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4763125 #
Numero do processo: 01073.000034/81-05
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-74894
Nome do relator: Não Informado

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ACORDÃO N° 1.0.1.7.4.. . 8 . 9 .. Recurso n° - 86.413 - IRPJ - EXS. 1979 A 1981 Recorrente - COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES BEL CAMPO LTDA. Recorrido _ DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM SANTO ÂNGELO - RS ..-- (OMISSÃO DE RECEITAJ- Incablvel a tribu- -taça° do valor correspondente aos cus- tos de mercadorias em estoque ou cuja venda foi devidamente contabilizada. C ) OMISSÃO DE RECEITA - BASE DE CÂLCULO - 1 Desconhecendo-se o exato montante dos-- _ custos das opern5es não contabilizadas, se se apurar que os custos correspon- dentes aproximados(apuraveis por arbi- tramento) ja foram antecipadamente impu i tados a conta de Lucros e Perdas: cabe submeter ã tributação o valor integral da receita, dado que, na realidade, o que se esta tributando e o lucro na ope ração(diferença entre a receita não sub I metida ã tributação e o custo ja anteci 1 padamente debitado a Lucros e Perdas). ' - Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de 1 recurso interposto por COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES BEL CAMPO LTDA.: 1 ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de calculo as seguintes quantias: Cr$ ' 446.051,00, Cr$ 209.112,00 e Cr$ 4/3l.606,00, nos exercicios de 1979, 1980 e 1981, respectivamente I/ / Sala rcl Se. , /.3 ) em 13 de dezembro de 1983-s ~: i /kl/ 01/ AMADOR OU -'=- ê - ANDEZ - PRESIDENTE E RELATOR, v.v. VISTO EM: AGeSTINHO FLORES - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL SESSÃO DE: i 1 ilir7 1C 1 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: Sylvio Rodrigues, Francisco de Assis Miranda, Carlos AlbertroCch calves Nunes, Agostinho Serrano Filho, Fernando Cicero Velloso, Braz Januãrio Pinto e Raul Pimentel. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO Nig 10731000.034j81-05 RECURSO N9: 86.413 ACÓRDÃO N9: 101-74.894 RECORRENTE NO: COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES BEL CAMPO LTDA. RELATCoRI O A leitura dos autos revela-nos que, apOs: I) a li quidação do débito referente à: a) "omissão de receita, apurada pe la fiscalização do ICM", no valor de Cr$ 71.583,58 e; b) "apro- priação indevida de custos", no valor de Cr$ 1.701.632,00; II) à exclusão dos itens: al "apropriação indevida de custos", nos valo res de Cr$ 282.068,00, no exercício de 1979, e Cr$ 26.025,86, no exercício de 1980. e; b) "apropriação indevida na conta de Propagan da e Publicidade, no valor de Cr$ 30.029,90 mtlevadas a efeito pela /, autoridade julgadora singular; o litígio passou a girar sobre os seguintes itens, conforme descrição no "TERMO DE VERIFICAÇÃO E EN- CERRAMENTO DE AÇÃO FISCAL", onde se lê. (apOs as retificações deter minadas na decisão singularl: "Analisando as declarações de rendimentos da pessoa jurídica em tela, verifica-se no item Recei- ta líquida, exercício de 1980 Gbase 1979) Cr$ 42.884.314,00 e no exercício de 1981 (base 1980)Cr$ 107.629.753,00; Da mesma forma no item Lucro líqui s do que no exercício de 1980 era de Cr$5.626.040,00, passou no exercício de 1981 para Cr$ 2.209.682,00 , e, cujo quociente: Lucro liquido sobre Receita lí- quida, no exercício de 1980 era de 13,12%, no exer- cício de 1981, baixou prOximo dos 2,05%. Ainda que a receita líquida tenha apresentado um extraordinã- rio crescimento no período (1980 para 19811 em tor- no de 150,98%, tal crescimento não foi correspondi- do no lucro líquido que no mesmo período baixou em 60,72%. Examinando-se a conta "fretes pagos" total DMF - DF/19 C-C - Secgraf 5 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 1073/000.034/81-05 3. ACÓRDÃO N9 101-74.894 zou no exercício de 1981 (base 1980) Cr$ 26.130.582,40, verificamos que a quase _totalidade Cr$ 24.058.115,00 referem-se a fretes para o trans- porte de calcáreo adquirido pela empresa para comer cialização, cujos fretes pagos encontram-se pormen5 rizadamente relacionados; identificando-se o trans- portador, o valor do frete pago; a tonelagem de cal cáreo transportada, etc. (relações de 01 ã 30) que" devem ser juntadas a este. Tais fretes pagos relati vos ao calcáreo adquirido (comprado) e transportado, montam no exercício de 1981 ã 33.672,35 toneladas.E fetuada a contagem física da venda de calcáreo, a= traves das notas fiscais emitidas, no período, en contramos 18.149,70 toneladas. Uma vez que a empre- sa não possuía estoque no inicio do exercício, mui- to menos possuía estoque ao final do período (vide Termo de esclarecimentos, em anexo), facilmente se conclue que houve omissão de venda de calcáreo de 15.522,00 toneladas. Para quantificarmos em cruzeiros o valor da venda omitida de calcáreo, distribuímos proporcio- nalmente as 15.522,00toneladas em função das vendas contabilizadas: 18.149,70 toneladas e levando em consideração, ou melhor de conformidade com as di versas faixas de preço de venda. EXERCICIO DE 1979 - Período-base de 01.01.78 a 31.12.78 Omissão de Receitas, caracterizada pela falta de contabilização de compras, efetivadas com a utili- zação de recursos estranhos ã contabilidade, confor me levantamento físico efetuado relativo aos seguiri tes produtos: Plantadeira/semeadeira, Pulverizador, tudo conforme demonstrados nos mapas 1. (ET. arados, roçados, gradeadoras) - Valor tributável - art. 226 do,RIR/75—Cr$446.051,00 Omissão de Receitas, caracterizada pela falta de contabilização de vendas efetuadas, conforme fica demonstrado através do levantamento físico efetuado sobre as notas fiscais de vendas, e, relativas aos seguintes produtos: Carreta agrícola, Plantadeira / semeadeira, capinadeira, Pulverizador, atomizador terraciador, moto-serras, tudo d. com o demonstrado nos mapas II, como segue: (E.T. ara- dos, gradeadorasl - valor tributável - art. 226 do RIR/75.-Cr$776.799,50 ••.....••••• n •••••••••••••••••••••••••••••••••••••• MERCXCIO DE 1980 - Período-base de 01.01.79 a 31.12.79 Omissão de Receitas, caracterizada pela falta de contabilização de compras, efetivadas com a utili 9"7 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 1073/000.034181-05 4. ACÓRDÃO N9 101-74.894 zação de recursos estranhos ã contabilidade, confor me levantamento físico efetuado relativo aos seguiii tes produtos: Gradeadoras, moto-Bombas, tudo confo7_ me demonstrado no mapa I. - valor tributável - art. 226 do RIR/75...Cr$209.112, 00 Omissão de Receitas, caracterizada pela falta de contabilização de vendas efetuadas, conforme fica demonstrado através do levantamento físico efetua- do sobre as notas fiscais de vendas, e, relativas aos seguintes produtos: Gradeadoras, Moto-serras,mo to-bombas, Rodas d'água. Tudo de conformidade com 5 demonstrado nos mapas II, como segue: - valor tributável - art. 226 do RIR175...Cr$840,293,00 , EXERCÍCIO DE 1981 r'. período-base de 01.01.80 a 31.12.80 Omissão de Receitas, caracterizada pela falta de contabilização de compras, efetivadas com a utili- zação de recursos estranhos ã contabilidade, confor me levantamento físico efetuado relativo aos seguiri tes produtos: Grade niveladora, Inseticidas: Dipel, Esteron 40, laço, Biahtian-60, Losban, Biagro 40/20, Carreta agrícola; Tudo conforme demonstrado nos ma - pas Ir como segue: - valor tributável - art. 226 do RIR/75...Cr$4.831.606,00 Omissão de Receitas, caracterizada pela falta de contabilização de vendas efetuadas, conforme fica demonstrado através do levantamento físico efetua- do sobre as notas fiscais de vendas, e, relativas aos seguintes produtos: Grade niveladora, insetici das: Blazer, Carreta agrícola, plantadeiraísemeadei ras; Tudo de conformidade com o demonstrado nos ma- pas II, como segue 6aim anexol. - valor tributável -art. 226 do R1105...Cr$1.291.842,00 Omissão de Receitas, caracterizada pela falta de contabilização de calcáreo, transportado (comprado) no valor de 33.672,35 toneladas e o confronto com o contabilizado como vendas em 18.149,70 toneladas, resultando em 15.522,00 toneladas não contabiliza-- das. Tudo conforme demonstrado no anexo I. - valor tributável -art. 226doR1R/75...Cr$15.814.873,00 --. A fundamentação da decisão recorrida e os demais i W ,--7 //;; SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 1073/000,034/81-05 5. ACÓRDÃO N9 101-74.894 cidentes processuais ocorridos até a sua prolatação foram nesta fielmente reproduzidos, nestes termos: "Presente a prorrogação de prazo concedida ã fl. 56, foi a exigência impugnada tempestivamente Cfls. 59/741 tendo a interessada concordado com o pagamento do credito decorrente da tributação das quantias de Cr$ 71.583,58 Cf 1. 01) e de Cr$ 1.701.632,00 (fl. 02), relativas aos exercícios de 1978 e 1981, respectivamente. Ao efetuar o pagamen- to pertinente, porém, deixou de calcular a corre- ção monetária, do que resultou também, pagamento a menor da multa (f1. 