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Numero do processo: 10880.089003/92-61
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 24 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Thu Mar 24 00:00:00 UTC 1994
Ementa: ITR - CORREÇÃO DO VALOR DA TERRA NUA - VTN - Descabe, neste Colegiado, apreciação do mérito da legislação de regência, manifestando-se sobre sua legalidade ou não. O controle da legislação infra-constitucional é tarefa reservada a alçada judiciária. O reajuste do Valor da Terra Nua utilizando coeficientes estabelecidos em dispositivos legais específicos fundamenta-se na legislação atinente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - Decreto nº 84.685/80, art. 7º, e parágrafos. É de manter-se lançamento efetuado com apoio nos ditames legais. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-01251
Nome do relator: MARIA THEREZA VASCONCELLOS DE ALMEIDA
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PUBLICADO NO D. O. U. &)71(. 2.° De Ob. Ápir .1 19qq C Í . . RubricaMINISTÉRIO DA FAZENDA ‘ 4111)1;' - ii SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • 1 4- 411'i, . •>,k.,nr3-::¡V• 1 i - Processo no 10080.089003/92-61 - • 1 \, SessWo de : 24 de março de 1994 ACORDn0 No 203-01.251 Recurso no: 94.232 • 1 Recorrente: COLNIZA COLONIZAWNO COM. E IND. LTDA. Recorrida : DRF EM SM PAULO - SP ITR - CORREÇMO DO VALOR DA TERRA NUA - VTN -1 : Descabe, neste Colegiada apreciaçWo do mérito da; legislaçMo de regOncia„ manifestando-se sobre sua legalidade ou nMo.- O controle da legislapol infra-constitucional é tarefa reservada a alçada : judiciária. O reajuste do Valor da Terra Nua utilizando coeficientes estabelecidos em dispositivos legais específicos fundamenta-se na legisIaçMo atinente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - Decreto no 84.685/80, art. 7p, ; • e parágrafos. E de manter-se lançamento efetuado ; com apoio nos ditames legais. Recurso negado. I , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos ; : de recurso interposto por COLNIZA COLONIZAÇA0 COM. E IND. LTDA. n ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo ; Conselho de Contribuintes " por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro SEBASTIMO BORGES " TAQUARY. Fez sustentaçWo oral o Patrono da recorrente Dr. ANTONIO CARLOS GRIMALDI. Ausentes os Conselheiros MAURO WASILEWSKI e i TIBERANY FERRAZ DOS SANTOS. . Sala das de março de 1994. i , nadelleiailleer • ,.(sE . DE -SOUZA - Presidentee , 4 ot 41 eit e, Is - CO- 4‘(--7 , i MA:aA líPIEZA VASCONCE- LuS DE ALMEI - Relatora ',___ . • 3 . . ,\SILVIO ,: FERNANDES - Procurador-Representante da Fazenda Nacional :.- , . -' • , , VISTA EM SESSMO DE 2 9 aR1994 ..• Participaram, ainda, do presente juiga-mento, os. Conselheiros SERGIO AFANASIEFF, RICARDO LEITE RODRIGUES e CELSO ANGELO LISBOA GALLUCCI. . /ovrs/ ._, . 1 . _ d-.7/ MINISTÉRIO DA FAZENDA1 ,,L . , :- fr '-`41W: drfr ,.. : SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ' 7,;''P I Processo no 10880.089003/92-61 \ ; Recurso No: 94.232 - 1 AcórdXo No: 203-01.251 • , • Recorrente: COLNIZA COLONIZAÇA0 COM. E IND. LTDA. . • RELATORI 0 -; • • . . . 1 . . Colniza Colonizaçao Comércio e indústria Ltda. sediada em sao Paulo, SP, na Praça Ramos de Azevedo 206 " .285:,? andar, impugna (fls. 01/05), lançamentos do Impoi:ito sobré a Propriedade Territorial Rural e Contribuições CNA, referentes ao exercício de 1992, trazendo em sua defesa, as razffes a seguir expostas: .. . ' • • ' I) Quanto aos fatos, admite a propriedade \do imóvel denominado lote 11, gleba G 2, área 50,0 ha, Com, localizaçao no Município de AripuanX, Mato Grosso-MT. junta Notificaçao/Comprovante de Pagamento, relativo ao exercício em , discussag , fls. 06 com data de vencimento estipulada para 21/12/92 e valor de Cr$ 74.701,00. ,, . ,, Considera discutível o Valor da Terra Nua tributada, vez que, sob sua ótica, é muito superior ao VTN declarado e ao VTN utilizado comm base de cálculo para \o exercício anterior, resultando daí uma insuportável elevaçag dós tributos exigidos. • ; II) Discorrendo sobre a legislaçao aplicável ressalta a existOncia da Portaria interministerial n2 309/91„ após o advento da Lei n2 8.022/90, que insturmentalizou o Valor , . da Terra Nua, fixando-o em um minímo para cada município, em todas as Unidades da Federaçao e que se consitutuiu no respaldo mediante o qual, a Receita Federal emitiu as guias de cobrança.dó ITR, relativas ao exercício de 1991. Posteriormente, no entender da impugnante, com a publica da Portaria Interministerial n2 1275/91, .estipulou-se :1 o cumprimento de normas referentes a correçao fiscal, disposta no art. 147, parágrafo 2g, do CTN, estendendo-se, também, os par:Metros mencionados, a imóveis nab declarados. Al, de acordo t com o dispositivo legal mencionado, o critério adotado, seria o 1 Valor da Terra Nua admitido como base de calculo pára o exercício ! de 1991, corrigido nos termos do parágrafo 42 do art. 72 do ; Decreto no 84.685/80, com "Indico de VariaçXo" do INPC (maio/91 a ; dezembro/91) e, após esta data, a variaçXo da UFIR, até a data o .! lançamento. il ; L. ousx_, ,ks ,,,rf:zâÇ„ MINISTÉRIO DA FAZENDA VIIOW Nk SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10880.089003/92-61 AcórclMo no 203-01.251 III) Reclama também a autuada contra os critérios adotados pela Receita' Federal, com base na Portaria interministerial ng 1275/91 supracitada, bem como na IN n2 119/92 que geraram, a seu ver, distorções absurdas" penalisando, conforme afirma, regiffes tais como a que sedia o imóvel rural em discussMo - extremo norte de Mato Grosso -, enquanto que imóveis situados em áreas mais próperos e melhor aquinhoadas a exemplo da RegiWo Sul, tiveram índices de variaçXo mais compatíveis. Argumenta, confrontando, que em diversas regiffes do País áreas sem infra-estrutra e com baixa capacidade de comercializaçWo têm o VTN comparativamente mais alto. Considera que a exa0o legal é justa para os imóveis já cadastrados deveria abranger tWo-somente o índice de variaçWo (236 a 982%) do INPC de maio/91 a dezembro/91, aplicado sobre a tabela de VTN, publicada na Portaria Interministerial n2 309/91, conforme vinha sendo praticado desde a ediçWo do Decreto n2 84.685/80, observando-se o disposto no seu art. 72, parágrafo 4o. IV) finalizando sua defesa, alega a impugnante que, no caso sob exame, "o abusivo aumento da base de cálculo (VTN), além do limite da mera atualizaçWo monetária, representa inegável majoraçWo do tributo e, portanto, inaceitável afronta ao art. 97, parágrafo 12, do CTN", violando assim, a justiça tribUtária. • Cita jurisprudência do antigo Tribunal Federal de Recursos, que considera, atende ao seu caso. Requer a suspensWo da exigibilidade do crédito tributário, com fundamento no art. .151do CTNp a adoçWo da base de cálculo que considera correta e o reprocessamento da guia referente ao exercício de 1992 com reduções que julga devidas. O julgador monocrático, em decisWp fundamentada , (fls. 07/08), analisa o pleito da reclamante, e, embora tomando conhecimento do pedido, termina por indeferi-lo, resumindo seu entendimento da forma como segue: "ITR/92 O lançamento foi corretamente efetuado com base na legislaçWo vigente. A base de cálculo utilizada, valor minímo da terra nua, está prevista nos parágrafos 2o e 32 do art. 72 do Decreto n2 84.685, de 06 ' de maio de 1980 ImpugnaçWo indeferida." n I •3 1 moa, MINISTÉRIO DA FAZENDA o -t; Y° orá SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo no 10880.089003/92-61 AcórdNo no 203-01.251 . • • • Regularmente intimada da decisão de primeira instãncia, a empresa interpês Recurso Voluntário (fls. 10/15), argumentando, principalmente, que a fixaçXo do VTN pela 1H n2 119/92 nãb levou em conta o levantamento do menor preço de transaçXo com terras no meio rural na forma determinada peia Portaria interministerial no 1.275/91, por duas razbes que entende incontestáveis: uma temporal, e outra material. Discute a circunstítncia de ter o lancamento impugnado sido feito iastreando-se em Valore> dispostos na IN ns? 119/92, publicada no DOU. •de 19/11/9„ vez que os avisos de lançamento da maioria dos lotes que possui em viturde da • ' atividade de colonizacWo por ela exercida foram emitidos em data anterior a publicaçXo mencionada. Questiona a chamada "impossibilidade material" do '1 lançamento que induz a pensar em desobediência ao disposto no art. 7o , parágrafos 2q e 32 do Decreto nq 84.685/80, assim também quanto ao item da Portaria Interministerial n2 1.275/91, não tendo sitio efetuado levantamento do valor venal do hectare de terra nua de que cuida o parágrafo 32 do mesmo art. 7o do Decreto citado.- Também, do mesmo modo, alega nUo ter havido pesquisa do "menor preço de transação c:om terras no1 meio rural", prescrito no item 1 da Portaria Interministerial n2 1.275/91. Argumenta, .ainda, que, no que concerne ao item I3 da Portaria supracitada, ele preceitua critériosmais benévolos para a fixaçXo do VTN de imóveis nítol declarados e ' que, por conseguinte, descumpriram as ordens fisicais, em contraponto aos u e procederam o cadastramento enquadrando-se, pois, nas formalidades legais. Por fim, reforça seu inconformismo rebelando-se c:om o fato de ser a institncia adr“histrativa impedida de • manifestar-se sobre a legislaçXo vigente. Reitera a argumentaçVo de que municípios em áreas desenvolvidas têm base de cálculo mais Ifavorável, se comparados aos de menor porte como aquele em que se situam as glebas aqui discutidas. Requer o cancelamento do lançamento,. e sua posterior reemissXo em bases corretas„ que atendam, de modo efetivo, a legislaçMo de regência. E o relatório. 4 Ô4(S' • MINISTÉRIO DA FAZENDA ;-,';..n ,,:jr; SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo no 10880.089003/92-61 Acórdab no 203-01.251 - VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA MARIA THEREZA VASCONCELLOS DE ALMEIDA Conforme relatado, entende-se que o inconformismo da ora recorrente prende-se, de forma precipua, aos valores - estipulados para a cobrança da exigéncia fiscal em discussão. Considera insuportável a elevação ocorrida, relacionando-se aos exercícios anteriores.• Analisa como duvidosos e discutíveis os parítmetros conCernentes á legislação basilar, 'pinando que são injustos e descabidos, confrontados aos valores atribuídos a áreas mais desenvolvidas do território pátrio. 1 Traz à baila o fato de que o lançamento louvou-se em instrumento normativo não-vigente por ocasião da emissão dá cobrança. VO, ainda, como descumprido, o disposto nos parágrafoS 29 e 3p, art. 72, do Decreto n2 84.685/80 e item I da Portaria interministerial n2 1.275/91. i, No mérito, considero, apesar da bem elaborada defesa, não assistir razão à requerente. • Com efeito, aqui ocorreu a fixação do Valor da Terra Nua, lançado com base nos atos legais, atos normativos que limitam-se a atualização da terra . e correção dos valores em observitncia ao que dispõe o Decreto no 84.685/80, art. 7o e parágrafos. Incluem-se tais atos naquilo que se configuroU chamar de "normas complementares"-, aS quais assim se refere Hugo de Brito Machado, em sua obra "Curso de Direito Tributário", verbis: u u uoluNN N1 N N As normas compelementares s gó, formalmente, atos administrativos, mas materialmente são leis. Assim se pode dizer, que são leis em sentido amplo . e estão compreendidas na legislação tributária:. -conforme, aliás, o art. 96 do CTN determina expressamente. 5 • v..-' n , i MINISTÉRIO DA FAZENDA . -À-11.°10''',-k .,,,,di-•-,' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES I Processo no 10880.089003/9261 . AcórdMo no 203-01,251 , . j i, .. 11 11 11 X 11 11 11 41 h P . 1 . (Hugo Brito Machado - CurSo de Direito Tributário , - Sã ediçãO - Rio de Janeiro - Ed. Forense 1992). ! . , • ! ' Quanto a impropriedade dás normas, é matéria a ser , discutida , na área. jurídica, enContrando-se a esfera administrativa cingida à lei, cabendo-lhe fiscalizar e aplicar os ' instrumentos legais vigentes. - . I , O Decreto no 84.685/80,1regulamentador da Lei ng 6.746/79, prev0 que o aumento do ITR será calculado na forma do artigo 7g e parágrafos. E, pois, oi alicerce legal para a atualizaçao do tributo em funcao da valorizaçao da terra. Cuida o mencionado Decreto, de explicitar o Valor - n da Terra Nua a considerar como base !de cálculo do tributo, balizamento preciso, a partir do valor venal do imóvel e das : variações ocorrentes ao longo dos periodos-base, considerados n para a incid&ncia do exigido. I A propósito, permito-me aqui transcrever, Paulo de Barros Carvalho que, a respeito do tema I e no tocante ao critério ' espacial da hipótese tributária,: enquadra o imposto ' aquidiscutido, o ITR, bem como o IPTU„ , ou sela, os que incidem , n sobre bens imóveis, no seguinte tópico: , I . I “a) .ftOMOMO ' . . 1,. I . , b) hipótese em gue!o critério espacial alude a áreas específicas, de tal sorte que o acontecimento apenas Ocorrerá se dentro delas : estiver geograficamentecontido n 1 ! II '• . ... . . !'i , (Paulo de Barros Carvalho - Curso de Direito ' Tributário - Sã ediçao - Sao Paulo; Saraiva, 1991). i • . Vem a calhar a citaçao acima, .vez que a ora recorrente, por diversas vezes, rebela-se com o descompasso . 4 existente entre o valor cobrado no município em que se situam as' glebas de sua propriedade e o restante do Pais. Trata-se de disposiçao expressa em normas específicas, que nab nos cabe apreciar - são resultantes da política governamental. 1' '1*ilk n • 6 n „ OF\ 'I • . ,MA.Ág, MINISTÉRIO DA FAZENDA • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINUS4 ,:t4,,,,.%, Á, '4Wk1 Processo no 10880.089003/92-61 AcdrdNo no 203-01.251 . Mais uma vez, reportando ao Decreto no 84.685/80, , depreende-se da leitura do seu art. 7g, parágrafo 42, que a incidência se dá sempre em virtude do preço corrente da terra, levando-se em conta, para apuraçgo de tal preço a variaçãO "verificada entre os dois exercicios anteriores ao do lançamento- do imposto". VO-se pois, que o ajuste do valor baseia-se na variaçgo do preço de mercado da terra, sendo tal variaçgo elemento de cálculo determinado em lei para verificaç go correta do imposto, haja vista suas finalidades. , Não há que se cogitar, pois, em afronta ao princípio da reserva legal„ insculpido no art. 97 do CTN, , conforme a certa altura argúi a recorrente, vez que n go se trata . de majoraçgo do tributo de 4ue cuida o inciso II do artigo citado, mas sim atualizaç go do valor monetário da base de cálculo, exceçgo prevista no parágrafo 22 do mesmo diploma legal, sendo o ajuste periódico de qualquer forma expressamente determinado em lei. . O parágrafo 3g do art. 72 do Decreto no 04.685/90 ' é claro quando menciona o fato da fixaçgo legal de VTN, louvando-se em valores venais do hectare por terra nua, com preços levantados de forma periódica e levando-se em conta a J diversidade de terras existentes em cada municlpio. . , , , , , Da mesma forma, a Portaria Interministerial no. 1.275/91 enumera e esclarece, nos seus diversos itens, o ' procedimento relativo no tocante a atualizaç go monetária a ser - , 4 atribuída ao VTN. E, assim, sempre levando em consideraçgo, o já citado Decreto n2 84.685/90„ art. 7p e parágrafos. . , i No item 1 da Portaria supracitada está expresso .que: ' • :, II ...N.O . . . . , , I- Adotar o menor preço de transaç go com terras no meio rural levantado referencialmente a 31 de . dezembro de cada exercício financeiro em cada.' micro-regigo h omogênea das Unidades federadas i definida pelo IBGE, através de entidadel especializada, credenciada pelo. Departamento da Receita Federal como Valor Mínimo da Terra Nua, de) que trata o parágrafo 32 do art. 7o do citado- Decreto; '. II I, PTu u n I 1 nil 9, /. • • n 7 , ,, .1 MINISTÉRIO DA FAZENDA /V( SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES fri,s0.47,Vtn Processo no 10880.089003/92-61 AcórdMo no 203-01.251 • Assim, considerando que a fiscalizaçWo agiu em consonância com os padrões legais em vigOncia e ainda que, no que respeita ao considerável aumento aplicado na correçâO do "Valor da Terra Nua", o mesmo está submisso à política fundiária imprimida pelo Governo, na avaliaçXo do património rural dos contribuintes, a qual aqui nNo nos é dado avaliar; conheço do Recurso, mas, no mérito, nego-lhe provimento, nWo vendo, portanto, como reformar a decisâb recorrida. Sala das Sessões, em 24 de março de 1994. ÉLIIP ot (J//1 d,r,AR A THe.REZA VASCO ...LOS ALM" • • ' • • 8
score : 1.0
Numero do processo: 10845.008669/93-16
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 27 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Thu Jul 27 00:00:00 UTC 1995
Ementa: Verificado que a importação trata-se de "preparação a base de Vitamina
C e celulose", e como tal enquadrada no código N.B.M./SH 3004.50.0000.
Negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-27846
Nome do relator: Moacyr Eloy de Medeiros
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score : 1.0
Numero do processo: 10980.010598/2004-44
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Feb 21 00:00:00 UTC 2006
Ementa: IPI. PRELIMINAR. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. A alegação de nulidade do auto de infração, por cerceamento do direito de defesa, não merece acolhimento, quando estão minuciosamente relacionados todos os fatos e dispositivos legais que o ensejaram, possibilitando à recorrente o pleno exercício do seu direito de defesa, nos termos do Decreto nº 70.235/72, que regula o processo administrativo fiscal. Preliminar rejeitada.
MULTA DE OFÍCIO. A aplicação multa de 75% tem amparo no art. 80, I, da Lei nº 4.502/64, com redação dada pelo art. 45 da Lei nº 9.430/96, visto que a exigência foi formalizada de ofício.
JUROS DE MORA. SELIC. A taxa SELIC tem previsão legal para ser utilizada no cálculo dos juros de mora devidos sobre os créditos tributários não recolhido no seu vencimento, ou seja, Lei nº 9.430/96.
COMPENSAÇÃO. O simples direito à compensação não serve de argumento defesa para infirmar auto de infração lavrado pela falta de recolhimento de tributo.
Recurso negado.
