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Numero do processo: 11075.001897/2005-54
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2003
OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Correta a imposição, quando da ação fiscal resulta a apuração de omissão de rendimentos, constatada pelo documento fornecido pela fonte pagadora e pela DIRF, não sendo elidida por prova em contrário.
DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. RETIFICAÇÃO PARA ALTERAÇÃO DE OPÇÃO DEPOIS DE INICIADO O PROCEDIMENTO FISCAL. NÃO COMPROVAÇÃO DO ERRO DE FATO.
IMPOSSIBILIDADE.
Não é permitida a retificação da declaração de ajuste anual da pessoa física visando à troca de modelo (completo ou simplificado), quando não restar comprovado a ocorrência de erro de fato erro cometido na declaração e após iniciado o procedimento de ofício.
DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS.
As decisões administrativas proferidas pelos órgãos integrantes do Ministério da Fazenda não constituem normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual as decisões só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-001.608
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Correta a imposição, quando da ação fiscal resulta a apuração de omissão de rendimentos, constatada pelo documento fornecido pela fonte pagadora e pela DIRF, não sendo elidida por prova em contrário. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. RETIFICAÇÃO PARA ALTERAÇÃO DE OPÇÃO DEPOIS DE INICIADO O PROCEDIMENTO FISCAL. NÃO COMPROVAÇÃO DO ERRO DE FATO. IMPOSSIBILIDADE. Não é permitida a retificação da declaração de ajuste anual da pessoa física visando à troca de modelo (completo ou simplificado), quando não restar comprovado a ocorrência de erro de fato erro cometido na declaração e após iniciado o procedimento de ofício. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos órgãos integrantes do Ministério da Fazenda não constituem normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual as decisões só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Recurso negado.
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Correta a imposição, quando da ação fiscal resulta a apuração de omissão de rendimentos, constatada pelo documento fornecido pela fonte pagadora e pela DIRF, não sendo elidida por prova em contrário. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. RETIFICAÇÃO PARA ALTERAÇÃO DE OPÇÃO DEPOIS DE INICIADO O PROCEDIMENTO FISCAL. NÃO COMPROVAÇÃO DO ERRO DE FATO. IMPOSSIBILIDADE. Não é permitida a retificação da declaração de ajuste anual da pessoa física visando à troca de modelo (completo ou simplificado), quando não restar comprovado a ocorrência de erro de fato erro cometido na declaração e após iniciado o procedimento de ofício. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos órgãos integrantes do Ministério da Fazenda não constituem normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual as decisões só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Fl. 49DF CARF MF Emitido em 17/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 23/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11075.001897/200554 Acórdão n.º 2801001.608 S2TE01 Fl. 46 2 Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, e Sandro Machado dos Reis. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 07/11, relativo à Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2003, anocalendário 2002, decorrente de omissão de rendimentos recebidos da Pagadoria de Pessoal da Marinha, sendo que o interessado declarou somente R$ 4.777,12 de um total auferido de R$ 18.531,12, conforme Demonstrativo de fls. 09. Foi apurado um imposto suplementar de R$ 319,33 mais acréscimos legais. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01/03, juntamente com os documentos de fls. 01/15, acatada como tempestiva, alegando, conforme relatório do acórdão de primeira instância (fls. 29/30), que: 1. O contribuinte apresentou a declaração de rendimentos simplificada, amparado pelos benefícios concedidos àqueles que têm mais de 65 anos de idade. 2. Ocorre que, quando da retificação da declaração do exercício 2003, o Agente Fiscal aplicou o mesmo tratamento até então existente, que prevê um desconto simplificado de 20% sobre os rendimentos tributáveis. 3. Tendo passado os rendimentos a R$ 18.531,12, deduzindose o desconto simplificado equivalente a R$ 3.706,22, resta uma base de cálculo de R$ 14.824,90, que corresponde a um tributo a recolher de R$ 319,33. 4. Entretanto, por se tratar de matéria pacificada em nosso ordenamento jurídico, deveria receber tratamento estatuído em lei, ou seja, adoção dos critérios previstos para a declaração completa de rendimentos. Neste sentido preceitua o inciso II do artigo 111 do CTN. 5. O Fiscal também configurou afronta cristalina aos artigos 112 e 114 do CTN. Fl. 50DF CARF MF Emitido em 17/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 23/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11075.001897/200554 Acórdão n.º 2801001.608 S2TE01 Fl. 47 3 6. O tratamento correto seria a dedução da contribuição previdenciária, da previdência privada e de um dependente, resultando uma base de cálculo de R$ 12.084,65, que estaria no limite de isenção. Todo esse entendimento está corroborado no disposto no Decreto nº 3.000, de 1999. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Santa MariaRS julgou procedente o lançamento (fls. 29/31) por entender que a pretensão do impugnante pela troca de modelo de formulário da declaração de ajuste anual é descabida, em virtude de que a escolha do modelo feita pelo contribuinte torna se definitiva com a entrega da declaração, sendo vedada a sua troca, nos termos do art. 4º da Instrução Normativa SRF nº 165, de 1999. Tendo sido constatada omissão de rendimentos, considerou que estes devem ser tributados de acordo com a opção de modelo de formulário feita pelo contribuinte, no caso o modelo simplificado. E nessa hipótese o desconto simplificado correspondente a 20% dos rendimentos tributáveis, limitado a R$ 9.400,00 para o anocalendário 2002 (art. 2º, § 1º, da Instrução Normativa SRF nº 290/2003), substitui todas as deduções admitidas na legislação, conforme preceitua o artigo 84, § 1º do Regulamento do Imposto de Renda contido no Decreto nº 3.000, de 29/03/1999 – RIR/99. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 13/12/07, fls. 34, o interessado apresentou, em 04/01/08, o Recurso de fls. 35/42, em que reitera os argumentos apresentados na impugnação, ou seja, em síntese, postula o direito de abater dos rendimentos tributados deduções discriminadas no art. 74 do RIR/99, em substituição ao desconto simplificado. Alega, também, que não teve qualquer intenção de omitir rendimentos, pois os recebe exclusivamente de pessoa jurídica, obrigada a prestar tais informações à Receita Federal do Brasil, e que a apresentação do respectivo comprovante de rendimentos à fiscalização, em atendimento à intimação, afasta a imputabilidade pretendida. Cita decisões proferidas por Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento e acórdão proferido pela Segunda Câmara do Conselho de Contribuintes no processo administrativo nº 13748.000486/200183, que estariam de acordo com seu entendimento. Diante do exposto acima requer a improcedência do lançamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 51DF CARF MF Emitido em 17/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 23/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11075.001897/200554 Acórdão n.º 2801001.608 S2TE01 Fl. 48 4 Compre informar, inicialmente, que a escolha pelo modelo de declaração, simplificado ou completo, é uma opção feita pelo contribuinte, conforme preceitua o art. 10 da Lei nº 9.250/95. No caso em pauta o interessado optou pelo modelo simplificado e, depois de constatada omissão de rendimentos, postulou a modificação para o modelo completo por considerar que lhe seria mais vantajoso, alegando que o somatório das suas deduções, permitidas no modelo completo, seriam superiores ao valor do desconto simplificado, que, nos termos do dispositivo legal citado, substitui todas as deduções admitidas na legislação. O pedido do recorrente representa, em verdade, uma solicitação de retificação de sua declaração, visando à redução do imposto apurado a zero. Entretanto tal retificação somente é admitida quando comprovado erro nela cometido e antes de iniciado o procedimento de ofício, nos termos do art. 147, § 1º, do CTN, e do art. 832 do RIR/99. E tais requisitos não se encontram preenchidos neste caso, haja vista que o contribuinte não comprovou ocorrência de quaisquer equívocos na declaração e, mesmo que houvesse comprovado, a citada solicitação foi efetuada após o início do procedimento de ofício. Acerca da alegação de que não teve intenção de omitir os rendimentos lançados, é importante destacar que, conforme disposto no art. 136 do CTN, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Assim alegações de ausência de culpa ou de não ter agido com má fé não têm o condão de modificar o lançamento. Convém ressaltar que a omissão de rendimentos encontrase perfeitamente caracterizada, posto que o comprovante de rendimentos fornecido pela respectiva fonte pagadora ao contribuinte (fls. 16) e a DIRF apresentada (fls. 15) não deixam dúvidas que o contribuinte recebeu em 2002 rendimentos tributáveis no montante de R$ 18.531,12, e não somente o valor de R$ 4.777,12, conforme consta nos rendimentos oferecidos por ele à tributação em sua declaração de ajuste anual (fls. 18 e 19). Por fim vale dizer que as decisões administrativas mencionadas pelo interessado em seu recurso não se tratam de situações que se assemelham a esta, e mesmo que se tratassem, não têm o poder de vincular as decisões prolatadas por este colegiado, por produzirem efeitos somente entre as partes envolvidas, haja vista inexistir lei que lhes atribua eficácia normativa. Diante do exposto acima voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 52DF CARF MF Emitido em 17/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 23/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11075.001897/200554 Acórdão n.º 2801001.608 S2TE01 Fl. 49 5 Fl. 53DF CARF MF Emitido em 17/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 23/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 15983.000558/2008-10
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
CONCOMITÂNCIA ENTRE OS PROCESSOS JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. IDENTIDADE DE OBJETOS.
É notória a identidade de objetos quando a decisão no processo
administrativo possa ser suplantada pela decisão final do processo judicial, em face da semelhança na causa de pedir e da identidade de conteúdo material.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.638
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 CONCOMITÂNCIA ENTRE OS PROCESSOS JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. IDENTIDADE DE OBJETOS. É notória a identidade de objetos quando a decisão no processo administrativo possa ser suplantada pela decisão final do processo judicial, em face da semelhança na causa de pedir e da identidade de conteúdo material. Recurso voluntário negado.
