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Numero do processo: 10830.005173/96-57
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2002
Numero da decisão: 303-00.816
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, por intermédio da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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Numero do processo: 10166.907990/2009-16
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2005
Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO.
RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À
REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.052
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2005 Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues. Fl. 34DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Tratase de declaração de compensação transmitida em 15/12/2006, onde busca a contribuinte compensar crédito, código de receita 8109, do período de apuração de agosto de 2005, decorrente de pagamento a maior ou indevido. A DRF em Brasília não homologou a compensação tendo em vista que o DARF discriminado no Per/Dcomp foi integralmente utilizado para quitar débitos da contribuinte não restando saldo credor para compensar a dívida declarada. Cientificada em 18/06/2009, apresentou manifestação de inconformidade em 20/07/2009, na qual alega que: De janeiro de 2004 a fevereiro de 2006 pagou a Cofins e o Pis sobre a totalidade da venda de mercadorias, sem a exclusão da base de cálculo dos produtos monofásicos. Sendo a atividade da empresa Bar e Restaurante, com grande volume de venda de Chopp, cervejas e refrigerantes, foram pagos um valor maior, tendo em vista a não observância do tratamento tributário adequado. Tomando conhecimento do erro na apuração dos impostos, fez DIRPJ retificadora do período, corrrigindo as informações referentes ao PIS e Cofins, passando a compensar os valores pagos a maior na quitação do PIS e Cofins dos meses seguintes a partir de março/2006, através do PER/Dcomp. Ao tomar conhecimento dos Despachos Decisórios, procurou o Plantão Fiscal, apresentando todos os documentos a respeito do assunto. O Fiscal de Plantão informou a necessidade de apresentar as DCTF retificadoras, alterando o valor devido e informando o valor pago a maior, para que a Receita possa apurar o valor do crédito que posteriormente seria compensado através de Dcomp. Assim, retificou a DCTF para que a receita possa, processando as informações contidas nas DCTF retificadoras, baixar os débitos referentes aos Despachos Decisórios. A DRJ em Brasília manteve o despacho decisório por entender que o contribuinte não trouxe aos autos os documentos contábeis e fiscais que comprovassem a liquidez e certeza do crédito, ou seja, do pagamento supostamente realizado a maior. Consignou, ainda que a competência para apreciar declarações retificadoras (DCTF, DIPJ, Dcomp, etc) é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo, não cabendo a esta Turma de Julgamento se manifestar a respeito, por falta de previsão legal. Eis a ementa do julgado: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário:2005 Compensação – Impossibilidade Necessidade da Liquidez e Certeza do Crédito do Sujeito Passivo. A lei somente autoriza a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos do sujeito passivo. No caso, o crédito do contribuinte resultaria de suposto pagamento a maior, o qual foi totalmente utilizado para quitar contribuição devida e declarada, portanto, inexistente. Retificação de Declaração – Admissibilidade e Competência para Apreciar. Fl. 35DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.907990/200916 Acórdão n.º 3803003.052 S3TE03 Fl. 2 3 A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. A competência para apreciar declarações retificadoras é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, após ciência do acórdão retro (28/10/2011), apresentou Pedido de Revisão de Ofício em 25/11/2011, o qual pelo princípio do formalismo moderado e pela instrumentalidade das formas será aceito como se recurso voluntário fosse, na qual repisa os argumentos da manifestação de inconformidade e requer a homologação da compensação apresentada. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. A defesa da ARMAZÉM DO FERREIRA BAR E RESTAURANTE LTDA fundamentase na ocorrência de erro de fato no preenchimento da DCTF tendo em vista que calculou o recolhimento da Cofins e do PIS sobre a totalidade da venda de mercadorias, sem a exclusão da base de cálculo dos produtos monofásicos, o que representaria boa parte de suas receitas. Diante disso, apresentou DCOMP, acreditando na existência de crédito tributário a seu favor em decorrência deste erro. No caso em tela, observase que o contribuinte somente retificou a DCTF em 14/07/2009, após a ciência do despacho decisório –passados quase três anos após a transmissão da Dcomp. Eis a controvérsia que ora se analisa. Salientamos que não existe norma na legislação de regência condicionando a apresentação do Per/Dcomp à prévia retificação da DCTF, apesar de este ser um procedimento lógico. O comando empregado pela decisão a quo para rejeitar o pedido consubstanciado na manifestação de inconformidade, qual seja, o inciso III do § 2º do art. 11 da IN RFB nº 786/2007, abaixo reproduzido, se refere ao início do procedimento fiscal strictu sensu, ou seja, aquele que visa constituir o crédito tributário, o que não é o caso, uma vez que o tributo já foi pago pelo contribuinte: Art . 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. Fl. 36DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 §1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração origináriamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. §2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. (grifei) Desta feita, não há impedimento legal algum para a retificação da DCTF em qualquer fase do pedido de compensação, porém, o mesmo somente será deferido após a retificação da DCTF de ofício ou por iniciativa do contribuinte. Este também é o entendimento partilhado pela 3ª SJ/3ª C/ 3ª TO deste Conselho.1 Através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, o contribuinte presta as informações relativas a valores de débitos de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal bem como o respectivos valores dos créditos, tais como pagamentos, parcelamentos ou compensações. Tendo em vista o caráter de confissão de dívida característico do documento, não há o que repreender no despacho que não homologou a compensação se quando do encontro de constas a autoridade fiscal constatou que o DARF indicado na declaração de compensação já havia sido integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo credor para compensar. Isto porque a Receita Federal não tinha conhecimento do equívoco cometido pela Recorrente na apuração da contribuição objeto do pedido de compensação à época. O mesmo não se pode falar da DRJ que, ao tomar conhecimento do equívoco cometido pela Interessada, a qual transmitiu a DCTF retificadora, sob a justificativa de haver recolhido o PIS/Pasep e Cofins sobre a totalidade das vendas, sem a exclusão dos produtos monofásicos, tinha o dever de verificar o alegado, mormente ante o princípio da verdade material, mas não o fez sob o pretexto de que não detinha a competência para a análise de DCTFs retificadoras. Salutar destacar que os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela Administração, desde que não lesem o interesse público nem causem prejuízo a terceiros2. 1 Acórdão nº 330200811 do Processo 10530901535200821; Acórdão nº 330200810 do Processo 10530901534200886; Acórdão nº 330200812 do Processo 10530901536200875; Acórdão nº 330200809 do Processo 10530901533200831. 2 art. 55 da Lei nº 9.784/99. Fl. 37DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.907990/200916 Acórdão n.º 3803003.052 S3TE03 Fl. 3 5 Em contradição ao princípio da verdade formal, aclamado e inerente ao processo judicial, temos que no processo administrativo fiscal deve o julgador se pautar pela verdade material, princípio segundo o qual a autoridade administrativa competente não limita seu exame ao que foi alegado pelas partes, podendo e devendo buscar todos os elementos que possam influir no seu convencimento. Nos dizeres de Odete Medauar: 3 O princípio da verdade material ou real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar as decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos. Para tanto, tem o direito e o dever de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Assim, no tocante a provas, desde que obtidas por meios lícitos (como impõe o inciso LVI do art. 5º da CF), a Administração detém liberdade plena de produzilas. Aliado ao princípio retro mencionado, apontamos o formalismo moderado dos atos a serem praticados pelo administrado, princípio este cristalizado no final do artigo 2º, inciso IX, da Lei 9.784/99: “...adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado graus de certeza e respeito aos direitos dos administrados”. O quase informalismo evidenciado no PAF, tem o fito de facilitar o acesso do contribuinte ao processo sem, contudo, lançar mão dos ritos e formas inerentes a todos os procedimentos para garantir o mínimo de segurança jurídica às partes. O processo administrativo deve ser simples, despido de exigências formais excessivas, tanto mais que a defesa pode ficar a cargo do próprio contribuinte, nem sempre familiarizado com os meandros processuais. Quanto ao montante do crédito a que tem direito a ora Recorrente, fica ressalvado o direito de a RFB determinar a base de cálculo do período de apuração de agosto de 2005, apurar o tributo devido, e verificar se o valor pleiteado está correto. Apesar de ter se omitido na apresentação dos documentos e lançamentos contábeis que permitissem à autoridade competente identificar a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, observamos que tal direito não lhe foi oportunizado haja vista que o que determinou o indeferimento do seu pleito foi entrega da DCTF retificadora posteriormente ao despacho decisório, realidade esta que não podemos aceitar. Superado o óbice, há que se determinar o retorno dos autos para que seja oportunizado ao mesmo a entrega da escrituração fiscal e contábil aptas a demonstrar o valor eventualmente recolhido a maior. Ante o exposto, voto por reformar o acórdão proferido pela DRJ em Brasília, que não adentrou o mérito, e determinar o retorno dos autos àquela Autoridade Julgadora, para proferição de nova decisão, arredandose o óbice erigido (a necessidade de prévia retificação da DCTF como condição para análise de declaração de compensação de indébitos), em face das alegações recursais de erro na declaração. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator 3 A Processualidade do Direito Administrativo, São Paulo, RT, 2ª edição, 2008, Pág. 131. Fl. 38DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Fl. 39DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10166.006373/2003-14
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 19 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Tue Oct 19 00:00:00 UTC 2004
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL.
Na forma da jurisprudência consagrada pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça e pelos cinco Tribunais Regionais Federais do País, possui o contribuinte prazo de 10 anos para pedir a restituição/compensação de tributo sujeito a lançamento por homologação indevidamente recolhido aos cofres públicos.
PIS. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.212/95 E SUAS REEDIÇÕES, CONVERTIDA NA LEI Nº 9.715/95. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. O Egrégio Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADIN nº 1.417-0, apenas afastou a aplicação retroativa da sistemática de apuração trazida pela MP nº 1212/95 e reedições, convertida na Lei nº 9.715/95. A absoluta inexistência de legislação específica relativamente ao PIS em razão da declaração de inconstitucionalidade mencionada, com o intuito de não se submeter ao recolhimento da exação até a edição da Lei nº 9.715/98, é argumento que beiraria as raias da litigância de má-fé, existisse esta em sede de processo administrativo fiscal.
Recurso improvido.
