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Numero do processo: 13639.000418/2004-02
Data da sessão: Mon Apr 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002
Ementa: IRPF, DOAÇÃO A ENTIDADES FILANTRÓPICAS.
INDEDUTIBILIDADE,
Nos termos do artigo 12, I, da Lei nº 9.250/95, somente são dedutíveis do imposto sobre a renda de pessoa física o montante das contribuições pagas aos Fundos Assistenciais controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2802-000.243
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: CARLOS NOGUEIRA NICÁCIO
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2002 Ementa: IRPF, DOAÇÃO A ENTIDADES FILANTRÓPICAS. INDEDUTIBILIDADE, Nos termos do artigo 12, I, da Lei nº 9.250/95, somente são dedutíveis do imposto sobre a renda de pessoa física o montante das contribuições pagas aos Fundos Assistenciais controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Recurso negado.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 136.39.000418/2004-02 Recurso o" 155.867 Voluntário Acórdão n" 2802-00.243 — 2" Turma Especial Sessão de 12 de abril de 2010 Matéria IRPF - Ex(s).: 2002 Recorrente CLAUDIO RENATO BARROS CARNEIRO Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2002 Ementa: IRPF, DOAÇÃO A ENTIDADES FILANTROPRICAS.. INDEDUTIBILIDADE, Nos termos do artigo 12, 1, da Lei n" 9.250/95, somente são dedutíveis do imposto sobre a renda de pessoa fisica o montante das contribuições pagas aos Fundos Assistenciais controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos ter~ do vQto do Relator. c) Carlos Nogueira Nicacio — Presidente em Exercício e Relator EDITADO EM: 2 2 OtIT 2010 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Erichsen, Lúcia Reiko Sakae, Odmir Fernandes (Suplente convocado), José Evande Carvalho Araujo (Suplente convocado) e Carlos Nogueira Nicacio (Presidente em exercício). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Sidney Ferro Barros e Valéria Pestana Marques (Presidente). Processo n" 1.3639 000418/2004-02 S2-1102 Acórdão n " 2802-00.243 H 2 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido pela 4" Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora/MG. Em 17/09/2004, foi lavrado Auto de Infração em face do Recorrente glosando a dedução do imposto de renda no valor de R$212,07, relativo à doação efetuada em favor da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Muriaé, a qual, segundo o Fisco, não é vinculada aos fundos controlados pelos Conselhos Municipal, Estadual ou Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Em sede de impugnação, alegou o Recorrente que efetuou a doação em favor da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Muriaé no valor de RS216,00, tendo deduzido apenas o montante de R$212,07, que estaria dentro do limite de 6% sobre o total do imposto de renda apurado. O acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento declarou o lançamento procedente, uma vez que a doação foi efetuada a entidade filantrópica não controlada pelos Conselhos Municipais, Estaduais ou Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e, portanto, não satisfaz as exigências da legislação vigente para que seja considerada dedutivel para fins de imposto de renda.. Inconformado com a decisão, o Recorrente apresentou Recurso Voluntário ao Primeiro Conselho dos Contribuintes apresentando cópia do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social e do Registro Público de Entidade Beneficente com o intuito de comprovar que a doação efetuada é dedutivel para fins de imposto de renda. É o relatório Processo n" 13639 00041S/2004-02 S2-TE02 Acól dão n" 2802-00..243 F I 3 Voto Conselheiro CARLOS NOGUEIRA NICACIO, Relator O Recurso é tempestivo e preenche as formalidades legais, por isso dele conheço. De acordo com artigo 12, da Lei n" 9.250/95, poderão ser deduzidas da base de cálculo do imposto de renda as contribuições feitas aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente: Ari. 12. Do imposto apurado na &fila do artigo anterior, poderão ser deduzidos: 1 - as contribuições .feitas aos Fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente; II - as contribuições efetivamente realizadas em . favor de projetos culturais, aprovados na „fbrnia da regulamentação do Programa Nacional de Apoio à Cultura - PRONAC, instituído pelo ar! 1" da Lei. 8313, de 23 de dezembro de 1991, JJJ- os investimentos kitos a titulo de incentivo às atividades audiovisuais, na .forma e condições previstas nos arts-, I" e 4" da Lei n" 8 685, de 20 de julho de 1993 ,sç 104 soma das deduções a que se referem os incisos 1 a IV não poderá reduzir o imposto devido em mais de doze por cento. (Omissis) O inciso I, do artigo 12' da Lei ri `) 9..250/95 permite que seja deduzido do imposto devido as doações efetuadas aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais ou Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (os quais foram criados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente através da Lei 8.069/90) nas situações e nos limites nela previstos. Como a doação não observou o rito prescrito na legislação, o qual exige a interveniência de Fundo Controlado por Conselho Municipal, Estadual ou Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, é insuficiente para fins fiscais a qualificação da entidade reconhecida como entidade beneficente. Pelo exposto, conheço do Recurso Voluntário apresentado na forma da lei e voto no sentido de negar-lhe proyimentp, cD5 CARLOS NOGUEIRA NICACIO 3
score : 1.0
Numero do processo: 11516.000365/2007-25
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon May 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Ano-calendário: 2002
DECLARAÇÃO RETIFICADORA. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO.
A retificação de rendimentos pelo contribuinte, antes da ciência da autuação,exatamente para os valores de rendimentos considerados como corretos pela Fazenda Pública, acarreta na perda de objeto do auto de infração.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2802-000.274
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: LUCIA REIKO SAKAE
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2002 DECLARAÇÃO RETIFICADORA. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO. A retificação de rendimentos pelo contribuinte, antes da ciência da autuação,exatamente para os valores de rendimentos considerados como corretos pela Fazenda Pública, acarreta na perda de objeto do auto de infração. Recurso Voluntário Provido.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 11516.000365/2007-25 Recurso n" 162A21 Voluntário Acórdão n" 28024)0.274 — 2" Turma Especial Sessão de 10 de maio de 2010 „ Matéria IRPF - Ex(s).: 2003 Recorrente ROMAR DO ROSÁRIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2002 DECLARAÇÃO RETIFICADORA. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO. A retificação de rendimentos pelo contribuinte, antes da ciência da autuação, exatamente para os valores de rendimentos considerados como corretos pela Fazenda Pública, acarreta na perda de objeto do auto de infração, Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora, Valeria Pestana Marques - Presidente . e aka'e - Relatora 2 )EDITADO EM: e N Gr 20 10• Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Erichsen, Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Carlos Nogueira Nicácio e Valéria Pestana Marques (Presidente), dl .. 1 Relatório 'Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido na 1" instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, de .fis. 38/39, que considerou procedente o lançamento por omissão de rendimentos. A ciência de tal julgado se deu por via postal em 27/08/2007, consoante o AR — Aviso de Recebimento — de ti, 43. À vista disso, foi protocolizado, em 17/09/2007, recurso voluntário de fls. 44/45, no qual o pólo passivo questiona a decisão proferida, por não se acatar a denúncia espontânea, em virtude da entrega da declaração não ser acompanhada do pagamento do imposto. Na peça recui sal, o contribuinte assevera ter retificado a sua declaração espontaneamente, em 07/12/2006; em 22/12/2006, recebera uma notificação de lançamento, com aplicação de multa de oficio; com o recebimento do auto, procedera o recolhimento, devolvendo a restituição anteriormente recebida indevidamente, com juros de mora até o dia 19/01/2007, cometendo, no entanto, erro no preenchimento do DARF, com a utilização do código 2904 (IRPF lançamento de oficio), no lugar do código 1054 (devolução de restituição), induzido a mo por conta da notificação recebida. Desta feita, requer, ao final, a improcedência do lançamento, COM o cancelamento da multa de oficio lançada, argumentando que o principal e os juros já haviam sido recolhidos. É o relatório. 2 Processo n" 1516 000365/2007-25 S2-TE02 Acórdão ri" 2802-K274 Fl. 54 Voto Conselheira Lucia Reiko Sakae, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e presentes, ainda, os demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. O recurso voluntário questiona a aplicação da multa de oficio, entendendo, o contribuinte, estar ao abrigo da denúncia espontânea, urna vez que retificara a sua declaração de ajuste anual, antes do recebimento do auto de infração. Na decisão de l" instância foi mantido o lançamento nos seguintes termos: "L,imites do litígio Como se infere da impugnação, o contribuinte contesta a multa de ofício e a parcela de R$ 158,86, a título de imposto que já teria sido pago. Deste modo, o imposto no valor de R$ 448,96 e respectivos juros moratórios constituem matéria não contestada, devendo ser objeto de imediata cobrança. Do imposto pago Em consulta aos sistemas da Receita Federal do Brasil (fl. 36) constata-se que o contribuinte efetivamente pagou a quantia de R$ 158,86 no dia 30/04/2003. Portanto, deve à Fazenda Pública o saldo de RS 448,96 que lhe foi restituído indevidamente a titulo de IRPF, e respectivos acréscimos legais. Da multa de ofício Quanto à exclusão da multa de oficio pela alegada espontaneidade na retificação da declaração, não tem razão o impugnante, porque no caso em análise o procedimento do contribuinte não foi acompanhado do pagamento do imposto que foi indevidamente restituído. Portanto, não ficou configurada a denúncia espontânea da infração prevista no art.. 138 do Código Tributário Nacional, Conclusão Ante o exposto, voto no sentido de considerar procedente em parte o lançamento, com a exclusão da parcela de R$ 158,86 de IRPF e a correspondente multa de oficio e juros de mora."(g.n..) Da análise dos autos, verifica-se que a declaração retificadora entregue antes da ciência da autuação corrigira exatamente o valor dos rendimentos e, à medida que o auto fora lavrado com base nas informações anteriores, confirmando-se como correto o valor já retificado, não há que se falar em lançamento por omissão de rendimentos. fi 3 Desta feita inexistindo omissão de rendimentos a lançar, há que se cancelar o auto de inflação por perda de objeto, Conclusão. Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso. • ko Sakae 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 2° CAMARA/2" SEÇÃO DE JULGAMENTO'- Processo n": 11516.000365/2007-25 1-7" Recurso IV: 162.421 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3° do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n" 2802-00.274 Brasília/DF, ? O 2O1 7 O AGO CIM EVEL1NE COÊLHO DE , ELO FlOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10580.004885/2003-47
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 30/06/1999, 31/07/1999, 30/09/1999, 31/12/1999
PAGAMENTO A MAIOR, COMPENSAÇÃO.
Não se cogita a discussão de matéria afeta a compensações em sede de impugnação a auto de infração, pois o presente Processo Administrativo Fiscal não é instrumento adequado para tal mister, unia vez que o regime de compensação tem formalidades próprias previstas na legislação de regência.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Data do Fato gerador: 30/06/1999, 31/07/1999, 30/09/1999, 31/12/1999
BASE DE CALCULO. FATURAMENTO OU RECEITA BRUTA. CUSTOS INDEDUTÍVEIS.
A base de cálculo da contribuição é o faturamento da pessoa jurídica, entendido esse como o resultado das vendas de mercadorias e serviços, em relação ao qual não se permitem, além das exclusões legalmente previstas, deduções de custos operacionais suportados em decorrência da atividade-fim do contribuinte.
ALARGAMENTO DA BASE DE CALCULO. FATURAMENTO, INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DE LEI.
A Contribuição para o PIS devida em relação aos fatos geradores ocorridos no período incide sobre o faturamento da pessoa jurídica, não alcançando as demais receitas auferidas. O Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu pela inconstitucionalidade do alargamento da base de calculo da contribuição instituído anteriormente à Emenda Constitucional n° 20/1998. O CARF encontra-se autorizado a afastar a aplicação de lei julgada inconstitucional pelo Pleno do STF.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Data do fato gerador: 30/06/1999, 31/07/1999, 30/09/1999
BASE DE CALCULO. FATURAMENTO OU RECEITA BRUTA. CUSTOS INDEDUTÍVEIS.
A base de cálculo da contribuição é o faturamento da pessoa jurídica, entendido esse como o resultado das vendas de mercadorias e serviços, em relação ao qual não se permitem, além das exclusões legalmente previstas deduções de custos operacionais suportados em decorrência da atividade-fim do contribuinte.
ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DE LEI.
A Cofins devida em relação aos fatos geradores ocorridos no período incide sobre o faturamento da pessoa jurídica, não alcançando as demais receitas auferidas. O Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu pela inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo da contribuição instituído anteriormente à Emenda Constitucional n° 20/1998. O CARF encontra-se autorizado a afastar a aplicação de lei julgada inconstitucional pelo Pleno do STF.
Numero da decisão: 3803-001.024
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro Alexandre Kern. Ausentes, temporariamente, os conselheiros Antônio Mário de Abreu Pinto (Suplente) e Daniel Maurício Fedato.