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IDENTIDADE DE OBJETOS. É notória a identidade de objetos quando a decisão no processo administrativo possa ser suplantada pela decisão final do processo judicial, em face da semelhança na causa de pedir e da identidade de conteúdo material. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 109DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 15983.000558/200810 Acórdão n.º 280101.638 S2TE01 Fl. 108 2 Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 18.198,55, referente ao exercício de 2004, a título de imposto (R$ 11.553,17), acrescido dos juros de mora (R$ 6.645,38). O referido auto de infração foi constituído para prevenir a decadência, tendo em vista a concessão de Medida Liminar, nos autos do Mandado de Segurança n° 2003.61.04.0034850, determinando a suspensão do desconto do imposto de renda dos proventos do contribuinte, na qualidade de anistiado político. Tais rendimentos foram tidos como omitidos pela fiscalização pelo fato de terem sido classificados indevidamente como rendimentos isentos na declaração de ajuste anual. Na impugnação, foram apresentadas, em síntese , as seguintes razões de defesa: • o auto de infração está eivado de nulidade pela inocorrência do fato gerador do tributo; • Os dispositivos legais que deram suporte a constituição do crédito tributário na lavratura do auto de infração não se aplicam no caso; • O impugnante recebeu no período considerado rendimentos que não devem ser computados como rendimentos tributáveis, tendo em vista, o regime jurídico que ampara os anistiados políticos; • Os rendimentos foram recebidos na qualidade de anistiado político, conforme resolveu o Ministério do Trabalho, considerando o art. 9°, da Lei 6.683, de 1979, regulamentada pelo Decreto 84.143, de 31 de outubro de 1979; • A aposentadoria excepcional de anistiado, por suas características, se constitui em indenização vitalícia conferida pelo Poder Público, para reparação dos prejuízos ocasionados aos cidadãos punidos por suas convicções políticas; • A tributação de verbas indenizatórias é ilegítima e inconstitucional, caracterizando verdadeiro confisco em favor da Receita Federal do Brasil, visto que a aludida indenização é feita a título de reparação; • A questão de isenção dos valores recebidos a título de aposentadoria de anistiado político restou esclarecido com a edição da Lei nº 10.559/2002. A 3ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro II/RJ, conforme Acórdão de fls. 88/91, não conheceu da impugnação sob os fundamentos consubstanciados na seguinte ementa: PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. Fl. 110DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 15983.000558/200810 Acórdão n.º 280101.638 S2TE01 Fl. 109 3 A propositura pela contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial, antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 18/05/2009 (conforme informação de fls. 106), a representante do espólio, por intermédio do procurador habilitado (fl. 67), interpôs recurso voluntário de fls. 99/104, em 04/06/2009, no qual defende que não há identidade de objeto entre os processos administrativo e judicial. Aduz que o objetivo da ação judicial é a declaração da inexigibilidade do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre os benefícios pagos pelo INSS, auferidos a título de aposentadoria excepcional de anistiado político, enquanto a impugnação invoca a não observação pelo fiscal autuante da legislação pertinente, que isenta o pagamento da aposentadoria e pensão excepcional aos já anistiados políticos, que vem sendo efetuado pelo INSS a anistiados políticos. Alega que tem o direito de se defender, ainda administrativamente, com relação a outros pontos invocados no lançamento como valores lançados, juros, documentos utilizados, nulidade de atos, procedimentos, etc. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A pretensão da recorrente está nítida nas razões de defesa apresentadas, qual seja, o reconhecimento da isenção dos rendimentos de aposentadoria de anistiados recebidos de do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, tendo em vista o regime jurídico que ampara os anistiados políticos. No Mandado de Segurança n° 2003.61.04.0034850, o interessado almejou fosse cessado o desconto do imposto de renda sobre os rendimentos de aposentadoria de anistiados recebidos de do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, tendo em vista a condição de ser anistiado político. A interessada até suscitou que teria o direito de se defender, ainda administrativamente, com relação a outros pontos invocados no lançamento como valores lançados, juros, documentos utilizados, nulidade de atos, procedimentos, etc. Entretanto, não apresentou contestação alguma senão aquela que reclama o reconhecimento da isenção do rendimentos em questão. A despeito das considerações da recorrente, entendo que, neste caso, há identidade de objeto, semelhança na causa de pedir, uma identidade de conteúdo material entre os processos administrativo e judicial, conforme concluiu a decisão recorrida. Vêse, portanto, que o pleito da recorrente não pode ser julgado nesta instância administrativa, pois somente cabe a Administração se submeter ao decidido pelo Poder Judiciário, nos termos do que ficar decidido na esfera judicial na citada ação, ainda sem solução definitiva, estando pendente de julgamento os Embargos de Declaração interpostos pela Fazenda Nacional, consoante consulta realizada no TRF da 3ª Região. Fl. 111DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 15983.000558/200810 Acórdão n.º 280101.638 S2TE01 Fl. 110 4 Neste sentido, não há dúvida de que a contribuinte fez opção pela via judicial, importando em renúncia à instância administrativa, conforme posição já sumulada no âmbito deste Conselho, in verbis: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF n° 01) Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 112DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 11543.000490/2003-84
Data da sessão: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2000
DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL - DEDUÇÕES - LIVRO CAIXA - Somente
poderão ser deduzidos da receita decorrente do exercício da respectiva atividade a remuneração paga a terceiros, desde que com vínculo empregatício, e os encargos trabalhistas e previdenciários, os emolumentos pagos a terceiros e as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora.
Recurso provido parcialmente.
Numero da decisão: 3804-000.081
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, DAR
provimento PARCIAL ao recurso para excluir da base de cálculo da exigência o valor de RS 120,00, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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Recurso provido parcialmente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiada por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da base de cálculo da exigência o valor de RS 120,00, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. N SO ' • ANN - Presidente AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE - Relatora EDITADO EM: 12 Mn 20t3• I - 1 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques - Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Júlio Cezar da Fonseca Furtado e Nelson Mallmmn (Presidente). Relatório AUTUAÇÃO Contra -o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 08 a 13, referente a Imposto de Renda Pessoa Fisica, exercício 2000, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R55.036,11, acrescido de multa de oficio e juros de mora. A autuação decorreu de glosas de deduções a título de livro caixa, conforme relatório de fls. 13, e incentivo, em virtude de o pagamento ter sido efetuado diretamente à instituição filantrópica. • • IMPUGNAÇÃO. o Cientificado do lançamento, o contribtiinte apresentou a impugnação (lis. 01 a 07), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 122): "(...) que as despesas glosadas são necessárias à percepção da •receita de sua atividade labora( Sobre o telefone celular, alega que é instrumento de trabalho comum, que pode ser levado para outro local que não o escritório e que deve ser considerado despesa dedutivel. • Em relação à contrafação de prestadores de serviços, o contribuinte afirma que é prática normal em sua atividade o substabelecimento -a-outros-advogados-e:que ospagamentosaos contratados, no valor de R$31.380,00 deve ser considerado despesa dedutivel a título de livro caixa. Sobre a compra de cartuchos de tinta e tonner para impressoras, no valor de R$1.154,00, o contribuinte afirma que não são aplicação de capital, mas despesas de consumo. Sobre a glosa de despesas com a aquisição de cartão de visitas, no valor de R$120,00, o contribuinte afirma que se trata de despesas de propaganda dedutiveis, portanto. Ainda, com relação à glosa de despesas de aluguel, por falta de comprovação, o interessado apresenta documentação que comprova o pagamento de R$650,00 a esse titulo. • Enfim, o interessado pleiteia que sejam restabelecidas despesas • de livro cabra no valor de R$34.871,33 (.)." 2 • Processo n" 11543.000490/2003-84 83-TE04 ^ • Acórdão n.' 3804-00.081 Fl. 2 . . ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCLA A DRJ-Brasilia/DF julgou parcialmente procedente o lançamento. Destacou que a glosa de dedução de incentivo não foi objeto de impugnação e, quanto às despesas de livro caixa, aceitou 20% das despesas com telefone celular (R$230,94), gastos com cartuchos e tonner para impressoras (R$1.094,00), despesas com aluguel (R$650,00) e previdência no valor de R$392,61, num montante de R52.367,55, ressaltando que o órgão preparador não juntou aos autos documentação que indicasse á utilização de tais despesas na declaração do interessado. Não foram aceitas as despesas com aquisição de cartões de visita, por falta de previsão legal, e com contrafação de prestadores de serviços, pois: "Á legislação é clara ao determinar que somente são dedutíveis as despesas com a contratação de terceiros com vinculo empregaticio. Assim, as despesas pleiteadas pelo contribuinte a esse titulo não podem ser restabelecidas por falta de previsão legal." Os fundamentos da decisão de primeira instância estão consubstanciados nas seguintes ementas: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA — IRPF Exercício: 2000 • GLOSA DE DESPESAS DO LIVRO CAIXA. As despesas escrituradas em Livro Caixa e deduzidas na declaração de ajuste anual estão condicionadas à veracidade dos gastos efetuados, previstos em lei e necessários à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora, comprovados por documentos hábeis, glosando-se aquelas em desacordo com a legislação de regência. • Restabelecidas as despesas dedutiveis devidamente comprovadas nos autos. • - MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. DEDUÇÃO DE IMPOSTO. Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada, conforme o art. 17, do Decreto n" 70.235/72, com a redação da Lei n°9.532/97. Lançamento Procedente em Parte" RECURSO AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Cientificado da decisão de primeira instância em 28/05/2007 (fls. 130), o contribuinte apresentou, em 21/06/2007, o Recurso de fls. 131 a 137, argumentando, em síntese, que o amparo legal para a dedução de despesas referentes a substabelecimento de advogados está no inciso III, do artigo 75, do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, 3 % Regulamento do Imposto de Renda, RIR11999. Pondera, ainda, que faz jus à dedução de despesas relativas à confecção de cartões de visita, por serem indispensáveis à percepção da renda. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 139, que. também trata do envio dos autos a este Conselho de Contribuintes. ' ` É o Relatório. _ 4 1 Processo n° 11543.000490/2003-84 53-TE04 Acórdão n.° 3804-00.081 Fl. 3 Voto Conselheira AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora O recurso e tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A propósito das deduções a titulo de Livro Caixa, confira-se a legislação que rege a matéria. a saber, o art.- 60 da Lei n°8.134, de 27 de dezembro de 1990, com a redação dada pelo art. 34 da Lei n°9.250, de 26 de dezembro de 1995: • "Art. 6' O contribuinte que perceber rendimentos do trabalho não assalariado, inclusive os titulares dos serviços notariais e de registro, a que se refere o art. 236 da Constituição, e os leiloeiros, poderão deduzir, da receita decorrente do exercício da respectiva atividade: 1 - a remuneração paga a terceiros, desde que com vinculo empregando, e os encargos trabalhistas e previdenciários; 11- os emolumentos pagos a terceiros; - as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. § 1 0 0 disposto neste artigo não se aplica: a) a quotas de depreciação de instalações, máquinas e equipamentos, bem como a despesas de arrendamento; b) a despesas de locomoção e transporte, salvo no caso de representante comercial autônomo. § 2' O contribuinte deverá comprovar a veracidade das receitas e das despesas, mediante documentação idônea, escrituradas em livro-caixa, que serão mentidas em seu poder, à disposição da fiscalização, enquanto não ocorrer a prescrição ou decadência." • Da leitura do referido texto legal deve-se ter presente, preliminarmente, os três requisitos cumulativos para a dedutibilidade das despesas: a) devem ser necessárias à percepção da receita e á manutenção da fonte produtora; b) as despesas devem estar escrituradas em Livro Caixa; •c) devem ser comprovadas mediante documentação idônea. 