Numero da decisão: 203-10757
Matéria: IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
Nome do relator: Antonio Bezerra Neto
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ementa_s : IPI. PRELIMINAR. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. A alegação de nulidade do auto de infração, por cerceamento do direito de defesa, não merece acolhimento, quando estão minuciosamente relacionados todos os fatos e dispositivos legais que o ensejaram, possibilitando à recorrente o pleno exercício do seu direito de defesa, nos termos do Decreto nº 70.235/72, que regula o processo administrativo fiscal. Preliminar rejeitada. MULTA DE OFÍCIO. A aplicação multa de 75% tem amparo no art. 80, I, da Lei nº 4.502/64, com redação dada pelo art. 45 da Lei nº 9.430/96, visto que a exigência foi formalizada de ofício. JUROS DE MORA. SELIC. A taxa SELIC tem previsão legal para ser utilizada no cálculo dos juros de mora devidos sobre os créditos tributários não recolhido no seu vencimento, ou seja, Lei nº 9.430/96. COMPENSAÇÃO. O simples direito à compensação não serve de argumento defesa para infirmar auto de infração lavrado pela falta de recolhimento de tributo. Recurso negado.
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Recorrida : DRJ em Curitiba - PR IP'. PRELIMINAR. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. A alegação de nulidade do auto de infração, por cerceamento do direito de defesa, não merece acolhimento, quando estão minuciosamente relacionados todos bs fatos e dispositivos legais que o ensejaram, possibilitando à recorrente o pleno exercício do seu direito de defesa, nos termos do Decreto n° 70.235/72, que regula o processo administrativo fiscal. Preliminar rejeitada. MULTA DE OFÍCIO. A aplicação multa de 75% tem amparo no art. 80, I, da Lei n° 4.502/64, com redação dada pelo art. 45 da Lei n° 9.430/96, visto que a exigência foi formalizada de ofício. JUROS DE MORA. SELIC. A taxa SELIC tem previsão legal para ser utilizada no cálculo dos juros de mora devidos sobre os créditos tributários não recolhido no seu vencimento, ou seja, Lei n° 9.430/96. COMPENSAÇÃO. O simples direito à compensação não serve de argumento defesa para infirmar auto de infração lavrado pela falta de recolhimento de tributo. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: ALFA TRADING IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇAO LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de nulidade, e quanto ao mérito, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 21 de fevereiro de 2006. Antonio zerra Neto Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto, Maria Teresa Martínez LéDez, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Cesar Piantavigna, Mônica Monteiro Garcia de Los Rios (Suplente), Valdemar Ludvig e Francisco Maurício R. de Albuquerque Silva. Eant/inp MIN. DA FAZENOA - 2 CI' CONFERE COM O ORIGIN AL BRASILIA 1 • VISTO • a f MIN VA FAZENDA - 2.* CC I ' CONFERE CDM --n =Ar. .1e, Ministério da Fazenda BRASILIA .Q O ORIGINAL 2° CC-MF .7.-/ oq /06 Fl. Vi$t 4:: Segundo Conselho de Contribuintes 5; ';• , ., .: e 1 (04m Processo n2 : 10980.010598/200444 VI:TO Recurso III : 130.896 Acórdão ni : 203-10.757 Recorrente : ALFA TRADLNG IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. RELATÓRIO , Por bem descrever o fato adoto e transcrevo o relatório elaborado pela DRJ em Curitiba — PR: "Em procedimento de fiscalização levado a efeito no estabelecimento antes qualificado, foi constituído, pelo competente lançamento de oficio, o crédito tributário do Imposto sobre Produtos Industrializados, decorrente das infrações a seguir relatmins. Conforme a fi. 57 da descrição dos fatos do Auto de Infração do IPI (N. 56 a 59), o contribuinte não declarou, nem recolheu os saldos devedores deste imposto escriturados em sua contabilidade no Livro Razão dos anos de 2000, 2002 e 2003 (cópias às fls. 14 a 22), relativos aos seguintes períodos de apuração: 3° decêndio de junho, 2' e 3 decêndios de agosto e 1° e 2' decêndios de outubro, do ano de 2000; 2° decêndio de março, 1° ao 3° decêndios de abril, e 2° decêndio de julho de 2002; e I° decêndio de abril, 3° decêndio de maio, 1° ao 3° decêndios de junho, 2° e 3° decêndios de julho, 1° ao 3° decêndios de agosto, 2° decêndio de setembro, 1° decêndio de outubro, e 1° e 3° decêndios de novembro de 2003. A fiscalização intimou o contribuinte (fl. 45) a manifestar-se sobre a procedência dos débitos levantados conforme demonstrativos de fls. 46 a 48, não obtendo resposta no prazo estipulado, o que ensejou o seu lançamento de ofício, acrescido da multa de 75% e dos juros moratórios, perfazendo, na data da autuação, o valor de R$ 93.173,57. A exigência foi fundamentada nos seguintes dispositivos legais: arts. 77. inciso III, do Decreto-lei n° 5.844; 149, da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966; 32, inciso II, 109, 111, 112, inciso III, 114 e parágrafo ataco, 117, 182, 183, inciso IV, e 185, inciso Iff, todos do Decreto n°2.637, de 25 de junho de 1998— RIPI de 1998; e 34, inciso II, 122, 124, 125, inciso III, 127, 130, 199, 200, inciso IV, e 202, inciso III do Decreto n°4.544, de 26 de dezembro de 2002. A multa de ofício foi capitulada no art. 80, iniciso I, da Lei n°4.502, de 30 de novembro de 1964, com a redação dada pelo art. 45 da Lei n°9.430, de 27 de dezembro de 1996. Foi formalizada representação fiscal para fins renais através do r s o rz" 10.01062W00-50uta_4 te anexada às . I a 65. Devidamente cientificado, o contribuinte, tempestivamente, através de seu procurador (mandato de fi. 79), impugnou a exigência, através do arrazoado de fls. 67 a 78, instruído com os documentos de fls. 80 a 99, alegando, em síntese, o que segue. Inicialmente, diz ter a autuação insuficiências de conteúdo formal: não indicação e ausência de provas da origem das informações que embasaram o lançamento, o que traz prejuízo ao contraditório e ampla defesa da impugnante; utilização do critério de amostragem; não comprovação da ocorrência dos fatos geradores da obrigação tributária; ausência da indicação da base de cálculo, alíquotas e juros adotados. Com relação à multa de ofício de 75 %, invoca a aplicação do disposto no art. 16 da Lei n° 4.862, de 29 de novembro de 1965, que limita os acréscimos 2f rmoratórias em 30 % do valor do débito, trazendo jurisprudência do STF a respeito. .. CC-MFMinistério da Fazenda E. Segundo Conselho de Contribuintes Processo ni : 10980.01059812004-44 Recurso n9 : 130.896 Acórdão nt : 203-10.757 Adverte, com apoio em excertos da doutrina, sobre a mesma natureza das multas moratórias e punitivas, em razão das primeiras terem "sempre um caráter punitivo, sancionatório, penai", dizendo que a indenização do "Estado pelo não recebimento dos valores a que teria direito, efetiva-se pela incidência dos juros, estes sim de natureza indenizatória, compensatória. "Alternativamente, busca amparo para a redução da multa de .oficio no art. 35 da Lei n° 9.528, de 10 de dezembro de 1997, defendendo a aplicação do percentual de 40 % nele previsto, em conformidade com o art. 106 do Ataca a aplicação da Taxa SEM como índice de atualização monetária dos débitos, primeiramente, por ter ela natureza remuneratória, o que impede sua utilização como juros moratórios, pois afrontaria o caput e o § 1° do art. 161 do CTIV. Depois, por ser a referida taxa alterada através de simples deliberação pelo Governo Federal, sua utilização fere ao princípio constitucional da reserva legal para majoração de tributos. Traz em seu auxílio jurisprudência do STJ. Alega que é detentora de créditos tributários federais passíveis de compensação com débitos pendentes da mesma natureza. Por fim requer: a) a anulação do Auto de Infração com o respectivo cancelamento da exigência; b) em não sendo cancelado o lançamento, a compensação das obrigações decorrentes com créditos tributários existentes em seu favor; e c) a concessão de prazo para a juntada dos documentos que comprovam os referidos créditos." Em decisão de fls. 101 a 105, a DRJ em Porto Alegre - RS, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento que mantém integralmente a exigência formalizada no Auto de Infração de fls. 56 a 59, nos termos da ementa que se transcreve: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 21/06/2000 a 30/06/2000, 11/08/2000 a 31/08/2000, 01/10/2000 a 20/10/2000, 11/03/2002 a 20/03/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 11/07/2002 a 20/07/2002, 21/03/2003 a 10474/2003, 21/05/2003 a 30/06/2003, 11/07/2003 a 31/0812003, 11/09/2003 a 20/09/2003, 01/10/2003 a 10/10/2003, 01/11/2003 a 10/11/2003, 21/11/2003 a 30/11/2003 Ementa: Os débitos apurados na escrituração do contribuinte que não foram devidamente declarados e recolhidos, ensejam o seu lançamento de ofício, acrescido de multa de ofício e juros. Lançamento Procedente" Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs o Recurso Voluntário de fls. 111/122, onde reiterou os argumentos expendidos na sua impugnação à exceção do que se refere ao MPF. À fl. 135, o órgão local deu seguimento ao recurso da contribuinte sem efetivação do respectivo arrolamento de bens, visto que não constavam bens no Ativo Permanente da empresa É o relatório. !M - 2.• CCN DA FAZENDA 06 BRASIL IA (2 0(1,_ , CONFERE q3-m o ORIGINAL_ 3 8TO • t ......nnn•nn MIN DA FAZENDA - 2.' CC 21 CC-IvrF Minis'. c' • . ' tério da Fazenda.,.:-..:•=3,..et rn•nn •....... CONFERE COM OORIGINAL n. Segundo Conselho de Contribuintes BRASILIAcit i 09 I 06 ,: al Processo na : 10980.010598/2004-44 ________ I • a- tf- ....2. —ISTO Recurso rts : 130.896 .---------------- Acórdão n2 : 203-10.757 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO BEZERRA NETO O recurso voluntário cumpre os requisitos legais necessários para o seu conhecimento. , Trata o presente processo de exigência de ofício do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, pela falta de recolhimento do tributos nos períodos de apuração 21/06/2000 a 30/06/2000, 11/08/2000 a 31/08/2000, 01110/2000 a 20/10/2000, 11/03/2002 a 20/03/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 11/07/2002 a 20/07/2002, 21/03/2003 a 10/04/2003, 21/05/2003 a 30/06/2003, 11/07/2003 a 31/08/2003, 11/09/2003 a 20/09/2003, 01/10/2003 a 10/10/2003,01/11/2003 a 10/11/2003 e 21/11/2003 a 30/11/2003. No apelo apresentado a este Conselho a recorrente, preliminarmente, alegou a nulidade do auto de infração por suposta falta de descrição detalhada do fato imponível, bem assim de ter utilizado indevidamente o critério de amostragem para fins de autuação. No mérito, insurgiu-se contra o percentual da multa lançada e a utilização da SELIC no cálculo dos juros de mora, e afirmou que detinha créditos tributários federais passíveis de compensação. Preliminar: NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO Em relação às hipóteses de nulidade do auto de infração, o art. 59, do Decreto n° 70.235, de 06/03/72, assim dispõe: "Art. 59. São Nulos: I- os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa" Na análise dos autos, vejo que a alegação de nulidade do feito fiscal, por cerceamento do direito de defesa, não merece acolhimento. No auto de infração lavrado e nos documentos anexos ao mesmo foram minuciosamente relacionados todos os fatos e dispositivos legais que o ensejaram que possibilitou à recorrente o pleno exercício do seu direito de defesa, nos termos do Decreto n°70.235/72. Ademais, as informações utilizadas na apuração da falta de recolhimento objeto da autuação, como se constata sem nenhum esforço, foram extraídas do Livro Razão e do Livro Registro de Saídas da contribuinte. Outrossim, no curso da ação fiscal, foi oportunizadado à recorrente o direito de se manifestar sobre as diferenças apuradas (fls. 46/48), contra as quais não houve contestação. Amostragem É por demais óbvio que a informação de que a verificação do cumprimento das diversas obrigações tributárias ocorreu "por amostragem" não significa que para a confecção do lançamento tenha também sido empregado um método "por amostragem". São coisas distintas. Por outro lado, cabe ressaltar, que a fiscalização não é obrigada a verificar todas as operações 4 _ MIN. DA FAZENDA - 2.* CC‘-ta 22 CC-MFMinistério da Fazenda CONFERE cop O ORIGINAL n. Segundo Conselho de Contribuintes BRASILIA ......... • Processo di : 10980.010598/200444 ISTO Recurso 69 : 130.896 Acórdão n2 : 203-10.757 da *fiscalizada para constatar a regularidade ou não dos recolhimentos de tributos, podendo as verificações se limitarem a um determinado período de tempo ou a algumas das operações da contribuinte. Na lavratura do auto de infração, como já descrito, a autoridade fiscal demonstra haver efetivamente apurado a falta de recolhimento a partir da escrituração da contribuinte, podendo a mesma no máximo, em havendo dúvidas em relação aos dados declarados pela recorrente, ter lançado ínão de teste por amostragens com o intuito de confirmar sua consistência junto à escrituração contábil/fiscal. Isso posto, voto no sentido de rejeitar as preliminares de nulidade alegadas. Mérito: MULTA DE OFÍCIO • A multa de ofício é plenamente aplicável ao caso em tela, e o percentual de 75% tem amparo no art. 80, I, da Lei n° 4.502164, com redação dada pelo art. 45 da Lei n° 9.430/96, visto que a exigência foi formalizada de ofício. Quanto à previsão do art. 16 da Lei n° 4.862, de 29 de novembro de 1965, que estabelecia limite de 30% à multa de mora, além de já haver sido revogado pelo art. 17 do Decreto-Lei n° 1.968, de 23 de novembro de 1982, não se aplicaria ao caso em questão por não se estar no presente processo exigindo uma multa daquela espécie, mas a multa de ofício, prevista expressamente em lei para a hipótese de lançamento efetuado pela autoridade fiscal, em que pese o esforço da recorrente na tentativa de caracterizá-las como sendo de mesma natureza. JUROS DE MORA A exigência dos juros de mora nos percentuais lançados se deu conforme dispositivos legais em pleno vigor. A taxa SELIC tem previsão legal para ser utilizada sobre os créditos tributários não recolhidos no seu vencimento, ou seja, Lei n° 9.430/96, e este não é o foro competente para discutir eventual inconstitucionalidade porventura existente na lei. COMPENSAÇÃO Por fim, verifico que a recorrente não provou a efetivação de qualquer compensação, ou mesmo, a existência de créditos tributários passíveis de serem compensados. Ademais, cabe ressaltar que a compensação tributária tem rito próprio e o simples direito a ela não serve como argumento de defesa para infamar auto de infração lavrado pela falta de recolhimento de tributo. Pelas razões acima expostas, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 21 de fevereiro de 2006. 4114 ANTO BEZERRA NETO 5 Page 1 _0125800.PDF Page 1 _0125900.PDF Page 1 _0126000.PDF Page 1 _0126100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10845.005447/91-16
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 28 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Wed Jul 28 00:00:00 UTC 1993
Ementa: VISTORIA ADUANEIRA.
FALTA DE MERCADORIA.
O depositário responde por avaria ou falta de mercadoria sob sua custódia, presumindo-se sua responsabilidade no caso de volumes recebidos sem ressalva ou protesto (art. 479 e seu parágrafo único do R.A.).
Recurso negado.
Numero da decisão: 302-32.650
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: ELIZABETH EMÍLIO DE MORAES CHIEREGATTO
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Numero do processo: 10935.001409/2004-98
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002
Ementa: PRELIMINAR. ILEGALIDADE. IN SRF Nºs 210 E 226, DE 2002.
São legítimas as restrições relativas ao crédito-prêmio à exportação contidas nas IN SRF nºs 210 e 226, de 2002, pois, além de terem fulcro em Parecer vinculante da AGU, não impedem o acesso do contribuinte ao devido processo legal.
CRÉDITO-PRÊMIO À EXPORTAÇÃO. EXTINÇÃO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. RESOLUÇÃO No 71/2005, DO SENADO FEDERAL.
O crédito-prêmio à exportação não foi reinstituído pelo Decreto-Lei nº 1.894, de 16/12/1981, encontrando-se revogado desde 30/06/1983, quando expirou a vigência do art. 1º do Decreto-Lei nº 491, de 05/03/1969, por força do disposto no art. 1º, § 2º, do Decreto-Lei nº 1.658, de 24/01/1979. O crédito-prêmio à exportação não foi reavaliado e nem reinstituído por norma jurídica posterior à vigência do art. 41 do ADCT da CF/1988. A declaração de inconstitucionalidade do art. 1o do Decreto-Lei no 1.724, de 07/12/1979, e do inciso I do art. 3o do Decreto-Lei no 1.894, de 16/12/1981, não impediu que o Decreto-Lei no 1.658, de 24/01/1979, revogasse o art. 1o do Decreto-Lei no 491, de 05/03/1969, em 30/06/1983. A Resolução no 71, de 27/12/2005, do Senado Federal, ao preservar a vigência do que remanesceu do art. 1o do Decreto-Lei no 491, de 05/03/1969, alcança os fatos ocorridos até 30/06/1983, pois o STF não emitiu nenhum juízo acerca da subsistência do crédito-prêmio à exportação a partir desta data.
Recurso negado.
Numero da decisão: 202-17960
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Antonio Zomer
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 Ementa: PRELIMINAR. ILEGALIDADE. IN SRF Nºs 210 E 226, DE 2002. São legítimas as restrições relativas ao crédito-prêmio à exportação contidas nas IN SRF nºs 210 e 226, de 2002, pois, além de terem fulcro em Parecer vinculante da AGU, não impedem o acesso do contribuinte ao devido processo legal. CRÉDITO-PRÊMIO À EXPORTAÇÃO. EXTINÇÃO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. RESOLUÇÃO No 71/2005, DO SENADO FEDERAL. O crédito-prêmio à exportação não foi reinstituído pelo Decreto-Lei nº 1.894, de 16/12/1981, encontrando-se revogado desde 30/06/1983, quando expirou a vigência do art. 1º do Decreto-Lei nº 491, de 05/03/1969, por força do disposto no art. 1º, § 2º, do Decreto-Lei nº 1.658, de 24/01/1979. O crédito-prêmio à exportação não foi reavaliado e nem reinstituído por norma jurídica posterior à vigência do art. 41 do ADCT da CF/1988. A declaração de inconstitucionalidade do art. 1o do Decreto-Lei no 1.724, de 07/12/1979, e do inciso I do art. 3o do Decreto-Lei no 1.894, de 16/12/1981, não impediu que o Decreto-Lei no 1.658, de 24/01/1979, revogasse o art. 1o do Decreto-Lei no 491, de 05/03/1969, em 30/06/1983. A Resolução no 71, de 27/12/2005, do Senado Federal, ao preservar a vigência do que remanesceu do art. 1o do Decreto-Lei no 491, de 05/03/1969, alcança os fatos ocorridos até 30/06/1983, pois o STF não emitiu nenhum juízo acerca da subsistência do crédito-prêmio à exportação a partir desta data. Recurso negado.
