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Numero do processo: 10830.003448/2003-17
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES
Exercício: 1998
CIRCUNSTÂNCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES FEDERAL.
O exercício de atividade representação comercial é circunstância que impede o ingresso ou a permanência no Simples Federal, bem assim a de importação, esta última até a publicação da Medida Provisória n° 1991-15, de 10/03/2000.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3802-000.027
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Vencido o Conselheiro Luís Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (Suplente) que dava aprovimento.
Nome do relator: MARIA DE FATIMA OLIVEIRA SILVA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Exercício: 1998 CIRCUNSTÂNCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES FEDERAL. O exercício de atividade representação comercial é circunstância que impede o ingresso ou a permanência no Simples Federal, bem assim a de importação, esta última até a publicação da Medida Provisória n° 1991-15, de 10/03/2000. Recurso Voluntário Negado.
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TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10830.003448/2003-17 Recurso n° 142888 Voluntário Acórdão n° 3802-00.027 — 2 Turma Especial Sessão de 16 de março de 2009 Matéria SIMPLES - INCLUSÃO Recorrente EPM COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA. Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS M/CROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Exercício: 1998 CIRCUNSTÂNCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO BOU PERMANÊNCIA NO SIMPLES FEDERAL. O exercício de atividade representação comercial é circunstância que impede o ingresso ou a permanência no Simples Federal, bem assim a de importação, esta última até a publicação da Medida Provisória n° 1991-15, de I 0/03/2000. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatem. Vencido o Conselheiro Luís Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (Suplente) que dava aprovimento. BACIA )" ° - KTJtkJANOTJAMORIM - Presidente / / , q1-) .."-;417/1t MARIA DE FÁTIMA 'OLt vr SILVA - Relatora EDITADO EM: 21/09/2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia 1-1Mena Trajano Damorim, Maria de Fátima Oliveira Silva e Luis Alberto Pinheiro Gomes e Aleoforado. Relatório A empresa, devidamente identificada nos autos, apresenta petição à 11.01, requerendo sua inclusão no Simples, com data retroativa a 01/01/1998, alegando que apresentou Ficha cadastral da Pessoa Jurídica em 29/01/1998. O pedido foi negado pelo órgão de origem através do DESPACHO DRFB/CPS/SEORT/2007 (fi. 48), sob o fundamento de que, na verificação dos requisitos de admissibilidade contidos na Lei n° 9.317/95, as atividades exercidas pelo contribuinte, conforme alteração contratua/ (fis.36/37), vedam a opção pretendida, conforme artigo 9°, inciso XII "a" e inciso XIII, da Lei n°9.317/96. Cientificada do feito em 05112/2007 (fl. 56), a requerente interpôs manifestação de inconformidade em 27/1212007 (fls. 57/64), alegando, em síntese que: pleiteou, em 29/05/2003, junto à Delegacia da Receita Federal em Campinas-SP, sua inclusão retroativa à data de 01/01/1998 no SIMPLES FEDERAL; sempre cumpriu com todas as obrigações acessórias que estavam a seu cargo, tendo apresentado, desde o ano calendário de 1998, todas as Declarações Anuais Simplificadas, previstas para empresas optantes desse regime, e efetivou todos os recolhimentos mensais dos tributos unificados mediante preenchimento de guia especifica (DÁRF-SIMPLES), sob o código 6106; A negativa de inclusão retroativa da pessoa jurídica impugnante no SIMPLES FEDERAL relativa aos anos-calendário de 1998, 1999, 2000, 2001 e 2002, está superada, devido ao transcurso do prazo para a manifestação da Fazenda sobre a possibilidade de ser incluída, ou não, nessa sistemática,- No período em que efetuava seus recolhimentos e apresentava suas declarações, não houve pronunciamento da Administração acerca dessa reiterada conduta, é possível afirmar a ocorrência da chamada homologação tácita por parte da Fazenda, prevista no art. 150, § 4°, do Código Tributário Nacional; A intenção da empresa 1mpugnante sempre foi estar na sistemática do SIMPLES, tanto que efetuava todos os recolhimentos sob o código 6106, bem corno entregava suas declarações na forma simplificada; O Despacho Decisório reconhece que a intenção da Contribuinte está comprovada e, deve ser ratificada a instrução contida no Ato Declarató rio Intetpretativo SRF (ADI) n°16, de 02/10/2002, que autoriza o Delegado da Receita Federal a proceder at inclusão de oficio no SIMPLES, desde que seja possível 2 Processo n° 10830.003448/2003-17 S3-TE02 Acórdão n.°3802-00.027 Fl. 100 identificar a intenção inequívoca do contribuinte em aderir tal sistemática; Alega que o contrato social não faz prova do exercício da atividade impeditiva; Para sustentar a impossibilidade de opção no SIMPLES, em função da atividade, deveria o Fisco comprovar o exercício da atividade impeditiva, não bastando mencionar o contrato social; O Despacho Decisório DRFB/CPS/SEORT/2007 deve ser declarado nulo, pois não faz prova do exercício efetivo das atividades tidas como impeditivas, apenas constata o óbvio, sua previsão no contrato social; Cita em seu arrazoado, solução de Consulta sobre a matéria de que ora se trata (lis. 61/62); afirma que comercializa ferragens para construções, fechaduras - e dobradiças, cuja atividade não é vedada pela legislação; conclui pelo acatamento de sua manifestação de inconformidade para declarar a insubsistência do Despacho Decisório DRFB/CPS/SEORT/2007, com sua inclusão retroativa ao Sistema de Pagamento de Impostos e Contribuições das Micro empresas e das Empresas de Pequeno Porte-SIMPLES e a homologação dos procedimentos praticados. A Turma da DR.T/Campinas/SP, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação do contribuinte, prolatando a seguinte ementa : ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE-SIMPLES. Exercício: 1998 CIRCUNSTÂNCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES FEDERAL O exercício de atividade representação comercial é circunstância que impede o ingresso ou a permanência no Simples Federal, bem assim a de importação, esta última até a publicação da Medida Provisória n° 1991-15, de 10/03/2000. Solicitação Indeferida Ciente, da mencionada decisão em 29/705/2008 (fls. 79), a contribuinte apresentou Recurso Voluntário tempestivo, às fls. 81/92, reafirmando os fatos alegados na inicial. . • • o Relatório. 7, • •., .2-27 3 Voto • Conselheira MARIA DE FÁTIMA OLIVEIRA SILVA, Relatora O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Versa a matéria em comento sobre a vedação à inclusão retroativa da recorrente na sistemática do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte—SIMPLES, sob o argumento de que as atividades por ela exercidas, conforme alteração contratual de fls. 36/37, impedem a sua opção pelo regime simplificado de tributação. Pela leitura dos documentos acostados aos autos, depreende-se constar da terceira alteração de seu Contrato Social a atividade de Comércio e representações de ferragens para construções, fechaduras, dobradiças, etc...importação e exportação. De fato, o inciso XII, "a" e XIII, ambos do art. 90 da Lei 9317/96, dispõe sobre a vedação à opção pelo SIMPLES pela pessoa jurídica que realize operações relativas à importação de produtos estrangeiros e de representante comercial, ia verbis: "Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: XII- que realize operações relativas a: importação de produtos estrangeiros; (Revogado pela Medida Provisória n°2158-35, de 2001) XIII— que preste serviços No que se refere aos fatos, cotejando os argumentos expendidos pela decisão a guo e pela recorrente, conclui-se que o essencial para o deslinde da questão consiste na constatação se a atividade descrita no Contrato Social da empresa, anexada aos autos às fls. 36/37, de fato não foi prestada. Resta obscuro, no entanto, que a recorrente, quando do inicio de suas atividades (28/06/94), em sua Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica (II 2), apresenta como atividade econômica principal Comércio e Representaç'ões Ferragens p/Construção, mantendo, como vimos, em sua terceira alteração contratual (25/04/1997), a atividade de REPRESENTAÇÃO, que conforme alegado, não a exerce. Observe-se, ademais, que a empresa recorrente, a par de suas alegações, não traz aos autos, documentos a bem comprovar, de forma irrefragável, que os serviços prestados não se confundem com as atividades impeditivas na referida norma legal, inda que constem do seu Contrato Social. Apesar de saber da necessidade de fazer juntada aos autos das notas fiscais de vendas e demais documentos a fim de comprovar a atividade efetivamente exercida, limita-se, a recorrente, a atribuir à autoridade administrativa a responsabilidade pela comprovação desta atividade, inobstante, repita-se, o Contrato Social e a Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica atestarem ser Comercio e Representação Comercial a sua atividade econômica principal 4 Processo n° 10830.003448/2003d 7 S3-TE02 Acórdão n.°3802-00.027 Fl. 10 A par do equivoco ora defendido, vale aqui lembrar os termos do art. 16 do Decreto n°70.235/72: "Art. 15 [..] § 4° A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refira-se a fato ou direito superveniente; , c) destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazida aos autos." Observa-se, dessa forma, que os argumentos expendidos pela recorrente não a socorrem, haja vista, ausência sem sustentação legal. Cumpre repetir, e não é demais, que em razão das atividades contidas no bojo de seu objeto social, à recorrente não assiste fazer opção pela Sistemática do SIMPLES, considerando o impedimento constante nos inciso XII, "a" e inciso XIII, ambos do art. 90 da citada Lei n°9.317/1996. Desta feita, a Administração Tributária detectando a irregularidade, indeferiu o pedido através do Despacho de fls. 48, No que respeita a alegada nulidade da r. decisão recorrida, que segundo entendimento da recorrente, corroborou para o indevido indeferimento do pedido de sua inclusão no SIMPLES, importa registrar que o Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972, no Capitulo III, que trata "DAS NULIDADES", somente admite a nulidade ruis casos especificados nos termos dos incisos Te lido artigo 59 e artigo 60, ambos daquela norma legal, in verbis: Art. 59. São nulos: 1—os atos e termos lavrados por pessoa incompetente: 11— os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio. Dessa forma, o entendimento consignado na decisão de primeira instância não merece reparoâ, por absoluta ausência de fundamento legal diverso ou, de novas razões a serem apreciadas.j Ante o exposto e por tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário interposto, prejudicados os demais argumentos. MARIA DE FA4N, 4A ti LIVEIRA • • • 6
score : 1.0
Numero do processo: 17546.000138/2007-29
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 01/02/1997 a 30/04/1999
PREVIDENCIÁRIO. GLOSA SALÁRIO-FAMÍLIA.
Na forma da legislação, é pertinente glosar as deduções de salário-família praticadas pelo contribuinte as quais não foram efetivamente justificadas.
TAXA SELIC.
Conforme o comando da Súmula nº 4 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC é referencial para títulos federais
RecursoVoluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-002.225
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir do lançamento os créditos constituídos para as competências 02/97, 03/97, 05/97 e 06/97.
CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente.
IVACIR JÚLIO DE SOUZA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/02/1997 a 30/04/1999 PREVIDENCIÁRIO. GLOSA SALÁRIO-FAMÍLIA. Na forma da legislação, é pertinente glosar as deduções de salário-família praticadas pelo contribuinte as quais não foram efetivamente justificadas. TAXA SELIC. Conforme o comando da Súmula nº 4 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC é referencial para títulos federais RecursoVoluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir do lançamento os créditos constituídos para as competências 02/97, 03/97, 05/97 e 06/97. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente. IVACIR JÚLIO DE SOUZA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1901; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 17546.000138/200729 Recurso nº 501.331 Voluntário Acórdão nº 2403002.225 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 14 de agosto de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente PREFEITURA DO MUNICIPIO DE JUNDIAI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/02/1997 a 30/04/1999 PREVIDENCIÁRIO. GLOSA SALÁRIOFAMÍLIA. Na forma da legislação, é pertinente glosar as deduções de saláriofamília praticadas pelo contribuinte as quais não foram efetivamente justificadas. TAXA SELIC. Conforme o comando da Súmula nº 4 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC é referencial para títulos federais RecursoVoluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir do lançamento os créditos constituídos para as competências 02/97, 03/97, 05/97 e 06/97. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente. IVACIR JÚLIO DE SOUZA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 54 6. 00 01 38 /2 00 7- 29 Fl. 691DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 2 Relatório Abaixo transcrevo o Relatório de primeira instância, que após compulsar com os autos anuí: “Tratase de glosa de deduções realizadas pela contribuinte em epígrafe, as quais se referem a pagamento de saláriosfamília. Relata a Fiscalização que a municipalidade não indicava nos resumos das folhas de pagamento a quantidade de cotas pagas. Ademais, o saláriofamília pago aos servidores era indevido ou maior que o permitido pela legislação em vigor. A notificada apresentou sua impugnação por meio do instrumento de fls. 36/41. Preliminarmente, requer o reconhecimento da prescrição da exigência relativamente ao ano de 1995. A seu ver, o inciso I do artigo 45 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1.991, veda a exigência destes valores. Argüi que seu direito de defesa foi cerceado, pois as irregularidades apontadas pela Fiscalização não foram individualizadas. Sem esta individualização, não pôde identificar as irregularidades alegadas. Sustenta que os números apresentados pela Fiscalização podem abranger servidores estatutários, os quais não se submetem à legislação do Regime Geral de Previdência Social. Requer a improcedência do lançamento. Argumenta que o saláriofamília não era informado na folha de pagamento, porque era calculado manualmente em apartado. Aduz que o servidor Vicente de Paula integrava o quadro de pessoal variável, estando sujeito ao mesmo tratamento dispensado aos servidores estatutários. Acrescenta que apresentou à Fiscalização todos os documentos que permitiriam concluir pela regularidade do pagamento do benefício. Na continuação, protesta contra a utilização da taxa SELIC como juros de mora. Defende que a taxa não tem relação com a depreciação da moeda e é utilizada para remunerar o capital. Lembra que o Ministro Domingos Franciulli reconheceu a inconstitucionalidade destes juros. Por fim, lembra que a referida taxa excede o limite anual de 12%. Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. Da diligência Fl. 692DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.000138/200729 Acórdão n.º 2403002.225 S2C4T3 Fl. 3 3 Tendo em vista as argumentações apresentadas, a fls. 51, os autos foram baixados em diligência para que a Fiscalização individualizasse as irregularidades que motivaram o lançamento. Também foi solicitado que analisasse a possibilidade de que parte da dedução promovida pela municipalidade estivesse correta. A fls. 55, o Auditor Fiscal notificante informa que, conforme a Lei Municipal n° 557, de 10 de abril de 1.957, o saláriofamília é pago pela municipalidade com pressupostos diversos do benefício previsto na legislação da Previdência Social, o que demonstra que os pagamentos realizados não obedecem a legislação previdenciária. Salienta que está em questão a glosa de deduções realizadas indevidamente, não a remuneração decorrente do pagamento de saláriofamília em valor superior ao benefício previdenciário. Entende não ser possível se aceitar a alegação a respeito de eventual funcionário estatutário, pois a folha de pagamento deve ser elaborada nos ditames do inciso I e do §. 9°, ambos do artigo 225 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 6 de maio de 1.999. Em seguida, apresenta uma detalhada planilha informando quais os segurados empregados do Município bem como seus dependentes e os saláriosfamília pagos a eles. A fls. 195, a Fiscalização informa que a planilha contém os saláriosfamília pagos e os corretos e que a impugnante teve ciência de seu conteúdo, juntamente com a Resolução n° 1.506 da 7a Turma da DRJ Campinas. DA IMPUGNAÇÃO A impugnante foi cientificada do prazo de trinta dias para se manifestar. Em sua manifestação de fls. 602/603, a municipalidade, após descrever o procedimento fiscal, alega que não foram apresentadas as razões das diferenças apontadas pela Fiscalização. Cita o exemplo de três funcionários cujos filhos tinham idade abaixo do limite legal, mas que os saláriosfamília foram glosados pela Fiscalização. Defende que deveriam ter sido apontados os parâmetros legais aplicáveis a cada período para que os julgadores pudessem decidir a respeito da justeza das glosas. Assevera, por fim, que as conclusões da Fiscalização não merecem amparo, sendo inconsistente a apuração efetivada.” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Fl. 693DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 4 Após analisar as alegações da Impugnante, a 7ª Turma da Delegacia Da Receita Federal do Brasil de Julgamento.de Campinas (SP)DRJ/ CPS, em 19 de março de 2009, exarou decisão mediante o Acórdão n°0525.188 onde manteve o lançamento procedente em parte. Na oportunidade a instância “ad quod”, admitindo que crédito já estava extinto no lançamento original, reconheceu que decaíra o direito de a Fiscalização exigilo para o período de 08/1995 a 01/1997 e, ainda excluiu os créditos relativos às glosas de saláriosfamília recebidos pelos empregados que a Fiscalização não logrou êxito em demonstrar a irregularidade do pagamento. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Inconformada com o êxito parcial, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls. 623/630 onde reiterou a alegação que fizera tãosomente quanto a aplicação da taxa SELIC, contraarrazoou a decisão de primeira instância entendendo que seria nula a autuação tendo em vista a ocorrência de erro material. É o Relatório. Fl. 694DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.000138/200729 Acórdão n.º 2403002.225 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza Relator DA TEMPESTIVIDADE O recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. De plano, cumpre notar que o lançamento não trata de constituir créditos sobre obrigações principais ou acessórias mas tãosomente sobre glosa de valores deduzidos em GRPS. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. O Relatório Fiscal registra que: “ 1.1 A presente NFLD Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, esta sendo emitida em substituição às NFLDs DEBCAD n° 35.386.5575 e 35.386.5710, tornadas nulas em razão de erro formal na identificação do sujeito passivo. 