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FALTA OU EXTRAVIO DE MERCADORIA IMPOR TADA : parágrafo único do art. 19 d-o Decreto-lei n9 37/66. Na determinação do valor do Imposto de Importação de- vido, para efeito de conversão da ta- xa de câmbio (dólar fiscal) e aplica- ção de aliquotas tarifárias, toma-se como referência a data em que se po- sitivou a falta ou extravio da merca- doria (art. 23, parágrafo único, do referido Decreto-lei). Recurso Provi- do. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, para conside- rar como data de referência para o cálculo do tributo aquela em que se positivou o conhecimento da falta (doc. de fls. 33), nos termos dorelatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ve /idos cs Conselheiros Enila Leite de Freitas Chagas e Newton Paranhos Óik, Íli / Sala das S/eis -1C5e .: (DF) , em 13 de novembro de 198A,. 101 i j AMADOR O " ' te r, -'. A DEZ - PRESIDE 1TE / /,,,,,_~,TON D m SÃ DANT - RELATOR „------ - v.v. LUIZ . :'NNDO OLIVEIRA DE MORAES - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros:HINDEMBURG DOBAL TEIXEIRA, JOSÉ FAÇANHA MAMEDE, EDWALDO REIS DA SIL e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL k ffrj -ofí SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 0711/004.401/81-06 RECURSO re: RD/302-0.041 ACÓRDÃO N.° : —CSRF/O 3-01 . 248 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A. RELATÓRIO Trata-se de recurso especial do ilustre Procuradorda Fazenda Nacional junto à 2a. Câmara do 39 Conselho de Contribuintes face ao decidido no Acórdão n9 302-29.616, de 14 de novembrode 1983, daquela Câmara, assim ementado: "FALTA DE MERCADORIA importada. Apuração em ato de conferencia final de manifesto. Responsabilidade fiscal da empresa importadora. A data-base para ocãl culo do tributo devido (I.I.) é a da entrada do na- vio. Recurso provido, por maioria de votos." As razões da recorrente (fls. 85/87) são as seguin- tes: a) com relação ao provimento do recurso do sujeito passivo considerando como data de referencia pa- ra cãlculo do tributo a da entrada do respectivo navio, invoca a recorrente, para demonstrar a di vergencia de julgados, o entendimento jurispru- dencial desta Câmara Superior, ex vi do Acórdão n9 CSRF/03-01.160, de 3 de fevereiro de 1984, de corrente do voto da lavra do eminente Conselhei- ro JOSÉ FAÇANHA MAMEDE, que decidiu ser a data d. D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75`- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0711/004.401/81-06 3. AcOrdao n9-CSRF/03-01.248 confirmação da ocorrência da falta como a carac terizadora do dia do fato gerador; b) pedindo a reforma da decisão recorrida para que a posição jurisprudencial seja restabelecida, con- clui: "Como se vê,adecisão recorrida ao considerar como data de referência para cãlculo do tributo a da en— trada do respectivo navio, não somente "ressusci- tou" velha tese repelida, inclusive, pelo Tribunal Federal de Recursos, como contrariou, também acOr- dão desta douta Câmara, eis que, na realidade o conhecimento insofismável da falta sO se consumou quando a interessada o confirmou, ou seja quando prestou os esclarecimentos de fls. 33. Até então,o que havia, era apenas, presunção da ocorrência de falta". Contra-alegações tempestivas âs fls. 91/94 , reprodu zindo os argumentos expendidos no recurso voluntário, É o relatório. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0711/004.401/81-06 Acórdão n9-CSRF/03-01.248 VOTO_ Conselheiro HAMILTON DE SÃ DANTAS, Relator: Esta Câmara Superior de Recursos Fiscais já tem en — . tendimento firmado sobre o assunto versado nos presentes autos, ex vi dos acórdãos n9s RP/302-0.077, RP/302-0.230 e RP/302-0.233 - den — . tre vários outros - caracterizando-se uma posição jurisprudencial iterativa. Destaco, então, para melhor fixação do tema, a fundamen- tação dos votos cujos acórdãos estão acima citados: "No caso dos presentes autos, todavia, distinguem- ! -se os momentos previstos em lei (art. 23, -,pará- grafo único do referido Decreto-lei n9 37/6 -6) pa- ra efeito de fixação dos valores cambiais-fiscais (taxa de "dólar" e alíquotas "ad-valorem"): o do 7 conhecimento da falta e o da sua apuração. Um se antepõe ao outro por lapso de tempo superior a 1 (um) mês, o que nos leva a admitir a possibilida de da vigência, no momento precedente, de valore diversos para a taxa de conversão cambial e as próprias aliquotas aplicáveis. "In casu", o conhecimento da falta ou extravio dos volumes pela autoridade fiscal somente se positi vou em 12,10,78, após desfeitas, por declaraçã -o- formal do próprio responSávélias esperanças quan- to à descarga dos não descarregados." No presente caso, também são submetidas à conside- ração deste coleaiado três datas, entre as quais se dividiu a Câma- ra recorrida quanto à determinação de qual delas seria a do conheci mento da falta pela autoridade aduaneira, a saber: a da entrada do respectivo navio e conseqüente desembaraço; a da representação fis- cal; e, por fim, a do dia em que o contribuinte confirma a falta suscitada. O voto vencedor se posiciona dentro do entendimen to de que essa data é a do despacho da mercadoria. Entretanto, quanto a este, são inúmeras as dec# /// SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0711/004.401/81-06 5. Acórdão n9-CSRF/03-01.248 sOes, não só do 39 Conselho de Contribuintes, como, também, desta Câmara Superior de Recursos Fiscais, no sentido de que não pode ela 1 servir de marco para o conhecimento da falta pela autoridade _adua- neira. Esse conhecimento, como, aliás, ressalta o recorrente, tem o seu momento fixado na lei - é a conferencia final do manifesto (art. 25, do Decreto n9 63.431/68). A respeito do enfoque supra, convém aditar recen- te decisão do egrégio Tribunal Federal de Recursos, expressa atra- 1 vés do Acórdão resultante da Apelação Cível n9 80.576-RJ., publica- i do no Diário da Justiça de 06.10,83 (págs. 15.320), ementado nos - seguintes termos: "Tributário. Importação, Falta de mercadoria. Con- 1 ferência de Manifesto. Decreto-lei n9 37, de 1966, 1 artigo 19, parágrafo único e artigo 23, parágrafo 1 único, Súmula n9 4 - TFR. . I - Mercadoria que consta ter sido importada e cuja falta vem a ser apurada pela autoridade adua- 1 neira. D.L. 37/66, art. 19, parágrafo único. O fa- to gerador, no caso, só se aperfeiçoa na data em 1 que a autoridade aduaneira apurar a falta ou dela tiver conhecimento. D.L. 37/66, art. 23, parágra- fo único, II - Recurso desprovido. "(decisão da 4a. Turma do 1 TFR., relator o Sr. Ministro Carlos Mário Velloso). Transcrevo, do voto então prolatado pelo ilustre - Ministro, o seguinte: ' "No caso, conjugada a Súmula n9 4, desta Egrégia cor te, com o que está disposto no parágrafo único dc5,- art, 19 e parágrafo único do art. 23, do D.L. 37 1 de 1966, força e concluir, como o fez a sentença, que o fato gerador só se aperfeiçoa com a ciência 1 e apuração da falta: 1 Seguindo a mesma diretriz, esta Câmara Superior de . Recursos Fiscais tem entendido que só com a conferencia final do manifesto e, por conseguinte, com o conhecimento da falta pela au- toridade fiscal, aperfeiçoa-se o fato gerador da obrigação, sendo, assim, a data do conhecimento cy)falta aquela que servirá de base para aplicação da taxa cambia 5 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0711/004.401/81-06 6 . Acardãon9-CSRP/03-01.248 Quanto a esse ponto, há duas opiniões divergentes na câmara recorrida: a dos que entendem que tal data é a da repre- sentação de fls. 1, em que o fiscal, que procede à conferência fi- nal do manifesto, solicita à autoridade aduaneira, a quem se subor- dina, intime o contribuinte e responsável a confirmar a ocorrência da falta cuja noticia consta dos documentos; a outra, que conside- ra data base para aplicação da taxa cambial aquela em Que o contri_ buinte confirma, por escrito, a ocorrência da falta. Esta Câmara Superior tem optado pela terceira hip6 _ . tese, baseada na simples constatação de que, ao inquirir o responsã ! vel sobre a ocorrência da falta, a autoridade fiscal não tem, obvia — - mente, a certeza de sua consumação, Assim, o conhecimento insofismável da falta, no entender deste colegiado (pela maioria de seus membros), s6 se con- firma quando o contribuinte confirmou a ocorrência da falta de volu _ . mes na descarga. Efetivamente, entendo que o simples fato da au- toridade aduaneira receber, à chegada do navio, toda a documentação referente à carga, não a torna apta a tomar conhecimento de even- tual falta na descarga, visto que tal conhecimento depende de um procedimento administrativo "a posterior" tendente a verificar se a falta realmente ocorreu, fato, aliás, que juridicizado à norma i legal tipifica a figura jurídica do manifesto, de que cogita o De- creto n9 63.431, de 16 de outubro de 1968, em seu art. 25. Some-se aos argumentos já expendidos, o que dispõe o parágrafo único do art, 19, do Decreto-lei n9 37/66, ao lado do magistério do saudoso e sempre festejado Professor Aliomar Baleeiro sobre a matéria: "os elementos que compõem a essência do fato gera- dor da obrigação tributária, nos casos de falta de mercadoria na descarga, são: (a) ter sido ela importada e (b) ter sido apurada a sua falta". . Ora, aqui estã evidenciado que houve um procedimen to administrativo, nos termos do art. 147 do CTN e que a apuraçãod - . ,/5 , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0711/004.401/81-06 7. Acórdão n9-CSRF/03-01. 248 falta só foi possível após a autoridade haver tomado conhecimento de sua ocorrência, exatamente através do transportador, a pessoa bem indicada para fazê-io. A consulta ao contribuinte sobre a ocorrência da falta é tão importante para caracterizar a infração que, em inúme — ros processos, em que ele comprova a inocorrência dessa falta, tem- -se eximido de tributação. Por isso, filiado a esta linha de raciocínio, vo- to, como jã o fiz em ocasiões anteriores, por dar provimento ao recurso especial, para declarar que a data base para cãlculo do tri _ . buto é a constante do documento de fls.33, que se identifica como a em que o •ntribuinte confirmou a ocorrência da falta de volumes na descarga Brasília-DF, em 13 de novembro de 1984. = .• --- / HAN.T,LTON DE SÃ DANTAS , . RELATOR. /// _ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
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Numero do processo: 10325.000263/88-42
Data da publicação: Fri Aug 28 00:00:00 UTC 1992
Ementa: PIS-FATURAMENTO - PROCESSO FISCAL - NULIDADE DA DECISÃO RECORRIDA: não atende ao disposto no artigo 31 do Decreto nº 70.235/72, a que não apresente os fundamentos legais que a motivam. Não caracteriza "fundamentos legais da decisão" a expressão "ao acessório deve ser dado o mesmo tratamento dispensado ao principal" ou equivalente. Recurso conhecido para anular a decisão recorrida.
Numero da decisão: 201-68362
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PUBLICADO NO D. O. U. 12 8 . i' e 9 / 0‘2 / 19 q 3 • .044-kfc C i (4 i #T-L='..'w,„ MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO Rubrica 2. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10.325-000.263/88-42 • Sessão de N 28 de agosto de 1992 ACORDA° Np 201-60.362 Recurso no:: 06.330 RecorrenteN AGROPECUARIA VALE DO FARINHA LTDA. . Recorrida 2 DRF EM SAO LUIS - MA PIS -FATURAMENTO - PROCESSO FISCAL - NULIDADE DA DECISMO RECORRIDAN não atende ao disposto no artigo 31 do Decreto np 70.235/72, a que não apresente OS fundamentos legais que a motivam. Não caracteriza "fundamentos ' legais da decisão" a expressão "ao acessório deve ser dado o mesmo L ratamento dispensado i:). O principal" O 1..! equivalente. Recurso conhecido para anular a decisão recorrida. Vistos, relatados e disc.tAti.dolii. os presentes autos de recurso interposto por AGROPECUARIA VALE DO FARINHA LTDA.. ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em anular o processo a partir da decisão de la Instncia. Ausente o Conselheiro DOMINGOS ALFEU COLENCI DA SILVA NETO. Sala das SessCçes, em 28 de agosto de 1992. -ge--\--'' o, 1isT0EP ,i1::. s. F :: . (3 (..11 :;W:1 DE:: H O I...(:) NI D A --- 1::' r c:: s :i. cl E, n t. ç.:.:. , 9/ i... :I: N O D::. "77.i. E. ..- ::. D . .1 &:1 .1" A -- Re.? 3. .t.:‘ to r* 1 r I I .it Lio . •.. 1: .i..., " 1--:...1 ::1::; CAMARGO -- 1:: ` r. o ci..1. r .:Yk Cl o r ....R e? 13 r . c.? -- sen .1 an t e d <vk 1: :* a -- zenda Nacional 1,,,' :I: ST A I:::11 S I::: S S AO DE 2, 3 O U T 19 9 2 r .t...i. c i. 1:),y,, r- a m „ a :In da „ cio 1::, r. o? s c.:, n te ...1 u :I. c.:.1 amento„ os C x: ..I n se? 3. hei r os 11E: NI I QUE. Ni I::: VI ::::: DA SILVA ':::? E:: L 11 A SANT (3 S Si.n.f I... 0111M3 (.41(3L .3 Z C:: Z ( i< „ AN.:CONTO I YIAR T 3: hl S C:: A ST E I... O E:RAI...IC:0 (.....? RODE:R .1'0 V I: I...I...OS O ( ':::::u. p 3. (.:-?n t e ) 3. .1il. s. ,,a4S MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 0~ 'k4tIdWO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,..b...w. Processo no 10.325-000.263/88-42 Recurso NO2 86.330 AcórdWo Npn 201-68.362 Recorrenten AGROPECUARIA VALE DO FARINHA LTDA. RELATORIO •Segundo o Auto de Infração de fls. 05 e anexos que o instruem, a Empresa em referOncia, ora Recorrente, infringira o disposto no artigo 32 letra "b" da Lei Complementar n2 07/70, 'ao fundamento de que nO ano de 1984 recolhera com insuficiOncia a contribuição por ela devida ao PIS, em virtude de ter omitido de seus registros fiscais e, pois, da base de cálculo dessa contr:ffit3.is receitas operacionais, omissão essa caracterizada por manutenção no balanço encerrado em 31.12.84, em conta de Passivo (conta. de Fornecedores) obrigaçffes no valor de Cr$ - 395.222.149,00 (express(o monetária à época), cuja veracidade não comprovara. Lançada de ofício da contribuição que teria deixado de ser recolhida, no montante de Cz$ 2.964,00, e intimada a recolh@-1a, corrigida monetariamente, acrescida de juros de mora e da multa de 20%, a Autuada, por inconformada, apresentou a Impugnação de fls. 07/12, cópia reprográfica das razbes oferecidas no processo administrativo de determinação e exigOncia do 1H ï, fundado nos mesmos fatos que fundamentam a exigOncia da contribuição em questão. O Autuante, á guisa de contestação à citada impugnação, presta a Informação Fiscal de fls. 12/17, cópia reprográfica da apresentada no citado administrativo relativo ao TRPJ, que leio em Sessão. A Autoridade Singular mantém a exiOncia fiscal pela Decisão de fls. 19. • Cientificada dessa decisão, a Recorrente vem, tempestivamente, a este Conselho, em grau de recurso, com as raze?eS de fls. 22/25, cópia reprográfica (inclusive a assinatura) das . oferecidas, em recurso, no administrativo relativo ao IRPa. Sustenta nessas razeíes, idOnticas às da i .j.tada impugnação, em sInteser. - o Passivo da Recorrente, representada pela conta• Fornecedores, não é fictício. Os lançamentos contábeis desses fatos estão errados, mas sem prejuízo para o erário público. - a aquisição de adubo a preços subsidiados, utilizando como compradores pessoas físicas de sua confiança, é oPeração legal e moral as obriga0es decorrentes dessas aquisiOes, assumidas pela Recorrente em substituição aos adquirentes, e mantidas no citado Balanço, em conta de Fornecedores, são reais. Os lançamentos contábeis a elas h , .,:. Ah,/ ,b)($&W.t MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES P r c:: v..5 o no 10 „ 325-000 „ 263/88-42 A e.:(51-cl `iKo no 20 :L--68 „ 362 • r. e nt.cS pc:ici ro f (Sr :i. s „ frt k.f. V.a ff) 1::f :[ C:1 a. (:) Ha 1.1 r3 C) C1 è't C: ti r cif 11 C:f C:1 IDOS CIV.:, C: A. tvt ci qIA p c: :1 fl s s c...4 Cens 1 .1c) r 1.1 c:1:1. ri is à...," C."., 1 1' Cf C1 :1. 1:1. g c:: :1. a 1 ..) r c•:, s ffl C*.f c•::: 6r :i. „ ,e~ - .nit?Jkr:f;S MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO skedIN . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo nog 10.325-000.263/08-42 . AcórdWo npg 201-60.362 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR L. DE AZEVEDO MESQUITA Este colegiada tem, em seus julgados, se.? manifestado que o processo administrativo relativo A determinação e exigOncia de contribuiçaes sociais (FINSOCI(: L e PIS) não está . subordinado ao administrativo relativo ao IRPa, ainda que os fatos que fundamentam esses administrativos sejam comuns o imposto de renda tem como fato gerador o lucro, enquanto as contribuiçaes sociais tOm por fato gerador o faturamento das vendas de mercadorias e de serviços. Por outro lado, sendo as instâncias revisoras distintas e auteinomas, OS respectivos administrativos devem ser, todos eles, devidamente instruídos e as decisbes neles proferidas devem atender aos pressupostos do art. 31 do Decreto no 70.235/72, que assim dispaeN "A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação". f:.:, Decisão recorrida não atende a esses pressupostos, nos termos em que foi proferido. Faltam-lhe, no mínimo, 05 tundamentos legais, pois como tal não se pode considerar OS considerandos que a fundamentam, verbis g . "Assim sendo, como ao acessório deve ser dado O mesmo tratamento dispensado ao principal;; Considerando que o processo matriz foi julgado procedente". Não podem esses considerandos ser recebidos como fundamentação de uma decisão. Este Colegiado, é certo, tem aceito como fundamentação de decisão o considerando que faz menção à decisão proferida em outro administrativo de determinação e . exigOncia de tributo que tenha por fundamentos os mesmos fatos do administrativo em apreciação, porém exige que a decisão faça ~00 nominal a essa outra decisão, junte-lhe cópia e a integre, como 'escrita estiVesse, à decisão proferida no administrativo relativo à contribuição social. No caso isso não co observa. . Isto posto, voto no sentido de anular a decisão recorrida, a fim de que outra seja proferida em boa e devida forma. E o meu voto. Sala das c.es ,::.ffes, em 28 de agosto de 1992. L IN) .. ::. é . ......1,12dil-N.SQL.JI TA LÃ
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Numero do processo: 13738.000082/88-34
