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Numero do processo: 00008.600071/25-80
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-72219
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DE 1976 e 1977 Recorrente DROGÃO DE JACAREI LTDA. Recorrido DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM TAUBATÉ (SP) SUPRIMENTOS DE CAIXA - Para que seja reputa do real, imp8e-se a prova hábil e idónea da efetiva entrega e origem do numerário supri do, coincidentes em datas e valores, não tendo a recorrente preenchido esse pressu - posto. PENALIDADE - Inaplicável a multa prevista no art. 533, II, "c", do RIR/75, por falta de livro Caixa, tendo em vista que as partidas mensais constantes da contabilidade da em- presa indicavam expressamente a data de ca- da operação registrada, não se ajustando o fato â hipótese de escrituração resumida de que trata o art. 139, do citado Regulamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DROGÃO DE JACAREt LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento par cial ao recurso para excluir do credito tributário o 1 41or da multa prevista no art. 533, inc. II, alínea ' " do RIR/7 .41 IP Sala das Ses 4-6e7, -: 07 de abril de 981 /0 /I Á ' / • 'I '14' À ' 'AMADO OUT , RN-1 Z PRESIDENTE /, ! , /: 7 z;,. ,,e(,,, `i 4i 1, CARLOS ALB i • ,w4 GON , , V, S NUNES RELATOR „ 7 ff,/kl 1 ' u #4 "( i VISTO EM ADH' LSO :, TOS DE CARVALHO PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: -(1 IPA imn ZENDA NACIONAL, -, ...,„ v.v. ,, Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: RAUL PIMENTEL, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, SYLVIO RODRI GUES, LUIZ ANDRÉ NETO (SUPLENTE), FERNANDO CÍCERO VELLOSO e AGOSTINHO SERRANO FILHO. Z.. '----_,..- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0 860/00 7 . 125/80 RECURSO N.° : 82.873 ACÓRDÃO N.° : 101-72.219 RECORRENTE: DROGÃO DE JACARET LTDA. RELATÓRIO DROGÃO DE JACARET LTDA., com sede em Jacareí, SP, i recorre, no prazo de lei, a este Conselho contra a decisão do i 1 Sr. Delegado da Receita Federal em Taubate, São Paulo, que, inde ferindo sua tempestiva impugnação de fls. 25, manteve o lançamen_ to do credito tributário constante do auto de infração contra ela lavrado. A exigência fiscal decorre de suprimentos de cai- xa não comprovados e da imposição das multas previstas no RIR/75, arts. 533, II, "c" e 534, "b", agravada nos termos do § 19 deste artigo. Os sócios da empresa, nos exercícios de 1975 e de 1976, teriam realizado suprimentos de caixa da ordem de Cr$ 140.000,00 e de Cr$1.000.000,00, segundo lançamentos efetuadosem seu livro Diário, que se encontram acostados aos autos por cei- pia, e não comprovadasa efetividade desses ingressos e a origem 1 dos recursos por parte dos sócios supridores. A recorrente entende dispensável a documentação d / D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0860/007.125/80 Acórdão n9 101-72.219 ato de empréstimos dos sócios à firma, baseado exclusivamente em razão de ordem societária entre ambos, ressaltando que, na impos- sibilidade de pagamento dos empréstimos contraídos pela sociedade, cada um receberia metade das disponibilidades e que se um sócio executasse a firma o outro faria a mesma coisa e estariam execu- tando a si mesmos. Assevera que esses suprimentos foram realiza - dos apenas nos exercícios de 1975 e de 1976, início de suas ativi dades, não mais se registrando nos exercícios seguintes e que fo- ram obtidos pelos sócios através de empréstimos contraídos junto a estabelecimentos bancários e terceiros. Procura através de exemplos hipotéticos demons trar a impossibilidade de omissão de receita. Entendeu a autoridade de primeira instância, a colhendo as razOes do autuante, que, adotando a fiscalizada o sis tema de registro de suas operações através de partidas mensais e não diárias estaria obrigada a adotar o livro "Caixa", face ao disposto nos art. 135, § 19, combinado com o art. 139, do RIR/75. Discorda o contribuinte dessa exigência, por não possuir filiais e também por suas operaçaes não serem numero- sas, à exceção da conta compras, existindo, todavia, o livro de entrada e saldas. Silencia o recurso sobre a majoração da multa por lançamento "ex officio' É o relat6-io. 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0860/007.125/80 Acórdão n9 101-72.219 VOTO Conselheiro CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, Relator: Os suprimentos de caixa constituem evidencia de omissão de receitas, se não comprovadas pelo contribuinte a efeti- vidade da entrega e a origem dos recursos supridos. De receitas ca mufladas, subtraídas ã tributação, posto que iriam formar o resul- tado tributável da empresa. Ao contribuinte incumbe comprovar através de escrituração regular e com observância das normas comerciais e fiscais todas as operações por ele realizadas no exercício e, den- tre estas, se incluem os suprimentos recebidos. Daí, ser imperioso que a fiscalizada comprovas- se que os suprimentos feitos à caixa eram reais e não apenas fictí cios. Todavia, a recorrente não logrou faze-lo. O exa me dos lançamentos contábeis por ela anexado aos autos não trazem nenhuma luz à questão. As ponderações por ela apresentadas também não desfazem a motivação da decisão recorrida. Os exemplos prâti - cos, meramente hipotéticos não tem nenhuma aplicação ao caso con - creto, não constituindo prova meras suposições. Na verdade, a querelante não conseguiu compro - var que os numerários tidos como ingressos em Caixa tinham origem em recursos pessoais dos sócios, queratravés de ganhos comprovados, quer através de recursos por eles obtidos de terceiros. O documen- to de fls. 51, representativo de nota promissória emitida por um dos sócios em favor do Banco Comércio e Indústria de São Paulo S/A não coincide em data e valor com nenhum dos suprimentos efetuados. Nem a passagem desses recursos à empresa se acha documenta1ment-4 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0860/007.125/80 5. 'Acórdão n9 101-72.219 comprovada, No que diz respeito à multa aplicada à empresa pela falta de escrituração do livro "Caixa", com fulcro no art. 533, II, "c" do RIR/75 não pode prosperar por falta de tipifica - ção legal ("Nulla poena sine lege"). Os fatos ocorrentes no pro - cesso não se ajustam à situação descrita na lei. O contribuinte não adotava , - e isso se pode ver das cópias das folhas do seu Diãrio constante dos autos (fls. 40 a 47) - o sistema de escrituração resumida prevista no art.139 do RIR/75 que obriga ao usuário a adotar livros auxiliares. Em verdade, ela sequer atenderia os Pressupostos erigidos em lei pa- ra a adoção daquele sistema. Os lançamentos efetuados na contabi- lidade da autuada indicam a data de cada operação. Lançamentos por partidas mensais não configura necessariamente escrituração resumida, são conceitos que não se confundem. Pode-se ter lançamento por partidas diárias de forma resumida ou não, do mesmo modo que a partida mensal poderá ser de forma resumida ou não. O que exige a lei é que a escrituração se faça em ordem cronológica de dia mês e ano (cod. com . art. 12 e Dec. lei 486/69, art. 29). Desde que a partida mensal indique as da- tas das operações registradas, estarão atendidas as exigências le gais. E a escrituração da recorrente afina-se com es sas prescrições legais e, assim, a pessoa jurídica não estã obri- gada a manter o livro Caixa registrado. Deste modo, impõe-se, em nome da Justiça, dan- do-se provimento parcial ao recurso, excluir a exigência da multa aplicada com base no art. 533, II, "c", do RIR/75, mantida a do lançamento de ofício de que trata o art. 534, "b" e § 19, do cita v.v. do Regulamento. É o, voto. CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES - RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10209.000726/2005-82
Data da sessão: Tue Oct 26 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Oct 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II
Data do fato gerador: 04/09/2000
PREFERÊNCIA TARIFÁRIA. TRIANGULAÇÃO. RASTREABILIDADE DOCUMENTAL.
A não apresentação da fatura comercial identificada no certificado que comprova o cumprimento das regras de origem inerentes à Associação Latino Americana de Integração (Aladi) impede a fruição do benefício ancorado no referido acordo de preferência.
Recurso Especial do Procurador Provido
Numero da decisão: 9303-001.237
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso especial. Vencida a Conselheira Judith do Amaral Marcondes Armando. Os Conselheiros Nanci Gama e Rodrigo Cardozo Miranda declaram-se impedidos de votar.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: Rodrigo da Costa Possas
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 04/09/2000 PREFERÊNCIA TARIFÁRIA. TRIANGULAÇÃO. RASTREABILIDADE DOCUMENTAL. A não apresentação da fatura comercial identificada no certificado que comprova o cumprimento das regras de origem inerentes à Associação Latino Americana de Integração (Aladi) impede a fruição do benefício ancorado no referido acordo de preferência. Recurso Especial do Procurador Provido
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TRIANGULAÇÃO. RASTREABILIDADE DOCUMENTAL. A não apresentação da fatura comercial identificada no certificado que comprova o cumprimento das regras de origem inerentes à Associação Latino Americana de Integração (Aladi) impede a fruição do benefício ancorado no referido acordo de preferência. Recurso Especial do Procurador Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso especial. Vencida a Conselheira Judith do Amaral Marcondes Armando. Os Conselheiros Nanci Gama e Rodrigo Cardozo Miranda declaramse impedidos de votar. CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Presidente. RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Relator. EDITADO EM: 26/10/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Fl. 248DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO 2 Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Tratase de Recurso Especial proposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional (fls. 188 a 200) dirigido à Câmara Superior de Recursos Fiscais, com fulcro no artigo 7º, inciso I, c/c art. 15, do Regimento Interno desse órgão — CSRF, insurgindose contra decisão da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes que, por maioria de votos, deu provimento ao recurso voluntário, mediante o Acórdão n° 30239.855, fls. 169 a 184, de 15/10/2008, cuja ementa transcrevo: Assunto: Imposto sobre a Importação Data do fato gerador: 04/09/2000 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. CERTIFICADO DE ORIGEM. RESOLUÇÃO ALADI 232/97. Em se tratando de produto exportado pela Venezuela e comercializado através de um terceiro país que não integra a ALADI, é possível a realização desta operação, mantendo a preferência tarifária, desde sejam observadas as condições da resolução ALADI nº 232/97 RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Adotaremos o relatório da DRJ,com as alterações pertinentes. Da autuação 1. Trata o presente processo de exigência do Imposto de Importação acrescido de juros de mora e da multa de oficio no percentual de 75% perfazendo, na data da autuação, um credito tributário no valor total de R$ 110.234,63. 2. Segundo a descrição dos fatos constante do Auto de Infração, a empresa registrou a Declaração de Importação n° 00/08358430, em 04/09/2000, submetendo a despacho aduaneiro 19476,596 barris de querosene de aviação, mercadoria classificável no código NCM 2710.00.31 da Tarifa Externa Comum — TEC, utilizandose da redução de 80% da alíquota do Imposto de Importação prevista no Acordo de Complementação Econômica n°39 (ACE 39), assinado pelo Brasil no âmbito da ALADI, instituído pelo Decreto nº 3.138, de 16/08/1999. 3. Após análise dos documentos que instruíram a DI (fatura comercial, certificado de origem e conhecimento de carga), a fiscalização concluiu que em se tratando de urna operação comercial entre uma empresa brasileira e uma sediada nas Ilhas Cayman, não haveria como a interessada invocar a redução tarifária prevista nos Acordos firmados no âmbito da ALADI. 4. A negativa à redução tarifária nos termos do ACE 39, conforme pleiteada na citada DI, foi justificada pela fiscalização com base nos seguintes fatos e irregularidades: Fl. 249DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO Processo nº 10209.000726/200582 Acórdão n.