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/06/1999, 31/07/1999, 30/09/1999, 31/12/1999 PAGAMENTO A MAIOR, COMPENSAÇÃO. Não se cogita a discussão de matéria afeta a compensações em sede de impugnação a auto de infração, pois o presente Processo Administrativo Fiscal não é instrumento adequado para tal mister, unia vez que o regime de compensação tem formalidades próprias previstas na legislação de regência. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do Fato gerador: 30/06/1999, 31/07/1999, 30/09/1999, 31/12/1999 BASE DE CALCULO. FATURAMENTO OU RECEITA BRUTA. CUSTOS INDEDUTÍVEIS. A base de cálculo da contribuição é o faturamento da pessoa jurídica, entendido esse como o resultado das vendas de mercadorias e serviços, em relação ao qual não se permitem, além das exclusões legalmente previstas, deduções de custos operacionais suportados em decorrência da atividade-fim do contribuinte. ALARGAMENTO DA BASE DE CALCULO. FATURAMENTO, INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DE LEI. A Contribuição para o PIS devida em relação aos fatos geradores ocorridos no período incide sobre o faturamento da pessoa jurídica, não alcançando as demais receitas auferidas. O Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu pela inconstitucionalidade do alargamento da base de calculo da contribuição instituído anteriormente à Emenda Constitucional n° 20/1998. O CARF encontra-se autorizado a afastar a aplicação de lei julgada inconstitucional pelo Pleno do STF. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Data do fato gerador: 30/06/1999, 31/07/1999, 30/09/1999 BASE DE CALCULO. FATURAMENTO OU RECEITA BRUTA. CUSTOS INDEDUTÍVEIS. A base de cálculo da contribuição é o faturamento da pessoa jurídica, entendido esse como o resultado das vendas de mercadorias e serviços, em relação ao qual não se permitem, além das exclusões legalmente previstas deduções de custos operacionais suportados em decorrência da atividade-fim do contribuinte. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DE LEI. A Cofins devida em relação aos fatos geradores ocorridos no período incide sobre o faturamento da pessoa jurídica, não alcançando as demais receitas auferidas. O Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu pela inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo da contribuição instituído anteriormente à Emenda Constitucional n° 20/1998. O CARF encontra-se autorizado a afastar a aplicação de lei julgada inconstitucional pelo Pleno do STF.
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INFRAÇÃO Recorrente CRESAUTO VEÍCULOS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNil 0: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato geradot: 30/06/1999, 31/07/1999, 30/09/1999, 31/12/1999 PAGAMENTO A MAIOR, COMPENSAÇÃO. Não se cogita a discussão de matézia afeta a compensações em sede de impugnação a auto de infração, pois o presente Processo Administrativo Fiscal não é instiumento adequado para tal mister, unia vez que o regime de compensação tem formalidades próprias previstas na legislação de regência. ASSUNI 0: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do Fat° gerador 30/06/1999, 31/07/1999, 30/09/1999, 31112/1999 BASE DE CALCULO. FATURAMENTO OU RECEITA BRUTA. CUSTOS INDEDUTÍVEIS. A base de calculo da contribuição é o faturamento da pessoa jufidica, entendido esse como o resultado das vendas de mercadolias e serviços, em relação ao qual não se permitem, além das exclusões legalmente pfevistas, deduções de custos operacionais suportados em decorrência da atividade-fim do conn ibuinte. ALARGAMENTO DA BASE DE CALCULO. FATURAMENTO, INCONSTITUCIONALIDADE. 1NAPLICABILIDADE DE LEI. A Contribuição para o PIS devida em relação aos fatos geradores ocorridos no pet iodo incide sobie o faturatnento da pessoa jurídica, não alcançando as demais receitas auferidas, 0 Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu pela inconstitucionalidade do alargamento da base de calculo da cowl ibuição instituido anteriormente à Emenda Constitucional n° 20/1998. 0 CARE; encontra-se autorizado a afastar a aplicação de lei julgada inconstitucional pelo Pleno do STE. AsstINI 0: CoNTRIBuicAo PARA Co FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL CORNS Data do fato gerador: 30/06/1999, 31/07/1999, 30/09/1999 BASE DE CALCULO. FAT URAMENTO OU RECEITA BRUTA. CUSTOS INDEDUTIVEIS. A base de calculo da contribuição é o faturamento da pessoa jurídica, entendido esse corno o resultado das vendas de mercadorias e serviços, em relação ao qual não se permitem, além das exclusões legalmente previstas. deduções de custos operacionais suportados em decorrência da atividade-fim do contribuinte. ALARGAMENTO DA BASE DE CALCULO. PATURAMENTO. INCONSTITUCIONALIDADE. 1NAPLICABILIDADE DE LEI.. A Cofins devida em relação aos fatos geradores ocorridos no period° incide sobre o faturamento da pessoa jurídica, não alcançando as demais receitas auferidas. 0 Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu pela inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo da contribuição instituído anteriormente à Emenda Constitucional n° 20/1998. 0 CARE encontra-se autorizado a afastar a aplicação de lei julgada inconstitucional pelo Pleno do ST'F. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator.. Vencido o conselheiro Alexandre Kern. Ausentes, temporariamente, os conselheiros Antônio Mário de Abreu Pinto (Suplente) e Daniel Mauricio Pedato. Assinado digitalmente ALEXANDRE KERN - Presidente. Assinado digitalmente FIELCIO LAFETA REIS - Relator.. EDITADO EM: 16/12/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (presidente), Held° Lafetd Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa c Elias Fernandes Eufrasio (uplente). Ausentes, temporariamente, os conselheiros Antônio Mario de Abreu Pinto (Suplente) e Daniel Mauricio Fedato. Relatório I 'Trata-se de Recurso Voluntário interposto em face de decisão da DRJ alvador/BA que julgou procedentes os autos de inflação relativos it Contribuição para o PIS e Cofins, decorrentes dos trabalhos fiscais de verificações obrigatórias, em que se detectou 2 3.. Processo n" 10580 004885/2003-47 S3-1 E03 Acórdao o " 3303-01,024 Fl 541 divergência entre valores declarados pelo contribuinte e aqueles constantes da escrituração contribil-fiscal. A autoridade fiscal autuante informou no Term() de Verificação Fiscal (I1. 8 a 15) que o a "base de cálculo foi obtida a partir das contas de receita registradas nos balanceies mensais, cujas copias das contai de receita utilizadas neste levantamento encontram-se em anexo" (it 8), sem apontar, contudo, a natureza dessas receitas que foram adicionadas As bases de calculo das contribuições. O Demonstrativo de Situação Fiscal Apurada (ft 14) apresenta colunas de cr éditos e débitos consolidados mensalmente sem demonstrar a origem e a natureza dos valores disci iminados. Somente na Impugnação apresentada pelo contribuinte (11s. 213 a 216) é. que se informou que parcelas das receitas adicionadas seriam da seguinte natureza: (i) recuperação de cr éditos de 1CMS pagos na aquisição de energia elétrica e serviços de comunicação no total de R$ 115.743,50 e (ii) custos de aquisição de veículos usados no valor total de RS 180.068,70 que não foram excluidos da base de cálculo da Corms e do PIS de agosto de 1999 e que teriam sido apt oveitados no mês subsequente, ou seja, em setembro de 1999, A DRI Salvador/BA, ao apreciar a Impugnação, decidiu pela procedência dos lançamentos (fls. 489 a 493), considerando que, no contexto da Lei n° 9.718/1998, a receita bruta seria aquela que representa a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo it relevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada. Afastou, também, a autoridade julgadora a quo, a possibilidade de discussão em sede de impugnação de eventual direito creditõrio passive l de compensação decorrente de pagamentos efetuados a maior. Não se conformando com os termos da decisão da DR.1 Salvador/BA, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 499 a 502) e reitera seu pedido de improcedência dos autos de inflação, repisando os mesmos argumentos quanto ao direito A compensação dos valores pagos a maior, bem como em relação à inclusão nas bases de cálculo das contribuições de valores relativos a créditos de ICMS e de aquisição de veículos usados, E o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetri. Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento, Conforme acima relatado, somente a partir da Impugnação apresentada pelo contribuinte foi que se teve informação acerca da natureza de parcelas das receitas adicionadas As bases de cálculo das corm ibuições em decorrência das vet illcações fiscais empreendidas. Nas autuações, a autoridade fiscal deixou consignado apenas que a base de cálculo fora obtida a partir das contas de receitas registradas nos balancetes mensais, sem contudo fazer referência expressa h origem ou A localização na escrituração dos valores apur ados. 7.:77 3 • _ • N.1 li a No que se refere as alegações do Recorrente de que os valores por ele pagos a m ior em meses anteriores poderiam ter sido compensados pela Fiscalização, tem-se que. conforme bem registrado pela autoridade julgadora a quo, não se cogita a discussão de matéria afeta a compensações em sede de impugnação a auto de inflação, pois o presente Processo Administrativo Fiscal não é instrumento adequado para tal mister, uma vez que o regime de compensação tem formalidades próprias previstas na legislação de regência. I ! No mérito, mostra-se escorreita a inclusão pela autoridade fiscal dos valores deduzidos pelo contribuinte a titulo de custos de veículos usados, pois a base de cálculo das contribuições é o faturamento da pessoa jurídica, entendido esse como o resultado das vendas r t d mercadorias e serviços, em relação ao qual não se permitem, além das exclusões legalmente P vistas (§ 2° do art 3° da Lei n°9318/1998), deduções de custos operacionais suportados em decorrência da atividade-fim do contribuinte. ! I , , , ! ( , Já no que se refere 6 recuperação de créditos de 1CMS pagos na aquisição de egergia elétrica e serviços de comunicação, conclui-se que tal ingresso de recuros não se subsume no conceito de faturamento, não se configurando, portanto, base de cálculo das c I ntribuições ! rI A fundamentação legal dos lançamentos foi a Lei n°9.718/1998, cujo art. 3° via l dado nova conceituação ao termo faturamento, alargando-o no sentido de abarcar outras receitas auferidas pelos contribuintes pata fins de definição da base de calculo das c ntribuiçties. A Lei n°9.718/1998, decorrente da conversão da Medida Provisória n° 1.724, 29 de outubro de 1998, foi publicada em novembro de 1998 quando vigia a redação original art 195, 1, "b", da Constituição Federal, em que se previa apenas o faturamento como pátese de incidência da contribuição social, não constando a possibilidade de alcançar outras celtas aufer idas pela pessoa jurídica, o que veio a ocorrer somente em dezembro do mesmo o por meio da Emenda Constitucional n° 20. Em razão disso, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu la inconstitucionalidade da exação, conforme se depreende do excerto a seguir reproduzido: CONST IT LICIONALIDADE SUPERVENIENTE — ARTIGO § I" DA LEI N" 9 718, DE 27 DE NOVEilIBRO DE 1998 — EillENDA CONSIII UCIONAL N° 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. 0 sistema juridic° brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente iRI1JUI,-1 RIO — INSTITUTOS EXPRESS6ES E VOCABULOS SENTIDO A noi ma pedagógica do ailigo 110 do Código ia Nacional ressaha a h»possibilidade de a lei nibutaiia ahem a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados instilutos. conceitos e fin :nos de direito j, irado utilizados expresso on implichamente Sob, epae-se ao aspecto formal o principio da realidade, considmados os elementos ti Mute» ias CONTRIBUR,7.40 SOCIAL — PIS — RECEITA 81W Ti IVOC-TO — hVCONSTITLICIONALIDADE DO § DO ARTIGO 3" DA LEI N" 9 718/98 A fin ispi ud'éncia do Sapiens°. ante a iedação do ai ligo 195 da Cat la Fede, al anterior à Emenda Constitucional le 20/98, consolidou-se no sentido de tomar as espress5es receita /unto e faturamento como siminimas, jungindo-as renda de ',remark, ias, de se, rips ou de mercadmias e ser rips. É Inconstitucional o § I° do artigo 3" da Lei n" 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade 4 • ;! Processo n" 10580 00488512003-47 S3-11 E03 Aenni5n n" 38113411.024 Fl 5-12 das receitas auferidas por pessoas Jurldicas, independentemente da otividade por elas desenvolvida e da classificação confab!! adotada (STE, Pleacir in. RE 346.(Ã8-1/P1?. DI 02/09,2006)- Grifei De acordo corn o entendimento do STF,,o alargamento posterior da base de calculo da contribuição de "faturamento" para "receita e faturamento", operada por meio da Emenda Constitucional n° 20/1998, no teve o condão de convalidar legislação anterior que previa a incidência da Colins e da Contribuição para o PIS sobie a totalidade das receitas da pessoa .jul idica. Essa mesma interpretação consta dos Recursos Exti aordinários n° 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, o que denota estar aquele tribunal caminhando paia a consolidação de tal entendimento. Niio se pode olvidar que o ten-no faturamento refere-se ao somatório das receitas decorrentes de vendas de mercadorias ou serviços, conforme se depreende do contido no art. 2° da Lei Complementar n° 70/1970, in verbis: 1 2° A mg, ibuição de que (iota o ar ligo ante; ior .ser ei de dois por cemo e incidh á sobre o faturamento mensal. as Ai considerado a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza. Parágrafo á nico Ai (7 0 inte.gi a a eceita de que IF ata este artigo. para elitito ele determinação da base de cálculo da contribuição, O valor a) do imposto iobi e pi °chaos industrialkados, quando destacado em reparado no documento b) das vendas cancelndas, das devolvidas e dos descomos a qualquer ando concedidos incondicionalmente Portanto, considerando que o alt. 110 do Código Tributzbio Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributinia alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, o conceito de fatuiamento no permite o alargamento da base de cálculo da contribuição paia incluir owl as teceitas, mormente aquelas de caráter financeiro. 0 fato de o Supiemo Tribunal Federal ter considerado o conceito de faturomento equivalente ao de "receita btuta" no pode ser interpretado como dilatação autorizada do alcance de tais institutos, pois o termo "ieceita biuta" foi considerado como coincidente com o de Nutriment°, ou seja, a totalidade das receitas provenientes da venda de mel cadorias e serviços. A possibilidade de tributar outtas receitas somente passou a vigorar após a vigência da Emenda Constitucional n°20/1998, quando se incluiu, denfie as hipóteses de fatos geradoi es das contribuições sociais, a "receita" genericamente considerada. I ADIn ii° 1-1/01: • 5 Di- ',RA! O Regimento Interno do Conselho Adminisuativo de Recursos Fiscais prevê dispensa, por parte dos julgadores, de observância de lei já declarada inconstitucional pelo Pleno do STF, a saber: At 62 Fica vedado aos membras das fur mas de julgamento do CARP' afastar a aplicava° ou deixar de obser vai li atado, acordo internacional, lei ou deer elo, sob finickunento de incanstitucionalidade Parágrafo (mica O disposto no caput mio se aplica aos casos de licitado, acordo internacional, lei ou ato normativo I - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisiio plendlia definitiva do Supremo Tribunal Federal, (grifei) Dessa forma, considerando a inconstitucionalidade declarada pelo Pleno do P do alargamento da base de calculo da contribuição operado pot meio do art. 3° da Lei n° 718/1998, decide-se pelo cancelamento das parcelas dos lançamentos de oficio referentes uperação de créditos de ICMS pagos na aquisição de energia elétrica e serviços de municação. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso volunI tário, no sentido de excluir dos lançamentos de oficio as parcelas das contribuições referentes à recuperação de créditos de ICMS pagos na aquisição de energia elétrica e ser viços comunicação. E como voto. Assinado digitalmente Helcio Lafeta Reis - Relator S . re C 6 II Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção - Terceira Câmara CARF-NIF Fl 543 Processo ri9 : 10580.004885/2003-47 Interessada : CRESAUTO VEICU LOS S/A TERMO DE INTIMAÇÃO Ern cumprimento ao disposto no § 4" do art. 63 e no § 39- do att.. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n9 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n9 3803-01.024, fls. 540/542. Brasilia - DF, em 14 de jan iro de 2011. ' Amoy, do Mariano Tavares Chefe da Se retaria da Terceira Seção Terceira Camara Ciente, com a observação abaixo: ( 1) Apenas com ciência ( 1) Com embargos de declaração 1 ( 1. ) Com recurso especial Em / /
score : 1.0
Numero do processo: 13732.000050/2003-25
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2001
IRPF, DESPESAS MÉDICAS E ODONTOLÓGICAS. COMPROVAÇÃO DO PAGADOR E DO BENEFICIÁRIO DOS SERVIÇOS,
Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos acompanhados de declaração firmada pelo profissional que identifica ser o contribuinte aquele que efetuou o pagamento das despesas e informa que os beneficiários dos serviços prestados foram o próprio Recorrente e seus dependentes.