57, 58 e 101).. O pronunciamento fiscal, exarado em cumprimen to ao art. 19 do Decreto n9 70.235/72, é no senti- do da exclusão da base de cálculo, das parcelas de Cr$ 282.068,00 (fl. 01) e Cr$ 26.025,86 (fl. 02), re lativas aos exercícios de 1979 e 1980, respectiva - mente, e manutenção do restante da exigência (fls. 102 a 1101. Em data de 29 de outubro de 1981, foi o pro- cesso julgado por esta instância, tendo sido profe- rida a deciãão de fls. 140 a 144, na qual foi julga da parcialmente procedente a ação fiscal, e, na o- portunidade, Indeferido o pedido de realização de perícia solicitada pela impugnante. Cientificada a interessada, apresentou ela o recurso de fls. 147 a 156, dirigido ao 19 Conselho de Contribuintes. Apreciando a pendência,'prolatou a Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contri- buintes o acórdão n9 101-73.114, declarando nula a decisão desta DRF e determinando a realização da perícia, conforme solicitação da reclamante (f is. 176 a 1811. Cumprindo a determinação do Primeiro Conselho de Contribuintes, pela portaria n9 037 - DRFdê---Santo Ângelo - RS., de 10/maio/1982, foi designado o FTF, 'MAR° RIBEIRO, para juntamente com o perito da con tribuinte procederem ao exame determinado, (v. doc.: fl, 1871. Intimada a indicar seu perito, e, cientifica- da do fato, fl. 15, a interessada, por razões pró- prias, deixou de fazê-lo. Não obstante, através de seu procurador formulou os quesitos que julgou ne- cessários (ins. 189/190). À ti. 186 encontram-se os quesitos formulados pelo representante da Fazenda Nacional. O LAUDO PERICIAL, em resposta aos quesitos d /5:7 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10731000.034181-05 6. ACÓRDÃO N9 101-74.894 parte do sujeito passivo, como por parte da Fazen- da Nacional, encontra-se nas fls. 191 a 195. Em 21/julho/1982, a interessada tomou ciên- cia das conclusões da perícia (fl. 345), através de cópia do laudo pericial que lhe foi entregue jun tamente com cópia dos documentos'que embasaram a p-e-- ricia (documentos de fls. 196 a 344). A Impugnan- te não se pronunciou em relação à perícia realizada Em 08 de dezembro de 1981, recolheu_a impor- tância de Cr$ 73.850,00 (SETENTA E TRÊS MIL, OITO- CENTOS E CINQUENTA CRUZEIROS), a titulo de corre- ção monetária, que havia omitido quando do pagamen- to efetuado através do DARF de fl. 58 e conforme in formação da I.R.F. em TRÊS PASSOS - RS., fl. 101 (V. Doc. fl. 1741. É O RELATÓRIO. Basicamente a exigência é decorrente de omis- são de receitas apurada pela fiscalização, através de levantamento físico de estoques, cotejados com as- compras e vendas registradas pela empresa. Em parte, a base de câlculo do tributo se fun da em receitas omitidas em função da falta de conta bilização de compras, e, em parte, em receitas omi- tidas em função da falta de contabilização de ven- das. Pretende a impugnante que esse procedimento teria conduzido a duplo cômputo dos valores omiti dos, uma vez através de compras mão contabilizadas - e outra através das vendas não contabilizadas, sen- do que se trataria dos mesmos produtos, omitidosnas compras e nas vendas. A primeira vista, poderia parecer procedente o argumento da impugnante. Esta aparente procedên-- cia, no entanto, se desfaz ao se examinar os papéis de trabalho da fiscalização e principalmente a res- posta ao quesito n9 4 (quatro) formulado pela con tribuinte, onde o perito afirma que somente foi fe" ta a compensação entre os artigos que fossem da 2mes- ma espécie e tivessem a mesma especificação. Seria. ilógico haver compensação entre bens da mesma espe cie, porém, não revestidos da mesma especificação, como pretende a reclamante, por exemplo, compensar compras e vendas de arados Sem Rival com arados Krau se. A prova cabal dessa afirmação, produtos consk---- derados como omissões de compras, distintos dos con siderados como omissões de vendas, encontra-se na" documentos de fls. 196 a 201, demonstrativos de com/7 e vendas omitidas, onde se constata que o /f? PROCESSO N9 1073/000.034/81-05 7. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ACÓRDÃO N9 101-74.894 bens relacionados nas omissões de compras não são os mesmos relacionados nas omissões de vendas. A autuação ocorreu pelos dois ângulos porque a empresa, de um lado registrou vendas de bens cu- jas compras não haviam sido registradas; e, de ou- tro, registrou compras de outros bens, cujas vendas não foram registradas. A conclusão da perícia, não contestada pela impugnan-Ee, demonstra os valores de compras e ven- das omitidas, a fl. 194. Face ao exposto, considerados os valores cons tantes do auto de infração e os do laudo pericial-, com relação a esse item, a situação se apresenta da seguinte forma. AUW)DE INFIWÇÃO LAUDO PERICIAL OMISSÕES DE COMPRAS OMISSÕES DE COMPRAS DIFERENÇAS Base 1978 - Cr$ 496.544,50 Cr$ 446.051,00 (-) Cr$ 50.493,50 Base 1979 - Cr$ 209.112,00 ck$ 272.907,00 (+) Cr$ 63.795,00 Base 1980 - Cr$4.955.852,00 Cr$4.831.606,00 (-) Cr$ 124.246,00 OMISSÕES DE VENDAS CNICSSCES DE VENDAS Base 1978 - Cr$ 776.799,50 Cr$ 944.202,00 (+) Cr$ 167.402,50 Base 1979 - Cr$ 840.293,00 Cr$1.077.590,00 (+) Cr$ 237.297,00 Base 1980 Cr$1.291.842,00 Cr$2.538.613,00 C+) Cr$1.246.771,00 a) Valores a serem excluídos. 1 - Cr$ 50.493,50„ ano-base de 1978, das omissões de compras. 2 - Cr$124.246,00 0 ano-base de 1980, das omissões de compras. b) Valores a serem mant;UIDS. 1 - Cr$ 446.051,00, ano-base de 1978, das outiSsÕéS de compras. 2 - Cr$ 209.112,00, ano-base de 1979, das omissões de compras. 3 - Cr$4.831.606,00, ano-base de 1980, das omissões de magras. 4 - Cr$ 776.799,50, ano-base de 1978, das omissões de vencias. 5 - Cr$ 840.293,00, ano-base de 1979, das omissões de vendas 6 - Cr$1.291.842,00, ano-base de 1980, das missões de vendas. c) Valores passíveis de novo lançamento. 1 - Cr$ 63.795,00, ano-base de 1979, das omissões de compras. 2 - Cr$ 167.402,00, ano-base de 1978, das emissões de vendas. 3 - Cr$ 237.297,00, ano-base de 1979, das omissões de vendas. 4 - Cr$1.246.771,00, ano-base de 1980, das omissões de vendas. O outro grande item objeto de discussão é o que diz respeito ao volume de calcâreo transaciona- do pela empresa. O levantamento feito pelos fiscais autuantes nos documentos em poder da empresa e do que resul tou a relação de fls. 22 a 51, deixa bem claro qu- /9K/ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10731000.034181-05 8. ACÓRDÃO N9 101-74.894 a empresa vendeu 33.671,7 toneladas de calcãrdo du rante o ano de 1980, tendo contabilizado 18..149,7 toneladas e omitido 15.522 toneladas. A prOposito, nenhum elemento foi trazido aos autos, que pudesse infirmar o procedimento fiscal.° documento de fl. 88 absolutamente não se presta aos fins pretendidos pela impugnante. Nos autos do pro cesso não se afirmou, em nenhum ponto, que aquela:ã- 33.671,7 toneladas de calcâreo tenham sido adquiri das da indústria firmatãria daquele documento. papeis de fls. 89 a 100, da mesma forma, não têm o condão de fulminar o procedimento fiscal, pois se trata, ai, de meras declarações e cOpias de notas fiscais referentes a algumas transaçoes com aquele tipo de produto. Os esclarecimentos prestados pelo sacio PLI NIO UGULINIàfl. 10 e v. conduzem ã tranqüila :con- cluso da procedência da exigência, nesta parte. Assim, presentes os dispositivos apontados no auto de infração CRIR/1975, artigos 135, § 19, 151, 153, 154 e 155, alínea "a"; Decreto-Lei n9 1.598/77, artigos 69, § 19, 79 e §§, 11 e §§ e 12 e § 19; do RIR/1980, artigos 154, 155, 157, § 19, 175, parãgra fo único, 176, 178 e 1791, evidenciam-se tributã-- veisas quantias de Cr$ 446.051,00 e Cr$ 776.799,50 no exercício de 1979, Cr$ 209.112,00 e Cr$ 840.293,00 no exercício de 1980, Cr$ 4.831.606,00 Cr$ 1.291.842,00 e Cr$ 15.814.873,00 no exerciciode 1981. Por outro lado, considerando das alegações e provas apresentadas as fls. 76 e 85, tendo em conta a razoabilidade dos valores apropriados a titulo de propaganda e publicidade (Cr$ 30.029,90, no exer cicio de 1981), e, mais, a natureza das atividades da impugnante, de se concluir pela aceitação dos mesmos como despesas operacionais dedutíveis, nos termos dos PN-CST n9s 322171 e 15/76, ficando, as- sim, excluída da tributação a parcela corresponden- te. Em atenção ã proposição dos autuantes, ficam excluídas de incidência também as parcelas de Cr$ 282.068,00 (exercício de 1979) e de Cr$ 26.025,86 Gexercicio de 19801, arrolados como apropriação in- devida de custos Cv. fls. 1051, "ex-vi" do que se contêm nos §§ 59 e 69 do art. 69 do Decreto-Lei n9 1.598/77. Nest condicOes, tica assim sintetizada a pendência /9/ PROCESSO N9 1073/000.034/81-05 9. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ACÓRDÃO N9 101-74.894 I - PARTE NÃO IMPUGNADA Ex Base de Cãlculo Aliquota Imposto Originãrio 1978 Cr$ 71.583,58 30% Cr$ 21.475,00 1981 Cr$1.701.632,00 35% Cr$ 595.571,00 S OMA Cr$ 617.046,00 II - PARTE IMPROCEDENTE Ex Base de alculo Allquota Imposto Origin"ário 1979 Cr$ 332.561,50 30% Cr$ 99.768,00 1980 Cr$ 26,025,86 35% Cr$ 9.109,00 19_81 Cr$ 154,275 ao, 35% Cr$ 53.996,00 S OM A Cr$ 162.873,00 PART£ IMPUGNADA E MANTIDA Ex Base de Cãlculo Aliquota Imposto Originãrio 1979 Cr$ 446.0.51,00, Cr$ 776.799,50 30% Cr$ 366.855,00 1980 Cr$ 209,112,00 Cr$ 84c1,293,00 35% Cr$ 367.291,00 1981 Cr$4.831.606,0G cr$1,291,842,00 er$15.814.873,00_ 35% Cr$ 7.678.412,00 S OMA Cr$ 8.412.558,00 IV - PARTE PAS$rVEL DE NOVO LANÇAMENTO Ex Base de Cálculo Allquota Imposto Originãrio 1979 Cr$ 167.402,5a 30% Cr$ 50.220,00 1980, Cr$ 63.795,00 Cr$ 237.297,00 35% Cr$ 105.382,00 19_81 Cr$1.246,771,00 35% Cr$ 436.369,00 S OMA ......... Cr$ 591.971,00" Cientificada dessa decisão, com guarda do prazo le gal, a autuada apresentou o apelo de fls. 3601369, que, para fiel conhecimento dos demais integ antes deste Colegiado, passo a ler na integra Clido em sessão). ,/5" É o relatOrio. PROCESSO N9 10731000.034/81-05 10. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ACÓRDÃO N9 101-74.894 VOTO_ Conselheiro AMADOR OUTERELO FERNÂNDEZ, Relator: Passemos a análise das preliminares, consignando, desde jã, inexistir qualquer nulidade, quer na perídia levada a e- feito, quer na decisão recorrida. Com efeito, inexiste qualquer irregularidade na de signação do perito, uma vez que, embora no texto legal a autorida- de preparadora e a julgadora pareçam pessoas distintas, na prãti- ca e atê em decorrência do mesmo texto legal, elas se confundem substancialmente, visto que, quando a repartição que jurisdiciona o contribuinte é uma Delegacia da Receita Federal, ou uma Inspeto- ria de categoria especia1 o seu titular ou a quem ele delegar tais atribuições, estará investido da competência de preparo e de julga mento'armixo os demais Orgãos locais CInspetorias comuns e Agências não possuem lotação de fiscaisl a designação caberá a Repartiçãocn de eles tiverem lotados, como inclusive fica provado nestes autos no despacho de fls. 101 destes autos. Por outro lado, no caso presente, a realização da perícia não decorreu de um ato de vontade da autoridade preparado- ra ou mesmo julgadora singular, mas do Conselho que por sua vez determinou (de1egandoL que a autoridade julgadora singular adotas- se as providências cabíveis, entre as quais obviamente se encontra va a de designar o perito da Fazenda Nacional. Saliente-se que a anulação do procedimento visou, apenas, evitar o cerceamento do di reito de defesa com a falta da juntada aos autos dos papéis da au- ditoria levada a efeito pelos fiscais autuantes. Também é certo que, sendo a finalidadç do procedi - nento administrativo escoimar os creditos fiscais das eventuais im pertãncias ex±gidas devidamente, o julgador deve atentar para que o procedimento atinja sua finalidade, evitando a procrastina- ção elo fe'vto pol." ovPrfnals i-rrPgIllar-raaapn, Rpm, prova de que te nbam acarretado qualquer prejuízo ao suj:..ito passivo, como estabe lece o art. 6G do Decreto n9 70.235172 /0°12 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 1073/000.034/81-05 11. ACÓRDÃO N9 101-74.894 Do mesmo modo, quando este Relator consignou que um dos autuantes deveria elaborar os quesitos da Fazenda, tinha em vista serem eles os que melhor conheciam a situação contabil-fis-- cal do autuado, não acarretando qualquer prejuízo ao contribuinte que a tarefa fosse desempenhada por outro integrante da corporaçãO. É, evidente, que se a parte eventualmente prejudicada - a Fazenda Nacional - opta por designar outro servidor em razão de falecimen to, remoção etc. dos que haviam levado a efeito o exame, nada pode alegar o contribuinte que, para isso, é parte estranha e os seus interesses serão defendidos pelo perito e advogado de sua exclusi va escolha. Ainda se mostra"írrita a alegação de que deixou de designar perito por falta de recursos (mas não porque a perícia ti vesse que realizar-se em Santo Angelo, dado que a isso não estava obrigada, pois, além de não provar tal alegação, utilizando a pe- rícia como instrumento de trabalho o documentario fiscal e conta- bil: com a devolução desses elementos pelo perito da Fazenda, o pe rito do contribuinte poderia iniciar os trabalhos na própria sede da recorrente). No mérito, devem, de imediato, ser afastadas: a) as alegações, por absoluta falta de prova, de que habitualmente ven- dia Centregava) os produtos aos compradores num exercício e os fa- turava no seguinte; b) de que da perícia resultou a reformatio in pejus, visto que, segundo a decisão recorrida, quando o perito con cluiu por omissões de receita maiores, a autoridade administrativa determinou que se formalizasse a exigência em separado, nao, tendo agravado a presente exigênc5a fiscal. Quanto ao mérito do laudo perIcial, ao contrario, do sustentado, e ressalte-se extemporaneamente, pela recorrente, dado que, além de não haver indicado perito de sua confiança, tam bém na fase processual própria, quando lhe foi entregue c6pia da perícia e lhe foi dado ciência de que disporia de 30 (trinta) dias kJara impu,3Wit lo, subre ele não se pronunciou: atcndc elc a todos os requisitos, merecendo encômios o seu elaborador, não só pelo minucioso trabalho que desenvolveu, como pela objetividade desuaa SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 1073/000.034/81-05 12. ACÔRDÃO N9 101-74.894 presentação, sem 'que tal afirmação, evidentemente, nos vincule às suas conclusões. As parcas alegaçÕes de mérito quanto ao apurado pe la perícia não alteram a presente exigência fiscal, por duas ra zões: a primeira, dado que, como já afirmamos, quando concluiu ser maior a omissão, a autoridade administrativa competente, técnica e inteligentemente, optou por formalizar nova exigência fiscal, pela diferença; a segunda, porque, no que se refere a todas as parcelas referentes a "Omissão de Receitas, caracterizada pela falta de con tabilização de compras", a Fiscalização acusou a autuada de ter e- fetivado essas compras, "utilizando-se de recursos estranhos à con tabilidade", todavia, além de, em nenhum momento haver apontado: a data da compra, quem foi o vendedor, a data do pagamento, embora tudo isso pudesse ser superado, também -- o que é mais importante -- em momento algum intimou a autuada a comprovar a eventual ori- gem dos possíveis recursos desembolsados para a sua aquisição; por- tanto, cabe a exclusão desses valores sem prejuízo de uma nova a- ção fiscal para adequadamente apurar as "omissões de receita, ca- racterizadas pela falta de contabilização de compras". O entendimento supra acha-se referendado por de cisão da Egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscajs, quando, no AcOrdão n9 -CSRF/01-0.364, de 01/07/83, foi acolhido o entendimen to do Relator no sentido de que: "Para cogitar-se da tributação do valor refe- rente à compra ou ao custo não contabilizado, ainda quando não haja prova de que as vendas corresponden tes tenham sido registradas, como vimos na parte trodutOria, mister se faz perquirir, de forma escri ta, a origem dos recursos empregados, isto porque -a- quele que deixou de registrar a aquisição do bem serviço pode: 7.1) não haver desembolsado qualquer parcela, ressarcindo o vendedor, apôs ter vendido o bem; 7.2) ter pago o bem com recursos emprestados , também não contabilizados; 7.3) haver pago o bem ou serviço com recursos bancários de origem legítima,o mitindo, tanto a movimentação desses recursos, como o registro de aquisição do bem ou seLviço Também em recentes julgados esta Câmara tem suste 2552 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 1073/000.034/81-05 13. ACÓRDÃO N9 101-74.894 tado que, a simples omissão de custos não justificaria a sua tribu tação, dado que: se por um lado, considera-se ter ocorrido uma o- missão de receita correspondente ao custo; por outro, a própria a- firmativa da Fiscalização implicaria em reconhecer ao contribuinte o direito de, do montante tributado, reduzir aquele custo reconhe- cidamente não contabilizado. Noutros termos, somente haveria alguma coisa a tri- butar quando o Fisco apurasse que a compra e venda não foram regis tradas porque ai: caso o custo não houvesse sido contabilizado,sub meteria ã tributação o lucro; na hipNese de a compra jã ter sido contabilizada, faria incidir o tributo sobre o valor da venda. Nos presentes autos, em diversas passagens, se de clara, quanto ao item em comento, que o que se está tributando é o valor de custo de compras de produtos em estoque ou cuja venda foi registrada, sem as cautelas mencionadas nos parágrafos ante- riores, deste modo, impe-se a exclusão das parcelas tributadas co mo "omissaes de compras", ou seja: Cr$ 446.051,00; Cr$ 209.112,00 e Cr$ 4.831.606M, respectivamente, nos anos-base de 1978, 1979 e 1980. Quanto as parcelas de "omissão de receita, caracte-, rizadas pela falta de contabilização de vendas efetuadas", nenhuma restrição sofre o crédito tributário, pois, além de a perícia ter apurado ser bem mais elevado o seu montante Co que não cabe aqui apreciar e sim nos autos do processo próprio), a recorrente expres samente o admite ao escrever que: "Reconhece a recorrente que, pelas razOes ex postas no sub-item 5.1.3, atrás,ocorreu a omissãoãe registros, no livro de inventários, de •mercadorias entregues a produtores-compradores, os quais só pos teriormente vieram a obter os financiamentos, oca- sião em que eram emitidos os documentos fiscais res pectivos. É lógico que, com essas omissões, houvedi,P3Its mento no recolhimento do tinutu devidu.