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Numero do processo: 10925.000212/2003-70
Data da sessão: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES, CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF
Data do fato gerador: 21/07/1999, 25/08/1999, 22/09/1999, 20/10/1999, 24/11/1999, 01/12/1999, 08/12/1999, 15/12/1999, 22/12/1999
CPMF. FALTA DE RECOLHIMENTO POR FORÇA DE MEDIDA JUDICIAL POSTERIORMENTE REVOGADA.
Nos termos da legislação de regência, deverá ser exigida por meio de lançamento de ofício a CPMF não recolhida por força de medida judicial posteriormente revogada, cujo débito em conta-corrente a cargo da instituição financeira fora desautorizado pelo contribuinte ou a respectiva conta-corrente já tivera sido encerrada ou não apresentasse saldo suficiente à época da providência.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO. LIQUIDAÇÃO DO DÉBITO.
Exclui-se da matéria litigiosa a parcela do crédito tributário liquidada por meio de alocação de pagamentos efetuados pelo contribuinte, prosseguindo-se a discussão quanto ao restante do débito ainda controverso.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.170
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: CPMF - ação fiscal- (insuf. na puração e recolhimento)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES, CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF Data do fato gerador: 21/07/1999, 25/08/1999, 22/09/1999, 20/10/1999, 24/11/1999, 01/12/1999, 08/12/1999, 15/12/1999, 22/12/1999 CPMF. FALTA DE RECOLHIMENTO POR FORÇA DE MEDIDA JUDICIAL POSTERIORMENTE REVOGADA. Nos termos da legislação de regência, deverá ser exigida por meio de lançamento de ofício a CPMF não recolhida por força de medida judicial posteriormente revogada, cujo débito em conta-corrente a cargo da instituição financeira fora desautorizado pelo contribuinte ou a respectiva conta-corrente já tivera sido encerrada ou não apresentasse saldo suficiente à época da providência. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO. LIQUIDAÇÃO DO DÉBITO. Exclui-se da matéria litigiosa a parcela do crédito tributário liquidada por meio de alocação de pagamentos efetuados pelo contribuinte, prosseguindo-se a discussão quanto ao restante do débito ainda controverso. Recurso Voluntário Negado.
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Numero do processo: 10665.001853/2003-50
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.786
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO
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RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia à repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Nova Rossari, Luiz Roberto Domingo, Valmar Fonseca de Menezes, Susy Gomes Hoffmann" Irene Souza da Trindade Torres e Davi Machado Evangelista (Suplente). Ausente a Conselheira Melina Rodrigues Alves. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. <CS Fl. 168DF CARF MF Excluído - Verso em Branco - Original Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° Resolução no : 10665.001853/2003-50 : 301-1.786 RELATÓRIO Com o objetivo de evitar taltologia, reporto-me ao relatório de fis. 86/88 que aqui se pede considerar como se transcrito estivesse, ao qual leio em sessão. Na decisão de primeira instância, a autoridade julgadora, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento contestado, eis que o contribuinte não apresentou tempestivamente o Ato Declaratório Ambiental, não averbou à margem da inscrição de matrícula do imóvel no Registro de Imóveis competente até a data do fato gerador. Devidamente intimado da r. decisão supra, o contribuinte interpõe Recurso Voluntário, às fls. 97/118, reiterando os argumentos expendidos na manifestação de inconformidade. Assim sendo, os autos foram encaminhados a este Conselho para julgamento. É o relatório. .7() • Fl. 169DF CARF MF Excluído - Verso em Branco - Original Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo ri° Resolução n' : 10665.001853/2003-50 : 301-1.786 o # CON% S (z ris VOTO Conselheiro Carlos Henrique Klaser Filho, Relator O Recurso é tempestivo e preenche os requisitos para a sua admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Discute-se o lançamento do 1TR exercício de 1999, decorrente da glosa das áreas de preservação permanente e de utilização /imitada (reserva legal), com a extensão de 699,6 e 349,8 hectares, respectivamente, que não foram comprovadas por intempestividade de protocolização do ADA. Com a finalidade de solucionar essa altercação pela similitude de caso, trago em tela o voto do nobre Conselheiro José Luiz Novo Rossari no Recurso Voluntário n.° 133.686 que, de forma esclarecedora, expõe a solução e o caminho aspirado. "Preliminarmente, cumpre fazer um trame abrangente da legislação que respeita à exigência do ADA, com vistas a avaliar a força do referido documento para efeito de embasar eventual exclusão de áreas da base de cálculo do ITR. O ADA foi introduzido na legislação do 17'R pelo § 4° do art. 10 da IN SRF n° 43/97, com a redação que lhe deu o art. P da IN SRF n° 67/97, verbis: "§ 4° As áreas de preservação pernumente e as de utilização limitada serão reconhecidas mediante ato declaratório do lbama, ou órgão delegado através de convênio, para fins de apuração do ITR, observado o seguinte: — o contribuinte terá o prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração do 1712, para protocolar requerimento do ato declaratório junto ao lhama; 111 — se o contribuinte não requerer, ou se o requerimento não for reconhecido pelo lhama, a Secretaria da Receita Federal fará o lançamento suplementar recalculando o 1TR devido." Examinada legislação aplicável à matéria, verifica-se que o art. 10, § I°, inciso II, da Lei n° 9.393/96, que dispõe sobre o 1711, não estabeleceu a obrigatoriedade de emissão de atos de órgão competente para as áreas de preservação permanente e de reserva legal, conforme se verifica da norma citada, verbis: Fl. 170DF CARF MF Excluído - Verso em Branco - Original Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° Resolução n° : 10665.001853/2003-50 #coar% : 301-1.786 o <5' W41. "Art. 10. A apuração e o pagamento do 1TR serão efetuados pelo ° • contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § P Para os efeitos de apuração do 1TR, considerar-se-á: 11 - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n" 4.771. de 15 de setembro de 1965. com a redação dada pela Lei n" 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadua(, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; e) conzprovadanzente imprestáveis para qualquer exploraçao agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; d) as áreas sob regime de servidão florestaLl De acordo com a norma retrotranscrita, a exigência de ato de órgão competente foi estabelecida apenas para as áreas declaradas de interesse ecológico de que tratam as alíneas "b" e "c" do inciso 11. A obrigatoriedade da utilização especifica do ADA para a finalidade de redução do 1TR nos casos de áreas de preservação permanente e de reserva legal veio a ser instituída tão-somente com a vigência do art. 17-0 da Lei no 6.938/81, na redação que lhe deu o art. 1° da Lei n° 10.165, de 27/12/2000, que dispôs, verbis: "Art. 17-0. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, com base em Ato Declara:41-h) Ambiental — ABA, deverão recolher ao lhama a importância prevista no itetn 3.11 do Anexo VII da Lei n° 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a titulo de Taxa de Vistoria." OVR) "§ I° A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do 1TR é obrigatória" (NR) (os grifas não são do original) 1 Acrescentado pelo art.:Cda edida Provi ria n2 2.166-67, de 24/8/2001. 4 Fl. 171DF CARF MF Excluído - Verso em Branco - Original Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° Resolução n°, : 10665.001853/2003-50 : 301-1.786 COftot, Ot ^leo F▪ ie ▪ AX Nos termos da lei retrotranscrita, a obrigatoriedade desse ato S ambiental para a redução do imposto, tornou-se aplicável aos fatos geradores ocorridos a partir de 1°/1/2001 (exercício 2001), tendo em vista que a exigência veio a ser prevista apenas no final do ano de 2000. De outra parte, antes dessa norma, foi editada a Medida Provisória iz° 1.956-50, de 26/5/2000, que foi objeto de sucessivas reedições até culminar na MP n° 2.166-67, de 24/812001, atualmente em vigor. Prescreveu essa MP, verbis: "Art. 3° O art. 10 da Lei n° 9.393, de 19 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: § r A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso 11, § I°, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juroS e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis." (NR) (os grifas não são do original) A questão, então. cinge-se basicamente à correta interpretação desse dispositivo, mormente no que respeita à prévia comprovação ali referida. , A matéria não apresenta dificuldade maior. Resta claro, nesse dispositivo, que a entrega de declaração do ITR (DITR) em que conste redução de áreas de preservação permanente, de áreas de utilização limitada ou de áreas sob regime de servidão florestal (alíneas "a" e "d" do inciso II do art. 10), não está sujeita à comprovação prévia dessas áreas por parte do declarante. Vale dizer, o declarante não está obrigado a apresentar junto com sua declaração laudo técnico, ato emitido por órgão governamental ou qualquer outro documento, destinados a comprovar a existência daquelas áreas especificas. Dessa forma, contrario sensu, essa norma também estabelece que para a exclusão das áreas referidas nas alíneas "b" e "c" do inciso II do § I° do art. 10 poderá ser exigida a prévia comprovação, mediante a entrega de declaração instruída com documento que não deixe dúvidas da existência de área de interesse ecológico. Assim, com o devido respeito ao Acórdão do Superior Tribunal de Justiça juntado aos autos, não vejo como se interpretar o § retrotranscrito, como norma tendente a dispensar a apresentação, pelo contribuinte, do ato declaratório ambiental do anona instituído pelo art. 17-0 da Lei n° 6.938/81, na redação que lhe deu o art. 1° c/a Lei n" 5 Fl. 172DF CARF MF Excluído - Verso em Branco - Original Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n" Resolução n° •: 10665.001853/2003-50 <et- "9 co : 301-1.786 o k7los co 10165/2000, corno pretende a recorrente. O referido § 7' não telie ,ke essa redação nem foi essa a meus legis. Na realidade, a matéria foi tratada sob prisma diverso, de forma a dispor tão-somente sobre comprovação prévia à D1TR. e não sobre apresentação de ADA, documento esse que é exigível em prazo de até 6 meses após a entrega da D1TR e que nunca foi prévio ou exigido como instrucional à D1TR. A MP em vigor teve sua origem antes da vigência da Lei citada e origina-se de época em que não havia a exigência legal do ADA. Ademais, a Lei entrou em vigor durante as reedições da MP, que continuaram a ser reeditadas, o que afasta qualquer interpretação no sentido de que a MP tivesse por intuito dispensar a exigência de documento naquele momento ainda não institutilo por lei. Conclui-se, daí, que a Lei e a MP convivem harmoniosamente: a primeira, estabelecendo a exigência do ADA; a segunda, dispensando comprovação prévia para efeito de declaração do 17R de que as áreas excluídas de tributação efetivamente existem.