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Numero do processo: 10611.000192/88-34
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 301-00.590
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia ao INT, através da Repartição de origem (IRF- Aeroporto Internacional Tancredo Neves-MG), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO
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Numero do processo: 10283.007811/89-43
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.641
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, encaminhar o processo à Egrégia 3ª Câmara, por se tratar de matéria de sua competência, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
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score : 1.0
Numero do processo: 10925.905149/2010-99
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed May 04 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006
PAF. RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA.
Para que o recurso especial seja conhecido, é necessário que a recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de Acórdão paradigma em que, enfrentando questão fática equivalente, a legislação tenha sido aplicada de forma diversa.
Hipótese em que a decisão apresentada a título de paradigma trata de questão diferente daquela enfrentada no Acórdão recorrido.
Numero da decisão: 9303-013.045
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(documento assinado digitalmente)
Adriana Gomes Rego - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
Nome do relator: Luiz Eduardo de Oliveira Santos
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 PAF. RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA. Para que o recurso especial seja conhecido, é necessário que a recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de Acórdão paradigma em que, enfrentando questão fática equivalente, a legislação tenha sido aplicada de forma diversa. Hipótese em que a decisão apresentada a título de paradigma trata de questão diferente daquela enfrentada no Acórdão recorrido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego - Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
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RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA. Para que o recurso especial seja conhecido, é necessário que a recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de Acórdão paradigma em que, enfrentando questão fática equivalente, a legislação tenha sido aplicada de forma diversa. Hipótese em que a decisão apresentada a título de paradigma trata de questão diferente daquela enfrentada no Acórdão recorrido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego - Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 51 49 /2 01 0- 99 Fl. 168DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-013.045 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905149/2010-99 Trata-se de Recurso Especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional, contra a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3301-009.555, de 27/01/2021 (fls. 104/121), proferida pela 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de julgamento do CARF, que deu parcial provimento ao Recurso Voluntário apresentado. Do Pedido de Ressarcimento Trata o presente processo de análise do Pedido de Ressarcimento (PER), com o objetivo de ser ressarcida do crédito da COFINS, não cumulativa - Mercado Interno, referente ao 3º trimestre de 2006, com respaldo no artigo 3º da Lei nº 10.833, de 2003. Visando compensar débitos próprios, transmitiu a respectiva PER/DCOMP. Dos termos do Despacho Decisório de fls. 14/27, observa-se que foi efetuada a glosa de créditos decorrentes de várias operações que, no entendimento da Fiscalização, não geram direito a crédito, nos termos da legislação aplicável ao regime de apuração da contribuição. Assim, com base na documentação apresentada pelo contribuinte, relacionou, por linha do DACON, as seguintes operações que, no seu entender, não geram direito a crédito, com as respectivas fundamentações: - Linha 02 – Bens utilizados como insumos e Linha 03 – Serviços utilizados como insumos: trata-se de aquisições de bens e serviços que não enquadrados como insumos, tais como despesas com aquisições de para-choques, vidros, lanternas, painéis internos e equipamentos de rastreamento, portas, quebra-vento, material de pintura, placas, farol auxiliar, cama, cozinha, tacógrafos, horímetro, entre outros, bem como as despesas com os serviços gerais, de solda, regulagens, socorro, lavagens dos veículos, etc. e, quanto às despesas com rastreamento da frota e no tocante às despesas com o pagamento de pedágio; e Linha 10 – Sobre Bens do Ativo Imobilizado (Com base no valor de aquisição) - Em que pese o valor contabilizado ser diferente daquele indicado na nota fiscal, esta indica claramente que a aquisição direta não foi realizada pela pretendente do crédito/ressarcimento. Assim, procedeu à glosa de créditos referentes a essas despesas, resultando no reconhecimento parcial do direito creditório. Da Manifestação de Inconformidade e Decisão de 1ª Instância Cientificada do Despacho Decisório, a Contribuinte apresentou a Manifestação de Inconformidade de fls. 39/52, alegando, em síntese, que: - alega que a Fiscalização utilizou uma interpretação restritiva do conceito de insumo para fundamentar o indeferimento do pedido, uma vez que insumo possui ampla acepção e, cita os arts. 2º e 3º das Leis nºs. 10.637/2002 e 10.833/2003. Defende que os bens e serviços adquiridos pela requerente não podem ser glosados, já que a norma concessiva do beneficio é ampla, e os dispositivos que o restringem são específicos e pontuais; tanto os bens, quantos os serviços são utilizados para a manutenção da frota de veículos, sendo indispensáveis à qualidade da prestação do serviço de transporte; - quanto às despesas com rastreamento da frota, alega que são indispensáveis ao transporte rodoviário de cargas e, por tanto, se caracterizam como insumo. No tocante às despesas com pedágio, destaca que as despesas da requerente não se referem ao vale-pedágio, mas a valores que saíram do caixa da requerente utilizados para o pagamento de pedágio. Frisa que a Lei n° 10.209/2001, utilizada pelo fiscal como fundamento à glosa do crédito, não se aplica ao caso dos autos, que objetiva o ressarcimento do crédito de PIS/COFINS em relação às despesas com pedágio no ano de 2006. Que o mesmo ocorre com as despesas com Fl. 169DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-013.045 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905149/2010-99 agenciamento de carga, uma vez que se tratariam de serviço aplicado diretamente na atividade da empresa de transportes de cargas. - informa em sua defesa que as Leis n° 10.637/2002 e n° 10.833/2003, ao estabelecerem a possibilidade de creditamento dos encargos de depreciação e amortização de bens que integram o ativo imobilizado da empresa, não fizeram qualquer vedação ao período em que os bens foram adquiridos. A DRJ em Fortaleza (CE), apreciou a Manifestação de Inconformidade que, em decisão consubstanciada no Acórdão nº 08-45.185, de 28/11/2018 (fls. 56/77), considerou julgar procedente em parte a Manifestação apresentada, para anulação da glosa efetivada pela autoridade fiscal sobre os bens e serviços utilizados na manutenção da frota. Nessa decisão a Turma decidiu que, (i) os serviços de manutenção, bem assim as partes e peças de reposição, empregados em veículos utilizados na prestação de serviços de transporte, desde que não estejam obrigadas a integrar o ativo imobilizado, por resultar num aumento superior a um ano na vida útil dos veículos, são considerados insumos aplicados na prestação de serviços de transporte, (ii) não geram crédito os gastos relativos a rastreamento de veículos e cargas, seguros de qualquer espécie, agenciamento de frota e gastos com pedágio, uma vez que estes itens não configuram serviços aplicados ou consumidos na prestação de serviço de transporte rodoviário de carga, e o gasto com pedágio pelo uso da via é legalmente atribuído ao contratante do transporte; (iii) o contrato de arrendamento mercantil apresentado sem a devida comprovação de sua natureza, através de documentos hábeis e idôneos, enseja a manutenção das despesas glosadas. Recurso Voluntário Cientificada da decisão de 1ª Instância, o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário de fls. 85/99, reprisando, na parte que que não lhe foi favorável, os argumentos da Manifestação de Inconformidade, acrescentando, em resumo, que: - discorre sobre o conceito de insumos, entendendo pela aplicação dos critérios adotados pelo STJ no julgamento do REsp n. 1.221.170-PR, sob o rito do art. 543-C do CPC de 1973, o qual deu uma interpretação mais extensiva ao conceito de insumo, considerando os critérios da essencialidade ou relevância dos gastos. - assevera que a realização de suas atividades de transporte implica uma série de despesas, dentre as quais, por serem relevantes para o presente caso, destaca a despesas com o pedágio, o arrendamento mercantil, despesas de depreciação de bens do ativo imobilizado. Acórdão/CARF O recurso foi submetido a apreciação da Turma julgadora e foi exarada a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3301-009.555, de 27/01/2021 (fls. 104/121), proferida pela 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de julgamento do CARF, que deu parcial provimento ao Recurso Voluntário apresentado. Nessa decisão o Colegiado assentou que as despesas consideradas como essenciais e relevantes, desde que incorridas no processo produtivo da Contribuinte, geram créditos de PIS e COFINS no regime não cumulativo, conforme entendimento em sede de recursos repetitivos do STJ no REsp nº 1.221.170-PR, e