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Numero do processo: 10218.000680/2003-21
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 10 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Jul 10 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.998
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatara. OTACiLIO DA Presidente TAS CARTAXO Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi e Valdete Aparecida Marinheiro, Processo n.° I 0218.000680/2003-21 Resoluçâo n.° 301-1.998 CC03/C0 Fls. 93 RELATÓRIO Trata o presente processo do auto de infração por meio do qual se exige do contribuinte, o Imposto Territorial Rural — ITR, relativo ao exercício de 1999, no valor original de R$ 3.205,96, incidente sobre o imóvel rural denominado "Lote 53 Setor F", com NIRF — Número do Imóvel na Receita Federal — 2.806.376-7, localizado no Município de São Félix do Xingu — PA. 0 auto de infração foi lavrado sob o argumento de que o Contribuinte não apresentou documentação prevista na legislação para comprovação da Area de preservação permanente, motivo pelo qual, houve a glosa total da referida Area por meio de lançamento tributário vinculado pelo auto de infração. 0 contribuinte então, apresentou impugnação (fls. 28/29), juntando cópia autenticada do Registro do Imóvel e ADA emitido em 23/09/2003, alegando em síntese que: 1) o imóvel fora adquirido através de Concorrência Pública e que desde então, não houve alteração em suas características, posto que declarado corno de Preservação Permanente; 2) que aguarda demarcação das terras pelo Governo do Estado do Pará e que, por isso, não existe possibilidade de exploração da terra, pois ainda não sabe onde fica esta terra; 3) que a demarcação ainda não foi concretizada, uma vez que o Decreto Federal n° 1.775/96 declarou toda a Area do Projeto Trairão como sendo pertencente FUNAI. 4) requer ao final, o cancelamento do auto de infração impugnado. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife (fls. 56/63) proferiu acórdão julgando o lançamento procedente, pois para a comprovação da Area de preservação permanente, para efeito de ITR, é necessário o atendimento das exigências da Lei n° 4.771/65 e o reconhecimento dela pelo IBAMA, mediante o ADA ou comprovação do protocolo de seu requerimento, no prazo de seis meses, contados da entrega da DITR, o que não foi apresentado pelo Contribuinte. Irresignado, o Contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 69/72) reiterando praticamente os mesmos argumentos trazidos com a impugnação, juntando cópias do processo no qual se discute o cancelamento das matriculas dos imóveis da Area do Projeto Trairão para destinação à FUNAI, apresentando também, cópias de matérias de jornais sobre o assunto. Em síntese, é o relatório. 2 Processo n.° 10218.000680/2003-21 Resolução n.° 301-1.998 CC03/C01 Fls. 94 VOTO Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora 0 presente recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. RESOLUÇÃO - IBAMA - para informar a dimensão de Area de preservação permanente na Area objeto do presente litígio Com relação A Area de preservação permanente, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife decidiu que no presente caso, para efeito de apuração de ITR há a condição de reconhecimento da Area pelo IBAMA, mediante o ADA e cumulativamente, deve haver o cumprimento das exigências da Lei n° 4.771/65. Ocorre que no presente caso o Recorrente informa que não conhece a Area que possui em razão da existência de inúmeros conflitos na Area que impedem a sua efetiva posse. Por outro lado, tal município está inserido na Area da Amazônia Legal, de tal sorte, que há fortes indícios de que exista no local Area de preservação permanente. Diante disso, voto por CONVERTER 0 JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que a repartição de origem oficie o IBAMA para que informe: a) a dimensão da Area objeto deste litígio; b) se existe Area de preservação permanente e qual a sua dimensão. c) Outras informações que julgar relevantes para o deslinde do presente processo. Ê como voto. Sala das Sessões, em 10 de julho de 2008. - -at SUSY G a S HOFF • 1 - Relatora 3
score : 1.0
Numero do processo: 10935.001789/2004-61
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jun 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Data do fato gerador: 01/01/2003
Simples. Inclusão retroativa. Quitação do Débito Inscrito em Divida Ativa.
Quitado em prazo hábil o débito inscrito em divida ativa e considerando que os atos da empresa sempre deixaram clara sua intenção de opção ao Simples, há que se admitir a inclusão retroativa naquele regime.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 3803-000.107
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: REGIS XAVIER HOLANDA
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materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Data do fato gerador: 01/01/2003 Simples. Inclusão retroativa. Quitação do Débito Inscrito em Divida Ativa. Quitado em prazo hábil o débito inscrito em divida ativa e considerando que os atos da empresa sempre deixaram clara sua intenção de opção ao Simples, há que se admitir a inclusão retroativa naquele regime. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
turma_s : Terceira Turma Especial
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N,i4Z,',4:31s*.2 , TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO I Processo n° 10935.001789/2004-61 Recurso n° 142.044 Voluntário 1 Acórdão n° 3803-00107 — 3' Turma Especial Sessão de 17 de junho de 2009 1 i Matéria SIMPLES - INCLUSÃO Recorrente MICHELON E DIETRICH LTDA. Recorrida DRJ-CURITIBA/PR AsSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Data do fato gerador: 01/01/2003 Simples. Inclusão retroativa. Quitação do Débito Inscrito em Divida Ativa. . n Quitado em prazo hábil o débito inscrito em divida ativa e considerando que os atos da empresa sempre deixaram clara sua intenção de opção ao Simples, há que se admitir a inclusão retroativa naquele regime. , . RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros dá 3' Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. L ARC O G _ 'RA DE CASTRO - Presidente ,-- REGIS i• 1 * iw Oli DA - Relator4( Partici • ! - - , ainda, do presente julgamento, os Conselheiros André Luiz 1 Bonat Cordeiro e Jorge Higashino. i , , 1 , i 1 • Processo n° 10935.001789/2004-61 S3-TE03 Acórdão n.°3803-00107 Fl. 83 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por Michelon e Dietrich Ltda. contra Acórdão n" 06-16.864, de 21 de fevereiro de 2008 (fls. 46 a 49), proferido pela 2' Turma da DRJ-Curitiba/PR, que deferiu em parte solicitação da empresa de inclusão retrOativa no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das MicroempreSas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "Trata o processo de pedido da empresa, protocolizado em 28/05/2004, fl. 1, de inclusão retroativa no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples, desde 01/01/2003, quando alterou o porte da empresa, fl. 2, sendo que vem declarando e recolhendo pela sistemática, desde então. 2. O Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário - Secat da DRF em Foz do Iguaçu/PR indeferiu o pedido devido à existência de débito inscrito na Dívida Ativa da União, cuja exigibilidade não estava suspensa, fls. 19/21. 3. Cientificada em 19/01/200, fl. 22-verso, a interessada apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 24/25, tempestiva, acompanhada dos documentos de fls. 26/40. 4. Afirma que desconhecia o débito que causou o indeferimento de sua opção pelo Simples, quando em 01/01/2003 requereu a alteração do porte da empresa para Microempresa (evento 222), dado que nunca recebeu qualquer notificação ou cobrança a respeito, caso contrário, teria quitado o débito de há muito. 5. Requer que se verifique se a empresa chegou a ser notificada desse débito, pois nunca deixou de cumprir sua obrigações, e está estabelecida no mesmo endereço desde 27/01/1989. 6. Destaca que teve resposta negativa à sua inclusão 12 (doze) meses depois, período durante o qual. acreditou encontrar-se na sistemática. 7. Anexa o Darf comprovando o recolhimento do débito junto à PGFN e certidões negativas." A DRJ acolheu em parte as alegações do contribuinte e deferiu sua inclusão retroativa ao Simples a partir de 01/01/2005 em acórdão com a seguinte ementa: INCLUSÃO RETROATIVA NO SIMPLES. t(i'i")/ 2 • i , Processo n° 10935.001789/2004-61 S3-TE03 1 Acórdão n.° 3803-00107 Fl. 84 1 Somente se permite inclusão retroativa da pessoa jurídica que não tenha incorrido em hipótese de vedação, para fatos ocorridos até o exercício de 2003, e que tenha demonstrado a intenção de promover a alteração cadastral prevista no § 1° do art. 8' da Lei n° 9.317, de 1996, mediante entrega das Declarações Anuais Simplificadas ou pagamento por meio de Darf-Simples. Cientificado do referido acórdão em 06 de março de 2008 (fl. 51), o interessado apresentou recurso voluntário em 07 de abril de 2008 (fls. 52 a 78) pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. Registra ainda que, em que pese o artigo 9° da Lei n° 9.317/96 vedar o ingresso ao Simples para as empresas que estivessem com débito inscrito em dívida ativa sem suspensão de sua exigibilidade, essa restrição só era válida diante da ciência do contribuinte dessa situação e ficando o mesmo inerte em quitar ou suspender a exigibilidade do crédito tributário. Neste ponto, referencia legislação que, no caso de exclusão do Simples, trata da possibilidade de permanência nesse regime paia a pessoa jurídica que efetua a quitação do débito inscrito no prazo de 30 (trinta) dias da ciência do respectivo Ato Declaratório. Anota que, no caso concreto, o crédito tributário objeto da inscrição na Dívida Ativa da União já havia sido fulminado pela prescrição. Aponta jurisprudência do Conselho de Contribuintes no sentido de se considerar nulos os Atos Declaratórios de Exclusão quando não oportunizado ao contribuinte o direito de se defender. 1 Por fim, requer a reforma parcial do acórdão recorrido para reconhecer a inclusão retroativa no Simples desde 01 de janeiro de 2003. i É o relatório. 1 , i 3 n ! Processo n° 10935.001789/2004-61 i S3-1' E03 Acórdão n.° 3803-00107 P1. 85 Voto Conselheiro REGIS XAVIER HOLANDA, Relator Por conter matéria desta E. Turma da 3 a Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. O indeferimento originário da inclusão da recorrente no Simples ocorreu devido à existência de pendências da empresa junto à PGFN nos termos do art. 90, XV da Lei n° 9.317/96: "Art. 90 Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa I jurídica: I XV - que tenha débito inscrito em Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa;" Com efeito, a Informação Fiscal Secat DRF/FOZ n° 0009/2005 (fls. 19 a 21) traz a seguinte base fática para o indeferimento do pleito do interessado: . „... o resultado da PPA, efetuada cf. Nota Técnica Corat/Codac/Dijep n° 44/04, revelou pendências da empresa junto à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional — PGFN (lis. 12), referentes a débitos inscritos em Divida Ativa da União (13- 15)." Compulsando os autos (fls. 13 a 15), verifica-se que o débito indicado tem o número de inscrição 90 6 94 000820-0, inscrito em 23 de junho de 1994. Observa-se também que a ciência do indeferimento da solicitação de inclusão retroativa no Simples ocorreu em 19 de janeiro de 2005 (fl. 22-verso) e a quitação do débito em questão (valor principal de R$ 39,34 — trinta e Inove reais e trinta e quatro centavos -) ocorreu em 20 de janeiro de 2005 (cf. DARF a fls. 28), ou seja, no dia imediatamente seguinte à ciência da decisão denegatória. • Assim, foi com base nessas informações que a DRJ deferiu sua inclusão retroativa ao Simples, porém somente a partir de 01/01/2005 (fls. 46 a 49). Entretanto, mutatis mutandis, entendo que cabe à espécie aplicação da inteligência do art. 15, VI e §5° da Lei n°9.317/96, in verbis: "Art. 15. A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 surtirá efeito: I , 4 , 1 Processo o' 10935.001789/2004-61 S3-T E03 Acórdão n.° 3803-00107 Fl. 86 VI - a partir do ano-calendário subseqüente ao da ciência do ato declaratório de exclusão, nos casos dos incisos XV e XVI do caput do art. 92 desta Lei. (Redação dada pela Lei n° 11.196, de 2005) §5. Na hipótese do inciso VI do caput deste artigo, será permitida a permanência da pessoa jurídica como optante pelo Simples mediante a comprovação, na unidade da Receita Federal do Brasil com jurisdiçâo sobre o seu domicílio fiscal, da quitação do débito inscrito no prazo de até 30 (trinta) dias contado a partir da ciência do ato declaratório de exclusão. (Incluído pela Lei n° 11.196, de 2005)" Dessa forma, tendo a quitação do débito inscrito em dívida ativa ocorrido no dia imediatamente seguinte à ciência da decisão denegatória de inclusão retroativa ao Simples, penso que a empresa recorrente, uma vez já demonstrada sua intenção de aderir ao Simples pelos pagamentos mensais por intermédio de Darf-Simples (fl. 18) e apresentação de Declaração Anual Simplificada (fl. 17), faz jus à inclusão retroativa a 10 de janeiro de 2003. Ante o exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário, determinando a inclusão da recorrente na sistemática do simples a partir de 01 de janeiro de 2003, desde que, por óbvio, não existam impedimentos diversos dos discutidos no presente processo. Sala das Sessões, em 17 de junho de 2009. REGIS XAVIER HOLANDA - Relator
score : 1.0
Numero do processo: 13839.003163/2009-80
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004
DESPESAS MÉDICAS. GLOSA.
