerou os componentes que estavam em proc"es~o de fabricaç,iiopo falta do cumprimento da obrigação do registro no Livro de Inventários. d) As vendas efetivadas.pela Nota Fiscal-Fatura série ú nica (doc.12/16) foram consideradas ,em parte pela Fiscalização, confor me exposto às f]s.183. 'l'ambémforam consideradas procedente em parte aquisição de insumos destinados ao produtos Aparelho Telefônico, bem c Ino as vendas de 203 unidades de 17/~KSB 84510/01104 e 17/SKSB 84510 01042. e) O art.274, S 19, do Decreto n9 87.981, de 23/]2/82 (1IIPI), estabelece que - "As operaçôes serão escrituradas individualme te nu ordem cronológica das efetivas entradt3.sde mercadorias'no estube lecimento ou na ordem das d~tas de sua aquisição ou desembaraço aduane' ro, quando não transitarem pelo estabelecimento ~'adquirente ou importa - dor". Assim, não procede a alegação dq contribuinte' que as importaçôes referente ã 01-002/86 - 79089 foram desembaraçadas em 1986 e incorpora das ao estoque somente em 1987, pois as DI's em .r;eferênciaforam objet, das Notas Fiscais de Entrada n9s. 87, 90 e 91 com datas de emissão ex pressa de 09/12/86 e 11/12/86 (fls.214, 220 e 226). Rec.: 112.810 Ac.: 303-27.161 5EflVIÇO punLlco F(O(lIAl f)Das compras nacionais (Doc.29/31, de fls.160/162 - No- ta Fiscal n9 0937, 1594 e 1870), referente ao insumo RYTB 103124/1, fo- ram aceitas as quantidades de 30, 259 e 100 unidades, respectivamente. g) Referente ao estoque de componentes importados para calculadora MOD.2256, a fiscalização aceitou, em termos, algumas alega- çoes da Empresa, conforme fls.185/186 dos autos. 2.2. O art.l7 do Dec. n9 70.235/72 estabelece que a "Autorid~ de preparadora determinará, de oficio ou a requerimento do sujeito pas- sivo, a realização de dilig~ncias, inclusive pericias, quando entendi - -las necessárias, indeferindo as que considerar prescindiveis ou impr~ Licáveis". Como os fatos trazidos aos autos do proce'sso são de fácil percepção pelos relatos e quadros demonstrativos, não se fazem necessa- • rias as di! igências. 2.3. O art.145 do Decreto n9 91.030, de 05/03/85, preceitua que: " - A isenção ou redução do imposto, quando vinculado à destina ção dos bens, ficará condicionada à comprovação posterior do seu efeti- vo emprego nas finalidades que motivaram a concessão (DL n9 37/66, arti go 12)". E o art.220 do mesmo Decreto estabelece que "sempre que o im-- 'posto de importação dispensado vier a ser exigido, exigir-se-átambim o imposto sobre produtos industrializados". 3. CONCLUSÃO 3.1. Constata-se dos autos que o contribuinte nao conseguiu e lidir de todo as infrações constantes do Auto de Infração que origina - raIO o lançamento fiscal, e que a insuficiência no-recolhimento do imp0,ê. to de importação calculado pelos Demonstrativos de Coeficiente de Redu- ção (DCR) forçou, também, a exigincia do recolhimento do imposto sobre produtos indusLrializados. 3.2. Com relação aos itens 10 a 12 e 16 a 21, que na impugna- ção tratam de contestar ° lançamento dos tributos referentes ao per iodo de apuração 1985 (anexos do Auto de Infração de fls 04 a 33), o item 2.1."c", retro, esclarece perfeitamente o porquê do nao acatamento das alegações apresentadas pela impugnante, embasando-se no dispositivo le- gal lá explicitado. Afora isso, com os novos elementos e informações a- •pensados aos autos, quer pela prõpria autuada, quer como decorrincia de diligincia efetivada a seu pedido, constatou-se que."os valores dos im- postos de importação e sobre produtos industrializados apurados sofre - ram acréscimo em seus montantes, motivados pelas novas quantidades de diferenças apuradas, após correção de er;os nos quadros demonstrativos/ elaborados (Quadros demonstrativos de fls 17 e 18, substituidos pelos de fIs 193 e 194). • Rec.: 112.810 Ac.: 303-27.161 SERViÇO PUBLICO FEDERAL 3.3. Quanto aos itens 13 a 15 e 19 a 24, que na impugnação se referem a contestação do lançamento dos tributos referentes ao per iodo de apuração 1986 (anexos do Auto de Infração de fls 25 a 62), o item 2.1."d" a "g", retro, esclarece os porquªs da aceitação ou rejeição das alegações apresentadas pela impugnante, que redundaram na diminuição dos "quantuns" dos impostos de importação e sobre produtos industrializados relativos a esse periodo. 3.4. Como o montante total lançado foi reduzido, por força de parte da impugnação e da sustentação fiscal, e como o acréscimo havido sobre o montante do per iodo de apuração 1985 e decorrªncia de correçao ele erros aritméticos cometidos duralfte a elalJoração dos quadros demons- trativos e que independem de quaisqu~r avaliação de mérito, não há por- que conceder prazo a autuada para defesa, sem queé~ta atitudecaracte- rize cerceamento de defesa. 3.5. Por fim, com relação a alegação da impugnante de que o f~sco, para fins de lançamento dos impostos, considerou sempre o preço unitário da última entrada cronológica de cada componente, quando deve ria considerar o preço médio unitário (fls 115) - refletindo, desse m2 do, no cálculo a maior nos valores tributados - convém destacar que nos casos onde se apurou faltas de componentes, que caracteriza des - vios (item 1.1. do A.I.l, e sobras de componentes, que caracteriza im portação irregular de componentes (item 1.2. do A.I.), especificamen- te nos periodos de apuraçao em que há mais de uma DI, o fiscal autuan te tomou como base de lançamento o preço unitário constante da DI com data mais próxima do fim do exercicio fiscal (dezembro dos anos de 1985 e 1986), isto é, do vencimento legal da obrigação fiscal, conso- ~lntc o [)revisto no arti90 87, illCiso 11, letra 'leI', do Decreto n9 91.030, de 05/03/85 (Regulamento Aduaneiro), cujas quantidades apura- das (desvios e sobras) estão abrangidas pelos volumes constantes des- sas DI's. Portanto, contrariamente ao que alega a impugnante, o preço utilizado nos lançamentos, além de amparado pela legislação tri- butária-fiscal (isto e, o custo de a'}1li'3içãomais recente), em nada pena- liza a autuada, além de demonstrar que sua alegação carece de consis- ~.. tªncia legal. 3.6. Por todo o exposto, conclui-se que o crédito tributá - rio é procedente em parte. • o o i Rec.: 112.810 Ac.: 303-27.161 SERViÇO PUBLICO FEDERAL Inconformada, a firma apresentou, em tempo Kábil, o seu recurso (fls. 240/ ) para arguir o seguinte:,!. Inlicialmente, l~ vanta preliminar de nulidade do procedimento fiscal, por cerceamento do direito de defesa já que segu~dó- entende, foi desatendido o seu pedido de di 1igência e perícia técnica, formulado '.nafase de impu.9. nação. Diz que '~~ue ocorreu foi simples contestação pela Fiscaliza ¥ão de parte dos elementos juntados pela recorrente, relativamente as diversas irregularidades existentes nas peças básicas que in~ truem o Auto". Aponta erros no levantamento fiscal, enfatizando que a decisão singular nem tocou no problema de quebras ocorridas no prQ cesso produtivo e cuja perícia requerera. Acrescenta que a norma g~ ral (art. 344 do RIPI) é que sejam as quebras apuradas e submetidas ao órgão técnico com~etente ( o INT) para que se pronuncie e produza seu laudo. Com relaçao i perícia fiscal/contábil,! para a qual já in dicou o seu perito, há que ser efetuada sob pena de ficar caracteri zado o cerceamento de defesa, causa de nulidade do procedimento fi~ cal. Diz que o-C1ue realmente ocorreu foram erros de escrituração do Registro de Inventários. Cita o Ac. nº 60.172/67 do 2º Conselho de Contribuintes segundo o qual inexiste em direito tributário qualquer peculiaridade que exonere o Fisco de demonstrar cabalmente a veraci dade dos fatos que alega. Cita ainda o Ac. 57.134/75, em cujos consi derandos conclui que a falta de escrituração no Livro Registro de Inventários não implica 1a inexistência dos elementos subsidiários apontados, os quais poderiam ter sido apurados no momento','.',da fisc-ª- lização, caso em que ação fiscal poderia apoiar-se num dado real. Cita ainda, no mesmo sentido, o Ac. 564/75 do mesmo 2º Conselho de Con tribuintes. Vale-se do ensino de Amilcar de Araújo F'alcão e de Ricar do Mariz de Oliveir~a no sentido de que o Fisco há que comprovar o que a 1ega. Q uanto i avaI iaçã o do Estoque, invoca o art. 289 V do RIPI que prevê que para fins de regGtro de Inventário, no caso de maté rias-primas ou produtos em fase de fabricação, o valor será o de seu preço médio. Conclui, pedindo o p~imento do recurso. t o relatório. ~ Imprensa Nacional SERViÇO PUBLICO FEOfRAl Y..QIQ Rec.: 112.810 ~c.: 3 O3 - 2 7 • 1 6 1 contri infrações recolhi • • A recorrente argúi cerceamento de defesa por partede autoridade de primeira instância por ter essa desatendido o seu r~qu~rimento, feito na fase de impugnação da ação fiscal, de dili gencla no seu estabelecimento e de perlcia técnica na escrituração, ~om relação às quebras que diz havidas no processo produtivo, com o que entende que ficariam justificadas as diferenças apontadas no seu Estoque de Insumos Importados. Indicou, inclusive, o perito técnico de sua confiança para acompanhar esses trabalhos. A Fiscalização, após o recebimento da defesa, dignou-se apenas afazer alterações nos dados inicialmente anotados, refazen do e~ parte o Quadro Demonstrativo anexo ao ~uto de Infração como se ve as fls. 188/201. . Pessoalmente, estou certo de que razão assiste à r~ corrente no seu pleito, em preliminar, de cerceamento de defesa.En tretando, vencida nesta parte da preliminar, pelo voto da maioria dos membros da câmara, passo agora a análise do mérito . ~ssim é que£ quanto ao mérito, tenho que o buinte, ora recorrente nao conseguiu elidir de todo as constantes do Auto de Infração assim como insuficiente o mento dOlimposto de importação calculado pelos DCR. Quanto ao lançamento dos tributos referentes ao perÍQ do de apuração de 1985, constatou-se que os valores dos impostos~ importação e sobre produtos industrializados apurados sofreram acréscimo em seus montantes, motivados pelas novas quantidades de diferença apuradas, após correção de erros nos quadros demonstr~ tivos elaborados (fls. 17/18 e fls. 193/194). Destarte, o demon~ trativo constante às fls. 51 'dos autos, relativo ao ano de 1986 não considera os componentes existentes em processo de fabricação por falta do cumprimento da bbrigação do registro no Livro de In ventários, infringindo assim o artigo 265 I 5Q do c:Decreto nQ 87.981/82. Com relação ao preço considerou-se como base de lança mento l p:~preço,:c0liitáríó;.':, constante daD.I. com data mais prQ xima do fim do exercício fiscal (dezembro de 85 e de 86), data do vencimento 'legal da obrigação fiscal, isto é o custo de aquisiçio mais reçente, cujas quantidades apuradas (desvios e sobras) estao abrangidas eelos volumes constantes dessas D.I's, em . atendimento ao que dispoe o artigo 87, inciso 11, letra "c" do Regulamento Adu~ neiro (decreto 91.030/85). Diante do exposto, conheço do recurso, que é temp~sti vo, para negar-lhe provimento, confirmando no demais a respeitavel decisão recorrida que adoto como arrimo para meu voto. Sala das Sessões, 25 de março de 1992. )~ ROSA MARTA~AGALHÃES DE OLIVEIRA - Relatora 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
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Numero do processo: 10711.001422/89-07
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 301-00.591
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia ao Instituto Nacional de Tecnologia-INT, através da Repartição de origem (IRF-Porto-RJ), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
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REFS. Sessão de...1 31dezembro de 19.9 0 — ACORDÃO N.° Recurso n.° 111.957 Processo ng 10711-001422/89-07 Recorrente PENTEC INDUSTRIAL LTDA. Recorrid a IRE - PORTO - RJ. RESOLU0'A 0 Ng 301-591 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julga mento em diligencia ao Instituto Nacional de Tecnologia-INT,atraves da Repartição de origem (IRF-Porto-RJ), na forma dolrelatório e voto que passam a integrar o presente julgado. e dezembro de 1990 ITAMAR VIEIRA DA COSTA - Pres 404.0. 4/ -15)inter er)rd/.// dIel■ JOSt EDr I IDO BAR'sS DE LAC Proc. 4110,10(,41/.400. a Fazenda Nacional. VISTO EM SESSÃO DE: 2 6 FEV 1991 Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, IVAR GAROTTI, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, JOSE THEODORO MASCARENHAS MENCK, FLA- VIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ e PAULO CESAR BASTOS CHAUVET (Suplen- te). Ausente o Conselheiro WLADEMIR CLOVIS MOREIRA. or. -2- SERVICO PÚBLICO FEDERAL MEFP-TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO N2 111.957 RESOLUÇÃO N2 301-591 RECORRENTE: PENTEC INDUSTRIAL LTDA RECORRIDA : IRF-PORTO-RJ RELATOR : CONSELHEIRO ITAMAR VIEIRA DA COSTA RELATÓRIO A empresa submeteu a despacho aduaneiro, através da De- claragão de Importagão - DI n 2 015655/86 - Adiço 001, produto que descreveu e classificou. da seguinte forma (fls. 07): 38.19.99.00 - Preparagão reticulante base de uma dia- mina aromática composta de poliol-polies- • ter e agentes auxiliares e anti-hidroliti cos. Nome Comercial: Baytec - 108, liqui- do, amarelo, industrial. Submetido o produto análise do Labana, aquele Orgão esclareceu tratar-se de "uma cera artificial base de poliesteres-po ibis, utilizada na industria de elastOm'eros de uretana (fls. 20). Ern consequencia, foi adotada, pelo Fisco, a classificação TAB 34.04.01.99. A empresa discordou alegando que o "Baytec T.P.PU 108", de acordo com a prOpria Bayer, fabricante e exportadora deste, no 4 uma cera artificial, nem pode ser classificado como tal. Segundo a Comissão de Ceras da Sociedade Alemã de Ciencias da Graxa, defini gão de 1954, sci podem ser consideradas ceras artificiais os materiais • que "são empregados em substituição ou em combinagão com as ceras naturais". Na empresa o produto em causa no 4 utilizado nem como substituição, nem como combinagão de ceras naturais, mas sim como produto básico. Em face dessas alegag6es, foi solicitado novo pronuncia mento do Labana que emitiu a Informagão Técnica n 2 .231/88, ratifi- cando o laudo anterior e concluindo que o produto possui proprieda- des especificas de cera artificial, uma vez que apresentou resulta dos positivos para todas as propriedades de cera, de acordo com as NENCCA. Apcis isto, foi lavrado o Auto de Infração de fls. 01. A empresa apresentou impugnação tempestiva, alegando,em sintese, o seguinte (fls. 46/55). a) que a CACEX estudou suficientemente o Pedido de Guia • de Importação (PGI), com . - especialistas em classifi- -3- Recurso:111.957 Reso1ugao:301-591 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL cagão, que concordaram plenamente com o enquadramen- to e descrição do produto, sendo tudo aceito e con- firmado; b) que o "BAYTEC 108 uma preparação química baseada em Poliester Poliol, o qual 4 derivado com agentes Anti-Hidroliticos baseados no Acido Adipico e Glicol e Policarbodiamida"; c) que, por ser uma preparagão, no pode ser utilizada em seu estado natural, no existindo, portanto, em- prego isolado, necessitando de outros componentes pa ra obtenção de um produto final; d) que o produto analisado no cera, tendo sido clas- sificado corretamente no cOdigo TAB 38.19.99.00, em face do disposto na posigão 38.19 da TAB (produtos quí- micos industriais conexos inclusive os que consistam de misturas de produtos naturais, no especificados em outras posigaes destas indústrias). Na replica (fls. 101), a AFTN autuante no acolheu as razOes de defesa, propondo a manutenção do Auto de Infração, argu- mentando o seguinte: a) que o Labana identificou o produto analisado como sen do uma cera artificial, tendo em vista ensaios reali zados. (PA n 2 4585/86 s fls. 20); b) que a Informagão Técnica n 2 231/88, s fls. 38, rati fica o laudo de análise acima citado, demonstrando que o produto se enquadra na definição de cera da Comis- são de Ceras da Sociedade Alemã de Ciências da Gra- xa, também citada nas NENCCA página 453; c) que a competência legal para dirimir dúvidas sobre classificação fiscal 4 da Secretaria da Receita Fede ral (Dec. 70235/72 - art. 54, item III, a) no caben do, portanto, CACEX opinar sobre o assunto; A ação fiscal foi julgada procedente em 1@ Instância con forme Decisão n 2 05 (fls. 102). A empresa, inconformada, recorre a este Colegiado, tem- pestivamente, com os seguintes argumentos (fls. 109/129): 1. Preliminarmente 1.1. 0 Auto de Infragao, tal corno foi lavrado,encontra-se -4- Recurso:111.957 Reso1ugao:301-591 SERVICO PUBLICO FEDERAL eivado de erros que o tornam passível de nulidade nos termos dos artigos 59 a 61 do Decreto 70.235/72. 1.2. Quanto ã decisão de 1 Instância, esta tarrib&e pas- sível de nulidade absoluta porque (a) extrapolou a decisão dos fatos no Auto de Infração, (b) se apoiou em.dados diferentes daqueles contidos na pega ves- tibular, como 4 o caso da Informação Técnica do La bana n 2 231/88, e (c) aplicou dispositivo inerente a penalidade sem citar a disposição legal infringi da, consoante inciso V do art. 10 do Decreto n 2 ... 70.235/72. 1.3. Para que possam ser dirimidas quaisquer duvidas, a recorrente, juntando Parecer Técnico de professores da U.F.M.G., requer diligencia e, se for o caso,pe ricia "um loco", no seu processo industrial, para ratificar os termos do citado Parecer. 2. No Mérito 2.1. A Recorrente no vai dizer que a conclusão do Lau- do de Análise n 2 4585, de 04/11/86, e aquela outra da Informação Técnica n 2 231, de 16/12/88, no se- jam verdadeiras. 0 produto analisado apresenta as propriedades físicas a que se reporta a INF n 2 .... 231/88, mas a elas se somam muitas outras proprie- dades químicas, no consideradas pelo químico res- ponsável pelo trabalho. A postergagão dessas pro- priedades químicas exclui a substencia da condição de reagente químico indispensável na fabricação da resina de Poliuretano. 2.2. As aplicagOes enumeradas pelo Técnico, no seu Pare cer, no so extensivas à questEo objeto da diver- gencia, pois o Baytec PU 0108 no 4 meramente subs tância acessOria,mas, se trata de um reagente quí- mico indispensével na síntese da resina de Poliure tano. 2.3. 0 Poliester Poliol um polímero, produto da reagão de policondensaVão de glicol com o ácido adlpico, conforme pode ser visualizado no item anterior e no Parecer Técnico nestas condigOes, a classifica- -5- Recurso:111.957 • SERVICO PÚBLICO FEDERAL Resolução: 301-591 gão mais adequada do que aquela dada pela PENTEC., aqui Recorrente, e pela Auditora Fiscal, quando efe tuou a desclassificação, seria a pertinente ã fór- mula de reação indicada ou seja, 39.01 - "PRODUTOS DE CONDENSAÇÃO, MO DIFICADAS OU NÃO, POLIMERI- ZADOS OU NAO LINEARES OU NÃO..." e no subitem 22.00 "outros produtos desta posi gão, em pós, gr5nu1os, esca mas, pedaços irregulares, blocos, massas no *coeren- tes e formas semelhantes. Tecnicamente, a desclassifi caço somente poderia ser feita para enquadramento no código 39.01.22.00 da TIPI." 2.4 - A informação contida no Auto e referendada na Deci so, de que o produto estava ao desamparo de Guia de Importação ou de documento equivalente, fato que serviu de base para imposição da penalidade comina da no artigo 526, II, do -R.A., e absolutamente im procedente. 2.5.- A aliquota do Imposto de Importação (I.I.) vigente à época da lavratura do Auto de Infração e at a presente data e de 40% e no de 85%. o relatório. -6- Rec. 111.957 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL VOTO A recorrente adotou a classificação e descrição (fls. 07): 38.19.99.00 - Preparação reticulante sa base de uma diami- naammitica - composta de pau-poliéster e agentes auxiliares e anti-hidroliticos. "Raytec 108". Na TAB esté assim discriminado: 38 - Produtos diversos das indústrias químicas. 38.19 - Produtos químicos e preparações das indústrias ou das indústrias conexas (inclusive os que consis- tam em mistura de produtos naturais) não especifi cados nem compreendidos em outras posições; prod u tos residuais das indústrias químicas ou das in- d ú strias conexas, não especificadas nem compreen- didos em outras posições. 38.19.99.00 - outros. A fiscalização diz tratar-se de: 34.04.01.99 - Uma cera artificial sa base de poliesteres - poliois, utilizada na indústria de elastOme ros de metana conforme consta do Laudo .Laba na/RJ (fls. 20). A discriminação na TAB 6 a seguinte: 34 - sabões, produtos orgânicos tenso-ativo, preparações para lixivias, preparações lubrificantes, ceras arti ficiais, ceras preparadas, produtos para conservação e limpeza, velas e artigos semelhantes, pastas para modelar e "ceras para odontologia". 34.04- Ceras artificiais, inclusive as solúveis em égua, ceras preparadoras não emulsionadas e sem solven- te. 34.04.01 - Ceras artificiais. 34.04.01.99 - Qualquer outra. Tendo em vista os documentos acostados aos autos, entendo ser importante o pronunciamneto técnico de uma outra entidade. Por is to voto no sentido de converter o julgamento em diligencia ao Institu to Nacional de Tecnologia-INT, através da repartição de origem (IRE -7- Rec. 111.957 Res. 301.591 SERVICO PUBLICO FEDERAL -Porto-RJ) que devera adotar as seguintes providencias: 1. Notificar a recorrente para apresentar, se quiser , quesitos que entenda importantes ao deslinde da mataria; 2. Encaminhar o processo ao Fiscal autuante com a me s ma finalidade; 3. Após, encaminhar o processo ao Instituto Nacional de Tecnologia-INT, para se pronunciar sobre os quesitos formulados e so bre os conteúdos e conclusões do (a) Laudo Labana ng 4585/86, de fls. 20, (h) Informação T6cnica Labana n 231/88, de fls. 38/39 e (c) Pa recer Tecnico juntado pela empresa, de fls. 131/139. • Sala das S ssões, em 13 de dezembro de 1990. ITAMAR VIEIRA Dit\ COSTA - Relator.
score : 1.0
Numero do processo: 15586.001614/2010-22
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008
VALIDADE DO LANÇAMENTO. EXCLUSÃO DO SIMPLES. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DA EMPRESA SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTE INDIVIDUAIS.
A declaração em GFIP das contribuições previdenciárias e o não
recolhimento das referidas para os segurados, valida o lançamento, pois a empresa foi excluída do SIMPLES.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.448
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 VALIDADE DO LANÇAMENTO. EXCLUSÃO DO SIMPLES. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DA EMPRESA SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTE INDIVIDUAIS. A declaração em GFIP das contribuições previdenciárias e o não recolhimento das referidas para os segurados, valida o lançamento, pois a empresa foi excluída do SIMPLES. Recurso Voluntário Negado.
