Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10670.000620/2001-07
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 09 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Nov 09 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.230
Decisão: RESOLVEM os membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à repartição de origem, na forma do relatório e do voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 24 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200611
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 09 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10670.000620/2001-07
anomes_publicacao_s : 200611
conteudo_id_s : 6234644
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-01.230
nome_arquivo_s : 30301230_10670000620200107_200611.pdf
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : TARASIO CAMPELO BORGES
nome_arquivo_pdf_s : 10670000620200107_6234644.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à repartição de origem, na forma do relatório e do voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 09 00:00:00 UTC 2006
id : 4624116
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:22 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-04-02T19:50:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-04-02T19:50:07Z; created: 2013-04-02T19:50:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2013-04-02T19:50:07Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-04-02T19:50:07Z | Conteúdo =>
_version_ : 1761290043827159040
score : 1.0
Numero do processo: 10830.008643/00-83
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 12 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Thu Aug 12 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 303-00.970
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso em diligência à Procuradoria da Fazenda Nacional através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: SERGIO DE CASTRO NEVES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Dec 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200408
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 12 00:00:00 UTC 2004
numero_processo_s : 10830.008643/00-83
anomes_publicacao_s : 200408
conteudo_id_s : 6716748
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.970
nome_arquivo_s : 30300970_108300086430083_200408.PDF
ano_publicacao_s : 2004
nome_relator_s : SERGIO DE CASTRO NEVES
nome_arquivo_pdf_s : 108300086430083_6716748.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Procuradoria da Fazenda Nacional através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 12 00:00:00 UTC 2004
id : 4625111
ano_sessao_s : 2004
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:23 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043858616320
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-10T14:31:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-10T14:31:59Z; Last-Modified: 2013-10-10T14:31:59Z; dcterms:modified: 2013-10-10T14:31:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:bc947145-ce96-44e3-b596-637ba816f4e8; Last-Save-Date: 2013-10-10T14:31:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-10T14:31:59Z; meta:save-date: 2013-10-10T14:31:59Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-10T14:31:59Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-10T14:31:59Z; created: 2013-10-10T14:31:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2013-10-10T14:31:59Z; pdf:charsPerPage: 964; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-10T14:31:59Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° SESSÃO DE RECURSO RECORRENTE RECORRIDA • 10830.008643/00 -83 : 12 de agosto de 2004 : 127.225 : TELENIC TELEFONIA E COMÉRCIO LTDA. — ME. • DRJ/CAMPINAS/SP RESOLUÇÃO Nci303-00.970 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Procuradoria da Fazenda Nacional através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 12 de agosto de 2004 SÉRGIO DE CASTR Relator NEVES os seguintes Conselheiros: ANELISE NILTON LUIZ BARTOLI, NANCI FIÚZA e DAVI EVANGELISTA Fazenda Nacional MARIA CECILIA Participaram, ainda, do presente julgamento, DAUDT PRIETO, ZENALDO LOIBMAN, GAMA, SILVIO MARCOS BARCELOS (Suplente). Esteve presente a Procuradora da BARBOSA. MA/3 S MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 127.225 RESOLUÇÃO N° : 303-00.970 RECORRENTE : TELENIC TELEFONIA E COMÉCIO LTDA.- ME RECORRIDA : DRJ/CAMPINAS/SP RELATOR(A) SÉRGIO DE CASTRO NEVES RELATÓRIO E VOTO Versa o processo sobre inconformidade da ora recorrente contra o Ato Declaratório no. 348.017 da Delegacia da Receita Federal em Campinas — SP, que a excluiu do SIMPLES ern razão da existência de débitos pendentes junto Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. A empresa impugnou o ato administrativo alegando não encontrar- se, de fato, em situação irregular com a PGFN, eis que efetuou correspondentes depósitos judiciais vinculados a ação de medida cautelar, não tendo este órgão exarado a competente certidão negativa sob a alegação de que competiria à Receita Federal comprovar a adequação de tais depósitos aos valores eventualmente devidos. A autoridade a quo indeferiu, em decisão unânime, a pretensão da empresa, sob o fundamento de que os comprovantes dos depósitos judiciais acostados a peça impugnatória não exibiam vínculos quer com o processo administrativo, quer com o número de inscrição na divida ativa, recusando assim os elementos de prova oferecidos. Da decisão recorre a empresa, argumentando que os alegados débitos com a PGFN decorrem de recolhimentos exigidos de CORNS que se encontram em discussão por força de medida cautelar por ela impetrada na P. Vara de Justiça Federal em Campinas, tendo sido os depósitos judiciais realizados de acordo com a ordem daquele Juizo. Aduz que a adequação desses depósitos à questão em litígio poderia ter sido perfeitamente estabelecida mediante diligência determinada pela autoridade julgadora de primeira instância, diligência essa que roga a este Conselho mandar proceder se considerar necessária. Parece-me pequeno preço a pagar para evitar-se alguma injustiça. Dessa forma, proponho a conversão do julgamento ern diligencia à PGFN através da Repartição de Origem, solicitando-se esclarecimento sobre qual era a situação da recorrente e seus socios em 02/10/2000 com relação a créditos tributários inscritos na Divida Pública, bem como sobre suspensão de sua exigibilidade, além de outros esclarecimentos que possam ser pertinentes. Sala das S s s, em 12 de agosto de 2004 SÉRGIO DE CASTRO VES - Relator
score : 1.0
Numero do processo: 12448.725087/2013-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 22 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Sun Nov 15 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/12/1991 a 31/12/1995
DECISÃO REPORTANDO AO DESACERTO DA APURAÇÃO DA MANIFESTANTE E CORREÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE NÃO CARACTERIZADA.
Não resta caracterizado qualquer vício a suscitar a nulidade da decisão administrativa contestada por cerceamento do direito de defesa, por omitir manifestação acerca da nulidade do despacho decisório, porquanto a decisão recorrida reporta-se todo tempo ao desacerto da apuração da manifestante e correção do despacho decisório, sendo que ao final resume bem sua ratificação à peça fiscal.
DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE INEXISTENTE.
Carece de motivação legítima para decretação de nulidade do despacho decisório, uma vez que esse demonstrou com clareza como chegou ao valor do crédito do contribuinte.
RECONHECIMENTO DO CRÉDITO DE ACORDO COM DECISÃO JUDICIAL. NOVA ATUALIZAÇÃO DOS SALDOS DE PAGAMENTO.
Merece ser reconhecido o direito creditório da recorrente, para atualizar corretamente os saldos dos pagamentos realizados pelo contribuinte, em total respeito aos contornos da decisão judicial transitada em julgado.
Numero da decisão: 3302-010.003
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer de parte do recurso em face da preclusão. Na parte conhecida, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de nulidade do despacho decisório e da decisão recorrida; e no mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito à atualização monetária do saldo credor da recorrente, pela UFIR+1% desde julho/92 até dez/95, nos termos do voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimarães, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Corintho Oliveira Machado, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202010
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/12/1991 a 31/12/1995 DECISÃO REPORTANDO AO DESACERTO DA APURAÇÃO DA MANIFESTANTE E CORREÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE NÃO CARACTERIZADA. Não resta caracterizado qualquer vício a suscitar a nulidade da decisão administrativa contestada por cerceamento do direito de defesa, por omitir manifestação acerca da nulidade do despacho decisório, porquanto a decisão recorrida reporta-se todo tempo ao desacerto da apuração da manifestante e correção do despacho decisório, sendo que ao final resume bem sua ratificação à peça fiscal. DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE INEXISTENTE. Carece de motivação legítima para decretação de nulidade do despacho decisório, uma vez que esse demonstrou com clareza como chegou ao valor do crédito do contribuinte. RECONHECIMENTO DO CRÉDITO DE ACORDO COM DECISÃO JUDICIAL. NOVA ATUALIZAÇÃO DOS SALDOS DE PAGAMENTO. Merece ser reconhecido o direito creditório da recorrente, para atualizar corretamente os saldos dos pagamentos realizados pelo contribuinte, em total respeito aos contornos da decisão judicial transitada em julgado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Sun Nov 15 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 12448.725087/2013-84
anomes_publicacao_s : 202011
conteudo_id_s : 6295364
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 16 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3302-010.003
nome_arquivo_s : Decisao_12448725087201384.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
nome_arquivo_pdf_s : 12448725087201384_6295364.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer de parte do recurso em face da preclusão. Na parte conhecida, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de nulidade do despacho decisório e da decisão recorrida; e no mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito à atualização monetária do saldo credor da recorrente, pela UFIR+1% desde julho/92 até dez/95, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimarães, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Corintho Oliveira Machado, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Oct 22 00:00:00 UTC 2020
id : 8547419
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:17 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043903705088
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-11-04T13:27:11Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-11-04T13:27:11Z; Last-Modified: 2020-11-04T13:27:11Z; dcterms:modified: 2020-11-04T13:27:11Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-11-04T13:27:11Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-11-04T13:27:11Z; meta:save-date: 2020-11-04T13:27:11Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-11-04T13:27:11Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-11-04T13:27:11Z; created: 2020-11-04T13:27:11Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2020-11-04T13:27:11Z; pdf:charsPerPage: 2134; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-11-04T13:27:11Z | Conteúdo => S3-C 3T2 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 12448.725087/2013-84 Recurso Voluntário Acórdão nº 3302-010.003 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 22 de outubro de 2020 Recorrente LAPIDAÇÃO AMSTERDAM LTDA. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/12/1991 a 31/12/1995 DECISÃO REPORTANDO AO DESACERTO DA APURAÇÃO DA MANIFESTANTE E CORREÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE NÃO CARACTERIZADA. Não resta caracterizado qualquer vício a suscitar a nulidade da decisão administrativa contestada por cerceamento do direito de defesa, por omitir manifestação acerca da nulidade do despacho decisório, porquanto a decisão recorrida reporta-se todo tempo ao desacerto da apuração da manifestante e correção do despacho decisório, sendo que ao final resume bem sua ratificação à peça fiscal. DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE INEXISTENTE. Carece de motivação legítima para decretação de nulidade do despacho decisório, uma vez que esse demonstrou com clareza como chegou ao valor do crédito do contribuinte. RECONHECIMENTO DO CRÉDITO DE ACORDO COM DECISÃO JUDICIAL. NOVA ATUALIZAÇÃO DOS SALDOS DE PAGAMENTO. Merece ser reconhecido o direito creditório da recorrente, para atualizar corretamente os saldos dos pagamentos realizados pelo contribuinte, em total respeito aos contornos da decisão judicial transitada em julgado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer de parte do recurso em face da preclusão. Na parte conhecida, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de nulidade do despacho decisório e da decisão recorrida; e no mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito à atualização monetária do saldo credor da recorrente, pela UFIR+1% desde julho/92 até dez/95, nos termos do voto do relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 72 50 87 /2 01 3- 84 Fl. 499DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-010.003 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725087/2013-84 (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimarães, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Corintho Oliveira Machado, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente). Relatório Por bem esclareccr a lide, adoto o relato da decisão recorrida, com as devidas adaptações: Trata o processo de manifestação de inconformidade apresentada em 27/09/2013, em face da homologação parcial das compensações constantes dos Per/Dcomp relacionados na Informação Fiscal nº 09/2013, de fls. 263/267, e despacho decisório de fls. 268/270, proferido em 28/05/2013 pela Diort da DRF Rio de Janeiro – I. De acordo com a informação fiscal, os pedidos da contribuinte estariam relacionados a uma decisão proferida nos autos da Ação Ordinária nº 2001.51.01.025361-2/RJ. (...) Quanto à ação judicial, consta da informação fiscal, que: 3. A interessada em epígrafe ajuizou a Ação Ordinária nº 2001.51.01.025361- 2, objetivando a declaração de inexistência jurídico-tributária que a obrigue a recolher o PIS nos termos dos inconstitucionais Decretos-Leis nº 2.445/88 e 2.449/88 e compensar valores recolhidos indevidamente a título de PIS com débitos de PIS, COFINS e CSLL nos termos do art. 66 da Lei 8.383/91. 4. Decisão transitada em 08 de setembro de 2006 reconheceu a inconstitucionalidade dos referidos Decretos-Leis, autorizando a compensação de parcelas pagas a maior a título de PIS com débitos de PIS e reconheceu a prescrição em relação aos períodos anteriores a dezembro de 1991, devendo aplicar a UFIR como índice de correção monetária até dezembro de 1995 e aplicar juros SELIC a partir de janeiro de 1996. Consta, também, que a contribuinte protocolizou, em 04/06/2008, pedido de habilitação de crédito reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, nos moldes do art. 51 da IN/SRF nº 600, de 2005, tendo a ciência do seu deferimento sido dada em 16/09/2008 (aludido pedido foi tratado no âmbito do processo administrativo nº 15471.001166/2008-30, apensado ao presente). O crédito apurado, de acordo com o despacho decisório, fls. 268/270, foi de R$ 19.046,19 (atualizado até 31/12/1995) e, como conseqüência, as compensações foram homologadas até o referido limite. Fl. 500DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-010.003 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725087/2013-84 Em sua manifestação de inconformidade, fls. 329/341, a interessada, após defender a tempestividade, discorre brevemente sobre os fatos. Diz que o seu crédito é de R$ 186.060,05 (atualizado até 04/2008) e que tal valor foi apurado “em respeito ao estabelecido e limitado pela decisão proferida na ação ordinária em destaque”, ou seja, “aplicando-se a atualização monetária conforme índices oficiais praticados pela própria Receita Federal do Brasil (Ato Declaratório PGFN nº 10/08 –Tabela Única da Justiça Federal, aprovada pela Resolução nº 561 do Conselho da Justiça Federal), referente ao período compreendido entre o fato gerador dos tributos recolhidos indevidamente nos períodos de dezembro/91 a dezembro/95, bem como empregando, ainda, a partir de Janeiro/96, a Taxa Selic até a efetiva devolução, além da incidência de juros de mora de 1% ao mês entre a data de pagamento e dezembro/95.” Reclama da conclusão fiscal de que a contribuinte, “ao apurar os pagamentos de PIS realizados a maior, não observou o correto critério para o êxito no levantamento do crédito a ser aproveitado.” Diz que tal assertiva não corresponde à realidade dos fatos. Quanto ao mérito, discorre sobre o que chama de “correto período a ser abrangido a fim de apurar o crédito oriundo de pagamentos de Pis a maior.” Transcreve trechos da parte dispositiva da sentença que transitou em julgado e insiste que o seu direito não termina em setembro/1995 mas deve compreender o período de dezembro/91 a dezembro/95. Requer o cancelamento do despacho. A seguir, disserta sobre a correção monetária. Salienta que a metodologia de cálculo adotada pela fiscalização é completamente equivocada. Reforça que não restou demonstrado nos autos como os valores foram obtidos, e, em assim sendo, as conclusões do fisco não encontrariam qualquer suporte. Insiste que o valor pleiteado está em total consonância com os documentos contábeis e fiscais constantes do pedido de habilitação. Reforça, ainda, que as inconsistências no trabalho fiscal são evidentes “pois basta o simples cotejo dos Demonstrativos de Pagamento (fls. 240/242) apresentados pela autoridade fiscal, para constatar que não foram considerados vários Darf’s de pagamento de PIS, dentre esses, cita-se, como exemplo, os DARF’s nos valores de R$ 30.233,44 e R$ 620,67, arrecadados, respectivamente, nas datas de 04/1994 e 02/1995.” Quanto ao demonstrativo de fls. 252/256, diz que não consta dos autos qualquer demonstração acerca dos critérios de atualização monetária dos indébitos de PIS, “sendo certo que os valores ali consignados diferem – em sua maioria – dos valores constantes das memórias/planilhas de cálculo colacionadas nos autos pela ora Manifestante e que estão em total consonância com os documentos juntados aos autos e com a própria jurisprudência do CARF, notadamente com relação à aplicação da Súmula nº 15 e dos índices de correção monetária aplicados ao caso (Tabela Única da Justiça Federal – aprovada pela Resolução nº 561, CNJ), conforme Ato Declaratório PGFN nº 10/08.” Acrescenta, a seguir, que apesar de as bases de cálculo utilizadas pelo fisco serem inferiores às utilizadas pela contribuinte, ainda assim, o crédito apurado foi menor que o requerido. A justificativa para tanto, segundo alega, Fl. 501DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-010.003 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725087/2013-84 seria a inconsistência na apuração dos créditos e a não utilização dos índices corretos de atualização por parte da fiscalização. Defende o procedimento adotado no levantamento do montante pleiteado, inclusive com apoio em jurisprudência administrativa. Pede a reforma do despacho decisório. Pede, ao final, o recebimento da manifestação, com os efeitos previstos na legislação, o acolhimento das razões de inconformidade e o reconhecimento do direito pleiteado, com a homologação das compensações. Protesta, ainda, pela produção de todos os meio de prova admitidos em direito. Em 25/09/2017, consoante despacho de fl. 423, o presente processo foi encaminhado para esta DRJ em Curitiba, para julgamento. Os processos nº 12448.725088/2013-29 e 15471.001166/2008-30, encontram-se apensados ao presente. Às fls. 424/443, juntaram-se extratos de consulta ao sistema de controle de arrecadação, demonstrativos de pagamentos, demonstrativos de apuração de débitos e de saldos de pagamentos. Em 29/11/2017, a DRJ/CTA julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/12/1991 a 31/12/1995 PIS. SEMESTRALIDADE. DECISÃO JUDICIAL. RECÁLCULO. Recalcula-se, atendendo a comando judicial, a contribuição devida a título de PIS no período de 12/1991 a 12/1995, considerando como base de cálculo o faturamento do sexto mês anterior, sem correção monetária. APURAÇÃO DOS DÉBITOS E DOS CRÉDITOS. ATUALIZAÇÃO DOS SALDOS DE PAGAMENTO. Se os débitos da contribuinte foram apurados em consonância com a documentação acostada aos autos e se os saldos dos pagamentos realizados foram corretamente atualizados, em total respeito aos contornos da decisão judicial, mantém-se o procedimento adotado pela fiscalização. Intimado da decisão, em 07/12/2017, consoante Aviso de Recebimento constante dos autos, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário, tempestivo, em 04/01/2018, consoante Termo de solicitação de juntada de documentos, no qual criticou as razões de decidir do acórdão guerreado, reprisou uma parte das alegações da manifestação de inconformidade - nulidade do despacho decisório, por cerceamento do direito de defesa (pergunta como se chegou ao saldo dos DARF’s constantes do “Demonstrativo de Saldos de Pagamentos” de fls. 252/256? Qual o motivo das deduções indicadas nesses demonstrativos? E, por fim, quais foram os coeficientes de atualização aplicados?; irresignação com a não consideração de pagamentos (traz novamente o print do DARF