Numero da decisão: 202-15.855
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, essa negar provimento ao recurso. Os Conselheiros Antônio Carlos Bueno Ribeiro, Gustavo Kelly Alencar, Raimar da Silva Aguiar, Jorge Freire, Nayra Bastos Manatta, Dalton Cesar Cordeiro de Miranda e Henrique Pinheiro Torres votaram pelas conclusões:
Nome do relator: MARCELO MARCONDES MEYER-KOZLOWSKIi
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Publicado no Diário Oficiai da UniãoProcesso n° : 10166.006373/2003-14 D Recurso u° : 125.954 SsAcórdão n° : 202-15.855 /I VISTO •-.1 --- Recorrente : COMANDO AUTO PEÇAS LTDA. Recorrida : DRJ em Brasília - DF NORMAS PROCESSUAIS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL. itg . VA F AZE:\ - 2" CC Na forma da jurisprudência consagrada pelo Egrégio Superior CONFERE COM O Orue:NÁL Tribunal de Justiça e pelos cinco Tribunais Regionais Federais BRASILIA vij1 do Pais, possui o contribuinte prazo de 10 anos para pedir a . . restituição/compensação de tributo sujeito a lançamento por o homologação indevidamente recolhido aos cofres públicos. PIS. MEDIDA PROVISÓRIA N° 1.212/95 E SUAS REEDIÇÕES, CONVERTIDA NA LEI N° 9.715/95. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. O Egrégio Supremo Tribunal Federal, nos autos da AD1N n° 1.417-0, apenas afastou a aplicação retroativa da sistemática de apuração trazida pela MP n° 1212/95 e reedições, convertida na Lei n° 9.715195. A absoluta inexistência de legislação especifica relativamente ao PIS em razão da declaração de inconstitucionalidade mencionada, com o intuito de não se submeter ao recolhimento da exação até a edição da Lei n° 9.715/98, é argumento que beiraria as raias da litigância de má- fé, existisse esta em sede de processo administrativo fiscal. Recurso improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: COMANDO AUTO PEÇAS LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Os Conselheiros Antônio Carlos Bueno Ribeiro, Gustavo Kelly Alencar, Raimar da Silva Aguiar, Jorge Freire, Nayra Bastos Manatta, Dalton Cesar Cordeiro de Miranda e Henrique Pinheiro Torres votaram pelas conclusões: Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2004 enn46 etc. Pinheiro Torres - Presidente /tr._ Mar elo Marcondes Meyer-Ko wski Rela or cl/ 1 22 CC-MF• re, Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes MIN. DA FAZENDA - 2 1 CC Fl. CONFERE COM O OnirdNAL Processo n° : 10166.006373/2003-14 BRASILIA tiiit O Recurso n° : 125.954 Acórdão n° : 202-15.855 VIS TO lifriff1/41 Recorrente : COMANDO AUTO PEÇAS LTDA. RELATÓRIO Trata-se de pedido de restituição formalizado pela Requerente em 29.05.03, no valor histórico de RS 627.547,35 no qual pretende reaver as quantias recolhidas a titulo de Contribuição ao Programa de Integração Social — PIS relativamente aos fatos geradores compreendidos entre março de 1996 e janeiro de 1999, com base no artigo 17 da Medida Provisória n° 1.212/95 e suas reedições, que culminaram com a edição da Lei n° 9.715/95, com base nos seguintes argumentos: (a) impossibilidade de criação de tributo por medida provisória; (b) impossibilidade de reedição de MP; (c) a Contribuição ao PIS apenas poderia ser exigida após decorridos noventa dias da data da última MP n° 1.676-38, convertida na Lei n°9.715/98; Indeferido seu pleito (fls. 197/204), apresentou a Requerente a manifestação de inconformidade de 208/224, fulcrada nos mesmos argumentos acima listados, tendo acrescentado, ademais, não ter operado a prescrição de seu direito. Ao apreciar a Manifestação de Inconformidade, decidiu a 4' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília pela sua improcedência, conforme decisão assim ementada: "Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de Apuração: 01/03/1996 a 31/01/1999 Ementa: Repetição de Indébito Prazo Decadencial O direito de pleitear restituição/compensação de tributo ou contribuição paga indevidamente ou em valor maior que o devido extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário Observância aos princípios da estrita legalidade tributária e da segurança jurídica. A MP n o 1.212, 28/11/1995, teve eficácia 90 dias depois da sua publicação, só neste momento revogando o ordenamento jurídico anterior. Solicitação Indeferida". Irresignada com essa decisão, a Requerente apresentou tempestivamente seu Recurso Voluntário às fls. 233/249, repisando os argumentos anteriormente por ela já aduzidos. É o relatório., 2 . , ‘.- . . • 22 CC-MF Ministério da Fazenda MIN. DA FA7F.""n A. - 2' CC Fl. 'P...1;,•',4 Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE C f, OB t: FUGI:h:AL ---,;:. RASILIA .,A4 . I 0'5.- Processo n° : 10166.006373/2003-14 Recurso n° : 125.954 Acórdão n° : 202-15.855 VISTO VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR MARCELO MARCONDES MEYER-KOZLOWSKI Verifico, inicialmente, ser o Recurso Voluntário tempestivo, por isso dele conheço. Sempre vinha votando no sentido de se operar a prescrição qüinqüenal do direito do contribuinte de requerer a repetição de determinado indébito, à luz do disposto no artigo 168 do Código Tributário Nacional, mesmo nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação. Isto porque, na forma do inciso VII do artigo 156 do Código Tributário Nacional, extinguem o crédito tributário, dentre outras modalidades, o pagamento antecipado e a homologação do pagamento nos termos do disposto no art. 150 e seus §§ 1° e 4°, estes da seguinte redação: "Art. 150. § 1 "O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. • § 4° Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do _fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação." Interpretando estes artigos à luz do disposto no inciso I do art. 168 do CTN, segundo o qual o direito de pleitear a restituição de tributo indevidamente pago extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário, vem decidindo o Egrégio Superior Tribunal de Justiça, reiterada e copiosamente, que o termo inicial de contagem do prazo prescricional vem a ser a data da homologação expressa ou tácita. Inexistindo a primeira, situação mais do que comum na Administração Tributária, considera-se definitivamente extinto o crédito somente após cinco anos a contar da data do fato gerador, resultando, na prática, em um prazo prescricional de dez anos para que o contribuinte postule a repetição de tributo que considere indevidamente pago. Meu posicionamento anterior se fulcrava na necessidade de uma leitura mais acurada do disposto no inciso I do artigo 168 do CTN, que ora transcrevo em sua inteireza: "Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: 1- nas hipótese dos incisos I e lido artigo 165, da data da extinção do crédito tributário;" A partir da leitura desse dispositivo, tinha que, extinto o tributo, sem qualquer ressalva, dispunha o contribuinte de um prazo qüinqüenal para exercer seu direito de postular a itrepetição daquele seu indébito. 3 - - 4 tXr*,..2 CC-ME• "t:•-r4Z- Ministério da Fazenda MIN. DA F4ZEN9A - r CC -0Segundo Conselho de Contribuintes CONFER Fl. E. •/ • • C.';‘'':'`!•"..1 BRAS iLIAÁ4 C / Qc Processo n° : 10166.006373/200314 Recurso n° : 125.954 VISTO Acórdão n° : 202-15.855 Estou convicto que, na forma do inciso VII do artigo 156 do CTN, o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do art. 150, §§ 1° e 4°, do CTN, extinguem o crédito tributário. Contudo, a partir da leitura destes últimos dispositivos, já transcritos acima (art. 150, §§ 1° e 4°, do CTN), observa-se que o pagamento antecipado pelo obrigado, por si só, extingue o crédito tributário sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. Quanto ao tema, observe-se os ensinamentos de Américo Masset Lacombe (in "Comentários ao Código Tributário Nacional — Volume II", coordenado por Ives Gandra da Silva Martins, Ed. Saraiva, 1998, p. 301): "Tão logo o sujeito passivo efetue o pagamento, o crédito do sujeito ativo extingue-se. Mas essa extinção só se verifica se ocorrer a homologação futura pela Administração. Trata-se, conforme determina expressamente o § 1 " de condição resolutiva, i. e., a relação jurídico-tributária entre os sujeitos ativo e passivo só se extingue após a ocorrência do lançamento por homologação. Uma vez negada a homologação, a obrigação mantém-se dando margem ao lançamento de oficio. Note-se que o que se extingue, por ocasião do pagamento, sob condição resolutiva da homologação ulterior é o crédito (olkigatio, haftung, relação de responsabilidade), mantendo-se a obrigação até a homologação pela Administração Fazendária." Vale dizer, nos tributos lançados por homologação, o crédito tributário é extinto com o pagamento, mas a obrigação tributária remanescerá, até ulterior homologação da atividade do contribuinte, seja esta expressa ou tácita (cinco anos após a ocorrência do fato gerador). Esta, inclusive, a interpretação que alcanço a partir da leitura do enunciado contido no § 2° do artigo 150 do CTN, in verbis: "Art. 150 § 2° Não influem sobre a obriga_ção tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito." (grifos nossos) Nesse diapasão, extinto o crédito tributário com o pagamento, ainda que sob condição resolutória, tem-se neste ato o termo inicial da contagem do prazo prescricional qüinqüenal a que alude o inciso I do artigo 168 do CTN, não se tomando, como dies a quem do prazo prescricional, tal como intencionado pela Recorrente, o momento da extinção da obrigação tributária. No meu posicionamento pessoal, admitir o contrário seria o mesmo que vetar ao contribuinte o direito à restituição de pagamento indevido de determinado tributo, lançado na forma prevista no artigo 150 do CTN, antes do advento da homologação expressa ou tácita de sua atividade, o que seria um verdadeiro contra-senso jurídico., 4 CC-MF Ministério da Fazenda MIN. DA FAZENDA - 2° CC Fl. t4 P- 4.--- Segundo Conselho de Contribuintes z:ik5 CONFERE CCU C --.1-z!NAL 06_ Processo n° : 10166.006373/2003-14 BRASILLA Recurso n° : 125.954 Acórdão n° : 202-15.855 VISTO Entretanto, de nada vale me digladiar contra a mansa e remansosa jurisprudência emanada dos cinco Tribunais Regionais Federais e do próprio Egrégio Superior Tribunal de Justiça, considerando-se, ademais, o resultado de recentes julgamentos proferidos pela Colenda Primeira Seção do Egrégio Superior Tribunal de Justiça quanto à matéria (consagrando a famosa tese dos 5+5 anos acima referida), dos quais são exemplo as seguintes ementas: "TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. AGRAVO REGIMENTAL EMBARGOS DE D1VERGÊNCL4. DISSÍDIO NOTÓRIO. PIS. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. NÃO- OCORRÊNCIA. I. "A jurisprudência deste STJ tem admitido os Embargos de Divergência quando é notória a dissonância entre o julgado embargado e o aresto apontado como paradigma." (EREsp n. 202.250/SC) 2. A Primeira Seção, no julgamento do EREsp n. 435.835/SC, relator Ministro José Delgado, sessão de 24.3.2004, firmou o entendimento de que, no tocante à prescrição dos tributos sujeitos à homologação, aplica-se a teoria dos "cinco mais cinco." 3. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, caso esta não ocorra de modo expresso, o prazo para haver a restituição é de cinco anos, contados do fato gerador, acrescidos de mais cinco anos da data da homologação tácita. 4. Embargos de divergência acolhidos." (STJ, P Seção, Embargos de Divergência no Recurso Especial n° 479.728/MG, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, unânime, DJU de 04.10.04, p. 201). "TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEIS N'S 7.787/89 E 8.212/91. COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL DO PRAZO. PRECEDENTES. I. Está uniforme na 1° Seção do STJ que, no caso de lançamento tributário por homologação e havendo silêncio do Fisco, o prazo decadencial só se inicia após decorridos 5 (cinco) anos da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um qüinqüênio, a partir da homologação tácita do lançamento. Estando o tributo em tela sujeito a lançamento por homologação, aplicam-se a decadência e a prescrição nos moldes acima delineados. 2. Não há que se falar em prazo prescricional a contar da declaração de inconstitucionalidade pelo STF ou da Resolução do Senado. A pretensão foi formulada no prazo concebido pela jurisprudência desta Casa Julgadora como admissivel, visto que a ação não está alcançada pela prescrição, nem o direito pela decadência. Aplica-se, assim, o prazo prescricional nos moldes em que pacificado pelo STJ, id est a corrente dos cinco mais cinco. 5 • 2g CC-MF• Ministério da Fazenda .*:•;"•-n74.: MIN. DA FAZEriA - 2' e, Fl. ^0r..4.1: Segundo Conselho de Contribuintes ';r,tilWe> BRAI' CONITREr," O CGINAL "- ' Processo n° : 10166.006373/2003-14 - ' o Recurso n° : 125.954 Acórdão n° : 202-15.855 VISTO 3. A ação foi ajuizada em 27/09/2000. Valores recolhidos, a título da exação discutida, entre 09/90 e 04/95. Não transcorreu, entre o prazo do recolhimento (contado a partir de 09/1990) e o do ingresso da ação em juízo, o prazo de 10 (dez) anos. Inexiste prescrição sem que tenha havido homologação apressa da Fazenda, atinente ao prazo de 10 (dez) anos (5 + 5), a partir de cada fato gerador da exação tributária, contados para trás, a partir do ajuizamento da ação. 4. Precedentes desta Corte Superior. 5. Embargos de divergência acolhidos." (STJ, Ia Seção, Embargos de Divergência no Recurso Especial n° 503.3321PR, Rel. Ministro José Delgado, unânime, DJU de 04.10.04, p. 202). Observe-se, da mesma forma, que revejo também meu posicionamento anterior quanto à contagem do prazo prescricional para pedidos de restituição/compensação de tributos, segundo o qual seu termo a quo era a data do trânsito em julgado da decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade, ou a publicação da Resolução do Senado Federal, caso a declaração de inconstitucionalidade tenha sido dada em controle difuso de constitucionalidade. Em outras oportunidades, votei no sentido de que, especificamente no caso de pedidos de restituição como o presente, o termo inicial do prazo qüinqüenal de que dispunha o contribuinte era a data da publicação do acórdão prolatado nos autos da ADIn n° 1.417/DF. Entretanto, também com base nos precedentes acima citados, revejo meu posicionamento, adequando-o à jurisprudência assente do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, também exemplificada na seguinte ementa: "EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. RECURSO ESPECIAL. RESTITUIÇÃO DE TRIBUTOS DECLARADOS INCONSTITUCIONAIS PELO STF. PRESCRIÇÃO. PIS. TERMO A QUO. NÃO-OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. No entender deste Relator, nas hipóteses de restituição ou compensação de tributos declarados inconstitucionais pelo Excelso Supremo Tribunal Federal, o termo a quo do prazo prescricional é a data do trânsito em julgado da declaração de inconstitucionalidade, em controle concentrado de constitucionalidade, ou a publicação da Resolução do Senado Federal, caso a declaração de inconstitucionalidade tenha-se dado em controle difuso de constitucionalidade. Com efeito, a declaração de inconstitucionalidade da lei instituidora de um tributo altera a natureza jurídica dessa prestação pecuniária, que, retirada do âmbito tributário, passa a ser de indébito sem causa do Poder Público, e não de indébito tributário. Dessarte, aquela lei declarada inconstitucional desaparece do mundo jurídico, como se nunca tivesse existido (veja-se, a esse respeito, o Resp 534.986/SC, Relator placórdão este Magistrado, j. em 04.11.2003), 6 , CC-MFMinistério da Fazenda Fl.Segundo Conselho de Contribuintes . 2i) ren Processo n° : 10166.006373/2003-14 Recurso n° : 125.954 --------BeRCktr.rrilic:),7:7 °0.4».'