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Numero do processo: 13016.000262/2005-60
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2005 a 30/06/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tão somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. Rejeitam-se os embargos quando inexistirem esses pressupostos.
Numero da decisão: 3803-002.977
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração da PGFN, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN   2 Trata­se de embargos de declaração interpostos pela Fazenda Nacional contra  o Acórdão nº 3803­00.860, prolatado por esta Terceira Turma Especial em 27 de outubro de  2010,  com  fulcro  no  art.  65  do  Anexo  II  do  Regimento  Interno  do  CARF,  aprovado  pela  Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF, nos termos da petição anexa.  No acórdão embargado os membros do Colegiado, por maioria de votos, em  dar  provimento  parcial  ao  recurso,  para  reverter  a  glosa  decorrente  da  inclusão  na  base  de  cálculo da contribuição da receita relativa à transferência de créditos de ICMS.  A d. Procuradoria apresenta, para sustentar a pertinência do recurso, as razões  de fato e direito que seguem:  a) discussão  está  afeta  à Constituição Federal,  arts:  149,  §  2°,  inciso  I,  art.  150, § 6°, art. 155, § 2°, inciso X, alínea "a" e art. 195, inciso I, alínea "b", bem como à Lei  Complementar n° 87, art. 25;  b) A  respeito  da  discussão  em  tela  o  e.  STF  no RE  606.107  reconheceu  a  repercussão geral da matéria, verbis:  "RECURSO  EXTRAORDINÁRIO.  VALORES  DA  TRANSFERÊNCIA  DE  CRÉDITOS  DE  ICMS  NA  BASE  DE  CÁLCULO  DO  PIS  E  DA  COFINS.  REPERCUSSÃO  GERAL  RECONHECIDA.  1.  A  questão  de  os  valores  correspondentes  transferência de créditos de ICMS integrarem ou não a base de  cálculo  das  contribuições  PIS  e  COFINS  não­cumulativas  apresenta  relevância  tanto  jurídica  como  econômica.  2.  A  matéria  envolve  a  análise  do  conceito  de  receita,  base  econômica  das  contribuições,  dizendo  respeito,  pois,  a  competência tributária. 3. As contribuições em questão são das  que  apresentam mais  expressiva  arrecadação  e  há milhares  de  ações em tramitação a exigir uma definição quanto ao ponto. 4.  Repercussão geral reconhecida.  (RE 606107 RG, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE,  julgado em  01/07/2010, DJe­154 DIVULG 19­08­2010 PUBLIC 20­08­2010  EMENT VOL­02411­05 PP­01123 )"  c)  entendeu,  assim,  a  d.  Procuradoria  que  a  discussão  vazada  no  acórdão  versa sobre a possibilidade de exclusão, da base de cálculo do PIS e da Cofins, dos valores que,  computados como receitas, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, nos termos do  art. 3°, § 2, inciso III, da Lei 9.718/98. Dita questão é objeto do recurso especial repetitivo n°  1.144.469, onde restou decidido, verbis:   "[...]Deveras,  há  multiplicidade  de  recursos  a  respeito  dessa  matéria, por  isso que submeto o  seu  julgamento como "recurso  representativo da controvérsia", sujeito ao procedimento do art.  543­C  do  CPC,  afetando­o  5.  1.  Seção  (art.  2.°,  §  1°,  da  Resolução n.° 08, de 07.08.2008, do STJ). Consectariamente, nos  termos do art.  3 0 da Resolução n.° 08/2008: a) dê­se  vista ao  Ministério Público para parecer, em quinze dias (art. 3.°, II); b)  comunique­se, com cópia da presente decisão, aos Ministros da  1. a Seção e aos Presidentes dos Tribunais Regionais Federais,  nos  termos  e  para  os  fins  previstos  no  art.  2.°,  §  2.°,  da  Resolução  n.°  08/2008;  c)  suspenda­se  o  julgamento  dos  recursos especiais sobre a matéria, a mim distribuídos."  Fl. 236DF CARF MF Impresso em 17/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13016.000262/2005­60  Acórdão n.º 3803­002.977  S3­TE03  Fl. 219          3 d) disso, dessume que, por força do disposto no RI­CARF, art. 62, não pode  esta Preclara Turma pronunciar­se sobre a aplicação de Lei, quando o alcance interpretativo da  mesma está afeta à Constituição Federal. Imiscuir­se nessa matéria implica no reconhecimento  da competência desta Egrégia Corte de exercer controle de constitucionalidade.  e)  portanto,  a  teor  do  disposto  no  RICARF,  art.  62,  cabe  a  suspensão  do  julgamento da causa até solução final pelo e. STJ.  Em seu pedido requer que seja sanada a contradição e omissão apontada.  É o relatório.  Voto             Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa  Presentes  os  pressupostos  recursais,  devem  ser  conhecidos  os  presentes  embargos.  Nos termos do art. 65 do RI/CARF, cabem embargos de declaração quando o  acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos,  ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciar­se a Turma.  O  acórdão  foi  cientificado  em  01  de  fevereiro  de  2002.  Os  embargos  tempestivos,  porquanto  foram  interpostos  em  02  de  fevereiro,  e  inquinam  o  julgado  de  contradição e omissão, cumprindo dessa forma os requisitos para o seu conhecimento.  Segundo  a  doutrina  a  contradição  apontada  nos  embargos  de  declaração  somente resta configurada quando existente entre os fundamentos do acórdão e a decisão, não  sendo pertinente inquirir sobre a contradição das provas dos autos ou sobre o direito aplicado,  ensejando tais circunstâncias a interposição de recurso especial.  Humberto  Theodoro  Junior1  (2004,  p.  560),  leciona  que  os  Embargos  de  Declaração têm como pressuposto de admissibilidade a existência de obscuridade, contradição  ou  omissão  na  sentença  produzida.  E  que,  em  qualquer  caso,  a  substância  da  sentença  será  mantida, uma vez que tais embargos não visam à reforma do acórdão ou da sentença. Admite­ se a hipótese de alguma alteração no conteúdo do julgado, sem, entretanto, ocasionar um novo  julgamento da causa, haja vista não ser esta a função desse remédio recursal.  A jurisprudência não destoa:  A  omissão  e  a  contradição  que  autorizam  a  oposição  de  embargos  de  declaração  têm  conotação  precisa:  a  primeira  ocorre quando, devendo se pronunciar sobre determinado ponto,  o  julgado  deixa  de  fazê­lo,  e  a  segunda,  quando  o  acórdão  manifesta incoerência interna, prejudicando­lhe a racionalidade.  Não constitui omissão o modo como, do ponto de vista da parte,  o  acórdão  deveria  ter  decidido,  nem  contradição  o  que,  no                                                              1 THEODORO JUNIOR. Humberto. Curso de Direito Processual Civil. 41ª ed. Rio de Janeiro: Ed.Forense. 2004.  p. 560 e ss  Fl. 237DF CARF MF Impresso em 17/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN   4 julgado, lhe contraria os interesses.” (Edcl em REsp 56.201­BA,  Rel. Min. Ari Pargendler, DJU de 09.09.96, p. 32­346)  Tendo em vista esse conceito, assente­se de inicio e de pronto que no acórdão  embargado  não  há  contradição,  eis  que  decidiu  pelo  afastamento  das  glosas  efetuadas  pelo  Fisco,  no  reconhecimento  do  direito  creditório,  por  falta  de  inclusão  na  base  de  cálculo  da  contribuição – pelo Contribuinte – da cessão de ICMS na permuta com insumos adquiridos de  fornecedores  da  Recorrente.  Para  tanto,  expôs  o  fundamento  de  não  configurar  a  dita  transferência o conceito de receita, e, apontou para o erro de procedimento da Administração  Tributária, que deveria ter procedido ao lançamento da suposta receita omitida.  Os  embargos  não  apontam  onde  internamente  no  acórdão  estaria  a  contradição, mas atribui a contradição ao que teria sido decidido na linha contrária à disposição  do art. 62­A do RI­CARF.  Assim  sendo,  o  argumento  deixa  de  atender  o  requisito  de  contradição,  processualmente  admissível  para  o  acolhimento  dos  embargos,  e  intenta  rediscutir  o  direito  aplicado.  Quanto à omissão, “é configurada pela ausência de manifestação sobre uma  questão relevante para a solução da lide, podendo ser considerada questão de fato ou de direito  que se tornou controvertido”, segundo a dicção no ensino de Guilherme Stranger2.  No  caso  em  análise,  com  efeito,  o  acórdão  combatido  não  menciona  a  disposição  legal do  art.  62­A, § 1º,  do RI­CARF  (embora os  embargos  refira o  art.  62),  que  reza:  Art.  62­A.  As  decisões  definitivas  de  mérito,  proferidas  pelo  Supremo Tribunal  Federal  e  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em  matéria  infraconstitucional,  na  sistemática  prevista  pelos  artigos 543­B e 543­C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973,  Código  de  Processo  Civil,  deverão  ser  reproduzidas  pelos  conselheiros  no  julgamento  dos  recursos  no  âmbito  do  CARF.  (Incluído pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010)  §  1º  Ficarão  sobrestados  os  julgamentos  dos  recursos  sempre  que  o  STF  também  sobrestar  o  julgamento  dos  recursos  extraordinários  da  mesma  matéria,  até  que  seja  proferida  decisão nos termos do art. 543­B.  Os embargos afirmam que a matéria da inclusão da transferência de ICMS na  base de cálculo do PIS teve o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de Repercussão  Geral,  na  medida  em  que  reconhece  que  os  interesses  econômico,  financeiro  e  social  envolvidos na lide ultrapassa o interesse das partes. Contudo, não há decisão daquela c. Corte  de  sobrestamento  do  julgamento  dos  recursos  extraordinários  da mesma matéria.  E  somente  essa circunstância submeteria os julgamentos desta matéria, no âmbito do CARF, à disposição  do parágrafo primeiro acima transcrito. E não é o que sucede neste caso.  Disso se dessume que a não citação do referido artigo 62­A do RI­CARF não  se conforma em questão pertinente, muito menos relevante, que merecesse abordagem. Por ser  impertinente,  a  sua  referência pelo voto  condutor  se  faria  justificando não  ser o  caso de  sua  aplicação. Assim, não resta configurada também a omissão.                                                              2  STRANGER.  Guilherme.  Direito  Processual  Civil  ­  Recursos  e  Procedimentos  Especiais.  2  ed.  São  Paulo:  RIDEEL, 2009, p. 93.  Fl. 238DF CARF MF Impresso em 17/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13016.000262/2005­60  Acórdão n.º 3803­002.977  S3­TE03  Fl. 220          5 No tocante à matéria relativa aos recursos financeiros que, computados como  receita, são transferidos para terceiros, segundo previsão do art. 3º, § 2º, III, da Lei nº 9.718/98,  cujas decisões no Superior Tribunal de Justiça tem sido tomadas na sistemática do art. 543­C,  do CPC, e que devem ser reproduzidas nos julgamentos, pelos Conselheiros, no âmbito deste  Conselho,  consigne­se  que  esta  é matéria distinta  da presente,  vez  que  os  créditos  de  ICMS  cedidos  não  são  créditos  de  terceiros  recebidos  pelo  Cedente,  que  sejam  computados  como  receita e a eles repassados.   Noutra palavra, é matéria alheia à tratada neste processo, que não reclama o  efeito  modificativo  a  dar  ao  presente  julgado  para  suspendê­lo,  ou  aplicar  o  entendimento  esposado pela Corte Superior, segundo acórdão no recurso especial paradigma.  Denota inequívoco que o objetivo da douta Procuradoria foi o de provocar o  reexame dos fundamentos do acórdão embargado, tendo em vista modificar o julgado.  Pelo exposto, não havendo contradição ou  omissão no acórdão embargado a  reclamar por saneamento nesta instância administrativa, voto por REJEITAR os embargos.  Sala das sessões, 23 de maio de 2012  (assinado digitalmente)  Belchior Melo de Sousa  Fl. 239DF CARF MF Impresso em 17/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN   6   Ministério da Fazenda  Conselho Administrativo de Recursos Fiscais  Terceira Seção ­ Terceira Câmara        Processo nº:   13016.000262/2005­60  Interessada:  FAZENDA NACIONAL      TERMO DE INTIMAÇÃO    Intime­se  um  dos  Procuradores  da  Fazenda  Nacional,  credenciado  junto  a  este Conselho,  do  teor  do Acórdão  no 3803­002.977,  de  23  de maio  de  2012,  da  3a.  Turma  Especial da 3a. Seção, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF,  aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009.    Brasília ­ DF, em 23 de maio de 2012.  [Assinado digitalmente]  Alexandre Kern  3a Turma Especial da 3a Seção ­ Presidente  Ciência  Data: ____/___________/________  _____________________________  Nome:   Procurador(a) da Fazenda Nacional     Encaminhamento da PFN:  [  ] apenas com ciência;  [  ] com Recurso Especial;  [  ] com Embargos de Declaração.  [  ] _________________________                  Fl. 240DF CARF MF Impresso em 17/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13016.000262/2005­60  Acórdão n.º 3803­002.977  S3­TE03  Fl. 221          7                 Fl. 241DF CARF MF Impresso em 17/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/06/2012 por ALEXANDRE KERN

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4638037 #
Numero do processo: 10166.011244/2005-00
Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2002 IRPF. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo sujeito passivo. MULTA DE OFICIO. APLICABILIDADE. A multa de oficio de 75% é devida inclusive nos casos de declaração inexata, independentemente da intenção do agente de cometer a infração fiscal. JUROS DE MORA. SELIC. A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Súmula 1° CC n° 4. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-000.107
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso..
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS

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MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo sujeito passivo. MULTA DE OFICIO. APLICABILIDADE. A multa de oficio de 75% é devida inclusive nos casos de declaração inexata, independentemente da intenção do agente de cometer a infração fiscal. JUROS DE MORA. SELIC. A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Súmula 1° CC n° 4. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. VALÉRIA PES1, TANA MARQUES — Presidente ,n SIDNEY FERRO BARR ICYS1 --- Relatof EDITADO EM: 0 8 DEZ 2009 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Sérgio Gaivão Ferreira Garcia (Suplente Convocado), Ana Paula Locoselli, Sidney Ferro Barros, Carlos Nogueira Nicácio e Valéria Pestana Marques (Presidente). Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 99/106 em que se exige imposto suplementar no valor de R$ 17.949,16, mais acréscimos de estilo, relativamente ao ano-calendário de 2001, exercício de 2002. A exigência decorreu da constatação de omissão de rendimentos recebidos a título de resgate de contribuições à previdência privada, no valor de R$ 75.335,38. Impugnando o feito às fls. 01/03, alegou: a) que obteve sentença para que a Receita Federal se abstivesse de exigir o imposto sobre o rendimento em questão no período entre 01/01/1989 a 31/12/1995; b) quando efetuou o levantamento do depósito judicial correspondente ao imposto retido, entendia que o valor depositado se referia somente ao período de 01/01/1989 a 31/12/1995; c) a Secretaria do TRF da i a Região, ao expedir o Alvará de Levantamento, incluiu, equivocadamente, o total do imposto retido depositado, não se limitando ao período citado, e sendo assim não deveria o contribuinte ser penalizado, pois a própria Receita Federal, ao notificar o contribuinte, infotuiou que houve erro na expedição do alvará. A decisão de primeira instância, contudo, declarou procedente o lançamento, concluindo que não foi impugnada a omissão de rendimentos e que os encargos (multa de oficio e juros de mora) têm exigência legalmente estatuída. Às fls. 118/119 se vê o recurso voluntário por meio do qual o interessado 1. que ao apresentar sua impugnação está impugnando todo o valor; que desconhecia os termos em que deveria ter sido feita sua defesa; 2 Processo n° 10166.011244/2005-00 82-TE02 Acórdão n.° 2802-00.107 Fl. 125 que, quanto à multa, a decisão de primeira instância tirou a responsabilidade do julgador que liberou o montante do valor depositado em juizo e passou para o contribuinte toda a responsabilidade pelo equivoco; IV. que não pode ser penalizado pela multa e pelos juros SELIC uma vez que o juízo federal expediu liminar para que o requerente procedesse ao levantamento do que ora se discute nesta via administrativa; V. logo, não foi o Recorrente que deu causa ao engano e não pode, conseqüentemente, ser vergastado com multa e juros. É o relatório. ir) 3 Voto Conselheiro SIDNEY FERRO BARROS, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Para adequada consideração dos fatos sob análise, é mister fazer breve resumo: a) o Recorrente impetrou Mandado de Segurança objetivando eximir-se da retenção do IR Fonte sobre o resgate de contribuições de previdência privada (Fundação Sistel de Seguridade Social); b) a segurança foi deferida parcialmente, apenas quanto ao período compreendido entre 01/01/1989 a 31/12/1995 (fls. 42/44); c) ambas as partes — interessado e Fazenda Nacional — interpuseram recursos, ambos denegados, transitando em julgado a decisão monocrática que confirmou a isenção apenas no período citado; d) ao ser expedido o Alvará de Levantamento n° 31/2005, equivocadamente foi autorizado o levantamento, a favor do contribuinte, do valor total do imposto retido (fls. 44/47); e) as contribuições totais do período beneficiado pela decisão foram de R$ 7.353,16, com IR Fonte de R$ 1.997,38, de um total de R$ 82.688,54 (com IR de R$ 22.354,60), conforme doc. de fl. 38; por isso a RFB lançou a diferença entre R$ 82.688,54 e R$ 7.353,16 (R$ 75.335,38) e considerou o IR Fonte igual a zero (porque o valor foi integralmente levantado), refazendo os cálculos da declaração do interessado. Parece-me adequada a decisão de primeira instância quando concluiu que a matéria de que se cuida não foi efetivamente impugnada. Não foi, mesmo. O Recorrente, tanto em sua impugnação quanto no recurso, alega que não poderia ser penalizado por ter levantado inte gralmente o IR Fonte judicialmente depositado, mas, não e disto que aqui se cuida. Tivesse ele, independentemente do fato de ter levantado IR a mais, oferecido toda a diferença (R$ 75.335,38) em sua declaração (sem compensar o IR retido, já levantado, é claro), não teria recebido a cobrança que recebeu. 4 Processo n° 10166.011244/2005-00 S2-TE02 Acórdão n.° 2802-00.107 Fl. 126 Não é licito ao contribuinte alegar desconhecimento da legislação como razão para que não lhe sejam cobrados imposto, juros de mora e multa legalmente previstos na legislação. Tomo como minhas as razões de manter a multa de oficio e os juros SELIC lançadas na decisão de primeira instância. Assim, NEGO prdvimento ao recurso. • 4 Lw1/4.____L SIDNEY FERRO ARROS 5

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Numero do processo: 15940.000027/2006-53
Data da sessão: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício. 2002, 2003, 2004 MULTA DE OFICIO. APLICABILIDADE. A multa de oficio, prevista na legislação de regência é de aplicação obrigatória nos casos de exigência de imposto decorrente de lançamento de oficio. Sua aplicação decorre de lei em vigor e deve ser observada pela Autoridade Fiscal no lançamento de oficio. MULTA QUALIFICADA. APLICABILIDADE. Aplica-se a multa qualificada se evidenciado o intuito de fraude, com a conseqüente c indevida redução do montante do tributo. Recurso negado.
Numero da decisão: 2802-000.167
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos teimes do voto do Relator.
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS

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APLICABILIDADE. A multa de oficio, prevista na legislação de regência é de aplicação obrigatória nos casos de exigência de imposto decorrente de lançamento de oficio. Sua aplicação decorre de lei em vigor e deve ser observada pela Autoridade Fiscal no lançamento de oficio. MULTA QUALIFICADA. APLICABILIDADE. Aplica-se a • multa qualificada se evidenciado o intuito de fraude, com a conseqüente c indevida redução do montante do tributo. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos teimes do voto do Relator. VALÉRIA PESTANA MARQUES - Presidente I I )'\i SIDNEY FERRAR S --Relator \ i ‘ ' 1 .1 Processo n° 15940.000027/2006-53 52-TE02 Acórdão n.° 2802-00.167 Fl. 173 EDITADO EM: li MAR MO • • Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Ana Paula Locoselli, Pedro Paulo Pereira Barbosa (titular da 1' Turma Ordinária da r Câmara, corno Suplente convocado), Sidney Ferro Barros, Carlos Nogueira Nieácio e Valéria Pestana Marques (Presidente). Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Eduardo Tadeu Farah (titular da 1 2 Turma Ordinária da 2' Câmara, como Suplente convocado). Relatório Com a finalidade de descrever os fatos sob foco neste processo, até o • julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil.de Julgamento (DRI), adoto o relatório do acórdão de fls. 153 a 162 da instância a quo, in verbis: "Contra o contribuinte em epígrafe foi lavrado o Auto de Infração de fls. 111 a 119, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, anos-calendário 2001, 2002 e 2003 respectivamente exercícios 2002, 2003 e 2004 que lhe exige crédito tributário no montante de R$ 30.581,48, sendo RS 11.600,04 referentes a imposto, R$ 12.875,68 referentes à multa e RS ( 6.105,76 são cobrados a titulo de juros de mora, calculados até 30/06/2006. 2. O interessado tomou ciência do Auto de Infração em 01/08/06, à fl. 121. 3. Confonne Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fl. 112/115) foram apuradas as seguintes infrações: 3.1. 001 - DEDUCÃO DA BASE DE CÁLCULO PLEITEADA INDEVIDAMENTE DEDUÇÃO INDEVIDA DE DEPENDENTE 3.1.1. Glosa dos valores deduzidos indevidamente com dependentes, conforme Teimo de Verificação Fiscal. Fato Gerador Valor tributável Multa (0) 31/12/2001 R$ 5.400,00 75,00 R$ 6.360,003 1/12/2 002 75,00 31/12/2003 R$ 6.360,00 75,00 2 \C Processo n© 15940.000027/2006-53 52-7E02 Acórdão n.° 2802-00.167 F/. 174 3.1.2. Enquadramento Legal: Art. 11, § 3°, do Decreto-Lei n° 5.844/43; Arts. 8', inciso 11, alínea "c" e 35, incisos I e IV da Lei tf 9.250/95; Arts. 73, 77, incisos I e VI e 83, inciso lido RIR/99; Art. 80 da Lei n° 9.250/95 cie art. 2° da Medida Provisória n° 22/2002 convertida na Lei n° 10.451/2002. 3.2. 002 - DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO PLEITEADA INDEVIDAMENTE DEDUÇÂO INDEVIDA DE DESPESAS MÉDICAS 3.2.1. Glosa dos valores deduzidos indevidamente a titulo de despesas médicas, em razão da — — — — —falta de apresentação _ de documentação comprobatória, denunciados como pagos aos beneficiários Lorival de Matos Rodrigues, Eduardo Elosoume;- Laboratório -de —Análises — _ Clinicas Marlene Spir S/C Ltda Solange Sakamoto e Vera Lúcia Altavini Arantes, conforme Termo de Verificação Fiscal. Fato Gerador Valor tributável Multa (°/§) 31/12/2001 R$ 6.424,00 150,00 3.2.2. Glosa dos valores deduzidos indevidamente a titulo de despesas medicas, relacionados com reembolsos de pagamentos efetuados aos beneficiários Lorival de Mattos Rodrigues, Laboratório de Análises Clinicas Marlene Spir S/C Ltda e Ornar Murad, conforme Termo de Verificação Fiscal. Fato Gerador Valor tributável Multa (%) 31/12/2001 R$ 858,80 75,00 3.2.3. Glosa dos valores deduzidos a maior, relacionados com desembolsos de plano de saúde em beneficio da esposa do contribuinte, Sra. Doraci de Fátima Dadamo Strasser, confonue Termo de Verificação Fiscal. Fato Gerador Valor tributável Multa UM 31/12/2001 RS 216,30 75,00 31/12/2002 RS 244,21 75,00 31/12/2003 R$ 265,00 75,00 3.2.4. Glosa dos valores deduzidos indevidamente a título de despesas médicas, relacionados com serviços prestados à esposa do contribuinte, Sra. Doraci de Fátima Dadamo Strasser, conforme Termo de Verificação Fiscal. Valores denunciados em nome dos beneficiários Marco Aurélio Vilella, Laboratório Análises Clinicas São Lucas S/C Ltda, Nlicromed Anatomia Patológica e Citopatologia S/C Ltda, Instituto de Radiologia de Presidente Prudente S/C Ltda e Adriana Bonfim Vieira. • Processo n° 15940.000027/2006-53 52-TE02 Acórdão n.° 2802-00.167 Fl. 175 Fato Gerador Valor tributável Multa (%) 31/12/2002 R$ 1.607,00 75,00 3.2.5. Glosa dos valores deduzidos indevidamente a titulo de despesas médicas, relacionados com reembolsos de pagamentos efetuados aos beneficiários Hélio dos Santos Mazzo, Prudencor Instituto de Cardiologia S/C Ltda e Osmar Marchiotto, conforme Termo de Verificação Fiscal. Fato Gerador Valor tributável Multa (%) 31/12/2002 R$ 185,00 75,00 3.2.6. Glosa dos valores deduzidos indevidamente a titulo de despesas médicas, em razão da falta de apresentação de documentação comprobatória, denunciados como pagos aos beneficiários Eduardo Hosoume, Adriana Bonfim Vieira, Solange Sakamoto, Antonio Fernandes Ferrari, Marco Antonio Vilella, Roberta T C Domenico, Prudencor Instituto Cardiologia S/C Ltda, Vera Lúcia Altavini Arantes, Clinica e Cir. de Olhos Dr Ornar Murad S/C Ltda, conforme Termo de Verificação Fiscal. Fato Gerador Valor tributável Multa (%) 31/12/2002 R$ 7.010,00 150,00 3.2.7. Glosa dos valores deduzidos indevidamente a titulo de despesas medicas, em razão da falta de apresentação de documentação comprobatória, denunciados como pagos aos beneficiários Marco Aurelio Vilella, Solange Sakamoto, Silvana Maria Bassanezi Calderoni, Eduardo Hosoume, Helio dos Santos Mazzo, Vara Lúcia Altavini Arantes, Adriana Bonfim Vieira, Clinica e Cir. de Olhos Dr. Ornar Murad S/C Ltda, Micromed Anatomia Patológica e Citopatologia S/C Ltda conforme Termo de Verificação Fiscal. Fato Gerador Valor tributável Multa (%) 31/12/2003 R$ 8.080,00 150,00 3.2.8. Glosa dos valores deduzidos-indevidamente-a-titulo/de despesas me-dicas, relacionados com reembolsos de pagamentos efetuados ao beneficiário Eduardo Hosoume, conforme Termo de Verificação Fiscal. 3.2.9. EnquadramentoGnlito;L:e0de3 75,00 Gerador Valor tributável . Multa (% Legal RS 440,00 ) Art. 11, § 3°, do Decreto-Lei n°5.844/43; Arts. 8', inciso II, alínea "a" e §§ 2° e 3°, 35 da Lei n°9.250/95; Arts. 73 e 80, inciso II do RI1V99; 1 ). 4 Processo n° 15940.000027/2006-53 • SE-TE02 Acórdão n.° 2802-00.167 Fl. 176 4. No Termo de Verificação Fiscal de fls. 105 a 110, foram consignadas as seguintes observações acerca do Auto de Infração objeto do presente: • Foi o contribuinte intimado a apresentar a documentação comprobatória relativa às deduções efetuadas a titulo de despesas médicas, tendo apresentado somente parte da documentação solicitada. • A fiscalização foi motivada pela apuração de dedução indevida de despesas médicas, cujos valores foram denunciados como pagos a Vara Lúcia Altavini Arantes, profissional detentora de Súmula de Documentação Tributariamente Ineficaz. • O contribuinte informou em suas declarações de ajuste dos anos-calendário 2001 a 2003 como dependentes seu pai, sua mãe, sua esposa, sua sogra e seu sogro. Entretanto, tanto sua esposa quanto seu pai apresentaram declaração em separado. • As despesas médicas de sua esposa foram glosadas em virtude de ter ela apresentado — — declaração em separado. • O contribuinte não deduziu dos dispêndios com despesas medicas a totalidade dos valores efetivamente reembolsados, sendo que o valor a ser considerado é a diferença entre o valor gasto e o reembolsado. • Assim, foram glosados os valores relacionados na tabela de fls. 108/109. • A aplicação da multa qualificada justifica-se em função de restar evidenciado o evidente intuito de fraude, caracterizada pela prática continuada de declarar como pagos valores maiores que os efetivamente reembolsados ou simplesmente inexistentes. 5. Em 28(08'2006, o contribuinte apresentou impugnação ao referido lançamento (fls. 139 a 141), alegando em síntese que: • Alega que as multas aplicadas, de 75% e 150% assumem feição confiseatória, contrariando o principio da razoabilidade e proporcionalidade. • A multa excessiva, totalmente exacerbada em relação à falta ou infração cometida, é a própria negação do principio milenar da gradação da penalidade, sendo, portanto, inconstitucional. • Diante da conclusão de que a multa aplicada é excessiva, caracterizando confisco indireto, • demonstrando sua desproporcionalidade, solicita que a mesma seja aplicada na aliquota de 20%." • A decisão de primeira instância, concluindo que não foram impugnadas as glosas, confirmou o lançamento na sua integralidade. Às fls. 168/169 se vê o recurso voluntário, por meio do qual o interessado: 1. Alega que informou ao Fisco não ter localizado os recibos que comprovariam as deduções em face de eles se terem extraviado, bem como não ter sido possível comprovar os pagamentos efetuados: 5 (C` • , ) Processo n° 15940.00002712006-53 S2-TE02 Actirdâo n.° 2802-00.167 Fl. 177 Afiiiiia que não existiu intenção de fraude nem má-fé;• Discorda das multas, as quais entende caracterizas confisco, solicitando sejam elas reduzidas a 20%. É o relatório. • Voto Conselheiro Sidney Ferro Danos, Relatos O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Não há como acolher o pedido do interessado. É notório que a multa de oficio, prevista na legislação de regência, é de aplicação obrigatória nos casos de exigência de imposto decorrente de lançamento de oficio. Sua aplicação decorre de lei em vigor e deve ser observada pela Autoridade Fiscal no lançamento de Oficio. Por seu turno, é cabível a multa qualificada se evidenciado o intuito de fraude, com a conseqüente e indevida redução do montante do tributo. Registro que a constatação de dolo — in casu caracterizada como o intuito deliberado de obter beneficio de dedução fiscal absolutamente desprovida de documentos hábeis a tanto, inclusive com a utilização de recibos de profissional sumulado pela Receita Federal — impõe a sua manutenção nos casos em que aplicada no lançamento sob foco. Aduza-se que a multa constitui penalidade aplicada como sanção de ato ilícito, não se revestindo das características de tributo. Inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso IV do artigo 150 da Constituição Federal. Assim, ne o provirriento ao recurso. SIDNEY F O B •. • ROS. \ I ) 6