º 930301.237 CSRFT3 Fl. 232 3 a) “no Certificado de Origem n° ALD 1000931931 (fls. 21) emitido em 05/09/2000, está declarado que as mercadorias indicadas correspondem a fatura comercial nº 1127100 emitida pela empresa PDVSA PETRÓLEO Y GAS S/A, situada na Venezuela e não apresentada no despacho. Entretanto, a Fatura Comercial que instruiu o despacho de importação foi a de n° PIFSB1010/2000 (fls. 20), emitida em 14.11.2000 pela empresa Petrobras International Finanee Company (PIFC0) situada nas Ilhas Cayman, pais não membro da ALAD1, documento que a fiscalização aduaneira utilizou para fazer as verificações e procedimentos fiscais necessários para o desembaraço aduaneiro da mercadoria ...”; b) quanto ao “conhecimento de embarque (fls. 19), documento que assegura a propriedade da mercadoria, este foi consignado à empresa Petrobras International Finance Company (PIFC0), logo essa empresa situada nas Ilhas Cayman era a proprietária da mercadoria”; c) “a Resolução 252 do Comitê de Representantes da ALADI, apenso ao Decreto n° 3.325, de 30/12/1999, que trata de sua execução no seu artigo quarto, não prevê a intervenção de um terceiro pais não membro da ALADI na qualidade de exportador caracterizada nesta operação"; d) conquanto o artigo nono da Resolução n° 252 do Comitê de Representantes da ALADI, apenso ao Decreto n°3.325, de 30.12.1999, "admita que a mercadoria objeto de intercâmbio possa ser faturada por um operador de um terceiro pais, não se aplica ao caso, uma vez que não houve interveniência de um operador, nos termos da Resolução acima mencionada, mas a participação de um terceiro pais na qualidade de exportador, na medida em que uma empresa situada nas Ilhas Cayman fatura e exporta para o Brasil uma mercadoria objeto de preferências tarifárias no âmbito da ALADI"; e) "mesmo que a empresa exportadora, situada nas Ilhas Cayman, se enquadrasse de fato como operadora, seria necessário que o produtor ou exportador do pais de origem indicasse no Certificado de Origem, na área relativa a "observações", que a mercadoria objeto de sua declaração ser faturada por um terceiro pais, identificando o nome, denominação ou razão social e domicilio do operador ou, se no momento de expedir o certificado de origem, não se conhecesse número da fatura comercial emitida pelo operador de um terceiro pais, o importador deveria apresentar à Administração aduaneira correspondente uma declaração juramentada que justificasse o fato, o que não ocorreu"; f) a indicação da invoice emitida pela PDVSÁ PETRÓLEO Y GAS S/A em um campo da fatura emitida pela Petrobras International Finance Company (PIFC0) não supre as exigências da citada Resolução n° 252, tampouco a referência feita à PIFCO neste documento, "visto que não identifica efetivamente a operação pretendida"; g) em função do disposto no artigo 129 do Regulamento Aduaneiro de 1985, então vigente (Interpretase literalmente a legislação aduaneira que dispuser sobre outorga de isenção ou redução do Imposto de Importação), qualquer situação excepcional em matéria tributária, como a redução de imposto, só poderá ser reconhecida se expressamente prevista na legislação, se utilizada conforme estabelece na legislação, sendo que a não observância dos requisitos da lei implicará na perda da redução. Fl. 250DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO 4 5. Deste modo, concluiu a fiscalização que as preferências e contrapartidas econômicas, assentadas no regime de origem, contemplam exclusivamente o comércio praticado entre dois países signatários, destinandose tal regime a coibir qualquer interveniência nociva aos objetivos dos acordos pactuados entre os paísesmembros, pois conforme a legislação de vigência á época, o legislador não deixou margem para a interveniência de um terceiro pais, nos moldes da operação de fato ocorrida, de que resultou a importação efetuada pela fiscalizada. 6. Em função do constatado, foi lavrado o auto de infração de fls. 02 a 11 para cobrança da diferença do Imposto de Importação, acompanhada dos juros de mora e da multa de oficio de 75%. Da impugnação 7. Inconformada com a exigência, da qual tomou ciência em 01/09/2005, fl. 02, a autuada apresentou impugnação, em 14/09/2005, documentos às fls. 38 a 57, nos termos a seguir resumidos: 7.1. após traçar um histórico acerca dos fatos que permeiam à lide, a impugnante se reporta à operação comercial realizada onde explica que se trata de uma triangulação comercial, prática internacional comum adotada por razões comerciais de alongamento de prazo para pagamento e ampliação de fontes de captação de recursos; 7.2. defende que a triangulação comercial não elide a aplicação de redução tarifária prevista em acordo firmado no âmbito da ALADI; 7.3. reconhece a ocorrência de equivoco no preenchimento da DI, na qualidade de operadoras comerciais e não de exportadoras, isso se referindo à condição da PIFCO, onde afirma também que esta sequer teve a posse da mercadoria ou lucrou com a revenda; 7.4. diz que a própria fiscalização reconhece que o contribuinte procedeu à importação da PDVSA (Venezuela) com transporte direto ao Brasil; 7.5. destaca ainda que a PIFC0 figura corno exportadora pelo fato da Receita Federal não prever o procedimento especifico nos casos de triangulação comercial; 7.6. defende que os documentos que instruíram a DI são regulares, e estão em consonância com a Resolução n°252; 7.7 opõese a uma suposta multa regulamentar ao descumprimento dos requisitos do art. 425 do Regulamento Aduaneiro/85 inerentes à fatura comercial por entender que tal fato ocorre pela falta de previsão do procedimento de triangulação comercial; 7.8. alega que a fiscalização laborou em equivoco ao tentar interpretar o Tratado de Montevidéu e suas regras complementares, conforme razões apresentadas às fls. 40 a 49, onde aduz que a legislação não vincula duas formas de documentos (certificado de origem e nota fiscal), mas tão somente a identidade do seu conteúdo, representado pela descrição das mercadorias e a correspondência com a mercadoria efetivamente negociada; Fl. 251DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO Processo nº 10209.000726/200582 Acórdão n.º 930301.237 CSRFT3 Fl. 233 5 7.9. considera que a Resolução n°252 não definiu afigura do operador, bem como não informou como deveria ser a operação; 7.10. rebate o argumento de que a autuada não cumprira as formalidades exigidas na Resolução nº 252, ressaltando a conduta formalista do autuante, dando destaque aos princípios da razoabilidade e da instrumentalidade das formas; 7.11. ressalta o caráter instrumental do Imposto de Importação, onde aduz que este é um instrumento regulador do comércio exterior, possuindo assim, função extrafiscal e não arrecadatória, como a maioria dos impostos; 7.12. discorda da aplicação da multa proporcional de 75 %, tomando por base o Ato Declaratório Interpretativo SRF n°13, de 10/09/2002, e ainda, destaca a inaplicabilidade da taxa SELIC. 8. Ao final, com base nos fundamentos acima elencados, a impugnante requer que o lançamento seja considerado totalmente insubsistente, protestando por lodos os meios de prova em direito admitidos. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dele tomo conhecimento e passo a apreciar. Do Cabimento da Preferência Tarifária No presente recurso, a recorrente não logrou êxito em demonstrar o saneamento da falha perpetrada quando da instrução do despacho de importação da mercadoria objeto do presente litígio. Ou seja, não foi apresentada a fatura comercial atrelada ao certificado de origem e, por essa razão, não há como se considerar cumpridas as exigências inerentes ao regime de origem da Aladi. Nesse ponto, preciso é o parágrafo único do art. 434 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto nº 91.030, de 1985, vigente à época dos fatos controvertidos: Art. 434. No caso de mercadoria que goze de tratamento tributário favorecido em razão de sua origem, a comprovação desta será feita por qualquer meio julgado idôneo Parágrafo único. Tratandose de mercadoria importada de país membro da Associação LatinoAmericana de Integração (ALADI), quando solicitada a aplicação de reduções tarifárias negociadas pelo Brasil, a comprovação constará de certificado Fl. 252DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO 6 de origem emitido por entidade competente, de acordo com modelo aprovado pela citada Associação. Nessa esteira, entendo aplicáveis, na espécie, as considerações formuladas por ocasição do voto vencido, prolatado quando do julgamento do recurso nº 137831, onde atuou como relator o conselheiro Luís Marcelo Guerra de Castro, onde foram enfrentadas as alegações trazidas na jurisprudência da CSRF que apoiaria as considerações do sujeito passivo. Transcrevo: Por sintetizar o raciocínio que orienta esse entendimento, transcrevo ementa de acórdão da CSRF prolatado nos autos do Recurso Especial nº 302124323, que teve como relatora a i. Conselheira Anelise Daudt Prieto, no qual, por maioria de votos, decidiuse: CERTIFICADO DE ORIGEM PREFERENCIA TARIFÁRIA RESOLUÇÃO ALADI 232 Produto exportado pela Venezuela e comercializado através de país não integrante da ALADI. A apresentação para despacho do Certificado de Origem emitido pelo país produtor da mercadoria, acompanhado da fatura do país interveniente e do conhecimento de embarque que deixam clara a origem da mercadoria, supre as informações que deveriam constar de declaração juramentada a ser apresentada à autoridade aduaneira, como previsto no art. 9°, do Regime Geral de Origem da Aladi (Res. 78). Recurso especial provido. Apesar de entender que tal decisão está em harmonia com a regra geral de origem estampada no art. 9º do Decretolei nº 37, de 19661, peço licença para discordar das conclusões consignadas no aresto. Penso que, na espécie, o dispositivo nacional deve ceder espaço ao regime da Aladi, onde não foram produzidos os documentos corretos para a concessão da preferência tarifária objeto do presente litígio, nem suprida a sua ausência pelos meios definidos no mesmo acordo. Por uma questão de sistematização, analiso separadamente os fatores que me levaram a adotar essa conclusão. 1 Tipicidade e Relação Jurídica Tributária Interessa à solução do litígio, a meu ver, avaliar se os fatos carreados aos autos se subsumem perfeitamente à hipótese abstratamente prevista na norma negocial que estabeleceu a preferência tarifária objeto do presente litígio. Caso isso não se verifique, afastado estaria o fundamento para sua concessão. Ou seja, independentemente de ser conceituada como uma isenção parcial ou alíquota diferenciada, a aplicação da preferência tarifária negociada é necessariamente orientada pelo princípio da tipicidade cerrada, dogmatizado pelos arts. 97, 1 Art. 9º Respeitados os critérios decorrentes do ato internacional de que o Brasil participe, entenderseá por país de origem da mercadoria aquele onde houver sido produzida ou, no caso de mercadoria resultante de material ou mãodeobra de mais de um país, aquele onde houver recebido transformação substancial. Fl. 253DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO Processo nº 10209.000726/200582 Acórdão n.º 930301.237 CSRFT3 Fl. 234 7 VI e 111, II do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172, de 1966)2 Vejamos o que diz Alberto Xavier3 Como já mais de uma vez se sublinhou, o lançamento é o ato administrativo pelo qual a Administração aplica a norma tributária material a um caso concreto. Nuns casos, essa aplicação tem por conteúdo reconhecer a tributabilidade do fato e, portanto, declarar a existência de uma relação jurídica tributária e definir o montante da prestação devida. Noutras hipóteses, porém, da aplicação da norma ao caso concreto resulta o reconhecimento da não tributabilidade do fato e, portanto, da não existência no caso concreto de uma obrigação de imposto. Nos primeiros, a Administração pratica um ato de conteúdo positivo; nas segundas, um ato de conteúdo negativo. (destaquei) José Souto Maior Borges4, a seu turno, pontifica: É o fato gerador, consoante se demonstrou, uma entidade jurídica (supra, III). Por força do princípio da legalidade da tributação, o fato gerador existe si et ia quantum estabelecido previamente em texto de lei: os contornos essenciais da hipótese de incidência (núcleo e elementos adjetivos) integram todos a lei tributária material. Sem a previsão legal hipotética dos fatos ou conjunto de fatos que legitimam a tributação inexiste portanto fato gerador de obrigação tributária. Por isso, afirmase corretamente que o fato gerador é fato jurídico. Sob outro ângulo, a análise jurídica revela ser a extensão do preceito que tributa delimitada pelo preceito que isenta. A norma que isenta é assim uma norma limitadora ou modificadora: restringe o alcance das normas jurídicas de tributação; delimita o âmbito material ou pessoal a que deverá estenderse o tributo ou altera a estrutura do próprio pressuposto da sua incidência. A norma de isenção, obstando o nascimento da obrigação tributária para o seu beneficiário, produz o que já se denominou fato gerador isento, essencialmente distinto do fato gerador do tributo. (destaquei) 2 Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: (...) VI as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. Art. 111. Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: (...) II outorga de isenção; 3 Do lançamento: teoria geral do ato, do procedimento e do processo tributário. Rio de Janeiro: Forense, 1998, 2.ed. p. 100. 4 Teoria Geral da Isenção Tributária. São Paulo. Malheiros, 2001, 3ªed. p.p. 190/191 Fl. 254DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO 8 Possivelmente, a principal conseqüência da préfalada tipicidade cerrada, pelo menos para a solução do vertente processo, é a impossibilidade se pode recorrer à analogia a pretexto de colmatar supostas lacunas da norma. Nesse caso, há que se aplicar a doutrina do Silêncio Eloqüente do legislador, com as restrições brilhantemente defendidas pelo Min. Moreira Alves, nos autos do RE Nº 130.5525 DF (DJ de 28/06/1991): “... só se aplica a analogia quando, na lei, haja lacuna, e não o que os alemães denominam ‘silêncio eloqüente’ (Beredtes Schweigen) que é o silêncio que traduz que a hipótese contemplada é a única a que se aplica o preceito legal, não se admitindo, portanto, aí o emprego da analogia.” Tal ressalva é importante para a solução do presente litígio porque, como se verá a seguir, o regime de origem do ACE 39, que isola a aplicação do regime do DL 37, de 1966, definiu as formas de suprir eventual falha documental perpetrada na demonstração do cumprimento dos requisitos de origem. É defeso ao intérprete, portanto, considerar suprida eventual falha documental por meios diversos dos previstos no Acordo, invocando, por exemplo, analogicamente, o comando do art. 9º, que trata do Regime Geral de Origem. Conforme se observa na leitura do já transcrito art. 9º do Decretolei nº 37, de 1966, delimitou com razoável precisão o conceito jurídico de “origem”, que, aliás, muito se aproxima do significado coloquial da expressão (local onde a mercadoria foi produzida ou sofreu transformação substancial). Assim, para efeito de aplicação da legislação, sempre que a delimitação da origem da mercadoria for relevante, caberia ao intérprete investigar o local onde a mercadoria foi produzida ou sofreu transformação substancial Tratarseia então do emprego do que Alfredo Augusto Becker5, apoiado na doutrina de Emilio Betti, denominou Cânone Hermenêutico da Totalidade do Sistema Jurídico, que a unicidade dos conceitos jurídicos, independentemente do contexto em que o mesmo esteja sendo empregado. Diz o autor: “...uma definição, qualquer que seja a lei que a tenha enunciado, deve valer para todo o direito; salvo se o legislador expressamente limitou, estendeu ou alterou aquela definição ou excluiu sua aplicação num determinado setor do direito; mas para que tal alteração ou limitação ou exclusão aconteça é indispensável a existência de regra jurídica que tenha disciplinado tal limitação, extensão, alteração ou exclusão.” Ocorre que, segundo o próprio art. 9º, o conceito de origem ali consignado cede espaço aos critérios fixados em ato internacional de que o Brasil participe, hipótese que se verifica no presente julgamento, onde se encontra em discussão a aplicação de preferência tarifária outorgada nos termos do 5 Teoria Geral do Direito Tributário. São Paulo, Lejus, 3ª ed. p. 123 Fl. 255DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO Processo nº 10209.000726/200582 Acórdão n.