(tSIC) Mas apenas postergação no pagamento do impos / SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 1073/000.034/81-05 14. ACC5RDÃO N9 101-74.894 to, pois ao registrar a venda no exercício seguinte, jã estaria cumprida a obrigação, como, alias, reco- nheceu a prOpria autoridade recorrida ao excluir da tributação os valores impugnados no item 3 da recla mação Cfls. 60/66). Assim, se cabível a exigência, seS o seria a título de correção monetária e juros moratórios,por quanto o principal já foi recolhido, apesar de tal diamente." A alegação de, apenas, existir eventual postergação, para ser acolhida, careceria de prova minuciosa, objetiva e conclu siva, o que sequer foi ensaiada nestes autos. Portanto, merece integral ratificação a exifgência formalizada, quanto a este item. Passemos, agora, a análise do último tOpico da au- tuação, ou seja, à "Omissão de Receitas, caracterizada pela falta de contabilização de calcáréo, transportado (comprado) no valor de 33.672,35 toneladas e o confronto com o contabilizado como vendas em 18.149,70 toneladas, resultando em 15.522,00 toneladas não con- tabilizados. Tudo conforme demonstrado no anexo I." No aludido termo Cfla. 10 e 10-v dos autosl, firma- do pele seu a6cà:o gerente, esta dito que: - a empresa nunca possuiu estoque de cálcareo; - as entregas são feitas diretamente na lavoura e a nota de venda semente extralda, por ocasião da liberação de verba do banco; - confirma que os pagamentos de fretes para trans-- porte de calcáreo são relativos exclusivamente ao transporte do calcáreo para comercialização pela empresa de Caçapava a Santo An- gelo e/ou seus arrededores; - a diferença de 15.522 toneladas de calcáreo (33.672 toneladas transportadas menos 18.149, cuja venda foi contabilizad /A° SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 1073/000.034/81-05 15. ACÓRDÃO N9 101-74.894 seria relativa a entrega do produto a granjeiros, ainda não fatura do, nem computada nos estoques. O documento de n9 18 (f is. 88 dos autos) como dis- se a autoridade julgadora singular em sua primeira decisão de fls. 142: "O documento de fl. 88 absolutamente não se presta aos fins pretendidos pela impugnante. Nos au tos do processo não se afirmou, em nenhum ponto,qUJ aquelas 33.671,7 toneladas de calcãreo tenham sido adquiridas da indústria firmatãria daquele documen- to. Os papêis de fls. 89 a 100, da mesma forma, não têm o condão de fulminar o procedimento fiscal,pois se trata, aí, de meras declarações e cópias de no- tas fiscais referentes a algumas transações com a- quele tipo de produto. Os esclarecimentos prestados pelo sócio PLí NIO UGULINI ã fl. 10 e v. conduzem ã tranqüila coii clusão da procedência da exigência, nessa parte." - Do mesmo modo, os doc. n9s 19 a 30 (fls. 89/100 dos autos) e alegação de que a afirmação do seu sócio gerente seria im pensada, não merecem acolhida. A este respeito cabe transcrever as contra-razões da Fiscalização,quando escreveu que: "5 Com relação ao Item "Omissão de Receitas # caracterizada pela falta de contabilização de calca reo", no montante de Cr$ 15.814.873,00 (apurada n5 anexo I), relativa ao exercício financeiro de 1981. Deixou, a autuada de trazer elemento novo,que modificasse a situação anterior, somos, pois, pela manutenção integral desta parcela. Conforme descri to no "Termo de Verificação e Encerramento de ação fiscal" (doc. fl. 04), constatamos omissão de recei tas de calcãreo em 15.522 toneladas, uma vez que fU ram transportadas (adquiridas) 33.672,35 tonelada-s- e, efetuada a contagem física da venda de calcáreo contabilizado, encontramos 18.149,70 toneladas, co mo a empresa não possura estoques no inicio do pe- ríodo, muito menos ao final do exercício, obviamen- te se conclui pela omissão de venda das 15.522 tone ladas faltantes. Reafirma a reclamante que os fretes contabir zados e pagos não podem ser contestados, eis ) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 1073/000.034181-05 16. ACÓRDÃO N9 101-74.894 perfeitamente documentados, porém se contradiz em seguida ao afirmar que"..., talvez tenha pago, inde vidamente, alguns fretes,....".Afirma, ilustre re- clamante que o arbitramento de vendas omitidas com base em fretes pagos tenha sido causado pela manei- ra não perfeita da discriminação dos recibos corres pondentes, porque nem sempre indicavam, estes, com exatidão, a que se referiam. Se existente em algum recibo a falta de algum elemento, a fiscalização fez o papel que lhe cabia, buscou esclarecimentos conto sOcio-dirigente Plínio Ugulini (vide Termo de Escla recimentos fl. 10). Esclareceu, o Sr. Plínio que t5 dos os fretes pagos, para o transporte de calcãreo, são relativos exclusivamente ao transporte pela a- quisição do produto (de Caçapava e ou arredores ã Sto. Augusto), portanto,guardando, tal fato, estrei ta relação com as operaçaes de compra de calcãre3 pela empresa. A título de ilustração, podemos informar que o sOcio-dirigente Plinio Ugulini, exerceu durante longo tempo a gerência de agencias do Banco do Esta do (Banrisul), portanto, personalidade tarimbada, Tã" costuffiada ao largo convívio. Assim, não tem senti- do a afirmação, da ilustre reclamante: "o citado ge rente, como acontece com a maioria das pessoas huma nas, ao defrontar-se com autoridades, perdem a sere nidade indispensãvel para a prestação de informa-= çOes exigidas, ainda mais em relaçao a fatos preté- ritos". Incorre em inverdade, como a seguir veremos , digno reclamante, ao afirmar: "Sempre entregou cal cãreo aos produtores nos locais das suas lavouras, motivo por que sempre se obrigou a um sobre-frete ou frete adicional", ou quando sugere: "...ter, a au- tuada, entregue, sempre, o produto junto às lavou- ras, sem o repasse sequer do frete ou sobre-frete , arcando ela mesma, com os ônus. o que levou os fun cionézios fazendéxios, de forma errônea, a presumir vendas sem registro". Através da nota fiscal n9 3245 011 (doc. n9 28) à folha 98, a reclamante esta cobrando em sepa- rado o frete à razão de Cr$ 600,00/tonelada, sobre a venda de 2.000 ton. de calcãreo. Nas demais notas fiscais (cOpias em anexo) de n9 3391-B/1 de 13.8.80 - Cr$ 1.300,00/Ton. do calcãreo; nota fiscal número 3876 B11 de 18.12.80 Cr$ 1.320,00/Ton. calcãreo; em confronto com a nota fiscal n9 3245 B/1 de 27.06.80 - Cr$ 515,00/Ton. calcãreo + 600,00/Ton. do frete = totalizando Cr$ 1.115,00/Ton. calcéreo. rinalmcntc, a autuada junta correspondênciada Indústria de Calcãreo Ltda, intitulada como única fornecedora de c cáreo, com atonelagem adquirida pela signatãria. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 1073/000.034/81-05 17. AcOrdão n9 101-74.894 Tal documento não pode constituir prova cabal e suficiente da não omissão de receitas de calca- reo, pois, inúmeras outras indústrias de extra- ção de calcãreo existem." Finalmente, a invocação dos AcOrdãos n9s 101-72.725 e 101-72.726 não socorre a apelante, porque ali esta dito ser cabl vel a tributação do lucro(diferença entre o preço de venda e os e- ventuais custos) na operação. Ocorre que, no caso dos autos,o único custo efeti- vamente apurado do calcareo vendido e não contabilizado - que e o do transporte, no valor aproximado de Cr$ 11.090.225,00 (33.672: 24.058.115,00 :: 15.522 : X) - jã foi imputado aos autos, faltando oferecer à tributação a sua contra-partida - que e a receita da venda no valor de Cr$ 15.814.873,00. Observe-se que, na realidade, somente se esta sub- metendo â tributação a importância de Cr$ 4.724.648,00, correspon dente ao lucro da receita não oferecida ã tributação, no valor de Cr$ 15.814.873,00 menos o valor de Cr$ 11.090.225,00 de frete, an- tecipado e indevidamente debitado a lucros e perdas, sem oferecer a receita correspondente. Como se desconhece o exato lucro na operação, as normas de arbitramento para a atividade comercial fixadas pela Por — taria - MF - 22/79, por delegação de competência outorgada pelo De creto-lei n9 1.647/68, autorizam a que se considere como lucro o percentual de 30% da receita e como custo os restantes 70%. Ora, 30% de Cr$ 15.814.873,00 equivaleria a Cr$... 4.744.462,00, que e o lucro efetivamente submetido ã tributação (diferença entre a receita não contabilizada (Cr$ 15.814.873,00) e a despesa jã imputada aos custos (Cr$ 11.090.225,00)jã aproximada). Do mesmo modo, e certo que 70 96 de Cr$ 15.834373,00 equivaleria a Cr$ 11.070.411,00, que corresponde ao custo aproximado ja imputado por • antecipação aos custos. Note-se que a pequena diferença observada entre ./4/ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 1073/000.034/81-05 18. AcOrdão n9 101-74.894 o lucro agora tributado (Cr$ 4.729.648,00) e o apurado por arbitra mento (Cr$ 4.744.462,00); b) o custo aproximado efetivamente impu- tado, por antecipação, aos custos (Cr$ 11.090.225,00) e o custo a- purado por arbitramento (Cr$ 11.070.411,00): decorre do fato de tanto as receitas (Cr$ 15.814.873,00) com os custos jã imputadosàs 15.522 toneladas (Cr$ 11.090.225,00 dos Cr$ 24.058.115,00 com o transporte total do calcãreo) serem estimados, embora com dados ir refutãveis pela prOpria autuada. Como derradeira razão quanto a este item, diz a defesa que o Fisco lhe esta exigindo prova negativa, pois este não teria provado que este tenha vendido mais do que as 18.149,7 tone- ladas de calcãreo. Ora, de duas uma: ou o transporte levado a despesa, mencionando as correspondentes quantidades de calcáreo transportado se refere ao efetivamente declarado nos documentos apreendidos, co mo aliás confessado pelo sOcio gerente da recorrente, sob as penas da Lei n9 4.729/75, e nesse caso é inteiramente procedente a exi- gencia fiscal, ou, então, as despesas não existiram, sendo falsas as declaraçaes constantes dos documentos apreendidos e as afirma- çOes do sOcio gerente, tomadas por termo às fls. 10 e 10v. des- tes autos. Preferimos, ficar com a primeira alternativa, sob pena de alem de os seus sOcios responderem pelo crime de sonega- ção fiscal, a autuada sujeitar-se à glosa da despesa de frete, no valor aproximado de Cr$ 11.090.225,00, sujeitando-se ainda à mui ta de 150% ao invés da penalidade de 50%, corretamente aplicada nestes autos. Por todo o exposto, rejeitam-se as preliminares e, no mérito, prova-se parcialmente o recurso para excluir da base de calculo as parcelas de Cr$ 446.051,00; Cr$ . 209.112,00 e Cr$ 4.831.606,00, nos exerci:cios de 19/9, 1980 e 1981, respectivament: . AMADOR 01Jy r Y.(FE"NÂNDEZ - PRESIDENTE E RELATO' Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1

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Numero do processo: 10735.000838/86-70