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Numero do processo: 13839.002338/2002-65
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Ano-calendário: 1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO - NULIDADE - ALTERAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DE FATO NO JULGAMENTO DE SEGUNDA INSTÂNCIA. Se a autuação toma como pressuposto de fato a inexistência de processo judicial e o contribuinte demonstra a existência desta ação, deve-se reconhecer a nulidade do lançamento por absoluta falta de amparo fático. Não há como manter a exigência fiscal senão naqueles especificamente indicados no lançamento. Teoria dos motivos determinantes. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.384
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO

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Se a autuação torna corno pressuposto de fato a inexistência de processo judicial e o contribuinte demonstra a existência desta ação, deve-se reconhecer a nulidade do lançamento por absoluta falta de amparo fático. Não há corno manter a exigência fiscal senão naqueles especificamente indicados no lançamento. Teoria dos motivos determinantes. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. ,/ Daniel Mauricio Fedato Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Angela Sartori, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Perrucci Fiorin, Ausente ,justificadamente o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima. Relatório Em 06 de maio de 2002, foi lavrado contra a empresa supra identificada, Auto de Infração no total de R$ 49303,81, relativo a COHNS, incluso acréscimos legais cabíveis até a data da lavratura, em virtude da não confirmação do processo judicial, indicado para fins de suspensão de exigibilidade dos débitos declarados de julho a dezembro/1997. A Recorrente, inconformada ingressou manifestação de inconformidade, onde a URI de Campinas/SP, cancelou apenas a multa de ofício com a seguinte alegação, "não cabe a aplicação de multa de oficio na constituição do crédito tributário de períodos para os quais foram efetuados depósitos judiciais no montante integral do tributo devido". Não satisfeita, a Interessada recorre a este Conselho para reforma da decisão da primeira instância. Em síntese, é o relatório. Voto Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relator O recurso voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual me concede o direito de conhecê-lo. A controvérsia em questão, cinge-se no não reconhecimento de um Processo Judicial que a Recorrente ingressou. A evidência da não comprovação encontra-se nas fls. 09 e 10, na descrição dos fatos do Auto de Infração eletrônico, "Proejud não comprovad" Ocorre que a existência desse Processo Judicial é fato, basta verificar na DCTF (fi. 16 e seguintes), inclusive registra a numeração do processo e vínculo com a empresa, através do CNPJ da mesma, conforme também pode ser verificado nestas mesmas folhas, 16 e seguintes. Ora, como é visto, está comprovado a existência do Processo Judicial vinculado a empresa em epígrafe, que até o momento está aguardando julgamento deste, Basicamente, presume-se que o auto de infração foi lavrado em virtude de acreditar a fiscalização que a referida ação judicial não existia. As peças processuais da ação judicial apresentadas pelo contribuinte demonstram que o processo judicial existia, e se a ação existia, o pressuposto de fito que dá suporte ao auto de infração é falso. A respeito do tema, vale a pena transcrever as seguintes considerações, extraídas de voto vencido no Acórdão n° 7.386, de 17 de novembro de 2004, da DRJ- Curitiba/PR, proferido em situação idêntica: (J. 2 Processo n" 13839.002338/2002-65 S3-TE03 Acórdão n.' 3803,00384 H 137 "3. Respeitosamente, considero que fazer agora tais considerações, no âmbito do processo, e manter o lançamento sob pressupostos outros que sequer . foram, ou puderam sei; cogitados pela autoridade autuante corresponde à verdadeira inovação no que pertine à valoração jurídica dos fatos, em época em que descabe à autoridade julgadora proceder ao agravamento da exigência, por orça do que determina o ,§ 3" do art 18 do Decreto n." 70.23.5, de 197.2, com redação dada pelo ar!. 1" da Lei ir" 8.748, de 1993, in verbis.. "áç 3. Quando, em exames posteriores, diligências ou perícias, realizadas no curso do processo, forem verificadas incorreções, omissões ou inexatidões de que resultem agravamento da exigência inicial, inovação ou alteração da fundamentação legal da exigência, será lavrado auto de infração ou emitida notificação de lançamento complementar devolvendo-se, ao sujeito passivo, prazo para impugnação no concernente à matéria modificada" 4. Em sintonia com o que determina a disposição legal supra, também a doutrina jurídica, na exegese de MARCOS VINICIUS NEDER e MARIA TERESA MAR TINEZ LOPES (in Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado, Dialética, 200.2, p..184), recomenda o seguinte: "Assim, constatadas pela autoridade julgadora inexatidões na verificação do fato gerador, relacionadas com o mesmo ilícito descrito no lançamento original, o saneamento do processo fiscal será promovido pela feitura de Auto de Infração Complementar. Esta peça, sob pena de nulidade, deverá descrever os motivos que fundamentam a alteração do lançamento original, indicando o fato ou circunstância que ele pretende aditar ou retificar, demonstrando o crédito tributário unificado, de modo a permitir ao contribuinte o pleno conhecimento da alteração", 5.No caso em pauta, sabemos todos que o auto de infração é lavrado mediante simples cruzamento ale dados entre o que é informado pelo contribuinte e os demais registros contidos no sistema informatizado da Receita Federal. O procedimento in casu é totalmente eletrônico e não obstante a sua validade, visto que autorizado por autoridade competente, .fundamenta-se apenas no estreito limite desse cruzamento de informações. A descrição do fato, requisito de validade do auto de infração e elemento essencial ao exercício do direito à ampla defesa do sujeito passivo, encontra-se no âmbito de competência da autoridade lançadora, descabendo à autoridade julgadora supri- ao argumento de que a exigência seria válida sob o prisma da 'falta de recolhimentb", Ora, a falta de recolhimento é, em sentido amplo e via de regra, a razão de qualquer lançamento de oficio efituado de modo a constituir o crédito tributário. Vale dizer, em linguagem mais simples, que o Fisco não pode, durante 3 o procedimento, atirar no que vê e, então, a autoridade julgadora, já no curso do processo, fazê-lo acertar no que não viu, subtraindo ao impugnante o direito de opor contra-razões, quaisquer- que sejam, sem que isto, pelo menos a meu juízo, resulte na preterição do direito de defesa do contribuinte autuado, 6,Em apertada síntese, estas são as razões pelas quais, não promovido o aludido saneamento processual e ante a insubsistência do fido que ensejou a lavra tara do auto de infração em exame, visto que agora são outros os pressupostos que o ensejariam, divirjo, respeitosamente, da relatora e dos demais colegas julgadores que votaram pela procedência do feito, eis que, a meu .juízo, sem que o processo seja saneado, impõe-se o cancelamento do auto de infração, cabendo ao .FiSco *luar o lançamento que achar devido, então já sob o pálio de novos pressupostos, e desde que dentro de prazo decadencial. 7, isto posto, VOTO PELA IMPROCEDÊNCIA do lançamento, bem assim respectiva multa lançada de oficio e .juros moratórios." Concordo com este entendimento. Irrita perceber, neste caso, que o auto de infração singelamente se anima na inexistência da ação judicial e que, depois de demonstrada a existência da ação judicial, a Autoridade Julgadora de Primeira Instância se arvorou em esmiuçar os detalhes da ação judicial existente, buscando outros motivos de fato para sustentar a manutenção da exigência. Se a autuação tomou como pressuposto de fato a inexistência de processo judicial, e o contribuinte demonstrou a existência da ação, resta patente que o lançamento não tem suporte fático válido, pois o motivo que lhe deu causa na verdade não existe, De acordo com a teoria dos motivos determinantes, o ato administrativo está forçosamente vinculado aos fatos concretos apurados e aos fundamentos legais que lhe dão suporte. A fiscalização preferiu tomar um suporte tático genérico e impreciso para dar suporte à autuação, ao invés de promover a apuração concreta da realidade do caso. E errou de fundamento, sendo então incabível que as instâncias julgadoras promovam a atividade de fiscalização que a autoridade lançadora devia ter executado, decantando o suporte concreto que deveria ter sido apurado e indicado pela autoridade lançadora para a lavr atura do auto de infração. Deve-se, pois, reconhecer a nulidade do lançamento por erro e falta de amparo fático. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso, para anular o auto de infração, „ Daniel Maurício Fedato 4

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4842169 #
Numero do processo: 13675.000129/2008-92
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. As causas de declaração de nulidade do auto de infração estão descritas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72, não cabendo argüir sobre tal possibilidade em casos não especificados no referido dispositivo legal. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Somente são admitidas as deduções pleiteadas com a observância da legislação tributária e que estejam devidamente comprovadas nos autos. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.442
Decisão: Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN

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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. As causas de declaração de nulidade do auto de infração estão descritas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72, não cabendo argüir sobre tal possibilidade em casos não especificados no referido dispositivo legal. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Somente são admitidas as deduções pleiteadas com a observância da legislação tributária e que estejam devidamente comprovadas nos autos. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13675.000129/2008­92  Acórdão n.º 2801­02.442  S2­TE01  Fl. 69          2   Assinado digitalmente  Tânia Mara Paschoalin ­ Relatora    Participaram  do  presente  julgamento  os  conselheiros:  Antonio  de  Pádua  Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros  Pierre e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio  Farina Ventrilho.  Relatório  Trata  o  presente  processo  de  notificação  de  lançamento  que  diz  respeito  a  Imposto de Renda Pessoa Física  (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima  identificado o montante de R$ 1.964,14, referente ao exercício de 2007.  A  autuação  decorreu  de  apuração  de dedução  indevida  a  título  de despesas  médicas.  Em sua impugnação, o contribuinte alegou, em síntese, que:  •  A autoridade fiscal, sob o argumento de que os recibos apresentados  estavam  incompletos,  entendeu,  sem nenhuma  razão,  que os  valores  correspondentes às despesas não poderiam ser deduzidos;  •  Entregou  sob  protocolo  os  recibos  relativos  às  deduções  efetuadas,  contendo  todos  os  dados  necessários,  nos  termos  do  inciso  III  do  artigo 80 do RIR/99;  •  De acordo com o artigo 149 do Código Tributário Nacional (CTN), o  lançamento fiscal deve ser revisto, sob pena de infringir o princípio da  legalidade;  •  Impõem­se,  assim,  a  revisão  total  do  lançamento  fiscal,  tendo  em  vista  que  não  resta  nenhuma  dúvida  quanto  à  clara  identificação  do  destinatário  dos  recibos  emitidos  pela  Dra.  Alessandra  Valéria  de  Oliveira, fisioterapeuta, inscrita no Conselho Regional de Fisioterapia  e Terapia Ocupacional do Estado de Minas Gerais (CREFITO) sob o  n° 4/79986F;  •  A aplicação da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e  Custódia  (SELIC),  criada  pela  Lei  ordinária  n°  9.065,  de  1995  não  pode  ser  sobreposta  à  Lei  n°  5.172,  de  1966,  que  foi  recepcionada  como Lei Complementar;  •  São aplicáveis ao seu caso jurisprudências citadas na peça de defesa.  A 8ª Turma da DRJ/BHE/MG julgou improcedente a impugnação, conforme  Acórdão de fls. 32/46, que restou assim ementado:  Fl. 69DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13675.000129/2008­92  Acórdão n.º 2801­02.442  S2­TE01  Fl. 70          3 DESPESAS MÉDICAS  São  dedutíveis  desde  que  comprovadas  a  efetiva  prestação  dos  serviços  médicos  e  a  vinculação  do  pagamento  ao  serviço  prestado.  Regularmente  cientificado  daquele  acórdão  em  05/05/2011  (AR  fl.  47),  o  interessado, representado por seu advogado (fl. 64),  interpôs recurso voluntário de fls. 50/63,  em 02/06/2011. Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação.  É o relatório.  Voto             Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora.  O  recurso  é  tempestivo  e  atende  às  demais  condições  de  admissibilidade,  portanto merece ser conhecido.  A  respeito  das  hipóteses  de  nulidade,  o  art.  59  do  Decreto  nº  70.235/72  dispõe:  “Art. 59. São nulos:  I ­ os atos e termos lavrados por pessoa incompetente;  II  ­  os  despachos  e  decisões  proferidos  por  autoridade  incompetente ou com preterição do direito de defesa.”  Entretanto,  no  presente  caso,  todos  os  atos  e  termos  foram  lavrados  por  servidor  competente,  franqueando  amplas  condições  de  defesa  à  contribuinte,  não  se  configurando qualquer hipótese que ensejasse a nulidade do procedimento administrativo.  Conforme  consta  dos  autos,  o  lançamento  refere­se  à glosa do  valor  de R$  3.860,00  deduzido  indevidamente  a  titulo  de  despesas  médicas,  tendo  em  vista  a  falta  de  comprovação  com  documentação  adequada,  eis  que  os  recibos  apresentados  estavam  incompletos por não informarem o beneficiário do tratamento.  Compulsando os autos, verifica­se que o interessado não cuidou de apresentar  elementos de provas hábeis a confirmar as despesas médicas declaras referentes à profissional  Alessandra Valéria Oliveira, no montante de R$ 3.860,00.   Nos termos do inciso II, alínea “a”, §§ 2º e 3º do art. 8º da Lei nº 9.250, de  1995, na declaração de ajuste anual, poderão ser deduzidos da base de cálculo do imposto de  renda  os  pagamentos  feitos,  no  ano­calendário,  a  médicos,  dentistas,  psicólogos,  fisioterapeutas,  fonoaudiólogos,  terapeutas  ocupacionais  e  hospitais,  bem  como  as  despesas  provenientes de exames  laboratoriais e  serviços  radiológicos,  restringindo­se aos pagamentos  efetuados pelo contribuinte relativos ao seu tratamento e ao de seus dependentes.   De  acordo  com  o  §  2º,  III  do  precitado  dispositivo,  a  dedução  fica  condicionada ainda a que os pagamentos sejam especificados e comprovados, com  indicação  Fl. 70DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13675.000129/2008­92  Acórdão n.º 2801­02.442  S2­TE01  Fl. 71          4 do nome, endereço e CPF ou CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação,  ser feita indicação de cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento.  Diante  da  legislação  acima  mencionada,  verifica­se  que  os  recibos  de  fls.  26/28  não  preenchem os  requisitos  legais,  obstando  a  dedução  pelos  seguintes motivos:  não  indicam  o  nome  do  paciente  que  teria  recebido  os  serviços  profissionais,  nem  o  CPF  e  o  endereço da emitente. Ademais, dois dos cinco recibos apresentados sequer registram a data de  emissão.   O  recorrente  também  se  insurge  contra  a  aplicação  dos  juros  Selic.  Nesse  tocante, cabe trazer à colação a Súmula CARF n° 4, que assim dispõe:   A partir de 1º de abril  de 1995, os  juros moratórios  incidentes  sobre  débitos  tributários  administrados  pela  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil  são  devidos,  no  período  de  inadimplência,  à  taxa  referencial  do  Sistema  Especial  de  Liquidação e Custódia ­ SELIC para títulos federais.  Diante  do  exposto,  voto  por  rejeitar  a  preliminar  suscitada,  e,  no  mérito,  negar provimento ao recurso.    Assinado digitalmente  Tânia Mara Paschoalin                                Fl. 71DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A

