Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10980.011489/99-43
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2004
Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Qualquer referência a um artigo em determinada posição abrange esse artigo mesmo incompleto ou inacabado, desde que apresente, no estado em que se encontra, as características essenciais do artigo completo ou acabado. Abrange igualmente o artigo completo ou acabado, ou como tal considerado nos termos das disposições precedentes, mesmo que se apresente demontado ou por montar.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-31.500
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho
de Contribuintes, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Anelise Daudt Prieto, Sérgio de Castro Neves e João Holanda Costa. O Conselheiro Sérgio de Castro Neves apresentará declaração de voto.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200407
ementa_s : CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Qualquer referência a um artigo em determinada posição abrange esse artigo mesmo incompleto ou inacabado, desde que apresente, no estado em que se encontra, as características essenciais do artigo completo ou acabado. Abrange igualmente o artigo completo ou acabado, ou como tal considerado nos termos das disposições precedentes, mesmo que se apresente demontado ou por montar. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2004
numero_processo_s : 10980.011489/99-43
anomes_publicacao_s : 200407
conteudo_id_s : 4271901
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-31.500
nome_arquivo_s : 30331500_123399_109800114899943_009.PDF
ano_publicacao_s : 2004
nome_relator_s : NILTON LUIZ BARTOLI
nome_arquivo_pdf_s : 109800114899943_4271901.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Anelise Daudt Prieto, Sérgio de Castro Neves e João Holanda Costa. O Conselheiro Sérgio de Castro Neves apresentará declaração de voto.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2004
id : 4692365
ano_sessao_s : 2004
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:36 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044700622848
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T19:39:01Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T19:39:00Z; Last-Modified: 2009-08-07T19:39:01Z; dcterms:modified: 2009-08-07T19:39:01Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T19:39:01Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T19:39:01Z; meta:save-date: 2009-08-07T19:39:01Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T19:39:01Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T19:39:00Z; created: 2009-08-07T19:39:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-08-07T19:39:00Z; pdf:charsPerPage: 1415; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T19:39:00Z | Conteúdo => 1 . t- • "Ytir44 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 10980.011489/99-43 SESSÃO DE : 07 de julho de 2004 ACÓRDÃO N° : 303-31.500 RECURSO N° : 123.399 RECORRENTE : TAFISA BRASIL S/A. RECORRIDA : DRJ/CURITIBA/PR CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Qualquer referência a um artigo em determinada posição abrange esse artigo mesmo incompleto ou inacabado, desde que apresente, no estado em que se encontra, as características essenciais do artigo completo ou acabado. Abrange • igualmente o artigo completo ou acabado, ou como tal considerado nos termos das disposições precedentes, mesmo que se apresente desmontado ou por montar. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Anelise Daudt Prieto, Sérgio de Castro Neves e João Holanda Costa. O Conselheiro Sérgio de Castro Neves apresentará declaração de voto. Brasília-DF, e 07 de julho de 2004 • JOÃO Hei ,1 0A COSTA Preside" BARTOlp Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: NANCI GAMA, SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA e DAVI EVANGELISTA (Suplente). Ausente o Conselheiro ZENALDO LOIBMAN. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional ANDREA KARLA FERRAZ. MA/3 • MINISTÉRIO DA FAZENDA , TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.399 ACÓRDÃO N° : 303-31.500 RECORRENTE : TAFISA BRASIL S/A. RECORRIDA : DRJ/CURITIBA/PR RELATOR(A) : NILTON LUIZ BARTOLI RELATÓRIO Trata-se de processo que já fora apreciado por esta Eg. Câmara, pelo que, para entendimento da questão e para ilustrar o presente julgamento, passo a ler em Sessão o Relatório de fls. 132/137. Na oportunidade, a Câmara, por unanimidade de votos, decidiu por converter o julgamento em diligência, nos termos do voto de fls. 138/139, ao Instituto Nacional de Tecnologia — INT, para que através de perícia informasse se o produto informado através da DI mencionada na peça inicial de fls. 01/06, se trata efetivamente de um secador de fibras ou partículas de madeira, com sistemas de controle de temperatura, de desvio de fluxo, de medição e indicação de umidade, ou, apenas partes e peças do mesmo. Oferecida faculdade ao contribuinte para que apresentasse quesitos a serem respondidos pela perícia, o mesmo oferece o peticionário de fls. 153/155, indicando perito e formulando quesitos a serem respondidos em Laudo Técnico. Referido laudo, juntado às fls. 157/166, traz em seu bojo, Relatório Fotográfico e resposta aos quesitos formulados pela Recorrente, como segue: "1. O EQUIPAMENTO IMPORTADO PELA PETICIONÁRIA, 111, NO QUE SE REFERE ÀS PEÇAS ADQUIRIDAS DA ALEMANHA CORRESPONDEM À ESSÊNCIA DO "SECADOR DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COM SISTEMA DE CONTROLE DE TEMPERATURA, DE DESVIO DE FLUXO, DE MEDIÇÃO E INDICAÇÃO DE UMIDADE? R) Sim, uma vez que os equipamentos importados, pertencentes a DI 97/1067921-0, embora não representem a totalidade dos componentes, caracterizando-o como completo, representam os componentes principais do "secador de partículas de madeira do sistema de controle de temperatura, de desvio de fluxo, de medição e indicação de umidade", sem os quais se torna impossível a realização da secagem controlada das partículas de madeira, que é a função do equipamento vistoriado. 2 • MINISTÉRIO DA FAZENDA , TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.399 ACÓRDÃO N° : 303-31.500 A conclusão, acima descrita, é embasada pelas regras gerais para interpretação do sistema harmonizado, que diz que a classificação das mercadorias na nomenclatura rege-se pela seguinte regra: "Qualquer referência a um artigo em determinada posição abrange esse artigo mesmo incompleto ou inacabado, desde que apresente, no estado que se encontra, as características essenciais do artigo completo ou acabado, abrange igualmente o artigo completo ou acabado, ou como tal considerado nos termos das disposições precedentes, mesmo que se apresente desmontado ou por montar." 2) PODE-SE AFIRMAR QUE AS PEÇAS ADQUIRIDAS NO • MERCADO NACIONAL CORRESPONDEM À ESSÊNCIA DO "SECADOR DE PARTÍCULAS DE MADEIRA COM SISTEMA DE CONTROLE DE TEMPERATURA, DE DESVIO DE FLUXO, DE MEDIÇÃO E INDICAÇÃO DE UMIDADE? R) Não. 3) AS FUNÇÕES DO SECADOR IMPORTADO PELA PETICIONÁRIA, QUAIS SEJAM, CONTROLE DE TEMPERATURA., DESVIO DE FLUXO E MEDIÇÃO E INDICAÇÃO DE UMIDADE, SÃO DESENVOLVIDAS PELO EQUIPAMENTO IMPORTADO PELA DI N°97/1067921-O? R) Sim, pois os equipamentos importados, pertencentes a DI 97/1067921-0 apresentam características técnicas próprias e funções bem definidas. 4) QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS PARA SE DEFINIR UM • EQUIPAMENTO COMPLETO EM UM PROCESSO PRODUTIVO CONTINUO, ONDE OS EQUIPAMENTOS ESTÃO INTERLIGADOS ENTRE SI? R) Por definição, processo produtivo contínuo, consiste na transformação de matéria-prima em produto acabado, sem interrupção de fluxo entre etapas ou fases. Em um processo produtivo contínuo, equipamento completo, é aquele constituído de: Equipamento Principal Equipamentos Auxiliares ou de Interligação Acessórios. 3 • MINISTÉRIO DA FAZENDA , TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.399 ACÓRDÃO N° : 303-31.500 5) ESTÁ CORRETA A AFIRMAÇÃO DE QUE, NA CARACTERIZAÇÃO DE UM EQUIPAMENTO PARA PROCESSO PRODUTIVO CONTÍNUO, É CONSIDERADA A SEGREGAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS EM: 5.1) Equipamentos Principais: onde ocorre um processo de transformação de uma matéria-prima ou produto em processo, como por exemplo: secagem das partículas? R) Sim. 5.2) Equipamentos Auxiliares: transportadores de partículas, ar comprimido para controle e serviço, energia elétrica, águaresfriamento, sistema de combate à incêndio, etc..., onde não ocorrem transformações na matéria-prima ou produto em processo? R) Sim. Do laudo técnico, a Recorrente se manifesta às fls. 178/182, mencionando que "conclui-se do laudo pericial que o equipamento objeto de importação pela Declaração de Importação n° 97/1067921-0 corresponde ao "secador de partículas de madeira com sistema de controle de temperatura, desvio de fluxo, de medição e indicação de umidade", sujeito ao "Ex" tarifário previsto na Portaria n° 221/99 do Ministério da Fazenda, com alíquota para o Imposto de Importação de zero por cento." Sua conclusão é de que "tendo o Laudo Pericial demonstrado à exaustão que a importação efetuada pela Peticionaria por meio da DI n° 97/1067921-0 não se trata apenas de partes e peças, mas sim da essência do "secador de partículas de madeira com sistema de controle de temperatura, desvio de fluxo, de medição e indicação de umidade", impõe-se seja reconhecida a correção do procedimento adotado pela Recorrente, ao aplicar a alíquota de zero por cento a título de Imposto de Importação, nos termos do "Ex" tarifário previsto na Portaria n° 221/99 do Ministério da Fazenda." Tomam os autos a esta Eg. Câmara para julgamento. É o relatório. 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA , TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.399 ACÓRDÃO N' : 303-31.500 VOTO Apurado estarem presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário, por conter matéria de competência deste Terceiro Conselho de Contribuintes. De plano, cabe ressaltar que, em que pese a Resolução n° 303- 00.823, desta Câmara, ter em face da busca da verdade material e da alegação da Recorrente de cerceamento de defesa, convertido o julgamento em diligência ao Instituto Nacional de Tecnologia, o Laudo Pericial não foi elaborado por aquele 01. respeitado instituto, mas sim por expert credenciado junto à repartição de origem. Como a Recorrente não questionou este fato e o laudo apresentado se presta ao escopo da diligência, isto é, saber se o produto importado trata efetivamente de um SECADOR DE FIBRAS OU PARTÍCULAS DE MADEIRA, COM SISTEMAS DE CONTROLE DE TEMPERATURA, DE DESVIO DE FLUXO, DE MEDIÇÃO E INDICAÇÃO DE UMIDADE, ou, apenas, partes e peças do mesmo, o aceito como prova e passo a decidir. O Sr. Perito Técnico designado apresentou respostas a todos os quesitos formulados pelas partes e anexou fotografias do equipamento importado. Vejamos o 1° quesito da Recorrente e a resposta do Expert designado: "I) o equipamento importado pela Peticionária, no que se refere às peças adquiridas da Alemanha correspondem à essência do "secador de partículas de madeira com sistema de controle de temperatura, de desvio de fluxo, de medição e indicação de umidade"? R) sim, uma vez em que os equipamentos importados. pertencentes a Dl 97/1067921-0, embora não representem a totalidade dos componentes, caracterizando-o como completo, representam os componentes principais do 'secador de partículas de madeira com sistema de controle de temperatura, de desvio de fluxo, de medição e indicação de umidade', sem os quais se torna impossível a realização da secagem controlada das partículas de madeira, que a função do equipamento vistoriado. 5 - MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES i TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.399 ACÓRDÃO N° : 303-31.500 A conclusão, acima descrita, é embasada pelas regras gerais para interpretação do sistema harmonizado, que diz que a classificação das mercadorias na nomenclatura rege-se pela seguinte regra: qualquer referência a um artigo em determinada posição abrange esse artigo mesmo incompleto ou inacabado, desde que apresente, no estado em que se encontra, as características essenciais do artigo completo ou acabado. Abrange igualmente o artigo completo ou acabado, ou como tal considerado nos termos das disposições precedentes, mesmo que se apresente desmontado ou por montar". Importante destacar o quesito 3: "3. As jiinções do secador importado pela Peticionária, quais seja, controle de temperatura, desvio defluxo, de medição e indicação de • umidade, são desenvolvidas pelo equipamento importado pela DI n°97/1067921-0? R) Sim, pois os equipamentos importados, pertencentes à Dl 97/1067921-0 apresentam características técnicas próprias e bem definidas. A resposta ao quesito 2 da Recorrente traz também luz à questão quando o Sr. Perito Técnico afirma que as peças adquiridas no mercado nacional não correspondem à essência do "secador de partículas de madeira". Assim, extrai-se do laudo pericial que o equipamento, objeto da DI n° 97/1067921-0, corresponde ao "secador de partículas", código 8419.3200, sujeito ao "EX" tarifário previsto na Portaria n° 221/99 do Ministério da Fazenda com aliquota de 0% para o II. • Acresce que o item 3 do Oficio 062/2000-DEINT, às fls.89, informa que o "histórico nos leva a crer que a redação contida na Portaria MF 221/97, para o "EX" 001, NCM 8419.32.00, "secador de fibras ou partículas de madeira", foi também objeto de pleito formulado pela TAFISA, pois a mesma solicitou a alteração de redação do texto original do respectivo "EX" tarifário. À vista do exposto, dou provimento ao recurso voluntário, para cancelar a exigência do crédito tributário remanescente. É COMO voto Sala das Sessões,fi de julho de 2004 2,15a /%67--- ARBTO I — Relator 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA , TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.399 ACÓRDÃO N' : 303-31.500 DECLARAÇÃO DE VOTO Parece-me ter havido, em certo ponto da apreciação da lide, indevida confusão entre o que é de fato o núcleo do problema, ou seja, o enquadramento ou não da mercadoria importada no EX criado pela Portaria MF 221/97, e uma questão, irrelevante para o caso, sobre a classificação dessa mesma mercadoria na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Às fls. 115 do processo, no recurso voluntário oferecido pela • interessada, encontra-se o seguinte argumento: "Ora, como é possível entender que, para fins de enquadramento do `EX' tarifário, a decisão recorrida considera que o equipamento importado pela Recorrente é constituído apenas de peças e partes, estando incompleto, e para fins de sua classificação fiscal ele constitui um todo completo e perfeito?" Ocorre que esse é, exatamente, o critério aplicável por força das determinações legais que regem a matéria. Foi várias vezes citada no processo a lição do insigne tributarista José Lence Carluci — cuja presença, aliás, como Conselheiro, abrilhanta esta Casa — segundo a qual "Em hipótese alguma pode ser enquadrada no EX mercadoria que teve panes e peças completadas por outras adquiridas no mercado interno". Assim é, porque o CNT, em seu art. 111, inc. II, determina que a legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser interpretada literalmente. A este propósito, aliás, pareceu-me excessiva a preocupação em oficiar à Secretária de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para indagar sobre as origens da Portaria que concedeu o beneficio. Oxalá nunca tenhamos que investigar as intenções dos legisladores do Código Comercial Brasileiro, que é de 1850. Coisa diversa é a ficção jurídica estabelecida pela Regra Geral de Interpretação do Sistema Harmonizado n' 2a, determinando que, para efeitos de classificação, a mercadoria incompleta ou por acabar seja tratada como se completa e acabada, desde que apresente as características essenciais da mercadoria completa e acabada. Assim, a classificação da mercadoria importada pela recorrente, dada corretamente, no código 8419.32.00, não implica, necessariamente, seu enquadramento no EX pretendido. Este último constitui um subconjunto do conjunto maior que é o âmbito do código 8419.32.00. Estando presentes no despacho 54,50% 7 _ MINISTÉRIO DA FAZENDA , TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N' : 123.399 ACÓRDÃO N° : 303-31.500 da máquina descrita no EX tarifário, como assevera, às fls. 26, o laudo técnico não contestado pela ora recorrente, é evidente que a mercadoria importada não corresponde à isenção concedida, ainda que, por ficção jurídica, se enquadre na mesma classificação. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, m 7 de julho de 2004 Q ,SÉRGIO DE CASTRO NE - Conselheiro 41, "0 8 $ MINISTÉRIO DA FAZENDA„ TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES W-lits4Lo eet:•3, Processo n°: 10980.011489/99-43 Recurso n°: 123399 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 2° do art. 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Terceira Câmara do Terceiro Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n° 303-31500. Brasília, 21/10/2004 AT, I4./a. 'Pise Daudt Prieto Presidritie da Terceira Câmara • Ciente em • • , . Page 1 _0006800.PDF Page 1 _0006900.PDF Page 1 _0007000.PDF Page 1 _0007100.PDF Page 1 _0007200.PDF Page 1 _0007300.PDF Page 1 _0007400.PDF Page 1 _0007500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 35408.002633/2006-58
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/1999 a 28/02/2003
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SEGURADO EMPREGADO. OBRIGAÇÃO RECOLHIMENTO. Nos termos do art. 30, inciso I, alíneas “a” e “b”, da Lei nº 8.212/91, a empresa é obrigada a arrecadar as contribuições dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço, descontando-as das respectivas remunerações e recolher o produto até o dia dez do mês seguinte ao da competência.
PREVIDENCIÁRIO. ISENÇÃO COTA PATRONAL. Somente fará jus à isenção da cota patronal das contribuições previdenciárias a contribuinte - entidade beneficente de assistência social - que cumprir, cumulativamente, os requisitos inscritos no art. 55, da Lei nº 8.212/91.
PAF. APRECIAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. De conformidade com o art. 49, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, c/c a Súmula nº 2, do 2º CC, às instância administrativas não compete apreciar questões de ilegalidade ou de inconstitucionalidade, cabendo-lhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente, por extrapolar os limites de sua competência.