de R$ 620,67, de 02/1995, e uma tabela com novos períodos); a atualização do crédito deve ser UFIR+1% desde o pagamento até dez/95, e a partir daí juros taxa Selic; além de aduzir preliminar de nulidade da decisão recorrida, por omitir manifestação acerca da Fl. 502DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3302-010.003 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725087/2013-84 nulidade do despacho decisório; aponta incorreção nos índices da UFIR utilizados para conversão nas datas dos pagamentos; reclama que as bases de cálculo estão erradas e foram obtidas de DIPJ e recolhimentos de PIS, em vez de auditoria na contabilidade (a qual está a disposição, mas não veio aos autos); pugna pela conversão do feito em diligência, para constatação na documentação fiscal/contábil da Recorrente, do quanto afirmado no recurso voluntário. Por fim, requer a procedência do recurso voluntário, para reformar a decisão recorrida e homologar as compensações integralmente. Posteriormente, o expediente foi encaminhado a esta Turma ordinária para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e preenchidos os demais requisitos de admissibilidade, merece ser apreciado e conhecido. A recorrente renova o pedido de nulidade do despacho decisório, por cerceamento do direito de defesa, porém agora aduz preliminar de nulidade da decisão recorrida, por omitir manifestação acerca da nulidade do despacho decisório. Renova sua irresignação com a não consideração de pagamentos (traz novamente o print do DARF de R$ 620,67, de 02/1995, e uma tabela com novos períodos) e a atualização do crédito deve ser UFIR+1% desde o pagamento até dez/95, e a partir daí juros taxa Selic. E traz novas matérias, tais como - incorreção nos índices da UFIR utilizados para conversão nas datas dos pagamentos; reclama que as bases de cálculo estão erradas e foram obtidas de DIPJ e recolhimentos de PIS, em vez de auditoria na contabilidade (a qual está a disposição, mas não veio aos autos); e ainda pugna pela conversão do feito em diligência, para constatação na documentação fiscal/contábil da Recorrente, do quanto afirmado no recurso voluntário. DA PRECLUSÃO Ab initio, deve-se dizer que as matérias novas, que não sejam contraponto ao quanto dito na decisão recorrida, não merecem apreciação em sede recursal, pois são preclusas. A título de esclarecimento de critério, insta observar que no sítio da RFB consta: Poderá ainda, além das alegações já apresentadas, trazer novas alegações referentes ao mérito julgado na decisão contestada. Aqui está plasmado o princípio do contraditório, por excelência, pois uma vez definida pela decisão contestada a extensão do mérito do litígio, pode o contribuinte voltar à carga (por força da dialeticidade inerente ao recurso voluntário) com novas alegações acerca do quanto decidido pelo órgão julgador de primeiro grau. Nada obstante, isso Fl. 503DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3302-010.003 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725087/2013-84 não significa trazer novas alegações de fato acerca de fase anterior à decisão recorrida (no caso dos autos, despacho decisório), pois se isso fosse possível o processo jamais teria término. Vale referir que os arts. 16 e 17 do Decreto nº 70.235/72, que disciplina o processo administrativo fiscal, dizem ser a impugnação (ou manifestação de inconformidade) o momento processual para serem mencionados os motivos de fato e de direito em que se fundamenta o direito do contribuinte, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir e que será considerada não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Tais normas positivam o sistema preclusivo do contencioso administrativo tributário. A esse passo, cumpre fazer uma distinção de viés acerca da matéria bases de cálculo, as quais estariam erradas e teriam sido obtidas de DIPJ e recolhimentos de PIS, em vez de auditoria na contabilidade. A alegação de que estariam erradas se contrapõe a tabela constante da folha 10 da decisão recorrida, que reafirma a correção das bases de cálculo utilizadas pela auditoria-fiscal, e nesse sentido merece apreciação por parte desta decisão, em momento oportuno. Por outro giro, a alegação de que as bases de cálculo teriam sido obtidas de DIPJ e recolhimentos de PIS, em vez de auditoria na contabilidade, não se contrapõe a nada que tenha sido trazido eminentemente pela decisão recorrida. Ao revés, tenta se contrapor às bases de cálculo utilizadas no despacho decisório, e assim deveria ter sido ofertada em manifestação de inconformidade. Dito isso, nota-se que não foram ventiladas em primeira instância as alegações de bases de cálculo obtidas de DIPJ e recolhimentos de PIS, em vez de auditoria na contabilidade, bem como a conversão do feito em diligência, para constatação na documentação fiscal/contábil da Recorrente, do quanto afirmado no recurso voluntário, daí porque não podem ser conhecidas neste grau recursal, sob pena de supressão de instância. Operou-se a preclusão temporal acerca dos argumentos, portanto não se pode conhecer das novas alegações. DA DECISÃO RECORRIDA A preliminar de nulidade da decisão recorrida, por cerceamento do direito de defesa, por omitir manifestação acerca da nulidade do despacho decisório, não encontra eco na realidade do contencioso ora em discussão. Nota-se que a decisão recorrida reporta-se todo tempo ao desacerto da apuração da então manifestante e correção do despacho decisório, sendo que ao final resume bem sua ratificação à peça fiscal: Em resumo, o crédito originalmente apurado pela contribuinte, e que consta de seu pedido inicial, não tem qualquer respaldo na documentação apresentada e, seguramente, não foi obtido a partir do que restou decidido judicialmente. Não bastasse isso, fica claro que todos os índices de atualização praticados pela RFB, e que constam de demonstrativos próprios, estão de acordo com a legislação e com a decisão judicial e, além disso, todos os pagamentos realizados e identificados como tal foram devidamente considerados. No que tange à metodologia de cálculo adotada pela fiscalização, o simples cotejo das informações contidas nos demonstrativos de atualização monetária de créditos, de compensações realizadas, de apuração de débitos, Fl. 504DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3302-010.003 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725087/2013-84 de pagamentos, de saldos remanescentes e de amortizações, juntamente com o que consta da informação fiscal que ampara o despacho decisório é suficiente para demonstrar como todo o procedimento foi realizado. (grifou-se) Dito isso, impõe-se afastar a preliminar de nulidade da decisão recorrida. DO DESPACHO DECISÓRIO Ainda em preliminar, cumpre apreciar o pedido de nulidade do despacho decisório, por cerceamento do direito de defesa, ao não demonstrar, claramente, como a auditoria-fiscal apurou o valor do crédito do contribuinte - pergunta a recorrente como se chegou ao saldo dos DARF’s constantes do “Demonstrativo de Saldos de Pagamentos” de fls. 252/256? Qual o motivo das deduções indicadas nesses demonstrativos? E, por fim, quais foram os coeficientes de atualização aplicados? Ao meu sentir, sem razão a recorrente, pois o despacho decisório, apesar de sintético, demonstrou com clareza como chegou ao valor do crédito do contribuinte. A propósito, a decisão recorrida fez uma explanação bastante didática: Do procedimento realizado pela RFB A contribuinte, em sua manifestação, apresenta várias questões relacionadas ao procedimento realizado pela fiscalização. Assim, antes de iniciar a análise dessas questões, é oportuno avaliar a forma como esse procedimento foi efetuado. Pois bem. Após ter sido deferido o pedido de habilitação formulado pela contribuinte em razão do trânsito em julgado da ação ordinária anteriormente mencionada, a interessada transmitiu várias declarações de compensação (já relacionadas). Considerando a necessidade de se confirmar as bases de cálculo relativas aos períodos de apuração que seriam objeto de verificação, foram juntados aos autos telas de consulta aos sistemas de controle de declarações IRPJ relativamente aos exercícios 1992, 1993, 1994, 1995 e 1996 (fls. 206/211). Às fls. 212/239, por sua vez, foram juntados extratos de consulta ao sistema de controle de arrecadação federal, com as informações relativas aos pagamentos realizados no período sob análise. De posse dos valores relativos às bases de cálculo e das informações relativas aos pagamentos realizados, a fiscalização procedeu ao recálculo das contribuições devidas a título de PIS relativamente aos períodos de apuração havidos entre 12/1991 e 09/1995, inclusive, elaborando, para tanto, os demonstrativos de fls. 243/246. Em atendimento à decisão judicial e, também, à legislação, dita contribuição foi calculada sobre uma base de cálculo correspondente ao sexto mês anterior ao período analisado, sem correção monetária (nos termos da legislação, frise-se, foi utilizada a alíquota de 0,75%). Sobre os valores assim apurados, foram imputados (alocados) os pagamentos realizados, conforme demonstrativos de fls. 247/251. Em decorrência, foi apurado um saldo, passível de reconhecimento (demonstrativo de fls. 252/256) no montante atualizado até 31/12/1995 de R$ 19.046,19. Fl. 505DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3302-010.003 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725087/2013-84 Para chegar aos valores apurados, a fiscalização, além de ater-se ao resultado da ação judicial, aplicou, sobre os saldos identificados, índices de atualização que, no caso, por envolverem apenas saldos de pagamentos realizados entre 07/04/1992 e 13/10/1995, inclusive (posto que os pagamentos realizados antes desses períodos foram integralmente consumidos pelos débitos apurados), resultam da variação da Ufir entre as datas de pagamento e 31/12/1995. À vista dos cálculos efetuados, e das compensações informadas eletronicamente, a Diort da Derat Rio – I , após as verificações necessárias, decidiu, consoante informação fiscal de fls. 263/267, reconhecer o direito creditório apurado nos demonstrativos (R$ 19.046,19, até 31/12/1995) e homologar em parte as compensações até então indicadas pela contribuinte, até o referido limite. Ante o exposto, impõe-se afastar a preliminar de nulidade do despacho decisório. DOS ÍNDICES DA UFIR UTILIZADOS PARA CONVERSÃO A alegação de incorreção nos índices da UFIR utilizados para conversão nas datas dos pagamentos foi trazida apenas no recurso voluntário, todavia o foi para contrapor a tabela constante da folha 12 da decisão recorrida, que reafirma a correção da atualização efetuada, pela auditoria-fiscal, dos saldos de pagamentos a maior, e nesse sentido merece apreciação por parte desta decisão neste momento. Diz a recorrente: Ocorre que os índices da “Ufir da data do pagamento” são superiores aos coeficientes publicados oficialmente. No mês de maio e novembro de 1993 e maio de 1994, foram utilizados os seguintes índices: 20.687,40, 108,93 e 788,85, quando os corretos seriam 19.506,52, 102,59 e 740,63, respectivamente. A recorrente está equivocada, pois está usando os índices de Ufir do início de cada mês apontado; ao passo que a auditoria-fiscal, acertadamente, está usando os índices de Ufir da data do pagamento em cada mês apontado. Fl. 506DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3302-010.003 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725087/2013-84 DAS BASES DE CÁLCULO A alegação de que as bases de cálculo estariam erradas se contrapõe a tabela constante da folha 10 da decisão recorrida, que reafirma a correção das bases de cálculo utilizadas pela auditoria-fiscal, e nesse sentido merece apreciação por parte desta decisão nesta oportunidade. Afirma a recorrente: Item I – o faturamento de setembro de 1991 não foi levado em consideração para apurar nenhum crédito, haja visto que, como bem reconhecido pelo v. acórdão, o primeiro pagamento de PIS que gerou o crédito tributário em discussão ocorreu em julho de 1992, tendo como base o faturamento de janeiro de 1992; Item II – O valor do faturamento indicado na planilha como se fosse do mês de agosto de 1994 (73.522,00) é, na verdade, do mês de fevereiro de 1995 que serviu de base de cálculo para o período de apuração de fevereiro de 1995; e Item III – O valor do faturamento indicado na planilha como se fosse do mês de março de 1995 (120.477,83) é, na verdade, do mês de setembro de 1995, que serviu de base de cálculo para o período de apuração de março de 1996. A afirmação do item I não tem qualquer relevância para o tema em discussão - correção das bases de cálculo utilizadas pela auditoria-fiscal - pois aqui não interessa qual pagamento de PIS gerou crédito tributário, e sim a concordância entre os valores de base de cálculo constantes das declarações do próprio contribuinte e os valores que integram o demonstrativo elaborado pela fiscalização. A afirmação do item II não tem correspondência com os fatos nem com a fórmula incontroversa da base de cálculo, que é a receita operacional/faturamento do sexto mês anterior ao período do PIS devido, sem aplicação da correção monetária. A afirmação do item III também não encontra correspondência com os fatos. As bases de cálculo mencionadas na tabela constante da folha 10 da decisão recorrida (24.988.814, 73.522 e 61.362,62), que reafirma a correção das bases de cálculo utilizadas pela auditoria-fiscal, podem ser encontradas de fato nas fls. 243, 246 e 246, respectivamente, do Demonstrativo de Apuração de Débitos, bem como nos demonstrativos da base de cálculo do FINSOCIAL/COFINS (Faturamento) às fls. 206, 208 e 209, respectivamente. DOS PAGAMENTOS Novamente, a recorrente mostra sua irresignação com a não consideração de pagamentos por parte da auditoria-fiscal. Na decisão recorrida já foram tratados dois pagamentos Fl. 507DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 3302-010.003 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725087/2013-84 alegados em manifestação de inconformidade, inclusive um deles foi trazido novamente o print do DARF (R$ 620,67, de 02/1995): A contribuinte também alerta que “basta o simples cotejo dos Demonstrativos de Pagamento (fls. 240/242) apresentados pela autoridade fiscal, para constatar que não foram considerados vários Darf’s de pagamento de PIS, dentre esses, cita-se, como exemplo, os DARF’s nos valores de R$ 30.233,44 e R$ 620,67, arrecadados, respectivamente, nas datas de 04/1994 e 02/1995.” Compulsando-se os documentos de fls. 211/238 e 424, e os demonstrativos de fls. 240/246 e 430/433, resta claro que todos os pagamentos identificados como realizados foram considerados no trabalho da RFB: Por outro lado, apesar de apenas alguns dos pagamentos indicados no demonstrativo de fl. 05 do processo apensado nº 15471.001166/2008-30 terem sido identificados como de fato realizados (mas não nos períodos indicados), o que chama a atenção é o fato de que os ditos pagamentos de R$ 30.233,44 e de R$ 620,67, cuja data de realização não foi informada, não foram sequer considerados pela contribuinte, ao menos não expressamente nos períodos indicados (04/1994 e 02/1995), nos cálculos que culminaram com o crédito apurado até 04/2008 de R$ 186.060,05 (conforme fl. 05 do processo apensado nº 13706.003512/2008-98). Tal fato denota, com segurança, que a argumentação desenvolvida pela contribuinte é totalmente impertinente e que, portanto, deve ser rechaçada. Como se infere do exposto supra, nem a própria recorrente considerou os aludidos pagamentos nos seus cálculos. Em grau de recurso voluntário, veio uma tabela com novos períodos, porém tais pagamento não foram secundados por nenhum documento que os lastreasse, assim, além de a alegação ser preclusa, consubstancia alegação desprovida de provas, e merece rejeição. CORREÇÃO DO CRÉDITO Por fim, cumpre enfrentar a questão da atualização do crédito, que a recorrente entende dever ser UFIR+1% desde o pagamento até dez/95, e a partir daí juros pela taxa Selic. O despacho decisório menciona a decisão judicial, dizendo que essa manda aplicar a UFIR como índice de correção monetária até dezembro de 1995 e aplicar juros SELIC a partir de janeiro de 1996. A questão foi ventilada na manifestação de inconformidade, e a decisão recorrida assim se manifesta: No que diz respeito aos índices de atualização, a inconsistência do procedimento da contribuinte é flagrante já que adotando-se as bases de cálculo determinadas judicialmente e alocando-se aos débitos decorrentes do novo cálculo efetuado, os pagamentos identificados como realizados (fls. 212/239 e 424), constata-se que somente a partir do pagamento realizado em 08/07/1992 é que começam a surgir saldos disponíveis à contribuinte para futura e eventual compensação (fls. 430/433). Assim, como somente a partir de 08/07/1992 é que começam a surgir valores passíveis de atualização, deve-se, em relação a eles, e em obediência à decisão judicial, aplicar a variação da Ufir até 31/12/1995, adotando-se, a partir de 01/01/1996, apenas a taxa Selic “sem aplicação de Fl. 508DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 3302-010.003 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725087/2013-84 qualquer outro índice de correção monetária, consoante a jurisprudência do STJ.” Evidente que os índices relativos ao IPC, INPC ou expurgos inflacionários (que, a propósito, são os índices que constituem o objeto do Ato Declaratório PGFN n° 10/08), por se referirem a períodos anteriores a 08/07/1992, não devem nem serão observados, já que não trazem qualquer impacto sobre os cálculos que devem ser efetuados (logicamente, a atualização só pode ocorrer em relação aos pagamentos efetuados a maior, ou seja, saldos de pagamento, e não, como parece pretender a contribuinte, sobre todos os pagamentos realizados, indistintamente). Veja-se, a seguir, alguns exemplos de como a atualização foi e deve ser efetuada: (...) Os valores atualizados acima (exemplos), como é possível verificar, correspondem exatamente aos valores apurados pela RFB (ver demonstrativo de saldos de pagamentos, fls. 439/443). Ao meu sentir, nenhuma das partes está totalmente correta. A decisão recorrida tem razão apenas com respeito ao momento em que a atualização dos créditos deve ocorrer - a partir do pagamento realizado em 08/07/1992 é que começam a surgir saldos disponíveis à contribuinte para futura e eventual compensação - todavia a atualização, de acordo com o determinado pelo TRF da 2ª Região, deve ser pela UFIR+1% desde julho/92 até dez/95, e a partir daí juros pela taxa Selic. Vale a pena trazer a ementa do julgado que decreta a atualização do crédito: TRIBUTÁRIO. PIS. COMPENSAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR N° 7/70. INCONSTITUCIONALIDADE DOS DECRETOS-LEIS N° 2.445/88 E 2.449/88. PRESCRIÇÃO. ENTENDIMENTO DO STJ. INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 210/2002. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. HONORÁRIOS. O eg. Supremo Tribunal Federal decidiu que a contribuição destinada ao custeio do Programa de Integração Social (PIS) foi recepcionada pela Constituição de 1988 nos termos da Lei Complementar n° 7/70. Inconstitucionais os Decretos- Leis n° 2.445/88 e 2.449/88. No que se refere à prescrição, o eg. Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido de que, em se tratando de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o prazo prescricional para haver a restituição e/ou compensação é de cinco anos, contados da ocorrência do fato gerador, acrescido de mais cinco anos contados da data em que se deu a homologação expressa ou tácita. No tocante à compensação, o art. 74, da Lei n° 9.430/96 (alterada pela Lei n° 10.637/2000), foi alterado, uma vez que, o referido artigo permite a compensação de tributos cuja arrecadação esteja a cargo da Secretaria da Receita Federal, independentemente de serem de espécies diferentes ou de destinação diversa. Não há mais que se impor limites à compensação, uma vez que a legislação que rege a matéria permite a compensação entre quaisquer tributos que sejam administrados pela Secretaria da Receita Federal. Em relação à correção monetária, tanto nos casos de compensação ou restituição, é assente na jurisprudência o entendimento de que é devida a aplicação dos chamados expurgos inflacionários. Fl. 509DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 12 do Acórdão n.º 3302-010.003 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725087/2013-84 Os valores recolhidos indevidamente sofrem a incidência dos juros de mora a serem aplicados no percentual de 1% (um por cento) ao mês (na mesma intensidade que aqueles aplicados nos casos de mora do contribuinte - § 1º do art. 161, do CTN), até a aplicação da taxa SELIC. Quanto aos juros moratórios, estes devem incidir desde o pagamento indevido, em face do princípio constitucional da isonomia e do princípio do não locupletamento. Em relação aos juros, estes são devidos pela taxa SELIC, que compreende, também, a taxa de inflação do período considerado, de forma que não pode ser cumulada com qualquer outro índice de correção. (...) Posto isso, voto por conhecer parcialmente do recurso voluntário; e na parte conhecida, rejeitar as preliminares de nulidade do despacho decisório e da decisão recorrida; e no mérito, dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito à atualização monetária do saldo credor da recorrente, pela UFIR+1% desde julho/92 até dez/95, com suas consequências nas compensações encetadas. (documento assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Fl. 510DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13709.002218/2001-62
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1999
Ementa:
RESIDENTE NO BRASIL. IMPOSTO PAGO NO EXTERIOR.