O direito à dedução é condicionado à comprovação dos requisitos exigidos na legislação. A prova do pagamento não é o único elemento que deve ser demonstrado pelo contribuinte para atender ao disposto na legislação.
Ausência de documentos hábeis a comprovar o alegado, especialmente a realização das despesas médicas e afastar a presunção de omissão de rendimentos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.908
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2004 DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. O direito à dedução é condicionado à comprovação dos requisitos exigidos na legislação. A prova do pagamento não é o único elemento que deve ser demonstrado pelo contribuinte para atender ao disposto na legislação. Ausência de documentos hábeis a comprovar o alegado, especialmente a realização das despesas médicas e afastar a presunção de omissão de rendimentos. Recurso Voluntário Negado.
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GLOSA. O direito à dedução é condicionado à comprovação dos requisitos exigidos na legislação. A prova do pagamento não é o único elemento que deve ser demonstrado pelo contribuinte para atender ao disposto na legislação. Ausência de documentos hábeis a comprovar o alegado, especialmente a realização das despesas médicas e afastar a presunção de omissão de rendimentos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Eivanice Canário da Silva. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 13839.003163/200980 Acórdão n.º 280101.908 S2TE01 Fl. 95 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Tendo em vista o acima identificado, procedeuse ao lançamento de oficio, originário da apuração das infrações abaixo descritas, através da Notificação de Lançamento do Imposto de Renda Pessoa Física, de fls. 06/10. Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido DESCRIÇÃO VALORES EM R$ Total dos Rendimentos Tributáveis Declarados: 43.947,78 Omissão de Rendimentos Apurada: 8.646,90 Total das Deduções Declaradas: 31.353,44 Glosa de Deduções Indevidas: 31.353,44 Base de Cálculo Apurada 52.594,68 Imposto Apurado após Alterações 9.386,63 Dedução de Incentivo Declarada e/ ou Contr. Prey. Empr Doméstico: Glosa de Dedução de Incentivo: Total de Imposto Pago Declarado: Glosa de Imposto Pago: IRRF sobre Infração e/ou C. Leão Pago: Imposto a Pagar após Alterações: 9.386,63 Imposto a Pagar Declarado: Imposto Suplementar após Revisão da Declaração: 9.386,63 Na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal informa a fiscalização a glosa de R$ 31.353,44 correspondente A. Dedução Indevida de Despesas Médicas, e a Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica da fonte pagadora: Novo Mundo Móveis e Utilidades Ltda — CNPJ: 01.534.080/000128, no valor de R$ 8.646,90, em decorrência do não atendimento à intimação para prestar esclarecimentos. DA IMPUGNAÇÃO Devidamente intimado das alterações processadas em sua declaração, o contribuinte apresentou impugnação, de fls. 01/05, alegando, em síntese, que: PRELIMINARMENTE Necessita de prazo de 120 dias para obter todos os documentos comprobatórios das despesas médicas glosadas, pois a contribuinte foi interditada por seu filho Delvo Gonçalves e todos os comprovantes de receitas e despesas incorridas, em original, encontramse em processo na 10a Vara de Família e Sucessões da Capital; Fl. 96DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 13839.003163/200980 Acórdão n.º 280101.908 S2TE01 Fl. 96 3 Conseguiu localizar algumas cópias dessas despesas médicas, com as quais comprova a legalidade das mesmas; Existe uma diferença de R$ 351,00 entre o valor declarado e o comprovado para a Clinica de Reabilitação e Repouso São Genaro; Para comprovar que a Sra. Thetis Ferrari era sua enfermeira responsável e acompanhante, acosta a esta petição alguns recibos em que a clinica expressamente lança seu nome como responsável de Clara Garcia Gonçalves; A Sra. Thetis Ferrari era sua enfermeira 24 horas por dia, sete dias da semana, se necessário fosse, caso não encontrasse alguma outra enfermeira para substituíla em suas folgas; A Sra. Clara foi interditada, pois, além de não conseguir administrar seus negócios, estava totalmente incapaz, dependendo física e mentalmente de sua enfermeira, que a tratava, medicava, alimentava e higienizava, durante as vinte quatro horas do dia, todos os dias, não tendo a mesma, por motivos de saúde, condições de ficar sozinha, um minuto sequer; Não conseguiu localizar cópia de nenhum pagamento efetuado ao Plano de Saúde Blue Life — CNPJ: 52.639.572/000119, no montante de R$ 5.907,96, os quais estão acostados aos autos do processo de interdição que está sendo objeto de desarquivamento para desentranhamento/cópias autenticadas destes documentos; Recebe 50% do aluguel do Imóvel locado para a empresa Comercial de Tecidos Vinte e Sete — CNPJ: 01.950.166/0001 31, tendo recebido a quantia bruta de R$ 26.264,94 e pago taxa de administração no valor de R$ 1.838,55 e, ao invés de declarar rendimentos recebidos de pessoa jurídica no campo próprio declarou os mesmos como se fossem rendimentos recebidos de pessoas físicas; Os demais rendimentos de aluguéis são administrados pelo procurador da Impugnante, Dr. Hamilton França, advogado, e os alugueres percebidos rateados entre três proprietários, em partes iguais, ou seja, em nome da Impugnante e de suas duas irmãs, sendo que o montante bruto recebido foi de R$ 16.348,71, os quais são recebidos de cinco pessoas físicas e seis pessoas jurídicas, todos eles declarados juntamente com o rendimento recebido da Comercial de Tecidos Vinte e Sete, quando o correto seria ter sido lançado em seu devido lugar; A soma destes rendimentos atinge R$ 42.613,65, não tendo sido descontada a taxa de administração paga, no valor de R$ 1.838,55, à Administradora Morada Imóveis Ltda, que deverá sert deduzida por este órgão julgador; Para comprovar a veracidade de que os documentos originais estão acostados aos autos de interdição da ora Impugnante, junta cópia da missiva, datada de 25.04.2006, de que referidos documentos foram remetidos ao Dr. José Carlos Berta° Ramos, para que o mesmo fizesse a prestação de contas solicitadas pelo Juiz da 10a Vara de Família e Sucessões da Comarca de São Paulo, Processo n° 8211/03 e respectivo AR; Fl. 97DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 13839.003163/200980 Acórdão n.º 280101.908 S2TE01 Fl. 97 4 Requer, diante do exposto, a concessão do prazo de 120 dias para a juntada dos demais documentos que não conseguiu localizar, ou então, sejam aceitas as cópias dos documentos comprobat6rios ora acostados à impugnação como comprovação das despesas médicas realizadas, julgando, também, totalmente improcedente a suposta omissão de receitas, fazendose uma nova apuração do imposto devido.” Passo adiante, a DRJ entendeu por bem julgar procedente o lançamento, em decisão que restou assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 Ementa: CÓPIAS REPROGRAFICAS. VALOR PROBATÓRIO. AUTENTICAÇÃO. São destituídas de valor probatório as cópias reprográficas de documentos particulares que não estiverem devidamente autenticadas por servidor ou por cartório. PEDIDO DE APRESENTAÇÃO DE NOVAS PROVAS E DOCUMENTOS. A legislação ressalva da preclusão as provas apresentadas a destempo, somente quando comprovada a impossibilidade de sua apresentação nas hipóteses ali elencadas. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Tratase de Auto de Infração lavrado em decorrência do Recorrente (i) ter omitido parte de suas receitas; e (ii) ter deduzido, indevidamente, despesas médicas supostamente incorridas. Irresignada com a autuação e com vistas a comprovar o seu direito, o Recorrente impugnou o Auto de Infração, instruindoo com uma série de documentos. Nada obstante, a decisão recorrida, de forma expressa, desqualificou todos esses documentos, haja vista trataremse de cópias reprográficas não autenticadas. Em razão disso, aquela instância proferiu decisão desacolhendo o pedido do contribuinte por suposta falta de provas. Fl. 98DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 13839.003163/200980 Acórdão n.º 280101.908 S2TE01 Fl. 98 5 Ocorre que, como se pode apurar tanto da Impugnação apresentada quanto do Recurso Voluntário, tais documentos sequer seriam aptos a comprovar as despesas ou ainda a ausência de omissão de rendimentos a que alude a Recorrente. Além disso, independentemente de eventual discussão sobre a necessidade ou não de autenticação de tais documentos, fato é que a documentação complementar, a despeito do prazo de 120 dias requerido pela Recorrente, jamais foi carreada aos autos. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 99DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL
score : 1.0
Numero do processo: 10821.000414/2008-94
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Jul 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Exercício: 2006
IRPF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO.
Estando o contribuinte obrigado a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do IRPF, a sua entrega fora do prazo enseja a aplicação da multa por descumprimento de obrigação acessória.
NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO EXPEDIDA FORA DO ESTABELECIMENTO DO AUTUADO.
É legítima a expedição de notificação de lançamento no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte.
NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO EXPEDIDA SEM INTIMAÇÃO PRÉVIA DO CONTRIBUINTE.
O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário.
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-001.767
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : Obrigações Acessórias Exercício: 2006 IRPF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. Estando o contribuinte obrigado a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do IRPF, a sua entrega fora do prazo enseja a aplicação da multa por descumprimento de obrigação acessória. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO EXPEDIDA FORA DO ESTABELECIMENTO DO AUTUADO. É legítima a expedição de notificação de lançamento no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO EXPEDIDA SEM INTIMAÇÃO PRÉVIA DO CONTRIBUINTE. O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária Recurso negado.