5 • . • • . - • i I • Ante a legislação acima transcrita, examinando-se os documentos que constam dos uutos, bm como os argumentos do interessado, é de se acatar as despesas com confecção de cartões de visita, no valor de R$ 120,00, consoante nota fiscal de fls. 92. Por outro lado, relativamente às demais despesas pleiteadas, os documentos anteriormente apresentados foram examinados pela autoridade julgadora de primeira instância que não os considerou aptos a amaprar o pleito do contribuinte, eis que o vinculo empregaticio não ficou comprovado (inciso I, artigo 6°, Lei n°9.250, de 1995). • Em sede de recurso, o contribuinte afirma que a dedução pleiteada estaria amparada pelo inciso III, artigo 6°, Lei n° 9.250, de 1995, entretanto não cuidou de apresentar novos documentos (como, por exemplo, contratos de honorários firmados com os emitentes dos RPAs, peças processuais demonstrando que os outros advogados efetivamente atuaram nas ações em que patrocinou, em ter outros) que demonstrassem, inequivocamente, que os • descubolsos em questão teriam sido necessários à percepção dos rendimentos auferidos e declarados, razão pela qual não há como aceitar o argumento do contribuinte. Cumpre observar que na relação jurídico-tributária o ônus da prova incumbe a quem alega o direito. Assim, à autoridade fiscal compete investigar, diligenciar, demonstrar e provar a ocorrência ou não do fato tributário, observando os princípios do devido processo legal, da verdade material, do contraditório e da ampla defesa. Ao sujeito passivo, por sua vez, cabe apresentar prova em contrário, por meio dos elementos que demonstrem a efetividade do direito alegado, bem como hábeis para afastar a imputação da irregularidade apontada. Ao julgador administrativo-tributário, somente cabe complementar e ir em busca de provas para formar o seu livre convencimento, não lhe competindo suprir elementos que deveriam ser trazidos aos autos pelas partes do processo. Diante do exposto, voto por DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da base de cálculo da inflação o valor de R$ 120,00. AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE • - - j..;e MINISTÉRIO DA FAZENDAV4:1447 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIStatiska g Processo n°: 11543.000490/2003-84 Recurso 11°: 160.269 TERMO DE INTIMAÇÃO • Em cumprimento ao disposto no § 3° do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intimerse o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda — Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 3804-00.081. Brasilia/DF, ) EVELINE COÉLHO DE MELO HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 13804.000697/00-05
Data da sessão: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
EXERCÍCIO: 1995
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO INTEMPESTIVO - Não se
conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 3804-000.080
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T14:07:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T14:07:33Z; Last-Modified: 2009-08-10T14:07:33Z; dcterms:modified: 2009-08-10T14:07:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T14:07:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T14:07:33Z; meta:save-date: 2009-08-10T14:07:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T14:07:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T14:07:33Z; created: 2009-08-10T14:07:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-08-10T14:07:33Z; pdf:charsPerPage: 1035; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T14:07:33Z | Conteúdo => S3-TE04 Fl. I e. MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS''' I- • --... -, TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO — . - Processo n" 13804.000697/00-05 Recurso n° 166.592 Voluntário Acórdão n° 3804-00.080 — 4" Turma Especial Sessão de 28 de maio de 2009 Matéria IRPF Recorrente NELSON AMBROZEVICIUS Recorrida r TURMA/DRJ-SÃO PAULO/SP II AssuNTo: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF EXERCÍCIO: 1995 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO INTEMPESTIVO - Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por NELSON AMBROZEVICIUS. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. . fe#1 I4it . L MANN Presi -ri - AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE Relatora i Processo n° 13804.000697/00-05 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.080 Fl. 2 FORMALIZADO EM: 03 ABO 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Magalhães Peixoto e Júlio Cezar da Fonseca Furtado. 2 Processo n°13804.000697/00-05 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.080 Fl. 3 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 05 a 09, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exerci cio 1998, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$1.552,40, acrescido de multa de oficio e juros de mora. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 a 04), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 16): "3. I.embora não seja aposentado, é portador de cardiopatia grave, tendo se afastado de suas atividades por licença médica no período de dezembro de 1995 a fevereiro de 1997; 3.2.foi alertado de que a Instrução Normativa SRF n° 25/96 beneficia com a referida isenção tão-somente os aposentados e reformados, com o que não concorda, pois as vultosas despesas que enfrenta com medicamentos e exames médicos são as mesmas suportadas pelos aposentados; 3.3.o art. 5' da Constituição Federal reza que "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza" e o art. 96 determina que "a saúde é direito de todos e dever do Estado"; 3.4. acredita que a legislação federal não obrigaria os portadores de moléstias graves à renúncia da atividade profissional para fruição do beneficio da isenção do imposto de renda; 3.5.entende não estar em condição igual aos demais trabalhadores eis que subordinado a elevadas despesas mensais com seu tratamento, que só consegue manter com a isenção do imposto." ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ-São Paulo/SP II julgou procedente o lançamento, eis que a isenção invocada "restringe-se aos proventos de aposentadoria, reforma e pensão, não alcançando os rendimentos auferidos por pessoas que estejam em atividade, mesmo que essas pessoas sejam portadoras daquelas moléstias elencadas." (fls. 17), RECURSO AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 3 Processo n° 13804.000697/00-05 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.080 Fl. 4 Cientificado da decisão de primeira instância em 14/02/2008 (fls. 23), o contribuinte apresentou, em 04/04/2008, o Recurso de fls. 28 a 33, argumentando, em síntese, que: • Dos fatos: submeteu-se à cirurgia cardiovascular em 1995. Esteve de licença médica de 20/12/1995 a 16/02/1997, recebendo auxílio doença do INSS. Ao retomar ao trabalho, foi informado que estaria isento do recolhimento do imposto de renda por ser considerado portador de cardiopatia grave. Sua fonte pagadora parou de efetuar retenções. Para obter a restituição dos valores anteriormente retidos apresentou declaração em modelo completo, porém sem incluir as deduções a que faria jus. Ao receber o Auto de Infração compareceu à Delegacia da Receita Federal, no bairro Luz, São Paulo, onde teve que aguardar por seis horas para ser atendido. Após longa discussão com o Auditor Fiscal e sua chefia, ao ser informado que teria de recolher o saldo de imposto e a respectiva multa, informou que recorreria da decisão. Ponderou que estava sendo duplamente penalizado, pois se tivesse apresentado declaração em modelo simplificado teria direito à dedução do desconto simplificado. Tal ponderação ficou para ser analisada pelo atendente, que faria a retificação, se fosse o caso. Ao apresentar a impugnação, se limitou a discutir a validade da isenção, por orientação do Auditor. Acompanhou o desenrolar do processo até 2004. Em 22/02/2008 recebeu a intimação 015/2008. Entrou em contato com a Receita Federal, em 24/03/2008 e recebeu informação de que o processo ainda estava em andamento. Em 27/03/2008, recebeu carta cobrança, objeto desse recurso. • Do direito: o Acórdão DRJ/SPOII n° 11.757 foi prolatado com a ausência de uma julgadora. Se a intenção da legislação citada fosse atender exclusivamente aos proventos de aposentadoria ou reforma, não haveria necessidade de incluir o termo proventos. A autoridade julgadora estendeu o beneficio a proventos de pensão. Não haveria necessidade de aparato judicial se a função da autoridade administrativa é aplicar a lei sem juizo de valor, que inclusive pode ser inconstitucional, imoral ou ferir outras leis. Se os julgadores tiveram dúvidas, o correto seria solicitar um parecer legal sobre o assunto, pois os julgadores entenderam seu pleito como justo. Não foram consideradas as incorreções dos valores arbitrados. Considera no mínimo estranho que a Receita leve mais de oito anos para lhe comunicar a existência de débito e lhe dê apenas cinco dias para o pagamento. • Preliminar: o mencionado Acórdão deixou de considerar a inconstitucionalidade da cobrança que lhe está sendo exigida. Deixou de demonstrar de que forma o art. 96 da Constituição da República Federativa do Brasil estaria sendo cumprido (... a saúde é direito de todos e dever do Estado). Os valores arbitrados não estão de acordo com os termos do art. 12, incisos II, III e IV da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN). Deveria ter ocorrido a aplicação do art. 172 do CTN. Os juros exigidos não observam o disposto no art. 161 do CTN. Há dúvidas sobre a constitucionalidade da aplicação do Decreto- Lei 1.025/69. Ademais, como já se passaram mais de oito anos após a apresentação da impugnação, deve ser aplicado o disposto no art. 173, inciso I, do CTN. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 39, que também trata do envio dos autos ao Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. 4 Processo n° 13804.000697/00-05 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.080 Fl. 5 Voto Conselheira AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora Inicialmente, cabe examinar a tempestividade do recurso interposto. O Decreto n°70.235, de 6 de março de 1972, assim estabelece: "Art. 5" Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (.) Art. 23. Far-se-á a intimação: 1- pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei n"9.532, de 1997) II - por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei n°9.532, de 1997) ,sç 2° Considera-se feita a intimação: I - na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II - no caso do inciso II do capta deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei n" 9.532, de 1997) (.) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão." No caso, a ciência da decisão de primeira instância, consoante AR de fls. 23 e o disposto no Decreto n° 70.235, de 1972, artigo 23, § 2°, inciso II, se deu em 14/02/2008, quinta-feira. Assim, o contribuinte poderia apresentar o recurso até 17/03/2009, segunda-feira, Processo n° 13804.000697/00-05 S3-TE04 Acórdão n.°3804-00.080 Fl. 6 entretanto só o fez em 04/04/2008, consoante carimbo aposto pela repartição de recepção do documento de fls. 28 a 33. Registre-se que, inclusive a repartição preparadora, às fls. 39, já noticiava a intempestividade do recurso de fls. 28 a 35. Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo. Sala das Sessões — DF, em 28 de maio de 2009. AMARYLLES REINAL I E HENRIQUES RESENDE 6 Page 1 _0012700.PDF Page 1 _0012800.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1 _0013000.PDF Page 1 _0013100.PDF Page 1
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Numero do processo: 11543.000018/2005-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2004
IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS. INSTRUÇÃO.
Para que seja possível a dedução de despesas incorridas com instrução, indispensável a existência de respectivas provas comprobatórias, através de documentos hábeis e idôneos.
PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR.
Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-001.613
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004 IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS. INSTRUÇÃO. Para que seja possível a dedução de despesas incorridas com instrução, indispensável a existência de respectivas provas comprobatórias, através de documentos hábeis e idôneos. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Recurso negado.