1.2 O presente relatório fiscal originado pela Auditoria Fiscal desenvolvida no órgão municipal acima citado, compreendendo o período de 01/1995 a 06/2001, e tendo como amparo legal, o Mandado de Procedimento Fiscal n° 0928198300, e considerado como parte integrante desta Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD de n° 35.889.6614 de contribuições devidas ao INSS INSTITUTO NACIONAL DE SEGURIDADE SOCIAL e destinadas à Seguridade Social, correspondendo tais valores às contribuições devidas pela Empresa.” Mirando o período da autuação, 01/1995 a 06/2001, análise perfunctória enseja verificar hipótese decadencial ainda que não argüida em recurso. Ocorre que a questão foi colocada em sede de impugnação e enfrentando isto, na forma do § 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional – CTN, às fls. 617 e 620 , a instância a quo assim se manifestou: “A Fiscalização informa que a NFLD em julgamento foi lavrada em substituição das NFLD n's 35.386.5575 e 35.386.5710, constituídas em 26/02/2002 (data da ciência da contribuinte) e anuladas por vício formal.” “Portanto, apreciarei a defesa apenas em relação ao período posterior a 02/1997, (inclusive).” Fl. 695DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 6 Também às fls 56 o Auditor Fiscal revela que ao refazer as NFLDs substituídas já teria observado a decadência: “2.4 Devido ao longo tempo passado, informo que já ocorreu a decadência para possível levantamento para o período de 08/1995 a 12/1997.” Desse modo, não há que enfrentar hipótese decadencial. DO MÉRITO Nos argumentos recursais, destituído de prejudiciais de mérito senão pela inexigibilidade do depósito prévio, a recorrente tãosomente alegou que : “ Não obstante os apontamentos do I. Fiscal, e a r. decisão da 7a Turma da DRJ/CPS, destacamos, que em uma simples verificação dos valores apontados na Tabela DADR Discriminativo Analítico do Débito Retificado, Pág. 3 e 3.0, parte integrante do r. acórdão, com as cópias das Guias de Recolhimento da Previdência Social GRPS, constante dos autos, é possível constatar um erro material, pois, em alguns meses os valores considerados como original, competência 02/97,03/97, 04/97,05/97,06/97 e 12/98 referemse não somente a dedução de salário família, mas também o de Licença Gestante, que na GRPS, tinham o mesmo campo para dedução Campo 21 Deduções FPAS, onde somavam as duas deduções, o que ocasiona uma diferença de R$ 11.884,13 (onze mil, oitocentos e oitenta e quatro reais e treze centavos), no valor apurado e apresentado no r.acórdão.” (..) “Assim, importa destacar que, considerando o valor do débito retificado, para 27/03/2009 no valor de R$ 47.787,53 (quarenta e sete mil, setecentos e oitenta e sete reais e cinquenta e três centavos) apresentado na Intimação/SECAT/08124/n° 161/2009, e as diferenças apuradas e comprovadas no demonstrativo ofertado em linhas pretéritas (R$ 11.884,13), evidenciado está o equívoco apontado, devendo pois ser deferida a dedução do valor apurado, por ser de direito e de justiça.” Produziu planilha onde pretendeu demonstrar pontualmente o que asseverou,e reiterou atitude refratária a aplicação da taxa SELIC nos lançamentos. DA RESOLUÇÃO DESTA TURMA Analisado o Recurso Voluntário, os membros deste Colegiado resolveram, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência . Na oportunidade, especificamente em razão da sobredita alegação, relatei que, considerando que o auto referese à de glosa de deduções realizadas , sobre pagamento de saláriosfamília, tendo em vista a alegação da Recorrente de que houvera erro material na forma do abaixo transcrito, consoante a exegese do artigo 463, I, do CPC, determino que sejam Fl. 696DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.000138/200729 Acórdão n.º 2403002.225 S2C4T3 Fl. 5 7 remetidos os autos à Autoridade Fiscal para que se manifeste e providencie a correção, se for o caso, quanto ao que afirma o contribuinte: “ Não obstante os apontamentos do I. Fiscal, e a r. decisão da 7a Turma da DRJ/CPS, destacamos, que em uma simples verificação dos valores apontados na Tabela DADR Discriminativo Analítico do Débito Retificado, Pág. 3 e 3v0, parte integrante do v.acórdã"o, com as cópias das Guias de Recolhimento da Previdência SocialGRPS, constante dos autos, é possível constatar um erro material, pois, em alguns meses os valores considerados como original, competência 02/97,03/97, 04/97,05/97,06/97 e 12/98 referemse não somente a dedução de salário família, mas também o de Licença Gestante, que na GRPS, tinham o mesmo campo para dedução Campo 21 Deduções FPAS, onde somavam as duas deduções, o que ocasiona uma diferença de R$ 11.884,13 (onze mil, oitocentos e oitenta e quatro reais e treze centavos), no valor apurado e apresentado no v.acórdão.” DA RESPOSTA DA DILIGÊNCIA Às fls 662 , o Auditor Fiscal, atendeu a Diligência e excetuando o reclamado para as competências 04/97 e 12/98 procedeu Informação Fiscal registrando o que se abaixo se transcreve: “ Portanto deverá ser encaminhado o processo ao setor competente para providenciar a retificação da glosa ocorrida nas competências 02/97, 03/97, 05/97 e 06/97, considerando – e os novos valores (coluna – diferença apurada) conforme planilha de salário família acima ” Encaminhado o processo na forma acima orientada, às fls. 666, o servidor que recebera a incumbência manifestouse tal qual como se segue: “ (..) Pela Informação Fiscal de fls. 662/664, o AuditorFiscal responsável pela autuação analisou as alegações e concluiu pela correção de parte dos lançamentos, encaminhando o processo a este SECATDRFJUN, para correção dos respectivos débitos. O AuditorFiscal constatou que “incorretamente foi incluído o valor do saláriomaternidade em algumas competências”. Da leitura da informação fiscal, porém, concluise que não deveriam ser retificadas as competências 04/1997 e 12/1998. Nas palavras do AuditorFiscal: “nas competências 04/1997 e 12/1998 não se pode alegar tal situação (o valor retificado, ao se efetuar nova exclusão, será negativo)” (cf. fl. 663, ao final, grifos nossos). Mas, salvo melhor juízo, se os valores relativos ao salário maternidade foram incorretamente incluídos, haveria contradição em, ao final, mantêlos nos lançamentos. Entendemos que, se a exclusão dos valores indevidos implicar valor negativo de débito, o lançamento deveria ser Fl. 697DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 8 integralmente excluído para aquelas competências.”( grifos de minha autoria) Em resposta ao acima, às fls. 668, o Auditor Fiscal informou que : “o valor total desta rubrica, nunca pode ser menor (valor negativo) que os valores excluídos, podendo ser no máximo igual a zero e que como tal situação não ocorreu, e se houver interesse, é de competência exclusiva do contribuinte apresentar esclarecimentos necessários (memória de calculo) de como foi constituído o valor total lançado no campo deduções nas GPS/GRPS.” DA MANIFESTAÇÃO DA RESOLUÇÃO Muito embora o despacho de fls. 688, abaixo transcrito, confira tempestividade a Manifestação da Recorrente, o que se observa é que tendo sido intimada, em 21/12/2012, via Aviso de Recebimento – AR colacionado às fls. 676, o contribuinte interpôs a sobredita Manifestação em, 22/01/2013, conforme registro do protocolo às fls. 677. Assim intempestiva a manifestação, NÃO TOMO CONHECIMENTO: “ Sr. Chefe, em cumprimento à diligência formulada pela Resolução de fls. 652/657 foram realizados os trabalhos fiscais consignados às fls. 662/664, 668/670 e 671/673.O sujeito passivo foi devidamente cientificado da diligência e de seu resultado, conforme fls. 675/676 e apresentou, tempestivamente, a manifestação de fls. 677/687.Isto posto, proponho o retorno do processo ao CARFMFDF, para prosseguimento do contencioso administrativo.” Cumpre ressaltar que ainda que intempestiva a Manifestação, sendo tempestivo o Recurso Voluntário interposto alhures, é compulsório enfrentar as alegações ali contidas. Como foi visto alhures, no Recurso Voluntário a Recorrente interpôs alegações que foram submetidas em diligência para confronto da verdade material. O retorno da averiguação demonstrou que o Auditor Fiscal anuiu a quase totalidade dos reclamos deixando de fazêlo tãosomente em relação as competências 04/1997 e 12/1998. Analisados os argumentos da Informação Fiscal, aduz que corroboro o resultado da diligência. DA TAXA SELIC Conforme o comando da Súmula nº 4 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC aplicada é referencial para títulos federais, verbis: “ Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Fl. 698DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.000138/200729 Acórdão n.º 2403002.225 S2C4T3 Fl. 6 9 CONCLUSÃO Conheço do Recurso para , NO MÉRITO , DARLHE PROVIMENTO PARCIAL excluindo do lançamento os créditos constituídos para as competências 02/97, 03/97, 05/97 e 06/97. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 699DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
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Numero do processo: 11080.005650/00-99
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000
PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA NÃO DECLARADA. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO SUJEITO PASSIVO.
Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo, a quem aproveitaria a declaração de nulidade do acórdão recorrido, por preterição do direito de defesa, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta.
Numero da decisão: 3803-004.433
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito creditório de R$ 33.243,23, apurado em diligência.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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DIREITO CREDITÓRIO COMPROVADO. Comprovada a existência de parte do saldo credor pleiteado, após a reconstituição da escrita fiscal, devese reconhecer o direito creditório respectivo para fins de homologação da compensação declarada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA NÃO DECLARADA. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO SUJEITO PASSIVO. Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo, a quem aproveitaria a declaração de nulidade do acórdão recorrido, por preterição do direito de defesa, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito creditório de R$ 33.243,23, apurado em diligência. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 56 50 /0 0- 99 Fl. 475DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 476 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de retorno dos autos da repartição de origem, onde se cumpriu a diligência requerida por meio da Resolução nº 3803000.248, de 29 de janeiro de 2013, tendo sido o contribuinte cientificado dos resultados em 2 de abril de 2013, não se manifestando no prazo estipulado pela autoridade administrativa. O presente processo se originara de Pedido de Ressarcimento do IPI (fl. 01), relativo a insumos utilizados na fabricação de bens de informática, nos termos da Lei nº 8.248/1991, regulamentada pelo Decreto nº 792/1993, cumulado com Pedidos de Compensação (fls. 2 a 3). A autoridade administrativa da repartição de origem indeferiu o pleito, conforme Despacho Decisório de fl. 86, exarado em 5 de junho de 2001, fundamentandose nas conclusões da auditoria realizada pela Fiscalização (fls. 84 a 85), em que se reconstituiu a escrita fiscal da pessoa jurídica, com o ressurgimento de débitos não recolhidos, que foram, então, objeto de lançamento de ofício por meio de auto de infração (processo administrativo nº 11080.004458/200109). Cientificado do indeferimento de seu pedido, o contribuinte impugnou a decisão de origem (fls. 91 a 104), alegando que o auto de infração decorrente da auditoria encontravase em discussão na esfera administrativa, pelo que o crédito tributário nele exigido estaria com a exigibilidade suspensa e, uma vez que houvera o estorno, em sua escrituração fiscal, dos créditos do IPI vinculados à compensação pleiteada; a cobrança dos débitos decorrentes da não homologação da compensação implicaria em duplicidade de exigência. Informou o contribuinte que, em razão do pedido de ressarcimento formulado, providenciara, em sua escrituração fiscal, o estorno dos créditos do IPI vinculados à compensação pleiteada; em razão do que a cobrança dos débitos implicaria em duplicidade de exigência. Ressaltou, também, que os créditos em questão seriam legítimos à luz do mandamento constitucional e que eles deveriam ter sido levados em conta quando da lavratura do Auto de Infração (processo n° 11080.004458/200109), atuando como redutores do valor do IPI ali exigido, o que não se verificou, ou, então, deveriam ter sido mantidos na escrita fiscal por não se comunicarem com o lançamento de ofício. A DRJ Santa Maria/RS não conheceu da impugnação, por considerar que a carta cobrança, decorrente da insuficiência de créditos para quitar os débitos objeto do pedido de compensação, não comportaria reclamação perante a Delegacia da Receita Federal de Julgamento, por falta de objeto. Irresignado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 122 a 155) e repisou os argumentos apresentados na fase impugnatória, ressaltandose que, no Demonstrativo de Reconstituição da Escrita Fiscal promovida pela Fiscalização, constara que no mês de dezembro de 2000 teria restado um saldo credor no valor de R$ 149.473,61. Fl. 476DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 477 3 A repartição de origem negou seguimento ao Recurso Voluntário, em razão do que o contribuinte impetrou mandado de segurança, no qual obteve liminar para que fosse dado seguimento à peça recursal e que se suspendesse a exigibilidade dos créditos tributários respectivos (fls.165 a 168). Em sessão realizada em 20 de novembro de 2007, a Terceira Câmara do então Segundo Conselho de Contribuintes decidiu por anular o processo desde a decisão de primeira instância (fls. 174 a 179), considerandose que, contra o indeferimento de ressarcimento do IPI, caberia manifestação de inconformidade, a ser apreciada pelas Delegacias da Receita Federal de Julgamento nos termos do Decreto n° 70.235/72 e §§ 1° e 2° do art. 10 da Instrução Normativa SRF n° 21/97. Em nova decisão, exarada em 5 de junho de 2008, a DRJ Santa Maria/RS indeferiu a solicitação (fls. 186 a 191), tendo considerado o julgador a quo que, pelo fato de não ter havido, materialmente, expressa oposição ao indeferimento do pedido de ressarcimento, nem contra a não homologação das compensações declaradas, a manifestação de inconformidade deveria ser julgada improcedente, declarandose a definitividade do Despacho Decisório de fl. 85. Cientificado dessa última decisão em 25 de julho de 2008 (fl. 198), o contribuinte interpôs, em 25 de agosto de 2008, novo Recurso Voluntário (fls. 199 a 209), e arguiu, em preliminar, a nulidade do acórdão recorrido por ter sido exarado por Delegacia de Julgamento localizada fora do seu domicílio fiscal, em afronta à decisão judicial em que se pôs em suspeição julgamento realizado nesses termos, bem como pelo descumprimento do disposto no caput do art. 31 fine do Decreto n° 70.235/1972, por não ter apreciado as razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. Alegou, também, que o crédito tributário consignado na Intimação n° 04/262/2001 estaria definitivamente constituído na data de 09/07/2001, dia em que tivera ciência do DESPACHO DECISÓRIO do Delegado da Receita Federal em Porto Alegre, encontrandose prescrita a ação de cobrança relativamente à parcela do imposto, uma vez que, em julho do anocalendário de 2008, já teria sido ultrapassado o prazo prescricional previsto no art. 174 do CTN. No mérito, alegou o Recorrente que a Fiscalização desconsiderara o majoritário saldo credor, se considerado todo o período examinando, tendo efetuado a autuação em razão de se terem encontrado saldos devedores em alguns meses, totalizando R$ 261.028,35, enquanto que, em todos os demais meses, havia saldos credores não considerados na apuração, tendose por violado o princípio da nãocumulatividade do IPI. Em 6 de julho de 2011, esta Terceira Turma Especial, por meio da Resolução nº 380300.108, decidiu por converter o julgamento em diligência à repartição de origem para que, em despacho conclusivo, se apropriasse, ao presente processo, o resultado final do processo administrativo nº 11080.004458/200109, em que se discutia o auto de infração lavrado em decorrência da reconstituição da escrita da pessoa jurídica, bem como que se confirmassem os saldos credores apontados pela Fiscalização nas planilhas de fls. 72 a 85 acerca de sua disponibilidade para eventual compensação. Em 14 de novembro de 2012, a repartição de origem, por meio da Informação Fiscal de fls. 408 a 410, informou que, em relação ao resultado final do processo administrativo Fl. 477DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 478 4 n° 11080.004458/200109, o contribuinte desistira do feito, tendo sido incluída a totalidade dos débitos no parcelamento instituído pela Lei 11.941/2009 (fls. 220 a 229). Quanto aos saldos credores apurados pela Fiscalização, informouse que, após os ajustes efetuados na reconstituição da escrita (fls. 313 a 322), ajustes esses decorrentes da (i) inclusão dos créditos e débitos de IPI referentes ao 2° e 3° decêndios de janeiro de 2000, do (ii) do estorno do débito de IPI escriturado pelo contribuinte a título de ressarcimento de saldo credor de IPI referente ao 1° e 2° trimestres de 2000, no montante de R$ 174.706,93, e do (iii) estorno do pedido de ressarcimento de saldo credor de IPI referente ao 4° trimestre de 2000, ressarcido e compensado ao contribuinte no valor de R$ 147.702,36 (processo n°11080.000425/0181), que restou saldo credor de IPI disponível de R$ 33.243,23 em 31/12/2000. Por fim, ressaltou a autoridade administrativa que, caso o saldo credor de R$ 33.243,23 viesse a ser concedido ao contribuinte no 2° trimestre de 2000, que a reconstituição da escrita ficaria conforme demonstrado nas folhas 322 a 327 (atuais fls. 402 a 407). Cientificado dos resultados da diligência em 2 de abril de 2013 (fl. 473), por força da determinação contida na Resolução nº 380300.248, de 29/1/2013 (fls. 411 a 418), o contribuinte não se manifestou, conforme despacho de fl. 474. É o Relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Os resultados da diligência requerida por esta Turma Especial podem assim ser sintetizados: a) em relação ao resultado final do processo administrativo n° 11080.004458/200109, em que se discutiu o auto de infração lavrado em decorrência da reconstituição da escrita da pessoa jurídica, o contribuinte desistiu do feito, sendo incluída a totalidade dos débitos no parcelamento instituído pela Lei 11.941/2009 (fls. 220 a 229); b) quanto aos saldos credores apurados pela Fiscalização, após os ajustes efetuados pela repartição de origem quando da realização da diligência, restou saldo credor de IPI disponível de R$ 33.243,23 em 31/12/2000. Segundo a Fiscalização, portanto, uma vez que o auto de infração transitara em julgado na esfera administrativa, com o valor do crédito tributário lançado acolhido pelo sujeito passivo por meio de adesão ao parcelamento, e, tendo em vista que parte do saldo credor pleiteado em outro processo, no montante de R$ 147.702,36 (processo n°11080.000425/0181), já havia sido ressarcido ao contribuinte, teria restado, em 31/12/2000, o saldo credor passível de ressarcimento no valor de R$ 33.243,23. Fl. 478DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 479 5 Não obstante o contribuinte, devidamente intimado, não ter se pronunciado acerca dos resultados da diligência, o presente julgamento decorre do Recurso Voluntário por ele interposto (fls. 199 a 209), devendose pautar, portanto, às provas e aos motivos de fato e de direito em que se fundamenta a discordância do Recorrente então apresentada. Quanto às preliminares de nulidade arguidas pelo Recorrente, repetese aqui a análise que constara da Resolução nº 380300.108, de 6 de julho de 2011 (fls. 293 a 296). Improcede a alegação de nulidade da decisão recorrida por ter sido exarada em localidade diversa do domicílio fiscal da pessoa jurídica, pelo fato de que a Secretaria da Receita Federal do Brasil se encontra estruturada regimentalmente, sendo prevista a criação de Delegacias de Julgamento em determinadas circunscrições, estas predefinidas em razão da matéria a ser julgada e não em decorrência do domicílio fiscal