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EXCLUSÃO DO SIMPLES. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DA EMPRESA SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTE INDIVIDUAIS. A declaração em GFIP das contribuições previdenciárias e o não recolhimento das referidas para os segurados, valida o lançamento, pois a empresa foi excluída do SIMPLES. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 104DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.88 a 99 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro/RJ (fls.73 a 83) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração AI n° 37.298.6471, no valor consolidado de R$ 213.993,05 (duzentos e treze mil novecentos e noventa e três reais e cinco centavos). Na auditoria fiscal desenvolvida na empresa, foi verificado que na guia de recolhimento do fundo de garantia do tempo de serviço e informações a previdência social – GFIP foram declaradas incorretamente as contribuições previdenciárias. A autuada foi excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Imposto e Contribuições da Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES, instituída pela Lei 9.317, de 05/12/1996, em 27/08/2009 com efeito retroativo a 01/01/2005, conforme Ato Declaratório DRF/VTA n° 0107/2009 (fls. 48) por ter ultrapassado o limite da receita bruta auferida no anocalendário de 2004 e pela existência de débito inscrito na Dívida Ativa do INSS. Neste azo, embora a autuada tenha informado nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações a Previdência Social – GFIP os valores das remunerações de seus segurados empregados e contribuintes individuais, declarou indevidamente que era optante pelo SIMPLES, código 2 no campo próprio e, desta forma, as informações constantes dos documentos apresentados não serviram como base de cálculo das contribuições a seu cargo destinadas a seguridade social, acarretando na não declaração da contribuição patronal, fato que alterou os valores devidos, infringindo assim, o propósito estampado no parágrafo 2° do art. 32 da Lei 8.212, de 24/07/1991, posteriormente alterado pela Lei 11.941, de 27/05/2009. Frente aos argumentos apresentados, alegou que os valores devidos das contribuições previdenciárias não foram declarados em Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo e Serviço e Informações a Previdência Social – GFIP, e a falta de tal declaração configura, em tese, Crime contra Ordem Tributária, previstos no inciso II, do artigo 1° e inciso I do artigo 2°, ambos da Lei n° 8.137/90, razão pela qual, em cumprimento de atribuições funcionais, estes fatos serão comunicados ao Ministério Público Federal, por meio de encaminhamento de representação fiscal para fins penais, para as providências cabíveis. A Lei 11.941/09 que alterou a Lei 8.212/91 estabeleceu novos valores para infrações pelo descumprimento das obrigações ocorridas na autuada e de acordo com o art. 106, incisos II, “c” da Lei 5.172/66 – CTN, as multas a serem aplicadas quando as infrações ocorrem sob a égide de uma legislação e a atual forem diferentes, deverá ser aplicada a mais benéfica. A multa aplicada é a prevista de acordo com a Lei n° 8.212/91, art. 32, § 5°, acrescentado pela Lei n° 9.528/97, e Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, art. 284, inciso II, alterado pelo Decreto n° 4.729/03, e artigo 373, ou seja, 100% dos valores das contribuições não declaradas, limitado ao valor equivalente a um multiplicador sobre o valor mínimo previsto no caput do art. 283 do RPS por competência, em função do número de segurados da autuada, perfazendo o valor de R$ 213.993,05. Desta autuação, a recorrente apresentou impugnação às fls. 52 a 64 alegando: Fl. 105DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 15586.001614/201022 Acórdão n.º 2403001.448 S2C4T3 Fl. 105 3 Que é nulo o auto de infração que ora se hostiliza, em face da sua manifesta impropriedade, especialmente por inexistência de justa causa para sua lavratura contra a empresa recorrente, por inocorrente a ilicitude contra si irrogada na peça de acusação fiscal; Que a motivação para o auto de infração sob contestação se prende a declarações desprovidas de qualquer crédito, mormente por estarem desacompanhadas de documentos que a alicerçam; Que o auto sob hostilidade não está eivado dos seus correspondentes motivos, eis que baseados e fundamentados em arbitrariedade e suposições; Que o auto de infração deve ser julgado insubsistente, para eximir a recorrente da multa pretendida, mediante agravamento de penalidade com base num processo administrativo viciado, que se fundamentado na veracidade dos fatos, afastaria inexoravelmente a incidência dessa tributação, que mesmo caracterizada, não implicaria responsabilização ao ora recorrente, por não ser, na forma da lei, devedor integral. É no máximo, devedor subsidiário; Que a multa aplicada é absolutamente destoante e inaplicável à situação objeto da presente discussão fiscal. Por fim, requereu que a recorrente seja eximida da multa lançada, tornando insubsistente o lançamento à nulidade do Auto de Infração ou a improcedência da multa aplicada. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 11° Turma da DRJ/Rio de Janeiro / RJ proferiu acórdão (n° 1237.570) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 VALIDADE DO LANÇAMENTO Não merece acolhida alegação de nulidade do lançamento, haja vista que o procedimento adotado pela fiscalização obedeceu as formalidades essenciais a constituição do crédito tributário e todos os relatórios foram entregues ao contribuinte, onde consta a indicação de onde os valores foram extraídos e os dispositivos legais que amparam o lançamento. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DA EMPRESA SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. Devida contribuição a cargo da empresa sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e contribuintes individuais que prestam serviços à empresa. GFIP Fl. 106DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 As informações constantes da GFIP servirão como base de cálculo das contribuições devidas, bem como se constituirão em termo de confissão de dívida, na hipótese de não recolhimento, nos termos do artigo 32, inciso IV, parágrafo 2°, da Lei 8.212/91, c/c o artigo 225, parágrafo 1° do RPS. ÔNUS DA PROVA Compete ao impugnante o ônus de demonstrar os fatos alegados tendentes a modificar ou extinguir o lançamento fiscal emitido regularmente. MULTA DE MORA E DE OFÍCIO A multa de mora incidente sobre as contribuições em atraso é fixada por lei ordinária, a qual expressamente declara o seu caráter irrelevável (artigo 35 da Lei n° 8.212/91). Para os fatos geradores anteriores a dezembro/2008, é devida a comparação entre a multa de ofício de 75%, instituída pelo artigo 35A da Lei n° 8.212/91, incluído pela MP 449/08, convertida na Lei n° 11.941/2009 e as multas do artigo 35 da Lei n° 8.212/91 e 32 § 5° da Lei n° 8.212/9, com a redação da Lei n° 9.528/97, prevalecendo a mais favorável ao contribuinte. Aplicação do art. 106, II, “c” do Código Tributário Nacional. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 88 a 99, no qual ratificou todos os argumentos expendidos na impugnação. É o relatório. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 15586.001614/201022 Acórdão n.º 2403001.448 S2C4T3 Fl. 106 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator DO MÉRITO: I – DA INFRAÇÃO COMETIDA: A recorrente foi autuada através do Auto de Infração n° 37.298.6471 por ter deixado de recolher as contribuições sociais devidas desde 1º de janeiro de 2005, quando se deu sua exclusão do SIMPLES através do Ato Declaratório DRF/VTA n° 0107/2009 (fls. 48). O fato gerador deste crédito são as contribuições devidas aos segurados empregados e contribuintes individuais constantes nas folhas de pagamentos, recibos de férias, rescisões de contratos de trabalho, porém quando a empresa se auto declarou optante do SIMPLES, deixou de recolher as contribuições patronais incluindo os valores destinados ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, mas as lançou em suas GFIP. Neste diapasão, o crédito fora constituído de forma legal e obedecendo as regras previstas para as empresas em geral, cabendo salientar que a GFIP é o ato declaratório, pelo qual a empresa informa os dados relacionados aos fatos geradores da contribuição social e outras informações a Previdência Social. Por tudo isso não há o que se falar em falta de justa causa, falta de comprovação material do ilícito constante no AI ou qualquer improcedência por parte da autoridade fiscal que lavrou tal procedimento pois tudo foi declarado pela empresa em sua GFIP. Quanto a multa aplicada, a recorrente insiste em seu caráter confiscatório e assim a justifica com o artigo 150 da Constituição Federal: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: IV utilizar tributo com efeito de confisco; O fato é que multa não é tributo e sua aplicação se encontra em perfeita harmonia com a legislação ordinária em vigor como vemos abaixo, pois a multa é decorrente de inadimplemento no recolhimento das contribuições previdenciárias por parte da empresa no descrito do artigo 35 da Lei 8212/91: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Com a comprovação material das GFIP em não recolher as devidas contribuições previdenciárias, juntamente com o fato de a empresa não ser do SIMPLES, resta sedimentado a real infração da empresa no descrito no Auto de Infração. Atesta ainda a recorrente que tais imputações não procedem por ela não ser sucessor empresarial, mas não é o que está descrito no anexo do contrato social de fls. 27 a 33, pois a empresa continuou com a mesma denominação social e mesmo objeto social, sendo assim de maneira clara a informação do artigo 133 do CTN: Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. Ante o exposto e considerando que a recorrente infringiu norma legal tributária, entendo pela manutenção da cobrança em todos os seus termos. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 10711.004200/89-83
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 21 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Fri Aug 21 00:00:00 UTC 1992
Ementa: CLASSIFICAÇÃO.
1. Rejeitada a preliminar de nulidade do processo em face de produção de novo laudo pelo INT.
2. O produto SDAD-Estearil Dimetil Amina (Dest.), classe amina terciária, teor de pureza 97%, qualidade industrial, estado físico sólido/pastoso classifica-se no código TAB/SH 2921.19.9999. 3. Recurso provido.
Numero da decisão: 301-27.175
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade, em face da produção de novo laudo do INT; no mérito
por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os cons. Otacílio Dantas Cartaxo e Itamar Vieira da Costa, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ ANTÔNIO JACQUES
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CLASSIFIOÇÃO. 1. Rejeitada a preliminar de nulidade do processo em face de produção de novo laudo pelo INT. 2. O produto SDAD-Estearil Dimetil Amina (Dest.), classe amina terci~ria, teor de pureza 97~, qualidade indus trial, estado físico sólido/pastoso classifica-se no código TAB/SH 2921.19.9999. 3. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Canse lh~ de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar a prelimI nar de nulidade, em face da produção de novo laudo do INT; no mérito por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os cons. Otacílio Dantas Cartaxo e Itamar Vieira da Costa, na forma do relatQ rio e voto que passam a integrar o presente julgado. • Re_coniCl a IRF - PORTO - RJ. 21 de agosto de 1992.Brasil ia-DF, ITAMAR VIEIRA - Presidente. 10 J~ R,I.t". RUY'RODRI UES DE SOUZA - Proc. da Fayenda Nacional. VISTO EM- , SESSÃO DE: -6 FEV 1993 _ RP /3 O1 - O • 39 7 • -Participaram, ainda do presente julgamento os se(luintes Conselheiros: JOÃO BAPTISTA ~IORElRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, JOSt THEODORO MASCARENHAS MENCK e RONALDO LlNDlMAR JOSt MARTON_ Ausente a Cons. MA DALENA PEREZ RODRIGUES. DAMEFP/DF ~ SICoa "11 047/9Z - J. H. I"IFT!'" TE::!::!:':I!m CUI'I::;LLHU DL CUI'IT!'.:I F:UII.lrL~" I"'!n 1"11::11:;:(, 1:;(,1'1(":':"',,, !lLCl..n':HU H" 112.873 "',UJ!'.:D"',') 1.1" 301-27.175 RLCURI~LHl'L= HLRGA lHDl..lSTllIAS I..IUIMIIAH LTDA RLCURRIDA " IRL-I"'URTU-!lJ" RLLATIJR LI..IIZ AHTUHIU JACI)UL~". R L L A T U R I Q t(.:.~j""" fi} :i. n ~:\cl (';\ :I.(?(?:I.!l l(.:.~i(] 1:~et(:)I"I'la (:) 1:)I"cS;ot')'te 1:)J"()(:eS;~5() (:10 (:lj.J,j,qêrl(::i.a AC) :ll'I"'!l (:Ie-.. pe:l.a 1:~e!5(:):Ll.l~:a(:)I"l" 3():I....63q!1 às 'f::I.~;.6()/6:L, cle :1.4 (:10 fll2J~~;O (:Ie (.:.~m~:;f:~~:;~;;(;\OD !""c:.l\;\'1:.ólr:i,D (.:.:,....)C)t~~ qU('~ (':'~iIlb<';\~:;<';\I"'(;\fIl a F~(.:.:.~:;[)ll.l.~;:~':\D" q u :i. n t f.! ~:; t (.:.~l'''m C)~:; :: ~-i) F: .... C = 1,1 ....H 2U n :i. t.l" :LI """. :L. l:) IJI"(:)(il,l"tC) PXafl):i,I")2C!<:) é (:lpl'":i.va<:!() cle qC)lr(:ll.ll""a 21")j,flla:L (~~el:)()'? !:<~.;t.~.:.~.P.(:.~.~;~_.t.~';~.::n p 1"DeI u l.o Ii SDAD Es l[.~aI'. :i.l :o :i. fIl(':.~t :i.l Am :i.n a DEST" é l,lrl) (::()'lll:)(:)~;;.t(:)(:Ie (:)I":i.qefll 1')att.tl~a:l. (::(:ll'li;;.t:i..tl.11.(1(:) (:le l.ln10 fl):is;-' tl.ll"a (:Ie a~j:il';as; gl'.axa~~; .tel"(::iál":i.dS; (:)t)tj.(1a~~; 1:)0:1.(:) l:ll"(:)(:ess;(:)(:10 l'lj.(:II"(:)gel'2~;:a(:) (::ata:l:I ..ti,c::a (:fa 1'):i.tv'j.:I.a (:1(:) ~~;et)c) I'la.tl.ll"al,!, (:ll.lP é l,til) IJI"(J(Jl~.t(:) (JI"g~l'lj.(::(:) (:Ie (:ll":i,gCill 01'liflla:l. 1.)(ll (:I(:)~; ~)I"(:)(::e~~;~~(:)S;(:10 (:)I:)tel'I~:2(:) (:le~~;!1;a!i;afll:il'12ii; !~;e J"e~~;l.lflle I'la!;; ~i;egl.\:i.rl.te~i; 1"e0~i:(:)P~5:: U [! Ii 6.. 11 r: . .•. HH~ --~l> (I:': C .... l'IH 2 ) "UH ,.' '..11 2 U F: "" • [) IJ 1'" CII2 H r:., ...•. '" I:l C= H 112 HH ... 1--1"::. ;-c,'" t lo F': CH2 F': ClI;? H2 ..•..•.•. > .,./ 1,1 ClI3 :f. H2D C",t F< CH2 (:)I')(le I:~ ~)(:)(:Ie V2V.j.21" PI'ltl"P (:;140 (:;18 !I (:C)fIIIJC)I')ell.tp~; 1')2tl.\'.' I...~.;\:I,!;; cID ~~;c~bo" D(.:,~~~:.-t:.(':'~ rODei[)!' poel (.:.~fI)n~:; (';\'f:i. I"ill~.:\1" q U.(.:,~U p V'DeI u to '1~;;l)I~D Est[.~~.;\I"".:i.lD:i.fI)(.:.~t:i.lAm:i.ni:\ l)(,:~~;;t..l' (.~-:,c:oillpn~:;tD dc~ arll:l.J'12!:; gl"2X2!5 .tel"(:::i.ál"ia~;; C:(JfllV21~:i2~;:(:)e~;; (1e 1"a(:l:i.(:a:i.s; 2:1."- (:(:)j.:I.a!5 (:IO(::(JI"I"OI'lte!1; da~;~(::(J(I)t)j.l'la~~C)e~;;IJ(J~;1;;:[vp:i.~; el'l.tt'.O ()~; I",':i.cl:i.c<":\i:;; C14!, C16 C~ (:; 18 ol":i.(I:i,n<';\I":i.o c:lD~:; (~'\c::i.clc)~;;(Jr''':i.xD~;; do ~~;elJ(:)!, er')tl"e e].a5~!, arll:ll'12gl"axa es;.toal":l:l., 2. 'l'e'll~, (:)l.t l'ld(1!, C:Cll'l~;;.t:j,.tLl:i~~a(:) (~t,lifll:ic:a o ~)O~;(:) (ll(:)],e(::~.1:1.21" {:Ie... 'finidn!:;? B.~.;~.J,i.U~J:}.~~~.".t!.:\::Dc,~ d co 1'.'(:1() COll, (;\ I"'IEI"'II~B (:I.) PD~;; :i. ~;:(:'I.n~?{? p T (iD I~Blyl(2)~, .tl'.al'~i;(::I"pverll(:)~;;~ • Rec. 112.873 Ac.301-27.175 'lOS pl"nduto~:; d(.~ c()r\~:;t:i.tl.(:j.~;:f':\n qu:f.m:i,<::f:\ df.~'1::i.I'):i.dc':\ ~:;<':\of';\qtt(.:~\ :I.e~~ c:(Jnlp()~;tC)~i (~t~:l(ll:i.c:c)~; (::lA,ja e~:;.tr'\.l.tl~y'a se C:()I'll'le(::e~1 (ll~e I'la(] (::(;)I'lté{ll (:)l,l"tr"a ~:;l.tt)!l;.t~l'l(::i.a de:I.:i.I:)elr~cla(llel.,.te Ac:li (::i.(:)I"lclcia!1 (:llAI"al"lte (:)l.\ 81:)65 (:l 'f:at)I"j.(~(J" 1~~:s;te!5 C::C)f11f)C;)l:;"t(;l!i; 1:)(;)(Jenl C:C)I'l'tOI" :i. rnpu. r'(.~~':\:\S" " " Dtermo impurezas aplica~se exclusi.vamente às Sllbstân c::i.~':\!:; Cl.l.:i.:':i. <':\S~:;O(:::i.~':'~;:<';i.Dcom D cDmpD~:;'I ..o qU.:Lmico di!;i.t:i,nto ,re~;l.l:I..t0:, eX(:],lAl;:i,V0 e (1:i,v"etafllPI"te de:) IJI"(:)(::e1i;s() (10 'f:at)I"j." CD" li 1"10 C~':'l!:;D clo 'I SDAD .... E 1:; t(.:.~aI" :i.l D :i. f1H':~t :i.l Am :i.n (':\ D(~.~st" 11 ~I (.:,~~:;t(.:\ ~:; afnil'18!:; gl"2xas s;a(~ ~)l"(:)Vel')j,er)tos; da ~)i,(:II"(Jgel',a~:a(:)c:a.ta:Li .... ti CEI, d~':.•.n:i. tl":i.l~':\ do !:;'f~bo:l,~ qU(.:.~ por' ~:;'tI.<:", Vf'~:.i": ~l é CDJ".~:;t.:i."t'.,tido (:Ie l,tfllA(n:i~:;'tt~l•.a (1e á(::i,(:I(:)~; ql~axc)s (66~(:Ie ác:i,(j(:) e~;'teár:i"" CC)!, 3()% (10 ác:::i,c:lc) 1:)a:L(n:['tic(:) e 4% cle áci,(:lo (ll:i,I":[s;'ti,c:o)" C D n ~:;:i. ri c:1""'(":i,n cID ....~:;c.: <:\ d (.:'f :i. n :i.' ~: 1':"l0 cI(';\".,1[: I"'I.~D!' P <:1,V'Et 'f :i. I'l ~:; cI(.~ (::].as;~:;j.'flj.(::a~a(:) a:I,'f:al')(:logárj,d, (Ile~:;fn(:) C:Cl(n a 1:)v'es;el'l~:A (:10 (:Ij,-" ver'~;as;. clfll:il'lA1gglraxa~;, tl"a'ta""~;e (je l,\(llC:()f11IJ(:)~;t(J(10 (:(:)l'l!:;-" 'tj,tl.li,~;a(J (~l,t:[(I):i.c:a(je'fl:i.l'l:icla" 3" 1~~:I')tl~e a~5 !5l~t)S.t~I')(:::i,a~serl(:(:)I'l.tr"acla~;fla at'lál,is;e, e~:;'tá IJI"e-" ~:;el'l'te a e~;teal"j.:l (ji,flle'l:i:l.dfllil'ld'? B.~';:\.J.:,~.P.~:J.,~j~,:t~.:\::Sim!, d(.~ acol"dD com :1,tf~rl\ l~ cln r~(;:~:;ult,:\do d(.:,~ (In~~:I.:i. ~:;t;:'~" l~" CCj{nn pn~:;:i,'1::i. 'v'(J!1 (':'(1)qU(':.~PI"DPOI"t;:an? !:~g.J,:,~.n.Q.~~,:lA\::D<-:'.\v:i.c1n <:\ cDmpl(,:.~x:i.dc":\df~ elo I:lr'oduto!l ~:;()m(':'~I'lt(.:: .fo .... r't":"'.m 1'''c~(';\l:i. 1. (':\d(';\S <:\n/\:I.:i. ~:;p~:;qu<:\:I. :i, ta t :i. va ~:~.. 11 'O """& Rec. 112.873 Ac.301-27.175 \/ I.l r u a tc~nd :i.da c:i. Dn {;\:I. cI(.:.~ (;ll.10I'l"t() 0 lJI'"eJ.j.tll:il'ldl" :1.ev0I')"ta(:la ~)e:l(:) v'e(::(:)v'I"el'l.te~k erl.tel'j(j(~ qU~':'lnclofoi (Ju\.J:i, do DUtI' D l{':).bDI"~';l. tÓI":i.D!1 no c:(;\~:;oD Jn~:;t:i. tu to 1\la.... "'"P(::I'I(J:I.IJqj.0 :[I\I'T'~ C:(:)(11 sel.l 1:)01"0(:01" 'té<::I')j'(::(:>!1 à~5 'fl~:; I~(J nlél":i.'t(:)!l (::(:)(1)(:)~;e (:)b~;el"va 11(:)1:~e].0te)r'j.(:) (:) ~)al"ec:el" 'clo :1:1',1'1' é tt,,,,,'.t:i.vu q"''',Hlciu l"c";;r":,,.,,:I,:.:.'nciu,".u q"'''''''';::i.tu n" ~:~cid I'~".:.,:;ul""l\;:"'u ck."':t,,, (;~mal~a,cle"fj.fl:ill(:lc) Clt.lO (:) (::()nl~)()S;.t(J' é (:10 (:C)I'l!~'l:itl.l:i.Ç0(:) (~I.~:[(I)j.(:a (:!e"f::il')j.c:lan li 1'10 C i:\ ~i;o d (J ~:)D(:) X) ....E ~;~t (.:.~i:\ 1'" :1.:1. D :i. in(~.~t J:I. pj fi) :i. r) i:',. D (-;~~;~t. " (.;.:0 ~:; t. i:'t ~i; a(tl:i.I')a!i~ql"aXa!5 ~;2(:) 1:)I"c:)Vel'l:i.el.)te~;ele 1'1:i,dl"'c:)qel'la~:2(:)(:2.taJ.:[ .... .t:i.c::a l'):i..tt":l:la (j(:) ~;;el:)c:)!,(l~~e 1:)(:)1"~;\.la VPZ!I é (::(:)I')!i;.t:l.t~.l:[el(:) (je ~.l(!)a (tli.~;tl.ll~a (:Ie á(::i.(:l(:)!i~gl"2X(:)~~ (66% ele ác::i.c:l(:)e~:;'teál"J .... (::(J!I 3()% c:le á(:::i.(:I(:)1:)a:l.fl):[.ti.(::c:)e 4~ (:Ie ác::i.c:l(:) (ll:i.l,.:[!:;'t:j.c:(:)N COI'I ~:;:i. d c':.:'1",::•.1'1cl U ....!i;C~ {':). c:1c:,'f:i 1'1 :i, ~;:2D da 1'11:::I',II0tB!, p(':\ I" (':\ 'f i 1'1!:; d El (::la~~!~:i"'f:i.(::2!;:aC) al'l:aJ'lc!egári.2!1 fJ)e1~fl)D (::(:)(1)<':\ r)I"e1~el')~;0 (je d :i. V(.:, f"'!:),:',. S (':\l"ll:i. n i:\ !;:. IJ I'" i:\ X (:''.~:;~I tI'" <':\ '1:.2 ....~:;<-:.~ d c.: U(Ji com pn~i:.to d (.:.:, CDr) ~:;t :i. tl..~:i. ~;:d.n qtl:r. In :i. C(':\ cI c!'f:i. n :i. cl () " I. (:J IJI"(:)(j~~.t(:)j.n'I:)(:JI".t2dc:)2(:) 5;01" (::1.2~;5)j.'f:j.(:.2(:I(:)rl(] (::al:):[.t\.~:I.(:)29 (ja "'AB~, 1::'I:~(:)I)lJ"'()~~(~l.JIITI:[(::(:)!~;(:)I:~(JAI~I:[(::{:)~;!.e ai.I')(:12 (:Ies;.tac:al')(j(:)!, a I'lc).ta :I."-a cle) t"p'f:ev'j.(j(:) C:21:):Lt'.I:I.c)~1111"e~~;~~a:l.va(:I(:)~~0~; (j:j.!;pc)~:;i~:c)e~~~ efl) C:()l.).tl"ál":i.(:)~a~~; ~)()s:i"" ~:t)e~i; ac) ~)I"e~~;el'l.te (;al:):r.t(~:I.(:1al:Jel'la!i~ (:(:)ill~)I"eel'}(je(I)::(:)~i; (::(:Jrl)l:)C)i:;.t(:)~i;(:)I'.g~l.li(:oti; (je C:(JI'I!5.tj..tUj.~:2() Cltl:Lnli.(::a (ie'f:j.l'l:i.(jaal:)I'.e~;erl.ta(:12~; i~;(}:l2(:lafller).te!i fl)e~;ill(:)C:(:)f)- t(':':I'lcio impul"f-~Z~J,~:;!, (.~~:;tll.C:CII'"I"C:to" • ,J{~. n C<':".p:f, tuJn :':~U!' F:'r~DDI..JTO~:; DIVFF~~:;U~:;DI~'~:;II'IDU~:;TF:JI~)~:;nUI .... ITII CAS!l c-~m !,~U\:~ 1'-10ta 1 ....(.:1.~I (.!~i;c::I.d 1"(.:-:,C (.:! :: 'I n Pf-f-~S(.:.~n'I:.e C(':\p:l. "I:.u:I. u I.'.'!/\(L ...c:o(n p 1'"E.'(-:.'n .. cl (.:.~:: qf.~_ [~.!~:S.t~;!,t.r:.J..~.:.~.m\;L~:~~G.QD.5~~.:t:.;!:....tu,:,i:.,ii;,,~.:~S.~!:.lu ..:Lm..:.j:.. ~.:.:J::~J.:.I..~.;.~.:L!:D..;L~.:.I..~.:}.i:\ p 1"C'~~i;c~nt~':\d (;".s :i. ~:~(J:I.~':\da . fIH.:.~n tf~"" " \I C:UI"SD" 00000001 00000002 00000003 00000004