- Feitas essas observações, em que concluo pela inequívoca vigência plena da legislação que prevê a exigência do ADA a partir do exercício de 2001, cumpre verificar os docinnentos trazidos pela recorrente para embasar seu recurso, referente ao exercício de 1997. Ainda, quanto à área de área de utilização limitada, trago ao autos, pelas mesmas razões anteriores, o voto de outro nobre colega, Conselheiro Atalina Rodrigues Alves no Recurso Voluntário n." 129.827 que, de forma elucidativa, expõe a solução desejada. 'No que se refere à legislação utilizada para justificar lançamento decorrente da glosa de área de reserva legal, cabe invocar o disposto ' no § 1°, II, "a" do art. 10, da Lei n°9.393/96, que dispõe, in verbis: "Art. 10. (o.) . § 1°. Para efeitos de apuração do 1TR, considerar-se-á: 11- área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação pernzanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989;(destacou-se e grifou-se) Por sua vez, a Lei n° 4.771/96 (Código Florestal), no § 2° do art. 16 (incluído pela Lei n° 7.803/89) define que reserva legal é a área de, no 6 Fl. 173DF CARF MF Excluído - Verso em Branco - Original Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. V!. as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou a dispensa ou redução de penalidades. "(destacou-se)' 7 Processo nr) Resolução n° : 10665.001853/2003-50 : 301-1.786 mínimo, 20% de cada propriedade, onde não é permitido o corte raso e deverá ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão a qualquer título, ou de desnzembramento da área. Cumpre esclarecer que a exigência de averbação da área de reserva legal prevista no § 2° do art. 16 da Lei n°4.771/65, incluído pela Lei n" 7.803, de 18/07/1989, visa, tão-somente, vedar a alteração de sua destinação em caso de transmissão do imóvel a qualquer titulo ou de desmembramento da área. O citado dispositivo da Lei n°4.771/65 têm como finalidade preservar as áreas de reserva legal, tendo em vista que as florestas e demais formas de vegetação existentes no território nacional, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum, sobre os quais o direito de propriedade sofre as limitações impostas na lei. • Assim, a exigência de averbação da área de reserva legal prevista no § 2" do art. 16 da Lei nn 4.771/65 nada tem a ver cum a (11)111-(7(50 e fiscalização do ITR, e, sim, com a preservação do meio ambiente. A norma contida na alínea "a", inciso II, do § 1°, do art. 10 da Lei n° 9393/96, citado corno base legal do lançamento, é clara no sentido de as áreas de reserva legal e de preservação permanente, Previstas na Lei n° 4.771/65, estão excluídas da tributação do /IR. Verifica-se que não há no dispositivo transcrito e tampouco em qualquer outro da Lei n° 9.393/96 norma no sentido de que a exclusão da área de reserva legal da tributação do ITR esteja condicionada a apresentação de ADA e a sua prévia averbação à margem da matrícula de registro do imóvel no cartório competente. O lançamento foi mantido em 1" instância com fundamento na IN SRF n°43, de 07105/1997, alterada pela IN SRF nv 67, de 01/09/1997. Cabe ressaltar que a exigência de Ato Declaratório Ambiental — ADA e de averbação da área de reserva legal feita pelo art. 10, da IN Si?? n" 67/97, para fins de excluir da tributação a referida área, detzola que a referida IN extrapolou a sua função de norma complementar da Lei n° " 9.393/96, ao criar obrigação totalmente nova, não prevista na lei, o que contraria o disposto no artigo 97, inciso VI, do C77V, que, assim, dispõe: "Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: • Fl. 174DF CARF MF Excluído - Verso em Branco - Original Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° Resolução n° : 10665.001853/2003-50 : 301-1.786 Cumpre observar que no nosso sistema jurídico, as 11011111U complementares, como é o caso das Instruções Normativas da SRF, devem estar sempre subordinadas à lei a que se referem, não lhes sendo permitido criar direito novo, mas, tão-solnerde, estabelecer • nonnas que permitam explicitar a forma de execução da lei sem extrapolar o seu conteúdo. Ademais, alIV 512F n° 43, de 07/05/1997, alterada pela IN SRF n° 67, de 01/09/1997, cujo artigo 10 foi transcrito na decisão recorrida com o intuído de fundamentar e manter lançamento, sequer foi citada no Auto de Infração como fundamento legal da exigência fiscal. Por outro lado, o fato do autuante não ter indicado o dispositivo legal que fundamenta a exigência de ADA e de averbação prévia da área de reserva legal para efeito de sua exclusão da tributação do ITR, por si só, ensejaria a nulidade do lançamento dela decorrente, por cerceamento do direito de defesa, conforme disposto no inciso 11, do art. 59, do Decreto Lei .n" 70.235/72. Não obstante a nulidade apontada. deixo de declará-la por força do disposto no § 30 do referido artigo que, assim, dispõe: "§ 3.° Quando puder decidir o mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a. declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta." (Acrescido pelo art. • 1. 0 da Lei n.° 8.748/1993) Em casos sitnilares ao que se discute no presente processo, esta Câmara, vem, reiteradamente, decidindo, que a comprovação da área de reserva legal para efeito de sua exclusão da base de cálculo do ITR, não depende exclusivamente de seu reconhecimento por meio de ADA e de sua prévia averbação à margem da matrícula de registro do imóvel no cartório competente, uma vez que sua efetiva existência pode ser comprovada por meio de Laudo Técnico e outras provas documentais idôneas, de acordo com o princípio da verdade material." Assim sendo, conclui-se que a comprovação da área de utilização limitada, referida como reserva legal, para efeito de exclusão da base de cálculo do ITR, não depende exclusivamente de seu reconhecimento por meio de prévia averbação à margem da matrícula de registro do imóvel no cartório competente, uma vez que sua efetiva existência pode ser comprovada por meio de Laudo Técnico e outras provas documentais idôneas. Oportuno ressaltar que a declaração do recorrente, para fins de isenção do ITR, relativa às áreas de preservação permanente e de reserva legal, não estão sujeitas à prévia comprovação por parte do declarante, conforme dispõe o art. I 0, parágrafo 7°, da Lei ri.° 9.393/1996, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. )f Fl. 175DF CARF MF Excluído - Verso em Branco - Original Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. otC0Nri, t WEL. in f., X? Sala das Sessõe 'em 25 de janeiro de 2007 110-- Re ator— Processo n° : 10665.001853/2003-50 Resolução n° 301-1.786 Verifico constar nos autos do processo Laudo Pericial (fls. 48/53) - emitido por engenheiro agrimensor, certificando que o a área do imóvel denominado "Fazenda Bom Sucesso" é de 892,30.55 ha. Entretanto, paia as afirmações contidas no laudo supra referido serem bem recepcionadas, o mesmo deverá estar acompanhado de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), anotada no CREA. Ademais, ressalta-se que a declaração do recorrente, para fins de isenção do 1TR, relativa à área de reserva legal, não esta sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, conforme dispõe o art. 10, parágrafo 70, da Lei n.° 9.393/1996, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não 6 verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. Assim sendo, deverá o julgamento ser convertido em diligência à repartição de origem para que seja oportunizado ao contribuinte a juntada da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), anotada no CREA. _ - Em face do exposto, voto no sentido converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem pelas razões acima expostas. Fl. 176DF CARF MF Excluído - Verso em Branco - Original Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 227 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.0822.15390.IJ1M. Consulte a página de autenticação no final deste documento.
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Numero do processo: 10715.002600/88-42
Data da sessão: Wed Jul 05 00:00:00 UTC 1989
Numero da decisão: 303-00.214
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar a lª preliminar de incompetência deste Colegiado; pelo voto de qualidade, em rejeitar a 2ª preliminar de nulidade do processo, por vicio formal da Notificação de Lançamento; por unanimidade de votos, em rejeitar a 3ª preliminar de cerceamento do direito de defesa, em razão da arguida coação irresistível, configurada na assinatura do Termo de Responsabilidade constante do CAMPO 24, da D.I. nº 027888/86; por maioria de votos, em rejeitar a 4ª preliminar de remessa do processo à Egrégia lª Câmara, levantada de oficio pelo Conselheiro Paulo Cesar Bastos Chauvet, vencidos os Conselheiros Luiz Eduardo Sá Roriz e Humberto Esmeraldo Barreto Filho; por maioria de votos, em acolher a 5ª preliminar de remessa do processo ao LABANA, por intermédio da repartição recorrida, arguida pelo Conselheiro José Alves da Fonseca, vencidos os Conselheiros Carlindo de Souza Machado e Silva e Helio Loyolla de Alencastro, nos termos do voto do relator. Relator designado o Conselheiro José Alves da Fonseca, para a Resolug5o.
