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Numero do processo: 10435.000388/2002-62
Data da sessão: Wed Apr 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/08/1999 a 31/08/1999, 01/04/2000 a 30/04/2000, 01/10/2001 a 31/10/2001
CRÉDITO ANTECEDENTE A DÉBITO COMPENSAÇÃO
Se ao tempo do lançamento dispunha a contribuinte de crédito liquido e certo antecedente a débito da mesma contribuição e do direito de compensá-lo, independentemente de requerimento e manifestação da Autoridade Administrativa, deve o crédito tributário constituído ser exonerado na medida da compensação do seu principal, perfazendo a hipótese do art. 14 da IN SRF nº 21/97.
JUROS DE MORA APLICABILIDADE. DA TAXA SELIC
Sobre os débitos tributários para com a União, não pagos nos prazos previstos em lei, aplicam-se juros de mora, calculados com base na taxa SELIC.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.367
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/08/1999 a 31/08/1999, 01/04/2000 a 30/04/2000, 01/10/2001 a 31/10/2001 CRÉDITO ANTECEDENTE A DÉBITO COMPENSAÇÃO Se ao tempo do lançamento dispunha a contribuinte de crédito liquido e certo antecedente a débito da mesma contribuição e do direito de compensá-lo, independentemente de requerimento e manifestação da Autoridade Administrativa, deve o crédito tributário constituído ser exonerado na medida da compensação do seu principal, perfazendo a hipótese do art. 14 da IN SRF nº 21/97. JUROS DE MORA APLICABILIDADE. DA TAXA SELIC Sobre os débitos tributários para com a União, não pagos nos prazos previstos em lei, aplicam-se juros de mora, calculados com base na taxa SELIC. Recurso Voluntário Negado.
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"1-DA. Recorrida DR.I-R1C111,/PF, ASSUN10: CONIRIBUIÇÁO PARA O PIS/PASEP Pe, t Iodo de apuração: 01/08/1999 a 31/08/1999, 01/04/2000 a 30/04/2000, 01/10/2001 a 31/10/2001 CREDI'110 ANTECEDENTE A DÉBITO COMPENSAÇÃO Se ao tempo do lançamento dispunha a contribuinte de crédito liquido e Cel to antecedente a débito da mesma contribuição e do direito de compensá-lo, indepeildentemente de requerimento e manifestação da Autoridade Administrativa, deve o ct édito tributai io constituído ser exonerado na medida da compensação do seu principal, perfazendo a hipótese do art. 14 da IN SR.F n" 21/97. JUROS DE MORA APLICAM' ,IDADE. DA TAXA SELIC Sobre os débitos tributários para com a União, não pagos nos prazos previstos em lei, aplicam-se juros de mora, calculados com base na taxa SELIC. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam Os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Fe 1--0 i „ Alexa vire Kern - 'residente 1....s....t.nr.../\/*. _, _----- ----- , , . ,.., ---_____ ---------, Bele': ior Meló-de-Sousa - Relator i Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Pedido, Hélcio Latetá Reis, Carlos Henrique Martins de lima e Rangel Permeei Fiorin Relatório Lata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de n" 11-16 403, de 04 de setembro de 2006, da DRJ/Recífe-PE, lis 440 a 451, que considerou o lançamento procedente em pare. cru Eice da manifestação de inconfOrm idade apresentada, fls. 45 a 50. O Auto de Infração, fls. 10/11, foi lavrado cru cumprimento das Verificações Obrigatórias e ante a constatação de Ufa de recolhimento da contribuição conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, iL 09, resultante de diferença entre o valor escriturado e o declarado/pago Na impugnação a Defesa argumenta que: a) a exigência de crédito tributário nos meses de 02/99, 04/99, 10/00 e 11/00 corresponde ao ganho de capital das vendas de bens do ativo imobilizado, demonstrado através dos documentos 04/07, e comprovado através de DAR F, doe, 03 Configura inclusão indevida na base de cálculo ferindo o que dispõe o art 3", § 2", IV da Lei 9718/98; b) inexistem as diferenças lançadas nos meses de 08/99, 04/00, 06/00, 07/00, 08/00, 09/00 e 10/01, confbrine DARE anexo, doc. 3, e referem -se às contribuições descontadas por órgãos públicos nos anos de 1998, 1999, 2000 e 2001, conlOrme demonstrativos e documentos em anexo, doe. 08 e) não foi apontado eito na escrituração contábil, pela Fiscalização, pelo que deve prevalecer como prova em favor do contribuinte, consoante disposto no § 1" do int 9' do Decreto-Lei n" 1 598/77, não podendo a Fiscalização servir-se de elementos estranhos a essa espécie de prova eleita pela nouria para imputar obrigação tributária fora dos parâmetros legais; t) os juros de mora não podem ser referenciados pela taxa SELIC tratando-se de relações tributárias As razões são que : i) altera-se o sentido jurídico dos juros de mora, afrontando o art. 110 do CFN; ii) desrespeita-se o limite de juros estabelecido no int. 161, § também do C1N, bem como o determinado pelo art. 192, § 3" da Constituição Federal; iii) são forma subliminar de aumento de tributo sem competência constitucional e, assumindo forma de tributo, sem a correspondente lei complementar, em cumprimento do que exige o art. 150,1., e art. 164, I e art, 195 § 4', da Constituição, e art 97, 1 e IV do Cl N; e iv) consagram o anatoei sino, figura repudiada no ordenamento jurídico; g) quanto á aplicação de multa de ofício, em síntese, pede a aplicação do art. 112 do CTN Às Es. 267/272, consta Resolução n" 342, de 8/04/2005, no qual a 2" Turma da Delegacia d "Receita Federal de Julgamento DRI/Recife converte o julgamento em diligência determinando o retorno à Delegacia de origem para que: a) diga o fiscal autuante se os valores tributados englobam a matriz e torlas_a filiais; ri °cesso n" 10435 000385/2002-62 53-T F03 Acói dão 1 3803-00367 Fl 490 I)) coniirnu_s: a alegação da impugnante quanto à natureza da operação re,ftoente Os notas fiscais de lis 87 a 102, lac,e ao que dispõe o art., 3', § 2', IV da Lei n" 9 718/98; c) averigtie a repercussão dos documentos anexados pela contribuinte às fls.. 103 a 264, diante do que dispõe a Lei n" 9 430/96, IN SRF/STN/SFC n" 04/97 com alterações da IN SRF 028/99, e IN SR F n" (123/2001-, d) elabore um quadro de Demonstrativo Conclusivo, por período, determinando o valor da contribuição resultante das alterações; e) verifique a existência de vínculo entre o processo .judicial n" 2000 83.000130760 e a presente lide; havendo, informar se a contribuinte possuía algum dos piovimentos judiciais previstos no ali 151 do CTN, suspendendo a exigibilidade do crédito, nos ter mos do art 63, §1" da E ei 9430/96, por ocasião do início da ação fiscal; seja efetuada a juntada da petição inicial judicial e perl i nen tes decisões judiciais; - demais providências que, a seu critério, possam subsidiar na solução da lide; g) seja dado conhecimento do resultado da diligência á contribuinte, sendo- lhe reaberto prazo para possível manifestação a respeito, nos ter mos do Decreto 70.235/72 e alterações posteriores; A diligência concluiu pela insubsistência de diversos lançamentos e parcelas de outros, sugerindo a manutenção apenas dos créditos fribulários que seguem: PERÍODO DE APURAÇÃO DÉBITO MANTIDO R$ Agosto/1999 103,68 Abril/2000 28,00 Outubro/2001 155,35 Relativamente às conclusões do procedimento de diligência, fls. 401/406, a contribuinte se manifesta, fl. 412 a 417, aduzindo que: a) todos os valores estão liquidados, nada restando a dever. b) o fisco não considerou os ajustes que devem ser efetuados nos períodos subseqüentes, nos quais possui créditos em razão de pagamentos defasados efetuados pelos órgãos públieos desobedecendo as regias do art.. 6' e parágrafos do DL n" 1.598/77 e Pareceres Normativos 57/79 e 02/96, que transcreve; consignou que o Auditor tutuante, verificando a ocorrência de recolhimento a maior nu menor, pode proceder à compensação, por força dos dispositivos mencionados, cobrando tão-só eventuais diferenças, jamais deixando de considerar o valor já iccolhido nos meses seguintes; c) deve ser desconsiderado qualquer concomitância deste com a ação n° 20083000130760, que teve como objeto afastar a exigência da contribuição para o PIS e a COF/NS sobre o faturamento com base na Lei n" 9.718/98, enquanto o auto de infração cobra di fel-eriça de conIribuição; 3 r. d) seja julgado improcedente o auto de infração, em face de sua fragilidade, conforme demonstrada na impugnação A DRJ, considerando simplesmente a inexistência de argumentos que desmontem o resultado da diligência decide pela procedência parcial do lançamento, mantendo os débitos na exata dime.nsão do apurado na diligência. Ciente em 1.9 de outulmo de 2006, inesignada, apresenta o presente recurso voluntário, em 17 de novembro de 2006, em que maneja os mesmo arrazoados da impugnação e da manifestação sobre a diligência, consoante já relatado, nada acrescentando. É o relatório.. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Os valores lançados a partir de agosto de 1999 são os que remanescem como alvo do presente litígio.. Como se vê da tabela abaixo, são cancelados os relativos aos períodos de apuração junho a novembro de 2000 e reduzidos os demais. Esta constatação é feita à luz da declaração dos auditores autuantes de que "a falta de destaque na escrituração de venda a órgãos- ~teus, associada às suas ni-io exclusões da5 bases de calculo das contribuições. Lapso ora suprido corri apres(wiação dal rekrida.s. notas acompanhadas de relação detalhada fornecida pelo contribuinte, tendo-se, por conseguinte, procedido às devidas reduções nas bases de cálculo. ". - TABELA Fato gerador. PIS— auto de inti ação PIS esta decisão 28/02/99 414,70 0,00 30/04/99 310,92 0,00 3 I /08/99 566,90 103,68 30/04/00 68,42 28,00 30/06/00 6,03 0,00 31/07/00 59,13 0,00 31/08/00 75,02 0,00 30/09/00 81,12 0,00 31/10/00 130,00 0,00 30/11/00 24,70 0,00 31/10/01 320,39 155,35 2057,33 287,03 Logo, é, de pronto, não é sustentável a declaração da recorrente de que o seu direito a não sei duplamente tributado quanto às veadas para órgãos públicos não tbi reconhecido na revisão do lançamento. E as exclusões foram efetuadas, segundo a declaração da auditoria, obedecendo a lista fornecida, pela empresa. Quando muito, o que poderia alegado é ter havido em) material do Auditor diligenciante. C41' i'voces.so 11)435.1100388/2002.-62 S3-1 E;03 Ai dão ri" 38(1.'3-00.367 ri 491 Reclama a recorrente que lhe é exigida a diferença de R$ 28,00 referente a abril/2000, que é indevida, em razão de que houve excedente de pagamento no mês de junho/2000, segundo Demonstrativo de Situação Fiscal Apurado, fl. 391, quando pagou R$ 43,05.3,91 para um valor devido apurado pela auditoria de R$ 42.921,93, portanto pagamento a maior de R$ 103,98. Para lograr êxito neste argumento deveria demonstrar que a base de cálculo tomada para abril/2000, pela Fiscalização, está a maior e, concomitantemente, como decorrência das vendas para órgãos públicos, que a base de junho está a menor. Somente nesta hipótese poder-se-ia dizer que os R$ 28,00 estariam inseridos nos R$ 103,98, para se poder cancelar: esta parte do auto de infração, Drterenças de valores em razão de atrasos de pagamentos pelo Poder Publico não o .justificariam, porquanto a. uniformidade de critério quanto à obediência. ao regime de competência eleito pela contribuinte não poderia deixar de ser observada, A recorrente reivindica a aplicação do Parecer Normativo n" 0.2/96 file não tem absoluta pertinência com a matéria em pauta, não e só pelo fino de se tratar de lançamento de Imposto de Renda, como sinteticamente aduziu a decisão de primeiro grau, mas, essencialtnenle, porque o lançamento tem a ver com a reparação de incidência tributária decorrente de, descurnprimento do regime de competência pelo contribuinte, que resultava em postergação daquele imposto. Ao refazer as bases de cálculo, conforme o dito regime, recompondo despesas antecipadas ou receitas postecipadas, as diferenças apuradas do imposto eram lançadas, porém, o significado de diferença era o que excedia o que já fora apurado pelo contribuinte e pago, para que não ocorresse bis' in idern.. logo, era imperioso compensar essa parcela, para que exFairgisse a(s) insulicência(s) de apuração, nos anos-calendário subseqiientes, objeto do lançamento. Se o regime da apuração do PIS da recorrente é O de competência, assim apurou a auditoria E o auditor apurou o que a contribuinte não o fizera, redundando em insuficiência de R$ 28,00 para o dito período. O que pagom . a. maior em. junho é excedente, sim, mas não diz respeito a abri 1/2000. E poderia ter sido utilizado pela contribuinte em - procedimento interno de compensação com períodos posteriores, nos lermos do art. 14 da IN SR F n" 21/97. Em seu procedimento, o Auditor não tinha autorização legal para efetuar esta compensação, que chamo de regressiva, retroativa. No que tange aos juros de mora, deve-se sucirmbência ao disposto ir o art.. 61, § 3", da lei n' 9430/1996, plenamente em vigor, como já decidira a DR.1.. E como já assentou a. decisão recorrida, não se está diante de situação que reclame a aplicação do ai t. 1 1 2 do CTN, que 1eza: Art, 112 A lei ti ihtnária que define 1.0 ações, ou lhe comina penalidades ., inteïprC.Va-W da inalleiPa mais favorável ao. acu.s. ado, em easo de duvida quanto II - 11.01111(.211 011 às circunstâncias materiais. do fato, ou à nahneza ou _:?.-.v.terrsito dos seus efeitos:,' IV - à natureza da penalidade aplicáv1, ou à sua graduação. \SSI •, 5 'elo exposto, voto por negar provimento ito recluso Ru (13.- ehior Mélô de Sousa ----- •
score : 1.0
Numero do processo: 13707.003663/2007-55
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n° 8.852/94 não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, de modo que devem ser incluídas na base de cálculo do tributo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.503
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n° 8.852/94 não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, de modo que devem ser incluídas na base de cálculo do tributo. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima.