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Numero do processo: 10845.009058/89-81
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.626
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia ao Labana/Santos, através da Repartição de origem (DRF/Santos-SP), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
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Recorrente HOECHST DO BRASIL QUÍMICA E FARMACÊUTICA S/A. Recornd DRF - SANTOS - SP. RESOLUCAO Ng 301-626 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o _julgamen to em diligencia ao Labana/Santos, através da Repartig5o de origem (DRF/Santos-SP), na forma do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasflia-DF, l de março de 1991. )(1 ITAMAR VIEIRA D11 COSTA - Presidente e Relator. 1 CONRAD° ALVARES - Procurar da Fazenda Nacional. VISTO SESSINEDIE: 1 3 MAR 1991 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: FLAVIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, IVAR GAROTTI, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, LUIZ ANTONIO JACQUES e os suplen tes: PAULO CÉSAR BASTOS CHAUVET e SANDRA MfRIAM DE AZEVEDO MELLO. Au- sentes os Ccnselheiros: WLADEMIR CLOVIS MOREIRA e JOSÉ THEODOR° MASCA RENHAS MENCK. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, la CÂMARA. RECURSO Ng 112.500 RESOLUÇÃO Ng 301-626 RECORRENTE: HOECHST DO BRASIL QUÍMICA E FARMACÊUTICA S/A. RECORRIDA : DRF - SANTOS - SP. RELATOR : CONSELHEIRO ITAMAR VIEIRA DA COSTA. RELATÓRIO A empresa submeteu a despacho aduaneiro, através das Decla- rações de Importação relacionadas às fls. 01-verso, mercadoria com nome comercial "Byk 300",classificando-a no código NBM/TAB 39.01.08.99. Submetida a exame pelo Labana/Santos, no foi constatada qualquer discrepância entre o produto declarado e o importado. Entretanto, a empresa deixou de colocar nos campos próprios das DIs (Campo 11) o nome cientifico do produto, isto e, "polidimetilsi loxano". Assim, infrigiu o contido na Nota Complementar (39-4) do Capi- tulo 39 da TAB - Decreto-lei ng 1154/71, Resolugão CNB 45/80, Resolução CPA ng 1516/88 e Decreto ng 89241/83, sendo lavrado o Auto de Infração de fls. 01. Intimada regularmente, a autuada, às fls. 192/202, apresen- tou impugnação, onde diz que: 1 - trata-se de ato revisional onde se pretende, com base no Laudo Pericial ng 1.478/87, a aplicação da penalidade prevista na Nota Complementar (39-4) do Capitulo 39 da Tarifa Aduaneira do Brasil, em importações realizadas no período de 1986/1988, cujos desembaraços/ aduaneiros transcorreram normalmente, sem qualquer impugnação. 0 ato re visional que gerou a exigência fiscal é manifestamente arbitrário e ile gal, segundo entendimento já firmado pela Doutrina e Jurisprudência pre dominante em nossos tribunais; 2 - A matéria em quesfio no mais comporta debates, sedimen tada que se encontra, de há muito, a jurisprudência predominante no Su- premo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça no sentido de ser inadmissível a revisão de lançamento fiscal que tenha por base erro de direito ou mudança de critérios jurídicos, oriundos de classificação tarifária de produtos importados (enumeradas ementas do TRF e ementa do STF - Recursos Extraordinário ng 104.226-5 - fls. 195/197 e fls. 205/ 213); O -3- Rec. 112.500 Res. 301-626 SE R VICO POS LI CO FEDERAL 3 - No mérito, a exigência fiscal não tem a minima condição de prosperar, vez que totalmente desprovida de embasamento legal. 0 pro duto importado foi assim declarado: "POLÍMERO DE SILICONE BYK 300. BASE QUÍMICA: Solução de Resina de Silicone especial. Substância Ativa não volátil: aproximadamente 52%. Qualidade: Industrial. Estado físico: li- quido, Embalagem: Tambores"; 4 - 0 laudo de análise ng 1478, emitido pelo LABANA, por sua vez emitiu o parecer dizendo tratar-se: "... de Polidimetilsiloxano (resina de Silicone) em solução constituída de 50,6% de resina e 49,4% de solvente orgânico volátil, um produto de Policondensagão"; 5 - A autuação, tal como se apresenta, está no sentido de que não teria sido declarado o nome cientifico do produto nas DIs. A ma teria encontra-se dirimida através orientação do orgio próprio da SRF, mais precisamente, da Coordenação do Sistema de Tributação, a se ver o Ato Declaratório Normativo CST ng 08/82. A jurisprudência administrati- va predominante no 3g CC é pacifica a respeito do assunto. Inaplicável, também, via de consequência, a exigência do recolhimento das penalida- des de multas propostas no AI, em especial a relativa ã multa de mora, conforme farta jurisprudência do 3g CC; 6 - Solicita que os autos retornem ao LABANA a fim de que o mesmo comprove que a denominação cientifica do produto importado está correta, atendendo ãs normas técnicas que regem a matéria. 0 AFTN autuante em suas informaçOes de fls. 221/224 diz o seguinte: a) Quanto a ilegalidade da revisão de lançamento, não há sustentação tributária para o entendimento (Citamos Rubens Gomes de Sou za, Fábio Fanucchi e Aliomar Baleeiro). A instituição foi contemplada no Direito Tributário substantivo, no art. 151, que determina o lança- mento por homologação, assertiva que marcha na acepção da IN 40/74, item 52; b) No mérito, quanto a inexigibilidade de declaração do no- me cientifico, dizemos que a matéria anexada em socorro sa causa versa sobre litígios em que o sujeito passivo deixara de declarar nome cienti fico ou técnico da mercadoria despachada. Não por estranho, nos casos apostilados, há uma "aparente" similitude entre as decisaes citadas e anexadas e a declaração em foco; em que se declarou "abstratamente e "genericamente" um produto especifico como resina de silicone; SERVIÇO POBLICO FEDERAL c) Ainda que se depare sutil, a diferença entre o nome co mercial justifica a norma contida na nota complementar (39-4) e a natu reza jurídica da imposição legal. 0 nome comercial se reveste de cará ter civil; tem o condão de disciplinar e proteger os direitos do fabri cante e o consumidor. 0 nome cientifico se insere em um universo distin to. Observa implicações e especificações de caráter tecnico instituidas a nível internacional por organizações cientificas. Visam a capturar a estrutura química dos produtos. Denunciam, de forma generica, o teor da composição química, substencias empregadas na mesma, informando tecnica mente os seus destinatários. A ação fiscal foi julgada procedente,em parte, para acatar, apenas, as reformulações dos cálculos feitos de forma equivocada (fls.. 240/242). Inconformada, a empresa recorre a este Colegiado, com guar da do prazo legal, dizendo o seguinte (fls. 246/253): a) 0 ato revisional que gerou a exigencia fiscal e manifes- tamente arbitrário e ilegal, segundo entendimento pacifico já firmadope la Doutrina e Jurisprudencia predominante em nossos Tribunais. b) No merit°, a autuação não tem a minima condição de pros perar vez que totalmente desprovida de fundamentação legal, como a fi nal ficará demonstrado pela Recorrente Nas Declarações de Importação objeto do ato revisional, formalizados junto a Delegacia da Receita Fe deral em Santos, a Recorrente declarou estar submetendo a despacho o se uinte produto: -4- Rec. 112.500 Res. 301-626 "POLÍMERO DE SILICONE - BYK 300 - BASE QUÍMICA: SOLUÇÃO DE RESINA DE SILICONE ESPECIAL. SUBSTANCIA ATIVA NÃO VOLÁTIL: APROX. 52% . QUALIDADE: INDUSTRIAL ESTADO FÍSICO; LÍQUIDO." c) 0 Laudo de Análise de ng 1.478/87 do LABANA/8g Região Eis cal, onde foi embasada a autuação fiscal, por sua vez assim concluiu so bre a análise do produto em tela: "Conclusão: Trata-se de Polidimetilsiloxano (Resina de Silicone) em solução constituída de 50,6% de resina e 49,4% de solvente orgânico volátil, um produto de Po- licondensacão. (Grifamos). -5- Rec. 112.500 Res. 301-626 SERVIÇO FOELIÇO FEDERAL d) A matéria encontra-se devidamente esclarecida no próprio âmbito da Secretaria da Receita Federal, a se ver do Ato Declaratório Normativo ng 008/82, da Coordenagão do Sistema de Tributação, que diz: "NOME CIENTÍFICO do produto químico e qualquer denomi- nacão de caráter técnico - científico, pela qual o pro- duto possa ser encontrado na literatura especializada." e) 0 próprio Laudo do Labana reconhece que Resina de Sili cone e Polidimetilsiloxano tratam-se do mesmo produto. Releva notar,que a partir de qualquer um dos dois nomes e possível escrever - se a formula estrutural do produto efetivamente despachado, o que, alias, foi feito ate mesmo de forma didática pelo LABANA. f) . O produto importado pela Recorrente foi corretamente de clarado pela mesma, conforme corroborado pelo próprio Laudo ng 1.478/ 87, satisfazendo, assim, plenamente, a legislação de regência. Dessa for ma, inaplicável ao caso dos autos, a hipótese prevista na Nota Comple mentar (39-4) da Tarifa Aduaneira do Brasil. Inaplicável, via de conse qiiencia, as penalidades de multas exigidas, em especial a relativa a multa de mora. g) Requer,ainda, se necessário, seja ouvido outro Orgão tec nico capaz de dirimir os pontos conflitantes deste processo, como o Ins tituto Nacional de Tecnologia - INT. E o relatório. -6- Rec. 112.500 Res. 301-626 SERVICO PÚBLICO FEDERAL VOTO 0 recurso é tempestivo e dele conheço. Entendo que, antes de qualquer outra consideração sobre es te processo, é importante atender ao pedido feito pela empresa, tanto na fase impugnatOria (fls. 202), quanto na recursal (fls. 253). Com efeito. A Nota Complementar (34-4) da TAB estabelece que "o importa dor de resina das posigOes 39.01.39.02, 39.03, 39.05 e 39.06 é obrigado a declarar-lhe o nome cientifico e, quando houver, o comercial." A empresa assim descreveu o produto: "Polímero de Silicone - Byk 300 Base Química: Solução de Resina de Silicone especial Substância ativa não volátil: aprox. 52% Estado físico: liquido." 0 labana/Santos, por sua vez, indicou que "trata-se de poli dimetilsiloxano (Resina de Silicone) em solução constituída de 50,6% de resina e 49,4% de solvente orgânico vol6til, um produto de policondensa ao." Conforme se ve, não houve divergência quanto 'a classifica- ç ão adotada. Para que, no futuro, não se alegue cerceamento ao amplo di- eito de defesa e, considerando o disposto na Nota Complementar (34-4) a TAB, Voto no sentido de converter o julgamento em diligencia ao Labana/Santos, através da Repartição de origem, que dever 6 adotar as se guintes providencias: a) notificar a empresa a apresentar, se quiser, quesitos so bre a matéria em discussão; h) encaminhar o processo ao AFTN autuante para se pronun- r iar a respeito do assunto; c) encaminhar o processo ao Labana/Santos para que responda os quesitos (se houver) formulados pelas partes e em especial os se- uintes: c.1) Resina de Silicone e Polidimetilsiloxano, tratam-se do mesmo produto? -7- Rec. 112.500 Res. 301-626 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL c.2) A partir de qualquer dos dois nomes acima (item c.1) possível escrever-se a fórmula estrutural do produto despachado? c.3) Na forma como foi descrito o produto nas DIs, esta ca racterizado seu nome cientifico podendo ser encontrado como tal na literatura especializada? c.4) Existem outras informaciies que possam ajudar na eluci- dagio da matéria objeto deste processo? Sala das Sessões, 12 de março de 1991. ITAMAR VIEIRAI DA gOSTA - Relator.
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000177/2008-08
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2003
PREVIDENCIÁRIO. RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO.
Não se conhece Recurso Voluntário protocolizado após trinta dias da data da ciência do Acórdão da DRJ, conforme previsto no art. 33 do Decreto n. 70.235/72.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2403-001.313
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso por intempestividade.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
1.0 = *:*
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RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. Não se conhece Recurso Voluntário protocolizado após trinta dias da data da ciência do Acórdão da DRJ, conforme previsto no art. 33 do Decreto n. 70.235/72. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso por intempestividade. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Relatório Tratase de crédito lançado contra o contribuinte acima identificado, através do AUTO DE INFRAÇÃO n° 37.125.0617, no valor de R$ 1.951,13 (um mil, novecentos e cinquenta e um reais e treze centavos), emitido em 19/12/2007. O presente lançamento se deu em decorrência da empresa ter deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos e do contribuinte individual a seu serviço, infringindo assim o estabelecido no art. 30, I, “a”, da lei 8.212/91, e alterações posteriores e na Lei n. 10.666, de 08.05.03, art. 4., “caput” e no Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 216, inciso I, alinea "a” Observamse as seguintes informações no relatório fiscal: No decorrer da ação fiscal realizada no contribuinte em tela, instituída pelo Mandado de Procedimento Fiscal MPF no 09422967F00 de 18/09/2007, cuja ciência se deu em 04/10/2007, verificou se que a empresa deixou de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições devidas por segurados que lhe prestaram serviços. A investigação fiscal apurou que o contribuinte remunerou pessoas físicas e não descontou a contribuição previdenciária dos segurados contribuintes individuais relacionados com referida remuneração, descumprindo a obrigação legal: Pelo exame da contabilidade, nas contas de despesa relacionadas na tabela abaixo, foram identificados pagamentos a pessoas físicas, na qualidade de contribuintes individuais. Tais pagamentos referemse a prólabore, prestação de serviços odontológicos, comissões e serviços diversos de terceiros, os quais não foram incluídos nas folhas de pagamento e nem nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP da empresa Odontogroup Sistema de Saúde Ltda.” DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente AI, através do instrumento de fls. 44/47, alegando, resumidamente, in verbis: “Tratase de auto de infração por deixar de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados, trabalhadores avulsos contribuintes individuais a seu serviço, gerando assim a aplicação de multa conforme regulamento da previdência. A cominação da multa se deu por seu valor mínimo, pois conforme consta do próprio auto de infração não há situações agravantes, nem atenuantes. Acontece que o valor mínimo da multa previsto no artigo 283 do regulamento a época do cometimento da infração (2003/2004), era de R$ 636,17 e este deve ser o valor aplicado, pois a atribuição de uma penalidade deve seguir a norma vigente a época do cometimento da infração e não a legislação editada em maio de 2005. Tal disposição advém da interpretação do artigo 105 do CTN que determina estarem os efeitos da legislação tributária adstritos aos fatos geradores posteriores a sua publicação, in verbis: Fl. 72DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.000177/200808 Acórdão n.º 2403001.313 S2C4T3 Fl. 2 3 Art. 105. A legislação tributária aplicase imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa nos termos do artigo 116. Alias, a determinação legal acima é decorrente do principio da irretroatividade, consagrado pelo artigo 150 da Constituição Federal que veda a cobrança de tributos em relação a fatos geradores anteriores a edição da norma que os instituiu ou aumentou. Ressaltese que a terminologia adotada pelo CTN, qual seja, "legislação tributária", deixa claro que o principio se aplica não só a lei em sentido estrito, mas a toda e qualquer norma que trate da matéria tributária. Assim aplicase no caso presente. A penalidade aplicável é aquela vigente quando da ocorrência do fato gerador da penalidade, aplicandose sempre a mais benéfica, ou seja, se a nova normatização foi mais benéfica ao contribuinte, esta seria aplicável, conforme expressamente prevê o artigo 106 do Código Tributário Nacional. (...) Isto posto, requer seja julgado procedente o pedido da presente impugnação para determinar o cancelamento do Auto de Infração, ou sucessivamente que seja o mesmo recalculado com a redução da multa.” DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, em 03/06/2008, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em BrasíliaDF, através da 5a Turma da DRJ/BSA, prolatou o Acórdão n° 0325.096, de fls. 52564, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Data do fato gerador: 19/12/2007 AI N.° 37.125.0617 (CFL59) AUSÊNCIA DE DESCONTO DA CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS. Determina a lavratura de autodeinfração deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados a seu serviço, conforme previsto nas Leis n° 8.212/91 e n° 10.666/93. Lançamento Procedente” DO RECURSO Na fl. 58 dos autos, em 28/07/2008, a Receita Previdenciária, através da Intimação de nº 351/2008 informa ao representante legal da empresa que a mesma tem o direito Fl. 73DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 de recorrer do acórdão no prazo de 30 dias, bem como de retirar a GPS para pagamento ou apresentar pedido de parcelamento. Em 31/07/2008 a empresa tomou conhecimento da intimação através de AR recebido, conforme comprovado na fl. 59 dos autos. Em 05/09/2008 a Recorrente apresenta petição (fls.60/64), manifestandose contra a decisão da DRJ proferida em 03/06/2008. É o Relatório. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.000177/200808 Acórdão n.º 2403001.313 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO Conforme AR constante na fl. 59, a empresa tomou conhecimento do Acórdão da DRJ, no dia 31/07/2008 (quintafeira), tendo iniciado o prazo para interposição do Recurso Voluntário no primeiro dia útil seguinte, nos termos do art. 5o do Decreto n. 70.235/72, qual seja, o dia 01/08/2008 (sextafeira). O prazo para a interposição de Recurso Voluntário é de 30 (trinta) dias, nos termos do art. 33 do Decreto n. 70.235/72, verbis: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Diante disso, os trinta dias para a interposição do Recurso Voluntário terminaram no dia 01/09/2008 (segundafeira). Logo, o Recurso Voluntário foi apresentado fora do prazo, vez que, conforme consta na fl. 60 do protocolo do Recurso, fls. 60/64, a petição fora protocolizada no dia 05/09/2008 (sextafeira), ou seja, 4 (quatro) dias após o prazo. CONCLUSÃO Diante do exposto, manifestome pelo não conhecimento do Recurso Voluntário, face a sua intempestividade. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 75DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 18186.000142/2007-96
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/07/2003 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS DESCUMPRIDAS. MULTA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENIGNA. MULTA MAIS BENÉFICA.
Na forma do artigo 17 do Decreto 70.235/72, “ considerar-se-á
não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n 9.532, de 1997)”.
As obrigações acessórias descumpridas, sujeitam-se às multas previstas nos artigos 32 e 32-A da Lei n 8.212/91.
Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional cabe aplicar o artigo 32-A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou em parte o art. 32 da Lei 8.212/1991na forma da nova redação.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.273
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa, de acordo com o determinado no art. 32-A, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/2003 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS DESCUMPRIDAS. MULTA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENIGNA. MULTA MAIS BENÉFICA. Na forma do artigo 17 do Decreto 70.235/72, “ considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n 9.532, de 1997)”. As obrigações acessórias descumpridas, sujeitam-se às multas previstas nos artigos 32 e 32-A da Lei n 8.212/91. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional cabe aplicar o artigo 32-A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou em parte o art. 32 da Lei 8.212/1991na forma da nova redação. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS DESCUMPRIDAS. MULTA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENIGNA. MULTA MAIS BENÉFICA. Na forma do artigo 17 do Decreto 70.235/72, “ considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n 9.532, de 1997)”. As obrigações acessórias descumpridas, sujeitamse às multas previstas nos artigos 32 e 32A da Lei n 8.212/91. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional cabe aplicar o artigo 32 A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou em parte o art. 32 da Lei 8.212/1991na forma da nova redação. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa, de acordo com o determinado no art. 32A, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Fl. 1214DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 1215DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18186.000142/200796 Acórdão n.º 240301.273 S2C4T3 Fl. 1.210 3 Relatório Em sede de impugnação, a instância “ad quod” produziu o Relatório abaixo que, li, compulsei com os autos e tendo corroborado, transcrevi com grifos de minha autoria: “ Tratase de Auto de Infração (AI) DEBCAD n.° 37.095.3622 lavrado pela fiscalização, contra a empresa em epígrafe, por infração ao disposto no artigo 32, inciso IV, parágrafo 5° da Lei n.° 8.212, de 24/07/1991, na redação da Lei n.° 9.528, de 10/12/1997, e no artigo 225, inciso IV e parágrafo 40 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n.° 3.048, de 06/05/1999, tendo em vista que, de acordo com o Relatório Fiscal da Infração, ela elaborou e apresentou Guia de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdencidrias, nas competências 07/2003 a 10/2003, 12/2003 a 07/2004, 10/2004 a 02/2005, 04/2005, 05/2005, 07/2005 a 10/2006 e 12/2006, tendo deixado de declarar os valores pagos a segurados empregados e contribuintes individuais, através de Contrato de Premiações, por meio da empresa SPIRIT MARKETING PROMOCIONAL LTDA. (CNPJ 04.182.848/000130), lançados na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) 37.048.8563. O Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, por sua vez, informa que foi aplicada, no caso, multa correspondente a 100% (cem por cento) do valor devido relativo à contribuição não declarada, conforme artigo 32, parágrafo 5° da Lei n.° 8.212/91, na redação dada pela Lei n.° 9.528/97, e artigos 284, inciso II e 373 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n.° 3.048, de 06/05/1999, na redação dada pelo Decreto n.° 4.729, de 09/06/2003, com atualização pela Portaria MPS n.° 142, de 11/04/2007, observado o limite por competência, em função do número de segurados da empresa, previsto no artigo 32, parágrafo 40 da Lei n.° 8.212/91, totalizando o montante de R$ 227.776,20 (duzentos e vinte e sete mil, setecentos e setenta e seis reais e vinte centavos). O anexo "Demonstrativo do Cálculo da Multa Aplicada", de fls. 07, indica o valor da multa por competência, e o Termo de Verificação de Antecedente de Infração, de fls. 07, informa que não constam Autos de Infração lavrados contra a empresa, em ações fiscais anteriores. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com a autuação, da qual foi cientificada em 27/04/2007 (fls. 01), a empresa apresentou, em 29/05/2007, a impugnação de fls. 120 a 151, com documentos anexos as fls. 152 a 1.085 (Procuração; cópias da Quarta Alteração de Fl. 1216DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Contrato Social, de 31/05/2006, de documentos de identificação do sócio Luiz Antonio de Moura Accioly, de email contendo o texto do Decreto n.° 6.103, de 30/04/2007, e de documento denominado "Condições gerais de prestação de serviços", assinado pela empresa SPIRIT INCENTIVO & FIDELIZAÇÃO LTDA., de 02/05/2003; planilhas denominadas "Pagamentos realizados em julho e agosto de 2003", "Pagamentos realizados em janeiro, fevereiro e março de 2004", "Pagamentos realizados em janeiro e fevereiro de 2005", "Pagamentos realizados em janeiro e fevereiro de 2006"; e, cópias de recibos e notas fiscais), sob PT 36630.005200/200764, na qual faz um breve relato dos fatos, e deduz as alegações a seguir sintetizadas e, posteriormente, em 19/11/2007, apresentou o requerimento de fls. 1.100, para vista dos autos e juntada do substabelecimento de fls. 1.101. Dos fatos: Afirma a impugnante que se trata de AI relacionado A NFLD 37.048.8563, lavrado no dia 24 de abril de 2007, em que a fiscalização considerou que ela teria elaborado e apresentado GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Do prazo para apresentação de defesa: Sustenta, aqui, a empresa, a aplicação do prazo de 30 (trinta) dias para a apresentação de Defesa Administrativa, estipulado pelo Decreto 6.103/2007, ao caso concreto, (i) quer seja pelo que dispõe o CTN, (ii) quer seja por se tratar de norma processual, (iii) quer seja pela manifestação da Autarquia. Das contribuições sobre os valores pagos por meio do cartão de premiação: Informa a impugnante que a atividade de representação comercial de produtos em geral é o seu principal foco de atuação. Afirma que, para melhor desenvolver suas atividades e atender seus clientes, possui diversos empregados e contratados que viajam para todos os Estados do Brasil, e que as despesas por estes incorridas nestas viagens costumam ser por ela reembolsadas, mediante apresentação dos respectivos comprovantes de despesas. Relata, ainda, que, objetivando o fomento de suas atividades, instituiu um programa de gratificações para os seus empregados que atingirem determinadas metas, ou seja, uma gratificação não eventual, que somente será devida em casos específicos. E alega que foi buscando facilitar este sistema de reembolso de despesas realizadas por seus empregados e contratados nas viagens referidas, bem como o pagamento de eventuais gratificações, que firmou, em 02/05/2003, contrato de prestação de serviços com a empresa SPIRIT. Segundo ela, por meio do referido contrato, transfere mensalmente A SPIRIT o valor resultante da soma das gratificações do mês, com os montantes a serem pagos como Fl. 1217DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18186.000142/200796 Acórdão n.º 240301.273 S2C4T3 Fl. 1.211 5 reembolso de despesas, e como remuneração da SPIRIT, pela contraprestação dos serviços contratados. Sustenta que os valores depositados no cartão de incentivo dos empregados não possuem natureza salarial, sendo inviável sua inclusão na base de cálculo das contribuições revidencidrias, e conclui pela total improcedência da NFLD em causa. Informa que foram analisados, pela fiscalização, somente simples lançamentos contábeis, notas fiscais de serviços da SPIRIT, e planilha contendo os valores transferidos pela SPIRIT aos seus empregados, e que, com base apenas nestas provas documentais, sem ter ouvido nenhum representante seu, com vistas a se obter melhores esclarecimentos, a Autoridade Fiscal supôs que tais valores teriam natureza salarial. E afirma que, se a fiscalização tivesse feito um trabalho mais minucioso na investigação dos fatos, referida suposição não teria ocorrido, entendendo que, por um lapso desta, não foi encontrada a verdade material, no que tange A natureza dos valores pagos A SPIRIT e repassados aos seus empregados. Relata que o fato gerador da contribuição previdenciária, a teor do artigo 195 da Constituição Federal e do artigo 22 da Lei n.° 8.212/91, é o pagamento de qualquer rendimento pelo empregador ao trabalhador, com ou sem vinculo de emprego, em razão da contraprestação de trabalho/serviços ao empregador. E transcreve jurisprudência no sentido do afastamento do caráter salarial da parcela paga pelo empregador ao empregado, quando se verifica a ausência de prestação de serviços, que, segundo ela, é o que se nota nos valores pagos a titulo de reembolso de despesas e gratificação eventual. Quanto As verbas pagas a titulo de reembolso de despesas, afirma a impugnante: • que o reembolso de despesa não constitui remuneração por trabalho/serviço prestado, sendo uma mera devolução de valores que já pertenciam ao empregado e que este utilizou quando da realização de determinado serviço; • que a exigência de contribuições previdenciárias sobre referidas verbas não está prevista na Constituição, em nenhuma Lei Complementar e nem mesmo na Lei n.° 8.212/91; • que deve ser afastada a incidência das contribuições aqui exigidas sobre tais verbas, uma vez que não há previsão legal para sua exigência, restando impossível a subsunção do fato A norma, que estas possuem natureza de ressarcimento, não representando nenhum acréscimo patrimonial ao empregado, e não sendo estas decorrentes da efetiva prestação de serviços. Com relação As verbas pagas a titulo de gratificação, afirma a empresa: • que o requisito exigido para o enquadramento da gratificação como verba salarial é a sua habitualidade, independentemente Fl. 1218DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 da intenção do empregador no momento de origem de sua instituição, nos termos do artigo 457, parágrafo 10 da CLT; • que os pagamentos das gratificações não foram feitos de forma habitual e variam de acordo com o mês, haja vista que as faixas de gratificações guardam relação com a produtividade do empregado; • que não deve ser considerado na base de cálculo da contribuição previdenciária o valor pago aos empregados a titulo de gratificações eventuais, não habituais, uma vez que estas não integram o conceito de remuneração/salário. Visando demonstrar a verdadeira natureza das verbas pagas por meio dos cartões de premiação, traz aos autos, a titulo exemplificativo, tabelas e documentação relativas aos seguintes períodos: (i) julho e agosto de 2003; (ii) janeiro, fevereiro e março de 2004; (iii) janeiro e fevereiro de 2005; e (iv) janeiro e fevereiro de 2006. Da obrigação acessória: De acordo com a impugnante, se a presente autuação consiste numa obrigação acessória àquela principal, cuja inexistência foi comprovada por ela em sua defesa à NFLD, resta demonstrada a impossibilidade de exigência de obrigação acessória, conforme determinação do preceito legal de que o acessório segue a condição jurídica do principal. Salienta o efeito jurídico de que a extinção da obrigação principal implica o desaparecimento da acessória, afirmando que, tendo sido oportunamente demonstrado por ela a inexistência de obrigação principal, resta também demonstrada a impossibilidade jurídica do presente AI. Da perícia: Solicita, então, ante a complexidade da matéria e do grande volume de documentos a serem analisados, que seja realizada perícia contábil sobre a sua documentação, de forma a precisar quanto dos valores foram pagos a titulo de reembolso de despesas e de gratificações, bem como a habitualidade desta última, buscando demonstrar que os valores pagos por ela, por meio dos cartões "Spirit Card" não têm natureza salarial e não estão sujeitos A incidência de contribuições previdenciárias, e indica como seu assistente técnico o Sr. Júlio Ricardo Magalhães, contador, com escritório na Avenida Faria Lima, 1826 conj. 606, São Paulo, SP. E apresenta os seguintes quesitos a serem respondidos pela perícia: 1) Qual o valor total pago pela Impugnante aos empregados por meio do cartão de incentivo "Spirit Card"?; 2) Qual o valor pago a titulo de reembolso de despesas? Existe demonstração por documentos que tais valores correspondem a verbas de reembolso?; 3) Qual o valor pago a titulo de gratificações não eventuais? Estes valores eram fixos?; Fl. 1219DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18186.000142/200796 Acórdão n.º 240301.273 S2C4T3 Fl. 1.212 7 4) Relativo a este último gratificações não eventuais , é possível se auferir se estas atendiam a determinada periodicidade, ou seja, se os empregados da Impugnante as recebiam de tempos em tempos? Em caso positivo, demonstrar.". Dos pedidos: Ante o exposto, requer a empresa que se julgue improcedente o AI, uma vez comprovado que os valores depositados nos cartões dos empregados correspondem, em grande maioria, a reembolso de despesas e, em uma pequena parte, a gratificações pagas eventualmente aos empregados e contratados por ela, evidenciando o caráter não remuneratório das referidas verbas e, por conseqüência, a impossibilidade de incidência de contribuição social sobre elas, restando afastada também, por conseqüência, a exigência de multa e encargos pelo não pagamento das mesmas. E, requer, ainda, a impugnante: que o presente AI seja julgado em conjunto com a NFLD 37.048.8563 e com os Autos de Infração lavrados nesta mesma ação fiscal, uma vez que o assunto é conexo; provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em direito, em especial a juntada de novos documentos que se fizerem necessários, no prazo de 30 dias, a realização de perícia contábil e vistoria documental; e, que todas as intimações oficiais sejam realizadas pessoalmente e dirigidas A sua sede, no endereço constante em seus atos societários. DO REQUERIMENTO DE PERÍCIA Em 05/07/2007, a empresa apresenta, sob PT 35464.003225/200720, o requerimento de fls. 1.090 a 1.091, no qual reitera seu pedido de realização de perícia contábil, de forma a precisar quanto dos valores teriam sido pagos a titulo de reembolso de despesas e gratificações, bem como a habitualidade desta última. DA DILIGÊNCIA FISCAL Considerando as alegações da empresa, a juntada de documentos e a necessidade de alguns esclarecimentos, os autos foram baixados em diligência à fiscalização, conforme despacho de fls. 1.096 a 1.099. Como resultado da diligência, a Fiscal Autuante emitiu a Informação fiscal de fls. 1.120 a 1.124 (Termo de Encerramento de Diligência), na qual relata: • que a empresa solicitou perícia contábil, para verificação de documentos do período, alegando ter um volume grande de documentos a serem analisados; • que o sujeito passivo foi intimado a apresentar os documentos relacionados através de TIAFTermo de Inicio da Ação Fiscal em 05/05/2008 (fls. 1.104/1.105); Fl. 1220DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 • que a empresa apresentou um requerimento (fls. 1.114/1.115), solicitando a dilação do prazo para a apresentação da documentação solicitada em 90 dias; • que, pela análise da documentação anexada ao processo, se concluiu pela não necessidade de verificação de outros elementos, sendo que os documentos juntados, por si só, seriam suficientes para demonstrar que os valores pagos através dos cartões não constituiriam reembolso; • que, conforme contrato de prestação de serviço entre a autuada e a SPIRIT, temse que constitui o objeto deste contrato a prestação de serviços para a condução de programa de marketing de incentivo, para a premiação dos funcionários, prepostos ou parceiros comerciais indicados pela empresa; • que os contribuintes individuais receberam, conforme os documentos fornecidos pela empresa, apenas a remuneração paga através do cartão de premiação, não constando pagamento de outros valores em folha de pagamento ou GFIP Guia de Pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações a Previdência Social; • que, pela análise dos documentos anexados, se concluiu que os mesmos não podem ser considerados pelos motivos a seguir expostos: grande parte das notas fiscais (NF) apresentadas foram emitidas com data posterior à data do crédito através do cartão de premiação, impossibilitando a condição de reembolso, sendo enumerados alguns exemplos; foram apresentados comprovantes de despesa com o nome diferente da pessoa que recebeu a remuneração através do cartão, sendo citados alguns exemplos; a soma dos valores das NF e recibos apresentados não coincidem com os valores creditados através do cartão de premiação, conforme demonstra a planilha apresentada pela empresa em sua impugnação; a empresa anexou NF de diversos pagamentos alheios a relação de trabalho, que não seriam passíveis de reembolso sendo dados alguns exemplos; e) foram apresentadas diversas NF de despesas emitidas em nome da empresa, com a alegação de que seriam de reembolso a empregados e contribuintes individuais; e, vários empregados receberam o mesmo valor por diversos meses, portanto com indícios de que os valores referemse a gratificações e não a reembolso, sendo fornecidos alguns exemplos; • que se concluiu por desconsiderar os documentos anexados em sua totalidade, mantendo o débito em sua totalidade. E o resultado da diligência fiscal foi comunicado A empresa, por via postal, em 08/12/2008 (fls. 1.125), tendo sido aberto o prazo Fl. 1221DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18186.000142/200796 Acórdão n.º 240301.273 S2C4T3 Fl. 1.213 9 de 10 (dez) dias, a contar da ciência deste, para a sua manifestação, nos termos do artigo 44 da Lei n.° 9.784/99. DA MANIFESTAÇÃO DA EMPRESA A empresa apresentou, então, em 22/12/2008, a manifestação de fls. 1.130 a 1.143, afirmando ter sido intimado do Termo de Encerramento de Diligência em 17/12/2008, e deduzindo as alegações a seguir sintetizadas. Do cerceamento do direito de defesa: Informa a empresa que, ante a complexidade da matéria e do grande volume de documentos que deveriam ser analisados, requereu fosse realizada Perícia Contábil sobre a sua documentação, de forma a precisar quanto dos valores teriam sido pagos a titulo de reembolso de despesas e de gratificações, bem como a habitualidade desta última. Alega que tem o direito de requerer e produzir a prova que entender necessária para contrariar a pretensão fazendária. Relata que, após análise dos documentos apresentados quando da impugnação, a auditora fiscal equivocadamente teria decidido "pela não necessidade de verificação de outros elementos", uma vez que "os documentos juntados, por si só, são suficientes para demonstrar que os valores pagos através do cartão não constituem valores pagos de reembolso". Sustenta, no entanto, que tal conclusão não merece prevalecer, afirmando que, além de tal entendimento estar completamente equivocado, posto que os documentos se referem efetivamente a reembolso de despesas, face ao grande volume de documentos, as poucas notas mencionadas pela fiscalização não poderiam nem teriam o condão de afastar a necessidade de tão importante prova. Para ela, cumpria à fiscalização analisar a documentação relativa a todo o período (a qual se encontra em sua sede), de modo a apurar qual a efetiva base de cálculo, e no caso de afastar a necessidade de perícia, demonstrar fundamentadamente os motivos para tanto. Segundo a impugnante, a fiscalização teria apontado valores que nunca poderiam ser enquadrados como reembolso de despesas, por simples e genérica negativa, sendo que deveria, então, definir o que ela considera "reembolso de despesas". Afirma que nada disso foi feito, acarretando em verdadeira supressão às garantias constitucionais A ampla defesa e ao devido processo legal, maculando o presente processo administrativo, tornandoo nulo. Entende, no caso, que a diligência deveria ser declarada nula e cerceadora do seu direito de defesa, procedendose, deste modo, à realização de perícia sobre os documentos indicados, os quais Fl. 1222DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 se encontram na sede desta A disposição da fiscalização. Dos valores depositados no cartão SPIRIT: Segundo a empresa, os valores creditados nos cartões SPIRIT corresponderiam simplesmente a reembolsos de despesas e a pagamento de gratificações eventuais, havendo que se concluir pela impossibilidade de incidência de contribuição social, posto que tais verbas não possuiriam natureza salarial, não configurando remuneração do portador do cartão, nem contraprestação do trabalho por ele realizado. Transcreve o artigo 195 da Constituição Federal, o artigo 22 da Lei n.° 8.212/91 e o artigo 457 da Consolidação das Leis do Trabalho, e afirma que o fato gerador da contribuição previdencidria, a teor dos referidos dispositivos, seria o pagamento de qualquer rendimento pelo empregador ao trabalhador, com ou sem vinculo de emprego, em razão da contraprestação de trabalho/serviços ao empregador, o que não ocorreria nos valores pagos a titulo de reembolso de despesas e gratificação eventual. Quanto as verbas pagas a titulo de reembolso de despesas, afirma a impugnanty • que o reembolso de despesa não constitui remuneração por trabalho/serviço prestado, sendo uma mera devolução de valores que já pertenciam ao empregado e que este utilizou quando da realização de determinado serviço; • que o reembolso de despesa não é uma das hipóteses previstas, na Constituição Federal e na Lei n.° 8.212/91, como passíveis de tributação por contribuições previdenciárias; • que deve ser afastada a incidência das contribuições aqui exigidas sobre tais verbas, uma vez que estas possuem natureza de ressarcimento, não representando nenhum acréscimo patrimonial ao empregado, e não sendo estas decorrentes da efetiva prestação de serviços. Com relação as verbas pagas a titulo de gratificação, afirma a empresa: • que o requisito exigido para o enquadramento da gratificação como verba salarial é a sua habitualidade, nos termos do artigo 457, parágrafo 1° da CLT; • que os pagamentos das gratificações não foram feitos de forma habitual e variam de acordo com o mês, haja vista que as faixas de gratificações guardam relação com a produtividade do empregado; • que não deve ser considerado na base de cálculo da contribuição previdenciária o valor pago aos empregados a titulo de gratificações eventuais, não habituais, uma vez que estas não integram o conceito de remuneração/salário. Dos pedidos: Requer, então, a empresa: a) que seja determinada a realização de nova diligência, devendo ser efetivamente realizada perícia Fl. 1223DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18186.000142/200796 Acórdão n.º 240301.273 S2C4T3 Fl. 1.214 11 contábil, a fim de se apurar qual a natureza dos pagamentos efetuados; b) que, caso a perícia conclua que parte dos pagamentos realizados por ela possuíam natureza salarial, o que se admite apenas para argumentar seja determinada a análise de todos os comprovantes disponibilizados por ela em sua sede, a fim de se apurar a base de cálculo das contribuições exigidas; c) que sejam julgados improcedentes a NFLD e os Autos de Infração (AI's) lavrados, tendo sido comprovado que os valores depositados nos cartões dos empregados correspondem em grande maioria a reembolso de despesas e, em uma pequena parte, a gratificações pagas eventualmente, o que comprovaria o caráter não remuneratório das referidas verbas e, por conseqüência, a impossibilidade de incidência de contribuição social sobre elas; e, d) que a NFLD seja julgada em conjunto com os AI's n.° 37.048.8555, 37.048.8571, 37.048.8580 e 37.095.3622, sendo o assunto conexo. É o relatório.” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.1155, a16ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de São Paulo – SP DRJ/SPO I, em 25 de agosto de 2009, exarou o Acórdão n° 1622.598, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.1179, onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ” Fl. 1224DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 1205, o recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento DO MÉRITO De plano cumpre reiterar que a motivação do Auto de Infração em apreço foi o fato de a empresa ter infringido ao disposto no artigo 32, inciso IV, parágrafo 5° da Lei n.° 8.212, de 24/07/1991, na redação da Lei n.° 9.528, de 10/12/1997, e no artigo 225, inciso IV e parágrafo 4° do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n.° 3.048, de 06/05/1999, tendo em vista que, de acordo com o Relatório Fiscal da Infração, ela elaborou e apresentou Guia de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdencidrias, nas competências 07/2003 a 10/2003, 12/2003 a 07/2004, 10/2004 a 02/2005, 04/2005, 05/2005, 07/2005 a 10/2006 e 12/2006, tendo deixado de declarar os valores pagos a segurados empregados e contribuintes individuais, através de Contrato de Premiações, por meio da empresa SPIRIT MARKETING PROMOCIONAL LTDA. (CNPJ 04.182.848/000130), lançados na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) 37.048.8563. A Recorrente trouxe à colação argumentação caudalosa e diversa entretanto concernente às obrigações principais. Não afirmou mas inferese que agindo assim pretendeu demonstrar que se conseguir provar que não havendo incidência sobre o principal não caberia adimplir obrigação acessória. Procedendo desse modo, sem expressamente impugnar a autuação, acabou por incorrer em erro de estratégia tendo em vista a previsão do artigo 17 do Decreto 70.235/72 , in verbis: “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n 9.532, de 1997)” É relevante notar que na parte final do Recurso Voluntário, a empresa expõe a síntese de seus argumentos consolidando o pedido nestes termos: “O PEDI DO Ante o exposto, é a presente para requerer seja provido o presente recurso para o fim que declarar nulo o lançamento fiscal com a baixa da divida dos cadastros da Secretaria, da Receita Federal do Brasil, tendo em vista que foi comprovado que os valores depositados nos cartões dos empregados correspondem em grande maioria a reembolso de despesas e, em uma pequena parte, a gratificações pagas eventualmente aos empregados e contratados pela Recorrente, o que comprova o caráter não remuneratório das referidas verbas e, p conseqüência, a impossibilidade de incidência de contribuição social sobre elas.” Fl. 1225DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18186.000142/200796 Acórdão n.º 240301.273 S2C4T3 Fl. 1.215 13 Isto destacado, é de se reparar que a Recorrente baseia sua argumentação na afirmativa de que a maioria dos valores depositados nos cartões dos empregados correspondem a reembolso de despesas. No contrato de fls. 103 o objeto da prestação de serviços contratados pela Recorrente não deixa margem para que os argumentos recursais tenham procedência: “ OBJETO Constitui o objeto do presente contrato a prestação de serviços para a condução de programa de marketing de incentivo pela SPIRIT, os “Serviços”, para a premiação dos funcionários, prepostos ou parceiros comerciais indicados pela EMPRESA, doravante os "Beneficiários", de acordo com os critérios por ela estabelecidos, utilizando para a premiação o SPIRIT CARD, desenvolvido pela SPIRIT.” À luz dos termos e comissões pactuados no contrato de fls. 103, tenho entendimento de que não é crível que uma empresa estabeleça sofisticada e onerosa estrutura logística, constituída de cartões fornecidos por poderosa rede bancária apenas para reembolsar seus empregados das despesas ordinárias por eles efetuadas. . Tudo isto composto, nego provimento às alegações da recorrente. DA MULTA De acordo com o Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, fls 05, obedecendo aos preceitos legais vigentes, o valor da multa foi apurado na forma d o artigo 284, inciso II e art. 373 do RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048/99 e art. 32, § 5° da Lei n. 8.212/91, a multa corresponde a 100% do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada, por competência, em razão do número de segurados da empresa, de acordo com os valores constantes na tabela prevista no art. 32, IV, parag. 4 da Lei 8.212/91. DA MULTA MAIS BENÉFICA O auto de infração em apreço, foi lavrado por ofensa a legislação vigente preceituada no § 5° , artigo 32 da Lei 8.212, inciso IV: “ Lei 8.212, inciso IV, § 5° (...) IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (... ) Fl. 1226DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 § 5º A apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo anterior. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). ” Ocorre que o § 5o foi revogado conforme redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009 e o novo comando se expressa na forma do § 9o da Lei nº 11.941, de 2009 : “A empresa deverá apresentar o documento a que se refere o inciso IV do caput deste artigo ainda que não ocorram fatos geradores de contribuição previdenciária, aplicandose, quando couber, a penalidade prevista no art. 32A desta Lei. (...) Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.” DO PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENIGNA O artigo 106 do Código Tributário Nacional CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade Fl. 1227DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 18186.000142/200796 Acórdão n.º 240301.273 S2C4T3 Fl. 1.216 15 menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Visto deste prisma, impõese o recálculo da multa com base no artigo 32A da Lei nº 11.941/ 2009 em razão do novo comando expressado na forma do § 9o da Lei nº 11.941/2009 para comparálo com o valor da multa aplicada com base na redação anterior do artigo 32 da Lei 8.212/91 para determinação e prevalência da multa mais benéfica. “ Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” Desse modo, pelo exposto, é pertinente o recálculo da multa. CONCLUSÃO Em razão de tudo que foi exposto, conheço do Recurso para NO MÉRITO DARLHE PROVIMENTO PARCIAL determinando o recálculo da multa na forma do comando do artigo 32A por ocasião do pagamento. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 1228DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10865.001102/88-03
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 13 00:00:00 UTC 1992
Ementa: Classificação.
1. O produto de nome comercial LACTOZIM 3000 LHP, na forma como foi importado, trata-se de "enzima preparada contendo B-lagatosidade (lactose) e outras substâncias que a tornam própria para determinado emprego", conforme laudo n9 1245/88 e Informação Técnica nº 078/92 do Labana-Santos. Sua classificação se dá no código TAB 35.07.02.99.