-iiva-ne"'.._. Acórdão n° : 202-15.855 A egrégia Primeira Seção deste colendo Superior Tribunal de Justiça, porém, na assentada de 24 de março de 2004, houve por bem afastar, por maioria, a tese acima esposada, para adotar o entendimento segundo o qual, para as hipóteses de devolução de tributos sujeitos à homologação declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, a prescrição do direito de pleitear a restituição se dá após expirado o prazo de cinco anos, contados do fato gerador, acrescidos de mais cinco anos, a partir da homologação tácita (cf Informativo de Jurisprudência do STJ n. 203, de 22 a 26 de março de 2004). Eiessarte, na hipótese em exame ocorreu a prescrição, em parte, pois a ação foi ajuizada em 18 de maio de 2000 e os créditos a serem compensados datam de outubro de 1998 em diante. E'rnbargos acolhidos, em parte, para afastar a prescrição dos créditos anteriores a 10 (dez) anos do ajuizarnento da ação." (STJ, 1 Seção, Embargos de Divergência no Recurso Especial n° 503.271/SP, Rel. Ministro Franciulli Netto, unânime, DJU de 06.09.04, p. 160) Por estas razões, às quais se acresce o fato de que os cinco Tribunais Regionais Federais do País adotam a mesma tese esposada pela Egrégia Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, afasto a prescrição dos créditos anteriores a 10 (dez) anos, contados da data da protocolização do presente pedido de restituição. Entretanto, quanto ao mérito propriamente dito, entendo não assistir razão à Recorrente. As medidas provisórias que culminaram na Lei n° 9.71 5/98 foram à época editadas com a finalidade de definir os aspectos pertinentes à incidência da contribuição ao PIS/PASEP, uma vez que o Senado Federal, por meio da Resolução n° 49, de 09.10.95, havia determinado a suspensão da eficácia dos Decretos-Leis n 4's 2.445/88 e 2.449/88, que dispunham sobre essa matéria. Ocorre que, as citadas medidas provisórias, bem como a lei objeto de sua conversão, determinavam a sua aplicabilidade a partir dos fatos geradores ocorridos em 1° de outubro de 1995, sendo que a primeira MP foi editada apenas em 28.11.95, entrando em conflito direto com o princípio da irretroatividaude da lei tributária, insculpido no artigo 150, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal. Submetida essa matéria à apreciação do STF, por meio ADIn n° 1.417-0, foi declarada apenas a inconstitucionalidade da expressão: "aplicando-se aos fatos geradores ocorridos a partir de 01 de outubro de 1995" constante do artigo 18 da Lei n° 9.715/98, em que se converteu a MP 1.2 1 2/95 e sua reedições, resultando evidente que a contribuição ao PIS, com base na nova sistemática, somente poderia ser exigida após noventa dias a contar da publicação da primeira medida provisória editada, conforme entendimento sedimentado pelo STF nos autos do Recurso Extraordinário n° 232.896-3/PA, cuja ementa abaixo se transcreve: 7 • - - 4 1. 0.4. . 1 , ." 2 .:. 41 2° CC-MF, ztjr.c.f:réf4; Ministério da Fazenda DA FAZE.MQA - 2 Fl. P i--..:4" Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O Cif *::::e21 8RA.51L1A .. 114/ ai' 06Processo n° : 10166.006373/2003-14 Recurso n° : 125.954 ____...Cat&rishla2_ Acórdão n° : 202-15.855 VISTO 1 "CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. P1S/PASEP. PRIIVCIPIO DA AIVTERIORIIMDE NONA GESIMAL. MEDIDA PROVISORL4. REEDIÇÃO. 1— Principio da anterioridade nonagesimal: CF., art. 195, 35. 6°: Contagem do prazo de 90 dias, medida provisória convertida em lei: conta-se o prazo de 90 dias a partir da veiculação da primeira medida provisória. II — Inconstitucional idade da disposição inscrita no art. 15 da Medida Provisória n° 1212, de 28/11/95 — "aplicando-se aos fatos geradores ocorridos a partir de 1° de outubro de 1995" — e de igual disposição inscrita nas medidas provisórias reeditadas e na Lei n° 9.715, de 25.11.98, artigo 18. III — Não perde a eficácia a medida provisória, com força de lei, não apreciada pelo Congresso Nacional, mas reeditada, por meio de nova medida provisória, dentro de seu prazo de validade de noventa dias." Portanto, no que concerne a pagamentos efetuados com base nas MPs nos 1.212/95, 1.249/95, 1.286/96 e 1.325196, relativamente aos fatos geradores ocorridos entre os meses de outubro de 1995 e fevereiro de 1996, assistiria razão ao contribuinte que formular pedido de restituição. Entretanto, não é este o caso da Recorrente, que postula a restituição das parcelas a seu ver indevidamente recolhidas entre março de 1996 e janeiro de 1999. No que concerne a estes pagamentos cuja restituição/compensação está sendo pleiteada, verifica-se que não assiste qualquer razão a seu pedido, tendo em vista que os recolhimentos foram realizados em conformidade com a legislação vigente à época, cuja constitucionalidade fora expressamente declarada no julgamento da ADIN no 1.417-0 — diversamente do aduzido pela Recorrente em seu apelo administrativo. Aduzir, como feito pela Recorrente, a inexistência de legislação especifica relativamente ao PIS em razão da declaração de inconstitucionalidade acima mencionada, com o intuito de não se submeter ao recolhimento da exação, é argumento que beira as raias da má-fé, haja vista, inclusive, reiterados posicionamentos quanto ao tema já exteriorizados por nossa Corte Suprema e por este Egrégio Conselho de Contribuintes. Por essas razões, nego provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. Sala das Sessões, em 19 de outubro de 200419 IP , MARCE O MARCONDES IMEY P ' OZLOWSICI 8
score : 1.0
Numero do processo: 10240.000560/2004-27
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.431
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. /IV ANELISE AUDT PRIETO Presidente T RASIO CAMPELO BORGES Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Luis Marcelo Guerra de Castro, Vanessa Albuquerque Valente, Heroldes Bahr Neto e Celso Lopes Pereira Neto. Ausente justificadamente o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli. Processo n.°10240.000560/2004-27 Resolução o.° 303-01.431 CC03/CO3 Fls. 61 RELATÓRIO Cuida-se de recurso voluntário contra acórdão unânime da Primeira Turma da DRJ Recife (PE) que julgou procedente o lançamento da multa por atraso na entrega da declaração do ITR, exercício de 1999, incidente sobre o imóvel denominado Seringal Belo Horizonte, NIRF 5.663.087-5, localizado no município de Ariquemes (RO). Regularmente intimada do lançamento, a interessada instaurou o contraditório com as razões de folhas 1 a 5, assim sintetizadas no relatório do acórdão recorrido: I — que a multa exigida não levou em consideração o recurso interposto em relação ao lançamento do ITR/1999, o qual foi impugnado h DRI, não tendo ainda sido objeto de decisão; [2] II— que o presente lançamento somente poderia ter sido efetuado após a fixação do valor real do ITR/1999, o que so ocorrerá após o trânsito em julgado da decisão relativa ao lançamento do imposto. Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido estão consubstanciados na ementa que transcrevo: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural— ITR Exercício: 1999 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DITR. BASE DE CÁLCULO. Deve ser mantida a exigência relativa à multa por atraso na entrega da DITR, quando restar comprovada sua entrega fora do prazo previsto na legislação de regência, sendo que esta incide sobre o imposto devido apurado em procedimento de oficio e mantido após instaurado o litígio, e não sobre o imposto declarado. Lançamento Procedente I Auto de infração acostado h. folha 11. 2 Lançamento do ITR discutido nos autos do processo administrativo 10240.000909/2003 -40. 2 Processo n.° 10240.000560/2004-27 Resolução n.° 303 -01.431 C033/CO3 Fls. 62 Ciente do inteiro teor do acórdão originário da DRJ Recife (PE), recurso voluntário foi interposto as folhas 28 a 32. Nessa petição, reitera as razões iniciais e acrescenta questionamentos relacionados à ilegitimidade passiva da exigência. A autoridade competente deu por encerrado o preparo do processo e encaminhou para a segunda instância administrativa 3 os autos posteriormente distribuídos a este conselheiro e submetidos a julgamento em único volume, ora processado com 60 folhas. Na última delas consta o registro da distribuição mediante sorteio. o relatório. • Despacho acostado A folha 59 determina o encaminhamento dos autos para este Terceiro Conselho de Contribuintes. 3 Processo n.° 10240.000560/2004-27 ResoWO° n.° 303-01.431 CC03/CO3 Fls. 63 VOTO Conselheiro TARASIO CAMPELO BORGES, Relator Conforme relatado, tratam os autos da multa por atraso na entrega da declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), exercício de 1999, incidente sobre o imóvel denominado Seringal Belo Horizonte, NIRF 5.663.087-5, localizado no município de Ariquemes (R0), lançada no valor equivalente a 18% do tributo devido. No entanto, o valor devido do tributo que serviu de base para o lançamento desta multa esta sendo discutido no âmbito do processo administrativo 10240.000909/2003-40. Por conseguinte, com o objetivo de enriquecer a instrução dos autos deste processo, voto pela conversão do julgamento do recurso voluntário em diligencia à repartição de origem para a autoridade competente: (1) aguardar o julgamento definitivo na esfera administrativa do processo citado no parágrafo imediatamente anterior; e (2) instruir os autos do presente processo administrativo com o resultado do julgamento definitivo do processo administrativo 10240.000909/2003-40. Posteriormente, após facultar à recorrente oportunidade de manifestação quanto ao resultado da diligência, providenciar o retorno dos autos para esta câmara. Sala das Sessões, em 20 de maio de 2008. TARASIO CAMPELO BORGES - Relator 4
score : 1.0
Numero do processo: 10640.902989/2009-52
Data da sessão: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2005
Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS
CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.
O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Aguardando Nova Decisão
Numero da decisão: 3803-003.083
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso, reformando a decisão de primeira instância, para que uma outra seja proferida, afastando o óbice erigido, referente à necessidade de prévia retificação da DCTF
e analisando a matéria de direito aventada e suas respectivas provas, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2005 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. Recurso Voluntário Provido em Parte Aguardando Nova Decisão
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. Recurso Voluntário Provido em Parte Aguardando Nova Decisão Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, reformando a decisão de primeira instância, para que uma outra seja proferida, afastando o óbice erigido, referente à necessidade de prévia retificação da DCTF e analisando a matéria de direito aventada e suas respectivas provas, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 122DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN 2 MARLUVAS CALÇADOS DE SEGURANÇA LTDA.transmitiu a Dcomp, declarando a compensação dos débitos nela informados, no valor de R$ 31.113,14, com crédito oriundo de pagamento a maior de Contribuição Social. A DRFJuiz de Fora/MG emitiu Despacho Decisório eletrônico mediante o qual não homologou a compensação sob o argumento de que o pagamento foi utilizado para quitação de débitos do contribuinte não restando saldo disponível para compensação. Sobreveio reclamação por meio da qual o interessado alegou erro no preenchimento do valor do débito da Contribuição na DCTF do mês respectivo. Pretendeu comprovar sua alegação instruindo sua reclamação com os seguintes documentos: a) cópia dos Darfs pagos referente ao mês de apuração; b) cópia da DCTF que informou o valor apurado erradamente; c) cópia da DCTF devidamente retificada; d) cópia da DACON referente ao mês de apuração; e) cópia do Despacho Decisório; f) cópia das PER/DCOMP homologadas para compensação de parte do débito; g) cópia do PER/DCOMP não homologado do período de apuração; h) cópia da alteração contratual. A 2ª Turma da DRJ/JFA julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente, sob o fundamento de que é imperiosa a retificação da DCTF previamente à transmissão da Dcomp. O Acórdão nº 09038.244, de 14 de dezembro de 2011, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2005 COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE DE DCTF ANTERIOR À TRANSMISSÃO DA DCOMP. A compensação pressupõe a existência de direito creditório líquido e certo, direito esse evidenciado na DCTF anterior ou, no máximo, contemporânea à Dcomp. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 123DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10640.902989/200952 Acórdão n.º 380303.083 S3TE03 Fl. 3 3 Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/JFA. O arrazoado de fls. s/nº, após síntese dos fatos relacionados com a lide, repete os termos de sua Manifestação de Inconformidade, assim sintetizados: a) erro no preenchimento do valor do débito do período na DCTF original; b) retificação da DCTF, e; c) a decisão recorrida não apreciou as alegações e provas juntadas aos autos. Reafirmando que os documentos comprobatórios de suas alegações já foram juntados aos autos por ocasião da Manifestação de Inconformidade, pede provimento. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJJFA2ª Turma nº 09038.244, de 14 de dezembro de 2011. Assentandose sobre a premissa de que a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação reclama a prévia retificação do valor do débito pretensamente confessado em erro em DCTF, o colegiado de piso julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade sumariamente, sem qualquer exame do direito e das provas juntadas aos autos. Já é entendimento assentado nesta 3ª TE o de que tal óbice deve ser afastado, em face do contido no §4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (PAF), reproduzido no § 4º do art. 57 do Regulamento do Processo Administrativo Fiscal, aprovado pelo Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011, norma com aplicação autorizada aos processos da espécie pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. Na verdade, a prévia retificação da DCTF apenas viabiliza o processamento automático dos PER/Dcomp, mas jamais poderia ser tida como requisito para a verificação da liquidez e certeza de direito creditório. Se é certo que a espontaneidade da confissão do débito implica a sua irretratabilidade, também o é que o art. 214 do Código Civil – CC Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, admite sua revogação quando produzida em erro de fato. E, conforme visto, mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, o requerente, enquanto manifestante, pode (e deve) produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, entre elas, a do erro no preenchimento de declaração. Pelo exposto, voto por reformar a decisão de primeira instância, para que uma nova seja proferida, afastando o óbice erigido relativamente à necessidade de prévia apresentação da DCTF retificadora, com apreciação da matéria de fundo controvertida na Manifestação se Inconformidade e suas respectivas provas. Sala das Sessões, em Fl. 124DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Alexandre Kern Fl. 125DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10640.902989/200952 Acórdão n.º 380303.083 S3TE03 Fl. 4 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: Interessada: TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 126DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 13116.001864/2003-44
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 09 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Nov 09 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.232
Decisão: RESOLVEM os membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, acolher a preliminar de realização de diligência suscitada pelo Conselheiro Zenaldo Loibman, na forma do relatório e do voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os conselheiros Tarásio Campelo Borges (relator) e Anelise Daudt Prieto. Designado para redigir o voto o conselheiro Zenaldo Loibman.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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Numero do processo: 10980.011489/99-43
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2002
Numero da decisão: 303-00.823
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, por intermédio da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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Numero do processo: 10875.002873/2002-91
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 05 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999
Ementa:: ÔNUS DA PROVA. FATO MODIFICATIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AUTUAÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Toca ao interessado a prova dos fatos constitutivos do seu direito.