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MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. Estando o contribuinte obrigado a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do IRPF, a sua entrega fora do prazo enseja a aplicação da multa por descumprimento de obrigação acessória. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO EXPEDIDA FORA DO ESTABELECIMENTO DO AUTUADO. É legítima a expedição de notificação de lançamento no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO EXPEDIDA SEM INTIMAÇÃO PRÉVIA DO CONTRIBUINTE. O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Fl. 58DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10821.000414/200894 Acórdão n.º 2801001.767 S2TE01 Fl. 59 2 Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Eivanice Canário da Silva, Walter Reinaldo Falcão Lima, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 11, relativa à multa por atraso na entrega da Declaração de Ajuste Anual DAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2006, anocalendário 2005, no valor de R$ 3.578,58. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01/02), acatada como tempestiva, alegando preliminarmente, nulidade do procedimento administrativo, com base nos seguintes argumentos: “1) Lavratura fora do estabelecimento fiscalizado, sem Termo de Inicio de Fiscalização; 2) Invoca o Principio da legalidade e o dever de obediência dos servidores públicos as ordens legais de superiores; Quanto ao mérito, alega, em suma, que: 1) Arbitramento fiscal não prova ganho e o imposto de renda pessoa fisica sem prova material da ocorrência do fato gerador; 2) Auto de Infração sem motivação idônea pertinente, ou seja motivos inidôneos e inexistentes; 3) Tratase de uma obrigação acessória e não principal não podendo ser punido como se principal fosse; 4) Multa confiscatória; 5) Invoca o principio da isonomia.” ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/São PauloII julgou procedente o lançamento (fls. 25/30) por entender que o lançamento contém todos os requisitos estabelecidos no art. 11 do Decreto nº 70.235/72, não havendo qualquer vício que comprometa sua validade, que a penalidade aplicada não afronta aos princípios constitucionais citados pelo impugnante, tendo ressaltado que não cabe aos agentes públicos manifestaremse acerca de questões inerentes à inconstitucionalidade ou ilegalidade da legislação. Afirmou, ainda, que o contribuinte estava obrigado a apresentar a declaração de ajuste anual, com base no art. 1º, incisos I e VI, da Instrução Normativa – IN Fl. 59DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10821.000414/200894 Acórdão n.º 2801001.767 S2TE01 Fl. 60 3 SRF nº 616/2006. Como a apresentação ocorreu fora do prazo, correta a exigência da multa por atraso. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado do acórdão da DRJ em 07/10/10, fls. 34, o contribuinte interpôs, em 27/10/10, o Recurso de fls. 20, em que transcreve as mesmas alegações expostas na impugnação, requerendo, ao final seu conhecimento e provimento para declarar nulo e insubsistente o lançamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O acórdão recorrido não merece qualquer reparo, como será demonstrado a seguir. DA PRELIMINAR DE NULIDADE DO PROCEDIMENTO FISCAL Cumpre informar, inicialmente, que a infração apurada foi lavrada por meio de notificação de lançamento, e não por auto de infração, sendo que os requisitos legais que aquele documento deve conter estão estabelecidos no art. 11 do Decreto 70.235/72, in verbis: “Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do notificado; II o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação; III a disposição legal infringida, se for o caso; IV a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico.” Verificando a Notificação de Lançamento de fls. 11, constatase que ela contém todos os requisitos acima descritos, cabendo ressaltar que, por ter sido emitida por meio eletrônico, não se faz necessária a aposição de assinatura. Outrossim, não houve qualquer preterição do direito de defesa do contribuinte, que ensejasse a nulidade daquela notificação, posto que foi perfeitamente Fl. 60DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10821.000414/200894 Acórdão n.º 2801001.767 S2TE01 Fl. 61 4 demonstrada a infração apurada, bem como informado ao interessado sobre a possibilidade de apresentar impugnação ao lançamento. Dessa forma, ao contrário do alegado pelo recorrente, a autoridade lançadora obedeceu ao princípio da legalidade, haja vista que lavrou a notificação contendo os requisitos previstos na respectiva legislação, motivado pelo atraso na entrega da declaração de ajuste anual do contribuinte, relativa ao exercício 2006, anocalendário 2005, pois, de acordo com o disposto no artigo 88, I, da Lei 8.981, de 1995, nessa situação o contribuinte está sujeito ao pagamento de multa de um por cento ao mês ou fração sobre o imposto devido, ainda que o imposto tenha sido pago integralmente, limitada a vinte por cento do imposto devido, nos termos do artigo 27 da Lei 9.532/1997, tendo como valor mínimo R$ 165,74. Convém ressaltar que, no presente caso, não há que se falar em Termo de Início de Fiscalização, pois se trata de notificação de lançamento eletrônica expedida exclusivamente para exigência da multa em discussão, sendo tal situação constatada no momento da entrega da declaração em atraso. Dessa forma, prescindível a expedição daquele Termo nesse caso, sem que isso se traduza em nulidade do procedimento fiscal, posto que o Fisco dispunha de elementos suficientes para a constituição do crédito tributário. Nesse sentido é o entendimento deste Conselho, consubstanciado na Súmula CARF nº 46, in verbis: “Súmula CARF nº 46 O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário.” No que diz respeito à alegação de proibição de lavratura da notificação de lançamento fora do estabelecimento do autuado, cumpre assinalar que este Conselho já pacificou o entendimento acerca dessa possibilidade em relação ao auto de infração, que pode ser perfeitamente aplicado aos casos de notificação de lançamento, mesmo porque inexiste norma que contenha a determinação defendida pelo recorrente. Vejamos abaixo o teor do enunciado da Súmula CARF nº 6, que trata do assunto: “Súmula CARF nº 6 É legítima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte.” Diante do exposto acima rejeito a preliminar suscitada. DO MÉRITO Em relação ao mérito, o recorrente limitase a defender as seguintes “teses”: a) “arbitramento fiscal não prova ganho”; b) “IRPF sem prova material da ocorrência do fato gerador”; c) “auto de infração sem motivação idônea pertinente”; d)os meios utilizados para concretizar o lançamento são inidôneos e inexistentes; Fl. 61DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10821.000414/200894 Acórdão n.º 2801001.767 S2TE01 Fl. 62 5 e) por se tratar de uma obrigação acessória, não pode ser penalizado como se não estivesse cumprindo uma obrigação principal; f) a multa aplicada tem caráter confiscatório; g) erro formal de citação da notificação de lançamento; Todavia, tais argumentações não se sustentam, por não terem sido comprovadas quaisquer irregularidades ou ilegalidades no lançamento em discussão, pois a multa por atraso na entrega da declaração de ajuste anual do IRPF foi aplicada, no presente caso, em estrita consonância com a legislação que trata da matéria, sendo que peço venia para adotar como razão de decidir os fundamentos expostos no acórdão recorrido, os quais reproduzo a seguir: “Da Multa por Atraso na Entrega da Declaração de Ajuste Anual — DAA. O artigo 7°, da Lei 9.250, de 1995, estabelece que a entrega da declaração de rendimentos da pessoa fisica deve ser feita até o último dia útil do mês de abril do anocalendário subseqüente ao da percepção dos rendimentos. O não atendimento a esta determinação legal, segundo artigo 88, I, da Lei 8.981, de 1995, sujeita o contribuinte ao pagamento de multa de um por cento ao mês ou fração sobre o imposto devido, ainda que o imposto tenha sido pago integralmente, limitada a vinte por cento do imposto devido, nos termos do artigo 27 da Lei 9.532/1997, e tendo como valor mínimo R$ 165,74. A Declaração de Ajuste Anual — DAA, referente ao ano calendário AC 2005, foi entregue pelo contribuinte em 26/05/2008, fls. 19/22, tendo como imposto devido o valor de R$ 17.892,92, sobre o qual foi calculada a multa por atraso na entrega da declaração, correspondente a vinte por cento desse valor, resultando no crédito tributário apurado de R$ 3.578,58, conforme Demonstrativo de Apuração da Multa por Atraso na entrega, fls.11. A Instrução Normativa — IN SRF n° 616, de 31/01/2006, em seu artigo 1 °, incisos I e VI, vigente à época, assim determinava: Art. 10 Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda referente ao exercício de 2006 a pessoa fisica residente no Brasil que, no anocalendário de 2005: I recebeu rendimentos tributáveis na declaração, cuja soma foi superior a R$ 13.968,00 (treze mil, novecentos e sessenta e oito reais); VI teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro do ano calendário, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 80.000,00 (oitenta mil reais); Pelo exame dos autos, verificase que o contribuinte encontrava se obrigado a apresentar a declaração de rendimentos por ter Fl. 62DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10821.000414/200894 Acórdão n.º 2801001.767 S2TE01 Fl. 63 6 auferido rendimentos tributáveis acima do valor de R$ 13.968,00 e por ter a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior ao limite previsto na legislação, aplicandose a multa por atraso na entrega nos valores definidos pelo artigo 88 da Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995, convertido para reais de acordo com o disposto no artigo 30 da Lei 9.249/1995. Vale salientar que apresentar a declaração de rendimentos é uma obrigação para aqueles que se enquadram nos parâmetros legais e deve ser realizada no prazo fixado pela lei. Por ser uma obrigação de fazer, necessariamente, tem que ter prazo certo para seu cumprimento e, se for o caso, por seu desrespeito, uma penalidade pecuniária. A causa da multa está no atraso do cumprimento da obrigação, não na entrega da declaração, que tanto pode ser espontânea como por intimação que, em qualquer dos dois casos, a infração ao dispositivo legal já aconteceu e é cabível a cobrança da multa, no valor previsto na legislação tributária. Tendo sido a declaração apresentada com atraso e sendo o contribuinte obrigado a fazêlo, a multa deve ser aplicada e a legislação vigente não prevê exclusões a essa regra.” Pelo exposto acima, improcedente qualquer alegação relacionada à ausência de motivação do lançamento e à ilegalidade da multa aplicada. O recorrente afirma que “arbitramento fiscal não prova ganho” e que o “Auto de Infração exige IRPF sem provar a existência material da ocorrência do fato gerador”. Entretanto, a notificação de lançamento questionada não trata de exigência de imposto, mas sim de penalidade, multa por atraso na entrega da declaração. Logo, tais alegações não se aplicam ao caso em comento. Ao apreciar as preliminares suscitadas, foi demonstrado que a notificação de lançamento atendeu a todos os requisitos previstos na legislação, sendo o contribuinte devidamente citado, tanto é verdade que apresentou a impugnação tempestivamente, conforme informado no despacho de fls. 24. Por conseguinte restam afastadas as alegações relativas aos meios utilizados para concretizar o lançamento e ao erro formal de citação da notificação de lançamento. Por fim, cabe esclarecer que o princípio da vedação ao confisco limitase ao valor do tributo, não se aplicando às multas por infrações à legislação tributária. Ademais, nos termos da Súmula CARF nº 2, abaixo transcrita, este Conselho não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, e o princípio citado pelo recorrente versa sobre matéria constitucional. “Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” Diante do exposto acima voto por REJEITAR a preliminar suscitada e, no mérito, por NEGAR provimento ao recurso. Fl. 63DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10821.000414/200894 Acórdão n.º 2801001.767 S2TE01 Fl. 64 7 Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 64DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10925.001548/2004-31
Data da sessão: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/08/1994 a 31/12/1997
COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO DECADENCIAL.
O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo decadencial de cinco anos, contado da data do pagamento indevido.
Solicitação Indeferida.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3803-000.011
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª turma especial da terceira SEÇÃO DE
JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO DECADENCIAL. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo decadencial de cinco anos, contado da data do pagamento indevido. Solicitação Indeferida. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3 11 turma especial da terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ALE NDRE KERN residente ej411~4 a.~1 7.:.".0.111 ••• nn•••""""Ne DANIEL MAURÍCIO FEDATO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Ivan Allegretti e Hélcio Lafetá Reis. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima. o Processo n° 10925.001548/2004-31 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.011 Fl. 99 Relatório Trata-se de recurso voluntário, tempestivo, manejado pelo Recorrente indicado em epígrafe, solicitando reforma ou anulação da decisão lavrada em Primeira Instância (Despacho Decisório n° 347/2004), na Delegacia da Receita Federal de Joaçaba/SC. O caso em tela, origina-se com o ingresso do Pedido de Restituição feito pela Interessada em julho de 2004, no valor de R$ 38.405,39, correspondente ao período de 01/08/1994 a 31/12/1997, que foi indeferido pelo motivo de inocorrência da efetiva comprovação de pagamento à maior ou indevido, além de decadência no direito ao crédito. A decisão também foi adotada pela DRJ de Florianópolis/SC (fl. 50), através do Acórdão n° 07.10.691, da 4a Turma, indeferindo o pleito que a interessada almejava. Alegou e ainda alega que a decadência não ocorreu porquanto deste modo já decidiu o STJ (REsp. 142.236/RS), segundo o qual o direito para repetição é contado 5 anos da ocorrência do fato gerador mais 5 anos contados da homologação tácita, ou seja, entende que o prazo para repetição é de 10 anos e não 5. Apoiada neste raciocínio, solicita: • Que seja reformada ou anulada a decisão da primeira instância ) assim excluindo a preliminar de decadência do direito de repetir o que já foi pago indevidamente, consequentemente determinando o retorno do processo as autoridades competentes para nova análise e revisão do mérito; demonstrando assim o entendimento de improcedência do indeferimento para, • convalidar as compensações declaradas no Processo Administrativo n° 10925.000116/2006-74, como também a restituição do Processo n° 10925.001548/2004-31. • Anular a decisão da Primeira Instância, motivado pela não análise do pedido e pela cobrança de débitos indevidamente constituídos através de aviso de cobrança, em afronta ao determinado no artigo 9° do Decreto 70.235/72. É o relatório. Voto Conselheiro DANIEL MAURÍCIO FEDATO, Relator O recurso voluntário é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A controvérsia estabelecida nos fatos deste processo, reside no indeferimento da solicitação da interessada, que é basicamente o não reconhecimento do prazo de 10 anos para a efetivação do pleito de restituição, com arrimo em decisão do STJ. • 2 Processo n° 10925.001548/2004-31 S3-TE03 Acórdão n." 3803-00.011 Fl. 100 Diante do exposto e análise do processo, além do extenso histórico dessa matéria discutida neste Conselho, entendo que não há caminho suficiente que ampare o pedido, consoante Ato Declaratório SRF n° 096, de 26 de fevereiro de 1999, que adota como fundamento para decidir a controvérsia, bem como no Parecer PGFN/CAT n° 550, de 12 de maio de 1999 em igual sentido. Também não observo pertinente e forte a defesa trazida, nada que derrube o Ato Declaratório 96/99, pois o direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo decadencial de cinco anos, contado da data do pagamento indevido, como assentado neste Colegiado. Com estes fundamentos, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 06 de julho de 2009. _ DANIEL MAURíCIO FEDATO P\16 3
score : 1.0
Numero do processo: 13874.000069/2002-76
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.828
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-01T14:52:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-01T14:52:54Z; Last-Modified: 2013-10-01T14:52:54Z; dcterms:modified: 2013-10-01T14:52:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:373aef60-c436-468a-b8e7-f35f86a53398; Last-Save-Date: 2013-10-01T14:52:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-01T14:52:54Z; meta:save-date: 2013-10-01T14:52:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-01T14:52:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-01T14:52:54Z; created: 2013-10-01T14:52:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-10-01T14:52:54Z; pdf:charsPerPage: 923; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-01T14:52:54Z | Conteúdo => CC03/C01 Fls. 137 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA 13874.000069/2002-76 134.936 Solicitação de Diligência 301-1.828 26 de abril de 2007 A. M. CENÁRIO E PRODUÇÕES LTDA. - ME. DRJ/RIBEIRÃO PRETO/SP Processo n" Recurso n° Assunto ResoluçTto Data Recorrente Recorrida RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. 11V OTACiLIO D NTAS CARTAXO Presidente VALMAR FONS Relator CA DE MENEZES Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, George Lippert Neto, Adriana Giuntini Viana, Irene Souza da Trindade Torres e Susy Gomes Hoffmann. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional Jose Carlos Dourado Maciel. Processo n. ° 13874.000069/2002-76 Resolução n.° 301-1.828 CC03/C01 Fls. 138 RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir. "A contribuinte acima qualificada, mediante Ato Declaratório n" 341.475 de emissão do Sr. Delegado da Receita Federal em Sorocaba, em 02/10/2000, foi excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Micro empresas e dos Empresas die Pequeno Porte (Simples), ao qual havia anteriormente optado, na . forma da Lei n" 9.317, de 05/12/1996 e alterações posteriores, em virtude de pendências da empresa e/ou sócios com a PGFN. Insurgindo-se contra a referida exclusão, a contribuinte apresentou, em 16/01/2001, Solicitação de Revisão da Vedação/Exclusão à Opção pelo Ties (SRS) junto àquela Delegacia que se manifestou pela improcedência do citado pleito ao argumento de que a empresa possui débito inscrito em divida ativa da União e citou os processos 10875.228177/97-30 e 10875.228178/97-01 (71. 03-verso). hiconformada, a contribuinte ingressou, em 09/04/2001, com a manifestação de 17. 01, alegando que alegando que foram apresentados Receita Federal comprovcintes de que os processos cobrados pela PFN são indevidos, não podendo ser penali=ada com a exclusão do Simples em virtude da morosidade na análise dos processos administrativos que enumerou: 10875.228177/97-30 e 10875.228178/97-01. Anexou cópia de requerimento dirigido ao Delegado da Receita Federal em Sorocaba, protocoli=ado em 16/01/2001 (fl. 02), no qual justifica a entrega de declaração retificadora do ano-calendário de 1994 argiiindo que os valores informados a titulo de Contribuição Social e Colitis estavam incorretos, pois .foram utili=ados Uflr trocadas o que teria implicado os valores indevidamente lançados a maior e, em conseqüência, a inscrição C111 dívida ativa, ressaltando que os corretos forani recolhidos. Intimadct a apresentar, entre outros documentos, a certidão negativa (ou positiva com efeitos de negativa) do INSS e da PGFN, a empresa atendeu em parte à intimação (doc. de ,fls. 59/89), deixando, no entanto, c/c apresentar as certidões. ./6i fl. 94 consta a informação que não .foi localiatdo o Aviso de Recepção (AR) da ciência do julgamento da SRS. Às fls. 96/103 constdun pesquisas, realLadas em 07/10/2004, relativas às inscrições em dividia ativa." A Delegacia de Julgamento proferiu decisão, nos termos da ementa transcrita adiante: "A ill. Cenário e Produções Ltda. — ME Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e ontribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Sij les 2 o relatóri • Processo n.° 13874.000069/2002-76 Resolução n.° 301-1.828 CC03,C01 Fls. 139 Ano-calendétrio: 2000 Ementa: SIMPLES. EXCLUSÃO.DÉBITO EM DIVIDA ATIVA. A existência de débito inscrito na divida ativa da União é hipótese impeditiva do enquadramento da pessoa jurídica 170 Simples. Solicitação Indeferida" Inconformad a contribuinte recorre a este Conselho, conforme petição de 11. 124, reiterando a sua perm encia no SIMPLES. •■• • 3 Sala das Sessões, em 26 de abril de 2008 VALMAR FO A D MENEZES - Relator Processo n.° 13874.000069/2002-76 Resolugao n.° 301-1.828 CCO3 CO! Fls. 140 VOTO Conselheiro Valmar Fonseca de Menezes, Relator Verifica-se, A ti. 134, que consta a informação de que existe urna divergência de informações entre o sistema CNPJ e o sistema SIVEX, quanto à data de exclusão da contribuinte e que não houve pronunciamento do setor correspondente da Delegacia de origem — SECAT -, embora o próprio despacho assim o sugira. Por outro lado, consta dos autos o Ato Declaratório de Exclusão, de fl. 31, cuja motivação seria "Pendências da empresa e/ou sócios junto a PGFN". No entanto, não se vislumbra que tenha sido dada a devida ciência a contribuinte de quais pendências seriam estas. Entendo que, em que pese a informação relativa a intempestividade do recurso, a análise do processo requer total clareza sobre a ocorrência da exclusão da pessoa jurídica do SIMPLES, devendo a Delegacia de origem esclarecer se — quando desta ocorrência — foi enviado à contribuinte demonstrativo das suas pendências impeditivas de permanecer no SIMPLES, comprovando o fato, se for o caso. Diante do exposto, voto no sentido da conversão do julgamento em diligência, para as providências elencadas. 4
score : 1.0
Numero do processo: 10183.003685/2007-83
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
AÇÃO FISCAL. INTIMAÇÃO PARA ESCLARECIMENTOS. AUSÊNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA.
A ação fiscal tem natureza de procedimento administrativo, logo não há que se cogitar, durante o seu desenvolvimento, em direito à ampla defesa, sendo tal direito constitucional exercido no âmbito do processo administrativo, que somente se inicia com a apresentação, pelo interessado, de impugnação tempestiva.
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Correta a imposição, quando, da ação fiscal resulta a apuração de omissão de rendimentos, averiguada pelo cotejamento entre a informação fornecida pela fonte pagadora e os valores declarados pelo sujeito passivo, não sendo elidida por prova em contrário.
Preliminar Rejeitada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.229
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 AÇÃO FISCAL. INTIMAÇÃO PARA ESCLARECIMENTOS. AUSÊNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. A ação fiscal tem natureza de procedimento administrativo, logo não há que se cogitar, durante o seu desenvolvimento, em direito à ampla defesa, sendo tal direito constitucional exercido no âmbito do processo administrativo, que somente se inicia com a apresentação, pelo interessado, de impugnação tempestiva. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Correta a imposição, quando, da ação fiscal resulta a apuração de omissão de rendimentos, averiguada pelo cotejamento entre a informação fornecida pela fonte pagadora e os valores declarados pelo sujeito passivo, não sendo elidida por prova em contrário. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado.
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INTIMAÇÃO PARA ESCLARECIMENTOS. AUSÊNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. A ação fiscal tem natureza de procedimento administrativo, logo não há que se cogitar, durante o seu desenvolvimento, em direito à ampla defesa, sendo tal direito constitucional exercido no âmbito do processo administrativo, que somente se inicia com a apresentação, pelo interessado, de impugnação tempestiva. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Correta a imposição, quando, da ação fiscal resulta a apuração de omissão de rendimentos, averiguada pelo cotejamento entre a informação fornecida pela fonte pagadora e os valores declarados pelo sujeito passivo, não sendo elidida por prova em contrário. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Ewan Teles Aguiar, Eivanice Canário da Silva e Tânia Mara Paschoalin. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 30/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10183.003685/200783 Acórdão n.º 2801002.229 S2TE01 Fl. 60 2 Relatório A contribuinte Maria Gilka Gomes de Oliveira, já devidamente qualificada nos autos, inconformada com a decisão de primeira instância, prolatada pela 4a Turma de Julgamento da DRJ/Campo Grande (MS), nos termos do Acórdão DRJ/CGE n° 0417.817, de 10/06/2009, às fls. 32/39, pleiteia junto a este Egrégio Conselho a sua reforma, nos termos do Recurso Voluntário, às fls. 47/56. Mediante Notificação de Lançamento, às fls. 08/12, formalizouse exigência de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, relativo ao exercício 2004, anocalendário 2003, no valor total de R$ 13.032,78, incluídos os acréscimos legais. Segundo a descrição dos fatos e o enquadramento legal constantes da peça de autuação, foram alterados os valores declarados como rendimentos tributáveis recebidos de pessoas jurídicas e glosada parte dos valores declarados a título de imposto de renda retido na fonte. Inconformada com a exigência, a contribuinte apresentou impugnação em 29/08/2007, às fls. 01/07, onde, em síntese, alega que: a fonte pagadora Câmara Municipal de Cuiabá deixou de entregar à contribuinte a ficha de informações dos valores recebidos, sem, contudo, provocar prejuízos ao erário, pois o IRPF é retido por esta fonte pagadora a qual prestava serviços; tal falha na entrega do referido documento foi provocada pela Câmara Municipal de Cuiabá, em razão de não possuir vínculo com este órgão; a informação de que um de seus dependentes obteve rendimentos não passou de um deslize ou equivoco do contador que prestou as informações na D1RPF, pois o dependente Antino Gomes é servidor público aposentado e é inimputável em conseqüência de problemas mentais, dependente da qual é curadora; ao tempo da declaração de imposto de renda os rendimentos do dependente eram isentos do imposto de renda, pois os valores eram menores do que o teto tributável; o dependente apresentou declaração de isento; não houve dolo de sua parte quando deixou de declarar os rendimentos de um de seus dependentes, pois os valores recebidos foram gastos e aplicados pelo dependente; não se pode desprezar que ela confiou sua declaração a um contador, que não zelou pela prestação de um serviço eficaz e adequado; com base no princípio da ampla defesa, merece a impugnação ser acolhida em sua totalidade, em razão da visível ilegalidade da Notificação de Lançamento, imposta sob a frágil afirmação de não ter se manifestado quando da intimação. A interessada anexou aos autos os documentos às fls. 13/17. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 30/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10183.003685/200783 Acórdão n.º 2801002.229 S2TE01 Fl. 61 3 Após apreciar a lide, por unanimidade de votos, a 4a Turma de Julgamento da DRJ/Campo Grande (MS) julgou procedente o lançamento, mantendo a exigência do crédito tributário. Cientificada dessa decisão em 17/07/2009, conforme faz prova o Aviso de recebimento – AR à fl. 44, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 11/08/2009, às fls. 47/56, reiterando os argumentos e fundamentos expostos quando da impugnação ao lançamento. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Inicialmente, manifestome quanto à alegada nulidade do lançamento por cerceamento do direito de defesa em razão da ausência de intimação prévia da recorrente para prestar esclarecimentos durante o procedimento de fiscalização. De pronto podese verificar que não assiste razão à impugnante em sua argumentação. Consta à fl. 30 do presente processo o Termo de Intimação Fiscal n° 2004/601156232001024, datado de 30/04/2007, e cientificado à contribuinte em 08/05/2007 (AR à fl. 31), ou seja, em momento anterior à formalização do lançamento, que demonstra ter a fiscalização efetuado intimação à recorrente para que prestasse os devidos esclarecimentos e/ou apresentasse documentação quanto ao solicitado na ação fiscal. Ainda que tal procedimento não tivesse sido levado a efeito pela autoridade lançadora, a ausência dessa intimação prévia à contribuinte não teria o condão de ocasionar a nulidade pretendida, não se constituindo sequer em irregularidade. Sobre o assunto, este Egrégio Conselho já pacificou o entendimento de que não há necessidade de se intimar previamente o contribuinte nos casos em que o Fisco dispõe de elementos suficientes para realizar o lançamento de ofício. Vejamos o enunciado da Súmula CARF nº 46: Súmula CARF nº 46: O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário. Ademais, cabe registrar que o direito ao contraditório e à ampla defesa está previsto em lei para ser exercido durante a fase do contencioso administrativo, que se instaura com a abertura de prazo para apresentação de impugnação. Para comprovar tal assertiva é suficiente a transcrição do art. 14 do Decreto n° 70.235/1972, in verbis: Fl. 65DF CARF MF Impresso em 30/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10183.003685/200783 Acórdão n.º 2801002.229 S2TE01 Fl. 62 4 Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. (negritei) Deveras, os princípios do contraditório e da ampla defesa estão garantidos aos litigantes, tanto no processo administrativo, quanto no judicial. No processo administrativo, o litígio só vem a ser instaurado a partir da impugnação tempestiva da exigência, na chamada fase contenciosa, não se podendo cogitar de preterição do direito de defesa antes de materializada a própria exigência fiscal, por intermédio de auto de infração ou notificação do lançamento. No presente caso, o rito prescrito pelo Decreto n° 70.235/72 e alterações posteriores (norma que regula o processo administrativo fiscal) foi seguido na devida forma, vez que foi assegurado à contribuinte os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, todos insculpidos no art. 5°, inciso LV, da Constituição Federal. E mais, na espécie em exame, observase que os fundamentos do lançamento e do julgado de primeira instância estão claramente expostos, o que permitiu à interessada apresentar argumentos e documentos que entendeu hábeis e suficientes a desconstituir o lançamento. Assim, não obstante o inconformismo da recorrente, verificase que não restou caracterizado no presente caso o alegado cerceamento do direito de defesa. Quanto ao mérito, nesta fase recursal, nenhuma nova argumentação ou prova foi apresentada pela contribuinte no sentido de elidir as infrações apontadas pela autoridade fiscal, ficando suas alegações, restritas àquelas apresentadas quando da impugnação ao lançamento, mas que foram corretamente apreciadas no acórdão de primeira instância, se revelando inábeis a desconstituir a exigência formalizada. Neste ponto, por relevante, transcrevo os seguintes excertos da decisão vergastada, cujo entendimento ali expresso adoto in totum, neste voto, como razões de decidir: fls. 35/38 dos autos “As alegações da contribuinte de que contratou terceiro qualificado para elaboração e entrega de suas declarações de imposto de renda, além da alegada falta de dolo de sua parte, não têm o condão de afastar a infração apurada. (...) deve ser esclarecido que a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente (art. 136 do Código Tributário Nacional). Ademais, todos os anos a Secretaria da Receita Federal, edita Instruções Normativas dispondo sobre a apresentação da declaração de ajuste anual, estabelecendo forma, prazo e condições para o cumprimento da obrigação e o respectivo responsável que, salvo as exceções legalmente previstas, é o próprio sujeito passivo da obrigação principal, não podendo o contribuinte eximirse da penalidade que lhe é imputada sob a alegação de que foi outra pessoa que efetuou a declaração, pois Fl. 66DF CARF MF Impresso em 30/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10183.003685/200783 Acórdão n.º 2801002.229 S2TE01 Fl. 63 5 a responsabilidade pela veracidade das informações nela contidas é sua. Além do que, os dados incorretos se repetiram no ano seguinte, demonstrando que o contribuinte poderia ter detectado tais irregularidades. (...) Quanto à fonte pagadora Câmara Municipal de Cuiabá, o argumento apresentado pela contribuinte não merece prosperar, pois o fato de não ter recebido o comprovante de rendimentos por parte da fonte pagadora não impediria a mesma de saber quais os valores por ela recebidos através dos comprovantes mensais de pagamento. Além do mais, poderia ter insistido com a fonte pagadora em obter estas informações e apresentálas, mesmo após o prazo de entrega da declaração de ajuste, através de declaração retificadora. (...) Quanto à outra fonte pagadora, Tribunal de Contas do Estado Mato Grosso do Sul, a contribuinte alega que tal rendimento pertence a seu dependente, que é aposentado e possui problemas mentais. Analisando as justificativas e o pleito da contribuinte, cumpre esclarecer que os rendimentos auferidos pelos dependentes, declarados na DIRPF, devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação, nos termos do art. 38 da Instrução Normativa SRF n°15 de 6 de fevereiro de 2001 (...) Os rendimentos tributáveis, mesmo que individualmente fiquem abaixo do limite de tributação, estão sujeitos à incidência do imposto de renda e devem ser somados aos rendimentos da declarante. (...)” Como se vê, os valores omitidos apontados no lançamento constam das DIRF apresentadas pelas fontes pagadoras, e se referem a rendimentos recebidos no anocalendário de 2003 pela declarante e por dependente (Sr. Antino Gomes). Portanto, tomo por consistente o lançamento formalizado nos autos. Isto posto, VOTO por rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 67DF CARF MF Impresso em 30/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10183.003685/200783 Acórdão n.º 2801002.229 S2TE01 Fl. 64 6 Fl. 68DF CARF MF Impresso em 30/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13053.000366/2007-90
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. ÔNUS DA PROVA.
Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação mediante apresentação de documentação hábil e idônea, em consonância com a legislação de regência, sob pena de não serem acatadas.
RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. OMISSÃO. DECLARAÇÃO ESPONTÂNEA.
Devem ser expurgados do lançamento os valores comprovadamente
declarados em procedimento espontâneo.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.109
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para excluir da tributação a quantia de R$ 1.158,31, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
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DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. ÔNUS DA PROVA. Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação mediante apresentação de documentação hábil e idônea, em consonância com a legislação de regência, sob pena de não serem acatadas. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. OMISSÃO. DECLARAÇÃO ESPONTÂNEA. Devem ser expurgados do lançamento os valores comprovadamente declarados em procedimento espontâneo. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da tributação a quantia de R$ 1.158,31, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Fl. 47DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13053.000366/200790 Acórdão n.º 2801002.109 S2TE01 Fl. 42 2 Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi expedida a Notificação de Lançamento de fls. 03 a 06, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2005, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$5.598,99, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação foi assim sintetizada no acórdão de primeira instância (fls. 26): A fiscalização informa às fls. 04 que procedeu a glosa da despesa médica com a UNIMED, no valor de R$ 4.048,00 e, às fls. 04, verso, que constatou omissão de rendimentos de diversas fontes pagadoras no valor de R$ 17.729,54. No tocante às despesas médicas, consta da complementação da descrição dos fatos (fls. 04): 0 contribuinte apresenta declaração emitida por Madeireira Montenegrina Ltda., que afirma ter "descontado" do valor pago a Facchin & Ferla Contadores Associados S/C a referida quantia a fim de incluir o contribuinte entre os beneficiários da Unimed. Não há porém prova da efetiva inclusão ou comprovação deste desconto. São dedutíveis as despesas médicas comprovadas, efetivamente suportadas pelo contribuinte. Neste caso, quem efetua o pagamento não é o contribuinte, mas a empresa Fachin & Ferla Contadores Associados, pois esta recebeu valor menor pela prestação de seu serviço. É portanto despesa da empresa, e não do contribuinte, que não comprova ter reembolsado esta, por exemplo, por desconto no seu prolabore. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 e 02), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 26): (...) o pagamento para o plano de saúde UNIMED é feito por intermédio da empresa Madeireira Montenegrina Ltda para a qual presta serviços contábeis por meio de sua empresa Fachin & Ferla. Para comprovar, anexa declaração da Madeireira Montenegrina Ltda. Quanto à omissão de rendimentos relativa a Fl. 48DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13053.000366/200790 Acórdão n.º 2801002.109 S2TE01 Fl. 43 3 empresa Maurício Rosa dos Santos — ME, CNPJ 01.022.486/000121 disse que em verdade esse fato não ocorreu, pois o valor foi informado na declaração de ajuste anual sob o título "diversas pessoas jurídicas". ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 8ª Turma da DRJ Porto Alegre/RS, conforme Acórdão de fls. 25 a 27, julgou a impugnação improcedente, mantendo o lançamento. Quanto às despesas médicas, destacou: O documento expedido pela Madeireira Montenegrina Ltda não é suficiente para comprovar a participação do notificado no plano de saúde. O notificado não apresentou nenhum documento emitido pela UNIMED que ateste sua participação no plano de saúde por intermédio da Madeireira Montenegrina. A aceitação dessa despesa está condicionada a apresentação de documento emitido pela UNIMED como, por exemplo, cópia do contrato de prestação de serviços intermediado pela empresa para qual presta serviços que demonstre a efetiva participação do notificado e seus dependentes. No tocante á omissão de rendimentos, fundamentou a decisão nos seguintes moldes: Em se tratando de rendimento recebido de pessoa jurídica, o correto preenchimento na declaração de ajuste anual prevê a informação do CNPJ da fonte pagadora no campo pr6prio. O notificado informou genericamente o rendimento recebido de pessoas jurídicas pelo titular com a expressão "diversas pessoas jurídicas", no valor de R$ 9.000,00. A juntada da cópia da resposta apresentada ao Termo de Intimação Fiscal n° 2005/610118432091073 não é suficiente para comprovar que o rendimento recebido da empresa Maurício Rosa dos Santos tenha sido incluído no total de R$ 9.000,00 informado na DAA. Dessa forma, deve ser mantida a omissão de rendimentos impugnada. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 21/10/2010 (fls. 30), o contribuinte apresentou, em 22/11/2010, o Recurso de fls. 31 e 32, reafirmando, em síntese, que já havia declarado os rendimentos recebidos de Maurício Rosa dos Santos, CNPJ 01.022.488/000121, conforme esclarecera à autoridade fiscalizadora, sob a informação genérica “Diversas Pessoas Jurídicas”. Quanto às despesas tidas com a Unimed, esclarece que até 1991 era funcionário da empresa Madeireira Montenegrina Ltda. e após esse ano os serviços contábeis passaram a ser prestados pela empresa Fachin & Ferla Contadores Associados. Como os valores do plano de saúde eram mais acessíveis, o contribuinte continuou com o mesmo contrato que usufruía como funcionário, efetuando os correspondentes pagamentos diretamente à Madeireira Montenegrina. Assim, junta declaração da Unimed demonstrando que participa do plano de saúde em nome da referida Madereira (fls. 37). Fl. 49DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13053.000366/200790 Acórdão n.