2. Incabível a aplicação da multa do art. 526, 11 do Regulamento Aduaneiro.
3. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 301-27.195
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, quanto à classificação; Vencido o Conselheiro Fausto de Freitas e Castro Neto, e: também, por maioria de votos, em excluir a multa do art. 526, II, do Regulamento Aduaneiro; vencidos os Conselheiros ltamar Vieira da Costa, relator e Ronaldo Lindimar José Marton. Designado para redigir o Acórdão a Conselheira Sandra Miriam de Azevedo Mello (Suplente), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
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PROCESSO N 9 108 6 5 . OO1 1O2/8 8 - O3 Sessão de 13 de outubro de 1.99~ Recurso n~' 111.308 •ACO RDAO N! __ 3_0_1_-2_7_._1_9._5 _ I Recorrente: NESTL£ INDUSTRIAL E COMERCIAL LTDA. Recorrid a: DRFt:LIMEIRA/SP Classificação. 1. O produto de nome comercial LACTOZIM 3000 LHP, na for- ma como foi importado, trata-se de "enzima preparada contendo B-lagatosidade (lactose) e outras substâncias que a tornam própria para determinado emprego", confor me laudo n9 1245/88 e Informação Técnica n9 078/92 do Labana-Santos. Sua classificação se dâno código TAB 35.07.02.99. 2. Incabível a aplicação da multa do art. 526, 11 do Reg~ lamento Aduaneiro. 3. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, quanto à classificação; Vencido o Conselheiro Fausto de Freitas e Castro Neto, e:também, por maioria de votos, em excluir a multa do art. 526, 11, do Regulamento Aduaneiro; vencidos os Cons~ lheirosltamar Vieira da Costa, relator e Ronaldo Lindimar José Mar- tono Designado para redigir o Acórdão a Conselheira Sandra Miriam de Azevedo Mello (Suplente), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente j 19ad Brasília(D ), e de outubro de 1992. A DA COSTA - Presidente ,,-~rk a%~ IRIAM DE AZEVEDO MELLO - Relatora designàda ZA - Procurador da Fazenda Nacional VISTO EM SESSÃO DE: 16 FEV 1993 v.v. DAIIIEP'P/DP'. SECoe "' 041/'2 . ~.H. Participaram ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Luiz Antonio Jacques, Jorge Clímaco Vieira CSuplen- I te) e José Theodoro Mascarenhas Menck. AUsentes os . Conselheiros I João Baptista Moreira, Madalena Perez Rodrigues e Otacílio Dantas. Cartaxo. ~I SERVICO PÚBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 111.308 - ACORDA0 N9 301-27.195 RECORRENTE, NESTLE INDUSTRIAL E COMERCIAL LTDA. RECORRIDA , DRF - LIMEIRA/SP RELATOR ,Conselheiro ITAMAR VIEIRA DA COSTA RELATORADESIGNADA: Conselheira SANDRAMIRIAMDE AZEVEOOMELLO 8....r;;....!".•.0.....1....0....[~....I ...t1 clara~ac) de InlIJOy.ta~ao n~ 500558, regj,stl"ada em 2j,~Ol~86, com a se(.:,Ju:i.nt(.;-:-cl.e:-\s~:;j,'fiCi:\~i:{':\O(:.~d(,::oscl":i.~i:<":\o:: Enz:inla ot)tida a IJalrtir (Ia fermenta~:ao sulJmersa de uma c:epa sele(:ionada de l(llAY- VerC)nlyces F'ragil.is - ~lome Comelrcial I_.ac-.. toz im ::1000 L.H!"'. ~~fil ate) de (:orl'feY'éllciafi~ii(:a, terldo em vista a cli'f:ie:j.l identifie:a~ao do ~)v'odlA.tofoi ~)edida análi~;e cIo L.abc)ratóri(:) de AI'lál:i- ~:;<:.~s....I...ABA"IA/BAI"fTDS" P(-::o10 I....::\udon" :1.t.~6{~('fl~:;"(7) cDncluiu aql.l('::'leÓI'..... gaD tlratalr-'se de:: l/enzima prreparada (:ofltendo B'-ga:lat(J!;:i.dade (L.ac:tose) e Ol.ltr'as !sl.lbst~llc:iasqlle a tc)r'nam plróprj.a para determj,'-' n(':\(.1C) f..~mpl"('::'(.:.IO" 11 I~~:~lI"azac) disto C) prodlA.to 'fc)i (:l,assj,fj,e:ad(Jpelo Fisc:o na P(Jsj.~ao TAB -- ~~~.ºZ~.ºg~,?~:ltendc) sidc) l.avr'ado o Al.ltO de l:nfraçao de 'l'1s" O!:l" l:nC(Jllfc)rfl~ada, a en~pl"esa aIJy'esentol.l, tempes.tivamente, ifilpLlgna~aC) arglA~lentando (~l.le(fl,s" 10/:l5):: a) a posi~a(J TAB - 3507 cornplreende enzima!s pLllras (j.so- ladas), (J~;cOlle:entrad(Js erlzimátj.cos e enzima!s plrepa-- r'a(jas Ila(J espe(:i1:icadas; t) as el'lzifilasIJl.tl"asapy'esentam--se sot) a 'for'filacr:is.tali- na e des;tinarn-'se, plr:i.rl(:ipalmellte~,à utiliza~:ac) ern rne(jicj.na, pesql.tisas médj,cas e pesquisas cj.elltif:i.cas;: e:) os conc:elltradc)s enzirnátie:(Js sao obtidos a palrtilr de extlratos aqlAC)SOS OLl por meio de solventes!, de óy'gaos de arlimais, (je ~)lantas, de miclroorganismos OlA de ca:l.clas de (:l,lltl.lv'a" E:l,es podern (:on.ter vária~; eflzimas em dj.versas IJlro~)c)~~:c)e~se ~;ao ~;llsceptive:i.s cle se apresentarenl cortados C)lAestabilizd(josN AlglAn~; (jes-" seSi agentes (je corte C)U estabil:iza~ao se eflColltr'am já ~)I"eserltes eOl clllantidades val"iávej.~; n()s e:c)r\centra- dos, l)rovj,rldo, qlAev' do licolr de ferme'lta;ao, quer' do IJrocesso de classifica~ao ou de IJreci~j.ta~ao;; <:I)as ellzima~; plreparadas sa() obtj.da!; POlr dilui~:ao d(JS cOllcelltrados Ol,l por mistlly'a entre si das enzimas ,:i.!:J.ol<:"\<:i,':\!:J.ou c1o~:; c:c)nc:(-::ontl"(;\(:los(.:.~nz:i.mát:i.c:o~J.;i e) o plrodlAto im~)orta(:I(J é emlJlregad(J no uso .tecnológj.co Irestrj.to ac) PI"c)cessc) in<:iustrj.al e nB() permarlece atj.M" vo nC)5 IJr'ocll.lto~;'fillaj,s qlAe ~;ac) j.ndus.tr'ial:izados pOlr £-:-1 ê\:i ('::0 2 ciD ciD d(-:.~ Impronsa Nacional, Rec. 111.308 Ac. 3O1- 27 • 195 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL :3 ~:)~;\DP.::\ulD" A a~;:a(:) 'f::L~:~c:a:l. "f;c):i .:il.l:lga(ja 1:)I'"C)(::eclellte otn :la" :[r)~:;t~rlC].a~1 de a(:()I~clc)C:IJnl a I)ec:j.sa(:) 1'1" 460/~39 ('1:].5" 35) .. :1:1')(:(:)I'l'f()lrma(:[a~, a en11:)v'eS;0 ["eC:()I'"jre a e~iite C;c):leg:ia(j(J!. -tefll-- I)e~;tj.va(nel'l.te~l v'ei'tel'"al")el(:) as alrglJmel'l.ta~C)e~i (:10 :i.mIJllg!'la~;~() e el'l'f:a'tizal'ldc) CI seql.lirl"le (-fIs;"42/55): :1." U L.i:\u.dc) ciD L.1~BI-:':ll".I(:'1 -:':\p(.:.!n<';\~:i :i.cJ(.:.~nt.:i.'f;:i.C:DJ..l. mel"cEI.dOI":i.-:':\ :i. m PC) I'" t,":"lcJ ,';', comD S(.:~'ncI D II Uin,';\ (.:.:'n;c::i (n.;) p l"(.:'! IJ-:':\1'0-:;f.c1.;":"l c()n t.(.:.:'n cl o B ....Ei.;.:t J .:.:.1. c: tD~;;:!.c! .:).c! (.:.:, E' Dutr ..:':\';;~~:~ub~;;t-::;"i:nc:i.:':"l.~:;qU(':' ~). -I:.DI""'!""l,':i.fnpl ...(slJl"':i..:':l. p.:',tl''',':\cI(':')-!:.Fyr.in:i.n,':"tc!D(-:'":Ilip 1"(.:.";(.:J o II ~l ~;;(.;:'m tl'alel" a 'f:Llfl(ja(lloflta~:aC) e (jefllC)rl~i.tl"a~ao (Je C:(JIli() (::!'lOgC)l.là C:(:)I'lC:ll.l~i;a(:)(:10 tl'.atal •....se (:Ie ~)r.(}(jl~.to (jj.ve!'.~s(:) do :lrnpc)I'-tacl(]" 2u (:)~; ].al.ldc)~i (j(J :[fl~;.tj.tLltC) (je 'I'ec:l'l(:):lc)gj.d cle AJ.j.flJE1'1.t(]S e (ic) :[ll~;.titl.ltC) A(j(J:Lf(} L.lltz (jerIJ(}fls.tl'al'anl c:) a(:el'.tc) (:10 (::lass:l'f:l(:a~a(J .f:ej..ta p (-:.:.1 ~.:\ V' E' C (J r- 1" (.:.:,n t. (.:.:'" n" c(Jn .... !::: ~::::q~.}:~::::::.I::: ~i;.c": .:i El. cf (J S:i. s t(':':'IT1Ú Tl.:~ndo....' " D j u:l. (J .;';'I.mc':>1""It.C) d c.:' 'r I'" :i. b1..1.t. El. ~i.:';\D C :I. .::1. ~;; ':;; :i. t=:L c El.~i:.:;\D (j:lvel'géllc:i.a cle ].al.l(:I(:)~;, CD!""J\/C":I,.ticlo F.'m d:i.l:i.(:J~.:.!n,::I..:':\ ju.n"l:.D b. CC)c)I'.cI(.:.:'n::.t~;:'.:.'.D (:;~~~'T'1:)0I"a (:Il.le aCll.le].e (jl'.g~(:) se {narl:i.-f:e~;.te ~;(:)t)l'e do pr'ociuto" ~~;l~t)frle.ti(:lc)a ~iLl].ganlel.l.t(J OflJ 25/()9/90, e~;.te 'f:(J:i.(:C)flvev.tj.(:lc) orn (j:i.l.j.génc::la aI] 1...ABANA/~~A~I"'()~3,a.tl'.avé~; cla f~e~;C)].Ll~;ao llu 30:l ....S5:L!1 'f:(}l'nlo VC)t() ~::l .f::l~;" 67/69" A :[I'l'f;(:)l'.nla~i:a(:)Téc:l'lj.(:a cio :La!}(}I'.a.t(jl~i(:) 07U/'/;':': """;' F'r> cor> t",,<:, ,,\"','; '('1';;"" )'6/~" " " ,-"h "c' ü, _ \ Imprensa Nacional l.~ RECURSO N. 111.308 A(:;(j!~DA(:) I'I~ 3():l'-27,,].95 \}D T D Aclelto (J !~e:la.tóv':i(J e V(:).t(:) (:!Clenl:il'}el'j.te v'ela.toJ" (i(J I:)!"e~;el'l.te !J!~c)c:e!~;~~(:)"l~e~s.ta"-me~ 11(J GI'ltaJ.}.t(J!.a~)r'ec::La!" a n11.1].ta d(:l al~t:Lg(:) 526~ 1:1:dc) 1:~egl.llanlel'l.to A(:ILlar1e:iv'(J (~l.le tv'a.ta (:18 lJ8JlaJ.j.clade cllJ:l:L(:áve:l. ~)()I" 'f:a:l.ta (18 Gl.lj.a (:Ie Inl1)(J!,.ta~~a(:)~ !'ID.D (.~)(.:.!~:~.;:~(.:.:,PC)I'"'(.~:'m!l () C.;':'l. ~:;D dü~;; p l'"'(.:.:~;~(.:.!n "!:.(."::,~:j. ~':i,t..l. tD~,;" (.:"1 GI .. I:i. i:\ d (.:.~101.... P(J!,.ta~:ao!, l'laC) I'lá C:C)(11()I'legar'!l 'f::L~;ic:afI1erl.teel.1C:()ll.tv.a....~;e !:)re~~el'l.te ll() a.tc) dc) (je~5~la(::t1()adl..{alle:i.!~C)" l~ac) .tel'l(ic)C) :i.fllP()I,.ta(:lc)v'(je~;(::r:i.to (:(JI"I"e.tanlerlte (:) IJj"(J(jl.l.t(J~1J'lao llá cll.le ~;e 'f:a:lal~ enl 'f:a:l.ta cle GLI:i.0" l~::~~ta ~se (::(:)rl'fj.gt..ll'"'al~:la!se 1'1(:)atc) (j(:) 1"e'feJ"j.d() cleSj)a(:!'lCI 1"eaJ.nlerlte lla() exj.~~t:L~;!se a (::()!"I~espDll(:le!'l.te(Jl.lj.a f)01"a dC1Lle:la :1:nl~)(Jl,..ta~;:ao~ j.~s.tC)é!l 1'10C) .tive~~;s~e ~:~j.do eXjJ8clj.cla (:ll.l01:)v'e~5erl.ta(:!a" (J I)j.re:i..t(J pel.lal ....aclnlj.I.1j.!:~tr.atj.v(J j.n1fIG(ie a aIJ].j.(::a~~a(:)cle nll.l.:l..tas~ n,':\C) pr'(.:.~v:i.~:;.td~:~ ele' moclD e>(pJ"l::':~:;~;~,Oc! ohj(.::,t:i.'v'D~r 1'),,':\0 no~;~ C.::'lb(':':'J'lc!() u.t:i.l:i.:?:":\~;:,,':\O (ja exteJ'lSd(J e (ja ar1aJ.clgia,. I)j.0Jl.te C!CI eXiJ(:)~;.t(J!,CICll.1j:)j~ovj.nlel'l.tC)(:I~.l.al'l.t()a nll.l].ta (i(J aJ,.t:i.gc) 526~, il'lC:i.!~(:)]:I~ dc) F~egl.l:l.2nlellt(J Adl.l211e:i.r'c)" 1<;)1 1'(""'.. :1.:1.:1... :',lOB Ac:" ~:)Ol""~:~)'":l.9~;.\ 5 v O T O (VENCIDO) CDnselhei~D ITAMAR VIEIRA DA COSTA, ~elato~. UITr(':\ outl"{':1. p ,"Del<.l to TAl:< :: A o)atéria ele qLl8 .tv'ata es.te IJlro(:essc) erlvc)lve 2 CC)I'"lreta (::lassi1:ica~:âo cio IJV"Ocl(At(] Cl.l.jO f)C)nle c:onJev'cial é L..AC'rOZ:[M- .. 3000 1 I~I:'c!escv":ito como enzinla ()bt:ida a partir' da 'f:elrmel'l.ta~~J ~:;ubmc.~i"s(,:\clc.~umE~C(:'~p(::\sE;l(.;~~c:i.on(':\cI(,:\d(:.~ I, cluyvE'y'omycE's 'f;I"(':\9:i.l:i.~;;'I" ~:;E;"" gur1(jo a enlpv'e~5a a nlev'c:ac!ol":ia 15e clestirlcl à clesdobv'2V' o a~:l~c:av' g8'-' v'ar}(j(](joi~; (n(JI10SSd(:av'ideos gl.ic:oSi8 e galac:tc)se!, ~)av'a a 'f:abl"i(:a~~c) (je PV'OdLl.t(J~!; lac:.to~5es;pec:iais" A IJosi~~o 'tarifálria ac!o'ta(ja ~)ela enlpv'esa es.tá a~;s:lnl er~cluaelv'ada 11a TAB~ Cap:r.tulo ~:)~:\~ l"'I{':i.tél"j.{':\~;;albUfll:i.nô:i.dE~~:;;lcolas;: (.:~'n"" zimas En z :i.m(:\~:;11 (.:.~nz :i.mas PI"(,:'~pal"(':\cI{':i.sn;.?to especificadas efll OLl.tl"as; po~;i;ôes; ~:)::\~()7..0:1." Enz:i.'m{:'~~:;E; conc(:.)nt,"(';\clos (.;.)nzim/\.... ticos ;::1.~~~.~~.9:z.!~,P.:.l.-..!~.Z?C~ua:l.q u(.:.~I" (-~ 'f:i.sc(':i.l :i.1:a~:;'Xo (:.~ntc.:.)nd(,:.)u ~:;(:')I" C) pl"epal~adol" :i.I'lcli(:arJc!(Ja segLlir~te c::lass:i.f:i.(:a~~J 35 ..()7,,()2~ Ellzimas pl"epav'adcl~;; .;~?~;~.~~.QZ.~!,Q?~l.::??[lua:l. qu.(.:~v' ou.t v.E~ As N(Jtas EXIJl:i.(:ativas; da 1~(Jmerl(::l.atLlr'a do (;on~;ell'l(:) dE' COOP(':') I"E~ ~i:~':YC)P-,duan ('::';i. 1"(':\li ~:>Db 1"(:.) (':\ ma té I":i. (':'t ~I El.~;>~:;i fi) d :i. ~:; pe'(.;.~ ('f 1 s" 4é:.:;;/ tk/j) :: II A PI"(':'Js(-;.)nt(,:.~ po~;;:i.~:âo compl"(':'~(,~nd(:.):: .a) t..s (.;.~nz:i.m{':'~~:;11pUI"(:\Sll (:i.~:;ol.:':i.d(:i.~:;)"Em çJ(::~;I"{':\l!1 apl •.E'.... s;el'ltanl""s~e sob a 'f:c)l~ma cV'istalirlcl e (jestil'lanl""se pl~incj,pa1nlel'lte a Llti:l.:i.za~âo em nledj.(:iJ'la, enl pesqLlisas fnéelicas C)Ll enl ~)e~S(~lAisas (:iel'lti'f:i.c:as" 1-..10 comél"c:i.o in t<-:':I"n(:i.c:i.c)nal~l n~'~tD si:Yo t~:\() :i.mpor .... talltes COnl() o~s concPl'ltrados ellzimá.ticc)s e as; el1zimas pl~epal"adas" b) o~; CC)rle:entl"a(jo~; erlzinlátic:e)s~" Enl gel"al, es.te~; CDn CF::.;ntr{':'lcios siXo obt:i.c1e)s a palrt:i.I" dE' (.:-~xtl"(:i.to~:~ (':,\quoso~:; ou por m(~~~:i.o c/(,:.) 50:1. VE;n tE)S li cI(.:-:,Ó I"(~.I~,;-(C)s d(.:-~ allinlais, (je plarltas, de mic:rol"gallismos OLl de cal(jas~ ele c::tAl'tura (estas d1t:i.mas derivadas (je bactélrias Ol.l de b(J].(JI"eS~1 etc~)" Es;tes PI"OdlA.t(JS~l elLlP podenl c:on'tel" vál~ias; Pllzirnas prn cl:i.velr~~as~ pI"O pc>1"~i:(:r(.:~;~;;li ~:;;'~D ~:;u~;;c:(.:,~p t:[ VE.' :i. ~:; d (:.) s(.~ {.i. p V'(':-J~:;(.:.~n t.a I"(:.~m c:ov,.tados; Ot.l e5tab11izac!c)s;" C;onvénl (JbSPI~va~ qlAe algLlns~ desse~s agel'lte~; ele c:ov.te ou d (:.~(.":.)~;;ta b :i.l:i. z a ~;:~:\O~:;(.:-:t (.:.~nC:Dn t I.'"&m .:ié~ PI'"'(':'}E(.:-~nt(.":.)~;~ (.:~'m ~ qu(.;"tn t:i. cI~':\c1c-::'~:; va ". :i. ~'ÁV(,:.~:i.~;; n O~:; con C(:')1"1t l"E~cI C)S ~I P 1"'OV:i. nd o q U(:.~1" do:l. :i. co I" c1(.:.~ .t=E;l'"m(':.~n ta ~i:~rO~I qUE) 1"" cf o PV'C)C:(':'~~:;~:;Dd c:.:' c::I.(';\Ir :i. 'f :i. ca ~i:~rOou d c.:.: p V'(.:.:, c i p:Lta ~:;.~;:o" I Rec. 111.308 Ac.301-27.195 6 (:)5 c:On(:erltl~a(jC)S poclem, de!signadamell.te~, (Jbtey"-'se em PÓ~I POV' PI"E\c:i.p:i.t(.:\~:~.~(]OU l:i.o'f:i.l:i.z~:\~:~'XD~,ou C.)fnglr~;i:nu"" :l.os~l POI'" (nei() de ~;l.l~)(JI•..te~; inev,.tes ()Ll ele agelltS!; de q rE•.nul(':i.~i:~'XD" c) Enz :í.m~:i.spr(':~p(':i.I"ada!:;n~'~o (':'~SPF}C::i.'f:i. cad~';\!;;" A!;; (.:~\I'lz:i. . mE'.!;; PI"(':')P~;\I"~:\d{:\!:;obt(.:.'m ....!:i(.:.) 01..1. POI" d :i.lui ~:~';XDdo!:; con . c:el,.tlraclc)~i mellcj.ona(jo~; fla alltel":lc)lr paro'te b)~, OlA ~)C)I" mis;"tuy'a entlre s;i ela!; erlzj.mas :Lsolaclas (JlA (j()S (::on.- (:erltr'a(jc)s;el')Zifiláticc)s" ()s ~)r'e~)ar'a(j(J!sa qLlS se a(ji-- (:j.C)rlal~an) Sllbstmllcias (~ue os tov'lldrn ~)rópr:i,os pav'a Llffi detel~rninad() empl~eg() também ~;e :illcll.lenl na pl~e-- ~:;(,:,~nt(~,:,po~:;i~i:~'"KC)~1dE'sd(~.) qU(':'~n~'!{C)~:;(,:.~j.i:.•.m c:lass:i,'f:i,c:Av(.:~:i,~:; PI)V' lAfna pO~3:i~ac) filais e!5~)ec:l'fie:a ela F)dUtapll VisllAtnt)ra-!3e, erltâo as ~;eguill'tes poss:ib:ilidacle~; pal~a se ()t)tel~ Llma ~!}~im~__R~~R~!:~1ª~ a) 1)01~ dilLl:i~âo ele)!5 c:onc:entraejos erlzimát:i.cos;: t)) ~)or m:istLlra, entl~e s:i', das erlzi(nas :i.sola(:la!sn c) ~)C)I"mj,!5tura, elltl~e ~;i~ (jO!5 (:onc:ell'tl~ados enzi(ná-. t:i. c:o~:;.. Aléfll cl:i.st()~ C)~; ~)I~epav'aclos a que se d(:I:i(:ionam !5lAb!3-- tallc:j,a!5 clua o~; tC)rrlem ~)r'(~pri()s ~)av'a detal~rnirlaclc) ernpl~egC) ~;e in-- c:lu(~,~m ne,:,~st(':.•.pos:i.~:~ro (dc~.~~:;cle\,~qt,le~,)n~'!{c)::;c,:,~j(':~.mc:l<':),!:;!:;:i.'f:i.c<~vF:~i!:;(~.~mpo!:;:i..... ~âo nlaj,s espe(:i'f::ic:a) .. Pal"a nlelll0v' esc:lal~ec:ev' eJ a~;~;Llll.to, esta la .. C~mara c:onve\,~v.t(,:;'l.lUD .:iul(.:.Iamc~,~ntoE'fn eI:i,l:i.9(,:~nc::i,a~1atl"~';\vés d~':.•.F~e':')SDlu~-:~'~Dn" 3()j,--55:l/90 .. (J pl~oc:esso foi erle::amin~lade) ao L,abarla/~;arltO!3 e:()tn(~LleS-' tele:::; 1 f~van t<':\d<':\!:;po 1" (.:.)~:;t(~,~Co lC0c.:J:i.{':\eI(] (,:,~P(':')1<':\ p I"ô PI":i, ~':'" I"e.:~co 1"I"c:,~nt(.:,~" Aqu(~.~le lübov'a tÔI":i.O e.:.~labol"Du a In'fol"ma~i:âD Té cn :i,Cd n n ()'7B/(?~':'~!,cuj o jresLlltae:lo foi o segLlillte ('fls" 74/76)~ " A ) E1P!:.:~:iI I P !:i 1:;:PG!~!\!LO!?P ~;i t!O~;i LP !c.,Uf\~;i{,i;) i:: {).~i'." L:LLO J!"!« ....GA!~!fl!~O....!?P ....ILI~G i:: I I;~P....!;PU ~iI::LUP ....P!: ....GU!,!T[~I PUI UTL~:;::E£~gMntª...,_.ª~ I:'oi (Jbtj.do a ~)al"t:ir eje extrateJS aquose)s OLl paI" (neic) de ~;eJlVerl'te~;~ de Ólrgâc)~s alli~)aj,s~ plarltas~ fn:i(:rc)ov'gan:ismos!1 c:aldas ele clAl.tLlv'a delrj,vclejas ele bactélrias;~ e'tc ..? R~llinQ~!~~De ac:ov'(j() (:c)m a L_j.tel"a.t\,tl"al'écnj,ca espec:ifi(::a (fc):Lllcl 25)~ a fl)ev'cad(:)I~ia l,.ACTOZYI~ 3()O()L,~ "'ipo ~iP~ c:e)n.tém l.lma el')zj.ma~ I._ac:ta~se, extra pLlrj,ficada~ qt.le 'fc)i c)b'tida a partj.I" da 1:ev'(ner)ta~âo sLllJmer'sa ele urna (:epa !5elec:j.ollada da leveclLlra K:llAyveIP(](oyces 1'r'agi-' li!s~ Llfn F'ungo (Ufl) l~icrool"gani~~fl)C»" ~~!s(:].arecemos qLle Il~O ~;e 'tra'ta ele Llm COI'lcel.).tv'ad() ~~I,z:irnátj,c:e) IJo:is~ a nlerc:acle)riü 1'e):i.espec:ialrnerlte e:labc)rada a palrtir da erlz:i.ma pUlra e ,já apl~esen'ta lAtna atj,v:i.daeje enzimática padronizada de 3000 LAU/ml. E~r:;~1!.~n91.:?t~::1:: D(~,~<':\co v'eIo com ~';'"!:;.:':'tn<'~:I.i !:;(,:,~~:;Ir(,:,~a:l.:i, z <,;\c!a!:; n ~'!íC)'fo i cIe0t(.:,~c:t.;:.•.d (;) a pl"eser,~a ele oLltras enz:ima!5~ além cla L,ac:tase" E~~g~n!ª,__.f;~ l~eJi c)btido P()V' clj.lu:i~àC) a pal~t:i.v' (j(J IJIPOclLltO :illd:icaelc> n a :I.e~,~'1.'.1" ~':\. ~:~\? ~ 8"'0"'" A ",'C Dó' Oc,." '..•".0"0 3000<._ H,,,, HP _ fo;"o coo >ao., "," Re c. 111. 3 O8 Ac. 3 O1 - 2 7 • 1 95 7 c1:i.lui~:~?{o da 1...act(.:\S(:'~ PUI'"<":\ f.~ padl"on:izacla numa c:oncc0nt,,..c':\ç.:;XC;) €.;ospE':'c1..... fica, tornando-a prol"ta para O~; ~ASOS a que se destina .. t~~~gyn!ª_d~Foj. obticlo pela mj,stur"a, entre si, de enzima isol.adas OlA pela mistura de concentrados ellzi~látj.c:os? !:~~~:~f?1~9J.:.~J:ª::l'I~';\o SE~ t,'"(':\ti:\ d(.:.~PI"(':'~pal"a~â()obt:i.c:li:\ p€.~l(':\ mi,st.ul'"i:\ E.;ontre ~)i. de enz:imas isoladas ou pela mistura de c:oncent.racle)s ellzimáticosu E~~g~n!ª_~~Existem substallcias adicionadas ao ~)reparado que tor'- 11am o procltlto IJ,"'ópric) a determinado empy'ego? B~llinºlli!ªn Pelas análi~;e~; realizadas nâo 'fe)i detectada a plresen~a de cc)mpon(.:~nt(~:\f:~f.'~'!.:;P0~c::r.'fiC:D~1:,é\ n~-ro ~;~(~'~I"D ql:i.cel"c)l:, qUE' é ut:i.l:i.zade> C()filO agerlte de C()nSelrVa~aon De acolrdo com a Literatura TécI1ica E:spE.~c::r.'f:i.C:EI.~,mE~I"Ci:\dc)lr:i.i:\Scom i:\ dE~nofll:i.n(':\~;aoL.ac:tozym ~:;~';\(J pn~~pc:'\I"a'-' <;cre~:; :I.:1.qu :i,cIi:\'$ cIf..:"11(7~t(.:\ ....çJ ê\:I.ac tOf:;i dase (l i:\ c:ta ~:;(.:.~)d(-:.~qU(':\1:i.dad(7.' i:\ 1:i-- menticia, recomendacla para trataroellto de leite, soro e solu~ôes qlle c:ontenl1am lactose~ P()dem apv'esentav' ativ:ldades enzimáticas cI:i.'ff:.\I"E'nt(:.~s con'fol"IIl(.:~(':\ pi:\dI"on:i.Zi:\ ~~~\'o:La c to;r.ym 7~:.)OL.!,La c tozym :J. ~:)O()I... e Lactozym 3000L. EfJ.!:.:g~.\D.:t~....:t:: Exi.st(.~m Dl.ltra~; i.n'fol"ma!~es(~'~f:~que PC)<':;~:;ê\m(':\uxili(:\I" rli:\ ~:~o-" lll~:i:\o da con tr'ovél"si.a? E~~t~?JH~?~~1~3~::D€.~ac:ordo com i:\ I...:i.t(~'~I"a1:.\.\I'"aT(.focn :i.c:a Es [-H':';' cf 'fi. c:a, i:\ IIU01"C(':\-.. dOI"j.a COfil a derlOfilirla~i:\() LactDzym 3000L, Tipo I~P, aplresenta ativi-- dade padronizada igual a 3000 LAU/ml (1 LAU - quantidade de enzi- ma qlle é ca~)az de ].ibelrar 1 uroal de qli(:ose/filiI1uto) e usada dilre-- ti:\m(.:.~nt(~.~n(:..•.1:i:\bl":i.c:a~i:~'!(C)d(7~plroclutos l(1t,cteos (dC)C:(0ele l(.~i.t.e, l(.:~:i.'l:(.:.:" cOllcentlr(':\do!, :f.(.~:i.t(.:.;.d(0s1ac:tosaelo:, (.:~tc,,) ni;\o nec:(~~~;.~:;i.tandC)d(.:.~rH)Vi:\~:~ dilui~~e5, in(jicando que a nlerc:adoria está pronta para uso" Dessa malleir'a, considerarno~; trata-se de enzima plrepara-' da à bas;e de - Galac:tosidase (Lac:tase), Agua e Glic:eY'ina" 112.....qL!t:ªITº.~? ....rQr~!:!\'!!=,0.D.Qf:~....!~0._ LD ""U0..._?~!.".._!:::!::;b"0..._!::;l~F.:!:~~:;ª0.::E~rgyn!ª__!: tJma vez que o concentlraclcJ enzimático pode ser' obtido atl"avés de extr'ato aquoso ou por meio ele solvente, o qlle diferi-- Irá~l palra f..~fe:i.to r.If.~t.l":i.buta~;:â'o~1S(.:~1:o:i. OU ni:\,() subm(.:.~t:ido(~ c1i.l1.1:i.ç;:â(:) pC.ll" (1I.ql.l(:\CH.\p(.:.;.10m(.:.~smo~:~olv(0nte uti.lizado na c.~xtl"i:\~i:âC)de) c:c)nC:f..~n'-' tl"(':\do en z im(1t,t:i. co? ~:~.~~~~H;?f:.~:ti.:~::1:~(':'~SSi:\].tamos qUE'~i:\ m(':'~I"C:i:\eIC)I":i.i:\ La c:tC)zym ::,)()OOI..." Ti PC) HP!, n'c,:'{(JS(7~tl"at(.:\ c:I€.;.ConC:(7~ntl"i:\d()Enzimc'\tico" Também, qU('2a (7.'llz:i.tn(':\1...(':\c.... tc':\~;c.~ nâll SE~(~~ncon t r"i:l. i:\p(.:~na~:;d :i.l u :r. da (.:.~mf:'\ÇJuam(':\~:;, pr'o P(J~5i ta lm(.:~nt(.:.~ 'f:ol"mu:l.ê\di:\ dE'~man(0:i. Iri:\ qU(~'~~1Ui:\con C(~~nt I"(':\~;:~';\Op(~.~rm:lti:\ Ufni:\ a t :i.v:i,d(':\df..:" enzimática de 3000 LAU/ml. P@rgyn!ª__2~ O refelriclo prodLlto II:l.a(:tozj.rnll é utilizado como coad-' juvante tecnológico pela Autuada ou é comercializado como enzima prepalrada para U6() domici].iar? De acordo COfil i:\ irlforfili:\~~J corlstante na follli:\ 14 de Rec. 111.308 Ac. 301-27.195 "8 p~esente p~ocesso a me~cado~ia é utilizada pela autuada no p~o- cessamento indLlsty'ial de IIF'rodutc)s L_ácteos Especiais'lu I~~:mface dos esclarecimentos prestados e por tLldc o olais; que do processo consta, vot(J nc) sen"tido de negar provi,nlellto ao re(:urSQ,. Sala das Sess~es! 13 de outLlbro de 1992" r ITAMAR 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009
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Numero do processo: 10845.001153/89-19
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 1991
Ementa: Conferência final de manifesto.
1. Não se considera a isenção ou redução de impostos que beneficie a mercadoria quando apurada sua falta (Art. 481, § 3º do R.A.)
2. Cálculo do imposto. Aplica-se a taxa de câmbio vigente na data do lançamento. Art. 24 do Decreto-lei nº 37/66 e art. 87, 11 "C", 103 e 107 do R.A.
3. Tratando-se de falta de mercadoria, granel liquido, a tolerância de quebra, se situa em 0,5 (meio por cento) do total manifestado, na forma da IN-SRF 95/84.
4. Recurso negado.
Numero da decisão: 301-26.394
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso,vencido o Conselheiro Fausto Freitas de Castro Neto, na forma do relat6rio e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