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Numero do processo: 11065.000218/2005-49
Data da sessão: Fri Mar 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO RARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 CERCEAMENTO DE DEFESA E NULIDADE - INOCORRÊNCIA. Não ocorre nulidade ou cerceamento de defesa quando o lançamento obedece à legislação que rege o lançamento fiscal e o contribuinte tem conhecimento da infração imputada, exercendo plenamente seu direito de defesa. RECEITAS NÃO-CONSIDERADAS DESPESAS/CUSTOS INDEVIDOS COMPONDO A BASE DE CÁLCULO DO CRÉDITO AO CONTRIBUINTE - INFLUÊNCIA NO VALOR A RESSARCIR. Na apuração do valor a ressarcir de PIS e COFINS não-cumulativos devem-se somar as receitas não consideradas e diminuir as despesas/custos indevidamente considerados, ambos para fins de apuração da base de cálculo da contribuição que serve para apurar o valor do ressarcimento, nos termos da legislação. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3803-000.356
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA

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RECEITAS NÃO-CONSIDERADAS DESPI SAS/CI.TSTOS INDEVIDOS COMPONDO A BASE DE CÁLCULO DO CRÉDITO AO CONTRIBUINTE - INFLUÊNCIA NO VALOR A RESSARCIR, Na apuração do valor a ressarcir de PIS e COEINS não-cumulativos devem- se somar as receitas não consideradas e diminuir as despesas/custos indevidamente considerados, ambos para fins de apuração da base de cálculo da contribuição que serve para apurar o valor do ressarcimento, nos termos da legislação. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, /,, ,(---- ..,,,z...tiv.\/..,,, ,, Alexa dre Kern - Pre: ei) , ___/ r n„ .. Carlos He(nr. qt, ) Jus e Lima - Relator i i Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima. (Relator), Belchior Melo de Sousa, Daniel Mauricio Fedato, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Permeei Fiorin. Relatório O contribuinte supracitado apresentou declaração de compensação, de 1.1 .01, contendo débitos de tributos compensados com créditos a ressarcir de PIS não- cumulativo de outubro a dezembro de 2004, conforme f1s.02, 20 e 22. A DRF de origem, após análise do pleito compensatório, constatou uma série de irregularidades tributárias, como receitas não incluídas na apuração do tributo (créditos de 1CMS transferidos para terceiros; ressarcimento de créditos de IPI e variação cambial excluída indevidamente) ou utilização indevida de créditos devido à inclusão na. base de cálculo de itens que não a compõem (despesas financeiras de empréstimos e financiamentos obtidos junto a pessoas jurídicas; bens utilizados como instinto -- 1 PI e devolução de compras e instintos; despesa de aluguel não comprovada; glosa dc despesa de depreciação em desacordo como a lei; dedução de créditos do mercado externo inexistente; glosa de custos de prestação de serviço que eram realizados por empregados da própria empresa e glosa de custos de matéria-prima de insumos não comprovados). Com fundamento no citado Relatório de Fiscalização, -foi prolatado o Despacho Decisório D.R.F/NII0/2006, reconhecendo parcialmente o crédito pleiteado e utilizando este para a compensação com os débitos contidos nas declarações de compensação, que ibrain homologados/compensados até o limite do crédito, conformells..147 a 165. bresignado, o contribuinte apresenta manifestação de inconformidade, de 118..167 a 182. Nesta, começa com a preliminar de nulidade do despacho decisório, Este limitar-se-ia a informar o valor apurado de crédito favorável, sem que houve fundamentação da decisão, impossibilitando ao litigante entender as motivações de fato e direito que a fundamentaram e a exercer o seu direito de ampla defesa e de contraditório, contrariando a Lei Geral do Processo Administrativo Fiscal. Ademais, o despacho decisório seria nulo porque o agente fiscal teria realizado ajustes nos valores apresentados pela restituição/compensação, sendo que somente o Delegado da Receita Federal teria competência para, fundamentadamente, fazer ou determinar alterações nos valores apresentados pelo contribuinte, nos termos da legislação que regula o pleito administrativo. No mérito, argumenta a inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo da contribuição pelo §1", art.3`) da Lei 9.718, de 27/11/1998, segundo doutrina e jurisprudência, tendo reflexo, devido à repetição do conceito de faturamento, nas leis que estabeleceram o PIS e a COFINS não-cumulativos, Continuando sua defesa, o contribuinte alega que incluiu, .com. base na legislação, corretamente os valores relativamente ao IPI, devolução de compras e 2 Processo «'ii 065.000218/2005-49 53- FE03 Acórdão II" 3803-00356 H. 236 instintos na base de cálculo do credita.mento. Da mesma forma, a glosa do insumo de matéria- prima. pela inexistência de nota. fiscal não deveria prevalecer, haja vista que a operação foi contabilizada tanto no comprador como no vendedor. Por sua vez, a glosa dos serviços prestados pelas empresas Roala Calçados Ltda.. e Calçados Lidese Ltda.. não teria. razão de ser, pois se não houve a prestação de serviço registrada nas notas fiscais, não somente o crédito para o contribuinte deveria ser cancelado, mas também o débito destes prestadores de serviços, sob pena de locupletamento ilícito. No pertinente a glosa de valores com aluguéis de prédio, máquinas e equipamentos da base de cálculo) do creditamento devido à inexistência de contrato) com pessoa jurídica não seria aplicável porque houve a. contabilização do pagamento destes valores pela empresa. Prosseguindo na sua contestação, o litigante afirma que as despesas financeira.s de empréstimo e financiamento relativo a operações de factoring qu.e foram glosadas são válidas para fins de cálculo do creditame,nto„ Por rim, as despesas com depreciação, ao contrário que alega a fiscalização, estariam enquadradas dentro do permissivo legal contido no inciso 1H do § 1° do art3 I das Leis 10,637/2002 e 10..833/2003, além do §1° do art31 da Lei 10..865/2004. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, e dele conheço. A questão da nulidade no processo administrativo) fiscal está regulada pelo art59 do Decreto 70,235, de 06 de março de 1972, que assim dispõe: "Art. 59. São nulos: I - os atos e lermos lavrados por pessoa incompetente; II- os despachos e decisões proferidas por autoridade incompetente ou com preteriação do direito de Mesa. § A multidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. 2... Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os a os , alcançadas- e (")-fr f • 3 determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do pr .ocess O. Quando puder decidir o mérito a favor do sujeito pas.sivo Cl qimin . aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a .falta. (Acrescido pelo art. 1. 0 da Lei n." 8.748/1993)h1 Antes de mais nada, cabe ao cargo do Auditor-Fiscal da Receita Federal, segundo prescreve o art.6°, incisos 1 e II, da Lei 10.593, de 06 de dezembro de 2002, entre outras coisas, executar procedimentos de fiscalização para verificar o cumprimento das obrigações tributárias pelo sujeito passivo e elaborar e proferir decisões em processo administrativo-fiscal. Por sua vez, a Lei 11.457, de 16 de março de 2007, que criou a Secretaria da Receita Federal do Brasil e que modificou a denominação do cargo para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil manteve as prerrogativas funcionais em seu artigo 60 , incisos 1 e II., onde por conta desta determinação legal, o Auditor-Fiscal da Receita Federal realizará a aferição dos valores solicitados de ressarcimento da contribuição e a existência ou não de irregularidades tributárias Tal verificação resultou no Relatório Fiscal de fls. 79 a 1 ():, onde foi apurada uma série de irregularidades, que resultaram na diminuição/inexistência do valor a ressarcir e seu reflexo sobre os débitos tributários aprescnta.dos para compensação. Este Relatório Fiscal apresenta a descrição em espécie e valor das irregularidades tributárias, seus reflexos sobre os valores a ressarcir e a compensar, sendo fundamentado, por lógica, nas normas que fundamentam o ressarcimento da contribuição para o PIS ou para. COFINS não-cumulativos, que são as Leis 10..637, de 30/12/2002, e 10.833, de 29/12/2003, respectivamente, e alterações posteriores. Logo, não há que se falar em atos/despachos ou decisões efetuadas por agente incompetente ou com preterição do direito de defesa. Fato que prova a inexistência de cerceamento de defesa é o recurso do contribuinte quanto aos aspectos de mérito do litígio, comprovando o seu conhecimento dos fatos. A jurisprudência deste Conselho de Contribuintes é clara quanto ao assunto, . conforme se verifica nos acórdão abaixo transcritos: "NULIDADE DO LANÇAMENTO POR CERCEAMENTO DO DIRE110 DE DENSA - Se o autuado revela conhecer plenamente as acusações que lhe foram imputadas, rebatendo- as, urna a urna, de forma meticulosa, mediante extensa e substanciosa impugnação, abrangendo não só outras questões preliminares como também razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa. (4" Câmara do 1 0 CC; Data da Sessão..- 13/04/99; Relator: Nelson Mallmann; Decisão,- Acórdão 104-16966) "PIS - PROCESS'0 ADMINISTRATIVO) FISCAL - NULIDADL'S - DESCRIÇÃO 1)0S L'A TOS - PRINCÍPIO DA ECONOMIA PROCESSUAL - Deve ser rejeitado o pedido de ft( nulidade do auto de iufração fundado na deficiência da descrição dos fatos, quando os elementos contidos no lançamento, em especial os anexos que contêm os cálculos do cr -édito tributário devido, deixam evidenciada a origem das dif. erenças apuradas pelo L'iseo A descrição dos .fatos„ ainda que incompleta, não 4 Processo n" I 106.5 000218/2005-49 83-1.013 Acórdão n " 3803-00.,356 11 237 enseja a decretação da sua nulidade, mesmo que se trate de elementos essenciais, tal como estabelece o art.. 10, 1.1, do Decreto 70..235172, se não há prejuízo para a defesa e o ato cumpriu sua finalidade. O cerceamento do direito de deli::.!sa deve se verificar concretamente, e não apenas em tese O eXarile inzpugnação e do recurso voluntário evidencia a correta percepção do conteúdo e da motivação do lançamento, Aplicação do princípio da economia processual. (3' (amara do 2° CC; Data da Sessão,- 08112198; Relator..-Renato Scalco Içquierdo; Decisão. -RESOLUÇÃO 203-00029) " PRELIMINAR DE NUL1DA.DE - CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - Os casos de nulidade estão expre.v.sos objetivamente na norma processualIstica fiscal e não encampam mero artificio subjetivo de apenas alegar a exigüidade do prazo da impugnação ou que falta à ação fiscal .fundamentação jurídica. (I `) Câmara do (Sr; Data da Sessão,- 26/01/2000; Relator: Sebastião Rodrigues Cabral; Decisão.- Acórdão 101-92961) "NULIDADE DO LANÇAMENTO - TERMO DE INICIO DA ilç:Ão FISCAL - FALTA DE INDICAÇÃO DO PRAZO DE DURAÇÃO DA AUDITORIA FISCAL - Não tendo sido praticado qualquer ato com preterição do direito de defesa e estando os elementos de que necessita o contribuinte para elaborar ,suas contra-razOes de mérito juntados aos autos, fica de todo afastada a hipótese de nulidade do procedimento .fiscal, (4° (..Yintara do 1° CC,- Data da Sessão: 08/06/99; Relator: Nelson Mallmann; Decisão.: Acórdão 104-17065) No entanto„ são inaplicáveis as alegações contrárias à aplicação do conceito de aturamen1.o contid.o no art.3°, §1°, da Lei 9,718, de 27 de novembro de 1998, visto que este não é a base legal do conceito de faturamento„ mas sim no art..1", §§ 1' e 2" da Lei 10.637/2002, e no art,1°, §§ 1 1 e 2° da Lei 10.833/200.3, pois é a partir destas normas que o contribuinte teve direito a ressarcimento de PIS e COMS não-cumulativos, respectivamente, sobre bens e serviços adquiridos. Outrossim, o conceito de faturamento contido no art. P, §§ 1" e 2' da 10..637/2002, e no art.1°, §§ 1° e 2" da Lei 1.ft833/2003, está em pleno vigor, não se podendo discutir a ilegalidade ou inconstitucionalidade de norma legal na esfera administrativa, por ser prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário, conforme art,102 da Constituição, e vasta jurisprudC,'ncia judicial e administrativa. . No pertinente a glosa de valores de IPI e devolução de compras e insumos na base de cálculo do ereditamento, a legislação determina que não podem compor a • base de cálculo de crédito ao contribuinte da contribuição, A Lei 10,637/2002 (PIS não-cumulativo) e a Lei 10.8.33/2003 (COFINS não-. cumulativa.) e alterações posteriores não prevéern a possibilidade de creditamento da devolução de compras e insumos, pois se foram/devolvidas é como se não tivessem sido compradas.. Da mesma forma, o valor de 1PI, qu não é considerado para fins da apuração do valor devido das contribuições, não devendo, também para fins de resultar em crédito rik 5 J( f para o contribuinte, estando clara a situação no art.66, §3" da IN 247, de 21 de novembro de 2002 e no m1.8' , §3', da instrução Normativa SRF n° 404, de 12 de março de 2004. Em relação à glosa da inclusão na base de cálculo de matéria-prima devido à inexistência de comprovação desta por nota fiscal, não há que se alterar o procedimento fiscal, pois a falta de comprovação documental da compra não é suprida pela contabilização pelo contribuinte ou pelo vendedor:, fato este não comprovado nos autos. A legislação do 1RPI, que é utilizada de forma supletiva para apuração dos valores da contribuição, prevê no Regulamento do imposto de Renda, aprovado pelo Decreto 3„000, de 29/03/1999, em seu artigo 264, capuz e parágrafos, que é obrigação da pessoa jurídica manter a escrituração e os documentos que a dão suporte em ordem e a disposição da fiscalização enquanto não houver a decadência da Fazenda Pública em constituir seus direitos creditórios, Caso houvesse extravio da documentação, deveria haver publicação em jornal, ao órgão de comércio e a Receita Federal, mas que não foi providenciado pelo contribuinte. A suposta existência da contabilização da operação de compra e venda da matéria-prima sem nota fiscal no comprador e vendedor não se encontra provada nos autos, sendo tato insuficiente, por si só, para comprovar a operação, tendo em vista a necessidade de comprovação documental fiscalmente/juridicamente válida. Não é demais lembrar que cabe ao alegante (contribuinte) comprovar o que alega, nos termos do art.333 do Código de Processo Civil: "Art. 333 - O ônus da prova incumbe: 1 - ao autor; quanto ao fato constitutivo do seu direito; 11 - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. ff Destaque nosso. Idêntico raciocínio acima se aplica à glosa da despesa de aluguel, tendo em vista que o contribuinte não comprovou à fiscalização, nem comprova nos -autos, a existência de contrato para fundamentar juridicamenteniscalmente a despesa. Por sua vez, as glosas das despesas financeiras de empréstimo e financiamento relativos a operações de factoring também devem ser mantidas, pois não são .passíveis de creditamento pela legislação. Como o contribuinte somente alega que as despesas acima seriam passíveis de comporem a base de cálculo do crédito da contribuição, mas não explicita qual seria a. razão jurídica de seu raciocínio para contrapor ao ato administrativo de interpretação da legislação, fica .mais evidente a correção do procedimento da fiscalização. • //' Prosseguindo a análise da contestação do contribuinte, nos defrontamos com insurgência contras a glosa dos serviços prestados pelas empresas Roala Calçados Ltda. e Calçados Lidese Ltda. Esta irregularidade decorreu da constatação de que funcionários da área administrativa e de produção prestavam serviços para. o contribuinte (Calçados Orquídea) e para as empresas Roala. Calçados Ltda. e Calçados Lidese Ltda. no Mesmo endereço, embora constem endereços diferentes para o órgão fiscal, onde há empregados que . . Processo n" 1 065 0002 !8/2005-49 83- 1E03 Acórdão ri ' 3803-00356 fl 2.38 têm procuração para representar uma empresa sendo empregado de outra empresa, e não há como diferenciar, na área de produção, os produtos leitos para. uma empresa ou para . outra, segundo) informação dos próprios empregados, conforme Relatório Fiscal detalhado de fls. 1.31 a 134. Em realidade, há somente uma empresa que atua sob a fachada de outras denominações jurídicas. Não há nenhuma contestação expressa que desminta as várias constatações e afirmações da fiscalização contida no Relatório Fiscal de fis.. 13 l a 134. Ocorre que pela sistemática da não-curnulatividade, salvo expressa disposição legal, se não há créditos decorrentes da aquisição de bens e serviços pelo comprador, também não deve haver débitos fiscais por parte do vendedor/prestador do serviço ao comprador, haja vista, que tais valores devera se compensar, incidindo a tributação sobre o valor agregado, representado pelo preço do bem/serviço. Por isso, se houve valores de débitos da contribuição pelas empresas Roala Calçados lAda... e Calçados Lidese Ltda. nas vendas/prestações de serviço ao contribuinte que foram glosadas para fins de crédito da contribuição pelas aquisições, estes valores são passíveis de pedido de restituição, após a verificação de sua regularidade. Finalmente, a recorrente afirma que as despesas COM depreciação, referentes ao período de julho a dezembro de 2004, ao contrário que alega a fiscalização, estariam enquadradas dentro do permissivo legal contido no inciso 11 -1 do §1" do art,31 das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, além do §1 0 do art31 da 1,ei 10.865/2004. -Neste ponto, o contribuinte novamente se equivocou.. As despesas glosadas que foram utilizadas para gerar créditos da contribuição para o contribuinte se referem aos valores de depreciação de bens adquiridos até 30/04/2004, conforme prevê o capuz do art.31 da Lei 10..865, de 30/04/2004, e não aos valores de depreciação de bens adquiridos a partir de 01/05/2004 (art.31,§1 0 da Lei 10.865/2004), Basta verificar os valores dos bens informados como adquiridos após 1" de maio de 2004 pelo contribuinte na resposta às intimações da fi).álização e os valores glosados no Relatório Fiscal, / / Diante do exposto, v(/'11<1. -l‘.14.-',GAR PROVIMENTO à pretensão) deduzida no recurso voluntário i , ..: li 11i Carlos IT 1/ i/W - ar -ins de Lima 7 '