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DEDUÇÃO DE DESPESAS. INSTRUÇÃO. Para que seja possível a dedução de despesas incorridas com instrução, indispensável a existência de respectivas provas comprobatórias, através de documentos hábeis e idôneos. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, e Sandro Machado dos Reis. Fl. 37DF CARF MF Emitido em 17/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 23/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11543.000018/200511 Acórdão n.º 2801001.613 S2TE01 Fl. 34 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 02/04, decorrente da glosa de despesas com instrução no valor de R$ 1.200,00, informado na Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2004, anocalendário 2003, resultando em um saldo de imposto a pagar de R$ 180,00 mais acréscimos legais. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01, acatada como tempestiva, em que afirma não ter realizado em 2003 qualquer despesa com instrução e alega que cometeu um equívoco no preenchimento da respectiva DAA ao declarar despesas médicas no campo destinado a despesas com instrução. Sustenta que tal fato pode ser comprovado na Relação de Pagamentos Efetuados da respectiva declaração em que consta o valor de R$ 1.518,47 pago à GEAP a título de despesas médicas. Apresenta, ainda, documento que afirma ser cópia de sua DAA, às fls. 06, todavia se trata de formulário de DAA relativo ao exercício 2003, preenchido manualmente. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Rio de JaneiroII julgou procedente o lançamento (fls. 18/20) em virtude de o contribuinte não ter apresentado quaisquer comprovantes de valores deduzidos a título de despesas com instrução, tendo ressaltado que todas as deduções estão sujeitas à comprovação, nos termos do art. 73, § lº, do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 3.000, de 1999), e que, regra geral, as provas devem ser apresentadas juntamente com a impugnação, conforme estabelecido pelo art. 16 do pelo Decreto nº 70.235, de 1972. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 21/10/08, fls. 24, o interessado apresentou, em 28/10/08, o Recurso de fls. 25, juntamente com os documentos de fls. 26/30, alegando que: a) houve total falta de atenção na apresentação da impugnação, ao alegar informação indevida da despesa médica no lugar de despesa com instrução, sem apresentar os relativos recibos referentes às despesas com instrução, o que faz nesse momento; b) os gastos com instrução correspondem, na realidade, a R$ 1.218,00, e não R$ 1.200,00, como provam os recibos anexados; Diante do exposto acima requer o cancelamento do débito fiscal em questão. É o Relatório. Fl. 38DF CARF MF Emitido em 17/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 23/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11543.000018/200511 Acórdão n.º 2801001.613 S2TE01 Fl. 35 3 Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. As deduções das despesas com instrução da base de cálculo do IRPF estão previstas na Lei n° 9.250, de 1995, in verbis: "Art. 8° Á base de cálculo do imposto devido no ano calendário será a diferença entre as somas: II das deduções relativas: (...) b) a pagamentos efetuados a estabelecimento de ensino relativamente à educação préescolar, de I° e 2° e 3° graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e 'de seus dependentes, até o limite individual de R$ 1.700,00 (um mil e setecentos reais); (...) §3° As despesas médicas e de educação dos alimentados, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na determinação da base de cálculo do imposto de renda na declaração, observado, no caso de despesas de educação, o limite previsto na alínea "b" do inciso II deste artigo.” (Redação vigente em 31/12/2005) O art. 11, § 3º, DecretoLei nº 5.844, de 1943, dispõe que o contribuinte pode ser instado a comprovar ou justificar as deduções, deslocando para ele o ônus probatório. O referido dispositivo constitui a matriz legal do art. 73 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, in verbis: “Art.73.Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, §3º).” Diante do exposto acima e, analisando os documentos anexados às fls. 26/30, não os considero suficientes para comprovar as despesas com instrução glosadas, no exercício da faculdade concedida pelo art. 29 do Decreto nº 70.235/72, pelo conjunto das razões expostas abaixo: a) não consta informação na declaração de ajuste anual do contribuinte no campo “Relação de Pagamentos Efetuados” (fls. 10) de qualquer pagamento realizado a título de despesa com instrução; Fl. 39DF CARF MF Emitido em 17/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 23/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11543.000018/200511 Acórdão n.º 2801001.613 S2TE01 Fl. 36 4 b) nos recibos apresentados há informação somente que os valores foram pagos pelo contribuinte, entretanto não consta que se referem a serviços prestados a ele ou seus dependentes, e o art. 8º, inciso II, alínea “b”, da Lei nº 9.250, de 1995, permite a dedução de despesas com instrução realizadas somente com o titular da declaração ou seus dependentes (art. 81 do RIR/99) c) não foram juntados quaisquer outros documentos para ratificar as supostas despesas constantes nos recibos, tais como comprovantes de pagamentos dos respectivos serviços. Diante do exposto acima voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 40DF CARF MF Emitido em 17/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 20/05/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 23/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 18336.001271/2003-15
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 01/12/1998
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. PREFERÊNCIA TARIFÁRIA PTR-4. TRIANGULAÇÃO COMERCIAL. POSSIBILIDADE - Restando nos autos comprovada que a
mercadoria é originária de pais signatário do Acordo Internacional pleiteado, tendo sido diretamente importada desse pais para o Brasil, bem como identificados documentalmente todos os elementos da triangulação comercial realizada, há que se manter o beneficio tarifário pretendido.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 301-34.541
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 01/12/1998 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. PREFERÊNCIA TARIFÁRIA PTR-4. TRIANGULAÇÃO COMERCIAL. POSSIBILIDADE - Restando nos autos comprovada que a mercadoria é originária de pais signatário do Acordo Internacional pleiteado, tendo sido diretamente importada desse pais para o Brasil, bem como identificados documentalmente todos os elementos da triangulação comercial realizada, há que se manter o beneficio tarifário pretendido. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-10T16:22:53Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-10T16:22:52Z; Last-Modified: 2009-11-10T16:22:53Z; dcterms:modified: 2009-11-10T16:22:53Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-10T16:22:53Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-10T16:22:53Z; meta:save-date: 2009-11-10T16:22:53Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-10T16:22:53Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-10T16:22:52Z; created: 2009-11-10T16:22:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-11-10T16:22:52Z; pdf:charsPerPage: 1214; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-10T16:22:52Z | Conteúdo => • - CCO3/C01 Fls. 228 4 1 1..;:o '2%-•; MINISTÉRIO DA FAZENDA. • r•,;-‘m • ; TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 454:4 PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 18336.001271/2003-15 Recurso n° 132.015 Voluntário Matéria II/IPI - FALTA DE RECOLHIMENTO Acórdão n" 301-34.541 Sessão de 18 de junho de 2008 Recorrente PETRÓLEO BRASILEIRO S. A. - PETROBRÁS Recorrida DRJ/FORTALEZA/CE • ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 01/12/1998 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. PREFERÊNCIA TARIFÁRIA PTR-4. TRIANGULAÇÃO COMERCIAL. POSSIBILIDADE - Restando nos autos comprovada que a mercadoria é originária de pais signatário do Acordo Internacional pleiteado, tendo sido diretamente importada desse pais para o Brasil, bem como identificados documentalmente todos os elementos da triangulação comercial realizada, há que se manter o beneficio tarifário pretendido. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido. 11", 1‘11OTACÍLIO DANTA A • TAXO - Presidente .14/440714~ IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES — Relatora Processo n° 18336.001271/2003-15 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.541 Fls. 229 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffinann. • • 2 Processo n° 18336.001271/2003-15 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.541 Fls. 230 Relatório Por bem descrever os fatos até aquele momento, adoto o relatório de fls.203/208. Retornam os autos de diligência requerida por esta Câmara, de acordo com a Resolução n°. 301-1.741, na qual foi determinado que a repartição de origem intimasse a Recorrente para trazer aos autos cópia da Invoice n°. 48017-0, emitida pela PDVSA, bem como da Fatura da Petrobrás Petróleo Brasileiro-PETROBRAS para a Petrobras International Finance Company - PFICO. Intimada a contribuinte, foi apresentada a documentação requerida (fls. • 218/225). Cumprida a diligência, retornam os autos a este Conselho para julgamento. É o Relatório. • 3 Processo n° 18336.001271/2003-15 CCO3/C01 Acórdão n° 301-34.541 Fls. 231 Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Tratam os autos de exigência de Imposto de Importação e respectivos acréscimos legais, decorrente de irregularidades verificadas na importação realizada pela recorrente, em descumprimento a requisitos essenciais à fruição do beneficio de redução de aliquota estabelecido em normas aplicáveis no âmbito da ALADI, tais como divergências encontradas entre o conteúdo e as datas do Certificado de Origem e da Fatura Comercial e • emissão do predito Certificado por país não signatário do Acordo. A PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS importou querosene de aviação, acobertada pela DI n°. 98/1209306-0, registrada em 01/12/1998, com redução tarifária, sob o beneplácito do Acordo Regional referente à Preferência Tarifária Regional n° 4 — PTR-4, Decreto n° 90.782/84. A autoridade fiscal, em ato de revisão aduaneira, verificou, em suma, os seguintes fatos: (1) o certificado de origem emitido na Venezuela indica que o pais de origem da mercadoria importada foi a Venezuela; (2) a fatura comercial que instruiu a DI (PIFSB 083/99) foi emitida pela PETROBRAS INTERNA TIONAL FINANCE COMPANY-PIFCO, situada nas Ilhas Cayman, pais não signatário do PTR-4; (3) a mercadoria foi embarcada diretamente da Venezuela para o Brasil, sendo aqui recepcionada pela Petróleo Brasileiro S/A — PETROBRÁ S, na qualidade de importador, sendo que figura como • exportadora, conforme declarado na DI pela PETR OBRAS, a empresa PETR OBRAS INTERNA TIONAL FINANCE COMPANY-PIFC0; já no conhecimento de embarque, a empresa declarada como exportadora é a PDVSA Petróleo Y Gás. (4) o certificado de origem emitido na Venezuela indica a fatura comercial n". 48017-0, o qual difere do número da fatura que instruiu a DI (PIFSB 083/99); e (5) o certificado de origem emitido na Venezuela, que instruiu o despacho de importação, não relaciona a quantidade de mercadoria objeto da certificação. Foi lavrado Auto de Infração pela fiscalização, para exigência da diferença do Imposto de Importação e acréscimos legais, visto ter o agente fiscal tomado por inválido o Certificado de Origem apresentado para fins de aplicação da preferência tarifária pretendida, tendo sido o lançamento mantido integralmente pela DRJ pelos mesmos fundamentos. 4 Processo n° 18336.001271/2003-15 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.541 Fls. 232 Recebidos os autos por este Conselho, foi convertido o julgamento em diligência, da qual resultou a juntada aos autos de cópias da Invoice n° 48017-0, vinculada ao Certificado de Origem de fl.16, comprovando a venda da mercadoria da PDVSA para a PETROBRAS (fl.224), bem como da Fatura Comercial, atestando a venda realizada pela PETROBRAS para a PIFCO. Assim, temos a triangulação comercial devidamente identificada: - Em 17/12/98 9 PDVSA vendeu a mercadoria para a PETROBRAS (origem: Venezuela, Destino:Brasil) (ti. 224) - Em 17/11/98 9PETROBRAS vende a mercadoria para a PIFCO (ti. 225) - Em 03/02/99 9 PIFCO vende para a PETROBRAS (f1.17) Ressalte-se que a mercadoria foi enviada diretamente da Venezuela para o Brasil • (Conhecimento de Embarque — "Bill of lading" de f1.15), caracterizando, portanto, a remessa entre países pertencentes à ALADI. O posicionamento mantido por este Terceiro Conselho nos diversos casos semelhantes a este já julgados, é o de validar a preferência tarifária pretendida pela recorrente, mesmo havendo a interveniência de terceiro país não signatário do Acordo Internacional, desde que a mercadoria tenha sido remetida diretamente do país produtor (no caso, Venezuela) para o Brasil. Nesse sentido é a jurisprudência desta Câmara, da qual ilustra a seguinte: Número do Recurso: 131672 Câmara: PRIMEIRA CÂMARA Número do Processo: 10209.000534/2004-95 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria: II/ALÁQUOTA Recorrida/Interessado: DRJ-FORTALEZA/CE • Data da Sessão: 24/04/2007 09:00:00 Relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO Decisão: Acórdão 301-33780 Resultado: DPU - DADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão: Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso. Esteve presente a advogada Dra. Andressa Oliveira Cupertino de Castro, OAB/DF 13.186 Ementa: Assunto: Imposto sobre a Importação —II Data do fato gerador: 30/09/1999 Ementa: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO — PREFERÊNCIA TARIFÁRIA — TRIANGULAÇÃO COMERCIAL — POSSIBILIDADE — Em operações internacionais de triangulação comercial, cuja origem do produto importado está certificada para os fins de atendimento de Acordo de preferência tarifária, é imprescindível a demonstração documental da vinculação das operações, ainda que a mercadoria seja remetida diretamente, e de que a intervenção de terceiro país não desfigurou a origem. Demonstrado o requisito formal no curso do processo administrativo resta comprovada a origem, na forma da norma internacional. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO 5 Processo n° 18336.001271/2003-15 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.541 Fls. 233 Saliente-se que a Fatura/Invoice PIFCO (fl.17) menciona a Fatura/Invoice PDVSA (fl.224), indicada no Certificado de Origem que a acompanha (fl. 16), restando assim, perfeitamente identificada a origem da mercadoria, objeto da triangulação comercial, cuja operação restou devidamente comprovada nos autos. Por todo o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto. É como voto Sala das Sessões, em 18 de junho de 2008 IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES - Relatora • • 6
score : 1.0
Numero do processo: 13749.000518/2006-45
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2003
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga
isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO COMPLEMENTAR.