Nome do relator: HELIO LOYOLLA DE ALENCASTRO
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Recorrente MERCK S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS. Recornd IRE / AIRJ. RESOLUÇÃO Ng 303 - 0.214 VISTOS, relatadosediscutidos os presentes autos de recurso in terposto por MERCK S/A INDUSTRIAS QUÍMICAS. RESOLVEM, os Membros da Terceira Cimara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar a lg preliminar de inccepa- tencia deste Colegiado; pelo voto de qualidade, em rejeitar a 2g preliminar de nulidade do processo, por vicio formal da Notificag5o de Lançamento; por unanimi- dade de votos, em rejeitar a 3g preliminar de cerceamento do direito de defesa , em raz5o da arguida coaçio irresistivel, configurada na assinatura do Termo de Responsabilidde constante do CAMPO 24, da D.I. ng 027888/86; por maioria de vo tos, em rejeitar a 4g preliminar de remessa do processo i Egregia lg C5mara,levan tada de oficio pelo Conselheiro Paulo Cesar Bastos Chauvet, vencidos os Conselhei ros Luiz Eduardo Si Roriz e Humberto Esmeraldo Barreto Filho; por maioria de vo tos, em acolher a 5g preliminar de remessa do processo ao LABANA, por intermédio da repartig5o recorrida, arguida pelo Conselheiro Jose Alves da Fonseca, vencidos os Conselheiros Carlindo de Souza Machado e Silva e Helio Loyolla de Alencastro , nos termos do voto do relator. Relator designado o Conselheiro Jose Alves da Fon- seca, para a Resolug5o. Brasilia - DF, de julho de 1 411 1/Ini:A> JOSE ALVES DA FONSECA - Relator designado CLAUDIO bRANDT DA SILVA SOBRINHO -Proc. da Fazenda Nacional. VISTO EM SESSÃO DE: 7 ifil ipmel Participaram,ainda, do"prdlgte SOMmento, os seguintes Conselheiros: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR, CARLINDO DE SOUZA MACHADO E SILVA, HUMBER TO ESMERALDO BARRETO FILHO, LUIZ EDUARDO SA RORIZ, PAULO CSAR BASTOS CHAUVET, e EVANDRO NEIVA DE AMORIM. . 1 , ?/4 LOYOL DE ALENCASTRO - esidente smvpuBucomma PROC. NR 10715-002.600/88-42 RECURSO N2 110.410 RECORRENTE: MERCK S.A. - INDOSTRIAS QUÍMICAS RECORRIDA : IRF/AIRJ-RJ RELATOR - designado: JOSE ALVES DA FONSECA RELATÓRIO E VOTO Trata-se da liberação de produto químico desembaraça- do mediante mediante ressalva do item 2 da IN-SRF n 2 14/85, conforme T.R. firmado no campo 24 da D.I. n 2 027.888/86, sujeito, portanto, a exame laboratorial e para o qual a ora recorrente recolheu a devi da Contribuição FUNDAF, consoante DARF de fls. 3. Submetida a exames a amostra coletada pelo LABANA re- velou tratar-se do produto CULTURA DE MICROORGANISMOS NAO LIOFILI ZADOS, ao invés da mercadoria amparada pelas G.Is. n 2 s 001 - 86/026974 - 2 e 026975-0, especificadas nas adiçaes 001 e 002 , anexo II, da precitada D.I., a saber, "CULTURA DE MICROORGANISMOS LIOFILIZADOS". Expedida a notificação de fls. 33, a empresa argüiu faltar o requisito de certeza ao credito tributário cobrado, pois desconhecia o resultado do exame do LaboratOrio de análise que le- vou à desclassificação da mercadoria importada; que, isso, impli- cava em cerceamento de seu direito de defesa,pbis estava impedida de demonstrar a correta classificação tarifária proposta na D.I. em referencia. Por acolhimento do despacho de fls. 37, firmado pela Chefe da Seção de Arrecadação do Orgão preparador, foi remetida a cOpia do Laudo de N 2 23707/86, inclusive cientificada de que ...o prazo para pagamento ou impugnação do credito tributário..." fora reaberto. Datado de 29/04/88, o AR da segunda notificação (fls. 33v.), expedida para fins de remessa do Laudo 23707/86 do LABANA e reabertura do prazo de pagamento ou impugnação do c.t.,pelo qual a empresa protestara para o exercício pleno de seu direito de de- fesa, estranhamente sua impugnação foi apresentada em 25/04/88,me diante a petição de fls. 39/41, cujo teor leio em sessão. Informação fiscal (fls. 55) propugnando pela manuten- ção do langamento,tendo em conta o teor do Laudo do Laborat6rio de Análise. Em seguida (fls. 56/58), está lançada a decisão de instância, julgando procedente a ação fiscal. Recurso ng 110.410 Resoluçio 303-0.214 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Regularmente intimada, a empresa recorre tempestivamen- te a este Conselho, com as razes de fls. 61/68, sustentando o a certo da classificaço tarifária da mercadoria na posição 30.02.06. 00 e, em consequência, questionando a cobrança de complemento do encargos legais, alem de arguir a inaplicabilidade, à hipóte se, das multas dos arts. 524, "caput", e 526, II, ambas do Decre- to 91.030/85. Argumenta, ainda, que para abordagem da questão de mérito envolvendo uma exigência fiscal, necessário se faz que exis ta um lançamento tributário e que o contribuinte seja cientificado desse lançamento; em razão disso, ficou tolhido no exercício ple- no de sua defesa. Objetivando esclarecer dúvidas para o julgamento do pre sente processo, voto no sentido de que o mesmo seja convertido em diligencia ao LABANA, por intermédio da repartigo de origem, soli- citando as seguintes informações do Laboratório de Análises: a) A amostra encontra-se disponível ? h) Em caso positivo, a amostra está em condigOes de ser novamente examinada em condigões semelhantes 'as verificadas no pri meiro laudo? Se possível, repetir o laudo. c) Pode uma levedura morta (n5o liofilizada) apresentar crescimento de colônia? d) 'a vista de afirmativa contrária da recorrente, tem o LABANA condições ambientais para coleta e exame de produtos des- ta natureza ? Sala das Sessões, em 05 de julho de 1989 JOSr ALVES DA FONSECA - Relator designado. OLS/CF
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Numero do processo: 10845.008564/85-48
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 1988
Ementa: CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO.
I - As diferenças apuradas na descarga de produtos transportados a granel não sujeitam o responsável ao pagamento da penalidade correspondente, nos casos em que a falta for igual ou inferior a 5%, nem à indenização do imposto de importação, quando os percentuais do extravio sejam, respectivamente, de 1 ou 0,5%, no caso de granel sólido e liquido ou gasoso.
II - "In casu", em razão do percentual da falta ter sido de 0,69% e de tratar-se de granel liquido, não foi aplicada a multa do art. 106, inc. II, letra "d", do Dl. nº 37/66 e, deduzido o percentual de 0,5%, foi exigido somente o I.I. referente ao excedente (0,19%); portanto, já foi devidamente aplicada a legislação de regência.
III - Recurso negado.
Numero da decisão: 303-25.131
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: HELIO LOYOLLA DE ALENCASTRO
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I - As diferenças apuradas na descarga de produtos transpor tados a granel não sujeitam o responsável ao pagamento da pe nalidade correspondente, nos casos em que a falta for igual ou inferior a 5%, nem à indenização do imposto de importa- ção, quando os percentuais do extravio sejam, respectivamen- te, de 1 ou 0,5%, no caso de granel sólido e liquido ou gaso so. II - "In casu", em razão do percentual da falta ter sido de 0,69% e de tratar-se de granel liquido, não foi aplicada a multa do art. 106, inc. II, letra "d", do Dl. n 2 37/66 e, de duzido o percentual de 0,5%, foi exigido somente o I.I. refe• rente ao excedente (0,19%); portanto, já foi devidamente a- plicada a legislação de regência. III - Recurso negado. Visto, relatado e discutido o presente processo, ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao re- curso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das SessOes, em 24 de fevereiro de 1988. HÉLIO LOYOL DE ALENCASTRO - Presidente e Relator 3,* CÂMARA/3.° jal D v/v , ktbd,R. ulti)s-2'.15R uEmiu0Ylir• ESSA LE Procurador da Fazenda Nacional. VISTO EM 1" 5 MAR ''RO SESSÃO DE: . '" • Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: CARLINDO DE SOUZA MACHADO E SILVA 1 CELITA OLIVEIRA SOUSA JOSÉ JADIR DOS SANTOS MURILLO FORJAZ MATHIAS PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR RUBENS PELLICCIARI WILFRIDO AUGUSTO MARQUES 1 • Fls. 02 Recurso: 108.428 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Acórdão: 303-25.131 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECORRENTE: AGÊNCIA MARÍTIMA TRANSNORD LTDA. RECORRIDA : DRF - SANTOS - SP RELATOR : HÉLIO LOYOLLA DE ALENCASTRO RELATÓRIO O presente processo teve seu julgamento convertido em diligencia ao I.N.T., por força da preliminar levantada de oficio pelo então Conselheiro Luiz Carlos Nogueira, acolhida a proposta por maio - ria de votos e consubstanciada a deliberação na Resolução n 2 303-0.078 em que fui vencido, na qualidade de relator originário, juntamente com o Conselheiro Carlindo de Souza Machado e Silva. Para memória da matéria "sub judice", leio o relatório e o voto do Conselheiro designado (fls. 77/78). A resolução em causa foi objeto de recurso da Fazenda interposto por intermédio do douto Procurador junto a esta Câmara, no qual arguiu o seguinte: I - que não foi aplicada a multa do art. 106 1 , inc. II letra "d", do Dl. n 2 37/66, com esteio na I.N.-SRF n 2 12/76, em razão da falta ser inferior a 5% da carga manifestada, tendo sido' ainda dedu zido o percentual de 0,5 (meio) por cento,de acordo com a I.N.-SRF n2 95/84, em vista de ser carga a granel na forma liquida; portanto, já fora aplicada a legislação pertinente à hipótese "sub judide" pela au- toridade julgadora de 1 .e. instância; II - que o laudo do I.N.T. não tem a pretendida eficácia de justificar a falta apurada, des que da quebra apurada já foi descon tada o percentual devido, dentro dos limites admitidos pela autorida- de fiscal; III - que, destarte, a diligencia seria inócua e teria me ro caráter protelatario. O apelo especial da Fazenda não foi conhecido pelaC.S.R.F., conforme decisão tomada por maioria de votos e em que, juntamente com o relator originário, Cons. Hamilton de -Sá Dantas, também fui voto vencido , consubstanciada no ac. n 2 C.S.R.F./03-01.409, assim ementa - do: "Não cabe recurso contra ResoluçOes das Câmaras de Conselho de Contribuintes, se tais delibera çOes não encerram o julgamento do litígio na- queles colegiados. Recurso não conhecido." As fls. 115/116 está lançado o Parecer do I.N.T. sobre as peculiaridades do ácido sulfúrico. É o Relatório. 4 1 Fls. 03 Recurso: 108.428 Acórdão: 303-25.131 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL VOTO Conforme se verifica, a matéria "sub judice" versa so- bre falta ou extravio apurado na descarga do navio transportador, refe rente ao produto ácido sulfúrico, em percentual de 0,69%. As mercadorias transportadas a granel - quer pela moda- lidade do carreto quer pelas peculiaridades intrínsecas dos produtos denominadas de vício proprio - sofrem, inquestionavelmente ) uma quebra ou perda natural, que e fenomeno normal e, em certas circunstancias inevitável, para o qual, portanto, ninguém concorre. Reconhecendo tal situação, a SRF editou as I.Ns. 12/76 e 095/84, referentes às mercadorias transportadas a granel, excluindo a penalidade correspondente, nos casos em que a falta for igual ou in- ferior a 5%, e dispensando a exigência do pagamento do I.I.; quando os percentuais de falta sejam, respectivamente, de 1 ou 0,5%, ro caso de granel sólido e liquido ou gasoso. As percentagens tem que se aterem a esses limites esta- belecidos pela autoridade fiscal; ficando, acima desses quantitativos, o transportador e, ante a solidariedade ocorrente, o agente marítimo responsaveis pelo pagamento do tributo em causa, que deixou de ser re colhido, e da multa cominada no art. 106, inc. II, letra "d", do Dl. n 2 37/66. "In casu", em razão da falta ser inferior a 5% não foi aplicada a penalidade supramencionada e foi deduzido o percentual de 0,5% (meio por cento) para efeito de não exigência do I.I., em atendi mento aos termos da I.N.-SRF n 2 095/84; portanto, já foi aplicada, de- vidamente, a legislação de regência. Assim sendo, o Parecer do I.N.T. não tem condão de alte rar tal situação fática, que teve adequada subsunção às normas legais pertinentes. Ademais disso, a peça é uma manifestação teórica, além de contraditória, pois, ao mesmo tempo em que diz ser o ácidosulfúricoex tremamente higroscópico - portanto, sujeito a absorção de água e, em consequência, aumento de volume - , diz que é perfeitamente aceitável uma perda de ate 5%; enquanto isso, o percentaul de quebra foi determi nado à vista de uma situação concreta, ou seja, mediante a medição dos tanques de bordo e de terra, por ocasião da descarga. "Ex positis", nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 24 de fevereiro de 1988. A7/7 "--e-7(2-447lgl HÉLIO LOYOLLA E ALENCASTRO - Presidente e Relator
score : 1.0
Numero do processo: 10950.002153/2008-71
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
COMPENSAÇÃO. IRRF. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO.