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Numero do processo: 10980.008078/2003-91
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte IRRF Período de apuração: 02-04-1998 a 01-12-1998 IRRF. FALTA DE RECOLHIMENTO. Não tendo sido apresentados comprovantes de recolhimentos dos tributos, em nome do contribuinte, deve ser mantida a exigência fiscal. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.389
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA

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Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16510.TV1W. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10980.008078/2003­91  Acórdão n.º 2801­002.389  S2­TE01  Fl. 59          2 07/1998,  01­10/1998,  05­10/1998,  01­11/1998  e  01­12/1998,  códigos  de  receita  1708,  0561,  0588  e  8045,  conforme  demonstrativo  de  fls.  14,  em  que  foi  apurado  um  crédito  tributário  correspondente a R$ 23.181,75, decorrente da não localização dos respectivos pagamentos nos  sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil.  IMPUGNAÇÃO  Cientificada  do  lançamento,  a  interessada  apresentou  a  impugnação  de  fls.  01/03, em que alega o seguinte, conforme relatório do acórdão de primeira instância (fls. 37):  “4.  Afirma  que  o  débito  de  PIS  (sic)  que  lhe  é  exigido  foi  recolhido  dentro  do  prazo,  conforme Darf  que anexa;  contudo,  não conseguiu  localizar os documentos relativos a três débitos:  6311846,  R$  135,00;  6311847,  R$  283,75  e  10012813,  R$  602,50.  5. E, uma vez recolhido tempestivamente o débito, não há que se  falar em multa e juros.    6.  Conclui  requerendo  ser  intimada  por  meio  de  seu  representante  legal  para  no  prazo  de  20  (vinte)  dias  para  a  juntar os Darf faltantes.”  ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA  A 2a Turma da DRJ/São Paulo­II  julgou o  lançamento procedente em parte  (fls. 36/40), no sentido de se manter a exigência de R$ 8.354,74 de IRRF, acrescido da multa  de oficio de 75% e dos juros de mora, por entender que não há como se aceitar que os débitos  de  IRRF declarados  em DCTF pela  interessada  possam  ter  sido quitados por pessoa  jurídica  diversa,  qual  seja,  a  então  controlada CRBS  S/A,  haja  vista  tratar­se  de  empresas  distintas,  cujos resultados tributáveis não se confundem.  RECURSO  AO  CONSELHO  ADMINISTRATIVO  DE  RECURSOS  FISCAIS (CARF)  Cientificada  da  decisão  de  primeira  instância  em  10/04/08  (fls.  50),  a  interessada apresentou, em 12/05/08, o Recurso de fls. 51/53, alegando, em suma, que:  a)  os  valores  relativos  aos  tributos  que  lhe  estão  sendo  cobrados  foram  efetivamente  recolhidos,  conforme  DARF  apresentados  e  confirmados  pela  Receita  Federal  do  Brasil,  sendo  o  recolhimento  efetuado,  no  entanto,  no  CNPJ  da  empresa  CRBS  S/A,  inscrita  no  CNPJ  sob  o  nº  56.228.33.356/0003­01,  já  baixada,  e  antiga  sócia  controlada  pela  peticionária no período compreendido entre 30/09/1997 e 23/10/2003;  b)  embora  o  recolhimento  tenha  sido  efetuado  constando  o  CNPJ  da  empresa  então  coligada  da  recorrente,  o  valor  do  tributo  não  foi  declarado como débito pela CRBS S/A  (fls.  38),  circunstância esta que  confirma que o pagamento de fato partiu da peticionária;  c)  a manutenção da exigência fiscal resultará em bis in idem, haja vista que  os  valores  exigidos  já  foram  recolhidos,  não  acarretando  prejuízo  ao  erário.  Fl. 62DF CARF MF Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16510.TV1W. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10980.008078/2003­91  Acórdão n.º 2801­002.389  S2­TE01  Fl. 60          3 Diante do  exposto  acima  requer o provimento de  seu  recurso para que  seja  afastada, em sua integralidade, a exigência fiscal em discussão.  É o Relatório.  Voto             Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima  O  recurso  é  tempestivo  e  atende  as  demais  condições  de  admissibilidade,  portanto merece ser conhecido.  A  análise  do  caso  foi  realizada  de  forma  correta  pelo  órgão  julgador  de  primeira  instância,  posto  que  não  há  como  considerar  que  pagamentos  efetuados  por  outro  contribuinte sejam utilizados para quitar débitos da interessada, como se pretende neste caso,  mesmo que  tais  recolhimentos  tenham  sido  confirmados  nos  sistemas  da Receita  Federal  do  Brasil. Nesse sentido peço venia para adotar como razões de decidir os fundamentos expostos  no voto vencedor do acórdão de primeira instância, que transcrevo a seguir:  “A  2a  Turma  desta  DRJ  decidiu,  por maioria  de  votos,  julgar  procedente  em  parte  o  lançamento  impugnado,  mantendo  R$  8.354,74  de  IRRF,  acrescido  da multa  de  oficio  de  75%  e  dos  juros de mora, vencida a relatora Eva Maria Los, que votou pela  manutenção da exigência de R$ 1.021,25 de IRRF (débitos de R$  135,00,  R$  283,75  e R$  602,50  do  código  de  receita  8045  dos  períodos  de  apuração  03­04/1998,  02­06/1998  e  01­12/1998),  com respectivos multa de oficio e juros de mora.  13.  A  divergência  de  R$  7.333,49  de  IRRF  refere­se  aos  recolhimentos  efetuados  com  o  CNPJ  n°  56.228.356/0003­01,  pertencente  à  empresa  CRBS  S/A,  da  qual  a  contribuinte  era  sócia controladora de 30/09/1997 até 23/10/2003 (fls. 30/32):  • código de receita 0561 do período de apuração 01­10/1998 (fl  16) R$ 2.843,25  •  código  de  receita  0588  do  período  de  apuração  05­10/1998  (fls. 17/18) R$ 3.511,22  • código de receita 0561 do período de apuração 01­11/1998 (fl  20) R$ 533,82  • . código de receita 0588 do período de apuração 01­11/1998 (fl  21) R$ 445,20  Soma R$ 7.333,49  14. Entendo que não há como se aceitar que os débitos de IRRF  declarados em DCTF pela interessada possam ter sido quitados  por pessoa jurídica diversa, qual seja, a então controlada CRBS  S/A, haja vista  tratar­se de empresas distintas, cujos  resultados  tributáveis não se confundem.  Fl. 63DF CARF MF Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16510.TV1W. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10980.008078/2003­91  Acórdão n.º 2801­002.389  S2­TE01  Fl. 61          4 15. Como a dedutibilidade dos dispêndios realizados a titulo de  custos e despesas operacionais requer prova documental hábil e  idônea  —  emitidos  em  nome  da  própria  contribuinte  —  das  respectivas  operações  e  da  necessidade  As  atividades  da  empresa,  a  retenção  e  recolhimento  do  IRRF  sobre  os  rendimentos do trabalho assalariado (código de receita 0561) e  sem  vinculo  empregatício  (código  de  receita  0588)  deve  ser  efetuado  obrigatoriamente  pela  pessoa  jurídica  que  realmente  assumiu  o  pagamento  dos  salários  e  dos  rendimentos  dos  trabalhadores  sem  vinculo  empregatício  e  correspondentes  encargos sociais.  16. Logo, a pessoa jurídica diversa que efetuasse o recolhimento  desses  débitos  de  IRRF  não  teria  como  contabilizar  tais  pagamentos a débito de conta de IRRF a recolher, haja vista não  ter  sido  ela  a  empresa  que  apropriou  esse  imposto  de  em  seu  passivo  circulante  por  ocasião  da  contabilização,  em  conta  de  custos/despesas  operacionais,  da  folha  de  pagamento  e  dos  rendimentos  dos  trabalhadores  sem  vinculo  empregatício.  Também não poderia escriturar os pagamentos desses débitos de  IRRF em conta de custos/despesas, por não restarem atendidos  os requisitos de dedutibilidade, muito embora os DARF tenham  sido emitidos com o número de seu CNPJ (n° 56.228.356/0003­ 01).  17. Caso tenham sido os DARF emitidos equivocadamente como  número do CNPJ incorreto, deve a interessada comprovar o erro  e solicitar a sua retificação.”  O procedimento para regularizar a situação, no caso em apreço, consistia em  uma solicitação de retificação de DARF (REDARF), devendo a contribuinte comprovar que os  recolhimentos foram efetuados equivocadamente com o CNPJ de outra empresa, para que tais  valores  pudessem  ser  alocados  aos  seus  débitos.  E,  em  nenhum  momento,  a  recorrente  comprovou que requereu essa providência.  Por tais razões voto por NEGAR provimento ao recurso.       Assinado digitalmente  Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator                                Fl. 64DF CARF MF Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16510.TV1W. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 23/04/2012 16:02:25. Documento autenticado digitalmente por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 23/04/2012. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 25/04/2012 e WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 23/04/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 07/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP07.1019.16510.TV1W Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 1B5F1E77412EDC84012B7FDF8F9A21428BFA3A84 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10980.008078/2003-91. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.

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4755671 #
Numero do processo: 10711.001334/89-33
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 26 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Aug 26 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IMPORTAÇÃO - IPI - CLASSIFICAÇÃO FISCAL - Produto nome comercial "SDAD-ADOGEN 343 - ESTEARIL DIMETIL AMINA DIST", de acordo com Laudo Técnico conclusivo da Universidade de São Carlos o produto importado tem composição química definida e suas impurezas não podem ser identificadas como decorrentes de adição deliberada de outras substâncias. Classificam-se no Código Tarifário 29.22.31.99
Numero da decisão: 301-28.479
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ISALBERTO ZAVÃO LIMA