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As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n° 8.852/94 não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, de modo que devem ser incluídas na base de cálculo do tributo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/08/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13707.003663/200755 Acórdão n.º 2801002.503 S2‐TE01 Fl. 71 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Trata o processo fiscal de lançamento, gerado após o processamento da declaração de ajuste, por omissão de rendimentos recebidos. Cientificado, o impugnante insurgiuse contra o lançamento, focando primordialmente o inciso III do art 10 da Lei 8.852/94, o qual, segundo alega, enumera hipóteses que excluiriam rendimentos do campo de incidência do imposto de renda sobre a pessoa física e, assim, a Secretaria da Receita Federal deveria rever a autuação.” Ao analisar o pedido do contribuinte, a DRJ decidiu conforme a ementa abaixo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de lRPF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica. Lançamento Procedente” Diante daquela decisão, foi interposto Recurso Voluntário reiterando os argumentos da Impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Eis que tempestivo e regularmente formal, conheço do recurso. Conforme relatado, tratase de processo fiscal de lançamento instaurado em face do Recorrente, sob o argumento de omissão de receitas tributáveis. A controvérsia restringese, basicamente, em definir se as verbas previstas no art. 1ª, inciso III, da Lei nº 8.852/94, uma vez que excluídas da remuneração do funcionário público, podem ser igualmente extirpadas da base tributária do IR: Fl. 71DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/08/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13707.003663/200755 Acórdão n.º 2801002.503 S2‐TE01 Fl. 72 3 “Art. 1º Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União compreende: (...) III como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual e demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou ao local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei nº 8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas: a) diárias; b) ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte; c) auxíliofardamento; d) gratificação de compensação orgânica, a que se refere o art. 18 da Lei nº 8.237, de 1991; e) saláriofamília; f) gratificação ou adicional natalino, ou décimoterceiro salário; g) abono pecuniário resultante da conversão de até 1/3 (um terço) das férias; h) adicional ou auxílio natalidade; i) adicional ou auxílio funeral; j) adicional de férias, até o limite de 1/3 (um terço) sobre a retribuição habitual; l) adicional pela prestação de serviço extraordinário, para atender situações excepcionais e temporárias, obedecidos os limites de duração previstos em lei, contratos, regulamentos, convenções, acordos ou dissídios coletivos e desde que o valor pago não exceda em mais de 50% (cinqüenta por cento) o estipulado para a hora de trabalho na jornada normal; m) adicional noturno, enquanto o serviço permanecer sendo prestado em horário que fundamente sua concessão; n) adicional por tempo de serviço; o) conversão de licençaprêmio em pecúnia facultada para os empregados de empresa pública ou sociedade de economia mista por ato normativo, estatutário ou regulamentar anterior a 1º de fevereiro de 1994; p) adicional de insalubridade, de periculosidade ou pelo exercício de atividades penosas percebido durante o período em que o beneficiário estiver sujeito às condições ou aos riscos que deram causa à sua concessão; q) hora repouso e alimentação e adicional de sobreaviso, a que se referem, respectivamente, o inciso II do art. 3º e o inciso II do art. 6º da Lei nº 5.811, de 11 de outubro de 1972; Fl. 72DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/08/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13707.003663/200755 Acórdão n.º 2801002.503 S2‐TE01 Fl. 73 4 r) outras parcelas cujo caráter indenizatório esteja definido em lei, ou seja reconhecido, no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, por ato do Poder Executivo. § 1º O disposto no inciso III abrange adiantamentos desprovidos de natureza indenizatória.” A decisão de primeira instância, de maneira acertada, entendeu pela impossibilidade de que tais verbas fossem excluídas da base de cálculo do IR sob o fundamento de que o referido dispositivo legal não confere qualquer tipo de isenção. De fato, inexiste a isenção, na medida em que a lei tributária que a concede deve ser específica. Por outro lado, fato é que, da análise de algumas das alíneas transcritas, as verbas nelas previstas gozam de nítido caráter indenizatório, de modo que não poderiam ser incluídas na base de cálculo do IR, sob pena de deturpação do conceito constitucional de renda, que pressupõe um acréscimo patrimonial. Ocorre que o § 1º também transcrito acima, de forma expressa e direta, assevera que todas as verbas previstas no inciso III do art. 1º da Lei nº 8.852/94 não dispõem de caráter indenizatório. Portanto, somente seria possível afastar esse regramento legal mediante a sua declaração de inconstitucionalidade por afronta ao conceito constitucional. Todavia, como se sabe, esse E. Conselho não dispõe de competência para tanto, nos termos de sua Súmula Vinculante nº 2, devendo aplicar a legislação tributária tal qual ela esteja cunhada. Diante disso e observando principalmente o § 1º do art. 1º da Lei nº 8.852/94, muito embora as verbas previstas no inciso III daquele mesmo artigo não possam ser incluídas no conceito jurídico de remuneração, devem ser incluídas na base de cálculo do imposto de renda, na medida em que, por não possuírem caráter indenizatório, configuramse efetivo acréscimo patrimonial. Logo, agiu com acerto a Fiscalização e a primeira instância julgadora. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário, mantendo integralmente o lançamento. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 73DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/08/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10882.000312/2003-40
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1995
OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA TRIBUTADAS COM BASE NO LUCRO PRESUMIDO. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. PARCELA EXCEDENTE AO LUCRO.
Serão tributados na fonte e na declaração de ajuste anual, os rendimentos efetivamente pagos às pessoas físicas, sócios, acionistas, ou a titular de empresa individual, escriturados no Livro Caixa ou nos livros de escrituração contábil, que ultrapassarem a soma: a) do lucro presumido, deduzido do
imposto de renda sobre ele incidente; b) das demais receitas e ganhos de capital, deduzido do imposto sobre a renda mensal sobre ele incidente; c) dos ganhos líquidos em operações de renda variável, deduzido do imposto sobre a renda mensal sobre ele incidente; e d) dos rendimentos reais de aplicações financeiras de renda fixa, deduzido do imposto sobre a renda incidente
exclusivamente na fonte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.601
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para manter a omissão de rendimentos no valor correspondente a 96.561,26 UFIR, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. PARCELA EXCEDENTE AO LUCRO. Serão tributados na fonte e na declaração de ajuste anual, os rendimentos efetivamente pagos às pessoas físicas, sócios, acionistas, ou a titular de empresa individual, escriturados no Livro Caixa ou nos livros de escrituração contábil, que ultrapassarem a soma: a) do lucro presumido, deduzido do imposto de renda sobre ele incidente; b) das demais receitas e ganhos de capital, deduzido do imposto sobre a renda mensal sobre ele incidente; c) dos ganhos líquidos em operações de renda variável, deduzido do imposto sobre a renda mensal sobre ele incidente; e d) dos rendimentos reais de aplicações financeiras de renda fixa, deduzido do imposto sobre a renda incidente exclusivamente na fonte. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para manter a omissão de rendimentos no valor correspondente a 96.561,26 UFIR, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10882.000312/200340 Acórdão n.º 2801002.601 S2TE01 Fl. 2 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Por descrever bem os fatos, adoto o relatório da Resolução nº 2801000.043 (fls. 130/131), reproduzido a seguir: “AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 41 a 46, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 1995, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$53.395,43, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação foi assim resumida no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 96): ‘Segundo a descrição dos fatos de fl. 45, a exigência decorreu de omissão de rendimentos do trabalho com vínculo empregatício, recebidos de pessoa jurídica, no anocalendário 1994, no valor de R$ 110.851,07. (...) Conforme consta do Termo de Verificação Fiscal de fl. 47, trata se de crédito tributário apurado para suprir lançamento anterior declarado nulo pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, em 21/11/1997, por não conter os requisitos do art.142 da Lei n.° 5.172/66 e do art. 11 do Decreto 70.235/72.’ Observase que a autoridade lançadora, no Termo de Verificação Fiscal de fls. 47, considerou que os rendimentos recebidos da pessoa jurídica Datachek Informática Ltda., sujeitos ao ajuste anual, totalizam 319.992,58, aí já incluído o valor declarado (15.998,52 UFIR, fls. 32 a 36). IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 53), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 96): ‘(...) ter sido elaborado o auto de infração com base em DIRF da empresa DATACHECK INFORMÁTICA LTDA, CNPJ n.° 54.763.081/000100 entregue em 17/02/1995, posteriormente retificada em 05/06/1995, enquanto que a declaração de ajuste anual foi elaborada com os rendimentos tributáveis informados na DIRF retificadora. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10882.000312/200340 Acórdão n.º 2801002.601 S2TE01 Fl. 3 3 ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 4ª Turma DRJ São Paulo II/SP, conforme Acórdão de fls. 95 a 100, julgou parcialmente procedente o lançamento, eis que calculou rendimentos tributáveis recebidos de Datachek Informática Ltda. omitidos no ajuste anual, no valor de 164.397,82 UFIR, correspondentes ao montante excedente ao lucro presumido isento. Os fundamentos da decisão de primeira instância estão consubstanciados na seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 1994 RENDIMENTOS ISENTOS E NÃO TRIBUTÁVEIS. Os lucros efetivamente recebidos pelos sócios, ou pelo titular de empresa individual, até o montante do lucro presumido, diminuído do imposto de renda da pessoa jurídica sobre ele incidente, proporcional à sua participação no capital social, ou no resultado, se houver previsão contratual, apurados no ano calendário 1994, constituem rendimentos isentos e não tributáveis. Lançamento Procedente em Parte RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 14/01/2009 (fls. 106), o contribuinte apresentou, em 10/02/2009, o Recurso de fls. 112 a 115, argumentando, em apertada síntese, que, considerados 50% os rendimentos de Fundo de Aplicação Financeira – FAF percebidos pela Pessoa Jurídica Datachek Informática Ltda., devidamente declarados na DIPJ, Quadro 18, somados aos 50% dos lucros presumidos passíveis de serem distribuídos ao interessado, obtémse um lucro que poderia ser distribuído ao recorrente de 882.552,86 UFIR, valor, portanto, muito superior aos 401.626,64 efetivamente recebidos. Além disso, a retenção na fonte sofrida e aceita no lançamento foi de 29.419,31 UFIR e não as 29.374,24 UFIR consideradas no demonstrativo elaborado pelas autoridades julgadoras de primeira instância. Instruindo o recurso foram juntados os documentos de fls. 116 a 128, a saber, cópias: do acórdão recorrido e da correspondência que o acompanhou, bem como da DIPJ/1995 da Datachek Informática Ltda. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 129, que também trata do envio dos autos a este Conselho.” Por intermédio da Resolução nº 2801000.043 (fls. 130/131) o julgamento foi convertido em diligência para aferir se as informações prestadas na DIPJ acerca dos Fl. 167DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10882.000312/200340 Acórdão n.º 2801002.601 S2TE01 Fl. 4 4 rendimentos de FAF podem ser corroboradas por DIRF. Assim os autos foram encaminhados à DRF Barueri/SP, a fim de se verificar se a pessoa jurídica Datachek Informática Ltda., CNPJ 054.763.081/000100, foi beneficiária de rendimentos de FAF no anocalendário 1994. Em atendimento à citada diligência, foram juntadas cópias das respectivas DIRF (fls. 139/148), sendo que, conforme documento de fls. 155, o interessado foi cientificado da diligência e afirmou não ter nada a acrescentar (fls. 156). Em virtude a Relatora deste processo não mais fazer parte deste Conselho, este processo foi submetido a novo sorteio, tendo sido distribuído a este Conselheiro. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima, Relator De acordo com as DIRF juntadas às fls. 139/148, a pessoa jurídica Datachek Informática Ltda., CNPJ 054.763.081/000100, foi beneficiária de rendimentos de aplicações financeiras no montante de 135.673,12 UFIR, já deduzido do IRRF respectivo, conforme quadro demonstrativo abaixo: Rendimentos em UFIR IRRF em UFIR Rendimentos líquidos em UFIR Janeiro 5.117,87 5.117,87 Fevereiro Março 12,94 3,88 9,06 Abril 46.700,38 674,79 46.025,59 Maio 70.938,29 2.558,06 68.380,23 Junho 8.498,10 6,83 8.491,27 Julho 2.490,32 67,48 2.422,84 Agosto 221,35 55,34 166,01 Setembro 16,78 1,60 15,18 Outubro 2.343,47 579,54 1.763,93 Novembro 3.309,50 819,77 2.489,73 Dezembro 847,93 56,52 791,41 TOTAL 135.673,12 Cumpre informar que na apuração acima não foram considerados os rendimentos relativos ao código de receita 1708, por se tratar de IRRF Remuneração Serviços Prestados por Pessoa Jurídica. Assim, no presente caso, nos termos da orientação contida no disposto no Manual de Imposto de Renda Pessoa Jurídica MAJUR, relativo ao anocalendário 1994, no item que trata dos Lucros Distribuídos, item 5.13, o valor a ser tributado na declaração de ajuste anual do contribuinte deve ser aquele excedente ao somatório dos rendimentos de aplicações financeiras, deduzido do IRRF respectivo, e do lucro presumido, deduzido do imposto de renda sobre ele incidente, na proporção correspondente à participação societária do recorrente (50%), conforme quadro demonstrativo abaixo: Fl. 168DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10882.000312/200340 Acórdão n.º 2801002.601 S2TE01 Fl. 5 5 1 Lucro presumido da empresa DATACHECK INFORMÁTICA LTDA 632.613,97 UFIR 2 Lucro presumido subtraído do IRPJ (1) 474.457,63 UFIR 3 Rendimentos de aplicações financeiras subtraído do IRRF (2) 135.673,12 UFIR 4 Lucro presumido – IRPJ (1) + Rendimentos de aplicações financeiras – IRRF (2) 610.130,75UFIR 5 Rendimentos isentos disponíveis para distribuição ao interessado (50% de 610.130,75) 305.065,38 UFIR 6 Lucros distribuídos ao interessado (fl. 93 e 36) 401.626,64 UFIR Valor excedente pago ao interessado (rendimentos tributáveis) = (6) – (5) 96.561,26 UFIR Acerca do valor do IRRF a ser considerado no cálculo do imposto a pagar, assiste razão ao recorrente, posto que o IRRF contido no Termo de Verificação Fiscal de fls. 47, parte integrante do Auto de Infração em discussão, corresponde a 29.419,31 UFIR. Diante do exposto acima voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para manter a omissão de rendimentos no valor correspondente a 96.561,26 UFIR. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 169DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 10120.721487/2009-00
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR
Exercício: 2006
DA NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO.
Contendo a notificação de lançamento todos os fundamentos de fato e de direito e os devidos esclarecimentos relativos às infrações apuradas, possibilitando à contribuinte o exercício do contraditório e da ampla defesa, é incabível a sua nulidade por ofensa a tais princípios.
ÁREA DE RESERVA LEGAL. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO TEMPESTIVA DO ADA OU DE RECONHECIMENTO DA ÁREA POR ÓRGÃO AMBIENTAL ATÉ A DATA DE OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR.
A partir do exercício de 2001 é indispensável a protocolização do Ato Declaratório Ambiental ADA no Ibama no prazo de seis meses, contado a partir da data final da entrega da DITR, como condição para exclusão da área de reserva legal da base de cálculo do ITR. A dispensa dessa exigência somente pode ocorrer se a área de reserva legal tiver sido assim reconhecida pelos órgãos ambientais competentes, à época do fato gerador.
ÁREA DE RESERVA LEGAL. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. PRAZO.
Para fins de redução no cálculo do ITR, a área de reserva legal deve estar averbada no Registro de Imóveis competente até a data de ocorrência do fato gerador.