reconheceu os créditos relativos aos pedágios suportados pela Fl. 170DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-013.045 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905149/2010-99 Contribuinte na sua atividade de transporte e também reconhece os créditos relativos a depreciação de bens do ativo imobilizado até 2004. Recurso Especial da Fazenda Nacional Regularmente notificado do Acórdão nº 3301-009.555, de 27/01/2021, a Fazenda Nacional apresentou Recurso Especial de fls. 124/133, apontando divergência com relação à seguinte matéria: à possibilidade de tomada de créditos das contribuições sociais não cumulativas sobre o valor das despesas com pedágios. Para tanto, indica como paradigma o Acórdão nº 3401-002.857, alegando que: No Acórdão recorrido a Turma defende que os gastos com pedágio suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito. Por essa razão, reverteu a glosa respectiva. Por outro lado o Acórdão paradigma, decidiu que o Acórdão da DRJ manteve a glosa das despesas com pedágios, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. Dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209/01, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais. Ante as considerações acima, restou claramente comprovado o dissídio jurisprudencial quanto ao direito dos créditos em relação às despesas com os pedágios. Assim, com os fundamentos do Despacho de Exame de Admissibilidade do Recurso Especial – da 3ª Câmara, de 05/05/2021, exarado pelo Presidente da 3ª Câmara da 3ª Seção (fls. 156/161), deu seguimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Contrarrazões do Contribuinte Regularmente notificada do Despacho acima que deu seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, o Contribuinte NÃO apresentou suas contrarrazões nos autos, conforme noticia o Despacho de fls. 166. O processo, então, foi sorteado para este Conselheiro para dar prosseguimento à análise do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator. Conhecimento O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, conforme consta do Despacho de Admissibilidade de Recurso Especial - 3ª Câmara, de 05/05/2021, exarado pelo Presidente da 3ª Câmara da 3ª Seção/CARF às fls. 156/161. Contudo, em face da análise efetuada no paradigma apresentado, entendo ser necessária uma apuração dos demais requisitos de admissibilidade referente à matéria provida no Exame de Admissibilidade. Isto porque entendo que, a Fazenda Nacional não haver conseguido Fl. 171DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-013.045 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905149/2010-99 a efetiva demonstração da semelhança de situações fáticas, razão pela qual não se comprovaria a divergência suscitada no Recurso Especial interposto. Explico. No especial, a Fazenda Nacional suscita divergência jurisprudencial de interpretação da legislação tributária quanto à (im)possibilidade de tomada de créditos das contribuições sociais não cumulativas sobre “o valor pago com as despesas com pedágios”. Para tanto, indica como paradigma o Acórdão nº 3401-002.857, de 27/01/2015. No Acórdão recorrido, a Turma assentou que os gastos com pedágio suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito. Por essa razão, reverteu a glosa respectiva. No dispositivo do Acórdão recorrido, restou assentado que, “(...) Acordam os membros do colegiado, (...) para reconhecer os créditos relativos aos pedágios suportados pela Recorrente na sua atividade de transporte”. (Grifei) De outro lado, o Acórdão paradigma nº 3401-002.857, de 2015, tem a seguinte ementa, na parte que interessa ao caso: DESPESAS COM PEDÁGIO. NÃO SE ENQUADRAM COMO INSUMO. Despesas com vale-pedágio não podem gerar crédito de PIS e COFINS, devendo ser mantida a glosa realizada pela autoridade fiscal. Veja-se trecho do voto condutor do Acórdão: 3.1 DESPESAS COM PEDÁGIO O acórdão da DRJ manteve a glosa das despesas com pedágios, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. Dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209/ 01, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais: Art. 2º O valor do Vale Pedágio não integra o valor do frete, não será considerado receita operacional ou rendimento tributável, nem constituirá base de incidência de contribuições sociais ou previdenciárias. (Grifei) Desta forma, as despesas com vale-pedágio não podem gerar crédito de PIS e COFINS, devendo ser mantida a glosa realizada pela autoridade fiscal. (Grifei) Importante observar que no relatório do Acórdão recorrido (com base na decisão da DRJ), descreve a seguinte informação: “(...) No tocante às despesas com pedágio, destaca que as despesas da requerente não se referem ao vale-pedágio, mas a valores que saíram do caixa da requerente utilizados para o pagamento de pedágio. Frisa que a Lei n° 10.209/2001, utilizada pelo fiscal como fundamento à glosa do crédito, não se aplica ao caso dos autos, que objetiva o ressarcimento do crédito de PIS/Cofins em relação às despesas com pedágio no primeiro trimestre do ano de 2006. E desta forma, analisou o recorrido no voto condutor: “Despesas de Pedágio - Em relação ao pedágio, a Recorrente afirma que, apesar de ser beneficiada com a disciplina da Lei n. 10.209/2001, a lei do Vale-Pedágio, ela pretende se creditar dos dispêndios com pedágio nos casos em que não se vale do benefício. Explica que embora exista a previsão legal, e a obrigação de recolher o valor do pedágio tenha sido transferida aos embarcadores ou equiparados, isto é, aos clientes da recorrente, é, na realidade, a recorrente, em razão de suas relações negociais, quem, muitas vezes, acaba recolhendo os valores. Afirma que seus clientes aceitam contratar o transporte apenas sob a condição de que a recorrente pagará os gastos com o pedágio. Daí, para manter a relação negocial e, automaticamente, o seu negócio, a recorrente vê- se obrigada a ceder e pagar o pedágio. Somente razoável, nessas condições, que Fl. 172DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 9303-013.045 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905149/2010-99 os custos envolvendo o pagamento de pedágio representem crédito de PIS e COFINS. Assevera que o pagamento dos pedágios é essencial para sua atividade, que é transporte, pois sem tal pagamento não poderá transitar por certas vias e realizar o transporte. Neste ponto, creio que a Recorrente tem razão, que os gastos com pedágio suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito”. Como se vê, no Acordão recorrido debate o direito de crédito de despesas efetivamente suportadas e pagas pelo Contribuinte (valores que saíram do caixa da empresa), que é prestador de serviços de transporte de carga, por força de disposição contratual e relação negocial. A análise se deu sobre dispêndios com pedágio nos casos em que não se vale do benefício (vale-pedágio). De outro lado, a questão de fundo discutida no Acórdão paradigma, julgou recurso voluntário que controvertia a possibilidade de se creditar de gastos com o Vale- Pedágio, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. E conclui que, dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209, de 2001, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais. Assim, verifica-se de imediato, o afastamento da possibilidade de se estabelecer comparação e deduzir divergência de entendimentos entre os Acórdãos confrontados (recorrido e paradigma), pois trata-se de situações fáticas distintas. No paradigma, discute-se apropriação de créditos sobre dispêndios com o vale-pedágio (art. 2º da Lei n° 10.209, de 2001); no recorrido não se discute esse tipo de despesas e sim, dispêndios com pedágio, porém nos casos em que não se vale do benefício do vale-pedágio. Portanto, não há como formar uma divergência de interpretação da legislação, requisito de admissibilidade do recurso, quando inexiste uma similitude fática demonstrada. Isto posto, não conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Conclusão Em vista do exposto, voto no sentido de não conhecer do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. É como voto. (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 173DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10715.004811/88-29
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 21 00:00:00 UTC 1989
Numero da decisão: 301-00.520
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, encaminhar o processo à egrégia 3ª Câmara, por tratar-se de matéria de sua competência, vencidos os Conselheiros, João Holanda Costa, Maria Lucia Silva Castelo Branco, José Maria de Melo e Álvaro Augusto Vasconcelos Leite Ribeiro, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: HAMILTON DE SA DANTAS