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I 1411:N MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBULNTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10935.001409/2004-98 Recurso n° 137.255 Voluntário coss'irt Matéria CRÉDITO-PRÊMIO DE IPI coçoin°64#16. • Acórdão n° 202-17.960 tonmospo.seeno£5.4--- 0.49 gasts Sessão de 26 de abril de 2007 Recorrente AGRÍCOLA SPERAFICO LTDA. Recorrida DRJ em Porto Alegre - RS Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - 21. Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 Ementa: PRELIMINAR. ILEGALIDADE. IN SRF N9-4 210 E 226, DE 2002. São legítimas as restrições relativas ao crédito-prêmio à exportação contidas nas IN SRF n 2s 210 e 226, de 2002, pois, além de terem fulcro em Parecer vinculante da AGU, não impedem o acesso do contribuinte ao devido processo legal CRÉDITO-PRÊMIO À EXPORTAÇÃO. EXTINÇÃO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. RESOLUÇÃO N2 71/2005, DO SENADO FEDERAL. MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUiNFS1 O crédito-prêmio à exportação não foi reinstituído CONFERE COMO ORIGNAL pelo Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981, Brasira (.24 c4 .200 4_ encontrando-se revogado desde 30/06/1983, quando expirou a vigência do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491, 11n4Ct de 05/03/1969, por força do disposto no art. 1 2, § 22, Andrezza 14iento SChmcikal Mai. Siape 1377389 do Decreto-Lei n2 1.658, de 24/01/1979. O crédito- prêmio à exportação não foi reavaliado e nem reinstituído por norma jurídica posterior à vigência do art. 41 do ADCT da CF/1988. A declaração de inconstitucionalidade do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 1.724, de 07/12/1979, e do inciso I do art. 32 do Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981, não impediu que o Decreto-Lei n2 1.658, de 24/01/1979, revogasse o art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969, em 30/06/1983. A Resolução 112 71, de 27/12/2005, do Senado Federal, ao preservar a vigência do que “\ 4 Processo n.° 10935.001409/2004-98 CCO21CO2 Acórdão n.• 202-17.960 Fls. 2 - remanesceu do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969, alcança os fatos ocorridos até 30/06/1983, pois o STF não emitiu nenhum juizo acerca da subsistência do crédito-prêmio à exportação a partir desta data. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONT UESNT CONFERE COM O ORIGINAL ANTO IO ARLOSILIM Brasília. bit 00 /02C0+ CtI Andrezza N intome SchmcikalPresidente Mat. Sia pe 377389 ig ' 1 O n 10 s MER Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, Nadja Rodrigues Romero, Claudia Alves Lopes Bemardino, Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martinez LOpez. Processo n.° 10935.001409/2004-98 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-17.960 MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTratliNTEÍ Fls. 3 CONFERE COM O ORIGINAL Brasilia 0(1 / 00 I .200 Relatório Andrezza Na umentu Sciimcikal Mal Niapt 1377389 Trata o presente processo de pedido de ressarcimento de crédito-prêmio de IPI, devidamente atualizado, relativo ao período de 01/07/2002 a 30/09/2002, apresentado em 01/04/2004, com fundamento no art. 1 2 do Decreto-Lei ne 491/69, c/c o art. 1 2, inciso II, do Decreto-Lei n2 1.894/81. A empresa fundamenta o seu pedido, basicamente, nas seguintes alegações: - inaplicabilidade do art. 42 da IN SRF n 2 210/2002; - arbitrariedade da IN SRF n2 226/2002; • - incentivo estabelecido e ratificado pelos DLs n 2s 491/69 e 1.894/81; - inaplicabilidade de Portarias do Ministro da Fazenda que restringem o direito do contribuinte, em flagrante contrariedade à lei; - inaplicabilidade do art. 41, § 1 2, do ADCT da CF/88; - desnecessidade da inclusão do crédito-prêmio na Lei n2 8.402/92, em vista da inaplicabilidade do art. 41, § 1 2, do ADCT; e - a correção monetária é obrigatória, nos termos do Parecer AGU/MF n2 1/96, devendo incidir de acordo com a taxa de juros Selic. A Delegacia da Receita Federai indeferiu liminarmente o pleito, conforme disposto no art. 1 2 da Instrução Normativa SRF n2 226/2002, tendo em vista que o crédito- • prêmio instituído pelo art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491/69 foi completamente extinto em 30/06/1983. Irresignada, a requerente apresentou manifestação de inconformidade, defendendo o direito ao beneficio, que não considera revogado, citando em seu auxilio decisões do Superior Tribunal de Justiça. Alega, ainda, que a Instrução Normativa SRF n2 226/2002 é ilegal, pois o seu direito encontra amparo no Decreto-Lei n 2 491/69. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre - RS também julgou extinto o crédito-prêmio em 30/06/1983, mantendo o indeferimento do pedido. No recurso voluntário a empresa reedita o seu arrazoado, acrescentando que a Resolução if 71/2005, do Senado Federal, veio a confuniar a sua tese de que o crédito-premio continua em vigor até hoje. , É o Relatório Processo n.° 10935.00149(2004-98 CCO2/CO2 Acórdão n.• 202-17.960 RIF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRa3C1HTES Fls. 4 CONFERE COM O ORIGINAL - Bradá O g / 06 / c2.004- Voto Andrezza F.Ji4dShmcikaI Mat. Siape 1377389 Conselheiro AN' TONIO ZOMER, Relator O recurso é tempestivo e cumpre os requisitos legais para ser admitido, pelo que dele conheço. A questão posta em julgamento não é nova perante esta Câmara, já tendo sido apreciada por inúmeras vezes. Sendo assim, adoto como forma de decidir, e abaixo transcrevo, excerto do voto proferido pelo Conselheiro Antonio Carlos Atulim no julgamento do Recurso n2 126.367 (Acórdão n2 201-16.203): "Inicialmente enfrento as alegações opostas quanto ao o indeferimento liminar do pedido. Os Atos Normativos baixados pela Secretaria da Receita Federal gozam da présunção de legitimidade e têm eficácia erga om nes, por se tratarem de normas complementares à legislação tributária, conforme previsto no art. 100 do CTN. As determinações de indeferimento liminar e de inaplicabilidade do procedimento administrativo de ressarcimento ao crédito-prémio à exportação, contidas nas IN SRF n2 226 e 210, de 2002, respectivamente, não violaram nenhuma garantia da recorrente, uma vez que não impedem e nem nunca impediram o acesso do contribuinte ao devido processo legal e o processamento dos recursos administrativos garantidos em let Tanto é assim, que a recorrente trouxe a discussão até a Ultima instância administrativa ordinária. O art. 42 da IN SRF n2 210, de 30/09/2002 estabelece que: 'Art. 42. Não se enquadram nas hipóteses de restituição, de compensação ou de ressarcimento de que trata esta Instrução Normativa os créditos relativos ao extinto 'crédito-premio' instituido pelo art. 1 o do Decreto-lei no 491, de 5 de março de 1969.' (grifei) Ao fazer referência apressa '... ao extinto crédito-premio ...' o Secretário da Receita Federal já disse o motivo pelo qual é inaplicável o procedimento estabelecido por aquele ato administrativo, carecendo de suporte a alegação de violação do princípio da motivação. A decisão da DRF Ponta Grossa não pode ser considerada nula e nem ser anulada, uma vez que foi proferida em total conformidade com as normas legais e infralegais. A autoridade fundamentou o indeferimento do pleito não só nas IN SRF ns 210 e 226, de 2002, mas também no Parecer JCF 08, de 09/11/1992, não havendo que se falar em falta de motivação e cerceamento de defesa. Do mesmo modo, reparo algum merece o acórdão da DRJ em Porto Alegre, que além de ter invocado aqueles atos administrativos, fundamentou o indeferimento com mais dois argumentos, quais sejam: a revogação do crédito-presumido pelo art. R if 2 2 do Decreto-lei nt \i Processo n.°10935.001409/2004-98 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-17.960 Fls. 5 1.658, de 24/01/1979 e a falta de competência da SRF para análise do pedido. As interpretações antagônicas sobre a questão da vigência do crédito- prémio à exportação A questão que se coloca não é nova nas instâncias de julgamento. Não serão aqui utilizadas como razões de decidir nenhuma das portarias baixadas pelo Ministro da Fazenda, o que dispensa a análise de eventuais argüições de ilegalidade e inconstitucionalidade formuladas no recurso, mesmo porque a extinção do crédito-prêmio não se deu por efeito de nenhum ato administrativo. Sob a égide da Constituição de 1969 foram editados diversos diplomas legais que trataram de incentivos fiscais, entre eles o instituído pelo art. 12 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969, regulamentado por meio do Decreto n2 64.833, de 1969, que em seu art. 12, ff 1 2 e 22, concedia às empresas fabricantes e exportadoras de produtos manufaturados, a titulo de estimulo fiscal, créditos sobre suas vendas para o exterior para serem deduzidos do valor do !PI incidente sobre as operações realizadas no mercado interno, resultando, assim, que os estabelecimentos exportadores de produtos nacionais manufaturados, lançavam em sua escrita fiscal uma determinada quantia a título de crédito do 11'1, calculado como se devido fosse, sobre a venda de produtos ao exterior. Decorridos cerca de 10 anos da instituição do crédito-prêmio exportação, o Poder Executivo baixou o Decreto-Lei n 2 1.658, de 24/01/1979, que previa a redução gradual do referido benefício, a partir de janeiro daquele ano, até a sua extinção total, em 30 de junho 1983, verbis: 'Art. 1° - O estímulo fiscal de que trata o artigo 1° do Decreto-Lei n° 491, de 5 de março de 1969, será reduzido gradualmente, até sua definitiva extinção. § 1 0 - Durante o exercício financeiro de 1979,o estímulo será reduzido: a) a 24 de janeiro, em 10% (dez por cento); MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRUINTES1 b) a 31 de março, em 5% (cinco por cento); CONFERE COMO ORIGINAL / Cr° c) a 30 de junho, em 5% (cinco por cento); Brasilia, 0c, / o2001- . . d) a 30 de setembro, em 5% (cinco por cento); Andrezza a cimento Scluncikal Mal. %lane 1377389 e) a 31 de dezembro, em 5% (cinco por cento). § 2° - A partir de 1980, o estímulo será reduzido em 5% (cinco por cento) a 31 de março, a 30 de junho, a 30 de setembro e a 31 de dezembro, de cada exercício financeiro, até sua total extinção a 30 de junho de 1983.' Ainda naquele mesmo ano, o governo baixou o Decreto-Lei n2 1.722, 1 de 03/12/1979, que deu nova redação ao art. 1 2, § 22, do Decreto-Lei n9 1.658, de 24/01/1979, verbis: \,n Processo n.° 10935.001409/2004-98 CCOVCO2 Actdão n.° 202-17,960 Fls. 6 'Artigo 3° - O § 2° do artigo 1°, do Decreto-Lei n° 1.658, de 24 de janeiro de 1979, passa a vigorar com a seguinte redação: § 2° - O estimulo será reduzido de 20% (vinte por cento) em 1980, 20% (vinte por cento) em 1981, 20% (vinte por cento) em 1982 e de 10% (dez por cento) até 30 de junho de 1983, de acordo com ato do Ministro de Estado da Fazenda.' (grifei) Antes da expiração do prazo fixado no §' 22 do art. 12 do Decreto-Lei n2 1.658, de 14/01/1979, com a nova redação que lhe foi dada pelo art. 32 do Decreto-Lei n2 1.722, de 03/12/1979, o Governo Federal baixou o Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981, que estendeu o beneficio fiscal instituído pelo art. 12 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969, às • empresas que exportavam produtos nacionais, adquiridos no mercado interno, contra pagamento em moeda estrangeira, ficando assegurado o crédito do Imposto sobre Produtos Industrializados que havia incidido na sua aquisição. O art. 52 do Decreto-Lei n2 1.712, de 03/12/1979, revogou os §§ 12 e 22 do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969. A conseqüência • prática desta revogação foi a desvinculação do crédito-prêmio da escrita fiscal do IPI, uma vez que tendo sido suprimida a autorização legal para escriturar a beneficio no livro de apuração do IPI, o valor do crédito-prêmio passou a ser creditado em estabelecimento bancário indicado pelo beneficiário. A tese da revogação Com t. advento do Decreto-Lei n2 L653, ars 1 ,.../.911:27.9, ;cri= introduzidas normas que estabeleceram a redução gradual do gi beneficio, até sua extinção por completo em 30/06/1983. , O Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981, não pretendeu restabelecer o x Eestímulo fiscal criado no Decreto-Lei n2 491. de 05/03/1969, e, 6 5 tampouco, interferir na escala gradual de extinção já existente. Seu u„, objetivo teria sido apenas o de estender o beneficio às empresas oa o E r:c, — exportadoras de produtos nacionais, independentemente de serem as r.;fabricantes, enquanto vigorasse o art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491, de M O — 05/03/1969. O at rs1o u. Segundo esta tese, a revogação tácita do Decreto-Lei n 2 1.658, de 9 g 14/01/1979, teria ocorrido somente se o Decreto-Lei n 2 1.894, de 3 u 16/12/1981, tivesse regulado inteiramente a matéria ou fosse rA ra5." incompatível com a norma anterior (art. 22, § 12, da LICC). Entretanto, g nenhuma destas duas hipóteses teria se verificado, pois o Decreto-Lei I_ ns 1.894, de 16/12/1981, não regulou inteiramente a matéria e nem era incompatível com os DL n2s 491/69, 1.658/79 e 1.722/79, mas apenas e tão-somente estendera o beneficio fiscal às empresas exportadoras, enquanto não expirasse a vigência do art. 19 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969. Portanto, como a Lei nova (DL n2 1.894/81) limitou-se a estabelecer disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não houve revogação tácita do DL n2 1.658/79, a teor do disposto no art. 22, § 22, da LICC. A interpretação sistemática, portanto, não levaria a outra conclusão que não a da extinção do beneficio fiscal a partir de 30 de junho de 1983. VA tese da vigência por prazo indeterminado . g‘ti . Processo n.° 10935.001409/2004-98 CCOVCO2 Acórdão n.• 202-17.960 Eis.? - Na esteira da declaração de inconstitucionalidade do art. 1 5 do Decreto-Lei n2 1.724, de 07/12/1979, surgiu tese antagônica à anterior, onde se sustenta que se o legislador, por meio do Decreto-Lei n 2 1.894, de 16/12/1981, criou uma nova situação de gozo do beneficio previsto no art. 12 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969, é porque este dispositivo não foi revogado. O art. 1 2. II, do Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981, teria, portanto, restabelecido o crédito-prêmio à exportação, sem prazo de vigência. Por esta razão, a situação disciplinada de forma diferente pelo Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981, antes de implementado o termo final para a extinção do incentivo, conforme o disposto no Decreto-Lei n2 1.658, de 24/01/1979, teria reinstituído o crédito-prêmio por prazo indeterminado. A tese adotada pela Administração e a análise da argumentação da recorrente No DJ de 10/05/2003, pág. 53, encontra-se a ementa do acórdão prolatado pelo STF no julgamento do RE n 2 I86.359-5/RS, cuja . transcrição é a seguinte: 'TRIBUTO - BENEFICIO - PRINCIPIO DA LEGALIDADE ESTRITA. Surgem inconstitucionais o artigo 1° do Decreto-lei n° 1.724, de 7 de dezembro de 1979, e o inciso Ido artizo 3° do Decreto-lei n° 1.894, de 16 de1 dezembro de 1981, no que implicaram a autorização ao Ministro de Estado da Fazenda para suspender, aumentar, reduzir, temporária ou definitivamente, ou extinguir os incentivos fiscais previstos nos artigos 1° e 5° do Decreto-lei n° 491. de 5 de março de 1969.' (grifei) u, Neste julgamento o STF limitou-se a declarar a inconstitucionalidade t ;7... -1" _. a das delegações de competência ao Ministro da Fazenda veiculadas no 'J., - t e. .A. ; 1, art. 12 do Decreto-Lei n2 1.724, de 07/12/1979, e o no art. 3 2, I, do ti r., Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981. o (' --"\ -c?ou iã?.... IS o ‘,,. A declaração de inconstitucionalidade destes dois dispositivos não o o tz c eN1 ... - interferiu na vigência do art. 12, § 22, do Decreto-Lei n2 1.658, de 3 U § Z. us 0 .2 24/01/1979, quer na sua redação origina4 quer na redação introduzida in e 1:c. z tu pelo art 3'2 do Decreto-Lei n2 1.722, de 03/12/1979, uma vez que este t e Fri ‘,... ug último dispositivo legal nunca foi formalmente declarado o i.-.‘ -"' inconstitucionaL Porém, como a nova redação introduzida pelo art. 3-? :,:-. a t> c do Decreto-Lei n2 1.722, de 03/12/1979, também encerrava uma g.t) < to ã delegação de competência ao Ministro da Fazenda, pode-se considerar 40) • 2 que também era inconstitucional a expressão (...) de acordo com ato W 3 do Ministro de Estado da Fazenda. (...), contida na sua parte final, o que, de qualquer forma, não impediu que o dispositivo produzisse o efeito de revogar o art. 12 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969, em 30/06/1983. Entretanto, caso se considere que o art. 3 2 do Decreto-Lei n2 1.722, de 03/12/1979, seja todo inconstitucional, inconstitucionalidade esta que - repito - não foi formalmente declarada até hoje, passaria a prevalecer a redação original do art. 12, § 22, do Decreto-Lei rt2 1.658, de 24/01/1979, que também estabelecia como data fatal o dia 30/06/1983. ' Desse modo, por qualquer cíngulo que se examine a questão, a ) declaração de inconstitucionalidade proferida no RE n2 186.359-5/RS \ t I # n \N '..1 Processo n.0 10935.001409/2004-98 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-17.960 Fls. 8 não teve nenhuma influência sobre a revogação do art. 1 2 do Decreto- Lei ns 491, de 05/03/1969,em 30/06/1983. Por outro lado, é cediço que o Superior Tribunal de Justiça em inúmeros julgados, adotou a segunda tese supramencionado, tendo se manifestado sobre a aplicabilidade do Decreto-Lei n2 491, de ' 05/03/1969, em razão de o Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981, ter ' restaurado o benefício do crédito-prêmio à exportação sem definição de prazo. Eis a transcrição da ementa do julgamento proferido pelo STJ no RESP n2 329.2 71/RS, 1 0 Turma, Rel. MM. José Delgado, publicado no DJ de 08/10/2001, pág. 00182, que resume o entendimento do tribunal sobre a questão: 'TRIBUTÁRIO CRÉDITO-PREMIO. 21. DECRETOS-LEIS N°5 491/69, 1.724/79, 1.722/79, 1.658/79 E 1.894/81. PRECEDENTES DESTA CORTE SUPERIOR. 1. Recurso Especial interposto contra v. Acórdão gegundo o qual o crédito-prémio previsto no Decreto-Lei n° 491/69 se extinguiu em junho de 1983, por força do Decreto-Lei n° 1.658/79. 2 Tendo sido declarada a inconstitucionalidade do Decreto-Lei n° 1.724/79, conseqüentemente ficaram sem efeito os Decretos-Leis n° 1.722/79 e 1.658/79, aos quais o primeiro diploma se referia. 3. É aplicável o Decreto-Lei n° 491/69, expressamente mencionado no Decreto-Lei a° 1.894/81, que restaurou o beneficio do crédito-prêmio do LPI, sem definição de prazo. 