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Recorrente LUIZ RODRIGUES DE MELLO CAVALCANTE FILHO Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM NOVA IGUAÇU (RJ.). IRPF -/ DECORRÊNCIA - ARBITRAMENTO DE LUCROS) - Reconhecida, no processo matriz, a õc-tit= rencia do fato econômico, consubstanciado 1 no arbitramento de lucros da pessoa jurídi- ca, a distribuição automática dos resulta- dos aos sacios da empresa decorre de presun ÇãO legal estabelecida pelo art. 99 do Der. dreto-lei n9 1.648/78, não se aplicando ã espécie o regime de fonte previsto no arti- go 89 do Decreto-lei n9 2.065/83- A redução, do lucro arbitrado, no processo principal,' impõe igual tratamento no processo reflexi- vo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LUIZ RODRIGUES DE MELLO CAVALCANTE FILHO: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a preli- minar argüida e, no mérito, dar provimento, em parte, ao recurso, para excluir da tributação as importãncias de Cz$ 23.566,82, Cz$ 10.640,39' e Cz$ 36.321,26, nos exercícios de 1983, 1984 e 1985, respectivamente, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julga- do. Sala das Sessões (DF), em 15 de setembro de 1988. / URGEL °ER I' À LOPE - PRESIDENTE CARLOS ALBERTO GeNÇALVES nUNES - RELATOR VISTO O EM DE: 15 Witg/Piír MENEGHETTI - PROCURADOR DA FAZEN SESSÃ stio¡kN-r - //. • NrCIdNAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: FRANCISCO:ME ASSIS MIRANDA, CRISTÓVÃO A AN - CHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL, ARY TORIBIO e JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. 1 _ 2 b. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N19 10735-000.838/86-70 RECURSO N9: 50.870 ACÓRDÃO N9: 101-78.009 RECORRENTE; LUIZ RODRIGUES DE MELLO CAVALCANTE FILHO RELATõRI O LUIZ RODRIGUES DE MELLO CAVALCANTE FILHO, qualifica do nos autos, manifesta recurso a este Colegiada (f is. 184) contra a decisão do Sr. Delegado da Receita Federal em Nova Iquaçu-RJ (fls. 177) que manteve o lançamento de fls. 152. A exigência de diferença de imposto decorre de in- clusão, na cédula "F", da sua declaração de rendimentos dos exerci cios de 1983 a 1985, de lucros presumidamente distribuídos em de- corrência do arbitramento de lucros constante do Processo n9 10735-000.827/86-53, da empresa CAVALCANTE & CIA. LTDA.,de que era sOcio o recorrente. Não foram acolhidas pela autoridade julgadora depri meira instãncia os argumentos da peça impugnativa de que cabia na espécie a aplicação do art. 89 do Dec.lei n9 2065/83; houve erro na identificação do sujeito passivo; a empresa se achava sob inter venção do Governo do Estado do Rio de Janeiro. E assim o fez por entender que aquele dispositivo é pr -óprio para as empresas que apu ram o resultado com base no lucro real, enquanto na espécie o lucro foi arbitrado e, de acordo com o disposto no art. 403 do RIR/80,de ve ser distribuído aos s6cios na proporção da participação do siS- cio no capital social, incluído na cédula "F" da declaração de ren dimentos. A exigência fora mantida no processo principal. Na fase recursal, o sucumbente alega nulidade d /7)N DMF DF/1 0 C-C - Secgraf - 1600/75 _ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10735-000.838/86-70 3 Acórdão n9 101-78.009 feito por cerceamento do direito de defesa, conforme postulado pela pessoa jurídica e, também, por erro na identificação do sujeito pas- sivo, em face da não aplicação ao caso do regime previsto no art. 89 do Dec.lei n9 2065/83. No mérito, reitera os argumentos apresentados gela empresa no processo principal. O recurso da pessoa jurídica foi parcialmente provi do para reduzir o arbitramento a Cr$ 41.785.151, Cr$ 113.195.713 e Cr$ 373.072.416, nos exercícios de 1983 a 1985, respectivamente, co- mo faz certo o Acórdão 101-77.997 . n o relatório. VOTO_ _ Conselheiro CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, Relator: Recurso tempestivo e asEente em lei,dele tomo conhe cimento. Em se tratando de lançamento decorrencial, a deci — são de mérito proferida no processo referente à pessoa jurídica cons_ titui prejulgado em relação ã matéria formalizada como reflexo. A exigncia fiscal tem como suporte o arbitramento' de lucros da pessoa jurídica, nos exercícios de 1983 a 1985, com ba- se nos arts. 79 e 89 do Dec.lei n9 1648/78, e o lançamento na pessoa física do sócio se estriba no art. 99 do mesmo mandamento legal. O fato económico que instrui o lançamento decorren- cial, portanto, e o mesmo. Assim, tendo a empresa logrado êxito parcial no re- curso interposto à instância superior, uma vez que este Colegiado,em bora fazendo prevalecer adesclassificação da escrita e o arbitramen- to de lucros, reduzir o valor do lucro arbitrado, impOe-se tratamen- to correspondente nos processos das pessoas físicas dos sócios. frr SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10735-000.838/86-70 4 Acórdão n9 101-78.009 A alegação de cerceamento da defesa apresentando pe la pessoa jurídica não foi acolhido pela Cãmara,merecendo igual tra- tamento ã pretensão reproduzida pelo recorrente. Tem toda razão a autoridade recorrida em manter o regime de tributação previsto no art. 99 do Dec.lei n9 1648/78,que é norma específica para distribuição de lucros arbitrados,não tendo lu gar na espécie o art. 89 do Dec.lei n9 2065/83 que é próprio do re- gime de tributação com base no lucro real. O demonstrativo de fls. 153 deve ser refeito, da se guinte forma: Exercício Lucro Fxbi brado I.R.P. A distribuir % no capital Inclusão Jurídica 1983 41.785.151 2.507.109 39.278.042 30% 11.783.412 1984 113.195.713 6.791.742 106.403.971 5% 5.320.198 1985 373.072.416 22.384.344 350.688.072 5% 17.534.403 Isto posto, rejeito a nulidade arguida e,no mérito, dou provimento parcial ao recurso para excluir do lucro arbitrado nos exercícios de 1983 a 1985, as quantias de Cr$ 23.566.826, Cr$... 10.640.397 e de Cr$ 36.321.265, respectivamente. CARLOS ALBERTO GONÇALVES N ES ST - RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1

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Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Numero do processo: 13708.000551/89-17
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-83502
Nome do relator: Não Informado

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Numero do processo: 13899.000266/89-51
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PLANE !TO Sessao de 26 de fevereiro d ACORDÃO N 9e 19 92 1.01-83.041 Recurso n 2: 6.3.928 - IRF - ANO DE 1985 Recorrente: FESTCOLOR INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida : DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM OSASCO (SP). IRF - Descabe a exigência reflexa de imposto de renda na fonte, quando no , processo matriz ficou descaracteriza- da a cobrança original. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentês autos de recurso interposto por FESTCOLOR INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do Primei-, ro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar pro- vimento parcial ao recurso, para ajustar a exigência ao decidido no processo principal, através do AcOrdão n 2 101-82.418, de 03 de dezembro de 1991, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. 'ala d.s SessOes (DF), em 26 de fevereiro de 1992. - - ( MA" AM ISEIg - PRESIDENTE .114/4 CRISTÓVÃ: AI , CH .TA DE PAIVA - RELATOR ,...0~".". •NSO ELSO RREIRA DE CAMPO - PROCURADOR DA FAZEN VISTO EM DA NACIONAL SESSÃO DE: 2 5 MAR 1,'q, Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse-- lheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRAN DA, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBERT e JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN." DAMEFP/DF—SECOB N e 064/90 j J.H. ,, • • 4,'; ''W'', 2 '4",,wígJI,J40" SERVIÇO PUBLICO FEDERAL . . , PROCESSO N? 13899-000.266/89-51 ROCUIRSO N2 : 63.928 AÇORDA() N2 : 1 0 1 - 83 . 041 RECORRENTE: FESTCOLOR INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO Pelo Processo n 2 13899-000.264/89-51, que tran- sitou por este Conselho e Câmara sob o recurso n 2 99.381 a Admi _ nistração Tributária promoveu contra Festcolor Indústria e Co- mercio Ltda., cobrança de oficio do imposto de renda do exercí- cio de 1986, incidente sobre receitas omitidas no valor de Cr$ 30.422.105 e outras infraçOes. Como decorrência daquele procedimento, lavrou-- se o auto de infração de fls. 8, pelo qual se exige, com fulcro 1 no artigo 8 2 do Decreto-lei n 2 2.065/83, o imposto de renda na i í fonte (IRF), mediante aplicação da allquota de 25% sobre as re- ceitas contabilmente omitidas, consideradas lucro automaticamen 1_ te distribuído. Exigem-se também os acréscimos legais. O auto reflexo foi cientificado à parte em 22 de setembro de 1989 e impugnado em 24-10-89 pela peça de fls. 10. O autor do feito pronuncia-se às fls. 25, opi-- , nando pela manutenção parcial da ação. A autoridade monocrática julga procedente em parte o auto reflexo (fls. 29), em sintonia com o decidido no . t .- matriz (fls. 27), que reconheceu a comprovação de Cr$ 13.000.000. ,---4.•(7. RV,•;) ,,, plit ,, ,,, , : : ; • , 1 ...--- \<') i \ \ 3 GAMEFP/OF - 3ECOS N 2 O 65 / 90 J.14. sEiwiço PUBLICO FEDERAL PROCESSO N 2 13899-000.266/89-51 3 AcOrdão n 2 101-83.041 Cientificada da decisão em 08-01-91 (fls. 31),' a interessada recorre em 05-02-91 (fls. 32), pedindo a improce- dencia parcial deste reflexo em face do recurso interposto no processo principal. Afirma haver feito recolhimento de parte in controversa. É o relatOrio. - ( I'd) ( \3/ \--} _ , 3 ,:, ,,, Imprensa Nacional , SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N 2 13899-000.266/89-51 4 Acórdão n 2 101-83.041 VOTO Conselheiro CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, Relator: O recurso e tempestivo. Conheço dele. Trata-se aqui de exigência do imposto de renda na fonte (IRF), embasada no artigo 8 2 do Decreto-lei n 2 2.065/83, que tributa, mediante aplicação da aliquota de 25%, como lucro au tomaticamente distribuído, a diferença no lucro da pessoa jurídi- ca resultante de omissOes de receita no ano de 1985 tal como se' apurou no processo matriz, que foi contestado. Ocorre, porem, que o acórdão n 2 101-82.418, desta Câmara, julgando o recurso interposto no feito principal, deu-lhe provimento parcial, para excluir da tributação que enseja este re flexo, o valor de Cr$ 16.794.385. Como, em conformidade com tranqüila jurisprudên- cia administrativa, a sorte do processo principal comunica-se em tese ã. do feito decorrente e considerando ainda a inexistência de circunst gncias que invalidem aqui esse principio, dou provimento' parcial ao recurso deste reflexo, em harmonia com o acórdão prola tado no feito matriz (Recurso n 2 99.381) para excluir da tributa- ção o valor de Cr$ 16.794.385. A repartição de origem deverá le- var em consideração os valores já recolhidos. É o meu voto. 4 /10i CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA - RELATOR 7v , --', , ; i Imprensa Nacional Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