Numero da decisão: 2802-000.453
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 IRPF, DESPESAS MÉDICAS E ODONTOLÓGICAS. COMPROVAÇÃO DO PAGADOR E DO BENEFICIÁRIO DOS SERVIÇOS, Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos acompanhados de declaração firmada pelo profissional que identifica ser o contribuinte aquele que efetuou o pagamento das despesas e informa que os beneficiários dos serviços prestados foram o próprio Recorrente e seus dependentes.
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ODONTOLOGICAS. COMPROVAÇÃO DO PAGADOR E DO BENEFICIÁRIO DOS SERVIÇOS, Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos acompanhados de declaração firmada pelo profissional que identifica ser o contribuinte aquele que efetuou o pagamento das despesas e informa que os beneficiários dos serviços prestados foram o próprio Recorrente e seus dependentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto do Relatar, VALÉRIA PWANA\ MARQUES - Presidente EDITADO EM: 22. OLJT 2010\ Participaram do piésente julgamento, os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Carlos Nogueira Nicácio e Valéria Pestana Marques (Presidente), Ausente, , justificadamente, a Conselheira Ana Paula Locoselli Erichsen a) b) Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 02/09, com lançamento de imposto suplementar em face das seguintes infrações: a) omissão de rendimentos cio trabalho com vínculo empregati cio recebidos de pessoa jurídica; b) dedução indevida de despesas médicas. Impugnando o feito, o interessado trouxe argumentos apenas quanto às glosas de despesas médicas, sem impugnar, portanto, a omissão de rendimentos.. A decisão de primeira instãncia manteve intacto o lançamento por entender. que os recibos trazidos pelo contribuinte (fls. 12 a 17) não indicam quem efetuou o pagamento dos serviços prestados pelo Dr, Lúcio Marcelo Salvarini, bem como as pessoas que foram beneficiárias dos serviços. Às fls. 40 se vê o recurso voluntário, por meio do qual o interessado: informa que retificou sua declaração quanto à omissão de rendimentos e pagou o imposto correspondente (fls. 42 e 47/51); apresenta cópias dos recibos, "com o devido nome do pagador dos serviços", antes não mencionado (fls. 42/45); e) anexa laudo clinico do Dr. Lucio Marcelo Salvarani. É o relatório \;\ 2 Processo n" 1.3732 000050/2003-25 ~uno n " 2802-00.453 S2-TE02 Fl 7 Voto Conselheiro SIDNEY FERRO BARROS, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade.. Dele conheço. O que resta aqui para se verificar é tão-somente a glosa dos recibos do Dr, Lucio Marcelo Salvarini. No Demonstrativo das Infrações (fl. 09) está dito que a glosa se deveu ao fato de que os recibos não continham identificação do cliente, a teor do art. 8", II, "a", e §§ 2" e 3" da Lei n" 9,250/1995, e arts. 37 e41 da IN SRF n" 25/1996.. A decisão de primeira instância, para manter a glosa, "estendeu" um pouco mais as razões: os recibos não identificam quem pagou e quem foi o beneficiário dos serviços. O contribuinte deve se defender daquilo de que é acusado e tão-só disto. No caso, considero supridas as ausências de indicação de pagador . e beneficiário dos serviços, nem tanto pelos recibos agora apresentados com o nome do contribuinte neles inserido, mas, muito mais, pela declaração do profissional de ti 41, que confirma quem pagou (o Recorrente) e que os serviços foram prestados neste e em seus filhos. Assim, dou provimento ao recurso. É o meu.. voto. \ 3
score : 1.0
Numero do processo: 13706.001274/2006-14
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
Ementa:
ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE.
São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da lei 7.713/1988, quando a patologia for comprovada, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estado, do Distrito Federal ou dos Municípios. Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-000.568
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR
PROVIMENTO ao recurso.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
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MOLÉSTIA GRAVE. São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da lei 7.713/1988, quando a patologia for comprovada, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estado, do Distrito Federal ou dos Municípios. Recurso provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO ao recurso. (Assinado digitalmente) Valéria Pestana Marques - Presidente. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Relator. EDITADO EM: 10/12/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valéria Pestana Marques (Presidente da turma), Carlos Nogueira Nicácio, Jorge Claudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Erichsen, Lúcia Reiko Sakae e Sidney Ferro Barros. Fl. 69DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Contra a contribuinte foi lavrado o auto de infração de Es. 19/23, relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, ano-calendário 2002, para cobrança do imposto de renda pessoa física, decorrente de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, decorrentes de trabalho com vínculo empregatício ( INSS R$ 22.121,8 e IRF de R$ 1.366,38). Na impugnação foi alegado que: 1. a contribuinte já era portadora de neoplasia em 1982, conforme Termo de Inspeção de Saúde elaborado pela Diretoria de Saúde da Marinha do Brasil, no qual consta a informação que a Sra. Congetta também é portadora de miocardiopatia isquêmica, equiparada a cardiopatia grave, doença esta pré-existente à data de 21/07/2005; 2. os documentos expedidos pelo Superintendente de Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho/SARE(Secretaria de Estado de Administração e Reestruturação do Estado do Rio de Janeiro) corroboram a informação do mencionado Termo de Inspeção; 3. o Instituto Nacional do Seguro Social também declara de forma conclusiva que a impugnante faz jus à. isenção tributária prevista na norma jurídica; 4. como não tem a posse dos originais dos documentos anexos ao presente, requer sejam expedidos ofícios aos órgãos públicos responsáveis pela expedição dos citados documentos a fim de que seja constatada a veracidade do teor dos documentos juntados por cópia aos autos; 5. requer, ainda, a realização de perícia médica (fls.03/04) e análise dos documentos por médico especialista, a ser acompanhado pela Dra.Rossana Rodrigues Moreira e pelo Dr. Gilberto Luiz dos Santos Salgado, para que fique comprovado que a contribuinte é portadora de doença prevista na Lei n° 7.713, de 22/12/1988 ( art. 6°, inciso XIV), respondendo aos quesitos de f1.04 da peça defensória; 6. por fim, solicita a anulação da cobrança do valor apontado no auto de infração de fls.19/23. Intimado a apresentar os originais ou cópias, com autenticidade reconhecida em cartório ou por servidor da Secretaria da Receita Federal — SRF, do documento que comprove a data de concessão da aposentadoria do interessado (ex: Diário Oficial).(Aviso de Recebimento às fls. 43) o impugnante não apresentou os documentos. Ciente da decisão de primeira instância em 24-11-2008 (fls. 49-verso), o requerente apresentou recurso voluntário em 19-12-2008 (fls. 51), no qual apresenta os seguintes argumentos: Fl. 70DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13706.001274/2006-14 Acórdão n.º 2802-00.568 S2-TE02 Fl. 62 3 1) a recorrente quando da interposição do recurso possuía 90 anos de idade e era portadora de patologia elencada na Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, mais precisamente neoplasia grave, desde o ano de 1982, portanto há mais de 25 anos, o que foi comprovado por meio do Termo de Inspeção de Saúde elaborado na Diretoria de Saúde da Marinha do Brasil, onde se lê: “ATESTADO MÉDICO dislipidemia e câncer de mama (este último operado em 1982)”; 2) o mesmo “laudo” consta a indicação de que a recorrente “É portadora de miocardiopatia isquêmica, CIDX 125.9, (equiparada a Cardiopatia grave), doença especificada na Lei 7713/1988, alterada pelas Leis nº 8541/1992, 9250/1995 e 11052/2004. A doença invalidante é preexistente à data de 21Jul2005, de acordo com o parecer de médica assistente,...” 3) Esta outra doença (cardiopatia grave) também está elencada no rol das que dão ensejo à isenção; 4) Conforme documentos expedidos pelo Superintendente de Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho – SARE/RJ: "De acordo com laudos e exames anexados ao prontuário médico do servidor acima citado, podemos informar que o mesmo é portador de patologia elencada na Lei 7713/88 desde 28.05.1982." 5) O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) declara de forma conclusiva que a recorrente faz jus à isenção tributária: “Informamos que o segurado em referência, de acordo com a documentação médica apresentada se enquadra, dentro das doenças que isentam do Imposto de Renda, constante na Lei 7.713, de 22/2/1988, artigo 6°, inciso XIV, referenciada pela Lei 9.250, de 26112/1995 Art.30, §2°."; 6) A Autoridade julgadora não observou que o laudo especifica tratar-se de doença preexistente e que o documento juntado aos autos pela Recorrente. assinado pelo Superintendente de Saúde e Qualidade de Vida do Trabalho — SARE, no processo administrativo n° E- 03/005.137/05 do Estado do Rio de Janeiro, que afirma de forma peremptória que: " Tendo em vista o parecer conclusivo da Junta Médica a que se submeteu em 25.08.05 o servidor CONGETTA BALBI MENDES DA SILVA, matricula 335.984-1, justifica-se a concessão do beneficio pleiteado, por ser portador de moléstia prevista na Lei Federal n° 7713 de 22 12 88 combinado com o artigo 47 da Lei Federal n° 8541 de 23.12.1992. De Fl. 71DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 acordo com laudos e exames anexados ao prontuário médico do servidor acima citado, podemos informar que o mesmo é portador de patologia elencada na Lei 7713/88 desde 28.05.1982." 7) Que o fato de não possuir os documentos originais, mas somente cópias, não invalida esses documentos, mormente por terem sido emitidos por órgãos públicos, transcreve decisão do Superior Tribunal de Justiça que vão ao encontro de sua tese; 8) Quanto à comprovação de que os rendimentos recebidos em 2002 eram proventos de aposentadoria, reforma ou pensão, essa é atendida pela própria Declaração de Ajuste Anual do exercício 2003 onde informou as receitas e a fonte pagadora, requereu que fossem expedidos ofícios à Diretoria de Saúde da Marinha, ao INSS e à SARE/RJ e não foi atendida, tendo sido omissa a decisão quanto a esse requerimento, houve, dessa forma violação ao direito constitucional de contraditório e ampla defesa. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele deve-se tomar conhecimento. Insurge-se o recorrente contra acórdão que possui a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. MOLÉSTIA GRAVE. Para ter direito à isenção prevista no artigo 6°, inciso XIV, da Lei n° 7.713/1988, com a redação dada pela Lei n° 11.052, de 29 de dezembro de 2004, sobre proventos de aposentadoria lançados como omissos, o contribuinte deverá apresentar laudo pericial emitido por serviço médico oficial atestando ser portador de moléstia grave e comprovar que a natureza dos seus rendimentos se referem a reforma, aposentadoria e/ou pensão. PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Indefere-se o pedido de perícia que, além de não ter observado os requisitos previstos no art. 16, inciso IV, § 1°, do Decreto 70.235/72, se revela impraticável e protelatória da decisão. Fl. 72DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13706.001274/2006-14 Acórdão n.