º 930301.237 CSRFT3 Fl. 235 9 Acordo de Complementação Econômica nº 39, promulgado pelo Decreto nº 3.138, de 16/08/1999. Vendo por outro ângulo, para efeito de reconhecimento de preferência tarifária, se o acordo que a concede possuir regime próprio, mercadoria originária de país signatário é aquela que preenche as condições daquele ato, ainda que tais condições não guardem relação com conceitos consagrados no plano da linguagem corriqueira ou no regime nacional de origem. Ou seja, assim como, para efeito de lei, determinados bens evidentemente móveis podem ser tratados como imóveis, para efeito da aplicação de preferência, mercadorias evidentemente extraídas de determinado país podem deixar de ser reconhecidas como originárias ou, em sentido inverso, ainda que não tenham sofrido qualquer transformação substancial, fazem jus ao regime diferenciado. O acordo que concede a preferência é soberano. Tanto em um quanto em outro exemplo, configurarseia uma ficção jurídica, onde o mundo fático, por disposição legal, é distorcido pelo jurídico. Preciso, a meu ver o conceito de ficção jurídica apresentado por Maria Rita Ferragut6, citando a obra de Perez de Ayala: De acordo com José Perez de Ayala a ficção jurídica constituise na valoração contida num preceito legal, em virtude do qual se atribuem, a determinados supostos de fatos, certos efeitos jurídicos, violentando ou ignorando a natureza real das coisas. E uma técnica que permite ao legislador atribuir efeitos jurídicos que, na ausência da ficção, não seriam possíveis a certos fatos ou realidades sociais. (grifei) No caso da preferência tarifária em debate, o regime de origem a ser considerado, por determinação expressa do artigo 87 do ACE nº 39, é o estabelecido na Resolução 78 da Aladi e pelas demais regras que a complementam, dentre as quais destacase a Resolução 252 do Comitê de Representantes da Aladi, promulgada pelo Decreto nº 3.325, de 1999. Cabe registrar, desde já, que. diferentemente do entendimento consignado no acórdão hostilizado, não vejo a “triangulação” comercial represente uma violação à regra do artigo Quarto da Resolução Aladi nº 78, atualmente consolidado na Resolução nº 252, que condiciona o reconhecimento da origem à expedição direta da mercadoria. Com efeito, o Conhecimento de Transporte juntado por cópia à fl. 17 não faz menção ao fato de que a mercadoria tenha transitado, sido transbordada ou armazenada em um país estranho ao ACE 39: a mercadoria, segundo aquele documento, 6 Presunções no Direito Tributário. São Paulo, Dialética, 2001 p. 85 7 Para a qualificação da origem das mercadorias que se beneficiem do presente Acordo as Partes Signatárias aplicarão o Regime Geral de Origem previsto na Resolução 78 e nas disposições complementares e modificativas do Comitê de Representantes da ALADI, salvo se as Partes Signatárias convierem diferentemente. Fl. 256DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO 10 foi embarcada em Punta Cardon, Venezuela, com destino ao Território Brasileiro. Ou seja, a meu ver, assim como consignado no citado acórdão da Câmara Superior de Recursos Fiscais, a regra em questão impõe restrições ao trânsito físico da mercadoria por um terceiro país, não à sua comercialização por um operador nele estabelecido. Tanto é assim que a Resolução nº 252 estabeleceu regra específica para a importação de mercadoria onde figure como exportador operador sediado em país nãoparticipante do ACE. Vejase o que diz o artigo nono da Resolução 252, incorporado ao Regime de Origem da Aladi por essa mesma resolução: NONO Quando a mercadoria objeto de intercâmbio for faturada por um operador de um terceiro país, membro ou não da Associação, o produtor ou exportador do país de origem deverá indicar no formulário respectivo, no campo relativo a "observações", que a mercadoria objeto de sua Declaração será faturada de um terceiro país, identificando o nome, denominação ou razão social e domicílio do operador que, em definitivo, será o que fature a operação a destino. (destaquei) Na situação a que se refere o parágrafo anterior e, excepcionalmente, se no momento de expedir o certificado de origem não se conhecer o número da fatura comercial emitida por um operador de um terceiro país, o campo correspondente do certificado não deverá ser preenchido. Nesse caso, o importador apresentará à administração aduaneira correspondente uma declaração juramentada que justifique o fato, onde deverá indicar, pelo menos, os números e datas da fatura comercial e do certificado de origem que amparam a operação de importação. (os grifos não constam do original) Notese que, a mesma resolução 252 estabelece, por via oblíqua, as conseqüências do descumprimento das regras inerentes ao certificado de origem, literalmente: SÉTIMO Para que as mercadorias objeto de intercâmbio possam beneficiarse dos tratamentos preferenciais pactuados pelos países participantes de um acordo celebrado de conformidade com o Tratado de Montevidéu 1980, esses países deverão acompanhar os documentos de exportação, no formuláriopadrão adotado pela Associação, de uma declaração que acredite o cumprimento dos requisitos de origem que correspondam, de conformidade com o disposto no Capítulo anterior. Essa declaração poderá ser expedida pelo produtor final ou pelo exportador da mercadoria de que se tratar. (destaquei) Com efeito, se a norma condiciona o reconhecimento da preferência à apresentação da declaração própria do Certificado de Origem, segundo os ditames do acordo, por óbvio, afasta o tratamento diferenciado se descumpridas as condições préestabelecidas. Fl. 257DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO Processo nº 10209.000726/200582 Acórdão n.º 930301.237 CSRFT3 Fl. 236 11 De se observar, ademais que, analisando o parágrafo único do artigo nono da mesma resolução, podese inferir que a norma definiu com clareza quais são as providências a adotar nas hipóteses em que a triangulação comercial impede o preenchimento na forma préestabelecida, rito que, conforme apontado pelas autoridades autuantes, não foi seguido. Nessa esteira, a meu ver, a tipicidade cerrada que norteia a avaliação do cumprimento dos pressupostos inerentes ao Acordo proíbe que se busquem outros meios para, supostamente demonstrar a observância do regime de origem. Ora, o regime de origem fixado pela Resolução 252 é aquele cuja prova é feita nos termos das regras procedimentais nele previstas, saber o último porto de embarque da mercadoria, neste caso, não supre o descumprimento daquelas regras. Ou seja, não é suficiente, para aplicação do tratamento diferenciado, a demonstração, por outros meios documentais, que a mercadoria, aparentemente foi produzida e embarcada na Venezuela. Isso seria suficiente se o reconhecimento estivesse sujeito à regra geral gizada no artigo 9º do Decretolei nº 37, de 1966. Repisese que, em obediência ao princípio da tipicidade, não se pode partir do pressuposto que a sistemática definida na Resolução 252 contém lacunas. Ela simplesmente optou por não admitir, por exemplo, que a falha na adoção das providências elencadas no art. nono sejam supridas pela apresentação de uma fatura comercial estranha àquela que constou do Certificado de Origem. Finalmente, a meu ver, razão assiste às autoridades autuantes quando apontaram a impossibilidade de se cotejar a quantidade da mercadoria amparada pelo certificado de origem coligido aos autos, que não contém essa informação. Sem que tal informação conste do certificado ou não for possível vincular certificado e fatura comercial, como saber se a totalidade das mercadorias desembarcadas no Brasil foi embarcada na Venezuela? Resta prejudicado portanto o cumprimento do requisito estabelecido no artigo oitavo da Resolução 252, literis: OITAVO A descrição das mercadorias incluídas na declaração que acredita o cumprimento dos requisitos de origem estabelecidos pelas disposições vigentes deverá coincidir com a que corresponde à mercadoria negociada, classificada de conformidade com a NALADI/SH e com a que se registra na fatura comercial que acompanha os documentos apresentados para o despacho aduaneiro.(grifei) Logo, a certificação da origem é feita com base também em função da fatura comercial que acoberta a saída de mercadorias. Pelas normas internacionais vigentes (art. 4º do Fl. 258DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO 12 Acordo 91 do Comitê de representantes da Aladi), é necessário que haja a vinculação do certificado de origem da mercadoria à fatura comercial correspondente. O próprio formulário adotado para formalizar a certificação possui um campo específico destinado à clara e perfeita informação do número da fatura a que se relaciona. Assim, qualquer certificado de origem somente pode ser usado para amparar a mercadoria coberta pela fatura comercial nele indicada. Com efeito, é o vínculo entre certificado de origem e fatura comercial que garante o cumprimento dos requisitos fixados entre os Estados signatários do Acordo e legitima a fruição do benefício tarifário quanto á mercadoria importada. No momento em que há divergência nas informações prestadas no certificado de origem e na fatura comercial, ou a ausência dos requisitos previstos nos acordos internacionais, O estado importador fica impedido de reconhecer o tratamento preferencial, devendo ser aplicado o regime normal de tributação previsto para os países não signatários dos acordos internacionais. Não se pode olvidar, por outro lado que a avaliação do cumprimento das condições fixadas pela legislação específica do regime reclama a observância das normas que disciplinam a fruição da isenção condicionada, especialmente o pelo art. 179, caput e § 2º, do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172, de 1966), que dizem: Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão. (...) § 2º O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicandose, quando cabível, o disposto no artigo 155. Art. 155. A concessão da moratória em caráter individual não gera direito adquirido e será revogado de ofício, sempre que se apure que o beneficiado não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições ou não cumprira ou deixou de cumprir os requisitos para a concessão do favor, cobrandose o crédito acrescido de juros de mora: Aplicar o art. 179 e, se for o caso, o art. 155, significa, a meu ver, avaliar, conforme o caso, o cumprimento das condições fixadas no Acordo, inclusive no que se refere ao cumprimento das exigências de ordem instrumental. Sobre a imperiosidade da coexistência dos aspectos instrumental e material, bem assim da obrigatoriedade do sujeito passivo trazer ao processo, pelos meios adequados, os elementos que permitam a avaliação do cabimento da isenção, vale a pena relembrar trecho da obra de Alberto Xavier8: “... Na verdade, enquanto a Administração fiscal tem o dever de investigar oficiosamente os fatos arvorados por lei em elementos do tipo tributário, nem sempre esse dever lhe cabe quanto aos 8 Do lançamento: teoria geral do ato, do procedimento e do processo tributário. Rio de Janeiro. Forense, 1998, 2ª ed., p. 103/104. Fl. 259DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO Processo nº 10209.000726/200582 Acórdão n.º 930301.237 CSRFT3 Fl. 237 13 fatos impeditivos da obrigação de imposto. Não pode afirmarse que a Administração não tenha o dever de investigar a verdade material quanto ao fato isento, nos casos a que nos referimos: o que sucede é que a lei faz depender o início da investigação de um pressuposto processual, que é um requerimento ou solicitação expressa do particular, sem o qual a Fazenda não pode reconhecer a isenção, nem portanto operar a sua eficácia impeditiva. É o que resulta do artigo 179 do Código Tributário Nacional, segundo o qual “a isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento no qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para sua concessão”. (destaquei) De se reafirmar, portanto, que, como frisou o mestre lusitano, a regra isencional de caráter especial não gera efeitos ope iuris. É necessário que se cumpra o rito procedimental próprio, consubstanciado no pleito do benefício e na apresentação de prova do preenchimento das condições definidas na norma de caráter substancial. De maneira semelhante, pondera Souto Maior Borges9: “Toda isenção deve ser concedida mediante prova documental da sua causa que remova as contestações e incertezas. (...) Devese distinguir assim, consoante o ensinamento de Amílcar de Araújo Falcão, no estudo das isenções, dois momentos ou aspectos distintos: I) o aspecto substancial ou material, ou seja, os requisitos ou elementos de perfeição ou integração dos pressupostos da isenção; regime que estabelece os pressupostos para o surgimento do direito à isenção (Tatbestandsstücke), os destinatários da norma (Normadressaten) e o âmbito, o alcance ou extensão do preceito isentivo; II) o aspecto formal, um processus, um requisito de eficácia para que o efeito desagravatório da isenção se produza (Wirksamkeitserfordernis). Distinguese, deste modo, entre pressupostos integrativos da relação jurídica de isenção e pressupostos de eficácia do resultado legalmente estabelecido. Estes últimos relacionamse pois com as circunstâncias que condicionam a produção dos efeitos jurídicos. (destaquei) Não existe, pois, como debater a incidência da norma isentiva de cunho material ignorando aquelas de natureza processual. Sem o cumprimento dos pressupostos de eficácia, a cargo do sujeito passivo. A norma simplesmente não produz efeitos sem a intervenção do beneficiário. 9 Teoria Geral da Isenção Tributária. São Paulo. Malheiros, 2001, 3ª ed. p. 336 Fl. 260DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO 14 Nesse contexto, à luz do fixado no caput do art. 179 do CTN, é imperioso que o sujeito passivo que pretende usufruir do benefício faça prova que reúne condições para tanto. Ausente a comprovação documental pelos meios estabelecidos no Acordo de Complementação Econômica, incabível é a preferência tarifária. Voto pelo provimento do recurso especial. Rodrigo da Costa Pôssas Relator Fl. 261DF CARF MF Emitido em 23/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Assinado digitalmente em 12/05/2011 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, 18/07/2011 por CARLOS ALBERTO FREIT AS BARRETO