O Décimo Terceiro Salário sofre incidência do IR exclusivamente na fonte, mediante aplicação de alíquotas em separado, não compondo a base de apuração do IR na declaração de ajuste anual.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-002.276
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
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IRRF. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO. O Décimo Terceiro Salário sofre incidência do IR exclusivamente na fonte, mediante aplicação de alíquotas em separado, não compondo a base de apuração do IR na declaração de ajuste anual. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002153/200871 Acórdão n.º 280102.276 S2TE01 Fl. 101 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 7ª Turma da DRJ/CTA (Fls. 89), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Trata o presente processo de Notificação de Lançamento lavrada para apuração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física — IRPF, relativo ao exercício de 2004,ano calendário 2003, no valor original de: Demonstrativo Valor Imposto Suplementar R$ 4.032,28 Multa de Mora R$ 806,45 Juros de Mora (até 31/03/2008) R$ 2.254,04 Total R$ 7.092,77 Conforme a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fl. 06), o lançamento é resultado da glosa parcial de Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF referente a rendimentos sujeitos a tributação exclusiva (13° salário) no valor de R$ 6.560,10. Intimado, o contribuinte apresentou impugnação alegando em síntese que: Alega que gostaria que o lançamento fosse revisto pois, considerando os documentos anexados, o valor de R$ 40.767,30 foi efetivamente descontado e recolhido quando, do recebimento de sua ação trabalhista contra o Banco do Brasil. Conforme DARF e Informativo do Banco do Brasil anexos, de 27/09/2003, atesta que houve o recolhimento em seu nome de R$ 40.767,30. Com fulcro nos cálculos efetuados pelo auditor fiscal, alega ter o direito de ressarcimento devidamente corrigido. Argumenta que pagou R$ 40.767,30 e não R$ 34.560,10 como quer a Receita Federal, Conclui, desta forma, que pagou a maior. Por fim, pede o acolhimento da defesa e o cancelamento do débito. Passo adiante, a 7ª Turma da DRJ/CTA entendeu por bem julgar o lançamento procedente, em decisão que restou assim ementada: VALORES RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. COMPENSAÇÃO DE IRRF. NATUREZA DOS RENDIMENTOS. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002153/200871 Acórdão n.º 280102.276 S2TE01 Fl. 102 3 Para compensação do IRRF em reclamatória trabalhista, o imposto retido deve ser distribuído proporcionalmente as verbas recebidas, observandose, a respectiva natureza (rendimentos tributáveis e rendimentos de tributação exclusiva). Cientificado em 11/08/2010 (Fls. 92 verso), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 14/09/2010 (fls. 94 e 95), reforçando argumentos apresentados quando da impugnação e acrescentando em síntese que: 1) O valor de R$ 32.099,22 mencionado às fls. 89 e 90, (cópias anexas), DRJ/CTA, está acrescido de juros moratórios, férias indenizadas e reflexos de horas extras sobre férias indenizadas, acréscimos estes sobre os quais é indevido o imposto de renda, conforme entendimento do Colendo STJ, (...) Conforme o exposto acima, os juros moratórios, férias indenizadas e reflexos de horas extras sobre férias indenizadas, não configuram fato gerador do imposto de rendas, não devendo, por isso, ser tributados. (...) solicita o reclamante novo cálculo pericial, para que se apurem corretamente os valores sobre os quais incidirão a tributação; já descontados os juros moratórios, férias indenizadas e reflexos de horas extras sobre férias indenizadas, incidentes ao montante de R$ 32.099,22. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Como informado no relatório o lançamento se refere unicamente a glosa parcial de Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF referente a rendimentos sujeitos a tributação exclusiva (13° salário). Em sua peça recursal, o Recorrente insiste na manutenção de sua compensação, e solicita nova apuração dos valores devidos a título de IRPF, com a exclusão, do montante recebido, dos juros moratórios, férias indenizadas e reflexos de horas extras sobre as férias indenizadas. Em primeiro plano, como já esclarecido, o lançamento trata apenas de glosa de compensação de IRRF, sendo estranha à lide a discussão acerca da natureza dos rendimentos recebidos; não se discutindo em momento algum do processo administrativo quais rendimentos deveriam ou não ser tributados. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002153/200871 Acórdão n.º 280102.276 S2TE01 Fl. 103 4 Ademais, não é possível a este Conselheiro, distinguir com certeza, dentro dos presentes autos, quais valores se referem a que tipos de rendimentos. Deste modo, deixo de acatar o pedido de novo cálculo dos valores do IRPF do Recorrente. Quanto a compensação indevida dos valores pagos a título de Décimo Terceiro Salário, correto está o lançamento. É que, nos termos do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto 3.000, de 26/03/1999, o Décimo Terceiro Salário é considerado em separado para aplicação das alíquotas do IRPF; in verbis: "Décimo Terceiro Salário Art. 638. Os rendimentos pagos a titulo de décimo terceiro salário (CF, art. 7°, inciso VIII) estão sujeitos à incidência do imposto na fonte com base na tabela progressiva (art. 620), observadas as seguintes normas (Lei n° 7.713, de 1988, art. 26, e Lei n° 8.134, de 1990, art. 16): I não haverá retenção na fonte, pelo pagamento de antecipações; II será devido, sobre o valor integral, no mês de sua quitação; III a tributação ocorrerá exclusivamente na fonte e separadamente dos demais rendimentos do beneficiário; IV serão admitidas as deduções previstas na Seção VI. A simples leitura do dispositivo acima, em especial do inciso III, é suficiente para a confirmação de que o Décimo Terceiro Salário sofre incidência do IR exclusivamente na fonte, mediante aplicação de alíquotas em separado, e não compõe a base de apuração do IR na declaração de ajuste anual. Ante tudo acima exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 108DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002153/200871 Acórdão n.º 280102.276 S2TE01 Fl. 104 5 Fl. 109DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
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Numero do processo: 19515.004777/2003-22
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU
TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA
FINANCEIRA CPMF
Data do fato gerador: 25/01/1998, 04/02/1998, 18/02/1998, 25/02/1998, 11/03/1998, 25/03/1998, 01/04/1998, 22/04/1998, 29/04/1998, 06/05/1998, 13/05/1998, 20/05/1998, 27/05/1998, 03/06/1998, 10/06/1998, 17/06/1998, 24/06/1998, 01/07/1998, 08/07/1998, 15/07/1998, 22/07/1998, 29/07/1998, 05/08/1998, 12/08/1998, 19/08/1998, 26/08/1998, 02/09/1998, 09/09/1998,
16/09/1998, 23/09/1998, 30/09/1998, 07/10/1998, 14/10/1998, 21/10/1998, 28/10/1998, 04/11/1998, 11/11/1998, 18/11/1998, 25/11/1998, 02/12/1998, 09/12/1998, 16/12/1998, 23/12/1998, 30/12/1998, 06/01/1999, 13/01/1999, 20/01/1999, 23/06/1999, 11/08/1999, 18/08/1999, 25/08/1999
RENÚNCIA À VIA ADMINISTRATIVA EM FACE DE AÇÃO JUDICIAL.
A existência de ação judicial versando sobre a mesma matéria, ainda que impetrada em momento anterior à data do lançamento de ofício, caracteriza a renúncia à via administrativa, impedindo a apreciação das razões de mérito por parte do órgão administrativo colegiado responsável pelo julgamento, em respeito ao princípio da jurisdição una atribuída ao Poder Judiciário Súmula 2° CC n° 1 de 26/09/2006.