Não havendo comprovação que o contribuinte recolheu valores no ano-calendário a título de imposto complementar, correta a glosa dos valores declarados.
IRPF. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO. A declaração de ajuste anual
retificadora admitida tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindo-a integralmente.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-001.534
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO COMPLEMENTAR. Não havendo comprovação que o contribuinte recolheu valores no ano calendário a título de imposto complementar, correta a glosa dos valores declarados. IRPF. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO. A declaração de ajuste anual retificadora admitida tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Fl. 87DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 25/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES 2 EDITADO EM: 25/04/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende (Presidente), Tânia Mara Paschoalin, Ewan Teles Aguiar, Walter Reinaldo Falcão Lima, Sandro Machado dos Reis. Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 03/07, relativo ao exercício 2003, anocalendário 2002, decorrente de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica e dedução indevida de imposto complementar, formalizando a exigência de um imposto suplementar no valor de R$ 1.642,23, acrescido de multa de ofício e juros de mora. IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a interessada apresentou a impugnação de fls. 01, acatada como tempestiva. Alegou que não teve intenção de omitir receitas e que, ao tomar conhecimento da Lei nº 8.852/94, que diz que os triênios recebidos por funcionários públicos não fazem parte da remuneração, efetuou a retificação de sua declaração. Afirma, porém, que o imposto apurado no auto de infração encontrase em parcelamento no processo nº 13749.000556/200436 e que, dessa forma, não faz sentido a exigência da multa de ofício. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJRio de JaneiroII julgou procedente o lançamento (fls. 32/37), conforme ementas abaixo reproduzidas: OMISSÃO DE RENDIMENTOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei nº 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Princípio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal específica. DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO COMPLEMENTAR. Constatado que não houve recolhimentos a título de imposto complementar, correta a glosa. DIRPF RETIFICADORA O declarante obrigado à apresentação da Declaração de Ajuste Anual pode retificar a declaração anteriormente entregue mediante apresentação de nova declaração, independentemente de autorização pela autoridade administrativa e essa declaração retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. MULTA DE OFÍCIO A responsabilidade por infrações da legislação tributária Fl. 88DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 25/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES Processo nº 13749.000518/200645 Acórdão n.º 280101.534 S2TE01 Fl. 88 3 independe da intenção do agente ou responsável. O fato de não haver máfé do contribuinte não descaracteriza o poderdever da Administração de lançar com multa de ofício rendimentos omitidos na declaração de ajuste. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 19/11/07, fls. 43, a contribuinte apresentou, em 26/11/07, o Recurso de fls. 44/45 e documentos de fls. 46/81, alegando que: a) retificou sua declaração de ajuste anual para excluir dos rendimentos tributáveis os valores correspondentes aos adicionais por tempo de serviço, à vista do disposto na Lei nº 8.852/94; b) o imposto devido no valor de R$ 1.642,23 foi lançado na declaração retificadora como imposto complementar (carnêleão) por não haver campo para declarar tal valor naquela declaração; c) a Receita Federal está cobrando novamente o imposto acima descrito, que foi objeto de parcelamento no processo nº 13749.000556/200436; d) em face do não acolhimento da declaração retificadora, deveria haver simplesmente seu indeferimento e não a cobrança em duplicidade do imposto que já foi parcelado; Diante do exposto acima requer o cancelamento do débito fiscal, ressaltando que foi entregue nova declaração retificadora visando o retorno à situação original. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cumpre informar, inicialmente, que a questão relativa à incidência do imposto de renda sobre as verbas descritas na Lei nº 8.852/94 encontrase pacificada neste Conselho, por meio da Súmula CARF nº 68, abaixo transcrita, cujo enunciado foi divulgado por intermédio da Portaria CARF nº 49, de 01/12/10, publicada no DOU de 07/12/10 : Súmula CARF nº 68 A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Fl. 89DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 25/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES 4 Dessa forma, como a recorrente excluiu em sua declaração retificadora, rendimentos tributáveis, por entender que a citada lei teria afastado a incidência do imposto de renda sobre aquelas verbas, a exigência fiscal relativa a esta infração deve ser mantida. É importante destacar que, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/06/09, com as alterações das Portarias MF nº 446, de 27/08/09, e 586, de 21/12/10, publicadas nos DOU de 31/08/09 e de 22/12/10, respectivamente, a observância pelo conselheiro de enunciado de súmula do CARF é de caráter obrigatório. A infração decorrente da dedução indevida de imposto complementar encontrase, também, perfeitamente caracterizada, posto que a contribuinte não comprovou ter recolhido durante o anocalendário 2002 qualquer quantia a título de imposto complementar. Valores recolhidos em 2003 relativos a pagamentos de imposto de renda apurado na declaração de ajuste anual do anocalendário 2002, posteriormente retificada, não podem ser lançados como imposto complementar na declaração retificadora, tal qual fez a interessada, por falta de previsão legal. Vale lembrar que a declaração de ajuste anual do anocalendário 2002 reporta se aos fatos ocorridos naquele ano. Acerca da alegação de cobrança em duplicidade do imposto devido no auto de infração, convém ressaltar que a declaração retificadora apresentada antes de iniciado o processo de lançamento de ofício tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, nos termos do disposto no inciso I do parágrafo único do art 54 da IN SRF nº 15/2001. No presente caso a recorrente apresentou a retificadora, que deu origem ao auto de infração, em 27/07/06, conforme extrato de fls. 23, na qual apurou um imposto a restituir de R$ 808,83 (fls. 24), que substituiu o valor apurado na declaração original, saldo a pagar de R$ 1.642,23 (fls. 19). A partir da entrega da declaração retificadora, esse valor não era mais devido, pois a contribuinte havia apurado um imposto a restituir. Somente com a lavratura do auto de infração, em 14/11/06 (fls. 03), que apurou as irregularidades na retificadora apresentada, culminando com a restauração dos valores originariamente declarados pela interessada, é que o valor de R$ 1.642,23 foi novamente exigido, posto ser este o imposto devido apurado pela fiscalização. Como bem esclarecido no acórdão recorrido, eventuais recolhimentos efetuados relativos a imposto a pagar apurado na declaração original serão amortizados do crédito tributário lançado, desde que devidamente comprovados, sem que isso implique na exoneração da multa de ofício decorrente do lançamento de ofício, posto que realizado em consonância com a legislação vigente. Tendo em vista que as irregularidades detectadas foram apuradas em procedimento de ofício, é exigível a multa de ofício, de acordo com o disposto no art. 44 da Lei nº 9.430/96. Por fim vale dizer que a declaração retificadora que serviu como base para o lançamento em discussão foi acolhida, ao contrário do que alega a recorrente, por ter sido apresentada observando os requisitos previstos no art. 832 do Decreto nº 3.000/99. Todavia isso não significa que as informações ali prestadas serão automaticamente aceitas como verdadeiras, podendo a fiscalização questionálas, como ocorreu neste caso. Cabe esclarecer que, de acordo com aquele artigo, é vedada a retificação da declaração de rendimentos após o início do procedimento de lançamento de ofício, o que impede que a última declaração retificadora apresentada pela contribuinte, conforme informação contida em seu recurso, seja aceita. Diante do exposto acima NEGO PROVIMENTO ao recurso. Fl. 90DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 25/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES Processo nº 13749.000518/200645 Acórdão n.º 280101.534 S2TE01 Fl. 89 5 Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 91DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 25/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES
score : 1.0
Numero do processo: 10730.006665/2007-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2003
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Para se gozar do abatimento pleiteado com base em despesas médicas, é necessário que os recibos apresentados pelos contribuintes preencham as formalidades legais.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 2801-001.553
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer deduções com despesas médicas no montante de R$ 10.345,47, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2003 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Para se gozar do abatimento pleiteado com base em despesas médicas, é necessário que os recibos apresentados pelos contribuintes preencham as formalidades legais. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
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DESPESAS MÉDICAS. Para se gozar do abatimento pleiteado com base em despesas médicas, é necessário que os recibos apresentados pelos contribuintes preencham as formalidades legais. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer deduções com despesas médicas no montante de R$ 10.345,47, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Relator Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Antonio de Padua Athayde Magalhaes, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Luiz Claudio Farina Ventrilho, Carlos Cesar Quadros Pierre e Tania Mara Paschoalin. Relatório Fl. 100DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 10730.006665/200711 Acórdão n.º 280101.553 S2TE01 Fl. 101 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Contra o contribuinte identificado no preâmbulo foi emitida, em 23/07/2007, a Notificação de Lançamento n° 2004/607435016873037, de fls. 03/05, consubstanciando o lançamento do Imposto de Renda Pessoa Física — IRPF, do exercício de 2004, anocalendário 2003, por Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil (AFRFB), com exercício na DRF em Niterói — RJ. O lançamento formalizado pela autoridade fiscal está assim constituído, em Reais Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar 4.046,51 Multa de Oficio 3.034,88 Juros de Mora (calculados até 31/07/2007) 1.974,69 Valor do Crédito Tributário 9.056,08 O cálculo do Imposto suplementar apurado encontrase demonstrado às fls. 04 verso, a descrição dos fatos e enquadramento legal da infração às fls. 04. Em síntese, foi glosado R$ 21.845,55 referente à dedução indevida a título de despesas médicas por falta de comprovação, ou justificação — não atendimento à intimação (Enquadramento Legal arts. 73 80e 841 do RIR). Da Impugnação Cientificado do lançamento, em 08/08/2007 (fls. 32/33), o interessado protocolou sua impugnação, em 20/08/2007, anexada às fls. 01, instruída com os documentos de fls. 02, 03/05, 06/22 e 23/29. Em síntese, alega e requer o seguinte: • apresenta um relato dos fatos da presente Notificação de Lançamento; • presta esclarecimentos, mostrando surpresa com a descrição dos fatos e enquadramento legal da infração, pois alega que não foi intimado; • no mérito reafirma que não foi intimado e informa que está anexado aos autos comprovantes das despesas médicas; • requer a improcedência total do lançamento, bem como, a restituição no valor de R$ 1.961,01 com seus acréscimos. Depois de instruído com os documentos/extratos de fls. 30, 31, 32/33, 34/40, 41/45 e 46, o presente processo, para fins de julgamento, foi transferido da DRJ/RJII para esta DRJ, por meio da Portaria RFB n° 1.023 de 30/03/2009, conforme despacho de fls. 47.” Passo adiante, a DRJ entendeu por bem julgar procedente o lançamento, em decisão que restou assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FISICA IRPF Exercício: 2004 Fl. 101DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 10730.006665/200711 Acórdão n.