TAXA SELIC. LEGALIDADE. Não há que se falar em inconstitucionalidade ou ilegalidade na utilização da taxa de juros SELIC para aplicação dos acréscimos legais ao valor originário do débito, porquanto encontra amparo legal no art. 34, da Lei nº 8.212/91.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.388
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos em rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: RYCARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 18 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200802
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/1999 a 28/02/2003 Ementa: CONTRIBUIÇÕES SEGURADO EMPREGADO. OBRIGAÇÃO RECOLHIMENTO. Nos termos do art. 30, inciso I, alíneas “a” e “b”, da Lei nº 8.212/91, a empresa é obrigada a arrecadar as contribuições dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço, descontando-as das respectivas remunerações e recolher o produto até o dia dez do mês seguinte ao da competência. PREVIDENCIÁRIO. ISENÇÃO COTA PATRONAL. Somente fará jus à isenção da cota patronal das contribuições previdenciárias a contribuinte - entidade beneficente de assistência social - que cumprir, cumulativamente, os requisitos inscritos no art. 55, da Lei nº 8.212/91. PAF. APRECIAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. De conformidade com o art. 49, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, c/c a Súmula nº 2, do 2º CC, às instância administrativas não compete apreciar questões de ilegalidade ou de inconstitucionalidade, cabendo-lhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente, por extrapolar os limites de sua competência. TAXA SELIC. LEGALIDADE. Não há que se falar em inconstitucionalidade ou ilegalidade na utilização da taxa de juros SELIC para aplicação dos acréscimos legais ao valor originário do débito, porquanto encontra amparo legal no art. 34, da Lei nº 8.212/91. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 35408.002633/2006-58
anomes_publicacao_s : 200802
conteudo_id_s : 6802204
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 17 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 206-00.388
nome_arquivo_s : 20600388_142386_35408002633200658_008.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : RYCARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 35408002633200658_6802204.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos em rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2008
id : 4840317
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:57 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044752003072
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-06T20:56:09Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-06T20:56:09Z; Last-Modified: 2009-08-06T20:56:09Z; dcterms:modified: 2009-08-06T20:56:09Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-06T20:56:09Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-06T20:56:09Z; meta:save-date: 2009-08-06T20:56:09Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-06T20:56:09Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-06T20:56:09Z; created: 2009-08-06T20:56:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-08-06T20:56:09Z; pdf:charsPerPage: 1636; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-06T20:56:09Z | Conteúdo => • CCrN;2:47 awcSagpratzL CCO2/036 Era/alia, Lia_art. Fls. 269 Maria cie Fatima Fe a rva oMetr. Siape 751683 MINISTÉRIO DA FAZENDA— ^•*3 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '01 SEXTA CÂMARA Processo n° 35408.002633/2006-58 Recurso n° 142.386 Voluntário conlitrAntes Cofiseinctdat Matéria DIFERENÇAS DE CONTRIBUIÇÕES uf...,d,40-snunden000L Acórdão n° 206-00.388 ames át Sessão de 12 de fevereiro de 2008 Recorrente NÚCLEO DE VALORIZAÇÃO HUMANA NOVA VIDA Recorrida SECRETAIRA DA RECEITA PREVIDENCIÁR1A EM CAMPINAS/SP Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/1999 a 28/02/2003 Ementa: CONTRIBUIÇÕES SEGURADO EMPREGADO. OBRIGAÇÃO RECOLHIMENTO. Nos termos do art. 30, inciso I, alíneas "a" e "b", da Lei n° 8.212/91, a empresa é obrigada a arrecadar as contribuições dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço, descontando-as das respectivas remunerações e recolher o produto até o dia dez do mês seguinte ao da competência. PREVIDENCIÁRIO. ISENÇÃO COTA PATRONAL. Somente fará jus à isenção da cota patronal das contribuições previdenciárias a contribuinte - entidade beneficente de assistência social - que cumprir, cumulativamente, os requisitos inscritos no art. 55, da Lei n°8.212/91. PAF. APRECIAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. De conformidade com o art. 49, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, c/c a Súmula n° 2, do 2° CC, às instância administrativas não compete apreciar questões de ilegalidade ou de inconstitucionalidade, cabendo-lhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente, por extrapolar os limites de sua competência. e'sV r CC/MP - Sexta Câmara CONFERE COM O ORIGINAL • Processo n.° 35408.002633/2006-58 Brasília, 0 t 9-1 4 VI CCO2/C06n, Acórdão n.• 206-00.388 a 2 Maria de Fatima Irei :e alho Fls. 70 Mar. Siape 751683 TAXA SELIC. LEGALIDADE. Não há que se falar em inconstitucionalidade ou ilegalidade na utilização da taxa de juros SELIC para aplicação dos acréscimos legais ao valor originário do débito, porquanto encontra amparo legal no art. 34, da Lei n°8.212/91. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos em rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, em negar provimento ao recurso. ELIAS SAM AIO FREIRE Preside te IS.. 1 1 n .À. Mi IQ:ai .- I RY AR I) 1 - 1 RIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA Rel. tor Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bernadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira e Cleusa Vieira de Souza • Processo n.° 35408.002633/2006-58 CCO2/C06 Acórdão ri.• 206-00.388 r CC/MF - Sexta Câmara Fls. 271 CONFERE COM O ORIGINAL Brasília OQ--akini Maria de Fátima a 'gaite‘612 Matr. Bispe 751683 Relatório NÚCLEO DE VALORIZAÇÃO HUMANA NOVA VIDA, contribuinte, pessoa jurídica de direito privado, já qualificada nos autos do processo administrativo em referência, recorre a este Conselho da decisão da então Secretaria da Receita Previdenciária em Campinas/SP, DN n° 21.424.4/0067/2006, que julgou procedente o lançamento fiscal referente às contribuições sociais devidas ao INSS, correspondentes à parte da empresa, dos segurados, do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, e as destinadas a Terceiros (Salário Educação, INCRA, SESC, SENAC e SEBRAE), incidentes sobre as remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, em relação ao período de 10/1999 a 02/2003, conforme Relatório Fiscal, às fls. 47/49. Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, lavrada em 16/12/2003, contra a contribuinte acima identificada, constituindo-se crédito no valor de R$ 116.535,92 (Cento e dezesseis mil, quinhentos e trinta e cinco reais e noventa e dois centavos). De conformidade com o Relatório Fiscal, os fatos geradores das contribuições previdenciárias ora exigidas foram extraídos do Livro Caixa 01/1999, Livros Diário de 01/2000 a 09/2003, das folhas de pagamentos de salários dos segurados empregados, das rescisões contratuais, recibos de férias, guias de recolhimentos previdenciários e demais documentos subsidiários fornecidos pela contribuinte. Inconformada com a Decisão recorrida, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário, às fls. 213/259, procurando demonstrar sua improcedência, desenvolvendo em síntese as seguintes razões. Insurge-se contra a exigência consubstanciada na peça vestibular do procedimento, sob o argumento de que o Lançamento de Débito Confessado-LDC não se reveste de caráter imutável e/ou irretratável, podendo ser questionado a qualquer tempo, conquanto que observado o prazo prescricional. Assevera que a contribuinte, na condição de Entidade de Assistência Social, nos termos do art. 6°, da CF, é isenta das contribuições previdenciárias para a seguridade social, conforme preceitos contidos no artigo 195, § 7°, da Carta Magna, estando os requisitos inscritos no art. 55, da Lei n° 8.212/91 em dissonância com os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sobretudo ao exigi-los cumulativamente. Contrapõe-se ao crédito previdenciário ora combatido, aduzindo para tanto que o simples fato de a entidade perder o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (mera providência administrativa), não descaracteriza os serviços prestados, impondo a continuidade da isenção da quota patronal, mormente quando cumpre os demais requisitos, o que toma irrazoável e inconstitucional a exigência prevista no inciso II, do art. 55, da Lei n° 8.212/91. 2• CC/MF - sexta Camaro CONFERE COM O OFUGINAL • Processo n.° 35408.002633/2006-58CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.388 Broallia / • • / 9...00(?arf Fls. 272 Maria de Feterna Fe • e CrvalhO Metr. Saape 751683 Alega ser ilegal e inconstitucional a contribuição ao SAT, por desrespeitar o principio da estrita legalidade, inscrito nos artigos 5°, inciso II; e 150, inciso I, da CF, eis que a Lei n° 8.212/91 não definiu a conceituação de atividades preponderantes nem delimitou os parâmetros dos três graus de risco das atividades econômicas, não podendo um Decreto contemplar tais definições por afrontar com nossa Carta Magna, sendo competência do Poder Legislativo. Após tecer comentários acerca da origem da contribuição destinada ao Salário- Educação, defende que sua cobrança é inconstitucional/ilegal, tendo em vista, entre outros motivos, a não recepção pela CF/88, bem como por inexistir Lei Complementar instituidora. Infere ser ilegal e inconstitucional a cobrança das contribuições destinadas ao SEBRAE, por entender que a recorrente não se beneficia com autuação de referida entidade, que aplica seus recursos na área de comércio e indústria, mais precisamente voltados à micro e pequenas empresa, razão pela qual a exigência daquele tributo malfere o disposto no art. 149, da CF. Opõe-se à contribuição previdenciária destinada ao INCRA, vindicando sua exclusão do presente lançamento, alegando que referida exação afronta de forma flagrante a CF, especialmente por ser empresa urbana e inexistir dispositivo constitucional determinando a sua vinculação com outra categoria econômica (rural), sem qualquer beneficio próprio. Argüi a inconstitucionalidade da TAXA SELIC, aduzindo para tanto, entre outros motivos, que sua instituição decorreu de resolução do Banco Central, e não por lei, não podendo, dessa forma, ser utilizada em matéria tributária, por desrespeitar o Principio da Legalidade. Alega, ainda, tratar-se referida taxa de juros remuneratórios, o que a toma ilegal e inconstitucional. Traz à colação inúmeras decisões de nossos Tribunais. Por fim, requer o conhecimento e provimento do seu recurso, para desconsiderar a Notificação Fiscal de Lançamento de Débitos, tornando-a sem efeito e, no mérito, sua absoluta improcedência. A então Secretaria da Receita Previdenciária apresentou contra-razões, às fls. 266/268, em defesa da decisão recorrida, propondo a sua manutenção. É o Relatório. • Processo n.° 35408.00263312006-58 CCO2/C06 Acórdão ri? 206-00.388 r CC/MF - Sexta Camara Fls. 273CONFERE COM O ORIGINAL Brasília / Maria de Fatima Fe‘treir eto Matr Stade 751683 Voto Conselheiro RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo tempestivo e dispensada do depósito recursal, por força de decisão judicial/liminar, conheço do recurso voluntário da contribuinte e passo à análise das alegações recursais. Pretende a contribuinte a reforma da decisão recorrida, a qual manteve a exigência fiscal na forma constituída, alegando que o Lançamento de Débito Confessado — LDC não representa confissão irretratável e imutável de dívida previdenciária, podendo ser questionado, conquanto que observado o prazo prescricional. Não obstante o esforço da contribuinte, suas alegações não merecem acolhimento, mormente quando não guardam relação de causa e efeito com a hipótese contemplada nos presentes autos, o que por si só seria capaz de ensejar o não conhecimento do recurso voluntário, não fossem as demais alegações da notificada. Somente a título elucidativo, cumpre esclarecer que, ao contrário do entendimento da recorrente, o presente lançamento decorre de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, a qual pode ser objeto de impugnação e/ou recurso por parte da contribuinte, o que, de fato, se vislumbra no caso sob análise, não havendo que se falar em LDC. Contrapõe-se, ainda, ao lançamento, aduzindo para tanto que, na condição de Entidade Beneficente de Assistência Social, a contribuinte é isenta da contribuição destinada à previdência social, na forma do artigo 195, da Constituição Federal. Nesse sentido, entende que a exigência do cumprimento cumulativo dos requisitos inscritos no art. 55, da Lei n° 8.212/91, contraria os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, notadamente aquele inserido no inciso II, não podendo a falta do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (mera providência administrativa) descaracterizar os serviços prestados pela recorrente. Em que pesem as substanciosas razões da contribuinte ao longo de seu arrazoado, seu inconformismo, contudo, não tem o condão de prosperar. Consoante se positiva do art. 55, da Lei n° 8.212/91, fará jus à isenção da cota patronal das contribuições previdenciárias, o contribuinte que cumprir, cumulativamente, todos os requisitos ali elencados, senão vejamos: "Art. 55. Fica isenta das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 desta Lei a entidade beneficente de assistência social que atenda aos seguintes requisitos cumulativamente: 1- seja reconhecida como de utilidade pública federal e estadual ou do Distrito Federal ou municipal; II - seja portadora do Registro e do Certificado de Entidade 11(Beneficente de Assistência Social, fornecidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada três anos; r CCiMP SettM Camara CONFMIRÉ BONI O ORIGINAL • Processo n.° 35408.002633/2006-58 Entalho Q1,./ CCO21C06 Acórdão n.° 206-00.388 Fls. 274 Mana Os Fátima Par ra a ino May. Slape 751683 Iii - promova, gratuitamente e em caráter exclusivo, a assistência social beneficente a pessoas carentes, em especial a crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência; IV - não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores, remuneração e não usufruam vantagens ou benelicios a qualquer titulo; V - aplique integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais apresentando, anualmente ao órgão do INSS competente, relatório circunstanciado de suas atividades. § I° Ressalvados os direitos adquiridos, a isenção de que trata este artigo será requerida ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, que terá o prazo de 30 (trinta) dias para despachar o pedido." Na hipótese vertente, conforme se extrai dos documentos acostados aos autos, a contribuinte somente comprovou reunir os pressupostos legais para a concessão da isenção da cota patronal, a partir 28/03/2003, como se constata do Ato Declaratório n° 001/2003, às fls. 105, ou seja posteriormente ao período objeto da presente notificação, impondo sua manutenção. Mais a mais, a própria contribuinte reconheceu não possuir Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, um dos requisitos do beneficio legal em epígrafe, em relação às competências ora lançadas, não havendo que se falar na pretensa isenção argüida pela notificada. DA APRECIACÃO DE QUESTÕES DE INCONSTITUCIONALIDADESALEGALIDADES NA ESFERA ADMINISTRATIVA. Relativamente ao inconformismo à cobrança das contribuições destinadas a terceiros (SEBRAE/INCRA/Salário Educação), bem como ao SAT, além da exigência de tais tributos encontrar respaldo na legislação previdenciária, cumpre esclarecer, no que tange a declaração de ilegalidade ou inconstitucionalidade, que não compete aos órgãos julgadores da Administração Pública exercer o controle de constitucionalidade de normas legais. Note-se, que o escopo do processo administrativo fiscal é verificar a regularidade/legalidade do lançamento à vista da legislação de regência, e não das normas vigentes frente à Constituição Federal. Essa tarefa é de competência privativa do Poder Judiciário. A própria Portaria MF n° 147/2007, que aprovou o Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes do Ministério da Fazenda, é por demais enfática neste sentido, impossibilitando o afastamento de leis, decretos, atos normativos, dentre outros, a pretexto de inconstitucionalidade ou ilegalidade, nos seguintes termos: "Art. 49. No julgamento de recurso voluntário ou de oficio, fica vedado aos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. • 20 CC/MIN - Sexta Camara CONFERE COM O ORIGINAL • Processo n°35408002633/2006-53 Brasília 12±,k/ CCOVC06 Acórdão n.• 206-00.388 ri Mana O. Fátima F * I erva o Matr, Sapo 751683 Observe-se, que somente na hipótese contempladas no parágrafo único e incisos do dispositivo legal encimado poderá ser afastada a aplicação da legislação de regência, o que não se vislumbra no presente caso. A corroborar esse entendimento, a Sumula n° 02, do 2° Conselho de Contribuintes, aprovada na Sessão Plenária de 18 de setembro de 2007, assim estabelece: "O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária." E, segundo o art. 53, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, as Súmulas, que são o resultado de decisões unânimes, reiteradas e uniformes, serão de aplicação obrigatória pelo respectivo Conselho. Finalmente, o art. 102, I, "a" da Constituição Federal, não deixa dúvida a propósito da discussão sobre inconstitucionalidade, que deve ser debatida na esfera do Poder Judiciário, senão vejamos: "Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I — processar e julgar, originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de Lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declarató ria de constitucionalidade de Lei ou ato normativo federal; Dessa forma, não há como se acolher a pretensão da contribuinte, também em relação a ilegalidade e inconstitucionalidade de normas ou atos normativos que fundamentaram o presente lançamento. DA TAXA SELIC Por fim, insurge-se a contribuinte contra a aplicação da Taxa Selic, por entender ser ilegal e inconstitucional, entendimento que, igualmente, não é capaz de rechaçar a exigência fiscal em questão. Destarte, as contribuições sociais arrecadadas pelo INSS estão sujeitas à taxa referencial do SELIC — Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, nos termos do art. 34 da Lei n°8.212/91, não prosperando a alegação da impossibilidade de utilização para a fixação de juros de mora, senão vejamos: "Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei n°9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevávet (Restabelecido com redação alterada pela MP n° 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei n° 9.528/97. A 4-4\atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a - r CC/NIFI - Sexta Camant CONFERE COM O ORIGINAL • Processo n.°35408.002633/2006-58 Brunia O/ CCO2/C06- /i / á -Mb Acórdão n.° 206-00.388 f C.t...4 Mana da Fatima Filhe r e orvalho Fls. 276 miur. Sim» 751683 partir de 01/95, conforme a Lei n° 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei)." Nessa toada, devida a contribuição e não sendo recolhida até a data do vencimento, fica sujeita aos acréscimos legais na forma da legislação de regência. Dessa forma, correta a aplicação da taxa SELIC, com fulcro no art. 34, da Lei n°8.212/91. No que tange a jurisprudência trazida à colação pela recorrente, mister elucidar, com relação às decisões exaradas pelo Judiciário, que o entendimento nelas expresso sobre a matéria fica restrito às partes do processo judicial, não cabendo a extensão dos efeitos jurídicos de eventual decisão ao presente caso, até que nossa Suprema Corte tenha se manifestado em definitivo a respeito do tema. Assim, escorreita a decisão recorrida devendo nesse sentido ser mantido o lançamento, uma vez que a contribuinte não logrou infirmar os elementos colhidos pela fiscalização que serviram de base para constituição do crédito previdenciário, atraindo pra si o ónus probandi dos fatos alegados. Não o fazendo razoavelmente, não há como se acolher a sua pretensão. Por todo o exposto, estando a NFLD sub examine em consonância com os dispositivos legais que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE CONHECER DO RECURSO VOLUNTÁRIO e, no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO, mantendo incólume a decisão de primeira instância, pelos seus próprios fundamentos. Sala das Sessões, em 12 de fevereiro de 2008 RYCA NriarUE MAGALHA S DE OLIVEIRA . III
score : 1.0
Numero do processo: 15196.000002/2007-19
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2007
AUTO DE INFRAÇÃO. MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
O descumprimento de obrigações acessórias enseja a aplicação de multa, nos termos da disposição contida no art. 33, § 5º, da Lei nº 8.212/91.