DILIGÊNCIAS.
A realização de diligências não se destina à produção de provas que toca ao interessado, segundo o sistema de distribuição do ônus probatório adotado no Processo Administrativo Federal.
ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999
PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS.
A autoridade da competente para decidir sobre o pedido de ressarcimento de créditos do IPI pode condicioná-lo à apresentação, pelo interessado, de demonstrativos, esclarecimentos e cópia de notas fiscais e do Livro RAIPI
Numero da decisão: 3803-001.789
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999 Ementa:: ÔNUS DA PROVA. FATO MODIFICATIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AUTUAÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Toca ao interessado a prova dos fatos constitutivos do seu direito. DILIGÊNCIAS. A realização de diligências não se destina à produção de provas que toca ao interessado, segundo o sistema de distribuição do ônus probatório adotado no Processo Administrativo Federal. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999 PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. A autoridade da competente para decidir sobre o pedido de ressarcimento de créditos do IPI pode condicioná-lo à apresentação, pelo interessado, de demonstrativos, esclarecimentos e cópia de notas fiscais e do Livro RAIPI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999 Ementa:: ÔNUS DA PROVA. FATO MODIFICATIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AUTUAÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Toca ao interessado a prova dos fatos constitutivos do seu direito. DILIGÊNCIAS. A realização de diligências não se destina à produção de provas que toca ao interessado, segundo o sistema de distribuição do ônus probatório adotado no Processo Administrativo Federal. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999 PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. A autoridade da competente para decidir sobre o pedido de ressarcimento de créditos do IPI pode condicionálo à apresentação, pelo interessado, de demonstrativos, esclarecimentos e cópia de notas fiscais e do Livro RAIPI. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Fl. 384DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Andréa Medrado Darzé, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Fez sustentação oral a Drª Ângela Bordini Martinelli – OAB/DF nº 11.045. Relatório LABORATÓRIOS PFIZER LTDA. formulou, em 23/04/2002, o pedido de ressarcimento do saldo credor trimestral de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), autorizado pela Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999, art. 11, regulamentada pela Instrução Normativa SRF n° 33, de 4 de março de 1999, no que concerne ao 1° trimestrecalendário de 1999 e no importe de R$ 34.287,38. A Delegacia da Receita Federal em Guarulhos, SP, com base em informação fiscal, indeferiu o pleito e não homologou as compensações vinculadas. A informação fiscal dá conta de que, intimado a apresentar demonstrativo de esgotamento do saldo credor de IPI existente em 31/12/1998, entre outras coisas (justificativa de aproveitamento de créditos sob a rubrica "Outros Créditos", com CFOP 4.99), a empresa deixou de apresentar os elementos solicitados e de prestar os esclarecimentos indispensáveis. Esclarece ainda que não houve esgotamento do saldo credor existente na escrita fiscal em 31/12/1998, nos termos do, art. 5°, § 3o; da INSRF no 33, de 1999. Por outro lado, fabricante de produtos não tributados (NT), o estabelecimento deixou, quanto ao trimestre em tela, de efetuar o estorno dos créditos por entradas de insumos aplicados na industrialização desses produtos NT, conforme o art. 2°, § 3°, da mesma IN (Despacho Decisório no 531/2007, fl. 223). Sobreveio Manifestação de Inconformidade, instruída com cópias do livro Registro de Apuração do IPI e de documentos comprobatórios de compensação, por meio da qual defendeu os seguintes argumentos: a) de que o pedido de ressarcimento diz respeito apenas a créditos de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem empregados na industrialização de produtos com alíquota zero; b) o saldo credor do IPI existente em 31/12/1998 foi objeto de pedido de ressarcimento e compensação já liquidado pelo órgão fazendário competente, com o devido estorno no livro Registro de Apuração do IPI, conforma cópias anexadas à manifestação; c) a "sobra" no valor de R$ 21.465,41, nunca utilizada, relativa ao saldo credor de 31/12/1998, foi estornada em setembro de 2003, conforme cópia juntada do livro; d) os valores irrisórios de créditos referentes a matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem destinados à industrialização de produtos NT são segregados do saldo credor do imposto e posteriormente estornados, não sendo utilizados os créditos na escrita fiscal ou incluídos em pedidos de ressarcimento; e) a matéria constante do pleito é regida pela Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999, art. 11, que inovou o assunto (possibilidade de aproveitamento do crédito de IPI nas compras de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem aplicados em produtos tributados com alíquota zero, sendo possível a compensação), e não pelo RIPI/98; Fl. 385DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10875.002873/200291 Acórdão n.º 380301.789 S3TE03 Fl. 363 3 A 2a. Turma da DRJ/RPO, em sessão de 14 de agosto de 2008, julgou a manifestação de inconformidade improcedente. O Acórdão no 1420.044, fls. 324 a 330, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS 1NDUSTRIAtIZADOS IPI. PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/01/1999 a 31/03/1999 RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR EXISTENTE EM 31/12/1998. ESGOTAMENTO. ESTORNO. O saldo credor da escrita fiscal existente em 31/12/1998 deveria ser escriturado à parte e esgotado com a compensação de débitos decorrentes da saída dos produtos acabados, existentes em 31/12/1998, e dos fabricados a partir de 1° de janeiro de 1999, com a utilização dos insumos que deram origem aos créditos, sendo alternativa para o esgotamento o estorno do saldo credor residual; é possível, então, a habilitação ao ressarcimento de créditos do IPI somente após a data do esgotamento ou do estorno do referido saldo credor. RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. Quando dados ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, a falta de atendimento no prazo estipulado pela Administração para a respectiva apresentação implicará o indeferimento do pleito. É ônus processual da interessada fazer a prova dos fatos constitutivos de seu direito. Solicitação Indeferida Cuidase agora de recurso interposto contra a decisão da DRJ/RPO2a. Turma. O arrazoado de fls. 335 a 353 retoma a explicação de que o seu pleito é decorrente da aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem aplicados na industrialização de produtos tributados à alíquota zero, cujos créditos não puderam ser compensados com o IPI devido por saídas tributadas, e trata de refutar as conclusões da decisão recorrida, no sentido de que o contribuinte deixou de controlar à margem da escrita fiscal o crédito remanescente de IPI relativo ao período de apuração encerrado em 31.12.1998 e, tampouco, efetuou o estorno do mesmo em sua escrita fiscal. Quanto ao controle à margem da escrita fiscal, apresenta, à fl. 340, um quadro de controle, segundo o qual se verificaria que o valor correspondente ao resíduo do saldo credor, existente em 31.12.1998, foi sempre mantido apartado dos valores utilizados para os pedidos de ressarcimentos e compensações, sendo, inclusive, estornado em duplicidade, a saber, no 3o trimestre de 2001 e, uma outra vez, por equívoco, no 3o. trimestre de 2003. Destaca que, na data de apresentação do pedido de que se trata, em 23.04.2002, o requerente já havia procedido ao estorno do valor de sua escrita fiscal. Quanto à necessidade de exaurimento desses créditos acumulados até 31.12.1998, entende que a restrição erigida na INSRF no 33, de 1999, acabou por afrontar o art. 74 da Lei no 9.430, de 1996, pois vetou a compensação ou ressarcimento dos créditos acumulados até aquela data. Acusa ainda o ferimento do princípio da isonomia pelo art. 5o. da Fl. 386DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN 4 INSRF no 33, de 1999, afirmando que a regra constitucional da nãocumulatividade não previa limites à manutenção e aproveitamento dos créditos, tendo como elemento diferenciador as saídas tributadas dos produtos resultantes do processo produtivo. Insiste no seu direito ao aproveitamento desses créditos por entradas de insumos operadas antes de 31.12.1998. Quanto à transferência do saldo credor residual de 31.12.1998 para o primeiro decêndio de 1999, entende que restou robustamente comprovado que não foi utilizado para compensação no âmbito da própria conta gráfica do IPI, nem em ressarcimento e compensação de débitos de outros tributos, haja vista que, mesmo nos trimestres anteriores ao estorno do saldo residual, o aludido valor ficou sempre à margem dos valores aproveitados no âmbito da conta gráfica, assim como dos aproveitados para ressarcimento e compensação com débitos de outros tributos, conforme demonstraria o quadro de fl. 340. Ainda quanto ao esgotamento total do saldo residual de 31.12.1998, nos termos da alternativa trazida pelo artigo único do Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 15/2002, afirma que o contribuinte adotou o procedimento indicado no mencionado dispositivo, estornando o valor residual no 3° trimestre de 2001, antes da apresentação do pedido de ressarcimento de créditos aqui em deslinde. Rechaça a possibilidade de contaminação dos saldos credores trimestrais acumulados posteriormente a 01.01.1999, conforme comprovariam todos os documentos aportados aos autos. Requer diligência alternativa, para a prova do alegado. Argumenta que a suspeita de contaminação dos saldos credores posteriores a 01.01.1999 não pode determinar o total indeferimento do pedido de ressarcimento, mas, tão somente, a glosa dos excessos. Quanto aos insumos aplicados na industrialização de produtos indicados na TIPI com a notação NT, pede que se dê a eles o tratamento de isentos, pois não se pode ter como não tributado produto que exsurge de processo de industrialização. Discorre sobre a Lei Básica do IPI e as alterações introduzidas pela Lei no 9.493, de 10 de setembro de 1997, e pela Lei no 10.451, de 10 de maio de 2002, para concluir que os produtos industrializados constantes da TIPI como NT, são na verdade, produtos isentos desse imposto, e os produtos não industrializados constantes da mesma TIPI como NT, são casos de nãoincidência. Desse raciocínio, extrai seu direito ao aproveitamento aos créditos por entradas de insumos aplicados em produtos NT, demonstrados em levantamento na fl. 351. Nada obstante, reitera que o seu pedido envolve créditos por entrada de insumos aplicados em produtos tributados e que somente os créditos por entradas de insumos aplicados em produtos NT, exclusivamente, poderiam ser objeto de glosa por parte do ente fazendário. Retoma o pedido de diligência. Pede provimento. Em 09.10.2008, o recorrente protocolou o arrazoado de fls. 356, que capeia demonstrativo denominado “Estorno de Insumos Sobre a Fabricação de Produtos Não Tributados", a fim de complementar as informações do Recurso Voluntário. É o Relatório. Voto Fl. 387DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10875.002873/200291 Acórdão n.º 380301.789 S3TE03 Fl. 364 5 Conselheiro Alexandre Kern Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 335 a 353 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJRPO2a. Turma nº 1420.044, de 14 de agosto de 2008. Reportome inicialmente à Informação Fiscal de fls. 220 a 222. Observase que, lavrado o Termo de Intimação Fiscal, de 23.05.07, fls. 162 a 164, o contribuinte, mesmo regularmente intimado, deixou de apresentar a seguinte documentação: a) Demonstrativo relativo ao esgotamento do saldo credor de IPI existente em 31.12.1998; b) Notas fiscais de entrada relativas ao 1o trimestre/1999, conforme relação abaixo; CNPJ FORNECEDOR SERIE NF ENTRADA VALOR IPI 00540988/000181 ANTONIO RAMOS DE LIMA VACINAS 01 095212 25/02/1999 272,11 77,74 00540988/000181 ANTONIO RAMOS DE LIMA VACINAS 01 191331 25/02/1999 197,54 45,14 00540988/000181 ANTONIO RAMOS DE LIMA VACINAS 01 209418 25/02/1999 182,71 22,57 48965164/000180 FUND UNIV DE SAÚDE DE TAUBATÉ 01 026601 26/02/1999 2.078,15 1,48 48965164/000180 FUND UNIV DE SAÚDE DE TAUBATÉ 01 026602 26/02/1999 2.078,15 1,48 73519472/000129 ADITARAS COM REPRES AGROP LTDA. 01 089911 12/02/1999 3.202,00 91,48 c) Termo de abertura e de encerramento relativo ao Livro Registro de Apuração do IPI, onde consta o estorno do crédito relativo ao ressarcimento do 1° trimestre/1999; d) Justificativa pelo qual a empresa creditouse dos valores a titulo de "Outros Créditos", CFOP 4.99, inclusive com a forma como foram apurados, conforme relação baixo: DESCRIÇÃO DATA DE ENTRADA CFOP IPI CREDITADO TRIMESTRE MANUTENÇÃO DE CRÉDITO IPI EXPORT 20/01/1999 4.99 19.297,16 1° trim/99 MANUTENÇÃO DE CREDITO IPI EXPORT 31/01/1999 4.99 10.136,66 1° trim/99 MANUTENÇÃO DE CREDITO IPI EXPORT 28/02/1999 4.99 9.012,31 1° trim/99 MANUTENÇÃO DE CREDITO IPI EXPORT 10/02/1999 4.99 1.328,42 1° trim/99 MANUTENÇÃO CREDITO IPI EXPORT. 