PERÍCIA. NÃO CABIMENTO.
Incabível o pedido de realização de perícia para produção de provas, quando se tratar de matéria de direito.
DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS.
Com exceção das decisões judiciais transitadas em julgado, proferidas no rito do recurso repetitivo e da repercussão geral, as demais decisões administrativas e judiciais não vinculam os julgamentos deste Conselho, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.603
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e indeferir o pedido de perícia formulado e, no mérito, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer Área de Reserva Legal de 1.412,4 ha, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis e Carlos César Quadros Pierre que davam provimento ao recurso.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCAO LIMA
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Contendo a notificação de lançamento todos os fundamentos de fato e de direito e os devidos esclarecimentos relativos às infrações apuradas, possibilitando à contribuinte o exercício do contraditório e da ampla defesa, é incabível a sua nulidade por ofensa a tais princípios. ÁREA DE RESERVA LEGAL. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO TEMPESTIVA DO ADA OU DE RECONHECIMENTO DA ÁREA POR ÓRGÃO AMBIENTAL ATÉ A DATA DE OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. A partir do exercício de 2001 é indispensável a protocolização do Ato Declaratório Ambiental ADA no Ibama no prazo de seis meses, contado a partir da data final da entrega da DITR, como condição para exclusão da área de reserva legal da base de cálculo do ITR. A dispensa dessa exigência somente pode ocorrer se a área de reserva legal tiver sido assim reconhecida pelos órgãos ambientais competentes, à época do fato gerador. ÁREA DE RESERVA LEGAL. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. PRAZO. Para fins de redução no cálculo do ITR, a área de reserva legal deve estar averbada no Registro de Imóveis competente até a data de ocorrência do fato gerador. PERÍCIA. NÃO CABIMENTO. Incabível o pedido de realização de perícia para produção de provas, quando se tratar de matéria de direito. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. Fl. 407DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10120.721487/200900 Acórdão n.º 2801002.603 S2TE01 Fl. 333 2 Com exceção das decisões judiciais transitadas em julgado, proferidas no rito do recurso repetitivo e da repercussão geral, as demais decisões administrativas e judiciais não vinculam os julgamentos deste Conselho, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e indeferir o pedido de perícia formulado e, no mérito, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer Área de Reserva Legal de 1.412,4 ha, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis e Carlos César Quadros Pierre que davam provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Por descrever bem os fatos, adoto o relatório do acórdão de primeira instância (fls. 279/280), reproduzido a seguir: “Pela notificação de lançamento nº 01201/00095/2009 (fls. 01), a contribuinte em referência foi intimada a recolher o crédito tributário de R$ 515.492,31, correspondente ao lançamento do ITR/2006, da multa proporcional (75,0%) e dos juros de mora, calculados até 13/11/2009, tendo como objeto o imóvel “Fazenda Tesouras” (NIRF 5.552.5415), com área total de 3.726,5 ha, localizado no município de Araguapaz GO. A descrição dos fatos, os enquadramentos legais das infrações e o demonstrativo da multa de ofício e dos juros de mora encontramse às fls. 01 (verso) e 02/04. A ação fiscal, proveniente dos trabalhos de revisão da DITR/2006 (fls. 06/09), iniciouse com o termo de intimação de fls. 10, para a contribuinte apresentar, dentre outros, os seguintes documentos de prova: Fl. 408DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10120.721487/200900 Acórdão n.º 2801002.603 S2TE01 Fl. 334 3 cópia do Ato Declaratório Ambiental – ADA requerido ao IBAMA e da matrícula do registro imobiliário, com a averbação da área de reserva legal; laudo técnico com ART/CREA, com memorial descritivo do imóvel, no caso de área de preservação permanente prevista no art. 2º do Código Florestal, e certidão do órgão competente no caso de estar prevista no art. 3º desse código, com o ato do poder público que assim a declarou. Em atendimento, a requerente apresentou os documentos de fls. 13/137. Na análise desses documentos e da DITR/2006, a autoridade fiscal glosou integralmente a área de reserva legal declarada (3.720,0 ha), com consequente redução do grau de utilização e aumento da alíquota de cálculo, tendo sido apurado imposto suplementar de R$ 245.145,67, conforme demonstrado às fls. 03 (verso). A contribuinte, cientificada do lançamento em 23/11/2009 (fls. 274), protocolou em 22/12/2009, por meio de representante legal, a impugnação de fls. 199/206, exposta nesta sessão e lastreada nos documentos de fls. 208/268, alegando, em síntese: de início, faz um breve relato do procedimento fiscal, do qual discorda; em preliminar, alega cerceamento ao direito de defesa, por não terem sido demonstradas as razões jurídicas da aplicação da penalidade, multa e juros de mora, necessárias para apresentar sua defesa; no mérito, afirma que a área de reserva legal corresponde a 20% da área total do imóvel (3.726,5311 ha), existindo 1.412,4814 ha averbados e 2.314,0497 ha inteiramente preservados, conforme laudo técnico; transcreve acórdãos de tribunais administrativos e o art. 16 do Código Florestal, para referendar seus argumentos; para um lançamento sem excessos, devem ser consideradas corretas as dimensões do imóvel declaradas, bem como o grau de utilização e a respectiva alíquota de cálculo; solicita, para tanto, a realização de perícia, indica o perito relaciona os quesitos. Ao final, a contribuinte requer o acolhimento dessa impugnação, para que seja cancelada integralmente a notificação de lançamento questionada.” A 1a Turma da DRJ/Brasília julgou a impugnação improcedente (fls. 278/286), nos termos da ementa a seguir transcrita: DA NULIDADE DO LANÇAMENTO. Fl. 409DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10120.721487/200900 Acórdão n.º 2801002.603 S2TE01 Fl. 335 4 Tendo o procedimento fiscal sido instaurado de acordo com os princípios constitucionais vigentes, possibilitando à contribuinte o exercício do contraditório e da ampla defesa, é incabível a nulidade de lançamento requerida. DA ÁREA DE RESERVA LEGAL. Para ser excluída do ITR, exigese que a área de reserva legal declarada esteja averbada tempestivamente à margem da matrícula do imóvel, além de ter sido objeto de Ato Declaratório Ambiental ADA, protocolado em tempo hábil no IBAMA. Impugnação Improcedente. Cientificada da decisão de primeira instância em 23/08/10 (fls. 291), a interessada interpôs, em 22/09/10, o recurso de fls. 294/302, juntamente com os documentos de fls. 303/328, alegando, em suma, preliminarmente, que: a) a notificação de lançamento cerceia o direito de defesa e contraditório, ao não demonstrar as razões jurídicas da aplicação da penalidade e da multa e juros de mora, não lhe permitindo, assim, compreender, de forma clara e precisa, o porquê de não ter sido aceita a área de reserva legal, haja vista ter apresentado laudo de avaliação comprovando a isenção da citada área; b) caso exista outra irregularidade, jamais foi demonstrada pela fiscalização, o que enseja a nulidade da aludida notificação de lançamento. Mesmo que houvesse, somente teria validade acusação que fosse fundamentada em levantamento realizado pela autoridade lançadora. Aduz que decisões proferidas por Tribunais Administrativos seguem esse entendimento; Quanto ao mérito, sustenta, em síntese, que: a) foi notificada por não ter comprovado, por meio de laudo de avaliação do imóvel conforme estabelecido na NBR 14.6533, o valor da terra nua VTN, todavia o referido laudo foi devidamente apresentado, devendo ser revisto o VTN apurado; b) as reais dimensões da área total do imóvel (3.726,5311 ha) podem ser conferidas no laudo técnico apresentado, sendo que existem averbados a título de reserva legal a área de 745,3061 ha e a título de área de reserva legal compensada ou extra propriedade a área de 667,1753 ha, perfazendo um total 1.412,4814 ha. O restante da área, correspondente a 2.314,0497 ha, encontrase inteiramente preservado sem utilização econômica para qualquer finalidade; c) considerando as corretas dimensões descritas no laudo técnico apresentado, restou claro que dos 3.726,5311 ha, efetivamente 1.212,4614 ha encontramse averbados e destinados a reserva legal restando 2.314,0697 ha integralmente constituídos de vegetação de cerrado e preservados conforme atesta as imagens de satélite anexas (doc. 04 da impugnação); Fl. 410DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10120.721487/200900 Acórdão n.º 2801002.603 S2TE01 Fl. 336 5 d) o cálculo do imposto deveria ter sido considerado as corretas dimensões do imóvel de acordo com o laudo técnico apresentado. Como isso não foi observado, o imposto foi lançado em excesso, apurandose o Grau de Utilização de maneira incorreta e, por conseguinte, também estão equivocados a alíquota e o valor do imposto; e) para apuração das razões defendidas, solicita a realização de perícia, tendo especificado, em seu recurso, os quesitos a serem esclarecidos, que dizem respeito às áreas ocupadas pelo imóvel e à sua produtividade. Diante do exposto acima requer o provimento do recurso. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima, Relator O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cumpre informar, inicialmente, que, embora a contribuinte tenha questionado a alteração do VTN, tal infração não consta na notificação de lançamento em discussão, razão pela qual não serão tecidas considerações acerca da matéria. DA PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA/NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO Em seu recurso, a recorrente reitera as mesmas alegações expostas na impugnação acerca do cerceamento do direito de defesa e, como consequência, da nulidade da notificação de lançamento. Como bem demonstrado no acórdão recorrido, tais alegações não merecem prosperar, razão pela qual peço vênia para adotar como razões de decidir os fundamentos expostos no voto do relator daquele acórdão, que trata da matéria, que reproduzo a seguir: “Da Preliminar de Nulidade A contribuinte pretende a nulidade da autuação fiscal, alegando cerceamento ao direito de defesa, por não terem sido demonstradas as razões jurídicas da aplicação da penalidade e dos acréscimos legais. No entanto, o Decreto nº 70.235/1972, regulador do Processo Administrativo Fiscal PAF, diz in verbis: “Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa”. Fl. 411DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10120.721487/200900 Acórdão n.º 2801002.603 S2TE01 Fl. 337 6 No presente caso, o trabalho fiscal iniciouse com o termo de intimação (fls.10) e observada a IN/SRF nº 579/2005, que dispõe sobre os procedimentos adotados para a revisão sistemática das declarações apresentadas pelos contribuintes, relativas a tributos ou contribuições administrados pela Receita Federal, feita mediante a utilização de malhas fiscais e, especificamente, o disposto no art. 53, do Decreto 4.382/2002 (RITR), que trata da intimação do início do procedimento fiscal, no caso do ITR. A notificação de lançamento contém todos os requisitos legais estabelecidos no art. 11 do Decreto nº 70.235/1972, que rege o Processo Administrativo Fiscal, trazendo as informações obrigatórias previstas nos incisos I, II, III e IV, inclusive aquelas necessárias para que se estabeleça o contraditório e permita a ampla defesa do autuado. Assim, entendo que o lançamento foi lavrado com a qualificação do autuado, a descrição dos fatos, o exame dos documentos apresentados, as disposições legais infringidas e as penalidades aplicáveis, a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála, para que se estabeleça o contraditório e permita a ampla defesa. A requerente teve dois momentos para se defender e apresentar os documentos pertinentes: antes da lavratura do lançamento, quando apresentou documentos, e na sua impugnação, quando pôde argumentar, produzir e apresentar as provas que julgou necessárias para contestar as irregularidades a ele imputadas, mencionando as razões de fato e de direito de sua defesa, no teor dos artigos 14 a 16 do Decreto nº 70.235/1972 (PAF). Também, salientese que, nos termos dos artigos 40 e 47 (caput), ambos do Decreto nº 4.382/2002 (RITR), o ônus da prova – no caso, documental é da contribuinte, a qual cumpre guardar ou produzir até a data de homologação do autolançamento, prevista no § 4º do art. 150, do CTN, os documentos necessários à comprovação dos dados cadastrais informados na declaração (DIAC/DIAT) para efeito de apuração do respectivo ITR devido, e apresentálos à autoridade fiscal, quando assim exigido, não se justificando a solicitação de produção de prova técnica, para verificar o valor correto a ser aplicado ao ITR/2006. Igualmente, na fase de impugnação, o ônus da prova continua sendo do contribuinte, pois, de acordo com o sistema de repartição do ônus probatório adotado pelo Decreto nº 70.235/1972, norma que rege o processo administrativo fiscal, conforme dispõe seu artigo 16, inciso III, e de acordo com o artigo 333 do Código de Processo Civil, aplicável à espécie de forma subsidiária, cabe à impugnante fazer a prova do direito ou do fato afirmado na impugnação, o que, não ocorrendo, acarreta a improcedência da alegação. Em síntese, o imposto suplementar apurado pela autoridade fiscal decorreu do não atendimento das exigências para excluir do ITR a área de reserva legal informada, dando origem ao lançamento de ofício regularmente formalizado, nos termos do Fl. 412DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10120.721487/200900 Acórdão n.º 2801002.603 S2TE01 Fl. 338 7 art. 14 da Lei nº 9.393/1996 e artigo 52 do Decreto nº 4.382/2002 (RITR), combinado com o disposto no art. 149, inciso V, da Lei nº 5.172/1966 – CTN, não ocorrendo a alegada supressão do direito ao contraditório e à ampla defesa. Quanto às ementas da jurisprudência administrativa do Conselho de Contribuintes, atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, transcritas pela requerente, têmse que as mesmas, além de se aterem às situações circunstanciadas naqueles autos, não afetam o presente lançamento, uma vez que, além de, atualmente, não existir súmulas vinculantes contemplando as hipóteses de nulidade aventadas pela requerente, somente a existência de ato do Ministro de Estado da Fazenda poderá atribuir às súmulas do CARF efeito vinculante em relação à administração tributária federal (art. 10 da Portaria/CARF nº 69 de 15/07/2009, c/c o disposto no art. 100, item II, da Lei nº 5.172/66 – CTN). Dessa forma, e salientandose que o caso em exame não se enquadra nas hipóteses de nulidade previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235/1972 PAF, entendo ser incabível o pretendido cancelamento, por não se vislumbrar qualquer vício capaz de invalidar o procedimento administrativo adotado.” Por tais razões rejeito a preliminar suscitada. DO MÉRITO A área de reserva legal foi glosada em virtude da documentação apresentada pela contribuinte não cumprir, cumulativamente, as condições necessárias para sua exclusão da base de cálculo do ITR, ou seja, protocolização do ADA junto ao IBAMA no prazo de seis meses, contado do prazo final para entrega da respectiva DITR, averbação da área no registro de imóveis na data de ocorrência do fato gerador e documento que comprove a localização da citada área no imóvel. A partir do exercício 2001, a protocolização tempestiva do ADA é um dos requisitos legais para que as áreas de reserva legal e de preservação permanente não sejam tributadas pelo ITR, conforme disposto no art. 17O, § 1º, da Lei 10.165, de 27 de dezembro de 2000, in verbis: "Art. 170. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao IBAMA a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei nº 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria (Redação dada pela Lei n° 10.165. de 2000) § 1ºA. A Taxa de Vistoria a que se refere o caput deste artigo não poderá exceder a dez por cento do valor da redução do imposto proporcionada pelo ADA (incluído nela Lei n° 10.165. de 2000) §1º. A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória. (Redação dada pela Lei n°10.165, de 2000)" Fl. 413DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10120.721487/200900 Acórdão n.