dos contribuintes. Sem fundamento, também, a alegação de prescrição do débito exigido, pois, nos termos do art. 174 do Código Tributário Nacional (CTN), a ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em 5 anos contados da data de sua constituição definitiva, sendo que esta somente se configura após o trânsito em julgado no Processo Administrativo Fiscal, uma vez que os créditos tributários discutidos, por meio de reclamações e recursos, se encontram com a exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151, III, do mesmo diploma legal. Contudo, relativamente à alegação de nulidade da decisão a quo por falta de apreciação das razões de defesa suscitadas pelo ora Recorrente, tal decisum requer uma análise mais detalhada, a qual passa a ser feita a seguir. A reclamação apreciada pela DRJ Santa Maria/RS é aquela presente às fls. 91 a 104, em que o contribuinte, expressamente, afirma que estaria impugnando todos os despachos que deram causa à intimação nº 04/262/2001, dentre eles o denegatório do seu pedido de ressarcimento. Em sua peça impugnatória, o contribuinte relatou a sequência de procedimentos levados a efeito na repartição de origem, registrandose que o indeferimento do seu pedido de ressarcimento e, por conseguinte, das compensações pleiteadas, decorrera das verificações fiscais em que a sua escrita fiscal fora reconstituída, do que emergiram débitos não recolhidos, relativos a vendas de mercadorias não abrangidas pela isenção da Lei nº 8.248/1991. Conforme apontado pelo então Impugnante/Manifestante, a reconstituição da escrituração fiscal realizada pela Fiscalização, da qual decorrera a lavratura do auto de infração, controlado em outro processo administrativo, fez com que o direito creditório pleiteado neste processo fosse absorvido pelas alterações produzidas, fazendo com que a matéria relativa ao ressarcimento e à compensação se tornasse dependente do que viesse a ser decidido no julgamento administrativo do auto de infração (ver fl. 101). Além disso, contrapôsse o contribuinte ao entendimento da autoridade administrativa de origem quanto à glosa dos saldos credores do imposto constantes da escrita fiscal em consequência do lançamento de ofício, pois, na linha de sua defesa, os créditos em questão seriam legítimos à luz do mandamento constitucional e deveriam ter sido levados em conta quando da lavratura do Auto de Infração (processo n° 11080.004458/2001), atuando como redutores do valor do IPI ali exigido ou, então, mantidos na escrita fiscal por não se comunicarem com o lançamento de ofício. Fl. 479DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 480 6 Salientou, ainda, o contribuinte, em sua reclamação, que “se dúvidas existissem quanto à legitimidade dos créditos em exame, em virtude da Impugnante ter considerado que os seus produtos de informática estavam ao abrigo da isenção prevista no art. 40 da Lei n° 8.248/91, estas dúvidas estariam nulificadas em decorrência da ação fiscal que entendeu como tributáveis as saídas desses produtos”, exigindose “o recolhimento do valor do IPI que não foi lançado nas respectivas notas fiscais” (fl. 104). Dessa forma, constatase, de forma inequívoca, que, diferentemente do alegado pela autoridade administrativa de piso, houve sim expressa oposição ao indeferimento do pedido de ressarcimento e à não homologação das compensações declaradas, tendo o contribuinte se insurgido, “materialmente” – termo utilizado pelo relator a quo –, contra o procedimento fiscal do qual decorrera o Despacho Decisório de fl. 85. Portanto, conforme acima demonstrado, mostrase totalmente desconforme com a realidade dos autos a alegação da autoridade julgadora de piso de que a manifestação de inconformidade não teria, expressa e materialmente, se oposto ao indeferimento do pedido de ressarcimento, pois, ainda que o contribuinte não tivesse utilizado os termos referenciados pelo relator, o conteúdo de sua reclamação leva, inexoravelmente, a essa mesma direção, não se vislumbrando ausência de contestação a reclamar a definitividade do teor do despacho decisório. Dessa forma, diante do contido nos artigos 31 e 59, inciso II, do Decreto nº 70.237/1972 (Processo Administrativo Fiscal PAF), poderseia concluir pela nulidade da decisão recorrida (Acórdão nº 189.160 – 1ª Turma da DRJ/STM), por não ter se manifestado quanto às razões de defesa suscitadas pelo impugnante, acarretandose a preterição do seu direito de defesa. Contudo, diante do contido no art. 59, § 3º, do Decreto nº 70.235/1972 (Processo Administrativo Fiscal – PAF), “[q]uando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta”. Passase, portanto, à análise do mérito, para fins de se aferir a possibilidade de se declarar ou não a nulidade atestada. De início, constatase que o indeferimento do pedido decorrera, diretamente, da nova apuração do IPI levada a efeito pela Fiscalização, sendo que, como o auto de infração transitou em julgado, com a inclusão do crédito tributário no parcelamento, o valor ali exigido se tornou definitivamente constituído, devendo ser mantida a reconstituição da escrita fiscal. De acordo com os resultados da diligência, após os ajustes efetuados na reconstituição da escrita (fls. 313 a 322), ajustes esses decorrentes da (i) inclusão dos créditos e débitos de IPI referentes ao 2° e 3° decêndios de janeiro de 2000, do (ii) do estorno do débito de IPI escriturado pelo contribuinte a título de ressarcimento de saldo credor de IPI referente ao 1° e 2° trimestres de 2000, no montante de R$ 174.706,93, e do (iii) estorno do pedido de ressarcimento de saldo credor de IPI referente ao 4° trimestre de 2000, ressarcido e compensado ao contribuinte no valor de R$ 147.702,36 (processo n°11080.000425/0181), que restou saldo credor de IPI disponível de R$ 33.243,23 em 31/12/2000. Fl. 480DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 481 7 É possível verificar na planilha de fls. 403 a 407 que o saldo credor existente no final do ano de 2000 decorrera dos ajustes promovidos pela Fiscalização nos períodos anteriores, assim como de outros pedidos efetuados pelo contribuinte e já ressarcidos. Ainda que se considere que, no final do 2º trimestre de 2000, que corresponde ao período sob análise neste processo, havia um saldo credor de R$ 101.635,76 (fl. 402), há que se reconhecer que parte desse saldo foi absorvido pelo lançamento de ofício – cujo crédito tributário veio a ser incluído no parcelamento pelo Recorrente –, assim como por pedidos de ressarcimento posteriores, já reconhecidos pela repartição de origem (fl. 402). Dessa forma, resta disponível o saldo credor no montante apontado pela Fiscalização, qual seja, R$ 33.243,23. Uma vez que o Recorrente, devidamente cientificado, não se manifestou quanto aos resultados da diligência, concluise pelo seu assentimento quanto às conclusões da repartição de origem. Nesse sentido, poderseia argumentar que, uma vez que a Delegacia de Julgamento, nas duas vezes em que decidiu nos presentes autos, não se manifestara acerca do mérito do pedido de ressarcimento e da declaração de compensação, por considerar que o contribuinte não havia contestado expressamente o despacho decisório, os presentes autos, em respeito ao princípio do duplo grau de jurisdição, deveriam retornar àquela instância para julgamento. Contudo, caso assim se decidisse, considerando que o julgador de piso se esquivara de analisar o pedido do contribuinte em toda a sua extensão, em indubitável preterição do seu direito de defesa, os acórdãos de primeira instância deveriam ser declarados nulos, por força da determinação contida no art. 59, inciso II, in fine, do Decreto nº 70.235, de 19721. No entanto, tendo em vista o assentimento tácito do Recorrente quanto aos resultados da diligência, a desistência total do recurso interposto no processo administrativo em que se discutia o auto de infração, o valor de R$ 147.702,36 já ressarcido e compensado no processo administrativo n° 11080.000425/0181 e o contido no § 3° do art. 59 do Decreto nº 70.235, de 19722, esta Turma não pode declarar a nulidade do acórdão de piso, uma vez que se encontra apta a decidir do mérito a favor do sujeito passivo, na extensão do que restou controvertido. Registrese, por fim, que, tendo o contribuinte acatado o crédito tributário exigido no auto de infração, optando por quitálo por meio de parcelamento, temse por desconstituída a peça chave de sua defesa no recurso voluntário, pois, nessa peça recursal, a sua insurgência se baseara, precipuamente, no lançamento de ofício realizado, segundo ele, em desrespeito à não cumulatividade do IPI. 1 Art. 59. São nulos: (...) II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. 2 Art. 59 (...) § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. Fl. 481DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 482 8 Diante do exposto, voto por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário, no sentido de reconhecer o direito creditório remanescente no montante de R$ 33.243,23, valor esse que deverá ser considerado pela autoridade administrativa de origem na homologação parcial da compensação declarada. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 482DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 10183.005241/2001-97
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 1997
Ementa: DECADÊNCIA HOMOLOGAÇÃO.
No lançamento por homologação, o que se homologa é a atividade do contribuinte, consistente nos atos de apuração da base de cálcuio do tributo, mesmo que esta seja nula e, ainda que inexistente qualquer pagamento. A contagem do prazo decadencial se dá a partir do fato gerador do tributo, que no caso em questão foi mensal.
Recurso Extraordinário Não Provido.
Numero da decisão: 9900-000.177
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Vencidos os Conselheiros Adriana Gomes Rego, Leonardo Andrade Couto, Francisco Assis de Oliveira Júnior, Júlio César Vieira Gomes, Elias Sampaio Freire, Henrique Pinheiro Torres, Judith do Amaral Marcondes Armando, Gilson Rosenburg Filho, José Adão Vitorino de Moraes (Suplente Convocado) e Carlos Alberto Freitas Barreto. Acompanham pelas conclusões os conselheiros Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho, Antônio Carlos Guidoni, Karen Dias e Nanci Gama.
Matéria: IRPJ - tributação de lucro inflacionário diferido(LI)
Nome do relator: Caio Marcos Candido.
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 1997 Ementa: DECADÊNCIA HOMOLOGAÇÃO. No lançamento por homologação, o que se homologa é a atividade do contribuinte, consistente nos atos de apuração da base de cálcuio do tributo, mesmo que esta seja nula e, ainda que inexistente qualquer pagamento. A contagem do prazo decadencial se dá a partir do fato gerador do tributo, que no caso em questão foi mensal. Recurso Extraordinário Não Provido.
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decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Vencidos os Conselheiros Adriana Gomes Rego, Leonardo Andrade Couto, Francisco Assis de Oliveira Júnior, Júlio César Vieira Gomes, Elias Sampaio Freire, Henrique Pinheiro Torres, Judith do Amaral Marcondes Armando, Gilson Rosenburg Filho, José Adão Vitorino de Moraes (Suplente Convocado) e Carlos Alberto Freitas Barreto. Acompanham pelas conclusões os conselheiros Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho, Antônio Carlos Guidoni, Karen Dias e Nanci Gama.
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Numero do processo: 10821.000702/2004-15
Data da sessão: Thu Sep 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1999
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.
Tendo sido regularmente oferecida e amplamente exercida pela autuada a oportunidade de manifestar-se contra a autuação restam descaracterizadas as
alegações de cerceamento de direito de defesa.
Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1999
DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.
Nos tributos submetidos ao denominado lançamento por homologação, expirado o prazo previsto no parágrafo 4° do art. 150 do CTN sem que a Administração Tributária se tenha pronunciado, independente de ter havido ou não pagamento prévio, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.
DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS.
Declarada a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, pelo
Supremo Tribunal Federal (Súmula Vinculante n° 8 — DOU de 20.06.2008),
cancela-se o lançamento que não observou o prazo qüinqüenal previsto no
Código Tributário Nacional.
Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1999
DEPÓSITO BANCÁRIO. OMISSÃO DE RECEITAS.
Configuram omissão de receita os valores creditados em conta de depósito ou
de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o
titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA OU DECORRENTE. CSLL. PIS/PASEP.
COFINS.
Tratando-se de lançamentos decorrentes ou reflexos efetuados em razão dos
mesmos fatos que deram origem ao lançamento principal — IKPJ, aplica-se
àqueles a mesma decisão adotada quanto à exigência deste, em razão da
íntima relação de causa e efeito que os vincula.
Numero da decisão: 1102-000.311
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de decadência dos fatos geradores correspondentes ao IRPJ e CSLL até o terceiro trimestre de 1999, inclusive, e, para o PIS e a Cofins, até o mês de outubro de 1999, inclusive.
No mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: João Otávio Oppermann Thomé
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1999 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Tendo sido regularmente oferecida e amplamente exercida pela autuada a oportunidade de manifestar-se contra a autuação restam descaracterizadas as alegações de cerceamento de direito de defesa. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1999 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Nos tributos submetidos ao denominado lançamento por homologação, expirado o prazo previsto no parágrafo 4° do art. 150 do CTN sem que a Administração Tributária se tenha pronunciado, independente de ter havido ou não pagamento prévio, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. Declarada a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, pelo Supremo Tribunal Federal (Súmula Vinculante n° 8 — DOU de 20.06.2008), cancela-se o lançamento que não observou o prazo qüinqüenal previsto no Código Tributário Nacional. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1999 DEPÓSITO BANCÁRIO. OMISSÃO DE RECEITAS. Configuram omissão de receita os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações. TRIBUTAÇÃO REFLEXA OU DECORRENTE. CSLL. PIS/PASEP. COFINS. Tratando-se de lançamentos decorrentes ou reflexos efetuados em razão dos mesmos fatos que deram origem ao lançamento principal — IKPJ, aplica-se àqueles a mesma decisão adotada quanto à exigência deste, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de decadência dos fatos geradores correspondentes ao IRPJ e CSLL até o terceiro trimestre de 1999, inclusive, e, para o PIS e a Cofins, até o mês de outubro de 1999, inclusive. No mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
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OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Recorrente EL SOM ACESSÓRIOS PARA VEÍCULOS LTDA ME Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1999 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Tendo sido regularmente oferecida e amplamente exercida pela autuada a oportunidade de manifestar-se contra a autuação restam descaracterizadas as alegações de cerceamento de direito de defesa. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1999 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Nos tributos submetidos ao denominado lançamento por homologação, expirado o prazo previsto no parágrafo 4° do art. 150 do CTN sem que a Administração Tributária se tenha pronunciado, independente de ter havido ou não pagamento prévio, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. Declarada a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, pelo Supremo Tribunal Federal (Súmula Vinculante n° 8 — DOU de 20.06.2008), cancela-se o lançamento que não observou o prazo qüinqüenal previsto no Código Tributário Nacional. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1999 DEPÓSITO BANCÁRIO. OMISSÃO DE RECEITAS. Configuram omissão de receita os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, DEZ 010 mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações. TRIBUTAÇÃO REFLEXA OU DECORRENTE. CSLL. PIS/PASEP. COFINS. Tratando-se de lançamentos decorrentes ou reflexos efetuados em razão dos mesmos fatos que deram origem ao lançamento principal — IKPJ, aplica-se àqueles a mesma decisão adotada quanto à exigência deste, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de decadência dos fatos geradores correspondentes ao IRPJ e CSLL até o terceiro trimestre de 1999, inclusive, e, para o PIS e a Cofins, até o mês de outubro de 1999, inclusive. No mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. IveteMaquias' Pessoa monteiro - Presidente. Joã92‘015vio Oppennarm Thomé - Relator. EDITADO EM: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), João Carlos de Lima Júnior (Vice-Presidente), João Otávio Oppennan Thomé (Relator), José Sérgio Gomes (Suplente Convocado), Silvaria Rescigno Guerra Barreto, e Frederico de Moura Theophilo. 2 Processo n° 10821.000702/2004-15 S1-C1T2 Acórdão n.° 1102-00.311 Fl, 2 Relatório Contra a empresa acima qualificada foram lavrados, às fls. 250 a 270, os Autos de Infração do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ, da Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSL,L,, perfazendo um crédito tributário no montante de R$ 104.047,83, aí já incluídos os juros de mora e a multa de oficio de 75%. De acordo com o Termo de Constatação Fiscal, às fls. 217 a 222, a empresa foi intimada em 01/06/2004 (fls. 107) a comprovar a origem dos valores creditados/depositados nas contas bancárias de sua titularidade, conforme relação de valores identificados individualmente e constantes da relação anexa, de 32 (trinta e duas) páginas. De se observar que, das quatro contas bancárias em nome da fiscalizada, apenas uma (Banco HSBC — conta n° 1713-05534-38) estava escriturada, e ainda assim parcialmente, no seu Livro Caixa, cujas cópias estão anexas às fls. 151 a 214. As demais contas (Banco Industrial do Brasil, conta n° 002704-9; Banco Bradesco, conta n° 7614-7; e Banco do Brasil, conta n° 5704-5) foram mentidas à margem da escrituração. Segundo o relato da autoridade fiscal, a contribuinte, após solicitar diversas prorrogações de prazo para atendimento da referida intimação, justificou-se nos seguintes temios: "1) que o relatório investigató rio tem por base extrair elementos para confronto com a receita do contribuinte e fundamentada nas seguintes legislações: a) Lei Complementar n" 105 de 10/01/2001 e Decreto n°3724 de 10/01/2001; 2) os esclarecimentos um a um das origens dos depósitos está absurdamente atrelado a um desconhecimento ímpar do funcionamento das micro e pequenas empresas nacionais, eis que relatórios e controles de entradas e saídas individuais e por clientes, de cheques, numerários, notas fiscais e de serviços, comprovantes diversos do ônus do funcionamento da empresa, dentre outros, padecem da facilidade cibernética que os agentes da receita federal possuem e por isso, centram-se em livros e fichas internas, cuja guarda jamais ultrapassa três anos no arquivo; 3) desta ,feita, quase cinco anos passados, exigir-se que um contribuinte, microempresá rio, dê conta, individualmente, de suas operações de compra e venda, negociações de cheques, devoluções de cheques pelos bancos, troca de cheques com clientes, depósitos em garantia de negócio, dentre outros do mesmo nível é impossível; 4) cuidou, seguindo a legislação que trata da caducidade, de arquivar e guardar os documentos que deram origem aos lançamentos, tais como extratos bancários e notas ,fiscais em 3 seus talonários, mas as fichas internas e os livros de controle internos, foram descartados, eis que corpos estranhos na caducidade. Definir-se individualmente cada depósito efetuado é, por isso, impossível; 5) assim, sem a menor possibilidade de lançar mão dos arquivos, _fichas e livros de controle individuais que respaldaram os depósitos, esclarece o contribuinte que estes (depósitos) foram efetuados a partir das seguintes operações efetuadas pela empresa: depósitos decorrentes de vendas efetuadas; depósitos decorrentes de cheques devolvidos pelbs bancos por insuficiência de fundos ou outro motivo de devolução (redepósito); depósitos decorrentes de garantia de negócios (depósitos efetuados por clientes para garantia de negócios); depósitos decorrentes de trocas de cheques efetuadas com clientes preferenciais; depósitos decorrentes de acertos de saldos de um banco com cheques de outros bancos movimentados pela empresa contribuinte; 6) de outro lado teme o contribuinte por sua sorte, eis que a fiscalização, em premeditado "mocha operandi", vem utilizando meios diversos daqueles permitidos pela legislação, senão vejamos: 7) todos os procedimentos estão embasados nas legislações discriminadas nas letras "a" e "b" do item 1 (uni) deste arrazoado, cuja vigência indica 10 de janeiro de 2001; 8) o período questionado pela fiscalização refere-se ao ano de 1999, não abraçado pela égide das regras legais mencionadas; 9) crê, ainda, o contribuinte, que a ,fiscalização utilizar-se-á de todos os meios disponíveis para apreciar sua movimentação operacional, na tentativa de provar alguma divergência ou falta de recolhimento de tributos e será cordato com isso,. 