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recuros Fis cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos ter mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões (DF), em 15 de setembro de 1989. i-ÁfuáríURGE y • OPE* Al - PRESIDENTE iJtJ : ' R'IU À À -'rá CEIRA — RELATOR V °O = JO CÉSAR GONÇ4rS CORREA - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, JACINTO DE MEDEIROS CALMON,WAE DEVAM ALVES DE OLIVEIRA, ANTONIO DA SILVA CABRAL, LOURIERDES FIUZYS.- DOS SANTOS, CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, MARIAM SEIF, BENEDICTOONO FRE EVANGELISTA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL , 's-s • É' •tl.: r'''I' SERVIÇO PUBLICO FEDERAL 1 PROCESSO N9 13738/000.082/88-34 RECURSOW RP/106-0.059 ACÓRDÃO N9: CSRF/01-0.944 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEXTA CÃMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: NOEMI FORTUNA GRION RELATÓRIO Recorre a Fazenda Nacional, nos autos do processo ad - ministrativo fiscal n9 13738/000.082/34, contra NOEMI FORTUNA GRION, com fundamento no item I, do artigo 39 do Decreto n9 83.304, de 28/03/79, do Acórdão n9 106-01.660, de 19/09/88, que, por maioria de votos, deu provimento ao recurso do contribuinte. A lide cinge-se ã pretensão da contribuinte NOEMI i i FORTUNA GRION em ver reconhecida isenção perante o imposto sobre a renda devido à sua aposentadoria por invalidez, alterada que foi a i fundamentação em virtude de revisão levada a efeito para a letra "b" do artigo 182 da Lei n91711/52, em 01/10/86, sendo que, ante- riormente, em 10/11/83, havia obtido concessão da aposentadoria por I US=1 I •1•111111 - emll y . • _. I I O ilustre Conselheiro Relator do AcOrdão n9106-1.660 trouxe ã colação por pertinente ã matéria a seguinte decisão: kl- ( SERVIÇONBLICOFEDERAL PROCESSO N9 13738/000.082/88-34 2. L Acórdão n9-CSRF/01-0.944 "Imposto de renda. Retenção na fonte sobre provento de aposentadoria por moléstia grave. Funcionário Público - Ilegalidade da retenção, pois é o impetrante beneficiário da'isenção concedida pelo art. 22, IX, do RIR/80, Segurança cencedida por sen- tença que .se confirma. Ac. unânime da 6Q, Turma; TFR, de 23.3.88. DJU. 30.06.88, pág. 16.8201!. No apelo, o Representante da Fazenda Nacional, repor ta-se a trecho da Declaração de Voto Vencido do Conselheiro Osirisde ç Azevedo Lopes Filho, proferido no Acórdão n9 106-1.565, que se pro- nunciara sobre a "inocorrência da necessária relação de causalidade, imprescindível ã fruição do benefício fiscal para que o caso se ade- quasse ã hipótese de não incidência" e, ainda, menciona o Parecer n9 24/77, da Coordenção do Sistema de Tributação, ora parcialmente re- produzido, que dispõe "quando a moléstia grave, embora latente no or ganismo enfermo, só se manifeste ou seja oficialmente 'diagnosticada após o Ato Legal concessivo da aposentadoria ou reforma por qualquer dos demais motivos estabelecidos em Lei, os proventos delas decorren tes não ficam isentos do Imposto de Renda". Nas contra-razões de fls. 34/36 a contribuinte, em resumo, argumenta: - a enfermidade já existia por ocasião da aposenta- ção, .foi regularmente constatada e os seus efeitos permanecem, inclu sive, onerando, de muito, o seu tratamento, cujos parcos proventos são insuficientes para atendê-lo; - a Constituição deixa ã lei apenas especificar asmo léstias invalidantes¡ não a restrição a igualdade entre o tempo de -serviço-e-as-mot-ives- que-autartaam-a-apGsarrtadorIa, pois, as razões-- que, tornam o servidor imprestável para continuar do desempenho de sua função se equiparam ao tempo de serviço para a aposentadoria vo- luntária (arts. 180/182, Lei n9 1.711/52); - é sabido que os exíguos proventos do aposentado são r-7 SERVIÇONBLICOFEDERAL PROCESSO N9 13738/000.082/88-34 3. r Acórdão n9-CSRF/01-0.944. insuficientes para atender as suas despesas, sempre agravadas pelos achaques motivados pela velhice; onde, portanto, se encontra a decan tada RENDA, que o Estado, afoitamente, deseja tributar? - os princípios constitucionais da tributação, no di zer de SAINZ BUJANDA, devem estar revestidos de uma superlegalidade e, entre eles está o de ser justo, pois não se pode tributar renda inexistente, por falta de capacidade contributiva (arts. 43 e 44 do CTN). É o relatório. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13738/000.082/88-34 4. Acórdão n9-CSRF/01-0.944 VOTO Conselheiro LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA, relator. No presente processo observa-se que o pedido inicial de reconhecimento de isenção do imposto de renda formulado pela con- tribuinte NOEMI FORTUNA GRION deu-se em 29.03.88 e, que desde 11/09/86, em virtude da revisão efetuada com base na letra "B" do artigo 182 da Lei n9 1.711/52 e considerando o parecer técnico do Serviço Médi- co de Pessoal do INPS, foi alterada a fundamentação de sua aposenta- doria, a contar de 11/09/86, para os artigos 101, item I e 102 .item I, letra "b", ambos da Constituição Federal, que corre ponde ã aposen tadoria por invalidez. O doc- de fls. 10 do Ministério da Previdência e As,- sistência Social, reproduz despacho de fls. 18 v. do Processo número 35319.005834, de 18/08/86, do Posto Médico de Pessoal da Superinten- dência Regional do INPS, datado de 08.09.86, ora transcrito, verbis: "A análise dos Laudos Médicos, fls. 02, 03 e 04, retirados do Proces so e arquivados neste Setor, bem como a junta Médica a que foi subme tida, concluímos pela inclusão. da patologia no artigo 178, Inciso I, alínea "B" da Lei n9 1.711/52 (Junta Médica em 11.09.86)". Na informação fiscal de fls. 12 consta que "depreen- de-se que a requerente após a aposentadoria é que adquiriu as doen- ças especificadas no artigo 22, item IX, do RIR/80", portanto, enqua drando-se no dispositivo legal que prescreve não entrarão no cômputo do rendimento bruto os proventos da aposentadoria motivada por neo- plasia-malLgna, Dos elementos contidos nos autos ressalte-se que a doença já existia, foi regularmente constatada e, de qualquer forma, ensejaria a aposentadoria, por outro lado, informa-se que vários são os servidores aposentados em igual situação, inclusive na mesma re- (1'2, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13738/00 0 . 082/88-34 5. Acórdão n9-CSRF/01-0.944 partição em que serviu a Requerente, nada justificando tratamento de sigual em órgãos de um mesmo Poder. Ademais o Pretório Excelso (RE's n9s 82.371, 73.189 e 86.037) vem sufragando a tese de respeito ao direito adquirido, com a particularidade de que o direito preexistente, incorporado ao pa- trimónio do servidor público, não desaparece (RTJ, V. 81/649). Voto por negar provimento ao recurso. 41-7 Brasília D.F , 15 de setybro de 1989. LUIZ ALB,F RTO CAVA MA 'IRA - RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: EVARISTO MARCONDES CESAR IRPF -. ABATIMENTOS DA RENDA BRUTA — PAGAMENTOS A PSICÕLOGOS — Para que o . contribuinte possa realizar o abati- mento de sua renda bruta de gastos feitos com o tratamento de dependen- te é necessário não só que o profis sional se ache legalmente habilitadU a exercer a profissão de psicólogo como também que realmente tenha pres tado os serviços cujas despesas sã -o- objeto de abatimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Cãmara Superior de RecursosFiS_ cais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Cons. Luiz Miranda (Relator), Raul Pimentel eWaldevan Al_ ves de Olivei ,a. Relator designado para o Acórdão o Cons. Antonio da , Silva Cabra í ; t, 1t - 1 ,,7> 'aladas tif alaidas - 0 )_, em 14 de novembro de 1986./il7 i AMAR IR OU' - .'I 1'F'N.A.NDE2 - PRESIDENTE A i-e IO Dr-A'SILVA CABRAL - RELATOR DESIGNADO , v.v ! ,,,,,,,,. v, LUIZER ANDO OLIVEIRA DE MORAES - PROCURADOR DA FA \ ZENDA NACIONAL — Participaram, ainda, do presente julgamento os seguïntesT Conselheí ros: JACINTO DE MEDEIROS CALMON, URGEL PEREIRA LOPES, CARLOS AGOSTY NHO ALÉSSIO oLrysTo, LOURIERDES FIUZA DOS SANTOS e SEBASTIÃO RODRI: GUES CABRAL. Ausente justificadamente os Cons. MARINHO MENDES DOME- NICI e JOSÉ AUGUSTO SALLES DE CARVALHO. . ; : SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13820/000.128/84-25 Acórdão n9-CSRE/01-(1.694 RELATÕRIO Inconformado com o acórdão prolatado pela 6a. Cã_ mara do 19 Conselho de Contribuintes que, por maioria de votos , deu provimento parcial ao recurso do contribuinte, para admitir pagamento feito à psicóloga devidamente habilitada profissional- mente, a Fazenda Nacional, tempestivamente, interpôs recurso es- pecial a esta Câmara Superior, conforme razões de fls. 100/102. No acórdão recorrido, o voto vencedor, às fls. 95/97, foi fundamentado nestes termos: "O ilustre Conselheiro BENEDICTO ONOFRE EVANGELISTA ao examinar as razOes de recur- so apresentadas pelo contribuinte EVARISTO MARCONDES CESAR considerou que a autoridade julgadora de primeira instância, com base i na Instrução Normativa n9 57/82, agiu corre tamente ao manter a glosa referente ao aba-: . timento efetuado com psicóloga. Entendeu L que, na forma daquele ato, haveria a exigên cia de o profissional beneficiado com o pa- gamento, além de estar inscrito no Conselho Regional de Psidologia, ser cadastrado como contribuinte do imposto municipal sobre ser viços na Previdência Social e no CPF ou nO. CGC do Ministério da Fazenda. Esclareceu, ain :. da, que tais formalidades não são exigidas para médicos e dentistas. No caso dos autos a psicóloga está ins crita no Conselho Regional de Psicologia, não sendo inscrita no Cadastro de Contribu- intes Municipal sobre Serviços (ISS), nem na Previdência Social. . Esta Cãmara ao examinar o recurso n9 43.534, com base no voto do ilustre Conse- lheiro MARCO FABIO DA FONSECA MOURÃO, consi derou que o Regulamento do Imposto de Rend-á- em seu art. 71 não faz referência a pagamen tos feitos com psicólogos, no entanto juris- prudência deste Conselho tem aceito tal aba timento, citando, inclusive o Acórdão 1.1.- 1.4.2376, de 26 de outubro de 1977, assim ementado: . "Psicanálise Clinica - Comprovada a efetividade do pagamento efetuado ap ; #1/ -,i) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13820/000.128/84-25 2. Acórdão n9-CSRF/G1-0.69.4 fissional legalmente habilitado, medi- co ou psicólogo por assistência indis- pensável à saúde mental de dependente do contribuinte, é de se admitir o aba timento da renda bruta pleiteado a es- se titulo no campo próprio da declara- ção de rendimentos." Por sua vez, o referido Acórdão desta Câmara, de n9 106-0.011, na parte referente aos abatimentos ora examinados, tem a se- guinte ementa: "ABATIMENTO - PAGAMENTO FEITO A PSIC(5- LOGO - Admissivel desde que o pagamen- to tenha sido feito a profissional habi- litado e o tratamento seja indispensá- vel à saúde do paciente." De outra parte, a Instrução Normativa n9 57/82 veio a adotar o entendimento de que tais pagamentos podem ser abatidos da renda bruta. Assim houve o reconhecimento por par te da Administração da legitimidade do refe- rido abatimento, demonstrando que o regula- mento comportava a interpretação que a ju- risprudência vinha adotando. Não há, pois, como inferir-se que a IN 58/82 instituiu a previsão legal para o abatimento em causa. Sendo a Instrução Normativa um ato ad- ministrativo meramente interpretativo, en- tendo não lhe caber o estabelecimento de condições não previstas no texto legal bãsi co, no caso o art. 71 do RIR/80. Assim, en- tendo não devam ser consideradas as exigên- cias nela previstas para psicólogos e que não o são para médicos e dentistas." En suas razões de recurso especial, a Fazenda Na cional alegou o seguinte: "3. O voto vencedor, da lavra do ilustre Conselheiro ROBERTO LUIZ KANNEBLEY BATTEN- DIÉRI, em suas razões de decidir sustenta que não devem ser consideradas para os psi- cólogos exigências que nãó as são para os médicos e dentistas. Assim, "sendo a instru ção Normativa um ato administrativo merame-ii te interpretativo, não há que se cogitar de exigir o que não exige o Art. 71 do RIR/80" (sic) 4. Em que pesem as judiciosas alegações - do ilustre Conselheiro, esta Procuradoria entende que a melhor interpretação a ser da da à legislação de regência está com o v - ‘ .77 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13820/000.128/84-25 3. Acórdão n9-CSRF/01-0_64 vencido do ilustre Relator BENEDICTO ONOFRE EVANGELISTA. n que para o desate da causa deve o intérprete considerar que a Instru- ção Normativa n9 57/82, ao admitir o abati- mento de despesas feitas com psicips,pres creveu não somente a necessidade do profis- sional estar inscrito nos Conselhos Regio- nais, mas, também, no cadastro de contribu- intes do Imposto Municipal sobre Serviços, na Previdência Social, além, evidentemente, de estar cadastrado no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda. Es- tas exigências que estão em consonância com o Manual de Orientação (Atendimento Telefô- nico), não foram observadas pela Profissio nal que: assinou o recibo de honorários. — 5. A exigência não discrimina nem contém demasia. O profissional liberal, que real- mente exerce sua profissão, tem normalmente cumpridas essas exigências- Vale lembrar o que sustenta o voto vencido do ilustre Con- selheiro Relator: "as formalidades não são exigidas de médicos e dentistas, pela sim- ples ausência legal no inciso I do art. 71 do RIR/80". Demais disso, à época da edição do Regulamento, não se admitia o abatimento,' haja vista sequer ser reconhecida a profis são dé psicólogo. O abatimento, que se permite, tem por apoio a IN n9 57/82, com as exigências nela contidas. A admissão ao abatimento nasceu com a IN. Não há lógica, pois em se despre- zar as formalidades ditadas pela própria norma". Admitido o recurso especial, despacho de fls. 103, o sujeito passivo apresentou suas contra-razOes,às flá, 106, alegando que a 6a. Câmara do 19 Conselho de Contribuintes nada mais fez do que sanear a Instrução Normativa que, embora até en- tão vigisse com força de lei, realmente é ato meramente adminis- trativ ° relatório. //)// sEimp muco FEDEM Processo n9 13820/000.128/84-25 4. Acórdão n9-CSRF/01-0.619.4 VOTO VENCEDOR - - - - Conselheiro ANTONIO DA SILVA CABRAL - Redator-Designado Trata-se, no caso em exame, de abatimento feito em decorrência de pagamento a psicólogo. A Fazenda vem admitindo ~espécie de abatimento, embora tal possibilidade não se encon_ tre expressa em lei.A Instrução Normativa SRF n9 57/82, citada, exige quatro condiçOes para o abatimento: a) inscrição no Conselho Regional de Psicologia; b) inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda; c) inscrição na Previdência Social; , d) inscrição no cadastro de contribuintes do imposto munici -, , pai sobre serviços. . O que se divisa por trás destas exigências é que o abatimento de gastos feitos com psicólogos está subordinado à condição geral de se tratar de prestação de serviços por profis- sional devidamente habilitado, pois sempre se entendeu neste Con_ selho que o pagamento feito a qualquer outro profissional não ha_ bilitado a exercer a profissão de psicólogo jamais poderia facul_. tar o abatimento dos gastos feitos pelo contribuinte. Em segundo lugar, para que os respectivos paga- mentos sejam considerados gastos com psicólogo é necessário que se trate de dispêndios realizados com alguém que realmente exerce a profissão de psicólogo. Por essa razão, a Instrução Normativa simplesmente seguiu o bom senso, ao exigir do profissional a quem se paga por um serviço profissional que ele esteja devida- mente inscrito no cadastro de contribuintes do ISS e na Previdên_ \. cia Social. Do contrário, seria permitido o abatimento de dis- - pêndios realizados com qualquer curandeiro (6----k, '. \ \ - , r, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13820/000.128/84-25 5. Acórdão n9-CSRF/01-0.69,4 2 preciso acentuar, no entanto, que não é a cir cunstância, em si, de o psicólogo estar registrado no Cadastro de Contribuintes do ISS, nem a inscrição na Previdência Social que permitem o abatimento. Bastaria o fato de o psicólogo estar devidamente habilitado a exercer a profissão. O que é importante, no entanto, é que se prove a prestação efetiva do serviço. No caso em julgamento, a própria psicóloga que teria prestado seus serviços declarou às fls. 61 não exercer a atividade de psicóloga. Além do mais, de acordo com o depoimento dessa profissional, os serviços foram prestados em razão de la- ços familiares envolvendo os vários interessados. A própria pessoa que teria prestado os serviços invocados pelo recorrente diz às fls. 61: "4) que não exerci, durante o ano de 1982, e nem exerço até a presente data, atividade autônoma de Psicóloga." Além do mais, como poderia uma profissional, ain- da que exercesse a profissão, prestar serviços em São Paulo para pacientes que residem em Fortaleza? n a própria psicóloga quem o afirma às fls. 61: "6) que os referidos serviços foram contra- tados pelo Dr. Evaristo Marcondes Cesar, o qual declinou tratar-se, as .referidas meni- nas, de suas cunhadas, residentes em Forta- leza." Embora, no item seguinte, a psicóloga tenha dito que as meninas residiam, à época do tratamento, na cidade de São Caetano do Sul, além de tal afirmação entrar em contradição com . o afirmado anteriormente, não ficou demonstrado que realmente lá residiam. \\_) Por todos estes motivos e por tudo o mais que d. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13820/000.128/84-25 6. Acórdão n9-CSRF/a1--(1.69_4 processo consta, voto o sentido de se dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional./: C:9 DA SILVA CABRAL - REDATOR-DESIGNADO VOTO VENCIDO Conselheiro LUIZ MIRANDA - Relator Conheço do recurso, porquanto foi interposto no prazo estabelecido no Decreto 83.304/79. A presente controvérsia diz respeito se é abati- vel despesa feita com psicóloga não inscrita no cadastro doI.S.S., na Previdência Social, no CPF ou no CGC, de acordo com a Instru ção Normativa 57/82. Em que pese as judiciosas razOes de recurso da Fazenda Nacional, entretanto, nego-lhe provimento. Com efeito, como. alegado no voto vencedor, o art. 71 do RIR não- faz referência a pagamentos feitos a psicólogos, mas tal abatimento vinha como vem sendo aceito em decorrência de julgados do 19 Conselho de Contribuintes. Assim, com base nessa jurisprudência dominante a SRF editou a I.N. 57/82, admitindo esse abatimento, como despe sa médica e dentista, desde que o psicólogo, além de estar ins- crito no Conselho Regional de Psidologia, deve também estar ins- crito no cadastro do I.S.S-, no CPF ou no CGC e na Previdência Social. Data vênia, discordo das condicionantes introdu- zidas pela SRF ao estender aos psicólogos habilitados profissio- nalmente a inscreverem-se naqueles cadastros, quando essa condi- .-- ção não é exigida e nem prevista para médicos e dentistas, de que trata a letra "f" do ar . 20 do D.L. 5844/43, combinado com o art. 19 da Lei 154/47. p; /////) „ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13820/000.128/84-25 7. AcOrdão n9-CSBF/01--0.69_4 Assim, por ser a Instrução Normativa um ato admi nistrativo meramente interpretativo, entendo, como o vOto vence- dor/recorrido, não lhe caber o estabelecimento de condiçOes não previstas no texto legal básico, no caso o art. 71 do RIR/80. Diante do exposto, voto no sentido de negar pro- vimento ao recurso especial da Fazenda Na ional, para manter o ac6rdão recorrido pelos seus fundamento . . _.,.-j, Bfaglia-DF., em v, 14 de oembro de 19_86.i / '' 4 - 1 LUIZ MIRANDA - RELATO-_________ , , L L ,, Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