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Classificam-se no Código Tarifário 29.22.31.99. a Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 26 de agosto de 1997 MOACYR ELOY DE MEDEIROS PRESIDENTE PROCURADORIA.GMAL DA FAZ:ti^ A !!.. AI 4‘4 ; 2----4/ CoOrfinaatia-Gonal ndreprenac;ao ‘......-4:t INIraiudIclol Ca fazenda Nacional Uai° ISALBERTO ZAVÃO LIMA LUCIANA CORIEZ BONI PONTES 1 1 NOV 1997 RELATOR ProaniNwo ga f atenda Nacional Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO, LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS, MARIA HELENA DE ANDRADE (suplente) e MÁRIO RODRIGUES MORENO. RCT MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 111.116 ACÓRDÃO N° : 301-28.479 RECORRENTE : HERGA INDÚSTRIAS QUÍMICAS LTDA RECORRIDA : IRF - PORTO/RJ RELATOR(A) : ISALBERTO ZAVÃO LIMA RELATÓRIO Retoma de Diligência a este Conselho, referente autuação aplicada à HERGA INDÚSTRIAS QUÍMICAS LTDA., Auto n° 146/89, de 22.02.89, decorrente de ato de revisão aduaneira da importação efetivada pela D.I. n° 12972/87, de 24.09.87, reclassificando as mercadorias de nome comercial "SDAD-ADOGEN 343 - Estearil Dimetil Amina Dist", amina terciária, teor de pureza mm. 97%, da posição adotada pelo importador, 29.22.31.99, para 38.19.99.00, alterando a alíquota do I.P.I. de '0' para 10%, mantendo a de 30% para 011. Cominadas penalidades previstas nos artigos 526, II, do RA, 30%, e artigo 80, II da Lei 4502/64 e D.L. 34/66, 100%. Adoto o Relatório às fls.129 a 131, destacando dos autos `tit infra': 1) O Laudo do Labana n° 3273/87 (fls. 11), complementado pela Informação Técnica 223/88 (fls. 23), acostada aos Autos após a Impugnação, em resposta ao pedido de novo laudo pela Impugnante (fl. 21), concluiu, em síntese, que o produto é uma amina graxa de origem animal (sebo) sem constituição química definida, uma amina de sebo, confirmado pelos catálogos do fabricante acostado pelo LABANA, justificando tratar-se de mercadoria com classificação diversa da declarada. 2) A Impugnante alega que sempre importou o produto com a classificação adotada na DI. 29.22.31.99, correspondente a "outras moniaminas acíclicas e aromáticas, seus derivados e seus sais" e anexou cópias de impressos e catálogos de seus fornecedores e informação técnica (223/88), no qual afirmam tratar- se de um produto químico orgânico estearil dimetil amina, que se constitui em composto de função amina. 3) A Autoridade Autuante encartou ao Processo cópias do Laudo LABANA n° 019/88 e da INF n° 127/89, alusivos a outra Importação e que é prova estranha aos Autos. Mantida a procedência do Auto de Infração no Decisório da Autoridade Singular, a Autuada recorre a este C.C. (fls. 70 a 75) o que faz, fundamentando-se no seguinte: 1) Que o Labana afirmou em seu Laudo que o produto é uma determinada espécie de amina o que deveria confirmar a classificação adotada na DI, 29.22 - "compostos de função amina" e não de produto preparado. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 111.116 ACÓRDÃO N° : 301-28.479 2) Protesta contra a mudança de critério jurídico da Receita Federal que já teria efetivado o lançamento, transcorridos os 5 dias a que se refere o artigo n° 447 do RA/85. Acosta aos Autos, mediante requerimento (fls. 86 a 89) diretamente dirigido ao CC, decorrido o prazo recursal e despachado à fl. 86, apresentando outras razões de defesa, baseado no direito à ampla defesa e ao contraditório, e na premissa que a Autoridade Administrativa pode, até o julgamento final conhecer de novas provas. Argui nesta peça recursal que o produto é de origem orgânica sendo uma amina graxa obtida do ácido graxo do sebo, utilizada no fabrico de sais quaternários de amônia em seu parque industrial. Afirma que o produto tem constituição química definida e solicita diligência ao I.N.T.. Encarta diversos Laudos do LABANA ( 148/86, 206/86, O 1234/86, 1487/86, 610/86., às fls. 96, 104, 108 e 112 respectivamente), estranhos ao Processo, e Acórdãos do C.C. ( às fls. 115), onde demonstra disposições destoantes deste Órgão que justificam seu pleito. Através da Resolução n° 303-0.315 (fl. 128), de 15.02.90, converteu- se o julgamento em diligência à Universidade Federal de S. Carlos, com o intuito de esclarecer se o produto tem constituição química definida, se é derivado do sebo animal, se consta de sua composição o esteril dimetil amina e em que proporção. Além deste quesitos, foram acrescentados: se é um produto de origem orgânica, proveniente do ácido graxo de sebo, se, quando isolado, é um composto químico distinto, de estrutura conhecida sem adição deliberada de outra substância antes ou após o fabrico, se é um composto de função nitrogenada, e se tem composição química definida. Além destes, o voto do Relator, menciona, também, os quesitos arrolados na petição à fl. 127. À 11. 114 constam quesitos ao INT, correspondente à CT. n° 1948/89, sem outras informações, pois, estranho ao caso vertente, e apensado aos Autos em complementação de petitório a este C.C., às fls. 86. Mesmo não citada, e não constar de determinação da Resolução 313.0.312, a Recorrente reclamou resposta para quesitos suplementares às fls. 127, diretamente ao 3° Conselho de Contribuintes. Emitido o Laudo da Universidade Federal de S. Carlos (fls. 137 a 149), ficou esclarecido, basicamente, que o produto tem grande possibilidade de ser derivado de gordura animal, tem constituição química definida, é de origem orgânica, contêm o estearildimetilamina, muito provavelmente obtido do ácido graxo do sebo, sem poder afirmar se antes ou após o fabrico foram adicionadas outras substâncias, e um composto de graxa esteraril de função nitrogenada, e que o produto não é puro, embora o conceito de pureza seja relativo. Alegam que a quantificação e qualificação das impurezas demandaria muito tempo em função dos testes necessários. Em Petição às fls. 151/2, a Recorrente protesta contra o Laudo por I entender que faltaram parte das respostas aos quesitos suplementares apresentados pela 1 Recorrente às fl. 127, requerendo o envio do processo à Universidade Federal de São Carlos para que dê resposta àqueles quesitos. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 111.116 ACÓRDÃO N.' : 301-28.479 Em oficios às fls. 137, 150 e 153, a Universidade Federal de São Carlos solicita o pagamento das análises que efetuou e já tinham sido encaminhadas. Em resposta, este C.C., determinou que se desse ciência à Recorrente do teor dos ofícios 017/91-DQ, 031/91-DQ e 138/91-DQ, expressando o valor correspondente à 2.600 BTNs, e ordenando o envio do pagamento em cheque nominal para aquela Fundação. A Recorrente não diligenciou para prover o pagamento das referidas análises. É o Relatório. 2, o (26 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 111.116 ACÓRDÃO N° : 301-28.479 VOTO O Processo está eivado de vícios. Primeiro a Recorrente não poderia complementar sua defesa às fls. 86 a 123, sob a arrimo do direito à ampla defesa e do contraditório como alegou com liberalidade generalizante para sua autuação, porque ainda no exercício desse poder a Autuada encontra na Lei formas preestabelecidas, das quais não deve se afastar. Entendo que a Recorrente teve seu momento processual para concentrar suas alegações, provas e pedido para sua produção. Analogicamente ao disposto no art. n° 303 do CPC, só poderia fazê-lo, tanto para inovar sua argüição como na, para apresentar novas provas, se estas decorressem de fatos ou de direito supervenientes. Além do mais, os novos fundamentos colacionados, a meu ver, nada acrescentaram de substancial à Exordial e ao Recurso, que pudessem sustentar sua posição sobre a matéria, em termos de fundamentação, mas apenas inovaram quanto à diligência não peticionada anteriormente. Ademais, a Resolução n° 303.0.315 (fl. 128) deu arrimo aos quesitos suplementares apresentados extemporaneamente, nos termos do Voto do Relator, que faz menção aos quesitos das fls. 127 e 133. Logo, a meu ver, não caberia o acolhimento dos protestos quanto à necessidade de complementar o Laudo da Universidade de São Carlos. O deslinde da questão, porém, segundo os Autos dos Processo, principalmente o Relatório e Voto da Resolução do CC, encontra óbice nas dúvidas que ficaram sem solução, muito embora, repito, o pedido de diligência e os quesitos não respondidos integralmente foram formulados diretamente ao Conselho de Contribuintes, extemporaneamente, repito. Tais incertezas, aceitas e até levantadas por este Conselho, "vis a vis" a Resolução citada, seriam esclarecidas com a complementação das informações decorrentes das análises fisico-química do produto, de competência da Universidade de São Carlos. Esta, por sua vez, após reiteradas e exaustivas cobranças à Autoridade Fiscal para o pagamento das análises efetuadas, sem lograr sucesso, presumiu, mesmo com ônus financeiro, já ter cumprido seu papel nesta contenda, até o limite de suas possibilidades. Desta forma, como os vícios apontados não são suficientes para anular o Processo, visto que ocorreram após o Recurso, sem limitar o direito ao contraditório por parte do AFTN Autuante, e se esgotaram os meios para produzir as provas necessárias à solução das controvérsias, cuja produção foram reiteradamente determinadas por Resolução deste Conselho, entendo como batida a Fazenda Nacional, prevalecendo a classificação adotada pelo Importador. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N' : 111.116 ACÓRDÃO N° : 301-28.479 A Alfândega do Porto do Rio de Janeiro informa que as solicitações àquele órgão que procederia à análise foram reiteradas e exaustivas, sem obter qualquer resposta. Assim, exauridas as tentativas de solucionar a questão, aquela, sem solução, remeteu o presente processo ao Terceiro Conselho de Contribuintes. Na matéria "sub examine", verificou-se que a realização da nova prova pericial era necessária, vez que existe discordância quanto à composição do produto importado pela Autuada, presumível até mesmo pela determinação deste CC em enviar este processo para Universidade de São Carlos. Desta forma, o julgamento foi convertido em diligência, para que fosse produzida a prova aludida acima. a Ntir Porém, compulsando o Laudo da Universidade de São Carlos, em resposta aos onze quesitos adicionais determinados por este CC, após as análises cromatográficas, ficou esclarecido que "para obter a estearildimetilamina, ou ácido esteárico deverá ser o ácido graxo a a ser escolhido como matéria prima, e uma das principais fontes de ácido esteárico, são triglicerideos obtidos de fontes de gordura". O Laudo referenciado atestou que o produto tem constituição química definida, de origem orgânica, que o estearil dimetil amina é uma das substâncias constitutivas do produto em comento, na proporção de 64,69%, é um composto orgânico de constituição química definida não se podendo afirmar quando foram adicionado outras substâncias, isto é, se é deliberada ou não a adição, que é um composto de amina graxa estearil de função nitrogenada. Desta forma, ficou constatado que o produto é uma amina graxa terciária com constituição química definida o que afasta a pretensão fiscal de classifica- la no Capítulo 38. s_ak Como ilustração reproduzo em parte o Voto do ilustre Relator do Recurso 112.673, Dr, Luiz Felipe Galvão Calheiros, da mesma Autuada, sobre o mesmo produto "Adogen - 343": "Os laudos do INT não deixam a menor dúvida de que o produto Unarnine C 1065/89, importado através da DI 4029/89 (fls. 96) é uma "amina graxa terciária, mais especificamente, uma imidazolina graxa, derivado de ácidos graxos de óleo de coco, portanto, de origem vegetal, que é utilizado como matéria prima para a fabricação de Herquet C-B-5-". Por fim, por se tratar de um produto de "constituição química definida"(fls. 98) cujas poucas impurezas são "originárias da matéria _ prima utilizada e subprodutos de reação"(fls. 100), classifica-se necessariamente no Capítulo 29 da Nomenclatura, o que liquida de vez a pretensão do fisco em apontar o Capítulo 38." 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAM ARA RECURSO N' : 111.116 ACÓRDÃO N° : 301-28.479 Desta forma, dou provimento ao Recurso. Sala das Sessões, em 26 de agosto de 1 97 2...td,LBE5 TO/ZAu VÃO LIMAZLATOR ler 7 Page 1 _0012400.PDF Page 1 _0012500.PDF Page 1 _0012600.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1 _0012800.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1

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4605459 #
Numero do processo: 10283.008247/87-97
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 1993
Ementa: ZONA FRANCA DE MANAUS. Insumos importados com isenção de tributos, na forma do Decreto-lei n. 228/67, sem que restasse comprovada sua utilização consoante as condições legais. Exigibilidade dos impostos incidentes, bem assim das multas regulamentares. Recurso provido parcialmente, para que se proceda à retificação dos valores exigidos, deles se abatendo parcela regularmente justificada pela autuada.
Numero da decisão: 303-27.539
Decisão: ACORDAM os membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de cerceamento de defesa argüida pela recorrente; no mérito, também por unanimidade de votos, deu-se provimento parcial ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO

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"•MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTOTERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ('\,--.h. TERCEIRA cÂMARA W PROCESSO N9 10283.008247/87-97 • Sessão de 26 de janeiro de 1.99-ª- ACORDA0 N~ 303 - 2],,_.5_3_9 _ Recurso n~.: 111.198 Recorrente: TELEFUNKEN DA AMAZÔNIA S/A Re cor-rid IRF - PORTO DE MANAUS - AM ZONA FRANCA DE MANAUS. InsLlmos impor-tados .c.om in- sençâo de tr-ibLltos, na for-ma do Decr-eto-Lei n2 228/67, sem qLle r-estasse compr-ovada SLla Lltiliza- çâo consoante as condições legais. Exigibilidade dos impostos incidentes, bem assim das mLlltas r-e- gLllamentar-es. RecLlr-so pr-ovido par-cialmente, par-a qLle se pr-oceda à r-etificaçâo dos valor-es exigi- dos, deles se abatendo parcela r-egLllar-mente jLlS- tificada pela aLltLlada. VISTOS, r-elatados e discLltidos os pr-esentes aLl- tos, ACORDAM os membros da Ter-ceir-a Cêmar-a do Ter-ceir-o Conselho de Contr-ibLlintes, por- Llnanimidade de votos, em r-e- jeitar- a pr-eliminar- de cer-ceamento de defesa ar-güida pela r-e- cor-r-ente; no mér-ito, também por- Llnanimidade de votos, deLl-se pr-ovimento par-cial ao r-ecLlr-so,na for-ma do r-elatór-io e voto qLle passam a integr-ar- o pr-esente jLllgado. , em 26 de janeiro de 1993 Nacional jLllgamento, os segLlintes SANDRA MARIA FARONI, ROSA DE SOUZA COELHO, DIONE ~flli!TFNELI. F_ - Relator- - Pr-esidente LOPES, MILTON pr-esentedo o 2 FEV ~993 DE AZEVEDO DE OLIVEIRA, r=nf\.lc: I='r Co Br-asilia - JO/,\O ~((VVÚ H~~RETO FILHO P OCLl(-~~ia da Fazenda VISTO EM SESS/,\O DE: Pa~ticipa~am, ainda, Conselheir-os: MALVINA CORUJO MARTA MAGALH/'\ES • -2- SERViÇO PÚBLICO FEDERAL RECURSO 111.198 AC. 30~:; - 2~]'.539 MF - MINIST~RIO DA FAZENDA - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRI- BUINTES - TERCEIRA CAMARA RECORRENTE.: TELEFUNKEN DA AMAZ~NIA S/A RECORRIDA •• IRF - PORTO DE MANAUS - AM RELATOR .. HUMBERTO BARRETO FILHO Relatório Retornam os autos de diligência determinada por esta Colo C~mara através da Resolu~go ne 303-.0321, lavrada nos termos de fls. sessgo. 172/176, que ora leio em Asseverando estar atendendo à deliberaçgo exarada pelo Conselho de Contribuintes, procedeu a repar- tiçgo fiscal de origem à juntada aos autos de cópias das notas fiscais emitidas pela recorrente no período de ja- neiro de 1986 a dezembro de 1987, alusivas às operaçôes de saídas de mercadorias para Manaus documentos de fI s. 182/512. Foram também juntados, na oportunidade, conforme despacho de fI. 513, cópias de Declaraçôes de Importaçgo/Internaçgo -- documentos de fls. 515/807. Mai.s adiante, encontra-se despacho que, me.- lhor se ajustando ao que efetivamente determinado por este Eg. Conselho, veicula a anuência da autoridade fis- cal com a consideraçgo dos 707 cinescópios importados, de 16 polegadas, internados pelas DI's 25.155/87 e 25.179/87, o que importou no refazimento dos cálculos e dos demonstrativos acostados à autuaçgo. ~ o relatório. ._----'" SERViÇO PÚBLICO FEDERAL -3- F,ECUF,fJ[) 111.:1.9t3 AC~30~~: - ~~:7.~~'5:y.:.I Voto H~ no recurso, posto que formulada de maneira pouco explícita, preliminar de nulidade do lançamento por cerceamento do direito de defesa da interes- sada, que urge ser de logo analisada~ A preliminar em pauta refere-se à negativa da autoridade julgadora a quo quanto ao pedido de revisgo do levantamento f1sico efetuado no estabelecimento indus.- tri.al com o da recorrente, por ngo haver contado tal trabalho indispensável acompanhamento técnico qualificada por parte da empresa, uma vez sei....inviável II de Clutl •...a sorte, a distinçâo entre cinescópios importados e nacio- na:i.s~ A alegação da parte, aprf.?sf:?ntada em impugnação de fls~ 28/35, e reforçada no recurso, é de que o levantamento considerou como nacionais todos os ci- nescópios existentes em estoque, dando assim como faltan- tes apenas os importados, o que n30 se poderia concluir sem o exame técnico apropriado. Não acato tal argumentação, haja vista a con- tagem impugnada haver sido realizada com o acompanhamento direto de dois funcionários da emp~esa ora recorrente, nada ressalvou, na época~ quanto a insuficiéncia técnica posteriormente suscitada. Rejeito, pois, a preli- minar aventada, vez que efetivamente prescindível a re- visâo postulada, nâo se observando, in casu, o beneficio da interpretaçlo favorável ao acusa~o previsto no art. 112, inciso 11, do Código Tributário Nacional No mér-it.o, cabe:, dE' início, e}{aminar a I'.egularidade e a exatidão dos cálculos efetuados pela fiscalizaçâo, resultantes na constataçâo das faltas pena- lizadas~ Apl....esent.ados os demonstrativos de fls. 4/25, elaborados com espeque em dados colhidos junto à própria autL\ada, esta a eles contrapOs, ao longo da fase de pre- ./ '~ " -4- SERVICO PÚBLICO fEDERAL RECURSO 111.198 AC. 303 - 2'.1.539 para~âo do processo, uma única corre~âo específica, que foi objeto da dilig~ncia requerida pela C~mara. Com efeito, malgrado haja a recorrente taxado de duvidosos os números apurados pela fiscaliza~âo, nâo logrou ela até o momento lhes opor elementos que motivem qualquer retifi- ca<;go, excetuando-se, ressalte-se, os alusivos às DI's nes 25155/87 e 25179/87, cujo acolhimento é proposto pela própria reparti~âo fiscal de origem. Nâo se pode admitir, destarte, ante os dados apresentados com a autua~âo, to- dos arrimados em documenta~âo acostada aos presentes au- tos, a impugna~âo genérica oferecida pela recorrente. No que diz, ainda, com a exatidâo dos números apontados pela fiscaliza~âo, trata a recorrente de se in- surgir ante o índice de quebra observado pelos autuantes, que foi o autorizado pela SUFRAMA (fls. 13) nos quadros de insumos (break down). Suscita a parte o art. 344 do Decreto ne 87.981/82, que aprovou o Regulamento do Im- posto sobre Produtos Industrializados, expresso ao pres- crever qL~e lias quebras alegadas pelo contribuinte? nos estoques ou no processo de industrializaçgo;r para quanti- ficar diferen~as apuradas pela fiscaliza~âo, serâo subme- tidas ao órggo técnico competente? para que se pronuncie? mediante laudo. sempre que, a juízo da autoridade julga- dora? ngo forem convenientemente comprovadas ou excederem os limites normalmente admissíveis para o casol/. Também nâo acolho tal entendimento, conside- rando como improcedente, no particular, o inconformismo. E que nâo se aplica, in casu, o supracitado dispositivo legal, que está inserido em contexto e sistema técnico- jurídico substancialmente diverso do que se apresenta nos autos. Com efeito, diversamente da hipótese prevista na legisla~âo do IPI, as quebras verificadas no processo in- dustrial, em se cuidando de empresas instaladas na Zona Franca de Manaus, sâo previamente estabelecidas quando da discussâo e aprova~âo do projeto de implanta~âo referido no art. 11 do Decreto ne 61.244/67. Daí ser inadmissível a alegaçâo extempor~nea e decorrente tâo-só da fiscali- -5- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL RECURSO 111. 198' AC.303 - 2]. ..539 zaç:âo sofrida, de elevaç:âo no percentual de quebra ante- riormente comunicado. Quanto à cobranç:a do IPI, tal como posta no Auto, dá-lhe suporte o caput do art. 35 do Decreto ne 87981/82, taxativo ao dispor, verbis: "Art. 35 - Quando ngo forem satisfeitos os requisitos que condicionaram a suspensâo, o imposto tornar-se-á imediatamente exigí- vel ..II O não aproveitamento dos cinescópios fal- tantes, bem como sua inexistência em estoque, caracteri- zam o descumprimento dos requisitos que condicionaram a suspensâo do tributo em tela, que se tornou, destarte, imediatamente exigível. Nâo se pode também olvidar, como bem acen- tuado pela v. decisâo recorrida, o teor do art. 145 do Decreto ne 91030/85 (art. 12 do Decreto-Lei ne 37/66), que dispf.le que "a isenç:âo ou reduç:âo do imposto .• quando vinculada à destinaçâo dos bens~ ficará condicionada à comprovaçgo posterior do seu efetivo emprego nas finali- dades qu.e moti varam a concessgo 11, o qLle repel e a isen.;go pretendida. Em face do exposto, voto, menta parcial pois, do apelo, de sorte a exonerar pelo provi- do total do crédito tributáriu em exigência a parcela alusiva aos 707 cinescópios de 16 polegadas referidos nas DI's 25155 e 25179, na forma como mencionado no despacho de fI. 808, mantendo, no restante, a v. decisâo recorrida. Sala das Sessf.les, em 26 de janeiro de .1993 ~.'f./lÁ~Humberto Barreto Filho Relator 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005

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4872201 #
Numero do processo: 10950.002402/2008-29
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não há cerceamento de defesa quando o auto de infração é lavrado após o decurso do prazo da intimação fiscal para apresentação de documentos, ou quando é lavrado sem que o contribuinte apresente qualquer documentação probatória dos seus direitos na fase de procedimento de fiscalização. DEDUÇÕES. DEPENDENTE.DESPESAS MÉDICAS. Não comprovada a relação de dependência é dever manter as glosas das deduções relativas à dependente declarada. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.426
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE

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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não há cerceamento de defesa quando o auto de infração é lavrado após o decurso do prazo da intimação fiscal para apresentação de documentos, ou quando é lavrado sem que o contribuinte apresente qualquer documentação probatória dos seus direitos na fase de procedimento de fiscalização. DEDUÇÕES. DEPENDENTE.DESPESAS MÉDICAS. Não comprovada a relação de dependência é dever manter as glosas das deduções relativas à dependente declarada. Recurso Voluntário Negado.