10) exige, em reciprocidade, valendo-se de seus direitos de contribuinte, de empregador, de movimentada- da sociedade, que lhe seja aplicado, tudo o que a lei permite, MAS que seja, com antecedência, consultada a Jurisprudência e a voz saneadora dos nossos tribunais". A autoridade fiscal, então, aplicou aos depósitos bancários cuja origem não foi comprovada a presunção de omissão de receita contida no artigo 42 da lei n° 9.430/96. Às fls. 221 consta uma tabela em que a autoridade fiscal totalizou, mês a mês, os valores não comprovados, os quais constituem a base de cálculo dos tributos lançados, pela seguinte metodologia: ... a saber: coluna "A" relaciona o total dos depósitos nas contas correntes, confirme extratos juntados ao presente; coluna "B" relaciona a informação de valor de depósito efetuado junto ao Banco HSBC, conforme Livro Caixa; coluna "C" obtida pela diferença entre os valores da coluna "A" e "B", que resulta em saldo remanescente cuja origem não foi comprovada, presumindo-se, portanto, em omissão de receitas." Inconformada com a autuação fiscal, a empresa apresentou impugnação, às fls. 285 a 289, contrapondo, em síntese, o seguinte: 4 Processo n0 10821.000702/2004-15 S1-C1T2 Acórdão ri.° 1102-00.311 Fl. 3 • que a fiscalização se esqueceu de estornar os cheques depositados e devolvidos (retorno de cheques sem fundos), os cheques emitidos (de depósitos efetuados) em devolução de garantia pela não efetivação de negócio, os cheques emitidos (de depósitos efetuados) das trocas de cheques e aqueles de outras contas em outros bancos da própria empresa; • que as provas desses estornos de depósitos são os próprios lançamentos efetuados pelas instituições financeiras nos extratos bancários - os mesmos que o agente fiscal utilizou para emitir o extrato de crédito - bem como são também provas os talonários de saídas, livro caixa e livro registro de saídas; • que, na resposta protocolada sob o número 1799 de 14/09/2004 (acima já reproduzida), constam os esclarecimentos a respeito das operações efetuadas pela empresa que respaldariam os depósitos, e que o parágrafo terceiro do artigo 42 da Lei n° 9.430/96 justifica e embasa o esclarecimento apresentado e transcrito acima; • que é impossível mensurar sua movimentação, ou seja, esclarecer um a um a origem dos depósitos, mas que, entretanto, disponibiliza seus talonários de vendas do período, bem como os demais documentos de guarda obrigatória, para que o comparativo de compatibilidade seja efetuado; • que a obrigatoriedade de guarda de documentos prevista nos artigos 195 e seu parágrafo único e 174 do CTN, até que ocorra a prescrição dos créditos tributários, se aplica apenas aos livros obrigatórios de escrituração comercial • fiscal e aos comprovantes de lançamentos neles efetuados; • que o próprio agente fiscal feriu de morte o lançamento ao se limitar a fazer um demonstrativo mensal de eventuais diferenças, desconsiderando as deduções exigidas por lei, quando o comando do parágrafo terceiro do artigo 42 da Lei n° 9.430/96 exige que os créditos sejam analisados individualmente; • que teve cerceados os seus direitos pela auditoria, que, com sua atitude, lhe teria impedido de provar suas alegações; A 2' Turma de Julgamento da DRJ Campinas manteve integralmente o lançamento fiscal, conforme decisão assim ementada: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 31/12/1999 OMISSÃO DE RECEITAS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Consideram-se receitas omitidas os valores creditados em conta corrente em instituições financeiras, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove a origem mediante documentação hábil e idônea. Verificada omissão de receita, a autoridade lançadora determinará a base tributável e o imposto devido de acordo com o regime de tributação a que 5 estiver submetida a pessoa jurídica no período base a que corresponder a omissão. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/12/1999 CERCEAMENTO DE DEFESA - INOCORRÊNCIA Tendo sido regulattnente oferecida e amplamente exercida pela autuada a oportunidade de manifestar-se contra a autuação restam descaracterizadas as alegações de cerceamento de direito de defesa. LANÇAMENTO REFLEXO Diante da ausência de argumentação específica relativa às autuações reflexas, o entendimento adotado nos respectivos lançamentos acompanha o decidido acerca da exigência matriz, em virtude da íntima relação de causa e efeito que os vincula." Inconformada com esta decisão, da qual foi cientificada em 28.05.07, a empresa apresentou recurso voluntário a este Conselho em 22.06.07, fls. 320 a 326, no qual repisa os mesmos argumentos antes expostos. É o relatório, em apertada síntese. 6 Processo n° 10821.000702/2004-15 SI-C1T2 Acórdão n.° 1102-00.311 Fl. 4 Voto Conselheiro João Otávio Oppennann Thomé, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Confonne relatado, o presente processo versa sobre autos de infração lavrados com fundamento no art. 42 da Lei n° 9.430/96, cujo caput está assim redigido: Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Trata-se, como é cediço, de presunção legal relativa, que admite prova em contrário. Mas essa prova cabe à recorrente. Ao Fisco cabe apenas provar o fato indiciário, definido na lei como necessário e suficiente ao estabelecimento da presunção, qual seja, a ocorrência de depósitos bancários de origem não comprovada. Não há dúvidas de que os depósitos efetivamente ocorreram. No entanto, regularmente intimada, a recorrente poderia ter afastado a presunção de omissão de receitas, desde que apresentasse, nos termos da lei, documentação hábil e idônea que comprovasse, individualizadamente, a origem dos valores creditados em sua conta-corrente. A recorrente alega que teve cerceado o seu direito à ampla defesa. Contudo, nos termos da legislação que rege o processo tributário administrativo (Decreto n° 70.235, de 6 de março dei 972 — PAF), o momento legalmente estabelecido para que o contribuinte autuado se manifeste no processo administrativo fiscal, é o da apresentação de sua impugnação, nos termos dos seus artigos 14 e 15, verbis: "Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência." Além disto, no presente caso, a autoridade fiscal concedeu diversas prorrogações de prazo para que a fiscalizada apresentasse as provas que se faziam necessárias, além do que poderia ainda ela apresentá-las por ocasião de sua impugnação, ou, até mesmo, em determinadas situações especiais (previstas no § 4° do art. 16 do PAF), por ocasião do seu recurso. Contudo, não o fez, de modo que torna-se absolutamente insubsistente a alegação de cerceamento do seu direito de defesa. A recorrente alega que a fiscalização se esqueceu de estornar os cheques depositados e devolvidos (retorno de cheques sem fundos), os cheques emitidos (de depósitos 7 efetuados) em devolução de garantia pela não efetivação de negócio, os cheques emitidos (de depósitos efetuados) das trocas de cheques e aqueles de outras contas em outros bancos da própria empresa. Afirma que as provas desses estornos de depósitos são os próprios lançamentos efetuados pelas instituições financeiras nos extratos bancários. Contudo, a recorrente não identifica de forma específica nenhuma das situações acima elencadas, nas quais teria a fiscalização incorrido em erro, nem tampouco demonstra de que forma, a partir tão somente das informações constantes nos extratos bancários, se poderia concluir que se tratasse de uma tal situação. Ora, é cediço que dos extratos constam apenas expressões abreviadas, as quais, isoladamente, no mais das vezes, não permitem assegurar a quais tipos de transação comercial se referem. A comprovação efetiva das operações às quais tais registros se referem haveria de constar na documentação que desse suporte a tais lançamentos, e esta documentação haveria de ter sido guardada pela recorrente até que ocorresse a prescrição dos créditos tributários respectivos, nos precisos termos do que dispõe o art. 195 do CTN. Porém, a própria recorrente reconhece que não possui tais documentos. Além de não ter a recorrente apontado nenhum exemplo concreto de alguma das situações acima elencadas, o que se verifica dos autos é, na verdade, o oposto do que afirma. De fato, ao contrário do que alega a recorrente, pode-se verificar que, nas situações em que foi possível à fiscalização identificar, tão somente com base nas informações constantes nos extratos bancários, a ocorrência de alguma das hipóteses apontadas pela recorrente, ela o fez. Apenas a título de exemplo, tome-se o crédito na conta n° 002704-9, do Banco Bradesco, em 18.05.99, no valor de R$ 1.205,00, cujo histórico, conforme extrato de fls. 70, é "DEVOLUCAO CHQ SEM FUNDOS" (uma das situações apontadas pela recorrente). Conforme se pode ver no "Extrato de Crédito" elaborado pela fiscalização, fls. 133, tal crédito não está relacionado entre aqueles que a recorrente tivesse de comprovar a origem, de modo que tampouco integra o total dos depósitos considerados não comprovados. Da mesma forma, quando identificadas simples transferências de recursos entre contas, tampouco foi incluída tal movimentação a crédito no referido "Extrato de Crédito", sendo exemplo deste caso, às mesmas fls. 70, o crédito do valor de R$ 300,00 no dia 13.05.99, cujo histórico é "TRANSF POUP PARA C/C". Por fim, carece de sentido a alegação da recorrente de que o lançamento limitou-se a um demonstrativo mensal de eventuais diferenças, quando o comando do parágrafo terceiro do artigo 42 da Lei n° 9.430/96 exige que os créditos sejam analisados individualmente. Conforme se verifica nos autos, a análise dos lançamentos constantes dos extratos bancários foi feita individualmente, valor por valor, tendo a fiscalização produzido uma planilha denominada "Extrato de Crédito", na qual cada valor foi inserido individualmente, identificando a data e o histórico de cada um, para que a fiscalizada sobre eles tecesse as suas considerações e apresentasse as suas provas. O demonstrativo mensal a que se refere a recorrente reflete apenas a soma dos valores não comprovados em cada mês, como forma de apurar a base de cálculo dos tributos devidos, tendo em vista que alguns deles tem sua periodicidade mensal. Portanto, perfeitamente caracterizada, no presente caso, a omissão de receitas apontada pela autoridade fiscal. Quanto aos lançamentos decorrentes ou reflexos, tendo em vista que foram efetuados em razão dos mesmos fatos que deratn origem ao lançamento do principal — Imposto sobre a Renda, e que não há quaisquer fatos que possam ensejar solução distinta, devem ser 8 Processo n° 10821,000702/2004-15 S1-C1T2 Acórdão ri,' 1102-00.311 Fl. 5 ,estendidas a eles as conclusões aqui expostas, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula. Contudo, observo que uma parcela dos lançamentos fiscais deve ser exonerada, posto que constituída após o prazo decadencial, em que pese esta alegação não ter sido arguida pela reconente. De fato, o lançamento fiscal foi cientificado à recorrente em 22.11.2004, e abrange infrações detectadas entre os meses de maio e dezembro de 1999, tributadas pela modalidade do lucro presumido. Ocorre que, nos tributos submetidos ao denominado lançamento por homologação, expirado o prazo previsto no parágrafo 4° do art. 150 do CTN, sem que a Administração Tributária se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Com a declaração da inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, pelo Supremo Tribunal Federal (Súmula Vinculante n° 8, publicada no DOU de 20 de junho de 2008), o mesmo prazo deve ser observado também para as contribuições sociais. Considerando que a acusação fiscal não contempla o dolo, a fraude ou a simulação, vez que os lançamentos foram constituídos com aplicação de multa de oficio de 75%, em que pese o fato de que algumas das contas bancárias fossem mantidas à margem da escrituração, cumpre exonerar a parcela do crédito tributário relativa aos fatos geradores ocorridos após o prazo qüinqüenal previsto no Código Tributário Nacional, em razão da caducidade do direito da Fazenda de constituir o crédito tributário pelo lançamento. Observo que, para chegar a tal conclusão, irrelevante é a circunstância de ter havido ou não pagamento com relação aos fatos geradores oconidos no período em questão. Isto porque entendo que, nos termos do art. 150 do CTN, o que se homologa é o lançamento, e não o pagamento. No lançamento por homologação, a lei tributária atribui ao sujeito passivo a tarefa de verificar a ocorrência do fato gerador, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, e efetuar o seu pagamento, tudo "sem prévio exame da autoridade administrativa". É justamente nesta característica que reside a diferença entre esta modalidade e o lançamento com base em declaração, no qual, antes que ocorra a notificação do lançamento ao sujeito passivo, este nada deve ao fisco. Ou seja, no lançamento por declaração, ao contrário do lançamento por homologação, o dever do sujeito passivo de adimplir a obrigação tributária só se dá após um prévio exame da autoridade administrativa nas informações prestadas pelos próprios sujeitos passivos em suas declarações. Portanto, não é a existência ou ausência de pagamento antecipado que determina se um tributo é sujeito ao lançamento por declaração ou por homologação, mas sim é a lei que institui o próprio tributo que o define. Quanto ao pagamento antecipado, ressalte-se mesmo que há circunstâncias em que sequer este seria devido, como por exemplo, tomando-se o IRPJ como referência, a apuração de resultado nulo ou negativo. Inegável, neste sentido, que todos os tributos aqui tratados são regidos pela sistemática do lançamento por homologação. Nesta sistemática, a decadência não segue a regra geral disposta no art. 173, I, do CTN, mas sim aquela contida no § 4° do art. 150, da qual 9 io Oppennatm Thome - RelatorJoão somente se afastaria, conforme antes referido, se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, circunstância esta que não foi imputada à recorrente. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso do contribuinte, para cancelar as parcelas do IRPJ e da CSLL de competência até o terceiro trimestre de 1999, inclusive, e para cancelar as parcelas do PIS/Pasep e da Cotins, de competência até o mês de outubro de 1999, inclusive, mantendo o lançamento fiscal nos demais períodos. É corno voto. 10
score : 1.0
Numero do processo: 13657.000210/91-18
Data da sessão: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 1996
Ementa: FINSOCIAL/FATURAMENTO - DECORRÊNCIA - Tratando-se de
lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz é aplicável no julgamento do processo decorrente, dada à relação de causa e efeito que
vincula um ao outro.
Numero da decisão: 102-30.783
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Ursula Hansen
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por IRMÃOS FERREIRA COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 2....-'ii".=---- ANTON DE FREITAS DUTRAid(1 PRES NTE Uft _ ' F1ANSEN NI Ir` TORA FORMALIZADO EM: 1) 1711 1\ r3 1 0 o Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros:. MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE, JOSÉ CLÓVIS ALVES, JÚLIO CÉSAR GOMES DA SILVA, SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO e RAMIRO HEISE. '.. MNS 1 --= .. i, MINISTÉRIO DA FAZENDA z=,‘ n , n kk:_-' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 13657/000.210/91-18 ACÓRDÃO N°. : 102-30.7 g 3 RECURSO N°. : 00.071 RECORRENTE : IRMÃOS FERREIRA COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA RELATÓRIO O presente processo trata do Auto de Infração, fls. 01 e anexos, lavrado em 20/06/91 contra IRMÃOS FERREIRA COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA, CGC No 23.021.223/0001-30, jurisdicionada à Delegacia da Receita Federal em Varginha - MG, formalizando a exigência de FINSOCIAL/FATURAMENTO relativa aos Exs.: de 1986 a 1988, em valor correspondente a CR$ 89.144,13 e respectivos gravames legais. O lançamento, com base no Artigo 1° parágrafo 10 do DC. Lei N° 1940/82 e Artigos 16, 80 e 83 do Regulamento do FNSOCIAL decorreu de irregularidades apuradas em procedimento de fiscalização em que foi apurada omissão de Receita Operacional, conforme demonstrado no Processo N° 13657/000.206/91-81. A contribuinte, tempestivamente, dentro do prazo prorrogado, apresentou sua impugnação de fls. 07/08, fundamentando suas alegações nas razões apresentadas no processo matriz. Na decisão de 1' Instância proferida às fls. 12/14, em consonância com o decidido no processo principal, o lançamento foi julgado procedente em parte. Ciente da decisão singular, a contribuinte, tempestivamente, interpôs recurso voluntário, reiterando em suas Razões, anexadas às fls. 19/34 os argumentos formulados na fase impugnatória. O recurso é lido integralmente em Plenário. fÉ o relatérit /I ( ‹_ _ 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA ,.n,‹ PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 13657/000.210/91-18 ACÓRDÃO N°. : 102-30. 783 VOTO CONSELHEIRA URSULA HANSEN, RELATORA Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, dele tomo conhecimento. A exigência fiscal constante deste processo é decorrente da que foi apurada no processo matriz de N° 13657/000.206/91-41. Considerando que o recurso referente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, ao ser apreciado por esta Câmara em sessão realizada em 06 de julho de 1993, foi julgado parcialmente procedente, conforme faz certo o Acórdão N° 102-28.333. Considerando que, nas Razões de recurso voluntário acostadas aos presentes autos, a Recorrente revela seu reconhecimento de que a exigência fiscal decorre daquela formalizada no processo principal, não tendo apresentado qualquer nova razão ou prova que infirmasse o acerto da decisão proferida e, Considerando o princípio adotado neste Conselho de Contribuintes, de que o decidido no processo matriz constitue relação de causa e efeito que vincula um ao outro, Voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, para adequar a matéria tributável ao decidido no processo principal. Brasília - DF, 21 de março de 1996. , US 'í • NSEN 3 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10920.002530/2002-34
Data da sessão: Wed Apr 14 00:00:00 UTC 2010
Ementa: ITR. GRAU DE UTILIZAÇÃO O IMÓVEL RURAL. ESTADO DE EMERGÊNCIA X CALAMIDADE. DIFERENCIAÇÃO. ANALOGIA.
