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Numero do processo: 13804.000118/99-92
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2002
Numero da decisão: 202-00.410
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar competência ao Terceiro Conselho de Contribuintes para o julgamento do recurso, em razão da matéria.
Nome do relator: Dalton Cesar Cordeiro de Miranda
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Numero do processo: 10860.004424/2003-28
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Exercício: 1996
REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO.
DIVERGÊNCIA NÃO COMPROVADA - INADMISSIBILIDADE.
Para que seja admitido o recurso extraordinário, além da tempestividade, faz se necessário a efetiva divergência jurisprudencial entre o acórdão recorrido e o paradigma. Se este trás dois fundamentos para a decisão e aquele apenas
um, o dissídio jurisprudencial não se formou por completo, e, por
conseguinte, não deve ser aberta a via extraordinária. Recurso Extraordinário não conhecido.
Recurso Extraordinário não conhecido.
Numero da decisão: 9900-00.199
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, não conhecer do extraordinário. Vencidos os Conselheiros Adriana Gomes Rego Galvão, Leonardo Andrade Couto, Elias Sampaio Freire, Judith do Amaral Marcondes Armando, Gilson Macedo Rosenburg Filho e José Adão Vitorino de Moraes que conheciam do recurso.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Henrique Pinheiro Torres
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 1996 REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO. DIVERGÊNCIA NÃO COMPROVADA - INADMISSIBILIDADE. Para que seja admitido o recurso extraordinário, além da tempestividade, faz se necessário a efetiva divergência jurisprudencial entre o acórdão recorrido e o paradigma. Se este trás dois fundamentos para a decisão e aquele apenas um, o dissídio jurisprudencial não se formou por completo, e, por conseguinte, não deve ser aberta a via extraordinária. Recurso Extraordinário não conhecido. Recurso Extraordinário não conhecido.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-15T22:21:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 2000579_0.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2010-11-15T22:21:36Z; Last-Modified: 2010-11-15T22:21:36Z; dcterms:modified: 2010-11-15T22:21:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 2000579_0.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:26d254b9-44a9-4561-90b9-cc4018c5f714; Last-Save-Date: 2010-11-15T22:21:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2010-11-15T22:21:36Z; meta:save-date: 2010-11-15T22:21:36Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 2000579_0.doc; modified: 2010-11-15T22:21:36Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2010-11-15T22:21:36Z; created: 2010-11-15T22:21:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-11-15T22:21:36Z; pdf:charsPerPage: 1874; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2010-11-15T22:21:36Z | Conteúdo => CSRF-PL Fl. 138 1 137 CSRF-PL MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10860.004424/2003-28 Recurso nº 140.489 Extraordinário Acórdão nº 9900-00199 – Pleno Sessão de 08 de dezembro de 2009 Matéria IRF - PDV - Prescrição para repetir indébito Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida LUIZ MOREIRA DOS SANTOS ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 1996 REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO. DIVERGÊNCIA NÃO COMPROVADA - INADMISSIBILIDADE. Para que seja admitido o recurso extraordinário, além da tempestividade, faz- se necessário a efetiva divergência jurisprudencial entre o acórdão recorrido e o paradigma. Se este trás dois fundamentos para a decisão e aquele apenas um, o dissídio jurisprudencial não se formou por completo, e, por conseguinte, não deve ser aberta a via extraordinária. Recurso Extraordinário não conhecido.Recurso Extraordinário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, não conhecer do extraordinário. Vencidos os Conselheiros Adriana Gomes Rego Galvão, Leonardo Andrade Couto, Elias Sampaio Freire, Judith do Amaral Marcondes Armando, Gilson Macedo Rosenburg Filho e José Adão Vitorino de Moraes que conheciam do recurso. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Henrique Pinheiro Torres - Relator EDITADO EM: 15/11/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Jose Praga de Souza, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho, Adriana Gomes Rego, Karen Jureidini Dias, Fl. 30DF CSRF/CARF MF Excluído Documento de 139 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0117.15215.QFGU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Leonardo Andrade Couto, Antonio Carlos Guidoni Filho, Albertina Silva Santos de Lima, Valmir Sandri, Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Alage, Elias Sampaio Freire, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Júlio César Vieira Gomes, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Francisco Assis de Oliveira Junior, Manoel Coelho Arruda Junior, Henrique Pinheiro Torres, Maria Teresa Martinez López, Judith do Amaral Marcondes Armando, Leonardo Siade Manzan, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Nanci Gama, José Adão Vitorino De Moraes, Rodrigo Cardozo Miranda, Suzy Gomes Hoffmann, Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Por bem relatar os fatos, adoto e transcrevo o relatório do acórdão vergastado: Em face do Acórdão nº 104-20.527, proferido pela Egrégia Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, a Fazenda Nacional, através de seu representante, apresentou o Recurso Especial de fls. 41/48, devidamente admitido pelo ilustre Presidente daquela Câmara, pretendendo a reforma da decisão, com fundamento no art. 15, § 1º, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais dos Conselhos de Contribuintes e nas razões seguintes. O contribuinte apresentou, em 20.12.2002, Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física/Retificadora referente ao exercício de 1997, reclassificando os valores recebidos em decorrência da adesão ao Programa de Desligamento Voluntário – PDV de tributáveis para isentos. A Quarta Câmara deste Primeiro Conselho de Contribuintes, por meio da decisão recorrida, de fls. 25/38, proveu o Recurso do Contribuinte, entendendo que o termo inicial para a contagem do prazo decadencial do direito à restituição do IRF pago sobre verbas de PDV seria a data da publicação da IN SRFB nº 165/98, que reconheceu o direito à restituição em tela. Afastada a decadência, a Quarta Câmara, ainda, determinou à autoridade administrativa de origem o enfrentamento do mérito. A Recorrente, em suas razões, suscitou a nulidade da decisão recorrida, sob o fundamento de que a Quarta Câmara se absteve de julgar o mérito sem fundamentar o motivo pelo qual adotou esse entendimento. Acrescentou que a interposição do recurso devolve toda a matéria que foi suscitada na impugnação, sendo desnecessário o julgamento de todas as questões pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento. Afirmou, ainda, que a Quarta Câmara deveria ter julgado o processo em sua totalidade, conforme o estado do processo, uma vez que o contribuinte já deveria ter apresentado toda a documentação comprobatória do seu direito à restituição. No tocante à decadência, afirmou que a decisão recorrida, ao determinar a contagem do prazo decadencial a partir da publicação da IN SRFB nº 165/98, contrariou os arts. 168, I, e 165, I, do CTN, que determinam a contagem do prazo decadencial a partir da extinção do crédito tributário. Fl. 31DF CSRF/CARF MF Excluído Documento de 139 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0117.15215.QFGU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10860.004424/2003-28 Acórdão n.º 9900-00199 CSRF-PL Fl. 139 3 Ressaltou que a SRFB editou o Ato Declaratório nº 96/99, determinando que o prazo para restituição de indébito relativo a tributo declarado inconstitucional pelo STF é de cinco anos, contados da extinção do crédito tributário, o que se aplicaria, inclusive, à restituição do IRF retido sobre verbas de PDV. Por fim, afirmou que a Lei Complementar nº 118/05, que buscou afastar dúvidas sobre a interpretação do art. 168 do CTN, consagrou o entendimento de que o prazo prescricional se inicia por ocasião do nascimento do direito à pretensão, que surge com o pagamento indevido. Os efeitos da referida norma, de caráter interpretativo, retroagiriam e atingiriam o presente caso, em face do art. 106, I, do CTN. O contribuinte, devidamente intimado em 06.12.2005, conforme faz prova o AR de fls. 54, apresentou, tempestivamente, as contra-razões de fls. 55/58, em 09.12.2005. Em suas razões, o contribuinte defendeu a natureza indenizatória das verbas recebidas em decorrência da adesão ao PDV, colacionando diversas jurisprudências nesse sentido. A Seção de Orientação e Análise Tributária – SAORT, em 08/09/2006, após o ingresso do recurso, tendo conhecimento da ocorrência de processo judicial referente à restituição de IRF retido indevidamente sobre verbas trabalhistas de natureza indenizatória, em face de rescisão de contrato de trabalho, no ano-calendário de 1996, e, considerando-se a possibilidade de concomitância de processo judicial e administrativo referente à mesma matéria, juntou aos autos a documentação de fls. 62/106 para análise da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Por meio do acórdão nº CSRF/04-00.671, a então 4ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais negou provimento ao especial apresentado pela Fazenda Nacional, em decisão assim ementada: IRF – RESTITUIÇÃO – TERMO INICIAL – PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - RESTITUIÇÃO. O direito de pleitear restituição de imposto retido na fonte sobre verbas recebidas como incentivo à adesão a Plano de Demissão Voluntária - PDV extingue-se no prazo de cinco anos, contados de 07/01/1999, primeiro dia após a publicação da IN SRFB nº 165/98 no DOU. Recurso especial negado. Inconformada, a Procuradoria da Fazenda Nacional, apresentou recurso extraordinário a este Colegiado, por entender haver divergência entre este decisum e o proferido pela então 2ª Turma da CSRF. Por meio do despacho de fls. 131 a 133, o extraordinário foi admitido pelo então Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Não houve apresentação de contrarrazões pela parte ex-adversa. É o relatório. Fl. 32DF CSRF/CARF MF Excluído Documento de 139 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0117.15215.QFGU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso apresentado pela Fazenda Nacional é tempestivo e foi admitido pelo Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais, recorrida, por meio do despacho de fls. 156 e 157. A matéria recebida versa sobre o termo inicial do prazo extintivo do direito à repetição de indébito. No que pese o juízo a quo de admissibilidade haver-se posicionado pelo recebimento do recurso, ouso aqui divergir, pois, da análise mais acurada dos autos, verifica-se que o acórdão paradigma trazido pela defesa para demonstrar a divergência entre o decisum recorrido e o proferido por outra Turma da Câmara Superior de Recursos fiscais, não prestou para comprovar o dissídio jurisprudencial, isso porque, enquanto o Colegiado decidiu que o marco inicial do prazo decadencial para os pedidos de restituição de imposto de renda indevidamente retido na fonte, decorrente do recebimento de verbas indenizatórias referentes à participação em PDV, se dá em 06.01.1999, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, a qual reconheceu que não incide imposto de renda na fonte sobre tais verbas, o acórdão paradigma é no sentido de que o marco inicial da prescrição/decadência para a repetição de indébito seria a data de extinção do crédito tributário pelo pagamento ou a da Publicação da resolução do Senado Federal que suspende do mundo jurídico a execução da norma declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Note-se que no voto condutor do acórdão paradigma está consignado que a jurisprudência da Câmara Superior de Recursos Fiscais é no sentido de que o termo inicial da prescrição para repetir indébito é da data da resolução do Senado Federal. No caso daquele julgamento, já havia transcorrido o prazo extintivo do direito de repetição mesmo considerando o termo inicial como sendo a data da Resolução do Senado Federal, que suspendeu a execução dos Decretos-Leis declarados inconstitucionais pelo STF. Assim, tanto pela data do pagamento, como pela data da resolução do Senado o direito à repetição já havia sido fulminado pelo decurso do prazo. Esclareça-se, por oportuno, que o fundamento para a jurisprudência administrativa considerar o termo de início da prescrição como sendo a data de publicação de resolução do Senado Federal é o fato de que o direito à repetição de indébito oriundo da declaração de inconstitucionalidade do dispositivo legal somente nasceria para aqueles contribuintes que pagaram o tributo a maior e não se socorreram do Judiciário, a partir da publicação da resolução que suspendeu a execução do ato normativo inconstitucional. Em outras palavras, o termo inicial seria a data em que a declaração de inconstitucionalidade de dispositivo legal recebera efeitos erga omnes. O mesmo fundamento foi adotado pela Turma recorrida, que entendeu que o termo inicial do prazo extintivo de repetição seria, justamente, o ato emanado da Receita Federal que teria reconhecido, com efeitos erga omnes, o indébito. Em suma, o acórdão recorrido não diverge de um dos fundamentos que embasaram a decisão do paradigma, o que, de per si, afasta qualquer possibilidade de se caracterizar o dissídio jurisprudencial. Com essas considerações, voto no sentido de não conhecer do recurso extraordinário apresentado pela Fazenda Nacional. Henrique Pinheiro Torres Fl. 33DF CSRF/CARF MF Excluído Documento de 139 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0117.15215.QFGU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10860.004424/2003-28 Acórdão n.