Numero da decisão: 3803-000.160
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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A existência de ação judicial versando sobre a mesma matéria, ainda que impetrada em momento anterior à data do lançamento de ofício, caracteriza a renúncia à via administrativa, impedindo a apreciação das razões de mérito por parte do órgão administrativo colegiado responsável pelo julgamento, em respeito ao princípio da jurisdição una atribuída ao Poder Judiciário Súmula 2° CC n° 1 de 26/09/2006. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TTEERRCCEEIIRRAA SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 47 77 /2 00 3- 22 Fl. 657DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP15.0420.15202.BRAG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 19515.004777/200322 Acórdão n.º 3803000.160 S3TE03 Fl. 314 2 Presidente (assinado digitalmente) Hélcio LAFETÁ REIS Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Ivan Allegretti e Daniel Maurício Fedato. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima. Relatório Em 3 de dezembro de 2003, a Fiscalização da Deinf São Paulo/SP procedeu à lavratura de auto de infração relativo à exigência de CPMF cujos fatos geradores ocorreram nos períodos acima identificados (fls. 150 a 164) Em razão da falta de manifestação do contribuinte, devidamente intimado, quanto aos valores de CPMF não recolhidos, constituiuse o crédito tributário com exigibilidade suspensa em respeito à liminar concedida em Medida Cautelar, conforme Termo de Constatação às fls. 146 a 149. Não se conformando com a exigência, o contribuinte impugnou o lançamento (fls. 167 a 209), alegando que, em face de acordo validamente celebrado entre o Brasil e os Estados Unidos com vistas a se evitar a bitributação, as receitas auferidas pelas companhias aéreas no país da outra parte contratante seriam isentas de qualquer tributação. Para amparar sua defesa, reproduziu parecer da Receita Federal e decisões em consultas formuladas por terceiros favoráveis à isenção quanto às contribuições sociais COFINS, PIS e CSLL e, no mesmo sentido, quanto ao extinto IPMF (fls. 179 a 181). Alegou ainda que, em decorrência da suspensão da exigibilidade do crédito tributário operada em face da concessão de medida liminar, nos termos do art. 151, IV e V, do Código Tributário Nacional – CTN, a Fiscalização encontravase impedida de proceder à cobrança dos valores discutidos judicialmente, em razão do que o auto de infração deveria ser cancelado. A DRJ Campinas/SP julgou o lançamento procedente (fls. 234 a 241), decidindo que a busca da tutela do Poder Judiciário não impediria a constituição do crédito tributário, sem multa e com exigibilidade suspensa, e que, por outro lado, nessa mesma situação, configurarseia a renúncia à discussão do mérito na esfera administrativa. Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 246 a 311) e alega, amparado em decisões judiciais e administrativas, não haver óbice à utilização simultânea das vias judicial e administrativa para discussão do mérito. Por fim, reafirma que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário prevista no art. 151 do CTN impede a realização do lançamento, reitera os argumentos apresentados na impugnação e requer a declaração de improcedência do auto de infração. Fl. 658DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP15.0420.15202.BRAG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 19515.004777/200322 Acórdão n.º 3803000.160 S3TE03 Fl. 315 3 É o relatório. Voto O recurso é tempestivo, reúne as condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. A controvérsia presente no recurso voluntário, a par do Acordo Internacional sobre Transporte Aéreo celebrado pelo Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América que garantiria ao Recorrente direito à isenção de tributos incidentes sobre suas receitas, se resume a duas questões, a saber: 1ª) a escolha da via judicial para discutir o mérito acarretaria renúncia à esfera administrativa? 2ª) a obtenção de liminar ou tutela antecipada em ação judicial, com a consequente suspensão da exigibilidade do crédito tributário, impediria o lançamento para fins de prevenção da decadência? Quanto ao primeiro ponto, não se pode olvidar que a ordem constitucional pátria assegura a todos o acesso ao Poder Judiciário para defesa de direitos (art. 5°, XXXV, da Constituição Federal), em razão do que as decisões judiciais transitadas em julgado se revestem do caráter de definitividade e de imutabilidade, sendo, portanto, a ultima ratio na solução de conflitos. Portanto, uma vez submetida determinada matéria à apreciação do Poder Judiciário, cuja decisão prevalecerá na ordem jurídica, qualquer outra discussão paralela mostrase inoportuna e ineficiente, uma vez que suas conclusões, indubitavelmente, quedarse ão ao decisum judicial manifesto ou a ser proferido. Sobre essa questão, José Afonso da Silva já se pronunciou nos seguintes termos; A primeira garantia que o texto revela é a de que cabe ao Poder Judiciário o monopólio da jurisdição, pois sequer se admite mais o contencioso administrativo, que estava previsto na Constituição revogada (...). Logo, a apreciação pelo Poder Judiciário da lesão ou ameaça de direito se traduz numa decisão que define se houve ou não a lesão do direito, se há ou não a ameaça a direito alegada pela pessoa ou coletividade que recorreu ao Poder Judiciário1 Portanto, a busca do Poder Judiciário, detentor do monopólio da jurisdição, acarreta, inexoravelmente, o abandono da discussão do conflito na via administrativa, pois qualquer decisão obtida naquela esfera suplantará qualquer outra que venha a ser deferida no 1 SILVA, José Afonso. Comentário contextual à Constituição. São Paulo: Malheiros, 2005, p. 132. Fl. 659DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP15.0420.15202.BRAG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 19515.004777/200322 Acórdão n.º 3803000.160 S3TE03 Fl. 316 4 processo administrativo, tornandoa, nesse contexto, inócua e afrontosa ao princípio da eficiência que rege a atuação da Administração Pública. Esse entendimento já foi esposado pela Receita Federal por meio do Ato Declaratório Normativo Cosit n° 03 de 1996, reproduzido às fls. 238 a 239, que adota os mesmos termos do parágrafo único do art. 38 da Lei n° 6.830/1980. No mesmo sentido, temse a Súmula 2° CC n° 1, de 26/09/2006 (DOU de 28/09/2006) que assim dispõe: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Quanto à impossibilidade de o Fisco efetivar o lançamento em face de medida judicial suspensiva da exigibilidade do crédito tributário, essa questão requer uma análise de dispositivos do CTN que assim dispõem: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. (...) Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I moratória; II o depósito do seu montante integral; III as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV a concessão de medida liminar em mandado de segurança. V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) VI – o parcelamento. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes. Fl. 660DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP15.0420.15202.BRAG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 19515.004777/200322 Acórdão n.º 3803000.160 S3TE03 Fl. 317 5 Conforme reproduzido acima, a constituição do crédito tributário por meio da atividade vinculada do lançamento e a suspensão de sua exigibilidade são institutos distintos da atividade administrativa tributária. Só se pode falar em suspensão da exigibilidade do crédito tributário se e somente se este estiver devidamente constituído, pois não se suspende algo que nem mesmo chegou a nascer. Dessa forma, para que se configure o instituto da suspensão da exigibilidade do crédito tributário prevista no art. 151 do CTN exigese o prérequisito de sua prévia constituição, sem o que a norma se torna despicienda e sem valor jurídico. O jurista Leandro Paulsen já se manifestou sobre essa questão nos seguintes termos: O mero ajuizamento de ação para discussão de uma obrigação tributária não inibe o sujeito ativo do tributo de fiscalizar o cumprimento da lei e de efetuar o lançamento. Aliás, nem mesmo a suspensão da exigibilidade do crédito tributário impede o lançamento2 Outro não é o entendimento extraído da seguinte decisão judicial: TRIBUTÁRIO. ORDEM PARA QUE A AUTORIDADE FAZENDÁRIA NÃO EFETUE LANÇAMENTO OU INSCRIÇÃO EM DÍVIDA ATIVA. INSCRIÇÃO NO CADIN.1. A atividade de lançamento da administração tributária é obrigatória e vinculada. O mero ajuizamento de ação revisional, consignatória ou anulatória não tem o condão de afastar o lançamento ou a inscrição em dívida ativa, sobretudo quando a própria agravante confessa a existência de débitos.2. Somente a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151 do CTN, pode obstar que a autoridade fazendária pratique qualquer ato tendente a cobrar o débito, porém, não a impede de lançálo ou inscrevêlo em dívida ativa.3... (TRF4, 1ª T., AI 2001.04.01.0614660/RS, Rel. Dês. Fed. Wellington M. de Almeida, ago/02). Portanto, a existência de liminar em medida judicial não impede que se constitua o crédito tributário, obstruindose tãosomente a sua cobrança até o trânsito em julgado, sendo o lançamento efetuado sem a exigência de multa e destinado à prevenção da decadência. Sem essa medida acautelatória da Fazenda Pública, o poderdever de constituir o crédito tributário pode ser fulminado pelo trâmite do processo judicial, sobre o qual não se tem controle quanto a sua duração. 2 PAULSEN, Leandro. Direito Tributário; Constituição e Código Tributário Nacional à luz da doutrina e da jurisprudência. 10. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado; ESMAFE, 2008, p. 987. Fl. 661DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP15.0420.15202.BRAG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 19515.004777/200322 Acórdão n.º 3803000.160 S3TE03 Fl. 318 6 Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER o recurso voluntário, em razão da renúncia da via administrativa, tendo em vista a existência de discussão judicial sobre a mesma matéria. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 662DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP15.0420.15202.BRAG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por HELCIO LAFETA REIS em 22/01/2013 11:40:50. Documento autenticado digitalmente por HELCIO LAFETA REIS em 22/01/2013. Documento assinado digitalmente por: HELCIO LAFETA REIS em 22/01/2013 e ALEXANDRE KERN em 22/01/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 15/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP15.0420.15202.BRAG Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: C18E298C9A16F4444A4EE20B44D46F18183097D5 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 19515.004777/2003-22. 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Numero do processo: 10540.001415/2002-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-02.023