1NAPLICABILIDADE.
Com Mero no artigo 10, § 6°, inciso I, da Lei n° 9.393/1996, somente presumir-se-á o grau de utilização do imóvel rural ao percentual de 100% (cem por cento), para fins da determinação da alíquota do cálculo do imposto devido, quando devidamente comprovada a decretação de estado de calamidade, c/c a frustração de safras ou pastagens, não se prestando à caracterizar aludida situação o reconhecimento pelo Poder Executivo do estado de emergência, em virtude de constituir-se requisito literalmente inserido na legislação de regência, não se cogitando em lacuna na lei para efeito da aplicação da analogia, de maneira a abarcar outras hipóteses não contempladas no bojo na norma legal.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-000.795
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Elias Sampaio Freire
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ementa_s : ITR. GRAU DE UTILIZAÇÃO O IMÓVEL RURAL. ESTADO DE EMERGÊNCIA X CALAMIDADE. DIFERENCIAÇÃO. ANALOGIA. 1NAPLICABILIDADE. Com Mero no artigo 10, § 6°, inciso I, da Lei n° 9.393/1996, somente presumir-se-á o grau de utilização do imóvel rural ao percentual de 100% (cem por cento), para fins da determinação da alíquota do cálculo do imposto devido, quando devidamente comprovada a decretação de estado de calamidade, c/c a frustração de safras ou pastagens, não se prestando à caracterizar aludida situação o reconhecimento pelo Poder Executivo do estado de emergência, em virtude de constituir-se requisito literalmente inserido na legislação de regência, não se cogitando em lacuna na lei para efeito da aplicação da analogia, de maneira a abarcar outras hipóteses não contempladas no bojo na norma legal. Recurso especial provido.
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I /4:1\,,,n MINISTÉRIO DA FAZENDA '-45/ix„,loe CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS "rf -)" :1( CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 10920.002530/2002-34 Recurso n° 334.079 Especial do Procurador Acórdão n° 9202-00.795 — 2" Turma Sessão de 14 de abril de 2010 Matéria ITR Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado CARLOTA RENSI MENEGHEL ITR. GRAU DE UTILIZAÇÃO O IMÓVEL RURAL. ESTADO DE EMERGÊNCIA X CALAMIDADE. DIFERENCIAÇÃO. ANALOGIA. 1NAPLICABILIDADE. Com Mero no artigo 10, § 6°, inciso I, da Lei n° 9.393/1996, somente presumir-se-á o grau de utilização do imóvel rural ao percentual de 100% (cem por cento), para fins da detelminação da aliquota do cálculo do imposto devido, quando devidamente comprovada a decretação de estado de calamidade, c/c a frustração de safras ou pastagens, não se prestando à caracterizar aludida situação o reconhecimento pelo Poder Executivo do estado de emergência, em virtude de constituir-se requisito literalmente inserido na legislação de regência, não se cogitando em lacuna na lei para efeito da aplicação da analogia, de maneira a abarcar outras hipóteses não contempladas no bojo na norma legal. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes i , utos. Acordam os membros d in colegiado, pie r unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. 1 i244$ , CARLOS L LBERTO 'R V AS BARRETO- Presidente i ., í ELIAS SAM 'AIO FREIR — Relator 1 EDITADO EM: 1 4 MAIO 2010 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Francisco de Assis Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Trata-se de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional sob o fundamento de que houve, em decisão não unânime, contrariedade à evidência das provas, em virtude de a decisão recorrida ter dado provimento ao recurso, não obstante não ter sido declarado o estado de calamidade pública no município em que se localiza o imóvel, no ano base 1997, assim ementado: SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA. ANALOGIA. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE Comprovada a gravidade da situação, através de Decreto Municipal, as disposições legais atinentes à declaração do estado de calamidade pública se estendem, por analogia e, em observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, à situação de emergência, hipótese do caso concreto. Recurso voluntário provido. O contribuinte, cientificado do recurso especial da Fazenda Nacional e do despacho que lhe deu seguimento, apresentou contra-razões requerendo a manutenção da decisão recorrida. Argumentando em síntese que: a) os fatos mencionados no recurso especial interposto pela Fazenda Nacional não retrata os fatos do presente processo; b) o programa desenvolvido pela SRF não permite uma informação parcial e quando infoiniado que houve calamidade, ele não permite o preenchimento parcial da utilização da área e, houve laudo comprobatório aceito pelo auditor fiscal; e c) restou a questão a respeito dos 139,7 hectares que não fizeram parte do laudo; e d) a área foi castigada por intempéries. É o relatório. (1-\ 2 Processo n° 10920.002530/2002-34 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.795 Fl. 2 Voto Conselheiro ELIAS SAMPAIO FREIRE, Relator Saliente-se que, não obstante o aludido recurso não encontrar previsão no atual Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a Portaria Ministerial MF n°. 256, de 22 de junho de 2009, em suas disposições transitórias, prevê que os recursos com base no inciso I do art. 7° e do art. 90 do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, interpostos em face de acórdãos proferidos nas sessões de julgamento ocorridas em data anterior à 1° de julho de 2009, serão processados de acordo com o rito previsto nos arts. 15 e 16 e nos arts. 43 e 44 daquele Regimento. Por seu turno o inciso I do art. 7° do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, fazia previsão de interposição de recurso especial na hipótese de contrariedade à evidência das provas Examinando-se o recurso especial apresentado com supedâneo no inciso I, verifica-se que ele demonstrou, fundamentadamente, em que a decisão recorrida seria contrária à evidência das provas, no entendimento da Fazenda Nacional, consoante o disposto no inciso I do artigo 7° do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais. O deslinde desta controvérsia passa pela possibilidade de, por analogia, estender as disposições legais atinentes à declaração do estado de calamidade pública à situação de emergência. Entretanto, a 2' Turma da CSRF já pacificou o entendimento acerca da impossibilidade de aplicação de analogia no presente caso. Precedente CSRF: Acórdão n° 9202-00.499, Relator: Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, assim ementado: Ementa: IMPOSTO TERRITORIAL RURAL — ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ADA. DESNECESSIDADE APRESENTAÇÃO. De conformidade com os dispositivos legais que regulamentam a matéria, vigentes à época da ocorrência do fato gerador, notadamente a Lei n°9.363/1996, inexiste previsão legal exigindo a apresentação do Ato Declaratório Ambiental — ADA para fruição da isenção do ITR relativamente às áreas de preservação permanente. NORMAS GERAIS DIREITO TRIBUTÁRIO. INSTRUÇÕES NORMATIVAS. LIMITAÇÃO LEGAL. Às Instruções Normativas é defeso inovar, suplantar e/ou coarctar os ditames da lei regulamentada, sob pena de malferir o disposto no artigo 100, inciso I, do CTN, mormente tratando-se as IN's de atos secundários e estritamente vinculados à lei decorrente. 3 ITR. GRAU DE UTILIZAÇÃO O IMÓVEL RURAL. ESTADO DE EMERGÊNCIA X CALAMIDADE. DIFERENCIAÇÃO. ANALOGIA. INAPLICABILIDADE. Com fulcro no artigo 10, § 6°, inciso I, da Lei n° 9.393/1996, somente presumir-se-á o grau de utilização do imóvel rural ao percentual de 100% (cem por cento), para fins da determinação da alíquota do cálculo do imposto devido, quando devidamente comprovada a decretação de estado de calamidade, c/c a frustração de safras ou pastagens, não se prestando à caracterizar aludida situação o reconhecimento pelo Poder Executivo do estado de emergência, em virtude de constituir-se requisito literalmente inserido na legislação de regência, não se cogitando em lacuna na lei para efeito da aplicação da analogia, de maneira a abarcar outras hipóteses não contempladas no bojo na norma legal. De modo que, a fim de evitar tautologia, reporto-me a excertos do voto condutor do acórdão supra mencionado, de relatoria do conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, que apreciou o tema com a atenção que merece: DAS ÁREAS DE PASTAGENS E PRODUTOS VEGETAIS No que tange as glosas acerca das áreas de pastagens e produção vegetal, entendeu o v. Acórdão recorrido que a decretação de estado de emergência do município no qual se localizam, seria capaz de ensejar a presunção de utilização de 100% relativamente àquelas áreas, com arrimo na analogia entre emergência e calamidade pública. Por outro lado, argüiu a Fazenda Nacional a divergência entre a decisão recorrida e outras tomadas pelas demais Câmaras do Terceiro Conselho de Contribuintes, traduzidas no Acórdão n° 301-33.093, o qual entendeu pela impossibilidade da utilização da analogia para fins da presunção do grau de utilização de 100% da área, sob pena de malferir o disposto no artigo 10, § 6°, inciso I, da Lei n° 9.393/1996, o qual exige a declaração de estado de Calamidade Pública para o ano anterior, in casu, 1996, o que não se vislumbra na hipótese dos autos, onde fora decretado estado de emergência, senão vejamos: "Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. [ ..J 6° Será considerada como efetivamente utilizada a área dos imóveis rurais que, no ano anterior, estejam: I - comprovadamente situados em área de ocorrência de calamidade pública decretada pelo Poder Público, de que resulte frustração de safras ou destruição de pastagens;" (grifamos) A fazer prevalecer seu entendimento, infere, ainda, que a legislação de regência, ao dispor "resulte frustração de safras ou destruição de pastagens", para a presunção de 100% de 4 Processo n° 10920.002530/2002-34 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.795 Fl. 3 utilização da terra, exige a comprovação de sua utilização para safra ou pastagem. Isso não logrou a contribuinte a comprovar. Depreende-se, portanto, que o Acórdão guerreado entendeu que a situação de emergência decretada assemelha-se ao estado de calamidade pública, de modo a atrair a incidência do comando legal supra. Convém lembrar que há dois tipos de "estados" que podem ser decretados: os que se referem à segurança nacional (de defesa e de sítio) e os relativos a desastres naturais (estado de observação, alerta, emergência e calamidade pública). Especificamente ao objeto do presente recurso, esclarece-se que a categoria relativa aos desastres naturais se presta a classificar situação decorrente de eventos como chuvas fortes e grandes estiagens, que podem atingir áreas restritas (como uma cidade) ou até um país inteiro. Logo, emergência e calamidade públicas são, em princípio, situações de anormalidade decorrentes de um ou mais eventos da natureza ou desastres, reconhecidos pelo Poder Executivo, e que podem vir a ser determinados pelos Municípios, Estados ou mesmo um País. Por sua vez, o artigo 10°, 35' 6°, inciso I, da Lei n° 9.363/96, ao dispor sobre os casos em que as áreas de imóveis rurais serão consideradas como efetivamente utilizadas, para os efeitos da incidência do ITR, determina claramente que deve haver a ocorrência conjunta de duas situações. Á primeira delas deve ser a decretação do estado de calamidade pública e a segunda, da frustração de safras ou pastagens. Na hipótese dos autos, da leitura do Decreto Municipal n. 611/95, às fls. 316, extrai-se o seguinte: "[..] O PREFEITO MUNICIPAL DE SÃO FRANCISCO DE MINAS GERAIS[...]CONSIDE.RANDO a estiagem prolongada que vem assolando este município, comprometendo seriamente os poucos mananciais de superfície e afetando a vazão dos poços artesianos, os quais encontram-se com seus níveis próximos aos limites mínimos toleráveis, CONSIDERANDO que o município de São Francisco-MG, no qual prevalecem as atividades econômicas vinculadas exclusivamente a atividades agropastoris, encontra-se visivelmente prejudicado e com iminentes riscos de acerbamento do êxodo rural, DECRETA: Art. 1° - Fica declarado "Estado de Emergência" em todo o território do Município de São Francisco-MG. Art. 2° - As Secretarias Municipais de Agricultura e de Desenvolvimento Urbano e Rural deverão promover esforços conjuntos no sentido de buscar soluções objetivando minorar a caótica situação da população rural do Município, através da criação de uma Comissão Municipal de Combate à Seca." (grifamos) • 5 Referido Decreto perdurou até agosto de 1996, quando veio a ser promulgado o Decreto 638/96, às fls. 317, que revigorou o estado de emergência e assim o justificou: "[...]0 prefeito Municipal de São Francisco, Estado de Minas Gerais, no pleno exercício de seu cargo e tendo em vista a competência prevista no art. 136, inciso IV, da Lei Orgânica do Município, CONSIDERANDO a estiagem prolongada que vem castigando este município de São Francisco-MG há vários meses, comprometendo seriamente os poucos mananciais de superfície e diminuindo drasticamente a vazão dos poços tubulares, sendo que muitos deles encontram-se com seus níveis próximos aos limites mínimos toleráveis, e provocando constantes frustrações de safras, com enormes e insuportáveis prejuízos para os agricultores e pecuaristas; CONSIDERANDO que o município, cuja base econômica está vinculada quase que exclusivamente as atividades agropastoris, encontra-se profunda e visivelmente prejudicado e com iminentes riscos de acerbamento do êxodo rural, sem que o poder público municipal possa reverter, sozinho,os efeitos decorrentes da grava anormalidade apontada, RESOLVE: Art. 1°- Fica decretada "SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA" por 150 (cento e cinqüenta dias), em todo o território deste Município de São Francisco-MG, Art. 2°- Determinar que a Secretaria Municipal de Agricultura e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural promovam esforços conjuntos no sentido de efetuar profundo levantamento dos danos provocados pela prolongada estiagem, e apresentar sugestões objetivando a busca de soluções para minorar a caótica situação da população rural do Município." (grifamos) Em face de aludidos Decretos, o v. Acórdão atacado achou por bem afastar a divergência da terminologia do "estado de emergência" e "estado de calamidade pública", para entender que, diante da caótica situação por que passava o Município em decorrência da seca, em face dos comprovados prejuízos,. o imóvel era efetivamente utilizado, tendo considerado indevidas as glosas efetuadas pelo Fisco. Contudo, ao analisar a documentação colacionada aos autos pela contribuinte, conclui-se ter razão a Fazenda Nacional em seu pleito, apesar de pessoalmente considerar que diante dos prejuízos acumulados pelo Município que se sustenta da atividade agropastoril, foi infeliz o Poder Público ao decretar o estado de emergência, quando restam demonstrados, a meu sentir, características intrínsecas da decretação do estado de calamidade pública, principalmente pelo fato do município não deter meios de contornar a situação sem a ajuda do Poder Público Federal ou Estadual. Entrementes, a decretação do estado de emergência e de calamidade, possuem, em si, diferenças objetivas e subjetivas, de modo que estas devem ser analisadas pelo Poder Executivo, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela defesa civil, que já elaborou manual para aferição, dentro do contexto sócio- ç\\. 6 Processo n° 10920.002530/2002-34 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.795 Fl. 4 econômico de cada região, de critérios que determinam estar constatada uma ou outra situação, não cabendo a este Conselho vir a entender na hipótese da decretação do estado de emergência, por mais que assim não o pareça, como ou mesmo semelhante ao estado de calamidade pública. Logo, na hipótese dos autos, em se tratando de situações anormais de natureza e contornos diversos, não há como se negar a divergência em sua terminologia, para assim assemelhar ambos os casos, como decidiu a Câmara recorrida, devendo ser aplicado in totum o entendimento constante no Acórdão paradigma trazido à colação pela Procuradoria da Fazenda Nacional, tendo em vista que espelham o determinado na Lei n. 9.363/96, a qual expressamente exige que tenha sido decretado o ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA para que pudesse ser presumida a utilização de 100% da áreas em comento, determinante à aplicação das aliquotas para fins de cálculo do imposto devido. Mais a mais, a utilização da analogia na aplicação da legislação tributária, ou seja, da subsunção da norma ao fato, somente poderá ser levada a efeito quando se constatar lacuna na lei, sendo vedada a interpretação extensiva. É o que nos ensina o renomado doutrinador Leandro Paulsen, que assim preleciona: " I — analogia; Lacuna x "silêncio eloqüente" . "...só se aplica a analogia quando, na lei, haja alguma lacuna, e não o que os alemães denominam de 'silencio eloqüente' (beredtes Schweigen), que é o • silêncio que traduz que a hipótese contemplada é a única a que se aplica o preceito legal, não se admitindo, portanto, aí o emprego da analogia." (excerto do voto do Min. Moreira Alves quando do julgamento, pela 1" Turma do STF, do RE 130.552/SP, jun/91, RTJ 136/1342)] Analogia e interpretação extensiva. Não se pode confundir a analogia com a chamada interpretação extensiva. Na analogia, há integração da legislação tributária mediante aplicação da lei a situação de fato nela não prevista, embora semelhante àquela a qual a lei se refere expressamente; na interpretação extensiva, não há integração da legislação tributária, pois se trabalha dentre dos lindes da sua incidência. "(DIREITO TRIBUTÁRIO — Constituição e Código Tributário Nacional à luz da Doutrina e da Jurisprudência" — 10" edição, Porto Alegre: Livraria do Advogado:ESMAFE, 2008, pág. 858) In casu, inexiste à toda evidência lacuna na lei ao contemplar a presunção da utilização de 100% das áreas de pastagens de produção vegetal, o que somente será admitido quando comprovado o estado de calamidade. Veja-se, pois, que a legislação de regência é clara e precisa ao tratar da matéria não comportando analogia ou mesmo interpretação extensiva da norma, de maneira a acobertar fatos não inseridos nos dispositivos legais que regulamentam o tema. 4 7 Pretendesse o legislador abarcar o estado de emergência como hipótese de presunção do grau de utilização de 100% de referidas áreas, teria feito de forma precisa no bojo da norma legal encimada. Assim não o tendo procedido, não há como se acolher a pretensão da contribuinte, impondo a retificação do • decisum atacado. Diante (4 o ex • osto, voto por dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional. !Ir • Elias Sampaio Freire - Relator • • 8
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Numero do processo: 10680.933541/2009-12
Data da sessão: Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Normas de Administração Tributária
Data do fato gerador: 31/03/2005
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO APÓS
DESPACHO DECISÓRIO. VEDAÇÃO.