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Câmara do 19 Conselho de Contribuintes recorre, tempestivamente, para es- ta instância especial de decisão consubstanciada no Acórdão n9 104-1.969, de 08 de abril de 1981, que, por maioria de votos, ven- cidos os conselheiros Mário Rodrigues Teixeira e Pedro Martins Fer - nandes, deu provimento a recurso voluntário interposto por VIC- TOR GARAM GANIMI, no qual pleiteava o recorrente excluir da tribu- tação diárias e ajudas de custo pagas por empresa pública -Cia. do Metropolitano do Rio de Janeiro, e que fazem parte a União, o Es tado do Rio de Janeiro e Município do Rio de Janeiro. Trata-se de contribuinte que, exercendo as funções de engenheiro da referida empresa, foi enviado, em missão de treinamen to à França, no ano de 1978, onde permaneceu durante sete meses, sendo a sua estada custeada pela empregadora mediante pagamento de ajuda de custo e diãrias, indenizações estas incluídas na decla- ração de rendimentos do interessado, no exercício de 1979, como rendimentos "isentos ou não tributáveis", constando, também, dis- criminadamente, da "declaração da fonte pagadora", tendo sido uti- lizado, entretanto, não o Modelo Completo mas o Modelo Simplifi- cado Opcional. Não se conformou, entretanto, o contribuinte com o cri- I-IN trio adotado pela autoridade lançadora que, sob a alegaç - de e P , I1 D M F - RJ/1.° C - C - Secgr - 1 00 7 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0768/029.496/79 02. Acórdão n9 CSRF/01-0.199 as diárias e ajuda de custo não foram pagas pelos cofres públicos e, portanto, constituiam rendimento bruto que, no modelo simpli- cado, faria jus apenas ao desconto padrão, negou a pretendida reti- ficação de formulário, com fundamento no Parecer Normativo CST n9 29/78, e tributou as diárias e ajuda de custo, considerando ex- temporânea a dedução de tais parcelas, reivindicada pelo interes- sado. O acórdão recorrido, reformando a decisão da instân- cia singular, foi assim fundamentado pelo seu eminente relator - conselheiro LUIZ MIRANDA: "Está evidenciado que o recorrente laborou em erro quando optou pelo formulário MS0 e quando considerou rendimentos não tributáveis pelo fato de terem sido pagos pelos cofres públicos. Mas, quan- do o recorrente demonstrou com a sua impugnação, constante no processo em apenso, a razão de ser do seu engano, ocasião em que solicitou a mudança do modelo MS0 para o MCT, que juntara com a defesa, a repartição fiscal deveria ter aceitado esse formulá — rio MCT, nos termos do § 29 do art. 147 do CTN, porque desde o inicio o recorrente demonstrou de forma insofismável a sua intenção de excluir da tri butação as diárias e ajuda de custo, as quais foram pagas e recebidas quando o recorrente esteve na França para participação no programa de treinamen- to sobre sistemas operacionais (fls. 11 e 13 do a- penso). A retificação em causa, data venia, encontra apoio no § único do art. 405 do RIR/75, uma vez que se trata de um erro de direito por parte do contri- buinte, quando entendeu que um rendimento tributável não era tributável, dando azo para que optasse por um formulá rio que lhe era desfavorável. Alias, esse entendiment5 encontra respaldo no Parecer Normativo CST-29/78." O referido acórdão está integrado, ainda, por "voto em separado", subscrito pelo ilustre conselheiro - SÉRGIO GOMES VE- LOSO, justificando o provimento do recurso. No recurso especial, o culto Procurador da Fazenda Na- cional - Dr. Geraldo Nagib Nunes, ressalta: — "A respeitável decisão, porem, e contrária ã lei, pois o contribuinte não pode retific.', agalo 03. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0768/029.496/79 Acórdão n9 CSRF/01-0.199 declaração, após notificado do lançamento, com o fim de incluir ou majorar deduções e abatimentos, nos termos do art. 405 do RIR/75. Ao substituir o formulário, o contribuinte incluiria as diárias e ajudas de custo como rendi- mentos tributáveis, ao mesmo tempo que as excluiria como deduções da mesma cédula "C". O acréscimo das deduções implicaria em redução do imposto a pagar, incorrendo na vedação do § 19 do art. 147 do CTN. A intenção do contribuinte é irrelevante, uma vez que se trata de conhecimento da lei, que a ninguém é dado alegar desconhecer, mormente em mate - ria tributária. A contribuição de todos é imposta de modo geral, sem casuismos, incumbindo a cada um oferecer a situação concreta em que se encontra e através da qual participará dos encargos sociais. E nas relações jurídicas o tempo é fator importante, funcionando, no caso vertente, como condição para exercício do direito à retificação da declaração. Não exercido em tempo oportuno, o direito queda i- nerte." É o relatório. VOTO DO CONSELHEIRO JACINTO DE MEDEIROS CALMON - RELATOR Não obstante tenha manifestado outrora opinião con- trária à tese sustentada pela decisão recorrida, as mutaçOes ocorri - das no uso dos diferentes formulários de declaração de pessoa físi- ca e o reexame de diferentes aspectos da questão, conduzem-me a po- sicionamento idêntico ao da maioria vencedora. De fato, os modelos simplificado e completo não cons tituem sistemas ou critérios diferentes de lançamento, mas alterna- tivas de informação à autoridade administrativa sobre matéria de fa to indispensável "á efetivação do lançamento. Quer utilize o contribuinte o modelo completo ou o mo- delo simplificado "compete privativamente a autoridade administra- tiva constituir o credito tributário pelo lançamento", como estabe- lece o artigo 142 do Código Tributário Nacional, "verificando a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinan - , do a matéria tributável e calculando o montante do impaste devi d, do".1f SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0768/029.496/79 04. Acórdão n9 CSRF/01-0.199 Os erros porventura praticados pelo contribuinte na apresentação da "matéria de fato indispensável à efetivação do lan çamento", de fácil identificação e desde que não traduzam omissão, podem e devem ser corrigidos de oficio pela autoridade administrati_ va, como determina o §, 29 do artigo 147 do CTN. O principio de lealdade que deve presidir as relações entre o Fisco e o Contribuinte, da mesma forma que repele e pune a omissão de rendimentos também não acolhe a equivocada declaração que, por erro evidente, eleva ou agrava a mataria tributável. Em nenhuma hipótese o modelo simplificado, que foi instituído para facilitar ao contribuinte a apresentação de sua declaração, pode tornar-se uma armadilha para os mais incautos em relação aos meandros da lei fiscal, de tal forma que se possibili- te, pelo seu uso normal, tributar o que não seria tributável, ou que seria despesa dedutível se figurasse no modelo completo. Num ou noutro formulários "a atividade administrativa de lançamento"é vinculada" ( artigo 142, parágrafo único do CTN)" e o simples fato de ser utilizado equivocadamente formulário de di_ ferente cor não justifica a exigência de imposto sobre parcela in — dicada pelo contribuinte como indenização de despesa, legalmente dedutivel. Como bem ressalta o ilustre signatário do voto em separado, Dr. Sergio Gomes Veloso, de inicio as opçOes de formulá- rios eram estanques, no que concerne ao "desconto padrão" só per mitido no modelo simplificado, mas, enfatizamos, o modelo simplifi- cado jamais constituiu um compartimento estanque da tributação de rendimentos da pessoa física que alargasse ou reduzisse os critérios legais que regem a incidência do imposto de renda. Haja vista o precedente adotado quanto à transposição de rendimentos específicos da cédula D, declarados no modelo sim- plificado como "rendimentos do trabalho" com o beneficio do descon- - to padrão, reclassificados, por mansa jurisprudência deste Conse- lho, na cédula D, com a dedução de 20% até o limite desconto pa drão, como se pleiteado fosse no modelo completo. i:: ,2,2 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0768/029.496/79 05. Acórdão n9 CSRF/01-0.199 Na hipótese dos autos, o contribuinte declinou seus rendi- mentos, corretamente, sem qualquer omissão, no modelo simplificado, trazendo, também, ao conhecimento da autoridade lançadora a percep- ção de diárias e ajuda de custo de empresa pública, quer através da declaração da fonte pagadora anexa (fls. 18), quer através do ANEXO 2_ (fls. 16). Ao preencher o modelo completo, de fls, 53 a 57, ã guisa de demonstração, como argutamente observou o já mencionado "voto em separado", "o recorrente tão somente demonstrou, através da correta utilização dos formulários, que o lançamento inicial poderia ser man — tido como tal, sem alteração do valor tributário. ' Não houve, efetivamente, pedido de retificação da declara- ção para reduzir ou excluir tributo, pois o contribuinte apresentara declaração sem imposto a pagar, e nem se configura como retifica ção impugnação que contesta a manipulação de valores, declarados co- mo isentos, para justificar a cobrança de imposto, sem considerar o aspecto meramente indenizatório de tais ganhos. ,.. Por outro lado, compartilhamos da opinião do "voto em sepa rado" quando afirma que a inteligência do Parecer Normativo n9 29/78 "é no sentido de vedar a substituição de formulários quando haja o propósito de alterar deduções e abatimentos e reduzir o valor do im- posto a pagar", fato que não ocorreu nos presentes autos, em que ca- beria apenas à repartição, embora declarada a dedução inadequadamen- te como "não tributável", "determinar a matéria tributável" com base nas informações prestadas pelo contribuinte, informações estas que, de forma alguma, poderiam conduzir a ilação de que o contribuinte não preten- dera a exclusão das parcelas de diárias e ajuda de custo. Sendo, pois, inaplicável ã questão em debate, o artigo 405 do RIR/75, calcado no artigo 147, § 19, do Código Tributário Nacio- nal, e sendo "forçado e fora de propósito",como acentuado no acórdão recorrido, a pretendidalicação do Parecer Normativo n9 29/78, ne E' go provimento ao recurso.) Brasilia DF., 26 'e novembro de 1981 , .4 ," /. t„ J A CINTO D MrDEIROS CALMON RELATOR ------- , , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJA ENTO PROCESSO N9 10480/005.968/88-17 Sessdo de30 de outubro de 19 91 ACORDÃO N9 CSRF/01-01.227 Recursori2: RP/106-0.129 Recourerde! SEXTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Recorrido: SEVERINO JOSÉ DO NASCIMENTO LANCHE (FIRMA INDIVIDUAL) IRPj - OMISSMO DE RECEITAS - ENTRADAS DE MERCA DORIAS DESACOMPANHADAS DE DOCUMENTO FISCAL - PROVA EMPRESTADA - A acusação de omissão de receitas por omissão de registro de compras, com base EM levan- ' Lamento feito pelo Fisco Estadual, imprescinde. para sua subsisteucia, de prova direta da operação que deu causa à presunção. Vistos - , relatados e discutidos os presente autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relat6rio e voto que passam a integrar o presente julga- do. Vencido o Cons. Mãrcio Machado Caldeira, que provia o recurso. --:-... a 'as SesiOes GYFI, 30 de outubro de 1991 , )004 „, - PRESIDENTE E RELATÓRA DIVA 1W- , CO: ' A '4Z E REIS - PROCURADORA DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes ,Conse7-. lheiros:JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, JOÃO DIAS NETO, D1CLER DE ASSUNÇÃO (Suplente Convocado)i JUAREZ DE MORAIS, CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS, BENEDICTO ONOFRE EVAN- GELISTA, AQUILES RODRIGUES DE OLIVEIRA e SEBASTIÃO RODRIGUES CA- BRAL. 'k DAMEFP/DF- SECOB N2 064/90 t4 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N0 10490/005.968/99-17 RECURSO No: RP/106-0.129 ACORDO CSRF/01-01.227 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEXTA CAMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: SEVERINO JOSE DO NASCIMENTO LANCHE (FIRMA INDI VIDUAL) R ELATORI O O Procurador da Fazenda Nacional junto a Se::: ta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, com fundamento no inciso 1. artigo 3p, do Decreto np 03.504, de 29.0.79, recorre para a Câmara Superior de Recursos Fiscais contra a decisão prol atada por aquele Colegiado que, ao apreciar O Recurso Voluntário no 95.564, de interesse da Firma Individual SEVERINO JOSE DO NASCIMENTO 1AN0HE, por maioria de votos, Lhe deu provi- mento, como faz certo o Acórdão no 106-2.450, de 12/12/90, cuja ementa declara: "IRPj - OMISSO DE RECEITA - Insubsistente o lançamento efetuado ea:lusivamente com base em prova emprestada pelo fisco estadual. Recurso provido." A posição assumida pela maioria da Câmara recorrida, está assim justificada no voto do Relator do Acórdão llustre Conselheiro Wilfrido Augusto Marques: "... a ação fiscal é carente de elementos de fato de direito que possam sustentá-la, de vez que o fato gerador do lcm Hão pode ser 1.1 11iZad0 como base de cálculo do impos tO de renda pessoa jurídica." Em contraposição a tal entendimento, o Recorrente em seu arrazoado de fls. 41/4'lll, sustenta que: "A chamada "prova emprestada" não fere qualquer dispositivo do CfN, especialmente o artigo 142, eis que presentese faz a at,iyi,g , È.::sge da autoridade administrativa federal no eame de documentos lavrados por autoridade competente de outra esfera da Administraç%o, mas que nem por isso perde seu carater de ato administTativo dotado da presupç,ão iuris 1.; 2R41A is, de sua validade jurídica". Mí1 j 5~ PUBLICO FEDERAL processo n9 10480/005.968/88-17 2. Acórdão n9-CSRF/01-01.227 O recurso foi admitido pelo Ilustre Presidente da Cámara recorrida através do despacho de fls. 44, não tendo o sujeito passivo apresentado as contra-razbes. E o relatório. VOTO Conselheira MARIAM SEIF, Relatora O recurso atende aos pressupostos para sua admis- sibilidade, devendo, pois, ser conhecido. Como relatado, cinge-se o litígio em torno da tributação do valor de mercadorias que teriam sido adquiridas desacobertadas de documento fiscal, de acordo com levantamento fiscal levado a efeito na esfera Estadual, em que os Fiscais, computando o estoque quantitativo inicial de mercadorias e a ele adicionando as quantidades constantes das notas fiscais de compra e desse montante subtraindo as quantidades vendidas, também constantes das notas fiscais, apuraram o que seria estoque final, se não tivesse havido compras ou vendas sem emissão de notas fiscais. Mencionada irregularidade está assim descrita no Auto de infração (fls. 03-v): "Omissão de receitas constatada na verificação do li,vro Modelo 6, onde consta, às folhas 27 auto de infração lavrado pelo fisco estadual pela saída de mercadorias sem escrituração". Estamos, • pois, diante de um lançamento procedido na Esfera Federal lastreado unicamente em fatos descritos em Auto de Infração Estadual, ou seja, lançamento embasado na chamada "prova emprestada". Entendo que a correta apreciação do litígio nesssa espécie de lançamento, imprescinde da adoção dos seguintes proce- dimentos por parte do Fisco federal: lo) j untada aos autos dos levantamento elaborados e demais elementos que ensejaram a con- clusão da existencia de omissão de receita: 2o) exame dos lançamentos procedidos na escrituração comercial da empresa, com 1/' - Imprensa Nacional SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n9 10480/005.968/88-17 3. AcOrdao n9-CSRF/01-01.227 vistas a verificar . , com segurança, se o fato apurado traduz uma efetiva redução da base de cálculo do Imposto de Renda ou se ele . justifica a sanção constante da peça básica. i Isto porque, embora a detectação de entrada de mercadoria desacompanhada de notas fiscais seja indício revelador de omissão de receita, pode o contribuinte ter ressarcido o Fisco Federal, mediante oferecimento à tributação da receita, cuja omissão foi apurada no confronto dos estoques teóricos e reais, dentro do próprio período de apuração, ou então no período se- guinte, mas antes da Fiscalização ter apurado a diferença, quando então o contribuinte se sujeitaria apenas aos ónus da postergação previstos na legislação específica do tributo, ficando em conse- quOncia excluído de qualquer responsabilidade nos termos do artigo 139 do Código tributário Nacional. , Por outro lado, há que se ter em mente que, tra- tando-se de tributos diversos (1CM e IRPJ), de competéncia de . poderes tributantes distintos (Estado e União), o simples trans- porte da prova de um processo para o outro não é suficiente para legitimar o lançamento com base na prova emprestada. E necessário, antes e acima de tudo, que se procedam averiguaçóes mais profundas, com vistas a apurar se a irregularidade caracte- rizada pelo Fisco estadual acarretou igual prejuízo à Fazenda Nacional. Logicamente, tais averiguaçbes imprescindiriam de um exame na escrita contabil da empresa, tendente a verificar . a que titulo as entradas de mercadorias, tidas como receitas omiti- das, ingressaram no estabelecimento da empresa ; se ditas merca- dorias foram pagas e de que forma se processou o pagamento; ou ainda se as mesmas foram lançadas no Livro Diário e que, portanto integraram seu estoque final, etc., a fim de que se pudesse afe- rir, com segurança, se o fato apurado na Esfera Estadual, tradu- ziu efetiva redução da base de cálculo do Imposto de Renda. O autuante, contudo, não perquiriu nenhum desses aspectos, limitando-se a fundamentar a exigencia tributária Federal com respaldo, éxclusivamente, nos fatos descritos em Auto de Infração lavrado na Esfera Estadual, o que a meu ver é insufi- ciente para justificar a imputação da omissão de receitas em causa. Diante do exposto, e de tudo mais que dos autos consta, NEGO provimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. , '4.