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: OTACILIO DANTAS CARTAXO
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RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. OTACILIO DA TAS CARTAXO Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, Joao Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffinann. Processo n.° 10540.001415/2002-17 Resolugzio n.° 301-2.023 CC03/C01 Fls. 92 RELATÓRIO Contra o proprietário do imóvel rural denominado "Fazenda Guanabara", NIRF n° 3145141-1, localizado no município de Ribeirao do Largo-BA, foi lavrado auto de infração em 12/12/02 (fls. 01/13), para exigência de crédito tributário de RS 27.432,73, por falta de recolhimento do IRT/98, constatado pela diferença apurada entre o valor efetivamente pago e o devido, a partir dos ajustes de oficio efetuados na DIAC/98 do contribuinte em tela. A fiscalização procedeu através do Formulário de Alteração e Retificação — FAR, de oficio, à alteração na distribuição da área utilizada, a partir de informações prestadas pela contribuinte acerca da atividade pecuária, de acordo corn a qual eram mantidos 50 animais de grande porte e 35 de médio porte no imóvel retromencionado, durante o ano de 1997. Coin isso, de acordo corno art. 10-V, "b", da Lei n° 9.393/96, c/c o art. 16 da IN/SRF n° 43/97, foi promovido um ajuste na distribuição da área utilizada, notadamente na área servida de pastagem, sendo a mesma reduzida de 990,0 ha. declarados, para 118,0 ha. apurados, por conseguinte pela redução da área utilizada de 1.025,0 ha. para 153,0 ha. Bem assim, procedeu quanto ao valor do VTN declarado de RS 54.250,00, que foi retificado para RS 130.200,00, em face de a contribuinte haver informado o VTN de RS/ha. 50,00, entretanto, não trazendo elementos aos autos que justificasse valoração tão baixa, urna vez que o laudo de avaliação patrimonial sequer contava corn a assinatura do profissional ;responsável pela sua emissão, além de conter o referido documento outras inconsistências, quais sejam: I - alegação da existência de 1.025,0 ha. de pastagens plantadas, ao tencionar excluir o valor desta cobertura vegetal na composição do VTN; II — alegação da existência de 268,8 ha. de área de preservação permanente; e III — considerando que a área total do imóvel rural é de 1.085,0 ha. presumiu-se que o contribuinte pretendeu indicar que parte das áreas de preservação permanente existente na propriedade em comento é constituída de pastagem plantada (capim colonido), a qual possui inequivocamente destinação econômica: alimentação de gado bovino. Para tanto, a fiscalização considerou o disposto no art. 14 da Lei n° 9.393/96 e as informações sobre preços de terras constante do Sistema de Preços da Terra, instituído pela SRF, o qual registra para o município de localização do imóvel rural o VTN médio de RS/ha. 120,00, dado esse fornecido pela Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia (II. 26). Tais medidas influenciaram no cálculo do grau de utilização que foi reduzido de 95,4% para 14,3%, e no cálculo do imposto devido que foi alterado de RS 162,75 para RS 11.197,00. Os ajustes efetuados na DIAC/98 somente ocorreram depois de expedida intimação em 19/11/02 (fl. 20/21, 22/23 e 28/29) e de apresentação pela contribuinte dos documentos (fls. 30/43), quais sejam: Declaração da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia ern 30/12/02 (fl. 30), da qual consta que a interessada é cadastrada nessa Agência e que por motivo de alagamento do seu almoxarifado, decorrente de fortes chuvas, não pode informar a movimentação do rebanho no ano de 1997, uma vez que também não possui microfilmagem; e Laudo de Avaliação Patrimonial, acompanhado da devida ART (fls. 31/43), que indicou o VTN/ha. de R$ 92,91, posteriormente informado em RS 100,00, bem assim de 268,8 ha. de área de preservação permanente, sendo 18,9 ha. de mata ciliar e 250, ha. de área no topo das montanhas.A contribuinte colacionou aos autos em 16/01/03 (fl. 49) a Declaração do Criador, com a lotação de 193 animais de grande porte existente no ano de 1997, fornecida 2 Processo n.° 10540.001415/2002-17 ResolKdo n.° 301-2.023 CC03:C01 Hs. 93 pelo ADAB da cidade de Itambé-BA, órgão da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária — Departamento de Defesa Agropecuária — DDA, do Governo do Estado da Bahia, ao contrário dos 50 animais declarados anteriormente. Não consta dos autos a impugnação do feito pelo interessado. A decisão prolatada por meio do Acórdão DRJ/REC n° 14.606/06 (fls. 61/67) julgou o lançamento procedente, sintetizando o seu entendimento consoante ementa adiante transcrita: "ÁREA UTILIZADA. ÁREA DE PASTAGEM. 1NDICE DE LOTAÇÃO. Na determinação da área c/c pastagem, para fins de apuração cio imposto sobre a propriedade territorial rural, devem ser observados os indices c/c lotaçcio por =ona de pecuária. ÁREAS DE PASTAGEM. NÚMERO DE ANIMAIS DE GRANDE PORTE. ALEGAÇÃO DE ERRO NO PREENCHIMENTO DA DITR. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Deve ser mantida a glosa do valor declarado a titulo de área de pastagem, quando não comprovada documentalmente a alega cão de que o número médio de animais de grande porte existente na propriedade durante o ano-calendário era superior ao valor informado lia DITR. ALTERAÇÃO NO VALOR TOTAL DO IMÓVEL. MATÉRIA NÃO CONTESTADA. Reputa-se não impugnada a matéria, quando verificada a ausência de nexo entre a defesa apresentada e o fato gerador do lançamento apontado na peca fiscal. Lançamento Procedente." 0 voto condutor alega que o contribuinte não contestou a alteração procedida no valor total do imóvel de R$ 309.250,00 para 385.200,00 (linha 13, do demonstrativo de fi. 07), devendo ser mantido este ponto da autuação, nos termos do art. 16-111 e 17 do Dec. 70.235/72, com as alterações procedidas pela Lei n° 8.648/93 e pelo art. 67 da Lei n° 9.532/97. Argüiu o Relator sobre à área de pastagens que a alteração tern por fundamento legal o art. 10, § 1°, V, ` -b", e § 3°, ambos da Lei n° 9.393/96. Quanto aos indices de lotação por zona de pecuária, mencionados na alínea "h" do inciso V do § 1 0 do art. 10 da Lei n° 9.393/96, deve ser observado o art. 15 da IN SRF n° 43/97. Resumiu o voto condutor que não basta haver areas de pastagens no imóvel, sendo necessário que haja gado em quantidade suficiente, compatível ao índice de lotação previsto na tabela reproduzida no item 9, de 0,50 cabeças por ha. Havendo sido informado a quantidade de 50 cabeças de grande porte e de 35 de médio porte na D1TR/98, o rebanho ajustado calculado foi igual a 59 (fl. 15), resultando a área de pastagem calculada no valor de 118,0 ha., portanto inferior a área declarada, não havendo o contribuinte contestado a glosa efetuada pela fiscalização em sua impugnação, entretanto alegando que haveria cometido erro 3 Processo n.° 10540.001415/2002-17 Reso luck n.° 301-2.023 CCO3S Cot Fls. 94 de fato quando do preenchimento de sua DITR, pois os número de animais de grande porte seria de 193., juntando duas declarações do criador (fl. 49), que comprovariam a quantidade de 193 animais de grande porte em abril e de 173 em outubro de 1997, não havendo comprovação quanto à existência de rebanho nos demais meses do ano-calendário de 1997, e, tornando-se por base a legislação supracitada, o número médio de animais de grande porte comprovado é de apenas 30,5 correspondente à sorna dos valores de 193 e de 173, dividindo-se o resultado por doze. Assim, sendo este valor inferior aquele declarado pelo contribuinte e utilizado pela fiscalização para fins de autuação — 50. animais de grande porte -, e não podendo a primeira instancia julgadora promover ao agravamento da exigência, deve ser mantido o valor de 50 animais de grande porte e, conseqüentemente, a area de pastagem aceita de 118,0 ha. Ciente da decisão de primeira instancia em 21/03/06 (AR, fl. 70), dela discordando a contribuinte interpôs recurso voluntário em 20/04/06 (fls. 71/75), portanto tempestivamente, para aduzir sucintamente: Esclarece preliminarmente que foi intimado duas vezes para apresentação de documentos probcmtes sobre o mesmo processo, motivo do auto de infração. Que a segunda intimação importou na devolução do prazo in totum, para apreciação dos fundamentos da Defesa de fls. 34/77, que não foram devidamente apreciadas, ferindo assim o julgador os fundamentos cio art. 5°-LV, CF/88, ao promover a secção cio processo administrativo em prejuízo do Recorrente. A divisão do auto de infração promovida administrativamente, sob o argumento de que não houvera defesa quando da exibição da primeira notificação é insubsistente na medida em que antes de completar seu curso ci própria Autarquia determinou a expedição de nova notificação sobre os mesmos fatos,.ficcmclo destarte invalidade a primeira, uma vez que nenhuma comunicação se fez ao Recorrente, portanto não se operando os efeitos de preclusão relativamente a primeira intimação, por desconhecimento do resultado dct mesma, razão pela qual suscita a nulidade de todo o processo até a apresentação da defesa produzida as fls. acima referida, considerada C01110 11771 todo, para que outra decisão seja obtida. Merece reforma ainda a decisão achninistrativa guerreada, tendo enz vista que o Recorrente informou a sua área de pastagem correta quando promoveu sua DITR/98. Ano atípico para o produtor rural na região onde se situa o imóvel, posto que duramente atingida pelo fenômeno El Nino, que trouxe em seu processo de destruição, também o fogo, sendo os danos causados ci autuada mais violentos ern face da dificuldade de recuperação lenta das pastagens, provocando a retirada do rebanho dos semoventes ali criados, por razão de segurança, entretanto ent razdo da autuação levada a efeito pela SRF, a documentação apresentada comprovou .fartamente a existência dos mesmos. 