Existe vedação normativa para a retificação da DCOMP após ter sido
proferida decisão administrativa, não cabendo o deferimento de compensa0o
lastreada, supostamente, em outros DARFs, distintos daquele informado na DCOMP.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-002.191
Decisão: Acordam os membros do colegiado. por unanimidade de votos. em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Nome do relator: Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho
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S3-( 't - r2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10680.933541/2009-12 Recurso n" Voluntário Acórdão n° 3102-002.191 — la Câmara i r Turma Ordinária Sessão de 27 de março de 2014 Matéria Declaração de Compensação Recorrente MILPLAN - ENGENHARIA CONSTRUÇÕES E MONTAGENS I.TDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Normas de Administração Tributária Data do fato gerador: 31/03/2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO APÓS DESPACHO DECISÓRIO. VEDAÇÃO. Existe vedação normativa para a retificação da DCOMP após ter sido proferida decisão administrativa, não cabendo o deferimento de compensa0o lastreada, supostamente, em outros DARFs, distintos daquele inrormado na DCOMP. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado. por unanimidade de votos. em negar provimento ao recurso 'voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. LO ROSA - Presidente em exercício ‘. Akko,r, ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F11.110 - Relator. EDITADO EM: 24/02/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (Presidente). Nanci Gama. Andréa Medrado Darzé, Jose Paulo Puiati (Suplente). Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho c Jose Fernandes do Nascimento. RIC RDO Fl. 105DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Relatório 0 recurso voluntário visa a reforma do acórdão 02-38.920 da 2" Turma da DR,1/131-1E. que entendeu pela improcedência da manifestação de inconformidade . Observando o relato da decisão recorrida é possível constatar que: "0 preselite process° ircuct c/a Manifestação de 117C017101'Illidade contra o Despacho Decisório emitido eletronicamente (fi. 4), referente ao PER/DCOMP 11" 26862.52462.150409.1.7.04-0701. A Declaração de Compensação gerada pelo programa PER/DCOMP foi transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório correspondente a COFINS Código de Receita 2172, no valor original na data de transmissão de RS54.476,82, representado por Dart recolhido em 15/04/2005 e de compensar o(s) débito(s) discriminado(s) no referido PER/DCOMP. De acordo coin o Despacho Decisório, a partir das características do DARE descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localifados um ou mais pagamentos, mas parcialmente utilkados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos infiwinctdos no PER/DCOMP. Assim, foi homologada parcialmente ct compensa cão declarada. Conto enquadramento legal citou-se: arts. 165 e 170, da Lei no 5.172 de 25 de outubro cie 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 74 do Lei n° 9.430, de 27 de de.:embro de 1996. DA AIANIFESTACÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado cio Despacho Decisório em 20/10/2009, contbrine documento de fl. 58, o interessado apresentou a mcmile.çtctção de inconformidade 02/03, em 17/11/2009, cujo conteúdo, em síntese, é o seguinte: No mês de MARCO DE 2005 a empresa apurou a título de COFINS o valor de RS 126.809,54. Foi pago um darf no valor (le RS 130.495,44, apurando um pagamento a maior cie RS 3.685,90. No mês de ABRIL DE 2005 esse valor Pi compensado integralmente 170 débito. Foi apurado o valor cie RS 228.530,87 e compensado RS 3.685,90 mais sua correção de RS 0,79 totalifando RS 3.686,69. Acontece que em 15/04/2009 foi enviado a RECEITA FEDERAL DO BRASIL o PER/DCOMP 171' 26862.52462.150409.1.7.04- 0701 em que consta uma compensctção cie RS 54.476,82 (QUE NÃO ESTA NA DCTF), totalmente inckvido. 2 Fl. 106DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Process() n" 10680.933541/2009-12 s3- • I T2 Acórao n." 3102-002.191 11. 2 Solicitamos o cancehunento desk, PER/DCOMP para adequar a realidade do impost() devido em ABRIL de 2005." Analisada a manifestação dc inconformidade, decidiu a 3" "Furma da DR.1/BHE pela sua improcedência, conforme demonstra ementa abaixo: ASSUNTO: NORMAS DE ADA1LVISTRACÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 31/03/2005 DECLARA CÃO DE COMPENSA 'ÃO. CANCELAAIENTO APÓS DESPACHO DECISÓRIO. IEDAC:4-0. Nao há previscio legal par(' cancehunento da DComp após já ter sido pro ferido o Despacho Decisário competente e ein seae de manifestaçao de. inconfin-midade. Akinifesta(ao de IncohfUrntidade Improcedelite Direno Creditário Aldo Reconhecido Inconformada com a decisão acima a contribuinte apresentou recurso vo1unt6rio reiterando as matérias da manifestação de inconformidade acrescentando ainda que: a) A DCOMP da controvérsia foi apresentada em 15/04/2009 para compensação de cotins no valor de R$ 54.476.82, referente a fatos geradores de março de 2005; b) O débito da COHNS na competência de março de 2005 foi de R$ 126.809,54, o qual foi quitado através de DARF (15/04/2005) no valor de R$ 130.495,44, o que gerou um crédito (pagamento a maior) de R$ 3.685,90; c) 0 débito da COHNS da competência de abril de 2005 foi de R$ 228.530.87, que foi quitado da seguinte forma: DARFs pagos cm 13/05/2005 e 02/06/2005, que totalizaram R$ 224.844.18. mais compensação em 15/04/2005 no valor de R$3.686.69; d) Assim, na realidade, o crédito a compensar pela PERD/COMP em Coco é de R$ 3.685,90 (corrigido para R$ 3.686,69). que somado aos DARI's pagos em 13/05/2005 e 02/06/2005 totalizam o valor do débito da COFINS de abril de 2005 (R$ 228.530.87). É o relatório. Voto Conselheiro Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho Conheço do pre ente recurso por ser tempestivo e tratar de matéria de competência da terceira seção. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Busca a recorrente em suas razões demonstrar a existência do crédito de COF INS a ser compensado com débitos declarados, decorrente do pagamento a maior. Ora. de acordo o art. 74 1 da lei n° 9.430/96 com redação dada pela Lei n° 10.637/2002, caberá a Secretaria da Receita Federal autorizar a utilização de créditos a serem restituidos ou ressarcidos para tributos e contribuições sob sua administração. Já o Decreto n° 2.138. de janeiro de 1997, disciplina que o pedido de compensação atenderá procedimento interno, podendo ser a requerimento do contribuinte ou de oficio, nos termos do parágrafo único do art. 1°, in verhis: Decreto n°2.138, de 29 de janeiro de 1997 Art, 1° É admitida a compensação de créditos do sujeito passivo perante a Secretaria da Receita Federal, decorrentes de restituição ou ressarcimento, com seus débitos tributários relativos a quaisquer tributos ou contribitiOes soh administração da mesma Secretaria, ainda que não seja/li da mesma espécie nem tenhcun a mesnut destinctção constilucional. Parágrafo único. A compensação Nerd efetuada pela Secretaria da Receita Federal, a requerimento do contribuinte ou de oficio, mediante procedimento inferno, observado o disposto neste Decreto. Apresentada a DCOMP, a Receita Federal possui um prazo de 05(cinco) anos para homologar ou não as compensações nos termos do § 5 0 art. 74 da Lei n° 9.430/96. Assim, decorrido o período -contado da data da entrega da declaração de compensação- 2 , SC não ocorrer nenhuma apreciação da autoridade administrativa restará tacitamente homologado o pedido, o que de fato não ocorreu no caso dos autos ao ser proferido o despacho decisório. De acordo com o despacho decisório de fls. 04, quando da transmissão do PER/DCOMP no valor de R$ 54.476,82, observando o DARF discriminado foi identificado um ou mais pagamentos "mas parcialmente utilizados pant a quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponivel inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos infimnados 170 PER/COMP". Assim, consoante demonstrado na decisão recorrida, caberia a recorrente apresentar a retificação da DCOMP. Entretanto, a contribuinte não o fez. Ora, observando a IN RFB n° 900/2008, em vigor quando do despacho decisório que não homologou a compensação pretendida, percebe-se que a retificação é possível, porem. desde que apresentada antes de qualquer decisão administrativa, nos termos do art. 77: Art. 77. 0 pecliclo de restintição, ressarcimento ou reembolso e a Declaração c/c Compensação somente poderão ser retificados pelo sujeito passivo caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à &du do envio do documento retificador e, observado o disposto nos arts. 78 e 79 no que se refere Declaração de Compensação. Vê-se, portanto, que a Recorrente, ao identificar o suposto erro alegado quando da transmissão da compensação após o despacho decisório, não tinha como proceder a Art. 74. Observado o disposto no artigo anterior, a Secretaria da Receita Federal, atendendo a requerimento do contribuinte, poderá autorizar a utilização de créditos a serem a ele restituidos ou ressarcidos para a quitação de quaisquer tributos e contribuições sob sua administração 2 Lei n° 9.430/96 art. 74 - § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo sera de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação 4 Fl. 108DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Process() n" 10680.933541/2009-12 53-C 1 1 2 Acórdilo n." 3102-002.191 II 3 retificação da DCOMP. Porém, em atenção ao principio da verdade material, deve este Conselho analisar se há o crédito pretendido. Acontece que de acordo como o despacho decisório decorrente do PER/DCOMP transmitido em 15/04/2009, vê-se que o crédito pretendido, no valor de R$ 54.476,82, oriundo do DARF no valor de R$ 130.495,44, recolhido cm 15/04/2005, já foi reconhecido como direito creditório e integralmente utilizado para fins de compensação, como afirmado pela própria recorrente. Ressalte-se que apesar das alegações da recorrente. não há como deferir o presente pedido compensação, fundado em DARF's diversos daqueles apresentados no PER/DCOMP. Diante do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Sala de sessões, 27 de março de 2014. Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho - Relator Fl. 109DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA
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Numero do processo: 10735.003144/2005-08
Data da sessão: Wed Apr 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Período de apuração: 15/07/2003 a 17/12/2004
inalterabifidade da Classificação Referendada por Solução de Consulta Retificada de Oficio.. Limites Subjetivos
A inalterabilidade da classificação fiscal aprovada por solução de consulta alcança exclusivamente o consulente.
Multa de 75% do Imposto que deixou de ser recolhido em razão de erro de classificação, Inaplicabilidade do ADN Cosit n° 10, de 1997.
O Ato Declinatório Interpretativo SRF n° 13, de 2002, que revogou
expressamente o Ato Declinatório Normativo Cosit n° 10, de 1997 deixou de excluir a incidência de multa de oficio em razão de erro de classificação, ainda que a mercadoria esteja correta e suficientemente descrita.
Multa de 1% do Valor Aduaneiro
A infração capitulada no art. 84 da Medida Provisória n° 2.158-35, de agosto de 2001, insere-se no plano da responsabilidade objetiva, não reclamando,portanto, para sua caracterização, a presença de intuito doloso ou má-fé e por parte do sujeito passivo.
Não há que se falar, por outro lado, em inaplicabilidade de tal multa regulamentar em razão da imposição das multas de oficio ou por afronta ao controle administrativo das importações. A convivência com tais penalidades foi expressamente prevista pelo legislador no § 2° do mesmo art. 84 da MP 2.158. Ademais, cada uma dessas penalidades tem sua própria ratio essendi.
Demonstrado o erro de classificação, impõe-se a aplicação da multa.
Taxa. Selic.
A aplicação da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia. - Selic e como índice de correção dos débitos e créditos de natureza tributária, inclusive as multas, é legal. Aplicação da Súmula 3° CC n°4
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 15/07/2003 a 17/12/2004
Mudança de Critério Jurídico. Inocorrência
A correção de ofício da classificação fiscal fornecida pelo sujeito passivo, levada a efeito em sede de Revisão Aduaneira, realizada nos contornos do ali, 54 do Decreto-lei n° 37, de 1966, segundo a redação que lhe foi fornecida pelo Decreto-lei n°
2.472, de 1988, não representa retificação do lançamento em razão de erro de direito ou de mudança de critério jurídico, não afrontando, consequentemente o art. 146 do Código tributário Nacional.
Tratando-se de correção de informação prestada pelo sujeito passivo, tal procedimento encontra pleno respaldo no art. 149, IV do mesmo Código Tributário Nacional
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-000.634
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar
provimento ao recurso Vencida a Conselheira Nanci Gama, que apresentará declaração de voto.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 15/07/2003 a 17/12/2004 inalterabifidade da Classificação Referendada por Solução de Consulta Retificada de Oficio.. Limites Subjetivos A inalterabilidade da classificação fiscal aprovada por solução de consulta alcança exclusivamente o consulente. 'Multa de 75% do Imposto que deixou de ser recolhido em razão de erro de classificação, Inaplicabilidade do ADN Cosit n" 10, de 1997.. O Ato Declinatório Interpretativo SRF n" 13, de 2002, que revogou expressamente o Ato Declinatório Normativo C..osit. n" 10, de 1997 deixou de excluir a incidência de multa de oficio em razão de erro dc classificação, ainda que a mercadoria esteja correta e suficientemente descrita.. Multa de 1% do Valor Aduaneiro A infração capitulada no art. 84 da. Medida Provisória n" 2, -158-35, de agosto de 2001, insere-se no plano da responsabilidade objetiva, não reclamando, portanto, para sua caracterização, a presença de intuito doloso ou má-1 e por parte do sujeito passivo. Não ha que se falar, por outro lado, em inaplicabilidade de tal multa regulamentar em razão da imposição das multas de oficio ou por afronta ao controle administrativo das importações.. A convivência com tais penalidades foi expressamente prevista pelo legislador no § 2" do mesmo art. 84 da MP 2.158. Ademais, cada .uma dessas penalidades tem sua própria rato es..sradi. Demonstrado o erro de classificação, impõe-se a aplicação da multa. Taxa. Selic. A aplicação da. taxa referencial do SiStenla Especial de Liquidação e Custódia. - Seli e como índice de correção dos débitos e créditos de natureza tributária, inclusive as multas, é legal. Aplicação da Súmula 3° CC n°4 ASSUN 10: NORMAS GERAIS DE DIREI] O TRIBIYI ARI° Período de apuração: 15/07/2003 a 17/12/2004 Mudança de Cr itério Jurídico. luocorrencia A correção de ofício da classificação fiscal fornecida pelo sujeito passivo, levada a efeito em sede de Revisão Aduaneira, realizada nos contornos do ali, 54 do Decreto-lei n" 37, de 1966, segundo a redação que lhe foi fornecida pelo Decreto-lei n" 2 472, de 1988, não representa retificação do lançamento em razão de erro de direito ou de mudança de critério jurídico, não afrontando, consequenternente O art. 146 do Código 't ributário Nacional.. Tratando-se de correção de infbrmação prestada pelo sujeito passivo, tal procedimento encontra pleno respaldo no art. 149, I.V do mesmo Código '1 ri bu tarjo Nacional R cern so Voluntário Negado. Vistos, relatados e diSeldidOS os presentes autos Acordam os membros do Colegial°, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso Vencida a Conselheira Narrei Gama, que apreseulará declaração de voto CLuMar- , --cgo GUerra de Castro - Presidente e Relato'. ED11 ADO KM: 211/05/201(1O Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, José Fernandes do Nascimento, Celso Lopes Pereira Neto, Narrei Gama, Beatriz Veríssimo de Sena e Lli as Pernandes Eufrásio (Suplente) Relatório Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que embasou o acórdão recorrido, que passo a transcrever: Ti aia O pie:sente p1 oceSs.0 de quatro auto.s de inflação decoi rente.s. de clas.sificação fiscal incorreta O In imeiro auto de infração trata do hnposto de Impoi loção, finos de mora, multa proporcional, multa por erro de classificação fiscal Valor da autuação R$ 54.234,95 O segundo auto de infração traia do •in.iosto sobro Produtos Indus.trializados. JuroN- de mota e multa propoi (rima/ Valoi da autuação R$ 27 603,59 O terceiro auto de infração trata da contribuição social C(.?fin incidente na importação, juro.s do moi a e multa proporcional Valor da autuação R$ 1 071,77 O quarto auto de inflação trata da conti ihuição Pis/Pasep incidente na importação, ¡mos de mora e multa proporcional. .. Valo] da autuação 11$ 231,03 k 2 Processo II' 10735.00.311112005-0{; S3-C1-1 2 Acórdãoii" 3102-00.634 f, :301 5-`eguem as alegações da fiscahzação aduaneira A empresa importadora submeteu a despacho dê,'. importação a mercadoria 'eartucho.s de tonei' para impressora" e a classificou ora no código 8473.30.27 ora no código 8473.50,35, ambos da Tafr ij2i Externa Comum Entende a fiscalização aduaneira que o código correto de classif. icação fiscal seria os de nárircTo 8473.30 29 e 8473 50.39. Intimada a empresa autuada (fls 02), ingressou a mesma com a impugnação de fls. .220-235. Seguem (Is alegações da empresa. imprignante concorda com as exlgências fiscais dos tributos concernentes às declarações- de importação (D1s) registradas a par /Ir' 03/03/2004 e efetuou o pagamento das dikrenças dos tributos e dos respectivo.s juros de mora como ate stam os anexos DARP's Alega improcedência com relação às exigências dos tributos aduaneiros relativos às . Dis registradas anteriormente a 03/03/2004 e ainda em relação a todas as multas impostas no auto de iufração Apresenta _suas razões de tais divergências. Alega mudança de critériojurídico no tocante as DA' registradas anteriormente a 03/03/2004 por configurar afronta ao estatuído pelo artigo 146 do Código Tributário Nacional. Até a citada data (03/03/2004), prevalecia a Decisão Diana/SIM -F/7'1U,- n" 3.57, de 28/12/199_9, que classificava a mercadoria no código 8473 .30..27, sendo que .somente com o advento da Solução de Divergência Coaria n" 7, de 07/11/2003, que fili refOrmada a Decisão n" .357/99 e adotou-se o código NCA4 8473,30.29. .4 classificação fiscal 847.3 .30 27 vinha sendo adotada pela empresa nas importações realizadas desde 12/11/2001, quando a. Fiscalização Federal determinou