º 9900-00199 CSRF-PL Fl. 140 5 Fl. 34DF CSRF/CARF MF Excluído Documento de 139 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0117.15215.QFGU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por HENRIQUE PINHEIRO TORRES em 15/11/2010 20:18:06. Documento autenticado digitalmente por HENRIQUE PINHEIRO TORRES em 15/11/2010. Documento assinado digitalmente por: CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO em 11/12/2010 e HENRIQUE PINHEIRO TORRES em 15/11/2010. Esta cópia / impressão foi realizada por EMANOEL WERCELENS PINHEIRO em 20/01/2017. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP20.0117.15215.QFGU Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Outros". 3) Selecione a opção "eAssinaRFB - Validação e Assinatura de Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10860.004424/2003-28. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 13433.000251/2005-69
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Dec 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SIMPLES
Ano calendário: 2003/2004
OMISSÃO DE RECEITAS - INFORMAÇÕES DA SECRETARIA DA FAZENDA ESTADUAL
Sem nenhum indicio de que as saídas informadas à Secretaria da Fazenda seriam de outras operações que não vendas, é correto o procedimento de adotar tais informações como receitas conhecidas, ainda mais quando não se apresenta nenhum livro contábil ou fiscal.
ONUS DA PROVA - VERACIDADE DE ALEGAÇÃO
0 artigo 333 do Código de Processo Civil estabelece que o ônus da prova cabe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito ou ao réu, quanto existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
Ausência de prova cabal por parte do contribuinte da veracidade de suas alegações acarreta o indeferimento do pedido.
MULTA DE OFICIO AGRAVADA - NÃO ATENDIMENTO ÀS INTIMAÇÕES DA AUTORIDADE AUTUANTE - Cabível a majoração da multa de oficio de 75% para 112,5%, em razão da não apresentação dos livros contábeis e fiscais quando formalmente intimado a fazê-lo, nos termos da Lei n° 9.4301 1996, art. 44, § 2°, com a redação dada pela Lei n° 11.488/2007.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1801-000.170
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Cheryl Berno.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: Rogério Garcia Peres
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Recorrida 4a TURMA/DRJ-RECIFE/PE Assunto: SIMPLES Ano-calendário: 2003/2004 OMISSÃO DE RECEITAS - INFORMAÇÕES DA SECRETARIA DA FAZENDA ESTADUAL Sem nenhum indicio de que as saídas informadas à Secretaria da Fazenda seriam de outras operações que não vendas, é correto o procedimento de adotar tais informações como receitas conhecidas, ainda mais quando não se apresenta nenhum livro contábil ou fiscal. ONUS DA PROVA - VERACIDADE DE ALEGAÇÃO 0 artigo 333 do Código de Processo Civil estabelece que o ônus da prova cabe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito ou ao réu, quanto existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Ausência de prova cabal por parte do contribuinte da veracidade de suas alegações acarreta o indeferimento do pedido. MULTA DE OFICIO AGRAVADA - NÃO ATENDIMENTO ÀS INTIMAÇÕES DA AUTORIDADE AUTUANTE - Cabível a majoração da multa de oficio de 75% para 112,5%, em razão da não apresentação dos livros contábeis e fiscais quando formalmente intimado a fazê-lo, nos termos da Lei n° 9.4301 1996, art. 44, § 2°, com a redação dada pela Lei n° 11.488/2007. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Cheryl Berno. ANA DE BARROS FERNANDES - Presidente. \001 - • OGÉR 0- ARCIA PERES - Relator. EDITADO EM: .2 6 OUT 2011 - Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: : Marcelo Cuba Netto (Suplente Convocado), Rogério Garcia Peres, João Bellini Júnior (Suplente Convocado), Cheryl Berno, Marcos Vinícius Barros Ottoni e Ana de Barros Fernandes. Relatório Trata-se de auto de infração, do qual o Recorrente tomou conhecimento em 13 de maio de 2005, reclamando o recolhimento de IRPJ, PIS, COFINS, CSLL e INSS, previstos na legislação do SIMPLES, decorrentes de diferenças de receitas no ano-calendário 2003, constatadas mediante confronto entre os valores da receita bruta utilizada como base de cálculo e os valores contábeis de saídas tributadas informados a Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Norte — RN. A ação fiscal promoveu a exclusão da empresa do SIMPLES por ter sido extrapolado o limite de receitas estipulado para essa modalidade e apurou os tributos devidos no ano-calendário 2004 com base no lucro arbitrado. 0 Recorrente apresentou impugnação em 10/06/2005 (fls. 113 a 153) alegando em sua defesa que: 1. A fiscalização baseou-se em documentos estaduais que não possuem força probatória, pois são passíveis de modificação para correção de eventuais erros, portanto não podem constituir base para o lançamento de tributos; 2. Há divergências entre os valores de receitas apuradas pelo fisco e os escriturados em seus livros fiscais, sendo que as receitas não ultrapassaram o limite estabelecido na legislação tornando irregular a exclusão do SIMPLES e a tributação com base no lucro presumido; 3. 0 fisco teria utilizado percentuais não previstos na legislação para apuração da base de cálculo dos tributos; 4. Foi excluída do SIMPLES sem que lhe fosse concedido o direito do contraditório e da ampla defesa. A decisão de la instância (Acórdão DRJ/REC N° 11-21.041) de 10/12/2007 (fls. 168 a 174) julgou procedente o lançamento efetuado considerando que: I. Embora intimado e re-intimado, o contribuinte deixou de apresentar à fiscalização sua escrituração contábil e fiscal. Por essa razão, os valores das suas receitas foram 2 Processo n° 13433.000251/2005-69 SI-TE01 Acórdão n.° 1801-00.170 Fl. 2 obtidos junto à Fazenda Estadual com base na Guia de Informação e Apuração Mensal do ICMS — GIM apresentada pelo próprio contribuinte. Assim, não se pode alegar que tais informações não têm força probatória, bem como incabível sustentar que as informações constantes da GIM podem conter erros. Meras suposições do contribuinte desacompanhadas de qualquer elemento comprobatório não podem ser aceitas no processo administrativo; II. A empresa alega que não ultrapassou o liniite legal no ano-calendário 2003, que sua receita bruta total nesse ano teria sido de R$ 1.117.887,56, porém não apresentou qualquer documento comprobatório de tal alegação; III. Os percentuais utilizados para apuração do SIMPLES devido em cada mês estão em consonância com a legislação, que determina, que a partir do mês em que a EPP excede o limite de receita bruta acumulada de R$ 1.200.000,00, a receita excedente será tributada pela alíquota de 8,60% acrescida de 20%, ou seja, 10,32%; IV. Não há cerceamento ao direito de defesa do contribuinte porque lhe é dado o prazo de trinta dias para apresentação de impugnação e sendo apreciada, como ora está sendo realizado, considera-se garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa. Houve ciência da decisão em 24/01/2008, conforme "AR" afixado às fls. 179. Inconformado com a decisão referida acima, o Recorrente, interpôs recurso voluntário em 21/02/2008 (fls. 180 a 191), sustentando, em síntese, que: a) As receitas constantes dos documentos GIM, solicitados ao Estado do Rio Grande do Norte, são valores que não procedem, pois são documentos que foram retificados pela recorrente. Ou seja, os documentos fiscais utilizados como norteadores da autuação são totalmente susceptíveis de alteração posterior, junto ao fisco estadual, não podendo, portanto, servir de base para lançamento de oficio, por carecer o auto de infração de prova idônea para autuação. Conforme determina a legislação em vigor no que se refere a prova emprestada, ela só pode ser usada se for utilizada de forma clara e objetiva, que não fique dúvidas quanto aos meios utilizados, e que estas provas figurem com respaldo; b) 0 valor da receita bruta do ano-calendário 2003 considerado pela fiscalização, de R$ 1.461.679,41, não corresponde ao valor correto, pois o quantum correto apurado nesse período é de R$ 1.117.887,56; c) A multa de 112,5% aplicada pelo auditor é exorbitante e desmedida, representa multa confiscatória, o que enseja o efeito do confisco tributário, defeso pelo art. 150, inciso IV, da Carta Magna. 3 Propugna pela reforma da decisão de primeira instância, para o fim de cancelamento e arquivamento do auto de infração. É o relatório. .. Voto Conselheiro ROGÉRIO GARCIA PERES, Relator Devidamente preenchidos os pressupostos de admissibilidade, tomo conhecimento do presente recurso. Receitas informadas ao fisco estadual Afirma o Recorrente que as informações sobre receitas, constantes das Guias Informativas Mensais do ICMS, não podem servir de base para o lançamento tributário por serem passíveis de retificações posteriores em razão de constatação de incorreções. Essa informação não pode ser acatada vez que a Guia Mensal do ICMS e instruída A luz das notas fiscais de entradas e saídas, estas de emissão do próprio Recorrente. Se retificações aconteceram, as guias retificadoras poderiam ter sido trazidas A colação como documento de prova. No entanto, nenhum documento desse gênero se encontra nos autos. Este Conselho vem reconhecendo a validade de tais informações para caracterização de receitas omitidas. Veja-se a propósito: "LUCRO ARBITRADO — RECEITA CONHECIDA — INFORMAÇÕES DA SECRETARIA DA FAZENDA ESTADUAL - Sem nenhum indicio de que as saídas informadas a Secretaria da Fazenda seriam de outras operações que não vencias, principalmente em empresa que não possui filiais, é correto o procedimento de adotar tais informações como receitas conhecidas, ainda mais quando não se apresenta nenhum livro contábil ou fiscal (1° CC — 8" Camara — Acórdão 108-08.831 de 24.05.2006 .— DOU 27.12.2006)." Montante da receita bruta anual A alegação de que a receita bruta anual totaliza valor inferior ao considerado pelo fisco e, inferior também, ao limite previsto na legislação do simples não pode ser acolhida, porquanto nenhum documento probante foi anexado ao recurso em exame. 0 artigo 333 do Código de Processo Civil estabelece que o ônus da prova cabe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito, ou ao réu, quanto á. existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Processo n° 13433.000251/2005-69 Si -TE01 Acórdão n.° 1801-00.170 Fl. 3 Não há como este Conselho possa examinar a veracidade dos valores de receitas que o Recorrente afirma serem corretos sem que os documentos que a comprovem sejam juntados aos autos. Multa agravada Cabível a majoração da multa de oficio de 75% para 112,5%, em razão da não apresentação dos livros contábeis e fiscais quando formalmente intimado a fazê-lo, nos termos da Lei n° 9.430/1996, art. 44, § 2°, com a redação dada pela Lei n° 11.488/2007. Ante o exposto, NEGO provimento parcial ao recurso voluntário. ROG RIS GA CIA PERES - Relator
score : 1.0
Numero do processo: 11040.000278/2007-10
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. REQUISITOS.