4. Precedentes desta Corte Superior. • 5. Recurso provido.' (grifei) E R 7-9 Esta ementa foi colhida aleatoriamente entre muitas outras existentes tia ;c5 7" r na página de pesquisa do STJ na internet e a mesma interpretação o O st •- x 2 K.repete-se em centenas de acórdãos proferidos pelo tribunal. .J o C 03 C./3 Entretanto, após a leitura do inteiro teor de vários votos condutores )1.;":; ri> dos acórdãos do STJ é diflcil para o leitor mais exigente ficar C, re. econvencido das conclusões a que chegou o tribunal. $.3 o c„1 . Á primeira delas é quanto à "perda dos efeitos" dos Decretos-Leis Os '11) e, • rd1.658, de 24/01/1979, e 1.722, de 03/12/1979, em face da inconstitucionalidade do Decreto-Lei 719 1.724, de 07/12/1979. É que o Decreto-Lei ne 1.724, de 07/12/1979, só tratou de delegação de competência ao Ministro da Fazenda e em momento algum fez qualquer referência aos Decretos-Leis nEs 1.658, de 24/01/1979, e 1.722, de 03/12/1979, conforme se pode conferir na transcrição de seu inteiro teor feita a seguir: 'DECRETO-LEI N° 1.724, DE 3 DE DEZEMBRO DE 1979 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso das atribuições que lhe ‘' confere o artigo 55, item II, da Constituição, Processo n." 10935.001409/2004-98 CCO2/CO2 Acórdão n°202-17.960 Fls. 9 DECRETA: • Art 1° O Ministro de Estado da Fazenda fica autorizado a aumentar ou reduzir, temporária ou definitivamente, ou extinguir os estímulos fiscais de que tratam os artigos 1° e 50 do Decreto-lei n°491, de 5 de março de 1969. Art 2° Este Decreto-lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Brasília, 07 de dezembro de 1979; 158° da Independência e 91° da República. JOÃO FIGUEIREDO Karlos Rischbieter' Outra conclusão que causa estranheza foi a do restabelecimento do crédito-prêmio por prazo indeterminado pelo Decreto-Leim2 1.894, de 16/12/1981. o primeiro cbstác:da a esta tese é de que o art. 12, :5 22 do Decreto-Lei n2 1.658, de 24/01/1979, nunca foi declarado inconstitucional e nem revogado por nenhuma norma jurídica, o que conduz à conclusão de que produziu o efeito de revogar o art. 12 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969, em 30/06/1983. O Decie::°-Lei 1294, d.: 15/12E981, o crédito-prémio (art. 12 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969) nos arts, 12 II, 22 e 42• Vejamos cada uma destas referências. O art. 12, II, do Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981, ao estabelecer o _1 §n, "4 que '(...) Às empresas que exportarem, contra pagamento em moeda estrangeira conversível, produtos de fabricação nacional, adquiridos no r) 22°.o —mercado interno, fica assegurado: I - o crédito do imposto sobre cé, p produtos industrializados que haja incidido na aquisição dos mesmos; o o tc, "á et:1 II - o crédito de que trata o artigo 1° do Decreto-lei n° 491, de 5 de 2 (3 E Z. tu O março de 1969 (...)', limitou-se apenas a estender o crédito-prêmio a ta Oz 4.; qualquer empresa nacional que efetuasse exportações. o 7; eo47. Tendo em vista que os demais artigos do Decreto-Lei n2 1.894, de .c-,;„ 43 16/12/1981, não fizeram nenhuma referência ao art. 1 2, sç 22, do -8 o Decreto-Lei n2 1.658, de 24/01/1979, ficou claro que a extensão do ta e • crédito-prêmio às demais empresas nacionais só ocorreria enquanto IL. Ci3 2 co não expirasse a vigência do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969. Já o art. 22 do Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981, foi vazado nos seguintes termos: 'Art 2° - O artigo 3° do Decreto-lei n° 1.248, de 29 de novembro de 1972, passa a vigorar com a seguinte redação: 'Art. 3° - São assegurados ao produtor-vendedor, nas operações de que trata o artigo 1° deste Decreto-lei, os beneficias fiscais concedidos por lei para incentivo à exportação, à exceção do previsto no artigo 1° do Decreto-lei n° V , Processo a." 10935.00140912004-98 CCO2/CO2 i Acórdão n.° 202-17.960 As. 10 I - 491, de 05 de março de 1969, ao qual fará jus apenas a empresa comercial exportadora'. O referido dispositivo legal regulou o caso das chamadas exportações indiretas, ou seja, quando a exportação fosse feita por empresa comercial exportadora. Nestes casos, caberia à empresa comercial exportadora o direito ao crédito-prémio à exportação. Como este artigo também não fez referência ao Decreto-Lei n2 1.658, de 24/01/1979, obviamente que este direito da comercial exportadora estava condicionado à vigência do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969, que expirou em 30/06/1983, por força do art. 12; ,f 22, do Decreto-Lei 112 1.658, de 24/01/1979. Por seu turno, o art. 42 do Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981, tratou de exportações efetuadas por comercial exportadora antes de sua vigência e revogou o art. 42 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969. Portanto, este artigo também não teve nenhuma influência no art. 1 2, 5 22, do Decreto-Lei n2 1.658, de 24/01/1979, e nem fez qualquer menção . à reinstituição do credito-prémio à exportação. , À luz destas considerações, e tendo em conta que não há lógica em afirmar que uma lei tenha sido editada para reinstituir ou restaurar . uma outra que ainda está vigorando, conclui-se que não há fundamento para a tese da reinstituição do crédito-prêmio pelo Decreto-Lei n2 1.894, de 16/12/1981. ...- No Parecer n2 AGU/SF-01/98, de 15 de julho de 1998, da lavra doii-4: ri\ Consultor da União, Dr. Oswaldo Othon de Pontes Saraiva Mito, foiacená adotada a tese de que o crédito-prémio à exportação foi revogado em 2 i-,E 30/06/1983 pelo art. 1 12, § 22, do Decreto-Lei n2 1.658, de 24/01/1979, e 8 (:-.2 .. s. ec •.,,que a fruição deste incentivo após aquela data só seria possível no r:: e> \,.., o ,.. âmbito de Programas Belex, que tivessem a cláusula de garantia 2? „ — referida no art. 16 do Decreto-Lei tis 1.219/72, conforme se pode id o E X, ,.., ...conferir na ementa do referido parecer que vai a seguir transcrita: tis te i; '?..2 5,- 'EMENTA : Crédito-prêmio do IP1 — subvenção às exportações. No ,C)." .114 't 2 contexto dos arts. 1° e 2° do Decreto-lei n° 491 1 de 5.3.69, que dispõe t.;.; b C-et sobre estímulos de natureza financeira (não tributária) à exportação de tS3 ‘"' ct manufaturados, a expressão 'vendas para o exterior' não significa c? .-à. venda contratada, ato formal do contrato de compra-e-venda, mas a a venda efetivada, algo realizado, a exportação das mercadorias e a aceitação delas por parte do comprador. O simples contrato de compra- e-venda de produtos industrializados para o exterior, que, aliás, pode ser desfeito, com ou sem o pagamento de multa, embora elemento necessário, representa uma simples expectativa de direito, não sendo suficiente para gerar, em favor das empresas exportadoras, o direito adquirido ao regime do crédito-prêmio, tampouco o direito adquirido de creditar-se do valor correspondente ao beneficio, nem para obrigar o Erário Federal a acatar o respectivo crédito fiscal. Considera-se que o fato gerador do referido crédito-prêmio consuma-se quando da exportação efetiva da mercadoria, ou seja, a saída (embarque) dos manufaturados para o exterior. Em regra, as empresas sabiam que o ajuste do contrato de compra-e-venda lhe representava, apenas, uma expectativa de direito e que, para que pudessem adquirir o direito ao regime favorecido do art. 1° do Dec.-lei 491/69 e ao 11., , 4. Processo a° 10935.001409/2004-98 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-17.960 Fls. 11 respectivo creditamento, teriam que realizar a exportação dos manufaturados, enquanto vigente a norma legal de cunho geral que previa o subsídio-prêmio, ou, na hipótese do contrato ter sido celebrado após a previsão legal de extinção do incentivo de natureza financeira (Acordo no GATT: Dec.-lei 1.658/79, art. 1°, § 2°: e Dec.-lei 1.722/79, art. 3 0), antes da extinção total dos mesmos. Há, entretanto, urna situação especial: as empresas beneficiárias da denominada cláusula de garantia de manutenção de estímulos fiscais à exportação de manufaturados vigentes na data de aprovação dos seus respectivos Programas Especiais de Exportação, no âmbito da BEFIEX (art. 16 do Dec.-lei 1.219/72) teriam direito adquirido a exportar com os beneficios do regime do crédito-prêmio do IPI, sob a condição suspensiva de que o direito à fruição do valor correspondente aos beneficios só poderia ser exercido com a efetiva exportação antes do termo final dos respectivos PEEX's.' A integra deste parecer encontra-se anexa ao Parecer GQ-172/98 do Advogado Geral da União que tem o seguinte teor: 'Despacho do Presidente da República sobre o Parecer n° GQ-172: 'Aprovo'. Em 13-X-93. rui; lic acsic, no Diário Oficial dc 21.10.9,3. Parecer n° GQ - 172 Adoto, para os fins do art. 41 da Lei Complementar n° 73, de 10 de fevereiro de 1993, o anexo PARECER N° AGU/SF-01/98, de 15 de jun-so da 1993 A ", lavra da r,.,....!.,... As "- 4 ^"c, nr. neWAT nn OTHON DE PONTES SARAIVA FILHO, e submeto-o ao rn EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, para os efeitosefeitos do art. 40 da referida Lei Complementar. :-5 00 G: ...0 Brasfiia, 13 de outubro de 1998. z O ES GERALDO MAGELA DA CRUZ QUINTÃO' LU o o N (:) T- o O Ns) 45 , Isto significa que, nos termos dos arts. 40 e 41 da LC n-? 73/93, o 3 2 O E a Parecer AGU/SF-01/98, emitido pelo Dr. Oswaldo Othon, tornou-se roi 8 --. CO "t vinculante para toda a Administração Pública Federal, uma vez que 16" adotado pelo Advogado Geral da União e aprovado pelo Presidente da Cio República, foi publicado no Diário Oficial de 21/10/1998, pág. 23. z a -o n c O . Justificada, portanto, a razão pela qual a IN SRF n2 210, de F.-. 30/09/2002, considerou extinto o crédito-prêmio à exportação. V. cn No mesmo sentido desta interpretação já se manifestou o Tribunal Regional Federal da 45 Região, conforme se verifica nas ementas a seguir transcritas: 'Crédito-prêmio do IPI. Decreto-lei n° 491/69 e Alterações Posteriores. Extinção do Beneficio. A partir de 1° de julho de 1983, o beneficio instituído pelo Decreto-lei 491/69 restou extinto. (Apelação em Mandado de Segurança n° 2000.71.00.040996-4/RS, Relatora a Desembargadora Federal Maria Lúcia Luz Leiria, DJU de 24/2/2003) , t Processo n.° 10935.001409/2004-98 CCO2ICO2 Acórdão n.°202-17.960 Fls. 12 Tributário. IPI.Crédito-prêmio Termo final. Vigência.Benefício .Lei. Inexistência. 1. A inconstitucionalidade das Portarias, editadas com base na delegação prevista nos Decretos-leis n° 1.724/79 e 1.894/81, não levou a alteração da data limite do credito-prêmio instituído pelo Decreto-lei n° 469/69. 2. Na hipótese, os fatos geradores, consoante documentos trazidos com a petição inicial, ocorreram em 1984. Inexiste qualquer verba a ser restituída, eis que ausente norma legal autorizativa da fruição do beneficio. 3. Nenhum dos textos legais, editados após o Decreto-lei n° 1.658/79, disciplinou acerca da extinção do crédito-prêmio previsto no Decreto- lei n°491/69, pelo que, se manteve, para todos os efeitos, a data de 30 de junho de 1983 como termo final de vigência do beneficio em tela.' (TRF da 4 Região, 2e Turma, AC ne 96.04.2298I-8/RS, Relator Juiz • Hermes da Conceição Júnior, unânime, DJ 27/10/99, p. 641). Também o Tribunal Regional Federal da 32 Regido já chancelou o entendimento de que o crédito-prêmio foi extinto em 30/06/1983 no julgamento do AG n2 2002.03.00.027537-8, publicado no DJ II de 18/09/2002, p. 292 e no AG. n2 2003.03.00.004595-0, DJ II de 24/02/2003, p. 469. etnn f n rráditn-nrâmin al-nnrtnnFin rownernfln doido 1 OR 2 nardo.. "la sentido definir se o incentivo tinha ou não natureza setorial, para os ;4 fins do art. 41 do ADCT da CF/I988, uma vez que o citado artigo só sát 3 autorizava a reavaliação de incentivos fiscais que estivessem vigentes na data da promulgação da CF/1988. ce 11:1 O ?. t-- Entretanto, vale frisar que o crédito-prêmio também não foi o O o u — mencionado pela Lei n 2 8.402, de 08/01/1992, uma vez que não era 5 2 .g. 4tu o incentivo fiscal de natureza setorial e já estava revogado quando do 2 -lu 2 advento da CF/88. S5--- Z, 4 eCom efeito, o art. 41 do ADCT estabelece que 'Os Poderes Executivos b- da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios o ° . •4 tu te reavaliarão os incentivos fiscais de natureza setorial ora em vigor 4.31 ="-- 1 Pelo 'ora em vigor', verifica-se que a Constituição apenas tratou a de incentivos setoriais que estivessem em vigor na data da sua promulgação. Logo, a contrario sensu, não poderiam ser reavaliados incentivos que não fossem de caráter setorial e os que estivessem revogados ao tempo da promulgação da Carta Magna. Ora, o crédito-prêmio já estava revogado desde 1983, conforme o entendimento vertido no Parecer AGU 172/98, que deve ser observado por toda a Administração Pública a teor do disposto na LC n 2 73/93, art. 40, 12. Ademais, o crédito-prêmio à exportação não era incentivo de natureza setorial, uma vez que podia ser usufruído por empresas de quaisquer setores da economia, desde que efetuassem vendas para o exterior. a • I".1 • • Processo n.° 10935.001409/2004-98 CCO2/CO2 Acórdão n°202-17.960 Fls. 13 A Lei n2 8.402, de 08/01/1992, realmente restabeleceu alguns incentivos à exportação no seu art. 12 1, II, HZ e § 12, mas nenhum deles tratava do crédito-prêmio à exportação. Vejamos. • O art. R, I, nada tem a ver com o crédito-prêmio, pois se refere a regimes aduaneiros especiais. • O art. 12, II, restabeleceu o direito de manter e utilizar créditos de IPI referido no art. 52 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969, que nada tem a ver com o crédito-prêmio, instituído pelo art.. 12 deste Decreto-Lei. • O art. 12, IH, restabeleceu o incentivo previsto no art. 1 2, I, do Decreto- Lei n2 1.894, de 16/12/1981, que se referia ao crédito de IPI nas aquisições de produtos no mercado interno destinados a futura exportação. Por seu turno, o art. 12, § 11; apenas restabeleceu ao produtor- vendedor, que viesse a efetuar vendas para comercial exportadora, a garantia dos incentivos fiscais à exportação de que trata o art. 3 2 do DL n2 1.248/72. O referido art. 32 regulou a hipótese de exportações indiretas, mas vedou ao produtor -vendedor a utilização do crédito- prêmio, "ao qual fará jus apenas a empresa comercial exportadora." Acrescente-se que o art. R § 1 1', da Lei n2 8.402, de 08/01/1992, só I, pode ter restabelecido os incentivos fiscais previstos no DL n2 1.248/72 r.1_ que estavam vigentes ao tempo da promulgação da Constituição, o que r et' (;) não é o caso do DL n 2 491/69, art. 12, revogado desde 30/06/83. Por talca ocri% 3 que ia as eiiiPi esas éXptiiiiicitift1S não itzétrl :12 5" .3 gjus ao crédito-prêmio à exportação. 8 Ls. .2 ua o o Portanto, é inequívoco que a Lei n2 8.402, de 08/01/1992, não o 5 '2 restabeleceu e não reinstituiu o crédito-prêmio à exportação. ã g .E 1..) Estando o art. 12 do Decreto-Lei n2 491, de 05/03/1969, revogado g ttil desde 1983, é óbvio que o Decreto ris 64.833/69, que o regulamentou, ‘-) •& E não pode mais ser aplicado, uma vez que perdeu seu fundamento de 13 validade. Foi por esta razão que o Presidente da República o revogou 3 , ou, como prefere a recorrente, o 'declarou revogado' por meio do e; , Decreto s/n2 de 25/04/1990. o Somente para esgotar a argumentação em relação ao Decreto /22 64.833/69, acrescento que o Parecer n 2 AGU/SF-01/98, de 15 de julho de 1998, em momento algum reconheceu a vigência deste decreto. Pelo contrário, o Dr. Oswaldo Othon referiu-se ao Decreto n2 64.833/69 porque estava analisando questões relativas à cláusula de garantia prevista no art. 16 do Decreto-Lei n2 1.219/72. Em outras palavras, as empresas beneficiárias de Programas Befiex com a cláusula de garantia do art. 16, tinham direito adquirido de usufruir do crédito- prêmio até o final do prazo dos respectivos PPEX, razão pela qual o Decreto n2 64.833/69 teria que continuar sendo aplicado somente para aquelas empresas até o fim dos respectivos programas. Isto não significa reconhecer que o Decreto n2 64.833/69 estivesse vigorando em caráter geral. Considerando a inexistência do direito material ao crédito-premio à exportação, torna-se desnecessária a análise dos demais argumentos apresentados no recurso."(destaques do original) É kiét f e Processo n.° 10935.001409/2004-98 CCO2/CO2 AcOrdao n.° 202-17.960 Fls. 14 Relativamente ao fato superveniente alegado pela recorrente, é certo que a Resolução n2 71, de 27/12/2005, do Senado Federal, produz efeitos erga omnes e que suspendeu a eficácia dos dispositivos que permitiam ao Ministro da Fazenda regular o crédito- prêmio à exportação por meio de atos administrativos. Sob este aspecto, seu cumprimento é obrigatório, pois estendeu o efeito da declaração do STF aos demais interessados que não participaram das ações que culminaram nos recursos extraordinários em questão. Entretanto, ao contrário do alegado, em momento algum a Resolução afirmou taxativamente que o art. 1 2 do DL n2 491/69 está vigorando, pois, se isto fosse verdade, o Senado não teria utilizado a expressão "(...) preservada a vigência do que remanesce do art. 1g do Decreto-Lei n2 491, de 5 de março de 1969." Ao preservar apenas a vigência da parte remanescente do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491/69 o Senado apenas garantiu a aplicação do crédito-prêmio até o término de sua vigência, em 30/06/1983, pois os dispositivos inconstitucionais eram anteriores a esta data. Com efeito, o STF não emitiu nenhum juizo acerca da subsistência ou não do crédito-prêmio à exportação a partir de 30/06/83, apenas declarou a inconstitucionalidade do art. 1 2 do Decreto- Lei n2 1.724/79 e do inciso Ido art. 3 2 do Decreto-Lei n2 1.894/81. Assim, a vigência da parte remanescente do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491/69 expirou exatamente em 30/06/1983. Esta conclusão é reforçada pela interpretação dada pelo STJ aos efeitos da Resolução n2 71/2005 no julgamento do REsp n2 643.356/PE, cujo Acórdão recebeu a seguinte ementa: "TRIBUTÁRIO. IPI. CRÉDITO-PRÉMIO. DECRETO-LEI N° 491/69 (ART. 1°). EXTINÇÃO. JUNHO DE 1983. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. RESOLUÇÃO DO SENADO FEDERAL N° 71/05. NÃO-AFETAÇÃO À SUBSISTÊNCL4 DO ALUDIDO BENEFICIO. íiz I - O crédito-prêmio nasceu com o Decreto-lei n° 491/69 para rt incentivar as exportações, enfitando dotar o exportador de instrumento • privilegiado para competir no mercado internacionaL O Decreto-Lei n° 1 1.658/79 determinou a extinção do beneficio para 30 de junho de 1983 g e o Decreto-Lei n° 1.722/79 alterou os percentuais do estímulo, no til 5 o t-o entanto, ratificou a extinção na data acima prevista. O 1-1 u 5 := E LU o II - O Decreto-Lei n° 1.894/81 dilatou o âmbito de incidência do cn Z Zincentivo às empresas ali mencionadas, permanecendo intacta a data O e de extinção para junho de 1983. <-> po Q, e III - Sobre as declarações de inconstitucionalidade proferidas pelo 5 sij STF, delimita-se sua incidência a dirigir-se para erronia consistente na ta sitn extrapolação da delegação implementada pelos Decretos -Leis n° • la 1.722/79, 1.724/79 e 1.894/81, não emitindo, aquela Suprema Corte, qualquer pronunciamento afeito à subsistência ou não do crédito- prêmio. Precedentes: REsp n° .591.708/RS, Rd Min. TEOR! ALBINO ZAVASCKI, DJ de 09/08/04, REsp n° 541.239/DF, Rel. MM. LUIZ FUX, julgado pela Primeira Seção em 09/11/05 e REsp n° 762.989/PR, de minha relatoria, julgado pela Primeira Turma em 06/12/05. - Recurso especial improvido." (REsp n2 643.536/PE; RECURSO ESPECIAL n2 2004/0031117-5. Relator(a) Ministro JOSÉ DELGADO (1105) Relator(a) p/Acórdão- Ministro FRANCISCO FALCÃO (1116) l\ < Processo n.° 10935.00140912004-98 CCO2/CO2 Acórdão n.°202-17.960 Fls. 15 Órgão Julgador Ti - PRIMEIRA TURMA. Data do Julgamento: 17/11/2005. Data da Publicação/Fonte DJ de 17/04/2006, p. 169) De todo o exposto, pode-se extrair as seguintes conclusões: 1 — o crédito-prêmio à exportação, instituído pelo art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491/69, foi, a partir de 1979, reduzido gradualmente até ser extinto em junho de 1983, conforme determinado pelo Decreto-Lei n 2 1.658/79, com a redação dada pelo Decreto-Lei n2 1.722/79; 2 — o direito material ao crédito-prêmio somente existiu em caráter geral até 30/06/1983, quando expirou a validade do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491/69, por força do art. 12, § 22, do Decreto-Lei ns' 1.658/79; 3 — os Decretos-Leis n2s 1.724/79 e 1.894/81 não modificaram o prazo extintivo anteriormente fixado, pois não dispuseram sobre o termo final do incentivo debatido, nem contiveram referência expressa aos Decretos-Leis n2s 1.658/79 e 1.722/79; 4 — o Decreto-Lei n2 1.894/81 limitou-se a estender o crédito-prêmio para as demais empresas nacionais e, no caso de exportações indiretas, a restringir sua fruição às comerciais exportadoras, enquanto não expirasse a vigência do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491/69; e 5 — o crédito-prêmio à exportação não foi reavaliado e nem reinstituído por ncr= jurídica pc..atcr;cr à vigência do art. 41 do ADC..T da CFR 933 purgue não era incentivo de natureza setorial e não estava vigente em 05/10/1988. Ante todo o exposto, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 26 de abril de 2007. • • . n Aid . . /N. A Te 10 ZOMER Mi3rF as - SEGUNDO ovskkintimits AndreziaN imento Schmcikal Mdt. Siape 1377389 Page 1 _0053800.PDF Page 1 _0053900.PDF Page 1 _0054000.PDF Page 1 _0054100.PDF Page 1 _0054200.PDF Page 1 _0054300.PDF Page 1 _0054400.PDF Page 1 _0054500.PDF Page 1 _0054600.PDF Page 1 _0054700.PDF Page 1 _0054800.PDF Page 1 _0054900.PDF Page 1 _0055000.PDF Page 1 _0055100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10880.013915/93-25
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 19 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Thu May 19 00:00:00 UTC 1994
Ementa: ITR - CORREÇÃO DO VALOR DA TERRA NUA - VTN - Descabe, neste Colegiado, apreciação do mérito da legislação de regência, manifestando-se sobre sua legalidade ou não. O controle da legislação infraconstitucional é tarefa reservada à alçada judiciária. O reajuste do Valor da Terra Nua utilizando coeficientes estabelecidos em dispositivos legais específicos fundamenta-se na legislação atinente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural-ITR, Decreto nº 84.685/80, art. 7º, e parágrafos. É de manter-se o lançamento efetuado com apoio nos ditames legais. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-01520
Nome do relator: SÉRGIO AFANASIEFF
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J I .... — tij' u &H) 5..'e._(—/- ... C C Rubrica • _ MINISTÉRIO DA FAZENDA “ ç, . , 4 P SEGUNDO CONSELHO DE cognlimfflus •‘.c." rd If t PI;-43.50 no 10880.013915/93-25 • 8ess.Uo de n 19 de maio de 1994 ACORDA° No 203-01.520 • , Recurso no:: 95.184 •. . : Recorrente n COLNIZA - COLONIZAÇNO COM. E IND. LTDA. Recorrida DRF EM SMO PAULO - SP • ITR - CORREÇNO DO VALOR DA TERRA NUA - VTN - Descabe, neste Colegiado, apreciaçao do mérito da legislaçao de reg@ncia, manifestando-se sobre sua legalidade ou n1Ko. O controle ' da legislaçao infraconstitucional é tarefa reservada à alçada judiciária. O reajuste do Valor Cl: Terra Nua utilizando coeficientes estabelecidos em dispositivos legais especlficos fundamenta-se na legislaçao atinente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural-ITR, Decreto no 84.685/80, art. 7p, e parágrafos. E de manter-se o lançamento efetuado com apoio nos ditames legais. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COLNIZA - COLONIZAÇNO COM. E IND. LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Cilmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro SEBASTINO BORGES TAOUARY. Fez sustentaçao oral, pela recorrente, a Dra. TERESA CRISTINA CAMPOS MELLO. Ausentes os Conselheiros MAURO WASILEWSKI e TIBERANY FERRAZ DOS SANTOS. Sala das Sessffes, em 19 de maio de 1994. .--. ..0110"----reeLSAL OSVAL . Pr T OSE /1E .:, . ZA - Presidente , / i 4-44P-04. >7 //:: JERGIO AFAI1JH ‘tor / Á WJZ -.-24W15- I Y ARIA WANDA DINIZJ BARREIRA - Procuradora-Repre- sentante da Fazen- da Nacional VISTA EM SESSPO DE O 7 J Li L 1994 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros RICARDO LEITE RODRIGUES, MARIA THEREZA VASCONCELLOS DE ALMEIDA e CELSO ANGELO LISBOA GALLOCCI. HR/mdm/GB/CF 1 TC)1W .. _ 1* MIN ISTERK) DA FAZENDA •1/49", '•• °:' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES•l'il PC -. W :So no 10880.013915/93-25 Recurso MON 95.184 Acórdão Np: 203-01.520 Recorrente: COLNIZA - COLONIZAÇAD COM. E IND. LTDA,, RELATORI O COLNIZA - COLONIZAWX0, COMERCIO E INDUSTRIA LTDAm, sediada em Saio Paulo-SP, na Praça Ramos de Azevedo, 206, 28o andar, impugna (fls. 01/05) lançamento do imposto sobre a Propriedade Territorial Rural-ITR, Contribuiao Sindical Rural . CNA e Taxa de Serviços Cadastrais referentes ao exercício de 1992, trazendo em sua defesa as razOes a seguir expostasN a) quanto aos tatos, admite a propriedade do imóvel denominado Lote 97, Gleba G 1 A, área 78,9 ha, com localizaçao no Município de Aripuana-MT. junta Notifica0o/ Comprovante de Pagamento, relativos ao exercício em discussao (fls. 06) com data de vencimento estipulada para 17/03/93 e valor. de Cr$ 131.866,00, e considera discutível o "Valor da Terra 'lua tributada", vez que, sob sua ótica, é muito superior ao VTKI declarado e ao VTN utilizado como base de cálculo •para o exercício anterior, resultando dai uma insuportável eleva0o dos tributos exigidosg b) discorrendo sobre a legisia0o aplicável, ressalta a existOncia da Portaria interministerial no 309/91, após o advento da Lei no 8.022/90 9 que instrumentalizou o VTN, fixando-o em um min imo para cada município, em todas as . Unidades da Federa0o, e que se constituiu no respaldo, mediante o qual a Receita Federal emitia as guias de cobrança do ITR, relativas ao exercício de 1991. Posteriormente, no entender da impugnante, com a publicaao da Portaria Interministerial no 1.275/91, estipulou-se o cumprimento de normas referentes à correOtio fiscal, disposta no art. 147, parágrafo 2g, do CTN, estendendo-se também os parametros mencionados a imóveis ri ao declarados. Assim, de acordo com o cl isPositivo legal mencionado, o critério adotado seria o V1E admitido como base de cálculo para o exercício de 1991, corrigido nos termos do parágrafo 4o do artm 7g do Decreto no 84.685/80, com "Ir~? de Variaçao" do INPC (maio/91 a d b 1 ezem ro/9 / ,a pós .2s ta data, a variaçao da UFIR até a data do lançamentog • 2 4W-71 . .1_ . . *f . MINISTÉRIO DA FAZENDA 1,:,:°° •í; • . ,,••-..,• -:; SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . 40S2,,÷ Pr • :. i <s-so no 10880.013915/93-25 Acórdao no 203-01.520 . . c) reclama tambâm a autuada contra os critérios adotados pela Receita Federal, com base na Portaria Interministerial no 1.275/91 supracitada, bem como na instrução --) Normativa no 119/92, que geraram, a seu ver, distaras absurdas, permi¡za222, çgpfgrme afii,rmA, regi ges tais como a que sadia o imóvel rural . em discussão - extremo norte do Mato Grosso -, enquanto que imóveis situados em áreas mais prósperas e melhor aquinhoadas, a exemplo da Região Sul, tiveram índices de variação mais compatíveis. Argumenta confrontando que, em diversas regiges do País„ áreas sem infra-estrutura e com baixa capacidade de comercialização tem o VTN comparativamente mais alto. Considera que uma exação legal e justa, para os imóveis já cadastrados, deveria abranger tao-somente o índice de variação (236,982%) do IMPO de maio/91 a dezembro/91, aplicado sobre a tabela de VTN publicada na Portaria Interministerial ng 309/91, conforme vinha sendo praticado desde a edição do Decreto no 84.685/80, observando-se o disposto no seu art. 7g, parágrafo 4gg d) finalizando sua defesa, alega a impugnante que, no caso sob exame, "o abusivo aumento da base de cálculo (V.T.N.), além do limite da mera atualização monetária, representa inegável majoração do tributo e, portanto, inaceitável afronta... ao art. 97, parágrafo ig, do CTN.", violando assim, a justiça tributáriag e cita jurisprudancia do antigo Tribunal Federal de Recursos, que considera atender ao seu casog e)• por fim, a impugnante requer; a susp~o da exigibilidade do crédito tributário, com fundamento no art. 151 , do CTNg a adoção da base de cálculo que considera correta; e o reprocessamento da guia referente ao exercício de 1992, com i reduçges que julga devidas. •(3 julgador monocrático, em decisão fundamentada ,.f.. analisa o pleito da reclamante e, embora tomando conhecimento do pedido, termina por indeferi-lo, resumindo seu 1 entendimento da seguinte forma; II ITR/92 - O lançamento foi corretamente efetuado com base na legislação vigente. A base de cálculo utilizada, valor minímo da terra nua, está prevista nos parágrafos 22 e 32 do art. 72 do Decreto no 84.685, de 6 de maio de 1980. Impugnação Indeferida." I I 3 i. .?. ..,......: MINISTÉRIO DA FAZENDA .0p SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESS U* Pr LjS0 no 10880.013915/93-25 Acórdao no 203-01.520 Regularmente intimada da decisao de primeira 'instância, a empresa interpós Recurso Voluntário (fls. 11/16). argumentando, principalmente. que a fixação do VII'! pela Instruçao Normativa np 119/92 rego levou em conta o levantamento do menor preço de transação com terras no meio rural, na forma determinada pela Portaria Interministerial no 1.275/91, por duas razMzs que entende II] contestáveise uma temporal e outra material. Discute a circunstância de ter o lançamento impugnado sido feito lastreando-se em valores dispostos na Instrução Normativa no 119/92 publicada no DOU de 19.11.92. vez que os avisos de lançamento da maiori.a dos lotes que possui, em virtude da atividade de colonização por ela exercida, foram emitidos em data anterior à publicação mencionada. Questiona a chamada "impossibilidade material" do lançamento que induz a pensar em desobediencia ao disposto no ar t. 70„ parágrafos 2o e 3p, do Decreto nó 04.685/80. assim também quanto ao item I da Portaria Interministerial np 1.275/91. nao tendo sido efetuado levantamento do valor venal do hectare de terra nua de que trata o parágrafo 32 do mesmo art. 7p do Decreto Ci. tado. Tambérui. do mesmo modo alega não ter havido pesquisa do "menor preço de transaçao com terras no meio rural”, prescrito no item 1 da Portaria Interministerial no 1.275/91. Argumenta, ainda, que, no que concerne ao item II da Portaria supracitada, este preceitua critérios mais benévolos para a fixação do VTN dos imóveis reão declarados, que descumpriram as ordens lisa, em contraponto aos contrUNrintes que procederam ao cadastramento, enquadrando-se, pois. nas formalidades legais. Por fim, reforça seu inconformismo rebelando-se contra o fato de ser a instância administrativa impedida de manifestar-se sobre a legislação vigente. Reitera a argumentação de que municípios em áreas desenvolvidas tém base de cálculo mais favorável, se comparados aos de menor porte como aquele em que se situa a gleba aqui discutida. Requer o cancelamento do lançamento e sua posterior reemiss'ão em bases corretas que atendam, de modo efetivo, à legislaçao de regOncia. °P.--E o n~óriole :-....-- • 1 49 14 MINISTÉRIO DA FAZENDA . . . .4 i'..., *I SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . ''41 Pti i.'-ess0 no 10880.013915/93-25 Acórcrgo no 203-01.520 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SERGIO AFANASIEFF O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. O assunto já foi apresentado pela Recorrente e julgado por esta Camara, em sessffes anteriores, tendo sido relatado pela ilustre Conselheira Maria Thereza Vasconcellos de Almeida (('ícórdão n2 203-01.374), de cujo voto me valho, em parte, por muito bem tratar da matéria:: "n.informe relatado, entende-se que o inconformismo da ora nocor~t.e prende-se, de forma precipua, aos valores estipulados para a cobrança da exichancia fiscal CM discussão. Considera insuportável a elevação ocorrida, relacionando-se aos exercícios anteriores. Analisa como duvidosos e discutíveis OS parametros concernentes à legislação basilar, opinando que são injustos e descabidos, confrontados aos valores atribuídos a áreas mais desenvolvidas do território pátrio. Traz à baila o fato de que o lançamento louvou-se em instrumento normativo não vigente por ocasião da emissão da cobrança. Ve, ainda, como descumprido, o disposto nos parágrafos 22 e 32, art. 7o, do Decreto no 84.685/80 e item 1 da Portaria lnterministerial n2 1.275/91. Mo mérito, considero, apesar da bem elaborada defesa, não assistir razão à requerente. Com efeito, aqui ocorreu a fixação do Valor da Terra Nua, lançado com base nos atos legais" atos normativos que limitam-se a atualização da terra e correção dos valores em observancia ao que dispeSe o Decreto no 84.605/00, art. 72 e parágrafos. Quanto a impropriedade das normas, é matéria a ser discutida na área jurídica, encontrando-se a esfera administrativa cingida à lei, cabendo-lhe fiscaliza ,....aipl. icar os instrumentos legais V igentes. a.- 5 150 , r'képV. MINISTÉRIO DA FAZENDA5ri '.:-.. ..../—o. ,:skic: . o • :w.— SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Mgll. Pr i so no 10880.013915/93-25 Acórdao no 203~01.520 O Decreto no 04.605/80, regulamentador da Lei no 6.746/79, prev- que o aumento do ITR será calculado na forma do artigo 72 e parágrafos. E, pois, o alicerce legal para a atualização do tributo em função da valorização da terra. Cuida o mencionado Decreto, de explicitar o Valor da Terra Nua a considerar como base de cálculo do tributo, balizamento preciso, a partir da valor venal do imóvel e das variaçges ocorrenLos ao longo dos períodos-base, considerados para a incidencia do exigido. Mais uma vez, reportando ao Decreto no 04.685/00, depreende-se da leitura do seu art. 72., parágrafo 4q, que a incidencia se dá sempre em virtude do preço corrente da terra, levando-se em conta, para apuraçáo de tal preço a variaçáo "verificada entre os dois exercícios anteriores ao do lançamento do imposto". VO-se pois, que o ajuste do valor baseia-se na variação do preço de mercado da terra, sendo tal variaçáo elemento de cálculo determinado em . lei para verificaçáo correta do imposto, haja vista suas finalidades. . Náo há que se cogitar, pois, em afronta ao princípio da reserva legal, insculpido no art. 97 do CTN, conforme a certa altura argúi a recorrente, vez que náo se trata de majoração do tributo de que cuida o inciso II do artigo citado, mas sim atualizaçao do valor monetário da base de cálculo, exceçáo prevista no parágrafo 2p do mesmo diploma legal, sendo o ajuste periódico de . qualquer forma expressamente determinado em lei. O parágrafo 3p do art. 7o do Decreto no 04.605/80 é claro quando menciona o fato da fixaçáo legal de VTN, louvando-se em valores venais do hectare por terra nua, com preços levantados de forma periódica e levando-se em conta a/ de de terras existentes em cada município. é. i 6 4,I '.tí-j MINISTÉRIO DA FAZENDA 1. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . ~ P1 . .so no 10880.013915/93-25 Acórd'go no 203-01.520 • Da mesma forma, a Portaria Interministerial no 1.275/91 enumera e esclarece, nos seus diversos itens, o procedimento relativo no tocante a atualizaçao monetária a ser atribuída ao VTN. E, assim, sempre levando em consideração, o iá citado Decreto n2 84.685/00, art. 7g e parágrafos. No item 1 da Portaria supracitada está expresso queg i '...a a.a a..a.....a a ..a..............a........ , I-- Adotar o menor preço de transaçao com terras no meia rural levantado referencialmente a 31 de dezembro de cada • exercício financeiro em cada micro-regiao homogênea das Unidades federadas definida pelo IBGE, através de entidade especializada, credenciada pelo Departamento da Receita Federal como Valor Mínimo da Terra Nua, de que trata o parágrafo 32 do arta 7g do citado . Decretop ................maaa.................a....' Assim, considerando que a fiscalizacao agiu em conson-ância com os padrdes legais em vigência e ainda quep no que respeita ao considerável aumento aplicado na correção do "Valor da Terra Nua", o 1~MO está submisso à politica fundiária imprimida pelo Governo, na avaliaçao do patrimônio rural dos contribuintes, a qual aqui nao nos é dado avaliar"a Nego provimento ao recurso. Sala das Sessdes, em 19 de maio de 1994. r ROTO AF IE --A( _-- • 7
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Numero do processo: 10875.000398/90-41
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 01 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Tue Dec 01 00:00:00 UTC 1992
Ementa: DRAWBACK. SUSPENSÃO DE TRIBUTOS. DIVERGENCIA NA DESCRIÇÃO DE
MERCADORIAS. Decai o direito de a Fazeda Pública constituir o
crédito tributário no caso do Imposto de Importação,após decorrido o
prazo de cinco anos da data do registro da Declaração de Importação -
ocorrência do fato gerador - por ser seu lançamento por
homologação (art. 150, . 4. do CTN). Acolhida a preliminar de
decadência arguida pela recorrente.
Relatora: Elizabeth Emílio Moraes Chieregatto.