10/01/1999 4.99 290,93 1° trim/99 Compulsando o Termo de Intimação de fls. 162 a 164, constato ainda que do mesmo constava, expressamente a penalidade cominada no artigo 40 da Lei n° 9.784, de 29 de janeiro de 1999, para o caso de não atendimento à intimação, no prazo estabelecido A Fiscalização deu conta ainda de que (fls. 221): a) o contribuinte mantinha, em sua escrita fiscal, saldo credor de IPI apurado antes de 31.12.1998; b) não consta da escrita fiscal do contribuinte (fls. 29 a 32 e 98 a 127, do 1° trimestre/1999, o necessário estorno dos créditos por entrada de insumos aplicados em produtos situados fora do campo de incidência do imposto. Por não atender à intimação, propôsse o indeferimento do pleito, sem exame da autenticidade, da pertinência, nem do conteúdo das informações constantes nos documentos/elementos anexados aos autos pelo requerente. Fl. 388DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN 6 Faço essa recapitulação para demonstrar que o indeferimento do pleito deveuse fundamentalmente ao não atendimento à intimação para apresentação de documentos e esclarecimentos e que não houve enfrentamento do mérito do pedido. A Fiscalização estava autorizada a assim proceder, nos termos do art. 19 da INSRF no 600, de 28.12.2005, que assim dispõe: Art. 19. A autoridade da SRF competente para decidir sobre o pedido de ressarcimento de créditos do IPI poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação, pelo estabelecimento que escriturou referidos créditos, do livro Registro de Apuração do IPI correspondente aos períodos de apuração e de escrituração (ou cópia autenticada) e de outros documentos relativos aos créditos, inclusive arquivos magnéticos, bem como determinar a realização de diligência fiscal no estabelecimento da pessoa jurídica a fim de que seja verificada a exatidão das informações prestadas. As ressalvas da Fiscalização quanto à manutenção de saldo credor apurado anteriormente a 31.12.1998 e quanto à ausência de estorno dos créditos por entradas de insumos aplicados em produtos NT, muito embora, à toda a prova dos autos, procedentes, foram apenas incidentais. Em sede de Manifestação de Inconformidade, o requerente tratou apenas de refutar essas constatações incidentais. Omitiuse, todavia, na produção das provas e esclarecimentos requeridos pela Fiscalização, na Intimação de 23.05.2007, e que o rito do Decreto no 70.235, de 1972, lhe oportunizava apresentar naquele momento processual, para o efeito de afastar o óbice oposto pela Fiscalização para o enfrentamento do mérito do pedido. Em sua argumentação, mais tarde, repetida no recurso voluntário, o manifestante acaba confirmando que a anulação do saldo credor apurado anteriormente a 01.01.1999, requerido pelo art. 174, inc. I, alínea “a”, do RIPI/98, só se deu em setembro de 2003, conforme cópia do Livro RAIPI, fl. 280, que instrui a Manifestação de Inconformidade. Ainda, quanto à falta de estorno dos créditos por entrada de insumos aplicados em produtos NT, reclamado pelo artigo 174, I, "a", do RIPI/98, o recorrente tergiversa, alegando que o montante desses créditos seria irrisório frente ao valor dos créditos por insumos aplicados em produtos alíquota zero, e construindo a tese de que seus produtos devem ser tidos como isentos, já que são emergentes de processo de fabricação que se subsumiria ao conceito de industrialização. Seja como for, a pretensão é fulminada pela Súmula CARF no 20: Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. Quanto ao pedido de conversão deste julgamento em diligência, já referi acima que, mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. Contudo, não se dignou a fazêlo, preferindo tergiversar, fundando seu direito sobre teses mirabolantes. Nesse contexto, não há como deferir a providência requerida, que, evidentemente, se destina à produção das provas que o próprio interessado deveria ter trazido aos autos no momento adequado, segundo o sistema de distribuição do ônus probatório adotado no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, segundo o disposto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36: Fl. 389DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10875.002873/200291 Acórdão n.º 380301.789 S3TE03 Fl. 365 7 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC): Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). Nesse sentido, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93 116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste Fl. 390DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN 8 anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) Com essas considerações e com os demais fundamentos do acórdão de primeira instância, que adoto com fulcro no art, 55, § 1o, da Lei no 9.784, de 1999, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 5 de julho de 2011 Alexandre Kern – Relator Fl. 391DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10875.002873/200291 Acórdão n.º 380301.789 S3TE03 Fl. 366 9 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10875.002873/200291 Interessada: LABORATÓRIOS PFIZER LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.789, de 5 de julho de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 5 de julho de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 392DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 05/07/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 11060.003141/2008-51
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/10/2007
Ementa:
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ALIMENTAÇÃO. PAT.
O fornecimento de auxílio alimentação em pecúnia em desacordo com o PAT integra a remuneração do empregado, em razão do seu caráter salarial.
CONTRIBUIÇÃO. REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS EMPREGADO E CONTRIBUINTE INDIVIDUAL.
A contribuição do segurado empregado encontra respaldo nos artigos 12 incisos I; 20; 28 inciso I e parágrafos, todos da Lei nº 8.212/91.
A contribuição do segurado contribuinte individual encontra respaldo nos artigos art. 12, inciso V; art. 21; art. 28, inciso III, art. 30 inciso II e parágrafos 2º., 4º. e 5º., da Lei nº 8.212/91.
MULTA. RETROATIVIDADE. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
É assegurado ao contribuinte a aplicação, se mais benéfica, da multa prevista na legislação atual.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-000.886
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/10/2007 Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ALIMENTAÇÃO. PAT. O fornecimento de auxílio alimentação em pecúnia em desacordo com o PAT integra a remuneração do empregado, em razão do seu caráter salarial. CONTRIBUIÇÃO. REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS EMPREGADO E CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. A contribuição do segurado empregado encontra respaldo nos artigos 12 incisos I; 20; 28 inciso I e parágrafos, todos da Lei nº 8.212/91. A contribuição do segurado contribuinte individual encontra respaldo nos artigos art. 12, inciso V; art. 21; art. 28, inciso III, art. 30 inciso II e parágrafos 2º., 4º. e 5º., da Lei nº 8.212/91. MULTA. RETROATIVIDADE. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. É assegurado ao contribuinte a aplicação, se mais benéfica, da multa prevista na legislação atual. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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ALIMENTAÇÃO. PAT. O fornecimento de auxílio alimentação em pecúnia em desacordo com o PAT integra a remuneração do empregado, em razão do seu caráter salarial. CONTRIBUIÇÃO. REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS EMPREGADO E CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. A contribuição do segurado empregado encontra respaldo nos artigos 12 incisos I; 20; 28 inciso I e parágrafos, todos da Lei n º8.212/91. A contribuição do segurado contribuinte individual encontra respaldo nos artigos art. 12, inciso V; art. 21; art. 28, inciso III, art. 30 inciso II e parágrafos 2o., 4o. e 5o., da Lei n º8.212/91. MULTA. RETROATIVIDADE. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. É assegurado ao contribuinte a aplicação, se mais benéfica, da multa prevista na legislação atual. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Fl. 111DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/ 07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11060.003141/200851 Acórdão n.º 280300.886 S2TE03 Fl. 109 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/ 07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11060.003141/200851 Acórdão n.º 280300.886 S2TE03 Fl. 110 3 Relatório DO LANÇAMENTO Tratase de Auto de Infração de Obrigação principal (AIOP), DEBCAD: 37.140.0880/2008, referente à contribuição previdenciária de segurados empregados e contribuintes individuais, não descontadas na época própria, relativa a pagamentos em dinheiro a título de AuxílioAlimentação (deduzida a parcela descontada do trabalhador), em desacordo com o Programa de Alimentação do trabalhador PAT, bem como, pagamentos a título de honorários, prestação de serviços de conservação e manutenção de instalações e assessoria contábil e jurídica, verificados na contabilidade da empresa, conforme especifica a planilha às folhas 49, período de 08/2003 a 10/2007, conforme relatório fiscal de folhas 48 e 49. A empresa, em 13/03/2007 foi excluída do SIMPLES FEDERAL, Lei 9.317/96, por atividade econômica vedada, conforme Ato Declaratório Executivo AD ExtraSIVEX n° 01/2007; de 13/02/2007; com efeitos a partir de 1° de janeiro de 2002, cópia às fls 81 do processo 110.003146/2008. A partir de 01/07/2007, o contribuinte optou pelo SIMPLES NACIONAL,de acordo com a Lei Complementar nº 123/2006. DA CIÊNCIA DO LANÇAMENTO A ciência da autuação fiscal se deu em 19/08/2008, fl. 01, inconformado o contribuinte apresentou impugnação (fls. 52/72). O órgão julgador de primeira instância administrativa fiscal considerou procedente o lançamento (fls. 91/93) e aplicando a multa do art. 35A da Lei nº 8.212/91, desde que mais favorável. DO RECURSO VOLUNTÁRIO O contribuinte foi cientificado da decisão em 13/07/2010, fls. 95, inconformado interpôs recurso voluntário em 21/07/2010, fls. 96 a 106, alegando em síntese: O ato de exclusão do SIMPLES foi objeto de impugnação, a qual pende de julgamento pela DRJ, através do processo administrativo no 11060.000128/20076. Muito embora o relatório de julgamento faça referência do fato de que esse processo foi objeto de julgamento, citando, inclusive o número do acórdão, até a data de interposição do presente recurso a Empresa Recorrente não havia sido notificada do resultado do processo administrativo. Isto suspende os efeitos até o julgamento administrativo definitivo devendo ser evitada lavratura fiscal embasada no ato de exclusão. A empresa, quando da opção pelo SIMPLES em sua constituição, já exercia atividade ora considerada incompatível, sendo que não ocorreram alterações supervenientes em seu objeto social. Portanto, o efeito da exclusão deve se operar a partir do mês subseqüente ao ato executivo e não retroativos a 01/01/2002. O ato de exclusão da empresa Recorrente do SIMPLES vai de encontro à intenção constitucional em estabelecer um tratamento diferenciado e favorecido para as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, sendo que a Lei nº 9.317/96 deve ser analisada observandose o disposto no art. 179, da CF/88; Fl. 113DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/ 07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11060.003141/200851 Acórdão n.