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Sessão de .. ~JJm.ª.r.çº ..........de 19.90• • Recurso n.O Recorrente Recorrid a ACOR DÃO N.' , . 111.090 PROCESSO ~º 10715-004811/88-29. BAYER DO BRASIL S.A. IRF-AEROPORTO DO RIO DE JANEIRO-RJ. , R E S O L U ç à O Nº 301-520 • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESO~VEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, encaminhar oproceA so à egrégia 3ª Câmara, por tratar-se de matéria de sua competência,ven cidos os Conselheiros, Joio Holanda Costa, Maria Lucia Silva Castelo Branco, José Maria de Melo e Álvaro Augusto Vasconcelos Leite Ribeiro, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. • BrasÍliá- F" 21 de março de 1990 . - Presidente. ~. TON DE S E Sli A - P,',. d, f""d' ",i,"I . ~articiparam, ainda do presente julgamento os seguin ITAMi<\R VISTO EM SESSÃO DE: • • • tes Conselheiros: JOSt MARIA DE MELO e ROBERTO VELLOSO (suplente). Ausentes justificada- mente os Conselheiros: FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO e WLADEMIR CLOVIS MOREIRA . {. '. • •• SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO Nº: 111.090 RESOLUÇÃO N.º 301-520 RECORRENTE ::BAYER DO BRASIL S.A. RECORRIDA ::IRF-AEROPORTO DO RIO DE JANEIRO-RJ. RELATOR : HAMILTON DE SÁ DANTAS. R E L A T Ó R I O A presente açao fiscal se originou de notificação de lançamento oficiálizada contra a recorrente em que se lhe está cex.!. gindo o recolhimento do imposto de importação, mais as multas pr~ vistas nos arts. 524 e 526, inciso 11, do Decreto nº 91.030/85 e os demais acréscimos legais. O questionamento fiscal presente é daqueles que reQ ne infração administrativa ao controle das importações. Registre-se, a propósito, que a mercadoria importada se',trata, no dizer da recorrente, de uma matéria-prima que consi~ te numa enzima concentrada sobre um suporte técnico, tecnicamented~ nominada de ACYlASE, com classificação tarifária no código 35.07. 01.99 da TAB. A Fiscalização, no entanto, com base no parecer do laudo lABANA de fls. 16 entende que se trata de uma enzima prepars da a/cilase, desclassificando o produto em tela para o código )1 35.07.02.99 da mesma tarifa. • O processo correu os seus trâmites legais e ressada em suas tempestivas razões recursais de fls ..65/71 as suas alegações impugnatórias, destacando-se, destas, os tes tópicos: a int~ reiterou seguill • "que o produto examinado pelo laboratório de análl ses não pode ser identificado como enzima preparada, pois trata-se, na verdade, de enzima concentrada SQ bre um suporte inerte; que a sua apresentação em for ma de grânulos não lhe altera a natureza, não a t~an~ formando, portanto, em enzima preparada, porquantoe~ ta"somente é obtida a :partir da mistura de enzimas ou diluições em qualquer solvente; que o produto im '. •• • • • '. -3- Rec.111.090 Res.301-520 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL portado é um concentrado enzimático jamais submetido a quaisquer processos de mistura ou diluição, múito importante, inclusive, para a classificação do prodQ to, a ponto de justificarem definições distintas nas Notas Explicativas da Nomenclatura de Brúxelas.:~ Findou a impugnante protestando por nova e "" ~bpla" análise:laboratorial com a participação de entidade oficial de sua indicação." O fiscal autuante, em sua contestação, após tecer con siderações sobre as diversas análises já procedidas pelo LABANA, envolvendo o produto importado, destacou que as enzimas apresentam teor de proteinas acima de 90%(entre 40% e 70% e abaixo de 20% e)/ que tendo como parâmetro a interpretação da NECCA, o Laboratório e~ tabeleceu os seguintes limites: a) Enzimas Puras: Teor de proteínas aCIma de 80% b) Enzimas Concentradas: Teor de proteinas entre 80 e 20% c) Enzimas Preparadas: Teor de proteinas abaixo de 20%. Concluindo, afirma que o laboratório encontrou em sua análise um teor proteíco da ordem de 9,25% e, por isso, não PQ. de ser conceituado o produto importado como concentrado enzimático . A decisão de fls. 59/62 julgou procedente ai'ação fi~ cal procedente exigindo do recorrente o recolhimento do imposto de importação, as multas dos arts. 524, 526, 11, do Regulamento Adu~ neiro (Decreto nº 91.030/85), e mais os acréscimos legais. É o relatório. , ; SERViÇO PÚBLICO. fEDERAL v O T O -4- Rec.111.090 Res.301-520 • Como visto aqui se tem matéria pertinente à infração administrativa ao controle das importaç5es. O posicionamento do colegiado tem se orientado no sentido de que é da competência da egrégia Terceira Câmara a apreciação e deslinde de tais proce~ sos. Destaque-se, ademais, que a empresa declarou um pro- • duto e importou outro - o que pressup5e, mais do que nunca, a in fração acima mencionada. matéria essa, indubitavelmente, cuja competência pertence a aquela respeitável câmara. Pelo exposto, voto no sentido de que seja encaminh~ do este processo a 3ª Câmara, tendo em vista os fatos acima artl culados e as disposiç5es do art. 9º, inciso 111, alínea "g", do Regimento Interno, do Terceiro Conselho de Contribuintes. Sala das Sess5es, 21 de março de 1990 I;;- - Relator . •• • :. 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10283.007811/89-43
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2002
Ementa: PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO — CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA — VOTO VENCEDOR.
Tendo sido rejeitada a realização da prova pericial requerida pelo
contribuinte e não constando do respectivo Acórdão os motivos do
indeferimento, padece o julgamento de nulidade absoluta por falta
de motivação.
Numero da decisão: 303-30.421
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao pedido de reconsideração, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: IRINEU BIANCHI
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Numero do processo: 14863.000631/2008-49
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Data do fato gerador: 27/05/2008
PREVIDENCIÁRIO.RESTITUIÇÃO.DECADÊNCIA. RECOLHIMENTOS
INDEVIDOS DA PESSOA FÍSICA PARA EFEITOS DE BENEFÍCIO DE
APOSENTADORIA.
Os valores recolhidos indevidamente, depois da concessão do benefício de aposentadoria, que por esta razão não foram computados naqueles cálculos e, ainda, não comportam revisão, são de ser restituídos.
No caso de recolhimento indevido, o termo “ a quo ” para verificação da decadência não é a competência a que se refere mas sim a data do pagamento ineficaz.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-001.413
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Maria Anselma Coscrato dos Santos .
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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Recorrente JOAO BATISTA DE OLIVEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Data do fato gerador: 27/05/2008 PREVIDENCIÁRIO.RESTITUIÇÃO.DECADÊNCIA. RECOLHIMENTOS INDEVIDOS DA PESSOA FÍSICA PARA EFEITOS DE BENEFÍCIO DE APOSENTADORIA. Os valores recolhidos indevidamente, depois da concessão do benefício de aposentadoria, que por esta razão não foram computados naqueles cálculos e , ainda, não comportam revisão, são de ser restituídos. No caso de recolhimento indevido, o termo “ a quo ” para verificação da decadência não é a competência a que se refere mas sim a data do pagamento ineficaz. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Maria Anselma Coscrato dos Santos . Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 85DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14863.000631/200849 Acórdão n.º 2403001.413 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase o presente processo de restituição de verbas pagas a título de recolhimento para contagem de tempo de contribuição protocolado pelo contribuinte JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA, CPF 491.338.02653, para o período de 01/1989 a 12/1997 conforme Requerimento de Restituição de Valores Indevidos RRVI, fls. 01/10, datado de 27/05/2008 Às fls. 42, na forma do Despacho Decisório n° 628 DRF/UBE da Seção de Orientação e Análise Tributária SAORT Delegacia Da Receita Federal Do Brasil De Uberlândia (Mg), o pedido foi indeferido. Resumidamente, exortando o artigo 89 da lei 8.212/91 o Analista manifestou seu entendimento conforme se segue : “ O artigo 89 da lei 8.212/91 assim determina: "Somente poderá ser restituída ou compensada contribuição para a Seguridade Social arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido". Entretanto, no presente caso não se trata de valores recolhidos indevidamente e sim de recolhimento de indenização para contagem recíproca de tempo de contribuição, conforme descrito a seguir: (...) Assim, embora considerando que o recolhimento efetuado pelo contribuinte relativo ao período 01/1989 a 03/1995, folha 35, não tenha sido considerado para a concessão do beneficio de aposentadoria, conforme informado na folha 41 do processo, o contribuinte não tem direito a restituição pleiteada, diante do acima exposto ”( grifos de minha autoria) Reportandose ao então Conselho de Contribuintes, inconformado, suprimindo instância, em 27 de junho de 2008, o Recorrente interpôs Recurso Administrativo de fls. 48 alegando em apertada síntese que : “ considerando indevida a restituição ao Recorrente estáse legitimando o locupletamento ilícito do ente previdenciário, que, muito embora tenha reconhecido a decadência do direito de cobrar auferirá, injustificadamente, os valores recolhidos indevidamente independentemente da boafé do contribuinte. ” Na forma do despacho de fls. 63 o Recurso Administrativo foi enviado para a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora (MG), que em , 09 de setembro de 2009, proferiu julgamento. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Às fls. 64, na forma do Acórdão 0926.017 , a 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Juiz de Fora – MG DRJ/JFA, tornou a indeferir o pedido, entretanto sob argumentos diversos dos apresentados no Despacho Decisório recorrido. Neste decisium exortaramse desistência de filiação, decadência e outros diferentes motivos : “ Ora, o art. 111 da IN MPS/SRP n° 03/2005 veda expressamente a restituição dos valores recolhidos a titulo de indenização para contagem recíproca de tempo de serviço relativo a período cuja vinculação ao RGPS não era obrigatória, ainda que tal período tenha sido alcançado pela decadência. Considerando que o interessado, relativamente ao período de restituição pleiteado, não era segurado obrigatório do RGPS, o dispositivo acima se aplica ao caso em tela. Considerando, ainda, que o referido dispositivo veda a restituição de valores recolhidos relativamente a período alcançado pela decadência, concluise estar correta a fundamentação do indeferimento do pleito.” ( grifos de minha autoria) DO RECURSO Notificado da decisão, às fls. 72 o Contribuinte interpôs recurso refutando o Acórdão e alegou em síntese: “No caso em tela, "data vênia" a justificativa apresentada pelo r. Acórdão recorrido não se coaduna com a situação apreciada, uma vez que a legalidade não foi observada. O art. 111, da Instrução Normativa MPS/SRP n. 03, de 2005 fala sobre DESISTÊNCIA do recolhimento de filiação, enquanto no caso do Recorrente houve o pagamento das parcelas de contribuições que não foram consideradas para fins cálculo da aposentadoria em face de terem sido alcançadas pela decadência, tendo, assim, o ente previdenciário se beneficiado com o recebimento das contribuições efetivadas. A restituição de valores é vedada no caso de desistência, o que não se verifica no caso dos autos, uma vez que o Recorrente contribuiu durante período que não foi considerado em seu favor, merecendo, assim, a restituição dos valores despendidos. Essa é a essência do pleito, não há desistência, nem qualquer outro instituto que vede a restituição pretendida.” É o relatório. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14863.000631/200849 Acórdão n.º 2403001.413 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza Relator DA TEMPESTIVIDADE E DO CONHECIMENTO DO RECURSO Conforme registro de fls. 75, o recurso é tempestivo. Quanto a conhecer do Recurso , o faço registrando que os pressuposto contêm as ressalvas abaixo descritas: DO AFASTAMENTO DO DECRETO 70.235/72 O contribuinte foi notificado de que poderia recorrer na forma do Decreto 70.235/72: “Cientifiquese o interessado, ressalvandolhe o direito à interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais no prazo de trinta dias, conforme facultado pelo art. 33 do Decreto n.° 70.235, de 6 de março de 1972, alterado pelo art. 1° da Lei n.° 8.748, de 9 de dezembro de 1993, e pelo art. 32 da Lei 10.522, de 19 de julho de 2002.” Relevante notar que na parte final da condução do voto também reiteramse as remissões ao sobredito Decreto: “Ressaltese que a administração tributária está jungida pela estrita legalidade e que no âmbito do processo administrativo fiscal é vedado aos seus órgãos julgadores afastar a aplicação ou deixar de observar a legislação tributária, conforme disposto no art. 26A, Decreto 70.235, de 6 de março de 1971” Tratandose de pedido de restituição, em razão do acima , tal questão requer ser apreciada. Na forma do inciso I do artigo 25 da Lei n 11.457/2007 , a partir da data fixada no § 1o do art. 16 desta Lei, os procedimentos fiscais e os processos administrativo fiscais de determinação e exigência de créditos tributários referentes às contribuições de que tratam os arts. 2o e 3o desta Lei, passam a ser regidos pelo Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, “ verbis ”: “ DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Art. 25. Passam a ser regidos pelo Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972: I a partir da data fixada no § 1o do art. 16 desta Lei, os procedimentos fiscais e os processos administrativofiscais de determinação e exigência de créditos tributários referentes às contribuições de que tratam os arts. 2o e 3o desta Lei; Fl. 89DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 II a partir da data fixada no caput do art. 16 desta Lei, os processos administrativos de consulta relativos às contribuições sociais mencionadas no art. 2o desta Lei. § 1o O Poder Executivo poderá antecipar ou postergar a data a que se refere o inciso I do caput deste artigo, relativamente a: I procedimentos fiscais, instrumentos de formalização do crédito tributário e prazos processuais; II competência para julgamento em 1a (primeira) instância pelos órgãos de deliberação interna e natureza colegiada. § 2o O disposto no inciso I do caput deste artigo não se aplica aos processos de restituição, compensação, reembolso, imunidade e isenção das contribuições ali referidas. § 3o Aplicamse, ainda, aos processos a que se refere o inciso II do caput deste artigo os arts. 48 e 49 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.”” ( grifos de minha autoria) Eis que o § 2o , do inciso II do artigo 25 da Lei n 11.457/2007 excetua o pleito de ser verificado sob a égide do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972 posto que preceitua “verbis”: § 2o O disposto no inciso I do caput deste artigo não se aplica aos processos de restituição, compensação, reembolso, imunidade e isenção das contribuições ali referidas. Aduz que o inciso I , retro quer se referir às contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do artigo 11 da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, e das contribuições instituídas a título de substituição : “ a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço; b) as dos empregadores domésticos; c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu saláriode contribuição; ” O artigo 1° do sobredito Decreto, registra que este rege o processo administrativo de determinação e exigência dos créditos tributários da União e o de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal. Ressaltese que o presente não se trata de crédito constituído mediante o lançamento de incidências tributária sobre os fatos geradores mas de valores indevidamente recolhidos pelo contribuinte para serem considerados para efeito de cálculo de benefício de aposentadoria, de fato se excluem do escopo do Decreto 70.235/72. Compulsório ressaltar que interpor Recurso Voluntário ao CARF é procedimento previsto no Decreto 70.235/72. O artigo 38 do Decreto em comento admite julgamento em outros órgãos da administração federal, “ verbis ” : Fl. 90DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14863.000631/200849 Acórdão n.º 2403001.413 S2C4T3 Fl. 4 7 “ Art. 38. O julgamento em outros órgãos da administração federal farseá de acordo com a legislação própria, ou, na sua falta, conforme dispuser o órgão que administra o tributo.” Muito embora a previsão de não submeter a lide aos os pressupostos do decreto 70.235/72, o presente Recurso Voluntário veio até este Conselho. Isto posto, em que pese o entendimento do Relator, voto vencido na turma no sentido de acolher o Recurso, conheço do Recurso registrando que teremos que conduzir voto sem observar os comandos do sobredito Decreto. DO MÉRITO Superada a prejudicial, a questão se insere no escopo do comando decadencial que compulsa a que também o Fisco o observe. Como se observa descrito no Acórdão de fls., o I. Relator assim se manifestou: “ Tratase de pedido de restituição de verbas pagas a titulo de recolhimento de indenização para contagem recíproca de tempo de contribuição, relativamente ao período de 01/1989 a 12/1997, conforme Requerimento de Restituição de Valores Indevidos RRVI, fls. 01/10, datado de 27/05/2008.” Às fls. 41 consta despacho que observa que parte do recolhimento requerido como restituição fora contemplado nos cálculos e destaca que: “ A restituição pleiteada nas competências 01/1989 a 03/1995 não se refere a período incluído no PBC. A restituição pleiteada nas competências de 04/1997 a 12/1997 se refere a período incluído no PBC.” No Despacho Decisório de fls.43, o analista lembra que o recorrente ao efetuar os recolhimentos de forma espontânea sem que houvesse a obrigação de fazer, pretendeu indenizar a Previdência para fins de inserir os valores no cálculo da contagem de tempo para efeitos de sua aposentadoria : "Considerando que o recolhimento constante na folha 35 refere se a períodos alcançados pela decadência, concluise que o contribuinte procurou, de forma espontânea, a Previdência com a finalidade de indenizar, para fins de contagem de tempo, o período que comprovou atividade por exercício de mandato eletivo, sem contudo ter contribuído para qualquer regime de previdência. ” Aduz que o Recorrente efetuou os recolhimentos e estes não foram contemplados para efeito de cálculo de benefício de aposentadoria concedida alhures conforme a Data do Início do Benefício DIB , em 01/01/2007 às fls. 17. Então o recolhimento, além de desobrigado face ao regime próprio do qual participava o contribuinte, se configurou atemporal para efeito de recálculo do Benefício em gozo. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 DA RESTITUIÇÃO Cumpre destacar que constatada a inutilidade do feito, caracterizando pois pagamento indevido, é pertinente o pleito na medida em que, muito embora as competências em apreço refiramse ao período 01/01/1989 a 31/12/1997, os recolhimento, na forma das GPS colacionadas às fls. 34 e 35, registram vencimento e recolhimento em 12/2007. Na forma do extrato de consulta de recolhimentos às fls. 12 a 15, os recolhimento referentes às competências 01/89 a 12/97, foram todos efetuados em 06/12/2007. É relevante ressaltar que, nas circunstâncias, para se caracterizar o instituto da decadência , o termo a quo reportase à data do recolhimento e não ao período a que se refere. Neste sentido, tendo o pedido de restituição ocorrido 5 (CINCO) meses depois de efetuados os indevidos recolhimentos, em 27/05/2008, se observa que não transcorreramse os cinco anos necessários para se configurar precluso o direito do Recorrente. Assim, por tudo que foi exposto, dou provimento ao pleito. CONCLUSÃO Conheço do Recurso para, NO MÉRITO DARLHE PROVIMENTO, determinando que sejam restituídos os valores recolhidos e não utilizados para composição do benefício de aposentadoria. É como voto. Ivacir Júlio de Souza. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 11176.000306/2007-55
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2005
PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DA NFLD. NÃO OCORRÊNCIA.
Não há que se falar em nulidade da NFLD, quando elaborada em consonância com a legislação vigente.
AFERIÇÃO INDIRETA. ÔNUS DA PROVA. PRÓLABORE. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO.
Quando a aferição indireta respeitar os prefeitos do art. 33, parágrafos 3º e 6º da Lei n. 8.212/91, ao contribuinte cabe o ônus de produzir prova em sentido contrário.