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RffS. Sessãode29/janeirO.de 19..91' ACORDÃO N.' ....30.1..~.2.6.• .3.9.4 Recurso n.O Recorrente Recorrid 111.346 Processo nº 10845-001153/89-19. ODFJELL WESTFAL - LARSEN TANKERS AS & CO. Rep •. p/ Agência Marítima Granel Ltda. DRF - SANTOS - SP. Conferência final de manifesto. '1. Não se considera a isenção ou redução de impostos que beneficie a mercadoria quando apurada sua falta (Art •• 481, ~ 3º do R.A.) 2. Cálculo do imposto. Aplica-se a taxa de câmbio vigente na data do lançamento. Art. 24 do Decreto-lei nº 37/66 e art. 87, 11 "C", 103 e 107 do R.A. 3. Tratando-se de falta de mercadoria, granel liquido, a tolerância de quebra, se situa em 0,5 (meio por cento) do total manifestado, na forma da IN-SRF 95/84. 4. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso,ven tidb o Conselheiro Fausto Freitas de Castro Neto, na forma do relat6rio e voto que passam a integrar o presente julgado. BrasÍlia-D , 29 de janeiro de 1991. ITAMA V'!'R VISTO EM ~26~~:U1~;1"SESSI\O DE: Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, FLÁVIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ, IVAR GAROTTI, JO~O BAPTISTA MOREIRA, JOS~ THEODORO MASCARENHAS MENCK. Ausente o 'Conselheiro Wlademir Clovis Moreira. RECORRIDA RELATOR SERViÇO PÚBllCO fEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, 11 CÂMARA. RECURSO ~º 111.346 ACÓRDAo Nº 301-26.394 RECORRENTE: ODFJELL WESTFAL-LARSEN TANKERS AS & CO. Repres. por AG~NCIA MARíTIMA GRANEL LTDA. DRF - SANTOS - SP. : CONSELHEIRO ITAMAR VIEIRA DA COSTA. R E L A T Ó R I O Retorna este processo de diligência a DRF/Santos, drterml nada por esta Câmara através da Resolução nº 301-457, de 09.11.89 cu- jo relatório e voto transcrevo e a este incorporo (fls. 118/120): "RELATÓRIO - Em ato de Conferência Final de Manifesto foi apurada a falta de 95274Kg de ácido ortofosfórico- granel 1Íquido, com teor P 205 de 54, 69%, resultando no peso li quidode 52.105 Kg, já descontada a franquia, de um total de 11.269.679kg transportado pelo navio "SPINANGER" entr~ do no porto de Santos em 14.08.88. Em consequência, foi lavrado o auto de infr~ ção de fls. 01, através do qual é exigido'o crédito triby tário de Ncz$ 3.326,io (tr~s mil, duzentos e trinta e seis cruzados novos e dez centavos) correspondente ao im- posto de importação. Não se conformando com a exigência fiscal, a autuada apresenta a impugnação de fls. 20/35. Argúi, em preliminar, a improcedência da ação fiscal, sob o argumen to de que a medição, da qual resultou a falta, foi reali- zada nos tanques de terra pelos próprios importadores,após a saída do navio. No mais, alega em resumo que: a) o único documento hábil para comprovar se houve ou nao diferenças entre o manifestado e o total en- tregue pelo navio, para efeito de responsabilidade do transportador, é o relatório de ULAGEM; b) o art. 74 do Decreto nº 91030/85 atribui ao transportador a obrigação de apresentar laudo de quan- tificação mas que a administração aduaneira vem se negan- do' a aceitá-los; c) estão incorretos os cálculos para apura- ~"~.' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL -3- Rec. 111;346 Ac.301-26.394 cQ adotada, na data a taxa de câmbio do dólar vigentepois deveria da descarga; ção da falta eis que o ácido ortofofórico só tem valor mercial em seu concentrado que é representado por 54%, em média, do total; d) não concorda com ser aplicada a taxa e) sendo a mercadoria isenta, a Fazenda Na- cional não sofreu prejuízo indenizável. Cita, em abono a sua tese, o voto proferido pelo Ministro Carlos Mario da Silva Veloso, do TFR no julgamento da Remessa ~extófício nº 54.088-SP; f) os laudos elaborados pelos assistentes técnicos nomeados pela Repartição não contém os requIsI- tos essenciais, sendo unilaterais e sem fundamentação; g) de acordo com os laudos do lNT, uma vari~ ção do produto de até 5% (cinco por cento) deve seritida como quebra natural. Finalmente, requer a realização de uma série de diligências e de providências que foram deferidas pela autoridade preparadora (fls. 38). Tendo sido constatado erro no registro das faltas da IDFA nº 8666 (fls. 02), foi feita a correçao através da IDFA nº 8788 (fls. 44). Ao apreciar a impugnação (fls. 53/54), o au- tor do feito propõe seja retificado o valor da eexigência fiscal para NCz$ 2.779,31 (dois mil, setecentos e setenta e nove cruzados novos e trinta e um centavos) em razao do erro verificado na IDFA nº 8666. No mais, manifesta-se pela manutenção do auto de infração. A decisão de lª instância, apesar de reconh~ cer em seus fundamentos a ocorrência de erro no registro do montante da falta na IDFA, julgou procedente a açao fiscal, mantendo a exigência tributária no valor original mente lançado. Irresignada, a empresa autuada recorre a es- te colegiado, desta feita argumentnado basicamente que,de acordo com o relatório de ulagem aos autos, a falta veri- ficada se situa abaixo do percentual admiti~o pela IN 95/ 84. Em aditamento ao Recurso (fls. 90/8), repete os argu- SERViÇO PUBLICO F:DERAL -4- Rec. 111.346 Ac.301-26.394 recur- ..mentos expendidos na fase impugnatória e na peça sal. ~ o relatório. VOTO De início deve ser observado que a decàs~o recorrida deixou de considerar o erro verificado na apur~ ção do imposto devido em razão de equívoco ocorrido no preenchimento da IDFA de fls. 04. Trata-se de erro mat~ rial sanável de ofício. No tocante ~ controvirsia quanto aos' diferen tes métodos de medição, entendo que, no presente caso,ela não pode ser dirimida apenas com os dados disponíveis em relação ~ descarga no Porto de Santos. isto porque, de acordo com o termo de visita aduaneira (fls. 16) e o pró- prio relatório de ulagem (fls. 50), parte da carga esta- va destinada ao Porto de Rio Grande. Em tais circunstâncias, o critirio que vem sendo adotado nesta Câmara i o de admitir que a conferin- cia final de manifetso seja feita globalmente, compatibi- lizando os total da carga efetivamente descarregada nos diferentes portos. Nestas condições, voto no sentido de ser o julgamento do processo convertido em diligincia junto ~ repartição de origem a fim de que seja levada em conside- ração a parte da carga destinada ao porto de Rio Grande, nos termos do art. 477 do RA." O resultado da diligincia se encontra ~s fls. 125, com os novos cálculos efetuados depois da apuração global, de acordo com o item nº 1 da IN-SRF nº 95/84. O RELATÓRIO . .•••..., -5- Rec. 111.346 Ac.301-26.394 SEAVICO PUBLICO FEOERAL v O T O Neste processo a recorrente desenvolve uma série de ar- gumentações contestando a ação fiscal. Inicia seu recurso enfatizando que o documento que prQ vou qual a quantidade de carga trazida pelo navio é o relatório de uIagem, resultado das medições nos tanques de bordo, antes do iní- cio das operações de descarga, no momento da atracação do navio. Entende a recorrente que as medições feitas sob as or- dens da Receita Federal são unilaterais, não indicando se os relatQ rios de ulagem também podem ser considerados unilaterais. Acontece que, para evitar maiores problemas relativos à importação de mercadorias a granel, a Receita Federal estipulou peL centuais de quebra, conforme Instrução Normativa SRF nº 95/84. No caso, granel líquido, a redução é de 0,5% (meio por cento) do total manifestado. Diz, ainda, de forma equivocada, que .laudos e pareceres vinculam as autoridades administrativas consoante art. 30 do Decre- to nº 70.235/72. O laudo do INT a que se refere a autuada é genéri- co, elaborado hi virios anos. Não se trata de laudo específico para a importação que ora se analisa. Diz, ainda, a recorrente que mercadorias importadas com isenção não geram a obrigação de indenizar a Fazenda Pública pois não houve prejuízo uma vez que o Fisco não esperava receber qual- quer quantia a título de Imposto de Importação e que o art. 60 do Decreto-lei nº 37/66 fala, apena~, em indenização. A respeito da matéria, existe o dispositivo do mento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto nº 91030/85 que diz, mente: Regula- textual "Art. 481 - Observado o disposto no art. 107, o ~Valor dos tributos referentes a mercado~ia avaria da ou extraviada seri calculado à vista do manifesto ou dos documentos de importação. ~~º - No cilculo de que trata este artigo, não s~ ri considerada isenção ou redução de impos- to que beneficie a mercadoria." .Como se ve, este Colegiado, parte integrante da Admini~ tração Pública Federal, esti vinculado ao comando acima indicado. -6- Rec.111.346 AC.301-26.394 SERVICO PÚBL.ICO FEOERAL. Enfatiza a recorrente que a data de conversão do dólar está incorreta e que o Regulamento Aduaneiro é inválido nas regras em que afronta normas de hierarquia superior, ou seja, do Código Tributário Nacional. Acrescenta que o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada do produto estrangeiro no território nacio- nal. A taxa de câmbio correta, no seu entender, é a vigente na data da descarga da mercadoria ou na pior da hipóteses na data do desem- baraço da mercadoria e nao na data do Auto de Infração. Transcrevo e a este incorporo o voto que proferi na câ- mara Superior de Recursos Fiscais, no Acórdão nQ CSRF/03-01.656, de 29.11.89: n A matéria que ensejou o recurso especial de dive! géncia interposto pela empresa, assim'como as contra-razões apr~ sentadas pela Procuradoria da Fazenda Nacional, se refere à aoli- - - cação da taxa de cámbio na conversão de moeda estrangeira, em mo~ da nacional, para efeito de cálculo do Imposto de Importação de- vido pelo transportador, qu~,do apurada falta na descarga do na- vio. A recorrente alegou que a data correta para se f~ xar o momento de conversão deve ser; a data da entrada da merca- doria no território nacional e esta se configura quando da chega da ao porto de destino da carga. Por ser matéria já amplamente discutida e decidi- da por esta CSRF, transcrevo e a este incorporo, o voto que pro- feri e do qual resultou o Acórdão n9 CSRF/03-01.614, de 29 de se tembro de 1989, verbis: ••Trata-se, aqui, da fixacão do aspecto tem- poral do fato gerador do Imposto de Importação: se o fixado pelo art. 19 do CTN, ou pelo art. 23, parágrafo único do Decreto-lei n9 37/66. o tributarista Bernardo Ribeiro de assim se posiciona, genericamente: Moraes A obrigação Tributária tem sua base no res- pectivo fato gerador, isto é, na situação defini- da em lei necessária e suficiente para lhe dar nas cimento. Concretizada a hipótese legal de incidên SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL cia tributária, sejada (nasce a -7- Rec. 111.346 Ac.301-26.394 tem-se a consequência jurídica de obrigação tributária). Assim, uma vez recebida a competência tributária, a entidade tributante tem necessidade de editar lei ordinária para instituir o tributo desejado, definindo o fato gerador da respectiva obrigação, que terá como objeto o tributo. A atribuição ~~s titucional de competência tributária compreende ã competência legisiativa ~lena, cabendo à-entidade púbiica tributante definir, em lei, o fato gera- dor da obricacão, instrumento lecítimo para criar a respectivã óbrigação tributáriã. A lei a quencs referimos é a lei tributária substantiva, formal, ato emanado do Poder Legislativo. O fato gerador da obrigação tributária deve ser definido em lei, conforme determina o princr?~o da legalidade tributária. Sem previsão lecal nao se configura o fato geraêo~ da. obrigação tributá- ria. Para definir o fato qeracor ãa obricacão t=ib~tá- ria, o legislador or~inário é livre~ ~evendo res- Deitar, natu=almente, em razão da hierarcuia cas ieis, as limitacões contidas não Constit~icão e na lei complementar. O legislad9r, assim, éscol~e livremente os fatos que julgue idôneos para dar origem à obrigação tributária, respeitados apenas os limites do ordenamento positivo. A acão do le- gislador,na escolha, é comãndada pela rácionalid~ de e discricionaridade, como querem FE:R.'l;;NDO SP'::'iZ DE BUJk'lDA, ACHILLE DONATO GIA.'lNINI, VICENTE ."'.?C-:::, e~c. Obedecendo, assim, ao obje~oda espécie tri- butária, contiào na discriminação constituçio~a~ de rencas, o le~islador ordinário define o=a~o q~ rador da obrigação tributária. Tal definição é sirn?les. A norma jurídica tribute ria, como qualquer norma jurídica, e~inentemente norrna~iva,oferece u~a hipótese de incidência ~ue lica certas circw~stâncias êe fa~o a àete=rnina=os ef~itos juridicOs {comando da normal. No caso, o legislador ordinário tributário define a hipótese de incidência (fato gerador), atribuindo a esse pressuoosto de fato o efeito jurídico de dar nas- cimento à obrigação tributária. Assim, vemos ~ue a fiaura do fato aeraâor ea ob~igacão tributária se prende, iniciaimente, ao mundo dos fatos e não ao mundo jurídico, referindo-se a algo (fato) que poderá ou não se concretizar. Neste último caso, teremos o nascimento da obrigação tributária." (::ls. 144). "Quais ,seriam esses elementos constitutivos do fa to gerador da obrigação tributária, sem os quais não haverá a produção do efeito juridico deseja- ,"-õo? SERVICO PÚBL.ICO F~CERAL. -8- Rec.111'.346 Ac.301-26.394 A coutrina costuma classificá-los em dois grupos, por nós também admitidos, a saber: a) elemento OBJETIVO, representado pela de fato, com seus elementos material, temporal e quantitativo; situacão espaciâl, b) elemento ~UBJETIVO, representado pelos tos da relaçao jurídica, o sujeito ativo e jeito passivo. sujei- o su- Nesse enfoque, tocos os elementos (subjetivos e objetivos) da obrigação tributária estão reunides no conceito co fato gerador da respectiva o~rign- çno. Não podemos negar que esse ele~ent~ objetivo co fato geracor da obrigação tributária contém dife- rentes elementos constitutivos: um elemento mate- rial, propriamente dito; um elemento espacial; um elemento temporal; e um elemento quantitativo. Vejamos,' então, como se aoresentam esses elemen- tos que compõe o elemento-OBJETIVO do fato gera- dor da obrigação tributária: a) O elemento material nronriamente dito é reore- sentado pela descrição da situação de ,fato quê p£ de ser constituída livremente pelo legislador. b) O elemento espacial é que permite 6eterminar, e~ funcão do território, o local da cco==ê~cia õe fato gérador, e, em conseqüência, o locar da inciciência da lei tributária. c) O temporal, representado pelo espaço de tempo ou o momento que se deve levar em conta para a concretização do fato gerador da respectiva obri- gação. Esse elemento~incica o momento em que se deve considerar concretizado o fato oerador da respe,c,j;ivaObrigação. Se a lei tributária não ex- pliciÉ~r esse elemento temporal, entende-se gue o momento a ser considerado e o da concretizacao do pressúposto de fato C o elemento temporal aéha-se aqui,:;implícito). O pressuposto de fato da obric:;~ çio tributária pode abrigar diversos fatos r;ue,crn relação ao tempo, podem ser contempo~ãneos ou de sucessividade imediata. Compete, entao. ao legis- lador,quando julgar conveniente, determinar o es paço de tempo necessário para a concretização do respectivo fato gerador. -,'d) O qu~ntit'ati'\'o, rfZ?resentado p,or uma e;';LJressao - SEAVICO PUBLICO FEOERAL -9- Rec. :,111: 34:6 AC.301-26.394 econômica, por algo que pernita medir os bens ma- teriais ou imateriais que fazem carte ou estão re lacionados com o fato gerador da"obrigação tribu= tária em questão. Este fato gerador passa, com tal elemento, a.ser mensur5vel." (Comry~ndiode Direi- to Tributário, Forense, 1987. fls: 550/551). A Constituição brasileira outorgou, à União, a com?et~ncia privativa para instituir o Imposto sobre Importação de produtos estrangeiros [art. 21, l, CF de 1967 e art. 153, Ida CF de 1988). o Código Triburário Nacional, lei complementar a Constituição assim dispõe em seu art. 19, verbis: "Art. 19 - O imoosto, de comnetincia da União. so bre ã importação de produtos estrangeI ros tem como fato gerador a en trada des tes no território nacional." Este dispositivo comple~entou o que determinara a Lei Haior, estabelecendo o que se configura como fato gerador do referido imposto. de forma abrangente. o Decreto-lei n9 37/66, que instituiu o Impcstode Irnpo=tação dispõe, verbis: "A=t. 19 - O ir.l?osto ce ir.tportação inc~ae sob=-e rnercaõoria estranaeira e tem como fato oerador sua entrada no Território Na-éional. - Paráorafo único - Considerar-se-à en- tradã no Território Nacional. para e- feito de ocorr~ncia do fato gerador, a mercadoria Que constar cono tendo sido importada e-cuja falta venha a ser ap~ rada pela autoridade. aduaneira." "Art. 23 - Quando se tratar de mercadoria despa- chada para consumo, considera-se ocor- rido o fato gerador na data do regis- tro. na renarticão aduaneira, da cecla .r2çao a que se refere o artigo 44. - -10- Rec. .11'1.346 AC.301-26.394 SERVICO PÚBL.ICO FI!CEFtAL Par5grafo único - No caso do p~r5grafo único do artigo 19, a mercadoria ficará sujeita aos tributos vigora~tes na data e::lque a autoriêade aêuaneira aourar a falta ou dela tiver conhecimento." Aliás, para ~,aior clareza, transcrevo ementa e paE te do voto proferido pelo eminente Ministro-Presidente do Supre- mo Tribunal Federal, .Rafael Hayer no asravo Regimental n9 1106i7- 8/8G, verbis: "E~lENTA: - ImDosto de imoortacão. I-!ercadoria em falta. Art. 23, oaraarafo unico do Decreto-lei n9 37/66. ;".rt .. 19 ào C~~. Inexistente contradião ou antinomia entre a no=ma genérica do art. 19 do CTN e a norma específicaêo parágrafo único do art. 23.doDL 37/66." "VOTO: O SENHOR MINISTRO ?_~AEL NiWER lRELATORl:- Decuz-se da análise do parágrafo único do art. 23 do Decreto-lei n9 37/66, em.combinação com o pará arafo único do art. '19 de mesmo diDloma lecal,con siderar-se fato oerador do imDosto-de imDortacáo; tendo-se como ingressada no território nãcionál,a ~ercaàoria que conste corno irn?ortad~ e no e~tanto se aDure cono faltante. A constatacao da falta,~e dia~te o procepimento de sua apu=ação ou pelõ ccnhe:::irnento imediato é crue fi):am o rnornen-:o õe cor; figuração do fato gerado; e, ãe con:egui~te, clã i~cidênçia àos t=ibutos vigoruntes a época. Ora, o Darácrafo segue a sorte da cabeca do disDO sitivo,-e nâo há diferenciá-lo para reéursar a ã= b=ancênci a do en tendirnen to ;":>ací£ico nesta Cc'rte no sentido õe que inexiste "co~tradição ou antinomia entre ano=ma oe~érica do art. 19 do CTN e a nor- ma específica do art. 23 do DL 37/66, posto que a necessária caracterizacão de un necessário momen- to naquele não previstó, e o condicio~anento _ de indeclináveis providências de orde:n fiscül, nao a desfiguram nem a contraditan, porém a con?lemen- tam para tornar precisa, no espaço, no tempo e na circunstância, a ocorrência do fato gerador {PL 91. 337-~J 96/1336)." Trago a colação parte elovoto preferido FeIo ilus - -11- Rec. 1H ..3~46 Ac. 301-26. 39,4 SEFtVICO PUBL.ICO FI!.OEAAL, tre Conselheiro desta CSRF Hélio Loyolla de Alencastro, sobre a matéria, verbis: "Por outras palavras, o art. 19 do CTN e, igual •. mente, o art. lQ do DL 37/66 definem o núcleo da hipótes e de incidénci a do I.r., enquan to o ••caput" e o p.ú., do art. 23 deste último diploma legal estatuem ~s coordenadas de tem90 para:que se dé tal ocorrencia, respectivamente nos casos de mer- cadorias despachadas para consumo ou cuja falta for apurada pela autoridade aduaneira, ante o co- tejo entre o manifesto e os registros da descarga. Sobre a matéria, há pouco tive oportunidade de pro nunciar-me, pelo que, com a devida vênia, trans= crevo voto proferido no julga~ento do recurso n9 RP/303-0.923 l"verbis"): "NO magistério de Al!redo Augusto Becker, a regra jurídica de tributacao Que tenha escolhido o fato material da introdução de uma coisa, dentro de uma zona geográfica ou política, terá criado tributo com o gênero jurídico de imposto de~imp6rtação. Tanto o C.T.N. quanto o Decreto-lei nQ 37/66 dis- põem que o I.I. incide sobre mercadoria ou produ- to de origem estrangeira e tem como fato gerador sua entrada no território nacional. Tal núcleo, no entanto, é su~ordinaào à ocorren- cia de coordenadas de tempo e de lugar para quese reali=e, em conc=eto, a hipótese de inciàência ão tributo. No caso do fato oerador oresumido do L r. (I'.u7 , art. 19 do DL nQ-37/66),-a coordenada de tempo, para que se dê a incidência da norma de tributa- ção respectiva, está fixada na data em que a aut£ ridade aduaneira apurar a falta de mercadoria ou dela tiver conhecimento; fica, assim o oroduto su • jeito aos encargos tributário vigorantes nessa d~ ta e,por via de conseqUência, a taxa de cámbio aplicável é a vigoran~enesse dia. Referido mómento dá-se no entanto, q~ando houver conhecimento pleno da falta e isso so ocorre qua~ do a autoridade está em condicões de formalizar o lancamento. Somente ai portanto, após um procedi- mento de apuração e dispondo dos elementos de co~ vicção sobre a ocorrência do evento,- pode compe- lir o resoonsável a satisfazer o 'crédito; a sim- ','plesrepresentação do funcionário da mesa ou barí- ,~- SERV!CO PUBL.ICO FECERAL. ~12- Rec.,111.346 Ac.301-26.394 ,cá. do manifesto, ainda não fornece base legal a a~ toridade para formalizar a exigência; tal peça processual, é apenas uma constatação preliminar, sujeita a marchas e a contra-marchas tendo o con- dão, unicamente, de iniciar o procedimento de aouração do evento. -- Por seu turno, o Decreto n9 91.030/80 (RA) dis- oae, em seus arts. 87, lI, "c", 107, "caDut" ep.ú., que, para efeito de cálculo do imposto, con sidera-se ocorrido o fato gerador do I.I. no diã do lançamento correspondente, quando se tratar de falta apurada pela autoridade aduaneira, e que se considera apurado o fato na data do lançamento doc.t. respectivo." o assunto também já foi abordado pelo ilustre Co~ selheiro desta CSRF, Doutor Edwaldo Reis da Silva, relator do A- córdão n9 CSP~/03-0l.553/88, quando assim pronunciou: "Em reiterados julgados de casos da mesma, espé- cie, este Colegiado já firmou o entendimento de que, relativamente às faltas ocorridas já na vi- gência do Decreto n9 91.030/85, que aprovou o Re- gulamento Aduaneiro, deverá ser utilizada, no cál culo do I.I. .devido, 'a taxa de"'càmbio vigorante ã data da apuração, considerada corno tal a do lanç~ mento respectivo, de acordo com o disposto nos arts. 87, lI, £ e 107, pa=ágrafo ,único, co citaêo Re~~larnento ... Assim, e de acorào cem o entenci- menta já firmado por esta Instância Especial, te- nho por aplicáveis à espécie as normas dos arts. 87 e 107 do Regulamento Aduaneiro." o entendimento do eminente Conselheiro desta CSP~, Doutor Hamilton de sá Dantas, relator do 1'.córdãon9CSP.F/303-01.471 /88, também foi no mesmo sentido, verbis: "Quanto à ta~:a de càmbio a incidir, igualmente, inclino-me, por mais consentânea e lógica, de a- cordo com o que vem entendendo a maioria do Cole- giado, ou seja, com a data em que a autoridade f~ zendária toma conhecimento da falta ocorrida, is- to é, na sua apuração temporal, conforme sustenta ,~o pelo Procurador da Fazenda Nacional." " - Rec. 111.346 Ac.301-26.394 SEAVICO PÚBLICO FEDERAL vê-se que a matéria é pac,ífica no âmbito desta Câmara SQ perior de Recursos Fiacais, conforme diversos acórdãos, .01.504 01.510, 01.553 e 01.600. Por todo o exposto voto no sentido de negar provimento ao recurso especial de divergência.D Resumindo, entendo que: a) aplica~se ao caso concreto, as disposições da IN-SRF nº 95/84 com a redução de 0,5 (meio por cento) do total manifestado como tolerância de quebra para o granel l,íquido, como feito pela autoridade de 1~ instância. b) é devido o tributo porque a isenção mencionada se diri ge à importação regular. Aplica-se ao caso as disposições do ~ 3º do art. 481 do Regulamento Aduaneiro. c) a taxa de conversão deve ser aquela da data da apuraçao da falta,conforme art. 103 e 107 do Regulamento Aduaneira. Por todo o exposto voto no sentido de negar provimento ao recurso. Os valores são os indicados às fls. 125, depois da apuraçãoglQ bal conforme dispõe o item 1 da IN-SRF nº 95/84. Sala das Sessõ s, e 29 de janeiro de 1991. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010 00000011 00000012 00000013