º 2801002.603 S2TE01 Fl. 339 8 (destaques meus) Vale dizer que a protocolização do ADA marca a data em que a interessada comunica ao órgão oficial de fiscalização ambiental a existência de áreas de interesse ambiental em seu imóvel rural e, em última análise, solicita que tais áreas sejam reconhecidas como tais pelo Poder Público, inclusive para fins de redução do valor do ITR. Nesse contexto, por óbvio, deve haver prazo para a protocolização do formulário do ADA. Se tal prazo não for expressamente estabelecido em Lei, a rigor, ele expiraria na data de ocorrência do fato gerador, no caso do ITR, 1º de janeiro de cada exercício. Para o exercício 2006, além do disposto nos atos já mencionados anteriormente, tal prazo estava estabelecido no art. 9º, § 3º, II, da IN SRF nº 256, de 11/12/02, in verbis: IN SRF nº 256, de 11/12/02 Art. 9º Área tributável é a área total do imóvel rural, excluídas as áreas: I de preservação permanente; (...) § 3º Para fins de exclusão da área tributável, as áreas do imóvel rural a que se refere o caput deverão: I – ser obrigatoriamente informadas em Ato Declaratório Ambiental (ADA), protocolado pelo sujeito passivo no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), no prazo de até seis meses, contado a partir do término do prazo fixado para a entrega da DITR.. (destaque meu) Entendo que a dispensa da exigência da protocolização tempestiva do ADA somente poderia ocorrer se a área de reserva legal tiver sido assim reconhecida pelos órgãos ambientais competentes, à época do fato gerador. Nesse sentido foi reconhecido pelo órgão julgador de primeira instância a existência, nos autos (fls. 60/65), de Certidões de averbação em cartório de 1.412,4 ha, a título de área de reserva legal, em conformidade com os Termos de Responsabilidade de Averbação da Reserva Legal firmados entre a recorrente e a Agência Goiana do Meio Ambiente e Recursos Naturais, todos datados anteriormente à ocorrência do fato gerador. Como consta nas aludidas Certidões que as averbações foram autorizadas por engenheira ambiental, nos termos da legislação que trata da matéria, e que tais áreas não podem ser exploradas, a não ser mediante autorização daquele órgão ambiental, considero que isso significa o reconhecimento, por parte Agência Goiana do Meio Ambiente e Recursos Naturais, de tais áreas como sendo de reserva legal. Por conseguinte, em relação à área de reserva legal de 1.412,4 ha, a exigência da entrega tempestiva do ADA encontrase suprida. A necessidade de averbação da área de reserva legal até a data da ocorrência do fato gerador, para fins de redução da base de cálculo do ITR, constitui matéria bastante controversa no âmbito deste Conselho, sendo objeto de distintos entendimentos, sendo que me alinho àquele que considera tal exigência imprescindível para exclusão da aludida área da base Fl. 414DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10120.721487/200900 Acórdão n.º 2801002.603 S2TE01 Fl. 340 9 de cálculo daquele tributo, por se tratar de ato constitutivo e não mera formalidade, haja vista o disposto no art. 16, § 8º, da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela MP nº 2.16667, de 24 de agosto de 2001, que é o dispositivo legal que determina a averbação da respectiva área, e também ao disposto no art. 1.227, do Código Civil, que trata sobre os direitos reais sobre imóveis, abaixo transcritos: Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965 Art.16. As florestas e outras formas de vegetação nativa, ressalvadas as situadas em área de preservação permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação específica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal, no mínimo: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) (...) §8o A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001)” (destaque meu) Código Civil Art. 1.227. Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código”. Por tais razões entendo que, para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, a área de reserva legal deve ter sido averbada à margem da matrícula do imóvel até a data de ocorrência do fato gerador, sendo que a partir do exercício de 2001 constitui, também, requisito indispensável à fruição do benefício Ato Declaratório Ambiental – ADA tempestivamente protocolizado no IBAMA, declarando a existência da respectiva área, conforme esclarecido anteriormente. Como esclarecido anteriormente, os documentos carreados aos autos comprovam a averbação em cartório somente de 1.412,4 ha, a título de área de reserva legal, cabendo destacar que tais averbações foram realizadas antes da ocorrência do fato gerador. Portanto este requisito se encontra preenchido em relação à citada área, para fins de seu reconhecimento como área de reserva legal. Quanto à exigência de documento comprobatório da localização da área de reserva legal no referido imóvel, as Certidões de fls. 60/65, que comprovam a averbação de 1.412,4 ha, identificam os limites e confrontações das áreas averbadas, sendo, portanto, documentos hábeis e idôneos para comprovar a localização de tais áreas no imóvel fiscalizado. No que diz respeito à alegação de que o restante da área, correspondente a 2.314,0497 ha, encontrase inteiramente preservado sem utilização econômica para qualquer Fl. 415DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10120.721487/200900 Acórdão n.º 2801002.603 S2TE01 Fl. 341 10 finalidade, convém ressaltar que não há como aceitála como sendo área de preservação permanente, posto que não consta a apresentação de ADA tempestivo relativo ao exercício 2006, requisito essencial para o reconhecimento daquela área como sendo de preservação permanente, como esclarecido anteriormente. O único ADA apresentado referese ao exercício 2003. Vale dizer que não foi comprovado que a citada área foi reconhecida pelo órgão ambiental como sendo de preservação permanente. É importante destacar que o disposto no § 7º do art. 10 da Lei nº 9.393, de 1996, incluído pelo art. 3º da Medida Provisória nº 2.16667, de 24 de agosto de 2001, apenas determina que não se exige do declarante a prévia comprovação das informações prestadas na DITR em relação às áreas de preservação permanente e de utilização limitada. Ou seja, o declarante não é obrigado a anexar quaisquer documentos comprobatórios das informações prestadas na DITR, quando de sua entrega, todavia, se intimado a apresentar a respectiva documentação, deve atender, sob pena de glosa das referidas áreas, como no caso em pauta. Vejamos abaixo o conteúdo do dispositivo legal citado: Lei nº 9.393, de 1996 Art. 10 (...) § 7º A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1º, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. (destaque meu) Acerca das decisões administrativas e judiciais citadas, cumpre informar que, com exceção das decisões judiciais transitadas em julgado, proferidas no rito do recurso repetitivo e da repercussão geral, as demais decisões administrativas e judiciais não vinculam os julgamentos deste Conselho, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. No tocante à alegação de apuração de maneira incorreta do Grau de Utilização da alíquota aplicada e do valor do imposto, cumpre assinalar que não há qualquer reparo a ser feito no procedimento realizado pela autoridade lançadora, posto que efetuado de acordo com a respectiva legislação e com base nas considerações feitas em relação aos documentos apresentados, que constam detalhadamente na descrição dos fatos da notificação de lançamento. O Grau de Utilização da área, a alíquota aplicada e o valor do imposto decorrem diretamente das áreas excluídas da tributação. Como houve glosa da área de reserva legal, os valores questionados foram, também, alterados. Por fim, em virtude de a realização de perícia ser desnecessária para a solução do litígio, em virtude de a área de reserva legal ter sido glosada devido, também, à ausência de protocolização tempestiva do ADA e de averbação no Registro de Imóveis na data de ocorrência do fato gerador, irregularidades que não podem ser supridas com a realização do procedimento solicitado, indefiro, com base no art. 18, do Decreto n° 70.235/72, o pedido formulado. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10120.721487/200900 Acórdão n.º 2801002.603 S2TE01 Fl. 342 11 Diante do exposto acima voto por REJEITAR a preliminar suscitada, INDEFERIR o pedido de perícia e, no mérito, por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer a área de reserva legal correspondente a 1.412,4 ha. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Fl. 417DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13986.000096/2003-62
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001
OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Somente são passíveis de exclusão da base de cálculo do lançamento decorrente de omissão de rendimentos, constatada pelas informações contidas na DIRF, os valores para os quais forem carreados aos autos documentos que possam elidir a aludida omissão.
IRRF INCIDENTE SOBRE OS RENDIMENTOS OMITIDOS.
O valor do IRRF incluído, relativo à omissão de rendimentos apurada, deve ser alterado quando o valor omitido tiver sido mantido parcialmente.
PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR.
Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2801-002.600
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o valor de R$ 1.925,14, reduzindo o montante do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incluído para R$ 350,47, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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Somente são passíveis de exclusão da base de cálculo do lançamento decorrente de omissão de rendimentos, constatada pelas informações contidas na DIRF, os valores para os quais forem carreados aos autos documentos que possam elidir a aludida omissão. IRRF INCIDENTE SOBRE OS RENDIMENTOS OMITIDOS. O valor do IRRF incluído, relativo à omissão de rendimentos apurada, deve ser alterado quando o valor omitido tiver sido mantido parcialmente. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o valor de R$ 1.925,14, reduzindo o montante do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incluído para R$ 350,47, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Fl. 88DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 13986.000096/200362 Acórdão n.º 2801002.600 S2TE01 Fl. 84 2 Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Por descrever bem os fatos, adoto o relatório do acórdão de primeira instância (fls. 47/48), reproduzido a seguir: “Tratase de Auto de Infração originado pela revisão da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2000, anocalendário 2001, no qual foi apurado o valor de R$ 2.587,71, relativo a imposto a pagar declarado, bem como a importância de R$ 656,32, referente a imposto suplementar, acrescido de multa de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora, conforme fls. 07/14. Através do formulário “Demonstrativo das Infrações”, de fls. 08, verificase que a autuação foi lavrada por omissão de rendimentos recebidos do Poder Judiciário de Santa Catarina, CNPJ 83.845.701/000159, no valor de 4.583,65. Observase também, com base no “Demonstrativo das Alterações na Declaração de Ajuste Anual”, de fls. 11, e no formulário “Mensagens”, de fls. 10, que o total de rendimentos tributáveis foi alterado de R$ 105.281,12 para R$ 109.864,77 e o imposto de renda retido na fonte de R$ 19.360,77 para R$ 19.964,96. O contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/05, alegando que, em síntese, que o valor de R$ 4.583,65, apontado pela fiscalização como omissão de rendimentos, se referem a pagamentos de honorários de sucumbência devidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por ocasião de condenação sofrida nos seguintes processos: nº 3.239/98, de Floresdoaldo Antunes Ramos, rendimento de R$ 3.293,18 e IRRF de R$ 545,62; e nº 3.100/98, de João Maria Dias, rendimento de R$ 1.290,47 e IRRF de R$ 58,57. Diz que tais valores foram devidamente informados em sua declaração de imposto de renda como recebidos do INSS e não do Poder Judiciário de Santa Catarina, posto que este somente lhe fez o repasse do que era devido pelo INSS. Explica que os pagamentos dos honorários de sucumbência, provenientes das demandas patrocinadas em conjunto com os advogados Adelar João Vian e Olir Marino Savaris, apesar de serem normalmente efetuados somente em seu nome, foram rateados entre estes na proporção da participação societária de cada um na SL de Costa e Advogados Associados S/C, cabendo Fl. 89DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 13986.000096/200362 Acórdão n.º 2801002.600 S2TE01 Fl. 85 3 ao impugnante o valor de R$ 102.457,12, no anocalendário 2000, como foi lançado em sua declaração. Complementa que tal valor também engloba os honorários de sucumbência relativos aos processos citados, na proporção que lhe cabe (42%), ou seja, no valor de R$ 1.925,14. Anexa planilha mostrando a individualização dos honorários recebidos do INSS e o rateio realizado entre os advogados (fls. 30/31), bem como a cópia de alteração contratual da SL Costa e Advogados Associados S/C, com a participação societária de cada um (fls. 32/39). Diz ainda que pode ser verificado no banco de dados da Secretaria da Receita Federal que os valores cabíveis aos outros dois advogados após o rateio, também foram lançados em suas respectivas declarações. Por fim, requer o cancelamento do presente Auto de Infração, visto que o valor devido a título de imposto de renda do ano calendário 2000 foi pago integralmente, conforme DARF de fls. 21, assim como todos os rendimentos recebidos pelo impugnante foram devidamente oferecidos à tributação, sendo que se estaria tributando duplamente o mesmo fato gerador se persistisse o lançamento.” A 5a Turma da DRJ/Florianópolis julgou o lançamento procedente (fls. 47/48). Admitiu que os rendimentos omitidos se tratam de pagamentos de honorários feitos pelo INSS, embora constem em DIRF apresentada pelo Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina. Não aceitou o argumento de que tais valores tenham sido repassados para a sociedade de advogados, da qual o impugnante é participante, e rateado entre os sócios, por considerar que não há elementos nos autos suficientes para comprovar essa alegação. Por conseguinte entendeu que não restou comprovado que os valores lançados estão englobados nos rendimentos declarados como recebidos do INSS na declaração de ajuste anual do interessado. Cientificado do acórdão de primeira instância em 17/09/08 (Aviso de Recepção de fls. 55), o interessado interpôs, em 17/10/08, o recurso de fls. 57/61, juntamente com os documentos de fls. 62/80, reiterando as alegações expostas na impugnação. Sustenta, ainda, que, em nenhum momento, afirmou que os valores em discussão foram contabilizados como receitas na sociedade de advogados. Junta declaração de ajuste anual de seu sócio, Olir Marino Savaris, com o intuito de provar que valor declarado por aquele contribuinte foi exatamente aquele informado na planilha que integrou juntamente com a impugnação e que contempla, na proporção, os rendimentos que são objeto deste litígio. Esclarece que não juntou a declaração do outro sócio, Adelar João Vian, porque este deixou a sociedade em janeiro de 2001. Diante do exposto acima requer o conhecimento e provimento de seu recurso. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima, Relator Fl. 90DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 13986.000096/200362 Acórdão n.º 2801002.600 S2TE01 Fl. 86 4 O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Em sua defesa, o recorrente alega que recebeu somente parte do valor lançado, R$ 1.925,14, que seria proveniente do rateio de honorários advocatícios efetuado na proporção de sua participação societária na pessoa jurídica SL de Costa e Advogados Associados S/C. Todavia esse argumento não merece prosperar em virtude de os elementos apresentados pelo contribuinte para corroborálo (planilha demonstrativa de fls. 30/31, alterações contratuais da SL de Costa e Advogados Associados S/C de fls. 32/39 e 63/69 e declaração de ajuste anual de Olir Marino Savaris de fls. 74/79) não serem suficientes para contrapor a informação prestada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (fls. 25 e 29) de que os valores em questão foram pagos exclusivamente ao recorrente. É importante destacar que, nos termos do art. 29 do Decreto nº 70.235/72, na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente a sua convicção. O órgão julgador de primeira instância reconheceu que os valores lançados referemse a rendimentos recebidos do INSS, apesar de constarem em DIRF apresentada pelo Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina. Como o contribuinte informou em sua declaração de ajuste anual rendimentos do INSS, para que os valores lançados sejam considerados como omitidos seria necessário existirem provas de que tais valores não estão englobados nos rendimentos declarados como recebidos daquele órgão pelo interessado. Como o próprio recorrente reconheceu que não incluiu no total de rendimentos declarados como recebidos do INSS o montante de R$ 2.658,51 (diferença entre R$ 4.583,65 e R$ 1.925,14), como exposto no parágrafo anterior, tendo oferecido à tributação somente R$ 1.925,14, resta comprovada a omissão de rendimentos daquele valor. Quanto ao montante de R$ 1.925,14, não há nos autos provas que refutem a alegação do contribuinte, razão pela qual não pode prevalecer a omissão de rendimentos correspondente a essa quantia. Como o auto de infração alterou o IRRF para incluir o valor de R$ 604,19, correspondente aos rendimentos lançados como omitidos e, em virtude de ter sido mantida a omissão somente de R$ 2.658,51, o IRRF acima especificado deve ser alterado para R$ 350,47, valor equivalente à proporção entre a omissão mantida e aquela lançada. Diante do reconhecimento de que o valor correspondente a R$ 2.658,51 não foi oferecido à tributação, improcedente a alegação de bitributação. Por tais razões voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o valor de R$ 1.925,14 e reduzir o montante do IRRF incluído para R$ 350,47. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 91DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 13986.000096/200362 Acórdão n.º 2801002.600 S2TE01 Fl. 87 5 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 10805.001611/2004-03
Data da sessão: Tue May 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/10/2003
COFINS. REPETIÇÃO DE INDÉBITO DECADÊNCIA,
COMPENSAÇÃO SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA.