º 2802-00.568 S2-TE02 Fl. 63 5 Lançamento Procedente O fundamento do acórdão recorrido é a exigência de dois requisitos cumulativos indispensáveis à concessão da isenção. “Um reporta-se à. natureza dos valores recebidos, que devem ser proventos de aposentadoria, reforma ou pensão, e o outro relaciona- se com a existência da moléstia tipificada no texto legal.” Da análise dos documentos apresentados (fls.06/14) para comprovar que a interessada é portadora de moléstia grave, o Órgão Julgador de primeira instância concluiu que a) o de fls.06/09, exarado pela Marinha do Brasil, informa que a autuada é portadora de cardiopatia grave, doença esta pré-existente à data de 21/07/2005, ano este diferente do que o que está sendo analisado no presente processo; b) os documentos de fls.10/11 não se revestem das características de laudo oficial, não sendo hábeis para comprovar o estado clínico do paciente, e, em conseqüência, para formar a convicção do seu destinatário, no caso, a Receita Federal do Brasil, de que ela é portadora de moléstia grave; c) os documentos de fls.12/14 se referem a laudo de exame realizado em laboratório clinico e a Atestado Médico particular, respectivamente, não sendo hábeis também a comprovar as moléstias graves argüidas pela interessada em sua peça defensória. Quanto ao outro requisito indispensável à concessão da isenção, o órgão julgador de primeira instância concluiu que a contribuinte não fez prova nos autos de que os rendimentos recebidos, no ano-calendário 2002, se referem a proventos de aposentadoria , reforma e/ou pensão. Tendo a impugnante requerido perícia (fls. 03/04) a DRJ considerou que não existiam razões que justificassem a sua realização, pois os documentos constantes dos autos são suficientemente esclarecedores e, com base nos art. 18 e 19 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, indeferiu o requerimento de realização de perícia por entender prescindível. Note-se que a omissão apurada no auto de infração é proveniente de pagamentos feitos pelo INSS e, por força de mandamento constitucional, a aposentadoria é compulsória aos 70 anos de idade. Considero que o documento de fls. 09 é claro em afirmar que o câncer de mama (neoplasia maligna) foi operado em 1982 e que a recorrente é pensionista de ex- combatente. Tendo a recorrente nascido em 26-04-1919, possuía 83 anos de idade em 2002, o que entendo suficiente para comprovar que os proventos recebidos no ano de 2002 eram decorrentes de aposentadoria ou pensão. Corroboram a informação de ser portadora de moléstia grave tipificada na lei isentiva, desde 28.05.1982, o teor do documento emitido por serviço médico oficial do Estado Fl. 73DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 do Rio de Janeiro, de fls. 10 emitido pelo Superintendente de Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho da SARE/RJ, Dr. Vanderli Simões Medeiros, CRM 52.17008-0 e o laudo emitido por médico particular em 28.05.2002, data da realização da biópsia de mama que constatou a existência de carcinoma medular. Considero comprovado nos termos do caput do art. 30 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995 que foram atendidos os dois requisitos legais previstos no artigo 6º da Lei n° Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com as alterações do art.47 da Lei n° 8.541, de 23 de dezembro de 1992 e art. 30, § 2º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que estabeleceu isenção do imposto de renda para os rendimentos de aposentadoria ou pensão dos portadores de neoplasia maligna, entre outros. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 74DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10930.000002/2009-06
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 27 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Thu Oct 27 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2005
IMPOSTO RETIDO NA FONTE. DEDUÇÃO DO IMPOSTO APURADO NA DECLARAÇÃO
O imposto retido na fonte pode ser deduzido na declaração de rendimentos se restarem comprovadas a sua efetiva retenção e a inclusão dos rendimentos correspondentes à base de cálculo do imposto apurado no ajuste anual.
Numero da decisão: 2003-004.075
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso voluntário para dar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente e relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ricardo Chiavegatto de Lima, Wilderson Botto e Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez.
Nome do relator: CLAUDIA CRISTINA NOIRA PASSOS DA COSTA DEVELLY MONTEZ
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2005 IMPOSTO RETIDO NA FONTE. DEDUÇÃO DO IMPOSTO APURADO NA DECLARAÇÃO O imposto retido na fonte pode ser deduzido na declaração de rendimentos se restarem comprovadas a sua efetiva retenção e a inclusão dos rendimentos correspondentes à base de cálculo do imposto apurado no ajuste anual.
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DEDUÇÃO DO IMPOSTO APURADO NA DECLARAÇÃO O imposto retido na fonte pode ser deduzido na declaração de rendimentos se restarem comprovadas a sua efetiva retenção e a inclusão dos rendimentos correspondentes à base de cálculo do imposto apurado no ajuste anual. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso voluntário para dar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez – Presidente e relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ricardo Chiavegatto de Lima, Wilderson Botto e Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez. Relatório Notificação de lançamento Trata o presente processo de notificação de lançamento – NL (fls. 7/11), relativa a imposto de renda da pessoa física, pela qual se procedeu a alterações na declaração de ajuste anual da contribuinte acima identificada, relativa ao exercício de 2006. A autuação implicou na alteração do resultado apurado de saldo de imposto a restituir declarado de R$1.062,76 para saldo de imposto a pagar de R$6.814,85. A notificação noticia as infrações de omissão de rendimentos e compensação indevida de IRRF, no montante de R$7.876,86, consignando em relação a esta (fl.9): Os seguintes valores de IRRF foram corrigidos para o dia 06/07/2005 conforme dados abaixo: IRRF no dia 13/03/2007: R$ 14.796,19; IR do dia 06/07/2005 para o dia 13/03/2007: 3,91685%; Juros do dia 06/07/2005 para o dia 13/03/2007: 20,26667%; IRRF corrigido R$ 11.839,10. Na Atualização da conta de execução fl. 797 da RI 866/1999 consta que do principal + juros devido ao AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 00 00 02 /2 00 9- 06 Fl. 104DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2003-004.075 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10930.000002/2009-06 reclamante em 06/07/2005 (100%) de R$ 105.273.84, foram sacados R$ 57.416,86 (54,540482%), portanto compensamos o mesmo percentual de 54,540482% do Darf de fl. 817 Impugnação Cientificada à contribuinte, a NL foi objeto de impugnação, às fls. 2/12 dos autos, na qual a contribuinte insurgiu-se contra os valores incluídos na autuação e indicou a juntada dos cálculos que entendia corretos. A impugnação foi apreciada na 6ª Turma da DRJ/CTA que, por unanimidade, julgou a impugnação improcedente, em decisão assim ementada (fls. 74/77): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2005 RETENÇÃO NA FONTE. COMPENSAÇÃO. AJUSTE ANUAL. Somente é passível de compensação no ajuste anual o Imposto de Renda Retido na Fonte correspondente ao rendimento incluído na base de cálculo do imposto apurado. Recurso voluntário Ciente do acórdão de impugnação em 2/1/2012 (fl. 80), a contribuinte, em 26/1/2012 (fl. 81), apresentou recurso voluntário, às fls. 81/88 e 96/100, alegando, em apertado resumo, que: - a responsabilidade pelo recolhimento do imposto seria da fonte pagadora dos rendimentos, não podendo a contribuinte figurar no polo passivo da relação tributária. - teria recebido, em 6/7/2005, o valor bruto de R$77.132,82, correspondente ao valor líquido de R$57.416,86 e a 73,26% do valor bruto total da verba trabalhista. - para apuração do imposto devido, caberia a utilização do valor bruto recebido no ano de 2005. - o valor do IRRF a ser computado seria de R$19.874,63 e não de R$14.796,19, que teria tomado por base o valor líquido recebido. - caberia a glosa do IRRF de R$3.813,37, resultante da subtração do montante de R$ 19.715,96 de R$15.902,56. Voto Conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez – Relatora O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. Contudo, suas razões devem ser parcialmente conhecidas. Em seu recurso, a recorrente suscita sua ilegitimidade para figurar no polo passivo da exigência, matéria que não constou de sua impugnação e, portanto, não foi submetida ao colegiado de primeira instância. Por consequência, essa matéria não cabe ser analisada por este colegiado, sob pena de supressão de instância. Lembro que, a teor dos artigos 16 e 17, do Decreto nº 70.235, de 1972, o contribuinte deve apontar em sua impugnação todos os motivos de fato e de direito em que se fundamenta sua defesa, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir, sendo de se considerar preclusa a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Fl. 105DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2003-004.075 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10930.000002/2009-06 Dessa feita, não conheço das alegações acerca da ilegitimidade passiva da contribuinte. Acerca dos cálculos efetuados, a recorrente junta demonstrativo de fl. 88, extraído dos autos judicias, requerendo a consideração do valor bruto e do IRRF consignados neste documento, de R$77.132,82 e R$19.715,96, para cálculo do IRRF compensável na declaração de ajuste do exercício 2006. Entendo que é de se dar razão à contribuinte. A autuação tomou por base o documento de fl.58, que apontou o valor global devido à recorrente e o IRRF correspondente, tendo a autoridade fiscal calculado o percentual do IRRF com base no valor líquido levantado pela contribuinte, de R$57.416,86, como consta da autuação: Os seguintes valores de IRRF foram corrigidos para o dia 06/07/2005- conforme dados abaixo: IRRF no dia 13/03/2007:R$ 14.796,19; TR do dia 06/07/2005 para o dia 13/03/2007: 3,91685%; Juros do dia 06/07/2005 para o dia 13/03/2007: 20,26667%; IRRF corrigido R$ 11.839,10. Na Atualização da conta de execução fl. 797 da RT 866/1999 consta que do principal + juros devido ao0 reclamante em 06/07/2005 (100%) de R$ 105.273.84, foram sacados R$ 57.416,86 .(54,540482%), portanto compensamos o mesmo percentual de 54,540482% do Darf de fl. 817 Ocorre que o montante de R$105.273,84 se trata do valor bruto devido e o documento de fl. 88 demonstra que o levantamento ocorrido em 6/7/2005 corresponde ao valor bruto de R$77.132,82, sendo este o valor a ser utilizado para proporcionalizar o IRRF entre os levantamentos. Assim, o valor levantado em 2005 corresponde a 73,26% da verba total devida e, por consequência, a contribuinte faz jus a compensar o IRRF no valor de R$15.902,59, utilizando-se o critério de atualização constante da autuação e acima reproduzido. Dessa feita, considerando que a contribuinte compensou o montante de R$19.715,95, mostra-se correta a glosa de R$3.813,37, como ela própria admite em seu recurso. Pelo exposto, voto por conhecer parcialmente do recurso voluntário, não conhecendo da alegação acerca da ilegitimidade passiva da contribuinte, e no mérito, por dar-lhe provimento, para restabelecer a compensação de IRRF no valor de R$4.063,49. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Fl. 106DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 13838.000190/2003-15
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Data do fato gerador: 31/01/1998, 28/02/1998, 30/04/1998, 31/05/1998, 30/06/1998, 31/07/1998, 30/11/1998
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF.
COMPENSAÇÃO NÃO CONFIRMADA.
Nos termos do art. 90 da Medida Provisória nº 2.158-35/2001, vigente à época do lançamento de ofício, as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida ou não comprovada deveriam ser objeto de lançamento de ofício.
RETROATIVIDADE BENIGNA. MULTA DE OFÍCIO. CONVERSÃO EM
MULTA DE MORA. FALTA DE COMPETÊNCIA.
Falece competência à autoridade administrativa julgadora para converter a multa lançada de ofício em multa de mora, dados os dispositivos legais distintos que as fundamentam. Anulada a conversão, com base no princípio da retroatividade benigna, cancela-se a multa de ofício então restaurada.
Nada impede, contudo, que, em eventual procedimento de cobrança, se venha a exigir do sujeito passivo a multa de mora decorrente do pagamento extemporâneo do tributo devido.