score : 1.0
Numero do processo: 12963.000855/2010-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO SALÁRIO UTILIDADE ALUGUEL RESIDENCIAL CONFIGURAÇÃO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO.
Os valores habitualmente pagos pelo empregador por imóveis locados em grande centro urbano em benefício de empregados, integra o salário de contribuição nos termos do art. 28, I, da Lei 8.212/1991.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PAGAMENTO DE BONIFICAÇÃO INCIDÊNCIA
Integram o salário de contribuição os valores pagos, de forma habitual, pelo empregador a título de ganhos eventuais.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009.
O presente Recurso Voluntário, considerando-se o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-001.333
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO SALÁRIOUTILIDADE ALUGUEL RESIDENCIAL CONFIGURAÇÃO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. Os valores habitualmente pagos pelo empregador por imóveis locados em grande centro urbano em benefício de empregados, integra o salário de contribuição nos termos do art. 28, I, da Lei 8.212/1991. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PAGAMENTO DE BONIFICAÇÃO INCIDÊNCIA Integram o saláriodecontribuição os valores pagos, de forma habitual, pelo empregador a título de ganhos eventuais. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009. O presente Recurso Voluntário, considerandose o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000855/201011 Acórdão n.º 240301.333 S2C4T3 Fl. 181 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente – CONDOMÍNIO OPERACIONAL DO MINAS SUL SHOPPING contra Acórdão nº 0937.578 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP nº. 37.312.0478, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 40.856,84. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social referente às contribuições parte dos segurados empregados e contribuintes individuais, devidas e não recolhidas à Seguridade Social. O Relatório Fiscal, às fls. 57 a 61, informa que os valores consolidados neste AIOP encontramse relacionados no anexo Discriminativo do Débito DD, e referemse aos Levantamentos: AL e ALI; BO, BOI e BO2; FP e FP2; FF e FF2, CI, CIIe CI2; SAI e SA2: 1) AL e AL1PAGAMENTO DE ALUGUEL DE EMPREGADOS: Despesas custeadas pela empresa com o aluguel residencial de seu empregado HAMILTON ÁLVARES DA SILVA (locatário), sem inclusão destes valores na Folha de Pagamento (FP) e na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP). Os pagamentos foram constatados nas contas contábeis 3301020006 – OUTROS SERVIÇOS CONTRATADOS (Livros Diário e Razão de 2006) e 316.01.0008 – ALUGUEL DE ASSESSORES (Livros Diário e Razão posteriores a 2006) e no Contrato de Aluguel anexado (Anexo I – A a E), realizados em nome do locador e da Livraria Castro Alves, de propriedade do mesmo; 2) BO, BO1 e BO2 – PAGAMENTO DE BONIFICAÇÃO: Pagamentos efetuados aos empregados de forma habitual, em todos os meses, apurados na Folha de Pagamento, rubricas 260 e 1482 (Anexo III – A e B), em razão da boa conduta dos colaboradores, assiduidade e pontualidade, conforme declaração da empresa (Anexo II); 3) FP e FP2 – FOLHA DE PAGAMENTO: Diferenças entre as contribuições apuradas na Folha de Pagamento apresentada pela empresa e as contribuições declaradas em GFIP, excluídos os pagamentos efetuados a título de bonificação; Fl. 160DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 4) FF e FF2 – PAGAMENTOS NÃO INCLUÍDOS NA BASE DE CÁLCULO DA FOLHA DE PAGAMENTO (EMPREGADOS) Pagamentos efetuados a empregados sem a devida inclusão na Folha de Pagamento, a título de horas extras, bonificações, serviços extras, etc, apurados na contabilidade e discriminados no Relatório de Lançamentos, bem como a rubricas de complementos do 13º salário que constam da FP de 01/2007, não incluídas na base de cálculo da previdência social (rubricas 231, 236 e 242), conforme Anexo VI; 5) CI, CI1 e CI2 – CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS NÃO INFORMADOS NA GFIP: Pagamentos efetuados a contribuintes individuais, não incluídos nas Folhas de Pagamento nem GFIP, apurados através do confronto entre os lançamentos contábeis e os documentos que a eles deram origem, excluídos os documentos solicitados em Termos de Intimação e não apresentados pela empresa, conforme descrição contida no Relatório de Lançamentos; 6) SA1 e SA2 – DIFERENÇA DE SAT: Majoração da alíquota das contribuições para o RAT, que passou de 2% para 3%, de acordo com o Decreto nº 6.042, de 2007. Informa ainda o Relatório Fiscal que foram examinados os seguintes elementos: 7. Os elementos analisados no Procedimento Fiscal foram, entre outros, os Livros Diários LD com respectivos Livros Razão LR dos anos de 2006 (analizado a partir da competência setembro, sendo o LD n° 02 protocolizado, registrado, microfilmado e digitalizado sob o n° 248757 e LR n° 2 sob on° 248758); 2007 (LD n° 03 registrado sob o n° 81010 e LRs n° 03 e 04); 2008 (LDs n° 05 registrado sob o n° 247965 e n° 06 – registrado sob o n° 247966 e LR n° 05 registrado sob o n° 247967) e 2009 (LD registrado sob o n° 248847 e LR sem número, de janeiro a junho registrado sob o n° 248880 e LR sem número, de julho a dezembro registrado sob o n° 248881), além de Folhas de Pagamento, GFIPs (últimas GFIPs transmitidas pela empresa até a data de início do Procedimento Fiscal, de cada competência conforme Anexo IV coluna 8), documentos que fundamentaram os lançamentos contábeis, etc. 8. Em razão da falta de informação dos pagamentos efetuados aos Contribuintes Individuais (Levantamento Cl) e das remunerações pagas aos segurados empregados que compõem os Levantamentos AL, BO, FP, e FF nas GFIPs está sendo feita Representação Fiscal para Fins Penais RFFP que será remetida ao Ministério Público Federal para as providências cabíveis, j á que estas omissões encontramse tipificadas no artigo 337A, inciso I e III do Código Penal, incluído pela Lei 9.983 de 14.07.2000, o que constitui, em tese. Crime de Sonegação de Contribuição Previdenciária. Fl. 161DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000855/201011 Acórdão n.º 240301.333 S2C4T3 Fl. 182 5 Como elementos de prova foram anexados a este Relatório Fiscal, por amostragem, cópias dos resumos das Folhas de Pagamento dos meses de setembro de 2006 e agosto de 2009, acompanhados das telas das informações contidas nas respectivas GFIPs (tendo sido consideradas as últimas GFIPs transmitidas pela empresa relativas a estas competências até a data do início do Procedimento Fiscal 21.05.2010); cópias dos recibos emitidos em 09.04.07 (com lançamento contábil em 11.04.07 conta 416010011) referentes as remunerações pagas aos segurados Antonio Domingos Nicolau e Ana Lima da Silva; cópia do recibo relativo ao pagamento do segurado Denilson Capanzo Souza datado de 16.11.09 (lançamento contábil em 17.11.09 conta contábil 416010003) (Anexos V A a 1) Outrossim, informa o Anexo do Relatório Fiscal – SAFIS: Comparação de Multas às fls. 53 a 55, que para as infrações com fato gerador anterior a 04/12/2008, data da entrada em vigor da MP no 449/2008, a multa aplicada deve observar o principio da retroatividade benigna (CTN, art. 106, inc. II, c), para tanto está sendo efetuada a comparação pelo Sistema, por competência, da multa aplicada acima (revogada) e da multa atualmente em vigor (Multa de oficio de 75%, no mínimo, conforme art. 44 da Lei 9.430/96): 2. PLANILHA COMPARATIVA DE CÁLCULO Ao se examinar a coluna "MULTA MENOS SEVERA", poderemos encontrar quatro diferentes situações, que são: a) "ANTERIOR" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de mora de 24% ou 12% calculada sobre o montante da contribuição previdenciária devida, inclusive compensação indevida, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 67, 68 e 69, quando existentes; b) "ATUAL" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 77 e 78, quando existentes; c) "Al 78 E MULTA ANTERIOR" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de mora de 2 4% ou 12% e mais o Al 78, porém desprezandose os valores dos Al 68 ou 69, mesmo que listados; d) "Al 78 E MULTA ATUAL" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, e mais o Al 78. A Recorrente teve ciência do TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, na qual consta o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0611200.2010.00161. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 A Recorrente teve ciência deste AIOP em 27.11.2010, conforme Aviso de recebimento – AR nº SR392390492BR. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Discriminativo do Débito DD, é de 09/2006 a 12/2009. A Recorrente apresentou Impugnação tempestiva. Houve solicitação de Diligência Fiscal no processo principal AIOP nº 37.273.2500, através do Despacho nº 102 da Turma de Julgamento da DRJ Juiz de Fora, às fls. 160 a161, para que a autoridade fiscal esclarecesse se os valores apurados na presente autuação, até a competência 11/2008, foram incluídos no parcelamento da Lei nº 11.941, de 2009. Ainda, em razão da contestação do valor de R$ 940,00 lançado como bonificação na competência 03/2009, solicitouse a explicitação do documento utilizado na apuração da contribuição e sua juntada aos autos. A Informação Fiscal, no processo principal AIOP nº 37.273.2500 às fls. 162 a 163, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, informa que os valores apurados no procedimento fiscal não foram declarados em GFIP até o início da ação fiscal e não foram incluídos na base de cálculo apurada nas Folhas de Pagamento, não sendo assim reconhecidos pela empresa. Informa ainda que, não obstante o exposto, conforme cronograma estabelecido pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 02, de 03/02/2011, caberá às pessoas jurídicas optantes pelas modalidades de parcelamento previstas nos artigos 1º ou 3º da Lei nº 11.941, de 2009, ou pelos artigos 1º e 3º da MP Nº 449, de 2008, prestar informações necessárias à consolidação, tais como selecionar os débitos parceláveis e indicar o número de prestações no período compreendido entre os dias 06 a 29 de julho de 2011, conforme consta nas Orientações sobre as regras para consolidação dos débitos, disponíveis no site da RFB na internet (fls. 164/166). Relativamente ao valor de R$ 940,00 lançado na competência 03/2009, esclarece que, conforme descrito no Relatório Fiscal, tal valor foi verificado na Folha de Pagamento, como pagamento de “bonificação” nos códigos indicados. Anexa a Folha de Pagamento da referida competência (fl. 167). O contribuinte foi cientificado da Informação Fiscal e se manifestou reiterando a argumentação em sede de Impugnação. Houve, no processo principal AIOP nº 37.273.2500, uma nova solicitação de Diligência Fiscal para o Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário SACAT, conforme Despacho nº 144, às fls. 178 a182, para que a autoridade competente se manifestasse acerca ses valores apurados na presente autuação, até a competência 11/2008, foram ou não incluídos no Parcelamento Especial da Lei nº 11.941, de 2009. A Informação Fiscal, no processo principal AIOP nº 37.273.2500 às fls. 184 a 189, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, citando a Lei nº 11.941, de 2009, artigos 5º e 12; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, art. 15, § 3º; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 2, de 3 de fevereiro de 2011, art. 1º, V, c/c art. 9º, informa que, por meio do envio de mensagem eletrônica, em 06/07/2011, o contribuinte foi cientificado de que deveria apresentar as informações necessárias à consolidação do parcelamento, até 29/07/2011, conforme tela anexa às fls. 190. O despacho assim destaca: Por meio de consulta ao site da Receita Federal do Brasil, verificamos que o prazo em questão transcorreu sem que contribuinte em referência apresentasse as informações necessárias à consolidação do parcelamento (não indicou nenhum débito para ser incluído no parcelamento declarado por Fl. 163DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000855/201011 Acórdão n.º 240301.333 S2C4T3 Fl. 183 7 meio de GFIP ou lançado pela fiscalização nem prestou as demais informações) razão pela qual, em consonância com o § 3o do art. 15 da Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 6/2009, seu pedido de parcelamento pela Lei n° 11.941/2009 encontrase cancelado. POR TODO EXPOSTO... ESCLARECEMOS QUE O CONTRIBUINTE NÃO ESTÁ ENQUADRADO NO PARCELAMENTO DE QUE TRATA A LEI N° 11.941/2009. O contribuinte foi cientificado desta Informação Fiscal se manifestou reiterando a argumentação em sede de Impugnação, no sentido de que cumpriu todas as etapas previstas para a efetivação do parcelamento especial, tendo acessado o site da Receita Federal do Brasil para cumprir o disposto na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 02/2011, a qual fixou o período de 06/07 a 29/07/2011, a fim de consolidar seus débitos, mas “perante o sistema da RFB o mesmo acusou que não haviam débitos a consolidar, situação em que o contribuinte nada pode fazer. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 0937.578 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009 DEBCAD 37.312.0478 CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS. A empresa deve reter e recolher, mediante desconto da remuneração, as contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço. PARCELAMENTO CANCELADO. DISCUSSÃO. A discussão acerca do cancelamento de parcelamento não cabe a esta instância administrativa de julgamento. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário,, reiterando os argumentos utilizados em sede de Impugnação, em apertada síntese: (i) Do cancelamento do parcelamento. Fl. 164DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Os lançamentos referentes às competências até 11/2008, inclusive, são indevidos, em razão de a empresa ter aderido ao Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, e indicado definitivamente, para pagamento ou parcelamento, a totalidade dos débitos existentes até 30/11/2008, em observância às Portarias Conjuntas PGFN/RFB nº 03, de 03/05/2010, e nº 11, de 24/06/2010, os quais abarcam, inevitavelmente, a obrigação ora questionada. Afirma que, até a presente data, não foi concluída a consolidação do parcelamento, razão pela qual a empresa não pode ser autuada, visto que a morosidade é da Administração Tributária. (ii) Dos valores pagos a título de aluguel. Alega ser indevida a inclusão, na base de cálculo da contribuição previdenciária, dos valores pagos a título de aluguel em favor de funcionário da empresa. Isto porque o art. 457, § 2º da CLT estabelece que as ajudas de custo não se incluem no salário. Alega ainda o caráter não salarial e indenizatório da referida parcela, na medida em que foi concedida provisoriamente, para auxiliar o trabalhador com o custo da mudança de domicílio necessária quando de sua contratação. (iii) Dos valores pagos a título de bonificação. Em relação aos valores pagos a título de bonificação, afirma que os mesmos têm natureza indenizatória, não tendo sido pagos com habitualidade, o que se verifica da análise da folha individual dos funcionários. Confirma que os referidos valores foram pagos como benefícios aos empregados, atrelados à sua produção e bom desempenho, por liberalidade da empresa, não possuindo caráter salarial. Cita decisão judicial. (iv) Divergências entre valor lançado em GFIP e os apurados. Em relação às divergência apontadas entre o valor declarado em GFIP e aqueles apurados pelo impugnante, diz que as mesmas estão sendo regularizadas através do parcelamento da Lei nº 11.941, de 2009, ao qual o impugnante aderiu, não podendo sobre elas, por conseguinte, incidir os acréscimos de juros e multa. (v) Pagamentos a autônomos. Argui serem indevidas as contribuições apuradas sobre os pagamentos de autônomos, por não estarem os serviços por eles Fl. 165DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000855/201011 Acórdão n.º 240301.333 S2C4T3 Fl. 184 9 prestados relacionados no rol exaustivo da Instrução Normativa SRP nº 3, de 2005. Citando os artigos 144, 145 e 147 da referida IN, afirma que os serviços contratados são considerados de empreitada, o que afasta a necessidade de retenção da contribuição e caracteriza ausência de fato gerador do lançamento. (vi) Impossibilidade de multa e juros após a adesão ao REFIS. Reitera a inviabilidade da cobrança e da inclusão de multa e juros sobre valores já incluídos no parcelamento ao qual a impugnante aderiu, pelo que deve ser declarada a insubsistência da autuação e decotadas as referidas penalidades do débito consolidado. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação da RFB. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (A) Da regularidade do lançamento. Analisemos. Não obstante a argumentação do Recorrente, não confiro razão ao mesmo pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento do Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a parte patronal e a de segurados. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado AIOP nº 37.312.0478 que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura do AIOP nº 37.312.0478) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000855/201011 Acórdão n.º 240301.333 S2C4T3 Fl. 185 11 IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão de TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); e. RDA – Relatório de Documentos Apresentados. f. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); Fl. 168DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 g. REPLEG Relatório de Representantes Legais (Este relatório lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação.); h. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); i. TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal; j. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. k. TEPF Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal;. lk. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose o AIOP nº 37.312.0478, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000855/201011 Acórdão n.