O direito à repetição do indébito, inclusive via compensação, se exame com o decurso do prazo de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário que, nos lançamentos por homologação, ocorre com o pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte ou pelo substituto tributário. Em razão disso, tem-se que os créditos tributários relativos a recolhimentos efetuados anteriormente a 18 de agosto de 1999 já se encontravam extintos na data da primeira declaração de compensação que fora protocolizada em 18 de agosto de 2004
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA
SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/10/2003
MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO ASSOCIAÇÃO.
LEGITIMIDADE ATIVA.
Uma vez comprovado que o Recorrente não se encontrava na condição de filiado ou associado à impetrante na data do ajuizamento da ação, conclui-se pela impossibilidade de se beneficiar da referida decisão judicial. À associação não é lícito defender interesse de não-filiado à época do ajuizamento da ação, cujo direito, naquele momento, não fora submetido ao Poder Judiciário.
ISENÇÃO DAS SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO
REGULAMENTADA.
Com o advento da Lei nº 9.430/1996, as sociedades civis de profissão regulamentada deixaram de ser isentas da Cofins. Concessão e revogação de isenção é matéria que se submete à lei ordinária, ainda que inserida formalmente em texto de lei complementar.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.434
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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O direito à repetição do indébito, inclusive via compensação, se exame com o decurso do prazo de cinco anos contados da data da extinção do crédito ti ibutário que., nos lançamentos por homologação, ocorre com O pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte ou pelo substituto tributário. Em razão disso, tem-se que os créditos tributar ios relativos a recolhimentos efetuados anteriormente a 18 de agosto de 1999 já se encontravam extintos na data da primeira declaração de compensação que toa protocolizada em 18 de agosto de 2004 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO) DA SEGURIDADE SOCIAL CO FINS Período de apuração: 01/01/1997 a 30/10/2003 MANDADO DE, SEGURANÇA COLETIVO ASSOCIAÇÃO. LEGFI IM1DADE ATIVA. Urna vez comprovado que o Recorrente não se encontrava na condição de filiado ou associado à impetrante na data do ajuizamento da ação, conclui-se pela impossibilidade de se beneficiar da referida decisão judicial À associação não é lícito defender interesse de não-filiado à época do ajuizamento da ação, erijo direito, naquele momento, não fora submetido ao Poder ludiciái io ISENÇÃO DAS SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. 1 Com o advento da Lei n' 9.4.30/1996, as sociedades civis de profissão regulamentada deixaram de ser isentas da Cotins. Concessão e 1ev9 ', ação de 01\4 isenção é matéria que se submete à lei ordinária, ainda que inserida formalmente em texto de lei complementar. Recurso Voluntário Negado, Vistos, relatados e discutidos Os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de voios, negar provimento ao recurso. A--.1.(\1 -x . mire Ken] - Pre" sidenteCe '--.)---. E léicio Lat.-et-á Reis - Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros 13elchior Melo de Sousa, Hélcio Latetá Reis (Relator), Carlos Henrique Martins de Lima, Daniel Maurício Fedato e Rangel Permeei Fiorin Relatório O presente processo originou-se de Declaiação de Compensação 1:Orma1izada pelo contribuinte supra identificado em 18 de agosto de 2004 (lis 1. a 2), em que se pleiteava a. compensação de débito tributário com crédito decorrente de decisão judicial que, rio entender do contribuinte, assegurar-lhe-ia a isenção da Cotins em lace do afastamento da aplicação do art 170-A do Código Tributário Nacional (CTN). Foi 25 de janeiro de 2006, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP determinou a juntada aos autos de outros em que se pleiteavam outras compensações com base no mesmo crédito (11 153). Diante disso, juntaram-se ao presente os autos dos pmcessos de números 10805.001747/2004-1.3 (11s. .156 a 298), 10805 002241/2004-13 (fls. 300 a 442), 10805,002486/2004-41 (fls. 444 a 591) e 10805.002488/2004-30 (fls. 593 a 729), cuja apreciação, em face da coincidência da matéria e da origem do crédito, passou a se realizar ern conj unto . Inicialmente, a DIZE. Santo André/SP havia exarado entendimento de que, pelo lato de o nome do contribuinte não ter constado, na data da petição inicial, do rol de associados da instituição que impetrara o Mandado de Segurança Coletivo, as Declarações de Compensação não poderiam ser conhecidas (fls. 43, 177, 322, 465 e 614). Ç :, 2 I'ioi;esso ri" I 0805 0016 II /2004-03 S3- - I - E0.3 Acordo ii' 3803-00,434 H 762 Diante do protesto do contribuinte, a autoridade a.dministrativa reviu sua decisão e, ao invés de não tomar conhecimento da matéria, decidiu por não homologar as Declarações de Compensação, com base nos artigos 170 e 170-A do Código Tributário Na.cional CTN (lis. 136 a -137; 2.76 a 277; 420 a 421; 569 a 570; 709 a 710), em razão do que O contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (N. 140 a 150; 280 a 290; 424 a. 434; 57.3 a 58.3; 713 a. 723), alegando, em síntese, que, efetivamente, era associada da impetrante, apta, portanto, a se beneficiar da decisão judicial que reconhecera a. isenção da. Cot:jus para as sociedades civis de profissão regulamentada, nos termos da súmula. n" 276 do Superior. Tribunal de Justiça (SI 1), e que o art, 170-A do CTN seria inaplicável ao caso, por se referir a ação ajuizada. em data. anterior .. à sua vigência. A DRJ Campinas/SP indeler. iu os pedidos, não homologando, por conseguinte, as respectivas compensações ([is. 739 a 743), considerando que (i) o Imp•ugnante não se encontraria abrangido pela decisão judicial; (ii) que todos os créditos relativos a recolhimentos efetuados anterionnente a 18/08/1999 já se encontravam extintos; e (iii) que a isenção alegada teria sido revogada pela. Lei n 9.430/1996. Inconfor•rnado, o contribuinte recorre a este Conselho (lis 746 a 759) e requer a declaração de extinção dos créditos tributários discutidos, repisando os mesmos argumentos e alegando (i) a regularidade das compensações declaradas, (ii) a c.xtensão decisão .judieial aos associados filiados após a impetração do mandado de segurança coletivo e (iii.) a inconstitucionalidade da revogação da isenção, originahnente instituída por lei complementar, por meio de lei ordinái É o relatório„ Voto Conselheiro 1-1élcio Lafetá. Reis, Relatou O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Trata-se de pedido de compensação de débitos tributários com créditos decorrentes de decisão .judieial que, no entender do contribuinte, assegurar-lhe-ia a isenção da Cotins em face do afastamento da aplicação do art., 170-A do Código Tributário Nacional • (C-1'N). L Repetição de indébito. Compensação. Decadência. 'De início, registre-se que todos os créditos relativos a recolhimentos efetuados anteriormente a 18/08/1999 .já se encontravam extintos em .ffice do transcurso do prazo decadencial para se pleitear a devolução do indébito. Sobre o direito e os prazos para requerer a repetição do indébito, o C.:TN assim dispõe: 3 .411 165. O sujeito pa ysivo tem (/1/ eito. iiidependentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do adulto, seja qual fin' a modalidade do seu pagamento, res.sal.vad) O disposto ,; 4" do 1.7íhgo 162. rION• .seguinte.s C1.7501 • - C:01V00Ç71 Ou pagamento espontâneo de tributo indevido Ou maior que o devido em face da legislação tributar ia aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador i'.4ivamentc ocorrido, .11 - erro 11.0 edificação do Sujeito pas.sivo, na determinação da &ignota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conle.Tência de qualquer documento relativo 00 pagamento, JIT - anulação, revogação Ou eV( iSão d0 decisão condena tói ilrt 168 O direito de pleitear a 71.S'tititio'io extingue-se com O decurso do prazo de 5 (cinco) anos-, contados 1 - nas hipótese (los incisos 1 e II do ai ligo 165, da data da extinção do crédito tributário, (Vide art 3 da 1.,(..P n" 118. de 20051 - ria hipótese do inciso 111 do artigo 16.5, da data em que se 101 •11(fr defilliiiVa a decisão administratim Ou passar em ju&ado deeisão judicial que tenha rdOrmado, ali dado. revogado ou I Ciállcild0 (1 dariS•ãO condenatória Com base nos dispositivos acima reproduzidos, deduz-se que o direito de restituição de tributo pago a maior ou de forma indevida, situação em que supostamente se enquadraria O presente caso, se extingue após cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário. Como a (.'olins é tributo sujeito ao lançamento pot homologação, a extinção do crédito tributário se dá no momento do pagamento antecipado, nos termos do § 1' do art. 1 50 do (.1'N, in verbis: Aft 1.50 O lançamento por homologação, trtIC orari e quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito f?as..sivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a refe.:7ida autoridade, tomando conhecimento da atividade 05 if eIVC1•I: ida pelo obri,wdo, expressamente a homologa I" O pagamento antecipado pelo obligado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob comhção resolutória da ulterior homologação ao lançamento ) 4" Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública Ne tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e delinitivanzente eytinto 4 Jururn" 10805 001611/2001-03 53-1 E03 Aoi (1v" 3803-00..434 1'1. 763 o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação Portanto, o prazo de cinco anos para se pleitear a repetição do indébito se inicia com o pagamento antecipado, pagamento esse que tem O condão de extinguir o crédito tributário sob condição resolutoria da ulterior homologação do lançamento. Esse entendimento, não obstante haver decisões judiciais e administrativas favonrikeis à tese dos dez anos (5 anos para a homologação tácita I 5 anos para a restituição), tornou-se positivado com a edição da lei Complementar n" 118/2005 que assim dispõe sobre a matéria.: Aí t. .3' Para 4cito de int..i..rpt elação do inciso 1 do ai t. 168 da Lei n" 5_172, íte 25 de outubro de 1966 Código I; ibutátio Nacional, a extinção do ei édito ti !hilário Ocorre, no caso de tributo sujeito a lançament.o por homologação, no momento do pagamento antecipado de que licita o 1 bar!. 150 da ic_fc, ida Art. 4 Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após' sua publicação, observado, quanto ao Uri disposto no art. 106. L da Lei o' 5.172, de 25 de outubro de 1966 --- Código Tributário Nacional - Portanto, se dúvidas havia sobre o conteúdo do disposto no art. 168, 1, do CIN, após a Ir ir' 118, essas se dissiparam frente ao comando expresso da lei. Nos termos acima reproduzidos, o pagamento antecipado nos lançamentos por .h.omologacão marca o inic,io do prazo decadencial para repetição do indébito e, por se tratar de regra expiessamente interpretativa, aplica-se a fatos pretéritos, se valendo da hipótese de retroatividade prevista no art. 106,1, do CTN. Vale ressaltar que, anteriormente à edição da Lei Complementar n" 11.8/2005, o S .uperior Tribunal de Justiça (SI .J) já havia consolidado entendimento no sentido de que o prazo decadencial de c:int.() anos para a epetição de indébito, nos casos de lançamento por homologação, iniciar-se-ia a partir da homologação tácita ou expressa dos pagamentos antecipados, o que poderia alcançar dez anos contados do fato gerador do tributo. Após a referia lei, o STJ decidiu pela inconstitucionalidade do art., 4' da LC, n" 118/2005, na parte em que, remetendo ao art.. 106, I, do Cl- N, determinaria a aplicação oativa do novo prazo qüinqüenal ] , Dessa forma, ainda segundo o ST1, os indébitos anteriores à vigência da lei complementar se submeteriam ao prazo de dez anos, limitados a. cinco anos a contar da vigência da 1,C n" .118/2005.. Recentemente, a Primeira Seção do STJ, ao analisar um pedido de unriformização de jurisprudência, decidiu que o entendimento daquele Tribunal deveria prevalecer, inclusive, nos casos ein que o contribuinte entrasse com a ação de indébito depois da vigência da Lei Complementar n' 118/2005, desde que O fator gerador da tributação tivesse ocorrido anteriormente. Considerando esse entendimento do ST.1 e tendo em vista a dicção da lei complementar e o art. .106,1, do CITN, há que se ressaltar que não cabe na esfera administrativa REsp 11" 644 736/P1. 5 a discussão sobre a constrtucionzifidade OU ineonstitucionalidade de lei, nos termos contidos no art. 26-A e parágrafô -único do Decreto n" 70.235/1972 (PAU, com redação dada pela Lei n." -11.941/2009, bem como no ai t. 62 e parágrafo único do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, O presente caso não se subsume cru nenhuma das exceções que autorizam o afastamento da aplicação de lei, tratado internacional ou decreto pot- parte dos julgadores administrativos, exceções essas previstas nos atos nonuativos identificados no parágrafo anterior e assim definidas: — norma que já tenha sido declarada inconstitucional por decisão definitiva plen.ária do Supremo Tribunz.d. Federal; — rumina que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de con.stituição Ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. -18 e 19 da Lei n." 1(1522, de 19 de julho de 2002; h) súmula da Advocacia-Geral da União, na Iõrina do art.. 43 da Lei Complementar In' 73, de 10 de levereim de 1993; ou e) pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art.. 40 da Lei Complementar 73, de 10 de fevereiro de 1993.. Ainda sobre a matéria, registre-se que o Supremo Tribunal Federal (51 h) reconheceu a repercussão geral da discussão sobre a inetroatividade da Lei Complementar n' 118/2005 2 , mas até a presente data ainda não enfrentou o mérito da questão. Por fim, saliente-se que a Proeuradotia-Cleral da Fazenda, no trabalho intitulado Rejlexões em torno dos chamados lançamenlos pai' homologação e dos .seus nas exaçOus Si!Jeitos a tal tegime, afirma que a tese dos dez anos nunca teve sustentação, sendo esse o mesmo entendim . ento do tributarista Alberto Xavier, para quem o prazo para repetição do indébito é de cinco anos contados da data do pagamento indevido (RDDT n" 27, p. 8, dez/1997) 3. -Dessa forma, considerando as datas de protocolização das declarações de compensação 18/08, 02/09, 17/1 .1 e 15/12/2004 tem-se que os créditos tributários correspondentes aos pagamentos realizados até 18/08, 02/09, 17/11 e 15/12/1999, dependendo de cada processo em particular, já se encontravam extintos, não passíveis, portanto, de restituição ou compensação.. II. Mandado de segurança coletivo. Abrangência da decisão. Relação de filiados. No caso sob análise, constata-se que, quando da impetração do mandado de segurança coletivo, em agosto de 2000, o Recorrente aindrr não era filiado à Associação Comercial e industrial de Santo André, o que veio a ocorrer somente em fevereiro de 2004 (1. 