--.srCa (DF), 30 de outubro de 1991 :--, - , ,, MAR.: Ir / - RELATORA . , , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Recorrida g MARTA CAMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Interessada g FAZENDA NACIONAL ql,YERGENCJA - Não se caracteriza o dissidin jurisprude-nnial se as deníseles postas em CC1-1 fronto, embora tratando da mesma matéria da direito, referem-se a fatos desiguais. Recurso não conhecido. Vistos, relatado5 P discutidos os presentes autos de recurso interposto por OICLE UNIVERSAL LTDA. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NRO CONHECER do recurso, por ausénci dos pressupostos de admissibilidade, nos termos do rela- tório 2 VQt0 que passam R integrar o presente julgado. Sala '".'"5 Sessries, em 17 de outubro de 1994 , "Iltf// Ak MARI'iM .::. PRESIDENTE 404.5álliiiir VERINALDO h5J.1,11-.1.,:uc D ,. SILVA RELATOR Ã," LUIZ FERNANDO 0..l....,)E:RA DE MORAES - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, as seguintes Conse- lheiros g Sebastião Rodrícues Cabral, Carlos Emanuel dos Santos Paiva, Mel c: Alves de Oliveira, Càdído Rodrigues Moa bar Vic- tor Laía de Salles Freire, Lei. la Maria Et: herrer Leitão, Afonso Celso Mattos Lourenço, José Carlos Guimarães, Dicler de Assunção, Rafael Garcia Calderon Barranco, Luiz Alberto Cava Maneira, Ma- noel Antônio Gadelha Dias e Miguel Rendy (Suplente Convocado). . W 0'4,4 1(r) ,.,...... PROCESSO NR..,. 10725/000.911/90-45 .. RECURSO NR. g RD/101-0.602' ACORDPO NR.N. CERF/01-1„.782 REnORRFNTE!!. nirLF H E. ,,J1".,JP:TVW n-nA RECORRIDON QUARTA CAMARA DE PRIMEIRO' CONSELHO DE CONTRIPUINTES INTERESSADA FAZENDA NACIONAL RELATORI O inconformado com o decidido no Acórdão nr. ,. 104-9.674, de 25 de agosto de 1992, que, por unanimidade de votos negou provimento ao recurso voluntário de or. 102.151 por ele in- . terposto nos presentes autos, o contribuinte OICLE UNIV FRSAL LTDA apela para a Cámara Superior de Recursos Fiscais pleiteando . a sua reforma. 8 litígio posto sob julgamento desta Egrégia Cá - mera abrange os períodos- base de 1985, 1986 e 1987, sendo este Ôitimo de 01/01 a 29/02 - quando a empresa encerrou as suas ati- . vi dados -N e versa tão-só, como adiante ficará mostrado, sobre. • dua5 questese a) admissibilidade do recurso especialg e b) erro na identificação do sujeito passivo. A. materia está assim descrita na peça básica dn , fls. 91N " a - omissão . de receita, caracterizada pela insuficifDn- dia de recursos para cobertura dos pagamentos efetuados (saldos negativos de caixa HM 31.12.85, 31.12.86 e 28.02.07), conforme demonstrativos de fluxos de caixa de fls. 80 a 82N b - arbitra- mento do lucro tributável, com base na receita bruta conheci- da/declarada, já que a empresa foí excluída compulsoriamente do . regime de tributação simplificada, a partir do secundo período examinado, por ter ultrapassado em dois exercícios consecutivos o limite de receita bruta anualmente fixado, e não possuir escritu- 111;: . . . . . ...., '''. +216111011i. ,H -:-, 3. PROCESSO NR. 10725/000.911/90-45 ACORDA°. NR. CSRF/01-1.702 ração redular r ã°. podendo, também, por via de conseqüência, apresentar declaração de rendimentos no Formulário II." As fls. fls. 95/7 o contribuinte, representado par seu sócio IDILBERTO GOMES, nomeou e constituiu procurador e apresentou impugnação, argdindo, em preliminar, nulidade da ação fiscal, em virtude de faltar à relação. tributária instaurada ele- mento essencial â sua constituição, qual seja o sujeito passivo da obrigação. respectiva, já que a pessoa jurídica (CICLE UNIVER- SAL LTDA.) não tem existÉncia, extinta que foi há mais de três anos. E de que estando a empresa sujeita ao regiMe do lucro pro- sumido, o auto de infração teve por suporte os arta. 179 e 100 do RIR/80, que disciplinam a tributação com base no lucro real. No mérito, alegou, em síntese, que a. empresa estava dispensada de manter escrituração contábil não foi levado em conta suposto saldo bancáricn e que os lucros supostamente distribuídos não . po- dem ser utilizados na aferiçãn do fluxo de caixa, par tratar-se de mera presunção. Contestadas as alegaçbes produzidas "co fase im- pugnatória (fls. 143 a 145), foi proferida decisão pela autorida- de julgadora de primeiro grau (fls. 147 a 151), que tomou conhe- cimento da impugnação por tempestiva para indeferi-ia, conforme ementa à5 fls. 147. Cientificada desta decisão, o contribuinte, através do Sr. IDILBERTO SOMES protocolízou, no prazo, a peça cursa], de. fls. 154 a 159, onde voltou a levantar a preliminar de nulidade do lançamento, por falecer à relação tributária instau- rada pelo Fisco elemento essencial à sua constituição, ou seja, a perfeita identificação do sujeito passivo da obrigação respecti- va. Afirmou que o lançamento inquinado de nulidade ocorreu em 27 de agosto de 1990, quando desde maio de 1.987 deixara dE existir n sujeito passivo apontado no auto de infração. O sujeito passivo, no caso, só poderia ser o. sócio majoritário da empresa extinta ao eventual sucessor dela. Anexou cópia do distrato respectivo às fls 158/59 e, no mérito, repetiu oa argumentos constantes da peça impugnatória. Por fim, requereu nulidade do lançamento. O acórdão recorrido, às fls. 161 a 167, tem a ementa seguinteN "IRRJ - LUCRO PRESUMIDO - OMISSA° DE RECEITA - EXERCICIO 1906/ANO-BASE 1985 - Se a contribuinte não com- prova que a receita bruta declarada é superior aos pagamentos efetuados durante o período-base, em decor- ã.4•01"14 ; , I 4. PROCESSO NR' .: 10725/000.911/90-45 ACORDAO NR. g CSRE/01 -1.7R2 rtncía da atividade desenvolvida, a diferença ficará suieita á tributa ção como receita omitida. EXERCICIO 1987/1996 E EXERCICIO 1967/1996 r: EXERCI CIO 1987/1997 RECEITA OMITIDA - LIMITE PARA 1......j. CRO PRESUMIDO Li ,, TRAPASSADO - Tall do a fiscalização apurado que .. por dais períodos consecutivos a soma da receita omitida com a da clarada ultrapassou o limite que enseja a tributação pelo lucro ore sumido e, não tendo a contribuinte escrituração regular, torna-se ca- bível a tributação pelo lucro arbi trado. (SIC) IANÇAMENTO PROCEDENTE." No seu voto, o Conselheiro Relatar rejeitou a preliminar de nulidade argüida pelo recorrente, quanta ao erro na identificação do sui eito passivo, em razão de ter sido a autuada extinta, alegando . que a autuação refere-se a fatos geradores ocorridos antes da referida extinção. Ressaltou, ainda, que os sócios da extinta continuaram a exploração do mesmo negócio, su- cedendo-a no mesmo local. Alem disso, a ciOncía do auto de infra- ção se deu por intermédio da , seu principal sócio, IDELBERTO SC- MEG, que, conforme instrumento de fls. 95, em 13.09.90, em nome da autuada, constituiu advogado para promover a 5Ue defesa peran- te a Receita Federai. No recurso especial o contribuinte suscitou dia- sídío jurísprudencial entre o Acórdão recorrida e os da nrs. 102-23.329/88, 102-25.531/90, 102-26.950/92 e 103-03.450/61, dos quais juntou cópias das ementas às fls. 177 a 190, elegendo-os como parâmetros de dívergOncía. Voltou a argüir que a sujeito passivo, à data da lavratura do auto d g infração, já não podia ser a pessoa jurídica extinta, nas seus antigos sócios ou qual quer deles. Silenciou quanto ao mérito - omissão , de receita e desclassificação da escrita , e requereu nulidade do lançamento, A Sra. Presidente da Quarta Câmara:, após analí- sar detidamente problemas concernentes à tempestivade, Já que não consta do processo a data em que o contribuinte tomou ciOncia da AI- /O' • ' i 1 J1 4 1 Aggedmilágo ., .1 5. ,1 PROCESSO NR. ,, ,, 10725/000.911/90-45 i ACORDO NR.; CSRF/01-1.732 ' derisão prof e r j d a na fase recursal, considerou como tal aquela em que o apelante se manifesto u nos autos. Quanto à divergênci a argüida, a Presidente da Câmara recorrida, apontou que "Embora, inicialmente, não se afi- gure nítido e claramente o dissídio jurisprudencial, que só seria evidenciado mediante ilaçbes quanto â extinção, SUCE59;ã 0 e res- ponsabilidade tributária, de que não tratam nem o acórdão redor- rido, de forma precisa e ínconteste, nem os acórdãos parnmetros, mas objetivando assegurar ao recorrente o mais amplo direita de defesa, sem prejuízo de um exame mais profundo pela Câmara Copia- rior de Recursos Fiscais da ocorrência do dissídio jurisprude n -dial, admito o recurso especial quanto a reiação. processua l su- to ativo-passivo, ou seja, a correta identificaç ão do suieito passivo da obrigação tributária..." (fls. 190) Em contra -razbes (fls. 191 a 195), o Sr. Procu- redor da Fazenda Nacional, junto à Quarta Câmara, assinalou que ç.. .... recurso não pode ser admitido, pois não preenche os mínimos pres -H supostos reclamados para o seu conhecimento. Em primeiro lugarH porque interposto por pessoa jurídica já extinta, destituída del personalidade jurídica. Chamou a atenção para o fato de que "não foi o ex -sócio que recorreu, mas a empresa, que não mais existe, no ato por ele representad a. " Dai "quem não existe não pode pra-1 ticar ato algum, e, portanto, não pode recorrer. Assim, o recurso ora contra-arrazoado. não merece ser conhecido, eís que, mais ck...) que nulo, é juridicamente inexistente." "Demais disso, não 'foi indicado no recurso especial qualquer dispositiv o , legal ou requ- lamentar, sobre o qual haja díssenso na jurisprudência adminisH - trativa..." Registrou, ainda, para reforçar o seu argumento, que os acórdãos trazidos como paradigmas pela recorrer1te . nada tOM a ver com o caso presente, como, paradoxalmente, notou a própria Presidente da Câmara recorrida, no despacho que admitiu o recur H so, já que o caso ora examdnado é uma típica hipótese de responH sabilídade dos sucessores estabeleci da no art. 132, § á, do CTN„ e no art. 1391 IV, do RIR/80. No entanto, o acórdão nr..: 103-03.450/S1 cuidou de hipótese em que pessoa jurídica foi 'L mercê de omissão de receita do sócio, sem que se logra:::::,sEl fazer ligação entre a conduta do sócio e a empresa; o de rir' 23.329/88 retrata decisão em que se considerou que o erro n.,Á identificação do sujeito passivo não constitui vício . formal d.c. lançamento, e que, portanto, o seu reconhecimen to não dá ensej.H ao reinicio do prazo decadencial para novo lançamento; a o de nrj 102-25.531/ 90 , à sua vez, juldou insubsisten te o lançamento feítrj contra herdeiro por dividas fiscais do "de cujus", uma vez que 6. PROCESSO NR.:; 10729/000.911/90-49 ACORDA:O NR. CSRF/01 -1.782 por estar em curso o inventário dos bens do falecido, a seu su- • cessor tributArio era • ainda, a espólio. No mérito, caso superadas as preliminares, pro - pugnou pelo não conhecimento do pleito recursal, uma vez que o equivoco, de natureza meramente formal, cometido pela fiscaliza- ção na lavratura do auto de infração, não importou em nenhum pre- juízo para os ex -sócios da recorrente, pois estes foram cientifi- cados regularment e da exigencia fiscal, e . tiveram ampla possibi- lidade de defesa no processo administrativo, havendo, inclusive, constítuido advogado. Ademais, restou incontroverso a continuida- de " pelos ditos ex -sócios, das atividades negociais da recorren- te, mesmo após a sua extinção, fato que torna patente a responsa- bilidade dos mesmos por seus débitos fiscais, na qualidade de su- cessores, a teor da legislação que rege a matéria. Daí, só por um excessivo e injustificado apego ao formalismo justificaria a anu- lação do lançamento fiscal, mormente em se considerando que não houve prejuízo de espécie alguma aos sucessores da recorrente. E o relatório. (,4t70411111Ug .:1. . N. li ---."7---- • 0 1 .. .. , 7. PROCESSO NR. 10725/000.911/90- 45 '.. ACORDAS NR. CSRF/01 -1.782 v n. T 0 Conselheiro: VER :t HENRIGUE DA SILVA, RELATOR. Preliminarmen te , cumpre apreciar o aspecto re- ferente à admissibilidade do recurso especial interposto polo contribuinte. Vale lembrar que a admissibilidad e do mesmo so foi possível graças ao elogiável zelo profissional da Sra. Presi- dente da Câmara recorrida, que em fiel observância ao preceito inserido no inciso LV, da art. 29, da Carta Magna, o admitiu, ressalvando, no entanto, que o fazia apenas para possibilitar ao litigante o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes, tendo, inclusive, assinalada em seu despacho de fls. 190, qur g "Embora, inicialmente, não se afigure nítido e claramente o dissídio jurisprudencial, que só seria evidenciado mediante, ilaçbes quanto à extinção, SUC255O e responsabilidade tributária, da que não tratam nem o acórdão recorrido, de forma precisa e inconteste, nem os acórdãos parãmetros, mas objetivando assegurar ao recorrente o. mais amplo direita de defesa, sem pre- juízo de um exame mais profundo pela Câmara Superior de . Recursos. Fiscais da ocorrOncia do dissídio jurisprudencial, admito o re- curso especial quanto à relação processual sujeito ativo-passivo, nu seja, à correta identificação do sujeito passivo da obriga- ção tributária..." Este fato, inclusive, foi explorado pelo Sr. Procurador, junto à Câmara recorrida, quando analisou um a um trÊs dos quatro Acórdãos eleitos pelo contribuinte como paradig- mas, fazendo constar due g "o acórdão nr. 103-03.450/81 cuidou de hipótese em que pessoa jurídica foi tributada merc0 de 0Mi5S2(0 de receita da sócio, sem que se lograsse fazer ligação entre a con- duta do sócio e a empresa; o. de nr. 102 -23.329/SS retrata decisão. em que se considerou que o erro na identificação do . sujeito pas- sivo não constituí vício formal do lançamento, e que, portanto, a seu reconhecimento não dó ensejo ao reinicio do prazo decadencial para novo lançamento; e o de nr. 102-25.531/90, à sua vez, julgou • insubsistente o lançamento feito contra herdeiro por dívidas fis- cais do "de cujus", uma vez que, por estar em curso o ínventário das bens do falecido, o seu sucessor tributâria era, ainda, o cio»-, pólio." Ili. , Ágil° 1 --- -- 8. PROCESSO 10725/000.911190-45 ACORDA8 NR. g C8RF/01 -1.782 3A quanto ao ültimo, de nr. 102-26.950/92, nãa abordado pela Fazenda Nacional, verifiquei que tratou de Erre de fato, ou seja, caso 33M que ficou provado que "os rendimentos con- siderados omitidos, e objeto de auto de infração, foram percebi- dos não pala autuada, mas por sua filha", tendo, inclusive esta apresentada declaração de rendimentos 2M separado no mencionado exercício, não figurando como depandente econnmica da interessa- da. Examinando os demais Acórdãos, pude constatar que a síntese da matéria neles tratada, e trazida aos autos pelo Sr. Procurador, retrata fielmente a realidade. O de nr. 103 03.450/81 cuidou de caso em que pessoa jurídica fni tribut.P. - da, em virtude de um dos seus sócios ter realizada aplicaçCjes ri] v'zi 1 r 4451.t 1:3133 i C:3 r" 1i 33 13.3 iT1 d C3145 C 1. 1. 1/3 434. C::: 4444. 1:3 E41 .331 43: :31 C41 C't 4441: 131 que a fiscalização lograsse fazer ligal,ãe entre a conduta do só- cio e a empresa, COM O gravame da pessoa física possuir outras fontes de renda a discussão travada no de nr. 102 -2..:.....329/88 ver- sou sabre distribuição disfarçada de lucro (o imposto foi cobrado inicialmente da pessoa jurídica e, posteriormente, exigido dos sócios, dilatando o prazo decadencial sem previsão legal):.: ao de nr. 102-25.531/90 entendeu que "enquanto não homologada a prti- lha ou feita a adjudicação, a responsabilidade do imposto por- aluguéis percebidos é do espólio". Haveria, então, o dissídio jurisprudencial ar - gMido pelo apelante? E entendimento doutrinário, COMO 52 sabe, que a divergÊncia só estará caracterizada se se provar "a existÊncia de :i, ri diversas a rospeíto da mesma norma a ser aplicada ao mesmo caso". Além do que, "a matéria de fato o a matéria do acórdão paradigma devem ser iguais. Sendo os fatos desiguais não hA como invocar a divergOncia." (Antônio da Siva (abral, in Pro- cesso Administrativo Fiscal, págs. 453/54). Por outro lado, não é demais lembrar que esta própria Càmara Superior, em diversas oportunidades, decidiu se- gundo essa' entendimento, como observa o Dr. AntÔnio da Silva Ca- bral (abra já citada, págs. 455/56) "No Ao. CSRF/01 -0.654, de 11.04.86, ficou assentado que g "Não se caracteriza dissídio ju- risprudencial se o Acórdão recorrido não tem, entre os seus fun- damentos, aquele apontado no paradigma, distintas as hipóteses tratadas". No A g . 0550/01 -0.954, 4344E2 1 O na ementa g "Para que se caracterize a divergÊncia jurísprudencial a que se refere o inci - d 0 143 9 Cl C3 D C 143 e n r- :304 / n e c: essá 14:3 comprove a ocorrÉncia de antagonismo ou centradição entre as te' acne jurídicas postas em confronto. In casu, embora todas as deci - seles versem sobre arbitramento de 1ucro, Ctt fato que o determinou 1:. 9. PROCESSO NR. 10725/000.911/90-45 . ACORDA() NR.'4 CSRF/01 -1.782 no procedimento fiscal objeta da decisão recorrida é diverso da-. queles que foram arrolados nas paradigmas". No Ac. C3RF/01 -0.678, de 20.06.86, ficou decidido que Não 5e caracteriza dissídio ju-:- risprudencial se o Acórdão recorrido trata de fiscalização exter- na e os acórdãos paradigmas cuidam de revisão interna de declara- ção, sendo distintas as hipóteses tratadas". Com razão, pois, a OBRE ao não aceitar, no caso, a existência de divergência de jul- gados." Nesse passo, é forçoso concluir que os Acórdãos eleitos como parâmetros pelo contribuinte, e acima já examinados, não se prestam para as fins a que se destinam, não restando outra solução senão aquela de não se admitir o recurso especial, por não preencher os pressupostas para a sua admissibilidade. Divergência existiria se, quando menos, como ressaltou a Sra. Presidente da. Quarta Câmara, às fls. 190, ficas- se "evidenciado mediante ilaçbes quanto à extinção, sucessão e responsabilidade tributária, de que não tratam nem o acórdão re- corrido, de forma precisa e inconteste, nem os acórdãos pari' rue--' tudo isto, a evidência, versando "quanto à relação proces- sual sujeito ativo passivo, ou seja, à correta identificação do sujeito passivo da obrigação tributária..." Ora, a lide que aqui se discute versa sobre ex- tinção de pessoa jurídica/responsabilidade dos sócios, como se pôde depreender do relatório, ou simplesmente compulsando os do- cumentas de fls. 112/13 (declaração firmada pelos sócios ates- tando que uma filial da DISTRIBUIDORA limm ,"Km DE BICICLETAS !T- OA passou a funcionar no antigo endereço . da CICLO UNIVERSAL LTDA) e 133/42 (alteraOes contratuais que demonstram de forma inequí- voca que três ex -sócios da OICLE UNIVERSAL LTDA compuseram a DIS- TRIBUIDORA UNIVERSAL DE BICICLETAS ITDA). Em sendo caso de extinção/sucessã o de pessoa jurídica, fato incontroverso, pois admitido pelo recorrente por diversas vezes, a divergência que se quer provar somente estaria caracterizada se os acórdãos eleitos como paradigmas evidencias- sem, no mínimo, hipóteses de extinção de empresa, com a conse- qÜente lave" atura do auto de infração na pessoa jurídica extinta. Ao revés, tratam eles de ii 1 - distribuição disfarçada de lu - cros/decadênciag 2-'- espólio 3 - receita omitida pelo sócio e 4 - erro de fato (mãe autuada no lugar da filha). Em tais circunstâncias, e não sendo nenhuma doo»-' 5as a situação dos presentes autos, não vislumbro, por mais que , /111111° , , j . Áliaiiiiil* i 1 1 / 10. PROCESSO NR„;1 10725/000.911/90-45 AcoRpno NR. g CSRF/01 -1.702 me esforce, dissídio jurisprudencial entre o Acórdão recorrido e CS paradigmas trazidos à colação pela recorrente, seja no plano Futico seja nas teses jurídicas desenvolvidas, até porque este tem sido o entendimento manso e pacífico desta Egrégia Cãmara Su- perior de Recursos Fiscais, como acima restou provado, Por isso, entendo que o recurso não reine condi - çeSes de admissibilidade, não devendo ser conhecido, por não pre- encher os pressupostos mínimos exigidos pela legislação que rege a matéria, já Que não caracterizado o dissídio jurisprudencial. ir o meu voto. Brasília, 17 de outubro de 1994 VERINALDO Fi l ..-..,:101JE DA SILVA - RELATOR 11':4 j, Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1