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MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR. 10830-007.003/90-11 !„,P.P.g. Sess:Wo de 23 de fevereiro de 1994 ACORDA° NR. 101-86.162 Recurso nr. u 74.496 - CONTRIBUIÇA0 SOCIAL - EX.:: DE 1989 Recorrente n MOO COMERCIAL E CONSTRUTORA LTDA. Recorrida u DRF" EM CAMPINAS CONTRIBUIÇA0 SOCIAL - 1988 - Nos termos do RE 146.733-9, impossivel se torna a exigOncia no exercicio de 1989. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MOO COMERCIAL E CONSTRUTORA LIDA.0 ACORDAM os Membros da Primeira Cámara do Primeiro Con- solho de Contribu.inUn por unanimidade de votos, dar provÁmento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar . o pre- sente julgado. . Sala :as SessÕes, em 22 de fevereiro de 1990. • . , • '. ie4Á..•/"::. • -.- ,.. • : MAR::.'M:JE......- - PRESIDENTE /. ..,, . . k -.. •-.--.---..---:.',450`;-../W'',---.. ..... .. . ...W f S -:::: ., - . 1 ,. i_0!!,,,r,.007 I. - REIATOR VISTO EM LUIZ FERNANDO. 011../j.ILRA DE MORAES -. PROCURADOR DA FA SESSA0 DE N 2 o plAi 1994 /I END NAA CIONAL • , ‘,... ---.../ Z Participaram, ainda, do presente julwmtlent,o, os seguintes Conselhei- rosN JEZER DE OLIVEIRA CANDIDO, RAUL PIMENTEL, MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS, ROBERTO WILLIAM GONÇALVES, SEBASTINO RODRIGUES CABRAL e FRANCIS- CO DE ASSIS MIRANDA., j, 1 4 L ,. 2 MINTSTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR. 10830-007.003/90-11 RECURSO NR.e 74.496 ACORDA° NR.: 101-86.1 RECORRENTE e MOO COPUUWIAL., E CONSTRUTORA LTDA. ?. E. L. A. T. 0 R :k. P. Foi a Recorrente autuada, em tributação Reflexa Contri- buição Social, assim descrita a imputa0o referente ao ano de 1988, verbis:: "Lançamento decorrente da fiscaliza0o do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, na qual foi apurada omissão de receita operacional e/ou redução do lucro líquido do(s) exercício(s), ocasionando, por conseguinte, insuficiOn- cia na determinação da base de cálculo desta contribLki.- ção. ANEXOS:: Demonstrativos de Cálculo da CONTRIBUIÇA0 SOCIAL e dos acréscimos legais re s.SpeCtiVIDS !, e cópias do Auto de Infração Matriz (IRPJ). ENQUADRAMEN10 LEGAL:: - Ar t. 2o. e seus parágrafos da Lei rir . 7689/88. - JUROS DE MORAN art. 726 do RIR/80, aprovado peloDe- creto nr. '85.450/80, alterado pelo art. 18 do. T.A.„--1967/a2. 4- - ATUALIZAÇA0 MONE.TARIAN ar is 6o. a 10 do DL-2323/87, c/c ar t. 10 do DL-2471/88g art- 22, parágrafo único, alínea b, da Lei nr. 7730/89g Portaria ME nr. 27/89g arls.. lo. parágrafos lo. e 2o. e 61 e seus parágrafos -- da Lei nr. 7799/89. -- MULTAN art.728, inc. I a III do RIR/80 aprovado pelo 1)0 c: 85.450/80 e ar '1 11 do DL....-70/88, com redação da- da pelo art. 20. do DL 2477/88 c/c o art- 2o. da Lei 7.683/88 e art. 6o., parágrafo Único da Lei 7.689/88 (base de cálculo e percentual da multa indicados no de — MedIWIratiVO de acrescimos legais anexo). ' ft Illil) NI 3 ri:ri O t)A F:'A7ENDA PR 1711: O C01,1531E1....1-10 DE: C: ON 'T R 1: N"Ï" ES S S O 1 ,1R ., J. 0830 --- (..X)7 „ 003/90-1.'1. (• 1. 1, 62 inpugn açãO da e x.::o 11 te e ncont ra -- se a f 1. „ O 5 com re-rfe?r a p no p r" (::eis a o mat.!'"ti. z (,)830--- 007 004./ A cl c: :1 Sã.: E, it::i r rti da a. ssi m se es teu par . a fria rt "te r rit nt o„ FDE.: F.: A ND O q t, . e a "argt f..,:o de :É n (::ons 'tu ou a 11., aci nCo pode ser o p on ve....1 na esfera adín1..n :i. t. r- -11, va „ port. r .. an bo rdar os. 1.1. te?is de :sua c:DM 1:3 e tin X:: ti. a oti 1 q arnittn to da ma t.6 ri. a de., px:-.in o de v ti a ia c on s -111.1.1 011 a ” E:1,1 „ C S I 329/70 ) (,1313 q t.te E' X . 4:j 011 X:: ià X:: ai, r c: :ia d no pi-o c esso n r" „ 20830-007 . 004./90- „ o r gi ti ar á. o de C: a "'" riy.,., a1 :1 z. a da na empresa .1.mpugnan te foi julgada pr .'ocv..?den te nesta 1. na t --- c ia „ cai for me De a"ão nr „ 1083()..10D/ 081/92 fi. 24/26 ) Cf..31,18:1))1AN .f.)0 que os, pr °ressoa na ta ti. ra. (1 os por r'ef J. exo d r a file 5 1:::1 1' :i e n ta o de c:1,. só r":i, a cl.aci es dos C1114:1 ti a decor rem 1:::01...18 DE R41,11.)0 q tio •iit 1.. e1. 7 „ 689 de 1.5/12/88 „ 1. n aI t. u:i. denomi nada C..:on r ti, bt..t So (:::1 ai. ei eg eu como id. pó tese de inc:i.i.:10n :1 a o 11. : I' O das pessoas :i u r" :E. C:1 :i, cas 1; E)Ei: Kl DO ud o ma1.. qt s sc.) r) s „ I... G O 1:: ' R Cei C. E. D E.:1 ,11E a ex :1g On ctti.a 1'1. „ e :DE'. T.F.:1::.171.1. NO s pr.:Das 1. g a na it::o b ra n ç;:,-,x do t.o t. bit t,Éi. rI o com os cl oii dos a rés c 1 mos ti. a,. tk P F:,... O CE: S s.31) KIR „ 1 o::...3 3 ,:..) 00 2 .. ()O:J-3 / 90 . .1 1 f21 C ff.) I' d g'i."0 1 1 r „ l ,:".") ]. A f. :1 :s .. :31. se \ré c) r e c: t t l'ISC.1 V O .1 tin t á. s' i c:,„ p. ,...-:? 1-.) e t :1 n c! c) „ ci e f o r cri ê.l. ci e l' .iii. 1. „ a :i fil p t .1. ci n .:9. 1, E.? p (:) r” t: a t .1 d c) is c? „ .fik À. I' 'i d .:*.it .:"11.'S 1' a ....r. 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"10 ::. ,, ein r 'eg r' .:it ,, e f II re',,, :i. 52(0 por f orça do rect.t. 1 .- is o volt.tf) t És r . :1 O .., ék O Cl (..2 I::: J.. Cl :i. CIO 11 .0 p r i:::. c e is 50 -- C:.Rt t 5 a ,, g t.t.r..... 1 .•1 o caso r e c! t.i. :r. ri. t..t a t r . 1. bt t ta. ti...2i.' o g tta n do itt :I g el o po r. eirs ta 1"' I- :i m.:.::: :1. r a C:á:ma r a do C.:cin sei. ho x:1 te :: r: 1 ri bt t 1. II 1.(:::.-5 „ ..1. 110PS "I ar) "t. e 1 siso „ ...." ,:::. r" 1. ti C: i:k • • Se !, Ci t t i:E, .:*:"t eX1C101 'l C: :1..Et C. „ SO C: 1. a 1 Cl C.? 1 9 89 - .ii. ri o . .1:-..asi:e „ r c.:. i:::tii-i h f..:: c: 1 d a. :i.. ti c on is t :i tu. .::::i. Orl a 1 p C.:. 1 O RE: ,, 1.46 „ 7"..3 3 -- 9 „ p.: .1. O Cl t te há di . se a 1' .a. is ta r a e....:< ri. g 1.-5:1 n c:1 a „ 1?:'. o mi:....?t,t ,..., o (r cr .. 7°----"---) L# a-si 1. 1 a ( IA" ' ..)/,' em 23 ci e f e...../e. r é:-.., :i ro de 1 99,4 .--, . 7 CELSO .. :.... ES F.:' ::: I * . OSA --- REL ATOR 1 E 4i ....„, . 1 , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 13133.000104/88-84
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Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM GOIÂNIA (GO) DECORRÊNCIA - LUCROS - "Apurada omis- são de registro de receita na pessoa jurídica, cuja tributação veio a ser confirmada pelo Colegiado, igual sor- te colhe o feito decorrente, desde que neste não foi infirmada a proce- dência da tributação reflexa dos valo res improvidos no processo principal Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re- curso interposto por TRANSPORTADORA BRASIL CENTRAL LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Canse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre-- sente julgado. Sala das Sessões (DF); em 21 de março de 1990 URGEL(Ã4d I 0 A Lel% / PRESIDENTE gew.••••nnn:... t lei, "i Cat.44.4.4n2 FRANCISCO DE ASS'S MIRANDA RELATOR VISTO EM AFONS, • FERREIRA IkE CAMPOS - PROCURADOR DA FAZEN- S I ESSÃO DE: DA NACIONAL 2 2 MAR 199-0 Participaram, ainda,do presente julgamento, os se guintes Conselhei-- ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA , RAUL PIMENTEL, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER E JOSÉ EDUARDO RANGEL DE 1 ALCKMIN. Esteve ausente o Conselheiro CELSO ALVES FEITOSA. .. . • -v-,,,,, - s .: ¡,.....4, -,,,.,... SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ' PROCESSO Nq 13.133-000.104/88-84 RECURSO (519: 57.303 ACÓRDÃO N9: 101-79.910 RECORRENTE : TRANSPORTADORA BRASIL CENTRAL LTDA. RELATÓRIO Em decorrência de ação fiscal instaurada contra TRANS PORTADORA BRASIL CENTRAL LTDA., estabelecida em Rio Verde, GO, on- de. a fiscalização apurou omissão de receitas nos exercícios de 1984 e 1986, período-base de 1983, a 1985, caracterizada por aumen _ to de capital em dinheiro, cuja origem e efetividade da entrega I não foram comprovados, a autoridade fiscal lavrou o Auto de Infra- ção de fls. 20, com a exigência do Imposto de Fonte, incidente so- bre os lucros considerados automaticamente distribuídos aos sócios, aplicando as disposiçaes do art. 89 do Decreto-lei n9 2.065/83,c/c o art. 544, II do RIR/80 e Instrução Normativa SRF n9 52/84. A receita omitida detectada no processo principal, so_ bre a qual incidiu o imposto de fonte calculado â arquota de'25i roi de Cr$ 25.000.000,00 e Cr$ 615.044.033,00, respectivamente _ nos exercício de 1984 e 1986. Impugnando a exigência, a interessada anexou às fls. 11/15, as raz8es apresentadas na oportunidade em que contestou a omissão de receita detectada no processo principal, por tratar-se' de processo decorrente. Pela decisão de fls. 248/249, o julgador singular de- cidiu-se pela procedência da ação fiscal. Intimadessa decisão, a empresa ingressou com o Re- "'; DMF - DF /1 0 C-C - ecgraf - 16 O . ., 2. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13.133-000.104/88-84 Ac6rdão n9 101-79.910 curso de fls. 254/257, que é cópia do recurso interposto no pro- cesso matriz. É o relatório. VOTO Conselheiro FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, Relator: A exigência do recolhimento do imposto de fonte cons tante deste processo está relacionada com a omissão de recéita de tectada no processo principal, que é considerada automaticamente' distribuída aos s6cios, a título de lucros. Consta, quanto ao processo matriz desta decorrência, que a recorrente cometeu, nos anos de 1983 e 1985, omissão de re- ceita, consubstanciada por aumento de capital em dinheiro, cuja origem e efetivadade da entrega não foram comprovados. O processo principal no qual foi apurada aquela omis são de receita, já foi julgado por esta Câmara, em grau de Recur- so Voluntário (Recurso n9 96.029), havendo a mesma, ã unanimidade de votos, negado provimento ao Recurso, conforme nos informa o )( Acórdão n9 101-79.892 de 21.03.90 . g 2 Portanto, nesta altura, não cabe mais questionar se houve ou não omissão de receita, eis que tal fato foi reconhecido pelo Colegiado no julgamento do recurso interposto no processo ma triz. Tratando de processo decorrente, a decisão de mérito proferida no processo matriz, constitui prejulgado em relação matéria formalizada por reflexo, ante o nexo causal existente. É da lei que, uma vez reconhecida a omissão de recei ta, o produto dessa omissão é considerado automaticamente distri- buído aos s6cios, a titulo de lucros. 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13.133-000.104/88-84 Acardão n9 101-79.910 A partir da vigência do Decreto-lei n9 2.065/83, es- se lucro distribuído ficou sujeito ã incidência do imposto de renda exclusivamente na fonte, sem prejuízo da incidência na pes- soa jurídica. Isso significa dizer que o imposto não é mais cabra do do beneficiário pela distribuição (o sacio), mas sim da pro-- pria fonte. Não tendo a empresa logrado êxito em seu apelo formu lado no processo principal, a mesma sorte terá o processo decor - - rente. Na esteira dessas ce siderações, voto pela negativa' de provimento do recurso C.À0 11111, -~Madhipr., . FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA - ATO'. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 13609.000834/2009-64
Data da sessão: Thu Sep 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Sep 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2000, 2001, 200.2, 2007
DECADÊNCIA. CONTAGEM DO PRAZO. TRÂNSITO EM JULGADO DE DECISÃO FAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE.
O trânsito em julgado de decisão favorável ao contribuinte, em ação que declare a inexistência de relação jurídica tributária, tem os seguintes efeitos
quanto à fluência do prazo decadencial: 1) no caso de fatos pretéritos o prazo para de correr; 2) no caso de fatos posteriores, o prazo não corre.
DECADÊNCIA. CONTAGEM DO PRAZO, TRÂNSITO EM JULGADO DE. AÇÃO RESCISÓRIA.
O trânsito em julgado da ação rescisória de ação que declare a inexistência de relação jurídica tributária tem os seguintes efeitos quanto à fluência do prazo decadencial: I) no caso de fato pretérito ao trânsito em julgado da ação rescindida, o prazo volta a fluir; 2) no caso de fatos posteriores ao trânsito em
julgado da ação rescindida, o prazo começa a correr..
Numero da decisão: 1101-000.362
Decisão: Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso de oficio para afastar a preliminar de decadência e determinar o retomo dos autos para analise do mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: CARLOS EDUARDO DE ALMEIDA GUERREIRO
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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2000, 2001, 200.2, 2007 DECADÊNCIA. CONTAGEM DO PRAZO. TRÂNSITO EM JULGADO DE DECISÃO FAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE. O trânsito em julgado de decisão favorável ao contribuinte, em ação que declare a inexistência de relação jurídica tributária, tem os seguintes efeitos quanto à fluência do prazo decadencial: 1) no caso de fatos pretéritos o prazo para de correr; 2) no caso de fatos posteriores, o prazo não corre. DECADÊNCIA. CONTAGEM DO PRAZO, TRÂNSITO EM JULGADO DE. AÇÃO RESCISÓRIA. O trânsito em julgado da ação rescisória de ação que declare a inexistência de relação jurídica tributária tem os seguintes efeitos quanto à fluência do prazo decadencial: I) no caso de fato pretérito ao trânsito em julgado da ação rescindida, o prazo volta a fluir; 2) no caso de fatos posteriores ao trânsito em julgado da ação rescindida, o prazo começa a correr..