397). 'RE n' 561 908 3 PAIA SEN, Leandro. Direito tributário; Constituição e código ti ibutalio à luz da doutrina e da .jurisprudencia 10 ed. Porto Alegre: 1- iviaria do Advogado Editora; E-SMAI+, 2008, p 1 117 a 1 118. a. PT oceT.T:,:à n 10805 001611/2004-05 53JF:03 Acot dii ri" 3803-101434 61 764 O mandado de segurança coletivo encontra-se previsto no art 5", inciso L.N.X, da Conslituição 1 ederal nos seguintes termos: 5"( L'ff - o mandado de se,c_.11) onça coletivo pode sc. !). inwnado tot a) par lido políne (Via epresernação no Congresso Nacional, h) 0, ganização Ciiiidade dee...lasse ou associação legalmente constituída e (Til .funeionamento há pelo menos lan 0110, em defesa dos interesties de seus membros on associados, (gri rei) Constara-se do dispositivo acima que a associação encontra-se legitimada a se valer do remédio processual em defesa dos interesses dos associados. No presente caso, na data da impetra.çao do mandanms, o Recorrente não era. associado ou filiado à associação impetrante, não constando da relação dos associados anexa à petição inicial Sobre essa. questão, assim dispõe o professor José Afonso da Silva: edacào do /c..x10, ca/mente, vincula a de/ova de sens membros e associados às entidades relacionadas na alínea "b" -- pelo que, s(0 .1 dúvida alc.n-uma, 000 podem delende) imeresses de não- membl os ou não associados Ora, se a associação não pode defender interesse de não-filiado, e considerando que o Recorrente, à época do aiuizamento da ação, não era associado à impetrante, conclui-se que seu (liteiro não era objeto da ação Esse entendimento vai de encontro à decisão proferida em mandado de segurança pelo Tribunal de Justiça do Distrito 1 ederal, in verbis: mA Nr.),1 no DE SEGURA N('A COLE111/0. EX1 O DIi ,S'E(1S EFEITOS INL(17,S7LAICL:11)1 PROU .1 T11 .1 1711.,14(:....í (1 1,.-.N111)..11!)E DE (1.ASSE NA ÉPOCA DA CONCES,SÃO 1. À autoridade impcnada é lícito CX.igif, no (anum imento de decisão ,pulicial proferida em mandado de segurança coletivo, que os bem:Wenn/Os provem a condição de filiados à entidade impetrante Essa exigência de filiação prévia mostra-se bastante coerente com a legislação processual, em Cace da necessidade de se dar. ciência ao Poder judiciário de quem são os associados à época da impetraçã.o do wril, possibilitando-o afei ir a ocorrência ou não de eventual litispendência; pois a pessoa individual poderia ajuizar unia ação individual paralela que, na situação, fugiria do controle do Estado, podendo se valer da decisão futura que melhor lhe aprouver Sà\ •I SEI VA, José, Afonso CornentáT io conlextual à c.onstituição São Paulo: Malheiros, 20ft1, p 164 L' - Nianciado de Sentia/Iça MS 19950020027389/DP Aos administrados não é licita a manipulação das formas do Direito para obter o ma.ximo de beneficio, numa situação privilegiada e desigual frente aos demais. Portanto, urna vez comprovado que O Recorrente não se encontrava na condição de filiado ou associado à impetrante na data do ajuizamento da ação, conclui-se pela impossibilidade de se beneficiar da referida decisão judicial.. III.Isenção das sociedades civis de profissão regulamentada. O Recorrente, amparado na súmula n" 276 do Superior 'tribunal de Justiça (ST.1), alega, em sua defesa, que a isenção das sociedades civis de profissão regulamentada, instituída pelo art.. 6', 1.1, da Lei Complementar n' 70/1991, continuaria em vigor a época dos fatos geradores, tendo em vista que a alteração intentada pela Lei ti" 9.430/1996 feriria o principio da hierarquia das leis, pois lei ordinária, no seu entendimento, não poderia revogar isenção instituída por lei complementar. Contudo, o Supremo Tribunal F ederal (STF) .ja decidiu pela constitucionalidade da revogação da referida isença.o operada por meio da Lei n`" 9.430/1996 quando do julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 1.1(' li/DF, bem como do RE 419.629/DF, in verbis: RECURSO EXTRAORDINÁRIO 4.19.629-8 DT ) 11.1 P1S/COFINS. revogação pela L 9 4.30/96 de, ise.'nção concedida às sociedade.' civis de profissão pela L(. .' 70/91 1 A norma revogaria - embora inserida formalmente em lei complementar CO Ti C C f.1 l:(7, isenção cie.' tributo federal e, portanto, submetia-se d disposição de lei Jedeial (»dilui, ia, que outra lei ordinária da União, validamente, pode, ia revogar, como efttivamente revogou. 2.. Mio há violação do princípio da hieraiviria das /ás - recates, da reserva conslitucional de lei complementar — cujo respeito exige 'aja ol)e1 lado o âmbito matei ial tê.'..Neivado pela Constituição às leis- cornplementarey 3 iVes s-e sentido, a jurisprudência sedimentada do Tribunal, na trilha da decisiro da A D(.' 1, 01 12,93, Moreira Alves, RTI 156/271, e também pacificada na dounina Portanto, a partir da edição da Lei n 0 9.430/1996, revogou-se a isenção da C.`ofins para as sociedades civis de profissão regulamentada, passando assim, a partir de sua vigência, a ser a contribuição exigível das referidas pessoas jurídicas. Como a concessão de isenção, per se, pode se dar por meio de lei ordinária, o fato de ter constado formalmente do texto de uma lei complementar não desnatura a exigência, podendo ser revogada por intermédio de outra lei de mesma natureza, ou seja, lei ordinária. Portanto, a época dos -fritos geradores, o Recorrente era contribuinte da. Cofins, incxistindo, no caso, a ocorrência de indébito. IV.Conclusão. l'rocem) II IÜÜT) 001( I I/21)01-(l S3- 1E03 Acói dão n 3803-00.434 ri 76.S Diante do exposto, voto por NEGAR PR.OVIMUNIO ao recurso voluntário, em face do transcurso do prazo deeadencial pata se placar a repetição de indébito, em relação a parle dos ci éditos tribulários sob análise, bem como em face da revogação da isenção da Co fins pela Lei n" 943O/1996, inexistindo decisão .judicial que determine de ffirma diversa em beneficio do Recorrente í. como voto. -19-ív\r\ 1Iéleio 1 á:tletá Reis
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Numero do processo: 16542.000597/2004-37
Data da sessão: Tue Jun 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2003
CRÉDITO-PRÊMIO, CRÉDITO DE TERCEIRO, PROVIMENTO
JUDICIAL. COMPENSAÇÃO.
É eficaz o tutela judicial provisória que favorece o impetrante, quando provida apenas de efeito devolutivo, inclusive na hipótese de transferência de crédito para terceiro, ainda que lei superveniente tenha preceituado a matéria de forma diversa. Negada na instância final o provimento judicial pretendido,
dá-se a inexistência do crédito e, via de conseqüência, ficam invalidadas as compensações declaradas vinculadas ao crédito sub judice.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.492
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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É eficaz o tutela judicial provisória que favorece o impetrante, quando provida apenas de efeito devolutivo, inclusive na hipótese de transferência de crédito para terceiro, ainda que lei superveniente tenha preceituado a matéria de forma diversa, Negada na instância final o provimento judicial pretendido, dá-se a inexistência do crédito e, via de conseqüência, ficam invalidadas as compensações declaradas vinculadas ao crédito sub judice Recurso Voluntário Negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Alexandr Kern - Presi ente "(1-0 Daniel Maurício Fedato - Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato (Relator) e Rangel PerrUCCi Fiorin. Relatório Trata o presente, de Recurso Voluntário contra o Acórdão de n" 10-12.105, de 18 de maio de 2007, proferido pela DRJ de Porto Alegre/RS (fls, 112 a 119), que: a) não conheceu do recurso quanto ao reconhecimento do crédito, por opção pela via judicial; b) rejeitou a preliminar de nulidade do despacho decisório; e, c) no mérito, julgou improcedente a manifestação de inconformidade para manter o despacho decisório, proferido pelo Delegado da Receita Federal em Florianópolis, que não homologou as compensações de débitos do interessado, com créditos de terceiros, A Interessada apresentou Declaração de Compensação, com o respectivo formulário anexo "Créditos Decorrentes de Decisão Judicial", compensando COFINS e contribuição para o PIS, com crédito pertencente a outro contribuinte, Refinadora Catarinense S/A, objeto de decisão judicial, cuja utilização foi instrumentalizada mediante o Processo Administrativo n2 13706.000745/2002-43, A DRF de Florianópolis/SC, descreve o andamento do Mandado de Segurança IV 2001,5101006335-5, porém decide não homologar as compensações com fundamento no capta do art. 74 da Lei IV 9..430/96, cuja redação dada pela Lei if 10.627/2002 deixou explicito que a compensação de débitos se deva dar com créditos próprios, adicionado ao fato de que a compensação foi declarada em 15 de janeiro de 2003, após a promulgação desta. Aponta que houve deferimento de liminar "...reconhecendo o direito ao crédito-prêmio de IN e a sua utiliza çâo conffirme o determinado pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal de !Ws. 21/97, 73/97 e 37/97, bem como pelo parágrafo 1' do artigo 39 da Lei 9532/97", Aponta, ainda, para a segurança concedida, em 21 de agosto de 2001, confirmando integralmente a liminar, perfazendo os créditos todas as operações promovidas nos últimos dez anos", e afastados o Ato Declaratório SRF 1-12 31, de 30 de março de 1999, e a Instrução Normativa SRF IV 41, de 7 de abril de 2000. No Despacho Decisório a autoridade administrativa aduz que a sentença que havia reputado ilegal a proibição da IN SR.F n 41, de 2000, de compensar débitos com créditos de terceiros, perdeu a eficácia, nessa parte, após 1 2 de outubro de 2002, data em que passou a surtir efeitos o art. 49 da Medida Provisória if 66, de 29 de agosto de 2002, convertida na Lei if 10,637, de 30 de dezembro de 2002, dispositivo que, ao dar nova redação ao art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, desautoriza compensações de débitos do sujeito passivo, com créditos de terceiros. Na sua manifestação de inconformidade, a impugnante alega, preliminarmente, nulidade do Despacho Decisório, frindada na incompetência do Delegado da Receita Federal em Florianópolis para anular os despachos do Delegado de Administração Tributária do Rio de Janeiro.. Decorrente das decisões judiciais no Mandado de Segurança n2 2001..5101006335-5, a requerente: <:;1= 2 Processo n" 16542.000597/2004-37 S3-TE03 Acórdão n ." 3803-00.492 Fl. I 88 a) reporta-se à IN SRF n 21, de 1997, sob a qual ingressou com pedidos de compensação na Derat no Rio de Janeiro, repartição jurisdicionante do estabelecimento detentor dos créditos, e na repartição que jurisdicionava o titular dos débitos, DRF em Florianópolis, foi protocolada uma via do pedido, com o caráter exclusivo de comunicado. b) argumenta, no mérito, que a Derat no Rio de Janeiro quantificou os créditos do estabelecimento Refinadora Catarinense S/A, nos Processos n' 13706.000714/2001-10 e 13706,000745/2002-43, inclusive glosando valores que entendeu indevidos, e autorizou as compensações, com débitos do interessado. Diz a manifestação de inconformidade que a decisão judicial não perdeu sua eficácia, após a edição da Medida Provisória 112 66, de 2002, porque não foi modificada pela autoridade judicial que a prolatou, nem por outra de instância superior, estando em pleno vigor, inclusive no que tange à liminar, que impede a autoridade fiscal de promover qualquer ato coativo ou impeditivo do direito do impetrante, em razão da medida deferida. Na seqüência, o interessado defende o cabimento dos créditos de que tratam os arts. 1 e 5' do Decreto-lei n' 491, de 1969, e também a sua compensação com débitos de terceiros, sob pena de os referidos dispositivos virarem letra morta. A Interessada alega que, quando da entrada em vigor da alteração promovida pela Medida Provisória n' 66, de 2002, o detentor dos créditos já possuía direito adquirido, no que se refere à compensação do seu crédito-prêmio com débitos de terceiros, acrescentando que a lei restritiva de direitos só pode alcançar fatos pretéritos nas hipóteses previstas no art. 106 da Lei if 5,172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), que não se verificam nos autos,. A DRJ prestigiando o despacho decisório não conhece da matéria relativa à procedência do crédito, pela renúncia da via administrativa por parte da cedente, em face da ação judicial que promoveu por meio do referido mandado de segurança. No mérito, julga improcedente a manifestação de inconformidade não homologando as compensações, por perda da eficácia da sentença em face da publicação da Lei n" 10.637/2002, que deu nova redação ao art. 74 da Lei if 9.430/96. Ciente da decisão, irresignada apresenta o recurso voluntário que reitera os mesmos argumentos trazidos na impugnação e milita na defesa da legalidade e vigência do crédito-prêmio, e, ao fim, requer o provimento do presente recurso com o acolhimento das compensações declaradas. É o relatório. C-512' Voto 3 Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Antes da análise do mérito, informo que evoco teor e considerações já pacificadas nesta Seção, referente ao caso em epígrafe. Trabalha sob entendimento equivocado a decisão recorrida, quando firma que a mudança de regência na legislação tributária tem a força de suprimir a eficácia, em ação, da norma substancial-concreta-individual expedida pelo judiciário em .favor da impetrante na AMS n" 2001.5101006335-5. Isto não o fez o art. 49 da Medida Provisória n°66, que deu nova redação ao art. 74 da Lei 9,430/96, que em seu teor passou a exigir o trânsito em julgado da decisão judicial deferindo créditos utilizados em compensação, bem como explicitou que os créditos apurados são próprios de quem os utiliza. Nada importa agora dizer que a IN Sie n" 21/97 extrapolou seu espaço regulatório ao permitir, desprovida de fundamento de validade, a transferência para terceiros de créditos não esgotados em compensações próprias, bem como ao exigir o trânsito em julgado de decisões judiciais que reconhecem direitos creditórios passíveis de restituição, utilizáveis na compensação de débitos. Indevida que era, a regulamentação foi posteriormente revogada pela IN SRA; n" 41/2000, com isso reconhecendo