NULIDADE POR VÍCIO FORMAL. INEXISTÊNCIA. As nulidades formais são apenas aquelas decorrentes da desobservância das disposições
contidas nos arts. 10 e 11 do Decreto nº 70.235/72.
AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES
PREVIDENCIÁRIAS. Não havendo a comprovação do recolhimento das
contribuições devidas em razão da remuneração dos segurados, revela-se legítima a autuação promovida.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.506
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Feb 18 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. O descumprimento de obrigações acessórias enseja a aplicação de multa, nos termos da disposição contida no art. 33, § 5º, da Lei nº 8.212/91. NULIDADE POR VÍCIO FORMAL. INEXISTÊNCIA. As nulidades formais são apenas aquelas decorrentes da desobservância das disposições contidas nos arts. 10 e 11 do Decreto nº 70.235/72. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Não havendo a comprovação do recolhimento das contribuições devidas em razão da remuneração dos segurados, revela-se legítima a autuação promovida. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 15196.000002/2007-19
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 6767288
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 14 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.506
nome_arquivo_s : 280300506_15196000002200719_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
nome_arquivo_pdf_s : 15196000002200719_6767288.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
id : 4738803
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:43 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044754100224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1715; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 108 1 107 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15196.000002/200719 Recurso nº 258.660 Voluntário Acórdão nº 280300.506 – 3ª Turma Especial Sessão de 09 de fevereiro de 2011 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente COLÉGIO ANGLO AMERICANO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. O descumprimento de obrigações acessórias enseja a aplicação de multa, nos termos da disposição contida no art. 33, § 5º, da Lei n º 8.212/91. NULIDADE POR VÍCIO FORMAL. INEXISTÊNCIA. As nulidades formais são apenas aquelas decorrentes da desobservância das disposições contidas nos arts. 10 e 11 do Decreto nº 70.235/72. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Não havendo a comprovação do recolhimento das contribuições devidas em razão da remuneração dos segurados, revelase legítima a autuação promovida. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado Helton Carlos Praia de Lima Presidente. Carolina Siqueira Monteiro de Andrade Relator. Carolina Siqueira Monteiro de Andrade Redator designado. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE Assinado digitalmente em 03/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , 21/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15196.000002/200719 Acórdão n.º 280300.506 S2TE03 Fl. 109 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente da turma), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Oseas Coimbra, Amilcar Barca Teixeira Junior, Eduardo de Oliveira e Carolina Siqueira Monteiro de Andrade. Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD lavrada em desfavor do COLÉGIO ANGLO AMERICANO, em virtude do não recolhimento de contribuições devidas à Seguridade Social especificadas nos artigos 20 e 21 da Lei nº 8.212/91, a cargo dos segurados empregados e de uma sócia (segurada contribuinte individual), e ainda diante da contrariedade do disposto nos arts. 30 e 33, § 5º da Lei nº 8.212/91, bem como no art. 4º da Lei nº 10.666/2003. De acordo com o Relatório Fiscal, foram apurados três levantamentos: a) Levantamento FGP: contribuições incidentes sobre as remunerações presentes em folha de pagamento e declaradas em Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. As contribuições patronais encontramse lançadas na NFLD n° 37.073.1786; b) Levantamento FP: contribuições incidentes sobre as remunerações ou parcelas destas presentes em folha de pagamento e que não foram declaradas em GFIP. Já as contribuições patronais encontramse lançadas na NFLD n° 37.073.1760; c) Levantamento GFP: contribuições incidentes sobre as remunerações declaradas em GFIP em competências em que não foi apresentada a folha de pagamento. As contribuições patronais encontramse lançadas na NFLD n° 37.073.1786. O contribuinte foi notificado do lançamento em 29/06/2007 e apresentou defesa tempestiva protocolizada em 23/07/2007 (fls. 53/66). A Delegacia da Recita de Julgamento manteve o lançamento em acórdão ementado nos seguintes termos: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2007. NFLD DEBCAD N° 37.073.1778, de 26/06/2007. INCONSTITUCIONALIDADE. A declaração de inconstitucionalidade de atos normativos é prerrogativa outorgada pela Constituição Federal ao Poder Judiciário. Art. 97 e 102, I "a", da CF. JUROS. TAXA SELIC. MULTA. Sobre as contribuições sociais em atraso incidem juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, e multa de mora, que não podem ser relevados (art. 341e 35, da Lei n° 8.212/91). Fl. 2DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE Assinado digitalmente em 03/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , 21/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15196.000002/200719 Acórdão n.º 280300.506 S2TE03 Fl. 110 3 Lançamento Procedente.” Contra a decisão de primeira instância, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário tempestivo em 08/01/2008 (fls. 95/102), por meio do qual alega, em síntese: (a) preliminarmente, a inconstitucionalidade da exigência do depósito recursal como condição de procedibilidade do recurso voluntário; (b) que no corpo da NFLD impugnada consta como local da lavratura, a cidade de Santos/SP, infringindo, portanto, o disposto no art. 10 do Decreto nº 70.235/72, que obriga a lavratura do auto no local da verificação do fato, devendo o auto de infração ser declarado nulo; (c) que o Auditor Fiscal não é contador habilitado regularmente no CRC/SP, cabendo a anulação do ato exarado, haja vista que as auditorias contábilfiscais são tarefas privativas de contadores legalmente habilitados e em dia para com o CRC, infringindo o art.5°, II e XIII da CR/88 e a Lei Federal nº 6.404/76; (d) inexistência do termo de início de fiscalização e de intimações para prestação dos devidos esclarecimentos; (e) reitera o pagamento de grande parte das parcelas cobradas, informando que bastaria que o Auditor intimasse o ora Recorrente para que pudesse apresentar os comprovantes de pagamento, sendo desnecessária a presente autuação. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE Assinado digitalmente em 03/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , 21/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15196.000002/200719 Acórdão n.º 280300.506 S2TE03 Fl. 111 4 Voto Conselheiro Carolina Siqueira Monteiro de Andrade O Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte é tempestivo e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual passa a analisálo. Apenas a título de esclarecimento, a declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal da exigência de depósito prévio, no valor mínimo de 30% da exigência fiscal, como condição para seguimento do recurso voluntário, deu ensejo à edição da Súmula Vinculante nº 21, DOU de 10/11/2009, tornando prejudicada a verificação da regularidade do procedimento efetuado. Consoante se verifica do Recurso Voluntário interposto, o contribuinte não trouxe aos autos nenhum elemento novo, capaz de ensejar o cancelamento do lançamento efetuado. Nestes termos, conforme se verá adiante, a decisão de primeira instância deve ser mantida em sua integralidade. O Recorrente alega, em sua defesa, a existência de vícios formais que maculariam o lançamento consubstanciado nos autos, tais como o local inapropriado da lavratura do auto de infração, a inabilitação da autoridade fiscal e a ausência de Termo de Início de Ação Fiscal. Com relação ao primeiro argumento, o Recorrente argúi a violação ao art. 10 do Decreto nº 70.235/72, que estabelece que “o auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta (...)”. A disposição contida no mencionado normativo, contudo, não deve ser compreendida no sentido suscitado pelo contribuinte. A determinação de lavratura do auto de infração na localidade de verificação da falta não exige, necessariamente, que a confecção do instrumento seja feita no domicílio do contribuinte, e sim que os elementos sejam apurados a partir das informações e documentos existentes no local da prática da falta. É o que consta da decisão proferida pela autoridade julgadora: “Com efeito, a disposição contida no caput do artigo 10 do Decreto n° 70.235/72, no sentido de que a lavratura da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito deve se dar no local da verificação da falta não significa necessariamente a confecção do instrumento no domicílio do contribuinte, não se traduzindo, portanto, o fato, em vício que possa inquinar de nulidade o lançamento formalizado nessa condição, ainda mais quando o notificante, face à ação fiscal procedida, dispunha dos elementos necessários e suficientes à formalização do lançamento.” Esse, inclusive, é o entendimento já pacificado pelo então Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda: “PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL NULIDADE Não é nulo o auto de infração lavrado na Sede da Delegacia da Receita Federal, se a repartição dispunha dos elementos necessários e Fl. 4DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE Assinado digitalmente em 03/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , 21/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15196.000002/200719 Acórdão n.º 280300.506 S2TE03 Fl. 112 5 suficientes para a caracterização da infração e formalização do lançamento tributário.” (Acórdão n° 10510.335, de 16/04/96, 1° CC) Já com relação ao segundo argumento, de que a autoridade fiscal não seria habilitada à lavratura do auto em questão, esclarece a DRJ, com percuciência, que o Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil é a autoridade administrativa investida no poder de lavrar a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito e Autos de Infração decorrentes, conforme previsão contida no art. 37 da Lei nº 8.212/91. Nestes termos, se mostra irrelevante a sua inscrição no CRC. No que diz respeito à falta de Termo de Início de Ação Fiscal, a sua ausência não é hábil a invalidar o lançamento promovido pela Fiscalização, já que à época da autuação, não havia previsão legal para a emissão do referido documento. A regular intimação do contribuinte para a apresentação de documentos/esclarecimentos é suficiente para legitimar o procedimento fiscal realizado. Por fim, quanto ao mérito, argüi o Recorrente a nulidade da autuação em razão da ausência de sua intimação para a demonstração de recolhimento das contribuições previdenciárias supostamente em aberto. Todavia, não foi juntado aos autos nenhum documento que pudesse comprovar essa afirmação. CONCLUSÃO Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto pelo sujeito passivo, para manter a decisão de primeira instância em sua integralidade. Carolina Siqueira Monteiro de Andrade Relator Fl. 5DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE Assinado digitalmente em 03/03/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , 21/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 13984.000753/2004-72
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/11/1990 a 31/12/1996
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO - CRÉDITOS DE AÇÃO
JUDICIAL INSUFICIENTES - PIS - SEMESTRALIDADE -
COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.
Tratando-se direito creditório garantido judicialmente, seu aproveitamento em compensação de débitos há de observar os estritos termos da decisão judicial transitada em julgado, que o reconheceu.
Numero da decisão: 3803-002.353
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 31 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201201
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/11/1990 a 31/12/1996 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO - CRÉDITOS DE AÇÃO JUDICIAL INSUFICIENTES - PIS - SEMESTRALIDADE - COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Tratando-se direito creditório garantido judicialmente, seu aproveitamento em compensação de débitos há de observar os estritos termos da decisão judicial transitada em julgado, que o reconheceu.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13984.000753/2004-72
anomes_publicacao_s : 201201
conteudo_id_s : 6735284
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 28 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-002.353
nome_arquivo_s : 380302353_13984000753200472_201201.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 13984000753200472_6735284.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
id : 4749050
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:52 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044756197376
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1960; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 148 1 147 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13984.000753/200472 Recurso nº 268.050 Voluntário Acórdão nº 380302.353 – 3ª Turma Especial Sessão de 26 de janeiro de 2012 Matéria PIS DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO CRÉDITOS JUDICIALMENTE RECONHECIDOS Recorrente DENTAL GORGES LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/11/1990 a 31/12/1996 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO CRÉDITOS DE AÇÃO JUDICIAL INSUFICIENTES PIS SEMESTRALIDADE COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Tratandose direito creditório garantido judicialmente, seu aproveitamento em compensação de débitos há de observar os estritos termos da decisão judicial transitada em julgado, que o reconheceu. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Andréa Medrado Darzé, Alan Fialho Gandra, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório DENTAL GEORGES LTDA. formulou, em 30/05/2003, a Declaração de Compensação – Dcomp – nº 28612.64684.300503.1.3.542086, fls. 1 a 6, visando a extinguir débitos referentes à Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, dos períodos 08 e 09/2001 e 01/2002 a 11/2003, no valor de R$ 33.307,24, com créditos da mesma espécie, decorrentes de pagamentos a maior no período 11/1990 a 02/1996, reconhecidos por meio da Fl. 151DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Ação Judicial nº 2000.72.06.0014186, acompanhada pelo processo administrativo nº 13984.000508/0015. Em procedimento tendente a dar cumprimento à decisão judicial, a DRF/LagesSC apurou crédito em valor insuficiente para amortizar todos os débitos declarados, razão pela qual a compensação pretendida não foi homologada, conforme demonstrado na Informação Fiscal nº 013/2004, folhas 111 a 114, e cálculos juntados às folhas 50 a 114 dos autos. Sobreveio reclamação, fls. 120 a 124, por meio da qual o interessado alega (cf. relatado às fls. 132, verso): que a Secretaria da Receita Federal, em seus cálculos, não expôs qual o valor de seus créditos, mas somente os valores dos débitos; que a planilha em anexo (folhas 125/126) demonstra que possui um saldo credor de R$ 56.914,30; defende que o cálculo deve ser feito convertendo o valor recolhido (DARF) pelo índice da época do pagamento (30 dias do fato gerador) e comparando com o índice à época do vencimento (no caso o prazo correto é 180 dias do fato gerador); que o fisco tomou como base de cálculo os valores constantes dos DARF, os quais são incorretos vez que calculados nos termos dos DecretosLeis inconstitucionais; que os valores recolhidos sob a égide desses decretos o foram indevidamente e, portanto, devem ser devolvidos, cabendo ao fisco proceder ao cálculo correto nos moldes da Lei Complementar 07/70 e alterações posteriores, lançando então os valores não atingidos pela decadência. Diante do exposto, pugna pela homologação integral dos valores compensados. A DRJ/FNS4ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade parcialmente procedente para autorizar a homologação adicional das compensações dos débitos referente ao período 08 a 09/2001 e 01 a 08/2002, e de 09/2002, até o valor de R$ 991,56, tudo nos termos do Acórdão nº 0714.992, de 30 de janeiro de 2009, fls. 132 e 133. Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 4ª Turma da DRJ/FNS. O arrazoado de fls. 140 a 145 retoma os argumentos da reclamação, insistindo (i) na existência de saldo credor de R$ 56.914,30, já que o cálculo deveria ser feito convertendo o valor recolhido pelo índice da época do pagamento e comparando com o índice à época do vencimento; (ii) que o valor apurado pelo Fisco, da receita operacional bruta, conforme DecretoLei nº 2.445, de 1988, art. 1º, inc. V, incluiu os impostos (IPI/ICMS), e; (iii) que não houve correção/atualização dos créditos a serem compensados. Aduz que a Secretaria da Receita Federal, em seus cálculos, não expôs qual o valor que a Recorrente possui a título de crédito, expondo somente os valores dos débitos. Rechaça a nova apuração de bases de cálculo, pugnando pelo cálculo mais simples, que indexa o pagamento realizado no trigésimo dia, para desindexálo ao cabo de 180 dias, o que resultaria em saldo credor de R$ 49.514,19, suficientes para a extinção de R$ 31.219,19 em débitos. Pede provimento. É o Relatório. Voto Fl. 152DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 13984.000753/200472 Acórdão n.º 380302.353 S3TE03 Fl. 149 3 Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 140 a 145 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJFNS4ª Turma nº 0714.992, de 30 de janeiro de 1999. A controvérsia, basicamente, diz respeito à sistemática de cálculo do direito creditório. Liminarmente, descarto a planilha de fls. 125 e 136, que instrui a Manifestação de Inconformidade. Tratase de obra unilateral, desprovida de qualquer lastro comprobatório dos valores nela inscritos. O que o recorrente pretende é que se tenham por indevidos todos os pagamentos feitos num determinado período de apuração, apliqueselhes a correção autorizada judicialmente até o sexto mês seguinte, para cotejálo com o débito desse período. Improcedentemente. O art. 5º da Instrução Normativa SRF nº 210, de 30 de setembro de 2002, vigente à época dos fatos, determinava que a compensação dos pagamentos indevidos dessese com os débitos do período (ou anteriores), e não com débitos posteriores. Tal é a razão de se apurar a base de cálculo do período, extraída da receita bruta de vendas de bens e de serviços, informada nas declarações do próprio contribuinte e demonstrada às fls. 52 a 57. Destaquese, a propósito, que, nessa reapuração, a autoridade fiscal empregou a base de cálculo do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador, sem correção (fls. 58 a 63). O valor da contribuição, calculado pela aplicação da alíquota de 0,75% à essa base de cálculo, foi subtraído do pagamento referente ao período de apuração e não do pagamento efetuado seis meses antes, acrescido de correção, como pretende o recorrente. Nesse procedimento, foram aproveitados todos os pagamentos efetuados pelo recorrente (demonstrativo de fls. 64 a 70). Enfim, nada a reparar no procedimento fiscal, nem da decisão recorrida, que se mantém por seu próprios fundamentos. Com essas considerações e com os próprios fundamentos da decisão recorrida que, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, adoto como razão de decidir e passam a fazer parte integrante desse voto, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 26 de janeiro de 2012 Alexandre Kern Fl. 153DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 13984.000753/200472 Interessada: DENTAL GORGES LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.353, de 26 de janeiro de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 26 de janeiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 154DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10865.003876/2008-57
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2004 a 31/12/2007
INCONSTITUCIONALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DA ALEGAÇÃO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
A alegação de inconstitucionalidade de lei não pode ser objeto de
conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for
declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública aplicá-la.