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CONTAGEM DO PRAZO. TRÂNSITO EM JULGADO DE DECISÃO FAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE. O trânsito em julgado de decisão favorável ao contribuinte, em ação que declare a inexistência de relação jurídica tributária, tem os seguintes efeitos quanto à fluência do prazo decadencial: 1) no caso de fatos pretéritos o prazo pára de correr; 2) no caso de fatos posteriores, o prazo não corre. DECADÊNCIA. CONTAGEM DO PRAZO, TRÂNSITO EM JULGADO DE. AÇÃO RESCISÓRIA. O trânsito em julgado da ação rescisória de ação que declare a inexistência de relação jurídica tributária tem os seguintes efeitos quanto à fluência do prazo decadencial: I) no caso de fato pretérito ao trânsito em julgado da ação rescindida, o prazo volta a fluir; 2) no caso de fatos posteriores ao trânsito em julgado da ação rescindida, o prazo começa a correr.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso de oficio para afastar a preliminar de decadência e determinar o retomo dos autos para analise do mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, FRANCISCPIDE SAWS RTBEIRO DE. QUEIROZ — Presidente CARLOS EDUARDO DE—ALMEIDA GUERREIRO - Relator tt 2 EDITADO EM: Z 4 NOV 2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, Edeli Pereira Bessa, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, José Ricardo da Silva, Marcos Vinicius Barros Ottani.. Processo o" 13609.000834/2009-64 Si-C1T1 Adira() o." 1101-00..362 Fl 350 Relatório Trata-se de recurso de oficio e de recurso voluntário de decisão da .2" Turma da DRJ em Belo Horizonte que exonerou parte do crédito tributário lançado, por entender haver decaído o direito do Fisco de lançar, e manteve o restante do lançamento, por julgar improcedente a impugnação, Conforme consta do relatório fiscal que embasou o auto de infração (proc. fls. 192 a 205), inicialmente, o contribuinte obteve decisão judicial que afastou a cobrança da CSLL, por considerar que a Lei n" 7.689, de 1988, era inconstitucional, Tal decisão transitou em julgado em 25/02/1992 (proc. fls.. .30 a 41). Posteriormente, o contribuinte ingressou com mandado de segurança, pelo qual obteve decisão favorável, determinando que não fosse cobrada CSLL, com base na Lei n" 8,212, de 1991. Essa decisão teve o trânsito em julgado em 02/0.3/2001 (proc. fls. 45 a 52). No entanto, por meio de ação rescisória, a União conseguiu reverter esta última decisão, restabelecendo o direito de cobrar a CSLL devida, segundo a Lei n°8.212, de 1991, no período não recolhido (proc. fls.. 56 a 70). Ainda conforme relatório fiscal, o parecer PGFN/CRJ n' 2.740, de 2008 (proc, fls.. 16 a 29) diz "estar o Fisco no direito de constituir os créditos tributários, tanto em relação ao período a partir do trânsito em julgado do MS na data de 02/03/2001, por um período de tempo de cinco anos a partir do trânsito da ação rescisória (25/08/2005); quanto em relação ao período anterior ao trânsito julgado do mesmo MS pelo restante do tempo decadencial de cinco anos, sendo este tempo restante a dUèrença entre a data de .25/08/200.5, data do trânsito em julgado da Ação Rescisória, e a data da ciência do lançamento pelo contribuinte". Frente essa situação, a fiscalização (proc. fis, 184 a 215): 1") constatou a falta dos recolhimentos mensais de CSLL por estimativa dos anos de 2000 a .2002 e 2007, efetuou o levantamento desses valores, e aplicou a multa isolada por falta de recolhimento de estimativa (art. 44, inciso II, alínea b, da Lei n" 9,430, de 1996); 2") constatou a falta de recolhimento da CSLL anual, apurou a CSLL devida anualmente referente aos anos-calendários de 2000 a 2002 e 2007, efetuando o lançamento de oficio, acompanhado da multa de 75%. A ciência do auto de infração ocorreu em 25/06/2009.. Em 22/07/2009, o contribuinte apresentou sua impugnação (proc. fls. .220 a 248). Em sua defesa, alega a decadência do direito de lançar a multa isolada pelo não recolhimento das estimativas de 2000 a 2002, em decorrência do prazo estabelecido no art. 173 do CTN. Diz que a conclusão do parecer da PGFN, sobre os prazos decadenciais aplicáveis á empresa, não tem qualquer fundamento legal. Diz que o prazo de decadência não se interrompe.. Diz que o Fisco ajuizou ação rescisória em 23/08/2002, contra o MS que protegia o contribuinte da constituição do crédito e que o Conselho de Contribuintes vem entendendo que é possível efetuar o lançamento para prevenir a decadência durante o trâmite de ação rescisória. Junta jurisprudência administrativa que admite lançamento para prevenir a decadência no curso de ação rescisória. Conclui se o Conselho admite o lançamento preventivo no curso da ação rescisória é porque entende que o prazo decadencial continua a fluir durante o trâmite da ação. Afirma que o prazo decadencial flui conforme o art. 173 do CTN e admite que se havia impedimento de lançar de oficio em decorrência do mandado de segurança, este impedimento deixa de existir com a interposição da ação rescisória, que ocorreu em 23/08/2002, de modo que o prazo fatal para lançamento seria o dia 23/08/2007. Também diz que não poderia ter sido lançada a multa isolada e a multa de oficio sobre a apuração anual e junta jurisprudência administrativa neste sentido. Informa que a impossibilidade de lançar as duas multas decorre das seguintes razões: a base de cálculo das duas multas são iguais; só pode haver cumulação de multas se houver previsão legal expressa; as faltas cometidas na emissão de um mesmo documento (DIPJ) são consideradas infração única; o art. 44 da Lei n" 9.430, de 1996, que previu as duas multas, não previu a cumulatividade delas, não podendo o intérprete substituir o legislador; não pode haver duas penas sobre mesma base de cálculo; a aplicação das duas multas seria dupla punição sobre a mesma falha e no mesmo tributo; a alteração efetuada pela Lei IV .11.488, de 2007, demonstra que, antes dela, a dupla penalidade era indevida, devendo ser afastada a multa isolada. Adiciona que, independente destas razões, não poderia ter sofrido o lançamento de multa isolada, pois possui sentença favorável em ação que afastou a cobrança com base na Lei 7,689, de 1988. Diz que, em decorrência, essa lei é totalmente inconstitucional, no que tange a sua pessoa, e este fato foi confirmado na decisão do mandado de segurança que impetrou posteriormente.. Conclui que até 2005 estava protegida pela decisão do manado de segurança e desobrigada da contribuição. Quanto a CSLL exigida anualmente, diz que "ajuizou ação declaratória que Ji julgada totalmente procedente pelo Egrégio Tribunal Regional Federal da Ia Região, proc. 91.01.01769-17 Desta decisão não houve recurso, pelo que o V- Acórdão transitou livremente em julgado. Assim, em relação à Recorrente a Lei 7.689/88, é totalmente inconstitucional, estando, portanto desobrigada de recolher a Contribuição Social sobre o Lucro, amparada que está pelo princípio constitucional da COISA JULGADA, Aliás, a Recorrente permanece amparada pela COISA JULGADA, decorrente da decisão proferida nos autos da Ação Declaratória de n° 89.00.01377-7 A Ação rescisória de n° 2002,01,00,02 97 39-5, tem como objetivo rescindir o Acórdão proferido no MS 96 01.37 611-9, não alterando, portanto, o "status" da Coisa Julgada que ampara a Recorrente. Assim, propugna que o auto não pode prosperar, pois foi lavrado com base na Lei n" 8.212, de 1991, que é insuficiente para definir a tributação, pois é a Lei n" 7.689, de 1988, que defini a regra matriz de tributação e por isso é imprescindível. Conclui que, como ainda está protegido da incidência da Lei n" 7.689, de 1988, não poderia ter sido autuado, Reforça sua defesa dizendo que embora a Lei n" 7.689 não seja aplicável a seu caso, ela existe no universo jurídico, como comprovam diversas leis que a ela se referem, e ela afasta a Lei n°8.212, de 1991. Em 18/09/2009, a 2" Turma da DR1 em Belo Horizonte exonerou parte do crédito tributário lançado, por entender haver decaído o direito do Fisco de lançar, e manteve o restante do lançamento, por julgar improcedente a impugnação (proc. fls. 285 a 307). Conforme decisão, considerando o prazo do art.173 do CTN, o momento final para lançamento do ano-calendário de 2002 seria em 31/12/2008, portanto o lançamento efetuado em 25/06/2009 não poderia alcançar os anos-calendários de 2000 a 2002. Também, é afirmado que, ao contrário do defendido no parecer da PGFN, o prazo de decadência recomeçaria a correr da data da propositura da ação rescisório e não da data da decisão favorável. Esse raciocínio é desenvolvido a partir da premissa de que o direito de lançamento é um direito potestativo e que corre sem interrupção ou suspensão, salvo quando exista impedimento ao seu exercício, principalmente decorrente imposição judicial. Conforme a DRJ, havendo impedimento para o lançamento, não corre o prazo prescricional. Salienta que 4 5 PMCCSSO n" 13609 000834/2009-64 Acórdão n " 1101-00,362 Sl-CITI F 1 351 a partir do trânsito em julgado do mandado de segurança, ocorrido em 25/03/2001, que impediu o lançamento com base na Lei n" 8.212, de 1991, o Fisco ficou impossibilitado de efetuar o lançamento e o prazo decadencial parou de correr. Diz que o art. 23 da Lei n" 3.470, de 1958, contém regra neste sentido, que, inclusive, está em linha com o inciso I, do art. 173, do CTN. Informa que o prazo decadencial só recomeçará a correr quando afastado o impedimento para o lançamento.. Relembra que o art. 63 da Lei n" 9.430, de 1996, permite o lançamento para prevenir a decadência nos casos de medida liminar favorável ao contribuinte. Dai conclui que a simples interposição de ação, contra exação, por parte do contribuinte não interrompe a decadência. Indaga-se do efeito que teria a interposição de rescisória por parte da União para desconstituir decisão transitada em julgado que exonerasse o contribuinte de algum tributo. Responde que o efeito é que o Fisco tem de efetuar o lançamento para prevenir a decadência. Explica seu entendimento do seguinte modo: "se a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial contra a Fazenda Nacional para discutir exigência tributária não interrompe o prazo de decadência (conforme previsão expressa de lei); por analogia, a propo,situra pela União (Fazenda Nacional) de ação rescisória para desconstituir decisão transitada em julgada (a favor do sujeito passivo) .faz com que seja reiniciado o prazo decadencia!, devendo o lançamento ser efetuado para prevenir a decadência." Isso porque, "a sentença, apesar do trânsito em julgado, possui defínitividade relativa, enquanto não decorrido o prazo para ajuizamento de ação rescisória sem sua propositura ou, se ajuizada, após sua conclusão. Tendo sido proposta a competente ação rescisória, dentro do prazo legal, a questão posta em juízo pelo contribuinte não lbi definitivamente decidida. Se o pedido rescisória da Fazenda Nacional .for julgado procedente, o crédito será exigível. No entanto, para que seja exigível é necessário que ele esteja constituído, por meio de lançamento de ofício," Enfim, a DRJ sustenta que "na data da propositura da ação rescisória, desaparece o impedimento para que o Fisco efetue o lançamento de ofício dos valores devidos pelo sujeito passivo, cuja exigibilidade ,ficará suspensa até a ,solução da rescisória, ficando, por sua vez, sem efeitos caso a rescisória lhe seja fivorável ou, caso contrário, perfeitamente exigível pela Fazenda Nacional." Com base nesses argumentos, a DR.I decidiu que "para os anos- calendário de 2000 e 2001, exercícios de 2001 e .2002, deve-se aplicar a regra de decadência prevista no art. 173, 1, do CTN. O que . fizz com que este prazo seja contado da data em que restou afastado o impedimento . jurídico que obstava ao Fisco de efetuar' o lançamento. Isto é, na situação posta nos autos, o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário pelo lançamento extingue-se após 5 (cinco) anos, contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado Então, considerando que a Fazenda Nacional ajuizou a ação rescisória em 23/08/2002, a contagem do prazo terá início em 01/01/2004, findando-se em 31/12/2008. E também para o ano-calendário de 2002, exercício de 2003, a contagem será a mesma, início em 01/01/2004 e término em 31/1.2/2008". Dessarte, reconheceu a decadência para os anos-calendários de 2000 a 2002. No mérito, a DRJ entendeu procedente o lançamento da multa isolada, que considerou penalidade distinta da multa aplicada por falta de declaração e pagamento do tributo apurado ao fim do período. Também, entendeu procedente o lançamento da CSLL anual, pois entendeu que a sentença que resguardou o contribuinte da cobrança com base na Lei n" 7..689, de 1988, não declarou a inconstitucionalidade da lei, mas apenas afastou sua aplicação ao autor do feito, e que, ademais, a Lei 8.212, de 1991, seria aplicável por si só.. Para sustentar essas conclusões, diz que não se pode confundir o controle direto da constitucionalidade com o controle difuso, tendo cada um sua ação própria e cada uma delas os seus efeitos próprios. Lembra que no controle difuso (ou indireto) o fundamento da decisão é a inconstitucionalidade, mas esta não integra a decisão, Afirma que "em resumo, pode-se asseverar, consentâneo com a natureza do método difuso de verificação da constitucionalidade, que a declaração da inconstitucionalidade inserta na ementa não passa de . fundamento da decisão da turma, cuja real substância se restringe a dar provimento ao apelo das autoras, negando o da União. Assim sendo, não houve reconhecimento, em termos definitivos, da inconstitucionalidade da contribuição." Recapitula que o STF apreciou em ação incidental diversa a constitucionalidade da lei n" 7.689. de 1988, considerando-a conforme a Constituição, salvo o seu art. 8". Destaca o art. 469 do CPC, no que tange aos limites da coisa julgada, para asseverar que as razões de decidir não se agregam a coisa julgada. Conclui dizendo que com o advento da Lei n"8.212, de 1991 (que define o fato gerador, base de cálculo, contribuinte e aliquotas), a contribuição prevista na lei 7,689, de 1988, foi reestabelecida. Afirma que apenas com base na Lei 8,212, de 1991, a cobrança seria legitima. Argumenta que, conforme o STF, a Lei 7,689, de 1988, continua válida e eficaz, Com base nesses entendimentos, em função da decadência, a DR.1 cancelou a cobrança da CSLL anual doa anos-calendários de 2000 a 2002 e as multas isoladas referentes aos meses de fevereiro de 2000 a dezembro de 2002, recorrendo de oficio. Por outro lado, manteve a exigência da CSLL anual referente ao ano-calendário de 2007 e a multa isolada de janeiro de 2003. Em 28/08/2009, o contribuinte foi cientificado da decisão (proc. fl. 315). Em 25/09/2009, o contribuinte apresentou recurso voluntário (proc. fls. 316 a 336). Repete suas alegações, quanto à aplicação da multa isolada e quanto a exigência da CSLL anual, É o relatório Processo n" 13609 000834/2009-64 SI-C1TI Acórdão n° 1101-00-362 F1 352 Voto Conselheiro CARLOS EDUARDO DE ALMEIDA GUERREIRO, relatar.. O recurso é tempestivo e dele toma conhecimento. Preliminarmente, cabe verificar se houve ou não a decadência do direito de lançar, que alcançaria as anos-calendários de 2000 a 2002, tema objeto do recurso de oficio. No que tange a esta questão, é revelador notar que o parecer da PFN, o Fiscal autuante, o próprio contribuinte e os julgadores da DRJ - todos — entenderam e concordaram que após o trânsito em julgado do mandado de segurança, que determinou que o Fisco não exigisse a CSLL com base na Lei n°8.212, de 1991, não corre o prazo de decadência tendo em vista a impossibilidade de lançamento. De fato, se o Fisco fica impossibilitado de efetuar o lançamento por uma decisão judicial transitada em julgado, nesse mesmo instante fica suspenso o prazo decadencial. A razão é simples: se a decadência é a reação jurídica à inércia do titular de direito potestativo, estando este impedido por fato alheio a sua vontade de exercer seu direito, não se pode falar em inércia sua. No caso em tela, o Fisco estava impedido de constituir o crédito tributário por mandado de segurança que afirmava não existir relação jurídica entre o contribuinte e o Fisco, no que tange a CSLL. Ou seja, havia uma decisão judicial, transitada em julgado, determinando a inexistência de causa para lançamento e isso impede o Fisco de efetuar qualquer declaração de existência da relação jurídica por meio de lançamento, sob pena de desobediência à determinação judicial. Em outras palavras, com o trânsito em julgado de decisão favorável declarando inexistência de relação jurídica, exceto por expressa salvaguarda da própria decisão ou por outra decisão judicial, não é possível constituir o crédito tributário, nem mesmo com suspensão da exigibilidade, para fins de resguardar da decadência. Isso porque a Justiça, mais do que determinar que o Fisco se abstenha de qualquer cobrança, declara a inexistência da relação jurídica. É importante frisar a diferença entre a situação no curso da ação e após seu trânsito em julgado. Durante a ação, é possível efetuar o lançamento com suspenção da exigibilidade, mesmo havendo liminar favorável ao contribuinte, salvo determinação expressa da Justiça. Após transitar em julgado decisão favorável ao contribuinte, que declare a inexistência de relação jurídica, não é mais possível efetuar o lançamento, mesmo suspendendo a exigibilidade, salvo determinação judicial que permita tal prática. 