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Numero do processo: 13005.000019/92-12
Data da sessão: Wed Jan 26 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-86058
Nome do relator: Não Informado

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PRIINGLEIRCO CCONSIELA-IC) DE CONTRIETJIIVICEa PROCESSO N° 13005/000.019/92-12 SESSÃO de 26 de janeiro de 1994 ACÓRDÃO N° 101-86.058 RECURSO N° 74.745 - IRF - Ano de 1990 RECORRENTE: VEMASA S.A. - VEÍCULOS E MÁQUINAS RECORRIDA: D.R.F. EM PORTO ALEGRE - RS I.R.F. - PROCEDIMENTO REFLEXO - A decisão prolatada no processo instaurado contra a pessoa jurídica, intitulado de principal ou matriz, da qual resulte declarada a materialização ou insubsistência do suporte fático que também embasa a relação jurídica referente à exigência do Imposto de Fonte, materializada contra a mesma pessoa jurídica, aplica- se, por inteiro, aos denominados procedimentos decorrentes ou reflexos. Recurso conhecido e provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recUrso interposto por VEMASA S.A. VEÍCULOS E MÁQUINAS. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. ;ala . 'As Sessões (DF), 26 de janeiro de 1994 f , ffooV /- MA' á ) - PRESIDENTE SEBASTI -1. 6 RAL - RELATOR7 ., /- VISTO EM LUIZ r "NANDO wLI/IRA Dy MORAES-PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL SESSÃO DE: 1 1 N r"/ 1 9 0) s.,Pb , , Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS, CELSO ALVES FEITOSA e RAUL PIMENTEL. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA e ROBERTO WILLIAM GON ÇALVES. v ih! - 1) 4 NI ii IVIEE1VISIT/É]Et1C) illai. IFI=E1VIZOAL. 2 PnEIXIMILEXELC) •ccsiesx.a-rco DE CCONTE.IElEJINTTESk PROCESSO N° 13005/000.019/92-12 RECURSO N° :74.745 ACÓRDÃO N° 101-86.058 RECORRENTE: VEMASA S.A. - VEÍCULOS E MÁQUINAS RECORRIDA: D.R.F. EM PORTO ALEGRE - RS RELATÓRIO VEMASA S.A. - VEÍCULOS E MÁQUINAS, pessoa jurídica, inscrita no C.G.C. - M.F. sob n° 95.422.481/0001-30, não se conformando com a decisão o proferida pelo Delegado da Receita Federal .em Porto Alegre - RS, recorre a este Conselho conforme petição o de fls. 80/82, na pretensão de reforma da mencionada decisão o da autoridade julgadora singular. A peça básica nos dá conta de que o lançamento tributário resulta de: "Imposto de renda na fonte, à alíquota de 8%, incidente sobre o lucro líquido do exercício, conforme dispõe o artigo 35 da Lei nr. 7.713/88 e IN nr 139/89:" Inaugurada a fase litigiosa do procedimento, o que ocorreu com a protocolização da peça impugnativa de fls. 63 e 64, foi proferida decisão pela autoridade julgadora monocrática, cuja ementa tem esta redação: "IMPOSTO DE RENDA NA FONTE CUSTOS, DESPESAS OPERACIONAIS E ENCARGOS A dedutibilidade de tributos e contribuições cuja exigibilidade esteja suspensa por medida judicial apenas será admitida no período-base em que houver a decisão final da Justiça. IMPUGNAÇÃO IMPROCEDENTE." Cientificado dessa decisão em 02 de setembro de 1992, o contribuinte ingressou com seu apelo para esta Segunda Instância Administrativa, protocolizado no dia 01 de outubro seguinte, onde reconhece tratar-se de tributação reflexa e diz estar recorrendo no processo principal por considerar injustificada e ilegítima a cobrança que naqueles autos está sendo promovida. , -- {É o relatório. h 1., .5 zweavxsznÉizticr rmk.-.)=À~iNT-x)2x IPRIMEIRC) ICONTSEL.1-10 11:1E ICONTIrRI131LTINT=ffl PROCESSO N° 13005/000.019/92-12 ACÓRDÃO N° 101-86.058 V OTO. Conselheiro SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, Relator: O recurso foi manifestado no prazo legal. Conheço-o por tempestivo. Do relato se infere que a presente exigência decorre de outro lançamento levado a efeito contra a mesma pessoa jurídica, onde foram apuradas irregularidades que acarretaram pagamento a menor do Imposto de Renda devido no exercício de 1991, com reflexo na tributação do Imposto de Renda na Fonte, relativo ao ano de 1990. Esta Câmara, ao julgar o Recurso protocolizado sob n° 104.078, deu-lhe provimento integral, conforme faz certo o Acórdão n° 101- 86.011, de 25 de janeiro de 1994, assim ementado: "I.R.P.J - DESPESAS OPERACIONAIS E ENCARGOS, TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES, AÇÃO JUDICIAL, DEPÓSITO, DEDUTIBILIDADE. Até o advento da Lei n° 8.541, de 1992, a dedutibilidade dos gastos com impostos ou contribuições estava sujeita ao regime de competência Irrelevante, no caso, se ocorreu ou não a suspensão da exigência tributária por força de medida judicial. Recurso conhecido e provido" Em observância ao princípio da decorrência, e sendo certo a relação de causa e efeito existente entre as matérias litigadas em ambos os processos, o decidido no processo principal aplica-se, por inteiro, aos procedimentos que lhe sejam decorrentes. Voto, pois, pelo provimento ao recurso voluntário interposto pelo sujeito passivo. Brasília-DF, 6 • - jan, ', o de 1994.f , /I SEBASTIÃO 'O IW r 14" : ABRAL - Relator.r I%-ibl, F ' 4 ) - Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1

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Numero do processo: 13890.000023/89-75
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Nome do relator: Não Informado

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ANOS de 1986 e 1987. Recorrente EMBRACAL — EMPRESA BRASILEIRA DE CALCARIO LTDA. Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL LIMEIRA - (SP). IRF — DECORRÊNCIA — Provido o recurso interposto no processo matriz, na par- te relativa a indigitada omissão de re ceitas, igual sorte colhe o feito de-- corrente, afastando-se a incidência do art. 89 do Decreto-lei n9 2.065/83. IRF — DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS - Opera- ção pela qual a pessoa jurídica deixou de exercer direito de opção de compra de bem, para, em seguida, adquirir o mesmo bem de terceiro por preço majora do, embora possa ser irregular, não en contra guarida na tributação simples-- mente na fonte, com base no art. 544 , I, do RIR/80. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re- curso interposto por EMBRACAL - EMPRESA BRASILEIRA DE CALCÃRIO LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao re curso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o,Tresen te julgado. Sala das Sessaes (DF), em 22 de março de 1990 / , URGEL DE" I° , LOPES - PRESIDENTE E-iRELATOR 1 illiP VISTA EM AFON 1; f *o ' F --wiroeç DE CAMPOS - PROCURADOR DA FAZENDA IA ---- * SESSÃO DE 2 2 k''., '.. 40 NACIONAL _ i Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA,CRIS TóVÃO ANCHIETA DE PAIVA, RAUL PIMENTEL, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. Esteve Ausente o Conselheiro CELSO ALVES FEITOSA. '^ 4 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13.890-000.023/89-75 RECURSO N9: 56.479 ACÓRDÃO N9: 101-79.939 RECORRENTE: EMBRACAL - EMPRESA BRASILEIRA DE CALCÁRIO LTDA. RELATORI O EMBRACAL - EMPRESA BRASILEIRA DE CALCÁRIO LTDA., jurià- dicionada D.R.F. em Limeira - SP, recorre para este Conselho in- conformada com a decisão de primeiro grau: 2. Segundo o Auto de Infração de fls. 01, lavrado em 22.03.89, temos: I - Tributação exclusiva na fonte, com base no art. 89 do Decreto-lei n9 2065/83, por decorrência de omis- sões de receitas apuradas e tributadas no processo' n9 13.890-000.022/89-11. NCz$ 7.667,00 X 25% = NCz$ 1.917,00 II - Distribuição de lucros, por meio de operação trian gular realizada com Ignácio José Ghizzi, em 31.12.86, pela aquisição de um micro-ônibus no va- lor de NCz$ 395,00. NCz$ 395,00 X 23% = NCz$ 90,85 3. A primeira parcela deriva de receitas dadas por omiti-- das, reveladas por suprimentos para aumento de capital, incomprova dos. 4. A segunda quantia decorre de operação "triangular", en- DMF DF /1 0 C-C Secgraf • 1600,75 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13.890-000.023/89-75 Acórdão n9 101-79.939 envolvendo Ignácio José Ghizzi, que, em 29.12.86 adquiriu por Cz$ 0,03 um micro-ônibus e, ato continuo, vendeu-o à recorrente por Cz$ 395.000,00. Trata-se de veiculo objeto de arrendamento mercantil, em que a recorrente figurara como arrendatária, e so- bre o qual não exercera o direito de opção, de modo que a arren-- dante vendeu-o ao tal Ignacio, que o revendeu à arrendatária. 5. Impugnação a fls. 115/125, que mera cópia da que fora apresentada no processo principal. 