a Administração Tributária a sua ilegalidade,. Malgrado este fato, o que importa é que, tendo ou não sido visualizada pelo Judiciário a ilegalidade da primeira instrução normativa (a IN n" 21/97), em inúmeras decisões afastou a eficácia da última (a JN n" 41/2000), tachada de ilegal, para permitir a transferência de créditos para terceiros. E isto ocorreu no caso presente, com liminar e segurança concedidas à Refinadora Catarinense S/A. Se houve reconhecimento judicial do direito ao crédito relativo a certo período, enquanto permanecesse sem reforma a decisão proferida, perduraria o direito de a impetrante esgotar seus créditos nos moldes do que fora decidido. A norma que lhe foi superveniente tem efeito prospectivo e para situações que não estejam tuteladas por provimento judicial. Além do mais, neste caso, a declaração de compensação que deve ser objeto de análise é a que fora apresentada na Dl-e/Florianópolis e protocolada antes de I" de outubro de 2002, data do início da vigência do art., 49 da MP n" 66/2002, exercendo a que foi entregue na DRF/Rio de Janeiro o caráter de comunicado, segundo rege a IN SRF n" 21/97, § 3" e 40: § 3" Na hipótese do parágrafo anterior, a via do Pedido de Compensação de Crédito com Débito de Terceiros, entregue à DRF ou IRE-A da jurisdição do contribuinte titular do débito terá caráter exclusivo de comunicado. § 4" Na hipótese do § 20, a competência para analisar o pleito, efetuar a compensação e adotar os procedimentos internos de que trata o § 2" do art. 13 é da DRF ou IRF-A da jurisdição do contribuinte titular do crédito. Do que, sob o comando judicial a transferência de créditos fora legítima, não cabendo subtrair-se este direito subjetivo pela só entrada de nova norma no ordenamento jurídico brasileiro, dispondo de forma diversa, Assim fosse, não haveria segurança jurídica na solução dos conflitos que são postos diante do Judiciário e que se encontram sob o pálio de 4 Processo o" 16542.000597/2004-37 SI-UB Acórdão n "3803-00,492 Fl 189 urna tutela concedida, afetada estaria a estabilidade das situações jurídicas individuais. E esta garantia não decorre apenas da "coisa julgada". Contudo, é malhar no óbvio dizer que o provimento obtido em primeira instância pela cedente do crédito era provisório, uma vez utilizada a prerrogativa recursal, e que a compensação dos débitos da recorrente com créditos da Refinaria Catarinense possuía caráter precário e contingente do que resultaria decidido judicialmente com respeito ao destino do crédito. Logo, a questão que remanesce como objeto de deslinde nesta instância recursal é julgar a procedência da compensações declaradas, à luz da subsistência do crédito na estrita na forma como apresentado: de terceiro, não admitido pela Administração tributária, e, por sua natureza controversa, decorrente de decisão ,judicial Articula a decisão guerreada, apenas ad argumentanchun, que, fosse o crédito da impuguante, ainda assim não se manifestaria sobre ele uma vez levada a matéria ao Judiciário, a quem cabe dizer o Direito, em vista da unicidade da jurisdição, nos termos da CF/88. Se não o faria nesta última hipótese, muito menos razão de fazê-lo quando a impugnante, e ora recorrente, não é parte na relação jurídica sob o crivo do Judiciário. Daí, com razão a decisão recorrida, quando não se imiscui de efetuar a análise do crédito, por não pertencer originariamente à impugnante, e, via de consequência, esta análise não compor o objeto da presente lide. Com este itinerário, o crédito deve aportar neste processo líquido e certo, não cabendo qualquer manifestação em torno dele, para que se homologue as compensações. Um fato incontrastável delimita este processo: toda a dialética nele travada deve ser balizada pelos comandos judiciais tendentes a dirimir o conflito quanto ao direito de crédito. O que deles resulta determina o rumo do provimento neste. Assim, de fato, não é objeto desta lide julgar a vigência ou não do crédito prêmio, previsto no art. 1" do Decreto-Lei n" 491/69, nem sua extensão temporal. Noutra via, nesta instância encontra-se desprovida de sua razão de decidir, a discussão quanto à legitimidade ou não do exercício do direito de utilizar crédito de terceiro reconhecido em decisão judicial, pela recorrente, como uma das razões de decidir, ante o fato de ter declarado as compensações após a edição da Lei n° 10.637/2002, que normalizou a utilização de créditos na compensação tão-só de débitos próprios. Corno se concluirá, O Mandado de Segurança IV 2001.5101006335-5 teve sua segurança cancelada pelo TRF-2" Região, ao dar provimento à Apelação da Fazenda Nacional, em 04 de julho de 2006. Mas isto não seria o bastante, posto que não há efeito suspensivo em AMS, e a sentença é exeqüível. Entretanto, os recursos Especial e Extraordinário não foram admitidos; decisões publicadas no Diário da Justiça em 21 de fevereiro de 2008. Com isto, ficou prejudicada a Medida Cautelar Inominada interposta com o fim de suspender a cobrança dos débitos compensados, que ficaram a descoberto com a decisão de segunda instância. Estes são dados do andamento do processo que decide o direito ao crédito. Os informes a respeito do processo contidos na peça recursal não contemplam essas fases. Desse 5 modo, conquanto válidas as declarações de compensação apresentadas na DEU/SC, o que prevalece - no dizer da própria Defesa em seu recurso — é o que restar decidido na ação judicial. E desta resulta que não há crédito a ser deferido à impetrante, Refinadora Catarinense S/A, e, via, de conseqüência, a ser cedido para terceiros., Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso, .1 Daniel MaurícioMauricio Fedato 6
score : 1.0
Numero do processo: 11618.000774/2005-11
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Fatos geradores: 31/10/1999, 30/11/1999, 31/01/2000, 29/02/2000,
31/03/2000, 30/04/2000, 30/06/2000, 39/09/2000, 30/11/2000, 28/02/2001, 30/06/2001, 31/10/2001, 30/11/2001, 31/12/2001,
31/01/2002, 28/02/2002, 31/03/2002, 30/04/2002, 31/05/2002, 30/06/2002, 31/07/2002, 31/12/2002, 31/01/2003, 28/02/2003,
31/03/2003, 30/04/2003, 31/05/2003, 30/06/2003, 31/07/2003, 30/09/2003, 31/10/2003, 30/11/2003, 31/12/2003, 31/01/2004,
31/03/2004
COFINS, PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO CONTESTADA.
Considera-se transitada em julgado e definitivamente consolidada na esfera administrativa a malária não contestada em grau de recurso voluntário, em homenagem aos princípios da preclusão e do duplo grau de jurisdição que norteiam o processo administrativo fiscal.
PIS IMPUGNAÇÃO NÃO APRECIADA PELA AUTORIDADE
JULGADORA A QUO. ANULAÇÃO DA DECISÃO.
No que se refere ao julgamento do auto de infração relativo à contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), deve ser anulada a decisão a quo, para que outra seja proferida, em face da não apreciação da peça impugnatória apresentada tempestivamente pelo contribuinte e juntada de forma regular aos presentes autos.
Decisão de Primeira Instância Anulada Parcialmente.
Numero da decisão: 3803-000.387
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, anular
parcialmente a decisão de primeira instância, na medida em que deixou de apreciar impugnação tempestivamente apresentada.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELITO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 1'ERC11 IRA SEÁ,T_ÃO Dl JULGAMEN'10 Processo n" 11618000774/2005-11 Recurso n" 251.791 Voluntário Acórdão n" 3803.00.387 3"1 Turma Especial Sessão de 29 de abril de 2010 Matéria PES/CORNS - INSUFICIÊNCIA DE, RECOLIIIMENTO/DUCI,ARAÇÃO Recorrente RAVA EMBALAGENS INDÚSTRIA 1 COMÉRCIO LTDA. Recorrida 1 AYUNDA NACION AL. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Fatos geradores: 31/10/1999, .30/11/1 999, .31/01/2000, 29/02/2000, .31/0.3/2000, 30/04/2000, .30/06/2000, 39/09/2000, .30/ I 1/2000, 28/02/2001, 30/06/20()1, 31/10/200 I , 30/11/2001, .31/112/2001, .3 I /01/2002, 28/02/2002, 31/03/2002, .30/04/2002, 31/05/2002, 30/06/2002, 3 I /07/2002, 3 I /12/2002, 3.1/01/200.3, 28/02/2003, 3 I /03/200.3, 30/04/2003, 3 I /05/2003, 30/06/2003, 31/07/2003, 30/09/200.3, .31 /10/2003, 30/11/2003, .31/12/2003, 31/01/2004, 31/03/20)04 COFINS, PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO CONTESTADA, Considera-se transitada em julgado e definitivamente consolidada na esfera administrativa a malária não contestada em grau de recurso voluntário, em homenagem aos princípios da preelusão e do duplo grau de jurisdição que norteiam o processo administrativo fiscal, P IS IMPUGNAÇÃO NÃO APRECIADA PH A AUTOR IDADE ltILOADORA 4 OVO. ANULAÇÃO DA DECISÃO. No que se reSere ao julgamento do auto de infração relativo à contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), deve ser anulada a decisão a quo, para que outra seja proferida, em face da não apreciação da peça impugnatória apresentada tempestivamente pelo contribuinte e juntada de forma regular aos presentes autos. Decisão de Primei! a Instância Anulada Parcialmente, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, anular parcialmente a decisão de primeira instância, na medida em que deixou de apreciar impugnação tempestivamente apresentada. . .•• Ale anda; Kern - residente , p Hácio Lateta Reis - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, Os Conselheiros Angela Sartori„ Belchior Melo de Sousa, IIelcio Lafeta Reis (Relator) Daniel Mauricio Fedato e Rangel Permeei Viorin, Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos lienrique Martins de :lima. Relatório Em 10 e -11 de fevereiro de 2005, a Fiscalização da DRF João Pessoa/PB lavrou autos de infração em desfavor do contribuinte supra identificado, relativos, respectivamente, à insuficiência de recolhimento da Co fins e do PIS, decorrentes dos trabalhos fiscais de verificações obrigatórias, em que se constataram divergências entre os valores declarados e os escriturados relativamente aos tatos geradores identificados (Es. 4 a 251; e fls. 279 a 529). Nos termos contidos nas Descrições dos Fatos (fis. 5 a 8; e fis. 280 a 285), a Fiscalização infOrrnou que as bases de cálculo das contribuições foram obtidas a partir do Livro de Apuração do IN, deduzindo-se das vendas efetuadas os valores • de vendas canceladas e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IN). As diferenças apuradas constam de planilhas elaboradas pelo Auditor-Fiscal que se encontram anexas aos autos de infração (lis.. 46 a 63).. Inconformado com os lançamentos de oficio, o contribuinte apresentou Impugnações (tis. 253 a 261; e fls. 531 a 539), alegando que, no que se refere à apuração das contribuições por estimativa, procedeu, tendo por base os valores levantados -pela Fiscalização, ao recálculo dos tributos devidos, compensando as diferenças negativas apuradas em alguns meses com os saldos positivos de outros períodos, em razão do que teria havido sensível redução dos créditos tributários originalmente lançados. Juntou, ainda, cópias dos .Documentos de Arrecadação da Receita Federal — DA.R.F (11,s 261 e 539), que co•mprovariam Os recolhimentos efetuados com base nas planilhas •por ele elaboradas (lis, 256 a 257; e fis, 534 a 535), A DM- Recife/PE julgou o lançamento procedente (11s.. 546 a 55(J), decidindo pela correta constituição dos créditos tributários decorrentes da insuficiência de recolhimentos dos tributos, sendo que, em relação à contribuição para o PIS, concluiu pela ocorrência do trânsito em julgado da matéria respectiva em face da ausência de contestação, considerando que teria havido a apresentação de impugnação somente em relação ao lançamento da Cotins.. 2 Processo n 1 1 6 I /i 00077412005-1 I S3- i E03 Aám-dão n " 3803.00.387 VI 570 Quanto ao auto de infração da Cofins, a autoridade julgadora a quo considerou que (...) o indébito decorrente de pagamento de tributo a maior do que o infirmado pelo contribuinte em _I.X.VT, 1.)11:1),1 ou declaração de TTR, não deverá ser considerado para c?filto de aproveilanwnro/utilização na apuração do tributo devido, devendo o respectivo °édito tributário ser constituído da ofício em .sua totalidade (ti.. 549). Considerou, ainda, que o aproveitamento de pagamento efetuado a maior poderia ser objeto de compensa.çao ou restituição, cujos pedidos deveriam ser formalizados na forma determinada pela legislação tributária. Não resignado, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 555 a 556), insurgindo-se apenas contra a parcela do lançamento relativa à contribuição para o PIS, apresentando novos cálculos para. embasar: sua defesa,. .. É O relatório, Voto Conselheiro frélcio La&tá. Reis, Relator O recurso é tempestivo, mas dele não tomo conhecimento, pelas razões a seguir expostas. A autoridade administrativa julgadora a quo, ao proferir sua decisão, concluiu pela inexistência de impugnação relativamente ao lançamento da contribuição para O PIS, em razão do que considerou a respectiva matéria transitada. em julgado Contudo, conforme se depreende dos documentos presentes às Ils, 531 a 5.33, o contribuinte havia apresentado, na mesma data em que fora apresentada a impugnação ao lançamento da Cotins, uma peça impugnatoria específica para o auto de infração da contribuição para o PIS, que, não se sabe por que razão, foi ignorada pela DR.I Recife/PE. Dessa lbrma, conclui-se que a referida decisão, na parte ora realçada, deve ser anulada, para que outra seja proferida, em .í'ace da não apreciação da impugnação ao auto de infração da contribuição para o PIS apresentada tempestivamente pelo contribuinte. Quanto ao lançamento da C..',ofins, em face da ausência de contestação, conclui-se pela constituição definitiva do crédito tributário respectivo, pois matéria não contestada em grau de recurso transita em julgado e se torna definitivamente consolidada na. esfera administrativa, em homenagem aos princípios da preelusão e do duplo grau de jurisdição, que norteiam o processo administrativo fiscal. Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso voluntário, por se referir a matéria não apreciada na primeira instância administrativa, e pela ANULAÇÃO da. decisão a quo, na parte relativa ao lançamento da contribuição para o PIS, pela não apreciação da. impugnação respectiva, apresentada tempestivamente e .juntada aos autos de forma regular, ( Quanto ao lançamento da Cotins, por ausência de contestação em grau de tecurso, referida matéria encontra-se definitivamente transitada em julgado. É como voto. flélcio yLafeiá eis 4
score : 1.0
Numero do processo: 10930.720105/2008-05
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR
Exercício: 2004
ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. PRAZO.