º 280101.553 S2TE01 Fl. 102 3 DEDUÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO PARCIAL. A comprovação por documentação hábil e idônea de parte dos valores informados a título de dedução de despesas médicas, na Declaração do Imposto de Renda, importa o restabelecimento das despesas até o valor comprovado. Quanto se tratar de despesas de valores elevados, em relação ao montante dos rendimentos tributáveis do Contribuinte, é licito ao fisco exigir a comprovação do efetivo pagamento dessas despesas. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte” Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, razão pela qual conheço do mesmo. Tratase, na origem, de Auto de Infração lavrado com o escopo de promover a cobrança de suposto débito de IRRF devido pelo Recorrente no Exercício de 2004. Isso porque, segundo apurado por procedimento fiscalizatório, o Recorrente teria deduzido indevidamente despesas médicas e odontológicas, ocasionando em pagamento a menor de IRRF. A comprovação quanto à efetiva realização dessas despesas, via de regra, deve ser feita mediante a apresentação dos recibos emitidos pelos profissionais de saúde, em conformidade com os requisitos previstos em lei. Diante de um procedimento fiscalizatório, todavia, a autoridade fiscal poderá, com arrimo no art. 73 do RIR/99, requerer, a seu juízo, a comprovação de que as despesas plasmadas nos recibos foram efetivamente realizadas. No presente caso, como se vê, foi iniciado um procedimento fiscal e fora solicitado à Recorrente a comprovação de que, de fato, suportou os dispêndios com as despesas médicas, até porque elas representariam quase 40% de sua renda declarada. Em seu favor, o Recorrente alegou que parte dos pagamentos foram realizados com proventos de sua cônjuge. Dito isso, é necessária a análise das provas carreadas aos autos do processo com o Recorrente, ao fim do que se concluirá pelas despesas que poderão ser deduzidas e aquelas cuja glosa deve remanescer. Primeiramente, com relação aos recibos emitidos pelo Dr. José Augusto M. Miguel (fls. 67/78), combinado com o prontuário de serviços prestados, os mesmos são lídimos à comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados ao Recorrente, motivo pelo qual deve ser restabelecida a dedução de R$ 4.520,00 (quatro mil quinhentos e vinte reais). Fl. 102DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 10730.006665/200711 Acórdão n.º 280101.553 S2TE01 Fl. 103 4 Com relação aos recibos emitidos pela Dra. Márcia Bertolossi Hirata, em que pese haja declaração da mesma de que recebeu os honorários do Recorrente, não indica, em qualquer momento, os beneficiários desse serviço. É consabido que a dedução das despesas odontológicas só abarca os pagamentos feitos em decorrência dos serviços prestados ao Recorrente ou aos seus dependentes. Como no caso o Recorrente não declarou nenhum dependente, só seria dedutível as despesas realizadas com seu próprio tratamento. Logo, como não há qualquer prova de que os serviços prestados pela Dra. Márcia Bertolossi Hirata tiveram o Recorrente como paciente, não podem os mesmos ser deduzidos. Passo adiante, no que tange à despesa realizada com o Dr. Victor M. Schmid, há recibos comprovando que o Recorrente realizou o pagamento dos serviços odontológicos e de que eles foram prestados no mesmo (fls. 96/98), motivo pelo qual deve ser restabelecida a dedução no valor de R$ 1.460,00 (mil quatrocentos e sessenta reais). Por fim, com relação aos valores supostamente pagos ao plano Sul América, percebese que o mesmo foi contratado em benefício do Recorrente e da Sra. Rebecca Sonsol. Da DIRPF apresentada pelo Recorrente, fica claro que referida senhora não consta como sua dependente, motivo pelo qual não poderia ser deduzido qualquer valor eventualmente gasto com as suas despesas. Nesse sentido, em análise à fl. 88 do processo, percebese que a despesa do Recorrente, excluída a da referida senhora, foi de R$ 4.365,47 (quatro mil, trezentos e sessenta e cinco reais e quarenta e sete centavos), de modo que apenas essa parcela deverá ser restabelecida como dedução. Logo, julgo parcialmente procedente o Recurso Voluntário para restabelecer as deduções referentes aos R$ 4.520,00 (quatro mil quinhentos e vinte reais) pagos ao Dr. José Augusto M. Miguel; R$ 1.460,00 (mil quatrocentos e sessenta reais) pagos ao Dr. Victor M. Schmid; bem assim à quantia de R$ 4.365,47 (quatro mil trezentos e sessenta e cinco reais e quarenta e sete centavos), correspondentes ao valor pago pelo Recorrente à Sul América Saúde por seu plano de assistência. Consequentemente, dou provimento parcial ao recurso para restabelecer deduções com despesas médicas no montante de R$ 10.345,47 (dez mil, trezentos e quarenta e cinco mil reais e quarenta e sete centavos). Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 103DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL
score : 1.0
Numero do processo: 10730.006059/2007-03
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Mar 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
VANTAGENS DECORRENTES DO TRABALHO ASSALARIADO - ISENÇÃO -
NECESSIDADE DE PREVISÃO EM LEI - Somente são isentas as vantagens
decorrentes do trabalho assalariado expressamente previstas em lei tributária que assim as classifique, pois a lei lista, de forma exaustiva, o que é isento, estabelecendo de forma ampla e conceitual o objeto da tributação.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3804-000.043
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por OUZOLANDO AGRIZZI XAVIER. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. , N'LS• I •1rÉe resi - te AMARYLLES REIltDI E HENRIQUES RESENDE Relatora Processo n0 10730.006059/2007-03 CC01/1-94 Acórdão n.° 3804-00.043 Fls. 2 FORMALIZADO EM: IZ HAI 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Magalhães Peixoto e Júlio Cezar da Fonseca Furtado. 2 Processo n° 10730.006059/2007-03 CCO 1/T94 Acórdão n.° 3804-00.043 Fls. 3 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi expedida Notificação de Lançamento de fls. 40 a 42, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2005, consubstanciando inexistência de saldo remanescente de imposto a restituir. A autuação se reportou à declaração retificadora apresentada pelo interessado, restabelecendo o montante dos rendimentos tributáveis originariamente declarados, eis que respaldados por Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte - DIRF. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01), acatada como tempestiva. Consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 45): "(..) o impugnante insurgiu-se contra o lançamento, focando primordialmente o inciso III do art. 1° da Lei 8.852/94, o qual, segundo alega, enumera hipóteses que excluiriam rendimentos do campo de incidência do imposto de renda sobre a pessoa física e, assim, a Secretaria da Receita Federal deveria rever a autuação." ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ-Rio de Janeiro/RJ II julgou procedente o lançamento. Os fundamentos da decisão de primeira instância estão consubstanciados na seguinte ementa: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Princípio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal específica. • Lançamento Procedente" RECURSO AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Cientificado da decisão de primeira instância em 31/01/2008 (AR às fls. 51), o contribuinte apresentou, em 20/02/2008, o Recurso de fls. 52 e 53, argumentando, em síntese, que a fonte pagadora errou ao não excluir do total dos rendimentos tributáveis informados no comprovante de rendimentos parcelas que são isentas. Tais exclusões estão amparadas "pelas leis 7713/88 e 8852/94, Art. I Inciso III letras "b", "7", "n" e "p", conforme planilha (anexa) cujo valores foram lançados em Rendimentos Isentos e não Tributáveis (outros)." r3 Processo n° 10730.00605912007-03 CCOI/T94 Acórdão n.° 3804-00.043 Fls. 4 O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 88, que também trata do envio dos autos a este Conselho de Contribuintes. É o Relatório. • 4 Processo n° 10730.006059/2007-03 CO3 1/T94 Acórdão n.° 3804-00.043 Fls. 5 Voto Conselheira AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o interessado entende que sua fonte pagadora teria considerado como tributáveis rendimentos que seriam isentos à luz do disposto nas Leis n's 8.852, de 1994 (artigo I°, inciso III, alíneas "b", "j", "n" e "p") e 7.713, de 1988. Assim, promoveu a exclusão das parcelas que acredita serem isentas de sua Declaração de Ajuste Anual. Da análise da planilha de fls. 60, verifica-se que tais parcelas seriam relativas aos adicionais de atividade de risco e de tempo de serviço. Registre-se, contudo, que tal planilha foi confeccionada a partir dos dados da ficha financeira do ano-calendário 2003 (fls. 84 a 87), portanto, estranha aos autos, eis que estes são referentes ao exercício 2005, ano- calendário 2004. Não obstante tal ponderação, cabe demonstrar que a tese do contribuinte não encontra respaldo na legislação tributária. Como bem explicado na decisão recorrida, a Lei n°8.852, de 1994 (fls. 45 e 46): "(.) dispõe sobre a aplicação dos arts. 37, incisos .)1 e XII, e 39, § I°, da Constituição Federal, além de dar outras providências, mas não contempla em seu artigo 1°, III, hipóteses de isenção ou de não incidência do imposto de renda da pessoa fisica. (.) As alíneas de "a" até "r" no inciso III do art I° da Lei 8.852/94 são exclusões do conceito de remuneração, mas não são hipóteses de isenção ou não incidência de imposto de renda da pessoa fisica, em outras palavras, não determinam sua exclusão do rendimento bruto para fins de não incidência do imposto sobre a pessoa fuica, mas sim, repita-se, de sua exclusão do conceito de remuneração para os objetivos da Lei 8.851/94." Ao mesmo tempo, deve ser considerado que o imposto em questão incide sempre que houver aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda e de proventos de qualquer natureza. Sobre a matéria, assim dispõem os artigos 2° e 3° da Lei n°7.713, de 1988: An. 2° - O imposto de renda das pessoas fisicas será devido, mensalmente, à medida que os rendimentos e ganhos de capital forem percebidos. Art (..) 1#67 5 Processo n° 10730.006059/2007-03 CCOUT94 Acórdão n.° 3804-00.043 Fls. 6 sç I° - Constituem rendimento bruto todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidos em dinheiro, e ainda os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados. • § 4° A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda, e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o beneficio do contribuinte por qualquer forma ou título. Por outro lado, a lei lista, de forma exaustiva, o que é isento, estabelecendo de forma ampla e conceitual o objeto da tributação. Assim é, porque a interpretação literal prevista no art. 111 da Lei n°. 