7 8 Esse é um ponto relevante e uma abordagem histórica ajuda a esclarecer.. O erN é de 1966 e nesse tempo o mandado de segurança só alcançava atos concretos (existentes). É nesse contexto que existe a previsão do inciso IV, do art, 151, do CTN, pois o mandado de segurança voltava-se apenas contra lançamentos já efetuados e a liminar favorável apenas poderia suspender a exigibilidade do crédito que já havia sido formalizado pelo lançamento. Anos após, por construção pretoriana, admitiu-se o mandado de segurança contra a lei em tese (mandado de segurança preventivo). A partir desse momento, poderia ser impetrado o mandado de segurança e haver liminares antes de efetuado qualquer lançamento. Inicialmente, existiram liminares que ao invés de apenas impedir a exigência, determinaram a proibição do lançamento. Em reação, surgiu corrente doutrinária que esclareceu que não caber tal proibição, no curso da ação, já que isso conduziria a decadência, nos casos da decisão final ser desfavorável ao contribuinte. A mesma doutrina propugnava que a liminar apenas impedisse a cobrança, o que significava que o lançamento não está proibido. Esse modo de pensar se tomou majoritário e ficou pacificado que no curso de ação judicial, mesmo havendo juízo liminar favorável ao contribuinte, era possível o lançamento, que ficaria sem exigibilidade.. Portanto, a conclusão doutrinária é de que o prazo deeadencial fluía normalmente no curso da ação (salvo expressa determinação judicial em contrário). Nessa linha, acaba sendo positivado o lançamento para prevenir a decadência, pelo art. 63 da Lei n" 9.430, de 1996,. Porém, de outra banda, é pacífico que após o trânsito em julgado de ação que declare a inexistência de relação jurídica tributária, o Fisco fica impedido de formalizar o crédito, mesmo que não o venha a exigir (cobrar), mesmo que pretendesse lançar com a exigibilidade suspensa. Inclusive, isso está implicitamente posto no inciso X do art. 156 e no inciso I do art. 173, ambos do CTN e é inerente ao sistema. Portanto, na data do trânsito em julgado cio mandado de segurança, que oCOrreti em 02/03/2001, ficou suspensa a contagem do prazo decadencial., Porém, para o deslinde da questão em julgamento é preciso definir em que momento volta a Correr o prazo decadencial. No processo, de um lado o parecer da PFN e o autuante entendem que o prazo volta a correr do trânsito em julgado da ação rescisória que reverteu em favor da União a decisão do mandado de segurança, e de outro lado o contribuinte e a maioria dos julgadores da DM entendem que esse prazo começa a Correr da interposição da ação rescisória. Todavia, considerando que a simples interposição de rescisória não afeta em nada a decisão a ser rescindida, não parece possível que apenas isso tenha algum efeito no prazo decadencial.. De fato, somente após existir decisão favorável a União, com trânsito em julgado, revertendo a ação anterior, é que haverá efeitos sobre a decisão rescindida e somente aí reaparece o direito potestativo do Fisco efetuar o lançamento. Assim, entendo que somente com o trânsito em julgado da ação rescisória, em 25/08/2005, é que voltou a Correr o prazo decadencial Desse modo, considerando que o auto de infração foi cientificado ao contribuinte em 25/06/2009, tem-se que entre esse momento e a data do trânsito em julgado da ação rescisória, ocorreram 3 anos e 10 meses, Portanto, o lançamento pode retroagir apenasl ano e 2 meses do trânsito em julgado do mandado de segurança. Como esse Ocorreu em 02/03/2001, o poderiam ter sido lançados fatos tributáveis ocorridos até 02/01/2000 e isso alcança todo o lançamento feito em 25/06/2009. Por essas razões voto por dar provimento ao recurso de oficio, para afastar a decadência, Considerando que com isso fica afastada a preliminar em razão da qual a DIU exonerou parte do crédito lançado, e considerando que a legislação relativa à multa isolada sofreu alterações em 2007 (não se podendo asseverar' que a decisão da DM para fatos em 2007 Processo n" 13609.000834/2009-64 Sl-C1T1 Acórdão n " 1101-00.362 n 353 seja a mesma que para fatos em 2000 a 2002), proponho que o julgamento no CARF deve ser suspenso, para que a DRJ julgue o mérito dos lançamentos que havia exonerado em razão do juízo preliminar de decadência. Só após esse novo julgamento da DRJ é que o processo deve voltar ao CARF, para julgamento do primeiro recurso voluntário e de eventual recurso (de oficio ou voluntário) decorrente deste segundo julgamento na DR,1, CARLOS EDUARDO D-ALMEIDA GUERREIRO 9
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Recorrente - EUCLIDES FERREIRA DE LIMA Recorrido - DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM JOÃO PESSOA - ESTADO DA PA RAIBA. IRPF - LANÇAMENTO DECORRENTE - Preva- lece, no caso, o lançamento do impos- to sobre o lucro automaticamente dis - tribuldo, originãrio de receitas omi- tidas, apuradas e tributadas em ação fiscal contra pessoa jurídica, da qual o Recorrente e sõcio e cujo lan- çamento foi mantido em 2a. Instância. - Recurso não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por EUCLIDES FERREIRA DE LIMA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do PrimeiroCcn- selho de on buintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso /I - Sala das Sts- ,See(DF), em 23 de novembro de 1983. ,Niff Yr d.i / i AMADÇ' OU ' tO E"NANDEZ - PRESIDENTE 7_ dir'd.: Á RIO Re- i - RELATOR VISTO EM LUIZ FERI- MI/ er.c. r RA r n E MORAES - PROCURADOR DA SESSÃO DE:160 19BY FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: SYLVIO RODRICUES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS ALBERTO GONÇAL -VES NUNES, AGOSTINHO SERRANO FILHO e RAUL PIMENTEL. Ausente o Conse- lheiro FERNANDO CÍCERO VELLOSO. 1 , ...... 19.. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N19 0467-002.191/82-50 RECURSO N9: - 41.167 ACóRDÃON9: - 101-74.851 RECORRENTE N9: - EUCLIDES FERREIRA DE LIMA RELATÓRIO O Contribuinte acima identificado, com domicílio fiscal em João Pessoa(PB), interpOs, tempestivamente, em 4/4/83,Re curso a este Conselho (f is. 69/731, contra a R. Decisão de fls. 60 a 63) do Sr. Delegado da Receita Federal em João Pessoa (PB), que julgara, em 22/2/83, procedente o lançamento constituído pelo Auto de Infração de 217/82 (f is. 16/171 e decorrente da parte reflexiva do lançamento constituído contra a pessoa jurídica, da qual e sócio, detendo, juntamente com sua esposa 100% do capital, de Supermercado Nacional, Ltda. (ProceSso n9 0467-002.192/82-12 - Recurso n9 87.455 e Acórdão n9 101-74.752, de 18/10/831. 2. A base fãtica do lançamento que foi julgado proce- dente em sua integra pela Decisão singular e que foi objeto do pre- sente Recurso se refere ãs seguintes parcelas: ai Ex. 78 - Cr$ 647.400,00 - Lucros automaticamen- te distribuídos decorrentes de omissão de recei ta, OdepOsitos bancários efetuados em seu no- mel apurada e tributada na pessoa jurídica, Su- . peimercado Nacional, Ltda., da qual é sócio pos suincin, juntamente com sua esposa4a totalidade - do capital. Esse valor está reduzido de CR$ 120.000,00, correspondente aos rendimentos brutos •,-, . .dos o 5.- i/ • ;',, DMF - D 1': C-C -Secgraf -46e SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0467-002.191182-50 3. ACÓRDÃO N9 101-74.851 exercício conforme doc. de fls. 27, do presen- te; Eng. Legal: art. 34, "a", do RIR/75 (Decreto n9 76.1861751; b) Ex. 80 - Cr$ 1.828.553,70 - Lucros automatica- mente distribuídos decorrentes de omissão de re ceita, caracterizada pela manutenção, no Passi- vo, em 31112178 de obrigações já liquidadas, a- - purada e tributada pela fiscalizacao na pessoa jurídica acima citada, cuja saída de numerário como pagamento das obrigações já liquidadas no ano anterior caracterizou a distribuição da re- ceita omitida, conforme doc. de fls. 46, do pre sente; Eng. Legal: art. 34 "a", do RIR/75 Decreto n9 76.185/751; cl Ex. 81 - Cr$ 3.191.970,00 - Lucros automatica- mente distribuídos decorrentes de omissão de re ceita caracterizada pela venda da pessoa jurídi ca citada acima, de mercadorias sem contabiliza ção e sem emissão de documentos fiscais,conforr, me demonstrativo de irregularidades anexo ao Au to de Infração lavrado contra aquela pessoa ju- rídica e constante de fls. 1801181, do Proces- so-matriz, n9 G467-002.19_2/82-12 e doc. de fls. 40_ do presente. Eng. Legal: art. 34, 1, do RIR/80 (Decreto n9 85.450.1801. 3. Perante a Autoridade de la. instância, em defesa tempestiva, o Contribuinte alinhou argumentos contra a tributação das três parcelas citadas nas letras "a", "b" e "c" do parágrafo an - - • da tributação contestada. A decisão singular foi funde tad. nos / seguintes considerandos, ao julgar procedente a ação f ai /ff slk/' SERVIÇO OBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0467-002.191182-50 4. ACÔRDA0 N9 101-74.851 "CONSIDERANDO que o processo esta revestido das formalidades legais; CONSIDERANDO que os dep6sitos de origem não =provada, efetuados em nome do seScio da empresa e quando este não tenha outra fonte de renda,sao con- siderados, na empresa, como omissão de receita, e em decorrência, na pessoa fisica do sOcio, como lu- cro distribuido; CONSIDERANDO que o lançamento contabil regis- trando a saida de caixa, supostamente para o paga-- mento de obrigaçaes ja resgatadas em data anterior, representa, inequivocamente, a distribuição da re- ceita omitida, aos s6ci'os; CONSIDERANDO que a receita sonegada pela pes- soa juridica, em virtude de vendas sem emissão de documentos fiscais, é automaticamente considerada como lucro distribuido aos seicios; CONSIDERANDO que, em se tratando de lançamen- to decorrente de "omissão de receita" no processo matriz da pessoa juridica, com tributação refletida na pessoa física do stScio, é de se aplicar neste, o que foi decidido em relação aquele, por se ter con- firmado definitivamente, naquele, a situação fãtica que engendrou a tributação; CONSIDERANDO que pela Decisão n9 24183, a tri butação das parcelas que a este deram origem, no AU to de Infração lavrado contra a Pessoa Jurldica Su= PERnERCADO NACIONAL LTDA., foi julgado em la. ins- tância, procedente; CONSIDERANDO tudo o-mais que do processo cons- ta." 4. Inconformado com essa decisão, o Contribuinte,expõe ao Conselho as razaes- do seu Recurso repetindo toda a defesa apre- sentadana Impugnaçâo e no Processo-matriz e acrescenta: al em relação a parcela tributada de Cr$ 647.400,00 Cletra "a" do parãgrafo 29 acimall - que, além de suas pequenas econamiaS, auferia rpnafmentos ortundos de sua proprzedaae, pela venda de produtos como, inbame, algodão eijão, etc e que â época, 19.78, estava isen , e SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0467-002.191/82-50 5. ACCIRDÃO N9 101-74.851 deciararl, razão pela qual não houve omissão e sim falha de sua parte não declarando a exis-- tgncia da pequena conta no Banco do Brasil. É lamentável, diz a não aceitação dos saques que efetuou para atender as suas atividades agríco_ las e não na apoio para que se tribute essa par cela; bl quanto a parcela de Cr$ 1.828.553,7G (Ex.80) (le tra "b" do parãgrafo 29, anteriorl: - que, da mesma forma que o anterior,o fisco não tomou conbedimento dos elementos de defesa a- presentados, tanto no Processo da pessoa jurí- ca quanto neste, ocultando até mesmo a clareza dos fatos para prevalecer a tmposição fiscal; - que não houve passivo fictício, apenas engano na conta bancãria que, pela omissão de lança- mentos, por falta de extrato, o saldo dessa con_ ta, no Zalanço de 31/12J78„ apresentava uma di- ferença a maior de Cr$ 2.354,064,13 (Docs. 15 e 16 e 171251 corrigida em 2/1/79. Os referi- dos títulos foram pagos pela pessoa jurídica com recursos pre5px±oa; - que quando da lavratura do Auto de infração, o erro jã tinha sido corrigido, ha mais de 3 anos e a importência da diferença g superior ao va- lor tributado como "Passivo Fictício"; cL com referência a parcela de Cr$ 3,191.92a,G0CRx. 81 - letra "c" do para9rafo 29 acimaL: Of W ;./ar /we ww w "Z ...r. desconsiderado;, , , ji/ /X) , , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0467/002.191/82-50 06. Acórdão n9 101-74.851 5. O Contribuinte encerra o Recurso dirigindo-se a es- te Conselho com considerações de reforço e ratificação de sua defe- sa e requerendo um julgamento justo para que possa sobrev e É o relatório. 1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0467/002..191/82-50 07. Acórdão n9 101-74.851 VOTO Conselheiro BRAZ JANIgRIO PINTO, Relator: Pela tempestividade e assentamento na lei, tomo co- nhecimento do Recurso interposto. 2. As razões acrescidas, no Recurso, àquelas arroladas na Impugnação e constantes da defesa da pessoa jurídica, no Proces- so-matriz, nada provam contra a procedência do lançamento reflexo. 3. Não ficou provada nem aqui, nem nos Autos do Proces_ so principal a origem dos recursos depositados em sua conta no Ban- co do Brasil em 1977. Não se prova a origem dos recursos, apenas a- legando que não os declarou. Ficou provado nos Autos da pessoa jurí_... dica, que o montante dos depósitos efetuados na sua conta pessoal , naquele ano, foi superior a sua renda bruta declarada e a diferença não foi justificada. A omissão de receita caracterizada por esse fa_ to foi tributada na pessoa jurídica, com base nos arts. 135, § 19; 151, § único; 153; 154 e 15 do RIR/75, arts. 69 e § 19; 79 e § 19; 11 e 12 e § 19 do DL 1.598/77, cujas determinações foram inobserva- das,pela Autuada. A receita assim omitida é considerada lucro auto- maticamente distribuído, tributado na pessoa física do sóció, de conformidade com o art. 34, "a" do RIR/75. 4. Quanto à segunda parcela tributada na pessoa jurídi ca por omissão de receita caracterizada pelo "passivo fictício"cons_ tatado e confirmado naqueles Autos, repercutiu na pessoa física do Recorrente como lucro distribuído nos termos da legislação Sá cita- da, por ter-se verificado, que a pessoa jurídica, em 1979, deu saí- da de numerário como pagamento das obrigações já liquidadas no _ano anterior. Na 3a. consideração do parágrafo 29 do meu voto, no Pro- cesso principal justifico a manutenção do lançamento em questão,por quanto não ficou comprovado que o valor dos títulos que compunham a quantia tributada (passivo fictício ---= . . 1 4" 44 cheques emitidos naquele ano e lançados sol no ano .„,seguinte (1979) conforme afirmara o Contribuinte. ç I, _ - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0467/002.191/82-50 08. Acórdão n9 101-74.851 5. Sobre a 3a. parcela tributada, Cr$ 3.191.970,00, o- riginária de valor tributado na pessoa jurídica da qual é sócio, co mo omissão de receita apurada pela Fiscalização Estadual, o Recor- rente apresentou aqui as mesmas razões de defesa elencadas no Pro- cesso principal e cuja validade para alterar o lançamento na pessoa jurídica não foi reconhecida, também em 2a. Instãncia. Também, nes- te caso, o Contribuinte foi tributado, pelo lucro considerado auto- maticamente distribuído, nos termos do art. 34, I do RIR/80. 6. Isto posto e Considerando tudo o mais que i co sta dos Autos, Nego provimento ao Recursok /2/Nt_ 10.--,- „,,,-, ...~,4NUÁRIO PINT - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
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Numero do processo: 36660.000568/2007-89
Data da sessão: Tue Jun 02 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jun 02 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/10/1993 a 31/08/1995
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - COLOCAÇÃO À DISPOSIÇÃO.