MULTA DE MORA.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.394
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de voto, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DA NFLD. NÃO OCORRÊNCIA. Não há que se falar em nulidade da NFLD, quando elaborada em consonância com a legislação vigente. AFERIÇÃO INDIRETA. ÔNUS DA PROVA. PRÓLABORE. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. Quando a aferição indireta respeitar os prefeitos do art. 33, parágrafos 3º e 6º da Lei n. 8.212/91, ao contribuinte cabe o ônus de produzir prova em sentido contrário. MULTA DE MORA. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte
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NULIDADE DA NFLD. NÃO OCORRÊNCIA. Não há que se falar em nulidade da NFLD, quando elaborada em consonância com a legislação vigente. AFERIÇÃO INDIRETA. ÔNUS DA PROVA. PRÓLABORE. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. Quando a aferição indireta respeitar os prefeitos do art. 33, parágrafos 3o e 6o da Lei n. 8.212/91, ao contribuinte cabe o ônus de produzir prova em sentido contrário. MULTA DE MORA. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de voto, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Cid Marconi Gurgel de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 206DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 11176.000306/200755 Acórdão n.º 2403001.394 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de crédito lançado contra o contribuinte acima identificado, através de NFLD n° 37.045.8648, no valor de R$ 232.231,59 (duzentos e trinta e dois mil, duzentos e trinta e um reais e cinquenta e nove centavos), já acrescido de multa e juros, consolidado em 22/11/2006 (fl. 01), cuja notificação ocorreu em 22/11/2006. O presente lançamento é referente à falta de recolhimento das contribuições devidas à Seguridade Social (parte patronal), incidente sobre o pagamento de valores a título de PróLabore no período de 01/2003 a 12/2005, os quais foram considerados, pela empresa, como distribuição de lucros aos sócios gerentes, e a valores pagos a contribuintes individuais no período de 04/2003 a 12/2005, cuja contribuição de 11% foi instituída pela Lei n° 10.666, de 08 de maio de 2003. Segundo o Relatório Fiscal de fls. 45/51: Foi levantado que não houve declaração em GFIP de algumas contribuições previdenciárias, bem como falta de recolhimento nas épocas próprias pela empresa à seguridade social incidentes sobre a retirada efetuada pelos sócios gerentes, considerados como retirada de prólabore. Foram analisados, no ato da fiscalização, os seguintes documentos: Contrato Social e alterações; Folhas de Pagamento; Recibos de Pagamento de Salário; Recibos de Pagamento de Férias; Termos de Rescisão de Contrato de Trabalho; Contratos de prestação de serviços e notas fiscais; Notas Fiscais de aquisição de produtos rurais; Informações em arquivos digitais de registros contábeis dos exercidos de 2005; Conta Corrente da Empresa no sistema informatizado da Previdência; Guias da Previdência Social — GPS; Guia de Recolhimento do FGTS e Informação à Previdência Social — GFIP; Livros Razão dos exercícios de 2002 a 2005. Livros de Entradas número 01 a 05 dos anos de 2002 a 2005 e Livros Diários de 2002, 2003 e 2004. Foram lavrados nesta mesma data, ainda, Representações Fiscais para Fins Penais, por crimes, em tese, de apropriação indébita. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou a presente NFLD, através do instrumento de fls. 111/118, a qual não logrou êxito. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em CuritibaPR, através da 05a Turma da DRJ/CTA, prolatou o Acórdão n° 0617.037 de fls. 151/163, mantendo procedente em totalidade o lançamento. “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS RREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2005 Fl. 207DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 4 NFLD N`37.045.8648 NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO É válida a NFLD que atende as disposições do artigo 37 da Lei 8.212, de 24 de julho de 1991, do artigo 243 do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto 3.048, de 06 de maio dc 1999, do art. 11 do Decreto n° 70.235, de 1972, parágrafo único do art. 142 do CTN e art. 5o, LIV e LV, da CF, de 1988, trazendo a discriminação clara e precisa dos fatos geradores, dos documentos que lhe dão suporte, das contribuições devidas e do período a que se refere, além disso, cientifica o sujeito passivo e oferece oportunidade para pronunciarse e produzir provas. Cumpriuse os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. REMUNERAÇÃO PAGA A CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Incide contribuição previdenciária sobre o pagamento de remuneração a contribuintes individuais por serviços realizados, assim como sobre valores pagos a estes a título de prólabore, nos termos do artigo 22, inciso III, da Lei no 8.212, de 1991. SEGURADOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. DESCONTO E RECOLHIMENTO. A partir da vigência da Lei n° 10.666, de 08 de maio de 2003, as empresas ficaram obrigadas a reter e recolher a contribuição dos segurados contribuintes individuais que lhe prestarem serviços. Lançamento Procedente” DO RECURSO Inconformada, a Recorrente interpôs, tempestivamente (fls. 188), Recurso Voluntário (fls. 172/182), requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos, em suma: Dos Fatos Tratase de crédito tributário constituído através da NFLD, pois de acordo com a fiscalização, a instituição teria deixado de efetuar recolhimentos das contribuições previdenciárias. Das Preliminares de Nulidades 2.1. Cerceamento de Defesa – Falta de Apreciação de Toda a Matéria Impugnada Alega a Recorrente que os argumentos de sua defesa não foram totalmente apreciados pela 5ª Turma da Delegacia Regional de Julgamento em CuritibaPR. Diz que várias questões foram apenas suscitadas, mas não julgadas efetivamente, causando cerceamento de defesa, bem como infringindo a norma constitucional insculpida no art. 5º, LV da CF/88, o que deveria ensejar a anulação da decisão de 1ª Instância. Fl. 208DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 11176.000306/200755 Acórdão n.º 2403001.394 S2C4T3 Fl. 3 5 Da Apuração do Crédito Tributário Ter Sido Realizada Nas Instalações do Próprio INSS A Recorrente se insurge do fato da apuração do crédito tributário ter sido realizado nas próprias instalações do INSS, e não nas instalações da entidade contribuinte. Sugere que a doutrina é taxativa quanto à obrigatoriedade de lavratura de Auto de Infração no local do estabelecimento fiscalizado. Assim, por não ter havido o cumprimento da referida exigência, requer a anulação da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, em face do vício insanável. Da Falta de Clareza na Descrição da Suposta Infração. Insurge a Recorrente quanto ao fato de que o lançamento fiscal deveria conter dados exatos e expressos acerca do motivo da autuação ao contribuinte. Alega ser uma dificuldade imposta pelo fisco a falta de clareza e objetividade na descrição da NFLD e que isso deve resultar em sua nulidade, visto que limita o direito da ampla defesa e contraditório, princípios consagrados constitucionalmente. Ausência de Notificação Suscita a Recorrente que, a fiscalização, antes de proceder ao lançamento fiscal deveria têlo notificado previamente, como garantia ao exercício de seu legítimo direito de defesa. Levanta que a ausência de notificação da Recorrente antes do lançamento é suficiente para macular todo o procedimento administrativo lavrado em desfavor deste, que na condição de responsável não teve oportunidade de defender. Destarte, há de ser reconhecido a nulidade do ato administrativo que de origem ao lançamento, haja vista a afronta aos princípios constitucionais da segurança jurídica e contraditório Da Nulidade de Constituição do Suposto Crédito – Aferição Indireta. Insurgese a Recorrente levantando que a própria fiscalização teria confessado, que mesmo sem ter base legal para o lançamento da NFLD, teria utilizado a aferição indireta. Alega que, apenas em expressas situações a aferição indireta poderia ser utilizada, mas que no presente caso nenhuma destas situações teriam sido comprovadas, para que pudesse respaldar tal atitude e que isso implica em violação aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Da Suposta Ausência de Recolhimento de Contribuições Previdenciárias e da Existência de Lucros Acumulados Possibilidade de Distribuição em Exercício Posteriores. Alega a Recorrente que está totalmente equivocado o constatado na NFLD em relação à falta de recolhimento das contribuições previdenciárias relativamente aos valores Fl. 209DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 6 pagos a título de distribuição de lucros no período de 01/2003 a 12/2003 e 2005, considerados pela fiscalização como retirada de prólabore. Diz que a fiscalização considerou como prólabore, os lucros distribuídos no período de 2003, pelo fato de não ter encontrado pagamentos de distribuição de lucros aos demais sócios. Não obstante, perante a legislação civil, comercial e tributária, é perfeitamente possível efetuar a distribuição de lucros de forma desproporcionalmente à participação dos sócios no capital social. Suscita que constou na NFLD que, relativamente ao exercício de 2005, foram realizadas distribuições de lucros, e segundo entendimento da fiscalização, o resultado da empresa encerrado em 31/12/2005, teria apurado prejuízo. Assim, alega a Recorrente que, mais uma vez, a fiscalização estaria equivocada, pois os lucros distribuídos no ano de 2005, referemse a lucros acumulados em exercícios anteriores ao ano de 2005 e que isso seria perfeitamente possível, conforme já documentos acostado na impugnação. Do Pedido Ao final requer, a reforma da r. decisão de fls. 151/163, a fim que se torne nula a Notificação Fiscal de Lançamento Débito, em sua integralidade. É o relatório. Fl. 210DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 11176.000306/200755 Acórdão n.