Numero da decisão: 3803-001.290
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
parcial provimento ao recurso voluntário, para anular a conversão da multa de lançamento de ofício em multa de mora promovida pela decisão recorrida e para cancelar integralmente a aplicação da multa de lançamento de ofício, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/01/1998, 28/02/1998, 30/04/1998, 31/05/1998, 30/06/1998, 31/07/1998, 30/11/1998 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF. COMPENSAÇÃO NÃO CONFIRMADA. Nos termos do art. 90 da Medida Provisória nº 2.158-35/2001, vigente à época do lançamento de ofício, as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida ou não comprovada deveriam ser objeto de lançamento de ofício. RETROATIVIDADE BENIGNA. MULTA DE OFÍCIO. CONVERSÃO EM MULTA DE MORA. FALTA DE COMPETÊNCIA. Falece competência à autoridade administrativa julgadora para converter a multa lançada de ofício em multa de mora, dados os dispositivos legais distintos que as fundamentam. Anulada a conversão, com base no princípio da retroatividade benigna, cancela-se a multa de ofício então restaurada. Nada impede, contudo, que, em eventual procedimento de cobrança, se venha a exigir do sujeito passivo a multa de mora decorrente do pagamento extemporâneo do tributo devido.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
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DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF. COMPENSAÇÃO NÃO CONFIRMADA. Nos termos do art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835/2001, vigente à época do lançamento de ofício, as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida ou não comprovada deveriam ser objeto de lançamento de ofício. RETROATIVIDADE BENIGNA. MULTA DE OFÍCIO. CONVERSÃO EM MULTA DE MORA. FALTA DE COMPETÊNCIA. Falece competência à autoridade administrativa julgadora para converter a multa lançada de ofício em multa de mora, dados os dispositivos legais distintos que as fundamentam. Anulada a conversão, com base no princípio da retroatividade benigna, cancelase a multa de ofício então restaurada. Nada impede, contudo, que, em eventual procedimento de cobrança, se venha a exigir do sujeito passivo a multa de mora decorrente do pagamento extemporâneo do tributo devido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário, para anular a conversão da multa de lançamento de ofício em multa de mora promovida pela decisão recorrida e para cancelar integralmente a aplicação da multa de lançamento de ofício, nos termos do voto do relator. Assinado digitalmente ALEXANDRE KERN Presidente. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2011 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS 2 Assinado digitalmente HÉLCIO LAFETÁ REIS Relator. EDITADO EM: 03/03/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em decorrência de decisão da DRJ Campinas/SP que julgou parcialmente procedente a Impugnação apresentada pelo contribuinte em face do auto de infração eletrônico da Contribuição para o PIS relativo a todos os meses do anocalendário 1998. O auto de infração, presente às fls. 6 a 17, fora emitido em 14/06/2003, com ciência do contribuinte em 08/07/2003 (fl. 71), e se refere a parcelas da Contribuição para o PIS declaradas em DCTF como compensadas, sendo que tal situação não se confirmara após cruzamentos internos da Receita Federal, sendo informado que os processos administrativo e judicial declarados não teriam sido localizados. Em sua Impugnação (fls. 1 a 5), o contribuinte requereu o cancelamento do auto de infração, alegando que os valores da contribuição declarados em DCTF teriam sido compensados no âmbito do processo administrativo nº 10830.002276/9683 e, parte deles, com base em tutela jurisdicional concedida na Medida Cautelar nº 97.03.0113028. Informou, ainda, o então Impugnante, que optara pelo parcelamento denominado Refis, encontrandose amparado pelo art. 9º da Instrução Normativa SRF nº 44, de 25 de abril de 2000, que lhe asseguraria o direito de ter os débitos inscritos de ofício no parcelamento nos casos de pendência de apreciação dos pedidos de compensação por parte da autoridade administrativa. Quanto às compensações amparadas em medida judicial, informou que desistira da ação judicial, tendo aderido ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis). Além dessa alegações, ressaltou o Impugnante que os valores exigidos já se encontravam declarados em DCTF e, portanto, autolançados, dispensandose o lançamento de ofício, dado que devidamente constituído o crédito tributário. Recebida a Impugnação, a Agência da Receita Federal em Capivari/SP emitiu o despacho presente à fl. 102, informando que, em relação aos débitos que constavam do processo administrativo informado pelo contribuinte, inexistia pedido de compensação e que, quanto aos débitos objeto da ação judicial, estes teriam sido consolidados no Refis. Em 4 de abril de 2008, a Delegacia da Receita Federal em Piracicaba/SP informou que, efetivamente, havia débitos da Contribuição para o PIS do anocalendário de Fl. 186DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2011 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13838.000190/200315 Acórdão n.º 380301.290 S3TE03 Fl. 168 3 1998 nos processos administrativos de controle do parcelamento, mas que os valores seriam “completamente diferentes dos lançados no Auto de Infração” (fls. 116 a 117). Por fim, em 28 de abril de 2008, a DRF Campinas/SP (fls. 135 a 137), ao analisar o teor da Impugnação apresentada antes do envio à Delegacia de Julgamento, decidiu por cancelar parte do auto de infração, considerando, em síntese, o seguinte: a) “assiste a razão em parte ao contribuinte, pois quanto à possibilidade de inclusão dos débitos suspensos em medida judicial constatase que houve desistência tempestiva para recepcionar tais débitos no parcelamento REFIS. Como de fato se verifica, os débitos confessados foram incluídos na consolidação do REFIS controlados pelos processos de parcelamento nº 10830.450870/200104 e 10830.450865/200193, fls.130/132” (fl. 136); b) quanto ao processo administrativo, “ainda que o contribuinte tivesse indicado corretamente a compensação controlada no processo nº 13838.000208/200389, os débitos ali indicados, f1.119, não incluem PIS do ano calendário 1998 mas somente o ano 1996” (fl. 136); c) “o montante do AI que prefigurava parcelada pelos processos nº 10830.450870/200104 e 10830.450865/200193 é improcedente, porquanto a exigibilidade de tais valores se encontrava suspensa quando da emissão do AI” (fl. 136); d) “Os autos de infração eletrônicos foram emitidos em cumprimento, ao art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, que determinou que a SRF promovesse o lançamento de ofício de todas as diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e às contribuições administrados pelo órgão” (fl. 136); e) “assiste a razão ao contribuinte, pois os débitos em comento estão aptos a integrar a consolidação do REFIS pela Lei nº 9964 de 10 de abril de 2000” (fls. 136) f) “ainda que incluído no REFIS, permanece a multa lançada de ofício, conforme se verifica em fls.1/5, o contribuinte fundamenta a impugnação não somente em vista dos débitos lançados de ofício integrarem o parcelamento REFIS. Mas insurgese, contra a constituição da multa de ofício sobre o débito confessado, conforme Art. 16 e 17 do Decreto 70.235/72” (fl. 136). Ao julgar a Impugnação, a DRJ Campinas/SP decidiu pela procedência parcial do lançamento (fls. 149 a 153), sendo exonerada a multa de ofício com base no princípio da retroatividade benigna. Nos termos ressaltados pelo relator a quo, em “revisão de oficio, conforme fls. 137, a autoridade preparadora decidiu por afastar parte da exigência já consolidada no REFIS antes do lançamento, formalizar representação para inclusão, no REFIS, do principal remanescente (processo 10830.003985/200871, fls. 138/139) e submeter à apreciação desta DRJ/CPS a diferença entre a multa de oficio lançada e a multa de mora incidente sobre os valores tratados na representação referida” (fl. 151). Contudo, amparada no extrato do processo (fls. 146 a 147), decidiu a autoridade julgadora a manter parte do principal lançado, fundamentandose na argumentação Fl. 187DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2011 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS 4 de que os “valores principais remanescentes, conforme se vê nos elementos juntados aos autos relatados na decisão da DRF, não tiveram sua exigibilidade suspensa confirmada pelo processo judicial indicado na DCTF, já que dele o contribuinte desistiu, nem foram objeto de pedido de compensação no processo administrativo 10830.002276/9683. Ressaltese que o contribuinte apenas alegou tal vinculação, mas não fez prova documental de sua existência” (fl.152). Ao final, decidiu a DRJ nos seguintes termos: Diante do exposto, o presente voto é no sentido de RECEBER a impugnação e considerar PROCEDENTES EM PARTE as exigências relativas a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), para exonerar a multa de ofício aplicada na parcela relativa ao percentual de 55%, atentando se, quando da cobrança, que os valores principais mantidos, de acordo com decisão da autoridade preparadora de fls. 137 já foram objeto de representação para inclusão no REFIS (processo 10830.003985/200871, fls. 138/139). fls. 152 a 153. Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 158 a 162) e requer o total cancelamento do auto de infração, repisando parte dos argumentos apresentados na Impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, o auto de infração relativo à Contribuição para o PIS emitido eletronicamente, após a revisão de ofício, teve parte do crédito tributário cancelado pela autoridade administrativa da repartição de origem e a multa de ofício remanescente exonerada pela autoridade julgadora de primeira instância, com base no princípio da retroatividade benigna (art. 106, II, “c”, do CTN). Nos termos apontados pela autoridade administrativa da repartição de origem (fl. 137), em revisão de ofício, em relação à qual o contribuinte devidamente intimado não se pronunciou (fls. 142 a 148), após as verificações pertinentes quanto à compensação e à inclusão dos débitos no Refis, parte do auto de infração foi considerada procedente, sendo submetido à apreciação da Delegacia de Julgamento a impugnação da multa de ofício incidente sobre a parcela considerada procedente. Não tendo havido contrariedade do contribuinte quanto ao resultado da revisão de ofício, temse que suas conclusões foram acatadas por ele, submetendose à autoridade julgadora de primeira instância administrativa tão somente o teor do despacho decisório presente às fls. 135 a 137. Como bem destacou o relator a quo, o art. 90 da Medida Provisória nº 2.158 35/2001, então vigente, determinava o lançamento de ofício de diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida ou não comprovada, em razão do que não se acolhia o argumento do Fl. 188DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2011 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13838.000190/200315 Acórdão n.º 380301.290 S3TE03 Fl. 169 5 contribuinte relativamente à impossibilidade de lançamento de ofício de valores declarados em DCTF. Dessa forma, considerando que o Recorrente não traz aos autos nenhum outro elemento probatório que contradiga as constatações até então pronunciadas e embasadas nos dados constantes dos autos, concluise pela escorreita decisão da DRJ Campinas/SP, ora reafirmada, salvo em relação à multa que restou aplicada. A autoridade julgadora a quo, com base na retroação de norma penal benigna e considerando o despacho da repartição de origem, converteu a multa de ofício originalmente lançada na multa de mora prevista no art. 61 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996. No entanto, tal procedimento se deu à revelia dos dispositivos legais que regem a matéria, pois, à autoridade administrativa julgadora, falece competência para a conversão de multa de ofício em multa de mora, tendo em vista que tais gravames possuem fundamentações legais distintas, sendo passíveis de aplicação somente por parte da autoridade administrativa competente para tal. Nada impede, contudo, que, em eventual procedimento de cobrança, se venha a exigir do sujeito passivo a multa de mora decorrente do pagamento extemporâneo do tributo devido. Dessa forma, restaurada a multa de ofício originalmente lançada, com base no princípio da retroatividade benigna, tal acréscimo legal deverá ser expurgado do crédito tributário, nos termos a seguir delineados. A Medida Provisória n° 135, de 30 de outubro de 2003, convertida na Lei n° 10.833/2003, em sua redação original, restringiu o lançamento de ofício previsto na Medida Provisória n° 2.15835/2001 à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida, e apenas nas hipóteses ali especificadas, nenhuma delas coincidente com o caso ora sob análise, in verbis: Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória no 2.15835, de 24 de agosto de 2001, limitarseá à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida e aplicarseá unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964. Posteriormente, tal dispositivo veio a sofrer sucessivas alterações, conforme se depreende das transcrições a seguir: Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória no 2.15835, de 24 de agosto de 2001, limitarseá à imposição de multa isolada em razão da nãohomologação de compensação declarada pelo sujeito passivo nas hipóteses em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964. (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) (Vide Medida Provisória nº 351, de 2007) Fl. 189DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2011 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS 6 Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória no 2.15835, de 24 de agosto de 2001, limitarseá à imposição de multa isolada em razão de nãohomologação da compensação quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória no 2.15835, de 24 de agosto de 2001, limitarseá à imposição de multa isolada em razão de nãohomologação da compensação quando não confirmada a legitimidade ou suficiência do crédito informado ou quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. (Redação dada pela Medida Provisória nº 472, de 2009) Conforme acima demonstrado, com a edição da Lei n° 10.833/2003, a multa isolada, que substituiu a multa proporcional originalmente prevista para os casos da espécie, constituiuse em penalidade nova, aplicável nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações de sonegação, fraude ou conluio no uso da declaração de compensação. Ressaltese que as alterações posteriores do citado art. 18 da Lei n° 10.833/2003, ainda que, em tese, possam ser consideradas restauradoras da hipótese de infração original, não influem no presente julgamento, em face da impossibilidade de retroação de penalidade mais gravosa, cujo comando passa a ser aplicável somente após a vigência do respectivo texto legal. Portanto, em face da alteração legislativa superveniente que alterou a aplicação da multa de ofício, não abrangendo aquela objeto do auto de infração, e tendo em vista o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, II, “c”, do Código Tributário Nacional (CTN), a multa de ofício inserida no total do crédito tributário deve ser exonerada pela aplicação retroativa do art. 18 da Lei n° 10.833/2003. Diante do exposto, voto por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário, para anular a conversão da multa de lançamento de ofício em multa de mora realizada pela autoridade julgadora a quo e cancelar a aplicação da multa de ofício em face da retroação de norma penal mais benigna. Saliento, da mesma forma como fizera o julgador de primeira instância, que as parcelas do auto de infração remanescentes após a revisão de ofício já foram objeto de representação da autoridade preparadora no sentido de incluílas no Programa de Recuperação Fiscal (Refis). É como voto. Assinado digitalmente Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 190DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2011 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13838.000190/200315 Acórdão n.º 380301.290 S3TE03 Fl. 170 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13838.000190/200315 Interessada: INDÚSTRIA AÇUCAREIRA SÃO FRANCISCO S/A TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 380301.290, de 01 de março de 2011, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 01 de março de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 191DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2011 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS 8 Fl. 192DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2011 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 10711.003009/99-03
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2002
Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL.