º 2801002.109 S2TE01 Fl. 44 4 Instrui, ainda, o recurso voluntário, cópia do acórdão recorrido (fls. 34 a 36), do documento de identidade do contribuinte (38) e informação dos Correios referente à data de entrega do acórdão recorrido (fls. 39). O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 40, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o litígio cingese a glosa de despesas médicas no montante de R$4.048,00 e omissão de rendimentos relativos à Pessoa Jurídica Mauricio Rosa dos Santos, CNPJ 01.022.488/000121 (R$1.158,31), eis que, em relação às demais omissões, desde a impugnação até o presente recurso, o interessado não apresenta elementos de prova e nem argumentos aptos a afastarem o acerto do lançamento. Relativamente às despesas médicas, determinam o inc. II, alínea “a”, §§ 2º e 3º do art. 8º da Lei nº 9.250, de 1995, que na declaração de ajuste anual, poderão ser deduzidos da base de cálculo do imposto de renda os pagamentos feitos, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas provenientes de exames laboratoriais e serviços radiológicos, restringindose aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao seu tratamento e ao de seus dependentes. De acordo com o § 2º, III do precitado dispositivo, a dedução fica condicionada ainda a que os pagamentos sejam especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e CPF ou CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação de cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. A dedução em questão não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, §2º, IV). Depreendese, portanto, que os documentos carreados aos autos para a comprovação da dedução pleiteada devem deixar claro que se trata de despesas médicas, sendo possível identificar o emitente como um dos profissionais acima mencionados, seu nome, CPF ou CNPJ, endereço, bem como esclarecer que os serviços médicos prestados tiveram como beneficiário o contribuinte ou seus dependentes. As despesas pleiteadas não podem ter sido objeto de ressarcimento por entidade de qualquer espécie. Importante ter em mente que, em se tratando de deduções da base de cálculo do imposto devido, o ônus da prova do direito alegado é do declarante que deve tomar todas as cautelas para comprovar o direito invocado por meio de documentos hábeis e idôneos que não Fl. 50DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13053.000366/200790 Acórdão n.º 2801002.109 S2TE01 Fl. 45 5 deixem dúvida quanto a nenhum dos pontos estabelecidos na legislação de regência acima mencionada. E mais, a ninguém é dado deixar de cumprir a legislação sob a alegação de que a desconhece (DecretoLei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942, art. 3º). No caso, o interessado apresentara à autoridade fiscalizadora a declaração emitida por Madereira Montenegrina Ltda., fls. 09, informando que teria descontado de Jorge Fernando Camara Ferla a quantia de R$4.048,00 proveniente de plano de saúde. Ocorre que o interessado não percebe rendimentos de Madereira Montenegrina Ltda., conforme se pode verificar em sua Declaração de Ajuste Anual (fls. 19 a 22) e, como ele mesmo informa em seu recurso voluntário, desde 1991 não é mais funcionário da referida Madereira, sendo que os serviços contábeis são prestados pela pessoa jurídica Fachin & Ferla Contadores Associados. Assim, dada a impossibilidade contábil de Madereira Montenegrina efetuar descontos do contribuinte, acertadamente ponderou a autoridade lançadora que, se Madereira Montenegrina efetuou descontos, o fez de pagamentos devidos à pessoa jurídica Fachin & Ferla Contadores Associados. Portanto, para que o interessado pudesse usufruir da dedução aqui em discussão, seria indispensável que careasse aos autos elementos de prova de que teria arcado com o ônus alegado. Não se presta a essa comprovação, ônus do contribuinte, a informação prestada pela Unimed Vale do Caí de fls. 37, eis que ela nada pode esclarecer acerca de como o interessado pagaria à Madereira Montenegrina Ltda. por sua inclusão no plano de saúde empresarial. Cabe, desse modo, manter a glosa de despesas médicas. Relativamente à omissão de rendimentos, ônus da autoridade lançadora, consta da Notificação de Lançamento que constatouse omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$17.729,54, recebido(s) pelo titular e/ou dependentes, da(s) fonte(s) pagadora(s) que relaciona, entre elas Mauricio Rosa dos Santos, CNPJ 01.022.488/000121. Ocorre que o contribuinte, não obstante de forma inadequada, oportunamente declarou rendimentos de diversas pessoas jurídicas no total de R$9.000,00 (declaração fls. 19 a 22, entregue em 26/04/2005). Ao ser intimado a prestar esclarecimentos, em julho de 2007 (fls. 06), em resposta datada de agosto de 2007 (fls. 07 e 08), relacionou que fontes pagadoras estariam contempladas nestes R$9.000,00, sendo uma delas Mauricio Rosa dos Santos, CNPJ 01.022.488/000121, tendo juntado os comprovantes de rendimentos correspondentes (fls. 10 a 14). Cumpre observar que o comprovante emitido por Mauricio Rosa dos Santos, fls. 11, inclusive consigna rendimentos tributáveis no valor de R$1.266,64, quantia essa superior à lançada como omissão dessa fonte pagadora (R$1.158,31). Registrese que as demais fontes pagadoras relacionadas pelo contribuinte como aquelas que concorreram para a composição do valor declarado como recebido de “Diversas Pessoas Jurídicas” não foram mencionadas no lançamento. Também não constam dos autos as Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF apresentadas para o CPF do interessado e seus dependentes para o anocalendário 2004. E mais, a autoridade lançadora não faz nenhuma menção aos esclarecimentos prestados pelo contribuinte em relação aos rendimentos recebidos de “Diversas Pessoas Jurídicas”, não sendo possível inferir se não foram Fl. 51DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13053.000366/200790 Acórdão n.º 2801002.109 S2TE01 Fl. 46 6 lançadas as demais fontes pagadoras identificadas pelo contribuinte apenas durante a fiscalização por ausência de DIRF ou se os esclarecimentos prestados teriam sido aceitos, ainda que apenas parcialmente. Portanto, neste contexto, repisando que o ônus da omissão é da autoridade lançadora, considerando o princípio da verdade material e os elementos de prova que constam dos autos, entendo que os esclarecimentos prestados pelo contribuinte durante a fiscalização militam a seu favor no tocante à impropriedade de se considerar os rendimentos percebidos de Mauricio Rosa dos Santos, CNPJ 01.022.488/000121, no valor de R$1.158,31, como omitidos. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para excluir da tributação a quantia de R$1.158,31. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 52DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 10831.003725/99-61
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.915
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora. OTACÍLIO DA Presidente S CARTAXO SUSYJiS S HOFFMANN Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Irene Souza da Trindade Torres, João Luiz Fregonazzi, Rodrigo Cardozo Miranda e Patricia Wanderkoke Gonçalves (Suplente). Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Brochini. i • • Processo n.° 10831.003725/99-61 Resoluçáo n.° 301-1.915 CC03/C01 Fls. 903 RELATÓRIO Cuida-se de impugnação a Auto de Infração de fls. 756/773, elaborada pela Impugnante — ora Recorrente — DANONE S/A em que se postula a sua anulação e, conseqüentemente, insubsistência dos lançamentos dele originados, em que se anota como devidos imposto de importação - II e imposto sobre produtos industrializados - IPI, em decorrência da perda do direito de importar com redução de tributos mercadorias vinculadas ao programa especial de exportação — BEFIEX, relativo ao termo de compromisso if. 569/89, totalizando o crédito tributário de RS 881.071,47. Inconformada, a contribuinte apresentou impugnação de fls.790/797 alegando em síntese que: 1. o Programa Especial de Exportação restou encerrado por adimplência contratual, através do oficio n°. 060/MIDC/SPI/BEFIEX, da Coordenadoria Geral dos Programas BEFIEX; 2. a Cia. Campineira carreou divisas para o Brasil, quando da negociação que resultou na entrada de US$ 20.372.970,00, conforme Certificado de Registro emitido pelo Banco Central do Brasil; 3. de acordo com o disposto no artigo 41, item II, do Dec. 96.760, são reconhecidas as receitas incidentes em moeda estrangeira que resultem de quaisquer operações do titular do programa BEFIEX; 4. não há qualquer impedimento legal com relação ao destino a ser dado ao capital estrangeiro, após a sua nacionalização. A destinação posterior do numerário, como sugerido pelo fiscal, não tira o mérito da empresa; 5. mesmo tendo sido titular por pouco tempo, a legislação nada fala acerca de prazo de investimento, tampouco de destinacdo do capital estrangeiro convertido em moeda nacional, 6. em face do investimento, o saldo global de divisas, para efeito do programa do BEFIEX resulta, no encerramento do programa, em março de 1999, no montante de R$ 23.528.425,32; 7. a autoridade fiscal autuou a empresa com base em presunção de que a impugnante não seria titular da operação relativa ao investimento estrangeiro; 8. em maio de 1997, a Compgnie Gervais Danone investiu na Danone S/A o equivalente a U$ 127.000.000,00, conforme atestam os Certificados de Registros e Ata de Assembléia Geral Extraordinária, tendo sido esse 06 2 Processo n.° 10831.003725/99-61 Resolução n.° 301-1.915 CC03/C01 Fls. 904 numerário utilizado para a compra de parte do capital da Cia. Campineira de Alimentos, passando, assim, esta a ser do grupo DANONE; 9. por fim, alega que as exportações superaram o compromisso pactuado durante o período do programa, representando 71,41% a mais que o compromissado. Por outro lado, com relação ao saldo de divisas, por apenas 4,85%, deixou a contribuinte de atingir os 50% exigidos pelo referido artigo. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo proferiu acórdão julgando o lançamento procedente em virtude do descumprimento do Programa BEFIEX. Ato continuo seguiu-se voto do (a) Relator (a), aduzindo, que, diversamente do que afirma a empresa, restou demonstrado que os ajustes numéricos em busca da observância aos requisitos legais do Programa, os Balanços e divisas da empresa, não atingiram o compromisso assumido relativamente ao saldo global acumulado positivo de divisas. Destacou que o descumprimento assumido dá margem à responsabilidade objetiva da empresa, não se levando em consideração a presença de elemento volitivo, nos termos do artigo 499 do RA. No mais, negou a possibilidade de conceder o beneficio requerido do artigo 72 do Decreto 96760/88, eis que não realizou ao menos a metade dos compromissos de exportação e do saldo global acumulado positivo de divisas. Irresignada, a contribuinte interpôs recurso voluntário, fls. 849/863, sendo feito inicialmente um resumo dos fatos. No direito, desenvolveu os seguintes pontos: "Da nulidade do auto por falta de reconhecimento de eficácia de documento emitido pelo Banco Central do Brasil, cujo valor restou glosado pela Receita Federal, Dos demais investimentos estrangeiros para a operação de aquisição do controle da Campineira pela Recorrente, Do relevante resultado alcançado". Em conclusão destacou que "a Beneficiária recebeu mais moeda do exterior (tanto exclusivamente por exportação, como também por investimento de capital) do que remeteu (compras e dividendos), e isto atende por inteiro, e com sobra, a finalidade do programa BEF I EX". Ao final, requereu seja declarado insubsistente o auto de infração e, eventualmente, seja concedido o beneficio do artigo 72 do Decreto 96.760/88, por ter tido grande desempenho no comércio internacional, produzindo maciça entrada de divisas. Os membros do Terceiro Conselho de Contribuintes acordaram em converter o julgamento em diligência (fls.8791887) para que órgão competente se pronunciasse se o valor de U$ 20.372.970,00 poderia ou não integrar o saldo para compor a receita do Programa BEFIEX. Dessa forma, determinou-se a diligência ao órgão gestor do programa, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio. 3 • Processo n.° 10831.003725/99-61 Resolução n.° 301-1.915 CC03/C01 Fls. 905 Entretanto, a diligência não foi cumprida, tendo que o Servidor competente para o encaminhamento da diligência entendeu que nos termos do art. 38 da Lei n°. 9.250, de 1995, a Secretaria da Receita Federal estaria impedida de promover a remessa de processo fiscal relativos a tributos a outros órgãos senão Ague les da própria SRF. Em suma, tern-se o relatório do processo. Seguem fundamentos de voto. E o relatório. • 4 Processo n.° 10831.003725/99-61 Resolução n.° 301-1.915 CC03/C01 F s. 906 VOTO Conselheira Susy Gomes Hoffinann, Relatora Conheço do Recurso Voluntário por preencher os requisitos legais. Cuida-se de impugnação a Auto de Infração de fls. 756/773, elaborada pela impugnante DANONE S/A em que se postula a sua anulação e, conseqüentemente, insubsistência dos lançamentos dele originados, em que se anota corno devidos imposto de importação - II e imposto sobre produtos industrializados - IPI, em decorrência da perda do direito de importar com redução de tributos mercadorias vinculadas ao programa especial de exportação — BEFIEX, relativo ao termo de compromisso if. 569/89, totalizando o crédito tributário de R$ 881.071,47. Alega a contribuinte que a Cia. Campineira carreou divisas para o Brasil, resultando na entrada de US$ 20.372.970,00, conforme Certificado de Registro emitido pelo Banco Central do Brasil, valor este que integrou o saldo para compor a receita do Programa BEFIEX. Assim sendo, aduz que diante da entrada deste valor, houve o cumprimento do compromisso n°. 