O imposto sobre a renda pago no exterior na vigência de tratado ou convenção firmada entre o Brasil e o Estado estrangeiro, prevendo medidas para evitar a dupla tributação, pode ser considerado como redução do imposto devido no Brasil, tanto na apuração do valor mensal a recolher (carnê-leão), como na declaração de rendimentos, até o valor correspondente à diferença entre o imposto calculado com a inclusão dos rendimentos de
fonte no exterior e o imposto calculado sem a inclusão desses rendimentos, desde que não seja compensado ou restituído no exterior.
MORA. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. GLOSA.
Sobre o imposto suplementar decorrente da glosa do valor do imposto retido ou pago, deve ser aplicada a multa de mora prevista no art. 61, caput, da Lei nº 9.430, de 1996.
MULTA. PERCENTUAL A SER APLICADO. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Tratando-se de penalidade, cuja exigência se encontra pendente de
julgamento, aplica-se a legislação superveniente que venha a beneficiar o contribuinte, em respeito ao princípio da retroatividade benigna. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-000.764
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer a dedução a título de imposto pago no exterior no valor de R$70.817,58 (setenta mil, oitocentos e dezessete reais e cinqüenta e oitocentavos) e excluir a multa de ofício aplicável, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201104
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1999 Ementa: RESIDENTE NO BRASIL. IMPOSTO PAGO NO EXTERIOR. O imposto sobre a renda pago no exterior na vigência de tratado ou convenção firmada entre o Brasil e o Estado estrangeiro, prevendo medidas para evitar a dupla tributação, pode ser considerado como redução do imposto devido no Brasil, tanto na apuração do valor mensal a recolher (carnê-leão), como na declaração de rendimentos, até o valor correspondente à diferença entre o imposto calculado com a inclusão dos rendimentos de fonte no exterior e o imposto calculado sem a inclusão desses rendimentos, desde que não seja compensado ou restituído no exterior. MORA. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. GLOSA. Sobre o imposto suplementar decorrente da glosa do valor do imposto retido ou pago, deve ser aplicada a multa de mora prevista no art. 61, caput, da Lei nº 9.430, de 1996. MULTA. PERCENTUAL A SER APLICADO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Tratando-se de penalidade, cuja exigência se encontra pendente de julgamento, aplica-se a legislação superveniente que venha a beneficiar o contribuinte, em respeito ao princípio da retroatividade benigna. Recurso provido em parte.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13709.002218/2001-62
anomes_publicacao_s : 201104
conteudo_id_s : 4919092
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.764
nome_arquivo_s : 280200764_13709002218200162_201104.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 13709002218200162_4919092.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer a dedução a título de imposto pago no exterior no valor de R$70.817,58 (setenta mil, oitocentos e dezessete reais e cinqüenta e oitocentavos) e excluir a multa de ofício aplicável, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
id : 4740107
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:44 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043906850816
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1947; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 147 1 146 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13709.002218/200162 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280200.764 – 2ª Turma Especial Sessão de 13 de abril de 2011 Matéria IRPF Recorrente FELIX IBANEZ DE CARLOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1999 Ementa: RESIDENTE NO BRASIL. IMPOSTO PAGO NO EXTERIOR. O imposto sobre a renda pago no exterior na vigência de tratado ou convenção firmada entre o Brasil e o Estado estrangeiro, prevendo medidas para evitar a dupla tributação, pode ser considerado como redução do imposto devido no Brasil, tanto na apuração do valor mensal a recolher (carnêleão), como na declaração de rendimentos, até o valor correspondente à diferença entre o imposto calculado com a inclusão dos rendimentos de fonte no exterior e o imposto calculado sem a inclusão desses rendimentos, desde que não seja compensado ou restituído no exterior. MORA. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. GLOSA. Sobre o imposto suplementar decorrente da glosa do valor do imposto retido ou pago, deve ser aplicada a multa de mora prevista no art. 61, caput, da Lei nº 9.430, de 1996. MULTA. PERCENTUAL A SER APLICADO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Tratandose de penalidade, cuja exigência se encontra pendente de julgamento, aplicase a legislação superveniente que venha a beneficiar o contribuinte, em respeito ao princípio da retroatividade benigna. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer a dedução a título de imposto pago no Fl. 157DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 exterior no valor de R$70.817,58 (setenta mil, oitocentos e dezessete reais e cinqüenta e oito centavos) e excluir a multa de ofício aplicável, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente eRelator. EDITADO EM: 26/04/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Luis Fabiano Alves Penteado (Suplente convocado), Dayse Fernandes Leite e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Sidney Ferro Barros. Relatório Tratase de retorno de processo após ter sido concluída diligência determinada por Resolução da 4ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes (fls. 74), cujo relatório transcrevo abaixo: “DA AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls.14 a 17, no valor de R$ 153.625,16, relativo a Imposto Suplementar, acrescido de multa de oficio e juros de mora, tendo em vista a glosa do valor de R$ 70.837,41, registrado a titulo de "Carnêleão, Mensalão e Imposto Pago no Exterior, no anocalendário de 1998. DA IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou, em 3011112001, a impugnação de fls. 01 a 06, acompanhada dos documentos de fls. 07 a 17, contendo os argumentos assim resumidos no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 39/40): "1) 0 valor de R$70.837,41, informado na linha referente ao carnêleão, imposto complementar e imposto pago no exterior, tratase de imposto pago no exterior; 2)Conforme estabelece o inciso V do art. 87 do RIR/99, o imposto pago no exterior poderá ser deduzido do imposto apurado como devido na declaração; 3)A compensação do imposto pago na Espanha fundamentase no acordo promulgado pelo Decreto Federal n° 76.975R6. Auferiu rendimentos na Espanha, de janeiro a dezembro de 1998, tendo pago mensalmente nesse pais imposto sobre a renda; 4) Não recolheu carnêleão no ano de 1998, pois compensou o valor pago na Espanha, de acordo com a legislação para evitar a dupla tributação; Fl. 158DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13709.002218/200162 Acórdão n.º 280200.764 S2TE02 Fl. 148 3 5)Para o anocalendário 1998 não havia proibição em optar pela declaração simplificada e compensar imposto pago no exterior; 6) Comprova com seus contracheques emitidos pela fonte pagadora estrangeira e informe bancário emitido pela instituição financeira, legalizados no Consulado Brasileiro e devidamente traduzidos por tradutor público juramentado, o montante de rendimentos auferidos e do imposto espanhol compensando com o imposto devido a título de carnêleão; 7) O contribuinte, em sua impugnação, à fl. 04, procurou demonstrar os valores acima mencionados em moeda original e em reais mediante conversão na forma da legislação; 8)Sobre o limite de compensação do imposto pago na Espanha, o autuado, citou o parágrafo 1º do art. 103 do RIR/99; 9) O impugnante, na sua peça defensória, à fl. 05, objetivou demonstrar a compensação no valor de R$ 70.837,41, dentro do limite acima referido; 10) Considera insubsistente o Auto de Infração, conforme amplamente demonstrado e comprovado; 11)O contribuinte requer com fulcro em vasta legislação, descrita em sua peça impugnatória, à fl. 06, com o objetivo da ampla defesa e contraditório, que seja ressalvado o seu direito de ser notificado de qualquer documento que venha a ser juntado pela autoridade autuante, bem como de qualquer outro fato que venha a ocorrer no presente processo; 12) Finalizando, tendo em vista que o objetivo é a verdade material, protesta pela produção de todas as provas admitidas, inclusive, por perícia e juntada de novos documentos." (*) Os documentos elencados no item 6 não foram apresentados juntamente com a impugnação. DO ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Em 24/09/2004, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro II/RJ considerou procedente o lançamento, por meio do Acórdão DRJ/RJ011 n°6.187 (fls. 37 a 44), assim ementado: "PEDIDO DE PERÍCIA. Indeferese o pedido de perícia quando a sua realização revele se prescindível para a formação de convicção pela autoridade julgadora. Fl. 159DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Nos termos do artigo 16 do Decreto n°70.235, de 1972, a prova documental será apresentada na impugnação precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, quando não ficar caracterizado o que consta nas alíneas do parágrafo 4°, art. 16, do Decreto n°70235/72. ÔNUS DA PROVA. Uma vez constituído o crédito tributário, cabe ao contribuinte demonstrar, mediante provas contrárias, a improcedência do lançamento. IMPOSTO PAGO NO EXTERIOR. DEDUÇÃO INDEVIDA. A compensação ou redução do imposto devido no país com imposto pago no exterior, amparase na comprovação inequívoca que houve pagamentos de imposto efetuados no exterior e que os mesmos não foram compensados ou restituídos no pais de origem. CARNÊLEÃO. DEDUÇÃO INDEVIDA. Não havendo prova do recolhimento mensal obrigatório do imposto, é cabível a glosa de sua dedução indevida. Lançamento Procedente." DO RECURSO AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Cientificado do acórdão de primeira instância em 06/1212004 (fls. 45/verso),o contribuinte apresentou, em 05/01/2005, tempestivamente, o recurso de fls. 46 a 57, reiterando as razões contidas na impugnação e acrescentando: o recorrente auferiu rendimentos na Espanha, tendo pago imposto mensal naquele país; foi efetuado o cálculo do recolhimento mensal obrigatório no Brasil utilizandose o contribuinte da compensação do imposto pago na Espanha, conforme lhe faculta o RIR/1998, aprovado pelo Decreto n° 1.0411, de 1994, vigente à época, e na forma do acordo para evitar a dupla tributação (Decreto Federal n° 76.975, de 1976); após a compensação, não foi apurado saldo de imposto a pagar no Brasil —•durante todos os meses do ano de 1998; a compensação praticada pelo recorrente, no valor de R$ 70.837,41, obedece ao limite estabelecido no art.111, § 1º, do RIR/1999; o recorrente ora anexa cópia da declaração de rendimentos pagos e imposto retido na fonte emitida em 1998 pela fonte pagadora dos rendimentos, devidamente consularizada e traduzida por tradutor juramentado (fls. 59 a 62); o contribuinte protesta pela posterior apresentação de provas, visto que os documentos fundamentais foram solicitados à Fl. 160DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13709.002218/200162 Acórdão n.º 280200.764 S2TE02 Fl. 149 5 Receita Federal Espanhola, assim como à fonte pagadora na Espanha; tendo em vista os trâmites legais e administrativos daquele pais, para formalização dos documentos, o contribuinte requer prazo maior para a sua juntada; a apresentação de todos os documentos independe da vontade do contribuinte, dado que os originais encontramse extraviados.” Por unanimidade, o julgamento foi convertido em diligência nos seguintes termos: “.. tendo em vista tratarse de Declaração de Ajuste Anual Simplificada, que não permite a individualização dos rendimentos declarados, e urna vez que o documento da fonte pagadora, bem como a tradução juramentada, somente foram • acostados quando da apresentação do presente recurso, entendo ser prudente a CONVERSÃO do julgamento em diligência à Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária no Rio de Janeiro/RJ, para que esta verifique: se o respectivo rendimento foi incluído na Declaração de Ajuste Anual do exercício de 199, anocalendário de 1998; se o valor declarado a titulo de Imposto Pago no Exterior respeitou o limite estabelecido no §1° do dispositivo legal acima transcrito; se a conversão da moeda seguiu as determinações legais (art. 6° da Lei n° 9.250, de 1995). Ao final da diligencia a Autoridade Administrativa deve emitir parecer abordando todos os pontos acima, assegurando prazo ao interessado para, querendo, sobre ela se manifestar.” Na diligência fiscal (fls. 140/144) concluise que: a) Os rendimentos declarados pelo contribuinte no modelo simplificado no total de R$388.926,74 são segregados da seguinte forma: rendimentos tributáveis recebidos no Brasil somam R$131.409,27 com IRRF de R$29.525,38; rendimentos tributáveis recebidos na Espanha representam R$257.518,47 com IRRF de R$ 121.033,73; b) para efeito do estabelecido no § 1° do art. 111 do Regulamento do Imposto de Renda de 1994, aprovado pelo Decreto n°1.041/94 (com base legal na Lei n°4.862/65), o limite a ser compensado como imposto pago no exterior foi de R$70.817,58 e não R$70.837,41, conforme declarado pelo contribuinte; e c) Os valores de conversão de Peseta para Dólar e de Dólar para Real foram obtidos no site do Banco Central do Brasil, conforme planilhas anexas às fls. 103 a 126 e obedeceram ao determinado no art. 6° da Lei n°9.250/95. Fl. 161DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Foi dada ciência ao recorrente do resultado da diligência fiscal para, caso desejasse, apresentasse manifestação no prazo de 30 dias, sendo que o recorrente não se pronunciou. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O aproveitamento no Brasil do imposto de renda retido no exterior no caso dos autos é regulado pelo art. 111 do Regulamento do Imposto de Renda RIR/1994 (aprovado pelo Decreto n° 1.041, de 1994, vigente à época) e pelo Decreto Federal n° 76.975, de 1976 (acordo para evitar a dupla tributação). Por se tratar de litígio sobre glosa de Imposto de Renda Retido na Espanha na vigência de tratado internacional para evitar a dupla tributação e após a conclusão de diligência fiscal temse comprovado que o limite possível de dedução apurado pela autoridade fiscal autuante era de R$70.817,58, divergindo pouco do que foi declarado pelo contribuinte e glosado integralmente pela fiscalização (R$70.837,41). Sobre o imposto suplementar apurado foi aplicada multa de ofício de 75%. Entretanto, por força de retroatividade benigna da lei tributária definidora da penalidade aplicável no caso de dedução de imposto retido na fonte de parcela não comprovada incide apenas a multa de mora de 20% (inciso II do art. 106 do CTN c/c art. 18 da Lei nº 10.833/2003 com a redação dada pela Lei n.º 11.488, de 15 de junho de 2007 e art. 4º da In SRF nº 579/2005 e alterações posteriores). Com isso a cobrança do saldo remanescente deverá prosseguir tão só com os acréscimos moratórios (multa e juros de mora). Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer a dedução a título de imposto pago no exterior no valor de R$70.817,58 (setenta mil, oitocentos e dezessete reais e cinqüenta e oito centavos) e excluir a multa de ofício aplicável. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 162DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13709.002218/200162 Acórdão n.º 280200.764 S2TE02 Fl. 150 7 Fl. 163DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 13227.000213/2005-41
Data da sessão: Tue Nov 18 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 200
NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. INEXISTÊNCIA
Restando presentes todos os requisitos formais e materiais de validade ato administrativo praticado, não há que se falar em qualquer irregularidade que macule o lançamento, capaz de dar ensejo à nulidade do Auto de Infração.