expressamente que fosse adotado para a mercadoria Toner de impressora de artes gráficas tal código. Alega que .são normas tributárias complementares os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas Configuram tais normas a Decisão n" 357/99 da Diana e a tela do S'iscomex do fiscal responsável pelo desembaraço aduaneiro. A classificação fiscal citada na Solução de Divergência Coaria 7/2003 somente pode _ser adotada pela autoridade administrativa no exercício do lançamento com me/ação aos Mos geradores ocorridos após sua introthrção e que até tal data, deve ser adotada a Decisão Diana n" 357/99 A introdução da Solução de Divergência Grana se deu em 03/03/2004, data sua publicação do Diário Oficial. Instrução Normativa vigente à época das importaçõe.s- (IN SRF n" 230/2002) dispunha em seu artigo 14, que a nova orientação enr 5'oluçãO de Consulta alcança apenas os . fatos ,p,eradores ocorridos após .sua publicação na imprensa oficial 3 Alega o /IDA/ Co sit n" 10/97 e o 4l1)1 SRL n" 13/2002 a fim de .s-e afastai a multa do artigo 44 fia Lei n" 9.430/96. I lOuve desci ição precisa das JiiCfr(adOi ias. Alega ofensa à lipicidade pelo falo do erro de classificação fiscal não imputai à conclusão de que houve declinação indevida do pf adulo Contesta a taxa &lie como parameito de juros motalói los Solicita a impi ocedência da autuação CM relação à parle que não foi ol?jeto dc pagamento Pilha 260, eficaminhou-se o P' '° para julgamento e informou-se a temposlividade da impugnação ronderando as razões ad UM" ati pela autuada, juntamente com o consignado no voto condutor, decidiu o órgão de piso pela manutenção integral da exigência, conforme se obsei va na ementa abaixe tran.ser ita: As sunto. Ptoccso Per- iodo de aput ação 15/07/2003 a 17112/2004 CONSULTA ELEITOS Os deitas de prOCCS..SVN de COM it/41 fe:'slringem-se ll pes.soa, física ou ¡In álica, autora da consulta RE( i'LASSIP1(51(..",i0 FISCAL Havendo a reclassificação fiscal com alteração paia maior da a//quota do tributo, é cvigivel a diferença de 1-111p0SiOS CW11 OS preVi. stos na legislação MULTA PROPORCIONAI-40 VALOR ADUANEIRO DA MERCADORIA. Aplica-se a multa de 1% sobre o valor aduaneiro da mercadoria classific ytda de manc a-a incoitela na Nomenclatura Comum do Muni os ai (ili( .M) UESY jONAM ENIO DE ILEGALIDADE E INCON,STITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO A ilegalidade e a inconstilucionandafie da legislação tributária não são oponíveis. na esfera administrativa Lançamento Procedente Após tomar ciência da exigência em 13/03/2008 1 , comparece a recorrente mais urna vez aos autos em 10/04/2008 2 , para, em sede de recurso voluntário, essencialmente, reiterar as alegações manejadas poi ocasião da instauração da fase litigiosa. É o Relatório H. 277 - verso 2 Protocolo ft 11 281. Processo n' 10735 003144/2005-05 S3-'I 12 Acórd,'ío ii" 3102-00.634 Fl 305 Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator 1- Preliminarmente Tomo conheci mento do presente recurso, que fbi tempestivamente apresentado e trata. de matéria afeta a esta Terceira Seção.. Como é possível perceber, a solução do litígio não passa pela definição da correta classificação fiscal da mercadoria, mas a partir de quando e quais seriam as consequencias da reclassi ricaça() poderiam ser exigidas do sujeito passivo. Analiso separadamente os pontos principais dessa insurreição. 2- Mérito 2.1 - Efeitos da Solução de Consulta No entender do sujeito passivo, a classificação fiscal adotada nas declarações de importação objeto do litígio encontrava-se respaldada pela Decisão Diana 7" R1' n' 357/99 e, somente após a sua reforma pela Solução de Divergência Coana n" 7/2003, publicada no Diário Oficial da "União (DOU) de 03/03/2004.. Assim, somente estaria obrigada a recolher os tributos segundo a. classificação consignada no ato administrativo reformador após a sua publicação no .D011. Com. a devida vênia, entendo que tal pleito não pode prosperar. Sem dúvida, o § 3 0 do art.. 50 da Lei n" 9.430, de 1996 3 restringe os efeitos da reforma. de entendimento sedimentado em processo de consulta. Entretanto, como se pode extrair do texto desse mesmo dispositivo, esses efeitos se restringem exclusivamente ao consulente Sendo certo que a solução de consulta n" 357/99, diz respeito a contribuinte diverso da recorrente, afastado estaria o efeito pretendido.. 2.2 - Inaplicabilidade do Ato Deelaratório Normativo n" 10, de 1997 Incabível, ademais, a pretensão de aplicar, ao presente processo, os ditames do Ato Declaratório Normativo n" 10, de 1997 no intuito de afastar a incidência das multas em razão do recolhimento .. Como se pode perceber ., quando do registro das declarações de importação litigiosas, levados a efeito entre 15/07/2003 e 1 7/12/2004, não mais vigia o ato declaratório em questão, revogado pelo Ato Declinatório Interpretativo n° 13, de 10/09/2002, (DOU de 1.1/09/2002), que dispõe, in verbis: 1 § 3' Em relação aos atos praticados até a data da ciência ao consulente, nos casos de que trata o § 1" deste artigo, aplicam-se as conclusões da decisão proferida pelo órgão regional da Secretaria da Receita Federar 5 O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso Hl do ai 1. 209 do Regimento Interno da Secreta' la da Receita Federal, aprovado pela Portaria IVIF n" 259, de 24 de agosto de 2001, e considerando o disposto no art. 84, e seu § da Medida Provisória n" 2 158-35, de 24 de agosto de 2001, declara Art. 1" Não constitui infração punível com a multa prevista no uri 44 da Lei ri" 9.430, de 27 de de.zembro de 1996, a solicitação, feita no despacho de importação, de reconhecimento de imunidade tributária, isenção ou redução do imposto de importação e Ineferencia percentual negociada em acordo internacional, quando incabíveis, bem assim a indicação indevida de destaque cr, desde que o produto esteia coirc:lamente descrito, com todos os dementos necessários à sua identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado, e que não .se constate, em qualquei dos casos, intuito doloso ou má ,fcr:'. por parle do declarante. Ari 2" bica rc :wogado o Ato Dechnatório (Normativo) Cosa n" 10, de 16 de jarwiro de 1997 Vi que se ter em mente, ademais, que o erro de classificação incide no art. 44 da Lei n" 9.430, de 1.996 em razão de que representa urna modalidade de "declaração inexata", hipótese não contemplada no Ato Declaratório 'Enterpretativo 13, de 10/09/2002 4, que é taxativo quando enumera as 'hipóteses de inflação excluídas em razão da completudc descrição da mercadoria: reconhecimento de imunidade bibutária, isenção ou redução do imposto de importação e preferência percentual negociada em acordo internacional, quando incabíveis, bem assim a indicação indevida de destaque ex.. Igualmente devida é a malta de l"/0 Diz o art.. 84,1, da Medida Provisória a' 2_158-35, de 2001: An. 84. Aplica-se a multa de aia por cento sobre o valor aduaneiro da mercadoria. 1-classificada incorretamente na Nomenclatura Cmiruni do Merco sul, nas nomenclaturas complementares ou em outros detalhamentos instituído.s para a identificação da mercadoria. Como é de conhecimento geral, a aplicação de penalidade há que observar o principio da tipi cidade cerrada, que tem suas origens no Direito Penal Sem a subsunção do tato à conduta especificada em lei, gastada estará a aplicabilidade da exigência. Ao 1" Não constitui infKição punível com a multa prevista no art 44 da Lei n" 9 430, de 27 de dezembro de 1996, a solicitação, leita no despacho de importação, de reconhecimento de imunidade tributada, isenção ou redução do imposto de importação e preferência percentual negociada em acordo internacional, quando incabíveis, bem assim a indicação indevida de destaque ex, desde que o produto esteja corretamente desuno, com todos os elementos necessários à sua identificaçào e ao enquadramento tarifário pleiteado, e que não se constate, em qualquer dos casos, intuito doloso ou má fé por parte do declarante Processo n" 10135 00311/1/2005-08 S3-C1 -t 2 Acórdão n 3 102-00,.634 Fl 306 Nessa senda, analisando a descrição dos fatos consignados no auto de infração, posteriormente ratificados pelos i. julgadores a quo, vê-se que, efetivamente, a classificação fiscal declarada. encontrava-se eivada de erro. Por outro lado, a avaliação da Unicidade da. conduta e, consequentemente, a a.pl i cação de penalidade não pode olvidar da demarcação do bem jurídico protegido pela norma que a instituiu., Acerca desse col Icei to, leciona Mi rabete5: ".. o bem-interesse protegido pela lei penal Ou, COMO di. 1.1.VO 10FIC, 'o bem ou interesse que o li. : gislador tutela, em linha abstrata de tipicidade (fulo típico), mediante uma incriminação Acerca dessa demarcação, interessante trazer à colação manifestação do Superior Tribunal de Justiça. nos autos do FIC n" 50. 863/PF6: ILIBEAS CORPUS PECULATO TRANCAMENTO DA AÇÃO PEN.A.L: ATIPICID,,IDE PRINCIPIO DA IN,SiGNIFIC/Ii1VC7A. BEM JURÍDICO 1 VITET „IDO A ADMIMS1R4(.."rió PÚBLICA,' INAPLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA 1. A missão do Direito Penal moderno consiste em tutelar os bens jurldico.s mais relevantes .Ern decorrência diss.o, a intervenção penal deve ter o caráter fragmentário ., protendo apenas os bens juiídicos mais importantes e em casos de lesões de mait-w gravidade Se cada penalidade tutela interesse distinto, ainda que se demonstrasse que uma mesma conduta estaria sendo penalizada concomitantemente por penalidades diversas, se, efetivamente, bens jurídicos diversos Foram afetados, incidiu-se em tipos distintos. Trazendo tal raciocínio para a penalidade que ora se analisa, mostra-se evidente, a meu ver, que o bem jurídico por ela tutelado é o próprio controle aduaneiro, ameaçado pela indicação de classificação fiscal errônea, ou, se fosse o caso, pela. falha na definição de outros detalhamentos instituídos para a identificação da mercadoria, ainda que tal inexatidão não produza qualquer conseqüência sobre o recolhimento de tributos ou controle administrativo das importações. Por esse mesmo motivo, é perfeitamente válida a sua convivência COM as penalidades atreladas àqueles outros "bens" _juridicamente relevantes. Ademais, o § 2" do . já transcrito art. 84 da MP 2.158-35, é taxativo: §2' A aplicação da multa prevista neste artigo mio prejudica a exigência dos- impostos, da multa por declaração inexata prevista no art. 44 da Lei n" 9 430, de .1996, e de outras p671alidades Mirabete, I álio Pabbrinni. Manual de Dneito Penal. São Paulo. Alias, 19' ed 2003, p 126 (Mj Hélio Quaglia Barbosa, D..1 de 26 06 2006. 7 Por outro lado, a infração tipificada :não exige a presença do intuito doloso ou ma-fé para sua configuração. I rata-se, portanto, de falha formal ou de mera conduta, penalizada independentemente da intenção do agente ou do resultado produzido. A esse respeito, cabe relembrar que a configuração da responsabilidade por intraçãO à legislação tributária, regra gerz. ,11, não está sujeita à avaliação da intenção do agente, a teor do comando inserido no art. 136 'I do Código Tributário Nacional (Lei n" 5,172, de 1966). Não se verifica, portanto, como acatar a pretensão dc excluir a presente multa.. O lato se subsum(...; à norma e não existe circunstância capaz de excluir a exigência.. 2.3 - Alegação de Mudança de Critério Jurídico A insurreição do sujeito passivo, conforme se observa, está concentrada na alegação de que o lançamento promovido em sede de Revisão Aduaneira, decorrente da reelassilicação da mercadoria promovida de oficio, representaria alteração de critério jurídico, supostamente ffindada em erro "de direito" e, consequentemente, violação ao art.. 146 do Código Tributário Nacionai s .. Invoca-se, para tanto, a dicção da Súmula 227 do extinto Tribunal Federal de Reeursos9. Pedindo a devida vênia, penso que tal raciocínio, pelo menos no .presente recurso, não deve prosperar. Em primeiro lugar, se superada a dificuldade de distinguir o erro de lato do erro de direito, o direito posto não admitiria que, no caso concreto, tal distinção influenciasse no dever legal de se promover a Revisão Aduaneira no período de 5 (anos) seguintes ao registro da 'Declaração de Importação, expressamente consignado no ad. 54 do Decreto-lei n" 37, de 1.966, após sua alteração pelo Decreto-lei. ri" 2.472, de 1980. Em segundo, tendo em mente essa especificidade do controle aduaneiro, não se pode equiparar desembaraço aduaneiro a homologação do lançamento, esta só ocorre após a correspondente revisão aduaneira ou após o decurso do prazo outorgado ao Fisco para sua realização. Por último, e mais importante, o erro na declaração da classificação fiscal não se insere na modalidade "de direito", mas naquela que se convencionou denominar "de fato", expressamente prevista como motivação da revisã.o do lançamento. Analiso pormenorizadamente cada um desses aspectos a seguir.. 2.3.1 - Distinção entre Erro de Fato e de Direito Ari 136. Salvo disposição de lei em cor-Mário, a responsabilidade por inti-acoes da legislação tributaria indepcnde da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, naturev.a e extensão dos efeitos do ato. s Art 146. A modificação introduzida, de ofício ou em conseqfiência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade itdrninisti ativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um 11.1eSIllo sujeito passivo, quanto a tato gerador ocon • ido posteriormente à sua introdução. 9 • "A mudança de critério jurídico adotado pelo fisco não autoriza a revisão de lançamento" il) Art 54. .A apuração da regularidade do pagamento do imposto e demais gravames devidos à Fazenda Nacional OU do benefício fiscal aplicado, e da exatidão das informações prestadas pelo importador será realizada na for na que estabelecer o regulamento e processada no prazo de 5 (cinco) anos, coutado do registro da declaração de que trata o ai tigo 44 deste 1)ecreto-1..ci Proesso n' 10735 003144/2005-08 83 -C1 12 Ackd•o ii." 31.02-00.634 til 307 Parte razoável da melhor doutrina sequer admite a dicotomia a sustentada dicotomia erro de direito/de Pato.. Veja-se, à guisa de exemplo, a lição de Souto Maior Borges Mas, rigorosamente lidando, a distinção entre o direito e o faio não é lvalizável, porque só é relevante o tato qualquer fato natural — enquanto juridicamente quedillcado, ou seja, enquanto corresponde ao conceito de falo jurídico, algo inteiramente diverso do falo natural -bruto" Os fatos naturais são, pois, selecionados e -sub.surnidos as normasjurldicas que lhes.fotem. aplicáveis estas, de suo vez, para sua aplicação, também são selecionados em função da estrutura do caso concreto. Por isso, averbou-se, clantentente, que ao se considerar a questão de fato está presente e relevante a questão de direito, ao se considerar a questão de direito não se pode prescindir da ,solidária influência da questão de fato. TM, pois, nesse sentido, não só tuna solidariedade, mas também uma indivisibilidade entre a questão de/ato e a questão de direito. (os destaques não cons[arn do otiginal) Outros, apesar de admitir tal distinção, não enxergam a pré-falada violação ao art. 146 do CTN A esse respeito leia-se: 11 ugo de Brito Machadol2: O art 146 do CTN, que veda a revisão do lançamento iribun'irio em razão de 11111(lança de critérios jurídicos, não se aplica ao erro de direito, porquanto se tratam de fern5menos distintos o erro de direito ocorre quando não _seja aplicada a lei ou quando a má aplicação desta soa notória e indiscutível, enquanto a mudança de critério jurídico Ocorre, basicamente, com a substituição, pelo órgão de aplicação do direito, de urna interpretação por outra, ,sem que se possa dizer que qualquer delas seja illeún ela Napoleão "Nunes Maia Filho[3: Não importa ao exercício da atividade administrativa de revisão do lançamento a circunstância de se tratar de lançamento eivado de erro de . fato ou de direito, porque em qualquer hipótese .sempre deverá prevalecer a supremacia da lei _sobre o ato administrativo viciado 2.3..2. EríO de Classificação Fiscal - Modalidade Mesmo que se admita que é possível distinguir o erro de fato do de direito e que a correção deste último encontrar-se-ia obstaculizada pelo art.. 146 do C.1'N, o erro na 1 ' Borges, José Souto Maior. Lançamento Tributário São Paulo Malheites, 2 ed , p 274 12 lemas de direito tributário. São Paulo: Ed.. Revista dos Tribunais, 1993, p. 107. 33 Competência para retificação do lançamento tributário. Revista Dialética de Direito Tributário, no 43, São Paulo: Dia [ética, julho de 1999, p 59 indicação da classificação não se insere na modalidade que a doutrina, costuma denominar "de direito", mas, como se verá, na modalidade "de lato", expressa no art. -149, IV do mesmo Código e passível de correção até o momento que em se materialize a decadência.. Com efeito, art. 149 CTN, IV, deixa claro que, dentre as hipóteses em que se autoriza a revisão do lançamento, está o erro na prestação de informação pelo sujeito passivo. Senão vejamos: Ari 149 O lançamento é efetuado e revisto de qtício pela autoridade aihninistrativa nos svg•intes casos- ( .) - quando .se comprove falsidade, erro ou ornis.são quanto a qualquer elemento titfinitio na legislação tributária COMO sendo de declaraçào olyrigatória Por outro lado, é igualmente cediço que a declaração da correta classificação fiscal é dever do importador, máxime após a implantação do Sistema Integrado do Comércio Exterior (S ISCOMEX).. Com efeito, a partir desse novo ambiente informatizado, o sujeito passivo, independentemente de qualquer intervenção do fisco, preenche a declaração de importação e transmite eletronicamente, mediante o pagamento dos tributos calculados ., ex vi•do art—e) do • Decreto n" 660, de 1992 14 e dos atos administrativos da Secretaria da Receita 1. ,ederal do Brasil. que disciplinam a tramitação do despacho de importação, a teor da instrução Normativa SRF n° 69, de 1996 e das que as que a revogaram. Para que não pairem dúvidas, veja-se o que restou eleneado no AliteX0 1 de tal administrativo, destinado a relacionar as informações a serem prestadas pelo importador15: 3.3 - C7a.s,sificução fiscal tia mei cadima Classificação da mercadoria, segundo a Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM) e Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NI3111), can/arme tabelas admirastradt“ pela SRL Se é certo que a classificação fiscal fáz parte da declaração prestada ao Fisco, em especial da descrição da mercadoria, o erro na prestação dessa inibrmacão não se insere na modalidade que a doutrina e a jurisprudência convencionaram denominar "de direito", mas a erro "de fido", expressamente passível de revisão, a teor do já transcrito art. 149,1V do CTN,. 