Numero da decisão: 302-32474
Nome do relator: ELIZABETH EMÍLIO DE MORAES CHIEREGATTO
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Sessclodel 2 dezembro de1992 ACORDAO N° 302-32.474 Recurso n 2 .: 114:926 . Recorrente: OLIVETTI DO BRASIL S.A. Recorrid DRF - GUARULHOS - SP . DRAWBACK. SUSPENSÃO DE TRIBUTOS. DIVERGÊNCIA NA DESCRIÇÃO DE MERCADORIAS. Decai o direito de a Fazenda Pública constituir o crédi - to tributário no caso do Imposto de Importação, após de corrido o prazo de cinco anos da data do registro da De claração de Importaçãoocorrencia do fato gerador_ - por ser seu lançamento por homologação (art. 150, parágrafo 4 2 do CTN). Acolhida a preliminar de decadencia arguida pela recor- rente. VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em acolhera prelimi nar de decadencia do crédito tributário, tendo votado pela conclu - são os Cons. Wlademir Clovis Moreira, Ricardo Luz de Barros Barreto e Paulo Roberto Cuco Antunes, na forma do relatório e voto que pas - sam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, e 1 2 de dezembro de 1992. glae , SÉRGIO DE CASTRO EVES - Presidente i‘ l eld./~pk̂(-2R-U—I( ELIZABETH EMÍLIGi MORAES CHIE t ATTO - Relatora . - FON'O NEVES BAPTISTA , - - Procurador da Faz. Nac. VISTO EM SESSÃO DE . < ''l rr-- ‘ 1 10 • H c) rz v 1,.193 Participaram , ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: UBALDO CAMPELLO NETO, JOSÉ SOTERO TELLES DE MENEZES, LUIS CARLOS VIA • v.v. .. • Jr. MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - SEGUNDA CáMARA 2 RECURSO N. 110.926 ACóRDMO N. 302-32.474 RECORRENTE:: OLIVETTI DO BRASIL S.A. , REcORRIDA 2 DRF - GUARULHOS - SP RFLATORA 2 ELIZABETH EM1LIO MORAES CHIEREGATTO 1 RELATÓRIO I Caivetti do Brasil S.A. importou, acobertada pela Declaração de Importação n. 501.874, de 14.03.85, partes e peças separadas para montagem de mâquinas de escrever portâteis eletrÕnicas, sob o Regime Aduaneiro Especial de Drawback, com suspensão de Tributos e Despacho Aduaneiro Simplificado. Em ato de conferOncia física quando do desembaraço das mer- cadorias, foram feitas anotaçes no campo 24 da D.I., apontando diver- _ gOncias tanto na descriçab de algumas das mercadbi-ias, como em sua classificação fiscal, conforme a descrição abaixou I) As placas descri t A c:. como 170620 são placas de circuito elétrico ou eletrÕnico, devendo ser classificadas na posição 85.21.15.00p II) As peças descritas como grupo "serviço fita" são motores elétricos com engrenagem redutora, não estando enquadradas na posiçab 17.41.10 e sim na 85.01.08.01p III) Faltaram 540 peças da posição 174054 e 1500 peças da posição 17.09.08. Em ato de revisão aduaneira, foi lavrado o Auto de Infraçab de fls. 02, em 07.03.90, pelo qual foram exigidas as parcelas a seguir discriminadas:: Imposto de Importação............................3,34 Correção Monetâria do I.I. .................22.173,81 Correção Monetâria do IPI„. ..................10.158,08 _ juros de Mora do I.I. .......................7.762,71 Juros de Mora do IPI ........................3.556,01 I Multa do I.I. .............................42.189,88 Multa do IPI ...............................10.160,01 Multa (Controle Admin. das Import.) ........10.219.65 Multa de Mora ...............................6.467,84 TOTAL .................................Cz$ 112.693,26 O enquadramento legal das multas foi assim especificado:: Multa do I.I. (Deci. Indevida) Decreto-lei 37/66 art. 108 ........11.089,57 Multa do I.T. (Falta de Mercadoria) Decreto-lei 37/66 ar 1.. 06 :1: .31.100,31 Multa do IPI Decreto 87.981/82 art. 364,11 .....10.160,01 Multa administrativa 4404, .. Rec. 114.926 Ac. 302-32.474 3 Decreto 91.030/85 art. 526,11 :i. de Mora Decreto-lei 2.287/86 - 3o. .........6.467,84 TOTAL ................................Cz$ 69.037,38 Através de AR datado de 02.04.90, a importadora tomou ciên- cia do Auto lavrado. Tempestivamente, em 27.04.90, a interessada impugnou a aça° fiscal, explicando que:: a) Por ocasiâb da apresentaçao do Mapa de ApuraçãO Mensal na Zona Secundária, apresentou DCI, alterando os cúdigos riscáis das mer- cadorias confo -rme exigência do agente fiscal, embora mantendo a deno- mina0o original. 1 ....,) Recolheu a multa prevista o artigo 108 do DL 37/66 refe- vi:mte à rálta das mercadorias, conforme anotado no campo 17 da •DCI 501874, no Mapa de Apuraçab Mensal n. 004/85 e nos DAREs constantes . dos autos (fls. 11, 17, 18, 30 cr Após a apresentaçãO destes fatos, a impugnante levantou as seguintes alega0es, sinteticamente descritas (fls. 22 a 28)N I. Preliminarmente, requer a anula0o do Auto de Infração, . pelo fato de ter decaído o direito da Fazenda PC:tblica exigir o crédito tributário, uma vez que o fato gerador °coreu em 14.03.85, data do re- gistro da 1) que o Auto de Infra0o foi por ela recebido através de AR em 02.04.90. Arguiimmt.a, neste sentido, que o Imposto de Importação é um tributo cujo lançamento é feita por homologaçao, enquadrado portanto no disposto no art. 150, parágrafo 4o. do CTN. II. Quanto ao mérito, levantou que, através da DCI e respec- tivos Anexos (fls. 11 a 19), promoveu o correto enquadramento tar rio, não alterando a descriçao da mercadoria pelo fato de a mesma es- tar beneficiada pelo regime de "drawback", sendo o produto importado o mesmo descrito na D.I., G.1. e DCI, caracterizando divergência relati- va a aspectos secundários e n:":':í.o se evidenciando qualquer dano ao co. (Citou Ementa proferida pelo Tribunal Federal de Recursos e lem- T brou as determinaç(es do Ato Diz' c:: Normativo CST n. 29, de 22.12.00). 111. Com referência à falta de mercadorias, considerou que o enquadramento legal no qual se fundamentou o agente fiscal foi total- mente incorreto, pois o ar t. 106,_II, "b", do DL 37/66 trata de maté- ria referente à admisso temporária e ri 'Co a "drawback", devendo, em consequência, o Auto de Infraçao ser considerado nulo quanto ao refe- rido item. Lembrou ainda que a multa correspondente à referida falta foi paga. ,Em 07.05.90, o processo foi encaminhada ao serviço de con- trole aduaneiro. Em 11,-,12.91, na informaçab fiscal, o autor do feito conside- rou as alegaçes da autuada improcedentes, pelo que expêsN A) Quanto à preliminar, rejeitou-a, argumentando que, no ca- so do DAS, conforme disposto no item 17 da Portaria n. 239 de 26.04.78, "o pagamento das mercadorias -despachadas no mês deverá ser efetuado até o dia 15 (quinze) do mês Subsequente", o que torna . o lan- çamento dos triblitn-.. ne ::..iá modalidade de despacho nae5 "por homologa - ~W_ .. .., • . Rec. 114.926 . Ac. 302-32.474 4^Y., ção" e sim "por declaração", estando enquadrado no art. 149, incisos I e IV do CTN. Fundamenta-se, quanto a este aspecto, em Parecer da Pro- curadoria Geral da Fazenda Nacional. No caso, portanto, a decadncia ê regida pelo art. 173 do CTN. . D) Quanto ao mérito, considera que a descriOb da mercadoria não pode ser considerada como "aspecto secundário" no despacho adua- neiro, uma vez que é informação relevante para o confertância física, para o enquadramento tarifário, para as concess3es tarifárias nos acordos internacionais e, inclusive, para o controle das mercadorias liLenLiadas nu próprio "drawback". Desta forma, não basta apenas qUe o importador refaça a D.1., mas deve também apresentar os DARFs com o recolhimento dos tributos e multas, se for o caso. No processo em questão, a CACEX autorizou a importação de uma dada mercadoria, tendo sido importada outra, não acobertado por G.I., justificando-se assim a multa por declaração indevida e por fal- ta de G.T. A multa de mora e os juros de mora são os Onus financeiros pelo pagamento dos tributos após o vencimento. Quanto a multa pela falta de mercadoria (ar t. 106, IT, "b" do DL 37/66), considera que a impugnante deve set desonetada, uma vez .que a mesma jé havia sido recolhida. C) Pelo exposto, propeis a manutenção da ação fiscal, elimi- nando-se a multo pela falta da mercadoria. A autoridade "a quo" decidiu como correta a exigÊncia do pa- gamento dos tributos, conforme Auto de fls. 02, e das penalidades de- correntes, após considerar todas as alegaçes da autuado, acolhendo a impugnação por tempestiva para, no mérito, deferi-la parcialmente, ex- cluindo a multa decorrente da "falta de mercadorias". A decisão de primeira : j f•( data de 24.04.92 sendo a in- timação datada de 25.05.92. Tempestivamente, a interessada, inconformada com a decisão prolatada, recorreu a este Egrégio Conselho de Contribuintes, insis- tindo em suas razffes da fase impugnatÓria e se socuttendo, inclusive, no dispoto no item 5 da T.N. n. 40, de 19.11.74, segundo o qual ,"a revisão aduaneira será realizada no prazo de 05 (cinco) anos, a contar da data do registro da D.T." Mencionou, ainda, o Ato Deciaratorio n. 02, de 06.01.92, no qual o Diretor do Departamento da Receita Federal determinou que a arrecadação do T.I. e do IPT o ele vinculado depende- rá de homologação do Inspetor da Receita Federal ou do Delegado da Re- ceita Federal da jurisdição onde ocorreu o desembaraço aduaneiro. E o relatório. ,, , ,, 1 s'....* 5 RECURSO N. 114.926 ACÓRDMO N. 302-32.474 VOTO Preij.ininarmenU:, a recorrente solicita que o Auto de Infra - seja considerado nulo, por ter ocorrido decadÊncia do direito de à Fazenda Nacional exigir• o créditó tributário respectivo. Com referOncia a. este aspecto, algumas . premissas devem ser consideradas, conforme o ilustre tributarista Fabio Fannucchi. "Tanto no lançamento por deciaraçao como naquele por homolo- gaço, existe uma atividade prévia do sujeito passivo da obrigaçao tributária, o que na:o ocorre no lançamento direto. No lançamento por deciaraçab, o devedor age denunciando a situaço tributária que lhe é inerente e depois aguarda que o fisco, com base nesta informaçao e nab obrigado a observá -1a, proceda . ao lan- çamento e o notifique. No lançamento por homologaçab, o sujeito passivo calcula o valor do tributo que deve e antecipa o seu pagamento, aguardando que o lançamento se consuma com a homologaçab do pagamento efetuado por an- tecipaçao. Contudo, em ambos os casos, o lançamento continua sendo ato iánico, atividade privativa da autoridade administrativa, só válido- quando pratiCado coffi a exata forma que o CTN descreve no artigo 142, devendo dele constar;: a matéria tributável, o cálculo do montante de- vido, a identificaço do sujeito passivo e, se for o caso, a proposi - çao da penalidade cabivel. E na:o basta que um ato contenha esses ele- mentos essenciais praticados pela administraçog para que %e complete o ciclo que lhe dá validade, o sujeito passivo dele deve ter, conheci- mento através da no ti. Desta forma o ato da administraço que tenha pretendido ser um lançamento tributário mas que nao o é, realmente, ou porque conte- nha omiss'.i.N:b de elemento essencial para lhe dar validade, ou porque nab tenha sido notificado tempestivamente ao sujeito passivo, é incapaz de superar o efeito da cl «t' levando o sujeito ativo â perda do di- reito de cobrar o tributo." No recurso, a importadora, por considerar ser o imposto de importaço tributo cujo lançamento se dá pela modalidade da homologa - çab„ considera decadente o direito da Fazenda Nacional exigir o crédi- to tributário, visto ter sido a D.I. registrada em 14.03.85 e a noti- fica0o da auto recebida em 02.0A.90. A decisao de primeira instnncia n*ão aceitou este argumento, afirmando que o lançamento do I.I. se dá por deciaraçab e nNo por ho- mologaço, principalmente em se tratando de DAS. Ora, no caso do imposto de importaçab, dois tipos de lança- mento sao adotados pela legislaçab ordinária do tributo2 o lançamento , . , . 4.„ Rec. 114.926 Ac. 302-32.474 , '6 direto e aquele por homologação. O normalmente efetuado é o lançamento por homologação, cal- culando o sujeito passivo o tributo que deve e recolhendo o seu mon- tante por antecipação. Os agentes fiscais examinarão, posteriormente, a exatidão do procedimento e a homologação, ou não. Desta forma, não posso concordar com a decisão "a quo", por acreditar que o imposto de importação é efetivamente tributo cujo , lan- çamento se dâ por homologa0b, seja ele na natureza de despacho comum de importação, seja no caso de despacho simplificado. A C'Anica diferen- ça entre estes dois tipos de despacho ó que, no segundo, uma série de opera05es preparatórias do lançamento são transferidas para uma segun- da etapa de fiscalização, a ser realizada no estabelecimento do impor- tador após o desembaraço da mercadoria, quando a autoridade fará o lançamento, homologando ou não 05 dados antes efetivados pelo importa- dor. Com referOncia ao regime de drawback suspensão, ele apenas ,suspende o pagamento dos tributos exigidos na importação, não o cálcu- lo do valor do tributo devido, sendo que o importador assina até Termo - de Responsabilidade pelo cumprimento das obrigaç3es do Ato Concessório respectivo. O fato gerador ocorre com o próprio registro da D.T. Analisando a matéria referente ao prazo deCadencial, algumas colocaçoes devem ser feitas. O artigo 150, parágrafo go. do CTN estabelece o prazo de 05 (cinco) anos a partir da ocorrOncia do fato gerador do tributo para que ocorra a decadOncia extinguindo-se, por consequOncia, o crédito tributário, salvo se for comprovada a ocorrOncia de dolo, fraude ou simulação. 1 Segundo o artigo 87, I, "a" do Regulamento Aduaneiro, "para l' efeito de cálculo do imposto, consi .:e ocorrido o fato gerador, na data do registro da D.I. de mercadoria despachada para consumo, inclu- sive a ingressada no país em regime suspensivo de tributação." O artigo 173 do Código Tributário Nacional estabelece, por sua vez que, "verbis"g , "Art. 173 g o direito de a Fazenda PlAblica constituir o cré- dito tributário extingue-se após 05 (cinco) anos, contados:: '. I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetua- dcn II - ...omissis... Parágrafo lAnico g o direito a que se refere este artigo ex- tingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do cré- dito tributário pela Notificação, ao sujei- to passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Neste processo, verifica-se que, no campo 24 da D.I. n. 501874, foi anotada, pelo fiscal que promoveu o desembaraço, a consta- tação da divergOncia da mercadoria objeto do litígio, fato este do qual o importador tomou ciencia, o que em si já caracteriza a ocorrOn- cia do disposto no parágrafo t'Anico do artigo 173. Antes disso, poreá„ se concretizou a própria situação con- templada pelo parágrafo 4o. do artigo 150 do CTN, tendo, em consequOn- cia, ocorrido a decadencia já citada. Rec. 114.926 Ac. 302-32.474 7 Face ao exposto, acolho a preliminar requerida, prejudicados 05 demais argumentos. Sala das SesseSes, em 01 de dezembro de 1992. Ced-e-éáfie-c-e7c2--"C". :I. g :I. I::: . T1..1 1:11 1... O IYI O Ál::: 8 O _ -
score : 1.0
Numero do processo: 10925.000608/91-68
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 09 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Thu Jul 09 00:00:00 UTC 1992
Ementa: ITR - LANÇAMENTO -- Não pode ser anulado lançamento efetuado em conformidade com as determinações da legislação de regência. Eventuais diferenças de imposto a recolher apuradas a posteriori devem ser cobradas através de lançamento suplementar ao já efetuado e não com a anulação daquele. Recurso provido.