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. NECESSIDADE DE APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL – ADA.
A partir do exercício de 2001, para fins de exclusão das áreas de reserva legal e de preservação permanente, no cálculo do ITR, é necessária a apresentação do Ato Declaratório Ambiental, protocolizado junto ao IBAMA.
ÁREA DE RESERVA LEGAL. FALTA DE AVERBAÇÃO.
Não se pode excluir da área tributável, para fins de incidência do ITR, área declarada pelo contribuinte como reserva legal que não se encontre devidamente averbada à margem da matrícula do registro do imóvel, quando da ocorrência do fato gerador.
Preliminar de nulidade rejeitada. No mérito, Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 392-00.069
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado e Francisco
Eduardo Orcioli Pires e Albuquerque. Designada para redigir o voto vencedor, a Conselheira Maria de Fátima Oliveira Silva.
Nome do relator: JOSE LUIZ FEISTAUER DE OLIVEIRA – Relator ad hoc
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 04 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200811
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 200 NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. INEXISTÊNCIA Restando presentes todos os requisitos formais e materiais de validade ato administrativo praticado, não há que se falar em qualquer irregularidade que macule o lançamento, capaz de dar ensejo à nulidade do Auto de Infração. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. NECESSIDADE DE APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL – ADA. A partir do exercício de 2001, para fins de exclusão das áreas de reserva legal e de preservação permanente, no cálculo do ITR, é necessária a apresentação do Ato Declaratório Ambiental, protocolizado junto ao IBAMA. ÁREA DE RESERVA LEGAL. FALTA DE AVERBAÇÃO. Não se pode excluir da área tributável, para fins de incidência do ITR, área declarada pelo contribuinte como reserva legal que não se encontre devidamente averbada à margem da matrícula do registro do imóvel, quando da ocorrência do fato gerador. Preliminar de nulidade rejeitada. No mérito, Recurso voluntário negado.
numero_processo_s : 13227.000213/2005-41
conteudo_id_s : 5521037
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 01 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 392-00.069
nome_arquivo_s : Decisao_13227000213200541.pdf
nome_relator_s : JOSE LUIZ FEISTAUER DE OLIVEIRA – Relator ad hoc
nome_arquivo_pdf_s : 13227000213200541_5521037.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado e Francisco Eduardo Orcioli Pires e Albuquerque. Designada para redigir o voto vencedor, a Conselheira Maria de Fátima Oliveira Silva.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 18 00:00:00 UTC 2008
id : 6123168
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:06 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043908947968
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-08-31T00:33:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; pdf:docinfo:title: 022_13227000213200541_Nelio Nilton_APP+ADA_RL+averbação; xmp:CreatorTool: PDFCreator 2.1.2.0; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: Irene; dcterms:created: 2015-08-31T00:33:17Z; Last-Modified: 2015-08-31T00:33:17Z; dcterms:modified: 2015-08-31T00:33:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; title: 022_13227000213200541_Nelio Nilton_APP+ADA_RL+averbação; xmpMM:DocumentID: uuid:5f2abf53-51d3-11e5-0000-72756923ff54; Last-Save-Date: 2015-08-31T00:33:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator 2.1.2.0; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2015-08-31T00:33:17Z; meta:save-date: 2015-08-31T00:33:17Z; pdf:encrypted: true; dc:title: 022_13227000213200541_Nelio Nilton_APP+ADA_RL+averbação; modified: 2015-08-31T00:33:17Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: Irene; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: Irene; meta:author: Irene; dc:subject: ; meta:creation-date: 2015-08-31T00:33:17Z; created: 2015-08-31T00:33:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; Creation-Date: 2015-08-31T00:33:17Z; pdf:charsPerPage: 2433; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: Irene; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2015-08-31T00:33:17Z | Conteúdo => CC03/T92 Fls. 164 _________ 1 nfls txtfls163 CC03/T92 OOlldd MM II NNII SSTTÉÉRRII OO DDAA FFAAZZEENNDDAA TTEERRCCEEII RROO CCOONNSSEELL HHOO DDEE CCOONNTTRRII BBUUII NNTTEESS SSEEGGUUNNDDAA TTUURRMM AA EESSPPEECCII AALL PPrr oocceessssoo nnºº 13005.000706/2004-13 RReeccuurr ssoo nnºº Voluntário MM aattéérr iiaa ITR/2001.FALTA/INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. AAccóórr ddããoo nnºº 392-00.069 SSeessssããoo ddee 18 de novembro de 2008 RReeccoorr rr eennttee NÉLIO NILTON NIERO RReeccoorr rr iiddaa DRJ - RECIFE/PE ASSUNTO: I MPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 200 NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. INEXISTÊNCIA Restando presentes todos os requisitos formais e materiais de validade ato administrativo praticado, não há que se falar em qualquer irregularidade que macule o lançamento, capaz de dar ensejo à nulidade do Auto de Infração. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. NECESSIDADE DE APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL – ADA. A partir do exercício de 2001, para fins de exclusão das áreas de reserva legal e de preservação permanente, no cálculo do ITR, é necessária a apresentação do Ato Declaratório Ambiental, protocolizado junto ao IBAMA. ÁREA DE RESERVA LEGAL. FALTA DE AVERBAÇÃO. Não se pode excluir da área tributável, para fins de incidência do ITR, área declarada pelo contribuinte como reserva legal que não se encontre devidamente averbada à margem da matrícula do registro do imóvel, quando da ocorrência do fato gerador. Preliminar de nulidade rejeitada. No mérito, Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado e Francisco Eduardo Orcioli Pires e Albuquerque. Designada para redigir o voto vencedor, a Conselheira Maria de Fátima Oliveira Silva. Joel Miyazaki – Presidente atual José Luiz Feistauer de Oliveira – Redator ad hoc Fl. 164DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 165 _________ 2 Participaram do julgamento os Conselheiros Maria de Fátima Oliveira Silva, Francisco Eduardo Orcioli Pires e Albuquerque Pizzolante, Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (relator) e Judith do Amaral Marcondes Armando (Presidente à época do julgamento). Relatório Por bem descrever os fatos adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: “Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 26/34, no qual é cobrado o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, data do fato gerador 01/01/2001, relativo ao imóvel denominado "Seringal Bela Vista", localizado no município de Jí-Paraná - RO, com área total de 21.671,4 ha, cadastrado na SRF sob o n° 3.880.322-4, no valor de R$ 21.612,11 (vinte e um mil, seiscentos e doze reais e onze centavos), acrescido de multa de lançamento de oficio e de juros de mora, calculados até 28/02/2005, perfazendo um crédito tributário total de R$ 50.976,48 (cinqüenta mil, novecentos e setenta e seis reais e quarenta e oito centavos). No procedimento de análise e verificação das informações declaradas na DITR/2001, bem como da documentação coletada no curso da ação Fiscal, a fiscalização apurou a seguinte infração, conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de fls. 28/30: - falta de recolhimento do ITR, em virtude de glosa integral dos valores declarados a titulo de area de preservação permanente e de área de utilização limitada, por falta de comprovação documental. Ciência do lançamento em 29/03/2005, conforme AR de fls. 35. Não concordando com a exigência, o contribuinte apresentou, em 26/04/2005, a impugnação de fls. 40/58, acompanhada dos documentos de fls. 69/81 e, posteriormente, o de fls. 85, alegando, em síntese: I- que o lançamento é nulo, pois não houve a perfeita subsunção do fato à norma que fulcrou a celebração do lançamento; II - que a Instrução Normativa SRF n° 60/2001 criou obrigação tributária sem que existisse autorização de lei, ao estabelecer a obrigatoriedade de apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA), ferindo o Principio da Reserva Legal, citando doutrina, jurisprudência judicial e jurisprudência administrativa; III - que não se pode argumentar que com a edição da Lei n° 10.165, de 27/12/2000, que introduziu o art. 17-0 na Lei n° 6.938/1981, a obrigação do ADA para a redução do ITR tornou-se legal a partir de 2001, já que a utilização do ADA continua sendo obrigatória somente na hipótese do artigo 3° da Lei 4.771/65, relativamente às outras áreas de preservação permanente, assim declaradas pelo Poder Público. Não há nos arts. 2° e 16, § 2°, da Lei 4.771, qualquer menção à exigência de atos administrativos para validação das áreas que menciona, tampouco foi introduzida qualquer modificação; Fl. 165DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 166 _________ 3 IV — que, quanto às áreas de preservação permanente de que trata o art. 2° e de reserva legal a que alude o § 2° do art. 16 do Código Florestal não há, nem nunca houve, obrigação de obtenção do ADA para fins de redução do ITR; V — que, em decorrência do acima exposto, torna-se desnecessária a formalidade da averbação; VI— que a alteração promovida pela Medida Provisória n° 2.166/2001 no art. 10 da Lei n° 9.393/1996 faz com que a simples declaração do contribuinte quanto i existência das áreas de preservação permanente e de utilização limitada seja suficiente para que se goze da isenção do ITR, citando jurisprudência administrativa; VII — que o imóvel constitui área contígua, adjacente à Reserva Biológica do Jarú, criada pelo Decreto Federal n° 83.716/1979, conforme mapa em anexo, tendo a Resolução n° 13/1990, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), imposto sérias limitações ao exercício do direito de propriedade do impugnante, fato este confirmado pelo Parecer Técnico do Ibama em anexo; VIII — que o citado Parecer Técnico emitido pelo Ibama atesta que a área foi classificada como imprestável para a implantação de atividades agro-pastoris, pelo zoneamento ecológico-econômico do Estado de Rondônia, circunstância que igualmente autoriza sua exclusão da área tributável. IX — que seria impossível fazer a averbação já que o Cartório impõe o levantamento geo-referenciado, mediante GPS, fazendo-se necessária a presença in loco de um agrimensor credenciado, e o imóvel encontra-se invadido por sem-terras que criam obstáculos à entrada do técnico.” A DRJ-Recife/PE julgou procedente o lançamento, nos termos da ementa transcrita adiante: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2001 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. COMPROVAÇÃO. A exclusão de áreas declaradas como de preservação permanente e de utilização limitada da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao seu reconhecimento pelo Ibama ou por órgão estadual competente, mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA), ou à comprovação de protocolo de requerimento desse ato àqueles órgãos, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR. ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. A exclusão da área de reserva legal da tributação pelo ITR depende de sua averbação A margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, até a data da ocorrência do fato gerador. EXIGÊNCIA DO ADA. DETERMINAÇÃO LEGAL. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 167 _________ 4 Com a alteração da Lei 6.938/1981 pela Lei 10.165/2000, torna- se incabível a alegação de ilegalidade da exigência de ADA para fins de redução do valor o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ARGUIÇOES DE 1LEGALIDADL E DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA PARA APRECIAR. Não se encontra abrangida pela competência das Delegacias da Receita Federal de Julgamento a apreciação da inconstitucionalidade das leis ou da ilegalidade dos atos normativos expedidos pela Secretaria da Receita Federal. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. A extensão dos efeitos das decisões judiciais, no âmbito da Secretaria da Receita Federal, possui como pressuposto a existência de decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal acerca da inconstitucionalidade da lei que esteja em litígio e, ainda assim, desde que seja editado ato especifico do Sr. Secretário da Receita Federal nesse sentido. Não estando enquadradas nesta hipótese, as sentenças judiciais s6 produzem efeitos para as partes entre as quais são dadas. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos órgãos colegiados não se constituem em normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2001 AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Não restando comprovada a ocorrência de preterição do direito de defesa nem de qualquer outra hipótese expressamente prevista na legislação, não ha que se falar em nulidade do lançamento. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Se o autuado revela conhecer as acusações que lhe foram imputadas, rebatendo-as de forma meticulosa, com impugnação que abrange questões preliminares como também razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa. Lançamento Procedente Fl. 167DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 168 _________ 5 Irresignado, o contribuinte apresentou recuso voluntário perante este Colegiado, repisando os mesmos argumento apresentados na impugnação.alegando, em síntese: Ao final, requer o provimento do recurso. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro José Luiz Feistauer de Oliveira, Redator ad hoc Por intermédio de despacho do Presidente da 2ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento deste CARF, nos termos da disposição dos art. 17, III e 18, XVII, do RICARF, e do art. 1º, I, da Portaria CARF nº 24, de 25 de maio de 2015, incumbiu-me o Senhor Presidente de formalizar o Acórdão nº. 392-00.069, em razão de o relator original deste processo, o ex- conselheiro Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado, bem como a redatora designada para redigir o voto vencedor, a ex-conselheira Maria de Fátima Oliveira Silva, não mais integrarem nenhum dos Colegiados deste Conselho. Desta forma, tem-se que a elaboração deste voto vencido, assim como do voto vencedor, procura refletir a posição adotada pelo relator original e pela redatora designada para redigir o voto vencedor. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos para sua admissibilidade, razões pelas quais dele tomou-se conhecimento. Ao teor do relatado, tratam os autos de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte supra mencionado, para exigência do ITR/2001, em razão da não-apresentação do Ato Declaratório Ambiental para fins de exclusão, da área tributável pelo ITR, da área de 17.337,10ha declarada em sua DITR/2001, como área de preservação permanente. Foi glosada, ainda, a área de 1.698,00ha declarada como área de utilização limitada (reserva legal), em razão desta não se encontrar averbada na matrícula do imóvel, em Cartório de Registro Imobiliário, à data do fato gerador, qual seja, em 01/01/2001. Preliminarmente, alega o recorrente a nulidade do auto de infração, em razão de não ter havido subsunção do fato à norma, uma vez que a Lei nº. 9.393/96 não traria nenhuma determinação quanto à obrigatoriedade de apresentação do ADA nem de averbação da área de reserva legal na matrícula de registro do imóvel. Em que pese o entendimento da recorrente, tem-se que o Auto de Infração preenche, claramente, todos os requisitos formais e materiais de validade. É certo que não deixou de descrever os fatos; tampouco verifica-se que o crédito tributário tenha sido constituído por meio de lançamento de ofício sem que se tenha verificado a ocorrência do fato gerador, determinado a matéria tributável ou calculado o montante do tributo devido. O fato gerador foi identificado em seus vários aspectos (subjetivo, material, temporal) e o montante do tributo devido está detalhado e quantificado. Tal se verifica facilmente diante do fato de o contribuinte haver apresentado farta defesa, contestando as glosas efetuadas uma a uma. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 169 _________ 6 A procedência ou não da imputação perpetrada no Auto de Infração é questão de mérito, que não se confunde com a existência de algum vício que pudesse levar à nulidade da autuação. É de se REJEITAR, portanto, a preliminar de nulidade argüida No que tange as áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (ARL), para efeitos de apuração do Imposto Territorial Rural, a Lei n.º 8.8471, de 28 de janeiro de 1994, estabeleceu que tais áreas são isentas do ITR, consoante previsão na Lei n.º 4.771, de 15 de setembro de 1965. Trata-se, portanto, de imposição legal. Mais recente, a Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996, dispõe que as áreas de preservação permanente e de reserva legal não são tributáveis, conforme disposto em seu artigo 10, §1º, inciso II, in verbis: Art. 10 – (...) §1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: (...) II – área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei nº 7.803, de 18 de julho de 1989; A referida Lei foi alterada mediante a Medida Provisória n.º 2.166-67/2001, com a inclusão do §7º no artigo supra citado, segundo o qual basta a simples declaração do interessado para gozar da isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1º do mesmo artigo2, aí incluídas as de Preservação Permanente e de Reserva Legal. 1 Lei n.º 8.847, de 28 de janeiro de 1994 Art. 11. São isentas do imposto as áreas: I - de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n.º 4.771, de 1965, com a nova redação dada pela Lei n.º 7.803, de 1989; II - de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declarados por ato do órgão competente - federal ou estadual - e que ampliam as restrições de uso previstas no inciso anterior; III - reflorestadas com essências nativas. 2 "Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 1o Para os efeitos da apuração do ITR, considerar-se-á: I - .......................................................... II – área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei nº 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; d) as áreas sob regime de servidão florestal. .......................................................... § 7o A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1o, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto Fl. 169DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 170 _________ 7 Neste particular, desnecessária uma maior análise das alegações do contribuinte, já que basta sua declaração para que usufrua da isenção destinada às áreas de Preservação Permanente e de Utilização Limitada (reserva legal). Tanto as áreas de preservação permanente quanto às de reserva legal são isentas de tributação pelo ITR, independente de prévia comprovação por parte do declarante, como disposto no já mencionado §7º, do artigo 10, da Lei nº 9.393/96. Neste aspecto, a autuação não trouxe qualquer elemento que pudesse implicar na constatação de falsidade da declaração do contribuinte, elemento que poderia ensejar a cobrança do tributo, nos termos do já mencionado §7º. Aliás, a autoridade fiscal autuante poderia ter providenciado a fiscalização in loco”, com o fito de trazer provas suficientes para descaracterizar a declaração do contribuinte, já que a regra isencional, in casu, não prevê prévia comprovação por parte do declarante. Por oportuno, cabe mencionar decisão proferida pelo E. Superior Tribunal de Justiça sobre a questão aqui tratada: “PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO. DESNECESSIDADE DE ATO DECLARATÓRIO DO IBAMA. MP. 2166-67/2001. APLICAÇÃO DO ART. 106, DO CTN. RETROOPERÂNCIA DA LEX MITIOR 1.Recorrente autuada pelo fato objetivo de ter excluído da base de cálculo do ITR área de preservação permanente, sem prévio ato declaratório do IBAMA, consoante autorização da norma interpretativa de eficácia ex tunc consistente na Lei 9.393/96. 