CARACTERIZAÇÃO.
A [ornadora de serviços é solidária com a prestadora de serviços nos serviços que envolvem cessão de mão-de-obra. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade.
O relatório fiscal caracterizou a cessão de mão-de-obra.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2301-000.345
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 1ª turma ordinária do Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, rejeitas as preliminares suscitadas e no mérito em negar provimento ao recurso nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido (a)s o(a) Conselheiro(a)s Manoel Coelho Arruda Junior na preliminar e no mérito.
Nome do relator: Marco André Ramos Vieira
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1993 a 31/08/1995 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - COLOCAÇÃO À DISPOSIÇÃO. CARACTERIZAÇÃO. A [ornadora de serviços é solidária com a prestadora de serviços nos serviços que envolvem cessão de mão-de-obra. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. O relatório fiscal caracterizou a cessão de mão-de-obra. Recurso Voluntário Negado.
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Cessão de mão-de-obra Recorrente CARAII3A METAIS SA E OUTRO Recorrida DR P-SALVADOR/BA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVI DENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1993 a 31/08/1995 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - COLOCAÇÃO À DISPOSIÇÃO. CARACTERIZAÇÃO. A [ornadora de serviços é solidária com a prestadora de serviços nos serviços que envolvem cessão de mão-dc-obra. A clisão é possível, mas se não - realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. O relatório fiscal caracterizou a cessão de mão-de-obra. Recurso Voluntário Negado. $//// Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. k • ' Processo o" 36660.000568/2007-89 S2-C311 AcOolfio n.° 2301-00345 11342 ACORDAM os membros da 3" câmara / 1" turma ordinária do Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, rejeitas as preliminares suscitadas e no mérito em negar provimento ao rerdurs nos termos do voto do(a) relator(a). Voncido(a)s o(a) Conselheiro(a)s Manoel b tuda Junior na preliminar e no mérito. n!1 JULIO [ ESA- VIEIRA GOMES Presiden txt 4Ormik 4 #0 • 78 • •1 O 7WIRA • C n: • • • • • • • Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros: Marco André Ramos Vieira, Damião Cordeiro de Moraes, Marcelo Oliveira, Edgar Silvá Vidal (Supl mte), Liége Lacroix Thomasi, Adriana Sato, Manoel Coelho .Arruda Junior e Julio Cesar l4cira Gomes (Presidente). '.ç 2 Processo IA 36660.00056812007-89 S2-C3TI •Acórdão nA 2301-00345 13. 343 • • Relatório A presente NELD foi lavrada em substituição à de n " 32.615.946-0 anulada pela Câmara de Julgamento do CRPS. O crédito foi apurado em função da aplicação de responsabilidade solidaria, conforme relatório fiscal às fls. 89 a 103. Não conformada com a notificação, foi apresentada de lesa pela tomadora de serviços, fis. 269 a 286. • A Decisão-Notificação confirmou a procedência do lançamento, 1h. 298 a 306. • A tomadora de serviços interpôs recurso na Forma das [Is. 313 à 327, alegando em síntese: O crédito já foi atingido pela decadência; Os empregados não ficaram subordinados à recorrente; não configurando a cessão de mão-de-obra; • Requerendo o reconhecimento da improcedência do lançamento. • É o Relatório. • • • Voto Conselheiro MARCO ANDRÉ RAMOS VIEIRA, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 329; • pressuposto superado, passo ao exame das questões preliminares ao mérito. • Um dos argumentos recursais está lastreado na eventual fluência do prazo decadencial. O lançamento anterior foi anulado por vicio formal, conlbrine expressamente consignado no acórdão proferido pela 2' Câmara do CRPS, que inclusive fez menção à possibilidade de novo lançamento nos termos do art. 173, inciso II do CTN, Il. 316. Reconhecendo que o lançamento anterior foi anulado por vicio formal, o termo a quo para contagem passa a ser a data que se tornar definitiva a decisão que houver anulado por vício formal o crédito anteriormente constituído, na forma do art. 173, inciso II do CTN. • A presente NFLD englobou os fatos geradores ocorridos entre outubro de 1993 a agosto de 1995. A NFLD originária foi lavrada em dezembro de [998, conforme informação no relatório . fiscal, portanto em período não abrangido pela decadência. Uma vez - • que não houve pagamento sobre os fatos geradores há que se observar o disposto no art. 173 • • inciso 1 do CTN, assim a competência outubro de [993, teria como termo a que para conta gen . do prazo I" de janeiro de 1994, o que findaria em 1" de janeiro de 1999. A notificaçãt • • originária foi anulada em janeiro de 2003, e a presente NFLD foi lavrada dentro do período d • 3 Processo n" 36660.000568/2007-89 52.0•1 Acórdão n." 2301-00.345 111 744 cinco anos a contar da data que anulou o lançamento anterior. Pelo exposto não reconheço a decadência. • A recorrente alega que não houve cessão de mão-de-obra, pois os empregados da contratada não teriam ficado sob subordinação da contratante. Nesse ponto não assiste razão à recorrente. Não se pode confundir ficar à disposição, com estar subordinado. Se os empregados da contratada ficassem subordinados à recorrente, ao haveria cessão de mão- de-obra, mas sim vinculo empregatieio. A colocação à disposição implica que os segurados exercem as atividades nas dependências da contratante, sob fiscalização desta. In easu, a prestadora foi contratada para executar serviços de limpeza (empreitada) nas dependências da contratante; bem como remoção e transporte de material, conforme relatório fiscal à fl. 96. A contratada era obrigada a manter à disposição da contratante máquina por 24 horas por dia, • bem como um quadro mínimo de operadores para atender às necessidades da contratante, conforme cláusulas contratuais transcritas no relatório fiscal à fl. 97. CONCLUSÃO: Voto por CONHECER DO RECURSO do notificado para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. • Sala das Sessões, em 02 de junho de 2009 • fea apisi. A LM =0=-7 = • • dir • • •
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Numero do processo: 00088.003608/81-94
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Recorrido Delegacia da Receita Federal em São Paulo - SP IRPJ -- ESPONTANEIDADE READQUIRIDA O inicio do procedimento fiscal se descarac- teriza, se ficar por mais de sessenta dias sem outro ato escrito da autoridade que lhe de prosseguimento (art. 79, § 29, De- creto n9 70.235/72). Se depois de ini- ciado o procedimento fiscal, solicitan- do-se esclarecimentos por falta de decla- ração de rendimentos, o sujeito passivo vem a prestã-la e, antes da formalização do crédito tributário, recolhe os encar- gos decorrentes do tributo devido, que es- tavam pendentes de apuração por parte da autoridade fiscal, a qual sõ depois de decorrido o prazo de sessenta dias noti- fica o contribuinte do lançamento corres- pondente, reputa-se como espontaneo o re- colhimento antes efetuado, uma vez obser- vados os acréscimos da mora e correção monetãria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por TIO ZÉ CONFECÇÕES LTDA.: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Primeiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso(n Sala das Sessões, 9 de junho de 1982 (v. v. ) " // s AMADOR E • : O " ANDE Z - PRESIDENTE ' ' SYLN6I0 RbDRI/GUES - RELATOR VISTO EM INHA-OFLO - PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: 1 til 41 (2UJ Z ENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os se- guintes conselheiros: Carlos Alberto Gonçalves Nunes, Francisco de Assis Miranda, Agostinho Serrano Filho, Raul Pimentel, Luiz André Neto (suplente) e Fernando Cicero Velloso. -yit4- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.9 0880/003.608/81-94 RECURSO N.° : 84.782 ACÓRDÃO N.° : 101-73 . 405 RECORRENTE: TIO Z2 CONFECÇÕES LIMITADA RELATÓRIO TIO zn CONFECÇÕES LIMITADA, empresa estabelecida na capital do Estado de São Paulo, recebeu, em 17.11.1980 (AR a fls. 10), a intimação dando-lhe ciência do procedimento de oficio, ror falta da declaração de rendimentos do exercício de 1980 (fls.13) , a fim de que a apresentasse no prazo de 20 (vinte) dias, vindo a prestá-la em 30.12.1980, de acordo com o modelo preenchido para pa gamento do imposto de renda sobre o lucro real. Quando prestou a referida declaração de rendimentos, antes de haver sido, portanto, constituído o lançamento do crédito tributário pela repartição de origem,que o lançad era 11 de fevereiro de 1981, a empresa recolheu, previamente o imposto corrigido acres cido de juros mora-Là-rios. Notificada do imposto calculado com base no lucro real, como declarara, acrescido de correção monetária, relativa ao período de julho/80 a 28.02.1981, e da multa de 75% (fls. 2), a empresa contestou a cobrança do crédito tributário assim conàti- tuldó, dizendo, na petição impugnativa de fls.12, que o tributo exigido já se encontrava pago desde 30.12.1980. A petição imnugnativa foi julgada pelo Delegado da - Receita Federal em São Paulo, ao proferir a decisão de fls.32/34 , 14dando por procedente, em parte, a ação fiscal, para que se com-nen, /-- ( D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 "-'7,,, 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0880/003.608/81-94 AcOrdão n9 101-73.405 sasse no montante do credito tributário devido os recolhimentos efe tuados e se retificasse para o mes de maio de 1980 o termo inicial da correção monetária do imposto constante da notificação impugna da, em vista da orientação fixada no Manual aprovada pela Instru- ção Normativa do SRF n9 53, de 23.07.1981. A ementa da decisão proferida nela autoridade mono_ crática julgadora oferece a seguinte leitura: "Imposto de renda - Pessoa Jurídica. Exercício de 1980 Recolhimentos efetuados antes da constituição do credito tributário (lan çamento), fora dos casos previstos em lei, não tem efeito de pagamento do tri buto, constituem receita inespecifica,- mera entrega de numerário aos J,i,Cofres públicos, podendo, entretanto, por eco nomia processual, serem deduzidos d-o- valor do credito fiscal atualizado na data das entregas (Parecer C.S.T. n9 755/81). Tais recolhimentos efetuados após o inicio da ação fiscal ou antes desta, se desacompanhados dos encargos legais e da declaração de rendimentos corres- pondente, não caracterizam denúncia es pontãnea, nos termos do art. 138 do C3 digo Tributário Nacional (Parecer su- pra). Por motivo do recuo do termo inicial da correção mo netária para o mes de maio de 1980, em substituição ao de julhode 1980, como inicialmente fora considerado, houve reabertura do pra zo para impugnação, nos termos do artigo 20 do Decreto n9 70.235, de 06.03.1972, e sem aue se aproveitasse dela, a empresa apelou da decisão singular nos termos da petição recursória, oferecidarn prazo de lei, na qual renova o seu entendimento de que satisfize- ra o credito fiscal quando apresentara, emp0.12.1980, a declara_ ção de rendimentos do exercício de 1980., /-( É o relatório. , SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0880/003.608/81-94 4. Acórdão n9 101-73.405 VOTO_ Conselheiro SYLVIO RODRIGUES, Relator: É de notar-se que, na conformidade do § 29, art. 79, do Decreto n9 70.235, de 06.03.1972, que dispOe sobre o processo ad- ministrativo fiscal, o procedimento fiscal, inciado em determinada da ta tem o prazo de sessenta dias para notificar-se o sujeito passi- vo quanto à constituição do crédito tributário, a menos que tenha es se prazo sido prorrogado, sucessivamente, por igual período, com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos traba- lhos. De imediato, na forma como esse dis positivo esta redigido, en- tende-se que o citado prazo se suspende, se interrompe e se prorro gue, reinicíandonova contagem. O prazo de sessenta dias há de ser, pois, integralmente livre ou pleno para que o procedimento fiscal, depois de iniciado de oficio, não sofra solução de continuidades, de senvolvendo-se sem nenhum impedimento, empecilho ou estorvo. Assim, nesta linha de raciocínio, se o procedimento fiscal se iniciou com a intimação para prestar esclarecimentos no prazo de vinte dias para prestar esclarecimentos, como ocorre na hi- pótese dos autos, infere-se que o decurso do lapso temporal de ses- senta dias, a que se refere o § 29 art. 79, do Decreto n9 70.235/ /72, deve começar a ser contado depois de extinto o prazo aberto prestação dos esclarecimentos. Dentro desta ordem de consideraçOes, verifica-seque de acordo com o AR a fls. 10, a recorrente tomou cgància, em 17111.980, segunda-feira, do inicio do procedimento de oficio (fls. 13), ten- do-lhe sido aberto o prazo de vinte dias para prestar esclarecimen- tos acerca da falta da declaração de rendimentos do exercicio de 1980. Feita a contagem do prazo de vinte dias, que, na forma do artigo 59 e parágrafo único do Decreto n9 70.235/72, por se ter iniciado terça-feira, 18.11.1980, se extinguiu em 8.12.1980,(,, segunda-feira, quando, então, começou a correr aquele outro prazo/ :41 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0880/003.608/81-94 5. Ac6rdão n9 101-73.405 de sessenta dias, para que se notificasse a recorrente do credito tributário. Os sessenta dias contados acima de 09.12.1980 termi naram em 06/02/191, não tendo a repartição de origem praticado, nesse interstiticio, nenhum ato escrito que indicasse o prosse- guimento dos trabalhos sO vindo a cientificar a recorrente, em 11/02/1981, do lançamento contestado. Diante da inércia da repartição, no prazo útil de sessenta dias, revalida-se como espontãneo o recolhimento que a recorrente efetuou em 30.12.1980. Ante o exposto e uma vez que a postulante efetuou o pagamento do imposto devidamente corrigido, agravado com a mo ra de 1% (por cento) ao mas, o relatar vota pelo provimento ao recurso. 