º 280300.886 S2TE03 Fl. 111 4 segundo entendimento exarado pelo Superior Tribunal de Justiça, a solicitação de revisão da exclusão do SIMPLES, apresentada tempestivamente, tem o condão de suspender a eficácia do ato declaratório de exclusão até a decisão administrativa. Portanto, não pode a administração pública efetuar lançamentos fiscais em razão dessa exclusão. É de flagrante ilegalidade o crédito tributário constituído, passível de anulação; os demais argumentos do recurso são no sentido de que sua exclusão do SIMPLES é indevida. por fim, requer que seja dado provimento ao presente recurso de modo a reformar a decisão da Delegacia de Julgamento, reconhecendo a nulidade do crédito tributário constituído através do Auto de Infração por Obrigação Principal AIOP DEBCAD nº 37.140.0864; Auto de Infração por Obrigação Principal – AIOP DEBCAD nº 37.140.0872; Auto de Infração por Obrigação Principal AIOP DEBCAD nº 37.140.0856; Auto de Infração por Obrigação Principal AIOP DEBCAD nº 37.140.0880; Auto de Infração por Obrigação Principal r AIOP DEBCAD nº 37.140.0829, tendo em vista que os efeitos do Ato Declaratório Executivo AD ExtraSIVIEX nº 01/2007 está com seus efeitos suspensos, não havendo até a presente data intimação da Recorrente da decisão da Delegacia de Julgamento. Não houve contrarrazões. É o relatório. Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo, fls. 107, e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual, passo a analisálo. O crédito tributário encontrase revestido das formalidades legais do art. 142 e § único, e arts. 97 e 114, todos do CTN, com período apurado, discriminação dos fatos geradores por intermédio do Relatório de Lançamento – RL (fls. 12/14), contendo a competência (mês e ano), a base de cálculo, a discriminação do fato gerador, bem como, o Discriminativo Analítico de Débito – DAD (fls. 04/08), que informa as alíquotas e os valores das contribuições previdenciárias devidas, as Instrução para o Contribuinte – IPC (fls. 02/03), os Fundamentos Legais do Débito – FLD (fls. 27/28), a identificação do contribuinte, identificação do Auditor Fiscal notificante, Relatório Fiscal (fls. 48/49), demais informações constantes das folhas 01 a 49. O auxílio alimentação, quando pago em espécie e com habitualidade, passa a integrar a base de cálculo da contribuição previdenciária, pois assume feição salarial. A exceção é o pagamento efetuado in natura, ou seja, quando o próprio empregador fornece a alimentação aos seus empregados. É assente na Corte Superior (STJ) o entendimento de que o auxílio alimentação fornecido habitualmente pelo empregador ao empregado integra o salário, assim passa a compor a base de cálculo da contribuição, em razão do caráter salarial da ajuda. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/ 07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11060.003141/200851 Acórdão n.º 280300.886 S2TE03 Fl. 112 5 Há incidência da contribuição social sobre o valor do vale alimentação/refeição fornecimento ao empregado, conforme Enunciado n.° 241, do TST, como segue: TST Enunciado nº 241 Res. 15/1985, DJ 09.12.1985 Mantida Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 Vale Refeição Remuneração do Empregado SalárioUtilidade – Alimentação. O vale para refeição, fornecido por força do contrato de trabalho, tem caráter salarial, integrando a remuneração do empregado, para todos os efeitos legais. A empresa não cadastrada no Programa de Alimentação do Trabalhador não faz jus aos benefícios fiscais previstos na Lei 6.321/76 que dispõe sobre a dedução, do lucro tributável para fins de imposto sobre a renda das pessoas jurídicas, do dobro das despesas realizadas em programas de alimentação do trabalhador. O entendimento de que há incidência de contribuições sociais sobre os valores fornecidos pela empresa a título de alimentação ao trabalhador sem a confirmação da inscrição no PAT, também é acompanhado pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ e Tribunais Federais (TRF3, TRF2 e TRF5), conforme decisões paradigmas: Processo RESP 200200530420RESP RECURSO ESPECIAL 433230 Relator(a) LUIZ FUX Sigla do órgão STJ Órgão julgador PRIMEIRA TURMA Fonte DJ DATA:17/02/2003 PG:00229 RSTJ VOL.:00171 PG:00092 Decisão por unanimidade. Ementa TRIBUTÁRIO. FGTS. AUXÍLIOALIMENTAÇÃO. PAT. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR. NÃO INSCRIÇÃO. TICKETS. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO FGTS. 1. O auxílio alimentação, quando pago em espécie e com habitualidade, passa a integrar a base de cálculo da contribuição previdenciária, assumindo, pois, feição salarial, afastandose, somente, de referida incidência quando o pagamento é efetuado in natura, ou seja, quando o próprio empregador fornece a alimentação aos seus empregados, estando ou não inscrito no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. 2. Aplicação ao Enunciado n.° 241, do TST. Há incidência da contribuição social, do FGTS, sobre o valor representado pelo fornecimento ao empregado, por força do contrato de trabalho, de vale refeição. 3. Recurso Especial desprovido. Data da Decisão 26/11/2002 Data da Publicação 17/02/2003. Processo AC 200161000265372AC APELAÇÃO CÍVEL 1202534 Relator(a) Processo AC 200161000265372AC APELAÇÃO CÍVEL 1202534 Relator(a) JUIZ BAPTISTA PEREIRA Sigla do órgão TRF3 Órgão julgador QUINTA TURMA Fonte DJU DATA:23/01/2008 PÁGINA: 390 Decisão por unanimidade. Ementa TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO Fl. 115DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/ 07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11060.003141/200851 Acórdão n.º 280300.886 S2TE03 Fl. 113 6 TRABALHADOR PAT. TERMO DE ADESÃO. INCENTIVO FISCAL DECORRENTE DO PAGAMENTO DE VALE ALIMENTAÇÃO E VALEREFEIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PORTARIA INTERMINISTERIAL 01/92. APLICABILIDADE. MULTA MORATÓRIA. CORREÇÃO MONETÁRIA. NULIDADE DA NFLD. FALTA DE IMPUGNAÇÃO OPORTUNA. PRECLUSÃO. 1. A empresa não cadastrada no Programa de Alimentação do Trabalhador não faz jus aos benefícios fiscais previstos na Lei 6.321/76 (REsp 476194/PR, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, 1ª Turma, DJ 23.08.2004, pág. 121) e RESp 826173/RS, Rel. Min. Castro Meira, 2ª Turma, DJ 19.05.2006, pág. 207). 2. É assente na Corte Superior, o entendimento de que o valealimentação fornecido habitualmente pelo empregador ao empregado integra o salário, e considerando que a legislação aplicável afasta apenas a parcela in natura, ou seja, quando a alimentação é fornecida pela própria empresa, o auxílio alimentação passa a compor a base de cálculo da contribuição, em razão do caráter salarial da ajuda. 3. Tratandose de fornecimento valealimentação e valerefeição, e integrando o ticket alimentação a remuneração do empregado, em razão do seu caráter salarial, não pode a empresa se beneficiar do incentivo fiscal se não estava inscrita no PAT, nos anos de 1996 e 1997, por não ter enviado o termo de adesão como previsto na Portaria Interministerial 01/92. 4. "O pagamento in natura do auxílioalimentação, vale dizer, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT ou decorra o pagamento de acordo ou convenção coletiva de trabalho." Precedente da 1ª Seção do STJ. 5. A Portaria Interministerial nº 01/92, foi legitimamente expedida no exercício de atribuição conferida pelo Art. 9º do Decreto nº 5/91, e implementou as regras para a adesão ao PAT, não extrapolou os limites do ato administrativos que lhes são próprios, e não teve o condão de ferir os princípios constitucionais apontados pela apelante. 6. Não compete ao Poder Judiciário excluir ou reduzir o percentual da multa moratória, quando este é fixado com base em graduação objetivamente estabelecida em lei, in casu o Art. 35 da Lei 8.212/91. 7. Inviável o exame da questão atinente à nulidade da NFLD por excesso de tributação, em face da preclusão da matéria, uma vez que não apreciada pelo Juízo a quo e não aventada nos embargos de declaração opostos. 8. Remessa oficial e apelação improvidas. Data da Decisão 19/11/2007 Data da Publicação 23/01/2008. Processo AG 200302010108473AG AGRAVO DE INSTRUMENTO 117868 Relator(a) Desembargador Federal ANTONIO HENRIQUE C. DA SILVA Sigla do órgão TRF2 Órgão julgador QUARTA TURMA ESPECIALIZADA Fonte DJU Data::09/12/2008 Página::158/159 Decisão por unanimidade. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/ 07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11060.003141/200851 Acórdão n.º 280300.886 S2TE03 Fl. 114 7 Ementa TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. TICKET ALIMENTAÇÃO. INSCRIÇÃO NO PAT. DESNECESSIDADE. NATUREZA SALARIAL DA VERBA. ENUNCIADO Nº 241 DO TST. PAGAMENTO NÃO HABITUAL. NÃO INCIDÊNCIA. 1 – Conquanto o STJ, no julgamento do EDRESP nº 476194 – PR, tenha consolidado entendimento de que não há necessidade de inscrição prévia no PAT para não incidência a que se refere o art. 28, § 9, alínea 'c' da Lei nº 8.212/91, o repasse de ticket alimentação não se enquadra no conceito de prestação in natura, dada sua natureza salarial reconhecida no enunciado da súmula nº 241 do TST, entendimento adotado, inclusive, pelo Eg. STJ. 2 – Na hipótese dos autos, entretanto, revelouse inexistir o caráter habitual do repasse do benefício, o que, em juízo não exauriente, configura a verossimilhança reconhecida no juízo de origem para o deferimento do pleito antecipatório de suspensão de exigibilidade do crédito tributário lançado sobre valores correspondentes aos tickets natalinos. 3 – Agravo de instrumento improvido. Data da Decisão 14/10/2008 Data da Publicação 09/12/2008. Processo AMS 9905232281AMS Apelação em Mandado de Segurança 67108 Relator(a) Desembargador Federal Castro Meira Sigla do órgão TRF5 Órgão julgador Primeira Turma Fonte DJ Data::17/09/2001 Página::637 Decisão UNÂNIME. Ementa PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCENTIVOS FISCAIS. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR (PAT). ISENÇÃO FISCAL. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA. ART. 111, II, DO CTN. 1. AS REGRAS DO PAT SOBRE A ALIMENTAÇÃO FORNECIDA AOS TRABALHADORES IMPLICAM ISENÇÃO FISCAL E DEVEM SER INTERPRETADAS RESTRITIVAMENTE, CONFORME DISPÕE O ART. 111, II, DO CTN. 2. O FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO PELA EMPRESA AOS SEUS EMPREGADOS EM RESTAURANTE PRÓPRIO CUMPRE A SUA PARTE NO PAT E RECEBE, POR ISTO, OS INCENTIVOS FISCAIS QUE LHE SÃO CONCERNENTES. NÃO PODE ESTENDÊLOS A PRESTAÇÕES ALIMENTARES ADICIONAIS, COMO "TICKETS ALIMENTAÇÃO" E "CESTA BÁSICA". ESTES, SENDO ADICIONAIS, CONSTITUEM "GANHOS HABITUAIS SOB A FORMA DE UTILIDADES" E SOFREM A INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA NA FORMA DO ART. 28, I, DA LEI 8.212/91. 3. APELAÇÃO E REMESSA OFICIAL PROVIDAS. SENTENÇA REFORMADA. DENEGAÇÃO DA SEGURANÇA. Data da Decisão 02/08/2001 Data da Publicação 17/09/2001. Destarte, com fundamento no art. 28, § 9°, alínea “c” da Lei n º 8.212/91 que dispõe que não integra o saláriodecontribuição a parcela in natura recebida de acordo com o Fl. 117DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/ 07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11060.003141/200851 Acórdão n.º 280300.886 S2TE03 Fl. 115 8 PAT, e considerando que a empresa pagou em pecúnia o auxílio alimentação ao trabalhador em desacordo com a legislação, o lançamento deve ser mantido. A contribuição do segurado empregado encontra respaldo nos artigos 12 incisos I; 20; 28 inciso I e parágrafos, todos da Lei n º8.212/91. A contribuição do segurado contribuinte individual encontra respaldo nos artigos art. 12, inciso V; art. 21; art. 28, inciso III, art. 30 inciso II e parágrafos 2o., 4o. e 5o., da Lei n º8.212/91, bem como, demais fundamentos constantes do relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD. A obrigação a cargo da empresa sobre a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais encontra respaldo legal nos artigos 22, 30 inciso I e 33, da Lei n º8.212/91. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação nos termos do art. 150 do CTN. Corrobora com o entendimento o Superior Tribunal de Justiça STJ, REsp 289181/MG. A multa aplicada pela Lei n º 8.212/91, na redação introduzida pela Lei n º 11.941/2009, estabelece a distinção entre multa de mora (art. 35) e a multa de ofício (art. 35 A). Suas aplicações devem seguir formas distintas, aplicandose para a multa de mora o art. 61 da Lei n º 9.430/96, e para a multa de ofício o art. 44 da Lei n º 9.430/96. Este entendimento, também, é corroborado pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ no Processo AGRESP 200601560547. A multa de mora, art. 35 da Lei n º 8.212/91, deve ser aplicada para pagamento fora do prazo previsto na legislação e será calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento por dia de atraso limitada a 20% (vinte por cento), nos termos do art. 61 da Lei n º 9.430/96. A multa de ofício, art. 35A da Lei n º 8.212/91, deve ser aplicada nos termos do art. 44 da Lei no9.430/96 (I 75% sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II 50%, exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal). O lançamento de ofício está previsto no art. 149 do CTN: Outrossim, o Supremo Tribunal Federal – STF fixou entendimento no sentido de que as cominações impostas por meio de lançamento de ofício decorrem do fato de omissão na declaração e recolhimento intempestivos da contribuição, nos termos do Processo REAgR 241087. O julgado é acompanhado pelo STJ, REsp 330519/RS, e Tribunais Federais TRF3ª Região, AC 94.03.0108363/SP, e TRF1ª Região, AC 1997.01.00.0475312/DF; que compreendem que deve ser efetuado o lançamento de ofício quando constatadas diferença a menor, ou inexistência de pagamento, ou irregularidades na declaração de tributos sujeitos a lançamento por homologação (omissão ou inexatidão). As alterações trazidas pela Lei n º 8.212/91 quanto a aplicação da multa devem ser observadas no caso objeto de análise, buscando o disposto nos artigos 106, inciso II, e 112, ambos do CTN, no sentido de se analisar e aplicar a norma que for mais benéfica ao contribuinte. A análise será realizada pela comparação entre os valores das multas aplicadas nos lançamentos por descumprimento de obrigação principal, conforme o art. 35 da Fl. 118DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/ 07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11060.003141/200851 Acórdão n.º 280300.886 S2TE03 Fl. 116 9 Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, e de obrigações acessórias, conforme §§ 4º e 5º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, e da multa de ofício calculada na forma do art. 35 A da Lei nº 8.212, de 1991, acrescido pela Lei nº 11.941, de 2009. Ante ao exposto, por se tratar de valores não declarado em GFIP (omissão na declaração) e de diferenças não recolhidas na época própria (recolhimento intempestivo da contribuição), referese a lançamento de ofício. Assim, a multa a ser aplicada será a do art. 35 A da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, que deve ser comparada à multa do lançamento, prevalecendo a mais favorável ao contribuinte. O contribuinte apenas argumenta em seu recurso que sua exclusão do SIMPLES é indevida, não mencionando os fatos geradores ensejadores do lançamento. Assim, nos termos do art. 17 do Decreto nº 70.235/1972, com redação dada pelo artigo 67 da Lei nº 9.532/1997, considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso, para aplicar a multa do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, que deve ser comparada à multa do lançamento, prevalecendo a mais favorável ao contribuinte. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 119DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/ 07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10074.000825/00-14
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.088
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência ao
Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, em razão da matéria, nos termos do voto do relator.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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DRJ/JUIZ DE FORA/RJ , - Vistos, relatados e discutidos.os presentes autqs. ANELISE DAUDT PRIETO Presidente R E S O L U ç ÃO NQ303-01.088 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO Co'NSELHO DE CONtRIBUINTb~S TERCEIRA CÂMARA \ , Formaliza~o em: ,O 9 ~~AR 2007 RESOLVEM os. Membros da Terceira Câma'ra do, Terceiro Consélho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência ao Egrégio Segundo Conse"lho de Contribuintes, em razão da matéria, nos termos do voto do relator. " lj/ (7) , ' /LL ' ",~', ','~ V::Lc;£V,~ ' ' Participaram, ainda,i,do presente julgamento, os CQnselheiros: Nanei Gama, Zenaldo ' Loibman, Silvio Marcos Barcelos Fi{lza, Marciel Eder Costa, Tarásio Campelo, Borges e Sergio de Castro Neves. . • Processo n° Recurso n° Sessão de Recorrente Recorrida DM Processo nO Resolução n° 10074.000825/00-14 303-01.088 RELATÓRIO \ ( Trata o presente processo de auto de irifração (fls.' 04/11) l~vrado em decorrência de procedimento fiscal de verificação do cümprimento'das obrigações tributárias pelo contribuinte, di,ante do qual apurou-se que "o eSlabelecil1lel1lO entregou a consumo produtos de procedência estrangeira, importados irregulm c, fraudulentamente, conforme Termo de Constatação";' origínandO, por SUei \'CI. :1 cobrança de multa regulamel1tàr, fundamentada no art, 365, capul e incisu I du RI PI. aprovado pelo Decreto n ° 87.981/82; e art.463, iri.ciso I, do Decreto n .0 '2.637/l'J'8J (RIPI/98). Confprme o Termo de Coristatação (fls. 12/29), a empresa contribuintecoi.nercializou vanas mercadorias importadas irreg~l1ar ou fraudulentamente, alegando tê-las .adquirido das eriílpresas Crimport, Stanley, Jofrhae Glóbimpex, ocorre que tais empresas fornecedoras são empresas. ipexistentes de fato. Além' disso, nunca foram realizadas transações' de mercadorias entre a fiscalizada e estes fornecedores, reputando-se, desta, fOl~ma,sem efeitos tributários e ii1idôneos todos os documentos fiscais. Ciente do Allto de Infração, a contribuinte apresentou impugnação ao feito (fls. 238/254), na qual apresentou os seguintes argumentos e fundamentos, em resumo: (i) Tem por finalidade a revénda no v-arejo,de "compact disks" - CD, fitas de vídeo, equipamentos eletrônicos de áudio e víd~o e respectivos acessórios, utilizando o nome fantasia de'~gramophone"; que estampa na fachada da única loja que possui; (ii) Na realização do seu objeto social, atua, pode-se assim 'dizer, de maneira compl~mentar às atividades da BMM áudio Vídeo e Laser Ltda. (BMM), pessoa jurídica col'ítrolada' pelo marido da controladora da Impugnante, que adota o mesnio nome fantasia; \ (iii) Em face. dos pesaqos. encargos burocráticos qüe a estrutura exigida daqueles que realizam operações com. o mercado externo representa para uma pequena empresa, e como consequência .natural da conjugação de esforços, a quase totalidade dos produtos de' origem éstrangeira por ela ofertados ao público era adquirida da BMM" empresa de \maior porte e que os importava diretamente, inc~usive para seu próprio comércio, como fazem prova as declarações de importação; (iv) Coma abertura cada vez mais acentuada do mercado brasileiro aos produtos alieríígenas, novos' agentes especializados surgiram 2 , , Processo nO Resolução n° 10074.000825/00-14- 303-0"1.088 neste cenário, com custos logicameúte mais reduzidos, em consequência da economiá de ~scala alcançada pela consolidação de cargas; I . (v) Em meados de 1996, '.q BMM decidiu desativar seu setor encarregado dessa tarefa e adquirir as mercadorias de que precisava no mercado interno, levando' à Iri.1pugnante a tomar igual deliberação; (vi) Sem tradição, porém, em operar' COll1 terceiros, aceitou propostas de fornecimento que lhe eram feitas, condicionando-os, no entanto, ;'t apresentação' de cóp~as dos documeI1tos .comprobatórios da regularidad~ dos ingressos dps bens no território mlcionai, dos respectivos desembaraços pelos órgãos competehtes da Secretaha da Receita Federal, assim COJ110 dos pagameqlus dos tributos correspondentes, fornecidas no curso cb :H;t1uljsc:t1. 111:1:' lamentavelmente não juntadas aos autos deste processo pL'lus Li Autuantes;,." ' . "(vii) Como atestam os próprios Termos de Intimação que integram os autos deste processo, os ilustres Auditores-Fiscais tiveram a oportunioade dê' examinar suas escriturações comerciais e fiscais, verificando todas as entradas e. saídas de mercadorias ,corre~pondentes a quatroànos de operações e nã'o apontàram uma deficiência sequer. nos registros de compras e vendas de' 'mercadorias, ou de movimentação física de estoque, circunstância que, adicionalmente ao lapso desci-ito,ao final do subirem 2.6 supra, já abala substancialmente a acusação feita riestes autos; (viii) A motivação do lançamelltodeofício adveio dos fundamentos aduzidos. no Termp de Constatação de tls. 12 e seguinll:s. no qual . afirma-se ter a ação fiscal sido deflagrada em coriseqüência de um(l' depúncia eda ~peração relátada às fls. 37; . , (ix) O que se conclui do relatório de fls .. 37 é que as suspeitas levantadas sobre a honestidade de diplomatas de país vizinho não se confirmaram e as dezenas 'de depoimento~ 'colhidos. não elivolveraql qualquer empresa que faça' uso. do nome fantasia Gramaphone, donde nenhuma ação concreta teria resultado, dévolv.endo-se, inclusive, os bensapreelltlidós ao importador, por falta de compro~ação do propalado desvio, conforme asseverado às fls. 45; (x) Na verdade, não se ,provou o desvio de mercadorias importadas pela Embaixada da Bolívia, nem qualquer outra irregularidadelje que tenhampartcipado as empresas pertencenJes ao' assii11 denominado pela fiscalização "grupo Gl'amophone", pe[oúnico simples fato qe que essas empresas não entregam a consumo nem 3 . 'Processo n° . Resolução nO . ,. 10074.000825/00-14 303-01.088 ,consome "produto' de pl~ocedência. estrangeira intriduzido c1andestihai11ente ,nó País ou "imp0l'tado irregular ou fraudulentamente"; (xi) TodO aquele "quiproquó" não passou de llm grande mal entendido prQvocado pela ciscunstância de a pessoa indicada como própritéria do veículo perseguido ter sido sócio minoritário' da Impugnante (.seudes.ligamento da sociedade coorreu em 13.01.98, . . conforme alteração contratua'l anexa), conhecida do motorista Li qusm deve 'ter emprestado a tal K6mbi e que de Ülto comparece eventualmente na residência da controladora desta erÍlpresa, CO;11sua autorização, para .tratar de "assuntos particulares", talvez até, na sua ausência, particularíss'imos, com a Sra. Nilza' de Sá Costa, empregada doméstica naquela casa há muitos anos, como faz prova carteira de trabalho também anexada a esta Impügnação; (xii) Conforme já ressaltado, qua11doa Impugnante paSSOlla adquirir mercadorias (cujo produto dás revendas repi:esenta algo em torno de 5% de sua receita bruta) de empfesas. outras que não a BMM, tomou aprecatição, justamente para evitar imputações como esta, de exigir do vendedor os pocumentos comprobatórios da regcllaridade dos ingressos dos bens no território nacional, dos respectivos desembaraços pelos órgãos compe~entes da Secretaria da Receita Federal, assim como dos pagamentos dos tributos correspondentes, fornecidas no curso da ação fiscal; (xiii) ,Quando instada, no curso da ação fiscal, a demonstrar ,a origem dessa pequena pÇlrtedas mercadorias que revende, entregou às autoridades fiscais tais elementos, sem se preocupar em colher prova do recebimento, até porque confiava, e ainda confia, nos Auditores- FisGais da Receita Fegeral;' ' (xiv) A ausência daqueles papéis nos autos, aliada a 0111lssaoda j\.intada de outros documentos também apontada anteriormente, embora sejam bastantes para ensejar o reconhecimento da preterição ao direito de defesa inf1igida à lnipugnante, não será aqu.i enfatizada, fiêando a cargo de V. Sa. pronunciá-la, se julgar cabÍ\'cl, " uma vez que a Impugnante' atribui essa' deliciência da pe<;,1 acusatória à uma' possível desorganização interna du (')rgJsu autuante, acarretada pela sucessão qe agentes fiscais que tomaram parte no mesmo procedimento; - . (xv) 'Não desejando que a exoneração da pena dec01:ra tão somente . dessa questão perambular, a Impugnante supre, por iniciativa própria, essa mácula, trazendo à colação novas reproduções de todos aqueles documentos (anexos 5,6,7 e 8) cuja autenticidade postula seja confirmada jünto aos arquivos ~ sistemas de processamento de 4 Processo n° ,Resolução n° " 10074.000825/00-14 303-01.088 dados dessa repartição, inclusive no SISCOMEX, no que se refere aos emitidos a partir da sua implantação; . (xvi}Não há falsidade ideológica nos documentos em qll<:Sli'i~). 11\::111 falsidade materiàl, inclusive' cOm q:lc\(;ãu' aus dUCUlllClllUS délS importações e de pagamento dos respectivos imposlus subrecla , incidentes, sendo,' portanto, descabida por completo a afirmação. cont~da no autà de infração de que DI's regularmente processadas' perante a repartição competente; relativas a produtos oficialme~lte desembaraçados por. Audiotres- Fiscais da Rec~ita Federal, verdadeiramente venClido's ao contribuinte acompanhados de notas fiscais - fatura formalmente corretas, sejarn documentos "sem ~feitos tributários e inidôneos", afirmado pelas 'dignas autoridades lançadoras; . , (xvii) Existe mÍl Termo de Constatação mencionando íàtos sobre os quais a Impu~nante não npoderia ter conhecimento, até porque a lei não a obriga ~ realizar investigaçôes do tipo ne!e descritos antes de adquirir uma mercadoria; .