MULTA E JUROS SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE
Sobre as contribuições sociais em atraso, incidirá multa e juros de mora. É lícita a utilização da Taxa SELIC para o cálculo dos juros incidentes sobre as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pela Receita Federal do Brasil.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.788
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
dt_index_tdt : Sat Mar 11 09:00:10 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201106
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 31/12/2007 INCONSTITUCIONALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DA ALEGAÇÃO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. A alegação de inconstitucionalidade de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública aplicá-la. MULTA E JUROS SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE Sobre as contribuições sociais em atraso, incidirá multa e juros de mora. É lícita a utilização da Taxa SELIC para o cálculo dos juros incidentes sobre as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pela Receita Federal do Brasil. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10865.003876/2008-57
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 6787364
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 06 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.788
nome_arquivo_s : 280300788_10865003876200857_201106.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
nome_arquivo_pdf_s : 10865003876200857_6787364.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
dt_sessao_tdt : Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
id : 4742281
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:47 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044762488832
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1803; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 121 1 120 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.003876/200857 Recurso nº 503.414 Voluntário Acórdão nº 280300.788 – 3ª Turma Especial Sessão de 07 de junho de 2011 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO Recorrente MOCOPLAST MOCOCA EMBALAGENS PLASTICAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 31/12/2007 INCONSTITUCIONALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DA ALEGAÇÃO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. A alegação de inconstitucionalidade de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública aplicála. MULTA E JUROS SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE Sobre as contribuições sociais em atraso, incidirá multa e juros de mora. É lícita a utilização da Taxa SELIC para o cálculo dos juros incidentes sobre as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pela Receita Federal do Brasil. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10865.003876/200857 Acórdão n.º 280300.788 S2TE03 Fl. 122 2 (assinado digitalmente) Carolina Siqueira Monteiro de Andrade Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente da turma), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Oseas Coimbra, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Carolina Siqueira Monteiro de Andrade. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10865.003876/200857 Acórdão n.º 280300.788 S2TE03 Fl. 123 3 Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado em desfavor de MOCOPLAST MOCOCA EMBALAGENS PLASTICAS LTDA, em virtude do não recolhimento das contribuições previdenciárias a cargo da empresa devidas à Seguridade Social, incidentes sobre as remunerações dos empregados. De acordo com o Relatório Fiscal (fls. 19/22), a presente ação fiscal teve por escopo a verificação e cobrança de divergências entre os valores das contribuições levantadas a partir dos fatos geradores e os valores efetivamente recolhidos, bem como a verificação do cumprimento das respectivas obrigações acessórias. O contribuinte foi notificado do auto de infração em 14/11/2008, e apresentou defesa tempestiva protocolizada em 16/12/2008 (fls. 40/68). A Delegacia da Receita de Julgamento manteve o lançamento em sua integralidade, em acórdão ementado nos seguintes termos (fls. 78/86): “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 31/12/2007 AUTODEINFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LAVRATURA. Uma vez constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas na Lei n° 8.212/91, a fiscalização lavrará auto de infração, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. ARGUIÇÃO. AFASTAMENTO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. INSTANCIA ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA. A instância administrativa é incompetente para afastar a aplicação da legislação vigente em decorrência da arguição de sua inconstitucionalidade ou ilegalidade. SELIC. LEGALIDADE. A aplicação da SELIC para fixação dos acréscimos incidentes sobre o crédito previdenciário lançado pela fiscalização encontra respaldo na legislação vigente. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10865.003876/200857 Acórdão n.º 280300.788 S2TE03 Fl. 124 4 VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. INOCORRÊNCIA. Inocorre dupla penalização quando do lançamento de créditos tributários distintos em documentos fiscais distintos. MULTA. CONFISCO. A multa aplicada encontra respaldo na legislação vigente. FINANCIAMENTO DOS BENEFÍCIOS EM RAZÃO DA INCAPACIDADE LABORATIVA. São devidas A Seguridade Social as contribuições previdenciárias correspondentes ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. PEDIDO DE JUNTADA DE DOCUMENTOS. PRECLUSÃO TEMPORAL. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê lo em outro momento processual PROVA PERICIAL. A realização de prova perícia fica condicionada à sua necessidade e ao preenchimento dos requisitos previstos na legislação por parte do requerente. INTIMAÇÃO. ENDEREÇAMENTO. Por expressa determinação legal, as intimações devem ser endereçadas ao domicilio fiscal eleito pelo sujeito passivo. Lançamento Procedente.” Contra essa decisão, o contribuinte apresentou recurso tempestivo em 29/05/2009 (fls.89/113), por meio do qual alega, em síntese: (a) a impossibilidade da aplicação da taxa Selic, haja vista que em virtude do seu caráter remuneratório, somente poderia ser utilizada para a fixação de juros incidentes sobre débitos advindos de obrigações privadas; (b) que objetivando a recomposição do patrimônio do Estado, deveria incidir sobre a obrigação principal juros moratórios e não a Taxa Selic, já que é considerada pela jurisprudência dominante, espécie de juros remuneratórios; Fl. 133DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10865.003876/200857 Acórdão n.º 280300.788 S2TE03 Fl. 125 5 (c) que foi lavrado o presente Auto de Infração, e ainda, a NFLD nº. 37.132.81280, ocorrendo uma dupla penalização sobre uma única conduta realizada pelo Recorrente, qual seja, cometimento de erro quando das declarações contábeis/fiscais, jogando se por terra o princípio da consunção; (d) que a multa aplicada tem natureza confiscatória, não sendo cabível a exigência de uma quantia sabidamente abusiva, consoante determina a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, devendo o valor ser revisto por este Colendo Tribunal Administrativo; (e) que com relação a exigência da contribuição a título de seguro de acidente de trabalho, deve ser declarada ilegal a sua cobrança, diante da necessidade de edição de lei que estabeleça os critérios para determinar a atividade econômica preponderante, bem como seu grau de risco; (f) que os decretos nº. 612/92, nº. 2.137/97 e nº. 3.048/99 não estabeleceram o conceito de atividade preponderante, nem de risco de acidente leve, médio ou grave, elementos essenciais e necessários para a cobrança da contribuição em tela. (g) que foi equivocado o enquadramento da Recorrente, uma vez que a maioria dos seus funcionários trabalha no setor administrativo da empresa, devendo ser aplicado o percentual de 1% e não de 3%, conforme determina o Decreto nº. 3.048/99 (h) da invalidade da cobrança da contribuição a título de salário de educação, haja vista que a quantia arrecadada não é utilizada para custear a seguridade social, e sim a educação. E diante disso, o Recorrente entende não ser aplicável os termos do § 6º do art. 195 da CF/88, mas sim as determinações do art. 150, I e III da CF/88. (i) que o art. 212, § 5º da CF/88, ao prevê o salário educação determina a edição de lei para regulamentar a matéria; (j) que a contribuição ao Incra também deve ser declarada ilegal, tendo em vista que o Incra é um órgão destinado a tratar de problemas decorrentes da colonização e reforma agrária, o que permite afirmar que essa exação não proporciona ao Recorrente nenhuma contraprestação, razão pela qual, deve ser considerada totalmente descabida e desprovida de fundamento jurídico para validade sua cobrança. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10865.003876/200857 Acórdão n.º 280300.788 S2TE03 Fl. 126 6 Voto Conselheira Carolina Siqueira Monteiro de Andrade O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche todos os requisitos necessários à sua admissibilidade, razão pela qual passo a analisálo. Como se infere do relatório, tratase de auto de infração lavrado em virtude do não recolhimento dos acréscimos legais referentes às contribuições previdenciárias devidas nas competências 02/2004 e 06/2004, bem como pelo não recolhimento dos tributos sobre os valores das remunerações pagas aos seus empregados, constantes em folha de pagamento, na competência 13/2007. Segundo informado pela autoridade lançadora, foram examinados os seguintes documentos, que serviram de base à lavratura do auto de infração: folhas de pagamento em arquivo digital e em meio papel para as competências do período fiscalizado; Livro Diário em arquivo digital e em meio papel para as competências do período fiscalizado; GFIP consultadas nos sistemas informatizados da RFB, referentes ao período fiscalizado e Livro de Registro de Empregados. Como se verá adiante, em nenhum momento o contribuinte trouxe aos autos elementos que permitam afastar a exigência promovida pelo Fisco. Em seu recurso, a empresa se limita a afirmar a ilegalidade/inconstitucionalidade das exigências promovidas, sem, contudo, rebater a forma de apuração dos valores não recolhidos ao Fisco. É sabido que não se pode admitir a argüição de questões que envolvam inconstitucionalidade e/ou ilegalidade das normas legais no âmbito administrativo, por não ter o CARF a competência para sua análise, estando reservada ao Poder Judiciário. É o que se infere da disposição contida no art. 62 do Regimento Interno: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou Fl. 135DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10865.003876/200857 Acórdão n.º 280300.788 S2TE03 Fl. 127 7 c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993.” Nesse sentido, há que se ter em mente que os atos normativos devidamente elaborados e publicados pela autoridade competente gozam de presunção de legalidade e constitucionalidade. Em assim sendo, enquanto não forem declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (com efeitos erga omnes) ou não tiverem a sua aplicação suspensa, permanecem dotados de plena eficácia, devendo ser observados pela Administração Pública. Dessa forma, resta prejudica a análise dos questionamentos formulados pela Recorrente acerca da inconstitucionalidade e ilegalidade da contribuição ao SAT/RAT e dos acréscimos legais aplicáveis. Especificamente, no que diz respeito à argüição acerca da aplicação de juros SELIC, cumpre observar que a atividade da Administração Pública é plenamente vinculada ao que está disposto na lei, por força da previsão contida no art. 37 da Constituição Federal de 1988. Nestes termos, havendo regramento expresso acerca da incidência dos referidos juros na legislação de regência, é mandatória a sua observância pela autoridade fiscal. A exigência de juros, nas hipóteses de recolhimento a destempo de contribuições previdenciárias, encontrase prevista no art. 34 da Lei nº 8.212/91, que assim estabelece: “Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável.” No mesmo sentido, o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, preceitua, em seu art. 239: “Art. 239. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas a: ... II juros de mora, de caráter irrelevavet, incidentes sobre o valor atualizado, equivalentes a: a) um por cento no mês de vencimento b) taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia nos meses intermediários e c) um por cento no mês do pagamento, ...” Há, inclusive, no âmbito do CARF, súmula que trata da matéria: Fl. 136DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10865.003876/200857 Acórdão n.º 280300.788 S2TE03 Fl. 128 8 “Súmula n. 3: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Como se depreende do exposto, a exigência de juros SELIC sobre as contribuições previdenciárias em atraso é decorrente de lei e não pode o Fisco Previdenciário furtarse de sua obrigação de aplicar a lei, já que o ato administrativo de lançamento é totalmente vinculado à norma. A cobrança dos referidos acréscimos legais, assim, têm previsão legal que ampara sua exigência e, portanto, sua aplicação obedece ao principio da legalidade, essencial ao funcionamento da Administração Pública. Já no que se refere à argüição de aplicação da consunção, como forma de evitar a duplicidade de exigência de penalidade, também não assiste razão ao contribuinte. O Código Tributário Nacional, ao tratar da obrigação tributária, faz a diferenciação entre a obrigação principal e a obrigação acessória. Tratamse, portanto, de obrigações autônomas, independentes entre si. É o que se infere da disposição contida no art. 113: “Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.” O descumprimento das referidas obrigações enseja a aplicação de penalidade. No caso de descumprimento da obrigação principal, a Lei nº 8.212/91 prevê a incidência de multa de ofício para as hipóteses em que haja lançamento de ofício. Já no caso de descumprimento de obrigação acessória, a penalidade cabível é a multa isolada, ou simplesmente denominada penalidade administrativa pela legislação previdenciária. Como se vê, não há dúvidas de que o ordenamento jurídico pátrio permite a aplicação das duas multas, ainda que concomitantemente, desde que se verifique tanto o descumprimento da obrigação principal, quanto o descumprimento da obrigação acessória. Por fim, quanto à solicitação da empresa de reenquadramento da sua atividade preponderante, para fins de aplicação da alíquota do SAT/RAT, muito embora tenha sido afirmado que a maioria de seus funcionários estariam alocados no setor administrativo, não há nos autos nenhuma comprovação de que tal situação poderia se confirmar. Nesse sentido, tendo a própria empresa declarado o enquadramento da sua atividade preponderante, a retificação do lançamento apenas poderia ser autorizada se restasse comprovado nos autos o erro cometido pela autoridade fiscal, o que não é o caso. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10865.003876/200857 Acórdão n.º 280300.788 S2TE03 Fl. 129 9 CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte para manter a exigência do crédito tributário consubstanciado nos presentes autos em sua integralidade. (assinado digitalmente) Carolina Siqueira Monteiro de Andrade Relatora Fl. 138DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 03/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10074.000810/2001-45
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue May 22 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.310
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes em razão da matéria, nos termos do voto do relator.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
dt_index_tdt : Sat Feb 18 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200705
dt_publicacao_tdt : Tue May 22 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10074.000810/2001-45
anomes_publicacao_s : 200705
conteudo_id_s : 6765218
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-01.310
nome_arquivo_s : 30301310_10074000810200145_200705.pdf
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : TARASIO CAMPELO BORGES
nome_arquivo_pdf_s : 10074000810200145_6765218.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes em razão da matéria, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue May 22 00:00:00 UTC 2007
id : 4622274
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:19 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-04-01T16:45:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-04-01T16:45:02Z; created: 2013-04-01T16:45:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2013-04-01T16:45:02Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-04-01T16:45:02Z | Conteúdo =>
_version_ : 1761290044766683136
score : 1.0
Numero do processo: 13216.000021/2003-01
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998
CRÉDITO PRESUMIDO. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. PRAZO
PRESCRICIONAL. TERMO INICIAL.
O termo inicial do prazo presericional de cinco anos para pleitear ressarcimento de crédito presumido de IPI, para os períodos de apuração ocorridos no ano-calendário de 1998, é a data de encerramento do respectivo trimestre.
CRÉDITO PRESUMIDO. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. FABRICAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE MERCADORIAS SITUADAS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA DO IMPOSTO.
IMPOSSIBILIDADE
A exportação de produtos NT não gera direito ao crédito presumido do IPI, beneficio concedido no âmbito de incidência deste imposto.
INDUSTRIALIZAÇÃO. ACONDICIONAMENTO. EMBALAGENS DE TRANSPORTE.
Sacos de aniagem e as caixas de papelão, sem qualquer acabamento ou rotulagem com função promocional ou que objetive a valorização do produto em razão da qualidade do material empregado, configuram-se como embalagens para transporte.
RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. JUROS SELIC. INAPLICABILIDADE.