O produto composto por 62,30% de carboximetilcelulose e 37,70 de carboximetilcelulose de sódio, utilizado em lama, como viscosificante para fluidos na perfuração de poços de petróleo, classifica-se no código NCM 3812.31.11.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-30.459
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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RECORRIDA : DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ CLASSIFICAÇÃO FISCAL. O produto composto por 62,30% de carboximetilcelulose e 37,70% de carboximetilcelulose de sódio, utilizado em lama, como viscosificante para fluidos na perfuração de poços de petróleo, classifica-se no código NCM 3812.31.11. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 15 de outubro de 2002 JOÃO LANDA COSTA • Preside ANELISE DAUDT PRIE Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO LOIBMAN, IRINEU BIANCHI, PAULO DE ASSIS e CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS. Ausentes os Conselheiros NILTON LUIZ BARTOLI e HÉLIO Grr., GRACINDO. tmc3 , : MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.608 ACÓRDÃO N° : 303-30.459 RECORRENTE : ALFA RIO QUÍMICA LTDA. RECORRIDA : DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ RELATORA : ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO E VOTO Em 17 de agosto de 2000 este Colegiado decidiu converter o julgamento em diligência, na forma de relatório e voto que transcrevo a seguir: "Conforme a Declaração de Importação n.° 022159, registrada em 05/09/96, a empresa acima qualificada importou411 "carboximetilcelulose e seus sais, refinada, na seguinte referência: CMC PAC HV grau de pureza: 96% estado físico: pá embalagem: sacos uso: industrial", classificando a mercadoria no código NCM 3912.31.11 (código TAB 3912.31.0200), com a alíquota de 14% para o Imposto de Importação reduzida em 95% (J)ara 0,70%), de acordo com o Decreto 1.425, D.O.U. de 28/03/95, que dispõe sobre o Acordo de Alcance Parcial n.° 10, entre Brasil e Colômbia. A respectiva alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados era de 12%. Tendo em vista a conclusão do Laudo LABANA de fl. 24, de que a mercadoria tratava-se de uma mistura contendo 62,30% de carboximetilcelulose e 37,70% de carboximetilcelulose de sódio, a fiscalização da Alfàndega do Porto do Rio de Janeiro entendeu que a correta classificação seria no código NCM 3912.31.19, com • alíquotas de 14% para o II e de 12% para o PI. Lançou as diferenças dos tributos, os juros de mora e as seguintes multas de oficio: para o II, a do artigo 4.° da Lei 8.218/91 c/c artigo 44, inciso I, da Lei 9.430/96 e artigo 106, inciso II, alínea "c", da Lei n.° 5.172/66; para o IPI, a do artigo 80, inciso II, da Lei n.° 4.502/64, com a redação dada pelo Decreto-Lei 34/66, artigo 2.°, e artigo 45 da Lei 9.430/96 c/c artigo 106, inciso II, alínea "c", da Lei n.° 5.172/66. Em sua impugnação, a empresa alegou, em suma, que: a-) o produto tem várias utilizações, tendo, no caso, sido adquirido para utilização em lama, como viscosificante para fluidos na perfuração de poços de petróleo; b-) o método de análise ASTM, que é o utilizado pelo fabricante 1 exportador, determinou que o produto é sal sádico de C1319 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.608 ACÓRDÃO N° : 303-30.459 carboximetilcelulose. Não existe carboximetilcelulose na forma de ácido livre, ele está sempre na forma de sal. Consta da Enciclopédia de Produtos Químicos e Drogas — The Merck Index —Third Edition, 1983, a especificação "Carboximethyl Cellulose Sodium", o que por si só é explicativo; c-) o laudo apresentado no Auto de Infração em questão está incorreto e, para auxiliar os técnicos do laboratório, anexa informações sobre o método de análises ASTM, o Certificado de Análise da respectiva fatura e dados que demonstram os lotes que complementaram a importação para que, se necessário, seja requisitada a amostra original para análise comparativa. Esclarece que deixa de apresentar as amostras devido ao tempo exíguo para a apresentação da impugnação; d-) de acordo com o disposto no Decreto n.° 1.629/95, as exigências para cobertura da importação foram atendidas, não existindo erro de classificação, já que o produto tem o mínimo de 96% de grau de pureza, tendo em vista o laudo de análise do fabricante, que anexa; e-) requer seja encaminhada a amostra 4310/96, coletada da partida, ao Núcleo de Proteção de Serviços Técnicos do Instituto Nacional de Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia para que seja determinado o teor de pureza, a umidade, o PH e a viscosidade do produto. Esclarece que coloca-se à disposição para requisitar ao fabricante o fornecimento de outras amostras, se necessário; f-) solicita a baixa do Auto de Infração com a emissão da respectiva Certidão Declaratória e a baixa e arquivamento dos autos. A autoridade monocrática decidiu pela procedência parcial do lançamento, em decisão assim ementada: "CLASSIFICAÇÃO FISCAL. O produto importado ao amparo da D.I. n.° 22159/96 classifica-se no código NCM 3912.31.19, por apresentar percentual inferior a 75% do composto denominado carboximetilcelulose. MULTA DE OFÍCIO. Incabível a aplicação de penalidades em caso de erro na classificação fiscal de mercadoria corretamente descrita na declaração de importação, como no caso presente." (AD(N) COSIT 10/97). Rejeitou o pedido de perícia por entender que os laudos apresentados, entre os quais incluiu o da interessada, já forneciam os Ag? _ 3 4. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N'" : 120.608 ACÓRDÃO N° : 303-30.459 dados necessários para a solução da lide. Quanto ao mérito, afirmou que a questão em pauta dizia respeito ao percentual do ingrediente ativo denominado carboximetilcelulose e não ao grau de pureza. Defendeu que o carboximetilcelulose não existe somente na forma de sal sódico e concluiu pela procedência da classificação adotada pela fiscalização e pela improcedência do enquadramento no "ex" tarifário realizado pela contribuinte, afirmando que o Labor decidira que a mercadoria tratava-se de uma mistura contendo 62,30% de carboximetilcelulose e 37,70% de carboximetilcelulose de sódio. Em seu recurso voluntário, apresentado tempestivamente e com a comprovação da realização do depósito recursal, a empresa repete as razões de sua impugnação e enfatiza que, de acordo com o Laudo, o teor de ingrediente ativo puro em forma de carboximetilcelulose é de 62,30% e o teor de ingrediente ativo carboximetilcelulose em forma de sal sódico é de 37,70%, o que totaliza um percentual de 100%. Como foi declarado um percentual mínimo de 96% não existe discrepância quanto à pureza. Cita os textos dos códigos, da forma como aparecem no Decreto 1.629/95, nos Decretos 97.410/88 e 2.092/96, ambos relativos à NBM/SH/TIPI, e no caso da NCM e ALADI, defendendo que não há que se falar em classificação indevida, que seria indiferente. Depois, afirma que a classificação indicada por ela é a mais correta, já que o código 3912.31.19 diria respeito a uma classificação generalizada, a ser aplicada, por exemplo, no caso de composto (poderia ser um solvente), "desde que predominasse a Carboximetilcelulose, ingrediente ativo, e, em forma de Sal Sódico• de Carboximetilcelulose, com teor de 60% (sessenta) por cento, de qualquer solvente aromático ou alifático ou até acetato, em forma líquida.", Adiciona (fl. 95) quadro com resultado da análise dos lotes 126, 136, 146, 156 e 166, todos apontando pureza superior a 96%. Afirma estar anexando as fls. 171 a 172 do "The Condensed Chemical Dictionary", com a respectiva tradução. Ratifica o pedido de encaminhamento da amostra ao Laboratório Nacional de Análise, a suas custas, ou a qualquer outro. Ratifica também o pedido de encaminhamento ao MICT. Solicita que seja requerida ao I.N.T. informação sobre o grau de pureza e que seja solicitado ao Conselho Regional de Química da 3.' Região que se manifeste sobre a matéria. É o relatório.p' 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.608 ACÓRDÃO N° : 303-30.459 VOTO Trata-se da classificação do produto descrito na Declaração de Importação como "Carboximetilcelulose e seus sais, refmada, CMC PAC 11V, com grau de pureza de 96%". A decisão de primeira instância decidiu pela procedência parcial do lançamento, eximindo a contribuinte do pagamento das multas de oficio. A presente lide, portanto, versa tão somente sobre a classificação da mercadoria. Para uma melhor compreensão do problema, toma-se importante trazer o respectivo texto constante do Decreto 1.629, de 11/09/95, que dispôs sobre a execução do Protocolo de Adequação ao Acordo de Alcance Parcial de Renegociação n.° 10 Revisado, entre Brasil e Colômbia, de 10/07/94: "3912 — Celulose e seus derivados químicos, não especificados e nem compreendidos em outras partes da nomenclatura, em formas primárias 3912.3 — Éteres de celulose 3912.31.00 — Carboximetilcelulose e seus sais" Tais códigos estão descritos como sendo da NALADI/SH. Logo a seguir, é informado que o código na tarifa nacional é o 3912.31.0200. Este código, de 10 dígitos, não é encontrado na NCM e, na Tarifa Aduaneira do Brasil (NBM), tinha o seguinte texto: "com um mínimo de 75% de teor ativo". Por sua vez, o destaque sobre o qual se discute tinha o seguinte 111 texto, no já citado Decreto: "Carboximetilcelulose refmada com 96% ou mais de ingrediente ativo, sem plastificar, em pó, grânulos, escamas, pedaços irregulares, blocos. Massas não coerentes e formas similares." Também há destaque para o mesmo produto, apresentado na forma plastificada. Tentando clarear mais ainda, importa ver que a composição da subposição, na NBM, era a seguinte: "3912.31 — Carboximetilcelulose e seus sais 3912.31.0100 — Com o máximo de 74% de teor ativo 3912.31.0200 — Com o mínimo de 75% de teor ativo 3912.31.9900 — Outros:piá, MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.608 ACÓRDÃO N° : 303-30.459 Como os códigos na "Tarifa Nacional" apresentados no Anexo ao Protocolo referem-se à antiga Nomenclatura, é dentro da lógica dessa que deve-se trabalhar. Por outro lado, verifica-se que, ao contrário do que ocorre hoje na NCM, não haviam subposições diferenciadas para o carboximetilcelulose e para os sais de carboximetilcelulose. Portanto, em princípio, não procederia a alegação da Douta Autoridade Monocrática de que deveria ser levado em consideração que a Nomenclatura distingue o carboximetilcelulose de seus sais. Além disso, a empresa anexa documentos que mostrariam que o • grau de pureza de lotes do produto é de, no mínimo, 96%. Por sua vez, o Laboratório afirmou tratar-se de uma mistura de 62,30% de carboximetilcelulose e de 37,70% de carboxilmetilcelulose de sódio. Por todo o explicitado, não considero estar em condições de decidir a presente lide. Voto, portanto, pela remessa dos presentes autos ao Laboratório de Análises, via Repartição de Origem, para que sejam respondidas as seguintes questões: (...)" As questões, as respostas do LABANA e os respectivos comentários da contribuinte são: "a-) Considerando que a Nomenclatura em questão refere-se a • carboximetilcelulose e seus sais, sem diferenciá-los, é possível afirmar que o produto tem um mínimo de 75% de teor ativo? LABANA: Considerando-se a utilização do produto em questão, podemos afirmar que é indiferente o princípio estar na forma de sal sádico ou não. Dentro deste raciocínio o produto possui teor superior a 75% de ingredientes ativos. CONTRIBUINTE: Que ficou confirmado que o produto em questão possui teor superior a 75% (setenta e cinco por cento) de ingrediente ativo o que vem a corroborar as informações prestadas pela Recorrente, Importadora, Catálogos Técnicos da Exportadora. b-) Trata-se de carboximetilcelulose refulada? LABANA: Não.pte 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.608 ACÓRDÃO N° : 303-30.459 CONTRIBUINTE: Entende a Recorrente, quanto ao termo REFINADO, que pode ser aplicado como purificada, já que o teor de PUREZA é superior a 96% (Noventa e seis por cento). c-) O produto tem 96% ou mais de ingrediente ativo? LABANA: O produto possui como ingredientes ativos 62,30% de carboximetilcelulose e 37,70% de carboximetilcelulose de sódio. CONTRIBUINTE: Confirma o Laboratório de Análise que o produto possui como Ingrediente Ativo 62,30% (sessenta e dois vírgula trinta por cento) de CARBOXIMETILCELULOSE e • 37,70% (Trinta e sete vírgula setenta por cento) de CARBOXIMETILCELULOSE DE SÓDIO, OU SEJA 100% (Cem por cento) de Ingrediente Ativo na forma de CARBOXIMETILCELULOSE E SEUS SAIS. d-) Qual o grau de pureza da mercadoria? LABANA: Vide a resposta do quesito c). CONTRIBUINTE: Quanto à pureza ficaram confirmadas as informações prestadas pela Recorrente, inexistindo qualquer distorção quanto à Classificação. e-) Outras informações que forem julgadas necessárias para o deslinde da questão. LABANA: Julgamos as informações acima suficientes. • CONTRIBUINTE: Considerando as informações supra explicativas o Laboratório de Análises entende serem suficientes tais esclarecimentos para o deslinde da questão em tela." O lançamento desclassificou a mercadoria do código NCM 3912.31.11, relativo a carboximetilcelulose com um teor de carboximetilcelulose superior ou igual a 75%, em peso, para o código 3912.31.19, relativo a outros carboximetilceluloses. Ora, segundo o LABANA, considerando-se a utilização do produto em questão, é indiferente o princípio estar na forma de sal sódico ou não e, dentro deste raciocínio, o produto possui teor superior a 75% de ingredientes ativos. Descabe, portanto, a desclassificação realizada pela fiscalização. /jP/219 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.608 ACÓRDÃO N° : 303-30.459 Pelo exposto, dou provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 15 de outubro de 2002 iLgít: t_,3Q ANELISE DAUDT P ái TO - Relatora .010 110 8 • 17 e MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n°: 10711.003009/99-03 Recurso n.°: 120.608 • TERMO DE INTIMAÇÃO - Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar ciência do Acórdão n.° 303-30.459. Brasília- DF, 02 de dezembro de 2002 João 1 an a Costa Presiden da Terceira Câmara • Ciente em: Page 1 _0005800.PDF Page 1 _0005900.PDF Page 1 _0006000.PDF Page 1 _0006100.PDF Page 1 _0006200.PDF Page 1 _0006300.PDF Page 1 _0006400.PDF Page 1 _0006500.PDF Page 1
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Numero do processo: 11065.903798/2009-51
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005
INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO.
Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador.
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL
SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005
Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS
CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.
O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação.
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.078
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indeferese o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado Fl. 75DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Rangel Perrucci Fiorin, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Daniel Maurício Fedato. O Dr. Camilo de Oliveira Leipnitz – OAB/RS no 58.392 – fez sustentação oral. Relatório Centro Clínico Canoas Ltda. transmitiu, em 13/07/2005, o Pedido de Ressarcimento ou Restituição / Declaração de Compensação PER/DCOMP no 26099.95166.130705.1.3.048504, visando a restituirse de indébito ocasionado pelo pagamento de no 1263436131 e a declarar a compensação do direito creditório daí emergente com débitos de Cofinsdo período de apuração de mai/2002. O Despacho Decisório no 831672065, fl. 1, não homologou a compensação porque o referido pagamento foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não resultando crédito disponível para a compensação dos débitos informados no PER/Dcomp para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Sobreveio Manifestação de Inconformidade, fls. 2 a 6, por meio da qual o requerente alega que: a) o direito creditório está relacionado com o efetivo pagamento do tributo. Pagamento este comprovado a partir da guia DARF devidamente autenticada pela instituição que recebeu o pagamento; b) o documento legitimador do crédito é a respectiva DARF e não a DCTF e/ou DIPJ; c) o pagamento indevido decorreu de equívoco constatado na apuração do valor devido a título de Cofins, período de apuração: mai/2002, que não corresponde ao valor constante da DARF de pagamento. Logo, apenas a instituição fazendária é capaz de autorizar o contribuinte a retificar a DCTF, com isso, restará explícito o direito creditório que a empresa possui. A DRJ/POA2ª Turma julgou a reclamação improcedente e não reconheceu o direito creditório pleiteado. O Acórdão no 1021.762, de 30 de outubro de 2009, fls. 31 e 32, teve emente vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial à comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas, sendo obrigação do contribuinte comprovar suas alegações, nos termos do art.333, inciso II do Código de Processo Civil. Fl. 76DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.903798/200951 Acórdão n.º 380301.078 S3TE03 Fl. 71 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/POA2a Turma. O arrazoado de fls. 34 a 51, em sede de preliminar, argui a nulidade da decisão recorrida, que teria alterado a fundamentação do indeferimento de seu pleito, em violação aos arts. 2° e 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999. No mérito, sinteticamente, pede reforma, alegando que: a) a instituição fazendária tem o dever de intimar a recorrente para apresentar os documentos contábeis e fiscais para comprovar o erro ocasionado no preenchimento da DCTF, sob pena de incorrer em manifesta ilegalidade; b) conforme entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e jurisprudência pacificada no Superior Tribunal de Justiça, a cópia autenticada do DARF é suficiente para comprovação do recolhimento indevido de tributo; c) o pagamento indevido decorreu do equívoco decorrente da apuração do valor devido a título de Cofins, na competência de mai/2002; d) apenas a fiscalização tem o poder de autorizar que a empresa retifique a DCTF, motivo pelo qual a recorrente reitera seus argumentos para que seja possível sanar o erro cometido. Conclui, pedindo anulação do acórdão ora recorrido e, alternativa e sucessivamente, sua reforma para homologar o pedido de compensação formulado, haja vista a existência do DARF legitimador do direito creditório. Requer, por derradeiro, sejam, todas as intimações e comunicações do presente procedimento administrativo, inclusive para fins de sustentação oral, realizadas sempre em nome dos procuradores signatários. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 31 e 32 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJPOA2ª Turma nº 1021.762, de 30 de outubro de 2009. Pedido de direcionamento das intimações para o endereço dos procuradores Com relação ao requerimento para que as notificações e intimações relativas ao presente processo sejam enviadas ao endereço do patrono da causa, indefirase. Na atual fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o Fl. 77DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 4 Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 67, determina que, nesta modalidade, sejam endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a solicitação para que as intimações sejam encaminhadas ao domicílio dos procuradores da sociedade. Preliminar de nulidade da decisão recorrida O recorrente infirma a decisão de piso sob o argumento de que apresentou novo fundamento para o indeferimento do pleito, em infração ao art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999. O argumento recursal é o de que, enquanto o Despacho Decisório no 831672065 considerou que não haveria direito creditório para realizar a compensação, porque o valor do DARF teria sido utilizado para quitar débito do contribuinte, a decisão recorrida julgou improcedente a manifestação de inconformidade sob o fundamento de que a ora recorrente deveria comprovar, por meio de documentos contábeis e fiscais que houve erro no preenchimento da DCTF. A argüição de nulidade não prosperará simplesmente porque inexistiu a alegada inovação. Com efeito, o fundamento fático para o indeferimento do pleito de restituição e para a nãohomologação da compensação declarada foi a integral utilização do pagamento no 1263436131 na extinção de débitos do próprio contribuinte. Tratandose de julgamento de reclamação formulada pelo requerente, fundada na alegação de erro no preenchimento da Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF, instituída pela Instrução Normativa SRF nº 129, de 19 de novembro de 1986, a decisão recorrida julgoua improcedente porquanto inexistia, nos autos, qualquer prova do erro alegado. Não se trata pois de novo fundamento para o indeferimento do pleito, visàvis o motivo original, mas, tãosomente, de refutação expressa de argumento brandido na reclamação. Rejeito a preliminar. Mérito – A comprovação do indébito O recorrente está prenhe de razão: constatando que houve equívoco na apuração da base de cálculo de um tributo ou contribuição, o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo no caso de cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. É o que assegura o inc. I do art. 165 do CTN, transcrito em rodapé pelo recorrente, mas merecedor de maior destaque por caudalosa jurisprudência judicial, e.g.: “Ementa: .... I. Demonstrado o pagamento indevido de tributo, em razão de erro– depósito judicial feito por equívoco, mas convertido em renda da União – impõese a restituição (art. 165, II, do CTN). ....” (TRF1ª Região. AC 2000.01.00.0958800/MA. Rel.: Des. Federal Olindo Menezes. 3ª Turma. Decisão: 29/10/02. DJ de 13/12/02, p. 47.) “Ementa: .... É clara a autorização normativa à restituição de tributo recolhido indevidamente (art. 165, I, CTN). ....” (TRF2ª Região. AC 1999.02.01.0351647/RJ. Rel.: Des. Federal Ricardo Regueira. 1ª Turma. Decisão: 06/11/00. DJ de 07/12/00.) Fl. 78DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.903798/200951 Acórdão n.º 380301.078 S3TE03 Fl. 72 5 “Ementa: .... III. A restituição do tributo recolhido indevidamente encontra arrimo no art. 165, I, do CTN. ....” (TRF5ª Região. AC 2002.05.00.0177105/PE. Rel.: Des. Federal Luiz Alberto Gurgel de Faria. Decisão: 17/12/02. DJ de 16/04/03, p. 407.) Tenho certeza, o relator da decisão recorrida jamais pretendeu oporse a esse direito. O recorrente, no entanto, articula argumento falacioso, ao pugnar por seu direito à restituição, bradando que o mesmo “.., consoante dispõe o art. 165, inc. I do CTN decorre da ‘cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ...", e não dos valores declarados pelo contribuinte em DIPJ, DCTF...”. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp nº 26099.95166.130705.1.3.048504 comprova um recolhimento, de outro, como bem destacou a decisão recorrida, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento nº 1263436131 seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 1999, que o recorrente demonstrou bem conhecer. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC), já referido pela decisão recorrida. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e Fl. 79DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 6 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) Ao contrário, em face da legislação tributária aplicável, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento nº 1263436131 não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. O recorrente poderia objetar que, dada sistemática declaratória atual do procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, espontaneamente, retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF no 482, de 21 de dezembro de 2004, então vigente, e o próprio processamento eletrônico do PER/Dcomp nº 26099.95166.130705.1.3.048504 lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria Fl. 80DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.903798/200951 Acórdão n.º 380301.078 S3TE03 Fl. 73 7 espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. O recorrente, contudo, não se dignou a fazêlo, talvez esperando que a autoridade fiscal suplementasse a sua vontade e o intimasse a tanto. Ou, quem sabe, contasse o requerente justamente com a usual dilação temporal do processo administrativo com o propósito de fazer adiar ao máximo o cumprimento da obrigação tributária confessada, como permite supor a sua insistência nos requerimentos de suspensão da exigibilidade do débito oposto na compensação do hipotético direito creditório, aventura jurídica corriqueira depois da edição da Medida Provisória no 66, de 2002. Seja como for, tranqüilizese o contribuinte. Caso realmente disponha do direito creditório alegado, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932, tem cinco anos, contados da data do pagamento indevido – desde que devidamente comprovada essa circunstância – para buscar seu direito. Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Conclusão Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 2 de fevereiro de 2011 Alexandre Kern 1 Súmula CARF No. 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Fl. 81DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 8 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11065903798200951 Interessada: CENTRO CLÍNICO CANOAS LTDA. Encaminhemse, de ordem, os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.078, de 2 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 2 de fevereiro de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 82DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10680.011819/2005-67
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de
apuração: 01/01/2000 a 31/12/2001
A receita bruta da pessoa jurídica que fornece mão-de-obra
contratada temporariamente é o total contratado e faturado com os tomadores de serviços. Valores pagos a título de reembolso integram a base de cálculo do PIS. No caso de lançamento de oficio, o autuado está sujeito ao pagamento de multa sobre os valores do tributo devido, nos percentuais definidos na legislação vigente.