Numero da decisão: 202-05198
Nome do relator: ROSALVO VITAL GONZAGA SANTOS
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Eventuais diferenças de imposto a recolher apuradas a posteriori devem ser' cmbradas atraves de lançamento suplementar ao já efetuado e rSWo com a anulaçM3 daquele. Recurso provido. Vistos relatados e discutidos os presentes autos de recurso hlterpo lg s por UOMO ARRUDA DE: SOUZA. ACORDAM OS Membros da Segunda Cmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausente o Conselheiro SEBASTIMO BORGES TAL:MARY. ' Sala das SessOes, em 09 d julho de 1992. 't,,,,P Ar,/ • EWLVIO ESC3VE)0 DARCEILOS - • n'i:s.i.deste -------R, - , :;.<.4.- ROSALVO IT . n .. 30EEZ O- SA- - Relat.or ..", ...0 MS_ ARLOS Dl ALYIDA LEMOS - Procurador-Repro--NI! sentante da Fa- venda Nacional vIsrp, EM sEssno DE 2 a ASO 1992 Participaram, ainda, do presente julgairdwrho„ os conselheiros ELIO ROTHE, OSCAR LUIS DE: MORAIS, ACÁCIA DE: LOURDES RODRIOUES e SARAU LAFAYETE NO•RE FORMIGA (Supleste). • OPR/mias/EM/3A 1 . A491 . sN.Ci-~Mr MISTÉRIO DA ECONOMIA. FAZENDA E PLANEJAMENTO tWO - AA,M-1Am.. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES--;~... •Processo no 10.925-000.600/91-68 Recurso No g 08.949 AcOr~ No g 202-05.198 Recorrente:: JOAO ARRUDA DE SOUZA R E: ÇATORIO ' O Recorrente impugnou o laoçamento do I1R/1990 sub a alegaçao de que recebeu aviso de cobrança, que pagou apôs o vencimento com o% acrescimos legais. Posteriormente, recebeu nova netíficaçab, fundada em retifica0o de. área que apresentou, Cd E) valores englobam 05 valores que ia havia recolhido. Consultado O INCRA, informou aquela witarquia que, haviam sido emitidas duas guias, sendo que a guia de 1~m~o normal nao deveria ter sido qui'UmAa e, diante de fato consumado, proa que e requerente "deverá quitar a guia com o lançamemto correto e se, for do SEU interesse pode çolicitar restitui0o do valor pago indevid,mmmlte". A decisao de primeiro grau manteve a exigÊncia, argumemtando que "è de se ressaltar„ tcdavia, a improcedOncia dos recolhimentos efetuados atravês do CGF' e . do Documento de nrrecadaWau de fls. 03, cujo indebite poderá o contribuinte pleitear a restituia querendo". ' Ho seu Neráirso voluntário a cl efendente descreve resumi.d~rie o . andamento do processo e argumenta que deve exatamente a diferença do imposto e acessários lançados nas duas guias de cobrança e anexa aos autos o DAW COM o qual diz ter recolhido a referida diferença. Pede acolhimento de suas razCres. , )1 E o relatór:2 gA 2 - • JÀ-, 4/5 Jati; MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO i,l307 Z' -e45.20: SEGUNDOCONSELHODECONTRMUNTES Processo noe 10.925-000.609/91-6S Ac6rd2(o noe 202-05.198 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ROSALVO VITAL. GONZAGA SANTOS O Recorrente n2(o deu causa à COMPUS .ão criada pela effliSS 'ão de duas notificacdes referentes ao mesma imável. Ao pretender corrigir a área do imóvel „ agiu em estrita conformidade COM a legislaço de regOncia. Se alguma falha ocorreu, no caso em tela „ foi da Achlifril.Stra0C.) do imposto qUE, emitiu duas notificacffes, cobrando-o em duplicidade. Kno tem fundamento legal a pretens'i:gp de e:' negar validade ao pagamento da primeira NotíficaçãO emitida, vez que ela n2i:o trazia nen DUM vicia que a tornasse nula.. Portanto:, o pagamento efetuado é legitimo. Já a segunda Notificaçãb é nula, devido ao vicio insanável de cobrar o imposto já recolhido.. Assim, entendo que o Recorrente é devedor apenas da parte do imposto no lamçado na primeira Notificaçgb emitida e que alega já ter pago, sem nenhuma penalizaço por erro que rao cometeu, diferença que poderá ser exigida atravês de novo lançamento.. Dcm provimento ao recurso. Sala das Sess g.es„ em 09 de julho de 1992.. i ROSAL.V0 VITAL. T JONZAGA SANTOS / .„. .,
score : 1.0
Numero do processo: 10880.089115/92-95
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 17 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Tue May 17 00:00:00 UTC 1994
Ementa: ITR - VALOR TRIBUTÁVEL - VTN - Não é da competência deste Conselho "discutir, avaliar ou mensurar" valores estabelecidos pela autoridade administrativa com base na legislação de regência. Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 202-06767
Nome do relator: Hélvio Escovedo Barcellos
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O. ti. 2.° O4/j/.__J19 ........ C .X.-----......_— MINISTÉRIO DA FAZENDA C Rubrica . , QAPSEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10880.089115/92-95 Sessao no: 17 de maio de 1994 ACORDO no 202-06.767 Recurso no: 94.634 Recorrente: COTRIGUAÇU COLONIZADORA DO ARIPUANR S/A Recorrida : DRF EM SAD PAULO - SP ' ITR - VALOR TRIBUTAVEL - VTN - No é da • competência deste Conselho "discutir, avaliar ou mensurar" valores estabelecidos pela autoridade administrativa com base na legislaçãb de regência. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COTRIGUAÇU COLONIZADORA DO ARIPUANN S/A. - ACORDAM os Membros da Segunda Cümara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessefes, em . de maio de 1994. 4.0 HELVIO Ej -DO B-: sELL03 - Presidente e Relator 41, • ADRI NA QUEIROZ DE CARVALHO - Procuradora-Repre- sentante da Fazen- da Nacional , VISTA EM SESSNO DE 1 7 JUN 1994 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ELIO ROTHE, ARMANDO ZURITA LENO (suplente), OSVALDO TANCREDO DE OLIVEIRA, TARASIO CAMPELO BORGES e JOSE CABRAL GAROFANO. HR/iris/GB - - 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA s, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES- ^;!U Processo no : 10880.089115/92-95 Recurso no : 94.834 • AcórdNO no 202-06.767 ' • Recorrente : COTRIGUAÇU COLONIZADORA DO ARIPUANg SIA RELATORIO Conforme NotificaçWo de fls. 03, exige-se da empresa acima identificada o recolhimento de Cr$ 159.905,00, a título de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, Taxa de Serviços Cadastrais e Contribui0o Sindical Rural - CNA, correspondentes ao exercício de 1992 do imóvel de sua propriedade, denominado " Lote 39 Quadra 02", cadastrado no INCRA sob o Código 901.016.056.588-6, localizado no Município de AripuanX-MT. Fundamenta-se a exigência na Lei na 4.504/64, parágrafos 10 a 42 do artigo 50, com a redaçWo dada pela Lei ng 6.746/79. Impugnando o feito, às fls. 01/02, a notificada apresenta os seguintes fatos e argumentos de defesa: • a) o Valor mínimo da Terra Nua - VTNm, fixado pela InstruçWo Normativa - SRF no 119/92 (Cr$ 635.382,00 por hectare), é ainda superior, na data de apresentaç(o da impugnaçWo, ao preço comercial praticado pelo mercado_imobiliário, -que ----é de- Cr$ 200A0M0 a Cr$ 400.000,00 por hectare, para lotes rurais infra-estruturados e colonizados; b) o VTNm estabelecido é bem superior aos valores venais utilizados pela Prefeitura Municipal, para cálculo do In', em dezembro/1991; c) nestes últimos 2 anos, os preços de mercado, estabelecidos pelas empresas colonizadoras que atuam no município, no acompanharam nem mesmo sua valorizaçWo pelos índices oficiais dá inflaçWo monetária. Em face dessa realidade económica, a Prefeitura local deixou de reajustar os valores venais da pauta do ITBI a partir de abril/1992; d) se o VTNm aplicado ao ITR/1991 fosse reajustado monetariamente, como nos anos anteriores, resultaria no valor máximo de Cr$ 25.000,00 por hectare, utilizando-se, para tanto, _ quaisquer dos índices inflacionários editados. Conclui-se que o valor tributado para lançamento do ITR/1992 foi aprovado equivocadamente pela InstruçWo Normativa - SRF n2 119/92; 2 • • MINISTÉRIO DA FAZENDA • :t& SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no: 10880.089115/92-95 AcórdMo no: 202-06.767 e) o imóvel em questgo localiza-se em nova e pioneira fronteira agrícola na AmazÕnia Legal, sendo ainda uma regigo ínvia e de difícil acesso, onde a proprietária implantou seu Projeto de Colonizaçgo Particular. Por fim, a impugnante requer a reviso e retificaçgo do valor tributado, dentro de parãmetros Justos e • compatíveis com a realidade, em valor equivalente a 25% do preço médio de mercado ou 50% do valor venal médio do ITBI da Prefeitura Municipal de atruena, vigentes em dezembro de 1991 Acrescenta-se, ainda, que o imóvel objeto da Notificaç go de fls. 03 está localizado no Município de Juruema, que foi emancipado em 1989 do Município de Ar i. apesar de no ter sido processada pelo INCRA a respectiva alteração do código do cadastro. Segundo informa a contribuinte, as alteraçefes do município de localizaçgo e do código do imóvel já foram inseridas na DP do recadastramento/92, j á entregue ao INCRA. Foram anexados à impugnaçgo os documentos de fls. 03 a 05. O Delegado da Receita Federal em Sgo Paulo-Centro Norte, ás fls. 06/07, julgou procedente o lançamento consubstanciado na Notificaç go de fls. 03, baseando-se nos "consideranda" a seguir transcritos: "Considerando que o lançamento foi, efetuado de acordo com a legislaçgo vigente e que a base de cálculo utilizada, VTNm, está prevista nos parágrafos 29 e 39 do art. 79 do Decreto no 84.685, de 6 de maio de 1980; • Considerando que os VTNm, constantes da Instruçgo Normativa no. 119, de 18 de novembro de . 1992, foram obtidos em consonancia com O estabelecido no art. lo da Portaria Interministerial MEFP/MARA no 1275, de 27 de dezembro de 1991 e parágrafos 29 e 3o. do art. 7o do Decreto no 84.685, de 6 de maio de 1980; Considerando que ngo cabe a esta institncia pronunciar-se a respeito do conteádo da legislaçgo de regência do tributo em quest go, no caso avaliar e mensurar os VTNm constantes da IN no 119/92, mas sim observar o fiel cumprimento da respectiva IN; _ . Considerando, portanto, que do ponto de vista formal e legal, o lançamento está correto, apresentando-se apto a produzir os seus regulares efeitos; ) MINISTÉRIO DA FAZENDA =tfl SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 41.4ki4#" Processo no: 10880.089115/92-95 AcórdãO no: 202-06.767 • Considerando tudo o mais que dos autos consta." Inconformada, a empresa recorre tempestivamente a este Conselho de Contribuintes (fls. 09), reiterando integralmente as argumentaçefes expendidas na peça impugnatória. Ressalta-se, ao final, que o mérito da impugnação não foi apreciado em primeira instância, por faltar-lhe competência para pronunciar-se sobre a questão (avaliar e mensurar os VTNm constantes da IN-SRF np 119/92), cuja alçada é privativa de instância Superior. Finaliza a recorrente, requerendo novamente a revisWo e retifica0o do tributo ora exigido, reformando-se, assim, a decisão recorrida. E o relatório. • • 4 . MINISTÉRIO DA FAZENDA - ° SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no: 10880.089115/92-95 AcdordMo no: 202-06.767 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HELVIO ESCOVEDO BARCELLOS O arcabouço legal, supedâneo de toda a estrutura tributária, poderia vir a ser comprometido se cada julgador, em particular, ao saber de sua livre convicção, pudesse alterar as normas legais. Assim, porém, não é. E nem poderia ser. A força legal reside no princípio da igualdade, entre outros. E se cada pessoa que estivesse - imbuída da obrigaçao de julgar pudesse, a seu talante, aplicar desta ou daquela maneira a legislaçao especifica de cada caso, teríamos, na verdade, no uma estrutura legal da administraçao tributária e sim uma balbdrdia generalizada. E por isso que existem regras e limites. Isto posto, no caso concreto de aplicaçao do ITR à situaçab de fato, temos que o julgador de primeira instância houve-se muito bem ao aplicar a legislaçao pertinente. Esta é a - tarefa do funcionário do Executivo. Aplicar a legislaçao nos estritos limites de sua competência. E assim foi feito.. Entendo, em consonância com o julgador a quo, que nao se pode alterar os valores estabelecidos e, a meu ver, de acordo com a legislaçao de regência. Por estas razefes, e por entender que, embora excessos ou impropriedades porventura cometidos, segundo a recorrente, a legislaçao no atribui a este Conselho a competência para "avaliar e mensurar" os valores estabelecidos em legislaçaO. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessefes, em / de maio de 1994. í tIAr/lf•/ /P. HELVIe ESwe 'DO B- CELLYS • 5
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Numero do processo: 10980.003881/2005-09
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2007
Ementa: PIS. NULIDADE. PRESSUPOSTOS.
Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa.
CERCEAMENTO DE DIREITO DE DEFESA. DOCUMENTAÇÃO ARRESTADA PELA PROMOTORIA DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL. IRRELEVÂNCIA.
Descabe a alegação de cerceamento de direito de defesa quando da análise do caso concreto se verifica que não houve prejuízo algum em face de suscitado arresto de documentos pela Promotoria de Investigação Criminal, mormente pelo fato de a matéria tributável ser condizente com as informações prestadas, sob intimação, no curso da ação fiscal, pela própria contribuinte.
BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. DESPESAS E CUSTOS. EXCLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE.
A contribuição incide sobre o faturamento da pessoa jurídica, não cabendo excluir da base de cálculo, por falta de previsão legal, custos e despesas da atividade empresarial.
EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. MULTA QUALIFICADA. APLICABILIDADE.
O evidente intuito de fraude consistente na reiterada declaração, contrária à verdade dos fatos, de inexistência de contribuição devida enseja a aplicação da multa de ofício qualificada.
Recurso negado.
Numero da decisão: 203-12293
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Luciano Pontes de Maya Gomes
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Segundo Conselho de Contribuintes i2d Processo n2 : 10980.00388112005-09 Recurso n2 : 131.839 Acórdão n2 : 203-12.293 . • „mos Recorrente : MIRAGE ENTRETENIMENTO S/A • Recorrida : DRJ em Curitiba - PR tisna AP' PIS. NULIDADE. PRESSUPOSTOS. Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. CERCEAMENTO DE DIREITO DE DEFESA. DOCUMENTAÇÃO ARRESTADA PELA PROMOTORIA DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL. IRRELEVÂNCIA. Descabe a alegação de cerceamento de direito de defesa quando da análise do caso concreto se verifica que não houve prejuízo algum em face de suscitado arresto de documentos pela Promotoria de Investigação Criminal, mormente pelo fato de a matéria tributável ser condizente com as informações prestadas, sob intimação, no olmo da ação fiscal, pela_própria_contribuintr BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. DESPESAS E CUSTOS. EXCLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE. A contribuição incide sobre o faturamento da pessoa jurídica, não cabendo excluir da base de cálculo, por falta de previsão legal, custos e despesas da atividade empresarial. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. MULTA QUALIFICADA. APLICABILIDADE. O evidente intuito de fraude consistente na reiterada declaração, contrária à verdade dos fatos, de inexistência de contribuição devida enseja a aplicação da multa de ofício qualificada. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: MIRAGE ENTRETENIMENTO S/A. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, em negar provimento ao recurso. Os Conselheiros Silvia de Brito Oliveira e Ivan Alegretti (Suplente) votaram pelas conclusões. 1\ kn Sala das Sessões, em 19 de julho de 2007. Antonio B "Neto MF-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Presidente Bradia,s225/1_, 1• Mack* C ino de Olheeira Met, Stape 91650 .. 1 • 4 .‘ k.,, 20 CC-MF• ••:•-...,.,..t.." Ministério da Fazenda Fl.lic%77:.n:,4 Segundo Conselho de Contribuintes . • Processo 122 : 10980.003881/2005-09 Recurso n2 : 131.839 Acórdão n2 : 203-12.293 L . t e yà GomessMa Rela r Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Eric Moraes de Castro e Silva e Odassi Guerzoni Filho. Ausente o Conselheiro Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. Eaal/inp -------------1---------------C"° IBUIM NIR TES r. "F-SGUND° C°NSEL 10 ONGINALCONFERE CON BrasIl1d,,,a-j cho de OUveire Mat. BI* 91650 2 MF-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES tk‘Ztt.. CONFERE COM O ORIGINAL CC-MF -,rag Ministério da Fazenda Bruni, cOd/ / / 0 .4" Fl. Segundo Conselho de Contribuintes MarildeÉo de Oliveira Pnocesso n2 : 10980.00388112005-09 Mat. Sapo 91650 Recurso n' : 131.839 Acórdão n2 : 203-12.293 • Recorrente : MIRAGE ENTRETENIMENTO S/A RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário que se insurge a empresa contribuinte contra o Acórdão n° 8.841, de 20 de julho de 2005, da lavra da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba/PR, que julgou improcedente impugnação (fls. 644/660) ao lançamento tributário efetuado. Estão apropriadamente lançadas, no relato da decisão recorrida, as razões que motivaram a lavratura do auto de infração e conseguinte defesa da empresa ora Recorrente, motivo pelo qual o adoto como parte integrante deste relatório: "Em decorrência de ação fiscal de vercação do cumprimento das obrigações fiscais pela contribuinte qualificada, foi lavrado o auto de infração de P. 611/617, pelo qual se exige o recolhimento de R$ 11.316,12 de PIS e R$ 16.974,15 de multa de lançamento de ofício de 150%, prevista no art. 10, parágrafo único, da Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, e art. 44, 11, da Lei n°9.430, de 27 de dezembro de 1996, além dos acréscimos legais. A autuação, lavrada em 26/04/2005, ocorreu devido à falta de recolhimento da Cotins dos períodos de apuração de 01/04/2002 a 30/04/2003, conforme demonstrativos de apuração de fls. 611/612 e de multa e juros de mora de fis. 613/614, tendo como fundamento legal: art. I° da Lei Complementar n° 70, de 1991; arts. 2°, 3° e 8° da Lei n° 9.718, de 27 de novembro de 1998, com as alterações da Medida Provisória n° 1.807, de 28 de janeiro de 1999, e suas reedições, com as alterações da Medida Provisória n° 1.858, de 29 de junho de 1999, e suas reedições; e arts. 2°, II e parágrafo único, 3°, 10, 22 e 51 do Decreto n°4.524, de 17 de dezembro de 2002. Às fls. 618/625, Termo de Verificação e Encerramento Parcial de Ação Fiscal, parte integrante do auto de infração, no qual o procedimento administrativo é detalhado. Dele consta, em síntese: a identcação dos responsáveis (Sérgio Luiz Malucelli, CPF n° 286.030.449-53, e Alceu Cordeiro Junior, CPF n° 318.671.469-91) pela pessoa jurídica, em face de não mais desenvolver suas atividades no domicílio tributário constante do sistema CNPJ; fatos concernentes à apuração da base de cálculo da contribuição; e razões que conduziram ao lançamento da multa de 150%. À ji. 626, Termo de Constatação Fiscal, no qual consta que o Sr. Sérgio Luiz Malucelli recusou-se a assinar os autos de infração de PIS, Cofins, IRF e IRPJ, bem como o MPF Complementar, de 29/03/2005, sendo-lhe, então, entregue uma via de cada auto de infração e dos MPFs, considerando-se, em 26/04/2005, cientificado. Às fis. 627/629, informações e documentos relativos ao procedimento de arrolamento de bens e direitos, nos termos da Instrução Normativa SRF n° 264, de 2002; e, às fls. 630/641, cópias de documentos relativos à Representação Fiscal para Fins Penais, objeto do Processo Administrativo n°10980.003937/2005-1?. Tempestivamente, em 27/05/2005, a pessoa jurídica, representada pelo Sr. Sérgio Luiz Malucelli, apresentou a impugnação de fis. 643/658, instruída com os documentos de fis. 659/667, que é a seguir resumida. ê] • 3 aCONFERE t;IF4EGlllifLio L22. 2u CC-MF -,..t Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Brasma ». • Processo n' : 10980.003881/2005-09 Matilde Cursam de Oliveira ieRIGINAC-1NTES Fl. Mat. Step° 91650 Recurso n2 : 131.839 Acórdão n2 : 203-12.293 De início, descreve os fatos — aduzindo que "todos os documentos, livros fiscais e contábeis, computadores onde estão registrados as escriturações contábil e fiscal e demais registros de interesse da administração da empresa foram arrestados pela P1C — Promotoria de Investigações Criminais" — e a autuação — concluindo que "a fiscalização considerou como receita bruta, todos os recebimentos, inclusive os repasses estabelecidos pelo Decreto n° 3.659/2000" —. Como contestação, em preliminar, suscita nulidade do lançamento por cerceamento de ampla defesa, ao argumento de que se encontraria impossibilitada de se defender em razão de terem sido apreendidos pelo Ministério Público Estadual "todos os documentos, livros comerciais e fiscais e até o microcomputador onde estão registradas as movimentações diárias". Acrescenta que a fiscalização arbitrou o lucro da pessoa jurídica com base na receita bruta conhecida e regularmente escriturada no livro Diário, sob o fundamento de falta de apresentação da documentação que deu suporte à contabilidade, ao passo que a própria fiscalização registra que toda a documentação foi arrestada pela Promotoria de Investigações Criminais. No mérito, diz que não foi observada a legislação vigente, principalmente quanto ao conceito de receita bruta. Pugna pela licitude da atividade de bingos e aduz que, embora não tenha assinado o "CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE ADMINISTRAÇÃO DE SORTEIOS DA MODALIDADE DE BINGO PERMANENTE" com a Federação Paranaense de Hipismo, observou a legislação vigente, em especial o disposto no art. 14 do Decreto n° 3.659, de 14 de novembro de 2000, cumprindo rigorosamente a cláusula sétima da "Minuta de Contrato" (a qual transcreve). Nesse sentido, considerando que os percentuais de prêmios estão previstos no Decreto n" 3.659, de 2000, alega que sua receita bruta não é aquela advinda da venda de canelas de bingo, mas apenas o percentual correspondente à sua administração, conforme planilhas, ressalvada a hipótese de a fiscalização demonstrar e comprovar que os prêmios pagos não seriam da modalidade de bingo, ou seja, se fosse desclassificada a operação mediante prova inequívoca de que se trataria de outra modalidade de pagamento não expressa em lei. Diz que, assim, sua receita bruta corresponde à taxa de administração na forma do Decreto n°3.659, de 2000, o que se encontra em conformidade com o art. 44 da Lei n° 4.506, de 1964, alterado pelo art. 12 do Decreto-lei n° 1.597, de 1977, e art. 179 do RIR/80 (desse último ressalta o parágrafo único: "Integra a receita bruta o resultado auferido nas operações de conta alheia"). Acrescenta que os repasses legais, que foram regularmente provisionados, não são receitas suas; que a receita bruta conhecida está contabilizada como "ADMINISTRAÇÃO MIRAGE BINGO"; que esse entendimento está coerente com os fatos porque o jogo de bingo é uma espécie de consórcio, em que cada adquirente de canela tem perfeita noção e consciência de que do valor apostado uma parcela é entregue ao ganhador; que as vendas de canela não constituem venda de bens e serviços e nem operação em conta própria; que as receitas de estacionamento e ingressos nos recintos podem ser classificadas como prestação de serviços, mas não a de venda de canelas, sendo impertinente o coeficiente adotado para o arbitramento de lucro; que a própria Secretaria da Receita Federal tem, em soluções de consulta, respondido aos contribuintes no sentido exposto, assim como a jurisprudência administrativa (transcreve decisões, versando sobre a receita bruta de administradora de planos de assistência médica e de agência de turismo, e acórdãos, acerca de agência de propaganda e 4 .