2.4 - :furos de Mora Incabível, finalmente, a -pretensão de afastar' a incidência de . ..Juros de mora sobre a totalidade da exigência. Apesar da longa dissertação da recorrente acerca da inaplicabilidade da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC aos débitos tributários, Art G' As infOrmayões relativas às operações de comércio exteiior, necessárias ao exercício das atividades referidas no ar! 2, serao processadas exclusivamente por intermédio do SISCOMEX, a partir da data de sua ituplantwao. Redação e numeração semelhante às que constaram dos atos administrativos posteriores .1 Plocesso 11" 1073.5 003114/2005-U S3-C1T2 Acórdão n 3102-00.634 El 308 não vejo como afastar a sua incidência sobre exigência discutida nos autos do presente recurso Voluntário, rcm muito menos como pretender dar as .multas tributárias tratamento diverso.. Com efeito, a matéria loi alvo do art.. 161 do Código Tributário Nacional, que prevê: Ari 161 O c:,Tédito não inte •.'grafinente pago no vc,'neimento acrescido de . jut os de mora, seja qual for o motivo deu:1 . minante da . fitha, .sem preful:zo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantias previstas nesta Lei ou em lei tributária r Se a lei não dispu8er de modo diverso, OS j111'"0.5 de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. (destaquei) Como se verifica, o limite de 1% ao mês somente é considerado se outra lei, ordinária, já que não se trata. de matéria reservada a lei complementar, estipular . outro percentual ou prazo para cálculo. O Cato é que, como é cediço, fazendo uso dessa faculdade, o art.. 61, caput e § 3" da Lei n" 9..430, de 1996 assim dispôs: .Art 61 Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela ,Sectetaria da Receita Federal, cujos . fatos ,Qeradores oco; ICTCM a partir de 1 0 de jancito de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidas de multa de mora, calculada é taxa de trinta e três centésimos pot • cento, por dia de atraso 3" Sobre o% débitos a que se relere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o 3" do 051 .5 ü, a partir do primeiro dia do mês .subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por C011i0 mês de pagamento. Assim sendo, penso que a pesquisa da natureza dessa cobrança pouca relevância assume para a. solu.ção do litígio. Trata-se de exigência prevista em lei cuja constitucional idade vem sendo pacificamente reconhecida por nossas cortes superiores. Apenas à guisa de exemplo, cite-se: 1- REsp 929..995 - PE (Min Teori Albino Zavaseki, Dl. 23/04/2007) Pl?0CF,SSUAL CIVIL RECURSO ESPRIAL. .JUROS MORA TÓRIRS TAXA DE JUROS ,SELIC RECURSO E;SPECI A I. NÃO PROVIDO I A taxa à qual se ejére o art. 406 do Ce é a ,S'ELIC, tendo em vista o disposto nos arts 13 da Lei 9. 065/95, 84 da Lei 8.981/95, 4", da Lei 9 2,50/9.5, 61, 5.3", da Lei 9. 43 (1/96 e .30 da Lei 10522/02 2. Recur,so especial não provido 2- R1-±:sp 803707 / PR (Min, João Otávio de Noronha, aí .14.08 2006) TRIBUTARIO RECURSO L.SPECIAL MULTA DE MORA ARE 61 DA LEI N. 9 430/1996 BASE DE CÁLCULO. JUROS MORATÓR/OS TAXA SE11C 41/1 16!, 1, DO C IN 1 Constitui a base de, cálculo da multa de mora prevista no art. 61 da Lei ri 9 430/1996 o valor principal da divida atualizado pela taxa Seth,: 2. 1± lícita, por ,fOrça do comando contido ria . Lei ri 9.065/1995, aplicação da laxa Selic nos- casos em que há parcelamento do débito tributário ou em que há quitação total, 111(1N• com atraso Precedente 1 3 Nas ações que tenham por fim a repetição de pagamentos. indevidos efetuados antes de 1".1 96 e cujo transito em julgado ainda não tenha ocorrido, incide, na atualização do indébito, a partir dessa data, exclusivamente, a laxa Selic- Desde aquela data, não tem mais aplicação o rmindamento inscrito no art. 167, parágrafir único, do CEN, o qual, diante da incompatibilidade com o disposto no art 39, . .da Lei 31 9 250/95, re„s.lou derrogado 4 Reearso especial Ui-provido importante frisar, ademais, que a presente discussão já encontra-se pacificada nesta corte administrativa, sendo inclusive alvo da Súmula. 3°CC n" 4, que diz: A. partir de 1" tia abril de 199.5 A legitima a aplicação/utilização da fava ,5"elie no cálculo dos j-131"0s moratórios incidentes sobre débitos tributc.'irio.s administrados pela Secretaria da Receita 3 — Conclusão Com essas considerações, nego provimento ao recurso volu.ntário rarcelo Guerra de Castro 12 Processo ri 10735 (103144/2005-(5 S3-C1 12 Acórdão ii 3102-00.,634 H 309 Declaração de Voto (._onselheita Nanci Gama Venho, por meio desta, manifestar, com a devida vênia, posicionamento contrário ao proferido pelo limo. . Relator..., por entender que assiste razão a recorrente no que se refere à utilização de classificação fiscal respaldada em r •esposta à consulta fiscal realizada por terceiro, cujo objeto era exatamente O mesmo ora litigado, qual seja "cartuchos de toner para impressora.", até o momento em que referida resposta fom reformada por Solução de Divergência Coana. O acórdão, referente ao presente .julgamento, considera o lato de a resposta à consulta fiscal ter efeito vineulante, apenas, para o eonsulente; consideração com a qual concordo. No entanto, tal fato, a meu ver, é distinto e não prejudica o efeito normativo que as respostas em processo de consulta, especialmente, no que respeita à classificação fiscal de produtos, emanam para terceiros, Veja—se que as respostas são efetuadas por agente competente da Receita. Federal, que as profêretri baseados na lei e no conhecimento técnico que se presume deter referidos agentes. São atos administrativos regulares, cuja publicidade é atendida. em razão da publicação de seu conteúdo no Diário Oficial da União, e que portanto, irradia efeitos à. terceiros, isto é, ao público em geral. Assim, é de simplicidade franciscana a percepção que um cidadão, na dúvida da classificação fiscal correta do produto que pretende importar ou produzir, se oriente pela publicação de um ato da própria administração que irá fiscalizar o seu procedimento, e adote a manifestação contida naquele ato. É evidente que qualquer ato administrativo, com a devida fundamentação, pode ser revisto ou revogado, pela pri'upria administração que o proferiu, observada os ditames legais para tanto,. Contudo, referida revisão ou revogação, não pode, a meu ver, pr•ejudicar terceiros que, em razão de referido ato, embasou sua conduta, tal como exatamente ocorreu na questão objeto do processo administrativo em análise, Isto porque, como elucidado pelo Pi •olessor Hugo de Brito Machado, em seu. artigo publicado na Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados -- RTJE, volume 112, página, 53, Editora, Jurid "(..) a resposta oferecida pelo Fisco à consulta, formulada em .face de caso concreto, produz efeito como ato administrativo, em concreto, relativamente ao consulente. E produz efeito normativo, isto é, vale como norma em tese, em qualquer situação, tenha sido fOrmulada em face de caso concreto ou de situação hipotética, relativamente a terceiros.'' Além disso, a motivação explicitada, pelo agente público responsável, em sua resposta à consulta fiscal (ato administrativo), irá vincular o administrador aos termos em que Rã mencionada. Nesse sentido, JOSÉ. DOS SAN LOS C AR.VALTIO F111-10 16 esclarece, acerca da • 'remia dos Motivos Determinantes, que "mesmo que um ato administrativo seja discricionário, 1 `' Filho, José dos Santos Carvalho; Manual cie Direito Administrativo; 16' p. 103. ./ 13 não eYigindo„ portanto, expressa motivação, esta„ se existir, passa a vincular o agride aos termos em que foi mencionada.'' Assim, apenas a partir do momento em que a Solução de Divergência Coana tr" 7, de 07/11/2003, foi publicada, é que o contribuinte, atento aos atos da administração pnblica e aos motivos aos quais a mesma estaria vinculada, poderia alterar a classificação fiscal que adotava até então, já que a própria administração pública se mostrava controversa, conforme se percebe da resposta proferida em consulta fiscal realizada por outro contribuinte, cujo objeto era o mesmo de referido ato Coaria e, também., do presente processo administrativo. Dessa firma, até 03/03/2004, data da publicação da Solução de Divergência Coaria ri.." 7, o contribuinte não estaria vinculado à adoção da classificação fiscal de código N(-'11.4 8473.30.29, referente a "cartuchos de toner .para impressora", devido ao falo de que a administração publica, em 28/12/1999 Decisão 357/99, -havia se manifestado, em processo dc consulta fiscal cujo objeto era -mercadoria idêntica à 0111 h-ligada, no sentido de adotar o código 8473.30.27. Inclusive, existem outros julgados do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais que manifestam entendim.ento de ser possível, para fins de classificação fiscal, o acolhimento de consulta formulada por terceiro, cujo objeto seja exatamente o mesmo,. As "Ovinas de se chegar a essa conclusão, no entanto, variam, a saber: Eine tO • CONSULTA. PROVA EMPRESTADA É plenamente possível o acolhimento de consulta formulada por terceiro quando embasada no mesmo produto a ser tipificado para fins de classificação tributária. Considera-se, para tanto. o efeito vinca/ante da consulta para com a .Administração e a aplicação do princípio da isonomia aos contribuinin ----Lei 4 502/64, artigo 76, inciso alinea "a'' lasCUI?.S0 VOLUNTÁRIO PROVIDO" ' 7 (G i• Assim, entendo ser injusta a procedência do presente auto de infração, uma vez que o contribuinte se mostrou atento aos atos da administração pública, confiando e aplicando referidos atos, no momento em que os mesmos foi= configurados,. Face ao exposto, voto -por dar provimento ao recurso voluntário, no sentido de entender que o código 8473.30.27, proferido Ra Decisão n.." 357/99, estaria correto de ser adotado até a data da publicação 03/03/2004 - no Diário Oficial da União, da Solução de Divergência Coaria n." 7, a qual adotou o códi go "N(..M 8473.30,29 f: corno voto. N hGan _- 17 • iri Aeo.akto de n "301-33 572, julgamento do n 133 2 1,4 , sessão de 22/04/2007; C.onselheira Matou Susy Gomes Hoffmann
score : 1.0
Numero do processo: 13706.000057/94-11
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IRPF - ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO -
Constatados pela autoridade monocrática erros de cálculos na
apuração do acréscimo patrimonial, em vista da documentação e
argumentos apresentados na impugnação, correta a modificação da
exigência. Recurso de oficio ao qual se nega provimento.
Numero da decisão: 102-41.198
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: José Clóvis Alves
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Recurso de oficio ao qual se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DRF - RIO DE JANEIRO/CESU - RJ. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ANTONIO J / r ITAS DUTRA PRE IDE,' E( / ) • /CLÓVIS ALVES RELATOR FORMALIZADO EM I I 8A[39 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: URSULA HANSEN, MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE, JÚLIO CÉSAR GOMES DA SILVA, RAMIRO HEISE e FRANCISCO DE PAULA CORRÊA CARNEIRO GIFFONI. Ausente Justificadamente a Conselheira SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO. MNS , , MINISTÉRIO DA FAZENDA ..,p. -',-, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,::.,7z, _, ,,•,t . PROCESSO N°. : 13706/000.057/94-11 ACÓRDÃO N°. : 102-41.198 RECURSO N°. : 04.261 RECORRENTE : DRF - RIO DE JA1'E1RO/CESU - RJ RELATÓRIO A exigência inicial, correspondente a 334.346,02 UFIR de imposto e cominações legais correspondentes, foi reduzida para 231.663,84 UFIR de imposto (fls. 647), por força da decisão de primeiro grau. A situação que a fiscalização definiu como provocadora do imposto lançado foi descrita como "1 - Depósitos bancários sem comprovação de origem" e "2 - ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO" (fls. 4 e 5). Após troca de intimações com atendimento e fornecimento de documentos e esclarecimentos, o auto de infração foi formalizado e o lançamento impugnado (fls. 483 a 490). A exigência se funda em valores obtidos através de demonstrativos denominados "Demonstrativo da Evolução Patrimonial", "Demonstrativo da Análise da Evolução Patrimonial" ou "Análise da Evolução Patrimonial", nos quais foram colocados valores financeiros relativos a rendimentos, aplicações financeiras, saldos bancários, depósitos bancários, pagamentos e outros valores (fls. 17 a 53). Cada demonstrativo tem como fecho a comparação entre valores designados como "recursos" e como "aplicações". Sempre que os recursos superam as aplicações, a diferença é considerada "renda consumida", ou "renda presumivelmente consumida" ou "variação patrimonial negativa". Quando as aplicações superam os recursos a diferença é considerada "variação patrimonial a descoberto". As sobras ou faltas em cada mês não são consideradas no mês seguinte. As parcelas assim obtidas foram tributadas como "acréscimo patrimonial a descoberto" (fls. 5). Já, os depósitos bancários e avisos de crédito (uma aplicação financeira foi mais tarde excluída no julgamento monocrático) elencados a fls. 430 a 435 foram tributados como "Depósitos bancários sem comprovação de Origem." 4 V 2 .-/V m;it MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES = PROCESSO N°. : 13706/000.057/94 - 11 ACÓRDÃO N°. : 102-41.198 A impugnação demonstra a inconformidade do autuado contra a totalidade da exigência e traz como argumentos, preliminarmente, principalmente, que a tributação baseada em depósitos bancários é ilegal e que a inclusão de depósitos bancários em levantamentos de acréscimo patrimonial distorce os valores obtidos, sendo de todo inadequado o método. Discorda do arbitramento efetuado para buscar o cálculo do imposto. Reitera que depósito bancário é mera demonstração de movimentação financeira e não acréscimo patrimonial ou renda disponível. Aponta outras modalidades inadequadas para quantificar a evolução patrimonial usadas no auto de infração e discorda da aplicação da TRD. Junta demonstrativos mensais com cálculos indicativos de que em nenhum mês houve acréscimo patrimonial a descoberto (fls. 514 a 555) e junta mais extratos bancários. Reitera que, se os valores financeiros integram o acréscimo patrimonial, como é o entendimento da fiscalização, não pode ser considerado novamente os depósitos bancários, sob pena de serem duplamente considerados, já que os depósitos bancários serviram de base para compor a base tributável e também a eles se somou o acréscimo patrimonial na mesma base. A autoridade julgadora abre a decisão apreciando os aspectos jurídicos das preliminares argüidas. Afirma não ter ocorrido mero arbitramento do imposto exclusivamente com base no somatório dos créditos constantes dos extratos bancários. Afirma ter, o levantamento fiscal, aspecto de levantamento patrimonial, sua evolução, os dispêndios realizados e a compatibilidade entre os rendimentos auferidos e os montantes depositados nas contas bancárias movimentadas no período de 1988 a 1991. Discorda de que o Decreto-lei n°. 2.471/88 revogou o art. 39, inciso IV do Decreto n°. 80.450/80 e afirma que a Lei n°. 8.021/90 veio complementar e instruir novos critérios de apuração do imposto previstos nos incisos III e IV do art. 39 do RIR/80. Não acolhe as preliminares. Quanto ao mérito, cita o Acórdão CSRF/01.0.006 e afirma: "... está claramente comprovado tratar-se de métodos de apuração distintos de omissão de rendimentos, com base na renda poupada, através da tributação de acréscimo patrimonial, apurável pelo confronto entre os rendimentos e os bens declarados e, com base na renda auferida ou consumida, através de 3 • .. th' ro.- MINISTÉRIO DA FAZENDA. 2 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES e ' - PROCESSO N°. : 13706/000.057/94-11 ACÓRDÃO N°. : 102-41.198 sinais exteriores de riqueza não cabendo o alegado pelo requerente de que a tributação por um dos métodos de apuração necessariamente exclui a tributação de igual valor pelo outro." A autoridade monocrática refaz os demonstrativos da evolução patrimonial e dos depósitos bancários (fls. 564 a 604) visando eliminar erros materiais e refez os cálculos da exigência. Foram mantidos os critérios iniciais com demonstrativos mensais fechados, ora com a indicação de haver "Acréscimo Patrimonial a Descoberto", ora com "Renda Presumivelmente Consumida". Avalia mensalmente os valores novos oferecidos pelo recorrente e mantém parcialmente a exigência, sob a seguinte ementa: "IMPOSTO DE RENDA - PESSOA FÍSICA Omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada e variação patrimonial a descoberto. LANÇAMENTO PARCIALMENTE PROCEDENTE." A redução da exigência decorreu da correção de alguns erros materiais e da exclusão de rendas tributadas do montante dos depósitos bancários, parcialmente. Foi mantida a cumulação do critério de soma dos depósitos bancários e da avaliação de acréscimo patrimonial sem comunicação de valores das sobras de cada mês com o mês seguinte. De um lado o valor dos depósitos bancários a ser tributado ficou reduzido (fls. 632, 637 e 640) e de outro, os acréscimos patrimoniais tributados aumentaram (fls. 634, 638 e 643). De sua decisão o Delegado da Receita Federal no Rio de Janeiro CESU, recorre a este Conselho. É o Relat: o opp 4 -; nj'4..,‘, , , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 13706/000.057/94-11 ACÓRDÃO N°. : 102-41.198 VOTO CONSELHEIRO JOSÉ CLÓVIS ALVES, RELATOR Não encontrei no processo o aviso do Correio que indica a data em que o autuado foi cientificado da decisão recorrida. Existe, porém, declaração dos Correios (fls. 670) de que a intimação foi entregue em 10 de agosto de 1994, ao porteiro do prédio no endereço do autuado. Trata o presente de recurso de oficio apresentado pelo Senhor Delegado da 1 Receita Federal no Rio de Janeiro CESU quanto a parte por ele deferida. Analisando o processo constatamos que as modificações introduzidas pela autoridade monocrática foram oriundas de correção dos demonstrativos da evolução patrimonial e dos depósitos bancários (fls. 564 a 604) visando eliminar erros materiais tendo refeito os cálculos da exigência. A exigência inicial, em vista das argumentações e documentos apresentados realmente continha erros de cálculos, pelo que consideramos correta a modificação introduzida pela autoridade singular. Assim conheço o recurso de oficio apresentado pelo DRF-RJ-CESU e no mérito voto para NEGAR-LHE PROVIMENTO. Sala das Sessi ./ ;St B F, em 25 de Fevereiro de 1997. , 0- C ÓVIS ALVE) . 5 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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