º 240301.333 S2C4T3 Fl. 186 13 DO MÉRITO (i) Do cancelamento do parcelamento. Os lançamentos referentes às competências até 11/2008, inclusive, são indevidos, em razão de a empresa ter aderido ao Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, e indicado definitivamente, para pagamento ou parcelamento, a totalidade dos débitos existentes até 30/11/2008, em observância às Portarias Conjuntas PGFN/RFB nº 03, de 03/05/2010, e nº 11, de 24/06/2010, os quais abarcam, inevitavelmente, a obrigação ora questionada. Afirma que, até a presente data, não foi concluída a consolidação do parcelamento, razão pela qual a empresa não pode ser autuada, visto que a morosidade é da Administração Tributária. Analisemos. A Recorrente alega que em razão de ter optado pelo parcelamento Especial instituído pela Lei 11.941/2009 não poderia ter ocorrido o lançamento dos valores no presente AIOP. Outrossim, a Informação Fiscal, às fls. 184 a 189, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, citando a Lei nº 11.941, de 2009, artigos 5º e 12; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, art. 15, § 3º; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 2, de 3 de fevereiro de 2011, art. 1º, V, c/c art. 9º, informa que, por meio do envio de mensagem eletrônica, em 06/07/2011, o contribuinte foi cientificado de que deveria apresentar as informações necessárias à consolidação do parcelamento, até 29/07/2011, conforme tela anexa às fls. 190. O despacho assim destaca: Por meio de consulta ao site da Receita Federal do Brasil, verificamos que o prazo em questão transcorreu sem que contribuinte em referência apresentasse as informações necessárias à consolidação do parcelamento (não indicou nenhum débito para ser incluído no parcelamento declarado por meio de GFIP ou lançado pela fiscalização nem prestou as demais informações) razão pela qual, em consonância com o § 3o do art. 15 da Portaria Conjunta PGFN / RFB n° 6/2009, seu pedido de parcelamento pela Lei n° 11.941/2009 encontrase cancelado. POR TODO EXPOSTO... ESCLARECEMOS QUE O CONTRIBUINTE NÃO ESTÁ ENQUADRADO NO PARCELAMENTO DE QUE TRATA A LEI N° 11.941/2009. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 Portanto, conforme a Informação Fiscal do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT, o pedido de parcelamento da Recorrente foi cancelado, de modo que os lançamentos até 11/2008 não se encontram incluídos em tal parcelamento Especial. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (ii) Dos valores pagos a título de aluguel. Alega ser indevida a inclusão, na base de cálculo da contribuição previdenciária, dos valores pagos a título de aluguel em favor de funcionário da empresa. Isto porque o art. 457, § 2º da CLT estabelece que as ajudas de custo não se incluem no salário. Alega ainda o caráter não salarial e indenizatório da referida parcela, na medida em que foi concedida provisoriamente, para auxiliar o trabalhador com o custo da mudança de domicílio necessária quando de sua contratação. Analisemos. Em que pese a argumentação da Recorrente em relação aos pagamentos de aluguéis, não assiste razão à Recorrente, senão vejamos. Conforme discutido nos autos, o ponto chave é a identificação do campo de incidência das contribuições previdenciárias. Para isso façamos uso da legislação previdenciária, atrelada a conceitos trazidos da legislação trabalhista. De acordo com o previsto no art. 28 da Lei n ° 8.212/1991, para o segurado empregado entendese por saláriodecontribuição a totalidade dos rendimentos destinados a retribuir o trabalho, incluindo nesse conceito os ganhos habituais sob a forma de utilidades, nestas palavras: Art.28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Fl. 171DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000855/201011 Acórdão n.º 240301.333 S2C4T3 Fl. 187 15 O conceito de remuneração, descrito no art. 457 da CLT, deve ser analisado em sua acepção mais ampla, ou seja, correspondendo ao gênero, do qual são espécies principais os termos salários, ordenados, vencimentos etc. Art. 457. Compreendemse na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. § 1º Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. § 2º Não se incluem nos salários as ajudas de custo, assim como as diárias para viagem que não excedam de cinqüenta por cento do salário percebido pelo empregado. § 3º Considerase gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente, como adicional nas contas, a qualquer título, e destinada a distribuição aos empregados. Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreendese no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. § 1º Os valores atribuídos às prestações "in natura" deverão ser justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do saláriomínimo (arts. 81 e 82). (Incluído pelo Decretolei nº 229, de 28.2.1967) § 2o Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (Redação dada pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante segurosaúde; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) Fl. 172DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 V – seguros de vida e de acidentes pessoais; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) VI – previdência privada; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) VII – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) § 3º A habitação e a alimentação fornecidas como salário utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do saláriocontratual. (Incluído pela Lei nº 8.860, de 24.3.1994) § 4º Tratandose de habitação coletiva, o valor do salário utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de cohabitantes, vedada, em qualquer hipótese, a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. (Incluído pela Lei nº 8.860, de 24.3.1994) Não procede o argumento do recorrente, uma vez que já está pacificado na doutrina e jurisprudência que os saláriosutilidade na forma de habitação fornecidos pelo empregador ao empregado, quando dispensáveis para a realização do trabalho, têm natureza salarial, a contrário senso da Súmula 367, I, do TST: SUM367 UTILIDADES "IN NATURA". HABITAÇÃO. ENERGIA ELÉTRICA. VEÍCULO. CIGARRO. NÃO INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 24, 131 e 246 da SBDI1) Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005 I A habitação, a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado, quando indispensáveis para a realização do trabalho, não têm natureza salarial, ainda que, no caso de veículo, seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. (exOjs da SBDI1 nºs 131 inserida em 20.04.1998 e ratificada pelo Tribunal Pleno em 07.12.2000 e 246 inserida em 20.06.2001) II O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua nocividade à saúde. (exOJ nº 24 da SBDI1 inserida em 29.03.1996) A professora Alice Monteiro de Barros1, assim se posiciona: “(...) A habitação e a energia elétrica fornecidas pelo empregador ao empregado, quando indispensáveis para a realização do trabalho, não têm natureza salarial (Súmula 367, I, TST). As utilidades concedidas equiparamse a instrumento de trabalho. Inclui 1 BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do trabalho. 6. ed. São Paulo: Ltr, 2010. p. 756761. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000855/201011 Acórdão n.º 240301.333 S2C4T3 Fl. 188 17 se aqui a habitação concedida em local desprovido de imóveis residenciais (local de construção de usina hidrelétrica, por exemplo. (...) A jurisprudência do TST exclui a feição salarial da moradia fornecida sob a forma de comodato quando necessário para viabilizar a realização do trabalho, tendo em vista a falta de infraestrutura no local: EMBARGOS DA RECLAMADA EMBARGOS. CABIMENTO. Improsperável o recurso de embargos quando não configurada a hipótese prevista no art. 894, b, da CLT. Recurso de embargos não conhecido. EMBARGOS DO RECLAMANTE SALÁRIO IN NATURA HABITAÇÃO FORNECIDA EM FUNÇÃO DO TRABALHO ITAIPU. Na esteira da jurisprudência dominante desta Corte (Orientação Jurisprudencial nº 131 da SDI1), a habitação fornecida pelo empregador para os empregados que trabalharam na construção da hidrelétrica de Itaipu não pode ser considerada salário in natura, porque, além de estar prevista em cláusula de contrato binacional sob a forma de comodato, faziase imperiosa a fixação do trabalhador nas chamadas "vilas" para viabilizarse a realização do trabalho, tendo em vista a falta de infra estrutura no local. Recurso de embargos não conhecido.(TST – ERR 436.356/98.5 – Ac. SDI1 – Red. Designado: Min. Milton de Moura França – DJ 31.10.2003) (...) Se todavia, a utilidade for fornecida habitualmente pelo empregador ao empregado, em um grande centro, apesar da existência do contrato de comodato, esse fornecimento terá feição retributiva, por constituir um plus para o empregado e não uma condição sine que nom da prestação de serviços. SALÁRIOUTILIDADE. HABITAÇÃO. A moradia fornecida pelo empregador ao empregado, em um grande centro, apesar da existência de “contrato de comodato’, caracterizase como salário in natura. Embora este fornecimento não seja condição sine qua non da prestação laboral, é um plus salarial. Recurso de Embrargos conhecido e desprovido.(TST – Ac. 2376 ERR 16796/1990 – Ac. SDI1 – Rel: Min. Armando de Brito – DJ 17.09.1993) O ilustre professor Maurício Godinho Delgado2, assim referese ao assunto: “(...) não considera, porém, a ordem jurídica que todo fornecimento de bens ou serviços (utilidades) pelo empregador ao empregado ao longo do contato do trabalho configurese como salário in natura; nem todo fornecimento 2 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. 9. ed. São Paulo: Ltr. 2010. p. 676677. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 de utilidades assume, portanto, natureza salarial. Há requisitos à configuração do salárioutilidade, sem cuja presença a parcela fornecida não se considera como parte integrante do salário contratual obreiro. Os requisitos centrais do salárioutilidade, capturados pela doutrina e jurisprudência do conjunto da ordem justrabalhista, são, essencialmente, dois: o primeiro diz respeito à habitualidade (ou não) do fornecimento do bem ou serviço; o segundo relacionase à causa e objetivos contraprestativos desse fornecimento. (...) No tocante ao primeiro requisito (habitualidade do fornecimento), a jurisprudência já pacificou que o fornecimento do bem ou serviço tem de se reiterar ao longo do contrato ... (...) no tocante ao segundo requisito (caráter contraprestativo do fornecimento), a jurisprudência também já pacificou ser necessário que a causa e objetivos envolventes ao fornecimento da utilidade sejam essencialmente contraprestativos, em vez de servirem a outros objetivos e causas normativamente fixados. (...) Nesse quadro, não terá caráter retributivo o fornecimento de bens ou serviços feito como instrumento para viabilização ou aperfeiçoamento da prestação laboral. (...) A esse respeito já existe clássica fórmula esposta pelo doutrina, com suporte no texto do velho art. 458, § 2º, CLT (hoje, art. 458, § 2º ,I, CLT): somente terá natureza salarial a utilidade fornecida pelo trabalho e não para o trabalho.” Os aluguéis residenciais são considerados saláriosutilidade, quando fornecidos habitualmente pelo empregador ao empregado, em um grande centro, tendo esse fornecimento feição retributiva, por constituir um plus para o empregado e não uma condição sine que nom da prestação de serviços Pelo exposto o campo de incidência é delimitado pelo conceito remuneração. Remunerar significa retribuir o trabalho realizado. Desse modo, qualquer valor em pecúnia ou em utilidade que seja pago a uma pessoa natural em decorrência de um trabalho executado ou de um serviço prestado, ou até mesmo por ter ficado à disposição do empregador, está sujeito à incidência de contribuição previdenciária. Cabe destacar nesse ponto, que os conceitos de salário e de remuneração não se confundem. Enquanto o primeiro é restrito à contraprestação do serviço devida e paga diretamente pelo empregador ao empregado, em virtude da relação de emprego; a remuneração é mais ampla, abrangendo o salário, com todos os componentes, e as gorjetas, pagas por terceiros. Nesse sentido é a lição de Alice Monteiro de Barros3. A legislação previdenciária é clara quando destaca, em seu art. 28, §9º, Lei 8.212/1991, quais as verbas que não integram o salário de contribuição. Tais parcelas não 3 BARROS, Alice Monteiro de. Op. cit., p. 748. Fl. 175DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000855/201011 Acórdão n.º 240301.333 S2C4T3 Fl. 189 19 sofrem incidência de contribuições previdenciárias, seja por sua natureza indenizatória ou assistencial, nestas palavras: Art. 28 (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) m) os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (iii) Dos valores pagos a título de bonificação. Em relação aos valores pagos a título de bonificação, afirma que os mesmos têm natureza indenizatória, não tendo sido pagos com habitualidade, o que se verifica da análise da folha individual dos funcionários. Confirma que os referidos valores foram pagos como benefícios aos empregados, atrelados à sua produção e bom desempenho, por liberalidade da empresa, não possuindo caráter salarial. Cita decisão judicial. Analisemos. A Recorrente argumenta pela descaracterização da natureza salarial das bonificações alegando que são pagos por mera liberalidade da empresa e sem habitualidade. De início, devese destacar o disposto nos artigos 111, inciso II e 176, do CTN: “Art. 111. Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: I – suspensão ou exclusão do crédito tributário; II – outorga de isenção; III – dispensa do cumprimento de obrigações acessórias Fl. 176DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 20 Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração.” Conforme se extrai dos dispositivos legais supracitados, qualquer espécie de isenção e/ou hipótese de não incidência que o Poder Público pretenda conceder ao contribuinte deve decorrer de lei disciplinadora, sendo sua interpretação literal e não extensiva. Ocorre que, as importâncias que não integram o salário de contribuição estão expressamente listadas no artigo 28, § 9º, e, 7 da Lei nº 8.212/91, constando do referido dispositivo legal as verbas pagas a segurados empregados sob a rubrica de ganhos eventuais: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: § 9° Não integram o saláriodecontribuição, exclusivamente: (...) e) as importâncias: (Alínea alterada e itens de 1 a 5 acrescentados pela Lei nº 9.528, de 10.12.97 (...) 7.recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário; (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998) A AuditoriaFiscal assim apresentou o Relatório Fiscal acerca do Levantamento referente ao pagamento de Bônus: 2.2 LEVANTAMENTOS B0. B0I e B02 PAGAMENTO DE BONIFICAÇÃO A autuada remunerou empregados habitualmente (todos os meses), a título de "Bonificação" sem incluir estes pagamentos na base de cálculo (salário de contribuição) da previdência social, conforme apurado na análise das folhas de pagamento. Questionada sobre a natureza destes pagamentos, a empresa apresentou Declaração por escrito, informando que os pagamentos efetuados a este título "...referemse à boa conduta dos colaboradores, pontualidade e assiduidade" (Anexo 11) Da mesma forma que o pagamento de aluguel, objeto dos lançamentos a que se referem o item 2.1, os pagamentos efetuados a título de BONIFICAÇÃO, constituem o salário de contribuição, base de cálculo da Previdência Social, conforme conceito descrito no dispositivo legal reproduzido no item 2.1 Estes pagamentos foram levantados através das Folhas de Pagamento, rubrica 260 (até a competência janeiro/2007) e 1482 a partir da competência fevereiro/2007, conforme cópia Fl. 177DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000855/201011 Acórdão n.º 240301.333 S2C4T3 Fl. 190 21 dos resumos das folhas de pagamento de setembro/2006 e janeiro/2009, selecionadas por amostragem e que constituem o Anexo III A e D deste Relatório Fiscal. Observase que o Levantamento B0 ocorre de 09/2006 a 12/2006; o Levantamento B01 ocorre de 01/2007 a 11/2008; e o Levantamento B02 ocorre de 12/2008 a 12/2009. Neste ponto, restou caracterizada a habitualidade do pagamento das bonificações. Não obstante, a Informação Fiscal, relativa à primeira solicitação de Diligência Fiscal, se manifesta no sentido de se manter a incidência na rubrica bonificação: 3) Relativamente ao valor de R$ 940,00 pagos pela empresa a segurados que lhe prestaram serviços especialmente na competência 03/2009, alega o autuado que o lançamento não é corroborado pela documentação da empresa. Quanto a isto, temos a esclarecer que o Relatório Fiscal cita especificamente a Folha de Pagamento ( I o parágrafo do item 2.2 fl 68) como elemento onde se verificou o pagamento da rubrica "bonificação" sem a sua inclusão na base de cálculo da Previdência Social, sendo ainda ratificado no Io parágrafo da folha 69 informando inclusive os códigos utilizados para a identificação da rubrica. 4) Foram ainda anexados ao Relatório Fiscal, por amostragem, (Anexos IIIA e B fls. 79 e 80) cópias dos resumos das Folhas de pagamento das competências setembro/2006 e janeiro/2009 com destaque em vermelho dos pagamentos efetuados na rubrica citada. Entendemos assim, que é totalmente improcedente a alegação do autuado de que este lançamento não é corroborado pela documentação da empresa. 5) Ainda assim, estamos anexando a esta "Informação Fiscal" cópia da Folha de pagamento da competência março/2009 utilizada como exemplo pela autuada, constando o pagamento de R$ 940,00 reais a título de "Bonificações" sem a respectiva inclusão na base de cálculo da Previdência Social, onde ficará mais uma vez demonstrada a improcedência das alegações do autuado; Ao admitir a não incidência de contribuições previdenciárias sobre as verbas pagas aos segurados empregados na forma de bonificação habitual, ou seja não eventual, teríamos que interpretar o artigo 28, § 9º, e, 7 da Lei nº 8.212/91 de forma extensiva, o que vai de encontro com a legislação tributária, como acima demonstrado. Com efeito, nos termos do artigo 28, § 9º, e, Lei 8.212/1991 não integram o salário de contribuição as importâncias recebidas pelo empregado ali elencadas, sendo defeso a interpretação de referida previsão legal extensivamente, de forma a incluir outras verbas, a Fl. 178DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 22 título de ganhos habituais, senão aquela (s) constante (s) da norma disciplinadora do “benefício” em comento, em observância ao disposto nos artigos 111, inciso II e 176, do CTN. Portanto, entendo que a bonificação paga aos empregados se revestiu de caráter habitual, o que, nos termos do art. 28, § 9º, e, 7 da Lei nº 8.212/91, implica em ser mantida a incidência de contribuição social previdenciária sobre os Levantamentos B0, B01 e B02. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (iv) Divergências entre valor lançado em GFIP e os apurados. Em relação às divergência apontadas entre o valor declarado em GFIP e aqueles apurados pelo impugnante, diz que as mesmas estão sendo regularizadas através do parcelamento da Lei nº 11.941, de 2009, ao qual o impugnante aderiu, não podendo sobre elas, por conseguinte, incidir os acréscimos de juros e multa. Analisemos. Conforme já visto no tópico (i), conforme a Informação Fiscal do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT, o pedido de parcelamento da Recorrente foi cancelado, de modo que os lançamentos até 11/2008 não se encontram incluídos em tal parcelamento Especial. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (v) Pagamentos a autônomos. Argui serem indevidas as contribuições apuradas sobre os pagamentos de autônomos, por não estarem os serviços por eles prestados relacionados no rol exaustivo da Instrução Normativa SRP nº 3, de 2005. Citando os artigos 144, 145 e 147 da referida IN, afirma que os serviços contratados são considerados de empreitada, o que afasta a necessidade de retenção da contribuição e caracteriza ausência de fato gerador do lançamento. Analisemos. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000855/201011 Acórdão n.º 240301.333 S2C4T3 Fl. 191 23 Conforme o já ressaltado pela decisão de primeira instância, às fls. 215, não se trata o presente AIOP de lançamento de crédito previdenciário relativo a serviços prestados sujeitos à retenção nos termos dos art. 144 e 145 da IN SRP nº 3, de 2005. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social referente às contribuições parte da empresa, devidas e não recolhidas à Seguridade Social incidentes sobre valores pagos/creditados a segurados empregados e contribuintes individuais, além das destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho GILRAT, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados. Desta forma, o AIOP lavrado se refere a contribuição social previdenciária prevista no art. 22, III, Lei 8.212/1991, segundo o qual a contribuição a cargo da empresa é de vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços. Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: (...) III vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (vi) Impossibilidade de multa e juros após a adesão ao REFIS. Reitera a inviabilidade da cobrança e da inclusão de multa e juros sobre valores já incluídos no parcelamento ao qual a impugnante aderiu, pelo que deve ser declarada a insubsistência da autuação e decotadas as referidas penalidades do débito consolidado. Analisemos. Conforme já visto no tópico (i), conforme a Informação Fiscal do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT, o pedido de parcelamento da Recorrente foi cancelado, de modo que os lançamentos até 11/2008 não se encontram incluídos em tal parcelamento Especial. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 24 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso e NO MÉRITO NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 181DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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