Ao valor do ressarcimento de IPI, inconfundível que é com restituição ou compensação, não se abonam juros calculados pela taxa Selic.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2803-000.005
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, (a) indeferir o pedido de diligência; (b) declarar a prescrição do direito de repetir os indébitos referentes aos recolhimentos efetuados antes de 01/07/1998; c) negar o direito ao aproveitamento dos créditos relativos a produtos NT; e, por maioria de votos, negar o direito ao abono de juros calculados pela taxa Selic em um eventual ressarcimento. Vencido o Conselheiro Luis Guilherme Queiroz Vivacqua.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
dt_index_tdt : Sat Jan 14 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200903
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 CRÉDITO PRESUMIDO. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. PRAZO PRESCRICIONAL. TERMO INICIAL. O termo inicial do prazo presericional de cinco anos para pleitear ressarcimento de crédito presumido de IPI, para os períodos de apuração ocorridos no ano-calendário de 1998, é a data de encerramento do respectivo trimestre. CRÉDITO PRESUMIDO. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. FABRICAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE MERCADORIAS SITUADAS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA DO IMPOSTO. IMPOSSIBILIDADE A exportação de produtos NT não gera direito ao crédito presumido do IPI, beneficio concedido no âmbito de incidência deste imposto. INDUSTRIALIZAÇÃO. ACONDICIONAMENTO. EMBALAGENS DE TRANSPORTE. Sacos de aniagem e as caixas de papelão, sem qualquer acabamento ou rotulagem com função promocional ou que objetive a valorização do produto em razão da qualidade do material empregado, configuram-se como embalagens para transporte. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. JUROS SELIC. INAPLICABILIDADE. Ao valor do ressarcimento de IPI, inconfundível que é com restituição ou compensação, não se abonam juros calculados pela taxa Selic. Recurso Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13216.000021/2003-01
anomes_publicacao_s : 200903
conteudo_id_s : 6740660
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 10 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.005
nome_arquivo_s : 280300005_147885_13216000021200301_200903.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 13216000021200301_6740660.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, (a) indeferir o pedido de diligência; (b) declarar a prescrição do direito de repetir os indébitos referentes aos recolhimentos efetuados antes de 01/07/1998; c) negar o direito ao aproveitamento dos créditos relativos a produtos NT; e, por maioria de votos, negar o direito ao abono de juros calculados pela taxa Selic em um eventual ressarcimento. Vencido o Conselheiro Luis Guilherme Queiroz Vivacqua.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
id : 4757603
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:55 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044768780288
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-06-16T12:04:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-06-16T12:04:15Z; Last-Modified: 2010-06-16T12:04:15Z; dcterms:modified: 2010-06-16T12:04:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-06-16T12:04:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-06-16T12:04:15Z; meta:save-date: 2010-06-16T12:04:15Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-06-16T12:04:15Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-06-16T12:04:15Z; created: 2010-06-16T12:04:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-06-16T12:04:15Z; pdf:charsPerPage: 1516; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-06-16T12:04:15Z | Conteúdo => S2-TE03 Fl. 92 MINISTÉRIO DA FAZENDA • CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13216.000021/2003-01 Recurso ni) 147.885 Voluntário Acórdão n° 2803-00.005 — r Turma Especial Sessão de 10 de março de 2009 Matéria IPI - RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS Recorrente CAIBA INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A Recorrida DRJ - BELÉM - PA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 CRÉDITO PRESUMIDO. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. PRAZO PRESCRICIONAL. TERMO INICIAL. O termo inicial do prazo presericional de cinco anos para pleitear ressarcimento de crédito presumido de IPI, para os períodos de apuração ocorridos no ano-calendário de 1998, é a data de encerramento do respectivo trimestre. CRÉDITO PRESUMIDO. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. FABRICAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE MERCADORIAS SITUADAS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA DO IMPOSTO. IMPOSSIBILIDADE A exportação de produtos NT não gera direito ao crédito presumido do IPI, beneficio concedido no âmbito de incidência deste imposto. INDUSTRIALIZAÇÃO. ACONDICIONAMENTO. EMBALAGENS DE TRANSPORTE. Sacos de aniagem e as caixas de papelão, sem qualquer acabamento ou rotulagem com função promocional ou que objetive a valorização do produto em razão da qualidade do material empregado, configuram-se como embalagens para transporte. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. JUROS SELIC. INAPLICABILIDADE. Ao valor do ressarci ,-to de IPI, inconfundível que é com restituição ou compensação, não s- abónam juros calculados pela taxa Selic. Recurso Negacl• 1$ Ct. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, (a) indeferir o pedido de diligência; (b) declarar a prescrição do direito de repetir os indébitos referentes aos recolhimentos efetuados antes de 01/07/1998; c) negar o direito ao aproveitamento dos créditos relativos a produtos NT; e, por maioria de votos, negar o direito ao abono de juros calculados pela taxa Selie em um eventual ressarcimento. Vencido o Conselheiro Luis Guilherme Queiroz Vivacqua. Cilson Macedo • osenburg Filho 'residente Al xandre Kem Relator Participaram ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Luis Guilherme Queiroz Vivacqua c Andréia Dantas Lacerda Moneta. Relatório Cuida-se de recurso (fls. 156 a 162) interposto pelo recorrente acima qualificado, contra o Acórdão rêl 01-8.718, de 17 de julho de 2007, da DRJ/BEL fls 145 a 152, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. São improficuos os julgados de outros processos administrativos, pois tais decisões não constituem normas complementares do Direito Tributário. Isso porque fbram proferidas por órgãos colegiados sem, entretanto, uma lei que lhes atribuísse eficácia normativa, na forma do artigo 100, II, do Código Tributário Nacional. DECISÕES JUDICIAIS EFEITOS. É vedada a extensão administrativa dos efeitos de decisões judiciais, quando comprovado que o contribuinte não figurou como parte na referida ação judicial. ENTENDIMENTO DOMINANTE DOS TRIBUNAIS SUPERIORES VINCULA ÇÃO DA ADMINISTRATIVA. A autoridade julgadora administrativa não se encontra vinculada ao entendimento dos Tribunais Superiores pois não faz parte da legislação tributária de que fala o artigo 96 do Código Tributário Nacional, desde que não tenha gerado uma súmula vinculante, nos termos da Emenda Constitucional n.° 45, DOU de 31/12/2004. 2 Processo n°13216.000021/2003-01 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.005 Fl. 93 Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI PEDIDO DE RESSARCIMENTO. PRAZO PRESCRICIONAL. CINCO ANOS. O direito que o contribuinte tem para pleitear o ressarcimento do crédito presumido, mediante apresentação do "pedido de ressarcimento" à SRF, prescreve no prazo de cinco anos, a • contar da data do fato do qual se origine. Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/1998 a 31112/1998 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. EXPORTAÇÃO DE PRODUTO "NT". Um dos requisitos essenciais para a fruição do crédito presumido de IPI é ser, nos termos da lei, produtor dos itens destinados ao exterior, não se enquadrando como tal, para efeitos fiscais, estabelecimento que confecciona mercadorias constantes da TIPI com a notação "NT". O direito ao crédito presumido do IPI, instituído pela Lei n' 9.363/1996, é condicionado a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto. Solicitação Indeferida Após resumo dos fatos relacionados com o julgamento em primeira instância administrativa de seu pedido de ressarcimento de créditos, com amparo na Lei n 2 9.363, de 13 de dezembro de 1996, o recorrente insiste no seu direito ao crédito presumido de IPI, sob o argumento de que os produtos que industrializa e exporta classificam-se nos ex 01 dos códigos 080121.00 e 0801.22.00, aliquota zero, da TIPI, conforme as fotos que anexa ao processo e pela Resolução n`-' 7.678 da SUDAM e respectivos pareceres (fls. 85 a 99). Pede que se realize diligência para que se constate que o sistema SISCOMEX não aceitava, em 1998, o acréscimo do ex 01 aos referidos códigos para efeito de registro da exportação. Em se tratando de produto situado dentro do campo de incidência, entende improcedente o fundamento do indeferimento de seu pedido. Enfatiza que a embalagem utilizada na exportação contém dizeres que especificam o conteúdo e a procedência, individualizando o pais e o estabelecimento exportador, fato que, no seu entender, caracterizaria uma embalagem de apresentação. Em outro giro, articula tese recursal no sentido de que mesmo os produtos exportados situados fora do campo de incidência do imposto (NT) garantem direito ao crédito presumido de IPI, em face da redação do art. I° da Lei n 2 9.363, de 13 de dezembro de 1996, que emprega a locução genérica "mercadorias", não cabendo ao intérprete restringir a aplicação do beneficio apenas à espécie "produtos". Lembra que desenvolve atividades fabris que se subsumem ao conceito de industrialização, na modalidade de beneficiamento e acondicionamento da castanha. Cita c transcreve arestos do Segundo Conselho de Contribuintes que amparam sua tese. Na continuação, invoca o art. 39 da Lei n2 9.250, de 26 de dezembro de 1995, para pugnar pelo abono de juros calculados pela taxa Selic sobre o valor do ressarcimento. Novamente, colaciona jurisprudência administrativa em apoio ao seu pleito. Finalmente, argumenta que o prazo para requerer restiaão de valores relativos a crédito presumido de IPI é de cinco anos contados da data i jeriéerramento do arrip PRe- 3 balanço anual. Em se tratando de aquisições de insumos efetuadas ao longo do ano-calendário de 1998, cujo balanço anual se encerrou em 31-12-1998, não há falar em prescrição. Colaciona acórdão do 2° CC. Conclui, requerendo o deferimento do pedido de diligência junto aos órgãos aduaneiros da RFB e a autorização do ressarcimento do CP-IP( referente ao AC 1998, acrescidos de juros calculados pela taxa Selic. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 156 a 162 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-BEL n2 01-8.718, de 17 de julho de 2007. Pedido de diligência A diligência requerida junto aos órgãos aduaneiros da Receita Federal do Brasil, no sentido de se confirmar que o SISCOMEX não aceitava, em 1998, o acréscimo de ex 01 aos códigos 0801.21.00 e 0801.22.00 da TIPI, para fins de registro da exportação, é absolutamente prescindível para o deslinde do presente litígio. Por essa razão, forte no art. 18 do Decreto n2 70.235, de 6 de março 1972 - PAF, indefiro a providência. Prazo para pleitear ressarcimento de crédito presumido de IPI Como é consabido, o direito de pleitear ressarcimento de créditos de IPI, entre eles o beneficio instituído pela Lei n2 9.363, de 1996, rege-se pelo Decreto n2 20.910, de 6 de janeiro de 1932, que em seu art. 1° assim dispõe: Art. P Ás dividas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, . . ., prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem. A partir da edição da Portaria MF n8 38, de 27 de fevereiro de 1997, o regime de apuração do crédito presumido de IPI passou a ser trimestral, a teor do que dispõe o art. 40 do referido ato normativo: Art. 40 O crédito presumido será utilizado pelo estabelecimento produtor exportador para compensação com o IPI devido nas vendas para o mercado interno, relativo a períodos de apuração subseqüentes ao mês a que se referir o crédito. § P' Na hipótese da apuração centralizada, o crédito presumido, apurado pelo estabelecimento matriz, que não for por ele utilizado, poderá ser transferido para qualquer outro estabelecimento da empresa para efeito de compensação com o 'PI devido nas operações de mercado interno. )1 § 2' Á transferência de crédito presumido de que trata o parágrafo anterior será efetuada através de nota fiscal, emitida pelo estabelecimento matriz, exclusivamente para essa ,Õefinalidade. MIL 4 Processo Tf 13216.000021/2003-01 52-TE03 Acórdão n.° 2803-00.005 EL 94 3° No caso de impossibilidade de utilização do crédito presumido na forma do caput ou do § I°, o contribuinte poderá solicitar, à Secretaria da Receita Federal, o seu ressarcimento em moeda corrente. § 4° O pedido de ressarcimento será apresentado por trimestre- calendário, em formulário próprio, estabelecido pela Secretaria da Receita Federal. § 5° O ressarcimento em moeda corrente, na hipótese de apuração centralizada, será efetuado ao estabelecimento matriz. § 6° Constitui requisito para a fruição do crédito presumido a inexistência de débito relacionado com tributos ou contribuições federais de responsabilidade da empresa. No estabelecimento do temo inicial da contagem do prazo de prescrição para solicitação do crédito presumido do IPI, em espécie, como ressarcimento do PIS/Pasep e Cofins, deve-se levar em consideração o momento estipulado pela legislação que conferiu o favor fiscal como passível de haver ressarcimento. Assim, para os anos-calendário de 1995 e 1996, é a data de encerramento do balanço anual. Não é por outra razão que o Acórdão ventilado pelo Recorrente (201-79.926) prescreve que o termo inicial do prazo prescricional é a data de encerramento do balanço anual, já que aquela decisão aborda CP apurado no AC de 1996 (fl. 164). Todavia, a partir do período de apuração janeiro de 1997, o termo inicial é a data de encerramento do trimestre-calendário em que ocorrer saldo remanescente a ser ressarcido. Correto portanto o Acórdão ora combatido, ao decretar a prescrito, em 1° de julho de 2003, o direito de pleitear ressarcimento do CP relativo ao 1° e 2° trimestres de 1998. Direito ao crédito presumido de IPI na produção e exportação de mercadorias situadas fora do campo de incidência do imposto Primeiramente, há que se considerar que o beneficio de que se trata foi instituído como crédito fiscal do IPI, isso é, consignado na própria escrita fiscal do imposto, não fazendo sentido que tenha sido assim instituído, se também fosse dirigido a não- contribuintes desse imposto. O fato de dirigir-se a produtores-exportadores não altera esta realidade. O produtor-exportador que não é contribuinte do IPI não faz jus ao beneficio em tela. Ademais, a própria Lei n°- 9.363, de 1996 submete a definição dos conceitos do regime, e especificamente o de produção, ao Regulamento do IPI (art. 3°, parágrafo único). Dessa forma, o conceito de produção deve corresponder ao de industrialização, que somente pode se referir a produtos tributados, ainda que de aliquota zero ou isentos. A querela em tomo da natureza das embalagens das mercadorias em questão (castanha-do-pará) deve ser dirimida à luz do que dispõe o art. 6° do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, aprovado pelo Decreto n32.637, de 25 de junho de 1998 — RIPP98, que assim dispõe: N._ 4 , Embalagens de Transporte e de Apresentaçae (11- ll 5 Art. 6° Quando a incidência do imposto estiver condicionada à forma de embalagem do produto, entender-se-á (Lei n.° 4.502, de 1964, art. 3°, parágrafo único, inciso II): I - como acondicionamento para transporte, o que se destinar precipuamente a tal fim; II - como acondicionamento de apresentação, o que não estiver compreendido no inciso anterior. § I° Para os efeitos do inciso I, o acondicionamento deverá atender, cumulativamente, às seguintes condições: I - ser feito em caixas, caixotes, engradados, barricas, latas, tambores, sacos, embrulhos e semelhantes, sem acabamento e rotulagem de função promocional e que não objetive valorizar o produto em razão da qualidade do material nele empregado, da perfeição do seu acabamento ou da sua utilidade adicional; II - ter capacidade acima de vinte quilos ou superior àquela em que o produto é comumente vendido, no varejo, aos consumidores. § 2° Não se aplica o disposto no inciso II aos casos em que a natureza do acondicionamento e as características do rótulo atendam, apenas, a exigências técnicas ou outras constantes de leis e atos administrativos. § 3° O acondicionamento do produto, ou a sua forma de apresentação, será irrelevante quando a incidência do imposto estiver condicionada ao peso de sua unidade. À evidência das fotografias constantes dos autos, nas folhas 117 a 119, os sacos de aniagem e as caixas de papelão, empregados pelo recorrente para embalar a mercadoria de que se trata, não têm qualquer acabamento ou rotulagem com função promocional ou que objetive a valorização do produto em razão da qualidade do material empregado, como soe acontecer quando se trata de uma verdadeira embalagem de apresentação. Trata-se isso sim de embalagens para transporte, razão pela qual a classificação dessas mercadorias no Ex 01 dos mencionados códigos da códigos 080121.00 e 0801.22.00 da TIPI e improcedente. Essa discussão, em realidade, é despicienda, posto que os RE apresentados pelo requerente para comprovar suas exportações não fazem menção aos Ex invocados. Se se trata de exportações equivocadamente registradas, tocaria ao exportador proceder à sua retificação. A recorrente produz e exporta unicamente produtos NT e, conseqüentemente, não é contribuinte do IPI. Nestas condições, não faz jus ao beneficio fiscal pleiteado, pelas razões acima expostas e pelos fundamentos do Acórdão recorrido, que ratifico. Quanto à jurisprudência administrativa trazida à colação pela recorrente, existem decisões mais recentes da Primeira Câmara, a que me alinho, em sentido contrário à citada pela recorrente, a exemplo dos Acórdãos n 2s 201-78.692 (Recurso r? 126.362), 201- 78.358 (Recurso & 126.598), 201-80.030 (Recurso V, luntario n 2 135.892) e 201-80.032 (Recurso Voluntário 135.892). ft, Correção do credito pela taxa Selic vf 6 Processo n° 13216.000021/2003-01 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.005 Fl. 95 Inicialmente, é sempre conveniente frisar que a taxa Selic não se confunde com os indices de preço, indicadores da inflação. A taxa Selic não é mera correção monetária. Ainda, deve-se sempre ter em conta que ao ressarcimento não se aplica o mesmo tratamento próprio da restituição ou compensação. Não se constituindo em mera correção monetária, mas de um plus quando comparada aos índices de inflação, referida taxa somente poderia ser aplicada aos valores a ressarcir se houvesse lei específica que o autorizasse. É certo que a partir do momento em que o contribuinte ingressa com o pedido de ressarcimento o mais justo é que fosse o valor corrigido monetariamente, até a data da efetiva disponibilização dos recursos ao requerente. Afinal, entre a data do pedido e a do ressarcimento o valor pode ficar defasado, sendo corroído pela inflação do período. Daí ser admissivel a correção monetária no interregno. Todavia, desde 01/01/96, não se tem qualquer índice inflacionário que possa ser aplicado aos valores em tela. A taxa Selic, representando juros, e não mera atualização monetária, é aplicável somente na repetição de indébito de pagamentos indevidos ou a maior, inconfundíveis com a hipótese de ressarcimento. Daí a impossibilidade de sua aplicação no caso ora em exame. Por oportuno, ressalto que a Câmara Superior de Recursos Fiscais, embora tenha julgados contrários, já decidiu outrora no sentido de inaplicabilidade não só de juros, mas de também de correção monetária, aos créditos do IPI. Observe-se: Número do Recurso: 201-111325 Turma: SEGUNDA TURMA Número do Processo: 10120.001391/97-28 Tipo do Recurso: RECURSO DE DIVERGÊNCIA Matéria: IPI Recorrente: REFRESCOS BANDEIRANTES IND. E COM LTDA Interessai-10(a): FAZENDA NACIONAL Data da Sessão: 24/01/2005 09:30:00 Relator(a): Josefa Maria Coelho Marques Acórdão: CSRF/02-01.772 Decisão: NPQ - NEGADO PROVIMENTO PELO VOTO DE QUALIDADE Ementa: IPL CRÉDITOS. CORREÇÃO MONETÁRIA. Pelo voto de qualidade, NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Rogério Gustavo Dreyer, Gustavo Kelly Alencar (Suplente convocado), Francisco Mauricio 12. de Albuquerque Silva e Leonardo de Andrade Couto que deram provimento ao recurso." Isso dito, voto por que negue provimento aoffecurso voluntário. C a - s Sessões, em 10 de março de 2009 i .--- Alexa e Kem ft 7
score : 1.0
Numero do processo: 10166.720037/2009-65
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2006
DEDUÇÃO INDEVIDA DE IRRF NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. APERFEIÇOAMENTO PARA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
Tendo em vista que o instituto da compensação demanda rito processual específico e distinto do observado em relação à Declaração de Ajuste Anual, fica impossibilitado o aperfeiçoamento desta em compensação.