2. A MP 2.166-67, de 24 de agosto de 2001, ao inserir §7º ao art. 10, da lei 9.393/96, dispensando a apresentação, pelo contribuinte, de ato declaratório do IBAMA, com a finalidade de excluir da base de cálculo do ITR as áreas de preservação permanente e de reserva legal, é de cunho interpretativo, podendo, de acordo com o permissivo do art. 106, I, do CTN, aplicar-se a fatos pretéritos, pelo que indevido o lançamento complementar, ressalvada a possibilidade da Administração demonstrar a falta de veracidade da declaração do contribuinte. 3. Consectariamente, forçoso concluir que a MP 2.166-67, de 24 de agosto de 2001, que dispôs sobre a exclusão do ITR incidente sobre as áreas de preservação permanente e de reserva legal, consoante §7º, do art. 10, da Lei 9.393/96, veicula regra mais benéfica ao contribuinte, devendo retroagir, a teor disposto nos incisos do art. 106, do CTN, porquanto referido diploma autoriza a retrooperância da lex mitior. 4. Recurso especial improvido.” (grifei) correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis." (NR) Fl. 170DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 171 _________ 8 (Recurso Especial nº. 587.429 – AL (2003/0157080-9), j. em 01 de junho de 2004, Rel. Min. Luiz Fux) E, citando trecho do mencionado acórdão do STJ: Com efeito, o voto condutor do acórdão recorrido bem analisou a questão, litteris: “(...) Discute-se, nos presentes autos, a validade da cobrança, mediante lançamento complementar, de diferença de ITR, em virtude da Receita Federal haver reputado indevida a exclusão de área de preservação permanente, na extensão de 817,00 hectares, sem observar a IN 43/97, a exigir para a finalidade discutida, ato declaratório do IBAMA. Penso que a sentença deve ser mantida. Utilizo-me, para tanto, do seguinte argumento: a MP 1.956-50, de 26-05-00, cuja última reedição, cristalizada na MP 2.166-67, de 24-08-01, dispensa o contribuinte, a fim de obter a exclusão do ITR as áreas de preservação permanente e de reserva legal, da comprovação de tal circunstância pelo contribuinte, bastando, para tanto, declaração deste. Caso posteriormente se verifique que tal não é verdadeiro, ficará sujeito ao imposto, com as devidas penalidades. Segue-se, então, que, com a nova disciplina constante de §7º ao art. 10, da Lei 9.393/96, não mais se faz necessário a apresentação pelo contribuinte de ato declaratório do IBAMA, como requerido pela IN 33/97. Pergunta-se: recuando a 1997 o fato gerador do tributo em discussão, é possível, sem que se cogite de maltrato à regra da irretroatividade, a aplicação do art. 10, §7º, da Lei 9.393/96, uma vez emanada de diploma legal editado no ano de 2000? Penso que sim. É que o art. 10, §7º, da Lei 9.393/96, não afeta a substância da relação jurídico-tributária, criando hipótese de não incidência, ou de isenção. Giza, na verdade, critério de in relação, dispondo sobre a maneira pela qual a exclusão da base de cálculo, preconizada pelo art. 10, §1º, I, do diploma legal, acima mencionado, é demonstrada no procedimento de lançamento. A exclusão da base de cálculo do ITR das áreas de preservação permanente e da reserva legal foi patrocinada pela redação originária do art. 10 da Lei 9.393/96, a qual se encontrava vigente quando do fato gerador do referido imposto. Melhor explicando: o art. 10, §7º, da Lei 9.393/96, apenas afastou a interpretação contida na IN 43/97, a qual, por ostentar natureza regulamentar, não criava direito novo, limitando a facilitar a execução de norma legal, mediante enunciado interpretativo. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 172 _________ 9 O caráter interpretativo do art. 10, §7º, da Lei 9.393/96, instituído pela MP 1.956-50/00, possui o condão mirífico da retroatividade, nos termos do art. 106, I, do CTN: “Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I – em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados;” (...)” A ausência de apresentação de Ato Declaratório Ambiental, ou averbação junto à matrícula do imóvel, ou a tardia providência dos mesmos, poderia, quando muito, caracterizar um mero descumprimento de obrigação acessória, nunca o fundamento legal válido para a glosa das áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal, mesmo porque tais exigências não são condição ao aproveitamento da isenção destinada a tais áreas, conforme disposto no art. 3º da MP nº. 2.166, de 24 de agosto de 01, que alterou o art. 10 da Lei nº. 9.393, de 19 de dezembro de 1996. Assim, pelas razões transcritas acima, basta a simples declaração para que o contribuinte goze da isenção das áreas de preservação permanente e reserva legal da tributação do ITR, não sendo necessário a apresentação do Ato Declaratório Ambiental, nem da averbação à margem da matrícula do imóvel, por falta de expressa previsão legal, não cabendo ao agente autuante exigir a comprovação de tais áreas. Pelo exposto, o relator rejeitou a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito deu provimento ao recurso voluntário. José Luiz Feistauer de Oliveira Voto Vencedor Conselheiro José Luiz Feistauer de Oliveira, Redator ad hoc A discordância em relação ao voto vencido diz respeito tão-somente às glosas da áreas de preservação permanente e de reserva legal, restando unânime o entendimento pela rejeição da nulidade suscitada. Da Área de Preservação Permanente e o ADA Impõe-se fazer um exame abrangente da legislação pertinente à exigência do ADA, com vistas a avaliar a necessidade do referido documento para efeito de embasar exclusões de áreas da base de cálculo do ITR. Verifica-se que o art. 10, § 1 o , inciso II, da Lei n o 9.393/96, que dispõe sobre o ITR, não estabeleceu a obrigatoriedade de emissão de atos de órgão competente para as áreas de preservação permanente e de reserva legal, conforme se verifica da norma citada, verbis: Fl. 172DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 173 _________ 10 “Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 1 o Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: (...) II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n o 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n o 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; d) sob regime de servidão florestal ou ambiental (acrescentado pelo art. 3 o da Medida Provisória n o 2.166-67/2001, alterado pelo art. 48 da Lei n o 11.428/2006); e) cobertas por florestas nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração (acrescentado pelo art. 48 da Lei n o 11.428/2006); f) alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas autorizada pelo poder público (acrescentado pelo art. 40 da Lei n o 11.727/2008)” (destaquei) De acordo com os termos expressos na norma retrotranscrita, a exigência de ato de órgão competente foi estabelecida apenas para as áreas declaradas de interesse ecológico de que tratam as alíneas “b” e “c” do inciso II. No entanto, legislação superveniente veio a estabelecer a obrigatoriedade da utilização específica do ADA para a finalidade de redução do ITR, nos casos de áreas de preservação permanente e de reserva legal, conforme se verifica do disposto no art. 1 o da Lei n o 10.165, de 27/12/2000, que deu nova redação ao art. 17-O da Lei n o 6.938/81, que assim ficou redigido, verbis: “Art. 17-O. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental – ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei n o 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria.” (...) Fl. 173DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 174 _________ 11 “§ 1 O A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória.” (destaquei) (...)” A lei superveniente retrotranscrita é clara e inequívoca quanto à obrigatoriedade de existência do referido Ato Ambiental para a redução do Imposto Territorial Rural com base em fatos geradores ocorridos a partir de 1 o /1/2001 (exercício 2001), tendo em vista que a exigência veio a ser prevista no ano de 2000. De outra parte, antes dessa norma, foi editada a Medida Provisória n o 1.956- 50, de 26/5/2000, que foi objeto de sucessivas reedições até culminar na Medida Provisória n o 2.166-67, de 24/8/2001, atualmente em vigor. Prescreveu esse ato, verbis: “Art. 3 . O art. 10 da Lei n o 9.393, de 19 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: (...) § 7 o . A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1 o , deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis." (destaquei) Daí tornar-se relevante a correta interpretação desse dispositivo, mormente no que respeita à prévia comprovação ali referida, tendo em vista a existência de interpretações que entendem que tal norma teria surgido para dispensar a apresentação do questionado Ato Declaratório Ambiental, revogando a obrigação instituída pela Lei n o 10.165/2000. Inteiramente incorretas tais interpretações. A matéria não apresenta dificuldade de interpretação. Resta claro nesse § 7 o que a entrega de declaração do ITR (DITR) em que conste redução de áreas de preservação permanente, de áreas de utilização limitada ou de áreas sob regime de servidão florestal (alíneas "a" e "d" do inciso II do art. 10), não está sujeita à comprovação prévia dessas áreas por parte do declarante. Vale dizer, o declarante não está obrigado a apresentar, junto com sua declaração de ITR, laudo técnico, ato emitido por órgão governamental ou qualquer outro documento destinado a comprovar a existência daquelas áreas específicas. Dessa forma, contrario sensu, essa norma também estabelece que, para a exclusão das demais áreas referidas no inciso II do § 1 o do art. 10, poderá ser exigida a prévia comprovação, mediante a entrega de declaração instruída com documento que não deixe dúvidas a respeito da existência dessas outras áreas. Assim, não há como se possa interpretar o § 7 o retrotranscrito como norma que dispense a apresentação do ADA. Ademais, a Lei n o 10.165, de 27/12/2000, a qual instituiu o ADA, é mais nova que a Medida Provisória original que, em tendo sido sucessivamente reeditada, culminou na Medida Provisória n o 2.166-67, ato que leva à interpretação equivocada de revogação da Lei n o 10.165/2000. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 175 _________ 12 A referida Medida Provisória teve origem antes da vigência da Lei citada e origina-se de época em que não havia a exigência legal do ADA. Ora, ao entrar em vigor durante as reedições da MP, a Lei n o 10.165/2000 trouxe norma nova, o que afasta qualquer interpretação no sentido de que a MP tivesse por intuito dispensar a exigência de documento naquele momento ainda não instituído por lei. Trata-se de matéria cuja interpretação não depende de maior trabalho, senão da mínima lógica. O referido § 7 o não teve essa redação, nem foi essa a mens legis. Na realidade, a matéria foi tratada sob prisma diverso, de forma a dispor tão somente sobre comprovação prévia à DITR, e não sobre apresentação de ADA, documento esse que é exigível em prazo de até 6 meses após a entrega da DITR e que nunca foi prévio ou exigido como instrucional à DITR. Conclui-se, daí, que a Lei e a Medida Provisória convivem harmoniosamente: a primeira, estabelecendo a obrigatoriedade do ADA a partir do exercício de 2001; a segunda, dispensando comprovação prévia, de que as áreas excluídas de tributação efetivamente existam, apenas para efeito de apresentação da Declaração do ITR – e tão-somente para efeito de apresentação desta. Feitas essas observações, tratando de exigência de ITTR referente ao exercício de 2001, conclui-se pela inequívoca vigência plena da legislação que prevê a exigência do ADA a partir do exercício de 2001. Da área de reserva legal e sua averbação na matrícula do imóvel A Lei nº. 9.393/96 exclui a área de reserva legal da área tributável para fins de incidência do ITR, a saber: Art. 10. (...) § 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: (...) II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei nº 7.803, de 18 de julho de 1989; (...) A definição da área de reserva legal é dada pelo Código Florestal Brasileiro (Lei nº. 4.771/1965): Art. 1°. (...) (...) § 2 o Para os efeitos deste Código, entende-se por: (redação dada pela MP n o 2.166-67, de 24/8/2001) (...) III - Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à Fl. 175DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 176 _________ 13 conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas; O art. 16 do Código Florestal normatiza a área de reserva legal em diversos aspectos, estabelecendo o seguinte: Art. 16 (...) § 2 o A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (acrescentado pela MP n o 2.166-67, de 24/8/2001) Interpretar a norma é alcançar-lhe o sentido e não apenas ater-se ao mero significado literal das palavras. A lei não traz em si palavras inúteis, sendo que todos os termos nela utilizados desempenham uma função útil na disposição normativa. Assim, entender que o Código Florestal não cria a obrigação da averbação à margem da inscrição de matrícula do registro do imóvel da área de reserva legal é ater-se a uma interpretação extremamente superficial e descabida. O fato de a lei utilizar-se da palavra “deve”, não quer dizer que não traz em si um comando. “Dever”, nos termos utilizados pela lei, não é mero aconselhamento, não é mero indicativo de uma possibilidade. Observe-se o disposto no §4º do mesmo artigo: § 4 o A localização da reserva legal deve ser aprovada pelo órgão ambiental estadual competente ou, mediante convênio, pelo órgão ambiental municipal ou outra instituição devidamente habilitada, devendo ser considerados, no processo de aprovação, a função social da propriedade, e os seguintes critérios e instrumentos, quando houver: (acrescentado pela MP no 2.166-67, de 24/8/2001) O mesmo diploma legal traz, neste parágrafo, outro momento em que se utiliza da palavra “deve” e, no entanto, não se há de interpretar que seja prescindível a aprovação da localização da reserva legal pelo órgão ambiental competente ou outra instituição devidamente habilitada, pois, se assim o fosse, qualquer pessoa poderia tomar uma área e atribuí-la como sendo de reserva legal, sem nenhuma aprovação prévia do Poder Público. Do mesmo modo, não pode o órgão responsável, ao aprovar a localização de uma reserva legal, prescindir de avaliar a função social da propriedade, simplesmente por entender que a palavra “deve” não lhe imputa uma obrigação. Assim, a pretensa área de reserva legal cuja localização não tenha sido aprovada pelo órgão ambiental competente, nos termos do §4º do art. 16 do Código Florestal, poderá ser qualquer outra área, mas nunca será a área de reserva legal caracterizada na lei, vez que para assim ser considerada e gozar de todas as prerrogativas que a legislação lhe confira, será necessário obedecer àquela determinação. Do mesmo modo, a pretensa área de reserva legal que não esteja averbada à margem da matrícula do registro do imóvel, nos termos do §8º do art. 16 da Lei nº. 4771/1965, também poderá ser qualquer outra área, mas nunca será área de reserva legal prevista na lei, por descumprir elemento essencial à sua caracterização, não podendo, portanto, gozar dos benefícios que a legislação porventura venha a lhe atribuir. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 177 _________ 14 Tal medida visa - e aí sim é captar a mens legis - não simplesmente que a área exista de fato, como quer fazer crer a recorrente, mas sim criar mecanismos de proteção da área para que ela exista de fato ao longo do tempo. O sentido da lei não é a mera existência de fato da área, mas a proteção para viabilizar a existência de fato da área. Retirar esse mecanismo de proteção que o legislador criou é esvaziar o conteúdo da lei. Nesse sentido o posicionamento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça, no Voto proferido pelo Exmº. Sr. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, nos autos do Recurso em Mandado de Segurança nº. 18.301-MG, processo nº. 2004/0075380-0, do qual transcreve-se excertos: “ A controvérsia cinge-se à correta interpretação dos arts. 16 e 44 da Lei nº. 4.771/65 (Código Florestal) (...) Como se dessume dos dispositivos transcritos, mormente o §8º do art. 16, há determinação de que a área de reserva legal seja averbada à margem da inscrição da matrícula do imóvel. Mencionada determinação existe desde o advento do Código Florestal. (...) O que se tem presente é o interesse público prevalecendo sobre o privado, interesse coletivo que inclusive afeta o proprietário da terra reservada, no sentido de que também será beneficiado com um meio ambiente estável e equilibrado. Assim, a reserva legal compõe parte de terras do domínio privado e constitui verdadeira restrição do direito de propriedade. Observa-se, inclusive que o legislador responsabilizou o proprietário das terras quanto à recomposição da reserva, que deverá ser feita ao longo dos anos, na forma estabelecida no art. 99 da Lei nº. 8.171/99. Trata-se, portanto, indubitavelmente, de legislação impositiva de restrição ao uso da propriedade, considerando que, assim não fosse, jamais as reserva legais, no domínio privado, seriam recompostas, o que abalaria o objetivo da legislação de assegurar a preservação e equilíbrio ambientais. (...) Nesse sentido, desobrigar os proprietários da averbação é o mesmo que esvaziar a Lei nº. de seu conteúdo. (...) Assim, entendo que não agiu o magistrado com acerto ao baixar uma portaria, com base em interpretação da Lei nº. 4.177/65, que desconsiderou o bem jurídico por ela protegido, como se averbação na Lei referida tratasse-se de ato notarial, e não obrigação legal.” Assim, indubitável a obrigação da averbação da área de reserva legal à margem da matrícula do registro imobiliário, até a data da ocorrência do fato gerador, para que referida área possa ser excluída da área tributável para fins de cálculo do ITR. Não se trata de prevalecer a forma sobre o fato, mas de cumprimento do comando da lei, visando a proteção de bem jurídico tutelado. Vez que em 01/01/2001 a área não se encontrava averbada na matrícula do imóvel, não há como excluí-la da área tributável pelo ITR. Diante do exposto, no mérito, decidiu o Colegiado NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. Fl. 177DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA Processo nº 13005.000706/2004-13 Acórdão n.º 392-00.069 CC03/T92 Fls. 178 _________ 15 Essas são, pois, as considerações possíveis para suprir a inexistência dos votos vencidos e vencedor. José Luiz Feistauer de Oliveira Fl. 178DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digital mente em 11/09/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por JOSE LUIZ FEISTAUER D E OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 11080.901297/2009-42
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/05/1998 a 31/05/1998
REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA
SISTEMÁTICA DO ART. 543-C, DO CPC.