6. A decisão de primeiro grau manteve o lançamento (fls.. 138/139). 7. Ciente em 04.09.89 a contribuinte interpôs o recurso voluntário de fls. 140/153, protocolizado em 04.10.89. De novo c6pia do recurso apresentado no processo principal. 2 o relatório. VOTO Conselheiro URGEL PEREIRA LOPES , Relator: O recurso "é tempestivo. O processo principal foi julgado nesta Câmara, em ses são de 20.02.90, dando azo ao Acórdão n9 101-79.777. Da matéria lá tributada e aqui repercutida, foi ex- cluída da tributação a importância de Ncz$ 7.667,00. Por essa ra zãcj , essa quantia também é aqui exonerada, afastando-se a tribu tação na fonte com base no art. 89 do Decreto-lei n9 2.065/83. Sobre o outro item, envolvendo estranho neg6cio com o micro-ônibus, a contribuinte nem tocou no assunto. Silenciou. A fiscalização enquadrou a operação no art. 544, I,do RIR/80, como distribuição de lucros "a pessoas físicas residen--1 SERVIÇONBLICOFEDERAL Processo n9 13.890-000.023/89-75 4. Acórdão n9 101-79.939 tes ou domiciliados no Pais, por companhias abertas e por socieda des civis de prestação de serviços..." O art. 544 em questão está inserido no Capitulo V (Rendimentos de Participaçaes Societárias) do Titulo IV (Rendimen tos de Capital) do Livro III (Tributação nas Fontes), do RIR/80. Parece-me flagrante a impropriedade da tributação como foi feita. Sem dúvida, se a recorrente poderia ter exercido a opção pela compra do veiculo, ao final do "leasing", adquirindo-o por Cz$ 0,03, para deixar que a arrendadora o vendesse a terceiro por esse preço, para, ato contínuo, o adquirir desse terceiro por Cz$ 395.000,00, incorreu num custo desnecessário, para dizer o mínimo. O fato de o procedimento fiscal relativo ao processo matriz haver descaracterizado o arrendamento mercantil para clas- sificar o contrato como de compra-e-venda não altera a hipótese do agravamento indevido dos custos. fi §i Isso quanto ao IRPJ. Sobre eventual tributação refle-- xa, examinar-se-ia a eventual incidência do art. 89 do Decreto- lei n9 2.065/83, se entendido que a exasberação dos custos in-- fluiu no lucro liquido do exercício. Este ou outro caminho que a fiscalização eventualmente tivesse seguido, bem poderia ter mais probabilidades de prosperar. Todavia, a aplicação do art. 544, I, do RIR/80 não se ajusta, a meu juizo, ao fato descrito na ação fiscal. Por conseguinte, dou provimento ao recurso. IJR n. L P'RE'RA LO D ES - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1

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Numero do processo: 10880.006961/89-46
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Nome do relator: Não Informado

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Sessão dercir0 de 1993 ACORDÃO N9101-84.701 Recurso ne: 67.562 - FINSOCIAL EX: 1985 a 1988 Recorrente: AGÊNCIA DE TURISMO KOLUMBOSS LTDA Recorrida: DRF em SÃO PAULO - SP FINSOCIAL - LANÇAMENTO REFLEXO - Tratando-se de tributação reflexa objetivando a cobrança da contribuição devida ao FINSOCIAL calculada ã alíquota de 5% sobre o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, o julgamento do processo no qual foi exigido o tributo, tido como proces- so principal, faz coisa julgada no processo decorrente, ante •a íntima relaçao de causa e efeito existente entre ambos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AGÊNCIA DE TURISMO KOLUMBOSS LTDA. ^* ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Primeiro 1, Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em NEGAR provi- mento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Celso Alves Feitosa e Sebastião Rodrigues Cabral. -ala 'ias Sessões-DF., em. 27 de janeiro de 1993 MA • - PRESIDENTE I - '.6 ,PI 4,91 RELATOR • .di roo" - VISTO EM •-q0S0 GaMn) Pmummte Po - PROCURADOR DA FAZENDA SESSÃO DE: 2 6 NIAtilt NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRAN DA e JEZER .OLIVEIRA CÂNDIDO. Ausente o Conselheiro SANDRO MAR- TINS SILVA. II\ \ DAMEFP/OF- SECOS N2 064/90 Cl • . 4' u, 5 Ir. envio PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N°10880/006.961/89-46 RECURSO P49: 67.562 ACORDAO Ne : 101-84.701 RECORRENTE: AGÊNCIA DE TURISMO KOLUMBOSS LTDA RELATÓRIO AGÊNCIA DE TURISMO KOLUMBOSS LTDA., com sede em São Paulo-SP, recorre de decisão prolatada pelo Delegado da Re- ceita Federal naquela cidade, através da qual foi confirmado o lançamento da Contribuição ao FINSOCIAL, calculada à alíquota de 5% sobre o Imposto de Renda - Pessoa Jurídica dos exercícios de 1985 a 1988, com base no art. 19 e 29 do Dec. Lei n9 1.940/82 e Art. 29, parágrafo único do RECOFIS, Dec. 92.698/86, acresci- da de encargos legais, efetuado em decorrência de lançamento ex officio instaurado contra a referida pessoa jurídica nos autos do processo n9 10880/006.960/89-83, do qual este decorre. O lançamento foi impugnado tempestivamente, ten- do a interessada se reportado às razões apresentadas na defesa do processo principal. A efeito do que ocorrera com o processo princi- pal, a exigência foi integralmente mantida através da Decisão de fls. 51/52 fundamentando-se a autoridade a quo no princípio da decorrência, no qual o julgamento do processo matriz faz coi sa julgada, no mesmo grau de jurisdição, no processo reflexo. Segue-se às fls. 54/55 o tempestivo Recurso pa- ra este Colegiada, cujas razões são lidas em Plenário. 1;4 I 4°N É o relataria. DAMEFP/DF - SECOS Ne 065/90 J.N. 1 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 10880/006.961/89-46 2. Acórdão n9 101-84.701 VOTO Conselheiro RAUL PIMENTEL, Relator. Examinando o Recurso n9 101.056, interposto pela in teressada nos autos do Processo n9 10880/006.960/89-83, do qual es te decorre, esta Cãmara, através do Acórdão n9 101-84.438, em Ses- são de 01.12.92, por maioria de votos, negou-lhe provimento. No caso, trata-se de Contribuição para o FINSOCIAL calculada ã- alíquota de 5% s/ o Imposto de Renda do exercício de 1987, lançado ex officio através daquele procedimento, com base no art. 86 da Lei n9 7.450/85 c/c as disposições contidas no Dec. lei n9 1.948/82. A jurisprudência do Colegiado cristalizou-se no sen- tido de que o julgamento do processo matriz faz coisa julgada no processo decorrente, no mesmo grau de jurisdição, por ter-se con- firmado naquele o fato econômico causador da tributação reflexa. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Brasília-DF., em 27 e- '---iro de 1993 _,AmOOMEm. ~1111111111 Rnr pIMENTEL - ° ‘ GR Imprensa Nacional Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1

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Numero do processo: 10980.010282/89-06
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-83527
Nome do relator: Não Informado

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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CALAIS S/A - INDÚSTRIAS QUÍMICAS ACORDAM os Membros da Primeira Cmara do Primeiro ' Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar oro vimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a in tegrar o presente julgado. Sa,la s Sesisões(DF), em 20 de maio de 1992. --,dvi _.f MAR. , ' Cr - PRESIDENTE E RELATORA Â VISTO EM AFONSO ' L'.0 FERREIRA C ,v•OS - PROCURADOR DA FAZEN _ SESSÃO DE:: O DA NACIONAL U , --,[ 7 ' 3 ',., ,t L) LÁ— Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Carlos t Alberto Gonçalves Nunes, Sandro Martins Silva, Celso Alves Feitosa, ',-, Jezes de Oliveira C 'ãndido e Sebastião Rodrigues Cabral.Ause te justificadamente o Conselheiro Francisco de Assis Miranda. Vír (411 ; \ 11 Is w uffee /ne- ~na N .? 1n4lon J. . (". ,*'We SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO M? 10980/010.282/89-06 RECURSO P49 : 70.090 ACORDÃO N9: 101-83.527 RECORRENTE: CALAIS S/A - INDÚSTRIAS QUÍMICAS RELATÓRIO CALAIS S/A - INDÚSTRIAS QUÍMICAS, recorre a este Conselho da decisão da autoridade monocrtica em Curitiba (PR),que julgou procedente, em parte, a exig r_mcia fiscal formalizada no Au to de Infração de fls. 13 e 73 Termo Complementar. Trata-se de tributação reflexa de outro processo instaurado contra a mesma contribuinte, na area do imposto de ren _ da-pessoa jurídica,protocolizado na repartiçao local sob o n2 10980/003.822/89-23. Nestes autos cogita-se da cobrança do imposto de renda devido exclusivamente na fonte, nos exercícios de 1984 a t 1986, sobre valores omitidos, consoante o estabelecido no artigo 8 2 do Decreto-lei n 2 2.065/83. I Mantida parcialmente a tributação no processo ma- , triz em primeira instancia, igual sorte coube a este litígio naque le grau de jurisdição,conforme decisão de fls. 370, que esta assim i .. ' ementada: . W r . \ i , : DAPAEFP/DF- SECOB N9 065/90 4 ti SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10980/010.282/89-06 3. AcOrdão n 2 101-83.527 "IMPOSTO DE RENDA NA FONTE. Períodos de Apuração 12/84, 12/85 e 12/86. DECORRÊNCIA - Pela relação de causa e efeito, aplica-se ao processo decor rente o que ficou decidido no processo matriz. Lançamento parcialmente procedente." Dessa decisão a contribuinte foi cientificada em 14.10.91 e,_inconformada, ingressou 13.11.91 como recurso voluntário de fls. 377/378. Como razões do recurso, a contribuinte se reporta aos . fundamentos apresentados no processo principal r - ÁlN É o relatOrio. SURNACCD PUBLICO FMERAL Processo n 2 10980/010.282/89-06 4. AcOrdão n 2 101-83.527 VOTO Conselheira MARIAM SEIF, Relatora: O recurso e tempestivo e esta amparado no artigo 33 do Decreto n 2 70.235/72. Dele,portanto, conheço. Conforme relatado, esta em causa a exigencia do imposto de renda devido exclusivamente na fonte nos anos de 1984 a 1986 em de _ correncia de irregularidades apuradas em procedimento fiscal instaura do contra a empresa, na área do Imposto de Renda - Pessoa Jurídica, objeto do processo n 2 10980/003.822/89-23, cujo recurso foi autuado neste Conselho sob o n 2 97.491. Tratando-se de tributação reflexa, o seu suporte fáti co e o mesmo que embasou a exigencia procedida no processo principal, não comportando, por isso mesmo, uma apreciação desvinculada da leva - da a efeito naquele processo. Isto porque, segundo remansosa juris prudencia deste Colegiado "o decidido no processo da pessoa jurídica, quanto a materia que, por sua natureza ou decorrencia de lei acarrete reflexo na tributação das pessoas físicas ou na fonte, faz coisa jul gada nos processos decorrentes, eis que houvesse possibilidade de novo pronunciamento sobre os mesmos fatos, poder-se-iam estabelecer even- tuais contraditOrios desaconselháveis sob o ponto de vista social legal". 