è• MF-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 2' CC-MF •-•>--...gs Ministério da Fazenda CONFERE COMO ORIGINAL FI. "r);;;Ts< Segundo Conselho de Contribuintes Entalira / Processo n2 : 10980.00388112005-09 ~Ide Culmino da OIlvelta Recurso n2 : 131.839 Mat Slape 91650 Acórdão n2 : 203-12.293 conceito de receita bruta); que, por esse motivo, o arbitramento do lucro na forma expressa nos autos descumpre o art. 44 da Lei n°4.506 de 1964, e art. 12 do Decreto-lei n° 1.598, de 1977, devendo ser cancelado; que a exploração de bingos passou a ser tributada pelo imposto sobre serviços de qualquer natureza somente a partir de 1° de agosto de 2003, "pairando" dúvidas se seria ou não uma atividade de prestação de serviços no período de abril de 2002 a abril de 2003; e que, desse modo, o percentual de 38,40% de arbitramento só seria viável, com certeza, nos casos de receitas de estacionamento e de arrendamento. No que tange à multa qualificada de 150%, argumenta que a razão apontada pela fiscalização (obrigatoriedade de entrega de declaração de rendimentos ou de DCTF) constitui simples obrigação acessória, não tendo implicação alguma com o fato gerador da obrigação principal, não podendo ser conceituada como evidente intuito de fraude. Observa que os arts. 71 a 73 da Lei n" 4.502, de 1964, dizem respeito à ocorrência do fato gerador; que o conceito de declaração inexata está definido pelo art. 841 do RIR199, não comportando a presunção de fraude, sonegação ou conluio; que no caso dos autos inexiste prova ou demonstração inequívoca de conduta material de evidente intuito de dolo ou fraude, falsidade ideológica, falsidade documental ou simulação; que a fraude não se presume; e que a alegada prática reiterada de apresentação de DCTF com valor menor ou até sem valor não é motivo suficiente para presumir a ocorrência de dolo, fraude ou conluio, porquanto para que a reincidência possa caracterizar agravante ou intenção de esconder o fato gerador há necessidade de disposição expressa de lei. Quanto à questão, cita jurisprudência administrativa. Por fim, dizendo tratar o presente processo de lançamento "reflexivo" em face da adoção das mesmas bases de cálculo utilizadas na incidência do imposto sobre a renda da pessoa jurídica, "reitera todos os argumentos expostos na impugnação anexada ao processo administrativo fiscal n°10980.003884/2005-34". Pelo exposto, requer acolhimento à preliminar suscitada e provimento às razões expostas, para que seja decretada a improcedência da exigência, bem como redução da multa de ofício de 150% para 75% na parcela em que remanescer a tributação. É o relatório." Ao julgar o feito, a DRJ em Curitiba/PR afastou inicialmente a preliminar de cerceamento do direito de defesa, e, no mérito, negou procedência à impugnação ofertada pela empresa contribuinte, assim o fazendo pelos fundamentos apropriadamente resumidos na ementa do respectivo Acórdão n°8.841, de 20 de julho de 2005, in verbis: "Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2002 a 30/04/2003 Ementa: NULIDADE PRESSUPOSTOS. Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. CERCEAMENTO DE DIREITO DE DEFESA. DOCUMENTAÇÃO ARRESTADA PELA PROMOTORIA DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL 1RRELEVÂNCIA. 5sqiyi • 21) CCMF • -• Ministério da FazendaNy;:.-- E. • •trit-,?5 Segundo Conselho de Contribuintes •',; --v• -Processo n2 : 10980.003881/2005-09 Recurso n2 : 131.839 Acórdão n2 : 203-12.293 Descabe a alegação de cerceamento de direito de defesa quando da análise do caso concreto se verifica que não houve prejuízo algum em face de suscitado arresto de documentos pela Promotoria de Investigação Criminal, mormente pelo fato de a matéria tributável ser condizente com as informações prestadas, sob intimação, no curso da ação fiscal, pela própria contribuinte. BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. DESPESAS E CUSTOS. EXCLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE. A contribuição incide sobre o faturamento da pessoa jurídica, não cabendo excluir da base de cálculo, por falta de previsão legal, custos e despesas da atividade empresarial. EVIDENTE INTUITO DEFRAUDE. MULTA QUALIFICADA. APLICABILIDADE. O evidente intuito de fraude consistente na reiterada declaração, contrária à verdade dos fatos, de inexistência de contribuição devida enseja a aplicação da multa de ofício qualcada. Lançamento Procedente." Inconformada, a empresa contribuinte interpôs recurso voluntário ao 2° Conselho de Contribuintes (fls. 699/720), basicamente reiterando suas razões já apresentadas em sua impugnação ao auto de infração. É o relato, em linhas gerais. Lfkli MF-SEGU M NDO CONSELHO DE ORIGINAL CONTRIBUINTES CONFERE CO O &argila Matilde ursIno de omita Mat. Sia • - 91650 6 IIIN9E------C--------------UNDOCONSELHO DE CONTRIB" •••• -r Ministério da Fazenda UINTES CC-MF •• - CONFERE COM O ORIGINAL Fl. torl-;-',r- Segundo Conselho de Contribuintes 4:kie;'.1:•t•l> Bffistnk—a_l 10 Processo n2 : 10980.003881/2005-09 pe - Mance Cursino de (Mein'Recurso n2 : 131.839 Mat. &nu 91650 Acórdão n2 : 203-12.293 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES Estando preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade, passo a tomar conhecimento das razões deste recurso voluntário. Atento a boa processualística, passo a analisar a preliminar de cerceamento de defesa, suscitada pela Recorrente ao argumento de estarem seus documentos contábeis a si inacessíveis, pois apreendidos pelo Ministério Público Estadual. Observa-se, ainda que de perfunctória análise, que parte de premissa equivocada a Recorrente para argüir a nulidade do lançamento tributário por cerceamento de seu direito à ampla defesa. Ora, note-se que não sustenta a empresa contribuinte qualquer ato comissivo ou omissivo de parte da Autoridade Fazendária que resultasse em dificuldade ou impedimento ao exercício pleno de sua defesa, atribuindo tal situação ao Ministério Público Estadual do Estado Paraná, que teria lhe negado a fornecer documentos eventualmente essenciais à impugnação ao auto de infração. Neste caso, haveria a Recorrente de adotar os remédios constitucionais tendentes a . afastar a ilegalidade ora alegada, através da impetração de mandado de segurança tendente a afastar eventual negativa do MP do Estado do Paraná em lhe fornecer, por exemplo, cópias da documentação pretendida. Outra alternativa, seria comunicar oportunamente a Autoridade Fazendária de seu domicílio da situação, que certamente não olvidaria em conceder prazo mais elástico para a apresentação de defesa. No entanto, em nenhum momento fez prova a Recorrente de haver adotado medida tendente a obter acesso aos documentos em questão, nem mesmo consta dos autos pedido de prorrogação de prazo, razão pela qual refuto a preliminar de cerceamento do direito de defesa suscitada. De mais a mais, descabe a alegação de cerceamento de direito de defesa quando da análise do caso concreto se verifica que não houve prejuízo algum em face de suscitado arresto de documentos pela Promotoria de Investigação Criminal, mormente pelo fato de a matéria tributável ser condizente com as informações prestadas, sob intimação, no curso da ação fiscal, pela própria contribuinte. Quanto ao mérito do presente recurso ora objeto de análise, observa-se que a empresa contribuinte foi constituída em meados do mês de março do ano de 2002 (dois mil e dois), conforme aponta o seu contrato social acostado às fls. 143/146 destes autos, logo, quando já revogado expressamente o art. 59 da Lei n° 9.615/1998 — que autorizava os jogos de bingo no território nacional — pelo art. 2° da Lei n°9.981, de 14 de julho de 2000, que assim dispôs: "Art 2° Ficam revogados, a partir de 31 de dezembro de 2001 os arts. 59 a 81 da Lei n° 9.615, de 24 de março de 1998, respeitando-se as autorizações que e tiverem em vigor até a data da sua expiração." (grifamos) \,\n) p 7 • • ELMO DE CONTRIBUINTES • 4,0 CC-MF Ministério da Fazenda CONFERE COMO ORIGINAL Fl. • • Segundo Conselho de Contribuintes Brasília 4211 1 Processo n2 : 10980.00388112005-09 Recurso n2 : 131.839 mormo cursino da OliveiraMat. Slape Acórdão n2 203-12.293 • O Decreto n° 3.659/2000, editado em data posterior a aludida Lei n° 9.981/2000, longe de vir a confirmar a liberação da atividade de bingo, tal como defende a Recorrente, veio tão somente a regulamentar a exploração deste serviço até a expiração das autorizações em curso até a data limite de 31/12/2001, quando a atividade deixaria de ter base legal no território nacional. Neste sentido precedente colacionado pela DRJ, do Egrégio Tribunal Regional Federal da 4' Região, e que expressa a jurisprudência pacífica dos demais tribunais pátrios: "ADMINISTRATIVO. EXPLORAÇÃO DE BINGO. AUSÊNCIA DE PERMISSIVO LEGAL LEI 9.615/98. 'LEI PELt. REVOGAÇÃO. LEI 9.981/00. 1. A permissão para a atividade empresarial de administração de bingos foi afastada pela superveniência da Lei 9.981/00 e pela revogação do art. 59, da Lei 9.615/98. A autorização para que a Caixa Econômica Federal executasse, direta ou indiretamente, a exploração de jogo de bingo foi abolida, razão pela qual as autorizações concedidas até 30.12.01 seriam respeitadas até que expirassem. 2. Os 'jogos de bingo', na modalidade permanente ou eventual, conforme orientação jurisprudencial, do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Regional Federal da Quarta Região demonstra que vem sendo acolhida, em sucessivos julgamentos, a tese no sentido de que, a exploração dos 'jogos de bingo' é proibida no Brasil, ante a falta de legislação federal regulamentando a atividade. 3. Recursos improvidos." (Apelação Cível; Processo: 200171070031328/AS; decisão de 03/08/2004) (grifamos) Importante observar que a autuada, conforme documento expedido pela própria Caixa Econômica Federal — CEF (fis. 193/195), não detinha autorização que estivesse em vigor até 31/1212001, quando, revogado o art. 59 da Lei Pelé, a exploração do jogo de bingo foi abolida. D'outra banda, não há que se questionar em permissão concedida por ato emanado do Poder Executivo Estadual ou de suas autarquias, ainda que respaldado em lei do respectivo ente político, rruíxime quando se tem conhecimento da recente Súmula Vinculante 02, editada pelo Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, que esclarece que: "É INCONSTITUCIONAL A LEI OU ATO NORMATIVO ESTADUAL OU DISTRITAL QUE DISPONHA SOBRE SISTEMAS DE CONSÓRCIOS E SORTEIOS, INCLUSIVE BINGOS E LOTERIAS.". Enfim, a despeito do caráter ilegal ou não da atividade desempenhada pela Recorrente, o que interessa ao deslinde da questão, ora posta em julgamento, é que havendo esta iniciado a exploração de jogo de bingo já posteriormente a revogação do art. 59 da Lei n° 9.615/98, e não possuindo autorização vigente por ocasião da edição da Lei n° 9.981/2000 (esta cujo art. 2° revogou citado art. 59 da Lei n° 9.615/98), não há que se falar em aplicabilidade do termos do Decreto n° 3.659/2000, que nasceu exatamente para regulamentar a atividade até a extinção da autorizações em curso. 1, \A» ' • 8 • ta.BUINTES 2 CC-MF —MF.SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • ••• • :•••. n Ministério da Fazenda CONFERE COM O ORIGINAI. ter145r Segundo Conselho de Contribuintes Brasiliaa_, 0-4. Fl. 4r Processo n2 : 10980.003881/2005,09 mama Cursino de °Cogita Recurso n2 : 131.839 ma Siape 91650 Acórdão n2 : 203-12.293 Neste particular, muito bem se portou a instância de piso ao anunciar que "De qualquer modo, em ambos os períodos, não há que pretender exclusões da base de cálculo em relação ao Decreto n° 3.659, de 2000 (ainda que a impugnante diga que o tenha observado), que não se prestou a regulamentar atividade ilegal de jogos de bingo e nem os pretensamente instituídos por Secretários de Estado de governos estaduais." (fl. 682). De mais a mais, não se tratando de contribuição que incide sobre o resultado, como é o caso, por exemplo, da CSLL, a contribuição ao PIS tem como base de cálculo o faturamento, e, neste caso, não há diversidade entre a autuada e qualquer outra empresa que, no afã de auferir receitas, incorre em custos que somente poderiam ser excluídos da base de incidência da comentada contribuição se assim dispusesse sua lei de regência. E é a partir da observância da legislação que dispunha sobre a base de cálculo da contribuição ao PIS que chegamos à conclusão que as exclusões pretendidas pela empresa contribuinte não possuíam esteio legal, senão se atente: Lei n. 9.718/98 "An. 2°. As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas . a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta LeL Art. 3°. O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. § 1°. Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificacão contábil adotada para as receitas. § 2°. Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o artigo 2°, excluem-se da receita bruta: 1 - as vendas cancelados, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; II - as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita; III - (Revogado pela Medida Provisória n°2.158-35, de 24.08.2001, DOU 27.08.2001, em vigor conforme o art. 2° da EC n°32/2001)'; I 1) Assim dispunha o inciso revogado: "Ill - os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para ou a pessoa jurídica, observadas normas regulamentadoras expedidas pelo Poder Executivo:" 9 mF-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • CONFERE COM O ORIGINAL 211 CC-MF • 'se ", • Ministério da Fazenda / Segundo Conselho de Contribuintes °resina O/ / 41:;irifit • Processo n2 : 10980.00388112005-09 mate Cursied-COlivelm Mat. Step. 91850 Recurso n2 : 131.839 Acórdão n2 : 203-12.293 IV - a receita decorrente da venda de bens do ativo permanente." (grifamos e sublinhamos) Lei o. 10.637/2002 (PIS - não cumulativo) "Art. 1°A contribuição para o P15/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § I° Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. § 2° A base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep é o valor do faturam ento, conforme definido no caput. § 3° Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I - decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à al(quota zero; - (VETADO) lii - auferidas pela pessoa jurídica revendedora na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora na condição de substituta tributária; IV - de venda dos produtos de que tratam as Leis n° 9.990, de 21 de julho de 2000, n° 10.147, de 21 de dezembro de 2000, e n° 10.485, de 3 de julho de 2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; V- referentes a: a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos; b) reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio liquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita; VI - não operacionais, decorrentes da venda de ativo imobilizado. (NR) (Inciso acrescentado pela Lei n° 10.684, de 30.05.2003, DOU 31.05.2003 - Ed. Extra, com efeitos a partir de 01.02.2003)" Neste diapasão, ante aos trechos legais acima transcritos, tem-se como consectário lógico à conclusão de que as pretensas exclusões da base de cálculo da contribuição ao PIS não são admitidas, do que se deduz que toda receita decorrente das vendas de canelas de bingo \AP • 10 4F-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL r CC-MF ••• Ministério da Fazenda Fl..9.1 Cf4 — • Segundo Conselho de Contribuintes Brasília, 4 Processo n9 : 10980.003881/2005-09 MarlIde Cursi OliveiraMat. Siape 91650 Recurso n' : 131.839 Acórdão n2 203-12.293 integram a base imponível da exação em trato, situação que revela o acerto do lançamento perpetrado pelos agentes fiscais. Aliás, esse entendimento demonstra filiação a posicionamentos já firmados pelo 1° e 2° Conselho dos Contribuintes, respectivamente: "CO FINS — FATURAMENTO — VENDA DE CARTEIAS PARA SORTEIOS — A COF1NS incide sobre o faturamento auferido com a realização de sorteios exploração do jogo de bingo, decorrente da venda de canelas (mercadoria)." (Conselho de Contribuintes; 8' Câmara; Acórdão 108-07683; Data da Sessão :29/01/2004) "BASE DE CÁLCULO - A contribuição é exigida sobre a receita decorrente da venda de mercadorias e/ou serviços, inclusive a proveniente da venda de canelas de 'bingo' (art. 2° da LC n° 70/91)." (Conselho de Contribuintes; 3' Câmara; Acórdão 203-07182; Data da Sessão: 21/03/2001) No que se refere à multa qualificada aplicada de 150% (cento e cinqüenta por cento), de que trata o inciso II, do art. 44, da Lei n° 9.430/1996, adoto passagem da fundamentação lançada no corpo do acórdão da DRJ recorrido, como motivação para a manutenção da sanção proposta: "Em verdade, a caracterização de dolo não está restrita diretamente ao fato gerador, mas estende-se a todo o procedimento da autuada durante um certo período, cujas ações contribuíram para que se evitasse a apuração da falta de recolhimento da contribuição e a conseqüente lavratura do auto de infração. É inequívoco que a contribuinte praticou operações que implicaram a ocorrência de fatos geradores tributários em montantes significativos nos anos-calendário de 2002 e 2003. Entretanto, como exposto, ao apresentar suas DIPJ respectivas, declarou que não praticou qualquer operação nesses períodos. Com o mesmo propósito, absteve-se de denunciar, por meio de DCTF, seus débitos tributários relativos a todos os trimestres do ano-calendário de 2002, e ao primeiro trimestre do ano-calendário de 2003. Para tornar mais evidente seu propósito de ocultar da Administração Tributária a existência de débitos tributários, apresentou as DCTF alusivas aos 2°, 3° e 4° trimestres do ano- calendário de 2003 informando também a ausência de quaisquer débitos. Nesse sentido, nenhuma dúvida existe de que a contribuinte obrou dolosamente com o único e exclusivo fito de impedir — ou retardar o máximo possível — que a autoridade fazendária tomasse conhecimento dos tributos que já eram por ela devidos. Não existe outra hipótese ou explicação. Assim, a conduta da contribuinte coincide com aquela prevista como capaz de ensejar a aplicação da penalidade qualificada, impondo-se a conclusão de que a multa foi imposta de forma absolutamente harmônica com a previsão legaL Em situação similar, decidiu o Conselho de Contribuintes: "IRPJ/CSLL. FALTA DE RECOLHIMENTO. MULTA QUALIFICADA. A prática reiterada de infrações definidas como falta de recolhimento e/ou de declaração inexata, por diversos anos seguidos, caracteriza indício veemente da ocorrência de irre ularidades definidas nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64 e justifica a • A 11 , . . ..M.-7,., re?:::.: ' ir Ministério da Fazenda 21' CC- MF EL ;ri L.kl 'f- Segundo Conselho de Contribuintes .;.4'''1,-W> Processo n9 : 10980.003881/2005-09 Recurso n2 : 131.839 Acórdão ng : 203-12.293 , aplicação da multa qualificada." (Acórdão n° 101-94095; Sessão de 26/02/2003; Primeira Camara do Primeiro Conselho de Contribuintes; relator Kazuki Shiobara) Dessa forma, como a conduta descrita pela fiscalização caracteriza o evidente intuito de fraude, pela tentativa da contribuinte de se furtar à tributação mediante o artifício de apresentação de declarações "zeradas", como se não estivesse auferindo receitas, deve ser mantida a multa de 150%, eis que condizente com a legislação que rege a matéria." Ante ao exposto, voto no sentido de conhecer o recurso voluntário para negar-lhe provimento, mantendo a decisão singular em sua inteireza. Sala das S ssõ 19 de julho de 2007.,147.9 ,LUCQO P NTES DE MAYA GOMESI ._ ME-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINtÉ% CONFERE com O ORIGINAL Brasulaa42—/ $0e4- - Matilde rsino de 011veka Mat. Bispe 91e50 12 Page 1 _0086800.PDF Page 1 _0086900.PDF Page 1 _0087000.PDF Page 1 _0087100.PDF Page 1 _0087200.PDF Page 1 _0087300.PDF Page 1 _0087400.PDF Page 1 _0087500.PDF Page 1 _0087600.PDF Page 1 _0087700.PDF Page 1 _0087800.PDF Page 1
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