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Numero do processo: 13971.001588/2004-15
Data da sessão: Mon Oct 25 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/04/1999 a 21/12/2003
LANÇAMENTO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
Se o auto de infração possui todos os requisitos necessários à sua formalização, não se justifica argüir sua nulidade, mormente quando comprovado, pela clara descrição dos fatos e alentada impugnação, não ter havido preterição do direito de defesa.
DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. Diante do teor da Súmula vinculante nº 8, do Supremo Tribunal Federal, a contagem do prazo de decadência do direito do Fisco efetuar o lançamento de ofício das contribuições sociais deve obedecer às regras previstas no CTN. Nos casos de lançamento por homologação, aplica-se o artigo 150, § 4° do CTN, contando-se o prazo de 5 anos a partir da ocorrência do fato gerador.
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. LEI Nº 9.363/96. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. Não se incluem na base de cálculo da contribuição, os valores relativos ao crédito presumido do IPI.
SELIC- Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE PROVIDO EM PARTE
Numero da decisão: 9303-001.194
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da do , [ I) Por maioria de votos, afastou-se a preliminar de nulidade do MPF. Vencidas as Conselheiras Maria Teresa Martínez López (Relatora) e Susy Gomes Hoffmann. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas; e II) por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso especial: a) quanto à decadência dos fatos geradores ocorridos até setembro/1999, inclusive. Os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo da Costa Pôssas e Carlos Alberto Freitas Barreto votaram pelas conclusões. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres apresentará declaração de voto; e b) para excluir da base de cálculo da contribuição o valor recebido do crédito presumido do IPI; e III) por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso especial : a) quanto ao alargamento da base de cálculo da Cofins em face da concomitância; e b) quanto à taxa Selic. Ausente justificadamente o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho. Fez sustentação oral o Dr. Marlon Sued de Novais, OAB/SC nº 21.621, advogado do sujeito passivo.
]
CARLOS ALBERTO BARRETO - Presidente
MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ - Relatora
RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Redator Designado
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Irene Souza da Trindade Torres , Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto .
Nome do relator: MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ
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NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o auto de infração possui todos os requisitos necessários à sua formalização, não se justifica argüir sua nulidade, mormente quando comprovado, pela clara descrição dos fatos e alentada impugnação, não ter havido preterição do direito de defesa. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. Diante do teor da Súmula vinculante nº 8, do Supremo Tribunal Federal, a contagem do prazo de decadência do direito do Fisco efetuar o lançamento de ofício das contribuições sociais deve obedecer às regras previstas no CTN. Nos casos de lançamento por homologação, aplicase o artigo 150, § 4° do CTN, contando se o prazo de 5 anos a partir da ocorrência do fato gerador. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. LEI Nº 9.363/96. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. Não se incluem na base de cálculo da contribuição, os valores relativos ao crédito presumido do IPI. SELIC Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE PROVIDO EM PARTE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 00 15 88 /2 00 4- 15 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 3 2 ACORDAM os membros da 3ª Turma do CÂMARA SSUUPPEERRIIOORR DDEE RREECCUURRSSOOSS FFIISSCCAAIISS, [ I) Por maioria de votos, afastouse a preliminar de nulidade do MPF. Vencidas as Conselheiras Maria Teresa Martínez López (Relatora) e Susy Gomes Hoffmann. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas; e II) por unanimidade de votos, deuse provimento ao recurso especial: a) quanto à decadência dos fatos geradores ocorridos até setembro/1999, inclusive. Os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo da Costa Pôssas e Carlos Alberto Freitas Barreto votaram pelas conclusões. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres apresentará declaração de voto; e b) para excluir da base de cálculo da contribuição o valor recebido do crédito presumido do IPI; e III) por unanimidade de votos, negouse provimento ao recurso especial : a) quanto ao alargamento da base de cálculo da Cofins em face da concomitância; e b) quanto à taxa Selic. Ausente justificadamente o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho. Fez sustentação oral o Dr. Marlon Sued de Novais, OAB/SC nº 21.621, advogado do sujeito passivo. ] CARLOS ALBERTO BARRETO Presidente MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ Relatora RODRIGO DA COSTA PÔSSAS – Redator Designado Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Irene Souza da Trindade Torres , Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto . Relatório Tratase de recurso especial apresentado pelo contribuinte contra Acórdão nº 20179.118 que manteve a decadência, pelas regras do art. 45 da lei nº 8212/91, e determinou inexistência de irregularidade no MPF. Consta do relatório que acompanha a decisão recorrida o que a seguir peço vênia para reproduzir: Tratase de recurso voluntário (fls. 477 a 495) interposto contra o Acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fl. 2DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 4 3 Florianópolis SC (fls. 450 a 470), que manteve auto de infração de Cofins, lavrado em 06 de outubro de 2004, relativamente aos períodos de 30 de abril de 1999 a 31 de dezembro de 2003, nos seguintes termos: “Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/1999 a 30/11/2002, 01/01/2003 a 31/01/2003, 01/04/2003 a 30/04/2003, 01/06/2003 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 31/08/2003, 01/12/2003 a 31/12/2003 Ementa: MPF. PRORROGAÇÃO. FALTA DE FORNECIMENTO DO DEMONSTRATIVO DE EMISSÃO E PRORROGAÇÃO. EFEITO A partir da Portaria SRF nº 3.007/2001, no caso de prorrogação de procedimento fiscal regularmente iniciado por via da emissão de MPF devidamente cientificado ao contribuinte, não é causa de invalidade da ação fiscal a falta de fornecimento, ao contribuinte, do Demonstrativo de Emissão e Prorrogação do Mandado de Procedimento Fiscal. MATÉRIA EM DISCUSSÃO JUDICIAL. EFEITOS A propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, as quais ficam impossibilitadas de apreciarem o assunto em discussão judicial. CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. EFEITOS A concessão de medida liminar suspende a exigibilidade do crédito tributário, mas, por si só, não impede a formalização do lançamento tributário destinada a prevenir a decadência. ARGÜIÇÃO DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade e ilegalidade de atos legais regularmente editados. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/04/1999 a 30/11/2002, 01/01/2003 a 31/01/2003, 01/04/2003 a 30/04/2003, 01/06/2003 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 31/08/2003, 01/12/2003 a 31/12/2003 Ementa: PRAZO DECADENCIAL O direito de a Fazenda Pública apurar e constituir seus créditos relativos à Cofins extinguese após dez anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. DESÁGIO OBTIDO NA AQUISIÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS E BASES DE CÁLCULO NEGATIVAS DE TERCEIROS. UTILIZAÇÃO NO REFIS. TRATAMENTO FISCAL. RECEITA Fl. 3DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 5 4 TRIBUTÁVEL A diferença (deságio) entre o preço pago e o valor do crédito compensável advindo de base de cálculo negativa ou prejuízo fiscal adquiridos de terceiro, no âmbito do Refis, constitui receita que integra a base de cálculo da Cofins. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. TRATAMENTO FISCAL. RECEITA TRIBUTÁVEL A receita relativa ao crédito presumido do IPI de que trata a Lei nº 9.363/96 deverá ser apurada em função da ocorrência de exportação ou venda a empresa comercial exportadora com fim específico de exportação, e contabilizada como receita operacional, deverá ser oferecida à tributaçãoda Cofins. VARIAÇÃO CAMBIAL ATIVA. TRATAMENTO FISCAL. RECEITA TRIBUTÁVEL As variações monetárias ativas deverão ser computadas, na condição de receitas financeiras, na determinação da base de cálculo da Cofins. As variações cambiais passivas refletem despesas financeiras, e não há previsão legal para sua dedução. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/04/1999 a 30/11/2002, 01/01/2003 a 31/01/2003, 01/04/2003 a 30/04/2003, 01/06/2003 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 31/08/2003, 01/12/2003 a 31/12/2003 Ementa: MULTA DE OFÍCIO. HIPÓTESE DE EXCLUSÃO Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício, exclusivamente, aos casos em que a suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. Lançamento Procedente”. Segundo o auto de infração (fls. 307 a 372), foram apuradas as seguintes infrações: 1) omissão na base de cálculo da Cofins das receitas com deságio na aquisição de créditos fiscais. Tratouse de deságios na negociação com terceiros de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa da CSLL, uma vez que os pagamentos se deram por valores inferiores aos das realizações, segundo contratos de fls. 49 a 95. Informou a Fiscalização que, embora tenha lançado valores de deságios na escrituração, a maioria deles foi estornada; 2) exclusões indevidas da base de cálculo da contribuição; 2.1) receitas financeiras. Após incluir os valores na base de cálculo, a interessada procedia a sua exclusão, relativamente a variações cambiais negativas atinentes a exportação; Fl. 4DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 6 5 2.2) outras receitas operacionais. Tratouse de receitas de aluguéis, receitas eventuais e diversas e outras não especificadas pela interessada; 2.3) créditos de PIS e Cofins na exportação. Tratouse do crédito presumido de IPI; 2.4) receitas de vendas à Zona Franca de Manaus. A interessada excluiu da base de cálculo da contribuição as receitas das vendas à ZFM, considerandoas equiparadas a exportação. Segundo a interessada, o DecretoLei nº 288, de 1967, art. 4º, considerou as vendas para a ZFM como equiparadas à exportação para todos os efeitos fiscais. Ademais, em face da medida liminar concedida na ADIn nº 2.3489, a tributação das vendas para empresas sediadas a ZFM estaria suspensa. Tanto que a MP nº 2.11326, de 2000, não relacionou a ZFM dentre as exclusões da isenção; 2.5) receitas de vendas diversas. Tratouse de vendas de sucatas e subprodutos, que, segundo a interessada, seria matéria de Mandado de Segurança (nº 99.20.052434); 3) redução indevida da alíquota. A interessada teria utilizado a alíquota de 2%, embora não tivesse obtido medida judicial que autorizasse tal redução; e 4) redução indevida das receitas. Tratarseia de lançamento de receitas negativas em vários períodos de apuração, relativamente a perdas de variação cambial, descontos obtidos, rendimentos de aplicações financeiras, etc. Informou a Fiscalização que o arrolamento de bens foi efetuado no Processo nº 13971.001589/200460. No recurso alegou a recorrente que o Acórdão de primeira instância seria nulo, por ter cerceado sua defesa, relativamente às alegações de ilegalidade e inconstitucionalidade da Lei nº 9.718, de 1998. Também alegou ser inválida a prorrogação do Mandado de Procedimento Fiscal MPF, uma vez que só fora emitido para fiscalização do IRPJ e da CSSL e que excedera o prazo constante da primeira emissão, sem ter havido comunicação pelo demonstrativo de prorrogações, o que estaria em desacordo com a Portaria nº 3007, de 2001. Ademais, teria havido uma outra prorrogação em 14 de setembro de 2004, que não teria sido comunicada à interessada. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 7 6 Quanto ao mérito, alegou ter ocorrido decadência, pois o prazo de cinco anos, previsto no art. 150, § 4º, do CTN, teria expirado. Haveria, segundo a interessada, medida judicial (efeito suspensivo em recurso extraordinário) “impeditiva do lançamento”, que implicaria suspensão do processo. Dessa forma, não poderia também ter sido lavrada a exigência da multa. Passou, a seguir, a tratar da inconstitucionalidade da Lei nº 9.718, de 1998, relativamente à base de cálculo e à alíquota. Relativamente ao deságio na aquisição de créditos fiscais, alegou que o Regulamento do Imposto de Renda, que deve ser aplicado subsidiariamente à Cofins, não prevê que os deságios sejam considerados receita. Quanto às receitas financeiras, citou lição de Hiromi Higuchi e Celso Hiroyuki Higuchi, segundo a qual as atualização monetárias seriam meras provisões, representadas por créditos contábeis, que não geram entrada de recursos. No tocante ao crédito presumido, alegou que não teria natureza jurídica de receita e que seria ilógico exigir sobre o seu valor as contribuições sociais, uma vez que fora criado para desonerar a sua incidência. Com referência às vendas para a Zona Franca de Manaus, objeto do Mandado de Segurança nº 2002.72.05.0015488, repetiu as alegações apresentadas anteriormente. Relativamente às vendas diversas, alegou que a tributação não seria possível, à vista da indefinição sobre a base de cálculo da contribuição e os efeitos da demanda judicial acerca da matéria. No tocante à alíquota, alegou ter obtido sentença favorável em ação judicial proposta, razão que determinou a apuração pela alíquota de 2%. Por fim, alegou ser impossível a exigência dos juros de mora com base na taxa Selic e ser confiscatória a multa de ofício aplicada. Das fls. 499 e 500 constou o arrolamento de bens. Por meio do Acórdão nº 20179.118, os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes manifestaramse da seguinte forma: por unanimidade de votos: I) em não conhecer do recurso, quanto à matéria submetida à apreciação do Judiciário; e II) na parte conhecida, em negar provimento ao recurso. A ementa dessa decisão está assim redigida: NORMAS PROCESSUAIS. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. LIMITES DE APRECIAÇÃO DA MATÉRIA PELA AUTORIDADE JULGADORA ADMINISTRATIVA. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 8 7 Somente é possível o afastamento da aplicação de normas por razão de inconstitucionalidade, em sede de recurso administrativo, nas hipóteses de haver resolução do Senado Federal suspendendo a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF, de decisão do STF em ação direta, de autorização da extensão dos efeitos da decisão pelo Presidente da República, ou de dispensa do lançamento pelo Secretário da Receita Federal ou desistência da ação pelo ProcuradorGeral da Fazenda Nacional. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. A apresentação da ação judicial pelo sujeito passivo implica a renúncia à discussão administrativa da matéria submetida à análise do Judiciário. MPF. PRORROGAÇÃO. FALTA DE FORNECIMENTO DO DEMONSTRATIVO DE EMISSÃO E PRORROGAÇÃO. EFEITO. A partir da Portaria SRF nº 3.007, de 2001, a falta de fornecimento de demonstrativo de prorrogações da ação fiscal não é causa de invalidade da ação fiscal regularmente iniciada. COFINS. DECADÊNCIA. O prazo de decadência da Cofins é de dez anos, contados do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. MULTA DE OFÍCIO. SUSPENSÃO DA INCIDÊNCIA. EFEITO SUSPENSIVO CONCEDIDO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO APÓS O INÍCIO DO PROCEDIMENTO. Somente as medidas judiciais concedidas anteriormente ao início da ação fiscal são hábeis a impedir a incidência da multa de ofício, no lançamento para constituição do crédito tributário. VARIAÇÕES CAMBIAIS PASSIVAS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. IMPOSSIBILIDADE. As despesas financeiras e as variações a que a legislação tenha dado, expressamente, o mesmo tratamento não podem ser excluídas da base de cálculo da contribuição. MULTA. VEDAÇÃO AO CONFISCO. O afastamento da aplicação de lei, fundado em razão de alegada inconstitucionalidade, somente pode ser aplicado pelos órgãos julgadores administrativos nas hipóteses do art. 77 da Lei nº 9.430, de 1996. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A exigência dos juros de mora com base na taxa Selic tem autorização legal no Código Tributário Nacional. Fl. 7DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 9 8 Recurso negado. O contribuinte, inconformado com a decisão prolatada, apresenta recurso especial às fls. 539/578 , com fundamento nos arts. 32, inciso II do RICC e do art. 5º, inciso II do RICSRF, solicitando a reforma da decisão proferida. Os argumentos divergentes do contribuinte consistem em: I) nulidade do lançamento – invalidade das prorrogações do MPF; II) prazo de decadência para o Fisco promover o lançamento da COFINS é de 5 anos a contar do fato gerador; III) inaplicabilidade da base de cálculo prevista na Lei nº 9.718/98; IV) não inclusão na base de cálculo da COFINS dos valores recebidos a título de crédito presumido de IPI; e V) inaplicabilidade da Taxa SELIC. Por meio de Despacho nº 201206/07 de fls.656/660, sob o entendimento de terem sido cumpridos todos os requisitos legais de admissibilidade, foi recebido com relação às seguintes matérias: I) nulidade do lançamento – invalidade das prorrogações do MPF; II) prazo de decadência para o Fisco promover o lançamento da COFINS é de 5 anos a contar do fato gerador; III) inaplicabilidade da base de cálculo prevista na Lei nº 9.718/98; IV) não inclusão na base de cálculo da COFINS dos valores recebidos a título de crédito presumido de IPI; e V) inaplicabilidade da Taxa SELIC. Informa possuir decisão proferida em seu favor (MS nº 99.20018488 – RE nº 317.010/SC) reconhecendolhe a inconstitucionalidade da base de cálculo da COFINS prevista na Lei nº 9.718/98 (art. 3º, § 1º). Que com esta decisão, lhe foi reconhecido o direito de, a partir da competência 02/99, recolher a COFINS com base na legislação anterior à Lei nº 9.718/98, ou seja, apenas o faturamento (produto da venda de mercadorias e/ou serviços), excluídas todas as demais receitas e ingressos. Pede para que seja acatada a decisão judicial, e consequentemente excluídos do montante total exigido no processo, todos os valores que foram lançados em virtude da base de cálculo prevista na Lei nº 9.718/98. Intimado a Fazenda Nacional, optou pela não apresentação de suas contrarrazões (fl.662). É o relatório. Fl. 8DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 10 9 Voto Vencido Conselheira MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ, Relatora O recurso especial atende aos requisitos legais de sua admissibilidade e dele tomo conhecimento. Os argumentos divergentes do contribuinte consistem em: I) nulidade do lançamento – invalidade das prorrogações do MPF; II) prazo de decadência para o Fisco promover o lançamento da COFINS é de 5 anos a contar do fato gerador; III) inaplicabilidade da base de cálculo prevista na Lei nº 9.718/98; IV) não inclusão na base de cálculo da COFINS dos valores recebidos a título de crédito presumido de IPI; e V) inaplicabilidade da Taxa SELIC. Passo à análise das matérias: I) nulidade do lançamento – invalidade das prorrogações do MPF; A contribuinte alega desde a sua impugnação, que o registro da primeira prorrogação somente foi entregue à empresa depois de decorridos quase 50 dias da data do término do mandado original. Contesta a validade desse procedimento e do registro eletrônico com posterior cientificação, previstos no § 2º do art. 13 da Portaria SRF nº 3.007/2001 (com a redação dada pela Portaria nº 1.468/2003). Sustenta que a criação do MPF teve como objetivo coibir excessos cometidos nos procedimentos administrativos tributários, de modo a atender os princípios que orientam o referido processo. Ressalta que um desses princípios é o da cientificação e publicidade, que consiste no direito de o contribuinte ser comunicado formal e previamente sempre que houver qualquer atividade administrativa que se refira à sua esfera de interesse jurídico, sob pena de ser tido como inválido. Que também não recebeu qualquer termo de prorrogação que “supostamente” teria ocorrido em 14/09/2004. Desta forma, as prorrogações não seriam consistentes para amparar os trabalhos fiscais e o presente auto de infração. Afirma que a fiscalização da Cofins somente foi mencionada no Mandado Complementar, mas este não teria “o condão de prorrogar o que já se encontrava encerrado”. Assim, como apenas o IRPJ e a CSLL foram indicadas no mandado original, nulo seria o presente lançamento de Cofins. Passo ao exame: O MPF foi instituído originariamente pela Portaria SRF nº 1.265, de 22 de novembro de 1999, posteriormente regulado pela Portaria SRF nº 3.007, de 26 de novembro de 2001, com as alterações efetuadas pelas Portarias SRF nº 1.432, de 23 de setembro de 2003 e nº 1.468, de 6 de outubro de 2003. Posteriomente vigente a Portaria RFB nº 11.371, de 12/12/07. Fl. 9DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 11 10 A natureza da relação fiscocontribuinte envolve circunstâncias relativas ao exercício, pela Administração Tributária, de um direito potestativo que deve ser regrado de forma a evitar qualquer violação aos princípios que norteiam as atividades do Estado. Sob esse prisma, o MPF transmite ao sujeito passivo a certeza da regularidade e da dimensão do procedimento fiscal a que ora é submetido, em obediência ao princípio da segurança jurídica. As informações contidas em seu bojo também fornecem subsídios ao fiscalizado para o exercício do amplo direito de defesa. Logo, ouso discordar daqueles que defendem, na linha da decisão recorrida que: “Quanto ao Mandado de Procedimento Fiscal, devese esclarecer, inicialmente, que não se trata de condição de validade da ação fiscal. Tratase, com efeito, de medida administrativa de controle.” O documento deve ter um alcance maior, que ser um instrumento de controle, ainda que possa preencher também tal relevante função. Tal restrição mostrase incoerente com a preocupação da autoridade fiscalizadora em cientificar o sujeito passivo do MPF, inclusive com a disponibilização na Internet. Ora, como instrumento de controle interno, bastaria à Administração ter a certeza da emissão do documento nos moldes adequados ao procedimento a que se destina. Assim, é do meu entendimento pessoal que o procedimento fiscal deve ser realizado sob os auspícios de um MPF e em consonância com as determinações nele contidas; caso contrário é passível de nulidade. Nesse sentido já me manifestei sobre a matéria por diversas vezes. O fato de esse Mandado ter sido instituído por ato administrativo não exime a Administração de cumpri lo, afinal a Fazenda pode se autolimitar de modo a garantir maior transparência no exercício da função pública. Seria, no mínimo, imoral a Administração emitir um ato em que se compromete a realizar determinado agir em benefício do administrado e depois unilateralmente descumprir o que fora prometido. Sob essa ótica, discordo parcialmente da recorrente no que se refere a irregularidades na prorrogação do MPF. Entendo que o inicio da vigência desse documento e de suas prorrogações ocorre com a emissão e não com a ciência formal do sujeito passivo. Não se justificaria tal vinculação até porque a disponibilização das informações na Internet permite ao fiscalizado, desde o momento da emissão, o acesso imediato aos dados do MPF. No entanto, o que se pode verificar é ter ocorrido o registro da primeira prorrogação somente depois de decorridos quase 50 dias da data do término do mandado original. A Portaria SRF nº 3.007/01 deixa claro que a prorrogação ocorre por intermédio do registro eletrônico pela autoridade competente e a disponibilização da informação na rede: Art. 13. (.........) § 1º A prorrogação de que trata o caput farseá por intermédio de registro eletrônico efetuado pela respectiva autoridade outorgante, cuja informação estará disponível na Internet, nos termos do art. 7º, inciso VIII. Fl. 10DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 12 11 Verificase pelo exame do MPF (emissão em 18 de março de 2004) que a primeira prorrogação (16 de julho de 2004) fora formalizada intempestivamente. Sendo assim, ocorreu a alegada extinção do MPF, sendo procedente a argumentação da recorrente, motivo pela qual voto no sentido de cancelar o auto de infração. Considerando, no entanto que a jurisprudência desta Câmara, em relação ao MPF, é diversa do meu entendimento, na hipótese de ser vencido quanto ao acolhimento da preliminar, manifestome quanto às demais matérias: II) Lançamento prazo de decadência: A decisão recorrida aplicou o prazo de 10 anos, com fundamento na lei nº 8212/91. Invoca a recorrente o prazo de 5 anos a contar do fato gerador. O período de apuração, objeto do lançamento compreende: 01/04/1999 a 30/11/2002, 01/01/2003 a 31/01/2003, 01/04/2003 a 30/04/2003, 01/06/2003 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 31/08/2003, 01/12/2003 a 31/12/2003. A controvérsia cingese em saber se o prazo de decadência para o lançamento das contribuições sociais, sujeitas à sistemática do chamado “lançamento por homologação”, deve ser contado por uma das regras previstas no CTN ou pela regra prevista no art. 45 da Lei nº 8.212/91. O Diário Oficial da União do dia 20/06/2008 publicou o enunciado da Súmula vinculante nº 8, verbis: “Em sessão de 12 de junho de 2008, o Tribunal Pleno editou os seguintes enunciados de súmula vinculante que se publicam no Diário da Justiça e no Diário Oficial da União, nos termos do § 4º do art. 2º da Lei nº 11.417/2006: Súmula vinculante nº 8 São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Precedentes: RE 560.626, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 556.664, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.882, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.943, rel. Min.Cármen Lúcia, j. 12/6/2008; RE 106.217, rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 12/9/1986; RE 138.284, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/8/1992. Legislação: DecretoLei nº 1.569/1997, art. 5º, parágrafo único Lei nº 8.212/1991, artigos 45 e 46 CF, art. 146, III Brasília, 18 de junho de 2008. Ministro Gilmar Mendes Presidente” Fl. 11DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 13 12 (DOU nº 117, de 20/06/2008, Seção I, pág. 1) Portanto, diante da declaração de inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/91 não há como se manter a decisão recorrida. Resta saber se o prazo da decadência pode ser contado na forma estabelecida pelo art. 150, § 4º, do CTN. No presente caso (admitindo divergências nesta Câmara a se houve ou não pagamento parcial) o prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente às eventuais diferenças de PIS extinguese em cinco anos contados da data de ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 150, § 4º, do CTN. Entende esta Conselheira que tendo em vista que a regra de incidência de cada tributo é que define a sistemática de seu lançamento e, tendo a Contribuição para o PIS natureza tributária, cuja legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento, sem prévio exame da autoridade administrativa, amoldandose à sistemática de lançamento por homologação, a contagem do prazo decadencial deslocase da regra geral estatuída no art. 173 do CTN, para encontrar respaldo no § 4° do art. 150, do mesmo Código, hipótese em que os cinco anos têm como termo inicial a data da ocorrência do fato gerador. Como a inércia da Fazenda Pública homologa tacitamente o lançamento e extingue definitivamente o crédito tributário, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação (CTN, art. 150, § 4o), o que não se tem notícia nos autos, entendo decadente o direito da Fazenda Nacional de constituir o crédito tributário relativamente à contribuição, para os fatos geradores ocorridos há mais de 5 anos. Sobre o assunto, aplicabilidade do art. 150, § 4 º, do CTN, tomo a liberdade de transcrever parte do voto prolatado pelo Conselheiro Urgel Pereira Lopes, relator designado no Acórdão CSRF/010.370, que acolho por inteiro, onde analisando exaustivamente a matéria sobre decadência, assim se pronunciou: “....................................................................................Em conclusão : a) nos impostos que comportam lançamento por homologação........ a exigibilidade do tributo independe de prévio lançamento; b) o pagamento do tributo, por iniciativa do contribuinte, mas em obediência a comando legal, extingue o crédito, embora sob condição resolutória de ulterior homologação; c) transcorrido cinco anos a contar do fato gerador, o ato jurídico administrativo da homologação expressa não pode mais ser revisto pelo fisco, ficando o sujeito passivo inteiramente liberado; d) de igual modo, transcorrido o quinquênio sem que o fisco se tenha manifestado, dáse a homologação tácita, com definitiva liberação do sujeito passivo, na linha de pensamento de SOUTO MAIOR BORGES, que acolho por inteiro; Fl. 12DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 14 13 e) as conclusões de “c” e “d” acima aplicamse (ressalvando os casos de dolo, fraude ou simulação) às seguintes situações jurídicas (I) o sujeito passivo paga integralmente o tributo devido; (II) o sujeito passivo paga tributo integralmente devido; (III) osujeito passivo paga o tributo com insuficiência; (IV) o sujeito passivo paga o tributo maior que o devido; (V) o sujeito passivo não paga o tributo devido; f) em todas essas hipóteses o que se homologa é a atividade prévia do sujeito passivo. Em casos de o contribuinte não haver pago o tributo devido, dirseia que não há atividade a homologar.Todavia, a construção de SOUTO MAIOR BORGES, compatibilizando, excelentemente, a coexistência de procedimento e ato jurídico administrativo no lançamento, à luz do ordenamento jurídico vigente, deixou clara a existência de uma ficção legal na homologação tácita, porque nela o legislador pôs na lei a idéia de que, se toma o que não é como se fosse, expediente de técnica jurídica da ficção legal. Se a homologação é ato de controle da atividade do contribuinte, quando se dá a homologação tácita, devese considerar que, também por ficção legal, deuse por realizada a atividade tacitamente homologada.” Ainda sobre a mesma matéria, trago à colação, o Acórdão nº 10804.974, de 17/03/98, prolatado pelo ilustre Conselheiro JOSÉ ANTÔNIO MINATEL, cujas conclusões acolho e, reproduzo, em parte : "Impende conhecermos a estrutura do nosso sistema tributário e o contexto em que foi produzida a Lei 5.172/66 (CTN), que faz as vezes da lei complementar prevista no art. 146 da atual Constituição. Historicamente, quase a totalidade dos impostos requeriam procedimentos prévios da administração pública (lançamento), para que pudessem ser cobrados, exigindose, então, dos sujeitos passivos a apresentação dos elementos indispensáveis para a realização daquela atividade. A regra era o crédito tributário ser lançado, com base nas informações contidas na declaração apresentada pelo sujeito passivo. Confirma esse entendimento o comando inserto no artigo 147 do CTN, que inaugura a seção intitulada "Modalidades de Lançamento" estando ali previsto, como regra, o que a doutrina convencionou chamar de "lançamento por declaração" Ato contínuo, ao lado da regra geral, previu o legislador um outro instrumento à disposição da administração tributária (art. 149), antevendo a possibilidade de a declaração não ser prestada (inciso II), de negarse o sujeito passivo a prestar os esclarecimentos (inciso III), da declaração conter erros, falsidades ou omissões (inciso IV), e outras situações ali arroladas que pudessem inviabilizar o lançamento via declaração, hipóteses em que agiria o sujeito ativo, de forma direta, ou de ofício para formalizar a constituição do seu crédito tributário, dai o consenso doutrinário no chamado lançamento direto, ou de ofício. Fl. 13DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 15 14 Não obstante estar fixada a regra para formalização dos créditos tributários, ante a vislumbrada incapacidade de se lançar, previamente, a tempo e hora, todos os tributos, deixou em aberto o CTN a possibilidade de a legislação, de qualquer tributo, atribuir "... ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa" (art. 150), deslocando a atividade de conhecimento dos fatos para um momento posterior ao do fixado para cumprimento da obrigação, agora já nascida por disposição da lei. Por se tratar de verificação a posteriori, convencionouse chamar essa atividade de homologação, encontrando a doutrina ali mais uma modalidade de lançamento – lançamento por homologação. Claro está que essa última norma se constituía em exceção, mas que, por praticidade, comodismo da administração, complexidade da economia, ou agilidade na arrecadação, o que era exceção virou regra, e de há bom tempo, quase todos os tributos passaram a ser exigidos nessa sistemática, ou seja, as suas leis reguladoras exigem o "... pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa". Neste ponto está a distinção fundamental entre uma sistemática e outra, ou seja, para se saber o regime de lançamento de um tributo, basta compulsar a sua legislação e verificar quando nasce o dever de cumprimento da obrigação tributária pelo sujeito passivo: se dependente de atividade da administração tributária, com base em informações prestadas pelos sujeitos passivos – lançamento por declaração, hipótese em que, antes de notificado do lançamento, nada deve o sujeito passivo; se, independente do pronunciamento da administração tributária, deve o sujeito passivo ir calculando e pagando o tributo, na forma estipulada pela legislação, sem exame prévio do sujeito ativo – lançamento por homologação, que, a rigor técnico, não é lançamento, porquanto quando se homologa nada se constituí, pelo contrário, declarase a existência de um crédito que já está extinto pelo pagamento. Essa digressão é fundamental para deslinde da questão que se apresenta, uma vez que o CTN fixou períodos de tempo diferenciados para essa atividade da administração tributária. Se a regra era o lançamento por declaração, que pressupunha atividade prévia do sujeito ativo, determinou o art. 173 do código, que o prazo qüinqüenal teria início a partir "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" imaginando um tempo hábil para que as informações pudessem ser compulsadas e, com base nelas, preparado o lançamento. Essa a regra da decadência. De outra parte, sendo exceção o recolhimento antecipado, fixou o CTN, também, regra excepcional de tempo para a prática dos atos da administração tributária, onde os mesmos 5 anos já não mais dependem de uma carência inicial para o início da contagem, uma vez que não se exige a prática de atos administrativos prévios. Ocorrido o fato gerador, já nasce para Fl. 14DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 16 15 o sujeito passivo a obrigação de apurar e liquidar o tributo, sem qualquer participação do sujeito ativo que, de outra parte, já tem o direito de investigar a regularidade dos procedimentos adotados pelo sujeito passivo a cada fato gerador, independente de qualquer informação serlhe prestada. " (grifo nosso) É o que está expresso no parágrafo 4º, do artigo 150, do CTN, in verbis: "Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação . Entendo que, desde o advento do Decretolei 1.967/82, se encaixa nesta regra a atual sistemática de arrecadação do imposto de renda das empresas, onde a legislação atribui às pessoas jurídicas o dever de antecipar o pagamento do imposto, sem prévio exame da autoridade administrativa, impondo, inclusive, ao sujeito passivo o dever de efetuar o cálculo e apuração do tributo e/ou contribuição, daí a denominação de "autolançamento." Registro que a referência ao formulário é apenas reforço de argumentação, porque é a lei que cria o tributo que deve qualificar a sistemática do seu lançamento, e não o padrão dos seus formulários adotados. Refuto, também, o argumento daqueles que entendem que só pode haver homologação de pagamento e, por conseqüência, como o lançamento efetuado pelo Fisco decorre da insuficiência de recolhimentos, o procedimento fiscal não mais estaria no campo da homologação, deslocandose para a modalidade de lançamento de ofício, sempre sujeito à regra geral de decadência do art. 173 do CTN. (grifo nosso) Nada mais falacioso. Em primeiro lugar, porque não é isto que está escrito no caput do art. 150 do CTN, cujo comando não pode ser sepultado na vala da conveniência interpretativa, porque, queiram ou não, o citado artigo define que "o lançamento por homologação ........ operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa". O que é passível de ser ou não homologada é a atividade exercida pelo sujeito passivo, em todos os seus contornos legais, dos quais sobressaem os efeitos tributários. Limitar a atividade de homologação exclusivamente à quantia paga significa reduzir a atividade da administração tributária a um nada, ou a um procedimento de obviedade absoluta, visto que toda quantia ingressada deveria ser homologada e, a 'contrário sensu', não homologado o que não está pago. Fl. 15DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 17 16 Em segundo lugar, mesmo que assim não fosse, é certo que a avaliação da suficiência de uma quantia recolhida implica, inexoravelmente, no exame de todos os fatos sujeitos à tributação, ou seja, o procedimento da autoridade administrativa tendente à homologação fica condicionado ao "conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado", na linguagem do próprio CTN." Em síntese, no que diz respeito à decadência temse que: i Inaplicabilidade da Lei nº 8.212/91. Diante do teor da Súmula vinculante nº 8, do Supremo Tribunal Federal, a contagem do prazo de decadência do direito do Fisco efetuar o lançamento de ofício das contribuições sociais deve obedecer às regras previstas no CTN. ii Em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a contagem do prazo decadencial se desloca da regra geral, prevista no art. 173 do CTN, para encontrar respaldo no § 4º do artigo 150 do mesmo Código, hipótese em que o termo inicial para contagem do prazo de cinco anos é a data da ocorrência do fato gerador. Expirado esse prazo, sem que a Fazenda Pública tenha se pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito. Diante de todo o acima exposto, em relação a este item, voto no sentido de dar provimento ao recurso especial, de forma a acolher a decadência, dentro da regra estabelecida pelo § 4º, do artigo 150 do CTN, e assim, para os fatos geradores ocorridos até (anteriores) 06 de outubro de 1999. III) inaplicabilidade da base de cálculo prevista na Lei nº 9.718/98; Retornando ao passado, sabese que o Plenário do STF declarou a inconstitucionalidade do parágrafo 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, que ampliou a base de cálculo das contribuições ao PIS e COFINS.1 Nos últimos julgados, decidiu o STF que “faturamento” se assimila à receita bruta decorrente da venda de mercadorias, de mercadorias e serviços, e de serviços de qualquer natureza, entendimento este que levou ao órgão declarar a inconstitucionalidade do parágrafo 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98. Em 28.05.2009 foi publicada a Lei nº 11.941/09, a qual, em seu artigo 79, inciso XII, revogou o inciso I do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, que determinava a incidência do PIS e da COFINS sobre a totalidade das receitas auferidas pelas empresas, e não apenas sobre os valores relativos ao seu faturamento, decorrente da venda de bens e serviços. 1 Fato ocorrido quando do julgamento dos REs nºs 346.084/PR, 390.840/MG, 358.273/RS e 357.950/RS, ocasião em que confirmou o entendimento exposto no julgamento do RE nº 150.7551PE, e RE nº 150.7641, ao se pronunciar sobre o conceito de faturamento. Fl. 16DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 18 17 IV) não inclusão na base de cálculo da COFINS dos valores recebidos a título de crédito presumido de IPI; Consta da decisão recorrida o que a seguir reproduzo: No tocante ao crédito presumido, sua natureza é de receita, uma vez que é um incentivo fiscal. Não representa o ressarcimento, em sentido estrito, ou a restituição de tributo, mas sim um benefício instituído por lei que implica o aumento do patrimônio da empresa. Ademais, não é o fato de ter sido instituído como compensação financeira pela incidência das contribuições sociais que esteja isento de sua incidência. Como se disse, tratase, sim, de receitas, que, portanto, estão sujeitas à incidência da Cofins. Para que não houvesse incidência seria necessário haver lei específica, concedendo isenção, à vista do que dispõe o art. 150, § 6º, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993: A questão pode ser analisada por várias frentes: a primeira diz respeito à natureza do crédito presumido; a segunda, quanto aos efeitos do julgado pelo Supremo, quando da análise da inconstitucionalidade do disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 por sentença proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado em 29/09/2006. No que diz respeito á primeira questão, já me manifestei em outro precedente da mesma empresa (Rec. 124791), no sentido de dar provimento ao recurso voluntário, eis que de receita não se trata. O crédito presumido de IPI foi instituído pela Lei no 9.363/96 objetivando incentivar a atividade de exportação, gerando condições favoráveis para aqueles que se dedicando a este campo de atuação tivessem possibilidade de, reduzindo sua carga tributária, concorrer no mercado internacional. Deste modo, o contribuinte produtorexportador de mercadorias nacionais passou a ter direito a um crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, como “ressarcimento” das contribuições à COFINS e ao PIS incidentes sobre matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos no mercado interno para utilização na fabricação de produtos destinados à exportação (Lei nº 9.363/96). Assim, o produtorexportador pode utilizar o valor do crédito presumido para abater do IPI devido no próprio período de apuração ou nos períodos subseqüentes ao da apuração do crédito. Em caso de comprovada impossibilidade de utilização do crédito presumido para compensação com o IPI devido pelo produtorexportador, nas operações de venda no mercado interno, poderá requerer o “ressarcimento” em moedacorrente, compensá lo com débitos relativos a outros tributos e contribuições federais ou transferilo para outros estabelecimentos da mesma empresa, observadas as normas pertinentes. Não é objeto de análise, a cessão desse crédito para outros estabelecimentos. Fl. 17DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 19 18 O crédito presumido do IPI definitivo tem sido definido por alguns como uma espécie de recuperação de custos. Por outros, tecnicamente, como subvenção. A Procuradoria, por meio do Parecer PGFN/CAT/Nº 3092/2002, posicionou se no sentido de ser, o crédito presumido do IPI, um incentivo fiscal, caracterizado como um “ressarcimento” das contribuições instituídas pelas Leis Complementares nº 7 e nº 8, de 1970, e nº 70, de 1991 (PIS/PASEP e COFINS). Vejase excertos do texto: Conforme a Lei nº 9.363, de 1996, o crédito presumido do IPI é um incentivo fiscal, caracterizado como um “ressarcimento” das contribuições instituídas pelas Leis Complementares nº 7 e nº 8, de 1970, e nº 70, de 1991 (PIS/PASEP e COFINS) “incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo” (art. 1º). Para melhor elucidação dos fatos, vejase um simples exemplo de crédito presumido do IPI: valor total dos insumos utilizados na produção em um determinado período: R$ 1.000.000,00; receita operacional bruta auferida no mesmo período: R$ 1.600.000,00; receita de exportação dos produtos no mesmo período: R$ 600.000,00. Com base nos valores acima, temos: Relação percentual entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do período em questão: R$ 600.000,00 x 100 = 37,5% R$ 1.600.000,00 O percentual acima apurado é aplicado sobre o valor total dos insumos utilizados na produção do mesmo período, para a apuração da parcela relativa à fabricação dos produtos exportados: 37,5% x R$ 1.000.000,00 = R$ 375.000,00 Valor do crédito presumido do IPI acumulado no período: 5,37% (*) x R$ 375.000,00 = R$ 20.137,50 (*) Percentual fixado pelo art. 2º, § 1º, da Lei nº 9.363/96. Assim, no exemplo hipotético acima, tendo a empresa apurado crédito do IPI no valor de R$ 20.137,50, um dos procedimentos contábil é registrar esse valor a débito da conta de IPI a Recolher ou mesmo na conta IPI a Recuperar, em contrapartida a crédito da conta de “Crédito Presumido do IPI” em conta de resultado, qual seja, conta retificadora de custo dos produtos vendidos. Fl. 18DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 20 19 Não há dúvidas que, em se tratando de recuperação de custos, o crédito presumido do IPI não integra a base de cálculo das contribuições do PIS e da COFINS, eis que Receita não é. Tenho, no entanto, à exemplo do exaustivo estudo elaborado pelo conceituado doutrinador Ricardo Mariz de Oliveira, me manifestado de forma a conceituar o crédito presumido do IPI como sendo uma subvenção. Nesse sentido o crédito presumido de IPI, instituído pela Lei n° 9.363/96, tem natureza jurídica de subvenção governamental em prestígio ao setor exportador. 2 Tal posicionamento, ao meu ver, não modifica a conclusão acima, de que ainda sob este aspecto igualmente de “receita” não se trata. O crédito presumido se apresenta, como uma concessão governamental visando incrementar as exportações de produtos brasileiros, tendo, portanto, a natureza de uma subvenção, até porque subvenções são definidas como “as transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades beneficiadas”, distinguindose as subvenções sociais e as econômicas, consideradas estas “as que se destinem a empresas públicas ou privadas de caráter industrial, comercial, agrícola ou pastoril” (Lei n° 4.320, de 17.3.1964, art. 12, parágrafo 3o). Ricardo Mariz, na obra já citada, após estudo da verdadeira identidade dos créditos fiscais a título de incentivo, e após a conclusão de que eles são subvenções para custeio de operações, e que estas, tanto quanto as subvenções para investimento, 3 não se identificam como receitas, formula um silogismo a partir de duas premissas verdadeiras, e que, portanto, conduzem a uma conclusão logicamente correta, qual seja: as subvenções governamentais, tanto para investimento quanto para custeio de operações, não são receitas sujeitas à COFINS e à contribuição ao PIS (premissa maior); ora, os créditos fiscais a título de incentivos fiscais são subvenções governamentais para custeio de operações (premissa menor); logo, os créditos fiscais a título de incentivos fiscais não são receitas sujeitas à contribuição ao PIS e à COFINS . Nem de outra forma poderia ser porque, se assim não fosse, bastaria um lançamento à conta de receita para incidirem as duas contribuições, ou um não lançamento a essa conta para eliminálas. Portanto, pressupõese que a contabilidade vá procurar o conceito de receita fora dos seus procedimentos, e que estes o adotem corretamente. 2 “PIS/COFINS: incidência ou não sobre créditos fiscais (créditosprêmio e outros) e respectivas cessões”, in Grandes Temas Tributários da Atualidade, (10º Simpósio Nacional IOB de Direito Tributário), 2001, pp. 29 e seguintes. 3 A lei n° 6.404/76 diz que as subvenções para investimento não se constituem em receita. Isso não quer dizer que para as demais subvenções sejam receitas. Fl. 19DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 21 20 Após a análise do que vem a ser receita, oportuno transcrever as conclusões a que chegou Ricardo Mariz de Oliveira, ao tratar exaustivamente da matéria 4 : a aquisição do direito aos créditos fiscais a título de incentivo, que tenham a natureza jurídica de subvenções econômicas para custeio de operações, não é receita nem é sujeita à incidência da COFINS e da contribuição ao PIS; a simples realização desses créditos fiscais perante o próprio Poder Público e pelas formas originárias da lei reguladora de cada crédito compensação tributária ou ressarcimento em dinheiro representa a realização financeira do próprio direito e também não é receita tributável pela COFINS e pela contribuição ao PIS; Alem do mais, em complemento às conclusões anteriores, penso que a análise, deve ser realizada sob o ponto de vista racional em sintonia com a aplicação do princípio da razoabilidade que deve nortear o bom intérprete da norma legislativa. Não é razoável proceder à tributação daquilo que o Estado dá como um incentivo às exportações. O princípio da razoabilidade determina, que a aplicação da lei seja congruente com os exatos fins por ela visados em face da situação a que se propôs. Deve haver lógica entre a decisão administrativa e a sua proposta de eficácia. O controle da legalidade evoluiu para verificar a existência de critérios aceitáveis no exercício da discricionariedade pela Administração. Para Caio Tácito, “o conceito de legalidade pressupõe, como limite à discricionariedade, que os motivos determinantes sejam razoáveis e o objeto proporcional à finalidade declarada ou implícita na regra de competência”. 5 É certo que o ato administrativo que promove a constituição do crédito tributário está inserido no campo dos atos vinculados, em que a atuação discricionária do agente público é muito limitada. A segurança jurídica impõe que a norma tributária deva ser formulada com elementos precisos e determinados de modo que o aplicador do direito não possa introduzir critérios de conveniência e oportunidade na aplicação da norma ao caso concreto. Em que pese essa diretiva do sistema, é comum ao se elaborar normas relativas à exigência de tributos, inclusive as procedimentais, recorrerse à conceitos indeterminados ou cláusulas gerais. O princípio da razoabilidade determina, portanto, bom senso, de forma a não imprimir às medidas tomadas uma intensidade ou extensão supérflua. O excesso não milita em benefício de ninguém, sendo apenas um agravo inútil aos direitos de cada qual. A razoabilidade, por sua vez, tem fundamento em análise valorativa, afastando condutas contrárias ao bomsenso que não estabeleçam relação racional entre a finalidade normativa e a conduta administrativa. O administrador, em suas decisões e 4 “PIS/COFINS: incidência ou não sobre créditos fiscais (créditosprêmio e outros) e respectivas cessões”, in Grandes Temas Tributários da Atualidade, (10º Simpósio Nacional IOB de Direito Tributário), 2001, pp. 29 e seguintes. 5 TÁCITO, Caio. “O Princípio da Legalidade: Ponto e Contraponto”, Revista de Direito Administrativo, nº 206, São Paulo, FGV, outubro/dezembro de 1996, p. 2. Fl. 20DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 22 21 despachos no processo administrativo, deve agir com certa margem de discricionariedade, visando à adequação da providência requerida às necessidades administrativas. Lucia Valle Figueiredo define: “Traduz o princípio da razoabilidade a relação de congruência lógica entre o fato (o motivo) e a atuação concreta da administração.” 