Numero da decisão: 3803-001.333
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negou-se
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
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Valores pagos a título de reembolso integram a base de cálculo do PIS. No caso de lançamento de oficio, o autuado está sujeito ao pagamento de multa sobre os valores do tributo devido, nos percentuais definidos na legislação vigente. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negouse provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) Carlos Henrique Martins de Lima – Relator EDITADO EM: 23/03/2011 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Alesandre Kern (Presidente), Carlos Henrique Martins de Lima (Relator), Daniel Maurício Fedato, Hélcio Lafeta Reis, Rangel Perruci Fiorin. e Belchior Melo de Sousa. Fl. 189DF CARF MF Excluído - Cópia autenticada administrativamente Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.22141.GS3D. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Relatório Lavrouse contra o contribuinte acima identificado o presente Auto de Infração (fls. 04/12), relativo à Contribuição para o Programa de Integração Social PIS, totalizando um crédito tributário de RS 93.815,60, incluindo multa de oficio e juros de mora, correspondente aos períodos de janeiro/2000 a dezembro/2001 (fls. 07/09). A autuação ocorreu em virtude de falta/insuficiência no recolhimento da contribuição nos períodos acima identificados, conforme o Relatório de Verificação Fiscal, de fls. 13/14, cuja apuração encontrase discriminada nos demonstrativos de fls. 15/16. A fiscalização constatou que o contribuinte incluiu na base de cálculo do PIS apenas o que o mesmo considera como o seu lucro/ganho em cada uma de suas operações de serviços, ou seja, o valor faturado menos o custo dos serviços prestados, e não o total de seu faturamento mensal, em desacordo com a legislação em vigor. Para o cálculo do montante efetivo do PIS devido foi utilizado o faturamento mensal apurado no livro de ISS, deduzido do valor já oferecido à tributação pelo contribuinte. Os dispositivos legais infringidos constam na Descrição dos Fatos e Enquadramento(s) Legal(is) do referido Auto de Infração (fl. 06). Irresignado, tendo sido cientificado em 26/08/2005 (fl. 04), o autuado apresentou, em 19/09/2005, acompanhadas dos documentos de fls. 143/152, as suas razões de defesa (fls. 137/142), a seguir resumidas. Narrando os fatos considerados na formalização do presente lançamento, argumenta que os valores apurados pela fiscalização não são devidos, pois são transitórios e de repasse para cobertura de salários e encargos sociais, não integrando a sua receita. A única e exclusiva receita da empresa prestadora de serviços é a sua taxa de administração. Prossegue, mencionando a respeito dos valores referentes à reembolso de despesas. Transcreve vários entendimentos doutrinários sobre o significado da palavra "receita". No entender de ilustres especialistas sobreleva o conceito de "receita" como o ingresso que representa acréscimo ao patrimônio. Assim, não produzindo acréscimo patrimonial, e sim, mera recomposição, os valores recebidos a título de recuperação de despesas estariam fora do campo de incidência do PIS. Em seguida, cita diversas decisões de Tribunais nesse sentido. Argumenta que o entendimento da fiscalização está ferindo os princípios constitucionais da capacidade contributiva, isonomia tributária e vedação ao confisco e os arts. 110 e 112 do Código Tributário Nacional (CTN). Aduz que, se os valores lançados no Auto de Infração forem considerados corretos, haverá injustiça tributária, pois a aplicação da alíquota da Cofins e do PIS representará 44% da receita própria auferida. Ademais, toda a sua escrita fiscal e contábil ficará comprometida e os impostos devidos sobre o lucro se tomarão indevidos, devendo ser objeto de restituição. Fl. 190DF CARF MF Excluído - Cópia autenticada administrativamente Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.22141.GS3D. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10680.011819/200567 Acórdão n.º 380301.333 S3TE03 Fl. 2 3 Quanto às multas aplicadas, pede que sejam reconsideradas, tendo em vista serem elevadas e superarem a sua capacidade de pagamento. Por fim, requer o cancelamento do presente Auto de Infração. Em sua decisão, a DRJ assevera que: 01. Pelo disposto nos arts. 4o e 15 da Lei n° 6.019, de 1974, e nos arts. 8o e 33 do Decreto n° 73.841, de 1974 (que a regulamentou), verificase que na atividade de locação de mãodeobra o pagamento dos salários e dos encargos trabalhistas e sociais é de responsabilidade da empresa prestadora dos serviços, isto é, da empresa locadora da mãode obra. 02. Diante disso, fica evidente que a lei dispôs que os salários e encargos sociais e trabalhistas são de responsabilidade da empresa prestadora de serviços de locação de mãode obra temporária. Portanto, os itens constantes da nota fiscal de faturamento, que compõem o total faturado, são, apesar da nomenclatura atribuída de "ressarcimento" ou "reembolso", valores que são cobrados pela prestadora de serviços de seus clientes, caracterizandose como receitas e integrando a base de cálculo da contribuição. 03. Conforme se depreende dos dispositivos legais acerca do PIS, este tem como base de cálculo o valor do faturamento que corresponde à receita bruta mensal auferida pela pessoa jurídica, sendo irrelevante o tipo de atividade exercida ou a classificação contábil adotada para suas receitas, observandose as exclusões permitidas no §2° do art 3o da lei 9.718/98. 04. O reembolso de despesas integra a receita bruta, ou seja, a receita bruta é representada pelo valor total acordado e faturado pela empresa, na qualidade de locadora de mãodeobra para serviços temporários. Os valores intitulados de reembolso constituem parte do preço do serviço prestado. Assim, não há como prevalecer o entendimento de que a única receita da empresa prestadora de serviços, para fins de determinação da base de cálculo do PIS, seja sua taxa de administração. 05. Verificase, pois, que o PIS, para todo o período autuado, incide sobre o faturamento, sendo de se esclarecer que os valores passíveis de exclusão da base de cálculo são apenas os legalmente determinados, não se encontrando previsão para os aventados pelo interessado, que dizem respeito a custos ou despesas que por ele serão suportados em face de sua atividade operacional, já descrita como de terceirização de mãodeobra. 06. Obviamente, além de ilegal, é desarrazoada a exclusão da base de cálculo de parcelas relativas a custos ou despesas inerentes ao serviço prestado, haja vista que estarseia transmudando a incidência da contribuição, tributando lucro em vez de faturamento. 07. No que se refere à multa, esclareçase que foi corretamente aplicada a multa de ofício determinada pelo art. 44 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, com a redação alterada pela Lei n° 11.488, de 15 de junho de 2007. Fl. 191DF CARF MF Excluído - Cópia autenticada administrativamente Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.22141.GS3D. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 08. Em relação as decisões judiciais mencionadas pela defesa, essas são vinculantes para a administração tributária somente nas hipóteses especificadas pelo Decreto n° 2.346,de 10 de outubro de 1997. O que não é o caso das jurisprudências citadas nos autos, as quais, dessa forma, não possuem força no sentido de vincular a autoridade julgadora administrativa. Vale lembrar que o entendimento expresso nas decisões prolatadas pelo Judiciário fica restrito às partes integrantes do processo judicial, não cabendo a extensão dos efeitos jurídicos de eventual decisão ao presente caso. 09.Registrese, ainda, que arguições de inconstitucionalidade, ilegalidade, capacidade contributiva, confisco, isonomia, arbitrariedade ou injustiça de atos legais ou infralegais, legitimamente inseridos no ordenamento jurídico nacional, são questões que exorbitam à competência legal desta Delegacia de Julgamento, órgão administrativo integrante da estrutura hierárquica do Poder Executivo e ao qual não cabe analisar a validade ou razoabilidade daquelas normas, mas, apenas, zelar pela sua correta inteligência e adequada aplicação nos processos fiscais sob sua apreciação. 10. Cumpre ressaltar, novamente, que a atividade administrativa, sendo plenamente vinculada, não comporta apreciação discricionária no tocante aos atos que integram a legislação tributária, cabendo à Administração apenas fazer cumprilos, pelo que é defeso aos agentes públicos a aplicação de entendimentos contrários às orientações estabelecidas na legislação tributária de regência da matéria, sob pena de responsabilidade funcional (art 142 do CTN), concluindo por julgar procedente o lançamento. Em seu Recurso Voluntário, o contribuinte reiterou suas alegações em sede de impugnação, enfatizando que as receitas ora em cobro não integram o faturamento da empresa posto tratarse de recuperação de custos ou despesas e que tais valores apenas transitam por sua escrita contábil, não integrando seu faturamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima, Relator O Recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de sua admissibilidade, razão pela qual passa a ser conhecido. Como já mencionado no relatório, a questão central dos autos versa acerca do oferecimento à tributação, da totalidade dos valores das notas fiscais de prestação de serviços de empresa cujo objeto social seja locação de mão de obra, nos termos da lei 6.019/74. Expandese a discussão sobre se a entrada de pagamentos de funcionários, encargos trabalhistas e previdenciários provenientes do pagamento dos contratos firmados entre a recorrente e seus clientes amoldamse a definição de faturamento e receita bruta, constituindo base de cálculo para a contribuição ao PIS. Não há como prover a tese da recorrente, segundo a qual a base de cálculo para recolhimento do PIS, de empresas locadoras de mãodeobra seriam os valores percebidos somente pela cobrança da chamada taxa administrativa. Se assim o fosse, estaria Fl. 192DF CARF MF Excluído - Cópia autenticada administrativamente Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.22141.GS3D. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10680.011819/200567 Acórdão n.º 380301.333 S3TE03 Fl. 3 5 se permitindo à recorrente adotar como base de cálculo somente seu lucro, ao passo que a lei determina que seja o faturamento, conceitos que não se confundem. A base de cálculo do PIS e da COFINS, independentemente do regime normativo aplicável, Leis Complementares 7/70 e 70/91 ou Leis ordinárias 10.637/2002 e 10.833/2003), abrange os valores recebidos pelas empresas prestadoras de serviços de locação de mãodeobra temporária (regidas pela Lei 6.019/74 e pelo Decreto 73.841/74), a título de pagamento de salários e encargos sociais dos trabalhadores temporários. Não pode ser diferente. A definição de faturamento mensal ou receita bruta, à luz das Leis Complementares 7/70 e 70/91, abrange, além das receitas decorrentes da venda de mercadorias e da prestação de serviços, a soma das receitas oriundas do exercício das atividades empresariais, concepção que se perpetuou com a declaração de inconstitucionalidade do § 1º, do artigo 3º, da Lei 9.718/98 (Precedentes do Supremo Tribunal Federal que assentaram a inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo da COFINS e do PIS pela Lei 9.718/98: RE 390.840, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, julgado em 09.11.2005, DJ 15.08.2006; RE 585.235 RGQO, Rel. Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno, julgado em 10.09.2008, DJe227 DIVULG 27.11.2008 PUBLIC 28.11.2008; e RE 527.602, Rel. Ministro Eros Grau Rel. p/ Acórdão Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, julgado em 05.08.2009, DJe213 DIVULG 12.11.2009 PUBLIC 13.11.2009). Por seu turno, com a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS, promovida pelas Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, os valores recebidos a título de pagamento de salários e encargos sociais dos trabalhadores temporários subsumemse na novel concepção de faturamento mensal (total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil). Conseqüentemente, a definição de faturamento/receita bruta, no que concerne às empresas prestadoras de serviço de fornecimento de mãodeobra temporária (regidas pela Lei 6.019/74), engloba a totalidade do preço do serviço prestado, nele incluídos os encargos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores para tanto contratados, que constituem custos suportados na atividade empresarial. Assim, por força das leis 10.637/2002 e 10.833/2003, e bem como por força do princípio da legalidade e da presunção de legitimidade das normas, existem dois regimes normativos que disciplinam as bases de cálculo do PIS e da COFINS: (i) o período em que vigorou a definição de faturamento mensal/receita bruta como o que decorra quer da venda de mercadorias, quer da venda de mercadorias e serviços, quer da venda de serviços, não se considerando receita bruta de natureza diversa, dada pela Lei Complementar 70/91, a qual se perpetuou com a declaração de inconstitucionalidade do § 1º, do artigo 3º, da Lei 9.718/98; e (ii) período em que entraram em vigor as Leis 10.637/2002 e 10.833/2003 (observado o princípio da anterioridade nonagesimal), que conceituaram o faturamento mensal como a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. Os princípios que norteiam a eficácia da lei no tempo indicam que, nas demandas que versem sobre fatos jurídicos tributários anteriores à vigência das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, revelase escorreito o entendimento de que a base de cálculo do PIS e da COFINS (faturamento mensal/receita bruta), devidos pelas empresas prestadoras de serviço de fornecimento de mãodeobra Fl. 193DF CARF MF Excluído - Cópia autenticada administrativamente Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.22141.GS3D. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 temporária, regidas pela Lei 6.019/74, contempla o preço do serviço prestado, "nele incluídos os custos da prestação, entre os quais os encargos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores para tanto contratados" (Precedente da Primeira Turma acerca da base de cálculo do ISS devido por empresa prestadora de trabalho temporário: REsp 982.952/RS, Rel .Originário Ministro José Delgado, Rel. p/ Acórdão Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 02.10.2008, DJ 16.10.2008). Por outro lado, se a lide envolve fatos imponíveis realizados na égide das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003 (cuja elisão da higidez, no âmbito do STJ, demandaria a declaração incidental de inconstitucionalidade, mediante a observância da cognominada "cláusula de reserva de plenário"), a base de cálculo da COFINS e do PIS abrange qualquer receita (até mesmo os custos suportados na atividade empresarial) que não constar do rol de deduções previsto no § 3º, do artigo 1º, dos diplomas legais citados. Ato contínuo, a conjugação do regime normativo aplicável e do entendimento jurisprudencial acerca da composição do preço do serviço prestado pelas empresas fornecedoras de mãodeobra temporária, conduz à tese inarredável de que os valores destinados ao pagamento de salários e demais encargos trabalhistas dos trabalhadores temporários, assim como a taxa de administração cobrada das empresas tomadoras de serviços, integram a base de cálculo do PIS e da COFINS a serem recolhidas pelas empresas prestadoras de serviço de mãodeobra temporária (Precedentes oriundo da Segunda Turma do STJ: REsp 954.719/SC, Rel. Ministro Herman Benjamin, julgado em 13.11.2007). Quanto à multa aplicada, não há que se falar em sua diminuição, por estrita obediência aos dizeres legais, uma vez que mantido o auto de infração nos termos acima expostos. Ante ao exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso, uma vez que as contribuições para PIS/COFINS podem incidir legitimamente sobre o faturamento das pessoas jurídicas mesmo quando tal faturamento seja composto por pagamentos feitos por outras pessoas jurídicas, com recursos retirados de receitas sujeitas às mesmas contribuições. (assinado digitalmente) Carlos Henrique Martins de Lima Fl. 194DF CARF MF Excluído - Cópia autenticada administrativamente Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.22141.GS3D. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento autenticado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Corresponde à fé pública do servidor, referente à igualdade entre as imagens digitalizadas e os respectivos documentos ORIGINAIS. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA em 03/04/2011 15:18:55. Documento autenticado digitalmente por CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA em 03/04/2011. Documento assinado digitalmente por: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA em 03/04/2011. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 05/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP05.0420.22141.GS3D Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 34BCFB670EDC0B44B48DCC508641298AD52816DA Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10680.011819/2005-67. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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