569/89, não sendo devidos o II e o IPI, em decorrência da perda do direito de importar corn redução de impostos. A fiscalização, por sua vez, apurou diversas irregularidades corn relação ao cumprimento do regime especial, as quais vêm descritas no Relatório de Auditoria-Fiscal (fls. 733 a 755), sendo elas: - o lançamento do valor de U$ 20.372.970,00 no Demonstrativo do Balanço de Divisas, posição em 30/04/97 (fi. 361), como Integralização de Capital em Moeda, sem lançamento na contabilidade da beneficiária, contrariando o item III do artigo 41 do Decreto 96.760/88, o qual prevê que as receitas incidentes em moeda estrangeira devem resultar de quaisquer operações do titular do programa BEFIEX, inicialmente a CIA CAMPINEIRA DE ALIMENTOS e, posteriormente, a DANONE S/A, e não das operações de seus sócios; e - a falta de lançamento da remessa de Lucros ao Sócio Estrangeiro, no valor de US 471.547,73, conforme declaração da interessada (fl. 723), referente à Distribuição de Lucros e Dividendos da CIA CAMPINEIRA DE ALIMENTOS do exercício de 1996, contrariando novamente o item III do artigo 41 do Decreto 96760/88, o qual prevê que as despesas incidentes em moeda estrangeira devem resultar de quaisquer operações do titular do programa BEFIEX. Dessa forma, restou alegada pela fiscalização a falta de recolhimento de Imposto de Importação — II e de Imposto Sobre Produtos Industrializados — IPI, em razão da inadimplência ao Programa BEFIEX, por meio de Termo de Verificação Fiscal referente ao auto de infração — PAF 10831.003725/99-61, fls. 733/754, que se anota em parte: 5 Processo n.° 10831.003725/99-61 Resolução n.° 301-1.915 CC03/C0 I F Is. 907 "De fato, da análise do Termo de Compromisso, podemos verificar que o saldo global acumulado positivo de divisas compromissado na cláusula segunda, USS 7.344.000,00, corresponde a 70,78% do valor FOB mínimo a exportar, que é de USS 10.375.000,00 conforme a mesma cláusula. Ocorre que o contribuinte lançou o valor de US$ 20.372.970,00 no mesmo Demonstrativo do Balanço de Divisas, posição em 30.04.97 (As. 361) como INTEGRALIZAÇÁO DE CAPITAL EM MOEDA (linha 16). Intimado a esclarecer este lançamento (fls. 467), o contribuinte informou que se tratava da venda de ações por parte dos sócios e por isso não havia sido efetivado lançamento na contabilidade da empresa (BENEFICIÁRIA DO PROGRAMA), fls. 494. Nas páginas 506 à 653 estão contidas todas as operações de compra e venda de ações da empresa Cia Companhia de Alimentos até a sua incorporação pela Danone S/A. Esta declaração comprova a declaração do contribuinte aos US$ 20.372.970,00. Analisando o item III, do Artigo 41, do Decreto 96760/88, poderemos verificar que ele cita claramente que as DESPESAS E RECEITAS INCIDENTES EM MOEDA ESTRANGEIRA DEVEM resultar de quaisquer operações do TITULAR DO PROGRAMA BEFIEX, que era inicialmente a pessoa jurídica de direito privado CIA CAMPINAIRA DE ALIMENTOS E posteriounente a DA NONE S/A, e não seus sócios pessoas fisicas. Dessa maneira, o valor de US$ 20.372.970,00 deve ser glosado do demonstrativo do balanço de divisas cio flies de Abril de 1997, pois, não constitui receita do titular do programa Beflex (Pessoa Jurídica,) e sim, o valor que os sócios (Pessoas Físicas) receberam do sócio estrangeiro, em função da venda de suas ações àquele". (fls. 741)". Tem assim, que a fiscalização glosou o lançamento de US 20.372.970,00 do Balanço de Divisas de 30.04.97, que acabou refletido no saldo global acumulado de dividas. Entretanto, cabe aqui colocar urna posição conceitual acerca da interpretação do artigo 41,inciso III do Decreto 96.760/88, pois se de um lado sabe-se que o valor glosado de US 20.372.970,00 de fato, entrou, na forma cambial regular, para a empresa Recorrente, por outro lado, não se nega que o valor ingressou na conta da pessoa jurídica e depois foi utilizado pra pagamento aos sócios, em vista da venda das cotas sociais. 0 referido decreto, no dispositivo legal citado, determina que: "Art. Para efeito da apuração do saldo global de divisas serão computadas: (...) III — as despesas e receitas incidentes em moeda estrangeira que resultem de quaisquer operações do titular do programa BEFIEX, inclusive as operações de financiamento e respectivos encargos das exportações e importações." (grifo nosso) Assim, a questão está em saber se tal valor poderia ou não integrar o saldo para compor a receita do Programa Befiex, isto 6, se nos termos do disposto no artigo 41, III, do Decreto 96.780/88, tal valor glosado de U$ 20.372.970,00, poderia ser considerado receita para compor o saldo global de divisas. 6 Processo n.° 10831.003725/99-61 Resoluçiio n.° 301 - 1.915 CC03/C01 Fls. 908 Dessa forma, os Membros do Terceiro Conselho de Contribuintes acordaram em converter o julgamento em diligência (fis.879/887) para buscar junto ao órgão gestor do Programa BEFIEX ou seu sucessor no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio a fim de se pronunciar sobre o cumprimento efetivo do Programa pela Recorrente. Todavia, quando o processo retornou a repartição de origem, não foi cumprida a diligência, pois os agentes informaram que a SRF estaria impedida de promover a remessa de processo fiscal relativos a tributos a outros órgãos senão àqueles da própria SRF, nos termos do art. 38 da Lei n". 9.250, de 1995. Conforme documentos de fls. 889 e 890, verifica-se que o Chefe da EQFIS, Sr. Antonio Padova Vieira corn a concordância do Chefe do EQFIA, Sr. Paulo Roberto Stocco Portes e do Sr. Chefe do SECAT,Sr. Antonio Andrade Leal, deixou de cumprir a diligência requerida por este órgão, sob o argumento do impedimento legal da saída do processo da repartição. Ocorre que, em face de todo o exposto, resta patente que existem dúvidas se os valores podem integrar ou não o saldo para compor a receita do Programa BEFIEX. De tal sorte, é TOTALMENTE IMPRESCINDiVEL a realização da diligência determinada, a fim de que os esclarecimentos trazidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio possam suprir a falta de convicção, que ora possuo. Ademais, não é crível que deixe de ser cumprida uma diligência requerida pelo órgão de Julgamento, diligência esta que poderia ter sido cumprida via Oficio instruída com as cópias principais do processo. Ora, diligências são requeridas de forma rotineira por este Órgão e cumpridas. Não cabe ao órgão preparador deixar de cumpri-las! Diante do exposto, proponho, novamente, converter o julgamento em diligência a fim de determinar que a repartição de origem providencie a remessa do processo para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio ou oficio encaminhando cópias das peças principais do processo, para que, pelo órgão que substitui a Comissão do BEFIEX, pronuncie-se sobre a questão colocada, ou seja, se tal valor glosado de US 20.372.970,00, poderia ser considerado receita para compor o saldo global de divisas nos termos do disposto no artigo 41, III, do Decreto 96.780/88. Antes do retorno do processo a este Conselho, deverá a recorrente ser informada do inteiro teor da resposta do órgão demandado, a fim de que possa, querendo, se manifestar a respeito. Sala das Sessões, em 04 de dezembro de 2007 (SUSY E HOP.' ANN - Relatora 7
score : 1.0
Numero do processo: 11075.001377/96-53
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Feb 25 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Fri Feb 25 00:00:00 UTC 2005
Ementa: PAF. FALTA DE APRECIAÇÃO DE MATÉRIA E DE PEDIDO CONTIDOS NA IMPUGNAÇÃO. NULIDADE DA DECISÃO POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
Não tendo sido apreciadas pela autoridade julgadora de 1ª instância todas as questões suscitadas pela contribuinte na impugnação, que sequer foi considerada como tal, e não tendo sido a contribuinte cientificada da decisão proferida, fica caracterizado o cerceamento do direito de defesa, e , em conseqüência, cabe a nulidade da decisão proferida.
Processo anulado a partir da resolução de fls. 130 a 132.
Numero da decisão: 301-31.683
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, anular o processo a partir da Resolução n° 226/96 de fls. 130 a 132, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ATALINA RODRIGUES ALVES
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RECORRIDA : DRJ/SANTA MARIA/RS PAF. FALTA DE APRECIAÇÃO DE MATÉRIA E DE PEDIDO CONTIDOS NA IMPUGNAÇÃO. NULIDADE DA DECISÃO POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. • Não tendo sido apreciadas pela autoridade julgadora de 1' instância todas as questões suscitadas pela contribuinte na impugnação, que sequer foi considerada como tal, e não tendo sido a contribuinte cientificada da decisão proferida, fica caracterizado o cerceamento do direito de defesa, e, em conseqüência, cabe a nulidade da decisão proferida. Processo anulado a partir da resolução de fls. 130 a 132. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, anular o processo a partir da Resolução n° 226/96 de fls. 130 a 132, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. . Brasília-DF, e • 25 de fevereiro de 2005 0110 OTACILIO D • S CARTAXO Presidente Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ROBERTA MARIA RIBEIRO ARAGÃO, CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO, JOSÉ LENCE CARLUCI, JOSÉ LUIZ NOVO ROSSARI, LUIZ ROBERTO DOMINGO e VALMAR FONSECA DE MENEZES. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional LEANDRO FELIPE BUENO. Fez sustentação oral o Advogado Dr. Dilson Gerente OAB/RS n° 22.484. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA • RECURSO N° : 125.807 • ACÓRDÃO N° : 301-31.683 ECORRENTE : COMERCIAL DE COMBUSTÍVEIS SCHWANCK LTDA. RECORRIDA : DRJ/SANTA MARIA/RS RELATOR(A) : ATALINA RODRIGUES ALVES RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual transcrevo: 1111 "A empresa acima identificada teve lavrados contra si três autos de infração, a saber: a) o de fls. 01/02, com os anexos de fls. 04/08, que formalizou a exigência da contribuição para o Fundo de Investimento Social-FINSOCIAL, com intimação para recolhimento do valor de 403,21 UFIRs, relativamente a fatos geradores entre 06/1991 e 03/1992, acrescido da multa de ofício de 80% ou 100%, conforme o período, e juros de mora regulamentares, em conseqüência de falta de recolhimento da exação, sendo as bases de cálculo extraídas de informações constantes de declarações IRPJ e balancetes apresentados pela empresa, verificando-se, também, DARFs e depósitos judiciais, tendo como suporte legal o art. I°, § 1°, do Decreto-lei n° 1.940, de 25/05/1982; os arts. 16, 80 e 83, do Regulamento do FINSOCIAL, aprovado pelo Decreto n° 92.698, de • 21/05/1986; e o art. 28 da Lei n° 7.738, de 09/03/1989, havendo ciência em 05/09/1996; b) o de fls. 157/158, resultante da determinação de revisão de • oficio estabelecida à fl. 156, onde foram apurados os valores devedores de FINSOCIAL a partir do período de apuração • 09/1989, realizando-se compensação de valores entendidos como recolhidos a maior, resultando no lançamento do valor • de 287,58 UFIRs, acrescido de multa de oficio de 75% e juros regulamentares, relativamente aos períodos de apuração 02 e 03/1992, tendo como referência legal o art. 1 0, § 1°, do Decreto-lei n° 1.940, de 25/05/1982; os arts. 16, 80 e 83, do Regulamento do FINSOCIAL, aprovado pelo Decreto n° 92.698, de 21/05/1986; e o art. 28 da Lei n° 7.738, de 09/03/1989, do qual houve ciência em 19/06/1997; 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.807 ACÓRDÃO N° : 301-31.683 • c) o delis. 244/245, constante do processo n° 11075.002135/00-• 16, complementar ao referido em "b", do qual resultou a formalização da exigência do FINSOCIAL no valor de R$ 105,26, acrescido de multa de ofício de 75% e juros de mora, tendo como base legal art. 1°, 1°, do Decreto-lei n°1.940, de 25/05/1982; os arts. 16, 80 e 83, do Regulamento do FINSOCIAL, aprovado pelo Decreto n°92.698, de 21/05/1986 havendo ciência em 27/10/2000. Durante a tramitação do processo a contribuinte apresentou três impugnações, de onde se extrai, em síntese: • 1— a apresentada em 04/10/1996, fls. 59/66: O recolheu regularmente a contribuição ao F1NSOCIAL relativo aos meses de 09/1989 a 02/1991, com alíquotas de 1%, 1,2% e 2%; O em 1991 impetrou mandado de segurança, insurgindo-se contra •• as majorações de alíquotas que excedessem a 0,5%, tendo seu pleito • sido reconhecido, com a referida ação transitado em julgado; • O entende que, face ao antes referido, passou a ser credora de tudo • o quanto pagou além da alíquota de 0,5%, tendo elaborado demonstrativo, sendo evidente que parte daqueles créditos devem ser utilizados para quitação, por compensação, do valor apurado no presente Auto de Infração, argüindo o disposto no art. 66 da Lei n° 8.383, de 1991; 410 O devem ser excluídos do Auto de Infração os valores relativos amulta e juros, visto que dispunha de valores a compensar antes do surgimento dos valores que ora lhe são imputados. Cita o art. 1.009 do Código Civil e jurisprudência administrativa no sentido da aceitação da compensação prevista no art. 66 da Lei n° 8.383, de 1991, inclusive anexando cópia de Acórdãos do Conselho de Contribuintes, fls. 119/129, e ao final requer a procedência da impugnação com o cancelamento da peça fiscalizatória, tendo em vista a compensação pretendida. — a apresentada em 18/07/1997, fls. 182/191:• • O a ação fiscal teve origem em verificação fiscal procedida por Auditores Fiscais, que, verificando os recolhimentos do FINSOCIAL entre 09/1989 e 03/1992, elaboraram um conta 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.807 ACÓRDÃO N° : 301-31.683 corrente dessa exação, encontrando, para o período entre 09/1989 a 05/1991 saldo credor a favor da empresa, encontrando, também, a partir da competência 06/1991, valores pagos a menor; • El diante disso, o Fisco passou a abater, dos valores apurados como • devidos a partir de 06/1991, os valores pagos indevidamente desde • a competência 09/1989, tomando o valor original, sem qualquer • correção até 12/1991, quando instituída a UFIR; 0 a ação fiscal é totalmente improcedente. Repete os argumentos apresentados na primeira impugnação, produzindo arrazoado acerca da correção dos créditos; • Ao finalizar, requer seja julgada procedente a impugnação, com a determinação de cancelamento do auto de infração, à vista da compensação que se impõe, e que, se necessário, sejam realizadas diligências para a comprovação da veracidade do alegado. III — a apresentada em 28/11/2000, fls. 466/483: 1:1 o auto de infração deve ser declarado nulo, não resultando qualquer efeito. Isto porque não foram respeitadas regras elementares do Decreto n° 70.235, de 1972, que trata do PAF, na • . medida em que já haviam sido lavrados, anteriormente, dois outros • autos de infração tomando por base os mesmos períodos de • apuração e mesmos fatos geradores, os quais foram, tempestivamente, impugnados, não tendo a empresa tomado ciência de decisão que porventura neles tivesse sido proferida; • El traça arrazoado acerca dos autos de infração; O enquanto não esgotadas todas as possibilidades de defesa, relativamente aos créditos tributários apontados como devidos, nenhum outro procedimento de exigência do mesmo crédito tributário poderá ser adotado pela administração fazendária, sob pena de absoluta nulidade de qualquer ato que venha a ser praticado neste sentido, chamando a atenção o fato de não terem sido proferidas decisões acerca dos outros autos de infração lavrados; El deve-se determinar a suspensão de todos os efeitos do auto de infração, pelo menos por prudência e economia processual, até que ocorra o julgamento, em última instância, das defesas apresentadas • contrariamente aos outros dois autos de infração; 4 • MINISTÉRIO DA. FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • PRIMEIRA CÂMARA • RECURSO N° : 125.807 ACÓRDÃO N° : 301-31.683 O trata-se de um auto de infração complementar, lavrado sob o argumento de que já havia decaído o direito ao pleito da compensação. Repete as alegações já inseridas nas impugnações anteriores, acerca do seu direito à compensação; Oo STJ tem se manifestado no sentido de que o prazo decadencial começa a correr após decorridos 05 anos da ocorrência do fato gerador, somados mais 5, sendo que tanto o Primeiro quanto o Segundo Conselho de Contribuintes tem proferido decisões na mesma linha, restando que seu crédito não foi alcançado pela decadência, eis que, em relação ao período mais antigo, esta ocorreria em 09/1999, sendo que seu pedido inicial foi protocolado • . em 04/10/1996; Odevem ser excluídos do lançamento os valores relativos à multa e aos juros moratórios, devendo ser considerado, para fins de compensação, somente o principal. Isto porque a empresa já era detentora de vultoso crédito da mesma exação, decorrente de pagamentos a maio,r efetuados em períodos anteriores ao nascimento dos débitos não recolhidos. Ao finalizar, requer: 1. seja declarado nulo e de nenhum efeito o auto de infração; 2. sejam sobrestados todos os seus efeitos; 3. seja julgada procedente a impugnação, com a determinação de • cancelamento do auto de infração, à vista da compensação que se impõe, e que, se necessário, sejam realizadas diligências para a comprovação da veracidade do alegado. • Às fls. 217/219 está anexada a Decisão DRF/UNA n° 06/131, de 01/12/2000, que analisou o pedido de compensação registrado nas duas impugnações até então apresentadas, indeferindo-o, tendo a contribuinte tomado ciência em 08/12/2000, conforme documentos • de fls. 220/221. A manifestação de inconformidade apresentada em 04/01/2001, fls. 223/236, aponta basicamente para os mesmos elementos da impugnação descrita no item MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA • RECURSO N° : 125.807 • ACÓRDÃO N° : 301-31.683 Por tratar do mesmo tema, o processo n°11075.002135/00-16, onde consta o auto de infração complementar, foi anexado ao presente processo, conforme despacho de fl. 238 e termo de fl. 239." A DRJ/STM, ao apreciar a lide, julgou procedente o lançamento consubstanciado nos Autos de Infração de fls. 157/158 e 244/245, por meio da Decisão DRJ/STM n° 395 (fls. 577/586), de 24/05/2001, cujos fundamentos encontram-se consubstanciados nas ementas, in verbis: "Ementa: PRELIMINAR. NULIDADE. Inexistente no presente procedimento hipótese de nulidade de que • trata o art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972. . REVISÃO DE OFICIO. É legítima a revisão de oficio realizada antes de extinto o direito da Fazenda Pública, desde que dentro dos parâmetros fixados rios arts. • 145 e 149 do CT1V. LANÇAMENTO COMPLEMENTAR. Se o valor tributável apurado for menor que o devido, a obrigação da autoridade administrativa é o lançamento de oficio da diferença do tributo. DILIGÊNCIA. O pedido que não atende expressamente ao disposto no inciso IV do art. 16 do Decreto n° 70.235, de 1972, é considerado como não formulado. • FINSOCIAL. LANÇAMENTO DE OFICIO. Sujeitam-se a lançamento de ofício os valores apurados em decorrência de auditoria fiscal, cabendo à autoridade administrativa constituir o crédito tributário nos termos do art. 142 do CM. FINSOCIAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. • Extingue-se em 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário, o prazo para a repetição de indébito relativa a tributo ou contribuição pago com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal-STF. Lançamento Procedente" • Cientificada do acórdão proferido, a contribuinte, por seus procuradores (fl. 569), interpôs os recursos voluntários de fls. 590/604, relativo ao 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.807 ACÓRDÃO N° : 301-31.683 processo n° 11075.001377/96-53, e de fls. 606/620, relativo ao processo n° 11075.002135/00-16, de conteúdos idênticos, nos quais requer a nulidade do segundo e do terceiro autos de infração, reiterando as razões de defesa expendidas nas • impugnações de fls. 222/236 e 466/483. Requer, ainda, que seja reconhecido seu direito a compensar o pretenso débito com créditos decorrentes de recolhimentos indevidos a titulo de FINSOCIAL. É o relatório. • • 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.807 ACÓRDÃO N° : 301-31.683 VOTO ' O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade; dele, pois, tomo conhecimento. • Preliminarmente, cumpre-nos verificar se, conforme alegado pela • recorrente, devem ser declarados nulos os Autos de Infração de fls. 157/158 e de fls. 244/245, tendo em vista que os créditos ali lançados decorrem dos mesmos fatos geradores e períodos de apuração que já haviam sido considerados no Auto de • Infração de fls. 01/02, cuja impugnação não havia sido julgada. O Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972, com as alterações introduzidas pela Lei n° 8.748, de 09 de dezembro de 1993, disciplinando o Processo Administrativo Fiscal, dispõe, no seu art. 59, verbis: "Art. 59. São nulos: 1— os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II — os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com pretericão do direito de defesa. "(destacou-se e grifou-se) • A nulidade suscitada pela recorrente se fundamenta no fato de posteriormente à lavratura do 10 Auto de Infração, de fls. 01/02, terem sido lavrados • outros 02 (dois) Autos de Infração (fls. 157/158 e fls. 244/245) cujos lançamentos teriam decorrido dos mesmos fatos geradores e períodos de apuração já considerados no Auto de Infração de fls. 01/02, cuja impugnação não havia sido julgada. De fato, contra a contribuinte foram lavrados três autos de infração, a saber: a) o de fls. 01/02, com os anexos de fls. 04/08, no qual se exige crédito FINSOCIAL, no valor de 403,21 UFIRs, relativamente a fatos geradores entre 06/1991 e 03/1992, acrescido de multa de oficio e juros de mora, em conseqüência de falta de recolhimento da exação. b) o de fls. 157/158, decorre da revisão de oficio determinada à fl. 156, no qual, após terem sido compensados valores entendidos como recolhidos a maior, apurou-se débito de FINSOCIAL relativamente aos períodos de apuração 02 e 8 7 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.807 ACÓRDÃO N° : 301-31.683 03/1992, no valor de 287,58 UFIRs, acrescido de multa de oficio de 75% e juros regulamentares, c) o de fls. 244/245, constante do processo n° 11075.002135/00- 16, complementar ao de fls. 157/158, exige crédito relativo ao FINSOCIAL no valor de 115,62 UFIRs (R$ 105,26), acrescido de multa de oficio de 75% e juros de mora, em razão da Decisão DRF/UNA n° 06/131 de 01/12/2000. Durante a tramitação do processo a contribuinte apresentou três impugnações, sendo que na de fls. 59/66, manifesta sua inconformidade em relação ao Auto de Infração de fls. 01/02, alegando, em síntese, que a ação fiscal é improcedente, por considerar-se, em razão de decisão judicial transitada em julgado, credora dos • valores recolhidos a título de FINSOCIAL com alíquota superior a 0,5%. Insurge-se, • ainda, contra a exigência de juros e multas, que considera descabida e requer o • cancelamento do Auto de Infração, por entender ser necessária a compensação entre seus créditos e os débitos lançados.Requer, ainda, a realização de diligência. A autoridade julgadora de 1° instância, ao apreciar a impugnação de fls. 59/66, por meio da Resolução DRJ/STM n° 226/96, de fls. 130/132, entendeu, em suma, que "a contribuinte não discorda dos valores lançados a título de FINSOCIAL, apresentando argumentação contrária, tão somente, em relação à aplicação da multa de oficio e dos juros de moratórios" e concluiu que: "Em não havendo manifestação de inconformidade quanto à contribuição lançada, não se configura a hipótese prevista no art. 14 do Decreto 70.235, de 06/03/72, com as alterações introduzidas pela Lei n° 8.748, de 09/12/93. • Há que declinar-se, portanto, do disposto no art. 25, inciso 1, alínea "a", do Decreto antes citado." Cabe, aqui, esclarecer que a impugnação tempestiva do Auto de Infração instaura a fase litigiosa do processo e que, nos termos do art. 25 do Decreto • 70.235, de 06/03/72, com as alterações introduzidas pela Lei n° 8.748, de 09/12/93, o • julgamento do processo em P instância compete às Delegacias da Receita Federal de Julgamento. No caso dos autos, na apreciação da impugnação de fls. 59/66, apresentada tempestivamente, caberia à autoridade julgadora, ao julgar o mérito, examinar todas as questões suscitadas pela impugnante para fins de proferir sua decisão no sentido de julgar a procedência ou improcedência do lançamento. Embora a contribuinte não tenha impugnado os valores exigidos a título de FINSOCIAL, insurgiu-se contra a exigência da multa e dos juros de mora, solicitando, inclusive, a realização de diligência com o intuito de comprovar que a exigência tributária era 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.807 ACÓRDÃO N° : 301-31.683 indevida por considerar-se credora de valores indevidamente recolhidos de FINSOCIAL. Não resta dúvidas que, com relação à matéria não impugnada, fica caracterizada a concordância do interessado em relação àquela parte. No entanto, a autoridade julgadora deixou de pronunciar-se sobre a procedência da exigência relativa à multa e aos juros, bem como, sobre o pedido de diligência, considerando a impugnação como pedido de compensação. Ora, o fato de conter a impugnação um pedido insito de compensação, não é suficiente, no caso, para transformar a impugnação em pedido de compensação. Apenas depois de julgado a validade e a procedência do lançamento, caberia à repartição de origem verificar se, de fato, a 0110 contribuinte possui créditos a serem compensados com os créditos lançados no Auto de Infração e mantidos por decisão administrativa definitiva. . O art. 31 do Decreto 70.235/72, com as alterações introduzidas pela Lei n° 8.748/93, determina que a decisão proferida deverá conter "relatório resumido • do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referir- se, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências". A omissão de algum desses requisitos enseja a nulidade da decisão proferida. Por sua vez, o parágrafo único do art. 31, dispõe que o órgão preparador dará ciência da decisão ao sujeito passivo, intimando-o, quando for o caso, a cumpri-la no prazo de 30 dias. Ora, a Resolução DRJ/STM n° 226/96, de fls. 130/132, por meio da • qual a autoridade julgadora apreciou a manifestação de inconformidade da contribuinte contra o Auto de Infração de fls. 01 e 02, não atende aos requisitos previstos no art. 31, do Decreto 70.235/72, com as alterações introduzidas pela Lei n° 8.748/93, tendo em vista que não foram apreciadas as questões relativas ao inconformismo da autuado com a exigência de juros e de multa e, tampouco, o pedido de diligência. Ademais, o contribuinte sequer foi cientificado do inteiro teor de seu conteúdo. • Assim, não tendo sido apreciadas pela autoridade julgadora de P • instância todas as questões suscitadas pela contribuinte na impugnação, que sequer foi • considerada como tal, e não tendo sido a contribuinte cientificada da decisão • proferida, fica caracterizado o cerceamento do direito de defesa, e, em conseqüência, cabe a nulidade da Resolução DRJ/STM n° 226/96, de fls. 130/132, conforme previsto no art. 59, II, já transcrito neste voto. io a MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.807 ACÓRDÃO N° : 301-31.683 Pelo exposto, voto no sentido de anular o processo a partir da Resolução DRYSTM n° 226/96, de fls. 130/132, inclusive. Sala das Sessões, em 25 de fevereiro de 2005 ±-12-25CAT 1-NA RODRIGUES"ALVES - Relatora • • 110 • 11
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