Para fins de redução no cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, a área de reserva legal deve estar averbada no Registro de Imóveis competente até a data de ocorrência do fato gerador.
DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS.
As decisões administrativas não constituem normas complementares do Direito Tributário, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.388
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento ao recurso.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2004 ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. PRAZO. Para fins de redução no cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, a área de reserva legal deve estar averbada no Registro de Imóveis competente até a data de ocorrência do fato gerador. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas não constituem normas complementares do Direito Tributário, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Recurso Voluntário Negado.
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AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. PRAZO. Para fins de redução no cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, a área de reserva legal deve estar averbada no Registro de Imóveis competente até a data de ocorrência do fato gerador. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas não constituem normas complementares do Direito Tributário, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Fl. 157DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16504.EMTB. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10930.720105/200805 Acórdão n.º 2801002.388 S2TE01 Fl. 2 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 35/38, relativa à Declaração de ITR do exercício 2004, em que foi apurado um crédito tributário de R$ 81.999,98, em decorrência da glosa da área de reserva legal – ARL, conforme descrição dos fatos de fls. 36, reproduzida a seguir: “Área de Reserva Legal não comprovada Descrição dos Fatos: Após regularmente intimado, o contribuinte não comprovou a isenção da área declarada a titulo de reserva legal no imóvel rural. O Documento de Informação e Apuração do ITR (DIAT) foi alterado e os seus valores encontramse no Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido, em folha anexa. ART 10 PAR 1 E INC II E AL "A" L 9393/96 Complemento da Descrição dos Fatos: Não consta averbação na matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, a área de Reserva legal declarada. A averbação da área de Reserva Legal é condição prevista no artigo 11 da Instrução Normativa n° 256, de 11 de dezembro de 2002.” IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a interessada apresentou a impugnação (fls. 41/58), juntamente com os documentos de fls. 59/80, em que alega, em síntese, segundo relatório do acórdão de primeira instância (fls. 91) o seguinte: “• Os documentos apresentados comprovam as áreas de preservação permanente e reserva legal antes do período de 2004; • O documento do Instituto Ambiental do Paraná, órgão competente do Estado do Paraná, assim como o laudo técnico emitido por profissional, entre outros, reconhecem a área de preservação permanente de 12,30 e a reserva legal de 51,30 hectares, sendo as mesmas constituídas pela mata nativa, que está sendo devidamente preservada; • Para justificar seu entendimento sobre a matéria transcreveu o artigo 225 da Constituição Federal de 1988; Fl. 158DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16504.EMTB. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10930.720105/200805 Acórdão n.º 2801002.388 S2TE01 Fl. 3 3 • O legislador visando a proteção e conservação das florestas e o equilíbrio ambiental, atribuiu a cada proprietário a obrigação de manter 20% de sua propriedade conservada; • O art. 11 da IN n° 256/2002 da SRF extrapola sua função regulamentadora, condicionando a isenção concedida pela Lei n° 9.393/1996 à averbação da área de reserva legal na matrícula do imóvel no Registro de Imóveis, para tanto transcreveu os artigos da lei citada, alterados pela Medida Provisória n° 2.16667, de 2001; • A exigência de averbação da área de reserva legal não encontra guarida na lei federal, estando a IN extrapolando seus limites de competência para tratar sobre a matéria, sujeitando se ao vício de ilegalidade; • Para embasar seus argumentos sobre a desnecessidade de apresentação de documentos (ADA e averbação) da área de reserva legal e preservação permanente cita jurisprudência do Conselho de Contribuintes e do Superior Tribunal de Justiça STJ; • Por fim, requer juntada de documentos tais como declaração do Ibama, no prazo de sessenta dias, sob pena de cerceamento do direito de defesa e do princípio da verdade material.” ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 1a Turma da DRJ/Campo GrandeMS julgou a impugnação improcedente, nos termos da ementa transcrita abaixo: Princípios Constitucionais. Não cabe aos órgãos administrativos apreciar arguições de legalidade e/ou constitucionalidade de dispositivos da legislação em vigor, matéria reservada ao Poder Judiciário. Áreas de Preservação Permanente/Reserva legal. Averbação e ADA. As áreas de preservação permanente e de reserva legal, para fins de exclusão do ITR, devem ser, por expressa disposição legal, reconhecidas como de interesse ambiental mediante protocolização tempestiva do Ato Declaratório Ambiental (ADA) perante o Ibama, além da averbação tempestiva à margem de inscrição da matrícula da área pretendida como reserva legal. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 05/04/11, fls. 101, a contribuinte apresentou, em 02/05/11, o Recurso de fls. 102/121, juntamente com a documentação de fls. 122/143, alegando, em suma, que: Fl. 159DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16504.EMTB. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10930.720105/200805 Acórdão n.º 2801002.388 S2TE01 Fl. 4 4 a) apresentou todas as provas de que a ARL em questão não é de fato utilizada; b) a suposta falta de uma obrigação acessória não pode servir como base para afastar o direito da Recorrente à isenção do Imposto Territorial Rural – ITR, sob pena de violar o princípio da verdade material; c) restou devidamente comprovado nos autos, por meio de Declaração do Instituto Ambiental do Paraná e de Laudo Técnico apresentado, que a área em questão não pode ser aproveitada e explorada pela recorrente, em razão de serem devidamente regulamentadas por Lei como área de reserva legal e de preservação permanente; d) a exigência de averbação da área de reserva legal não encontra guarida na lei federal, estando a Instrução Normativa SRF n° 256/2002, que estabeleceu a citada exigência, extrapolando seus limites de competência para tratar sobre a matéria, sujeitandose ao vício de ilegalidade; e) reproduz diversos julgados do Conselho de Contribuintes que estariam em consonância com seu entendimento; f) em caso idêntico ao presente, foi proferido o acórdão n° 210100.760, nos autos do processo administrativo n° 10950.720118/200757, em que se entendeu pela total procedência do Recurso Voluntário do contribuinte, cancelando de forma integral a autuação fiscal, com base nos documentos apresentados que comprovam que as áreas constantes daquela autuação não são passíveis de tributação pelo ITR, por serem lotes de preservação. Ressalta que tais documentos são os mesmos apresentados neste processo. Diante do exposto acima requer o conhecimento e provimento de seu recurso. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A área de reserva legal foi glosada em virtude da ausência de sua averbação na matrícula do imóvel no Registro de Imóveis. O fundamento legal citado foi o art. 10, § 1° e inciso II, alínea “a”, da Lei n° 9.393/96. A exigência da averbação da área de reserva legal, para fins de redução da base de cálculo do ITR, constitui matéria bastante controversa no âmbito deste Conselho, sendo objeto de distintos entendimentos, sendo que me alinho àquele que considera tal exigência imprescindível para exclusão da aludida área da base de cálculo daquele tributo, devendo a averbação ser feita até a data da ocorrência do fato gerador, por se tratar de ato constitutivo da reserva legal, e não mera formalidade, haja vista o disposto no art. 10, § 1° e Fl. 160DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16504.EMTB. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10930.720105/200805 Acórdão n.º 2801002.388 S2TE01 Fl. 5 5 inciso II, alínea “a”, da Lei n° 9.393/96, que trata da exclusão da citada área da base de cálculo do ITR, no art. 16, § 8º, da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela MP nº 2.16667, de 24 de agosto de 2001, que é o dispositivo legal que determina a averbação da respectiva área, e também ao disposto no art. 1.227, do Código Civil, que trata sobre os direitos reais sobre imóveis, abaixo transcritos: Lei nº 9.393/96 Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitandose a homologação posterior. § 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: (...) II área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei nº 7.803, de 18 de julho de 1989; (destaque meu) Lei nº 4.771/65 Art.16. As florestas e outras formas de vegetação nativa, ressalvadas as situadas em área de preservação permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação específica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal, no mínimo: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) (...) §8o A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001)” (destaque meu) Código Civil Art. 1.227. Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código”. É importante destacar que, em nenhum momento, foram apresentados documentos que comprovem que a aludida área foi averbada à margem da matrícula do Registro de Imóveis competente. Fl. 161DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16504.EMTB. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10930.720105/200805 Acórdão n.º 2801002.388 S2TE01 Fl. 6 6 Por fim, quanto às decisões administrativas citadas, vale lembrar que não constituem normas complementares do Direito Tributário, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Diante do exposto acima voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 162DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16504.EMTB. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 23/04/2012 16:00:29. Documento autenticado digitalmente por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 23/04/2012. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 25/04/2012 e WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 23/04/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 07/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP07.1019.16504.EMTB Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 35AA10F83E74EEFA58CB23E3B9E31D0B7C229B50 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10930.720105/2008-05. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 19707.000111/2007-71
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004
DESPESAS MÉDICAS. PROVA.
A eficácia da prova de despesas médicas, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, está condicionada ao atendimento de requisitos objetivos, previstos em lei, e de requisitos de julgamento baseados em critérios de razoabilidade, tendo em vista a prova dos autos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.488
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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PROVA. A eficácia da prova de despesas médicas, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, está condicionada ao atendimento de requisitos objetivos, previstos em lei, e de requisitos de julgamento baseados em critérios de razoabilidade, tendo em vista a prova dos autos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 19707.000111/200771 Acórdão n.º 2801002.488 S2‐TE01 Fl. 119 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Lançamento Tratase de notificação de lançamento n° 2005/601450229314067, 1. 84/88, lavrada em face do sujeito passivo acima identificado, resultante de revisão de declaração referente ao exercício 2005, no calendário 2004, com ciência por aviso de recebimento postal em 12/06/2007, f. 89, por meio da qual foi apurado crédito tributário no valor de R$ 9.871,39, composto das seguintes parcelas: Valor (R$) Imposto de renda pessoa física suplementar (cód. 2904) 2904 4.766,03 Multa de oficio (75%) 3.574,52 Juros de Mora (cálculo até 28/09/2007) 1.530,84 Valor do Crédito Tributário Apurado 9.871,39 Consta no anexo "Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal", que o lançamento teve por fato gerador: Dedução indevida de despesas médicas, tendo sido glosado o valor de R$ 40.000,00, referentes aos pagamentos efetuados a: 1) Patricia Francalino Melo, R$ 5.000,00; 2) Iraci Leal Leite Perez, R$ 5.000,00; 3) Alessandra Rose, R$ 5.000,00; 4) Carlos Ruas Filho, R$ 15.000,00 (esposo da contribuinte); 5) Huggo W. Bressiani, R$ 10.000,00, por falta de comprovação. Omissão de rendimentos no valor total de R$ 4.736,86, recebidos de: 1) Associação de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul, CNPJ 03.995.468/000151, no valor de R$ 357,14; 2) Sociedade Unificada Paulista de Ensino Renovado Objetivo, CNPJ 43.144.880/000182, no valor de R$ 4.379,72. Com base nisso, a Declaração de Ajuste Anual foi retificada de oficio, resultando na apuração do imposto nos termos do "Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido". Os percentuais e critérios de cálculo da multa e dos juros constam do "Demonstrativo de Apuração da Multa de oficio e dos Juros de Mora". Impugnação Em 11/07/2007, a interessada, por meio de advogado qualificado às fls. 05/06, apresentou impugnação parcial, f. 01/3, e, após relatar os motivos da autuação, passou a tecer suas alegações, cujo ponto relevante para a solução do litígio é a apresentação de escrituras públicas, contendo declarações emitidas pelos profissionais Patricia Francalino Melo, Iraci Leal Leite Perez, Alessandra Rose e Huggo W. Bressiani, atestando a prestação de serviços de saúde no valor total de R$ 25.000,00. A impugnante Fl. 119DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 19707.000111/200771 Acórdão n.º 2801002.488 S2‐TE01 Fl. 120 3 sustenta que as escrituras apresentadas são documento público, motivo pelo qual a Administração Pública não pode deixar de acatálas, nos termos do inc. II do art. 19 da CF e jurisprudência administrativa citada. Pedido Com base no exposto, pede que seja dado total provimento ã impugnação. É o relatório.” Ao analisar o pedido do contribuinte, a DRJ decidiu conforme a ementa abaixo: “DESPESAS MÉDICAS. PROVA. A eficácia da prova de despesas médicas, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, está condicionada ao atendimento de requisitos objetivos, previstos em lei, e de requisitos de julgamento baseados em critérios de razoabilidade.” Diante daquela decisão, foi interposto Recurso Voluntário reiterando os argumentos da Impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Eis que tempestivo e regularmente formal, conheço do recurso. Conforme relatado, tratase de Auto de Infração lavrado em face da Recorrente sob o argumento de que a mesma, ao longo do anocalendário 2004 (Exercício 2005), promovera a inadequada dedução de despesas médicas supostamente incorridas por ela e seus dependentes. Em primeira instância, mantevese integralmente o lançamento. Analisando a DIPF apresentada pela Recorrente no período, vêse que a mesma deduziu da base de cálculo do tributo despesas necessárias no montante de R$ 61.509,11, sendo que, destas, R$ 48.317,48 corresponderiam às despesas médicas. Por outro lado, declarou a Recorrente ter auferido naquele período renda de R$ 84.235,33. Ou seja, supostamente, mais da metade dos rendimentos percebidos pela Recorrente estariam afetos a suportar despesas médicas incorridas pela mesma e por seus dependentes. A proporção dessas despesas frente aos rendimentos anuais da Recorrente, por certo, em situações normais, não se afigura razoável, motivo pelo qual foi instaurado procedimento fiscalizatório. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 19707.000111/200771 Acórdão n.º 2801002.488 S2‐TE01 Fl. 121 4 Ao longo daquele procedimento, a Recorrente logrou demonstrar que parte daquelas despesas foram realmente realizadas, nos termos do art. 8º, § 2º, da Lei nº 9.250/95. Contudo, deixou de comprovar a efetiva realização de despesas no montante de R$ 25.000,00, discriminadas a seguir: 1) Patricia Francalino Melo, R$ 5.000,00; 2) Iraci Leal Leite Perez, R$ 5.000,00; 3) Alessandra Rose, R$ 5.000,00; 4) Huggo W. Bressiani, R$ 10.000,00. Com relação a essas despesas, além dos recibos terem sido emitidos de forma incompleta, não se juntou qualquer comprovante de efetivo pagamento (cheque, cópia de extrato bancário e etc), de modo que deve ser mantida a sua glosa. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário, mantendo integralmente o lançamento. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 121DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA
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