1 Como o processo principal foi objeto de deliberação deste Colegiado em sessão realizada em 19.02.91, não cabe nestes au tos reabrir a discussão em torno da existencia ou insubsistencia do 1- suporte fático da exigncia, uma vez que a mataria já foi amplamente debatida e examinada naquela ocasião. Iti V-11 SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10980/010.282/89-06 5. AcOrdão n 2 101-83.527 Na oportunidade, esta Camara, por unanimidade devotos, , deu provimento em parte ao recurso, como faz certo o Acordao n2... 101-81.159, de 19.02.91. Assim, considerando a decisão prolatada no processo principal, formalizada no AcOrdão n 2 101-81.159, de 19.02.91, em que esta Camara, por unanimidade de votos, deu provimento parcial ao re- curso; considerando, por outro lado, que referida decisão foi integral mente acatada Dela autoridade "a quo" ao prolatar a decisão recorrida, assim, ;, que deferiu, em parte, a impugnação, e excluiu da base de ' calculo da exigencia o valor excluído por este Colegiado no processo' principal, voto pelo improvimento do presente recurso. Brasília-DF, em 20 de maio de 1992 - MAR A" S r IF - RELATORA Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1

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Vistos, relatados e discutidos os presentes au tos de recurso interposto por KAKUJU SATO: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primei- ro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimen- to parcial ao recurso Ara reduzir a multa de 150% para 50%, nos exer cicios de 1966 e 196y.P -‘,. '? 4 - la das sessaw (De), em 13 de novembro de 1981//Sé( / .4 , , / // ---7,'" ' -- / ,/,'" 1, 4 / , 11 ///1 AMADOR e - • O - Rtf- Ir k ÂNDE / PRESIDENTE E RELATOR0,1 IP .- 7#1°' ,1 VÊ ', ,- , '-. i - VISTO EM ADHEMILS BASWA'S DE CA"V i L 1 PROCURADOR DA FA- f •4 n 1,u a ., SESSÃO DE: LAN iv / ZENDA NACIONAL -1 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros:SYLVIO RODRIGUES, FRANCISCO DE ASSIS MIRAN nA, CARLOS ALBERTO GON ÇALVES NUNES, RAUL PIMENTEL, AGOSTINHO SERRANO ILHO, LUIZ ANDRÉ NETO (Suplente), OLAVO JOÃO GALVÃO (Suplente). g'"? SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 0813/504.748/69 RECURSO N.° : 2 7 .806 ACÓRDÃO N.° : 101-72.843 RECORRENTE: KAKUJU SATO RELATÓRIO A presente exigência e decorrente da ação fiscal levada a efeito na firma KAKUJU SATO & CIA LTDA., de que o recorren te era sócio, quando foi apurada omissão de receita detectada atra- vés de: a) arbitramento dos lucros nos exercícios de 1963 a 1965 , objeto dos autos do Processo n9 504.753/69 (antigo n9 3.890/67, da ex-IIR-St9 Amaro) e; b) custos de publicidade e propaganda indevida mente imputados aos resultados do exercício, conforme consta do Pro cesso n9 504.752/69 (antigo n9 3.682/67, da ex-IIR-St9 Amaro), con- forme Representação de fls. 23, demonstrativos de fls. 24 a 27 e no tificação de fls. 28 a 35. O tributo devido foi exigido com a meta de 300%. 2. Na tempestiva impugnação da exigência, disse o representado que "reportando-se aos termos das reclamações apresen tadas pela firma de que é sócio, anexando para facilidade de apre- ciação cópias das petições juntadas aos processos 3.682/67 e 3.890/ /67". 3. Juntadas aos autos as contra-razões fiscais(fls. 42) e a cópia das decisões prolatadasnos_dols autos da pessoa jurídi ca (f is. 43/44), deu-se por encerrado o preparo, tendo os autos, a seguir, sido submetidos à apreciação da autoridade julgadora monel D M F - RJ/1.° C - C - Secgra1 - •00/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0813/504.748/69 3. Ac6rdão n9 101-72.843 crática, que na sua decisão reduziu parcialmente a exigência ao fun - damentar: "De acordo com as decisões (segundas vias aqui anexas: fOlhas 52 e 53) por mim, nesta data,pro feridas nas reclamações formuladas contra os pr-o cessos fiscais n9s. 504.572 e 504.573/69, ins- taurados contra a pessoa jurídica ("K. Sato & Cia. Ltda".) e dos quais o presente é simples decorrência; e no uso da delegação de competên- cia preceituada na Portaria DRF-SP n9 51/69, co nheço da reclamação, por tempestiva, para defe-1 rl-la em parte, a fim de reduzir as multas dos exercícios de 1964 e 1965, para 50% (cinqüenta por cento), e as dos exercícios de 1966 e 1967, para 150% (cento e cinqüenta por cento)". 4. Cientificada dessa decisão e dela discordando o sujeito passivo interpôs o recurso de fls. 48/51, lido na Integraem sessão, e de onde se extrai: "5. Há inquestionável dependência dos lançamen- tos que dão margem ao presente recurso aos pro- cessos retro mencionados e, assim sendo, enquan to não forem os mesmos decididos definitivamen- te, não há como deles extrair novas conseqüên- cias. Se esse Egrégio Conselho ao qual a K. Sa to & Cia. Ltda. está recorrendo de decisões prU feridas naqueles feitos, julgar improcedente -á."- pretensão do Fisco, ficarão os lançamentos ora . contestados sem embasamento jurídico ou fático. . 6. Mas, se ineficaz fosse a preliminar trazida a colação, o que o recorrente admite apenas para argumentar, ainda assim os lançamentos merece- riam sérios reparos quanto ãs multas aplicadas, as quais, nos exercícios financeiros de 1966 e 1967, não poderiam ter sido calculadas à razão de 150%". "11. Ademais, não poderia a multa ter incidido sobre a totalidade do imposto apurado para os exercícios de 1964 a 1967, uma vez que, admiti- das as irregularidades, teriam elas ocorrido a- penas em relação aos rendimentos da cédula "F", não cabendo penalidade sobre os clasSificados regularmente nas demais cédulas. Assim sendo, o imposto complementar deveria ter sido proporcio nado ao rendimento líquido da cédula "F" para 7 , somente sobre o resultado A operação, indidir a multa pleiteada, de 50%" , > ("7- . SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0813/504.748/69 4. Acórdão n9 101-72.843 5. Da leitura das peças de fls. 62/65 e 71 a 74 , colhe-se que a exigência constante dos autos do Processo n9 504.753/ /69 isto e, o referente aos lucros arbitrados nos exercícios de 1963 a 1965, foi objeto de parcelamento e integralmente recolhido e que pelo Acórdão n9 1.7-475, de 26/6/75, a Colenda Sétima Câmara Provisó_ ria deu provimento parcial ao recurso interposto nos autos do Proces so n9 504.752/69 que cuidava da glosa dos autos de publicidade e pro paganda n,nos exercícios de 1966 e 1967, reduzindo a multa de 150% pa Lr> ra 50% .(r ,. 2 o relatório. _ , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0813/504/748/69 5. Acórdão n9 101-72.843 VOTO Conselheiro AMADOR OUTERELO FERNANDEZ, Relator: Conforme jurisprudência mansa e pacífica deste Conselho, o decidido nos litígios da pessoa jurídica (procedimentos matrizes) quanto ã. matéria que, por sua natureza ou decorrência de lei, acarreta reflexo na tributação das pessoas físicas ou na fonte, faz coisa julgada nos processos decorrentes, eis que se houvesse pos sibilidade de novo pronunciamento sobre os mesmos fatos poder-se-iam . estabelecer contraditórios, desaconselháveis sob o ponto de vista so_ cial e legal. Nesta linha de raciocínio mantenho, em conformi- dade com as decis8es administrativas nos autos dos processos princi- pais, a exigência do tributo sobre as parcelas incluídas na cédula "F" das declaraçOes de rendimentos, apresentadas pelo recorrente,por reflexo. Quanto a multa, em razão da decisão objeto do aresto prolatado pela 7a. Câmara, também o reduzo para 50% nos exer- cícios de 1966 e 1967, visto que quanto aos demais exercícios (1964 e 1965) já havia sido reduzida para igual percentual pela autoridade recorrida. No que diz respeito ã outra pretensão do recor- rente,ou seja, de que a multa de 50% somente deveria incidir -sobre o tributo devido pela inclusão das parcelas na cédula "F" e não so- bre todo o tributo devido que engloba os rendimentos das demais cédu- las: embora a colocação seja correta não há como reduzir nada, pois pelos cálculos de fls. 24 a 27 verifica-se que somente foi exigida a multa sobre a diferença do imposto devido, o que implica dizer que ela foi calculada apenas sobre as parcelas acrescidas ex officio e não sobre os rendimentos regularmente oferecidos á tributação pelo t recorrente. , 1 Em face do exposto, dou provimento parcial ao e - , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0813/504.748/69 6. AcOrdão n9 101-72.843 curso paa reduzir a multa de 150% para 50%, nos exercícios de 1966 e 1967 ,N 5j1,1'/1 AMADOR Ow''' I'"#e RNANDEZ PRESIDENTE E RELA- TOR: Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1

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