º 2403001.394 S2C4T3 Fl. 4 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 188, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DAS PRELIMINARES DO LOCAL DA APURAÇÃO DO CRÉDITO – BANCO DE DADOS DO INSS A Recorrente alega que nos procedimentos fiscalizatórios o ente tributante somente é autorizado a apurar o crédito tributário dentro do estabelecimento fiscalizado. Ocorre que é prerrogativa do fiscal verificar as informações fiscais prestadas pela empresa, através das obrigação acessória (documentação fornecida pelo contribuinte), como é o caso da apresentação da GFIP. Ademais, não há nenhuma vedação legal na atitude do Fiscal, sendo, inclusive, matéria pacificada no âmbito administrativo, nos termos da Súmula n. 6 do CARF, verbis: “É legítima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte.” Assim, não existe a necessidade da lavratura do auto ocorrer nas dependências da empresa fiscalizada, quando verificada a declaração da tributação devida em GFIP e não verificado o pagamento correspondente. Razão pela qual não deve prosperar a alegação da Recorrente de nulidade da NFLD combatida. DA FALTA DE APRECIAÇÃO DE TODA A MATÉRIA EXPOSTA, BEM COMO DA CLAREZA DOS SUPOSTOS FATOS ENSEJADORES DA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO A Recorrente sustenta que a NFLD em tela não trouxe a discriminação clara e objetiva das infrações cometidas pela Recorrente. Ocorre que, o processo foi perfeitamente instruído, detalhando todas as circunstâncias ensejadoras da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD. A Fiscalização não fugiu às suas regras e normas de fiscalização e imputação de crédito tributário. Em relação aos demais casos não houve em detrimento deste qualquer Fl. 211DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 8 diferença capaz de ensejar a anulação do auto por lhe faltar qualquer das prerrogativas constituidoras de crédito em favor do fisco. Nesse diapasão, por ausência de previsão legal, não merece prosperar a alegação da Recorrente de falta de descrição pormenorizada das ocorrências e fundamentações legais das rubricas exigidas. AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO A Recorrente questiona o fato de não ter sido cientificada de todos os atos da Fiscalização. Ocorre que, a ação fiscal é um procedimento inquisitório, de investigação, durante o qual não há obrigatoriedade de abertura de nenhum tipo de prazo para o Contribuinte, nem há obrigatoriedade em efetuar notificações informando o andamento da ação para ser acompanhada pelo sujeito passivo. Isso porque o contraditório e a ampla defesa só são de observância obrigatória na fase litigiosa do processo, que tem início apenas com a impugnação ao lançamento, conforme art. 14 do Decreto 70.235, de 06/03/1972, combinado com o art. 5º, LV, da Constituição Federal, verbis: Decreto 70.235/72: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Constituição Federal: Art 5.° (...) (...) LV aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; (grifo nosso) Não há que se falar em cerceamento a ampla defesa e ao contraditório, pois nos autos é verificado na fl. 24, a assinatura do Mandado de Procedimento Fiscal, em 23/08/2006, pelo sócio gerente da empresa, o sr. Denival Sena de Lima e, portanto, tinha ciência de que a empresa estava sob fiscalização. A formalidade obrigatória durante a ação fiscal, portanto, foi observada. Após a lavratura da NFLD, cópia da mesma foi enviadas à empresa, sendo aberto o prazo para impugnação previsto em lei, de forma a propiciar o exercício de direito à ampla defesa e afastar a possibilidade de alegação de ofensa ao princípio do contraditório. Logo, não devem prosperar as alegações da Recorrente. DO ARBITRAMENTO AFERIÇÃO INDIRETA A Fiscalização autuou a Recorrente, por arbitramento, uma vez que encontrou inconsistência na contabilidade, ante a falta de documentação por parte da Recorrente. Fl. 212DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 11176.000306/200755 Acórdão n.º 2403001.394 S2C4T3 Fl. 5 9 Ocorre que, no descumprimento de obrigação imposta em lei, o contribuinte dá permissão, tacitamente, ao Fisco para constituir o crédito tributário através da aferição indireta, restando ao contribuinte o ônus da prova em sentido contrário. Mister se faz analisar o conceito de “Aferição Indireta”, para, em seguida, analisar o caso concreto. Do ponto de vista doutrinário, seguem as lições do Professor Wladmir Novaes Martinez (Curso de Direito Previdenciário. 4a Ed. – São Paulo: LTr, 2011. P. 756), verbis: 861. Apuração usual – Fiscalizando o contribuinte, a Receita Federal do Brasil examina vários documentos trabalhistas (PPP, LTCAT, do ambiente do trabalho) e contábeis (documentos de caixa) para verificar a presença do fato gerador. Entre muitos outros, são considerados a folha de pagamentos, recibos de pagamento, holleriths, cartões de ponto, pagamentos aos contribuintes individuais (autônomos eventuais e empresários), contratos de prestação de serviços ou de cessão de mão de obra, documentos de aquisição de produtos, rendas e receitas, quitações no Poder Judiciário, enfim, uma quantidade significativa de registros escriturais pertinentes aos deveres das obrigações principais e secundárias. E continua: Essa modalidade de detenção do fato gerador, por sua excepcionalidade, reclama cuidados extremos do aplicador da norma. Ela tem pressupostos, mecanismos de levantamento, claríssima descrição do modus operandi fiscal e um relatório discriminativo que não obste o direito constitucional de defesa. Por ser inusitada ab initio, merece justificativa efetiva e deve ser interpretada restritivamente. (grifos nosso) Feita a análise doutrinária acerca da Aferição Indireta, mister se faz avaliar à luz da legislação (art. 33, §§ 3º e 6º da Lei nº 8.212/91), que regulamenta a matéria, vigente há época da fiscalização, verbis: Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na Fl. 213DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 10 esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (...) § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita FederalDRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. (...) § 6º Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. (grifo nosso) Em sede de defesa, a Recorrente impugnou o arbitramento por meio indireto. Ocorre que, não fez prova em sentido contrário, mesmo não estando desincumbida de provar o alegado. Por outro lado, a Fiscalização, em seu lançamento, considerou valores lançados a débito da conta corrente do sócio e a defesa por sua vez não derrubou tal assertiva. A Recorrente não comprovou os lançamentos contábeis, fato esse que reforça a tese da Fiscalização. Por essa razão, no que se refere à verba intitulada prólabore, deve a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, ser mantida. DA AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Apesar dos esforços da Recorrente, não podem ser ignoradas as incoerências no que diz respeito aos argumentos de distribuição de lucros de forma desproporcional à participação dos sócios no capital social e distribuição de lucros com resultado negativo, ou seja, com prejuízo da empresa. Não se pode reconhecer os argumentos da Recorrente que não consegue demonstrar através de provas, ao contrário da Fiscalização que comprou a existência de pagamentos aos sócios, bem como de falta de demonstração do resultado do exercício, o que permite concluir por sua natureza de prólabore. Como bem destacou a DRJ, o ônus da prova incumbe a quem alega, nos termos do art. 331 do CPC, que se aplica de forma subsidiária ao processo administrativo fiscal. Além do que, mesmo solicitando a produção de provas, a Recorrente na sua impugnação não produziu nenhuma. DA MULTA DE MORA Fl. 214DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 11176.000306/200755 Acórdão n.º 2403001.394 S2C4T3 Fl. 6 11 A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Do exposto, julgo parcialmente procedente o recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 215DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI
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Numero do processo: 10805.003673/88-42
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 301-00.544
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência ao LABANA/Santos, e após, ao INT, através da Repartição de origem (DRF-Santo André-SP), vencido o Conselheiro José Maria de Melo, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA
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Sessãode.O.4IjU]hº de 199 O ACORDÃO N.' . • .Recurso n.O Recorrente Recorrid a 111.915 .Processo nº 10805-003673/88-42 . GENERAL MOTORS DO BRASIL LTDA. DRF - SANTO ANDRt - SP. R E S O L U ç Ã O Nº 301-544 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Con selho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamentoem diligência ao LABANA/Santos, e após, ao INT, através da Repartição de origem (DRF-Santo André-SP), vencido o Conselheiro José Maria de Melo, '. na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado . • Brasília-DF 04 e julho de 1990. ITAMAR VIEIR !DA COSTA - Presidente . \ - Proc. da Fazenda Nacional. COSTA - Relator. Participaram, ainda do presente julgamento os seguin- tes Conselheiros: FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, :IJOSt THEODORO MASCARENHAS MENCK, FLÚVIO CÁSSIO DE MELLO E SOUZA e WLADEMIR CLOVIS MOREIRA. VISTO EM SESSÃO DE: • • • • •• •• SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO Nº 111.915 RESOLUÇÃO Nº 301-544. RECORRENTE: GENERAL MOTORS DO BRASIL LTDA. RECORRIDA: DRF-SANTO ANDR~-SP. RELATOR : JOÃO HOLANDA COSTA. R E L A T Ó R I O General'Motor's,do BrasilL tââ. submeteu a de spach o com a ,DI nº 505.600, de 10.07.85 no código TAB 38.19.27.00 ô produto que de~ creveucomocsendo POLIOL POLIMERICO NIAX POLIOL 34.28 (Polipropile- no glicol líquido, pureza 99%, nome comercial NIAX POLIOL 34.28, a granel). Requereu isenção de tributos de acordo com o art. 1º doD~ creto-Iei nº 1219 de 15.5.72 e Certificado Befiex nº 29 de 20.12 • 77. Tendo sido a mercadoria liberada nas condições previ~ tas na IN-SRF nº 14/85\ conforme termo de responsabilidade firmado pelo importador, e ten(iõ"~m vista o resultado da análise a que proc~ deu o LABANA - Laudo de Análise nº 3203/85, no sentido de se tratar de aduto polioxietileno/polioxipropileno glicol, um produto tenso£ tivo nãoi6nico, houve por bem o AFTN lavrar o auto de infração de fI. 1.para: 1) alterar a classificação fiscal do produto para o c~ digo TAB 34.02.03.00; 2) indeferir o pedido de isenção BEFIEX d~ vido à omissão de elementos indispensáveis à identificação do prQ duto. Em conseqüência ficou a importadora sujeita ao recolhimento dos impostos (11 e IPI) e bem assim às seguintes multas: 1) art ... 108 do Decreto-lei nº 37/66 (art. 524 do RA); 2) art. 169, I, "b" do Decreto-lei nº 37/66, com a redação dada pela lei 6562/78 (art. 526, 11, do RA); 3) art. 80 da Lei nº 4502/64, com redação dada pêlo art. 2º, 22ª alteração do Decreto-lei nº 34/61, regulamentado pelo art. 364, 11, do Decreto nº 87981/82. Tempestivamente, a interessada apresentou sua impugn£ çao a ação fiscal (fI. 24/34). Diz que a mercadoria está corret£ mente descrita no despacho de importação como Polipropileno glicol~ tendo sido a classificação objeto do Parecer Normativo CST nº 298/ 70. Está declarado o nome comercial Poliol Polimério NIAX :' Póliol 34.28 e o enquadramento no código TAB 38.19.21.00. Pela natureza dos produtos classificávéis no capo 34, os glicois polietilenicos Rec. 111.915 Res. 301-544 . SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL somente cabem na posição 34.04 se apresentem a condição de ceras tampouco tenso-ati agentes nº 138/ artificiais, o que nao e o caso do NIAX POLIOL. Não cabe na posição 34.02 porque só encampa ps produtos orgânicos vos que por uma série de propriedades são denominados de de superfície. A seu ver, a orientação constante do PN-CST 72 continua válida para a posição 38-19. • •• Não basta que o produto apresente característica tenso-ª. tivás patá:que lhe seja determinada a classificação como tal, já que diversas mercadorias com tal propriedade se enquadram na posição 38-19 e outras, em 34-02. A afirmativa do laudo técnico de que o NIAX POLIOL __ é aduto polioxietileno/polioxipropileno glicol não serve como' argQ mento para descaracterizar a natureza do produto. Requer laudo PI ricial específico. Insurge-se contra as multas aplicadas, A autoridade de primeira instância julgou procedente a açao fiscal, pelas seguintes razões de decidir. "Através do exame do que consta do presente pIei to verifica-se, que carece de razão a autuada, uma vez que o produto importado pela Autuada, conforme Laudo Técnico do LABANA, se trata de um "aduto Polioxietile- no Po Iiox iprop iIeno G Iico I", no estado Iiqui do, de" con.â. tituição química não definida, com características ten soativas, cuja posição tarifária mais especifica é .... 34.02.03.00 . Para se classificar na posição 38.19 ~prêtendida pela autuada, o produto importado deveria apresentar, quando misturado com água, na proporção de 0,5% (meio por cento), à temperatura de 20ºC, uma tensão superfi cial superior a 45 dines/cm, segundo a NENAB,o que não ocorreu, pois sua tensão superficial nestas condições chegou a 34.84 dines/cm, de acordo com o Laudo Técnico de fls. 17. • Quanto aos tributos, estes passaram a ser exigi dos a partir do momento em que os produtos não foram identificados com aqueles declárados pela Autuada, fi cando destarte sem cobertura por G.I., na qual o impoL tador declara a sua pretensão de enquadrar os produtos em determinado benefício fiscal, no caso BEFIEX. e • • •• • Rec. 111.915Res. 301-544 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Com relação ao pedido de novo exame laboratorial julgamos desnecessária a sua realização, já que o LaQ do de fls. 17 não foi contestado pela Autuada, a qual se limitou apenas a atacar a terminologia nele empreg~ da (fls. 31), não trazendo para os autos quaisquer prQ vas que o ilidisse. Assim sertdo, tendo em vista o acima exposto, tudo o mais que do presente processo consta, DECIDO tomar conhecim~nto da impugnação de fls .. 25/61, por tempestiva, para no m~rito, INDEFERI~LA e JULGO PROCEDENTE o Auto de Infração de fls. 01, deter minando o prosseguimento da cobrança do cr~dito tribQ tário exigido. Intime-se a Autuada a recolher as quantias devi das ou apresentar recurso ao Terceiro Conselho de Con tribuintes no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de cobrança executiva. D~-se ci~nciaa interessada, mediante entrega de c6pia da presente decisão."., Inconformada, a firma interpôs recurso a este Conselho. Inicialmente, levanta a preliminar de cerceamento de defesa pelo inatendimento do pedido de perícia. Com efeito, entende ser indií pensável fazer-se apreciação t~cnica da natureza e utilidade da mercadoria, a saber, de que não ~ "agente de superfície". Quanto ao m~rito, rejeita a classificação do produto na posição 34-02. 'Rg 1- edita, suas razões de impugnação, quanto à exig~ncia de impostos e multas. Este processo foi inicialmente encaminhado à douta Ter ceira câmara. Entretanto, considerada a decisão adotada na Sessão Plenária de 24.5.90, foi feita a remessa a esta 1ª Câmara. t o relat6rio . de con.i louvou- mercadQ • • • • •• '. Rec.111.915 Res. 301-544 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O Trata-se de identificar e classificar a mercadoria 1m portada, denominada na DI como POLIOL POLIMERICO NIAX POLIOL 34.28. A recorrente descreve-o como um polipropilenoglicol,um glicol polietilenico e deu-lhe classificação no código TAB 38.19. 27.00. Invoca o teor do PN-CST nº 298/70. Diz que o produto não atBn de, por outro lado, as ..cond ições pa ra ser enquadrado entre as cera s artificiais da posição 34.04. A decisão da autoridade de primeira instância se no laudo técniéo do LABANA (fls. ) que identifica a ria como polioxietileno polioxipropileno glicol, um produto tituição química definida com característica tenso-ativa . Alerta, porém, a firma importadóra que não basta tenha o produto a tenso-atividade para que lhe seja determinada a classi fi cação como tal na posição 34.02. Restam, por conseguinte, dúvidas acerca da verdadeira natureza da mercadoria submetida a despacho, razão pela qual, voto no sentido de converter o julgamento do recurso em diligência ao LABANA-Santos e, após juntada de amostra, ao I.N.T., através daR~ partição de origem, para que ditos ftrgãos técniéos se dignem de Cs racterizar a mercadoria importada., Caso inexista amostra em bom e.i ta do de conservação, dever-se-á colher em mercadoria idêntica, no estabelecimento da empresa. Pergunta-se: a) a amostra examinada corresponde plenamente ao prodQ to declarado na declaração de importação do processo, e discrimina do na guia de importação da CACEX? Em caso de"divergência, sobre que aspectos foi ela verificada? b) o produto em causa (POLIOL POLIMERICO NIAX POLIOL 34.28) pode dizer-se que é um tenso"ativo, isto é, atende ele aos quesitos previstos nas NENCCA da posição 34.02, a saber: é suscetí vel de dirimir a tensão superficial até o limite de 45 DINES/cm ou menos, etc.? c) o que dizer sobre racterísticas de cera, no sentido ,o produto analisado quanto as Cs da posição 34.04. Pode ser enqus SERVIÇO 'PÚBLICO fEDERAL i :.-------------------------------R-e-c-.-1-1-1-.-9-1-56---~' Res. 301-544 L , , • drado entre as ceras artificiais (substituto das ceras naturais)? Quais dessas características foram detectadas, na análsie? d) outras informações que entender necessárias para a plena identificação da mercadoria. Dever-se-á intimar a empresa para que, por sua vez,apr~ sente, caso assim deseje, seus quesitos ao LABANA, e ao INT, dando- se-lhe prazo razoável para isso.'. Dever-se-á sultado da diligência . .. .igualmente dar ClenCla a recorrente do • Sala das Sessões, em 04 de julho de 1990 . • • I • • .' 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
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Numero do processo: 18088.000257/2010-94
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2007 a 30/11/2008
AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP’S. INFORMAÇÕES DE DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES.