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conteudo_txt : Metadados => date: 2019-08-19T16:29:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-08-19T16:29:04Z; Last-Modified: 2019-08-19T16:29:04Z; dcterms:modified: 2019-08-19T16:29:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:9011740d-6136-45ee-a894-6f1619ca39a2; Last-Save-Date: 2019-08-19T16:29:04Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-08-19T16:29:04Z; meta:save-date: 2019-08-19T16:29:04Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-08-19T16:29:04Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-08-19T16:29:04Z; created: 2019-08-19T16:29:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2019-08-19T16:29:04Z; pdf:charsPerPage: 1892; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-08-19T16:29:04Z | Conteúdo => S2­TE01  Fl. 78          1 77  S2­TE01  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10950.002402/2008­29  Recurso nº  885.985   Voluntário  Acórdão nº  2801­02.426  –  1ª Turma Especial   Sessão de  15 de maio de 2012  Matéria  IRPF  Recorrente  CLAUDIO VERNIER  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­ IRPF  Exercício: 2005  CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.  Não há  cerceamento de defesa quando o  auto de  infração  é  lavrado após o  decurso  do  prazo  da  intimação  fiscal  para  apresentação  de  documentos,  ou  quando é  lavrado  sem que o  contribuinte  apresente qualquer documentação  probatória dos seus direitos na fase de procedimento de fiscalização.  DEDUÇÕES. DEPENDENTE.DESPESAS MÉDICAS.  Não  comprovada  a  relação  de  dependência  é  dever  manter  as  glosas  das  deduções relativas à dependente declarada.  Recurso Voluntário Negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  rejeitar  a  preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.  Assinado digitalmente  Antônio de Pádua Athayde Magalhães ­ Presidente.   Assinado digitalmente  Carlos César Quadros Pierre ­ Relator.  Participaram do presente  julgamento os Conselheiros: Sandro Machado dos  Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Antônio de Pádua Athayde  Magalhães  e Tânia Mara Paschoalin. Ausente,  justificadamente,  o Conselheiro Luiz Cláudio  Farina Ventrilho.     Fl. 90DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/2008­29  Acórdão n.º 2801­02.426  S2­TE01  Fl. 79          2   Relatório  Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do  Brasil  de  Julgamento,  7ª Turma da DRJ/CTA  (Fls.  41),  na decisão  recorrida,  que  transcrevo  abaixo:  Trata  o  presente  processo  de Autuação  lavrada para  apuração  de  Imposto  sobre  a  Renda  da  Pessoa  Física —  IRPF,  relativo  aos exercício de 2005, ano­calendário de 2004, no valor original  de:  Demonstrativo  Valor  Imposto Suplementar (sujeito à  multa de oficio)  R$ 10.245,74  Multa de Oficio  R$ 7.684,30  Juros  de  Mora  (até  30/09/2008)  R$ 4.197,67  Total   R$ 22.127,71  Segundo consta na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal  (fls.  05  e  verso)  e,  o  lançamento  é  decorrente  das  seguintes  irregularidades:  ­  Dedução  Indevida  de  Dependentes  no  valor  de  R$  1.272,00,  por falta de comprovação, apesar de regularmente intimado;  ­  Dedução  Indevida  de  Despesas  Médicas  no  valor  de  R$  38.460,00,  por  falta  de  comprovação,  apesar  de  regularmente  intimado;  Intimado da Notificação o  contribuinte apresentou  impugnação  alegando em síntese que:  O valor das despesas médicas foram realizadas com sua mãe a  Sra  Josepha  Flamia  Vernier,  sua  dependente,  conforme  comprovam os  documentos  apresentados  as  fls.  06  a  11,  sendo  assim, houve erro de fato no lançamento.  Não  foi  notificado  do  presente  lançamento,  uma  vez  que  é  residente no mesmo endereço informado a receita federal há 18  anos, anexa, as Ultimas declarações de IRPF entregues.  Requer  com  base  nos  motivos  alegados  que  se  cancele  a  notificação,  correspondente  As  deduções  sobre  as  despesas  médicas  efetuadas  com  sua  mãe  (declarada  como  sua  dependente)  que  veio  a  falecer  no  dia  08/08/2004,  conforme  atestado de óbito, fls.12.  Fl. 91DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/2008­29  Acórdão n.º 2801­02.426  S2­TE01  Fl. 80          3 Passo  adiante,  a  7ª  Turma  da  DRJ/CTA  entendeu  por  bem  julgar  a  impugnação improcedente, em decisão que restou assim ementada:  GLOSA  DE  DEDUÇÕES  COM  DEPENDENTES.  AUSÊNCIA  DE COMPROVAÇÃO.  Mantém­se  a  glosa  quando o  contribuinte não  apresenta,  junto  com  a  impugnação,  documentos  suficientes  a  comprovar  que a  relação  de  dependência  obedece  aos  requisitos  previstos  pela  legislação.  DESPESAS MÉDICAS. REQUISITOS PARA DEDUÇÃO.  A  dedução  de  despesas  médicas  restringe­se  aos  pagamentos  relativos  ao  próprio  contribuinte  ou  aos  seus  dependentes,  e  depende  de  comprovação,  que  deve  ser  efetuada  com  documentos idôneos.  Cientificado  em  09/08/2010  (Fls.  46),  o  Recorrente  interpôs  Recurso  Voluntário  em  08/09/2010  (fls.  47  a  62),  reiterando  os  argumentos  expostos  quando  da  apresentação da impugnação, e acrescentando em síntese que:  A)  AUSÊNCIA  DE  INTIMAÇÃO  —  NULIDADE  DO  PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO  11.  Preambularmente,  estranha  o  Recorrente  que  tenha  sido  intimado por edital, pelo fato de não ter sido encontrado em sua  residência.  12.  É  que,  conforme  consta  na  decisão  da  DRJ  de  Curitiba,  observa­se  que  foi  afirmado  que  na  tela  extraída  do  sistema  informatizado  "SUCOP —  IMAGEM",  onde  constata­se  que  a  solicitação de documentos foi encaminhada ao contribuinte por  via posta, mediante correspondência enviada em 26/11/2007 (AR  Especial n° 729150460) para o endereço do Contribuinte,  e  foi  devolvido  à  Receita  Federal  em  13/12/2007,  com  motivo  AUSENTE.  13.  Contudo,  informa  o  Recorrente  que  realmente  NUNCA  recebeu tal intimação.  14. Informa o Recorrente que reside no mesmo endereço há mais  de  18  anos,  sendo  que  seu  endereço  sempre  constou  em  sua  declaração de Imposto de Renda.  15.  Ocorre  que  a  solicitação  de  documentos  foi  enviada  pelo  Correio  e  foi  constatado  (segundo  consta  do  acórdão)  que  o  recorrente  estava  AUSENTE.  Nem  sequer  foi  solicitado  pelo  correio assinatura de outra pessoa na residência para receber a  correspondência.  16. Nem sequer houve outra  tentativa de notificação através de  correspondência para o Recorrente,  que apenas não estava em  sua residência no momento em que a correspondência chegou.  Fl. 92DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/2008­29  Acórdão n.º 2801­02.426  S2­TE01  Fl. 81          4 17.  Informa  ainda  o  Recorrente  que  trabalha,  e  por  isso  não  estava em sua residência no momento em que havia chegado a  notificação.  18. Ora, não há lei que obriga o contribuinte a ficar em sua casa  para receber correspondências. Nem sequer tentou o fisco, após  receber  o  AR  com  a  informação  de  AUSENTE,  notifica­lo  novamente. Simplesmente realizou sua citação por edital.  (...)  20. No caso dos autos, a notificação foi procedida por apenas 1  (uma)  vez,  via  postal,  sendo  que  retornou  para  o Fisco  com  a  informação  AUSENTE,  ou  seja,  não  houve  recebimento  da  correspondência.  Ademais,  também  houve  falha  porque  a  notificação  não  foi  entregue  à  terceira  pessoa  que  reside  na  residência  do  recorrente.  Também  não  houve  recusa  no  recebimento.  (...)  22.  Somente  após  restarem  frustradas  as  tentativas  de  localização  do  contribuinte,  é  cabível  a  sua  notificação  por  edital  (artigo 23 do Decreto n° 70.235/72). No presente caso a  notificação  por  edital  foi  feita  antes  de  esgotadas  todas  as  tentativas de intimação do contribuinte, em especial por AR e a  pessoal.  23.  Restou,  portanto,  maculado  o  devido  processo  legal,  o  contraditório e a ampla defesa, pois tem o contribuinte o direito  de  ser  notificado,  para,  querendo,  apresentar  documentos  ou  opor­se a auto de infração.  24.  A  citação  por  edital  é  meio  excepcional  de  notificação  e  apenas  pode  ser  utilizada  quando  exauridos  todos  os  demais  meios  de  cientificação  da  parte,  tanto  em  Juízo  como  administrativamente,  em  respeito  ao  principio  do  devido  processo legal.  (...)  26. Deveria  o Fisco  atentar­se  que a  correspondência  retomou  com a informação AUSENTE, para então notificar novamente o  Recorrente, por intermédio do correio, para que se concretizasse  a  notificação,  e  assim  retomar  o  AR  assinado,  ou  até  pessoalmente,  o  que  não  ocorreu  no  presente  caso,  restando  assim configurada ofensa as garantias constitucionais do devido  processo  legal,  do  contraditório  e  da  ampla  defesa,  face  A.  ausência de notificação regular.  (...)  2. DO MÉRITO  Caso  não  seja  acatada  a  preliminar  de  nulidade  do  procedimento  administrativo  pela  ausência  de  notificação  Fl. 93DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/2008­29  Acórdão n.º 2801­02.426  S2­TE01  Fl. 82          5 regular  do  Recorrente,  exposta  acima,  no mérito,  também  não  existe razão ao Fisco, sendo vejamos:  B)  DA  GLOSA  DE  DEDUÇÕES  COM  DEPENDENTES  —  ERRO DE FATO  (...)  32.  Houve  a  glosa  da  dedução,  a  titulo  de  dependente,  de  Josepha  Flamia  Vernier,  pleiteada  pelo  recorrente  em  sua  declaração de ajuste anual, visto que não houve a apresentação  dos comprovantes de dependência.  33. Contudo, houve ERRO DE FATO no presente caso, devendo  assim  serem  restabelecidas  as  glosas  efetuadas  a  titulo  de  dependentes.  34.  Em  verdade,  a  mãe  e  dependente  do  recorrente,  por  ter  nascido há muito  tempo, em 1912, onde havia muitos  erros em  cartórios, possui divergência de nomes.  35.  Salienta­se  que  todas  as  despesas  médicas  constantes  dos  recibos  e notas  fiscais  foram gastas  com a mãe do Recorrente,  mesmo  estando  referidos  recibos  e  notas  fiscais  em  nome  do  Recorrente,  pelo  fato  de  que  o  recorrente  sempre  acompanhou  sua mãe e dependente, por ser uma senhora de idade avançada.  36.  Ademais,  a  maioria  das  despesas  médicas  realizadas,  que  referem­se às notas  fiscais do Hospital e Maternidade Maringá  S/A,  de  internamento  e  cirurgia,  deram­se  quando  a  mãe  do  Recorrente ficou internada e veio a falecer.  (...)  38.  Porém,  ao  analisarmos  os  documentos  do  recorrente,  Sr.  Claudio  Vernier,  que  também  se  junta  neste  ato,  pode­se  observar  no  RG  do  recorrente,  no  campo  filiação,  o  nome  de  PIERINA  FLAMIA.  Também  analisando  a  certidão  de  nascimento do  recorrente,  consta no campo  filiação o nome de  PIERINA FLAMIA.  39. Contudo, da análise dos documentos, pode­se constatar que  existe um erro de nomes, sendo que a mãe do Recorrente, sempre  conhecida  por  JOSEPHA FLAMIA VERNIER  também  possui  o  nome de PIERINA FLAMIA, porém trata­se da mesma pessoa.  40.  Assim,  a  dedução  que  fez  o  recorrente  a  titulo  de  dependentes com despesas médicas deve ser restabelecida, uma  vez que houve ERRO DE FATO no presente caso, uma vez que a  ink do recorrente, Sra. JOSEPHA FLAMIA VERNIER, possui 2  (dois) nomes, e era dependente do recorrente.  (...)  C) DA GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS ­ COMPROVAÇÃO  Fl. 94DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/2008­29  Acórdão n.º 2801­02.426  S2­TE01  Fl. 83          6 42. Apreciando a glosa de despesas médicas realizada, a decisão  recorrida  entendeu  que  não  houve  comprovação  da  efetiva  prestação  dos  serviços  e  do  efetivo  pagamento,  por  meio  de  comprovação idônea.  43.  0  recorrente  comprovou,  quando  da  juntada  dos  recibos  e  notas  fiscais  dos  profissionais  e  empresas  da  saúde,  os  gastos  efetuados  com  despesas  médicas.  Para  não  restar  qualquer  dúvida  quanto  às  despesas  médicas  realizadas,  o  recorrente  junta  neste  ato  cópia  autenticada de  todos  os  comprovantes  de  despesas médicas  realizadas,  bem  como  junta  extrato  bancário  onde se comprova o efetivo pagamento das despesas.  44.  Informa  novamente  o  Recorrente  que  todas  as  despesas  médicas constantes dos recibos e notas fiscais foram gastas com  a mãe do Recorrente, mesmo estando  referidos  recibos  e notas  fiscais  em  nome  do  Recorrente,  pelo  fato  de  que  o  recorrente  sempre acompanhou sua mãe e dependente, por ser uma senhora  de idade avançada.  45.  Importante  dizer,  novamente,  que  a  maioria  das  despesas  médicas realizadas, que referem­se às notas fiscais do Hospital e  Maternidade Maringá S/A, de internamento e cirurgia, deram­se  quando a mãe do Recorrente ficou internada e veio a falecer, no  ano de 2004.  46.  0  ora  Recorrente  insurge­se  contra  a  glosa  da  dedução de  despesas médicas pagas aos profissionais e empresas da saúde,  apresentando cópia autenticada dos comprovantes de pagamento  e  também  cópia  de  extrato  bancário  do  Banco  Bradesco  S/A,  onde comprava­se o efetivo pagamento e desembolso de valores  das despesas médicas, conforme abaixo relacionado:  a)Cheque n° 0004334, no valor de R$ 10.000,00  b)Cheque n° 0004402, no valor de R$ 5.800,00  c)Cheque n° 0004403, no valor de R$ 2.000,00  d)Cheque n° 0004404, no valor de R$ 8.000,00  e)Cheque n° 0004407, no valor de R$ 2.700,00  f)Cheque n° 0004408, no valor de R$ 1.000,00  g)Cheque n° 0004412, no valor de R$ 8.670,00  47.  Assim,  constata­se  que  os  extratos  bancários  demonstram  todos  os  pagamentos  e  desembolsos  de  valores  efetuados  com  despesas  médicas  com  o  mãe  e  dependente  do  Recorrente.  Ademais,  a  maior  parte  das  despesas  médicas  glosadas,  referente  às  notas  fiscais  do  Hospital  e Maternidade  Maringá  S/A,  foram  realizadas  quando  da  internação  da  mãe  do  Recorrente, que veio a falecer nos procedimentos.  É o Relatório.  Fl. 95DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/2008­29  Acórdão n.º 2801­02.426  S2­TE01  Fl. 84          7   Voto             Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator.  Conheço  do  recurso,  posto  que  tempestivo  e  com  condições  de  admissibilidade.  Em  primeiro  plano,  cabe  analisar  o  pedido  do  recorrente  de  nulidade  do  lançamento em virtude de cerceamento do seu direito de defesa.  Segundo  o  contribuinte,  houve  o  cerceamento  do  seu  direito  de  defesa  em  virtude  de  o  mesmo  ter  sido  notificado,  durante  o  procedimento  de  fiscalização,  para  apresentação dos documentos de prova, via edital.  O  motivo  da  notificação  via  edital,  e  sua  fundamentação  legal,  já  foi  esclarecido pela DRJ; in verbis:  As  fls.  21,  consta  impressão  de  tela  extraída  do  sistema  informatizado "SUCOP— IMAGEM", pela qual se constata que  a  solicitação  de  documentos  foi  encaminhada  ao  contribuinte  por  via  postal,  mediante  correspondência  enviada  em  26/11/2007  (AR  Especial  n°  729150460)  para  o  endereço  localizado na Rua 15 de Novembro, 219, Bairro Centro, Itambé­ PR, CEP 87175­000, a qual foi devolvida à Receita Federal em  13/12/2007, motivo "ausente".  O  referido  endereço  é  o  mesmo  que,  na  época,  constava  no  cadastro  do  contribuinte  na  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil  (DIRPF/2008  entregue  em  14/04/2008).  Resta  evidente,  portanto,  que  a  solicitação  dos  comprovantes  das  despesas  foi  enviada  para  o  endereço  que,  na  época,  correspondia  ao  domicilio  tributário  eleito  pelo  próprio  contribuinte,  em  plena  conformidade  com  o  disposto  no  art.  23,  II,  §§  3°  e  4°  do  Decreto 70.235/72, in verbis:  "Art. 23. Far­se­á a intimação:  I  ­ pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão  preparador  ,na repartição ou fira dela, provada com a assinatura  do  sujeito  passivo,  mandatário  ou  preposto,  ou,  no  caso  de  recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada  pela Lei n°9.532, de 1997)  II ­ por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via,  com  prova  de  recebimento  no  domicilio  tributário  eleito  pelo  sujeito passivo; (Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997)  § 3" Os meios de intimação previstos nos incisos do caput deste  artigo não estão sujeitos a ordem de preferência. (Redação dada  pela Lei n° 11.196, de 2005)  Fl. 96DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/2008­29  Acórdão n.º 2801­02.426  S2­TE01  Fl. 85          8 § 4° Para fins de intimação, considera­se domicilio tributário do  sujeito passivo:(Redação dada pela Lei n°11.196, de 2005)  I  ­  o  endereço  postal  por  ele  fornecido,  para  fins  cadastrais,  a  administração tributária; e (Incluído pela Lei n°11.196, de 2005)  Apesar de o envio da correspondência ter sido efetuado de forma  válida, a intimação do contribuinte acabou restando infrutífera,  com  devolução  do  objeto  postado,  conforme  já  mencionado.  Assim,  surgiu  a  possibilidade  de  realização  da  intimação  por  meio  de  edital,  com  base  no  §  1°  do  art.  23  do  Decreto  70.235/72, com a redação dada pela Lei 11.196/2005:  "§  1"  Quando  resultar  improficuo  um  dos  meios  previstos  no  caput  deste  artigo,  a  intimação  poderá  ser  feita  por  edital  publicado: (Redação dada pela Lei 11.196, de 2005)  I ­ no endereço da administração tributária na internet; (Incluído  pela Lei 11.196, de 2005)  II  ­  em  dependência,  franqueada  ao  público,  do  órgão  encarregado  da  intimação;  ou  (Incluído  pela  Lei  n°11.196,  de  2005)  III ­ uma única vez, em órgão da imprensa oficial local. (Incluído  pela Lei n° 11.196, de 2005)  § 2° Considera­se feita a intimação:  IV  ­ 15  (quinze) dias  após  a publicação do edital,  se este  for o  meio utilizado.  (Incluído pela Lei n° 11.196, de 2005)"  Em conformidade  com  a  regra  supra  transcrita,  foi  efetuada a  intimação do contribuinte por meio do Edital DRF N° 001/2008  (cópia  ás  fls.  22  a  24),  o  qual  foi  afixado  na  Delegacia  da  Receita  Federal Maringá  em  14/01/2008,  sendo  desafixado  em  30/01/2008.  Tendo em vista o disposto no § 2°, IV, supra transcrito, deve­se  considerar que a  intimação  foi efetuada em 30/01/2008  (quinze  dias após a afixação do edital).  Portanto,  resta  evidente  que  o  procedimento  fiscal  foi  absolutamente  regular,  não  havendo  qualquer  nulidade  a  ser  declarada.(páginas 42 e 43 dos autos)  Ademais, no decorrer de todo o processo administrativo, foram oportunizadas  amplas  oportunidades  de  produção  de  provas  e  defesa  para  o  contribuinte;  não  havendo  qualquer cerceamento de direito de defesa; tanto que o mesmo anexou, em sua impugnação, e  em seu recurso, todos os documentos que julgava necessários para a prova dos seus direitos.  Assim, rejeito a alegação de cerceamento do direito de defesa.  Passo a apreciar a matéria de mérito.  Fl. 97DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/2008­29  Acórdão n.º 2801­02.426  S2­TE01  Fl. 86          9 Como  já  relatado,  foram  glosadas  as  deduções  com  dependente,  e  com  despesas médicas, por falta de comprovação.  Conforme se verifica nos autos, o recorrente declarou como sua dependente a  Sra.  Josepha Flavia Vernier,  (pág.  36  dos  autos),  e  informou  em  sua  impugnação,  e  em  seu  recurso, que todas as despesas médicas foram efetuadas com a sua dependente.  Também  esclarece  o  contribuinte  que  a  sua  declarada  dependente  é  a  sua  mãe.  Contudo, apesar da alegação de que a dependente declarada seria a sua mãe,  o contribuinte não anexou, em sua impugnação, documentos que comprovassem tal fato.  A DRJ, em seu acórdão,  tratou de alertar o contribuinte sobre tal mister;  in  verbis:  Em sua defesa, o contribuinte apresentou uma certidão de óbito,  fls.  12,  da  Sra.  Josepha  Flamia  Vernier,  que  foi  declarada  em  DIRPF  pelo  contribuinte  como  sua  dependente.  Porém  a  certidão de óbito não esclarece o  vinculo de parentesco  com o  contribuinte. Desta forma, somente com base nesta certidão não  é  possível  constatar  a  relação  de  dependência  com  o  contribuinte.  Ainda  mais  porque  consta  do  cadastro  do  contribuinte  nos  sistemas  .informatizados  da  receita  federal  que  a  sua  mãe  é  a  Sra Pierina Flamia Vernier, fls. 40, e não a Sra. Josepha Flamia  Vernier  como  declarado  em  DIRPF.  Cumpre  observar  que  no  caso  do  cadastro  do  contribuinte  estiver  errado  este  deve  procurar  a  SRF  para  retificá­lo.  Salienta­se  também  que  bastaria  o  contribuinte  juntar  a  Certidão  de  seu  Nascimento  para comprovar a relação de dependência com sua mãe, sendo  assim,  por  falta  de  comprovação  deve­se  manter  a  glosa  da  dedução a titulo de dependentes.(pág. 42 verso dos autos)  Por ocasião do  seu  recurso o  contribuinte  trata  de  anexar a  sua  certidão de  nascimento, aonde consta como sua mãe a Sra. Pierina Flamia Vernier.  Também junta o contribuinte o seu RG, aonde também consta como sua mãe  a Sra. Pierina Flamia Vernier.  Neste mesmo recurso, alega o contribuinte que a Sra. Josepha Flamia Vernier  seria, na verdade, a Sra. Pierina Flamia Vernier, e que tal confusão de nomes é justificada em  virtude de a sua mãe ter nascido em 1912, época em que era comum equívocos em cartórios.  Contudo, não há como acatar o argumento do recorrente.  Não se mostra plausível que o mesmo tenha, no decorrer de toda a sua vida,  registrado,  em  toda  a  sua  documentação,  o  nome  da  sua  mãe  como  sendo  Pierina  Flamia  Vernier, quando esta teria sido registrada como Josepha Flamia Vernier.  Fl. 98DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/2008­29  Acórdão n.º 2801­02.426  S2­TE01  Fl. 87          10 Embora  se  possa  compreender  um  erro  de  cartório  em  1912,  não  se  pode  compreender que este erro tenha sido mantido até o ano de 2004, ano do falecimento da Sra.  Josepha Flamia Vernier.  Deste  modo,  entendo  que  o  contribuinte  não  comprovou  a  relação  de  dependência da Sra. Josepha Flamia Vernier.  Como  o  próprio  contribuinte  afirma  que  as  despesas  médicas  foram  realizadas  com  a  sua  dependente  declarada,  e  esta  dependência  não  foi  confirmada,  é  dever  manter a glosa a elas relativas.  Ante tudo acima exposto, e o que mais contam nos autos, voto por rejeitar a  preliminar de cerceamento do direito de defesa, e no mérito por negar provimento ao recurso.  Assinado digitalmente  Carlos César Quadros Pierre                                   Fl. 99DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE

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