No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigo 543-C
da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62-A do
Regimento Interno.
EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO
DE 1995 A OUTUBRO DE 1998.
A Contribuição ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar nº 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições
Numero da decisão: 3803-002.322
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ANDREA MEDRADO DARZE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 31 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201201
ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/05/1998 a 31/05/1998 REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C, DO CPC. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigo 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62-A do Regimento Interno. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO DE 1995 A OUTUBRO DE 1998. A Contribuição ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar nº 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 11080.901297/2009-42
anomes_publicacao_s : 201201
conteudo_id_s : 6734668
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-002.322
nome_arquivo_s : 380302322_11080901297200942_201201.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ANDREA MEDRADO DARZE
nome_arquivo_pdf_s : 11080901297200942_6734668.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
id : 4748947
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:52 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043913142272
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1915; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 76 1 75 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.901297/200942 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803002.322 – 3ª Turma Especial Sessão de 25 de janeiro de 2012 Matéria COMPENSAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO AO PIS. Recorrente FERRAÇO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE FERRO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/05/1998 a 31/05/1998 REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigo 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62A do Regimento Interno. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO DE 1995 A OUTUBRO DE 1998. A Contribuição ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar nº 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] Andréa Medrado Darzé Relatora. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram ainda da sessão de julgamento os conselheiros Alexandre Kern (presidente), Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani, Alan Fialho Gandra e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão da DRJ de Porto Alegre que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, não reconhecendo o direito creditório e não homologando a compensação declarada, por entender que não procede a alegada vacatio legis no período de outubro de 1995 a outubro de 1998. Em 04.10.2005, a ora Recorrente transmitiu, PER/DCOMP eletrônico pretendendo utilizar o crédito de Contribuição ao PIS indevidamente pago em maio de 1998 com débitos de COFINS e da própria Contribuição ao PIS. A DRF de Porto Alegre emitiu Despacho Decisório eletrônico não homologando a compensação declarada, sob o argumento de que o pagamento fora integralmente utilizado na quitação de débitos da contribuinte, não restando, por conseguinte, crédito disponível para a compensação. Contra esta decisão, a contribuinte apresentou, tempestivamente, Manifestação de Inconformidade alegando, em apertada síntese, que (i) no período de outubro de 1995 a outubro de 1998 houve a interrupção na incidência do PIS; (ii) a decisão liminar na ADI 1417 suspendeu da cobrança da contribuição neste período; (iii) a Corte Suprema, no julgamento definitivo da ADI 1417, declarou inconstitucional a parte final do art. 18 da Lei n° 9.7151/98; (iv) a Lei n° 9.715/98, jamais poderia ser estendida a épocas pretéritas sob pena de violação do princípio constitucional da irretroatividade; (v) a Instrução Normativa n° 06/00 não atende os preceitos consubstanciados no julgamento da ADI n° 14170, nem os ditames legais da legislação tributária vigente; e (vi) a repristinação é vedada nos termos do art. 2º, da LICC. A DRJ de Porto Alegre julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, nos seguintes termos: RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação Nos termos do artigo 170 do CTN, essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas. PIS. LEGISLAÇÃO. INDEFERIMENTO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Após a edição da Medida Provisória n° 1.212, de 28 de novembro de 1995 e reedições, transformada na Lei 9.715, de 25 de novembro de 1998, houve a revogação da legislação anterior que regulava a contribuição para o PIS, devido a nova determinação normativa, nos termos da interpretação contida na IN n° 06, de 19 de janeiro de 2000 e da decisão do Supremo Tribunal Federal. Irresignado, o contribuinte recorreu a este Conselho repetindo as razões da Manifestação de Inconformidade. Acrescentou, apenas, que não seria necessária qualquer norma para regulamentar referido dispositivo legal, tendo em vista a incompetência do Poder Executivo para dispor sobre a base de cálculo das contribuições. É o relatório. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.901297/200942 Acórdão n.º 3803002.322 S3TE03 Fl. 77 3 Voto Conselheira Andréa Medrado Darzé. O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme é possível perceber do relato acima, a ora Recorrente entende que seu indébito tributário decorreria do pagamento indevido da Contribuição ao PIS entre outubro de 1995 a outubro de 1998. No seu entender, existiu um vácuo legislativo entre as datas da publicação da MP n° 1.212, de 28.11.95, e da Lei n° 9.715, de 26.11.98, uma vez que o STF teria declarado a inconstitucionalidade daquela medida na ADI n° 1.4170, não podendo se admitir a repristinação da lei anterior (Lei Complementar n° 07, de 1970) para fins de cobrança da Contribuição ao PIS. Pois bem. A Medida Provisória nº 1.212, foi publicada no dia 29 de novembro de 1995 no Diário Oficial da União. A despeito disso, estabeleceu o seguinte: Art. 15. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação, aplicandose aos fatos geradores ocorridos a partir de 1° de outubro de 1995. Como é possível perceber, a parte final deste dispositivo feria o princípio da irretroatividade tributária, prescrito expressamente no art. 150, III, b, da Constituição da República, na medida em que pretendeu alcançar fatos ocorridos anteriormente à sua publicação. Essa Medida Provisória sofreu inúmeras reedições, vindo a ser convertida na Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998, a qual reproduziu, em seu art. 18, o enunciado que tratava da eficácia retroativa. Contra estas normas, foi proposta a ADI nº 1.4170, a qual foi julgada parcialmente procedente para declarar a inconstitucionalidade apenas do efeito retroativo imprimido à vigência da contribuição pela parte final do art. 18 da Lei nº 9.715/98, ou seja, quanto à aplicação das suas disposições no período entre 1º de outubro de 1995 e o 90º dia que seguiu à publicação da MP 2.121/95. Neste contexto, verificase que a alegação da Recorrente, no sentido de que a referida ADI seria o fundamento jurídico para o seu indébito, por ter sido supostamente declarada a inconstitucionalidade da totalidade das disposições da MP 1.212/95, é falaciosa, não guardando qualquer correspondência com a realidade. Essa matéria ainda foi apreciada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE nº 232.896, que assim decidiu: Provimento, em parte, a fim de que seja observado o princípio da anterioridade nonagesimal, contados noventa dias a partir da veiculação da Medida Provisória nº 1.212, de 28/11/1995, Fl. 83DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN 4 declarada a inconstitucionalidade da disposição inscrita no seu art. 15. – ‘aplicandose aos fatos geradores ocorridos a partir de 01/10/1995’(...) A questão propriamente da exigibilidade da Contribuição ao PIS no período de outubro de 1995 a outubro de 1998 foi enfrentada apenas pelo Superior Tribunal de Justiça, no REsp nº 1136210/PR, que assim decidiu: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. PIS. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO DE 1995 A OUTUBRO DE 1998. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DOS DECRETOSLEIS 2.445/88 e 2.449/88 (RE 148.754). RESTAURAÇÃO DOS EFEITOS DA LEI COMPLEMENTAR 7/70. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 18, DA LEI 9.715/98 (ADI 1.417). PRAZO NONAGESIMAL DA LEI 9.715/98 CONTADO DA VEICULAÇÃO DA PRIMEIRA EDIÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA 1.212/95. 1. A contribuição social destinada ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições. (...) 3. O reconhecimento, pelo STF, da inconstitucionalidade formal dos DecretosLeis 2.445/88 e 2.449/88 (RE 148.754, Rel. Ministro Carlos Velloso, Rel. p/ Acórdão Ministro Francisco Rezek, Tribunal Pleno, julgado em 24.06.1993, DJ 04.03.94) teve o condão de restaurar a sistemática de cobrança do PIS disciplinada na Lei Complementar 7/70, no período de outubro de 1995 a fevereiro de 1996 (...). 4. É que a norma declarada inconstitucional é nula ab origine, não se revelando apta à produção de qualquer efeito, inclusive o de revogação da norma anterior, que volta a viger plenamente, não se caracterizando hipótese de repristinação vedada no § 3º, do artigo 2º, da Lei de Introdução ao Código Civil. 5. Outrossim, é pacífica a jurisprudência da Excelsa Corte, anterior à Emenda Constitucional 32/2001, no sentido de que as medidas provisórias não apreciadas pelo Congresso Nacional, não perdiam a eficácia, quando reeditadas dentro do prazo de validade de 30 (trinta) dias, contandose a anterioridade nonagesimal, prevista no artigo 195, § 6º, da CRFB/88, da edição da primeira medida provisória (ADI 1417, Rel. Ministro Octávio Gallotti, Tribunal Pleno, julgado em 02.08.1999, DJ 23.03.2001). 6. Destarte, até 28 de fevereiro de 1996 (início da vigência das alterações introduzidas pela Medida Provisória 1.212, de 28 de novembro de 1995), a cobrança das contribuições destinadas ao PIS era regida pelo disposto na Lei Complementar 7/70. A partir de março de 1996 e até a publicação da Lei 9.715, de 25 de novembro de 1998, a contribuição destinada ao PIS restou disciplinada pela Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições, inexistindo, portanto, solução de continuidade da exigibilidade da exação em tela. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 1136210/PR, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 09/12/2009, DJe 01/02/10) Fl. 84DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.901297/200942 Acórdão n.º 3803002.322 S3TE03 Fl. 78 5 Tendo em vista que o citado precedente também foi julgado sob da sistemática prevista no art. 543, “c”, do CPC, deve o seu resultado ser igualmente reproduzido no presente caso, por força do que prescreve o caput do art. 62A do RICARF, já mencionado. Pelo exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário. [assinado digitalmente] Andréa Medrado Darzé Fl. 85DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº:11080.901297/200942 Interessada:FERRAÇO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE FERRO LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803002.322, de 25 de janeiro de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção e demais providências. Brasília DF, em 25 de janeiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 86DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 18108.002296/2007-45
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 04/12/2007
DEIXAR A EMPRESA DE LANCAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DE SUA CONTABILIDADE, DE FORMA DISCRIMINADA, OS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES, O MONTANTE DAS QUANTIAS DESCONTADAS, AS CONTRIBUIÇÕES DA EMPRESA E OS TOTAIS RECOLHIDOS.
A contabilização deficiente constitui infração à legislação previdenciária, conforme previsto na lei nº. 8.212, de 24.07.91, art. 32, II, combinado com o art. 225, II, e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-000.924
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: OSÉAS COIMBRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Mar 18 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201107
ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 04/12/2007 DEIXAR A EMPRESA DE LANCAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DE SUA CONTABILIDADE, DE FORMA DISCRIMINADA, OS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES, O MONTANTE DAS QUANTIAS DESCONTADAS, AS CONTRIBUIÇÕES DA EMPRESA E OS TOTAIS RECOLHIDOS. A contabilização deficiente constitui infração à legislação previdenciária, conforme previsto na lei nº. 8.212, de 24.07.91, art. 32, II, combinado com o art. 225, II, e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 18108.002296/2007-45
anomes_publicacao_s : 201107
conteudo_id_s : 6798228
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 14 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.924
nome_arquivo_s : 280300924_18108002296200745_201107.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : OSÉAS COIMBRA
nome_arquivo_pdf_s : 18108002296200745_6798228.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
dt_sessao_tdt : Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
id : 4743051
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:48 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043915239424
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1469; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 120 1 119 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18108.002296/200745 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280300.924 – 3ª Turma Especial Sessão de 28 de julho de 2011 Matéria Auto de Infração. Obrigação Acessória Recorrente CONSTRUTORA PLAZA LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 04/12/2007 DEIXAR A EMPRESA DE LANCAR MENSALMENTE EM TITULOS PROPRIOS DE SUA CONTABILIDADE, DE FORMA DISCRIMINADA, OS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUICOES, O MONTANTE DAS QUANTIAS DESCONTADAS, AS CONTRIBUICOES DA EMPRESA E OS TOTAIS RECOLHIDOS. A contabilização deficiente constitui infração à legislação previdenciária, conforme previsto na lei nº. 8.212, de 24.07.91, art. 32, II, combinado com o art. 225, II, e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Fl. 121DF CARF MF Impresso em 22/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 18108.002296/200745 Acórdão n.º 280300.924 S2TE03 Fl. 121 2 Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 22/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 18108.002296/200745 Acórdão n.º 280300.924 S2TE03 Fl. 122 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária por ter deixado de contabilizar os valores constantes nas folhas de pagamento conforme detalhado no anexo I. A DecisãoNotificação – fls 89 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte: • O livro razão anexado pelo Auditor bem como a Planilha que alega ter sido entregue pela Construtora, não fazem prova de que a sua contabilidade não discrimina os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. • A multa ora aplicada tem respaldo no artigo 283, inciso II, alínea "a" do RPS e para provar as divergências apontadas, deveria no mínimo ter anexado o Livro Diário. • O Auditor Fiscal procedeu a apreensão dos documentos fiscais da Impugnante, inclusive o Livro Diário. Dessa maneira teve acesso para a produção das provas que hoje não anexou e portanto não cabe aqui como verdade absoluta somente as palavras do Auditor Fiscal, mas sim a demonstração documental das falhas que aponta. • O Auditor Fiscal aplicou multa de R$ 11.951,21 (onze mil novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos), desrespeitando a tabela dentro da competência do fato gerador verificada. Assim a multa acima estipulada deve ser aplicada para fatos geradores posteriores a 01 de Abril de 2007, conforme Portaria MPS n. 142 de 11.04.2007. • Requer que seja acolhida a presente impugnação administrativa para julgar improcedente a presente diligência fiscal e reformar em favor do Contribuinte a decisão da 14a Turma de Julgamento da DRJ/SPOI, visto que a Impugnante praticou seus atos dentro da mais estrita legalidade e o Auditor Fiscal deixou de provar suas alegações com provas documentais das quais inclusive realizou a apreensão dos documentos e aplicou multa além do previsto em lei. É o relatório. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 22/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 18108.002296/200745 Acórdão n.º 280300.924 S2TE03 Fl. 123 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DA MULTA APLICADA Do que consta dos autos, temos a autuação fundamentada pela não escrituração em títulos próprios de sua contabilidade dos fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. Consoante o relatório fiscal, temos às fls 29 a 57 o documento intitulado "Relatório comparativo entre base de cálculo contabilizada e declarada em GFIP", produzido pela recorrente e rubricado por Wagner da Silva Damasceno, Assistente do Departamento de Pessoal, fato não impugnado. Tal documento demonstra a falha da escrituração, apontando as divergências entre o que declarado em GFIP e o que contabilizado, demonstra inclusive que, em outubro de 2002 – fls 33/34, não foi contabilizada da folha de pagamento respectiva. Tenho como despicienda a anexação de cópias dos livros Diário ou Razão, uma vez que o Relatório Fiscal e o anexo I, com documento efetuado pela própria empresa, demonstram claramente os fatos motivadores da autuação, oferecendo todos os elementos a sua impugnação. Assim sendo, tenho como demonstrada a infração através do "Relatório comparativo entre base de cálculo contabilizada e declarada em GFIP” acostado, sendo que o contribuinte não impugnou expressamente nenhum dos lançamentos apontados como irregulares, nem apresentou documentos que os afastassem, limitandose a uma defesa genérica, atraindo o que previsto no art. 17 do decreto 70.235/72. Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) O cumprimento das obrigações acessórias previstas na legislação previdenciária é de caráter obrigatório por parte dos contribuintes, o não cumprimento do que consta da legislação previdenciária justifica o auto lavrado. A multa aplicada é a determinada pela legislação em vigor, em especial lei n. 8.212, de 24.07.91, artigos 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto no. 3.048, de 06.05.99, art. 283, II, "a" e art. 373. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 22/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 18108.002296/200745 Acórdão n.º 280300.924 S2TE03 Fl. 124 5 A atividade tributária é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais, sendolhe vedada a discricionariedade de aplicação da norma quando presentes os requisitos materiais e formais para a autuação. O recorrente se insurge ainda contra a multa aplicada, entendendo que o fato gerador foi anterior a Portaria MPS n. 142 de 11.04.2007, que atualizou os valores da multa aplicada. Tenho que não assiste razão a recorrente. A legislação que fundamentou o auto, é a vigente no momento do fato gerador, sendo que o art. 102 da lei 8.212/91 autoriza a correção do valor da multa nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social e este valor é aplicado quando da lavratura do respectivo auto. A penalidade aplicada encontra fundamento nos dispositivos legais retrocitados e foi corretamente aplicada pela autoridade fiscal, encontrandose livre de vícios. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 22/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 13509.000045/2003-66
Data da sessão: Thu Aug 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.