(xviii) A que compn;)Vm1tes de. pagarúentos estão se referindo os autuantes não se sabe, espec~almenteporque os DARFs relativos aos impostos incidentes nas .importações foram todos apresentados, os Ragamentos efetuados pelas vendedoras. estão devidament~ contabilizados em suas escriturações e as re,,:endas desses bens pêla Inipugnante estão' acobertadas por documentos .tiscais absolutamente idôneos, tendo sido pagos os respec tivós pre<;üs pelos adquirentes; (xix) Falta de comprovante de tl:ansporte, por seu turno, nunca foi indício de nenhuma irregularidade, sendo comum no mercado que u transporte das mercadorias vendidas seja feito pelo próp~'io vendedor; I. (xx) Dos acórdãos citados no sub item 3.2 do Termo de Constatação, às fls. 28, apenas o primeiro foi localizado no site do Conselho de Contribuintes, e versa sobre oUtro imposto, isto é, ITR, conforme listagem em anexo;. (xxi) Levantar dúvida sobre o que a auditoria-fiscal qualifica de "Inexistência formal das empresas fornecedoras", por seu turno, é algo, repita-se, que a Impugnantejamais cogitou, porque us bens lhe eram incontestavelmente fornecidos juntamente com todos os documentos usuais de sup0rle das opera\(õcs. cksdc \) SL'lI nascedouro; 5 I Processo n° Resolução nO - 10074.000825/00-14 303~01.088 (xxii) Analisando-se o Termo de Constatação de fls. 12 e seguintes, a Impl;gnante entende que nem mesnlO a fiscalização' comprovou essa dita inexistênCia; , " (xxiii) A empresa Stanley' Comércio e Exportação Ltda.,' importadora no Cadastro. Geral de Contribuintes pela própria . Secretaria da Receita Federal, que, ademais, aceitou alterações feitas posteriorm~nte; (xxiv) Anos-depois' das datas em que ocorreram as cuml-m,s relaCionadas no auto .de infração, sua sitl1açàü ncsse cadw,lru ~. de pes~o jurídica 'atiya não regular (fls. !15), o que já absta a possibilidada de declarar-se a sua inexistência; (xxv) O mesmo Termo de Constatação dá conta, ainda, da empresa não possuir alvará de funcionahlento outrogado pela Secretaria Municip~l de Fazenda, o que,' convenhamos, em nada afeta a ,fidedignida~e das compras e vendas celebradas com a Impugnante; (xxvi) Nenhuma irregularidade quanto aos documentos fiscais emitidos por essa pessoa jurídica foi ap6ntad~ pela fiscalização, dondê presume-se que, além de ideologia'camente verdadeeiroseles são tainbém materialmente autênticos; . . (xXtvii) Verificações feitas pela fiscalização meses ou anos depois dos fatos ocorridos, assim como conjecturas sobre a conexão 'da empresa: com olltras empresas, não. revelaram envolvimenlo' de pessoas físicas ou jurídicas a ela vinculadas, o que torna improfícua" • qualquer arqgüição quanto à existência de conluio, devendo-se atentar que, se alguma fraude ocorreu, não estará ela vinculada às importações dos bens em tela, nem à sua compl'a péla Impugnante; .(xxviii) Quanto a impórtadora Globimpex Comércio Importação e Exportação Ltda, não há irregularidadeÇ)uanto aos documentos fiscais emitidos por aquela pessoa jurídica, sendo ido lógica e materialmente verdadeiras as notas fiscais; (xxix) À terceira fornecedora é a Crimport Comercial e' Exportação Ltda., que revendeu à Impugnante bens adquirid9S no l11ercado interno da importadora Allmex Importação, eExp,ortação Ltda.; / (xxx) Às fls. 29 a fiscalização certifica a inscrição. dessa sociedade' noCNP J e que, apesar de atrasada com a entrega de declarações de teüdimentos até 1998, efetuou recolhirllento de alguris tributos no período de 01/01/98 a 30/06/99; 6 Processo nO Resolução n° " - 10074,000825/00-14 303-01.088' / (xxxi) No sistem~ "Línce-Fisco'~ inexiste- importação em seu nome, o que é evidente, e apenas denota a,tendenciosidade do Termo de Constatação em causa, pois, reiterecse, sempre se soube ter aquela • empresa revendido para, a Impugl1'ante mercadorias que adquirira no mercado interno; (xxxii) O fisco estadual, entretanto; não assinaloll, irregularidade alguma nos' documentos fiscais emitidos por essa pessoa jurídica, àssim como, tambén1 não o fez o fisco federal, done pl'esume-s@que, aléin qe ideologicamente vetdadeiros, são eles n1aterialmente autêntico$;~ (xxxiIi) Declarações prestadas i1estes autos informam' que a empresa teria sublocado imóvel, o que atesta maÍs uma vez sua existência de fato e de'direito; , '(xxxiv) As den1ais verifi.cações efetuadas pela fiscalização le,:,am novamente' à conclusão de inocorrência clara de conluio' entre a Impugnarite e a fornecedora quanto a alguma falta por ela praticada, logo, se alguma fraude ocorreu, não se vin~'ula esse ilícito co1'n as importaçÕes dos bens inquinados como ültroduzidos irregularh1jente no País, nem COJ.:1a sua compra pela Impugnante; (xxxv) No tocante às aquisições feitas da Johfra Comércio Importação e Exportação ~Ltda., a' situaçi!io não é diferente, por tratar-se de empresa que revendeu à Impugnante n1ercadorias' adquirida no mercado inteü10 de outras pessoas jurídicas, quais sejam, aStanley Comércio'e Exportação Ltda, já citada, e a Outback Com. Imp. Exp. Ltda. (xxxvi) Embora a empresa esteja inscrita no CNP.l. de'clara li fiscalização que a sociedade não teria entregue declarações: de renqimentos, neri.1 pa~b .impostos; ~peranado sem alvará, não obstante, o documénto de fls. 142 dá conta de sua existência e regur~ridade perante o cada~tro da Secretaria da Fazenda Estadu~l, que' a autorizol.l a emitir as notas fiscais que acompanharam os ptoduto,s vendidos à ünpugnànte; . . (xxxyii) Segundo 'depreende-se do enunciado verbal dos dispositivos regulamentares, a imposição de multa nestes estabelecida, pressupõe . ação dolosa do süjeito passivo no sentido de ocultar das autoridades administrativas o cànhecimento da ocoiTência de fato relevante parà ' a arrecadação oua fiscalização do IPI; . (xxxviii) Ainda_ q:l~ irregulari~ad~ hO~lv,essena impo~.tação 'd,ess~s'~ bens, o que cleÍll11tlvamente nao e vençllco, no que ,diZ respeito as compras efetuadas junto à Crimport e' à Johfr(~, a aplicação da 7 Processo nO Resolução n°. Impugnação. 10074.000825/00-14. 303-01.088 referidamult~ deveria recair sobre estas fornecedoras, e .não .sobre a Impugnante, conforme .jurispru,dência do Segundo Conselho de Contribuintes (Acórdão n° 202-7560, sessão de 28/02/95). Por todas as razões expostas, pleiteia pelo procedimento de sua Anexa os docm'nentos de fls. 255/1209. (, ~f (! l~ Encaminhados os autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora/MG, (fls.12131i225), a autoridade j~dga~io[a de primeii~a instância entendeu pela proced.ência do lançamento, COilfo~'mea seguinte ementa: "Assunto: Impost,o sobre Produtos Industrializados -;-IPI. Ãno-calendário: 1996, 1997, 1998, 1999. Ementa: PRODUTO DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA EM SITUAçAO IRREGULÁR NO PAÍS. OS que entregareni q consumo produtO de procedência estrangeira importado irregular ou . fraudulentamente incorrerão na m\Jl~a igual ao valor da mercadoria ou ao que lhe for atribuídQ na nota fiscal, sem prejuízo de outras sanções administrativas ou peIiais cabíveis .. Lançamento Procedente" Devidamente intimada (AR fls. 1231) a contribuinte apresenta . tempestivo Recurso Voluntário (fls. 1232/12(2), onde reitera todos os argumentos, funda111entose .pedidos de sua peça impugnatória e questiona que se a sanção imposta à Recorrente deveu-se justaIÍlente à imputação' que lhe foi. feita de haver dado. a consumo bens "importados irregular ou fraudulentamente" e agora; no pens'amento 'da r. .Turma. ;ec'orrida está provado "O fato daquelas mercadorias constantes das Dis terem entrado regularmente rio País", por que motivo'não foi a Irppugnação julgada procedente? , -Contribuintes. Pal~a corroborar sua tese, colaciona acórdãos; do E, Conselho (ir Requer seja dado pl~ovimento ao Recurso Voluntúrio, ckcl,lI,lllllu nulo 0. acórdão recorrido, para que seja proferida outra decisão. . Anexa os documentos de fls .. 1263/1308, entre os quais, Relação de Bens e Direiros para Arrolam~nto (fls. 1304). Às fls. 1337 a contribuinte manifesta-se, anexando (fls. 1338/1364) folhas do seu livro de caixa, folhas do seu Livro Registro de Entradas e relação de bens constantes do seu'ativo permanente em 3'1/12/2002. 8 ". ;. Processo nO.- , ,; Res.91uçãQno IL0074.000825/00~f4 303-01.088 . I. / ( '. .' , )., .' { <" . ' • ' ,I. '.' ' " '.' .A infon'nação de fls. 1371 declara que' o ,Jato relatado no item 6 do despacho, de ,fls. 1365 não impede o prosseguimento do Recurso VoJuútario, ' . • " . . ' " . / ' '. '. '. t. ',' . // . .- . Tendóem vista o disposto na Ponariéi rvw nO 314: li-: 25/US!L()l)l). deixamos,' autos de sel;em, encúninhados para êiênci'a'da ProCLlrLllh)ri~l. ll,i J,'li\..'lh.I.,1 Nacióilal, quarito' ~o Recurso.v oluntát'io intelvosto peJo contri büinte. ' > . . , Os', autos foram' ,distribllídos a este Conselheiro, constando nllV1eníçao até às fls'. 1324, última . ." -' . . i É o relatório. ,', ." " . ~--: . " , , i ..•, il!\ ~. 1,: lj:; K .~~ , ~f~ ~\[. 'j tv. -:. ,;.} t,I r ~ /,', .:'i l , i i',' ?:" 1, I ( ~ i t" t~'< '",.", l í ,/ ( / '. ,9 /. .:-, . I,,, I .. / I'.7 I' / / '. . ) ,I '. " I•!i ~. \ / ./ Processo n° Resolução n° 10014.000825/00-14 303-01.088 VOTO ( I ,I, l(~ J Conselheiro Ni1ton Luiz Balioli, Relator Trata o presente processo de exigência de multa tipificada no ai"tigo 365, inciso I, 40 Decreto n° 87.981/82, reprodüzida no art'. 463, inciso.l, do Decreto n" 2.637/98, em decorrência da constatação de que o contribuinte deixou de comprovar a procedência de produtos estrange~ros por ele comerciaJ1zados,. causando situação , . irregular de tais produtos no país. Encontra-se na competência do Terceiro Conselho de Contribuintes, nos termos do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, o julgamento dos Recursos Voluntários atinentes ao' Imposto sobre Produtos .Industrializados, especificamente, quando: "Art. 9° Compete ao Terceiro Conselho de Contribuintes julgar os recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância sobre a aplicação da legislação referente a:' II - imposto, sobre produtos industrializados nos' c.asos de importação; \ . /. -, XVI Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cUJo . lançamento -deéorr~ de classificação de mercadorias e o incideáte sobre produtos saídos' da Zon?t Franca' de Ma~1aus ou a ela destÍJ;.ados; (Redação dada pelo art. 2° da Portaria MF nO. 1.132, de • 30/09/20.02) " \ E o caso dos autos não se enquadra em nenhuma da.s hipóteses supra transcritas, as quaissã~de competência do Terceiro Conselho de Contribuintes. In casu, se trata' de multa regulamentar, prevista no artigo 365, inciso 11, dó Regulamento 'do' Imposto sobre Proputos Industrializados, aprovado.pelo ,Decreto n°. 8?981, de 23/12/82. lA11. 365 - S~m 'prejuízo de outras sanções administrativas ou penais cabíveis, incorrerão na multa igual ao valor con1ercial da mercadoria ou ao que lhe' for atribuído na Nota fiscal, respectivam~nté (Lei n° 4.502/64, ar!. 83, e Decreto-lei nO 400/68, art. 1°, ali'. 2".); 10 ' Processo nO Resolução n° 10074.000825/00-14 303-01.088 . " Excluindo-se da cOmpetência do Terce'íro Conselho de' Contribuintes .• encontra-se a hipótese enquadrada na competência do Segundo Conselho de Contribuintes, nos,tenl10s do inciso I, do artigo 8°, do Regimento Intet-no dos Conselhos de Contribuintes, in verbis:. "Ar!: 8° Compete ao Segundo Conselho de ContriblÍintes julgar os recursos de oficiá e voluntáfios de decisões de primeira instância sobre a aplicaçãoda legislação r~ferente a: , I I - Imposto sobre Produtos Jndustrializados (IPI), inclusive adicionais e empréstimos compulsórios a ele vinculados, exceto o IPI cujo lançamento decorra de classificação de mercadorias e o IPI incidente sobre prodlhos saídos da Zona FraI~ca de Manaus ou a ela destinados; (Redação dada pelo art. 2° da Portaria MP' n°. 1.132, ele \ 30/09/2002)" ! Destarte, . declino da competência' para julgamento' do 'Recurso Voluntário em .apreço, e determino o envio dos autos ao Segundo Conselho de Contribuintes, já que se trata de matéria de sua competência. Sala das Sessões, em 25 de janeiro de 2006 . . \,/ ',' - I - os que entregarem li coqsumo, ou consumirem produto de procedência' estrangeira introduzido clandestinamente no País ou importado irregular ou fraudulentamente (Lei na 4.502/64, art. 83, I,..e becreto-Iei n° 400/68, 311. 0, alt. 2a. 11 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010 00000011
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