São isentos de imposto de renda os rendimentos provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão, recebidos por portadores de moléstia, que esteja devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.716
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente.
Assinado digitalmente
Walter Reinaldo Falcão Lima - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausentes os Conselheiros Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Sandro Machado dos Reis.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCAO LIMA
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MOLÉSTIA GRAVE. REQUISITOS. São isentos de imposto de renda os rendimentos provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão, recebidos por portadores de moléstia, que esteja devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausentes os Conselheiros Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Sandro Machado dos Reis. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 04 0. 00 02 78 /2 00 7- 10 Fl. 85DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 10/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES Processo nº 11040.000278/200710 Acórdão n.º 2801002.716 S2TE01 Fl. 86 2 Por descrever bem os fatos, adoto o relatório da Resolução nº 2801000.077, de 29/11/2011, que reproduzo a seguir: “AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 04/06, relativa à Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2004, anocalendário 2003, em que foi apurado um crédito tributário correspondente a R$ 5.047,07, decorrente da seguinte infração, conforme descrição dos fatos de fls. 06: “Omissão de Rendimentos Excedentes ao Limite de Isenção para Declarantes com 65 anos ou mais. Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal, constatouse omissão de rendimentos indevidamente declarados como isentos e não tributáveis, provenientes de aposentadoria, pensão, reforma ou transferência para a reserva remunerada, auferidos pelo titular e/ou dependentes, com idade superior a sessenta e cinco anos, que excederam ao limite de isenção, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 12.696,00 recebido(s) da(s) fonte(s) pagadora(s) relacionada(s) abaixo. A parcela isenta dos rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno, ou por entidade de previdência privada, a partir do mês em que o contribuinte completar 65 (sessenta e cinco) anos de idade, corresponde à quantia de R$ 1.058,00 (um mil e cinqüenta e oito reais) mensais. Foi utilizada a parcela isenta para contribuinte com mais de 65 anos por duas fontes pagadoras, o INSS e Ministério da Saúde. Como a legislação somente permite a isenção uma única vez, tributamos o valor referente ao Ministério da Saúde. [...]” IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01/02, juntamente com os documentos de fls. 06/09, alegando que é portador de moléstia grave desde 09/02/96 e que, por conseguinte, seus proventos de aposentadoria estão isentos do imposto de renda, nos termos do art. 39, XXXIII, do RIR/99. Apresentou, como prova, cópia do laudo pericial expedido pela Previdência Social (fls. 07). ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Porto AlegreRS julgou o lançamento procedente (fls. 53/54), por entender que o laudo anexado isenta os rendimentos Fl. 86DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 10/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES Processo nº 11040.000278/200710 Acórdão n.º 2801002.716 S2TE01 Fl. 87 3 de aposentadoria somente a partir do anocalendário de 2004, por ter sido expedido em 02/08/04, e os rendimentos omitidos referemse ao anocalendário 2003. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 21/09/10 (fls. 57), o interessado apresentou, em 15/10/10, o Recurso de fls. 58/59, alegando, que “o laudo de fls. 07 indica, no campo próprio ("D.I.D", ou seja, "data de início da doença"; "D.I.I.", "data de início da invalidez"), que a moléstia grave de que o recorrente é portador foi contraída em 09/02/96, fazendo assim jus, a partir de então, à isenção do imposto de renda sobre os proventos de aposentadoria por ele percebidos”. Diante do exposto acima requer a reforma do acórdão recorrido e o reconhecimento do seu direito à não tributação dos proventos de aposentadoria auferidos no anocalendário 2003.” Por intermédio da Resolução nº 2801000.077, de 29/11/2011, o julgamento foi convertido em diligência para que o contribuinte fosse intimado a apresentar laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, contendo as seguintes informações: a) qual moléstia grave o contribuinte é portador; b) o respectivo “CID 10” daquela enfermidade; c) a data de início da doença; e d) a data de início da invalidez. Em atendimento à diligência solicitada, foi expedida a Intimação nº 87/2012 (fls. 75), que teve como resposta os esclarecimentos de fls. 78 e os documentos de fls. 79/81. Os autos retornaram a este Conselho para prosseguimento do julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima, Relator Cumpre transcrever abaixo trecho da Resolução nº 2801000.077, de 29/11/2011, que esclarece os motivos que determinaram a conversão do julgamento em diligência. “Não obstante o órgão julgador de primeira instância ter fundamentado sua decisão pelo fato de o laudo pericial apresentado ter sido expedido em 2004, o que impossibilitaria a fruição da isenção para o anocalendário 2003, tendo sido contestado pelo recorrente, que alega existir no citado documento a data de início da doença, que seria 09/02/96, o documento em questão não especifica qual enfermidade teria acometido o contribuinte, informação imprescindível para se verificar se tal moléstia está abrangida pela isenção prevista no art. 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713/88. Convém ressaltar que sequer consta no laudo o código ‘CID 10’ da doença.” Fl. 87DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 10/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES Processo nº 11040.000278/200710 Acórdão n.º 2801002.716 S2TE01 Fl. 88 4 Em resposta à Intimação nº 87/2012 (fls. 75), o recorrente apresenta cópia do mesmo laudo pericial juntado aos autos às fls. 07 e alega que nele consta, no campo “DIC”, o CID 10 da enfermidade que lhe acometeu (C64), tendo sido juntada tabela daquele Código informando a doença correspondente. Afirma, ainda, que o citado laudo informa que a doença e a invalidez tiveram início em 09/02/96, conforme informações contidas nos campos “D.I.D” e “D.I.I.”. Analisando o laudo juntado aos autos, constatase a existência da informação “C64” no campo especificado como “DIC”. Embora este esteja representado por sigla, o que dificulta a sua identificação, em consulta à Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde CID10 o código “C64” corresponde à enfermidade abrangida pela isenção prevista no art. 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713/88, citada pelo recorrente em seu recurso. Assim tudo indica que o campo “DIC” representa o código CID 10 da enfermidade. Por conseguinte considero que consta a especificação da doença do contribuinte no laudo em questão. As datas de início da doença e da invalidez estão descritas no laudo nos campos “D.I.D” (data de início da doença) e “D.I.I.” (data de início da invalidez) como sendo 09/02/96. Este Conselho, por meio da Súmula CARF nº 63, abaixo reproduzida, pacificou o entendimento de que, para o gozo da citada isenção, a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. “Súmula CARF nº 63: Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.” Logo, como o laudo juntado aos autos foi emitido por serviço médico oficial da União (Previdência Social) e contém a informação de que, desde 09/02/96 o recorrente é portador de moléstia abrangida pela isenção prevista no art. 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713/88, e como os rendimentos lançados como omitidos, recebidos do Ministério da Saúde, são provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão, haja vista a informação prestada pela fonte pagadora no documento de fls. 29, tais rendimentos estão alcançados pela isenção estabelecida no dispositivo legal acima citado, conforme alegado pelo interessado. Diante do exposto acima voto por DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Fl. 88DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 10/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES Processo nº 11040.000278/200710 Acórdão n.º 2801002.716 S2TE01 Fl. 89 5 Fl. 89DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 10/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHAES
score : 1.0
Numero do processo: 11543.003947/2007-36
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
Ementa:
IRPF - IMPOSSIBILIDADE DE CONHECER RECURSO QUE PRETENDE IRRESIGNAR-SE CONTRA MATÉRIA NÃO IMPUGNADA
Não havendo sido impugnado lançamento no que tange a glosas de despesas de instrução e além disso tendo havido expressa renúncia ao litígio quanto a esse aspecto, não se pode conhecer do recurso que pretende irresignar-se contra a decisão da DRJ a esse respeito.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2802-001.909
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER o recurso nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Carlos André Ribas de Mello - Relator.
EDITADO EM: 18/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 Ementa: IRPF - IMPOSSIBILIDADE DE CONHECER RECURSO QUE PRETENDE IRRESIGNAR-SE CONTRA MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Não havendo sido impugnado lançamento no que tange a glosas de despesas de instrução e além disso tendo havido expressa renúncia ao litígio quanto a esse aspecto, não se pode conhecer do recurso que pretende irresignar-se contra a decisão da DRJ a esse respeito. Recurso não conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER o recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello - Relator. EDITADO EM: 18/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros.