DEDUÇÃO INDEVIDA DE IRRF. LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
O imposto retido na fonte será deduzido do imposto progressivo para fins de determinação do saldo do imposto a pagar ou a ser restituído, na declaração de ajuste anual, desde que correspondente aos rendimentos tributáveis incluídos na base de cálculo, e devidamente comprovada a respectiva retenção.
APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL.
Não sendo questionada a realidade do direito da contribuinte à compensação em nenhum momento pela decisão recorrida, não há que se falar em observância do princípio da verdade material.
VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA.
Inexiste violação da coisa julgada, quando se verifica que a decisão recorrida observou que as condições pelas quais a compensação deva ocorrer decorrem do próprio fundamento legal citado pelo dispositivo da sentença, transitado em julgado.
Recuso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2802-001.852
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de votos NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator..
Nome do relator: JACI DE ASSIS JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 31 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201209
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2006 DEDUÇÃO INDEVIDA DE IRRF NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. APERFEIÇOAMENTO PARA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Tendo em vista que o instituto da compensação demanda rito processual específico e distinto do observado em relação à Declaração de Ajuste Anual, fica impossibilitado o aperfeiçoamento desta em compensação. DEDUÇÃO INDEVIDA DE IRRF. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. O imposto retido na fonte será deduzido do imposto progressivo para fins de determinação do saldo do imposto a pagar ou a ser restituído, na declaração de ajuste anual, desde que correspondente aos rendimentos tributáveis incluídos na base de cálculo, e devidamente comprovada a respectiva retenção. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Não sendo questionada a realidade do direito da contribuinte à compensação em nenhum momento pela decisão recorrida, não há que se falar em observância do princípio da verdade material. VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA. Inexiste violação da coisa julgada, quando se verifica que a decisão recorrida observou que as condições pelas quais a compensação deva ocorrer decorrem do próprio fundamento legal citado pelo dispositivo da sentença, transitado em julgado. Recuso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10166.720037/2009-65
conteudo_id_s : 6734220
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.852
nome_arquivo_s : 280201852_10166720037200965_201209.pdf
nome_relator_s : JACI DE ASSIS JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10166720037200965_6734220.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator..
dt_sessao_tdt : Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
id : 4567132
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:05 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044778217472
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-09-25T19:24:19Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-09-25T19:24:19Z; Last-Modified: 2019-09-25T19:24:19Z; dcterms:modified: 2019-09-25T19:24:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:88664879-a2d9-47ff-b56a-4b8fc4e3b306; Last-Save-Date: 2019-09-25T19:24:19Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-09-25T19:24:19Z; meta:save-date: 2019-09-25T19:24:19Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-09-25T19:24:19Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-09-25T19:24:19Z; created: 2019-09-25T19:24:19Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; Creation-Date: 2019-09-25T19:24:19Z; pdf:charsPerPage: 2058; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-09-25T19:24:19Z | Conteúdo => S2TE02 Fl. 1 1 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.720037/200965 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.852 – 2ª Turma Especial Sessão de 18 de setembro de 2012 Matéria IRPF COMPENSAÇAO INDEVIDA DE IRRF Recorrente GENEROSA MARIA ALVES FERREIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2006 DEDUÇÃO INDEVIDA DE IRRF NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. APERFEIÇOAMENTO PARA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Tendo em vista que o instituto da compensação demanda rito processual específico e distinto do observado em relação à Declaração de Ajuste Anual, fica impossibilitado o aperfeiçoamento desta em compensação. DEDUÇÃO INDEVIDA DE IRRF. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. O imposto retido na fonte será deduzido do imposto progressivo para fins de determinação do saldo do imposto a pagar ou a ser restituído, na declaração de ajuste anual, desde que correspondente aos rendimentos tributáveis incluídos na base de cálculo, e devidamente comprovada a respectiva retenção. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Não sendo questionada a realidade do direito da contribuinte à compensação em nenhum momento pela decisão recorrida, não há que se falar em observância do princípio da verdade material. VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA. Inexiste violação da coisa julgada, quando se verifica que a decisão recorrida observou que as condições pelas quais a compensação deva ocorrer decorrem do próprio fundamento legal citado pelo dispositivo da sentença, transitado em julgado. Recuso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior – Relator EDITADO EM: 08/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández e Sidney Ferro Barros. Realizou a sustentação oral o advogado do contribuinte. Relatório Por bem resumir o assunto tratado nos presentes autos, abaixo se reproduz a íntegra do relatório transcrito no Acórdão nº 0345.474, proferido pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Brasília DRJ/BSB, ora recorrido: Contra a contribuinte acima identificada foi emitida Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF (fls. 42 a 46), referente ao exercício 2006, anocalendário 2005. O valor (em reais) do crédito tributário apurado está assim constituído: Imposto Suplementar 0,00 Multa de Ofício (passível de redução) 0,00 Juros de Mora (cálculo até 28/11/2008) 0,00 Imposto de Renda Pessoa Física 220,69 Multa de Mora (não passível de redução) 44,13 Juros de Mora (calculados até 28/11/2008) 68,36 Total do Crédito Tributário 333,18 A notificação de lançamento teve origem no procedimento de revisão da Declaração de Ajuste Anual do exercício 2006, anocalendário 2005, tendo sido constatadas as infrações descritas a seguir: Compensação Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte Glosa do valor de R$ 4.868,64, indevidamente compensado a título de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), correspondente à diferença entre o valor declarado e o total de IRRF informado pela fonte pagadora CAIXA ECONÔMICA FEDERAL em Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) para o titular e/ou dependentes. O enquadramento legal encontrase na fl. 44. Cientificado, via postal, das exigências, o sujeito passivo apresentou em 16/03/2009, impugnação às fls. 2 a 6, contestando o feito fiscal. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.720037/200965 Acórdão n.º 2802001.852 S2TE02 Fl. 2 3 A contribuinte esclarece que em 8 de agosto de 2000 ajuizou perante a 13a Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal a ação ordinária/tributária nº 2000.34.00.0268276, sendo a interessada uma das autoras. O pedido formulado foi: (...) d) a procedência ao final, do pedido, para declarar a inexistência da relação jurídica válida (fato) gerador, a prestarse como fundamento para que os Autores possam exigir a compensação do imposto de renda retido na fonte nos últimos cinco anos, se abstendo a Fazenda nacional (União Federal) de futuras retenções a título de Imposto de Renda, sobre os valores percebidos quando das conversões de licença prêmio, abono de assiduidade (APIP) e abono pecuniário de férias não gozadas, valores esse a serem levantados na fase da liquidação, acrescidos de juros moratórios a partir da citação e correção monetária a partir da retenção, abstendo se de incluílas como verbas ou parcelas sujeitas ao pagamento de Imposto de Renda em futuras conversões da mesma natureza, expedido ofício ao empregador, Caixa Econômica Federal, para que dê eficácia a decisão desse M. M. Juízo. (...) Por meio da sentença nº 220/2001, prolatada em 18/6/2001, foi julgado procedente os pedidos, garantindo aos autores “ (..) o direito à compensação dos valores recolhidos indevidamente, a título de imposto de renda, na forma da Lei nº 8.383/91, que disciplina a compensação efetuada diretamente pelo contribuinte com parcelas vincendas, por meio de autolançamento, sujeito a posterior homologação pelo fisco”. A sentença prolatada foi: (...) III – Dispositivo Pelo exposto, JULGO procedente o pedido para DECLARAR a inexistência de relação jurídicotributária entre as partes, quanto ao imposto de renda incidente sobre a licençaprêmio, abono assiduidade (APIP) e abono pecuniário de férias, não gozados e indenizados durante o contrato de trabalho dos autores, bem como DECLARAR o direito dos autores à compensação com parcelas vincendas do mesmo tributo, dos valores recolhidos indevidamente nos cinco anos a contar do recolhimento indevido até dezembro/95, e acrescidos de juros equivalentes à Taxa SELIC, a partir de janeiro/96, na forma do art. 39 da Lei n° 9.250/95. (...) Acrescenta que mediante petição, os autores requereram judicialmente que fosse determinado ao empregador que deixasse de reter o imposto de renda na fonte até o total do crédito, o que lhes era de direito. Os valores individualizados do crédito de cada um dos autores constaram expressos em planilha anexa à petição. O pedido foi indeferido sob o argumento que a sentença declaratória não admite execução. Assim, foi apresentado requerimento à fonte pagadora, buscando o cumprimento da determinação judicial e, dessa forma, compensar os respectivos valores, com as quantias efetivamente devidas inerentes ao mesmo imposto, a serem recolhidas nos meses subsequentes, até a total extinção do crédito. A Caixa Econômica Federal, no entanto, se manifestou pela improcedência do pedido, haja Fl. 145DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 vista que seria necessária a notificação dos valores a serem compensados, os quais deveriam constar de planilhas homologadas judicialmente. Considerando a decisão contida na sentença, proferida em 21/05/2004, a contribuinte esclarece que restou a ela efetuar a compensação dos valores na Declaração de Ajuste do anobase 2005. Assim, ao preencher a Declaração de Imposto de Renda do exercício de 2006, teria efetuado a justa compensação do imposto pago a maior, tudo com respaldo na decisão transitada em julgado. Ao final, entendendo ter demonstrado a insubsistência e improcedência da ação fiscal, requer que seja acolhida a presente impugnação e cancelado o débito fiscal reclamado, em razão da procedência da compensação efetuada na declaração do imposto de renda do exercício de 2006, anocalendário 2005. Solicita, também, que seja liberado o valor do imposto a restituir constante na declaração de ajuste anual de imposto de renda do exercício de 2006. A DRJ/BSB, considerou improcedente a impugnação tendo concluído a respeito da matéria nos seguintes termos expressos em sua ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. O imposto retido na fonte será deduzido do imposto progressivo para fins de determinação do saldo do imposto a pagar ou a ser restituído, na declaração de ajuste anual, desde que correspondente aos rendimentos tributáveis incluídos na base de cálculo, e devidamente comprovada a respectiva retenção. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Intimada dessa decisão em 08/02/2012, fls. 88, a contribuinte interpôs recurso voluntário em 02/03/2012, fls. 90 a 109, reiterando as alegações apresentadas na impugnação, para acrescentar que: Inicialmente, salienta ser empregada da Caixa Econômica Federal e que, esta, na qualidade de fonte pagadora, por ocasião da conversão em espécie de direitos relativos a licençaprêmio, abono assiduidade (APIP) e abono de férias, procedeu à retenção e recolhimento de IRRF sobre os pagamentos que realizou a esse título nos exercícios de 1995 a 2002. Por entender que a retenção tributária em apreço afrontava os dispositivos de Lei e do Decreto nº 1.401/94 e, ainda, o entendimento jurisprudencial estabelecido em razão dos enunciados de nºs 125 e 136 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça, a recorrente busca socorro perante a Justiça Federal de forma a obter remédio para a compensação dos valores retidos indevidamente a título de IRRF. Desse modo, aduz que foi ajuizada ação ordinária, em 8 de agosto de 2000, da qual, em 18/06/2001, foi prolatada a sentença de nº 220/2001 (Doc. 1) que comporta o seguinte comando: Fl. 146DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.720037/200965 Acórdão n.º 2802001.852 S2TE02 Fl. 3 5 "/// DISPOSITIVO Pelo exposto, JULGO procedente o pedido para DECLARAR a inexistência de relação jurídicotributária entre as partes, quanto ao imposto de renda incidente sobre a licençaprêmio, abono assiduidade (APIP) e abono pecuniário de férias, não gozados e indenizados durante o contrato de trabalho dos autores, bem como DECLARAR o direito dos autores à compensação com parcelas vincendas do mesmo tributo, dos valores recolhidos indevidamente nos cinco anos que precedem o ajuizamento da ação, corrigidos monetariamente, a contar do recolhimento indevido até dezembro/95, e acrescidos de juros equivalentes à Taxa SELIC, a partir de janeiro/96, na forma do art. 39 da Lei nº. 9.250/95.” A fim de dar cumprimento à parte dispositiva que lhe impunha o dever de operacionalizar procedimento de compensação tributária no sentido de fazer valer o direito declarado e constituído nos termos daquela decisão, a recorrente alga que efetuou a liquidação dos créditos segundo a regra indicada no comando judicial em compensação necessária na sua Declaração de Ajuste Anual do anobase 2005. Destaca que até o momento da sentença em apreço a ora recorrente sofria a exação como sujeito passivo e não dispunha da certeza sobre o seu de direito de crédito oponível contra a ré que autorizasse a compensação com débitos. Porém, quando a sentença declarou "o direito dos autores à compensação com parcelas vincendas do mesmo tributo, dos valores recolhidos indevidamente durante o contrato de trabalho", declarou a certeza do direito à compensação. Aduz que, ao reconhecer a certeza do direito da ora recorrente à compensação, por via obliqua, constituiu nova situação jurídica já que a ora recorrente galgou o status de CREDORA, libertandose da controvérsia que pairava, até então, a esse respeito. Entende que o mesmo raciocínio se pode desenvolver acerca da verificação dos seguintes requisitos postos nos termos do dispositivo do art. 39, da Lei nº 9.250/95: i o pagamento indevido ou a maior de tributos, ou seja, a existência de indébito tributário; ii. ser o indébito tributário da mesma espécie/natureza e destinação constitucional do crédito tributário por meio do qual se pretende operar a compensação; iii a compensação devese operar por meio dos créditos apurados em períodos subseqüentes. Reafirma que, ao declarar o direito de compensação da ora recorrente, a sentença, via de consequência, declarou a verificação desses requisitos legais e procedeu à liquidação dos créditos cuja certeza declarou e constituiu. Entende ser evidente que o comando judicial declara o direito do autor de proceder à compensação tributária do seu crédito certo da monta de: C = [VRI] x [1 + (%CM)/100] + [VRI] x [(%S)/100] Fl. 147DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Onde: C= crédito líquido e certo a ser compensado; VRI= valor recolhido indevidamente nos cinco anos que precedente o ajuizamento da ação; %CM= índice de correção monetária acumulado para o período; %S= taxa SELIC acumulada para o período.; Explica que as variáveis indicadas na fórmula judicial podem ser substituídas por valores absolutos extraídos dos holerites prestados pela fonte pagadora, da Lei ou das tabelas de índices oficiais ou econômicos necessários à apuração do valor líquido do crédito. Conclui que o direito de crédito da ora recorrente é líquido conforme os termos da sentença de nº. 220/2001 e, mesmo que isso não seja reconhecido, entende que se deve considerar que o próprio procedimento da IN SRF nº. 600/05 condiciona o aperfeiçoamento da compensação à realização de ulterior procedimento de homologação por parte da autoridade fiscal. Nesse sentido, aduz que a própria Secretaria da Receita Federal reconhece que o procedimento de homologação pode acontecer, inclusive, no curso do cumprimento à decisão judicial transitada em julgado que reconhece o direito do contribuinte à compensação. Destaca que em momento algum a autoridade fiscal impugnou os montantes dos valores compensados pela ora recorrente. Também acredita que o direito de crédito declarado e constituído nos termos do dispositivo da sentença transitado em julgado, e ali liquidado, é líquido, ou que, no mínimo, não teve a sua liquidez impugnada mediante procedimento de homologação legítimo promovido pela autoridade fiscal que indicasse a sua insubsistência. No seu entendimento, a decisão estabelecida no rigor da sentença de n°. 220/2001 CONDENOU a ré, em face lesão por ela operada ao direito do contribuinte, a não obstacularizar o procedimento de compensação a ser realizado na forma estabelecida no dispositivo da mesma sentença. Prossegue alegando que a autoridade administrativa tem o dever de buscar a verdade material, de verificar aquilo que é realmente verdade, independente do alegado e provado. Nesse aspecto, aduz que se na processualística civilista deve prevalecer a verdade processual dos fatos e provas trazidos ao processo, aqui, no processo administrativo fiscal, deve prevalecer aquela material da realidade dos fatos. Sendo assim, deduz que o que se percebe é que a decisão “a quo” pretendeu dar mais valor à sua visão sobre a procedência/improcedência do procedimento em detrimento da verdade material. Defende que dos termos do acórdão recorrido colhese que, a todo instante, a autoridade julgadora considerou a sua leitura sobre o procedimento adotado pela ora recorrente, e não o fato por ela operado na realidade. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.720037/200965 Acórdão n.