Inexiste previsão legal para a atualização monetária, com base na taxa Selic, dos valores relativos a ressarcimento de créditos do IPI. O STJ já decidiu, na sistemática dos recursos repetitivos, que não incide correção monetária sobre os créditos de IPI decorrentes do principio constitucional da não-cumulatividade (créditos escriturais), bem como dos créditos presumidos, por ausência de previsão legal, salvo se houver oposição injustificada por parte da Administração tributária - o que não coincide com o presente caso. O teor de tal decisão deve ser reproduzido por este Conselho, em face do contido no art. 62-A do Anexo II do Regimento Interno do CARF.
Numero da decisão: 3803-001.883
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. O Dr. Gabriel Cabral do Nascimento — OAB/DF n° 22912— acompanhou o julgamento.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
dt_index_tdt : Sat Dec 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. Inexiste previsão legal para a atualização monetária, com base na taxa Selic, dos valores relativos a ressarcimento de créditos do IPI. O STJ já decidiu, na sistemática dos recursos repetitivos, que não incide correção monetária sobre os créditos de IPI decorrentes do principio constitucional da não-cumulatividade (créditos escriturais), bem como dos créditos presumidos, por ausência de previsão legal, salvo se houver oposição injustificada por parte da Administração tributária - o que não coincide com o presente caso. O teor de tal decisão deve ser reproduzido por este Conselho, em face do contido no art. 62-A do Anexo II do Regimento Interno do CARF.
numero_processo_s : 13509.000045/2003-66
conteudo_id_s : 5457756
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 29 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.883
nome_arquivo_s : Decisao_13509000045200366.pdf
nome_relator_s : HÉLCIO LAFETÁ REIS
nome_arquivo_pdf_s : 13509000045200366_5457756.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. O Dr. Gabriel Cabral do Nascimento — OAB/DF n° 22912— acompanhou o julgamento.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 11 00:00:00 UTC 2011
id : 5901677
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:06 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043916288000
conteudo_txt : Metadados => date: 2012-02-16T13:44:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 10; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2012-02-16T13:44:47Z; Last-Modified: 2012-02-16T13:44:47Z; dcterms:modified: 2012-02-16T13:44:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:4a5f6164-016b-4fde-8bec-c8bf4dbcefbc; Last-Save-Date: 2012-02-16T13:44:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2012-02-16T13:44:47Z; meta:save-date: 2012-02-16T13:44:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2012-02-16T13:44:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2012-02-16T13:44:47Z; created: 2012-02-16T13:44:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2012-02-16T13:44:47Z; pdf:charsPerPage: 2076; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2012-02-16T13:44:47Z | Conteúdo => DF CAR!' MI: Fl. S3-TE03 Fl. 233 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Process° le 13509.000045/2003-66 Recurso n° Voluntário Acórdão n° 3803-01.883 — 3' Turma Especial Sessão de 11 de agosto de 2011 Matéria RESSARCIMENTO - ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA Recorrente DAIBY NORDESTE LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. Inexiste previsão legal para a atualização monetária, com base na taxa Selic, dos valores relativos a ressarcimento de créditos do IPI. O STJ já decidiu, na sistemática dos recursos repetitivos, que não incide correção monetária sobre os créditos de IPI decorrentes do principio constitucional da não- cumulatividade (créditos escriturais), bem como dos créditos presumidos, por ausência de previsão legal, salvo se houver oposição injustificada por parte da Administração tributária - o que não coincide com o presente caso. 0 teor de tal decisão deve ser reproduzido por este Conselho, em face do contido no art. 62-A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. 0 Dr. Gabriel Cabral do Nascimento — OAB/DF n° 22912— acompanhou o julgamento. Assinado digitalmente ALEXANDRE KERN - Presidente. Assinado digitalmente HÉLCIO LAFETA REIS - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Helcio Lafetd Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Andréa Medrado Darze, . Juliano Eduardo.Lirani e João..1fredo.Eduão Ferreira. Uccument;) lu,r h cLcj i Autentr;udo 01911a1monte em 13/C8 12011 par I iLLCIC; LAFE: I A REIS, ASSIflad0 (.1yairuente em 15/01V20 1 1 p 1 or ALEXANDRE KERN, Ms:rm.lo m mOo col 13/00/2011 por IELCIO LAFETA RES hrx,..;sr:o o.-o ;4/02/2012 por SUEI. i 1- 01 N ENO MENDES DA CRUZ OF CARF MF FL 2 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (fls. 208 a 230) interposto em face de decisão da DRJ Recife/PE (fls. 196 a 202) que não reconheceu o direito do contribuinte à atualização monetária, pela taxa Sac, dos valores recebidos a titulo de ressarcimento de crédito presumido de IPI, já pagos pela Administração tributária no âmbito de outros processos administrativos. A repartição de origem, por meio do Parecer n° 085/2005 - SEORT - PJ (fls 146 e 147) e tendo em vista o disposto no art. 38, § 2°, da IN SRF no 210/2002, vigente à data do pedido forrmtlado, considerou improcedente a solicitação, uma vez que o referido dispositivo determina a não incidência de juros compensatórios no ressarcimento de créditos do 'PT. Ressaltou a autoridade administrativa, a titulo de esclarecimento, que o ressarcimento difere inteiramente da restituição, pelo fato de não resultar de pagamento indevido ou a maior, mas tão somente de um beneficio fiscal concedido pelo fisco ao contribuinte. Irresignado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e requereu o ressarcimento integral dos valores pleiteados, alegando o seguinte: a) como empresa do ramo industrial de calçados e componentes, os produtos por ela industrializados seriam tributados pela aliquota zero do WI; b) o direito ao ressarcimento do credito presumido do IPI estaria amparado no art. 1° da Lei n° 9.363/1996, na Lei n° 10.276/2001 e nos arts.1° e 2° da Portaria do Ministério da Fazenda n° 38/1997; c) teria direito à correção monetária, conforme já decidiu o STJ, no julgamento do REsp n° 289.542-PR, la Turma, ocorrido em 19/12/2002, bem como, em parte, no Acórdão n°201-70.100 emanado pelo Conselho de Contribuintes. A DRJ Recife/PE indeferiu a solicitação, tendo o acórdão sido ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Ano-calendário: 2003 Ementa:RESSARCIMENTO CRÉDITO PRESUMIDO IPI As normas legais que estabelecem a aplicação da Taxa SELIC para correção dos créditos dos contribuintes não se estendem ao crédito presumido do IPI, haja vista este não resultar de recolhimentos efetuados e sim de beneficio fiscal concedido. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003 DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos Conselhos de Contribuintes não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados Documento assinado conform 11 2,200 2 de 24/08/2001 AWerdicrOo &u orde cm 13/0312011 por LAF kEIS. el;115,10a/2011 p or AU:XANDRE. KERN, A.365;w:o clitt!'rnz.;nle GM 13/302011 por ir Loo I. AF 2 urn 14/02/2012 por SUED TC! ENTINO !, ,!.h.IDES DA CRUZ DF CARL' MI' IT 3 Processo n° 13509.000045/2003-66 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-01.883 Fl. 234 não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, sendo àquela objeto da decisão, na forma do art. 100 do CTN. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. E vedada a extensão administrativa dos efeitos de decisões judiciais, quando comprovado que o contribuinte não figurou como parte na referida ação judicial. DOUTRINA. ENTENDIMENTO DOMINANTE DOS TRIBUNA IS SUPERIORES. VINCULAÇJO DA ADMINISTRATIVA. A autoridade julgadora administrativa não se encontra vinculada ao entendimento dos Tribunais Superiores, pois, não faz parte da legislação tributária de que fala o art. 96 do Código Tributário Nacional, desde que não se traduzam em súmula vinculante nos termos da Emenda Constitucional n° 45, DOU de 31/12/2004. Da mesma forma, não há vinculação do julgadór administrativo à doutrina jurídica. ADEQUAÇÃO DA PRESUNÇÃO LEGAL. VINCULA ÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. Não cabe ao julgador administrativo discutir se a presunção estabelecida em lei é apropriada ou não, pois se encontra totalmente vinculado aos ditames legais (artigo 116, inciso III, da Lei II. ° 8. 112/1990). Solicitação Indeferida Não se conformando, o contribuinte recorre a este Conselho, transcreve ementas de decisões dos então Conselhos de Contribuintes e requer a reforma da decisão de piso, com o consequente reconhecimento da correção monetária pleiteada, repisando os mesmos argumentos, ressaltando-se a impossibilidade de instrução normativa restringir direito previsto em lei, em face da hierarquia das normas. o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetd Reis 0 recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. De inicio, afirme-se que nada há a reformar nas decisões anteriores da repartição de origem e da DRJ Recife/PE, uma vez que foram exaradas ern conformidade com a legislação que rege a matéria. Inexiste previsão legal para a atualização monetária do ressarcimento de crédito presumido do IPI, em razão do que fica prejudicada a solicitação do Recorrente nesse sentido. Docurno cis,r1 (.0 choioniemie contGrme Mi 2.200-2 de 2410312 001 Autertcado cligitaIrneritc eu 1:v08%2011 por HELC,10 LAFE'r A REIS, Assinado digitalmento cio 15103/21)1 1 p or ALE ANDEI: 'KERN, Assinaclo cligitalmonte ern 13/0812()11 por HaCIO LAP E."fA REIS 3 Impress° cm I 1/02170 1 2 por SUELI r()I.U.N11 NO ki:ENCiaii DA CRUZ Di' CAM' ML FL 4 0 art. 66 da Lei n° 8.383/1991 e o § 4° do art. 39 da Lei n° 9.250/1995 preveem a atualização monetária apenas aos casos de pagamento indevido de tributos e contribuições federais, situações essas que não coincidem com o presente caso. As dividas, obrigações e indébitos repetidos não se confundem com créditos presumidos ou créditos escriturais, estes consistentes em simples operações contábeis. Os créditos básicos e os presumidos decorrem, respectivamente, da operacionalização do principio da não-cumulatividade e de beneficio fiscal instituído pelo ente politico da federação competente, não incidindo sobre eles as regras da restituição, dada a ausência de reiação obrigacional. A legislação tributária distingue as hipóteses de restituição, compensação e ressarcimento, conforme se depreende dos artigos 73 e 74 da Lei n° 9.430/1996, bem como do § 4° do ai I. 39 da Lei n° 9.250/1995, autorizando a aplicação de juros Selic somente nos casos de restituição, calando-se em relação às hipóteses de ressarcimento, como o ora pleiteado. Além disso, há vedação expressa de não incidência de juros compensatórios no ressarcimento de créditos de IPT, ex vi do § 2° do art. 38 da Instrução Normativa SRF n° 210/2002, bem como do § 5° do art. 51 da Instrução Normativa SRF n° 460/2004 e § 5° do art. 52 da Instrução Normativa SRF n° 600/2005. E ainda que assim não fosse, há decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Recurso Especial representativo de controvérsia (recursos repetitivos), que, expressamente, afirma que, salvo oposição indevida da Administração tributária, não incide correção monetária sobre o crédito presumido de IPI, por ausência de previsão legal. No presente caso, a Administração tributária, agindo em conformidade com as normas procedimentais aplicáveis aos casos da espécie, já acolheu e já creditou na conta corrente do contribuinte os valores do ressarcimento de créditos presumidos de IPI por ele pleiteados, no total con firmado após as verificações fiscais empreendidas, não tendo havido qualquer embaraço ao reconhecimento do direito creditório efetivamente existente. Dado o comando do art. 62-A do Anexo II do Regimento Interno do CARF, tal decisão (REsp 1035847), proferida pelo STJ na sistemática do art. 543-C do Código de Processo Civil, deve ser, obrigatoriamente, reproduzida nos acórdãos deste Conselho. Ressalte-se, por fim, que, no julgamento do Agravo Regimental em Agravo de Instrumento n° 1359698, ocorrido em 28 de junho de 2011, a Primeira Turma do STJ, reportando-se ao REsp 1035847 acima referenciado, decidiu que, salvo nos casos em que o Fisco obstaculizar o gozo do creditamento, não se corrige monetariamente os valores ressarcidos de crédito presumido de IPI. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, dada a ausência de previsão legal para a atualização monetária nos termos requeridos. como voto. Assinado digitalmente Hélcio Lafetd Reis — Relator Doan wnio mente coidcroo ! ../P riu 2.200 2 c'e 2410312001 Aul(3113cado (foita:;1i,mte em 13/03)2011 por I ifaLiC L's.:7 L FA REIS, /v.;.531.) 3;;33n.;111e cm 15/03/ or At NXANDRE KELRN, Assinado digitalinonto cm 13/03/2011 por HELCIO LAFETA PHs 4 :mw::.!sso cm 14Al2/2312 pot SUELI T0 ENTiN0 MENDES DA CRUZ Dr CAIZI= MF H. 5 Processo n° 13509.000045/2003-66 S3-TE03 Acórdão n°3803-01.883 FL 235 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção - Terceira Camara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo n9- : 13509.000045/2003-66 Interessada: DAIBY NORDESTE LTDA. Encaminhem-se os presentes autos a unidade de origem, para ciência a interessada do teor do Acórdão n 3803-01.883, de 11 de agosto de 2011, da 3 a . Turma Especial da Seção e demais providências. Brasília-- DF, em 11 de agosto de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3 a Seção - Presidente DoeUrnc.,;;;;-, i-inedüe;3i1.3113loate c:ior(;';'llo MD n" 2.200 -2 de 24/00/2001 Auten:ic6Je digiL:11110,NO OJ.'0 13100il2011 per iELCIO Li-;FETA RU. A,ssinado cligitalmem2 em 15/03/2011 p or ALEXANDf ,r7. KERN. Asshwio oro 13/03/2011 por1- 1FICIO I..AFETA HEIS Imp[r..-..-,;.3o cm 14/02/2112 por SUELI TO EN) :NO MENDES DA CRUZ
score : 1.0
Numero do processo: 10725.000468/2005-03
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/05/1998 a 28/02/2001, 01/04/2001 a 30/08/2004
SEMESTRALIDADE - PIS
Conforme prevê o Regimento Interno do Conselho de Contribuintes em seu art. 62 - A, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C do CPC, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, razão pela qual devem ficar sobrestados os julgamentos dos processos administrativos, em face das matérias em que o STF decidir pela aplicação da repercussão geral.
PIS - ALÍQUOTA ADICIONAL
A LC n.° 17/73 estabeleceu adicionais à alíquota do PIS a partir do exercício de 1975, sendo esse adicional de 0,125% no exercício de 1975 e de 0,25% no exercício de 1976 o subseqüentes. A MP n.° 1.212/95 e reedições foram convertidas na Lei n.° 9.715/98, permanecendo válidos os seus efeitos. Além do que, aplica-se ao caso a súmula 16 do CARF.