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional - CTN, se impõe ao dispositivo que outorga isenção. Assim, vejamos o que dispõe o art. 6° da Lei n°7.713, de 1988, e alterações: Art. 6° Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas fisicas: 1- A alimentação, o transporte e os uniformes ou vestimentas especiais de trabalho, fornecidos gratuitamente pelo empregador a seus empregados, ou a diferença entre o preço cobrado e o valor de mercado; II - As diárias destinadas, exclusivamente, ao pagamento de despesas de alimentação e pousada, por serviço eventual realizado em município diferente do da sede de trabalho; III - O valor locativo do prédio construído, quando ocupado por seu proprietário ou cedido gratuitamente para uso do cônjuge ou de parentes de primeiro grau; IV - As indenizações por acidentes de trabalho; V - A indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por lei, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores, ou respectivos beneficiários, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; VI - O montante dos depósitos, juros, correção monetária e quotas- partes creditados em contas individuais pelo Programa de Integração Social e pelo Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público; VII - os seguros recebidos de entidades de previdência privada decorrentes de morte ou invalidez permanente do participante. (Redação dada pela Lei n°9.250, de 1995) VIII - as contribuições pagas pelos empregadores relativas a programas de previdência privada em favor de seus empregados e dirigentes; 6 Processo na 10730.00605912007-03 CCOI/T94 Acórdão n.° 3804-00.043 Fls. 7 IX - os valores resgatados dos Planos de Poupança e Investimento - PAI?', de que trata o Decreto-Lei n°2.292, de 21 de novembro de 1986, relativamente à parcela correspondente às contribuições efetuadas pelo participante; X - as contribuições empresariais a Plano de Poupança e Investimento - PAIT a que se refere o art. 5°, § 2°, do Decreto-Lei n°2.292, de 21 de novembro de 1986; XI - o pecúlio recebido pelos aposentados que voltam a trabalhar em • atividade sujeita ao regime previdenciá rio, quando dela se afastarem, e pelos trabalhadores que ingressarem nesse regime após completarem sessenta anos de idade, pago pelo Instituto Nacional de Previdência • Social ao segurado ou a seus dependentes, após sua morte, nos termos do art. 1° da Lei n°6.243, de 24 de setembro de 1975; XII - as pensões e os proventos concedidos de acordo com os Decretos- Leis, n's 8.794 e 8.795, de 23 de janeiro de 1946, e Lei n°2.579, de 23 de agosto de 1955, e art. 30 da Lei n°4.242, de 17 de julho de 1963, em decorrência de reforma ou falecimento de ex-combatente da Força • Expedicionária Brasileira; XIII - capital das apólices de seguro ou pecúlio pago por morte do segurado, bem como os prêmios de seguro restituídos em qualquer caso, inclusive no de renúncia do contrato; XV - os rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, de transferência para a reserva remunerada ou de reforma pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno ou por entidade de previdência privada, a partir do mês em que o contribuinte completar 65 (sessenta e cinco) anos de idade, sem prejuízo da parcela isenta prevista na tabela de incidência mensal do • imposto, até o valor de: (Redação dada pela Lei n°11.482, de 2007) (.) • XVII - os valores decorrentes de aumento de capital: a) mediante a incorporação de reservas ou lucros que tenham sido • tributados na forma do art. 36 desta Lei; b) efetuado com observância do disposto no art. 63 do Decreto-Lei n° 1.598, de 26 de dezembro de 1977, relativamente aos lucros apurados em períodos-base encerrados anteriormente à vigência desta Lei; XVIII - a correção monetária de investimentos, calculada aos mesmos índices aprovados para os Bônus do Tesouro Nacional - BTN, e desde que seu pagamento ou crédito ocorra em intervalos não inferiores a trinta dias; (Redação dada pela Lei n° 7.799, de 1989) XIX - a diferença entre o valor de aplicação e o de resgate de quotas de fundos de aplicações de curto prazo; XX - ajuda de custo destinada a atender às despesas com transporte, frete e locomoção do beneficiado e seus familiares, em caso de 7 Processo n° 10730.006059/2007-03 CCOI/T94 Acórdão o.° 3804-00.043 Fls. 8 remoção de um município para outro, sujeita à comprovação posterior pelo contribuinte. XXI - os valores recebidos a título de pensão quando o beneficiário desse rendimento for portador das doenças relacionadas no inciso XIV deste artigo, exceto as decorrentes de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão. (Incluído pela Lei n°8.541, de 1992) (Vide Lei 9.250, de 1995) XXII- os valores pagos em espécie pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, relativos ao Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS e ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS, no âmbito de programas de concessão de crédito voltados ao estímulo à solicitação de documento fiscal na aquisição de mercadorias e serviços. (Incluído pela Medida Provisória n°451, de 2008)."(grifos acrescidos) Vê-se, portanto, que não há lei que isente os valores recebidos a título de adicional tempo de serviço e adicional atividade de risco. Assim sendo, a decisão recorrida não merece reparos. Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões — DF, em 20 de março de 2009 AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE 8 Page 1 _0016800.PDF Page 1 _0016900.PDF Page 1 _0017000.PDF Page 1 _0017100.PDF Page 1 _0017200.PDF Page 1 _0017300.PDF Page 1 _0017400.PDF Page 1
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Numero do processo: 11610.003053/2001-18
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Exercício: 1999
Súmula CARF n 1 - Importa
renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com mesmo objeto do
processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Súmula CARF n 17 Não cabe a exigência de multa de ofício nos
lançamentos efetuados para prevenir a decadência, quando a exigibilidade estiver suspensa na forma dos incisos IV ou V do art. 151 do CTN e a suspensão do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2801-001.597
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para excluir multa de ofício exigida sobre o valor R$ 32.461,88, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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Súmula CARF n 17 Não cabe a exigência de multa de ofício nos lançamentos efetuados para prevenir a decadência, quando a exigibilidade estiver suspensa na forma dos incisos IV ou V do art. 151 do CTN e a suspensão do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir multa de ofício exigida sobre o valor R$ 32.461,88, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES Presidente. Assinado digitalmente CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE Relator. Fl. 152DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 15/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11610.003053/200118 Acórdão n.º 280101.597 S2TE01 Fl. 138 2 EDITADO EM: 07/06/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Luiz Claudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela 2ª Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes (Fls. 107) na decisão dos embargos de declaração, que transcrevo abaixo: Este processo já esteve em pauta em sessão anterior em que o colegiado, não se atendo às disposições do artigo 40 da Lei n° 11.119, de 25 de maio de 2005, o considerou intempestivo. A parte apresentou embargos de declaração cujo relator e a presidência se manifestaram pela admissibilidade e procedência dos mesmos, sendo que o processo retorna à apreciação do colegiado para exame dos embargos de declaração e, caso acolhendoos, enfrentar as demais questões postas no recurso voluntário. Quanto aos embargos de declaração interpostos em face do acórdão de fls. 87 a 93, do qual fui relator, tenho que os mesmos devem ser conhecidos e providos. Com efeito, ao perceber que" o recorrente fora intimado em 10/02/2005 e, sem apresentar qualquer motivo de força maior (art. 67 da Lei n° 9.784, de 2001), somente protocolizou seu recurso em 14/04/2005, entendi que estava consumada a preclusão do direito de recorrer. Ao tomar conhecimento da decisão de fls. 87 a 93, tempestivamente, o contribuinte apresentou embargos de declaração destacando: Que nos termos do artigo 25, I, a, da Medida Provisória 232, de 30 de dezembro de 2004, nos processos de crédito tributário de valor inferior da R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) o julgamento passou ser feito por instância única; Que em 10 de fevereiro de 2005, quando foi intimado da decisão, a Medida Provisória 232, de 30 de dezembro de 2004, estava em vigor; Por ser o crédito do contribuinte inferior a R$ 50.000,00 ficou impedido de apresentar recurso ao Conselho de Contribuintes; Em 31 de março de 2005, foi editada a Medida Provisória n°243, cujo artigo 1° estabeleceu que: Fl. 153DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 15/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11610.003053/200118 Acórdão n.º 280101.597 S2TE01 Fl. 139 3 "os sujeitos passivos que tenham sido cientificados de decisão .... no período de 1°. de janeiro de 2005 e a data de publicação desta Medida Provisória e que, por força da alteração introduzida no artigo 25, I, alínea "a" do Decreto 70.235, de 6 de março de 1972, .... não tenham interposto recurso, poderão apresentalo no prazo de trinta dias, contado da data da publicação desta Medida Provisória Por fim, em 16 de junho de 2005, a Câmara dos Deputados declarou prejudicada a Medida Provisória n° 243, tendo em vista que a Medida Provisória n° 232 foi convertida na Lei n° 11.119, de 25 de maio de 2005. Ao tomar conhecimento dos embargos, por meio do despacho de fls. 104/105, manifesteime pela admissibilidade, sendo que a Presidência da Câmara; ao acolher do despacho de fls. 104/105, determinou o retorno dos autos ao plenário para o exame da matéria que passo a relatar. No anocalendário de 1999, o contribuinte declarou rendimentos tributáveis no valor de R$ 72.505,18 e imposto de renda retido na fonte de R$ 8.395,59 (fl. 39verso), informando como fonte pagadora o Banco Santander do Brasil S/A. Em procedimento de malha, foram considerados omitidos os seguintes valores: a) R$ 49.760,00 recebidos do Banco Nacional S/A em liquidação judicial e imposto de renda retido na Fonte de R$ 13.324,00; b) R$ 32.461,96 do Banco Santander do Brasil S/A e IRRF de R$ 700,00; c) R$ 68.585,88 recebidos da ICATU HARTFORD SEGUROS S/A e imposto e renda retido na Fonte de R$ 14.923,60, valor este corresponde a rendimentos recebidos a titulo de resgate de contribuições de previdência privada. Considerando o valor declarado de R$ 72.505,18 e os valores considerados emitidos, acima elencados, os rendimentos considerados tributáveis importaram em R$ 33.313,02, com imposto devido de R$ 42.949,15 e IRRF no valor de R$ 37.343,39, com saldo a pagar de R$ 5.606,05 (fl. 04). Em sua defesa o contribuinte alega os seguintes fatos: (i) que a omissão de rendimentos no valor de R$ 49.760,00 recebido do Banco Nacional S/A, em Liquidação Extrajudicial, e IRRF no valor de R$ 13.234,00 ocorreu porque o referido Banco atrasou o envio do Informe de Rendimentos daquele exercido; (ii) que o valor referente aos rendimentos no valor de R$ 32.461,88 e IRRF de R$ 700,21, recebido do Banco Santander, proveniente à rescisão do seu contrato de trabalho, encontrase somado ao informe de rendimentos no valor de R$ 70.505,18 com IRRF de R$ 8 395,58 Fl. 154DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 15/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11610.003053/200118 Acórdão n.