0 aspecto climático, de extrema importância nas atividades de agropecuaria, mereceu do Legislador Pátrio as considerações estampadas no art. 10 da Lei n° 9.393/96, quando eni virtude dos 4 Processo n." 10540.001415/2002-17 Res°lugzio n.° 301-2.023 prejuízos sofridos pelo Recorrente, houve necessidade de retirada de todos os animais da Fazenda dado que a mortalidade já se encontrava elevada no local. Como a seca foi uma das mais graves já soft-idas pelas pastagens local, foram anexados pela defesa estudos de órgãos oficiais e pareceres técnicos que abordaram o tema de forma cientifica e merecem um cuidado especial deste E. Colegiado para efeito de reforma do decisum atacack cujas menções já anteriormente apresentadas fa: parte integrante do presente recurso Outra não poderia ser a conduta cio Recorrente, que mio a transferência de setts animais para local menos afetados pela grave seca. E al, evidente que o grau de utilização da terra foi afetado por circunstâncias alheias à sua vontade, não podendo ser esta a razão de penaliza ção diante da devastadora ação da natureza. Requer, ao final, em caráter de preliminar, a anulação do auto de infração seccionado para determinar a reunião do processo, até apresentação da defesa de Ils. e considerar os argumentos ali expendidos, promovendo-se nova decisão para, no mérito, requerer a reforma da decisão de primeira instância, bem assim da improcedência do auto de infração e o cancelamento de multa, ante a declaração de inexigibilidade dos valores nele referidos. o relatório. CC03,t01 Fls. 95 • 5 Processo n.° 10540.001415/2002-17 Resolucao n.° 301-2.023 CC03/C0 I Fls. 96 VOTO Conselheiro Otacilio Dantas Cartaxo, Relator Versa a matéria trazida à apreciação sobre exigência de crédito tributário por falta de recolhimento do ITR198, apurado pela diferença do valor declarado e o valor aceito pela fiscalização depois de efetuado ajustes de oficio por meio de FAR — Malha Valor, em face da declaração apresentada, que resultou em redução da distribuição das áreas do imóvel, notadamente da área de pastagem, no que pertine ao rebanho informado, bem assim corn reflexos no grau de utilização e no valor da terra nua. A decisão de primeira instância manteve o entendimento e os fundamentos firmados no auto de infração lavrado contra a contribuinte que, deles discordando, recorreu da decisão de primeira instância, alegando, preliminarmente, cerceamento de defesa quanto impugnação do feito, do qual não tornou conhecimento, como não foi cientificada da primeira intimação expedida pela fiscalização para que comprovasse os dados contidos na DIAC/DIAT/98 para, quanto ao mérito requerer a insubsistência do auto de infração e a reforma da decisão hostilizada. Inicialmente cumpre efetuar o registro da ausência nos autos de impugnação devidamente formalizada contra o feito, que deveria ser ofertada, oportunamente, pela ora Recorrente, uma vez que o documento considerado como o seu substituto não preenche a todos os requisitos previstos no art. 16 do Dec. n° 70.235/72, notadamente aqueles atinentes aos seus incisos Ill a V, que tratam dos motivos de fato e de direito em que se fundamenta, dos pontos de discordância e as razões e provas que possuir; bem assim das diligências, ou perícias que o impugnante pretendesse que fossem efetuadas, expondo os motivos que as justificassem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. Com efeito, constam apenas os documentos de fls. 30/43 e, posteriormente, o pedido de juntada da Declaração do Criador (fls. 48/49), uma vez que fornecida pela ADAB, órgão local da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária — Departamento de Defesa Agropecuária — DDA, do Governo do Estado da Bahia. Na verdade a DRJ/REC, considerou o pedido de juntada aos autos da declaração do criador como se fora a impugnação demandada pela contribuinte e, na medida da análise que culminou na decisão hostilizada, argüiu que a contribuinte não impugnara os aspectos pontuais erigidos na confecção do auto de infração que resultaram na exação tributária. Observa-se que tal documento substitutivo e entendido como impugnação pela decisão de primeira instância não contesta nenhuma das irregularidades apontadas no auto de infração, apenas menciona a existência de novos elementos trazidos aos autos, justificando assim o pedido de juntada formalizado pela interessada, mediante a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior (fenômeno da natureza), consoante rezam os termos do § 4°, "a", do art. 16, do Dec. n° 70.235/72. Igualmente é cediço que a lide somente se constitui a partir da impugnação da exigência contida no auto de infração, uma vez que é a partir deste momento que se instaura a fase litigiosa do procedimento, de acordo corn o art. 14 do mesmo mandamus. 6 Processo n.° 10540.001415/2002-17 Resoluçdon. 0 301-2.023 CC03CO1 Fls. 97 Assim, a apreciação do feito, sem a manifestação efetiva da outra parte interessada, resultou em suposta caracterização de cerceamento ao seu amplo direito de defesa quando por ela alegado, o que de fato ocorreu, em caráter de preliminar, por ocasião do recurso voluntário interposto. Entretanto, em face do atendimento ao principio da economia processual, uma vez que a DRJ em Recife-PE, ao considerar como impugnação o pedido de juntada já mencionado, buscou tão somente suprir a lacuna ocasionada pela ausência da efetiva impugnação A exigência contida no auto de infração, ocasionada pela inércia da contribuinte que ao apresentar documentos a titulo de comprovação da veracidade das informações prestadas na DITR/98, não se deu ao trabalho de fazê-lo em sua completude, e; Tendo em vista que tal procedimento resultou em beneficio para a contribuinte, eis que ante a sua inércia/omissão, lhe foi concedida nova oportunidade de apresentação de defesa contra o feito, notadamente, em sede de segundo grau, quando foi reiterado pelo Recorrente que as menções já anteriormente apresentadas faz parte integrante do presente recurso, bem assim apresentado após a lavratura do auto de infração em 16/12/02, ajuntada de novo elemento de prova relativamente à existência do rebanho informado em 16/01/03 (fl. 48), inclusive sob a alegação de impossibilidade de sua apresentação, oportuna e, observado, ainda, que naquele momento havia sido constatado erro de fato quando da informação prestada na DITR/98, relativamente a este aspecto, portanto, há de se entender que o Recorrente pôde dispor de todos os meios de defesa a ele inerente, não se caracterizando, assim, o cerceamento ao seu direito de defesa, consoante pretendido. No mais, por não se encontrar nos autos, resta pendente a apresentação de documento probante da existência de calamidade pública por ocasião da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária ou do ano-calendário de 1997, no município de localização da propriedade rural do litigante, consoante por ele alegado, por se constituir tal elemento relevante objeto de análise por esta Corte, uma vez que tal fato restando comprovado pode vir a influir na formação da convicção deste juizo. Ante o exposto, pugna este Julgador pela conversão deste julgamento em diligência à repartição de origem com a finalidade de atendimento dos quesitos adiante formulados, devendo, oportunamente, retornar os autos a esse Colegiado para a apreciação do feito. Dos quesitos: I) Informal- sobre a existência c/c decretação de situação de emergência ou de estado de calamidade no ano civil de 1997, bem COMO sobre a edição de decreto municipal, publicado enz Diário Oficial dos Municípios - DOM, anexando cópia do referido ato. E reconhecimento pelo Estado. 2) Informar sobre Os áreas abrangidas pelo decreto municipal, inclusive verificando se a propriedade rural em epigrafe, comprovadamente, encontra-se inserida na área de ocorrência cio evento adverso. 3) o período c/c vigência do decreto retromencionado, se houver. 7 O Processo n.° 10540.001415/2002-17 Resolução n.° 301-2.023 CC03/C01 Fls. 98 4) Apresentar notas fiscais de vacinação do rebanho no ano-calendário de 1997. 5) Apresentar elemento prova(s) de outra(s) area de pastagem(s) com expresso reconhecimento pelo cedente, no período correspondente ao da apuração da exação tributária. Sala das Sessões, em 13 de agosto de 2008 OTACiLIO DANT CARTAXO - Relator I 8
score : 1.0
Numero do processo: 10380.009657/2004-09
Data da sessão: Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2002
DIF - PAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. MULTA ADMINISTRATIVA. INCIDÊNCIA.
A não-apresentação, ou a apresentação da DIF - Papel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à imposição da multa administrativa cumulativa mensalmente outrora prevista pelo art. 57, parágrafo único da MP n° 2.158/2001.
RETROATIVIDADE BENIGNA
Por aplicação da retroatividade benigna, nos termos do art. 106, II, "c", deve incidir a multa estabelecida pelo artigo Iº, § 4º, I e II, da Lei n° 11.941, em substituição à prevista no art. 57, parágrafo único, da MP n° 2.158/2001.
Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
Numero da decisão: 3803-000.135
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO de RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para reduzir a penalidade aplicada, nos termos da Lei n- 11.945, de 2009.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2002 DIF - PAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. MULTA ADMINISTRATIVA. INCIDÊNCIA. A não-apresentação, ou a apresentação da DIF - Papel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à imposição da multa administrativa cumulativa mensalmente outrora prevista pelo art. 57, parágrafo único da MP n° 2.158/2001. RETROATIVIDADE BENIGNA Por aplicação da retroatividade benigna, nos termos do art. 106, II, "c", deve incidir a multa estabelecida pelo artigo Iº, § 4º, I e II, da Lei n° 11.941, em substituição à prevista no art. 57, parágrafo único, da MP n° 2.158/2001. Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
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decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO de RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para reduzir a penalidade aplicada, nos termos da Lei n- 11.945, de 2009.
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Numero do processo: 10805.000382/2005-82
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2002
Simples. Impedimento. Escola de dança. Atividade vedada pela legislação pretérita, mas admitida pela Lei Complementar 123. Lei mais benéfica.