5tr - _- S( ir;r9 RODRi - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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LTDA. Reçorrid DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM IMPERATRIZ - MA. - n devida a parcela do PIS-DEDUÇÃO do imposto de. renda,em.montante cor pondente a 5% do imposto apurad-O- como devido através de ação fiscal. - A multa de 50% prevista no artigo 49 do Decreto-lei n9 2052/83 é apli cada sobre o valor Originário da contribuição. Só com a lei 7450/85, o cálculo da multa passou a ser efe tuado sobre base corrigida. - Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes au- tos de recurso interposto por ESTACIO MALA IRMÃOS & CIA. LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primei::- ro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provi- mento, em parte, ao recurso, para excluir a multa de lançamento de ofício no exercício de 1983, bem como determinar que as multas de lançamento de ofício, nos exercícios de 1984 e 1985,seja calcu lada sobre o valor originário da contribuição devida, nos temos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões CDF), em 29 de marco de 1989. / URGEL r EREIIÁ LOp.S - PRESIDENTE CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA - RELATOR v.v. 4 1 4.1" VISTO EM AFONS10 ISO FERREIRA •E CAMPOS - PROCURADOR DA SESSÃO DE: 3 O MAR 1989 FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do Preaente julgatento, OS seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CELSO AL- VES FEITOSA, RAUL PIMENTEL, CANDIDO RODRIGUES NEUBER e JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. 1 02. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10325-000.335/87-71 RECURSOW 51.217 ACÓRDÃO N9: 101-78.454 RECORRENTEN9: ESTI= MAIA IRMÃOS & CIA. LTDA. RELATC5RI O 1Pelo processo n9 10325-000.334/87-16, que transi tou por este Conselho e Câmara sob o n9 Recurso 92.988,a Administra ção Tributãria promoveu contra ESTÃCIO MAIA IRMÃOS & CIA. LTDA., co v brança do imposto de renda e acréscimos relativos aos exercicios de 1983 a 1987, pela autuação de omissões de receitas detectadas atra- vés de imobilizações não- contabilizadas nos anos base de 1982:e 1981, bem como da falta de correção monetêxia do balanço sobre essas in- wzsões nos anos base de 1982 a 1986. Como decorrência daquele procedimento, lavrou-se o Auto de Infração de fls. 01, pelo qual se exige a contribuição pa ra o Fundo de Participação do Programa de Integração Social (PIS-DE 1 DUÇÃO), no valor de Cz$ 2.188,95 e mais acréscimos' legais de corre- ção monetãria (Cz$ 16.935,04), juros de mora (Cz$ 224,77) e Milita de 50% sobre a contribuição corrigida (Cz$ 9.561,99). (Demonstrati- vo fls. 02). Cientificada do auto na data de: sua lavratura' (27/07/87), a interessada apresenta impugnação em 25 de agosto (fo- lhas 07), que é_ a mesma do feito principal. O autuante contradita ãs. fls 12, juntando ceipial da informação prestada no processo matriz, onde pede a manutenção /1? ft,d1' DMF - DF/19 C-C - Secgraf 1600/7 03. SERVTÁ) PÚBJJC0 FEDERAL PROCESSO N9 10325-000.335/87-71 - Acorda° n9 101-78.454 da exigência. A autoridade-de:r19graUj atenta ã relação de cau sa e efeito existente entre os processos matriz e decorrente, man- tém a cobrança da contribuição e acréscimos autuados, (fls. 20),assim como o fizera com a exigência do imposto no feito principal (folhas 15). Intimada da decisão em 24106/88 (fls. 23), a au- tuada recorre em 20 de julho, juntando o arrazoado de fls. : 25/28, onde tediscute a matéria do feito principal. É o relataria. VOTO Conselheiro CRISTNÃO ANCHTETA DE PAIVA, Relator; O recurso é tempestivo. Conheço dele. Cobra-se neste processo, a parcela e acréscimos' devidos pela empresa, ora recorrente, ao Fundo : deParticipação da Pro grama de integração Social (PIS-DEDUÇÃO), obtida mediante dedução do imposto de renda dos exercícios de 1983 a 1987, apurado através' de ação fiscal processada sob o n9 10325-000.334/87-16, cujo recur- so neste Conselho tomou o n9 92.988. Na impugnação e no recurso do presente processo' nenhum argumento especifico foi desenvolvido contra a cobrança da contribuição. A inconfOrmidade aqui se manifesta por decorrência da quela extravasada no feito principal. Em verdade, a Lei complementar n9 07, de 07 de 7()) Ain/L ue/Y 04. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10325-000.335/87-71 AcOrdão n9 101-78.454 setembro de 1970, criou para as empresas a obrigação de deduzirem, em favor do PIS, 5% do imposto de renda devido. Ora, se através do processo n9 10325-000.334187-16 se procedeu ã cobrança de ofício do imposto de renda relativo aos exercícios de 1983 a 1987, impõe-se a cobrança decorrente da parcela e acréscimos devidos ao PIS, calcula da aquela com base no imposto de renda cuja exigência tenha sido júl gada procedente. Como pelo acOrdão 101-74.411 , desta Cámura, prola H tado naquele processo, ficou constatada a procedência do imposto ali cobrado, é de se reconhecer como deVida a parcela do PIS-DEDUÇÃO,ob jeto desta cobrança decorrente. Devida esta, impõe-se também a co- brança dos acréscimos legais. Atento, porém, ao principio da legalidade (penar teia o lançamento, é de se ter em mente que a multa de ofício de 50% foi criada pelo artigo 49 do Decreto-,lei n9 2052/83, quando era aplicada sobre o valor originário da contribuição. S6 com a Lei 7450/85, seu calculo passou a ser efetuado sobre base corrigida. Como o auto calcula essa multa sobre os valores ! corrigidos, impõe-se , ajustá-la à legislação citada, fazendo: ! , 1- excluir, por falta de base legal, a exigência da multa de 50% no exercício de 1983, base 1982; e 2- calcular a referida multa nos exercícios de 1 1984 e 1985 sobre os valores originários da contribuição, em face do disposto no artigo 49 do Decreto-lei n9 2052/83. Em face do exposto, dou provimento parcial ao re- curso, para excluir da exigência os seguintes valores referentes a multa de 50%: 11 Cz$ 300,52, no exercício de 1983 2) Cz$3374,11, no exercício de 1984 v.v. /1;) /7 , 3) Cz$ 2.221,61, no exercício de 1985. É o meu voto. ''.---) cRIsTóvA0 ANCRIETA DE PAIVA - RELATOR. 01 ,, • ; , •••,•• ,, •• •• . . , ,_:_• [ í i, l, 11, I; ., I í I i i 1 I 1 1 1 , l' . i , 1 I 1 I Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-85674
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E Il PIS -DEDUÇA0 - LANçAMENTO REFLEXO - Tratando-se de tributaço reflexa objetivando a cobrança na con- tribuição devida ao Programa de Integração Social deduzida do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, o julgamento do processo no gal foi exigido o tribu- to, tido como processo principal, faz coisa julga- da no processo decorrente, ante a intima rela0o de causa e efeito existente entre ambos. ii .I l' Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de E recurso interposto por CASA CASTANHEIRA LTDA.:: 1 1 r ACORDAM os Membros da Primeira Wàmara do Primeiro Con- F selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR provimento [ : parcial ao recurso, para ajustar a exig@ncia ao decidido no processo i il 1 principal, através do acórd"ão nr. 101-S5.482, de 23.08.93, nos termos 11 P: do relatário e voto que passam a integrar o presente julgado. J ;....ala Jas SessM4,s, em 23 de setembro de 1993 PRESIDENTE E ... ... :.. ----:- - — RELATOR P i VISTO EM ANTONIJ WAU1S VODOPIYES - PROCURADOR DA FA SE:535.3ief0 DE :1 2 9 O li T 19g1 I ZENDA NACIONAL . Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros:: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, jEZER DE OLIVEIRA CANDIDO, CELSO ALVES FEITOSA, RAIMUNDO SOARES DE CARVALHO e SEBASTIAO RODRIGUES CA- BRAL. Ausente por motivo justificado o Conselheiro FRANCISCO DE ASSIS , MIRANDA. ok( • 'Mi - *''icá, MINISTÉRIO DA FAZENDA 4111 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 2 PROCESSO NR. 10680-005.099/90-26 RECURSO NR.: 64.383 • ACORDA° NR.: 101-85.674 RECORRENTE N CASA CASTANHEIRA LTDA. RELAT'ORI O CASA CASTANHEIRA LTDA.., com sede em Belo Horizonte- MG., recorre de Decis2Co prolatada pelo Delegado da Receita Federal na- quela Cidade, através da qual foi Confirmado o lançamento da contri- buição devida ao Programa de Integra0o Social deduzida do Imposto de Renda - Pessoa Jurídica dos exercícios de 1986 a 1988 (PIS/DEDUÇA00), com base no art. 3o. da Lei nr. 07/70, letra "a", parágrafo lo., acrescida de encargos legais, efetuado em decorrOncia de lançamento ex officio instaurado contra a referida pessoa juridica nos autoS do pro- cesso nr. IMAR0-0092/90-, fin wiAl :ácz±f:à dpài-orre. 2. O lançamento foi impugnado âs fls. 22/23, tendo a inte- ressada se reportado às raz3es apresentadas na defesa do processo principal. 3. A efeito do que ocorrera com aquele processo, a exigOn- cia foi INTEGRALMENTÈ mantida através da Decisão de fisA0/41 fun- damentando-se a autoridade a quo no princípio da decorrOncia, no qal o julgamento do processo matriz faz coisa julgada, no esmo grau de juris- di0o, no processo reflexo. 4. Segue-se às fls. 46/47 o tempestivo Recurso para este Colegiado, cuias raz3es são lidas em Plenário. • IM- 'II! I iE o relatório. V .._ , wÁW,:- MINISTÉRIO DA FAZENDA ;iNkg PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 3 PROCESSO NR.10680-005.099/90-26 ACORDPO NR. 101-85.674 VOTQ Conselheiro 2 RAUL PIMENTEL, Relator: Examinando o Recurso nr. 99.602, interposto pela inte- •ressada nos autos do Processo nr. 10680-005.598/90-63, do qual este decorre, esta Cãmara, através do Acórdao nr. 101-85.482, em Sessao de 23.08.93, Deu-lhe provimento parcial por unanimidade de votos, para excluir ' da tributaçao as importãncias de Cz$ 204.612,72 e Cz$ 1.839,00, nos exercícios de 1987 e 1988, respectivamente. No caso, trata-se de . Contribuiçao devida ao Programa de Integraçao SOcial PIS-DEDUÇA0 deduzida do Imposto de Renda - Pessoa jurídica, exigida ex officio através daquele procedimento. , A jurisprudOncia do Colegiado cristalizou-se no sentido de que o julgamento do processo matriz faz coisa julgada no processo decorrente, no mesmo grau de jurisdiçao, por ter-se confirmado naquele O fato econÓmico causador da tributa0o reflexa. . Ante o exposto, dou provimento parcial ao recurso, pa- ra ajustar a exigOncia ao que foi decidido no Ac6rdao nr. 101-85.4821 de 23.08.93. Brasilía (DF), em 26 de agosto de 1993 _--- ,___, --„,•- . . ----_,, ("----- '"' • • ---____. --- ------------..,.... --- ; RnuL_IMMENTE I}1 4i I.)S ..._ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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