º 2802001.852 S2TE02 Fl. 4 7 Assim, destaca que a decisão recorrida, por considerar o procedimento equivocado para o processamento da compensação, preferiu compreender a intenção do contribuinte como sendo a de processar a dedução de créditos do imposto de renda devido e que, para tanto, teria recorrido a procedimento equivocado. Acrescenta que, em momento algum a recorrente pretendeu operar a mera dedução do imposto de renda devido, mas sim a compensação de crédito tributário cujo direito está amparado pela coisa julgada que o declarou, constituiu e determinou o seu processamento nos termos do art. 39, da Lei nº 9.250/95. Ou seja, para a defesa, a decisão contestada pretende convencer que a recorrente operou procedimento de dedução do imposto de renda devido, quando na realidade buscou a compensação de crédito tributário. Após transcrever excertos da doutrina a respeito do assunto, afirma que, à rigor do que se trouxe sobre a lição dos eminentes tributaristas, à Administração foi imposto o dever de formar sua convicção e decidir sobre a realidade dos fatos, e não sobre o que parece o procedimento. Entende que a ordem judicial não impõe ao contribuinte o dever de observar a forma/procedimento estabelecido em IN SRF vigente à época ou de outra que venha a sucedêla, mas, tão somente, aquela forma/procedimento definido nos termos do art. 39 da Lei nº. 9.250/95. Após destacar que, nos termos do § 4º do art. 50 da IN SRF nº 600, de 2005, a restituição, o ressarcimento e a compensação de créditos reconhecidos por decisão judicial transitada em julgado darseão na forma prevista na Instrução Normativa, caso a decisão não disponha de forma diversa, afirma que a forma/procedimento, cuja observância fora imposta à ora recorrente para que operasse à compensação, é complemente distinta daquela supervenientemente estabelecida nos termos da IN SRF nº 600/05. Em face do exposto, reafirma que se deve reconhecer que a compensação dos créditos reconhecidos nos termos da sentença transitada em julgado não deve se dar na forma prevista na IN SRF nº 600/05, mas sim na forma do art.39, da Lei nº 9.250/95. Nesse aspecto, fundamenta seu entendimento de que se deve reconhecer a legitimidade do procedimento por ela adotado e que não se submete ao rigor da norma da IN SRF nº 600/05 seja pela garantia constitucional posta em favor da integridade da coisa julgada nos termos do inciso XXXVI da CF/88, seja por disposição expressa do § 4º do art. 50, da IN SRF nº 600, de 2005. Finalmente, requer a reforma da decisão recorrida para que seja: cancelada a glosa procedida pela autoridade fiscal nos termos da Notificação de Lançamento em primazia ao princípio da verdade material; declarada a nulidade do lançamento constituído, em primazia ao princípio da verdade material; aperfeiçoada a compensação de quantias recolhidas ao Tesouro Nacional a título de tributo ou contribuição administrado pela SRF realizada em conformidade com a forma/procedimento estabelecido no art. 39, da Lei nº 9.250/95 e ao amparo do dispositivo da sentença nº 220/2001 Justiça Federal, transitado em julgado; Fl. 149DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 realizado o imediato processamento da restituição do crédito de imposto de renda retido na fonte apurado na Declaração de Ajuste Anual – exercício 2005 Apresentado memorial pelo patrono da Recorrente. É o relatório. Voto Conselheiro Jaci de Assis Junior, Relator O recurso foi tempestivamente apresentado e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Conforme relatado, no caso em questão, a contribuinte teria efetuado uma “autocompensação”, informando em sua Declaração Anual de Ajuste – DIRPF/2006 valores que foram retidos indevidamente pela fonte pagadora, incidentes sobre a licençaprêmio, abono assiduidade (APIP) e abono pecuniário de férias, não gozados e indenizados durante o contrato de trabalho da contribuinte, conforme sentença anexada aos autos. Segundo a decisão recorrida, o procedimento utilizado não encontra respaldo na legislação tributária, em especial aquela disposta no inciso V, do art. 12, da Lei nº 9.250, de 1995, que trata da dedução do imposto retido na fonte para fins de apuração do imposto de renda a pagar/restituir na Declaração de Ajuste Anual – DIRPF, nos seguintes termos: Art. 12. Do imposto apurado na forma do artigo anterior, poderão ser deduzidos: (...) V – o imposto retido na fonte ou o pago, inclusive a título de recolhimento complementar, correspondente aos rendimentos incluídos na base de cálculo; (...) Depreendese do voto condutor da referida decisão de primeira instância que, como a retenção corresponde aos rendimentos declarados em declarações de rendimentos dos cinco anos anteriores à ação judicial, proposta em 23/06/2000, a contribuinte não poderia utilizar a DIRPF/2006 para proceder a dedução das retenções correspondentes, ainda que respaldada por decisão judicial para compensar o imposto de renda apurado no exercício 2006. A Recorrente discorda de tal entendimento, alegando que a ordem judicial impôs ao contribuinte o dever de observar a “forma/procedimento” definido no art. 39, da Lei nº. 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Por sua vez, colhese dos fundamentos de mérito da sentença judicial, a que se fundamentou a Recorrente, as seguintes conclusões: “(...) Desse modo, os autores têm direito à compensação dos valores recolhidos indevidamente, a título de imposto de renda, na forma da Lei nº 8.383/91, que disciplina a compensação efetuada Fl. 150DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.720037/200965 Acórdão n.º 2802001.852 S2TE02 Fl. 5 9 diretamente pelo contribuinte com parcelas vincendas, por meio de autolançamento, sujeito a posterior homologação pelo Fisco. Assim, não cabe ao Judiciário a conferência dos cálculos de compensação e tampouco a averiguação dos documentos que comprovem a arrecadação do tributo. Ressaltese, contudo, que a Lei nº 8.383/91 autoriza apenas a compensação de créditos relativos atributos da mesma espécie. Assim, pode ser compensado o crédito tributário,em questão, com parcelas vincendas do próprio Imposto de Renda. A compensação pretendida encontra amparo na jurisprudência dos Tribunais, conforme se observa no seguinte aresto: TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O FINSOCIAL (LEI N. 7.689/88). CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS (LEI: COMPLEMENTAR N. 70/91). COMPENSAÇÃO (LEI N. 8383/91): POSSIBILIDADE. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. Os valores recolhidos a título de contribuição para o Finsocial, cuja exação foi considerada inconstitucional pelo STF (RE n. 150.7641), são compensáveis diretamente pelo contribuinte com aqueles devidos à conta de Cofíns, no âmbito do lançamento por homologação. Precedentes: EREsp n. 78.301BA, relator Ministro ARI PARGENDLER, 1ª Seção, julgado em 11/12/96. II A IN n. 67/92, como norma complementar prevista no art 66, § 4°, da Lei n. 8.383/91, não poderia criar óbices ao instituto da compensação tributária, não previsto na lei de o regência, devendo limitarse à sua simples regulamentação. III Recurso não conhecido." (STJResp 153.041/CE, Relator Min. Adhemar Maciel, .; publicado no DJ de 02.02.98) Os valores dos recolhimentos, na compensação, deverão ser corrigidos monetariamente (IPC/INPC/UFIR) desde o recolhimento indevido até dezembro/95. A partir de janeiro/96, serão acrescidos de juros equivalentes à Taxa SELIC, por força do § 4° do art 39 da Lei nº 9.250/95, que já inclui correção monetária. III DISPOSITIVO Pelo exposto, JULGO procedente o pedido para DECLARAR a inexistência de relação jurídicotributária entre as partes, quanto ao imposto de renda incidente sobre as férias não gozadas e indenizados durante o cordato de trabalho dos autores, bem como DECLARAR o direito dos autores à compensação com parcelas vincendas do mesmo tributo nos cinco anos que precedem o ajuizamento da ação, corrigidos Fl. 151DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 10 monetariamente, a contar do recolhimento indevido até dezembro/95, e acrescidos de juros equivalentes à Taxa SELIC, a partir de janeiro/96, na forma do art. 39 da Lei nº 9.250/95. (...)” Portanto, constatase que, ao declarar o direito da Recorrente à compensação com as parcelas vincendas do imposto de renda, a decisão judicial se fundamentou na “Lei nº 8.383/91, que disciplina a compensação efetuada diretamente pelo contribuinte com parcelas vincendas, por meio de autolançamento, sujeito a posterior homologação pelo Fisco.” A parte da referida Lei nº 8383, de 1991, que disciplina a compensação efetuada diretamente pelo contribuinte, encontrase enunciada em seu art. 66, nos seguintes termos: “Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a período subseqüente. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) § 1º A compensação só poderá ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) § 2º É facultado ao contribuinte optar pelo pedido de restituição. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) § 3º A compensação ou restituição será efetuada pelo valor do tributo ou contribuição ou receita corrigido monetariamente com base na variação da UFIR. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) § 4º As Secretarias da Receita Federal e do Patrimônio da União e o Instituto Nacional do Seguro Social INSS expedirão as instruções necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) De sua leitura, constatase que, ao contrário do que entendeu a Recorrente, a disciplina legal mencionada na sentença judicial não definiu nenhum procedimento diverso daquele já estabelecido pela legislação tributária para que a Recorrente pudesse requerer a compensação requerida. Ficou claro, também, que a Juíza da 13ª. Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, ao mencionar o § 4° do art 39 da Lei nº 9.250/95, o fez para indicar o fundamento legal que regula o direito da autora aos acréscimos de juros SELIC sobre os valores sujeitos à compensação, a partir de janeiro de 1996. Além do mais, o caput do referido art. 39 se reporta expressamente ao art. 66, da Lei nº 8383, de 1991, que regulamenta o instituto da compensação, conforme adiante será mostrado. Postos esses fatos, tornase imprescindível, para o deslinde da controvérsia, que se faça um breve relato da evolução da legislação que trata do instituto da compensação. Sendo assim, dispõe o art. 39, da Lei nº. 9.250, de 1995, no qual se fundamentou a Recorrente: Fl. 152DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.720037/200965 Acórdão n.º 2802001.852 S2TE02 Fl. 6 11 Art. 39. A compensação de que trata o art. 66 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991, com a redação dada pelo art. 58 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, somente poderá ser efetuada com o recolhimento de importância correspondente a imposto, taxa, contribuição federal ou receitas patrimoniais de mesma espécie e destinação constitucional, apurado em períodos subseqüentes. § 1º (VETADO) § 2° (VETADO) § 3° (VETADO) § 4º A partir de 1º de janeiro de 1996, a compensação ou restituição será acrescida de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir da data do pagamento indevido ou a maior até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de 1% relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada. (Vide Lei nº 9.532, de 1997) Por sua vez, conforme transcrito anteriormente, o art. 66 da Lei nº 8.383, de 1991, com a redação dada pelo art. 58 da Lei nº 9.069, de 1995, a que se reporta o caput do dispositivo legal citado pela Recorrente, disciplina o uso da compensação, nos seguintes termos: Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a período subseqüente. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) (Vide Lei nº 9.250, de 1995) § 1º A compensação só poderá ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) § 2º É facultado ao contribuinte optar pelo pedido de restituição. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) § 3º A compensação ou restituição será efetuada pelo valor do tributo ou contribuição ou receita corrigido monetariamente com base na variação da UFIR. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) § 4º As Secretarias da Receita Federal e do Patrimônio da União e o Instituto Nacional do Seguro Social INSS expedirão as instruções necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) Consoante autorização expressa no § 4º, em referência, a então Secretaria da Receita Federal regulamentou o assunto por meio da Instrução Normativa SRF nº 21, de 20 de Fl. 153DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 12 março de 1997, alterada pela Instrução Normativa da SRF nº 73, de 15 de setembro de 1997, prevendo a apresentação, pelo contribuinte, do “Pedido de Compensação” (art. 12, § 3º), que poderia ser apresentado inclusive após o ingresso do pedido de restituição (art. 12, § 4º). Note se que este último pedido, apesar da sua denominação, encerra verdadeiro pedido de reconhecimento de crédito do contribuinte. Posteriormente, com a edição dos arts. 73 e 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, promoveuse a derrogação do art. 66 da Lei nº 8.383, de 1991, no que se refere aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal (SRF). Além disso, levou à flexibilização do instituto, ao permitir a compensação quando há crédito do contribuinte decorrente de restituição ou ressarcimento com quaisquer tributos e contribuições, desde que administrados pela SRF. Por sua vez, o art. 49 da Medida Provisória nº 66, de 29 de agosto de 2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, deu nova redação ao art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, passando a dispor que “o sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão”. De acordo com o §1º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996 (incluído pela Lei nº 10.637, de 2002), a compensação será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados (DCOMP), a qual, segundo o § 2º do mesmo art. 74, terá efeito de extinguir o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Disciplinando o assunto, a Instrução Normativa SRF nº 460, de 18 de outubro de 2004 regulamentou a compensação efetuada pelo sujeito passivo mediante apresentação à SRF da Declaração de Compensação, gerada a partir do Programa PER/DCOMP, ou, na impossibilidade de sua utilização, mediante a apresentação do formulário Declaração de Compensação, revogando todas as Instruções Normativas da SRF, até então vigentes, que tratavam de compensação. As disposições constantes na IN SRF nº 460, de 2004, sofreu alterações introduzidas pela Instrução Normativa SRF nº 534, de 05 de abril de 2005, Instrução Normativa RFB nº 563, de 23 de agosto de 2005, e, posteriormente, pela Instrução Normativa SRF nº 600, de 28 de dezembro de 2005. Esta última Instrução Normativa foi citada pela decisão recorrida de primeira instância nos seguintes termos: A título de orientação, o § 1º do art. 26 da Instrução Normativa SRF 600, de 28 de dezembro de 2005, que disciplinava o pedido de compensação à época da transmissão da Declaração de Ajuste, determina que a compensação de créditos do contribuinte com débitos próprios deverá ser efetuada pelo sujeito passivo mediante apresentação à RFB de Declaração de Compensação gerada a partir do Programa PER/DCOMP ou, na impossibilidade de sua utilização, mediante a apresentação à RFB do formulário Declaração de Compensação Ainda, em relação a créditos líquidos e certos reconhecidos por decisão judicial, o art. 51 da IN 600, de 2005, dispõe que a Declaração de Compensação, gerada a partir do Programa PER/DCOMP, somente será recepcionada pela RFB após prévia habilitação do crédito pela Delegacia da Receita Federal (DRF), Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária (Derat) ou Delegacia Fl. 154DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.720037/200965 Acórdão n.º 2802001.852 S2TE02 Fl. 7 13 Especial de Instituições Financeiras (Deinf) com jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo. Percebese da evolução da legislação, ora elaborada, que o instituto da compensação de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil está disciplinado em lei específica autorizadora de sua realização, a qual prevê os casos, as condições e as garantias em que a compensação deva se operacionalizar. Além disso, as normas regulamentares editadas nos atos administrativos mencionados dispõem, à época do fato tratado nos presentes autos, que o encontro de contas deve ser realizado por meio de declarações de compensação, em consonância com as respectivas normas de hierarquia superior. Diante disto, fica impossibilitado o atendimento do pedido da Recorrente para que a dedução do imposto de renda retido na fonte incidente sobre os valores recolhidos indevidamente nos últimos cinco anos que precederam o ajuizamento da ação – formalizada em sua Declaração de Ajuste Anual – seja aperfeiçoada para compensação, mesmo porque este instituto demanda rito processual específico, determinado em função da apresentação de declaração de compensação (PER/DCOMP), tendente à verificação do caso, condições e garantias em que a compensação deva ocorrer. Distinto, pois, do rito processual estabelecido para o exame das Declarações de Ajuste Anual das pessoas físicas, objeto do presente processo, não há como conformar as informações nela prestadas à “forma/procedimento estabelecido no art. 39, da Lei nº 9.250, de 1995 e ao amparo do dispositivo da sentença nº. 220/2001, de 18/06/2001”, proferida pela Justiça Federal, conforme pretende a Recorrente. Tampouco aplicase ao caso concreto eventual necessidade de observância do princípio da verdade material, uma vez que, conforme alegou a próprio Recorrente, a Administração deve tomar decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade. Nesse aspecto, há que se observar que a realidade do direito da contribuinte à compensação não foi questionada em nenhum momento pela decisão recorrida. Ao contrário, a relatora do voto condutor do respectivo acórdão apresentou ao contribuinte orientação sobre qual o procedimento adequado para se atender às disposições estabelecidas pelo art. 39 da Lei nº 9.250, de 1995, fundamento do dispositivo da sentença favorável ao contribuinte e que foi proferida pela Justiça Federal. Da mesma forma, no caso concreto não se verifica nenhuma violação ao instituto da coisa julgada, eis que as condições pelas quais a compensação deva ocorrer – e que são decorrentes do próprio fundamento legal (art. 39 da Lei nº 9.250, de 1995) citado pelo dispositivo da sentença, transitado em julgado – foram devidamente observadas pela decisão recorrida, mesmo porque expressas por meio de orientação à contribuinte constante do próprio corpo de seu voto. Também não prevalece a alegação de que a decisão recorrida não cogitou do quantum pleiteado como dedução do imposto devido em sua Declaração de Ajuste Anual, tendo em vista haver menção expressa no sentido da inexistência de liquidez. Nesse sentido, conforme excerto abaixo reproduzido, a decisão recorrida foi clara e precisa ao expressar que: Fl. 155DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 14 Adicionalmente, o crédito apontado pelo contribuinte carece de liquidez, requisito previsto no art. 170 do Código Tributário Nacional, para autorizar a compensação de créditos tributários (débitos do contribuinte). Verificase pela análise dos autos que a sentença judicial prolatada em 18/6/2001 declarou o direito do contribuinte, sem determinar o “quantum” do crédito homologado judicialmente, e a sentença judicial proferida em 21/05/2004 indefere pedido formulado pela contribuinte, sob o argumento de que a sentença declaratória não admite execução. Portanto, correta a decisão de primeira instância ao examinar o caso concreto dos presentes autos à luz da legislação que rege a apresentação da Declaração de Ajuste Anual, segundo a qual a condição para que se possa deduzir o imposto de renda retido na fonte é que ele corresponda aos rendimentos incluídos na base de cálculo do imposto devido na declaração de ajuste, conforme inciso V, do art. 12, da Lei nº 9.250,de 1995. Voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Fl. 156DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 13002.000017/2009-35
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 04 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2006
RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. REGIME DE COMPETÊNCIA. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). RECURSO EXTRAORDINÁRIO (RE) Nº 614.406/RS. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO OBRIGATÓRIA.