6 Voltando à análise sob um outro enfoque, ainda que pudesse ser definido como uma receita 7 penso estar equivocado o entendimento defendido por alguns de que o conceito de receita abrange todo e qualquer “ingresso”, sendo admitidas apenas as exclusões previstas no parágrafo 2º do art. 3º da Lei n° 9.718/98. Isto porque atualmente, a base de cálculo das contribuições para o PIS e a COFINS é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 por sentença proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado em 29/09/2006. Em razão do exposto, neste item, dou provimento ao recurso. V) Aplicabilidade da Taxa SELIC. A matéria é bem conhecida deste órgão administrativo. Face a reiterada e uniforme jurisprudência proferida pelo então Conselho de Contribuintes, em reunião do Pleno e das Turmas da CSRF, foi aprovada SÚMULA CARF nº 4 (Portaria nº 106, de 21 de dezembro de 2009) que retrata a posição atual do CARF. Vejase a redação: Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais. Assim, com relação a este item, nego provimento ao recurso. CONCLUSÃO: Diante dos argumentos acima expendidos, voto no sentido de; I) EM PRELIMINAR: Acolher a preliminar de nulidade do Auto de infração por irregularidades formais no MPF. Em sendo vencida, II) NO MÉRITO para: 6 FIGUEIREDO, Lucia Valle. Curso de Direito Administrativo, 2ª ed., Malheiros, 1985, p. 46. 7 Não é receita o direito novo que seja simples direito à devolução de direito anteriormente existente no ativo componente do patrimônio, ou de outro que juridicamente lhe seja equivalente, e que lhe reponha o ativo ao estado anterior. Fl. 21DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 23 22 II.1 Acolher a decadência (preliminar de mérito) para os períodos anteriores a 10/1999 eis que a ciência do auto de infração ocorreu em 06/10/2004, e: II.2 Excluir o valor recebido do crédito presumido de IPI por entender não compor a base de cálculo da contribuição e: II.3 Negar provimento ao recurso em relação à ilegalidade da Taxa SELIC. É como voto. Sala das Sessões, em 25 de outubro de 2010 MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ Fl. 22DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 24 23 Voto Vencedor O auto de infração e, conseqüentemente o lançamento, somente seria nulo se tivesse sido lavrado por pessoa incompetente ou sem fundamentação legal, conforme dispõe o Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, art. 59, inciso I, in verbis: “Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; (...).” O auto de infração em discussão foi lavrado por AuditorFiscal da Receita Federal, servidor competente para exercer fiscalizações externas de pessoas jurídicas e, se constatadas faltas na apuração do cumprimento de obrigações tributárias, por parte da fiscalizada, tem competência legal para a sua lavratura, com o objetivo de constituir o crédito tributário por meio do lançamento de ofício. Possíveis incorreções e/ ou deficiências não o tornam nulo nem anulável e sim defeituoso ou ineficaz até a sua retificação. Contudo, inexistem as deficiências alegadas pela recorrente. Ao contrário do seu entendimento, nele consta a fundamentação legal da contribuição lançada e exigida, Lei Complementar (LC) nº 70, de 1991, arts. 1 e 2º; da penalidade aplicada, Lei nº 9.430, de 1996, art. 44, I; e dos juros de mora, Lei nº 9.065, de 1995, art. 13; o Decreto nº 70.235, de 1972, art. 62, não se aplica ao presente caso, tendo em vista a inexistência de ação judicial que determinava a suspensão da cobrança da Cofins, objeto do lançamento em discussão; as INsSRF nº 21 e 73, ambas de 1997, não foram aplicadas, em relação aos débitos lançados para as competências de março, abril e junho de 1996, cujas compensações alegou, mão tão somente em relação aos débitos dos meses de janeiro a junho de 1998, compensados indevidamente; a exigência da contribuição se deu pela falta de declaração e pagamento e, ao contrário do seu entendimento, o nãocumprimento da obrigação tributária traz prejuízo ao Fisco; no procedimento fiscal não se discutiu o mérito da ação judicial que trata do ressarcimento, apenas se fez menção a ela e a impossibilidade de compensação do crédito nela discutido antes do trânsito em julgado; o imposto foi exigido em sua totalidade porque é devido pela recorrente e não foi declarado nas respectivas DCTFs e não por mera questão formal; e, finalmente, a capitulação legal indicada está correta. Dessa forma não há que se cogitar da nulidade do lançamento por cerceamento de seu direito de defesa e/ ou por vícios. Improcedentes os argumentos da Recorrente. Rejeitase a preliminar de nulidade suscitada. Rodrigo da Costa Pôssas – Redator Designado Fl. 23DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13971.001588/200415 Acórdão n.º 9303001.194 CSRFT3 Fl. 25 24 Fl. 24DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ , Assinado digitalmente em 29/01/2013 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
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CÂMARA DO 19 CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: LECNIDAS PEREIRA DE ALMEIDA DEDUÇÕES DA CÉDULA D - LIVRO CAIXA A escrituração em livro Caixa regis trado nos 'órgãos da Secretaria cra": Receita Federal é condição necessá- ria para o contribuinte fazer jus a dedução acima de 20% (vinte por cen to) do rendimento bruto. Por tra- tar-sede imperativo legal, cujo su primento, para os efeitos fiscais, a lei não prevê, é inadmissível sua substituição por outros livros e formalidades, ainda que assemelha- dos, como o caso dos livros utili zados pelos serventuários da Justi- ça. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos .1 Fiscais, por maioria de votos, em dar provimento ao Recurso Espe- cial para restabelecer a tributação fixada na decisão de primeiro grau. Vencidos os Conselheiros Luiz Miranda e Pedro Martins Fernan des. Sala das Sessõe DF., em 23 de maio de 1980. AMADOR OU v- FE e. ANDEZ PRESIDENTE 1 v. v) URGEL ;de IRA/ OPES RELATOR .41041w 40100bwmw VISTO EM 41141""'Ij SZKLAROWKY PROCURADOR DA FAZENDA SESSÃO DE: NACIONAL. P:rticiparam, ainda, do presente julgamento, os se- guintes Conselheiros: JACINTO DE MEDEIROS CALMON, CARLOS DANILO ' BARBUTO CABRAL DE MENDONÇA, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL E FRANCIS- CO DE ASSIS MIRANDA ( Suplente Convocado). SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N 2 0850/51.600/78 RECURSO N.o: RP/104-0.029 ACÓRDÃO N.o: CSRF/01-0.064 RECORRENTE N.o: FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: LENIDAS PEREIRA DE ALMEIDA RELATÓRIO A Fazenda Nacional, por seu Procurador junto à Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, recorre do Acórdão n9 104-1.221, no qual, por maioria de votos, foi dado provimento ao recurso voluntário de LENIDAS PEREIRA DE ALMEIDA, relativo a exigência fiscal relacionada com dedução da cédula D sem livro Caixa autenticado na S.R.F. 2. Foi lavrado auto de infração contra o contribuin 1 te, em virtude da fiscalização direta, abrangendo os exercícios de 1974 a 1978. 3. Defendeu-se o autuado juntando cópias xerox de termo de abertura de livro autenticado na SRF em 30.10.74 (fls. 97), aduzindo, ainda, que utilizando livro Diário próprio do Car tório, devidamente autenticado pelo Juiz de Direito da Comarca, satisfazia, também dessa forma, a exigência fiscal. Rebateu o fiscal informante esclarecendo que o livro autenticado em 30.10.74 somente está escriturado em parte, compreendendo, apenas, as operaçOes posteriores ao registro, não justificando, por isso, a dedução pretendida. 4. Estas razões foram acolhidas pela decisão de pri meiro grau. Em seu recurso voluntário, o contribuinte repeti os D M F - DF/1.0 C-C- ecgraf -1600/75: SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0850/51.600/78 - 2 - Acórdão n9 CSRF/01-0.064 argumentos da impugnação. O Acórdão recorrido está assim ementado: "Deduções Cedulares. Cédula D, A apre- sentação do livro Diário de Cartório supre a exigência do Livro Caixa, des- de que atendidas as formalidades le- gais de escrituração e verificação ju- dicial". 5. Em suas razOes de recurso, o douto Procurador que os subscreve, depois de fazer referência a algumas passagens do vo to do Relator, propugna pelo restabelecimento da decisão de primei ra instãncia. 6. O Procurador do Contencioso Administrativo Fiscal manifesta-se pelo provimento do recurso especial. 7. Não houve contra-razOes. É o relatório. VOTO Conselheiro URGEL PEREIRA LOPES, Relator O recurso foi interposto dentro do prazo legal. Dispõe o artigo 48, do Regulamento aprovado pelo De creto n9 76.186/75: "Art. 48 - Na cédula D será permitida a dedução de despesas relacionadas com a atividade profissional, realizadas no decurso do ano-base e necessárias à percepção do rendimento e à manutenção da fonte produtora (Decreto-lei n9 1.198/71, art. 39). § 19 As deduções de que trata este ar- tigo serão permitidas: I - até o limite de 20% (vinte por cen to) do rendimento bruto, independente- mente de discriminação ou de comprova- ção das despesas; II - acima de 20% (vinte por cento) do rendimento bruto quando o contribuinte demonstrar a veracidade do total dos ren- dimentos e das deduções, J11124,iante escri turação em livro Caixa registrado, den tro do ano-base, no órgão competz 1 e clV , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0850/51.600/78 - 3 - Acórdão n9 CSRF/01-0:064 , da Secretaria da Receita Federal de I sua jurisdição". Cingindo-nos ao inciso II do .5 19, que diz respei to ao caso em exame, podemos decompô-lo da seguinte maneira: a) os contribuintes do imposto de renda que tenham I rendimentos na cédula D; , b) quando demonstrarem a veracidade do total dos I rendimentos e das deduçOes ( =despesas); I I c) mediante escrituração em livro Caixa registra- i do; • d) dentro do ano-base; I , e) no órgão competente da S.R.F. da sua jurisdi- ção; I f) poderão (= serão permitidas) deduzir despesas a I - cima de 20% do rendimento. Dos 6(seis) elementos em que decompusemos o precei I - , to legal (e poderiam ser mais ou menos de 6), para proceder à sua I análise por indução, verificamos que somente os das letras (b) e (f) deixam, claramente, campo de manobra para o contribuinte, que se constituem em faculdades. I I Na letra (b) vimos que o beneficio se dá "quando 1 1 os contribuintes" demonstrarem a veracidade etc. Obviamente, é reservado à sua iniciativa fazerem I tal demonstração. Se não desejarem faze-lo, nenhuma sanção lhes advém. Simplesmente, enquadrar-se-ão no limite de 20%. l I Na letra (f) vem expressa a permissão para a dedu- ção. Mera faculdade, inteiramente renunciável. Já nos restantes elementos, a norma jurídica é ple namente imperativa. - sem deixar aos contribuintes qualquer margem de manobra. Constituem "conditiones iuris", ou presupostos fáticos das faculdades acima referidas. Assim, na letra (a) temos quem (os contribuintes I do imposto de renda); na (c) como (mediante escrituração em livro Caixa registrado); na (d) quando (no ano-base); e, finalment na N 11) 'i SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0850/51.600/78 - 4 - Acórdão n9 CSRF/010.064 (e), onde (no órgão competente da S.R.F. de sua jurisdição),. Uma vez que os elementos pertinentes a quem, como, quando e onde são condições legais, excluem, por definição, qual- quer resíduo de voluntariedade, quer do sujeito ativo, quer dos su jeitos passivos. Tratando-se de "conditiones iuris", não são supri veis, por ausência de permissivo legal. A voluntariedade, reservada aos contribuintes, es- tá restrita aos aspectos que a norma deixou a seu critério, e que vimos acima. É claro que por livro Caixa há de entender-se li- vro que seja adequado para o lançamento das receitas e despesas, escriturado, segundo a técnica geralmente utilizado na escritura- ção mercantil. O nome de livro Caixa advém de servir aos registros dos recebimentos e pagamentos correspondentes ao movimento da Con- ta Caixa, mas o que é relevante é seu conteúdo e não o "nomem imie.-Porém,0 registro nas repartições da Secretaria da Receita Fe - , deral é imperativo legal imposto, sem distinção, aos que desejam beneficiar-se de deduções, na cédula D, superiores a 20%. No caso destes autos, o contribuinte tentou suprir a exigência do livro Caixa por livro Diário autenticado na forma 1 estabelecida para os livros cartoriais. Desta maneira, não atendia imperatividade da norma legal da legislação do imposto de renda. Tentou acudir à falta providenciando autenticação de livro na SRF em 30.10.74, portanto, ainda no ano-base. Lamenta- velmente, porém, só escriturou as operações posteriores àquela da- ta, o que não foi suficiente para assegurar-lhe a dedução pretendi - da. Ante o exposto, dou provimento ao recurso espe- cial sara restabelecer a tributação fixada na decisão de primeiro gra ,1 Brasília- DF, 23 de maio de 1980. / URGEL PEREI' á OPE. - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T07:29:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T07:29:12Z; Last-Modified: 2009-07-07T07:29:12Z; dcterms:modified: 2009-07-07T07:29:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T07:29:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T07:29:12Z; meta:save-date: 2009-07-07T07:29:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T07:29:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T07:29:12Z; created: 2009-07-07T07:29:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-07T07:29:12Z; pdf:charsPerPage: 1107; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T07:29:12Z | Conteúdo => „ Àtf,»#V á, ~A .‘- lb MINISTÉRIO DA FAZENDA Sessao de 23 de outubro de 198 9 ACORDÃO N.-CSRF/02-0.305 Recurso RD/201-0.097 Recorrente DEDINI S/A - SIDERORGICA Recorrida PRIMEIRA CÂMARA DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL FINSOCIAL - Os debitos para com a Fazenda Nacional que tenham tido origem nas cobran ças da contribuição para o Fundo de inves- timento Social (FINSOCIAL) relativamente ao exercício de 1982, encontram-se cancelados pelo art. 99, inciso III, do Decreto-lein9 2.471/88. Recurso não conhecido quanto ao mérito, para, em preliminar, considerarcmn ce lado o débi to . Vistos, relatados e discutidos os presentes atitos de recurso interposto por ACORDAM os Membros da Cãmara Superior de Recursos Fis cais, por unanimidade de votos, declarar cancelado o débito tributã- rio, com base no art. 99, III, do Decreto-lei n9 2.471/88, nos ter- mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões(DF), 23 de outubro de 1989. / f UR GEL "LOPE*, - PRESIDENTE HÉLVI • E CO, DO B ÊCELLOS - RELATOR Lk”, " . JO . CSAR GON-N;., ES CORREA - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL - v.v / SERVIÇO PI/131.1W FEDERAL PHOCESSO N9 13888/000. 130/87-90 RECUI1S0 N9: RD/201-0.097 , ACGRDÃON9: CSRF/02-0.305 RECORRENTE: DEDINI S/A - SIDERÚRGICA RECORRIDA: PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL , RELATÓRIO . „ Segundo o Auto de Infração de fls., foi exigido do Contribuinte o recolhimento da contribuição para o FINSOCIAL não recolhida nos períodos-base de 09/82, 10/82, 11/82 e 12/82,"omfor- me sua própria confissão". Impugnada a exigência, a autoridade singular, não aceitando a tese da autuada - que a exigência sob , questão fere princípio constitucional, qual seja o da anterioridade da. lei - :jul- gou procedente a ação fiscal, em decisão, assim ementada: 'FINSOCIL - INCONSTITUCIONALIDADE - A instãncia ad ministratia é incompetente para apreciar a alega- da Inconstítucionalidade de dispositivos da legis- lação. O mérito do lançamento não foi questionado, portanto, não apreciado." Dessa decisão recorreu o sujeito passivo para o Se- gundo Conselho de Contribuintes, o qual através de sua Primeira Cã _ mara, por maioria de votos, pelo Acõrdão n9 201-640637, de 22.03.88, manteve a decisão singular. fr2 , - , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13888/000.130/87-90 2. Acórdão n9-CSRF/02-0.305 São as seguintes as razOes constantes do voto do Relator do mencionado Acórdão: "Efetivamente, assiste razão ao Recorrente quando se insurge contra a cobrança do FINSOCIAL, no ano em que foi instituida a contribuição. Ocorre, entretanto, que o Decreto n9 73.529, de 21_01.74, veda a extensão, na via administrati va, dos efeitos da eventual declaração de incons= titucionalídade, incidenter tantum, em processo no qual o ora contribuinte - recorrente-não fez parte." . Não se conformando com esse julgamento, apelou a notificada para essa Egrégia Çãmara Superior de Recursos Fiscais, através do Recurso de fls. 37/39, onde pede, ao final: "Mediante o exposto, havendo divergência, por prin: cípio de economia processual e para evitar o in- devido acionamento do judiciário, jã assoberbado de trabalho, a Recorrente, reportando-se às sua razoes anteriores, à sabedoria contida nas deci- sOes judiciais e na decisão da Segunda Cámara, aguarda que prospere o presente Recurso Especial, reformando-se a decisão recorrida, "data-vênia", para declarar improcedente a exigência fiscal e o arquivamento do processo." A Fazenda Nacional, através de seu representante junto a Primeira Cãmara do Segundo Conselho de Contribuintes a- presentou contra-raz8es às fls. , as quais leio em sessão. 2 o relatôrloo A-),, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO 1\J9 13888/000.130/87-90 3. AcOrdão n9-CSRF/02-0.30,5 VOTO_ _ _ _ Conselheiro HÊLVIO ESCOVEDO RARCELLOS, Relator Prelininarmente, embora a recorrente não :tenha pleiteado, entendo deva ser examinada a questão do cancelamento do débito, com amparo no Decreto-lei n9 2.471 de 01.09.1988, ar- tigo 99, inciso III, que assim disp'cie: "Art. 99 - Ficou cancelado, arquivando-se, confor me o caso, os respectivos processos administratI vos, os débitos para com a Fazenda Nacional, inã- critos ou não como Divida Ativa da União, ajuizã- dos ou não, que tenham tido origem na cobrança:— I - II - III - da contribuição para o Fundo de Investimen to Social (F1NSOCIAL), de que trata o Decreto- --lei n9 1.94e, de 25 de maio de 1982, relativa- mente ao exercício de 1982." Enquadra-se, nesse dispositivo transcrito, a exi- gência constante deste processo. Assim sendo, deixo de tomar conhecimento do recur so quanto ao mérito, para, em preliminar, considerar cancelado o debito apurado no auto de infração. g') ( / Brasílta-U, em 23 de o ubro de 1989 --/ i -/. ' - HÉLVIO,IX) EN , CELLOS TT' ELATOR7 „. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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