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Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER o recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 18/12/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 39 47 /2 00 7- 36 Fl. 51DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros. Relatório Tratase de Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF de fls. 07, referente ao exercício 2005, anocalendário de 2004, em razão das seguintes supostas infrações: dedução indevida de despesas com instrução, por falta de previsão legal, sendo glosado pagamento ao Centro de Reabilitação do membro Superior pois o estabelecimento não é instituição de ensino nos termos da lei, para fins de dedução de IRPF; dedução indevida de despesas médicas, sendo glosados pagamentos a Sandra Evangelista de Alvarenga – R$ 800,00 – comprovante sem o CPF da emitente, a Renan Dorazio Pagaoto – R$ 2000,00, Waldiney Gomes – R$ 4.000,00 e Carla Maria Possi Scopel – R$ 1.100,00, todos comprovantes sem o endereço dos emitentes. Cientificada da autuação (fl.21), apresentou tempestivamente impugnação (fls. 01 a 05), alegando, em síntese: que nada tem a opor contra a glosa da despesa com instrução; em relação às despesas médicas, apresenta as declarações firmadas por Waldiney Porfírio Gomes e Carla Maria Fossi Scopel (fls.1011), cujo conteúdo atende aos requisitos da legislação; que apresentará posteriormente as declarações de Sandra Evangelista de Alvarega e Renan Dorazio Paganoto suprindo as exigências do órgão; junta os documentos de fls.1016. Em 20 de dezembro de 2007, apresenta nova requisição (fl.17), por meio da qual requer a juntada das declarações dos profissionais Sandra Evangelista de Alvarenga e Renan Dorazio Paganoto (fls.1819). O julgamento do presente processo pela DRJ/BrasíliaDF se dá em face da transferência de competência instituída pela Portaria RFB nº 1.023, de 30 de março de 2009, publicada no DOU em 02/04/2009. Em julgamento, a 7ª Turma da DRJ/BSA, em sessão realizada no dia 30/07/2009, por unanimidade, julgou procedente em parte o lançamento, considerando matéria não impugnada as glosas de despesas com instrução e restabelecendo as deduções de todas as despesas médicas, no valor de R$7.900,00. Cientificada da supramencionada decisão, conforme fl.40, a contribuinte tempestivamente interpôs Recurso Voluntário, a fl. 41, atacando a decisão exarada pela DRJ na parte em que sucumbiu, isto é, no que tange a glosa de despesas com instrução. É o relatório. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 11543.003947/200736 Acórdão n.º 2802001.909 S2TE02 Fl. 52 3 Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. Em sede preliminar, nego conhecimento ao recurso de vez que consta expressamente da impugnação de fls.0105 a anuência da contribuinte quanto à autuação por dedução indevida de despesas com instrução, tendo renunciado expressamente ao litígio, quando a esse aspecto, não lhe sendo dado a essa altura pretender recorrer da decisão da DRJ neste particular. Isto posto, nego conhecimento ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 53DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
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Numero do processo: 13116.001113/2007-51
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/2004 a 31/03/2007
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - NÃO OCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - COOPERATIVAS DE TRABALHO - CONTRATANTE - INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA
Incidem contribuições sociais previdenciárias na prestação de serviços por intermédio de cooperativas de trabalho, posto que a contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social é de quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN
Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício.
Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica.
Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.513
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Paulo Maurício Pinheiro Monteiro - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/2004 a 31/03/2007 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - COOPERATIVAS DE TRABALHO - CONTRATANTE - INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Incidem contribuições sociais previdenciárias na prestação de serviços por intermédio de cooperativas de trabalho, posto que a contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social é de quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Ewan Teles Aguiar.
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A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO COOPERATIVAS DE TRABALHO CONTRATANTE INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Incidem contribuições sociais previdenciárias na prestação de serviços por intermédio de cooperativas de trabalho, posto que a contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social é de quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 11 6. 00 11 13 /2 00 7- 51 Fl. 441DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalvase a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Ewan Teles Aguiar. Fl. 442DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13116.001113/200751 Acórdão n.º 2403001.513 S2C4T3 Fl. 221 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado contra Acórdão nº 0323.619 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília DF que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, NFLD – Notificação Fiscal de Lançamento de Débito nº. 37.112.9524, com ciência da Recorrente em 13.08.2007, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 184.834,40. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social devidas pela contratante de serviços de cooperados intermediados por cooperativa de trabalho, nos termos do inciso IV do art. 22 da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n° 9.876, de 26/11/1999. O Relatório Fiscal, às fls. 32 a 36, informa que constituem fatos geradores das contribuições lançadas, os pagamentos efetuados aos segurados cooperados, por intermédio das cooperativas de trabalho COOTRAME — Cooperativa de Trabalho Médico Ltda. e UNIMED Anápolis Cooperativa de Trabalho, conforme Anexo do Relatório Fiscal às fls. 37 a 40, com a aplicação da aliquota de 15% sobre o valor da nota fiscal/fatura de prestação de serviços: 5. Os pagamentos considerados foram efetuados a duas cooperativas de trabalho: COOTRAME — Cooperativa do Trabalho Médico Ltda, CNPJ: 37.402.419/000180; e UNIMED Anápolis Cooperativa de Trabalho, CNPJ: 26.629.238/000174 6. A relação de todos os pagamentos efetuados aos serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho está no anexo intitulado "Pagamentos Efetuados as Cooperativas de Trabalho", onde estão relacionados os pagamentos realizados, o número da nota fiscal / fatura, a data de emissão ou data de lançamento contábil, a conta contábil, o histórico do lançamento, e outros dados. 7. Nesta planilha os pagamentos do período de 07/2005 a 03/2007 foram extraídos dos lançamentos contábeis e corroborados pelo exame de notas fiscais e faturas, sendo anexadas a este lançamento algumas delas por amostragem. No caso da UNIMED, para o cálculo da contribuição correspondente a 15% do valor dos serviços, foi utilizado o percentual de 30% como basedecálculo, em conformidade com o disposto no artigo 291 da Instrução Normativa/SRPn° 03/2005: No caso da UNIMED, como tratase de plano de saúde, tendo como beneficiários os funcionários da empresa e seus dependentes, o valor do serviço está discriminado na fatura, sendo que no pagamento de mensalidade de valor pré determinado, corresponde a 30% (trinta por cento) do valor total Fl. 443DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 da fatura, seguindo o que está previsto no Art. 291, inciso I, alínea a) da Instrução Normativa SRP N° 03 de 14 de julho de 2005, Conforme ainda o Relatório Fiscal, às fls. 32 a 36, o lançamento foi apurado com base nos lançamentos contábeis (Livros Diário e Razão), GFIP, notas fiscais, faturas e recibos de pagamentos, alguns deles anexados, por amostragem, ao presente lançamento conforme fls. 52 a129); a partir de 06/2005, a fiscalização também utilizouse, subsidiariamente, dos arquivos digitais (folhas de pagamento e informações contábeis) apresentados pela empresa no padrão do MANAD. Aponta ainda o Relatório Fiscal, às fls. 32 a 36, quanto aos recolhimentos efetuados pela empresa, cumpre observar que todas as GPS relativas ao período fiscalizado foram consideradas nos outros lançamentos, as NFLDs de números 37.112.9478, 37.112.948 6, 37.112.9494, e 37.112.9508. Referidas GPS encontramse discriminadas no Relatório de Documentos Apresentados – RDA. As alíquotas aplicadas encontramse descritas no relatório "Discriminativo Analítico do Débito DAD"; o crédito lançado (valor originário, juros e correção monetária, quando houver) encontrase fundamentado na legislação constante do relatório Fundamentos Legais do Débito — FLD: 25.Integram a NFLD os seguintes documentos: • Folha de rosto da NFLD; • Instruções Para o Contribuinte — IPC; • Discriminativo Analítico do Débito — DAD; • Discriminativo Sintético do Débito — DSD; • Relatório de Documentos Apresentados RDA; • Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados RADA; Relatório de Lançamentos RL; • Fundamentos Legais do Débito — FLD; • Relatório de Representantes Legais — REPLEG; • Relatório de Vínculos — VINCULOS; • Mandado de Procedimento Fiscal — MPF; • Termo de Inicio da Ação Fiscal — TIAF ; • Termo de Encerramento da Ação Fiscal — TEAF; • Relatório Fiscal — REFISC e seus anexos. O Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09401576 foi cientificado pelo sujeito passivo, fls. 25 a 26, conforme o Termo de Início da Ação Fiscal – TIAF. O período objeto da NFLD, conforme o Relatório Discriminativo Sintético de Débito DSD, às fls. 10, é de 09/2004 a 03/2007. A Recorrente teve ciência da NFLD no dia 13.08.2007, conforme fls. 01. Fl. 444DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13116.001113/200751 Acórdão n.º 2403001.513 S2C4T3 Fl. 222 5 Contra a autuação, a Recorrente apresentou impugnação tempestiva, de fls. 169 a 179, em síntese, conforme o relatório da decisão de primeira instância ás fls. 192 a 200: (i) cerceamento de defesa, por falta de discriminação mensal dos valores lançados, não lhe permitindo saber qual a correção monetária, juros e multa de mora aplicados, descumprindo, assim, as disposições do art. 10 do Decreto 70.235/72; (ii) que a cobrança do débito não procede dentro do ordenamento jurídico brasileiro, visto que a norma determinante do recolhimento foi posta em vigor por meio de lei ordinária; (iii) que a cobrança do INSS sobre os serviços tomados de cooperativas, fundada em norma incompatível com a Constituição Federal e com a lei geral das cooperativas, afronta a isonomia, atribuindo As cooperativas carga tributária mais pesada que As empresas; (iv) o efeito confiscatório dos tributos cobrados, contrariando jurisprudência do STF e do STJ que colaciona. (v) Pede a nulidade do lançamento ou a redução de 50% da multa. Após análise, a primeira instância emitiu o Acórdão nº 0323.619 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília DF, fls. 192 a 200, julgando procedente a autuação, conforme a Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2004 a 31/03/2007 CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD lavrada conforme os requisitos levais para lavratura estabelecidos no artigo 37 da Lei 8.212/91 e no art. 243 e seus parágrafos do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99. CONTRIBUIÇÃO SOBRE VALORES PAGOS A COOPERATIVAS DE TRABALHO. É devida contribuição social sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativos a serviços prestados por cooperados por meio de cooperativa de trabalho. LEI ORDINÁRIA. PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE. Após a EC n° 20, de 15/12/1998, a nova redação do dispositivo constitucional contempla a remuneração dos serviços de quaisquer pessoas físicas, o que permitiu que a matéria fosse disposta apenas por lei ordinária. PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO AO CONFISCO. Fl. 445DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 0 principio da vedação ao confisco e sua aplicação são de competência do Poder Judiciário. Lançamento Procedente Acordam os membros da 5' Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido. Intimese para regularização do crédito, no prazo de 30 dias da ciência, salvo interposição de recurso voluntário ao Segundo Conselho de Contribuintes, em igual prazo, conforme facultado pelo art. 305, §1° do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, com redação dada pelo Decreto n° 6.032/07, com as alterações dos art. 25, §1°, I, da Lei 11.457, art. 33 do Decreto 70.235/72 e art. 1° do Decreto 6.103/07, mediante depósito administrativo de 30% da exigência fiscal, conforme determinado pelo art. 126, § 1 0 da Lei n° 8.213/91, considerando o disposto nos artigos 25, §1°, I, e 29 da Lei 11.457/07 e artigo 1° do Decreto 6.103107. Encaminhese à DRF de origem.. Sala de Sessões, em 11 de dezembro de 2007. Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 205 a 215, reiterando os argumentos deduzidos em Sede de Impugnação, em alega síntese que: Em sede preliminar: (i) Cerceamento de defesa, por falta de discriminação mensal dos valores lançados, não lhe permitindo saber qual a correção monetária, juros e multa de mora aplicados, descumprindo, assim, as disposições do art. 10 do Decreto 70.235/72; No Mérito: (ii) Da inexistência da obrigação ao recolhimento da contribuição social pelo tomador do serviço – inconstitucionalidade. 2.2.1. O cooperativismo foi eleito como um setor de intervenção estatal sobre a ordem econômica, para garantir os valores que lhe são pertinentes. Tratase de um típico direito subjetivo dos seus participantes, a partir de uma gama de distintos princípios, como a igualdade, a solidariedade, o direito ao trabalho, a livre iniciativa e a justiça nas relações de ordem econômica (arts.1°, 3º, 5º, 6° e 170 da CF). 2.2.2. Contudo, a Constituição brasileira foi além da referência genérica ao direito subjetivo ao cooperativismo e instituiu o dever de proteção e estimulo à formação de cooperativas, conforme a regra do parágrafo 2°, 174 da CF, segundo o qual "a lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo". Quanto ao tipo de apoio estatal a ser dado as cooperativas, o artigo 146 III, "c" da CF aduziu que, há de ser instituído e mantido o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.(...) Fl. 446DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13116.001113/200751 Acórdão n.º 2403001.513 S2C4T3 Fl. 223 7 2.2.5. Assim, contatase a impossibilidade da cobrança do INSS sobre os serviços tomados de cooperativas, visto que tal cobrança não prejudica a concorrência das mesmas no mercado, pois afronta a isonomia atribuindo as cooperativas, carga tributária mais pesada do que das empresas. (...) Desta forma, não restam dúvidas de que a alteração da lei 8.212191 quando exigem a tributação por INSS de serviços tomados de cooperativas, fere a Constituição Federal no diz respeito ao adequado tratamento tributário disposto pelo legislador constitucional nos artigos 146, III, art 173, art. 174 §2º, art. 170 e a garantia constitucional do artigo 5° XVIII todos da Constituição Federal e também ilegal por ferir o artigo 79 da lei nacional das cooperativas 5.761/71. (iii) Do princípio constitucional do não confisco – controle de constitucionalidade pelos órgãos administrativos. 2.3.1. Ab initio, observese uma vez mais que o posicionamento adotado no julgamento em questão, afronta direitos do cidadão que nesta relação jurídicotributário, esta contribuinte, quando o julgador em seu voto fls.199, assim assevera: "Não se pode, em sede administrativa, declarar que a multa aplicada viola o principio constitucional do não confisco, vista que Administração Pública cabe tão somente dar aplicação aos comandos legais, sendo o Poder Judiciário o foro competente para declarar qualquer irregularidade ou inconstitucionalidade existente no ordenamento jurídico." (...) 2.3.6. Sem dúvidas, a interpretação constitucional sistemática aponta para a conclusão inarredável de que o entendimento hermenêutico que mais prestigia o principio da efetividade da Constituição é aquele que permite aos órgãos administrativos julgadores praticar o controle de constitucionalidade, em controle difuso. É claro que não se quer dizer neste mister que o órgão administrativo deva DECLARAR uma norma. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 217. É o Relatório. Fl. 447DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 217. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares. DAS PRELIMINARES (i) Cerceamento de defesa, por falta de discriminação mensal dos valores lançados, não lhe permitindo saber qual a correção monetária, juros e multa de mora aplicados, descumprindo, assim, as disposições do art. 10 do Decreto 70.235/72; Analisemos. Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social devidas pela contratante de serviços de cooperados intermediados por cooperativa de trabalho, nos termos do inciso IV do art. 22 da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n° 9.876, de 26/11/1999. O Relatório Fiscal, às fls. 32 a 36, informa que constituem fatos geradores das contribuições lançadas, os pagamentos efetuados aos segurados cooperados, por intermédio das cooperativas de trabalho COOTRAME — Cooperativa de Trabalho Médico Ltda. e UNIMED Anápolis Cooperativa de Trabalho, conforme Anexo do Relatório Fiscal às fls. 37 a 40, com a aplicação da aliquota de 15% sobre o valor da nota fiscal/fatura de prestação de serviços. Fl. 448DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13116.001113/200751 Acórdão n.º 2403001.513 S2C4T3 Fl. 224 9 Aponta ainda o Relatório Fiscal, às fls. 32 a 36, quanto aos recolhimentos efetuados pela empresa, cumpre observar que todas as GPS relativas ao período fiscalizado foram consideradas nos outros lançamentos, as NFLDs de números 37.112.9478, 37.112.948 6, 37.112.9494, e 37.112.9508. Referidas GPS encontramse discriminadas no Relatório de Documentos Apresentados – RDA. As alíquotas aplicadas encontramse descritas no relatório "Discriminativo Analítico do Débito DAD"; o crédito lançado (valor originário, juros e correção monetária, quando houver) encontrase fundamentado na legislação constante do relatório Fundamentos Legais do Débito — FLD: 25.Integram a NFLD os seguintes documentos: • Folha de rosto da NFLD; • Instruções Para o Contribuinte — IPC; • Discriminativo Analítico do Débito — DAD; • Discriminativo Sintético do Débito — DSD; • Relatório de Documentos Apresentados RDA; • Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados RADA; Relatório de Lançamentos RL; • Fundamentos Legais do Débito — FLD; • Relatório de Representantes Legais — REPLEG; • Relatório de Vínculos — VINCULOS; • Mandado de Procedimento Fiscal — MPF; • Termo de Inicio da Ação Fiscal — TIAF ; • Termo de Encerramento da Ação Fiscal — TEAF; • Relatório Fiscal — REFISC e seus anexos. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrada Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº 37.112.9524 que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura da NFLD nº 37.112.9524) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. Fl. 449DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, com a clara discriminação de cada débito apurado e dos acréscimos legais incidentes, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: · A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; · A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; · A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RDA Relatório de Documentos Apresentados; e. RADA Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados; Fl. 450DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13116.001113/200751 Acórdão n.º 2403001.513 S2C4T3 Fl. 225 11 f. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); g. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); h. REPLEG Relatório de Representantes Legais; i. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); j. MPF – Mandado de Procedimento Fiscal; k. TIAF – Termo de Inicio da Ação Fiscal;. l. TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal;. m. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose a NFLD nº 37.112.9524, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação Fl. 451DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. DO MÉRITO. (ii) Da inexistência da obrigação ao recolhimento da contribuição social pelo tomador do serviço – inconstitucionalidade. 2.2.1. O cooperativismo foi eleito como um setor de intervenção estatal sobre a ordem econômica, para garantir os valores que lhe são pertinentes. Tratase de um típico direito subjetivo dos seus participantes, a partir de uma gama de distintos princípios, como a igualdade, a solidariedade, o direito ao trabalho, a livre iniciativa e a justiça nas relações de ordem econômica (arts.1°, 3º, 5º, 6° e 170 da CF). 2.2.2. Contudo, a Constituição brasileira foi além da referência genérica ao direito subjetivo ao cooperativismo e instituiu o dever de proteção e estimulo à formação de cooperativas, conforme a regra do parágrafo 2°, 174 da CF, segundo o qual "a lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo". Quanto ao tipo de apoio estatal a ser dado as cooperativas, o artigo 146 III, "c" da CF aduziu que, há de ser instituído e mantido o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.(...) 2.2.5. Assim, contatase a impossibilidade da cobrança do INSS sobre os serviços tomados de cooperativas, visto que tal cobrança não prejudica a concorrência das mesmas no mercado, pois afronta a isonomia atribuindo as cooperativas, carga tributária mais pesada do que das empresas. (...) Desta forma, não restam dúvidas de que a alteração da lei 8.212191 quando exigem a tributação por INSS de serviços tomados de cooperativas, fere a Constituição Federal no diz respeito ao adequado tratamento tributário disposto pelo legislador constitucional nos artigos 146, III, art 173, art. 174 §2º, art. 170 e a garantia constitucional do artigo 5° XVIII todos da Constituição Federal e também ilegal por ferir o artigo 79 da lei nacional das cooperativas 5.761/71. (iii) Do princípio constitucional do não confisco – controle de constitucionalidade pelos órgãos administrativos. Fl. 452DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13116.001113/200751 Acórdão n.º 2403001.513 S2C4T3 Fl. 226 13 2.3.1. Ab initio, observese uma vez mais que o posicionamento adotado no julgamento em questão, afronta direitos do cidadão que nesta relação jurídicotributário, esta contribuinte, quando o julgador em seu voto fls.199, assim assevera: "Não se pode, em sede administrativa, declarar que a multa aplicada viola o principio constitucional do não confisco, vista que Administração Pública cabe tão somente dar aplicação aos comandos legais, sendo o Poder Judiciário o foro competente para declarar qualquer irregularidade ou inconstitucionalidade existente no ordenamento jurídico." (...) 2.3.6. Sem dúvidas, a interpretação constitucional sistemática aponta para a conclusão inarredável de que o entendimento hermenêutico que mais prestigia o principio da efetividade da Constituição é aquele que permite aos órgãos administrativos julgadores praticar o controle de constitucionalidade, em controle difuso. É claro que não se quer dizer neste mister que o órgão administrativo deva DECLARAR uma norma. Analisemos conjuntamente os itens (ii) e (iii) pois tratam de apreciação de inconstitucionalidade em sede de Recurso Voluntário. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 453DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ainda, o art. 59, caput, Decreto 7.574/2011; Art.59. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade (Decreto no 70.235, de 1972, art. 26A, com a redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, art. 25). Parágrafoúnico.O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo (Decreto no 70.235, de 1972, art. 26A, § 6o, incluído pela Lei no 11.941, de 2009, art. 25): Ique já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou IIque fundamente crédito tributário objeto de: a)dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de junho de 2002; b)súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou c)pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 1993. Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Fl. 454DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13116.001113/200751 Acórdão n.º 2403001.513 S2C4T3 Fl. 227 15 (iv) Da Multa de Mora Analisemos. Esta Colenda Turma de Julgamento vem se posicionando reiteradamente, por maioria, em relação ao recálculo dos acréscimos legais, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte: A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ressalvase a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com Fl. 455DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, no MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 456DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 11128.000986/2002-78
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2008
Ementa: REGIMES ADUANEIROS
Data do fato gerador: 29/08/1999
AUTO DE INFRAÇÃO JULGADO IMPROCEDENTE. DECISÃO IRRECORRIDA. NOVO LANÇAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
Tendo o crédito sido extinto, na forma do art. 156, DC do CTN e não se enquadrando na exceção do parágrafo único do art. 149 do mesmo diploma legal, descabe o novo lançamento.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 302-40.008
Decisão: ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Ricardo Paulo Rosa e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro votaram pela conclusão.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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Numero do processo: 15922.000011/2008-21
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1994 a 31/05/2005
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL.
Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento.
APURAÇÃO DEVIDA, COM BASE EM DOCUMENTOS FORNECIDOS PELO CONTRIBUINTE.
Fulcro nos artigos 33, da Lei n. 8.212/1991, a NFLD foi lavrada considerando os próprios livros, declarações, e demais documentos do contribuinte, demonstrando-se corretamente as bases legais e fáticas do crédito apurado, obedecendo o art. 142 do CTN.
ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO.
O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO RETROATIVA.
Apenas cabe aplicação retroativa de multa ou penalidade quando a mesma for realmente mais benéfica.
Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-001.745
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, : por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para declarar a extinção dos créditos tributários constituídos com base em fatos geradores ocorridos anteriormente à 01.01.1999, em razão da ocorrência de decadência
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos, Amilcar Barca Teixeira Júnior, André Luis Marisco Lombardi, Paulo Roberto Lara dos Santos.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento. APURAÇÃO DEVIDA, COM BASE EM DOCUMENTOS FORNECIDOS PELO CONTRIBUINTE. Fulcro nos artigos 33, da Lei n. 8.212/1991, a NFLD foi lavrada considerando os próprios livros, declarações, e demais documentos do contribuinte, demonstrandose corretamente as bases legais e fáticas do crédito apurado, obedecendo o art. 142 do CTN. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO. O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO RETROATIVA. Apenas cabe aplicação retroativa de multa ou penalidade quando a mesma for realmente mais benéfica. Recurso Voluntário Provido Em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 92 2. 00 00 11 /2 00 8- 21 Fl. 257DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15922.000011/200821 Acórdão n.º 2803001.745 S2TE03 Fl. 258 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, : por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para declarar a extinção dos créditos tributários constituídos com base em fatos geradores ocorridos anteriormente à 01.01.1999, em razão da ocorrência de decadência (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos, Amilcar Barca Teixeira Júnior, André Luis Marisco Lombardi, Paulo Roberto Lara dos Santos. Fl. 258DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15922.000011/200821 Acórdão n.º 2803001.745 S2TE03 Fl. 259 3 Relatório O presente Recurso Voluntário (fls.152 e seguintes ) foi interposto contra decisão do julgador de primeira instância(fls. 189 e seguintesdo processo digital), que manteve os créditos tributários oriundos da incidência de contribuições previdenciárias patronais apuradas em levantamento por aferição indireta da base de cálculo, no período de 01/01/1994 a 31/05/2005 (períodos não contínuos). A ciência do auto de infração inaugural foi em 24.12.2004 (fls. 82). Em razão da precisão, repito o colocado pelo acórdão da 2a. Câmara do CRPS, quando converteu o julgamento em diligência: Tratase de lançamento de crédito previdenciário que tem por objeto contribuições sociais incidentes sobre valores pagos a segurados empregados. Os fatos geradores foram apurados de arbitramento em razão da apresentação parcial de documentos de interesse da Previdência Social (fls. 56/59). A recorrente impugnou o lançamento (fls. 86) e a Receita Previdenciária o julgou procedente com nulidade parcial, reduzindo a multa de mora relativamente às contribuições confessadas em GFIP (fls. 137). A Receita Previdenciária explica o arbitramento como segue: "Por não terem sido apresentadas as folhas de pagamento de janeiro de 1994 a dezembro de 1997, de outubro a março de 1998 e de fevereiro de 2003 realizou o arbitramento da base de calculo com base em RAIS e em GFIP. Os valores arbitrados foram acrescidos de 17,85% tendo em vista a constatação informada no item 2 supra. Para o período em que o contribuinte apresentou as folhas de pagamento, a base de cálculo arbitrada foi de 17,85% do valor declarado nos aludidos documentos." Inconformada, interpôs recurso alegando em síntese e em seus termos (fls. 152): a) informa que iniciou e paralisou suas atividades no ano de 1994. A paralisação ocorreu por ter sofrido os revezes do Plano Real. A desativação total resultou na ausência de recolhimentos à Previdência Social; b) os sócios, ante a dificuldade para a abertura de nova empresa, decidiram aproveitar a empresa já aberta, porém desativada, para reiniciar suas atividades. Salienta que os sócios jamais imaginaram que ao agir desta maneira gerariam a presunção de que haveria encargos sociais retroativos a recolher nem que a mãodeobra contratada seria projetada a período anterior à sua transferência para Franco da Rocha; Fl. 259DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15922.000011/200821 Acórdão n.º 2803001.745 S2TE03 Fl. 260 4 c) sustenta que os créditos tributários decorrentes de bases de cálculo 'arbitradas dificilmente prosperam na esfera judiciária, principalmente se considerado que o valor astronômico exigido não tem qualquer relação com a realidade econômica da empresa; d ) acrescenta que, se seus argumentos forem acolhidos, o INSS sofrerá o ônus dá sucumbência entre 10% a 20% do crédito exigido; e) descreve que o AuditorFiscal notificante levou em consideração para todo o período o saláriodecontribuição dos 'doze empregados não registrados em agosto de 2094. Defende que o procedimento adotado revela uma total discricionariedade do Fisco; f) outro fator que, a seu ver, não pode ser desprezado é a constatação do IBGE de que há uma diminuição na massa salarial e na quantidade de empregos dos trabalhadores de baixa qualificação; g) argúi que o INSS tem seus sistemas de controle e, se existisse tamanha distorção em seus recolhimentos, já teria sido fiscalizada há muito mais tempo; h) requer que o montante exigido seja revisto para patamares mais próximos à sua realidade; i) informa que a base de cálculo foi arbitrada por não ter apresentado os documentos e os livros requisitados mediante TIAD; j) informa que em agosto de 2004 foi constatado que 17,85% das remunerações não estavam devidamente registradas. Este índice foi aplicado sobre os saláriosdecontribuição inscritos de ofício e sobre os saláriosdecontribuição relativos ao período de 03/2003 a 08/2004; I) destaca que os valores dos saláriosdecontribuição foram obtidos com base em dados do CNIS e nas folhas de pagamento; m) entende que houve erro na metodologia de cálculo, pois o fator de 17,85% foi considerado como índice de atualização relativamente às informações contidas no; CNIS e como índice de obtenção da base de cálculo em relação ao período de 03/2003 a 08/2004; n) como multiplicou a informação do CNIS por 1,1785 entende que o índice de 0,1785 foi utilizado como fator de atualização monetária da base de cálculo. o) entende ser uma ilegalidade a utilização em todo o período do fator índice obtido com base em saláriosdecontribuição do mês de agosto de 2004. p) argúi ser uma discrepância a utilização do fator de 1,1785 em um período e o fator de 0,1785 em outro. Se, nos dois períodos, Fl. 260DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15922.000011/200821 Acórdão n.º 2803001.745 S2TE03 Fl. 261 5 foram utilizadas massas salariais, não há motivo para a aplicação de fatores diferentes. q) aduz que a base de cálculo de CR$ 856.019,24 em 01/1994 não reflete com precisão o exposto no relatório de auditoria. Conclui que houve cerceamento ao direito de defesa, pois o contribuinte não foi informado de forma precisa e robusta do critério utilizado pela Fiscaliza i para chegar ao crédito tributário exigido. Entende ter sido desrespeitado o disposto no artigo 325 d Instrução Normativa INSS/DAF n° 70/2002. r) o Fisco arbitrou para o ano de 1994 um crédito de R$ 10.268,04. Para os últimos doze meses (09/2003 a 08/2004), exigese um crédito de R$ 16.185,55. Informa que, na última competência, apresentou uma folha de pagamento com 107 funcionários. Entende as informações contidas nas RAIS sobre uma média de 20 funcionários para um período de retração econômica é desproporcional. s) considerandose uma média de 12 funcionários, o valor arbitrado pelo Fisco resulta em uma média salarial fora dos padrões da categoria. t) repisa seus argumentos no sentido de que já teria sido fiscalizado se o crédito exigido fosse tão exorbitante. O INSS não esperaria 10 anos para fiscalizar um contribuinte com tamanha falta de recolhimentos. u) defende que o arbitramento é aceito pelo Poder Judiciário apenas quando reflete com fidelidade a realidade dos fatos. v) argumenta que o AuditorFiscal, ao aplicar a lei, deve levar em consideração as vicissitudes do caso concreto. x) por fim, alega que as contribuições eventualmente devidas pela empresa autuada anteriores a 10 anos da emissão da NFLD deverão ser desconstituídas em virtude do decurso do prazo decadencial, que impede a autarquia de exigir tais tributos. Em contrarazões, a Receita Previdenciária se manifestou pela procedência do lançamento (fls. 176). Após o retorno da conversão da diligência, a autoridade fiscal informou que a aferição indireta em relação aos períodos de janeiro de 1994 a dezembro de 1996, ocorrera por não apresentação de documentos mercantis do período. O presente processo esteve sobrestado, nos termos do art. 62A, §1º do RICARF/MF, em razão de espera de decisão do STF nos termos do art. 543B do CPC, no RExt n. 603624, mas que retornou à apreciação em razão da Portaria CARF/MF n. 01/2012. Esse é o relatório. Fl. 261DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15922.000011/200821 Acórdão n.º 2803001.745 S2TE03 Fl. 262 6 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato Relator I O recurso é tempestivo, conforme supra relatado, dispensado do depósito prévio (Súmula Vinculante 21 do STF), assim deve o mesmo ser conhecido. II Em face à análise do Recurso e dos autos do processo, atentase à extinção de parte dos créditos constituídos em razão da ocorrência de decadência. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado e obrigatório à administração pública, emitiu a Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, que pacificou o entendimento da inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Observese a NFLD é referente às fatos geradores são dos períodos de de 01/01/1994 a 31/05/2005. Neste caso, apesar da natureza das contribuições tendentes ao lançamento por homologação (art. 150, do CTN), o lançamento deuse de ofício, tanto que fora realizado por aferição indireta(art. 149, do CTN c/c 33, par.6o, da Lei n. 8.212). Assim, dever seá aplicar a regra de incidência e decadência e extinção do direito da Fazenda Pública em constituir o crédito disposta no art. 173, I, do CTN, em que o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contadosdo primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Ainda, em razão do segundo caso de decadência (art. 173, I, do CTN), tal matéria foi submetida ao crivo da 1ª. Seção do Superior Tribunal de Justiça, através de Recurso Especial representativo de controvérsia – RESP 973.733, conforme art. 543C do normativo processual (recurso repetitivo) e, segundo a nova redação do art. 62A do Regimento interno do CARF, de reprodução obrigatória pelos Conselheiros. Reproduzimos excerto da ementa: Fl. 262DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15922.000011/200821 Acórdão n.