Numero da decisão: 3803-001.953
Decisão: Acordam os membros do colegiado, em dar provimento parcial ao recurso por maioria de votos, nos termos do voto do relator.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
dt_index_tdt : Sat Dec 10 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201109
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/05/1998 a 28/02/2001, 01/04/2001 a 30/08/2004 SEMESTRALIDADE - PIS Conforme prevê o Regimento Interno do Conselho de Contribuintes em seu art. 62 - A, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C do CPC, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, razão pela qual devem ficar sobrestados os julgamentos dos processos administrativos, em face das matérias em que o STF decidir pela aplicação da repercussão geral. PIS - ALÍQUOTA ADICIONAL A LC n.° 17/73 estabeleceu adicionais à alíquota do PIS a partir do exercício de 1975, sendo esse adicional de 0,125% no exercício de 1975 e de 0,25% no exercício de 1976 o subseqüentes. A MP n.° 1.212/95 e reedições foram convertidas na Lei n.° 9.715/98, permanecendo válidos os seus efeitos. Além do que, aplica-se ao caso a súmula 16 do CARF.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10725.000468/2005-03
conteudo_id_s : 5220625
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 05 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.953
nome_arquivo_s : Decisao_10725000468200503.pdf
nome_relator_s : JULIANO EDUARDO LIRANI
nome_arquivo_pdf_s : 10725000468200503_5220625.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, em dar provimento parcial ao recurso por maioria de votos, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2011
id : 4574013
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:06 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043928870912
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2032; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 90 1 89 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10725.000468/200503 Recurso nº 10.725.000468200503 Acórdão nº 380301.953 – 3ª Turma Especial Sessão de 1 de setembro de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP COMPENSAÇÃO Recorrente FUNDIÇÃO FERRO APERIBE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/05/1998 a 28/02/2001, 01/04/2001 a 30/08/2004 SEMESTRALIDADE PIS Conforme prevê o Regimento Interno do Conselho de Contribuintes em seu art. 62 A, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C do CPC, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, razão pela qual devem ficar sobrestados os julgamentos dos processos administrativos, em face das matérias em que o STF decidir pela aplicação da repercussão geral. PIS ALÍQUOTA ADICIONAL A LC n.° 17/73 estabeleceu adicionais à alíquota do PIS a partir do exercício de 1975, sendo esse adicional de 0,125% no exercício de 1975 e de 0,25% no exercício de 1976 o subseqüentes. A MP n.° 1.212/95 e reedições foram convertidas na Lei n.° 9.715/98, permanecendo válidos os seus efeitos. Além do que, aplicase ao caso a súmula 16 do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, em dar provimento parcial ao recurso por maioria de votos, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (Assinado digitalmente) Fl. 90DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/09/20 11 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Juliano Lirani Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues, Belchior Melo de Souza e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório O presente processo administrativo resultou do fato de não ter sido homologada a compensação de créditos pela DRJ/CamposRJ, muito embora o contribuinte supra descrito tenha obtido decisão judicial favorável para compensar recolhimentos indevidos de PIS Programa de Integração Social durante o período de 01.05.98 a 28.02.2001 e 01.04.2001 a 30.08.2004. Em razão dos créditos não terem sido compensados, a Fazenda enviou para o contribuinte Carta de Cobrança que está anexa às fls. 13/15, motivando a interposição da Manifestação de Inconformidade anexa às fls. 21/35, sob os seguintes argumentos: a) obteve o reconhecimento judicial para compensar os valores recolhidos indevidamente referentes ao PIS, por meio da Ação Ordinária n° 95.00605163 Juízo da Vara de Campos/RJ, conforme faz prova às fls. 39; b) a cobrança dos valores já compensados decorre da divergência entre o entendimento do contribuinte e da DRF/Campos/RJ em relação à alíquota e à semestralidade da base de cálculo do PIS; c) a Base de Cálculo do PIS segundo a Lei Complementar 07/70 é o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem qualquer correção monetária da mesma. É essa característica que se convencionou denominar "semestralidade do PIS" em que deve ser considerada somente a alíquota de 0,5%. O adicional da LC 17/73 não foi recepcionado pela Constituição; d) deve ser reformada a decisão proferida e refeitos os cálculos de apuração do valor a compensar do PIS extinguindose a cobrança. A Ação Ordinária n° 95.00605163 – Vara de Campos dos Goytacazes, interposta em 20.10.1995, teve por finalidade buscar a declaração de inconstitucionalidade dos Decretoslei n° 2.445/88 e 2.449/88 e a repetição ou compensação dos valores recolhidos do PIS. Vale informar que esta ação já transitou em julgado em 03.04.2001, conforme se verifica da tela de movimentação processual extraída do TRF da 2ª Região e anexa aos autos fl. 51 e que a sentença encontrase anexa às fls. 37/38. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/09/20 11 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10725.000468/200503 Acórdão n.º 380301.953 S3TE03 Fl. 91 3 A sentença foi prolatada no sentido de julgar procedente o pedido para declarar o direito da Recorrente a repetir o PIS pago indevidamente a título de PIS em razão da inconstitucionalidade dos decretosleis supra descritos. A Decisão n.º 1322.396 – 5ª Turma da DRJ/RJOII anexa às fls. 60/66, foi lavrada com o seguinte teor: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01105/1998 a 28/02/2001, 01/04/2001 a 30/08/2004 COMPENSAÇÃO/RECONHECIMENTO JUDICIAL A compensação de crédito reconhecido judicialmente deve obedecer aos limites fixados na decisão transitada em julgado. BASE DE CÁLCULO LEGISLAÇÃO POSTERIOR AOS DECRETOSLEI 2.445/88 E 2.449/88 PRAZO DE VENCIMENTO Os atos legais relacionados com o PIS, interpretados em consonância com a Lei Complementar n° 07, de 1970, independentemente da data em que tenham sido expedidos, continuam plenamente em vigor, sendo incabível a interpretação de que tal contribuição deva ser calculada com base no faturamento do sexto mês anterior. PIS ALÍQUOTAS A LC n.° 17/73 estabeleceu adicionais à alíquota do PIS a partir do exercício de 1975, sendo esse adicional de 0,125% no exercício de 1975 e de 0,25% no exercício de 1976 o subseqüentes. A MP n.° 1.212/95 e reedições foram convertidas na Lei n.° 9.715/98, permanecendo válidos todos os seus efeitos, a exceção do dispositivo (15 da MP n.º 1.212/95 e art. 18 da Lei n.º 9.715/98) que previa a retroação das alterações ali dispostas. INCONSTITUCIONALIDADE Não compete à autoridade administrativa julgadora, apreciar argüições de inconstitucionalidade de legitimamente inserida no ordenamento jurídico, cabendo tal controle ao Poder Judiciário. Conforme se pode perceber, a decisão de primeiro grau negou qualquer direito a crédito por discordar em relação à aplicação da alíquota e à semestralidade da base de cálculo do PIS. Concluiu o julgador “a quo” que a LC n.° 17/73, estabeleceu adicionais à alíquota do PIS a partir do exercício de 1975, sendo esse adicional de 0,125% no exercício de 1975 e de 0,25% no exercício de 1976 e subseqüentes. Portanto, a alíquota do PIS após 1974 não era de 0,50% como afirma o contribuinte e sim de 0,75%. Portanto, a decisão recorrida firma entendimento de que não deve prosperar a pretensão do Recorrente na medida em que este deseja ver aplicada a alíquota do PIS de 0,5%, Fl. 92DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/09/20 11 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por ALEXANDRE KERN 4 segundo a sistemática da semestralidade regulada pela LC 07/70, afastando as alterações da LC 17/73 por não terem sido recepcionadas pelo Texto Constitucional. Em seu Recurso Voluntário, o contribuinte traz os seguintes argumentos: a) na Ação Ordinária n° 95.00605163 restou decido que a Fazenda Nacional deveria aplicar exclusivamente a sistemática da Lei Complementar 07/70 com o afastamento dos DecretosLeis nº 2.445/88 e 2.449/88; b) à época dos recolhimentos indevidos, a alíquota do PIS, afastados os Decretosleis 2.445 e 2.449/88, era de 0,50% segundo o disposto na Lei Complementar 07/70, excluído o adicional de 0,25% incluído pela Lei Complementar 17/73, que não foi recepcionada pela Constituição Federal; c) a Lei 7.691/88 não alterou a base de cálculo do PIS estabelecida no art. 6º da LC 07/70, logo deve ser aplicada a regra da semestralidade da base de cálculo; Por fim, a Recorrente pleiteia a reforma da decisão atacada, bem como que sejam refeitos os cálculos de apuração do crédito do PIS utilizado na compensação e o cancelamento da cobrança do tributo. Voto Conselheiro Juliano Lirani O Recurso Voluntário é tempestivo e por isso será analisado. O cerne da questão está em se determinar os limites da coisa julgada na Ação Ordinária n° 95.00605163 – Vara de Campos dos Goytacazes, referente a sentença proferida em 29.05.97 e anexa aos autos às fls. 37/38. No mérito, à esta altura é ocioso discutirse a respeito dos DLs 2445/88 e 2449/88, que saíram 'do mundo jurídico. O que eles mandaram recolher a título de PIS em excesso ao previsto na LC 7/70, é indevido, conforme inúmeras vezes, decidido pelo Supremo Tribunal Federal, por inconstitucionalidade dos DecretosLeis mencionados. Conforme se pode perceber na referida ação judicial não foi apreciada a discussão pertinente a alíquota a ser aplicada, nem mesmo ventilada questão referente à base de cálculo do PIS. O objetivo primordial da referida ação judicial foi realmente afastar do mundo jurídico os DLs n.º 2.445/88 e 2.449/88. Com relação à aplicação da alíquota, não devem prosperar os argumentos trazidos pelo Recorrente pelas razões abaixo expostas: Em que pese o STF ter decidido acerca da inconstitucionalidade dos DecretosLeis 2.445/88 e 2.449/88 e com este posicionamento não haver qualquer dúvida em Fl. 93DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/09/20 11 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10725.000468/200503 Acórdão n.º 380301.953 S3TE03 Fl. 92 5 relação ao direito a repetição dos valores pagos indevidamente, por outro lado é preciso lembrar que as Leis Complementares n.º 07/70 e 17/73, foram recepcionadas pela Constituição Federal. Deste modo, não assiste direito ao Recorrente em ver aplicada ao PIS a alíquota de 0,50 % e excluído o adicional de 0,25% incluído pela Lei Complementar 17/73, já que esta última não foi declara inconstitucional, conforme jurisprudência do STF no RE n.º 406.057 – AgR – MG. Além do que, resta sublinhar que a aplicação da alíquota não foi objeto da Ação Ordinária n° 95.00605163, conforme se depreende da análise da sentença acostada aos autos às fls. 37/38 e por conta disso não que se falar em concomitância entre ação judicial e processo administrativo neste particular. Já em relação a discussão pertinente a semestralidade da base de cálculo do PIS, resta aplicar o entendimento do RECURSO ESPECIAL Nº 1.127.713 – SP, por meio do qual se solidificou posição de que o art. 6º da LC n.º 7/70 prevê regra correspondente a base de cálculo e não prazo para pagamento para o PIS, conforme segue a ementa transcrita abaixo: TRIBUTÁRIO. PIS. SEMESTRALIDADE. ART. 6º, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LC 7/70. NORMA QUE SE REFERE À BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO. 1. O art. 6º, parágrafo único, da Lei Complementar 7/70 não se refere ao prazo para recolhimento do PIS, mas à base de cálculo do tributo, que, sob o regime da mencionada norma, é o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador. 2. Recurso Especial não provido. Acórdão sujeito ao regime do art. 543C do CPC e do art. 8º da Resolução STJ 8/2008.(grifo) Neste sentido ainda citase o Resp n.º 1184773 – RS em que se entendeu que a base de cálculo do PIS é o faturamento de seis meses anteriores à ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 6º, parágrafo único da LC 07/70 que dispõe: “a contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro; a de agosto com base no faturamento de fevereiro; e assim sucessivamente”. Assim, assiste direito ao contribuinte no tocante a semestralidade da base de cálculo do PIS, já que o CARF deve aplicar o Resp n.º 1.127.713 – SP, por força do regime do art. 543 do CPC e do art. 62A do seu Regimento Interno. Além do que, é importante lembrar que se aplica ao caso a Súmula 15 do CARF. A partir do fato gerador de março de 1996, a sistemática do PIS foi disciplinada pela MP nº. 1.212/95, e suas reedições, convertida na Lei nº. 9.715/98. Então, até fevereiro de 1996, a base de cálculo do PIS, nos termos do parágrafo único do art. 6º. da LC nº. 7/70, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária até a data do respectivo vencimento. Entretanto, não assiste razão ao Recorrente em relação ao pleito pertinente a alíquota, uma vez que deve ser aplicada a alíquota de 0,75 % e não 0,50 %. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/09/20 11 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por ALEXANDRE KERN 6 Ante o exposto, dou provimento parcial ao Recurso Voluntário. É o voto. (Assinado digitalmente) Juliano Lirani Relator Fl. 95DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/09/20 11 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10768.048325/93-55
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 11 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Jun 11 00:00:00 UTC 2003
Numero da decisão: 303-00.889
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200306
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 11 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 10768.048325/93-55
anomes_publicacao_s : 200306
conteudo_id_s : 6702637
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 17 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.889
nome_arquivo_s : 30300889_107680483259355_200306.pdf
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : ANELISE DAUDT PRIETO
nome_arquivo_pdf_s : 107680483259355_6702637.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 11 00:00:00 UTC 2003
id : 4624783
ano_sessao_s : 2003
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:23 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043940405248
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30300889_107680483259355_200306; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-02T17:06:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30300889_107680483259355_200306; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30300889_107680483259355_200306; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-02T17:06:48Z; created: 2017-06-02T17:06:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2017-06-02T17:06:48Z; pdf:charsPerPage: 768; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-02T17:06:48Z | Conteúdo => • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° SESSÃO DE RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA 10768.048325/93-55 11 dejunho de 2003 124.714 SERPRO SERVIÇO PROCESSAMENTO DE DADOS DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ FEDERAL DE R E S O L U ç Ã O N° 303-00.889 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • • RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 11 de junho de 2003 ~L-f) ANELISE DAUDT PRIETO Relatora /08 JUl200J • Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO LOIBMAN, IRINEU BIANCHI, NILTON LUIZ BARTOLI, PAULO DE ASSIS e FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE. Ausente o Conselheiro CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS . trnc • .. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA • RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATORA 124.714 303-00.889 SERPRO SERVIÇO PROCESSAMENTO DE DADOS DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO FEDERAL DE • • • •• Adoto o relatório da decisão a quo, verbis: "Cuidam os autos da manifestação de inconformidade quanto ao Despacho Decisório de 19.05.1995 proferido à fi. 143 pela Delegacia da Receita Federal no Rio de Janeiro/RJ que indeferiu solicitação de retificação da Declaração de Contribuições e Tributos Federais - DCTF formulada pela empresa em apreço (fis. 01 e 43/45) referente aos meses de janeiro a maio de 1990 por alegada interpretação indevida do fato gerador do Imposto de Renda na Fonte - IRF sobre o trabalho assalariado (contabilização ao invés de pagamento), ao argumento de que a Interessada deixou de comprovar documentalmente a retificação pleiteada. 2. Irresignada com a solução dada pela instância singular, a Interessada oferece o recurso de fis.150/151 no qual formula pedido de reconsideração pelo indeferimento da retificação pleiteada reeditando os argumentos aduzidos na Inicial. A título de subsídio à análise de seu pleito, a Interessada lista as informações que compuseram as DCTF apresentadas originalmente. 3. Esclarece ainda a Interessada que por motivo de a Caixa Econômica Federal - CEF exigir o depósito bancário para crédito dos funcionários com 72 horas de antecedência, não se pode tomar como base para cálculo as datas das ordens bancárias informadas em atendimento à Intimação n° 16/1995 (fi. 84). 4. Concluindo suas ponderações, informa a Interessada que deixa de apresentar a folha de pagamento referente ao mês de dezembro de 1989 a qual também lhe fora solicitada pelo fato de que, na data em que a aludida Intimação foi expedida (16/03/1995) já não mais dispunha da mesma devido ao transcurso do prazo de mais de 5 (cinco) anos definido por lei para a guarda do documentário fiscal. A DRJ indeferiu a solicitação em decisum cuja ementa é a seguinte: "Assunto: Obrigações Acessórias. Período de apuração: 01/01/1990 a 31/05/19~ 2 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 124.714 303-00.889 • '. • • • • RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO. COMPROVAÇÃO DO ERRO - O pedido de retificação de declaração somente poderá ser admitido pela autoridade administrativa mediante comprovação do erro em que se funde (CTN, art.l47, S 10), sob pena de desequilíbrio da relação fisco-contribuinte . DCTF. RETIFICAÇÃO. ALLEGANTI PROBA TIO INCUMBIT - As alegações apresentadas devem não somente enunciar a ocorrência de erro cometido no preenchimento da DCTF, mas, sobretudo, comprová-lo documentalmente. A ausência de elementos probatórios descaracteriza o cumprimento da premissa estabelecida pelo artigo 147, S 10, do CTN como necessária ao deferimento do pedido de retificação da declaração. Desatendido o princípio do "onus probandi", impõe-se, em conseqüência, o indeferimento do pleito." Em recurso voluntário tempestivamente apresentado, a empresa alega ter ocorrido a decadência prevista no artigo 150 do CTN e que, portanto, não há que se falar em falta de elemento probatório para o exercício do direito insculpido no art. 147, parágrafo, 10, do CTN. Haveria decadência seja utilizando-se como termo inicial 01/01/1991 (se tomado como referência o momento do pagamento) seja considerando-se 01/01/94 (ano seguinte ao da entrega das declarações retificadoras). No mérito, aduz que: a-) protocolizou o pedido com cada uma das DCTFs ongmais acompanhadas de sua versão corrigida, bem como dos respectivos DARFs quitados; b-) não está a falar da revisão de oficio prevista no artigo 149 do CTN e sim do pedido de retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante consoante art. 147, parágrafo 10, do CTN; c-) a DRF indeferiu o pedido no caso das DCTFs 01/90, 02/90, 03/90 e 04/90, IRRF, código 0561; deferiu no caso da DCTF 07/90, IRRF, código 0561 e no caso das outras DCTFs relativas ao IRRF, código 1708; d-) no pedido de reconsideração de fls. 150/151, em aditamento aos esclarecimentos já prestados (fls. 43/45 e 85), o SERPRO individualizou todos os dados que compuseram o preenchimento das DCTFs para atendimento ao código de receita 0561, correspondente ao imposto devido sobre o trabalho assalariado; e-) tendo em vista tais esclarecimentos, entende imprópria a aplicação de tratamento diferente a procedimentos do SERPRO realizados identicamente para o evento de único e certo código de receita (0561), sendo que as sistemáticas utilizadas para os preenchimentos das DCT em comento não diferiram umas das outras sequer no erro ensejador do comentado pedido de retificaçã~ 3 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 124.714 303-00.889 • • f-) em momento algum a autoridade fiscal negou valia aos documentos apresentados; g-) pede vênia para esclarecer que, ao contrário do anteriormente ~firmado, os documentos reclamados na intimação de fi. 42 não foram extraviados e sim destruídos por decurso de prazo temporal necessário para a sua guardã~- Conclui solicitando o conhecimento e o provimento do recurso. É o relatório.p 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 124.714 303-00.889 VOTO • • • • Conheço o recurso, que trata de matéria de competência deste Colegiado e é tempestivo. As alegações quanto ao mérito trazidas no recurso voluntário têm como base a decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal. Em suma, o recorrente aduz que apresentou semelhantes elementos de prova para DCTFs em que teria agido da mesma maneira e que o fisco teria tomado decisões diversas. Entretanto, a decisão deste Colegiado fica sobremaneira dificultada à vista da falta de fundamentos trazidos na decisão de fi. 143. Não está claro o porquê de terem sido deferidas as retificações de algumas DCTFs e nem porque houve o indeferimento da alteração de outras . Pelo exposto, voto. por baixar o processo em diligência para que a autoridade que proferiu a decisão de fi. 143 explicite, discriminando por período e por código de arrecadação, os documentos considerados, devendo especificar em que folhas estão acostados, bem como as razões utilizadas para a tomada da decisão. Sala das Sessões, em 11 de junho de 2003 ~~ / ANELISE DAUDT PRIETO - Relatora 5 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