Caso a empresa apresente informações que contenham informações não
relacionadas a fatos geradores, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento de obrigação acessória de informar corretamente ao fisco.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.459
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32-A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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GFIP’S. INFORMAÇÕES DE DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. Caso a empresa apresente informações que contenham informações não relacionadas a fatos geradores, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento de obrigação acessória de informar corretamente ao fisco. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 475DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.462 a 468 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto/SP (fls. 453 a 459) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração nº 37.212.0261, no valor originário de R$ 1.569,63 (hum mil, quinhentos e sessenta e nove reais e sessenta e três centavos). A autuação, conforme o relatório fiscal às fls. 7 à 19, corresponde ao descumprimento por parte da empresa da obrigação acessória prevista na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inciso IV e parágrafos 3º e 5º, combinado com o art. 225, inciso IV, e parágrafo 4º do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. O período objeto da fiscalização compreendeu as competências de 01/2007 a 11/2008. Acrescenta o relatório fiscal que a empresa, durante o período supracitado, apresentou a Guia do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias: os valores devidos decorrentes de faturas da UNIMED COOPERATIVA DE TRABALHO, ora foram declarados a menor, ora nenhum valor fora declarado o que configura, em tese, o descumprimento desta obrigação acessória. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 03/05/2010 e apresentou impugnação com juntada de documentos às fls. 99 a 220 volume I, 224 a 412 volume II, por fim, fls. 416 a 451 volume III, alegando em síntese: Que o autor comprova os valores declarados tanto nas GFIP´s, quanto nas Notas Fiscais, estão de acordo com a Instrução Normativa de nº 03/2005; Que não houve divergências entre os valores declarados em GFIP x valores de atos cooperativos principais; Que os valores devidos relativos às competências 01/2007 a 12/2007 foram todos recolhidos espontaneamente em 09/12/2009, conforme comprovantes anexados. Indevida, portanto, a multa por apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores, até porque os valores foram recolhidos complementarmente no ano de 2009, período anterior a este auto de infração, que foi recebido pelo contribuinte em 03/05/2010; Que não há que se falar em infração ao art. 32, IV, da Lei nº 8212/91, nem tão pouco aos §3º e 5º, revogados pela Lei nº 11.941/2009. Também não existe reincidência, pois o contribuinte não foi autuado anteriormente por ter cometido esta infração; Que o contribuinte, de boafé, fez o recolhimento complementar da contribuição previdenciária, não havendo prejuízo qualquer ao Fisco. Fl. 476DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 18088.000257/201094 Acórdão n.º 2403001.459 S2C4T3 Fl. 473 3 Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 7° Turma da DRJ/RPO SP proferiu acórdão (n°1430.339) nos termos adiante descritos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 30/11/2008 MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração à legislação previdenciária apresentar GFIP com omissão de fatos geradores de contribuição previdenciária. A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos, diferentemente da obrigação principal, que tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade. CONTRATAÇÃO DE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A NOTA FISCAL OU FATURA. É devida pela empresa contratante a contribuição de 15% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura e prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. COOPERATIVA DE TRABALHO. ATIVIDADES NA AREA DE SAÚDE. CONTRATOS COLETIVOS PARA PAGAMENTO POR VALOR PREDETERMINADO. SERVIÇOS DISCRIMINADOS NA NOTA FISCAL OU FATURA. BASE DE CALCULO. Nas atividades na área de saúde, a base de cálculo da contribuição de quinze por cento devida pela empresa contratante de serviços de cooperados intermediados por cooperativa de trabalho, nos casos de contratos coletivos para pagamento por valor predeterminado, corresponderá ao valor dos serviços prestados pelos cooperados quando estes estiverem discriminados na nota fiscal ou fatura. RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÕES. INTENÇÃO. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Irresignado com a decisão supra, o recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 462 a 468, ratificando os argumentos apresentados na impugnação. É o relatório. Fl. 477DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO I – DA INFRAÇÃO COMETIDA Durante a ação fiscal, foram verificados diversos documentos, tais como as faturas, notas fiscais e GFIP´s, dentre outras documentações. Assim, diante dessa análise documental, verificouse que a empresa recorrente apresentou GFIP’s das competências 01/2007 a 11/2008 com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. No caso em tela, o fisco procedeu à lavratura do auto de infração ao verificar que a empresa, durante o período supracitado, apresentou a Guia do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias: os valores devidos decorrentes de faturas da UNIMED COOPERATIVA DE TRABALHO, ora foram declarados a menor, ora nenhum valor fora declarado o que configura, em tese, o descumprimento desta obrigação acessória, violando supostamente previsão do art.32, IV, parágrafos 3º e 5º, da Lei 8.212/91 combinado com o art. 225, IV e § 4º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (Destacouse) Art. 225. A empresa é também obrigada a: (...) IVinformar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto; (...) § 4º O preenchimento, as informações prestadas e a entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Fl. 478DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 18088.000257/201094 Acórdão n.º 2403001.459 S2C4T3 Fl. 474 5 Serviço e Informações à Previdência Social são de inteira responsabilidade da empresa. Ressaltese que os parágrafos 3º e 5º do art. 32 da Lei nº 8.212/91 foram revogados pela Lei nº 11.941/2009, mas esses dispositivos não alteraram a obrigação tributária da empresa de declarar/informar à Secretaria da Receita Federal dados cadastrais e elementos relativos aos fatos geradores de contribuição previdenciária. A recorrente apresentou a GFIP com omissão de dados (não informou os valores das faturas de prestações de serviços), o que caracteriza a entrega da GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores. Desse modo, a consequência da infração do presente caso é o pagamento de multa prevista na legislação competente, qual seja o Regulamento da Previdência Social (aprovado pelo Decreto nº 3.048/99) e a Lei n 8.212/91, in verbis: Art.284. A infração ao disposto no inciso IV do caput do art. 225 sujeitará o responsável às seguintes penalidades administrativas: (...) II cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no inciso I, pela apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores, seja em relação às bases de cálculo, seja em relação às informações que alterem o valor das contribuições, ou do valor que seria devido se não houvesse isenção ou substituição, quando se tratar de infração cometida por pessoa jurídica de direito privado beneficente de assistência social em gozo de isenção das contribuições previdenciárias ou por empresa cujas contribuições incidentes sobre os respectivos fatos geradores tenham sido substituídas por outras; e (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) O Regulamento (Decreto nº 3.048/99) cuidou ainda de tratar da atualização do valor cobrado, nos termos do art.373, in verbis: Art.373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social.. Na mesma linha de raciocínio, a Lei nº 8.212/91 preleciona ainda em seu art. 32, § 5º que a empresa que apresentar os documentos do art.32, IV, com dados que não correspondam aos fatos geradores das contribuições previdenciárias, pagará multa correspondente a 100% (cem por cento) do valor devido relativo à contribuição não declarada. Então vejamos: Fl. 479DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Art.32 – (...) (...) § 5º A apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo anterior. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009. Na presente autuação, a fiscalização aplicou, ao fundamentar a aplicação da multa no §5º do art.32 da Lei n 8.212/91, um valor máximo de multa com base na quantidade de segurados da empresa. Todavia, o dispositivo (§5º) foram revogados pela Lei nº 11.941/2009. Referida lei, ao revogar os dispositivos acima citados, incluiu novo dispositivo na Lei nº 8.212/91, o qual estabeleceu que a empresa que deixasse de apresentar o documento do inciso IV do art.32 ou apresentassemnos com incorreções/omissões seria intimada a prestar esclarecimentos e pagar multa de acordo com a conduta praticada. Então vejamos: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). (...) § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 480DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 18088.000257/201094 Acórdão n.º 2403001.459 S2C4T3 Fl. 475 7 I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Pelo exposto, percebese que o critério adotado para aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória foi alterado, podendo assim o valor inicial da multa ser reduzido pela aplicação da nova lei que retroagirá para beneficiar o contribuinte, nos moldes do art.106, II, “c”do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática Desse modo, entendo que a infração cometida pelo recorrente em apresentar as GFIP’s com dados não relacionados aos fatos geradores das contribuições previdenciárias, incorre no descumprimento previsto no art.32A, caput, da Lei n 8.212/91 com redação dada pela Lei n 11.941/2009, devendo, portanto, tal norma retroagir, se for mais benéfica ao contribuinte, para ser aplicada ao caso em tela, conforme o art.106, II, “c”, do Código Tributário Nacional. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, de modo que seja mantida a cobrança do Auto de Infração nº 37.212.0261 na forma do art.32A da Lei n 8.212/91 com a redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o art.106, II, “c” do Código Tributário Nacional. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 481DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 10845.009150/89-14
Data da sessão: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 301-00.555
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia ao LABANA/Santos, através da Repartição de origem,
(DRF/Santos-SP), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
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