º 280101.597 S2TE01 Fl. 140 4 (iii) que a omissão de rendimentos no valor de R$ 68.585,88 e IRRF no valor de R$ 14.923,60, recebido da Icatu Hartford Seguros ocorreu por falta de recebimento do competente informe de rendimentos. (iv) sustenta o recorrente que mesmo considerando os valores acima especificados, com as respectivas retenções, realizou duas simulações, sendo que a simulação de fls. 16 a 19 demonstra que teria a receber o valor de R$ 5.544,10 e a simulação de fls. 20 a 23 demonstra que teria direito a receber restituição no valor de R$ 6.526,18. Junto com a impugnação o contribuinte apresentou os comprovantes de rendimentos pagos e de retenção do imposto de renda de fls. 14 e 15, fornecidos, respectivamente, pelo Banco Nacional e pelo Banco Santander, onde constam os pagamentos e as retenções anteriormente referidas. No decorrer da instrução o contribuinte apresentou a petição de fls. 29 informando que ao verificar que o Banco Santander lhe apresentou comprovante de rendimentos tributáveis no valor de R$ 72.505,18(fls. 15) e a Receita Federal considerou o valor de R$ 104.967,14, entrou em contato com o Banco que lhe esclareceu que a diferença de R$ 32.461,88 se tratava de verbas pagas na rescisão de contrato a título de férias vencidas e proporcionais não gozadas, cuja exigibilidade do imposto de renda foi afastada através de liminar concedida na ação civil pública ajuizada no ano de 1996, cuja certidão narratória consta da fl. 32 dos autos. Em face dos dados especificados no processo judicial acima referido, em 25/08/2003 o Banco Santander entregou nova Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF, corrigindo a informação (fls. 30), sendo que desta forma o total de rendimentos tributáveis, no anobase, passa a ser de R$ 190.851,06 e a contribuição à previdência privada e FAPI recalculada para R$ 22.902,13, gerando um direito à restituição de R$ 6.526,18; conforme item 4 da impugnação de fl. 01. O acórdão de fls. 51 a 55, decidiu pela: (i) procedência do lançamento para manter a infração decorrente da omissão de rendimentos recebidos do Banco Nacional e do Icatu Seguros Hartford, a título de resgate de contribuições de previdência privada; (ii) não conhecer da impugnação no que se refere aos vencimentos recebidos do Banco Santander Brasil S/A, quando da rescisão do contrato do trabalho, a título de férias vencidas/proporcionais não gozadas, por haver concomitância do processo judicial e administrativo versando sobre a mesma matéria: devendo, o órgão de origem observar que o lançamento destes rendimentos é definitivo na esfera administrativa até decisão em contrário,se proferida pelo Poder Judiciário. Fl. 155DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 15/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11610.003053/200118 Acórdão n.º 280101.597 S2TE01 Fl. 141 5 Em 10 de fevereiro de 2005, o contribuinte, por procurador constituído pela procuração de fl.57, deuse por intimado (fl. 59) do acórdão de fls. 51 a 55 e em 14 de abril de 2005 protocolizou o recurso de fl. 63 afirmando que não há como concordar com a tributação dos valores recebidos, quando da rescisão de contrato de trabalho, a título de férias vencidas/proporcionais não gozadas. Afirma que tal verba está afastada de tributação pela liminar concedida no processo n°. 96.00385971, tendo inclusive a fonte pagadora retificado a D1RF considerando tributável somente o valor de R$ 72.505,18. Retificada a DIRF, a fiscalização não pode utilizar como parâmetro a DIRF errada para exigir o tributo. Quanto à alteração do valor deduzido a título de contribuições à previdência, sustenta o recorrente que também não procede o auto de infração. Por tais fundamentos, o recorrente pede provimento ao seu recurso para cancelar a exigência tributária e reconhecer seu direito de restituição de R$ 6.526,19, já demonstra nos esclarecimentos de fl. 29. Passo adiante, a 2a Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes entendeu por bem julgar os embargos de declaração em decisão assim proferida: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER os embargos de declaração para conhecer o recurso, por tempestivo, e reformar o acórdão no 10247968, de 18/10/2006, e, nessa conformidade, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Conforme o pedido de Diligências constantes na decisão de fls. 107/119, foram realizadas as intimações constantes nas fls.125 a 127, à seguradora ICATU HARTFORD SEGUROS S/A,. que em resposta apresentou os seguintes documentos: Demonstrativo da composição dos valores dos resgates efetuados no ano calendário 1998, com os respectivos valores de IRF; Informação que não houve contribuição até 31/12/1997; Demonstrativo da composição dos valores das Contribuições, datas dos carregamentos e transferências, todos do anocalendário 1998. Sendo considerada atendida a solicitação de Diligências (fls.136), o processo foi enviado a este Conselho, numerado até as fls. 136 verso, que também trata do envio dos autos a este Conselho. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Fl. 156DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 15/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11610.003053/200118 Acórdão n.º 280101.597 S2TE01 Fl. 142 6 Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Peço vênia para utilizar partes do voto do Ilustre Conselheiro Mises Giacomelli Nunes da Silva. Em relação ao Banco Santander do Brasil, a autuação deuse em razão da divergência entre os valores informados na DIRF, no montante de R$ 104.967,14 e o valor declarado pelo contribuinte no montante de R$ 72.505,18. Em face da divergência de valores o contribuinte trouxe aos autos o documento de fls. 16, fornecido pelo Banco Santander do Brasil informando rendimentos tributáveis no valor de R$ 72.505,18, com retenção de IRFonte de R$8.395,18. Esclareceu o recorrente que a diferença aqui apontada deuse porque a fonte pagadora, equivocadamente, havia incluído nos rendimentos tributáveis o valor de R$32.461,88 pagos na rescisão a titulo de férias vencidas e proporcionais não gozadas, cuja exigibilidade do imposto de renda foi afastada através de liminar concedida na ação civil pública ajuizada no ano de 1996. Da análise da certidão de objeto e pé de fl. 68, referente ao citado processo ajuizado pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e Financeiros de São Paulo, percebese que o objeto da mencionada ação é o não pagamento de imposto de renda, pela categoria profissional representada pelo autor da ação, sobre verbas pagas referente a férias e licençasprêmio, assiduidade e folgas, quando não gozadas e convertidas em pecúnia; aviso prévio indenizado e verba de quarenta por cento sobre os depósitos fundiários, estas últimas pagas quando da rescisão. Não há controvérsia quanto ao fato do Banco Santander do Brasil ter pago o valor de R$ 104.967,14, sendo R$ 72.505,18 a título de remuneração e R$32.461,88, na versão do recorrente, pagos na rescisão a titulo de férias vencidas e proporcionais não gozadas. A questão do recorrente, quanto a este ponto do julgado é que, tendo o Banco retificado a DIRF para excluir da parcela tributável os valores pagos na rescisão a título de férias vencidas indenizadas e proporcionais não gozadas, o acórdão recorrido não poderia considerar tais verbas tributáveis, cuja exigibilidade foi afastada através de liminar concedida na ação civil pública. Em tais circunstâncias, é preciso distinguir crédito lançado com crédito de exigibilidade suspensa. A propositura de ação judicial, salvo determinadas exceções que não é o caso dos autos, não impede o lançamento, mas sim, nas hipóteses previstas em lei, suspende a exigibilidade do crédito lançado. No caso dos autos, para evitar a decadência, a fiscalização efetuou o lançamento sobre os R$ 104.967,14 pagos pelo Banco Santander, cabendo ao Poder Judiciário decidir qual a base de cálculo, isto é, os R$ 72.505,18 pagos a título de remuneração ou se a base de cálculo, no caso da citada fonte pagadora, também deve ser composta pelos R$ 32.461,88 que o recorrente diz terem sido pagos na rescisão a titulo de férias vencidas e proporcionais não gozadas, que foram indenizadas. Fl. 157DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 15/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11610.003053/200118 Acórdão n.º 280101.597 S2TE01 Fl. 143 7 Considerando que esta matéria está sendo debatida no Poder Judiciário, em relação a este ponto do recurso, com base nos fundamentos acima expostos, considero prejudicado o exame do mérito, devendo prevalecer o que for decidido pelo Poder Judiciário. Nos termos da Súmula CARF n 1, de aplicação obrigatória para os conselheiros; in verbis: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Contudo, podemos observar que a multa de ofício foi aplicada, sobre o montante que se encontrava com exigibilidade suspensa. Neste caso, é dever aplicar o enunciado da Súmula CARF n 17, a saber: Não cabe a exigência de multa de ofício nos lançamentos efetuados para prevenir a decadência, quando a exigibilidade estiver suspensa na forma dos incisos IV ou V do art. 151 do CTN e a suspensão do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. Razão pela qual deve ser excluído do lançamento a parte da multa de ofício relativa aos valores de R$ 32.461,88, pagos pelo Banco Santander, que foram lançados para prevenir a decadência. No que se refere à omissão de rendimentos no valor de R$ 49.760,00 recebido do Banco Nacional S/A, em Liquidação Extrajudicial, e lRRF no valor de R$ 13.234,00, em que o recorrente alega que tal fato ocorreu porque o referido Banco atrasou o envio do Informe de Rendimentos daquele exercício, hão há que se falar em correção do Acórdão recorrido, até porque a parte confirma a quantia recebida sem que tivesse incluído na declaração de rendimentos. Quanto a omissão de rendimentos oriundos de resgate de previdência privada, este Conselho decidiu pela realização de Diligência no sentido de apurar: a) qual a porcentagem dos valores aportados ao fundo eram provenientes da participação do recorrente e qual o percentual correspondia à contribuição da empresa; b) qual a porcentagem, de responsabilidade do recorrente, que foi aportada ao fundo em data anterior a 01 de janeiro de 1996. Isto com intuito de excluir da base de cálculo os valores aportados pelo contribuinte sob o regime da Lei n.° 7.713/88 (janeiro de 1989 a dezembro de 1995), que já haviam sofrido tributação. Ocorre que, em resposta à diligência realizada, a empresa ICATU HARTFORD SEGUROS S/A não apresentou um único valor que tenha sido aportado pelo contribuinte sob o regime da Lei n.° 7.713/88 (janeiro de 1989 a dezembro de 1995). Fl. 158DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 15/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11610.003053/200118 Acórdão n.º 280101.597 S2TE01 Fl. 144 8 Assim, nada resta, a não ser, no que se refere à omissão de rendimentos no valor de R$ 68.585,88 recebido da Icatu Hartford Seguros, e lRRF no valor de R$ 14.923,60, em que o recorrente alega que tal fato ocorreu porque o referido Banco atrasou o envio do Informe de Rendimentos daquele exercício, manter integralmente o Acórdão recorrido, até porque a parte confirma a quantia recebida sem que tivesse incluído na declaração de rendimentos. Ante tudo acima exposto, voto no sentido de dar parcial provimento ao recurso, para excluir do lançamento a parte da multa de ofício calculada sobre o valor de R$ 32.461,88, pagos pelo Banco Santander, que foram lançados para prevenir a decadência. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre. Fl. 159DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 07/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 15/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
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