º 2803001.745 S2TE03 Fl. 263 7 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de. desarrazoado prazo decadencial decenal(...) grifamos Consoante a regra retro citada, faz reconhecer a decadência referente a todos os fatos geradores ocorridos anteriormente ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível. Atentase que que o fato gerador das contribuições previdenciárias ocorre no momento da prestação do serviço (artt. 43, par. 2o., da Lei n. 8.212/1991), para todos os fins legais. Dessa forma, considerando que a data de ciência e perfectibilização do lançamento deuse em 24.12.2004, resta por decretar a extinção dos créditos tributários (art. 156, do CTN) por ocorrência do lapso decadencial os créditos que tiveram a ocorrência de seus fatos geradores realizados antes da data de 01.01.1999 conforme a regra do art. 173,I, CTN. III – Em razão da declaração da decadência acima, qualquer discussão sobre os mesmos créditos resta prejudicada (especialmente os itens q e r apontados no relatório). IV – Quanto às alegações de dificuldades econômicas enfrentadas, as mesmas não afetam o dever de aplicação e cobrança dos créditos tributários, por própria função do agente fiscal, salvo exclusão expressa em lei (art.142, do CTN), assim, também restam prejudicadas tais questões (em especial os itens a, b, c, f, g). Devese atentar que os fiscais apenas exerceram suas funções e deveres legais, dispostos no art. 33, da Lei n. 8.212/1991: aos quais compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 da Lei n. 8.212/1991, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos. Ainda, a parte não trouxe qualquer elemento probante do alegado, logo, não merece razão V – O fator de apuração observado pela fiscalização, para a aferição indireta, por buscar o valor aproximado dos salários foi bem claro pela fiscalização, bem como tiveram como fontes de dados banco de dados alimentados pelo próprio contribuinte: 5.1 O saláriodecontribuição foi obtido do banco de dados da DATAPREV; Cadastro Nacional de Informações Sociais — CNIS. Com relação às competências janeiro de 1994 a dezembro de 1997, outubro a março de 1998, foi utilizado o arquivo de RAIS, com relação à competência fevereiro de 2003; foi utilizado o arquivo de GFIP. 5.2 As telas dos bancos de dados citadas no item anterior estão anexadas ao presente Relatório da Auditoriafiscal. Fl. 263DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15922.000011/200821 Acórdão n.º 2803001.745 S2TE03 Fl. 264 8 6. A Auditoriafiscal da Previdência Social confrontou, no dia 4/11/2004, os cartõesponto com a regularidade dos segurados a serviço da sociedade ora notificada, sendo constatado que doze empregados com contratototalidade em vigência há pelo menos trinta dias não estavam inscritos por ocasião da verificação da Auditoriafiscal. Uma vez que a sociedade deixou de apresentar a sua escrituração mercantil, não possibilitando Verificarse a regularidade do cumprimento da obrigação principal nas competências e exercícios abrangidos pela Auditoriafiscal, procedeuse à aferição indireta de contribuições previdenciárias, com base na previsão do §6°, art. 33 da Lei Orgânica da Seguridade Social. 6.1 Adotouse o critério, para a aferição indireta, de obtenção do valor proporcional do saláriodecontribuição dos doze empregados não inscritos em confronto com o saláriode contribuição de agosto de 2004, último mês abrangido pela auditoriafiscal, na forma a seguir descrita: A – Saláriodecontribuição dos empregados inscritos R$ 5.547,6 B – Saláriode contribuiçãototal de agosto/2004 R$ 31.061,8 A/B 0,1785 6.2 O fator obtido, conforme demonstrado no quadro acima, foi aplicado sobre os saláriosdecontribuição inscritos de ofício conforme descrito nos bons "5" e "5.1" acima e sobre os saláriosdecontribuição das competências 3/2003 a • 8/22)4, obtidos nas folhas de pagamento de salários, 6.3 O demonstrativo de apuração dos valores aferidos indiretamente, conforme itens "6", "6.1" e "6.2" acima, constam de planilha anexa ao presente Relatório da Auditoriafiscal. Como acima demonstrado, o lançamento questionado tomou por base os artigos 33, §3º, da Lei n. 8.212/1991, e 149 do CTN, em que a NFLD foi lavrada considerando os próprios livros e demais documentos do contribuinte, utilizandose e critérios claros e plausíveis, demonstrandose corretamente as bases legais e fáticas do crédito apurado, obedecendo o art. 142 do CTN. Contudo a recorrente não trouxe elementos probatórios que colocassem dúvidas no levantamento fiscal. Não restam dúvidas quanto à sua legalidade e boa fé. VI Quanto às supostas inconstitucionalidade e ilegalidade SEBRAE, atualização monetária, dos juros (taxa Selic) e multa aplicados em face do principio da equidade, legalidade, e outros princípios informados, é vedado aos Conselheiros do CARFMF afastarem a aplicação da lei ou decreto sob tal argumento, salvo nas exceções expressas dos artigos 62 e 62A do Regimento Interno do CARFMF. VII Isso posto, voto para conhecer o Recurso Voluntário, para, no mérito, DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, no sentido declarar e decretar parcial procedência do Fl. 264DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15922.000011/200821 Acórdão n.º 2803001.745 S2TE03 Fl. 265 9 lançamento, para apenas declarar a extinção dos créditos tributários constituidos com base em fatos geradores ocorridos anteriormente à 01.01.1999, em razão da ocorrência de decadência. Sala de Sessões, 14 de agosto de 2012. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 265DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 12269.003411/2008-51
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DE NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de inconstitucionalidade.
JUROS DE MORA. TAXA SELIC. APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS.
É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Numero da decisão: 2403-001.679
Decisão: Recurso Voluntário Provido em Parte
Crédito Tributário Mantido em Parte
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando que o recálculo da multa ocorra sob o comando do artigo 32A da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n 11.941/2009, quando da ocasião do pagamento.
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI (Presidente), IVACIR JULIO DE SOUZA, CAROLINA WANDERLEY LANDIM, PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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AFASTAMENTO DE NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de inconstitucionalidade. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 26 9. 00 34 11 /2 00 8- 51 Fl. 123DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando que o recálculo da multa ocorra sob o comando do artigo 32A da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n 11.941/2009, quando da ocasião do pagamento. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI (Presidente), IVACIR JULIO DE SOUZA, CAROLINA WANDERLEY LANDIM, PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, MARCELO MAGALHAES PEIXOTO Fl. 124DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12269.003411/200851 Acórdão n.º 2403001.679 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre, Acórdão 10.20.405 da 7ª Turma, que julgou procedente o lançamento. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: Exame Bancred Serviços Técnicos Ltda. foi autuada por deixar de informar, nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações Previdência Social — GFIP, os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias: valores pagos a segurados empregados, nas competências 06/2004, 07/2004, 12/2004 e 13/2004; valores pagos a contribuintes individuais (autônomos) que lhe prestaram serviço, nas competências 01/2004 a 05/2004 e 07/2004 a 10/2004; e valores pagos a segurados empregados a titulo de "Prêmios e Gratificações" e "Bolsa Auxilio", nas competências 01/2004, 03/2004, 04/2004, 06/2004 e 07/2004, de acordo com o Relatório Fiscal da Infração —RFI, fl. 14 a 18 e conforme demonstrado nas planilhas de fls. 7 a 11. A empresa, assim, infringiu o disposto no artigo 32, inciso IV, parágrafo 5°, da Lei no 8.212/91, combinado como artigo 225, inciso IV, parágrafo 4°, do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. O RFI informa, ainda, que não houve a ocorrência de circunstâncias agravantes ou atenuante. Foi aplicada a multa correspondente a cem por cento do valor devido, relativo contribuição não declarada, em atendimento ao disposto no parágrafo 5° do artigo 32 da Lei no 8.212/91, combinado com o artigo 284, inciso II, do RPS, limitada conforme o parágrafo 4° do mesmo artigo 32 da Lei no 8.212/91 e atualizada, de acordo com o artigo 373 do RPS, pela Portaria MPS/MF n° 77, de 11/03/2008, no valor de R$ 12.799,15 (doze mil, setecentos e noventa e nove reais e quinze centavos), como informado no Relatório Fiscal da Aplicação da Multa — RFAM, fl. 12, e na planilha demonstrativa do cálculo do multa aplicada, fls. 13. A empresa teve ciência da autuação em 27/08/2008. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: · Possibilidade dos tribunais administrativos poderem afastar a aplicação de lei sob a alegação de• sua incompatibilidade com a constituição · Multa. · Juros/SELIC. É o relatório. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12269.003411/200851 Acórdão n.º 2403001.679 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator INCONSTITUCIONALIDADE/ILEGALIDADE – COMPETÊNCIA A contribuinte alega ilegalidades e/ou inconstitucionalidades nas normas que fundamentaram o lançamento e competência deste colegiado para decidir sobre a questão. Inicialmente devese registrar que tanto o lançamento como os acréscimos têm respaldo nas leis. Cumpre esclarecer que não compete aos órgãos julgadores da Administração Pública exercer o controle de constitucionalidade de normas legais. Nesse sentido, quando da Consolidação das Súmulas dos Conselhos de Contribuintes, foi editada a Súmula CARF nº 2: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Dessa forma, não há como se acolher a pretensão da contribuinte, em relação a ilegalidade e inconstitucionalidade de normas ou atos normativos que fundamentaram o presente lançamento. SELIC – SÚMULA Quanto à aplicação da taxa SELIC nos juros moratórios, verificase que essa é uma questão sobre a qual o CARF possui decisões reiteradas e, por essa razão foi editada Súmula, cuja observância é obrigatória para estes conselheiros. Abaixo apresento a Súmula número 3. “Súmula nº 3 do CARF: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais”. CÁLCULO DA MULTA Fl. 127DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Recálculo da multa com base no art. 32A, II, Lei 8.212/1991, a partir da alteração da Lei 11.941/2009. No que tange ao cálculo da multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da recente Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. A citada Lei 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, a Lei 11.941/2009, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art.32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12269.003411/200851 Acórdão n.º 2403001.679 S2C4T3 Fl. 5 7 Art.106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso da presente autuação, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 e do art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991, o qual previa que pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no art. 32, § 4º, da Lei nº 8.212/1991. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32, § 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NO MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 129DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 11522.000068/2003-77
Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 1994
BASE DE CÁLCULO. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. PRESCINDIBILIDADE.
Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, somente após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000 é que se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-000.116
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: Júlio César Vieira Gomes
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ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1994 BASE DE CÁLCULO. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. PRESCINDIBILIDADE. Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, somente após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000 é que se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal. Recurso especial negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-30T11:16:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-30T11:16:35Z; Last-Modified: 2009-09-30T11:16:35Z; dcterms:modified: 2009-09-30T11:16:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-30T11:16:35Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-30T11:16:35Z; meta:save-date: 2009-09-30T11:16:35Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-30T11:16:35Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-30T11:16:35Z; created: 2009-09-30T11:16:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-09-30T11:16:35Z; pdf:charsPerPage: 1014; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-30T11:16:35Z | Conteúdo => CSRF-T2 Fl. 1 OVá‘lig MINISTÉRIO DA FAZENDA W.(-:- :R CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 11522.000068/2003-77 Recurso n° 303-128.775 Especial do Procurador Acórdão n° 9202-00.116 — 2a Turma Sessão de 18 de agosto de 2009 Matéria ITR Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado JOSÉ RIBAMAR ALENCAR DE OLIVEIRA Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1994 BASE DE CÁLCULO. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. PRESCINDIBILIDADE. Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, somente após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000 é que se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado / por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. I , 4 , 46 li 1 CARLOS • BE jil • ' EITAS :ARRETO — Presidente / JULIO CE1• 'd EP • GOME' — Relator EDITADO EM: 18 SEI aço 1 Processo n° 11522.000068/2003-77 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.116 Fl. 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Gonçalo Bonet Allage (substituto do Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada), Julio Cesar Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Júnior, Moisés Giaconelli Nunes da Silva, Nelson Mallmann (convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Trata-se de recurso especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional contra Acórdão, no qual, decidiu-se pela exclusão da base de cálculo do ITR da área do imóvel de preservação ambiental permanente, ainda que não informada em ato declaratório ambiental I ou informada intempestivamente. Alega o ilustre representante da Fazenda Nacional que deve prosperar o entendimento consubstanciado nos acórdãos paradigmas que reconhecem a aplicação do artigo 10, §40, inciso I da instrução Normativa SRF n° 43/97. Também que em nenhuma das sucessivas instruções normativas que foram posteriormente editadas tal obrigação fora dispensada e nem mesmo após a Medida Provisória n° 2.166-67, de 24/08/2001 que acrescentou o parágrafo 7° no artigo 10 da Lei n° 9.393/66: Artigo 10 (.) §7° A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, §1° deste artigo não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem Nprejuízo de outras sanções aplicáveis. E ainda que: a) A exigência existe desde a Lei n° 6.938, de 31/08/1981 com a redação dada pela Lei n° 10.165/2000, reiterando-se os termos da supracitada instrução normativa; b) A exigência alinha-se com a norma que consagrou o beneficio, servindo como meio para comprovação da área alcançada; c) A declaração evita que o direito seja comprovado por meios mais gravosos e dispendiosos, como a nomeação de peritos; e d) Não se discute a materialidade, isto é,-; ser ou não a área de preservação permanente ou reserva legal, mas apenas o descumprimento de exigência essencial para que se valha do direito legal ao beneficio tributário, sempre interpretado literalmente. Em contra-razões, o interessado sustenta a inadmissibilidade do recurso e, no mérito, reprisa os argumentos em seu recurso voluntário. É o relatório. 2 Processo n° 11522.000068/2003-77 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.116 Fl. 3 Voto Conselheiro JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Relator Verifico que foram atendidos os pressupostos para admissibilidade do recurso; portanto, passo ao seu exame. Devolve-se a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais o exame quanto à essencialidade ou não do cumprimento de determinadas exigências ou formalidades para fins de inclusão na base de cálculo do imposto territorial rural - ITR das áreas rurais de proteção ambiental, conforme artigo 11 da Lei n° 8.847/94, verbis: Art. 11. São isentas do imposto as áreas: 1— de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 1965, com a nova redação dada pela Lei n° 7.803, de 1989. (.) Embora ambas as áreas sejam protegidas, há distinção na legislação no que se refere ao tratamento fiscal a elas dispensado, especialmente quanto às exigências a serem cumpridas. A divergência é quanto à necessidade ou não do Ato de Declaração Ambiental - ADA para fins de exclusão da área de preservação permanente da base de cálculo do ITR. Em complemento ao Código Florestal e ao artigo 11 da Lei n° 8.847/94, abaixo transcrita, tem-se o artigo 10, caput, da Lei n° 9.393, de 19/12/1996, in verbis: Art. 11. São isentas do imposto as áreas: 1— de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 1965, com a nova redação dada pela Lei n° 7.803, de 1989. (.) Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 1° Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: II (.) — área tributável, a área total do imóvel menos as áreas: 3 Processo n° 11522.000068/2003-77 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.116 Fl. 4 a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; Mas, a exigência é encontrada no artigo 10 da Instrução Normativa SRF n° 43, de 07/05/1997, com a redação dada pelo art. 1° da Instrução Normativa SRF n° 67, de 01/09/1997, verbis: Art. 10. Área tributável é a área total do imóvel excluídas as áreas: 1- de preservação permanente; II - de utilização limitada. § 1° A área total do imóvel deve se referir à situação existente à época da entrega do DIAI, e a distribuição das áreas, à situação existente em 1 0 de janeiro de cada exercício, de acordo com os incisos I e II. (.) § 3 0 São áreas de utilização limitada: § 40 As áreas de preservação permanente e as de utilização limitada serão reconhecidas mediante ato declaratório do IBAMA, ou órgão delegado através de convênio, para fins de apuração do ITR, observado o seguinte: II \J *** N\ - o contribuinte terá o prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração do ITR, para protocolar requerimento do ato declarató rio junto ao IBAMA; III - se o contribuinte não requerer, ou se o requerimento não for reconhecido pelo IBAMA, a Secretaria da Receita Federal fará lançamento suplementar recalculando o ITR devido. (.) Nos termos acima está claro que o contribuinte tem o prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR, para protocolizar requerimento do ato declaratório junto ao Ibama. Sendo que para o exercício de 1998, o prazo se expirou em 31/05/1999, ou seja, seis meses após o prazo final para a entrega da DITR/1998, que foi 30/11/1998, conforme Instrução Normativa SRF n° 136, de 20/11/1998. A questão é saber se tal regra, veiculada por instrução normativa, encontra guarida no ordenamento jurídico. Entendo que não. De fato, não recebeu a autoridade administrativa delegação legal para criar exigências necessárias ao gozo da isenção: Constituição Federal: Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: 4 Processo n° 11522.000068/2003-77 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.116 Fl. 5 IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; Isto porque o artigo 10, caput, da Lei n° 9.393, de 19/12/1996, cuidou somente de adotar como modalidade o lançamento por homologação, conforme artigo 150, §4° do CTN, o que implica, necessariamente, a ulterior verificação do pagamento realizado pelo sujeito passivo. Confraria o disposto no artigo 150, §6° da Constituição Federal e o artigo 97, inciso IV do CTN o entendimento de que criar exigências por instrução normativa para o gozo do beneficio de redução da base de cálculo estaria em consonância com a expressão "nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal". Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ••• § 4° Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Art. 150 (..) § 6. 0 Qualquer subsidio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei especifica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.°, XII, g. (Redação dada pela Emenda Constitucional n°3, de 1993). Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: •-• Processo n° 11522.000068/2003-77 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.116 Fl. 6 , /V - a fixação de aliquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; Reitero que a delegação através da expressão "nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal" cinge-se às verificações necessárias para a homologação do pagamento realizado pelo contribuinte, não alcançando, muito menos, os procedimentos praticados junto aos órgãos de proteção do meio ambiente, no caso o IBAMA. E, em arremate, traz-se também as disposições dos artigos 176 e 179 do CTN que reservam apenas à lei a competência para especificar as condições e requisitos necessários ao gozo da isenção, seja ela específica ou geral: Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se . aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. i ... Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão. Concluindo, entendo que para o período lançado a ausência do Ato de Declaração Ambiental — ADA não é impedido para o gozo da isenção; caso distinto da exigência de averbação, que é requisito para constituição da área de reserva legal. 1 1Em razão o e. e osto, voto no sentido de negar provimento ao recurso interposto pela Fazenda Nac . al 1 ol Julio Ces l&t: ornes - Relator , 6
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