A decisão definitiva de mérito no RE nº 614.406/RS, proferida pelo STF na sistemática da repercussão geral, deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Apurase o imposto sobre a renda incidente sobre os rendimentos acumulados percebidos no ano calendário de 2014, relativamente a diferenças de aposentadoria paga pelo INSS, com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se refiram tais rendimentos tributáveis, calculado de forma mensal, e não pelo montante global pago extemporaneamente.
Numero da decisão: 2301-007.889
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa. Vencidos os conselheiros Wesley Rocha e Leticia Lacerda de Castro, que conheceram da matéria preclusa. No mérito, por unanimidade de votos, dar-lhe provimento
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202009
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2006 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. REGIME DE COMPETÊNCIA. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). RECURSO EXTRAORDINÁRIO (RE) Nº 614.406/RS. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO OBRIGATÓRIA. A decisão definitiva de mérito no RE nº 614.406/RS, proferida pelo STF na sistemática da repercussão geral, deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Apurase o imposto sobre a renda incidente sobre os rendimentos acumulados percebidos no ano calendário de 2014, relativamente a diferenças de aposentadoria paga pelo INSS, com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se refiram tais rendimentos tributáveis, calculado de forma mensal, e não pelo montante global pago extemporaneamente.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 13002.000017/2009-35
anomes_publicacao_s : 202009
conteudo_id_s : 6272589
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2301-007.889
nome_arquivo_s : Decisao_13002000017200935.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
nome_arquivo_pdf_s : 13002000017200935_6272589.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa. Vencidos os conselheiros Wesley Rocha e Leticia Lacerda de Castro, que conheceram da matéria preclusa. No mérito, por unanimidade de votos, dar-lhe provimento (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
dt_sessao_tdt : Fri Sep 04 00:00:00 UTC 2020
id : 8468258
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:13 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044785557504
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-09-21T20:48:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-09-21T20:48:25Z; Last-Modified: 2020-09-21T20:48:25Z; dcterms:modified: 2020-09-21T20:48:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-09-21T20:48:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-09-21T20:48:25Z; meta:save-date: 2020-09-21T20:48:25Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-09-21T20:48:25Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-09-21T20:48:25Z; created: 2020-09-21T20:48:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2020-09-21T20:48:25Z; pdf:charsPerPage: 2001; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-09-21T20:48:25Z | Conteúdo => S2-C 3T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13002.000017/2009-35 Recurso Voluntário Acórdão nº 2301-007.889 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 4 de setembro de 2020 Recorrente JOSE CARLOS COUTO DA LUZ Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2006 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. REGIME DE COMPETÊNCIA. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). RECURSO EXTRAORDINÁRIO (RE) Nº 614.406/RS. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO OBRIGATÓRIA. A decisão definitiva de mérito no RE nº 614.406/RS, proferida pelo STF na sistemática da repercussão geral, deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Apura-se o imposto sobre a renda incidente sobre os rendimentos acumulados percebidos no ano calendário de 2014, relativamente a diferenças de aposentadoria paga pelo INSS, com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se refiram tais rendimentos tributáveis, calculado de forma mensal, e não pelo montante global pago extemporaneamente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa. Vencidos os conselheiros Wesley Rocha e Leticia Lacerda de Castro, que conheceram da matéria preclusa. No mérito, por unanimidade de votos, dar-lhe provimento (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 00 2. 00 00 17 /2 00 9- 35 Fl. 63DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-007.889 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13002.000017/2009-35 Relatório Trata-se de notificação de lançamento, na qual é exigido imposto de renda pessoa física-suplementar , acrescido de multa de ofício e de juros de mora, relativo ao ano-calendário 2006, em decorrência de omissão de rendimentos recebidos em ação trabalhista. Inconformado, o contribuinte apresentou impugnação onde alega o seguinte, conforme relatório do acórdão recorrido: 1. O valor recebido do INSS foi de forma acumulada em razão de uma ação de aposentadoria contra o referido órgão, sendo que no montante total acabou incidindo o percentual legal de 3%, que totalizou R$ 3.874,60, devidamente descontado do valor. 2. Assim, do valor recebido já foi retido imposto, portanto foi correta a Declaração do valor no campo de Tributação Exclusiva, vez que o valor foi recebido de forma acumulada, oriundo de um processo judicial. 3. O Tribunal de Justiça já pacificou o entendimento de que não há a incidência do Imposto de Renda das parcelas recebidas acumuladamente visto que estaria o contribuinte sendo duplamente penalizado. 4. Os valores recebidos estão dentro do limite legal de isenção, pois o valor mensal inicial foi R$ 733,74, em janeiro de 1999 (data da concessão da aposentadoria) e o valor final foi R$ 1.172,49 em outubro de 2004, conforme memória de cálculos elaborada pela Advocacia Geral da União. 5. Necessária a exclusão da multa e juros , sob pena de materializar-se o excesso de exação caracterizadora de penalização e até mesmo como medida de natureza confiscatória, absolutamente vedado pela Constituição Federal de 1988 (art. 150, IV). A DRJ considerou a impugnação improcedente e manteve o crédito tributário. Inconformado, o contribuinte apresenta recurso voluntário onde alega que por se tratar de rendimentos recebidos acumuladamente o cálculo do imposto deveria ser com base nas tabelas e alíquotas vigentes à época em que estes eram devidos, de acordo com a renda recebida mês a mês, bem como, da não incidência do imposto de renda sobre os juros de mora recebidos pelo contribuinte, na vigência do Código Civil de 2002, por terem natureza jurídica indenizatória. É o relatório Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade Fl. 64DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-007.889 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13002.000017/2009-35 Todavia, não conheço da matéria referente à não incidência do imposto de renda sobre os juros de mora recebidos pelo contribuinte, posto que a mesma não foi alegada na impugnação, estando, portanto, preclusa. Do Mérito Trata-se de rendimentos recebidos acumuladamente pelo recorrente, pagos pelo INSS, em ação para pagamento de benefícios atrasados. A legislação da época, previa a tributação exclusiva na fonte somente para os rendimentos do trabalho e provenientes de aposentadoria, pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (MP nº 497, de 2010, convertida na Lei nº 12.350, de 2010). Para, os rendimentos do trabalho e os provenientes de aposentadoria, pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma recebidos acumuladamente anteriores a 28/07/2010, seriam tributados de acordo com o art. 12 da Lei nº 7.713, de 1988, incidindo o imposto, no mês do recebimento ou crédito, sobre o total dos rendimentos. Somente a partir de 2015, com a edição da MP nº 670, de 2015, convertida na Lei nº 13.149, de 2015, deixou de existir a restrição quanto à natureza dos rendimentos recebidos acumuladamente, passando a abranger qualquer verba percebida e submetida à incidência do IR com base na tabela progressiva. Assim, os rendimentos recebidos acumuladamente pelo contribuinte no ano calendário 2006, do INSS, estavam submetidos ao artigo 12 da Lei nº7.713, de 1988. No entanto, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 614.406/RS, concluiu pela invalidade do artigo 12 da Lei nº 7.713, de 1988, no que tange à sistemática de cálculo para a incidência do imposto sobre os rendimentos recebidos acumuladamente, por violar os princípios da isonomia e da capacidade contributiva, conforme ementa abaixo: IMPOSTO DE RENDA – PERCEPÇÃO CUMULATIVA DE VALORES – ALÍQUOTA. A percepção cumulativa de valores há de ser considerada, para efeito de fixação de alíquotas, presentes, individualmente, os exercícios envolvidos. Neste caso, de acordo com o disposto no artigo 62, §2º, do RICARF, trata-se de decisão observância obrigatória por este Colegiado. Desse modo, deverá ser afastada nos julgamentos do CARF a aplicação do art. 12 da Lei nº 7.713/88, adotando-se o regime de competência para apuração do imposto de renda sobre os rendimentos recebidos acumuladamente. Dessa forma, no tocante aos rendimentos auferidos pelo recorrente, no ano calendário 2006, decorrentes de atrasados de benefício previdenciário pago pelo INSS, o tributo deve ser recalculado considerando as tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se refiram tais rendimentos. Ante o exposto, voto por conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa, e, no mérito, por dar-lhe provimento Fl. 65DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-007.889 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13002.000017/2009-35 (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 66DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13683.000124/2003-56
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Fri Sep 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Período de apuração: 14/05/2003 a 31/05/2003
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DE DÉBITO COM CRÉDITO DE TERCEIRO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. OCORRÊNCIA.
DComp formulada em 14/05/2003 queda tacitamente homologada em 14/05/2008, antes da lavratura do Despacho Decisório que expressamente não a homologou.
Numero da decisão: 3803-001.972
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 10 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201109
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 14/05/2003 a 31/05/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DE DÉBITO COM CRÉDITO DE TERCEIRO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. OCORRÊNCIA. DComp formulada em 14/05/2003 queda tacitamente homologada em 14/05/2008, antes da lavratura do Despacho Decisório que expressamente não a homologou.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 13683.000124/2003-56
conteudo_id_s : 5677585
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 05 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.972
nome_arquivo_s : Decisao_13683000124200356.pdf
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 13683000124200356_5677585.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Fri Sep 02 00:00:00 UTC 2011
id : 6644699
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:07 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044790800384
conteudo_txt : Metadados => date: 2017-02-09T17:56:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2017-02-09T17:56:34Z; Last-Modified: 2017-02-09T17:56:34Z; dcterms:modified: 2017-02-09T17:56:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:10bba42b-8434-46dd-abae-be4cad275e32; Last-Save-Date: 2017-02-09T17:56:34Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2017-02-09T17:56:34Z; meta:save-date: 2017-02-09T17:56:34Z; pdf:encrypted: true; modified: 2017-02-09T17:56:34Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2017-02-09T17:56:34Z; created: 2017-02-09T17:56:34Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2017-02-09T17:56:34Z; pdf:charsPerPage: 1715; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2017-02-09T17:56:34Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 126 1 125 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13683.000124/200356 Recurso nº 268.963 Voluntário Acórdão nº 380301.972 – 3ª Turma Especial Sessão de 2 de setembro de 2011 Matéria DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DÉBITO COM CRÉDITO DE TERCEIRO Recorrente CÉRAMUS BAHIA S/A PRODUTOS CERÂMICOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 14/05/2003 a 31/05/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DE DÉBITO COM CRÉDITO DE TERCEIRO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. OCORRÊNCIA. DComp formulada em 14/05/2003 queda tacitamente homologada em 14/05/2008, antes da lavratura do Despacho Decisório que expressamente não a homologou. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Hélcio Lafetá Reis, Andréa Medrado Darzé e Juliano Eduardo Lirani. Relatório CÉRAMUS BAHIA S/A PRODUTOS CERÂMICOS apresentou, em 14/05/2003, a Declaração de Compensação de fls. 01, acompanhada, às fls. 02, do documento intitulado "Créditos decorrentes de decisão judicial", com o objetivo de compensar os débitos apontados ás fls. 01, no valor total de R$ 73.829,68, com créditos de terceiros, pertencentes à empresa Nitriflex SA Indústria e Comércio, CNPJ nº 42.147.496/000170, oriundo da ação judicial nº 99.00.60542, da 4ª Vara Federal de São João de Meriti/RJ, sem informação relativa 2 ao trânsito cm julgado da decisão favorável, conforme formulário de fls. 02. Instruem os autos, ás fls.14/22, cópias de peças da Apelação em Mandado de Segurança nº 40852 e dos Embargos de Declaração em Embargos de Declaração na Apelação em Mandado de Segurança nº 40852, Processo nº 2001.02.01.0352326, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro/RJ, que revelam a existência de decisão judicial, autorizando o estabelecimento de Nitriflex S A Indústria e Comércio a compensar créditos, sem a restrição, julgada ilegal, da Instrução Normativa SRF nº 41, de 7 de abril de 2000. A DRFNova Iguaçu acolheu os termos do Parecer 248/2008, fls. 33 a 35, e não homologou a compensação, Despacho Decisório fl. 36. Sobreveio reclamação, fls. 43 a 70, conhecida como Manifestação de Inconformidade pela 3ª Turma da DRJ/JFA, que, nada obstante, julgoua improcedente, mantendo intacto o Despacho Decisório da DRFNIU. O Acórdão nº 0922.347, de 29 de janeiro de 2009, fls. 83 a 91, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 14/05/2003 a 31/05/2003 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DE TERCEIRO IMPOSSIBILIDADE. Os formulários correspondentes às "Declarações de Compensação" apresentados a partir de 1º de outubro de 2002, de débitos do sujeito passivo com crédito de terceiros, esbarram em inequívoca disposição legal MP 66, de 2002, convertida na Lei n° 10.637, de 2002 impeditiva de compensações da espécie. É descabida a pretensão de legitimar compensações de débitos do requerente, com créditos de terceiros, declaradas após 1º de outubro de 2002, pretensão essa fundada em decisão judicial proferida anteriormente àquela data, que afastou a vedação, outrora existente, em instrução normativa. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 14/05/2003 a 31/05/2003 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA. 1. Não cabe apreciar questões relativas a ofensa a princípios constitucionais, tais como da legalidade, da nãocumulatividade ou da irretroatividade de lei competindo, no âmbito administrativo, tão somente aplicar o direito tributário positivado. 2. A doutrina trazida ao processo, não é texto normativo não ensejando, pois, subordinação administrativa. 3. A jurisprudência administrativa e judicial colacionadas não possuem legalmente eficácia normativa, não se constituindo em normas gerais de direito tributário. Compensação não Homologada Cuidase agora de recurso voluntário interposto contra a decisão da DRJ/JFA3ª Turma. O arrazoado de fls. 97 a 118, após resumo dos fatos relacionados com a lide, controverte as seguintes questões: Processo nº 13683.000124/200356 Acórdão n.º 380301.972 S3TE03 Fl. 127 3 a) A homologação tácita da compensação pelo decurso de 5 (cinco) anos sem a homologação expressa do fisco; b) a regularidade de compensação de débitos da recorrente com crédito da empresa NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO, reconhecida por decisão judicial transitada em julgado anteriormente à data em que entrou em vigor a vedação introduzida pela Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002; c) a irretroatividade da nova redação do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, que só entrou em vigor 01/10/2002, não podendo afetar créditos desde então gerados, e que mesmo que se emprestasse vigor à MP nº 66, de 2002, somente créditos gerados a partir de 29/08/2002 poderiam ser afetados pela novel regra, não alcançando, portanto, o direito creditório em tela, anteriores àquela data (08/1988 até 07/1998; d) a cogência da jurisprudência e da doutrina referidas, que não deixariam duvidas acerca da procedência das alegações da recorrente. Conclui pedido a homologação da compensação. A Conselheira Andréa Medrado Darzé, relatora original do processo, declarouse impedida, nos termos do art. 44 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. Com apoio no § 1º do mesmo artigo, o Presidente da Turma procedeu à redistribuição do processo ao Conselheiro Alexandre Kern. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 97 a 118 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJJFA3ª Turma nº 0922.347, de 29 de janeiro de 2009. Homologação tácita da compensação Inicialmente, chamo a atenção de meus pares para a data de protocolo do Declaração de Compensação de fl. 1: 14 de maio de 2003. Nesta data, já vigia a redação do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, dada pela Lei nº 10.637, de 2002, a seguir transcrita para maior clareza: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e 4 contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) § 1o A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2o A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 3o Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação:(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) I o saldo a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física;(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) II os débitos relativos a tributos e contribuições devidos no registro da Declaração de Importação. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 4o Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 5o A Secretaria da Receita Federal disciplinará o disposto neste artigo.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) O § 5º, acima transcrito, recebeu nova redação pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, limitando em 5 (cinco) anos, contados da data da entrega da declaração de compensação, para que a autoridade administrativa homologue expressamente a compensação declarada pelo sujeito passivo. Tratandose, no caso concreto, de Declaração formulada em 14/05/2003, tal prazo se esgotou em 13/05/2008. Portanto, à data de lavratura do Despacho Decisório de fls. 36, 30/05/2008, estava tacitamente homologada a compensação declarada na fl. 1. Muito embora a argüição de homologação tácita, seja inovação recursal, pois não constou da Manifestação de Inconformidade, cumpreme declarála. Conclusão Com essas considerações, voto por dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 2 de setembro de 2011 Alexandre Kern Processo nº 13683.000124/200356 Acórdão n.º 380301.972 S3TE03 Fl. 128 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13683.000124/200356 Interessada: CÉRAMUS BAHIA S/A PRODUTOS CERÂMICOS TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 380301.972, de 2 de setembro de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção. Brasília DF, em 2 de setembro de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______
score : 1.0