Aplicação, para manter empresa optante pelo SIMPLES.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 3803-000.062
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Os conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro e Regis Xavier Holanda votaram pela conclusão, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANDRÉ LUIZ BONAT CORDEIRO
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Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 Simples. Impedimento. Escola de dança. Atividade vedada pela legislação pretérita, mas admitida pela Lei Complementar 123. Lei mais benéfica. Aplicação, para manter empresa optante pelo SIMPLES. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3a Turma Especial da Terceira Seção de.. Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Os conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro e Regis Xavier Holanda votaram pela conclusão, nos termos do voto do Relator. a—....----- LU % • • ELO GUERRA DE CASTRO - Presidente ek_,., AND N'''"' • ;. : ONAT COR' IRO - Relator \‘Partici e ou, ainda, do presente julgamento, o Conselheiro Jorge Higashino. i Processo n° 10805.000382/2005-82 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.062 Fl. 59 Relatório A Recorrente foi cientificada pela Secretaria da Receita Federal acerca da manutenção do Ato Declaratório Executivo n. 473.825, de 07/08/2003, dando conta de sua exclusão do Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porto — SIMPLES, a partir de 1/2/2002. A fundamentação do ato de exclusão centra-se no exercício de atividade impeditiva, qual seja, escola de dança. A impugnação da Contribuinte foi rejeitada pela DRJ de Campinas (fls. 32). Devidamente intimada desta decisão, a Contribuinte apresentou Recurso tempestivo, onde de reitera os argu entos já expendidos, para tentar demonstrar o equívoco da decisão recorrida. É o relatório. 2 Processo n° 10805.000382/2005-82 53-TE03 Acórdão n." 3803-00.062 Fl. 60 Voto Conselheiro ANDRÉ LUIZ BONAT CORDEIRO, Relator Como se vê, a Recorrente foi excluída do SIMPLES por exercer atividade de escola de dança, mediante o ADE 473.825, com efeitos a partir de 01/01/2002, com base na vedação expressa constante do art. 90, XIII, da Lei 9317/96, que impossibilitava a opção àqueles que se dedicassem à tal atividade. Entretanto, cumpre observar que, em 1° de julho de 2007, entrou em vigor a Lei Complementar n° 123/06, assim dispondo sobre a matéria em foco: "Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: § 1 As vedações relativas a exercício de atividades previstas no caput deste artigo não se aplicam às pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às atividades seguintes ou as exerçam em conjunto com outras atividades que não tenham sido objeto de vedação no caput deste artigo: XX — academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais," Tal dispositivo veio a ser confirmado pela Lei Complementar 128/2008, que manteve a opção pelo Simples às escolas de dança, porém, agora, no art. 18, par. 5-D, da Lei Complementar 123/2006. Nota-se que a Lei Complementar n° 123/06 inovou — em relação à redação do art. 9° da Lei n°9.317/96 — ao estabelecer que as empresas dedicadas à aula de dança (tal como a Recorrente) podem optar pelo Simples. Assim, a exclusão do Simples é medida indevida. Isso porque, no tocante à aplicação da Lei Complementar n°. 123, de 14/12/2006, ao presente caso, importa destacar, o que ela própria dispõe, em seu artigo 16, §4°: ",f4° Serão consideradas inscritas no Simples Nacional as microempresas e empresas de pequeno porte regularmente optantes pelo regime tributário de que trata a Lei n°. 9.317, de 5 de dezembro de 1996, salvo as que estiverem impedidas de optar por alguma vedação imposta por esta Lei Complementar". Note-se que a Lei Complementar n°. 123, de 14/12/2006, dispôs que a opção pelo 'Simples Nacional' das ME (microempresas) e EPP (empresas de pequeno porte) será na forma estabelecida pelo Comitê Gestor, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, para tratar dos aspectos tributário da Lei Geral do Simples. Com efeito, através da Resolução CGSN n°. 04, de 30/05/07, o mencionado Comitê Gestor, ao regulamentar a opção ao 'Simples Nacional', resolveu em seu artigo 18 que: Art. 18. Serão consideradas inscritas no Simples Nacional, em I° de julho de 2007, as ME e EPP regul ente optantes pelo a:2 Processo n°10805.000382/2005-82 S3-TE03 . Acórdão o' 3803-00.062 Fl. 61 regime tributário de que trata a Lei n°9.317, de 5 de dezembro de 1996, salvo as que estiverem impedidas de optar por alguma das vedações previstas nesta Resolução. (Redação dada pela Resolução CGSN n° 20, de 15 de agosto de 2007) Entretanto, cumpre ainda notar o que dispõe o §1° da citada Resolução CGSN no. 04, de 30/05/07, que diz respeito aos casos ainda não definitivamente julgados: "Art. 18. (.) §1 0 Para fins de opção tácita de que trata o caput, consideram- se regularmente optantes as ME e as EPP, inscritas no CNPJ como optantes pelo regime tributário de que trata a Lei n". 9.317/96, que até 30 de junho de 2007 não tenham sido excluídas dessa sistemática de tributação ou se excluídas, que até essa data não tenham obtido decisão definitiva da esfera administrativa ou judicial com relação a recurso interposto." Já o artigo 106, do Código Tributário Nacional (Lei n°. 5.172, de 25/10/1966) estipula que: "Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: (.) II— tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração;" Dessa forma, há que se reconhecer a aplicação retroativa benéfica do disposto no art. 18, §5-D, II, da LC n° 123/06. Ante o exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário para tomar sem efeitos o ADE 473.825, mantendo a Recorrente como optante pelo SIMPLES. isSal . , , essões, em 17 de março de 2009. 1 \is __MÃSn . t. "- ---- • . 10 L IZ BONAT COR 0 IRO-Relator ! 4 Page 1 _0030700.PDF Page 1 _0030800.PDF Page 1 _0030900.PDF Page 1
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Numero do processo: 11080.014357/2007-23
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
AÇÃO JUDICIAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO.
NÃOCABIMENTO.
Não estando o crédito tributário com exigibilidade suspensa, na forma o art. 151 do CTN, é de se indeferir o pleito de suspensão do feito, para que se aguarde a decisão judicial transitada em julgado.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.797
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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PROCESSO ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO. NÃOCABIMENTO. Não estando o crédito tributário com exigibilidade suspensa, na forma o art. 151 do CTN, é de se indeferir o pleito de suspensão do feito, para que se aguarde a decisão judicial transitada em julgado. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 180DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11080.014357/200723 Acórdão n.º 280101.797 S2TE01 Fl. 178 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 8ª Turma de Julgamento da DRJ/POA/RS. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Mediante Auto de Infração, de fl. 04/09, exigese do contribuinte acima qualificado o recolhimento do imposto de renda pessoa física — suplementar, acrescido de multa de oficio e juros de mora, no valor total R$ 5.272,53, calculados até novembro de 2007, em virtude da constatação de irregularidades na declaração de ajuste anual referente ao exercício de 2003, anocalendário de 2002. De acordo com a descrição dos fatos e enquadramento legal de fls. 06, a fiscalização constatou classificação indevida e omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica Companhia Estadual de Energia Elétrica — CEEE , decorrentes de trabalho com vinculo empregatício, no valor total de R$ 53.164,81. Informa ainda que o procedimento fiscal decorreu do fato de que o Tribunal Regional Federal da 4a Região considerou de natureza salarial a complementação temporária de proventos em decisão proferida na ação judicial 2000.71.00.0088345. Além do valor omitido relativo a parcela "complementação temporária de proventos", a fiscalização apurou omissão de rendimentos no valor de R$ 709,36. Consta ainda que foi feita a inclusão do valor declarado e não deduzido, relativo A previdência privada/fapi, inferior ao limite legal de doze por cento dos rendimentos tributáveis apurados, e acrescido ao valor declarado pelo contribuinte a titulo de Imposto de Renda Retido na Fonte, no montante de R$ 8.633,77 — valor dó imposto retido e não declarado quanto a fonte pagadora CEEE. 0 contribuinte apresentou impugnação, de fls. 01/02, alegando ser parte integrante de ação judicial — processo 2000.71.00.0088345 — proposta pela Associação dos Aposentados e Pensionistas Eletricitários do Estado do Rio Grande do Sul, com a finalidade de não incidir imposto de renda sobre a verba de complementação temporária de proventos, tida como omitida pela fiscalização. Disse ser incabível a aplicação da multa, pois não houve omissão de rendimentos visto que no momento da apresentação da declaração de ajuste anual estava sob a tutela de medida liminar que considerou a mesma isenta de tributação. Concluiu requerendo a suspensão e a anulação da notificação.” Conforme Acórdão de fls. 168/169, a impugnação não foi conhecida pelo fato de a matéria discutida ser objeto de ação judicial, implicando em renúncia à instância administrativa. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 30/08/2010 (fl. 17328), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 174/175, em 14/09/2010. Em preliminar, aduz ser necessária a suspensão imediata do crédito tributário, haja vista que o processo judicial ainda está pendente de julgamento de recurso especial. No mérito, alega ser temerário o Fisco gerar um credito ao contribuinte que sequer existe, pois a liminar que suspendeu o desconto do imposto de renda foi determinada judicialmente no processo judicial ainda pendente de julgamento do Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Fl. 181DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11080.014357/200723 Acórdão n.º 280101.797 S2TE01 Fl. 179 3 Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. De plano, registrese que não há dúvida de que o contribuinte fez opção pela via judicial, importando em renúncia à instância administrativa, relativamente à matéria concernente à incidência ou não do Imposto de Renda sobre a parcela "complementacdo temporária de proventos". Portanto, há de se corroborar a decisão recorrida no que se refere a este aspecto. Observase, ainda que a questão preliminar suscitada pelo recorrente confundese com a matéria de mérito, qual seja, o pedido de suspensão do crédito tributário até o julgamento final do Processo nº 2000.71.00.0088345. Sabese que à autoridade administrativa cabe constituir o crédito tributário pelo lançamento nos termos do art. 142 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 e alterações, Código Tributário Nacional (CTN). O lançamento, mesmo que a exigibilidade do crédito esteja suspensa, deve ser formalizado para prevenir a decadência, cujo prazo não se interrompe. Compulsando os autos, verificase que o pedido de antecipação de tutela deferido na dita ação judicial foi revogado antes da lavratura do presente lançamento, quando sobreveio a sentença, que julgou improcedente os pedidos, ao fundamento de que os valores percebidos a título de complementação temporária de proventos não possuem natureza indenizatória, constituindo fato gerador do Imposto de Renda. No Tribunal, foi dado parcial provimento ao apelo do contribuinte para condenar a União a restituir os valores recolhidos a título de imposto de renda sobre férias indenizadas, observada a prescrição decenal. Segundo pesquisa realizada no sítio do Tribunal Regional da 4ª Região, os autos foram encaminhados ao STJ para julgamento do Recurso Especial. Temse, assim, que a ação judicial ainda se encontra em andamento, bem como o contribuinte continua sujeito ao lançamento de ofício, sem prerrogativa da suspensão prevista pelo artigo 151 do Código Tributário Nacional CTN, que dispõe: “Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I moratória; II o depósito do seu montante integral; III as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV a concessão de medida liminar em mandado de segurança. V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) Fl. 182DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11080.014357/200723 Acórdão n.º 280101.797 S2TE01 Fl. 180 4 VI – o parcelamento. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes.” Portanto, não há que se falar em suspensão da exigência de que trata o presente auto de infração enquanto o contribuinte aguarda a decisão judicial definitiva. Repita se que as hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário são aquelas elencadas no art. 151 do CTN (acima transcrito), sendo que o crédito tributário em litígio estará com a exigibilidade suspensa até o julgamento final deste processo, nos termos do art. 151, inciso III, do CTN. Diante do exposto, voto negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 183DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
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